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Resumo teste 1Fiscalidade

FISCALIDADE    (Universidade do Algarve)

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Fiscalidade - Matéria - 1º Teste “Finanças Locais”) – Lei n.º 73/2013, de 3/9 (até 31/12/2013, Princípios do sistema fiscal
Neste mundo nada está garantido senão a morte e os Lei n.º 2/2007 de 15/1) Legalidade: art.ºs 103.º e 165.º CRP; art.º 3.º CPA e art.ºs 5.º,
impostos. Os impostos são o que pagamos por uma sociedade Partilha de soberania entre a Assembleia da República e as n.º 2 e 8.º LGT)
civilizada. A coisa mais difícil de compreender neste mundo é o Assembleias Municipais na fixação das taxas dos impostos: Capacidade contributiva: art.º 104.º CRP e art.º 4.º LGT
imposto sobre o rendimento. A reforma fiscal não é uma IMI dos prédios urbanos - art.º 112.º, n.º 1, alínea c) do CIMI: Não retroatividade: art.ºs 18.º, n.º 4 do art.º 29.º e 103.º CRP;
estação a que temos de chegar, mas antes um modo de viajar. 0,3 % a 0,5 % - avaliados nos termos do CIMI. Nota: antes de art.ºs 5.º, 12.º e 13.º CC; Lei n.º 74/98 de 11/11 e art.º 12.º
serem avaliados, nos termos do CIMI, as taxas eram: 0,5 % a LGT
Nível de tributação e repartição da carga fiscal 0,8 % - art.º 112.º, n.º 1, alínea b) do CIMI. Generalidade: art.º 12.º CRP e art.º 5.º, n.º 2 LGT
Nível de fiscalidade: Relação que se estabelece entre as Derrama sobre o lucro tributável de IRC – entre 0% e 1,5%. Igualdade: art.º 13.º CRP; art.º 5.º CPA e art.º 5.º, n.º 2 LGT
receitas fiscais e um indicador de rendimento nacional - PNB ou Justiça: art.ºs 20.º e 268.º CRP; art.ºs 6.º e 12.º CPA e art.ºs 5.º,
PIB. Pretende determinar a importância relativa da riqueza n.º 2 e 9.º LGT
criada que é coercivamente transferida para o setor público. = Dever de decisão e celeridade: art.ºs 9.º e 57.º CPA e art.ºs 56.º
(Impostos + Segurança Social) / PIBpm. Estrutura da e 57.º LGT
tributação: posição ocupada por cada um dos impostos (ou Inquisitório: art.º 56.º CPA; art.º 58.º LGT e art.º 50.º CPPT
grupo de impostos), em termos absolutos e relativos, no total Colaboração: art.º 7.º CPA; art.º 59.º LGT e art.ºs 48.º e 55.º a
das receitas fiscais. Distribuição da carga fiscal: como se 57.º do CPPT
reparte a carga fiscal, em cada imposto, por sujeito passivo. Participação art.º 8.º CPA e art.º 60.º LGT
Dever de confidencialidade art.º 64.º LGT
A constituição, o orçamento e a fiscalidade Respeito pela declaração do contribuinte art.º 75.º LGT
Princípios constitucionais em matéria fiscal Sistema fiscal ótimo - Requisitos:
Princípio da legalidade (art.º 103.º, n.ºs 2 e 3 da CRP): Não há Equidade: distribuição da carga fiscal de forma equitativa (e
tributo sem lei , Nullum tributum sine lege, No taxation without não arbitrária); cada pessoa deverá suportar uma parcela justa
representation. dos encargos com a atividade pública
Soberania fiscal: (art.º 165.º, n.º 1, alínea i) da CRP) Eficiência: os impostos devem ser escolhidas de modo a
Princípio da capacidade contributiva (art.º 104.º da CRP): cada minimizarem as interferências com decisões
pessoa deve pagar impostos na justa medida das suas Flexibilidade: os impostos devem ser um instrumento eficaz de
possibilidades económicas. estabilização automática da conjuntura, promovendo o
Princípio da não retroatividade da lei fiscal (art.º 103.º, n.º 3 crescimento económico e o emprego, actuando sobre o
da CRP) Princípio da igualdade (art.ºs 12.º e 13.º da CRP) consumo, investimento, desemprego e preços
Igualdade horizontal: igual imposto para os que dispõem de Eficácia financeira: as receitas geradas devem ser as
igual capacidade contributiva. necessárias para financiar os programas de despesas públicas
Igualdade vertical: diferente imposto para os que dispõem de aprovados pela Assembleia da República
diferente capacidade contributiva Transparência: as regras tributárias devem ser de fácil
Orçamento de estado (OE) - Art.ºs 105.º a 107.º da CRP; compreensão para os contribuintes e estáveis
OE: síntese da previsão de receitas e despesas públicas, para Baixo custo de funcionamento: a utilização de recursos
um determinado período económico (coincidente com o ano Configuração do sistema fiscal (dinheiro, trabalho e tempo) deve ser adequadamente
civil, em regra). Principal instrumento de política económica do ponderada, numa lógica de custo-eficácia, reduzindo-se os
governo. Dá autorização ao Governo para cobrar impostos. Faz custos de cobrança
alterações legislativas fiscais diretas. Autorizações legislativas Reformas fiscais: mudança global e formal de tipo estrutural e
concedidas ao Governo para mudar leis fiscais – art.º 165.º, n.º não apenas uma modificação de impostos ou códigos fiscais.
5 da CRP Historicamente está associada a uma maior “justiça fiscal”
Despesa Pública: gasto de dinheiro ou dispêndio de bens por (aperfeiçoamento do sistema fiscal): - diminuir impostos de
parte de entes públicos para criarem ou adquirirem bens quem paga; - combater a fraude e a evasão fiscal; - modernizar
susceptíveis de satisfazer necessidades públicas. a administração fiscal. “A perfeição fiscal não existe; nenhum
Receita Pública: conjunto de todos os recursos de que o Estado país detém o segredo da fiscalidade ao mesmo tempo justa,
lança mão para atender e obviar às despesas públicas. eficaz, popular e boa para a economia”. Temos variabilidade
Art.ºs 161.º e 164.º da CRP: Trata-se de uma matéria de das leis fiscais (constância da inconstância). Mudanças na
reserva absoluta (de lei) da Assembleia da República, quanto à realidade económica. Reformas atingem pessoas, empresas,
aprovação ramos de actividade, interesses sociais (lobbies). As reformas
provocam quase sempre uma dose de complexidade inicial.
Uma reforma (propriamente dita) é feita por lei própria, não
através do orçamento do estado. Acaba por existir sempre uma
espécie de reforma permanente devido a alterações graduais e
parcelares através do Orçamento do Estado na gestão normal
do sistema (“Lex Tributaria Semper Reformanda”).
Resenha histórica
1822 – Liberalismo; Constituição de 1822; Mouzinho da Silveira
em 1832: reforma aduaneira, décima foi transformada em
diversos impostos especiais sobre o rendimento.
Conta Geral do Estado (CGE): registo posterior da execução do 1922 – Lei n.º 1368/22 de 21/9 – o objectivo era pôr fim ao
orçamento - expressão das receitas efectivamente cobradas e sistema fiscal da monarquia - António Maria da Silva – Imposto
das despesas efectuadas. global sobre o rendimento real das pessoas (antecessor do
Segurança social (SS): Não lhe é aplicável a reserva de lei do Imposto Complementar e do IRS); instituiu o imposto sobre o
Parlamento, como nos impostos. O sistema procura proteger valor das transacções (antecessor do IVA); Imposto sobre as
todos os cidadãos, mesmo aqueles que para ele não tenham aplicações de capital; Contribuição Industrial com base em
contribuído. Tem orçamento próprio - alínea b) do art.º 105.º lucros reais; Contribuição predial. - Estamos perante anos
da CRP, embora receba subsídios do próprio OE. Código conturbados (instabilidade política - 1ª República); governos
Contributivo da SS (Lei n.º 110/2009, de 16/9). com dificuldades para executar reformas, apesar de ser muito
Parafiscalidade:conjunto de taxas e quotizações cobradas, pela moderna para a época. Toda esta desordem convida os
autoridade do Estado, em proveito de administrações ou de or contribuintes à fraude fiscal.
ganismos autónomos. 1929 (António de Oliveira Salazar) – DL nº 16731/29 de 13/4 –
Trabalhadores, as suas contribuições acabam por ter um o principal objectivo era equilibrar as finanças públicas.
caráter de taxa. Entidades patronais , as suas contribuições Tributação sobre rendimentos normais (aqueles que a
acabam por ser praticamente como um imposto, visto administração fiscal entendia que a empresa viria a obter,
beneficiarem de poucas contrapartidas. independentemente de haver lucros; o imposto era insensível à
Financiamento do sistema público da Segurança Social: conjuntura, não estimulando a actividade económica);
a) contribuições dos titulares do rendimento (trabalhadores) e abandono das bases do rendimento real. Imposto Profissional e
b) contribuições das entidades patronais. tributação sobre derivados do petróleo.
