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Sumário

O Cidadão ........................................................................................................................................................ 4

Noções de Engenharia de Tráfego .............................................................................................................. 5

Registro de veículos ........................................................................................................................................ 8

Licenciamento de Veículos .......................................................................................................................... 13

1. Conceito de Licenciamento ................................................................................................................ 13

2. Documentos de Porte Obrigatório .................................................................................................... 17

3. O Trânsito de Veículos Novos Antes do Primeiro Registro ........................................................... 21

4. Situações que Exigem Expedição de Novo Registro...................................................................... 21

4.1. Transferência de Propriedade ..................................................................................................... 22

4.2. Mudança de Domicílio ou Residência do Proprietário ............................................................ 24

4.3. Alteração das Características do Veículo ................................................................................... 25

4.4. Mudança de Categoria do Veículo ............................................................................................. 26

5. Registro e Licenciamento - Outros Casos ........................................................................................ 30

5.1. Registro e Licenciamento dos VEÍCULOS OFICIAIS ................................................................ 30

5.2. Registro e Licenciamento dos VEÍCULOS DE TRAÇÃO .......................................................... 31

5.3. Registro e Licenciamento dos VEÍCULOS DE ALUGUEL ........................................................ 33

5.4. Registro e Licenciamento de OUTROS VEÍCULOS .................................................................. 34

6. A Baixa do Registro do Veículo .......................................................................................................... 36

Questões Comentadas ................................................................................................................................. 38

Lista de Questões.......................................................................................................................................... 56

Gabarito .......................................................................................................................................................... 64

Resumo ........................................................................................................................................................... 65

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7. Considerações Finais ............................................................................................................................ 72

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APRESENTAÇÃO DA AULA

Olá, caro aluno!

Como estão os estudos? Espero que a todo vapor, pois a hora agora é de foco total e continuar à
frente se antecipando nos estudos! Estou certo de que você, meu aluno do Estratégia, chegará
muito bem preparado para sua prova PRF!

Pois bem, nesta aula discutiremos o que há de mais relevante para sua prova no que diz respeito
aos assuntos: registro e licenciamento de veículos.

Trata-se de temas super tranquilos, muito gostosos de estudar, de fácil compreensão e que, frente
aos demais, têm sido cobrados de forma bastante elementar em provas de concursos, sejam eles
para cargos de nível médio ou superior.

Você constatará isso ao resolver as questões dessa aula.

Sem mais delongas, acelere o ritmo e vamo que vamo!

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O CIDADÃO
Querido aluno, começaremos essa aula com uma capitulozinho do CTB que, apesar de pequenino,
representou à época parte das inovações trazidas pelo Código: a preocupação com o cidadão!

Estamos nos referindo ao Capítulo V do CTB, segundo o qual, em se art. 72, estabelece que TODO
CIDADÃO ou ENTIDADE CIVIL tem o DIREITO DE SOLICITAR, POR ESCRITO, aos órgãos ou
entidades do Sistema Nacional de Trânsito, sinalização, fiscalização e implantação de
equipamentos de segurança, bem como sugerir alterações em normas, legislação e outros
assuntos pertinentes a este Código.

E toda solicitação deverá gerar para o Estado o dever de uma reposta!

No art. 73 temos que os órgãos ou entidades pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito TÊM
O DEVER DE ANALISAR AS SOLICITAÇÕES E RESPONDER, POR ESCRITO, dentro de prazos
mínimos, sobre a possibilidade ou não de atendimento, esclarecendo ou justificando a análise
efetuada, e, se pertinente, informando ao solicitante quando tal evento ocorrerá.

As campanhas de trânsito devem esclarecer quais as atribuições dos órgãos e


entidades pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito e como proceder a tais
solicitações.

Tranquilo?

Então sigamos!

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NOÇÕES DE ENGENHARIA DE TRÁFEGO

Caro aluno, estudaremos nesse tópico aquilo que o CTB nos traz sobre as Noções de Engenharia
de Tráfego. O regramento é também bem básico e pouco cobrado em provas, mas é o que se
tem e acredito que a banca não sairá desse escopo.

Bom, estabelece o CTB em seu art. 91 que o CONTRAN estabelecerá as normas e regulamentos
a serem adotados em todo o território nacional quando da implementação das soluções adotadas
pela Engenharia de Tráfego, assim como padrões a serem praticados por todos os órgãos e
entidades do Sistema Nacional de Trânsito.

E aí já temos uma regra de suma importância:

➢ Nenhum projeto de edificação que possa transformar-se em polo atrativo


de trânsito poderá ser aprovado:

✓ sem prévia anuência do órgão ou entidade com circunscrição sobre a via; e

✓ sem que do projeto conste área para estacionamento e indicação das vias
de acesso adequadas.

Essa determinação obriga ao empreendedor que inclua no seu projeto de edificação com vistas a
tornar-se polo atrativo de trânsito, a exemplo de um Shopping Center ou um supermercado, uma
área específica e adequada ao estacionamento, bem como a indicação das vias de acesso.

O projeto deverá ser aprovado pelo órgão com circunscrição sobre a via!

E como bom brasileiro que você é, acredito que já deve ter visto muito em sua cidade as seguintes
situações:

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Infelizmente é só o que a gente vê, não é mesmo?

Pois é, nesse sentido, o art. 94 do CTB estabelece que qualquer obstáculo à livre circulação e à
segurança de veículos e pedestres, tanto na via quanto na calçada, caso não possa ser retirado,
deve ser devida e imediatamente sinalizado.

Perceba que é qualquer obstáculo que não possa ser retirado imediatamente! Assim como
situações semelhantes às imagens acima, notadamente os veículos que são abandonados por seus
proprietários, deixando de assim serem considerados para se tornarem sucatas, eis que não são
mais utilizados, mantidos ou pagos quaisquer tipos de impostos, devem ter a atenção dos órgãos
executivos municipais de trânsito, no sentido de tomarem providências para que os responsáveis
os retirem das vias públicas, por representarem verdadeiros riscos para a segurança viária.

E atenção, muita atenção:

➢ É proibida a utilização das ondulações transversais e de sonorizadores como


redutores de velocidade, salvo em casos especiais definidos pelo órgão ou
entidade competente, nos padrões e critérios estabelecidos pelo CONTRAN.

Sério, professor? É verdade esse bilhete?

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É sim! (rsrs)

O objetivo principal e inicial da determinação da regra acima é de proibição de colocação de


ondulações transversais e sonorizadas nas vias públicas, com o objetivo de fazer com que os
condutores de veículos reduzam a velocidade. Outra solução de engenharia mais adequada
deveria ser utilizada, assim coo as atividades de fiscalização de velocidade pelos agentes de
trânsito. No entanto, não esqueça, o CTB previu exceções, dentro de critérios estabelecidos pelo
CONTRAN.

E o CONTRAN já andou cuidando disso! A Resolução nº 495/14 estabeleceu os padrões e critérios


para a instalação da faixa elevada para travessia de pedestres em vias públicas e as Resoluções nº
600 e 601/2016, os critérios e padrões para instalação de ondulações transversais e sonorizador
nas vias públicas, respectivamente.

E tem mais: nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de
veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia do
órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via.

A obrigação de sinalizar é do responsável pela execução ou manutenção da


obra ou do evento.

Salvo em casos de emergência, a autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via deverá
avisar a comunidade, por intermédio dos meios de comunicação social, com 48 horas de
antecedência, de qualquer interdição da via, indicando-se os caminhos alternativos a serem
utilizados.

➢ O descumprimento das regras acima será punido com multa de R$ 81,35 a R$


488,10, independentemente das cominações cíveis e penais cabíveis, além de multa

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diária no mesmo valor até a regularização da situação, a partir do prazo final
concedido pela autoridade de trânsito, levando-se em consideração a dimensão da
obra ou do evento e o prejuízo causado ao trânsito.

Ao servidor público responsável pela inobservância de qualquer das normas acima previstas, a
autoridade de trânsito aplicará multa diária na base de 50% do dia de vencimento ou
remuneração devida enquanto permanecer a irregularidade.

Beleza?

Bom, é isso! Sigamos com o próximo tema da aula!

REGISTRO DE VEÍCULOS

Querido aluno, assim que nascemos, nossos pais procuram imediatamente um meio de sermos
reconhecidos e identificados perante a sociedade. Dirigem-se, portanto, a um cartório e com os
dados de nascimento fornecido pela maternidade, efetuam o registro de nosso nome, data de
nascimento, filiação e etc. O cartório entrega a eles um documento onde constam todos os dados,
oficializando publicamente a nossa existência.

Essa é a nossa Certidão de Registro de Nascimento!

Da mesma forma acontece com os veículos em circulação em nosso país! Eles saem da linha de
produção de fábrica apenas com seus dados de identificação interna que, como vimos, distingue
cada um deles dos demais. Esses dados são enviados ao DENATRAN para que sejam previamente
cadastrados no Registro Nacional de Veículos Automotores – RENAVAM.

O CTB determina, em seu art. 125, que as informações sobre o chassi, o monobloco, os agregados
e as características originais do veículo deverão ser prestadas ao RENAVAM pelo:

✓ fabricante ou montadora, antes da comercialização, no caso de veículo nacional;


✓ órgão alfandegário, no caso de veículo importado por pessoa física;
✓ importador, no caso de veículo importado por pessoa jurídica;

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As informações recebidas pelo RENAVAM serão repassadas ao órgão executivo de trânsito
responsável pelo registro, devendo este comunicar ao RENAVAM, tão logo seja o veículo
registrado.

E é sobre esse tal registro do veículo que aqui iremos tratar!

Ao saírem das fábricas e montadoras, seguem para as lojas a fim de serem comercializados.
Quando você se dirige a uma loja e adquire um veículo, você recebe da loja uma Nota Fiscal de
Venda com todos os dados e características do veículo e claro, os seus, o comprador.

Então pergunto? De posse do veículo, com a notinha fiscal em mãos, você já poderia trafegar com
ele pelas vias públicas?

Em tese não! Esse veículo, assim como nós quando nascemos, precisa ser também publicamente
registrado e identificado perante os órgãos competentes.

O CTB, em seu art. 120, determina que todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou
semirreboque, deve ser REGISTRADO perante o órgão executivo de trânsito do Estado ou do
Distrito Federal, no município de domicílio ou residência de seu proprietário, na forma da lei.

Comprado o veículo, de posse de sua Nota Fiscal de Venda, você, ou um despachante


credenciado, deve dirigir-se ao DETRAN de seu município de domicílio ou residência para então
registrar o seu veículo. Feito o procedimento, você recebe um documento chamado
Certificado de Registro do Veículo – CRV, onde constarão características do veículo e dados
do proprietário.

Podemos então definir o registro de veículo como qualificação do proprietário do veículo


perante os órgãos executivos de trânsito, com o objetivo de evitar que proprietários de veículos
fiquem impunes quando na direção de tais veículos.

O registro do veículo, acabamos de ver, materializa-se com a expedição pelo DETRAN do


Certificado de Registro de Veículo - CRV de acordo com os modelos e especificações
estabelecidos pelo CONTRAN, contendo as características e condições de invulnerabilidade à
falsificação e à adulteração.

Se o proprietário for pessoa física ou jurídica, para a expedição do Certificado de Registro de


Veículo, o DETRAN consultará aquele cadastro prévio do veículo no RENAVAM e exigirá deste
proprietário a Nota Fiscal de Venda fornecida pelo fabricante ou revendedor, ou documento
equivalente expedido por autoridade competente.

Quando se tratar de veículo importado por membro de missões diplomáticas, de repartições


consulares de carreira, de representações de organismos internacionais e de seus integrantes, para

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que seja expedido o Certificado de Registro desse Veículo, o DETRAN exigirá (após o cadastro
prévio no RENAVAM) documento fornecido pelo Ministério das Relações Exteriores.

O quadro a seguir, resume o que tratamos até aqui:

O CRV então trará nele impresso as seguintes informações:

➔ PROPRIETÁRIO: nome e endereço completo


➔ VEÍCULO: marca/modelo/versão, caracteres da placa, ano, cor, número do
chassi, código RENAVAM e categoria a qual pertence.

Na figura a seguir, temos um modelo de CRV:

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➢ O Certificado de Registro do Veículo (CRV) é o PRINCIPAL DOCUMENTO DE
UM VEÍCULO, tendo a mesma importância que para nós tem a nossa Certidão de
Nascimento. Por esse motivo, deve ser guardado em lugar seguro, não sendo,
portanto, documento de porte obrigatório.

Professor, mas e aquele documento que carrego comigo ao conduzir meu veículo? Não é ele o
CRV? Não é ele de porte obrigatório?

Na verdade, alguns alunos fazem essa pequena confusão entre o CRV, que, repito, não é de porte
obrigatório, e o CRLV. Esse último sim deve acompanhá-lo quando da condução de seu veículo
sendo, portanto, de porte obrigatório.

Mas ainda não falei sobre esse tal de CRLV!! Você entenderá a diferença entre ele e o CRV quando
falarmos sobre licenciamento já no próximo tópico, ok?

