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A CRIMINALIZAÇÃO DO ABANDONO AFETIVO

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REDAÇÃO A CRIMINALIZAÇÃO DO ABANDONO AFETIVO

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos
INSTRUÇÃO

ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal


da língua portuguesa sobre o tema “A criminalização do abandono afetivo”, apresentando
proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de
forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I
Abandono afetivo
Como é consabido, os pais têm o dever legal de cuidado e participação, material e afetiva no processo de
criação de seus filhos, sejam os pais casados ou separados.
A não participação na vida emocional das crianças e dos adolescentes pode trazer uma série de
consequências psicológicas e interferir no processo de desenvolvimento da personalidade do indivíduo, bem
como de suas capacidades sociais, visto que a família é o primeiro ambiente em que o indivíduo tem contato
com o meio social.
Deste modo, a não participação dos pais na vida de sua prole, de forma livre e consciente, sem qualquer
justificativa razoável, configura abandono afetivo e pode ensejar responsabilização civil, inclusive indenização
por danos morais, como tem entendido o Superior Tribunal de Justiça em recentes julgamentos.
Nas palavras da doutrinadora Grace Costa, o abandono afetivo abandono afetivo consiste na "omissão de
cuidado, de criação, de educação, de companhia e de assistência moral, psíquica e social que o pai e a mãe
devem ao filho quando criança ou adolescente".
(Disponível em: https://www.mundoadvogados.com.br/artigos/abandono-afetivo)

TEXTO II
As causas do abandono afetivo parental, suas consequências e o dever de indenizar
Embora a certidão de nascimento declare o estado de filiação, essa relação transcende o conceito jurídico
e alcança o campo da afeição, por força da convivência familiar. Ele está previsto na Constituição Federal
de 88, artigo 227, § 6º, bem como no Código Civil, artigo 1.596, e no Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA), artigo 27. Vale frisar que a previsão jurídica cria, estritamente, uma garantia normativa. O afeto, por
sua vez, condicionado às leis do coração. 
Essa relação de afeto requer a aptidão em experimentar uma mescla de sentimentos e emoções. É a partir
dela que serão criados os laços de afetividade, com base no amor. E o campo da análise da psique humana
revela ainda mais; tal abandono causa danos irreparáveis na construção da personalidade do indivíduo. 
As principais consequências são a ruptura das relações pessoais e da ligação de afeto, sofrimento,
sensação de abandono e desprezo, que pode resultar em problemas comportamentais e extravasar às
relações sociais e amorosas futuramente, podendo atingir inclusive os pais. Quem pratica o abandono afetivo
pode ser responsabilizado, podendo ter que indenizar a vítima. 
O dano causado pode ser caracterizado como material, quando ocorrer a deterioração dos bens e até
mesmo dos lucros e vantagens obtidos em razão da prática. E pode ser considerado dano moral quando
forem comprovadas as consequências psíquicas do ato. O ‘abandono afetivo’ acontece, muitas vezes, em
decorrência de uma separação. 
(Disponível em: https://www.olhardireto.com.br/artigos/exibir.asp?id=10926&artigo=as-causas-do-abandono-afetivo-parental-suas-
consequencias-e-o-dever-de-indenizar)

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TEXTO III
A epidemia de abandono parental no Brasil
O abandono afetivo, talvez o que mais traga consequências a níveis psicológicos para a criança e para o
adolescente, pode ser definido como a indiferença afetiva do genitor com relação ao filho. Mesmo que não
haja o abandono material e o abandono intelectual, o abandono afetivo ainda pode ocorrer. Algumas decisões
recentes dos tribunais, principalmente do STJ, têm concedido indenização a filhos vítimas de abandono afetivo,
partindo da premissa constitucional do descumprimento do dever legal de cuidado, educação e presença.
(Disponível em: https://paracatu.net/view/8603-a-epidemia-de-abandono-parental-no-brasil)

TEXTO IV

Disponível em: https://ianvarella.jusbrasil.com.br/artigos/305897669/o-abandono-afetivo-pode-gerar-direito-a-reparacao-pelo-dano-causado

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