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04 POPULAÇÃO: ESTRUTURA GEOGRAFIA II

DEMOGRÁFICA

ESTRUTURA DEMOGRÁFICA • Base - Parte inferior da pirâmide etária que representa


Estrutura demográfica é a classificação da população em a população jovem.
grupos determinados e segundos certos critérios:
• Corpo - Parte intermediária da pirâmide etária que
• Etnia (estrutura étnica). representa a população adulta.
• Idade e sexo (estrutura etária).
• Ocupação profissional (população ativa e inativa). • Cume, Topo ou Ápice - Parte superior da pirâmide
etária que representa a população idosa.
Cabe citar que hoje em dia emprega-se muito mais o termo
etnia do que raça, uma vez que a primeira não expressa só a cor,
mas, sobreduto, a cultura de um determinado grupo étnico. Quando
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analisada em termos de idade e sexo, a composição da população


costuma ser apresentada através de gráficos que são conhecidos
como pirâmides etárias.

ESTRUTURA POPULACIONAL POR


FAIXA ETÁRIA
A população de um país pode ser dividida de acordo com a
idade em três grupos principais:
• Jovens (0 a 19 anos).
• Adultos (20 a 59 anos).
• Idosos (acima de 60 anos).
Em países subdesenvolvidos, as taxas de natalidade e
fecundidade costumam ser altas.Em países subdesenvolvidos, as
taxas de natalidade e fecundidade costumam ser altas. Por isso, esses
são países onde a proporção de jovens é muito grande em relação à • Base - Permite analisar indicadores na pirâmide etária
população total. Ao mesmo tempo, por serem países pobres e repletos como a natalidade, a fecundidade e a mortalidade
de problemas socioeconômicos, nesses locais as pessoas não infantil.
costumam ter uma elevada expectativa de vida. Logo, a porcentagem • Corpo - Permite analisar indicadores na pirâmide
de idosos é pequena em relação ao todo. Nos países desenvolvidos, etária como a taxa de mortalidade e o tamanho da
por sua vez, a situação é oposta: são locais onde o número de jovens população em idade para trabalhar.
é muito pequeno (e tem se tornado cada vez menor), enquanto a
população de idosos aumenta rapidamente. Portanto, a estrutura • Cume, Topo ou Ápice - Permite analisar a longevidade
etária é bem diferente quando se compara países com situações média da população.
socioeconômicas distintas, como pode ser visto na tabela abaixo.
As pirâmides de “países jovens” apresentam uma base
COMPARAÇÃO DA ESTRUTURA ETÁRIA E
larga (pois há elevada proporção de jovens) e o cume estreito
EXPECTATIVA DE VIDA (2000-2005)
(demonstrando baixo número de idosos). Este formato de pirâmide
JOVENS ADULTOS VELHOS EXPECTATIVA
PAÍS
(%) (%) (%) DE VIDA (anos) caracteriza a estrutura da população da maior parte dos países
subdesenvolvidos. Por sua vez, os chamados “países velhos”
Japão 14,3 67,3 18,4 81,5 são aqueles cuja estrutura etária cria uma pirâmide de base mais
População estreita (indicando a baixa porcentagem de jovens) e cume mais
Itália 14,1 67,1 18,8 78,7
envelhecida largo (tendo em vista a grande proporção de idosos).
Alemanha 15,0 67,5 17,5 78,2

EUA 21,5 66,2 12,3 77,1

População
Cingapura 25,5 68,6 5,9 78,1
madura
Brasil 28,2 66,3 5,5 68,3

Bolívia 38,6 57,2 3,6 63,9

População
Paquistão 41,4 54,9 3,7 61,0
jovem Com o passar dos anos e em virtude da transição
demográfica, o formato da pirâmide etária sofre modificações
Somália 48,0 49,6 2,4 47,9
estruturais. Ou seja, à medida que ocorre uma melhora nas
De modo geral, quanto mais atrasado no processo de transição condições sociais e econômicas, ocorre também uma queda na
demográfica, mais jovem é a população de um país; quanto mais natalidade e um aumento na expectativa de vida – e isso faz com
avançado na transição demográfica, mais envelhecida é a população. que o formato da pirâmide mude visivelmente. Notadamente,
Isso faz com que as pirâmides etárias sejam muito diferentes quando ocorre o desenvolvimento do país há um gradativo
de acordo com as condições socioeconômicas de cada país. É estreitamento da base da pirâmide e um alargamento tanto
importante saber que um gráfico desse tipo se divide em três partes:

