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Tratado da Luzcinética

O Tratado da Luzcinética é uma tese de física teórica composta por sete postulados de
uma nova física, a física do controle da inércia, através do qual se pode controlar a
massa, a energia, o espaço, o tempo e a velocidade da luz. Luzcinética, em uma só
palavra, significa muitas coisas, mas essencialmente significa luz de velocidade alterada,
que pode ser maior ou menor que c. O controle da inércia, que possibilita o controle da
velocidade da luz e dos efeitos relativísticos, foi idealizado para a propagação ultra veloz
de espaçonaves através do cosmo. Ou seja, o controle da inércia permite que naves
espaciais acelerem tão violentamente quanto centenas de km/s², ou mesmo centenas de
milhares de km/s², sem que a sua tripulação sofra os efeitos nocivos da reação inercial.
Isso significa controlar o princípio de ação e reação. A primeira e a segunda leis de
Newton continuam inalteradas. Na realidade, o princípio de controle da inércia não viola
a terceira lei de Newton, apenas a contorna. A fundamentação do controle da inércia
está baseada no princípio de movimentos simultâneos de Galileu Galilei, que diz que, se
um corpo se encontra sob a ação de vários movimentos, cada um deles se realiza
independentemente dos outros. Para que a inércia seja controlada, o corpo que acelera
precisa deslocar-se através de trajetória ondulatória, ou seja, enquanto o corpo acelera
linearmente em sentido longitudinal, ele deve realizar movimentos curvos transversais
alternados (vai e vem), de forma a que os movimentos curvos gerem força centrífuga em
sentido contrário à reação inercial da aceleração linear longitudinal. A trajetória do
corpo então resulta em ondulatória. O primeiro postulado do Tratado, chamado
Inercinética, descreve em pormenores como se processa o controle da inércia por meio
de deslocamento acelerado através de trajetória ondulatória.

INÉRCIA — DEFINIÇÃO: A INÉRCIA DE UM CORPO É FUNÇÃO DO SEU PRÓPRIO CAMPO


GRAVITACIONAL. UM CORPO QUE ACELERA, POR EXEMPLO, AUMENTA DE VELOCIDADE,
MAS O SEU CAMPO GRAVITACIONAL NÃO, POIS O CAMPO GRAVITACIONAL JÁ EMANA NA
VELOCIDADE MÁXIMA, C. O CORPO QUE ACELERA, ENTÃO, SE DESLOCA DENTRO DO SEU
PRÓPRIO CAMPO GRAVITACIONAL, PRODUZINDO UMA DISTORÇÃO NO PRÓPRIO CAMPO
GRAVITACIONAL; NA SUA FRENTE O CAMPO SE CONTRAI, EMPURRANDO O CORPO PARA
TRÁS; NA SUA TRASEIRA O CAMPO SE DILATA, PUXANDO O CORPO TAMBÉM PARA TRÁS. O
CAMPO GRAVITACIONAL DE UM CORPO QUALQUER ALCANÇA MILHÕES OU BILHÕES DE
ANOS-LUZ; A DISTORÇÃO PRODUZIDA NO CAMPO PELO CORPO QUE AUMENTA DE
VELOCIDADE SE PROPAGA, NA VELOCIDADE DA LUZ, POR TODA A EXTENSÃO DE MILHÕES
OU BILHÕES DE ANOS-LUZ DO CAMPO; PARA PODER SE DESLOCAR, O CORPO DEVE
ENFRENTAR TODA A EXTENSÃO DO SEU PRÓPRIO CAMPO DISTORCIDO.

