Auditoria

Adriano Cisneiros

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ÍNDICE
CAPÍTULO 1 – AUDITORIA Definição Formas Auditoria geral Auditoria parcial Auditoria limitada Auditoria Integral Auditoria por testes Auditoria permanente Auditoria Eventual Auditoria de balanços com fim específico Auditoria de acordo com o fim a que se destina Auditoria Externa Auditoria Interna Regulamentação da auditoria Externa Regulamentação da auditoria Interna Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 2 – NORMAS DE AUDITORIA INDEPENDENTE Introdução Normas Relativas a pessoa do auditor Competência técnico-profissional Independência Responsabilidade Honorários Sigilo Responsabilidade pela utilização do trabalho do auditor interno Responsabilidade pela utilização do trabalho de especialistas Informações Anuais ao Conselho Regional de Contabilidade Educação continuada Exame de competência profissional Normas relativas a execução dos trabalhos Conceituação e Objetivos da auditoria independente Relevância Supervisão e controle de qualidade Continuidade normal das atividades da entidade Processamento eletrônico de dados Estimativas contábeis 5 5 5 6 6 6 6 6 6 7 7 7 8 8 9 12

13 13 13 14 15 15 16 17 17 17 18 18 19 20 20 22 23 24

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Transações com partes relacionadas Carta de responsabilidade da administração Contingências Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 3 – CONTROLES INTERNOS Conceitos Classificação quanto a função Classificação quanto a natureza Princípios Necessidade de avaliação dos controles internos Processo de avaliação dos controles internos Normas Técnicas relacionadas com os controles internos Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 4 – PLANEJAMENTO Conceito Programas de Auditoria Definição Tipos Objetivos Conteúdo do planejamento Cronograma Procedimentos Relevância e planejamento Riscos de Auditoria Pessoal designado Horas estimadas para execução dos trabalhos Supervisão e revisão Indagações Revisões do planejamento Normas técnicas relacionadas com o planejamento Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 5 - AMOSTRAGEM Normas técnicas Característica da Amostra Amostragem estatística e não estatística

25 25 25 27 33

34 34 34 35 35 36 36 39 44

45 45 46 46 47 47 47 47 47 48 48 48 49 49 51 51

51 52 53

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Amostragem por estratificação Amostragem por conglomerado Números aleatórios Números sistemáticos Estratificação da população Amostragem grupal Seleção direcionada Seleção aleatória Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 6 –PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA Normas técnicas relacionadas sobre os procedimentos de auditoria Evidências Técnicas Auditoria das disponibilidades Auditoria do contas a receber Auditoria dos estoques Auditoria dos Investimentos Auditoria do ativo imobilizado Auditoria do Passivo exigível Auditoria das contas de resultado Eventos subseqüentes Normas técnicas sobre eventos subseqüentes Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 7 – PAPÉIS DE TRABALHO Introdução Normas relativas aos papéis de trabalho Objetivos Arquivamento Normas gerais para preenchimento dos papéis de trabalho Sinais e símbolos usados nos papeis de trabalho Referências Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 8 - FRAUDES E ERROS Fraude Erro Normas técnicas relacionadas com a fraude e o erro
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53 53 53 54 54 54 55 55 56 58

59 60 61 64 65 66 67 68 68 69 70 71 74 89

90 90 90 91 92 92 92 94 97 98 98 98

99 100 100 101 101 101 101 102 103 104 104 105 106 106 106 107 108 108 108 109 113 114 114 115 123 131 132 139 144 150 156 4 .PARECERES E RELATÓRIOS Relatórios Tipos de relatórios Normas relativas ao parecer do auditor independente Questões de concursos públicos Respostas Anexo Anexo Anexo Anexo Anexo 12345NBCT 14 Interpretação técnica 04 Interpretação técnica 01 Código de Ética dos Contabilistas NBCT 12 CAPÍTULO 1.DEFINIÇÕES “Auditoria é o exame de demonstrações e registros administrativos” (Arthur W.Auditoria Adriano Cisneiros . Responsabilidade Detecção Limitações inerentes à auditoria Efeitos da fraude e do erro no Parecer Comunicação da fraude e do erro a administração Comunicação da fraude e do erro a terceiros Renúncia ao trabalho Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 9 .RISCOS E RELEVÃNCIA Definição Normas técnicas relativas ao Risco de Auditoria Relevância Risco inerente Risco de controle Risco de detecção Modelo de risco de auditoria Risco de amostragem Avaliação dos Riscos de controle Risco de negócio do Auditor Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 10 .AUDITORIA 1. Wolmens).

apurar erros e fraudes. ou atos de gestão e com objetivos especiais. visando apresentar conclusões. ao fim da qual o auditor emite um parecer sobre as demonstrações contábeis em conjunto e os registros que as originaram. aplicados no exame de registros e documentos. verificar o cumprimento de obrigações fiscais. 2.1 DE ACORDO COM A EXTENSÃO DOS TRABALHOS a) Auditoria geral Realizada sobre todos os componentes do patrimônio e sobre todas as operações de um exercício. tais como : determinar o valor real do patrimônio líquido. críticas e opiniões sobre situações patrimoniais e aquelas dos resultados. conferir custos etc. inspeções. e na obtenção de informações e confirmações. registros e processos visam a emissão de uma opinião. quer formados quer em processo de formação” ( A. “ A Auditoria propriamente dita consiste na revisão sistemática dos registros contábeis de uma empresa ou organismo econômico de qualquer tipo” ( Soeane. Lopes de Sá). com características próprias. È um conjunto de procedimentos técnicos que mediante o exame de documentos. Podem ser assim classificadas : 2.Auditoria Adriano Cisneiros . “ Auditoria é a técnica contábil do sistemático exame dos registros. Raul e Catella). FORMAS DE AUDITORIA A auditoria pode apresentar formas diversas. “A auditoria é a técnica que através de procedimentos específicos. b) Auditoria parcial Realizada em apenas uma das demonstrações contábeis. relacionados com o controle do patrimônio de uma entidade objetiva obter elementos de convicção que permitam julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e normas de contabilidade e se as demonstrações contábeis refletem adequadamente a situação econômica-financeira do patrimônio e os resultados do período e as demais situações nelas demonstradas ( Hilário Franco)”. livros. ou em livros. 5 .

DE ACORDO COM A PROFUNDIDADE DOS EXAMES: a) Auditoria Integral Compreende o exame de todos os registros e documentos contábeis. Pode ser continuada ou periódica. b) Auditoria por testes Realizada quando o auditor examina uma percentagem dos registros contábeis. É aquela realizada por auditoria interna. documentos e controles internos. 2.Pode ser contratada com empresas de auditoria. c) Auditoria de balanços com fim específico È aquela que tem por objetivo apenas as demonstrações contábeis periódicas 2. 6 .DE ACORDO COM O FIM A QUE SE DESTINA a) Acautelar interesses dos acionistas e investidores. A Auditoria permanente continuada é aquela em que o programa de trabalho visa ao exame contínuo e permanente das operações e dos controles internos.3-DE ACORDO COM A SUA NATUREZA a) Auditoria Permanente Como o próprio nome indica é aquela realizada permanente.4. não são aplicados rigorosamente as normas e procedimentos usualmente recomendados e exigidos pelo Conselho Federal de Contabilidade. c) Revisão limitada A revisão limitada é uma auditoria geral em que. ou seja.Auditoria Adriano Cisneiros . devido a urgência ou outra razão.2. os auditores estão constantemente realizando seus trabalhos. considerada suficiente para que faça juízo sobre a exatidão e a legitimidade dos elementos examinados. sem caráter permanente. bem como de todos os controles internos da empresa (equivale a uma perícia) com o propósito de descobrir erros e fraudes. 2. b) Auditoria eventual ou especial È aquela que se realiza com fim específico . podendo ser geral ou parcial. Auditoria Periódica é aquela em que o programa de trabalho prevê visitas periódicas a entidade.

Integridade e confiabilidade das informações.Auditoria Adriano Cisneiros . normas. Os auditores podem se associar formando as sociedades profissionais (sociedade simples). assim como a exatidão dos ativos e passivos. metas.Eficiência. Dar cumprimento a obrigações fiscais. procedimentos. dos procedimentos e métodos para a salvaguarda de ativos e a comprovação de sua existência. Apurar erros e fraudes. Julgar concessão de créditos. auditor independente. regulamentos e sua efetiva utilização. . Avaliação de desempenho administrativo ( Auditoria operacional) 2. em caráter permanente e tem por missão básica assessorar a administração. Atender a exigências legais. Confirmar a exatidão de demonstrações contábeis. eficácia e economicidade do desempenho da gestão (Auditoria operacional) e da utilização dos recursos. Apurar o valor real do patrimônio líquido da entidade. 7 . b) Auditoria Interna È aquela exercida por empregado da própria empresa. através do exame da : . planos. . sem vínculo de emprego com a entidade auditada e que poderá ser contratado para auditoria permanente ou eventual. registros e dos sistemas estabelecidos para assegurar a observância de políticas. leis.Adequação e eficácia dos controles internos.5-DE ACORDO COM AS RELAÇÕES DO AUDITOR COM A ENTIDADE AUDITADA : a) Auditoria Externa (Auditoria Independente) È realizada por profissional liberal. b) c) d) e) f) g) h) i) Permitir melhor controle administrativo.

o registro na Comissão de Valores Mobiliários . Para a realização de Auditoria Independente em sociedades anônimas de capital aberto é necessário.CVM ( Instrução CVM 308/99). exceto a Auditoria Operacional.1 –Auditoria Externa A Auditoria Externa é de exercício exclusivo de contador devidamente Registrado no Conselho Regional Contabilidade ( Resolução CFC 821/97). que não envolve exame de registros contábeis). Contábeis e sistêmicos) Promoção de melhorias nos controles da empresa de forma a assegurar proteção ao patrimônio Recomendações de controle interno e eficiência administrativa Menos amplo A empresa Trabalhista Menor Maior Contínuo AUDITORIA EXTERNA Prestador de serviço Demonstrações contábeis Opinar sobre as demonstrações contábeis Parecer e Carta Comentário Mais amplo A empresa e o público Profissional. 8 .civil e criminal Maior Menor Periódico RELATÓRIO GRAU DE INDEPENDÊNCIA INTERESSADOS RESPONSABILIDADE ÁREAS COBERTAS PELO EXAME INTENSIDADE DOS TRABALHOS CONTINUIDADE 3-REGULAMENTAÇÃO DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL 3.Auditoria Adriano Cisneiros . QUADRO COMPRARATIVO DAS CARACTERÍSTICAS DA AUDITORIA INTERNA E EXTERNA PROFISSIONAL OBJETIVO FINALIDADE AUDITORIA INTERNA Empregado da empresa Exame de processos (operacionais.2-Auditoria Interna O exercício de funções de Auditor Interno. também é exclusivo de Contador ( Resolução CFC (781/95). também. 3.

EXCETO um Indique-o: a) b) c) d) e) realização do exame das demonstrações contábeis. conferência física dos elementos do ativo. elaboração e avaliação dos registros contábeis. abaixo. e) O conhecimento da execução orçamentária não é um fator relevante para os trabalhos do auditor interno. auditoria interna é atribuição privativa de contadores. confirmação dos registros e demonstrações contábeis. QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS 1. 9 .Auditoria Adriano Cisneiros . 4. entre outras. (AFTN/96) A principal finalidade de uma auditoria contábil é: a) b) c) d) e) elaboração de demonstrativos contábeis. dificuldade de o proprietário supervisionar pessoalmente as principais operações. maior ênfase às normas e/ou procedimentos internos. d) O dever de manter sigilo encerra-se 3 anos após terminado o vínculo empregatício do auditor interno. sistema de orçamento e gastos. supervisão e controle de qualidade. atuação em outras áreas não relacionadas com a contabilidade. c) De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade. 2. apuração correta do lucro do exercício. sistema contábil e de controle interno. (AFTN/98) Assinale a opção correta: a) O auditor interno não deve prestar assessoria ao Conselho Fiscal ou órgão equivalentes do empregador. (AUDITOR-ECT/98) A auditoria interna é necessária pelos motivos. auditoria operacional e financeira. proporcionar à empresa uma razoável garantia de promover eficácia nas suas operações é denominado: a) b) c) d) e) auditoria das demonstrações contábeis. b) A utilização de trabalho de especialistas provoca perda de autonomia do auditor interno. 3. (AFTN/98) O processo que tem por finalidade. obtenção de uma auditoria mais periódica e preventiva.

expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis.(CRC-RJ/98) A atividade fundamental do auditor independente é: a) b) c) d) e) orientar o diretor financeiro da empresa auditada. 6-(CRC-RJ/99) Um dos principais objetivos do auditor interno é: a) b) c) d) e) examinar a integridade. relativos a encargos trabalhistas e tributários. examinar a demonstração do resultado do exercício e emitir seu parecer. e a nova diretoria assumiu há poucos dias. 5. d) II – I – II – I – II – I. c) funcionar como órgão de assessoria e controle da empresa. Contrato de prestação de serviço. 7.Auditoria Adriano Cisneiros . Os usuários do trabalho são a empresa e o público em geral. e) II – II – I – II – I – I. examinar as demonstrações contábeis e emitir a sua opinião. 8-(UNB – AFCE-TCU/98) Considerando que a auditoria interna ou operacional busca conhecer funcionalidade do sistema. e coloque (I) para auditoria interna e (II) para auditoria externa. solucionar todas as situações de fraudes realizadas dentro da empresa. A Empresa sofreu uma profunda reestruturação societária. o relatório: 10 . é correto afirmar que esse tipo de auditoria visa: a) ao exame dos controles internos e à avaliação da eficiência e eficácia da gestão. Principalmente. conferir a conta “caixa’’. A seqüência correta é: a) I – II – I – II – I – I. Neste caso. promover a melhoria nos controles da gestão dos recursos e em outros controles internos. orientar a direção da empresa para que seus produtos tenham melhor aceitação pelos clientes. localizar fraudes que estejam ocorrendo. e não apenas se ele existe em conformidade com as normas. à verificação da observância e do cumprimento dos preceitos legais vigentes. ( ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) ) Emprego da empresa auditada. b) I – II – I – II – I – II. emitir parecer sobre as demonstrações contábeis. Recomendações para melhoria dos controles internos.(AUDITOR-ECT/98) Analise os itens abaixo. b) evitar a sonegação de impostos. d) e) 9-(AUDITOR – ECT/98) Você está redigindo o relatório de auditoria interna numa área operacional. adequação e eficácia dos controles internos. c) II – I – I – II – I – II. vigiar os funcionários da empresa. Avaliação da eficácia e eficiência da gestão.

Auditoria Adriano Cisneiros . Balanço social. Todos os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias foram possíveis. Demonstração do Resultado do Exercício. conclusões sobre o trabalho realizado. 10-( AFRF/2000) Assinale a opção que contenha demonstrativos divulgados pelas companhias abertas no Brasil e que devem ser. obrigatoriamente. objeto da opinião de auditores independentes. Balanço Social e Demonstração do Resultado do Exercício. não poderá conter qualquer recomendação. a) b) c) d) e) deverá ter protelada a sua emissão. com o intuito de apresentarem: a) b) c) d) e) questionários à alta administração. Demonstração do Resultado do Exercício e Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. desde que emita parecer com ressalva. Nesta situação: a) b) c) d) e) caracteriza-se uma limitação na extensão dos trabalhos. não poderá ser utilizado para iniciar a avaliação do órgão de Auditoria Interna. o auditor deve recusar o trabalho. Balanço Social e Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. (CVM/2001) Um auditor foi contratado para opinar somente sobre o balanço patrimonial e não sobre as demais demonstrações contábeis. poderá conter exuberância de detalhes. 12. o relatório do auditor será emitido na denominada “forma longa”. questionários de controle interno. configura-se somente um trabalho de auditoria de objetivo limitado. seguindo o Código de Ética do Contabilista o auditor pode aceitar o trabalho. não poderá ser encaminhado à diretoria. Balanço Patrimonial. A entidade auditada não impôs nenhuma restrição de acesso às informações. indicadores de performance. registros e dados contábeis. indicadores de controle interno. de acordo com a legislação societária: a) b) c) d) e) Balanço Patrimonial. Demonstração do valor Adicionado e Demonstração do Fluxo de Caixa. Balanço Patrimonial.(CGM-RJ/99) Os relatórios de auditoria operacional visam descrever os trabalhos planejados. Demonstração do valor Adicionado e Demonstração do Fluxo de Caixa. 11. 11 .

13. 1-B 2-B 8-CECCE 9-B 3-C 10-A RESPOSTAS 4-A 5-B 11-B 12-B 6-A 13-D 7-B 14-A 12 . revisar integralmente os registros contábeis. ser sempre executada por profissional liberal. à gerência financeira da empresa. emitir parecer sobre as demonstrações financeiras.(ESAF/FPS/2002) É uma característica da auditoria interna: a) b) c) d) e) manter independência total da empresa. a gerência comercial da empresa. existir em todas empresas de capital aberto. 14. aos acionistas da empresa.Auditoria Adriano Cisneiros . à auditoria externa da empresa.(ESAF/FPS/2002) O objetivo geral da auditoria interna é atender: a) b) c) d) e) a administração da empresa.

que possam ter efeitos relevantes sobre a posição patrimonial e financeira da entidade. regras e procedimentos aplicados de contabilidade. 1– COMPETÊNCIA TÉCNICO-PROFISSIONAL O contador. deve manter seu nível de competência profissional pelo conhecimento atualizado dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade. para assumir a responsabilidade por uma auditoria das demonstrações contábeis.Normas Profissionais de Auditor Interno As NBCTs – Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas estabelecem conceitos doutrinários.Auditoria Adriano Cisneiros . na função de auditor independente.Conselho Federal de Contabilidade que edita as NBCs . e o parecer a ser por ele emitido sobre as demonstrações contábeis. de forma suficiente para que lhe seja possível identificar e compreender as transações realizadas pela mesma e as práticas contábeis aplicadas. . o auditor deverá obter conhecimento preliminar da atividade da entidade a ser auditada.NORMAS DE AUDITORIA INDEPENDENTE 1-INTRODUÇÃO Como a auditoria contábil é uma atribuição privativa de contabilista é regulamentada pelo CFC.Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais são aquelas que estabelecem regras de exercício profissional e são dividas da seguinte forma : . CAPÍTULO 2.NBCP1. da estrutura organizacional. mediante avaliação junto à administração.NBCP3.Normas Brasileiras de Contabilidade. da complexidade das operações. dos conceitos e técnicas administrativas e da legislação específica aplicável à entidade auditada. das técnicas contábeis. No momento somente nos interessam as seguintes : .NBCT12-Normas de Auditoria Interna 2-NORMAS RELATIVAS A PESSOA DO AUDITOR INDEPENDENTE “NBC P 1 – NORMAS PROFISSIONAIS DE AUDITOR INDEPENDENTE”. da legislação inerente à profissão.Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Financeiras. As NBCPs . As NBCs se dividem em normas profissionais e normas técnicas.Normas Profissionais de Perito Contábil .NBCT11. especialmente na área de auditoria.Antes de aceitar o trabalho.Normas Profissionais de Auditor Independente . e do grau de exigência requerido para a realização do trabalho de 13 . – O auditor. . deve ter conhecimento da atividade da entidade auditada.NBCP2.

1. 1. suas coligadas. de sua independência.2.(pais. compreendida a intermediação de negócios de qualquer tipo e a realização de empreendimentos conjuntos.Auditoria Adriano Cisneiros .qualquer outra situação de conflito de interesses no exercício da auditoria independente. . ou substancial interesse financeiro indireto.2– Está impedido de executar trabalho de auditoria independente. contemplada a utilização de especialistas noutras áreas.O auditor deve recusar os serviços sempre que reconhecer não estar adequadamente capacitado para desenvolvê-los. de modo a poder avaliar se está capacitado a assumir a responsabilidade pelo trabalho a ser realizado. em linha colateral até o 3º grau e por afinidade até o 2º grau. .participação direta ou indireta como acionista ou sócio. bisavós.2. sócios ou com empregados que tenham ingerência na sua administração ou nos negócios ou sejam responsáveis por sua contabilidade. .vínculo conjugal ou de parentesco consangüíneo em linha reta. auditoria.Pais. Esta avaliação deve ficar evidenciada de modo a poder ser comprovado o grau de prudência e zelo na contratação dos serviços. Vínculo conjugal. efetiva ou aparente.2.fixado honorários condicionais ou incompatíveis com a natureza do trabalho contratado.2. administrador ou colaborador assalariado. ainda que esta relação seja indireta. controladoras ou integrantes do mesmo grupo econômico: .Cônjuge Parentesco consangüíneo em linha reta.função ou cargo incompatível com a atividade de auditoria independente. com administradores. na forma que vier a ser definida pelos órgãos reguladores e fiscalizadores. em face da especialização requerida e dos objetivos do contratante. irmãos e filhos do cônjuge) .interesse financeiro direto. netos. Avós. Parentesco por afinidade até 2º grau.3-O auditor deve recusar o trabalho ou renunciar à função na ocorrência de qualquer das hipóteses de conflitos de interesses previstos no item 1. no período a que se refere à auditoria ou durante a execução dos serviços. e .2.2– INDEPENDÊNCIA 1. nos dois últimos anos. sem limites de grau. acionistas. o auditor que tenha tido. controladas. imediato ou mediato. . bisnetos Parentesco consangüíneo colateral até 3º Grau. em relação à entidade auditada. por preconceitos ou quaisquer outros elementos materiais ou afetivos que resultem perda. filhos. não podendo deixar-se influenciar por fatores estranhos.irmãos e sobrinhos e tios.relação de trabalho como empregado.1– O auditor deve ser independente. 14 . . 1.

. e .o número de horas estimadas para a realização dos serviços. e . – Ao opinar sobre as demonstrações contábeis o auditor deve ser imparcial.a qualificação técnica dos profissionais que irão participar da execução dos serviços. habitual ou permanente. considerando os seguintes fatores: .a relevância. Todavia. – O exame das demonstrações contábeis não tem por objetivo precípuo a descoberta de fraudes. .4. – Quando eventuais distorções. como serão cobrados os custos de viagens e estadas.Auditoria Adriano Cisneiros .1– O auditor deve estabelecer e documentar seus honorários mediante avaliação dos serviços. 1.4.2– Os honorários deverão constar de carta-proposta ou documento equivalente.que o trabalho será efetuado segundo as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis e as presentes normas. o vulto. fixando. demonstrar.a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual. .as condições de pagamento dos honorários. se for o caso.o lugar em que os serviços serão prestados.4– HONORÁRIOS 1. o auditor independente deve considerar a possibilidade de sua ocorrência. . caso não tenha feito ressalva específica em seu parecer. a complexidade do serviço. inclusive.3– RESPONSABILIDADES DO AUDITOR NA EXECUÇÃO DOS TRABALHOS – O auditor deve aplicar o máximo de cuidado e zelo na realização dos trabalhos e na exposição de suas conclusões. 1.os relatórios a serem emitidos. 1.a descrição dos serviços a serem realizados. .o prazo estimado para realização dos serviços. e o custo do serviço a executar. por fraude ou erro.6. 15 . a exibição de seus papéis de trabalho às entidades referidas no item 1. inclusive referências às leis e regulamentos aplicáveis ao caso. afetarem as demonstrações contábeis de forma relevante. mediante. que seus exames foram conduzidos de forma a atender as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis e as presentes normas.5. . cabe ao auditor independente. elaborada antes do início da execução do trabalho que também contenha: .

1.3– A inobservância de qualquer dos itens referidos nos itens 1. não as divulgando. Obs.6. 1.1– O sigilo profissional deve ser observado nas seguintes circunstâncias: . por escrito e fundamentadamente.6.SUSEP.5– GUARDA DA DOCUMENTAÇÃO (Estudado em capítulo próprio) 1. quando solicitado.Auditoria Adriano Cisneiros .na relação entre o auditor e demais terceiros.5. quando o trabalho for realizado em entidades sujeitas ao controle daqueles organismos. deve exibir as informações obtidas durante o seu trabalho.BACEN. . e .2 constitui infração ao Código de Ética do Contabilista. de modo a demonstrar que o trabalho foi realizado de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.4. a documentação.2– O auditor deve respeitar e assegurar o sigilo relativamente às informações obtidas durante o seu trabalho na entidade auditada.4.6– SIGILO 1.6– Os contadores designados pelo Conselho Federal de Contabilidade e Conselhos Regionais de Contabilidade para efetuarem a fiscalização do exercício profissional deverão ter competência 16 . papéis de trabalho.4.:Órgãos Reguladores e Fiscalizadores e as atividades específicas . relatórios e pareceres.na relação entre os auditores. que contenha de forma clara e objetiva os limites das informações a serem fornecidas.6. salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo.O auditor.3– O auditor somente deverá divulgar a terceiros informações sobre a entidade auditada ou sobre o trabalho por ele realizado. 1. bem como pelos órgãos reguladores e fiscalizadores de atividades específicas. deverá fornecer as informações que forem julgadas necessárias ao trabalho do auditor independente que o suceder.4.6. quando previamente autorizado.na relação entre os auditores e os organismos reguladores e fiscalizadores.Comissão de Valores Mobiliários. com poderes para tanto. por escrito.6. caso seja autorizado.Superintendência de Seguros Privados. 1.6.na relação entre o auditor e a entidade auditada. .Instituições Financeiras .O auditor.Mercado de Capitais . incluindo a fase de pré-contratação dos serviços.CVM.Banco Central do Brasil. quando previamente autorizado pela administração da entidade auditada.Seguradoras 1. pelo Conselho Federal de Contabilidade e Conselhos Regionais de Contabilidade. das presentes normas e demais normas legais aplicáveis. 1. as quais serviram de base para emissão do último parecer de auditoria por ele emitido. sob pena de infringir o sigilo profissional. pela entidade auditada. por escrito. 1. sem autorização expressa da entidade. sob nenhuma circunstância. pela administração da entidade.1 e 1.

a relação dos nomes do seu pessoal técnico existente em 31 de dezembro do ano anterior.5. na média dos últimos 3 anos. . mesmo quando o contador.a relação de seus clientes cujos honorários representem mais de 10% do seu faturamento anual. até 30 de junho de cada ano.para os Conselheiros do Conselho Federal de Contabilidade e dos Conselhos Regionais de Contabilidade. ao Conselho Regional de Contabilidade.8– O dever de manter o sigilo prevalece: . para executar serviços que tenham efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. 1. 1. realizado em demonstrações contábeis relativas aos exercício encerrado até o dia 31 de dezembro do ano anterior.7. o auditor deverá disponibilizar e fornecer. 1.8. 1. os honorários dos serviços de auditoria. quando tal fato for mencionado em seu parecer. no prazo de trinta dias.2– Quando solicitado. 1.6.2– A responsabilidade do auditor fica restrita à sua competência profissional. técnico-profissional similar à requerida ao auditor independente para o trabalho por ele realizado e assumirão compromisso de sigilo profissional semelhante. cuja sede seja a da jurisdição do respectivo Conselho. a relação de seus clientes e outras informações necessárias à fiscalização da atividade de auditoria 17 . e .9.9– INFORMAÇÕES ANUAIS AOS CONSELHOS REGIONAIS DE CONTABILIDADE 1.7– Os organismos profissionais assumirão a responsabilidade civil por perdas e danos que vierem a ser causados em decorrência da quebra de sigilo pelos profissionais por eles designados para o exame dos trabalhos desenvolvidos pelos auditores.1– O auditor pode utilizar especialistas legalmente habilitados como forma de contribuir para a realização de seu trabalho.Auditoria Adriano Cisneiros . mesmo após o término do vínculo empregatício ou funcional. mesmo após o término dos respectivos mandatos. sem vínculo empregatício.6. contribuir para a realização dos trabalhos. ultrapassarem.para os auditores.9. mesmo após terminados os compromissos contratuais. mantendo integral a sua responsabilidade profissional. quando o especialista legalmente habilitado for contratado pela entidade auditada.para os contadores designados pelos organismos referidos no item 1.as informações sobre os seus clientes. e .1– O auditor deverá enviar. na função de auditor interno. e que o objeto do trabalho seja a auditoria independente. 1. . 1.8.7– RESPONSABILIDADE PELA UTILIZAÇÃO DO TRABALHO DO AUDITOR INTERNO 1.8– RESPONSABILIDADE PELA UTILIZAÇÃO DO TRABALHO DE ESPECIALISTAS 1. bem como os casos onde o faturamento de outros serviços prestados aos mesmos clientes de auditoria.1– A responsabilidade do auditor não será modificada. na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade: .6.

Entidades Fechadas de Previdência Privada. Instituições Financeiras.2 deverá identificar as Companhias Abertas. 1.3– A relação de clientes referida no item 1. direto ou indireto. b) em 2004 24 horas c) em 2005 36 horas 1. sociedade por ações de capital fechado com mais de 100 acionistas e as sociedades limitadas que tenham o controle societário. Fundos de Investimento. na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade.1 – O auditor independente. Estaduais e Municipais). independente.11– EXAME DE COMPETÊNCIA PROFISSIONAL 1. 1. Entidades autorizadas a funcionar pela SUSEP – Superintendência de Seguros Privados. das entidades referidas neste item. Empresas Públicas. Administradoras de Consórcio.As informações prestadas aos Conselhos Regionais de Contabilidade serão resguardadas pelo sigilo.1– O auditor independente. no exercício de sua atividade.11. nos termos previstos nestas normas.Auditoria Adriano Cisneiros . para poder exercer sua atividade. deverá submeter-se a exame de competência profissional. O Conselho Federal de Contabilidade exige que o auditor independente e os contadores que compõe o seu quadro funcional técnico cumpram no mínimo as seguintes horas de educação continuada : a) em 2003 12 horas.9. 1.9.9.10– EDUCAÇÃO CONTINUADA 1. empresas Estatais (Federais.10. deverá comprovar a participação em programa de educação continuada. na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade.” 18 . e demais entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.4.

Exame de competência profissional 3-NORMAS RELATIVAS A EXECUÇÃO DOS TRABALHOS “NBC T 11 – NORMAS DE AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 11. tanto em termos de conteúdo quanto de forma. 11.Responsabilidade pelo uso de serviços do auditor Interno VIII. no que for pertinente.4 – FRAUDE E ERRO (Serão estudados em capítulo próprio) 19 . pois.1.Responsabilidade na execução dos trabalhos IV. consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e.3 – PAPÉIS DE TRABALHO (Serão estudados em capítulo próprio) 11.2 – PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA (Serão estudados em capítulo próprio) 11.1 – A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação.1.Educação continuada XI. NORMAS RELATIVAS A PESSOA DO AUDITOR ICompetência técnico-profissional II.1. constante do parecer. para o entendimento dos usuários.1.Guarda da documentação VI.1 – CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS 11. prevalecem as práticas já consagradas pela Profissão Contábil.Informações anuais aos CRC X.1.Auditoria Adriano Cisneiros .Responsabilidade pelo uso de serviços de especialistas IX.1. as informações divulgadas nas demonstrações contábeis. formalizadas ou não pelos seus organismos próprios.4 – O parecer é de exclusiva responsabilidade de contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade.1– Na ausência de disposições específicas.1.1.1.Sigilo VII.1. 11.3 – O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa.1. garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios.2 – Salvo declaração expressa em contrário.1.1.Independência III. nestas normas denominado auditor. entende-se que o auditor considera adequadas e suficientes.1. a legislação específica. 11.Honorários V. 11.1. 11.1 – CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS DA AUDITORIA INDEPENDENTE 11.

4.4.2 – RELEVÂNCIA 11.2 – A relevância deve ser considerada pelo auditor quando: a) determinar a natureza.2.1 – Na supervisão dos trabalhos da equipe técnica durante a execução da auditoria. o controle da qualidade é inerente à qualificação profissional do auditor.4 – Os requisitos que o auditor deve adotar para o controle da qualidade dos seus serviços são os que seguem: a) o pessoal designado deve ter a competência e habilidade profissionais compatíveis com o requerido no trabalho realizado. periodicamente. d) avaliar se os trabalhos foram adequadamente documentados e os objetivos dos procedimentos técnicos alcançados.2.2 – O auditor deve instituir um programa de controle de qualidade visando avaliar. 20 . No caso do auditor atuar sem a colaboração de assistentes.2.2.4.2.2.4 – SUPERVISÃO E CONTROLE DE QUALIDADE 11.1 – Os exames de auditoria devem ser planejados e executados na expectativa de que os eventos relevantes relacionados com as demonstrações contábeis sejam identificados. c) resolver questões significativas quanto à aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade.2. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria.2. e e) avaliar se as conclusões obtidas são resultantes dos trabalhos executados e permitem ao auditor fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis. se os serviços executados são efetuados de acordo com as Normas Profissionais de Auditor Independente e estas normas. 11.3 – O programa de controle de qualidade deve ser estabelecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e a complexidade dos serviços que realizar.3 – RISCO DE AUDITORIA (Será estudado em capítulo específico) 11.Auditoria Adriano Cisneiros .2. b) avaliar o efeito das distorções sobre os saldos. e c) determinar a adequação da apresentação e da divulgação da informação contábil.1 – PLANEJAMENTO DA AUDITORIA (Será estudado em capítulo próprio) 11.2. denominações e classificação das contas.4. b) avaliar se as tarefas distribuídas à equipe técnica estão sendo cumpridas no grau de competência exigido. 11. 11. 11. 11.2. o auditor deve: a) avaliar o cumprimento do planejamento e do programa de trabalho.2. 11.2 – NORMAS DE EXECUÇÃO DOS TRABALHOS 11.

e d) o auditor deverá planejar. b) grau de independência existente.2. supervisionar e revisar o trabalho em todas as suas etapas. quanto ao seguintes aspectos: a) capacidade de atendimento ao cliente. de modo a garantir aos usuários de seus serviços a certeza razoável de que o trabalho foi realizado de acordo com as normas de controle de qualidade requeridas nas circunstâncias.6 – A avaliação permanente da carteira de clientes deverá ser feita por escrito considerando os seguintes pressupostos: a) a capacidade de atendimento será determinada pela soma das horas disponíveis. e c) integridade dos administradores do cliente. em face da estrutura existente. 11.4.2. e d) o auditor independente deverá avaliar a necessidade de rodízio de auditores responsáveis pela realização dos serviços.Auditoria Adriano Cisneiros . b) o pessoal designado deve ter o nível de independência e demais atributos definidos nas Normas Profissionais de Auditor Independente para ter uma conduta profissional inquestionável.4. 21 . c) o trabalho de auditoria deverá ser realizado por pessoal que tenha um nível de treinamento e de experiência profissional compatível com o grau de complexidade das atividades da entidade auditada.5 – O controle de qualidade do auditor inclui a avaliação permanente da carteira dos clientes. c) que não há evidências de que a administração do cliente adotou medidas administrativas que possam comprometer o trabalho do auditor. em relação às horas contratadas com os clientes. b) a independência em relação aos clientes deve abranger toda a equipe técnica que trabalhar para o cliente. 11. de modo a resguardar a independência do auditor responsável pela execução dos serviços. segundo horário contratado com a equipe técnica.

