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ABNT/CB-28

PROJETO ABNT NBR 6355


Maio 2012

Perfis estruturais de aço formados a frio – Padronização

APRESENTAÇÃO
1) Este Projeto de Revisão foi elaborado pela Comissão de Estudo de Produtos Longos
de Aço (CE 28:000.04) do Comitê Brasileiro de Siderurgia (ABNT/CB-28), nas reuniões
de:

28/07/2011 21/09/2011

2) Este Projeto de Revisão é previsto para cancelar e substituir a edição anterior


(ABNT NBR 6355:2003), quando aprovado, sendo que nesse ínterim a referida norma
continua em vigor;

3) Não tem valor normativo;

4) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar


esta informação em seus comentários, com documentação comprobatória;

5) Este Projeto de Norma será diagramado conforme as regras de editoração da ABNT


quando de sua publicação como Norma Brasileira.

6) Tomaram parte na elaboração deste Projeto:

Participante Representante

USIMINAS Roberto Inaba


NATURAÇO IND E COM Wagner Ângelo da Silva
METFORM SA Rodrigo Augusto Tavares
EPUSP Prof. Valdir Pignatta e Silva
ARCELORMITTAL TUBARÃO Silvia Scalzo
UPF Zacarias Chamberlain Pravia

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Perfis estruturais de aço formados a frio – Padronização

Cold-formed steel structural profiles - Standardization

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As


Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB),
dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais
(ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes
dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros
(universidades, laboratórios e outros).

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte
2.

1 Escopo
Esta Norma fixa os requisitos exigíveis dos perfis estruturais de aço formados a frio, com seção
transversal aberta.

2 Referências normativas
As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem
prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação.
Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta
que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A
ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

ABNT NBR 7013:2003; Chapas de aço-carbono zincadas por imersão a quente – Requisitos gerais -
Padronização
ABNT NBR 14762:2010; Dimensionamento de estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio
– Procedimento
ABNT NBR 11888:2008 - Bobinas e chapas finas a frio e a quente de aço-carbono e aço de baixa liga e
alta resistência - Requisitos gerais
ABNT NBR 14964:2003 - Chapas e bobinas de aço zincadas pelo processo contínuo de
eletrodeposição – Requisitos gerais

3 Definições
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:
3.1.1 perfil estrutural de aço formado a frio
perfil obtido por dobramento, em prensa dobradeira, de tiras cortadas de chapas ou bobinas, ou
por conformação contínua em conjunto de matrizes rotativas, a partir de bobinas laminadas a frio
ou a quente, revestidas ou não, sendo ambas as operações realizadas com o aço em temperatura
ambiente.

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3.1.2 elemento
parte constituinte de um perfil formado a frio: mesa, alma, enrijecedor e outros.
3.1.3 largura nominal do elemento
largura total do elemento, incluindo as regiões de dobra, medida no plano da seção transversal e
empregada para designação do perfil.
3.1.4 lote
conjunto de perfis de mesmas dimensões nominais, mesmo material (aço de mesma
especificação e fabricante) e fabricados sob condições similares de produção.
3.1.5 amostra
parte do lote destinada à inspeção.
4 Símbolos
No que se refere aos perfis estruturais de aço formados a frio, abordados por esta Norma, os
símbolos e seus respectivos significados são apresentados em 4.1 a 4.3.
4.1 Letras romanas maiúsculas
A - área da seção transversal do perfil;
Cw - constante de empenamento da seção transversal do perfil;
CG - centróide da seção transversal do perfil;
CT - centro de torção da seção transversal do perfil;
D - largura nominal do enrijecedor de borda do perfil;
I1 - momento de inércia da seção transversal do perfil em relação ao eixo principal de maior
inércia (eixo 1);
I2 - momento de inércia da seção transversal do perfil em relação ao eixo principal de menor
inércia (eixo 2);
Ix - momento de inércia da seção transversal do perfil em relação ao eixo x;
Iy - momento de inércia da seção transversal do perfil em relação ao eixo y;
Ixy - produto de inércia (momento centrífugo) em relação ao sistema de eixos x-y;
It - momento de inércia à torção uniforme da seção transversal do perfil;
L - comprimento do perfil;
Wx - módulo de resistência elástico da seção transversal do perfil em relação ao eixo x;
Wy - menor módulo de resistência elástico da seção transversal do perfil em relação ao eixo y;
4.2 Letras romanas minúsculas
a - largura da parte plana da alma;
am - largura da alma referente à linha média da seção;
b - largura da parte plana da aba ou mesa;
bf - largura nominal da mesa ou aba;
bm - largura da aba ou mesa referente à linha média da seção;
br - dimensão nominal do elemento em contato com o plano de referência;
bw - largura nominal da alma;
c - largura da parte plana do enrijecedor de borda;
cm - largura do enrijecedor de borda referente à linha média da seção;
ea - desvio do esquadro da alma nas extremidades do perfil;
em - desvio do esquadro das mesas nas extremidades do perfil;
m - massa do perfil por unidade de comprimento;