O controle da inércia tem repercussões sobre a massa, a energia, a velocidade, o espaço


e o tempo, de forma que se pode falar em uma Relatividade-Inerciativa, que é como uma
extensão da Relatividade ou um hiper ou ultra relativismo. À Relatividade-Inerciativa dei
o nome de Luzatividade. A Luzatividade, ao reduzir a inércia de um corpo (ela pode
também aumentar), reduz a sua massa, ao passo que conseqüentemente aumenta a sua
energia, aumenta a sua velocidade e adia os efeitos de contração espacial e dilatação
temporal. Esse adiamento da verificação dos efeitos relativísticos de espaço e tempo
acontecem devido ao aumento do limite da velocidade da luz (de onde surge a
luzcinética), o que equivale a dizer que a barreira da velocidade da luz acontece numa
velocidade maior que c. Pela Luzatividade, a velocidade da luz será igual a c / inércia.
Por exemplo, se a inércia é reduzida 100 vezes, a velocidade da luz aumenta 100 vezes, e
a barreira da velocidade da luz acontece a 100 c. Se, por outro lado, a inércia é
aumentada, a velocidade da luz diminui. Por exemplo, se a inércia é aumentada 100
vezes, a velocidade da luz diminui 100 vezes. Nesse caso a barreira da velocidade da luz
acontece a 0,01 c. O mais interessante para a propagação de espaçonaves é a redução da
inércia. Com a redução da inércia, uma espaçonave poderá viajar até uma distante
estrela e retornar sem que na Terra se tenha passado muito tempo. Na verdade, através
da Inercinética, a inércia pode ser reduzida a zero, caso em que a travessia de qualquer
distância será realizada, idealmente, em tempo zero. E a redução da inércia, com
conseqüente redução da massa, corresponde a um conseqüente aumento do potencial
energético da matéria, ou seja, quando a massa se reduz, ela é convertida em energia.
Assim, a Luzatividade produz a fotonização da matéria. Se a inércia for aumentada,
acontece o contrário, ou seja, ocorre a massificação da matéria, processo pelo qual a
energia da matéria é convertida em massa. Com a redução da inércia, as reações
químicas e nucleares liberarão muito mais energia, do que uma espaçonave poderá se
aproveitar para propelir-se através de travessias interestelares e até intergalácticas.
Toda vez que a inércia é manipulada, o corpo inerciativo adentra uma realidade espaço-
temporal diferente da nossa. Basicamente, é possível desenvolver sete tipos diferentes
de inércia, cada um arremetendo o corpo inerciativo (espaçonave luzcinética) a um
espaço-tempo diferente, ou seja, além do nosso espaço-tempo, o espaço-tempo
einsteiniano, deve haver mais seis espaços-tempos diferentes, cada um regido por sua
própria modalidade de leis da Luzatividade. E, em cada espaço-tempo, a Terra, assim
como os outros planetas, o sol e todas as outras estrelas, deve haver um astro
correspondente, ou seja, a Terra, os outros planetas, o sol e as outras estrelas, devem
coexistir com outros seis astros espaço-temporalmente sobrepostos. Ou seja, os planetas
e as estrelas devem ser não apenas um astro cada um, mas sete mundos ou astros
paralelos. Dessa forma, a Terra, Vênus, Marte, ou qualquer outro planeta, pode, talvez,
ser habitado fora do nosso espaço-tempo. E de um (ou de vários) desses mundos paralelos
podem estar chegando até nós espaçonaves de outras civilizações inteligentes. O fato de
nenhuma delas ter-se apresentado abertamente até agora tem seus sérios motivos. Nas
páginas que se seguem a esta introdução descrevo o Tratado da Luzcinética até o seu
quinto postulado. O restante ainda precisa ser escrito, e tem mais repercussões religiosas
do que científicas.
Sei que o Tratado pode parecer fantástico, parecer mais ficção científica do que física
séria, especialmente quando se depara com as nomenclaturas empregadas para os
diferentes espaços-tempos, como interespaço (o nosso espaço-tempo), subespaço (um
espaço-tempo inferior ao nosso), superespaço (um espaço-tempo superior ao nosso), e os
outros, como hiperespaço (espaço-tempo mais superior central e único), superverso
(oposição simétrica do superespaço), interverso (oposição simétrica do interespaço) e
subverso (oposição simétrica do subespaço), mas os nomes apenas significam quais as
modalidades de leis da Luzatividade devem ser empregadas para cada espaço-tempo.
Com as diferentes possibilidades de natureza inercial (que podem ser, no subespaço,
inércia maior que +1, no interespaço — o nosso espaço-tempo — inércia +1, no
superespaço inércia menor que +1 e maior que zero, no hiperespaço inércia zero, e no
lado negativo do Universo, o Antiverso, o subverso com inércia maior que -1, no
interverso inércia -1 — onde existe a antimatéria — e no superverso inércia menor que -1
e maior que zero) era necessário identificar e definir cada espaço-tempo, ainda mais que
cada um corresponde a uma realidade espaço-temporal diferente, como ficará evidente
da aplicação das equações relativísticas sobre parâmetros físicos diferentes dos do nosso
