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Tunísia

A Tunísia (árabe:Tūnis - سنوت ' ), oficialmente República Tunisina, é um país da África do Norte e, que pertence a região do Magrebe. É limitada ao norte e o leste pelo mar Mar Mediterrâneo, através do qual faz fronteira com a Itália, ficando especialmente próxima da Ilha de Pantelária e das Ilhas Pelágias. Possui fronteira ocidental com a Argélia (965km) e a leste e sul sobre a Líbia (459km). A sua capital e maior cidade é Tunes, que está situada no nordeste do país.

Quase 40% da superfície do território é ocupados pelo deserto do Saara, o restante é constituído de terras férteis, berço da Civilização Cartaginesa que atingiu o seu apogeu no Século III a.C., antes de sucumbir ao Império Romano.

Muito tempo foi chamada Regência de Túnis, nomeada sob a dominação otomana, a Tunísia passou sob protetorado francês em 1881, adquirindo a independência em 20 de Março de 1956, o país toma a denominação oficial de Reino da Tunísia com o final do mantado de lamina Bey que, no entanto, não levou nunca o título de rei, é proclamada a república, em 25 de Julho de 1957.

É integrada às principais comunidades internacionais, Tunísia faz igualmente parte da Liga Árabe, da União Africana e à Comunidade dos estados de Sahel-Saharan, entre outras.

História

O território onde está a Tunísia foi colonizado no ano 1000 a.C. pelos fenícios, povo de origem semita que fundam Cartago, importante centro comercial do mar Mediterrâneo até à destruição pelos romanos em 146 a.C. Passou então a fazer parte do Império Romano. Os árabes conquistaram a região no século VII da Era Cristã e transformaram a cidade de Túnis no mais importante centro religioso islâmico do norte da África. Em 1574, a Tunísia é incorporada ao Império Turco-Otomano e permanece administrada por governadores turcos (beis) até 1881, quando se torna protetorado da França. Na Segunda Guerra Mundial, o país, ocupado pelos alemães, é palco de combates. Com o fim do conflito floresce o movimento nacionalista tunisiano. A história da região sempre foi tumultuada, tendo sido o berço da antiga e poderosa civilização cartaginesa, que dominou a região por mais de 700 anos, até ser conquistada por Roma. O domínio romano se estendeu por vários séculos, até meados do séc. IX, quando a região se tornou muçulmana – permanecendo assim até os dias de hoje. Há muitas versões sobre quando os judeus teriam chegado à Tunísia. Há quem acredite que eles participavam ativamente do comércio da região bem antes da destruição do Primeiro Templo. Evidências arqueológicas e citações literárias indicam que o país abrigou uma rica vida comunitária judaica por mais de 2.300 anos. Escavações feitas em um sítio conhecido como Garmath, próximo às ruínas da Cartago romana, revelaram a existência de cemitério judaico datado do século III desta era. Em outro local, chamado Hamman Lif, foi encontrada uma sinagoga, do mesmo período, em bom estado de conservação, com um mosaico contendo os dizeres “Sancta Sinagoga”. Em Naro também foram encontrados vestígios de uma sinagoga. Em diversos locais encontraram-se inscrições judaicas ou judaizantes, que atestam a presença de judeus na Tunísia desde a Antigüidade. A Tunísia é mencionada nas obras do historiador Flávio Josefo, bem como em várias passagens do Talmud. Tanto o Talmud Babilônico como o de Jerusalém reproduzem opiniões dos rabinos Abba e Hanina, de Cartago. A comunidade judaica da Tunísia, uma das mais antigas da diáspora, foi influenciada pelas diversas etnias que passaram pela região – fenícios, romanos, vândalos, bizantinos, berberes, árabes, espanhóis, turcos, italianos e franceses. Foi essa diversidade que levou o escritor, Albert Memmi, judeu tunisiano, a dizer que em cada quarteirão da Tunísia há uma civilização diferente. Os fenícios, povo de origem semita, foram a primeira civilização a se estabelecer na região. Desde o século XII a.E.C. haviam fundado, ao longo da costa da África Setentrional, modestas colônias, portos que serviam como ponto de apoio para sua frota de navios e

