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REDAÇÕES
NOTA 1000

PROENEM.COM.BR
SUMÁRIO
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01 O combate ao analfabetismo no Brasil

02 Desafios para a formação educacional dos alunos


compreendidos no espectro autista

03 Obesidade infantil no Brasil

04 Combate ao suicídio entre jovens

05 Pessoas em situação de rua no Brasil

06 Adoção tardia no Brasil

07 Desafio da doação de sangue no Brasil

08 O combate ao uso excessivo de plástico na


sociedade brasileira

09 A inclusão dos deficientes físicos na sociedade


brasileira

10 Os desafios do uso da vacina no Brasil

2 PROENEM.COM.BR
SUMÁRIO
11 O aumento da obesidade populacional no Brasil

12 A educação tecnológica em questão no Brasil

13 Mudança climática e produções de alimentos na


sociedade brasileira

14 Preservação da vida marinha no Brasil

15 Desastres ambientais no Brasil: impactos naturais e sociais

16 Crise hídrica no Brasil

17 Doação de órgãos no Brasil

18 Insegurança alimentar no Brasil

19 Fake science: o desafio de conviver com falsas


informações científicas

20 Vício em jogos eletrônicos

21 Violência contra idosos na sociedade brasileira

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01 TEMA
O combate ao analfabetismo no Brasil

Estima-se que, no mundo, haja atualmente mais de 750 milhões de jovens e adultos
que não sabem ler e escrever. Especificamente, no Brasil, o número de analfabetos
é alarmante e revela o agravamento de um cenário de preconceito. Isso se evidencia
não só pelo descumprimento da responsabilidade constitucional com a educação
como também pela direta relação com desigualdades sociais históricas.
Diante desse cenário, é relevante destacar a ineficiência do Estado como fator
fundamental para o agravamento dos índices de letramento e alfabetização.
Atualmente, o panorama de corte de verbas, o baixo investimento em pesquisa e a
ausência de políticas educacionais mais concretas permitem que o Brasil apresente
uma população analfabeta superior a 10 milhões de pessoas, o que afronta diretamente
a previsão, presente na Constituição, de acesso à educação de qualidade a todos os
cidadãos. É, pois, inaceitável que, apesar de membro da ONU, o Brasil descumpra tão
profundamente suas metas de desenvolvimento humano e educacional para 2030.
Além disso, o desrespeito às minorias compõe a atual situação de déficit
educacional brasileiro. De acordo com pesquisa publicada pelo IBGE, mulheres, idosos,
nordestinos, negros e pardos representam maioria nos índices de analfabetismo, fator
que corrobora preconceitos históricos em nossa sociedade. Lê-se, portanto, como
nociva a percepção de que um país signatário da Declaração Universal dos Direitos
Humanos não seja capaz de garantir a democratização do ensino em todos os seus
grupos sociais.
Portanto, Ministério da Educação deve criar campanhas de alfabetização com foco
específico, sobretudo, nas minorias mais atingidas, por meio de parcerias público-
privadas, com materiais, profissionais e métodos de ensino capazes de atingir esses
grupos. Espera-se, com isso, diminuir o analfabetismo no Brasil e tornar a teoria
constitucional uma prática em nossos dias.

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02 TEMA
Desafios para a formação educacional dos
alunos compreendidos no espectro autista

De acordo com a convenção da ONU sobre os direitos da pessoa com deficiência,


a esse educando deve-se garantir a participação efetiva, sem discriminação e com
igualdade de oportunidades. No Brasil, entretanto, a formação educacional dos alunos
compreendidos no espectro autista enfrenta muitos desafios. Entre eles, destacam-
se não só o preconceito de muitas famílias como o despreparo da maior parte das
instituições de ensino para atendê-los.
A partir desse contexto, é possível destacar a omissão de alguns responsáveis
como grave ameaça ao desenvolvimento social de seus próprios filhos. De acordo
com o jornal O Globo, no Rio de Janeiro, por exemplo, metade das crianças autistas
está fora da escola, fator que conta com a irresponsabilidade, com o medo e, muitas
vezes, com posicionamento dos pais de preservá-los do convívio em sociedade, o que
seria tão benéfico ao deficiente. Desse modo, é inaceitável que a família - primeira
instituição responsável pela proteção ao cidadão - permita-se, em muitos casos, pôr-
se contra sua inclusão educacional.
Ademais, a ausência de estrutura e equipe capacitada nas escolas para receber alunos
com TEA representa outro importante desafio a ser superado. Se por um lado, a Justiça
proíbe que colégios se recusem a aceitar esse grupo como estudante; por outro, poucos
dispõem de cuidados, professores, pedagogos e demais profissionais com formação e
espaço de atuação que os atenda de forma satisfatória e a preço acessível. Esse cenário
alarmante afronta diretamente a lei 7.611/2011, a qual prevê educação e atendimento
especializado ao autista, fatores que se agravam com a desigualdade social.
Portanto, o governo federal deve tornar mais rígidas as punições a famílias e escolas
que negligenciam a educação da população autista, por meio de leis que estabeleçam
metas como frequência, cursos de formação tanto quanto atendimento especializado e
custeado pelo Estado. Espera-se, com isso, promover a formação desses cidadãos mais
vulneráveis e tornar realidade outras leis já existentes de proteção à pessoa com TEA.

