GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES - Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab

UNI VERSI DADE BRAZ CUBAS
1


1. VETORES



1.1 Definições.

O estudo de vetores será fundamentado no conjunto de todos os pontos do espaço
tridimensional ou Euclidiano, que será indicado por R
3
.
Os pontos de R
3
serão denotados por letras latinas maiúsculas(A,B,C,...), as retas,
por letras latinas minúsculas(a, b, c, ...), os planos, por letras gregas minúsculas (α, β, γ,...) e
números reais, ou escalares por letras minúsculas latinas ou gregas.


1.1.1 Grandezas Escalares e Vetoriais.

As grandezas físicas se subdividem em escalares e vetoriais. As grandezas
escalares se caracterizam por sua intensidade ou tamanho (um número e sua unidade
correspondente), como por exemplo: o tempo, a massa, a temperatura, comprimento, etc.
As grandezas vetoriais se caracterizam por três componentes ou sejam intensidade,
direção e sentido, como por exemplo: a força, o momento linear, o deslocamento, etc.

Exemplo 1.1: Grandezas Escalares:

• 50 kg de massa;
• 30 minutos;
• 15 m de comprimento.

Grandezas vetoriais.

• Uma força de 5 N fazendo um angulo de 30° com a reta x e tendo o
sentido da esquerda para a direita. Veja a figura baixo.

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2
x
F
30
°


• Uma velocidade de 10 m/s na direção da reta s e no sentido da direita
para a esquerda. Veja a figura abaixo.

s
v (10 m/s)


1.1.2 Segmento Orientado.

Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos (A, B) sendo
o primeiro chamado de origem e o segundo de extremidade. Sua representação
geométrica é feita por uma seta indo do ponto A para o ponto B, conforme na figura abaixo.


B
A



A direção de um segmento orientado é dada pela sua reta suporte, isto é, pela reta
que contém os pontos que o define ou por qualquer reta paralela a ela.
O sentido de um segmento orientado é definido pela orientação do ponto origem
para o ponto extremidade ou pela seta na sua representação geométrica.
O comprimento de um segmento orientado é a medida do segmento geométrico
que vai desde o ponto origem até o ponto extremidade. Exemplo:

10 cm
B A


Segmentos orientados nulos são aqueles cuja origem e cuja extremidade é o
mesmo ponto. Exemplos: (A,A), (B,B), (P,P), etc.
Segmentos opostos são dois segmentos com mesma direção, mesmo comprimento
e sentidos opostos. Por exemplo, se A ≠ B , então os segmentos (A,B) e (B,A) são
segmentos opostos.
Dois segmentos orientados, (A,B) e (C,D), são equipolentes quando têm a mesma
direção, o mesmo sentido e o mesmo comprimento ou quando ambos forem nulos. A
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notação para segmentos equipolentes é a seguinte: (A,B) ∼ (C,D). Veja na figura abaixo
representações de segmentos orientados equipolentes.





F E
H
C
G
D
B
A


A relação de equipolência de segmentos orientados tem as seguintes propriedades:
a) Reflexiva: (A,B) ∼ (A,B);
b) Simétrica: Se (A,B) ∼ (C,D) então (C,D) ∼ (A,B);
c) Transitiva: Se (A,B) ∼ (C,D) e se (C,D) ∼ (E,F) então (A,B) ∼ (E,F).
Portanto, a relação de equipolência é uma relação de equivalência.
Denomina-se classe de equipolência do segmento orientado (A,B) ao conjunto de
todos os segmentos orientados equipolentes a (A,B).



E
F
H
C
G
D
B
A


1.1.3 Vetor

Definição : Vetor é uma classe de equipolência de segmentos orientados do Espaço
Euclidiano (R
3
). O conjunto de todos os vetores é indicado por V
3
.
Notação:
a) Se (A,B) é um segmento orientado, o vetor correspondente é denotado
por

AB ou por AB
b) Usam-se também letras latinas minúsculas para indicar vetores. Por
exemplo,
r r r
L u v x , , , ou, respectivamente: u, v, x . Neste caso não se faz
referência a seu representante.
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Exemplo 1.2:


r
v
AB
B
A
v

AB




Vetor nulo é aquele cujo representante é um segmento orientado nulo e é representado
por

0 = 0 = AA = AA = BB

Vetores iguais - Dois vetores AB e CD são iguais se, e somente se (A,B) ∼ (C,D) ou seja:

C
D
B
A



Vetores opostos - Dado um vetor v = AB, o vetor BA é o oposto de AB e se indica por -
AB ou por -v.

Norma (intensidade ou módulo) de um vetor é o comprimento de qualquer um de seus
representantes. Por exemplo, se
r
u for um vetor qualquer, a norma de
r
u indica-se
por
r
u .

Vetor unitário - é o vetor cuja norma é igual à unidade, ou seja, se
r
u é unitário então
r
u · 1.

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Versor - de um vetor
r
v não nulo é o vetor unitário com mesma direção e mesmo sentido
que
r
v ou seja
r
r
r
r
e v
v
v
v
· · $ ⇒ v = |v| ev
e
v
B
v=5e
v
v
A







1.2 Adição de vetores
Para todos os vetores
r
u e
r
v de V
3
, a operação de adição de
r
u e
r
v faz
corresponder um vetor chamado soma, indicado por
r
u +
r
v
Regra do Triângulo para a Adição de Vetores. - Sejam os vetores u
r
e
r
v dados por seus
representantes (A, C) e (C, B), respectivamente, então a soma
r
u +
r
v é dada pelo
representante (A,B), como pode ser visto na figura abaixo.





θ
u + v
v
u
A
C
B


||
r
u +
r
v ||
2
= ||
r
u ||
2
+ ||
r
v ||
2
- 2 ||
r
u || ||
r
v || cos θ


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Regra do Paralelogramo para a Adição de Vetores. - Sejam os vetores
r
u e
r
v dados por
seus representantes (A,D) e (A,B), respectivamente, então a soma
r
u +
r
v é dada pelo
representante (A,C), como pode ser visto na figura abaixo.

B
θ
u + v
v
u
A
D
C
φ

||
r
u +
r
v ||
2
= ||
r
u ||
2
+ ||
r
v ||
2
+ 2 ||
r
u || ||
r
v || cos φ
Obs: Lembrar que θ + φ = π = 180°


Propriedades da adição de vetores
Sejam os vetores
r r r
u v e w , quaisquer e
r
0 o vetor nulo, então as seguintes
propriedades são válidas para a adição de vetores:
A.1) Propriedade Associativa.
r r r r r r
u v w u v w + + · + + ( ) ( )
A.2) Propriedade Comutativa.
r r r r
u v v u + · +
A.3) Elemento Neutro.
u u u
r r
r r
r
· + · + 0 0
A.4) Elemento Oposto
0 ) (
r
r r r r
· − · − + u u u u


Subtração de vetores
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A subtração do vetor
r
v do vetor
v
u é, por definição, a soma do vetor u
v
com o vetor
oposto de
r
v , ou seja
3
, ), ( V v u v u v u ∈ ∀ − + · −
r r r r r r

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Exercícios: Represente graficamente as adições dos pares de vetores abaixo, e dê o valor
da norma dos vetores resultantes, usando as regras de adição vistas acima. Os vetores têm
normas dadas por: |a| = 10 e |b| = 20.



a)
60°
v
u

=================


b)
u 120°
v

=================


c)
u
90°
v


d)

u
120°
v

=================


e)
u
60°
v

=================


f)
v
u

=================


g)
u
v

=================




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1.3 Multiplicação de escalar (número real ) por vetor
Seja
r
v um vetor qualquer de V
3
e seja α α um número real qualquer. A multiplicação do
escalar α α pelo vetor
r
v é a operação “externa” em V
3
que a cada escalar α α e a cada vetor
r
v
associa um vetor α α
r
v tal que:
1) Se α α=0 ou
r
r
v · 0 , então α
r
r
v · 0 (por definição).
2) Se α ≠ ≠ 0 0 e v
r
r
, então α
r
v é caracterizado por:
a) α
r
v é paralelo a
r
v .
b) α
r
v e
r
v tem mesmo sentido se α > 0 e sentidos contrários de α < 0 .
c) α α
r r
v v · , isto é, a norma de α
r
v é igual ao produto do módulo de α α
pela norma de
r
v .


Propriedades da multiplicação de escalar por vetores
Sejam os vetores
r r
u e v quaisquer e os escalares α β e quaisquer, então as
seguintes propriedades são válidas para a multiplicação de escalar por vetor:
M.1) α α α ( )
r r r r
u v u v + · + ;
M.2) ( ) α β α β + · +
r r r
v v v ;
M.3) Elemento Neutro
1
r r
v v · ;
M.4) α β α β β α ( ) ( ) ( )
r r r
v v v · · .

1.4 Soma de ponto com vetor
Definição :Sejam
3
R P∈ , um ponto qualquer do Espaço Euclidiano e
3
V v ∈
r
, um vetor
qualquer do Espaço Vetorial Tridimensional. Chama-se operação de soma de um
ponto P com um vetor v
r
a operação que associa um único ponto Q de
3
R a v P
r
+ ou
seja
v
Q
P


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OBS.: v P
r
− é a soma de P com o inverso de v
r
. Também, como conseqüência dessa
operação, um vetor pode ser definido como diferença de dois pontos ou seja
P Q v − ·
r
.
Propriedades dessa Operação
P1.
3
, 0 R P P P ∈ ∀ · +
r

P2. Se v u v P u P
r r r r
· ⇒ + · +
P3 ) ( ) ( v u P v u P
r r r r
+ + · + +
P4 Se B A v B v A · ⇒ + · +
r r

P5 P v v P · + −
r r
) (
Exercícios propostos
1.4.1.Sejam os vetores v e u
r r
quaisquer. Represente graficamente
r r
u v +
a) Usando a regra do triângulo.
b) Usando a regra do paralelogramo.
1.4.2.Demonstre graficamente a propriedade comutativa da adição de vetores ou seja
mostre que
r r
u v + =
r r
v u + .
1.4.3. Seja o vetor
r
u qualquer. Represente graficamente
r
v = 2
r
u.
1.4.4. Sejam os vetores u e v quaisquer. Represente graficamente a adição v u
r r
3 2 − .
Explique a operação.
1.4.5. Demonstre que o segmento que une os pontos M e N que dividem os lados AC e CB
em segmentos de tamanhos 1/3 e 2/3, é igual a 2/3 da medida da base, isto é, prove
que
AB MN
3
2
· .
A
M
N
B
C

=======================

1.4.6. Seja o triangulo ABC , e seja X o ponto médio de AB . Demonstre a relação:
XC = f( AC, BC )
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X B
C
A

Solução:
XC = XA + AC
XC = XB + BC

2 XC = 0 + AC + BC ⇒ XC = ½AC + ½BC, Q.E.D.
==========================

1.4.7.Seja o vetor
r
u de norma igual a 3 cm e o vetor
r
v de norma igual a 4 cm, sabendo que
o ângulo entre eles é de 90°, represente graficamente
r r
u v +
a) Usando a regra do triângulo.
b) Usando a regra do paralelogramo.
1.4.8. Dados os vetores
r r
u e v abaixo obtenha a soma v u
r r
2 3 + .
v
u

========================
1.4.9. Demonstre que o segmento que une os pontos médios dos lados não paralelos de um
trapézio é igual a semi-soma das medidas das bases, isto é, prove que
MN AB DC · +
1
2
( ) .


M
D C
A B
N

Solução:
AB = AD + DC + CD
MN = MD + DC + CN = ½AD + DC + ½CB = ½AD + ½DC + ½CD + ½DC
) (
2
1
DC AB MN + · , q.e.d.
=============================

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10
1.4.10. Livro do Boulos, pg. 15: 6; 7


1.5 Dependência e Independência Linear.
Combinação linear: Se um vetor x pode ser escrito da forma x = α v
1
+ v
2
+ ... + γ
vn, então dizemos que x é uma combinação linear de α v1 , v2 , ... e vn,
Definição informal de independência linear: Um grupo de vetores é dito linearmente
independente se não for possível escrever qualquer deles como combinação linear dos
outros.
A dependência e a independência linear de vetores são conceitos fundamentais no
estudo de espaços vetoriais. Por isso, sua conceituação será feita sob dois enfoques: o
geométrico e o algébrico. Porém, para isso necessita-se do conceito de paralelismo entre
vetor e reta e entre vetor e plano.
Diz-se que um vetor
r
v é paralelo a uma reta r se algum representante de
r
v tiver a
reta r como reta suporte. Dois vetores são paralelos quando suas retas suportes forem
paralelas.
Diz-se que um vetor
r
v é paralelo a um plano π se algum representante de
r
v tiver
como reta suporte uma das retas do plano π.
1.5.1 Conceituação geométrica da dependência linear de vetores.
A definição geométrica da dependência linear de vetores é feita por etapas,
dependendo da quantidades de vetores envolvidos.
Definição 1:
a) Um único vetor
3
V v ∈
r
é linearmente dependente(LD) se
r
r
v · 0 . Se
r
r
v ≠ 0 então
r
v
é linearmente independente(LI);
b) Dois vetores
r r
u v V , ∈
3
são linearmente dependentes se, e somente se, forem
colineares ou paralelos. Caso contrário, são linearmente independentes;
c) Três vetores
r r r
u v w V , , ∈
3
são linearmente dependentes se, e somente se, forem
paralelos a um mesmo plano π π. Caso contrário, são linearmente independentes; e
d) Quatro ou mais vetores de V
3
são sempre linearmente dependentes.
1.5.2 Caracterização algébrica da dependência linear de vetores.
Definição 2: Sejam
r r
L v v v n
n 1 2
1 , , , ( ) ≥ vetores de V
3
e sejam α α α
1 2
, , , L
n
números
reais. Chama-se COMBINAÇÃO LINEAR dos vetores
r r
L v v v
n 1 2
, , , ao vetor
r
u
definido por:
r r r
L
r
u v v v
n n
· + + + α α α
1 1 2 2

OBS.: Diz-se também que
r
u é gerado pelos vetores
r r
L v v v
n 1 2
, , , .
Definição 3: Sejam
3
2 1
, , V v v v
n

r
L
r r
. Dizemos que o conjunto } , , , {
2 1 n
v v v L
r r
é linearmente
independente (LI) , ou que os vetores
n
v v v
r
L
r r
, ,
2 1
são LI, se a equação
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11
0
2 2 1 1
r
r
L
r r
· + + +
n n
v v v α α α
implicar em que a única solução seja 0
2 1
· · · ·
n
α α α L . No caso em que exista
algum 0 ≠
i
α diz-se que } , , , {
2 1 n
v v v L
r r
é linearmente dependente (LD), ou que os
vetores
n
v v v
r
L
r r
, ,
2 1
são LD.
Teorema 1: } , , {
1 n
v v
r
L
r
é LD se , e somente se um destes vetores for combinação linear
dos outros, isto é, se existe pelo menos um valor 0 ≠
i
α tal que
0
2 2 1 1
r
r
L
r
L
r r
· + + + +
n n i i
v v v v α α α α
ou
) (
1
1 1 1 1 2 2 1 1 n n i i i i
i
i
v v v v v v
r
L
r r
L
r r r
α α α α α
α
+ + + + + + ·
+ + − −

Corolário 1.1 Os vetores
3
, V v u ∈
r r
são linearmente dependentes se, e somente se, existir
um número real α α tal que
r r
u v · α ou se existir um número real β β tal que u v
r r
β ·
.
Corolário 1.2 Se os vetores
r r
u v V , ∈
3
são linearmente independentes e se os vetores
r r r
u v w V , , ∈
3
são linearmente dependentes, então
r
w é combinação linear de
r r
u e v , isto é, existem escalares α α e β β tais que v u w
r r r
β α + · .
Corolário 1.3 Se os vetores
3
, , V w v u ∈
r r r
são linearmente independentes, então todo vetor
r
x V ∈
3
é gerado pelos vetores
r r r
u v e w , , isto é, para todo o vetor
r
x V ∈
3
, existem
números reais α β γ , e tais que
w v u x
r r r r
γ β α + + ·
1.6 Base.
1.6.1 Base do espaço vetorial V
3

