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A iniciativa é norteada pela crença de que o encaminhamento das questões de interesse social só será efetivo com a aliança entre as ações do poder público e a sabedoria e o empenho de cada pessoa e de cada comunidade. valorizam a descentralização das ações relacionadas à prevenção do uso indevido de drogas e à atenção e reinserção social de usuários e dependentes. Carlos Eduardo de Souza Braga Governador do Estado do Amazonas Francisco Sá Cavalcante Secretário de Segurança Pública do Amazonas 2 . em Convênio com a Secretaria Nacional Antidrogas – SENAD. marcados pela ênfase na participação social e na organização da sociedade. tão necessitados dessas informações e à mercê dos oportunistas e narcotraficantes. está lançando esta série “Conhecer para Prevenir”. procura apresentar as questões de forma leve. No desenvolvimento de seu papel de coordenação e articulação de ações voltadas a esses temas. dirigidos a públicos específicos. em especial daqueles localizados nas cidades do Interior do Amazonas. Acreditamos estar. com o objetivo de socializar conhecimentos. dessa forma.DROGAS Cartilha para educadores Apresentação Os novos tempos de governo. e em conhecimentos científicos atualizados. do uso de Narcóticos e Entorpecentes – PREVINE. contribuindo para a melhoria da Qualidade de Vida dos habitantes de nosso Estado. construída com base nas necessidades expressas por múltiplos setores da população. a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Estado do Amazonas. informal e interativa com os leitores. por intermédio do Programa de Redução da Violência. Esta série de cartilhas.

não há porque se defender da pressão para que você “faça alguma coisa”. quando o assunto é drogas. uma ou duas vezes por ano. alertam para os perigos das drogas. e para saberem lidar de modo efetivo com alunos que necessitam atenção especial nessa questão. por mais que você argumente que esses eventos não valem a pena. Mas. eles vão ocorrer. Uma primeira consideração a fazer sobre a questão de como lidar com o tema drogas no seu cotidiano profissional é estar ciente de que a falta de clareza sobre como agir não é fruto de uma dificuldade pessoal sua ou de problemas na sua formação acadêmica. uma vez por ano. sem que tenham oportunidade de realmente planejar ações e discutir projetos mais estruturados na área. tente melhorá-las Há pouca polêmica entre cientistas que fazem pesquisa sobre prevenção: convidar palestrantes. que pensam que estão fazendo algo positivo. você e seus colegas estão fazendo o que é possível. é freqüente se observar educadores sentindo-se culpados. meio na defensiva. Palestras: se não der para evitar. Mesmo assim. Faça as pazes com você mesmo(a) Parte da ansiedade do educador sobre o que fazer em sala de aula e na escola como um todo. mas não conseguem estabelecer um diálogo realmente franco com os adolescentes. sabe que a tarefa não é fácil. direção da escola e pela opinião pública para abordarem a questão das drogas em sala de aula. Aqui vão algumas dicas para que as palestras não sejam esforço. Esta cartilha se propõe a oferecer subsídios teóricos e práticos para que seus esforços sejam mais alinhados com o que as pesquisas científicas têm apontado como mais eficaz no campo da prevenção do consumo de drogas na escola.CARTILHA PARA EDUCADORES Educadores de ensino fundamental e médio são. o fato de não terem muito claro o que fazer com esse assunto. organizando atividades nas quais você não acredita. é um conteúdo completamente ignorado na maioria dos cursos que habilitam educadores. tentando explicar. O principal efeito dessas iniciativas é apaziguar a consciência dos adultos. vem do fato de que esse tópico não fez parte de sua formação profissional. dinheiro e tempo completamente perdidos: 3 . cada vez mais. cobrados pelos pais de alunos. às vezes. ou mesmo de visão dos estudantes em relação às drogas. para falarem na escola não tem o menor efeito na mudança de comportamento. mas o retrato não retocado de uma realidade que todos gostaríamos que fosse diferente. na maioria dos casos. Admitido esse fato. Se você é um desses educadores sob pressão. E que. Exemplo disso são as palestras que.