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ri - raio interno de dobramento;


rm - raio de dobramento referente à linha média da seção;
rx - raio de giração da seção transversal do perfil em relação ao eixo x;
ry - raio de giração da seção transversal do perfil em relação ao eixo y;
r0 - raio de giração polar da seção transversal do perfil em relação ao centro de torção;
r2 - raio de giração da seção transversal do perfil em relação ao eixo principal de menor; inércia (raio
de giração mínimo do perfil);
t - espessura da chapa, excluindo revestimentos;
tn - espessura nominal da chapa, igual à soma das espessuras da chapa de aço e do revestimento
metálico (tn = t + tr). Para chapa de aço sem revestimento, tn = t;
tr - espessura do revestimento metálico;
u1 - desenvolvimento da parte curva da seção referente à dobra em 90;
u2 - desenvolvimento da parte curva da seção referente à dobra em 45;
xg - distância do centróide à face externa do perfil, na direção do eixo x;
yg - distância do centróide à face externa do perfil, na direção do eixo y;
x0 - distância do centro de torção ao centróide, na direção do eixo x;
y0 - distância do centro de torção ao centróide, na direção do eixo y;
4.3 Letras gregas minúsculas
α - ângulo formado por elementos adjacentes do perfil;
αp - menor ângulo formado entre o eixo x e o eixo principal de maior inércia;
δh - flecha do perfil no plano da mesa ou aba;
δv - flecha do perfil no plano da alma;
θ - ângulo de torção do perfil;

5 Séries comerciais e designações dos perfis


As séries comerciais mais usuais de perfis estruturais de aço formados a frio e suas respectivas designações são
apresentadas na tabela 1. Outras séries podem ser empregadas desde que atendam as tolerâncias das tabelas 2 e 3.

Tabela 1 – Séries comerciais mais usuais de perfis estruturais e respectivas designações

Série Seção transversal Designação 1)

Cantoneira de L bf x tn
abas iguais Exemplo: L 50 x 3,00

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U simples U bw x bf x tn
Exemplo: U 150 x 50 x 2,65

U enrijecido Ue bw x bf x D x tn
Exemplo: Ue 150 x 60 x 20 x 2,65

Z90 bw x bf x D x tn
Z enrijecido a 90˚ Exemplo: Z90 200 x 75 x 20 x 2,25

Z enrijecido a 45˚
Z45 bw x bf x D x tn
Exemplo: Z45 200 x 75 x 20 x 2,25

continua

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continuação

Série Seção transversal Designação 1)

Cartola Cr bw x bf x D x tn
Exemplo: Cr 100 x 50 x 20 x 3,35

1)
As dimensões devem ser apresentadas em milímetros.

