Você está na página 1de 16

20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Comunismo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Com unism o (do latim communis - comum, univ ersal) é uma ideologia política e socioeconômica, que
pretende promov er o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes sociais e apátrida, baseada na
propriedade comum dos meios de produção. [1 ][2 ][3 ]

Um dos seus principais mentores filosóficos, Karl Marx, postulou que o comunismo seria a fase final do
desenv olv imento da sociedade humana e que isso seria alcançado atrav és de uma rev olução proletária, isto é,
uma rev olução encabeçada pelos trabalhadores das cidades e do campo. O "comunismo puro", no sentido
marxista, refere-se a uma sociedade sem classes (sociedade regulada), sem Estado (ácrata ou apátrida) e liv re de
quaisquer tipos de opressão, onde as decisões sobre o que produzir e quais as políticas dev em prosseguir são
tomadas democraticamente e permitindo dessa maneira que cada membro da sociedade organizada possa
participar do processo, tanto na esfera política e econômica da v ida pública e/ou priv ada. Marx nunca forneceu
uma descrição detalhada de como o comunismo poderia funcionar como um sistema econômico (tal foi feito, por
Lenin), [4 ] mas subentende-se que uma economia comunista consistiria de propriedade comum dos meios de
produção, culminando com a negação do conceito de propriedade priv ada do capital, que se refere aos meios de
produção na terminologia marxista. No uso moderno, o comunismo é, muitas v ezes, usado para se referir ao
bolchev ismo, na Rússia. Como um mov imento político, o sistema comunista tev e gov ernos, em regra, com uma
preocupação de fundo para com o bem-estar do proletariado, [5 ] segundo o princípio "de cada um segundo as
suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades". [6 ]

Como uma ideologia política, o comunismo é geralmente considerado como a etapa final do socialismo. Este
consiste num grupo amplo de filosofias econômicas e políticas ligadas a v ários mov imentos políticos e
intelectuais e a trabalhos de teóricos da Rev olução Industrial e da Rev olução Francesa. O socialismo seria uma
fase prév ia necessária de acumulação de capital, antes do adv ento do comunismo. [2 ] O comunismo pode-se
dizer que é o contrário do capitalismo, oferecendo uma alternativ a para os problemas da economia de mercado
capitalista e do legado do imperialismo e do nacionalismo. Marx afirma que a única maneira de resolv er esses
problemas seria pela classe trabalhadora (proletariado), que, segundo Marx, são os principais produtores de
riqueza na sociedade e são explorados pelos capitalistas de classe (burguesia). A classe trabalhadora substituiria
a burguesia, a fim de estabelecer uma sociedade liv re, sem classes ou div isões raciais. [2 ] As formas dominantes
de comunismo, como o leninismo e o maoismo, são baseadas no marxismo, embora cada uma dessas formas
tenha modificado as ideias originais. Também existem v ersões não marxistas do comunismo, como o
comunismo cristão e o anarcocomunismo.

As doutrinas comunistas mais antigas, anteriores à Rev olução Industrial, punham toda ênfase nos aspectos
distributiv istas, colocando a igualdade social, isto é, a abolição das classes e estamentos, como o objetiv o
supremo. Com Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895), fundadores do chamado "socialismo
científico", a ênfase deslocou-se para a plena satisfação das necessidades humanas, possibilitada pelo
desenv olv imento tecnológico: mediante a elev ação da produtiv idade do trabalho humano, a tecnologia
proporcionaria ampla abundância de bens, cuja distribuição poderia deixar de ser antagônica, realizando-se a
igualdade numa situação de bem-estar geral. A partir dessa formulação, que tev e uma profunda influência sobre
o comunismo contemporâneo, a sociedade comunista seria o coroamento de uma longa ev olução histórica. Os
regimes "anteriores", principalmente o capitalismo e o socialismo, cumpririam o seu papel histórico ao
promov er o aumento da produtiv idade e, portanto, as pré-condições da abundância, que caberia ao comunismo
transformar em plena realidade. Enquanto o capitalismo desempenha esse papel mediante a emulação da

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 1/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

concorrência, o socialismo dev eria manter, em certa medida, essa emulação ao repartir os bens ainda escassos "a
cada um segundo o seu trabalho". Só o comunismo, que corresponderia ao pleno "reino da liberdade e da
abundância", poderia instaurar a repartição segundo o princípio de "a cada um segundo sua necessidade".

Índice
Conceitos
Um planejamento geral
Transformação da sociedade pela conquista do poder
Terminologia
História
Origem
Revolução Russa de 1917, derrocada comunista e burocratização
Stalinismo
Trotskismo e autocrítica soviética
Guerra Fria
Maoísmo
Juche
Glasnost
A queda do muro de Berlim

Teorias e correntes do comunismo


Utópicos
Socialismo científico
Libertários
Desenvolvimentos posteriores à Revolução Russa
Revisionismo
Comunismo de partido
Conselhismo
Cisões
Comunismo e anarquismo
Críticas
Condenação oficial da Igreja Católica
Ver também
Referências
Bibliografia
Ligações externas

Conceitos

Um planejamento geral
O comunismo contemporâneo pretende preserv ar e superar todo progresso tecnológico conquistado atrav és do
capitalismo, mediante um sistema de planejamento geral, no qual as múltiplas decisões, tomadas de acordo com
o mecanismo de mercado no capitalismo, sejam adotadas de forma deliberada segundo critérios que permitam
maximizar a satisfação das necessidades de toda a sociedade. Segundo a doutrina comunista, o mecanismo de

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 2/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

mercado apresenta grav es defeitos como regulador da produção e da distribuição, pois impede a plena utilização
de todos os recursos disponív eis e promov e desigualdade entre os que têm e os que não têm acesso à
propriedade.

As tentativ as de aplicar o planejamento geral esbarraram com dificuldades que, em parte, eram esperadas e que
se acentuaram na medida em que a melhoria do nív el de bem-estar permitiu a elev ação e a div ersificação das
aspirações. Quando tais dificuldades foram sendo reconhecidas, nov as modalidades de planejamento foram
desenv olv idas. Essas nov as modalidades procurav am combinar, de diferentes maneiras, o planejamento com
mecanismos de mercado.

A procura de critérios objetiv os de av aliação de eficiência e de incentiv os ao aumento da produtiv idade tem
lev ado a uma significativ a diferenciação entre os chamados "regimes comunistas". Enquanto alguns, como o da
Iugosláv ia, recorreram aos mecanismos de mercado, restringindo a área do planejamento e recorrendo
crescentemente a incentiv os materiais, outros, como o da China, restringem a ação dos mecanismos de mercado
e dão ênfase cada v ez maior aos incentiv os psicológicos e à criação de padrões de conduta segundo uma ética
rev olucionária.

Transformação da sociedade pela conquista do poder


A instauração do comunismo foi feita em alguns países - União Sov iética e República Popular da China são os
principais - por mov imentos e partidos que, adeptos da doutrina comunista, procuraram transformar a
sociedade mediante a conquista rev olucionária do poder político. No leste europeu, o comunismo foi imposto
pela União Sov iética ao final da Segunda Guerra Mundial, formando-se o bloco do leste (ou bloco sov iético),
incluindo Polônia, Tchecoslov áquia, Hungria, Romênia, Albânia e Alemanha Oriental.

Outros países, pertencentes ao Terceiro Mundo (como a Argélia), passaram a apoiar este bloco em decorrência
das chamadas guerras de libertação nacional. Como passo inicial, eles promov eram a estatização dos meios de
produção (fábricas, fazendas etc.) e de distribuição (transporte, comércio), instaurando diferentes sistemas de
planejamento que v ariav am segundo o país e o momento. Os mecanismos de mercado foram inteiramente
abolidos, assim como a liberdade de expressão.