seu comércio no Mar Mediterrâneo. A expansão dessas atividades, em 814 a.E.C., levou os habitantes do reino de Tiro, na Fenícia, a fundar Cartago. A cidade rapidamente se converteu numa potência marítima, dominando o comércio mediterranico. Entre as várias versões sobre o surgimento dos primeiros judeus na África Setentrional, inclui-se uma que remonta ao tempo do rei Salomão. Segundo a lenda, o monarca associou-se com Hiram, rei de Tiro, para realizar expedições em direção a Tarshish. Acredita-se que a esquadra comercial do rei Salomão, além de navegar por todo o Mediterrâneo, tenha criado vários entrepostos comerciais em locais mais distantes, alguns dos quais na costa do norte da África. Porém, a maioria dos estudiosos acredita que os judeus formaram os seus primeiros núcleos na região em 586 a.E.C., época da destruição do Primeiro Templo, por Nabucodonosor II. Apesar de a maioria dos judeus terem sido exilados para a Babilônia, outros se espalharam pelo norte da África, marcando o início da vida judaica na diáspora. Esses judeus se teriam unido a outras famílias que viviam com os fenícios, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento de Cartago. Conta-se que alguns dos judeus que foram para essa região, teriam levado consigo uma pedra do Primeiro Templo, que foi utilizada na construção da sinagoga de Ghriba, em Djerba, que data da época. Nessa cidade, existe, até hoje, uma comunidade judaica. No séc III a.E.C. Roma surge como nova potência militar e desafia a supremacia e o domínio de Cartago no Mediterrâneo. As duas potências travam, a partir de 264 a.E.C, três guerras que duram mais de 100 anos. As Guerras Púnicas, como são conhecidas, terminam com a vitória de Roma e a destruição de Cartago, em 146 a.E.C. É o fim da hegemonia cartaginense tanto na região como sobre o Mediterrâneo Ocidental e o começo da dominação romana. Cartago é mais tarde reconstruída como cidade romana. Na chamada África romana, os judeus (assim como outras religiões pagãs) gozavam de um status favorável que lhes permitia seguir seus preceitos religiosos. Há indícios de que a população judaica na região que é, hoje, a Tunísia aumentou consideravelmente durante os primeiros séculos do domínio romano, com muitos judeus vindos da antiga comunidade judaica de Roma, que datava do século II a.E.C. Séculos mais tarde, no início da era comum, a comunidade cresceu mais ainda em função de dois fatores. O primeiro e mais importante foi ter acolhido judeus que se refugiaram na região, vindos da Judéia, na época também parte do Império Romano. Fugiam à violência dos exércitos romanos que lutavam contra os judeus que se haviam rebelado contra o jugo de Roma. A primeira dessas levas de judeus rumo à África Setentrional ocorreu em 70 desta era, após as tropas romanas terem abafado a primeira revolta judaica e o exército de Tito ter tomado Jerusalém e destruído o Segundo Templo. O contingente seguinte veio por volta de 132, durante a segunda revolta na Judéia, liderada por Bar-Kochba. Em sua obra, Flávio Josefo testemunha que durante o reinado do imperador romano Tito mais de 30 mil judeus da Terra de Israel foram levados pelos romanos para a Tunísia. Ainda que lhes fosse permitido pela lei romana seguir sua religião em relativa liberdade, a vida dos judeus na Tunísia foi muito dura nessa época, em particular durante o governo dos imperadores romanos Vespasiano e Adriano. O segundo fator que contribuiu para o crescimento da comunidade judaica da Tunísia foi a conversão ao judaísmo de tribos berberes que viviam no norte da África. Muitas lendas da região relatam tais conversões. A situação dos judeus em todo o Império Romano piorou sensivelmente quando, em 392, o cristianismo foi declarado religião do Estado e foram promulgadas as primeiras restrições legais aos judeus. A população judaica viu sua liberdade diminuir gradativamente, sendo excluída dos cargos públicos e proibida de construir novas sinagogas, entre outras medidas discriminatórias. Uma prova concreta da mudança em relação aos judeus pode ser vista no trabalho Adversus Judaeorum, do legislador romano Tertuliano, nascido em Túnis e grande defensor do cristianismo. Em seus textos, ele descreve os judeus como “fugitivos e vagabundos, condenados a viver espalhados pelo mundo como resultado do desrespeito que tiveram com o Salvador” (sic). Conseqüentemente, afirmava, o judaísmo deveria ser erradicado. Sua obra foi usada como “base” para as perseguições contra os judeus e como “justificativa” para o tratamento brutal ao qual eram submetidos. Sinagogas foram transformadas em igrejas e se recorreu à tortura para obrigar os judeus a se converterem. Mas os dias do império Romano do Ocidente estavam chegando ao fim e