justo e bem disposto. O objetivo é convidar o educador a agir. Se esse é o seu caso. tivesse alimentação adequada.• Prepare seus alunos primeiro: envolva-os em discussões de grupo para organizar dúvidas e comentários. tirálo da dificuldade causada por não poder oferecer o projeto exemplar. na prática todos nós. polícia ou médico. tentando esconder o óbvio. o educador enfrenta uma série de desafios. como tal. mas continuamos fumando e comendo muito. fazer depoimentos ou analisar artigos de jornais ou revistas. corre para acender um cigarro?” As pesquisas sugerem que há uma saída. o educador vai responder a situações que lembram esses papéis sociais. mas críticas bem construídas são dignas de respostas. tanto para pais como para professores tabagistas: admitir o uso e contar as dificuldades para mudar. faça uma discussão em classe e convide-os a escrever um parágrafo de crítica do evento. O professor é modelo de referência para o jovem e. adultos. Todos sabemos que o professor não é pai. Os comentários são bem previsíveis: “como é que ele(a) quer discutir vida saudável e uso de drogas se. Como posso trabalhar com meus alunos se sou fumante? Adolescentes não vão poupar um professor que prega uma vida saudável e não consegue manter sua própria saúde. Tente envolver os alunos na procura de respostas. Compartilhar a trajetória. batalhamos para ser seres humanos melhores. comportamentos que são em geral visíveis aos alunos. nem mãe. etc. Estimule o pensamento crítico em relação ao assunto nessas discussões. fosse ponderado. não fumasse. • O deboche deve ser tratado com neutralidade. 4 . Mas na prática. • Depois da palestra. Como diz o ditado: “Evite tornar o ótimo o maior inimigo do bom”. Muitos adolescentes só vão ser sinceros se houver estímulo e sensação de que eles serão aceitos mesmo se tiverem opiniões diferentes. seria desejável que não bebesse. Ciente desse fosso entre o que é possível e o que é desejável. tente. se exercitasse regularmente. Eles poderão ler o que acharam do evento com sinceridade. Uma idéia é que eles escrevam sem ter que assinar o nome e que troquem as críticas entre si. Mas na prática… bem. quando sai da escola. muitas vezes. e dizer que teria sido bom se tivesse oportunidade de repensar seu hábito de fumar antes de ter se tornado dependente. esta cartilha descreve princípios de prevenção e oferece algumas reflexões sobre como agir mesmo que a prevenção ideal esteja longe de ser alcançada. Não fique na defensiva. analisando os pontos positivos e negativos. Você pode ter surpresas boas. O ideal e a realidade Além do desconforto de ser acusado de não ter o conhecimento que não lhe foi oferecido. sem ter medo de ter sua identidade revelada.

Comunidade próxima aqui significa bares. associações comunitárias. mas abaixo estão sugeridas algumas questões para ajudar a refletir: • Profissionais da escola podem se reunir. Isso porque ainda falta envolver pais. padarias. avisando a escola se algum aluno estiver envolvido em uso ou comércio ilegal de drogas. diminui o campo das incertezas numa área tão difícil de tomar decisões. na sala de aula.Criando regras claras de convivência Muito mais eficaz do que trazer pessoas de fora da escola para falar com os alunos é promover discussões internas para definir regras e o papel dos diferentes agentes da comunidade escolar para tratar a questão do consumo de drogas entre seus alunos. Serviços de saúde. empresas e igrejas também podem ser instituições essenciais nas relações da escola com a comunidade com o objetivo de diminuir os riscos de uso indevido de drogas pelos alunos. produzindo um consenso mínimo sobre o assunto: Quais são as leis e regras sobre o fumo dentro da escola? Bebida alcoólica nas redondezas da escola é tolerável? E em festas promovidas pela escola? Qual é o procedimento recomendável para o educador que tem evidências de uso de drogas entre seus alunos. da saúde e da proteção de seus alunos. clubes. A vizinhança também pode ajudar a proteger os alunos. ou mesmo de tráfico? Para quem/onde recorrer? Quais serão as medidas tomadas no caso de as regras estabelecidas não serem cumpridas? O que será comunicado aos pais? O que será de responsabilidade da escola? • Colocar esse consenso em um documento escrito. papelarias e residências vizinhas à escola. Trabalhando com a escola a. 5 . Esta iniciativa contribui para melhorar a convivência. aprovado pelos profissionais da escola. pontos de taxi. alunos e a comunidade próxima à escola nesse processo. bancas de jornais. O modo concreto de se fazer isso pode variar. Pesquisas têm sugerido que há uma tendência da comunidade escolar em ignorar o contato com a vizinhança e deixar de lado aliados importantes na garantia da segurança. potencialmente. dá parâmetros claros a pais e alunos.Prevenção ao abuso de drogas na escola: o que você pode fazer? O educador pode contribuir para prevenir o abuso de drogas entre adolescentes de duas formas básicas: incentivando a reflexão e a adoção de medidas na própria escola onde trabalha e atuando diretamente com seus alunos. Essa comunidade que rodeia a escola interage com alunos e pode. mas ainda em caráter provisório. antes de levar a discussão para os alunos. ONGs. vender cigarros e bebidas a seus alunos pelo simples fato de nunca ninguém da escola ter ido lá para trocar idéias e pedir limites nessa prática. estiver sob o efeito de drogas e em risco.