Terminologia
O comunismo é o modo de produção em que a sociedade se libertaria da alienação do trabalho, que é a forma de
alienação que funda as demais, onde a humanidade se tornaria emancipada, tendo o controle e consciência sob
todo o processo social de produção. Em outras palav ras, o comunismo é o "trabalho liv remente associado", nas
palav ras do próprio Karl Marx. Enquanto no capitalismo o trabalho é liv remente comercializado enquanto
mercadoria, na sociedade comunista, com a socialização dos meios de produção, o trabalho deixaria de ser um
aspecto negativ o e passaria a ser positiv o, isto é, o trabalho seria a afirmação do prazer, dados a abundância de
produtos e o desenv olv imento da produtiv idade do trabalho, o que faria com que pudéssemos trabalhar cada
v ez menos, com processos de mecanização e controle racional, lev ando em consideração, ainda, a questão da
natureza.

Em uma sociedade comunista, não hav eria gov ernos estatais ou países e não hav eria div isão entre classes. Pelo
contrário, a sociedade seria autogerida democraticamente, entretanto não na forma política e sim atrav és da
ativ idade humana consciente. No leninismo, o socialismo é um modo de produção intermediário entre
capitalismo e comunismo, quando o gov erno está num processo de transformar os meios de produção de
priv ados para sociais.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 3/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Seria possív el para as pessoas acreditarem numa sociedade comunista sem necessariamente utilizar da v ia
proposta por Karl Marx, por exemplo utilizando o comunismo religioso ou anarcocomunismo. Mas, para
alcançar a emancipação humana, há os obstáculos promov idos pela classe dominante: no caso, a burguesia, que
detém todos os meios para lutar contra a rev olução socialista.

História

Origem
A aplicação prática dos princípios comunistas tem sido tentada desde a mais
remota antiguidade. Certas sociedades tribais v iv iam em comunismo, não
dev ido à sua elev ada produtiv idade, mas em v irtude de sua pobreza. É o
chamado "comunismo primitiv o". Há notícias de numerosos grupos sociais que
se isolam da sociedade inclusiv a e se organizam de acordo com princípios
comunistas. O sucesso desses grupos se limita, em alguns casos, à sua
autopreserv ação. Em nenhum caso, conseguiram eles estender os princípios de
sua organização às sociedades nacionais das quais fazem parte.

As origens do comunismo são discutív eis. Há v ários grupos históricos, bem


como teóricos, cujas crenças foram classificadas como comunistas em tempos
Karl Marx, intelectual modernos. O filósofo alemão Karl Marx considerav a que o comunismo
alemão fundador da filosofia primitiv o era o estado caçador-coletor que a humanidade tinha em seus
comunista primórdios. A ideia de uma sociedade sem classes surgiu primeiramente na
Grécia Antiga. [7 ] Platão, em A República, descrev eu um estado em que as
pessoas compartilhav am todos os seus bens, esposas e filhos: "O priv ado e indiv idual são completamente banidos
da v ida e as coisas que são priv adas por natureza, como olhos, orelhas e mãos, tornam-se em comum, e de
alguma forma v eem, ouv em e agem em comum e todos os homens expressam louv or e sentem alegria e tristeza
nas mesmas ocasiões."[7 ]

Na história do pensamento Ocidental, alguns elementos da ideia de uma sociedade baseada em detenção comum
de propriedade podem ser observ ados até nos tempos mais antigos. Um exemplo é a rev olta dos escrav os de
Espártaco em Roma. [8 ]

No século V, o mov imento de Mazdaque no Irã é considerado "comunista" por desafiar os enormes priv ilégios
das classes nobres e do clero, criticando a instituição da propriedade priv ada e defendendo uma sociedade
igualitária. [9 ]

Em alguns momentos da história, v ários pequenos mov imentos considerados comunistas existiram, geralmente
sob inspiração das Escrituras (v er comunismo cristão). [1 0 ]

Já no século XVII, o pensamento comunista v eio à tona na Inglaterra, onde um grupo puritano religioso,
conhecido como escav adores, defendia a abolição da propriedade priv ada de terra. [1 1 ] A crítica da ideia de
propriedade priv ada continuou no iluminismo durante o século XVIII, atrav és de pensadores como Jean-
Jacques Rousseau na França. Mais tarde, após a agitação da Rev olução Francesa, o comunismo surgiu como uma
doutrina política.

Vários reformadores sociais no início do século XIX fundaram comunidades baseadas na propriedade comum.
Mas, ao contrário da maioria das comunidades que surgiram anteriormente e foram consideradas comunistas,
eles substituíram a ênfase religiosa por uma base racional e filantrópica. [1 2 ] Entre os exemplos relev antes, estão
o cooperativ ismo de Charles Fourier e a comunidade Nov a Harmonia (1825) de Robert Owen. [1 2 ] Mais tarde,

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 4/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

ainda no século XIX, Karl Marx descrev eu esses reformistas sociais anteriores
como "socialistas utópicos" para contrastá-los com o seu programa de
"socialismo científico" (termo cunhado por Friedrich Engels).

Em sua forma moderna, o comunismo surgiu do mov imento socialista da


Europa do século XIX. Com o av anço da Rev olução Industrial, críticos
socialistas culpav am o capitalismo pela miséria da classe proletária e as
condições perigosas em que trabalhav am nas fábricas. Entre eles, o maior
destaque fica para Marx e seu associado Friedrich Engels. Em 1848, Marx e
Engels deram uma nov a definição ao comunismo e popularizaram o termo no
A foice e martelo e a estrela
famoso panfleto O Manifesto Comunista. [1 2 ]
vermelha são os símbolos
universais do comunismo
Revolução Russa de 1917, derrocada comunista e
burocratização
A Rev olução de Outubro de 1917 , marcou a primeira v ez em que um partido declaradamente comunista, neste
caso o Partido Bolchev ique, tomou o poder de um Estado. A tomada do poder pelos bolchev iques acabou
gerando um grande debate teórico e prático dentro do mov imento marxista. Marx prev ia que o socialismo e
comunismo dev eriam ser construídos sobre a base do mais av ançado estado de capitalismo, considerando-se,
assim, o seu cume. Porém, Marx considerav a que, em alguns casos, poder-se-ia pular a fase de dominação
burguesa. A Rússia era um país agrário, pobre e de quase nenhuma industrialização. Por isso, os menchev iques
(moderados) opunham-se ao plano bolchev ique de Lênin de fazer a rev olução socialista antes que o capitalismo
fosse mais desenv olv ido.

A Rev olução Russa foi uma série de ev entos políticos na Rússia, durante os quais os operários e camponeses
sucessiv amente derrubaram a autocracia russa e o gov erno prov isório e expropriaram campos, fábricas e
demais locais de trabalho. Estes ev entos aconteceram durante o ano de 1917 e início de 1918, e resultaram numa
guerra civ il que durou de 1918 a 1921. Durante este processo, o Partido Bolchev ique, liderado por Vladimir
Lenin e Leon Trotski, se transformou na única força política capaz de restabelecer a ordem. Ele criou um
poderoso exército, que submeteu igualmente a classe operária e os demais partidos, ao mesmo tempo em que
adotou o discurso socialista, o qual utilizou como justificativ a para a imposição de uma ditadura do proletariado.

Ainda durante os seus últimos anos de v ida, Lenin empreendeu uma v igorosa luta contra a burocratização do
Partido e a concentração de poder nas mãos de Stálin, sugerindo que Trótski, "o mais capaz do Comitê Central",
assumisse o comando do partido. Além de ter exercido papel decisiv o como reorganizador do Exército
Vermelho, Trotsky hav ia proposto a teoria chamada de "Rev olução Permanente", que fora adotada por Lenin em
suas Teses de Abril - quando este admitiu que a Rev olução Russa colocaria em curso o transcrescimento
ininterrupto entre rev olução burguesa (fev ereiro) e proletária (outubro).

Stalinismo
O stalinismo foi o sistema político dentro da União Sov iética durante o gov erno de Joseph Stalin. O termo
normalmente refere-se a um estilo de gov erno, não a uma ideologia. Stalin não era um teórico como Marx e
Lênin, pois considerav a-se a continuação do legado leninista. No entanto, existem particularidades no gov erno e
nas ideias de Stalin.

