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DIREITO PROCESSUAL PENAL

Procedimentos - parte ii

Livro Eletrônico
DOUGLAS DE ARAÚJO VARGAS

Agente da Polícia Civil do Distrito Federal, apro-


vado em 6º lugar no concurso realizado em
2013. Aprovado em vários concursos, como Po-
lícia Federal (Escrivão), PCDF (Escrivão e Agen-
te), PRF (Agente), Ministério da Integração,
Ministério da Justiça, BRB e PMDF (Soldado –
2012 e Oficial – 2017).

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DIREITO PROCESSUAL PENAL
Procedimentos - Parte II
Prof. Douglas de Araújo Vargas

Introdução.................................................................................................4
Competência do Tribunal do Júri....................................................................5
Composição do Tribunal do Júri.....................................................................7
Princípios do Tribunal do Júri.........................................................................8
Procedimento do Tribunal do Júri...................................................................8
Jurados.................................................................................................... 17
Julgamento............................................................................................... 18
Processo de Contravenções......................................................................... 29
Processo de Crimes contra a Honra.............................................................. 30
Procedimentos Específicos (CPP).................................................................. 31
Revisão Criminal....................................................................................... 32
Resumo.................................................................................................... 36
Questões de Concurso................................................................................ 43
Gabarito................................................................................................... 57
Gabarito Comentado.................................................................................. 58

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Procedimentos - Parte II
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Introdução
Querido(a) aluno(a), hoje vamos continuar nossos estudos sobre os PROCEDI-

MENTOS.

Esta aula será focada em um único tópico, que é bastante extenso e requer

muita leitura do CPP. Esteja preparado(a), pois vamos falar do Tribunal do Júri!

Cena do Seriado “American Crime Story” – Júri de O.J Simpson

Seguindo adiante no estudo das normas procedimentais, hoje vamos tratar das

normas a serem observadas no Tribunal do Júri, cuja competência é a de julgar

os crimes dolosos contra a vida.

Para mim, o Júri é uma instituição fascinante. Talvez uma das mais fascinantes

que existem em nosso ordenamento jurídico.

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Em outros países, é utilizado de uma forma mais ampla do que no nosso, se-

guindo ritos com diferenças marcantes quando comparados com o instituto previs-

to em nossa CF/1988.

Apesar disso, sua essência é basicamente a mesma: um órgão que conta com

a participação de um juiz togado e diversos jurados, de modo que um cidadão

seja julgado por seus pares nos casos em que isso se fizer necessário.

Nosso objetivo de hoje será o de conhecer, a fundo, como funcionam os proce-

dimentos do Tribunal do Júri em nosso país. Qual sua competência, sua composição

e suas formalidades. E tudo com foco na resolução de questões, como manda o

figurino!

Competência do Tribunal do Júri

O Tribunal do Júri tem a competência CONSTITUCIONAL de julgar os chamados

crimes dolosos contra a vida. O legislador não fez distinção entre crimes con-

sumados e tentados, de modo que o Tribunal do Júri tem competência para julgar

a ambos.

Tal competência está prevista no art. 5º, XXXVIII, da CF/1988, a saber:

XXXVIII – é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei, as-
segurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;

Além disso, o Tribunal do Júri também é responsável por julgar os crimes co-

nexos ou continentes aos crimes dolosos contra a vida, como prevê o art. 78,

inciso I, do CPP:

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Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observa-


das as seguintes regras:
I – no concurso entre a competência do júri e a de outro órgão da jurisdição comum,
prevalecerá a competência do júri.

Ou seja, indivíduo que praticou, por exemplo, um estupro, e não satisfeito

praticou ainda um homicídio doloso, de forma conexa, será julgado por ambas as

condutas perante o Tribunal do Júri.

Tribunal do Júri e Crimes Preterdolosos

Caro(a) aluno(a), muito cuidado: crimes “seguidos de morte”, que integram o

conjunto de crimes PRETERDOLOSOS (nos quais o agente possui DOLO na conduta

ANTECEDENTE e CULPA na conduta CONSEQUENTE), não são de competência

do júri.

Exemplos: lesões corporais seguidas de morte e latrocínio (roubo seguido de

morte).

Isso ocorre, pois, o ataque contra a vida da vítima aqui não é doloso, e, sim,

culposo, o que afasta a competência do Tribunal do Júri.

Competência Mínima

Outra observação importante sobre o Tribunal do Júri é que sua competência,

além de constitucional, é mínima.

A competência do Tribunal do Júri pode ser AMPLIADA pela lei (não necessi-

ta de Emenda Constitucional), mas não pode ser REDUZIDA!

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Composição do Tribunal do Júri

O Tribunal do Júri é um órgão composto pelos seguintes integrantes:

O conselho de sentença possui uma grande importância, pois é a ele que cabe

decidir se o réu será condenado ou absolvido, por meio da chamada votação

de quesitos, sobre a qual iremos discorrer mais à frente.

O número mínimo de jurados para que o Tribunal do Júri inicie seus traba-

lhos é 15.

É o que rege o art. 463 do CPP:

Art. 463. Comparecendo, pelo menos, 15 (quinze) jurados, o juiz presidente declarará


instalados os trabalhos, anunciando o processo que será submetido a julgamento.

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Princípios do Tribunal do Júri

O Tribunal do Júri é regido pelos seguintes princípios:

Procedimento do Tribunal do Júri

Uma vez que entendemos os princípios básicos que regem o Tribunal do Júri,

podemos finalmente adentrar o estudo de seu procedimento propriamente dito.

O procedimento do júri é chamado pela doutrina de procedimento bifásico ou

escalonado, e é dividido em duas fases:

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Começaremos pela primeira: o juízo de admissibilidade.

Primeira Fase

A primeira fase tem um objetivo básico: tratar as questões de ordem técni-

ca desde logo, sob a tutela do juiz togado (que possui o conhecimento jurídico
para tal), de modo a facilitar o trabalho dos juízes leigos (os jurados). Além disso, a

primeira fase também serve para confirmar a competência do Tribunal do Júri.

Essa fase é muito parecida com o rito do procedimento comum ordinário, com

algumas pequenas diferenças:

• Manifestação do Ministério Público

Art. 409. Apresentada a defesa, o juiz ouvirá o Ministério Público ou o querelante sobre


preliminares e documentos, em 5 (cinco) dias.

No procedimento do júri, após o oferecimento de uma resposta à acusação por


parte do réu, o juiz deve ouvir o Ministério Público sobre os documentos juntados

pelo acusado.

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Lembre-se de que, no procedimento comum ordinário, essa fase também

existe, mas, por analogia ao artigo 409 do CPP, que é específico sobre o Tribunal

do Júri. Essa norma, portanto, teve sua origem no procedimento especial e acabou

“migrando” para o procedimento comum!

• Prazo para realização da audiência

No procedimento comum ordinário, o CPP concede o prazo de 60 dias para a

realização da audiência de instrução e julgamento. No Tribunal do Júri, no entanto,

esse prazo é de apenas 10 dias!

Art. 410. O juiz determinará a inquirição das testemunhas e a realização das diligências


requeridas pelas partes, no prazo máximo de 10 (dez) dias.

• Diligências

A fase de diligências do procedimento comum ordinário (CPP, art. 402) não exis-

te no Tribunal do Júri!

• Oralidade

Assim como ocorre no procedimento sumaríssimo, as alegações finais no Tribunal

do Júri devem ser necessariamente orais, não podendo ser oferecidas por escrito.

Observadas essas peculiaridades do procedimento do Tribunal do Júri em re-

lação ao procedimento comum ordinário, tome nota da seguinte informação: a

primeira fase do procedimento do Tribunal do Júri (instrução e acusação

preliminar) deve ser concluída em no máximo 90 dias!

Art. 412. O procedimento será concluído no prazo máximo de 90 (noventa) dias.

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Pronúncia

Antes de mais nada, vamos dar uma olhada em um pequeno esquema para que

você possa se situar melhor quanto aos procedimentos que estudamos até o pre-

sente momento, e que são essenciais para entender bem o conceito de pronúncia:

Note que o procedimento, por ora, assemelha-se muito com o procedimento

comum ordinário. Vários ritos foram repetidos, desde a citação do acusado para

lhe informar de que foi recebida uma denúncia contra ele, até a manifestação da

defesa e a possibilidade de nomeação de defensor dativo. Praticamente tudo seguiu

o rito de um procedimento comum.

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Mas aí é que a coisa muda de figura: após as alegações finais da primeira fase, o

juiz não irá proferir uma sentença condenatória ou absolutória para o réu.

Ele irá decidir simplesmente pela pronúncia ou impronúncia deste!

Art. 413. O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da ma-


terialidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação.

Em outras palavras: o juiz togado irá decidir se está convencido da materiali-

dade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou participa-

ção para levar o acusado para a segunda fase do Tribunal do Júri, na qual ele será

submetido ao crivo dos jurados (juízes não togados)!

É muito interessante notar que a atuação do magistrado, nesse momento, fica

um pouco “tolhida”. Isso acontece pelo seguinte motivo: se o magistrado pro-

nunciar o réu afirmando categoricamente estar convencido de que este é

o autor da infração penal que ensejou a denúncia, poderá influir no pen-

samento dos jurados!

Pense comigo: ao analisar o caso concreto, o juiz decide pela pronúncia do acu-

sado, afirmando que existe a materialidade do fato e certeza de que o réu é o autor

de um homicídio.

Nessa situação, ao tomarem ciência da decisão de pronúncia, haverá uma ten-

dência de que os jurados tomem por base a decisão do juiz para embasar a sua pró-

pria convicção sobre os fatos, o que prejudicaria totalmente a imparcialidade do júri!

Esse é o fenômeno que o STF chamou, em seu informativo 597, de excesso

de linguagem. Para evitá-lo, o magistrado deve evitar demonstrar de forma

muito clara o seu convencimento sobre o assunto, limitando-se a fazer um

juízo de probabilidade, e não de certeza, conforme leciona Leonardo Barreto

Moreira Alves.

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Dica de Leitura:

É muito importante que você faça a leitura dos artigos 406 a 421 do CPP,

cuja literalidade também é muito cobrada pelas bancas ao elaborar ques-

tões sobre o procedimento do Tribunal do Júri.

Uma vez que o juiz decide pela pronúncia do réu, deve decidir sobre sua prisão,

conforme expressa previsão do art. 413 e seus parágrafos. Note, portanto, que

não existe a prisão automática do réu como consequência de sua pronúncia:

§ 2º Se o crime for afiançável, o juiz arbitrará o valor da fiança para a concessão ou


manutenção da liberdade provisória.
§ 3º O juiz decidirá, motivadamente, no caso de manutenção, revogação ou substituição
da prisão ou medida restritiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de
acusado solto, sobre a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer
das medidas previstas no Título IX do Livro I deste Código.

Além disso, uma vez que o juiz decida pela pronúncia, deve intimar o réu dessa

decisão (aqui temos uma intimação de um ato já praticado). Tal intimação, via de

regra, deve ser feita pessoalmente, mas é admissível a intimação por edital, em

caso de réu solto e não encontrado.

Impronúncia

Se na pronúncia existe a materialidade delitiva e existem indícios de autoria, é

claro que é possível a situação oposta: o magistrado não entende que existe prova

de materialidade ou indícios suficientes de autoria para pronunciar o réu.

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Nessa situação, deverá fazer o oposto: impronunciá-lo. Note que, no entanto,

o próprio CPP prevê expressamente que a impronúncia não impede que o réu seja

novamente denunciado caso sejam obtidas novas provas:

Art. 414. Não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios


suficientes de autoria ou de participação, o juiz, fundamentadamente, impronunciará o
acusado. (Redação dada pela Lei n. 11.689, de 2008)
Parágrafo único. Enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade, poderá ser formulada
nova denúncia ou queixa se houver prova nova.

Absolvição Sumária

Você ainda se lembra das hipóteses de absolvição sumária que você aprendeu

em nossa aula sobre o procedimento comum ordinário? Pois veja só que surpresa:

existe a mesma possibilidade no Tribunal do Júri! O juiz, portanto, tem ainda

a opção de absolver sumariamente o acusado, caso estejam presentes os pres-

supostos para tal.