Definição: Chama-se base de V
3
a qualquer tripla ordenada, E = ( , , )
r r r
e e e
1 2 3
, de vetores
linearmente independentes de V
3
.
OBS.: A base “E” gera todos os vetores de V
3
, isto é, qualquer vetor de V
3
é uma
combinação linear de
r r r
e e e e
1 2 3
, .Ou seja, existem escalares a a a
1 2 3
, , tais que
3 3 2 2 1 1
v a e a e a v
r r r r
+ + · para qualquer vetor
r
v .
Coordenadas do Vetor : Escolhida uma base “E” de V
3
, fica associada univocamente a
cada vetor
r
v um terno ordenado de escalares ( a a a
1 2 3
, , ) . Esse terno é
denominada “coordenadas do vetor
r
v ” em relação a base “E”.
Notação: A ordem dos escalares é importante, pois trata-se de um terno ordenado.
r r r r
v a a a a e a e a e · · + + ( , , )
1 2 3 1 1 2 2 3 3
.
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Adição de vetores em função das coordenadas
Sejam os vetores
r r r r
u a a a a e a e a e
E
· · + + ( , , )
1 2 3 1 1 2 2 3 3

r r r r
v b b b b e b e b e
E
· · + + ( , , )
1 2 3 1 1 2 2 3 3

então define-se adição de
r
u e
r
v por
r r r r r
u v a b e a b e a b e + · + + + + + ( ) ( ) ( )
1 1 1 2 2 2 3 3 3

ou seja,
E E E
b a b a b a b b b a a a v u ) , , ( ) , , ( ) , , (
3 3 2 2 1 1 3 2 1 3 2 1
+ + + · + · +
r r

Exemplo: Calcule a soma dos vetores: ) 4 , 1 , 2 ( ) 3 , 2 , 5 ( − · · v e u
r r
.
Solução:
r r
u v + · + − + + · ( ( ), , ) ( , , ) 5 2 2 1 3 4 3 3 7

Multiplicação de escalar por vetor em função das coordenadas
Seja um vetor qualquer
r r r r
u a a a a e a e a e
E
· · + + ( , , )
1 2 3 1 1 2 2 3 3
e seja um escalar
qualquer λ λ. Então, define-se produto do escalar λ λ pelo vetor
r
u por
λ λ
r
u · ( a e a e a e a e a e a e
1 1 2 2 3 3 1 1 2 2 3 3
r r r r r r
+ + · + + ) λ λ λ
ou seja,
λ λ λ λ λ
r
u a a a a a a · · ( , , ) ( , , )
1 2 3 1 2 3

Exemplo: Sejam o vetor
r
u · − ( , , ) 5 1 2 e o escalar λ λ=2 . Calcule o produto do escalar λ λ pelo
vetor
r
u .
Solução:
λ
r
u · − · × × − × · − 2 5 1 2 2 5 2 1 2 2 10 2 4 ( , , ) ( , ( ) , ) ( , , )
Dependência linear de vetores em função das coordenadas
Teorema 4: Os vetores
r
u a a a
E
· ( , , )
1 2 3
e
r
v b b b
E
· ( , , )
1 2 3
são linearmente dependentes
se, e somente se, a a a
1 2 3
, , são proporcionais a b b b
1 2 3
, , , isto é, se:
k
b
a
b
a
b
a
· · ·
3
3
2
2
1
1
(constante)
Teorema 5: Os vetores
r
u a a a
E
· ( , , )
1 2 3
,
r
v b b b
E
· ( , , )
1 2 3
e
r
w c c c
E
· ( , , )
1 2 3
são
linearmente independentes se, e somente se
a a a
b b b
c c c
1 2 3
1 2 3
1 2 3
0 ≠
Exemplos: Boulos pg 43: Resolvidos 1; 2; 3
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13
Boulos pg. 45: Propostos 1; 2; 4; 6; 7
Esta apostila: 1.6.2; 1.6.3

Ortogonalidade de vetor com reta e plano
Diferenciação entre retas perpendiculares e ortogonais
Definição:
1) O vetor
r
r
u ≠ 0 é ortogonal àreta r (ao plano π π) se existir um representante (A,B) de
r
u tal que AB é ortogonal a r (a π π). O vetor nulo é considerado ortogonal a toda reta
r e a todo plano π π.
2) Os vetores
r
u e
r
v são ortogonais se um deles é nulo ou, caso contrário, admitirem
representantes perpendiculares.(símbolo de ortogonalidade ⊥ ).
Teorema 6: Os vetores
r
u e
r
v são ortogonais se, e somente se,
r r r r
u v u v + · +
2 2 2


Base ortonormal
Definição: Uma base E = ( , , )
r r r
e e e
1 2 3
é ortonormal (ou canônica) se
r r r
e e e e
1 2 3
, são unitários e
ortogonais dois a dois.
Teorema 6: Se E = ( , , )
r r r
e e e
1 2 3
é uma base ortonormal, e se
r r r r
u xe y e z e x y z
E
· + + ·
1 2 3
( , , ) ,
então a norma de
r
u é dada por
r
u x y z · + +
2 2 2


Exercícios: Boulos pg 45: Resolvido 5; Propostos 1; 2; 4; 6; 7; 11; 12
Esta apostila: 1.6.4; 1.6.6; 8; 9; 11; 12; 13; 14; 15; 16; 17














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14

1.6.2 Cossenos Diretores
1.6.2.1 Ângulos diretores e cossenos diretores de um vetor.
Seja uma base ortonormal ( k j i
r r r
, , ) e seja o vetor
r
r
v ≠ 0 . Chamam-se cossenos
diretores de
r
v , relativamente a base (
r r
r
i j k , , ), aos números reais cosα , cos β , cosγ onde,
α β γ , e são as medidas dos ângulos que
r
v forma com
r r r
i j k , , respectivamente.

z


r
v
γ

r
k β


r
i α
r
j y
x

Os cossenos diretores do vetor
r
v são dados pelas seguintes expressões:
cos , cos , cos α β γ ·
+ +
·
+ +
·
+ +
x
x y z
y
x y z
z
x y z
2 2 2 2 2 2 2 2 2

1.6.3 Paralelismo Entre Dois Vetores
Dois vetores ) , , (
1 1 1
z y x u ·
r
e ) , , (
2 2 2
z y x v ·
r
são paralelos (ou colineares) se forem
LD, isto é, se existir um número real k tal que v k u
r r
· . Ou ainda, se
k
z
z
y
y
x
x
· · ·
2
1
2
1
2
1

Exercícios propostos.
1.6.1. Represente graficamente as seguintes seqüências de vetores linearmente
Dependentes:
a)
r r
u e v .
b)
r r r
u v e w , .
1.6.2. Decida se os vetores são LI ou LD nos casos abaixo:
a)
r r
u v · − · − ( , , ), ( , , ) 2 34 4 68
b) ) 4 , 5 , 4 ( ), 7 , 1 , 1 ( ), 1 , 2 , 1 ( − · − − · · w v u
r r r

1.6.3. Sendo ) 4 , 1 , 5 ( ), 3 , 1 , 2 ( ), 3 , 7 , 1 ( − − · · − · w v u
r r r
, ache as coordenadas de
a) u v w
r r r
+ +
b)
r r r
u v w + − 3 2
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15
1.6.4. Calcule u
r
., sendo E = (
r r r
e e e
1 2 3
, , ) uma base ortonormal, nos casos:
a)
3 2 1
4 2 6 e e e u
r r r r
− − ·
b)
r
u · − ( , , ) 7 0 5
1.6.5. Escreva
r
z · ( , , ) 4 013 como combinação linear dos vetores
r r r
u v e w , ., Sendo
r r r
u v w · − · · − − ( , , ), ( , , ), ( , , ) 1 1 3 2 1 3 1 14 .
1.6.6. Achar os vetores unitários eu e ev , respectivamente paralelos aos vetores de base
ortonormal ) 3 , 3 , 3 ( ) 1 , 3 , 1 ( − · − · v e u
r r
.
1.6.7. Sejam os vetores ). 2 , 1 , 1 ( ) 2 , 1 , 1 ( ), 2 , 2 , 1 ( − + · − − · · m m w e m m v u
r r r
Determine “m”
para que (
r r r
u v w , , ) , seja LD.
1.6.8. Verifique se são ortogonais os vetores nos seguintes casos:
a u e v
b x e y
) ( , , ) ( , , )
) ( , , ) ( , , )
r r
r r
· · −
· · −
1 2 0 2 1 5
4 1 3 0 3 1

1.6.9. Determine os valores de m para que o vetor ) 5 , 2 , ( m m m v ·
r
expresso em uma base
ortonormal, seja um vetor unitário.
1.6.10. Sendo E = (
r r r
e e e
1 2 3
, , ) uma base ortonormal, exprima os vetores abaixo como
combinação linear dos vetores da base E.
) 13 , 8 , 0 ( ) ) 7 , 1 , 4 ( )
) 3 , 1 , 2 ( ) ) 1 , 2 , 3 ( )
· − − ·
− · ·
y d x c
v b u a
r r
r r

1.6.11. Verifique se as triplas de vetores ) , , ( c b a
r
r
r
formam uma base no espaço R
3
.
a)
¹
¹
¹
'
¹
·
− ·
− ·
) 0 , 3 , 4 (
) 1 , 1 , 1 (
) 1 , 2 , 3 (
c
b
a
r
r
r
b)
¹
¹
¹
'
¹
·
·
·
) 1 , 1 , 0 (
) 1 , 0 , 1 (
) 0 , 1 , 1 (
c
b
a
r
r
r
c)
¹
¹
¹
'
¹
·
− − ·
·
) 2 , 6 , 4 (
) 1 , 1 , 1 (
) 1 , 3 , 2 (
c
b
a
r
r
r

1.6.12. Determine os valores de m para que o vetor ) 0 , 6 , (m v ·
r
tenha norma igual a 7.
1.6.13. Determine um vetor paralelo ao vetor k j i v
r r r
r
+ + · com norma igual a 5, sendo
) , , ( k j i
r r r
uma base ortonormal.
1.6.14. Ache os vetores paralelos aos vetores de base ortonormal
) 0 , 4 , 3 ( ) 5 , 3 , 2 ( − · − · v e u
r r
com normas iguais a 13 e 20 , respectivamente.
1.6.15. Calcule o vetor soma (
r
s ) nos seguintes casos:
a) ) 2 , 0 , 3 ( 5 ) 0 , 2 , 1 ( 2 ) 2 , 3 , 1 ( − − + · s
r

b) ) 1 , 3 , 9 ( 2 ) 7 , 5 , 0 ( 3 ) 1 , 2 , 1 ( 7 ) 2 , 1 , 4 ( − + + − − · s
r

1.6.16. Determine os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores
) 1 2 , 2 , 4 ( ) 1 , 3 , 1 ( − · + · n v e m u
r r
.
1.6.17. As seqüências de vetores abaixo formam bases de V
3
? Explique.
a) ) 0 , 0 , 3 ( ) 0 , 2 , 1 ( , ) 2 , 3 , 1 ( · · · w e v u
r r r

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b) ) 7 , 5 , 0 ( ) 1 , 2 , 1 ( , ) 2 , 1 , 4 ( · − · · w e v u
r r r

c) u = (1, 0, 0); v = (0, 1, 0) e w = (0, 0, 1)
d) u = (1, 0, 0); v = (0, 1, 1)
1.6.18. Escreva ) 2 , 2 , 2 (− · z
r
como combinação linear dos vetores
r r r
u v e w , ., Sendo
) 0 , 1 , 1 ( ), 1 , 0 , 3 ( ), 1 , 1 , 2 ( · − · − − · w v u
r r r
.
1.6.19. Calcule os ângulos diretores do vetor ) 3 , 1 , 1 ( − · v
r
.

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2. PRODUTO DE VETORES

2.1 Produto escalar.

2.1.1 Ângulo entre dois vetores


Definição 2.1: Sejam os vetores não nulos
r
u e
r
v e sejam os pontos A, B e C tais que
r
u AB · e
r
v AC · (veja a figura abaixo). Seja θ θ a medida em radianos (graus) do
“ângulo BÂC” satisfazendo a restrição 0 0 180 ≤ ≤ ≤ ≤ ° θ π θ ( ) .

B

θ θ
A C
Então, o número θ θ é chamado medida em radianos (graus) do ângulo entre
r
u e
r
v .
2.1.2 Definição de produto escalar
Definição 2.2: Chama-se produto escalar dos vetores
r
u e
r
v ao número real
r r
u v • dado por
θ cos v u v u
r r r r
· • ,
sendo θ θ a medida do ângulo entre
r
u e
r
v .

Corolário 2.3: Se as coordenadas dos vetores
r
u x y z · ( , , )
1 1 1
e
r
v x y z · ( , , )
2 2 3
se referem a
uma base ortonormal, então o produto escalar,
r r
u v • , pode ser dado por
r r
u v x x y y z z • · + +
1 2 1 2 1 2

Demonstração:
θ cos v u v u
r r r r
· •
||
r
u +
r
v ||
2
= ||
r
u ||
2
+ ||
r
v ||
2
- 2 ||
r
u || ||
r
v || cos θ
||
r
u || ||
r
v || cos θ = ½(||
r
u ||
2
+ ||
r
v ||
2
- ||
r
u +
r
v ||
2
)
r r
u v x x y y z z • · + +
1 2 1 2 1 2
, q.e.d.


Corolário 2.4: Se
r
r
r
r
u e v ≠ ≠ 0 0 , então da Definição 2.2 vem:

,
`

.
|

·

·

v u
v u
e
v u
v u
r r
r r
r r
r r
1
cos cos θ θ
Exemplo 2.1: Ache a medida em radianos do ângulo entre os vetores ) 3 , 0 , 2 ( − · u
r
e
) 1 , 1 , 1 ( · v
r
.
Solução: Para obter-se o valor de θ , precisa-se calcular primeiro o produto interno
r r
u v • e
as normas de u
r
e de v
r
.
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1 3 0 2 1 ). 3 ( 1 . 0 1 . 2 ) 1 , 1 , 1 ( ) 3 , 0 , 2 ( − · − + · − + + · ⋅ − · • v u
r r

13 ) 3 ( 0 2
2 2 2
· − + + · u
r

3 1 1 1
2 2 2
· + + · v
r

Substituindo na fórmula do θ vem:

,
`

.
|
− ·

,
`

.
| −
·

,
`

.
|

·
− − −
39
1
cos
3 13
1
cos cos
1 1 1
v u
v u
r r
r r
θ .
θ = 99,21° = 1,73 rd

2.1.3 Propriedades do produto escalar
Teorema 2.1: Para quaisquer
r r r
u v w V , , ∈
3
e para qualquer número real λ λ , tem-se:
1.
r r r r r r r
u v w u v u w • + · • + • ( )
2.
r r r r r r
u v u v u v ( ) ( ) ( ) λ λ λ · • · •
3.
r r r r
u v v u • · •
4.
r r r r r
r
u u u u u • ≥ • · ⇔ · 0 0 0 ;
Norma de vetor como função do Produto Escalar
Definição 2.5: Seja um vetor qualquer ) , , ( z y x u ·
r
com as coordenadas referindo-se a uma
base ortonormal. Então, da definição de produto escalar, temos:
u.u = |u|
2
cos 0, e:
r r r
u u u x y z x y z x y z · • · • · + + ( , , ) ( , , )
2 2 2

2.1.4 Condição de ortogonalidade de dois vetores
Teorema 2.2: Sejam dois vetores quaisquer
r
u e
r
v de V
3
. O vetor
r
u é ortogonal a
r
v (
r r
u v ⊥ )
se, e somente se,
r r
u v • · 0 .
2.1.5 Projeção do vetor
r
u na direção do vetor
r
v
Sejam os vetores
r
u e
r
v , sendo
r
r
u ≠ 0 e
r
r
v ≠ 0 , e θ θ o ângulo entre eles. A projeção do
vetor
r
u sobre o vetor
r
v , representada por proj u
v
r
r
, é o vetor definido por