os séc. V e VI são palco de profunda crise no mundo romano. Ondas de invasões de bárbaros na Europa e no norte da África levaram à queda do Império Romano do Ocidente, por volta do ano de 476. Durante o século V, os reis bárbaros do norte da Europa, dividiram o antigo Império Romano do Ocidente em diversos reinos. Os vândalos – bárbaros de origem germânica – estabeleceram um reino na África do Norte. Durante a dominação destes últimos (439-533), todas as medidas discriminatórias contra os judeus foram revogadas e a comunidade judaica passou a viver um novo período de bonança. Esse período de paz e tolerância durou pouco, pois quando os bizantinos (Império Romano do Oriente) retomaram a região, em 533, trouxeram de volta difíceis provações para os judeus. As autoridades cristãs do Império Bizantino aplicaram sobre a população judaica uma política de severa intolerância. Um edito promulgado em 535 pelo imperador Justiniano, além de proibir a prática da religião judaica, excluía os judeus de todos os serviços públicos e os coagia, novamente, a se converterem ao cristianismo. Perseguidos nos territórios sob hegemonia bizantina, deixaram as cidades grandes e foram para as regiões montanhosas e para os confins do deserto, mesclando-se às populações berberes, muitas das quais se converteram ao judaísmo. No séc. VII surge o Islã – uma nova força político-militar, além de religiosa, que vai mudar a geopolítica do mundo. Em 632, após a morte do profeta Maomé, seus seguidores iniciam o processo da expansão muçulmana, conquistando a região do Magrebe em 642. Em certas regiões do norte da África, os exércitos árabes enfrentaram uma longa e feroz resistência por parte de tribos berberes judaizadas. Segundo uma das tantas lendas da região, quem liderava uma dessas tribos em 693 era a rainha de Aures, conhecida como Kahena. Segundo o historiador árabe Ibn Khaldoun, Kahena era judia e seu nome derivaria da palavra hebraica Cohen. Após uma longa luta, os conquistadores árabes acabaram tomando o poder e obrigaram a população pagã a se converter ao islamismo. No entanto, em todos os territórios dominados pelos muçulmanos, estes concederam aos “Povos do Livro”, adeptos do monoteísmo – judeus e cristãos – o direito de praticar sua religião, sob a condição de pagarem uma taxa por “cabeça”, a djezia ou dhimma, em troca de proteção. No entanto, considerados cidadãos de segunda classe, seu status social era inferior ao dos muçulmanos e sua situação dependia muito dos governantes que estavam no poder. Conforme a interpretação que cada dinastia dava à legislação que governava os dhimmis, ou mesmo conforme o capricho de seus governantes, os judeus e os demais dhimmis eram submetidos – ou não – a uma série de humilhações públicas. Entre estas, estava a “chtaka” – uma bofetada dada, em público, uma vez por ano, ao chefe da comunidade judaica. Porém apesar de todos os possíveis perigos com a conquista árabe da região, a vida dos judeus melhorou gradativamente, à medida que os novos conquistadores sedimentavam sua presença na nova capital Kairouan, fundada em 670.