Nesse sentido, a redação do art. 415 é muito parecida com a do art. 397 do CPP.

Note que muito parecida é diferente de idêntica, motivo pelo qual é muito impor-

tante que você leia e releia ambos os artigos, para não confundir na hora da prova!

Art. 415. O juiz, fundamentadamente, absolverá desde logo o acusado, quando:


I – provada a inexistência do fato;
II – provado não ser ele autor ou partícipe do fato;
III – o fato não constituir infração penal;
IV – demonstrada causa de isenção de pena ou de exclusão do crime.

Certo. Diante do exposto, você já sabe das seguintes possibilidades na primeira

fase do Tribunal do Júri:

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Até aí está muito fácil. O problema é o seguinte: e se o Juiz discordar da acu-

sação, e entender que não ocorreu um crime doloso contra a vida? O que

acontece?

Devemos sempre nos lembrar da premissa básica de que o magistrado analisa

fatos. Essa é a essência da jurisdição (dá-me os fatos que lhe darei o Direito). Nes-

se sentido, pode ser que o juiz, ao analisar a peça acusatória, venha a discordar da

existência de crime doloso contra a vida!

Por exemplo:

Tyrion derruba veneno na bebida de seu sobrinho, Joffrey, que vem a óbito. O

Ministério Público de Porto Real oferece a denúncia contra Tyrion por homicídio

doloso.

O juiz de Porto Real, no entanto, entende que Tyrion praticou homicídio culpo-

so, pois derramou o veneno na bebida de seu sobrinho por negligência, sem ter a

intenção de matar.

E eis que surge um problema: se não estamos diante de um crime doloso

contra a vida, não estamos diante da competência do Tribunal do Júri, certo?

Corretíssimo! E, assim sendo, surge uma nova possibilidade de atuação do ma-

gistrado: desclassificar a denúncia!

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Art. 419. Quando o juiz se convencer, em discordância com a acusação, da existência


de crime diverso dos referidos no § 1º do art. 74 deste Código e não for competente
para o julgamento, remeterá os autos ao juiz que o seja.
Parágrafo único. Remetidos os autos do processo a outro juiz, à disposição deste ficará
o acusado preso.

Temos, portanto, a chamada desclassificação, na qual o juiz do Tribunal do

Júri remete os autos do processo ao juiz competente para julgá-lo!

Veja como a atuação do juiz togado é importante: até agora não tratamos da

atuação dos jurados!

Segunda Fase

Agora que você já compreende bem a primeira fase da atuação do Tribunal do

Júri, passemos para a próxima fase. Infelizmente, essa fase tem um caráter ainda

mais formal e instrumental, de modo que iremos recorrer bastante à leitura do CPP

para conhecer os ritos que podem ser cobrados em prova.

Iniciaremos com a leitura do art. 422, que trata do primeiro passo da segunda

fase do rito do Tribunal do Júri:

Art. 422. Ao receber os autos, o presidente do Tribunal do Júri determinará a intima-


ção do órgão do Ministério Público ou do querelante, no caso de queixa, e do defensor,
para, no prazo de 5 (cinco) dias, apresentarem rol de testemunhas que irão depor em
plenário, até o máximo de 5 (cinco), oportunidade em que poderão juntar documentos
e requerer diligência.

Na primeira fase, a audiência irá seguir a regra geral (8 testemunhas). Já na segun-

da fase, quando se trata de arrolar as testemunhas que irão depor em plenário, a

regra é que no máximo 5 testemunhas poderão ser arroladas por cada parte!

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Em seguida, o juiz-presidente terá as seguintes atribuições:

Art. 423. Deliberando sobre os requerimentos de provas a serem produzidas ou exibi-


das no plenário do júri, e adotadas as providências devidas, o juiz presidente:
I – ordenará as diligências necessárias para sanar qualquer nulidade ou esclarecer fato
que interesse ao julgamento da causa;
II – fará relatório sucinto do processo, determinando sua inclusão em pauta da reunião
do Tribunal do Júri.

Jurados

Finalmente vamos começar a tratar da atuação dos jurados. Embora esse ainda

não seja o momento de nos dedicar unicamente a esse assunto (o que será feito

posteriormente nesta aula), já é hora de fazer algumas observações iniciais:

Art. 436. O serviço do júri é obrigatório. O alistamento compreenderá os cidadãos


maiores de 18 (dezoito) anos de notória idoneidade.
§ 1º Nenhum cidadão poderá ser excluído dos trabalhos do júri ou deixar de ser alista-
do em razão de cor ou etnia, raça, credo, sexo, profissão, classe social ou econômica,
origem ou grau de instrução.
§ 2º A recusa injustificada ao serviço do júri acarretará multa no valor de 1 (um) a 10
(dez) salários mínimos, a critério do juiz, de acordo com a condição econômica do jurado.

Como você provavelmente já sabia, o serviço do júri é obrigatório, de forma

que a recusa injustificada de atender ao chamado do júri acarreta multa, a critério

do magistrado!

A atuação como jurado é de enorme responsabilidade, haja vista que a tomada

de decisão dos jurados também deve ser imparcial, assim como seria a de um juiz

togado.

Por esse motivo, aplicam-se aos jurados as mesmas regras de impedi-

mento e suspeição aplicáveis aos juízes!

É interessante notar que, de forma que se possa manter a imparcialidade do

júri, as partes têm o direito de apresentar provas que permitam justificar ao juiz-

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-presidente o afastamento de um jurado. É a chamada recusa justificada. Exem-

plo: um dos jurados é irmão do acusado.

Previsão de Impedimento (CPP):

V – ele próprio ou seu cônjuge ou parente, consanguíneo ou afim em linha reta ou cola-
teral até o terceiro grau, inclusive, for parte ou diretamente interessado no feito.

No exemplo acima, fica óbvio que o jurado, que é irmão do réu, não poderá

atuar de forma imparcial, motivo pelo qual caberá ao Ministério Público arrazoar o

impedimento do jurado de modo a afastá-lo da atuação naquele caso específico!

Não existe um limite legal para a recusa justificada dos jurados. Se porventura

forem recusados tantos jurados que não reste um número suficiente para compor

o conselho de sentença, o juiz-presidente deve marcar uma nova data para julga-

mento, convocando jurados suplentes (é o chamado estouro da urna).

Além da recusa motivada, existe ainda a possibilidade de recusa imotivada de

três jurados por cada uma das partes.

Na recusa imotivada, como o próprio nome diz, o Ministério Público ou a defesa

poderão recusar o jurado, sem qualquer tipo de justificativa. É só recusar e pronto.

Julgamento

Após essas observações iniciais, podemos finalmente passar para o estudo da

realização do julgamento propriamente dito. Em primeiro lugar, devemos falar

nas hipóteses em que faltar algum ator importante do processo (MP, advogado e

acusado).

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Os artigos que tratam das hipóteses acima são de leitura obrigatória. Vamos lá:

Art. 455. Se o Ministério Público não comparecer, o juiz presidente adiará o julga-


mento para o primeiro dia desimpedido da mesma reunião, cientificadas as
partes e as testemunhas. (Redação dada pela Lei n. 11.689, de 2008)
Parágrafo único. Se a ausência não for justificada, o fato será imediatamente
comunicado ao Procurador-Geral de Justiça com a data designada para a nova
sessão.

Art. 456. Se a falta, sem escusa legítima, for do advogado do acusado, e se outro não
for por este constituído, o fato será imediatamente comunicado ao presidente da
seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, com a data designada para a nova
sessão.

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§ 1º Não havendo escusa legítima, o julgamento será adiado somente uma vez, deven-
do o acusado ser julgado quando chamado novamente.
§ 2º Na hipótese do § 1º deste artigo, o juiz intimará a Defensoria Pública para o novo
julgamento, que será adiado para o primeiro dia desimpedido, observado o prazo míni-
mo de 10 (dez) dias.

Art. 457. O julgamento não será adiado pelo não comparecimento do acusado


solto, do assistente ou do advogado do querelante, que tiver sido regularmen-
te intimado.
§ 1º Os pedidos de adiamento e as justificações de não comparecimento deverão ser,
salvo comprovado motivo de força maior, previamente submetidos à apreciação do juiz
presidente do Tribunal do Júri.
§ 2º Se o acusado preso não for conduzido, o julgamento será adiado para o
primeiro dia desimpedido da mesma reunião, salvo se houver pedido de dis-
pensa de comparecimento subscrito por ele e seu defensor.

Art. 458. Se a testemunha, sem justa causa, deixar de comparecer, o juiz pre-


sidente, sem prejuízo da ação penal pela desobediência, aplicar-lhe-á a multa
prevista no § 2º do art. 436 deste Código.

É recorrente em provas o teor do art. 460, que versa sobre a espera das testemu-

nhas antes de seu depoimento:

Art. 460. Antes de constituído o Conselho de Sentença, as testemunhas serão recolhi-


das a lugar onde umas não possam ouvir os depoimentos das outras.

Abertura da Audiência

Uma vez que todos os que são necessários estão presentes (o que, felizmente,

é a regra), a seção é declarada aberta (lembre-se de que deve haver ao menos 15

jurados para que isso ocorra).

O procedimento a ser tomado assim que ocorre a abertura da audiência merece

ser esquematizado para se tornar um pouco menos abstrato. Vejamos:

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É interessante notar que o art. 472 narra exatamente os dizeres que devem ser

repetidos aos jurados para que estes prestem seu compromisso:

Art. 472. Formado o Conselho de Sentença, o presidente, levantando-se, e, com ele,


todos os presentes, fará aos jurados a seguinte exortação:
Em nome da lei, concito-vos a examinar esta causa com imparcialidade e a proferir a
vossa decisão de acordo com a vossa consciência e os ditames da justiça.
Os jurados, nominalmente chamados pelo presidente, responderão:
Assim o prometo.
Parágrafo único. O jurado, em seguida, receberá cópias da pronúncia ou, se for
o caso, das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação e do re-
latório do processo.

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Procedimentos - Parte II
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Instrução em Plenário

Pronto, já estão tomadas todas as formalidades. O conselho de sentença já está

pronto, os jurados prestaram seu compromisso e todos os envolvidos essenciais

estão presentes.

O próximo passo é a realização das oitivas, começando-se pela vítima, seguindo

para as testemunhas de acusação e defesa, e, por fim, passando para o interroga-

tório do réu.

Segundo o CPP, temos o seguinte:

Art. 473. Prestado o compromisso pelos jurados, será iniciada a instrução plenária


quando o juiz presidente, o Ministério Público, o assistente, o querelante e o defensor
do acusado tomarão, sucessiva e diretamente, as declarações do ofendido, se possível,
e inquirirão as testemunhas arroladas pela acusação.

Durante as oitivas, as perguntas podem ser realizadas diretamente pelas par-

tes. Entretanto, existe uma peculiaridade bastante relevante: os jurados NÃO

podem fazer perguntas diretamente!

Sempre que os jurados tiverem o interesse em formular uma pergunta a uma

testemunha, por exemplo, devem fazê-lo por intermédio do juiz-presidente,

por expressa previsão do art. 473, parágrafo 2º:

§ 2º Os jurados poderão formular perguntas ao ofendido e às testemunhas, por inter-


médio do juiz presidente.

Algemas

Outra observação que merece nota é sobre o uso de algemas: o CPP veda ex-

pressamente o uso de algemas no acusado durante o plenário do júri, salvo a se-

guinte exceção:

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§ 3º Não se permitirá o uso de algemas no acusado durante o período em que permane-


cer no plenário do júri, salvo se absolutamente necessário à ordem dos trabalhos,
à segurança das testemunhas ou à garantia da integridade física dos presentes.

Fluxo dos Atos após o Início da Instrução

Após o início da instrução, estamos diante do seguinte cenário:

Debates

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Cena dos debates orais no filme “Time to Kill”

Finalizadas as oitivas, é hora de passar para o momento mais querido pelos pro-

dutores de Hollywood quando o assunto são filmes de julgamentos: as sustenta-

ções orais da acusação e defesa, na tentativa de influir na íntima convicção

dos jurados sobre os fatos até então apresentados.