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E anota essa (art. 120, §2º):

➢ Os veículos de USO BÉLICO estão DISPENSADOS de REGISTRO!!

Agora, uma pequena pausa para exercitarmos:

[DETRAN/SC – 2011 – Adapt.] Julgue os itens a seguir:


01. Registrado o veículo, expedir-se-á o Certificado de Registro de Veículo – CRV - de acordo com
os modelos e especificações estabelecidos pelo DETRAN, contendo as características e condições
de invulnerabilidade à falsificação e à adulteração.
Comentário:
Quem é que estabelece modelos e especificações do CRV? Tem que ser um órgão normativo e
esse órgão é o CONTRAN (art. 121). A questão estaria certa, não fosse por afirmar que o órgão
com essa competência é o DETRAN.
Gabarito: Errado
02. Todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou semirreboque, deve ser registrado
perante o órgão executivo de trânsito do Município, no Estado de domicílio ou residência de seu
proprietário.
Comentário:

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A banca agora trocou as bolas! Quais os erros desse item? Afirma que o veículo deve ser registrado
perante o órgão executivo de trânsito do Município, quando esse órgão é do Estado (Detran). E
mais: o registro não deve ser feito no Estado de domicílio ou residência de seu proprietário e sim
no Município de domicílio do proprietário.
Gabarito: Errado

Beleza?

Já já trataremos de outras regras sobre o registro de veículos. No entanto, para bem contextualizá-
las, precisamos estudar logo sobre o licenciamento de veículos, cujo regramento vem estabelecido
no Capítulo XII do CTB!

LICENCIAMENTO DE VEÍCULOS

1. Conceito de Licenciamento

No tópico passado vimos que os veículos devem obrigatoriamente ser registrados junto
aos DETRAN. Verdade, mas só ter o veículo registrado não é suficiente para que alguém
possa com ele trafegar pelas vias terrestres do nosso país!

Para que o proprietário de um veículo que acabou de ser registrado possa exercer o direito
de conduzi-lo nas vias terrestres brasileiras, será necessária a existência de uma permissão
do Estado para tanto, ou seja, de uma licença dada pelo órgão estadual de trânsito
competente, o DETRAN.

Essa “permissão” é o que a legislação de trânsito chama de licenciamento.

Em seu art. 130, o CTB regulamenta que todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque
ou semirreboque, para transitar na via, deverá ser licenciado anualmente pelo órgão executivo
de trânsito do Estado, ou do Distrito Federal, onde estiver registrado o veículo.

E aí, de tudo que já vimos até aqui sobre os atos de registro e de licenciamento, podemos inferir
o seguinte:

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Para os veículos NOVOS, o primeiro licenciamento será feito SIMULTANEAMENTE ao
registro.

Assim como acontece com o registro, um documento também é expedido após o


licenciamento: o Certificado de Licenciamento Anual. É um documento vinculado ao Certificado
de Registro, no modelo e especificações estabelecidos pelo CONTRAN, autorizando-o então a
transitar nas vias.

Lendo a informação acima você pode se perguntar: sendo esse Certificado de Licenciamento outro
documento diferente do CRV, é de porte obrigatório?

Primeira resposta: sim, o CLA é de PORTE OBRIGATÓRIO.

Segunda resposta: a fim de se evitar o porte de dois documentos pelo proprietário (o CRV e o
CLA), quando da condução de seu veículo, e também, com a finalidade de facilitar a fiscalização,
o CONTRAN, por meio da Resolução nº 61/98, unificou os dados desses dois documentos em um
só, passando a chamar o Certificado de Licenciamento Anual de Certificado de Registro e
Licenciamento Anual do Veículo, o famoso CRLV.

O CRLV, nada mais é do que o Certificado de Licenciamento Anual acrescido de quase todos os
mesmos dados constantes no CRV. Temos então que:

CRV ≠ CRLV
CRLV = CLA = DOCUMENTO DE PORTE OBRIGATÓRIO

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Dito isto, aia então que os proprietários devem guardar o CRV de seu veículo em um local seguro,
enquanto deve portar o CRLV ao conduzir seu veículo!! As informações presentes no CRLV são
suficientes para que os agentes fiscalizadores de trânsito possam autuar um proprietário ou
condutor infrator.

Nas figuras a seguir, os modelos dos dois documento: à esquerda um CRLV e à direita um CRV.

Agora, preste bastante atenção!

Comparando os dois documento acima, você constatará que o CRLV, ao contrário do CRV, que é
mais completo, traz apenas o nome do proprietário do veículo, sem que conste qualquer outro
dado dele, como o endereço, por exemplo. E por que isso?

Vamos supor que alguém furte ou roube um veículo e leve junto o seu CRLV. Você há de concordar
comigo que, além de ter sofrido a perda do veículo, o proprietário ainda corre outros sérios riscos
ao ter seu endereço declarado no CRLV, não é mesmo?

Outro motivo: para fins de fiscalização, essa informação é extremamente irrelevante já que os
agentes de trânsito têm fácil acesso a esses dados através dos sistemas informatizados de seus
órgãos.

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Certinho?

➢ O veículo SOMENTE SERÁ CONSIDERADO LICENCIADO estando quitados os débitos


relativos a tributos, encargos e multas de trânsito e ambientais, vinculados ao veículo,
independentemente da responsabilidade pelas infrações cometidas.

Ao licenciar o veículo, o proprietário deverá comprovar sua aprovação nas inspeções de segurança
veicular e de controle de emissões de gases poluentes e de ruído.

Beleza?

Bom, e assim como vimos no registro, a mesmíssima regra se aplica ao licenciamento:

➢ Os veículos de USO BÉLICO também estão DISPENSADOS de LICENCIAMENTO!!

No tópico seguinte, aprofundaremos o estudo sobre os documentos que, no contexto do que


aqui estamos a estudar, são considerados como de porte obrigatório.

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2. Documentos de Porte Obrigatório

Para consolidarmos o aprendizado sobre quais documentos são de fato considerados pela nossa
legislação de trânsito como OBRIGATÓRIOS, vale a pena recorrer ao que diz a Resolução Contran
nº 205/06.

A referida Resolução regulamenta que os documentos de porte obrigatório do condutor do


veículo são:

➢ A Autorização para Conduzir Ciclomotor - ACC, Permissão Para Dirigir - PPD ou


Carteira Nacional de Habilitação - CNH, no original;
➢ O Certificado de Registro e Licenciamento Anual - CRLV, no original;

É isso mesmo!! Estes são os únicos documentos que o todo condutor de veículo deve
obrigatoriamente portar quando da condução do veículo.!

Portanto, ao ser questionado em uma blitz de trânsito para mostrar os documentos seu e de seu
veículo, os documentos a serem apresentados são:

Vou repetir o importante detalhe que você não pode se esquecer jamais:

ESSES DOCUMENTOS SÓ SÃO ACEITOS NOS SEUS ORIGINAIS!

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Não adianta cópias autenticadas, sequer aquelas coloridas bem parecidas, tá certo? De novo: os
documentos de porte obrigatório só serão aceitos em seu original!

Outro detalhe: essa resolução revogou a Resolução nº 13/98 a qual trazia o comprovante de
quitação do IPVA e o pagamento do seguro DPVAT como outros documentos de porte
obrigatório.

Já sei qual será a sua pergunta: professor, eu pensei que esses também fossem de porte
obrigatório. E por que não são mais?

Muito simples: todo ano, você só recebe seu CRLV se tiver pago o IPVA e o seguro DPVAT, não é
mesmo? Então, se você recebeu o CRLV do ano corrente, significa implicitamente que você pagou
regularmente o imposto e o seguro. Se a emissão do CRLV é a prova que você os pagou, para que
então portá-los junto a esse CRLV? Não precisa!

Na verdade, você só vai portar esses documentos de forma obrigatória enquanto seu CRLV não
tiver sido entregue a você pelo DETRAN, logo após o pagamento do extrato de licenciamento
anual.

Esse assunto já está consolidado pela doutrina e em uso corrente pelos órgãos de trânsito em suas
atividades de fiscalização.

E por fim, uma novidade recentíssima:

➢ O porte do CLA (CLRV) será DISPENSADO quando, no momento da fiscalização,


for possível ter acesso ao devido sistema informatizado para verificar se o veículo
está licenciado.

É isso mesmo que você leu! A obrigatoriedade do porte do CRLV foi flexibilizada pela Lei nº
13.281/16, mas apenas sob determinada circunstância: se no momento da fiscalização, estando
você sem o CRLV, for possível para o agente fiscalizador ter acesso a sistema informatizado para
verificar se o seu veículo está licenciado, aí tudo bem, o porte estará dispensado. Se não houver
esse sistema, perdeu playboy! Vai ser autuado por não portar documento de porte obrigatório!

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A boa notícia é que nos dias atuais, praticamente todos os Estado da federação já aderiram ao
uso do sistema informatizado chamado Carteira Digital de Trânsito, que permite ao proprietário
ou condutor, portar, meio de um mesmo aplicativo de celular/smartphone, a versão digitalizada
tanto do CRLV como da CNH. Olha só a carinha dele:

Como esse aplicativo, você tem na palma da mão acesso aos seus documentos de porte
obrigatório, sem precisar tê-los em papel! Durante uma fiscalização de trânsito, basta você acionar
o app e mostrar o agente:

Quer uma dica? Verifique se seu Estado já aderiu ao sistema (quase todos sim!) e, em caso positivo,
baixe já o app e configure-o para ter seus documentos de porte obrigatório na versão digital!

Dito isto, vamos então resolver as próximas questões que, por sinal, é da nossa estimada banca:

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[MPU - 2010] Julgue os itens a seguir.
Ao transitar com veículo automotor em vias públicas, o condutor deve portar, necessariamente, a
carteira nacional de habilitação (CNH), o certificado de registro de veículo (CRV) e o de
licenciamento de veículo (CRLV), com a devida comprovação de pagamento do imposto sobre a
propriedade de veículos automotores (IPVA) e do seguro obrigatório (DPVAT).
Comentário:
Essa questão parece inocente e bem simples. De fato é, mas pode ser uma pedra no sapato para
muitos candidatos menos preparados que obviamente, repito, não é o seu caso! Caro aluno, não
tem erro: a CNH e o CRLV são de fato de porte obrigatório, mas o CRV não.
Não me canso de repetir: o CRV é documento obrigatório para seu veículo, mas deve ficar
guardadinho em local seguro. No entanto, ele não é de porte obrigatório. O CRLV sim, é de porte
obrigatório e traz todos os dados que o agente fiscalizador precisa.
Quanto aos comprovantes de pagamento de IPVA e seguros DPVAT, esses também não são de
porte obrigatório. A informação da quitação desses débitos já consta no CRLV.
Gabarito: E
[DETRAN/ES - 2010] Julgue os itens a seguir.
01. O condutor de veículo automotor é obrigado a portar o certificado de licenciamento anual
correspondente ao veículo registrado. De acordo com o CTB, fotocópias desse documento,
mesmo que autenticadas em cartório, não podem ser reconhecidas.
Comentário:
Perceba, caro aluno, como uma questão CESPE/CEBRASPE consegue tratar do assunto de uma
forma bem simples! Está corretíssima. Não há, nos dias atuais, o que se falar em fotocópias dos
documentos obrigatórios, seja de que forma elas se apresentem. A gracinha da questão foi ter o
usado o termo Certificado de Licenciamento Anual ao invés de Certificado de Registro e
Licenciamento do Veículo (CRLV). Porém, você estudou nesta aula que são termos “sinônimos” e,
por isso, não há nada de errado no enunciado.
Gabarito: C
02. De acordo com o CTB, todos os veículos automotores ou elétricos devem ser registrados e
licenciados perante o órgão executivo de trânsito do estado onde trafegam. Nessa situação
também se enquadram as ambulâncias, as viaturas de polícia e do corpo de bombeiros e os
veículos de uso bélico.
Comentário:

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De fato vimos que todos os veículos automotores ou elétricos devem ser registrados e licenciados
perante o órgão executivo de trânsito do estado onde trafegam. As ambulâncias, as viaturas de
polícia e do corpo de bombeiros também. Agora. Os veículos de uso bélico não! Esses, como
você já está cansado de saber, estão dispensados de registro e de licenciamento.
Gabarito: E

Tranquilo?

Bom, e quando o veículo é novinho, que acaba de sair da fábrica e precisa ser conduzido até o
Município de destino? Será que ele precisará já estar registrado e licenciado para tanto?

A reposta, no tópico a seguir!

3. O Trânsito de Veículos Novos Antes do Primeiro Registro

Até aqui vimos que o CTB versa, como regra geral, que todos os veículos (com exceção dos de
uso bélico), para transitarem nas vias, devem estar devidamente registrados e licenciados.

Beleza! Mas acontece que há casos em que o veículo precisará transitar nas vias públicas antes
mesmo de ser registrado.

O CTB, em seu art. 132, estabelece que os veículos novos terão sua circulação regulada pelo
CONTRAN durante o trajeto entre a fábrica e o município de destino e que o mesmo acontecerá
com os veículos importados, durante o trajeto entre a alfândega (ou entreposto alfandegário) e o
município de destino.

