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`APRESENTAÇÃ O BANCA

Olá professor Adilson, professora Marta e professora Clá udia, boa tarde.
Agradeço a presença de vocês, nã o só hoje, como durante este processo.
Obrigada por me ajudarem e avaliarem esta pesquisa.
No momento da qualificaçã o alguns capítulos ainda nã o estavam prontos,
por isso, optei por comentar agora as novidades deste ú ltimo texto que vocês
receberam. Os apontamentos e caminhos que vocês me indicaram no ultimo
momento foram essenciais para a conclusã o da dissertaçã o. O livro A imagem da
coleçã o princípios que a professora Marta indicou foi ó timo para atribuir
precisã o conceitual ao primeiro capítulo. Também os artigos sobre a concepçã o
de imaginá rio coletivo, de Gilbert Duran, foram instrumentos ricos para elaborar
o quarto capítulo. O quadro comparativo das divindades e as sugestõ es de
esculturas e pinturas que representam vênus, desde a vênus de willendorf na pré
histó ria, que a professora claudia sugeriu, me deram uma diretriz excelente
também para o capítulo 5 e me levaram a percorrer um caminho muito
prazeroso na pesquisa, obrigada!
O resumo e a introduçã o foram especialmente difíceis de redigir e nã o sei
se saíram como eu gostaria. Quando volto ao texto é o que eu mais tenho vontade
de refazer. Gostaria que eles fossem mais curtos e mais lú dicos, atrativos ao
leitor. E confesso que neste meio tempo eu ja me peguei reescrevendo estas
partes.
Quanto ao capítulo 1, agora posso dizer com segurança que abordei os
conceitos que faltavam e fiquei contente com o resultado. Acredito que consegui
aliar as densas discussõ es teó ricas sobre a imagem, que foram um grande
desafio, com exemplos artísticos e literá rios, que deram um ritmo mais leve á
leitura. Este foi um dos capítulos que mais deixei a minha voz aparecer. A
discussã o passa por alguns pontos centrais:
1. o conceito de imagem como denotaçã o, ressaltando a relativa autonomia
da imagem em relaçã o ao seu referente. Isso é retomado posteriormente
quando trato da identidade das personagens vênus e juno nos contos.
2. A apresentaçã o das prá ticas religiosas do animismo, fetichismo e
idolatria, e como elas se relacionam com os textos.
3. Busquei também demonstrar como estas prá ticas religiosas permanecem
no século XIX e na contemporaneidade, sob outras formas.
4. Por fim, discuti a dialética poder x desejo das imagens, tecendo um
paralelo com poder x desejo das mulheres na civilizaçã o ocidental. De
modo geral, quanto menos poder o subalterno tem, mais desejo ele evoca.
Nas narrativas, há um progressã o no poder das está tuas, na capacidade de
domínio delas, condizente com o aumento do desejo, seja o desejo por
elas, ou desejo delas sobre os humanos.

O capítulo 2 é um capítulo de revisã o de literatura, no qual eu apresento os


instrumentos teó ricos. Acrescentei um pouco mais sobre o insó lito e,
principalmente, enxuguei a discussã o para torna-la mais objetiva.

Mérimée é tratado no capítulo 3. Ao apresentar o escritor, o que procurei


destacar como a sua profissã o, na condiçã o de um dos maiores arqueó logos
da frança, está relacionada a um elemento essencial da sua prosa: o apelo ao
passado, que em vênus de ille retorna, fantá stico, nos fragmentos antigos.
Uma das das pesquisas que mais gostei de fazer foi sobre o fascínio da classe
burguesa pela arqueologia, como ele esta relacionado com as escavaçõ es de
pompeia e herculano, mas também com a revoluçã o francesa a depredaçã o
dos monumentos nacionais.

A aná lise do fantá stico em Venus de Ille foi onde eu me realizaei também. É
um conto que está intimamente ligado aos elementos do fantá stico e eu pude
aplicar o capítulo 2 com profundidade. Aliei os três teó ricos Todorov, furtado
e cesarani, um complementando o outro. Trabalhei o conto em sua temá tica, a
relaçã o com o simulacro, a apariçao do monstruoso no ambiente doméstico, o
pacto demoníaco, o aflorar do desejo nao regulado. E ai os procedimentos
formais como narrador, espaço, ambiguidade.

Capítulo 4
Já estava escrito, eu fui lapidando. De todos os monstros que eu encontrei, o
ultimo dos valerios foi o mais difícil de batalhar. Eu passei meses escrevendo,
chorei muito. E foi muito bom retornar co texto depois, com calma, mais
maturidade. Reescrevi alguns pará grafos, inclui a discussã o sobre o sublime,
ja fazendo comparaçõ es com o infamiliar.
Estranhamento – insinuaçõ es de infamiliaridade no discurso.
Incerteza intelectual – desenterrar da juno, apariçã o no sonho e progressiva
mudança de comportamento do conde. Libaçao.
Desorientaçao – desmaio do conde frente a está tua e completa alienaçã o.
Assassianto do valerio antigo – enterrar da deusa.