8 –CONTINUIDADE NORMAL DAS ATIVIDADES DA ENTIDADE 11.2. b) O (s) Auditor (es) responsável (eis) pela realização das revisões (auditores revisores). em seu parecer. que visa alcançar desempenho profissional da mais alta qualidade dos auditores que exercem a atividade de Auditoria Independente com cadastro na Comissão de Valores Mobiliários CVM. 11. 11. REVISÃO EXTERNA DE QUALDIDADE PELOS PARES Visando aprimorar o controle de qualidade dos serviços de auditoria. cujo prazo de nomeação é de três anos) a quem cabe a administração do programa).2.8.2.2.2.3 – Caso.Auditoria Adriano Cisneiros . Integram o referido programa : a) Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de Qualidade .8. os 22 .1 – A continuidade normal das atividades da entidade deve merecer especial atenção do auditor. c) A firma ou o auditor.2. em parágrafo de ênfase. o Conselho Federal de Contabilidade emitiu a NBCT-14 ( anexo 1) que estabeleceu o Programa de Revisão Externa de Qualidade pelos Pares.2 – A evidência de normalidade pelo prazo de um ano após a data das demonstrações contábeis é suficiente para a caracterização dessa continuidade. mencionar.2. de acompanhamento e fiscalização. especialmente quanto à realização dos ativos. os quais serão selecionados e contratados pelos auditores a serem revisados. objeto da revisão (auditores revisados). no decorrer dos trabalhos.7 – DOCUMENTAÇÃO DA AUDITORIA (Será estudado em capítulo próprio) 11.CRE.2.8. 11. quando do planejamento dos seus trabalhos. que é integrado por dois representantes do Conselho Federal de Contabilidade e dois representantes do IBRACON (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (contadores em exercício da auditoria independente.4 – Na hipótese de o auditor concluir que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade. deve avaliar os possíveis efeitos nas demonstrações contábeis. se apresentem indícios que ponham em dúvida essa continuidade.8.8.5 – Quando constatar que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade. 11.6 – APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA (Será estudada em capítulo próprio) 11.5 – ESTUDO E AVALIAÇÃO DO SISTEMA CONTÁBIL E DE CONTROLES INTERNOS (Será estudado em capítulo próprio) 11. deve o auditor aplicar os procedimentos adicionais que julgar necessários para a formação de juízo embasado e definitivo sobre a matéria.2. ao analisar os riscos de auditoria. o auditor independente deverá. 11. que se constitui em processo educacional. e deve ser complementada quando da execução de seus exames.

efeitos que tal situação poderá determinar na continuidade operacional da entidade.perda de mercado. 8 .3 – O grau mínimo de conhecimento que o auditor deve ter para planejar.mudanças das políticas governamentais que afetam a entidade.posição negativa do capital circulante líquido. 11. 9 .Auditoria Adriano Cisneiros . c) outras indicações 1 . e 3 . regulamentares e estatutárias. sem a possibilidade de alongamento das dívidas ou capacidade de amortização.dificuldades de manter mão-de-obra essencial para a manutenção da atividade.2. b) indicadores de operação 1 . 2 . 11. 7 . supervisionar e revisar os trabalhos de especialistas.incapacidade de devedores na data do vencimento. e inversões para aumento da capacidade produtiva.10. O auditor deve dispor de compreensão suficiente dos recursos de PED e dos sistemas de processamento existentes.2 – O uso de técnicas de auditoria que demandem o emprego de recursos de PED requer que o auditor as domine completamente.contingências capazes de não serem cumpridas pela entidade. 23 .excessiva participação de empréstimos de curto prazo. pelo menos os seguintes pressupostos deverão ser adotados pelo auditor na análise da continuidade da entidade auditada: a) indicadores financeiros 1 .prejuízos substanciais de operação e de forma contínua.6 – Embora não exaustivos.10.passivo a descoberto.10 – PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS – PED 11. e 3 . 4 . franquia. fornecedor essencial ou financiador estratégico. 2 .retração ou descontinuidade na distribuição de resultados.9 – AMOSTRAGEM (será estudada em capítulo próprio) 11. sem possibilidade de renovação pelos credores.2.2.2. a fim de avaliá-los e planejar adequadamente seu trabalho. afetando a organização e os procedimentos adotados pela entidade na consecução de adequados controles internos. 10 . 5 .perda de elementos-chaves na administração sem modificações ou substituições imediatas. dirigir.não cumprimento de normas legais. e 11 .índices financeiros adversos de forma contínua. de modo que os usuários tenham adequada informação sobre a mesma. 11. de forma a implementar os próprios procedimentos ou.8.2.empréstimos com prazo fixo e vencimentos imediatos.incapacidade de obter financiamentos para desenvolvimento de novos negócios ou produtos. 3 .1 – O uso de PED modifica a forma de processamento e armazenamento de informações. licença.dificuldades de acertos com credores.alterações ou renegociações com credores. se for o caso.2. 6 . 11. 2 .10.

e c) estabelecer e supervisionar o nível de provas de controle e de procedimentos substantivos capaz de assegurar a confiabilidade necessária para conclusão sobre os controles internos e as demonstrações contábeis. b) as entradas de dados nos sistemas que determinam múltiplas transações.11.10.2.2.11 – ESTIMATIVAS CONTÁBEIS 11. Tal procedimento inclui.2.10.2 – O auditor deve ter conhecimentos suficientes sobre os controles. 11. além da análise da fundamentação matemático-estatística dos procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas. e c) o grau de integração dos sistemas computadorizados com os registros contábeis da entidade.11. 11. como forma de propiciar a confiabilidade das demonstrações contábeis da mesma.4 – Quando a comparação entre as estimativas feitas em períodos anteriores e os valores reais destas evidenciar variações significativas. os planos futuros da entidade. b) o exame da estrutura e confiabilidade dos sistemas adotados para o controle e gerenciamento das atividades da entidade. as quais não podem ser validadas independentemente.2. procedimentos e métodos utilizados pela entidade no estabelecimento de estimativas que resultem em provisões. 24 .2.3 – O auditor deve se assegurar da razoabilidade das estimativas.11.2. individualmente consideradas. requerendo o seu julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis.1 – As estimativas contábeis são de responsabilidade da administração da entidade e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos. registradas de forma simultânea. 11. supervisionar e revisar o trabalho de auditoria desenvolvido em ambiente de PED compreende: a) conhecer suficientemente o sistema de contabilidade e de controle interno afetado pelo ambiente de PED. deve o auditor verificar se houve o competente ajuste nos procedimentos. b) determinar o efeito que o ambiente de PED possa ter sobre a avaliação de risco global da entidade e em nível de saldos de contas e de transações. 11. a coerência destas com o comportamento da entidade em períodos anteriores. as práticas correntes em entidades semelhantes.5 – No programa de trabalho para os exames dos sistemas de PED. de forma a permitir estimativas mais apropriadas no período em exame.11. o auditor independente deverá incluir: a) o exame da segurança dos sistemas adotados pela entidade. 11.4 – O planejamento do trabalho em ambiente de PED deve considerar: a) o volume de transações da entidade. especialmente nos registros contábeis.2. quando estas forem relevantes.Auditoria Adriano Cisneiros . e c) as transações da entidade que são intercambiadas eletronicamente com outras entidades. 11. a conjuntura econômica e suas projeções.

12.14. 11. autuações fiscais.1 – O auditor deve adotar procedimentos para assegurar-se que todas as contingências passivas relevantes.1 – O auditor deve obter evidências suficientes para identificar partes relacionadas na fase de planejamento. aplicando os procedimentos necessários à obtenção de informações sobre a finalidade. no decorrer dos trabalhos.Auditoria Adriano Cisneiros .2.2 – O auditor deve examinar as transações relevantes com partes relacionadas. quaisquer transações relevantes que as envolvam.15. poderá resultar em ganho ou perda para a empresa. com a administração da entidade. 11. 11. foram identificadas e consideradas pela administração da entidade na elaboração das demonstrações contábeis.2.2.2.Comutatividade = Característica do contrato que possue prestações recíprocas. .12.15.14 – CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO 11. 11. 11.14.2.2. Exemplos: Multas previsíveis por quebra de contratos.2 – A carta de responsabilidade deve ser emitida com a mesma data do parecer do auditor sobre as demonstrações contábeis a que ela se refere.13 – TRANSAÇÕES E EVENTOS SUBSEQÜENTES (Serão estudados em capítulo específico) 11. das políticas e procedimentos adotados para 25 . 11. possibilitando detectar.2. ações judiciais e reclamações trabalhistas.1 – O auditor deve obter carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações e dados e à preparação e apresentação das demonstrações contábeis submetidas aos exames de auditoria.2 – Os seguintes procedimentos devem ser executados pelo auditor: a) discussão. decorrentes de processos judiciais. certas e equivalentes. com especial atenção àquelas que pareçam anormais ou envolvam partes relacionadas não identificadas quando do planejamento.12 – TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Partes relacionadas são pessoas físicas ou jurídicas coma as quais a empresa auditada tenha possibilidade de contratar (sentido amplo) em condições que não sejam de comutatividade independência (características das transações com terceiros). 11. natureza e extensão das transações. reivindicações e reclamações. bem como de lançamentos de tributos em disputa.2. .2.(vide modelo no anexo 3) 11.2. em função de um evento futuro.15 – CONTINGÊNCIAS Contingências são situações de risco já existentes e que envolve um grau de incerteza quanto a efetiva ocorrência e que.

identificar. durante a execução dos trabalhos de auditoria. contudo.Normas de execução dos Trabalhos a) Planejamento b) Relevância c) Risco de auditoria d) Supervisão e controle de qualidade e) Estudo e avaliação dos controles internos f) Aplicação dos procedimentos de auditoria g) Documentação da auditoria h) Continuidade normal das atividades da entidade i) Amostragem j) Processamento eletrônico de dados k) Estimativas contábeis l) Transações com partes relacionadas m) Transações e eventos subseqüentes. as funções do auditor incluem: a) avaliar se os trabalhos foram adequadamente documentados e se os objetivos dos procedimentos técnicos foram alcançados. das perspectivas no desfecho das contingências e da adequação das perdas contingentes provisionadas. b) obtenção de carta dos advogados da entidade quanto à existência de contingências na época da execução dos trabalhos finais de auditoria. avaliar e contabilizar as contingências passivas. As contingências ativas (resultam em efeitos positivos no patrimônio) somente são contabilizadas quando efetivamente ganhas(Princípio da Prudência). devem ser notas explicativas quando houver a possibilidade de ganhos para a empresa . d) decidir se os dividendos devem ou não ser distribuídos. c) calcular o imposto de renda devido pela empresa. b) avaliar o cumprimento do planejamento e do programa de trabalho.Procedimentos de auditoria II.3 – NORMAS DO PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES “(Serão estudados em capítulo próprio)” NORMAS TÉCNICAS I. (UNB-FISCAL-INSS/97) A supervisão dos trabalhos da equipe técnica é um dos requisitos a serem observados por um auditor. 11. n) Carta de responsabilidade da administração o) Contingências p) Normas do parecer dos Auditores Independentes QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1. Nessa fase. e c) discussão. com os advogados e/ou a administração da entidade. 11.15. bem como das divulgações a serem feitas nas demonstrações contábeis.Fraudes e erro IV.Auditoria Adriano Cisneiros .Papéis de trabalho III.2.3 – O auditor deve adotar os mesmos procedimentos com relação às contingências ativas. e) avaliar se as conclusões obtidas são resultantes dos trabalhos e se permitem-lhe fundamentar 26 .

(AFTN/96) Indique a assertiva que não configura conflitos de interesses e. b) a auditoria independente deverá ser exercida somente por Contador. nos últimos dois anos.1 Normas Profissionais de Auditor Independente. (AFTN/96) Segundo o NBC-P. por tanto.Auditoria Adriano Cisneiros . é necessário: a) a auditoria independente poderá ser exercida por qualquer profissional. para o exercício da profissão de auditor independente. através de educação formal. desde que devidamente treinado. sua opinião acerca das demonstrações contábeis. fixação de honorários condicionais à natureza dos trabalhos. registrado no Conselho Regional de Contabilidade. d) a auditoria independente poderá ser exercida por quaisquer profissionais treinados e qualificados. 2. perda efetiva ou aparente da independência do auditor: a) b) c) d) e) vínculos conjugais com administrador da empresa auditada. 3. administração e empresas ou ciências contábeis. participação indireta como acionista da empresa auditada. e) a auditoria independente poderá ser exercida por profissional graduado em economia. c) a auditoria independente deverá ser exercida por técnicos em contabilidade e por contadores registrados no Conselho Regional de Contabilidade. utilização dos trabalhos dos auditores internos. relação de trabalho como empregado. 27 .

(AFTN/98) Segundo a NBC-P-1 – Normas Profissionais do Auditor Independente. Instituto Brasileiro de Contadores. elementos comprobatórios. constante no parecer. estabelece as seguintes normas: a) b) c) d) e) competência técnico-profissional. planejamento. cuidado e zelo. documentação de auditoria. 7. reconhecida e subscrita pelos membros do”. tanto em termos de conteúdo quanto de forma. estabelecimento de honorários condicionados à natureza dos trabalhos contratados: a) b) c) d) e) deve constar na carta de responsabilidade da administração. 6. b) O parecer do auditor independente representa uma significativa garantia de viabilidade futura da entidade e atesta a eficácia de sua administração na gestão dos negócios. por meio de um planejamento adequado do seu trabalho que garanta um eficiente sistema de controle interno.(UNB/AFPS/2001) No que se refere a princípios e normas de auditoria do Conselho Federal de Contabilidade julgue os itens seguintes: a) Salvo declaração expressa em contrário. cuidado e zelo.Auditoria Adriano Cisneiros . à pessoa do contador. a administração da entidade também deve atuar de maneira a detectar fraudes e erros que impliquem efeitos patrimoniais relevantes. supervisão. deve ser objeto de divulgação nas notas explicativas do balanço. competência técnico-profissional. c) A responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraude e erros é do auditor. supervisão e imparcialidade. planejamento. 4. cuidado e zelo.1 Normas Profissionais de Auditor Independente do Conselho Federal de Contabilidade. as informações divulgadas nas demonstrações contábeis. 5. ao parecer do auditor. cuidado e zelo. (AFCE/TCMRJ/2000) “O auditor deve ser independente em todos os assuntos relativos ao seu trabalho “. relativa: a) b) c) d) e) à supervisão do trabalho do contador. presume-se que o auditor considera adequadas e suficientes. Entretanto. independência. deve constar na carta-proposta ou documento equivalente do auditor. para o entendimento dos usuários. compõe um dos aspectos do sigilo profissional por ser mantido. entre outras. independência. o 28 . independência. Esta é uma norma de auditoria. (AFTN/96) A NBCP. resulta em perda efetiva ou aparente da independência do auditor. avaliação do controle interno. à pessoa do auditor. à execução do trabalho do auditor.

está impedido de executar trabalho de auditoria independente o auditor que tenha tido. exercício que também será auditado. no período a que se refira a auditoria ou durante a execução dos serviços. e) declarar-se impedido. em linha colateral. administrador ou colaborador assalariado. d) relação de amizade. até o terceiro grau e por afinidade. d) declarar-se impedido. e) o auditor. na função de auditor interno. e) função ou cargo incompatível com a atividade de auditor independente. ainda que essa relação seja indireta. com o contador ou com administradores. 11. confirmando as informações e dados fornecidos ao 29 . 9. 8. b) o uso de trabalho de especialista. pois o seu irmão não é mais diretor. c) o auditor. com administradores. prevista nas normas de auditoria do Conselho Federal de Contabilidade: a) o auditor deve planejar seu trabalho de forma a detectar fraudes e erros que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. (AUDITOR-ECT/98) Um auditor designado para realizar auditoria em uma determinada empresa é irmão de um dos ex-diretores dessa empresa. c) participação direta ou indireta como acionista ou sócio. O auditor deve: a) realizar normalmente a auditoria. 10. sócios ou empregados que tenham ingerência na sua administração ou nos negócios em que sejam responsáveis por sua contabilidade. controladoras ou integrantes do mesmo grupo econômico: a) vínculo conjugal ou de parentesco consangüíneo em linha reta. b) realizar normalmente a auditoria. restringe a responsabilidade do auditor à sua competência. mesmo sem relação de parentesco. d) a utilização do trabalho de contador. deverá se submeter a exame de competência profissional. as suas coligadas. no exercício de sua atividade. controladas. Seu irmão deixou a diretoria no início do ano anterior. (AFTN/98) Entre as assertivas abaixo. empregado da entidade auditada. sem limites de grau. acionistas. deverá comprovar a participação em programas de educação continuada. pois as circunstâncias ferem a norma da competência profissional. não modifica a responsabilidade do auditor. nos dois últimos anos. em relação à entidade. pois sua competência profissional e experiência garantirão a imparcialidade.Auditoria Adriano Cisneiros . para poder exercer sua atividade. b) relação de trabalho como empregado. (CVM/2001) O documento emitido pelos administradores da entidade auditada e endereçado ao auditor independente. (UNB – ANALISTA – BACEN/2000) De acordo com a NBC P 1 – Normas Profissionais de Auditor Independente. c) ressalvar as circunstâncias de parentesco no parecer. indique aquela que não se configura como responsabilidade ou dever do auditor independente. até o segundo grau. pois as circunstâncias ferem a norma da independência.

Planejamento da Auditoria. de demonstrações 13. Supervisão e Controle de qualidade. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria. 14. em montante que não ultrapasse 5% do resultado líquido do exercício. 12. em função do risco de auditoria. Supervisão. na determinação da natureza. consta: a) b) c) d) e) obter carta de responsabilidade da administração. Risco de Auditoria e Relevância. (AFTN/98) As normas de auditoria independente preconizam que a relevância deve ser considerada pelo auditor: a) b) c) d) e) em montante que não ultrapasse 5% do ativo total da entidade auditada. as bases de preparação. apresentação e divulgação das demonstrações contábeis submetidas à auditoria. Relevância e Avaliação dos Controles internos. Controle de qualidade e Zelo Profissional. Zelo Profissional. opinar sobre o conteúdo do relatório da administração. elaborar fluxogramas dos sistemas de controle interno.Auditoria Adriano Cisneiros . Risco de Auditoria. Independência e Avaliação dos Controles Internos. (AFTN/98) Entre as diversas obrigações do auditor independente contábeis. (AFTN/96) Assinale as normas que se relacionam com a NBC-T-11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis: a) b) c) d) e) Planejamento da Auditoria. auditor. denomina-se: a) b) c) d) e) Confirmação de Partes Relacionadas Circularização de Partes Relacionadas Carta de Responsabilidade de Administração Carta de Proposta de Auditoria Carta de Resposta da Administração. após avaliar o sistema contábil e de controles internos da entidade. 30 . emitir relatório formal de recomendações. elaborar as notas explicativas às demonstrações contábeis. determinado por amostragem estatística. Zelo Profissional e Relevância.

acerca dos conceitos e disposições gerais aplicáveis ao trabalho da auditoria independente. c) o parecer do auditor independente sem ressalva de continuidade representa garantia de viabilidade futura da entidade. b) salvo declaração expressa em contrário. formalizadas ou não pelos seus organismo próprios. c) o auditor independente é responsável pela elaboração das notas explicativas. para não afetar a independência deste último. devidamente registrado em Conselho Regional de Contabilidade. (UNB – FISCAL –INSS/97) O auditor independente. de forma clara e objetiva.Auditoria Adriano Cisneiros . na elaboração das suas demonstrações contábeis. 17. o risco de continuidade dos negócios teria de ser nele destacado.adequação e eficácia dos controles internos da entidade. entende-se que o auditor considera adequadas e suficientes para entendimento dos usuários as informações divulgadas nas demonstrações contábeis. e nova norma será requerida. 31 . b) auditor independente emite sua opinião tendo por base a observância. pela empresa. d) o parecer do auditor independente é o documento mediante o qual ele expressa a sua opinião acerca das demonstrações contábeis auditadas. julgue os seguintes itens: a) a elaboração das demonstrações contábeis é de exclusiva responsabilidade da empresa auditada. de acordo com a NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis: a) na ausência de disposição específica. (AFRF/2000) Assinale a afirmativa falsa: a) A auditoria interna constitui o conjunto de procedimentos técnicos que examina a integridade. caso contrário. A cerca desse assunto. 15. 16. d) O auditor interno pode obter provas suficientes para fundamentar suas opiniões através da aplicação de testes substantivo. é contratado por uma empresa para emitir parecer acerca de suas demonstrações contábeis. e) O auditor interno tem como obrigação assessorar a administração no trabalho de prevenção de fraudes e erros. constante no parecer. tanto em termos de conteúdo. (UNB – ANALISTA – BACEN/2000) Julgue os itens que se seguem. não prevalecem as práticas já consagradas pela profissão contábil. por força de exigências legais. b) A auditoria interna é de competência exclusiva de Contador. quanto de forma. c) Os trabalhos do auditor interno não podem ser utilizados pelo auditor de demonstrações contábeis. dos princípios fundamentais de contabilidade. regulamentares ou estatutárias.

19. b) seguir as práticas utilizadas pela empresa de auditoria. d) determinação dos procedimentos indicados pelo auditor revisor quanto a qualidade dos trabalhos executados. b) três representantes da Comissão de Valores mobiliário e dois representantes do IBRACON. ainda que já estejam consagradas pela Profissão Contábil. c) seguir as práticas já consagradas pela Profissão Contábil. e) dois representantes da Comissão de Valores Mobiliários e três representantes de AUDIBRA. e) omitir seu parecer. (ESAF/FPS/2002) O objetivo da revisão pelos pares consiste na: a) explicação de motivos que levaram os auditores a emitir pareceres com ressalva contratados por seus clientes.Auditoria Adriano Cisneiros . e) análise da variação de taxas horária média dos três últimos anos praticada pelo auditor. d) três representantes das empresas de auditoria e três representantes do Conselho Federal de Contabilidade. formalizadas ou não pelos seus organismos próprios. 20.(ESAF/FPS/2002) O Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de Qualidade é integrado por: a) dois representantes do Conselho Federal de Contabilidade e dois representantes do IBRACON. b) avaliação dos procedimentos adotados pelos auditores com vistas a assegurar a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. ainda que não aceitas pelos órgãos regulamentadores. 18. 32 . independente de quaisquer práticas realizadas.(ESAF/FPS/2002) A auditoria deve ser realizada consoante os Princípios Fundamentais e as Normas Brasileiras de Contabilidade Na ausência de disposições específicas o auditor deve: a) recusar o trabalho de auditoria e encaminhar relatório consubstanciado para a direção da empresa. d) seguir as teorias defendidas pela empresa de auditoria e não aceitas pelos organismos próprios. c) analise dos procedimentos adotados pelos auditores no cumprimento de um razoável critério de seleção de amostras. c) dois representantes do IBRACON e dois representantes da Comissão de Valores Mobiliários.

na elaboração das demonstrações contábeis. RESPOSTAS 4-D 5-A 12-E 13-A 20-B 21-A 1-CCEEC 2-C 3-B 9-B 10-CCCEC 11-C 17-CCEC 18-C 19-A 6-CEE 14-D 22-C 7-E 15-ECE 23-ECE 8-D 16-C 33 . submetidas aos exames de auditoria. requerendo a determinação do valor adequado à circunstância.(UNB–ANALISTA–BACEN/2000) Julgue os itens a seguir. obrigatoriamente o auditor necessita do auxílio de um especialista de outra área. relatório da administração. balanço patrimonial. 22. relatório de controle interno. principalmente. para aquelas geradoras de novos ativos. b)o auditor deve obter carta que evidencie a responsabilidade da administração. a respeito de procedimentos de auditoria: a)o auditor deve adotar procedimentos para assegurar que todas as contingências relevantes tenham sido identificadas e consideradas pela administração da entidade. c)as estimativas contábeis são de responsabilidade dos auditores e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos. (ESAF/FPS/2002) A carta de responsabilidade da administração deve ser emitida com a mesma data do(a): a) b) c) d) e) parecer dos auditores. publicação das demonstrações contábeis. como as hipóteses de recuperações tributárias.(ESAF/FPS/2002) Num exame de uma entidade de previdência privada. Esse profissional é um: a) engenheiro b) advogado c) atuário d) médico e) administrador 23. quanto a informações e dados e a preparação e apresentação das demonstrações contábeis.Auditoria Adriano Cisneiros . 21.

pedidos. faturas. fiscalização e verificação utilizado pelos administradores para exercer o controle sobre os fatos ocorridos na empresa e sobre todos os atos praticados por aqueles que exercem funções direta ou indiretamente relacionadas com a organização.CONTROLES INTERNOS 1-INTRODUÇÃO “Todos os instrumentos da organização destinados a vigilância. Exemplo : Relatórios de Discrepâncias . dirigir ou governar os acontecimentos que se verificam dentro da empresa e que produza reflexos em seu patrimônio” Hilário Franco. livros. com os métodos e procedimentos relacionados com a eficiência operacional garantindo o cumprimento das políticas administrativas. alarmes de incêndio.Contábeis – São aqueles relacionado com a salvaguarda de ativos e com a validade dos registros contábeis. notas. formulários. documentos. sistema de aprovação e segregação de funções. “São os registros.São aqueles que auxiliam na investigação e correção de fatos não desejados.Administrativos – São aqueles relacionados com o plano de organização. impressos. guias. CAPÍTULO 3 . papéis. regulamentos e instrumentos de organização administrativa.Detectivos.Corretivos. . 2-CLASSIFICAÇÃO Os controles internos podem ser classificados sob vários aspectos. 2.Auditoria Adriano Cisneiros . Exemplo : sistema de autorização.São aqueles que detectam a ocorrência de fatos ou situações não desejadas.1 QUANTO À FUNÇÃO . Exemplos : Controle de qualidade e programas de treinamentos 34 . Exemplos : Portas detectoras de metais. ordens internas. fiscalização e verificação administrativa. o patrimônio e o funcionamento da empresa” Hilário Franco. mapas.São aqueles que funcionam como guias comandando os procedimentos para que os fatos ocorram dentro da previsão . Exemplo : Manuais de procedimentos e instruções internas. que formam o sistema de vigilância. Anormalidades e Exceções 3. que permitam prever. observar. .Preventivos. . fichas.2 QUANTO À NATUREZA . boletins.

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4-PRINCÍPIOS DE CONTROLE INTERNO Cada empresa possui suas características de funcionamento, sua estrutura, dimensão, política interna, daí, não pode haver um modelo padrão de controle interno, contudo, cada sistema deve levar em consideração certas diretrizes, as quais podem ser denominadas de princípios : 4.1- Relação custo X benefícios - Antes da implantação do controle a administração deve avaliar se o custo de controle é inferior ao benefício que o controle possa gerar. 4.2- Controles de acesso a ativos -Medidas de proteção física os ativos devem ser protegidos por dispositivos de custódia, tais como : cofres, sistema de alarme, caixas registradoras, dispositivos contra incêndios e etc. 4.3- Atribuição de responsabilidades e delegação de poderes- Devem ser estabelecidos através de normas internas (regimento, estatuto, manuais de procedimento, organogramas e etc.) os limites de responsabilidade e a delegação de competências. 4.4-Limites de alçadas- Devem ser estabelecidos de forma clara e precisa os limites de alçada entre os diversos graus hierárquicos da entidade. 4.5-Segregação de funções- Devem ser atribuídas a pessoas diferentes as tarefas de autorização, execução, controle e contabilização, de forma que nenhuma pessoa, possa cometer uma fraude ou erro e esteja em possibilidade de esconde-los. Exemplo : quem executa a transação ou mantém a guarda de ativos, não deve ter acesso aos registros (contábeis ou não). 4.6-Treinamento e rodízio de funções- Os empregados devem ser adequadamente treinados e levados a efetuarem rodízio de funções, inclusive nas férias dos colegas. 4.7-Formalização de instruções – Os procedimentos, ações e instruções devem estar formalizados em manuais de procedimento ou manuais de rotina. 4.8-Aderência às normas internas- Deve haver o acompanhamento de fatos contábeis e dos procedimentos praticados para que as diretrizes, planos, normas, regulamentos e procedimentos determinados sejam efetivamente cumpridos. 5-NECESSIDADE DE AVALIAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS A contabilidade é o principal meio de controle do Patrimônio, contudo ela registra apenas as ocorrências que já alteraram o patrimônio (controle conseqüente), daí, devem existir outros meios de controle para constatar a ocorrência no momento em que ela se verifica (controle concomitante) e para a previsão de fatos antecipadamente (controle antecedente). O auditor ao realizar os seus exames de auditoria, deve revisar e avaliar os controles internos da entidade auditada, pois, quanto mais eficientes e eficazes forem os controles internos mais segurança adquire o auditor externo em relação aos exames que está procedendo com o

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propósito de emitir a sua opinião sobre as demonstrações contábeis. 6- PROCESSO DE AVALIAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS O processo de avaliação do controle interno se desenvolve em três etapas : 6.1-Etapa do levantamento do controle interno. Através dos manuais de procedimentos, entrevistas com os responsáveis por cada setor da empresa auditada e observação dos procedimentos que estão ocorrendo no momento, o auditor prepara uma narrativa do funcionamento do sistema ou um fluxograma (representação gráfica dos procedimentos de controle internos). Nesta fase também é comum o preenchimento de um questionário padronizado de controle interno (QCIs) onde constam perguntas chaves que devem ser respondidas pelo auditor. 6.2- Avaliação do sistema Nesta etapa do trabalho o auditor avalia o grau de confiança nos controles internos da entidade para determinar a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. Quanto maior for o grau de confiança depositado pelo internos menor será o nível dos testes substantivos. 6.3- Testes de observância Os testes de observância (testes de aderência) são os testes que são realizados com o intuito de se constatar que o sistema funciona tal como descrito. 7-NORMAS TÉCNICAS RELACIONADAS COM O CONTROLE INTERNO “NBCT 11”. 11.2.5 – ESTUDO E AVALIAÇÃO DO SISTEMA CONTÁBIL E DE CONTROLES INTERNOS 11.2.5.1 – O sistema contábil e de controles internos compreende o plano de organização e o conjunto integrado de método e procedimentos adotados pela entidade na proteção do seu patrimônio, promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis, e da sua eficácia operacional. 11.2.5.2 – O auditor deve efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade, como base para determinar a natureza, oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria, considerando: a) o tamanho e complexidade das atividades da entidade; b) os sistemas de informação contábil, para efeitos tanto internos quanto externos; auditor no sistema de controles

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c) as áreas de risco de auditoria; d) a natureza da documentação, em face dos sistemas de informatização adotados pela entidade; e) o grau de descentralização de decisão adotado pela administração da entidade; e f) o grau de envolvimento da auditoria interna, se existente. 11.2.5.3 – O sistema contábil e de controles internos é de responsabilidade da administração da entidade; porém o auditor deve efetuar sugestões objetivas para seu aprimoramento, decorrentes de constatações feitas no decorrer do seu trabalho. Ao Final dos trabalhos de auditoria o auditor independente emite um relatório denominado de Carta Comentário onde constam as deficiências do sistema de controle interno e as sugestões para o seu aprimoramento. 11.2.5.4 – A avaliação do sistema contábil e de controles internos pelo auditor deve considerar os seguintes aspectos: a) o ambiente de controle existente na entidade; e b) os procedimentos de controle adotados pela administração da entidade. 11.2.5.5 – A avaliação do ambiente de controle existente deve considerar: O Ambiente de controle “ dá o tom ” de uma organização, influenciando a consciência de controle das pessoas que nela trabalham. È a fundação para os demais componentes de controles internos, fornecendo disciplina e estrutura. Além dos fatores abaixo relacionados, a integridade da administração, os valores éticos e o comprometimento com a competência compõem o ambiente de controle. a) a definição de funções de toda a administração; b) o processo decisório adotado na entidade; c) a estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e responsabilidade; d) as políticas de pessoal e segregação de funções; e e) o sistema de controle da administração, incluindo as atribuições da auditoria interna, se existente. 11.2.5.6 – A avaliação dos procedimentos de controle deve considerar: a) as normas para elaboração de demonstrações contábeis e quaisquer outros informes contábeis e administrativos, para fins quer internos quer externos; b) a elaboração, revisão e aprovação de conciliações de contas; c) a sistemática revisão da exatidão aritmética dos registros; d) a adoção de sistemas de informação computadorizados e os controles adotados na sua implantação, alteração, acesso a arquivos e geração de relatórios; e) os controles adotados sobre as contas que registram as principais transações da entidade; f) o sistema de aprovação e guarda de documentos; g) a comparação de dados internos com fontes externas de informação; h) os procedimentos de inspeções físicas periódicas em ativos da entidade;
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e j) a comparação dos dados realizados com os dados projetados.Auditoria Adriano Cisneiros .” 38 . i) a limitação do acesso físico a ativos e registros.

sempre. por duas pessoas independentes. 820. julgue os item a seguir: (certo ou errado) A responsabilidade pela manutenção do sistema de controles internos é da administração da entidade. assinatura dos cheques. um documento denominado: a) b) c) d) e) parecer interno de auditoria. utilização de requisições de materiais para produção e consumo. contagem física dos cheques emitidos no exercício social auditada. carta-comentário. (AFCE/TCU/1995) As Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis foram aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade pela Resolução n. (CGM-RJ/99) Após avaliar o sistema de controle interno e identificar aspectos administrativos/operacionais passíveis de melhorias.Auditoria Adriano Cisneiros . determinação do ponto mínimo do estoque. comfort letter. o auditor pode emitir. sistema formal de autorizações de emissões de ordens de pagamento. 2. controle periódico dos estoques. considerando a execução dos trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis: a) b) c) d) e) segregação de funções entre controles bancários e registros contábeis. sistema de Fundo Fixo de Caixa para pagamentos de pequena monta. (AFTN/96) Indique a opção que não representa um ponto forte dos controles internos das disponibilidades financeiras da empresa. Identifique a opção que não representa um ponto forte deste sistema de controle interno: a) b) c) d) e) utilização de coletas de preços para aquisições. carta de gerência. (AFTN/96) Existem diversos pontos fortes em um sistema de controle internos de estoques eficaz. carta à administração. Com base nestas normas. de 1997. QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1. 3. se assim for o desejo dos administradores da entidade auditada. mas é dever do auditor recomendar modificações que o seu trabalho evidenciar serem necessárias. de estoque 4. contagens rotativas ou periódicas. 39 .

a Segregação de Funções consiste em: a) estabelecer que um mesmo funcionário não pode ser responsável pelos estoques e pelas finanças da empresa. fixar remuneração. aprovação e autorização – análise das variações entre os valores orçados e os incorridos controles físicos sobre ativos. d) segregação de funções – sistemas de conferência. 9. controles de ativo fixo. 6. limitar o acesso de funcionários aos ativos da empresa. definir as atribuições de cada funcionário na organização. (CGM-RJ/99) São exemplos de controles de natureza contábil: a) análises estatísticas de lucratividade por linha de produtos – segregação de funções. b) segregação de funções – sistemas de conferência. estabelecer os fluxos internos de documentos. aprovação e autorização. (CRC-RJ/99) O conceito de responsabilidade para fins de controle interno representa: a) b) c) d) e) conferência de todos os cálculos. aprovação e autorização – controle físico sobre ativos. e) no ato de segregar empregados com um grau de qualificação e habilidade para o cargo que ocupam na empresa.Auditoria Adriano Cisneiros . controles contábeis. (AFTN/96) O plano de organização e todos os métodos e procedimento diretamente relacionados com a salvaguarda dos ativos e a fidedignidade dos registros financeiros são definição de: a) b) c) d) e) controles administrativos. (CRC-RS/98) Para fins de controle interno. 5. 7. b) estabelecer que um mesmo funcionário não pode ser responsável pelas compras e pelas contas a receber da empresa.(AUDITOR. controles de auditoria. d) estabelecer que um mesmo funcionário não pode ter acesso aos ativos e aos registros contábeis da empresa. 8.análise das variações entre os valores orçados e os incorridos.PETROBRAS/98) Entende-se que um bom sistema de controle interno é que se mostra capaz de: aquele 40 . controles gerenciais. aprovação e autorização – análise das variações entre os valores orçados e os incorridos.sistema de conferência. c) sistemas de conferência. c) estabelecer que um mesmo funcionário não pode ser responsável pelas finanças e pelas contas a pagar da empresa. e) análises estatísticas de lucratividade por linha de produtos – segregação de funções .

adotados dentro da empresa para salvaguardar seus ativos. promover a eficiência operacional e fomentar o respeito a obediência às políticas administrativas fixadas pela gestão. 13. contábeis. b) verificar se os sistemas funcionam da forma como estão previstos.” Esses controles são reunidos em dois tipos: a) b) c) d) e) administrativos e contábeis. prevenir e detectar erros e fraudes. contábeis e operacionais. estudos de tempo e movimentos. com a finalidade principal de: a) determinar a natureza.(UNB-FISCAL-INSS/97) O estudo e a avaliação dos controles internos – classificados em controles contábeis e administrativos servem de base para um auditor determinar a natureza. a) b) c) d) e) evitar a ocorrência de erros e fraudes. controle de qualidade. somente. o auditor deve efetuar o estudo e a avaliação do sistema contábil e controles internos da entidade. financeiros e administrativos. (AFTN/96) Na auditoria das demonstrações contábeis. organizacionais. 10. controles físicos sobre ativos. principalmente. a oportunidade e a extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria. operacionais e financeiros. 12. aprovação e autorização de gastos. operacionais. que normalmente se relacionam apenas indiretamente com os registros contábeis e financeiros são: a) b) c) d) e) administrativos. financeiros e contábeis. minimizar a ocorrência dos erros. o controle interno é “o plano da organização e todos os métodos e medidas coordenados. 11. apurar a ocorrência de erros e fraudes. (Contador/TCMRJ/2000) Segundo o AICPA – American Institute of Certifield Public Accountants. à eficiência operacional e à obediência às diretrizes administrativas. 41 .Auditoria Adriano Cisneiros . financeiros. verificar a adequação e confiabilidade de seus dados contábeis. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria. sistema de conferência.(AFCE/TCMRJ/2000) Os controles que compreendem o plano de organização e procedimentos referentes. Os exemplos de controle administrativos incluem: a) b) c) d) e) treinamento de pessoal. dificultar a ocorrência de erros e fraude.

