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INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HISTÓRIA

16. (Consulplan-Gararu-SE/2007) Segundo Ciro Flamarion Cardoso (Ciro Flamarion Cardoso.


Domínios da história página 7 e 8.) alguns pontos são básicos para sintetizar a Escola dos
Analles, EXCETO:
A) Ampliação do uso da história oral, dos vestígios, da iconografia.
B) A tomada de consciência da pluralidade, dos níveis da temporalidade, das conjunturas e das
estruturas.
C) Abandono da história centrada em fatos isolados e uma abertura preferencial aos aspectos
coletivos.
D) Afirmação da história narração, buscando alcançar a cientificidade do conhecimento.
E) Permanente debate crítico entre as ciências sociais, sem reconhecer fronteiras entre elas.

17. (Consulplan-Gararu-SE/2007) Todas as afirmativas abaixo, relacionam a visão Marxista


sobre o conhecimento histórico, EXCETO:
A) A realidade social é mutável.
D) Visão unilateral do conhecimento histórico.
B) O sujeito do conhecimento é ativo.
E) A teoria do conhecimento é realista.
C) Vinculação dinâmica entre o presente e o passado.

(AOCP-RJ/2013) Convencionou-se denominar História Oral ao uso de informações obtidas


por meio de entrevistas na investigação histórica. O termo é bastante controverso e
apresenta diversos problemas que demandam constantes debates por historiadores.
Assinale a alternativa que NÃO se relaciona corretamente ao que é a História Oral como
método de pesquisa histórica.
A) Metodologia de pesquisa e de constituição de fontes para o estudo da história
contemporânea surgida em meados do século XX.
B) Ao utilizar este método o recomendável é que o historiador mantenha uma interação
permanente com outros tipos de fontes.
C) Apesar do alargado uso da fonte oral, este método não é aceito pela história por não ser
considerado científico.
D) O objeto central da História Oral reside nas representações individuais ou coletivas do
passado tal como narradas em entrevistas.
E) Pesquisadores utilizam a História Oral para construir “contra narrativas” radicais, seus
objetos-sujeitos são as classes populares, os grupos marginais e as minorias étnicas de gênero.

(Consulplan – João Câmara/RN – 2005) Um compromisso fundamental da história encontra-se na


sua relação com a memória. Sobre esta relação é correto afirmar, EXCETO:
A) É necessário livrar as novas gerações da “amnésia social” que compromete a constituição das
identidades individuais e coletivas.
B) O direito à memória faz parte da cidadania cultural e revela a necessidade de debates sobre o
conceito de preservação das obras humanas.
C) Retirar os alunos da sala de aula proporcionando-lhes contato ativo e crítico com ruas, praças e
edifício públicos.
D) Buscar a realização de atividades específicas voltadas para o resgate da memória, como filmes
antigos, visitas a museus e arquivos como prioridade, é fundamental.
E) Redimensionar as ações docentes, correlacionando os processos de construção de identidades
atuais com as gerações passadas.

(Consulplan – João Câmara/RN – 2005) São competências e habilidades a serem desenvolvidas


em História:
A) Analisar e copiar fontes documentais de natureza diversa, reconhecendo a importância dos
documentos para a produção e a veracidade do conhecimento histórico.
B) Relativizar as diversas concepções de tempo e as diversas formas de periodização do tempo
cronológico, reconhecendo as como construções culturais e históricas.
C) Construir uma visão contínua e permanente dos processos históricos.
D) Comparar e analisar as grandes revoluções que ocorreram na História Mundial buscando as
origens dos problemas sociais da atualidade.
E) Perceber a importância da coletividade reconhecendo o papel do grupo para a melhoria da
qualidade de vida para as gerações futuras.

TEMÁTICA – ESCRAVIDÃO
(UEFS/2012.1) 1 a 5
Do ponto de vista social, o trabalho é considerado mais sob o aspecto em que diz
respeito aos homens que o efetuam do que sob o ângulo em que aumenta a riqueza
dos que o dirigem. As condições sociais do trabalho dependem do sistema
econômico, do grau de desenvolvimento das forças produtivas, do grau de
organização dos trabalhadores, da legislação e da regulamentação do Estado (Direito
do Trabalho). (BIROU, 1978, p. 409).
Com base na análise do texto e nos conhecimentos a respeito da evolução das
relações de trabalho na história da humanidade, desde os tempos antigos até a
contemporaneidade, responda às questões a seguir.
01. (UEFS/2012.1) A construção de obras públicas nas civilizações clássicas da antiga
Grécia e Roma foram possibilitadas
A) pela prática do coletivismo primitivo, que igualava todos os habitantes de uma
mesma região.
B) pela adoção do sistema de castas, relacionadas aos padrões religiosos então
vigentes.
C) pela valorização do trabalho estrangeiro, mão de obra preferida em todas as
regiões.
D) pelo recrutamento dos servidores dos templos para obras temporárias.
E) pela submissão das classes dominadas ao trabalho escravo.

02. (UEFS/2012.1) A expansão do escravismo na estrutura econômica da Antiga


Roma está diretamente relacionada
A) à penetração dos povos chamados bárbaros nas fronteiras ocidentais e
meridionais, no Período Republicano.
B) às expedições exploradoras enviadas ao continente africano, contínua fonte de
fornecimento de escravos.
C) à expansão do povoamento nas áreas rurais, onde as pequenas propriedades eram
a base do abastecimento do Império.
D) aos acordos de não agressão firmados entre romanos e gregos, ainda no período
da Monarquia.
E) às conquistas militares e territoriais, que resultaram na política imperialista, e à
mudança de hábitos sociais e de consumo.

03. (UEFS/2012.1) As relações de servidão, que se constituíram como bases do


trabalho, no modo de produção feudal, apresentavam como característica principal
A) a indissolubilidade dos laços existentes entre o trabalhador e a terra.
B) o direito de vida e de morte do senhor sobre a pessoa do servo.
C) o direito de livre circulação e de livre associação entre o trabalhador e a cidade.
D) o livre exercício de qualquer prática religiosa por parte do trabalhador e de sua
família.
E) o controle do número de filhos, como condição de permanência da família servil nas
terras do senhor.

04. (UEFS/2012.1) O estabelecimento da escravidão como base da produção colonial,


na Idade Moderna, está associado
A) ao desconhecimento de outras formas de mão de obra pelos exploradores da
época.
B) à expansão do islamismo no Ocidente e sua crença na inferioridade racial de
negros e indígenas.
C) à ampliação, na Europa, do mercado de trabalho para os servos da gleba,
impedindo a emigração de trabalhadores para o Novo Mundo.
D) à atribuição do valor de mercadoria aos seres humanos capturados e escravizados,
gerando e alimentando um novo mercado consumidor.
E) à baixa densidade demográfica registrada nas áreas coloniais e sua incapacidade
de atender às necessidades da produção para o mercado.

05. (UEFS/2012.1) A sobrevivência do trabalho semelhante à escravidão, nos dias


atuais, expressa
A) a falência, em todo o mundo, dos valores humanitários que derrubaram a
escravidão no século XIX.
B) o retorno dos condicionamentos econômicos e políticos que produziram a
escravidão no mundo do mercantilismo.
C) a permanência de bolsões de pobreza que, explorados direta ou indiretamente por
interesses empresariais, alimentam, a baixo custo, o mercado capitalista.
D) a dependência das economias dos países emergentes frente ao capital gerado pelo
trabalho escravo.
E) a permissividade e a complacência com que governos e órgãos públicos tratam os
responsáveis por essas atividades.
D) o livre exercício de qualquer prática religiosa por parte do trabalhador e de sua
família.
E) o controle do número de filhos, como condição de permanência da família servil nas
terras do senhor.

TEMÁTICA – INVASÕES TERRITORIAIS


6 a 10 (UEFS/2012.1)
O período pós-medieval foi um período de vastas demarcações e de consolidações
em grande escala. Dentro dos limites definidos do novo domínio territorial,
estabeleceram-se áreas unificadas de administração. [...] Na Idade Média, o mosaico
histórico constituído pelos privilégios, deveres e direitos feudais e municipais,
fundados em dedicatórias, preempções, conquistas, cartas, casamentos, quase
dispensaria referência; fora da Igreja não havia campo contínuo de governo. Mas o
novo domínio territorial, ao contrário, podia ser visto ou pelo menos imaginado; era um
todo visível, e cada país que fosse politicamente unificado tornava-se, por assim dizer,
um quadro completo em si mesmo. Essa imagem mental do poder só se tornou
possível quando a continuidade territorial passou a ser um atributo do Estado
soberano. Ali onde as fronteiras geográficas vieram reforçar essa imagem, como na
Inglaterra, o Estado nacional se desenvolveu mais cedo e continuou por mais tempo o
seu desenvolvimento. (MUMFORD, 1958, p. 192-193).
A partir do texto e dos conhecimentos sobre a formação geopolítica europeia do início
da Idade Média até a contemporaneidade, responda às questões a seguir.

06. (UEFS/2012.1) Do ponto de vista da geopolítica, a queda do Império Romano do


Ocidente, no século V (476 aD), representou
A) a queda das bases culturais greco-romanas, frente à força política e militar dos
povos germânicos.
B) o desaparecimento de uma estrutura administrativa, política e territorial
fundamentada na centralização do poder monárquico.
C) uma ameaça à estabilidade do Império Romano do Oriente, atacado e destruído
pelos hunos, nessa mesma época.
D) a substituição do modelo administrativo romano pela fixação do modelo dos povos
bárbaros, baseado na organização clânica e tribal.
E) a valorização das terras ao redor da bacia do Mediterrâneo, cujo controle passou
para as mãos dos mongóis e dos turcos, nesse período.
07. (UEFS/2012.1) Ao afirmar que, na Idade Média, “fora da Igreja não havia campo
contínuo de governo”, o texto evidencia que
A) a ameaça dos bárbaros nórdicos (vikings) fortalecia o caráter fracionado da
geopolítica medieval.
B) a Igreja era a única instituição a dominar política e economicamente o território da
Europa Medieval.
C) o despotismo e a intolerância do catolicismo medieval asseguravam a unidade
geopolítica europeia.
D) os laços que garantiam as unidades políticas medievais obedeciam a tradições e a
critérios estabelecidos no antigo Império Romano.
E) a geopolítica da Europa Medieval caracterizava-se, com exceção da Igreja, pela
formação de unidades políticas fundamentadas na fragmentação.

08. (UEFS/2012.1) O texto identifica como fator primordial para o estabelecimento do


Estado nacional/soberano, que caracterizou a geopolítica europeia no período pós-
medieval, a
A) unificação entre todas as classes e seu apoio irrestrito à Igreja.
B) presença de um poder hereditário, garantido por casamentos e privilégios.
C) continuidade territorial, fortalecida por fronteiras geográficas precisas.
D) consolidação de antigos privilégios dinásticos construídos desde o início da Alta
Idade Média.
E) aliança política e econômica entre os novos Estados, como garantia de preservação
das fronteiras.

09. (UEFS/2012.1) Do ponto de vista da geopolítica europeia no século XIX, o


Congresso de Viena representou
A) a busca do equilíbrio e da legitimidade, como caminhos para satisfazer aos
interesses territoriais das grandes potências e restabelecer o Antigo Regime.
B) a oportunidade para o reconhecimento dos direitos nacionalistas de pequenos
estados aniquilados pela política napoleônica.
C) a vitória do liberalismo divulgado pela Revolução Francesa e o combate sistemático
aos governos orientados pelo “despotismo esclarecido”.
D) o reconhecimento da legitimidade dos grandes impérios coloniais, cujas fronteiras
foram desenhadas na Conferência de Berlim.
E) a perda definitiva da autonomia política dos pequenos estados, como a Turquia, o
Líbano e a Argélia.

10. (UEFS/2012.1) A importância da continuidade territorial, registrada no texto,


comprovou-se na história contemporânea europeia, no fato histórico relativo
A) à formação do Pacto de Varsóvia, como oposição à criação da OTAN pelos países
europeus capitalistas.
B) à atuação do sindicato Solidariedade no cenário político da Polônia pós-socialista,
em defesa da unidade do território nacional.
C) ao reconhecimento da independência do país basco pelo governo espanhol,
finalizando anos de disputa territorial e de terrorismo.
D) à reunificação das Alemanhas (Ocidental e Oriental), um dos resultados mais
relevantes da desagregação da URSS e da falência da Guerra Fria.
E) aos conflitos entre protestantes e católicos, que atingem a Irlanda do Norte, na sua
luta pela implantação da monarquia no país.

INTEGRAÇÃO CULTURAL
(UEFS/2011.2) Questões de 6 a 10
I.
Dentre essas Revoluções Atlânticas, denominação adotada por vários historiadores,
destaca-se a Revolução Industrial, que, promovida pela burguesia triunfante,
representou o momento decisivo da vitória do capitalismo como forma de produção
econômica predominante e única em várias sociedades da Europa Ocidental.
Isso é o mesmo que dizer que, a partir desse momento, a sobrevivência da maioria
das pessoas teria por base um trabalho assalariado.
(AQUINO et al., 1993, p. 114).
II.
A própria integração da economia global acentuou-se a partir dos anos 1990, por
intermédio da revolução tecnológica, especialmente no setor de telecomunicações. A
internet, rede mundial de computadores, revelou-se a mais inovadora tecnologia de
comunicação e informação do planeta. A troca de informações (dados, voz e imagens)
tornou-ser quase instantânea, o que acelerou muito o fechamento de negócios. [...]
Com a expansão do comércio e as facilidades da rede mundial de computadores,
ocorreu a intensificação do fluxo de capitais entre os países.
A busca de maior lucratividade levou as empresas a investir cada vez mais no
mercado financeiro, que se tornou o epicentro da economia globalizada.
(A HEGEMONIA..., 2008, p. 152-153).

06. (UEFS/2011.2) No modo de produção feudal, que predominou na Europa nos


séculos anteriores ao período focalizado no texto I, a “sobrevivência da maioria das
pessoas” dependia
A) da submissão de sua força de trabalho ao regime de servidão.
B) da ação beneficente da Igreja, que se comprometia em alimentar populações
inteiras, como prova de caridade.
C) da gratuidade dos alimentos distribuídos pelos senhores feudais aos habitantes de
suas propriedades.
D) do livre comércio, que se processava entre os feudos, fortalecido pela qualidade e
pela segurança das estradas da época.
E) do trabalho escravo, que permanecia na Europa como modo de produção mais
utilizado.

07. (UEFS/2011.2) A vitória do capitalismo, afirmada no texto I, foi precedida, na


Europa, por fatores que a favoreceram, destacando-se, dentre eles,
A) as guerras de religião, quando a Igreja Católica impôs sua ideologia econômica do
justo preço a todos os países comerciais.
B) a revolução de Avís em Portugal, responsável pelo fortalecimento da classe feudal
no governo do país.
C) a acumulação primitiva do capital, gerado, em grande parte, pela exploração
colonial, pela mineração e pelo tráfico de escravos.
D) o Renascimento artístico, responsável pelo embelezamento das cidades e pelo
aprimoramento educacional das massas populares.
E) as invasões holandesas na América luso-espanhola e a desagregação do mercado
monopolista do açúcar.
08. (UEFS/2011.2) A “burguesia triunfante”, a que se refere o texto I, expressou seu
poder político, dentre outros,
A) na fundação das Companhias das Índias Orientais e das Índias Ocidentais, pelos
holandeses, no século XIX.
B) nas revoluções inglesas do século XVII e na revolta das colônias inglesas da
América do Norte contra a dominação metropolitana.
C) na organização das corporações de ofícios e no controle da produção artesanal,
nas áreas urbanas europeias.
D) na aliança promovida entre a burguesia e o proletariado, nas revoluções liberais de
1830 e 1848, nas ex-colônias ibéricas da América.
E) no apoio prestado aos países absolutistas europeus, que se coligaram contra a
França revolucionaria, nas duas primeiras décadas do século XIX.