Essas exceções foram devidamente regulamentadas pela Resolução Contran nº 04/98, já atualizada
pela de Resol. 554/15, e que serão devidamente estudadas em detalhes logo mais adiante me nosso
curso. Por enquanto, basta ficar com a informação do art. 132, tá?

No próximo tópico, estudaremos os casos em que é necessária a expedição de um novo


Certificado de Registro de Veículo.

4. Situações que Exigem Expedição de Novo Registro

O CTB, em seu art. 123, prevê os casos em que o proprietário deverá necessariamente expedir
um novo CRV. De acordo com esse dispositivo , será obrigatória a expedição de novo Certificado
de Registro de Veículo quando:

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Estudaremos cada um deles agora mesmo, mas antes uma informação relevante:

A expedição do novo certificado será comunicada ao órgão executivo de trânsito


que expediu o anterior e ao RENAVAM.

4.1. Transferência de Propriedade

Atualmente é muito comum a compra e venda de veículos. Nestes casos, para que a posse do
veículo se concretize, é necessário que tanto o antigo como o novo proprietário oficializem esse
processo junto ao órgão executivo de trânsito estadual, o DETRAN.

Como então o CTB regulamentou essa obrigação? Podemos afirmar que é uma obrigação mútua
de quem compra e de quem vende, ou apenas de quem vende o veículo?

A resposta:

➢ Para a TRANSFERÊNCIA DE PROPRIEDADE, o legislador exigiu providencias a


serem tomadas tanto por quem vende (ex-proprietário) como por quem

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compra o veículo (novo proprietário).

O CTB regulamenta, em seu art. 123, §1º, que, no caso de transferência de propriedade, o prazo
para o novo proprietário adotar as providências necessárias à efetivação da expedição do novo
Certificado de Registro de Veículo é de 30 dias.

Por sua vez, no seu art. 134, o Código regra que, no caso de transferência de propriedade, o
proprietário antigo deverá encaminhar ao órgão executivo de trânsito do Estado dentro de um
prazo de 30 dias, cópia autenticada do comprovante de transferência de propriedade,
devidamente assinado e datado, sob pena de ter que se responsabilizar solidariamente pelas
penalidades impostas e suas reincidências até a data da comunicação.

Na verdade, estamos diante de uma proteção para ambos os envolvidos na compra. Quem
compra, para ter declarada em definitivo sua posse, deve solicitar ao DETRAN um novo CRV; quem
vende deve também comunicar a venda a esse mesmo DETRAN, a fim de que qualquer
consequência futura de infração cometida pelo novo proprietário não “caia na conta” do antigo.

A figura a seguir representa o que acabamos de comentar:

E atenção, muita atenção (art. 134, parágrafo único):

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O comprovante de transferência de propriedade acima citado poderá ser
substituído por documento eletrônico, na forma regulamentada pelo
CONTRAN.

Ou seja, assim que o CONTRAN regulamentar (ainda estamos aguardando isso acontecer!), o
comprovante de transferência de propriedade terá uma versão eletrônica, que poderá ser utilizada
em substituição à que hoje existe em papel. Mas perceba que o CTB utiliza a expressão "poderá"
e não "deverá", o que acreditamos será uma faculdade do proprietário utilizar uma ou outra.

Vamos ver como ficará a regulamentação assim que ela sair!

Continuemos!

4.2. Mudança de Domicílio ou Residência do Proprietário

Ao mudar de endereço, o proprietário tem a obrigação de comunicar ao DETRAN a referida


mudança ou ainda, a depender da localização do novo endereço, precisará também expedir um
novo CRV.

O quadro a seguir ilustra em síntese quais as obrigações do proprietário com relação ao REGISTRO
e ao LICENCIAMENTO do seu veículo quando da mudança de endereço:

Mudança de O que acontece como o O que acontece com o


Endereço REGISTRO? LICENCIAMENTO?

Continua válido e permanece com o


O proprietário deve informar o
No mesmo mesmo CRLV, pois o veículo permanece
novo endereço no prazo de 30 dias
município no mesmo município onde fora
apenas.
licenciado.

Continua válido e permanece o mesmo


Entre É caso de expedição de novo
CRLV, observando sempre o calendário
Municípios registro (CRV).
do Estado do novo endereço.

Continua válido e permanece o mesmo


É caso de expedição de novo
Entre Estados CRLV, observando sempre o calendário
registro (CRV).
do Estado do novo endereço.

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Entendido?

No próximo tópico, as regras a respeito de alteração de característica do veículo.

4.3. Alteração das Características do Veículo

A regra basilar para esse tópico é a seguinte (art. 98): nenhum proprietário ou responsável poderá,
sem prévia autorização da autoridade competente, fazer ou ordenar que sejam feitas no veículo
modificações de suas características de fábrica.

Primeira pergunta: Quem é essa autoridade competente?

A resposta está na regulamentação dada por Resoluções de CONTRAN que estabelecem ser essa
autoridade competente a mesma responsável pelo registro e licenciamento do veículo, ou seja, o
seu DETRAN de origem.

Pois bem, expedida pelo DETRAN essa autorização, nos casos de fabricação artesanal ou de
modificação de veículo ou, ainda, quando ocorrer substituição de equipamento de segurança
especificado pelo fabricante, será exigido, para licenciamento e registro, Certificado de Segurança
expedido por instituição técnica credenciada por órgão ou entidade de metrologia legal,
conforme norma elaborada pelo CONTRAN.

Enfim, havendo qualquer modificação que altere as características do veículo, um novo CRV deverá
ser expedido em conformidade com o que você acabou de estudar!

E agora, uma paradinha para ver como o assunto foi cobrado:

[MPU - 2010] Julgue os itens a seguir.


O proprietário de veículo tem autonomia de fazer ou de ordenar modificações nas características
de fábrica do seu veículo, desde que, posteriormente, encaminhe à autoridade competente
documento em que seja especificada cada uma das alterações feitas.
Comentário:

25
Olha só! Estamos diante de uma questão de um concurso promovido pela “famigerada” CESPE
/CEBRASPE, para um órgão de grande destaque, o MPU, que você, meu aluno do Estratégia, deve
ter resolvido em milésimos de segundos!
Isso porque você já sabe que nenhuma modificação na característica do veículo poderá ser feita
sem uma prévia autorização do órgão executivo de trânsito competente (art. 98). A assertiva afirma
exatamente o contrário: que a comunicação do proprietário ao órgão deva ser posterior à
mudança na característica do veículo.
Gabarito: Errado

Por fim, a última circunstância que provoca a expedição de novo CRV.

4.4. Mudança de Categoria do Veículo

Se seu veículo é da categoria particular e você deseja mudá-lo para a de aluguel, por exemplo, ou
para outra categoria, será necessária, além dos procedimentos legais, a expedição de um novo
CRV.

Em seu art. 124, o Código exige que, para a expedição do novo Certificado de Registro de Veículo,
serão exigidos os seguintes documentos:

✓ Certificado de Registro de Veículo anterior;


✓ Certificado de Licenciamento Anual (CRLV);
✓ Comprovante de transferência de propriedade, quando for o caso, conforme
modelo e normas estabelecidas pelo CONTRAN;
✓ Certificado de Segurança Veicular (CSV) e de emissão de poluentes e ruído,
quando houver adaptação ou alteração de características do veículo;
✓ Comprovante de procedência e justificativa da propriedade dos componentes e
agregados adaptados ou montados no veículo, quando houver alteração das
características originais de fábrica;
✓ Autorização do Ministério das Relações Exteriores, no caso de veículo da
categoria de missões diplomáticas, de repartições consulares de carreira, de
representações de organismos internacionais e de seus integrantes;
✓ Certidão negativa de roubo ou furto de veículo, expedida no Município do
registro anterior, que poderá ser substituída por informação do RENAVAM;
✓ Comprovante de quitação de débitos relativos a tributos, encargos e multas de
trânsito vinculados ao veículo, independentemente da responsabilidade pelas
infrações cometidas;

26
✓ Comprovante relativo ao cumprimento do disposto no art. 98, quando houver
alteração nas características originais do veículo que afetem a emissão de
poluentes e ruído;
✓ Comprovante de aprovação de inspeção veicular e de poluentes e ruído, quando
for o caso, conforme regulamentações do CONTRAN e do CONAMA.

Certinho?

Seja qual for a situação que enseje a expedição de novo CRV, da regra a seguir você não pode se
esquecer:

➢ NÃO SERÁ EXPEDIDO novo Certificado de Registro de Veículo enquanto houver


débitos fiscais e de multas de trânsito e ambientais, vinculadas ao veículo,
INDEPENDENTEMENTE da responsabilidade pelas infrações cometidas.

Pronto! Mais uma parada, agora para resolvermos questões sobre as situações que ensejam
expedição de novo CRV, assunto que as bancas costumam gostar muito!

[DETRAN/SC – 2011 – Adapt.] Julgue os itens a seguir.


01. Para a expedição do Certificado de Registro de Veículo o órgão executivo de trânsito
consultará o cadastro do RENAVAM e exigirá do proprietário, dentre outros documentos, aquele
fornecido pelo fabricante ou revendedor quando se tratar de veículo importado por membro de
missões diplomáticas, de repartições consulares de carreira, de representações de organismos
internacionais e de seus integrantes.
Comentário:

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Falou em veículo importado por membros de missões diplomáticas, de repartições consulares de
carreira, de representações de organismos internacionais e de seus integrantes, lembre-se logo
de que é o Ministério das Relações Exteriores o responsável por enviar documento para a
expedição do CRV desses veículos. O item fala que se exigirá do proprietário documento
fornecido pelo fabricante ou revendedor.
Gabarito: Errado
02. No caso de transferência de propriedade de veículo, o proprietário antigo deverá encaminhar
ao órgão executivo de trânsito do Estado, dentro de um prazo de trinta dias, cópia autenticada
do comprovante de transferência de propriedade, devidamente assinado e datado, sob pena de
ter que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades impostas e suas reincidências até a
data da comunicação.
Comentário:
Na verdade a questão pede o conhecimento da literalidade do art. 134 do CTB e ela está certinha!
De acordo com esse dispositivo, os itens: no caso de transferência de propriedade de veículo, o
proprietário antigo deverá encaminhar ao órgão executivo de trânsito do Estado, dentro de um
prazo de trinta dias, cópia autenticada do comprovante de transferência de propriedade,
devidamente assinado e datado, sob pena de ter que se responsabilizar solidariamente pelas
penalidades impostas e suas reincidências até a data da comunicação.
Gabarito: Certo
[FUNIVERSA – MOTORISTA – SES/DF – 2011 – Adapt.] Quanto ao registro do veículo, julgue os
itens a seguir.
03. Para a expedição do Certificado de Registro de Veículo, o órgão executivo de trânsito
consultará o cadastro do RENAVAM e exigirá do proprietário a nota fiscal fornecida pelo
fabricante ou revendedor, ou o documento equivalente expedido por autoridade competente,
bem como declaração de domicílio ou residência de órgão municipal ou distrital.
Comentário:
A assertiva item estava bem certinha, até pisar na bola ao afirmar que além de nota fiscal fornecida
pelo fabricante ou revendedor, o proprietário, para a expedição do CRV de seu veículo, terá
também que fornecer declaração de domicílio ou residência de órgão municipal ou distrital. Nada
a ver!
Gabarito: Errado
04. No caso de transferência de propriedade, o prazo para o proprietário adotar as providências
necessárias à efetivação da expedição do novo Certificado de Registro de Veículo é de quinze
dias, mas, nos demais casos, as providências deverão ser imediatas.
Comentário:

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Quinze dias? De forma alguma! Corrigindo: no caso de transferência de propriedade, o prazo para
o proprietário adotar as providências necessárias à efetivação da expedição do novo Certificado
de Registro de Veículo é de 30 dias.
Gabarito: Errado
05. Será obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo quando houver
mudança de categoria.
Comentário
Certinho aqui. Lembrando que além da mudança de categoria, a transferência de propriedade, a
mudança de domicílio ou residência (para outro Estado ou Município) e a alteração das
características dos veículos são outros fatos que ensejam a expedição de novo CRV. (Certo)
Gabarito: Certo
06. Será expedido novo Certificado de Registro de Veículo ainda que haja débitos fiscais e de
multas de trânsito e ambientais, vinculadas ao veículo, se demonstrada a responsabilidade pelas
infrações cometidas vinculadas ao antigo proprietário.
Comentário:
Outra pegadinha boba: afirmar que novo Certificado de Registro poderá ser expedido mesmo
que haja débitos fiscais. De jeito nenhum! Os débitos devem ser todos quitados e os seus
respectivos comprovantes anexados ao resto da documentação exigida.
Gabarito: Errado

[DETRAN/ES - 2010] Julgue os itens a seguir.