15. d) constata pontos fracos e ineficiência que possam gerar fraudes e erros. até o registro do razão . balanços publicados.(CGM-RJ/99) O levantamento do sistema de controle interno pode ser realizado pela leitura de manuais internos de organização e procedimentos. o grau de descentralização de decisão adotado pela administração. se existente. avaliação da continuidade operacional. e) proporcionar conhecimentos básicos sobre a empresa e sua organização. b) por informações de terceiros. desde início da operação em exame (compra. c) proporcionar a emissão de relatório de recomendação de melhorias requeridas. avaliação do ambiente de controle. verificação das contingências trabalhistas.). pela conversa com funcionários da empresa e também: a) pela leitura de periódicos.Auditoria Adriano Cisneiros . 16. c) pela inspeção física. venda. o grau de envolvimento da auditoria interna. pagamentos. 14. e) por informações privilegiadas fornecidas pelos administradores da empresa. (AFRF/2000) A estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e responsabilidade devem ser considerados pelo auditor independente na: a) b) c) d) e) avaliação dos procedimentos de controle. no estudo e na avaliação do sistema contábil e de controle interno: a) b) c) d) e) as áreas de risco de auditoria. inclusive. verificação das transações com partes relacionadas. 42 . o tamanho e a complexidade das atividades da entidade. por pesquisa em periódicos e por informações fornecidas pelos empregados. a existência de entidades associadas e partes relacionadas. d) por informações de terceiros e leitura de relatórios gerenciais. etc. (AFTN/98) Assinale a opção que não representa um fator a ser considerado pelo auditor independente.

de limites de acesso físico a ativos e registros contábeis. (UNB – FISCAL –INSS/97) O auditor independente. através de fluxogramas ou memorandos descritivos. julgue o seguinte item (certo ou errado): auditor independente é responsável pela implantação do sistema de controle interno da empresa. determinar o risco de detecção elaborar relatório de recomendações. regulamentares ou estatutárias. empresariais e externos.(ATM/CE-1998) O estudo e a avaliação do sistema contábil e de controles internos. obter evidências que assegurem a continuidade normal dos negócios da entidade auditada. b) c) d) e) 19.(ESAF/FPS/2002) Os controles internos podem ser classificados em: a) b) c) d) e) contábeis e jurídicos. 18. A cerca desse assunto. por força de exigências legais. de modo a permitir que as demonstrações contábeis reflitam adequadamente a posição patrimonial e financeira. emitir relatório de revisão das ITRs.Auditoria Adriano Cisneiros . conforme normas brasileiras de contabilidade e legislação específica. são alguns procedimentos aplicados pelo auditor independente de demonstrações contábeis com a finalidade principal de: a) b) c) d) e) avaliar o ambiente de controle. realizados por auditor independente de demonstrações contábeis. patrimoniais e econômicos. oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria. identificar partes relacionadas. de segregação de funções. 20. têm como principal finalidade: a) determinar a natureza.(CVM/2001) As verificações da existência de limites de autoridades e responsabilidades definidos. 43 . administrativos e contábeis. que possam ocasionar efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. o resultado de suas operações. para oferecer sugestões à entidade. Identificar falhas e oportunidades de melhorias dos controles. as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos da entidade auditada. Documentar. detectar fraudes e erros. financeiros e econômicos. é contratado por uma empresa para emitir parecer acerca de suas demonstrações contábeis. 17. o funcionamento dos Sistemas.

diminuir o nível de risco inerente da área em questão. 21. aumentar o nível planejado de risco de detecção.Auditoria Adriano Cisneiros . aumentar o nível planejado de testes substantivos. diminuir a extensão dos testes substantivos. 1-C 7-D 13-A 19-E 2-D 8-D 14-B 20-E RESPOSTAS 3-C 4-D 9-B 10-A 15-C 16-C 21-E 5-C 11-A 17-A 6-D 12-CECCE 18-A 44 .(ESAF/FPS/2002) Ao constatar a ineficácia de determinados procedimentos de controle o auditor deve: a) b) c) d) e) aumentar a extensão dos testes de controle.

que neste trabalho. conforme previsto nas Normas Profissionais de Auditor Independente aprovadas pelo CFC. sendo esta uma etapa subseqüente àquela.PLANEJAMENTO 1-CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS O Planejamento da Auditoria é a etapa do trabalho na qual o auditor independente estabelece a estratégia geral dos trabalhos a executar na entidade a ser auditada. devem servir de base. CAPÍTULO 4. para assim determinar a natureza do trabalho a ser executado. O Planejamento da Auditoria é um processo que se inicia na fase de avaliação para a contratação dos serviços. As informações obtidas. sua complexidade. para fins de elaboração da proposta de serviços. estabelecendo a natureza.1.Auditoria Adriano Cisneiros . Muitas informações que compõem o planejamento definitivo para determinado período são confirmadas durante os trabalhos de campo. a época e extensão dos testes. O Planejamento da Auditoria é muitas vezes denominado Plano de Auditoria. de modo que possa desempenhar uma auditoria eficaz. Nesta etapa devem ser levantadas as informações necessárias para conhecer o tipo de atividade da entidade. a legislação aplicável. para a elaboração do Planejamento da Auditoria.DEFINIÇÃO Programa de Trabalho é uma listagem dos procedimentos de auditoria a serem adotados. relatórios. ou Programa de Auditoria. o que implica a necessidade do auditor independente revisá-lo e ajustá-lo à medida que for executando os trabalhos. preliminarmente. também. elaborando-o a partir da contratação dos serviços. parecer e outros informes a serem emitidos. juntamente com as levantadas para fins do Planejamento da Auditoria. O detalhamento dos procedimentos de auditoria a serem adotados deve esclarecer o que o auditor necessita examinar na entidade. 2-PROGRAMAS DE AUDITORIA 2. conceitos. serão considerados partes do Planejamento da Auditoria. a oportunidade e a extensão dos exames. O programa de auditoria deve ser preparado por escrito ou por outro meio de registro o que facilita o entendimento dos procedimentos de auditoria a serem adotados e propicia uma orientação mais adequada para a divisão do trabalho. devem compor a documentação comprobatória de que o auditor executou estas etapas de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. com base no seu sistema contábil e de controles internos. As informações obtidas quando da avaliação dos serviços. 45 .

quando houver. para identificar eventos e transações relevantes que afetem as demonstrações contábeis. O programa padronizado é aquele aplicado a trabalhos. 3. 2. No programa de auditoria devem ficar claras as diversas épocas para a aplicação dos procedimentos e a extensão com que os exames serão efetuados.10-Buscar a coordenação do trabalho a ser efetuado por auditores internos.TIPOS DE PROGRAMA O programa específico é aquela preparado para tipo de trabalho de auditoria. 3. 46 . 3. com pequenas alterações. quando as atividades apresentarem freqüentes alterações de objetivos. 3.6-Estabelecer a natureza.9-Propiciar a coordenação do trabalho a ser efetuado por outros auditores independentes e especialistas.Obter conhecimento das atividades da entidade. 3. deve abranger todas as áreas a serem examinadas pelo auditor independente. O programa de auditoria. a oportunidade e a extensão dos exames a serem efetuados. 3.3. 3.3-Assegurar que as áreas importantes da entidade e os valores relevantes contidos em suas demonstrações contábeis recebam a atenção requerida. procedimentos ou controles internos.8-Facilitar a supervisão dos serviços executados. em consonância com os termos constantes na sua proposta de serviços para a realização do trabalho. destinando-se a atividades que não se alterem ao longo o tempo ou a situações que contenham dados ou situações similares.Auditoria Adriano Cisneiros . além de servir como guia e instrumento de controle para a execução do trabalho. 3.5-Identificar a legislação aplicável à entidade.1. 3.2-Propiciar o cumprimento dos serviços contratados com a entidade dentro dos prazos e compromissos previamente estabelecidos.4-Identificar os problemas potenciais da entidade. 3-OBJETIVOS Os principais objetivos do Planejamento da Auditoria são: 3.7-Definir a forma de divisão das tarefas entre os membros da equipe de trabalho. especialmente quando forem realizados por uma equipe de profissionais.

3.6-ÉPOCAS OPORTUNAS DOS TRABALHOS Para definir as épocas oportunas de realização dos trabalhos de auditoria. inclusive quando participarem. 47 . 4. 4.3-RELEVÂNCIA E PLANEJAMENTO O auditor independente deve. unidades e partes relacionadas que serão atingidas pela auditoria. pareceres e outros informes decorrentes do trabalho contratado com a entidade.1-CRONOGRAMA O planejamento deve evidenciar as etapas e as épocas em que serão executados os trabalhos. considerar a ocorrência de fatos relevantes que possam afetar a entidade e a sua opinião sobre as demonstrações contábeis.5-PESSOAL DESIGNADO Quando incluir a designação de equipe técnica. 4. para comprovar que todos os compromissos assumidos com a entidade auditada foram cumpridos. o planejamento deve prever a orientação e supervisão do auditor. bem como sua extensão e oportunidade de aplicação. de acordo com o teor da proposta de prestação de serviços e sua aceitação pela entidade auditada. da equipe técnica. para que os trabalhos sejam programados adequadamente. 4. 4.4-RISCOS DE AUDITORIA O auditor independente deve. . no planejamento da auditoria. No cronograma de trabalho devem ficar evidenciadas as áreas. 4-CONTEÚDO DO PLANEJAMENTO 4.o conteúdo da proposta de trabalho aprovada pela entidade.11-Identificar os prazos para entrega de relatórios.2-PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA O planejamento deve documentar todos os procedimentos de auditoria programados.Auditoria Adriano Cisneiros . objetivando comprovar que todos os pontos da entidade considerados relevantes foram cobertos pelo auditor independente. A responsabilidade pelo planejamento e execução dos trabalhos realizados é do auditor independente. que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos a serem executados. especialistas designados por ele. evitando a apresentação de informações errôneas nas demonstrações contábeis.a existência de épocas cíclicas nos negócios da entidade. o auditor independente deve considerar em seu planejamento: . na fase de planejamento. efetuar a avaliação dos riscos de auditoria.

. 4. por exemplo. na qual prevê o cumprimento de todas as etapas do trabalho a ser realizado. como forma de o auditor independente avaliar as modificações nas circunstâncias e os seus reflexos na extensão. .7-HORAS ESTIMADAS PARA A EXECUÇÃO DOS TRABALHOS Ao elaborar sua proposta de trabalho. deve ser discutida com a administração da entidade. 4.conforme determinam as Normas Profissionais de Auditoria Independente -. 4. oportunidade e natureza dos procedimentos de auditoria a serem aplicados.a necessidade de cumprimento de prazos fixados pela própria administração da entidade ou por órgãos reguladores.a possibilidade de utilizar trabalhos de auditores internos e de especialistas. .9-INDAGAÇÕES À ADMINISTRAÇÃO PARA CONCLUIR O PLANEJAMENTO Embora a proposta de trabalho de auditoria elaborada pelo auditor independente e aceita pela administração da entidade a ser auditada forneça base para o processo de preparação do planejamento da auditoria. . o auditor independente deve apresentar uma estimativa de honorários e horas ao cliente . até o término do trabalho contratado com a entidade. que sirvam de subsídio ao trabalho do auditor independente.fatores econômicos que afetem a entidade.8-SUPERVISÃO E REVISÃO A supervisão e revisão devem ser planejadas para cobrirem desde a etapa inicial dos trabalhos. No planejamento devem constar as horas distribuídas entre as várias etapas do trabalho e entre os integrantes da equipe técnica.a existência de fato relevante que possa afetar a continuidade normal dos negócios da entidade. para avaliação dos efeitos sobre a entidade. abrangendo o próprio planejamento.o momento adequado para solicitar confirmações de saldos e informações de terceiros. . tais como avaliação de efeitos de mudanças de política econômica pelo governo ou aprovação de legislação ou normas regulamentadoras que influenciem de forma significativa os negócios da entidade. caso em que pode ser requerida uma modificação no planejamento. de modo que estejam terminados e revisados de forma coordenada com o cronograma de trabalho definido no planejamento. . As atualizações no planejamento e nos programas de auditoria têm de ser 48 . . .as épocas adequadas para a inspeção física dos estoques e de outros ativos.Auditoria Adriano Cisneiros . 5-REVISÕES E ATUALIZAÇÕES NO PLANEJAMENTO E NOS PROGRAMAS DE AUDITORIA O planejamento e os programas de auditoria devem ser revisados permanentemente.as épocas em que a presença física do auditor é recomendável para efetuar avaliações sobre as transações da entidade.os prazos para a emissão de pareceres e relatórios dos trabalhos realizados. como advogados. para confirmar as informações obtidas e possibilitar sua utilização na condução dos trabalhos a serem realizados.

1. filiais e partes relacionadas.1 – O auditor deve planejar seu trabalho consoante as Normas Profissionais de Auditor Independente e estas normas. deve prever a orientação e supervisão do auditor. quer pelo volume de transações. quer pela complexidade de suas atividades. conteúdo e oportunidade dos pareceres. 11.2.4 – O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito. os motivos das modificações a que se procedeu. e de acordo com os prazos e demais compromissos contratualmente assumidos com a entidade. 11.2 – O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre as atividades. 11.1. que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados.2.1. e h) a necessidade de atender prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou fiscalizadoras e para a entidade prestar informações aos demais usuários externos.Auditoria Adriano Cisneiros . em termos de natureza. d) a natureza.5 – Os programas de trabalho devem ser detalhados de forma a servir como guia e meio de controle de sua execução. legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade. também.7 – A utilização de equipe técnica deve ser prevista de maneira a fornecer razoável 49 .1 – PLANEJAMENTO DA AUDITORIA 11. 11. relatórios e outros informes a serem entregues à entidade.3 – O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos.2. c) os riscos de auditoria e identificação das áreas importantes da entidade. devendo ficar evidenciados. e) a existência de entidades associadas. b) o conhecimento detalhado do sistema contábil e de controles internos da entidade e seu grau de confiabilidade. documentadas nos papéis de trabalho correspondentes.1.6 – O planejamento da auditoria.1. os fatores econômicos. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados.1. quando incluir a designação de equipe técnica.2. oportunidade e extensão. f) o uso dos trabalhos de outros auditores independentes. 11.2.2. especialistas e auditores internos. especialmente os seguintes: a) o conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela entidade e as alterações procedidas em relação ao exercício anterior. 4-NORMAS TECNICAS RELACIONADAS COM O PLANEJAMENTO “NBCT11 11.2. g) a natureza. e o nível geral de competência de sua administração.2.1. 11. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados.

d) identificação de fatos relevantes que possam afetar as atividades da entidade e sua situação patrimonial e financeira. revelados ou não revelados.9 – Quando for realizada uma auditoria pela primeira vez na entidade. de alguma maneira. segurança de que o trabalho venha a ser executado por pessoa com capacitação profissional. independência e treinamento requeridos nas circunstâncias.2.” 50 . distorçam as demonstrações contábeis do exercício atual. 11. 11.Auditoria Adriano Cisneiros . ou quando as demonstrações contábeis do exercício anterior tenham sido examinadas por outro auditor.8 – O planejamento e os programas de trabalho devem ser revisados e atualizados sempre que novos fatos o recomendarem. e e) identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior. b) exame da adequação dos saldos de encerramento do exercício anterior com os saldos de abertura do exercício atual. c) verificação se as práticas contábeis adotadas no atual exercício são uniformes com as adotadas no exercício anterior. o planejamento deve contemplar os seguintes procedimentos: a) obtenção de evidências suficientes de que os saldos de abertura do exercício não contenham representações errôneas ou inconsistentes que.2.1.1.

c)o uso dos trabalhos de outros auditores independentes. uso dos trabalhos de especialista. d) No planejamento da auditoria. independentemente de surgirem fatos novos não – previstos ou não – previsíveis anteriormente. prevenção de fraude e erro. 3. deve ser considerado o uso dos trabalhos de outros auditores independentes. filiais e partes relacionadas. para um efetivo controle e análise de desvios. acerca do planejamento dos a) O planejamento da auditoria e os programas de trabalho devem ser mantidos inalterados durante todo o período de execução das tarefas. inclusive seu grau de confiabilidade. (AFTN/96) O planejamento de auditoria deve considerar todos os fatores relevantes execução dos trabalhos. dos controles internos da entidade e de seu grau de confiabilidade. mas não assume responsabilidade pelos trabalhos executados pelos membros dessa equipe. do pessoal e dos produtos finais da entidade. grau de confiança nos sistemas de controle internos. a oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. e)o nível de qualidade da matéria – prima. RESPOSTAS 1-D 2-CCCEE 3-ECECE CAPÍTULO 5. e) O planejamento dos trabalhos de auditoria não inclui designação de equipe técnica. existência de entidades associadas. bem como a existência de empresas ou entidades associadas. (AUDITOR/INSS/2001) trabalhos de auditoria: Julgue os itens que se seguem. a profundidade e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. só será alcançado durante a execução dos trabalhos de auditoria. QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1. o que pressupõe adequado nível de conhecimento acerca do ramo de atividade. b) O planejamento de auditoria deve considerar a natureza. especialistas e auditores internos. filiais e partes relacionadas. não devendo ser considerado relevante para o planejamento inicial desta. c) O conhecimento detalhado do sistema contábil da entidade e de seu controles internos. de especialistas e de auditores internos. na o 2. Os fatores relevantes que o planejamento deve considerar na execução dos trabalhos de auditoria incluem: a) o conhecimento detalhado do sistema contábil. O auditor que assume a supervisão dos trabalhos define a equipe técnica e a orientação suplementar.Auditoria Adriano Cisneiros .AMOSTRAGEM 51 . b) a natureza. Assinale a opção que não se constitui em fator relevante para planejamento de auditoria: a) b) c) d) e) riscos de auditoria. d)os investimentos que a entidade está planejando fazer e as fontes de recursos para financiá-los. (UNB-ANALISTA-BACEN/97) O auditor contábil deve planejar seu trabalho. negócios e práticas operacionais da entidade auditada.

2 – Ao usar métodos de amostragem estatística ou não estatística. 1-NORMAS TÉCNICAS RELACIONADAS A AMOSTRAGEM NBCT 11 11.2.2. 11. 11.3 – A amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o volume de transações realizadas pela entidade na área ou transação objeto de exame. o auditor deve projetar e selecionar uma amostra de auditoria.4 – Na determinação da amostra o auditor deve levar em consideração os seguintes fatores: a) população objeto da amostra.5 – Na seleção de amostra devem ser considerados: 52 . o auditor pode empregar técnicas de amostragem.9.2.Erro esperado: Ocorrência de erros que se presume existir normalmente.1 – Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a serem testados.9. como também com os efeitos na posição patrimonial e financeira da entidade. o risco da amostra deve ser reestimado. e Erro tolerável (Índice de precisão): Ocorrência de erro não considerada relevante que o auditor pode aceitar sem modificar o grau de confiança nos controles internos. c) tamanho da amostra. 11. b) estratificação da amostra. f) erro esperado. È a possibilidade de uma amostra não representar a população levando o auditor a uma conclusão diferente da que ele chegaria caso analisasse toda a população. aplicar a essa amostra procedimentos de auditoria e avaliar os resultados da amostra.9 – AMOSTRAGEM “11.9. 11. de forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada.Auditoria Adriano Cisneiros . Estratificação da amostra : significa dispor dos elementos da amostra por camadas (estratos). . Tal risco pode ser classificado como : e) erro tolerável.9.2. Caso o erro da população supere o erro tolerável.2.Erro da população: Erro da amostra projetado para a população. ou seja de camadas que representem a população.2. d) risco da amostragem. . e o resultado por ela obtido no período.9.

2 AMOSTRAGEM ESTATÍSTICA E NÃO ESTATÍSTICA A amostragem estatística (probabilística) tem base nos fundamentos da matemática e exige que a amostra selecionada apresente um comportamento mensurável para que se possa formar opinião sobre o todo (população). A amostragem não estatística (subjetiva) não se baseia em fundamentos estatísticos. de forma que em cada subgrupo conterá valores pequenos. . médios e altos. em dispor os Exemplificando : Para selecionar os itens componentes do estoques poderíamos dividi-los em Itens de valor em torno de R$ 50.” 2-AMOSTRAGEM A amostragem é o processo pelo qual obtem-se informação sobre um todo (população) examinando-se apenas uma parcela do mesmo (amostra).MÉTODOS DE SELEÇÃO DE ITENS DA AMOSTRA (MAIS UTILIZADOS) se 53 .1-CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA .00. baseada em sua experiência profissional.Amostragem por estratificação Utilizada quando uma população apresenta grande variedade e consiste elementos camadas.Imparcial. itens de valor de R$ 300. 3. 2.Desta forma a população estaria disposta em três estratos. .2 Amostragem por conglomerado Utilizada quando a população pode ser dividida em subgrupos heterogêneos que representam a população.Auditoria Adriano Cisneiros .00.Representar a população.00 e itens com valores de R$ 1. a) seleção aleatória.000. 2.ALGUNS TIPOS DE AMOSTRAGEM ESTATÍSTICA 3. Exemplificando : Para selecionar duplicatas para o procedimento de circularização constitui os subgrupos de acordo com as filiais emitentes. observando um intervalo constante entre as transações realizadas. sendo a amostra selecionada segundo critérios pessoais do auditor e decorrentes de sua experiência profissional e do conhecimento do setor sob exame. 3.Isenta de preconceitos e tendências.1. e c) seleção casual. a critério do auditor. 4. em grupos mais ou menos homogêneos(estratos). b) seleção sistemática. ou seja.

tipo de atividade e período de atividade. 5. classificação indevida) selecionando-se todos os valores relevantes.4 Amostragem grupal Seleção de grupos de transações a serem examinados na sua totalidade.Auditoria Adriano Cisneiros . 5.3 Estratificação da população Separação da população em classes de acordo com as suas características. Exemplo : Seleção de fornecedores que se encontram ordenados pelo número de inscrição no cadastro de fornecedores. Geralmente utilizados quando a seqüência entre os itens da população não se encontra ordenada cronologicamente. 4. b) A Seleção com base na atividade ou transação deve ser utilizada para se examinar itens específicos. 54 .2 Números sistemáticos ou intervalos São selecionados itens da população de forma que exista um intervalo uniforme entre os itens selecionados. 4. Exemplo : Seleção de notas fiscais para o exame das receitas 4.1 Seleção Direcionada (ou racional) Os exames de transações. Exemplo : separação de clientes por três classes : grandes.TIPOS DE TESTES OU DE SELEÇÃO DE ITENS PARA AMOSTRAGEM De acordo com a finalidade a seleção de itens a serem testados podem ser efetuados de forma direcionada ou aleatória. Usa-se tabelas de números aleatórios ou tabela de números randômicos. a) A seleção direcionada pelo valor geralmente é utilizada para se reduzir o risco de detecção (possibilidade de não se detectar erro. para que sejam aplicadas as seleções em cada classe. médios e pequenos clientes 4. saldos ou períodos ficam restritos a certos parâmetros definidos pelo auditor que podem ser : valor.1 Números aleatórios Geralmente utilizadas para populações ordenadas numericamente. Exemplo : Compras efetuadas a empresas do mesmo grupo empresarial ou as vendas realizadas no final de cada mês.

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Exemplo : Exame de todas guias de pagamento de contribuição previdenciária c) A Seleção por período é utilizada para se verificar os eventos ou transações ocorridas em determinados períodos. Exemplo : Exame das vendas realizadas nos últimos dias do exercício. 5.2. Seleção Aleatória Exame de transações ou eventos escolhidos a esmo.

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QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1.(AFTN/98) Assinale a opção que não encontra amparo na NBC-T-11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis (Resolução CFC n. 820/97): a) o auditor deve empregar métodos de amostragem estatística para seleção de itens por serem testados; b) a amostra de auditoria pode ser por seleção sistemática, observando intervalo constante entre transações; c) a estratificação e o tamanho são alguns fatores que devem ser considerados para determinar a amostra; d) a amostra de auditoria pode ser feita por seleção casual, a critério do auditor, baseado em sua experiência; e) a amostra de auditoria selecionada deve ter uma relação direta com o volume de transações realizadas. 2. (AFTN/98) Os planos de amostragem probabilística, que pressupõem a disposição dos itens de uma população em subgrupos heterogêneos representativos da população global, são do tipo: a) amostragem por conglomerado; b) amostragem sistemática; c) amostragem estratificada; d) amostragem aleatória; e) amostragem por julgamento. 3.(AUDITOR– ECT/98) No método de seleção de itens a serem testados, o auditor pode empregar técnicas de amostragem. Na determinação da amostra, NÃO se deve considerar seu ( sua ) : a) tamanho; b) estratificação; c) população objeto; d) regressão linear; e) margem de erro. 4. (CGM-RJ/99) O volume de testes a serem realizados com base no DIRECIONADA pode basear-se em: a) taxa de desvio padrão tolerável; b) variância do universo das transações; c) desvio padrão do universo das transações; d) nível de risco de amostragem; e) valor 5. (AUDITOR-PETROBRAS/2000) As considerações a respeito do conjunto de fatores: população-alvo, estratificação, tamanho, risco, erro tolerável e erro esperado estão diretamente relacionados com: critério de SELEÇÃO

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a) um projeto de auditoria, quando dirigido a cliente para trabalho especial; b) a técnica contábil; c) a determinação de uma amostra; d) os procedimentos de contabilização a serem observados, visando à preparação dos relatórios para auditoria; e) o mapeamento de processo, para fazer uma reengenharia nos procedimentos de controle interno de uma área. 6.(AFCE/TCU/99) Entre os fatores a serem considerados pelo auditor na amostra, além da população objeto da amostra, estão: a) erro eventual, risco de amostragem e estratificação da amostra; b) consistência, erro esperado, risco de amostragem e tamanho da amostra; c) risco de amostragem, homogeneidade e estratificação da amostra; d) risco de amostragem, erro tolerável e estratificação da amostra; e) risco de amostragem, inconsistência e estratificação da amostra. 7.(AFRF/2000) A técnica de amostragem estatística em subgrupos homogêneos, visando, por exemplo, diminuir denominada: a)amostragem por conglomerado; b)amostragem sistemática; c)amostragem estratificada; d)amostragem por julgamento; e)amostragem não – probabilística. 8.(AFRF/2000) O termo estatístico que define o maior valor que um auditor considerar irrelevante na auditoria de uma determinada rubrica contábil denomina-se: a)Desvio – padrão; b)Precisão; c)Variância; d)Intervalo de confiança; e)Erro – padrão. poderia que se divide a população em o tamanho da amostra é determinação da

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09.Auditoria Adriano Cisneiros . dirigida em comum acordo entre a empresa auditada e o auditor. o auditor deve levar em consideração os seguintes fatores: população objeto da amostra. estratificação da amostra. 1-A 9-B 2-A 10-C 3-D 11-C RESPOSTAS 4-E 5-C 6-D 7-C 8-B 58 . Na determinação da amostra.(ESAF/FPS/2002) Na determinação da amostra. a critério do auditor baseada em sua experiência profissional.(ESAF/FPS/2002) Nas alternativas de escolha da amostra um dos tipos a ser considerado pelo auditor é a seleção: a) b) c) d) e) direcionada e padronizada dos itens que compõem a amostra. para determinação da amostra a ser utilizada. 11. o auditor não deve levar em consideração o(a): a) b) c) d) e) erro esperado valor dos itens da amostra tamanho da amostra população objeto da amostra estratificação da amostra 10. dirigida e padronizada dos itens que comporão a base da amostra a ser utilizada. a respeito de procedimentos de auditoria: d)ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a serem testados. o auditor pode empregar técnicas de amostragem. casual. tamanho da amostra.(UNB–ANALISTA–BACEN/2000) Julgue os item a seguir. a critério da empresa auditada. risco de amostragem. erro tolerável e erro esperado. casual.

1 – A aplicação dos procedimentos de auditoria deve ser realizada. com base na análise de riscos de auditoria e outros elementos de que dispuser. b) observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. determinar a amplitude dos exames necessários à obtenção dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo.2 – PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 11.2. CAPÍTULO 6.2 – Na aplicação dos testes de observância e substantivos. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas.3 – Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência. 11.1. e e) revisão analítica – verificação do comportamento de valores significativos.1 – Os procedimentos de auditoria são o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas e abrangem testes de observância e testes substantivos.6. o auditor deve verificar a existência.Auditoria Adriano Cisneiros . em razão da complexidade e volume das operações. o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos: a) inspeção – exame de registros. d) cálculo – conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios.2. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade. 11.2. quocientes.2.2.6.1. mediante índices. registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias. cabendo ao auditor. e b) procedimentos de revisão analítica.2. testes e amostragens.6. TESTES DE OBSERVÂNCIA = TESTES DE ADERÊNCIA 11. por meio de provas seletivas.PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 1-NORMAS TÉCNICAS SOBRE OS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA “NBCT-11 11.2. dividindo-se em: a) testes de transações e saldos.1.6 – APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 11.2 – Os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento. quantidades absolutas ou outros meios. documentos e de ativos tangíveis. c) investigação e confirmação – obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. efetividade e 59 .3 – Na aplicação dos testes de observância. dentro ou fora da entidade. 11. 11.1.

durante a revisão analítica.2. apresentação e divulgação – se os itens estão avaliados. o auditor deve considerar: a) o objetivo dos procedimentos e o grau de confiabilidade dos resultados alcançáveis. deve efetuar verificações adicionais. aplicando novos procedimentos de auditoria. 60 . e b) acompanhar o inventário físico realizado pela entidade. até alcançar conclusões satisfatórias. e c) a disponibilidade de informações. executando os testes de contagem física e procedimentos complementares aplicáveis.2. não obtiver informações objetivas suficientes para dirimir as questões suscitadas. 11.5 – Na aplicação dos procedimentos de revisão analítica. sua relevância. b) Evidência documental Obtida através da inspeção dos documentos e registros. 2. b) a natureza da entidade e o conhecimento adquirido nas auditorias anteriores. 11. deve o auditor: a) confirmar os valores das contas a receber e a pagar.2. recomendações e conclusões. classificados e descritos de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. 11.2. continuidade dos controles internos. b) direitos e obrigações – se efetivamente existentes em certa data.6.Auditoria Adriano Cisneiros .6 – Se o auditor.7 – Quando o valor envolvido for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira e ao resultado das operações. confiabilidade e comparabilidade. 11.6.6. c) ocorrência – se a transação de fato ocorreu. comentários.6.4 – Na aplicação dos testes substantivos.EVIDÊNCIA DE AUDITORIA O auditor deve obter evidências suficientes para fundamentar suas opiniões. divulgados. Os objetivos dos procedimentos de auditoria são obter evidências. a) Evidência física Obtida através inspeção física de ativos tangíveis. d) abrangência – se todas as transações estão registradas. o auditor deve objetivar as seguintes conclusões: a) existência – se o componente patrimonial existe em certa data. através de comunicação direta com os terceiros envolvidos. e e) mensuração.

em fidedignidade. as evidências documental e testemunhal. d) Evidência testemunhal Obtida através de pessoas (de dentro ou de fora da entidade auditada) através de perguntas formuladas por escrito ou por meio de entrevista direta. d) A evidência analítica deve corroborar a evidência testemunhal.1 Circularização Técnica utilizada para obter a evidência formal da confirmação com terceiros que consiste na remessa de correspondência (emitida pela empresa auditada) solicitando a confirmação ou informação sobre saldos relativos as operações entre a empresa auditada e a destinatária da correspondência. 2. e) Evidência por confirmação de terceiros Confirmações correspondência. c) Evidência analítica Obtida através de análises e revisões de cálculos. a) b) por escrito de terceiros (ligados à operação) solicitadas por 3. Exemplos : Saldos de contas correntes bancárias. tem relação direta com o risco.TÉCNICAS DE AUDITORIA As técnicas de auditoria são AÇÕES realizadas pelos auditores com o propósito de colher as evidências de auditoria. c) A evidência documental supera em fidedignidade. saldos de empréstimos e financiamentos. a evidência testemunhal.Auditoria Adriano Cisneiros . saldos de clientes e fornecedores. considera algumas evidências mais fidedignas que outras : A evidência física é a que reúne maior grau de fidedignidade. 2. 61 . 3.2 SUFICIÊNCIA A característica da suficiência da evidência depende do juízo do auditor e este. devido a natureza de seu trabalho. A evidência de confirmação supera.3 FIDEDIGNIDADE A fidedignidade é a qualidade do que merece fé (merece crédito). O auditor. As circularizações podem ser do tipo positivo ou negativo.

c)Aprovação.3 Conferência de somas e cálculos Técnica que permite colher a evidência analítica através da reconferência de somas dos documentos auditados e conferência de cálculos. ou seja. nota fiscal do fornecedor. comerciais ou de controle) com o propósito de comprovação de existência da transação. A circularização negativa é utilizado quando já foi efetuada circularização positiva em preto e o circularizado não respondeu.Se o documento recebeu a aprovação de quem de direito. . 3. Exemplo: conferência de soma da nota fiscal.Em branco – Pede-se para o circularizado informar a posição em determinada data. pedido de compra devidamente autorizado. do cálculo dos impostos ali destacados. b)Normalidade – Se naquela transação o documento normalmente emitido é examinado. documento comprovando o recebimento do material e recibo de pagamento. entendendo o auditor que se faz necessária a confirmação negativa. são inspecionados os documentos (exigidos pelas normas fiscais.4 Exames dos Registros Técnica que permite ao auditor colher a evidência da veracidade das informações contábeis. Por não ser necessária a resposta. 3. cotação de preços. 3. A circularização positiva é aquela que se requer a resposta do circularizado (pessoa que se deseja a resposta) e pode ser em branco ou em preto : . Exemplo : Inspeção da requisição de material. autorização de compra. se o circularizado não responder é porque concorda com os saldos informados. d)Registro-Se o mesmo foi devidamente registrado. fiscais e etc. que é efetuada através da conferência dos registros efetuados. pois.Auditoria Adriano Cisneiros .2 Exame da documentação comprobatória Tal técnica permite colher a evidência documental. No exame documental o auditor deve observar os seguintes aspectos : a)Autenticidade – Se o documento possui características de documento autêntico.Em Preto – Pede-se para o circularizado confirmar o saldo informado. Exemplo : Por ocasião do exame documental das compras se verifica o registro da nota fiscal nos livros fiscais e nos livros contábeis. faz-se necessário que seja efetuada por meio de correspondência registrada para garantir o recebimento por parte do circularizado.5 Entrevistas 62 . 3.

