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DM991C

DM991C – Modem G.shdsl


Manual de instalação e operação

27/9/2005 Rev 10 204.0035.10


GARANTIA:
Este produto é garantido contra defeitos de material e fabricação pelo período
especificado na nota fiscal de venda.
A garantia inclui somente o conserto e substituição de componentes ou partes
defeituosas sem ônus para o cliente. Não estão cobertos defeitos resultantes
de: utilização do equipamento em condições inadequadas, falhas na rede
elétrica, fenômenos da natureza (descargas induzidas por raios, por exemplo),
falha em equipamentos conectados a este produto, instalações com
aterramento inadequado ou consertos efetuados por pessoal não autorizado
pela DATACOM.
Esta garantia não cobre reparo nas instalações do cliente. Os equipamentos
devem ser enviados para conserto na DATACOM.

Sistema de Gestão da Qualidade


certificado pela DQS de acordo
com ISO9001 Nº de registro (287097 QM)

Apesar de terem sido tomadas todas as precauções na elaboração deste


documento, a empresa não assume nenhuma responsabilidade por eventuais
erros ou omissões, bem como nenhuma obrigação é assumida por danos
resultantes do uso das informações contidas neste manual. As especificações
fornecidas neste manual estão sujeitas à alteração sem aviso prévio e não são
reconhecidas como qualquer espécie de contrato.

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ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO.................................................................................... 8
2. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS ....................................................... 11
2.1 Condições ambientais ................................................................... 11
2.2 Alimentação................................................................................... 11
2.3 Consumo ....................................................................................... 12
2.4 Dimensões..................................................................................... 12
2.5 Peso .............................................................................................. 12
2.6 Conectores .................................................................................... 12
2.7 Normas aplicáveis ......................................................................... 14
3. INTERFACE G.SHDSL..................................................................... 15
3.1 Características da Interface .......................................................... 16
3.2 Configurações da Interface G.shdsl .............................................. 21
3.3 Wetting Current ............................................................................. 23
3.4 Desempenho ................................................................................. 24
3.5 Proteção Elétrica ........................................................................... 25
4. INTERFACE E1 ................................................................................ 27
4.1 Estrutura de Quadros G.704 ......................................................... 27
4.2 Características da Interface .......................................................... 32
4.3 Configurações da Interface E1...................................................... 34
4.4 Indicações da Interface E1 no Painel ............................................ 34
5. INTERFACE DIGITAL V.35 – V.36/V.11 – V.28............................... 36
5.1 Características da Interface .......................................................... 36
5.2 Sinais na Interface Digital e seus Indicadores............................... 39
5.3 Configurações da Interface Digital ................................................ 40
5.4 Indicações da Interface Digital no Painel ...................................... 41
6. DESCRIÇÃO DO FUNCIONAMENTO ............................................. 42
6.1 Funcionamento dos LEDS............................................................. 42
6.2 Gerenciamento do Equipamento................................................... 43
6.3 Relógios do Equipamento ............................................................. 44
6.4 Relógios da Interface Digital.......................................................... 47
6.5 Testes............................................................................................ 50
7. DOWNLOAD DE SOFTWARE ......................................................... 54
8. GERENCIAMENTO PELO TERMINAL............................................ 55
8.1 Configuração de Senha................................................................. 56
8.2 Escolha de Equipamento a Configurar.......................................... 57
8.3 Menu de Configuração .................................................................. 58
8.4 Menu de Testes............................................................................. 66
8.5 Menu de Status ............................................................................. 70
8.6 Menu de Performance................................................................... 73
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8.7 Informações do Equipamento........................................................ 75
8.8 Download de Firmware pelo Terminal........................................... 76
9. GERENCIAMENTO REMOTO ......................................................... 77
10. BOOT ................................................................................................ 79
11. ENTRADA DE ALARME................................................................... 80
12. ESTRAPES ....................................................................................... 81
12.1 Terra de Proteção e Terra de Sinal (Estrape E1) ...................... 82
12.2 Wetting Current e Terra de Proteção (Estrape E2) ................... 83
12.3 Seleção de Interface Digital (Estrapes E3 a E19 e E36) ........... 83
12.4 Aterramento dos Cabos Coaxiais (Estrapes E20 e E21)........... 83
12.5 Seleção do Cabo na Interface G.703 (Estrape E22) ................. 84
12.6 Modo de Operação da Wetting Current (Estrapes E32 e E33) . 84
12.7 Habilitação da Wetting Current (Estrapes E34 e E35) .............. 84
12.8 Pinagem da Interface Digital (Estrapes E40 a E59) .................. 84
13. INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO .......................................................... 85
13.1 Adaptador para Gabinete Mesa em Bastidor............................. 86
14. APLICAÇÕES ................................................................................... 87
14.1 Exemplo ..................................................................................... 87

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ÍNDICE DE FIGURAS

Figura 1. Aplicação do DM991C ......................................................................... 8


Figura 2. Conector da fonte de alimentação..................................................... 11
Figura 3. Painel frontal ...................................................................................... 12
Figura 4. Painel traseiro .................................................................................... 13
Figura 5. Frame G.shdsl - Estrutura dos blocos de dados ............................... 18
Figura 6. Diagrama da ordem do frame G.shdsl com sinalização CAS. .......... 18
Figura 7. Estrutura de frame E1 da recomendação G.704 do ITU................... 29
Figura 8. Codificação HDB3 na interface de 2.048kbit/s da rec. G.703 ........... 32
Figura 9. DM991C gerenciado como remoto do DM705 .................................. 44
Figura 10. Relógios Interno e Regenerado no Plesiócrono .............................. 45
Figura 11. Relógio Externo de E1 e Regenerado no modo Plesiócrono .......... 45
Figura 12. Relógios Externos da V.35 no modo Plesiócrono ........................... 46
Figura 13. Loop externo de relógio ................................................................... 47
Figura 14. Alternativa para loop externo de relógio .......................................... 47
Figura 15. Funcionamento da V.35 com Clock Source .................................... 48
Figura 16. Funcionamento da V.35 com External ............................................ 48
Figura 17. Funcionamento da V.35 com CT104 Controlled ............................. 49
Figura 18. Funcionamento da V.35 com CT113 Unlooped to CT114............... 49
Figura 19. Laço digital local na interface G.shdsl ............................................. 50
Figura 20. Geração e recepção de BERT na interface G.shdsl ....................... 50
Figura 21. Laço digital remoto na interface G.shdsl ......................................... 51
Figura 22. Laço digital local na interface E1 ..................................................... 52
Figura 23. Laço analógico local na interface E1 ............................................... 52
Figura 24. Laço digital local na interface digital ................................................ 53
Figura 25. Menu Inicial...................................................................................... 56
Figura 26. Tela de configuração de senha ....................................................... 56
Figura 27. Menu escolha do equipamento........................................................ 57
Figura 28. Main Menu ....................................................................................... 58
Figura 29. Diagrama das memórias de configuração....................................... 59
Figura 30. Menu de Configuração .................................................................... 60
Figura 31. Menu de configuração geral do equipamento ................................. 62
Figura 32. Menu de configuração da interface G.shdsl .................................... 63
Figura 33. Menu de configuração da interface E1 ............................................ 64
Figura 34. Menu de configuração da interface digital ....................................... 65
Figura 35. Tela de menu de testes ................................................................... 67
Figura 36. Tela de testes da interface G.shdsl ................................................. 68
Figura 37. Tela de testes da interface digital .................................................... 69
Figura 38. Tela de testes da interface E1 ......................................................... 69
Figura 39. Menu de status do equipamento ..................................................... 70
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Figura 40. Menu de status da interface G.shdsl ............................................... 71
Figura 41. Menu de status da interface digital .................................................. 72
Figura 42. Menu de status da interface E1 ....................................................... 73
Figura 43. Menu de performance...................................................................... 74
Figura 44. Menu de informações do equipamento ........................................... 75
Figura 45. Firmware download.......................................................................... 76
Figura 46. Posição dos estrapes da placa do DM991C Série I ........................ 81
Figura 47. Posição dos estrapes da placa do DM991C Série II ....................... 82
Figura 48. Adaptador para gabinete mesa em bastidor.................................... 86
Figura 49. Exemplo de aplicação do DM991C.................................................. 87
Figura 50. Aplicações diversas dos modens DATACOM ................................. 88

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ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 1. Dimensões ........................................................................................ 12


Tabela 2. Pinagem do conector DB9 ................................................................ 13
Tabela 3. Pinagem para conector RJ45 da interface G.shdsl .......................... 15
Tabela 4. Estrutura do frame G.shdsl............................................................... 19
Tabela 5. Alcance para a interface G.shdsl ...................................................... 25
Tabela 6. Estrutura multiframe ......................................................................... 28
Tabela 7. Estrutura de multiframe com CRC4.................................................. 30
Tabela 8. Estrutura de multiframe com CAS .................................................... 31
Tabela 9. Pinagem para conector RJ45 para G.703 ........................................ 33
Tabela 10. Led da interface E1......................................................................... 35
Tabela 11. Pinagem para V.35 ......................................................................... 37
Tabela 12. Pinagem para V.36/V.11................................................................. 38
Tabela 13. Pinagem para V.28 ......................................................................... 39
Tabela 14. Leds da interface digital .................................................................. 41
Tabela 15. Funcionamento dos leds................................................................. 42
Tabela 16. Tabela de pinagem do conector DB9 para o alarme externo. ........ 80
Tabela 17. Pinagem da conexão serial DM991C – PC .................................... 85

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1. INTRODUÇÃO

O DM991C é um modem G.shdsl com interface E1 (G.703/G.704) e interface


digital (V.35 - V.36/V.11 - V.28).
Permite que os timeslots de 64kbit/s sejam distribuídos entre as interfaces E1
e digital, possibilitando, por exemplo, a conexão simultânea de um PABX digital
e um roteador.

SDH ou PDH
E1

PABX
G.shdsl
DM991C DM705

Mux E1
V.35
Router

Figura 1. Aplicação do DM991C


A interface G.shdsl implementa um modem DSL (que segue a recomendação
G.991.2 do ITU-T) com taxa configurável de 192kbit/s a 2.048kbit/s, podendo
ser utilizada para o transporte de voz e/ou dados. Possui a facilidade de wetting
current, que melhora o desempenho em linhas de transmissão suscetíveis a
micro-interrupções. A interface pode ser configurada como LTU ou NTU.
Opera também em modo síncrono ou plesiócrono e utilizando anexo A ou B da
G.991.2.
Quando operando como NTU não necessita configuração inicial do usuário,
pois esta pode ser feita remotamente pelo LTU. A instalação no cliente requer
apenas conexão da linha e rede elétrica, sendo as outras configurações feitas
diretamente através da gerência remota.
A interface E1 pode operar em modo estruturado, de acordo com a norma
G.704, ou em modo transparente (não estruturado), utilizando toda a banda de
2.048kbit/s para dados. Nesta segunda forma, todo o link deve ser preenchido
pelo tributário E1, ficando desativado o tributário da interface digital. Quando no
modo estruturado, o timeslot 0 é utilizando para sincronismo de frame e de
CRC4 (quando habilitado). O timeslot 16 pode transmitir sinalização associada
ao canal (CAS) ou ser usado para transmitir dados do usuário. Também é
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possível fazer o cascateamento de vários equipamentos no mesmo link E1
para melhor ocupação do mesmo. Isso é feito selecionando-se drop and insert
para os canais não utilizados dos equipamentos da cascata, desta forma os
dados nestes canais são repassados adiante sem interpretação ou alteração.
A interface E1 segue a recomendação G.703 (2.048kbit/s), podendo utilizar
cabos de par trançado (120Ω) ou coaxiais (75Ω).
A interface digital segue as recomendações V.35-V.36/V.11-V.28 com seleção
por estrapes. Pode operar em qualquer taxa múltipla de 64kbit/s, sempre
lembrando que a soma das taxas (número de canais) dos tributários E1 e
digital não pode ultrapassar o limite máximo do agregado G.shdsl.
Fontes de sincronismo: relógio interno, relógio regenerado a partir do sinal
G.703 da interface E1, regenerado da interface digital (utilizando CT113) ou
regenerado da linha G.shdsl. Todas as interfaces sempre devem estar
sincronizadas ao mesmo relógio de referência.
O equipamento comuta automaticamente para o relógio interno na falta do
regenerado.
O DM991C apresenta-se em gabinete de mesa (180x195x40mm, sem os pés
de borracha) e sua fonte de alimentação é interna com seleção automática
entre VAC (93 a 250V) ou VDC (36 a 72V).
No painel frontal encontram-se:
• Indicações luminosas do estado do equipamento, de cada uma das
interfaces e de teste;
• Interface V.24/V.28/RS-232 disponível em DB9 fêmea, através da qual
pode-se gerenciar o equipamento local ou seu remoto, com a ajuda de um
emulador de terminal;
• Pelo mesmo conector do terminal, disponibiliza-se uma entrada de alarme
externo, que permite monitorar via gerência algum dispositivo ou sensor
externo.
Painel traseiro:
• Entrada de alimentação AC/DC;
• Interface G.shdsl disponível em RJ45 (pinos 4 e 5);
• Interface V.35 disponível em conector DB25 conforme ISO2110 Amd.1 ou
padrão Telebrás (somente no modelo serie II);
• Interface E1 disponível em conectores BNC (75Ω) e RJ45 (120Ω);

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A gerência local pela interface V.24/V.28 (RS-232) é feita utilizando um
terminal ou emulador VT100. Por este terminal local pode-se configurar, ver
status e gerar testes nos equipamentos local e remoto.
Apresenta facilidade de upgrade de software, através do download de um novo
firmware para o equipamento local ou para um equipamento remoto através do
terminal.
Acessando o terminal, o equipamento pode gerenciar ou ser gerenciado por
outro DM991C ou um DM991S. A prioridade para gerência do remoto é dada
ao equipamento que primeiro se conectou ao alvo a gerenciar.
O acesso remoto via SNMP torna a gerência simples e integrada. O DM991C
pode conectar-se remotamente ao gerente SNMP através da interface DSL do
Mux E1 DM705, que será acessado via IP pelo gerente SNMP.
O DM991C também pode ser gerenciado através de um DM991S que esteja
conectado em um sub-bastidor equipado com o cartão de gerência para sub-
bastidores telebrás, DMG20. O acesso à gerência via DMG20 pode ser
realizada através de uma porta Ethernet 10BaseT ou pela interface serial RS-
232.
O gerenciamento SNMP é feito utilizando-se o aplicativo DmView, que é capaz
de gerenciar toda uma rede de equipamentos.
Este equipamento é totalmente compatível com os demais equipamentos da
DATACOM.