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GEOGRAFIA II 04 POPULAÇÃO: ESTRUTURA DEMOGRÁFICA

do corpo quanto do ápice – justamente em razão da redução podem manter o sistema imunológico da mulher mais forte. Eles
da taxa de natalidade e do aumento da expectativa de vida da podem funcionar no corpo da mulher como um antioxidante,
população. Portanto, com o passar dos anos há uma tendência protegendo-o dos radicais livres e neutralizando as substâncias
de inversão da pirâmide, como pode ser visto na transformação tóxicas que estressam as células.
que já ocorreu nas últimas décadas e é prevista para prosseguir Nos homens, a testosterona tem um efeito imunossupressor,
acontecendo na população japonesa. o que significa que diminui o poder imunológico do organismo
masculino. E mais: segundo pesquisadores da University
Redução da Taxa de Mortalidade College de Londres, este hormônio pode aumentar a produção
de fluido seminal, mas, a longo prazo, pode promover o câncer
• Urbanização (maior saneamento básico).
de próstata e levar à hipertensão e aterosclerose. Além disso,
• Avanços da medicina e da indústria farmacêutica dados do Ministério da Saúde mostram que os homens morrem
(novos tratamentos e novos remédios). mais por causas externas como a violência, acidentes de
Redução da Taxa de Natalidade trabalho e de trânsito.
• Maior entrada e participação da mulher no mercado Dessa forma, as mulheres são numericamente mais
de trabalho. expressivas que os homens entre o grupo dos idosos. Contudo,
• Maior uso de métodos contraceptivos (pílula há exceções. Em países onde a cultura patriarcal é muito forte
anticoncepcional e preservativo, por exemplo). e o filho homem é extremamente mais valorizado, as mulheres
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• Alto custo do filho nos dias atuais (educação, costumam ter uma vida mais precária, e isso promove
alimentação, saúde e lazer). mortalidade mais precoce. Além disso, os locais que foram
• Maior planejamento familiar. povoados através de processos de migração relativamente
recentes ainda costumam apresentar um número de homens
bem maior que o de mulheres – como é o caso da região
Centro-Oeste no Brasil, que recebeu muitos migrantes do sexo
masculino a partir da metade do século XX e, por isso mesmo,
hoje tem uma pirâmide etária cujo lado masculino se destaca
frente ao feminino.

ESTRUTURA POPULACIONAL POR


OCUPAÇÃO PROFISSIONAL
O levantamento da estrutura da população, neste aspecto,
inicialmente classifica o indivíduo em dois grupos, levando em
consideração sua situação em termos de ocupação profissional
e, também, de idade (no que se refere aos menores de idade). Vale
ressaltar aqui que o termo ocupação subentende-se em atividade
no mercado de trabalho formal (com carteira assinada e todos
os direitos trabalhistas assegurados) como o informal (sem
registro e direitos trabalhistas). Sendo assim, a população pode
ser classificada em:
ESTRUTURA POPULACIONAL POR GÊNERO • População Economicamente Ativa (PEA): é considerada
Em termos de sexo, na pirâmide etária, os homens são deste grupo toda e qualquer pessoa adulta que
representados à esquerda e as mulheres à direita. O eixo vertical esteja empregada ou à procura de emprego. A idade
representa as idades e o eixo horizontal pode representar o número base considerada para o cálculo da PEA, nos países
de habitantes. desenvolvidos, é a de 15 anos. No caso do Brasil, a idade
Normalmente, a diferença entre homens e mulheres é muito é de 16 anos, tendo em vista que a Constituição Brasileira
pequena nas faixas etárias mais jovens. Porém, quando se observa estabelece esta faixa etária como idade mínima para o
os adultos (e, principalmente, os idosos) quase sempre há um ingresso no mercado de trabalho.
número bem maior de mulheres. Isso ocorre porque a expectativa
de vida feminina costuma ser mais elevada. Dados da OMS • População Economicamente Inativa (PEI): fazem parte
(Organização Mundial de Saúde) divulgados em 2016, apontam deste grupo os indivíduos que não estão empregados,
que a expectativa de vida dos homens, no mundo, é de 69,1 anos, como os aposentados, as donas de casa que não
enquanto a das mulheres é de 73,8 anos. No Brasil, de acordo com exercem atividade econômica remunerada, as crianças
o IBGE, as mulheres vivem, em média, quase sete anos a mais que e adolescentes que ainda não atingiram a idade mínima
os homens. para ingressar no mercado e os estudantes. Também é
Antigamente acreditava-se que isso acontecia, pois, ao sair chamada de PNEA.
para trabalhar, o homem sofria mais desgaste do corpo e da mente: É importante frisar a importância direta e indireta da População
cumprimento de horários, alimentação inadequada, disputas Economicamente Ativa sobre a População Economicamente
no trabalho e discussões geravam um alto grau de estresse. Só Inativa, pois a mesma é que contribui e assegura condições para
que com a entrada da mulher no mercado de trabalho, elas ainda a viabilização de investimentos sociais, tanto na área de educação,
continuam vivendo mais, mesmo fazendo a chamada dupla saúde e segurança pública, bem como na aposentadoria.
jornada que é chegar em casa depois do expediente para cuidar As pessoas que compõem a PEA podem trabalhar em três
dos filhos e da casa.   setores da economia: o primário (agropecuária e extrativismo),
Pesquisadores acreditam que uma das explicações para a o secundário (indústria) e o terciário (comércio e serviços). É
maior longevidade feminina, é que elas se cuidam mais: de modo importante saber que, com a mecanização da agropecuária e a
geral, elas fazem visitas mais frequentes ao médico, se submetem robotização da indústria, houve uma diminuição do número de
a mais exames e consultas de rotina, fumam menos e bebem vagas de emprego nesses dois setores. Logo, muitas pessoas se
menos. Outra hipótese é a diferença entre os hormônios femininos viram obrigadas a buscar emprego em atividades do comércio ou
e masculinos. O estrógeno e a progesterona, hormônios femininos, através da prestação de serviços. Isso fez com que o setor terciário

