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Índice

CAPÍTULO I
Da denominação, sede, duraçã e objetivo
Art 1º-5º
CAPÍTULO II
Dos Sócios
SEÇÃO I - Das categorias e classes
Art 6º-12
SEÇÃO II - Do quadro social e das contribuições
Art 13-14
SEÇÃO III - Do título patrimonial
Art 15-23
SEÇÃO IV - Da admissão e readmissão de sócios
Art 24-29
SEÇÃO V - Das taxas
Art 30-31
SEÇÃO VI - Dos direitos dos sócios
Art 32
SEÇÃO VII - Dos deveres dos sócios
Art 33
SEÇÃO VIII - Das penalidades
Art 34-44
SEÇÃO IX - Dos recursos
Art 45-49
CAPÍTULO III
Dos órgãos do clube
SEÇÃO I - Da constituição, competência e funcionamento
Art 50
CAPÍTULO IV
Da assembléia geral
Art 51-55
SEÇÃO I - Do processo eletivo
Art 56-69
CAPÍTULO V
Do conselho deliberativo
Art 70–85
CAPÍTULO VI
Das comissões permanentes do conselho deliberativo
Art 86 – 99
CAPÍTULO VII
Da diretoria
SEÇÃO I - Do processo de inscrição
Art 100
SEÇÃO II - Constituição, organização e funcionamento
Art 101-109
SEÇÃO III - Da competência da diretoria
Art 110-117
SEÇÃO IV - Da diretoria esportiva
Art 118-128
CAPÍTULO VIII
Dos demais departamentos
Art 129
CAPÍTULO IX
Do conselho fiscal

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SEÇÃO I - Do processo de inscrição
Art 130
SEÇÃO II - Constituição, organização e funcionamento
Art 131-136
CAPÍTULO X
Da constituição das reservas
SEÇÃO I - Das reservas e do fundo social
Art 137-138
SEÇÃO II - Do fundo especial de obras
Art 139
CAPÍTULO XI
Da dissolução
Art 140-141
CAPÍTULO XII
Das disposições gerais e transitórias
SEÇÃO I - Das disposições gerais
Art 142-152
SEÇÃO II - Das disposições transitórias
Art 153-160

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CAPÍTULO I
Da denominação, sede, duração e objetivo

Art. 1º - O CLUBE RECREATIVO JEQUITIBA é uma associação civil de fins não lucrativos, com sede
à Rua José de Noronha Ferraz, 454, Jardim Jequitibá, que se originou da fusão do Clube Recreativo
e Literário de Caçapava com o Clube Jequitibá, desta cidade, conforme as deliberações das
Assembléias Gerais Extraordinárias realizadas em 12 e 17 de julho de 1968, que estabeleceram as
condições da fusão. (Alterado em Assembléia Geral no dia 04 de Dezembro de 2010)

Art. 2º - O CLUBE RECREATIVO JEQUITIBA, de ora em diante denominado simplesmente CLUBE,


tem sua sede e foro na Cidade de Caçapava, no Estado de São Paulo, e reger-se-á pelas leis do país
e pelo presente Estatuto.

Art. 3º - A duração do CLUBE é por tempo indeterminado.

Art. 4º - O CLUBE tem por finalidade proporcionar aos seus associados a prática da educação física
e do esporte amador, competitivo, bem como realizar atividades de caráter social, recreativo, cultural,
cívico e de lazer.

Parágrafo 1º - Poderá o CLUBE promover em complemento às suas finalidades principais, serviços


de bar, lanchonete, restaurante, pizzaria e afins, objetivando o atendimento aos sócios e as atividades
sociais, podendo, ainda, se for necessário, terceirizá-las, observando o previsto no inciso XIII do art.
80 do presente estatuto. É vedada aos membros do Conselho deliberativo, Diretoria e Conselho
Fiscal a exploração de atividades com fins lucrativos, nas dependências do Clube.

Parágrafo 2º - O CLUBE poderá filiar-se a associações, federações e confederações esportivas e


culturais, desde que não afete sua personalidade jurídica, suas finalidades e sua total independência
nos assuntos de seu interesse.

Parágrafo 3º - Não serão permitidas no CLUBE diversões e atividades legalmente consideradas


contravenções, sendo permitidos jogos lícitos de carteado, observado o regulamento interno.

Parágrafo 4º - Os recursos sociais e os rendimentos do CLUBE, de seus departamentos e suas


promoções internas ou externas destinam-se exclusiva e integralmente à consecução dos seus fins
sociais e estatutários.

Parágrafo 5º - O CLUBE poderá manter uma ou mais sub-sedes, dentro do Município, para atingir
seus objetivos sociais.

Parágrafo 6º - O patrimônio do CLUBE é constituído de todos os seus bens móveis, imóveis, direitos,
cotas, e saldos dos fundos e reservas sociais.

Art. 5º - O CLUBE não tomará parte em manifestações de caráter político, religioso, racial e de
classe, nem cederá quaisquer de suas dependências para tais fins.

CAPÍTULO II
Dos sócios

SEÇÃO I
Das categorias e classes

Art. 6º - O CLUBE se constitui de sócios distribuídos nas seguintes categorias:

I. BENEMÉRITOS - são os que, pertencendo ao quadro social, hajam recebido ou venham a


receber esse título, outorgado pelo Conselho Deliberativo, mediante proposta da Diretoria, em
atenção a relevantes serviços prestados ao CLUBE. Somente será outorgado a ex-
Presidentes da Diretoria ou do Conselho Deliberativo, se for o caso, três (3) anos após o
exercício pleno de seus respectivos mandatos;

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II. HONORÁRIOS - são os que, estranhos ao quadro social, hajam recebido ou venham a
receber esse título em virtude de serviços de excepcional relevância prestados ao CLUBE ou
ao esporte amador no país;
III. CONTRIBUINTES - são os que, possuidores de títulos sociais, estejam sujeitos ao
pagamento das contribuições sociais;
IV. VETERANOS - são os que, comprovadamente, tenham sido ou venham a ser sócios
contribuintes durante trinta (30) anos sem interrupção, desde que tenham no mínimo
sessenta e cinco (65) anos de idade e se possuidores de títulos sociais, os alienem a
terceiros interessados;
V. MILITANTES - São as pessoas físicas, não detentoras de título, de interesse do clube, que
serão admitidas por praticar determinadas modalidades ou atividades desportivas, a critério
da Diretoria, ouvido o Conselho Deliberativo;
VI. USUÁRIOS – São as pessoas físicas, não detentoras de título, de interesse do clube, que
forem admitidas na classe Individual, por período determinado e não superior a um (1) ano,
para freqüentar o CLUBE, a critério da Diretoria, autorizados pelo Conselho Deliberativo,
ouvida a Comissão de Sindicância, podendo a permissão ser renovada, adotando-se os
mesmos critérios.

Parágrafo 1º - A categoria de Contribuintes engloba e elimina os sócios das categorias S1, S2 e S5,
previstos nos estatutos anteriores, permanecendo as siglas aos títulos vinculados, apenas para
identificação de suas origens, sendo que os direitos decorrentes de cada categoria extinta, se igualam
a todos.

Parágrafo 2º - A categoria de Usuários engloba e elimina os sócios da categoria S3, prevista nos
estatutos anteriores.

Parágrafo 3º - A critério do Conselho Deliberativo, poderão ser admitidos como sócios Usuários os
sócios Militantes enquadrados no art. 125 deste Estatuto, por prazo indeterminado.

Parágrafo 4º - Os antigos títulos do Clube Jequitibá, abaixo relacionados, também se incluem na


categoria Contribuintes, ou seja:

 Título de propriedade (cota) do antigo Clube Jequitibá;


 Título de propriedade de cadeira cativa do Ginásio;
 Diploma de colaborador do Ginásio;
 Título de expansão;
 Titulo de Caçula do Jequitibá;
 Título de Sócio Financiador;

Parágrafo 5º - Os títulos previstos nos incisos I, e II deste artigo serão concedidos pelo Conselho
Deliberativo, mediante proposta fundamentada, da Diretoria ou de no mínimo cinqüenta por cento
(50%) dos Conselheiros, sempre acompanhada de parecer favorável da Comissão de Sindicância.

Parágrafo 6º - A inclusão na categoria de sócio Veterano, além dos demais requisitos exigidos
dependerá, como essência do ato, de requerimento do interessado que somente gozará da isenção
de pagamento das contribuições quando alienar o título.

Parágrafo 7º - Ocorrendo separação judicial ou divórcio de sócio da classe Familiar, cada um dos
cônjuges poderá requerer a transferência para a categoria Veteranos, obedecidas as exigências do
inciso IV deste artigo, sendo-lhes assegurado o direito de contagem do tempo em que o casal
contribuiu naquela classe Familiar, assim como na Individual, se tiver contribuído nesta classe.

Parágrafo 8º – A admissão do sócio Militante deverá obedecer às regras do art. 119 a 121 do
presente Estatuto.

Parágrafo 9º - A exclusão do sócio Militante se fará na forma prevista no art. 123 do presente
Estatuto.

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Parágrafo 10º - A Diretoria deliberará se o sócio Militante pagará ou não as contribuições devidas
pelos sócios das demais categorias, fixando, se for o caso, seus valores, ouvido o Conselho
Deliberativo.

Parágrafo 11º - Os dependentes dos sócios Contribuintes previstos no art. 10º, ao completarem
dezoito (18) anos, que não adquirirem título patrimonial poderão ser admitidos como sócios Usuários
até o limite de trinta (30) anos, a partir de quando será obrigatória a aquisição de título para continuar
no quadro social.

Parágrafo 12º - Compete à Diretoria fixar as taxas do sócio Usuário, com aprovação do Conselho
Deliberativo, observando sempre o mínimo cobrado dos demais sócios.

Parágrafo 13º - Os sócios Militantes terão, obrigatoriamente, como limite de prazo de permanência
como associado, o mandato da Diretoria que os admitiu.

Art. 7º - Os sócios Contribuintes compreendem duas classes:

I. Individual;
II. Familiar.

Art. 8º - INDIVIDUAL - Pertence a esta classe o sócio que tiver adquirido e contraído para si direitos e
obrigações previstas neste Estatuto.

Parágrafo 1º - O sócio Individual, se contrair núpcias, poderá passar para a classe Familiar, devendo
para tanto apresentar requerimento justificando e pleiteando a transferência, que se efetuará sem
qualquer ônus.

Parágrafo 2º - A simples convivência não reconhecida legalmente não dará direito ao sócio Individual
de passar para a classe Familiar.

Art. 9º - FAMILIAR - Pertence a esta classe o sócio que, na forma do Parágrafo 1º do artigo anterior,
tiver adquirido e contraído para si e para os membros de sua família direitos e obrigações sociais
previstos no Estatuto.

Parágrafo 1º - São considerados membros da família desta classe, para os efeitos deste artigo: o
cônjuge, as filhas e as tuteladas, enquanto solteiras, os filhos e os tutelados até atingirem a idade de
dezoito (18) anos, filhos e tutelados, de ambos os sexos, que comprovadamente forem deficientes ou
incapacitados para os atos da vida civil.

Parágrafo 2º - Não são considerados membros da família do sócio: a mãe, o pai, o sogro, a sogra, os
irmãos menores e as irmãs solteiras.

Parágrafo 3º - O sócio da classe Familiar poderá requerer à Diretoria a inclusão do pai ou da mãe, do
sogro ou da sogra, acima de sessenta e cinco (65) anos, como dependentes na sua ficha social, os
quais pagarão a contribuição social fixada no orçamento, permanecendo como agregados enquanto
perdurar essa situação. A Diretoria poderá averiguar, a qualquer momento, se essas condições
perduram ou não, podendo, nesta última hipótese, cancelar a inclusão, sujeitando o infrator a
reembolsar o CLUBE por eventuais prejuízos causados pela omissão.

Parágrafo 4º - Na hipótese de separação judicial ou divórcio de sócio da classe Familiar, o cônjuge a


quem, na partilha judicial, ficou com a posse do título permanecerá nessa classe, devendo apresentar
os competentes documentos judiciais, devidamente autenticados, para a regularização do cadastro e
verificação das alterações a serem efetivadas nos livros sociais. Não havendo filhos o cônjuge que
permanecer com o título será, automaticamente, transferido para a classe Individual.

Art. 10º - Os filhos e tutelados dos sócios da classe Familiar ao completarem dezoito (18) anos de
idade serão transferidos para a classe Individual, devendo, necessariamente adquirir um título para
permanecerem no quadro social, salvo os deficientes físicos e excepcionais, podendo optar pela
admissão na categoria de Usuário, nos termos do parágrafo 11º do art. 6º do presente Estatuto.

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Art. 11 - Os filhos e tutelados, de ambos os sexos, dos sócios da classe Familiar que convolarem
núpcias antes de completarem dezoito (18) anos de idade, devem necessariamente adquirir um título
para permanecerem no quadro social.

Parágrafo único – O estado de solteiro ou solteira deverá ser comprovado quando a Diretoria o
solicitar

Art. 12 - Falecendo o sócio da classe Familiar, o cônjuge supérstite terá o direito de continuar como
sócio, desde que o título social lhe caiba na partilha.

Parágrafo 1º - Se o sócio falecido era viúvo, separado judicialmente ou divorciado, esse direito
persistirá para os membros menores de dezoito (18) anos da família, inscritos na ficha social do "de
cujus", sob a responsabilidade de seu representante legalmente nomeado.

Parágrafo 2º - Será assegurada, aos filhos menores órfãos de sócio da classe Familiar a faculdade
de freqüentar o CLUBE nos termos do Estatuto, até que se tornem sócios, desde que seu
representante legal, dentro de noventa (90) dias após a sua admissão, se comprometa, por escrito, a
cumprir todas as obrigações estatutárias. Esse prazo poderá ser excepcionalmente prorrogado, se
ocorrerem razões justificáveis a critério da Diretoria.