5 Correlação entre as informações obtidas Técnica que permite colher evidência por entrevistas. RAZÃO 4. logo. duas possibilidades de apresentarem saldos inadequados : Estarem com seus saldos superiores ao valor correto (SUPERAVALIADAS) ou estarem com seus saldos inferiores ao valor correto (SUBAVALIADAS). 3.2 SUBAVALIAÇÃO Geralmente. APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA A aplicação dos procedimentos de auditoria é realizado com base em programas de trabalho. DOCUMENTO ⇒ RAZÃO ⇒ DOCUMENTO 5. pois. as contas de natureza devedoras (ativos e despesas) são testadas para superavaliação.DIREÇÃO DOS TESTES As contas contábeis podem conter. os itens a serem testados são selecionados no razão contábil e sem seguida são inspecionados os documentos comprobatórios. 4. Exemplo : Na fase de levantamento dos controles internos se efetua as entrevistas com os empregados do setor auditado. as informações obtidas em um determinado setor podem corroborar informações obtidas em outro. as contas de natureza credoras (passivos e receitas) são testadas para superavaliação. Técnica que permite ao auditor colher a evidência testemunhal através de entrevistas com empregados ou terceiros.6 Observação das atividades Técnica que permite ao auditor corroborar as suas conclusões através da visualização dos procedimentos adotados pelos empregados. 63 . Exemplo: Um maior volume de vendas em um determinado mês justifica um aumento nas despesas com comissões no mesmo período. 3. 4. os itens a serem testados são selecionados no razão contábil e sem seguida são inspecionados os documentos comprobatórios. quanto ao seu aspecto quantitativo. logo.1 SUPERAVALIAÇÃO Geralmente.Auditoria Adriano Cisneiros .

. Obs. as pendências anormais e significativas investigadas. disponíveis e razoáveis em função das operações da empresa. Geralmente. dependendo dos controles internos. c) Exame das conciliações bancárias As conciliações bancárias devem ter os saldos conferidos com o razão e o extrato bancário e as somas conferidas. o auditor pode preparar um programa de trabalho específico.1. que são uma relação de passos a serem seguidos pelo auditor em cada área sob exame. Em seguida de forma resumida serão relacionados os principais procedimentos a serem realizados pelos auditores independentes em cada área de trabalho. as empresas de auditoria independente possuem programas padronizados que são utilizados para a maioria das empresas auditadas. do porte e das características de cada empresa.1. no entanto. podem ser objeto de ajuste ou reclassificações.Auditoria Adriano Cisneiros .1 Procedimentos a serem aplicados a) Contagem de caixa É a contagem simultânea dos valores que compõem os caixas.Reclassificações : Lançamentos contábeis entre contas que não afetam o resultado do exercício. 5.1 Objetivo Determinar se os saldos são reais. b) Circularização dos saldos bancários e das aplicações financeiras A empresa deve solicitar aos bancos que confirmem diretamente aos auditores os saldos existentes na data o balanço. . efetuando-se a anotação detalhada de sua composição e ao final. 64 . pois. deve ser obtido do responsável um recibo atestando o recebimento de toda a quantia entregue ao auditor para contagem. : Caso não se obtenha resposta das confirmações (primeiro e segundo pedido) e o saldo a ser confirmado seja vultoso deve-se efetuar a confirmação pessoal (visita do auditor a instituição financeira munido de carta da empresa para obter pessoalmente a resposta).1 AUDITORIA DAS DISPONIBILIDADES 5.Ajustes : Lançamentos contábeis que alteram o resultado do exercício. sempre de surpresa e na presença do responsável. 5. d) Efetuar o corte (cut-off) dos cheques.

b) Determinar se existem ônus pesando sobre os estoques ou parte deles. deve-se efetuar um segundo ou até terceiro pedido de confirmação.2. cópia da nota fiscal. c)Revisão dos cálculos Através da composição do contas a receber por idade de vencimento o auditor deve estimar montante da Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa. aprovação do cadastro.2 AUDITORIA DO CONTAS A RECEBER (Duplicatas a Receber e Títulos a Receber) 5. deve ser incluso um item para resposta dos bancos sobre o saldo das duplicatas descontadas. selecionar amostra de saldos de clientes para a confirmação.Auditoria Adriano Cisneiros . conferência com tabela de preços.3.1 Objetivos a) Assegurar que os estoques existem fisicamente e são de propriedade da empresa auditada. conferir a soma e o seu total com o razão contábil.1 Procedimentos a) Circularização Após obter a listagem do contas a receber (analítica). O auditor deve certificar-se de que os cheques emitidos até a data de encerramento do exercício sob exame foram devidamente contabilizados e que não foi contabilizado no período nenhum cheque emitido no exercício seguinte ao do exame. 5.2. b) Os valores apresentados são efetivamente realizáveis.: Caso não se obtenha a resposta para todas as solicitações. canhoto devidamente assinado e recebimento posterior). d) Confirmação do saldo de duplicatas descontadas Por ocasião da circularização dos saldos bancários. Obs.1 Objetivo a) Determinar se as contas a receber são autênticas e se são originadas de transações relacionadas com as vendas. 5. c) Foi efetuada a avaliação prudente do montante a receber para fins de balanço. 65 .3 AUDITORIA DOS ESTOQUES 5. 5. b)Procedimento alternativo Caso não se obtenha a resposta da circularização deve-se efetuar o procedimento alternativo que consiste em examinar toda a documentação relativa a operação (pedido de compra. e qual a natureza do ônus.

ou se foram adotados mecanismos suficientes para evitar a dupla contagem. Obs. VII) Efetuar o cut-off (corte) das requisições e das notas fiscais de compras e de vendas. Pontos do inventário que devem merecer atenção do auditor I) Se existe instruções claras sobre os procedimentos de contagem e se os participantes foram efetivamente treinados para o inventário. d) Comparação e Ajuste. III) Se foi definida mais de uma contagem (o ideal é que sejam efetuadas duas contagens. deve ser realizada uma terceira). b) Circularizar os estoques da empresa em poder de terceiros e de terceiros em poder da empresa.2 Procedimentos a) Acompanhamento do inventário físico O auditor deve acompanhar o inventário físico (observação das atividades e inspeção física) que deve ser procedido pela empresa auditada para se assegurar que o mesmo está sendo realizado adequadamente. VI) Verificar se há controle das etiquetas de contagem. agrupados e mensurados (contados) b) Arrolamento – Corresponde a fase de relacionamento dos itens levantados. má conservação etc). (VIII) Assegurar-se que os bens já vendidos e não entregues não estejam sendo inventariados. dos dois o menor).Corresponde a fase de comparação da relação do inventário com o razão contábil e apuração da diferença que deve ser ajustada. e em caso de divergências. Se a diferença for material deve ser investigada e devidamente explicada. c) Selecionar os itens mais relevantes para testar a avaliação dos estoques (custo ou mercado. d) Examinar se os estoques estão avaliados segundo os princípios fundamentais de contabilidade. O inventário compreende as seguintes fases : a) Levantamento – Corresponde a fase em que os itens são identificado. II) Se os estoques foram devidamente arrumados. conferindo de imediato com a contagem efetuada pelos inventariantes. 5. d) Selecionar através dos débitos nas contas de estoques as compras de mercadorias ( nacionais ou importadas) para exame das transações (testes de transações de compras): 66 . c) Determinar se os estoques são apropriados para a sua finalidade e se tem condições de realização (obsolescência.Auditoria Adriano Cisneiros . Durante a realização do inventário físico o auditor deve selecionar os itens mais relevantes do estoque efetuar a contagem . IV) Identificar os itens de pouca movimentação ou obsoletos. V) Verificar se houve a paralisação da produção. c) Avaliação – Corresponde a atribuição de valor aos elementos arrolados. defeitos.3. e posteriormente efetuar a conferência com a relação final de estoque.

b) Atestar que estão adequadamente avaliados e classificados.Inspecionar livros fiscais e controles permanentes dos estoques. 5. e) Efetuar teste dos custos de produção Conferir os cálculos dos custos de produção em um determinado mês selecionado. e) Circularização dos saldos relativos a adiantamentos a fornecedores. d) Revisão dos cálculos da depreciação. f)Atentar para a existência de seguros e se a quantia segurada cobre o valor contábil dos estoques.1 Objetivos a) Comprovar que os valores apresentados são reais e de propriedade da empresa. amortização e exaustão. . conferir somas e cálculos. sua contabilização e a consistência.Auditoria Adriano Cisneiros . 5. c) Verificação do valor de mercado para a comparação com o valor contábil. 5. f) Exame da cobertura de seguros. atentando para a aprovação e registro contábil .1 Objetivos a) Constatar existência física e a propriedade dos bens e direitos relacionados.4 AUDITORIA DOS INVESTIMENTOS 5. .5 Procedimentos de Auditoria a) Exame dos documentos relativos a compra dos investimentos. conferir lançamentos nos registros testando os cálculos do custo médio. exaustão e amortização e conferência da contabilização. c) Exame das baixa. nota fiscal. b) Verificar se os critérios de avaliação estão adequados. b) Inspeção física das adições do exercício e da documentação de compra. atestado de recebimento da mercadoria e documento de pagamento ao fornecedor). 5.5 AUDITORIA DO ATIVO IMOBILIZADO 5. c) Atestar a adequação do cálculo da depreciação.2 Procedimentos de auditoria a) Verificação da documentação de propriedade do bem. autorização.5. b) Revisão dos cálculos da equivalência patrimonial.4. 4.5.Inspecionar toda documentação da mesma (cópia do pedido de compra. inclusive dos impostos.6 AUDITORIA DO PASSIVO EXIGÍVEL 67 .

b)Procedimento alternativo Caso não se obtenha a resposta da circularização deve-se efetuar o procedimento alternativo que consiste em examinar toda a documentação relativa a operação (requisição do setor de materiais devidamente aprovada. deve ser incluso um item para resposta dos bancos sobre o saldo dos empréstimos. 5. Obs. c)Revisão dos cálculos Deve-se efetuar a revisão dos cálculos das provisões contabilizadas (Provisão de férias. c) Estudar e Avaliar o controle interno. Provisão para contingências etc. f) Inspeção dos pagamentos subseqüentes a data do balanço Deve-se examinar a documentação contábil da data do balanço até o último dia dos trabalhos de campo com propósito de se constatar o pagamento de passivos não registrados ou outro evento que tenha reflexo nas demonstrações contábeis auditadas.6. b) Assegurar que as obrigações estejam corretamente avaliadas. nota fiscal. deve-se efetuar um segundo ou até terceiro pedido de confirmação.Auditoria Adriano Cisneiros . cotação de preços. conferir a soma e o seu total com o razão contábil.1 Objetivos a) Assegurar-se que todas as obrigações estão registradas e classificadas adequadamente. 5. o estágio.2 Procedimentos a) Circularização Após obter a listagem de fornecedores (analítica).7 AUDITORIA DAS CONTAS DE RESULTADO 68 . e) Circularização dos advogados Deve-se obter junto aos advogados da empresa carta sobre as ações judiciais ainda pendentes de resolução. pedido de compra. a possibilidade de ganho ou perda de causa e a estimativa dos valores envolvidos.: Caso não se obtenha a resposta para todas as solicitações. atesto do recebimento do material ou serviço e pagamento posterior). selecionar amostra de saldos de fornecedores para a confirmação.6. 5.). d) Confirmação do saldo Empréstimos e adiantamentos de clientes Por ocasião da circularização dos saldos bancários.

Auditoria Adriano Cisneiros . .Verificar se a mesma está devidamente autorizada por empregado competente. principalmente as anormais. de uso de índices.Inspecionar documentação comprobatória da despesa. . autorização e o canhoto da nota fiscal devidamente assinado pelo destinatário da mercadoria . principalmente o da competência.Inspecionar controle de estoque e conferir a baixa do estoque e o lançamento contábil do Custo das Mercadorias Vendidas.. . . b) Auditoria das Despesas .8 EVENTOS SUBSEQÜENTES 5. Através de comparações. d) Revisão analítica Obter ou preparar um papel de trabalho demonstrando a movimentação contábil de cada conta de resultado (ou dos grupos de contas) mês a mês no período auditado e do exercício anterior. . .Conferir somas da nota fiscal e os preços com a tabela de preços.Verificar a adoção dos Princípios Fundamentais de Contabilidade. pela sua relevância. investigar as flutuações e tendências.Determinar se as receitas e despesas estão corretamente classificadas. possam afetar substancialmente a situação patrimonial e ou financeira da 69 .Examinar o razão contábil das contas que registram as devoluções em datas posteriores ao encerramento do exercício sob exame em busca de transações relevantes que possam ter efeito no exercício examinado. . .7. 5.Selecionar amostras das notas fiscais de vendas do exercício. Objetivos Identificar eventos subseqüentes à data base das demonstrações contábeis auditadas. os quais.Examinar o razão das despesas em busca de lançamentos contábeis a crédito e investigar a origem. cálculo globais e etc. quantidades absolutas.Inspecionar pedido do cliente. . .Conferir contabilização das vendas e das despesas a ela inerentes (deduções da receita bruta).72 Procedimentos a) Receitas de vendas de mercadorias ( TESTES DE TRANSAÇÕES DAS RECEITAS) . .Através do razão contábil selecionar lançamentos a débito nas contas de despesa.81. 5.Examinar o razão das receitas em busca de lançamentos contábeis a débito e investigar a origem. 5.1 Objetivos .Conferir somas e cálculos.Verificar se as receitas e despesas são relativas ao exercício sob exame. . quocientes. relação entre contas.Verificar se os controles internos já avaliados possuem a mesma segurança para as contas de resultado. .

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empresa auditada. São exemplos de eventos subseqüentes que interessam ao auditor: .Falência de principais clientes ou concordata de difícil cumprimento; .Sinistros (incêndio, inundação, desastres, roubos) sem cobertura de seguro ou os efeitos de uma liquidação de seguro demorada; .Desativação de unidades de produção; .Transformação da natureza jurídica da sociedade; .Decisão desfavorável em processo judicial; .Perda substancial de mercado; .Planos econômicos; 5.8.2 Normas Técnicas sobre os Eventos Subseqüentes “NBCT-11 NORMAS RELATIVAS AO AUDITOR INDEPENDENTE 11.2.13.1 – O auditor deve aplicar procedimentos específicos em relação aos eventos ocorridos entre as datas do balanço e a do seu parecer, que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas. 11.2.13.2 – O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes relevantes ao exame das demonstrações contábeis, mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustadas ou reveladas adequadamente. 11.2.13.3 – O auditor deverá considerar três situações de eventos subseqüentes: a) os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer; b) os ocorridos depois do término do trabalho de campo, com a conseqüente emissão do parecer e a data da divulgação das demonstrações contábeis; c)os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis.
a)
Data do balanço data do parecer data da publicação

b)
Data do balanço data do parecer data da publicação

c)
Data do balanço data do parecer data da publicação

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11.2.13.4 – Para ter condições de formar opinião sobre as demonstrações contábeis considerando os efeitos relevantes das transações e eventos subseqüentes ao encerramento do exercício social, o auditor deve considerar: a) os procedimentos da administração para que os eventos sejam divulgados; b) os atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas, administradores e outros órgãos estatutários; c) os informes, de qualquer espécie, divulgados pela entidade; d) a situação de contingências conhecidas e reveladas pela administração e pelos advogados da entidade; e e) a existência de eventos, não revelados pela administração nas demonstrações contábeis, que tenham efeitos relevantes sobre as mesmas.” 5.8.3 PROCEDIMENTOS .Quando do exame das contas patrimoniais ou de resultado o auditor deve estar atento para situações dúbias ou inseguras que possam repentinamente transformar-se em prejuízos relevantes. .Inspecionar toda documentação contábil da data do encerramento do exercício social até o último dia do trabalho de campo ( nas dependências da entidade auditada); .Inspecionar as Atas de Assembléia de Acionistas , Atas de Reunião do Conselho de Administração e da Diretoria, Ata de Reunião do Conselho Fiscal; .Obter a carta de representação da Diretoria; .Indagar aos administradores sobre a existência de eventos subseqüentes relevantes. 5.8.4- ATITUDES A SEREM TOMADAS PELO AUDITOR QUANDO DETECTADOS EVENTOS SUBSEQÜENTES APÓS A EMISSÃO DO PARECER. A IT 04 (ANEXO 2) emitida pelo Conselho Regional de Contabilidade determinou os procedimentos que devem ser tomados pelos auditores quando tomem conhecimento de eventos subseqüentes a data de seu parecer, cujos aspectos mais importantes estão resumidos a seguir. Após a data de seu parecer os auditores não são responsáveis pela execução de procedimentos ou indagações sobre as demonstrações contábeis, sendo de responsabilidade da administração efetuar a comunicação ao auditor para a tomada das medidas cabíveis. Em tais casos poderemos ter situações diversas : a) Ocorrência de evento entre a data do parecer e a divulgação das demonstrações contábeis e a administração da empresa acata as alterações nas demonstrações contábeis propostas pelo auditor.

Data do balanço

Data do parecer

Data da publicação

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O Auditor deve executar novos procedimentos entre a data de seu parecer anterior e a data de seu novo Parecer, ou alternativamente emitir novo parecer com data dupla (veremos detalhes no capítulo específico). b) Ocorrência de evento entre a data do parecer e a divulgação das demonstrações contábeis e a administração da empresa não acata as alterações nas demonstrações contábeis e o parecer ainda não tenha sido divulgado pela administração da empresa auditada . O auditor deve revisar o seu parecer considerando a impropriedade em sua opinião (ressalva ou adversa). c) Ocorrência de evento ocorrido antes da emissão de seu Parecer e conhecido pelo auditor após a divulgação das demonstrações contábeis e a administração da empresa acata as alterações nas demonstrações contábeis.

Data do balanço

Data do parecer

Data da publicação

O auditor deve executar os procedimentos de auditoria, revisar as medidas tomadas pela administração para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as demonstrações contábeis seja informada da situação e emitir um novo parecer, indicando após o parágrafo da opinião a nota explicativa sobre o fato, sendo aplicável o procedimento quanto a data explicitado no item “a”. d) Ocorrência de evento ocorrido antes da emissão de seu Parecer e conhecido pelo auditor após a divulgação das demonstrações contábeis e a administração da empresa não acata as alterações nas demonstrações contábeis ou, ainda, quando não adotar as medidas para informar as pessoas quanto a situação (item anterior). O auditor deve informar a empresa que poderá tomar medidas para impedir que seu parecer seja utilizado por terceiros. Dentre estas medidas comunicar a administração da empresa que não mais faça uso de seu Parecer emitido anteriormente associado às demonstrações contábeis não retificadas, e a comunicação a órgãos reguladores específicos e a comunicação a pessoas que tenha tido recebido as demonstrações contábeis não retificadas. O Auditor deverá avaliar a alteração das demonstrações contábeis e a emissão de novo parecer, quando tiver iminente a emissão de demonstrações contábeis do exercício subseqüente, desde que contenham os ajustes ou informações necessárias.

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3. aprovação e registro. constatar e divulgar a existência de itens penhorados ou de uso restrito. Quando auditor realizar o exame dos documentos originais. Autenticidade. constata a adequação dos cálculos e registros contábeis das depreciações. procedimento alternativo de verificação para as respostas de confirmação não recebidas. 4.(AFTN/96) Para a realização da contagem de caixa. nos casos julgados apropriados pelo auditor. no ato da contagem. (AFTN/96) As transações comerciais compreendem o repasse da propriedade de bens ou serviços prestados por intermédio de documentação hábil. as respostas do pedido de confirmação devem ser endereçadas à empresa auditada. clareza e natureza dos valores.Auditoria Adriano Cisneiros . QUESTÕES DECONCURSOS PÚBLICOS 1. anotações da contagem em papel de trabalho. que acompanha e atesta a idoneidade de sua realização. Aprovação. O fato de que somente o registro contábil é objeto de atenção. confirmações obtidas pessoalmente. obter declaração formal de devolução dos numerários contados. normalidade. 2. aprovação e registro contábil.(AFTN/96) assinale a opção que representa um objeto exclusivo de auditoria das contas contábeis representativas do Ativo Imobilizado de uma empresa: a) b) c) d) e) determinar a existência física e estado geral de conservação. Quais dos procedimento abaixo não estão relacionados com os exames de confirmação? a) b) c) d) e) seleção criteriosa dos itens. 73 . o auditor deverá tomar os cuidados necessários para que o resultado seja válido. Autenticidade. deve estar atento para: a) b) c) d) e) Autenticidade. por serem despachados aos destinatários.(AFTN/96) A confirmação implica a obtenção de declaração formal e isenta de pessoas independentes à Companhia. Indique a opção que não representa uma atitude de zelo do auditor: a) b) c) d) e) realização de contagem sem prévio aviso. certificar-se do número de caixas existentes na empresa. dispensa da presença do responsável pelo caixa. determinar se pertence à empresa ou a terceiros. controle dos pedidos de confirmação. por serem examinados através de procedimento de confirmação. verificar se foram aplicados os princípios fundamentais de contabilidade. aprovação e clareza.

inspeção e conferência de cálculo. qualidade. seguro. inspeção. existência física. acompanhamento de processos. conferência de cálculo e exame da escrituração. 8-(AFTN/96) das opções abaixo. obtenção de informações junto a terceiros. revisão analítica. investigação e confirmação. investigação minuciosa e observação. qualidade. conforme as normas de auditoria independente das demonstrações contábeis: a) b) c) d) e) inspeção. identificação. (AFTN/98) O procedimento técnico de confirmação não se aplica nos exames de auditoria de: a) b) c) d) e) passivos contingentes. autenticidade e qualidade. quantidade. saldos de fornecedores. no momento da execução. inventário de estoque. 5. existência física. cobertura de seguros. documento idôneo e identificação. documentos e de ativos tangíveis. qualidade. (AFTN/96) Assinale a opção que represente alguns procedimentos técnicos básicos de auditoria. seguro e quantidade. exames dos documentos originais e confirmação. exame de registros. seguro. observação e composição de saldos contábeis. análise do balanço e análise do fluxo de caixa.Auditoria Adriano Cisneiros . 6. existência física. cálculo e conciliação bancária. (AFTN/96) As características básicas do procedimento de auditoria de exame físico são: a) b) c) d) e) quantidade. saldos de clientes. quantidade. identificação e autenticidade. autenticidade. 7. investigação e confirmação. inspeção. observação. conferência da exatidão aritmética de documentos e registros. 74 . propriedade. propriedade e identificação. reavaliação de imobilizado. 9. composição e conciliação de saldos de fornecedores. (AFTN/98) O auditor realiza o procedimento técnico de inspeção para: a) b) c) d) e) verificação do comportamento de valores relevantes. assinale a que não corresponde a um procedimento usual de auditoria: a) b) c) d) e) exame físico. existência física. seguro.

tem a finalidade de determinar: a) b) c) d) e) que representam gastos efetivos que irão beneficiar o período encerrado. classificadas conto Ativo Circulante. testes substantivos e procedimentos de revisão analítica. exame dos saldos bancários de livre movimentação e dos contratos. os seguintes procedimentos técnicos não são usualmente aplicados pelos auditores: a) b) c) d) e) conferência de cálculo e registro.Auditoria Adriano Cisneiros . 13.(AFTN/96) Procedimentos de auditoria são o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidência ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas.(AFTN/98) Assinale a opção que apresenta um procedimento não aplicável à auditoria dos estoques de materiais de uma entidade: a) b) c) d) e) confirmação de materiais em poder de terceiros.(AFTN/96) A auditoria das despesas antecipadas. (AFTN/96) A investigação constitui-se em um dos procedimentos da auditoria. se elas representam gastos que não influenciarão resultados futuros. se foram utilizados os Princípios Fundamentais de Contabilidade. testes de observância e testes substantivos. revisão preliminar das instruções de inventário físico. 12. mas não foram pagas. exame do “corte” dos documentos de movimentação dos estoques. coordenação e responsabilidade pela realização de contagens físicas. 14. exame detalhado das aprovações de baixas de duplicatas incobráveis. 15. confirmação e observação. 10. testes de transações e procedimentos de revisão analítica. exame de contratos e do saldo de contas a pagar. inspeção e cálculo.(AFTN/98) Nos exames de auditoria das contas da demonstração de resultados. 11. revisão analítica e inspeção. testes de transações e saldos e testes substantivos. que as despesas incorreram. exame da variação de saldo de contas a pagar e dos contratos. se elas representam despesas que foram pagas para reduzir o cálculo dos impostos. revisão analítica e cálculo.(AFTN/98) assinale a opção abaixo que não corresponde a um procedimento geralmente 75 . e abrangem: a) b) c) d) e) testes de observância e procedimentos de revisão analítica. Este deve ser utilizado em qual caso abaixo: a) b) c) d) e) exame do saldo contábil de duplicatas a receber e dos contratos. verificação da existência de penhores e/ou hipotecas de itens.

confirmação de assinaturas autorizadas. aberta e fachada. importação de bens do imobilizado em andamento.(AFTN/98) A conclusão sobre a adequada mensuração. positiva e negativa. análise do fluxo de caixa projetado. em consonância com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. investimentos permanentes relevantes em controladas. testes de procedimentos. confirmação de contas bancárias paralisadas. 17. conhecida na atividade de auditoria como “circularização”.(AFTN/98) Os procedimentos de auditoria de conferência de cálculo da equivalência patrimonial se aplicam às contas contábeis que registram: a) b) c) d) e) capital social subscrito e a subscrever. empregado na auditoria das disponibilidades financeiras das entidades: a) b) c) d) e) contagem de fundo fixo de caixa. investimentos temporários em ações de empresa. pode ser de dois tipos. interna e externa. testes substantivos. capital social subscrito e integralizado. ativa e passiva. procedimentos de confirmação. para confirmação de transações. 18. 76 .Auditoria Adriano Cisneiros . 16. é um dos objetivos dos: a) b) c) d) e) testes de observância. apresentação e divulgação das transações econômico-financeiras. exame documental dos avisos bancários.(AFTN/98) A obtenção de informações junto a pessoas ou entidades. quanto à forma de resposta: a) b) c) d) e) branca e preta. procedimentos de inspeção.

e) superavaliação e inspeção física. uma conta do passivo. respectivamente: a) superavaliação e confirmação de saldos. d) teste do custo de produção. uma conta de resultado. 20. d) subavaliação e inspeção documental. c) superavaliação e inspeção documental. inspeção física e documental. 23. passivo de maior liquidez.(AFTN/98) Os procedimentos de auditoria que têm por finalidade obter evidências quanto à suficiência. de existência. O procedimento INCOMPATÍVEL com a conta estoques é: a) inventário físico. 24. (AUDITOR – ECT/98) O auditor está realizando uma auditoria em “Caixa e Bancos”. 22. circularização de saldos e observância. para opinar sobre a conta estoques. e) análise de ônus sobre imóveis.(CGM-RJ/99) Os procedimentos de auditoria que.(CGM-RJ/99) Os testes principais de auditoria dirigidos para os saldos da conta Caixa são. 21. inspeção física. inspeção física. Logo. de controle. inspeção documental. circularização de saldo. b) testes de compras. de aderência. conferência de cálculos e circularização de saldo. b) subavaliação e inspeção física. resultado de maior liquidez. conferência de cálculos.Auditoria Adriano Cisneiros . conferência de cálculos e circularização de saldo.(CGM-RJ/99) Além da existência e da avaliação. substantivos. com os procedimentos a aplicar. exatidão e validade dos dados gerados pelo sistema de contabilidade da entidade são denominados testes: a) b) c) d) e) de observância. normalmente. Percebeu que um dos procedimentos solicitados NÃO foi compatível. devem ser aplicados no exame do Almoxarifado são: a) b) c) d) e) inspeção física e documental. o ponto que o auditor independente deve cobrir nas auditorias dos valores a receber e a pagar é a: 77 . c) testes de importações.(AUDITOR – ECT/98) Você recebeu um programa de auditoria. 19. podemos afirmar que está auditando: a) b) c) d) e) ativo de maior liquidez.

controle e aderência.(CGM-RJ/99) Os procedimentos de auditoria permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas. b) confirmação. (CGM-RJ/99) O objetivo principal do teste de ADERÊNCIA é: a) definir o universo de teste que deverão ser realizados na etapa de avaliação dos controles internos. 78 .(AFTE-RS/1999) Objetivando verificar a existência de estoques pertencentes à empresa auditada. 27. conferência de cálculos. propor aos administradores sugestões para otimização dos procedimentos de controle interno que estão sendo executados na entidade. Ao obter a informação acima. garantir que existem procedimentos de controle interno. observância e testes substantivos. onde consta detalhadamente o estoque assim armazenado. proporcionar razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estão sendo executados na forma prevista. 25. acompanhamento dos procedimentos de escrituração. d) validação. testar que há controles internos de boa qualidade. a) classificação. b) c) d) e) 26. observância e de aderência. aderência e de riscos. confirmação. e) revalidação. exame dos livros auxiliares. mediante testes denominados: a) b) c) d) e) controle e de riscos.Auditoria Adriano Cisneiros . o auditor utilizou a técnica de: a) b) c) d) e) exame e contagem física. o auditor obtém declaração escrita firmada pelo depositário. armazenados em armazéns públicos. c) circularização.

79 . através: a) b) c) d) e) da planilha de controle de horas ( Time Sheet ). considerar satisfatória a quantidade de respostas recebidas. a classificação. Esse procedimento é executado pela contagem física dos bens e confronto do resultado com os registros do estoque. você recebeu cerca de 70% das respostas às cartas enviadas: Feita a correlação com a contabilidade. os clientes sem respostas. verificação da existência física. Após tal constatação. 31. além das fases de levantamento e arrolamento: a) b) c) d) e) a identificação. circularizar. circularizar os clientes sem respostas e outro grupo de clientes. Um dos procedimentos de auditoria que não é pertinente ao processo de inventário é: a) b) c) d) e) confirmação de estoques em poder de terceiros. do programa de auditoria.(Contador/TCMRJ/2000) A realização do inventário do patrimônio público envolve.(AUDITOR-PETROBRAS/98) Na auditoria do Contas a Receber da Cia. a comprovação. confirmação de estoques de propriedade da empresa auditada. 30.(AFCE/TCMRJ/2000) Estabelecer a forma adequada de realização dos trabalhos e controlar o tempo despendido em sua realização são vantagens fornecidas ao auditor. 28. aproximadamente. em termos da correta aplicação da técnica de auditoria da circularização? a) b) c) d) e) circularizar outros clientes. novamente. teste de reavaliação de bens do ativo. qual das providências abaixo você adotará. do relatório de auditoria.. você selecionou a amostra considerada representativa da carteira e realizou a circularização da clientela selecionada. a avaliação.(AFCE/TCMRJ/2000) O inventário físico representa um procedimento de controle que visa a apurar as responsabilidades das pessoas que custodiam bens da empresa. o agrupamento. encerrar a circularização pelo nível de confirmação de saldos corretos. da revisão dos papéis de trabalho. o nível de confirmação dos saldos contábeis foi de. No decorrer dos 20 dias seguintes. 29. teste de avaliação de estoques. 96% de acertos. do memorando descritivo.Auditoria Adriano Cisneiros .

d)o auditor deverá atentar para as operações incomuns que surjam durante o exame. propriedade e avaliação. O objetivo deste teste é o auditor se certificar da: a) b) c) d) e) credibilidade dos procedimentos de controle.(AFCE/TCMRJ/2000) Caixa e Bancos. 33. e)as operações subseqüentes devem ser integralmente desprezadas. teste de duplicatas descontadas e cut-off de cheques. já que se destina a apurar se realmente existem todas as disponibilidades mencionadas no balanço e. b) as conciliações devem ser realizadas pela área responsável. existência real.(UNB-ANALISTA-BACEN/97) O programa de auditoria para as disponibilidades assume grande importância. Alguns dos principais procedimentos de auditoria nesta área são: a) b) c) d) e) contagem de caixa. teste de duplicatas descontadas e cut-off de cheques. existência real. o auditor faz maior volume de testes do que o normal. credibilidade dos procedimentos de controle. que deverão apenas se certificar dos seus resultados. em função de um corte obrigatório a ser estabelecido. Julgue os itens a seguir. são mais sujeitos a uma utilização indevida por parte de terceiros. teste de conciliações bancárias. 80 . nunca de surpresa. e pesquisará sua origem. propriedade e aferição. relativamente aos procedimentos recomendados nessa área: a)a contagem de valores deve ser sempre programada. teste de duplicatas descontadas e circularização de saldos. 34. em conformidade com o padrão relativo à execução do trabalho. teste de conciliação bancária. devendo ser feita sem a presença do responsável pelo caixa. circularização e cut-off de cheques. mediante correspondência dirigida ao próprio auditor. e não devem ser revisadas pelos. c) o auditor deverá exigir a confirmação direta dos bancos. com a finalidade de obter provas suficientes e convincentes sobre transações e saldos. Nessa área. procedimentos de controle e avaliação. já que a existência de risco é maior. contagem de caixa. existência real. teste de duplicatas descontadas e circularização de saldos. até que um esclarecimento satisfatório seja obtido.Auditoria Adriano Cisneiros .(AFCE/TCMRJ/2000) Os testes de saldos é aquele empregado pelo auditor. contagem de caixa. auditores. mesmo que haja bom sistema de controle interno. propriedade e avaliação. se existem todas as que deveriam existir. também. 32. procedimentos de controle e avaliação. coincidindo com a data do encerramento do período contábil. por serem um ativo de pronta liquidez.

a respeito de procedimentos de auditoria: e)segundo a NBC T 11. determinar a amplitude dos exames necessários à obtenção dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo. Com divergência. aprovada pelo CFC. 36. c)investigação e confirmação – obtenção de informações junto à pessoa s ou entidades conhecedoras da transação.(AFRF/2000) Para verificar a existência.(UNB – ANALISTA – BACEN/97) A aplicação dos procedimentos de auditoria deve ser realizada por meio de provas seletivas. documentos e ativos tangíveis. testes e amostragens. testes de abrangência. e)inspeção . b) rastreamento . d)observação . cabendo ao auditor. Os procedimentos técnicos básicos que o auditor deve considerar na aplicação dos testes incluem: a) instauração . dentro ou fora da organização. inspeção. efetividade e continuidade dos controles internos da entidade. 38. 37. para levantamento da rede de interações.acompanhamento da execução de um processo. em razão da complexidade e do volume das operações. 35.(AFRF/2000) A conclusão quanto à ocorrência efetiva de uma transação contábil é um dos objetivos do auditor para a aplicação dos: a) b) c) d) e) testes de cálculos.(AFRF/2000) O pedido de confirmação (circularização) no qual o auditor solicita que o destinatário responda apenas se a informação está errada é usualmente denominada na atividade de auditoria independente: a) b) c) d) e) Positivo. testes de observância. 81 . com base na análise de riscos da auditoria e outros elementos de que dispuser. Negativo. 39.exame de registros. Em branco. testes de procedimentos.Auditoria Adriano Cisneiros . observação. testes substantivos. necessária à consolidação dos planos estratégicos da organização. investigação e confirmação.estabelecimento de caminho crítico que determine os pontos falhos e vícios utilizados pelos interessados nos desvios patrimoniais. Em preto. cálculo e revisão analítica são procedimentos técnicos básicos de auditoria relacionados com o planejamento de auditoria.verificação dos relacionamentos de atividades e tarefas. o auditor independente de demonstrações contábeis aplica: a) Testes substantivos.(UNB–ANALISTA–BACEN/2000) Julgue os item a seguir.