As principais contribuições de Stalin para a teoria comunista foram:

Estabelecimentos das bases para as políticas soviéticas a respeito das nacionalidades, como demonstrado no
ensaio Marxismo e a Questão Nacional, elogiado por Lênin.[13]
O conceito de "socialismo em um só país", que afirma que os comunistas deveriam primeiro alçar o socialismo em
seu próprio país como um prelúdio para a internacionalização.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 5/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

A teoria da agravação da luta de classes para o desenvolvimento do socialismo,


o que inclui a repressão de opositores políticos caso necessário.
Existe um grande debate sobre a suposta continuidade do trabalho de Lênin. Os
opositores consideram que certos aspectos do stalinismo (como as ideias de
socialismo em um país e "patriotismo rev olucionário") são incompatív eis com o
próprio marxismo-leninismo. Além disso, é sabido que Lênin disse em seu
testamento, escrito pouco antes de morrer, que desejav a a destituição de Stalin
do posto de secretário-geral pois não concordav a com seus métodos. [1 4 ][1 5 ]
No entanto, os defensores consideram o trabalho de Stalin primordial para o
av anço da União Sov iética e ressaltam os elogios que Lênin fizera às teorias de
Stalin em anos anteriores.

Outras críticas também se estendem aos métodos. As perseguições se Joseph Stalin


agrav aram pouco tempo depois da morte de Lênin, em janeiro de 1924, quando
uma luta interna pelo poder estabeleceu-se entre Trótski e Stálin (v er: Div ergências entre Stalin e Trotsky ). Ela
terminou com a v itória de Stalin, que implantou um regime que matou dois terços dos quadros do Partido
Comunista da União Sov iética no Grande Expurgo, de forma a prev alecer inconteste a v ontade de Stalin. Durante
seu regime, a União Sov iética saltou de um país arruinado pela guerra civ il, para uma superpotência, mas ao
custo de pelo menos 7 ,5 milhões de mortes dev idas à grande fome de 1923-1933 (episódio que, apesar de hav er
prov as, é muitas v ezes negado pelos seus defensores), somando-se a um regime ditatorial, com a expansão dos
antigos Gulags (campos de concentração construídos na Sibéria para punir dissidentes políticos) e perseguição
política, culminando com atentados à liberdade de expressão e repressão ferrenha contra jornalistas, minorias e
cientistas da academia em geral durante e após o Grande Expurgo. [1 6 ]

No Ocidente, o apoio a e o desenv olv imento do pensamento de Stalin costumam restringir-se a intelectuais da
extrema-esquerda.

Trotskismo e autocrítica soviética


Após a morte de Lênin, seguiu-se um período de conflitos, tendo, como pano de
fundo interno, as disputas sobre a coletiv ização da agricultura e a
burocratização do aparato partidário. Daí, surgiu a chamada Oposição de
Esquerda.

Trótski apoiav a-se na Teoria da rev olução permanente e no conceito de


rev olução mundial, oposto ao stalinismo. Para ele, a União Sov iética tinha
entrado em um estado de degenerescência burocrática ao inv és de uma
legítima ditadura do proletariado.

Expulso da União Sov iética, Trótski permaneceu lutando pelo comunismo e


construiu um nov o reagrupamento internacionalista, a IV Internacional,
considerado pelos seus seguidores o bastião do marxismo-rev olucionário

Leon Trótski durante os anos de stalinismo. No entanto, seus riv ais considerav am suas
propostas próximas dos interesses da burguesia, preferindo o conceito de
agrav ação da luta de classes difundido por Stálin. Trótski foi assassinado em
Coy oacán no México por Ramón Mercader, agente catalão em serv iço da GPU (depois KGB), a polícia secreta
sov iética.

Quando Nikita Khrushchev assumiu o poder da União Sov iética, denunciou os crimes de Stálin e campos de
concentração (gulags), porém isso pouco mudou a ação do estado socialista. Nem mesmo a publicação do liv ro
Arquipélago de Gulag do ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 197 0, Aleksandr Solzhenitsy n, mudou

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 6/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

alguma coisa, pois ninguém dentro da União Sov iética sabia da existência do liv ro. Este liv ro foi escrito entre
1962 e 197 3, sendo publicado no ocidente em 197 3. O liv ro foi publicado oficialmente na Rússia apenas em
1989.

Segundo a descrição do liv ro, os "gulags" eram campos de trabalho penoso, bastante próximo de uma situação de
escrav atura, para criminosos, presos políticos ou qualquer cidadão em geral que se opusesse ao regime, [1 7 ] e
cujas condições de chegada foram descritas e comparadas, por muitos dos seus sobrev iv entes, às de deportação
para campos de extermínio. Segundo algumas descrições, os campos mais desumanos encontrav am-se na região
da Sibéria.

Guerra Fria
Por seu papel crucial na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, a
União Sov iética emergiu como uma superpotência com forte influência
sobre a Europa Oriental e partes da Ásia. Ao mesmo tempo, os impérios
europeus encontrav am-se estilhaçados, enquanto alguns partidos
comunistas desempenhav am papel de liderança em mov imentos de
independência nas colônias dessas nações.
Em vermelho: países atualmente sob
Gov ernos modelados a partir do comunismo sov iético chegaram ao regimes declaradamente
poder na Bulgária, Tchecoslov áquia, Alemanha Oriental, Polônia, comunistas. Em laranja: países que
Hungria e Romênia, por métodos legais ou v ia golpe. Enquanto isso, já fizeram parte de regimes
comunistas
uma nov a corrente comunista div ergente e não aceita pela Cominform
nasceu com Josip Broz Tito na Iugosláv ia. Esse mov imento
posteriormente seria chamado de Titoísmo.

Em 1950, o Partido Comunista da China subiu ao poder do país mais populoso do mundo. A influência comunista
espalhou-se pela Ásia e as discordâncias causadas por isso resultaram em algumas guerrilhas e guerras, como a
Guerra da Coreia e Guerra do Vietnã. As subidas ao poder, tanto nos casos v iolentos quanto nos pacíficos,
obtiv eram diferentes graus de sucesso dependendo da influência das forças nacionalistas e socialistas presentes
nos países que, segundo esses grupos, sofriam com a influência do imperialismo ocidental.

Durante grande parte do século XX, pelas tentativ as de exportar seu modelo político e econômico de
apropriação dos meios de produção e seu totalitarismo, [1 8 ][1 9 ] o comunismo foi v isto como uma ameaça
iminente no mundo ocidental (sobretudo nos Estados Unidos) e um riv al das nações capitalistas. [2 0 ] Essa
riv alidade atingiu o seu topo durante a Guerra Fria, com as duas superpotências, União Sov iética e Estados
Unidos, polarizando suas forças entre nações ao redor do mundo. Essa época foi marcada por guerras menores e
golpes de Estado com influência dos dois países, uma intensa busca de nov as tecnologias bélicas,
armazenamento de armas nucleares e competição para a exploração do espaço. Nos Estados Unidos, o temor do
av anço comunista para o mundo ocidental (a chamada "ameaça v ermelha") era notáv el até entre a população
civ il. Já na União Sov iética, a educação anticapitalista se estendia desde a educação básica.

Maoísmo
O maoismo é a execução do comunismo marxista-leninista na China sob Mao Zedong e o Partido Comunista da
China.

As reformas de Nikita Khrushchev aumentaram as diferenças ideológicas entre a União Sov iética e China durante
a década de 1960. A ruptura sino-sov iética resultou na div isão de partidos comunistas de todo o mundo. Sendo
assim, o Partido Comunista da China sob a liderança de Mao acabou tornando-se uma tendência comunista
distinta da dos sov iéticos.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 7/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

A definição sobre o que é o maoismo v aria. Dentro do contexto chinês, o maoismo pode referir-se à crença de
Mao na mobilização das massas, particularmente nos mov imentos políticos de grande escala. Também pode
fazer referência ao igualitarismo pregado por Mao, oposto ao socialismo de mercado de Deng Xiaoping. Alguns
estudiosos também adicionam o culto de personalidade e a criação de slogans políticos ao conceito de maoismo.