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2. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

2.1 Condições ambientais


Temperatura de operação: 0 a 60°C.
Umidade relativa: até 95% (não condensada).

2.2 Alimentação
O fornecimento de energia ao equipamento é realizado através de um cabo tri-
polar com terminação a 3 pinos. Este cabo pode ser ligado a qualquer tipo de
tomada AC, dentro dos limites de tensão especificados. No caso da utilização
de tensão DC de 48V, o plug de ligação a tomadas AC deve ser cortado e
ligado de modo que o pino central da tomada corresponda ao terra de proteção
e os outros 2 sejam a alimentação, como visto na Figura 2. A carcaça do
equipamento é conectada ao terra de proteção.
O equipamento pode ser ligado diretamente em qualquer tensão dentro das
faixas especificadas abaixo, sem nenhum tipo de seleção. Esta é feita
automaticamente pelo equipamento.

Terra de Proteção

Neutro (0V)

Fase (-48V)

93 a 250 VAC 50/60Hz


ou
36 a 72 VDC

Figura 2. Conector da fonte de alimentação

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2.3 Consumo
Operando em condições normais, o consumo é menor que 6,5W.

2.4 Dimensões
O equipamento apresenta-se em gabinete de mesa com largura de 180mm,
profundidade de 195mm e altura de 40mm:
Opcionalmente pode ser fornecido um adaptador mecânico para montagem
em bastidor de 19 polegadas, ocupando 1U de altura com capacidade para 2
equipamentos.

Tabela 1. Dimensões
40mm sem pés de borracha
Altura
46 mm com os pés de borracha
Largura 180 mm
Profundidade 195 mm

2.5 Peso
O equipamento tem o peso máximo de 1,1kgf.

2.6 Conectores
Os conectores do painel frontal apresentam a seguinte aplicação:

DataCom
RS232 TERMINAL

PWR 104 103 E1 DSL TEST

SYNC

Figura 3. Painel frontal


• Conector DB9: conexões para porta serial de configuração do
equipamento (terminal) e entrada de alarme externo. A descrição da
pinagem desse conector é feita na Tabela 2;

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Tabela 2. Pinagem do conector DB9
Sinal DB9 Origem
Transmissão RS-232 2 DM991C
Recepção RS-232 3 ETD
Terra de sinal 5
Alarme IN (-48V) 7 ETD
Alarme comum (retorno) 9 ETD

• 6 indicadores luminosos: suas funções estão descritas em 6.1;


Os conectores do painel traseiro apresentam a seguinte aplicação:

G.703 75 Ω G.703 120Ω G.703 75Ω V.35-V.11-V.28


IN IN OUT OUT ISO2110 Amd.1 pinout
SHDSL

93 - 250 Vac
36 - 72 Vdc

Figura 4. Painel traseiro


• Conectores 75Ω: conexão para interface G.703 para cabo coaxial com
impedância de 75Ω, disponível em conectores BNC;
• Conector 120Ω: conexão para interface G.703 para cabo par trançado
com impedância de 120Ω, disponível em conector RJ45;
• Conector Digital: conexão para interface digital, conforme recomendação
V35, V.36/V.11 ou V.28. Estão disponíveis em DB25 com pinagem
ISO2110 Amd.1. Podem ser fornecidos opcionalmente cabos adaptadores
para V.35 (ISO2593) ou V.36/V.11 (ISO4902);
• Conector G.shdsl: conexão para a interface G.shdsl disponível em
conector RJ45 utilizando os pinos 4 e 5;
• Conector de Alimentação: conexão para fonte de alimentação. Pode ser
ligada diretamente tanto a uma rede AC quanto uma rede DC, desde que
sejam respeitadas as tensões especificadas. A descrição do conector está
feita no item 2.2.

2.6.1 Interface G.shdsl


A conexão é feita por conectores do tipo RJ45. Os pinos utilizados são 4 (TIP)
e 5 (RING). Os modens local e remoto transmitem sobre o mesmo par.
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2.6.2 Interface E1 G.703/G.704
Pode ser utilizado o conector RJ45 para a interface com par trançado (120Ω)
ou conectores BNC para cabo coaxial (75Ω). A pinagem do conector RJ45
pode ser visualizada na Tabela 9.

2.6.3 Interface Digital


O conector utilizado é um DB25 (ISO2110 Amd.1). Também podem ser
fornecidos cabos adaptadores para V.35 (ISO2593) ou V.36/V.11 (ISO4902).
Nestes cabos, o conector DB25 é macho e os conectores para V.35 e
V.36/V.11 são fêmeas.
As pinagens para as interfaces estão dadas conforme a Tabela 11 para V.35,
Tabela 12 para V.36/V.11 e Tabela 13 para V.28.

2.7 Normas aplicáveis


ITU-T: G.703, G.704, G.706, G.736, G.823, G.991.2, G.994.1, K.21,
V.35, V.36, V.11, V.24 e V.28.

Telebrás: 225-100-706 na parte relativa à interface G.703, relógio e


alarmes, SDT 225-540-784 e SDT 225-540-530 nos itens
contidos nos requisitos técnicos e procedimentos de ensaios
aplicáveis à certificação de produtos para telecomunicação de
categoria I da Anatel.

CISPR: Publication 22.

Anatel: Resolução 237 – Anexo A, Resolução 238 – Anexo A.

IEC: IEC61000-4-2, IEC61000-4-3, IEC61000-4-4, IEC61000-4-5,


IEC61000-4-6, IEC61000-4-11, IEC60950-2, IEC60950-3,
IEC60950-5, IEC60950-6.

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3. INTERFACE G.SHDSL

A interface G.shdsl apresenta conexão através de um RJ45 com pinagem


conforme a Tabela 3.

Tabela 3. Pinagem para conector RJ45 da interface G.shdsl


Sinal RJ45
TIP 4
RING 5

O padrão G.shdsl (G.991.2) especifica conexão simétrica a 2 fios para linhas


de assinantes.
Pode transportar de 1 a 32 timeslots com alinhamento de canais.
O alcance da interface varia de acordo com a taxa de transmissão entre
3.600m (para 2.048kbit/s em linha de 0,4mm sem ruído) e 6.300m (para
192kbit/s em linha de 0,4mm sem ruído).
É possível configurá-la como LTU (central) ou NTU (usuário), servindo sempre
como agregado das demais interfaces do equipamento.
Pode ser configurada para operar conforme anexo A, B ou com seleção
automática, que estão incluídos na recomendação G.991.2.
A potência do sinal transmitido é de 13,5dBm para taxas inferiores a
2.048kbit/s e 14,5dBm para 2.048kbit/s.
Também pode ser configurada para operar em modo plesiócrono, síncrono ou
seleção automática.
As negociações de handshake se dão conforme a recomendação G.994.1 do
ITU-T.
Quando configurada como NTU, a interface aceita qualquer taxa, anexo e tipo
de frame que o LTU indicar durante o handshake. O número de canais da
interface deve ser sempre maior ou igual à soma dos canais utilizados pelos
tributários.
Apresenta opção de wetting current configurável por estrapes para melhorar o
desempenho da linha de transmissão. A interface pode operar como fonte,

204.0035.10 15
colocando -48V na linha, ou como carga, drenando entre 200 A e 3mA. Esta
facilidade é eficiente quando a linha for suscetível a micro-interrupções.
A interface possui proteção primária capaz de suportar descargas elétricas
conforme a recomendação K.21 do ITU-T.

3.1 Características da Interface


A recomendação G.991.2 do ITU-T descreve um método de transmissão para
o transporte de dados em redes de acesso de telecomunicações sobre pares
trançados a 2 fios no modo full-duplex, havendo, portanto, cancelamento de
eco.
A codificação na linha é do tipo TC-PAM com 16 níveis (16-PAM).
A conexão se dá através de 3 estágios básicos:

3.1.1 Pré-Ativação (Handshake)


A etapa de pré-ativação segue a recomendação G.994.1 do ITU-T, que
descreve o handshake para transceivers xDSL.
Durante este estágio, os 2 equipamentos trocam informações e negociam os
parâmetros que serão usados na conexão.
As extremidades implementam um modem DPSK de 12kHz no NTU e 20kHz
no LTU para realizarem o handshake. As mensagens predefinidas pela norma
são trocadas e eles determinam um modo comum de operação.
Nesta fase é determinada a taxa final de transmissão, o anexo utilizado (A ou
B), qual tipo de informação será transportado, frame de transmissão
(plesiócrono ou síncrono) e vários outros parâmetros.
Caso as interfaces não cheguem a uma configuração comum, os 2
equipamentos abortam a transmissão e não passam ao próximo estágio,
tentando novamente após alguns instantes.
Quando o DM991C for programado como equipamento de usuário (NTU),
aceitará sempre a configuração que lhe for enviada pelo equipamento central
(LTU), o que facilita a instalação dos mesmos.
No handshake o led DSL, no painel frontal, pisca uma vez por segundo,
ficando a maior parte do tempo apagado.

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3.1.2 Ativação (Training)
Nesta fase os dois modens testam a linha de transmissão utilizando a taxa que
foi acertada durante o handshake para determinarem quais coeficientes
deverão utilizar para seus filtros digitais de recepção e transmissão.
Durante o training, os equipamentos utilizam a codificação normal da linha (TC-
PAM) e não mais o DPSK.
Primeiramente, ambos testam a linha. Em seguida, trocam os coeficientes dos
pré-codificadores que serão utilizados durante a transmissão de dados.
Duas coisas podem ocorrer no final deste estágio: os modens passam a fase
de treinamento e determinam os coeficientes adequados para a linha, entrando
no modo de dados; ou os modens não conseguem determinar os coeficientes
por alguma determinada razão (a linha pode ser muito longa, pode haver muito
ruído, durante o treinamento houve uma perturbação muito forte que
inviabilizou a sua convergência, etc) e abortam a transmissão.
Na etapa de ativação, o led DSL, no painel frontal, fica aceso por 0,5 segundo
e apagado por 0,5 segundo.

3.1.3 Modo de Dados


Esta é a etapa final, onde o modem transmite os dados normalmente. Ele
utilizará o frame G.shdsl final trafegando informações conforme negociado
durante o handshake e usando os coeficientes que foram calculados após a
avaliação da linha de transmissão durante o training.
Quando a interface estiver sincronizada, o led DSL, no painel frontal,
permanece aceso.

3.1.3.1 Estrutura do Frame G.shdsl


O frame G.shdsl possui 4 blocos de dados (payload blocks) separados pelos
bits de cabeçalho. Ele se repete a cada 6ms, independente da taxa
configurada.
O cabeçalho exerce função essencial na transmissão dos dados, pois garante
alinhamento, transporta informações de gerência via EOC (Embedded
Operations Channel) e ainda possui um mecanismo de identificação de erros
nos dados (CRC6).
O frame G.shdsl permite também transmitir a informação de CAS (Channel
Associated Signalling) proveniente do link E1.

204.0035.10 17
Frame O Payload O Payload O Payload O Payload
Sync H Block H Block H Block H Block Stb

Sub-Block 10
Sub-Block 11
Sub-Block 12
Sub-Block 1
Sub-Block 2
Sub-Block 3
Sub-Block 4
Sub-Block 5
Sub-Block 6
Sub-Block 7
Sub-Block 8
Sub-Block 9

Payload Data, Bits 1ks


to
TS1 TS2 ... TSn

Figura 5. Frame G.shdsl - Estrutura dos blocos de dados


O tamanho dos sub-blocos varia de acordo com o número de canais. Cada
sub-bloco possui Nx8 bits, onde N é o número de canais negociado durante o
handshake.

Timeslots E1 V.35 Nx64kbit/s Idle CAS


Figura 6. Diagrama da ordem do frame G.shdsl com sinalização CAS.

A estrutura de frame enviada e recebida no modem G.shdsl consiste nos


timeslots de E1, no canal digital a Nx64kbit/s, em timeslots ociosos para
preencher a taxa instalada do modem e um timeslot de CAS, quando
configurado com cross-connect de CAS, nesta ordem.