O regime de taxas é fixado de acordo com: 1958/66 – Tributação cedular (parcelar), surgindo vários
1) A natureza da actividade e 2) O tipo de contribuinte. impostos: o imposto de transacções, o imposto sobre as mais
valias, o imposto de capitais e o imposto complementar (taxas
progressivas que, por vezes, atingiam níveis elevados).
Regresso parcial à tributação pelo rendimento real; Na
Contribuição Industrial temos: rendimentos normais
(microempresas – grupo C); rendimentos presumidos
(pequenas empresas – grupo B); rendimentos reais (médias e
grandes empresas – grupo A) – função dos lucros realmente
obtidos.
1986 (adesão de Portugal à CEE), entra em vigor o IVA; substitui
Receitas das autarquias locais: A criação de impostos é da o Imposto de Transacções, atingindo todas as fases do circuito
competência da Assembleia da República e não das Autarquias económico, bens e serviços – DL n.º 394-B/84, de 26/12.
Locais. Legislação: Art.º 238.º da CRP Regime Financeiro das 1989 Surgem o IRS (DL n.º 442-A) e o IRC (DL n.º 442-B), de
autarquias locais e das empresas intermunicipais (nova lei das 30/11/1988; Atingir de uma forma unitária e global todo o tipo

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de rendimentos independentemente da sua origem, evitando E) Quem a paga obtém um benefício direto e imediato Impostos pessoais – atende-se a elementos pessoais e
como até aí a discriminação de cada fonte de rendimento familiares dos sujeitos passivos (IRS).
(equidade); as necessidades financeiras do estado, Impostos periódicos/ duradouros e de obrigação única/
estabilizando a carga fiscal e não prejudicando o crescimento instantâneos – art.ºs 45.º, n.º 4 e 48.º, n.º 1 LGT.
económico (eficiência); Pagamento através de outras formas e Impostos periódicos/duradouros – a obrigação de imposto é
locais (para além das tesourarias); envio das declarações referente a situações estáveis que se prolongam no tempo,
através da “internet” (simplicidade); Portugal tinha um sistema normalmente (IRS, IRC, IMI).
socialmente injusto (presunções, taxas muito elevadas, Impostos de obrigação única/instantânea – incidem sobre
desencorajamento do esforço produtivo); Era dos poucos factos isolados sem caráter de periodicidade (IVA, IMT).
países da OCDE com tributação cedular, com um imposto que Contribuição financeira: Montante exigido aos particulares por Impostos de prestação fixa e impostos de prestação variável.
se sobrepunha a outros (Imposto Complementar); Alargamento estes obterem uma vantagem específica, resultante de uma Impostos de prestação fixa – a lei estabelece um montante fixo
das bases tributárias; Mudança formal, ao tributar o atividade administrativa que não lhes é diretamente dirigida e de imposto (Contribuição para o áudio visual - Lei n.º 30/2003,
rendimento das pessoas singulares e colectivas com um único que possibilita uma maior proximidade de um bem do domínio de 22/8).
código, que ocupou o lugar dos vários anteriormente público ou uma acrescida utilização deste. Impostos de prestação variável – o imposto varia em função da
existentes; Mudança substancial, com a noção de rendimento- matéria coletável (IVA, IRS, IRC).
acréscimo. Procurou-se agilizar as obrigações acessórias do Impostos proporcionais, progressivos e regressivos.
sujeito passivo; Muitas das tarefas administrativas do imposto Impostos proporcionais – a taxa é fixa (IVA, IMI e IRC, este
são executadas pelas empresas. Há quem chame a esta último quando aplicáveis o art.º 87.º, n.ºs 1 ou 5 do CIRC).
reforma fiscal “um processo de reestruturação administrativa”; Impostos progressivos – a taxa cresce à medida que aumenta a
Ao nível do património aparece-nos a Contribuição Autárquica matéria coletável (IRS, IMT e IRC, este último quando aplicável
(substitui, essencialmente, a Contribuição Predial), a qual não o art.º 87.º, n.º 2 do CIRC).
tem em conta os rendimentos dos prédios (DL n.º 442-C/88, de Impostos regressivos – diminuição da taxa de imposto à
30/11). medida que aumenta a matéria coletável.
2000/01 Acertos no IRS/IRC (Lei n.º 30-G/2000, de 29/12); IRS – Impostos principais e acessórios
Redução do número de categorias de rendimentos (9 para 6); Características da contribuição de melhoria Impostos principais – gozam de autonomia face aos restantes
IRS/IRC – Aparecimento do “regime simplificado de A) prestação pecuniária B) Bilateral (IVA, IRS, IRC).
tributação”; Reforma da tributação dos grupos de sociedades. C) Visa e onera determinado universo de contribuintes Impostos acessórios – carecem de autonomia, acrescendo aos
2003/04 Mudanças ao nível do património (DL n.º 287/2003, D) É territorialmente localizada, circunscrevendo-se a um impostos principais (Derrama sobre o lucro tributável em IRC) –
de 12/11); IMT substitui SISA; IMI substitui CA; Redução das determinado espaço do território nacional art.º 18.º LFL.
taxas; E) O beneficiário não envida qualquer esforço directo para Impostos gerais e especiais.
Valores patrimoniais mais objectivos e actualizados; Maior obter o benefício (meramente reflexo) Impostos gerais – os previstos na lei para toda uma categoria
controlo para evitar a fraude em IMT. F) A sua finalidade é ressarcir os custos de construção e de situações homogéneas (IVA, IRC).
2007 Tributação do automóvel (Lei n.º 22-A/2007, de 29/6); manutenção do bem público Impostos especiais – respeitam a factos/situações abrangidos
Imposto Automóvel (IA) vs Imposto sobre Veículos (ISV); Momentos (ou fases) do imposto nos gerais, mas que são objecto de disciplina jurídica própria,
Imposto Municipal sobre Veículos (IMSV), Imposto de Incidência: Definição geral e abstrata feita pela lei, dos atos ou autonomizando-se (Imposto sobre o jogo – art.º 7.º CIRC e
Circulação (ICi) e Imposto de Camionagem (ICa) vs Imposto situações sujeitos a imposto e das pessoas sobre as quais recai Decreto-Lei n.º 422/89 de 2/12, Imposto sobre tabaco, ISV).
Único de Circulação (IUC). o dever de o prestar. Real/Objetiva/Material e Impostos ordinários e extraordinários
2014 Tributação do IRC (Lei n.º 2/2014, de 16/1): Simplificação; Pessoal/Subjetiva Impostos ordinários – criados para perdurarem no tempo,
Estabilidade; Competitividade; Diminuição da litigiosidade. Liquidação (em sentido lato): Conjunto de operações de ilimitadamente (IRS, IRC, IVA).
2015 Tributação do IRS (Lei n.º 82-E/2014, de 31/12): Família; natureza administrativa que visam o apuramento do imposto a Impostos extraordinários – a sua duração é definida no tempo
Simplificação; Mobilidade social. Fiscalidade Verde (Lei n.º 82- pagar pelo contribuinte, desde a identificação concreta do (Derrama sobre o lucro tributável em IRC) – art.º 18.º, n.ºs 1, 8
D/2014, de 31/12): Redução da dependência energética do sujeito passivo, passando pela determinação da matéria e 9 LFL.
exterior; Indução de padrões de produção e consumo mais tributável e aplicação da taxa Benefícios fiscais
sustentáveis; Impactos ambientais positivos. Liquidação (em sentido restrito): Mera aplicação da(s) taxa(s) à Definição – art.º 2.º, n.º 1 EBF Modalidades – art.º 2.º, n.º 2
matéria/rendimento/valor tributável (IRC => matéria coletável EBF
4. Noções fundamentais sobre impostos x taxa = coleta) Período – art.º 3.º EBF Automáticos/Absolutos – art.º 5.º EBF
Cobrança: Entrada do imposto nos cofres do Estado (art.º 17.º EBF)
Dependentes/Condicionais – art.º 5.º EBF (art.º 46.º EBF)
Temporários – a lei fixa um limite temporal à duração respetiva
- art.º 3.º, n.º 1 EBF (art.º 46.º EBF)
Permanentes – estabelecidos para o futuro sem
predeterminação da sua duração - art.º 3.º, n.º 3 EBF (art.ºs
44.º e 45.º EBF)
Conceito/características do imposto:
A) Prestação patrimonial (pecuniária): sacrifício patrimonial – Orientados para áreas (alguns exemplos): - poupança de
art.º 40.º, n.º 2 LGT e art.º 201.º CPPT médio/longo prazo; - investimento produtivo e criação de
B) Coativa/compulsória: obrigatória, decorrente de um acto de emprego; - reestruturação empresarial; - investigação e
soberania do Estado e não de um negócio jurídico em que as desenvolvimento empresarial; - combate à desertificação e à
interioridade; - saúde, educação, habitação; - proteção
partes manifestam uma vontade concordante Isenção: Situações que estão abrangidas pelas normas de ambiental; - criação artística; - sistema financeiro e mercado de
C) Unilateral: não há uma contrapartida individualizada por incidência, mas que a lei estabelece expressamente a dispensa capitais; - zonas francas; - cooperação internacional.