SEÇÃO II
Do quadro social e das contribuições

Art. 13 - Os sócios se obrigam, por si, pelos membros de sua família e por seus dependentes ao
pagamento das contribuições sociais com os acréscimos e descontos fixados no orçamento do
CLUBE, taxas, multas e outras contribuições também estabelecidas pelo Conselho Deliberativo, por
iniciativa da Diretoria e na forma de pagamento que por aquele for determinada.

Parágrafo 1º - Os filhos e tutelados, de ambos os sexos, dos sócios da classe Familiar serão
distribuídos, para efeito de pagamento das contribuições sociais, nos seguintes grupos:

I. FILHO MENOR - até nove (9) anos de idade;


II. INFANTIL - de dez (10) até quatorze (14) anos de idade;
III. JUVENIL - de quinze (15) até dezoito (18) anos de idade.

Parágrafo 2º - Os sócios da classe Individual, menores de dezoito (18) anos de idade, ficarão
enquadrados, para efeito de contribuição, nos seguintes grupos:

I. MIRIM - até nove (9) anos de idade;


II. JÚNIOR - de dez (10) até dezoito (18) anos de idade.

Parágrafo 3º - O sócio Contribuinte possuidor de título que se desligar, ou for desligado por qualquer
motivo do quadro social, somente se desobrigará do pagamento das taxas referentes ao patrimônio,
por ocasião do registro da alienação do título.

Parágrafo 4º - Os sócios, Honorários e Veteranos estão isentos de pagamento das taxas e


contribuições sociais.

Art. 14 - Poderá o sócio Contribuinte requerer a isenção do pagamento da taxa de manutenção, pelo
prazo mínimo de três (3) e máximo de doze (12) meses, em hipótese de ausência justificada ou
impossibilidade de freqüentar o CLUBE em ocasiões excepcionais, não se isentando do pagamento
da taxa patrimonial.

Parágrafo 1º - A regalia prevista neste artigo será concedida quando ficar provado que a ausência
impedirá a freqüência ao CLUBE, e só poderá ser gozada uma única vez.

Parágrafo 2º - Em se tratando de sócio da classe Familiar, os membros da família e dependentes


poderão freqüentar o CLUBE no período a que se refere este artigo, desde que continuem pagando
regularmente suas contribuições sociais.

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SEÇÃO III
Do título patrimonial

Art. 15 - O patrimônio, na data da aprovação do Estatuto é representado por 2.917 ( dois mil
novecentos e dezessete ) títulos ou cotas numeradas de 0001 a 2.917, sem repetições ou
diferenciações, por letras ou por caracterização, ficando estabelecido a cada título a participação ideal
de 1/2.917 nos bens, direitos e obrigações presentes e futuras do CLUBE.

Parágrafo 1º - O título patrimonial tem caráter individual e indivisível, contendo os dados necessários
para identificação do portador, as assinaturas do Presidente da Diretoria, do 1º Tesoureiro e do
Presidente do Conselho Deliberativo, devendo ser transladado para o controle de Registro de Títulos
Patrimoniais que também especificará, em ordem cronológica, as eventuais transferências e
anotações.

Parágrafo 2º - O total de títulos somente poderá ser alterado por proposta da Diretoria, com
recomendação do Conselho Deliberativo e aprovação da Assembléia Geral, especialmente
convocada para esse fim.

Parágrafo 3º - Na hipótese de existência de pessoa jurídica detentora de título ou se, por


determinação judicial ou legal, o título patrimonial vier a pertencer a pessoa jurídica, esta só terá
direito de participar do acervo patrimonial liquido do CLUBE, no caso de dissolução, na proporção de
1/2.917 por título.

Parágrafo 4º - A pessoa jurídica detentora de títulos não será isentada das contribuições sociais,
podendo ceder o seu direito de freqüência no CLUBE a seus diretores, prepostos ou representantes,
na proporção dos títulos possuídos.

Art. 16 - O sócio titular terá o direito de transferir o título, sendo que a transferência "inter vivos" ou
"causa mortis" far-se-á nos termos da lei e do Estatuto.

Parágrafo 1º - A qualidade de sócio é intransmissível, sendo que a transferência do título, judicial ou


extrajudicialmente, não importará na atribuição da qualidade de associado ao adquirente ou herdeiro,
a qual se obtém pela forma regulada no presente Estatuto.

Art. 17 - A Diretoria procederá a venda do título nos seguintes casos:

I. quando o receber por doação ou dação em pagamento;


II. quando o possuidor do título for eliminado, excluído ou desligado do quadro social e não o
alienar em noventa (90) dias;
III. a pedido do possuidor;
IV. quando ocorrer a hipótese do parágrafo 2º do art. 21.

Parágrafo 1º - Nas hipóteses previstas no inciso II deste artigo, o prazo de noventa (90) dias contar-
se-á da data em que não caiba mais recurso.

Parágrafo 2º - Nas hipóteses previstas nos incisos II, III e IV deste artigo, o sócio terá direito a
receber a importância que se apurar na venda de seu título, depois de deduzidas todas as despesas
decorrentes da transação e os débitos que tenha para com o CLUBE, com os acréscimos previstos
no art. 31 do presente Estatuto.

Parágrafo 3º - Em não ocorrendo a venda, o CLUBE poderá incorporar o título ao patrimônio social,
pelo seu valor de mercado, para venda futura, lavrando-se o competente termo de transferência do
título para o CLUBE, que no caso será assinado apenas na condição de cessionário, fazendo
referência às cláusulas estatutárias e às condições da transferência.

Art. 18 - O lançamento para venda de novos títulos pelo CLUBE far-se-á por proposta da Diretoria,
aprovada pelo Conselho Deliberativo, na qual constarão a quantidade de títulos a serem colocados à
venda, o preço de venda de cada título, as condições de pagamento, a destinação dos recursos

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arrecadados e o prazo de validade da proposta.

Parágrafo 1º - A venda obedecerá à seguinte ordem de prioridade de classes, uma excluindo a outra:

a)descendentes e tutelados de sócios da classe Familiar que completem dezoito (18) anos de
idade no ano da aquisição;
b)descendentes e tutelados de sócios de qualquer classe, com qualquer idade;
c)cônjuges de sócios;
d)ascendentes de sócios;
e)colaterais, até o 4º grau.

Parágrafo 2º - A Diretoria poderá consignar na proposta, desde que devidamente fundamentada, que
eventuais títulos remanescentes sejam vendidos a terceiros.

Art. 19 - A alienação do título social importa na renúncia automática da qualidade de sócio, exceto se
este pertencer à categoria Veteranos.

Art. 20 - A validade da alienação do título dependerá do pagamento da taxa de transferência e da


taxa de registro a que se refere o artigo 30, e do pagamento das contribuições sociais devidas na
forma prevista nos artigos 13 deste estatuto.

Parágrafo único - A responsabilidade do alienante pelas contribuições sociais só cessará no


momento da efetivação do registro da transferência do título, que se dará, após a assinatura do termo
de transferência.

Art. 21 - Em toda transferência de título, por ato "inter vivos" ou por sucessão "causa mortis", será
cobrada pelo CLUBE a taxa de transferência do título.

Parágrafo 1º - Na transmissão "causa mortis", se o título couber ao cônjuge supérstite, a


transferência se fará independentemente do pagamento da taxa.

Parágrafo 2º - O atraso no pagamento de qualquer prestação de aquisição do título, da taxa de


transferência ou da taxa de registro acarretará o vencimento antecipado de toda a dívida, que deverá
ser liquidada no prazo de trinta (30) dias a contar da data da constituição do devedor em mora, sob
pena de ser o possuidor excluído do quadro social e o seu título oferecido à venda na forma e
condições do artigo 17.

Parágrafo 3º - A constituição em mora se fará na forma do artigo 43 e seus parágrafos.

Parágrafo 4º - A transferência será efetivada mediante termo lavrado no livro de registro competente,
conservando sempre o título sua numeração original.

Art. 22 - O CLUBE manterá atualizado o "Livro de Transferência de Títulos Sociais" para


arquivamento obrigatório dos termos de transferência de títulos patrimoniais, que constarão os
respectivos nomes dos cedentes e cessionários nas transações “inter vivos” e as transferências
“causa mortis”.

Parágrafo 1º - Em paralelo ao Livro de Transferência de Títulos Sociais”, o CLUBE manterá controle


de todos os registros e atos sociais vinculados ao título, que poderá ser efetuado eletronicamente e
deverá conter por ordem de número de título e de forma cronológica, todas as alterações ocorridas
desde sua emissão, incluindo, transferências, cancelamentos, exclusão, venda, constando
proprietários anteriores e o atual, bem como eventuais averbações de responsabilidades de tutores e
curadores.

Parágrafo 2º - Os documentos comprobatórios das transações judiciais e “causa mortis” relativas aos
títulos patrimoniais, devidamente autenticados, serão arquivados em livro próprio denominado “Livro
de Documentos Judiciais”, em ordem cronológica, como remissão de suas folhas no registro de que
trata o parágrafo 1º deste artigo.

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Art. 23 - Nenhum sócio poderá ser possuidor de mais de um (1) título.

Parágrafo único - Nos casos de sócios detentores de direitos sobre mais de um título e que
manifestem a intenção de conservá-lo em seu nome, se responsabilizarão por tantas taxas
patrimoniais quantos forem os títulos possuídos.

SEÇÃO IV
Da admissão e readmissão de sócios

Art. 24 - Somente poderá ingressar no quadro social o candidato que for proposto por dois (2) sócios
maiores de idade, admitidos há, pelo menos, dois (2) anos, quites com suas obrigações para com o
CLUBE e no gozo de seus direitos sociais, mediante preenchimento de impresso fornecido pelo
CLUBE, satisfazendo os seguintes requisitos:

I. gozar de bom conceito social e idoneidade moral;


II. não exercer ou não ter exercido atividade ilícita, apresentando os documentos que lhe forem
exigidos;
III. não ser portador de moléstia infecto-contagiosa repugnante ou neuropsíquica incompatível
com a boa convivência social, apresentando atestado médico;
IV. prestar informações complementares julgadas necessárias pela Comissão de Sindicância ou
pela Diretoria;
V. apresentar, sendo menor, termo de responsabilidade firmado por um (1) dos pais ou seu
representante;
VI. possuir título patrimonial, atendidos os requisitos dos artigo 16, parágrafo 1º.
VII. submeter-se à entrevista pessoal com a Comissão de Sindicância que poderá, também,
entrevistar os proponentes;
VIII. pagar eventuais despesas de obtenção de informações complementares, necessárias à
apreciação da proposta.

Parágrafo 1º - As propostas serão entregues à Secretaria do CLUBE e registradas, por ordem


cronológica, em livro especial.

Parágrafo 2º - A proposta, juntamente com as informações prestadas pelos sócios, será


encaminhada à Comissão de Sindicância, que dará o seu parecer dentro do prazo máximo de trinta
(30) dias.

Parágrafo 3º - Acompanhada de parecer da Comissão de Sindicância, a proposta será submetida à


decisão da Diretoria.

Parágrafo 4º - Sob pena de caducidade da sua proposta, o candidato a sócio deverá, dentro de
sessenta (60) dias contados do aviso da respectiva aprovação, efetivar os atos complementares que
lhe competirem.

Parágrafo 5º - A Diretoria deverá divulgar, mensalmente para a coletividade de associados, as


admissões de novos sócios.

Art. 25 - Os motivos da rejeição da proposta de admissão ou do pedido de readmissão não serão


comunicados ao interessado.

Parágrafo único - A proposta rejeitada quanto ao mérito, somente poderá ser reapresentada depois
de decorrido o prazo de um (1) ano, contado da data da comunicação da rejeição e por uma única
vez.

Art. 26 - O sócio, cada membro de sua família e cada dependente, quando for o caso, receberão
carteira de identidade social.

Art. 27 - O sócio excluído do quadro social por falta de pagamento de contribuições sociais, poderá
ser readmitido, a juízo da Diretoria, ou do Conselho Deliberativo em grau de recurso, satisfazendo os
seguintes requisitos:

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I. requerimento da readmissão, dentro do prazo de noventa (90) dias contados da data da notificação
da aplicação da penalidade;
II. pagamento em dobro, e de uma só vez, do valor do débito calculado até a data da readmissão,
tomando-se por base as taxas devidas, corrigidas nos termos do art. 31 do presente estatuto e
reembolso das despesas havidas com o processo de sua exclusão.

Art. 28 - A readmissão de sócio eliminado do quadro social, nos termos do art. 39 do presente
Estatuto, somente poderá ser efetivada por decisão do Conselho Deliberativo, após três (3) anos da
eliminação, mediante requerimento do interessado.

Art. 29 - É nula qualquer admissão ou readmissão de sócio feita em desacordo com o Estatuto do
CLUBE.

SEÇÃO V
Das taxas

Art 30 - Salvo as exceções previstas neste Estatuto, os portadores de títulos e os sócios estão
sujeitos às seguintes taxas:

a)Taxa patrimonial - representa o valor pago pelo portador de título em retribuição às despesas
administrativas e operacionais necessárias à conservação do patrimônio social;
b)Taxa de manutenção - representa o valor pago pelo portador de título e demais membros da
família, em retribuição pelos serviços prestados em razão de sua freqüência e manutenção
das atividades sociais e esportivas do CLUBE;
c)Taxa de transferência - representa o valor pago pelo portador de título em retribuição aos
serviços de transferência de títulos;
d)Taxa de registro - representa a retribuição paga pelo portador de título em razão dos serviços
de registro do título de sua propriedade;
e)Taxa de admissão - representa a taxa paga pelo sócio admitido ao quadro social;
f) Taxa de readmissão - representa a taxa paga pelo portador de título quando readmitido ao
quadro social.

Parágrafo 1º - As taxas previstas neste Estatuto serão fixadas pelo Conselho Deliberativo, a pedido e
com subsídios fornecidos pela Diretoria.

