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Sistema cardiovascular

Renata Gorjão
Oxigênio

SANGUE
COMPONENTES
Sangue

Formado por:

-Plasma (55 %)

-Células (45 %)
Sangue
Vasos Sanguíneos
http://cardioanatomy.tumblr.com/
Vasos Sanguíneos
Vênulas
Veias varicosas
• Válvulas incapazes de manter o fluxo
unidirecional do sangue.
• Veias superficiais das extremidades inferiores.
• Acúmulo de sangue.

• Evitar exercícios que geram tensão.


Capilares: vasos pequenos onde
ocorrem as trocas
Capilares
• Esfíncter pré-capilar: anel de musculo liso que
circunda o vaso de origem- regulação do fluxo
sanguíneo.
Musculo liso vascular
Estímulo elétrico

Abertura dos canais de cálcio dependentes


de voltagem na membrana

Cálcio liga-se à proteína calmodulina- Complexo


cálcio-calmodulina

Ativa a enzima quinase da miosina de cadeia leve

Fosforila uma das cadeias leves da cabeça de miosina

Miosina ATPase é ativada


Sistema endotelial
• NO
• Endotelina
• Prostaciclina
• EDHF
Biossíntese do NO
• Metabolismo L-arginina

• Ativação da eNOS
prostaciclina
Endotelina 1
Artéria
Veia cava pulmonar
Átrio direito Válvula
semilunar
Válvula
pulmonar
Veias pulmonares
tricúspide
(AV) Átrio esquerdo
Válvula
bicúspide
(mitral)
ventrículo ventrículo
direito esquerdo

Veia cava
inferior
Válvula pulmonar
fechada

Válvula aórtica
fechada
Circulação
PULMONAR SISTÊMICA
• Coração direito • Coração esquerdo

Recebe o sangue dos órgãos e Recebe o sangue oxigenado


bombeia para o pulmão dos pulmões e bombeia
para que ocorra a aeração. para todo o corpo através
da circulação sistêmica.
Sistema venoso
• Veia cava inferior
As veias menores terminam nela (abdome,
pelve, extremidades inferiores)

• Veia cava superior


Cabeça, pescoço, ombro, tórax..

Átrio direito
Retorno venoso
Circulação coronariana
CORAÇÃO
• Bombeia 7192 litros de sangue por dia
• Possui musculatura estriada (miocárdio)

• Diferente do músculo esquelético:


estimulação de uma única célula propaga o
potencial de ação para todas.
Estímulo contração cardíaca
Miocárdio
Nódulo
sinoatrial

Nódulo
atrioventricular

Fibras de
Purkinje
Potencial de membrana
• Diferença de potencial elétrico entre o
citoplasma e o meio extracelular

Ca2+
K+
Ca2+
Na+ K+
K+ Ca2+ __ Despolarização
Na+ K+ K+ K+ _+
K+
K+ K+ _
Ca2+
K+
_+
Na+ Na+ K+ K+
Na+ K+ K+ _ +
Na+
Na+ Na+ Na+ _ + +
Ca2+ Na+ Ca2+
Na+

Ca2+ Ca2+
Potencial de ação cardíaco:
duração mais longa

Potencial de ação tipo rápido

Potencial de ação tipo lento


Marcapasso cardíaco
• Estímulo para a ativação elétrica: inicia-se no
NSA – Marcapasso

• Automatismo: NSA, NAV, feixe de His e fibras


de Purkinje
Mecanismo de Frank-Starling
Capacidade de o ventrículo ejetar mais sangue e
contrair com mais vigor em resposta ao
aumento do tamanho da fibra na diástole.
Débito cardíaco
• O débito cardíaco expressa a quantidade de sangue
bombeada pelo coração em 1 minuto.

Débito cardíaco= frequência cardíaca x volume sistólico de


ejeção
L/min ou mL/min

Frequência cardíaca: número de batimentos por minuto

Adulto 70 Kg: VS=80 mL, FC= 65 bpm DC= 5200 mL/min


Exercício
• Admitindo que uma pessoa normal tenha apresentado
Volume Diastólico Final de 160 ml de sangue, Volume
Sistólico Final de 70 ml de sangue e sua Frequência
Cardíaca igual a 70 batimentos por minuto, qual é o
Débito Cardíaco dessa pessoa?
a) 5100 ml de sangue por minuto
b) 4900 ml de sangue por minuto
c) 6000 ml de sangue por minuto
d) 6300 ml de sangue por minuto
e) 10000 ml de sangue por minuto
Frequência cardíaca
“Como a Freqüência Cardíaca responde ao
esforço com um aumento que, no caso do
esforço de caráter dinâmico, é proporcional à
intensidade de trabalho e ao consumo de
oxigênio, a mensuração da FC pode ser usada
para determinar a intensidade do exercício”.
Frequência cardíaca máxima
FCM = 220 - idade da pessoa (Karvonen e col., 1957)

Estimativa

Sheffield e col(1965):
FCM para indivíduos destreinados = 205 - (0,42 x idade)
FCM para indivíduos treinados = 198 - (0,42 x idade)
Sociedade Americana do Coração (2010)
FCM mulheres = 206 – (0,88 x idade)
Frequência cardíaca de treino
Pressão arterial
• Pressão sistólica • Pressão diastólica

Força do sangue contra Fase de relaxamento:


as paredes arteriais diástole.
durante a sístole 80 mm Hg
ventricular.
Pressão mais alta:
120 mm Hg
Método por
ausculta.
Hipertensão
• Resistência promovida pelo espessamento das
paredes das artérias.