O certificado de licenciamento anual é emitido apenas para os veículos automotores cujos
proprietários tenham quitado os respectivos tributos, encargos e multas de trânsito ou ambientais
— se existirem — a ele vinculadas, não importando quem as tenha cometido.
Comentário:
Certíssimo. Nós já revisamos várias vezes aqui a regra descrita na assertiva, que é o que versa o
art. 131 do CTB:
Art. 131. O Certificado de Licenciamento Anual será expedido ao veículo licenciado, vinculado ao
Certificado de Registro, no modelo e especificações estabelecidos pelo CONTRAN.
§ 1º O primeiro licenciamento será feito simultaneamente ao registro.

29
§ 2º O veículo somente será considerado licenciado estando quitados os débitos relativos a tributos,
encargos e multas de trânsito e ambientais, vinculados ao veículo, independentemente da responsabilidade
pelas infrações cometidas.

Gabarito: Certo

A partir do tópico seguinte, faremos uma varredura nas demais regras a respeito de registro e
licenciamento, com outros casos açambarcados pelo CTB!

5. Registro e Licenciamento - Outros Casos

Há diversos casos de registro e licenciamento na legislação de trânsito que fogem à regra geral e
que nos chamam a atenção por terem sido colocados pelo legislador de forma esparsa no Código.
Vejamos cada um deles!

5.1. Registro e Licenciamento dos VEÍCULOS OFICIAIS

De acordo com o §1º do art. 120 do CTB, os órgãos executivos de trânsito dos Estados e do
Distrito Federal (DETRANs) somente registrarão veículos oficiais de propriedade da administração
direta, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de qualquer um dos poderes,
com indicação expressa, por pintura nas portas, do nome, sigla ou logotipo do órgão ou entidade
em cujo nome o veículo será registrado, excetuando-se os veículos de representação e os
previstos no art. 116.

Exemplo:

Essa obrigação é, na verdade, mais um meio de que os cidadãos dispõem para controlar se os
veículos oficiais são cumpridores das normas de trânsito e se estão sendo utilizados devidamente
pelos agentes públicos, uma vez que o logotipo na porta, além de chamar a atenção, é capaz de
identificar a entidade política que é proprietária.

Mas atenção:

30
A regra é aplicável para os veículos oficiais da administração DIRETA. Pressupõe-
se, então, que os da administração INDIRETA não necessitam segui-la.

E não esqueça das exceções previstas: estão de fora da regra os veículos de representação
(Presidente da República, Vice-Presidente e etc.) e os do art. 116, que são os veículos de
propriedade da União, dos Estados e do Distrito Federal, devidamente registrados e licenciados,
os quais, somente quando estritamente usados em serviço reservado de caráter policial, poderão
usar placas particulares, obedecidos os critérios e limites estabelecidos pela legislação que
regulamenta o uso de veículo oficial.

Sigamos!

5.2. Registro e Licenciamento dos VEÍCULOS DE TRAÇÃO

Atenção, muita atenção! Temos aqui regras bem específicas sobre o registro e licenciamento de
veículos de tração e outros de natureza bem especial. Elas constam nos §§4º e 4º-A do art. 114 e
no art. 129-A do CTB e são as seguintes:

Art. 114 (...)

§ 4o Os aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de


qualquer natureza ou a executar trabalhos de construção ou de pavimentação são
sujeitos ao registro na repartição competente, se transitarem em via pública,
dispensados o licenciamento e o emplacamento.

§ 4o-A. Os tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar


maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas, desde que facultados a transitar
em via pública, são sujeitos ao registro único, sem ônus, em cadastro específico do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, acessível aos componentes do
Sistema Nacional de Trânsito.

§ 8o Os veículos artesanais utilizados para trabalho agrícola (jericos), para efeito do


registro de que trata o § 4o-A, ficam dispensados da exigência prevista no art. 106.

(...)

Art. 129-A. O registro dos tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar
ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas será efetuado, sem
ônus, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, diretamente ou
mediante convênio.

31
Apesar de bem parecidas, as regras de registro acima citadas se diferenciam a depender do tipo
de veículo. E aí, para facilitar o seu aprendizado e melhorar o seu entendimento, dividi essas regras
para 02 grupos de veículos, da seguinte forma:

1º Grupo:
aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de qualquer
natureza OU a executar trabalhos de construção ou de pavimentação:

Estes são sujeitos ao registro na repartição competente, se transitarem em via pública,


dispensados o licenciamento e o emplacamento.
2º Grupo:
tratores E demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria
agrícola ou a executar trabalhos agrícolas.

Estes, desde que facultados a transitar em via pública, são sujeitos ao registro ÚNICO,
sem ônus, em cadastro específico do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (MAPA), diretamente ou mediante convênio, acessível aos
componentes do Sistema Nacional de Trânsito.
veículos artesanais utilizados para trabalho agrícola, conhecidos como jericos (figura
abaixo):

32
Estes, para efeito do registro no MAPA, ficam dispensados da exigência prevista no
art. 106 do CTB (a de ter o Certificado de Segurança Veicular!).

Resumo da ópera: os veículos do 2º GRUPO, nos dias de hoje, desde que facultados a transitar
em via pública, precisam ser ter registro ÚNICO no MAPA. Os jericos, para o registro no MAPA,
estão dispensados da apresentação do respectivo Certificado de Segurança Veicular! Já os do 1º
GRUPO são dispensados do licenciamento e do emplacamento e estão sujeitos ao registro na
repartição competente. Que repartição é essa? Não há menção no CTB a ele!

Sigamos!

5.3. Registro e Licenciamento dos VEÍCULOS DE ALUGUEL

Regra bem simples: os veículos de aluguel, destinados ao transporte individual ou coletivo de


passageiros de linhas regulares ou empregados em qualquer serviço remunerado, para registro,
licenciamento e respectivo emplacamento de característica comercial, deverão estar devidamente
autorizados pelo poder público concedente.

Como exemplos e veículos abarcados pela regra estudada nesse tópico, temos os táxis e
os ônibus coletivos de passageiros de linhas regulares. Os proprietários desses veículos
sempre deverão estar previamente autorizados pelo poder público concedente (União,
estados, municípios ou Distrito Federal) a registrá-los e licenciá-los desta forma, pois, se
não houver a concessão, não poderá ser registrado pelo DETRAN e não poderão prestar
os serviços desejados.

➢ Os condutores de aluguel e destinados ao transporte remunerado de pessoas,


para que possam exercer suas atividades, deverão apresentar, PREVIAMENTE,
certidão negativa do registro de distribuição criminal relativamente aos crimes
de HOMICÍDIO, ROUBO, ESTUPRO e CORRUPÇÃO DE MENORES, renovável
a cada 05 anos, junto ao órgão responsável pela respectiva concessão ou
renovação (art. 329).

➢ Se o veículo NÃO FOR da categoria ALUGUEL, não poderá o condutor efetuar

33
TRANSPORTE REMUNERADO DE PESSOAS OU BENS.

Nos dias atuais, o Distrito Federal, por exemplo, enfrenta uma grande problemática por conta do
cada vez mais comum uso de veículos de passeio para o transporte “coletivo” irregular de pessoas,
ou seja, o transporte pirata. Essa conduta, de acordo com o CTB, constitui-se na seguinte infração
de trânsito:

Art. 231. Transitar com o veículo:

(...)

VIII - efetuando transporte remunerado de pessoas ou bens, quando não for licenciado
para esse fim, salvo casos de força maior ou com permissão da autoridade competente:

Infração - GRAVÍSSIMA;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - REMOÇÃO do veículo;

Por falar em veículos de aluguel, trataremos na próxima aula de uma regulamentação específica
para os “mototaxistas” e “motoboys”. Criado em meados dos anos 90, o transporte de pessoas
ou mercadoria se tornou comum nos meios urbanos, sendo este um meio mais barato e ágil em
relação aos outros meios de transporte.

Reservamos uma aula específica para tratar deles. Segura mais um pouquinho aí!

Cabe destacar que a regra estudada nesse tópico não se refere aos veículos que transportam
pessoas por meio de aplicativos de celulares (tipo Uber, 99Pop, Cabify e outros), ok? Esses veículos
não são classificados como veículos de aluguel e, portanto, não estão incluídos na obrigação. Para
eles, aplica-se a Lei nº 13.640/2018, que alterou a Lei nº12.587/12, norma que institui as diretrizes
da Política Nacional de Mobilidade Urbana.

5.4. Registro e Licenciamento de OUTROS VEÍCULOS

Aqui temos um regra super engraçada, aquelas que são feitas “só para inglês ver”! (rsrs)

Segundo estabelece o art. 129 do nosso estimado Código:

34
➢ O REGISTRO e o LICENCIAMENTO dos veículos de propulsão humana e dos
veículos de tração animal obedecerão à regulamentação estabelecida em
legislação municipal do domicílio ou residência de seus proprietários.

Pergunto: as bikes e as charretes do seu município são devidamente registradas no órgãos


competente municipal?

Acho que já sei a resposta: não! E por quê?

Porque são raríssimos os municípios que se estruturaram para tanto e ainda assim, trata-se de um
esforço hercúleo ter registrados e licenciados todos os veículos de tração animal e de propulsão
humana de uma cidade, concorda?

Bom, mas para fins de prova a regra existe e pode ser cobrada! É o que nos interessa!

Importante destacar ainda que na redação original do CTB os ciclomotores também estavam
incluídos na regra, o que, em termos práticos, trazia problemas, pois a esmagadora maioria dos
municípios brasileiros jamais teve regulamentação necessária para o trânsito desses veículos em
suas vias públicas. A Lei nº 13.154/2015 alterou o dispositivo retirando tais veículos da regra. Seria
ainda mais complicado para um município, com tantas outras demandas junto à população,
dispender seu tempo também registrando e licenciando e fiscalizando mais esses tipos de veículos.

Na prática, sempre foram os Estados que licenciavam os ciclomotores por meio dos seus
respectivos DETRANs. O que a Lei nº 13.154/2015 fez foi ajustar tal situação!

Beleza?

E para fecharmos a aula, estudaremos agora as regras sobre a baixa do registro de veículos!

35
6. A Baixa do Registro do Veículo

Vamos agora a umas regrinhas que vira e mexe aparecem em provas de concursos: as referentes
à baixa de veículos.

O que é dar baixa em um veículo?

Dar baixa no veículo, caro aluno, significa basicamente retirá-lo em definitivo de circulação. E isso
acontece pelos mais variados motivos, determinados em algumas das Resoluções do CONTRAN,
tais como:

✓ veículo irrecuperável;
✓ veículo definitivamente desmontado;
✓ sinistrado com laudo de perda total;
✓ vendido ou leiloado como sucata.

Para essa nossa aula, o que interessa saber é o que vem disposto no art. 126 do CTB.

Segundo esse dispositivo, o proprietário de veículo irrecuperável, ou definitivamente


desmontado, deverá requerer a baixa do registro, no prazo e forma estabelecidos pelo Contran,
sendo vedada a remontagem do veículo sobre o mesmo chassi, de forma a manter o registro
anterior.

Agora, atenção:

A obrigação de dar baixa no veículo passa a ser da companhia seguradora ou do


adquirente do veículo destinado à desmontagem (donos de sucatas), quando
estes o sucederem.

Quando o veículo estiver coberto por seguro total e for envolvido em acidente de trânsito que o
torne irrecuperável, a seguradora, que sucederá ao proprietário, assumirá esta obrigação, bem
como o adquirente de veículo destinado à desmontagem.

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E se houver desrespeito a essa regra, o que acontece?

Eis a resposta:

Art. 240. Deixar o responsável de promover a baixa do registro de veículo irrecuperável


ou definitivamente desmontado:

Infração - grave;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - Recolhimento do Certificado de Registro e do Certificado de


Licenciamento Anual.

E atenção:

Da mesma forma, é vedada a utilização do mesmo chassi para a remontagem do


veículo, de forma a manter o registro anterior. Isso é para evitar que estelionatários utilizem
veículos em tais condições para, após furtarem outro com as mesmas características, procurem
esquentar o veículo, legalizando-o.

O DETRAN deve observar que a baixa de registro do veículo somente será autorizada mediante
quitação de débitos fiscais e de multas de trânsito e ambientais, vinculadas ao veículo,
independentemente da responsabilidade pelas infrações cometidas.

O órgão executivo de trânsito competente (DETRAN) só efetuará a baixa do


registro após prévia consulta ao cadastro do RENAVAM.

Pronto. Sobre o registro e o licenciamento de veículo, estudamos aqui tudo o que você precisa
saber para a sua prova!

Vamos encerrar a aula com questões adicionais para reforçar o aprendizado!

37
QUESTÕES COMENTADAS

1. [PRÓ-MUNICÍPIO - AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. JARDIM/CE – 2016 – Adapt.]


Acerca do Licenciamento de veículos, julgue os itens subsecutivos.
Todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou semirreboque, para transitar na via,
deverá ser licenciado somente uma vez pelo órgão executivo de trânsito do Estado, ou do Distrito
Federal, onde estiver registrado o veículo.

