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LIZANDRA VIEIRA E ADVOGADOS ASSOCIADOS- OAB 98.

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MERITÍSSIMO JUÍZO DE DIREITO DA __ VARA CÍVEL DA COMARCA DE


UMUARAMA- ESTADO DO PARANÁ.

WILSON MOREIRA, brasileiro, solteiro, maior, inscrito


no CPF sob o nº 000.000.000-00, portador da cédula de identidade RG nº 0.000.000-0,
residentes e domiciliados na Rua Pitanga nº 00, jardim Brasília, na cidade de Umuarama
– PR, neste ato representada por sua advogada, a bel. Lizandra Vieira , legalmente
inscrita na OAB/PR sob o nº 98.578, com escritório profissional cujo endereço
encontra-se na nota de rodapé, onde recebe intimações, vem mui respeitosamente a
presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 58 e seguintes da Lei 8245/91 e
demais dispositivos legais aplicáveis à espécie propor a presente:

AÇÃO DE DESPEJO CUMULADA COM COBRANÇA DE ALUGUERES

Em desfavor de, AGUINALDO SILVA, brasileiro,


solteiro, mestre de obras, portador da cédula de identidade RG nº 1.111.111-1, inscrito
no CPF sob o nº 111.111.111.11, residente e domiciliado a na Rua das Cebolinhas, nº
77, centro em Umuarama/PR e; GALINÁCIO PEDROSO, brasileiro, solteiro,
pedreiro, portador da cédula de identidade RG nº 2.222.222-2, inscrito no CPF sob o nº
222.222.222-22, residente e domiciliado a Rua Jandaia nº 500, bairro Centro, na cidade
de Umuarama – PR, com esteio nos fatos e fundamentos jurídicos adiante expostos:

I. Breve Relato dos Fatos

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Av. Goioerê, 1939 - fone/fax (044) 3545-5688 - e-mail:

Lih.rodrigues1@hotmail.com - CEP: 87.303-110 – Campo Mourão – PR


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O requerente celebrou um contrato de locação de imóvel


urbano de sua propriedade com o requerido pelo prazo de 30 meses, tendo início em 01
de setembro de 2019 e com término em 01 de março de 2022.

Ficou estipulado entre as partes o valor dos alugueres em


R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais), a ser pago até o 5º dia útil do mês
subsequente à utilização do imóvel.

Neste vértice, e caso de inadimplência, ficou pactuado


entres as partes uma clausula penal por inadimplência, no importe de 10 % do valor da
parcela do aluguel, mas juros de mora de 1% ao mês até o efetivo adimplemento.

Destarte, para tanto, o segundo requerido avalizou


totalmente a obrigação assumida pelo primeiro requerido, assumindo o compromisso de
responder solidaria e ilimitadamente com o contratante no caso de inadimplemento do
contrato.

Contudo, o contrato obteve sucesso até maio de 2020, pelo fato de que
em junho de 2020 o requerido não fez o pagamento do aluguel ocasião em que foi
expedida notificação extrajudicial narrando a problemática, onde se requereu o imediato
cumprimento das obrigações do contratante sob pena de adoção das medidas legais, o
qual restou infrutífera.

Assim, tendo em vista a moa do requerido, fica evidente a


necessidade de propositura da presente demanda com a intervenção do judiciário na
presente causa.

II. Do Fundamento Legal

III.I Da Rescisão Contratual

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Cumpre observar, preliminarmente, que é evidente o


descumprimento aos preceitos legais que o requerido persiste em recair com suas
atitudes, o que por si só impossibilita sua permanência no imóvel.

Neste interim, como se não bastasse um contrato pactuado


entre as partes, o requerente encontra-se amparado pelos artigos 9º, inciso III artigo 5º e
por fim artigo 23, inciso I da Lei 8.245/91, que aduzem:

"Art. 9º A locação também poderá ser desfeita: (...) III - em


decorrência da falta de pagamento do aluguel e demais
encargos; (...)” (grifo meu)

“Art. 5º Seja qual for o fundamento do término da locação, a


ação do locador para reaver o imóvel é a de despejo. (...)” (grifo
meu)

“Art. 23. O locatário é obrigado a: I - pagar pontualmente o


aluguel e os encargos da locação, legal ou contratualmente
exigíveis, no prazo estipulado ou, em sua falta, até o sexto dia
útil do mês seguinte ao vencido, no imóvel locado, quando
outro local não tiver sido indicado no contrato; (...)” (grifo meu)

Assim, pelo fato de a falta de pagamento do aluguel e


demais encargos pode dar ensejo a rescisão contratual, é explicito o amparo que o
requerente tem na lei 8.245/91, fazendo jus a imediata rescisão do contrato e ao
recebimento dos valores devidos a titulo de aluguel descrito no contrato.