• Resistência por disfunção renal.

HIPERTENSÃO: pressão arterial elevada.


Consequências hipertensão
• Lesão vasos- insuficiência renal, doença
cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) e
insuficiência renal.
Tratamento
• Hipertensão estágio I- 140 a 159 mm Hg
(sistólica)
90 a 99 mm Hg (diastólica)
• Hipertensão estágio II – 160 a 179 mm Hg
100 a 109 mm Hg
Regulação do Fluxo sanguíneo
Fluxo sanguíneo
• O fluxo sanguíneo para cada tecido é usualmente
mantido no nível mínimo suficiente para suprir suas
necessidades.

• No repouso mais de 2/3 do débito cardíaco são


destinados ao rim, trato digestório, fígado e
músculos.

• Músculo esquelético no repouso recebe 20% do


débito cardíaco
• No exercício recebe 85%.
Fluxo sanguíneo determinado pela resistência dos vasos
Esfíncter relaxado: fluxo corre em todos os capilares
Esfíncter contraído: fluxo apenas nas metarteríolas e desvia dos capilares
Controle a longo Prazo
• Quando uma artéria é bloqueada por um longo
período ocorre o desenvolvimento de uma
circulação colateral, com formação de novos vasos
(angiogenese) que permite pelo menos nova
irrigação parcial do tecido.

• Em poucos dias as necessidades do tecido já podem


ser supridas completamente.
Controle do sistema
cardiovascular
• Sistema nervoso autônomo

• Sistema Nervoso Simpático:


ADRENALINA

• Sistema Nervoso Parassimpático:


ACETILCOLINA
Sistema Nervoso Simpático
Noradrenalina
Receptores 1 no coração:
Aumento de AMPc – abertura de canais iônicos
Efeito ionotrópico positivo

Aumento da FC (SNS): efeito cronotrópico


positivo
Sistema Nervoso Parassimpático
Acetilcolina
• Fibras do nervo vago inervam NSA e NAV

• Acetilcolina: receptores muscarínicos M2


Diminuição de AMPc- diminuição da
despolarização
• Diminuição da FC: efeito cronotrópico
negativo
Controle sobre o tônus muscular
dos vasos sanguíneos
• Estimulação simpática: receptores 2
VASODILATAÇÃO
• Estimulação simpática: receptores α1 e 2.
VASOCONSTRIÇÃO
• Estimulação parassimpática: receptores M3
VASODILATAÇÃO
SISTEMA NERVOSO SIMPÁTICO
Tecido alvo receptor mediador ação
NSA β1 noradrenalina Aumenta FC
NAV e His- β1 noradrenalina Aumenta a veloc.
Purkinje condução
Miocárdio β1 Noradrenalina Aumenta
contratilidade
Musculo liso Β2 Nora Vasodilatação
vascular α1 Adrenalina vasoconstrição

SISTEMA NERVOSO PARASSIMPÁTICO


Tecido alvo receptor mediador ação
NSA M2 acetilcolina Diminui FC
NAV e His- M2 acetilcolina Diminui a veloc.
Purkinje condução
Miocárdio M2 acetilcolina Diminui
Contratilidade do
atrial
Musculo liso M3 Acetilcolina Vasodilatação
vascular NO
Hipertensão
• Resistência promovida pelo espessamento das
paredes das artérias.

• Resistência por disfunção renal.

HIPERTENSÃO: pressão arterial elevada.


Consequências hipertensão
• Lesão vasos- insuficiência renal, doença
cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC) e
insuficiência renal.
Tratamento
• Hipertensão estágio I- 140 a 159 mm Hg
(sistólica)
90 a 99 mm Hg (diastólica)
• Hipertensão estágio II – 160 a 179 mm Hg
100 a 109 mm Hg
Controle da PA
• Reflexos barroreceptores:
• Esse reflexo é desencadeado por receptores de estiramento,
conhecidos como barroreceptores, localizados nas paredes
das artérias.
• O aumento da PA estira esses receptores que irão enviar
sinais para o trato solitário do bulbo na área sensorial que
inibe o centro vasoconstritor bulbar e excita o centro
parassimpático através do nervo vago.
• Sinais de feedback são enviados de volta pelo sistema
nervoso autônomo, reduzindo a pressão.
• Ocorre a vasodilatação das veias e das arteríolas sistêmicas e
diminuição a freqüência cardíaca, a força de contração do
coração, a resistência e débito cardíaco.
Controle da PA
• Reflexo quimioreceptor:

• Os quimioreceptores são receptores de células sensíveis a


falta de oxigênio e ao excesso de dióxido de carbono e de
hidrogênio,
• Excitam fibras nervosas que se dirigem ao centro vasomotor
através do nervo vago.
• Quando a pressão cai, o fluxo cai provocando redução da
disponibilidade de oxigênio ativando os quimioreceptores.
Papel dos rins

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