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04 POPULAÇÃO: ESTRUTURA DEMOGRÁFICA GEOGRAFIA II

da economia passasse a ter um peso cada vez maior na geração


de empregos e se tornasse, em boa parte dos países, o mais EXERCÍCIOS
importante pilar da economia.
• Terciarização - Aumento do número de pessoas
PROTREINO
empregadas no setor terciário, que tem sido comum pelo
01. Apresente os critérios em que uma população é classificada
desemprego causado pela automação e mecanização dos
quando avaliamos a estrutura demográfica de um país.
setores primário e secundário (desemprego estrutural).
• Terceirização - Forma de contratação indireta de 02. Caracterize a divisão da população de um país de acordo com a
profissionais, muito comum na atualidade, pela lógica da faixa etária.
flexibilização das relações de trabalho. 03. Caracterize a pirâmide etária de países que apresentam as
segundas características:
RAZÃO DE DEPENDÊNCIA E BÔNUS a) "Países jovens".
DEMOGRÁFICO b) "Países velhos".
A taxa de dependência total é obtida pela divisão do total de 04. Diferencie a População Economicamente Ativa (PEA) da População
jovens (menores de 15 anos) e idosos (com 60 anos ou mais) Economicamente Inativa (PEI).
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pela quantidade de pessoas entre 15 e 59 anos. A ideia é dar


uma dimensão da proporção entre pessoas economicamente 05. Explique o que é "Bônus Demográfico".
dependentes e aquelas em idade de provê-las. Obviamente, muitos
homens e mulheres com mais de 60 anos podem estar no auge de
sua produtividade, assim como ainda existem casos de crianças e
adolescentes que trabalham. Da mesma forma, um jovem adulto
na casa dos 30 e poucos anos pode, muito bem, ser sustentado EXERCÍCIOS
pelos pais. O objetivo do dado, no entanto, é oferecer uma base
estatística para comparação desse referencial ao longo do tempo
PROPOSTOS
e com outros países.
01. Observe no gráfico os dados sobre a desigualdade social no
Logo, a taxa de dependência total é a proporção de jovens Brasil e leia o trecho da reportagem:
e idosos em relação ao total de indivíduos em idade ativa. Como
consequência da transição demográfica no Brasil, o que se verificou
foi uma redução da taxa de dependência de 60,3% para 54,6% entre
2001 e 2011. O porcentual foi puxado pela significativa diminuição
da porcentagem de jovens – de 45,8% para 36%. A fatia de idosos,
por sua vez, subiu de 14,5% para 18,6% – uma decorrência do
envelhecimento populacional.
Com isso, hoje há proporcionalmente mais gente na faixa etária
adulta (e em condições de trabalhar) do que aqueles potencialmente
dependentes deste mesmo grupo. Ou seja: a diminuição do número de
jovens foi tão grande que, mesmo com o aumento do número de idosos,
a proporção de dependentes (jovens e idosos somados) diminuiu.
A queda na taxa de dependência ocorre em função de um
fenômeno que os especialistas chamam de “bônus demográfico”,
isto é, o período em que a população ativa é mais numerosa, o
que configura um facilitador para o crescimento econômico, já
que passa a haver mais mão de obra disponível e capaz de gerar Brasil atingiu em 2011 a menor desigualdade social da história,
riquezas – e proporcionalmente caem as despesas somadas diz IPEA
com jovens e idosos. O salário dos 10% mais pobres da população brasileira cresceu
Sendo assim, os dados recentes comprovam que a elevada 91,2% entre 2001 e 2011. O movimento engloba cerca de 23,4 milhões
taxa de dependência do país, uma realidade no passado em de pessoas saindo da pobreza. Já a renda dos 10% mais ricos
que haviam muitas crianças, ficou para trás. Na pirâmide etária aumentou 16,6% no período, de forma que a renda dos mais pobres
das décadas de 1970 e 1980, por exemplo, os números eram cresceu 550% sobre o rendimento dos mais ricos, segundo dados
expressivos porque a maior parcela da população tinha entre divulgados nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica
zero e 20 anos. Por outro lado, uma comparação com dados Aplicada (Ipea). [...] O crescimento dos salários é o principal indicador
de outras grandes economias do planeta deve servir de alerta. para a melhoria, aponta o estudo. É o que responde por 58% da
Japão, Alemanha e França têm suas “taxas de dependência” diminuição da desigualdade. Em segundo lugar vem os rendimentos
muito altas pela expressividade não do número de jovens, mas previdenciários, com 19% de contribuição, seguido pelo Bolsa
sim de idosos – proporção de, respectivamente, 67,8%, 52,3% e Família, com 13%. Os 10% restantes são benefícios de prestação
49,5%. E em função da transição demográfica, o Brasil caminha continuada e outras rendas. [...] O recorte por regiões mostra que no
nesta mesma direção. Ou seja: a continuidade da transição Nordeste a renda subiu 72,8%, enquanto no Sudeste cresceu 45,8%,
demográfica fará com que a fase do bônus demográfico passe, sempre no mesmo período de comparação. [...]
e a partir daí o Brasil experimentará um rápido envelhecimento Marchesini, Lucas. País atingiu em 2011 a menor desigualdade social da história, diz
IPEA. Jornal Valor Econômico, 25 set. 2012. Disponível em: <www.valor.com.br>.
populacional, o que fará com que a razão de dependência
Acesso em: 18 nov. 2013.
aumente novamente.