espaço-tempo. Esses parâmetros físicos são ditados pela natureza inercial, que determina
a velocidade da luz e conseqüentemente os efeitos relativísticos específicos a cada
espaço-tempo, restabelecendo um novo empirismo de leis e fenômenos para cada um.
Talvez o fato de que a Relatividade é flagrantemente ultrapassada seja perturbador, mas
também é flagrante o fato de que ela continua sendo aplicada para reger as leis de
naturezas que ocorrem além da velocidade c (e aquém), além do que, há muitos anos a
própria Relatividade já vinha anunciando a sua própria evolução, conforme vários físicos
já salientavam experimentos que comprovam a quebra da barreira da velocidade da luz,
em condições especiais. Além disso, deve-se entender com muita clareza que uma teoria
que não tem condições de se aperfeiçoar, que não possa prever a própria evolução, já se
torna uma teoria sepultada desde o seu nascimento, pois a evolução nunca pode parar,
nem uma teoria pode parar a evolução da ciência. Era, portanto, desde muitos anos,
esperado que a ciência, a física, não parasse quando parassem os físicos e as teorias, e
que a Relatividade não fosse o ápice da física, pois se fosse deixaria muitos problemas
sem solução. As esperanças da maioria dos físicos morriam na barreira da velocidade da
luz, mas alguns poucos mantinham a esperança viva. Um exemplo é a teoria do taquion.
Na verdade este é o melhor exemplo teórico para justificar a existência da natureza além
da velocidade da luz. No decorrer das páginas que se seguem a esta introdução se verá
que o taquion pode ser produzido pela Inerciatividade (segundo postulado deste
Tratado), assim como também pode ser produzida a antimatéria.
Então, se o Tratado tem uma fundamentação baseada em teorias já comprovadas
experimentalmente, e não viola as leis já conhecidas, mas sim encontra novos caminhos
por onde evoluir, o que dizer do seu autor, um estudante autodidata de física sem
formação acadêmica, sem certificados de qualificação e sem credenciais. Deixarei o meu
trabalho falar por mim. Não quero convencer ninguém, e ninguém me convencerá do
contrário do que proponho, até que os devidos experimentos sejam realizados de forma
adequada por vários, muitos físicos, em diferentes laboratórios e em diversas condições,
pois a Teoria é vasta e se aplica à diversas áreas da ciência e da tecnologia.
Quanto a como a Teoria poderia ser testada, existem duas formas. Uma é a confecção de
uma sonda inerciativa programada, ou seja, uma micro espaçonave dotada de propulsão
por retro exaustão, cuja fonte de energia poderia ser baseada em reação de combustível
químico. A sonda inerciativa seria programada para entrar em inerciação e reduzir a
inércia, adentrando o superespaço, com velocidade que não precisaria ser superior a c; a
sonda deveria, ao entrar em inerciação, desaparecer do nosso espaço-tempo, para logo
em seguida, conforme a programação, retornar ao nosso espaço-tempo. Se a sonda
desaparecesse, mas não retornasse, a teoria já estaria comprovada. Se a sonda não
desaparecesse, mas acelerasse mais que o normal, a teoria também seria comprovada. A
outra forma de testar a Teoria seria através de um acelerador de partículas especial. Um
acelerador de partículas teria que fazer uso de onduladores para fazer ondular as
partículas aceleradas no interior do acelerador, e teria de ser de uma forma correta, ou
seja, precisaria haver total sincronismo entre o movimento linear acelerado longitudinal
e o movimento curvo de velocidade constante transversal alternado (movimento
ondulatório). Cada semi-onda precisaria ser realizada no exato espaço de uma seção
aceleradora, e cada seção aceleradora seguinte deveria ter uma extensão maior que a
anterior. Com inerciação redutora de inércia, a partícula deveria acelerar muito mais
rápido do que o normal. Para tanto, ou seja, para que o experimento surta este efeito,
deve-se admitir que a energia emanada do acelerador para a partícula teria velocidade
que dependeria da inércia da partícula, isto é, que, por exemplo, se a partícula
desenvolvesse inércia +0,01, o eletromagnetismo oriundo do acelerador seria recebido
pela partícula com uma velocidade de 100 c. Nesse caso, o resultado do experimento
deverá ser uma aceleração 100 vezes maior que o normal — possivelmente a partícula
escaparia da detecção dos instrumentos. Se, no entanto, o acelerador se mostrasse
incapaz de acelerar a partícula, não significaria fracasso de experimento; significaria
que, à medida que a inércia da partícula diminuísse, diminuiria a interação energética
entre a partícula e o acelerador, pois a partícula tenderia a se afastar do nosso espaço-
tempo, perdendo contato espaço-temporal, enquanto que o acelerador continuaria
permanecendo no nosso espaço-tempo. Isso, além de comprovar a Teoria, comprovaria
também que a energia de um espaço-tempo não afeta a matéria em outro espaço-tempo.