Nacionalismo e ditadura

Em 1956, a França concede independência à Tunísia. Habib Bourguiba, o principal líder nacionalista, é eleito para a presidência em 1959, transformando-se posteriormente em presidente vitalício. Em 1964, seu partido torna-se o único legal. A invasão do sul do país pela Líbia, em 1980, é prontamente repelida. Greves e manifestações populares marcam os anos 80 e refletem crescente insatisfação com o governo Bourguiba. Em 1987, o líder é considerado incapaz de governar, sendo substituído pelo primeiro-ministro Zine al-Abidine Ben Ali, que revoga a presidência vitalícia e estabelece a liberdade partidária. Há uma retomada do crescimento econômico, que chega a 4,8% em 1992, com incremento do turismo e das relações com a União Européia (UE). Ben Ali e seu partido vencem as eleições de 1994. O governo, porém, é acusado de perseguir a oposição, que no ano seguinte ganha as eleições em 47 prefeituras. O crescimento do fundamentalismo islâmico preocupa o governo. A condenação do presidente da Liga Tunisiana de Defesa dos Direitos Humanos a cinco anos de prisão, em janeiro de 1998, provoca protestos internacionais. Em maio, o governo anuncia plano de privatização de 50 empresas estatais até o final de 1999.

Governo

República com forma mista de governo. Divisão administrativa: 18 governadorias. Chefe de Estado: presidente Zine al-Abidine Ben Ali (RCD) (desde 1987, reeleito em 1989 e 1994). Chefe de governo: primeiro-ministro Hamed Karoui (RCD) (desde 1989). Principais partidos: Reunião Constitucional Democrática (RCD), Movimento dos Democratas Socialistas (MDS). Legislativo:

unicameral - Assembléia Nacional, com 163 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos. Constituição em vigor: 1959.

Governo <a href=República com forma mista de governo. Divisão administrativa: 18 governadorias. Chefe de Estado: presidente Zine al-Abidine Ben Ali (RCD) (desde 1987, reeleito em 1989 e 1994). Chefe de governo: primeiro-ministro Hamed Karoui (RCD) (desde 1989). Principais partidos: Reunião Constitucional Democrática (RCD), Movimento dos Democratas Socialistas (MDS). Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 163 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos. Constituição em vigor: 1959. Aníbal O território onde está a Tunísia foi colonizado no ano 1000 a.C. pelos fenícios [4] , povo de origem semita que fundam Cartago , importante centro comercial do mar Mediterrâneo até a destruição pelos romanos em 146 a.C. Passou então a fazer parte do Império Romano . Os árabes conquistaram a região no século VII da Era Cristã e transformaram a cidade de Túnis no mais importante centro religioso islâmico do norte da África. Em 1574 , a Tunísia é incorporada ao Império Turco-Otomano e permanece administrada por governadores turcos (beis) até 1881 , quando se torna protetorado da França . Na Segunda Guerra Mundial , o país, ocupado pelos alemães, tornando-se em palco de combates. Com o fim do conflito floresce o movimento nacionalista tunisiano. Nacionalismo e ditadura Em 1956 , a França concede independência à Tunísi a [5] . Habib Bourguiba , o principal líder nacionalista, é eleito para a presidência em 1959 , transformando-se posteriormente em presidente vitalíci o [6] . Em 1964 , seu partido torna-se o único legal. A invasão do sul do país pela Líbia , em 1980 , é prontamente repelida. Greves e manifestações populares marcam os anos 80 e refletem crescente insatisfação com o governo Bourguiba. Em 1987 , o líder é considerado incapaz de governar, sendo substituído pelo primeiro-ministro Zine El Abidine Ben Ali , que revoga a presidência vitalícia e estabelece a liberdade partidária. Há uma retomada do crescimento econômico, que chega a 4,8% em 1992 , com incremento do turismo e das relações com a União Européia (UE). Ben Ali e seu partido vencem as eleições de 1994 . O governo, porém, é acusado de perseguir a oposição, que no ano seguinte ganha as eleições em 47 prefeituras . O crescimento do fundamentalismo islâmico preocupa o governo. A condenação do presidente da Liga Tunisiana de Fabio Velasco – Apostilas – Video Aulas - Livros " id="pdf-obj-3-9" src="pdf-obj-3-9.jpg">