• Consultar pais: por meio de uma reunião ou pelo correio. é a escola. envolver os alunos nessa questão. que os pais e os alunos devem assinar. série. exercerem sua criatividade de modo produtivo (através de expressão artística. e mandar de volta à escola. entendam sua lógica (mesmo que não concordem). dar espaço para dúvidas. E um dos principais ambientes. Identificar-se e estar satisfeito com a escola que freqüenta constituem fatores de proteção ao uso de drogas entre adolescentes (ou seja. a escola precisa oferecer um ambiente que dê oportunidades aos alunos de criar laços afetivos e acadêmicos com a escola. • Contatar a vizinhança: por exemplo. Para que essa identidade e satisfação tenham chances reais de se manifestar. mesmo que seja óbvio que eles deveriam cumprir a lei. Eles são os programas mais recomendáveis quando se trata do ensino fundamental. envolverem-se em novas propostas. Existem vários programas de prevenção nesse sentido. compartilharem problemas e procurarem soluções. saibam as conseqüências de não segui-las e possam sugerir mudanças que serão analisadas para verificar a conveniência e possibilidade de implantação. com uma página destacável. são fatores que. Uma escola que inclua. participarem. Outro componente importante na construção de uma escola saudável é dar espaço para os alunos se expressarem. orientando-os sobre como criar filhos no mundo conturbado de hoje. congregue. • Mandar uma cópia impressa para cada família.Promovendo um ambiente escolar saudável Crianças e adolescentes respondem de modo muito intenso ao ambiente em que vivem. seria bom avisar aos comerciantes locais desse fato. aprenderem conteúdos relevantes e usarem sua energia física em atividades enriquecedoras (como esporte) é um educador que contribui para uma escola (e uma sociedade) com menos sofrimento e menos uso indevido de drogas. diretamente envolvidos na vida escolar dos alunos. Numa atividade em sala de aula ou em reuniões o ideal seria dar espaço para que os jovens conheçam as regras. contribui para o desenvolvimento da auto-estima e para a percepção de limites. até 5ª. nessa época da vida. diminuem a probabilidade de que o adolescente vá usar drogas). quando presentes. Recomendar que o restante do documento seja guardado como referência. discordâncias. Nesse caso é importante fazer parcerias com os Conselhos Tutelares e com o Ministério Público. se a escola decidiu que não vai aceitar o ato ilegal de vender bebidas alcoólicas para seus alunos menores de dezoito anos. • Uma vez que os adultos. por exemplo). tenham alcançado um consenso. modificações que se considerem pertinentes. 6 . É aconselhável divulgar quem é o profissional da escola que vai fazer os contatos. em geral combinados com uma abordagem aos pais. b. O educador que luta por uma escola que ofereça oportunidades para seus alunos e funcionários crescerem. informando que estão cientes das regras em vigência.