parte do credor do imposto do pagamento de imposto, em atenção a circunstâncias
D) Definitiva: ao contribuinte nunca é restituído imposto atinentes à pessoa (isenção pessoal ou subjetiva) ou à natureza Isenções fiscais
legalmente devido dos bens ou operações que, em princípio, estariam sujeitas a Pessoais/Subjetivas – atinentes às pessoas (art.º 9.º CIRC)
E) Estabelecida pela lei: há sempre um normativo legal que tributação (isenção objetiva)
sustenta o imposto - art.ºs 103.º e 165.º CRP; art.º 3.º CPA e Reais/Objetivas/Materiais – em atenção à natureza dos bens e
Não sujeição ≠ isenção operações (art.º 9.º, n.º 24 do CIVA)
art.ºs 5.º, n.º 2 e 8.º LGT a isenção pressupõe a incidência/sujeição, não há isenção sem Mistas – art.º 9.º, n.º 13 do CIVA
F) Sem carácter de sanção: não se trata de uma reação da prévia sujeição, só pode estar isento o que está sujeito. Gerais - respeitam a todos os impostos
ordem jurídica à prática de um facto ilícito Classificação dos impostos
G) A favor de entidades que exercem funções públicas Especiais - respeitam apenas a um imposto
Impostos sobre o rendimento (IRS, IRC), sobre a despesa Temporárias - a lei fixa um limite temporal à duração respetiva
art.ºs 227.º e 238.º CRP e art.º 3.º LGT (IVA, ISV, ISP) e sobre o património (IMT, IMI) – art.º 104.º CRP (art.º 46.º EBF)
H) Para satisfação de fins públicos e art.º 4.º, n.º 1 LGT. Permanentes – estabelecidos para o futuro sem
H.1) Financiamento das despesas públicas – art.º 103.º, n.º 1 Rendimento – diferença entre o património final e o inicial, no predeterminação da sua duração (art.º 44.º EBF)
CRP e art.º 5.º, n.º 1 LGT; H.2) Repartição justa dos período de tributação – art.º 3.º, n.º 2 do CIRC (Teoria do Parciais – relativos a parte do imposto (art.º 58.º EBF)
rendimentos e da riqueza – art.º 103.º, n.º 1 CRP; H.3) incremento patrimonial). Totais – referentes à totalidade do facto tributário (art.º 44.º
Diminuição das desigualdades - art.º 104.º, n.º 1 CRP; H.4) Despesa – tributação da riqueza despendida no momento da EBF)
Igualdade dos cidadãos – art.º 104.º, n.º 3 CRP; H.5) Justiça aquisição de bens e serviços.
social, igualdade de oportunidades, corrigir as desigualdades na Isenções Completas/Taxa "0%" – art.ºs 14.º do CIVA e RITI
Património – impostos que incidem sobre a riqueza adquirida Isenções Incompletas/Simples – art.ºs 9.º e 53.º CIVA
distribuição da riqueza e do rendimento – art.º 81.º, alínea b) numa perspetiva dinâmica (IMT) ou estática (IMI).
CRP e art.º 5.º, n.º 1 LGT; H.6) Proteção da família – art.º 67.º, Impostos estaduais e não-estaduais – art.º 3.º, n.º 1, alínea b)
n.º 2, alínea f) CRP e art.º 6.º, n.º 3 LGT; H.7) Proteção do LGT. Impostos estaduais – o credor é o Estado (IRS, IRC, IVA).
ambiente – art.º 66.º, n.º 2, alínea h) CRP; H.8) Penalização de Impostos não estaduais – o credor não é o Estado (IMI, IMT,
consumos socialmente indesejáveis – imposto sobre o tabaco; Derrama sobre o lucro tributável em IRC) - art.ºs 227.º, n.º 1,
H.9) Incentivo ao emprego – art.º 7.º, n.º 1 LGT; H.10) Incentivo alínea i) e 238.º, n.º 4 CRP e art.º 10.º, alíneas a) e b) Lei das
à formação da poupança e investimento – art.º 7.º, n.º 1 LGT Finanças Locais (LFL).
Características da taxa: Impostos diretos e indiretos – art.º 6.º LGT. Impostos diretos –
A) Prestação pecuniária B) Bilateral incidem sobre manifestações diretas ou imediatas da
C) Ato público tem uma finalidade específica e concreta capacidade contributiva (IRS, IRC, IMI). Impostos indiretos –
D) O valor ignora a capacidade contributiva do utente tributam manifestações indiretas ou mediatas da capacidade
contributiva (IVA, ISV).
Impostos reais e pessoais – art.º 104.º CRP.
Impostos reais – a tributação efectua-se ignorando as
condições pessoais, económicas e familiares dos suj. passivos
(IRC, IVA).

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situações carecidas de regulamentação e que manifestamente Tributária e Aduaneira (AT) e para os contribuintes ou
era objetivo da lei prevenir e regular. operadores económicos; b) É assinada pelo Diretor-Geral; c) A
Interpretação económica das normas fiscais – ao Direito Fiscal sua divulgação é promovida através do Portal da AT, na
importa sobretudo a real configuração das situações de facto – Intranet e na Internet; d) A numeração é anual, com associação
art.º 11.º, n.º 3 LGT. do ano de emissão e é atribuída pelo Gabinete do Diretor-
Interpretação analógica – estendem-se os conceitos utilizados Geral.
a uma situação de facto não expressamente regulada na lei ► Ofício-circulado: a) Divulga instruções ou matérias de
(não existe norma aplicável) – Proibição (art.º 11.º, n.º 4 LGT). natureza tributária ou aduaneira, devidamente sancionadas; b)
Sem expressão na lei: É assinado pelo subdiretor-geral da respectiva área funcional
“In dubio contra fiscum” – em caso de dúvida contra o fisco. ou pelo director-geral; c) A sua divulgação é promovida através
“In dubio pro fiscum” – em caso de dúvida a favor do fisco. do Portal da AT, na Intranet e na Internet; d) A numeração é
Quanto ao órgão donde emana: anual, com associação do ano de emissão e é atribuída pelo
Interpretação autêntica – oriunda do próprio órgão legislativo – Gabinete do responsável pela área funcional emitente.
Lei interpretativa; ► Despachos/resoluções administrativas – respostas a casos
Interpretação doutrinal – feita pelos tribunais ou pelos juristas. concretos.
A aplicação da lei no tempo: ► Informações vinculativas – resoluções de casos concretos
Legislação: - art.ºs 103.º, n.º 3 (Sistema fiscal) e 29.º, n.º 4 CRP seleccionadas para publicação (consideradas de maior
(Aplicação da lei criminal); interesse geral), após omissão dos requerentes.
- art.ºs 5.º (Começo da vigência da lei), 12.º (Aplicação das leis Jurisprudência
no tempo. Princípio geral) e 13.º (Aplicação das leis no tempo. Legislação: Art.º 202.º (Função jurisdicional), 209.º (Categorias
Leis interpretativas) do CC; - Lei n.º 4/98, de 11/11 (Publicação, de tribunais) e 212.º (Tribunais administrativos e fiscais) CRP;
identificação e formulário dos diplomas); - art.º 12.º da LGT Estatuto dos Tribunais Administrativos e Fiscais (Lei n.º
(Aplicação da lei tributária no tempo); - art.º 14.º do EBF 13/2002, de 19/2).
(Aplicação no tempo das normas sobre benefícios fiscais); - N.º Definição: Decisões proferidas pelos tribunais, até que ambas
4, art.º 2.º do Código Penal; - N.º 2, art.º 3.º do DL 433/82, de as partes tenham esgotado as possibilidades de recurso.
27/10 (Regime das contra-ordenações). Tribunais Fiscais: Tribunais Tributários (TT); Tribunais Centrais
Retroatividade: Aplicação da lei nova a atos, situações ou Administrativos (TCA Norte e Sul); Supremo Tribunal
relações jurídicas praticadas ou constituídas no domínio da lei Administrativo (STA) – Secção de Contencioso Tributário.
antiga. Princípio da não retroatividade da lei fiscal - “Nullum Arbitragem tributária DL n.º 10/2011 (de 20/1) e Portaria n.º
tributum sine lege proevia”. 112-A/2011 (de 22/3)
Evasão, Fraude e Gestão Fiscal:
Evasão ou elisão fiscal: Diminuição da carga fiscal ao optar-se
por atos ou negócios lícitos, os quais a lei fiscal qualifica
desconformes com a substância da realidade económica que
lhe está subjacente. São abusivos e vão para além do que a lei
pretende (extra legem). DL n.º 29/2008, de 25/2: Estabelece
deveres de comunicação à administração fiscal sobre esquemas
ou actuações de planeamento fiscal => cláusula geral anti-
abuso (art.º 38.º LGT, art.º 63.º CPPT).