· v u u proj
v
θ cos | |
r r
r , ou seja:
proj u u
u v
v
v
v v
r r
r r
r r
r
r
· ·

2


u
v
v
u
θ

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Exercícios propostos.
2.1.1. Seja a base ortonormal (
r r r
i j k , , ). Verifique se são ortogonais os vetores nos seguintes
casos:
a)
r
r r
r
r r
r
u i j e v i j k · + · − + 2 2 5
b)
r
r r
r
r
r
r
u i j k e v j k · + + · − + 4 3 3
2.1.2. Ache a medida (em graus e em radianos) do ângulo entre
r
u e
r
v nos casos abaixo.
a) ) 2 , 10 , 2 ( ), 1 , 0 , 1 ( − · · v u
r r

b) ) 2 , 1 , 2 ( ), 0 , 3 , 3 ( − · · v u
r r

c) ) 2 , 2 , 1 ( ) 4 , 1 , 1 ( − · · v e u
r r

2.1.3. Ache x de modo que
r
u ⊥
r
v nos casos abaixo.
a) ) 3 , , 1 ( ), 3 , 0 , ( x v x u · ·
r r

b) ) 1 , , 4 ( ), 4 , , ( x v x x u · ·
r r

c)
r r
u x v x · − · − ( , , ), ( , , ) 1 4 3 1
2.1.4. Ache a projeção do vetor
r
w na direção de
r
v nos casos:
a) ) 1 , 1 , 3 ( ), 2 , 1 , 1 ( − · − · v w
r r

b) ) 2 , 1 , 2 ( ), 1 , 1 , 1 ( − · − · v w
r r

c) ) 3 , 1 , 3 ( , ) 0 , 2 , 2 ( · · v w
r r
.
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2.2 Produto vetorial.
O produto vetorial entre dois vetores, p e q, é o vetor expresso como:
v = p X q ,
e é definido como o vetor v, que satisfaz as seguintes condições:
1. A linha de ação de v é perpendicular ao plano que contém p e q.
2. O módulo de v é dado por: v = p q sen θ, onde θ é o menor ângulo entre os vetores p e
q.
3. O sentido de v é tal que p, q e v formam, nesta ordem, um triedro direto.
Obs: p X q = - q X p
• Exemplo físico: torque, ou momento de uma força: τ τ = r X F
Ver figura 1, abaixo.

P
Q
V = P X Q
θ
-V = Q X P

Figura 1 - Produto Vetorial

Exemplo:
30°
V
1
=40m
V
2
=50N
U = 2 V
1

• Produto de escalar por vetor: U = 2 V
1

• Produto escalar:W=V
1
.V
2
=V
2
.V
1
=40X50Xcos(30
o
)=1732,05N.m= 1732,05 J
• Produto vetorial:
a) P = V
1
X V
2

/P/ = 40 X 50 X sen(30
o
)
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Direção: Para dentro do papel.
b) M = V2 X V1
/M/ = 50 X 40 X sen(30
o
)
Direção: Para fora do papel.


Corolário 2.6: Sejam os vetores
r
u e
r
v de V
3
e sejam
r
u x y z · ( , , )
1 1 1
e
r
v x y z · ( , , )
2 2 2

definidos numa base ortonormal positiva ( , , )
r r r
i j k . Então, o produto vetorial(ou
externo) de
r
u e
r
v é dado por:


r r
r r r
r r r
u v
i j k
x y z
x y z
y z
y z
i
x z
x z
j
x y
x y
k × · · − +
1 1 1
2 2 2
1 1
2 2
1 1
2 2
1 1
2 2

ou

r r
r r
r
u v y z z y i x z z x j x y y x k × · − − − + − ( ) ( ) ( )
1 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 2


O vetor
r r
u v × é ortogonal aos vetores
r
u e
r
v de tal modo que ( , , )
r r r r
u v u v × formam
uma base positiva de V
3
(destrógiro). Veja a figura abaixo.


r r
u v ×


r
v

θ


r
u







2.2.2 Propriedades do Produto Vetorial
Teorema 2.3: Para quaisquer vetores
r r r
u v w , , de V
3
e para qualquer número real λ λ, tem-se:
1)
r r r r r r r
u v w u v u w × + · × + × ( ) , e ( )
r r r r r r r
u v w u w v w + × · × + ×
2)
r r r r r r
u v u v u v × · × · × ( ) ( ) ( ) λ λ λ
3)
r r r r
u v v u × · − ×

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2.2.3 Interpretação geométrica do módulo do produto vetorial.
O módulo do produto vetorial dos vetores não-nulos
r
u e
r
v de V
3
é igual a área do
paralelogramo determinado por eles. Veja a figura abaixo.

D C

r
v
θ h v ·
r
senθ
A B

r
u
Área do paralelogramo ABCD = v u v u
r r r r
× · θ sen
Exercícios propostos.
2.2.1. Calcule o produto vetorial v u
r r
× e u v
r r
× nos casos abaixo.
a) ) 1 , 2 , 1 ( ), 4 , 2 , 6 ( − − · − − · v u
r r

b) ) 1 , 2 , 1 ( ), 5 , 0 , 7 ( − · − · v u
r r

2.2.2. Calcule a área do paralelogramo ABCD, sendo AB = (1,1,-1) e AD = (2,1,4)
2.2.3. Calcule a área do paralelegramo determinado pelos vetores
v u y e v u x
r r r r r r
3 2 3 + · − · , onde ) 1 , 3 , 2 ( ) 2 , 1 , 1 ( − · − · v e u
r r

2.2.4. Determine o vetor x
r
de norma 5 que é simultaneamente ortogonal aos vetores
) 2 , 1 , 1 ( ) 1 , 3 , 2 ( · − · v e u
r r
.
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23

2.3 Produto misto.


Definição 2.7: Sejam os vetores
r r r
u v w , , de V
3
. Denomina-se produto misto de
r r r
u v w , , ao
número real [ , , ]
r r r r r r
u v w u v w · × • .
Teorema 2.4: Seja ( , , )
r r
r
i j k uma base ortonormal positiva, relativamente à qual
r r r
u x y z v x y z e w x y z · · · ( , , ), ( , , ) ( , , )
1 1 1 2 2 2 3 3 3
, então o produto misto de
r r r
u v w , ,
é dado por:
[ , , ]
r r r
u v w
x y z
x y z
x y z
·
1 1 1
2 2 2
3 3 3


2.3.2 Interpretação geométrica do módulo do produto misto


O módulo do produto misto
r r r
u v w × • é igual ao volume do paralelepípedo de arestas
determinadas pelas vetores
r r r
u v e w , conforme exibido na figura abaixo.


r r
u v ×


θ
r
w
h

r
v




r
u

Volume do Paralelepípedo = S X h
Onde, θ é a medida do ângulo entre os vetores
r r r
u v e w × .





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Exercícios propostos.
2.3.1. Calcule o volume do paralelepípedo determinado pelos vetores
) 1 , 2 , 3 ( ) 4 , 2 , 1 ( ), 3 , 1 , 2 ( − · − − · − · w e v u
r r r
.
2.3.2. Os vetores
r r r
u v e w m m · − − · − − · + − ( , , ), ( , , ) ( , , ) 2 1 3 1 1 4 1 1 determinam um
paralelepípedo de volume 42. Calcular o valor de m.
2.3.3. Calcule o volume do paralelepípedo determinado pelos vetores
) 1 , 2 , 1 ( ) 3 , 1 , 1 ( ), 3 , 1 , 2 ( − · − − · − − · w e v u
r r r
.
2.3.4. Verifique se os vetores ) 4 , 0 , 1 ( ) 3 , 5 , 2 ( ), 1 , 3 , 2 ( · − · − · w e v u
r r r
são coplanares.

2.4 Duplo produto vetorial.
O produto vetorial de dois vetores quaisquer LI,
r
u e
r
v de V
3
, é um vetor ortogonal a
r
u e a
r
v , logo o produto vetorial desse vetor com outro vetor qualquer
r
w de V
3
resulta num
vetor que está contido no plano determinado pelos vetores iniciais
r
u e
r
v . Veja a figura
abaixo.

r r
u v ×


( )
r r r
u v w × ×

r
w





r
u
r
v



Como os vetores ( )
r r r
u v w × × ,
r
u e
r
v são coplanares , implica que eles são LD, então
pode-se escrever qualquer um deles como combinação linear dos outros dois. Assim, pode-
se expressar o duplo produto vetorial como combinação linear dos vetores
r
u e
r
v ou seja
( )
r r r r r
u v w u v × × · + λ µ .
Tomando-se uma base ortonormal positiva, (
r r r
i j k , , ) , após algumas manipulações
algébricas determinam-se os valores dos parâmetros λ e µ em função dos vetores
r r r
u v e w , , resultando em
v w u u w v w v u
r r r r r r r r r
) ( ) ( ) ( • + • − · × ×
Como o produto vetorial não é associativo, então refazendo todos os cálculos para
r r r
u v w × × ( ) , resulta
r r r r r r r r r
u v w u w v u v w × × · • − • ( ) ( ) ( )


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25
Exemplo 2.1: Sejam os vetores
r r r
u v e w · − − · − · ( , , ), ( , , ) ( , , ) 3 2 6 2 1 0 1 3 4 . Calcule o duplo
produto vetorial,
r r r
u v w × × ( ) .
Solução:
r r r r r r r r r
u v w u w v u v w × × · • − • ( ) ( ) ( )
( ) ( , , ) ( , , )
( ) ( , , ) ( , , )
( ) ( , , ) ( , , ) ( , , )
r r
r r
r r r r r
u w
u v
u v w v w
• · − − • · − − · −
• · − − • − · + + ·
× × · − − · − + − − − · − −
3 2 6 1 3 4 3 6 24 27
3 2 6 2 1 0 6 2 0 8
27 8 54 27 0 8 24 32 62 3 32

Exercícios propostos.
2.4.1. Dados os vetores : ), 2 , 2 , 1 ( ) 0 , 1 , 1 ( ), 1 , 1 , 2 ( calcular w e v u − · − · − ·
r r r

a) ( )
r r r
u v w × ×
b)
r r r
u v w × × ( )


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26


3. Geometria Analítica



3.1 Sistema de coordenadas cartesianas.


Definição 3.1: Sejam O um ponto de R
3
e E = (e1, e2, e3) uma base de V
3
. Ao par (O, E)
chama-se SISTEMA DE COORDENADAS em R
3
. Veja a figura abaixo.

eixo das cotas (z)

C

r
e
3



O B

r
e
2
eixo das ordenadas (y)
A
r
e
1


eixo das abscissas (x)

• O ponto O denomina-se Origem do Sistema.
• Sejam os vetores OA =
r
e
1
, OB =
r
e
2
e OC =
r
e
3
. As retas determinadas pelos
pontos O e A, O e B, O e C são chamadas de Eixos Coordenados,
respectivamente eixo dos x ou das abscissas, eixo dos y ou das ordenadas,
eixo dos z ou das cotas. São indicados respectivamente por OX, OY e OZ. Os
planos determinados pelos pontos O, A, B , pelos pontos O, A, C e pelos pontos O,
B, C são referidos como planos coordenados e chamados respectivamente de
plano OXY, plano OXZ e plano OYZ.
• O sistema é dito ortogonal se ( , , )
r r r
e e e
1 2 3
for uma base ortonormal que será
sempre suposta positiva.
• Dado um ponto P qualquer de R
3
, pode-se escrever:
OP xe y e z e · + +
r r r
1 2 3

Onde, os números x, y, z estão univocamente determinados pelo sistema e pelo
ponto P. Esses números são chamados coordenadas de P em relação ao sistema
(O,B). Pode-se, então, identificar o ponto P com a tripla ordenada
(x, y, z) ou seja
P x y z ou P x y z · ( , , ) [ ( , , )]

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27

Teorema 3.1: Seja o sistema de coordenadas (O, E), definido acima. Se
A = (xA, yA, zA), B = (xB, yB, zB) , v = (a, b, c) e λ ε R e , então:
a) AB = (x
B
- x
A
, y
B
- y
A
, z
B
- z
A
)
a) AB x x y y z z · − − − ( , , )
2 1 2 1 2 1

b) A v x a y b z c + · + + + λ λ λ λ
r
( , , )
1 1 1

Distância entre dois pontos
Definição 3.2: Seja o sistema de coordenadas ortogonal (O, E), onde B i j k · ( , , )
r r
r
é uma
base ortonormal. A distância entre os pontos A x y z · ( , , )
1 1 1
e B x y z · ( , , )
2 2 2
é
calculada pela seguinte fórmula:
d A B AB x x y y z z ( , ) ( ) ( ) ( ) · · − + − + −
2 1
2
2 1
2
2 1
2

Exemplo 3.1: Calcule a distancia entre os pontos A · − ( , , ) 2 6 5 e B · ( , , ) 6 9 7 cujas
coordenadas se referem a um sistema ortogonal.
Solução:
d A B AB ( , ) ( ) ( ) ( ( )) · · − + − + − − · + +
· + + · ·
6 2 9 6 7 5 4 3 12
16 9 144 169 13
2 2 2 2 2 2

Exercícios propostos.
3.1.1. Calcule o perímetro do triângulo cujos vértices são os pontos A = (0, 1, 2) ,
B = (-1, 0, -1) e C = (2, -1, 0).
3.1.2. Calcule a área do triângulo formado pelos pontos A, B e C, onde A = (0, 0, 0) ,
B = (1, -3, 1) e C = (1, 1, 4)
3.1.3. Dados os pontos A = (1, 0, 2), B = (-1, 0, 3) e C = (2, 4, 1), determinar as
coordenadas do ponto D, tal que A, B, C e D formem um paralelogramo.

Calcule a área do paralelogramo ABCD, sendo A = (1, 0, 2), B = (-1, 0, 3) e
C = (2, 4, 1).










