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Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca

Engenharia de Produção

Ondas

Ondas Estacionárias
Laboratório de Física - CEFET/RJ

Professor: Ozemar Ventura

Alunas:
Mariana Amorim Kling - 1024166GPRO
Paula Mendes Corado da Silva - 0921017GPRO

RIO DE JANEIRO, 06 DE OUTUBRO DE 2014


Sumário

1. Introdução ............................................................................................................ 3
1.1. Contexto Teórico ...................................................................................... 3

1.2. Objetivos do Experimento .......................................................................... 4

2. Procedimento Experimental ................................................................................ 4

3. Dados Experimentais .......................................................................................... 6

4. Análise e Conclusão ............................................................................................ 8

5. Referências Bibliográficas .................................................................................... 8

6. Anexos ................................................................................................................ 9

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1. Introdução

1.1. Contexto Teórico

Segundo Halliday, "Ondas estacionárias são resultado da superposição de duas


ondas distintas, que oscilam na mesma amplitude, frequência, comprimento de onda e
direção, porém em sentidos opostos.”.
Duas ondas de mesmo comprimento de onda, propagando-se em direções opostas,
dão origem a ondas estacionárias. Isso ocorre quando vibrações são produzidas em
uma corda esticada, tensionada com as extremidades fixas, como mostra a figura 1.
Nesse caso, quando uma onda é gerada ela consequentemente refletida na
extremidade oposta, superpondo-se àquelas que estão se propagando em sentido
oposto. Assim, a superposição das perturbações acontecem continuamente, originando
o fenômeno das ondas estacionárias.

Figura 1

Uma onda estacionária se caracteriza por existirem pontos da corda que não se
movimentam (amplitude nula e interferência destrutiva), chamados nós (ou nodos), e
pontos que vibram com amplitude máxima e interferência construtiva, chamados
ventres. É evidente que, entre nós, os pontos da corda vibram com a mesma
frequência, mas com amplitudes diferentes. Desta forma, sabemos que as ondas
estacionárias se caracterizam principalmente pela amplitude variável de ponto para
ponto.

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1.2. Objetivos do Experimento

A fim de constatar as divergências existentes entre os resultados teóricos


apresentados em sala e aqueles calculados através de um experimento; foi feita uma
demonstração prática, no laboratório, de modo que pudemos perceber tais
incompatibilidades ao se observar o comportamento de ondas estacionárias em uma
corda.
Além disso, o experimento tem como objetivos: encontrar os coeficientes angulares
das retas que são calculados de acordo com a relação entre frequência e o número de
ventres da corda, e descobrir qual a densidade linear da corda, considerando a onda
estacionária gerada e os dados previamente apresentados.

2. Procedimento Experimental

Procurando mostrar a aplicação da teoria sobre ondas estacionárias que


aprendemos em sala, foi realizado um experimento que demostrava como a relação
entre a frequência de vibração e a amplitude afeta nas oscilações de uma corda.
A figura abaixo representa a montagem utilizada no experimento dado em sala. O
objeto de massa conhecida está pendurado em uma das extremidades de uma corda, a
força peso exercida por esse objeto é diretamente responsável pela tensão sofrida pela
corda. Esta corda passa por uma polia e tem sua outra extremidade fixada em um
vibrador mecânico. Este vibrador recebe comandos por computador através de um
programa nos permite escolher a amplitude e a frequência de vibração.

Figura 2

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Os materiais utilizados no experimento foram: String vibrador (vibrador mecânico),
ScienceWorkshop 750 (gerador), corda, objeto de massa, polia, fixadores/suportes.
Esses objetos serão mostrados abaixo:

Figura 3 – Vibrador Figura 4 – Gerador

Figura 5 - Experimento

Utilizando a fórmula f1 = v/2L, já que o comprimento da onda é o dobro do


comprimento da coluna de ar. Sabemos que a frequência varia proporcionalmente de
acordo com o número de ventres, tais como f1, 2f1, 3f1, etc. Ou seja, as próximas
frequências a serem calculadas são todas múltiplas da primeira. Assim, para calcular a
frequência de um harmônico qualquer usamos a seguinte fórmula:

fn = n * v/2L * n = 1, 2, 3,...