A aplicação da lei no espaço
Exemplos: Esquemas que implicam a utilização abusiva de
Legislação:- art.ºs 5.º (Território) e 8.º (Direito internacional)
prejuízos fiscais: Cedência de ramo de actividade; Utilização da
da CRP; - art.º 13.º da LGT (Aplicação da lei tributária no
figura da doação; Venda de bens seguida da celebração de
espaço);
contrato de locação com o vendedor.
- art.ºs 15.º (Âmbito de incidência do IRS) e seguintes do CIRS;
Regimes especiais de luta contra a evasão fiscal (IRC) :Preços de
- art.º 4.º do CIRC (Extensão da obrigação do imposto); - art.º
transferência (art.º 63.º); Pagamentos a entidades não
6.º do CIVA (Localização das operações).
residentes sujeitas a um regime fiscal privilegiado (art.º 65.º);
Princípio da territorialidade: Em princípio, as leis tributárias
Imputação de lucros de sociedades não residentes sujeitas a
aplicam-se no território nacional (sentido positivo), pelo que as
um regime fiscal privilegiado (art.º 66.º); Subcapitalização – até
normas tributárias estrangeiras não se aplicam em Portugal
2012 – e limitação à dedutibilidade de gastos de financiamento
(sentido negativo). Mas hoje em dia o direito aos impostos
– a partir de 2013 (art.º 67.º).
pode concretizar-se aquém e além fronteiras.
Fraude fiscal: Redução da carga fiscal por via ilegal (contra
Normas de conflito
legem).Clara violação do espírito da lei, mas também da
Conflito positivo (dupla tributação jurídica internacional) – uma
própria lei. Fuga aos impostos de uma forma indefensável, do
mesma realidade passível de tributação por duas ou mais leis
ponto de vista legal, não se cumprindo a lei, seja pela positiva,
de países diferentes. Evita-se unilateralmente, se o sistema
seja pela negativa.
tributário interno o resolve (art.º 81.º CIRS e art.ºs 68.º, 90.º e
Exemplos:Atuação permanente fora do sistema fiscal; Omissão
91.º do CIRC); Resolve-se bilateralmente, em função das regras
de declarações de rendimentos; Quantificação inexata de
estabelecidas nas convenções para evitar a dupla tributação.
valores declarados; Inexistência, destruição e ocultação da
Conflito negativo (evasão fiscal internacional), quando o facto
contabilidade; Não emissão de fatura; Emissão de fatura não
em causa não é tributado em nenhum dos países.
entregando IVA liquidado ao Estado; Não entregar o IRS/IRC
Paraísos fiscais – países/territórios/regiões onde não existe
retido a terceiros; Deduzir IVA em faturas falsas; Simular
tributação ou esta é manifestamente branda => deslocalização
custos; Manobrar os inventários (minorar ou majorar stocks).
da actividade.
Consequências: Diminuição das receitas fiscais; Distorção da
Harmonização fiscal
concorrência; Agrava as situações de injustiça, ao nível da
De forma progressiva o individualismo tributário é substituído
repartição da carga fiscal. Os que cumprem pagam por eles e
por um sistema supra nacional, com regras harmonizadas
pelos outros (os que não cumprem).
(uniformes) – Diretivas e regulamentos comunitários.
Causas da evasão e fraude fiscais: complexidade da legislação
Objetivo: tributar identicamente o mesmo facto tributário,
fiscal (muitas vezes há omissões e lacunas); excesso de
independentemente do local onde ocorra; os impostos não
burocracia associada à declaração/ pagamento de alguns
devem ser obstáculo à livre circulação dos agentes económicos
impostos; taxas elevadas (as taxas dos impostos são elevadas
e crescente internacionalização das economias.
Problemas de aplicação das normas tributárias porque há fugas e/ou há fugas porque as taxas dos impostos
Elementos relevantes de conexão territorial
Interpretação das normas fiscais: Legislação:- art.º 11.º da LGT são elevadas?) – ciclo vicioso; ineficiência da fiscalização,
Aspetos subjetivos/pessoais – sede, domicílio ou residência do
(Interpretação); - art.º 9.º do CC (Interpretação da lei); - art.º máquina fiscal emperrada; mau ambiente entre o contribuinte
contribuinte (art.º 15.º, n.º 1 CIRS e art.º 4.º, n.º 1 CIRC);
10.º do CC (Integração das lacunas da lei). e o fisco; penalidades muitas vezes reduzidas – “crime
Aspetos objetivos/reais – local da situação dos bens (art.º 1.º
Definição: A interpretação da lei é uma operação técnico- compensa”; nem sempre os contribuintes concordam com o
CIMI), lugar de produção do rendimento (art.º 15.º, n.º 2 CIRS e
jurídica tendente a determinar o conteúdo e o sentido das destino a dar aos seus impostos (opções de despesa pública);
art.º 4.º, n.º 2 CIRC) ou pagamento dos rendimentos (art.º 17.º
normas jurídicas. ausência de “valores fiscais” em grande parte da sociedade.
CIRS e art.º 4.º do CIRC).
Tipos de interpretação Soluções: estabilidade fiscal; diminuição das taxas; melhoria da
As decisões administrativas
Interpretação literal – o intérprete tem em conta apenas a letra eficiência da máquina fiscal; aperfeiçoamento da legislação
Legislação: Art.º 68.º LGT (Informações vinculativas); Art.ºs
da lei, isto é, o sentido dos termos de forma objetiva. fiscal de modo a colmatar as lacunas; melhoria do
55.º (Orientações genéricas), 56.º (Base de dados) e 57.º
Interpretação “lógica” – tem-se em conta o “mens legis” relacionamento entre o contribuinte e a máquina fiscal;
(Informações vinculativas) CPPT e Portaria n.º 972/2009, de
(espírito do legislador), a partir dos elementos sistemático, sistema penalizador desencorajador da fraude; civismo dos
31/8.
histórico e teleológico. contribuintes.
Definição: Orientações da Administração Fiscal acerca da
Interpretação declarativa => sentido da lei é conforme ao seu Gestão/ Engenharia/ Planeamento Fiscal: O contribuinte
interpretação que faz das normas fiscais que suscitam
texto. procura inserir a variável fiscal nas suas decisões, tentando
(maiores) dúvidas.
Se existe uma desconformidade entre a letra da lei e o minimizar a factura fiscal, usando a liberdade de opção dada
Objetivos: Interno – fixar uma determinada linha de conduta a
pensamento legislativo => corrigir a inadequação do texto ao pela lei (intra legem). Optimizar a carga fiscal, só se pagando o
seguir uniformemente pelos seus funcionários; Externo – dar a
sentido da norma: que se tem a pagar. Não é um direito mas sim um dever de
conhecer aos contribuintes qual é o entendimento da
interpretação restritiva – se se concluir que o legislador usou todo o gestor diligente à frente de empresas.
Administração Fiscal relativamente à interpretação de certas
uma formulação demasiado ampla; Exemplos: depreciações (quotas decrescentes vs constantes);
normas.
interpretação extensiva – o legislador usou uma forma de optar pelo regime de imposto mais favorável - regime
Tipo (s)
expressão excessivamente restrita, não abarcando todas as simplificado vs trabalho dependente (no IRS), regime de
► Circular: a) Divulga matérias, devidamente sancionadas, de
contabilidade vs simplificado (no IRS e IRC) e regime especial de
interesse para os serviços e trabalhadores da Autoridade

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tributação dos grupos de sociedades (IRC); utilização de Envio de mercadorias à consignação: Existe obrigação de inversão do sujeito passivo - IVA devido pelo adquirente
benefícios fiscais (isenções, deduções ao rendimento, deduções emissão de fatura no prazo de 5 dias (art.º 38.º n.º 1 e art.º 7.º (“reverse charge”):
à coleta …). n.ºs 5 e 6) – Venda das mercadorias por parte do consignatário Aquisição de bens e serviços a não residentes - art.º 2.º n.º 1 al.