Parágrafo 2º - A fixação da taxa sempre levará em conta o sócio e a quantidade de seus


dependentes, nos termos do art. 13 do presente Estatuto.

Parágrafo 3º - A Diretoria poderá criar e regulamentar a taxa de ingresso de visitantes e convidados


especiais, bem como propor ao Conselho Deliberativo a criação de outras taxas não previstas neste
Estatuto, desde que necessárias a consecução dos fins sociais.

Parágrafo 4º - As taxas previstas na alínea “a” são devidas tantas vezes quantos forem os títulos de
propriedade.

Parágrafo 5º - As taxas de transferência do título, admissão e readmissão, deverão ser fixadas


variando de dez por cento (10%) no mínimo, até cem por cento (100%) do valor patrimonial do título.

Art. 31 - Toda e qualquer responsabilidade pecuniária do detentor do título ou do sócio para com o
CLUBE, decorrente deste Estatuto, não sendo saldada em seus vencimentos, somente será recebida
com acréscimo de atualização monetária com base no IGP-M da Fundação Getulio Vargas, ou outro
índice que venha a substituí-lo, de juros moratórios de doze por cento (12%) ao ano e de multa de
dez por cento (10%) do total apurado.

Parágrafo único – No atraso de três (3) taxas consecutivas, o devedor deverá ser constituído em
mora e a dívida executada, nos termos do art. 43 do presente estatuto.

SEÇÃO VI
Dos direitos dos sócios

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Art. 32 - São direitos dos sócios, obedecidas as disposições estatutárias:

I. freqüentar as dependências do CLUBE, salvo quando requisitadas por autoridades, ou


alugadas a terceiros, ou em eventos pagos promovidos pelo CLUBE;
II. participar das Assembléias Gerais;
III. votar e ser votado;
IV. transferir o seu título;
V. requerer à Diretoria a convocação do Conselho Deliberativo ou da Assembléia Geral, desde
que justifique o seu pedido e que este esteja subscrito por 1/10 dos sócios com direito a voto;
VI. solicitar à Diretoria autorização para que um terceiro, comprovadamente residente fora da
sede do CLUBE, possa freqüentar as dependências mediante pagamento da taxa
correspondente;
VII. recorrer ao Conselho Deliberativo sem efeito suspensivo, das penalidades impostas pela
Diretoria ou pelo próprio Conselho Deliberativo, e , em última instância, à Assembléia Geral
em caso de eliminação;
VIII. representar ao Conselho Deliberativo ou à Diretoria, sobre assunto de interesse do CLUBE;
IX. propor a admissão de sócios.

Parágrafo 1º - Os sócios Honorários, Veteranos, Militantes e Usuários somente gozarão dos


privilégios previstos nos incisos I e VI deste artigo. No caso de evento ou promoção com cobrança de
ingresso os convidados do sócio não serão isentos da cobrança.

Parágrafo 2º - O sócio usuário, dependente de sócio contribuinte, poderá votar, mas não poderá ser
votado.

SEÇÃO VII
Dos deveres dos sócios

Art. 33 - São deveres dos sócios:

I. cumprir e fazer cumprir fielmente o Estatuto, Regimentos e Regulamentos Internos, assim


como as Resoluções do Conselho Deliberativo e da Diretoria, não podendo alegar
desconhecimento das normas sociais em seu benefício;
II. colaborar para que o CLUBE promova a educação física, moral, cultural e cívica de seus
sócios;
III. pagar as taxas e outras contribuições estipuladas, nos termos estatutários;
IV. solver débitos de qualquer outra natureza para com o CLUBE, dentro de trinta (30) dias,
contados da notificação feita na forma do artigo 43;
V. apresentar, obrigatoriamente, ao adentrar o CLUBE, a carteira de identidade social e o
comprovante de pagamento das contribuições e sempre que solicitado;
VI. zelar pela conservação dos bens do CLUBE e influir para que os outros o façam;
VII. responder ou indenizar o CLUBE pelos atos, ou pelos danos regularmente apurados, que
eles, seus dependentes, membros de sua família ou convidados causarem;
VIII. comunicar obrigatoriamente à Diretoria, por escrito, dentro de sessenta (60) dias da
ocorrência do fato, a mudança de residência, de estado civil, falecimento e nascimento de
membros da família e eventuais alterações na relação de dependência;
IX. abster-se, nas dependências do CLUBE, de qualquer manifestação e discussão de caráter
político, religioso e racial, ou relativos à questão de nacionalidade;
X. acatar as decisões do Conselho Deliberativo e da Diretoria, assim como de seus membros ou
representantes e dos funcionários do CLUBE, no exercício de suas funções estatutárias e
regulamentares;
XI. tratar a todos com respeito e urbanidade, manter irrepreensível conduta moral e portar-se
com absoluta correção nas dependências do CLUBE;
XII. conhecer, pessoalmente, o candidato cuja entrada no quadro social propuser, sob pena de
sujeitar-se ao previsto no inciso IV do artigo 37;
XIII. comparecer perante a Comissão de Sindicância para, na qualidade de proponente, ser
entrevistado com relação às informações que prestou sobre o proposto, se solicitado;
XIV. entregar, na Secretaria, sua cédula de identidade social, que ficará retida durante o período
de licença ou suspensão e inutilizada em caso de exclusão, por qualquer motivo, do quadro
social;

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Parágrafo 1º - Além das demais causas previstas no Estatuto, o não cumprimento das obrigações
previstas no inciso III deste artigo, priva o sócio do ingresso nas dependências do CLUBE.

Parágrafo 2º - Além das demais causas previstas no Estatuto, a falta de indenização de que trata o
inciso VII deste artigo, priva o sócio de todos os direitos estatutários e sua satisfação não o exime da
pena em que tenha incorrido.

SEÇÃO VIII
Das penalidades

Art. 34 - O sócio ou seus dependentes que infringirem as disposições do Estatuto, Regimentos


Internos, Regulamentos e Resoluções da Diretoria e do Conselho Deliberativo, tornar-se-ão passíveis
das seguintes penalidades:

I. advertência por escrito;


II. suspensão;
III. exclusão;
IV. eliminação.

Art. 35 - A incidência em qualquer infração, por quem já tenha sofrido punição anterior, será
considerada agravante.

Art. 36 - Caberá a pena de advertência sempre que à infração não for aplicada outra penalidade.

Parágrafo 1º - A pena de advertência será cominada por escrito, pela Diretoria.

Parágrafo 2º - Em caráter meramente disciplinar ou preventivo, poderá qualquer Diretor, no exercício


de suas funções, fazer advertência verbal ao sócio ou aos seus dependentes.

Art. 37 - Será passível da pena de suspensão o sócio que:

I.reincidir em infração já punida com advertência por escrito;


II.promover discórdia entre os sócios;
III.atentar contra a disciplina do CLUBE;
IV. prestar ou endossar informações inverídicas na hipótese prevista no inciso XII do artigo 33 do
Estatuto e outras que lhe forem solicitadas pela Diretoria;
V. ceder a carteira de identidade social, ou comprovante de quitação de contribuições sociais, a
terceiros, a fim de lhes facilitar o ingresso nas dependências do CLUBE;
VI. praticar ato condenável ou tiver comportamento inconveniente nas dependências do CLUBE,
ou, como seu representante, em qualquer local;
VII. atentar contra o conceito público do CLUBE, por ação ou omissão;

VIII. transgredir qualquer disposição estatutária regimental ou regulamentar;


IX. praticar atos de comércio nas dependências do CLUBE, sem autorização da Diretoria.

Parágrafo 1º - A pena de suspensão privará o sócio de seus direitos, subsistindo, porém, suas
obrigações com os pagamentos das taxas decorrentes do seu título de propriedade.

Parágrafo 2º - Essa pena não poderá ser superior a cento e oitenta (180) dias.

Parágrafo 3º - A aplicação das penas previstas no artigo 34, salvo a de eliminação, é de competência
da Diretoria.

Art. 38 - Será passível da pena de exclusão o sócio que atrasar suas taxas sociais por mais de
noventa (90) dias ou deixar de pagar outros débitos de sua responsabilidade no prazo de trinta (30)
dias após a sua notificação, a ser efetuada nos termos do art. 43 do presente Estatuto.

Art. 39 - Será passível da pena de eliminação o sócio que:

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I. reincidir em infrações referidas no artigo 37 que, por sua natureza e reiteração, o tornem
inidôneo para permanecer no CLUBE;
II. for condenado por sentença passada em julgado, pela prática de delito infamante;
III. atentar contra a moralidade social e desportiva ou contra superiores interesses do CLUBE;
IV. tiver em depósito, preparar, transportar, trouxer consigo, adquirir, vender, guardar, fornecer
ainda que gratuitamente, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a consumo, substância
entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica.

Parágrafo 1º - Ao sócio passível da pena de eliminação será dado conhecimento dos motivos que o
sujeitam a essa penalidade, para que possa defender-se previamente, dentro do prazo de trinta (30)
dias, a contar da notificação.

Parágrafo 2º - A penalidade de eliminação será aplicada pelo Conselho Deliberativo, mediante


representação da Diretoria.

Art. 40 - Os sócios Honorários, Beneméritos e os sócios que forem membros do Conselho


Deliberativo, da Diretoria e do Conselho Fiscal somente poderão ser advertidos ou suspensos pelo
Conselho Deliberativo.

Parágrafo único - As pessoas referidas neste artigo serão julgadas pelo Conselho Deliberativo que,
para apuração dos fatos, constituirá Comissão Processante composta por três (3) Conselheiros.

Art. 41 - A apuração dos fatos suscetíveis de acarretar as penas de suspensão e de eliminação será
feita através de processo administrativo disciplinar, a cargo da Comissão Disciplinar que se comporá
de um (1) Conselheiro, indicado pelo Presidente do Conselho Deliberativo, um (1) Diretor e um
associado com mais de cinco (5) anos de CLUBE indicado pelo Presidente da Diretoria, dando-se ao
interessado amplo direito de defesa e recurso.

Parágrafo 1º - A Comissão Disciplinar elegerá, dentre seus membros, o Presidente, e lavrará ata de
todas as suas deliberações que farão parte do processo administrativo.

Parágrafo 2º - Qualquer dos Diretores, poderá suspender o sócio faltoso, preventivamente, do


exercício de seus direitos sociais, não podendo a medida exceder a trinta (30) dias, para a apuração
de suas faltas.

Parágrafo 3º - Os pais ou representantes legais serão obrigatoriamente notificados da instauração do


processo administrativo disciplinar contra os filhos e tutelados menores de dezoito (18) anos, bem
como contra os que forem comprovadamente deficientes ou incapacitados, na forma do parágrafo1º
do artigo 9º.

Art. 42 - A aplicação das penas de suspensão, exclusão e eliminação será objeto de notificação ao
sócio.

Art. 43 - A notificação de que trata este estatuto far-se-á por carta entregue, contra recibo, pelo
CLUBE, pelo correio ou pelo Cartório de Registro de Títulos e Documentos, no endereço para
correspondência constante do cadastro do sócio no CLUBE, podendo para tanto ser utilizado seu
endereço eletrônico (e-mail), concomitantemente.

Parágrafo 1º - Quando o sócio não for encontrado, a notificação será feita através de edital afixado
no CLUBE, em locais apropriados, durante o prazo de trinta (30) dias, findo o qual considerar-se-á
perfeita a notificação.

Parágrafo 2º - O sócio a quem for imposta penalidade deverá ressarcir o CLUBE das despesas que
este tiver tido com a notificação judicial ou extrajudicial.

Art. 44 - Todas as penalidades previstas neste estatuto serão anotadas nas fichas sociais, em ordem
cronológica.

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Parágrafo único - Serão desconsideradas para fins de aplicação de novas penalidades as
advertências e suspensões constantes na ficha social, desde que transcorridos cinco (5) anos de sua
efetivação e não tenha o infrator sofrido outra punição.

SEÇÃO IX
Dos recursos

Art. 45 - Caberá pedido de reconsideração à Diretoria da pena de advertência por escrito, dentro do
prazo de dez (10) dias, contados da sua efetivação.

Parágrafo único - Não caberá outro recurso da decisão que apreciar esse pedido.

Art. 46 - Das decisões que impuserem as penalidades de suspensão e eliminação, serão admissíveis
os seguintes recursos ao Conselho Deliberativo:

I. ordinário, quando a decisão for da Diretoria;


II. de revisão, quando a decisão for do próprio Conselho Deliberativo.

Parágrafo único - Da decisão que determinar a eliminação caberá em última instância recurso para a
Assembléia Geral, que quando provocada será convocada para apreciar o recurso.

Art. 47 - Todos os recursos mencionados neste Estatuto poderão ser interpostos, sem efeito
suspensivo da pena, no prazo de quinze (15) dias, contados da notificação do ato ou conhecimento
do fato impugnado.

Parágrafo 1º - Poderá ter efeito suspensivo o recurso que se referir a fato não apreciado na decisão
original e envolver matéria de interpretação estatutária ou da legislação ordinária do país.

Parágrafo 2º - O órgão prolator da decisão recorrida terá um prazo de quinze (15) dias para se
manifestar, justificadamente, e tendo em vista o disposto no parágrafo anterior, orientar em que efeito
recebe o recurso, sendo que na hipótese de não observação do prazo de quinze (15) dias o recurso
será recebido com efeito suspensivo.

Parágrafo 3º - Não cumprido o prazo para interposição de qualquer defesa ou recurso, ou o silêncio
do interessado, implica como confissão quanto a matéria do processo disciplinar.

Parágrafo 4º - A forma de apuração da falta será sumaríssima devendo o processo se encerrar no


máximo em sessenta (60) dias após o seu início.

Parágrafo 5º - Transitada em julgado as decisões proferidas no processo administrativo, terá inicio a


aplicação da pena, na hipótese do processo correr com efeito suspensivo.