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03 TEMA
Obesidade infantil no Brasil

O documentário "Muito além do peso" compara a obesidade infantil a uma


perigosa pandemia, haja vista sua letalidade ou prejuízo para qualidade de vida. No
Brasil, o combate a essa doença ainda é lento, o que representa um desafio tanto à
saúde física quanto psicológica. Nesse sentido, convém analisarmos as principais
causas, consequências e possível medida relacionada ao fenômeno abordado nessa
obra de 2012.
A partir desse contexto, é possível destacar o estilo de vida moderno de muitas
famílias como relevante fator relacionado ao sobrepeso entre crianças. De acordo
com publicação da Fiocruz, hábitos alimentares pesados, sedentarismo e problemas
de convívio familiar representam alguns dos principais motivadores da doença,
uma conjuntura que envolve, sobretudo, a decisão e o contexto de vida dos pais.
É, portanto, alarmante a contribuição negativa das pessoas mais próximas para o
prejuízo à saúde infantil em nossa sociedade.
Ademais, são inúmeros os legados da obesidade não só quando criança como
também após seu desenvolvimento. Segundo a Revista de Pesquisa Óssea e
Mineral, meninos e meninas com sobrepeso apresentam maior risco de acidentes
cardiovasculares e fraturas. Essa informação, comparada aos dados da Fiocruz de que
80% dos adolescentes obesos continuam assim na fase adulta, configura um inaceitável
panorama negligenciado, inclusive, pelo poder público.
Desse modo, o Ministério da Saúde deve educar melhor as famílias sobre os danos
da obesidade, por meio de campanhas desenvolvidas na mídia e nas escolas, com
instruções médicas bem como números reais e atualizados sobre o problema. O
objetivo dessa medida é preservar a integridade das crianças e combater, de forma
eficaz, a grave pandemia denunciada no documentário.

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04 TEMA
Combate ao suicídio entre jovens
e crianças no Brasil

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o suicídio é a terceira maior causa


de morte entre os jovens brasileiros. O fenômeno é crescente, atinge vários setores da
sociedade e, em muitos casos, envolve posturas negligentes em nosso tecido social. Sob
esse aspecto, convém analisarmos a inobservância tanto das condições psicológicas das
vítimas - o que inclui as crianças - quanto da lei como fatores que contribuem para o
agravamento dessa situação.
Frente a essa conjuntura, é possível entender a falta de informação de muitas famílias
para lidar com os transtornos de seus filhos como um perigoso agravante. Segundo o
psiquiatra Rodrigo de Almeida Ramos, 90% dos suicidas sofriam de problemas como
depressão; entretanto alguns familiares só percebem a doença mental tardiamente.
Desse modo, é inaceitável que a sociedade negue a devida atenção a seus jovens e
crianças, um dos grupos mais atingidos diante desse desafio.
Além disso, o descumprimento da lei agrava as consequências da depressão, o que
pode culminar em morte. Apesar de, em 2019, ter sido sancionada a norma específica
que pune a incitação à automutilação e ao suicídio, os casos de bullying presencial ou
virtual ainda são frequentes, sobretudo no contexto escolar. É, pois, contraditório que
as instituições de ensino, maiores responsáveis pela formação cidadã dos mais novos,
possa representar também uma grave ameaça a esse grupo tão vulnerável.
Portanto, o governo federal deve criar uma orientação especializada para escolas e
famílias, por meio de campanhas presenciais e veiculadas pela mídia, com explicações
que ajudem a identificar a depressão e prevenir situações que levem ao suicídio.
Espera-se, com isso, garantir não só a preservação como a qualidade de vida de
crianças e jovens tanto quanto contornar os tristes dados apresentados pela OMS.

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05 TEMA
Pessoas em situação de rua no Brasil

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o


pleno direito à dignidade humana, à moradia e ao bem-estar social. Em oposição
a esse estatuto, o Brasil tem apresentado um número cada vez maior de pessoas
em situação de rua, fenômeno que revela o grave descaso em relação a esse grupo
socialmente vulnerável. Nesse sentido, convém analisarmos as principais causas de
tão nociva situação.
Diante desse cenário, cabe destacar fatores históricos como a colonização do
Brasil e as cruéis condições da Abolição da Escravatura como graves motivadores
para o problema. Sob esse aspecto, o modelo colonialista do século XVI, aliado ao
abolicionismo perverso, sem caminhos de reinserção social para os ex-escravizados
no século XIX, provocou um panorama de exclusão que contabiliza hoje pardos e
negros como maioria entre os pobres sem moradia. É, portanto, nociva a percepção
de que, mesmo após 520 anos do início do período colonial e 132 anos após o fim
do cruel regime escravocrata no país, nossa sociedade ainda conviva com seu triste
legado de abandono.
Outrossim, uso de droga e os transtornos mentais compõem a realidade da maioria
das pessoas em situação de rua. De acordo com publicação do Jornal O Estadão,
além de se tratar de uma questão social de urbanização, o problema envolve fatores
relacionados à saúde, pois a drogadição dessas pessoas causa não só dependência
como sequelas psicológicas. Assim, é contraditório que um país signatário da
Declaração Universal dos Direitos Humanos não garanta condições básicas de
existência à sua nação.
Desse modo, o Ministério da Cidadania, por meio de parceria com o Ministério da Saúde,
deve destinar a estados e municípios tanto recursos quanto modelos de atendimento e
acolhimento, para que, em conjunto, consigam diminuir o alto índice populacional em
situação de rua. Espera-se, com isso, tornar as prescrições da Constituição Cidadã uma
realidade que atinja a todos, independentemente da classe social e, consequentemente,
ressocializar os indivíduos em condição de abandono.