Comentário:

Somente uma vez não! Segundo o que dispõe o CTB em seu art. 130, todo veículo automotor,
elétrico, articulado, reboque ou semirreboque, para transitar na via, deverá ser licenciado
anualmente somente uma vez pelo órgão executivo de trânsito do Estado, ou do Distrito Federal,
onde estiver registrado o veículo; (Errado)

Gabarito: E

2. [PRÓ-MUNICÍPIO - AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. JARDIM/CE – 2016 – Adapt.]


O Licenciamento não se aplica a veículo de uso bélico.

Comentário:

Exatamente! Nem o registro e nem o licenciamento se aplicam a veículo de uso bélico (art. 120,
§2º c/c art. 130, §3º).

Gabarito: C

3. [PRÓ-MUNICÍPIO - AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. JARDIM/CE – 2016 – Adapt.]


No caso de transferência de residência ou domicílio, é válido, durante o exercício, o licenciamento
de origem.

Comentário:

Verdade! No caso de transferência de residência ou domicílio, é válido, durante o exercício, o


licenciamento de origem (art. 130, §2º).

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Gabarito: C

4. [PRÓ-MUNICÍPIO - AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. JARDIM/CE – 2016 – Adapt.]


Ao licenciar o veículo, o proprietário deverá comprovar sua aprovação nas inspeções de segurança
veicular e de controle de emissões de gases poluentes e de ruído.

Comentário:

Exato e é o que dispõe o art. 131, em seu §3º: ao licenciar o veículo, o proprietário deverá
comprovar sua aprovação nas inspeções de segurança veicular e de controle de emissões de gases
poluentes e de ruído.

Gabarito: C

5. [PRÓ-MUNICÍPIO - AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. JARDIM/CE – 2016 – Adapt.]

No caso de transferência de propriedade, o proprietário antigo deverá encaminhar imediatamente


ao órgão executivo de trânsito do Estado, cópia autenticada do comprovante de transferência de
propriedade, devidamente assinado e datado, sob pena de ter que se responsabilizar
subsidiariamente pelas penalidades impostas e suas reincidências até a data da comunicação.

Comentário:

Muito cuidado aqui, pois há erros na assertiva! Vamos corrigi-la à luz do que dispõe o art. 134 do
CTB: no caso de transferência de propriedade, o proprietário antigo deverá encaminhar ao órgão
executivo de trânsito do Estado dentro de um prazo de trinta dias, cópia autenticada do
comprovante de transferência de propriedade, devidamente assinado e datado, sob pena de ter
que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades impostas e suas reincidências até a data
da comunicação. Não esqueça, ok?

Gabarito: E

6. [AOCP – AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. JUIZ DE FORA – 2016]


De acordo com as exigências do Art. 123 do Código de Trânsito Brasileiro, será obrigatória a
expedição de novo Certificado de Registro de Veículo, quando for transferida a propriedade; o
proprietário mudar o Município de domicílio ou residência; o veículo sofrer acidente de grande
monta; e for alterada qualquer característica do veículo.

Comentário:

Essa você deve ter respondido num piscar de olhos, não é verdade?! De acordo com o art. 123 do
CTB:

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Como se pode ver, ter sofrido acidente de grande monta não é situação que enseje
expedição de novo CRV!

Gabarito: E

7. [FUNECE – ASSISTENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/CE – 2018]


Será obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo quando o proprietário
mudar o município em que trabalha; for transferida a propriedade; forem alteradas todas as
características do veículo; e não houver mudança de categoria.

Comentário:

Não nos custa revisar! Em seu art. 123, o CTB assim estabelece:

Art. 123. Será obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo


quando:

I - for transferida a propriedade;

II - o proprietário mudar o Município de domicílio ou residência;

III - for alterada qualquer característica do veículo;

IV - houver mudança de categoria.

Gabarito: E

8. [FUNECE – ASSISTENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


No que diz respeito ao licenciamento de veículos, julgue os itens a seguir.

40
O veículo somente será considerado licenciado estando quitados os débitos relativos a tributos,
encargos e multas de trânsito e ambientais, vinculados ao veículo, independentemente da
responsabilidade pelas infrações cometidas.

Comentário:

Certinho! O veículo somente será considerado licenciado estando quitados os débitos relativos a
tributos, encargos e multas de trânsito e ambientais, vinculados ao veículo, independentemente
da responsabilidade pelas infrações cometidas. (art. 131, §1º)

Gabarito: C

9. [FUNECE – ASSISTENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


Todo veículo automotor, elétrico, articulado, bélico, reboque ou semirreboque, para transitar na
via, deverá ser licenciado anualmente pelo órgão executivo de trânsito do Estado, ou do Distrito
Federal, onde estiver registrado o veículo.

Comentário:

Não, não! Todo veículo automotor, elétrico, articulado, bélico, reboque ou semirreboque, para
transitar na via, deverá ser licenciado anualmente pelo órgão executivo de trânsito do Estado, ou
do Distrito Federal, onde estiver registrado o veículo. Os veículos bélicos não entram, na regra!
(art. 120, caput e §2º)

Gabarito: E

10. [FUNECE – ASSISTENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


O primeiro licenciamento será feito apenas após o registro.

Comentário:

Errado. O primeiro licenciamento será feito simultaneamente apenas após ao registro. (art. 131,
§1º)

Gabarito: E

11. [FUNECE – ASSISTENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


Os veículos novos estão sujeitos ao licenciamento e terão sua circulação regulada pelo CONTRAN
durante o trajeto entre a fábrica e o Município de destino.

Comentário:

41
Corrigindo: os veículos novos NÃO estão sujeitos ao licenciamento e terão sua circulação regulada
pelo CONTRAN durante o trajeto entre a fábrica e o Município de destino. (art. 132)

Gabarito: E

12. [IDECAN – MOTORISTA - CRF/SP – 2018 – Adapt.]


Quanto ao registro de veículos, analise as afirmativas a seguir.
I. O fabricante do veículo, antes de comercializá-lo, deve prestar informações sobre o chassi ao
RENAVAM antes da comercialização.
II. As informações sobre o monobloco e os agregados devem ser prestadas ao RENAVAM, quando
do primeiro emplacamento.
III. O órgão alfandegário deverá informar ao RENAVAM os dados do chassi do veículo importado,
mesmo sendo importado por pessoa jurídica.
IV. Quando um veículo é registrado, o órgão executivo de trânsito responsável deverá comunicar
o registro ao RENAVAM.
Estão corretas apenas as afirmativas I e IV.

Comentário:

I - Certo. O fabricante do veículo, antes de comercializá-lo, deve prestar informações sobre o


chassi ao RENAVAM antes da comercialização. (art. 125, I)

II – Errado. As informações sobre o monobloco e os agregados devem ser prestadas ao


RENAVAM, antes da comercialização.

III – Errado. As informações sobre o chassi, o monobloco, os agregados e as características


originais do veículo deverão ser prestadas ao RENAVAM pelo importador, no caso de veículo
importado por pessoa jurídica. (art. 125, III)

IV – Certo. Parágrafo único. As informações recebidas pelo RENAVAM serão repassadas ao órgão
executivo de trânsito responsável pelo registro, devendo este comunicar ao RENAVAM, tão logo
seja o veículo registrado (art. 125, parágrafo único).

Logo, de fato estão corretas apenas as afirmativas I e IV.

Gabarito: C

13. [IDECAN – MOTORISTA - CRF/SP – 2018 – Adapt.]


Quanto ao licenciamento de veículos, analise as afirmativas a seguir.
I. O primeiro licenciamento deverá ser solicitado em até trinta dias após o registro do veículo.

42
II. O veículo somente será considerado licenciado estando quitados os débitos relativos a tributos,
encargos e multas de trânsito e ambientais, vinculados ao veículo, independentemente da
responsabilidade pelas infrações cometidas.
III. Ao licenciar o veículo, o proprietário deverá comprovar sua aprovação nas inspeções de
segurança veicular e de controle de emissões de gases poluentes e de ruído.
IV. Os veículos novos deverão receber um licenciamento provisório que deverá ser solicitado junto
ao órgão executivo de trânsito que será responsável pelo seu registro.
Estão corretas apenas as afirmativas II e III.

Comentário:

I – Errado. O primeiro licenciamento será feito simultaneamente ao registro. (art. 131, §1º)

II – Certo. O veículo somente será considerado licenciado estando quitados os débitos relativos a
tributos, encargos e multas de trânsito e ambientais, vinculados ao veículo, independentemente
da responsabilidade pelas infrações cometidas. (art. 313, §2º)

III – Certo. Ao licenciar o veículo, o proprietário deverá comprovar sua aprovação nas inspeções
de segurança veicular e de controle de emissões de gases poluentes e de ruído. (art. 131, §3º)

IV - Errado. Os veículos novos não estão sujeitos ao licenciamento e terão sua circulação regulada
pelo CONTRAN durante o trajeto entre a fábrica e o Município de destino. (art. 132)

De fato estão corretas apenas as afirmativas II e III.

Gabarito: C

14. [CESGRANRIO – MOTORISTA – LIQUIGÁS – 2018]


Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, NÃO será obrigatória a expedição de novo Certificado
de Registro de Veículo, quando houver
(A) alteração de qualquer característica do veículo
(B) mudança de categoria do veículo
(C) mudança de município de domicílio do proprietário do veículo
(D) ocorrência de um grave acidente com o veículo
(E) transferência de propriedade do veículo

Comentário:

Segundo o que estabelece o art. 123 do CTB:

43
Art. 123. Será obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo
quando:

I - for transferida a propriedade;

II - o proprietário mudar o Município de domicílio ou residência;

III - for alterada qualquer característica do veículo;

IV - houver mudança de categoria.

Como se pode ver, NÃO será obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo,
quando houver ocorrência de um grave acidente com o veículo.

Gabarito: D

15. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2020]


Desde que facultados a transitar em via pública, são sujeitos ao registro único, sem ônus, em
cadastro específico do Ministério do Desenvolvimento Agrário, acessível aos componentes do
Sistema Nacional de Trânsito, os tratores, os aparelhos automotores destinados a puxar ou a
arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas, de construção ou de pavimentação.

Comentário:

Muito cuidado com a leitura rápida! Lembre-se que dividi as regras de registro e licenciamento
para os veículos de tração em 02 grupos de veículos! A questão trata daquele que chamamos de
2º grupo. Vamos revisá-lo:

Portanto, são os tratores e os aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria


agrícola ou a executar trabalhos agrícolas os representantes desse grupo. Os destinados a
executar trabalhos de construção ou de pavimentação serão registrados em órgão competente,
se transitarem em via pública, e o CTB não expressamente cita que órgão é esse tal caso!

44
Gabarito: E

16. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


Com fundamento nas normas contidas no Código de Trânsito Brasileiro – CTB –, julgue os itens a
seguir.
Salvo em casos de emergência, a autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via avisará a
comunidade, por intermédio dos meios de comunicação social, com vinte e quatro horas de
antecedência, de qualquer interdição da via, indicando-se os caminhos alternativos a serem
utilizados.

Comentário:

Salvo em casos de emergência, a autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via avisará a
comunidade, por intermédio dos meios de comunicação social, com quarenta e oito vinte e quatro
horas de antecedência, de qualquer interdição da via, indicando-se os caminhos alternativos a
serem utilizados. (art. 95, §2º)

Gabarito: E

17. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


É proibida, em qualquer caso, a utilização das ondulações transversais e de sonorizadores como
redutores de velocidade.

Comentário:

Corrigindo: é proibida, em qualquer caso, a utilização das ondulações transversais e de


sonorizadores como redutores de velocidade, salvo em casos especiais definidos pelo órgão ou
entidade competente, nos padrões e critérios estabelecidos pelo CONTRAN. (art. 94, § único)

Gabarito: E

18. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


Nenhum projeto de edificação que possa transformar-se em polo atrativo de trânsito poderá ser
aprovado sem prévia anuência do órgão ou entidade com circunscrição sobre a via e sem que do
projeto conste área para estacionamento e indicação das vias de acesso adequadas.

Comentário:

Agora sim um certinha! De acordo com o art. 93 do CTB, nenhum projeto de edificação que possa
transformar-se em polo atrativo de trânsito poderá ser aprovado sem prévia anuência do órgão
ou entidade com circunscrição sobre a via e sem que do projeto conste área para estacionamento
e indicação das vias de acesso adequadas.

45
Gabarito: C

19. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


Nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e
pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem comunicação prévia ao órgão ou
entidade de trânsito com circunscrição sobre a via.

Comentário:

Uma pegadinha do malando aqui! Atenção: nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou
interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será
iniciada sem permissão comunicação prévia ao órgão ou entidade de trânsito com circunscrição
sobre a via. (art. 95)

Gabarito: E

20. [FADESP – AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. MOCAJUBA/PA – 2019 - Adapt.]


Sobre o registro de veículos, julgue os itens subsecutivos.
Os veículos de reboque são isentos de registro perante o órgão executivo de trânsito Estadual ou
do Distrito Federal.