Art. 48 - Na apreciação do recurso ordinário, o Conselho Deliberativo terá pleno conhecimento da


matéria, podendo confirmar ou reformar a decisão recorrida, total ou parcialmente, determinando,
inclusive, a devolução da matéria para que a Diretoria profira nova decisão, convertendo o julgamento
em diligência para os fins que especificar.

Art. 49 - O direito de recorrer também ficará assegurado ao sócio da classe Familiar, quando um
membro de sua família ou dependente sofrer punição.

CAPÍTULO III
Dos órgãos do clube

SEÇÃO I
Da constituição, competência e funcionamento

Art. 50 - São órgãos do CLUBE:

I. deliberativos: Assembléia Geral e Conselho Deliberativo;


II. executivo: Diretoria;

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III. de fiscalização: Conselho Fiscal;
IV. consultivos: Comissões Permanentes.

CAPÍTULO IV
Da assembléia geral

Art. 51 - A Assembléia Geral constituir-se-á dos sócios Contribuintes, definidos no parágrafo 1º do


art. 9°, desde que estejam inscritos no quadro social há mais de dois (2) anos, sejam maiores de
dezoito (18) anos e se encontrem em dia com os pagamentos das taxas devidas ao CLUBE,
ressalvado o disposto nos parágrafos 1° e 2º do art. 32.

Art. 52 - A Assembléia Geral reunir-se-á:

I. ordinariamente, de dois (2) em dois (2) anos, na segunda quinzena de maio, para a eleição
da totalidade do Conselho Deliberativo e seus suplentes, e em abril de cada ano para
aprovar as contas da Diretoria;
II. extraordinariamente, quando convocada na forma prevista no Estatuto.

Art. 53 - A Assembléia Geral será convocada pelo Presidente do Conselho Deliberativo, de ofício, ou
por solicitação fundamentada da Diretoria, do Conselho Fiscal, de cinqüenta por cento (50%), no
mínimo, dos membros do Conselho Deliberativo ou de um quinto (1/5) dos associados com, no
mínimo, dois (2) anos de CLUBE, através de edital publicado em jornal de grande circulação do
Município, e afixado em lugares apropriados no CLUBE, tudo com antecedência mínima de trinta (30)
dias.

Parágrafo 1º - A convocação poderá ser efetuada, complementarmente, pelo endereço eletrônico dos
sócios e seus dependentes.

Parágrafo 2º - Da convocação e do edital constarão o local, o horário, a ordem do dia, bem como o
aviso de que a segunda convocação se realizará uma (1) hora após a marcada para a primeira.

Parágrafo 3º - A Assembléia Geral somente poderá deliberar sobre a matéria constante da ordem do
dia.

Parágrafo 4º - O Presidente do Conselho Deliberativo terá o prazo máximo de dez (10) dias para
convocar a Assembléia Geral, a contar da data de recebimento da solicitação.

Parágrafo 5º - Decorrido o prazo previsto no parágrafo anterior sem que a Assembléia Geral tenha
sido convocada, o substituto do Presidente deverá convocá-la dentro de quarenta e oito (48) horas e,
se não o fizer, qualquer membro do Conselho Deliberativo deverá fazê-lo, em quarenta e oito (48)
horas.

Art. 54 - A Assembléia Geral, em primeira convocação, realizar-se-á com a presença mínima de


cinqüenta por cento (50%) dos sócios com direito a voto, e em segunda convocação, com o mínimo
de cem (100) sócios, salvo hipóteses em contrário previstas no Estatuto.

Parágrafo 1º - A Assembléia especialmente convocada para destituição dos administradores e para


reforma do estatuto, somente poderá deliberar em primeira convocação com cinqüenta por cento
(50%) dos sócios com direito a voto mais um, e em segunda convocação com o mínimo de um terço
(1/3) dos sócios com direito a voto, desde que aprovada a proposta por no mínimo dois terços (2/3)
dos presentes.

Parágrafo 2º - A assembléia Geral, convocada para aprovação do Plano Diretor do CLUBE,


deliberará conforme o previsto no caput do presente artigo.

Art. 55 – Os trabalhos de cada reunião serão registrados em livro próprio por um dos seus
secretários, e a respectiva ata, assinada pelos membros da mesa, deverá ser aprovada
imediatamente após o encerramento dos trabalhos.

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Parágrafo único – A Assembléia Geral poderá autorizar a mesa a lavrar e assinar posteriormente a
respectiva ata, delegando poderes a sete (7) sócios, para em seu nome, conferi-la e aprová-la.

SEÇÃO I
Do processo eletivo

Art. 56 - Proceder-se-á às eleições a Membro do Conselho Deliberativo mediante prévio registro de


candidaturas individuais, somente podendo ser sufragados os candidatos registrados.

Parágrafo único – Somente são elegíveis os sócios contribuintes quites com as obrigações sociais,
maiores de dezoito (18) anos, e que tenham mais de dois (2) anos de Clube, computando o tempo de
dependente ou membro da família.

Art. 57 - O registro de candidatura, previsto no artigo anterior, deverá se efetivar até o quinto (5º) dia
antes das eleições, encerrando-se o prazo, impreterivelmente, às dezessete (17) horas daquele dia,
devendo a secretaria fornecer o necessário comprovante do cumprimento desta formalidade.

Parágrafo 1º - O registro da candidatura somente será efetuado pelo sócio, na Secretaria do Clube,
inscrito em livro próprio.

Parágrafo 2º - A relação dos candidatos deverá ser publicada dentro de vinte e quatro (24) horas da
data do encerramento do prazo de inscrição, publicação esta, que será feita mediante afixação nos
quadros de avisos.

Parágrafo 3º - A impugnação de qualquer candidatura deverá ser feita por escrito, e protocolada na
Secretaria do Clube, em até quarenta (40) horas antes do início da Assembléia.

Parágrafo 4º - As impugnações, que porventura sejam protocoladas, deverão ser analisadas e


julgadas pelo Conselho Deliberativo, no dia que se sucede à Assembléia.

Art. 58 – A votação será, exclusivamente, feita por escrutínio secreto nas Assembléias para eleição
dos membros do Conselho, e nas demais, na forma que a maioria deliberar.

Art. 59 – O direito de voto somente pode ser exercido pessoalmente.

Art. 60 - A Assembléia Geral será instalada pelo Presidente do Conselho Deliberativo, ou seu
substituto, que elegerá imediatamente o seu Presidente, por votação ou aclamação, que convidará
dois (2) sócios para exercerem as funções de Secretário.

Art. 61 – Na Assembléia Geral para eleição dos membros do Conselho Deliberativo, o seu Presidente
nomeará Presidentes e Membros das mesas receptoras, em número suficiente para assegurar um
tranqüilo processo de votação, assim como nomeará os Presidentes e Membros das mesas
apuradoras, tantas quantas sejam necessárias, para uma rápida e transparente apuração.

Parágrafo 1º - A Assembléia Geral, a que se refere o presente artigo, será, obrigatoriamente


instalada aos sábados, às nove (9) horas, em primeira chamada, numa das dependências do CLUBE.

Parágrafo 2º - Às dezessete (17) horas, impreterivelmente, será encerrada a eleição, quando


somente votarão os sócios presentes no recinto da votação, ficando impedida a entrada de qualquer
outro sócio.

Art. 62 – No ato de votar, o sócio apresentará sua identidade social e a cédula oficial de identidade e,
após a verificação pela mesa receptora de votos, se está quite com o Clube, assinará a lista de
votantes e receberá a cédula para votação.

Art. 63 – As cédulas para votação serão únicas, confeccionadas pela Secretaria do Clube, e
conterão, em ordem alfabética, a relação dos candidatos, as quais serão entregues aos votantes,
devidamente rubricadas pelo Presidente e um dos Mesários da mesa receptora, não sendo permitidas
cédulas avulsas.

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Parágrafo 1º - Antes do início da votação, o Presidente da Assembléia mandará afixar em cada mesa
destinada à votação, a relação oficial dos candidatos, conforme consta na cédula.

Parágrafo 2º – O eleitor deverá expressar o seu voto assinalando até vinte e um (21) candidatos de
sua preferência e na forma em que for estabelecida na regulamentação das eleições, pelo Conselho
Deliberativo.

Parágrafo 3º - O processo de votação e apuração das eleições poderão ser alterados para novos
sistemas, inclusive mecânico ou eletrônico, por resolução do Conselho Deliberativo, respeitadas as
demais normas estatutárias.

Art. 64 – Deixando a cabine secreta, o eleitor deverá depositar seu voto na urna com a cédula
fechada.

Art. 65 – Dando início a votação, o Presidente passará a Presidência dos trabalhos a um dos
Secretários e votará em primeiro lugar, reassumindo a Presidência e, determinando aos Secretários,
que cada um por sua vez, vote em seguida.

Art. 66 – Encerrada a votação, o Presidente dará imediatamente o início à apuração dos votos.

Parágrafo único – Quaisquer impugnações feitas durante os trabalhos de votação e apuração, serão
soberanamente resolvidas de imediato pelo Presidente e Secretários, conforme manifestação e
decisão da maioria.

Art. 67 – Será nula a eleição, se o número de cédulas não coincidir com o número de eleitores,
procedendo-se novo pleito dentro de quinze (15) dias.

Parágrafo 1º - Se existir mais de uma mesa receptora de votos, anular-se-á apenas a votação
correspondente à urna onde se verificar a irregularidade.

Parágrafo 2º - Se a impugnação da urna não vier a influir no resultado final, não será realizada
eleição suplementar.

Art. 68 – Encerrada a apuração, o Presidente proclamará eleitos como Conselheiros os vinte e um


(21) candidatos mais votados, e como suplentes os sete (7) não eleitos mais votados.

Parágrafo único – Havendo empate no resultado da votação entre dois ou mais candidatos,
prevalecerá o mais antigo no quadro social, considerando-se, para tanto, o tempo como dependente
ou membro da família, persistindo o empate, prevalecerá o mais idoso.

Art. 69 – Conhecido o resultado, o Presidente do Conselho Deliberativo declarará eleito e empossado


o novo Conselho Deliberativo, cabendo ao Conselheiro mais votado, assumir provisoriamente o cargo
de presidente.

CAPÍTULO V
Do Conselho Deliberativo

Art. 70 – O Conselho Deliberativo compor-se-á de vinte e um (21) Conselheiros e de sete (7)


suplentes, todos com mandato de dois (2) anos.

Parágrafo único – O cargo de Conselheiro será exercido sem qualquer remuneração.

Art. 71 – O Conselho Deliberativo elegerá em sua primeira reunião, que deverá ser realizada até sete
(7) dias, a contar da data da Assembléia Geral Ordinária que o empossou, o seu Presidente e Vice-
Presidente, com mandato de um (1) ano, que serão imediatamente empossados por seus pares.

Parágrafo 1º - O Presidente eleito, na mesma reunião, escolherá e empossará o 1º e 2º Secretários


do Conselho Deliberativo.

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Parágrafo 2º - O Conselheiro, que notificado de sua eleição, não tomar posse em quaisquer das duas
(2) primeiras reuniões ordinárias de seu mandato, será substituído e considerado renunciante, salvo
por motivo plenamente justificável.

Parágrafo 3º - No caso de renúncia ou vacância dos cargos de Conselheiros, os mesmos serão


substituídos pelos suplentes, obedecendo-se a ordem obtida na votação.

Parágrafo 4º - O Conselheiro que renunciar ou perder o seu mandato, sem plena justificativa, não
poderá se inscrever como candidato e nem ocupar cargos da Diretoria nos próximos dois (2)
mandatos.

Parágrafo 5º - Caso o Conselho Deliberativo, no curso de seu mandato, fique reduzido a menos de
metade de seus membros, mesmo tendo sido empossados todos os suplentes, o seu Presidente
deverá convocar, num prazo de cinco (5) dias, Assembléia Geral Extraordinária para
complementação do seu quadro.

Art. 72 – O Conselho Deliberativo será renovado, na totalidade de seus membros, após o término de
seu mandato.

Art. 73 – É incompatível o exercício das funções de conselheiro com as de membro da Diretoria ou


do Conselho Fiscal.

Parágrafo 1º - O Conselheiro que for indicado para ocupar cargo da Diretoria ou do Conselho Fiscal,
deverá licenciar-se junto ao Conselho Deliberativo.

Parágrafo 2º - O Conselheiro licenciado, descompatibilizando-se com a Diretoria ou com o Conselho


Fiscal, assumirá, automaticamente, o seu cargo junto ao Conselho, retornando à condição de
suplente o último Conselheiro empossado.

Art. 74 – O Conselheiro que não comparecer a duas (2) reuniões consecutivas, sem justificativa, ou a
quatro (4) alternadas, mesmo justificadas, perderá automaticamente o seu mandato.

Parágrafo 1º - A justificativa, mencionada neste artigo, deverá ser feita, por escrito, até dez (10) dias
após a respectiva reunião e aprovada pelo conselho.

Parágrafo 2º - Na mesma pena incidirá o Suplente, no período, ou na soma dos períodos em que
assumir a titularidade.

Art. 75 – Na eventual vacância conjunta dos cargos de Presidente e Vice-Presidente do Conselho


Deliberativo, caberá ao 1º Secretário convocar os seus demais membros para elegerem os
respectivos substitutos, no prazo de cinco (5) dias.

Art. 76 – O Conselho Deliberativo reunir-se-á:

I. Ordinariamente:

a) na segunda quinzena de cada mês, independentemente de qualquer convocação;


b) na segunda quinzena de abril, para deliberar sobre o relatório da Diretoria, balanço e
demonstrativo das contas do exercício anterior, que deverão ser apresentados com o
parecer do Conselho Fiscal;
c) na segunda quinzena de novembro, para deliberar sobre a proposta orçamentária referente
ao exercício seguinte;
d) a cada dois (2) anos, até sete (7) dias após a Assembléia Geral prevista no inciso I, do art.
52, para eleição do Presidente e do Vice-Presidente da Diretoria, dos Membros do
Conselho Fiscal e Presidentes da Comissões Permanentes;

II. Extraordinariamente:

a) por convocação de seu Presidente ou de cinqüenta por cento (50%) dos seus membros;
b) a requerimento da Diretoria, do Conselho Fiscal ou nos casos previstos neste Estatuto.

