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Instituto Federal de Sergipe

Aluno: Laerton dias Alves


Professor: Diego Coriolano
Disciplina: Eletricidade Experimental

Relatório sobre Método das Malhas

Lagarto
20/09/2019
Sumário

Introdução.....................................................................................................................3
Fundamentação teórica................................................................................................3
Objetivos.......................................................................................................................4
Materiais ......................................................................................................................4
Métodos........................................................................................................................4
Conclusão.....................................................................................................................9
Referências................................................................................................................10

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Introdução
Encontrar a corrente em um circuito, a tensão em um resistor, em suma,
analisar as componentes de um circuito requer o conhecimento de métodos de
resolução que facilitem esse trabalho. Existem vários métodos, de modo que cada um
terá vantagens em determinadas situações.
A análise do circuito pelo método das malhas possibilita o uso de uma corrente
para cada malha, de modo a reduzir o uso de variáveis em relação a outros métodos,
como o dos ramos. Contudo, exige bastante atenção com os sinais dos resistores e
fonte e com sentido de correntes. Com este experimento, será verificada a aplicação
do Método das malhas para um determinado circuito.

Fundamentação Teórica

Pela lei de Kirchhoff para tensão Boylestad traz que “a soma das elevações de
tensão em torno de uma malha fechada será sempre igual à soma das quedas de
tensão.” (pag. 123). Com isso percebemos que a soma das tensões que atuam em
uma malha deve ser igual a zero. Assim tem-se a equação I a seguir:
Equação I
∑𝐸(𝑒𝑙𝑒𝑣𝑎çõ𝑒𝑠) − ∑𝐸(𝑞𝑢𝑒𝑑𝑎𝑠) = 0
E → tensão;
Já de acordo com a lei de Ohm exposta por Boylestad, a corrente elétrica em
um ponto pode ser calculada como o quociente entre a Tensão elétrica e a resistência
desse ponto. Por tanto, a lei de Ohm é expressa pela equação II a seguir:
Equação II
𝐸
𝐼=
𝑅
I → corrente;
R → resistência;
Com a lei de Ohm, é possível determinar a tensão em um local, de modo que
a equação III explícita a tensão de acordo com a corrente e a resistência:
Equação III
𝐸 =𝐼∗𝑅
O método das malhas consiste na análise da corrente para cada malha de um
circuito. É bastante similar ao método dos ramos, contudo tem um passo a menos em
sua resolução, e ainda utiliza uma variável a menos. Segundo Boylestad, esse método
requer a realização de 4 passos. São eles:

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1. Associar uma corrente em qualquer sentido (recomenda-se utilizar o
sentido horário) a cada uma das malhas do circuito, de modo que todas
as malhas possuam correntes com o mesmo sentido.
2. Indicar a polaridade de cada resistor dentro de cada malha de acordo
com o sentido da corrente que passa por ela. Observe que um mesmo
resistor poderá ter polaridade diferente.
3. Aplique a lei de Kirchhoff para tensões em todas as malhas no sentido
adotado pelas correntes. Neste passo, a equação III deve ser aplicada
para determinar a tensão nos resistores. Vale observar que se um
resistor é percorrido por mais de uma corrente, a corrente resultante será
a subtração da corrente que percorre a malha em que a lei de Kirchhoff
está sendo aplicada pelas demais correntes.
4. Cada malha resultará em uma equação linear. Para resolvê-las será
preciso montar um sistema de equação e resolvê-lo. Por fim, será
encontrada a corrente que percorre cada malha. Caso a corrente tenha
resultado negativo, basta atentar-se que o sentido escolhido para ela
não está correto.
O método das malhas, por tanto, fará uso das equações I e III de forma
constante.

Objetivos

Compreender o Método das Malhas;


Encontrar a corrente no resistor R3.

Materiais

• Resistor de 20 KΩ;
• Resistor de 18 KΩ;
• Resistor de 8,2 KΩ;
• Uma fonte de tensão contínua de 10 v;
• Uma fonte de tensão contínua de 12 v;
• Uma matriz de contato;
• Um multímetro;
• Software Tinker Cad.

Métodos e Resultados

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Após escolher os resistores, com o auxílio do multímetro, comparou-se o
valor nominal com o valor real a fim de verificar a eficácia dos resistores. A Tabela
1 a seguir apresenta os resultados obtidos:

Tabela 1
Tabela de Resistores
Resistor R1 R2 R3
Valor Nominal 18KΩ 8,2KΩ 20KΩ
Var. Tolerada 5% 5% 5%
Valor Real 17,8KΩ 8,1KΩ 19,74KΩ
Var. Encontrada 1,11% 1,22% 1,3%
Fonte: Autor.

Depois de verificar a confiabilidade dos resistores e confirmar sua eficiência o


circuito foi montado. A figura 1 a seguir ilustra esse circuito:

Figura 1

Fonte: Autor.

Para resolução o circuito foi desenhado como a mostra a figura 2:

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Figura 2

Fonte: Autor.

Em seguida, foi feito o primeiro passo do método das malhas. Contudo, para
aplicação nesse circuito, as correntes foram adotadas com o sentido anti-horário. A
figura 3 ilustra o passo 1.

Figura 3

Fonte: Autor.

Dando sequência ao método foi feito o passo 2, de modo a colocar a polaridade


de cada resistor conforme o sentido da corrente. A figura 4 mostra o passo 2.

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Figura 4

Fonte: Autor.

Para o passo 3, foi aplicada a lei de Kirchhoff para tensões no sentido anti-
horário para a malha 1, de corrente i1 e para malha 2 de corrente i3. Nesse passo a
equação I foi utilizada e também a equação III:
M1→ i1*20 – 10 – 12 + (i1 – i3)*8,2 = 0
M2→ i3*18 + (i3 – i1)*8,2 + 12 = 0
Com as equações montadas, aplicou-se o passo 4. Após simplificar as
equações acima, foi obtido o seguinte sistema de equações:
28,2𝑖1 − 8,2𝑖3 = 22
{
−8,2𝑖1 + 26,2𝑖3 = −12
Para resolver o sistema de equações, utilizou-se o método da adição, como
mostra a figura 5 a seguir:

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Figura 5

Fonte: Autor.

A tabela 2 mostra os resultados calculados e os obtidos com o multímetro e


com o simulador Tinker Cad.

Tabela 2
Resultados para as correntes.
I1 I2 I3
Multímetro 726 µA 955 µA 234 µA

Tinker Cad 712 µA 947 µA 235 µA

Calc. Por método 712 µA 947 µA 235 µA


das malhas
Dif. do Mult. e os 1,96% 1,23% 0,43%
Calc. Met. Malhas
Fonte: Autor.

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Conclusão
O método das malhas se mostrou bastante simples. Contudo, para um sistema
de várias malhas existirá um número maior de variáveis. Por conta disso será formado
um sistema de equações que exigirá outros métodos de resolução do sistema, como
escalonamento ou o uso dos determinantes.
As correntes simuladas e calculadas tiveram o mesmo valor. Contudo a
corrente medida pelo multímetro apresentou uma pequena divergência em relação as
demais. Como a divergência se deu de 0 a 2%, semelhante a variação dos resistores,
e considerando ainda que existe a variação do multímetro, os resultados obtidos são
satisfatórios. Assim fica clara a eficiência do método das malhas e sua simplicidade
de aplicação, que nos mostrou uma corrente i3 de 235 µA.

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Referências

Boylestard, Robert L. Introdução à Análise de circuitos. 12 edição.

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