Orientação é um desporto individual que tem como objetivo percorrer uma determinada distância em terreno variado e desconhecido, obrigando

o atleta a passar obrigatoriamente por determinados pontos no terreno (postos de controlo) e descritos num mapa distribuído a cada concorrente. É permitido o uso de uma bússola. Os tempos gastos para percorrer o trajecto são em função das capacidades física dos participantes, do treino de ler o mapa e da rapidez de se orientarem utilizando técnicas estabelecidas, assim como, das suas capacidades de adaptação ao terreno e da escolha correcta dos itinerários. Os percursos são de uma extrema variedade e as característica do terreno são diversas: areia, florestas mais ou menos densas, relevos mais ou menos acidentados, etc. O grau de dificuldade é estabelecido de acordo com a categoria dos atletas e conforme a sua idade (geralmente entre 10 e 80 anos).

Disciplinas da orientação
Há diversas formas de competir. A mais comum é a orientação pedestre. Também se realizam competições de orientação de bicicleta todo-o-terreno (BTT), corridas de aventura e trailorienteering, esta última, destinados a deficientes motores. Em alguns países também são organizadas provas de orientação a cavalo, em canoa, em esqui etc. Também se realizam competições de rádio orientação, amateur radio directionfinding: ARDF.Percurso de orientação

Percurso de orientação
Como proposta de ação competitiva ou de lazer é escolhido um itinerário havendo além de uma partida e de uma chegada, que podem ser ou não coincidentes, outros locais obrigatórios de passagem sinalizados com uma baliza prismática de cor laranja e branca.

Na partida, cada concorrente recebe um mapa onde está inscrito o percurso a seguir. Os postos de controle são desenhados na carta com círculos numerados e unidos por uma linha reta entre cada posto de controle.

Atleta depois de marcar o seu cartão de controlo. O concorrente é livre de escolher o seu próprio itinerário e obrigatoriamente deve visitar esses postos de controle pela ordem correcta que se encontra expressa no mapa distribuído.

. Difícil (B). por intermédio de um agrafador ou alicate que se encontra junto de cada baliza. Deve de obedecer a determinados requisitos como: y Representar com a maior fidelidade possível as condições do terreno na época da competição. Ter no seu todo uma precisão que permita usar bem os instrumentos de navegação (Bússola e escalas).Para comprovar a passagem pelos diferentes postos de controle e mediante a ordem imposta. segundo o sexo. já é utilizado um ³chip´ identificador por cada concorrente em substituição do tradicional alicate Cartas O mapa para orientação é uma carta topográfica detalhada. idade e nível técnico. de acordo com a dimensão do evento. Competição É uma prova desportiva que pode ser praticada por todos os escalões etários. contendo o necessário para a competição. não havendo limite de idade. utilizando cinco cores representando os diferentes acidentes do terreno. Muito difícil (A) e Elite (E). Existem provas individuais e de estafetas ou revezamentos. Ser completa e detalhada. os concorrentes são divididos segundo determinados grupos de idade. Categorias Os praticantes são divididos em categorias. o concorrente perfura um cartão de controle. Ser isentas de qualquer indicação que não sirva a finalidade. Cada alicate tem um padrão de perfuração diferente e correspondente a cada um dos postos de controle. y y y y y Hoje em dia. Os níveis são os seguintes: Novatos (N). Ser clara e fáceis de ler mesmo à noite. Modernamente. os mapas mais comuns que se utilizam estão na escala de 1/15 000. Ser resistente ao tempo e ao manuseio durante a competição. que obrigatoriamente tem que transportar. Para tal.