18 204.0035.10
Tabela 4. Estrutura do frame G.shdsl

Bit Nome Descrição


1-14 sw1-sw14 Frame Sync Word
Fixed Indicator bit #1 (Loss of
15 fbit1/losd
Signal)
Fixed Indicator bit #2 (Segment
16 fbit2/sega
Anomaly)
17 -> k+16 b1 Payload block #1
K + 17 eoc01 EOC bit #1
K + 18 eoc02 EOC bit #2
K + 19 eoc03 EOC bit #3
K + 20 eoc04 EOC bit #4
K + 21 crc1 Cyclic Redundancy Check #1
K + 22 crc2 Cyclic Redundancy Check #2
Fixed Indicator bit #3 (Power
K + 23 fbit3/ps
Status)
K + 24 sbid1 Stuff bit ID #1
K + 25 eoc05 EOC bit #5
K + 26 eoc06 EOC bit #6
k + 27 ->
b2 Payload block #2
2k + 26
2k + 27 eoc07 EOC bit #7
2k + 28 eoc08 EOC bit #8
2k + 29 eoc09 EOC bit #9
2k + 30 eoc10 EOC bit #10
2k + 31 crc3 Cyclic Redundancy Check #3
2k + 32 crc4 Cyclic Redundancy Check #4
Fixed Indicator bit #4 (Segment
2k + 33 fbit4/segd
Defect)
2k + 34 eoc11 EOC bit #11
2k + 35 eoc12 EOC bit #12

204.0035.10 19
2k + 36 sbid2 Stuff bit ID #2
2k + 37 ->
b3 Payload block #3
3k + 36
3k + 37 eoc13 EOC bit #13
3k + 38 eoc14 EOC bit #14
3k + 39 eoc15 EOC bit #15
3k + 40 eoc16 EOC bit #16
3k + 41 crc5 Cyclic Redundancy Check #5
3k + 42 crc6 Cyclic Redundancy Check #6
3k + 43 eoc17 EOC bit #17
3k + 44 eoc18 EOC bit #18
3k + 45 eoc19 EOC bit #19
3k + 46 eoc20 EOC bit #20
3k + 47 ->
b4 Payload block #4
4k + 46
4k + 47 stb1 Stuff bit #1
4k + 48 stb2 Stuff bit #2
4k + 49 stb3 Stuff bit #3
4k + 50 stb4 Stuff bit #4

Durante o modo de dados, podem ocorrer falhas no link. Tais falhas são
monitoradas e indicadas ao usuário conforme segue:

3.1.3.2 Erro de CRC (CRC Anomaly)


A informação de CRC6 recebida é diferente do CRC6 calculado sobre os
dados pelo receptor. Os bits de CRC6 são referentes ao frame G.shdsl anterior
e a discrepância entre o valor recebido e o calculado indica que houve algum
bit errado no frame, mas não quantos ou quais bits estavam errados.
Em caso de erro de CRC, o led DSL, no painel frontal, permanece ligado
piscando uma vez por segundo.

20 204.0035.10
3.1.3.3 Defeito de Atenuação da Linha (Loop Attenuation
Defect)
Um defeito de atenuação da linha ocorre quando a linha apresenta atenuação
superior ao limite configurado. O limite padrão para a interface G.shdsl do
DM991C é 35dB.

3.1.3.4 Defeito da Relação Sinal-Ruído (SNR Margin Defect)


Um defeito na relação sinal-ruído ocorre quando o nível sinal-ruído cai abaixo
da margem configurada, ou seja, quando a qualidade do sinal está deficiente.
A margem de sinal-ruído padrão para a interface G.shdsl do DM991C é 6dB.

3.1.3.5 Defeito de LOSW (LOSW Defect)


É declarado um defeito de LOSW (Loss of Sync Word Defect) quando pelo
menos 3 frames consecutivos forem recebidos contendo 1 ou mais erros nos
bits de alinhamento do frame (palavra de sincronismo, stuff bits e stuff bit IDs –
ver Tabela 4), que são os bits usados para a sincronização do frame G.shdsl.
A indicação de erro deve ser apagada após a recepção de pelo menos 2
frames consecutivos sem erros. No DM991C a indicação de erro é mantida por
1 segundo após a recepção de 2 frames consecutivos sem erros.
O led DSL, no painel frontal, permanece piscando oito vezes por segundo
(freqüência de 8Hz) para indicar LOSWD.

3.1.3.6 Falha de LOSW (LOSW Failure)


É declarada falha de LOSW (Loss of Sync Word Failure) após 2,5 ± 0,5s
contínuos de LOSWD (defeito de LOSW). A indicação de LOSWF deve ser
apagada quando a indicação de LOSWD estiver ausente por 20 s ou menos.
Esta indicação pode ser apagada após 2 s sem LOSWD.
O led DSL, no painel frontal, permanece piscando oito vezes por segundo
(freqüência de 8Hz) para indicar LOSWF.

3.2 Configurações da Interface G.shdsl


Os modos de operação são todos configurados por software.
A seguir são explicados os parâmetros de configuração da interface G.shdsl:

204.0035.10 21
3.2.1 Tipo de Terminal
Indica se a interface opera como LTU (central) ou NTU (usuário).
Quando o modem estiver configurado como LTU, ele determinará durante o
handshake todos os parâmetros da conexão, como o anexo a ser utilizado,
número de canais, esquema de relógio (síncrono ou plesiócrono), etc. Não é
possível recuperar relógio da interface G.shdsl quando configurada neste
modo.
Quando o modem estiver configurado como NTU, as configurações de anexo e
esquema de relógio (Frame Mode) são obrigatoriamente automáticas, pois ele
aceita qualquer configuração determinada pelo LTU.
Não é possível interligar 2 equipamentos configurados para o mesmo tipo de
terminal, uma vez que o handshake apenas ocorre entre LTU e NTU.

3.2.2 Frame Mode


Esta opção determina se a interface operará em modo síncrono ou
plesiócrono.
Quando em modo plesiócrono, os relógios de transmissão e de recepção são
independentes do relógio da linha, que é gerado pelo LTU. O relógio da linha
tem a precisão de ± 32ppm, conforme determinado pela G.991.2.
Periodicamente são inseridos de forma automática 4 stuff bits para adequar o
relógio dos dados ao relógio da linha, fundamental para a sincronização dos
equipamentos.
Quando configurado em modo síncrono, o relógio da linha fica igual ao relógio
dos dados. A precisão deste fica sendo, portanto, a precisão do relógio
selecionado como fonte de sincronismo do equipamento. A G.991.2 determina
que a precisão do relógio deve ser de ± 32ppm, independente do esquema de
relógio selecionado, portanto fica a cargo do usuário configurar um relógio com
tal precisão para operar dentro da norma (ou utilizar um relógio de pior
precisão operando fora de norma). Neste modo os stuff bits stb1 e stb2 estão
sempre presentes, enquanto que stb3 e stb4 não são transmitidos.
Se o LTU estiver configurado no modo de seleção automática, ele utilizará o
frame selecionado pelo NTU. Caso o NTU também esteja configurado para
seleção automática, então será utilizado o frame mode síncrono.

22 204.0035.10
3.2.3 Anexo
Os anexos determinam pequenas variações na norma para a melhor
adequação do equipamento à linha utilizada.
Podem ser configuradas três opções de anexo: A, B ou seleção automática.
O anexo A determina as especificações regionais referentes às linhas que
operam sob condições tipicamente encontradas nas redes norte-americanas.
O anexo B determina as especificações regionais referentes às linhas que
operam sob condições tipicamente encontradas nas redes européias.
Se o LTU estiver configurado no modo de seleção automática, ele utilizará o
frame selecionado pelo NTU. Caso o NTU também esteja configurado para
seleção automática, então será utilizado o anexo B.

3.2.4 CAS (Channel Associated Signalling)


A interface G.shdsl permite enviar informações de CAS (Channel Associated
Signalling), quando houver banda disponível, ou seja, quando ao menos um
timeslot de 64k estiver desocupado. A estrutura de frame enviada e recebida
no modem G.shdsl consiste nos timeslots de E1, no canal V.35 a Nx64kbit/s,
em timeslots ociosos para preencher a taxa instalada do modem e um timeslot
de CAS, nesta ordem.
Quando a sinalização de CAS é utilizada, é possível configurar a interface
G.shdsl para operar a 2.048kbit/s, sendo que o último timeslot será sempre
usado para transportar CAS.
Em caso de falha de sincronismo de CAS, o led DSL no painel frontal pisca
uma vez por segundo, ficando a maior parte do tempo aceso.

3.3 Wetting Current


A wetting current é um mecanismo que serve para reduzir o efeito de micro-
interrupções em linhas de transmissão. Um dos modens fornece uma corrente
DC e o outro drena esta corrente, causando uma circulação de corrente DC em
toda a linha.
No DM991C, é possível configurá-la como sink, source ou desabilitada.
Quando configurada como sink (dreno de corrente), o equipamento insere na
linha uma carga para corrente DC completamente isolada do resto do
equipamento. A corrente drenada deve ficar entre 200 A e 3mA, conforme
Anexo B da G.991.2.

204.0035.10 23
Quando configurada como source, o equipamento insere na linha uma fonte de
tensão DC. A tensão da fonte é de –48V. Esta fonte também possui uma
limitação na corrente fornecida para evitar grandes surtos.
Toda a configuração da wetting current é feita através de estrapes. Maiores
detalhes podem ser encontrados no capítulo 12.

3.4 Desempenho
O desempenho da interface está diretamente relacionado com as
características da linha de transmissão.
A bitola e o comprimento do fio utilizado, o ruído e a suscetibilidade a micro-
interrupções aos quais a linha estiver submetida determinam qual a maior taxa
de transmissão possível.
O alcance também diminui caso a linha apresente um grande número de
emendas e bifurcações. O comprimento das bifurcações também altera as
características da linha, podendo aumentar as reflexões do sinal e até mesmo
o ruído.
Para uma linha sem ruído com fio de 0,5mm, o alcance para 2.048kbit/s pode
chegar a 5.000m. Para a mesma taxa de transmissão, mudando a bitola do fio
para 0,4mm, o alcance máximo cairá para cerca de 3.600m.
Para uma linha sem ruído utilizando-se um fio com bitola de 0,4mm, sem
emendas ou bifurcações, com o modem configurado para 192kbit/s, pode-se
chegar a 6.300m de alcance.
Estes testes foram realizados utilizando uma linha artificial de transmissão, que
simula o comportamento de uma linha real.

24 204.0035.10
A Tabela 5 contém os alcances esperados para algumas taxas em linha
artificial sem ruído. Em linhas de transmissão reais, o desempenho do modem
é normalmente inferior.

Tabela 5. Alcance para a interface G.shdsl

Data Rate Alcance para 8


(kbit/s) bitola 0,4mm (m)
192 6.300 6

Alcance (km)
256 5.900
384 5.400 4
512 5.100
768 4.700 2
1.024 4.400
1.536 4.000 0
2.048 3.600 0 5 12 10 2 4 15 3 6 2048

Taxa (kbit/s)

Uma forma de aumentar o alcance das interfaces é melhorando a blindagem


do equipamento para diminuir o ruído ao qual o receptor estiver submetido.
Para o DM991C recomenda-se utilizar o terra de proteção do equipamento
conectado ao terra de sinal (detalhes no capítulo 12).
A utilização de wetting current pode melhorar o desempenho da linha de
transmissão, principalmente quando ela for suscetível a micro-interrupções.
Em linhas sem ruído ou micro-interrupções, a wetting current não é capaz de
melhorar o alcance.

3.5 Proteção Elétrica


Quando a linha analógica da interface G.shdsl passar através de meios que
podem sofrer influência de descargas elétricas ou atmosféricas, é
recomendado que sejam adicionados dispositivos de proteção primária à
mesma.
A interface G.shdsl já possui dispositivos do tipo centelhador como proteção
primária.
OBSERVAÇÃO: Não é conveniente o uso de varistores como dispositivos de
proteção para linhas G.shdsl, uma vez que os mesmos introduzem uma
elevada capacitância que pode reduzir significativamente o desempenho da

204.0035.10 25
interface. O mesmo tipo de cuidado deve ser tomado com o uso de proteções
do tipo indutivo.

26 204.0035.10
4. INTERFACE E1

Neste capítulo, descreve-se a estrutura definida pela recomendação G.704


para uniformizar termos e propiciar um melhor entendimento do
funcionamento, configuração dos parâmetros e aplicação do DM991C. Note
que um sinal G.703 a 2.048kbit/s com estrutura de quadros em acordo com
G.704 é também chamado de sinal E1.

4.1 Estrutura de Quadros G.704


A interface opera a uma taxa nominal de 2.048kbit/s, com os bits agrupados
em frames. Cada frame é constituído de 256 bits, arranjados em 32 timeslots
de 8 bits cada. A taxa de repetição de frame é 8000 vezes por segundo,
obtendo-se uma taxa de 64kbit/s para cada timeslot. O número de timeslots
disponíveis para o usuário é no máximo 31, porque o timeslot 0 é utilizado para
sincronismo de frame. Em aplicações de telefonia com sinalização por canal
associado (CAS), são disponíveis apenas 30 timeslots, pois o timeslot 16
transporta a sinalização CAS. A estrutura de frame pode ser vista na Figura 7.
Os frames são organizados em estruturas maiores, chamadas multiframe.
Todo sinal E1 é organizado em multiframes de dois frames, onde o primeiro
frame contém o sinal de alinhamento de frame (FAS) e o segundo frame não
contém sinal de alinhamento de frame (NFAS).
A interface E1 apresenta um led que acende conforme a configuração da
interface. Quando operando em modo estruturado, o led E1 indica presença de
portadora e também de sinal de alinhamento de frame; quando operando em
modo transparente (32 canais de dados), o led indica apenas presença de
portadora.

204.0035.10 27
Tabela 6. Estrutura multiframe

Frames Alternados Número do bit

1 2 3 4 5 6 7 8

Frame contendo o Sinal de Si 0 0 1 1 0 1 1


Alinhamento de Frame
Nota 1 Sinal de Alinhamento de Frame

Frame não contendo o Sinal Si 1 A Sa4 Sa5 Sa6 Sa7 Sa8


de Alinhamento de Frame
Nota 1 Nota 2 Nota 3 Nota 4

1. Si – bit reservado para uso internacional. Usualmente configurado


em 1, exceto quando é utilizado CRC4 como será visto adiante.

2. Bit sempre configurado em 1.

3. Indicação de alarme remoto. Se operação normal, configurado em


0, em alarme configura em 1. Caso o receptor da interface E1 perca
sincronismo de frame, este bit é transmitido em 1.

4. Para usos específicos. Usualmente bits configurados em 1.

Além deste multiframe básico, que está sempre presente, pode haver outros
dois tipos de multiframe, completamente independentes entre si e superpostos
ao multiframe básico:
• Multiframe CRC4 é formado por 16 frames e utiliza o bit Si do timeslot 0 dos
frames para o procedimento de Cyclic Redundancy Check-4, que permite
avaliar a qualidade de transmissão. Este multiframe sempre começa em um
frame que possua FAS. A estrutura de multiframe é identificada por uma
estrutura de seis bits chamado de sinal de alinhamento de multiframe
CRC4, que se encontra nos frames ímpares. Nos dois últimos frames
ímpares são transmitidos sinais de erro de sub-multiframe. Bit E do frame
13 (E13) corresponde ao erro ocorrido no sub-multiframe I e E15
corresponde ao erro ocorrido no sub-multiframe II. Nos frames pares, nos
quais está o FAS, são transmitidos os quatro bits de checagem (CRC)
calculados do sub-multiframe anterior. A Tabela 7 apresenta a estrutura de
multiframes CRC4.