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28


3.2 Estudo da reta.

3.2.1 Equação vetorial da reta

Sejam a reta r que passa por um ponto A e um vetor
r
v não-nulo paralelo a r. Veja a
figura abaixo. Então, qualquer ponto X do espaço R
3
pertence a r se, e somente se, os
vetores AX e
r
v forem linearmente dependentes, isto é, se λ ∈R então pode-se escrever:
AX v ou X A v · · + λ λ
r r
(1)











A equação (1) chama-se Equação Vetorial da reta r e escreve-se:
r : X A v · + λ
r

Onde
r
v é chamado vetor diretor da reta r e λ é denominado de parâmetro .
Observações:
1. A equação (1) não é única . Se for escolhido outro ponto de r , por exemplo B
diferente de A, então X B v · + λ
r
é também uma equação vetorial de r. Ou se for
escolhido outro vetor de V
3
paralelo a
r
v , por exemplo
r
w, então X A w · + λ
r
é
também uma equação vetorial de r.
2. O ponto X é chamado ponto genérico da reta r , isto é, se λ percorrer todo o
conjunto dos números reais, X dado por (1) reproduzirá todos os pontos da reta r
desde −∞ até +∞ .
3.2.2 Equações paramétricas da reta
Seja o sistema de coordenadas ortogonal (O,B), onde B i j k · ( , , )
r r
r
é uma base
ortonormal, em relação ao qual sejam dados
X x y z
A x y z
v a b c
·
·
·
( , , )
( , , )
( , , )
0 0 0
r

onde,
r
r
v ≠ 0 , isto é, a, b, c não são todos nulos.
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29
Substituindo-se na equação (1), resulta:
( , , ) ( , , ) ( , , ) x y z x y z a b c · +
0 0 0
λ
donde vem
( , , ) ( , , ) x y z x a y b z c · + + +
0 0 0
λ λ λ
ou
x x a
y y b
z z c
e R
· +
· +
· +
¹
'
¹
¹
¹

0
0
0
λ
λ
λ
λ (2)
As equações (2) são chamadas Equações Paramétricas da reta r e λ é chamado
de parâmetro.
Observações:
1. Se a reta r passar pelos pontos distintos A x y z · ( , , )
1 1 1
e B x y z · ( , , )
2 2 2
, então,
pode-se tomar
r
v AB x x y y z z · · − − − ( , , )
2 1 2 1 2 1
e tem-se para equações
paramétricas da reta r as seguintes:
X A AB x y z x y z x x y y z z · + ∴ · + − − − λ λ ( , , ) ( , , ) ( , , )
1 1 1 2 1 2 1 2 1

ou
x x x x
y y y y
z z z z
e R
· + −
· + −
· + −
¹
'
¹
¹
¹

1 2 1
1 2 1
1 2 1
λ
λ
λ
λ
( )
( )
( )
(3)
2. Se na equação (2) se tiver a b e c ≠ ≠ ≠ 0 0 0 , , então pode-se eliminar o λ e pode-
se escreve:
x x
a
y y
b
z z
c

·

·

0 0 0
(4)
As equações (4) são chamadas equações da reta r na Forma Simétrica.
Exercícios propostos.
3.2.1. Escreva as equações vetorial e paramétricas da reta r que passa pelos pontos
A = (4, 1, 2) e B = (3, 2, 3) .
3.2.2. Escreva as equações paramétricas da reta r que passa pelo ponto A=(4, 0,-3) e é
paralela ao vetor
r
u · ( , , ) 2 4 5 .
3.2.3. Dada a reta r: X = (1,0,0) + λ(1, 1, 1) e os pontos A = (1,1,1), B = (0, 0, 1), ache o
ponto de r equidistante de A e B.
3.2.4. Determinar as equações das seguintes retas:
a) reta que passa por A = (1, -2, 4) e é paralela ao eixo dos x;
b) reta que passa por B = (2,3,4) e é ortogonal ao mesmo tempo aos eixos dos x e
dos y.
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30
3.2.5. Dados A = (0, 2, 1), r: X = (0, 2 -2) + λ(1, -1, 2), ache os pontos de r que distam
2(duas) unidades de comprimento do ponto A.
3.3 Estudo do Plano.
3.3.1 Equação vetorial do plano.
Seja o plano π π de R
3
. Sejam um ponto A∈ ∈ π π e dois vetores
r
u e
r
v não-nulos,
linearmente independentes e paralelos a π π. Veja a figura abaixo, os planos α α e π π são
paralelos. Então, qualquer ponto X do espaço R
3
pertence a π π se, e somente se, os vetores
AX ,
r
u e
r
v forem linearmente dependentes, isto é, se λ µ , ∈ R , então pode-se escrever:
π π : AX v u · + λ µ
r r
(1)

AX • X
π A•


r
v
α
r
u

A equação (1) é denominada Equação Vetorial do plano π π. Os vetores
r
u e
r
v são
chamados Vetores Diretores do plano π π .
Se A B e C , são pontos distintos e não colineares de π π , pode-se tomar como vetores
diretores de π π
r r
u AB e v AC · · e então uma equação vetorial do plano π π pode ser escrita
como segue
X A AB AC onde R · + + ∈ λ µ λ µ , (2)
3.3.2 Equações paramétricas do plano
Seja o sistema de coordenadas ortogonal (O,B), onde B i j k · ( , , )
r r
r
é uma base
ortonormal, em relação ao qual sejam dados
X x y z
A x y z
u a b c
v m n p
·
·
·
·
( , , )
( , , )
( , , )
( , , )
0 0 0
r
r

onde,
r
r
r
r
u e v ≠ ≠ 0 0. Substituindo-se na equação (1) resulta:
( , , ) ( , , ) ( , , ) ( , , ) x y z x y z a b c m n p · + +
0 0 0
λ µ
ou
( , , ) ( , , ) x y z x a m y b n z c p · + + + + + +
0 0 0
λ µ λ µ λ µ
ou
x x a m
y y b n
z z c p
e R
· + +
· + +
· + +
¹
'
¹
¹
¹

0
0
0
λ µ
λ µ
λ µ
λ µ , (3)
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31
As equações (3) são chamadas Equações Paramétricas do plano π π.
Se A x y z B x y z e C x y z · · · ( , , ), ( , , ) ( , , )
1 1 1 2 2 2 3 3 3
são pontos distintos e não colineares
de π π , pode-se tomar como vetores diretores de π π
r
r
u AB x x y y z z
v AC x x y y z z
· · − − −
· · − − −
( , , ),
( , , )
2 1 2 1 2 1
3 1 3 1 3 1

As Equações Paramétricas do plano π π são obtidas a partir da equação (2) e tomam
a seguinte forma:
x x x x x x
y y y y y y
z z z z z z
onde R
· + − + −
· + − + −
· + − + −
¹
'
¹
¹
¹

1 2 1 3 1
1 2 1 3 1
1 2 1 3 1
λ µ
λ µ
λ µ
λ µ
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
, (4)
3.3.3 Equação geral do plano.
Seja o sistema de coordenadas ortogonal (O,B), onde B i j k · ( , , )
r r
r
é uma base
ortonormal e seja π π um plano que passa por A x y z · ( , , )
0 0 0
, paralelo aos vetores
linearmente independentes
r r
u r s t v m n p · · ( , , ) , ( , , ) . Então, o ponto X x y z · ( , , ) pertence ao
plano π π se, e somente se, os vetores AX u v , ,
r r
forem linearmente dependentes, isto é, se, e
somente se,
x x y y z z
r s t
m n p
− − −
·
0 0 0
0
Ou seja, desenvolvendo por Laplace esse determinante relativamente a primeira linha, se,
somentes se,
( ) ( ) ( ) x x
s t
n p
y y
r t
m p
z z
r s
m n
− − − + − ·
0 0 0
0
donde
x
s t
n p
y
r t
m p
z
r s
m n
x
s t
n p
y
r t
m p
z
r s
m n
− + − + − ·
0 0 0
0
ou ainda
ax by cz d + + + · 0 (5)
onde
a
s t
n p
b
t r
p m
c
r s
m n
d x
s t
n p
y
t r
p m
z
r s
m n
· · ·
· − − −
, ,
0 0 0

A equação (5) é uma Equação Geral do plano π π .
Exercícios propostos.
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32
3.3.1. Escreva equações vetorial e paramétricas para o plano π que passa pelos pontos
A=(1,0,1), B=(2, 1,-1) e C=(1,-1,0).
3.3.2. Obtenha a equação geral do plano que passa pelos pontos A = (1,0,1),
B = (2, 1,-1) e C = (1, -1, 0) .
3.3.3. Obtenha as equações gerais dos planos π π descritos abaixo:
a) π π passa por A = (1, 0, 1) e B = (0, 1, -1) e é paralelo ao segmento CD , onde
C = (1, 2, 1) e D = (0, 1, 0).
b) π π passa pelos pontos A = (1, 0, 2) , B = (-1, 1, 3) e C = (3, -1, 1).
3.3.4. Escreva as equações vetorial e paramétricas do plano que passa pelos pontos
A = (-3, 1, -2) e B = (-1, 2, 1) e é paralelo àreta s: X = (-1, 2, 0) + λ(1, 3, 1).
3.3.5. Escreva as equações vetorial e paramétricas do plano que passa pelos pontos
A = (-3, 1, -2) e B = (-1, 2, 1) e é paralelo ao vetor k i v
r r
r
3 2 − · .
3.3.4 Vetor normal ao plano.
Seja o sistema de coordenadas ortogonal (O,B), onde B i j k · ( , , )
r r
r
é uma base
ortonormal. Seja π π um plano de R
3
. Denomina-se vetor normal a π π a um vetor qualquer de V
3

,
r
r
n ≠ 0 , ortogonal a π π e , portanto, ortogonal a qualquer vetor paralelo a π π .
Sejam o ponto A x y z · ( , , )
0 0 0
de π π, um vetor
r
r
n a b c · ≠ ( , , ) 0 normal a π π e um ponto
qualquer de π π , X = (x, y, z) , então pode-se escrever ( veja a figura abaixo):
AX n • ·
r
0
ou
( ) ( ) ( ) x x a y y b z z c − + − + − ·
0 0 0
0
ou
ax by cz d + + + · 0 (6)
onde,
d ax by cz · − − −
0 0 0

r
n

X


A

A equação (6) é uma equação geral do plano π π , tendo como coeficientes das
variáveis x, y e z as coordenadas do vetor normal ao plano na ordem correspondente.
Exemplo 3.2: Obtenha uma equação geral do plano que passa pelo ponto A = (0, 2, 1) e
tem um vetor normal
r
n · − ( , , ) 1 3 2 .
Solução:
Lembrando que na equação (6) os coeficientes a, b, c de x, y e z são , na ordem
correspondente, os coordenadas do vetor normal ao plano π π , então tem-se:
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33
a = -1,
b = 3,
c = 2.
E x y z
0 0 0
, , são as coordenadas de um ponto A do plano π π , então tem-se:
x
y
z
0
0
0
0
2
1
·
·
·
,
,
.

Logo, substituindo-se em (6), a equação geral do plano pedida é a seguinte:
d · − − × − × − × · − − · − ( ) 1 0 3 2 2 1 0 6 2 8
− + + − · x y z 3 2 8 0
3.4. Posições Relativas entre Retas e Planos.
3.4.1 Posições relativas de duas retas.
Duas retas podem ser paralelas, concorrentes ou reversas. Se forem paralelas
podem ainda serem coincidentes ou distintas.
Considere um sistema de coordenadas ortonormal ou canônico, duas retas quaisquer
r e s de R
3
e sejam
r r
u a b c e v m n p · · ( , , ) ( , , ) vetores diretores de r e s , respectivamente.
Seja ) , , (
1 1 1
z y x A · um ponto qualquer de r e ) , , (
2 2 2
z y x B · um ponto qualquer de s, então
pode-se estabelecer as seguintes assertivas:
1. As retas r e s são reversas se, e somente se os vetores AB e v u
r r
, são LI ou seja,
se e somente se:
0
1 2 1 2 1 2

− − − z z y y x x
p n m
c b a

2. As retas r e s são paralelas se, e somente se, os vetores diretores v e u
r r
são LD,
isto é, se, e somente se, existe R ∈ λ tal que :
ou p c n b m a
vem donde v u
λ λ λ
λ
· · ·
·
, ,
:
r r

λ · · ·
p
c
n
b
m
a
(constante)
3. As retas r e s são concorrentes se, e somente se, são coplanares e não são
paralelas, ou seja se, e somente se:
LI são v u e
z z y y x x
p n m
c b a
) , ( 0
1 2 1 2 1 2
r r
·
− − −
.
Exemplo 3.3: Verifique se as retas r : X = (1,2,3) + λ λ(0,1,3) e s : X = (1,3,6)+µ µ(0,2,6) são
paralelas ou concorrentes.
Solução:
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34
Das equações vetoriais de r e s acima, obtém-se que
r r
u e v · · ( , , ) ( , , ) 0 1 3 0 2 6 são,
respectivamente, vetores diretores de r e s. Donde, por inspeção, obtém-se:
r r
v u · 2
Logo, r e s são paralelas.
3.4.2 Posições relativas de reta e plano.
Uma reta em relação a um plano pode ser paralela ou transversal. Se for paralela
pode ainda estar contida ou não no plano.
Considere um sistema de coordenadas ortonormal ou canônico, uma reta qualquer r
e um plano qualquer π π de R
3
. Então, usando a teoria dos conjuntos pode-se afirmar:
1. A reta r está contida no plano π π se, e somente se, π ∩ r contiver infinitos pontos;
2. A reta r é paralela ao plano π π se, e somente se, π ∩ r for o conjunto vazio;
3. A reta r é transversal ao plano π π se, e somente se, π ∩ r contiver um único ponto.
Para se equacionar este problema, assuma as seguintes equações da reta e do plano:
) , , ( ) , , ( :
0 0 0
p n m z y x X r λ + ·
0 : · + + + d cz by ax π
Tomando-se as equações paramétricas da reta r , obtém-se, então, o seguinte sistema de
quatro equações lineares nas incógnitas x, y, z e λ :
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· + + +
+ ·
+ ·
+ ·
0
0
0
0
d cz by ax
p z z
n y y
m x x
λ
λ
λ

ou equivalentemente;
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
· + + + +
· − − + +
· − − + +
· − − + +
0 0
0 . 1 0 0
0 0 . 1 0
0 0 0 . 1
0
0
0
d cz by ax
z p z y x
y n z y x
x m z y x
λ
λ
λ
λ

Pela regra de Cramer, sabe-se que este sistema tem solução única se, e somente se:
0
0
1 0 0
0 1 0
0 0 1




c b a
p
n
m

e calculando o determinante, resulta:
0 ≠ + + pc nb ma .
Portanto, essa é a condição para a reta r ser transversal ao plano π π . E, por outro lado, a
condição para a reta r ser paralela a π π é:
0 · + + pc nb ma .
Para verificar se a reta r está contida em π π , basta tomar um ponto de r e substituí-lo na
equação do plano π π. Se o ponto satisfaz a equação, então a reta r está contida em π π , caso
contrário a reta r é paralela a π π .
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35
Exemplo 3.4: Determine o valor de α α para que a reta r : X = (2,1,-3) + λ λ(1,1,-2) seja
paralela ao plano π π : α αx+y+2z-1=0
Solução: Examinando as equações da reta r e do plano π π , verifica-se que um dos vetores
diretores da reta r é ) 2 , 1 , 1 ( − · v
r
e um vetor normal ao plano π π é ) 2 , 1 , (α · n
r
,
então, pode-se escrever:
1 1 1 2 2 0 3 × + × − × · ∴ · α α
3.4.2 Posições relativas de plano e plano.
Um plano em relação a outro plano pode ser paralelo ou transversal. Se for paralelo
pode ainda coincidente com o outro plano.
Considere um sistema de coordenadas ortonormal ou canônico. Sejam π π
1 2
e dois
planos de R
3
cujas equações gerais são, respectivamente,
a x b y c z d
a x b y c z d
1 1 1 1
2 2 2 2
0
0
+ + + ·
+ + + · .