6 Requisitos do processo

6.1 Materiais
Para a fabricação dos perfis estruturais formados a frio, devem ser empregadas chapas de aço, laminadas a frio ou a quente,
com ou sem revestimento, atendendo ao disposto em 4.1 e 4.2 da ABNT NBR 14762:2010.

6.2 Tolerâncias

6.2.1 Chapas
As tolerâncias para as chapas devem atender ao disposto nas ABNT NBR 7013, ABNT NBR 11888. Caso haja divergência
entre as ABNT NBR 7013, ABNT 11888 e a especificação particular do produto, prevalece o especificado nessa última.

6.2.2 Perfis

As tolerâncias nas formas e dimensões dos perfis estão indicadas na Tabela 2, para o caso de perfis obtidos por dobramento,
e na Tabela 3, para o caso de perfis obtidos por conformação contínua.

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Tabela 2 – Tolerâncias nas formas e dimensões dos perfis obtidos por dobramento
Tipo Variável Parâmetro Tolerância
bf ou bw tn  4,75 mm ± 1,5 mm
tn > 4,75 mm ± 2,0 mm
Dimensões da seção
transversal 1) D tn  4,75 mm ± 2,0 mm
tn > 4,75 mm ± 3,0 mm
Conforme norma aplicável:
Espessura da parte plana 1) tn ABNT NBR 7013, ABNT NBR 11888

Ângulo formado por elementos  Qualquer ± 2°


adjacentes 1), 2)

Comprimento do perfil 3) Qualquer +10 mm


(padrão 4) ) 0

L
tn  4,75 mm + 3 mm
Comprimento do perfil 3) 0
(ajustado 5) )
tn > 4,75 mm +5 mm
0
Plano da alma (δv)
Flecha do perfil 6)7) Qualquer L/1000
Plano da mesa ou aba (δh)
Torção do perfil 8)  Qualquer 1°/metro 9)
Esquadro de extremidade 10) Plano da alma (ea) Qualquer ± bw/100
Plano das mesas ou abas (em) Qualquer ± bf/100

NOTAS
1)
As tolerâncias devem ser verificadas em qualquer seção transversal do perfil, distante no mínimo 100 mm das
extremidades.
2)
Ver figura 1.
3)
O comprimento deve ser medido no centro do maior elemento do perfil.
4)
Comprimento usualmente produzido e comercializado para perfis obtidos por dobramento: 3 m e 6 m.
5)
Comprimento especificado pelo consumidor.
6)
Ver figura 2.
7)
Para comprimentos acima de 6 m, essa tolerância pode ser acordada entre produtor e consumidor.
8)
Para verificar a torção, o perfil deve ser posicionado sobre uma superfície plana, ajustando uma das extremidades ao
plano de referência e medindo o ângulo de torção na outra extremidade, conforme figura 3.
9)
A tolerância de 1°/metro é equivalente a (0,017br)/metro, sendo br a dimensão nominal do elemento em contato com o
plano de referência (bw ou bf), conforme figura 3.
10)
Ver figura 4.

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Tabela 3 – Tolerâncias nas formas e dimensões dos perfis obtidos por conformação contínua

Tipo Variável Parâmetro Tolerância

bf ou bw < 150 mm:


tn  3,0 mm ± 1,00 mm
3,0mm < tn  4,75 mm ± 1,25 mm
tn > 4,75 mm ± 1,50 mm
Dimensões da seção
transversal 1) bf ou bw bf ou bw  150 mm:
tn  3,0 mm ± 1,25 mm
3,0mm < tn  4,75 mm ± 1,50 mm
tn > 4,75 mm ± 1,75 mm

D D  5tn ± 1,00 mm
Conforme norma aplicável:
Espessura da parte plana 1) tn ABNT NBR 7013, ABNT 11888

Ângulo formado por elementos  Qualquer ± 2°


adjacentes 1) 2)
Comprimento do perfil 3) Qualquer +10 mm
(padrão 4) ) 0
L
Comprimento do perfil 3) Qualquer +5 mm
(ajustado 5) ) 0