28 204.0035.10
• Multiframe CAS (Channel Associated Signaling) é geralmente usado em
linhas que transmitem canais de voz. Seu alinhamento de multiframe é
realizado pelo timeslot 16, sem nenhuma relação com possível multiframe
CRC4. A Tabela 8 apresenta a estrutura de multiframes CAS.
As estruturas CAS e CRC4 são totalmente independentes entre si e podem ser
desabilitadas ou habilitadas individualmente pelo usuário.
A interface E1 pode operar também no modo transparente, onde os dados são
repassados diretamente de uma interface para a outra. Os dados são
passados bit a bit, sem procura de sincronismo. Neste caso a interface opera a
2.048kbit/s de dados.

Figura 7. Estrutura de frame E1 da recomendação G.704 do ITU

204.0035.10 29
Tabela 7. Estrutura de multiframe com CRC4
SMF Frame # Bits 1 a 8 do timeslot 0 de cada frame
1 2 3 4 5 6 7 8
0 C1/Si 0 0 1 1 0 1 1
1 0/Si 1 A Sa4 Sa5 Sa6 Sa7 Sa8
2 C2/Si 0 0 1 1 0 1 1
I 3 0/Si 1 A Sa4 Sa5 Sa6 Sa7 Sa8
4 C3/Si 0 0 1 1 0 1 1
5 1/Si 1 A Sa4 Sa5 Sa6 Sa7 Sa8
6 C4/Si 0 0 1 1 0 1 1
7 0/Si 1 A Sa4 Sa5 Sa6 Sa7 Sa8
8 C1/Si 0 0 1 1 0 1 1
9 1/Si 1 A Sa4 Sa5 Sa6 Sa7 Sa8
10 C2/Si 0 0 1 1 0 1 1
II 11 1/Si 1 A Sa4 Sa5 Sa6 Sa7 Sa8
12 C3/Si 0 0 1 1 0 1 1
13 E/Si 1 A Sa4 Sa5 Sa6 Sa7 Sa8
14 C4/Si 0 0 1 1 0 1 1
15 E/Si 1 A Sa4 Sa5 Sa6 Sa7 Sa8
1. SMF indica o sub-multiframe. Estas partições são usadas para o cálculo do
CRC4.
2. O bit Si é o bit internacional.
3. O bit A é usado para indicar um alarme remoto (ativo em 1).
4. Sa4 a Sa8 são bits recomendados pelo ITU-T para uso em aplicações ponto
a ponto específicas.
5. Sa4 a Sa8 devem permanecer em 1 quando não são usados e atravessam
uma fronteira internacional.
6. O bit E é usado para indicar um erro de CRC4. O estado normal do bit é 1.
Quando for detectado um erro de CRC4, o bit correspondente ao sub-
multiframe em que foi detectado o erro é configurado para 0.
7. C1 a C4 são usados para transmitir o código do CRC4.
8. O timeslot 0 que contém a seqüência 0011011 é definido como a palavra
FAS, enquanto que o timeslot 0 que não contém o FAS é o NFAS.

30 204.0035.10
Tabela 8. Estrutura de multiframe com CAS
Frame # Bits 1 a 8 do timeslot 16 de cada frame
1 2 3 4 5 6 7 8
0 0 0 0 0 X0 Y X1 X2
1 A1 B1 C1 D1 A16 B16 C16 D16
2 A2 B2 C2 D2 A17 B17 C17 D17
3 A3 B3 C3 D3 A18 B18 C18 D18
4 A4 B4 C4 D4 A19 B19 C19 D19
5 A5 B5 C5 D5 A20 B20 C20 D20
6 A6 B6 C6 D6 A21 B21 C21 D21
7 A7 B7 C7 D7 A22 B22 C22 D22
8 A8 B8 C8 D8 A23 B23 C23 D23
9 A9 B9 C9 D9 A24 B24 C24 D24
10 A10 B10 C10 D10 A25 B25 C25 D25
11 A11 B11 C11 D11 A26 B26 C26 D26
12 A12 B12 C12 D12 A27 B27 C27 D27
13 A13 B13 C13 D13 A28 B28 C28 D28
14 A14 B14 C14 D14 A29 B29 C29 D29
15 A15 B15 C15 D15 A30 B30 C30 D30
1. Ai-Di são os bits de sinalização por canal. Números de canal se
referem a canais telefônicos. Os timeslots 1 a 15 e 17 a 31
correspondem aos canais telefônicos de 1 a 30.
2. X0-X2 são os bits x da norma G.704, normalmente configurados em
1.
3. Y é o Remote Multiframe Yellow Alarm. Quando em 1 indica que o
alarme está ativado.
4. O multiframe alignment signal (MAS) é definido como o timeslot 16
que contém a seqüência 0000xyxx e pode estar nos frames que
contém FAS ou nos frames que não contém FAS.

204.0035.10 31
4.2 Características da Interface

4.2.1 Características Elétricas


O sinal da linha E1 é codificado conforme o código HDB3 (High Density Bipolar
3) da recomendação G.703 do ITU, que é um aperfeiçoamento da codificação
AMI (Alternate Mark Inversion).
No código AMI, marca é transmitido como pulsos positivos e negativos
alternados, enquanto espaços são transmitidos como nível zero de tensão. Na
codificação AMI não pode ser transmitido um número muito grande de zeros,
pois não havendo transições na linha, o receptor perde a temporização do
sinal.
No formato HDB3, a condição de marca é codificada segundo o código AMI,
porém 4 zeros (espaços) consecutivos são substituídos pela seqüência 000V
ou B00V. A escolha de uma ou outra seqüência é feita de tal forma que o
número de pulsos B entre pulsos V consecutivos seja ímpar, ou seja, pulsos V
sucessivos são de polaridade alternada para que não seja introduzida alguma
componente DC no sinal. A Figura 8 apresenta um exemplo de aplicação do
código HDB3 a uma seqüência de bits.
1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1
Dados
2.048kbit/s

Codificação B B B
AMI B B

Codificação B B V B
HDB3 B V B B
Seqüência de 4 zeros Seqüência de 4 zeros

Figura 8. Codificação HDB3 na interface de 2.048kbit/s da rec. G.703


A interface permite utilização de cabo coaxial 75Ω ou par trançado de 120Ω.
Os cabos são acoplados através de transformadores. Não há polaridade para
o par trançado.
No cabo coaxial, a malha externa pode ser ligada ao terra através de estrapes.
Isto serve tanto para o canal de entrada (IN) como o de saída (OUT).
CUIDADO: Os estrapes E20 e E21 não devem estar na posição de aterrado
quando for utilizado par trançado (120Ω).

32 204.0035.10
A saída do sinal G.703 da interface está disponível no conector BNC OUT, ou
entre os pinos 4 e 5 do RJ45.
A entrada do sinal G.703 da interface está disponível no conector BNC IN, ou
entre os pinos 1 e 2 do RJ45.

Tabela 9. Pinagem para conector RJ45 para G.703


Função Sinal RJ45 Origem
Dados transmitidos OUT 4 DM991C
Dados transmitidos OUT 5 DM991C
Dados recebidos IN 1 Rede E1
Dados recebidos IN 2 Rede E1

4.2.2 Características Gerais com Cabo Coaxial


Taxa: 2.048kbit/s +/- 50ppm
Formato do pulso: retangular
Número de pares em cada sentido de transmissão: 1 par coaxial
Impedância nominal: 75Ω resistivos
Tensão de pico de um pulso: 2.37V +/- 0.237V
Tensão de pico de um espaço: 0V +/- 0.237V
Duração nominal de um pulso: 244 nanosegundos
Relação entre as amplitudes dos pulsos positivo e negativo no ponto médio de
uma largura de pulso: de 0.95 a 1.05
Relação entre as larguras dos pulsos positivo e negativo em meia amplitude
nominal: de 0.95 a 1.05

4.2.3 Características Gerais com Par Trançado


Taxa: 2.048kbit/s +/- 50ppm
Formato do pulso: retangular
Número de pares em cada sentido de transmissão: 1 par simétrico
Impedância nominal: 120Ω resistivos
Tensão de pico de um pulso: 3V +/- 0.3V
Tensão de pico de um espaço: 0V +/- 0.3V
Duração nominal de um pulso: 244 nanosegundos

204.0035.10 33
Relação entre as amplitudes dos pulsos positivo e negativo no ponto médio de
uma largura de pulso: de 0.95 a 1.05
Relação entre as larguras dos pulsos positivo e negativo em meia amplitude
nominal: de 0.95 a 1.05

4.3 Configurações da Interface E1


Nesta interface podem ser configurados:
Número de canais de dados utilizados. Deve se levar em conta o número de
canais disponíveis no agregado (G.shdsl) e no outro tributário (interface digital);
Timeslot inicial dos canais de dados;
Sinalização de canal pode ser configurada para gerar uma emulação de CAS,
ou seja, apenas o sincronismo de CAS é gerado e detectado, sendo a
informação ignorada;
Transmissão de dados no timeslot 16, indicando se o timeslot 16 pode ser
usado para dados de usuário ou não;
Geração e detecção de CRC4;
Habilitação de testes;
Impedância da interface G.703 pode ser 75Ω para cabo coaxial ou 120Ω para
par trançado;
Cascateamento (drop and insert) ou transmissão de byte de idle (o seu valor
também é configurável) nos canais não usados.
Observação: não é possível usar loop externo de clock
quando o equipamento estiver configurado com
cascateamento. Para maiores informações ver item 6.3.4

4.4 Indicações da Interface E1 no Painel


O led E1 no painel frontal indica sincronismo da interface E1. Quando
operando em modo estruturado, o led indica presença de sincronismos de
frame, sincronismo de CRC4 e CAS, quando habilitados. Também indica
alarme do remoto e presença de portadora. Quando operando em modo
transparente, indica apenas presença de portadora.
O equipamento gera automaticamente AIS na interface E1 enquanto a
interface G.shdsl não estiver sincronizada.
A descrição precisa de seu funcionamento está na Tabela 10:

34 204.0035.10
Tabela 10. Led da interface E1
Precedência Estado Comportamento do led

1 Sem portadora Desligado


Pisca 2 vezes por segundo
2 Recepção de AIS (maior parte do tempo
desligado)
Pisca 1 vez por segundo
3 Sem sincronismo de frame (maior parte do tempo
desligado)
Pisca 1 vez por segundo
4* Sem sincronismo de CAS (maior parte do tempo
ligado)
Pisca 2 vezes por segundo
5* Sem sincronismo de CRC4 (maior parte do tempo
ligado)
Pisca 1 vez a cada 2
Indicação de alarme do
6 segundos (maior parte do
remoto
tempo ligado)
Com sincronismo de frame,
7 Ligado
CAS (*) e CRC4(*)
* Quando habilitados, senão são ignorados.

204.0035.10 35
5. INTERFACE DIGITAL V.35 – V.36/V.11 – V.28

Esta interface segue as recomendações V.35, V.36/V.11 e V.28.

5.1 Características da Interface


Nesta interface, os sinais de dados e relógios são do tipo diferencial
balanceados, de acordo com o apêndice II da recomendação V.35 ou com a
recomendação V.11 do ITU-T, de acordo com a configuração de estrapes.
A Tabela 11 apresenta os sinais na interface V.35 e sua pinagem no conector
DB25 fêmea conforme os padrões ISO2110 Amd. 1 e Telebrás (também
conhecida como pinagem Embratel – opção existente apenas no modelo serie
II) e no conector fêmea de 34 pinos (ISO2593) do cabo adaptador. Os sinais
de controle seguem as características da recomendação V.28.
A Tabela 12 apresenta os sinais na interface V.36/V.11 e sua pinagem no
conector DB25 fêmea conforme os padrões ISO2110 Amd. 1 e Telebrás
(somente no modelo serie II) e no conector fêmea de 37 pinos (ISO4902) do
cabo adaptador.
É interessante notar a facilidade do ETD fornecer sincronismo para recepção
de dados do modem através do CT128. Para seu funcionamento correto, é
necessário que o relógio fornecido pelo ETD esteja sincronizado com o relógio
mestre do equipamento, mesmo que em sub-múltiplos de 2.048kbit/s.
A interface possui uma configuração alternativa para o sinal de recepção
(CT104), que pode ser configurado para estar sincronizado com o clock
externo de transmissão (CT113). Esta configuração é muito útil quando a
interface for conectada a um equipamento NewBridge®.

36 204.0035.10
Tabela 11. Pinagem para V.35
DB25
M34 DB25
Pinagem Origem
CT Função Sinal ISO 2110
ISO Pinagem
do sinal
2593 Telebrás
Amd. 1
101 Terra de proteção P. Gnd 1 A 1
102 Terra de sinal S. Gnd 7 B 13
TDa 2 P 2
103 Dados transmitidos ETD
TDb 14 S 15
RDa 3 R 4
104 Dados recebidos DM991C
RDb 16 T 17
105 Pedido p/ enviar RTS 4 C 5 ETD
106 Pronto p/ enviar CTS 5 D 7 DM991C
107 Modem pronto DSR 6 E 9 DM991C
108 Terminal pronto DTR 20 H 14 ETD
Interface DSL
109 + DCD 8 F 10 DM991C
sincronizada
Relógio de XTCa 24 U 11
113 ETD
transmissão do ETD XTCb 11 W 24
Relógio de TCa 15 Y 3
114 DM991C
transmissão TCb 12 a/AA 16
RCa 17 V 6
115 Relógio de recepção DM991C
RCb 9 X 19
*
Relógio externo de ERCa 22 21
128 * ETD
recepção ERCb 23 25

* Na ISO2110 Amd. 1 os pinos ERCa (22) e ERCb (23) não são previstos para
o CT128.
+
Na interface V.35 do DM991C o sinal CT109 reflete o estado do agregado
(G.shdsl), permanecendo em OFF enquanto ele estiver em condição de erro
(exceto quando houver erro de CRC).