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Parágrafo 1º - Os trabalhos de cada reunião serão resumidos em ata devidamente registrada em
livro próprio.

Parágrafo 2º - Salvo disposição expressa em contrário, nos casos de convocação extraordinária, o


Conselho Deliberativo deverá reunir-se dentro do prazo de dez (10) dias após o recebimento do
pedido de convocação.

Parágrafo 3º - No caso previsto no parágrafo anterior, se o Presidente não efetuar a convocação,


caberá ao Vice-Presidente ou a um dos seus membros confirmá-la no prazo de dois (2) dias.

Art. 77 – As reuniões do Conselho Deliberativo serão convocadas com antecedência de dez (10)
dias, e cada Conselheiro será delas notificado pela Secretaria.

Art. 78 - O Conselho somente poderá deliberar em reuniões com a presença de, no mínimo, onze
(11) Conselheiros.

Parágrafo 1º - As deliberações obedecerão sempre a vontade da maioria, cabendo ao Presidente o


voto de desempate.

Parágrafo 2º - O Conselheiro, vencido na votação de qualquer assunto no colegiado, poderá fazer


constar, na ata, o voto em separado, a fim de resguardar sua responsabilidade e sua posição sobre o
deliberado.

Art. 79 - As reuniões do Conselho Deliberativo poderão ser assistidas pelos sócios em geral.

Parágrafo único – O Presidente da Diretoria, ou um Diretor, por ele designado, quando solicitado,
poderá prestar esclarecimentos sobre a matéria em pauta, porém, sem direito a voto.

Art. 80 - Compete ao Conselho Deliberativo:

I. eleger e empossar seu Presidente e Vice-Presidente;


II. eleger o Presidente e Vice-Presidente da Diretoria, o Conselho Fiscal e os Presidentes das
demais Comissões Permanentes;
III. propor a Assembléia geral sobre a reforma do Estatuto;
IV. conceder os títulos de sócios Beneméritos, Honorários e deliberar sobre o ingresso dos
sócios Militantes e Usuários a que alude os incisos V e VI do art. 6º do presente Estatuto;
V. deliberar sobre a fixação e alteração do valor do título patrimonial, taxas e outras
contribuições previstas no Estatuto, mediante proposta da Diretoria;
VI. deliberar sobre a proposta orçamentária, balanço patrimonial, demonstração das contas de
receita e despesas encaminhadas pela Diretoria com parecer do Conselho Fiscal;
VII. deliberar sobre recursos interpostos de suas próprias decisões e de atos da Diretoria;
VIII. autorizar a Diretoria a adquirir ou alienar bens imóveis, a celebrar contrato de mútuo,
"leasing", penhor, anticrese e hipoteca, ou a assinar quaisquer outros documentos que
possam onerar o CLUBE, não previstos expressamente como sendo da competência
exclusiva da Diretoria;
IX. deliberar sobre projetos de Regimentos Internos e respectivas reformas e elaborar seu
próprios Regimentos;
X. deliberar sobre transferência ou reforço de verba orçamentária, e sobre a aplicação dos
fundos sociais e especiais;
XI. cassar o mandato dos membros da Diretoria, de seus membros, das Comissões
Permanentes e do Conselho Fiscal, que atentarem contra o Estatuto, ou, ainda, quando o
exigirem os interesses do CLUBE;
XII. aplicar penalidades aos membros da Diretoria com mandato findo, mas sem contas
aprovadas, em virtude de infração estatutária, quando no exercício de suas funções de
Diretor;
XIII. autorizar locações por prazo superior a trinta (30) dias, bem como concessões de serviços
em qualquer dependência do CLUBE;
XIV. cassar títulos Honoríficos e Beneméritos concedidos pelo CLUBE, mediante representação
da Diretoria ou por proposta de cinqüenta por cento (50%) dos Conselheiros, no mínimo;

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XV. aplicar aos sócios, membros de sua família e aos dependentes as penalidades de sua
competência, previstas no Estatuto, constituindo a Comissão Disciplinar, prevista no art. 41,
quando for o caso;
XVI. autorizar o Presidente da Diretoria, ou o seu substituto legal a transigir em juízo ou fora dele,
de acordo com o Estatuto;
XVII. convocar extraordinariamente o Conselho Fiscal e a Assembléia Geral;
XVIII. deliberar sobre os casos omissos e interpretar o Estatuto;
XIX. autorizar a celebração de contratos para inserção de publicidade nos uniformes do CLUBE;
XX. fiscalizar a constituição e aplicação das reservas estatutárias;
XXI. provar a constituição da reserva especial de obra e submete-la a Assembléia Geral, quando
julgar conveniente;
XXII. autorizar o lançamento de novos títulos patrimoniais, nos termos do art. 18 do presente
estatuto;
XXIII. autorizar a Diretoria a filiar-se a associações, federações e confederações esportivas;
XXIV. autorizar a criação de sub-sedes dentro do Município;
XXV. autorizar o Conselho Fiscal a contratar empresa de auditoria independente, nos termos do
parágrafo único do art. 132.

Parágrafo único - Nos casos de sua competência, o Conselho Deliberativo é soberano nas decisões
que tomar, podendo, no entanto, revê-las, mediante recurso interposto pela Diretoria, pelo conselho
Fiscal ou por no mínimo cinqüenta por cento (50%) dos Conselheiros, ou, ainda, pelo interessado,
nos termos previstos no artigo 46 do presente estatuto.

Art. 81 - Compete ao Presidente do Conselho Deliberativo:

I. convocar a Assembléia Geral e o Conselho Deliberativo;


II. presidir as reuniões do Conselho Deliberativo, assinar o seu livro de atas e sua
correspondência;
III. nomear e dar posse ao 1º e 2º Secretários do Conselho Deliberativo, bem como aos
membros das Comissões Permanentes;
IV. em caso de empate, decidir as votações com o voto de qualidade;
V. assumir a administração do CLUBE no caso de renúncia coletiva ou de cassação de mandato
do Presidente e do Vice-Presidente da Diretoria;
VI. cumprir e fazer cumprir o Estatuto, os Regimentos Internos e Resoluções do Conselho
Deliberativo;
VII. remeter a todos os Conselheiros em exercício, cópia da proposta orçamentária, do balanço
patrimonial, da demonstração das contas de receita e despesa, com os relatórios e pareceres
que o acompanham;
VIII. representar o Conselho Deliberativo;
IX. nomear Comissões Especiais de quaisquer naturezas;
X. despachar e encaminhar pedidos de informações, dados ou pareceres dos Conselheiros, à
Diretoria ou a quaisquer órgãos do CLUBE, sobre assuntos de competência das atividades
desses órgãos, pedidos esses que deverão ser analisados no prazo máximo de quinze (15)
dias.
XI. assinar juntamente com o Presidente da Diretoria e o 1º tesoureiro, os títulos patrimoniais;
XII. assinar juntamente com o Presidente da Diretoria os títulos Honoríficos e Beneméritos;.
XIII. assinar os termos de abertura e encerramento dos livros referentes ao Conselho Deliberativo,
rubricando todas as suas folhas.

Art. 82 - Compete ao Vice-Presidente:

I. auxiliar o Presidente e substituí-lo em suas ausências e impedimentos;


II. convocar a Assembléia Geral ou o Conselho Deliberativo, na forma prevista no Estatuto, ou
quando o Presidente não o fizer, nas datas e prazos nele fixados.

Art. 83 - São atribuições do 1º Secretário:

I. secretariar as reuniões, lavrar e assinar as respectivas atas;


II. redigir, arquivar e encaminhar toda a correspondência do Conselho Deliberativo;

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III. manter atualizada a relação dos nomes dos Conselheiros com direito ao exercício do
mandato, em face do disposto nos artigos 68’, 69 e 74;
IV. guardar todos os papéis e pareceres das Comissões Permanentes;
V. fichar e classificar por assuntos e em ordem cronológica as decisões do Conselho
Deliberativo e das Comissões Permanentes;
VI. organizar os serviços administrativos do Conselho Deliberativo.

Art. 84 - São atribuições do 2º Secretário:


I. auxiliar e substituir o 1º Secretário em suas faltas ou impedimentos.

Art. 85 - Na ausência ou impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, a reunião será instalada


pelo 1º secretário, seguindo-se a designação, pelo Plenário, por aclamação, de um Presidente "ad
hoc".

CAPÍTULO VI
Das comissões permanentes do Conselho Deliberativo

Art. 86 - São Comissões Permanentes:

I. Comissão de Finanças;
II. Comissão Jurídica;
III. Comissão de Obras;
IV. Comissão de Saúde e Higiene;
V. Comissão de Sindicância;
VI. Comissão de Esportes;
VII. Comissão de Veteranos.

Art. 87 - As Comissões Permanentes, com mandato coincidente com o mandato do Conselho


Deliberativo, compor-se-ão de três (3) conselheiros, no mínimo, podendo participar inclusive o
Presidente e o Vice-Presidente do Conselho.

Parágrafo 1º - Em sua primeira reunião o Conselho Deliberativo elegerá as Comissões Permanentes


e, cada Comissão elegerá seu Presidente, Vice-Presidente e Secretário.

Art. 88 - As Comissões Permanentes funcionarão como órgãos de assessoria do Conselho


Deliberativo e da Diretoria, devendo ser ouvidas, obrigatória e antecipadamente, sobre os assuntos
de sua competência específica e, quando solicitadas, deverão manifestar-se por escrito, dentro do
prazo de quinze (15) dias. Poderão ainda, por iniciativa própria, fazer recomendações ou sugestões
ao Conselho Deliberativo e à Diretoria.

Parágrafo único - As Comissões poderão solicitar, por intermédio dos Presidentes do Conselho
Deliberativo ou da Diretoria, a quaisquer órgãos do CLUBE, esclarecimentos e informações sobre
assuntos de sua competência específica.

Art. 89 - Os pareceres das Comissões Permanentes deverão ser subscritos, pelos seus três (3)
membros.

Art. 90 - Os membros das Comissões Permanentes que faltarem, sem justificação, a cinco (5)
reuniões consecutivas ou não, perderão automaticamente o seu mandato.

Parágrafo 1º - Ocorrendo vaga nos cargos de Presidente das Comissões Permanentes ou de


qualquer membro, o substituto será convocado pelo Conselho Deliberativo, dentro de quinze (15)
dias, dentre seus membros, mesmo que pertençam a outra Comissão.

Parágrafo 2º - Em caso de licença ou impedimento de membro das Comissões Permanentes por


mais de trinta (30) dias, o Presidente do Conselho Deliberativo designará seu substituto, por
indicação do Presidente da Comissão respectiva, dentre os membros das outras comissões, sendo
que neste caso o membro convocado acumulará funções em duas ou mais comissões.

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Art. 91 - O funcionamento, modo de manifestação, reuniões e ordem dos trabalhos das Comissões
Permanentes serão regulados pelos seus respectivos Regimentos Internos, devidamente aprovados
pelo Conselho Deliberativo.

Art. 92 - Compete à Comissão de Finanças:

I. examinar a proposta orçamentária elaborada anualmente pela Diretoria, emitindo parecer


pormenorizado a respeito;
II. pronunciar-se sobre os aspectos econômicos e financeiros de planos plurianuais elaborados
pela Diretoria;
III. pronunciar-se sobre projetos ou proposições que impliquem em indicação de recursos
orçamentários, em abertura de créditos especiais, suplementares ou extraordinários e
transposições de verbas, ou que tenham quaisquer outras repercussões de ordem econômica
e financeira;
IV. acompanhar a execução orçamentária, através de balancetes e demais demonstrações
apresentadas pela Diretoria ao Conselho Deliberativo, emitindo suas observações;
V. examinar o balanço anual a ser submetido à apreciação do Conselho Deliberativo, analisando
a gestão econômica e financeira e suas repercussões de ordem patrimonial e emitindo o
competente parecer;
VI. solicitar informações à Diretoria sobre assuntos de caráter econômico ou financeiro, bem
como examinar a contabilidade do CLUBE, sempre que essas providências lhe parecerem
necessárias.

Art. 93 - Compete à Comissão Jurídica:

I. dar parecer sobre contratos de qualquer natureza em que o CLUBE seja parte interessada;
II. dar parecer sobre recursos ao Conselho Deliberativo e sobre quaisquer outros processos a
ele submetidos que envolvam matéria jurídica ou estatutária;
III. pronunciar-se sobre assuntos de natureza jurídica ou estatutária de interesse do CLUBE.

Art. 94º - Compete à Comissão de Obras:

I. acompanhar a execução e sugerir medidas para manter atualizado o Plano Diretor do


CLUBE;
II. assessorar a Diretoria e opinar sobre concorrências de engenharia, arquitetura para
execução de obras;
III. manifestar-se quanto à forma técnica de contratação de serviços profissionais e de obras;
IV. pronunciar-se sobre assuntos de engenharia, arquitetura e obras do CLUBE;
V. representar à Diretoria ou ao Conselho Deliberativo, conforme o caso, sobre irregularidade
eventualmente verificada na execução de obras;
VI. sugerir estudos e providências quanto à melhoria, ampliação e conservação dos prédios e
instalações do CLUBE.

Art. 95 - Compete à Comissão de Saúde e Higiene:

I. pronunciar-se sobre matéria de natureza médica na parte aplicada à cultura física;


II. dar idéias e sugestões sobre assuntos de saúde e higiene de interesse do CLUBE, de forma
a aprimorar o atendimento aos sócios;
III. manifestar-se quanto às normas gerais de organização e funcionamento dos serviços
médicos existentes e outros que venham a ser criados, opinando inclusive sobre a escolha de
profissionais a serem contratados;
IV. opinar e sugerir ao Conselho Deliberativo e à Diretoria estudos e providências que visem a
melhoria dos serviços médicos e as condições higiênico-sanitárias do CLUBE;
V. preocupar-se com a integridade e segurança dos sócios e de terceiros nas atividades do
CLUBE, especialmente em seus eventos.