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06 TEMA
Adoção tardia no Brasil

O artigo 19 do ECA prevê que toda criança seja criada por sua família ou uma
substituta. No Brasil, entretanto, esse direito apresenta-se como uma realidade
distante a uma parcela significativa de menores com mais idade. Isso se deve não só
ao preconceito de muitos pais, mas também à burocracia implicada no processo de
adoção no país.
Frente a esse conceito, faz-se necessário analisar o tipo de exigência dos pretensos
pais que se inscrevem para o processo. Apesar de o número de pessoas interessadas
em formar família por meio desse acolhimento ser bem maior do que a quantidade de
crianças disponíveis em orfanatos no Brasil, cerca de 20% dos adotantes cadastrados
querem crianças brancas e quase 80% deles só as aceitam com menos de 5 anos
de idade, segundo o Portal de Conteúdo Jurídico. Evidencia-se, portanto, um cenário
cruel de exclusão à maior parte da fila de espera por um lar, especialmente composta
por negros e pardos, uma situação que se torna ainda mais grave, em se tratando dos
deficientes e dos mais velhos.
Ademais, os trâmites legais impostos em muitas cidades representam também
um perigoso entrave nesse sentido pois atrasam o processo enquanto as crianças
adquirem mais idade. De acordo com Tânia da Silva Pereira, advogada e presidente
da Comissão de Infância e Adolescência do Instituto Federal de Direitos da Família,
a análise pessoal, a fila de espera e as exigências judiciais adiam por anos o direito
de crianças que vivem em abrigos a terem um novo lar como consta na Constituição
Federal. Lê-se, pois, como nociva a contribuição contra as garantias constitucionais
de proteção familiar, sobretudo às crianças mais velhas.
Desse modo, o governo federal deve tornar mais célere os processos de adoção
- principalmente a tardia - no Brasil. Isso deve ocorrer por meio de campanhas em
parceria com a mídia para sensibilizar os adotantes contra seus preconceitos, com
exemplos da real necessidade vivida por esses meninos e meninas e por intermédio
de leis mais punitivas a estabelecimentos que atrasem esse encontro entre filho e
pais. Espera-se, com isso, diminuir a exclusão importa à maioria das crianças que
espera a oportunidade de ter um acolhimento familiar.

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07 TEMA
Desafio da doação de sangue no Brasil

Relativo ao processo de doação de sangue no Brasil, é possível destacar tanto


aspectos positivos quanto negativos. Se por um lado, avanços na lei têm permitido o
aumento do número de doadores; por outro, fatores culturais ainda representam um
empecilho contra esse movimento a favor da vida.
Diante dessa conjuntura, é necessário destacar a revogação da restrição à doação
por homens "gays" como relevante posicionamento não só contra o preconceito, mas
em benefício de quem precisa. De acordo com o jornal O Globo, a decisão foi tomada
após o Supremo Tribunal regional considerar tal impedimento inconstitucional, por
fazer distinções a partir da orientação e não apenas do comportamento sexual.
É, pois, inaceitável que essa postura ampliadora da capacidade de captação de
sangue, apesar de toda garantia de igualdade prevista na Constituição, só tenha
ocorrido tão tardiamente.
Entretanto, cabe analisar aspectos de informação e cultura que representam perigosos
entraves contra as inúmeras campanhas de doação promovidas por instituições
públicas e privadas. Segundo a revista Vox Sanguinis, fatores como religiosidade,
medo, conduta de risco e qualidade de vida de possíveis voluntários são os que mais
interferem contra a decisão de doar. Nesse sentido, é inevitável que circunstâncias
comportamentais permitam que apenas 1,6% da população seja doadora.
Portanto, o Ministério da Saúde, por meio de parceria com o Ministério da Educação,
deve criar campanhas midiáticas com esclarecimentos acerca dos benefícios a quem
recebe doação, de suas graves necessidades bem como dos mitos falsamente
relacionados ao procedimento. Espera-se, com isso, aumentar os estoques de sangue
em todas as regiões do país e salvar um maior número de vidas.

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08 TEMA
O combate ao uso excessivo de plástico
na sociedade brasileira

Atualmente, nos oceanos, há cerca de 300 milhões de toneladas de plástico, sem


contar o lixo também acumulado em terra. Especificamente, no Brasil, o uso excessivo
desse material - relacionado, sobretudo, à procura por descartáveis, embalagens e
produtos com pouca durabilidade - tem conduzido o país a um contexto ambiental
alarmante. Sob esse aspecto, convém analisarmos as principais causas, consequências
e possível medida relacionada a esse perigoso desafio.
Diante desse cenário, faz-se necessário destacar o baixo índice de reciclagem como
um fator agravante para atual degradação causada pelo plástico. De acordo com o jornal
Valor Econômico, a reciclagem, no Brasil, é inferior a 2%, contra 35% nos EUA, 22%
na China e 6% na Índia, circunstância que expõe a grave contribuição do nosso país a
favor da maior produção de plástico e contra preservação ambiental. Nesse sentido, o
comportamento social médio do brasileiro, um dos maiores produtores de lixo do mundo,
afronta diretamente as metas de sustentabilidade previstas pela ONU para 2030.
Além disso, o excesso de resíduos plásticos prejudica exponencialmente a qualidade
de vida da população. Segundo a Ong World Wide Fund (WWF), seu acúmulo nas
cidades cumpre a função de vetor para insetos e roedores, além de contribuir para
o aumento de enchentes urbanas, o que degrada tanto o meio ambiente quanto a
saúde pública. Lê-se, portanto, como nociva a negligência tanto do poder público
quanto da população em relação à destruição do seu próprio planeta.
Desse modo, o governo federal deve criar campanhas contra o uso desnecessário
do plástico e em prol da sua reutilização em instituições públicas e particulares. Isso
deve ser feito por meio de convênios junto a empresas de educação e reciclagem, com
incentivos fiscais a quem se envolver nesse projeto. Espera-se, com isso, reverter o
atual panorama de degradação ambiental tanto em terra quantos nos oceanos.