204.0035.10 37
Tabela 12. Pinagem para V.36/V.11
DB25
DB37 DB25
Pinagem Origem
CT Função Sinal ISO 2110
ISO Pinagem
do sinal
4902 Telebrás
Amd. 1
101 Terra de proteção P. Gnd 1 1 1
102 Terra de sinal S. Gnd 7 19 13
TDa 2 4 2
103 Dados transmitidos ETD
TDb 14 22 15
RDa 3 6 4
104 Dados recebidos DM991C
RDb 16 24 17
RTSa 4 7 5
105 Pedido p/ enviar ETD
RTSb 19 25 18
CTSa 5 9 7
106 Pronto p/ enviar DM991C
CTSb 13 27 20
107 Modem pronto DSR 6 11 9 DM991C
108 Terminal pronto DTR 20 12 14 ETD
Interface DSL DCDa 8 13 10
109 + DM991C
sincronizada DCDb 10 31 22
Relógio de XTCa 24 17 11
113 ETD
transmissão do ETD XTCb 11 35 24
TCa 15 5 3
114 Relógio transmissão DM991C
TCb 12 23 16
RCa 17 8 6
115 Relógio de recepção DM991C
RCb 9 26 19
Relógio externo de ERCa 22* 21
128 * ETD
recepção ERCb 23 25

* Na ISO2110 Amd. 1 os pinos ERCa (22) e ERCb (23) não são previstos para
o CT128.
+
Na interface V.36/V.11 do DM991C o sinal CT109 reflete o estado do
agregado (G.shdsl), permanecendo em OFF enquanto ele estiver em condição
de erro (exceto quando houver erro de CRC).

38 204.0035.10
Tabela 13. Pinagem para V.28
DB25
DB25
Pinagem Origem
CT Função Sinal ISO 2110
Pinagem
Telebrás do sinal
Amd. 1
101 Terra de proteção P. Gnd 1 1
102 Terra de sinal S. Gnd 7 13
103 Dados transmitidos Td 2 2 ETD
104 Dados recebidos Rd 3 4 DM991C
105 Pedido p/ enviar RTS 4 5 ETD
106 Pronto p/ enviar CTS 5 7 DM991C
107 Modem pronto DSR 6 9 DM991C
108 Terminal pronto DTR 20 14 ETD
Interface DSL
109 + DCD 8 10 DM991C
sincronizada
Relógio de transmissão
113 XTC 24 11 ETD
do ETD
114 Relógio de transmissão TC 15 3 DM991C
115 Relógio de recepção RC 17 6 DM991C

+
Na interface V.28 do DM991C o sinal CT109 reflete o estado do agregado
(G.shdsl), permanecendo em OFF enquanto ele estiver em condição de erro
(exceto quando houver erro de CRC).

5.2 Sinais na Interface Digital e seus Indicadores


CT103 (TD) é o sinal de dados fornecido pelo ETD (o DM991C será sempre
considerado como ECD). Se o sinal CT106 estiver em OFF, será transmitido
marca para o agregado.
CT104 é o sinal de dados fornecido ao ETD. Se o sinal CT109 estiver em OFF,
será transmitido marca ao ETD.
CT105 é um sinal de controle gerado pelo ETD, que indica um pedido para
transmitir. Pode ser configurado para ser considerado ou ignorado (forçado em
ON). Quando o sinal CT105 estiver habilitado no DM991C e o ETD estiver com
este mesmo sinal em OFF, o modem transmite marca nos timeslots
correspondentes à interface digital.
CT106 é um sinal de controle gerado pelo equipamento, indicando que o
DM991C está pronto para transmitir. No DM991C, o CT106 segue o CT105, a
não ser que seja acionado algum teste que altere seu comportamento.

204.0035.10 39
CT107 é um sinal de controle gerado pelo equipamento, indicando que ele está
pronto para operar. Em funcionamento normal, permanece ativo, exceto
quando a seqüência de BERT da interface G.shdsl é acionada.
CT108 é um sinal de controle gerado pelo ETD, indicando que o terminal está
pronto (DTR). Pode ser configurado para ser considerado ou ignorado (forçado
em ON). Este sinal apenas é informado à gerência DmView ou visualizado pelo
terminal (local ou do equipamento remoto).
CT109 é um sinal de controle gerado pelo equipamento, indicando que está
sendo detectada a portadora no agregado e o receptor está sincronizado.
Quando falta sincronismo em alguma das estruturas habilitadas, o CT109 fica
em OFF e o CT104 fica transmitindo sempre marca.
CT113 é o relógio de transmissão fornecido pelo ETD. O DM991C pode ser
configurado para utilizar esse sinal na aquisição dos dados no CT103. Se o
equipamento estiver configurado para operar com relógio regenerado da
interface digital, ele utilizará este sinal como relógio de transmissão. Se o
CT113 estiver habilitado e faltar relógio ou a taxa estiver errada, o
equipamento reportará para a gerência estado OFF para este sinal. Quando a
interface digital for a fonte de relógio para o sistema e houver falha no CT113,
o modem usará o relógio interno para a transmissão.
CT114 é o relógio de transmissão utilizado pela interface, estando sincronizado
com o relógio de transmissão do DM991C ou com o relógio fornecido pelo ETD
(CT113).
CT115 é o relógio de recepção regenerado da linha. Sua taxa depende da
configuração da taxa da interface digital.
CT128 é o relógio externo para recepção de dados na interface digital. Quando
habilitado, o sinal CT104 estará sincronizado com este relógio. Quando faltar
relógio na interface ou quando a taxa estiver errada, será utilizado o CT115
como relógio para o CT104.

5.3 Configurações da Interface Digital


Podem ser configurados vários parâmetros da interface digital:
A taxa da interface pode assumir qualquer valor múltiplo de 64kbit/s, porém
deve se levar em conta o número de canais disponíveis no agregado (G.shdsl)
e no outro tributário (E1);
O relógio de transmissão da interface pode ser configurado para utilizar a fonte
de relógio geral do equipamento ou o fornecido pelo ETD (CT113). Quando
estiver usando o CT113 como relógio, também é possível configurar a porta
para que os dados recebidos (CT104) sejam sincronizados com o sinal CT113

40 204.0035.10
(CT104 Controlled); essa característica é bastante útil quando a interface
digital estiver ligada a um equipamento NewBridge® operando como ECD.
Quando a interface estiver utilizando o CT113 para amostrar o CT103, o
CT114 será uma cópia idêntica deste sinal. Entretanto, é possível alterar este
comportamento configurando o relógio para CT113 unlooped to CT114. Nesta
opção, o CT114 estará sincronizado com o relógio do sistema;
Se o equipamento estiver configurado para utilizar como relógio do sistema o
sinal recuperado da interface digital (regenerado), esta interface deverá utilizar
obrigatoriamente o sinal CT113 como seu relógio de transmissão;
Observação: não é possível usar loop externo de clock
quando o equipamento estiver configurado com
cascateamento. Para maiores informações ver item 6.3.4

CT105 e CT108 podem ser forçados para ON, enquanto o CT128 pode ser
desabilitado (ignorado);
O teste LDL pode ser habilitado ou inibido.

5.4 Indicações da Interface Digital no Painel


Os leds referentes à interface digital têm seu comportamento descrito na
Tabela 14:

Tabela 14. Leds da interface digital


Led Estado Comportamento
CT103 Transição de Dados no CT103 Piscando
CT104 Transição de Dados no CT104 Piscando
(*)Observar que os sinais CT105 e CT108 e os clock CT113 e CT128, somente
serão considerados e avaliados se estiverem sendo usados na configuração
atual da porta.

204.0035.10 41
6. DESCRIÇÃO DO FUNCIONAMENTO

O equipamento funciona totalmente autônomo, ou seja, uma vez configurado


não necessita de intervenção externa. Após inicializado, o equipamento entra
automaticamente em funcionamento conforme a configuração salva na
memória não volátil (E2PROM), sem necessitar nenhum tipo de procedimento
especial de inicialização. Os estados das interfaces são indicados por sinais
luminosos (LEDs) e estes voltam automaticamente ao funcionamento normal
quando algum estado de falha for corrigido.

6.1 Funcionamento dos LEDS


O equipamento possui 6 leds em seu painel frontal que indicam o status geral
do equipamento bem como o status individual das interfaces.

Tabela 15. Funcionamento dos leds


Led Estado Comportamento
Equipamento Alimentado Aceso

PWR Equipamento sem


alimentação ou com Apagado
problemas na fonte
104 Transição de dados no CT104 Piscando
103 Transição de dados no CT103 Piscando
E1 Sem portadora Apagado
Pisca 2 vezes por segundo
Recepção de AIS
(maior parte do tempo apagado)
Pisca 1 vez por segundo (maior
Sem sincronismo de frame
parte do tempo apagado)
Pisca 1 vez por segundo (maior
Sem sincronismo de CAS
parte do tempo aceso)
Pisca 2 vezes por segundo
Sem sincronismo de CRC4
(maior parte do tempo aceso)

42 204.0035.10
Indicação de alarme do Pisca 1 vez a cada 2 segundos
remoto (maior parte do tempo aceso)
Com sincronismo de frame,
Aceso
CAS e CRC4
Sem portadora Apagado
Apagado, piscando 1 vez por
Handshake
segundo
Tempo aceso igual ao tempo
Training apagado, piscando uma vez por
segundo (1Hz)
DSL
Tempo aceso igual ao tempo
LOSWD ou LOSWF apagado, piscando oito vezes por
segundo (8Hz)
Erro de CRC ou sem Aceso, piscando uma vez por
sincronismo de CAS segundo
Com Sincronismo Aceso
Nenhum teste ativado Apagado
Qualquer teste ativado Aceso
TEST
Tempo aceso igual ao tempo
Erro de BERT detectado na
apagado, piscando oito vezes por
interface G.shdsl
segundo (8Hz)

6.2 Gerenciamento do Equipamento


Existem 2 formas de gerenciar o DM991C:
• Através de um terminal VT100 (usando emulador no PC);
• Através da gerência remota, que pode ser integrada ao sistema de
gerência de equipamentos DATACOM utilizando o software DmView.
Esta configuração pode ser utilizada quando o DM991C é o remoto de
um equipamento DM705 (conforme ilustra a Figura 9).

204.0035.10 43
Gerência
Ethernet
DSL
DM705
Mux E1 DM991C

Figura 9. DM991C gerenciado como remoto do DM705


A gerência do equipamento via terminal é descrita no capítulo 8, enquanto que
a gerência remota está descrita no capítulo 9.

6.3 Relógios do Equipamento

6.3.1 Relógio de Transmissão


O relógio de transmissão do modem pode ser configurado através do terminal
ou da gerência.
Existem 4 opções de relógio:
1) Interno: é obtido do oscilador a cristal do próprio modem, com precisão de
25ppm.
2) Regenerado da interface G.shdsl: tem a mesma precisão do equipamento
que fornece o sinal. Quando configurado como LTU, o modem não pode ser
configurado com relógio regenerado.
3) Regenerado da interface E1: é fornecido pelo ETD através do sinal G.703
da interface E1.
4) Regenerado da interface digital: é fornecido pelo ETD através do sinal
CT113. A interface digital deve ter o relógio configurado como externo (CT113)
ou CT104 controlado (maiores detalhes no item 8.3.4).
Independente da configuração, o relógio utilizado para a transmissão deve ter
precisão mínima de 50ppm para o caso de conexão em modo plesiócrono e
32ppm para o caso de conexão em modo síncrono (para operar conforme
estabelecido na norma G.991.2). O modem comuta automaticamente para
relógio interno em caso de falha no relógio configurado, mas podem ocorrer
erros na seqüência de transmissão durante a comutação.

44 204.0035.10
6.3.2 Modo Plesiócrono
Quando em modo plesiócrono, os relógios de transmissão e de recepção são
independentes do relógio da linha, que é gerado pelo LTU. Por isso os relógios
utilizados podem ser de fontes diferentes.

DM991C - LTU DM991C - NTU


Relógio Interno Relógio Reg.

E1 E1
G.shdsl
V.35 V.35

Figura 10. Relógios Interno e Regenerado no Plesiócrono


A Figura 10 mostra o funcionamento dos relógios na ligação de dois DM991C,
um operando com relógio interno e outro operando com relógio regenerado da
interface DSL.
O equipamento LTU transmite os dados na interface DSL utilizando o relógio
interno. No lado do NTU, o relógio recebido da interface DSL é levado para as
interfaces E1 e digital (conforme as setas contínuas). Além disso, conforme a
seleção de relógio regenerado, é feito um loop no relógio, para este ser
utilizado para transmissão de dados pela interface DSL (seta tracejada).
De volta ao lado do LTU, o equipamento utiliza o relógio recebido da interface
DSL para as interfaces E1 e digital.
DM991C - LTU DM991C - NTU
Relógio Ext - E1 Relógio Reg.

E1 E1
G.shdsl
V.35 V.35

Figura 11. Relógio Externo de E1 e Regenerado no modo Plesiócrono


A Figura 11 mostra o funcionamento dos relógios na ligação de dois DM991C,
um operando com o relógio externo vindo da interface E1 e outro operando
com relógio regenerado da interface DSL.
O equipamento LTU recebe o relógio da interface E1 e o utiliza para enviar os
dados na interface DSL (seta tracejada). No lado do NTU, o relógio recebido da
interface DSL é utilizado para transmissão de dados nas interfaces E1 e digital

204.0035.10 45
(setas contínuas). Além disso, é feito um loop no relógio, para este ser utilizado
na transmissão de dados pela interface DSL (seta tracejada).
No equipamento LTU, o relógio recebido da interface DSL é utilizado nas
interfaces E1 e digital (setas contínuas).
Os relógios funcionam desta mesma forma quando o relógio externo vem da
interface digital (de um roteador, por exemplo), ao invés da interface E1.
DM991C - LTU DM991C - NTU
Relógio Ext - V.35 Relógio Ext. - V.35

Rot. V.35 V.35 Rot.