09. (UEFS/2011.2) A integração da economia global, a que se refere o texto II,


expressou-se, no final do século XX,
A) na elevação das tensões entre o bloco socialista e o bloco capitalista, que mantêm
afastados do mercado mundial os países socialistas, até os dias atuais.
B) no aprofundamento dos laços de cooperação entre os países asiáticos,
promovendo, por exemplo, a parceria entre a rica Arábia e a pobre Bangladesh.
C) na queda, em 1990, das barreiras econômicas impostas pelos Estados Unidos à
república socialista de Cuba.
D) na integração dos países da América Latina ao Mercosul, liderado, desde a sua
fundação, em 1991, pelo Chile.
E) na formação dos blocos econômicos fundamentados no livre mercado e na
derrubada das barreiras protecionistas comerciais.

10. (UEFS/2011.2) Segundo o texto II, o que caracteriza, na contemporaneidade, a


economia globalizada é a
A) hegemonia do capital financeiro, como referência das relações no mercado
internacional.
B) facilidade de aquisição de computadores pelas classes populares.
C) formação dos grandes cartéis da indústria automobilista e da eletrônica.
D) retração do mercado consumidor, promovida pela pressão da revolução
tecnológica.
E) dominação norte-americana no mercado mundial, apoiada pelos países
componentes da OEA (Organização dos Estados Americanos).

(UNEB/2014) Lembranças de Makoko, uma das mais famigeradas comunidades de


posseiros em Lagos, na Nigéria — metrópole presa entre a modernidade e a miséria.
Com centenas de modos de transferência assíncronos (ATM, na sigla em inglês),
recordes de centros de internet e milhões de telefones celulares, essa cidade agitada
e congestionada com 8 milhões a 17 milhões de habitantes (dependendo de onde se
traça a linha de contorno ou de quem faz a contagem) está conectada à grade global.
Centro internacional de negócios empresariais e capital comercial do país mais
populoso da África, Lagos atrai perto de 600 mil novos visitantes todos os anos. Mas a
maioria dos bairros, mesmo alguns dos melhores, não dispõe de água encanada,
saneamento básico e eletricidade. Makoko — parte sobre terra firme, parte flutuando
sobre lagoas — é uma das comunidades mais carentes da megalópole. Bairros como
esse existem no mundo todo. [...] Quando os governos negam a essas comunidades o
direito de existir, as pessoas demoram mais para melhorar suas casas.
Quando as autoridades do Rio de Janeiro decretaram guerra às favelas nos anos 60,
por exemplo, as pessoas temiam ser expulsas de suas casas, ou que estas fossem
incendiadas e por isso não tinham pressa em melhorá-las. A maioria das favelas
permaneceu primitiva — pouco diferentes das cabanas de barro e dos barracos de
madeira de Mumbai e Nairóbi. Mas quando os políticos perceberam a reação e
passaram a se comprometer com as comunidades, elas começaram a proliferar sem
controle. (NEUWIRTH, 2013. p. 22-24-26).

(UNEB/2014) Considerando-se as informações contidas no texto e os conhecimentos


sobre a organização do espaço mundial, é correto afirmar:
A) As regiões onde a urbanização ainda é incipiente se restringem ao Sudeste
Asiático.
B) A economia subterrânea, nas favelas, movimenta grandes capitais sem a
interferência do Estado.
C) A proliferação das favelas nos hemisférios Norte e Sul saiu do controle dos órgãos
governamentais, porque a explosão demográfica impede ações que sejam capazes de
inibir a ocupação desordenada do solo.
D) A formação de mutirões possibilitou aos favelados a urbanização de espaços onde
os centros comerciais e o comércio informal compartilham os lucros.
E) A informalidade do submundo econômico, nas favelas, é responsável pelo tráfico de
drogas, pela violência e por demais mazelas das grandes cidades, ameaçando, assim,
o desenvolvimento global.
(UNEB/2014) As cidades, na história, tiveram seu desenvolvimento relacionado a
diversos fatores socioeconômicos e geopolíticos, a exemplo das cidades
A) independentes, com governo próprio, surgidas na Mesopotâmia, cuja base
escravocrata da produção possibilitou a constituição de impérios de longa duração.
B) gregas da Antiguidade Clássica, cuja unidade cultural foi determinante para o
estabelecimento da centralização política e da democracia, regime que unificava
politicamente a sociedade.
C) medievais, nas quais as feiras se tornaram o centro político e econômico local,
enfraquecendo o poder dos senhores feudais e da Igreja Católica e determinando a
fragmentação política feudal.
D) africanas, onde se verificou uma expansão urbana durante a dominação sarracena
no norte do continente, resultante, entre outros, das atividades de extração de sal e de
ouro.
E) pré-colombianas, onde a ausência de um poder centralizado e da acumulação de
riquezas contribuiu para a sua rápida dominação pelos conquistadores espanhóis.

(UNEB/2014) A África é um continente marcado pelos contrastes e teve sua história


intimamente relacionada ao desenvolvimento econômico da Europa, durante
A) a utilização, pelo europeu, do modelo de escravidão africano e de sua modalidade
de tráfico, na implantação do sistema colonial americano.
B) a penetração do elemento europeu no interior do continente a partir da expansão
imperialista do século XIX, interessada na ampliação dos mercados e na aplicação do
excedente de capital industrial.
C) a Segunda Guerra Mundial, contribuindo para o desenvolvimento autônomo das
sociedades africanas, em função de os conflitos armados terem sido restritos ao
continente europeu.
D) a Guerra Fria, quando se estabeleceu uma política desinteressada dos europeus e
dos norte-americanos em relação a esse continente, devido ao fato de estarem
focados nas suas divergências com a União Soviética.
E) o processo de descolonização, que estabeleceu por princípio o pan-africanismo,
conquistada pela Unidade Africana, por meio de negociações pacíficas e de retorno de
vantagens econômicas com a Inglaterra e a França.

(UNEB/2014) A origem das favelas está relacionada à pobreza e à desigualdade


social, contudo, no caso específico do Rio de Janeiro, as favelas surgiram em função
da
A) transferência da capital de Salvador para o Rio de Janeiro, consequência do
desenvolvimento da economia cafeeira, o que provocou uma grande inflação e o
empobrecimento da população em geral.
B) transmigração da Corte portuguesa para o Brasil, que expulsou a elite brasileira de
suas propriedades urbanas, forçando a abrigar a nobreza portuguesa, e que desalojou
centenas de cariocas de todos os níveis sociais para acomodar as necessidades
físicas do novo governo.
C) Era Mauá, cujo desenvolvimento industrial atraiu a mão de obra de operários
oriundos do campo, que, devido às péssimas condições salariais, se concentraram
nas áreas mais miseráveis da cidade.
D) reforma urbana no centro do Rio de Janeiro, durante a Primeira República, que,
inspirada no modelo urbanístico europeu, derrubou casarões coloniais, moradia da
população de baixa renda, que passou a buscar abrigo nos morros cariocas.
E) política repressiva do regime ditatorial militar, nos anos 60 do século passado, que
atuou incisivamente contra a população carente e dos bairros proletários, buscando
conter as manifestações e os focos de resistência ao governo.

ANTIGUIDADE ORIENTAL
20. (CONPASS-Extremoz/2013) Os fenícios habitavam a costa do atual Líbano, uma estreita
faixa de terra, comprimida entre o mar e as montanhas. A geografia do seu território tinha
como característica um litoral cortado por ilhas, com presença de diversos portos. Não foi
característica dessa civilização:
A) A ausência do cultivo, da caça e da pesca, pois as trocas comerciais arrecadavam os
suprimentos de subsistência necessários para sociedade.
B) A presença de poderosas cidades fenícias, fortalecidas pelo crescimento do comércio e
artesanato, as quais dominaram territórios e estenderam suas rotas comerciais por todo o
Mediterrâneo.
C) Nas trocas comerciais foi comum, inicialmente, a prática do escambo e, posteriormente, o
surgimento das primeiras moedas, cujas quais se tornaram eficientes instrumentos
facilitadores do comércio e do símbolo de riqueza.
D) A ausência de um Estado unificado, tal como ocorreu no Egito, por exemplo, já que era
comum cada cidade ter um Estado independente.
E) A criação de códigos e símbolos, resultando no desenvolvimento de um sistema de escrita, a
fim de facilitar a comunicação dessa sociedade, principalmente no trabalho e na administração
dos negócios.

GRÉCIA ANTIGA
01. (UEFS/2012.2) Embora as sociedades grega e romana fossem desiguais e de
caráter aristocrático, privilegiando o nascimento e as tradições, ambas abriam espaços
para a participação popular na vida política, através
A) do papel das assembleias Eclésia, entre os gregos, e Comitia, entre os romanos,
cujos componentes tinham direito de voto.
B) da atuação dos edis que, tanto entre os gregos quanto entre os romanos, eram
responsáveis pela manutenção da ordem e dos bons costumes entre a população.
C) dos tribunos da plebe, cargo criado pelos gregos e copiado pelos romanos,
destinados a fazer os discursos nas tribunas do Senado.
D) da Lei romana das Doze Tábuas e das reformas de Dracon, na Grécia.
E) da votação direta para os candidatos ao Areópago grego e para o Senado romano.

(CONPASS-Extremoz/2013) A criação do ostracismo por Clístenes, por volta do


século VI a. C., consistia:
A) na defesa da elite eupátrida em dar continuidade a tirania estabelecida na pólis
ateniense, assegurando, através da força militar, o seu prestígio político.
B) no dispositivo legal em defesa da democracia, tratando-se do exílio, por dez anos,
de todo aquele que fosse considerado uma ameaça ao regime político estabelecido.
C) na condenação jurídica dos governantes que destoassem dos interesses da
aristocracia espartana, punindo-os com a perda dos direitos políticos e de suas
propriedades.
D) na votação de dez membros da assembleia grega, onde a maioria decidiria as
condenações de políticos acusados por corrupção.
E) na filosofia política, na qual pregava o isolamento dos cidadãos atenienses
defensores dos governos demagogos.

03. (CONPASS-Extremoz/2013) Observe a imagem e o texto a seguir:


Laocoonte e seus filhos – cerca de 25 a.C.
Laocoonte
“Eis uma das obras-primas mais admiradas de toda a Antiguidade. Os personagens
fazem parte da semi-lendária guerra de Tróia. Um dia, os gregos colocaram diante das
muralhas um imenso cavalo de madeira e fingiram a retirada. O sacerdote troiano
Laocoonte advertiu de que poderia ser um truque. No entanto, não lhe deram atenção
e o cavalo foi recebido. À noite, os soldados gregos saíram do bojo do cavalo e
dominaram Tróia de surpresa. Como a deusa Atena estava do lado dos gregos,
resolveu se vingar de Laocoonte por ter quase atrapalhado seus planos. Duas
serpentes gigantescas saíram do mar e envolveram Laocoonte e seus filhos. A
escultura os imagina no momento mais doloroso de sua agonia. O homem, enlaçado
pelas serpentes, luta, contorce-se, curva-se. Mas, os filhos, ainda fracos e
inexperientes, sem envergadura para a luta, são facilmente envolvidos pelas mesmas.
Laocoonte consegue afastar o abraço compressor do réptil. Contudo, o sacerdote
sente a impotência em não poder auxiliar os filhos e o desespero é demonstrado no
seu semblante de lutador.”
Disponível em: http://www.sampa.art.br/ (Texto adaptado).
De acordo com os textos visual e escrito, pode-se afirmar que tal obra:
A) Aborda a participação do Império Macedônico na guerra descrita, marcada pela
imponência da serpente sobre o sacerdote troiano e seus filhos.
B) Apresenta características da arte micênica, típicos da apresentação grandiosa e
representação da violência.
C) Contextualiza o momento áureo do imperialismo ateniense, cujo qual, através da
liderança da Liga de Delos, comandou a invasão grega a Troia e impôs a força dos
deuses.
D) Demonstra a principal característica da cultura clássica grega, o humanismo,
marcada por elementos de luxo e de grandiosidade, refletidos na obra pela
importância da lenda.
E) Reflete características da cultura helenística, cuja qual se caracterizou pela
presença de elementos artísticos gregos e orientais, pelo monumentalismo e por
componentes dos tempos de guerra.

ROMA ANTIGA
(UEFS/2014.1)
Quanta
Quanta do latim
Plural de quantum
Quando quase não há Quantidade que se medir
Qualidade que se expressar Fragmento infinitésimo
Quase que apenas mental Quantum granulado no mel
Quantum ondulado no sal
Mel de urânio, sal de rádio
Qualquer coisa quase ideal
Cântico dos cânticos
Quântico dos quânticos
De pensamento em chamas
Inspiração
Arte de criar o saber
Arte, descoberta, invenção
Teoria em grego quer dizer
O ser em contemplação
Sei que a arte é irmã da ciência
Ambas filhas de um Deus fugaz
Que faz num momento
E no mesmo momento desfaz
Esse vago Deus por trás do mundo
Por detrás do detrás
(GIL, 2013).
01. (UEFS/2014.1) A civilização ocidental formou-se através de influências diversas ao
longo do seu processo histórico, a exemplo da
A) emergência do pensamento filosófico-lógico, entre os gregos, em detrimento do até
então “modo mítico de pensar”, em função da possibilidade do deslocamento de
setores sociais para atividades contemplativas.
B) adoção da cultura mística oriental persa, pela sociedade grega clássica, que, após
as guerras médicas, levou o pensamento socrático a crises sucessivas.
C) estrutura do pensamento aristotélico contemplativo, fruto da expansão do Império
Romano, que realizou descobertas e invenções que pouco contribuíram para o
desenvolvimento do pensamento filosófico clássico.
D) barreira enfrentada pelas ciências greco-romanas, em função da hegemonia das
artes, da religião e dos mitos sobre a cultura clássica, impossibilitando o livre
desenvolvimento do racionalismo.
E) constante inclusão de palavras do latim vernáculo no vocabulário cotidiano, a
exemplo da língua portuguesa, cuja dinâmica ocorre dessa constante recriação e
adição do vernáculo da antiga sociedade romana.