Plano da alma (δv)


Flecha do perfil 6)7) Qualquer L/1000
Plano da mesa ou aba (δh)
Torção do perfil 8)  Qualquer 1° / metro 9)
Esquadro de extremidade 10) Plano da alma (ea) Qualquer ± bw/100
Plano das mesas ou abas (em) Qualquer ± bf/100

NOTAS
1)
As tolerâncias devem ser verificadas em qualquer seção transversal do perfil, distante no mínimo 100 mm das
extremidades.
2)
Ver figura 1.
3)
O comprimento deve ser medido no centro do maior elemento do perfil.
4)
Comprimento usualmente produzido e comercializado para perfis obtidos por conformação contínua: 6 m.
5)
Comprimento especificado pelo consumidor.
6)
Ver figura 2.
7)
Para comprimentos acima de 6 m, essa tolerância pode ser acordada entre produtor e consumidor.
8)
Para verificar a torção, o perfil deve ser posicionado sobre uma superfície plana, ajustando uma das extremidades ao
plano de referência e medindo o ângulo de torção na outra extremidade, conforme figura 3.
9)
A tolerância de 1°/metro é equivalente a (0,017 br)/metro, sendo br a dimensão nominal do elemento em contato com
o plano de referência (bw ou bf), conforme figura 3.
10)
Ver figura 4.

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 1 2

 2 1

Figura 1 – Ângulo formado por elementos adjacentes

bw
bf
v h
L L

Figura 2 – Flecha do perfil

0 0 plano de referência

br = b w br = b f

Figura 3 – Torção do perfil

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Figura 4 – Esquadro de extremidade do perfil

6.3 Aspectos superficiais

Os perfis estruturais formados a frio devem estar isentos de defeitos que possam comprometer sua eficiência
estrutural e a fabricação das estruturas, como rebarbas de corte e marcas profundas de ferramentas.

São admitidas pequenas imperfeições inerentes aos processos de formação a frio, como por exemplo, traços ou
raias provenientes do contato da chapa com as matrizes rotativas, ou desprendimento de carepa de laminação,
exceto nas chapas revestidas.

6.4 Modo de fazer a encomenda


Nos pedidos de perfis segundo esta Norma, o consumidor deve indicar:

a) número desta Norma;

b) quantidade de perfis;

c) designação dos perfis cuja série se enquadre na tabela 1;

d) comprimento dos perfis, informando se padrão ou ajustado;

e) especificação do aço, conforme norma correspondente;

f) tipo de inspeção e ensaio;

g) padrão de tolerância;

h) outros requisitos, quando solicitados.

6.5 Identificação e acondicionamento

6.5.1 Identificação

Os perfis devem ser identificados pelo fabricante, com os seguintes dados:

a) número desta Norma;

b) designação dos perfis cuja série se enquadre na tabela 1;

c) especificação do aço, conforme norma correspondente;

d) processo de conformação;

e) marca do fabricante;

f) outros dados, quando solicitados.

6.5.1.1 Forma de identificação

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Os dados indicados em 6.5.1 devem ser pintados ou gravados nos perfis, ou ainda anotados em etiquetas fixadas
ao lote dos perfis, de maneira que não possam ser danificadas durante o manuseio e transporte. Outras formas
de identificação também são aceitas, desde que acordado entre o fabricante e o consumidor.

6.5.2 Acondicionamento
Os perfis devem ser acondicionados de forma a não sofrerem danos em seu armazenamento, manuseio e
transporte.

7 Inspeção

7.1 Quantidade de perfis da amostra


A amostra deve ser definida em comum acordo entre o fabricante e o comprador. Na ausência de tal definição,
deve-se tomar no mínimo:
a) conformação contínua: um perfil para cada cem perfis do lote, respeitando-se o mínimo de dois perfis;
b) dobramento: um perfil para cada 50 perfis do lote, respeitando-se o mínimo de dois perfis.