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09 TEMA
A inclusão dos deficientes físicos
na sociedade brasileira

O paradigma epistemológico intrínseco à Constituição Federal de 1988 preza,


prioritariamente, por seu caráter humanístico. Tal prioridade é explicitada em seu artigo 3º,
cujo conteúdo abarca os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: construir
uma sociedade livre, justa e solidária. No entanto, a problemática da inclusão de pessoas
com deficiência evidencia como o descompromisso do Poder Público e das instituições de
ensino com os ideais de Émile Durkheim e da modernidade líquida constroem a identidade
de uma nação que caminha em desajuste com sua legislação, nas esferas política e social.
No que tange a essa situação, destaca-se a limitada acessibilidade dos deficientes por
um viés político. Segundo Durkheim, as instituições sociais devem assegurar e respaldar
as ações humanas. Porém, um olhar atento ao planejamento urbano permite concluir que
a sociedade brasileira não cumpre o ideal constitucional de ser justa e solidária com os
Portadores de Necessidades Especiais (PNE). Sob essa ótica, as cidades em muito pouco
adaptam seus edifícios públicos e seus veículos de transporte coletivo visando a garantir
acesso adequado à totalidade da urbe aos PNE. Como consequência, esses indivíduos
veem sua liberdade de circulação solubilizada em meio à líquida atuação da esfera pública.
Além da ausência de atuação política, a inclusão de pessoas com deficiência no Brasil
também pode ser ressaltada por um viés social. Devido à herança histórica de exclusão
dos deficientes no panorama nacional, ainda hoje, esses cidadãos são negligenciados
enquanto mão de obra. Nesse sentido, mesmo com a política de ações afirmativas de
trabalho, a igualdade não é efetivada em função da postura passiva das instituições de
ensino, que pouco atuam no sentido de desestigmatizar os portadores de deficiência.
Dessa forma, mais uma vez a Constituição é desrespeitada em seu ideal de isonomia
por uma escola omissa aos princípios durkheimianos e que, por isso, contribui para a
manutenção de estereótipos que tornam líquidas as relações interpessoais entre os
PNE e a sociedade como um todo.
Portanto, a efetiva inclusão de pessoas com deficiência na sociedade brasileira faz-
se urgente e necessária. Nesse contexto, o Governo Federal deve investir na promoção
de debates e de oficinas sobre acessibilidade desses cidadãos, por meio do repasse
de verbas do Ministério da Gestão ao Ministério da Educação. Isso deve ocorrer sob
a forma de feiras periódicas nas escolas, abordando a integração social dessa parcela
da população de forma crítica, com o convite aos PNE, a fim de que os alunos tenham
contato com as dificuldades vividas por tais indivíduos. Com a aplicação dessa medida,
a liquidez das relações interpessoais entre os portadores de deficiência e a sociedade
brasileira torna-se sólida e sustentada pelos pilares de Durkheim e da Carta Magna.

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10 TEMA
Os desafios do uso da vacina no Brasil

O início do período republicano no Brasil foi marcado por inúmeras revoltas populares.
Entre elas, destaca-se a Revolta da Vacina, cuja causa está associada à da campanha
de vacinação obrigatória contra varíola, imposta pelo Governo Federal. A transgressão
temporal dessa mentalidade serviu - ou, pelo menos, deveria servir - para evidenciar a
importância da vacinação atualmente no Brasil, não pela imposição, mas pela educação.
Nesse sentido, entender a patologia que vem afetando a nação, ao negligenciar a
imunização, é fundamental para sugerir medidas profiláticas, a partir de anticorpos
sociais durkheimianos e kantianos.
Diante desse panorama, destaca-se a omissão do Estado nos postos de vacinação
como um antígeno ao organismo brasileiro. De acordo com o pensamento de Durkheim, as
instituições devem zelar pelo cuidado e respaldar as ações humanas. No entanto, quando
se atenta aos casos de falta de vacinas suficientes nas casas de saúde, à infraestrutura
precária para a manutenção dos medicamentos e à ausência da pontualidade quanto à
sua entrega, percebe-se que a esfera pública está distante dos princípios do sociólogo. Ou
seja, a falha logística, intrínseca ao sistema de saúde brasileiro, é um sintoma do descaso
governamental ao quadro clínico de muitos cidadãos, dependentes da imunização
adquirida ativa para viver com dignidade.
Além desse desrespeito, a postura passiva dos principais formadores de opinião
também ativa o sistema imunológico do Brasil. As vacinas destacam-se na erradicação
mundial da varíola e na interrupção da circulação dos vírus do sarampo e da poliomielite
no Brasil. Entretanto, ainda que tais avanços tenham trazido inúmeros benefícios salubres
à sociedade, os cidadãos pouco se mobilizam no sentido de preencher sua carteira de
vacinação. Esse desinteresse da população em geral associa-se ao ideal de Kant, que
afirma ser o homem o produto da educação. Sob essa ótica, a multiplicação do reduzido
ensino sobre questões de saúde por parte da escola tem como resultado inevitável o ser
humano negligente quanto à responsabilidade da vacinação.
Portanto, a negligência à importância da imunização ativa exige tratamento urgente.
Nesse contexto, o Governo Federal deve ampliar a educação sobre saúde no ambiente
escolar, por meio da promoção de projetos, como “semanas de conscientização sobre
vacinação”. Tal medida pode ocorrer na convocação de médicos e de enfermeiros,
capazes de palestrar sobre a relevância da vacina, a fim de garantir a dignidade da
pessoa humana no que tange à sua saúde. Com essa medida, a patologia de um Brasil
inobservante à questão da imunidade profilática será prevenida a partir dos princípios
ativos durkheimiano e kantiano.