02. (UEFS/2014.1) Tomando-se como referência a composição musical, associada


aos conhecimentos sobre o período medieval, é correto afirmar:
A) O desenvolvimento científico e filosófico menosprezou o papel da Igreja Católica,
que, assim, tornou esse período conhecido como Idade das Trevas, conceito que pode
ser associado aos versos “Quando quase não há / Quantidade que se medir”.
B) A religião muçulmana impediu o desenvolvimento do pensamento racional entre os
árabes, em decorrência do aspecto fundamentalista inerente ao islamismo, o que pode
ser associado ao verso “Quase que apenas mental / Quantum granulado no mel”.
C) O controle do império muçulmano sobre o Oriente resultou no bloqueio das rotas
comerciais entre o Ocidente e Oriente, durante a Baixa Idade Média, o que pode ser
associado aos versos “Mel de urânio, sal de rádio / Qualquer coisa quase ideal”.
D) A religião influenciou a maioria dos aspectos da vida cotidiana e da produção
intelectual medieval, aspecto que pode ser identificado no verso “Sei que a arte é irmã
da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz”.
E) As heresias medievais anularam o poder secular da Igreja Católica, com a
ascendência de outras religiões dualistas, o judaísmo e o islamismo, aspecto que pode
ser associado aos versos “Esse vago Deus por trás do mundo / Por detrás do detrás”.

03. (UEFS/2014.1)
A composição musical estabelece uma reflexão sobre o diálogo entre religião, filosofia,
arte e ciência, a relatividade da verdade, vivido pelas sociedades ocidentais no
período
A) clássico.
B) feudal.
C) renascentista.
D) comunista.
E) pós-moderno.

(UEFS/2011.2) Questões de 1 a 5
A bacia do Mediterrâneo

Relacione essas questões com as áreas indicadas no mapa com 1, 2, 3, 4 e 5.

01. (UEFS/2011.2) Em 1, o relacionamento entre o norte da África e a República


Romana, na Antiguidade, foi conturbado, entre os séculos III e II a.C. (264 a 146 a.C.),
com a ocorrência das Guerras Púnicas que
A) confrontaram romanos e cartagineses pelo controle dos portos e das atividades
comerciais no Mediterrâneo.
B) garantiram aos comerciantes fenícios a navegação em direção ao oceano Atlântico.
C) impediram a expansão macedônica em direção ao Oriente Médio.
D) tinham por objetivo punir as revoltas escravas em Roma.
E) resultaram na divisão do Império Romano entre Oriente e Ocidente.

02. (UEFS/2011.2) Em 2, organizou-se, a partir do século V d.C., o Reino dos Francos,


como resultado
A) da conquista dos hunos em todo o Império Bizantino.
B) da expansão, fixação e unificação de grupos germânicos na Gália, facilitadas pelo
crescente enfraquecimento do Império Romano.
C) do fortalecimento do imperialismo romano na península Ibérica.
D) da aliança entre a Igreja e os povos bárbaros que invadiram a Europa, vindos do
Extremo Oriente.
E) da vitória dos gauleses sobre as tropas romanas comandadas por Júlio César.

03. (UEFS/2011.2) Nas áreas indicadas por 3, no século VIII, concretizou-se e


fortaleceu-se a dominação árabe, com a organização
A) dos exércitos regulares, compostos por falanges e legiões.
B) do tráfico de escravos, resultante da submissão das populações conquistadas.
C) dos califados de Córdoba, na península Ibérica, e do Cairo, no Egito.
D) de técnicas agrícolas avançadas, responsáveis pela modernização das
comunidades rurais da região.
E) da Liga Hanseática, monopolizadora de todo o comércio terrestre na Europa
Medieval.

04. (UEFS/2011.2) Em 4 estabeleceu-se o imperialismo francês, no século XIX, cuja


presença
A) desalojou os conquistadores árabes e impôs o domínio religioso da França nas
áreas urbanas.
B) permitiu o estabelecimento do tráfico de escravos entre o norte da África e as
colônias francesas no Caribe.
C) deu à França o controle da navegação comercial no oceano Atlântico.
D) atraiu a cobiça de ingleses e alemães, interessados na posição estratégica da
região.
E) garantiu aos franceses a abertura do Canal de Suez e a construção do estreito de
Gibraltar.

05. (UEFS/2011.2) Em 5, eclodiu, no século XXI, uma grave crise política,


A) promovida por grupos religiosos radicais, defensores da completa liberdade
religiosa.
B) como protesto à morte de Osama Bin Laden, levada a efeito por militares norte-
americanos.
C) em defesa da manutenção da aliança desse país com o Estado de Israel.
D) que se opunha à autorização do governo central à imigração em massa de
palestinos e talibãs.
E) resultante da insurreição popular, reivindicadora de reformas democráticas, contra a
longa ditadura de Hosni Mubarak.

01. (UEFS/2013.1) Em meados do século II d.C. [...], a secular e incessante expansão


do Império Romano chegara ao fim. Roma dependia de uma rede de fortes, paredões
de pedra e barreiras naturais para isolar o Império dos bárbaros, termo utilizado para
todos que viviam além de suas fronteiras. Elas eram mantidas intactas por uma
mescla de diplomacia, comércio e violência. No século V, as incursões bárbaras
levaram à queda da parte ocidental do Império. (CURRY; CLARK, 2012, p. 47).
O texto e os conhecimentos sobre a história do Império Romano indicam como uma
das soluções encontradas para contornar o problema da extensão territorial, no século
IV,
A) o estabelecimento do governo dos triunviratos, como estratégia militar para impedir
a invasão dos bárbaros.
B) a conquista da Gália por Marco Antônio, que, após esse fato, foi coroado como
primeiro imperador romano.
C) a aliança firmada com os turcos otomanos, garantindo a proteção às fronteiras do
norte.
D) a concessão da liberdade de cultos aos cristãos, garantindo seu apoio à defesa do
Império.
E) a divisão do Império entre Ocidente e Oriente, ficando as cidades de Roma e
Bizâncio como suas respectivas capitais.

02. (UEFS/2011.2)
Os antigos gregos e romanos, representados na imagem por aspectos de sua história,
apresentaram, como uma das semelhanças entre as duas civilizações, o que está
indicado na alternativa
A) A atribuição da origem divina de seus antepassados, fazendo-os sentir-se
superiores aos povos vizinhos.
B) A supremacia do ideal democrático aliada à prática de eleições, nas quais tanto
homens quanto mulheres podiam participar.
C) A conquista militar, como instrumento de construção de uma estrutura imperialista,
fundamentada na violência e no suborno.
D) A estruturação de suas respectivas organizações políticas processada a partir das
unidades administrativas denominadas cidades-estado.
E) A permanência das duas como sociedades escravistas, apesar das lutas sociais
que marcaram a insatisfação do povo contra seus governos.

IDADE MÉDIA

37. (UDESC/2013.2) Sobre a Europa no período entre o século V e o século XV,


analise as proposições.
I. Durante os séculos VIII e XIV a Península Ibérica foi habitada por povos que
professavam o islamismo, catolicismo e judaísmo.
II. A economia era baseada na produção industrial e as pessoas que trabalhavam
eram majoritariamente servos, e não tinham a propriedade das terras.
III. Este período é marcado pelo grande poder da Igreja Católica.
IV. Neste período ocorreram inovações tecnológicas tais como: o arado de metal, a
rotação de culturas e os moinhos movidos pelo vento ou pela água, o que acarretou
em aumento da produtividade agrícola.
V. Um aspecto marcante, deste período, foram as guerras religiosas contra os povos
que não eram seguidores do catolicismo.
Assinale a alternativa correta.
A. ( ) Somente as afirmativas III, IV e V são verdadeiras.
B. ( ) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
C. ( ) Somente as afirmativas I, III, IV e V são verdadeiras.
D. ( ) Somente as afirmativas I, II e V são verdadeiras.
E. ( ) Todas as afirmativas são verdadeiras.

23. (CONPASS-Extremoz/2013) Foi uma forte marca do feudalismo a combinação de


instituições romanas e tradições germânicas. Com base nessas características, analise as
afirmativas a seguir:
I – O colonato se desenvolveu desde o século III, quando a crise econômica se agravou no
Império Romano. Por iniciativa própria ou estimulados pelo governo, trabalhadores livres
fixaram-se nas grandes propriedades, na condição de colonos. Desse modo perdiam a
autonomia, pois não podiam deixar a propriedade, mas ganhavam um mínimo de proteção e
garantiam a subsistência, ainda que de maneira precária. Nos séculos seguintes, a insegurança
gerada pelas invasões reforçou essas práticas.
II – O beneficium fazia parte da tradição germânica que foi incorporada pelas práticas feudais,
e consistia na concessão do direito de usar a terra em troca de serviços e tributos.
III – O comitatus era uma instituição de tradição romana que ligava chefes militares a
população pobre por meio de obrigações mútuas de serviços e lealdade, reconhecendo esse
grupo submisso como servos. O juramento de fidelidade entre esses chefes e subordinados
originou relações de suserania e vassalagem, típicas da época feudal.
A sequência de(as) afirmativa(s) correta(s) é(são):
A) as afirmativas I e II.
B) as afirmativas II e III.
C) a afirmativa III.
D) todas as afirmativas estão corretas.
E) a afirmativa II.

03. (UEFS/2013.1) Na economia feudal da Baixa Idade Média, um papel importante foi
desempenhado por relações internacionais que ligavam o Oriente ao Ocidente, dentre
elas
A) as rotas da seda e das especiarias, que convergiam, respectivamente, para os
portos de Constantinopla e de Alexandria, que, por sua vez, eram alcançados por
mercadores árabes e venezianos.
B) as grandes feiras, monopolizadas pelos mosteiros, que se mantiveram
concentradas entre os países ibéricos e a região de Champagne, na península Itálica.
C) o surgimento das letras de câmbio, utilizadas para evitar o transporte de grandes
somas de dinheiro, nas perigosas estradas medievais.
D) a navegação comercial, que ligava os portos do mar do Norte e do mar Báltico ao
mar Cáspio, na Turquia.
E) a organização das ligas de mercadores, que articulavam o comércio de
embarcações entre a Inglaterra, a Rússia e as cidades gregas.

04. (UEFS/2013.1) A complexa relação existente entre a Igreja e o poder político, na


Idade Média europeia, pode ser exemplificada pela
A) defesa da Igreja em prol da libertação dos servos, categoria longamente explorada
pelos senhores feudais.
B) cobrança de impostos, estabelecidos pelos senhores feudais, sobre as
propriedades pertencentes à Igreja.
C) luta dos soberanos e cardeais contra a prática da simonia, desenvolvida pelo baixo
clero, nas paróquias europeias.
D) interferência dos senhores feudais na escolha de autoridades eclesiásticas cujos
templos, mosteiros e propriedades ficavam localizados nos seus feudos.
E) necessidade da aprovação da Igreja, para garantir e confirmar a coroação dos
soberanos pelos seus súditos e clientes.

02. (UEFS/2012.2) Entrevistador: Em vários países muçulmanos, a mulher que tirar o


véu em público pode ser presa ou espancada pela polícias religiosa. Isso é moderno?
Abdouni: Essas ações não são preceitos islâmicos, já que se segue o Islã por meio da
convicção, e não da imposição. Porém, sabemos o que acontece quando a mulher tira
a roupa e se expõe, principalmente no mundo ocidental: ela é desrespeitada de forma
inaceitável.
(BARELLA, 2005, p. 14-15).
O trecho da entrevista com o líder muçulmano Ali Mohamed Abdouni, quanto à
situação da mulher na sociedade ocidental contemporânea, exemplifica
A) a submissão da mulher na família como uma prática já ultrapassada em todo o
mundo islâmico.
B) a dificuldade de compreensão, convivência e respeito às diferenças culturais,
observadas no mundo atual.
C) a visão liberal quanto ao vestuário feminino, que vigora no mundo atual, mesmo
quando há diversidade religiosa.
D) o processo de modernização que vem ocorrendo na religião islâmica, neste século
XXI, no que diz respeito às relações de gênero.
E) o distanciamento entre o que estabelecem as religiões e o que acontece na prática
da vida cotidiana, em todos os lugares, quanto ao comportamento exigido das
mulheres.
IDADE MODERNA – EXPANSÃO MARÍTIMA E COLONIALISMO
18. (CONPASS-Extremoz/2013) Fez parte da sistemática da política econômica mercantilista:
A) O conjunto de princípios e práticas econômicas adotados pelos Estados europeus e
orientais, antecedendo o sistema capitalista.
B) O conjunto de medidas e práticas econômicas foi posto em prática no mesmo padrão entre
os países expansionistas como garantia de pleno funcionamento.
C) Práticas econômicas que corroborassem para derrocada do pacto colonial, a fim de cortar
gastos públicos.
D) O comercialismo e a produção manufatureira foram combatidos pelo mercantilismo, pois o
acúmulo de riquezas era voltado para o metalismo e exploração colonial.
E) A busca pela manutenção da balança comercial favorável como uma das práticas adotadas
pelos Estados modernos.

21. (CONPASS-Extremoz/2013) Dentre as particularidades da colonização inglesa na América,


entre os séculos XVII e XVIII, está:
A) A falta de uma máquina político-administrativa autônoma, pela presença de governadores
em cada colônia nomeados pela Coroa, mesmo que nas atividades socioeconômicas não
houvesse interferência da metrópole.
B) O impulso da colonização pela iniciativa privada, por meio das companhias de comércio,
onde em muitas áreas os ingleses se dedicaram à caça, a pesca e à extração de madeiras,
dispersando a colonização por um longo período.
C) A dificuldade em manter o domínio dos territórios entre Canadá e Golfo do México,
perdidos, posteriormente, para os franceses.
D) O fluxo migratório ocorrido nas Treze colônias reuniu apenas colonos advindos da burguesia
puritana inglesa, com relação ao povoamento das colônias do norte e do centro.
E) A relação comercial lucrativa para os colonos envolvidos nessa atividade, estabelecida entre
as colônias inglesas do norte e do centro e o exterior, chamado de comércio triangular.

(Irapei/2013) O fortalecimento do grupo mercantil português no século XV aconteceu em


decorrência de:
a) Uma longa guerra contra os árabes, que favoreceu os comerciantes de armamentos.
b) Patrocínio da realeza, que pagava e incentivava a construção de navios mercantes.
c) Interesse pelo comércio de produtos de luxo e especiarias e necessidade de quebrar o
monopólio das cidades de Flandres e Antuérpia.
d) Portugal ter-se tornado um entreposto na rota comercial que se iniciava nas cidades
italianas e atravessava o estreito de Gibraltar, rumo ao mar do Norte.

RENASCIMENTO
15. (Irapei/2013) É incorreto dizer sobre o Renascimento que:
a) As cidades-estados governadas pelas corporações e guildas passaram às mãos do podestá,
dos condottierie dos chefes das grandes corporações mercantis, impondo a necessidade de um
mecenato político que legitimasse o novo poder político.
b) No século XIV, Trecento, destacam-se Dante, Petrarca e Boccaccio na literatura, e Giotto na
pintura, o qual explica as cores, o movimento e a representação espacial do gótico.
c) No século XV, Quattrocento, destaca-se a Escola Florentina, com Donatello na escultura,
Masaccio na pintura e na técnica do esfumaçamento, Fra Angélico e o tema da espiritualidade
e Botticelli e a aristocratização da arte.
d) No século XVI, Cinquecento, apogeu francês com adoção da arte bizantina renascentista,
fugindo do realismo, introduzindo a luz e o movimento, destacando Visconti na pintura, Claude
Debussy na música com a técnica “ciompi” de notas com som e silêncio e Baudelaire e
Rembaud na literatura, precursores do simbolismo.