Em 1986 e 1987 o Professor de Educação Física LeducFauth. Alguns integrantes da equipe brasileira visitaram clubes e participaram das competições e ao retornarem organizaram competições abertas ao público civil e fundaram o COSM ± Clube de Orientação de Santa Maria. A partir de 1983 alguns mapeadores nórdicos. acompanhado dos suecos Ulf Levin e GöranÖhlund. Em 1991 o Brasil participou em Boräs. Nesta Escola. organizou as primeiras competições militares no Brasil. Destacamos o apoio de PeoBengtsson (sueco) por meio da WorldWideOrienteeringPromotion (WWOP) Em 1984 foi realizado em Curitiba. o XVII Campeonato Mundial Militar de Orientação que contribuiu para o desenvolvimento do desporto entre os militares e civis brasileiros. A competição contou com a participação de 14 entidades Civis e Militares. com intuito de divulgar ainda mais a competição de orientação. determinou que todas suas DL promovessem competições em suas áreas de atuação. como parte do programa do evento. foi fundado em Porto Alegre o Orienteer ² Clube de Orientação. o Coronel Tolentino Paz. principalmente televisiva. sendo uma disciplina obrigatória. que foi amplamente divulgada nos meios de comunicação. no dia 22 de Agosto de 1984. com a presença de 99 competidores. Em 1971. Em 1984 a Diretoria de Serviço Geográfico do Exército Brasileiro (DSG). uma competição de orientação. sendo 22 civis. o desporto orientação foi incluído no currículo da Escola de Educação Física do Exército. realizou uma campanha de divulgação do esporte em todo o Brasil realizando atividades de Porto Alegre a Manaus. (Revista ³O Carteano´ Ano 1984 ± órgão Oficial da 1ª DL). Suécia. . integrando eventos comemorativos da Semana do Exército na Guarnição de Porto Alegre. 4 da Brigada Militar. com registro nos órgãos oficiais em 1992. O Orienteer ² Clube de Orientação organizou a I Competição Civil de Orientação de Porto Alegre em 1992. Também em 1991. do 24º Campeonato Mundial Militar de Orientação. é editada a primeira publicação técnica brasileira sobre o esporte orientação. no Parque SaintHilaire. a 1ª Divisão de Levantamento organizou e realizou. PR. 8 da Aeronáutica e 65 do Exército. Em 1974. Sua inclusão ocorreu por meio do Ministério de Educação e Cultura. pioneiro na orientação. MEC.Orientação no Brasil Em 1970 alguns militares foram a Europa observar as competições de orientação do Conselho Internacional do Desporto Militar. auxiliaram na elaboração de mapas de orientação. Viamão ± RS. às outras organizações civis e militares. Cumprindo determinação da Diretoria de Serviço Geográfico. EsEFEx. tendo em vista que foi realizado um estágio para professores. O COSM iniciou um trabalho de desenvolvimento do desporto na cidade de Santa Maria. iniciando assim um movimento de expansão por todo o Estado do Rio Grande do Sul e apoiando a fundação de outros clubes. neste mesmo ano. em 1991.