É fácil de se concluir por pura visualização que para os planos π π
1 2
e serem paralelos seus
vetores normais também tem que serem paralelos ou seja
r r
n n a a b b c c
1 2 1 2 1 2 1 2
· ∴ · · · λ λ λ λ , ou ainda
λ · · ·
2
1
2
1
2
1
c
c
b
b
a
a
(constante) . Se também λ ·
2
1
d
d
, então π π
1 2
e são
coincidentes.
Caso contrário são transversais.
Exemplo 3.5: Verifique se os planos π π
1 2
2 1 0 4 2 2 9 0 : : x y z e x y z − + − · − + − · são
paralelos.
Solução:
Das equações gerais de π π
1 2
e obtém-se que
r r
n e n
1 2
2 1 1 4 2 2 · − + · − ( , , ) ( , , ) são,
respectivamente, vetores normais a π π
1 2
e . Por inspeção verifica-se que
r r
n n
2 1
2 · .
Logo, π π
1 2
e são planos paralelos. Porém, não são coincidentes já que
2
1
9
1
2
1
≠ ·
d
d

Exercícios propostos
3.4.1. Estude a posição relativa das retas r e s nos seguintes casos:
a)
¹
'
¹
· − +
· +
− − + − ·
6
3
: ) 1 , 1 , 2 ( ) 1 , 1 , 1 ( :
z y x
z y
s X r λ
b) ) 0 , 2 , 1 ( ) 0 , 0 , 0 ( :
2
1
3 2
1
: λ +
+
· ·
+
s
z y x
r
3.4.2. Estude a posição relativa da reta r e do plano π nos seguintes casos:
a) 2 : ) 1 , 1 , 0 ( ) 0 , 1 , 1 ( : · − − + z y x r π λ
b) ) 0 , 2 , 2 ( ) 1 , 0 , 1 ( ) 1 , 0 , 3 ( :
2
1
: µ λ π + + · · ·

X z y
x
r
3.4.3. Estude a posição relativa dos planos
2 1
π π e nos seguintes casos:
GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES - Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab
UNI VERSI DADE BRAZ CUBAS
36
a)
¹
'
¹
− − − + − +
− + +
) 2 , 1 , 1 ( ) 0 , 1 , 1 ( ) 0 , 0 , 1 ( :
) 1 , 2 , 1 ( ) 1 , 1 , 0 ( ) 1 , 1 , 1 ( :
2
1
µ λ π
µ λ π

b)
¹
'
¹
· + −
· − + −
0 4 2 4 :
0 1 2 2 :
2
1
z y x
z y x
π
π

3.5. Distâncias.
3.5.1 Distância de ponto a ponto.
Sejam um sistema de coordenadas ortogonal, os pontos A x y z · ( , , )
1 1 1
e
B x y z · ( , , )
2 2 2
, como já foi visto na seção 2.1, a distância entre A e B é calculada pela
seguinte fórmula:
d A B AB x x y y z z ( , ) ( ) ( ) ( ) · · − + − + −
2 1
2
2 1
2
2 1
2



3.5.2 Distância de ponto a reta.
Dados o ponto P e a reta r , para se calcular a distância d(P, r) de P a r , pode-se
achar M , a projeção ortogonal de P sobre r, e calcular PM , que é a distância procurada.
•P

h


M
Porém, existe um outro processo no qual não é necessário se determinar M. O resultado
desse processo pode se estabelecida pela seguintes definição:
Definição 3.3: Sejam v
r
um vetor diretor de r e A um ponto qualquer de r , então, pode-se
provar que a distância d(P, r) de P a r pode ser obtida por:
v
v AP
h r P d
r
r
×
· · ) , (
Exemplo 3.6: Calcule a distância do ponto P = (1, 1, -1) àreta r: (-1, -2, -3) +λ(1, 1, 2).
Solução:
Da equação da reta, vem A = (-1, -2, -3) e ) 2 , 1 , 1 ( · v
r
e então AP = (2, 3, 2).
Substituindo-se na fórmula da distância, vem:
2
14
6
) 1 , 2 , 4 (
) 2 , 1 , 1 (
) 2 , 1 , 1 ( ) 2 , 3 , 2 (
) , ( ·
− −
·
×
· r P d
3.5.3 Distância de ponto a plano.
GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES - Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab
UNI VERSI DADE BRAZ CUBAS
37
Dados um ponto P e um plano π π, para achar a distância d(P, π π) de P a π π, pode-se
achar a projeção ortogonal de P em π π, e daí d(P, π π) = PM .
Entretanto, como no caso da distância entre ponto e reta, aqui também existe um
processo de encontrar a distância entre P e π π sem ter que determinar M.
Definição 3.4 : Sejam ) , , (
0 0 0
z y x P · e 0 : · + + + d cz by ax π . Então, pode-se provar que a
distância de P a π π, pode ser obtida por:
2 2 2
0 0 0
) , (
c b a
d cz by ax
P d
+ +
+ + +
· π
Exemplo 3.7: Calcule a distância do ponto P = (1, 2, -1) ao plano π π:3x - 4y - 5z + 1 = 0.
Solução:
Da equação do plano, vem: a=3, b=-4, c=-5 e de P vem: 1 , 2 , 1
0 0 0
− · · · z y x .
Substituindo-se na fórmula, vem:
50
1
) 5 ( ) 4 ( 3
1 ) 1 ( 5 2 . 4 1 . 3
) , (
2 2 2
·
− + − +
+ − − −
· π P d
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UNI VERSI DADE BRAZ CUBAS
38
EXERCÍCIO

GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES - Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab F

30°

x

• Uma velocidade de 10 m/s na direção da reta s e no sentido da direita para a esquerda. Veja a figura abaixo.

v (10 m/s) s

1.1.2 Segmento Orientado.

Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos (A, B) sendo o primeiro chamado de origem e o segundo de extremidade. Sua representação geométrica é feita por uma seta indo do ponto A para o ponto B, conforme na figura abaixo.

B

A

A direção de um segmento orientado é dada pela sua reta suporte, isto é, pela reta que contém os pontos que o define ou por qualquer reta paralela a ela. O sentido de um segmento orientado é definido pela orientação do ponto origem para o ponto extremidade ou pela seta na sua representação geométrica. O comprimento de um segmento orientado é a medida do segmento geométrico que vai desde o ponto origem até o ponto extremidade. Exemplo: A 10 cm Segmentos orientados nulos são aqueles cuja origem e cuja extremidade é o mesmo ponto. Exemplos: (A,A), (B,B), (P,P), etc. Segmentos opostos são dois segmentos com mesma direção, mesmo comprimento e sentidos opostos. Por exemplo, se A ≠ B , então os segmentos (A,B) e (B,A) são segmentos opostos. Dois segmentos orientados, (A,B) e (C,D), são equipolentes quando têm a mesma direção, o mesmo sentido e o mesmo comprimento ou quando ambos forem nulos. A 2 UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS B

GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES - Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab notação para segmentos equipolentes é a seguinte: (A,B) ∼ (C,D). Veja na figura abaixo representações de segmentos orientados equipolentes.

D B

C A E F G H

A relação de equipolência de segmentos orientados tem as seguintes propriedades: a) Reflexiva: (A,B) ∼ (A,B); b) Simétrica: Se (A,B) ∼ (C,D) então (C,D) ∼ (A,B); c) Transitiva: Se (A,B) ∼ (C,D) e se (C,D) ∼ (E,F) então (A,B) ∼ (E,F). Portanto, a relação de equipolência é uma relação de equivalência. Denomina-se classe de equipolência do segmento orientado (A,B) ao conjunto de todos os segmentos orientados equipolentes a (A,B).

D B F C A E G

H

1.1.3 Vetor

Definição : Vetor é uma classe de equipolência de segmentos orientados do Espaço 3 3 Euclidiano (R ). O conjunto de todos os vetores é indicado por V . Notação: a) Se (A,B) é um segmento orientado, o vetor correspondente é denotado

por AB ou por AB b) Usam-se também letras latinas minúsculas para indicar vetores. Por r r r exemplo, u , v , x , L ou, respectivamente: u, v, x . Neste caso não se faz referência a seu representante. 3 UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS

GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES - Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab

Exemplo 1.2:

B

AB

A

r v

v

AB

Vetor nulo

é aquele cujo representante é um segmento orientado nulo e é representado por

0 = 0 = AA = AA = BB

Vetores iguais - Dois vetores AB e CD são iguais se, e somente se (A,B) ∼ (C,D) ou seja: D B

C A

Vetores opostos - Dado um vetor v = AB, o vetor BA é o oposto de AB e se indica por AB ou por -v.

Norma (intensidade ou módulo) de um vetor é o comprimento de qualquer um de seus r r representantes. Por exemplo, se u for um vetor qualquer, a norma de u indica-se r por u .
r

Vetor unitário - é o vetor cuja norma é igual à unidade, ou seja, se u é unitário então r u = 1.

UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS

4

então a soma u + v é dada pelo representante (A. C) e (C.de um vetor r que v ou seja r $ evr = v = r v não nulo é o vetor unitário com mesma direção e mesmo sentido r v r v ⇒ v = |v| ev B v A ev v =5ev 1.Sejam os vetores u e v dados por seus r r representantes (A. indicado por u + v r r Regra do Triângulo para a Adição de Vetores. B). .2 Adição de vetores r r r r 3 Para todos os vetores u e v de V .2 || u || || v || cos θ UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 5 . a operação de adição de u e v faz r r corresponder um vetor chamado soma.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab Versor . respectivamente. C u A u+v B θ v r r 2 r 2 r 2 r r || u + v || = || u || + || v || .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES .B). como pode ser visto na figura abaixo.

v e w quaisquer e 0 o vetor nulo. D u A φ u+v C θ v B r r 2 r 2 r 2 r r || u + v || = || u || + || v || + 2 || u || || v || cos φ Obs: Lembrar que θ + φ = π = 180° Propriedades da adição de vetores r r r r Sejam os vetores u .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . .D) e (A.2) Propriedade Comutativa.1) Propriedade Associativa.Sejam os vetores u e v dados por r r seus representantes (A. r r r r r u + 0 = 0+u =u A. respectivamente.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab r r Regra do Paralelogramo para a Adição de Vetores. r r r r u +v = v +u A. então as seguintes propriedades são válidas para a adição de vetores: A.C).3) Elemento Neutro. então a soma u + v é dada pelo representante (A.B). como pode ser visto na figura abaixo. r r r r r r u + (v + w ) = ( u + v ) + w A.4) Elemento Oposto r r r r r u + (−u ) = u − u = 0 Subtração de vetores UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 6 .

a soma do vetor u com o vetor r oposto de v .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab r v v A subtração do vetor v do vetor u é. por definição. ∀u . ou seja r r r r r r u − v = u + (−v ).GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . v ∈V 3 UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 7 .

Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab Exercícios: Represente graficamente as adições dos pares de vetores abaixo. e dê o valor da norma dos vetores resultantes. Os vetores têm normas dadas por: |a| = 10 e |b| = 20. usando as regras de adição vistas acima.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . d) a) u 60° v ================= 120° v ================= u b) 120° e) u u 60° v ================= v ================= c) f) u u 90° v g) v u ================= v ================= UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 8 .

Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab 1.4) α (β v ) = (α β ) v = β (α v ) . a norma de α v é igual ao produto do módulo de α r pela norma de v . então α v é caracterizado por: r r a) α v é paralelo a v . r r r M. r r r M. r r r c) α v = α v .4 Soma de ponto com vetor Definição :Sejam P ∈ R 3 . isto é. Propriedades da multiplicação de escalar por vetores Sejam os vetores u e v quaisquer e os escalares α e β quaisquer. então as seguintes propriedades são válidas para a multiplicação de escalar por vetor: r r r r M. então α v = 0 (por definição).1) α (u + v ) = α u + α v . Chama-se operação de soma de um r r ponto P com um vetor v a operação que associa um único ponto Q de R3 a P + v ou seja Q r v P UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 7 . r r b) α v e v tem mesmo sentido se α > 0 e sentidos contrários de α < 0 .3 Multiplicação de escalar (número real ) por vetor r 3 Seja v um vetor qualquer de V e seja α um número real qualquer.3) Elemento Neutro r r 1v = v . A multiplicação do r r 3 escalar α pelo vetor v é a operação “externa” em V que a cada escalar α e a cada vetor v r associa um vetor α v tal que: r r r r 1) Se α =0 ou v = 0 . M. r r r 2) Se α ≠ 0 e v ≠ 0 . r r 1. um vetor qualquer do Espaço Vetorial Tridimensional. um ponto qualquer do Espaço Euclidiano e v ∈ V 3 .2) (α + β ) v = α v + β v .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES .

Represente graficamente v = 2u . BC ) UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 8 . Explique a operação. Se P + u = P + v ⇒ u = v r r r r P3 ( P + u ) + v = P + (u + v ) r r P4 Se A + v = B + v ⇒ A = B r r P5 (P − v ) + v = P Exercícios propostos r r 1.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab r r OBS.4.2. Sejam os vetores u e v quaisquer. é igual a 2/3 da medida da base. Propriedades dessa Operação r P1.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES .5. P + 0 = P . Demonstre a relação: XC = f( AC.4.: P − v é a soma de P com o inverso de v . r r 1. isto é. Seja o triangulo ABC . r r 1. e seja X o ponto médio de AB . r r r 1. um vetor pode ser definido como diferença de dois pontos ou seja r v = Q−P .6 . 1. Também.Sejam os vetores u e v quaisquer.1. Represente graficamente u + v a) Usando a regra do triângulo. b) Usando a regra do paralelogramo.3. Seja o vetor u qualquer. Represente graficamente a adição 2 u − 3 v . ∀ P ∈R3 r r r r P2. como conseqüência dessa operação.4.4. Demonstre que o segmento que une os pontos M e N que dividem os lados AC e CB em segmentos de tamanhos 1/3 e 2/3.4. 3 C M N A B ======================= 1.4. prove que MN = 2 AB .4.Demonstre graficamente a propriedade comutativa da adição de vetores ou seja mostre que r r r r u + v = v + u.

Dados os vetores u e v abaixo obtenha a soma 3u + 2 v . Q.4.D. Demonstre que o segmento que une os pontos médios dos lados não paralelos de um trapézio é igual a semi-soma das medidas das bases.E.Seja o vetor u de norma igual a 3 cm e o vetor v de norma igual a 4 cm. isto é. ========================== r r 1. q.9 .d.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . sabendo que r r o ângulo entre eles é de 90°.4. b) Usando a regra do paralelogramo. r r r r 1.e. represente graficamente u + v a) Usando a regra do triângulo.4.8. prove que MN = 1 ( AB + DC ) . u v ======================== 1.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab C A Solução: XC = XA + AC XC = XB + BC 2 XC = 0 + AC + BC ⇒ X B XC = ½ AC + ½ BC. 2 ============================= UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 9 .7 . 2 C M D N A B Solução: AB = AD + DC + CD MN = MD + DC + CN = ½ AD + DC + ½ CB = ½ AD + ½ DC + ½ CD + ½ DC MN = 1 ( AB + DC ) .

Caso contrário.2 Caracterização algébrica da dependência linear de vetores. são linearmente independentes . r r 1. v . pg. r r r c) Três vetores u .5.5 Dependência e Independência Linear. vn são LI.L . α 2 . dependendo da quantidades de vetores envolvidos. para isso necessita-se do conceito de paralelismo entre vetor e reta e entre vetor e plano.5. v2 . v2 . 15: 6. se a equação UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 10 . + γ vn . Diz-se que um vetor v é paralelo a um plano π se algum representante de v tiver como reta suporte uma das retas do plano π. ou que os vetores v1 .L . v n (n ≥ 1) vetores de V 3 e sejam α 1 . e v n.L . então dizemos que x é uma combinação linear de α v1 . α n números r r r reais. v2 . r r b) Dois vetores u .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . w ∈V 3 são linearmente dependentes se. vn } é linearmente r r r independente (LI) .. . 7 1.L .10. Combinação linear: Se um vetor x pode ser escrito da forma x = α v1 + v 2 + . forem paralelos a um mesmo plano π . v ∈V 3 são linearmente dependentes se. e d) Quatro ou mais vetores de V 3 são sempre linearmente dependentes.v2 . Por isso. v n ao vetor u definido por: r r r r u = α 1 v1 + α 2 v2 + L + α n vn r r r OBS. Definição 1: r r r r r r a) Um único vetor v ∈V 3 é linearmente dependente(LD) se v = 0 . v2 L .1 Conceituação geométrica da dependência linear de vetores. Dois vetores são paralelos quando suas retas suportes forem paralelas.. A definição geométrica da dependência linear de vetores é feita por etapas. Chama-se COMBINAÇÃO LINEAR dos vetores v1 . r r Diz-se que um vetor v é paralelo a uma reta r se algum representante de v tiver a reta r como reta suporte. vn ∈ V 3 . r r r r r Definição 3: Sejam v1 . 1.: Diz-se também que u é gerado pelos vetores v1 . L . Se v ≠ 0 então v é linearmente independente(LI). Caso contrário. e somente se. forem colineares ou paralelos.4. v2 . sua conceituação será feita sob dois enfoques: o geométrico e o algébrico.. são linearmente independentes.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab 1. Dizemos que o conjunto {v1 . r r Definição 2: Sejam v1 . v n . A dependência e a independência linear de vetores são conceitos fundamentais no estudo de espaços vetoriais. v2 L .. Livro do Boulos. e somente se. Definição informal de independência linear: Um grupo de vetores é dito linearmente independente se não for possível escrever qualquer deles como combinação linear dos outros. Porém.