III.II Da cobrança de Aluguéis/Alugueres

A luz das informações contidas, é sabida o


inadimplemento do requerido, desde o mês de junho de 2020, quando deixou de cumprir
com suas obrigações contratuais pactuadas.
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Afim de corroborar o assunto ora abordado, veja-se o


entendimento do Julgado:

“APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE DESPEJO E COBRANÇA


DE ALUGUÉIS. SENTENÇA DE PROCEDÊNCIA.
CONTROVÉRSIA QUANTO AO TERMO FINAL DE
COBRANÇA DOS ALUGUÉIS. ÔNUS DO LOCATÁRIO
COMPROVAR A DEVOLUÇÃO DO BEM MEDIANTE
ENTREGA DAS CHAVES (ART. 373, II, CPC). ALEGADA
NOTIFICAÇÃO DA LOCADORA QUANTO À ENTREGA
DAS CHAVES NÃO COMPROVADA. IMÓVEL REAVIDO
APENAS COM O CUMPRIMENTO DO MANDADO DE
IMISSÃO DE POSSE NO CURSO DO PROCESSO.
ALUGUÉIS DEVIDOS ATÉ ESSA DATA. RECURSO NÃO
PROVIDO. (TJPR - 18ª C. Cível - 0038704-13.2014.8.16.0021
- Cascavel - Rel.: Desembargador Espedito Reis do Amaral - J.
22.06.2020) (TJ-PR - APL: 00387041320148160021 PR
0038704-13.2014.8.16.0021 (Acórdão), Relator:
Desembargador Espedito Reis do Amaral, Data de Julgamento:
22/06/2020, 18ª Câmara Cível, Data de Publicação: 22/06/2020)

Assim, naturalmente o requerente faz jus ao recebimento


dos valores atrasados dos alugueres, uma vez que é inequívoca a obrigação contratual
pela qual responde o requerido, encontrando-se este em inadimplemento, conforme
artigo 62, inciso I da Lei 8.245/91, que aduz:

“Art. 62. Nas ações de despejo fundadas na falta de pagamento


de aluguel e acessórios da locação, de aluguel provisório, de
diferenças de aluguéis, ou somente de quaisquer dos acessórios
da locação, observar-se-á o seguinte: I – o pedido de rescisão da
locação poderá ser cumulado com o pedido de cobrança dos
aluguéis e acessórios da locação; nesta hipótese, citar-se-á o
locatário para responder ao pedido de rescisão e o locatário e os
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fiadores para responderem ao pedido de cobrança, devendo ser


apresentado, com a inicial, cálculo discriminado do valor do
débito; (Redação dada pela Lei nº 12.112, de 2009)” (grifo
meu)

Portanto, requer-se o pagamento dos alugueres vencidos


conforme debito atualizado no valor de R$ 29.950,00 (vinte e nove mil e novecentos e
cinquenta reais). Conforme planilha em anexo.

III.III Da Responsabilização do Co-réu Avalista

Impede salientar que o fiador do requerido responde pelos


mesmos débitos do aluguel do imóvel, desta forma, não pode ser excluída sua
responsabilidade perante a lide em sanar a dívida, conforme aduz o artigo 818 do
Código Civil:

“Art. 818. Pelo contrato de fiança, uma pessoa garante


satisfazer ao credor uma obrigação assumida pelo devedor, caso
este não a cumpra. ”

Assim, no caso em tela, o fato de apontar clausula de


benefício de ordem não é válida a renúncia, caso o fiador seja pagador principal ou
devedor solidário ou se o locatário for insolvente ou falido.

Desta forma é responsável solidariamente a parte legitima


passiva na ação de cobrança dos alugueres atrasados.

Afim de corroborar o assunto ora abordado, veja-se o


entendimento do Julgado:

“DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELOS


MANEJADOS PELOS LOCATÁRIOS E PELO FIADOR.
AÇÃO DE DESPEJO C/C COBRANÇA. LOCAÇÃO
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PREDIAL URBANA. PRELIMINARES DE DENUNCIAÇÃO