Comentário:

Não, não! Todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou semirreboque, para transitar
na via, deverá ser licenciado anualmente pelo órgão executivo de trânsito do Estado, ou do Distrito
Federal, onde estiver registrado o veículo (art. 120, caput).

Gabarito: E

21. [FADESP – AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. MOCAJUBA/PA – 2019 - Adapt.]


É obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo, quando houver mudança
de categoria do veículo.

Comentário:

Certo, pois você já está cansado de saber que de fato é obrigatória a expedição de novo
Certificado de Registro de Veículo, quando houver mudança de categoria do veículo.

Gabarito: C

46
22. [FADESP – AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. MOCAJUBA/PA – 2019 - Adapt.]
O proprietário tem o prazo de sessenta dias para comunicar a mudança de endereço no mesmo
município e fazer o novo licenciamento.

Comentário:

Essa você não tem o direito de errar! O proprietário tem o prazo de trinta sessenta dias para
comunicar a mudança de endereço no mesmo município e fazer o novo licenciamento.

Gabarito: E

23. [FADESP – AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. MOCAJUBA/PA – 2019 - Adapt.]


As informações sobre o chassi, o monobloco e as características originais do veículo deverão ser
prestadas ao RENAVAM.

Comentário:

Verdadeiríssimo! As informações sobre o chassi, o monobloco e as características originais do


veículo deverão ser prestadas ao RENAVAM (art. 125).

Gabarito: C

24. [FGV – AGENTE DE TRÂNSITO E TRANSPORTE – PREF. SALVADOR/BA- 2019]


De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, é obrigatória a expedição de novo Certificado de
Registro de Veículo (CRV) quando o proprietário muda de domicílio ou residência. Quando essas
mudanças ocorrem no mesmo Município, o proprietário deve comunicá-las ao órgão executivo de
trânsito do Estado, para fins de alteração do CRV, no prazo de 30 dias.

Comentário:

Erradíssimo! A resposta está no art. 123, parágrafo 2º:

§ 2º No caso de transferência de domicílio ou residência no mesmo Município, o


proprietário comunicará o novo endereço num prazo de trinta dias e aguardará o novo
licenciamento para alterar o Certificado de Licenciamento Anual.

Gabarito: E

25. FGV – GUARDA CIVIL MUNICIPAL – PREF. SALVADOR/BA – 2019]


Com relação à obrigatoriedade de expedição de um novo Certificado de Registro para um Veículo
(CRV), analise as afirmativas a seguir.
I. É necessária a expedição de novo CRV quando for alterada qualquer característica do veículo.

47
II. No caso de transferência de propriedade do veículo, o prazo para o proprietário adotar as
providências necessárias para efetivação de novo CRV é de 45 dias.
III. Para a expedição de novo CRV, é exigido o Certificado de Licenciamento Anual do veículo.
Está correto o que se afirma em II e III, apenas.

Comentário:

As assertivas I e III estão corretas, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Confira:

Art. 123. Será obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo


quando:

III - for alterada qualquer característica do veículo;

Art. 124. Para a expedição do novo Certificado de Registro de Veículo serão exigidos
os seguintes documentos:

II - Certificado de Licenciamento Anual;

Apenas a alternativa II está em desacordo com o texto do CTB, conforme o art. 123, parágrafo 2º:

§ 2º No caso de transferência de domicílio ou residência no mesmo Município, o


proprietário comunicará o novo endereço num prazo de 30 dias e aguardará o novo
licenciamento para alterar o Certificado de Licenciamento Anual.

Assim, erra a assertiva ao afirmar que estão corretos os itens II e III.

Gabarito: E

26. [FCC – OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO – DETRAN/SP - 2019]


O registro dos tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar
maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas será efetuado, sem ônus, de acordo com a
regulamentação estabelecida em legislação estadual do domicílio ou residência de seus
proprietários.

Comentário:1

Não foi isso que aqui aprendemos! A resposta correta está no art. 129-A, do CTB, abaixo:

Art. 129-A. O registro dos tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar
ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas será efetuado, sem
ônus, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, diretamente ou
mediante convênio.

48
Gabarito: E

27. [FCC – OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO – DETRAN/SP - 2019]


No caso de transferência de propriedade, o prazo para o proprietário do veículo automotor adotar
as providências necessárias à efetivação da expedição do novo Certificado de Registro de Veículo
é de I__ dias. No caso de transferência de domicílio ou residência no mesmo município, o
proprietário do veículo comunicará o novo endereço em um prazo de II__ dias e aguardará o novo
licenciamento para alterar o Certificado de Licenciamento Anual.
Preenche corretamente as lacunas I e II o que consta, respectivamente, em
(A) 30; 60
(B) 30; 30
(C) 15; 30
(D) 15; 15
(E) 60; 60.

Comentário:

A resposta correta está no art. 123, parágrafo 1º e 2º, do CTB:

§ 1º No caso de transferência de propriedade, o prazo para o proprietário adotar as


providências necessárias à efetivação da expedição do novo Certificado de Registro de
Veículo é de trinta dias, sendo que nos demais casos as providências deverão ser
imediatas.

§ 2º No caso de transferência de domicílio ou residência no mesmo Município, o


proprietário comunicará o novo endereço num prazo de trinta dias e aguardará o novo
licenciamento para alterar o Certificado de Licenciamento Anual.

Gabarito: B

As nossas próximas questões da aula não são do CESPE/CEBRASPE, mas foram aplicadas em
prova PRF e, por isso, devem ser muito bem valorizadas!

São elas:

49
28. [FUNRIO – POLICIAL RODOVIARIO FEDERAL – PRF – 2009]
O Certificado de Registro de Veículo (CRV) é documento obrigatório para proprietários de veículos
automotores. A expedição de novo CRV deverá ser imediata quando
(A) ocorrer mudança de endereço no mesmo município.
(B) se alterar qualquer característica do veículo.
(C) houver transferência de propriedade.
(D) se extraviar nota fiscal fornecida pelo fabricante.
(E) da quitação de multas de trânsito.

Comentário:

Muda a organizadora, mas não muda a forma como as bancas cobram o assunto. A questão é de
um concurso para a PRF, de nível superior, mas quer de você apenas o conhecimento básico das
situações que exigem a expedição de novo CRV. Só quero que você preste bastante atenção que,
apesar de simples, ela pede que você marque a opção que exige a expedição imediata de um
novo CRV. Aos itens:

Item A – Se ocorrer mudança no mesmo município, não há a necessidade de se expedir um novo


CRV. (Errado)

Item B - Havendo qualquer modificação que altere as características do veículo, o proprietário


deve o mais rápido possível levar ao DETRAN a documentação que comprove a alteração da
característica do veículo para que o referido órgão providencie imediatamente a expedição de um
novo CRV. (Certo)

Item C - Apesar da transferência de propriedade do veículo ser um dos casos que exigem a
expedição de um novo CRV, o CTB permite ao novo proprietário um prazo de 30 dias para que
ele se dirija ao DETRAN e apresente o comprovante de transferência de propriedade devidamente
assinado e datado por ele e pelo proprietário anterior. (Errado)

Item D - Esse não é um dos casos regulamentados pelo CTB para a expedição de novo CRV.
Invenção da banca. (Errado)

Item E - O fato de quitar multas de trânsito não nos leva à obrigatoriedade de expedição de novo
CRV. (Errado)

Gabarito: B

29. [FUNRIO – POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL – DPRF – 2009]


O CONTRAN estabelecerá as normas e regulamentos a serem adotados em todo o território
nacional quando da implementação das soluções adotadas pela Engenharia de Tráfego, assim

50
como padrões a serem praticados por todos os órgãos e entidades do Sistema Nacional de
Trânsito. Julgue os itens a seguir sobre engenharia de tráfego, operação, fiscalização e
policiamento ostensivo de trânsito.
(A) qualquer obstáculo à livre circulação e à segurança de veículos e pedestres, tanto na via quanto
na calçada, caso não possa ser retirado, deve ser devida e imediatamente sinalizado, sendo
proibida a utilização das ondulações transversais e de sonorizadores como redutores de
velocidade, independente de casos especiais definidos pelo órgão ou entidade competente, nos
padrões e critérios estabelecidos pelo DETRAN.
(B) nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e
pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia do órgão ou
entidade de trânsito com circunscrição sobre a via, salvo se autorizada por decreto do poder
executivo da localidade.
(C) a obrigação de sinalizar é do responsável pela execução ou manutenção da obra ou do evento,
juntamente com a polícia militar e a guarda municipal.
(D) nenhum projeto de edificação que possa transformar-se em polo atrativo de trânsito poderá
ser aprovado sem prévia anuência do órgão ou entidade com circunscrição sobre a via e sem que
do projeto conste área para estacionamento e indicação das vias de acesso adequadas.
(E) obrigatoriamente a autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via avisará a comunidade,
por intermédio dos meios de comunicação social, sempre com quarenta e oito horas de
antecedência, de qualquer interdição da via, indicando-se os caminhos alternativos a serem
utilizados.

Comentário:

Item A – O início da assertiva está correto, segundo o que consta no caput do art. 94: qualquer
obstáculo à livre circulação e à segurança de veículos e pedestres, tanto na via quanto na calçada,
caso não possa ser retirado, deve ser devida e imediatamente sinalizado. No entanto, cuidado! É
proibida a utilização das ondulações transversais e de sonorizadores como redutores de
velocidade, independente de casos especiais definidos pelo órgão ou entidade competente, mas
nos padrões e critérios estabelecidos pelo CONTRAN DETRAN. (Errado)

Item B – Não há essa ressalvada trazida no final da afirmativa. Corrigindo (art. 95, caput): nenhuma
obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e pedestres, ou
colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia do órgão ou entidade de
trânsito com circunscrição sobre a via, salvo se autorizada por decreto do poder executivo da
localidade. (Errado)

Item C – Vamos corrigir mais uma afirmação maluca (art. 95, §1º): a obrigação de sinalizar é do
responsável pela execução ou manutenção da obra ou do evento. E ponto final! (Errado)

51
Item D – Certinho, agora! De acordo com o art. 93 do CTB, nenhum projeto de edificação que
possa transformar-se em polo atrativo de trânsito poderá ser aprovado sem prévia anuência do
órgão ou entidade com circunscrição sobre a via e sem que do projeto conste área para
estacionamento e indicação das vias de acesso adequadas.

Item E – Muito cuidado com a leitura rápida! Não é obrigatoriamente que a autoridade de trânsito
com circunscrição sobre a via avisará a comunidade, por intermédio dos meios de comunicação
social, sempre com quarenta e oito horas de antecedência, de qualquer interdição da via,
indicando-se os caminhos alternativos a serem utilizados. Nos casos de emergência ela não terá
essa obrigação!

Gabarito: D

E pra fecharmos com chave-de-ouro, como temos feito nas aulas anteriores, seguem as questões
da nossa estimada banca:

30. [CESPE /CEBRASPE – POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL – 2002]


Considere a seguinte situação hipotética:
Após a aprovação de Gil em concurso vestibular para ingresso na Universidade Federal de Minas
Gerais, seus pais quiseram presenteá-lo com um automóvel. Dirigiram-se, então, ao órgão
executivo de trânsito competente, objetivando efetivar a troca da placa do veículo usado que
haviam adquirido. Foram informados, então, que a placa iniciada pelas letras GIL, seguida dos
números correspondentes ao ano do nascimento do filho, não estava mais afeta a um veículo em
circulação, já que, em decorrência da destruição havida em acidente, fora dada baixa no respectivo
registro. Nessa situação, mesmo com a baixa do registro anterior, não será possível atender à
solicitação dos pais de Gil.

Comentário:

Vamos revisar o art. 115, §1º, do CTB:

Art. 115. (...)

§ 1º Os caracteres das placas serão individualizados para cada veículo e o


acompanharão até a baixa do registro, sendo vedado seu reaproveitamento.

52
Caro aluno, a informação contida no parágrafo acima responde a todo o floreado da nossa
questão. O que você precisa ter em mente e nunca esquecer é que não importa que numeração
e que placa seja do veículo. Quando por qualquer motivo for dada a baixa do registro de um
veículo, os caracteres da sua placa jamais poderão ser reaproveitados para outro veículo.

Gabarito: C

31. [CESPE /CEBRASPE – POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL – 2004]


Considere a seguinte situação hipotética:
Um motorista conduzia um veículo automotor sem o comprovante de pagamento do Seguro
Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).
Ao ser abordado por um agente de trânsito, portava a CNH, o Certificado de Registro e
Licenciamento Anual (CRLV) e o comprovante do pagamento atualizado do Imposto Sobre
Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Nessa situação, o motorista terá praticado uma
infração de trânsito de natureza leve e estará sujeito à penalidade de multa, além da retenção do
veículo até a apresentação do documento, como medida administrativa.

Comentário:

Essa você deve ter respondido num piscar de olhos! Você já está cansado de saber que os
comprovantes de DPVAT e de IPVA não são documentos de porte obrigatório para condutores
de veículos e que a presença ou ausência deles na situação hipotética da questão não fazia
diferença alguma. Se condutor apresentou sua CNH e o CRLV do veículo, qual infração cometeu?
Nenhuma, pois ele portava corretamente documentos obrigatórios considerados pela Resolução
nº 205/06.

