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MINISTÉRIO DA DEFESA

COMANDO DA AERONÁUTICA

TRÁFEGO AÉREO

ICA 100-2

CORREÇÃO QNE

2007
MINISTÉRIO DA DEFESA
COMANDO DA AERONÁUTICA
DEPARTAMENTO DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO

TRÁFEGO AÉREO

ICA 100-2

CORREÇÃO QNE

2007
MINISTÉRIO DA DEFESA
COMANDO DA AERONÁUTICA
DEPARTAMENTO DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO

PORTARIA DECEA Nº 39/SDOP, DE 18 DE OUTUBRO DE 2007.

Aprova a edição da Instrução do Comando da


Aeronáutica que estabelece o emprego da
“Correção QNE” no cálculo da altitude mínima
de cruzeiro para o vôo IFR.

O CHEFE DO SUBDEPARTAMENTO DE OPERAÇÕES DO


DEPARTAMENTO DE CONTROLE DO ESPAÇO AÉREO, no uso das atribuições que
lhe confere o art. 1o, alínea g), da Portaria DECEA no 34-T/DGCEA, de 15 de março de
2007, resolve:

Art. 1º Aprovar a edição da ICA 100-2, "Correção QNE", que com esta baixa.

Art. 2º Fixar a data de 20 de dezembro de 2007 para a entrada em vigor desta


publicação.

Art. 3º Revoga-se a IMA 62-05 (posteriormente redefinida com IMA 100-2),


“Correção QNE”, publicada no Boletim Interno da DEPV nº 47, de 16 de março de 1972.

Brig Ar JOSÉ ROBERTO MACHADO E SILVA


Chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA

(Publicada no BCA nº 209,de 1º de novembro de 2007)


ICA 100-2/2007

SUMÁRIO

1 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES ................................................................................... 7

1.1 FINALIDADE.................................................................................................................. 7
1.2 ÂMBITO .......................................................................................................................... 7
1.3 INTRODUÇÃO ...............................................................................................................7

2 DEFINIÇÕES ..................................................................................................................... 8

2.1 QNE .................................................................................................................................. 8


2.2 QFE ................................................................................................................................... 8
2.3 QFF ................................................................................................................................... 8
2.4 QNH .................................................................................................................................. 8

3 GENERALIDADES ........................................................................................................... 9

3.1 EMPREGO DO QFE ...................................................................................................... 9


3.2 EMPREGO DO QNE....................................................................................................... 9
3.3 EMPREGO DO QNH ...................................................................................................... 9
3.4 EMPREGO DA PRESSÃO PADRÃO (1013.2 HPA).................................................... 9
3.5 FATORES QUE FORAM LEVADOS EM CONTA NA AVALIAÇÃO DA
CORREÇÃO QNE ........................................................................................................ 10

4 PROCEDIMENTOS ........................................................................................................11

Anexo A – CORREÇÕES QNE/GAMA DE ALTITUDES DE 0M A 1000M.

Anexo B – CORREÇÕES QNE/GAMA DE ALTITUDES DE 1000M A 2000M.

Anexo C – CORREÇÕES QNE/GAMA DE ALTITUDES DE 2000M A 3000M.


ICA 100-2/2007

1 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

1.1 FINALIDADE

Esta Instrução tem por finalidade estabelecer o emprego da “Correção QNE”


no cálculo da altitude mínima de cruzeiro para o vôo IFR.

1.2 ÂMBITO

Os padrões e procedimentos aqui prescritos têm caráter compulsório para todas


as aeronaves em vôo IFR que utilizem o espaço aéreo brasileiro.

1.3 INTRODUÇÃO

Os elementos básicos desta Instrução foram apresentados pelo Brasil durante a


3º Conferência da Divisão OPS da OACI, em Montreal, e foram unanimemente aceitos pelos
Estados contratantes, como a melhor solução para o problema de se evitarem os obstáculos
naturais, quando em vôo, sobre regiões onde não haja um número satisfatório de Estações
meteorológicas aptas a fornecer o QNH. Em tais regiões, como é o caso do Brasil, somente é
possível realizar o vôo em níveis de cruzeiro referidos à pressão de 1013.2 hectopascais,
contudo, tendo em vista que dessa forma os altímetros não permitem avaliar a altura
verdadeira acima dos obstáculos, torna-se necessário estabelecer um sistema de proteção,
além das alturas mínimas sobre obstáculos prescritas nas Regras de Vôo por Instrumentos
(IFR).
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2 DEFINIÇÕES

2.1 QNE

É a altitude fictícia de um ponto, indicada por um altímetro ajustado para a


pressão padrão (1013.2hPa).

2.2 QFE

É o ajuste a Zero, isto é, a pressão barométrica reduzida ao nível médio da


pista.

NOTA: Caso esta pressão seja introduzida na subescala do altímetro, fará com que indique a
altitude zero, quando a aeronave estiver no solo. É fornecido apenas a pedido do
piloto.

2.3 QFF

É a pressão barométrica reduzida ao nível médio do mar de acordo com a


atmosfera real existente naquele local, conforme procedimento adotado pelo MCA 105-10,
“Manual de Códigos Meteorológicos”.

NOTA: Quando usado para aeródromo de baixa altitude, o altímetro indicará, no momento do
pouso, a altitude aproximada do aeródromo ao nível médio do mar. Todavia, quando
o aeródromo for relativamente elevado, o erro tenderá para mais ou para menos, em
função da variação de temperatura da coluna de ar existente no local.
Quando esta variação for maior do que a do padrão internacional, a altitude indicada
será maior e, caso contrário, a altitude indicada será menor.