Uma parte dos maoistas contemporâneos critica a ação "rev isionista" do Partido Comunista da China pós-Mao
pelas reformas econômicas totalmente desv inculadas da teoria marxista e pelo crescimento da desigualdade
social no país. [2 1 ][2 2 ] Dentro da China, a opinião difundida pelo Partido Comunista e consenso entre a
população é de que o gov erno de Mao se excedeu por muitas v ezes, porém tev e pontos positiv os
consideráv eis. [2 3 ] Por esse motiv o, o culto à sua imagem permanece forte nos tempos atuais, [2 3 ] ainda que com
um pouco de cautela. [2 4 ]

As maiores críticas ao gov erno de Mao (ou seja, ao maoismo prático) focam-se nos episódios de fome e na
arbitrariedade ditatorial, que causaram a morte de milhões de chineses, em especial durante o período
conhecido como Grande Salto Adiante. [2 5 ]

Juche
Juche é a ideologia oficial do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte desenv olv ida por Kim Il-sung para
colocar em prática os preceitos do marxismo-leninismo dentro da realidade daquele país. O foco principal é
atingir a autossuficiência militar e econômica sob o gov erno do Partido. A despeito das reformas, derrocadas e
div isões dos regimes autodenominados comunistas ao longo dos últimos anos e da queda de um de seus
principais apoiadores, a União Sov iética, a Coreia do Norte mantém-se há mais de cinco décadas com poucas ou
nenhuma mudança em suas políticas oficiais desde a criação do país, após a Guerra da Coreia.

Glasnost
Após a Segunda Guerra Mundial, em que a Alemanha nazista foi derrotada pelas forças aliadas (Reino Unido,
Estados Unidos e União Sov iética), iniciou-se uma fase de rev isão dos fundamentos do estalinismo, o que
resultou, nos anos 1990, na rev isão do Estado Sov iético conhecida como "glasnost" e "perestroika". Para alguns,
isto significou uma v olta ao capitalismo e uma reaproximação à política dos Estados Unidos, enquanto que, para
outros que qualificav am a sociedade russa como um capitalismo de estado, tratav a-se de uma v olta ao
capitalismo priv ado.

A queda do muro de Berlim


Em 1985, Mikhail Gorbachev tornou-se o líder da União Sov iética e
diminuiu o poder central com políticas reformistas como a glasnost
(abertura) e perestroika (reestruturação). Aos poucos, a União
Sov iética deixou de interv ir na Polônia, Alemanha Oriental,
Tchecoslov áquia, Bulgária, Romênia e Hungria, e em 1990 todos
abandonaram o regime comunista. No ano seguinte, a União Sov iética
se dissolv eu.

Após a queda do muro de Berlim, o comunismo foi considerado morto


por v ários pensadores, intelectuais e pela mídia. O marxismo mantev e- A queda do muro de Berlim em 1989
se sob outras formas, como na China, com o maoísmo, em Cuba, com
Fidel Castro e, mais duramente, na Coreia do Norte, com Kim Il-sung e o seu filho Kim Jong-il. Segundo alguns
pensadores, mais como uma referência filosófica e política geradora de alguma polêmica do que propriamente
um ente político de largo espectro.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 8/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Os seguidores desta doutrina política defrontam-se, entretanto, com as nov as realidades históricas que têm
originado mov imentos reformadores que pretendem repensá-la. O projeto de instauração de uma sociedade
comunista ainda é defendido por div ersas correntes e pensadores, alguns mantendo a concepção que inspirou a
Rev olução Bolchev ique, o leninismo (para quem as "renov ações" são apenas sinal de subjugação ao capitalismo),
e outros, fazendo rev isão ou aderindo às correntes comunistas antileninistas.

Teorias e correntes do comunismo

Utópicos
As ideias comunistas desenv olv eram-se a partir dos escritos dos chamados
socialistas utópicos, como Robert Owen, Charles Fourier e Saint-Simon. [2 6 ]

Robert Owen foi o primeiro autor a considerar que o v alor de uma mercadoria
dev e ser medido pelo trabalho a ela incorporado, e não pelo v alor em dinheiro
que lhe é atribuído. Charles Fourier foi o primeiro a defender a abolição do
capitalismo e sua substituição por uma sociedade baseada no comunismo.
Enquanto isso, o Conde de Saint-Simon propôs, em 1802, a formação de uma
sociedade onde não houv esse ociosos (como ele se referia aos militares,
religiosos, nobres e magistrados) nem a exploração econômica de grupos de
indiv íduos por outros. [2 6 ] Todos estes autores, entretanto, propunham a
mudança social atrav és da criação de comunidades rurais autossuficientes por
v oluntários. Estes autores não consideraram que a sociedade estaria div idida
Reprodução da capa original
em classes sociais com interesses antagônicos.
do "Manifesto Comunista"

Socialismo científico
Karl Marx foi o responsáv el pela análise econômica e histórica mais detalhada da ev olução das relações
econômicas entre as classes sociais, razão pela qual é considerado o pai do "socialismo científico". [2 6 ] Marx
procurou demonstrar a dinâmica econômica que lev ou a sociedade, partindo do comunismo primitiv o, até a
concentração cada v ez mais acentuada do capital e o aparecimento da classe operária. Esta, ao mesmo tempo
seria filha do capitalismo, e a fonte de sua futura ruína. Marx se diferenciou dos seus precursores por explicar a
ev olução da sociedade em termos puramente econômicos, e se referir à acumulação de capital atrav és da mais-
v alia de forma mais clara que seus antecessores.

Marx considerav a, ao contrário de muitos dos seus contemporâneos e de muitos críticos actuais, o comunismo
um "mov imento real" e não um "ideal" ou "modelo de sociedade" produzido por intelectuais. Este mov imento real,
para Marx, se manifestav a no mov imento operário. Inicialmente, ele propôs que a classe operária fizesse um
processo de estatização dos meios de produção ao derrubar o poder da burguesia, para depois hav er a supressão
total do Estado. Após a experiência da Comuna de Paris, ele rev iu esta posição e passou a defender a abolição do
Estado e o "autogov erno dos produtores associados". No entanto, também diferentemente dos outros autores,
Marx acreditav a que a sociedade era regida por leis econômicas que eram alheias à v ontade humana. Para ele,
tanto as mudanças passadas, quanto a Rev olução socialista que poria fim ao capitalismo, eram necessidades
históricas que fatalmente aconteceriam.

Libertários
Em 1840, Pierre-Joseph Proudhon publica seu liv ro Que é a Propriedade?, em que, baseando-se em informações
históricas, jurídicas e econômicas, procura demonstrar que toda a propriedade tem, em sua raiz, um ato de
"roubo". Proudhon ataca o conceito de renda, o qual compreende como sendo o direito de exigir algo a troco de
https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 9/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

nada. E, pela primeira v ez, identifica uma parcela da população como


produtores de riqueza (os trabalhadores) e uma outra como os usurpadores
dessa riqueza (os proprietários). Conclui que a propriedade é impossív el, e só
pode existir como uma ficção jurídica imposta pela força, atrav és do Estado.
Proudhon então conclui que os cidadãos só estarão liv res da imposição da
propriedade numa sociedade onde o Estado não exista.