Coordenadas do Vetor : Escolhida uma base “E” de V .6 Base.v ∈V 3 são linearmente dependentes se. e3 ) . existir r r r r um número real α tal que u = α v ou se existir um número real β tal que v = β u .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab r r r r α 1 v1 + α 2 v2 + L + α n vn = 0 implicar em que a única solução seja α 1 = α 2 = L = α n = 0 . e somente se. Notação: A ordem dos escalares é importante. β eγ tais que r r r r x = αu + β v + γ w 1. isto é. vn } é linearmente dependente (LD).1 Base do espaço vetorial V3 r r r 3 Definição: Chama-se base de V a qualquer tripla ordenada.v. a 3 ) = a 1 e1 + a 2 e2 + a 3 e3 .Ou seja. isto é. e somente se um destes vetores for combinação linear dos outros. para todo o vetor x ∈V 3 . r r Corolário 1. UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 3 rr 11 . r r Teorema 1: { v1 . isto é. a 2 . v ∈V 3 são linearmente independentes e se os vetores r r r r u . v2 L . existem escalares α e β tais que w = α u + β v . v . a 3 tais que r r r r r v = a1e1 + a 2 e2 + a3 v3 para qualquer vetor v . existem números reais α . vn } é LD se .1 Os vetores u .w ∈V 3 são linearmente independentes. e2 e e3 .2 Se os vetores u .6.v2 . r r r r v = ( a1 . pois trata-se de um terno ordenado. e2 . No caso em que exista r r algum α i ≠ 0 diz-se que {v1 . OBS.: A base “E” gera todos os vetores de V3 . então todo vetor r r r r r x ∈V 3 é gerado pelos vetores u . rr r Corolário 1. Esse terno é r denominada “coordenadas do vetor v ” em relação a base “E”. de vetores 3 linearmente independentes de V . se existe pelo menos um valor α i ≠ 0 tal que r r r r r α 1 v1 + α 2 v2 +Lα i vi + L + α n v n = 0 ou r 1 r r r r r vi = (α 1 v1 + α 2 v2 +L + α i −1 vi −1 + α i +1 vi +1 + L + α n vn ) αi Corolário 1. qualquer vetor de V 3 é uma r r r combinação linear de e1 .L . a 3 ) . E = (e1 .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . ou que os r r r vetores v1 . v e w . vn são LD. existem escalares a 1 .3 Se os vetores u .L . a 2 . 1. a 2 . isto é. então w é combinação linear de r r r r r u e v . fica associada univocamente a r cada vetor v um terno ordenado de escalares ( a 1 . w ∈V 3 são linearmente dependentes.

− 2 .b3 ) E = (a 1 + b1 . 4) λ u = λ ( a1 .b 2 . 2. 4) . 7 ) r e r v = (− 2. b3 ) E e w = (c1 . a 1 .a 2 . 2 × (− 1) . a 3 ) E .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . Então. λ a 2 . a 2 . a 2 . − 1. 2 ) e o escalar λ =2 . 2. r r vetor u . b 2 . a 3 ) E e v = (b1 . a 2 + b2 . b3 . b2 . 2 + 1. 2 × 2) = (10 . se: a1 a 2 a 3 = = = k (constante) b1 b 2 b3 r r r Teorema 5: Os vetores u = (a 1 . b 2 . 3 UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 12 . a 3 + b3 ) E Exemplo: Calcule a soma dos vetores: u = (5. a 2 . Multiplicação de escalar por vetor em função das coordenadas r r r r Seja um vetor qualquer u = (a 1 . a 3 ) = (λ a 1 . a 2 . b3 ) E = b1 e1 + b2 e2 + b 3 e3 r r então define-se adição de u e v por r r r r r u + v = (a 1 + b1 ) e1 + ( a 2 + b 2 ) e2 + (a 3 + b3 ) e3 ou seja. v = (b1 . b3 ) E são linearmente dependentes se. a 3 são proporcionais a b1 . 3) Solução: r r u + v = (5 + ( −2 ). b2 . 3 + 4 ) = (3. λ a 3 ) r Exemplo: Sejam o vetor u = (5. a 2 . c3 ) E são linearmente independentes se. 2 ) = (2 × 5 . isto é.a 3 ) E + (b1 .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab Adição de vetores em função das coordenadas Sejam os vetores r r r r u = (a 1 . a 3 ) E = a1 e1 + a 2 e2 + a 3 e3 r r r r v = (b1 . c2 . r r u + v = (a1 . a 3 ) E = a 1 e1 + a 2 e2 + a 3 e3 e seja um escalar r qualquer λ . e somente se. Solução: r λ u = 2 ( 5 . Calcule o produto do escalar λ pelo Dependência linear de vetores em função das coordenadas r r Teorema 4: Os vetores u = (a 1 . define -se produto do escalar λ pelo vetor u por r r r r r r r λ u = λ ( a 1 e1 + a 2 e2 + a 3 e3 ) = λ a 1 e1 + λ a 2 e2 + λ a 3 e3 ou seja.1. − 1 . 3. e somente se a1 a2 b1 b2 a3 b3 ≠ 0 c1 c2 c3 Exemplos: Boulos pg 43: Resolvidos 1. a 2 .

e3 ) é ortonormal (ou canônica) se e1 .6. 14. 45: Propostos 1.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . r r 2) Os vetores u e v são ortogonais se um deles é nulo ou. y. 17 UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 13 . 1. 2. r r r r r r r Teorema 6: Se E = (e1 . 7. e2 . 4.4. O vetor nulo é considerado ortogonal a toda reta r e a todo plano π .6. e3 ) é uma base ortonormal. e somente se. 12 Esta apostila: 1. z ) E .3 Ortogonalidade de vetor com reta e plano Diferenciação entre retas perpendiculares e ortogonais Definição: r r 1) O vetor u ≠ 0 é ortogonal à reta r (ao plano π ) se existir um representante (A. Propostos 1. r r Teorema 6: Os vetores u e v são ortogonais se.(símbolo de ortogonalidade ⊥ ). 13. e se u = xe1 + y e2 + z e3 = ( x. e2 . 9.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab Boulos pg. caso contrário.2.6. 4. 6. 2. 1. r r u+v 2 r = u 2 r + v 2 Base ortonormal r r r r r r Definição: Uma base E = (e1 .B) de r u tal que AB é ortogonal a r (a π ). 11. r então a norma de u é dada por r u = x2 + y2 + z2 Exercícios: Boulos pg 45: Resolvido 5. 15. 16.6. 12. e2 e e3 são unitários e ortogonais dois a dois.6. 6. 8. admitirem representantes perpendiculares. 11. 7 Esta apostila: 1.

k ).6. z2 ) são paralelos (ou colineares) se forem r r LD. se existir um número real k tal que u = kv .2. rrr r r Seja uma base ortonormal ( i . 1.3. cos β = . cosγ onde. Decida se os vetores são LI ou LD nos casos abaixo: r r a) u = (− 2.−7 ).1 Ângulos diretores e cossenos diretores de um vetor. Sendo u = (1. relativamente a base ( i . v e w. 4 ) . z1 ) e v = ( x2 . y2 . 1. β eγ são as medidas dos ângulos que v forma com i .−1. cosγ = 2 2 2 2 2 2 2 x + y +z x + y +z x + y2 + z 2 1.8) r r r b) u = (1. j . v = (2.v = (1. isto é.1 .6. 3). z γ r α j r v β y r k r i x r Os cossenos diretores do vetor v são dados pelas seguintes expressões: x y z cos α = .w = ( 4.− 1.3.2 Cossenos Diretores 1. k respectivamente.6.6.−7 . j . w = ( −5.2 . r r r r α . ache as coordenadas de r r r a) w + v + u r r r b) u + 3v − 2w r r UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 14 .k ) e seja o vetor v ≠ 0 . j . Ou ainda.1). r r r b) u .5.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . 1.6. 3).6. Chamam-se cossenos r r r r diretores de v . y1 .− 6.2. se x1 y z = 1 = 1 =k x 2 y 2 z2 Exercícios propostos.3 Paralelismo Entre Dois Vetores Dois vetores u = ( x1 . cos β . aos números reais cosα .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab 1.4 ). v = (4.−4 ) r r r 1. Represente graficamente as seguintes seqüências de vetores linearmente Dependentes: r r a) u e v .

2).6. c ) formam uma base no espaço R3. 0. 3.14. 3). Determine “m” r r r para que ( u . respectivamente. respectivamente paralelos aos vetores de base r r ortonormal u = (1. 5. Determine um vetor paralelo ao vetor v = i + j + k com norma igual a 5. seja um vetor unitário. sendo E = (e1 .− 2) r b) s = (4. 8.−1.1) r r r  c = (4 . 3) r r c) x = ( 4. 2. b .0 . k ) uma base ortonormal.3).1. e2 . Escreva z = (4 . Ache os vetores paralelos aos vetores de base ortonormal r r u = (2.12. 1. exprima os vetores abaixo como combinação linear dos vetores da base E.10.3.6. e3 ) uma base ortonormal. 1) b) v = (2 . Sendo r r r u = (1.−5) r 1. 1. 3. 3) . 1.−1. 2 .17. 0) tenha norma igual a 7. Sejam os vetores u = (1. r 1. v = (m − 1.− 7 ) d ) y = (0 ..6.16.6. 0)  c = ( 0. 0. 13) r r r 1. r r r r 1. 2 .5.0. w = ( −1. w) .4. 1) e v = (4. r r r a) u = (1. 1) r r r a)  b = (1.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . 0)  a = ( 2. . Determine os valores de m para que o vetor v = (m. Calcule u . 1. −3.6.6. 0) e v = (2 . r r r 1.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab r r r r 1. 1) 1.0 ) e w = (3. Verifique se são ortogonais os vetores nos seguintes casos: r r a ) u = (1. Calcule o vetor soma ( s ) nos seguintes casos: r a) s = (1. 5) r r b ) x = (4 . j . 1) e v = ( −3. As seqüências de vetores abaixo formam bases de V ? Explique.− 3. 2 m.6. 0) com normas iguais a 13 e 20 . 5m) expresso em uma base ortonormal.11. − 1. 2. v e w.− 1. 2 n − 1) .6. Determine os valores de m para que o vetor v = (m.6. 1. Determine os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores r r u = (m + 1. 7 )+ 2 (9. 2.6.6.13. seja LD. v = (1. 1) b) b = (1. m − 2) e w = (m + 1. r r r  a = (3. e2 .1. 3.6. 2 ) + 2 (1. 2. 2) −7 (− 1.8 .6.15. 1.1) r 1.6.9. 3. Sendo E = (e1 . sendo r r r (i .13) como combinação linear dos vetores u. 2. 6 . 6. − 3. Achar os vetores unitários eu e ev . 0) − 5(3. e3 ) uma base ortonormal. 3) e y = (0. 1. 1) c) b = (− 1. 2 ). r r a ) u = (3.7. 4 . v = ( 2.− 1. v . 1.4) . 1) + 3(0.6. 1. −1.0 ) 3 r r r r r r r r UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 15 .0. 1)  c = ( 4. nos casos: r r r r a) u = 6e1 − 2e2 − 4 e3 b) u = (7.2 ).− 1. 3. Verifique se as triplas de vetores (a .− 3.−1)  a = (1. m − 1. 5) e v = (−3. 2 )    1.2 .

2.2). − 1). 0). .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES .1. v = ( −1. 0. Sendo r r r u = (−2.2. 1) r r r r 1. Calcule os ângulos diretores do vetor v = (1. Escreva z = (−2. 1. 0. UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 16 .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab r r r b) u = (4. − 1. 2) como combinação linear dos vetores u. v = (0. w = (1.6. 1.18. 1. v = (3. 1) d) u = (1. 0). 1).1) e w = (0 . 0. r 1. − 1.5. v e w. 0) . 0) e w = (0.6. v = (0. 3) .7 ) c) u = (1.19. 0 .

y1 . y2 . 1.2 Definição de produto escalar r r r r Definição 2. precisa-se calcular primeiro o produto interno u • v e r r as normas de u e de v . UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 17 r . PRODUTO DE VETORES 2. − 3) e r v = (1.2 || u || || v || cos θ r r r 2 r 2 r r 2 || u || || v || cos θ = ½ (|| u || + || v || . então o produto escalar. r r Corolário 2. 2 2 r r r r r r r r Corolário 2.2 vem: r r r r  u •v  u •v cos θ = r r e θ = cos −1  r r   u v  u v   Exemplo 2. Seja θ a medida em radianos (graus) do “ângulo BÂC” satisfazendo a restrição 0 ≤ θ ≤ π ( 0 ≤ θ ≤ 180° ) . 1) .1: Ache a medida em radianos do ângulo entre os vetores u = ( 2.|| u + v || ) r r u • v = x1 x2 + y1 y2 + z1 z2 .1. u • v . B θ A C r Então. o número θ é chamado medida em radianos (graus) do ângulo entre u e r v.1 Produto escalar.e.d. r r sendo θ a medida do ângulo entre u e v . pode ser dado por r r u • v = x1 x2 + y1 y2 + z1 z2 Demonstração: r r r r u • v = u v cosθ r r 2 || u + v || = || u || + || v || .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . B e C tais que r r u = AB e v = AC (veja a figura abaixo). 2. q.1. 2. z1 ) e v = ( x2 . r r Solução: Para obter-se o valor de θ .4: Se u ≠ 0 e v ≠ 0 . então da Definição 2.2 : Chama-se produto escalar dos vetores u e v ao número real u • v dado por r r r r u • v = u v cos θ .3 : Se as coordenadas dos vetores u = ( x1 .1 Ângulo entre dois vetores r r Definição 2. 0.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab 2.1: Sejam os vetores não nulos u e v e sejam os pontos A. z3 ) se referem a r r uma base ortonormal.

z ) com as coordenadas referindo-se a uma base ortonormal.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab r r u • v = (2 . y . O vetor u é ortogonal a v ( u ⊥ v ) r r se.73 rd . e somente se. −3) ⋅ (1.1 + 0.1.1. 1 + (−3). z) • ( x .1) = 2 .5 Projeção do vetor u na direção do vetor v r r r r r r Sejam os vetores u e v . w ∈V 3 e para qualquer número real λ . y .0 .5 : Seja um vetor qualquer u = ( x. v . representada por proj vr u . e θ o ângulo entre eles.1 = 2 + 0 − 3 = −1 r u = 2 2 + 0 2 + (−3) 2 = 13 r v = 1 2 + 12 + 12 = 3 Substituindo na fórmula do θ vem:  r r   −1   1  −1  u • v  θ = cos  r r  = cos −1   = cos −1  −      39   13 3    u v  θ = 99. A projeção do r r r vetor u sobre o vetor v . u ( λ v ) = ( λ u ) • v = λ (u • v ) r r r r 3. u • v = v • u r r r r r r 4. Então. v ou seja: r r r r u•v r proj r u = uvr = r 2 v v v u θ uv UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS v 18 . temos: 2 u. z) = x 2 + y 2 + z 2 2.1.4 Condição de ortogonalidade de dois vetores r r r r r r Teorema 2. u • ( v + w) = u • v + u • w r r r r r r 2.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES .1. u • u ≥ 0 . é o vetor definido por ∧ r r projr u =| u | cos θ v . y. e: r r r u = u • u = ( x . u • u = 0 ⇔ u = 0 Norma de vetor como função do Produto Escalar r Definição 2. da definição de p roduto escalar.21° = 1.u = |u| cos 0. tem-se: r r r r r r r 1. sendo u ≠ 0 e v ≠ 0 . 2.1: Para quaisquer u .3 Propriedades do produto escalar r r r Teorema 2.2: Sejam dois vetores quaisquer u e v de V 3 . r r 2. u • v = 0 .