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GEOGRAFIA II 04 POPULAÇÃO: ESTRUTURA DEMOGRÁFICA

A partir das informações disponíveis, pode-se inferir que: d) a PEA equivale ao número de pessoas que consomem
a) a desigualdade social caiu de maneira significativa, ativamente e ajudam, assim, a movimentar a economia.
possivelmente resultado da melhoria dos salários e das e) a população inativa tem aumentado em virtude da Política do
políticas de transferência de renda, especialmente no Nordeste. Filho Único, implementada nos anos 1990 e prevista para ser
mantida até 2030.
b) a desigualdade social manteve-se declinante, principalmente
em razão das políticas públicas liberais implementadas nos
04. O exame da distribuição de renda da população auxilia
últimos anos, especialmente no Nordeste. na avaliação do grau de justiça social, da qualidade da ação
c) a melhora das condições sociais no país foi resultado do previdenciária do Estado e da eficácia das políticas públicas de
fracasso das políticas públicas de controle da inflação e de combate à pobreza.
distribuição de renda, não somente no Nordeste. Observe o gráfico que indica a razão entre a renda anual dos 10%
d) a queda dos índices de desigualdade social no Brasil se deve mais ricos e a renda anual dos 40% mais pobres, no Brasil, nos
anos de 2001 a 2008.
somente ao aumento do emprego verificado no período na
região Nordeste.
e) a queda na desigualdade social foi resultado de fatores
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externos, especialmente o longo período sem crises


econômicas significativas e o fim da seca no Nordeste.

02. As características demográficas de um país são dinâmicas


e alteram-se ao longo da história, segundo diferentes contextos
socioeconômicos. Recentemente, o IBGE identificou algumas LUCCI, Ellian. BRANCO, Anselmo L., MENDONÇA, Cláudio. Território e sociedade no
mudanças no perfil da população brasileira, entre as quais, a mundo globalizado. São Paulo: Saraiva, 2010.
diminuição da população masculina em relação à feminina nas
regiões metropolitanas e, por outro lado, o aumento da população Considerando os dados apresentados, é possível afirmar que a
masculina em relação à feminina em alguns estados das Regiões principal ação governamental que contribuiu para a mudança
Norte e Centro-Oeste, além de um envelhecimento geral da verificada na distribuição da renda na sociedade brasileira durante
população. Assinale a alternativa que melhor explique pelo menos o período indicado foi:
uma dessas alterações. a) diminuição do índice de gini e da desigualdade social.
a) O envelhecimento da população explica-se pela baixa qualidade b) redução da carga tributária do setor produtivo.
de vida de que dispõe o povo brasileiro, em média. c) diminuição da taxa básica de juros ao consumidor.
b) Nas Regiões Norte e Centro-Oeste, as más condições de vida d) ampliação do investimento público em infraestrutura.
afetam principalmente mulheres e crianças, o que explica o
e) elevação do valor real do salário mínimo.
aumento proporcional da população masculina.
c) A violência nas regiões metropolitanas envolve mais a população
05. No gráfico abaixo, estão representadas mudanças no perfil
masculina, o que ajuda a explicar a diminuição proporcional
socioeconômico da população brasileira entre 2002 e 2009.
dessa população em relação à feminina nessas regiões.
d) O aumento da população feminina nas regiões metropolitanas
explica-se pelo êxodo rural, ou seja, a busca de trabalho nas
frentes agrícolas pela população masculina.
e) A população brasileira ainda não experimentou o período do
bônus demográfico, o que faz com que o número de mulheres
seja mais alto que o de homens, principalmente nas faixas
etárias mais avançadas.

03. Primeira queda da população ativa em 10 anos preocupa


demógrafos chineses
A porcentagem da população economicamente ativa da China
caiu um décimo em 2011 com relação a 2010, de 74,5% para
74,4%, uma redução que, por ser a primeira em dez anos, despertou
preocupação em demógrafos e economistas da segunda maior
Adaptado de Folha de S. Paulo 18/04/2010
economia do mundo.
Opera Mundi. 20/01/2012. Disponível em :http://operamundi.uol.com.br/ Um dos principais fatores que possibilitaram as mudanças
representadas no gráfico é:
Sobre a População Economicamente Ativa (PEA), é correto a) elevação do poder aquisitivo.
dizer que: b) ampliação da expectativa de vida.
c) estabilização da oferta de emprego.
a) a preocupação dos chineses com a População Economicamente d) diminuição da taxa de analfabetismo.
Ativa está no fato de essa ser a parcela da população e) redução do poder aquisitivo da classe alta.
responsável pela manutenção das taxas de natalidade.
b) a população economicamente ativa corresponde ao número de 06. (FAMERP 2017) O demógrafo e economista José Eustáquio
pessoas que estão disponíveis para emprego, ou seja, a parcela Alves, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falou
da população que trabalha ou que procura por emprego. sobre o bônus demográfico, momento que, segundo o especialista,
c) os aposentados formam a parcela mais importante da PEA, acontece apenas uma vez na história de cada país. “É o momento
pois os valores recebidos em aposentadorias são importantes em que a pirâmide está se transformando. Depois, ele passa e
para dinamizar a economia. chega o envelhecimento populacional”, constatou.
www.unicamp.br. Adaptado.