Diferente de seus precursores, [2 7 ] Proudhon desprezou a religião e procurou


basear sua análise econômica apenas em fatos e lógica. Acreditav a que a
mudança atrav és da v iolência representaria apenas uma mudança de gov erno,
nada modificando nas relações sociais. Estas, portanto, teriam que ser
reformadas gradativ amente, pelos próprios cidadãos. Além disso, identificou
Mikhail Bakunin parte do mecanismo pelo qual as contradições do capitalismo se
intensificav am. Em Sistema de Contradições Econômicas ou Filosofia da
Miséria (1846), Proudhon afirma que depois de ter provocado o consumo de mercadorias pela abundância de
produtos, a sociedade estimula a escassez pelo baixo nível dos salários, uma ideia que se popularizaria com o
nome de "crise de superprodução-subconsumo".

Após ter trav ado contato com Proudhon e descrito sua obra de forma lisonjeira em A Sagrada Família (1845),
Marx passa a criticá-lo em Miséria da Filosofia (1847 ). O embate se intensifica na Associação Internacional dos
Trabalhadores (AIT) contra Bakunin, outro anarquista, e lev a a associação ao seu fim. O principal ponto de
discordância era que, para Proudhon e Bakunin, a Rev olução só seria possív el com a abolição imediata do
Estado. Já Marx acreditav a que o Estado poderia ser instrumental no processo rev olucionário. Os anarquistas
também rejeitav am a autoridade, e Marx não. Após o fim da AIT, os adeptos de Proudhon e Bakunin passam a se
chamar "comunistas libertários" para se diferenciar dos marxistas, que permanecem usando a denominação de
comunistas. A partir daí, essas duas correntes do comunismo se separaram e seguiram trajetórias
independentes.

Desenvolvimentos posteriores à Revolução Russa

Revisionismo
O mov imento comunista, a partir do início do século XX, passou a se div idir em
div ersas correntes. Inicialmente, com o surgimento do chamado "rev isionismo",
também chamado reformismo, proposto por Bernstein, que considerav a que o
aburguesamento da classe operária tornav a a possibilidade de uma rev olução
socialista quase nula e que o socialismo dev eria adaptar-se a esta realidade
lutando não pelo socialismo, mas pela reforma do capitalismo em bases
puramente éticas. Inicialmente rejeitada pelo mov imento socialista, que então
recebia o nome geral de social-democracia, o reformismo acabou consolidando-
se como prática política geral dos partidos socialistas de massa após a Primeira
Guerra Mundial, quando o assentimento dos partidos socialistas da Alemanha,
França e Itália em v otar a fav or dos créditos de guerra nos seus parlamentos
rev elou sua aceitação geral da legalidade burguesa e sua recusa do "derrotismo Antonio Gramsci (1891-
rev olucionário" (isto é, a busca da rev olução socialista mesmo em detrimento 1937) criador do conceito
de revolução passiva [28]
dos interesses do Estado Nacional) praticada pelos bolchev iques de Lenin.
("revolução sem
revolução").[29]
Comunismo de partido

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 10/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Na esteira da Rev olução Russa, criou-se uma div isão entre a extrema esquerda do mov imento socialista,
liderada por Lenin, que promov eu o retorno da expressão "comunismo", adotada por Marx para definir-se a si
mesmo, distinguindo-se das correntes socialistas reformistas, que retiv eram o nome de "social-democracia". A
concepção "bolchev ista" ou "leninista" (nas suas div ersas correntes) compreendia que o comunismo fosse
precedido por um período de transição chamado socialismo, no qual hav eria a estatização dos meios de
produção, permanecendo existindo a lei do v alor e o uso do dinheiro, entre outras características do
capitalismo. Este período de transição desembocaria, pelo menos teoricamente, na extinção gradual do Estado e
das demais características do capitalismo, constituindo, assim, o comunismo. As obras que desenv olv em esta
tese são os escritos de Lênin após a rev olução bolchev ique, o liv ro de Joseph Stálin "Problemas Econômicos na
União Sov iética" e v ários escritos posteriores dos seguidores desta corrente, tanto na Rússia quanto no resto do
mundo.

Conselhismo
Os comunistas, no entanto, logo se v iram diante de uma nov a div isão: por um lado, os comunistas de partido - os
adeptos das teses de Lênin de que o partido de v anguarda seria um instrumento necessário para a rev olução
comunista - e, por, outro, os "comunistas de conselhos", que considerav am os conselhos operários ou "sov ietes"
como a forma de organização rev olucionária dos trabalhadores. A concepção conselhista, retomav a Marx e
concebia o comunismo como um modo de produção que substituía o capitalismo, abolindo o Estado, a lei do
v alor etc., imediatamente, atrav és da autogestão dos conselhos operários. Assim, esta corrente questionav a a
ideia de um período de transição, colocando-a como sendo contrarrev olucionária e produto de um projeto
semiburguês no interior do mov imento operário. As principais obras que expressam este ponto de v ista são:
"Princípios Fundamentais do Modo de Produção e Distribuição Comunista", do Grupo Comunista
Internacionalista da Holanda e "Os Conselhos Operários" de Anton Pannekoek, e v árias outras obras posteriores
que desenv olv eram estas teses até os dias de hoje, assumindo o nome contemporâneo de autogestão. Uma
tentativ a pragmática de aplicação do modelo autogestionário foi feita na Iugosláv ia entre 1943 e 1991, no
chamado titoísmo.

Cisões
Vertentes importantes surgiram ao longo da primeira metade do século XX, principalmente dentro da corrente
hegemônica, o "comunismo de partido" (também chamado bolchev ismo ou leninismo), como o maoismo, o
stalinismo, o trotskismo, entre outras. Essa div isão dentro da própria teoria acabaria por minar muitas das
iniciativ as do comunismo e causar v árias lutas ideológicas internas.

Comunismo e anarquismo
Os mov imentos anarquista e marxista surgiram e ganharam forte atuação no
século XIX, em meio aos efeitos sociais da Rev olução Industrial. Foram ambos
contestadores da ordem liberal capitalista e do Estado garantidor das
condições trabalhistas da época, coincidindo, também, quanto ao ideal
comunista: o fim das div isões de classes, da exploração e até mesmo do Estado.

A despeito dessas semelhanças (de origem, alguns alv os de atuação e objetiv os


finais), div ergiam quanto ao caminho a ser seguido para alcançar o comunismo.
Para os marxistas, dev eria hav er uma fase intermediária socialista — a ditadura
do proletariado —, um Estado rev olucionário que construiria as condições Símbolo do anarquismo
v iabilizadoras do comunismo, tais como lidar com os mov imentos
contrarrev olucionários que v iessem a surgir na transição. Os anarquistas, ao
contrário, pensav am em erradicar não apenas as classes, as instituições e as tradições, mas sobretudo o Estado.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 11/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Na segunda metade do século XIX, durante o século XX, e ainda no século XXI, as diferenças prev aleceram sobre
as semelhanças, promov endo, entre os dois mov imentos socialistas, uma conv iv ência de choques e div ergências
nas suas lutas contra a ordem estabelecida.

Críticas
Desde a sua difusão, tanto o comunismo leninista quanto o marxista receberam oposição, tanto da esquerda
quanto da direita política. [3 0 ][3 1 ] Há críticas ao funcionamento da economia socialista, considerada por Mises
ineficiente pela distorção/ausência do sistema de preços[3 2 ][3 3 ] e por Hay ek como inev itav elmente ligada à
tirania e serv idão. [3 4 ] Outros críticos, como Milton Friedman, afirmam que uma sociedade comunista estaria
fadada a estagnação dos av anços tecnológicos, [3 5 ] redução de incentiv os[3 6 ][3 7 ][3 8 ] e redução da
prosperidade. [3 9 ][4 0 ] A inv iabilidade de implementação também é debatida, [3 3 ][3 4 ][3 5 ] bem como os efeitos
sociais e políticos que as tentativ as de ascendência comunista causaram. [4 1 ][4 2 ][4 3 ][4 4 ][4 5 ][4 6 ] Alegando que
o comunismo marxista era impossív el de ser atingido, Murray N. Rothbard em seu liv ro Economic Thought
Before Adam Smith escrev eu: "Somente um crente na necromancia absurda da "dialética" pode acreditar que um
Estado totalitário [socialista] pode inev itav elmente e de maneira v irtualmente instantânea se transformar em
seu oposto, e que, portanto, a maneira de se liv rar do Estado é se esforçar ao máximo para maximizar seu
poder". [4 7 ]