realizada em 1997.Reconhecendo seu papel e seus limites A não ser que sua escola seja muito diferente da média.2% 11. ao primeiro grupo de alunos: a maioria que.* DROGAS Álcool Tabaco Solventes Maconha Ansiolíticos (calmantes) Anfetamínicos (estimulantes) PORCENTAGEM DE ALUNOS QUE USARAM 51. * Pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas – CEBRID da Universidade Federal de São Paulo O Instituto de Medicina dos EUA propôs. com seus alunos c. • Prevenção seletiva – dirigida a grupos sociais específicos que apresentam maiores riscos do que a média de se envolverem com drogas. prioritariamente.8% 7. visa aumentar as chances de que os alunos que não usam drogas continuem não usando ou adiem o início do uso e que. que não apresenta risco maior de envolvimento com drogas do que o esperado para a faixa etária e a cultura onde vive.8% 4. • Prevenção universal – dirigida a um público geral. tipicamente. não bebe pesadamente e não fuma.0% 13. São exemplos: crianças com comportamento agressivo desde a educação infantil. Esse trabalho.Na sala de aula.não usa drogas (no caso de álcool e tabaco. com estudantes de ensino fundamental e médio em dez capitais brasileiras. filhos de dependentes de drogas.4% O trabalho do professor deve dirigir-se.6% 5. ou correm o risco de apresentar esses problemas em breve. só experimentou ou usa eventualmente). 7 . entre aqueles que se engajam em um ou mais desses comportamentos. a adoção dos seguintes níveis de prevenção. em 1998. somente alguns estão realmente com problemas persistentes. diminuam o consumo ou aprendam a evitar os riscos associados ao uso. Ainda. grupos sociais que tendem a usar drogas como parte de sua identidade enquanto grupo. parem por aí e não se arrisquem mais. a maioria dos seus alunos não está envolvido com drogas ilegais. O quadro abaixo mostra a porcentagem de estudantes que já fizeram uso de cada uma das drogas pelo menos uma vez na vida. tecnicamente chamado prevenção universal. os que estão experimentando álcool e tabaco. Os dados são resultado de uma pesquisa.

mas esse não deve ser seu foco principal de trabalho. • Enfatize que ele(a) é capaz de mudar. muitas vezes. é possível. sem usar exagero ou estratégias de amedrontamento. a não ser o de refletir sobre o que você falou.• Prevenção indicada – dirigida a indivíduos que já vêm usando substâncias. se ele assumir a responsabilidade de mudá-la. • Inclua informação realista sobre os riscos de se usar drogas. Isso não significa que o professor deva ignorar alunos com problemas com drogas. Os diferentes setores da escola devem ter coerência na forma de abordar as questões. mas mencione também os benefícios de não usá-las • Caso vá explorar os vários motivos pelos quais as pessoas usam drogas. • Ofereça opções de comportamentos alternativos e convide-o a refletir. que. O que fazer e o que não fazer para ajudar um aluno que apresenta problemas com drogas Caso você tenha um aluno que precise de uma ajuda mais individual. isso só vai colocar o estudante na defensiva e aumentar a culpa. • Evite fazer julgamentos. discuta também alternativas. • Não faça sermão. e você esteja disposto a oferecê-la. usando as opiniões e visões que eles oferecem. necessitam da abordagem de um profissional especializado e o educador. de modo calmo. leia abaixo algumas dicas de como ter uma conversa: • Coloque claramente sua preocupação com o comportamento dele(a). embora possa haver ajuda dos outros. de modo arriscado. não exija que ele se comprometa com nada de imediato. 8 . cabe a ele a decisão final. pode fazer encaminhamentos para serviços da área de saúde. Começar com pequenos passos pode ser a melhor maneira de conseguir mais. Esses alunos. Esta cartilha não vai fornecer uma fórmula secreta de como trabalhar em sala de aula. dando exemplos bem concretos e específicos de episódios que você observou. tente envolver seus alunos ao máximo. até porque… essa fórmula não existe. ao perceber a necessidade. embora possa parecer difícil. Veja abaixo: • Apresente informações fundamentadas sobre drogas de maneira isenta e honesta. outras atividades que as pessoas poderiam ter escolhido ao invés de usar drogas. • Enfatize que a situação em que ele se encontra só pode mudar. mas que não são dependentes. sermões. Mas as experiências mostram que alguns princípios e abordagens surtem mais efeito do que outros.