UNIMAT/2011.1 O Renascimento pode ser caracterizado como uma tendência cultural


laica, racional e científica, que se estendeu do século XIV ao XVI.
Sobre o Renascimento, assinale a alternativa incorreta.
A) O Renascimento nasceu e atingiu maior expressividade na Itália, justamente o local
onde o desenvolvimento comercial, e, portanto, burguês, foi mais precoce.
B) O Renascimento é contemporâneo ao século das luzes, em que imperavam os
valores dos iluministas franceses como Montesquieu, Voltaire e Rousseau.
C) Um grande precursor do Renascimento literário italiano foi Dante Alighieri, autor de
“A Divina Comédia”.
D) O renascentista Hieronymus Bosch
E) manteve aspectos da tradição gótica com uma obra que mergulhava fundo nos
mistérios do espírito humano, trazendo para as telas o misticismo que ainda
impregnava a atmosfera de regiões recém-saídas da Idade Média. A Renascença
identificou-se com a Antiguidade Clássica, em oposição à Idade Média. O próprio
termo Renascimento foi utilizado nessa época com o propósito de indicar uma ruptura
em relação aos valores e concepções medievais.

03. (UEFS/2013.2) Em 1609, o astrônomo italiano Galileu Galilei apontou pela


primeira vez uma luneta para o céu e iniciou a comprovação da teoria de Nicolau
Copérnico: a de que não era a Terra que estava no centro do sistema solar, mas o
Sol. Iniciava-se uma revolução no pensamento ocidental, então dominado pelos
dogmas da Igreja cristã, que adotou a teoria geocêntrica de Aristóteles e de Ptolomeu.
Durante o final do Império Romano e a Idade Média, era proibido sustentar qualquer
outra ideia que não aquelas apresentadas pela instituição religiosa. Ninguém poderia
ousar questionar as bulas papais, e todos que se envolviam na descrição da natureza
da Terra ou do firmamento deveriam obedecer às ideias equivocadas de que a vida
aqui em baixo era desvinculada do que ocorria nas esferas celestes, movidas
eternamente em círculos e sem qualquer mutação na sua história. Mas Galileu fez a
revolução nos céus procedendo de uma maneira muito simples: ele simplesmente fez
observações. (SILVA FILHO, 2012, p. A2).
Nicolau Copérnico (1473-1548) e Galileu Galilei (1571-1630) destacam-se entre os
participantes do Renascimento Científico e da Revolução Científica dos séculos XVI e
XVII, respectivamente, por pregarem
A) a popularização do conhecimento científico, fazendo-o acessível a todas as classes
sociais de sua época.
B) os princípios da observação e da experimentação, superando a preeminência da fé
sobre a ciência.
C) a obrigatoriedade de aplicação de princípios científicos à produção das obras de
arte, na Itália e na península Ibérica.
D) a prática da livre expressão das ideias e das descobertas, sendo respeitados pelas
instituições políticas e religiosas do seu tempo.
E) a concepção da igualdade de direitos de todos perante as leis que orientavam o
acesso à educação pública e gratuita.

03. (UEFS/2013.1) A Literatura apresenta, de imediato, uma novidade, que é a


utilização das novas línguas nacionais, derivadas do latim:
o espanhol, o português, o italiano, o francês. Tendo como tema central o Homem, os
escritores, com profundo senso crítico, buscaram elaborar um novo conceito de vida e
de homem. A época medieval foi profundamente satirizada em seus valores
essenciais: a cavalaria, a Igreja, a nobreza. (FARIA et al, 1993, p. 51).
As características da literatura renascentista, descritas no texto, estão associadas a
um contexto histórico no qual se destacava
A) o poder da nobreza feudal, responsável pelo governo das cidades e pela cobrança
dos impostos das terras reais.
B) a desagregação da economia da Baixa Idade Média, como resultado da atuação
das Cruzadas no contato com o Oriente.
C) a permanência do escravismo, paralelamente ao trabalho dos servos, como base
da produção da riqueza na economia da Baixa Idade Média.
D) o processo de urbanização, de ascensão da burguesia e da revolução comercial,
que marcou a Baixa Idade Média e o início da Idade Moderna.
E) a formação do Sacro Império Romano Germânico e do Império Italiano, forças
políticas controladoras da Europa na Idade Moderna.
REFORMA
(AOCP-RJ/2013) Reforma religiosa.
A) Teve apoio do Papa, pois a Igreja necessitava reestruturar-se.
B) Foi um movimento que atingiu apenas a elite letrada da época.
C) Não ocasionou influência sobre a formação das economias modernas.
D) Restringiu-se à Igreja Luterana na Alemanha e Anglicana na Inglaterra.
E) Seus princípios não baseavam-se na Bíblia e no cristianismo.

18. (UNEMAT/2012.1) Analise as afirmativas sobre a Reforma Religiosa.


I. A Igreja Anglicana conservou a estrutura e os dogmas da Igreja Católica, com
pequenas alterações. Não foi feita uma reforma profunda nos costumes do clero, que
passou a ser visto pela população como um aliado da Coroa, o que facilitou o
surgimento e a disseminação de uma série de religiões puritanas e protestantes,
normalmente perseguidas pelos reis ingleses.
II. Lutero era um admirador dos escritos de João Huss, herege queimado pela Igreja
em 1415, especialmente de suas ideias sobre a liberdade da Igreja diante dos papas,
sobre a liberdade de consciência individual diante do concílio e sobre a necessidade
de reconduzir o mundo cristão à simplicidade apostólica.
III. Um aspecto importante do calvinismo é a valorização moral do trabalho e da
poupança, que resulta numa situação de bem-estar social e econômico, o que poderia
ser interpretado como sinal favorável de Deus à salvação do indivíduo.
IV. O Anabatismo e o Puritanismo representam movimentos religiosos que estavam
em convergência com os poderes locais e proclamavam o princípio da individualidade,
enfatizavam o discurso da propriedade privada, assemelhando-se ao Calvinismo, que
determinava a desigualdade social, através da teoria da predestinação.
Assinale a alternativa que indica a (s) afirmativa (s) correta (s).
A) I
B) II e III
C) I, II e IV
D) I, II e III

20. (UNIMAT/2011.2) Sobre o movimento da Reforma Protestante é correto afirmar.


A) Teve início na Suíça (1484) e recebeu o nome de Calvinismo.
B) O Luteranismo, na Alemanha, configura o início da Reforma Protestante, e o motivo
que a precipitou foi o fato de o Rei Henrique VIII não obter a permissão para se
divorciar da Rainha Catarina de Aragão.
C) Entre as consequências do movimento Reformista que ocorreu na Europa, no
século XVI, podemos citar a ruptura do cristianismo no Ocidente, conflitos religiosos
entre protestantes e católicos e o fortalecimento dos ideais burgueses.
D) A teoria da Predestinação elaborada pelos protestantes calvinistas defendia a ideia
de que a salvação dos indivíduos seria pela fé e pelas obras.
E) Em algumas regiões da Europa, o movimento da Reforma foi acompanhado por
rebeliões camponesas, como na Alemanha liderada por Thomas Muntzer, e que
recebeu total apoio dos líderes luteranos devido ao seu teor social.

12. (PUC-Rio/2014) “O ódio contra o clero, muito extenso, desempenhou o seu papel
(...). A cobiça, o endividamento e os cálculos políticos, também devem ser levados em
conta. Mas a mensagem dos reformadores, respondeu – isto é indubitável – a uma
intensa sede espiritual que a igreja oficial foi incapaz de satisfazer (...) os pregadores
da reforma não necessitaram de nenhum apoio político para atrair seus partidários,
ainda que esse apoio se fizesse necessário para consolidar os resultados alcançados
pelo ataque inicial dos profetas. Não se pode esquecer que, em seus inícios, a
Reforma foi um movimento espiritual com uma mensagem religiosa.”
Lucien Febvre apud MARQUES, Adhemar Martins; BERUTTI, Flavio Costa, FARIA,
Ricardo de Souza. História Moderna Através de Textos. São Paulo: Contexto, 2005
- coleção textos e documentos - 3.
Em relação aos movimentos religiosos que atingiram a Europa no século XVI, é
INCORRETO afirmar que:
A) Lutero, apesar de não ter sido o primeiro teólogo a se posicionar de forma contrária
à Igreja, apresentava como um dos pontos centrais de seus questionamentos a
condenação da prática, coordenada pelos próprios membros do clero católico, da
venda de indulgências, de relíquias e de cargos religiosos.
B) as reformas religiosas levaram a Europa a testemunhar sangrentas rebeliões e
guerras, que, apesar de figurarem como motivadas por questões de cunho
estritamente religioso, estavam também associadas a disputas políticas ou
insatisfações das camadas menos favorecidas da população.
C) o Anglicanismo surgiu na Inglaterra sob o governo de Henrique VIII. Este, sendo um
religioso fervoroso, começou a questionar e, posteriormente, a criticar, alguns dogmas
como os sacramentos do matrimônio e do celibato. Essa discordância teve como
consequência a ruptura definitiva com a Igreja Católica.
D) a contrarreforma foi a resposta dada pela Igreja Católica, a partir de duas frentes de
ação: por um lado procurou corrigir alguns desvios de conduta de seus membros,
alvos recorrentes de ataque dos reformadores; e por outro reafirmou os dogmas que
foram condenados pelas novas religiões.
E) o calvinismo pregava a devoção à oração e ao trabalho como valores edificadores
daqueles que, segundo a doutrina da predestinação, estariam encaminhados ao
paraíso. Os homens que não vivessem de acordo com esses valores, sinalizariam que
seu destino seria a danação no inferno.

ABSOLUTISMO
06. (PUC-Rio/2013.2) Ao longo dos séculos XVI e XVII, o continente europeu passou
por transformações politicas que afirmaram a forca dos governos monárquicos
absolutistas. Sobre as praticas politicas e econômicas desse tipo de governo, e
INCORRETO afirmar que o Estado absolutista:
A) foi importante para a modernização administrativa dos reinos ao estabelecer
controle sobre a cobrança de impostos e taxas.
B) criou a burocracia civil que contribuiu para a centralização das decisões politicas
nas mãos da elite dirigente.
C) esteve associado a teoria politica que argumentava que o direito de governar do rei
era divino, pois derivava diretamente da vontade popular.
D) contribuiu para a formação dos mercados internos nacionais através de legislação
intervencionista e protecionista.
E) foi capaz de organizar grandes forcas militares profissionais e permanentes, devido
a sua capacidade de concentrar recursos.

(AOCP-RJ/2013) Na Inglaterra, o absolutismo real não foi tão forte como na França e sua
abolição ocorreu precocemente. Por quais motivos isso ocorreu?
A) Tradição liberal-democrática da sociedade inglesa.
B) Enfraquecimento do poder do rei Luiz XV.
C) Força do direito consuetudinário.
D) Características mais democráticas.
E) Força do parlamento, que era uma instituição democrática.

ILUMINISMO
17. (UNIMAT/2011.2) Sobre o Movimento intelectual denominado de Iluminismo, que
teve grande expressividade na Europa Ocidental, a partir dos séculos XVII e XVIII é
correto afirmar.
A) Ao formularem suas teorias, baseavam-se no teocentrismo, e Deus deveria
“iluminar” o destino dos homens.
B) Leonardo da Vinci (1492 a 1519), conhecido como o homem dos “sete
instrumentos”, foi a maior expressão do Iluminismo.
C) Essa nova visão de mundo levou em consideração os anseios da burguesia
desejosa em participar do poder político, ter liberdade econômica e colocar fim aos
privilégios da nobreza.
D) Movimento restrito à França absolutista, suas ideias não chegaram a influenciar
nenhum movimento social ou de independência nas Américas.
E) Os economistas (Fisiocratas e Escola Clássica) foram os pensadores iluministas
que sistematizaram a base da nova ordem econômica: o Mercantilismo.

05. (UEFS/2013.2) O conceito de “Ilustração” ou Iluminismo, elaborado na Europa


Ocidental, no século XVIII, diz respeito
A) à atribuição do poder da razão de promover a iluminação das mentes, na luta
contra o obscurantismo responsável pelas trevas da ignorância, preconceito e
dogmatismo.
B) ao grande progresso industrial que, partindo da França e da Itália, se espalhava por
toda a Europa, promovendo o bem-estar das populações.
C) às grandes obras públicas realizadas no leste europeu pelos reis absolutistas, que
buscavam aplicar as ideias dos filósofos franceses aos seus governos.
D) ao uso de tecnologias modernas, reservadas à produção agrícola dos países
europeus, cujas economias ainda se orientavam pelos padrões medievais.
E) às mudanças políticas que flexibilizaram as relações entre metrópoles europeias e
suas áreas coloniais no Novo Mundo.

12. (UEFS/2013.1) “É uma verdade eterna: qualquer pessoa que tenha o poder tende
a abusar dele. Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que
o poder seja contido pelo poder”. (MONTESQUIEU. In: AQUINO et al. 1993, p. 122).
A afirmativa do filósofo Montesquieu, a respeito da ação e da contenção do poder,
originou
A) a proposta para a condenação à morte, pela vontade popular, de todo o chefe de
poder que se torne absoluto.
B) o movimento renascentista, responsável pela ideia de que “os fins justificam os
meios”.
C) as ideias anarco-sindicalistas, defensoras da intervenção militarista no Estado e da
completa ausência de leis.
D) a teoria da divisão da soberania em três poderes independentes e harmônicos
entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
E) o movimento operário, no Brasil Império, destinado a conter o poder da monarquia
absolutista que governava o país.

LIBERALISMO POLÍTICO
22. (CONPASS-Extremoz/2013) O documento inglês produzido pelo Parlamento em 1628,
durante o reinado de Carlos I, que dentre suas prescrições proibia a Coroa de criar novos
impostos sem a prévia aprovação dos parlamentares, foi:
A) A Petição de Direitos.
B) Declaração da Revolução Puritana.
C) Atos do Commonwealth.
D) Declaração dos Direitos do Cidadão.
E) Atos de Tolerância.

12. (UNEMAT/2010.1) Sobre o processo de Independência das Treze Colônias,


atualmente, Estados Unidos da América, é incorreto afirmar.
A) A Lei do Chá (1773), que obrigava os colonos a adquirirem este produto somente
da Inglaterra, foi um motivos que levaram as Treze Colônias a lutar pela
independência.
B) A Declaração de Independência dos Estados Unidos da América foi assinada, no
ano de 1776, pelos representantes das Treze Colônias.
C) A Constituição dos Estados Unidos, proclamada em 1787, adotou para o país o
voto censitário e masculino.
D) O reconhecimento da Independência dos Estados Unidos da América, pela
Inglaterra, ocorreu em 1783.
E) A França e a Espanha apoiaram a Inglaterra na luta contra as Treze Colônias
porque temiam que suas colônias na América também se sublevassem.