Art. 96 - Compete à Comissão de Sindicância:

I. emitir parecer sobre a admissão de sócios, Militantes e Usuários, concessão de títulos aos
sócios e nos demais casos previstos no Estatuto, realizando as necessárias diligências;

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II. proceder sindicância a respeito do disposto no artigo 37, inciso IV, levando ao conhecimento
da Diretoria os casos passíveis de penalidades.

Art. 97 - Compete à Comissão de Esportes:

I. pronunciar-se sobre as normas gerais de organização e funcionamento dos vários


departamentos esportivos do CLUBE;
II. pronunciar-se sobre quaisquer projetos e proposições que se relacionem com a prática
esportiva.

Art. 98 - Compete à Comissão de Veteranos:

I. manter fichário atualizado dos sócios Veteranos;


II. emitir parecer sobre requerimentos de sócios que pretendam ingressar na categoria
Veteranos;
III. colaborar na supervisão do acervo cultural e histórico do CLUBE;
IV. Colaborar com a Diretoria na organização de reuniões e atividades dos sócios dessa
categoria;
V. Apresentar sugestões à Diretoria e ao Conselho Deliberativo sobre assuntos de interesse dos
sócios Veteranos.

Art. 99 - Compete ao Presidente de cada Comissão Permanente convocar e presidir suas reuniões,
bem como relatar os seus trabalhos ao Conselho Deliberativo.

CAPÍTULO VII
Da diretoria

Seção I
Do processo de inscrição

Art. 100 - Para se candidatar ao cargo de Presidente ou Vice-Presidente do CLUBE, é necessário


que o candidato seja sócio contribuinte, possuidor de título há mais de três (3) anos na data da
inscrição de sua candidatura.

Parágrafo 1º - A inscrição dos candidatos será efetivada nos termos e prazos previstos para o
Conselho Deliberativo, no art. 57 do presente Estatuto, em livro próprio, que será assinado pelo
interessado e permanecerá na secretária para consulta pública até a dia da eleição.

Parágrafo 2º - Uma vez efetivada a inscrição, esta somente poderá ser revogada mediante pedido
por escrito dos candidatos, formulado até vinte e quatro (24) horas antes da eleição, sendo que o
pedido do candidato à Presidente revogará automaticamente a inscrição do vice-Presidente e vice
versa.

Seção II
Constituição, organização e funcionamento

Art. 101 - O CLUBE é administrado por uma Diretoria, para cumprir mandato de dois (2) anos,
composta pelos seguintes membros:

a) Presidente;
b) Vice-Presidente;
c) 1º Secretário;
d) 2º Secretário;
e) 1º Tesoureiro;
f) 2º Tesoureiro;
g) Diretores Adjuntos.

Parágrafo 1º - Os Diretores Adjuntos, em número máximo de nove (9), de livre nomeação e


exoneração do Presidente, atuarão, necessariamente, nos seguintes setores: Administrativo,

23
Financeiro, Patrimonial, Social e Cultural, Esportivo, Planejamento e de Marketing, podendo haver o
acumulo de funções.

Parágrafo 2º - O Presidente poderá criar, restringir ou unificar Diretorias Adjuntas, respeitado o


número máximo acima estabelecido e observados os critérios da necessidade e da oportunidade de
sua política administrativa, devendo fazer comunicação escrita, com justificativas, ao Conselho
Deliberativo, imediatamente após as alterações.

Parágrafo 3º - Os Diretores nomeados deverão possuir sempre no mínimo dois (2) anos de vínculo
ao quadro social, idade mínima de dezoito (18) anos e estar em dia com suas contribuições sociais.

Parágrafo 4º - Os Diretores exercerão suas funções, sem qualquer remuneração e reunir-se-ão,


ordinariamente de quinze (15) em quinze (15) dias e extraordinariamente sempre que for necessário,
por convocação de qualquer membro.

Parágrafo 5º - Todas as decisões da Diretoria serão tomadas por maioria de votos, devendo todas as
deliberações respeitar o quorum mínimo de cinqüenta por cento (50%) dos diretores.

Parágrafo 6º - Todas as deliberações da Diretoria constarão em atas, que serão lavradas pelo 1º
secretário e subscritas por todos os Diretores presentes na sessão.

Parágrafo 7º - Os Diretores, que forem vencidos em qualquer votação nas deliberações da Diretoria,
poderão requerer ao 1º Secretário que consigne na ata de reunião o teor de seu voto vencido.

Art. 102 - O Vice-Presidente substituirá o Presidente em suas faltas e impedimentos,


desempenhando, também, os encargos especiais que este lhe atribuir, e os demais Diretores
substituir-se-ão uns aos outros, por designação do Presidente.

Art. 103 - O Presidente e o Vice-Presidente da Diretoria serão eleitos pelo Conselho Deliberativo até
sete (7) dias após a eleição de seus membros.

Parágrafo 1º - Se não houver nenhum candidato inscrito aos cargos de Presidente e Vice-presidente
da Diretoria, ou o Conselho Deliberativo não considere aptos os candidatos existentes, este deverá
eleger entre seus membros o Presidente e Vice-Presidente da Diretoria e empossá-los.

Parágrafo 2º - A eleição, nesta hipótese, será efetuada por voto aberto, computado individualmente
pelo Presidente do Conselho Deliberativo, mediante a presença da totalidade dos Conselheiros.

Art. 104 - Será permitida a recondução do Presidente eleito da Diretoria apenas uma (1) vez,
podendo, entretanto, o Vice-Presidente candidatar-se à Presidência, mesmo que tenha exercido
eventualmente o cargo de Presidente.

Art. 105 - A Diretoria fica investida de poderes para administrar o CLUBE, representando-o ativa e
passivamente, em juízo ou fora dele, podendo decidir sobre toda e qualquer matéria de interesse
administrativo, não podendo transigir, renunciar direitos, alienar, compromissar, hipotecar, empenhar,
contrair empréstimos, "leasing", arrendar ou, de qualquer forma, onerar bens sociais, sem prévia
autorização do Conselho Deliberativo.

Parágrafo 1º - Obrigam o CLUBE os atos administrativos exercidos conjuntamente pelo Presidente


da Diretoria e pelo 1º Tesoureiro, nos limites dos poderes previstos neste Estatuto e no Regimento
Interno da Diretoria;

Parágrafo 2º - O Presidente da Diretoria e o 1º Tesoureiro, poderão delegar poderes específicos a


procuradores, por escritura pública, sendo que de forma alguma dois procuradores poderão
representar o CLUBE, mas somente um deles, em conjunto com o Presidente ou Tesoureiro.

Art. 106 - Os Diretores não respondem pessoalmente pelas obrigações contraídas em nome do
CLUBE quando da prática de ato regular de gestão, mas respondem pelos prejuízos que causarem
por infração da lei ou do Estatuto Social.

24
Art. 107 - Vagando o cargo de Presidente da Diretoria, o Vice-Presidente completará o mandato.

Parágrafo único - Se vagarem, simultaneamente, ambos os cargos, o Presidente do Conselho


Deliberativo assumirá, imediatamente, a presidência da Diretoria.

Art. 108 - O Presidente da Diretoria ou qualquer de seus membros por ele designado, quando
convocados por escrito, comparecerão à reunião do Conselho Deliberativo, ou do Conselho Fiscal,
para prestar informações e esclarecimentos a respeito de atos da administração, devendo a
convocação especificar minuciosamente o assunto.

Parágrafo 1º - As informações quando não forem relevantes, poderão ser apresentadas por escrito
aos requisitantes.

Parágrafo 2º - A Diretoria poderá sugerir ao Conselho Deliberativo a instauração de reunião comum


para discutir os assuntos relevantes, de interesse do CLUBE, bem como para dirimir dúvidas e
conflitos.

Art. 109 - Perderão automaticamente o mandado, os Diretores que não comparecerem a duas (2)
reuniões consecutivas ou quatro (4) alternadas, sem justificativa, ficando, neste caso, impedidos de
exercer qualquer cargo eletivo ou executivo, pelo prazo de quatro (4) anos.

Parágrafo único – O Diretor que deixar o cargo por cassação, ou nos termos do art. 34, estará
sujeito aos mesmos impedimentos.

Seção III
Da competência da Diretoria

Art.º 110 - Compete à Diretoria:

a) cumprir e fazer cumprir o Estatuto, os seus Regimentos Internos e Regulamentos e


as resoluções dos demais órgãos do CLUBE, bem como das entidades oficiais a que
se filiar, supervisionando todos os atos de direção e de administração do CLUBE;
b) praticar todos os atos de administração e gestão necessários ao perfeito
funcionamento do CLUBE e à consecução de seus objetivos;
c) afixar nos quadros de aviso do CLUBE a composição da Diretoria, seus
departamentos, comissões e gerência, dando conhecimento ao Conselho
Deliberativo;
d) elaborar seu Regimento Interno, observadas as disposições estatutárias, dando
conhecimento do mesmo ao Conselho Deliberativo;
e) elaborar os Regulamentos do CLUBE, incluindo todas as regras de utilização do
mesmo pelos sócios;
f) aplicar penalidades aos sócios e seus dependentes, observadas as disposições
estatutárias e analisar os pedidos de reconsideração e recursos que lhe forem
apresentados;
g) designar representantes para comparecerem nas solenidades e atos para os quais o
CLUBE for convidado;
h) encaminhar a quem de direito as representações e recursos que lhe sejam
apresentados;
i) remeter ao Conselho Deliberativo proposta do plano diretor do Clube e suas
alterações;
j) propor ao Conselho Deliberativo a concessão de títulos Beneméritos e Honorários;
k) propor ao Conselho Deliberativo a fixação das taxas previstas neste Estatuto,
incluindo as taxas a serem pagas pelo sócio Militante e Usuários, bem como pelos
visitantes e convidados de sócios;
l) proceder a venda de títulos patrimoniais nos termos do art. 17 do presente Estatuto;
m) propor ao Conselho Deliberativo o lançamento de novos títulos patrimoniais, nos
termos do art. 18 do presente Estatuto;
n) manter atualizado o livro de transferência de títulos patrimoniais, os controles de
registro de títulos e o livro de documentos judiciais de que trata o art. 22 do presente
Estatuto;

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o) efetivar a admissão de novos sócios, uma vez autorizada pela Comissão de
Sindicância do Conselho Deliberativo;
p) convocar a Assembléia Geral quando entender conveniente;
q) assinar as cédulas de identidade social;
r) adotar medidas para a cobrança dos sócios inadimplentes;
s) elaborar anualmente o inventário dos bens do Clube, atualizando os controle dos
bens móveis, máquinas e equipamentos, o balanço patrimonial e o demonstrativo de
receitas e despesas e o orçamento anual;
t) adotar as medidas necessárias para a conservação do patrimônio do CLUBE;
u) demitir e readmitir sócios, observadas as disposições estatutárias;
v) propor a venda de sucatas e materiais móveis inservíveis, mediante avaliação da
Comissão de Finanças do Conselho Deliberativo;
w) contratar o seguro dos bens patrimoniais;
x) manter a secretaria de forma organizada, implementando a informatização dos
controles sociais;
y) observar a legislação trabalhista e previdenciária no relacionamento com os
empregados;
z) contratar e demitir empregados, observando, na contratação, o piso mínimo da
categoria fixado pelo Sindicato dos empregados;
aa) não assumir compromisso financeiro de vulto, que não possa ser solvido dentro de
sua gestão, sem a anuência expressa do Conselho Deliberativo;
bb) locar, por meio de contrato escrito, as dependências sociais para exploração de
atividades físicas, festas, casamentos e eventos, desde que não ocorra a cobrança
de ingresso;
cc) adotar no CLUBE, critérios de segurança no trabalho, no tocante aos empregados, e
com relação a segurança dos sócios e freqüentadores, especialmente em seus
eventos;
dd) elaborar os balancetes mensais a serem submetidos ao Conselho Fiscal e ao
Conselho Deliberativo;
ee) enviar ao Conselho Deliberativo, com prazo de trinta (30) dias de antecedência, o
orçamento de receitas e despesas dos eventos sociais, culturais, esportivos e de
lazer.

Parágrafo 1º - A locação de dependências para professores e academias, para o fim de promover a


educação física dos sócios, deverá ser sempre efetivada por prazo determinado e por escrito.

Parágrafo 2º - Quando da locação do salão de festas e do ginásio de esportes, os sócios não terão
direito de uso do local durante o período de locação.

Artº 111 - Compete ao Presidente da Diretoria:

a) convocar e presidir as reuniões da Diretoria e fazer cumprir suas deliberações;


b) supervisionar todos os atos de gestão do CLUBE;
c) assinar os termos de abertura e encerramento dos livros sociais, rubricando todas as
suas folhas;
d) representar o CLUBE ativa e passivamente e a Diretoria em todas as solenidades
para o qual for convidada;
e) autorizar, por escrito, a efetivação de despesas;
f) assinar com o 1º Tesoureiro todos os cheques, compromissos, contratos autorizados
pela Diretoria, pelo Conselho Deliberativo ou pela Assembléia Geral;
g) apresentar o balancete mensal ao Conselho Fiscal até o décimo quinto (15º) dia do
mês subseqüente e submetê-lo, posteriormente, ao Conselho Deliberativo;
h) apresentar o plano diretor do Clube ao Conselho Deliberativo e mantê-lo atualizado
de acordo com as necessidades do CLUBE;
i) apresentar o balanço patrimonial anual e o demonstrativo das receitas e despesas,
submetendo-o ao Conselho Fiscal, Conselho Deliberativo e Assembléia Geral;
j) manter a ordem interna do CLUBE e a segurança dos sócios;
k) assinar toda a correspondência do CLUBE, as carteiras de identidade social,
diplomas, títulos patrimoniais, títulos Beneméritos e Honoríficos e contratos
observados os limites de sua competência;

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l) autorizar as publicações em nome do CLUBE;
m) apresentar, anualmente, a proposta orçamentária ao Conselho Deliberativo.

