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Faculdade Maurício de Nassau – FMN/PB

Disciplina: Transferência de Calor

Professor: José Amaro

EQUAÇÃO DE CONDUÇÃO DE CALOR


INTRODUÇÃO


Ao contrário da temperatura, a condução de calor possui não
só magnitude como também direção e, portanto, é uma
grandeza vetorial;

especificar tanto sua direção quanto sua magnitude;

especificação da temperatura em um ponto do meio;
coordenadas retangulares, cilindricas ou esféricas

Classificação de transferência de calor: permanente e
transiente.

Regime permanente implica que não há variação em
nenhum ponto no meio ao longo do tempo, enquanto
transiente implica variação ao longo do tempo ou
dependência do tempo.
REGIME TRANSIENTE E PERMANENTE
Transferência de calor multidimensional


Problemas de transferência de calor podem também ser
classificados como unidimensionais, bidimensionais ou
tridimensionais;

Se n é a normal da superfície isotérmica no ponto P, a taxa de
condução de calor neste ponto pode ser expressa pela lei de
Fourier como:

Pela Lei de Fourrier:


Geração de calor


A condução de calor através de um meio pode envolver
conversão de energia mecânica, elétrica, nuclear ou química
em calor (ou energia térmica);

No estudo da condução de calor, tais processos de
conversão são caracterizados como geração de calor (ou
energia térmica).

Note que a geração de calor é um fenômeno volumétrico,
ou seja, ocorre por todo um corpo ou meio. Portanto, a taxa
de calor gerado em um corpo é geralmente especificada por
unidade de volume e é denotada por cuja unidade é
W/m 3 ou Btu/h · pé3.

A taxa de calor gerado em um meio pode variar tanto com o
tempo quanto com a posição dentro do meio.
Geração de calor


Quando a variação da geração de calor com a posição é
conhecida, a taxa total de calor gerado em um corpo de
volume V pode ser determinada através de:


No caso específico de geração de calor uniforme :
EQUAÇÃO DE CONDUÇÃO DE CALOR
UNIDIMENSIONAL

A condução de calor nessas e em muitas outras geometrias pode
ser aproximada como unidimensional, já que a condução de calor
nessas geometrias é predominantemente em uma direção, sendo
desprezível nas outras.

Equação de condução de calor em uma extensa parede plana:

Elemento fino de espessura Δx em uma


extensa parede plana;

Densidade da parede é ρ,

Calor específico é c e a área da parede


normal à direção da transferência de calor é
A.
EQUAÇÃO DE CONDUÇÃO DE CALOR
UNIDIMENSIONAL

Equação de condução de calor em uma extensa parede plana:

O balanço de energia do elemento fino durante um pequeno
intervalo de tempo Δt pode ser expresso como:

: Taxa de condução em x

: Taxa de condução em x+Δx

:Taxa de geração do calor dentro do elemento

: Taxa de alteração da quantidade de energia do elemento


EQUAÇÃO DE CONDUÇÃO DE CALOR EM UMA
PAREDE PLANA

Equação de condução de calor em uma extensa parede plana:


Condutividade variável:


Condutividade constante:

Onde:
EQUAÇÃO DE CONDUÇÃO DE CALOR EM UMA
PAREDE PLANA

REGIME PERMANENTE:


TRANSIENTE SEM GERAÇÃO DE CALOR:


REGIME PERMANENTE SEM GERAÇÃO DE CALOR:

e
EQUAÇÃO DE CONDUÇÃO DE CALOR EM UM
CILINDRO LONGO

Equação de balanço de energia:

Área do cilindro: A=2 π r L

Fazendo o mesmo procedimento anterior em


coordenadas cilíndricas, obtemos:


Condutividade Variável:
EQUAÇÃO DE CONDUÇÃO DE CALOR EM UM
CILINDRO LONGO

Condutividade Constante:

Onde:


REGIME PERMANENTE:


TRANSIENTE SEM GERAÇÃO DE CALOR:


REGIME PERMANENTE SEM GERAÇÃO DE CALOR:

e
EQUAÇÃO DE CONDUÇÃO DE CALOR EM UM
ESFERA

Equação de balanço de energia:

Área da esfera: A= 4 π r2

Fazendo o mesmo procedimento anterior em


coordenadas esféricas, obtemos:


Condutividade Variável:
EQUAÇÃO DE CONDUÇÃO DE CALOR EM UMA
ESFERA

Condutividade Constante:

Onde:


REGIME PERMANENTE:


TRANSIENTE SEM GERAÇÃO DE CALOR:


REGIME PERMANENTE SEM GERAÇÃO DE CALOR:

e
CONDIÇÕES INICIAIS E DE CONTORNO


A descrição de um problema de transferência de calor em um meio
não é completa sem a descrição das condições térmicas nas
superfícies das fronteiras do meio.