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11 TEMA
O aumento da obesidade populacional
no Brasil

Durante a Pré-História, o homem teve dificuldade para conseguir alimentos. Por


isso, a natureza encarregou-se de dotar o corpo humano de um mecanismo para
armazenar energia mediante a transformação do excesso de calorias em gordura. No
entanto, ao passo que nossos ancestrais se alimentavam, principalmente, de raízes
e de sementes, houve uma mudança no padrão alimentar, ao longo dos anos, capaz
de não mais restringir a alimentação à pura necessidade fisiológica. A transgressão
temporal dessa mentalidade reflete, no século XXI, a imagem de um Brasil que assiste
ao crescimento da obesidade a partir de fatores sociais e culturais.
Frente a essa situação, destaca-se a relação entre escolaridade e hábitos
alimentares como suporte à lógica do sobrepeso. Segundo Kant, "o homem é aquilo
que a educação faz dele". Nesse sentido, o limitado acesso ao saber, característico de
parte significativa da população brasileira, contribui para a formação não crítica dos
indivíduos quanto à associação entre escolhas saudáveis à mesa e qualidade de vida.
Como consequência disso, as estatísticas revelam o aumento de doenças crônicas
entre adultos, como diabetes e hipertensão. Entretanto, a realidade é ainda mais
cruel quando se atenta à obesidade crescente entre crianças, resultado da carência
educacional suprida por propagandas midiáticas de apelo aos açúcares e aos lipídios.
Além do cerceado contato com a educação, a fugacidade da vida moderna também
acrescenta traços ao cenário de obesidade no Brasil. Sob essa ótica, a adoção do modelo
capitalista traz à rotina fluidez e aceleração como características essenciais para adequar-
se ao mercado de trabalho. Desse modo, a velocidade típica da contemporaneidade
exigiu a criação de uma cultura alimentícia que a respaldasse: o "fast food". De acordo
com a teoria da "McDonaldização" de George Ritzer, o modelo da lanchonete ganhou
apelo global devido à sua conveniência e à sua acessibilidade. Tais aspectos colaboram
para o sobrepeso e justificam o seu aumento na sociedade brasileira.
Portanto, o crescimento da obesidade no Brasil atual exige solução urgente. Nesse
contexto, o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde devem desenvolver
projetos de método alimentar nas escolas, por meio de parcerias público-privadas,
com a inclusão de uma disciplina referente a hábitos alimentares e com a contratação
de nutricionistas nesses espaços. Espera-se, com isso, promover reflexão crítica
sobre os malefícios e os benefícios de cada alimento e de criar cardápios apropriados
aos alunos. Com essa medida, a obesidade perderá espaço para que a imagem de um
país mais saudável seja construída, pautada nos pilares kantianos.

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12 TEMA
A educação tecnológica em questão
no Brasil

Segundo Marshall McLuhan, "os homens criam as ferramentas e estas recriam


o homem". A frase do filósofo em muito se associa ao potencial transformador de
ferramentas tecnológicas utilizadas na educação. No entanto, a capacidade remodeladora
desses instrumentos vem sendo negligenciada enquanto um meio de promover maiores
recursos à aprendizagem e ao desenvolvimento cognitivo. A restrição ao uso de
dispositivos técnicos no ambiente escolar reflete a imagem de um Brasil passível de ser
analisado sob fatores econômicos e sociais.
Diante desse panorama, destaca-se o limitado acesso à tecnologia por parte dos
estudantes no país. Apesar de ter seu surgimento datado na Guerra Fria, a internet começou
a popularizar-se em 1990. Essa lenta democratização pode ser facilmente observada no
interior de escolas públicas brasileiras, nas quais o número de computadores por aluno
ainda é insuficiente. Como consequência direta disso, aulas dotadas de insumos modernos
são raramente inseridas na carga horária dessas instituições de ensino. Assim, torna-se
notória a defasagem de aprendizagem entre os alunos que tiveram acesso a ferramentas
tecnológicas e os que não tiveram. Essas disparidades refletirão no diferenciado ingresso
no mercado de trabalho entre os indivíduos.
Além da falha democratização da internet, a manutenção de um ideário obsoleto de
educação também integra o cenário brasileiro de descaso com o aprimoramento técnico
da educação. De acordo com Kant, é no problema do ensino que assenta o grande segredo
do aperfeiçoamento humano. Nesse sentido, o ideal tradicionalista de modelo educador
delineia limites à introdução de mecanismos tecnológicos. Com isso, restringem a figura
da escola a um ambiente pouco dinâmico e pouco plural. Tal restrição, no entanto, pode
comprometer o desenvolvimento cognitivo de estudantes que não se adequam aos
métodos tradicionais de ensino, mas que poderiam melhor se adaptar à aprendizagem
baseada na tecnologia, por exemplo. 
Portanto, o uso de ferramentas tecnológicas na educação precisa ser inserido na
imagem atual do Brasil. Nesse contexto, o governo – órgão responsável pelo bem-
estar geral – deve criar projetos de reajuste do atual modelo de ensino, por meio
da contemplação de uma estrutura educacional dotada de informatização e de
profissionais da área. Com isso, espera-se promover um ensino que utiliza diversas
formas de aprendizagem como meio de garantir o acesso isonômico ao mercado
de trabalho. Com essa medida, o ideal kantiano e o uso desse material permitirão a
edificação de uma educação com qualidade e com tecnologia.