G.shdsl
E1 E1

Figura 12. Relógios Externos da V.35 no modo Plesiócrono


A Figura 12 mostra dois DM991C operando com relógios externos vindos da
V.35 (CT113). Ambas interfaces digitais estão ligadas a roteadores que
possuem seus relógios configurados como interno.
O esquema é muito parecido com os já citados. O relógio externo vindo da
V.35 no equipamento LTU é passado para a interface DSL, que por sua vez é
passado para as interfaces E1 e digital do equipamento NTU. O mesmo ocorre
no sentido inverso (relógio vindo da V.35 no NTU passa pela interface DSL e
vai até as interfaces E1 e digital no LTU).

6.3.3 Modo Síncrono


Este modo tem o funcionamento parecido com aquele descrito no modo
plesiócrono, porém alguns detalhes devem ser observados:
• Neste modo, tanto o TX quanto o RX devem ser iguais. Fica a cargo
do usuário escolher para operar com relógio interno no LTU e
regenerado no NTU ou garantir que os relógios externos sejam
sincronizados.
• Não é possível fazer loop externo de relógio no LTU neste modo.

46 204.0035.10
6.3.4 Loop Externo de Relógio
A situação de loop externo de relógio está ilustrada na Figura 13.

A DM991C B DM991C Roteador


DSL E1
Clk Interno Clk Externo Clk Regen.

Figura 13. Loop externo de relógio


Em algumas aplicações o loop externo de relógio pode ser interessante. Na
Figura 13, supondo que o modem A esteja gerando o relógio para o sistema, o
modem B repassa este relógio para o equipamento que estiver conectado
diretamente a um de seus tributários (no caso é um roteador). O roteador está
configurado de tal forma que utiliza o relógio proveniente da interface E1 para a
transmissão. O modem B utiliza o relógio proveniente da interface E1 para
transmitir os dados na linha.
Quando a interface E1 do DM991C estiver com o cascateamento habilitado,
não será possível realizar o loop externo de relógio. Para contornar este
problema, o DM991C B deve ser configurado para operar com relógio
regenerado da linha, como ilustra a Figura 14.

A DM991C B DM991C Roteador


DSL E1
Clk Interno Clk Regen. Clk Regen.

Figura 14. Alternativa para loop externo de relógio

6.4 Relógios da Interface Digital

6.4.1 Clock Source


Neste modo a interface digital usa como relógio de transmissão (CT114)
aquele fornecido pela fonte de relógio do equipamento.

204.0035.10 47
DM991C ETD
CT103
DSL
V.35 CT114 V.35

Rx
Tx
CT104

Tx
Rx
CT115

Figura 15. Funcionamento da V.35 com Clock Source


A Figura 15 demonstra o funcionamento da V.35 com Clock Source. A seta
tracejada indica que o CT115 é gerado a partir do relógio regenerado da
interface DSL do DM991C. O CT114 é gerado a partir do relógio do sistema,
que neste caso pode ser interno, regenerado da linha ou regenerado da
interface E1 (não pode ser regenerado a partir da interface digital, pois
precisaria utilizar o CT113).

6.4.2 External (CT113)


Neste modo a V.35 utiliza o CT113 (relógio de transmissão do equipamento
ligado ao DM991C) para gerar o CT114 (relógio de transmissão do DM991C).
DM991C ECD
CT103 CT104
DSL
CT113 CT115
Rx

V.35 V.35
Tx

CT114

CT104 CT103
Rx

Tx

CT115 CT113

Figura 16. Funcionamento da V.35 com External


A Figura 16 demonstra o funcionamento da interface digital configurada como
External quando um DM991C, com clock regenerado da DSL, é ligado a um
equipamento ECD. A seta tracejada indica que o CT115 é derivado a partir do
relógio regenerado da interface DSL. A seta pontilhada indica que o
equipamento usa como relógio de transmissão (CT114) o relógio fornecido
pelo ECD através do CT113.

6.4.3 CT104 Controlled


Neste modo a interface digital funciona como no modo External, mas com o
CT104 sendo gerado a partir do CT113. Este modo é recomendado para
conectar um equipamento DM991C a um equipamento NewBridge® que opera

48 204.0035.10
como ECD. Neste caso, normalmente o relógio do sistema é o relógio externo
da V.35.

DM991C ECD
CT103 CT104
DSL
CT113 CT115

Rx
V.35 V.35

Tx
CT114
CT104 CT103

Rx

Tx
CT115 CT113

Figura 17. Funcionamento da V.35 com CT104 Controlled


A Figura 17 demonstra o funcionamento da V.35 configurada como CT104
Controlled quando um DM991C é ligado a um equipamento ECD. O esquema
é o mesmo mostrado no modo External, exceto que o CT113 recebido pelo
DM991C também é utilizado para controlar o CT104 (conforme mostra a seta
pontilhada). O CT115 não se altera neste modo.

6.4.4 CT113 Unlooped to CT114


Neste modo a interface digital funciona como no modo External, contudo o
CT113 não é repassado para o CT114. Recomendado quando conectando o
DM991C a alguns roteadores.
DM991C ECD
CT103 CT104
DSL
CT113 CT115
Rx

V.35 V.35
Tx

CT114

CT104 CT103
Rx

Tx

CT115 CT113

Figura 18. Funcionamento da V.35 com CT113 Unlooped to CT114


A Figura 18 demonstra o funcionamento da V.35 configurada como CT113
Unlooped to CT114 quando um DM991C é ligado a um equipamento ECD. O
esquema é o mesmo mostrado no modo External, exceto que o CT113 não é
repassado para o CT114. Portanto o CT114 é derivado do relógio do sistema.
Neste caso o modem não pode ser configurado para relógio externo da
interface digital, mas utilizará o CT113 para amostrar o CT103.

6.4.5 CT128 Habilitado


Relógio externo de recepção fornecido pelo ETD. Quando habilitado, substitui
o CT115, que deixa de ser utilizado (apesar de continuar existindo). Quando o
204.0035.10 49
equipamento ligado ao DM991C não gerar o CT128, deve-se desabilitar essa
opção. Neste caso será usado o CT115 como relógio de recepção.

6.4.6 Inverse Tx Clock


Quando habilitada, esta opção inverte a fase do sinal do relógio de transmissão
do equipamento (CT114). É utilizado para compensar problemas gerados por
atrasos em alguns roteadores.

6.5 Testes

6.5.1 Testes na interface G.shdsl

6.5.1.1 Teste de Laço Digital Local – LDL


Este teste auxilia na verificação do estado do link externo e interno dos dados.
Dois laços são realizados. O laço interno faz com que os dados provenientes
das interfaces E1 e digital retornem para as mesmas. O laço externo faz com
que os dados externos provindos da linha (G.shdsl) sejam retransmitidos por
essa interface. A Figura 19 exemplifica as condições de teste.
DM991C
DSL

Linha

Figura 19. Laço digital local na interface G.shdsl

6.5.1.2 BERT
A Figura 20 ilustra a geração do padrão nesta interface.

DM991C
BERT

DSL
Linha

Figura 20. Geração e recepção de BERT na interface G.shdsl

50 204.0035.10
O padrão de teste de BERT utilizado é o 511. O BERT é gerado a partir da
interface G.shdsl e é enviado para fora do equipamento (linha), podendo,
portanto, ser utilizado para testar seu próprio link de dados, ao qual está
conectado. O BERT é gerado no número de canais de dados em que a
interface conectar e sobrescreve os dados do usuário.
Quando o equipamento estiver em teste de BERT, ele enviará marca (todos os
bits iguais a 1) para os tributários.

6.5.1.3 Teste de Laço Digital Remoto – LDR


Este teste auxilia na verificação do estado do link e dos dois sentidos dos
dados. A interface transmite um pedido de laço para o equipamento remoto. O
remoto detecta o pedido de LDR e envia um sinal de confirmação de
fechamento de loop. Quando o equipamento que executou o pedido detecta a
resposta, ele entra em teste. O dispositivo remoto apresenta o mesmo
comportamento como quando está em LDL. No menu de status do terminal, o
lado remoto fica com a indicação RXRDL enquanto o local fica com a indicação
de TXRDL. A Figura 21 ilustra a geração do padrão nesta interface.

DM991C DSL DM991C


DSL Remoto

Figura 21. Laço digital remoto na interface G.shdsl


É possível ainda executar simultaneamente o teste de BERT, eliminando a
necessidade de um test-set externo e testando localmente o enlace metálico.
Para realizar este teste composto, é necessário ativar inicialmente o LDR e
depois o BERT.

6.5.2 Testes na Interface E1

6.5.2.1 Teste de Laço Digital Local – LDL


Este teste auxilia na verificação do estado do link externo e interno dos dados.
Dois laços são realizados. O laço interno faz com que os dados provenientes
da interface G.shdsl sejam retransmitidos. O laço externo faz com que os
dados externos provindos do tributário E1 retornem para o mesmo. A Figura 22
exemplifica as condições de teste.

204.0035.10 51
DM991C
E1
G.shdsl
E1

Figura 22. Laço digital local na interface E1

6.5.2.2 Teste de Laço Analógico Local – LAL


O laço analógico local serve para testar a parte analógica dos circuitos da
interface. Os dados transmitidos pela interface E1 retornam para a interface do
modem e os dados a transmitir provenientes do E1 são descartados.
A Figura 23 exemplifica as condições de teste.

DM991C
E1

Figura 23. Laço analógico local na interface E1

6.5.3 Testes da interface Digital

6.5.3.1 Teste de Laço Digital Local – LDL


Este teste auxilia na verificação do estado do link externo e interno dos dados.
Dois laços são realizados. O laço interno faz com que os dados provenientes
da interface G.shdsl sejam retransmitidos . O laço externo faz com que os
dados externos provindos da interface digital retornem para a mesma. Durante
a execução do teste de LDL os dados na interface digital continuam
sincronizados com os relógios configurados para operação normal.
A Figura 24 exemplifica as condições de teste.

52 204.0035.10
DM991C
V.35
G.shdsl

Figura 24. Laço digital local na interface digital

204.0035.10 53
7. DOWNLOAD DE SOFTWARE

Os equipamentos passam constantemente por upgrades, nos quais são


inseridas novas facilidades. Para utilizar estas novas facilidades, torna-se
necessário que seja modificado o firmware do equipamento. Isto é feito pelo
download de um novo firmware.
Para realizar o download, o usuário deve ter disponível em seu computador o
arquivo com o novo firmware, o qual pode ser obtido no site da DATACOM,
www.datacom-telematica.com.br. O arquivo tem a extensão “.im”.
Após a obtenção do arquivo, o usuário pode realizar o download para o
equipamento através do terminal local, enviando o arquivo de forma binária.
®
Normalmente o Hyper Terminal do Windows não envia os arquivos de forma
binária, mas no formato texto. Portanto recomenda-se não usar o terminal do
®
Windows para fazer o download de software. A DATACOM recomenda o uso
do aplicativo Tera Term, que é um software freeware e pode ser encontrado no
seguinte endereço:
http://www.vector.co.jp/authors/VA002416/teraterm.html
Para fazer a atualização de firmware, entre no terminal e escolha o
equipamento para o qual será enviado o firmware. Na tela Main Menu,
pressione a tecla “F”. No rodapé da tela aparecerá uma mensagem indicando o
status do download. Para começar o envio deve-se esperar que apareça a
mensagem indicando que o download pode ser iniciado (Active: Start
Download). Quando esta mensagem aparecer, clique em “File – Send File...”.
Agora selecione o firmware marcando a opção “binary” no canto inferior
esquerdo da tela. Após isso, clique em “Abrir” e espere o download terminar
(em torno de 5 minutos a 9600bit/s).
O download acontece com operação normal do modem. Quando a
transferência for concluída, o equipamento verificará a integridade do arquivo
recebido. Caso seja um arquivo válido, o equipamento atualizará
automaticamente seu firmware e só então ele reiniciará, interrompendo a
conexão durante aproximadamente 1,5 minuto.

54 204.0035.10
8. GERENCIAMENTO PELO TERMINAL

O DM991C pode ser configurado através de um terminal VT100 (ou um


emulador de terminal no PC, como o HyperTerminal do Windows )
conectado à porta terminal no painel frontal.
O terminal deve ser configurado para 9600bit/s, sem controle de fluxo, 1 bit de
parada e sem bit de paridade. Quando for configurado com o Windows 2000 ,
recomenda-se não utilizar o HyperTerminal , pois este apresenta alguns
problemas de funcionamento sobre esta plataforma. Para tanto, é
recomendado o uso do Tera Term Pro , que é um software freeware e pode
ser encontrado no endereço eletrônico:
http://www.vector.co.jp/authors/VA002416/teraterm.html
Após a inicialização, o terminal poderá pedir uma senha de acesso, que vem
de fábrica configurada para “admin” (esta senha só será requisitada se o
usuário configurar o equipamento para que isso aconteça). Esta senha pode
ser trocada ou até mesmo desabilitada, como será visto a seguir.
O terminal possui um timeout de aproximadamente 10 minutos, de forma que,
se não for digitado nada neste tempo, ele retorna para a tela de identificação
de senha. A seguir são descritos os menus de gerenciamento e configuração.
As opções que aparecem nesta tela (Figura 25) são:
• Choose Equipment to Configure: acessa o menu de configuração
das interfaces, sendo possível a escolha entre configurar equipamento
local ou remoto;
• Terminal Acess Password Configuration: permite que a senha de
acesso ao terminal seja alterada ou desabilitada;
A opção “Exit” é utilizada para finalizar o acesso ao terminal, voltando à tela de
senha de acesso, de modo que novas configurações só possam ser efetuadas
se a senha correta for informada novamente, isto quando a requisição de
senha estiver habilitada. A opção “Exit and Reset” finaliza o acesso ao
terminal e reinicia o equipamento.