Gabarito: E

32. [CESPE /CEBRASPE – POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL – 2004]


Todo veículo deve ser registrado perante órgão executivo de trânsito do estado ou do Distrito
Federal. Para obter o Certificado de Registro de Veículo (CRV), é preciso estar com o carro em
ordem e submetê-lo a vistorias obrigatórias. No tocante à expedição do CRV e de outros
certificados, julgue os itens seguintes.
Ao ser transferida a propriedade do veículo, o CRV acompanha o veículo, segundo a regra de que
o acessório segue o principal.

Comentário:

Atenção: ao ser transferida a propriedade do veículo, o CRV não acompanha o veículo porque
novo CRV deve ser emitido. Não tem essa de que o acessório segue o principal.

Gabarito: E

53
33. [CESPE /CEBRASPE – POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL – 2004]
É obrigatória, para a expedição do CRV, a apresentação da nota fiscal fornecida pelo fabricante
ou revendedor, ou documento equivalente, expedido por autoridade competente.

Comentário:

Até o CESPE /CEBRASPE gosta da letra da lei! Aqui temos certinho o regulamentado pelo art.
122, inciso I do CTB.

Gabarito: C

34. [CESPE /CEBRASPE – POLÍCIA RODOVIARIA FEDERAL – 2008]


Josué perdeu o CLRV de seu veículo e dirigiu-se ao departamento de trânsito do seu estado em
busca da emissão de um novo documento de registro e licenciamento. Diante dessa situação
hipotética, assinale a opção correta.
(A) O CRLV, juntamente com a CNH, é documento de porte obrigatório do condutor, razão pela
qual Josué agiu corretamente ao procurar o departamento de trânsito estadual para resolver a
situação.
(B) Não será possível a expedição de uma via original do CRLV, diante da solicitação de Josué, o
qual deverá utilizar uma cópia autenticada pelo departamento de trânsito.
(C) A expedição de documento hábil, ainda que provisório, que permita a Josué dirigir o seu
veículo deve ser efetivada pelo órgão de trânsito em 48 horas.
(D) Se Josué vier a dirigir seu veículo sem o CRLV, cometerá uma infração de trânsito média.
(E) Caso Josué dirija o veículo sem o CRLV, ficará sujeito ao pagamento da penalidade de multa,
mas não estará sujeito à retenção do veículo.

Comentário:

Item A - Perfeito! O item explica direitinho a conduta de José. (Certo)

Item B - Todas as bancas vão citar a cópia autenticada como uma possibilidade legal de uso como
documento obrigatório. E contra essa afirmação, estou certo de que você já está vacinado!
(Errado)

Item C - Não existe previsão no CTB, em especial no seu Capítulo XI, quando dispões sobre o
Registro de Veículos. (Errado)

Item D – Errado! Se Josué vier a dirigir seu veículo sem o CRLV, cometerá uma infração de trânsito
média. Veja o que diz o art. 232 do CTB:

54
Art. 232. Conduzir veículo sem os documentos de porte obrigatório referidos
neste Código:

Infração - leve;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - retenção do veículo até a apresentação do documento.

Item E – É só comparar com o que diz o art. 232 acima. É claro que a medida administrativa cabível
será a de retenção do veículo. (Errado)

Gabarito: A

***

55
LISTA DE QUESTÕES

1. [PRÓ-MUNICÍPIO - AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. JARDIM/CE – 2016 – Adapt.] Acerca do


Licenciamento de veículos, julgue os itens subsecutivos.
Todo veículo automotor, elétrico, articulado, reboque ou semirreboque, para transitar na via,
deverá ser licenciado somente uma vez pelo órgão executivo de trânsito do Estado, ou do Distrito
Federal, onde estiver registrado o veículo.

2. [PRÓ-MUNICÍPIO - AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. JARDIM/CE – 2016 – Adapt.]


O Licenciamento não se aplica a veículo de uso bélico.

3. [PRÓ-MUNICÍPIO - AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. JARDIM/CE – 2016 – Adapt.]


No caso de transferência de residência ou domicílio, é válido, durante o exercício, o licenciamento
de origem.

4. [PRÓ-MUNICÍPIO - AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. JARDIM/CE – 2016 – Adapt.]


Ao licenciar o veículo, o proprietário deverá comprovar sua aprovação nas inspeções de segurança
veicular e de controle de emissões de gases poluentes e de ruído.

5. [PRÓ-MUNICÍPIO - AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. JARDIM/CE – 2016 – Adapt.]

No caso de transferência de propriedade, o proprietário antigo deverá encaminhar imediatamente


ao órgão executivo de trânsito do Estado, cópia autenticada do comprovante de transferência de
propriedade, devidamente assinado e datado, sob pena de ter que se responsabilizar
subsidiariamente pelas penalidades impostas e suas reincidências até a data da comunicação.

6. [AOCP – AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. JUIZ DE FORA – 2016]


De acordo com as exigências do Art. 123 do Código de Trânsito Brasileiro, será obrigatória a
expedição de novo Certificado de Registro de Veículo, quando for transferida a propriedade; o
proprietário mudar o Município de domicílio ou residência; o veículo sofrer acidente de grande
monta; e for alterada qualquer característica do veículo.

56
7. [FUNECE – ASSISTENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/CE – 2018 - Adapt.]
Será obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo quando o proprietário
mudar o município em que trabalha; for transferida a propriedade; forem alteradas todas as
características do veículo; e não houver mudança de categoria.

8. [FUNECE – ASSISTENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


No que diz respeito ao licenciamento de veículos, julgue os itens a seguir.

O veículo somente será considerado licenciado estando quitados os débitos relativos a tributos,
encargos e multas de trânsito e ambientais, vinculados ao veículo, independentemente da
responsabilidade pelas infrações cometidas.

9. [FUNECE – ASSISTENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


Todo veículo automotor, elétrico, articulado, bélico, reboque ou semirreboque, para transitar na
via, deverá ser licenciado anualmente pelo órgão executivo de trânsito do Estado, ou do Distrito
Federal, onde estiver registrado o veículo.

10. [FUNECE – ASSISTENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


O primeiro licenciamento será feito apenas após o registro.

11. [FUNECE – ASSISTENTE DE TRÂNSITO – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


Os veículos novos estão sujeitos ao licenciamento e terão sua circulação regulada pelo CONTRAN
durante o trajeto entre a fábrica e o Município de destino.

12. [IDECAN – MOTORISTA - CRF/SP – 2018 – Adapt.]


Quanto ao registro de veículos, analise as afirmativas a seguir.
I. O fabricante do veículo, antes de comercializá-lo, deve prestar informações sobre o chassi ao
RENAVAM antes da comercialização.
II. As informações sobre o monobloco e os agregados devem ser prestadas ao RENAVAM, quando
do primeiro emplacamento.
III. O órgão alfandegário deverá informar ao RENAVAM os dados do chassi do veículo importado,
mesmo sendo importado por pessoa jurídica.
IV. Quando um veículo é registrado, o órgão executivo de trânsito responsável deverá comunicar
o registro ao RENAVAM.
Estão corretas apenas as afirmativas I e IV.

57
13. [IDECAN – MOTORISTA - CRF/SP – 2018 – Adapt.]
Quanto ao licenciamento de veículos, analise as afirmativas a seguir.
I. O primeiro licenciamento deverá ser solicitado em até trinta dias após o registro do veículo.
II. O veículo somente será considerado licenciado estando quitados os débitos relativos a tributos,
encargos e multas de trânsito e ambientais, vinculados ao veículo, independentemente da
responsabilidade pelas infrações cometidas.
III. Ao licenciar o veículo, o proprietário deverá comprovar sua aprovação nas inspeções de
segurança veicular e de controle de emissões de gases poluentes e de ruído.
IV. Os veículos novos deverão receber um licenciamento provisório que deverá ser solicitado junto
ao órgão executivo de trânsito que será responsável pelo seu registro.
Estão corretas apenas as afirmativas II e III.

14. [CESGRANRIO – MOTORISTA – LIQUIGÁS – 2018]


Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, NÃO será obrigatória a expedição de novo Certificado
de Registro de Veículo, quando houver
(A) alteração de qualquer característica do veículo
(B) mudança de categoria do veículo
(C) mudança de município de domicílio do proprietário do veículo
(D) ocorrência de um grave acidente com o veículo
(E) transferência de propriedade do veículo

15. [ESTRATÉGIA E GIRÃO – INÉDITA - 2020]


Desde que facultados a transitar em via pública, são sujeitos ao registro único, sem ônus, em
cadastro específico do Ministério do Desenvolvimento Agrário, acessível aos componentes do
Sistema Nacional de Trânsito, os tratores, os aparelhos automotores destinados a puxar ou a
arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas, de construção ou de pavimentação.

16. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


Com fundamento nas normas contidas no Código de Trânsito Brasileiro – CTB –, julgue os itens a
seguir.
Salvo em casos de emergência, a autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via avisará a
comunidade, por intermédio dos meios de comunicação social, com vinte e quatro horas de
antecedência, de qualquer interdição da via, indicando-se os caminhos alternativos a serem
utilizados.

58
17. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]
É proibida, em qualquer caso, a utilização das ondulações transversais e de sonorizadores como
redutores de velocidade.

18. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


Nenhum projeto de edificação que possa transformar-se em polo atrativo de trânsito poderá ser
aprovado sem prévia anuência do órgão ou entidade com circunscrição sobre a via e sem que do
projeto conste área para estacionamento e indicação das vias de acesso adequadas.

19. [FUNECE – VISTORIADOR – DETRAN/CE – 2018 – Adapt.]


Nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e
pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem comunicação prévia ao órgão ou
entidade de trânsito com circunscrição sobre a via.

20. [FADESP – AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. MOCAJUBA/PA – 2019 - Adapt.]


Sobre o registro de veículos, julgue os itens subsecutivos.
Os veículos de reboque são isentos de registro perante o órgão executivo de trânsito Estadual ou
do Distrito Federal.

21. [FADESP – AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. MOCAJUBA/PA – 2019 - Adapt.]


É obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo, quando houver mudança
de categoria do veículo.

22. [FADESP – AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. MOCAJUBA/PA – 2019 - Adapt.]


O proprietário tem o prazo de sessenta dias para comunicar a mudança de endereço no mesmo
município e fazer o novo licenciamento.

23. [FADESP – AGENTE DE TRÂNSITO - PREF. MOCAJUBA/PA – 2019 - Adapt.]


As informações sobre o chassi, o monobloco e as características originais do veículo deverão ser
prestadas ao RENAVAM.

59
24. [FGV – AGENTE DE TRÂNSITO E TRANSPORTE – PREF. SALVADOR/BA- 2019]
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, é obrigatória a expedição de novo Certificado de
Registro de Veículo (CRV) quando o proprietário muda de domicílio ou residência. Quando essas
mudanças ocorrem no mesmo Município, o proprietário deve comunicá-las ao órgão executivo de
trânsito do Estado, para fins de alteração do CRV, no prazo de 30 dias.

25. FGV – GUARDA CIVIL MUNICIPAL – PREF. SALVADOR/BA – 2019]


Com relação à obrigatoriedade de expedição de um novo Certificado de Registro para um Veículo
(CRV), analise as afirmativas a seguir.
I. É necessária a expedição de novo CRV quando for alterada qualquer característica do veículo.
II. No caso de transferência de propriedade do veículo, o prazo para o proprietário adotar as
providências necessárias para efetivação de novo CRV é de 45 dias.
III. Para a expedição de novo CRV, é exigido o Certificado de Licenciamento Anual do veículo.
Está correto o que se afirma em II e III, apenas.

26. [FCC – OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO – DETRAN/SP - 2019]


O registro dos tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar
maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas será efetuado, sem ônus, de acordo com a
regulamentação estabelecida em legislação estadual do domicílio ou residência de seus
proprietários.

27. [FCC – OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO – DETRAN/SP - 2019]


No caso de transferência de propriedade, o prazo para o proprietário do veículo automotor adotar
as providências necessárias à efetivação da expedição do novo Certificado de Registro de Veículo
é de I__ dias. No caso de transferência de domicílio ou residência no mesmo município, o
proprietário do veículo comunicará o novo endereço em um prazo de II__ dias e aguardará o novo
licenciamento para alterar o Certificado de Licenciamento Anual.
Preenche corretamente as lacunas I e II o que consta, respectivamente, em
(A) 30; 60
(B) 30; 30
(C) 15; 30
(D) 15; 15
(E) 60; 60.

60
28. [FUNRIO – POLICIAL RODOVIARIO FEDERAL – PRF – 2009]
O Certificado de Registro de Veículo (CRV) é documento obrigatório para proprietários de veículos
automotores. A expedição de novo CRV deverá ser imediata quando
(A) ocorrer mudança de endereço no mesmo município.
(B) se alterar qualquer característica do veículo.
(C) houver transferência de propriedade.
(D) se extraviar nota fiscal fornecida pelo fabricante.
(E) da quitação de multas de trânsito.