Os debates orais seguem a seguinte ordem:

É o que rege o art. 476 do CPP:

Art. 476. Encerrada a instrução, será concedida a palavra ao Ministério Público, que


fará a acusação, nos limites da pronúncia ou das decisões posteriores que julgaram ad-
missível a acusação, sustentando, se for o caso, a existência de circunstância agravante.
§ 1º O assistente falará depois do Ministério Público.
§ 3º Finda a acusação, terá a palavra a defesa.

Réplica e Tréplica

Tendo em vista que os argumentos apresentados pela outra parte podem ser

dignos de contra-argumentação, o CPP prevê a possibilidade de réplica e de tréplica:

§ 4º A acusação poderá replicar e a defesa treplicar, sendo admitida a reinquirição de


testemunha já ouvida em plenário.

Obviamente, só existe a possibilidade de tréplica se houver réplica! Des-

sa forma, se a promotoria decidir não utilizar do seu direito de réplica após a sus-

tentação oral realizada pela defesa, fica ali encerrado o debate.

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Tempo

Os debates orais no Tribunal do Júri possuem um prazo específico, previsto no

art. 477 do CPP:

Além disso, é importante conhecer o que o CPP determina no caso de existir

mais de um acusador ou mais de um advogado de defesa, para que seja feita a

correta divisão do tempo:

§ 1º Havendo mais de um acusador ou mais de um defensor, combinarão entre si a


distribuição do tempo, que, na falta de acordo, será dividido pelo juiz presiden-
te, de forma a não exceder o determinado neste artigo.

Havendo mais de um acusado, ocorre o seguinte:

§ 2º Havendo mais de 1 (um) acusado, o tempo para a acusação e a defesa será acres-
cido de 1 (uma) hora e elevado ao dobro o da réplica e da tréplica, observado o
disposto no § 1o deste artigo.

Com mais de um acusado, portanto, temos o seguinte:

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Existem ainda algumas possibilidades interessantes durante os debates orais. A

primeira delas é a de que os jurados peçam, por intermédio do juiz-presidente, que

o orador (seja o advogado de defesa ou o promotor) indique onde se encontra nos

autos do processo a peça citada por este, ou um esclarecimento qualquer de fato

por ele alegado:

Art. 480. A acusação, a defesa e os jurados poderão, a qualquer momento e por in-


termédio do juiz presidente, pedir ao orador que indique a folha dos autos onde se en-
contra a peça por ele lida ou citada, facultando-se, ainda, aos jurados solicitar-lhe, pelo
mesmo meio, o esclarecimento de fato por ele alegado.

Existe ainda a possibilidade da realização dos chamados apartes, que nada mais

são do que intervenções realizadas por uma das partes durante a fala do orador,

com autorização do juiz. Os apartes não podem ultrapassar três minutos, e

esse tempo não é subtraído do tempo do orador.

Finalização dos Debates

Uma vez finalizados os debates orais, o juiz pergunta aos jurados se estes se

sentem prontos para votar:

§ 1º Concluídos os debates, o presidente indagará dos jurados se estão habilitados a


julgar ou se necessitam de outros esclarecimentos.

Se forem necessários mais esclarecimentos, o juiz o fará.

§ 2º Se houver dúvida sobre questão de fato, o presidente prestará esclarecimentos à


vista dos autos.

E se não forem necessários mais esclarecimentos, ato em que os jurados

se sentem prontos, o juiz deverá passar para a fase de leitura dos chamados

quesitos.

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Quesitos

Os quesitos nada mais são do que perguntas simples e diretas elaboradas pelo

presidente, que são lidas aos jurados e por eles respondidas para que se chegue à

conclusão do julgamento.

Sobre os quesitos, é absolutamente essencial fazer a leitura do CPP:

Art. 482. O Conselho de Sentença será questionado sobre matéria de fato e se o acu-


sado deve ser absolvido. (Redação dada pela Lei n. 11.689, de 2008)
Parágrafo único. Os quesitos serão redigidos em proposições afirmativas, simples e dis-
tintas, de modo que cada um deles possa ser respondido com suficiente clareza e neces-
sária precisão. Na sua elaboração, o presidente levará em conta os termos da pronúncia
ou das decisões posteriores que julgaram admissível a acusação, do interrogatório e das
alegações das partes.

Art. 483. Os quesitos serão formulados na seguinte ordem, indagando sobre:


I – a materialidade do fato;
II – a autoria ou participação;
III – se o acusado deve ser absolvido;
IV – se existe causa de diminuição de pena alegada pela defesa;
V – se existe circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena reconhecidas na
pronúncia ou em decisões posteriores que julgaram admissível a acusação.
§ 1º A resposta negativa, de mais de 3 (três) jurados, a qualquer dos quesitos
referidos nos incisos I e II do caput deste artigo encerra a votação e implica a
absolvição do acusado.
§ 2º Respondidos afirmativamente por mais de 3 (três) jurados os quesitos
relativos aos incisos I e II do caput deste artigo será formulado quesito com a
seguinte redação:

O jurado absolve o acusado?

§ 3º Decidindo os jurados pela condenação, o julgamento prossegue, devendo


ser formulados quesitos sobre:
I – causa de diminuição de pena alegada pela defesa;
II – circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena, reconhecidas na pronún-
cia ou em decisões posteriores que julgaram admissível a acusação.

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Pontos Interessantes sobre a Votação

Estarão presentes o juiz-presidente, o membro do Ministério Público, o assis-

tente de acusação, o defensor do acusado, o Escrivão e o Oficial de Justiça, mas o

réu não estará presente.

A votação é realizada com cédulas, que permitem formalizar as respostas às

perguntas elaboradas com base no art. 483, utilizando simplesmente os termos

SIM e NÃO.

Uma vez concluída a votação, cabe ao juiz-presidente proferir a sentença, em

plenário, de modo que as partes já saiam da audiência intimadas (cientificadas)

da decisão.

E assim termina uma sessão do Tribunal do Júri. Procedimento extenso, cansa-

tivo, cheio de detalhes (como não poderia deixar de ser, afinal de contas, o Tribu-

nal do Júri tem sob sua tutela alguns dos crimes mais graves previstos em nosso

ordenamento jurídico).

Antes que possamos revisar a matéria, segue uma recomendação final de seu

professor: faça a leitura do CPP, principalmente dos artigos 406 ao 493.

“Mas, professor, vou ler todos esses artigos?”

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Eu sei que é uma leitura chata, no entanto, extremamente recomendável. Ao

elaborar a aula, nós focamos sempre nas questões mais complexas e mais envoltas

de doutrina e jurisprudência, de forma que você possa absorver os conceitos que

sirvam de base para todo o seu aprendizado.

Alguns artigos, no entanto, são quase autoexplicativos, e só serviriam para

deixar a aula completamente cheia de texto de lei, o que, a princípio, não agrega

muito ao nosso aprendizado e deixa o formato da aula muito pesado.

Entretanto, uma vez que você possui um certo conhecimento da disciplina, é

necessário também conhecer a literalidade da lei, ao menos por alto. Muitas ques-

tões são mera cópia do Código de Processo Penal, e se você quer maximizar os

seus acertos, tem que combinar o estudo esquematizado das nossas apostilas com

a leitura da lei seca.

Por isso essa recomendação. E digo mais: faça o teste! Leia os artigos do CPP,

leia nossa aula, leia o CPP de novo, e depois vá fazer questões. Você vai sentir na

pele o efeito dessa leitura combinada.

Processo de Contravenções

As contravenções penais são atualmente consideradas infrações penais de

menor potencial ofensivo, nos termos da Lei n. 9.099/1995.

Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos


desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não
superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa.

Dessa forma, o processo relativo às contravenções penais rege-se pelos crité-

rios da Lei n. 9.099/1995, no âmbito dos Juizados Especiais Criminais.

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Art. 62. O processo perante o Juizado Especial orientar-se-á pelos critérios da oralidade,


informalidade, economia processual e celeridade, objetivando, sempre que possível, a
reparação dos danos sofridos pela vítima e a aplicação de pena não privativa de liberdade.

As contravenções penais são, portanto, objeto de todos os institutos despena-


lizadores contidos na Lei n. 9.099/1995, bem como do chamado rito sumaríssimo,
regido pelo mesmo diploma legal.

Processo de Crimes contra a Honra

O processo de crimes contra a honra também é regido pela Lei n. 9.099/1995,


haja vista que nenhum dos delitos contra a honra (calúnia, injúria e difamação)
possui pena máxima cominada em abstrato superior a dois anos.
Dessa forma, todos os delitos contra a honra são também considerados Infra-
ções de Menor Potencial Ofensivo.
Os únicos casos em que não será competência do JECRIM julgar os crimes con-
tra a honra são os seguintes:
• Crime eleitoral: visto que não há Juizado Especial Eleitoral.
• Crime militar: visto que se aplica o CPPM (Código de Processo Penal) nesse
caso.
• Crime contra a honra praticado por indivíduo com foro por prerrogativa de
função: aplica-se a Lei n. 8.038/1990.
• Fato muito complexo: se a complexidade do fato não permitir sua apuração
no âmbito do JECRIM, deverá ser processado por meio do procedimento su-
mário.
• No caso de haver necessidade de citação por edital (o que também não pode
ser realizado nos Juizados Especiais).
• No caso da aplicação de causas de aumento de pena que façam a pena máxi-
ma do delito superar o limite de 2 anos.

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Procedimentos Específicos (CPP)

Além das exceções acima, é importante notar que o CPP, do artigo 519 em dian-

te, apresenta previsões ESPECÍFICAS para a apuração de delitos contra a honra, as

quais você precisa conhecer.

Fase Preliminar

DO PROCESSO E DO JULGAMENTO DOS CRIMES


DE CALÚNIA E INJÚRIA, DE COMPETÊNCIA DO JUIZ SINGULAR
Art. 520. Antes de receber a queixa, o juiz oferecerá às partes oportunidade para se
reconciliarem, fazendo-as comparecer em juízo e ouvindo-as, separadamente, sem a
presença dos seus advogados, não se lavrando termo.

Os crimes contra a honra contam com a previsão de uma tentativa de conci-

liação específica para esse tipo de delito, na qual o magistrado ouve cada uma

das partes, separadamente e sem a presença dos advogados, para verificar

se existe tal possibilidade.

Mesmo que o CPP faça menção apenas nos delitos de calúnia e injúria, as disposi-

ções em estudo também se aplicam ao delito de difamação.

Se o magistrado verificar que será cabível a conciliação face à prática de um

crime contra a honra, irá promovê-la na presença das partes e de seus advogados.

Uma vez ocorrida a conciliação, o querelante assina o termo de desistência e a

queixa é arquivada:

Art. 521. Se depois de ouvir o querelante e o querelado, o juiz achar provável a recon-


ciliação, promoverá entendimento entre eles, na sua presença.
Art. 522. No caso de reconciliação, depois de assinado pelo querelante o termo da de-
sistência, a queixa será arquivada.

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Segundo o STJ, o não comparecimento do querelante à audiência de conciliação

implica unicamente na impossibilidade da conciliação.

Ademais, é importante observar que só é cabível a conciliação nos crimes de

ação penal exclusivamente privada. Se o crime contra a honra praticado for de ação

penal privada subsidiária da pública ou oferecida pelo MP por ser contra a honra de

funcionário público no exercício de suas funções, não caberá conciliação.

Nos casos em que a conciliação pode ser aplicada, mas que o magistrado per-

cebe que não será possível sua realização, deve ocorrer o recebimento da queixa e

a adoção do procedimento sumário.

É também importante observar que o CPP prevê a possibilidade de exceção da

verdade ou de notoriedade do fato imputado, no prazo da resposta escrita do réu:

Art. 523. Quando for oferecida a exceção da verdade ou da notoriedade do fato im-


putado, o querelante poderá contestar a exceção no prazo de dois dias, podendo ser
inquiridas as testemunhas arroladas na queixa, ou outras indicadas naquele prazo, em
substituição às primeiras, ou para completar o máximo legal.