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O momento do bônus demográfico corresponde, na estrutura As informações relatadas indicam o movimento étnico e social
populacional de um país, ocorrido em função da crise política e econômica que atinge o Brasil
a) ao aumento da taxa de natalidade. nos últimos dois anos. Esse movimento somente pode ser explicado
b) à redução da razão de dependência. a) pelo fato de os dados levantados pelo IBGE terem indicado
um fenômeno étnico importante no Brasil: a diminuição
c) à contração do sistema previdenciário.
demográfica do contingente de pardos e negros face ao total
d) ao avanço do desemprego estrutural. da população nacional.
e) à manutenção do crescimento horizontal. b) pela incapacidade de as pesquisas do IBGE capturarem os
dados sobre a principal fonte de renda de negros e pardos no
07. (UECE 2017) Atente ao seguinte excerto: “O avanço do desemprego Brasil, isto é, serviços especializados bem remunerados que
fez a desigualdade de renda entre brancos e negros voltar a crescer, escapam às estatísticas oficiais.
interrompendo um processo de redução que se iniciara na década c) pelo fato de não existir, no mercado de trabalho brasileiro,
passada. Entre 2015 e o primeiro trimestre deste ano, a remuneração contingente de negros e pardos capaz de assumir funções
recebida por brancos em todos os trabalhos teve variação positiva de profissionais qualificadas.
0,8%. Já o rendimento de pardos caiu 2,8% no período, e o de pretos, d) pela diferente inserção profissional entre negros, pardos
1,6%, de acordo com dados e classificação do IBGE”.
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e brancos no Brasil, no contexto em que negros e pardos


Fonte: Folha de S. Paulo. Sábado, 20 de maio de 2017.
In: Mercado. Página A 23.
costumam ocupar funções profissionais em setores como os
de serviços e construção civil, bastante valorizados até 2014,
mas que sofreram retração nos últimos anos.
08. (UFRGS 2017) Observe a tabela abaixo.

Proporção de população residente de 0 a 14 anos, de 15 a 64 anos e de 65 anos ou mais


na população total, por situação de domicílio - Brasil - 1960/2010

Sobre os dados apresentados, é correto afirmar que

a) os números indicam o processo de envelhecimento da população brasileira, a subsequente diminuição da população jovem e a entrada
do país no período chamado “bônus demográfico”.
b) a estrutura da população é típica de um país não desenvolvido, com predominância de jovens sobre idosos, devido às taxas de
natalidade ainda altas e à baixa expectativa de vida.
c) a baixa variação apresentada nas porcentagens mostra que nada mudou sobre a estrutura da população, nos últimos 50 anos, no
Brasil.
d) a razão de dependência é extremamente alta nos dois últimos censos, o que provoca pouca arrecadação e problemas para o sistema
de previdência social.
e) a população brasileira está estagnada em seu crescimento, o que se reflete nas porcentagens, ao longo do período de 50 anos,
mostradas na tabela.

09. (EBMSP 2018) A economia informal tem se expandido tanto nos países centrais quanto nos países periféricos, com intensidades
distintas, nas últimas décadas.
Essa economia caracteriza-se sobretudo
a) pela capacidade de absorver a PEA disponível.
b) pela contraposição ao assalariamento.
c) por não provocar impacto no meio ambiente.
d) pela maior oferta de trabalho com salários altos.
e) por estar intimamente relacionada à expansão das atividades secundárias tanto no campo quanto nas cidades.

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GEOGRAFIA II 04 POPULAÇÃO: ESTRUTURA DEMOGRÁFICA

10. (UFJF-PISM 2 2017) Leia o texto: 11. Observe a figura e o quadro abaixo.
A atual população indígena brasileira, segundo dados do Censo
Demográfico realizado pelo IBGE em 2010, é de 896,9 mil
indígenas. De acordo com a pesquisa, foram identificadas 305
etnias, das quais a maior é a Tikúna, com 6,8% da população
indígena. Também foram reconhecidas 274 línguas. Dos indígenas
com 5 anos ou mais de idade, 37,4% falavam uma língua indígena e
76,9% falavam português.
Os Povos Indígenas estão presentes nas cinco regiões do Brasil,
sendo que a região Norte é aquela que concentra o maior número
de indivíduos, 342,8 mil, e o menor no Sul, 78,8 mil. Do total de
indígenas no País, 502.783 vivem na zona rural e 315.180 habitam
as zonas urbanas brasileiras.
Adaptado de: http://www.brasil.gov.br/governo/2015/04/populacao-indigena-no-brasil-
e-de-896-9-mil. Acesso em 22/08/2016.