O território onde está a Tunísia foi colonizado no ano 1000 a.C. pelos fenícios [4] , povo de origem semita que fundam Cartago, importante centro comercial do mar Mediterrâneo até a destruição pelos romanos em 146 a.C. Passou então a fazer parte do Império Romano. Os árabes conquistaram a região no século VII da Era Cristã e transformaram a cidade de Túnis no mais importante centro religioso islâmico do norte da África. Em 1574, a Tunísia é incorporada ao Império Turco-Otomano e permanece administrada por governadores turcos (beis) até 1881, quando se torna protetorado da França. Na Segunda Guerra Mundial, o país, ocupado pelos alemães, tornando-se em palco de combates. Com o fim do conflito floresce o movimento nacionalista tunisiano.

Nacionalismo e ditadura

Em 1956, a França concede independência à Tunísia[5]. Habib Bourguiba, o principal líder nacionalista, é eleito para a presidência em 1959, transformando-se posteriormente em presidente vitalício[6]. Em 1964, seu partido torna-se o único legal. A invasão do sul do país pela Líbia, em 1980, é prontamente repelida. Greves e manifestações populares marcam os anos 80 e refletem crescente insatisfação com o governo Bourguiba. Em 1987, o líder é considerado incapaz de governar, sendo substituído pelo primeiro-ministro Zine El Abidine Ben Ali, que revoga a presidência vitalícia e estabelece a liberdade partidária. Há uma retomada do crescimento econômico, que chega a 4,8% em 1992, com incremento do turismo e das relações com a União Européia (UE). Ben Ali e seu partido vencem as eleições de 1994. O governo, porém, é acusado de perseguir a oposição, que no ano seguinte ganha as eleições em 47 prefeituras. O crescimento do fundamentalismo islâmico preocupa o governo. A condenação do presidente da Liga Tunisiana de

Defesa dos Direitos Humanos a cinco anos de prisão, em janeiro de 1998, provoca protestos internacionais. Em maio, o governo anuncia plano de privatização de 50 empresas estatais até o final de 1999.

Política

Em novembro 2001, o presidente Ben Ali anunciou reformas democráticas: criação de um segundo corpo legislativo para reforçar o poder legislativo, dando ao conselho Constitucional mais poderes para verificar a regularidade de eleições presidenciais e legislativas. Todas as provisões eram parte de uma reforma constitucional adotada pelo referendo popular em maio 2002. A segunda câmara legislativa foi inaugurada em agosto 2005. A forma de Governo da Tunísia é mista. A Assembléia Nacional tem 182 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.A constituição está em vigor desde 1959.

Subdivisões

A Tunísia está dividida em 24 províncias (em árabe, muhafazah) que estão subdivididas em 264 delegações ou distritos (mutamadiyat) que, por sua vez, subdividem-se em 2073 sectores. As delegações são, ainda, subdivididas em municípios (shaykhats). As 24 províncias da Tunísia são:

Geografia

Cidades principais (est. 1994)

Cidades da Tunísia

Ordem Nome

População, 2006 População, 2008 Governorato

  • 1. 989000

993000

  • 2. 881600

904900

  • 3. 714500

733500

  • 4. 568100

590400

555700

  • 6. 550300

553800

  • 7. 532900

538900

  • 8. 475200

494900

  • 9. 447200

473100

10.

Medenine 440200

447400

Clima

O clima da Tunísia encontra-se sujeito a influências mediterrânicas e saarianas. O clima mediterrâneo predomina no norte e caracteriza-se por invernos amenos e verões quentes e secos.

As temperaturas variam em função da latitude, altitude ou proximidade em relação ao Mar Mediterrâneo. As temperaturas médias são de 12°C em Dezembro e 30°C em Julho.