7.2 Inspeção visual


Os perfis, no todo ou por amostragem, devem ser submetidos à inspeção visual para análise de aspectos
superficiais, atendendo ao disposto em 6.3.

7.3 Inspeção dimensional


Os perfis, no todo ou por amostragem, devem ser submetidos à verificação das dimensões e formas conforme as
tolerâncias indicadas nas tabelas 2 e 3.

7.4 Certificado de qualidade do material


O fabricante deve fornecer o certificado de qualidade do produto (perfil), constando no mínimo os dados
relacionados em 6.5.1. Quando solicitado pelo consumidor, deve fornecer também o certificado de qualidade da
matéria-prima (chapa ou bobina).

8 Aceitação e rejeição

8.1 Todo perfil que não atender a esta Norma, em seu recebimento ou durante sua utilização, deve ser separado, o
lote deve ser identificado e o fabricante, notificado.

8.2 O fabricante pode reparar o perfil recusado, estando esse sujeito à nova inspeção conforme esta Norma.
________________
//ANEXO A

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Anexo A
(informativo)
Tabelas de perfis de séries comerciais

Nas tabelas A.1, A.2, A.3, A.4, A.5 e A.6 são apresentadas as dimensões, massa e propriedades geométricas dos
perfis de séries comerciais L, U, Ue, Z90, Z45 e Cr, respectivamente, produzidos com chapas de aço sem
revestimento e destinados às estruturas e demais componentes usuais da construção metálica. Nas tabelas A.7 e
A.8 são apresentadas as dimensões, massa e propriedades geométricas dos perfis de séries comerciais Ue e Cr,
respectivamente, produzidos com chapas de aço zincado e destinados a sistemas constituídos por paredes
estruturais, engradamento metálico para cobertura e outros. As hipóteses e simplificações adotadas para o
cálculo das propriedades geométricas estão relacionadas a seguir:

a) seção transversal bruta;


b) seção com espessura constante, tomada igual à espessura da parte plana sem revestimentos (t);
c) largura nominal dos elementos associada ao perfil sem revestimento (figuras A.1 a A.6);
d) raio interno de dobramento ri = tn para tn  6,3mm e ri = 1,5tn para tn > 6,3 mm;
e) emprego do “método linear”, isto é, todo o material é admitido como concentrado na linha média da seção
(linha esqueleto) e os elementos são tratados como linhas retas (parte plana) ou curvas (dobras), exceto no
cálculo de Cw e da posição do centro de torção (CT) onde as dobras são consideradas como cantos retos. Os
valores assim obtidos são multiplicados pela espessura t, de maneira a obter as propriedades geométricas de
interesse;
f) para todos os perfis, o eixo x é o eixo paralelo à mesa ou aba.

As propriedades geométricas apresentadas nas tabelas desse anexo foram calculadas com base nas seguintes
expressões:

Dimensões básicas (conforme figuras A.1 a A.6):

a = bw – 2(rm + 0,5t)
am = b w – t
b = bf – (rm + 0,5t) (para cantoneira e U simples)
b = bf – 2(rm + 0,5t) (para U enrijecido, Z enrijecido a 90 e cartola)
b = bf – 1,414(rm + 0,5t) (para Z enrijecido a 45)
bm = bf – 0,5t (para cantoneira e U simples)
bm = b f – t (para U enrijecido, Z enrijecido a 90 e cartola)
bm = bf – 0,707t (para Z enrijecido a 45)
c = D – (rm + 0,5t) (para U enrijecido, Z enrijecido a 90 e cartola)
c = D – 0,414(rm + 0,5t) (para Z enrijecido a 45)
cm = D – 0,5t (para U enrijecido, Z enrijecido a 90 e cartola)
cm = D – 0,207t (para Z enrijecido a 45)
rm = ri + 0,5t
u1 = 1,571rm
u2 = 0,785rm

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Figura A.1 – Cantoneira de abas iguais