(UEFS/2013.2) 06 e 07 No século XIX, podemos notar claramente os dois sentidos do


movimento que até hoje dilacera o pensamento liberal: a permanência do liberalismo
conservador, que defende a liberdade, mas não a democracia (ou seja, não é um
liberalismo com aspirações igualitárias) e o liberalismo radical, que, além da liberdade,
defende a igualdade. (ARANHA; MARTINS, 2001, p. 229).
06. (UEFS/2013.2) O “liberalismo conservador”, referido no texto, apresentava, entre
suas principais premissas,
A) a luta em defesa da manutenção do controle da Igreja Católica sobre os sistemas
religiosos da Europa Ocidental.
B) a crítica ao exclusivo comercial, que atrelava as áreas coloniais às suas
metrópoles, e a crítica ao Antigo Regime.
C) a manutenção da concentração do poder na pessoa do rei, em benefício da
nobreza e do clero, classes sociais que lhe davam apoio irrestrito.
D) o combate à propriedade privada, em benefício de uma reforma agrária que
atendesse às necessidades da numerosa população camponesa europeia.
E) a liberdade estendida a analfabetos, mendigos e vadios, para participarem das
eleições censitárias promovidas pelos governos antiabsolutistas.

07. (UEFS/2013.2) A inclusão da luta pela igualdade no ideário do liberalismo, dito


radical, trouxe, dentre outras consequências,
A) a defesa do sufrágio universal, superando as gradações discriminatórias de renda
estabelecidas por leis eleitorais conservadoras.
B) a concretização de iguais oportunidades e direitos no mercado de trabalho, para
homens, mulheres e crianças, nas áreas integrantes da Revolução Industrial.
C) o controle da informação, a partir da vigilância sobre a imprensa, como forma de
disciplinar as opiniões do povo quanto ao desempenho dos governos.
D) o estabelecimento da igualdade de direitos entre ex-escravos e homens livres, nas
sociedades escravistas da América, no século XIX.
E) a inclusão dos direitos de igualdade perante a lei, nos países de regime
republicano, excluindo os países de governos monárquicos.

07. (UEFS/2012.2) As leis do Açúcar, do Selo, do Chá, dentre outras leis decretadas
pela Inglaterra contra as Treze Colônias da América do Norte, expressavam
A) a pressão do mercantilismo colonial monopolista de uma metrópole sobre a área
colonial, visando obter maiores rendimentos com a cobrança desses impostos.
B) o protecionismo da Inglaterra sobre as Treze Colônias, garantindo a supremacia
desses gêneros produzidos na América, no mercado internacional.
C) a vontade dos produtores e comerciantes das Treze Colônias, desejosos de
garantir a produção e a exportação dos seus produtos para outras colônias da
América.
D) a expansão do pensamento econômico liberal, voltado para a livre concorrência e
para o livre comércio.
E) o projeto de expansão territorial das Treze Colônias em direção do interior, no fato
histórico denominado “marcha para o oeste”.

08. (UEFS/2012.2) Os fatos históricos que levaram à emancipação das Colônias


Inglesas da América do Norte influíram
A) no apoio de seus líderes à reação do governo português contra a Conjuração
Baiana de 1798, atualmente denominada de “revolta dos búzios”.
B) no projeto de libertação da Capitania de Minas Gerais, representado pela busca de
auxílio de um dos seus participantes junto a líderes políticos norte-americanos.
C) no fortalecimento do pensamento democrático em Portugal, representado pelas
ações do Marquês de Pombal contra os jesuítas.
D) na extinção do tráfico de africanos escravizados, levados por traficantes
portugueses para a América do Norte.
E) no declínio da economia mineradora na Capitania de Minas Gerais, em vista,
também, do declínio do comercio triangular no Caribe.

09. (UEFS/2013.1) No aspecto político, as Treze Colônias desenvolveram-se com


grande autonomia. Cada colônia tinha sua própria assembleia, que era encarregada
de elaborar leis, votar o orçamento e administrar o recolhimento dos impostos. Assim,
desde cedo os colonos americanos desenvolveram hábitos e sentimentos de
autonomia em relação à metrópole inglesa. (BOULOS JR. 2004, p. 131).
Os “sentimentos de autonomia” levaram as Colônias Inglesas da América, em meados
do século XVIII, a
A) reagirem violentamente às pressões inglesas para a aquisição de recursos
financeiros, voltados para atender às despesas da Metrópole.
B) discutirem com a Metrópole, em igualdade de condições, as propostas de aplicação
de novos impostos na área colonial.
C) participarem dos órgãos que compunham o Parlamento Inglês, na condição de
cidadãos do mesmo país.
D) se aliarem às colônias portuguesas e espanholas na luta pela independência.
E) receberem autorização da Metrópole para organizar o seu próprio exército.

13. (PUC-Rio/2014) Os parágrafos que se seguem foram extraídos do documento


“Declaração de Independência dos Estados Unidos”, assinado pela unanimidade dos
representantes políticos das Treze Colônias, no Segundo Congresso Continental no
ano de 1776.
“Quando no decurso da História do Homem se torna necessário um povo quebrar os
elos políticos que o ligavam a outro e assumir, de entre os poderes terrenos, um
estatuto de diferenciação e igualdade ao qual as Leis da Natureza e do Deus da
Natureza lhe conferem o direito, o respeito que é devido perante as opiniões da
Humanidade exige que esse povo declare as razões que o impelem à separação. (...)
(...) o Povo tem direito a (...) instituir um novo governo, assentando os seus
fundamentos nesses princípios e organizando os seus poderes do modo que lhe
pareça mais adequado à promoção de sua Segurança (...).”
Fonte: http://www.infopedia.pt/$declaracao-de-independencia-dos-estados
Assinale a alternativa que corresponde CORRETAMENTE ao conjunto de ideias e
ideais relacionados à época histórica tratada pelo documento.
A) O liberalismo enquanto doutrina defendia a menor intervenção possível do Estado
na condução política da sociedade.
B) O racionalismo científico renascentista atribuía ao homem o poder de conhecimento
e intervenção tanto na natureza como na condução política das sociedades.
C) O nacionalismo partia do pressuposto de que a lealdade do indivíduo ao Estado-
nação deveria estar acima dos interesses pessoais ou dos interesses de determinados
grupos.
D) O Iluminismo defendia, de modo geral, a ideia de que o Estado deveria assegurar
ao Homem o direito de expressar sua consciência de forma autônoma, bem como os
direitos inalienáveis à vida e à busca da felicidade.
E) As doutrinas sociais emergentes do contexto da sociedade industrial pregavam a
ampliação da participação política à classe operária, além de melhores condições de
vida para a mesma.
16. (PUC-Rio/2012) No curto período que vai de 1776 ao fim do primeiro quartel do
século XIX, surgiram neste lado do Atlântico estados-nação, em sua maioria
repúblicas, mas também monarquias constitucionais. Assinale a afirmação que NÃO
EXEMPLIFICA esse processo.
A) A independência das 13 colônias inglesas representou a primeira grande quebra no
mundo colonial do Antigo Regime, e suas declarações chegaram a inspirar
experiências similares entre os colonos hispano-americanos.
B) O Bloqueio Continental e a ocupação da península ibérica por Napoleão foram o
principal estopim para o início da rápida desagregação dos dois maiores impérios
atlânticos, o espanhol e o português.
C) A vinda de D. João VI para o Brasil permitiu uma sobrevida ao Império português. O
antigo regime aqui sobreviveria até o final do século XIX, como bem demonstrou a
continuação da monarquia e da escravidão.
D) Os quatro principais vice-reinos da América espanhola fragmentaram-se
rapidamente e, após um longo período de guerras internas, chegou-se à metade do
século com cerca de 17 novos estados soberanos.
E) Nem todo o hemisfério escapou do jugo colonial europeu à época. No Caribe, por
exemplo, Cuba continuou ligada à Espanha até 1898, e o Domínio do Canadá, criado
em 1867, à Confederação das Colônias Britânicas da América do Norte.

05. (CONPASS-Extremoz/2013) Dentre os fatores que acirraram os rumos para a


eclosão da Guerra de Secessão nos Estados Unidos, no século XIX, é incorreto
afirmar:
A) O trabalho escravo, fortemente empregado na atividade agrícola dos estados do
sul, era considerado um entrave para o desenvolvimento econômico da economia
nortista, predominantemente industrial e que ambicionava expandir seus mercados.
B) A divergência das vocações econômicas entre os estados, onde os estados
industriais desejavam implementar uma política econômica que protegesse a sua
produção, através do aumento da tributação para importação de produtos
industrializados e manufaturados no país, o que desagradou os estados agrícolas,
consumidores de tais produtos vindos da Europa.
C) A rivalidade econômica, social e política entre estados do norte,
predominantemente industrial, e os do sul, em que a atividade agrícola era mais forte
eram comuns no país.
D) Com a vitória nas eleições garantindo a presidência ao candidato de tendências
abolicionistas, Abraham Lincoln, as divergências entre os territórios rivais se acirraram.
E) A anexação de territórios ao sul da América do Norte, liderados pelos estados
nortistas dos Estados Unidos, resultou no embate político e retaliações dos sulistas
desse país que questionaram as áreas anexadas.

REVOLUÇÃO FRANCESA E PERÍODO NAPOLEÔNICO


16. (UNEMAT/2010.2) A Revolução Francesa de 1789 e seus desdobramentos são
considerados, por muitos historiadores, como um acontecimento inaugural da
contemporaneidade. Com base nesta informação, assinale a alternativa correta.
A) O lema “liberdade, igualdade e fraternidade” propunha que todos os cidadãos
deveriam gozar de igualdade jurídica, política e social.
B) O Código Napoleônico tinha como principal característica a defesa dos interesses
econômicos e políticos da aristocracia.
C) Os jacobinos preconizavam uma organização política conhecida como “Monarquia
Parlamentar”, na qual o rei exerceria um papel apenas representativo.
D) A Constituição de 1791, a primeira do processo revolucionário, estabeleceu a
monarquia hereditária com o rei submetido às leis e a divisão dos poderes em
Legislativo, Executivo e Judiciário.
E) Uma das inovações políticas propostas pelos revolucionários franceses foi a união
entre Estado e Igreja, isto é, a junção entre o poder temporal e espiritual.
08. (UEFS/2013.2) Dentre as diversas interpretações da Revolução Francesa de 1789,
destaca-se sua caracterização como revolução burguesa, porque a burguesia
A) se aliou, ao tomar o poder, ao clero e à nobreza, favorecendo a retomada dos seus
antigos privilégios políticos e sociais.
B) francesa estabeleceu parcerias com a burguesia inglesa, com o objetivo de levar
para a França a experiência da Revolução Industrial inglesa.
C) se apossou, reunida na camada social denominada Terceiro Estado, do poder e
criou as condições para o desenvolvimento do capitalismo no país.
D) defendeu, através de seus líderes, ideias radicais oriundas do socialismo utópico,
instalando experiências políticas em todo o país, denominadas de “comunas”.
E) passou a defender e a realizar, com a queda do Antigo Regime, as aspirações do
campesinato e do proletariado francês, dividindo com eles o exercício do poder
conquistado.

13. (PUC-Rio/2013) “A Revolução Francesa constitui um dos capítulos mais


importantes da longa e descontínua passagem histórica do feudalismo ao capitalismo.
Com a Revolução (científica) do século XVII e a Revolução Industrial do século XVIII
na Inglaterra, e ainda com a Revolução Americana de 1776, a Grande Révolution
lança os fundamentos da História contemporânea.” [Mota, C. G. A Revolução
Francesa].
Entre as transformações promovidas pela Revolução na França, iniciada em 1789, é
CORRETO afirmar que:
A) os privilégios feudais e o regime de servidão foram abolidos destruindo a base
social que sustentava o Antigo Regime absolutista francês.
B) a Revolução aboliu o trabalho servil e fortaleceu o clero católico instituindo uma
série de medidas de caráter humanista.
C) os revolucionários derrubaram o rei e proclamaram uma República fundamentada
no igualitarismo radical na qual a propriedade privada foi abolida.
D) a Revolução rompeu os laços com a Igreja católica iniciando uma reforma de cunho
protestante que se aproximava dos ideais da ética do capitalismo moderno.
(E) a Revolução, mesmo em seu momento mais radical, não foi capaz de romper com
as formas de propriedade e trabalho vigentes no antigo regime.

08. (CONPASS-Extremoz/2013) O CALENDÁRIO REVOLUCIONÁRIO


“Em 1792, com o intuito de acabar com qualquer herança religiosa, os revolucionários
instituíram um novo calendário, que substituía o cristão. Esse calendário, com base no clima e
nas estações do ano da França, era dividido em doze meses, todos com trinta dias. Ao final do
ano, sobravam cinco dias, chamados Dias sans-culottes.”
NEMI, Ana Lúcia Lana (Org.). Para viver juntos: História. São Paulo: Edições SM, 2011. p. 208.
Analisando do ponto de vista político, a figura dos sans-culottes representava:
A) A burguesia francesa, cuja qual reclamava dos cargos tributários e da exclusão dos altos
cargos de administração pública, com o objetivo político de ascender no poder.
B) Todos os camponeses que eram obrigados a pagar tributos à Igreja, ao governo e, ainda, aos
proprietários de terra, resquícios do feudalismo, criticado por esse grupo social.
C) Os estratos sociais dos pequenos comerciantes, assalariados e desempregados das áreas
urbanas.
D) Políticos populares, os quais defendiam medidas moderadas e cristãs no governo e a
resolução dos problemas das camadas mais pobres.
E) Indivíduos politicamente ativos de grupos sociais menos favorecidos, que com o tempo
associaram-se com outros agitadores políticos radicais, independente de seus estratos sociais.

25. (CONPASS-Extremoz/2013) Foi objetivo da política externa francesa na Guerra Franco-


Prussiana, por volta de 1870 e 1871:
A) Anexar ducados situados ao norte do território prussiano, os quais faziam fronteira com a
França.
B) Prejudicar o processo de unificação dos Estados Germânicos.
C) Apoiar a Áustria na separação administrativa contra o domínio do império prussiano.
D) Unir a população francesa para retomada de territórios franceses importantes dominados
pela Prússia, como no caso da Alsácia-Lorena.
E) Abalar o poder político da Prússia que dominava regiões reivindicadas pela Itália que estava
em processo de unificação nacional e era aliado francês.

MOVIMENTOS LIBERAIS
12. (UEFS/2013.2) Os movimentos chamados “Primavera dos Povos” (França, 1848),
“Primavera de Praga” (Tchecoslováquia, 1968) e “Primavera Árabe” (Mundo Árabe,
2011-2012) têm como elemento comum a
A) defesa de políticas econômicas fundamentadas no neoliberalismo e na ação de
empresas transnacionais.
B) busca da participação popular no processo político e o exercício dos princípios
democráticos, na liberdade política e nas relações sociais.
C) presença de ideologias religiosas como elementos de agregação entre grupos
políticos divergentes, a exemplo de partidos de direita e de esquerda.
D) existência de divergências étnicas e culturais, responsáveis pelo enfraquecimento
de movimentos sociais que reivindicavam o pleno exercício do pensamento liberal-
democrático.
E) influência do socialismo marxista, manifestada na pressão do proletariado pela
expansão do mercado de trabalho, e a posição favorável à abertura das economias
nacionais, pela burguesia industrial.