Demografia

Composição da População: árabes tunisianos, berberes 98%, Europa, outras 2% (2004) Idioma: Árabe (Oficial), berbere e francês Religião: Islamismo 98% (sunitas), cristianismo 1%, judaísmo, outras 1% (2004). População urbana: 64% (1998) Crescimento demográfico: 1,21% ao ano (1994-2004) Taxa de fecundidade: 2,55 filhos por mulher (1995-2000) Expectativa de vida: Homens 68 anos e mulheres 71 anos (1995-2000) Mortalidade infantil: 30 por 1.000 (1995-2000) Analfabetismo: 22,9% (2004)

Cultura

A cultura da Tunísia começa com os

se

estabeleceram primeiro no leste do Egito e, em seguida, transferiram-se para as terras da atual República da Tunísia. Foram os primeiros povoadores da Tunísia. Com o passar dos séculos, vários

fluxos migratórios se estabeleceram na Tunísia, trazendo suas tradições e uma excelente cozinha, criando assim uma intensa mistura étnica.

Música

A Tunísia é um país Norte africano com a população predominantemente Árabe. O país é mais conhecido por Malouf, uma espécie de música importada de Andaluzia depois da conquista espanhola no século XV. Embora, na sua forma moderna, malouf é provávelmente muito diferente de qualquer música tocada há mais de quatro séculos atrás, ele tem suas raízes na Espanha e em Portugal, e está intimamente relacionado aos gêneros com uma história semelhante em toda a África do Norte, incluindo o malouf primo do Líbio, a argelina música Gharnati e o Morroquino ala ou Andalusi

Religião

Islamismo

Noventa e nove por cento dos tunesinos são Muçulmanos.[1] A maior parte deles são sunitas pertencentes à Malikite madhhab, mas um pequeno número de Ibadhi muçulmanos (Kharijitas) continuam a existir entre os berberes-falantes da ilha de Djerba. Existe uma pequena comunidade muçulmana indígena Sufi; No entanto, não existem estatísticas relativas ao seu tamanho. Informações fidedignas referem que muitos Sufis deixaram o país logo após a independência quando os seus terrenos e edifícios religiosos foram revertidos para o governo (o mesmo que as fundações Ortodoxas Islâmicas). Ainda que a comunidade Sufi seja pequena, a sua tradição de misticismo permeia a prática de Islão por todo o país. Existe uma pequena comunidade muçulmana indígena "Maraboutic" que pertence a irmandade espiritual conhecida como "Turuq".[1]

Cristianismo

A comunidade Cristã, composta por residentes estrangeiros e um pequeno grupo de nativos-

nascidos cidadãos de ascendência árabe ou europeia, números 25000 e se dispersa ao longo de todo o país.[1] Existem 20000 católicos, 500 dos quais pratica regularmente.[1] A Igreja Católica Romana na Tunísia, que faz a Diocese de Tunis, opera 12 igrejas, 9 escolas, diversas bibliotecas, e 2 clínicas.[1] Para além das propriedades de serviços religiosos, a Igreja Católica abriu um mosteiro, livremente são organizadas atividades culturais e caritativas, trabalho realizado por todo o país.[1] De acordo com os líderes da Igreja, existem 2,000 praticantes cristãos Protestantes, incluindo algumas centenas de cidadãos que tenham se convertido ao Cristianismo.[1] A Igreja Ortodoxa Russa tem aproximadamente 100 membros praticantes e opera uma igreja em Tunis e outra em Bizerte.[1] A French Reform Church mantém uma igreja em Tunis, com uma congregação de 140 membros principalmente estrangeiros.[1] A Igreja Anglicana tem uma igreja em Tunis predominantemente estrangeira com várias centenas de membros.[1] Existem 50 Adventistas do Sétimo Dia.[1] Os 30-membros da Igreja Ortodoxa Grega mantêm 3 igrejas (em Tunis, Sousse, e Djerba).[1] Existem também 50 Testemunhas de Jeová, dos quais metade são estrangeiros residentes e metade são nativos-nascidos cidadãos.[1] Ocasionalmente, grupos religiosos católicos e

protestantes realizam serviços em residências privadas ou outros

lugares.