Por fim, a última peculiaridade que você precisa conhecer é que a doutrina enten-

de serem aplicáveis os institutos da composição civil dos danos e da transação

penal, mesmo que o feito não esteja tramitando nos Juizados Especiais Criminais.

Revisão Criminal

A revisão criminal é uma ação autônoma de impugnação, que solicita o reexame

de uma sentença condenatória que já transitou em julgado. Ocorre quando o réu

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pode ter sido prejudicado de alguma forma e deseja questionar mesmo a decisão

que já transitou em julgado.

A revisão criminal, portanto, visa desconstituir a coisa julgada, e, por esse moti-

vo, sofre uma restrição severa: só se admite revisão criminal em favor do réu

(pro reo). Não existe revisão criminal pro societate!

Mas o que pode ensejar a revisão criminal?

A revisão criminal ataca uma sentença ou decisão que possui vício de procedi-

mento ou vício de julgamento:

Hipóteses de Cabimento

As hipóteses de cabimento da revisão criminal estão previstas no art. 621 do

CPP:

Art. 621. A revisão dos processos findos será admitida:


I – quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à
evidência dos autos;
II – quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documen-
tos comprovadamente falsos;
III – quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado
ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.

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Observe que o rol acima é taxativo. Não se admite oferecimento de revisão

criminal fora da previsão contida no art. 612.

Prazo

Não há prazo previsto em lei para o oferecimento da revisão criminal. O único

requisito, na verdade, é que a sentença condenatória já tenha transitado em

julgado.

Art. 622. A revisão poderá ser requerida em qualquer tempo, antes da extinção da


pena ou após.
Parágrafo único. Não será admissível a reiteração do pedido, salvo se fundado em novas
provas.

Legitimidade

A legitimidade para o oferecimento da revisão criminal está prevista no art. 623

do CPP, que também merece ser lido:

Art. 623. A revisão poderá ser pedida pelo próprio réu ou por procurador legalmen-
te habilitado ou, no caso de morte do réu, pelo cônjuge, ascendente, descenden-
te ou irmão.

Competência

A competência para julgar a revisão criminal é sempre de tribunal. Está previs-

ta diretamente na Constituição Federal e também no art. 624 do CPP:

Art. 624. As revisões criminais serão processadas e julgadas:


I – pelo Supremo Tribunal Federal, quanto às condenações por ele proferidas; (Redação
dada pelo Decreto-lei n. 504, de 18/03/1969)
II – pelo Tribunal Federal de Recursos, Tribunais de Justiça ou de Alçada, nos demais
casos.
§ 1º No Supremo Tribunal Federal e no Tribunal Federal de Recursos o processo e julga-
mento obedecerão ao que for estabelecido no respectivo regimento interno.

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§ 2º Nos Tribunais de Justiça ou de Alçada, o julgamento será efetuado pelas câmaras


ou turmas criminais, reunidas em sessão conjunta, quando houver mais de uma, e, no
caso contrário, pelo tribunal pleno.
§ 3º Nos tribunais onde houver quatro ou mais câmaras ou turmas criminais, poderão
ser constituídos dois ou mais grupos de câmaras ou turmas para o julgamento de revi-
são, obedecido o que for estabelecido no respectivo regimento interno.

Observações

O CPP, entre os artigos 625 e 631, narra a forma de propositura da revisão cri-

minal, a questão do julgamento e dos sucessores, e trata da possibilidade de inde-

nização ao interessado pelos prejuízos sofridos com a decisão que lhe prejudicou.

No entanto, tais assuntos dificilmente são objeto de prova, sendo recomendável

apenas a leitura do texto de lei.

E vamos para a revisão!

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RESUMO
Procedimento do Tribunal do Júri

• O Tribunal do Júri tem a competência CONSTITUCIONAL de julgar os chama-

dos crimes dolosos contra a vida.

• Também é responsável por julgar os crimes conexos ou continentes aos cri-

mes dolosos contra a vida.

• Crimes PRETERDOLOSOS (nos quais o agente possui DOLO na conduta ANTE-

CEDENTE e CULPA na conduta CONSEQUENTE) não são de competência do júri.

• A competência do Tribunal do Júri pode ser AMPLIADA pela lei (não necessita

de Emenda Constitucional), mas não pode ser REDUZIDA!

Composição

• O número mínimo de jurados para que o Tribunal do Júri inicie seus trabalhos

é 15.

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Princípios do Tribunal do Júri

Procedimento

• O procedimento do júri é chamado pela doutrina de procedimento bifásico ou

escalonado.

• Fases:

• A primeira fase tem dois objetivos: tratar as questões de ordem técnica e

confirmar a competência do Tribunal do Júri.

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Prazo para realização da audiência

• 10 dias

Pronúncia

• O juiz togado irá decidir se está convencido da materialidade do fato e da

existência de indícios suficientes de autoria ou participação para levar o acu-

sado para a segunda fase do Tribunal do Júri, na qual ele será submetido ao

crivo dos jurados.

• Não existe a prisão automática do réu como consequência de sua pronúncia.

Impronúncia

• O magistrado não entende que existe prova de materialidade ou indícios su-

ficientes de autoria para pronunciar o réu.

• A impronúncia não impede que o réu seja novamente denunciado caso sejam

obtidas novas provas.

Absolvição Sumária

• Despenca em provas!

• O juiz, fundamentadamente, absolverá desde logo o acusado, quando:

− provada a inexistência do fato;

− provado não ser ele autor ou partícipe do fato;

− o fato não constituir infração penal;

− demonstrada causa de isenção de pena ou de exclusão do crime.

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Atribuições do Juiz togado

• Se não estiver diante de um crime doloso contra a vida o juiz pode também

DESCLASSIFICAR a denúncia.

Segunda Fase

• Na primeira fase, a audiência irá seguir a regra geral (8 testemunhas). Já na

segunda fase, quando se trata de arrolar as testemunhas que irão depor em

plenário, a regra é que no máximo 5 testemunhas poderão ser arroladas por

cada parte!

Jurados

• O serviço do júri é obrigatório, de forma que a recusa injustificada de atender

ao chamado do júri acarreta multa, a critério do magistrado.

• Aplicam-se aos jurados as mesmas regras de impedimento e suspeição apli-

cáveis aos juízes.

• Não existe um limite legal para a recusa justificada dos jurados.

• Existe ainda a possibilidade de recusa imotivada de três jurados por cada uma

das partes.

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Julgamento

• Antes de constituído o Conselho de Sentença, as testemunhas serão recolhi-

das a lugar onde umas não possam ouvir os depoimentos das outras.

Abertura da Audiência

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Instrução em Plenário

• Iniciam-se as oitivas.

• Os jurados NÃO podem fazer perguntas diretamente!

− Devem fazê-las por intermédio do juiz-presidente.

• O CPP veda expressamente o uso de algemas no acusado durante o plenário

do júri, salvo exceção.

• Finalizadas as oitivas, o próximo passo são as sustentações orais:

• Existe a possibilidade de réplica e tréplica.

• Tempo (regra geral):

• Tempo (mais de um acusado):

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Procedimentos - Parte II
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Finalização dos Debates

• Concluídos os debates, o presidente indagará dos jurados se estão habilitados

a julgar ou se necessitam de outros esclarecimentos.

Quesitos e Votação

• O Conselho de Sentença será questionado sobre matéria de fato e se o acu-

sado deve ser absolvido.

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QUESTÕES DE CONCURSO
Questão 1    (UFPR/TJ-PR/JUIZ) Como é composto o Tribunal do Júri?

a) Um (01) Juiz togado que o preside, vinte e cinco (25) jurados que serão sorte-

ados entre os alistados, exigindo-se a presença de pelo menos quinze (15) para a

instalação dos trabalhos.

b) Um (01) Juiz togado que o preside, quinze (15) jurados sorteados entre os vin-

te e cinco (25) alistados, exigindo-se a presença de pelo menos sete (07) para a

instalação dos trabalhos.

c) Um (01) Juiz togado que o preside, sete (07) jurados sorteados entre os quinze

(15) presentes na abertura dos trabalhos, o réu ou réus, o representante do Minis-

tério Público, ao menos um (01) Advogado de defesa e o Escrivão.

d) Um (01) Juiz togado que o preside, sete (07) jurados sorteados entre os vinte

e cinco (alistados), o réu ou réus, o representante do Ministério Público, ao menos

um (01) Advogado de defesa.

Questão 2    (FGV/TJ-BA/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ESCREVENTE – ÁREA JUDICIÁ-

RIA) Durante os debates orais no Tribunal do Júri:

a) se houver mais de um acusador, caberá ao juiz disciplinar a divisão do tempo,

independentemente da combinação entre eles;

b) havendo mais de um acusado, o tempo para acusação não sofrerá acréscimo algum;

c) se houver mais de um defensor, caberá ao juiz disciplinar a divisão do tempo,

independentemente da combinação entre eles;

d) o assistente de acusação também deve ser consultado se deseja ou não fazer

uso da réplica;

e) os apartes deverão ser coibidos pelo Juiz Presidente, já que não regulamen-

tados por lei

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Questão 3    (MPDFT/MPDFT/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Sobre o Tribunal do Júri,

é INCORRETO afirmar:

a) Seu procedimento desdobra-se em juízo da acusação, que analisa a admissibilidade

da pretensão punitiva, e juízo da causa, que diz respeito ao mérito da acusação.

b) Se o acusado houver permanecido preso durante a instrução criminal, a pronún-

cia do juiz importará em automática manutenção da cautela extrema, sendo, por

outro lado, necessária a motivação do decreto de prisão na hipótese de o pronun-

ciado encontrar-se solto.

c) A decisão de impronúncia não faz coisa julgada formal e material.

d) Se o advogado do acusado, regularmente intimado, não comparecer à sessão de

julgamento, e não houver escusa legítima, o julgamento será adiado uma única vez,

cabendo ao juiz-presidente intimar a Defensoria Pública para o novo julgamento.

e) Nos termos da lei, o sistema de colheita de depoimentos em plenário é, para as

partes, o do exame direto e cruzado, ao passo que, para os jurados, o sistema é o

indireto, ou presidencialista.

Questão 4    (EJEF/TJ-MG/JUIZ) Em se tratando do julgamento pelo Tribunal do Júri,

marque a opção CORRETA.

a) Quando dos debates, a parte só poderá intervir, com aparte, tendo a permissão do Juiz.

b) Quando dos debates, só poderá ter aparte, quando a parte que estiver falando o permitir.

c) Quando dos debates, poderá existir aparte apenas da defesa, ante o princípio

da plenitude de defesa.

d) Quando dos debates, não poderá haver qualquer aparte.

Questão 5    (VUNESP/TJ-SP/OFICIAL DE JUSTIÇA) Os jurados sorteados, preferen-

cialmente, serão convocados para comparecerem ao Tribunal do Júri

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a) pessoalmente.

b) por meio do oficial de justiça.

c) pelo correio ou qualquer outro meio hábil.

d) por telefone.

e) por e-mail.

Questão 6    (FCC/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO) Em relação ao procedimento relativo

ao Tribunal do Júri, é correto afirmar que:

a) estão isentos do serviço do júri os cidadãos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos.

b) a intimação da decisão de pronúncia será feita pessoalmente ao acusado, ao

defensor nomeado ou constituído, e ao Ministério Público.

c) não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios sufi-

cientes de autoria ou de participação, o juiz, fundamentadamente, absolverá su-

mariamente o acusado

d) não poderá servir o jurado que, no caso de concurso de pessoas, houver inte-

grado o Conselho de Sentença que julgou o outro acusado ou tiver funcionado em

julgamento anterior do mesmo processo, independentemente da causa determi-

nante do julgamento posterior.

e) contra a sentença de impronúncia caberá recurso em sentido estrito.