Os Povos Indígenas resistem no território brasileiro, ainda que


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enfrentando graves problemas e conflitos. Os números acima


demonstram, em parte, a diversidade dessas populações: 305
etnias e 274 línguas.
Sobre a ocupação indígena no Brasil é correto afirmar que:
a) a densidade demográfica nos territórios indígenas é muito alta
Considerando a figura que apresenta a distribuição dos homicídios
devido à territorialidade dessas populações que necessitam
de mulheres por Unidade da Federação (UF), no Brasil, em 2013, e
de maiores espaços para a manutenção das suas práticas
o quadro que indica variação dessa taxa entre 2006 e 2013, depois
tradicionais de pesca, caça, coleta e agricultura.
de promulgada a Lei Maria da Penha, assinale a alternativa correta.
b) a maior quantidade de demarcações de terras indígenas no
a) As taxas de homicídios têm distribuição uniforme nas UFs.
Brasil ocorre sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, devido
ao vazio demográfico existente nestas regiões, para onde a b) As taxas de homicídios não sofreram redução, uma vez que
Funai consegue deslocar os povos indígenas. houve registros de mortes em todas as UFs.
c) ainda convivemos com altos índices de homicídios da c) A tendência de violência no Norte do país é evidenciada pelo
população indígena que continua sofrendo diferentes formas crescimento uniforme das taxas, em todas as UFs da região.
de violência ensejadas pelo capital urbano-industrial e agrário d) Acre, Goiás, Alagoas e Espírito Santo apresentaram, em 2013,
que avança sobre os territórios indígenas. taxas de homicídios duas vezes maiores que o Rio Grande do
d) os estudos do IBGE omitem, ao falar sobre as 274 línguas, que Sul, Santa Catarina e São Paulo.
existem somente três troncos linguísticos indígenas no Brasil, e) Cinco UFs registraram quedas nas taxas de homicídios, três
sendo, os demais, derivações ou desdobramentos dos troncos delas no Sudeste do país.
Tupi, Macro-Jê e Banto.
e) no Estado de Minas Gerais as populações indígenas
desapareceram em meados do século XX devido à ampliação
das atividades urbano-industriais e agrárias, restando apenas
alguns indivíduos isolados nos meios urbanos.

12. Em 2010, 817,9 mil pessoas, segundo o IBGE (2010), se autodeclararam indígenas quando questionadas sobre sua cor ou raça. Outras
78,9 mil disseram ser de outra cor (principalmente parda), mas, quando questionadas se se consideravam indígenas de acordo com
aspectos como tradições, costumes, cultura e antepassados, disseram que sim. Essa segunda pergunta foi feita apenas às pessoas que
habitavam terras indígenas, porque em pesquisas piloto o Censo do IBGE percebeu que muitos não associavam a condição de indígena à
cor ou raça (Folha de São Paulo, 2012).
Adaptado de Folha de São Paulo. Censo aponta que índios eram 0,47 da população em 2010. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/poder/2012/08/1135044-censo-aponta-
que-indios-eram-047-da-populacao-em-2010.shtml>. Acesso em: 30 mar. 2016

O IBGE (2012) afirma que “o crescimento de 10,8% ao ano da população que se declarou indígena, no período 1991/2000, principalmente
nas áreas urbanas do País, foi atípico. Não existe nenhuma explicação plausível para tal fenômeno. Muitos demógrafos atribuíram o fato a
um momento mais apropriado para os indígenas, em que estavam saindo da invisibilidade pela busca de melhores condições de vida, mais
especificamente, os incentivos governamentais.”

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04 POPULAÇÃO: ESTRUTURA DEMOGRÁFICA GEOGRAFIA II

A singularidade registrada pode ser atribuída


a) à metodologia de pesquisa adotada pelo IBGE, na qual o
entrevistado se autodeclara como pertencente à determinada
raça ou cor, fato que explica a taxa de crescimento demográfico
indígena de mais de ao ano.
b) ao fim dos conflitos entre indígenas e posseiros, fazendeiros,
garimpeiros etc., pois, após a Constituição de 1988, cessaram
as constantes invasões em terras indígenas.
c) à taxa de natalidade, maior entre os indígenas que entre os não
indígenas, e ao aumento do número de pessoas que, no último
censo, se autodeclararam como indígenas.
d) ao questionamento indutivo do IBGE que, em terras consideradas
indígenas, rotula todo cidadão, independentemente da cor ou
raça autodeclarada, como sendo indígena.
e) ao maior número de demarcações de terras indígenas,
sobretudo a partir da Constituição 1988, que contribuiu para
Reprodução proibida Art. 184 do CP.

o aumento da taxa de crescimento demográfico da população


indígena, inalterada desde os dois últimos censos (2000 e De acordo com a análise das pirâmides etárias, verifica-se que
2010).
a) o país A possui percentual de população adulta e idosa maior,
se comparado ao país B.
13. (ENEM PPL 2017)
b) a população em idade economicamente ativa no país A é
menor que no país B.
c) no país A, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é maior
que no país B.
d) a população adulta do país A tende a diminuir nos próximos
30 anos.
e) no país A, observa-se uma crescente redução da taxa de
natalidade.

15. (UFRGS 2017) Observe os gráficos abaixo.


Os gráficos, em forma de pirâmides, referem-se à distribuição da
população, por continente, no ano de 2010, comparada à respectiva
representação pontilhada de 1950.

O padrão da pirâmide etária ilustrada apresentada demanda de


investimentos socioeconômicos para a
a) redução da mortalidade infantil.
b) promoção da saúde dos idosos.
c) resolução do deficit habitacional.
d) garantia da segurança alimentar.
e) universalização da educação básica.

14. (UEG 2018) Observe a pirâmide etária dos países A e B.


Os gráficos retratam a distribuição da população, respectivamente,
nos continentes
a) africano e americano.
b) europeu e americano.
c) americano e europeu.
d) asiático e africano.
e) europeu e africano.

