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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO

INSTITUTO DE CIÊNCIAS TECNOLÓGICAS E EXATAS


CURSOS DE ENGENHARIAS

ANÁLISE DE CIRCUITOS RLC

BRUNO EDUARDO IZIDORO DE QUEIROZ FREIRE 201111050


MATEUS ISAAC DE OLIVEIRA SOUZA 201110592

DISCIPLINA: QUALIDADE DE ENERGIA ELÉTRICA E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA


PROFESSOR: FABRÍCIO AUGUSTO MATHEUS MOURA

15/04/2016
UBERABA – MG
Sumário

Introdução .......................................................................................................... 1
Materiais e Métodos ........................................................................................... 2
Materiais ......................................................................................................... 2
Métodos .......................................................................................................... 2
Parte1 ............................................................................................................. 2
Parte 2 ............................................................................................................ 3
Resultados e Discussões ................................................................................... 4
Conclusão .......................................................................................................... 9
Referências Bibliográficas ................................................................................ 10
Introdução

A análise do sistema elétrico de potência será baseada em dois circuitos


distintos. A primeira análise será dada através de um circuito RLC-série e a
segunda através de um circuito RLC-paralelo. Vale ressaltar que estas análises
são convenientes, uma vez que em um SEP há a presença de elementos
elétricos que podem ser representados através de uma resistência,
capacitância ou indutância.

Os equacionamentos destes sistemas norteiam os estudos do


comportamento da tensão, corrente e potência, que servem como parâmetros
para análise e tomadas de decisões.

1
Materiais e Métodos

Materiais

Os materiais utilizados para o presente trabalho refere-se ao software de


simulação ATPDraw 6.0 e ao conteúdo apresentado em sala de aula.

Métodos

A prática laboratorial pode ser dividida em duas partes. A parte um


refere-se ao Circuito RLC-Série, e a segunda parte ao Circuito RLC-Paralelo.

Parte1

Primeiramente simulou-se o circuito RLC-série, como apresentado na


Figura 1.

Figura 1 - Circuito RLC-Série.

Manteve-se os parâmetros da fonte de tensão em 100V, do indutor em


100mH e do capacitor em 10uF. Em seguida, realizaram-se três simulações
variando-se a resistência do resistor em 50, 200 e 400Ω. Com isso, foi possível
observar a forma de onda da tensão e corrente sobre o capacitor.

2
Parte 2

Na etapa 2, realizou-se a simulação do circuito RLC-paralelo, conforme


apresentado na Figura 2.

Figura 2 - Circuito RLC-Paralelo.

Neste caso, manteve-se os parâmetros da fonte de corrente em 100A,


do indutor em 100mH e do capacitor em 10uF. Em seguida, realizaram-se três
simulações variando-se a resistência do resistor em 25, 50 e 200Ω. Com isso,
foi possível observar a forma de onda da tensão e corrente sobre o capacitor.

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Resultados e Discussões

Conforme mostrado na Figura 1, o circuito RLC-Série pode ser


equacionado abaixo, sendo:

Logo, tem-se que:

𝑑𝐼 𝑑𝑉
𝑉𝑅 = 𝑅. 𝐼 ; 𝑉𝐿 = 𝐿. ; 𝐼𝑐 = 𝐶.
𝑑𝑡 𝑑𝑡

𝐼𝑅 = 𝐼𝐿 = 𝐼𝐶 = 𝐼

VS = Tensão da fonte de tensão

VR = Tensão sobre a resistência

VL = Tensão sobre o indutor

VC = Tensão sobre o capacitor

IR = Corrente no resistor

IL = Corrente no indutor

Ic = Corrente sobre o Capacitor

I = Corrente total

Aplicando Lei de Kirchhoff das tensões, temos

𝑉𝑆 = 𝑉𝑅 + 𝑉𝐿 + 𝑉𝐶

𝑑𝐼 𝑑𝑉𝐶
𝑉𝑆 = (𝑅. 𝐼 + 𝐿. + 𝑉𝐶 ) .
𝑑𝑡 𝑑𝑡

1 𝑑𝐼 𝑑𝑉𝐶 1
. 𝑉𝑆 = (𝑅. 𝐼𝑇 + 𝐿. + 𝑉𝐶 ) . .
𝐿 𝑑𝑡 𝑑𝑡 𝐿

𝑑𝐼² 𝑅 𝑑𝐼 1 1 𝑑𝑉𝑠
+ . + .𝐼 = . [1]
𝑑𝑡² 𝐿 𝑑𝑡 𝐿. 𝐶 𝐿 𝑑𝑡

4
Sendo 2α a constante de amortecimento, pela equação 1, temos:

𝑅
2𝛼 =
𝐿

𝑅
𝛼= [2]
2𝐿

Estas demonstrações acabam por deixar claro que em um circuito RLC-


Série, quanto maior a resistência do sistema, maior será a constante de
amortecimento. Logo, para um aumento da resistência simulada, houve uma
redução do tempo de estabilização para a corrente e tensão sobre o capacitor.
Isso pode ser visualizado segundo os resultados apresentados nas Figuras 3 e
4 abaixo.