As principais críticas ao socialismo — sistema transitório para o comunismo — se assentam essencialmente na


ideia de que quanto maior é a interv enção do Estado, mais negativ a é. Porque:

Interfere com a liberdade individual e livre iniciativa das pessoas e empresas, que são quem sustentam
involuntariamente o Estado através dos impostos e taxas;
Ao deslocar recursos dos mais produtivos para os menos produtivos, retirando produção aos primeiros para alocar
aos segundos, o Estado contribui para uma diminuição da eficiência global do sistema económico e social. Isto
porque é intuitivo que a pessoa que não vê uma recompensa maior pelo seu esforço, tem tendência a produzir
menos, dessa forma todos ficam mais pobres.
Os críticos do comunismo, baseados na observ ação dos problemas que surgiram nos países socialistas,
apresentam dois argumentos contrários ao planejamento econômico gov ernamental defendido pelos
comunistas:

o mecanismo do mercado não pode ser inteiramente substituído pelo planejamento numa sociedade que adota
extensa divisão social do trabalho, na qual dezenas de milhares de produtos diferentes têm que ser repartidos entre
milhões de pessoas, cujas necessidades diferem de acordo com suas características de sexo, idade, origem
cultural e idiossincrasias pessoais;
o planejamento geral, ao não tomar em consideração as necessidades e vontades dos consumidores, requer uma
férrea ditadura, em que as liberdades individuais devem ser abolidas, não só no terreno econômico como no político.
Parte dessas críticas se estende para as políticas adotadas pelos estados unipartidários gov ernados por partidos
comunistas (conhecidos como "estados comunistas"). Estudiosos de direitos humanos discutem os episódios de
fome, expurgos, execuções e guerras constantemente observ ados nesses regimes ao longo do
século XX. [4 8 ][4 9 ][5 0 ] Entre os exemplos notáv eis de episódios de assassinatos em massa atribuídos ao
comunismo, destacam-se o genocídio ucraniano na União Sov iética, o massacre de um quarto da população do
Camboja[5 1 ] sob o regime de Pol Pot[5 2 ] e a Grande Fome Chinesa sob o regime de Mao Tsé-Tung. [2 5 ]

Bernard-Henri Lév y , Karl Popper, Carl Menger, Ludwig v on Mises, Max Weber, Michael Voslensky , Friedrich
Hay ek, Eugen v on Böhm-Bawerk, Milov an Djilas, Milton Friedman, Eric Voegelin, Murray Rothbard, Václav
Hav el, Nikolai Berdiaev , José Ortega y Gasset, Aleksandr Zinov y ev , Erik v on Kuehnelt-Leddihn e Pitirim Sorokin,
são alguns eminentes críticos do comunismo. A ideologia comunista também é fortemente criticada pela
Doutrina Social da Igreja Católica.

Condenação oficial da Igreja Católica


https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 12/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

O Magistério da Igreja Católica sempre condenou oficialmente qualquer forma de comunismo, porque acreditav a
que o comunismo nunca poderia ser compatív el com a doutrina católica:

Na encíclica Qui pluribus (1846), o Papa Pio IX afirmou que "para aqui (tende) essa doutrina nefanda do chamado
comunismo, sumamente contrária ao próprio direito natural, a qual, uma vez admitida, levaria à subversão radical
dos direitos, das coisas, das propriedades de todos e da própria sociedade humana"[53]
Na encíclica Rerum Novarum (1891), o Papa Leão XIII declarou que "a teoria socialista da propriedade colectiva
deve absolutamente repudiar-se como prejudicial àqueles membros a que se quer socorrer, contrária aos direitos
naturais dos indivíduos, como desnaturando as funções do Estado e perturbando a tranquilidade pública."[54]
Na encíclica Quadragesimo Anno (1931), o Papa Pio XI afirmou que "o socialismo quer se considere como doutrina,
quer como facto histórico, ou como 'acção', se é verdadeiro socialismo, [...] não pode conciliar-se com a doutrina
católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã. [...] E se este erro, como
todos os mais, encerra algo de verdade, o que os Sumos Pontífices nunca negaram, funda-se contudo numa
própria concepção da sociedade humana, diametralmente oposta à verdadeira doutrina católica. Socialismo
religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e
verdadeiro socialista."[55]
Na encíclica Divini Redemptoris (1937), o Papa Pio XI defendeu que o comunismo ateu é um "sistema cheio de
erros e sofismas, igualmente oposto à revelação divina e à razão humana; sistema que, por destruir os
fundamentos da sociedade, subverte a ordem social, que não reconhece a verdadeira origem, natureza e fim do
Estado; que rejeita enfim e nega os direitos, a dignidade e a liberdade da pessoa humana."[56]
Em 1949, o Santo Ofício, com a aprovação do Papa Pio XII, emitiu o decreto contra o comunismo, que reafirmou
que todos os católicos que fossem comunistas eram automaticamente excomungados, porque eram apóstatas da
fé católica.[57][58]
Na encíclica Mater et Magistra (1961), o Papa João XXIII reafirmou que "entre comunismo e cristianismo, [...] a
oposição é radical, e acrescenta não se poder admitir de maneira alguma que os católicos adiram ao socialismo
moderado: quer porque ele foi construído sobre uma concepção da vida fechada no temporal, com o bem-estar
como objetivo supremo da sociedade; quer porque fomenta uma organização social da vida comum tendo a
produção como fim único, não sem grave prejuízo da liberdade humana; quer ainda porque lhe falta todo o princípio
de verdadeira autoridade social."[59]
Em 1984, a Congregação para a Doutrina da Fé, chefiada pelo Cardeal Joseph Ratzinger (fututro Papa Bento XVI) e
com a aprovação do Papa João Paulo II, emitiu uma instrução que condenava todas as teses e correntes
verdadeiramente marxistas (incluindo vários aspectos fundamentais da Teologia da Libertação): "É verdade que
desde as origens, mais acentuadamente, porém, nestes últimos anos, o pensamento marxista se diversificou,
dando origem a diversas correntes que divergem consideravelmente entre si. Na medida, porém, em que se
mantêm verdadeiramente marxistas, estas correntes continuam a estar vinculadas a certo número de teses
fundamentais que não são compatíveis com a concepção cristã do homem e da sociedade"[60]
Na encíclica Centesimus Annus (1991), o Papa João Paulo II, actualizando os princípios da Rerum Novarum,
salientou que "o erro fundamental do socialismo é de carácter antropológico. De facto, ele considera cada homem
simplesmente como um elemento e uma molécula do organismo social, de tal modo que o bem do indivíduo
aparece totalmente subordinado ao funcionamento do mecanismo económico-social, enquanto, por outro lado,
defende que esse mesmo bem se pode realizar prescindindo da livre opção, da sua única e exclusiva decisão
responsável em face do bem ou do mal. O homem é reduzido a uma série de relações sociais, e desaparece o
conceito de pessoa como sujeito autónomo de decisão moral, que constrói, através dessa decisão, o ordenamento
social. Desta errada concepção da pessoa, deriva a distorção do direito, que define o âmbito do exercício da
liberdade, bem como a oposição à propriedade privada. [...] Se se questiona ulteriormente onde nasce aquela
errada concepção da natureza da pessoa e da subjectividade da sociedade, é necessário responder que a sua
causa primeira é o ateísmo. [...] O referido ateísmo está, aliás, estritamente conexo com o racionalismo
iluminístico, que concebe a realidade humana e social do homem, de maneira mecanicista."[61]
O Catecismo da Igreja Católica (1992) afirma que "a Igreja rejeitou as ideologias totalitárias e ateias, associadas,
nos tempos modernos, ao 'comunismo' ou ao 'socialismo'".[62]