monitorar progressos nesse 9 .. entre a segunda e a oitava séries. atraídos pelo uso de drogas. frustração. Muitos jovens. como tomar decisões na vida pessoal e escolar. cada vez mais. determinar objetivos pessoais de vida.) concebido na Cornell University por Gilbert Botvin e colegas. • Não generalize as informações como se todas as drogas fossem iguais. pelo menos.• Não exagere os dados de consumo de drogas na nossa sociedade. é porque estão “por fora”. existem usos de algumas drogas ou medicamentos que não trazem prejuízos.das Habilidades de Vida. ao terem sua percepção da realidade “corrigida” reconsideram seu uso de substâncias. provoca-se uma situação de discrepância propiciadora de mudança. pensando que se eles e seus amigos não usam drogas. disseminado. fazendo afirmações do tipo “não use drogas” ou “os problemas que as drogas causam”. fumam e usam outras drogas. • Os programas mais efetivos são aqueles nos quais os jovens têm a oportunidade de exercitar maneiras de lidar com os desafios normais de sua faixa etária. cada um focado no desenvolvimento de habilidades sociais distintas: • Auto gerenciamento – ajuda estudantes a analisar sua auto-imagem e os efeitos dela no seu comportamento. como agir diante de agressões. Esse programa convida estudantes e professores a discutir os desafios afetivos e emocionais dentro da sala de aula e tentar criar e exercitar formas de lidar com eles. Exagero só faz com que os jovens desenvolvam uma visão deformada da realidade. resulta numa diminuição do uso de drogas entre estudantes. (Treinamento. A maioria dos nossos jovens é saudável e prefere se abster. afinal os jornais. sensibilidade extrema. quando esses estudantes são convidados a contrastar suas estimativas de consumo com dados reais de uso. seus pais e professores garantem que o consumo de drogas está. Melhorando a percepção dos alunos sobre as normas de comportamento entre os jovens: estratégia de prevenção Pesquisas indicam que os estudantes de alto risco. dentro do currículo escolar. o que torna necessário que as informações sejam dadas nomeando as drogas sobre as quais estamos falando.. Estudos também mostram que. como: vencer a timidez. UMA MATÉRIA DIFERENTE NA ESCOLA: COMPETÊNCIA PARA VIVER Vários trabalhos científicos mostram que ajudar os jovens a lidar com questões de timidez. Os efeitos são diferentes. Propõe três eixos de atividades. As pesquisas indicam que esses são os motivos emocionais mais comuns para experimentar drogas. O projeto mais exemplar nesse campo é o Life Skills Training (LST). dificuldade de se colocar diante de um grupo. esperando que elas aliviem a tensão que esses desafios provocam. Quando convidados a estimar a proporção de jovens como eles que bebem. que perdura por. aprender a se comunicar. É importante saber que. embora seja desejável que os adolescentes retardem o início do consumo. tendem a ter uma concepção deformada da realidade. seis anos após o desenvolvimento das atividades.. estes tendem a dar porcentagens bem mais altas do que na verdade as pesquisas indicam.