204.0035.10 55
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Figura 25. Menu Inicial

8.1 Configuração de Senha

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0 1 2 3

Figura 26. Tela de configuração de senha


A opção 1 deste menu permite desabilitar o pedido de senha no menu de
entrada do terminal. Ao desabilitá-la, o terminal avisa que a senha atual será
perdida e retornará à inicial de fábrica (“admin”) caso seja reabilitada.

56 204.0035.10
A opção 2 é usada para alteração da senha, que deve ter entre 6 e 15
caracteres. O usuário deverá digitar a senha atual e depois duas vezes a nova
senha.
Se esta senha for perdida, será necessário entrar em contato com o suporte
técnico para a solução do problema. Tenha consigo o número de série e a
versão de software. Para obter estes valores basta digitar “L” (minúscula) e
ENTER na tela em que é solicitada a senha.

8.2 Escolha de Equipamento a Configurar


Neste menu o usuário escolhe se deseja configurar o equipamento local ou um
remoto, desde que este esteja habilitado para configuração remota. Uma lista
de equipamentos gerenciáveis aparecerá, sendo os gerenciáveis sinalizados
por um * (asterisco) ao lado de seu número no menu. Por este número,
escolhe-se o equipamento a ser configurado. O primeiro equipamento na lista
é o local.

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0 1 2 3 0 8 61 6 +

Figura 27. Menu escolha do equipamento


Para cada equipamento gerenciável tem-se um Menu Principal distribuído da
seguinte maneira:

204.0035.10 57
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0 1 2 3 0 8 61 6 +

Figura 28. Main Menu


• Configuration Menu: permite a configuração de características gerais
do equipamento ou de cada interface;
• Tests Menu: possibilita o acionamento dos testes disponíveis;
• Status Menu: permite a visualização do estado geral do equipamento
ou de cada interface;
• Performance Menu: possibilita visualizar os parâmetros de
performance da interface G.shdsl;
• Equipment Information: informa parâmetros configurados de fábrica
e informações detalhadas sobre as versões do equipamento;
• Firmware Download: permite que seja feito o download de software,
para futuros upgrades. O download pode ser tanto para o modem local
quanto para o remoto.

8.3 Menu de Configuração


Neste menu de configuração o usuário tem acesso a todas as configurações
do equipamento.
Todas as configurações realizadas nos sub-menus deste são armazenadas em
uma memória de usuário que precisará ser ativada para que o equipamento se
configure da maneira desejada. A configuração que está em uso no
equipamento fica armazenada em uma memória chamada Equipment

58 204.0035.10
Memory, já as configurações do usuário, ficam em uma memória chamada
User Memory.
A Figura 29 apresenta todas as ações que podem ser tomadas com as
memórias do equipamento.
5
User 6 Equipment
Memory X* Memory

7 X* 8

8 E2PROM
Memory

9 Factory
Memory

X* Inicialização

Figura 29. Diagrama das memórias de configuração


A Equipment Memory é a configuração que está em uso no equipamento,
tendo vindo da configuração gravada na E2PROM (E2PROM Memory) após a
inicialização (X*) ou da configuração de Usuário (User Memory) após
comando de ativação (5). A Equipment Memory é passada para a E2PROM
Memory quando se seleciona “Save Equipment Configuration to E2PROM” (7)
e é passada para a User Memory com o comando “Reload Equipment
Configuration” (6).
A User Memory tem as configurações que o usuário programou localmente via
terminal ou remotamente via SNMP. É onde ficam as informações do que foi
configurado nas telas do terminal. A User Memory é passada para a
Equipment Memory quando se seleciona “Update Changes” (5), então, se as
configurações forem válidas, serão ativadas. O comando “Load E2PROM” (8)
carrega na User Memory a configuração armazenada na E2PROM Memory.
Pode-se também carregar nesta memória a configuração padrão de fábrica
utilizando o comando “Load Factory Values to User Memory” (9). A
configuração padrão é programada em fábrica e não pode ser alterada.
A E2PROM Memory é uma memória não volátil de onde o equipamento lê as
configurações no momento da inicialização (X*). Esta memória é copiada para
a User Memory através do comando “Load E2PROM Config” (8), e é alterada

204.0035.10 59
através do comando “Save Equipment Configuration to E2PROM” (7), o qual
repassa a Equipment Memory para E2PROM.
A Figura 30 representa o menu no qual são acionados os comandos:

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0 1 2 3 0 8 61 6 +

Figura 30. Menu de Configuração


• General Configuration: permite a configuração do relógio do
equipamento e outras características gerais;
• G.shdsl Configuration: menu de configuração de parâmetros
específicos da interface G.shdsl;
• V.35 Configuration: menu de configuração de parâmetros específicos
da interface digital;
• E1 Configuration: menu de configuração de parâmetros específicos
da interface E1;
• Test User Configuration: esta opção testa se as configurações
ajustadas pelo usuário são válidas e se é possível sua aplicação, sem
de fato ativá-las no equipamento. Para o caso da configuração ser
totalmente válida, no campo User Memory Status aparecerá
“Temporary Full Compatible Configuration”, se forem necessários
ajustes na configuração do usuário, aparecerá “Temporary Partial
Compatible Configuration” e se não for possível aplicar as
configurações, aparecerá “Temporary Invalid Configuration”;
• Update Changes: esta opção faz o equipamento tentar aplicar as
configurações do usuário. Se conseguir aplicar completamente, a

60 204.0035.10
indicação de status exibirá “Full Active Configuration”, se conseguir
aplicar, porém, com a mudança automática de alguma configuração
contraditória, aparecerá “Partial Active Configuration” e se não for
possível aplicar as configurações do usuário, teremos “Invalid
Configuration”;
• Reload Equipment Configuration: esta opção sobrescreve a
memória da configuração de usuário com a configuração do
equipamento. Usada quando se deseja utilizar a configuração que
estava no equipamento (descartando as alterações não carregadas
feitas pelo usuário).
• Save Equipment Configuration to E2PROM: esta opção faz o
equipamento salvar na E2PROM a configuração ativa no equipamento,
assim na próxima vez que o equipamento for iniciado ele voltará com a
mesma configuração.
• Load E2PROM to User Memory: esta opção lê a configuração
gravada na E2PROM, sobrescrevendo a configuração de usuário. Para
tornar ativa essa configuração deve-se gerar um Update Changes.
• Load Factory Values to User Memory: esta opção preenche a
memória de usuário com a configuração padrão de fábrica. Para tornar
ativa essa configuração deve-se executar a opção Update Changes.

8.3.1 Menu de Configuração Geral do Equipamento


Neste menu a tecla <TAB> troca o valor do objeto a configurar.
Pressione <ENTER> para sair deste menu e salvar as alterações na memória
de usuário, e <ESC> para sair e cancelar as alterações.
Este menu é acessado pressionando-se “0” no menu de configuração e
destina-se à configuração do clock global do equipamento, à habilitação ou não
de configurações destrutivas ao link de gerência e também à habilitação ou
não do alarme externo.
• Clock Source: configura o relógio de transmissão do equipamento. As
opções são: Interno e Regenerado (da interface DSL, E1 ou digital).
• Enable Desctructive Configuration: habilita ou desabilita as
configurações destrutivas para a gerência remota. Maiores
informações podem ser vistas no capítulo 9. É necessário habilitar este
objeto caso se queira desabilitar a gerência remota pelo EOC na
interface G.shdsl.

204.0035.10 61
• Enable External Alarm: habilita a entrada de alarme externo. Maiores
informações podem ser vistas no capítulo 11.
O relógio pode ser regenerado de qualquer uma das interfaces ou ser gerado
internamente pelo equipamento. Porém, todas as interfaces, agregado e
tributário(s), devem estar sincronizadas ou referenciadas à mesma fonte de
sincronismo.
Observação: não é possível usar loop externo de clock
quando o equipamento estiver configurado com
cascateamento. Para maiores informações ver item 6.3.4

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Figura 31. Menu de configuração geral do equipamento

8.3.2 Menu de Configuração da Interface G.shdsl


A opção da tecla T (<T>est) emula a função Test User Configuration do
menu de configuração, porém responde ao usuário o estado de coerência de
cada objeto configurado. Se no campo ao lado do objeto de configuração
aparecer, após o acionamento desta opção, o estado “DISABLE” é porque a
interface não está em operação. Se o estado for “VALID”, o objeto está
devidamente configurado de acordo com os demais. Se o estado for
“ERROR”, este objeto não está coerentemente configurado com os demais.

62 204.0035.10
É interessante observar que este artifício pode ser usado pelo usuário para
encontrar um conjunto coerente de configurações que cubra as características
desejadas para sua aplicação.

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Figura 32. Menu de configuração da interface G.shdsl


• Enable Tests: habilita a ativação de testes nesta interface pelo menu
de testes ou pela gerência;
• Enable RDL Reception: informa se a interface deve reconhecer e
aceitar pedido de LDR (Laço Digital Remoto) pelo modem remoto e
entrar em loop;
• Number of Channels: configura o número de timeslots na interface,
que pode variar de 1 a 32 canais;
• Remote Management: possibilita configurar o canal de gerência da
interface G.shdsl ou desabilitá-lo. Maiores informações podem ser
encontradas no capítulo 9;
• Unit Type: determina se o modem opera como LTU (central) ou NTU
(usuário);
• Annex: pode ser configurado como anexo A, B ou seleção automática.
Para maiores informações, consulte o item 3.2.3;
• Frame Mode: seleciona modo síncrono, plesiócrono ou automático.
Para maiores informações, consulte o item 3.2.2.

8.3.3 Menu de Configuração da Interface E1


• Enable Operation: habilita ou desabilita a interface;
• Enable Tests: habilita a ativação de testes na interface pelo menu de
testes ou pela gerência;
204.0035.10 63
• Idle Byte: é o valor decimal do byte que será transmitido nos timeslots
não utilizados caso estejam configurados para IDLE;
• Number of Channels: configura o número de timeslots na interface;
• Initial Timeslot: configura o número do canal inicial para dados;

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Figura 33. Menu de configuração da interface E1


• Channel Signaling: indica qual tipo de sinalização será usada no
timeslot 16:
o Disable: nenhuma sinalização é transmitida. Somente nesta
configuração, pode-se habilitar o timeslot 16 para dados;
o Emulate CAS: o equipamento simula sinalização de CAS,
encontrando sincronismo de multiframe CAS, mas sem
transmitir informação efetiva sobre sinalização dos canais;
o Cross Connect CAS: é transmitida a sinalização CAS
recebida pelo E1
• Check CRC4: habilita a utilização de CRC4;
• Timeslot 16 with User Data: habilita a transmissão de dados de
usuário no timeslot 16;
• Line Impedance: configura a interface para cabo coaxial de 75 ou
par trançado de 120 (é necessário ajustar também a posição do
estrape 22);

64 204.0035.10
• Unused Channels: seleciona o que enviar nos timeslots não
utilizados.
o Drop Insert: esta configuração faz com que os timeslots
recebidos, que não forem utilizados, sejam retransmitidos,
possibilitando o cascateamento de vários equipamentos no
mesmo link E1;
o Idle: esta configuração faz com que seja transmitido o valor
configurado pelo usuário no parâmetro “Idle byte” em cada
timeslot não utilizado.

8.3.4 Menu de Configuração da Interface Digital


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Figura 34. Menu de configuração da interface digital


• Enable Operation: habilita ou desabilita a interface;
• Enable Tests: habilita a ativação de testes nesta interface pelo menu
de testes ou pela gerência;
• CT105: indica se o sinal de controle CT105, gerado pelo ETD,
sinalizando pedido para transmitir, deve ser considerado ou ignorado
(forçado em ON);
• CT108: indica se o sinal de controle CT108, gerado pelo ETD,
sinalizando que o terminal está pronto, deve ser considerado ou
ignorado (forçado em ON);
• Clock: define qual relógio será utilizado para amostrar o CT103:
• Dev 2M Clk Source: a interface utilizará como relógio a fonte de
relógio do equipamento (regenerado de alguma interface ou
interno);
204.0035.10 65
• CT113: a interface utilizará o sinal CT113 para amostrar o CT103;
• CT104 Controlled: a interface utilizará o sinal CT113 para
amostrar o CT103 e para gerar o CT104;
• CT113 Unlooped to CT114: o relógio CT113 não é repassado
para o CT114, que será o relógio do sistema. O sinal CT103 é
amostrado conforme o CT113. Recomendado quando conectando
o DM991C a alguns roteadores.
• CT128: seleciona se os dados enviados no CT104 devem estar
sincronizados com o sinal CT128 da interface. Se o parâmetro anterior,
clock, estiver selecionado para CT104 Controlled, este objeto não
poderá estar habilitado;
• Speed: taxa de transmissão da interface (de 64kbit/s a 2.048kbit/s);
• Invert Clock: inverte a borda de amostragem do relógio selecionado
para amostrar o CT103.

8.4 Menu de Testes


No menu de testes o acesso aos comandos de acionamento de testes é
individual para cada interface.
Em todos os menus de teste, independente da interface, há uma indicação do
estado dos testes na interface.
Nesta tela temos:
• Current Test Status: indica se existe algum teste rodando e qual:
o Not Running: não há testes em andamento;
o Running LDL: teste de LDL em andamento;
o Running RDL-TXRDL: teste de LDR acionado pelo
equipamento local em andamento;
o Running RDL-RXRDL: teste de LDR acionado pelo
equipamento remoto em andamento;
o Running LAL: teste de LAL em andamento;
o Running BERT: teste de BERT em andamento. Este teste
pode rodar junto com os testes de LDR local e neste caso
aparecerá a indicação BERT no final LDR;

66 204.0035.10
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Figura 35. Tela de menu de testes


A seguir são apresentadas as telas de cada interface e qual teste cada opção
aciona. As características do funcionamento do teste são descritas no capítulo
6.5.
Para acionar os testes basta digitar os números indicados na frente de cada
opção do menu.