15. (PUC-Rio/2013) Ao longo do ano de 1848, o continente europeu passou por uma
série de revoluções configurando um momento que muitos historiadores vieram a
denominar de “Primavera dos Povos”.
Sobre esses movimentos, é CORRETO afirmar que:
A) as revoluções de 1848 foram movimentos em defesa do retorno dos regimes
monárquicos, uma vez que as tentativas de reformas políticas e econômicas de
caráter burguês tinham fracassado e produzido uma grave crise econômica e social.
B) este conjunto de revoluções, de caráter liberal e nacionalista, foi iniciado com
demandas por governos constitucionais e, ao longo do processo, trabalhadores e
camponeses se manifestaram contra os excessos da exploração capitalista.
C) o movimento de 1848 deu prosseguimento às reformas religiosas estendendo o
protestantismo para a Europa centro--oriental e enfraquecendo a posição dos regimes
autocráticos católicos em países da região como a Áustria e Polônia.
D) a “Primavera dos Povos” está relacionada à publicação do Manifesto Comunista em
fevereiro de 1848 e com a organização de ações políticas revolucionárias de cunho
anarquista, republicano e secular.
E) essas revoluções estavam associadas às demandas burguesas por maior
integração comercial e pelo fim das políticas mercantilistas intervencionistas ainda em
vigor em países europeus dominados pela velha classe política aristocrática.

IMPERIALISMO
14.
John J. Johnson. Latin America in Caricature. Austin: Un. Of Texas Press, 1980, p.
55.
Sobre o significado e os acontecimentos do período histórico representado na charge,
é INCORRETO afirmar:
A) que as diretrizes da doutrina retratada na charge foram fixadas pelo presidente dos
EUA, James Monroe, em 1823, no contexto da restauração monárquica na Europa e
das tentativas da Espanha de recuperar o poder que perdia em suas colônias
americanas.
B) que a doutrina retratada na charge afirmava que os EUA não permitiriam a
recolonização da América recém-independente pelas potências europeias a partir de
intervenções do Congresso de Viena.
C) que, neste contexto, os EUA defendiam o direito dos povos americanos à
autodeterminação nacional, traduzido na frase “a América para os americanos”.
D) que, com a doutrina retratada na charge, declarou-se que os Estados Unidos não
tinham nenhuma pretensão sobre as colônias ou dependências de quaisquer
potências europeias.
E) que a doutrina retratada na charge foi o ponto mais alto de uma era que celebrou a
força, a prosperidade econômica e a consolidação da independência dos Estados
Unidos.

12. (PUC-Rio/2012)
A imagem acima é uma caricatura sobre a política imperialista europeia na África no
final do século XIX e início do século XX. Nela, Cecil Rhodes, um dos mais conhecidos
exploradores do continente, coloca sua botas sobre o mapa da África ao mesmo
tempo em que segura uma linha que representa o sonho inglês de construir uma
estrada ferro entre o Egito e o sul da África. Usando-a como referência, é
INCORRETO fazer a seguinte afirmação sobre o imperialismo:
A) buscou-se a integração dos mercados coloniais para o desenvolvimento das
potências européias.
B) o continente africano foi ocupado e seus territórios tornados domínios das principais
potências.
C) abandonou-se as ações militares em favor de uma política apoiada no uso da
diplomacia internacional.
D) o colonialismo foi apresentado como “missão” civilizadora e progressista das
potências do Ocidente.
E) os europeus foram exaltados como membros de uma sociedade tecnologicamente
e militarmente superior às nações africanas.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
(UNEB/2014) Em relação ao processo de industrialização, mundial e no Brasil, é
correto afirmar:
A) A descentralização das indústrias, nas últimas décadas, possibilitou uma
significativa redução do desemprego estrutural, tanto nos países periféricos quanto
nos centrais.
B) As indústrias germinativas se caracterizam por serem tradicionais e oriundas da
Primeira Revolução Industrial.
C) Nos países centrais, as indústrias germinativas são tradicionais e estão
concentradas nas metrópoles.
D) As indústrias de bens de capital são responsáveis por equipar outras indústrias,
como a agricultura e os serviços de infraestrutura.
E) As indústrias de bens intermediários tendem a se localizar próximas aos centros
consumidores, porém, no Brasil, elas são as mais dispersas.

08. (PUC-Rio/2012.2) Sobre a Revolução Industrial inglesa no século XIX, é


CORRETO afirmar que:
A) a exploração industrial aumentou os índices de mortalidade e provocou a
diminuição da população de trabalhadores, levando a uma constante situação de crise
econômica ao longo de todo o século.
B) devido ao deslocamento de populações rurais, as cidades associadas ao
desenvolvimento industrial passaram por um crescimento acelerado e as condições de
vida da classe trabalhadora tornaram-se ainda mais precárias.
C) o Estado foi um agente fundamental ao longo de todo o processo de
industrialização inglês, controlando o mercado interno e também o mercado colonial
com medidas de incentivo ao consumo e restrição à pirataria e à especulação
financeira.
D) a industrialização deu origem a um forte mercado interno, composto por operários e
agricultores, que foi o principal sustentáculo do processo de industrialização inglês.
E) a presença de mulheres na mineração de carvão, na organização sindical e nas
movimentações grevistas permitiu o desenvolvimento de movimentos feministas que
defendiam propostas de igualdade entre homens e mulheres.

15. (PUC-Rio/2014) A Revolução Industrial representou uma profunda mudança nas


relações políticas e econômicas no ocidente e no mundo.
Sobre esse processo, é INCORRETO afirmar:
A) que, em seus inícios, a industrialização se deu em setores de baixo investimento
tecnológico e financeiro como, por exemplo, a indústria de tecidos e fibras.
B) que a Revolução Industrial se desenvolveu com especial vigor na Inglaterra
tornando-a a principal potência industrial do século XIX.
C) que, com novas tecnologias, como o uso industrial do vapor e do aço, os
investimentos do capitalismo nascente se voltaram para novos setores econômicos
como transportes e siderurgia.
D) que, em meados do século XIX, parte do continente europeu, inclusive a Rússia, a
América do Norte e a Ásia, já apresentavam importantes núcleos industriais.
E) que a nova forma da economia, o capitalismo industrial, exigiu uma reforma nos
modelos de administração do Estado e fez com que países desenvolvidos adotassem
políticas de regulação do mercado global.

14. (UNEMAT/2010.1) Para muitos historiadores, o período compreendido entre1850 e


1914, do ponto de vista econômico, é conhecido como “Segunda Revolução
Industrial”.
Sobre o tema assinale a alternativa correta.
A) Nesse período, a industrialização se concentrou na Inglaterra, que era conhecida
como a Oficina do Mundo.
B) Esta fase da industrialização ficou limitada ao uso do ferro, do carvão e do vapor.
C) Nesta época, devido ao progresso econômico que a industrialização proporcionou,
o movimento operário praticamente desapareceu na Europa e nos Estados Unidos.
D) Entre os anos de 1873 e 1896, ocorreu uma grave crise econômica na Europa, cuja
maior consequência foi o fim dos trustes e cartéis.
E) A deflagração da I Guerra Mundial (1914-1918) teve como uma de suas motivações
a rivalidade entre as nações industrializadas, resultante do acelerado desenvolvimento
econômico ocorrido a partir do final do século XIX.

PRIMEIRA GUERRA
16. (PUC-Rio/2013) Em 1914, as tensões políticas entre as principais potências
europeias levaram a uma guerra que se tornou, ao longo dos anos seguintes, um dos
mais trágicos momentos da história da humanidade.
Em relação à Primeira Guerra Mundial, é INCORRETO afirmar que:
A) a Grande Guerra foi travada em duas frentes de combate e em ambas a perda de
vidas humanas alcançou a dimensão de verdadeiros massacres.
B) na guerra de 1914-1918, foram utilizadas novas tecnologias de comunicação e
transportes, proporcionando um avanço científico acelerado.
C) por envolver grandes potências coloniais a Grande Guerra atingiu populações não
europeias o que deu ao conflito uma dimensão mundial.
D) através de bombardeios aéreos, racionamentos de alimentos e produtos, a guerra
envolveu, em grande escala, a população civil dos países em conflito.
E) a Grande Guerra decorreu da tensão política e ideológica entre americanos e
soviéticos na disputa por áreas de influência no continente europeu.

PERÍODO ENTRE GUERRAS


(AOCP-RJ/2013) A respeito da crise de 1929 assinale a alternativa INCORRETA.
A) Demonstrou as limitações do liberalismo em manter a economia em equilíbrio dinâmico.
B) Favoreceu a prática do intervencionismo do Estados na economia capitalista contra a crise.
C) Resultou de um processo em que o aumento do consumo superou a produção de
mercadorias.
D) Adquiriu um caráter mundial por ter atingido o cerne da divisão internacional do trabalho.
E) O Brasil sofreu com a crise porque a produção de café perdeu compradores internacionais.

18. (PUC-Rio/2014) O fascismo foi um movimento autoritário surgido na Itália após a


Primeira Guerra Mundial. Sobre as premissas políticas desse movimento, é
CORRETO afirmar:
I – que a concepção fascista é “anti-individualista”, colocando o Estado e a sociedade
antes do indivíduo;
II – que politicamente o Fascismo defende um Estado corporativo e descentralizado no
qual seus diversos órgãos sejam independentes;
III – que, na concepção fascista, o Estado deve ser o principal educador e o promotor
da vida espiritual;
IV – que o fascismo é a mais pura forma de democracia, tendo clara influência dos
teóricos políticos liberais.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas CORRETAS.
A) I e III.
B) II e III.
C) II e IV.
D) I e IV.
E) III e IV.

08. (PUC-Rio/2013.2) Em relação a crise econômica de 1929, analise as seguintes


assertivas:
I) Provocou a elevação das taxas de desemprego e a queda na produção industrial e
nos preços dos produtos agrícolas atingindo diversos países no mundo.
II) Foi caracterizada por crises de caráter inflacionário nos países industriais europeus
e por aumento continuo na produção dos países exportadores de produtos agrícolas,
como o Brasil.
III) Teve uma dimensão global, afetando tanto os países centrais da economia de
mercado capitalista como os países que tinham economias orientadas a partir do
modelo socialista.
IV) Uma de suas características foi a superprodução de bens para os quais não havia
mercado associada a queda de preços e salários.
Assinale a alternativa que contem as assertivas CORRETAS:
A) I e III.
B) II e III.
C) II e IV.
D) I e IV.
E) III e IV.

13. (PUC-Rio/2012) A ascensão dos partidos fascistas na Itália (1922) e na Alemanha


(1933) apresenta muitas diferenças, mas, ao mesmo tempo, tem aspectos comuns. A
esse respeito podemos afirmar:
I - Diversos grupos sociais na Alemanha e na Itália se sentiam ameaçados
politicamente após a Primeira Guerra Mundial e também após a revolução na Rússia
pela ascensão política dos movimentos da esquerda revolucionária.
II - O discurso sobre a superioridade racial unia italianos e alemães em um mesmo
projeto ideológico e constituía uma base sólida de aliança entre o Partido Fascista
Italiano e o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães.
III - Após a Primeira Guerra Mundial, crescia entre italianos e alemães, e mesmo em
toda a Europa, uma forte descrença na adoção da democracia liberal como o modelo
político a ser seguido. Com isso, teorias autoritárias ganharam espaço no cenário
político desses países.
IV - A rápida recuperação militar e econômica da Alemanha e da Itália precedeu a
ascenção dos partidos fascistas que sustentavam uma plataforma política militarista e
expansionista.
São afirmativas corretas:
A) I, II, III e IV.
B) I e III, apenas.
C) III e IV, apenas.
D) II e IV, apenas.
E) I e IV, apenas.

22. (Consulplan – ES/2011) O totalitarismo, regime político marcado por um Estado forte tem
sua denominação associada à frase de Benito Mussolini: “Tudo no Estado, nada contra o
Estado, nada fora do Estado.”
“(...) no afã de provar que tudo é possível, os regimes totalitários descobriram, sem o saber,
que existem crimes que os homens não podem punir nem perdoar. Ao tornar-se possível, o
impossível passou a ser o mal absoluto, impunível e imperdoável, que já não podia ser
compreendido nem explicado pelos motivos malignos do egoísmo, da ganância e da cobiça
(...)” (ARENDT, Hannah)
De acordo com os textos, os regimes totalitários que emergiram entre as décadas de 20 e 30
do século XX, tinham algumas características comuns. Assinale a alternativa correta
relacionada aos regimes totalitários.
A) Eram regimes que utilizavam a violência, apoiados em uma ideologia política por meio da
qual buscavam alcançar uma sociedade racionalista, humanista e igualitária.
B) A adoção de uma política democrática fundamentada na ideologia oficial do
pluripartidarismo deveria ser manobrada pelos próprios partidos e pela presença policial.
C) A ideologia totalitária forja, por meio da educação e do controle dos meios de comunicação
“verdades absolutas” com o desejo de expansão dos partidos revolucionários de esquerda.
D) Eram regimes ditatoriais, presentes tanto em sociedades capitalistas quanto em regimes
socialistas, empenhados em destruir qualquer segmento social que pudesse ameaçar a sua
liderança.
E) Para ocorrer o totalitarismo, em todos os países houve a sistemática divulgação da verdade,
mesmo com a censura aos meios de comunicação e a pregação de um nacionalismo exaltado.

09. (PUC-Rio/2012.2) Com relação à crise econômica iniciada com a quebra da Bolsa
de Valores americana em 1929, é CORRETO afirmar que:
a) a crise econômica foi restrita aos países industrializados tendo pouco efeito entre os
países produtores de matérias-primas como, por exemplo, o Brasil.
b) a crise econômica, em escala mundial, levou os partidos de extrema-esquerda a
liderar revoluções comunistas em diversos países, como, por exemplo, a Rússia.
c) a crise econômica foi o fim da economia liberal, e a saída encontrada pelos
governos nacionais foi o reforço de uma política internacional de livre-cambismo.
d) a crise econômica se manifestou através de uma forte desvalorização do capital das
empresas levando milhões de pessoas ao desemprego.
e) a crise econômica foi também uma crise política e teve como resultado a ascensão
de regimes totalitários fascistas em todos os continentes.
16. (UNEMAT/2010.1) Após o fim da I Guerra Mundial, em 1918, a Itália, como outras
nações européias, foi palco de grave crise política, econômica e social.
Com base nessa afirmação, assinale a alternativa incorreta.
A) Os trabalhadores italianos sob o fascismo tiveram ampliadas as suas
reivindicações, ao mesmo tempo que conquistaram plena liberdade de organização.
B) O medo de uma revolução socialista nesse país, nos moldes da União Soviética,
levou a burguesia a apoiar e financiar os grupos de extrema direita, especialmente o
Partido Nacional Fascista.
C) O Partido Nacional Fascista, liderado por Benito Mussolini, defendia a ideia de um
Estado forte centralizado.
D) Os fascistas italianos tinham como objetivo garantir a ordem capitalista, os lucros e
as propriedades que estavam sendo ameaçadas pelo avanço do comunismo na
Europa.
E) Sob o comando de Benito Mussolini e através de uma ideologia expansionista, a
Itália conquistou a Etiópia (1935), país do Nordeste africano.

28 – Sobre o contexto político que antecedeu o governo nazista na Alemanha, é incorreto


afirmar:
A) No final da década de 1920, a política liberal em alta no país, não garantiu planos de
financiamento para um processo de recuperação econômica, aprofundando a crise e a
oposição ao governo republicano.
B) A Parlamento alemão, formado durante o pós-guerra, contribuiu para fundação de uma
República e teve que aceitar a paz estabelecida pelo Tratado de Versalhes.
C) Movimentos ultranacionalistas de extrema direita recorreriam ao terror e ao assassinato de
comunistas e membros do governo republicano, como meio de declarar sua oposição a
República de Weimar e ao Comunismo.
D) Diante do quadro de crise econômica e social, o projeto político de extrema direita,
representado principalmente pelo Partido Nazista, contou com o financiamento de capitais
privados que apoiaram a ascensão do nazismo.
E) Com a quebra da Bolsa de Nova York em 1929, a Alemanha agravou sua crise econômica
elevando a insatisfação de todas as camadas sociais do país à política adotada pelo governo.