Parágrafo 1º - A proposta orçamentária será apresentada até trinta (30) de novembro de cada ano ao
Conselho Deliberativo, constando a previsão de receitas e despesas do ano seguinte.

Parágrafo 2º – O Presidente da Diretoria adotará medidas efetivas para efetuar uma transição
tranqüila da gestão do CLUBE, em caso de encerramento do mandato da sua Diretoria, avençando
com o Presidente eleito as medidas necessárias para a sua gestão, apresentando-lhe todos os
relatórios financeiros e contábeis que requisitar, inclusive franqueando-lhe uma sala no CLUBE para
efetivar a alteração de comando de forma gradativa.

Artº 112 - Compete ao Vice-Presidente da Diretoria:

a) auxiliar a Diretoria na administração do CLUBE;


b) substituir o Presidente nos seus impedimentos ou faltas e assumir a Presidência no
caso de vacância do cargo até o final do mandato da Diretoria.

Artº 113 - Compete ao 1º Secretário:

a) administrar as atividades da secretaria e orientar seus serviços;


b) supervisionar todos os arquivos do CLUBE;
c) efetivar todos os controles do CLUBE, incluindo: empregados, controle de registro de
títulos sociais, livro de transferência de títulos patrimoniais e o livro de documentos
judiciais;
d) controlar o ativo fixo do CLUBE, efetivando inventários anuais;
e) controlar os estoques de materiais do CLUBE de modo a centralizar as compras;
f) elaborar os pedidos de compra a serem submetidos à Diretoria;
g) controlar o plano de férias do pessoal;
h) lavrar com fidelidade as atas das reuniões da Diretoria e manter sob seu controle e
guarda dos livros de atas da Diretoria , do Conselho Fiscal, do Conselho Deliberativo
e da Assembléia Geral;
i) implementar a informatização e a racionalização dos serviços da secretaria;
j) presidir a reunião da Diretoria no caso de impedimento do Presidente e do Vice-
Presidente;
k) redigir e expedir toda a correspondência do CLUBE.

Artº 114 - Compete ao 2º Secretário:

a) auxiliar o 1º Secretário, nos serviços de secretaria;


b) substituir o 1º Secretário em suas ausências ou impedimentos.

Artº 115 - Compete ao 1º Tesoureiro:

a) superintender os assuntos de tesouraria, controlando os fundos nele lotados e a


arrecadação das taxas sociais;
b) ter sob sua guarda todos os valores pertencentes ao CLUBE;
c) elaborar quinzenalmente o fluxo de caixa do CLUBE, com previsão para sessenta
(60) dias, de modo a apresentar nas reuniões ordinárias a situação financeira do
momento e as perspectivas futuras;
d) elaborar os balancetes mensais e os demonstrativos de receitas e despesas e o
balanço patrimonial;
e) preparar o orçamento anual, apresentando em seus anexos a previsão de receitas e
despesas, indicando os critérios utilizados para as projeções;
f) acompanhar comparativamente o orçamento e a realidade econômica do CLUBE,
demonstrando e justificando as suas variações;
g) assinar os recibos de todas as importâncias recebidas pelo CLUBE e dar-lhe o
devido destino, atentando sempre para a maior lucratividade e segurança dos
numerários sob sua guarda, que devem ser aplicados em instituição financeira
idônea e devidamente autorizada pelo Presidente da Diretoria;

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h) efetuar o pagamento das despesas efetivamente e expressamente autorizadas pelo
Presidente da Diretoria;
i) assinar com o Presidente da Diretoria e o Presidente do Conselho Deliberativo, os
títulos patrimoniais do CLUBE;
j) assinar com o Presidente da Diretoria os cheques, contratos e outros documentos
financeiros que possam efetivar movimentação financeira;
k) adotar medidas efetivas para a cobrança de qualquer crédito do CLUBE,
especialmente de sócios inadimplentes;
l) propor o remanejamento de verbas orçamentárias;
m) constituir a reserva para pagamento do 13º salário, para pagamento das férias, a
reserva para despesas eventuais e imprevistas e as reservas do fundo social,
quando autorizado pelo Conselho Deliberativo;
n) elaborar o plano de férias do pessoal;
o) zelar pelo recolhimento dos encargos sociais dos empregados e pela satisfação dos
seus salários;
p) proceder a escrituração do CLUBE, ou delegar referido poder a pessoa habilitada;
q) controlar o valor patrimonial do título e sua evolução;
r) cuidar para que a aquisição de ativo fixo seja devidamente contabilizada;
s) apresentar, quinzenalmente, à Diretoria a relação dos sócios em atraso e as
mediadas adotadas para a cobrança;
t) analisar, anualmente, o inventário do ativo fixo, providenciando as baixas e inclusões
e contabilizando as depreciações, avaliando as implicações patrimoniais no balanço;
u) fornecer à Diretoria, ao Conselho Deliberativo e ao Conselho Fiscal, as informações
financeiras e econômicas que forem requisitadas;
v) propor à Diretoria a venda de sucata e bens móveis inservíveis;
w) elaborar com prazo de trinta (30) dias de antecedência, o orçamento de receitas e
despesas dos eventos sociais, culturais, esportivos e de lazer.

Artº 116 - Compete ao 2º Tesoureiro:

a) auxiliar o 1º Tesoureiro nas suas funções;


b) substituir o 1º Tesoureiro em seus impedimentos e faltas.

Art. 117 - As competências dos Diretores Adjuntos, considerando-se sua livre nomeação e a
possibilidade de acúmulo de funções, serão fixadas no Regimento Interno da Diretoria, a ser
apresentado para o Conselho Deliberativo, no prazo inadiável de trinta (30) dias após a posse, que
regulará seu funcionamento, o exercício dos poderes, as atribuições, obrigações e competências de
seus membros.

Parágrafo único - Na forma a ser definida no Regimento Interno da Diretoria, aprovado pelo
Conselho Deliberativo, os Diretores Adjuntos poderão ser coadjuvados por assistentes, desde que
sejam sócios há mais dois (2) anos e maiores de dezoito (18) anos.

SEÇÃO IV
Da diretoria esportiva

Art. 118 - O CLUBE manterá uma Diretoria Esportiva, cuja função precípua será difundir e coordenar
as atividades esportivas amadoristas, filiadas ou não a entidades oficiais, e de lazer e recreação.

Parágrafo único - Haverá obrigatoriamente um Departamento para cada modalidade de esporte


praticada no CLUBE.

Art. 119 - Define-se como Atleta todo aquele que esteja inscrito na Diretoria Esportiva do CLUBE.

Art. 120 - Nos Departamentos Esportivos filiados às Federações poderão ser admitidos atletas não
pertencentes ao quadro social, até o máximo de dez por cento (10%) dos sócios efetivos, sob a
denominação de Sócios Militantes, e que efetivamente possam granjear títulos para o CLUBE em
competições oficiais.

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Parágrafo 1º - O candidato a Militante deverá requerer por escrito a sua admissão ao Departamento
Esportivo, com comprovação de idade e, sendo menor, juntando, desde logo, a autorização expressa
do pai ou responsável.
Parágrafo 2º - Possuindo a idade mínima exigida, o candidato se submeterá a exames médicos,
esportivos e à prova de capacidade técnica, podendo ser admitido, ouvida a Comissão de Sindicância
e a Diretoria da área Esportiva, como sócio Militante por um prazo máximo de trezentos e sessenta
(360) dias, observado o parágrafo 10º do art. 6º.

Parágrafo 3º - O sócio Militante terá livre acesso às dependências esportivas do CLUBE, sujeitando-
se ao regimento interno da Diretoria e demais disposições estatutárias.

Parágrafo 4º - O sócio Militante receberá documento específico de identidade para o seu ingresso no
CLUBE.

Art. 121 - No final de cada semestre o Diretor da área Esportiva encaminhará, obrigatoriamente, o
relatório completo do movimento do quadro de sócios Militantes e sua performance à Presidência da
Diretoria.

Art. 122 - Em igualdade de condições técnicas, o sócio Contribuinte, membro da família ou


dependente, terá prioridade de admissão no quadro desportivo.

Art. 123 - Perderá a condição de sócio Militante, com a conseqüente exclusão do quadro associativo:

I.o que não confirmar ou não mantiver os requisitos de capacidade técnica;


II.o que não observar o Regimento Interno do Departamento Esportivo;
III.o que cometer falta julgada grave ou prejudicial aos interesses do CLUBE;
IV. o que, sem motivo justo, a critério da Diretoria, recusar-se a tomar parte em eventos
esportivos ou competições internas e externas, amistosas ou oficiais;
V. o que se inscrever em qualquer competição contra o CLUBE ou dela participar, direta ou
indiretamente, salvo autorização expressa do Diretor Esportivo;
VI. o que tiver comportamento, dentro ou fora das dependências sociais, que comprometa o bom
nome do CLUBE.

Art. 124 - Os sócios e membros de sua família, inscritos em entidades esportivas oficiais, também
ficam sujeitos à mesma disciplina e obrigações estabelecidas, podendo ser excluídos do
Departamento Esportivo nos quais estejam inscritos como atletas.

Art. 125 - Por proposta da Diretoria ou de onze (11) Conselheiros, no mínimo, poderá o Conselho
Deliberativo conceder o ingresso como sócio usuário, ao Atleta que:

I. Atuando no Departamento Esportivo há dez (10) anos ininterruptos, com exemplar


comportamento e participando de competições oficiais em modalidades esportivas
competitivas, defendendo o CLUBE;
II. acidentado em atividade esportiva na defesa do CLUBE em competições oficiais,
impossibilitado de competir.

Parágrafo 1º – A proposta a ser objeto de apreciação pelo Conselho Deliberativo, deverá ser
acompanhada dos pareceres das Comissões de Sindicância e de Esportes.

Parágrafo 2º - O direito de pleitear o ingresso prescreve em um (1) ano após a última participação do
atleta em competição esportiva oficial representando o CLUBE.

Art. 126 - Os inscritos no Departamento Esportivo serão divididos em categorias, de acordo com suas
idades e com as normas estabelecidas pelas Federações Esportivas.

Art. 127 - O sócio Militante será obrigado ao pagamento da taxa que lhe for fixada pela Diretoria, nos
termos do parágrafo 10º do art. 6º.

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Art. 128 - A Diretoria Esportiva terá o seu Regimento Interno aprovado pelo Conselho Deliberativo,
que estabelecerá as penas de advertência, suspensão e exclusão dos nele inscritos, sem prejuízo da
aplicação das penas previstas neste Estatuto.

SEÇÃO VIII
Dos demais departamentos

Art. 129 - O CLUBE manterá ainda, a critério da Diretoria, ligado ao departamento de esportes:

I. Departamento Infanto-Juvenil, que terá a seu cargo, além de outras atribuições correlatas, o
ensino e recreação dos sócios menores de dezoito (18) anos de idade;
II. Departamento de Assistência Social, para prestar assistência supletiva, sob várias
modalidades, aos empregados do CLUBE e seus familiares;
III. Departamento Médico destinado à orientação e controle da prática de esportes, em todas as
suas modalidades e ao atendimento das demais necessidades do CLUBE;

Parágrafo único - A organização, atividades e funcionamento dos Departamentos previstos neste


artigo e de outros que vierem a ser criados, serão disciplinados em Regimentos Internos aprovados
pelo Conselho Deliberativo.

CAPÍTULO IX
Do Conselho Fiscal

Seção I
Do processo de inscrição

Art. 130 - O Presidente e o Vice-Presidente da Diretoria, no ato de sua inscrição como candidatos à
Diretoria, indicarão seis (6) nomes de pessoas, sendo pelo menos quatro (4) delas técnicas em
contabilidade, economia ou direito, para fazerem parte da lista de candidatos ao Conselho Fiscal.

Parágrafo 1º - A inscrição dos candidatos será efetivada nos termos e prazos previstos no art. 57 do
presente Estatuto, no mesmo livro de inscrição da Diretoria, que será assinado pelo interessado e
permanecerá na secretária para a consulta pública até a dia da eleição.

Parágrafo 2º - Uma vez efetivada a inscrição, esta somente poderá ser revogada mediante pedido
por escrito do candidato, formulado até vinte e quatro (24) horas antes da eleição, devendo, em caso
de revogação efetivar a substituição do indicado.

Seção II
Constituição, organização e funcionamento

Art. 131 - O Conselho Fiscal compor-se-á de três (3) membros efetivos, sócios do CLUBE há mais de
cinco (5) anos, eleitos pelo Conselho Deliberativo, com mandato de dois (2) anos, devendo dois (2)
deles serem técnicos em contabilidade, contador, economista ou advogado.

Parágrafo 1º - Simultaneamente, serão eleitos três (3) suplentes que substituirão os efetivos em seus
impedimentos, ausências ou licenças.

Parágrafo 2º - A fiscalização efetivada pelos Conselheiros Fiscais se fará sem qualquer


remuneração.

Parágrafo 3º - Em havendo mais de duas chapas concorrentes à eleição e, conseqüentemente, mais


de seis (6) candidatos ao Conselho Fiscal, o Conselho Deliberativo poderá eleger como integrante do
Conselho, elementos de qualquer chapa, a seu critério, levando em consideração os superiores
interesses do CLUBE.

Parágrafo 4º - Poderá, ainda, o Conselho Deliberativo, impugnar qualquer nome inscrito, indicando
outro, sem necessária justificativa de sua impugnação.

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Parágrafo 5º - O Conselho Fiscal é um órgão de fiscalização independente, não subordinado ao
Conselho Deliberativo ou à Diretoria.