2) r r b) u = (3. r r a) u = ( x. 2 . − 1. 4 ) e v = ( −1. 1. v = (2. Seja a base ortonormal ( i . 1) 2.−1. 1). 3. v = ( −2. v = (1.1. r r r 2. 10 .1. 0). 1. Verifique se são ortogonais os vetores nos seguintes casos: r r r r r r r a) u = i + 2 j e v = 2i − j + 5 k r r r r r r r b) u = 4i + j + 3k e v = −3 j + k 2. 1) r r b) w = (−1. j . 2 ) 2. − 2) r r c) u = (1.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . 1. Ache a projeção do vetor w na direção de v nos casos: r r a) w = (1. v = (x . 3). 0 ). 1) r r c)u = (x . x. 0.1. 3) . r r r r r r UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 19 . 2. k ). x . 1).4. 3) r r b) u = ( x. 2 ) r r c) w = (2. 1. Ache x de modo que u ⊥ v nos casos abaixo. r r a) u = (1. Ache a medida (em graus e em radianos) do ângulo entre u e v nos casos abaixo. 4).Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab Exercícios propostos. 0.1.1.3. v = (3. x . − 1. v = ( −2.2. 4 ). 1. 2 ).−3. v = (3. v = (4.

que satisfaz as seguintes condições: 1.05 J Produto vetorial: o a) P = V1 X V 2 o /P/ = 40 X 50 X sen(30 ) UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 20 . ou momento de uma força: τ = r X F Ver figura 1. abaixo.Produto Vetorial Exemplo: U = 2 V1 V1=40m 30° V2=50N • • • Produto de escalar por vetor: U = 2 V1 Produto escalar:W=V1 .V 1=40X50Xcos(30 )=1732. 2.q X p • Exemplo físico: torque. Obs: p X q = .m= 1732.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab 2. nesta ordem. O produto vetorial entre dois vetores. V =P X Q Q θ P -V = Q X P Figura 1 . O módulo de v é dado por: v = p q sen θ.2 Produto vetorial. onde θ é o menor ângulo entre os vetores p e q. p e q. 3. e é definido como o vetor v. q e v formam. um triedro direto. é o vetor expresso como: v=pXq .V 2=V2 . O sentido de v é tal que p.05N. A linha de ação de v é perpendicular ao plano que contém p e q.

3: Para quaisquer vetores u . w de V 3 e para qualquer número real λ . e (u + v ) × w = u × w + v × w r r r r r r 2) u × (λ v ) = (λ u ) × v = λ (u × v ) r r r r 3) u × v = − v × u UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 21 . z1 ) e v = ( x2 . o produto vetorial(ou r r externo) de u e v é dado por: r i r r u × v = x1 x2 ou r r r r r u × v = ( y1 z2 − z1 y2 ) i − ( x1 z2 − z1 x2 ) j + ( x1 y2 − y1 x2 ) k r r r r r r r r O vetor u × v é ortogonal aos vetores u e v de tal modo que (u .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab Direção: Para dentro do papel. r r r r Corolário 2. tem-se: r r r r r r r r r r r r r r 1) u × (v + w ) = u × v + u × w . z2 ) r r r definidos numa base ortonormal positiva (i . u × v ) formam uma base positiva de V 3 (destrógiro). y1 .2 Propriedades do Produto Vetorial r r r Teorema 2. v . y 2 . r r u×v r v θ r u r j y1 y2 r k y z1 = 1 y2 z2 z1 r x1 i − z2 x2 z1 r x1 j+ z2 x2 y1 r k y2 2. v . Veja a figura abaixo. k ) . j . b) M = V2 X V 1 o /M/ = 50 X 40 X sen(30 ) Direção: Para fora do papel.6: Sejam os vetores u e v de V 3 e sejam u = ( x1 .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . Então.2.

3 Interpretação geométrica do módulo do produto vetorial. r r O módulo do produto vetorial dos vetores não-nulos u e v de V 3 é igual a área do paralelogramo determinado por eles. Calcule o produto vetorial u × v e v × u r r a) u = (6 . r r r x = 3u − 2v Calcule e a r r r r y = u + 3v . 1. − 2.4) 2.1) r r b) u = (7. UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 22 . Calcule a área do paralelogramo ABCD. r r r r 2.v = ( −1.2.2.2. 1) determinado pelos vetores r 2.1. − 5). Veja a figura abaixo.-1) e AD = (2. 3. 3.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab 2.2. − 1) nos casos abaixo. sendo AB = (1.3.4. Determine o vetor x de norma 5 que é simultaneamente ortogonal aos vetores r r u = (2 .2. 0. − 2) área do paralelegramo e r v = ( −2.2. D r v r θ h = v sen θ A r u B C r r r r Área do paralelogramo ABCD = u v senθ = u × v Exercícios propostos. 2. 2. − 1) e v = (1. 2) . v = (1.1. − 4). − 2 . 1.1. onde u = (1.

v = ( x 2 . r r r r r r Definição 2. r r r Teorema 2.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . w] = u × v • w .2 Interpretação geométrica do módulo do produto misto r r r O módulo do produto misto u × v • w é igual ao volume do paralelepípedo de arestas r r r determinadas pelas vetores u . z 2 ) e w = ( x3 . v . v . v . j . y2 .3 Produto misto. então o produto misto de u . w é dado por: x1 r r r [u . UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 23 . w] = x 2 x3 y1 y2 y3 z1 z2 z3 2. Denomina-se produto misto de u . v . relativamente à qual r r r r r r u = ( x1 . y3 . z3 ) .7: Sejam os vetores u .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab 2. k ) uma base ortonormal positiva. v e w conforme exibido na figura abaixo. y1 .4: Seja (i . w ao r r r r r r número real [u . v . r r u×v θ h r w r v r u Volume do Paralelepípedo = S X h r r r Onde.3. θ é a medida do ângulo entre os vetores u × v e w . z1 ). w de V 3 .

2.1.−1. resulta r r r r r r r r r u × (v × w ) = (u • w )v − (u • v ) w UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 24 .1. resultando em r r r r r r r r r (u × v ) × w = −(v • w)u + (u • w) v Como o produto vetorial não é associativo.v = ( −1.−4) e w = (m + 1. 1. 2.3. Calcular o valor de m. v e w .2.3. Calcule o volume do paralelepípedo r r r u = ( 2. 2. 4 ) são coplanares. 2. após algumas manipulações algébricas determinam-se os valores dos parâmetros λ e µ em função dos vetores r r r u . ( i . − 3.3. 3).−4 ) e w = (3. determinado pelos vetores 2. Verifique se os vetores u = (2. u e v são coplanares . Os vetores u = (2. k ) . 2. então pode-se escrever qualquer um deles como combinação linear dos outros dois. −1) .3. é um vetor ortogonal a r r r w u e a v . j .v = ( −1.−3). −1. logo o produto vetorial desse vetor com outro vetor qualquer r der V 3 resulta num vetor que está contido no plano determinado pelos vetores iniciais u e v . Veja a figura abaixo.− 3) e w = (1. − 3). 1). r r u×v r r r (u × v ) × w r w r u r v r r r r r Como os vetores ( u × v ) × w . então refazendo todos os cálculos para r r r u × (v × w) . m.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab Exercícios propostos. implica que eles são LD. − 3) e w = (1. r r r Tomando-se uma base ortonormal positiva.4 Duplo produto vetorial. Calcule o volume do paralelepípedo determinado r r r determinam um pelos vetores r r r u = ( 2. r r O produto vetorial de dois vetores quaisquer LI. u e v de V 3 .4. r r r 2. Assim. 2.−1) .3. v = (−1. 0 . poder r se expressar o duplo produto vetorial como combinação linear dos vetores u e v ou seja r r r r r (u × v ) × w = λ u + µ v . 5. −1. v = (2.−1) paralelepípedo de volume 42.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES .

3. − 24 .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . Dados os vetores u = ( 2. − 2 . − 32 ) Exercícios propostos. − 6 ) • (1.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab r r r Exemplo 2. v = (1. Calcule o duplo r r r produto vetorial. Solução: r r r r r r r r r u × (v × w) = (u • w)v − (u • v ) w r r ( u • w) = (3. r r r a) ( u × v ) × w r r r b) u × (v × w) r r r calcular : UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 25 .1: Sejam os vetores u = (3. − 1. − 2. 2). 4 ) . 27 . 0 ) e w = ( −1. 0) + (−8. −1. −1. 4 ) = 3 − 6 − 24 = −27 r r ( u • v ) = (3.4. − 2 . 1). v = (2 . 0) = 6 + 2 + 0 = 8 r r r r r u × (v × w) = −27 v − 8 w = ( −54 . − 6) • (2 . 2. 3. − 6). u × (v × w) . − 32 ) = (−62 . 0) e w = (1.1. 2. 3. − 1.

Esses números são chamados coordenadas de P em relação ao sistema (O. z) ou seja P = ( x.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab 3. z ) [ou P ( x .B). e2 . O e B. Definição 3. Os planos determinados pelos pontos O. As retas determinadas pelos pontos O e A. São indicados respectivamente por OX. y .1: Sejam O um ponto de R3 e E = (e 1. e 3) uma base de V 3 . C e pelos pontos O.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . r r r • Sejam os vetores OA = e1 . y. A. pode-se escrever: r r r OP = xe1 + y e2 + z e3 Onde. e2 . A. plano OXZ e plano OYZ. z estão univocamente determinados pelo sistema e pelo ponto P. E) chama-se SISTEMA DE COORDENADAS em R 3 . e3 ) for uma base ortonormal que será sempre suposta positiva. C são referidos como planos coordenados e chamados respectivamente de plano OXY. identificar o ponto P com a tripla ordenada (x. pelos pontos O. então. • Dado um ponto P qualquer de R 3 . respectivamente eixo dos x ou das abscissas. eixo das cotas (z) C r e3 O A r e1 B r e2 eixo das ordenadas (y) eixo das abscissas (x) • O ponto O denomina -se Origem do Sistema. B. r r r • O sistema é dito ortogonal se (e1 . y . Veja a figura abaixo. O e C são chamadas de Eixos Coordenados. B . eixo dos z ou das cotas. eixo dos y ou das ordenadas. Geometria Analítica 3. Ao par (O. y. z )] UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 26 . OB = e 2 e OC = e 3 . Pode-se.1 Sistema de coordenadas cartesianas. OY e OZ. os números x.

-3. 1). zB) . 0. 4) 3. 4. determinar as coordenadas do ponto D. -1. 1). C e D formem um paralelogramo. 0.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . 1. yA. E).3. 0. 0. -1) e C = (2. v = (a. 2). Calcule a área do triângulo formado pelos pontos A. B) = AB = ( x2 − x1 ) 2 + ( y2 − y1 ) 2 + ( z2 − z1 ) 2 Exemplo 3. B) = AB = ( 6 − 2 ) 2 + (9 − 6 ) 2 + (7 − ( −5)) 2 = 4 2 + 32 + 12 2 = 16 + 9 + 144 = 169 = 13 Exercícios propostos. 3) e C = (2. 0) . 0. 1. E). B = (xB. k ) é uma base ortonormal. B e C. − 5) e coordenadas se referem a um sistema ortogonal. B = (-1.zA) a) AB = ( x2 − x1 . y2 − y1 . yB . zB . 3. definido acima. então: a) AB = (xB . B = (-1. z 1 + λ c ) Distância entre dois pontos r r r Definição 3. tal que A. z1 ) e B = ( x2 . B = (1. j . Solução: d ( A . z2 ) é calculada pela seguinte fórmula: d ( A . b. 0). y2 . 3. B = (6.2. 7 ) cujas UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 27 . 2). Calcule o perímetro do triângulo cujos vértices são os pontos A = (0. A distância entre os pontos A = ( x1 . z 2 − z1 ) r b) A + λ v = ( x 1 + λ a . B = (-1. onde B = (i . yB.xA. 4. 0. Dados os pontos A = (1.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab Teorema 3. 9 .1 . onde A = (0. sendo A = (1.1: Calcule a distancia entre os pontos A = ( 2. 2) . zA). 3) e C = (2.2: Seja o sistema de coordenadas ortogonal (O.1. B. Calcule a área do paralelogramo ABCD.1. c) e λ ε R e .yA. y1 .1. 1) e C = (1. 6 . y 1 + λ b.1: Seja o sistema de coordenadas (O. Se A = (xA.

2 Estudo da reta. se λ ∈ R então pode-se escrever: r r AX = λ v ou X = A + λ v (1) A equação (1) chama-se Equação Vetorial da reta r e escreve-se: r r : X = A+ λ v r Onde v é chamado vetor diretor da reta r e λ é denominado de parâmetro . X dado por (1) reproduzirá todos os pontos da reta r desde −∞ até +∞ . y . Veja a figura abaixo.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab 3. Ou se for r r r escolhido outro vetor de V 3 paralelo a v . z0 ) r v = ( a .2 Equações paramétricas da reta r r r Seja o sistema de coordenadas ortogonal (O. isto é. O ponto X é chamado ponto genérico da reta r . isto é. e somente se. z) A = ( x 0 . UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 28 . k ) é uma base ortonormal. qualquer ponto X do espaço R3 pertence a r se.2. b. a.1 Equação vetorial da reta r Sejam a reta r que passa por um ponto A e um vetor v não-nulo paralelo a r. por exemplo w . 3. v ≠ 0 . y 0 . A equação (1) não é única .B). Se for escolhido outro ponto de r . Então. por exemplo B r diferente de A. c não são todos nulos. 3.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . j . os r vetores AX e v forem linearmente dependentes. b. Observações: 1.2. então X = A + λ w é também uma equação vetorial de r. então X = B + λ v é também uma equação vetorial de r. isto é. se λ percorrer todo o conjunto dos números reais. em relação ao qual sejam dados X = ( x . 2. c) r r onde. onde B = (i .

z2 − z1 ) ou  x = x1 + λ ( x2 − x1 )  e λ ∈R (3)  y = y1 + λ ( y2 − y1 )  z = z + λ (z − z )  1 2 1 2. 1). ache o ponto de r equidistante de A e B.-3) e é r paralela ao vetor u = (2. 1) e os pontos A = (1.2.2. c ) donde vem ( x . b) reta que passa por B = (2. 1. y2 . B = (0. 3) . z ) = ( x 0 . y .3. Se a reta r passar pelos pontos distintos A = ( x1 . 3. 4) e é paralela ao eixo dos x. z) = ( x1 . y2 − y1 . z 2 − z 1 ) e tem-se para equações paramétricas da reta r as seguintes: X = A + λ AB ∴ ( x.4) e é ortogonal ao mesmo tempo aos eixos dos x e dos y. -2.4. y 0 . Escreva as equações paramétricas da reta r que passa pelo ponto A=(4. y 2 − y 1 . z2 ) . y. 3. Exercícios propostos. 2) e B = (3.4.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . y1 . y1 .2. 3. z1 ) + λ ( x2 − x1 .2. resulta: ( x .1. Observações: 1.0) + λ(1. Escreva as equações vetorial e paramétricas da reta r que passa pelos pontos A = (4.3.0.2 . 3.1. então pode-se eliminar o λ e podese escreve: x − x0 y − y 0 z − z 0 = = (4) a b c As equações (4) são chamadas equações da reta r na Forma Simétrica. Determinar as equações d as seguintes retas: a) reta que passa por A = (1. b ≠ 0 e c ≠ 0 . z 0 ) + λ (a . 0. y 0 + λ b. 2. z0 + λ c) ou  x = x0 + λ a   y = y0 + λ b z = z +λ c 0  e λ ∈R (2) As equações (2) são chamadas Equações Paramétricas da reta r e λ é chamado de parâmetro.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab Substituindo-se na equação (1).5) . z1 ) e B = ( x2 . 0. Dada a reta r: X = (1. 1. z) = ( x0 + λ a . y. então. Se na equação (2) se tiver a ≠ 0. r pode-se tomar v = AB = ( x 2 − x1 .1). b . UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 29 .