a obter firmeza na comunicação verbal e não verbal. e integrado ao currículo e a ações de promoção à saúde individual e coletiva.nas quadras. procure adaptar sua mensagem a seu público. não é aconselhável que este tema seja abordado diretamente. assim como trabalhar com o reconhecimento de alternativas viáveis à passividade ou agressividade diante de situações difíceis. disseminadas socialmente.sentido. não são muito atraídos por matérias que requerem leitura e estudo). seu trabalho de prevenção vai render mais entre jovens que adoram esportes (e que. • Habilidades sociais gerais – ajuda os estudantes a superar a timidez e a dificuldade de se comunicar. relaxamento. por exemplo. ou aulas teóricas sobre o assunto. O trabalho deve ser desenvolvido durante todo o processo escolar. analisar essas situações e aprender a avaliar as conseqüências de determinados comportamentos antes de adotá-los. tanto na recusa como na aceitação de convites. nos treinos. Use estratégias criativas. Para abordar a questão das drogas e desenvolver ações de prevenção na escola. ter coragem de paquerar). Uma forma eficaz de trabalhar é desenvolver um programa específico para participantes de times esportivos da escola. medicamentos e drogas ilícitas. assim como lidar com a pressão dos meios de comunicação de massa e dos amigos para usá-los. 10 . com supervisão dos próprios técnicos esportivos e seus ajudantes. álcool. incluindo coordenadores. por meio de métodos interativos. pais. • Procure adaptar o seu trabalho a seu público alvo: se você é educador na área de esportes. em relação ao cigarro. A idéia é simples e original: desenvolver atividades de promoção à saúde como parte integrante dos treinamentos dos times. em geral. sentir-se parte da “turma”. funcionários. Assim. pedir para o professor de Ciências trabalhar o problema na sua disciplina seria possivelmente inócuo (senão contraproducente). Assim. estudantes e comunidade. identificar comportamentos e decisões cotidianas que foram influenciadas por outras pessoas. professores. É necessário escolher adultos apropriados para trabalhar com esses jovens. principalmente dando voz aos alunos que vêem os possíveis benefícios que as drogas podem trazer e preferem escolher outras formas de alcançar esses benefícios (descontração. que muitas vezes pouco valorizam o currículo formal. é necessário ter um planejamento que envolva os diferentes segmentos. embora os dados sejam unânimes em apontar pressão de grupo como um fator importante para o início do uso de drogas. Esse tipo de postura tem sido chave para o sucesso de ações preventivas: para se contrapor a uma cultura grupal de esculpir o corpo com remédios e beber até cair depois do jogo é preciso atuar no próprio palco onde essa sub-cultura é construída . Para estudantes atletas. • Adolescente tem muito orgulho de ter autonomia e idéias próprias. • Habilidade de resistir a drogas – ajuda os jovens a reconhecer os mitos e concepções equivocadas. e evite recomendar livros para discussão.

gov.RECURSOS COMUNITÁRIOS Apresentamos.obid.São Paulo-SPFone CEBRID: (11) 5539-0155 . 101.br • Al-Anon e Alateen (Grupos Familiares do Brasil) Para saber os locais de atendimento em sua cidade acesse: www.org.br • Narcóticos Anônimos Central: (11) 5594-5657 www. privadas e órgãos não-governamentais das quais você poderá dispor na sua cidade ou região caso queira obter maiores informações sobre o assunto abordado nesta cartilha ou conhecer os locais de atendimento.org. Ovídio Pires de Campos. 2º andar.br • Conselhos Estaduais de Entorpecentes/Antidrogas – CONEN’s/CEAD’s • Conselhos Municipais de Entorpecentes/Antidrogas – COMEN’s/COMAD’s Para saber o endereço dos Conselhos do seu estado consulte o site: www.Secretaria Nacional Antidrogas Palácio do Planalto . abaixo.br 11 .amorexigente.UDED da Universidade Federal de São Paulo .gov.na.br • Alcoólicos Anônimos Central: Av Senador Queiroz.gov.Anexo II . Centros de informação / orientação / atendimento • SENAD .7615 www.unifesp.0800 510 0015 www.br www.senad.Brasília .org.br • Amor-Exigente (para pais e familiares de usuários de drogas) Para todo o Brasil: (0xx19) 3252-2630 (Secretaria Nacional . s/nº Caixa postal 8091 – São Paulo/SP CEP 05403-010 Tel.4973 Fax: (11) 852.DFCentral de Atendimento Viva Voz .grea.Grupo Interdisciplinar de Estudos do Alcoolismo e Farmacodependências Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.Sala 267 CEP: 70.ramal 170Fax CEBRID: (11) 5084-2793Fax Departamento de Psicobiologia: (0xx11) 55725092http://www.org.br/dpsicobio/cebrid • GREA .cj 205Caixa Postal 3180 São Paulo CEP 01060-970Tel: (11) 3315-9333www.alcoolicosanonimos.org.senad.150-901 . algumas indicações de instituições públicas. Rua Dr.Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas e Unidade de Dependência de Drogas .Vila ClementinoCEP: 04024-002 .al-anon.br • CEBRID .UNIFESP Endereço: Rua Napoleão de Barros.senad.br • Associação Brasileira de Terapia Comunitária – ABRATECOM www. 925 .Febrae) www. (11) 3064.abratecom.org.obid.

