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Centro Universitário Central Paulista – UNICEP

Licenciatura em Pedagogia à Distância


Disciplina: Fundamentos da Prática Educativa para Alfabetização e Letramento
Tutor Virtual: Alessandra Marques da Cunha Lopes
Aluno: Lydia Ruth Molina – 3610366
Trabalho – Unidade 6

Resumo e Reflexão sobre O Processo de Letramento na Educação Infantil

Hodiernamente, vivemos em uma sociedade onde desde de muito cedo as crianças ou até
mesmo bebês manuseiam livros, não necessariamente lendo-o, porém tendo contato direto com o
mesmo. O letramento, conceito extremamente fundamental foi o pontapé inicial no sentido de
mudar a importância da alfabetização nas escolas, atendendo desta forma todas às novas
demandas sociais. No artigo O Processo de Letramento na Educação, esse assunto é elaborado
por Silmara Coelho e ela também inclui muitos exemplos que podem ser usados nas escolas. 
Silmara menciona muitas práticas úteis para a nossa profissão bem como atividades que
podemos usar na sala de aula. Uma das atividades que ela discute é incorporar os pais nos
processos de alfabetização e letramento. Algumas maneiras para fazer isso são as seguintes: Os
professores e os alunos podem trabalhar em conjunto na confecção de bilhetes e demais
memorandos direcionados aos pais, além dos alunos poderem ouvir e discutir produções textuais
com os adultos letrados. 
Uma atividade importante que todos os professores devem fazer com seus alunos é ler
para eles. No entanto, é necessário lembrar que o professor não deve apenas ler. Ele também deve
fazer perguntas de compreensão e envolver o aluno, mostrando-lhe fotos e pedindo-lhe que
preveja o que acontecerá a seguir. O professor também deve incentivar a leitura desde a infância,
pois desenvolve a imaginação e os prepara para participar dessa sociedade que prioriza a leitura e
a escrita.
Outras atividades que estimulam o processo de letramento e alfabetização são as
seguintes:
[…] fazer um gesto, uma maquete, uma escultura, brincar de faz-de-
conta, confeccionar um desenho, uma pintura, uma gravura, fazer um
movimento, uma dança, ouvir histórias, elaborar listas, decifrar rótulos,
seriar códigos, discutir impressões de notícias de jornal, elaborar cartas,
trabalhar com receitas, realizar visitas a bancos, museus e supermercados,
conviver e interagir com gibis, livros, poesias, parlendas, ouvir música.
(MARTINS FILHO, online sem paginação).

Além dessas práticas, a sala de aula deve ser um lugar colorido e interativo com cartazes, livros e
com espaço para a exposição dos trabalhos das crianças.
Todas as práticas, atividades e exercícios mencionados anteriormente têm enormes
influências na aprendizagem dos alunos. Muitos desses exemplos demonstram às crianças
exemplos da vida real de como a escrita é usada. Quando os alunos ouvem uma história ou outro
texto e, em seguida, o veem escrito ou o professor escreve textos que eles produziram oralmente,
os estudantes podem constituir ligações entre a linguagem oral e as estruturas do texto escrito que
lhes permite terem uma maior interação na sociedade grafocêntrica. O professor deve sempre
motivar essa interação para que os alunos encontrem seu lugar na sociedade e tenham um papel
ativo.
Esse trabalho auxilia no planejamento pedagógico dos professores alfabetizadores,
primeiro a distinguir a diferença entre alfabetização e letramento. Entender essa diferença ajuda o
professor a preparar os estudantes para o mundo real. Os alunos não precisam apenas saber
codificar e decodificar, mas também usar essas habilidades na sociedade. Esse trabalho também
apresenta diversas práticas que podem ser utilizadas em sala de aula para incorporar ambos os
processos, bem como garantir que as necessidades dos alunos sejam atendidas. Como visto no
parágrafo anterior, essas atividades podem ajudar no desenvolvimento da escrita do aluno de
muitas maneiras diferentes.
Para concluir, segue uma citação de Silmara: “Letrar é entrar no mundo da criança e,
junto com ela, aprender a leitura e a escrita que seu contexto oferece” (COELHO, 2010, p. 84).
Em nossa profissão, devemos trabalhar lado a lado com nossos alunos, pois é nosso papel
prepará-los para este mundo. Outro ponto notável é que, à medida que esse mundo está mudando,
a maneira como ensinamos esses processos também deve mudar. Antigamente o professor usava
cartilhas para alfabetizar as crianças, mas agora necessitamos recorrer a uma instrução que
permita às crianças fazerem as descobertas de forma criativa e interativa. Aprendemos muito
mais quando o ensino escolar nos traz alegria. Ler e escrever não só aumentam a interação do
aluno com a sociedade, mas também fornecem a eles uma outra forma de se expressarem.
Referências Bibliográficas

COELHO, Silmara. O Processo de Letramento na Educação Infantil. 117f. Monografia (Aluna do


Curso de Pedagogia. Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, 2010.

PERSICHETO, Aline Juliana Oja. O professor alfabetizador: considerações sobre o seu trabalho. In:
Fundamentos da Prática Educativa para Alfabetização e Letramento. Curso de Pedagogia. Centro
Universitário Central Paulista. UNICEP. São Carlos_UnicepVirtual, p.132-152, 2016.