a um seu cliente e), g) e h) e n.º 5 . Os adquirentes de sucatas, desperdícios e
Imposto sobre o valor acrescentado (IVA) •Entrega de bens móveis produzidos ou montados sob resíduos (Anexo E, do CIVA) - art.º 2.º n. 1 al. i) + Ofício-
Classificação do IVA: Imposto sobre a despesa (e não sobre o encomenda, quando a totalidade dos materiais é fornecida Circulado 30098 de 11/8 – há inversão do sujeito passivo - IVA
rendimento ou sobre o património); Imposto estadual (em vez pelo sujeito passivo que os produziu ou montou (al. e)) devido pelo adquirente (“reverse charge”) . Os adquirentes de
de não-estadual); Imposto indireto (e não direto); Imposto real •Autoconsumo externo de bens– al.ª f) Afetação de bens a fins Serviços de Construção Civil (art.º 2.º n.º 1 al. j), CIVA) +
(e não pessoal); Imposto de obrigação única (e não periódico); alheios à empresa bem como a transmissão gratuita, quando Decreto-Lei 21/2007 de 29/1 + Ofício-Circulado 30101 de
Imposto de prestação variável (e não fixa); Imposto tenha havido dedução de imposto. Exceto: Amostras e ofertas 24/5/2007 – há inversão do sujeito passivo - IVA devido pelo
proporcional (e não progressivo ou regressivo); Imposto de reduzido valor. Facto gerador: momento em que as adquirente (“reverse charge”)
principal (e não acessório); Imposto geral (e não especial); afectações de bens ou as PS tiverem lugar (art.º 7.º, n.º 4, CIVA) Os adquirentes de direitos de emissão/redução de emissões de
Imposto ordinário (e não extraordinário). Valor tributável: preço de aquisição ou de custo reportado ao gases com efeito estufa – art.º 2.º, n.º 1, alínea l) - há inversão
Características do imposto: Geral sobre o consumo; Plurifásico; momento da realização das operações (art.º 16.º, n.º 2, al. b), do sujeito passivo - IVA devido pelo adquirente (“reverse
Não cumulativo; Opera pelo método subtrativo indireto e o CIVA) charge”) . Estado e Outras Pessoas Coletivas de Direito Público
apuramento do imposto faz-se pela via do método do crédito •Autoconsumo interno de bens(al. g)) i) Afetação de bens a são sujeitos passivos de IVA. Quando realizem, de forma
de imposto (é um direito de natureza financeira e não físico); sectores isentos; ii) Afetação ao uso da empresa de bens significativa, operações não integradas no âmbito dos seus
Taxas diferenciadas; Neutro nas operações internas; Neutro no excluídos do direito à dedução nos termos do art.º 21.º, n.º 1, poderes de autoridade – art.º 2.º, n.ºs 2 a 4
comércio internacional; Tem vários regimes de tributação; quando inicialmente tenha havido dedução de imposto. Serviços de Construção Civil: [art.º 2.º, n.º 1, al. j); DL n.º
Prevê a existência de diversos regimes particulares; Matriz Facto gerador: momento da afetação de bens ou as PS tiverem 21/2007 de 29/1 e Ofício-Circulado 30101 de 24/5/2007]
comunitária – “Diretiva IVA” (Diretiva 2006/112/CE em vigor a lugar (art.º 7.º n.º4, CIVA).Valor tributável: Preço de aquisição Têm por objeto a realização de uma obra, englobando todo o
partir de 1 de janeiro de 2007); ou de custo reportado ao momento da realização das conjunto de atos que sejam necessários à sua concretização
IVA – Imposto plurifásico de pagamentos fracionados- IVA a operações (art.º 16.º n.º 2 al. b)) Obra: É todo o trabalho de construção, reconstrução,
23% Não são consideradas TB: As cessões, onerosas ou gratuitas, de ampliação, alteração, reparação, conservação, reabilitação,
estabelecimentos comerciais; A universalidade de um limpeza, restauro e demolição de bens imóveis, bem como
património, ou de parte dele, que seja suscetível de constituir qualquer outro trabalho que envolva processo construtivo, seja
um ramo de atividade independente, desde que o adquirente de natureza pública ou privada. São sujeitos passivos do IVA:
seja, ou venha a ser, um sujeito passivo de imposto nos termos “As pessoas singulares ou coletivas referidas na alínea a) [do
do art.º 2.º, n.º 1, al. a), do CIVA. As cedências, devidamente n.º 1 do art.º 2.º] que disponham de sede, estabelecimento
documentadas, feitas por cooperativas agrícolas aos seus estável ou domicílio em território nacional e que pratiquem
sócios, de bens, não embalados para fins comerciais, operações que confiram o direito à dedução total ou parcial do
resultantes da primeira transformaçãode matérias primas por imposto, quando sejam adquirentes de serviços de construção
eles entregues, na medida em que não excedam as civil, incluindo a remodelação, reparação, manutenção,
necessidades do seu consumo familiar, segundo limites e conservação e demolição de bens imóveis, em regime de
condições a definir por portaria do Ministro das Finanças. empreitada ou subempreitada.” – art.º 2.º, n.º1, al. j).
Existe inversão do S.P. de IVA se o adquirente: i) Faz aquisição
Imposto = taxa x preço final do bem/serviço Conceito de prestações de serviços (P.S.):(art.º 4.º n.º 1, CIVA) de serviços de construção civil, e, ii) É S.P. com sede, domicilio
Incidência do IVA (art.ºs 1.º a 8.º do CIVA) Operações efetuadas a título oneroso que não sejam ou estabelecimento estável em Portugal; ii) Pratica operações
Incidência real, material ou objetiva (art.º 1.º CIVA): O que está consideradas como: T.B. ; Importações; Aquisições que conferem, total ou parcialmente, direito à dedução do IVA.
sujeito? Incidência pessoal ou subjetiva (art.º 2.º CIVA): Quem intracomunitárias Casos em que existe inversão para bens móveis: Entrega de
está sujeito? Incidência “territorial” (art.º 6.º CIVA): Onde está Operações assimiladas a prestações de serviços: bens móveis com instalação e montagem na obra; Instalação
sujeito? Incidência “temporal” (art.º 7.º e 8.º CIVA): Quando (art.º 4.º n.º 2, CIVA) (serviço) de portas e janelas, independentemente do material
está sujeito? • Autoconsumo externo de serviços– al.ª a) Utilização de bens utilizado.
Incidência real, material ou objetiva (art.ºs 1.º, 3.º, 4.º e 5.º do da empresa para uso próprio do seu titular, do pessoal ou, em “Reverse Charge” = Inversão do Sujeito passivo: A liquidação de
CIVA) O que está sujeito a IVA? - As transmissões de bens (T.B.) geral, para fins alheios à mesma e ainda em setores de IVA compete ao adquirente e não ao prestador
- As prestações de serviços (P.S.) - Importações - Operações atividade isentos, quando, relativamente a esses bens ou aos Liquidação: Compete ao adquirente a liquidação e entrega do
definidas no RITI elementos que os constituem, tenha havido dedução, total ou imposto que se mostre devido. O IVA devido pelo adquirente
Conceito de transmissão de bens (T.B.) - art.º 3.º n.º 1 - - A parcial, do imposto; Facto gerador: momento em que as PS deve ser liquidado na própria fatura recebida do prestador ou
transferência onerosa; - De bens corpóreos; - Por forma tiverem lugar (art.º 7.º, n.º4, CIVA) Valor tributável: valor em documento interno que, para o efeito, deverá fazer menção
correspondente ao exercício do direito de propriedade. normal do serviço definido no n.º 4 do art.º 16.º do CIVA (art.º à fatura original (número, data e identificação do prestador).