As expressões matemáticas das condições térmicas nas
fronteiras são chamadas de condições de contorno.

As condições de contorno mais comumente encontradas na prática
são: temperatura especificada, fluxo de calor especificado e
condições de contorno de convecção e radiação.
Condição de contorno de temperatura especificada


Para a transferência de calor unidimensional através de uma parede
plana de espessura L, por exemplo, as condições de contorno de
temperatura especificada podem ser expressas como

Em que T1 e T2 são as temperaturas


especificadas nas superfícies em x = 0 e x = L,
respectivamente.

As temperaturas especificadas podem ser


constantes, como ocorre em condução de calor
permanente, ou podem variar com o tempo.
Condição de contorno de fluxo de calor
especificado

Quando há informações suficientes sobre as interações de energia
em uma superfície, pode ser possível determinar a taxa de
transferência de calor e, assim, o fluxo de calor na superfície.

O fluxo de calor no sentido positivo da direção x em qualquer ponto
do meio, incluindo as fronteiras, pode ser expresso pela lei de
Fourier da condução de calor como:

= ( Fluxo de calor na direção


positiva de x)

O sinal do fluxo de calor especificado é


determinado por inspeção: positivo, se o
fluxo de calor está no sentido positivo do eixo
da coordenada; e negativo, no sentido
oposto.
Caso especial: fronteira isolada


O isolamento reduz a transferência de calor, mas não a elimina
totalmente, a não ser que a espessura do material isolante seja
infinita.

Uma superfície bem isolada pode ser modelada como uma
superfície com fluxo de calor nulo.

Então, a condição de contorno para uma superfície perfeitamente
isolada (em x = 0, por exemplo) pode ser expressa como:

ou

Em uma superfície isolada, a primeira


derivada da temperatura em
relação à variável espacial (o gradiente de
temperatura) na direção normal à
supefície isolada é zero.
CONDIÇÕES INICIAIS E DE CONTORNO


EXEMPLO 1: Condição de contorno de fluxo de calor
Considere uma panela de alumínio usada para cozinhar um
ensopado de carne em um fogão elétrico. O fundo da panela possui
espessura de L= 0,3 cm e um diâmetro de D= 20 cm. A boca do
fogão elétrico consome 800 W de potência durante o cozimento e
90% do calor gerado é transferido para a panela. Durante a
operação em regime permanente, a temperatura da superfície
interna da panela é de 110 °C. Expresse as condições de contorno
para o fundo da panela durante esse processo de cozimento.
Durante a operação em regime permanente, a
temperatura dependerá apenas de x e, portanto,
T = T(x)

onde
CONDIÇÕES INICIAIS E DE CONTORNO


A temperatura na superfície interna do fundo da panela é 110ºC a
condição de contorno pode ser expressa como:

T(L)=110º C
sendo L=0,003m.
Condição de contorno de convecção


A condição de contorno de convecção é baseada em um balanço
de energia na superfície, expresso como:

Condução de calor na Convecção de calor
superfície em uma direção = na superfície na mesma
escolhida direção

Sendo h1 e h2 os coeficientes de transferência


de calor por convecção e e
as temperaturas nos meios vizinhos dos dois
lados da placa, como mostrado na
CONDIÇÕES DE CONTORNO DE CONVECÇÃO


EXEMPLO 2: Condições de contorno de convecção e isolamento
Vapor flui através de uma tubulação, como mostrado na Figura, a
uma temperatura média de T = 200ºC. Os raios interno e externo da
tubulação medem r1=8 cm e r2 = 8,5 cm respectivamente, e a
superfície externa da tubulação é bem isolada. Se o coeficiente de
transferência de calor por convecção na superfície interna é h=65
W/m2.K, expresse as condições de contorno nas superfícies interna
e externa da tubulação durante os períodos transientes.