Questão 7    (DPE-PE/DPE-PE/TÉCNICO) Considerando o procedimento do Tribunal

do Júri, assinale a afirmativa correta

a) Enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade, poderá ser formulada nova

denúncia ou queixa se houver prova nova.

b) A fundamentação da pronúncia limitar-se-á à indicação da materialidade do fato

e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, devendo o juiz

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declarar o dispositivo legal em que julgar incurso o acusado, sendo dispensável a

especificação das circunstâncias qualificadoras e das causas de aumento de pena

c) O juiz, ao receber a denúncia ou a queixa, ordenará a citação do acusado para

responder a acusação, por escrito, no prazo de 15 (quinze) dias.

d) O recurso cabível para atacar a sentença de impronúncia é o recurso em sentido estrito.

e) O juiz não poderá dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusa-

ção que importe em pena mais grave ao acusado.

Questão 8    (FUNDEP – GESTÃO DE CONCURSOS/DPE-MG/DEFENSOR PÚBLICO)

Sobre o procedimento do Tribunal do Júri, assinale a alternativa INCORRETA.

a) Reconhecida inicialmente ao júri a competência por conexão ou continência, o

juiz, se vier a desclassificar a infração, impronunciar ou absolver o acusado de ma-

neira que exclua a competência do júri, remeterá o processo ao juízo competente.

b) Durante a instrução em plenário, os jurados poderão formular perguntas ao

ofendido e às testemunhas, por intermédio do juiz presidente, assim como pode-

rão requerer acareações, reconhecimento de pessoas e coisas, esclarecimento dos

peritos, leitura de peças que se refiram, exclusivamente, às provas colhidas por

precatória e às provas cautelares, antecipadas ou não repetíveis.

c) Se, da decisão dos jurados resultar a desclassificação da infração para outra, de

competência do juiz singular, ao presidente do Tribunal do Júri caberá proferir a sen-

tença, o mesmo ocorrendo em relação aos crimes conexos não dolosos contra a vida.

d) O conselho de sentença será questionado sobre matéria de fato e de direito e se

o acusado deve ser absolvido.

Questão 9    (UFMT/TJ-MT/OFICIAL DE JUSTIÇA) Em relação ao Tribunal do Júri,

assinale a afirmativa INCORRETA.

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a) Como a competência do Tribunal do Júri é considerada cláusula pétrea, ela não

pode ser reduzida.

b) O Tribunal do Júri possui competência constitucional para julgar todos os crimes

dolosos contra a vida.

c) O crime de latrocínio não é da competência do Tribunal do Júri.

d) Os crimes conexos aos crimes de competência do Tribunal do Júri são atraídos

e julgados pela corte popular.

Questão 10    (FCC/MPE-SE/ANALISTA – DIREITO) No que se refere a procedimento

no Tribunal do Júri, é INCORRETO afirmar:

a) Poderão ser jurados os cidadãos maiores de 18 anos.

b) Estão isentos do serviço do júri aqueles que o requererem, demonstrando justo

impedimento.

c) Contra a sentença de impronúncia caberá apelação.

d) O juiz, fundamentadamente, impronunciará desde logo o acusado quando pro-

vado não ser ele o autor ou partícipe do fato.

e) O jurado que tiver integrado o Conselho de Sentença nos 12 (doze) meses que

antecederam à publicação da lista geral fica dela excluído.

Questão 11    (FCC/TJ-RJ/TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA) O Tribunal de Júri é

composto por 01 (um) juiz togado e por

a) 20 (vinte) jurados que serão sorteados dentre os alistados, 05 (cinco) dos quais

constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento.

b) 20 (vinte) jurados que serão sorteados dentre os alistados, 07 (sete) dos quais

constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento.

c) 25 (vinte e cinco) jurados que serão escolhidos pelo presidente dentre os alistados,

05 (cinco) dos quais constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento.

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d) 25 (vinte e cinco) jurados que serão sorteados dentre os alistados, 07 (sete)

dos quais constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento.

e) 25 (vinte e cinco) jurados que serão escolhidos pelo presidente dentre os alistados,

07 (sete) dos quais constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento.

Questão 12    (CESPE/POLÍCIA CIENTÍFICA-PE/CONHECIMENTOS GERAIS/PERITO

CRIMINAL E MÉDICO) Compete ao Tribunal do Júri processar e julgar o crime de

a) homicídio culposo.

b) rixa com resultado morte.

c) lesão corporal seguida de morte.

d) induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.

e) latrocínio.

Questão 13    (CESPE/MPE-RO/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Com relação à primeira

fase do procedimento do Tribunal do Júri, assinale a opção correta.

a) O juiz absolverá o acusado quando não existir prova de ter este concorrido para

a infração penal.

b) O juiz pronunciará o acusado quando houver indícios suficientes de materialida-

de e autoria do fato.

c) O juiz impronunciará o acusado quando restar provado não ser ele autor do fato

e não for possível indicar o verdadeiro autor.

d) As sentenças de pronúncia e impronúncia são impugnáveis por recurso em sen-

tido estrito.

e) O juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusação,

embora, com isso, o acusado fique sujeito a pena mais grave.

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Questão 14    (EJEF/TJ-MG/JUIZ) Marque a alternativa INCORRETA.

Nos processos do Tribunal do Júri, o juiz de direito deverá assegurar:

a) o sigilo das votações.

b) a soberania dos veredictos.

c) a repetição da votação, se a resposta a qualquer dos quesitos estiver em con-

tradição com outra já proferida.

d) a competência exclusiva para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida,

consumados ou tentados.

Questão 15    (FCC/MPE-AM/AGENTE) No procedimento relativo aos processos da

competência do Tribunal do Júri, o acusado será interrogado

a) antes da apresentação da defesa preliminar.

b) ao final da instrução, antes dos debates.

c) após a apresentação da defesa preliminar e antes da inquirição das testemu-

nhas arroladas pela acusação.

d) após a inquirição das testemunhas de acusação e antes da inquirição das teste-

munhas arroladas pela defesa.

e) após os debates, antes da prolação da sentença.

Questão 16    (CESPE/TJ-DFT/JUIZ) Assinale a opção correta, acerca do procedi-

mento relativo aos processos de competência do Tribunal do Júri.

a) O cidadão alistado no serviço do júri, que é de natureza facultativa, ao ser inti-

mado, poderá solicitar sua exclusão mediante simples petição dirigida ao juiz pre-

sidente do Tribunal do Júri.

b) O jurado, por não ser magistrado de carreira, não poderá ser responsabilizado

criminalmente nos mesmos termos em que são os juízes togados.

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c) O alistamento, no serviço obrigatório do júri, compreenderá os cidadãos maio-

res de vinte e um anos, de notória idoneidade.

d) O alistamento, no serviço obrigatório do júri, compreenderá os cidadãos maiores

de vinte cinco anos, de notória idoneidade, porque o jurado é equiparado ao juiz,

para todos os efeitos, e essa é a idade exigida para o ingresso na magistratura.

e) O alistamento, no serviço do júri, de caráter obrigatório, compreenderá os cida-

dãos maiores de dezoito anos, de notória idoneidade.

Questão 17    (FCC/TJ-GO/JUIZ) O procedimento de instrução preliminar em caso

de competência do Tribunal do Júri deverá ser concluído em até

a) cento e vinte dias.

b) trinta dias.

c) sessenta dias.

d) oitenta e um dias.

e) noventa dias.

Questão 18    (FGV/TJ-RJ/TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA) Sobre o procedimen-

to relativo aos processos da competência do Tribunal do Júri, é correto afirmar que:

a) em caso de impronúncia do réu, enquanto não extinta a punibilidade, poderá

ser formulada nova denúncia, se houver prova nova;

b) não caberá absolvição sumária;

c) contra a sentença de impronúncia caberá recurso em sentido estrito;

d) em hipótese alguma caberá intimação por edital da decisão de pronúncia;

e) na primeira fase do procedimento, a acusação deverá arrolar testemunhas, até

no máximo de 05, na denúncia ou queixa.

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Questão 19    (FCC/TJ-RJ/TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA) No procedimento

relativo aos processos de competência do Tribunal do Júri, o juiz, fundamentada-

mente, impronunciará o acusado quando

a) provado não ser ele o autor ou partícipe do fato.

b) o fato não constituir infração penal.

c) demonstrada causa de exclusão do crime.

d) provada a inexistência do fato.

e) não se convencer da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação.

Questão 20    (FCC/TJ-RJ/TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA) Nas comarcas com

mais de 1.000.000 (um milhão) de habitantes, o presidente do Tribunal do Júri

alistará de

a) 800 (oitocentos) a 1.500 (mil e quinhentos) jurados.

b) 500 (quinhentos) a 2.000 (dois) mil jurados.

c) 400 (quatrocentos) a 800 (oitocentos) jurados.

d) 300 (trezentos) a 700 (setecentos) jurados.

e) 80 (oitenta) a 400 (quatrocentos) jurados.

Questão 21    (PC-AC/PC-AC/AGENTE DE POLÍCIA CIVIL) São características do Tri-

bunal do Júri previstas pela Constituição da República todas as alternativas abaixo,

EXCETO:

a) a competência para julgamento de todos os crimes contra a pessoa.

b) o sigilo das votações.

c) a soberania dos veredictos.

d) a plenitude de defesa.

e) a ampla defesa e o contraditório efetivos.

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Questão 22    (FGV/TJ-MS/JUIZ) Ao final da primeira fase do processo dos crimes de

competência do júri, quais as diferentes decisões que o juiz presidente do Tribunal

do Júri poderá tomar?

a) Pronúncia, impronúncia, despronúncia e desclassificação.

b) Pronúncia, impronúncia, despronúncia, desclassificação e absolvição sumária.

c) Pronúncia, despronúncia, desclassificação e arquivamento.

d) Pronúncia, impronúncia, desclassificação e absolvição sumária.

e) Pronúncia, impronúncia, desclassificação, absolvição sumária e condenação

sumária.

Questão 23    (TJ-RS/TJ-RS/OFICIAL DE JUSTIÇA PJ-H) Assinale a afirmativa corre-

ta, em relação ao procedimento aplicado nos processos da competência do Tribunal

do Júri, conforme o Código de Processo Penal.

a) O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da materia-

lidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação.

b) É vedada a participação de assistente de acusação na instrução preliminar.

c) Na instrução preliminar, o juiz não poderá indeferir a produção de nenhuma pro-

va requerida pela defesa, em nome do princípio da plenitude de defesa.

d) Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá recurso em

sentido estrito.

e) A intimação da decisão de pronúncia será feita pessoalmente ao acusado, ao

defensor nomeado, ao defensor constituído e ao Ministério Público.

Questão 24    (MPE-RS/MPE-RS/SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS) Nos termos do Có-

digo de Processo Penal, acerca do procedimento relativo aos processos da compe-

tência do Tribunal do Júri, assinale a alternativa correta.

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a) Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá recurso em

sentido estrito.

b) O Conselho de Sentença será constituído por 7 (sete) dos jurados sorteados

dentre os alistados.
c) O sorteio dos jurados será realizado a portas abertas pelo juiz, cabendo-lhe re-
tirar as cédulas até completar o número de 23 (vinte e três) jurados para a reunião
periódica ou extraordinária.
d) Estão isentos do serviço do júri os cidadãos maiores de 65 (sessenta e cinco)
anos de idade que requeiram sua dispensa.
e) Não estão impedidos de servir no mesmo Conselho as pessoas que mantenham
união estável reconhecida como entidade familiar.

Questão 25    (FCC/DPE-MA/DEFENSOR PÚBLICO) Pela nova sistemática aplicada


ao Tribunal do Júri, se os defensores exercerem o seu direito de recusar o número
máximo de jurados sorteados para a composição do Conselho de Sentença, compa-
recendo o número total de jurados previsto pelo Código de Processo Penal, quantos
acusados poderão ser julgados em uma sessão sem que haja cisão do julgamento?
a) No máximo 6.
b) No mínimo 5.
c) No máximo 4.
d) No mínimo 4.
e) No mínimo 3.

Questão 26    (PC-MG/PC-MG/DELEGADO DE POLÍCIA) Sobre o Tribunal do Júri é


INCORRETO afirmar:
a) Nas comarcas de mais de 100.000 (cem mil) habitantes serão alistados de 300
(trezentos) a 700 (setecentos) jurados.