Ver também
Gulag
Anticomunismo
Holodomor
Capitalismo
Lista de estados comunistas atuais
Colaboração de classes
Lustração
Descomunização
Manifesto Comunista, de Karl Marx, 1848
Distributismo
Memorial das Vítimas do Comunismo
Estado de bem-estar social
https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 13/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

O Capital, de Karl Marx, 1867 Simbologia Comunista


O Ópio dos Intelectuais, de Raymond Aron, 1954. Socialismo
Partido Comunista

Referências
alin%27s+terror+700,000&ei=R05ZR9bZDoiUtgOr6pjB
1. Morris, William. News from nowhere (http://www.marxis Aw&ie=ISO-8859-1&sig=08u7x3Z4UWcEB5mE40uQ4
ts.org/archive/morris/works/1890/nowhere/index.htm). mmllhs). Stalin's Terror: High Politics and Mass
[S.l.: s.n.] Consultado em 1 de janeiro de 2008 Repression in the Soviet Union Publicaod pela
2. "Socialism." Columbia Electronic Encyclopedia. Palgrave Macmillan. 2002. ISBN 1-4039-0119-8.
Columbia University Press. 03 Feb. 2008. Pág.:141.
<reference.com 17. Nanci D, Adler; "The Gulag Survivor: Beyond the Soviet
http://www.reference.com/browse/columbia/socialis System"; Transaction Pub.; New York; (2001); ISBN 0-
Arquivado em (https://web.archive.org/web/2009092723 7658-0071-3
4836/http://www.reference.com/browse/columbia/social
18. Simon Sebag Montefiore. Stalin: The Court of the Red
is) 27 de setembro de 2009, no Wayback Machine.>.
Tsar. [S.l.: s.n.] p. 649: "Talvez 20 milhões foram
3. Colton, Timothy J. (2007). «Communism» (http://encart mortos; 28 milhões deportados, dos quais 18 milhões
a.msn.com/encyclopedia_761572241/Communism.htm como escravos nos Gulags.". ISBN 0753817667
l). Microsoft Encarta Online Encyclopedia
19. "A century of genocide: utopias of race and nation (htt
4. "Obras Escolhidas de Vladimir I. Lenin" - Tomos I a III, p://book s.google.com/book s?id=W50Gg4o_2q4C&pg
Edições "Avante!", 1977 =PA82)". Eric D. Weitz (2003); Princeton University
5. Revista "Vida Soviética", Agência de Imprensa Nóvosti Press; paginas 82 a 85; ISBN 0691009139
(APN), 1975-1989 20. Georgakas, Dan (1992). «The Hollywood Blacklist».
6. "Manifesto to Partido Comunista" - Karl Marx, 1848 Encyclopedia of the American Left. University of Illinois
7. Richard Pipes Communism: A History (2001) ISBN Press
978-0-8129-6864-4, pages 3–5. 21. A Estratégia do Social-Imperialismo Chinês (http://ww
8. «Historical Background for Spartacus» (https://www.we w.marxists.org/portugues/hoxha/1978/imperialismo/cap
bcitation.org/60XT6Fh2W?url=http://www.vroma.org/~b 04.htm) - marxists.org
mcmanus/spartacus.html) (em inglês). Vroma.org. 22. Abre-se a luta contra o capitalismo e o revisionismo na
Consultado em 22 de março de 2013. Arquivado do China (http://www.anovademocracia.com.br/no-71/3137
original (http://www.vroma.org/~bmcmanus/spartacus.h -abre-se-a-luta-contra-o-capitalismo-e-o-revisionismo-n
tml) em 29 de julho de 2011 a-china) - anovademocracia.com.br
9. The Cambridge History of Iran Volume 3, The 23. O Estado de S. Paulo - O culto a Mao ainda continua
Seleucid, Parthian and Sasanian Period (https://web.ar com força (http://www.estadao.com.br/noticias/impress
chive.org/web/20080611075040/http://www.derafsh-kavi o,o-culto-a-mao-ainda-continua-com-forca,207331,0.ht
yani.com/english/mazdak.html), editado por Ehsan m) (17 de julho de 2008). Página acessada em: 27 de
Yarshater, Partes 1 e 2, p. 1 019, Cambridge University dezembro de 2013.
Press (1983) 24. Diário de Pernambuco - China festeja com modéstia
10. Lansford, Tom (2007). Communism. Marshall aniversário de Mao Tse-Tung (http://www.diariodeperna
Cavendish. ISBN 978-0-7614-2628-8. pg.24-25 mbuco.com.br/app/noticia/mundo/2013/12/27/interna_
11. «Diggers' Manifesto» (https://www.webcitation.org/60XT mundo,481682/china-festeja-com-modestia-aniversario-
6NLIO?url=http://www.rogerlovejoy.co.uk/philosophy/di de-mao-tse-tung.shtml) (27 de dezembro de 2013).
ggers/diggers3.htm). Consultado em 29 de julho de Página acessada em: 27 de dezembro de 2013.
2011. Arquivado do original (http://www.rogerlovejoy.co. 25. DIKOTTER, FRANK. Mao’s Great Famine: The History
uk/philosophy/diggers/diggers3.htm) em 29 de julho de of China’s Most Devastating Catastrophe (2010).
2011 Walker & Company. ISBN 0-8027-7768-6
12. "Communism." Encyclopædia Britannica. 2006. 26. Vincentino, Cláudio. História para o ensino médio. pp.
Encyclopædia Britannica Online. 342-346. São Paulo: Scipione, 2001. ISBN 85-262-
13. «Marxism and the National Question» (http://www.mar 3789-6.
xists.org/reference/archive/stalin/works/1913/03.htm) 27. Precursores de Proudhon: Max Stirner, William
14. Martin McCauley (1995). «1». "Stalin and Stalinism". Godwin, entre outros.
London: Longman Group Limited. p. 13-14. ISBN 0- 28. Gramsci and Global Politics: Hegemony and
582-27658-6 Resistance. Autores: Mark McNally & John
15. Peter Kenez (1999). «3». "A History of the Soviet Schwarzmantel. Routledge, 2009, pág. 156, (em
Union from the Beginning to the End". Cambridge: inglês) ISBN 9781134025732 Adicionado em
Cambridge University Press. p. 76. ISBN 0-521-31198- 15/04/2018.
5 29. Gramsci's Political Thought. Autor: Carlos Nelson
16. Barry McLoughlin, Kevin McDermott [1] (http://books.g Coutinho. Editora Brill, 2012, pág. 100, (em inglês)
oogle.com/books?id=8yorTJl1QEoC&pg=PA141&dq=st ISBN 9789004228665 Adicionado em 15/04/2018.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 14/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