Durante os períodos transientes iniciais, a transferência


de calor através da tubulação é predominantemente na
direção radial e pode ser aproximado como
unidimensional, com a temperatura variando com a
distância radial r e com o tempo t, ou seja, T = T (r,t).
CONDIÇÕES DE CONTORNO DE CONVECÇÃO


A transferência de calor entre o vapor e a superfície interna da
tubulação ocorre por convecção. Tomando o sentido da
transferência de calor como o sentido positivo da direção r, a
condição de contorno nessa superfície pode ser expressa como:


Podemos considerar que a perda de calor
pela superfície externa da tubulação é
desprezível devido ao seu isolamento e,
portanto, sua condição de contorno pode
ser expressa como:
CONDIÇÕES DE CONTORNO DE RADIAÇÃO

Alguns casos, ocorre a transferência de calor é envolta por uma
região de vácuo, não havendo troca de calor por convecção entre a
superfície e o meio vizinho. Em tais casos, a radiação passa a ser
o único mecanismo de transferência de calor entre a superfície
considerada e a região ao seu redor. Balanço de energia:

Condução de calor na Troca por radiação na superfície
superfície no sentido = no mesmo sentido
escolhido

e
EXEMPLO: Condução de calor em uma parede plana


Considere uma grande parede plana de espessura L = 0,2 m,
condutividade térmica k = 1,2 W/m e área A= 15m2 . Os dois lados
da parede são mantidos a temperaturas constantes de T1 = 120ºC
e T2 = 50 °C, respectivamente, como mostrado na Figura.
Determine (a) a variação de temperatura na parede e o valor da
temperatura em x =0, 1 m e (b) a taxa de condução de calor
pela parede sob condições permanentes.
EXEMPLO 2: Condução de calor na base de um
ferro de passar

Considere que a placa da base de um ferro de passar de 1200 W
tenha espessura L= 0,5 cm, área da base A= 300 cm2 e
condutividade térmica k = 15 W/m. A superfície interna da placa é
submetida a um fluxo de calor uniforme, gerado pela resistência
interna, enquanto a superfície externa perde calor para o meio
(temperatura ) por convecção, como mostrado na
Figura

Assumindo que o coeficiente de


transferência de calor por convecção é
h = 80 W/m.º C,
desprezando perdas por radiação,
obtenha uma expressão para a variação
de temperatura na placa da base do ferro
e avalie as temperaturas nas superfícies
interna e externa.
Perda de calor por uma tubulação de vapor

Considere uma tubulação de comprimento L = 20m, raio interno 6 cm, raio


externo de 8 cm e condutividade térmica k = 20 W/m . º C (figura 2-50). As
superfícies internas e externas da tubulação são mantidas temperatura média
de 150 º C e 60 º C, respectivamente. Obtenha a relação geral para a
distribuição de temperatura no interior da tubulação sob condições
permanentes e determine a taxa de perda de calor do vapor pelo tubo.
Condução de Calor na Simetria Esférica

Considere um contêiner esférico de raio interno r 1 =8 cm, raio externo r2 = 10 cm


e condutividade térmica k = 45 w/m.ºC, como mostra a figura abaixo. As
superfícies internas e externas do contêiner são mantidas a temperatura
constante T1 = 200 º C e T2 = 80º C, respectivamente, como resultado de
algumas reações químicas que ocorrem em seus interior . Obtenha a relação
geral para a distribuição de temperatura no interior da casa sob condições
permanentes e determine a taxa de perda de calor.
Condução de Calor na Simetria Esférica

Considere um contêiner esférico de raio interno r 1 =8 cm, raio externo r2 = 10 cm


e condutividade térmica k = 45 w/m.ºC, como mostra a figura abaixo. As
superfícies internas e externas do contêiner são mantidas a temperatura
constante T1 = 200 º C e T2 = 80º C, respectivamente, como resultado de
algumas reações químicas que ocorrem em seus interior . Obtenha a relação
geral para a distribuição de temperatura no interior da casca sob condições
permanentes e determine a taxa de perda de calor.
Condução de Calor na Simetria Esférica

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