1.0 Inercinética

1.1 Princípio de controle da inércia

Fundamentando-se no princípio de independência dos movimentos simultâneos, de


Galileu Galilei, é possível enunciar a Inercinética ou princípio de controle da inércia:
Qualquer corpo material, impulsionado por um movimento retilíneo acelerado
longitudinal e por um movimento curvo transversal alternado de velocidade constante,
simultâneos, sincronizados, terá a inércia dominada.

E, sendo a massa uma medida de inércia, dominada a inércia domina-se a massa. O


princípio de ação e reação pode então ser controlado. Ou seja, a reação de um impulso
(movimento acelerado), a inércia (manifesta através da força peso), pode ser reduzida,
neutralizada ou aumentada. Através da Inercinética, que estabelece a Inerciação ou
propagação inerciante , torna-se possível a um veiculo — uma nave — acelerar
violentamente, por longo período de tempo, sem que a sua tripulação, e a sua estrutura,
sofram os efeitos da inércia (manifesta através do aumento de peso). A força peso é o
agente pelo qual se manifesta na matéria o efeito de aumento de massa — a massa
relativística — porque a força peso provem da aceleração de um campo gravitacional,
que, no veiculo que acelera, é oriundo da distorção do campo gravitacional da própria
massa do veiculo, ou seja, conforme o veiculo acelera, aumenta de velocidade — mas o
seu campo gravitacional não. Isso produz distorção do campo gravitacional da massa do
próprio veiculo; o veiculo deve enfrentar, à sua frente, o seu próprio campo
gravitacional, que se contrai e o empurra para trás; e à sua traseira, o campo
gravitacional que se dilata, puxando-o também para trás. Daí provem a inércia. A qual se
faz sentir através da força peso.
O controle da inércia tem implicações sobre os efeitos relativísticos não só de massa, mas
também de energia, espaço e tempo, mesmo em velocidades normais do cotidiano,
muitíssimo menores que a da luz. O controle da inércia afeta tanto a massa, a energia, o
espaço e o tempo, simultaneamente, porque todos estão sujeitos aos mesmos princípios
relativísticos — que estão sujeitos aos princípios da Luzcinética , Inerciatividade e
Inerciação). A Inercinética é, no entanto, somente a cinemática da Luzcinética. E não
trata dos efeitos relativísticos-inerciativos. Esses efeitos são descritos em duas partes na
Luzcinética, pela Inerciatividade, que é o controle de inércia da natureza sobre os
elementos e pela Inerciação, que é a técnica pela qual se realiza a propagação de naves
espaciais em trajetória ondulatória (capitulo 3). Quanto a Inercinética, segue-se um
exemplo elucidativo:

Um móvel inerciativo, partindo de uma velocidade de 156,493m/s realiza uma curva de


raio 2499m durante 90o, num período de 25,083s, ao mesmo tempo em que acelera a
9,8m/s2 numa trajetória retilínea com ângulo de 90o em relação à linha do movimento
curvo.