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b) Se o interesse da ordem pública reclamar o juiz poderá, logo após o interroga-


tório do acusado, determinar o desaforamento do julgamento.
c) O serviço de jurado é obrigatório e somente compreenderá maiores de 18 anos.
d) Os jurados poderão formular perguntas às testemunhas por intermédio do jui-
z-presidente.

Questão 27    (CESPE/MPE-SE/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Assinale a opção correta

acerca do procedimento nos feitos de competência do Tribunal do Júri

a) Diversamente do que ocorre no procedimento comum, no rito do júri o juiz re-

cebe a denúncia após a apresentação da resposta escrita do acusado.

b) Apresentada a defesa, o juiz deve designar audiência de instrução e julgamento

para data próxima. Nessa data, a oitiva do MP sobre preliminares e documentos

constituiria inversão tumultuária, pois essa apreciação será feita por ocasião das

alegações finais e da pronúncia.

c) Os peritos podem ser ouvidos em audiência de instrução e julgamento para

esclarecimento sobre laudos, mas isso depende de prévio requerimento e de defe-

rimento pelo juiz.

d) Não há previsão legal de concessão de tempo para manifestação oral, ao assis-

tente de acusação, nas alegações finais da primeira fase do júri.

e) Tendo o réu respondido solto ao processo, não pode o juiz, na pronúncia, decre-

tar sua segregação cautelar.

Questão 28    (MPE-RS/MPE-RS/SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS) Em se tratando de

procedimento relativo aos processos da competência do Tribunal do Júri, assinale a

alternativa INCORRETA.

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a) O juiz, fundamentadamente, impronunciará o acusado, quando provado não ser

ele o autor ou partícipe do fato.

b) Quando o juiz se convencer, em discordância com a acusação, da existência de

crime diverso dos relativos à competência do Tribunal do Júri e não for competente

para o julgamento, remeterá os autos ao juiz que o seja.

c) O procedimento relativo aos processos da competência do Tribunal do Júri será

concluído no prazo máximo de 90 dias.


d) Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá apelação.
e) O juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusação,
embora o acusado fique sujeito a pena mais grave.

Questão 29    (VUNESP/TJ-MS/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS)


O questionário contendo os quesitos a serem apreciados pelos jurados no Tribunal
do Júri, de acordo com o art. 483 do CPP, deverá ser formulado na seguinte ordem,
e indagando sobre:
a) materialidade, autoria, nexo de causalidade, qualificadoras e causas de aumen-
to e diminuição de pena.
b) materialidade, autoria, privilégios e qualificadoras, causas de aumento e dimi-
nuição.
c) materialidade, autoria, se o acusado deve ser absolvido, se existe causa de di-
minuição de pena, circunstâncias qualificadoras, ou causas de aumento de pena.
d) autoria, materialidade, agravantes e atenuantes, causas de aumento e de dimi-
nuição de pena.
e) autoria, materialidade, causas de aumento e de diminuição de pena.

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Questão 30    (FCC/MPE-PE/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Na instrução preliminar do


procedimento do júri,
a) o Ministério Público poderá arrolar até o máximo de oito testemunhas, concluin-
do-se o procedimento no prazo máximo de cento e vinte dias.
b) não apresentada a resposta no prazo legal, o juiz considerará preclusa a opor-
tunidade e designará audiência.
c) a sentença deve ser necessariamente proferida em audiência.
d) arguidas preliminares na defesa, sobre elas o Ministério Público deverá ser ou-
vido em audiência.
e) as exceções serão processadas em apartado.

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GABARITO
1. a 25. a 

2. d 26. b

3. b 27. c

4. a 28. a

5. c 29. c

6. d 30. e

7. a

8. d

9. b

10. d

11. d

12. d

13. e

14. d

15. b

16. e

17. e

18. a

19. e

20. a

21. a

22. d

23. a

24. b

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GABARITO COMENTADO

Questão 1    (UFPR/TJ-PR/JUIZ) Como é composto o Tribunal do Júri?

a) Um (01) Juiz togado que o preside, vinte e cinco (25) jurados que serão sorte-

ados entre os alistados, exigindo-se a presença de pelo menos quinze (15) para a

instalação dos trabalhos.

b) Um (01) Juiz togado que o preside, quinze (15) jurados sorteados entre os vin-

te e cinco (25) alistados, exigindo-se a presença de pelo menos sete (07) para a

instalação dos trabalhos.

c) Um (01) Juiz togado que o preside, sete (07) jurados sorteados entre os quinze

(15) presentes na abertura dos trabalhos, o réu ou réus, o representante do Minis-

tério Público, ao menos um (01) Advogado de defesa e o Escrivão.

d) Um (01) Juiz togado que o preside, sete (07) jurados sorteados entre os vinte

e cinco (alistados), o réu ou réus, o representante do Ministério Público, ao menos

um (01) Advogado de defesa.

Letra a.

Segundo o art. 447 do Código de Processo Penal, “o Tribunal do Júri é composto por

1 (um) juiz togado, seu presidente e por 25 (vinte e cinco) jurados que serão sor-

teados dentre os alistados, 7 (sete) dos quais constituirão o Conselho de Sentença

em cada sessão de julgamento.”.

Ademais, o art. 463 determina que “comparecendo, pelo menos, 15 (quinze) jura-

dos, o juiz presidente declarará instalados os trabalhos, anunciando o processo que

será submetido a julgamento.”

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Questão 2    (FGV/TJ-BA/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ESCREVENTE – ÁREA JUDICIÁ-

RIA) Durante os debates orais no Tribunal do Júri:

a) se houver mais de um acusador, caberá ao juiz disciplinar a divisão do tempo,

independentemente da combinação entre eles;

b) havendo mais de um acusado, o tempo para acusação não sofrerá acréscimo algum;

c) se houver mais de um defensor, caberá ao juiz disciplinar a divisão do tempo,

independentemente da combinação entre eles;

d) o assistente de acusação também deve ser consultado se deseja ou não fazer

uso da réplica;

e) os apartes deverão ser coibidos pelo Juiz Presidente, já que não regulamen-

tados por lei

Letra d.

O assistente de acusação tem o direito de falar após o MP, na forma do art. 476, §

1º, do CPP. Por esse motivo, deverá também ser consultado sobre o desejo de fazer

uso da tréplica, assim como é o órgão ministerial.

Questão 3    (MPDFT/MPDFT/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Sobre o Tribunal do Júri, é INCORRE-

TO afirmar:

a) Seu procedimento desdobra-se em juízo da acusação, que analisa a admissibilida-

de da pretensão punitiva, e juízo da causa, que diz respeito ao mérito da acusação.

b) Se o acusado houver permanecido preso durante a instrução criminal, a pronún-

cia do juiz importará em automática manutenção da cautela extrema, sendo, por

outro lado, necessária a motivação do decreto de prisão na hipótese de o pronun-

ciado encontrar-se solto.

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c) A decisão de impronúncia não faz coisa julgada formal e material.

d) Se o advogado do acusado, regularmente intimado, não comparecer à sessão de

julgamento, e não houver escusa legítima, o julgamento será adiado uma única vez,

cabendo ao juiz-presidente intimar a Defensoria Pública para o novo julgamento.

e) Nos termos da lei, o sistema de colheita de depoimentos em plenário é, para as

partes, o do exame direto e cruzado, ao passo que, para os jurados, o sistema é o

indireto, ou presidencialista.

Letra b.

Muito cuidado com questões assim – nas quais o examinador pede que você iden-

tifique a assertiva INCORRETA.

Dito isso, o art. 413, parágrafo 3º, do CPP rege que “o juiz decidirá, motivadamen-

te, no caso de manutenção, revogação ou substituição da prisão ou medida restri-

tiva de liberdade anteriormente decretada e, tratando-se de acusado solto, sobre

a necessidade da decretação da prisão ou imposição de quaisquer das medidas

previstas no Título IX do Livro I deste Código.”

Não há que se falar, portanto, em manutenção da prisão de forma automática –

haja vista que a decretação deve ser sempre MOTIVADA.

Questão 4    (EJEF/TJ-MG/JUIZ) Em se tratando do julgamento pelo Tribunal do Júri,

marque a opção CORRETA.

a) Quando dos debates, a parte só poderá intervir, com aparte, tendo a permissão do Juiz.

b) Quando dos debates, só poderá ter aparte, quando a parte que estiver falando

o permitir.

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c) Quando dos debates, poderá existir aparte apenas da defesa, ante o princípio

da plenitude de defesa.

d) Quando dos debates, não poderá haver qualquer aparte.

Letra a.

Conforme preconiza o art. 497, XII, do CPP, é atribuição do juiz-presidente do Tri-

bunal do Júri “regulamentar, durante os debates, a intervenção de uma das partes,

quando a outra estiver com a palavra, podendo conceder até 3 (três) minutos para

cada aparte requerido, que serão acrescidos ao tempo desta última.”.

Por esse motivo, quando dos debates, a parte só poderá intervir, com aparte (ou

seja, quando a outra parte estiver com a palavra), com a permissão do juiz.

Questão 5    (VUNESP/TJ-SP/OFICIAL DE JUSTIÇA) Os jurados sorteados, preferen-

cialmente, serão convocados para comparecerem ao Tribunal do Júri

a) pessoalmente.

b) por meio do oficial de justiça.

c) pelo correio ou qualquer outro meio hábil.

d) por telefone.

e) por e-mail.

Letra c.

Questão simples, baseada no art. 434 do CPP: “os jurados sorteados serão convo-

cados pelo correio ou por qualquer outro meio hábil para comparecer no dia e hora

designados para a reunião, sob as penas da lei.”

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Questão 6    (FCC/TJ-PE/JUIZ SUBSTITUTO) Em relação ao procedimento relativo

ao Tribunal do Júri, é correto afirmar que:

a) estão isentos do serviço do júri os cidadãos maiores de 65 (sessenta e cinco) anos.

b) a intimação da decisão de pronúncia será feita pessoalmente ao acusado, ao

defensor nomeado ou constituído, e ao Ministério Público.

c) não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios sufi-

cientes de autoria ou de participação, o juiz, fundamentadamente, absolverá su-

mariamente o acusado

d) não poderá servir o jurado que, no caso de concurso de pessoas, houver inte-

grado o Conselho de Sentença que julgou o outro acusado ou tiver funcionado em

julgamento anterior do mesmo processo, independentemente da causa determi-

nante do julgamento posterior.

e) contra a sentença de impronúncia caberá recurso em sentido estrito.

Letra d.

Segundo o art. 449 do CPP, não poderá servir o jurado que:

I – tiver funcionado em julgamento anterior do mesmo processo, independentemente


da causa determinante do julgamento posterior;
II – no caso do concurso de pessoas, houver integrado o Conselho de Sentença que
julgou o outro acusado;
III – tiver manifestado prévia disposição para condenar ou absolver o acusado.

O examinador simplesmente combinou dois incisos do art. 449 do CPP. Por isso é

tão importante ler a lei seca!

Questão 7    (DPE-PE/DPE-PE/TÉCNICO) Considerando o procedimento do Tribunal

do Júri, assinale a afirmativa correta

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a) Enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade, poderá ser formulada nova

denúncia ou queixa se houver prova nova.

b) A fundamentação da pronúncia limitar-se-á à indicação da materialidade do fato

e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, devendo o juiz

declarar o dispositivo legal em que julgar incurso o acusado, sendo dispensável a

especificação das circunstâncias qualificadoras e das causas de aumento de pena

c) O juiz, ao receber a denúncia ou a queixa, ordenará a citação do acusado para

responder a acusação, por escrito, no prazo de 15 (quinze) dias.

d) O recurso cabível para atacar a sentença de impronúncia é o recurso em sentido estrito.

e) O juiz não poderá dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusa-

ção que importe em pena mais grave ao acusado.

Letra a.

Questão embasada no art. 414 do CPP, parágrafo único, segundo o qual, no âmbito

do Tribunal do Júri, enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade, poderá ser

formulada nova denúncia ou queixa se houver prova nova.