(AFRF/2000) A auditoria das doações e subvenções para investimentos é realizada na seguinte área de balanço: a) b) c) d) e) Despesas Antecipadas Ativo Deferido Contas a Pagar Patrimônio Líquido Receitas e Despesas 44. Testes de revisão analítica. c) nas Contas a Pagar.(AFRF/2000) Para certificar-se que direitos de crédito efetivamente existem em determinada data. 40. Testes de abrangência. 42.(AFRF/2000) Assinale a opção que não representa uma obrigação do auditor.(AFRF/2000) A confirmação de assinaturas autorizadas é um procedimento usual de auditoria aplicado: a) nos Investimentos. d) no Ativo Imobilizado. 43. 41. inspeção de ativos tangíveis. o procedimento de: a) b) c) d) e) conferência de cálculo dos créditos observação de processo de controle. e) empregar técnicas de amostragem estatística b) confirmar valores expressivos de contas a pagar c) confirmar valores expressivos de contas a receber d) avaliar o sistema contábil e de controles internos 82 . Observação. Inspeção. b) c) d) e) Testes de observância. e) no Disponível. quociente e outros meios. denomina-se: a) b) c) d) e) Revisão analítica. Investigação e confirmação. o auditor independente utiliza. Conferência de cálculos. b) nas Contas a Receber. principalmente. mediante índices.(AFRF/2000) O procedimento de auditoria de verificação do comportamento de valores relevantes. visando identificar tendências ou situações anormais. Testes de conferência de cálculos.Auditoria Adriano Cisneiros . confirmação junto aos devedores. segundo a NBCT11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. revisão analítica dos recebereis.

(AFC/SFC/MF-2001) Os procedimentos de revisão analítica pertencem ao conjunto de: a) b) c) d) e) testes de observância testes substantivos testes de transações e saldos testes de controle interno testes de inventários físicos 49. 47. circularização.(AFC/SFC/MF-2001) A técnica de auditoria utilizada na obtenção de declaração formal e independente de pessoas não ligadas à entidade auditada denomina-se: a) b) c) d) e) circulação. de um fornecedor que mantém estoques da empresa auditada em seu poder na data-base do balanço: a) b) c) d) e) É um procedimento que não deve ser aplicado na auditoria contábil de estoques. Não pode ser aceito pelo auditor como prova de propriedade e existência do ativo. 46. (AFRF/2000) A confirmação. 45. carta de responsabilidade da administração. por escrito. 50.(AFRF/2000) Assinale o melhor procedimento técnico de auditoria para adequação do saldo contábil da depreciação acumulada: a) b) c) d) e) Inspeção Observação Investigação e Confirmação Revisão Analítica Cálculo. (AFC/SFC/MF-2001) O plano de ação detalhado. carta de conforto. É um procedimento usual de auditoria independente das demonstrações contábeis. O principal procedimento de auditoria aplicável é: a) b) c) d) e) conferência do cálculo da correção monetária integral conferência do cálculo de equivalência patrimonial confirmação dos investimentos através de circularizações acompanhamento de inventário físico das cautelas de ações exame dos subsídios recebidos para investimentos. Deve gerar uma ressalva no parecer dos auditores e constar das notas explicativas.Auditoria Adriano Cisneiros . e) acompanhar inventário físico de itens de valor expressivo. destinado a orientar adequadamente o trabalho 83 .(AFRF/2000) A empresa auditada possui investimento permanente relevante em subsidiária integral. Deve obrigatoriamente ser valido com a realização de inspeção física no local. carta gerencial. 48.

do Analista de Finanças e Controle – AFC. Verificar se as transações estão registradas pelos montantes corretos. 55-( AUDITOR/INSS/2000) Julgue os itens abaixo. a) A revisão analítica é a verificação do comportamento de valores significativos. é um procedimento técnico de auditoria denominado: a) teste de observância b) revisão analítica c) transações com partes relacionadas d) investigação e confirmação e) carta de responsabilidade da administração. conhecedoras de determinadas transações ou eventos da entidade auditada. Comprovar que todas as transações do período estão registradas. ( ATM/CE-1998) De acordo com a Resolução CFC n. externas ou internas.(ATM/CE-1998) Assinale a opção que não representa um objetivo dos testes substantivos. relativos a princípios e normas de auditoria do Conselho Federal de Contabilidade.(AFC/SFC/MF-2001) No acompanhamento dos inventários físicos de estoques de materiais. mediante índices. Verificar a existência. a) b) c) d) e) Constatar a existência de um componente patrimonial em certa data. 820/97. conforme a Resolução CFC n. Qual procedimento deve adotar? a) b) c) d) e) Propor a imediata baixa dos estoques para despesas não – operacionais Propor reclassificação dos itens para outros valores a receber Propor a imediata baixa dos estoques para o custo dos produtos vendidos Propor a constituição de provisão para perdas em estoques.Auditoria Adriano Cisneiros . Certificar que os itens estão apresentados e divulgados adequadamente. 51. a obtenção de informações junto a pessoas ou entidades.820/97. 84 . 52.(AFC/SFC/MF-2001) Os procedimentos de auditoria mais eficazes para detectar a omissão de passivos nas demonstrações contábeis são: a) b) c) d) e) exame das conciliações bancárias e análise das pendências relevantes confirmação de contas a pagar e inventário físico de mercadorias exame de pagamentos subseqüentes e inventário físico de mercadorias análise da composição dos saldos de fornecedores e outras contas a pagar confirmação de contas a pagar e exame de pagamentos subseqüentes. 53. o auditor observou a existência de diversos itens obsoletos. denomina-se: a) b) c) d) e) Programa de Auditoria Programa de Controle Relatório de auditoria Plano de Amostragem Plano de Exame Documental. Propor a constituição de provisão de créditos de liquidação duvidosa. efetividade e continuidade dos controles internos. 54.

continuidade. coletar evidências suficientes de auditoria. divulgados. inexistência. consistindo de exame de registros. quocientes. relevância. b) A observação é um dos procedimentos básicos de auditoria. requerendo o seu julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis. e descritos de acordo com os princípios fundamentais e as normas brasileiras de contabilidade. lógica. irregularidade e descontinuidade. com vistas à identificação de situação ou tendência atípica. o auditor deve verificar a ___________. documentos e ativos intangíveis. 820. 59-(ESAF/FPS/2002) Os testes substantivos tem por finalidade: a) b) c) d) avaliar a eficácia dos controles internos mantidos pela administração da empresa. de 1997. avaliar a estrutura dos controles internos. ____________ e _____________ de controles internos. proteger o auditor em caso de litígio legal. b) deficiência. continuidade. e) O passivo a descoberto é um dos indicadores financeiros a serem adotados pelo auditor como pressuposto na análise da continuidade da entidade auditada. d) As estimativas contábeis são de responsabilidade do auditor e baseiam-se em fatores objetivos e subjetivos. e) extensão. eficiência. para concluir se os itens estão avaliados. avaliar os critérios contábeis aplicados pela administração na elaboração de demonstrações 85 .Auditoria Adriano Cisneiros . materialidade.(AFCE/TCU/1995) As Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis foram aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade pela Resolução n. determinar a adequação das metas significativas previstas nas demonstrações contábeis. efetividade. 57.(ESAF/FPS/2002) Os procedimentos relacionados para compor um programa de auditoria são desenhados para: a) b) c) d) e) detectar erros e irregularidades significativas. quantidades absolutas ou outros meios. desenvolver um plano estratégico da empresa. 58-(ESAF/FPS/2002) Na aplicação dos testes de observância. Com base nestas normas. classificados. a) existência. determinar a adequação de afirmações significativas nas demonstrações contábeis. 56. julgue o item a seguir: a)Os testes de observância visam à comprovação de que a entidade auditada está obedecendo à legislação que rege o rumo de atividade a que pertence. d) aplicabilidade. c) Mensuração. apresentação e divulgação são conceitos aplicados pelo auditor nos testes substantivos. c) validade.

(ESAF/FPS/2002) A circularização é um procedimento de auditoria que aplicado à área de contas a receber confirma: a) b) c) d) e) os cálculos efetuados pelo auditor. 86 .Auditoria Adriano Cisneiros . de revisão analítica e substantivos. e) avaliar a fidedignidade dos controles mantidos pela administração através de testes documentais. substantivos e de cálculo de confirmação e de observância de inspeção e revisão analítica. 61. 60-(ESAF/FPS/2002) Os procedimentos de auditoria são um conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas. o saldo apresentado pela empresa no cliente. a existência física do bem da empresa. a existência física do documento gerador do fato. Tais procedimentos abrangem os seguintes testes: a) b) c) d) e) substantivos e de observância. contábeis. a existência de duplicatas descontadas.

64. 63. das despesas antecipadas.(ESAF/FPS/2002) Na aplicação dos procedimentos de revisão analítica. o auditor deve considerar a ___________ das informações. facilidade. 62. cuja resposta deva ser enviada diretamente aos seus auditores independentes. materialidade. sua ________________ e comparabilidade. revisão analítica. confiabilidade. 65. Esse procedimento de auditoria é denominado: a) b) c) d) e) inspeção cálculo observação revisão analítica investigação 87 . irrelevância. relevância. disponibilidade.(ESAF/FPS/2002) Normalmente. inspeção. confirmação. indisponibilidade. materialidade. Nesse caso. irrelevância. solicitando informações dos saldos em aberto existentes nessas empresas em uma determinada data. do saldo contábil do ativo imobilizado. a) b) c) d) e) facilidade. o auditor efetua a conferência da exatidão de rendimentos de aplicações financeiras de longo prazo considerando as receitas auferidas destas aplicações de acordo com o regime de competência.(ESAF/FPS/2002) Para determinação da suficiência de cobertura de seguros para ativo imobilizado deve-se proceder ao confronto de cobertura da apólice com o valor: a) b) c) d) e) da existência física do ativo imobilizado. total das despesas de seguros. apresentação. clareza. existência.(ESAF/FPS/2002) A administração de uma entidade envia uma carta às diversas instituições financeiras com as quais se relaciona comercialmente.Auditoria Adriano Cisneiros . do Patrimônio Líquido. existência. ocorre um procedimento de: a) b) c) d) e) investigação. individualidade. observação.

PAPÉIS DE TRABALHO 1-INTRODUÇÃO 88 .(ESAF/FPS/2002) Ao utilizar os trabalhos já efetuados pela auditoria interna em seus testes substantivos. o auditor independente recebeu diversas respostas com opinião sobre a possibilidade remota de insucesso de ações de diversas naturezas contra a empresa. d) discordar integralmente dos advogados. abster-se de emitir uma opinião de auditoria. Teste de adições de imobilizado realizado durante o período auditado. alterações nos preços unitários e taxas de desconto para clientes especiais. Exame de devoluções de vendas realizadas no período seguinte auditado. se o auditor independente julgar que o volume de testes não é suficiente. Exame dos pagamentos realizados no período auditado. efetuar testes adicionais necessários.Auditoria Adriano Cisneiros . análise de variação de preços de produtos entregues pelos fornecedores. 1-E 9-A 17-E 25-E 33-B 41-D 49-D 57-D 65-B 2-D 10-E 18-D 26-B 34-EECCE 42-E 50-A 58-A 66-D 3-A 11-B 19-D 27-D 35-E 43-D 51-E 59-B 67-D RESPOSTAS 4-E 5-E 12-C 13-C 20-A 21-E 28-B 29-C 36-EECCC 37-D 44-A 45-B 52-D 53-D 60-A 61-E 68-D 69-D 6-B 14-B 22-A 30-A 38-C 46-E 54-C 62-C 7-A 15-C 23-E 31-D 39-B 47-D 55-CECEC 63-B 8-D 16-C 24-A 32-A 40-A 48-B 56-E 64-D a) b) c) d) e) CAPÍTULO 7 . 66. (ESAF/FPS/2002) Em decorrência das respostas de circularização. ele deve: ressalvar o parecer de auditoria. a) b) c) d) e) Circularização do saldo de contas a receber do período findo auditado. já em fase de execução Neste caso. margem bruta por produto ou por localidade de seus postos de vendas. 69.(ESAF/FPS/2002) Assinale a opção em que o procedimento de revisão analítica não está associado a clientes. 67. Inventário físico dos saldos de abertura e final do período auditado. requisitar novos testes à auditoria interna. o auditor deve: a) concordar integralmente com os advogados. a) b) c) d) e) análise de flutuações de volume ou na quantidade de vendas por produto. c) concordar parcialmente com os advogados. incluir uma nota explicativa em seu parecer. análise do nível de devoluções e abatimentos por clientes individualmente. de advogados internos e externos da empresa auditada. b) discordar parcialmente dos advogados. e) não concordar nem discordar dos advogados 68.(ESAF/FPS/2002) Identifique um procedimento de auditoria para evidenciação de um evento subseqüente.

2. fotografias. a natureza. organizados e arquivados de forma sistemática e racional. 11.2.3.3 – Os papéis de trabalho devem ser elaborados.7 – DOCUMENTAÇÃO DA AUDITORIA 11. 11.2. 2-NORMAS RELATIVAS AOS PAPEIS DE TRABALHO “NBCT 11 11.1 – Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligidas pelo auditor.2 – Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciar o entendimento e o suporte da auditoria executada.1. Os papéis de trabalho são compostos de papéis. demonstrações ou quaisquer outros documentos fornecidos pela entidade deve certificar-se da sua exatidão. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria.1. responsável por sua guarda e sigilo. preparados de forma manual. 11.3 – PAPÉIS DE TRABALHO 11.2.3. por meios eletrônicos ou por outros meios.2. compreendendo a documentação do planejamento. Os papéis de trabalho são os documentos utilizados pelo auditor para comprovar a realização dos trabalhos de auditoria e registrar as evidencias colhidas para a fundamentação de sua opinião. através de papéis de trabalho.4 – Quando o auditor se utilizar de análises.Auditoria Adriano Cisneiros .7.1.7. meios eletrônicos ou outros que possam armazenar. 89 .7.2 – Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor.7.1 – O auditor deve documentar. todos os elementos significativos dos exames realizados e que evidenciam ter sido a auditoria executada de acordo com as normas aplicáveis. 11. que constituem a evidência do trabalho executado e o fundamento de sua opinião. filmes. bem como o julgamento exercido pelo auditor e as conclusões alcançadas. 11.

NORMAS DE AUDITORIA INDEPENDENTE 1. -Pasta de correspondência . do conselho e da diretoria.Pasta destinada a outras informações relativas ao trabalho que não relacionas com o exame das contas contábeis. . a partir da data da emissão de seu parecer.Meio para a supervisão dos trabalhos. 90 . toda a documentação. papéis de trabalho. armazéns. 3. eventos subseqüentes. que serão utilizados por mais de um período. relatórios e pareceres relacionados com os serviços realizados “. atas ou extratos das atas da assembléia de acionistas. fábricas. cópias ou extratos dos contratos à longo prazo. ou seja. -Pasta de assuntos de auditoria (Pasta Geral). pelo prazo de 5 (cinco) anos. ajustes e reclassificações.Servir de base para avaliação de desempenho do auditor. NBCP . Exemplos: Estatutos sociais ou contratos sociais.Servir de base para consultas em serviços futuros. -Pasta de análise de contas-Destinada a armazenar os papéis de trabalho relacionados com a análise das contas. relatórios anteriores emitidos e outras informações de caráter geral sobre a entidade auditada. endereço de todas as unidades da empresa (escritórios. 4-ARQUIVAMENTO DOS PAPÉIS DE TRABALHO São arquivados em pastas de acordo com a sua finalidade.Evidenciar os trabalhos realizados e as conclusões que serviram de base para a emissão da opinião do auditor. cópia de pareceres e relatórios etc.Auditoria Adriano Cisneiros . deve conservar a boa guarda.5– GUARDA DA DOCUMENTAÇÃO – O auditor.OBJETIVOS . -Pasta Permanente . carta proposta. . controles internos. Balancetes e outras demonstrações contábeis. descrição dos negócios da empresa auditada. Exemplos: Planejamento de auditoria.Destinada a armazenar os papéis que contenham informações de caráter permanente. para fins de fiscalização do exercício profissional. depósitos etc). relatórios de auditoria etc.Destinada ao arquivamento das correspondências. plano de contas. .

5-NORMAS GERAIS PARA PREENCHIMENTO DOS PAPÉIS DE TRABALHO Os papéis de trabalho devem ter um padrão de preenchimento definido e claro e devem: -Mencionar todos os procedimentos efetuados. 6-SINAIS E SÍMBOLOS USADOS NOS PAPÉIS DE TRABALHO Os sinais e símbolos (ticks) utilizados nos papéis de trabalho evidenciam os procedimentos utilizados pelos auditores. os mesmos devem ser referenciados ou cruzados. -Incluir todas as informações pertinentes. indicar com a sigla PPC) e quem o revisou. -Ser claros.Auditoria Adriano Cisneiros . 8-TIPOS DE PAPEIS DE TRABALHO a) Folhas ou cédulas mestras (balancetes de trabalho) Possuem referência imediata ao balanço final ou balancete. -Devem possuir data de sua preparação. exceto as irrelevantes. limpos e corretos e sem erros aritméticos. b)Folhas ou cédulas sustentatórias. √.Conferido com a nota fiscal 7. evidenciando a obediência ás normas de auditoria. Devem possuir sempre os saldos do balanço anterior por área a serem examinadas(grupo de contas). -Conter as conclusões de cada conta ou área examinada. a referência ao programa de auditoria e possuem as evidências obtidas pelo auditor. identificação do auditor que o elaborou (se foi o cliente .REFERÊNCIAS (cruzamento) Com o propósito de facilitar o encontro de informações nos papéis de trabalho. sua extensão e profundidade. O uso dos ticks evita a repetição da descrição dos procedimentos efetuados e proporciona rapidez na sua elaboração e na revisão.Soma conferida ∧ Conferido com o razão W . Em cada papel de trabalho deverá haver a explicação de cada tick. 91 . possuem a descrição do trabalho efetuado. analíticas ou de detalhes Destinam-se a análise das contas individuais do grupo que compõe.

contendo comentários sobre a extensão dos trabalhos. c)Folhas ou cédulas de ajustes e reclassificações Possuem os lançamentos contábeis recomendados pela auditoria para correção das demonstrações contábeis.Auditoria Adriano Cisneiros . d) Memorandos de Auditoria Possuem dados escritos pelo auditor em forma narrativa. descobertas e conclusões. 92 .

de acordo com a NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis : Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligadas pelo auditor. 5 anos. acerca dos conceitos e disposições gerais aplicáveis ao trabalho da auditoria independente. no mínimo. 2. 5 anos. deve conservar a boa guarda da documentação. 4 anos. dos relatórios e pareceres relacionados com os serviços realizados. a partir da data de emissão do seu parecer. no transcorrer dos seus trabalhos: a) b) c) d) e) os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos do auditor. o conjunto de documentos que compõe os papéis de trabalho desse profissional deve ser guardado pelo prazo de: a) b) c) d) e) 5 anos. 93 . a partir da data – base da auditoria. 3. dos papéis de trabalho. os papéis de trabalho devem ser mantidos em arquivo.(UNB – ANALISTA – BACEN/2000) Julgue o item (certo ou errado) que se seguem. os papéis de trabalho. que constituem a evidência do trabalho executado e fundamento da opinião. preparados de forma manual. a partir da data da assembléia de acionistas. a partir da data da emissão do parecer.Auditoria Adriano Cisneiros . a partir da data da emissão do parecer. por meio eletrônico ou outros meios. por serem confidenciais. pelo prazo de: a) b) c) d) e) 3 anos.(AFTN/96) Assinale a opção que não se relacione com os papéis de trabalho utilizados pelo auditor. 4. 10 anos. por 5 anos. os papéis de trabalho constituem a evidência do trabalho executado pelo auditor. 3 anos.(CGM-RJ/99) O auditor. a partir da data – base da auditoria. 4 anos. são propriedade da empresa auditada. os papéis de trabalho contêm informações e provas coligadas pelo auditor. para fins de fiscalização do exercício profissional. 4 anos. QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1-(AFTN/98) Segundo a NBC-P-1 – Normas Profissionais do Auditor Independente. 20 anos.

portanto. inclui-se pasta de : a) b) c) d) e) análise das contas. consultando um papel de trabalho: a) b) c) d) e) corrente. entidade auditada. assinale a opção que não se constitui numa regra básica que deve ser observada na elaboração dos papéis de trabalho: a) os papéis de trabalho devem ser limpos.(AFTN/96) Os papéis de trabalho devem seguir um padrão definido e claro. A forma mais eficiente é a de mantê-los em pastas apropriadas. Está. limpos. 820/97 – CFC. auditor.(AUDITOR – ECT/98) Você está. auditor. e ainda sem erros matemáticos. que também é responsável pela autorização de sua divulgação. b) os papéis de trabalho devem incluir todos os dados pertinentes. auditor. Eles devem ser organizados e juntados segundo sua finalidade. os irrelevantes. risco de auditoria. Entre essas. 6. que também é responsável pela sua guarda e sigilo. do patrimônio líquido. d) os papéis de trabalho devem ser concisos. claros. que constituem evidência do trabalho executado e o fundamento da sua opinião. 5.Auditoria Adriano Cisneiros . correspondências. consultando o estatuto social da Empresa. corretos e elaborados de forma sistemática e racional. Com base nesta afirmação. Res. claros e corretos. os papéis de trabalho de auditoria são de propriedade exclusiva do ( da) : a) b) c) d) e) entidade auditada. 94 . das demonstrações financeiras. sem erros matemáticos e objetivos. assuntos de auditoria. claros. evidências e provas. que poderá autorizar o uso das informações por terceiros quando relevantes.(UNB – ANALISTA – BACEN/97) Os papéis de trabalho são o conjunto dos documentos e apontamentos com informações e provas coligidas pelo auditor. c) os papéis de trabalho devem ser limpos. 8. e) os papéis de trabalho devem ser limpos. claros e evidenciar a obediência às normas de auditoria. permanente. que detém a responsabilidade pela guarda e divulgação dos mesmos. que também é responsável pela sua guarda e sigilo. 7.(AFCE/TCU/99) Conforme determinação da NBC T 11. durante uma auditoria. de revisão analítica. inclusive.

20 anos. questionário de avaliação dos controles internos e estrutura organizacional. são de sua propriedade exclusiva. evitar desperdícios e erros. fluxogramas e memorando de comunicação do início da auditoria.Auditoria Adriano Cisneiros . fluxo de controle interno da auditoria. 9. programa de auditoria. 12. 10 anos. 4 anos.(Contador/TCMRJ/2000) Fornecer um registro permanente da auditoria efetuada. dos relatórios e pareceres relacionados com os serviços realizados. pelo prazo de: a) b) c) d) e) 3 anos. 10.(CGM – RJ/99) O auditor. importante documento de organização dos papéis de trabalho da auditoria. e têm como principal objetivo: a) b) c) d) e) servir de elemento de prova para registro no departamento contábil. é uma das finalidades do: a) b) c) d) e) escopo de auditoria. 5 anos. dos papéis de trabalho. contêm: a) b) c) d) e) contas do razão por área de balanço ou contas sintética examinada. deve conservar a boa guarda da documentação. papel de trabalho de auditoria. papéis de trabalho com exame das transações e definição do escopo da auditoria.(CRC – RJJ/99) Os papéis de trabalho consistem no conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coletadas pelo auditor independente. controle dos compromissos assumidos pelo auditor. relatório de auditoria. acumular as provas necessárias para dar suporte ao parecer do auditor. para fins de fiscalização do exercício profissional.(Contador/TCMRJ/2000) As “cédulas mestras”. informações permanentes e plano de contas. descrevendo os fatores referentes à extensão do trabalho. a partir da data de emissão do seu parecer. considerados no planejamento de execução da auditoria. 95 . 11. cobrar os honorários.

Os “PAPÉIS DE TRABALHO” são de propriedade: a) b) c) d) e) exclusiva e confidencial do auditor. da empresa auditada. a descrição dessas provas. 1-A 7-B 13-A 2-C 8-B RESPOSTAS 3-C 4-B 9-A 10-D 5-B 11-C 6-CECEC 12-B 96 . da diretoria da empresa auditada. muitos casos. pois registram dados confidenciais relativos a suas atividades. que constituem o testemunho do trabalho executado e o fundamento da opinião expressa pelo auditor independente. do auditor e da empresa auditada. pública. 13.Auditoria Adriano Cisneiros . entende-se o conjunto de formulários e documentos que contém as informações e apontamentos coligidos pelo auditor. no decurso do exame. as provas por ele realizadas e.(AFTE – RS/1980) Por “PAPÉIS DE TRABALHO” .

O desfalque permanente ocorre quando ativo é suprimido e baixado nos registros e na contabilidade (geralmente é contabilizado em despesa). registros e demonstrações contábeis. e e)Aplicação de práticas contábeis indevidas. O desfalque é temporário quando o ativo é suprimido pelo empregado e a contabilidade não é alterada. 97 .Auditoria Adriano Cisneiros . A fraude pode ser caracterizada por: a) Manipulação. de modo a modificar os registros de ativos. consistente em: a) Erros aritméticos na escrituração contábil ou nas demonstrações contábeis. CAPÍTULO 8 . adulteração de documentos. em um confronto dos ativos os controles e com a contabilidade o desfalque não é descoberto. que resulte em incorreções deles. Desta forma.2-Erro O termo erro refere-se a ato não intencional na elaboração de registros e demonstrações contábeis. c) Interpretação errada das variações patrimoniais. falsificação ou alteração de registros ou documentos. b) Aplicação incorreta das normas contábeis.1-Fraude O termo fraude refere-se a ato intencional de omissão ou manipulação de transações. quando do confronto dos ativos com os controles e a contabilidade o desvio é descoberto. 2-NORMAS TECNICAS RELATIVAS A FRAUDE E ERRO A NBC T 11 define o que são considerados fraudes e erros para o auditor independente e a Interpretação Técnica 03 explicitou tecnicamente o assunto.FRAUDES E ERROS 1-CONCEITOS 1. c) Supressão ou omissão de transações nos registros contábeis. passivos e resultados. A Fraude relativa à apropriação indébita de ativos é também chamada de desfalque. d)Registro de transações sem comprovação. Desta forma. 1. b) Apropriação indébita de ativos.

informando sobre os possíveis efeitos no seu parecer. 3. incluindo o controle interno. através da implementação e manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno.4. caso elas não sejam adotadas.1-A RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO A responsabilidade primaria na prevenção e identificação de fraudes e/ou erros é da administração da entidade.1. 98 .4 – FRAUDE E ERRO 11.3 – A responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraude e erros é da administração da entidade.2-A RESPONSABILIDADE DO AUDITOR O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros.4.Auditoria Adriano Cisneiros .” 3-RESPONSABILIDADES 3. Ao planejar a auditoria. Entretanto. registros e demonstrações contábeis. 11. 11. o auditor tem a obrigação de comunicá-los à administração da entidade e sugerir medidas corretivas. “NBCT-11 11. adulteração de documentos.4.1. o auditor deve indagar da administração da entidade auditada sobre qualquer fraude e/ou erro que tenham sido detectados. o auditor tem a obrigação de comunicá-los à administração da entidade e sugerir medidas corretivas. que. não elimina o risco de sua ocorrência. o auditor deve planejar seu trabalho de forma a detectar fraudes e erros que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. entretanto.1. de forma a ter grande probabilidade de detectar aqueles que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. o ato não intencional resultante de omissão.2 – Ao detectar erros relevantes ou fraudes no decorrer dos seus trabalhos.1. 4-A DETECÇÃO DE FRAUDES E ERROS O auditor deverá avaliar criticamente o sistema contábil. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. deve planejar seu trabalho avaliando o risco de sua ocorrência. considera-se: a) fraude. Entretanto.1 – Para os fins destas normas. caso elas não sejam adotadas. e b) erro. mediante a manutenção de adequado sistema de controle interno. Ao detectá-los. informando sobre os possíveis efeitos no seu parecer. o ato intencional de omissão ou manipulação de transações.

por exemplo. durante o período coberto pelo parecer do auditor. instruindo subordinados para registrar transações incorretamente ou ocultá-las. b) Pressões internas e externas. Caso se descubra posteriormente que. exista distorção relevante não refletida ou não corrigida nas demonstrações contábeis. c) Transações que pareçam anormais. porque a fraude normalmente envolve atos planejados para ocultá-la. 8-AS COMUNICAÇÕES DE FRAUDE E/OU ERRO 8. quaisquer sistema contábil e de controle interno pode ser ineficaz contra fraude que envolva conluio entre empregados ou cometida pela administração. que incluem: a) Estrutura ou atuação inadequada da administração da entidade auditada ou de algum dos seus membros. ele deve considerar tal fato em seu parecer . 5. falha deliberada no registro de transações ou apresentação de informações intencionalmente erradas ao auditor. existe risco inevitável de que distorções relevantes resultantes de fraude e.OS EFEITOS DA FRAUDE E DO ERRO NO PARECER DO AUDITOR Se o auditor concluir que a fraude e/ou erro têm efeito relevante sobre as demonstrações contábeis e que isso não foi apropriadamente refletido ou corrigido. Salvo se a auditoria revelar evidência em contrário. de erro possam deixar de ser detectadas. 7. por exemplo. tanto em termos de concepção quanto de funcionamento efetivo. conluio. O risco de não detectar distorção relevante resultante de fraude é maior do que o risco de não detectar distorção relevante resultante de erro. falsificação.Auditoria Adriano Cisneiros . ou sonegando informações relativas a transações. em menor grau. e) Fatores específicos no ambiente de sistemas de informação computadorizados. Embora a existência de sistema contábil e de controle interno eficaz reduza a probabilidade de distorção das demonstrações contábeis resultante de fraude e/ou erro. sempre irá existir algum risco de que os controles internos não funcionem como planejado. Certos níveis da administração podem estar em condição de burlar controles que previnam fraudes similares por parte de outros empregados. O que vai determinar se o auditor cumpriu estas normas é a adequação dos procedimentos de auditoria adotados nas circunstâncias e do seu parecer com base nos resultados desses procedimentos. isto não indica que o auditor não cumpriu as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. o auditor normalmente aceita informações como verdadeiras e registros e documentos como genuínos. resultante de fraude e/ou erro. concedendo especial atenção às condições ou eventos que representem aumento de risco de fraude ou erro. Além disso. d) Problemas internos no cumprimento dos trabalhos de auditoria. como.AS LIMITAÇÕES INERENTES À AUDITORIA Devido às limitações inerentes à auditoria.1-À ADMINISTRAÇÃO 99 .

da continuidade de seu vínculo profissional com a entidade.Auditoria Adriano Cisneiros . Quando houver dúvida quanto ao envolvimento da alta administração da entidade. antes de qualquer comunicação por escrito o auditor deve avaliar as circunstâncias do fato. o que pode acarretar o abalo na confiabilidade das informações da administração da entidade auditada e o impacto. seria apropriado comunicar a questão a um nível da estrutura organizacional da entidade acima do nível responsável pelas pessoas que se acredita estejam implicadas. tão cedo quando possível. 8. 100 . Ao determinar o representante apropriado da entidade auditada a quem comunicar ocorrências de erros relevantes ou fraude. Com respeito à fraude. em certas circunstâncias. Todavia.2-A TERCEIROS O sigilo profissional normalmente impede o auditor de comunicar fraude e/ou erros a terceiros. mesmo quando a fraude for relevante para as demonstrações contábeis. Na maior parte dos casos que envolvem fraude. Aplica-se neste caso o Código de Ética Profissional dos Contabilistas e as Normas Profissionais de Auditor Independente. 9-A RENÚNCIA AO TRABALHO O auditor pode concluir que é necessário retirar-se do trabalho. Entre os fatores passíveis de afetar a conclusão do auditor estão as implicações de envolvimento da alta administração da entidade. para o auditor. ao auditor poderá ser requerida à quebra do sigilo profissional. o auditor deve considerar todas as circunstâncias. o auditor deve avaliar a probabilidade de envolvimento da alta administração. O auditor sempre deve comunicar à administração da entidade auditada descobertas factuais envolvendo fraude – dependendo das circunstâncias. mesmo que o efeito potencial sobre as demonstrações contábeis seja irrelevante. quando a entidade não tomar as medidas corretivas relacionadas com a fraude que ele considera necessárias às circunstâncias. de forma verbal ou escrita –. quando houver obrigação legal de fazê-lo.

definem e distinguem os termos “fraude” e “erro”. Assinale a opção que contenha as características exclusivamente de um ou de outro termo: a)atos involuntários de omissão. e) A sugestão de medidas corretivas de fraudes ou erros não é responsabilidade do auditor. e)desconhecimento. a contrário do erro. b)O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros relevantes nas demonstrações contábeis.(AFRF/2000) Ao definir a responsabilidade do auditor independente de demonstrações contábeis quanto a fraudes e erros. 101 . c) O auditor é responsável pela detecção de fraudes ou erros incorridos. não é objeto do planejamento do trabalho do auditor. independentemente dos valores monetários envolvidos. bastando ressalvar seu parecer. o Conselho Federal de Contabilidade entende que: a)O auditor é responsável pela prevenção de fraudes ou erros.Auditoria Adriano Cisneiros . desatenção e manipulação de transações. atos voluntários de omissão ou má interpretação de fatos. (AFCE/TCU/1995) As Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis foram aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade pela Resolução n. desconhecimento ou má interpretação de fatos. de 1997. 820. QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1. d)desatenção. desconhecimento e manipulação de transações. c)adulteração de documentos. quando praticada sob a responsabilidade dos dirigentes da entidade. b)atos voluntários de omissão. Com base nestas normas. 3. manipulação de transações e adulteração de registros. desatenção. desconhecimento. de efeitos relevantes nas demonstrações contábeis da entidade auditada. por aplicar-se a atos deliberados.(AFTN/96) As normas de auditoria independente das demonstrações contábeis. d) Ao detectar a fraude o auditor tem a obrigação de comunicar a administração da entidade auditada e ressalvar o seu parecer. 2. julgue o item a seguir (certo ou errado): A fraude.