Art. 132 - Ao Conselho Fiscal compete:

I. examinar e visar mensalmente os livros, documentos e balancetes do CLUBE;


II. comunicar ao Conselho Deliberativo qualquer violação de lei ou do Estatuto, sugerindo as
providências a serem tomadas em cada caso;
III. apresentar ao Conselho Deliberativo parecer sobre o balanço patrimonial do CLUBE e o
relatório de receitas e despesas, dentro do prazo estatutário;
IV. praticar todos os atos permitidos por lei e pelo Estatuto no exercício de suas funções;
V. convocar o Conselho Deliberativo nos casos previstos no Estatuto;
VI. fiscalizar a constituição e aplicação das reservas estatutárias;
VII. verificar a regularidade dos livros sociais e dos controles financeiros, econômicos e
administrativos.

Parágrafo único - Para cumprimento de suas atribuições, o Conselho Fiscal poderá contratar
empresa de auditoria independente, com autorização do Conselho Deliberativo, a sua escolha,
correndo a despesa respectiva por conta de dotação orçamentária, a ser reservada pela Diretoria
para tanto.

Art. 133 - Não poderão ser eleitos para o Conselho Fiscal:

I. membros do Conselho Deliberativo;


II. membros da Diretoria e seus parentes até terceiro grau, consangüíneos ou afins, bem como
os que fizeram parte da Diretoria imediatamente anterior.

Art. 134 - Aos membros do Conselho Fiscal, por atos ou omissões relacionados com o cumprimento
de suas atribuições, aplicam-se as normas legais e estatutárias que definem a responsabilidade dos
membros da Diretoria, nos termos do art. 106.

Art. 135 - O Conselho Fiscal reunir-se-á somente com a totalidade dos seus membros,
ordinariamente, uma (1) vez por mês e, extraordinariamente, quando for necessário, mediante
convocação de seu Presidente, do Presidente da Diretoria ou do Conselho Deliberativo e, ainda, de
cem (100) sócios, no mínimo, lavrando-se as atas das reuniões em livro próprio.

Art. 136 - O Conselho Fiscal terá um (1) Presidente e um (1) Secretário eleitos por seus pares.

Parágrafo único - O Conselho Fiscal terá um Regimento Interno aprovado pelo Conselho
Deliberativo.

CAPÍTULO X
Da constituição das reservas

Seção I
Das reservas e do fundo social

Art. 137 - Das receitas sociais decorrentes de recebimento de taxas, rendas de locação de
dependências, vendas de bens móveis inservíveis, promoções, receitas financeiras, donativos, a
Diretoria satisfará as despesas ordinárias de sua gestão, incluindo o pagamento de impostos, taxas,
licenças, aluguéis, salários, encargos sociais, manutenção do patrimônio social e outras despesas
necessárias à consecução dos fins sociais.

Parágrafo 1º - As receitas das taxas patrimoniais serão contabilizadas em conta especial, destinada
exclusivamente à manutenção do patrimônio do CLUBE, incluindo imóveis, móveis, máquinas e
equipamentos e na sua reposição.

Parágrafo 2º - O saldo da referida conta, apurado no final de cada exercício, será mantido,
obrigatoriamente, contabilizado na mesma rubrica, podendo ser transferido para o Fundo Social de
Obras, por proposta fundamentada da Diretoria e aprovada pelo Conselho Deliberativo.

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Art. 138 - Das receitas do fundo social, acima referidas, a Diretoria deverá efetuar as seguintes
reservas:

I. reserva para pagamento do 13º salário correspondente a 1/12 por mês da folha de
pagamento de salários;
II. reserva para pagamento das despesas do adicional de férias correspondente a 1/36 por mês
da folha de pagamento de salários;
III. reserva para despesas eventuais e imprevistas.

Parágrafo 1º - A reserva para despesas eventuais e imprevistas deverá ser constituída na razão de
dez por cento (10%) da receita bruta, no máximo, fixando-se o limite mínimo de cinco por cento (5%),
podendo ser utilizada para qualquer fim, mediante proposta da Diretoria, submetida ao Conselho
Deliberativo.

Parágrafo 2º - As reservas referentes neste artigo jamais poderão ser utilizadas para manutenção, e
nem para construção de obra nova.

Parágrafo 3º - Em caso de impedimento para a constituição das reservas do fundo social, a Diretoria
deverá enviar justificativa ao Conselho Deliberativo, para as devidas apreciações.

Seção II
Do fundo especial de obras

Art. 139 - A Diretoria poderá criar o fundo especial destinado a execução de obras e melhoramentos
nas dependências do CLUBE, mediante proposta submetida ao Conselho Deliberativo.

Parágrafo 1º - O referido fundo será constituído mediante arrecadação de taxa, a ser cobrada de
todos os titulares de títulos patrimoniais, sem exceção, com fim específico, mediante a divisão do
custo orçado da obra pelo número de títulos patrimoniais.

Parágrafo 2º - Serão agregados ao referido fundo os donativos especialmente recebidos para o fim a
que se destina e o lançamento de títulos patrimoniais com objetivo de ampliação do patrimônio ou
construção de obras novas.

Parágrafo 3º - A Diretoria poderá submeter ao Conselho Deliberativo proposta de empréstimo para


ampliação do fundo especial, apresentando o referido projeto da obra, os custos, os encargos
financeiros e fiscais e demais detalhes do plano.

Parágrafo 4º - O fundo especial somente poderá ser movimentado mediante autorização do


Conselho Deliberativo, sempre para os fins a que se destina.

Parágrafo 5º - O Conselho Deliberativo, na avaliação da proposta, avaliará a necessidade de


submetê-la a aprovação da Assembléia Geral dos associados, especialmente convocada para esse
fim.

CAPÍTULO XI
Da dissolução

Art. 140 - Em caso de se apresentarem dificuldades financeiras para o CLUBE, que se tornem
insuperáveis, o Conselho Deliberativo convocará uma Assembléia Geral com o objetivo de expor a
situação e propor a sua liquidação extrajudicial, evitando a decretação de sua liquidação judicial.

Art. 141 - Aprovada a liquidação da sociedade, será liquidado o seu ativo e efetivado o pagamento do
passivo, sendo que o remanescente do ativo, em existindo, será distribuído aos sócios detentores de
títulos na data da dissolução, observando-se, no máximo, o valor patrimonial de cada título, apurado
no dia da aprovação da dissolução, corrigido monetariamente até a data do efetivo pagamento.

Parágrafo 1º - Em havendo, ainda, remanescente do patrimônio líquido, depois de deduzidos os


pagamentos previstos na cláusula anterior, será destinado, nos termos da legislação civil vigente, à

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entidade municipal, de fins não econômicos, por deliberação dos associados, devidamente
registradas nos programas legais de assistência social.

Parágrafo 2º - Não existindo no Município em que o CLUBE tiver sede, instituição apta para receber
o que remanesce do patrimônio, nas condições deste artigo, o mesmo será incorporado à Fazenda do
Estado.

Parágrafo 3º - Em havendo somente passivo a adimplir, o mesmo será rateado entre os sócios na
proporção dos títulos possuídos.

CAPÍTULO XII
Das disposições gerais e transitórias

Seção I
Das disposições gerais

Art. 142 - O símbolo do CLUBE é o desenho da árvore, denominada Jequitibá, na cor verde escura,
em fundo branco.

Art. 143 - Na bandeira do CLUBE, da mesma forma que o símbolo ou emblema, constará a árvore
Jequitibá, no centro, em cor verde escura, com fundo branco.

Parágrafo único - Qualquer alteração no símbolo ou na bandeira do CLUBE deverá ser submetida
ao Conselho Deliberativo.

Art. 144 - As dependências do CLUBE deverão ser decoradas com suas cores sendo que o verde
poderá variar nas suas diversas tonalidades, dependendo do ambiente.

Art. 145 - Será considerado o dia 04 de outubro de 1968 como data da fundação do CLUBE
RECREATIVO JEQUITIBÁ e o ano de 1906 como a data da fundação do CLUBE RECREATIVO E
LITERÁRIO DE CAÇAPAVA.

Art. 146 - Para efeito contábil, o ano social coincidirá com o ano civil, iniciando-se em 1º de janeiro e
encerrando-se em 31 de dezembro de cada ano.

Art. 147 - A alienação do imóvel do antigo Clube Recreativo e Literário de Caçapava, só poderá ser
deliberada por uma Assembléia Geral, especialmente convocada, desde que conte com mais de
cinqüenta por cento (50%) de votos do corpo social.

Parágrafo único - A deliberação acima expressa a vontade das Assembléia Gerais dos Clubes que
se fundiram, jamais podendo ser alterada por outra no futuro.

Art. 148 - Os sócios remidos do antigo Clube Recreativo e Literário de Caçapava, que contribuíram, a
época, com cem (100) mensalidades para os cofres sociais, com a condição de permanecerem
isentos da taxa de manutenção, continuarão com essas prerrogativas, em respeito ao direito
adquirido.

Parágrafo 1º - O título de sócio remido somente poderá ser transferido para o cônjuge, em caso de
morte do titular, vedada a transferência para eventuais dependentes.

Parágrafo 2º - Fica extinta a referida categoria de sócio.

Art. 149 - Aquele que adquiriu o título de sócio financiador que ficou isento do pagamento da taxa de
manutenção por determinado período de tempo (10, 15 ou 20 anos) tem assegurado o direito a
isenção ao pagamento das taxas de manutenção do seu título e das taxas de seus dependentes, até
o vencimento da condição, prevista no plano de aquisição.

Parágrafo 1º - Fica assegurado ao sócio financiador, a transferência do título a qualquer associado,


livre do pagamento das taxas fixadas neste Estatuto.

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Parágrafo 2º - Fica extinta a referida categoria de sócio.

Art. 150 - Os sócios Ausentes, que nos termos do Estatuto anterior estão afastados do CLUBE,
mediante o pagamento de cinqüenta por cento (50%) da anuidade referente a sua categoria,
continuarão com o direito de afastamento até o vencimento da condição, não podendo mais renová-
la.

Parágrafo único - Fica extinta a referida categoria de sócio.

Art. 151 – Não poderão ser admitidos como empregados do CLUBE os parentes de membros da
Diretoria Executiva e afins até o terceiro grau.

Art. 152 – O CLUBE não poderá ceder gratuitamente suas dependências para festas ou espetáculos
organizados por artistas, sócios ou entidades, com finalidade comercial.

Seção II
Das Disposições Transitórias

Art. 153 – A Diretoria terá o prazo de um (1) ano, a partir da data de aprovação do presente Estatuto,
para recadastrar os associados, ativos e inativos, e adaptar a situação encontrada ao presente
Estatuto.

Parágrafo único – Os inscritos como sócios ou dependentes que não satisfizerem as exigências do
presente Estatuto, para continuar nesta condição, deverão ser enquadrados na categoria de sócios
Usuários.

Art. 154 – A diretoria deverá no prazo de seis (6) meses manter em banco de dados a íntegra dos
Estatutos, desde sua fundação, constando o período de vigência de cada um e todo o seu conteúdo.

Art. 155 – A Diretoria e os membros do Conselho Deliberativo atuais cumprirão integralmente seus
mandatos, sendo que novas eleições serão abertas nos termos do presente Estatuto.

Art. 156 – Os sócios inativos, na data de entrada em vigor do presente Estatuto terão o prazo de
doze (12) meses para se adaptarem às suas exigências, sob as penas nele contidas.

Parágrafo 1º - Em caso de readmissão serão, obrigatoriamente, cobradas do interessado, as


seguintes taxas:

a) em caso de afastamento e demissão: taxa de readmissão, antiga jóia do Estatuto


anterior;
b) em caso de eliminação por falta de pagamento: taxa de readmissão, antiga jóia do
Estatuto anterior e taxas ou dívidas que deram causa à eliminação, no valor do mês de
readmissão;

Parágrafo 2º - Em ambos os casos serão cobradas as taxas patrimoniais devidas, a partir de cento e
vinte ( 120 ) dias da vigência do Estatuto até a data de readmissão.

Parágrafo 3º - Os débitos deverão ser pagos em até seis (6) parcelas iguais e consecutivas.

Parágrafo 4º - Na vigência do período transitório do presente Estatuto, não se aplica aos sócios
readmitidos o previsto nos artigos 27 e 28.

Art. 157 - A notificação aos associados, para adaptação às normas do presente Estatuto, será
efetivada mediante ampla divulgação constante de:

a) editais publicados duas vezes por mês e por seis meses consecutivos em jornal de ampla
circulação na cidade e região, em quadros de avisos do CLUBE e em locais de ampla
circulação de pessoas;
b) carta de convocação enviada para o endereço de cadastro dos sócios portadores de títulos,
obtida no recadastramento efetivado;

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Parágrafo 1º - O não cumprimento das obrigações sociais pelos inativos, no prazo da convocação,
dará plenos poderes para a Diretoria adotar as medidas constantes no presente Estatuto, para a
execução do débito.

Art. 158 – Os sócios contribuintes quites com o Clube possuidores de mais de um título, pagarão
apenas uma taxa patrimonial durante os primeiros vinte e quatro ( 24 ) meses à partir da entrada em
vigor do Estatuto.

Art. 159 - A Diretoria, para não comprometer a situação financeira do CLUBE, terá o prazo de dois (2)
anos, a partir da entrada em vigor do presente Estatuto, para adaptar a cobrança das taxas nele
previstas, considerando a imprevisibilidade de entrada de receitas em razão das modificações
implementadas.

Art. 160 - As alterações estatutárias entrarão em vigor depois do registro e da publicação, na forma
da lei, revogadas as disposições em contrário.

Estatuto aprovado em Assembléia Geral no dia 04 de dezembro de 2010.

Marcos Antonio Ferreira Silvio Sérgio Jação


Presidente do Conselho Deliberativo Advogado – OAB/SP 238.313

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