Questão 8    (FUNDEP – GESTÃO DE CONCURSOS/DPE-MG/DEFENSOR PÚBLICO)

Sobre o procedimento do Tribunal do Júri, assinale a alternativa INCORRETA.

a) Reconhecida inicialmente ao júri a competência por conexão ou continência, o

juiz, se vier a desclassificar a infração, impronunciar ou absolver o acusado de ma-

neira que exclua a competência do júri, remeterá o processo ao juízo competente.

b) Durante a instrução em plenário, os jurados poderão formular perguntas ao

ofendido e às testemunhas, por intermédio do juiz presidente, assim como pode-

rão requerer acareações, reconhecimento de pessoas e coisas, esclarecimento dos

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peritos, leitura de peças que se refiram, exclusivamente, às provas colhidas por

precatória e às provas cautelares, antecipadas ou não repetíveis.

c) Se, da decisão dos jurados resultar a desclassificação da infração para outra, de

competência do juiz singular, ao presidente do Tribunal do Júri caberá proferir a sen-

tença, o mesmo ocorrendo em relação aos crimes conexos não dolosos contra a vida.

d) O conselho de sentença será questionado sobre matéria de fato e de direito e se

o acusado deve ser absolvido.

Letra d.

Questão muito boa, que acaba pegando o aluno que está desatento. O conselho

de sentença será questionado sobre matéria de FATO e se o acusado deve ser ab-

solvido (Art. 482 CPP). Matéria de DIREITO é competência do juiz-presidente, que

possui capacidade técnica para tal!

Questão 9    (UFMT/TJ-MT/OFICIAL DE JUSTIÇA) Em relação ao Tribunal do Júri,

assinale a afirmativa INCORRETA.

a) Como a competência do Tribunal do Júri é considerada cláusula pétrea, ela não

pode ser reduzida.

b) O Tribunal do Júri possui competência constitucional para julgar todos os crimes

dolosos contra a vida.

c) O crime de latrocínio não é da competência do Tribunal do Júri.

d) Os crimes conexos aos crimes de competência do Tribunal do Júri são atraídos

e julgados pela corte popular.

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Letra b.

Muito cuidado com afirmações taxativas e absolutas, como “TODOS” e “NENHUM”,

pois o examinador adora utilizar esses termos para elaborar boas pegadinhas.

O Tribunal do Júri possui, sim, a competência constitucional para julgar os crimes

dolosos contra a vida. Entretanto, não serão TODOS que serão julgados pelo Júri!

Se, por exemplo, um indivíduo com foro por prerrogativa de função, previsto na

CF/1988 (como um Senador ou Presidente da República), pratica um crime doloso

contra a vida, será julgado por tal tribunal, haja vista que ambas as competências

foram definidas em norma constitucional. No exemplo em que trabalhamos, o pro-

cesso tramitaria no STF – e não no Tribunal do Júri.

Questão 10    (FCC/MPE-SE/ANALISTA – DIREITO) No que se refere a procedimento

no Tribunal do Júri, é INCORRETO afirmar:

a) Poderão ser jurados os cidadãos maiores de 18 anos.

b) Estão isentos do serviço do júri aqueles que o requererem, demonstrando

justo impedimento.

c) Contra a sentença de impronúncia caberá apelação.

d) O juiz, fundamentadamente, impronunciará desde logo o acusado quando pro-

vado não ser ele o autor ou partícipe do fato.

e) O jurado que tiver integrado o Conselho de Sentença nos 12 (doze) meses que

antecederam à publicação da lista geral fica dela excluído.

Letra d.

A impronúncia ocorre quando o juiz não se convence da materialidade do fato ou

da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação (art. 414 do CPP).

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Não é a prova de que o acusado não é o autor do fato que irá resultar em sua im-

pronúncia (na verdade, tal prova resultará em sua absolvição sumária).

Questão 11    (FCC/TJ-RJ/TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA) O Tribunal de Júri é

composto por 01 (um) juiz togado e por

a) 20 (vinte) jurados que serão sorteados dentre os alistados, 05 (cinco) dos quais

constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento.

b) 20 (vinte) jurados que serão sorteados dentre os alistados, 07 (sete) dos quais

constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento.

c) 25 (vinte e cinco) jurados que serão escolhidos pelo presidente dentre os alistados,

05 (cinco) dos quais constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento.

d) 25 (vinte e cinco) jurados que serão sorteados dentre os alistados, 07 (sete)

dos quais constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de julgamento.

e) 25 (vinte e cinco) jurados que serão escolhidos pelo presidente dentre os alis-

tados, 07 (sete) dos quais constituirão o Conselho de Sentença em cada sessão de

julgamento.

Letra d.

Questão fácil. Novamente o examinador se baseia apenas no art. 447 do CPP. São

25 jurados, um juiz togado e 7 jurados selecionados para o conselho de sentença.

Muito simples!

Questão 12    (CESPE/POLÍCIA CIENTÍFICA-PE/CONHECIMENTOS GERAIS/PERITO

CRIMINAL E MÉDICO) Compete ao Tribunal do Júri processar e julgar o crime de

a) homicídio culposo.

b) rixa com resultado morte.

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c) lesão corporal seguida de morte.

d) induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.

e) latrocínio.

Letra d.

Questão boa e que premia o candidato bem preparado. Como você já sabe, o Tri-

bunal do Júri tem competência sobre os crimes dolosos contra a vida.

Homicídio culposo não se enquadra nessa categoria.

Rixa com resultado morte e lesão corporal com resultado morte são crimes preter-

dolosos, nos quais a morte ocorre de forma CULPOSA (só há dolo na rixa e na lesão

corporal, respectivamente).

O latrocínio, por sua vez, é o roubo com resultado morte, que, no entanto, é crime

contra o PATRIMÔNIO, e não contra a vida, a despeito de seu resultado (o agente,

primariamente, quer subtrair um bem da vítima).

O único delito que sobra, portanto, é o de induzimento, instigação ou auxílio ao

suicídio, que efetivamente é um crime doloso contra a vida.

Vinte e sete por cento (27%) dos candidatos (em base de dados online com mais de

9000 respostas) erram essa questão. Veja como é importante analisar com calma

as assertivas apresentadas pelo examinador!

Questão 13    (CESPE/MPE-RO/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Com relação à primeira

fase do procedimento do Tribunal do Júri, assinale a opção correta.

a) O juiz absolverá o acusado quando não existir prova de ter este concorrido para

a infração penal.

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b) O juiz pronunciará o acusado quando houver indícios suficientes de materialida-

de e autoria do fato.

c) O juiz impronunciará o acusado quando restar provado não ser ele autor do fato

e não for possível indicar o verdadeiro autor.

d) As sentenças de pronúncia e impronúncia são impugnáveis por recurso em

sentido estrito.

e) O juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusação,

embora, com isso, o acusado fique sujeito a pena mais grave.

Letra e.

Conforme estudamos, a essência da jurisdição está na frase “dá-me os fatos que

lhe darei o Direito”. O juiz togado, bacharel em Direito, sabe o Direito – e, portanto,

julga os fatos, e não a tipificação jurídica a ele apresentada pelo Ministério Público.

Por esse motivo, desde que não altere a descrição dos fatos apresentados na de-

núncia, o juiz pode, sim, dar nova definição jurídica diversa, mesmo que mais gra-

vosa para o acusado.

Questão 14    (EJEF/TJ-MG/JUIZ) Marque a alternativa INCORRETA.

Nos processos do Tribunal do Júri, o juiz de direito deverá assegurar:

a) o sigilo das votações.

b) a soberania dos veredictos.

c) a repetição da votação, se a resposta a qualquer dos quesitos estiver em con-

tradição com outra já proferida.

d) a competência exclusiva para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida,

consumados ou tentados.

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Letra d.

Essa você já aprendeu na aula de hoje: a competência para o julgamento de crimes

dolosos contra a vida, consumados ou tentados, é, em regra, do Tribunal do Júri.

Entretanto, essa competência não é absoluta nem exclusiva (pois pode passar para

outros tribunais em casos excepcionais, como ocorre com os autores que possuem

foro por prerrogativa de função previsto na CF/1988).

Questão 15    (FCC/MPE-AM/AGENTE) No procedimento relativo aos processos da

competência do Tribunal do Júri, o acusado será interrogado

a) antes da apresentação da defesa preliminar.

b) ao final da instrução, antes dos debates.

c) após a apresentação da defesa preliminar e antes da inquirição das testemu-

nhas arroladas pela acusação.

d) após a inquirição das testemunhas de acusação e antes da inquirição das teste-


munhas arroladas pela defesa.
e) após os debates, antes da prolação da sentença.

Letra b.

O interrogatório do acusado sempre ocorre após todas as outras oitivas, sendo re-

alizado ao final da instrução, antes apenas dos debates orais entre a acusação e a

defesa.

Questão 16    (CESPE/TJ-DFT/JUIZ) Assinale a opção correta, acerca do procedi-


mento relativo aos processos de competência do Tribunal do Júri.

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a) O cidadão alistado no serviço do júri, que é de natureza facultativa, ao ser inti-


mado, poderá solicitar sua exclusão mediante simples petição dirigida ao juiz pre-
sidente do Tribunal do Júri.
b) O jurado, por não ser magistrado de carreira, não poderá ser responsabilizado

criminalmente nos mesmos termos em que são os juízes togados.

c) O alistamento, no serviço obrigatório do júri, compreenderá os cidadãos maio-

res de vinte e um anos, de notória idoneidade.

d) O alistamento, no serviço obrigatório do júri, compreenderá os cidadãos maiores

de vinte cinco anos, de notória idoneidade, porque o jurado é equiparado ao juiz,

para todos os efeitos, e essa é a idade exigida para o ingresso na magistratura.

e) O alistamento, no serviço do júri, de caráter obrigatório, compreenderá os cida-

dãos maiores de dezoito anos, de notória idoneidade.

Letra e.

Questão extraída do art. 436 do CPP:

Art. 436. O serviço do júri é obrigatório. O alistamento compreenderá os cidadãos


maiores de 18 (dezoito) anos de notória idoneidade.

Questão 17    (FCC/TJ-GO/JUIZ) O procedimento de instrução preliminar em caso

de competência do Tribunal do Júri deverá ser concluído em até

a) cento e vinte dias.

b) trinta dias.

c) sessenta dias.

d) oitenta e um dias.

e) noventa dias.

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Letra e.

Você não pode perder uma questão como essa de forma alguma. Basta ler o art.

412 do CPP, que determina que o procedimento de instrução preliminar no Tribunal

do Júri seja finalizado em até 90 dias.

Questão 18    (FGV/TJ-RJ/TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA) Sobre o procedimen-

to relativo aos processos da competência do Tribunal do Júri, é correto afirmar que:

a) em caso de impronúncia do réu, enquanto não extinta a punibilidade, poderá

ser formulada nova denúncia, se houver prova nova;

b) não caberá absolvição sumária;

c) contra a sentença de impronúncia caberá recurso em sentido estrito;

d) em hipótese alguma caberá intimação por edital da decisão de pronúncia;

e) na primeira fase do procedimento, a acusação deverá arrolar testemunhas, até

no máximo de 05, na denúncia ou queixa.

Letra a.

Mais uma questão embasada no art. 414, parágrafo único, do CPP:

Art. 414. Não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios


suficientes de autoria ou de participação, o juiz, fundamentadamente, impronunciará o
acusado.
Parágrafo único. Enquanto não ocorrer a extinção da punibilidade, poderá ser formulada
nova denúncia ou queixa se houver prova nova.

Questão 19    (FCC/TJ-RJ/TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA) No procedimento

relativo aos processos de competência do Tribunal do Júri, o juiz, fundamentada-

mente, impronunciará o acusado quando

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a) provado não ser ele o autor ou partícipe do fato.

b) o fato não constituir infração penal.

c) demonstrada causa de exclusão do crime.

d) provada a inexistência do fato.

e) não se convencer da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação.

Letra e.

De novo nosso campeão de questões: art. 414 do CPP.

Art. 414. Não se convencendo da materialidade do fato ou da existência de indícios


suficientes de autoria ou de participação, o juiz, fundamentadamente, impronunciará o
acusado.