Outras religiões

Judaismo é a terceira maior religião do país com 1500 membros.[1] Um terço da população judaica vive na capital e em torno, e é predominantemente descendentes de imigrantes italianos e espanhóis. [1] O restante vive na ilha de Djerba, onde a comunidade judaica remonta 2500 anos.[1]

Existem 200 Baha'is no país, e sua presença remonta um século.[1]

Liberdade de religião

A Constituição da Tunísia concede a liberdade de religião, a menos que perturbe a ordem pública; no entanto, o Governo impõe algumas restrições sobre esse direito.[1] A Constituição declara a determinação do país a aderir aos ensinamentos do Islão e estipula que o Islão é a religião oficial do Estado e que o Presidente deve ser muçulmano.[1] O Governo não permite a criação de partidos

políticos na base de religião e proíbe os esforços no sentido de proselitismos muçulmanos.[1] Ele restringe o uso do lenço islâmico (hijab) nos gabinetes governamentais, e desencoraja as mulheres de usarem o hijab em via pública e em certas reuniões públicas.[1]Embora mudança de religiões ser legal, existe uma grande pressão da sociedade contra a conversão de muçulmanos a outras religiões.

[1]

O Governo permite a um pequeno número de estrangeiros religiosos caridosos organizações não- governamentais (ONGs) para operar e prestar serviços sociais.[1]

políticos na base de religião e proíbe os esforços no sentido de <a href=proselitismos muçulmanos. [1] Ele restringe o uso do lenço islâmico ( hijab ) nos gabinetes governamentais, e desencoraja as mulheres de usarem o hijab em via pública e em certas reuniões públicas. [1] E mbora mudança de religiões ser legal, existe uma grande pressão da sociedade contra a conversão de muçulmanos a outras religiões . [1] O Governo permite a um pequeno número de estrangeiros religiosos caridosos organizações não- governamentais (ONGs) para operar e prestar serviços sociais. [1] Mesquita em Kairouan , Tunisia Noventa e nove por cento dos tunesinos são Muçulmanos . [7] A maior parte deles são sunitas pertencentes à Malikite madhhab , mas um pequeno número de Ibadhi muçulmanos ( Kharijitas ) continuam a existir entre os berberes - falantes da ilha de Djerba . Existe uma pequena comunidade muçulmana indígena Sufi ; No entanto, não existem estatísticas relativas ao seu tamanho. Informações fidedignas referem que muitos Sufis deixaram o país logo após a independência quando os seus terrenos e edifícios religiosos foram revertidos para o governo (o mesmo que as fundações Ortodoxas Islâmicas). Ainda que a comunidade Sufi seja pequena, a sua tradição de misticismo permeia a prática de Islão por todo o país. Existe uma pequena comunidade muçulmana indígena "Maraboutic" que pertence a irmandade espiritual conhecida como "Turuq". A comunidade Cristã , composta por residentes estrangeiros e um pequeno grupo de nativos- nascidos cidadãos de ascendência árabe ou europeia, números 25000 e se dispersa ao longo de todo o país. [7] Existem 20000 católicos , 500 dos quais pratica regularmente. Fabio Velasco – Apostilas – Video Aulas - Livros " id="pdf-obj-7-26" src="pdf-obj-7-26.jpg">

Mesquita em Kairouan, Tunisia

Noventa e nove por cento dos tunesinos são Muçulmanos.[7] A maior parte deles são sunitas pertencentes à Malikite madhhab, mas um pequeno número de Ibadhi muçulmanos (Kharijitas) continuam a existir entre os berberes-falantes da ilha de Djerba. Existe uma pequena comunidade muçulmana indígena Sufi; No entanto, não existem estatísticas relativas ao seu tamanho. Informações fidedignas referem que muitos Sufis deixaram o país logo após a independência quando os seus terrenos e edifícios religiosos foram revertidos para o governo (o mesmo que as fundações Ortodoxas Islâmicas). Ainda que a comunidade Sufi seja pequena, a sua tradição de misticismo permeia a prática de Islão por todo o país. Existe uma pequena comunidade muçulmana indígena "Maraboutic" que pertence a irmandade espiritual conhecida como "Turuq".

A comunidade Cristã, composta por residentes estrangeiros e um pequeno grupo de nativos- nascidos cidadãos de ascendência árabe ou europeia, números 25000 e se dispersa ao longo de todo o país.[7] Existem 20000 católicos, 500 dos quais pratica regularmente.