27. (CONPASS-Extremoz/2013) Em meio à turbulência provocada pela Grande Depressão, no


início da década de 1930, a União Soviética não sofreu os efeitos dessa crise mundial e entrou
em uma fase de industrialização extremamente rápida e intensa.
Essa expansão ocorreu em razão:
A) Da política econômica marcada pela estipulação de metas, através dos Planos quinquenais.
B) Da produção industrial voltada para o mercado externo do Oriente.
C) Da política econômica de recuperação, em moldes capitalistas, conhecido como Nova
Política Econômica.
D) Do expansionismo russo sobre o leste europeu.
E) De programas de transação econômica para alavancar a produção e o consumo, através da
indústria e da coletivização da terra.

(Consulplan-SC/2012) Em 1929, o sistema capitalista sofreu uma grande crise. Em relação a tal
crise, é correto afirmar, EXCETO:
A) A Primeira Guerra Mundial produziu uma grande fragilidade econômica nas nações
europeias, situação essa, que foi aproveitada pelos Estados Unidos para desenvolver sua
economia, porém não contava com a rápida recuperação desses países.
B) Os estoques de cereais diminuíram devido à grande facilidade de exportação desses
produtos.
C) A industrialização nos Estados Unidos obteve uma queda significativa.
D) As ações das empresas, que haviam sido supervalorizadas, declinou abruptamente; 4.000
bancos faliram, salários baixaram em 20% e 14 milhões de norte americanos ficaram
desempregados.
E) A Crise de 1929 foi uma crise de superprodução.

2ª GUERRA
19. (UNIMAT/2011.2) Sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), é incorreto
afirmar.
A) A primeira bomba atômica foi jogada sobre uma cidade povoada, no dia 6 de
agosto de 1945, em Hiroxima no Japão, e no dia 9 de agosto do mesmo ano, outra
bomba atômica foi lançada na cidade japonesa de Nagasaki pelos EUA.
B) A potência socialista URSS não participou desta guerra, tendo em vista que a
Segunda Guerra Mundial tratava-se apenas de interesses de países capitalistas.
c. A Crise de 1929 e a Grande Depressão que se seguiu são entendidas como
fenômenos desencadeadores desta guerra, uma vez que diversos países, para
combater essa crise, aumentaram o nacionalismo econômico e a indústria bélica,
criando um clima de disputa internacional que afetou mais a Alemanha, a Itália e o
Japão do que os EUA, a Inglaterra e a França.
d. Adolf Hitler difundiu a ideologia do “espaço vital” que basicamente traçava no plano
externo a tomada de novos territórios, consideradas regiões vitais para o povo alemão.
e. As batalhas de Stalingrado (1942 a 1943) na antiga URSS, de Midway (1942),
contra os japoneses no oceano Pacífico, e a batalha de El Alamein, no Egito (1942),
contra os alemães e italianos, foram fundamentais no processo de vitória dos Aliados
sobre os países do Eixo.

GUERRA FRIA
17. (CONPASS-Extremoz/2013) Analise as afirmativas a seguir referentes ao contexto político e
econômico após a Segunda Guerra Mundial:
I – Com o fim da Segunda Guerra Mundial e o saldo devastador de mortos, feridos e de
destruições, as nações mundiais preocuparam-se com futuros conflitos e, a partir dessas
preocupações, foi criado um mecanismo de controle internacional, chamada Organização das
Nações Unidas (ONU).
Reunindo representações de cada nação mundial, a ONU tinha como objetivo manter a paz no
mundo, garantir a defesa dos direitos humanos e a igualdade entre os diferentes povos, sendo
ditada democraticamente por todos os países envolvidos nessa organização.
II – O governo dos Estados Unidos lançou um audacioso programa econômico de
investimentos e de recuperação, cuja principal meta era atender aos países arrasados pela
guerra, conhecido como Plano Marshall. Concebido para recuperar a economia das regiões
fortemente abaladas pela guerra e para combater a influência do socialismo na Europa
Ocidental, tal plano concedeu aos países beneficiados empréstimos e auxílios diversos a juros
muito baixos. O plano contribuiu para criar uma enorme simpatia pelos Estados Unidos, até
mesmo por parte de países sob influência soviética.
III – A conferência de Potsdam, realizada no pós-guerra, estabeleceu que o território alemão e
a cidade de Berlim seriam divididos em quatro zonas: britânica, francesa, norte-americana e
soviética. Essa divisão em quatro zonas administrativas durou algumas décadas. Quando do
movimento pela derrubada do muro de Berlim, as zonas controladas pelos países ocidentais
fundiram-se formando a República Democrática da Alemanha (RDA), também conhecida como
Alemanha Ocidental. Já na zona controlada pela União Soviética, formou-se a República
Federal Alemã (RFA), também chamada de Alemanha Oriental.
A sequência da(s) afirmativa(s) correta(s) é(são):
A) nenhuma das afirmativas está correta.
B) a afirmativa I.
C) as afirmativas II e III.
D) a afirmativa II.
E) as afirmativas I e III.

18. (UEFS/2012.2) Caracterizou a composição político-ideológica da URSS (União


Soviética), no período compreendido entre o stalinismo e a dissolução da própria
URSS,
A) o investimento maciço em propaganda externa.
B) o culto à personalidade, associado à centralização burocrática.
C) a representatividade das repúblicas socialistas, associadas no alto comando da
URSS.
D) a doutrina do isolamento e da autossuficiência, representada pela expressão
“Cortina de Ferro”.
E) o pluripartidarismo como expressão das diferentes correntes de interpretação do
marxismo existentes no país.

17. (UNEMAT/2010.2) O programa de governo de Mikhail Gorbatchov (1985-1991) na


ex-União Soviética baseava-se em dois pontos: a Perestroika (reestruturação) e a
Glasnost (transparência).
Diante desta afirmação, assinale a alternativa correta.
A) A Perestroika tinha como objetivo a centralização econômica para otimizar os
recursos públicos e a tecnologia disponível.
B) A Glasnost preconizava o fim das perseguições políticas aos chamados inimigos do
Estado e o fim da censura com o objetivo de produzir uma nova mentalidade no país.
C) As mudanças propostas por Gorbatchov tiveram apoio externo dos Estados Unidos
e, internamente, de todos os membros do Partido Comunista da União Soviética.
D) A política econômica baseada na Perestroika tinha como finalidade aumentar o
número de empresas estatais na União Soviética.
E) A Glasnost foi implantada com a finalidade de reorganizar os serviços públicos com
base em critérios estritamente políticos, isto é, apenas membros do Partido Comunista
deveriam ocupar os cargos.

18. (UNEMAT/2010.2) “[...] Este governo, que começou seu mandato em maio deste
ano, identificou cinco principais prioridades para os próximos cinco anos. Elas
incluem: criação de trabalho decente, assegurando que toda criança tenha acesso à
educação de alto nível, garantindo a todos os sul-africanos acesso a cuidados de
saúde de qualidade e a preços acessíveis, o desenvolvimento de nossas áreas rurais,
garantindo a segurança alimentar e acelerando a reforma agrária; e, combate ao crime
e à corrupção.”
(Trecho do pronunciamento do Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, no dia
08/05/2009 em São Paulo - Brasil. www.africadosul.org.br acessado em 12/05/2010).
Considerando o texto acima e a experiência do Apartheid (segregação entre brancos e
negros), vivida pela sociedade sul-africana entre os anos de 1948 e 1990, pode-se
concluir.
A) A África do Sul é hoje um país multirracial em que as diferenças sociais entre
brancos e não brancos foram todas superadas.
B) Na África do Sul, as terras agricultáveis não estão concentradas nas mãos de
poucas pessoas.
C) A sociedade sul-africana, nas duas últimas décadas, superou todas as formas de
exclusão social impostas pelos brancos durante o Apartheid.
D) A lei que acabou com o Apartheid não superou de imediato a grande diferença
social que separava brancos e negros durante a sua vigência.
E) A maioria da população da África do Sul, sobretudo a negra, tem acesso à saúde e
à educação de qualidade.

(PUC-Rio/2012) Sobre a importância e o significado políticos da queda do Muro de


Berlim (nov/1989), assinale a afirmativa CORRETA:
A) A queda do Muro significou a extensão do socialismo para Berlim ocidental.
B) A queda do Muro foi o primeiro momento no processo de unificação da Europa.
C) A queda do Muro ampliou o turismo na Alemanha Oriental.
D) A queda do Muro deu início ao processo de reunificação da Alemanha.
E) A crise política provocada pela queda do Muro quase levou as duas Alemanha à
guerra.

19. (PUC-Rio/2012) Gamal Abdel Nasser foi um militar egípcio que liderou um grupo
político denominado Movimento dos Oficiais Livres que, em 1952, derrubou o rei Faruk
I e, no ano seguinte, assumiu o governo do país. Governou de 1953 a 1970, quando
morreu.
Suas políticas externa e interna foram um divisor de águas para o Oriente Médio e
para todas as nações árabes.
Assinale a opção que apresenta as principais características do governo Nasser.
A) Orientação nacionalista, militarismo, pan-arabismo e alinhamento com os países do
3º Mundo.
B) Estado democrático, desenvolvimentismo agrário e alinhamento à política externa
americana.
C) Pan-arabismo, anticomunismo e internacionalismo.
D) Alinhamento à política externa soviética, proibição de partidos religiosos e

14. (CONPASS-Extremoz/2013) Em junho de 1991, Boris Yeltsin foi eleito presidente da Rússia,
uma das repúblicas soviéticas. Em dezembro, Yeltsin e os presidentes da Ucrânia e da
Bielorrússia declararam o fim da União Soviética. Ainda nessa mesma conjuntura:
A) Governos envolvidos no fim da União Soviética organizaram um golpe de Estado junto com
as Forças Armadas dos seus países.
B) Foi designada uma junta de governo centralizado para substituir o presidente da União
Soviética.
C) A Rússia organizou o acrônimo, sob sua liderança, de países em forte desenvolvimento
composto pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics).
D) Foi criada a Comunidade dos Estados Independentes (CEI).
E) Foi lançado programas de reestruturação econômica e de abertura política, denominadas,
respectivamente, perestroika e glasnost.

PÓS GUERRA

17. (UEFS/2013.2) Resumidamente, a Rio+20, como todas as reuniões de peso sobre


meio ambiente antes dela (a Eco 92, por exemplo), contrapõe dois blocos — países
ricos de um lado, emergentes e pobres do outro — com visões opostas sobre as duas
questões básicas do desenvolvimento sustentável: 1) como adaptar o modelo
econômico para acomodar os princípios da sustentabilidade; e, mais sensível ainda,2)
quem vai pagar a bilionária conta da mudança. (JIMENEZ; ARINI, 2012, p. 109).
A polarização entre países ricos e os países em desenvolvimento diz respeito, dentre
outras questões,
A) à recusa dos países emergentes de seguir os modelos e processos aplicados pelos
países ricos, retardando seus próprios projetos de desenvolvimento sustentável.
B) à compreensão, por parte dos países ricos, de que sustentabilidade implica perda
da hegemonia econômica que mantiveram até os dias atuais.
C) à responsabilidade, atribuída aos países ricos, para proverem financiamento de
programas de sustentabilidade, uma vez acusados de ser os primeiros poluidores do
planeta.
D) ao completo desconhecimento, por parte dos países pobres, das questões ligadas
à sustentabilidade, levando-os a recusar propostas dos países ricos para a
implantação de tecnologias antipoluidoras.
E) à manutenção, por países do hemisfério Norte, de laços de dependência econômica
frente a países do hemisfério Sul, impedindo-os de adotar políticas de controle da
poluição.

(UEFS/2013.2) A onda de conflitos políticos e militares que tem marcado o continente


asiático, neste século XXI, resulta da
A) política expansionista do Estado de Israel em direção da Turquia, ocupando áreas
importantes de produção petrolífera.
B) ingerência de interesses externos, exacerbando os embates entre diferentes etnias
e os conflitos entre grupos religiosos divergentes.
C) vitória imperialista da União Soviética no Sudeste asiático, impondo o fechamento
de templos e a derrubada de estátuas alusivas a líderes religiosos nacionais.
D) supremacia do catolicismo nos grandes centros urbanos asiáticos, gerando
pressões e resistências de grupos religiosos seguidores de crenças ancestrais.
E) crise da indústria petrolífera nos países ocidentais, levando à imposição de
contratos preferenciais aos países árabes produtores de petróleo no Oriente Médio.

(UEFS/2013.2) A polarização entre países ricos e os países em desenvolvimento diz


respeito, dentre outras questões,
A) à recusa dos países emergentes de seguir os modelos e processos aplicados pelos
países ricos, retardando seus próprios projetos de desenvolvimento sustentável.
B) à compreensão, por parte dos países ricos, de que sustentabilidade implica perda
da hegemonia econômica que mantiveram até os dias atuais.
C) à responsabilidade, atribuída aos países ricos, para proverem financiamento de
programas de sustentabilidade, uma vez acusados de ser os primeiros poluidores do
planeta.
D) ao completo desconhecimento, por parte dos países pobres, das questões ligadas
à sustentabilidade, levando-os a recusar propostas dos países ricos para a
implantação de tecnologias antipoluidoras.
E) à manutenção, por países do hemisfério Norte, de laços de dependência econômica
frente a países do hemisfério Sul, impedindo-os de adotar políticas de controle da
poluição.

19. (UEFS/2013.2) A atual polêmica internacional envolvendo a guerra civil na Síria, o


Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), a Rússia e a
China revela
A) o poder político dos países-membros do Conselho de Segurança da ONU que,
apoiados pelos demais países socialistas asiáticos, se reúnem em torno da Síria,
dando apoio militar e estratégico ao país em crise.
B) a dificuldade de os membros da ONU assumirem uma posição clara contra o
governo sírio, em razão da dependência que os ligam à produção petrolífera do país.
C) a força da influência da Liga Árabe no Conselho de Segurança da ONU, o que
explica o retardo na tomada de posição do organismo internacional em relação aos
crimes praticados durante a guerra civil na Síria.
20. (UEFS/2013.2) Em 2006, a Venezuela formalizou o desejo de se integrar ao
Mercosul. Detentora de ricas reservas energéticas (gás e petróleo), ela representa um
mercado produtor e consumidor de peso no projeto de cooperação com os demais
países.
No final de 2009, o Senado brasileiro aprovou a entrada da Venezuela no bloco, mas
ainda faltava a decisão do Congresso paraguaio para determinar se o país faria ou
não parte do Mercosul. (BRAICH; MOTA, 2010, p. 204).
A controversa entrada da Venezuela no Mercosul, retardada, dentre outras razões,
pela resistência do Paraguai, concretizou-se em julho de 2012, coincidindo com a
situação interna vivida por esse país (Paraguai), que
A) foi impedido, por não ter indústria própria, de participar dos processos de livre
mercado estabelecidos pelo Mercosul.
B) é governado por um líder de origem indígena, que se opõe à presença de um país
socialista no bloco econômico sul-continental.
C) mantém, desde muito tempo, um confronto com o Brasil, em razão de questões de
fronteiras na região do Pantanal.
D) foi temporariamente afastado do bloco, como punição pelo impeachment do seu
presidente, fato político condenado por países da América do Sul.
E) dispõe de uma legislação estabelecida, que regulamenta a posse da terra no país,
permitindo ampla liberdade de propriedade territorial por estrangeiros.