estiveram participando na cidade de Onestad. Confederação Brasileira de Orientação. Com o apoio da WWOP os brasileiros participaram de Cursos da IOF (Federação Internacional de Orientação) o que significou um salto na qualidade das competições no Brasil. estando já organizado o esporte no Rio Grande do Sul . Este mapa foi usado em 1995 para a realização do I Campeonato Sul Americano de Orientação. RVCO e Tramontana.Em 02 de maio de 1992 na cidade de Santa Maria . A colaboração do Presidente da Federação Portuguesa de Orientação Higino Esteves. . e na atualidade encontra-se incluído como disciplina em outras escolas e Universidades. das clinicas de orientação patrocinadas pela ± IOF ± InternationalOrienteeringFederation (Federação Internacional de Orientação) e dos ³5 dias de Orientação da Suécia´. realizou-se em São José dos Campos. foi de fundamental importância para o desenvolvimento da orientação no Brasil a partir de 1998. com reunião dos membros dos Clubes Orienteer. com a presença de inúmeras personalidades do esporte. Jean Carlo Fincklerdo Tramontana e Paulo Nogueira da RBS/TV. do COSM.RS foi realizada a primeira competição oficial de orientação organizada por um clube de Orientação brasileiro: o I Campeonato Gaúcho de Orientação. Em 1998 o desporto orientação foi incluído nos currículos das escolas municipais de Cachoeira do Sul ± RS. Em 13 de janeiro de 1996.Federação Gaúcha de Orientação. José Otávio Franco Dornelles e José Arno Giriboni da Silva. conforme as especificações técnicas internacionais para mapas de orientação. Em 15 de dezembro de 1996. realizado em até 9 etapas. que contou com a participação de 275 atletas. um grande aprimoramento na confecção dos mapas e especialização de mapmakers (mapeadores). ambos atletas brasileiros. que contou com a participação de mais de 400 atletas e serviu de estímulo para a realização de competições regionais no Brasil. evento Oficial da IOF. Houve assim. membro do conselho da IOF. desde então. o Campeonato Gaúcho de Orientação. do Orienteer. uma vez que os mapas eram fabricados apenas pelas Divisão de Levantamento do Exército. que se tornou o precursor e antecessor dos 5 Dias de Orientação do Brasil. sendo eleitos o Sr. A referida competição foi organizada pelo Clube de Orientação de Santa Maria (COSM). Em 1994 a WWOP enviou ao Brasil o sueco ArtoRautiainen que colaborou na confecção do mapa de orientação da FEPAGRO ± Boca do Monte. Suécia. que implementou a produção de mapas específicos para o esporte. onde foram definidos os primeiros passos para a criação da CBO. na cidade de Caxias do Sul-RS. César Valmor Cordeiro como Vice-presidente. o maior impedimento de expansão do esporte no Brasil. O vencedor na categoria ³Elite´ masculina foi o atleta Newton Venâncio e na categoria ³Elite´ feminina foi a atleta Carla Maria ClaussTorrezan. ocasião em que trouxeram uma cópia do programa OCAD 4. COSM. estado de São Paulo o primeiro Troféu Brasil de Orientação. Esta competição culminou com uma reunião. foi fundada a FGO . uma equipe brasileira da qual integravam César Valmor Cordeiro. José Otávio Franco Dornelles como Presidente e o Sr. para confecção de mapas de Orientação. Em 1995. Hoje a FGO conta com 23 clubes de orientação sendo responsável pelo maior evento esportivo de âmbito nacional.

Em 20 de Dezembro de 2000 a Assembléia Geral do Comitê Olímpico Brasileiro concedeu vinculação a Confederação Brasileira de Orientação junto ao COB. PR. UFRGS. AMAN. organizou a primeira prova Oficial da CBO (I Etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação) Na reunião do Conselho da IOF (Federação Internacional de Orientação) realizada de 2 a 7 de agosto de 1999 na cidade de Inverness. De 09 a 10 de outubro de 1999 o Brasil participou da Copa dos Paises Latinos realizada em Santiago de Compostela. Escola Naval. foi fundada a Confederação Brasileira de Orientação ± CBO em assembléia Geral presidida pelo SR César Valmor Cordeiro. FRASCE. membro do conselho da IOF. com a presença de Higino Esteves. A Prova contou com a participação de 125 acadêmicos de diversas universidades e faculdades como: AFA. por meio da Federação Gaúcha de Orientação e da Associação Floresta de Orientação. Portugal. sendo eleito como primeiro presidente o Sr José Otavio Franco Dornelles. PUC. URI E URCAMP. UK. FABRA. UFMS. Em 7 de julho de 1998. com uma equipe de seis atletas. o Brasil passou a ser membro da Copa dos Países Latinos. juntamente com Portugal. Escócia. UFJF. de 10 a 56 anos. UFRJ. FNSP. Em 11 de janeiro de 1999 na cidade de Guarapuava. em Sintra. França. o Brasil foi aprovado como Membro de Pleno Direito da IOF. ULBRA. UFSC de Florianópolis. DF. Espanha. Em 26 de setembro de 1999 o Brasil participou da Taça do Mercosul com uma equipe de 83 atletas de ambos os sexos. EEAR. UNISC. Em 24 de abril de l999 o COLB de Guarapuava. UNIJUÍ. Espanha.Após sua fundação a FGO iniciou um trabalho de desenvolvimento e organização do esporte no Brasil e em junho de 1998 organizou o I Campeonato Brasileiro Universitário de Orientação em Santa Maria no Rio Grande do Sul. então presidente da FGO. Bélgica e Romênia. a qual passou a administrar o desporto orientação no Brasil. . Itália. PR. UFPEL. UFSC de São Miguel do Oeste.

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