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13 TEMA
Mudança climática e produções
de alimentos na sociedade brasileira

Se documentos como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, produzidos


pela ONU, preveem o uso responsável da terra entre todos os seus países signatários.
Na prática, entretanto, solos e florestas adoecidos agravam sistematicamente as
mudanças climáticas e, consequentemente, a produção de alimentos, inclusive no
Brasil. Sob esse aspecto, convém analisarmos os principais fatores relacionados ao
perigoso cenário social e ambiental que se desenha a partir desse impasse.
Diante de tal contexto, é possível destacar o aquecimento global como relevante
promotor da ameaça ambiental e econômica instaurada. Frente a isso, segundo
especialistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, caso a
temperatura do planeta atinja o limite de 2° Celsius, as terras férteis podem se
transformar em desertos, e fenômenos meteorológicos extremos colocarão em
risco o sistema de produção de comida. Revela-se, portanto, como inaceitável a
postura de degradação praticada no Brasil mesmo com todos os alertas emitidos por
organizações internacionais.
Além disso, o aumento da desigualdade social representa um danoso legado do
desmatamento que favorece o desiquilíbrio ambiental e prejudica o acesso aos
alimentos. De acordo com publicação do Jornal O Globo, só entre 1990 e 2010, o Brasil
perdeu 55,3 milhões de hectares, uma situação ainda mais grave em nossos dias,
sobretudo pelo aumento do preço de grãos, o que condena os mais pobres à restrição
imediata do que consome. É, pois, contraditório que um dos maiores produtores de
alimento do mundo seja também um país com alguns dos mais graves índices de fome.
Desse modo, o governo federal deve promover programas de educação e punição
relacionados à preservação do meio ambiente, por meio de parcerias junto a
instituições produtoras de alimento, que auxiliem a fiscalização e a manutenção tanto
da fauna quanto da flora brasileira. Espera-se, com isso, garantir o acesso dos mais
vulneráveis socialmente à comida, cumprir os ODS da ONU, preservar a vida humana
na Terra a longo prazo.

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14 TEMA
Preservação da vida marinha no Brasil

Apesar de os oceanos cobrirem três terços da superfície terrestre, no Brasil, a


ausência de políticas públicas eficazes para proteção do meio ambiente tem permitido
a degradação sistemática da biodiversidade marinha. Cabe, desse modo, destacar as
principais causas, consequências e possível medida implicada nesse perigoso desafio.
Diante de tal cenário, a falta de gerenciamento de resíduos urbanos representa
um notório agravante para o problema. De acordo com a ONU, 80% de todo o lixo
descartado no mar é de plástico, o que resulta em cerca de 13 toneladas de dejetos,
situação que tem no Brasil um de seus maiores poluidores. É, portanto, nociva a postura
consumista da população do país e de seus gestores, uma afronta direta, inclusive, aos
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pelas Nações Unidas.
Além disso, a destruição da vida tanto no mar quanto na terra pode ser apontada
como legado dessa má gestão social. Segundo publicação da Secretaria de Estado
do Meio Ambiente do Maranhão, essa poluição atinge tartarugas, peixes e o próprio
ser humano por causa da cadeia alimentar, além de contribuir efetivamente para o
agravamento do efeito estufa. Lê-se, pois, como inaceitável um país com um dos mais
extensos litorais do planeta representar na atualidade uma das maiores ameaças à
vida marinha.
Dessarte, o governo federal deve criar projeto contra produção excessiva de plástico
e a favor da recuperação desse ecossistema, por meio de parcerias público-provadas
com setores da mídia e da indústria de embalagens, uma das grandes causas de
poluição e morte no mar. Como efeito, espera-se preservar a biodiversidade nos
oceanos e garantir também a qualidade de vida em terra.

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14 PROENEM.COM.BR
15 TEMA
Desastres ambientais no Brasil -
impactos naturais e sociais

Vazamento de óleo na baía de Guanabara, nos rios Birigui e Iguaçu, rompimento das
barragens de Brumadinho e Mariana, incêndio no porto de Santos. Entre os grandes
desastres ambientais no Brasil do século XXI, a participação do homem figura como
um de seus maiores agentes. Nesse sentido, a fim de encontrar medida efetiva contra
o problema, convém analisarmos suas principais consequências.
Diante de tal cenário, é possível destacar o prejuízo ambiental até mesmo em
localidades distantes da tragédia. Segundo o portal de notícias G1, o céu da cidade
de São Paulo, por exemplo, ficou encoberto por uma névoa de poluição, em 2020,
causada por queimadas florestais no Pantanal, o que demonstra o quanto todos somos
vulneráveis ao desiquilíbrio eventualmente provocado à natureza. É, pois, inaceitável
que, frente a esses nocivos legados, o Estado não garanta maior fiscalização contra
os crimes de incêndio.
Além disso, fatores econômicos também estão diretamente implicados nesse
fenômeno. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a tragédia de Brumadinho
foi uma das principais responsáveis pela redução do PIB no Brasil, em 2019, o que
envolve, além da diminuição do extrativismo, o prejuízo financeiro às famílias que
viviam nas áreas afetadas. Configura-se, portanto, como flagrante a percepção de
que a ganância de uma pequena parte da sociedade aliada à má gestão pública possa
atingir tão contundentemente a vida de tantos cidadãos.
Desse modo, o governo federal deve aumentar a fiscalização e a punição em relação
aos danos causados ao ecossistema, por meio de projetos de lei que destinem recursos
suficientes para essa finalidade, com profissionais e tecnologias especializadas para
investigar, identificar e punir crimes contra natureza. Espera-se, com isso, diminuir a
participação humana como protagonista das tragédias ambientais.