Ato nãointencional resultante de omissão. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. adulteração de documentos. registros e demonstrações contábeis. registros e demonstrações contábeis. respectivamente: a) Ato não-intencional de registrar documentos oficiais corretamente. Ato intencional resultante de omissão. c) Ato não-intencional de evidenciar a manipulação de transações. 1-B RESPOSTAS 2-B 3-E 4--E 102 . 4.Auditoria Adriano Cisneiros . registros e demonstrações contábeis. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. b) Ato não-intencional de evidenciar a manipulação de transações. Ato intencional resultante de omissão. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. as definições de fraude e erro são. adulteração de documentos.(ESAF/FPS/2002) Segundo as normas de auditoria. adulteração de documentos. Ato intencional resultante de omissão. e) Ato intencional de omissão ou manipulação de transações. desatenção ou interpretação de fatos de forma correta na elaboração de registros e demonstrações contábeis. Ato não-intencional resultante de omissão. bem como elaborar demonstrações financeiras de forma correta. desatenção ou interpretação correta de fatos na elaboração de registros e demonstrações financeiras. d) Ato intencional de registrar as transações de forma adequada os fatos contábeis.

considerando as demonstrações contábeis tomadas no seu conjunto. bem como as atividades. 2. 103 . 11. 11. e h) as comparações e análises dos resultados financeiros com dados históricos e/ou projetados”.2 – A análise dos riscos de auditoria deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos considerando a relevância em dois níveis: a) em nível geral. f) o sistema de aprovação e registro de transações. CAPÍTULO 9 – RISCOS E RELEVÂNCIA 1-DEFINIÇÃO DE RISCO Risco pode ser definido como possibilidade de perigo. e) as implantações. pela administração. preparação de demonstrações contábeis e demais informes adicionais.3.1 – Risco de auditoria é a possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas. relativos ao saldo das contas ou natureza e volume das transações.2.Auditoria Adriano Cisneiros . acontecimento eventual. e b) em níveis específicos. quando mais certo o auditor deseje estar na manifestação de sua opinião menor será o risco de auditoria. b) a estrutura organizacional e os métodos de administração adotados. para conciliação de contas. de normas para inventário. as quais possuem denominação própria. compreendendo: a) a função e envolvimento dos administradores nas atividades da entidade.2.3 – RISCO DE AUDITORIA 11. c) as políticas de pessoal e segregação de funções. avaliação do sistema contábil e de controles internos e situação econômica e financeira da entidade. o auditor deve avaliar o ambiente de controle da entidade.3 – Para determinar o risco da auditoria. ou seja. bem como acesso a arquivos de dados e possibilidade de inclusão ou exclusão de dados. incerto. d) a fixação. NORMAS RELATIVAS AO RISCO DE AUDITORIA NBCT11 “11. qualidade da administração. O conceito de risco de auditoria e de segurança razoável são o inverso um do outro. O risco de auditoria e de segurança razoável é varia de acordo com a política da empresa de auditoria. cuja ocorrência não depende da vontade do interessado.2. Na auditoria das demonstrações financeiras teríamos várias situações de risco. modificações e acesso aos sistemas de informação computadorizada.3.3.2. pois. especialmente quanto a limites de autoridade e responsabilidade. g) as limitações de acesso físico a ativos e registros contábeis e/ou administrativos.

d) 0. torna provável que o julgamento de uma pessoa razoável que tenha utilizado a informação teria mudado ou influenciado pela omissão. Se o nível de certeza for de 96% o risco de auditoria será de 4%. erro ou classificação” Exemplificando : O valor seria considerado relevante se a sua omissão. Exemplificando : Se o auditor desejar ter nível de certeza de 99 % o risco de auditoria será de1%. c) 1% do patrimônio líquido. Os erros e classificações indevidas até o limite da relevância são denominados erros ou classificações indevidas toleráveis. b) 0.Auditoria Adriano Cisneiros . erro ou classificação indevida de informações que.00 CONTAS Caixa Contas a Receber Estoques SALDO 59.5 a 1% do ativo total.700 % 14% 32% 31% RATEIO 8. A relevância no nível de saldo de conta é o nível mínimo de erro ou classificação indevida que pode existir em um saldo de uma conta para que ele seja considerado materialmente errado. 3. dadas as circunstâncias. Na prática. Exemplificando: Relevância de demonstração contábil no valor de R$ 60. O auditor deve avaliar a relevância em nível de demonstrações contábeis e em nível de saldo da conta.750 104 . O estabelecimento da relevância no nível de saldo da conta pode ser calculado pelo rateio (divisão proporcional) da relevância de demonstração contábil às contas do balanço.250 18. e) um percentual variável sobre o ativo total ou a receita. Segundo o Financial Accoutting Standards Board relevância é a “magnitude de uma omissão.300 133. para se estabelecer o valor que é considerado relevante em cada empresa e em cada exercício são observados os seguintes indicadores : a) 5 a 10% do lucro antes do imposto de renda (5% dos lucros maiores e 10% dos lucros menores).500 132.5% a 1% da receita bruta.000. erro ou classificação indevida mudasse ou influísse no julgamento de uma pessoa razoável que utilizasse a informação.500 19. RELEVÂNCIA Em auditoria a relevância é a importância de um fato em relação às Demonstrações Contábeis e depende do julgamento profissional do auditor. A relevância de demonstração contábil é o nível mínimo agregado de erro ou classificação incorreta em uma demonstração contábil importante o suficiente para impedir o auditor de opinar pela adequação das demonstrações contábeis. o que for maior.

4.400 25.2.200 422.Risco de detecção Risco de detecção é a possibilidade do saldo da conta ou transação estar errado e os procedimentos de auditoria não o detectarem.Auditoria Adriano Cisneiros . COMPONENTES DO RISCO DE AUDITORIA 4. Imobilizados outros ativos circulantes TOTAIS 71. c) Equipe inapta.100 17% 6% 10. Na avaliação do risco inerente levamos sempre em consideração a RELEVÂNCIA (Materialidade) e o CUSTO /BENEFÌCIO. b) Os cálculos simples envolvem menor margem de erro que os cálculos complexos.500 100% 60. b) Procedimentos de auditoria inadequados. O risco de detecção depende da auditoria e o risco inerente e de controle dependem dos controles internos. d) Interpretação errônea do resultado do teste. há maior risco para os valores imateriais ou irrelevantes.1-Risco Inerente Risco inerente é a possibilidade do saldo de uma conta (ou classe de transações) estar errado devido a inexistência de controles internos.3. Note que o risco de controle está relacionado com a eficácia dos controles internos e o risco inerente está relacionado com a inexistência dos controles internos. 4. desta forma.00 4. c) Os cálculos estimativos envolvem maior margem de risco.000. conclui-se que os risco de detecção varia de acordo os testes substantivos e estes podem falhar em função de : a) Sistema de testes (Não são examinados todos os elementos que compõe a conta). Como o auditor planeja seus trabalhos levando em consideração a relevância da transação ou do saldo.Risco de Controle Risco de Controle é a possibilidade de uma conta ou transação estarem errados e não ser detectado pelo controle interno. Como o risco de detecção é função dos testes realizados.000 3. Para a identificação do risco inerente levamos em consideração que : a) Os valores numerários são mais propensos a furto que outros ativos como móveis e utensílios. quanto maiores forem os riscos inerente e de controle o 105 .

Risco de procedimento de revisão analítica. 106 . . por ausência de um bom e eficaz controle interno deve aumentar a extensão dos testes o que diminuirá o risco de detecção. auditor deve aprofundar e aumentar a extensão dos testes para diminuir o risco de detecção.Risco dos testes transações e saldos. pode ser subdividido em : . Formula : RA = RI x RC x RD Onde : RA= Risco de Auditoria ( Risco total) RI = Risco inerente RC = Risco de controle RD= Risco de detecção Na prática. tornando impossível a resolução matemática do modelo. .Subavaliação de confiabilidade nos controles internos. 5.1 RISCO DE AMOSTRAGEM NOS TESTES DE OBSERVÂNCIA( ADERERÊNCIA) . o risco de detecção será maior quando o auditor constatar que os riscos de inerentes e de controle são baixos devido aos bons controles internos e a sua eficácia. resta claro a seguinte relação : para manter baixo o risco de auditoria.RISCO DE AMOSTRAGEM È a possibilidade de uma amostra não representar a população levando o auditor a uma conclusão diferente da que ele chegaria caso analisasse toda a população. de controle e de detecção. de controle e de procedimento de revisão analítica mais baixo será o nível avaliado do risco de testes de transações e saldos.Superavaliação de confiabilidade nos controles internos-(risco de superdependência dos controles internos) Consiste na possibilidade de que a amostragem induza ao auditor a concluir que o grau de observância dos controles internos é maior que o real. quanto mais altos forem os riscos inerentes. Tal risco pode ser classificado como : 6. Exemplificando : Se o auditor constatar que há um alto grau de risco de controle e inerente. 6.MODELO DE RISCO DE AUDITORIA O risco de auditoria deve ser o menor que o auditor possa aceitar e é calculado pelo produto dos riscos inerentes. contudo. Como o risco de detecção depende dos testes substantivos. muitos auditores não quantificam cada componente.( Risco de subdependência dos controles internos) Consiste na possibilidade de que a amostragem induza ao auditor a concluir que o grau de observância dos controles internos é menor que o real. De forma inversa.Auditoria Adriano Cisneiros .

.Auditoria Adriano Cisneiros .RISCO DE NEGÓCIO DO AUDITOR È o risco de o nome do auditor ser associado ao nome de companhias em dificuldades financeiras ou com problemas de continuidade. para componentes específicos de controles internos ou para políticas ou para procedimentos específicos.2 RISCOS DE AMOSTRAGEM NOS PROCEDIMENTOS SUBSTANTIVOS . os queixosos podem alegar que confiaram nas demonstrações contábeis e impetrar ações judiciais envolvendo os auditores. 8. 7. mas podem ser reduzidos a níveis desprezíveis com planejamento e supervisão adequados. . 107 . Tais riscos não podem ser medidos matematicamente. quando na verdade contém. interpretação errônea dos resultados de uma amostra e utilização de informações errôneas obtidas com terceiros. Risco de rejeição incorreta È a possibilidade da amostra induzir o auditor a concluir de que o saldo da conta contém erro ou irregularidade relevante. AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE CONTROLE A avaliação dos riscos de controle tem como objetivo ajudar o auditor a fazer o julgamento sobre o risco de que as afirmações em demonstrações contábeis contenham erros ou classificações materiais indevidas e destinam-se afirmações específicas. Exemplificando : Se a empresa auditada passa por dificuldades financeiras ou legais. Risco de aceitação incorreta È o risco da amostra induzir o auditor a concluir que saldo de uma conta não contém erro ou irregularidade relevante. Há também os riscos não relacionados com a amostragem cujas fontes são : Erros humanos. quando na realidade não o contém. 6. aplicação de procedimentos inadequados.

(ESAF/FPS/2002) A determinação da amplitude dos exames necessários a obtenção dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo no processo de auditoria é feita com base: a) b) c) d) e) na experiência do auditor em trabalhos executados. QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 01. na observância dos documentos utilizados no processo de contabilização. na quantidade de lançamentos contábeis feitos pela empresa. O planejamento de auditoria é feito com o propósito de especificar as tarefas a serem desenvolvidas e em que profundidade. alterações significativas nos níveis de produção. pois ele estará sempre garantido por uma carta de responsabilidade da administração. a) b) c) d) e) flutuações significativas nos preços de materiais. na análise de riscos de auditoria e outros elementos que dispuser. na quantidade de horas negociadas com o cliente para execução do trabalho. variação no custo-padrão é relevante. não pode colocá-lo em situação de desconforto. processo de produção envolve várias etapas complexas. A possibilidade de o auditor vir emitir uma opinião tecnicamente inadequada acerca das demonstrações contábeis significativamente incorretas: a) b) c) d) e) estará sempre inserida no contexto da fraude profissional. classifica-se como risco: a) b) c) d) e) inerente do trabalho de controle detecção do negócio 04.(AUDITOR – PETROBRAS/2000) A auditoria independente é voltada para assegurar que os valores patrimoniais expressos nas demonstrações contábeis e nas notas explicativas de uma empresa são representativos da realidade.(ESAF/FPS/2002) Assinale a opção que não corresponde ao fator de risco inerente em estoques. acerca da qualidade das demonstrações objeto do seu trabalho. para que os usuários dessas demonstrações tenham a garantia de que os números são adequados para orientar as suas decisões. em negócios envolvendo aquela sociedade.Auditoria Adriano Cisneiros . 108 .(ESAF/FPS/2002) O risco de sistemas contábeis e de controles internos deixarem de prevenir e/ou detectar uma distorção no saldo de uma conta que pode ser relevante. 03. 02. é denominado risco de auditoria. exime a administração da empresa dos seus atos. relativamente à preparação das demonstrações contábeis. análise de composição de estoques. para permitir concluir acertadamente. não implica qualquer alteração no rumo dos negócios da sociedade.

estrutura organizacional e métodos de administração.Auditoria Adriano Cisneiros . aprovada pela Resolução n. c) a ênfase em projetos de benefício e assistência aos empregados e de desenvolvimento sóciocultural. os negócios.(AFRF/2000) A possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas é denominada: Risco de detecção. o auditor deve avaliar o ambiente de controle da entidade. os negócios e a qualidade da administração. b) o nível de atuação territorial. avaliação dos controles internos. d) auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre as demonstrações contábeis significativamente incorretas. d) as limitações de acesso físico a ativos e registros contábeis e/ou administrativos. para determinar o risco da auditoria. parecer de auditoria apresenta opinião contestando as demonstrações contábeis. A análise de risco de auditoria em nível geral deve considerar.(AFTN/98) Assinale a opção que não representa um aspecto relevante. normas para inventário e conciliação de contas. 06. considerando a relevância em nível geral e níveis específicos. sistema de aprovação e registro das transações. para determinação do risco de auditoria das demonstrações contábeis: a) b) c) d) e) políticas de pessoal e segregação de funções. do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). as transações com partes relacionadas. os negócios. 820/97. qualidade da administração e saldos das contas.BACEN/2000) De acordo com a NBCT11. os saldos das contas e o volume das transações. 820/97). 08. para identificar se é uma empresa familiar. saldos das contas e volume das transações. entre outras: transações com partes relacionadas. integridade e experiência da administração. por ser considerado na avaliação do ambiente de Controle de uma entidade. Risco de auditoria.(AFTN/96) A análise dos riscos de auditoria deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos. previsto na NBC-T-11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis (Resolução CFC n. e) o sistema de aprovação e de registro de transações. compreendendo: a) as relações de parentesco dos principais administradores. a avaliação dos controles internos e a situação econômica da entidade. Risco inerente.( UNB. para determinar as relações de troca do ponto de vista social.ANALISTA. auditor não ter condições de emitir sua opinião. a empresa apresenta indícios de descontinuidade. 09. 05.(CGM-RJ/99) – Risco de auditoria é a possibilidade de: a) b) c) e) parecer de auditoria apresenta opinião negativa. a) b) c) d) e) a) b) c) 109 . a qualidade da administração. risco 07.

ele deve : a) b) c) d) e) aumentar o nível de risco inerente estender os testes de controle aumentar o nível de risco de detecção efetuar testes alternativos de controle aumentar o nível de testes substantivos 110 . risco de planejamento. d) e) Risco de controle. risco de supervisão e risco de execução. risco de fraude. 11.(AFRF/2002-1) A possibilidade de o auditor vir a emitir um parecer que contenha opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas denominase : a) Risco de auditoria b)Risco de controle c)Risco inerente d)Risco esperado e)Risco de detecção 12. risco inerente. a) b) c) d) e) Controle de Atividades Informação e comunicação Risco de Auditoria Monitorização Avaliação de risco 13. o auditor deve considerar : a) aumento do risco inerente b) redução do risco de controle c) aumento do risco de detecção d) redução do risco inerente e) aumento de risco de controle 14.Auditoria Adriano Cisneiros . (ATM/CE-1998) Os três componentes básicos do Risco de Auditoria são: b) c) d) e) a) risco da amostragem. porque determinados procedimentos de controle do cliente mostram-se ineficientes. Risco sistêmico. risco de sistemas e risco do parecer. (AFRF/2002-1)Quando um auditor eleva o nível de risco de controle. risco de erro e risco de omissão. risco dos procedimentos e risco da materialidade. risco do ambiente. 10. risco de controle e risco de detecção. (AFRF/2002-1) Quando os produtos que estão sendo vendidos pela empresa auditada estão sujeitos a alterações significativas de preços. (AFRF/2002-1) Indique o componente abaixo que não está relacionado com a estrutura de controle interno de uma entidade.

o auditor constatou algumas imperfeições no ciclo de compras e foi necessário aumentar o nível do risco de detecção. pode-se afirmar que o auditor deve : a) b) c) d) e) aumentar os testes de controle diminuir os testes substantivos aumentar os testes substantivos diminuir os testes de controle manter os testes substantivos 16. como resultado de uma amostra que suporte sua conclusão. aceitação incorreta e superavaliação de confiabilidade superavaliação de da confiabilidade e rejeição incorreta rejeição incorreta e subavaliação da confiabilidade rejeição incorreta e aceitação incorreta 17. 15. (AFRF/2002-1) O risco que o auditor corre por considerar. que o saldo de uma conta ou classe de transações registradas estão relevantemente corretos.Auditoria Adriano Cisneiros . Assim. (AFRF/2002-1) Durante a fase de testes de observância. (AFRF/2002-1)O risco de amostragem em auditoria nos testes de procedimentos de comprovação pode ser assim classificado : a) b) c) d) e) subavaliação e superavaliação de confiabilidade. quando de fato não estão. é denominado de : a) b) c) d) e) risco de aceitação incorreta risco de superavaliação de confiabilidade risco de rejeição incorreta risco de subavaliação de confiabilidade risco de estimativa contábil 111 .

c) Diferença de 5% no valor da provisão para devedores duvidosos. Assinale. b) Ausência de apropriação pro-rata temporis de receita financeira. de conciliação bancária. o de maior relevância. (AFRF/2002-1)Durante o trabalho final de auditoria. o auditor identificou algumas diferenças numéricas em determinadas áreas testadas. a) Diferença de 2% no valor da depreciação anual do imobilizado.Auditoria Adriano Cisneiros . considerado imaterial. 18. RESPOSTAS 4-E 5-B 12-C 13-A 1-E 9-B 17-A 2-C 10-E 18-E 3-C 11-A 6-D 14-E 7-EEECC 15-C 8-C 16-E 112 . e) Diferença de 5%. d) Ausência de contratos de seguros dos veículos e caminhões. entre os pontos relacionados abaixo.

2 Relatório em forma longa. os fatos relevantes que devem ser divulgados e as conclusões a que chegou. concisa. o alcance dos procedimentos. 113 . CAPÍTULO 10 – PARECERES E RELATÓRIOS DE AUDITORIA 1-RELATÓRIOS O relatório é o produto do trabalho de auditoria. denominados de “Parecer do Auditor”. 2. tais como levantamento de valores do ativo ou do passivo. 2.1 Relatório de forma curta. é por meio dele que o auditor informa às pessoas a quem se dirige sobre o trabalho realizado.4 Relatórios sobre revisão limitada È uma descrição analítica dos trabalhos elaborados pelo auditor. São bastante analíticos quanto à descrição dos trabalhos executados e podem não conter uma opinião final ou formal.Auditoria Adriano Cisneiros . objetiva. dos fins a que se destinam e de acordo com as conclusões a que chegou. 2. conciliações de contas. O Relatório deve ser redigido de forma clara. forma e conteúdo de acordo com a natureza do exame realizado. Exemplo : Carta de Conforto (comfort leter) é um relatório especial emitido em processo de emissão de títulos no exterior por empresas brasileiras para a captação de recursos.3 Relatório sobre os controles Internos. imparcial e isento de erros de redação. a forma como os realizou.5 Relatórios especiais São emitidos quando da realização trabalhos diversos executados pelo auditor. Os principais relatórios emitidos por auditores independentes são : 2. sem a aplicação de todas as normas de auditoria. também chamado de “carta comentário” São comentários sobre as deficiências dos controles internos da entidade contendo as recomendações e sugestões para o aprimoramento do mesmo. exames específico de apuração de irregularidades ou outros. indicará se foi ou não detectado algum desvio na aplicação das práticas contábeis adotadas no Brasil. o alcance do trabalho. sem expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis examinadas. 2. 2.TIPOS DE RELATÓRIO Os relatórios podem variar de amplitude. contudo. que não propriamente trabalho de auditoria. São emitidos com a finalidade de expressar a opinião sobre as demonstrações contábeis.

estão adequadamente 114 . ou sócios.3. 11. é o documento mediante o qual o auditor expressa sua opinião.3.5 – O parecer deve ser datado e assinado pelo contador responsável pelos trabalhos.O parecer deve declarar se o exame foi efetuado de acordo com as normas de auditoria e conter a descrição concisa dos trabalhos executados pelo auditor.Auditoria Adriano Cisneiros . cotistas.1. ou opcionalmente. inclusive de ordem pública.1. 3. Obs.1. o nome e o número de registro cadastral no Conselho Regional de Contabilidade também devem constar do parecer. segundo a natureza desta. ou outro órgão equivalente. ou “Parecer do Auditor Independente”. através do parecer.3. Exemplo : Data de encerramento dos trabalhos 31 de março de 2003 evento ocorrido em 15 de abril. o nome da entidade. em todos os aspectos relevantes.: A ocorrência de transações e eventos subseqüentes relevantes após a conclusão dos trabalhos e anteriores a emissão do parecer ou a publicação das demonstrações contábeis exigem que o auditor estenda seus exames até a data do parecer. se as demonstrações contábeis auditadas. responsabilidade técnico-profissional definida. 11. 11. sobre as demonstrações contábeis nele indicadas.1. outrossim. indicando.NORMAS RELATIVAS AO PARECER DO AUDITOR INDEPENDENTE “NBCT-11 11. o parecer é dirigido aos acionistas.3. 11. é indispensável que tal documento obedeça às características intrínsecas e extrínsecas estabelecidas nas presentes normas.3 – Em condições normais.3.6 – Caso o trabalho tenha sido realizado por empresa de auditoria. No Parecer constará assim: “31 de março de 2003.2 – Como o auditor assume.1. exceto quanto à nota explicativa 13 para a qual a data é de 15 de abril de 2003”. ao conselho de administração ou à diretoria da entidade.O parecer deve também definir a responsabilidade dos administradores e dos auditores.1 – GENERALIDADES 11. 2. 11.3.1.7 – A data do parecer deve corresponder ao dia do encerramento dos trabalhos de auditoria na entidade. Em circunstâncias próprias.1.1. o parecer é dirigido ao contratante dos serviços. as datas e períodos a que correspondem. na opinião do auditor. e conter seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. clara e objetivamente.: 1.3. de forma clara e objetiva.8 – O parecer deve expressar. 11. Obs. emissão de Parecer com data dupla .4 – O parecer deve identificar as demonstrações contábeis sobre as quais o auditor está expressando sua opinião.3.1 – O “Parecer dos Auditores Independentes”.3. 11.

2. 11. em tendo havido alterações na observância das disposições contidas no item 11.2.1.3.3.Auditoria Adriano Cisneiros .1. c) parecer adverso.9 – O parecer classifica-se. segundo a natureza da opinião que contém. consoante as disposições contidas no item 11.1.1. e d) parecer com abstenção de opinião. b) parecer com ressalva. 11. elas tiveram seus efeitos avaliados e aceitos e estão devidamente revelados nas demonstrações contábeis.1.1. 11. em: a) parecer sem ressalva. 11.3. representadas ou não.1 – O parecer sem ressalva indica que o auditor está convencido de que as demonstrações contábeis foram elaboradas consoante as disposições contidas no item 11.1.2.1.3.PARECER SEM RESSALVA 11. em todos os aspectos relevantes.1.2 – O parecer sem ressalva implica afirmação de que.1.3 – O parecer sem ressalva deve obedecer ao seguinte modelo: 115 .2 .3.

e as respectivas demonstrações do resultado.3 – CIRCUNSTÂNCIAS QUE IMPEDEM A EMISSÃO DO PARECER SEM RESSALVA 11. o resultado de suas operações. das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercícios findos naquelas datas. a posição patrimonial e financeira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0. (2) Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos. na sua opinião.3. as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes aos exercícios findos naquelas datas. 11. (b) a constatação. e (c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da entidade. o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da entidade.2 – A discordância com a administração da entidade a respeito do conteúdo e forma de 116 .(*) Local e data Assinatura Nome do auditor-responsável técnico Contador Nº de registro no CRC Nome da empresa de auditoria Nº de registro cadastral no CRC (*) Expressão modificada pela Resolução CFC 953 de 24/01/2003 11. as demonstrações contábeis acima referidas representam adequadamente.Auditoria Adriano Cisneiros .3. elaborados sob a responsabilidade de sua administração.1 – O auditor não deve emitir parecer sem ressalva quando existir qualquer das circunstâncias seguintes. (3) Em nossa opinião. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis. tenham efeitos relevantes para as demonstrações contábeis: a) discordância com a administração da entidade a respeito do conteúdo e/ou forma de apresentação das demonstrações contábeis.3. de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. com base em testes. MODELO PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES DESTINATÁRIO (1) Examinamos os balanços patrimoniais da Empresa ABC. em todos os aspectos relevantes.3. levantados em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0. ou b) limitação na extensão do seu trabalho. que. das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados.3. bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto. considerando a relevância dos saldos.

3. deve emitir parecer com ressalva. 11.3.3. apresentação das demonstrações contábeis deve conduzir à opinião com ressalva ou à opinião adversa.1.4 – PARECER COM RESSALVA 11.4. 11.3.3 – A limitação na extensão do trabalho deve conduzir à opinião com ressalva ou à abstenção de opinião. mesmo que elaborada de acordo com a legislação fiscal ou regulamentação específica. sujeitas a regulamentação específica quanto à adoção de normas contábeis próprias ao segmento econômico. com a utilização das expressões “exceto por”. “exceto quanto” ou “com exceção de” referindo-se aos efeitos do assunto objeto da ressalva.3. 11. EXEMPLO DE PARECER COM RESSALVA Provisão insuficiente para créditos de liquidação duvidosa Se o auditor constatar que a provisão constituída pela entidade não é suficiente para cobrir as perdas esperadas na cobrança de suas contas a receber. adverso ou com abstenção de opinião. a quantificação dos efeitos sobre as demonstrações contábeis.3.Auditoria Adriano Cisneiros .4 – Na auditoria independente das demonstrações contábeis das entidades. quando elas forem significativamente conflitantes com as disposições contidas no item 11.1 – O parecer com ressalva é emitido quando o auditor conclui que o efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de opinião.1. se praticável.2 – O parecer com ressalva deve obedecer ao modelo do parecer sem ressalva.3.4. Essas informações devem ser apresentadas em parágrafo específico do parecer. 11.: 117 . fazer referência a uma divulgação mais ampla pela entidade em nota explicativa às demonstrações contábeis. 11.5 – Quando o auditor emitir parecer com ressalva. precedendo ao da opinião e. se for caso. com os esclarecimentos que permitam a correta interpretação dessas demonstrações. deve ser incluída descrição clara de todas as razões que fundamentaram o seu parecer e.3. o auditor deve emitir parecer com ressalva. públicas ou privadas.3.1.

”. a natureza que amparam a opinião adversa e seus principais efeitos sobre as demonstrações contábeis.. (2) Redação norma.5 – PARECER ADVERSO 11. de aproximadamente R$..5.3.... o resultado do exercício e o patrimônio líquido estão superavaliados em aproximadamente R$. sendo a insuficiência não provisionada.. Conseqüentemente... de acordo com as disposições contidas no item 11. 11... “(4) Em nossa opinião.. 11.. nossos exames indicaram que tal provisão não é suficiente para cobrir as perdas prováveis na realização de tais créditos. exceto quanto aos efeitos da insuficiência de provisão para créditos de liquidação duvidosa comentada no parágrafo 3º....5.2 – O auditor deve emitir parecer adverso quando verificar que as demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas.1.. “(3) A provisão para créditos de liquidação duvidosa constituída pela entidade em 31 de dezembro de 19X1 é de R$. em 31 de dezembro de 19X1. Todavia.1.. naquela data...... as demonstrações contábeis. anteriores ao parágrafo de opinião.Auditoria Adriano Cisneiros .. Obs. líquidos dos efeitos tributários”.. (1) Redação normal...1. 118 .1 – No parecer adverso..3. os motivos.. o auditor emite opinião de que as demonstrações contábeis não estão adequadamente representadas.... mesmo que elaborada de acordo com a legislação fiscal ou regulamentação específica.: O parecer adverso deve descrever em um ou mais parágrafos intermediários. EXEMPLO DE PARECER ADVERSO POR PRÁTICAS CONTÁBEIS INADEQUADAS Provisão insuficiente para créditos de liquidação duvidosa Se o auditor constatar que a provisão constituída pela entidade não é suficiente para cobrir as perdas esperadas na cobrança de suas contas a receber..3... em tal magnitude que impossibilite a emissão do parecer com ressalva. nas datas e períodos indicados...

. devido à relevância dos efeitos da insuficiência da provisão para créditos de liquidação duvidosa.. as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1º.”.”.”........ de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil..: No parecer com abstenção de opinião por limitação na extensão dos trabalhos : -Deve ser substituída a expressão : “Examinamos. as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes ao exercício findo naquela data. -Eliminação do parágrafo da extensão (segundo parágrafo). Conseqüentemente. correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 19X1.. no parecer. “(4) Em nossa opinião.” por “Fomos contratados para auditar .3.6.3..3.. Todavia...6 – PARECER COM ABSTENÇÃO DE OPINIÃO 11.... como mencionado no parágrafo 3º... em 31 de dezembro de 19X1. por não ter obtido comprovação suficiente para fundamentá-la.. (1) Redação normal.... “(3) A provisão para créditos de liquidação duvidosa constituída pela entidade em 31 de dezembro de 19X1 é de R$.. Obs.1 – O parecer com a abstenção de opinião é aquele em que o auditor deixa de emitir opinião sobre as demonstrações contábeis. 11.. o resultado do exercício e o patrimônio líquido estão superavaliados em aproximadamente R$.. naquela data.2 – A abstenção de opinião em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar. 119 .Auditoria Adriano Cisneiros ... de aproximadamente R$. o resultado de suas operações... (2) Redação norma. -Retirada da expressão “Nossa responsabilidade é a de expressar. qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações... nossos exames indicaram que tal provisão não é suficiente para cobrir as perdas prováveis na realização de tais créditos.. sendo a insuficiência não provisionada... 11.6. não representam adequadamente a posição patrimonial e financeira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1. líquidos dos efeitos tributários”.... -Inclusão no parágrafo da opinião que os exames não foram suficientes para permitir a emissão de opinião..

ainda que divulgadas pela entidade.1.2 – Na hipótese do emprego de parágrafo de ênfase. nem foi possível firmarmos opinião sobre a existência dos estoques por meio de procedimentos alternativos de auditoria. não acompanhamos as contagens físicas dos estoques em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0. 11. utilizadas para fins de consolidação ou contabilização dos investimentos pelo valor do patrimônio líquido na controladora e/ou investidora.3.3 – Se o auditor concluir que a matéria envolvendo incerteza relevante não está adequadamente divulgada nas demonstrações contábeis. 11. “(2) Pelo fato de termos sido contratados pela Empresa ABC após 31 de dezembro de 19X1. referidas no parágrafo 1º. e por isso não expressamos. 11.” Importante : A Abstenção de opinião decorrente de incertezas relevantes deve ficar evidenciada no parágrafo de opinião que devido às incertezas constantes em parágrafos intermediários o auditor não está em condições de manifestar sua opinião. 11.1 – Quando ocorrer incerteza em relação a fato relevante.1.3. quando possível.7. pela omissão ou inadequação da divulgação. o parecer permanece na condição de parecer sem ressalva.3. o efeito da incerteza.Auditoria Adriano Cisneiros .7. após o parágrafo de opinião.3.1 – O auditor deve incluir no seu parecer informações consideradas relevantes para adequada interpretação das demonstrações contábeis. o seu parecer deve conter ressalva ou opinião adversa. de acordo com as disposições contidas no item 11.9.7 – INCERTEZA 11.3. a natureza e. estão de acordo com as 120 .3. Exemplo : “(1) Fomos contratados para auditar as demonstrações contábeis da Empresa ABC relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 19X1. a extensão do nosso exame não foi suficiente para nos possibilitar expressar. opinião sobre as demonstrações contábeis da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1. deve o auditor adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer. bem como o resultado das suas operações.1.7. conforme mencionado no parágrafo 2º. cujo desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da entidade.9 –PARECER QUANDO DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE CONTROLADAS E/OU COLIGADAS SÃO AUDITADAS POR OUTROS AUDITORES 11.1 – O auditor deve assegurar-se de que as demonstrações contábeis das controladas e/ou coligadas. elaboradas sob a responsabilidade de sua administração”.8. 11.” “(3) Devido à relevância dos procedimentos omitidos.3. relevantes.3.8 – INFORMAÇÕES RELEVANTES NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 11. fazendo referência à nota explicativa da administração. que deve descrever de forma mais extensa.

baseando-se exclusivamente no parecer de outro auditor com respeito às demonstrações contábeis de controladas e/ou coligadas.1.2 – Quando houver participação de outros auditores independentes no exame das demonstrações contábeis das controladas e/ ou coligadas. em cada folha do conjunto.2 – O parecer sobre as demonstrações contábeis condensadas deve indicar que elas estão preparadas segundo os critérios utilizados originalmente e que o perfeito entendimento da posição da entidade depende da leitura das demonstrações contábeis originais.3. 11.3 – Toda informação importante. parecer adverso.Auditoria Adriano Cisneiros .11 – DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS NÃO-AUDITADAS 11. 11.3. relacionada com ressalva.9. o auditor da controladora e/ou investidora deve expressar sua opinião sobre as demonstrações contábeis como um todo. indicando os valores envolvidos.9. constante do parecer do auditor sobre as demonstrações contábeis originais.1. disposições contidas no item 11.3 – Nessas circunstâncias. associado com demonstrações ou informações contábeis que ele não auditou.1.10. estas devem ser claramente identificadas como “não-auditadas”. parecer com abstenção de opinião e/ou ênfase.3. o auditor da controladora e/ou investidora deve destacar esse fato no seu parecer.3. 11.3.” 121 . 11. de alguma forma. 11.11.3.3. desde que tenha emitido opinião sobre as demonstrações contábeis originais.3. relevantes. Esse fato deve ser destacado no parecer. 11.1 – O auditor poderá expressar opinião sobre demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada. deve estar incluída no parecer sobre as demonstrações contábeis condensadas.1 – Sempre que o nome do auditor estiver.10.10.10 – PARECER SOBRE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONDENSADAS 11.

e)com parágrafo de ênfase ou adverso. b)parecer sem ressalva. QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1. e)destinatários. c)com ressalva ou com abstenção de opinião. limpo e parecer contrário. com ressalva e sem ressalva. b)data do parecer. 3. com ressalva. que podem ser acionistas. 122 . indique o item abaixo que não é essencial para o parecer: a)indicação das demonstrações contábeis examinadas e períodos pertinentes. c)incapacidade de devedores na data do vencimento. d)com abstenção de opinião ou adverso. correspondente ao dia da conclusão dos trabalhos na empresa. com abstenção de opinião e adverso.Auditoria Adriano Cisneiros . positivo. limpo. exceto por. exceto quanto e adverso. e)parecer negativo. com ressalva. de ordem pública. a)passivo a descoberto. assume responsabilidades. Com base nessa afirmação. c)data do parecer. b)com ressalva ou adverso.(AFTN/98) No exame das demonstrações contábeis de uma entidade. conselheiros de administração ou diretores. ao expressar sua opinião (emitindo um parecer de auditoria). b)empréstimos e financiamentos de curto prazo. correspondente ao dia efetivo de sua emissão e assinatura. e)índices financeiros adversos de forma contínua. d)parecer sujeito a. exceto quanto e parecer contrário. Assinale a opção que não representa indicadores deste tipo de risco. 2. o risco de continuidade normal das atividades desta deve ser objeto de atenção dos auditores independentes. d)dificuldades de acertos com credores. c)parecer com abstenção de opinião.(AFTN/96) O Parecer dos Auditores independentes classifica-se segundo a natureza da opinião que contém em: a)parecer sem ressalva.(AFTN/96) O Auditor. 4.(AFTN/98) Uma limitação relevante na extensão do trabalho do auditor independente pode implicar a emissão de dois tipos de parecer: a)com ressalva ou com parágrafo de ênfase. inclusive. d)assinatura do auditor e número de registro no Conselho Regional de Contabilidade.

constante no parecer. e)transações e saldo com sociedade coligadas. b)existência de acordo de acionistas e suas bases. ocorridos após a data – base encerramento das demonstrações contábeis: a)não devem ser considerados pelo auditor no seu parecer. implica a seguinte obrigação para o auditor da sociedade controladora: a)ressalvar seu parecer. 6-(AFTN/98) A opinião do auditor independente não deverá conter ressalva. c)contratos relevantes de compromissos de compras.(UNB – ANALISTA – BACEN/2000) Julgue os itens que se seguem. b)não obedecem ao regime de competência e. em nenhuma circunstância. de 123 . portanto. caso contrário. c)emitir parecer com parágrafo de ênfase. e)não considerar esse fato no seu parecer. relevantes. e)devem ser objeto de ressalva ou ênfase.Auditoria Adriano Cisneiros . b) o parecer do auditor independente sem ressalva de continuidade representa garantia de viabilidade futura da entidade. não têm reflexo no balanço. tanto em termos de conteúdo. 5. b)emitir parecer com abstenção de opinião. acerca dos conceitos e disposições gerais aplicáveis ao trabalho da auditoria independente. no caso de omissão de apresentação ou divulgação inadequada nas demonstrações contábeis e/ou nas suas notas explicativas.(AFTN/98) As transações e eventos econômicos relevantes. d)restrições estatutárias sobre dividendos. o risco de continuidade dos negócios teria de ser nele destacado. da seguinte informação: a)planejamento estratégico para o próximo exercício. c)devem constar como parágrafo de ênfase no parecer dos auditores. 8. em qualquer situação. por outros auditores independentes. por esse fato. d)destacar esse fato no seu parecer. quanto de forma. quando não ajustadas ou reveladas adequadamente.(AFTN/98) O exame das demonstrações contábeis de sociedade controladas e/ou coligadas. d)somente devem constar de notas explicativas às demonstrações contábeis. de acordo com a NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis (certo ou errado): a)salvo declaração expressa em contrário. entende-se que o auditor considera adequadas e suficientes para entendimento dos usuários as informações divulgadas nas demonstrações contábeis. 7.

c) extensão e execução do trabalho – a responsabilidade dos administradores – a opinião do auditor sobre as demonstrações contábeis. endereçado ao Conselho Administração da empresa ABC. 10.(AFCE/TCU/1995) As Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis foram aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade pela Resolução 820. Ele é um parecer”: a) b) c) d) e) adverso. em volume superior às necessidades de 124 . de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. julgue o item a seguir (certo ou errado): Quando o auditor tiver evidência de riscos na continuidade normal dos negócios da entidade auditada no ano posterior às demonstrações contábeis em exame. as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos referentes aos exercícios findos naquelas datas. parecer sem ressalva. parecer com abstenção de opinião. de 1997.Auditoria Adriano Cisneiros . 11.” O trecho acima foi retirado de um ‘Parecer de Auditores Independentes “. sem condições de armazenagem conservação por parte da unidade administrativa.(GCM – RJ/99) O parecer–padrão de auditoria é composto por parágrafos que informam a: a) identificação da responsabilidade dos administradores e do auditor – a opinião sobre as demonstrações contábeis – o reporte aos acionistas. com ressalvas com limitação de escopo. 9. b) identificação da responsabilidade do auditor e a opinião sobre as demonstrações contábeis o reporte aos acionistas. sem ressalvas. 12. em 31de dezembro de 19X7 e de 19X6. relatório de recomendações. as demonstrações contábeis acima referidas representam adequadamente. (AFTN/98) A incerteza quanto à realização de um ativo mensurado em bases razoáveis e considerado relevante para as demonstrações contábeis da entidade auditada implica a emissão de: a) b) c) d) e) parecer com parágrafo de ênfase. o resultado de suas operações. e) identificação das demonstrações contábeis e à definição das responsabilidades da administração e do auditor – extensão dos trabalhos – opinião sobre as demonstrações contábeis. d) identificação das demonstrações contábeis – a responsabilidade dos auditores – a opinião dos auditores. deverá avaliar e comunicar seus possíveis efeitos. à posição patrimonial e financeira de ABC. 13-(CGM – RJ/99) A aquisição de materiais perecíveis. em todos os aspectos relevantes. Com base nestas normas. sem ressalvas com limitação de escopo. com ressalvas.(AUDITOR – ECT/98) “Em sua opinião. parecer com ressalva ou adverso.