3. b . µ ∈ R . onde B = (i .2 Equações paramétricas do plano r r r Seja o sistema de coordenadas ortogonal (O. 2). n . z) A = ( x 0 . u e v forem linearmente dependentes. 3. µ ∈ R 3. y .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab 3. z ) = ( x 0 + λ a + µ m. r: X = (0. -1. p ) r r r r onde. B e C são pontos distintos e não colineares de π . n . z0 ) r u = (a .3 Estudo do Plano. y 0 . b .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES .5. y 0 + λ b + µ n . Sejam um ponto A∈ π e dois vetores u e v não-nulos. 2. Dados A = (0. k ) é uma base ortonormal. pode-se tomar como vetores r r diretores de π u = AB e v = AC e então uma equação vetorial do plano π pode ser escrita como segue (2) X = A + λ AB + µ AC onde λ . z 0 + λ c + µ p ) ou  x = x0 + λ a + µ m   y = y0 + λ b + µ n  z = z + λ c+ µ p  0 UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS λ. µ ∈ R e (3) 30 . z) = ( x0 . c) + µ (m. j . os vetores r r AX . y . isto é. e somente se. Os vetores u e v são chamados Vetores Diretores do plano π . y 0 . Se A. Substituindo-se na equação (1) resulta: ( x . 1).3. 3. p) ou ( x . c ) r v = ( m. qualquer ponto X do espaço R 3 pertence a π se. se λ . Veja a figura abaixo. 2 -2) + λ(1. Então.B).1 Equação vetorial do plano. ache os pontos de r que distam 2(duas) unidades de comprimento do ponto A. linearmente independentes e paralelos a π .2. z0 ) + λ (a . em relação ao qual sejam dados X = ( x . os planos α e π são paralelos. y. r r Seja o plano π de R3 . então pode-se escrever: r r π: (1) AX = λ v + µ u AX π A• α r v r u •X r r A equação (1) é denominada Equação Vetorial do plano π . u ≠ 0 e v ≠ 0 .

n. p) .3.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab As equações (3) são chamadas Equações Paramétricas do plano π . t ) . e somente se. se. r r r Seja o sistema de coordenadas ortogonal (O. se. r v = AC = ( x3 − x1 .3 Equação geral do plano. Então. y2 − y1 . u . pode-se tomar como vetores diretores de π r u = AB = ( x 2 − x1 . y1 . b= t r p m . B = ( x 2 .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . c= r s m n (5) s n t r −y p m t r s s +z − x0 p m n n t r + y0 p m t r s − z0 =0 p m n s n t r − ( y − y0) p m t r s + ( z − z0 ) =0 p m n d = − x0 t t r r s − y0 − z0 p p m m n A equação (5) é uma Equação Geral do plano π . ( x − x0 ) donde x ou ainda ax + by + cz + d = 0 onde a= s n t p s n . desenvolvendo por Laplace esse determinante relativamente a primeira linha. j . z) pertence ao r r plano π se. Exercícios propostos. µ ∈ R  z = z + λ ( z − z ) + µ (z − z ) 1 2 1 3 1  3. e somente se. k ) é uma base ortonormal e seja π um plano que passa por A = ( x 0 . Se A = ( x1 . y3 − y1 . y0 . z 2 ) e C = ( x3 . z 2 − z1 ). z1 ). x − x0 r m y − y0 s n z − z0 t p =0 (4) Ou seja. y. v forem linearmente dependentes. os vetores AX . z0 ) . z3 ) são pontos distintos e não colineares de π . UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 31 . somentes se. isto é. v = (m. o ponto X = ( x. z3 − z1 ) As Equações Paramétricas do plano π são obtidas a partir da equação (2) e tomam a seguinte forma:  x = x1 + λ ( x2 − x1 ) + µ ( x3 − x1 )   y = y1 + λ ( y2 − y1 ) + µ ( y3 − y1 ) onde λ . y3 . s. paralelo aos vetores r r linearmente independentes u = (r . y2 . onde B = (i .B).

-2) e B = (-1. Solução: Lembrando que na equação (6) os coeficientes a. Denomina-se vetor normal a π a um vetor qualquer de V r r . j . c de x.0.3. 0. 0. tendo como coeficientes das variáveis x. 3.-1.-1) e C = (1.B). 1) e é paralelo ao vetor v = 2i − 3 k .2: Obtenha uma equação geral do plano que passa pelo ponto A = (0. onde B = (i . 2. 1). 0). 2. 1) e D = (0.2.5. 2) .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab 3. r r Sejam o ponto A = ( x 0 .0). y. 0) + λ(1.0. B=(2. 3) e C = (3. portanto. 1. r r r Seja o sistema de coordenadas ortogonal (O. onde C = (1. 3. Escreva equações vetorial e paramétricas para o plano A=(1. -1. Exemplo 3. 1) e r tem um vetor normal n = (−1. Obtenha as equações gerais dos planos π descritos abaixo: a) π passa por A = (1.1.1). os coordenadas do vetor normal ao plano π . k ) é uma base 3 3 ortonormal. -1. 2. 1.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . ortogonal a π e . Escreva as equações vetorial e paramétricas do plano que passa pelos pontos r r r A = (-3. b. ortogonal a qualquer vetor paralelo a π . y e z são . Obtenha a equação geral do plano que passa pelos pontos B = (2. então tem-se: UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 32 . -1) e é paralelo ao segmento CD .3. Escreva as equações vetorial e paramétricas do plano que passa pelos pontos A = (-3. b) π passa pelos pontos A = (1. 0) . -2) e B = (-1. 3. 2. um vetor n = (a . 1. z) . 3. 2) . c) ≠ 0 normal a π e um ponto qualquer de π . 1). Seja π um plano de R .3.3. y0 . 1. 1. 1.b . d = −ax 0 − by 0 − cz 0 A equação (6) é uma equação geral do plano π .4 Vetor normal ao plano. 1) e B = (0.4. na ordem correspondente.-1) e C=(1. X = (x.3. B = (-1. 3.1). n ≠ 0 .3. 2. então pode-se escrever ( veja a figura abaixo): r AX • n = 0 ou ( x − x0 ) a + ( y − y0 )b + ( z − z 0 )c = 0 ou ax + by + cz + d = 0 (6) r n X • A onde. 3. 1. π que passa pelos pontos A = (1.3. 3. 1) e é paralelo à reta s: X = (-1. y e z as coordenadas do vetor normal ao plano na ordem correspondente. z0 ) de π .

z2 ) um ponto qualquer de s. então pode-se estabelecer as seguintes assertivas: r r 1. existe λ ∈ R tal que : r r u = λv donde vem : a = λ m. então tem-se: x0 = 0. se e somente se: a m x2 − x1 b n y 2 − y1 c p ≠0 z 2 − z1 r r 2. Exemplo 3. se. p ) vetores diretores de r e s .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . substituindo-se em (6). v e AB são LI ou seja. são coplanares e não são paralelas. duas retas quaisquer r r 3 r e s de R e sejam u = (a . Considere um sistema de coordenadas ortonormal ou canônico. As retas r e s são concorrentes se. c = 2. a equação geral do plano pedida é a seguinte: d = −( −1) × 0 − 3 × 2 − 2 × 1 = 0 − 6 − 2 = −8 − x + 3y + 2z − 8 = 0 3. Posições Relativas entre Retas e Planos.3) e s : X = (1.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab a = -1.3) + λ (0. b .1. As retas r e s são paralelas se. Duas retas podem ser paralelas. b = λ n . e somente se os vetores u . z1 ) um ponto qualquer de r e B = ( x2 .6)+µ(0. e somente se.2. v ) são LI . y2 .4. Se forem paralelas podem ainda serem coincidentes ou distintas. Logo. z 0 = 1. respectivamente. e somente se. Seja A = ( x1 . c = λ p ou a b c = = = λ (constante) m n p 3.6) são µ paralelas ou concorrentes.4. y 0 = 2. y1 . e somente se. b = 3. z0 são as coordenadas de um ponto A do plano π . c) e v = (m. isto é. y0 . Solução: UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 33 . E x0 .2.3: Verifique se as retas r : X = (1. As retas r e s são reversas se. e somente se: a m x2 − x1 b n y 2 − y1 c p z2 − z1 r r = 0 e (u . 3. os vetores diretores u e v são LD.1 Posições relativas de duas retas.3. concorrentes ou reversas. n . ou seja se.

4. usando a teoria dos conjuntos pode-se afirmar: 1. e somente se. z0 ) + λ (m. Se for paralela pode ainda estar contida ou não no plano. 6) são. r ∩ π contiver um único ponto. A reta r é paralela ao plano π se.x + 0 y + 0 z − mλ − x0 = 0  0 x + 1.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES .z − pλ − z 0 = 0   ax + by + cz + 0λ + d = 0  Pela regra de Cramer. respectivamente. Considere um sistema de coordenadas ortonormal ou canônico. 1 . a condição para a reta r ser paralela a π é: ma + nb + pc = 0 . 2. obtém-se. Donde. obtém-se: r r v = 2u Logo. Então. r ∩ π contiver infinitos pontos. Uma reta em relação a um plano pode ser paralela ou transversal. A reta r é transversal ao plano π se. e somente se. o seguinte sistema de quatro equações lineares nas incógnitas x. y. r ∩ π for o conjunto vazio. Se o ponto satisfaz a equação. caso contrário a reta r é paralela a π .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab r r Das equações vetoriais de r e s acima. n. e somente se. UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 34 . Para verificar se a reta r está contida em π . obtém-se que u = (0.3) e v = (0. p ) π : ax + by + cz + d = 0 Tomando-se as equações paramétricas da reta r . então.2 . então a reta r está contida em π . e somente se: 1 0 0 −m 0 1 0 −n ≠0 0 0 1 −p a b c 0 e calculando o determinante.1. vetores diretores de r e s. assuma as seguintes equações da reta e do plano: r : X = ( x 0 . E. resulta: ma + nb + pc ≠ 0 . por inspeção. por outro lado. sabe-se que este sistema tem solução única se. z e λ : x = x 0 + mλ   y = y 0 + nλ   z = z0 + pλ   ax + by + cz + d = 0  ou equivalentemente. 3. basta tomar um ponto de r e substituí-lo na equação do plano π . 3. uma reta qualquer r 3 e um plano qualquer π de R . A reta r está contida no plano π se. Para se equacionar este problema. essa é a condição para a reta r ser transversal ao plano π . r e s são paralelas. y0 . y + 0 z − nλ − y = 0  0  0 x + 0 y + 1. Portanto.2 Posições relativas de reta e plano.

Estude a posição relativa das retas r e s nos seguintes casos:  y+z=3 a) r : X = (1. 0 ) 2 3. Se também 1 = λ . 1. 0 ) + λ (0. vetores normais a π 1 e π 2 . 1) + λ (1. Estude a posição relativa dos planos π 1 e π 2 nos seguintes casos: UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 35 . Exemplo 3.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES .+1) e n 2 = (4 .−2 .−1. 2 ) são.5: Verifique se os planos π 1 : 2 x − y + z − 1 = 0 e π 2 : 4 x − 2 y + 2 z − 9 = 0 são paralelos. então π 1 e π 2 são a 2 b2 c2 d2 coincidentes. 0 . π 1 e π 2 são planos paralelos. Sejam π 1 e π 2 dois 3 planos de R cujas equações gerais são.4: Determine o valor de α para que a reta r : X = (2. 1) + λ (−2 . 2. 1) π :x− y− z = 2 x −1 b) r : = y=z π : X = (3. 0 ) + λ (1.2. Caso contrário são transversais. não são coincidentes já que 1 = ≠ d2 9 2 Exercícios propostos 3. Se for paralelo pode ainda coincidente com o outro plano.2 Posições relativas de plano e plano. b1 = λ b2 c1 = λ c2 ou ainda a 1 b1 c1 d = = = λ (constante) . 1.-2) seja paralela ao plano π : α x+y+2z -1=0 Solução: Examinando as equações da reta r e do plano π . 0) 2 3 2 3. Estude a posição relativa da reta r e do plano π nos seguintes casos: a) r : (1. e respectivamente. 1) + µ (2. 2) .4.4. 1. 1.3.-3) + λ (1. Considere um sistema de coordenadas ortonormal ou canônico. pode-se escrever: 1× α + 1 × 1 − 2 × 2 = 0 ∴ α = 3 3.4. Solução: r r Das equações gerais d π 1 e π 2 obtém-se que n1 = ( 2.4. − 1. 0. 2. 0. verifica-se que um dos vetores r r diretores da reta r é v = (1. então. − 1) s: x + y − z = 6 x +1 y z +1 b) r : = = s : (0. Um plano em relação a outro plano pode ser paralelo ou transversal.1. 1. a 1 x + b1 y + c1 z + d 1 = 0 a 2 x + b2 y + c2 z + d 2 = 0 . −2) e um vetor normal ao plano π é n = (α .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab Exemplo 3. respectivamente. Por inspeção verifica-se que r r n 2 = 2 n1 .1. Porém. É fácil de se concluir por pura visualização que para os planos π 1 e π 2 serem paralelos seus vetores normais também tem que serem paralelos ou seja r r n1 = λ n 2 ∴ a 1 = λ a 2 .1. d 1 1 Logo.

r ) = h = r v Exemplo 3. os pontos A = ( x1 . r ) = (2 . para se calcular a distância d(P. a projeção ortogonal de P sobre r. Dados o ponto P e a reta r . 1. Distâncias. − 2 )  π 1 : 2 x − y + 2z − 1 = 0 b)  π 2 : 4 x − 2 y + 4 z = 0 3. 3. -3) +λ(1. y 2 .3 Distância de ponto a plano. 0.1. que é a distância procurada. 1.6: Calcule a distância do ponto P = (1. 2).5. 1. 3.5. vem A = (-1. -2. -2. z1 ) e B = ( x 2 . -3) e v = (1. z 2 ) . e calcular PM . 2 ) (1. 2) = ( 4. 1.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab  π 1 : (1.GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . 1) a)  π 2 : (1. a distância entre A e B é calculada pela seguinte fórmula: d ( A . pode-se provar que a distância d(P. -1) à reta r: (-1. Substituindo-se na fórmula da distância. − 1. B) = AB = ( x2 − x1 ) 2 + ( y2 − y1 ) 2 + ( z2 − z1 ) 2 3. 1. − 1) 6 = 14 2 3. − 1. 2.5. − 2. 2 ) e então AP = (2. 2). 1.2 Distância de ponto a reta.1 Distância de ponto a ponto. vem: d (P. existe um outro processo no qual não é necessário se determinar M. 0 ) + λ (1. r) de P a r .3: Sejam v um vetor diretor de r e A um ponto qualquer de r . UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 36 . y1 . pode-se achar M . O resultado desse processo pode se estabelecida pela seguintes definição: r Definição 3. como já foi visto na seção 2.5. r) de P a r pode ser obtida por: r AP × v d (P. Solução: r Da equação da reta. •P h • M Porém. 1. Sejam um sistema de coordenadas ortogonal. então. 2 ) × (1. 0 ) + µ (−1. 1) + µ (− 1. 1) + λ (0. 3.

Substituindo-se na fórmula. π ) = PM . vem: a=3.π ) = = 50 3 2 + ( −4) 2 + (−5 ) 2 UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 37 . y0 . para achar a distância d(P.Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab Dados um ponto P e um plano π . Definição 3.4y .1 − 4 .4 : Sejam P = ( x0 . y0 = 2. pode-se provar que a distância de P a π . Então. -1) ao plano π :3x . Entretanto. pode ser obtida por: d ( P . vem: 3 .2 − 5 (−1) + 1 1 d ( P .GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES . 2.π ) = ax0 + by0 + cz 0 + d a2 + b2 + c2 Exemplo 3. Solução: Da equação do plano. π ) de P a π . z 0 = −1 . aqui também existe um processo de encontrar a distância entre P e π sem ter que determinar M. b=-4. e daí d(P. c=-5 e de P vem: x0 = 1. pode-se achar a projeção ortogonal de P em π .5z + 1 = 0. z0 ) e π : ax + by + cz + d = 0 . como no caso da distância entre ponto e reta.7: Calcule a distância do ponto P = (1.

GEOMETRIA ANALÍTICA E VETORES .Antonio Carlos da Cunha Migliano e Carlos Schwab EXERCÍCIO UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS 38 .

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