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15 PROENEM.COM.BR
16 TEMA
Crise hídrica no Brasil

Apesar de 70% do planeta ser coberto por água, de acordo com a coluna Congresso
em Foco, menos de 3% é doce e apenas 0,4% é de fácil acesso. Esse cenário, agravado
pela participação humana, tem feito com que, no Brasil, a população enfrente situações
de insegurança hídrica cada vez mais graves. Diante disso, convém analisarmos as
principais causas implicadas nesse fenômeno.
A partir de tal panorama, é possível destacar a poluição como um dos graves fatores que
contribuem para essa instabilidade. De acordo com o Jornal Correio Brasiliense, mesmo
que a sujeira urbana seja uma das mais graves fontes de degradação, a contaminação
de origem rural causada por fertilizantes, pesticidas e processos erosivos também gera
alto impacto nesse sentido. Assim, o próprio estilo de vida e o aumento populacional
fomentam condenação das nascentes de água.
Além disso, a falta de educação ambiental também representa uma ameaça a favor
da crise hídrica. Ainda que o Brasil, segundo Agência Nacional de Água, possua cerca
de 12% de sua parte doce no planeta, as campanhas de conscientização à população
sobre seu uso sustentável são insuficientes tanto na mídia quanto no contexto escolar.
Lê-se, portanto, como nociva a ausência de responsabilidade do Estado, diante de um
patrimônio natural tão importante.
Desse modo, o governo federal deve criar medidas de punição aos grandes poluidores
de água nos centros rural e urbano bem como de conscientização ambiental na mídia
e nos colégios. Isso pode ser feito por meio de campanha coletiva que envolva setores
de segurança, educação e gestão pública, no intuito de preservar os recursos hídricos
- elementos tão importantes para manutenção da vida Terra.

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17 TEMA
Doação de órgãos no Brasil

Na série brasileira "Sob Pressão", uma personagem, ao receber a notícia de morte


cerebral de seu filho, não aceita o diagnóstico e recusa o pedido de doação de órgãos.
Analogamente, o Brasil ainda enfrenta sérios desafios nesse sentido. Se por um lado,
houve consideráveis avanços do número de transplantes; por outro, a família do potencial
doador, muitas vezes, representa o principal empecilho contra o procedimento.
Diante de tal cenário, é válido destacar o crescimento da participação dos brasileiros
em campanhas e ações de doação. De acordo com dados do portal de notícias G1,
apesar da pandemia, só em 2020, a quantidade de transplantes aumentou em 20% no
Hospital das Clínicas do Triângulo Mineiro, o que resulta do investimento em tecnologia
e aperfeiçoamento de técnicas na área. Infelizmente, o número de doadores é ainda
insuficiente e não atende todas as vidas que precisam de ajuda.
Apesar das boas notícias, a negativa de muitas pessoas ao impedirem o
aproveitamento de órgãos de seus familiares representa um desserviço. Nesse sentido,
segundo o Ministério da Saúde, cerca de 50% dos parentes têm recusado autorização
para o transplante, mesmo após comprovação da morte encefálica do paciente. É, pois,
inaceitável que aspectos ligados ao preconceito, à religião e à fata de informação ainda
sirvam de entrave à preservação de vidas em nosso país.
Desse modo, o governo federal deve orientar melhor as famílias brasileiras sobre
a importância da doação de órgãos, por meio de campanhas de informação e
sensibilização, com participação de escolas, de instituições religiosas e da mídia.
Espera-se, com isso, não só aumentar a quantidade de transplantes no Brasil como,
consecutivamente, salvar mais vidas ou garantir-lhes melhor qualidade.

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17 PROENEM.COM.BR
18 TEMA
Insegurança alimentar no Brasil

O acesso básico à alimentação adequada está contemplado no Artigo 25 da


Declaração Universal dos Direitos Humanos e, após ampla mobilização social, em
2010, passou a compor também a Constituição Federal do Brasil em seu Artigo
6. Apesar disso, a insegurança alimentar tem se agravado sistematicamente no
país. Nesse sentido, a fim de buscar medida para combater esse desafio, convém
analisarmos suas principais causas.
Diante de tal panorama, é possível destacar a alta no preço dos alimentos como
relevante contribuição para a fome. Segundo publicação da ONU, uma dieta saudável
representa uma realidade inalcançável para 38% da população mundial. Já, no Brasil,
uma alimentação adequada pode ser até cinco vezes mais cara, e boa parte dos
cidadãos relata ter vivido episódios sem perspectiva do que comer. É, portanto,
inaceitável que uma país membro pleno da ONU não seja capaz de cumprir um de
seus objetivos mais elementares, que é a democratização do acesso à comida.
Além disso, fatores naturais relacionados à desigualdade social agravam o
problema. Se por um lado, situações como clima, seca, pragas de insetos e doenças
de planta podem prejudicar a alimentação do povo brasileiro; por outro, segundo
dados da Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural, a concentração de
renda típica dos chamados países periféricos bem como a recente crise humanitária
da COVID-19 contribuem de forma decisiva para o aumento da fome. Revela-se, pois,
como contraditório o Brasil, um dos maiores produtores de alimento do mundo, ser
também o que apresenta um dos mais graves índices de insegurança nesse sentido.
Desse modo, o governo federal deve criar campanhas que favoreçam a distribuição
de renda no Brasil e garantam, em situações de crise, a doação de alimentos às
famílias em condições de vulnerabilidade. Isso deve ser feito por meio de parcerias
público-privadas entre setores públicos e empresas do ramos alimentícios. Espera-
se, com isso, diminuir atual situação de insegurança alimentar e garantir os direitos
básicos previstos tanto na DUDH quanto em nossa Carta Magna.