03. (UEFS/2012.2) Tomado pela via linguagem diplomática, o conflito na Síria poderia
ser descrito como uma guerra civil em que todo um lado, o governo e suas milícias,
luta contra o outro, os rebeldes armados.
Pelas notícias que chegaram ao longo de quinze meses, narradas pelos poucos
jornalistas que entraram na Síria e pelos observadores internacionais, a sensação é
outra. O que acontece no país árabe é um massacre da população civil, em que o
poder descomunal e violento de um dos lados, o governo, não enfrenta um contrapeso
relevante. (TEIXEIRA, 2012, p. 116).
A cautela dos países ocidentais quanto à intervenção internacional armada na Síria e
o discurso de proteção à população civil, face aos ataques do governo sírio,
relacionam-se com
A) a presença de numerosa população palestina e israelense que vive refugiada no
país.
B) a defesa militar da Síria, composta predominantemente de armas nucleares e de
destruição biológica.
C) o irrestrito apoio dos países africanos à Síria, colocando em risco o frágil equilíbrio
da paz no Oriente Médio.
D) os interesses estratégicos e militares dos russos, instalados na região, gerando
uma aliança entre os dois países.
E) a existência de uma forte ala política e popular de apoio ao governo local,
dificultando a identificação das posições políticas conflitantes.

04. (UEFS/2012.2) A parte sul do antigo Sudão, onde se localiza a região conhecida
como Darfur, e hoje tornada oficialmente Sudão do Sul, conquistou sua autonomia
frente ao Sudão do Norte, após décadas de lutas, cujas razões principais se agrupam
em torno
A) da repressão pelo governo do norte à caça predatória de animais em extinção,
praticada pelas populações do Darfur.
B) da presença de colonizadores imperialistas de origem belga e alemã no Sudão do
Norte e suas campanhas de expansão territorial em direção ao sul.
C) da política racista de apartheid, praticada pelo governo do norte, em relação às
populações do sul.
D) da disputa pela navegação comercial no rio Nilo, controlada pela Etiópia, pelo
Quênia e por Uganda.
E) do controle de áreas produtoras de petróleo localizadas no sul e de sua diversidade
religiosa distinta do norte islamizado.

11. (UEFS/2012.2) Ocupando uma posição incômoda e delicada na crise do euro, a


Grécia, cuja crise financeira eclodiu em 2010, tornou-se refém de pressões políticas e
econômicas externas. No início do século XIX (1829), esse país também sofreu
pressões políticas quando
A) teve seu território ocupado pelos árabes, na Idade Média, o que resultou na
islamização de toda sua população.
B) se aliou à Rússia, na resistência à invasão das tropas napoleônicas.
C) o movimento nacionalista que se expandiu, apoiado pela Rússia, resultou na
independência da Grécia do domínio turco-otomano.
D) foi pressionada pela Espanha a ceder territórios para a construção da estrada de
ferro Berlim–Bagdá.
E) passou a integrar os chamados “países da Cortina de Ferro”, com sua adesão ao
socialismo.

20. (UEFS/2012.2) Os protagonistas de hoje são diferentes daqueles de vinte anos


atrás. A liderança dos Estados Unidos na questão ambiental foi anulada pela falta de
propósito nacional, de interesses e pelas disputas partidárias que parecem ignorar a
relevância da preservação e de uma economia de baixo consumo de carbono. A
Europa está limitada pela grave crise que se abateu sobre a zona do euro. A China, a
Índia e muitos outros países continuam queimando combustíveis fósseis como se não
houvesse amanhã. Alguns líderes de países ricos não participarão da Rio+20,
indicação chocante do desrespeito à urgência da agenda, o que pode prejudicar tanto
pobres quanto ricos. (LOVEJOY, 2012, p.135).
Os problemas destacados no texto e os conhecimentos sobre as discussões da
Rio+20 permitem afirmar:
A) Existe uma impossibilidade de a China e a Índia reduzirem o consumo desenfreado
de bens da natureza, por desconhecerem os problemas decorrentes de suas
respectivas políticas econômicas.
B) Europeus e estadunidenses estão unidos em apoio simultâneo a favor da redução
do lançamento de poluentes na atmosfera.
C) A tese da elevação do nível dos oceanos foi derrubada, a partir de dados concretos
colhidos em pesquisas realizadas na Polinésia e em outras ilhas do oceano Pacífico.
D) Verifica-se a resistência dos países industrializados (ricos e/ou em
desenvolvimento) de rever seus padrões de produção e consumo em favor de
benefícios ambientais para todos.
E) As preocupações com o meio ambiente superaram os temas de desenvolvimento
sustentável e economia verde.

19. (UEFS/2013.1) O ataque do grupo palestino “Setembro Negro” a um grupo de


atletas israelenses, nas Olimpíadas de Munique em 1972, pode ser interpretado como
A) uma forma de luta usada preferencialmente por grupos terroristas norte-coreanos
estabelecidos na Palestina.
B) o resultado dos conflitos entre produtores de drogas sintéticas, de origem judaica,
da Alemanha, e seus concorrentes palestinos.
C) uma estratégia organizada pelos países dependentes, para enfraquecer a
economia capitalista, destruindo seu sistema de produção e de comércio.
D) o fortalecimento de um novo tipo de luta que, sem a declaração de guerra formal,
leva um grupo político armado a investir contra o que considera inimigo, atingindo,
geralmente, a população civil.
E) o início de uma série de ataques contra centros urbanos europeus, com o objetivo
de promover a desordem e chamar a atenção para a crise do petróleo que, nessa
década, se espalhava por todo o Oriente Médio.

12. (UNIMAT/2011.2) As notícias sobre a crise política no Oriente Médio e, sobretudo


no Norte da África, no primeiro semestre de 2011, preencheram os espaços da
imprensa no mundo inteiro: passeatas, palavras de ordem, gás lacrimogêneo e contra-
ataques da polícia para dispersar ou mesmo ferir os manifestantes.
Assinale a alternativa correta.
A) Na Tunísia, a destituição do ditador Zine El Abidine ocorreu de forma pacífica – sem
mortes ou feridos – graças ao apoio dos países ocidentais ao movimento de oposição.
B) Antes da crise, a organização política da maioria dos países do Oriente Médio e do
Norte da África baseava-se na democracia e na separação entre Estado e religião.
C) Na Tunísia, a Irmandade Muçulmana, fundada em 1928 por fundamentalistas
religiosos que lutavam pela independência do país, foi um dos grupos políticos que
defendeu a ditadura da família El Abidine.
D) A União Europeia e os Estados Unidos apoiaram fortemente a derrubada da
ditadura de Hosni Mubarak, porque o Egito era o único país que se opunha à política
do Ocidente na região.
E) O ativista político e Nobel da Paz, Mohamed El Baradei, foi uma liderança
importante no processo que culminou com a derrubada da ditadura de HosniMubarak
no Egito.

13. (UNIMAT/2011.2) O ataque terrorista às torres gêmeas (World Trade Center), na


cidade de Nova Iorque, em 11 de setembro de 2001, atribuído a Al Qaeda, liderada
por Osama Bin Laden, redimensionou a política externa dos Estados Unidos.
Sobre as consequências imediatas deste atentado é correto afirmar.
A) Os Estados Unidos invadiram o Iraque que, segundo o serviço secreto, abrigava
várias células da Al Qaeda.
B) Os Estados Unidos romperam relações comerciais com a Arábia Saudita, pátria do
líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden.
C) As forças navais norte-americanas bombardearam vários países árabes em busca
de possíveis bases dos terroristas, o que causou violento protesto da Liga Árabe de
Nações.
D) Os Estados Unidos lideraram uma coalizão que atacou o Afeganistão e depôs o
governo Talibã, que havia se recusado a entregar Osama Bin Laden, considerado o
mentor dos ataques às torres gêmeas.
E) As fronteiras dos Estados Unidos ficaram fechadas para qualquer estrangeiro por
um período de três meses, com o objetivo de evitar a entrada de outros terroristas no
país.

(UEFS/2012.1) 16 a 18
Uma solução conclusiva para o drama europeu, [...], está longe do fim. De acordo com
um relatório divulgado na quinta-feira passada pela Comissão Europeia, as dúvidas
provocadas pela crise fiscal do euro devem fazer com que a região sofra um forte freio
em sua atividade econômica em 2012.
Ou seja, é grande o risco de uma nova e profunda recessão. A questão agora é:
depois dos episódios na Irlanda, na Grécia e na Itália, qual será o próximo governante
europeu a cair? Os mercados voltam os seus olhos para a França do [...] presidente
Nicolas Sarkosy. Ela tem um déficit fiscal superior ao italiano e seus bancos são os
maiores credores das dívidas da Grécia e da Itália.
(GIANINI; SAKATE, 2011, p. 92).
A partir análise do texto e dos conhecimentos sobre as crises vividas pelo capitalismo,
nessa primeira década do século XXI, responda às questões a seguir.

16. (UEFS/2012.1) Em relação às crises financeiras da era da globalização, é correto


afirmar:
A) A “crise fiscal do euro” ameaça os países que usam essa moeda, mas pouco atinge
os que se baseiam no dólar e no marco.
B) O fenômeno da globalização financeira, fortalecida pelo avanço extraordinário da
informática e das redes de comunicação, facilita a rápida expansão dos efeitos
devastadores da crise europeia, na Europa e no mundo.
C) A desorganização financeira da Irlanda, da Grécia e da Itália resulta da queda na
produção de matérias-primas e da consequente queda nas exportações, o que
empobrece suas economias.
D) A crise europeia atual é um efeito da expansão da economia japonesa e dos
chamados “tigres asiáticos”, que avançam no controle do mercado mundial.
E) O risco de “profunda recessão” ameaça os ricos investidores, banqueiros e
empresários, mas não é temida pelas massas trabalhadoras, que vivem apenas do
seu salário.

17. (UEFS/2012.1) A conhecida crise do Oriente Médio ultrapassou, nos últimos anos,
o confronto entre palestinos e israelenses, incorporando, como novo dado
complicador,
A) a pressão internacional contra os abusos e a violência doméstica dirigidos contra a
mulher, nos países árabes.
B) a aliança política e militar entre os países do Leste Europeu, visando dar apoio aos
planos de expansão territorial de Israel.
C) o rápido declínio das fontes produtoras de petróleo, colocando em risco todo o
equilíbrio energético da economia mundial.
D) o avanço do programa de energia atômica do Irã, visto pelos países ocidentais
como uma ameaça ao frágil equilíbrio regional.
E) a expansão do volume de visitantes cristãos aos tradicionais centros de
peregrinação religiosa em Jerusalém, facilitando atos terroristas de grupos radicais.

18. (UEFS/2012.1) A instabilidade política registrada em países de cultura islâmica no


norte da África e no Oriente Médio, na contemporaneidade, tem apresentado como
ponto comum A) o controle autoritário do poder, por parte de líderes militares ou de
membros de famílias tradicionais, sem oportunidade de participação política da
população.
B) o desacordo sobre os preços do petróleo, produto fundamental para as exportações
de todos esses países.
C) a disputa do poder político por chefes tribais arraigados a antigas práticas de vida
comunitária.
D) a influência do socialismo chinês na formação dos partidos de oposição.
E) o apoio militar e econômico à luta dos curdos contra o Estado de Israel.

(UNEB/2014) 32 a 36
I.
Antes que o país se abrisse, no fim dos anos 70 [século XX], o sistema de ciência e
tecnologia da China empregava um modelo soviético: instituições especializadas
conduziam a pesquisa e as universidades, com foco mais restrito, se encarregavam da
educação e do treinamento.
Esse modelo fracassou porque a pesquisa era separada do ensino, o trabalho
interdisciplinar era impossível, os recursos eram escassos e os rígidos controles
políticos e a ideologia dominavam. A revolução cultural de 1966 a 1976 fechou todo o
ensino superior por uma década e destruiu muito do que havia sido construído
anteriormente. Nos anos 90, a China expandiu e reestruturou o ensino superior de
forma a atender suas ambições econômicas. (ALTBACH; WANG. 2012. p. 44-45).
II.
Quem acha que o Brasil de hoje é um país pobre — e é mesmo — pode ter uma
certeza com teor de verdade 100%: o Brasil de quarenta anos atrás era várias vezes
pior. Por pior que fosse, porém, era melhor que a China no quesito pobreza.
(SILÊNCIO..., 2013. p. 148).
O modelo soviético, adotado pela China, foi uma decorrência da adoção das ideias
socialistas que
A) surgiram a partir do movimento iluminista, através de Jean-Jacques Rousseau,
defensor da concepção de que o homem nasce bom e que é o capitalismo e a
existência da propriedade privada que o corrompem.
B) se consolidaram na fase jacobina da Revolução Francesa, quando o líder político
Robespierre aboliu a propriedade privada e estabeleceu a igualdade salarial e a
ditadura do proletariado.
C) levaram o partido bolchevique a derrubar o governo menchevique, na URSS, e a
impor a ditadura do Partido Comunista, que, através da expulsão de Leon Trotsky,
consolidou o poder nas mãos de Josef Stálin.
D) foram adotadas no Leste Europeu, após a Primeira Guerra Mundial, como
consequência do Pacto Nazi-Soviético de Não Agressão, através do qual a URSS se
expandiu na Europa Oriental, em troca da sua não interferência no processo de
expansão territorial da Alemanha nazista.
E) foram substituídas pelo regime democrático, após a “Primavera de Pequim”
quando, em decorrência da expansão da política neoliberal, a China se abriu para o
capital estrangeiro e privatizou os meios de produção.
(UNEB/2014) As mudanças ocorridas na China se inserem em um contexto mais
amplo de transformações ocorridas nas relações geopolíticas internacionais, a partir
da segunda metade do século XX, a exemplo
A) do processo de descolonização afro-asiática, apoiado militarmente pelos Estados
Unidos, que resultou o rompimento estadunidense com a Europa e a formação do
bloco dos não alinhados, liderados pela França e pela Inglaterra.
B) da política de neutralidade chinesa, no processo da Segunda Guerra Mundial, visto
que esse conflito ficou confinado à disputa entre os regimes capitalistas ocidentais e o
modelo autoritário socialista soviético.
C) da deflagração da Revolução Cultural Chinesa, que democratizou o Partido
Comunista chinês, abrindo caminho para a abertura econômica e a atração do capital
estrangeiro, proporcionando o rápido crescimento econômico.
D) da Coexistência Pacífica, implantada pela Guerra Fria, que provocou o rompimento
da China com a União Soviética e no apoio da China aos guerrilheiros talibãs
contrários à invasão militar soviética no Afeganistão.
E) da crise do socialismo real, na União Soviética, para qual contribuíram a
Perestroika — reestruturação econômica —, e a Glasnost — transparência política.