Para efeitos de IVA a energia elétrica, o gás, o calor, o frio e 16.º, n.º 2 al. c), CIVA) Direito à dedução: É efetuada nos termos gerais do CIVA,
similares são considerados bens corpóreos – art.º 3.º, n.º 2 • Autoconsumo externo de serviços– al.ª b) Prestações de designadamente artigos 19.º a 26.º, particularmente art.º 19.º,
Operações assimiladas a transmissão de bens (T.B.) serviços a título gratuito efetuadas pela própria empresa com n.º 1, alínea c) e n. 8
(art.º 3.º n.º 3, CIVA) vista às necessidades particulares do seu titular, do pessoal ou Faturação: As faturas emitidas pelos prestadores dos referidos
• Entrega material de bens em execução de um contrato de em geral a fins alheios à empresa – alínea b); Facto gerador: serviços deverão contera expressão “IVA autoliquidação” - n.º
locação com cláusula, vinculante para ambas as partes, de momento em que as PS tiverem lugar (art.º 7.º, n.º 4, CIVA) 13 do art.º 36.º
transferência de propriedade (al. a)) - Facto gerador: colocação Valor tributável: valor normal do serviço definido no n.º 4 do
dos bens à disposição: (art. 7.º n.º 1 al. a) e n.º 7, CIVA) art.º 16.º do CIVA (art.º 16.º n.º 2 al. c), CIVA) Incidência territorial – Art.ºs 1.º e 6.º Regras de localização das
• Entrega material de bens móveis decorrente da execução de • Empreitadas sobre bens móveis: A entrega de bens móveis operações para efeitos de IVA Art.º 6.º
um contrato de compra e venda em que se preveja a reserva produzidos ou montados sob encomenda com materiais que o Espaço fiscal: Território nacional: Continente e Regiões
de propriedade até ao momento do pagamento total ou parcial dono da obra tenha fornecido para o efeito, quer o empreiteiro autónomas; Comunitário ; Extracomunitário: Países e
do preço (al. b)) - Facto gerador: colocação dos bens à tenha fornecido, ou não, uma parte dos produtos utilizados. territórios terceiros
disposição: (art. 7.º n.º 1 al. a) e n.º 7, CIVA) Regras de localização das transmissões de bens: Art.º 6.º, n.ºs 1
• Transferências de bens entre comitente e comissário, no Conceito de importações: (art.º 5.º):Entrada de bens em T.N. a 5: No local onde os bens são colocados à disposição do
âmbito de um contrato de comissão definido no Código provenientes de países ou territórios terceiros. adquirente. No local onde se inicia o transporte, caso exista
Comercial, incluindo as transferências entre consignante e Distinguir: • Importação de A.I.B. • Exportação de T.I.B. transporte para o adquirente
consignatário de mercadorias enviadas à consignação (al. c)) Conceitos relacionados com o IVA no comércio internacional Exceções: TB efetuadas por importadores quando as
Incidência territorial (art.º 1.º, n.º 2, CIVA): Território nacional transmissões ocorram antes da importação - n.º 2; TB
(T.N.); Comunidade e território da Comunidade; País terceiro; efetuadas a bordo de um navio, aeronave ou comboio, durante
Território terceiro; Transporte intracomunitário de bens; Lugar um transporte intracomunitário de passageiros - n.º 3;
de partida de um transporte intracomunitário; Lugar de Transmissão de gás através do sistema de distribuição (rede) de
chegada de um transporte intracomunitário. gás natural e de eletricidade, de calor, frio ou similares, quando
o adquirente seja SP PT; a utilização ou consumo ocorram no
Incidência pessoal ou subjetiva – Art.º 2.º território nacional - n.º 4
Sujeitos passivos: As pessoas singulares ou coletivas que, de Regras de localização das Prest. Serviços: Art.º 6.º, n.ºs 6 a 15
Facto gerador: no momento em que o comissário colocar os um modo independente e com carácter de habitualidade,
bens à disposição do seu adquirente (Art. 7.º n.º 5, CIVA); Valor exerçam atividades de produção, comércio ou prestação de
tributável: Fatura 2: Pelo valor de venda dos bens; Fatura 1: serviços, incluindo as atividades extrativas, agrícolas e as das
Preço de venda acordado pelo comissário, diminuído do valor profissões livres, e, bem assim, as que do mesmo modo
da comissão (art.º 16.º, n.º 2, al. e), CIVA) independente pratiquem uma só operação tributável, desde
• Transferências de bens entre consignante e consignatário de que essa operação seja conexa com o exercício das referidas
mercadorias enviadas à consignação (al. c) e d)) atividades, onde quer que este ocorra, ou quando,
O facto gerador ocorre: i) Aquando da venda dos bens ao independentemente dessa conexão, tal operação preencha os
cliente final: (art.º 38.º, n.º 1, al. b) e art.º 7.º n.º 5, ambos do pressupostos da incidência real de IRS e de IRC – art.º 2.º, n.º 1,
CIVA); ii) Não existindo TB sem devolução das mercadorias no alínea a)
prazo de um ano: Considera-se que ocorre uma TB nessa data As pessoas singulares ou coletivas que, segundo a legislação
para efeitos de IVA (art.º 3.º, n.º 3, e art.º 7.º, n.º 6) aduaneira, realizem importações de bens – art.º 2.º, n.º 1, Regras específicas : Serviços prestados a sujeitos passivos e a
alínea b). As pessoas singulares ou coletivas que, em fatura, não sujeitos passivos – art.º 6.º, n.ºs 7 e 8
mencionem indevidamente IVA - art.º 2.º n.º 1 alínea c), •Seguem regras próprias independentemente da qualidade do
As pessoas singulares ou coletivas que efetuem operações adquirente prestações de serviços que consistam em:
intracomunitárias, nos termos do Regime do IVA nas i) Trabalhos sobre imóveis; ii) Transporte de passageiros ; iii)
Transações Intracomunitárias – art.º 2.º, n.º 1, alínea d) . Os Serviços de alimentação e bebidas; iv) Acesso a serviços de
adquirentes de bens ou serviços relativamente aos quais existe carácter cultural, artístico, científico, desportivo, recreativo, de
ensinoe similares; v) Locação de curta duração de meios de

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transporte. Excluem-se das regras gerais do art.º 6.º, n.º 6, al.ªs período superior a um mês: No final de cada mês, pelo Importações e transmissões e objetos de arte: Taxa reduzida
a) e b) montantecorrespondente Contratos de locação financeira: Valor da renda recebida ou a
•Serviços prestados (apenas) a não sujeitos passivos - Art.º 6.º, receber do locatário
n.ºs 9 e 10 Sempre que haja obrigação de emitir fatura Contratos de empreitada s/ bens móveis - bens produzidos ou
Excluem-se da regra geral do art.º 6.º, n.º 6, al. b) Prestações • Emissão da fatura na data do facto gerador -> Facto gerador e montados sob encomenda com materiais que o dono da obra
de serviços que consistam em: exigibilidade do imposto coincidem no tempo tenha fornecido: A taxa que seria aplicável no caso de
A) Transporte de bens B) Transporte intracomunitário de bens •Emissão da fatura até ao 5.º dia útil posterior à ocorrência do transmissão de bens obtidos após a execução da empreitada
C) Serviços acessórios de transporte D) Trabalhos sobre bens facto gerador -> Diferimento da exigibilidade (data da emissão Serviços por via eletrónica – anexo D: Taxa normal
móveis corpóreos e peritagens E) Serviços de intermediação da fatura) em relação ao facto gerador Importação de mercadorias que são objeto de pequenas
F) Serviços de caráter cultural, artistico, cientifico, desportivo, •Emissão da fatura após o 5.º dia útil posterior à ocorrência do remessas enviadas a particulares oucontidas nas bagagens
recreativo, ensino e similares, etc G) Locação de MT que não facto gerador -> Diferimento da exigibilidade para o 5.º dia pessoais dos viajantes quando não isentas: Taxa normal
seja de curta duração H) Prestações de serviços de posterior à ocorrência do facto gerador independentemente da natureza dos bens.
telecomunicações, de radiodifusão ou televisão e serviços por • Pagamento adiantado (sinal) => emissão de fatura -> Determinação da taxa a aplicar quando ocorrem alterações no
via eletrónica, nomeadamente os descritos no anexo D, quando Antecipação da exigibilidade em relação ao facto gerador, seu valor (a taxa do IVA a aplicar é a que vigora no momento
o destinatário for uma pessoa estabelecida ou domiciliada fora quanto à verba adiantada. em que o imposto se torna exigível, nos termos do art.º 7.º e
do território nacional. 8.º- art.º 18.º n.º 9)
• Serviços prestados a não SP residentes fora da união Isenções – Art.ºs 9.º e 12.º a 15.º A taxa do IVA a aplicar nas operações com as regiões
europeia – art.º 6.º, n. 11. No mercado Interno Art.º 9.º / Nas importações Art.º 13.º / autónomas (Conjugação do disposto nos art.ºs 6.º e 18.º do
Não são tributáveis prestações de serviços que consistam em: Nas exportações e operações assimiladas Art.º 14.º / Outras CIVA com o Decreto-Lei n.º 347/85, de 23/8).
- Cessão de direitos de autor, licenças, marcas de fabrico e, isenções Art.º 15.º . Direito à dedução art.ºs 19.º a 26.º; 78.º e 98.º
direitos análogos - Publicidade - Serviços de consultores, Isenções podem ser: À partida é dedutível o seguinte IVA suportado por um SP:
engenheiros, advogados, economistas e contabilistas, Incompletas, simples ou falsas (art.º 9.º): Não há liquidação de Imposto devido ou pago pela aquisição de bens e serviços a
gabinetes de estudo em todos os domínios - Tratamento de IVA. Exclusão do direito à dedução do imposto suportado. outros SP; Imposto devido pela importação de bens ;Imposto
dados e fornecimento de informações - Operações bancárias, Completas, plenas ou “taxa zero” (art.º 14.º): Não há liquidação autoliquidado pelas aquisições de bens ou serviços abrangidas
financeiras e de seguros - Colocação de pessoal à disposição - de IVA. Mantém-se o direito à dedução do imposto suportado. pelo art.º 2.º; Imposto pago à saída dos bens de um regime de
Locação de bens móveis corpóreos, com exceção dos meios de O regime de isenção do art.º 9.º abrange as atividades entreposto não aduaneiro - n.º 6 do art.º 15.º.
transporte - Cessão do acesso a sistemas de distribuição de gás (exemplos): Serviços de Saúde, Segurança ,Assistência social, Requisitos para poder deduzir o IVA suportado:
natural e eletricidade, bem como serviços de transporte e ensino e formação profissional, Arte, cultura e desporto, Formais Art.ºs 19.º (n.ºs 2, 5 e 6), 36.º (n.º 5 e ss) e 40.º (n.ºs 1;
serviços conexos - Obrigação de não exercer uma atividade ou Operações Bancárias e Seguros, Atividade Imobiliária - Temporais Art.ºs 22.º, 78.º e 98.º (n.º 2); Substanciais Art.º
direito dos mencionados neste preceito. operações sujeitas a IMT, Atividade Imobiliária - arrendamento 20.º; Outros Art.º 19.º (n.ºs 3, 4, 7 e 8)
• Serviços cuja utilização ou exploração efetivas ocorram em urbano, Lotarias e apostas mútuas Condições formais, Documentos, em nome e na posse do SP,
TN - art.º 6.º, n.º 12: P.S. Sujeitas a IVA em T.N. Em função da Art.º 12.º : Renúncia a algumas isenções no mercado Interno são: Recibo de pagamento do IVA que faz parte das declarações
utilização ou exploração efetivas (quando ocorram em TN). de importação;Documentos emitidos por via eletrónica pela
Prestações de serviços que consistam em: i) Locação de bens Valor tributável – Art.ºs 16.º e 17.º AT, com o número e a data do movimento de caixa; Recibos
móveis corpóreos, com exceção de meios de transporte, Nas operações internas (art.º 16.º) emitidos a sujeitos passivos enquadrados no «regime de IVA de
efetuada a residente fora da UE [(al. a))] ii) Locação de curta Quando a contraprestação é definida na totalidade em dinheiro caixa»; Faturas passadas na forma legal.