PRÉ-VESTIBULAR PROENEM.COM.BR 221


GEOGRAFIA II 04 POPULAÇÃO: ESTRUTURA DEMOGRÁFICA

16. (IFBA 2018) Observe os gráficos que seguem, conhecidos a) A difusão das práticas anticonceptivas durante os anos 1980
como “pirâmides etárias”, para dois momentos distintos na resultou no aumento da taxa de fecundidade, fato que se
história recente do Brasil: refletiu no alargamento da base da pirâmide etária nas décadas
seguintes.
b) Fatores como o aumento do número de casais sem filhos, a
intensa participação da mulher no mercado de trabalho e o
acesso aos métodos contraceptivos influenciaram diretamente
no estreitamento da base da pirâmide etária.
c) Os homens tendem a ter uma expectativa de vida mais longa
quando comparada com as mulheres, essa característica é
observada ao comparar o topo das pirâmides etárias.
d) A estrutura etária da população brasileira, revelada pelo gráfico,
identifica que o país possui uma população predominantemente
idosa.
e) A taxa de fecundidade das brasileiras vem aumentando ao
longo do período de 1980-2010.
Reprodução proibida Art. 184 do CP.

18. (ENEM PPL 2018)

A partir dos dados apresentados pelas pirâmides etárias do Brasil


para as décadas de 1980 e 2000, identifique a afirmação verdadeira:
a) Ocorreu uma expansão da população considerada jovem no
intervalo analisado, revelando aumento nas taxas de fecundidade
gerais do país.
b) O expressivo número de adultos registrado a partir dos anos A evolução da pirâmide etária apresentada indica a seguinte
2000 deixa clara a tendência do Brasil para o século XXI de ser tendência:
um país com poucos idosos. a) Crescimento da faixa juvenil.
c) A ampliação no número de idosos pode estar relacionada ao b) Aumento da expectativa de vida.
aumento das taxas de mortalidade geral e mortalidade infantil.
c) Elevação da taxa de fecundidade.
d) A ocorrência de um número maior de pessoas idosas do sexo
feminino nos anos 2000 deve-se ao fato de que as mulheres d) Predomínio da população masculina.
costumam se aposentar mais cedo e têm média salarial muito e) Expansão do índice de mortalidade.
acima da dos homens no Brasil.
e) O crescimento da população com faixa etária acima de 70 anos 19. (ENEM PPL 2017)
nos dados de 2000 é considerado uma consequência do aumento
da longevidade média dos brasileiros no período analisado.

17. (IFBA 2018) Sobre a estrutura etária da população Brasileira,


apresentada na figura abaixo, é correto afirmar.

A evolução na estrutura etária apresentada influenciou o Estado a


formular ações para
a) garantir a igualdade de gênero.
b) priorizar a construção de escolas.
c) reestruturar o sistema previdenciário.
d) investir no controle da natalidade.
e) fiscalizar a entrada de imigrantes.

222 PROENEM.COM.BR PRÉ-VESTIBULAR


04 POPULAÇÃO: ESTRUTURA DEMOGRÁFICA GEOGRAFIA II

20. (FATEC 2017) A pirâmide etária é um gráfico que apresenta a a) C


onsiderando os diferentes níveis de desenvolvimento
distribuição da população, por faixas etárias, de um determinado socioeconômico, identifique os tipos de países correspondentes
lugar, sendo um dos instrumentos para o planejamento de políticas às pirâmides etárias do modelo 1 e do modelo 2.
públicas orientadas a grupos populacionais específicos. b) Cite uma causa comum aos países do modelo 1 para a mudança
Considere a pirâmide etária. no número de jovens no período 2015-2050. Apresente uma
consequência da alteração na proporção de idosos nos países
do modelo 2 no período 1980-2015.

02.
Reprodução proibida Art. 184 do CP.

As pirâmides acima apresentam informações sobre os níveis


educacionais de dois países, associando-as à estrutura etária de
suas populações.
Estabeleça uma relação entre o nível educacional da população
Analisando essa pirâmide etária, podemos afirmar corretamente e o formato da pirâmide etária, utilizando um indicador
que demográfico distinto para a análise de cada país.
a) as crianças entre 0 e 9 anos correspondem a aproximadamente
14,5 milhões de pessoas, e devem ter o acesso assegurado à 03.
educação básica a partir dessa faixa etária.
b) a faixa etária com maior número de brasileiros é a de 15 a
19 anos, faixa estabelecida pela constituição federal para o
ingresso obrigatório no mercado de trabalho informal com
carteira assinada.
c) o número de adultos de 20 a 59 anos é de 52 milhões de
brasileiros, exatamente a metade da população total do país.
d) a partir da faixa de 25 a 29 anos, o número de mulheres supera
o número de homens, evidenciando que a taxa de mortalidade
de pessoas do sexo masculino é maior que a de pessoas do
sexo feminino.
e) o número de idosos de 65 anos ou mais corresponde a 1,2%
do total da população brasileira, demonstrando a pequena
expectativa de vida do país.

EXERCÍCIOS DE As pirâmides etárias mostradas na figura acima representam dois


APROFUNDAMENTO modelos de estrutura demográfica de diferentes grupos de países.
a) Caracterize cada uma dessas pirâmides quanto às taxas de
01. natalidade e à expectativa de vida.
b) Quais são as condições de desenvolvimento de países
representados pela pirâmide etária I? Analise essa pirâmide,
considerando aspectos econômicos, sociais e migratórios do
grupo de países hipoteticamente representados.