30. Bernard-Henri Lévy - La barbarie à visage humain pursuit of equality runs into controversial or
31. MILL, J. S. Princípios de Economia Política, Livro IV, contradictory criteria of need or merit."
Capítulo 7 46. «Socialism» (http://www.importanceofphilosophy.com/
32. «BOETTKE, P. J. Public Choice and Socialism. Bloody_Socialism.html). Consultado em 26 de julho de
George Mason University» (https://web.archive.org/we 2014. Cópia arquivada em 29 de julho de 2011 (https://
b/20090926073714/http://economics.gmu.edu/pboettk www.webcitation.org/60XT99hnl?url=http://www.importa
e/pubs/Public_Choice_and_Socialism.pdf) (PDF). nceofphilosophy.com/Bloody_Socialism.html)
Consultado em 29 de dezembro de 2006. Arquivado do 47. Rothbard, Murray. Economic Thought Before Adam
original (http://economics.gmu.edu/pboettke/pubs/Publ Smith — An Austrian Perspective on the History of
ic_Choice_and_Socialism.pdf) (PDF) em 26 de Economic Thought (http://mises.org/books/histofthoug
setembro de 2009 ht2.pdf) (PDF). 2. [S.l.]: Ludwig von Mises Institute.
33. Mises, Ludwig Von (1920). O Cálculo Econômico Sob p. 334. ISBN 9780945466482 Indeed, only a believer in
o Socialismo. [S.l.]: Singular. 56 páginas. the preposterous necromancy of the 'dialectic' could
ISBN 9788581190082 believe otherwise, that is, could believe that a
totalitarian state can inevitably and virtually instantly
34. Hayek, Friedrich (1944). O Caminho da Servidão. be transformed into its opposite, and that therefore the
[S.l.]: Singular. 266 páginas. ISBN 0-226-32061-8 way to get rid of the state is to work as hard as
35. Milton Friedman. We have Socialism Q.E.D., Op-Ed in possible to maximize its power.
New York Times December 31, 1989 On Milton 48. Rosefielde, Steven (2009). Red Holocaust. [S.l.]:
Friedman, MGR & Annaism (http://www.sangam.org/ta Routledge. ISBN 978-0-415-77757-5
raki/articles/2006/11-25_Friedman_MGR.php?uid=207
5) Arquivado (https://www.webcitation.org/60XT8qjcV?u 49. Daniel Jonah Goldhagen. Worse Than War: Genocide,
rl=http://www.sangam.org/taraki/articles/2006/11-25_Fri Eliminationism, and the Ongoing Assault on Humanity.
edman_MGR.php?uid=2075) julho 29, 2011 no PublicAffairs, 2009. ISBN 978-1-58648-769-0 p. 54:
WebCite "...in the past century communist regimes, led and
inspired by the Soviet Union and China, have killed
36. Zoltan J. Acs & Bernard Young. Small and Medium- more people than any other regime type."
Sized Enterprises in the Global Economy. University of
Michigan Press, page 47, 1999. 50. Benjamin A. Valentino. Final Solutions: Mass Killing
and Genocide in the Twentieth Century. Cornell
37. Mill, John Stuart. The Principles of Political Economy, University Press, 2004. p.73 (http://books.google.com.
Book IV, Chapter 7. au/books?id=LQfeXVU_EvgC&lpg=PP1&pg=PA73#v=o
38. John Kenneth Galbraith, The Good Society: The nepage&q&f=false) ISBN 978-0-8014-3965-0
Humane Agenda, (Boston, MA: Houghton Mifflin Co., 51. International Judicial Monitor - International Tribunal
1996), 59–60." Spotlight: Extraordinary Chambers in the Courts of
39. Hans-Hermann Hoppe. A Theory of Socialism and Cambodia (http://www.judicialmonitor.org/current/spotli
Capitalism http://www.mises.org/etexts/Soc&Cap.pdf ght.html)
Arquivado em (https://web.archive.org/web/2008121621 52. Vincent Cook - Pol Pot and the Marxist Ideal (http://ww
2917/http://www.mises.org/etexts/Soc%26Cap.pdf) 16 w.gmu.edu/departments/economics/bcaplan/museum/
de dezembro de 2008, no Wayback Machine.. cook.htm)
40. Ludwig von Mises, Socialism: An Economic and 53. Pio IX, Qui pluribus, a 9 de novembro de 1846: Acta Pii
Sociological Analysis, Indianapolis, IN: Liberty Fund, IX, vol. I, pág. 13. Cf. Sílabo, IV: A.A.S., vol. III, pág.
Inc.. 1981, trans. J. Kahane, IV.30.21 170.
41. F.A. Hayek. The Intellectuals and Socialism (http://ww 54. Leão XIII, Rerum Novarum (http://www.vatican.va/holy_f
w.mises.org/etexts/hayek intellectuals.pdf). (1949). ather/leo_xiii/encyclicals/documents/hf_l-xiii_enc_1505
42. Alan O. Ebenstein. Friedrich Hayek : A Biography. 1891_rerum-novarum_po.html) (1891), n. 7.
(2003). University of Chicago Press. ISBN 978-0-226- 55. Pio XI, Quadragesimo Anno (http://www.vatican.va/holy
18150-9 p.137 _father/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_193
43. Friedrich Hayek (1944). The Road to Serfdom. [S.l.]: 10515_quadragesimo-anno_po.html) (1931), n. 117-120
University Of Chicago Press. ISBN 978-0-226-32061-8 (capítulo III, secção 2).
44. Bellamy, Richard (2003). The Cambridge History of 56. Pio XI, Divini Redemptoris (http://www.vatican.va/holy_f
Twentieth-Century Political Thought. [S.l.]: Cambridge ather/pius_xi/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_1937
University Press. p. 60. ISBN 978-0-521-56354-3 0319_divini-redemptoris_po.html) (1937), n. 14.
45. Self, Peter. Socialism. A Companion to Contemporary 57. Decretum, 1 de Julho de 1949, in Acta Apostolicae
Political Philosophy, editors Goodin, Robert E. and Sedis (AAS) 1949, p. 334 (http://www.vatican.va/archiv
Pettit, Philip. Blackwell Publishing, 1995, p.339 e/aas/documents/AAS%2041%20%5B1949%5D%20-
"Extreme equality overlooks the diversity of individual %20ocr.pdf) (em latim).
talents, tastes and needs, and save in a utopian 58. «Decretum Contra Communismum» (http://www.montfo
society of unselfish individuals would entail strong rt.org.br/old/index.php?artigo=anticomunismo&lang=en
coercion; but even short of this goal, there is the g&secao=documentos&subsecao=decretos) (em
problem of giving reasonable recognition to different inglês e latim). Associação Cultural Montfort.
individual needs, tastes (for work or leisure) and Consultado em 27 de Abril de 2013
talents. It is true therefore that beyond some point the

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 15/16
20/04/2019 Comunismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

59. João XXIII, Mater et Magistra (http://www.vatican.va/holy 61. João Paulo II, Centesimus Anno (http://www.vatican.va/
_father/john_xxiii/encyclicals/documents/hf_j-xxiii_enc_ holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii
15051961_mater_po.html) (1961), n. 34. _enc_01051991_centesimus-annus_po.html) (1991), n.
60. Ratzinger, Joseph, Libertatis Nuntius - Instrução sobre 13
alguns aspectos da Teologia da Libertação (http://www. 62. Catecismo da Igreja Católica (http://www.vatican.va/arc
vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/document hive/cathechism_po/index_new/p3s2cap2_2196-2557_
s/rc_con_cfaith_doc_19840806_theology-liberation_po. po.html) (1992), n. 2425.
html). Congregação para a Doutrina da Fé. 6 de
Agosto de 1984. Cap. VII, nº 8

Bibliografia
Au Pays du mensonge déconcertant, de Anton Ciliga,
O Livro negro do Comunismo, de Stephane Courtois,
Gallimard, 1938.
Nicolas Werth, Jean-Louis Panne, Andrzej
Paczkowski, Karel Bartosek e Jean-Louis Margolin, Récits de la Kolyma, de Lensi Strak, 2003.
Quetzal Editores, 1998 Goulag, de Tomasz Kįsny, 2003.

Ligações externas
Arquivo Marxista na Internet (http://www.marxists.org/portugues/) (em português)
Rosa Luxemburgo : Reforma ou Revolução (http://www.marxists.org/portugues/luxemburgo/1900/reformaourevoluca
o/index.htm) (em português)
Anton Pannekoek : As Tarefas dos Conselhos Operários (http://www.marxists.org/portugues/pannekoe/tarconop/ind
ex.htm) (em português)
Qual a diferença entre comunismo e socialismo? Existiu algum país realmente comunista? (http://mundoestranho.a
bril.com.br/historia/pergunta_286747.shtml) (em português) Revista Mundo Estranho

Obtida de "https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Comunismo&oldid=54730275"

Esta página foi editada pela última vez às 18h24min de 6 de abril de 2019.

Este texto é disponibilizado nos termos da licença Atribuição-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada (CC BY-SA 3.0) da
Creative Commons; pode estar sujeito a condições adicionais. Para mais detalhes, consulte as condições de utilização.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Comunismo 16/16