duração de meio de transporte, efetuada a não sujeito passivo, Valor da contraprestação obtida ou a obter pelo adquirente, do Faturas “completas” - elementos
quando a respetiva colocação à disposição tenha ocorrido fora destinatário ou de um terceiro - art.º 16.º n.º 1 Identificação dos intervenientes na transação
da UE [(al. b)] iii) Locação de um meio de transporte, que não Acrescido – art.º 16.º, n.º 5 Impostos, direitos, taxas e outras (nome/firma/designação e sede/domicílio e números fiscais).
seja de curta duração, efetuada a não sujeito passivo imposições (excluindo o IVA). Despesas acessórias debitadas ao A quantidade e denominação usual dos bens/serviços,
estabelecido fora da UE [(al. c)] iv) Prestações de serviços de cliente (ex: despesas de transporte, seguros, comissões, especificando os elementos necessários à determinação da
telecomunicações, de radiodifusão ou televisão e serviços por embalagens, publicidade) efetuadas por sua conta taxa aplicável (embalagens não efetivamente transacionadas
via eletrónica, nomeadamente os descritos no anexo D, Subsídios ou subvenções diretamente relacionadas (conexas) devem ser indicadas separadamente e mencionando a sua
cujo destinatário seja uma pessoa estabelecida ou domiciliada com o preço de cada operação, e que, sejam previamente devolução). O preço, líquido de imposto, e os outros elementos
fora da Comunidade, quando o prestador tenha no território fixadas incluídos no valor tributável. As taxas aplicáveis e o montante
nacional a sede da sua atividade, um estabelecimento estável Deduzido – art.º 16.º, n.º 6. Juros pelo pagamento diferido da de imposto devido. Se retalhistas e prestadores de serviços
ou, na sua falta, o domicílio, a partir do qual os serviços sejam contraprestação e as quantias recebidas a título de pode indicar-se apenas o preço com inclusão do imposto e a
prestados, e a utilização e exploração efetivas desses serviços indemnização declarada judicialmente, por incumprimento de taxa ou taxas aplicáveis. O motivo justificativo da não aplicação
tenham lugar no território nacional. obrigações Descontos, abatimentos e bónus concedidos do imposto, se for caso disso. A data em que o facto gerador
Pagamentos efetuados em nome e por conta de clientes, desde ocorreu ou em que foram efetuados pagamentos anteriores à
Facto gerador e exigibilidade – Art.ºs 7.º e 8.º que contabilizadas em contas de terceiros apropriadas realização das operações, se essa data não coincidir com a da
Facto gerador: Momento em que se considera ter sido Quantias respeitantes a embalagens não transacionáveis emissão da fatura.
efetuada a operação tributável Quando a contraprestação não é definida em dinheiro, Faturas simplificadas - elementos
Exigilidade: Momento a partir do qual o imposto sobre a na totalidade ou em parte – art.º 16.º, n.ºs 3 e 4 Nome ou denominação social e número de identificação fiscal
operação tributável passa a ser devido pelo sujeito passivo Montante recebido ou a receber, acrescido do valor normal dos do fornecedor dos bens ou prestador dos serviços
(associada ao momento da faturação). bens ou serviços dados em troca Quantidade e denominação usual dos bens transmitidos ou dos
O IVA é devido e torna-se exigível (REGRAS GERAIS): Nas importações de bens (art.º 17.º) Valor aduaneiro serviços prestados. O preço líquido de imposto, as taxas
Nas T.B.: No momento em que os bens são colocados à determinado de acordo com as disposições comunitárias em aplicáveis e o montante de imposto devido, ou o preço com a
disposição do adquirente; vigor (art.º 17.º, nº 1) inclusão do imposto e a taxa ou taxas aplicáveis. Número de
Nas P. S.: No momento da realização da P.S.; Acrescido – art.º 17.º, n.º 2 Impostos, direitos aduaneiros, identificação fiscal do adquirente ou destinatário,se for SP. O
Nas Importações: De acordo com as disposições aduaneiras taxas e demais encargos (excluindo o IVA) Despesas acessórias motivo justificativo da não aplicação do imposto, se for caso
Casos especiais: debitadas ao cliente até ao primeiro lugar de destino (ex: disso.
•Bens com instalação ou montagem: No momento da despesas de transporte, seguros, comissões, embalagens, etc) Condições temporais: Nascimento do direito à dedução no
conclusão da montagem Encargos com outras operações constantes do art.º 14º, nº 1, momento em que o imposto dedutível se torne exigível a favor
•T.B. e P.S. de trabalhos continuados: No termo do prazo para al. p), e, art.º 15.º, n.º1. al. b) a e), do CIVA (ex: cargas e do Estado.
cada pagamento, no máximo 12 meses descargas) Prazos para exercer o direito à dedução:
•Autoconsumos (internos e externos)relativos a afetação de Deduzido – art.º 17.º, n.º 4 Descontos por pagamentos Princípio da receção: Deve ser exercido na declaração do
bens ou P.S.: No momento da afetação dos bens ou no antecipados, bem como outros descontos concedidos ao período ou de período posterior àquele em que se tiver
momento da P.S. adquirente ou ao destinatário no momento em que a operação verificado a receção das faturas ou de recibo de pagamento do
•Comissões: Quando o comissário colocar os bens à disposição se realiza, desde que figurem separadamente na fatura IVA que fizer parte das declarações de importação.
do seu adquirente Nas aquisições intracomunitárias de bens (art.º 17.º RITI e Princípio da emissão: A dedução pode ser efetuada na
•Consignações: Se as mercadorias enviadas à consignação não art.º 16.º CIVA) Determinado tendo em conta o disposto no declaração do período da emissão dos documentos, caso a sua
forem vendidas no prazo de um ano, o imposto é devido no fim art.º 16.º do CIVA. Valor tributável expresso em moeda receção seja num período posterior ao da emissão, se ainda for
deste prazo diferente da moeda nacional (euro) – art.ºs 16.º (n.ºs 7 a 9) e possível.
•Bens postos à disposição de um contratante antes de se 17.º Determinado tendo por base as taxas de câmbio Prazo limite: Porém, o SP pode exercer o direito à dedução do
terem produzido os efeitos translativos do contrato: Quando constantes das tabelas indicativas divulgadas pelo Banco imposto suportado até ao decurso de quatro anos, contados a
da produção desses efeitos (exceto locação-venda ou vendas a Central Europeu, ou as taxas da venda praticadas por qualquer partir do nascimento desse direito.
prestações com reserva de propriedade) banco estabelecido no território nacional. Poderão optar entre Métodos de exercício do direito à dedução:
•Bens estão sob um qualquer regime de suspensão relacionado considerar a taxa do dia em que se verificou a exigibilidade do Subtração: O IVA suportado (e que for dedutível) subtrai-se ao
com a importação ou trânsito comunitário: Quando os bens imposto ou a do primeiro dia útil do respetivo mês. montante global do imposto devido (liquidado) pelas
saírem desse regime. Taxas– Art.º 18.º operações tributáveis do SP
•Quando, em momento posterior à transmissão,aquisição Reporte: Se o IVA dedutível a que haja lugar superar o IVA
intracomunitária ou importação deveículos automóveis, se liquidado, no período correspondente, o excesso é deduzido
mostre devido imposto sobreveículos pela sua transformação, nos períodos de impostos seguintes (crédito sobre o Estado)
alteração decilindrada ou de chassis: quando ocorra essa Reembolso: Em certas condições, o SP pode solicitar a
transformação ou alteração. Casos especiais: devolução do excesso do imposto a seu favor em relação ao
•Nas transmissões de combustíveis à consignação Agrupamento de mercadorias (não sofrem alterações na sua imposto a favor do Estado
efetuadas por distribuidores: Na data da leitura dos contadores natureza nem perdem a sua individualidade): A taxa do IVA a Condições substanciais: Operações que conferem o direito à
debombas, a efetuar peloconsignatário, pelo menos uma aplicar-lhes é a que lhes corresponder ou, se lhes couberem dedução.
vezpor semana taxas diferentes, a mais elevada. Regra: Só pode deduzir-se o imposto que tenha incidido sobre
•Nas transmissões intracomunitárias isentas nostermos do Agrupamento de mercadorias (sofrem alterações na sua bens ou serviços adquiridos, importados ou utilizados pelo
artigo 14º do RITI, efetuadas de formacontinuada por um natureza ou perdem a sua individualidade): A taxa do IVA a sujeito passivo para a realização de transmissões de bens e
aplicar-lhes é a que corresponder ao novo bem prestações de serviços sujeitas a imposto e dele não isentas

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(operações tributadas). O SP só deduz na medida em que


liquida!