A distância longitudinal linear percorrida pelo móvel inerciativo desde o instante zero até
o instante 25,083 s ou seja, a distância linear do centro da curva até o instante 25,083 s
será a soma do comprimento do raio com a distância que o móvel percorre ao acelerar
para fora da curva, e pode ser calculada como se segue:

Tempo² • (aceleração / 2) + raio = distância


25,083² • (9,8 / 2) + 2 499 = 5 581,868 756 m

O móvel parte de velocidade zero no movimento acelerado (impulso) retilíneo


longitudinal (na ilustração 1 esse impulso retilíneo é direcionado para fora da curva de
raio 2 499 m), mas, no movimento curvo transversal, no instante zero o móvel já se
encontra animado de uma velocidade constante de 156,493m/s; ao fim de 25,083s, o
móvel, que acelerava uniformemente a 9,8m/s², alcança a velocidade de 245,819m/s,
deslocando-se longitudinalmente do centro da curva, desde o instante zero, 5 581,868
756 m, pela trajetória que na ilustração é a parábola maior (trajetória resultante). Essa
distância é o espaço percorrido pelo móvel inerciativo e representa o afastamento do
centro da curva em linha reta. Como o movimento de velocidade constante de
156,493m/s é curvo e tem raio de 2499m, produz uma aceleração centrípeta de 9,8m/s²,
no sentido oposto ao impulso retilíneo longitudinal, que também se faz a 9,8m/s². A
reação da aceleração centrípeta se opõe à reação da aceleração retilínea, ou seja, a
força centrífuga do movimento curvo (que é transversal ao movimento retilíneo)
contrabalança a força peso do impulso acelerado retilíneo, neutralizando totalmente a
inércia.
Ao fim de 25,083s o móvel terá percorrido um trajeto com forma semelhante à de ¼ de
elipse (¼ de onda). Nesse instante o movimento curvo transversal deve ser invertido,
fazendo-se com a velocidade resultante dos dois movimentos, que estão em defasagem
de 90o, o de 156,493m/s, transversal à trajetória, e o de 245,819m/s, longitudinal à
trajetória. A velocidade resultante final pode ser calculada pelo teorema de Pitágoras:

√ (156,493²+ 245,819²) = 291,405 284 500 m/s

O movimento resultante, de velocidade 291,405m/s, tem direção de ângulo determinado


que traça uma trajetória que se afasta daquela do impulso longitudinal de 9,8m/s². Esse
ângulo pode ser calculado conforme se segue:

Tangente-1 • (156,493/245,819) = 32,481o

O próximo movimento curvo então parte do início da trajetória resultante, sem intervalo
de tempo, por mais um período de 25,083s, em sentido inverso ao do primeiro
movimento curvo.

O raio desse segundo movimento curvo, que se realiza a 291, 405 284 500 m/s, é de 4
653,368 147 m, e pode ser calculado através da seguinte fórmula:
Velocidade da curvatura • tempo da curvatura • 4 / 2π

Ou seja:

291,405 • 25,0836 • 4 / 6,28318 = 4 653,368 147m

Como se percebe, o raio da curvatura do movimento transversal é grande. Isso é devido a


dois fatores. Um é a pequena taxa de aceleração (9,8m/s²). O outro fator é o fato de
que, com pequenos raios, o movimento curvo produziria considerável diferença de força
centrífuga entre um extremo e outro do móvel, o que causaria efeitos nocivos à
tripulação do móvel. Em casos extremos, a diferença de força centrífuga entre os dois
extremos do móvel geraria uma força de maré gravitacional capaz até de comprometer a
integridade da estrutura do móvel, despedaçando-o, e com ele a sua tripulação.
A velocidade ao fim do impulso inerciativo é calculada pela velocidade do movimento
curvo transversal e pela velocidade da aceleração linear longitudinal, conforme o
teorema de Pitágoras. A aceleração do impulso linear pode ser calculada pela fórmula
seguinte:

(velocidade da curvatura)² / raio da curvatura

Que, no segundo estágio inerciativo equivale a:


(291,405)² / 4 653,368 = 18,248m/s²

A velocidade alcançada na aceleração linear dependerá da aceleração, que pode ser


calculada pela fórmula:

Aceleração • tempo da curvatura

Que, no segundo estágio inerciativo corresponde a:

18,248 • 25,0836 = 457,739m/s²

Com velocidade de 291,405m/s e raio de 4 653,368 m, a segunda curvatura possibilita um


impulso com aceleração de 18,248m/s², 1,862 vezes maior que o impulso do primeiro
estágio inerciativo, que era de 9,8m/s².
Ao fim de mais 25,083s, no segundo estágio inerciativo, a velocidade do móvel será de
457,739m/s, em sentido longitudinal. A velocidade resultante, ao fim do segundo
estágio, quando então começa o terceiro estágio inerciativo, é de:

√ (291,405² + 457,739²) = 542,625m/s

Num raio de:

542,625 • 25,0836 • 4 / 6,28318 = 8 665,035m

Permitindo um impulso linear de aceleração, no início do terceiro estagio, de:

542,625² / 8665,035 = 33,980m/s²

Ao fim do terceiro estágio inerciativo a velocidade linear será de:

25,0836 • 33,980 = 852,340m/s

Que é 1,862 vezes maior que a velocidade do impulso linear do segundo estágio. E a
velocidade resultante da composição do movimento curvo com o impulso linear, ao fim
do terceiro estágio será de:

√ (542,625² + 852,340²) =1010,409m/s

Prossegue-se então assim sucessivamente, alternando o sentido da curvatura transversal,


até que se alcance a aceleração máxima desejada. A cada curvatura + impulso chama-se
estágio inerciativo, e a passagem de um para o outro se chama de transição inerciativa
que, idealmente, deve ser realizada em tempo zero. Na prática, no entanto, algum
tempo, mesmo que ínfimo, transcorrerá. A cada transição deve corresponder um choque
espaço-temporal, que deve ser reduzido ao máximo, através de transições sempre muito
rápidas.
Sendo a velocidade resultante do primeiro estágio inerciativo de 291,405m/s, e o
aumento da velocidade resultante, a cada novo estágio, de 1,862 vezes, ao fim de
vigésimo estágio, por exemplo, a velocidade resultante do móvel será:

291,405 • 1,86219 = 39 274 517,250m/s

A velocidade de curvatura, no vigésimo estágio será de:

156,493 • 1,86219

Sendo a aceleração, durante o vigésimo estágio, de:


9,8 • 1,86219 = 1 320 808,734m/s²

Como a trajetória é ondulatória, a aceleração e a velocidade eficazes estarão sujeitas à


defasagem dos 32,481º, que corresponde a uma eficiência de:

Co-seno 32,481º = 0,84356

39 274 517,250 • 0,84356 = 33 130 787,810m/s (velocidade eficaz)

1 320 808,734 • 0,84356 = 1 114 194,062m/s² (aceleração eficaz)

Tanto a velocidade quanto a aceleração eficaz, que são alcançadas em vinte estágios
inerciativos, no caso do exemplo, demoram 20 • 25,0836s = 501,672s (8,361min). A
distância percorrida será a soma das distâncias percorridas em cada estagio inerciativo,
sendo que no primeiro estágio a distância percorrida pode ser calculada conforme a
fórmula:

Raio + (tempo² • (aceleração / 2)) = distância

2 499 + (25,083² • (9,8 / 2)) = 5 581,868 756 m

A distância percorrida nos próximos estágios será sempre 1,862 vezes a distância do
estágio anterior, e a soma de todas as distâncias de todos os estágios será calculada
como se segue:

Distância do primeiro estágio • 1,862 elevado a estágios • co-seno 32,481º

5 581,868 756 • 1,86219 • co-seno = 634 620 920,5 m

Que, em 501,672s dá uma média de 1 250 011,642 m /s ou 4 554 041,912 km/h.