2000. O alcoolismo. 1995. 2002. Beatriz Carlini Cotrim. Humberg LV. 2004. São Paulo: Edições Inteligentes. 2003. Esmeralda do Carmo Ortiz. Direção: Mini Leder • Diário de um adolescente. Anjos caídos . Filmes • A corrente do bem. 1998. Esmeralda – Por que não dancei. São Paulo: Gente. 2004. Organizadoras: Anita Taub. Direção: Michael Mann 12 .mitos e verdades. 1994. São Paulo: olho D’ Água. 2000. Direção: Steven Soderbergh • O Informante. 1999. São Paulo: Editora Senac. FTD. Direção: Luis Mandoki • Por volta da meia noite. Direção: Sandra Werneck e Walter Carvalho • Todos os Corações do Mundo. São Paulo: Contexto. Laranjo THM.Leituras recomendadas Drogas . Maria de Lurdes Zemel. Livreto Informativo sobre Drogas Psicotrópicas. Brasília. Takey EH. Ênio Roberto de Andrade. 1995. Lídia Rosenberg Aratangy. São Paulo: Editora Scipione. Liberdade é poder decidir. Içami Tiba. Ilana Pinskey. 2004. São Paulo: Editora Atheneu. São Paulo: Contexto. Depois Daquela Viagem. CEBRID/SENAD. 2000. Meyer M. Vanessa Dentzien Pinzon. Drogas Prevenção e Tratamento .como prevenir e eliminar as drogas na vida do adolescente. 1996. Ronaldo Laranjeira. Direção: Betty Thomas • Quando Um Homem Ama Uma Mulher. Direção: Mike Figgis • Traffic. Paola Bruno de Araújo Andreoli. Direção: Bertrand Tavernier • Cazuza . Valéria Piassa Polizzi. Direção: Scott Kalvert • 28 dias. Bacy Fleitlich-Bilyk. Direção: Murillo Salles • Despedida em Las Vegas. Marco Antônio Bessa (orgs). São Paulo: Cia Editora.O que você queria saber sobre drogas e não tinha a quem perguntar. Sandra Scivoletto. Doces Venenos: Conversas e desconversas sobre drogas. 2001.Coleção Diálogo na Sala de Aula. 2000. 2003. 1999. 1991. São Paulo: Ática. Adolescência e drogas. 1998. 2004. 123 Respostas Sobre Drogas .O Tempo Não Pára. Guia para Família: cuidando da pessoa com problemas relacionados com álcool e outras drogas. Editora: Ática. 1986. Içami Tiba. A Saúde mental do jovem brasileiro. DP Maluf. 2004.

vad.abiaids.impacto.br Coordenação Nacional de DSTs e AIDS www.org.Centro Utilitário de Intervenção e Apoio aos Filhos de Dependentes Químicos www.aids.senad.br Alcoólicos Anônimos www. e Profº Msc.br/vivix Saúde do Adolescente – Canal do Ministério da Saúde http://portal.senad.gov.br Projeto Falando sério sobre drogas www.br Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS – Links Nacionais www.br Elaboração.cfm?id_area=241 Hospital Israelita Albert Einstein www.gov.saude.uniad.org.Sites SENAD .br/cuida UNIAD .: Econ.na.org.org/abrafam GREA – Escola do Futuro – USP www.gov. Joaquim Holanda da Silva Instrutor do PREVINE/SESP/AMAZONAS 13 .Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas www.br/saude/area.com.org.Secretaria Nacional Antidrogas www.org.br OBID – Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas www.obid.br Abrafam – Associação Brasileira de Apoio às Famílias de Drogadependentes www.alcoolicosanonimos.gov.br Narcóticos Anônimos Central www.einstein.falandoseriosobredrogas.org.uniad.br/alcooledrogas Cuida .

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