16. a possível aprovação de uma lei que tramita no Congresso e que poderia levar a uma grande desvalorização o ativo da entidade 125 .. cujo desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da entidade. caracteriza que o administrador está gerindo de forma ineficiente. com negativa de opinião. com a utilização do termo ou da expressão: a) b) c) d) e) considerando que .. com opinião negativa.. 17. limpo – com ressalva – contrário – negativa de opinião. adverso.. antes do parágrafo de opinião... o tipo de parecer que deve ser emitido pelo auditor independente é: a) b) c) d) e) contrário. conforme a natureza da opinião que contém.. solicitar maiores informações à Administração da entidade auditada. com ressalvas.. classifica-se em: a) b) c) d) e) branco – com restrição – adverso – opinião negativa. como por exemplo..(CGM – RJ/99) O parecer dos auditores independentes.. adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer. cujo desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira de uma entidade.. importando em . exceto por.(CGM – RJ/99) Quando houver incerteza em relação a fato relevante.. ineficaz e antieconômico os seus recursos. requerendo . consumo do órgão. Considerando que os valores envolvidos são elevados.. bem como o resultado de suas operações..(AUDITOR – PETROBRAS/2000) O parecer de auditoria com ressalva é emitido quando o auditor conclui que o efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de opinião..Auditoria Adriano Cisneiros . emitir um parecer contrário.(AUDITOR – PETROBRAS/2000) Quando ocorrer incerteza em relação a fato relevante.. observando . positivo – com restrição – negativo – impedimento de opinião.. o auditor deve: a) b) c) d) e) adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer. O parecer com ressalva deve obedecer ao modelo do parecer sem ressalva. bem como o resultado de suas operações. 15. sem ressalva – com restrição – contrário – com abstenção de opinião. sem ressalva – com ressalva – adverso – com abstenção de opinião. 14. após o parágrafo de opinião. emitir um parecer adverso..

19. clareza. quando escreve seu relatório. 126 . objeto do trabalho de auditoria. dar um parecer com ressalvas. 18. ressalva.(AUDITOR – PETROBRAS/98) O relatório de auditoria é o meio que o auditor interno tem para levar ao conhecimento da Administração da empresa o resultado do seu trabalho. precisão.Auditoria Adriano Cisneiros . ênfase.(AUDITOR – PETROBRAS/98) Quando inclui um parágrafo de ênfase no seu parecer. deve o auditor adicionar um parágrafo de: a) b) c) d) e) atenção. Logo é de vital importância para ele. dar um parecer sem ressalvas. deve estar baseado no critério de: a) b) c) d) e) tom. o auditor tem de. dúvida. dar um parecer com negativa de opinião. A forma como o auditor passa o que pensa para o leitor. incluir o parágrafo de ênfase antes do parágrafo de opinião. concisão. obrigatoriamente: a) b) c) d) e) iniciar o parecer com esse parágrafo. alerta. oportunidade.

o parecer foi revisto e assinado.(AFRF/2000) O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos de transações e eventos subseqüentes relevantes ocorridos: 127 . que poderão decorrer de trabalhos diversos executados pelo auditor. tais como.o auditor fez a visita de ínterim à empresa auditada.(UNB – ANALISTA – BACEN/97) O parecer do auditor independente se classifica. 23. ressaltando as suas qualidades e as melhorias efetuadas. com a aplicação de todas as normas de auditoria geralmente aceitas. por exemplo. acerca dos controles externos da empresa. 15/FEV/98 . 21. analiticamente. e) especiais. levantamentos de valores do ativo ou do passivo e exames específicos para a apuração de irregularidade. 17/FEV/98 . o auditor expressa sua opinião acerca das demonstrações contábeis examinadas. 17/Fev/98. 15/JAN/98 . 15/Fev/98. Nesse tipo de relatório. Entre eles. que descrevem. também conhecida por parecer do auditor. a) b) c) d) e) 10/Jan/98. segundo a natureza da opinião que contém . em parecer: a) b) c) d) e) sem ressalva. de acordo com a natureza do exame realizado. b) em forma curta. dos fins a que se destinam e.(AUDITOR – PETROBRAS/98) analise os dados abaixo. 10/JAN/98 – o auditor concluiu o planejamento da auditoria. mas que poderão não conter uma opinião final e formal do auditor. principalmente. 15/Jan/98. adverso. de acordo com as conclusões a que chegou o auditor. 22. c) de avaliação dos controles externos. 19/FEV/98 . A data considerada para a emissão do parecer é. em decorrência de seu exame dos registros e respectivas demonstrações contábeis. do alcance dos procedimentos efetuados. analítico. os principais tipos incluem os relatórios: a) em forma longa. trabalhos elaborados pelo auditor. enfático. d) a respeito de revisão ilimitada. com abstenção de opinião.(UNB – ANALISTA – BACEN/97) Os relatórios formais emitidos por auditor independente variam em amplitude.o auditor emitiu o parecer da auditoria realizada. e não propriamente de trabalhos de auditoria.o auditor terminou o trabalho de campo. forma e conteúdo.Auditoria Adriano Cisneiros . representados por cartas – comentários. que poderão ser bastante analíticos quanto à descrição dos trabalhos realizados. 20. 19/Fev/98.

Capacidade de a entidade auditada continuar suas operações. justificar a Comissão de Valore Mobiliários expondo os motivos.(AFRF/2000) Uma circunstância que impede o auditor de emitir um parecer sem ressalva é: a) b) c) d) e) Chance remota de não realizar um ativo. 28. Ressalvar o parecer ou abster-se de dar opinião. Emitir parecer sem ressalva. somente até 30 dias após a data de encerramento do balanço. a) b) c) d) e) entre as datas do balanço e a de convocação da assembléia de acionistas. acrescentar uma nota explicativa em seu parecer expondo os motivos. incluir uma ressalva por não Ter acesso aos saldos contábeis analíticos. o profissional deve: a) b) c) d) e) elaborar notas explicativas justificando. após a emissão das demonstrações contábeis de companhia aberta. inserir uma ressalva. mas o montante não puder ser razoavelmente estimado. 24. o auditor tomar conhecimento de um fato que poderia modificar seu parecer e no entanto a administração não toma as medidas necessárias para assegurar que os usuários sejam informados do fato. A entidade acatar os desvios apurados pelo auditor. Recomendar a empresa que omita os ajustes . pois as demonstrações contábeis estão incompletas. somente até a data de conclusão dos exames de passivos. o auditor deve: a) informar à administração da empresa auditada que tomará medidas para impedir que seu 128 .(ESAF/FPS/2002) Na constatação de omissão de eventos subseqüentes relevantes identificados pelo auditor. Ajustar as contas com os procedimentos recomendados. 26.Auditoria Adriano Cisneiros . o auditor deverá emitir parecer: a) b) c) d) e) Com ressalva Restritivo Adverso Com opinião qualificada Com parágrafo de ênfase. 27. nas demonstrações contábeis da empresa auditada. 25. Limitação da extensão do seu trabalho. ele deve: a) b) c) d) e) já ter emitido uma opinião sobre as demonstrações contábeis originais. Discordância quanto à prática contábil de efeito irrelevante. entre as datas do balanço e a publicação nos jornais.(ESAF/FPS/2002) Quando um auditor expressa uma opinião sobre as demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada.(ESAF/FPS/2002) Se.(AFRF/2000) Quando a chance de uma entidade incorrer em um passivo for provável. entre as datas do balanço e a emissão do seu parecer.

com ressalva ou com nota explicativa. com limitação de opinião ou adverso. um fato relevante. publicar. 30. seu efeito em seu parecer de auditoria. que o auditor está se abstendo do parecer de auditoria publicado. b) 29. d) envia uma carta aos administradores da empresa auditada. indicando os valores envolvidos nas participações. RESPOSTAS 4-C 5-D 12-E 13-E 20-C 21-CEECC 28-A 29-C 1-C 9-A 17-D 25-E 2-B 10-C 18-C 26-A 3-B 11-B 19-E 27-B 6-A 14-A 22-CCEEC 30-B 7-E 15-D 23-C 31-E 8-C 16-B 24-B 129 . num momento futuro. abster-se de opinião. caracterizando a natureza e seu provável efeito em decorrência da incerteza que o desfecho possa afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da entidade e o resultado das suas operações. o auditor deve: a) b) c) d) e) incluir uma ressalva. com abstenção de opinião ou limpo. pode deixar de destacar esse fato e.(ESAF/FPS/2002) A administração da entidade auditada inclui em uma nota explicativa. incluir uma nota explicativa.(ESAF/FPS/2002) Quando houver participação de outros auditores independentes no exame de demonstrações contábeis de participações societárias irrelevantes. exigir que se contabilize o efeito. c) informar aos órgãos regulamentares competentes que irá tomar medidas para informar aos usuários das demonstrações contábeis publicadas quanto ao risco identificado. emitir parecer adverso. o auditor de empresa investidora: a) b) c) d) e) deve destacar esse fato no seu parecer. ao terminar seus trabalhos. e) informar aos principais acionistas da empresa que as demonstrações contábeis publicadas podem apresentar vieses para fins de tomada de decisão. nos mesmos jornais onde foram publicadas as demonstrações contábeis da empresa auditada. pode desconsiderar esse valor por ser imaterial no conjunto das demonstrações contábeis. também.Auditoria Adriano Cisneiros . adverso ou com ressalva. de forma clara. pode incluir em nota explicativa que essas participações forem auditada por outros auditores. irá se manifestar a respeito desse fato. Ao elaborar sua opinião. parecer seja utilizado por terceiros para tomada de decisão. conclui que as demonstrações contábeis estão comprometidas substancialmente. deve incluir informações consideradas relevantes para adequada interpretação de seus usuários. oportuno. O tipo de parecer que o auditor deve emitir é: a) b) c) d) e) sem ressalva ou com abstenção de opinião. informando que o trabalho de auditoria foi prejudicado e.(ESAF/FPS/2002) O auditor. 31.

com vistas a assegurar a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. objeto da revisão.2 – ADMINISTRAÇÃO DO PROGRAMA DE REVISÃO 14.2.Cabe ao CRE: a) identificar os auditores a serem avaliados a cada ano.2.As partes envolvidas no programa de revisão externa de qualidade são as seguintes: a) Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de Qualidade – CRE. 130 . em todos os casos. 14. aos “Auditores” que exercem a atividade de Auditoria Independente com cadastro na Comissão de Valores Mobiliários – CVM.1 . indicados pelas respectivas entidades. e c) a firma ou o auditor. b) o(s) Auditor(es) responsável(eis) pela realização das revisões individuais. é medida pelo atendimento das normas técnicas e profissionais estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade e.1 – CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS 14. eventualmente.1.3 – Esta Norma aplica-se. constitui-se em processo educacional. 14.2 – O objetivo da revisão pelos pares é a avaliação dos procedimentos adotados pelos Contadores e Firmas de Auditoria. A qualidade.1.1.1. neste contexto. adiante denominada de “Revisão pelos pares”. das normas emitidas por órgãos reguladores.1.1.1. considerada a regra de transição. Contadores no exercício da auditoria independente. 14. As atividades de suporte são de responsabilidade de ambas as entidades. segundo suas disposições estatutárias. ANEX0 1 NBC T 14 . responsável pela administração do programa. que visa alcançar desempenho profissional da mais alta qualidade. a cada quatro anos.NORMAS SOBRE A REVISÃO EXTERNA DE QUALIDADE PELOS PARES 14. pelos pronunciamentos do Instituto de Auditores Independentes do Brasil – IBRACON e. Os representantes devem ser.1 – A revisão externa de qualidade pelos pares. de acompanhamento e de fiscalização. b) emitir e atualizar anualmente as instruções e questionários detalhados para a revisão pelos pares.4 . O prazo de cada nomeação é de 3 (três) anos.1.2.3 – O CRE é integrado por 2 (dois) representantes do Conselho Federal de Contabilidade e 2 (dois) representantes do IBRACON.1. adiante denominados “auditores revisados”.1.1 – CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS DA REVISÃO EXTERNA PELOS PARES 14. 14.2 – A revisão externa de qualidade deve ocorrer. de aqui em diante denominados “Auditores”. 14. 14. na insuficiência destas.1. adiante denominados “auditores-revisores”.1.2. como mínimo. exclusivamente.Auditoria Adriano Cisneiros .

o comitê poderá requerer reunião com os auditores revisados para assegurar o adequado entendimento das ações planejadas. Aspectos relevantes levantados pelas Presidências e ou órgãos reguladores.3 .1.1 – Terminada cada revisão.3. 14.6 .OS RELATÓRIOS DE REVISÃO 14.Auditoria Adriano Cisneiros . aprovar o relatório para emissão final. serão comunicados aos auditores revisados e revisores e/ou próprio CRE.1 – CONFIDENCIALIDADE 14. para garantir a adequada comunicação entre o comitê e os auditores-revisores.2 . e f) emitir relatório sumário anual. encaminharão.1. aplicáveis a qualquer trabalho de auditoria independente. os planos de ação corretivos. que deverá ser encaminhado ao CRE. destinado aos auditores-revisores. 14. de forma a garantir que as revisões sejam realizadas nos prazos previstos nesta norma.O CRE deverá estabelecer controles para administrar o programa. o comitê elaborará. O relatório constituirá um resumo dos resultados das revisões realizadas no ano e das ações planejadas e será confidencial. incluindo o questionário-base.1. c) dirimir quaisquer dúvidas a respeito do processo de revisão pelos pares e resolver eventuais situações não previstas. e) aprovar em forma final os relatórios e planos de ação.A cada ano. não permitindo a identificação e nem o nome dos auditores revisados.1. conforme definido pelo CFC.1.3.4 . plano de ação que responda aos aspectos identificados no relatório. 14. 14.Como resultado das apresentações e discussões anteriores.Aplicam-se a este programa as mesmas normas sobre confidencialidade.1. o comitê deverá.3 . A apresentação deverá ser objeto de reunião específica. 14. para sua aplicação anual.2 – A cópia do relatório dos auditores-revisores será encaminhada pelo CRE aos auditores revisados que. d) receber dos auditores revisores os relatórios de cada revisão e dos auditores revisados.2. dos auditores ou equipes revisoras ou das entidades cujos trabalhos foram incluídos na revisão.CARACTERÍSTICAS DO PROGRAMA 14. A atualização deverá contemplar eventuais mudanças nas normas profissionais e reguladoras.3. que poderá requerer os esclarecimentos que considere necessários para um correto entendimento e tomada de decisões quanto aos resultados reportados. a partir dos relatórios aprovados no ano.2. Dependendo da natureza destes.3. que se apliquem à profissão no Brasil. após obtidos os esclarecimentos necessários de ambas as partes. relatório destinado à Presidência de cada entidade profissional e de cada órgão regulador que requeira programa de revisão externa de qualidade.1.1 .5 . o CRE deverá revisar as instruções que serão oportunamente desenvolvidas.2. os auditores-revisores deverão emitir relatório com suas conclusões. à sua vez. 14. Neste contexto.2. 131 .1. posteriormente. 14.Anualmente.

5.2. se aplicáveis. 14.3 – CONFLITOS DE INTERESSES 14.2.1 .2.Ficam proibidas as revisões recíprocas entre firmas de auditores. à experiência dos revisores em trabalhos de auditoria de similar complexidade. Tanto o comitê quanto os revisores enviarão à entidade confirmação de confidencialidade.5 – ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHOS DE REVISÃO 14.2. Porém. nas normas de órgãos reguladores.2 – INDEPENDÊNCIA 14.2 – Os auditores-revisores e seus membros podem possuir investimentos ou familiares nos clientes dos auditores revisados.4.2. 14.2.2. A compatibilidade refere-se. 14. os membros do CRE e das equipes revisoras ficam impedidos de divulgar qualquer informação obtida durante a participação no programa de revisão.3.3 – O membro que atuar na condição de líder da equipe revisora terá as seguintes responsabilidades: a) a organização e condução da revisão.2.3 . de acordo com as definições previstas nas normas profissionais e.2. a partir da segunda revisão.2.2.Auditoria Adriano Cisneiros . 14. 14. caso ainda não a possuam.1 – Os auditores-revisores e os membros da equipe revisora devem ser independentes dos auditores revisados.2.2. 14. 14. 132 .4 – COMPETÊNCIA 14.5. os membros da equipe revisora não podem revisar trabalhos realizados em entidades nas quais possuam tais relacionamentos. dependendo das dimensões e da natureza dos auditores a serem revisados.5. aprovação de cada uma das entidades selecionadas para que os trabalhos possam ser efetivamente revisados. tanto no caso de auditores pessoas físicas quanto de firmas de auditoria.2.2. ressalvando o Sistema CFC/CRCs.2 – A equipe revisora será formada por uma ou mais pessoas.1 – A seleção dos auditores-revisores cabe aos auditores a serem revisados.1. 14. os auditores revisados deverão obter. principalmente. 14.2.Nem os auditores-revisores nem os membros da equipe revisora ou profissionais envolvidos na administração do programa de revisão pelos pares podem ter qualquer conflito de interesses com relação aos auditores revisados e aos clientes selecionados para a revisão.2 – Nos casos selecionados para revisão.1 -A equipe revisora deve possuir estrutura compatível com a revisão a ser realizada.

das eventuais falhas e respectivas recomendações. em diferentes níveis de experiência. sem a inclusão de quaisquer questões relativas a negócios.3. de qualidade pessoas dos os papéis de apresentação 14. exclusivamente. e f) preparação da documentação de discussões com os revisados.3. a equipe revisora deverá concluir sobre se existem assuntos que mereçam atenção por evidenciarem que ele não cumpriu com as políticas e procedimentos de controle de qualidade estabelecidos. e) elaboração do relatório de revisões de qualidade. e e) a apresentação e discussão do relatório no CRE. b) análise da adequação da informação recebida nas entrevistas com auditores revisados. e b) se os procedimentos de controle de qualidade definidos foram efetivamente adotados. de uma amostra limitada de trabalhos.2. a equipe deverá selecionar uma amostra limitada de clientes. c) a comunicação e discussão dos resultados da revisão à administração dos auditores revisados. 14. 133 . análise e avaliação das políticas e procedimentos de controle estabelecidas pelos auditores revisados. 14.3.3 – A equipe revisora deverá adotar procedimentos de auditoria normais.2.2 – O processo da revisão externa de qualidade será desenvolvido conforme procedimentos a serem detalhados pelo CRE.3. 14. que considerarão o seguinte: a) obtenção. b) a supervisão do trabalho desenvolvido pelos membros da equipe.3.1 – OBJETIVOS 14.3.3. 14.1.2 – Para cada revisado. se as normas de controle de qualidade definidas foram efetivamente aplicadas. tais como conferência de documentação e indagação às pessoas envolvidas na determinação. Naqueles aspectos que necessariamente requeiram a revisão de papéis de trabalho.1 – A revisão deve abranger. c) confirmação da estrutura de controle interno mediante confronto com trabalho. d) discussão com os auditores revisados sobre os aspectos identificados. d) a preparação do respectivo relatório de revisão.3 – REALIZAÇÃO DA REVISÃO PELOS PARES 14.2 – PROCEDIMENTOS 14.1.2. aspectos de atendimento às normas profissionais. concentrando sua atividade nos aspectos que necessitem avaliação.Auditoria Adriano Cisneiros .1 – A revisão deverá ser organizada para permitir que os auditores-revisores emitam opinião sobre se. durante o período coberto pela revisão: a) o sistema de controle de qualidade estabelecido pelos auditores revisados para os trabalhos de auditoria atende às normas profissionais estabelecidas.

4. 14. 14. tais como a existência de litígio ou investigação. que.1 – O relatório emitido poderá ser de quatro tipos: a) sem ressalvas. para obtenção de evidências que permitam concluir que as políticas e procedimentos de controle de qualidade são adequadamente divulgados e estendidos para o conjunto.3.4 – DOS RELATÓRIOS DA REVISÃO PELOS PARES 14.5 – Nos casos de auditores a serem revisados e que possuam mais de um escritório.4.1.4. porém. 14.1 – CONTEÚDO E PRAZO 14. quando a magnitude das falhas identificadas for tão relevante que evidencie que as políticas e procedimentos de qualidade não estão de acordo com as normas profissionais. por motivos justificáveis.2.4.2 – A emissão do relatório deverá ocorrer no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias após a finalização da revisão em campo e sua data será a do encerramento da revisão.1 – O relatório dos auditores-revisores deverá incluir os seguintes elementos: a) escopo da revisão e eventuais limitações.3. b) descrição sumária das principais características das políticas e procedimentos de controle de qualidade. não requeiram a emissão de parecer adverso. quando for imposta alguma limitação no escopo da revisão que impeça os auditores-revisores de aplicar um ou mais procedimentos requeridos. requer-se a aplicação de julgamento profissional para avaliar a necessidade de revisão de mais de uma seleção dos escritórios a serem objeto da revisão. 14. c) com conclusão adversa. ou quando encontrarem falhas relevantes. e c) conclusão sobre se essas políticas e procedimentos de controle de qualidade atendem às normas aplicáveis e se elas foram observadas no período sob revisão.4 – Na hipótese de os auditores revisados não concordarem com a seleção de determinado cliente para revisão.2 .2. quando as limitações impostas ao trabalho forem tão relevantes que os auditores-revisores não tenham condições de concluir sobre a revisão.2 – TIPOS DE RELATÓRIOS 14. 14.2.Auditoria Adriano Cisneiros . Caso não concorde com a restrição. deverá avaliar o efeito dessa situação no contexto do trabalho e do relatório a ser emitido.4. quando os auditores-revisores concluírem positivamente sobre os trabalhos realizados. e d) com abstenção de conclusão. b) com ressalvas. Poderão ser requeridas visitas a alguns desses escritórios. 14.4. ou pela negativa do cliente em autorizar a revisão dos papéis de trabalho. a equipe revisora deve avaliar as razões para essa exclusão.1.As falhas encontradas em trabalho selecionado não implicam emissão de relatório com 134 .2.

prazos e cronogramas 135 . sempre que tal seja necessário ao entendimento das políticas e procedimentos adotados.5. bem como das suas aplicações. bem como sua implicação no sistema de controle de qualidade da firma. os relatórios de revisão serão disponibilizados pelo CRE para o Sistema CFC/CRCs e para o IBRACON. Estes poderão incluir no relatório parágrafos explicativos. consoante o disposto no item 14. b) as 50 (cinqüenta) firmas ou auditores pessoas físicas seguintes.1 – A primeira revisão pelos pares deverá ter foco o diagnóstico dos procedimentos de controle de qualidade interno que devem ser implantados e/ou revisados para a qualidade dos trabalhos.2.2 –A primeira revisão externa de qualidade ocorrerá dentro dos seguintes prazos. forem consideradas como isoladas. até 30 de março de 2002. 14. 14. ressalvas ou adverso. devendo o Relatório dos Auditores Revisores ser entregue para discussão e aprovação do Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de Qualidade – CRE.5.2. A equipe revisora deve avaliar o padrão e efeito das falhas identificadas. a julgamento dos auditores-revisores. deverão contratar os Auditores Revisores e comunicar os nomes para o CRE.3 – As conclusões constantes do relatório emitido dependerão sempre do exercício de julgamento profissional dos auditores-revisores. 14. devendo os Auditores Revisores entregar os Relatórios da Revisão para o mesmo Comitê para discussão e aprovação até 30 de setembro de 2002.5 – DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 14. 14.4.1. aplicado o mesmo critério.3 – A partir da segunda revisão externa de qualidade.4– Após a primeira revisão externa de qualidade. c) as restantes firmas ou auditores pessoas físicas deverão contratar os Auditores Revisores e comunicar os nomes para o CRE até 30 de junho de 2002. 14. dos erros na aplicação das políticas e procedimentos definidos.4 – Os auditores revisados devem apresentar seu comentário sobre os aspectos reportados e elaborar um plano de ação para responder às recomendações formuladas.5. os “Auditores”.4.1.1.5.1 – DAS REVISÕES E SEUS PRAZOS 14. até 15 dias antes: a) as 10 (dez) firmas ou auditores pessoas físicas com maior número de clientes empresas de capital aberto deverão contratar os Auditores Revisores e comunicar os nomes para o CRE. devendo os Auditores Revisores entregar os Relatórios da Revisão para o mesmo Comitê para discussão e aprovação até 15 de junho de 2002.Auditoria Adriano Cisneiros .2. até 31 de dezembro de 2001. 14.1.1.5.1. sempre que. devendo os Auditores Revisores entregar os Relatórios da Revisão para o mesmo Comitê para discussão e aprovação até 15 de junho de 2002. no prazo de até 30 (trinta) dias do recebimento do relatório dos auditores-revisores. diferenciando os erros no desenho do sistema de controle de qualidade.

Auditoria Adriano Cisneiros . 136 . estabelecidos nesta norma serão determinados pelo CRE com antecedência mínima de 180 dias.

1 137 . Entretanto.Auditoria Adriano Cisneiros . correspondente a Transações e Eventos Subseqüentes da NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis1. não se exige que o auditor proceda a uma revisão contínua de todos os assuntos que foram objeto de procedimentos anteriores. havidos entre a data de término do exercício social e até após a data da divulgação das demonstrações contábeis. e d) alteração do controle societário. 2. Esses procedimentos são adicionais àqueles normalmente aplicados a transações específicas ocorridas após o fim do período.2. O auditor deve planejar e executar procedimentos para obter evidência de auditoria suficiente e apropriada de que todas as transações e eventos ocorridos no período. c) destruição de estoques ou estabelecimento em decorrência de sinistro. por exemplo. com o objetivo de obter evidência de auditoria quanto a saldos de contas no fim dele. b) compra de nova subsidiária ou de participação adicional relevante em investimento anterior. e b) pagamento ou sentença judicial. e que podem requerer ajuste nas demonstrações contábeis e suas notas explicativas. inclusive como aumento de capital. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA SOBRE TRANSAÇÕES E EVENTOS OCORRIDOS ENTRE A DATA DO TÉRMINO DO EXERCÍCIO SOCIAL E A DE EMISSÃO DO PARECER 3. foram identificados. ANEXO 2 INTERPRETAÇÃO TÉCNICA NBC T 11 – IT – 04 TRANSAÇÕES E EVENTOS SUBSEQÜENTES Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 11. CONSIDERAÇÕES GERAIS 1. e o auditor deve considerá-lo parte normal da auditoria.13. O período entre a data do término do exercício social e a de emissão do parecer é denominado período subseqüente. são: a) aporte de novos recursos. o teste do corte de estoques e pagamentos a credores. Exemplos de transações e eventos subseqüentes. como. Exemplos destas situações são: a) perda em contas a receber decorrente da falência do devedor. A identificação de transações e eventos subseqüentes que proporcionam evidência adicional de condições que existiam no fim do período auditado requer o exercício do julgamento profissional e o conhecimento dos fatos e circunstâncias.

4. comparação dessas informações com as constantes nas demonstrações contábeis auditadas. da parte dela.Auditoria Adriano Cisneiros . d) indagação ou ampliação das indagações anteriores. destruição de ativos. como na hipótese de dúvida sobre a continuidade normal das atividades da entidade. o auditor da entidade principal deve considerar os procedimentos do outro auditor sobre eventos após o fim do período e a necessidade de informá-lo sobre a data planejada de emissão de seu parecer. com a mesma data do parecer do auditor. por exemplo. Neste caso. empréstimos ou garantias concedidas. 4. por fogo ou inundação. o auditor deve indagar da administração se as informações mais recentes foram elaboradas nas mesmas bases utilizadas nas demonstrações contábeis auditadas. ainda que parcialmente. 6. c) leitura das demonstrações contábeis intermediárias posteriores àquelas auditadas e. de carta de responsabilidade. 8. 7. incorporação. realizadas após o fim do período. à medida que for considerado necessário e apropriado. Quando tomar conhecimento de eventos que afetam de maneira relevante as demonstrações contábeis. e 9. na extensão considerada necessária nas circunstâncias. ajustes contábeis inusitados. cisão ou liquidação de atividades. 5. vendas de ativos. b) leitura de atas de assembléia de acionistas ou quotistas. 3. e normalmente incluem o seguinte: a) revisão dos procedimentos que a administração estabeleceu para assegurar que eventos subseqüentes sejam identificados. 6. 2. e indagação sobre assuntos discutidos nas reuniões e para os quais ainda se dispõe de atas. escritas ou verbais. dos orçamentos. situação atual de itens contabilizados com base em dados preliminares ou não-conclusivos. ou mesmo uma divisão ou filial.Os procedimentos para identificar transações e eventos que podem requerer ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis devem ser executados tão próximo da data do parecer do auditor quanto for praticável. desapropriação por parte do governo. da diretoria. Quando uma controlada ou coligada. bem como de comitês executivos e de auditoria. previsões de fluxo de caixa e de outros relatórios contábeis. Os exemplos de assuntos a serem indagados incluem: 1. e e) indagação à administração sobre se ocorreu qualquer evento subseqüente que possa afetar as demonstrações contábeis e obtenção. 5. o auditor deve verificar se eles foram apropriadamente contabilizados e adequadamente 138 . ocorrência ou probabilidade de ocorrência de eventos que ponham em dúvida a adequação das práticas usadas nas demonstrações contábeis. evolução subseqüente de contingências e assuntos de maior risco de auditoria. aos advogados da entidade a respeito de litígios e reclamações. emissão de debêntures ou ações novas ou acordo de fusão. assunção de novos compromissos. for auditada por outro auditor. de reunião dos conselhos de administração e fiscal.

