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An open door to the future

PORTUGUÊS ESSENCIAL - LÍNGUA E LINGUAGEM


Profª Deise Marques

Acordo Ortográfico1: visa unificar a escrita do português nos países que o


adotam como língua oficial. Foi firmado em 1990, pela CPLP - Comunidade
dos Países de Língua Portuguesa. A mudança, que consiste basicamente na
alteração das regras de acentuação, trema e hífen, entrou em vigor no Brasil
em 2009. Embora muito criticado por alguns educadores e jornalistas, o acordo
tem a intenção de incrementar o “valor de mercado” da língua portuguesa. Um
dos requisitos que afere a importância econômica de um idioma é o número
total de falantes no mundo dos negócios.

 280 milhões de pessoas falam português


 450 milhões falam espanhol
 Cerca de 1 bilhão de pessoas estudam o idioma inglês no mundo

O idioma oficial da globalização é o inglês, mas o português é a língua que


mais cresce na internet. Nos últimos sete anos cresceu mais de 500%, mas
isso ainda representa apenas 4% dos usuários da rede.

Países que compõem a CPLP:

1- Angola
2- Brasil
3- Cabo Verde
4- Guiné-Bissau
5- Guiné Equatorial
6- Moçambique
7- Portugal
8- São Tomé e Príncipe
9- Timor Leste

Além dos nove países CPLP, o português também é falado extraoficialmente


em Macau (China) e Goa (Índia).

CONCEITOS – PRIMEIRA PARTE2

Linguagem: é a propriedade que temos de nos comunicar, exteriorizando o


nosso pensamento. A linguagem indica o pensamento. Há três tipos:
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Revista Veja. Edição 2025.
2
Fonte dos conceitos: sintetizadas do Curso de Português Dr. Napoleão Mendes de Almeida,
autor do Dicionário de Questões Vernáculas.

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 Linguagem falada, glótica: é aquela realizada com sons orais.


Curiosidade: Fala é o resultado das vibrações das cordas vocais.
Glote é o nome dado à abertura entre as cordas vocais, na parte
superior da laringe.

 Linguagem mímica: é aquela feita por gestos.

 Linguagem escrita ou gráfica: é a linguagem feita por sinais,


marcas, gravações, etc.

Palavra: é a parte de que se compõe a linguagem, e pode ser constituída por


um simples som ou pela combinação de sons, ou, ainda, pela representação
desses mesmos sons. As palavras indicam as partes do pensamento, ou
seja, as ideias.

 Vocábulo: é a palavra como representação material (som ou


grafia). Ex.: “Pronunciar bem um vocábulo (ou palavra)”. Aspecto
externo: número de sílabas, acentuação, forma gráfica, etc.

 Termo: é a palavra como índice de ideia. Ex.: “Falar em bom


termo”. Aspecto interno da palavra: o seu conteúdo, o sentido.

Vocabulário: é a reunião de vocábulos.

Frase: é a reunião de termos. A FRASE CONSTITUI O ELEMENTO


FUNDAMENTAL DA LINGUAGEM. A frase não afirma nem nega nada. Ex.: O
livro de Pedro.

Oração: é quando a frase encerra uma declaração, isto é, afirma ou nega


alguma coisa. Ex.: O livro de Pedro é grande.

Período3: contém um pensamento completo que, relacionando-se com os


anteriores ou ampliando-se com as posteriores, forma um sentido completo.
Pode ser simples ou composto:

 Simples – uma oração


 Composto – várias orações, porém interligadas (coordenação e
subordinação)

Parágrafo4: são várias ideias reunidas que se relacionam entre si, com
unidade e coerência. Podem-se ter várias ideias dentro do parágrafo, desde
que elas, reunidas, formem uma ideia ainda maior.

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Fonte: Novo Manual de Português, de Celso Pedro Luft.
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Fonte: Novo Manual de Português, de Celso Pedro Luft.

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Léxico ou dicionário: é a reunião de vocábulos em ordem alfabética,


acompanhados de suas significações.

Língua ou Idioma: É a linguagem própria de um povo, de um país.

 Língua Viva: é a língua atualmente falada por seu povo.

 Língua Morta: é a língua que não é usada por nenhum povo,


mas sobrevive em documentos. Ex.: Latim (Lácio, Roma) e
Sânscrito (índia).

 Língua Extinta: é a língua que não é falada e nem deixou provas


de sua existência. Ex.: a língua dos Etruscos, Celtas, dos povos
primitivos, afinal, alguma língua eles falavam, embora não
saibamos qual.

Vernáculo: como substantivo quer dizer: “idioma próprio de um povo”; já como


adjetivo quer dizer: “o que se relaciona com esse idioma”.