Logo, sabemos que o coeficiente angular é encontrado através das seguintes


fórmulas:
αy = fn²
fn²x = n²

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Sendo assim, se fizermos uma tabela, começando de n = 1 e fn(Hz) = 8 com 0,5
de incerteza, seguindo estritamente o que aprendemos na teoria, encontraremos os
seguintes valores:

n fn (Hz) n² fn² (Hz)


1 8 0,5 1 64 8
2 16 0,5 4 (26 2) 10
3 24 1 9 (58 5) 10
4 32 1 16 (10 0,6) 10²
5 40 1 25 (16 0,8) 10²
6 48 2 36 (23 2) 10²
7 56 2 49 (31 2) 10²
8 64 2 64 (41 3) 10²
Tabela 1

3. Dados Experimentais

Para que pudéssemos fazer os cálculos do experimento, foram fornecidos os valores


referentes ao comprimento da corda, massa do bloco e força gravitacional, conforme
abaixo:

Comprimento (m) Massa do Bloco (kg) Gravidade (m/s²)


( ) ⁄
Tabela 2

Em seguida, de acordo com o experimento realizado foram encontrados os valores


relativos à n e fn, apresentados na tabela 3. Esses valores de n e fn são referentes ao
número de gomos, ou seja, aos harmônicos e à frequência de vibração,
respectivamente. A seguir, elevamos esses valores ao quadrado, respeitando sempre
suas respectivas incertezas, como mostra a tabela completa abaixo.

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n fn (Hz) n² fn² (Hz)
1 8,0 0,5 1 64 8
2 15,8 0,5 4 (25 2) 10
3 24 1 9 (58 5) 10
4 32 1 16 (10 0,6) 10²
5 40 1 25 (16 0,8) 10²
6 49 2 36 (24 2) 10²
7 57 2 49 (32 2) 10²
8 65 2 64 (42 3) 10²
Tabela 3

A fim de descobrir o α, aplicamos as fórmulas apresentadas na seção anterior:


αy = fn²
fn²x = n²

Desta forma, sabemos que através de um gráfico que tenha fn² e n² como variáveis
conseguimos encontrar o coeficiente angular α, gerado por uma reta neste mesmo
gráfico. De acordo com os cálculos teóricos realizados, foram encontrados os números
abaixo para α, assim como suas respectivas incertezas, caracterizadas por αMÁX e
αMIN.

Coeficientes angulares calculados:

αMAX = 0.90
αMIN = 0.84

αo = 0.87
Δα = 0.03
α = 0.87 +- 0.03

Tendo em vista os valores referentes à massa, ao comprimento da corda, à


gravidade e ao valor do coeficiente angular α, podemos calcular a tensão sofrida pela
corda (T) e a densidade linear da corda (μ).

T= m * g
g = 9.81 ± 0.02 m/s²
m = 150 * ± 0.001 kg
L = 109 ± 2cm = Lo + ΔL
μ = To/ 4Lo²αo
μ = No ± ΔT
α = T/ 4L²μ
fn² = α * n²

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Para calcular a Tensão da Corda (T) fazemos o seguinte cálculo:

T = m*g
T = 1471,5 {1 ± (0.001/ 150x + 0,02/9,81)} N
T = 1471,500 ± 0.009N

Para calcular a Densidade Linear da Corda (μ):

μ = T/ 4L²α {1 ± (ΔT/ To + 2ΔL/Lo + Δα/αo)}


μ = 1471,500/ 4 * 109 * 0,87 {1± (0,009/1471,500 + 0.04/1,09 + 0,03/0,87)}
μ = 3.88 { 1± 6,11 * 10-6 + 0.04 + 1.15)}
μ = 322,04 ± 0.07 m/g

4. Análise e Conclusão

Considerando os dados fornecidos para o experimento, foi possível realizar os


cálculos do coeficiente angular da reta gerada no gráfico Fn² x n², sendo ,
considerando a incerteza .
A partir dos valores previamente fornecidos e após a realização dos cálculos acima,
foi possível encontrar os valores da tensão e da densidade linear da corda, sendo
esses respectivamente T = 1471,500 ± 0.009N e μ = 322,04 ± 0.07 m/g.
Por meio do uso do oscilador e utilizando-nos das fórmulas previamente deduzidas e
apresentadas no Roteiro e dos cálculos realizados no trabalho, pudemos observar que
através das diferentes frequências e amplitudes dos ventres da corda, o coeficiente
angular não teve uma alteração substancial. Os resultados experimentais observados
através das análises gráficas e dos cálculos realizados atendem ao objetivo da
fenomenologia em sistemas ondulatórios reais.

5. Referências Bibliográficas

HALLIDAY,David, Robert Resnick; Física 2, Livro técnico e cientifico, Editora SA, Rio
de Janeiro.

H. Moysés Nussenzveig, Curso de Física Básica; Oscilações e Ondas, Fluidos,


Calor, Editora Edgard Blucher Ltda

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6. Anexos

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