Capítulo 5
No ultimo capítulo eu trato especialmente da identidade das deusas.
Para isso, eu precisei falar de mitologia. Da influencia dos mitos nos nossos
comportamentos e dos mitos como reflexo de estruturas inconscientes do ser
humano.

O meu objetivo nã o é fazer uma densa aná lise arquetípica, nem me demorar
no conceito de inconsciente e arquétipo. Mas eu senti que os textos
demandavam algumas consideraçõ es neste sentido., ainda que de forma
sucinta.
Optei pelo termo “imaginá rio coletivo”, ao invés de “inconsciente”, por me
parecer mais amplo e apropriado. O imaginá rio coletivo é o conjunto de
atitudes imaginativas, que dã o respostas aos nossos instintos, através de
símbolos, imagens e mitos.

É desta necessidade de simbolizar os nosso instintos que surgem os


arquétipos, como propõ e Jung, as imagens primordiais. Nã o sã o conceitos
simples, e nã o há uma definiçã o clara para estes termos, eu procurei. Fiquei
mais calma quando vi que os teó ricos concordam que nã o ;e fá cil estabelecer
uma definiçã o. Mas vou expor onde minha pesquisa em levou.
Dra. Jacob tem um livro sobre arquétipo que achei bastante didá tico. Ela
começa com um exemplo do reino animal. Quando um pá ssaro constró i um
ninho, por exemplo, ele sente um instinto e simboliza este instinto em um
comportamento ritual, importante para a conservaçã o da espécie. Da mesma
forma os seres humanos tem instintos, sentimentos, por exemplo, em relaçã o
à morte e a velhice, e nó s simbolizamos estes impulsos em determinadas
configuraçõ es de ser, agir e reagir. Elas podem ser herdadas pela cultura, mas
também se manifestam e forma semelhante em culturas que nunca tiveram
contato umas com as outras.

O estudo do arquétipo foi utilizado na dissertaçã o para afirmar como as


figuras femininas da mitologia clá ssica se formam como reminiscências
construtivas do imaginá rio coletivo. Figuras que dialogam com o casamento,
a infidelidade, os perigos da beleza e a rivalidade entre mulheres.

Faço uma apresentaçã o da histó ria da mitologia grega, para ressaltar alguns
pontos:
- como Juno é uma divindade que está relacionada aos conflitos entre a
matristica e o patriarcado.
Obsr: matristica é o termo de guimbutas.
- Como os monstros femininos estã o associados ao medo do desconhecido
feminino. E um medo de retaliaçã o pela supressã o do poder, da
capacidade de agencia das mulheres na civilizaçã o ocidental.
- Trato do comportamento falocrá tico na Grécia antiga, que nó s em certa
parte herdamos. Uso as Hermas como um exemplo histó rico e ja ressalto a
mençã o elíptica que James faz ao evento da depredaçã o das hermas.
- Apresento algumas narrativas sobre Juno e Vênus, ressaltando a diferença
entre as duas.
- Trabalho a identidade das das esculturas como personagens, apontando
os pontos de encontro e desencontro com a mitologia.
- Por fim, retomo a ideia dos monstros femininos, significando as está tuas
como feme fatales.

Claudia
- positivos
- sugestõ es
- perguntas
resumo e introduçã o – modificar
- introduçã o mais leve
- ú ltima revisã o abnt
- usar o termo no presente
- p. 12 a 15 foram estudadas sao estudadas.
- P. 13 fizemos
- Evitar repetiçõ es – quantas vezes foram usadas “também”, “assim”, “mas”
– sinonimos ou emitir
- P. 34 – conforme afirma
- P. 39 - merimee
- P. 59 – unheimlich
Evitar o apud – 38 (no má ximo 5) – parafrasear
Espaçamento nas figuras –
esquema do guarda-chuva – gostaria de referenciar.
Fazer pará grafo conclusivo no final do capítulo.

- Fantá stico e maravilhoso

-
- perguntas nao respondida
- poder das imagens e das mulheres
- o que eu pretendo pesquisar no doutorado
-

martha

Revisã o
: letra maiú scula.
p. 12
“talhada em bronze”!!!
fundida no bronze!
p. 95
infâ mia do mundo moderno – casamento por interesses.
Casamento por amor é moderno

Antiguidade x modernidade
Martha faltou
Atençao para o lugar
Paisagem e escultura
Gosto da burguesia pela antiguidade
Rev francesa – destriçao do passado. Construir um outro imaginá rio
Neoclassicismo e burguesia que tem poder
Imagem -

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