Quando a administração não alterar as demonstrações contábeis nos casos em que o auditor decidir pela necessidade de sua alteração e o seu parecer não tiver sido liberado para a entidade. e consequentemente. a administração é responsável por informar ao auditor fatos que possam afetar as demonstrações contábeis. 8. mas antes da divulgação das demonstrações contábeis. COM A CONSEQÜENTE EMISSÃO DO PARECER. o auditor não tem responsabilidade de fazer qualquer indagação sobre essas demonstrações. ele deve decidir se elas devem ser ajustadas.Quando. 10. TRANSAÇÕES E EVENTOS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OCORRIDOS APÓS A DIVULGAÇÃO DAS 12. como mínimo. O auditor não é responsável pela execução de procedimentos ou indagações sobre as demonstrações contábeis após a data do seu parecer. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. 9. Entre essas medidas inclui-se. os procedimentos mencionados nos itens anteriores devem ser estendidos até a data do novo parecer do auditor. A data do novo parecer do auditor não deve ser anterior àquela em que as demonstrações ajustadas foram assinadas ou aprovadas pela administração.Auditoria Adriano Cisneiros . o auditor deve emitir seu parecer com ressalva ao adverso.Quando a administração alterar as demonstrações contábeis. comunicação formal à administração no sentido de que o parecer anteriormente emitido não mais deve ser associado às demonstrações contábeis não retificadas. o auditor deve avaliar a adoção de medidas a serem tomadas em função dos seus direitos e obrigações legais. TRANSAÇÕES E EVENTOS OCORRIDOS APÓS O TÉRMINO DO TRABALHO DE CAMPO. o auditor deve solicitar a esta que não divulgue as demonstrações contábeis e o respectivo parecer. 13. ele deve revisá-lo e. 11. o auditor deve executar os procedimentos necessários nas circunstâncias e fornecer a ela um novo parecer sobre as demonstrações contábeis ajustadas. Contudo. Se as demonstrações contábeis forem posteriormente divulgadas. após a divulgação das demonstrações contábeis. Quando. Após a divulgação das demonstrações contábeis. divulgados nas demonstrações contábeis. Quando tais eventos não receberam o tratamento adequado nas demonstrações contábeis. expressar opinião com ressalva ou adversa. o auditor tomar conhecimento de um fato que possa afetar de maneira relevante as demonstrações contábeis. Quando o parecer do auditor tiver sido entregue à administração. após a data do parecer do auditor. Caso a administração decida não tomar as providências necessárias. como explicado na Interpretação Técnica NBC T 11 – IT – 05 – Parecer dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis. E A DATA DA DIVULGAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 7. se for o caso. o auditor deve discutir com a administração a adoção das providências necessárias para corrigir tal situação. o auditor tomar conhecimento de fato 139 . o auditor pode decidir por emitir seu parecer com dupla data. a necessidade de comunicação aos órgãos reguladores dependerá das normas aplicáveis em cada caso. Durante o período entre as datas do parecer do auditor e a de divulgação das demonstrações contábeis.

Auditoria Adriano Cisneiros . Entre essas medidas inclui-se. Nos casos que envolvem a oferta de valores mobiliários ao público. Por exemplo. seja informada da situação. Em certas situações. e quando a administração não alterar as demonstrações contábeis nas circunstâncias em que o auditor considera necessária sua alteração. os motivos da reemissão desse parecer com referência à nota das demonstrações contábeis que esclarece a alteração efetuada nas demonstrações contábeis. b) revisar as medidas tomadas pela administração para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as demonstrações contábeis anteriormente emitidas. do documento final de oferta. juntamente com o correspondente parecer do auditor. o auditor deve decidir se as demonstrações contábeis precisam de revisão. como mínimo. o auditor pode julgar desnecessárias a alteração das demonstrações contábeis e a emissão de novo parecer. juntamente com o respectivo parecer do auditor. comunicação formal à administração de que o parecer anteriormente emitido não mais deve ser associado às demonstrações contábeis não retificadas. A necessidade de comunicação aos órgãos reguladores dependerá das normas aplicáveis em cada caso. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. 15. seja informada da situação. assim. desde que elas contemplem os necessários ajustes e/ou contenham as informações normalmente divulgadas. que normalmente devem incluir a execução dos procedimentos mencionados no item 7 até a data ou próximo da efetiva. Quando a administração alterar as demonstrações contábeis divulgadas. indicando em parágrafo. Neste caso. quando estiver iminente a emissão das demonstrações contábeis relativas ao período seguinte. o auditor deve considerar qualquer exigência legal e atinente a ele aplicável em todas as jurisdições em que os valores mobiliários estiverem sendo oferecidos. Também devem incluir a leitura do documento de oferta para avaliar se outras informações nele contidas se harmonizam com as informações contábeis com que o auditor estiver relacionado. ele deve informar à administração que poderá tomar medidas para impedir que seu parecer seja utilizado por terceiros. assim. após o de opinião. 14. poderia tê-lo levado a emitir o documento com conteúdo diverso do que foi. 140 . 16. seus direitos e obrigações legais. resguardando. Quando a administração não tomar as medidas necessárias para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as demonstrações contábeis anteriormente divulgadas. o auditor deve: a) executar os procedimentos de auditoria necessários às circunstâncias. se fosse conhecido naquela data. são aplicáveis as considerações sobre a data do novo parecer mencionadas no parágrafo 12 anterior. por exemplo. o auditor pode ser obrigado a executar procedimentos de auditoria adicionais até a data do documento de oferta final. OFERTA DE VALORES MOBILIÁRIOS AO PÚBLICO 17. anterior à data do seu parecer e que. e c) emitir um novo parecer sobre as demonstrações contábeis alteradas.

ou seja. É comum o auditor elaborar pedidos. através da Resolução n. CONSIDERAÇÕES GERAIS A Carta de Responsabilidade da Administração é o documento emitido pelos Administradores da entidade auditada e endereçada ao auditor independente. as bases de preparação. ANEXO 3 INTERPRETAÇÃO TÉCNICA NBC – T – 11 – IT – 01 1.14 de 24.2. das gerências e do responsável pela contabilidade. Quando o auditor não obtiver evidências. como forma de esclarecer determinada transação. todavia. a quem tenha poder de decisão. tem uma finalidade mais ampla. através da aplicação dos procedimentos de auditoria. A Carta.º 700 – item 11. Neste caso o auditor deve investigar as circunstâncias das contradições e.91 e que entraram em vigor em 1º de junho de 1991.Auditoria Adriano Cisneiros . de resumir no final de um período todas as informações relevantes que dizem respeito a uma das demonstrações contábeis. 141 . sobre fato substancial que tenha relevância na formação de sua opinião sobre as demonstrações contábeis do período examinado. Sua emissão passou a ser obrigatória a partir das Normas de Auditoria Independente. mas também a partir de informações verbais da administração. aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. Como nem todas as evidências podem ser obtidas através de documentos. O auditor independente pode utilizar-se de inúmeras formas de confirmação da administração sobre os atos de gestão. torna-se necessário confirmá-las através da Carta de Responsabilidade da Administração. Sempre que o auditor independente executa um trabalho de auditoria. É possível que o auditor tenha evidências de fatos que contradigam os termos da Carta de Responsabilidade. isso constituirá uma limitação de amplitude de exame. apresentação e divulgação das demonstrações contábeis submetidas à auditoria. independentemente da existência da Carta de Responsabilidade da Administração. As atas de reuniões do Conselho de Administração e da Diretoria são documentos importantes para atestar a aprovação dos órgãos de administração para determinados atos e fatos administrativos. confirmando as informações e dados fornecidos ao auditor. questionar e investigar outras informações transmitidas pela administração da entidade. inclusive. por escrito.04. aplica procedimentos com a finalidade de obter evidências ou provas suficientes para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis examinadas. Cópias de cartas ou memorandos podem ser documentos suficientes à comprovação de transações específicas.

(c) fazer referência às demonstrações contábeis objeto da auditoria. Isto não elide o auditor independente de avaliar os termos da informação e comprovação da administração. cabendo. em face das circunstâncias por ele conhecidas. pois não objetiva a eliminação de procedimentos de auditoria e nem substitui o trabalho do auditor independente. decisões. a divulgação perante terceiros. A Carta constitui papel de trabalho do auditor. A Carta de Responsabilidade ou qualquer outra informação dada por escrito pela administração da entidade auditada não elimina a necessidade do auditor de obter evidências sobre transações realizadas.Auditoria Adriano Cisneiros . e outros. (b) obter evidência auditorial por escrito. onde o nome do auditor esteja diretamente envolvido. aceitando-a ou não. Existindo fatos. devendo ser arquivada junto aos demais papéis do exercício como uma das evidências do trabalhos realizado. A Carta de Responsabilidade da Administração deve ser emitida no final de um período com a mesma data do parecer de auditoria sobre as demonstrações contábeis a que se refere. 3 – CONTEÚDO DA CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO A Carta de Responsabilidade da Administração deve conter o que segue: (a) ter data igual àquela do parecer do auditor independente. (d) dar mais confiabilidade as informações verbais obtidas durante a auditoria. (f) possibilitar esclarecimento sobre pontos não constantes das demonstrações contábeis tais como contingências ou responsabilidades não divulgadas. (c) delimitar as responsabilidades do Auditor e da Administração. (e) dar garantias ao auditor independente quanto às responsabilidades posteriores à realização do trabalho. a Carta de Responsabilidade da Administração como um elemento de suporte para o trabalho de auditoria. (d) mencionar que a administração cumpriu com as normas e regulamentos a que a entidade está 142 . 2 – OBJETIVOS Os objetivos do auditor independente em obter a Carta de Responsabilidade da Administração podem ser resumidos como segue: (a) atender às Normas de Auditoria Independente. no caso. tais como a apresentação das demonstrações aos sócios ou acionistas. projeções e contingências que não possam ser evidenciados pelo auditor. (b) ser endereçada ao auditor independente. possibilidades efetivas de realização de determinados ativos e também aspectos de continuidade operacional.

Em determinadas circunstâncias. (o) confirmar que a entidade não tem ônus ou gravames sobre os seus ativos além dos mencionados em nota explicativa. (i) confirmar que não há nenhum fato conhecido que possa impedir a continuidade normais e das atividades da entidade. de acordo com a legislação vigente. que possam ter efeitos relevantes sobre as demonstrações contábeis. e os ativos dados em garantia. (n) confirmar que não existem irregularidades envolvendo a administração ou empregados que possam ter efeito significativo sobre as demonstrações contábeis. (f) confirmar que todas as transações efetuadas no período foram devidamente registradas no sistema contábil. (p) confirmar que não são do conhecimento da administração da entidade quaisquer questões pendentes junto aos órgãos reguladores e fiscalizadores. e pelo contabilista responsável pelas demonstrações contábeis. os acordos para a recompra de ativos anteriormente e vendidos. (l) confirmar que foram adequadamente contabilizados e divulgados nas demonstrações contábeis. (j) confirmar que não há qualquer evento subseqüente que possa afetar a posição patrimonial e financeira da entidade. (e) mencionar que o sistema contábil e os controles internos adotados pela entidade são de responsabilidade da administração e adequados ao seu tipo de atividade e volume de transações. geralmente o DiretorPresidente e o Diretor Financeiro ou Diretor de Relações com o Mercado. previdenciárias e legais que possam afetar substancialmente a situação financeira e patrimonial da entidade. influindo significativamente na sua avaliação. o auditor poderá exigir que a carta de responsabilidade também seja assinada por outros membros da administração. impedindo a continuidade normal dos negócios sociais. trabalhistas.Auditoria Adriano Cisneiros . bem como o resultado do período. sujeita. os prejuízos decorrentes de compromissos de compra e venda. os saldos e transações com “partes relacionadas”. (k) confirmar que todos os livros e registros contábeis e documentos comprobatórios foram colocados à disposição dos auditores. (h) confirmar que não há contingências fiscais. (g) confirmar que as estimativas contábeis foram efetuadas com base em dados consistentes. (q) confirmar que os seguros efetuados foram contratados em valores suficientes para cobrir eventuais perdas com sinistros. A Carta de Responsabilidade da Administração deve ser assinada pelo membro da administração que tiver a responsabilidade primária sobre a entidade e seus aspectos financeiros. (m) confirmar que não há planos ou intenções que possam afetar substancialmente o valor ou a classificação de ativos e passivos constantes das demonstrações contábeis. 143 .

Sas. isto constituirá uma limitação no escopo do seu exame. referente às Demonstrações Contábeis levantadas em (data)_________________. sendo adequados ao tipo de atividade e volume de transações que tem nossa entidade. ____________ de ___________ de ________. mas se recusa a confirmá-la por escrito. ter um efeito relevante sobre as demonstrações contábeis. A presente refere-se aos exames procedidos por V. aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. Sas. 144 . isto constituirá uma limitação no escopo do exame do auditor. 03 – A entidade tem cumprido todas as disposições de seus contratos que poderiam. as seguintes informações: 01 – O sistema contábil e de controles internos adotados pela entidade no período são de nossa responsabilidade. 4 – PROVIDÊNCIAS PARA SITUAÇÕES DE RECUSA DA ADMINISTRAÇÃO EM FORNECER A CARTA DE RESPONSABILIDADE No caso da administração se recusar a fornecer a Carta de Responsabilidade ao auditor independente. correspondentes ao exercício (ou período – quando se tratar de menos de 12 meses) findo em ______ de _______ de _______ e está sendo emitida em atendimento às exigências das Normas de Auditoria Independente. 5 – EXEMPLO DE CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO (cidade) (dia) (mês) (ano) ___________________. em caso de Descumprimento. 02 – Confirmamos que todas as transações efetuadas no período pela nossa entidade foram devidamente registradas na contabilidade de acordo com a legislação vigente. Nesse sentido. nas demonstrações contábeis de nossa entidade.Auditoria Adriano Cisneiros . Se a administração transmitiu em informação verbal. À (nome do auditor) (endereço do escritório que vai emitir o parecer) Prezados Senhores: REF: Carta de Responsabilidade da Administração da (nome da entidade). estamos confirmando a V.

cuja cópia já entregamos a V. 08 – Não existem irregularidades pendentes envolvendo a administração ou empregados que possam ter efeito significativo sobre as demonstrações contábeis. comerciais e legais. 12 – Não é de nosso conhecimento qualquer evento subseqüente à data do encerramento do exercício até a presente data. 09 – A entidade não tem ônus ou gravames sobre os seus ativos que não os mencionados na nota explicativa n. previdenciárias. 04 – Nossa administração cumpriu todas as normas e regulamentos a que a entidade está sujeita e não houve qualquer comunicação referente à inobservância de exigências de autoridades regulamentadoras com respeito a aspectos financeiros. quando necessário. 145 . Ativos dados em garantia. que reconhecemos existir nesta data são: a) b) c) O não reconhecimento destas contingências está fundamentado no parecer de nossos assessores jurídicos. trabalhistas. bem como o resultado do período.Auditoria Adriano Cisneiros . previdenciárias. trabalhistas. 11 – Não há quaisquer contingências fiscais. Acordos para a recompra de ativos anteriormente vendidos. 10 – As estimativas foram contabilizadas com base em dados consistentes confirmados por nossos assessores jurídicos (ou outros assessores).Sas. Prejuízos ou lucros decorrentes de compromissos de compra e venda. registros contábeis. 13 – Não há nenhum fato conhecido que possa impedir a continuidade normal das atividades da entidade. 06 – Não temos planos ou intenções que possam afetar substancialmente o valor ou a classificação de ativos e passivos constantes das demonstrações contábeis.º ___. foram colocados à sua disposição. OU As contingências fiscais. Associados e Diretores). que possa afetar de forma relevante a posição patrimonial e financeira. 05 – Foram adequadamente contabilizados e divulgados nas demonstrações contábeis: (a) (b) (c) (d) Transações e saldos com “partes relacionadas”. documentação comprobatória e todas as atas das reuniões dos Acionistas (ou Sócios. 07 – Que todos os livros. comerciais e legais que possam afetar a situação financeira e patrimonial da entidade e influir significativamente na sua avaliação como empreendimento em continuidade.

impedindo a continuidade normal dos negócios sociais. DIRETOR (ES) (NOME E CARGO) CONTABILISTA (NOME E N.º DE REGISTRO NO CRC) 146 . 15 – Outros esclarecimentos (se houver).Auditoria Adriano Cisneiros . 14 – Julgamos que os seguros contratados foram efetuados em valores suficientes para cobrir eventuais sinistros que possam ocorrer. Atenciosamente.

inteirar-se de todas as circunstâncias. VIII . informar ao substituto sobre fatos que devam chegar ao conhecimento desse. IX .exercer a profissão com zelo. 147 . diligência e honestidade. em documento reservado.Este Código de Ética Profissional tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os contabilistas. 1º . seja propugnado por remuneração condigna.comunicar. zelando. a quem deverá notificar com trinta dias de antecedência.Auditoria Adriano Cisneiros . inclusive no âmbito do serviço público. observada a legislação vigente e resguardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores. 2º . a existência de impedimento para o exercício da profissão.São deveres do contabilista: I . contudo. antes de emitir opinião sobre qualquer caso. quando no exercício profissional. VI .renunciar às funções que exerce.manifestar. eventual circunstância adversa que possa influir na decisão daquele que lhe formular consulta ou lhe confiar trabalho. ressalvados os casos previstos em lei ou quando por autoridades competentes.zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços a seu cargo. evitando declarações públicas sobre os motivos da renúncia. a fim de habilitá-lo para o bom desempenho das funções a serem exercidas. IV . III . VII . seja zelando por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético-profissional da Contabilidade e seu aprimoramento técnico. desde logo.guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito. logo que se positive falta de confiança por parte do cliente ou empregador.se substituído em suas funções. V . entre estas os Conselhos Regionais de Contabilidade. DOS DEVERES E DAS PROIBIÇÕES Art. ANEXO 4 CÓDIGO DE ETICA DOS CONTABILISTAS DO OBJETIVO Art.ser solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional. estendendo-se a obrigação a sócios e executores. ao cliente ou empregador. para que os interesse dos mesmos não sejam prejudicados. sem prejuízo da dignidade e independência profissionais. a qualquer tempo. II .

com quebra de sigilo profissional. XIII . alheio à sua orientação. com prejuízo moral ou desprestígio para a classe. IV . sendo sempre admitida a indicação de títulos. salvo 148 . VIII . no exercício da profissão.assinar documentos ou peças contábeis elaborados por outrem.auferir qualquer provento em função do exercício profissional que não decorra exclusivamente de sua prática lícita.concorrer para a realização de ato contrário à legislação ou destinado a fraudá-la ou praticar. XII . confiadas. comprovadamente.exercer a profissão. XVI . em qualquer modalidade ou veículo de comunicação. XI . culposa ou dolosamente. da Organização Contábil ou da classe. trabalhos realizados e relação de clientes. direta ou indiretamente. X . mediante participação desse nos honorários a receber.Auditoria Adriano Cisneiros . ato definido como crime ou contravenção.solicitar ou receber do cliente ou empregador qualquer vantagem que saiba para aplicação ilícita. por qualquer meio.assumir.manter Organização Contábil sob forma não autorizada pela legislação pertinente.aconselhar o cliente ou o empregador contra disposições expressas em lei ou contra os Princípios Fundamentais e as Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade.prejudicar.exercer atividade ou ligar o seu nome a empreendimentos com finalidades ilícitas. serviços de qualquer natureza. especializações. é vedado ao contabilista: I . III . quando impedido. IX .reter abusivamente livros.anunciar. tenha tido conhecimento. XIV . V . supervisão e fiscalização. VII . XV .emitir referência que identifique o cliente ou empregador. comprovadamente confiados à sua guarda.No desempenho de suas funções. serviços oferecidos. papéis ou documentos. II . conteúdo que resulte na diminuição do colega.valer-se de agenciador de serviços.revelar negociação confidenciada pelo cliente ou empregador para acordo ou transação que. o seu exercício aos não habilitados ou impedidos. ou facilitar. comprovadamente. interesse confiado a sua responsabilidade profissional. VI . Art.recusar-se a prestar contas de quantias que lhe forem. em publicação em que haja menção a trabalho que tenha realizado ou orientado. 3º .

VII .recusar sua indicação quando reconheça não se achar capacitado em face da especialização requerida. XXII .iludir ou tentar iludir a boa fé de cliente. empregador ou de terceiros. depois de regularmente notificado. mantendo seu laudo no âmbito técnico e limitado aos quesitos propostos. Art. VIII . XVIII . Art. determinação dos Conselhos Regionais de Contabilidade. ou da justiça da causa em que estiver servindo. 4º . mantendo absoluta independência moral e técnica na elaboração do respectivo laudo. XVII . VI . deverá. trabalho científico ou técnico do qual não tenha participado. bem como fornecendo falsas informações ou elaborando peças contábeis inidôneas. auditor ou árbitro.Auditoria Adriano Cisneiros .mencionar obrigatoriamente fatos que conheça e repute em condições de exercer efeito sobre peças contábeis objeto de seu trabalho.O Contador.elaborar demonstrações contábeis sem observância dos Princípios Fundamentais e das Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade.O Contabilista poderá publicar relatório.considerar-se impedido para emitir parecer ou elaborar laudos sobre peças contábeis 149 . II . IV . quando autorizado por eles. devendo evitar quaisquer restrições ou imposições que possam prejudicar a eficácia e correção de seu trabalho. respeitado o disposto no inciso II do Art. parecer ou trabalho técnico-profissional. quando perito. na profissão contábil.publicar ou distribuir.não cumprir.abster-se de interpretações tendenciosas sobre a matéria que constitui objeto de perícia.assinalar equívocos ou divergências que encontrar no que concerne à aplicação dos Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo CFC. V .considerar com imparcialidade o pensamento exposto em laudo submetido a sua apreciação.abster-se de expender argumentos ou dar a conhecer sua convicção pessoal sobre os direitos de quaisquer das partes interessadas. III . 2º. no prazo estabelecido. 5º . assinado e sob sua responsabilidade. I . XX . XXI .renunciar à liberdade profissional.intitular-se com categoria profissional que não possua. em seu nome. alterando ou deturpando o exato teor de documentos.abster-se de dar parecer ou emitir opinião sem estar suficientemente informado e munido de documentos. XIX . assistente técnico.

de preferência por contrato escrito.a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual.o local em que o serviço será prestado.O Contabilista poderá transferir o contrato de serviços a seu cargo a outro Contabilista.O Contabilista deve. 7º . não induz nem justifica a participação ou convivência com o erro ou com os atos infringentes de normas éticas ou legais que regem o exercício da profissão.o tempo que será consumido para a realização do trabalho.O Contabilista deve fixar previamente o valor dos serviços. 10 . considerados os elementos seguintes: I .atender à Fiscalização dos Conselhos Regionais de Contabilidade e Conselho Federal de Contabilidade no sentido de colocar à disposição desses.a possibilidade de ficar impedido da realização de outros serviços.O Contabilista poderá transferir parcialmente a execução dos serviços a seu cargo a outro contabilista. com a anuência do cliente. 8º . Art.É vedado ao Contabilista oferecer ou disputar serviços profissionais mediante aviltamento de honorários ou em concorrência desleal. o vulto. relatórios e outros documentos que deram origem e orientaram a execução do seu trabalho. Art.A conduta do Contabilista com relação aos colegas deve ser pautada nos princípios de consideração. em consonância com os postulados de harmonia da classe. preferencialmente por escrito. habitual ou permanente. Parágrafo Único . IX . mantendo sempre como sua a responsabilidade técnica. observando as restrições contidas nas Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. DO VALOR DOS SERVIÇOS PROFISSIONAIS Art.a relevância. observar as seguintes normas de conduta: I . Art. Parágrafo Único . mesmo na condição de empregado. V .O espírito de solidariedade. 150 . II . DOS DEVERES EM RELAÇÃO AOS COLEGAS E À CLASSE Art.abster-se de fazer referências prejudiciais ou de qualquer modo desabonadoras. sempre que solicitado. em relação aos colegas. III . VI . 6º . papéis de trabalho. 9º . apreço e solidariedade.Auditoria Adriano Cisneiros . a complexidade e a dificuldade do serviço a executar.o resultado lícito favorável que para o contratante advirá com o serviço prestado. respeito. IV .

que deles não tenha participado.Auditoria Adriano Cisneiros .jamais utilizar-se de posição ocupada na direção de entidades de classe em benefício próprio ou para proveito pessoal.A transgressão de preceito deste Código constitui infração ética. VII . Art.aceitar o desempenho de cargo de dirigente nas entidades de classe.O Contabilista deve.não formular juízos depreciativos sobre a classe contábil. apresentando-os como próprios.zelar pelo prestígio da classe. IV .censura pública.representar perante os órgãos competentes sobre irregularidades comprovadamente ocorridas na administração de entidade da classe contábil. III .abster-se da aceitação de encargo profissional em substituição a colega que dele tenha desistido para preservar a dignidade ou os interesses da profissão ou da classe. III . segundo a gravidade. inclusive quanto a honorários profissionais. pela dignidade profissional e pelo aperfeiçoamento de suas instituições.zelar pelo cumprimento deste Código. 12 . desde que permaneçam as mesmas condições que ditaram o referido procedimento. salvo circunstâncias especiais que justifiquem a sua recusa. admitindo-se a justa recusa. VI . sancionada. observar as seguintes normas de conduta: I . 151 . II . II .jamais apropriar-se de trabalhos. com a aplicação de uma das seguintes penalidades: I .advertência reservada.evitar desentendimentos com o colega a que vier a substituir no exercício profissional. VIII . DAS PENALIDADES Art. II . III . com relação à classe.acatar as resoluções votadas pela classe contábil. IV .censura reservada. 11 . V .prestar seu concurso moral. intelectual e material. iniciativas ou de soluções encontradas por colegas.

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Parágrafo Único - Na aplicação das sanções éticas são consideradas como atenuantes: I - falta cometida em defesa de prerrogativa profissional; II - ausência de punição ética anterior; III - prestação de relevantes serviços à Contabilidade. Art. 13. O julgamento das questões relacionadas à transgressão de preceitos do Código de Ética incumbe, originariamente, aos Conselhos Regionais de Contabilidade, que funcionarão como Tribunais Regionais de Ética e Disciplina, facultado recurso dotado de efeito suspensivo, interposto no prazo de quinze dias, para o Conselho Federal de Contabilidade em sua condição de Tribunal Superior de Ética e Disciplina. § 1º O recurso voluntário somente será encaminhado ao Tribunal Superior de Ética e Disciplina se o Tribunal Regional de Ética e Disciplina respectivo mantiver ou reformar parcialmente a decisão. § 2º Na hipótese do inciso III do art. 12, o Tribunal Regional de Ética e Disciplina deverá recorrer ex officio de sua própria decisão (aplicação de censura pública). Art. 14 - O Contabilista poderá requerer desagravo público ao Conselho Regional de Contabilidade, quando atingido, pública e injustamente, no exercício de sua profissão.

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ANEXO 5
“NBC T- 12 – DA AUDITORIA INTERNA 12.1 – CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS 12.1.1 – CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS DA AUDITORIA INTERNA 12.1.1.1 – A auditoria interna constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais da Entidade. 12.1.1.2 – A auditoria interna é de competência exclusiva de Contador registrado em Conselho Regional de Contabilidade, nesta norma denominado auditor interno. 12.1.2 – PROCEDIMENTOS DA AUDITORIA INTERNA 12.1.2.1 – Os procedimentos de auditoria interna são os exames, incluindo testes de observância e testes substantivos, que permitem ao auditor interno obter provas suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações. 12.1.2.2 – Os testes de observância visam a obtenção de uma razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários da Entidade. 12.1.2.3 – Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informações da Entidade. 12.1.2.4 – As informações que fundamentam os resultados da auditoria interna são denominadas de “evidências”, que devem ser suficientes, fidedignas, relevantes e úteis, de modo a fornecerem base sólida para as conclusões e recomendações. 12.1.3 – PAPÉIS DE TRABALHO 12.1.3.1 – Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligidas pelo auditor interno que consubstanciam o trabalho executado. 12.1.4 – FRAUDE E ERRO 12.1.4.1 – O termo “fraude” aplica-se a atos voluntários de omissão e manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios e demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. 12.1.4.2 – O termo “erro” aplica-se a atos involuntários de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da Entidade, tanto em termos físicos quanto monetários.

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12.1.4.3 – O auditor interno deve assessorar a administração no trabalho de prevenção de erros e fraudes, obrigando-se a informá-la, de maneira reservada, sobre quaisquer indícios ou confirmações de erros ou fraudes detectados no decorrer de seu trabalho. 12.2 – NORMAS DE EXECUÇÃO DOS TRABALHOS 12.2.1 – PLANEJAMENTO DA AUDITORIA INTERNA 12.2.1.1 – O planejamento do trabalho de auditoria interna compreende os exames preliminares da Entidade, para definir a amplitude do trabalho a ser realizado de acordo com as diretivas estabelecidas pela administração. 12.2.1.2 – O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente os seguintes: o conhecimento detalhado dos sistemas contábil e de controles internos da Entidade e seu grau de confiabilidade; a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem aplicados; a existência de Entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito dos exames da auditoria interna; o uso do trabalho de especialistas e outros auditores; os ciclo operacionais da Entidade relacionados com volume de transações e operações; o conhecimento das atividades operacionais da Entidade, como suporte para a análise eficaz dos procedimentos e sistemas de Contabilidade de Custos que estão sendo aplicados para acompanhar e controlar o uso e o consumo de recursos, visando verificar a existência de desvios em relação às rotinas preestabelecidas; o conhecimento da execução orçamentária, tanto operacional como de investimentos, no sentido de verificar a exatidão de apropriação dos valores, se os desvios estão sendo controlados e se as conseqüentes ações corretivas estão sendo aplicadas. 12.2.1.3 – O auditor interno deve documentar seu planejamento e preparar, por escrito, o programa de trabalho, detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados, em termos de natureza, oportunidade e extensão. 12.2.1.4 – Os programas de trabalho, estruturados de forma a servir como guia e meio de controle, devem ser revisados e ou atualizados quando necessário. 12.2.2 – APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA INTERNA 12.2.2.1 – O auditor interno deve obter, analisar, interpretar e documentar as informações físicas,

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de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor interno. que evidenciem ter sido a auditoria interna executada de acordo com as normas aplicáveis.2. todos os elementos significativos dos exames realizados. trabalhista e societária. bem como de lançamentos de tributos e de contribuições em disputa. e. a informação adequada é aquela que. bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões alcançadas.2 – Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciarem a compreensão do planejamento. a informação relevante é a que dá suporte às conclusões e recomendações da auditoria interna. incluindo os testes e técnicas de amostragem.2.2.2. da oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria interna aplicados.4 – O auditor interno deve adotar procedimentos adequados para assegurar-se que todas as contingências ativas e passivas relevantes decorrentes de processos judiciais. 12. a informação útil é a que auxilia a Entidade a atingir suas metas. 4. 3.2. 12.3 – Os papéis de trabalho devem ser elaborados. 12.3.3 – O processo deve ser supervisionado para alcançar razoável segurança de que o objetivo do trabalho da auditoria interna está sendo atingido.2. 155 . sendo confiável.3.3 – DOCUMENTAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA 12.1 – O auditor interno deve documentar. trabalhista e societária das legislações tributária.2. 12. financeiras e operacionais para dar suporte aos resultados de seu trabalho. 12. bem como o cumprimento de normas reguladoras a que estiver sujeita a Entidade. deve ser definida antecipadamente e ampliada ou alterada se as circunstâncias assim o exigirem. da natureza. contábeis. relevantes e úteis no fornecimento de evidências às conclusões e recomendações da auditoria interna: 1. através de papéis de trabalho.2. a informação suficiente é factual e convincente. As informações devem ser suficientes.2.2. reivindicações e reclamações. a aplicação dos procedimentos de auditoria interna. foram identificadas e são do conhecimento da administração da Entidade.3.5 – O auditor interno deve examinar a observância das legislações tributária. adequadas. 2. 12.2.Auditoria Adriano Cisneiros .2.2 – O processo de avaliação das informações contábeis compreende: a obtenção de informações sobre todos os assuntos relacionados com os objetivos e alcance da auditoria interna. propicia a melhor evidência alcançável através do uso apropriado das técnicas de auditoria interna. organizados e arquivados de forma sistemática e racional. onde praticável. 12.

Auditoria Adriano Cisneiros . requer o auditor interno as domine completamente. destacar.1 – O Contador. de forma a implementar os próprios procedimentos ou. deve preservar sua autonomia 156 . 12.5. o auditor interno deve certificar-se de sua exatidão. na função de auditor interno.3. 12. recomendações e as providências a serem tomadas pela administração.2. deve manter o seu nível de competência profissional pelo conhecimento atualizado das Normas Brasileiras de Contabilidade. 12.5 – PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS – PED 12.2. no seu relatório.2 – AUTONOMIA PROFISSIONAL 3.5. especialmente na área de auditoria.3.2. orientar. a fim de avaliá-los e planejar adequadamente seu trabalho.4 – AMOSTRAGEM ESTATÍSTICA 12. das técnicas contábeis.3.1 – COMPETÊNCIA TÉCNICO-PROFISSIONAL 3. da legislação inerente à profissão. quando for o caso.3. 12. demonstrações ou quaisquer outros documentos. 12. as áreas não examinadas.2.4 – Ao se utilizar de análises. 12.1 – O auditor interno deve dispor de conhecimento suficiente dos recursos de PED e dos sistemas de processamento da Entidade. dos conceitos e técnicas administrativas e da legislação aplicável à Entidade.1 – Ao determinar a extensão de um teste de auditoria interna de método de seleção dos itens a serem testados.2 – O uso de técnicas de auditoria interna que demande o emprego de recursos de PED. suas conclusões. 12.1 – O auditor interno.1. de forma a expressar claramente os resultados dos trabalhos realizados .4 – O auditor interno deve. o auditor interno pode empregar técnicas de amostragem estatística. 12. se for o caso.2 – O relatório deve ser redigido com objetividade e imparcialidade.2. 3.4.3 – NORMAS RELATIVAS AO RELATÓRIO DO AUDITOR INTERNO 12.3. NBC P 3 – NORMAS PROFISSIONAIS DO AUDITOR INTERNO 3.3 – O relatório do auditor interno é confidencial e deve ser apresentado ao superior imediato ou pessoa autorizada que o tenha solicitado. não obstante sua posição funcional. supervisionar e revisar os trabalhos de especialistas. informando os motivos pelos quais não as contemplou.1 – O relatório é o instrumento técnico pelo qual o auditor interno comunica os trabalhos realizados.2.2. sempre que integrá-los aos seus papéis de trabalho.

imparcialidade e zelo na realização dos trabalhos e na exposição das conclusões. situação em que a equipe fará a divisão de tarefas segundo a habilitação técnica e legal dos seus participantes. sob nenhuma circunstância.2 – O dever de manter o sigilo continua depois de terminado o vínculo empregatício ou contratual.3.1 – O auditor interno deve respeitar o sigilo relativamente às informações obtidas durante o seu trabalho. 157 .2 – A amplitude do trabalho do auditor interno e sua responsabilidade estão limitadas à sua área de atuação. 3. 3.1 – O auditor interno deve ter o máximo de cuidado. deve apresentar os seus papéis de trabalho ao auditor independente e entregar-lhe cópias. quando este entender necessário”.3.1 – O auditor interno. não as divulgando para terceiros. sem autorização expressa da Entidade em que atua.6.Auditoria Adriano Cisneiros .3. e.5.4 – RELACIONAMENTO COM PROFISSIONAIS DE OUTRAS ÁREAS 3. no âmbito de planejamento conjunto de trabalho a realizar. 3.1 – O auditor interno pode realizar trabalhos de forma compartilhada com profissionais de outras áreas. 3. 3. quando previamente estabelecido com a administração de Entidade em que atua. profissional. quando solicitado.3 – RESPONSABILIDADE DO AUDITOR INTERNO NA EXECUÇÃO DOS TRABALHOS 3.5.5 – SIGILO 3.4.3. 3.4 – Cabe também ao auditor interno. prestar assessoria ao Conselho Fiscal ou Órgãos equivalentes. 3.3 – A utilização da equipe técnica supõe razoável segurança de que o trabalho venha a ser executado por pessoas com capacitação profissional e treinamento requeridos nas circunstâncias.6 – COOPERAÇÃO COM O AUDITOR INDEPENDENTE 3. 3.

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