Figura A.2 – Perfil U simples

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Figura A.3 – Perfil U enrijecido

y
2

1
_
CG _ CT
x x a am bw
t p

D cm c 1

2
b y
bm

bf

Figura A.4 – Perfil Z enrijecido a 90

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u2

y rm
2
ri

1
_
CG _ CT
x x a am bw
t p
45°

c
2
cm
D b y
bm

bf

Figura A.5 – Perfil Z enrijecido a 45

bf

bm

CT

y0
yg
CG
x x
a am bw
t

cm
y

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Figura A.6 – Perfil cartola

Cantoneira de abas iguais

A  t (2b  u1 )

xg  yg 
t
b(0,5b  rm )  u1 (0,363rm )  0,5t
A

x0  1,414( x g  0,5t )

 
I x  I y  t b(0,5b  rm ) 2  0,083b 3  u1 (0,363rm ) 2  0,149rm 3  A( x g  0,5t ) 2

 
I xy  t u1 (0,363rm ) 2  0,137rm 3  A( x g  0,5t ) 2

I1  I x  I xy

I 2  I x  I xy

I t  0,333t 3 (2b  u1 )

Perfil U simples

A  t (a  2b  2u1 )

xg 
2t
b(0,5b  rm )  u1 (0,363rm )  0,5t
A

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 3a 2 b 
x0  bm  m m   x  0,5t
 a 3  6a 2 b  g
 m m m


I x  2t 0,042a 3  b(0,5a  rm ) 2  u1 (0,5a  0,637rm ) 2  0,149rm 3 

 
I y  2t b(0,5b  rm ) 2  0,083b 3  0,356rm 3  A( x g  0,5t ) 2

I t  0,333t 3 a  2b  2u1 

am 2 bm 2 t  2am 3bm  3am 2 bm 2 


Cw 
12  6a 2 b  a 3 
 m m m 

Perfil U enrijecido

A  t a  2b  2c  4u1 

xg 
2t
b(0,5b  rm )  (u1  c)(b  2rm )  0,5t
A

 3am 2bm  cm (6am 2  8cm 2 ) 


x0  bm    x g  0,5t
3 2 2 2
 am  6a m bm  cm (8cm  12am cm  6am ) 

0,042a 3  b(0,5a  rm ) 2  2u1 (0,5a  0,637rm ) 2 


I x  2t  
 0,298rm 3  0,083c 3  0,25c(a  c) 2 

b(0,5b  r ) 2  0,083b 3  0,505r 3  c(b  2r ) 2 


m m m
I y  2t    A( x g  0,5t ) 2
 u1 (b  1,637rm ) 2 

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I t  0,333t 3 a  2b  2c  4u1 

 2a 3b  3a 2 b 2  48c 4  112b c 3  8a c 3 
 m m m m m m m m m

a m bm t  48a m bm cm  12a m cm  12a m bm cm  6a m 3cm 
2 2  2 2 2 2
Cw   
12  6a m 2 bm  (a m  2cm ) 3  24a m cm 2 
 
 

Perfil Z enrijecido a 90


A  t (a  2b  2c  4u1 )

0,042a 3  b(0,5a  r ) 2  2u (0,5a  0,637r ) 2  0,298r 3 


m 1 m m
I x  2t  
 0,083c 3  c(0,5a  0,5c) 2 


I y  2t b(0,5b  rm ) 2  0,083b 3  0,505rm 3  c(b  2rm ) 2  u1 (b  1,637rm ) 2 
b(0,5a  r )(0,5b  r )  0,5r 3  0,285ar 2  c(b  2r )(0,5a  0,5c)
m m m m m
I xy  2t  
 0,137rm 3  u1 (b  1,637rm )(0,5a  0,637rm ) 

2
Ix  Iy  Ix  I y 
I1      I xy 2

2  2 

2
Ix  I y  Ix  Iy 
I2      I xy 2

2  2 

 2 I xy 
 p  0,5 arctg  
 Ix  Iy 
 

I t  0,333t 3 (a  2b  2c  4u1 )