Dialeto5: é uma variação regional da língua, com diferentes pronúncias,


vocabulário ou significados que dificultam sua compreensão. Muitos dialetos
podem se transformar em línguas. Curiosidade: português, francês, espanhol e
italiano já foram dialetos do latim usados pelo Império Romano.

Gramática: é a reunião metódica dos fatos de uma língua. Ou seja, é o


conjunto de regras, normas, princípios e ensinamentos de um idioma, para o
seu perfeito uso. Ela pode ser geral ou particular. Ex. de gramática geral:
Gramática das línguas Romanas. Ex. de particular: Gramática da Língua
Portuguesa, Francesa, Inglesa, etc.

 Linguagem gramatical histórica: ocupa-se exclusivamente da


origem de uma língua e dos processos de sua formação.

 Linguagem gramatical expositiva: visa os fatos atuais de uma


língua, mostrando e ensinando as regras vigentes para o seu
perfeito manuseio, sem cogitar da sua formação.

 Linguagem popular ou vulgar: é a linguagem do povo expressa


nas ruas, nos meios de comunicação de massa como jornal,
rádio, televisão, e em grupos nos quais a sociedade se divide.

 Três são as grandes partes da gramática:

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Fonte: guia dos curiosos – Língua Portuguesa, de Marcelo Duarte.

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1- Fonética: é a parte da gramática que estuda os vários sons ou


fonemas linguísticos. (A análise fonética estuda a palavra quanto ao
som).
2- Morfologia: é a parte da gramática que estuda a palavra em si,
quer na forma, quer no conteúdo, ideia. (A análise morfológica estuda
a palavra quanto a grafia, classe, flexão, etc).
3- Sintaxe: é a parte da gramática que estuda a palavra em relação às
outras que com ela se unem para exprimir o pensamento. (A análise
sintática estuda a frase com relação às outras frases da mesma
oração. A sintaxe da frase estuda a concordância e a regência verbal e
nominal). É um instrumento essencial para o manuseio satisfatório das
múltiplas possibilidades que existem para combinar palavras e
orações.

Ortografia: é a parte da gramática que ensina a escrever corretamente.


(pontuação, acentuação, maiúscula, minúscula, siglas, abreviaturas, etc).

Prosódia6: é a parte da gramática que se preocupa com a pronúncia correta


das palavras, de acordo com a acentuação.

Homófonas: são as palavras que têm o mesmo som, a mesma pronúncia, mas
a grafia e o sentido muito diferentes. Ex. Concerto (acordo, ajuste, harmonia) e
conserto (consertar, reparar) / Buxo (um tipo de arbusto) por bucho (estômago
de mamífero) / Chá: erva que preparamos em infusão, entre outras formas,
para beber / Xá: Soberano, na língua persa; título do antigo soberano do Irã.

Etimologia: é o estudo da origem e formação das palavras de determinada


língua. Origem de uma palavra ou vocábulo, étimo.

Retórica: é o conjunto de regras relativas à eloquência. Curiosidade:


Aristóteles definiu o estudo da retórica como ‘processo de persuasão’.

Eloquência: é a faculdade de falar ou escrever de modo persuasivo e


comovente.

Semântica: cuida do estudo das transformações de sentido das palavras e da


evolução do significado das palavras no tempo e no espaço. É neste estudo
que encontramos as figuras de pensamento que dá extensão de sentido às
palavras. Ao contrário da ênfase, que restringe os sentidos.

 As figuras de pensamento também são chamadas de figuras de


retórica. Dentre elas: sinédoque, metonímia, metáfora,
eufemismo, hipérbole, prosopopeia, perífrase.
 Sinédoque e Metonímia: a definição é bem parecida: consiste
no emprego de uma palavra no lugar de outra, na qual está
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Deste item até Linguística, a fonte é a seguinte: Dicionário Michaelis

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compreendida. Ex. 1: Pão, por alimento. Lar, por casa / Ex. 2:


Uma localidade pode denominar os produtos fabricados ou
vendidos lá: um panamá = chapéu vendido naquele país; um
damasco = vestido feito em Damasco, com um tecido de seda
com flores.
 Metáfora: consiste no emprego de uma palavra no lugar de outra,
por semelhança real ou imaginária. A palavra é modificada por
comparação, mas a palavra nova mantém relação com a sua
origem etimológica. Ex. O gol foi uma pintura; a garota é um
avião.
 Eufemismo: é a suavização dos termos. Em vez do termo
próprio, que podia repugnar por qualquer razão, emprega-se outro
mais brando. Ex.: dizer descanso, em vez de morte. (O
eufemismo é muito utilizado atualmente como politicamente
correto e para mascarar pudores).
 Hipérbole: consiste no emprego de palavra ou frase com sentido
exagerado, para dar maior força, maior impressão, para mais ou
para menos. Ex. : Ele se lançou com a velocidade de uma flexa.
 Prosopopeia: é a figura que dá vida, ação, movimento e voz a
coisas inanimadas ou a pessoas mortas ou ausentes. Ex.:
Fábulas
 Perífrase: consiste no uso excessivo de palavras, também
chamado de circunlóquio. É o rodeio de palavras, é o emprego de
locuções em vez de formas simples correspondentes. Ex.: Se lá
no assento etéreo onde subistes (no céu).