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19 TEMA
Fake science: o desafio de conviver com
falsas informações científicas

A expressão "Era da Pós-Verdade", incorporada ao Dicionário Oxford, em 2016,


refere-se às circunstâncias em que fatos objetivos são menos influentes para opinião
pública do que apelos à emoção ou às crenças pessoais. Analogamente, no Brasil,
o aumento da divulgação de notícias científicas falsas representa um desafio a ser
enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Assim, convém analisarmos as
principais causas desse perigoso fenômeno.
Frente a tal cenário, cabe destacar a falta de letramento informacional como um dos
principais motivadores para o problema. Nesse sentido, segundo o site de notícias
BBC News, ultrapassando o grupo dos radicais políticos, os idosos são os que mais
compartilham as chamadas "fake news", fator que se justifica, em se tratando da
ciência, pela ausência de discernimento entre dados reais e falsos, sobretudo no
atual contexto de pandemia. Infelizmente, essas notícias podem contribuir para o
agravamento da doença - um risco principalmente à população de mais idade.
Ademais, a impunidade também representa uma condição decisiva nesse contexto.
Além da dificuldade para identificar os criadores das "fake sciences", segundo o portal
de notícias UOL, a morosidade para aprovar leis de combate à proliferação dessas
mentiras figura também como entrave, haja vista o medo que muitos políticos têm
de dar margem a ações de censura. Lê-se, portanto, como inaceitável tantas vidas
serem prejudicadas supostamente em nome da liberdade de expressão.
Desse modo, o governo federal deve promover ações direcionadas tanto à
informação quanto à punição de criadores e divulgadores de falsos dados científicos.
Isso pode ser feito, por meio de convênios firmados entre empresas de internet,
agências reais de notícia e setores de inteligência do Estado. Espera-se, com isso,
inibir a multiplicação das chamadas "fake sciences" e diminuir o risco que representam
para a saúde dos brasileiros.

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19 PROENEM.COM.BR
20 TEMA
Vício em jogos eletrônicos

A classificação do transtorno dos jogos eletrônicos como doença pela Organização


Mundial da Saúde tem trazido ao mundo um alerta sobre seus danos. Com efeito, no
Brasil, esse vício cresce de forma alarmante e acomete tanto jovens quanto adultos.
Diante disso, convém analisarmos os fatores físicos e emocionais implicados nesse
perigoso fenômeno.
Diante de tal cenário, é fundamental destacar as consequências fisiológicas do
excesso de exposição a jogos que contribuem para sua classificação como doença.
Além do favorecimento a diabetes e a problemas posturais, segundo o Dr. Aderbal -
coordenador do laboratório de dependência do comportamento da UNESP - há casos
também de trombose e esgotamento físico devido à quantidade de horas sentado e
sem alimentação. Lê-se, portanto, como contraditória a percepção de que atividades
criadas com finalidade recreativa, por seu mau uso, possam representar uma ameaça
tão grave ao bem-estar social.
Além disso, cabe destacar condições psicológicas diretamente relacionadas a esse
tipo de dependência.
De acordo com o médico Cristiano Nabuco - do Instituto de Psicologia da USP
-, tal vício compõe um quadro ainda maior, pois grande parte dos dependentes de
videogames apresenta vulnerabilidades familiares ou depressão, circunstâncias que
permitem sua comparação com o alcoolismo, guardadas as devidas proporções. É,
pois, nociva a falta de mobilização do Estado brasileiro diante do problema, haja vista
a gravidade de suas consequências.
Desse modo, o vício em jogos eletrônicos é grave e requer medida urgente do
governo federal. Nesse sentido, o Ministério da Saúde deve criar campanhas contra o
uso excessivo desses dispositivos, por meio de parcerias educacionais entre setores
de ensino público, privado e da mídia, com orientação aos jovens e às famílias sobre
como se comportarem diante desse desafio. Espera-se, com isso, diminuir a exposição
da população ao risco relacionado a esse transtorno, que representa uma das atuais
preocupações da OMS.

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21 TEMA
Violência contra idosos na
sociedade brasileira

Em seu Artigo 230, a Constituição Federal brasileira declara que é dever do Estado
amparar as pessoas idosas, defender sua dignidade, bem-estar e direito à vida. No
Brasil, entretanto, é crescente o número de casos de desrespeito a esse grupo. Isso
se evidencia não só pelos graves exemplos de abandono como também por sua
exploração financeira cada vez maior
Diante desse contexto, é possível destacar o desamparo dos parentes como um
dos grandes desafios enfrentados pela terceira-idade no Brasil. Apesar de o estatuto
do idoso prever pena de até 16 anos de prisão a quem pratica o abandono afetivo
ou financeiro com esses indivíduos mais vulneráveis, de acordo com o serviço de
denúncias do Ministério dos Direitos Humanos, tais casos representam 80% das
queixas recebidos pelo "Disque 100". Revela-se, portanto, como inaceitável a falta
de políticas públicas divulgadoras da responsabilidade e das possíveis punições
implicadas na relação entre as famílias e seus anciãos.
Além disso, a apropriação indevida dos recursos financeiros da pessoa idosa
figura também como um fenômeno perigoso e crescente. Segundo informações
publicadas pelo jornal Estadão, esse crime representa o terceiro maior número de
casos de violência no Brasil e os principais opressores são filhos, netos e parentes
que convivem com a vítima. É, pois, contraditório que a própria família - primeira
instituição responsável pela qualidade de vida dos seus membros - possa representar
uma de suas maiores ameaças na atualidade.
Desse modo, o governo federal deve criar medidas de agravamento das punições
direcionadas aos crimes contra a população de mais idade. Isso pode ser feito por meio
da implementação de leis que garantam investigação, atendimento especializado e
unidades específicas de polícia relacionados à sua proteção no Brasil. Espera-se,
com isso, combater tanto o abandono quanto a exploração aos idosos, bem como
assegurar-lhes os direitos constitucionalmente previstos.

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21 PROENEM.COM.BR
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