Você está na página 1de 4

REDAÇÃO

A GUERRA CONTRA AS DROGAS NO BRASIL

PROENEM.COM.BR
REDAÇÃO A GUERRA CONTRA AS DROGAS NO BRASIL

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos
INSTRUÇÃO

ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal


da língua portuguesa sobre o tema “A Guerra contra as drogas no Brasil”, apresentando
proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de
forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO 1
A estúpida guerra às drogas

A política de repressão, sob nome de sob nome de ‘guerra às drogas’ não para de assombrar e
exterminar as populações mais pobres
O argumento da “necessidade de combater o crime” é simplista demais para justificar a forma como o
tráfico de drogas é reprimido por forças policiais. Um elemento desta questão é bem didático e serve para
explicar o problema: Operações que não desarticulam o narcotráfico, mas são celebradas pela apreensão de
drogas ou morte de suspeitos são o pior retrato de uma política enxuga-gelo.
O Rio de Janeiro é um bom exemplo para uma análise sobre a insistência neste tipo de tática nas operações
de “combate às drogas”. A polícia, comandada pelo governador Wilson Witzel (PSC), promove investidas
sistemáticas em algumas favelas do Rio. Todo dia tem uma operação encurtando o sono – e às vezes a vida
– da população mais pobre da cidade. E pior, isso acontece há décadas.
O pretexto raso da “necessidade de combater o crime” é o gatilho para tiros disparados por PMs que dão
rasantes em um helicóptero. Ou de dentro do caveirão, que não se intimida nem quando precisa passar por
cima de residências ou amassar a lateral de um automóvel particular. Some a isto as incontáveis invasões de
residências sem mandado.
É um pacote de maldades de conhecimento público. Os telejornais se tornam repetitivos, com imagens de
crianças deitadas no chão da escola esperando o cessar-fogo. Ontem foi na Cidade de Deus, hoje no Alemão
e amanhã será na Maré. Pode anotar: o filme bizarro de terror e violência vai ser repetido na próxima semana.
Questionar a necessidade desta rotina trágica do trabalho policial não é um pedido para o Estado ser
omisso no combate ao crime. Reconhecer o fracasso deste tipo de ofensiva pode ser um importante ato de
proteção da vida. O caveirão, o helicóptero, as mortes e as apreensões não vão causar abalo significativo na
operação do narcotráfico.
Quando o circo é desmontado, tudo volta a sua rotina. A boca de fumo é reaberta em poucos minutos.
Nas escolas a situação é mais complexa. Educadores ficam no dilema de seguir funcionando com efetivo
reduzido de profissionais ou de liberar os alunos antes do horário. É seguro jovens e crianças soltos em um
território sob chuva de balas com calibre capaz de atravessar uma parede?
Mobilizar grande efetivo policial para a guerra às drogas também é um problema para as forças de
segurança. Como diz aquela velha canção do O Rappa, “também morre quem atira”. Bandidos e policiais
podem acabar juntos, resumidos em estatística de óbitos depois de uma operação na favela. Mortos pela
insistência em um modelo de combate que fracassa há mais de 40 anos.
Uma parcela significativa da corrupção que deteriora as instituições policiais decorre da relação torpe
entre policiais e traficantes. O “arrego” pago pelas bocas de fumo é uma prática tão habitual que hoje é
reconhecida até nos discursos de quem é contra a legalização.
O principal ganho social com superação da guerra às drogas será o fim deste tipo de confronto. Um erro
que já deixou muitas mortes, mas segue no plano de ações de muitos governantes. Uma insanidade que
precisa parar
(Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/hempadao/a-estupida-guerra-as-drogas/)

1 PROENEM.COM.BR
REDAÇÃO A GUERRA CONTRA AS DROGAS NO BRASIL

TEXTO 2
Drauzio Varella: 'Guerra às drogas é um fracasso monumental'
Em entrevista ao UM BRASIL, o médico cancerologista afirma que modelo de combate ao tráfico deixou as
drogas mais baratas.
O fracasso da “guerra às drogas” no País é visto, na opinião do médico cancerologista Drauzio Varella,
como o principal motivo para legalizar a maconha. Na entrevista concedida ao UM BRASIL, uma iniciativa da
FecomercioSP, ele pontua que o método de combate ao tráfico, adotado até os dias de hoje, acabou servindo
para fortalecer o crime organizado.
“A filosofia da guerra às drogas está em reprimir e colocar os traficantes na cadeia. Na teoria, ocorreria falta
no mercado e as pessoas usariam menos drogas, mas na realidade aconteceu o oposto. A droga está cada
vez mais barata. Nós temos que reconhecer que a guerra às drogas é um fracasso monumental. Entregamos o
comércio das drogas nas mãos do crime organizado. Fizemos o pior negócio que se podia fazer”, critica Varella.
Na conversa com o jornalista Renato Galeno, o médico cita casos de outros países que se arriscaram na
experimentação, como o Uruguai, além de estados americanos, como o Colorado. Mesmo com esses exemplos,
Varella aponta que a decisão de legalizar a maconha no Brasil levanta questionamentos, como quem ficaria
encarregado da produção e comercialização da droga — o Estado ou a iniciativa privada?
“Há várias experiências no mundo que começaram pela maconha porque ela não provoca uma crise de
abstinência brutal. Agora, se a droga for muito barata, mais gente vai usar. Se for cara, o usuário vai preferir
comprar do traficante. Legalizar não é tão simples, mas eu acho que temos de começar por algum lado. Vamos
analisar o que está acontecendo nos outros países. Vamos tentar sair um pouco dessa visão estreita da guerra
às drogas que não leva a absolutamente nada”, enfatiza.

(Disponível em: https://www.huffpostbrasil.com/entry/guerra-drogas_br_5db1b7c3e4b01ca2a85905dd)

2 PROENEM.COM.BR
REDAÇÃO A GUERRA CONTRA AS DROGAS NO BRASIL

3 PROENEM.COM.BR