DA LIDE E CONEXÃO FULMINADAS PELA PRECLUSÃO
CONSUMATIVA. OBRIGAÇÕES MENSAIS
INADIMPLIDAS. AUSÊNCIA DE ARCABOUÇO FÁTICO
OU JURÍDICO CAPAZ DE ILIDIR AS COBRANÇAS.
ADITAMENTO SEM ANUÊNCIA DO FIADOR.
MAJORAÇÃO DOS ENCARGOS. MANUTENÇÃO DA
FIANÇA APENAS NO QUE TANGE AO OBJETO
ORIGINAL. FIADOR DESOBRIGADO DA PARCELA NÃO
ANUIDA. SÚMULA 214 DO C. STJ. IMPROVIMENTO DO
APELO DOS LOCATÁRIOS E PROVIMENTO PARCIAL
DO APELO DO FIADOR. - Os locatários não negam os
débitos, contudo tentam se esquivar do pagamento escudando-
se em incêndio ocorrido no imóvel, bem como no fato de terem
providenciado novo locador para ocupar os imóveis do
Apelado.- Os argumentos, além de não possuírem arcabouço
jurídico mínimo, não encontram respaldo nas provas dos autos.
Após o incêndio os Locatários aditaram o pacto majorando a
obrigação. Ademais, os valores inadimplidos são relativos aos
anos de 2009 e 2010, ao passo que o incêndio ocorreu em
2007.- No que tange a fiança, tratando-se de aditamento, incide
a Súmula 214/STJ, segundo a qual "o fiador na locação não
responde por obrigações resultantes de aditamento ao qual não
anuiu";- Desta feita, a fiança limita-se apenas ao objeto
originariamente pactuado, respondendo o fiador apenas pelo
valor originário, reajustado nos termos do contrato. (TJ-PE -
APL: 4230739 PE, Relator: Cândido José da Fonte Saraiva de
Moraes, Data de Julgamento: 09/08/2017, 2ª Câmara Cível,
Data de Publicação: 21/08/2017) DIREITO CIVIL E
PROCESSUAL CIVIL. APELOS MANEJADOS PELOS
LOCATÁRIOS E PELO FIADOR. AÇÃO DE DESPEJO C/C
COBRANÇA. LOCAÇÃO PREDIAL URBANA.
PRELIMINARES DE DENUNCIAÇÃO DA LIDE E

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CONEXÃO FULMINADAS PELA PRECLUSÃO


CONSUMATIVA. OBRIGAÇÕES MENSAIS
INADIMPLIDAS. AUSÊNCIA DE ARCABOUÇO FÁTICO
OU JURÍDICO CAPAZ DE ILIDIR AS COBRANÇAS.
ADITAMENTO SEM ANUÊNCIA DO FIADOR.
MAJORAÇÃO DOS ENCARGOS. MANUTENÇÃO DA
FIANÇA APENAS NO QUE TANGE AO OBJETO
ORIGINAL. FIADOR DESOBRIGADO DA PARCELA NÃO
ANUIDA. SÚMULA 214 DO C. STJ. IMPROVIMENTO DO
APELO DOS LOCATÁRIOS E PROVIMENTO PARCIAL
DO APELO DO FIADOR. - Os locatários não negam os
débitos, contudo tentam se esquivar do pagamento escudando-
se em incêndio ocorrido no imóvel, bem como no fato de terem
providenciado novo locador para ocupar os imóveis do
Apelado.- Os argumentos, além de não possuírem arcabouço
jurídico mínimo, não encontram respaldo nas provas dos autos.
Após o incêndio os Locatários aditaram o pacto majorando a
obrigação. Ademais, os valores inadimplidos são relativos aos
anos de 2009 e 2010, ao passo que o incêndio ocorreu em
2007.- No que tange a fiança, tratando-se de aditamento, incide
a Súmula 214/STJ, segundo a qual "o fiador na locação não
responde por obrigações resultantes de aditamento ao qual não
anuiu";- Desta feita, a fiança limita-se apenas ao objeto
originariamente pactuado, respondendo o fiador apenas pelo
valor originário, reajustado nos termos do contrato. (TJ-PE -
APL: 4230739 PE, Relator: Cândido José da Fonte Saraiva de
Moraes, Data de Julgamento: 09/08/2017, 2ª Câmara Cível,
Data de Publicação: 21/08/2017)”

Logo, resta claro que o fiador prestou garantia por todas as


obrigações da locação até a efetiva entrega do imóvel alugado, a ela também cabendo a
satisfação da obrigação.

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III. Dos Pedidos e Requerimentos

Diante do exposto requer a procedência da presente ação


com o dito de que:

a) Sejam os réus citados para que, caso queiram


apresente contestação;

b) Ao final, que a demanda seja julgada totalmente


procedente, procedendo-se com a rescisão judicial do contrato de locação e com a
expedição de ordem de despejo, nos termos do artigo 63 da lei 8.245/91;

c) A condenação dos requeridos de maneira solidária


ao pagamento da quantia de R$ 29.950,00 (vinte e nove mil e novecentos e cinquenta
reais), acrescida de juros e correção monetária até o efetivo adimplemento e
desocupação do imóvel;

d) A condenação dos requeridos ao pagamento


solidário das custas e honorários advocatícios sucumbenciais.

Das Provas

Provará o que for necessário, usando de todos os meios


permitidos em direito, em especial pela juntada de documentos (anexos), declarados
autênticos pela subscritora desta, sob sua responsabilidade pessoal, oitiva de
testemunhas e depoimento pessoal do requerido.

Do Valor da Causa

Dá-se à causa o valor de R$ 29.950,00 (vinte e nove mil e


novecentos e cinquenta reais).

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Termos em que
Pede e aguarda deferimento.
Umuarama PR, 19 de setembro de 2020.

Lizandra Vieira Rodrigues


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