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 18/44


ABNT/CB-28
PROJETO ABNT NBR 6355
Maio 2012

 a 2 b 3 (2a  b )  b 2 (4c 4  16b c 3  6a 3c  4a 2 b c  8a c 3 ) 


 m m m m m m m m m m m m m m m

 2 2
t  12a m bm cm (a m  bm ) 
Cw   
12  a m  2(bm  cm ) 
 
 

Perfil Z enrijecido a 45

A  t (a  2b  2c  2u1  2u2 )

0,042a 3  b(0,5a  r ) 2  u (0,5a  0,637r ) 2  0,155r 3 


m 1 m m
I x  2t  
 u 2 (0,5a  0,9rm ) 2  0,042c 3  c(0,5a  0,707rm  0,354c) 2 

b(0,5b  r ) 2  0,083b 3  0,389r 3  c(b  1,707r  0,354c) 2 


m m m
I y  2t  
 0,042c  u 2 (b  1,373rm )
3 2 

b(0,5a  rm )(0,5b  rm )  c(b  1,707rm  0,354c)(0,5a  0,707rm  0,354c)


I xy  2t  3 2 3 
 0,486rm  0,285arm  0,042c  u 2 (b  1,373rm )(0,5a  0,9rm ) 

2
Ix  Iy  Ix  I y 
I1      I xy 2

2  2 

2
Ix  I y  Ix  Iy 
I2      I xy 2

2  2 

 2 I xy 
 p  0,5 arctg  
 Ix  Iy 
 

I t  0,333t 3 (a  2b  2c  2u1  2u 2 )
NÃO TEM VALOR NORMATIVO 19/44
ABNT/CB-28
PROJETO ABNT NBR 6355
Maio 2012

 a 2 b 3 (2a  b )  b 2 (4c 4  16b c 3  6a 3c  4a 2 b c  8a c 3 ) 


 m m m m m m m m m m m m m m m

  6a m bm c m (a m  bm )(1,414bm  0,707a m )  2a m bm cm (2a m  4bm  cm )
2 3 
 
t   0,5cm 3 (2a m 3  4a m 2 bm  8a m bm 2  a m 2 c m  16bm 3  4bm 2 cm ) 
Cw   
12  a m  2(bm  cm ) 
 
 
 
 

Perfil cartola

A  t 2a  b  2c  4u1 

yg 
2t
a(0,5a  rm )  (u1  c)(a  2rm )  0,5t
A

 3a m bm  cm (6bm  8cm )
2 2 2

y0  am  3 2 
 y g  0,5t
 bm  6a m bm  c m (8cm  12bm cm  6bm ) 
2

0,083a 3  a(0,5a  r ) 2  0,505r 3  c(a  2r ) 2 


m m m
I x  2t    A( y g  0,5t ) 2
 u1 (a  1,637rm ) 2 

0,042b 3  a(0,5b  rm ) 2  u1 (0,5b  0,637rm ) 2  u1 (0,5b  1,363rm ) 2 


I y  2t  
 0,298rm 3  0,083c 3  0,25c(b  c  4rm ) 2 

I t  0,333t 3 2a  b  2c  4u1 

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 20/44


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 2a b 3  3a 2 b 2  48c 4  112a c 3  8b c 3 
 m m m m m m m m m

a b t  48a m bm c m  12bm cm  12a m bm cm  6bm cm 
2 2  2 2 2 2 3
Cw  m m  
12  6a m bm 2  (bm  2cm ) 3 
 
 

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 21/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 22/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 23/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 24/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 25/44


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Maio 2012

NÃO TEM VALOR NORMATIVO 26/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 27/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 28/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 29/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 30/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 31/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 32/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 33/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 34/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 35/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 36/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 37/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 38/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 39/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 40/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 41/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 42/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 43/44


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NÃO TEM VALOR NORMATIVO 44/44

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