0,8

[A]

0,6

0,4

0,2

0,0

-0,2

-0,4
0 10 20 30 40 [ms] 50
rlcs50.pl4: c:XX0003-XX0002
rlcs200.pl4: c:XX0003-XX0002
rlcs400.pl4: c:XX0003-XX0002

Figura 3 - Gráfico de corrente de um circuito RLC série.

5
150

[V]

120

90

60

30

0
0 10 20 30 40 [ms] 50
rlcs50.pl4: v:XX0002
rlcs200.pl4: v:XX0002
rlcs400.pl4: v:XX0002

Figura 4 - Gráfico de tensão de um circuito RLC série.

Vale ressaltar que as cores vermelhas, azuis e verdes referem-se ao


sistema simulado com as resistências 50, 200 e 400Ω.

Conforme mostrado na Figura 2, o circuito RLC-Paralelo pode ser


equacionado abaixo:

𝐼𝐹 = 𝐼𝑅 + 𝐼𝐿 + 𝐼𝐶

𝑉𝑇 = 𝑉𝑅 = 𝑉𝐿 = 𝑉𝐶

IF - Corrente da fonte

IR – Corrente no resistor

IL – Corrente no indutor

IC – Corrente no capacitor

𝑑𝐼 𝑑𝑉𝑐
𝑉𝑅 = 𝑅. 𝐼𝑅 ; 𝑉𝐿 = 𝐿. ; 𝑖𝐶 = 𝐶.
𝑑𝑡 𝑑𝑡

𝑑𝐼𝑓 𝑉 𝑑𝑉𝐶 𝑑
= ( + 𝐼𝐿 + 𝐶. ).
𝑑𝑡 𝑅 𝑑𝑡 𝑑𝑡

6
𝑑²𝑉 1 𝑑𝑉 1 1 𝑑𝑖𝑓
+ . + .𝑉 = . [3]
𝑑𝑡² 𝑅. 𝐶 𝑑𝑡 𝐿. 𝐶 𝐶 𝑑𝑡

Sendo 2α a constante de amortecimento, então através da equação 3 ,


temos:

1
2𝛼 =
𝑅𝐶

1
𝛼= [4]
2𝑅𝐶

Logo, através da equação 4, pode-se notar que quanto maior o valor da


resistência do sistema, menor é o coeficiente de amortecimento e
consequentemente, maior é o tempo para o sistema estabilizar-se. Esta
consideração pode ser observada segundo os gráficos de corrente e tensão
sobre o capacitor (Figura 5 e Figura 6), na qual a resistência utilizada foi 25, 50
e 200Ω, representados nas cores vermelho, verde e azul respectivamente.

100
[A]
80

60

40

20

-20

-40

-60
0 10 20 30 40 [ms] 50
rlcp25.pl4: c:XX0002-XX0001
rlcp50.pl4: c:XX0002-XX0001
rlcp200.pl4: c:XX0002-XX0001

Figura 5 - Gráfico de corrente de um circuito RLC-Paralelo.

7
8000

[V]

6000

4000

2000

-2000

-4000
0 10 20 30 40 [ms] 50
rlcp25.pl4: v:XX0001
rlcp50.pl4: v:XX0001
rlcp200.pl4: v:XX0001

Figura 6 - Gráfico de tensão de um circuito RLC-Paralelo.

Quando o sistema atinge o regime permanente, a tensão sobre o


capacitor se torna constante e a corrente, nula. Isto ocorre pois o capacitor em
regime permanente é visto como um circuito aberto, fazendo com que a tensão
sobre ele seja a mesma da fonte.

8
Conclusão

Portanto, após os referidos resultados, pode-se observar que em um


circuito RLC-Série o tempo de estabilização diminui com o aumento da
resistência. Por outro lado, no circuito RLC-Paralelo o tempo de estabilização
diminui com a redução da resistência do sistema.

Assim, pode-se concluir que a simulação está de acordo com o


esperado, segundo as analises realizadas a partir das equações
demonstradas.

9
Referências Bibliográficas

1. Faculdade de Engenharia Mecatrônica , UNICAMP. Disponível em:


<http://www.fem.unicamp.br/~grace/RC_RL_RLC.pdf>.

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