A aceleração de 1 320 808,734m/s² equivale a 134 776,401 vezes a aceleração da


gravidade terrestre. Tal aceleração seria altamente destrutiva se não fosse a
Inercinética. Como descrito neste exemplo da Inercinética, toda a reação inercial é
neutralizada. Alcançada a aceleração desejada, o móvel deixa de aumentar de
aceleração, mas continua a acelerar uniformemente, realizando os movimentos
inerciativos para que a reação inercial continue a ser neutralizada. Para manter a
aceleração uniforme, o móvel deve realizar os movimentos curvos com raio 1,862² vezes
maior do que seria para continuar a aumentar a aceleração. Ao vigésimo estágio
inerciativo, o raio da curvatura transversal será de:

Raio do primeiro estágio • 1,86219

2499 • 1,86219 = 336 806 227,1m

Para manter a aceleração de 1 320 808,734m/s², o raio do próximo estágio será de:

336 806 227,1 • 1,862² = 1 167 722 009m

E o próximo estágio terá um raio de:

1 167 722 009 • 1,862² = 4 048 543 584m

A velocidade da curvatura no vigésimo estágio será de:

156,493 • 1,86219 = 21 091 624,08m/s


Para manter a aceleração uniforme de 1 320 808,734m/s², o raio do vigésimo primeiro
estágio será, conforme acima descrito, 1,862² vezes maior do que no vigésimo estágio,
ou seja, 1 167 722 009m, porque a velocidade da curvatura será 1,862 vezes maior, 39
272 604,03m/s. A equação seguinte confirma o descrito:

39 272 604,03² / 1 167 722 009 = 1 320 808,734 m/s²

A neutralização da reação dos impulsos não precisa necessariamente ser total. Pode-se
manter uma reação residual de 9,8m/s² para simular a gravitação terrestre no interior do
móvel. 9,8m/s² em 1 320 808,734 equivalem a uma inércia de 0,000 007 419 696 (9,8 / 1
320 808,734), e é indicada por i = +0,000 007 419 696. Mais adiante, serão descritas as
implicações da inclusão de i nas equações relativísticas, e se verá que o seu valor deve
ser escolhido conforme os efeitos inerciativos esperados para o móvel em operação
inerciativa.

Este é um exemplo para a Inercinética, que, como já descrito, é somente a cinemática


da Luzcinética, mas fundamenta as duas formas básicas de Inerciação, que são a radial e
a axial, sendo que neste exemplo se considerou a radial, cujas características são o fato
de que os raios necessários para as curvaturas são muito grandes e o fato de que o móvel,
na sua trajetória ondulatória, vai tombando e destombando a cada estágio inerciativo. Já
na Inerciação axial os raios das curvaturas podem ser muito menores, assim como o
tamanho das curvas, ou seja, a freqüência pode ser muito maior e a amplitude muito
menor, além do que o móvel não tomba pela trajetória ondulatória, mantendo sua
dianteira sempre voltada para a direção do deslocamento. A trajetória em onda da
propagação inerciante axial tem o mesmo formato que a trajetória em onda da
propagação inerciante radial, com a diferença de freqüência e amplitude, e por isso a
propagação inerciante axial é preferível em vez da radial. O princípio de controle de
inércia apresentado tem por objetivo a artificialização da inércia. Após a sua idealização
percebeu-se já existir na natureza um princípio de controle de inércia. É o caso da
Inerciatividade, o segundo postulado da Luzcinética.