29. [FUNRIO – POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL – DPRF – 2009]


O CONTRAN estabelecerá as normas e regulamentos a serem adotados em todo o território
nacional quando da implementação das soluções adotadas pela Engenharia de Tráfego, assim
como padrões a serem praticados por todos os órgãos e entidades do Sistema Nacional de
Trânsito. Julgue os itens a seguir sobre engenharia de tráfego, operação, fiscalização e
policiamento ostensivo de trânsito.
(A) qualquer obstáculo à livre circulação e à segurança de veículos e pedestres, tanto na via quanto
na calçada, caso não possa ser retirado, deve ser devida e imediatamente sinalizado, sendo
proibida a utilização das ondulações transversais e de sonorizadores como redutores de
velocidade, independente de casos especiais definidos pelo órgão ou entidade competente, nos
padrões e critérios estabelecidos pelo DETRAN.
(B) nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a livre circulação de veículos e
pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada sem permissão prévia do órgão ou
entidade de trânsito com circunscrição sobre a via, salvo se autorizada por decreto do poder
executivo da localidade.
(C) a obrigação de sinalizar é do responsável pela execução ou manutenção da obra ou do evento,
juntamente com a polícia militar e a guarda municipal.
(D) nenhum projeto de edificação que possa transformar-se em polo atrativo de trânsito poderá
ser aprovado sem prévia anuência do órgão ou entidade com circunscrição sobre a via e sem que
do projeto conste área para estacionamento e indicação das vias de acesso adequadas.
(E) obrigatoriamente a autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via avisará a comunidade,
por intermédio dos meios de comunicação social, sempre com quarenta e oito horas de
antecedência, de qualquer interdição da via, indicando-se os caminhos alternativos a serem
utilizados.

30. [CESPE /CEBRASPE – POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL – 2002]


Considere a seguinte situação hipotética:

61
Após a aprovação de Gil em concurso vestibular para ingresso na Universidade Federal de Minas
Gerais, seus pais quiseram presenteá-lo com um automóvel. Dirigiram-se, então, ao órgão
executivo de trânsito competente, objetivando efetivar a troca da placa do veículo usado que
haviam adquirido. Foram informados, então, que a placa iniciada pelas letras GIL, seguida dos
números correspondentes ao ano do nascimento do filho, não estava mais afeta a um veículo em
circulação, já que, em decorrência da destruição havida em acidente, fora dada baixa no respectivo
registro. Nessa situação, mesmo com a baixa do registro anterior, não será possível atender à
solicitação dos pais de Gil.

31. [CESPE /CEBRASPE – POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL – 2004]


Considere a seguinte situação hipotética:
Um motorista conduzia um veículo automotor sem o comprovante de pagamento do Seguro
Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT).
Ao ser abordado por um agente de trânsito, portava a CNH, o Certificado de Registro e
Licenciamento Anual (CRLV) e o comprovante do pagamento atualizado do Imposto Sobre
Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Nessa situação, o motorista terá praticado uma
infração de trânsito de natureza leve e estará sujeito à penalidade de multa, além da retenção do
veículo até a apresentação do documento, como medida administrativa.

32. [CESPE /CEBRASPE – POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL – 2004]


Todo veículo deve ser registrado perante órgão executivo de trânsito do estado ou do Distrito
Federal. Para obter o Certificado de Registro de Veículo (CRV), é preciso estar com o carro em
ordem e submetê-lo a vistorias obrigatórias. No tocante à expedição do CRV e de outros
certificados, julgue os itens seguintes.
Ao ser transferida a propriedade do veículo, o CRV acompanha o veículo, segundo a regra de que
o acessório segue o principal.

33. [CESPE /CEBRASPE – POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL – 2004]


É obrigatória, para a expedição do CRV, a apresentação da nota fiscal fornecida pelo fabricante
ou revendedor, ou documento equivalente, expedido por autoridade competente.

34. [CESPE /CEBRASPE – POLÍCIA RODOVIARIA FEDERAL – 2008]


Josué perdeu o CLRV de seu veículo e dirigiu-se ao departamento de trânsito do seu estado em
busca da emissão de um novo documento de registro e licenciamento. Diante dessa situação
hipotética, assinale a opção correta.

62
(A) O CRLV, juntamente com a CNH, é documento de porte obrigatório do condutor, razão pela
qual Josué agiu corretamente ao procurar o departamento de trânsito estadual para resolver a
situação.
(B) Não será possível a expedição de uma via original do CRLV, diante da solicitação de Josué, o
qual deverá utilizar uma cópia autenticada pelo departamento de trânsito.
(C) A expedição de documento hábil, ainda que provisório, que permita a Josué dirigir o seu
veículo deve ser efetivada pelo órgão de trânsito em 48 horas.
(D) Se Josué vier a dirigir seu veículo sem o CRLV, cometerá uma infração de trânsito média.
(E) Caso Josué dirija o veículo sem o CRLV, ficará sujeito ao pagamento da penalidade de multa,
mas não estará sujeito à retenção do veículo.

63
GABARITO

1 2 3 4 5 6
E C C C E E
7 8 9 10 11 12
E C E E E C
13 14 15 16 17 18
C D E E E C
19 20 21 22 23 24
E E C E C E
25 26 27 28 29 30
E E B B D C
31 32 33 34
E E C A

64
RESUMO
 O CTB determina que as informações sobre o chassi, o monobloco, os agregados e as características
originais do veículo deverão ser prestadas ao RENAVAM:

✓ Pelo fabricante ou montadora, antes da comercialização, no caso de veículo nacional;


✓ Pelo órgão alfandegário, no caso de veículo importado por pessoa física;
✓ Pelo importador, no caso de veículo importado por pessoa jurídica;

 O quadro a seguir, resume o que tratamos até aqui:

O CRV então trará nele impresso as seguintes informações:

➔ Proprietário: nome e endereço completo


➔ Veículo: marca/modelo/versão, caracteres da placa, ano, cor, número do chassi, código
RENAVAM e categoria a qual pertence.

➢ O Certificado de Registro do Veículo (CRV) é o PRINCIPAL DOCUMENTO DE UM VEÍCULO,


tendo a mesma importância que para nós tem a nossa Certidão de Nascimento. Por esse
motivo, deve ser guardado em lugar seguro, não sendo, portanto, documento de porte
obrigatório.

➢ Os veículos de USO BÉLICO estão dispensados de REGISTRO!!

65
Mais um figurinha que resume o que acabamos de estudar:

O CRLV, nada mais é do que o Certificado de Licenciamento Anual acrescido de quase todos os mesmos
dados constantes no CRV. Temos então que:

CRV ≠ CRLV
CRLV = CLA = DOCUMENTO DE PORTE OBRIGATÓRIO

➢ Os veículos de USO BÉLICO também estão dispensados de LICENCIAMENTO!!

A referida Resolução regulamenta que os documentos de porte obrigatório do condutor do veículo são:

➢ A Autorização para Conduzir Ciclomotor - ACC, Permissão Para Dirigir - PPD ou Carteira
Nacional de Habilitação - CNH, no original;
➢ O Certificado de Registro e Licenciamento Anual - CRLV, no original;

Portanto, ao ser questionado em uma blitz de trânsito para mostrar os documentos seu e de seu veículo,
os documentos a serem apresentados são:

66
ESSES DOCUMENTOS SÓ SÃO ACEITOS NOS SEUS ORIGINAIS!

➢ O porte do CLA (CLRV) será dispensado quando, no momento da fiscalização, for possível ter
acesso ao devido sistema informatizado para verificar se o veículo está licenciado.

O CTB prevê casos em que o proprietário deverá necessariamente expedir um novo CRV. A figura abaixo
nos mostra quais são esses casos.

➢ Para a TRANSFERÊNCIA DE PROPRIEDADE, o legislador exigiu providencias a serem


tomadas tanto por quem vende (ex-proprietário) como por quem compra o veículo (novo
proprietário).

Atenção: esse prazo de 30 DIAS é INSISTENTEMENTE cobrado em provas!

A figura a seguir representa o que acabamos de comentar:

67
➢ O comprovante de transferência de propriedade poderá ser substituído por documento
eletrônico, na forma regulamentada pelo CONTRAN.

➢ NÃO SERÁ EXPEDIDO novo Certificado de Registro de Veículo enquanto houver débitos
fiscais e de multas de trânsito e ambientais, vinculadas ao veículo, INDEPENDENTEMENTE da
responsabilidade pelas infrações cometidas.

Os órgãos executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal (DETRANs) somente registrarão veículos
oficiais de propriedade da administração direta, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, de qualquer um dos poderes, com indicação expressa, por pintura nas portas, do nome, sigla
ou logotipo do órgão ou entidade em cujo nome o veículo será registrado.

Chamo sua atenção para dois detalhes:

1. Observe que o CTB fala em veículos oficiais da administração DIRETA. Pressupõe-se,


então, que os da administração INDIRETA não necessitam seguir a regra;
2. Os veículos oficiais usados em caráter reservado para serviço policial são a única exceção
que permite veículos oficiais usar placas particulares. Além disso, estão também
EXCETUADOS da obrigação de ter em suas portas a indicação expressa conforme citado
acima.

Atenção, atenção! Temos aqui regras recentes sobre o registro e licenciamento de veículos de tração e
outros de natureza bem especial. Elas constam nos §§4º e 4º-A do art. 114 e no art. 129-A do CTB e são
as seguintes:

68
Art. 114 (...)

§ 4o Os aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de


qualquer natureza ou a executar trabalhos de construção ou de pavimentação são
sujeitos ao registro na repartição competente, se transitarem em via pública,
dispensados o licenciamento e o emplacamento.

§ 4o-A. Os tratores e demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a


arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas, desde que
facultados a transitar em via pública, são sujeitos ao registro único, sem ônus, em
cadastro específico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
acessível aos componentes do Sistema Nacional de Trânsito.

Art. 129-A. O registro dos tratores e demais aparelhos automotores destinados a


puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a executar trabalhos agrícolas será
efetuado, sem ônus, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
diretamente ou mediante convênio.

1º Grupo:
aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria de qualquer natureza OU a
executar trabalhos de construção ou de pavimentação:

Estes são sujeitos ao registro na repartição competente, se transitarem em via pública, dispensados
o licenciamento e o emplacamento.
2º Grupo:
tratores E demais aparelhos automotores destinados a puxar ou a arrastar maquinaria agrícola ou a
executar trabalhos agrícolas.
Estes, desde que facultados a transitar em via pública, são sujeitos ao registro ÚNICO, sem ônus, em
cadastro específico do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), diretamente ou
mediante convênio, acessível aos componentes do Sistema Nacional de Trânsito.
Os veículos artesanais utilizados para trabalho agrícola, conhecidos como jericos (figura abaixo).
Estes, para efeito do registro no MAPA, ficam dispensados da exigência prevista no art. 106 do CTB
(a de ter o Certificado de Segurança Veicular!).

➢ Os condutores destes veículos, por serem de aluguel e destinados ao transporte remunera-

69
do de pessoas, para que possam exercer suas atividades, deverão apresentar,
PREVIAMENTE, certidão negativa do registro de distribuição criminal relativamente aos
crimes de HOMICÍDIO, ROUBO, ESTUPRO e CORRUPÇÃO DE MENORES, renovável a
cada 05 anos, junto ao órgão responsável pela respectiva concessão ou renovação (art.
329).
➢ Atenção: Se o veículo NÃO FOR da categoria ALUGUEL, não poderá o condutor efetuar
TRANSPORTE REMUNERADO DE PESSOAS OU BENS.

Art. 231. Transitar com o veículo:

(...)

VIII - efetuando transporte remunerado de pessoas ou bens, quando não for


licenciado para esse fim, salvo casos de força maior ou com permissão da
autoridade competente:

Infração - GRAVÍSSIMA;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - REMOÇÃO do veículo;

➢ O REGISTRO e o LICENCIAMENTO dos veículos de propulsão humana e dos veículos de


tração animal obedecerão à regulamentação estabelecida em legislação municipal do
domicílio ou residência de seus proprietários.

A obrigação de dar baixa no veículo passa a ser da companhia seguradora ou do adquirente


do veículo destinado à desmontagem (donos de sucatas), quando estes o sucederem.

Art. 240. Deixar o responsável de promover a baixa do registro de veículo


irrecuperável ou definitivamente desmontado:

Infração - grave;

Penalidade - multa;

Medida administrativa - Recolhimento do Certificado de Registro e do Certificado


de Licenciamento Anual.

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O órgão executivo de trânsito competente (DETRAN) só efetuará a baixa do registro após
prévia consulta ao cadastro do RENAVAM.

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7. Considerações Finais

Bom, terminamos então mais uma aula de nossa boa jornada pela legislação de trânsito
brasileira.

Se tiver dúvidas, utilize nosso fórum. Estou sempre à disposição também no e-mail e nas redes
sociais.

E-mail: marcospascho@gmail.com

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Grande abraço e até a próxima aula!

Marcos Girão

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