Questão 20    (FCC/TJ-RJ/TÉCNICO DE ATIVIDADE JUDICIÁRIA) Nas comarcas com

mais de 1.000.000 (um milhão) de habitantes, o presidente do Tribunal do Júri

alistará de

a) 800 (oitocentos) a 1.500 (mil e quinhentos) jurados.

b) 500 (quinhentos) a 2.000 (dois) mil jurados.

c) 400 (quatrocentos) a 800 (oitocentos) jurados.

d) 300 (trezentos) a 700 (setecentos) jurados.

e) 80 (oitenta) a 400 (quatrocentos) jurados.

Letra a.

Particularmente, eu sou contra questões que cobram apenas a capacidade de me-

morização do aluno. Uma coisa é estudar o texto de lei e memorizar pontos-chave

e artigos mais cobrados, que tratam de alguma norma aplicável a casos concretos.

Outra é decorar números, o que não exige raciocínio algum.

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Mas como as bancas cobram a matéria dessa forma, faz parte estar ciente disso e se

preparar adequadamente. Nesse sentido, segundo o art. 425 do CPP, temos o seguinte:

Art. 425. Anualmente, serão alistados pelo presidente do Tribunal do Júri de 800 (oito-
centos) a 1.500 (um mil e quinhentos) jurados nas comarcas de mais de 1.000.000 (um
milhão) de habitantes, de 300 (trezentos) a 700 (setecentos) nas comarcas de mais de
100.000 (cem mil) habitantes e de 80 (oitenta) a 400 (quatrocentos) nas comarcas de
menor população.

Questão 21    (PC-AC/PC-AC/AGENTE DE POLÍCIA CIVIL) São características do Tri-

bunal do Júri previstas pela Constituição da República todas as alternativas abaixo,

EXCETO:

a) a competência para julgamento de todos os crimes contra a pessoa.

b) o sigilo das votações.

c) a soberania dos veredictos.

d) a plenitude de defesa.

e) a ampla defesa e o contraditório efetivos.

Letra a.

Crimes contra a vida são uma espécie de crimes contra a pessoa. A competência

do Tribunal do Júri é para julgamento de crimes dolosos contra a vida, mas não se

estende aos demais delitos praticados contra a pessoa, motivo pelo qual a letra a

está incorreta.

Questão 22    (FGV/TJ-MS/JUIZ) Ao final da primeira fase do processo dos crimes de

competência do júri, quais as diferentes decisões que o juiz presidente do Tribunal

do Júri poderá tomar?

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a) Pronúncia, impronúncia, despronúncia e desclassificação.

b) Pronúncia, impronúncia, despronúncia, desclassificação e absolvição sumária.

c) Pronúncia, despronúncia, desclassificação e arquivamento.

d) Pronúncia, impronúncia, desclassificação e absolvição sumária.

e) Pronúncia, impronúncia, desclassificação, absolvição sumária e condenação sumária.

Letra d.

Essa com certeza você tirou de letra. O que o juiz pode fazer ao final da primeira
fase do processo de competência do Tribunal do Júri é pronunciar o réu, impronun-
ciá-lo, desclassificar o delito para outro que não é de competência do júri ou absol-
ver sumariamente o acusado!

Questão 23    (TJ-RS/TJ-RS/OFICIAL DE JUSTIÇA PJ-H) Assinale a afirmativa corre-


ta, em relação ao procedimento aplicado nos processos da competência do Tribunal
do Júri, conforme o Código de Processo Penal.
a) O juiz, fundamentadamente, pronunciará o acusado, se convencido da materia-
lidade do fato e da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação.
b) É vedada a participação de assistente de acusação na instrução preliminar.
c) Na instrução preliminar, o juiz não poderá indeferir a produção de nenhuma pro-
va requerida pela defesa, em nome do princípio da plenitude de defesa.
d) Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá recurso em
sentido estrito.
e) A intimação da decisão de pronúncia será feita pessoalmente ao acusado, ao
defensor nomeado, ao defensor constituído e ao Ministério Público.

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Letra a.
Outra questão simples. Segundo o art. 413 do CPP, “o juiz, fundamentadamente,
pronunciará o acusado, se convencido da materialidade do fato e da existência de

indícios suficientes de autoria ou de participação.”

Questão 24    (MPE-RS/MPE-RS/SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS) Nos termos do Có-

digo de Processo Penal, acerca do procedimento relativo aos processos da compe-

tência do Tribunal do Júri, assinale a alternativa correta.

a) Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá recurso em

sentido estrito.

b) O Conselho de Sentença será constituído por 7 (sete) dos jurados sorteados

dentre os alistados.

c) O sorteio dos jurados será realizado a portas abertas pelo juiz, cabendo-lhe re-

tirar as cédulas até completar o número de 23 (vinte e três) jurados para a reunião

periódica ou extraordinária.

d) Estão isentos do serviço do júri os cidadãos maiores de 65 (sessenta e cinco)

anos de idade que requeiram sua dispensa.

e) Não estão impedidos de servir no mesmo Conselho as pessoas que mantenham

união estável reconhecida como entidade familiar.

Letra b.

Conforme determina o art. 447 do CPP, o Tribunal do Júri é composto por 1 (um)

juiz togado, seu presidente e por 25 (vinte e cinco) jurados que serão sorteados

dentre os alistados, 7 (sete) dos quais constituirão o Conselho de Sentença em

cada sessão de julgamento.

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Questão 25    (FCC/DPE-MA/DEFENSOR PÚBLICO) Pela nova sistemática aplicada

ao Tribunal do Júri, se os defensores exercerem o seu direito de recusar o número

máximo de jurados sorteados para a composição do Conselho de Sentença, compa-

recendo o número total de jurados previsto pelo Código de Processo Penal, quantos

acusados poderão ser julgados em uma sessão sem que haja cisão do julgamento?

a) No máximo 6.

b) No mínimo 5.

c) No máximo 4.

d) No mínimo 4.

e) No mínimo 3.

Letra a.

Questão boa, que nos força a fazer um cálculo simples!

Se são 25 jurados sorteados para a reunião, e cada parte pode recusar de forma

imotivada até 3 jurados cada, temos que até seis acusados poderão ser julgados

em uma mesma sessão sem causar a cisão do julgamento – haja vista que o má-

ximo de recusas seria de 18 (3x6).

Como o conselho de sentença necessita de 7 jurados para ser formado, e inicia-se

a reunião com 25 jurados, temos que a subtração do número máximo de recusas

imotivadas (18) resultaria exatamente em 7 jurados – exatamente o necessário

para a realização do julgamento!

Questão 26    (PC-MG/PC-MG/DELEGADO DE POLÍCIA) Sobre o Tribunal do Júri é INCORRE-

TO afirmar:

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a) Nas comarcas de mais de 100.000 (cem mil) habitantes serão alistados de 300

(trezentos) a 700 (setecentos) jurados.

b) Se o interesse da ordem pública reclamar o juiz poderá, logo após o interroga-

tório do acusado, determinar o desaforamento do julgamento.

c) O serviço de jurado é obrigatório e somente compreenderá maiores de 18 anos.

d) Os jurados poderão formular perguntas às testemunhas por intermédio do

juiz-presidente.

Letra b.

Por força do art. 427 do CPP, é competência do TRIBUNAL determinar o desafora-

mento – e não do juiz por si só. Pegadinha sutil, mas muito recorrente em provas.

Fique atento(a)!

Questão 27    (CESPE/MPE-SE/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Assinale a opção correta

acerca do procedimento nos feitos de competência do Tribunal do Júri

a) Diversamente do que ocorre no procedimento comum, no rito do júri o juiz re-

cebe a denúncia após a apresentação da resposta escrita do acusado.

b) Apresentada a defesa, o juiz deve designar audiência de instrução e julgamento

para data próxima. Nessa data, a oitiva do MP sobre preliminares e documentos

constituiria inversão tumultuária, pois essa apreciação será feita por ocasião das

alegações finais e da pronúncia.

c) Os peritos podem ser ouvidos em audiência de instrução e julgamento para

esclarecimento sobre laudos, mas isso depende de prévio requerimento e de

deferimento pelo juiz.

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d) Não há previsão legal de concessão de tempo para manifestação oral, ao assis-

tente de acusação, nas alegações finais da primeira fase do júri.

e) Tendo o réu respondido solto ao processo, não pode o juiz, na pronúncia, decre-

tar sua segregação cautelar.

Letra c.

Conforme preconiza o art. 411, parágrafo 1º, do CPP, “os esclarecimentos dos peri-

tos dependerão de prévio requerimento (das partes) e deferimento pelo juiz.”.

Questão 28    (MPE-RS/MPE-RS/SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS) Em se tratando

de procedimento relativo aos processos da competência do Tribunal do Júri, assi-

nale a alternativa INCORRETA.

a) O juiz, fundamentadamente, impronunciará o acusado, quando provado não ser

ele o autor ou partícipe do fato.

b) Quando o juiz se convencer, em discordância com a acusação, da existência de

crime diverso dos relativos à competência do Tribunal do Júri e não for competente

para o julgamento, remeterá os autos ao juiz que o seja.

c) O procedimento relativo aos processos da competência do Tribunal do Júri será

concluído no prazo máximo de 90 dias.

d) Contra a sentença de impronúncia ou de absolvição sumária caberá apelação.

e) O juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa da constante da acusação,

embora o acusado fique sujeito a pena mais grave.

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Letra a.

Quando houver prova de que o acusado não é o autor ou partícipe do fato, não

ocorrerá sua impronúncia, e, sim, sua absolvição sumária!

Questão 29    (VUNESP/TJ-MS/TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS) O

questionário contendo os quesitos a serem apreciados pelos jurados no Tribunal do Júri,

de acordo com o art. 483 do CPP, deverá ser formulado na seguinte ordem, e indagando

sobre:

a) materialidade, autoria, nexo de causalidade, qualificadoras e causas de aumen-

to e diminuição de pena.

b) materialidade, autoria, privilégios e qualificadoras, causas de aumento e diminuição.

c) materialidade, autoria, se o acusado deve ser absolvido, se existe causa de di-

minuição de pena, circunstâncias qualificadoras, ou causas de aumento de pena.

d) autoria, materialidade, agravantes e atenuantes, causas de aumento e de

diminuição de pena.

e) autoria, materialidade, causas de aumento e de diminuição de pena.

Letra c.

Olha a que ponto chega o examinador para cobrar a letra da lei: exigir que o can-

didato saiba a ORDEM da formulação de quesitos aos jurados. Um absurdo, porém,

aconteceu nesse certame e irá, com certeza, acontecer em outros.

Estamos, é claro, diante do art. 483 do CPP:

Art. 483. Os quesitos serão formulados na seguinte ordem, indagando sobre: (Redação


dada pela Lei n. 11.689, de 2008)
I – a materialidade do fato; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008)
II – a autoria ou participação; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008)
III – se o acusado deve ser absolvido; (Incluído pela Lei n. 11.689, de 2008)

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IV – se existe causa de diminuição de pena alegada pela defesa; (Incluído pela Lei n.
11.689, de 2008)
V – se existe circunstância qualificadora ou causa de aumento de pena reconhecidas na
pronúncia ou em decisões posteriores que julgaram admissível a acusação. (Incluído
pela Lei n. 11.689, de 2008)

Q uestão 30    (FCC/MPE-PE/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Na instrução preliminar

do procedimento do júri,

a) o Ministério Público poderá arrolar até o máximo de oito testemunhas, concluin-

do-se o procedimento no prazo máximo de cento e vinte dias.

b) não apresentada a resposta no prazo legal, o juiz considerará preclusa a opor-

tunidade e designará audiência.

c) a sentença deve ser necessariamente proferida em audiência.

d) arguidas preliminares na defesa, sobre elas o Ministério Público deverá ser ou-

vido em audiência.

e) as exceções serão processadas em apartado.

Letra e.

Mais uma vez o examinador se atém à letra da lei, pura e simples:

Art. 407. As exceções serão processadas em apartado, nos termos dos arts. 95 a 112
deste Código.

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