PRÉ-VESTIBULAR PROENEM.COM.BR 223


GEOGRAFIA II 04 POPULAÇÃO: ESTRUTURA DEMOGRÁFICA

04.
GABARITO
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
01. A 05. A 09. B 13. B 17. B
02. C 06. B 10. C 14. B 18. B
03. B 07. D 11. E 15. E 19. B
04. E 08. A 12. C 16. E 20. D

EXERCÍCIOS DE APROFUNDAMENTO
01.
a) A pirâmide 1 corresponde a de país subdesenvolvido emergente. Em 1980, apresentava
alta taxa de natalidade (base larga: elevado contingente de jovens) e baixa expectativa
de vida (topo: pequeno porcentual de terceira idade). Em 2015, observa-se que houve
diminuição na taxa de natalidade e uma elevação na expectativa de vida. A pirâmide 2 é de
país desenvolvido que entre 1980 e 2050 mantém o padrão de baixa taxa de fecundidade
e alta expectativa de vida.
b) Os países desenvolvidos (modelo 1) mantém taxa de natalidade baixa e estável. Muitos
países estão adotando políticas natalistas para manter ou elevar a taxa de natalidade. Uma das
consequências da alteração na proporção de idosos nos países emergentes (modelo 2) como o
a) Por que motivo a pirâmide etária do Japão vem modificando
Reprodução proibida Art. 184 do CP.

Brasil é o aumento dos custos com previdência social e saúde pública.


substancialmente sua forma a partir de 1950? 02. Os dados de Burkina Faso sugerem que o baixíssimo nível de escolaridade resulta em
b) Apresente duas consequências socioeconômicas enfrentadas precárias condições sociais, ilustradas na pirâmide pela base larga e pelo topo estreito
indicando elevada taxa de natalidade e baixa expectativa de vida.
pelo Japão, levando em consideração as alterações na
Os dados de Sri Lanka sugerem que o maior nível de escolaridade reflete em menores
estrutura de sua pirâmide etária. taxas de fecundidade e maior expectativa de vida.

03.
05. Observe as pirâmides etárias e responda ao que se pede:
a) A pirâmide I caracteriza a estrutura etária de países com baixos índices de natalidade,
pois apresenta a base estreita em relação ao corpo, indicativo de um menor percentual
de jovens. O corpo e o topo mais largos indicam maior percentual de adultos e idosos,
consequência de elevada expectativa de vida. A pirâmide II possui base larga, em razão
do maior percentual de jovens em países de elevado índice de natalidade. O corpo e o topo
mais estreito evidenciam menores percentuais de adultos e idosos, fato típico de países
com baixa expectativa de vida.
b) A pirâmide I caracteriza países com alto nível de desenvolvimento humano. São países
com melhores condições de acesso a serviços de saúde, saneamento e alimentação.
Melhores padrões de renda e escolaridade favorecem o planejamento familiar espontâneo por
parte da população. Contudo, esses países podem apresentar carência de mão de obra jovem
e pouco qualificada, o que poderia incentivar imigrações e o aparecimento de problemas como
a xenofobia.

04.
a) A partir de 1950, o Japão teve um grande crescimento econômico e melhoria nos
indicadores de educação e saúde, tornando-se um país desenvolvido. A partir de então,
houve uma queda da taxa de natalidade e aumento substancial na expectativa de vida.
Assim, o porcentual de jovens foi se reduzindo e os de adultos e idosos crescendo.
b) Entre as consequências das mudanças demográficas no Japão, destacam-se:
- baixa taxa de natalidade e redução da população absoluta;
- crescimento da população de terceira idade e dos custos com previdência social e
saúde;
- escassez de mão de obra, obrigando o país a utilizar um contingente importante de
imigrantes no mercado de trabalho;
- baixo crescimento do mercado consumidor e do consumo, levando ao baixo crescimento
do PIB (Produto Interno Bruto).

05.
a) A principal diferença entre as pirâmides da América Latina e Caribe como um todo e
a pirâmide brasileira no final do século XX, é que o Brasil experimentou uma queda mais
acentuada do crescimento populacional em decorrência da diminuição mais significativa
das taxas de natalidade e de fecundidade. Observam-se que as faixas etárias mais jovens
da base são menores no Brasil em comparação com o restante da região. Outra diferença
relevante é que no Brasil, os porcentuais de população de terceira idade feminina (com
maior expectativa de vida) são maiores do que a masculina em comparação com o
conjunto da América Latina e Caribe.
a) Identifique a principal diferença entre o perfil demográfico das
b) Entre 2025 e 2050, observa-se um envelhecimento substancial da população
pirâmides da América Latina e Caribe e do Brasil, no final do brasileira com um aumento da proporção da população de terceira idade
século XX e uma possível causa para essa diferenciação. relacionada à elevação da expectativa de vida com implicações importantes nas
políticas de saúde, trabalho e previdência social. Também se verifica um porcentual
b) Com base nas projeções das pirâmides brasileiras, apresente de população jovem progressivamente menor em decorrência da previsão de
duas mudanças para a configuração da população brasileira, baixíssima taxa de natalidade.
entre 2025 e 2050.

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