Linguística: é o estudo das línguas nas suas mútuas relações e nos seus
princípios, leis fonéticas e semânticas, morfologia e sintaxe.

Língua portuguesa: o português é uma língua latina, de origem românica,


desenvolvida a partir do século III a.C. na província da Lusitânia, que hoje
corresponde a uma parte dos atuais territórios de Portugal e Espanha.

 Curiosidade7: No Brasil existem cerca de 192 línguas vivas.


Destas, 42 estão praticamente extintas e 91 têm alto risco de
extinção.

Redação: redigir, escrever: é uma técnica que implica no domínio das


capacidades linguísticas.

Competência linguística: Dominar a forma culta do idioma, e saber comunicar


e expressar o seu conhecimento, traz muitos benefícios:
Pessoais:
 Aumenta o vocabulário e as habilidades de comunicação

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Fonte: guia dos curiosos – Língua Portuguesa, de Marcelo Duarte.

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 Ensina a dizer o que precisa de forma lógica e racional


 Desenvolve aptidão para trabalhar em grupo
 Permite alcançar e manter o sucesso profissional
 Permite a ascensão salarial
Sociais:
 Fortalece a identidade do país
 Evidencia as ferramentas da cultura do seu povo
 Protege das ‘armadilhas’ utilizadas na política
 Evidencia a ideologia da sociedade (meios de comunicação de
massa)
 Amplia a participação do país nos intercâmbios econômicos
mundiais

CONCEITOS – SEGUNDA PARTE

(Conjugação Verbal8)

Verbo: trata-se da palavra que exprime o que se passa, ou seja, um processo


representado no tempo. Ex. : Ele fechou aporta. / Anoitece. O verbo pode ser
flexionado para indicar:

 Número (singular/ plural)


 Pessoa (1ª, 2ª e 3ª – eu, tu, eles)

Modos verbais:

 Indicativo. O fato é certo: Eu viajo


 Subjuntivo. O fato é duvidoso: Duvido que ele viaje
 Imperativo: Expressa ordem: saia daqui!

Formas nominais:

 Gerúndio. Ação em curso


 Particípio. Ação terminada
 Infinitivo. Sem situar a ação no tempo

Tempos verbais:

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Fonte: Tira-dúvidas, de Douglas Tufano. Ed. Moderna.

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 Simples. Tem uma forma verbal: ex.: canto


 Composto, Formado pelo verbo ter e haver, mais o verbo principal no
particípio

Elementos da forma verbal:

 Radical. Significado básico do verbo, que não muda.


 Desinência. Designa número (sing. ou plural) e pessoa (1ª, 2ª e 3ª)
 Tema. É o radical seguido da vogal temática, a qual indica a conjugação.
São 3 as conjugações:
1º) vogal temática a: falar, cantar
2º) vogal temática e: vender, comer
3º) vogal temática i: partir, sentir

Classificação dos verbos:

 Regulares: não têm alteração no radical. Ex.: Falar, vender e sentir


 Irregulares: apresentam alterações no radical ou na desinência.Ex.
querer, dizer, fazer
 Defectivos: não têm conjugação completa. Ex.: falir, reaver, abolir
 Unipessoais:
- verbos que exprimem fenômenos da natureza (ventar, nevar, trovejar
etc)
- verbos que exprimem ações próprias a determinados animais
(relinchar, rosnar, latir, miar)
- verbos que indicam acontecimentos ou necessidades. Ex. : ocorrer,
suceder etc. / Ex. Amanheci resfriado
 Abundantes: representam mais de uma forma com o mesmo valor.
Ex.: construir. / ao lado do particípio é que ocorrem formas equivalentes,
como ex.: prender-prendido (part. regular)- preso (part. irregular).
 Auxiliares: Ter, haver, ser e estar

Vozes do verbo:

 Ativa – o sujeito é o agente, pratica a ação expressa pelo verbo.


 Reflexiva – o sujeito é agente e paciente. Neste caso o verbo é
acompanhado de um pronome pessoal oblíquo átono.
 Passiva – o sujeito é paciente, recebe a ação. A voz passiva pode ser
formada por 2 processos:
1- passiva analítica: verbo ser + particípio. Ex.: O trabalho foi feito por
mim.
2- passiva sintética: forma-se com verbo na 3ª pessoa acompanhado do
pronome. Ex.: vendem-se casas.

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