2.4 QNH

É o ajuste do Altímetro, isto é, uma pressão tal que introduzida na subescala do


altímetro de uma aeronave fará com que este indique a altitude oficial do aeródromo, quando
a aeronave se encontrar pousada.
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3 GENERALIDADES

3.1 EMPREGO DO QFE

A maior parte dos altímetros empregados atualmente a bordo das aeronaves


não pode ser ajustada em QFE para aeródromos que têm uma altitude superior a 600m, em
conseqüência, para o emprego generalizado do QFE, seria necessária a substituição dos
altímetros atuais, o que demandaria um tempo considerável e traria grande despesa aos
operadores.

O emprego do QFE exigiria, ainda, nova edição de todas as Cartas de


Aproximação por Instrumentos, já que seria necessário indicar todas as alturas acima dos
níveis dos aeródromos.

3.2 EMPREGO DO QNE

O emprego do QNE da pista para a aproximação, pouso e decolagem apresenta


o inconveniente insuperável de obrigar o piloto a calcular mentalmente as distâncias verticais
sobre as configurações do terreno ou sobre os obstáculos indicados nas Cartas de
Aproximação por Instrumentos, razão bastante para evidenciar a impraticabilidade do seu
emprego.

3.3 EMPREGO DO QNH

É evidentemente o mais prático e correto por indicar, com razoável grau de


precisão, a altitude da aeronave.

Considerando-se que o QNH é o Ajuste mais exato para a determinação da


altitude, conclui-se que seu emprego generalizado seria o mais recomendável, contudo, para
tornar possível seu emprego em rota, seria necessária uma distribuição profusa de estações
fornecedoras de Ajustes de Altímetro.

3.4 EMPREGO DA PRESSÃO PADRÃO (1013.2 HPA)

Considerando-se que, presentemente, é impossível obter-se um agrupamento


de estações suficientemente denso para permitir o estabelecimento de Zonas de QNH em
número adequado, chega-se a conclusão de que a solução mais conveniente é o emprego
generalizado da Pressão Padrão para o vôo em rota, observando-se, entretanto, um
procedimento complementar capaz de assegurar o mínimo de separação vertical do solo ou
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das obstruções. A este procedimento se convencionou chamar de Correção QNE cuja


definição é:

“Um valor tal que, somado algebricamente à altitude de qualquer ponto, resultará em um
valor fictício máximo QNE, que poderá ocorrer nesse ponto. É obtido computando-se as
condições mais desfavoráveis de pressão e temperatura que se pode prever para um
determinado lugar ou Zona.”

3.5 FATORES QUE FORAM LEVADOS EM CONTA NA AVALIAÇÃO DA


CORREÇÃO QNE

a) Pressão atmosférica abaixo de 1013.2hPa;

b) Temperatura ao nível do mar inferior a 15º C; e

c) Distribuição de temperatura em altitude.

3.5.1 A fórmula usada para o cálculo da Correção QNE (Cz) foi a seguinte:

T – 0,0325N
Cz = N – (Zª _____________ - 8P) em que:

N = Nível de referência (Os erros foram computados para os níveis de 1.000,


2.000 e 3000 metros).

Zª = Altitude em metros, indicada pelo altímetro quando ajustado para o QFF.

T = Temperatura (ºK) do ar ao nível do mar.

Tª = Temperatura média (ºK) de uma coluna de ar da atmosfera padrão que

se estende do nível do mar ao nível de referência N.

P = Diferença algébrica entre a pressão real (QFF) e a pressão padrão


1013.2hPa.
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4 PROCEDIMENTOS

4.1 Para possibilitar o emprego da correção QNE na obtenção das altitudes mínimas de
segurança em rotas, o Serviço de Meteorologia aeronáutica disponibilizou as Cartas anexas,
para as altitudes de 1.000, 2.000 e 3.000 metros.

4.2 A altitude mínima de cruzeiro é obtida da seguinte forma:

a) procura-se a altitude do ponto mais elevado dentro de uma faixa de 30 km


para cada lado do eixo da rota;

b) soma-se a maior correção QNE da rota;

c) somam-se 300m (1.000 pés) – gabarito.

- Se o valor encontrado não corresponder a um nível de vôo, arredonde


para o nível de vôo IFR imediatamente acima.

NOTA: Sobre regiões montanhosas o gabarito é de 600 metros (2.000


pés).

4.3 As altitudes mínimas de cruzeiro indicadas nas Cartas de Rotas, as altitudes de início
dos procedimentos de descida e as altitudes mínimas de segurança, por setor, das Cartas de
Aproximação por Instrumentos são calculadas computando-se a correção QNE.

4.4 Os pilotos, ao planejarem os seus vôos em IFR, deverão aplicar o método previsto em
4.2 para obter a altitude mínima de cruzeiro.

4.5 As Cartas anexas serão revisadas periodicamente para cômputo dos dados que se vêm
coligindo continuamente.
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Anexo A - CORREÇÕES QNE/GAMA DE ALTITUDES DE 0M A 1000M.


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Anexo B – CORREÇÕES QNE/GAMA DE ALTITUDES DE 1000M A 2000M.


14 ICA 100-2/2007

Anexo C – CORREÇÕES QNE/GAMA DE ALTITUDES DE 2000M A 3000M.

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