Exceções -Operações sem liquidação de IVA que mantêm o
direito à dedução:
Operações isentas com direito a dedução (isenção completa ou
taxa “zero”): exportações, transmissões intracomunitárias de
bens, operações assimiladas a estas operações e transportes
internacionais - art.ºs 14.º do CIVA e RITI. Operações
localizadas no estrangeiro que seriam tributáveis se fossem Regularizações - art.ºs 78.º a 78.º-D
efetuadas no território nacional. Transmissões de bens e De IVA liquidado e de de IVA deduzido (Invalidade, resolução,
prestações de serviços abrangidas pelas alíneas b), c), d) e e) do rescisão ou redução do contrato, devolução, abatimentos ou
n.º 1 e pelos n.ºs 8 e 10 do artigo 15.º. descontos, faturas inexatas, erros materiais ou de cálculo,
Consequência: Aos SP que beneficiam de uma isenção créditos de cobrança duvidosa ou incobráveis…)
incompleta ou simples, isto é, efetuam operações isentas sem Anulação da operação ou redução do valor tributável – art.º
direito a dedução (ver art.ºs 9.º, pela natureza das operações 78.º n.º 2. Possível até ao final do período seguinte àquele em
praticadas pelo SP e 53.º, por via do regime do IVA em que está que se verificaram as circunstâncias que determinaram a
enquadrado), não lhes é permitido deduzir o IVA suportado – anulação da liquidação ou a redução do seu valor tributável.
art.º 20.º, a contrario. Faturas inexatas – art.º, 78.º n.º 3
Outras condições - O imposto não resulta de operações: Obrigatória e sem penalidade até ao fim do período de imposto
•Em que as próprias operações ou preço são simulados. seguinte àquele a que respeita a fatura a retificar se houver IVA
•Em que o transmitente dos bens ou prestador dos serviços liquidado a menos. Facultativa se houver IVA liquidado a mais,
não entrega nos cofres do Estado o imposto liquidado, caso o mas apenas no prazo de 2 ano. SP precisa de ter na sua posse
SP devia ter conhecimento de que aquele não dispõe de documento comprovativo de que o adquirente tomou
adequada estrutura empresarial para exercer a atividade conhecimento da retificação ou foi reembolsado do IVA O
declarada. adquirente fica obrigado à retificação, até ao fim do período de
•Ligadas a bens imóveis afetos à empresa, na parte em que imposto seguinte ao da receção do documento retificativo.
sejam destinados a uso próprio do titular da empresa, do seu Correção de erros materiais ou de cálculo – art.º 78.º, n.º 6
pessoal ou, em geral, a fins alheios à mesma. Obrigatória quando resulte a favor do Estado. Facultativa, mas
•Nas quais é obrigatória a inversão do sujeito passivo, apenas no prazo de 2 anos a contar do nascimento do direito à
desrespeitando-se a regra de que, nestes casos, só o imposto dedução, quando resultar IVA a favor do SP.
autoliquidado é dedutível. Obrigações - art.ºs 27.º a 52.º
Limitações do direito à dedução – art.º 21.º (Para todos os SP) Declarativas:
O IVA suportado não é dedutível Declaração de início: Antes do início de atividade
– art.º 21.º, n.º 1, alínea a) Bens: Viaturas de turismo,Barcos de Declaração de alterações: No prazo de 15 dias a contar da data
recreio , Helicópteros, Aviões, Motos, Motociclos/ Tipo de da alteração.
despesas: Aquisição, Fabrico, Importação, Locação, Utilização, Declaração periódica:
Transformação, Reparação. Até ao dia 10 do 2.º mês seguinte àquele a que respeitam as
Viaturas de turismo – conceito (via livrete): Viaturas ligeiras de operações – regime normal mensal OU Até ao dia 15 do 2.º
passageiros e Viaturas mistas até 9 lugares, incluindo o mês seguinte ao final do trimestre a que respeitam as
condutor. operações – regime normal trimestral.
– art.º 21.º, n.º 1, alínea c): Despesas de transportes e viagens Declaração recapitulativa:
de negócios (inclui portagens) do SP e do seu pessoal. Até ao dia 20 do mês seguinte àquele a que respeitam as
– art.º 21.º, n.º 1, alínea d) Despesas respeitantes a operações – regime mensal OU Até ao dia 20 do mês seguinte
alojamento, alimentação, bebidas e tabacos e despesas de ao final do trimestre àquele a que respeitam as operações –
receção, incluindo as relativas ao acolhimento de pessoas regime trimestral
estranhas à empresa e as despesas relativas a imóveis ou parte Anexos L, M e N da IES: Até 15 de julho do ano seguinte ao das
de imóveis e seu equipamento, destinados principalmente a operações
tais receções Mapas recapitulativos de clientes e fornecedores: Até 15 de
– art.º 21.º, n.º 1, alínea e) Despesas de divertimento e de luxo julho do ano seguinte ao das operações
– art.º 21.º, n.º 3 Nos bens em segunda mão … , quando o valor Declaração de cessação: No prazo de 30 dias a contar da data
da sua transmissão posterior for a diferença entre o preço de da cessação.
venda e o preço de compra – ver DL n.º 199/96, 18/10 Pagamento
Regime normal mensal: Até ao dia 10 do 2.º mês seguinte
àquele a que respeitam as operações – regime normal mensal
Regime normal trimestral: Até ao dia 15 do 2.º mês seguinte ao
final do trimestre a que respeitam as operações – regime
normal trimestral
Faturação
Faturação simples: No prazo de 5 dias úteis, contados a partir
do dia útil seguinte ao do momento em que o imposto é devido
Faturação global:No prazo de 5 dias úteis, contados a partir do
último dia do período a que respeitam
Comunicação das faturas: Até ao dia 25 do mês seguinte ao da
O IVA suportado é dedutível sua emissão.
– art.º 21.º, n.º 1, alínea b) Tipo de combustível: Gasolina em Contabilísticas ou escrituração
0%; Gasóleo, Gases de petróleo liquefeitos, Gás natural, Contabilidade regularmente organizada: SP obrigados a ter
Bioiocombustíveis em 50% ou 100%. É de 100% se for para: contabilidad devidamente organizada para efeitos de IRS e IRC.
Veículos pesados de passageiros, Veículos licenciados para Livros de registo: SP não obrigados a ter contabilidade
transportes públicos, excetuando-se os rent-a-car, Veículos não devidamente organizada para efeitos de IRS e IRC.
matriculados: máquinas consumidoras de gasóleo, GPL, gás Principais enquadramentos e regimes de tributação em IVA:
natural ou biocombustíveis e com matrícula atribuída pelas Regime de isenção Art.º 9.º
autoridades competentes, Tratores com emprego na atividade Regime especial de isenção Art.ºs 53.º a 58.º
agrícola (exclusiva ou predominantemente), Veículos de Regime especial dos pequenos retalhistas Art.ºs 60.º a 68.º
transporte de mercadorias com peso superior a 3500 kg. Regime de tributação dos combustíveis líquidos aplicável aos
- Art.º 21.º, n.º 2 Aquisição, fabrico, importação, locação, revendedores Art.º 69.º a 75.º
utilização … de viaturas de turismo, barcos de recreio … quando Regime das aquisições Art.º 5.º do RITI intracomunitárias de
o objeto de atividade do SPseja a sua venda ou exploração bens
Exemplos: Stands de automóveis. táxis, rent-a-cars... - Regime normal (trimestral / mensal) Art.º 41.º - SP não
Fornecimento ao pessoal da empresa, pelo próprio sujeito enquadrados em qualquer um dos restantes regimes ou
passivo, de alojamento, refeições, alimentação e bebidas, em enquadramentos previstos no CIVA ou em legislação
cantinas, economatos, dormitórios e similares. Se tiver ocorrido complementar.
renúncia da isenção do n.º 36, art.º 9.º, por via da al.ª a), n.º 1,
art.º 12.º. -Não dedutíveis em que o SP age em nome próprio
mas por conta de um terceiro, desde que a este sejam
debitadas com vista a obter o respetivo reembolso. Acabam
por não ser dedutíveis no SP que é o seu destinatário final
-Transportes, viagens, portagens, alojamento, alimentação,
bebidas e receção em congressos, feiras, exposições,
seminários, conferências e similares. (organização deduz 50% e
participação deduz 25%) - Relativas à aquisição, fabrico ou
importação, à locação e à transformação em viaturas elétricas
ou híbridas plug-in, de viaturas ligeiras de passageiros ou
mistas, quando consideradas viaturas de turismo – alíneas f) e
g) do n.º 2, art.º 21.º
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