8.4.1 Menu de Testes da Interface G.shdsl


• 1 – Stop Testing: desativa o teste em andamento;
• 2 – Start LDL Test: ativa o teste de LDL;
• 3 – Start RDL Test: ativa o teste de RDL;
• 4 – Start BERT Test: ativa o teste de BERT;
• 5 – Insert BERT Error: gera erro de um bit na seqüência de BERT que
esta sendo transmitida;
• 6 – Reset BERT Test Counter: zera a contagem de tempo total do
teste;
• 7 – Reset BERT Error Counter: zera a contagem de tempo em erro
do teste;

204.0035.10 67
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Figura 36. Tela de testes da interface G.shdsl


Sempre que um teste de BERT estiver em andamento, aparecerão mais três
campos na tela, sendo eles:
• Actual BERT Test Status: indica se a seqüência de BERT está sendo
recebida sem erros ou se houve erro de bit;
• BERT Test Time: indica a quanto tempo esta rodando o teste de
BERT;
• BERT Error Time: indica quanto tempo o teste de BERT esteve em
situação de erro.

8.4.2 Menu de Testes da Interface Digital


Para a interface digital há o seguinte teste:
• 1 – Stop Testing: desativa o teste em andamento;
• 2 – Start LDL Test: ativa o teste de LDL;

68 204.0035.10
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Figura 37. Tela de testes da interface digital

8.4.3 Menu de Testes da Interface E1


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Figura 38. Tela de testes da interface E1


Para a interface E1 há os seguintes testes:
• 1 – Stop Testing: desativa o teste em andamento;
• 2 – Start LDL test: ativa o teste de LDL;

204.0035.10 69
• 3 – Start LAL test: ativa o teste de LAL;

8.5 Menu de Status


Neste menu estão disponíveis as informações do estado de cada interface e
do equipamento como um todo.
Pressionando-se a tecla <ENTER>, as informações serão atualizadas.

8.5.1 Menu de Estados do Equipamento


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Figura 39. Menu de status do equipamento


Selecionando-se o equipamento, aparecerão as seguintes informações:
• Current Test: indica se alguma interface está em teste;
• Device 2048 Clock Source: indica o estado do relógio de transmissão
configurado;
• Up Time: tempo que o equipamento está ligado desde seu último
reset;
• Number of After Factory Resets: número de resets do equipamento
desde sua fabricação;
• External Alarm: indica o estado do alarme externo.

70 204.0035.10
8.5.2 Menu de Estados da Interface G.shdsl
• Operation: indica se a interface está ativa;
• Current Tests: indica se existe algum teste ativo na interface;
• BERT Test Result: mostra o resultado do teste de BERT;
• Link: mostra o estado do link G.shdsl. São possíveis os seguintes
estados (para maiores informações sobre eles, consulte o item 3.1.3):
• Sync Ok: link de dados estabelecido e funcionando normalmente;
• No carrier: não foi detectado link na porta DSL;
• Handshake;
• Training;
• LOSW defect;
• LOSW failure;
• No CRC sync;

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Figura 40. Menu de status da interface G.shdsl


• Loop Attenuation: mostra o estado do Defeito de Atenuação da
Linha. Para maiores informações sobre defeito de atenuação, consulte
item 3.1.3.3;

204.0035.10 71
• SNR Margin: mostra o estado do Defeito da Relação Sinal-Ruído.
Para maiores informações sobre defeito da relação sinal-ruído,
consulte item 3.1.3.4;
• Data Rate: indica a taxa de transmissão da interface (número de
canais) negociada durante o handshake;
• Frame Mode: mostra o modo de operação da interface (síncrono ou
plesiócrono) negociado durante o handshake.

8.5.3 Menu de Estado da Interface Digital


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0"1 & 0 1 5 0 8 61 6 + 081 5

Figura 41. Menu de status da interface digital


• Operation: indica se a interface está ativa;
• Current Tests: indica se existe algum teste ativo na interface;
• CT105: indica se o sinal CT105 está ativo ou não. Se for configurado
para ser ignorado aparecerá “Forced ON” (sempre ligado);
• CT108: indica se o sinal CT108 está ativo ou não. Se for configurado
para ser ignorado aparecerá “ON” (sempre ligado);
• CT109: se estiver ativo indica que o agregado está operando
corretamente e os dados recebidos (CT104) são válidos;
• CT113: caso o CT113 esteja habilitado, indica se ele está operando na
freqüência configurada. “Ignored” significa sinal não habilitado, “On”
significa operando corretamente e “Off” não operando corretamente.

72 204.0035.10
• CT128: caso o CT128 esteja habilitado, indica se ele está operando na
freqüência configurada. “Forced Off” significa sinal não habilitado, “On”
significa operando corretamente e “Off” não operando corretamente.

8.5.4 Menu de Estados da Interface E1


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0"1 & 0 1 5 0 8 61 6 + 081 5

Figura 42. Menu de status da interface E1


• Operation: indica se a interface está ativa;
• Current Tests: indica se existe algum teste ativo na interface;
• Link: mostra o estado do link E1, indicando se há presença de
portadora, sincronismo de frame, CAS, CRC4, alarme remoto ou se
está totalmente sincronizado;

8.6 Menu de Performance


Neste menu estão disponíveis as informações de performance da interface
G.shdsl.
Pressionando-se a tecla <ENTER>, as informações serão atualizadas. A tecla
<R> reinicializa os contadores de performance.
• Code Violation (CV): contador de erros de CRC na interface G.shdsl
ocorridas durante um período acumulado;

204.0035.10 73
• Errored Second (ES): contador de intervalos de 1 segundo durante os
quais uma ou mais anomalias no CRC e/ou um ou mais LOSW defects
são verificados;
• Severely Errored Second (SES): contador de intervalos de 1 segundo
durante os quais no mínimo 50 anomalias no CRC ou um ou mais
LOSW defects acontecem;
• LOSW Second (LOSWS): contador de intervalos de 1 segundo
durante os quais um ou mais LOSW defects acontecem;
• Unavailable Second (UAS): contador de intervalos de 1 segundo
durante os quais a linha G.shdsl está indisponível. A linha é
considerada indisponível após 10 segundos contíguos de SES. Uma
vez indisponível, a linha se tornará disponível após 10 segundos
contíguos sem SES;

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0 1 2 3 0 8 61 6 + 061 &

Figura 43. Menu de performance


• Loop Attenuation (dB): indica em dB a atenuação da linha;
• Signal Quality (dB): indica em dB uma estimativa da margem de
-7
relação sinal-ruído para obter uma taxa de erro de 10 ;
• Time Since Last Reset Counters: tempo decorrente desde o último
reset dos contadores de performance acima descritos.

74 204.0035.10
8.7 Informações do Equipamento
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0 1 2 3

Figura 44. Menu de informações do equipamento


Quando for escolhida esta opção, serão apresentados os seguintes
parâmetros:
• Código do Produto;
• Versão de Firmware;
• Versão de Boot;
• Versão de Hardware;
• Número de Série do equipamento;
• Data de compilação do Firmware;
• Versão de E2PROM;
• Número de Resets – atualizado a cada reinício do sistema;
• Código de Fábrica;

204.0035.10 75
8.8 Download de Firmware pelo Terminal
No terminal, na tela de menu principal do equipamento, aperta a tecla “F” para
ter acesso a tela de download de firmware.

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Figura 45. Firmware download


O procedimento de atualização de firmware está detalhado no capítulo 7.

76 204.0035.10
9. GERENCIAMENTO REMOTO

O DM991C pode ser gerenciado ou gerenciar outros equipamentos


remotamente.
Usando o terminal local com o link de gerência do agregado G.shdsl, o
equipamento pode gerenciar outro DM991C ou DM991S remoto ou ser
gerenciado por um equipamento remoto (outro DM991C ou DM991S ou
DM705).
Através da gerência é possível configurar, monitorar e ativar laços de testes
pelos comandos do gerente.
A interface com o usuário será dependente da forma como é realizada a
gerência. Se for via terminal local, as opções aparecerão em menus com texto.
Utilizando a gerência integrada da DATACOM, com o aplicativo DmView, é
possível gerenciar todo o sistema com uma interface rica em recursos gráficos
e bastante intuitiva, além de permitir a realização de tarefas administrativas
como provisionamento de recursos, backup de configurações e gerenciamento
de alarmes.
A prioridade para gerência do remoto é dada ao equipamento que primeiro se
conectar a ele. Contudo, enquanto o terminal do equipamento estiver sendo
usado, não é possível gerenciar remotamente o equipamento.
A comunicação entre os equipamentos se dá através de um link HDLC.
A gerência a partir do link G.shdsl é realizada pelo canal EOC (Embedded
Operations Channel), o qual não ocupa a banda de dados (também chamada e
gerência out-of-band), possuindo uma taxa de 3,33kbit/s. Os pacotes trocados
seguem o formato estabelecido pela G.991.2 e trafegam pelo range de
mensagens proprietárias do EOC.
Para utilizar a gerência remota pelo canal EOC, a opção Remote Management
deve estar necessariamente na posição EOC bits.
Para poder desabilitar o EOC, primeiro é preciso habilitar a opção “Destructive
Configuration” (em General Configuration, no terminal). Fazendo isso, o link via
EOC será perdido, porém a configuração que provocou a queda do link será
compreendida e ativada pelo equipamento remoto (caso ela seja válida). Por
fim, o gerente remoto não terá mais acesso ao equipamento remoto. Para

204.0035.10 77
poder reabilitar a gerência remota, é necessária a intervenção local pelo
terminal.
A configuração realizada pelo sistema de gerência pode ficar armazenada em
memória não-volátil (E2PROM) para que seja recuperada mesmo após falta de
energia elétrica. O equipamento só gravará a configuração quando este pedido
for realizado pela gerência (local ou remoto).
O equipamento não ativará nem gravará uma configuração inválida ou
incoerente. Caso o usuário tente ativar uma configuração inválida, o
equipamento tentará corrigi-la e, se não conseguir, não ativará esta
configuração. Maiores informações podem ser visualizadas no item 8.3.

78 204.0035.10
10. BOOT

O terminal de Boot tem a finalidade de verificar a validade do Firmware


Principal, e fornecer uma alternativa para o usuário caso sejam detectados
problemas, como erros irrecuperáveis na área de memória principal.
A memória de programa do DM991 esta dividida em três partes, Boot, Principal
e Secundária.
• Boot: sistema de validação do Firmware Principal e terminal do Boot.
Onde se pode ter um diagnóstico do estado das memórias e das
informações fixas do equipamento.
• Principal: área de onde é executado o Firmware Principal, que
apresenta todas as funcionalidades do equipamento descritas até aqui.
• Secundária: funciona como uma memória de backup, armazenando os
dados do último download executado. Possibilita, assim, a recuperação
do Firmware Principal sem a intervenção do usuário. Pode ainda
armazenar outros tipos firmware.
No terminal de Boot existem quatro opções a partir da tela inicial:
1- Memory Status: informa quais firmwares estão armazenados na
memória Principal e Secundária. Apresenta informações como: CRC,
tipo e tamanho.
2- Equipment Information: as mesmas informações descritas no item
8.7.
F- Firmware download to local equipment: mesmas funcionalidades
descritas no item 8.8.
R- Exit and Reset: reinicia o equipamento.

204.0035.10 79
11. ENTRADA DE ALARME

O DM991C possui uma entrada para alarme externo disponível no painel


frontal em um conector DB9 fêmea (o mesmo que é utilizado para a interface
serial de configuração). A pinagem do conector é dada pela Tabela 16:

Tabela 16. Tabela de pinagem do conector DB9 para o alarme externo.

Terminal do Pino no
Indicação
alarme DB9
-48V 7
ALARME
Comum 9

O sistema de alarme externo pode funcionar de 2 formas diferentes. Para


acionar o alarme:
1. Os pinos devem ser conectados entre si com uma resistência entre os
pinos menor que 10kΩ. Esta é a configuração que ocorre ao conectar
a saída de relé de alarme de outro equipamento (por exemplo, um
Multiplexador E1 DM705 ou um DM706C).
2. Ligar pino 9 no sinal comum do alarme externo e o pino 7 no –48V.
A entrada de alarme será monitorada e seu estado pode ser visualizado
através do sistema de gerência ou no próprio terminal local.

80 204.0035.10
12. ESTRAPES

Neste capítulo estão descritas as funções dos estrapes presentes na placa do


DM991C. A Figura 46 mostra a posição dos estrapes na placa do DM991C
Série I e a Figura 47 mostra a posição na placa do DM991C Série II.

E2 E3 a E19 E1

E32 e E33 E22 E34 e E35 E20 e E21

Figura 46. Posição dos estrapes da placa do DM991C Série I

204.0035.10 81
E2 E24 a E31 E3 a E19 e E36 E40 a E59 E1

E23 E32 e E33 E22 E34 e E35 E21 E20

Figura 47. Posição dos estrapes da placa do DM991C Série II


CUIDADO: Antes de abrir o equipamento para ter acesso aos estrapes, é
importante certificar-se que o mesmo NÃO ESTEJA ALIMENTADO.

12.1 Terra de Proteção e Terra de Sinal (Estrape E1)


Permite conectar o terra de proteção (pino terra do conector de rede) ao terra
de sinal da placa. É recomendável que seja utilizada a opção “conectado”,
desde que o terra de proteção esteja devidamente aterrado.
Posição ISOL.: Terras separados – default de fábrica.
Posição CON: Terras conectados.

82 204.0035.10
12.2 Wetting Current e Terra de Proteção (Estrape E2)
Permite conectar a referência da fonte para wetting current ao terra de
proteção (pino terra do conector de rede). É interessante salientar que esse
estrape só tem relevância quando a wetting current estiver configurada para
source (estrapes E32 e E33 em SRC) e habilitada (estrapes E34 e E35 em
EN).
Posição à direita (ISOL): sinais separados – default de fábrica.
Posição à esquerda (GND): sinais conectados.

12.3 Seleção de Interface Digital (Estrapes E3 a E19 e E36)


Definem se a característica elétrica da interface digital será de acordo com a
recomendação V.35 ou V.36/V.11 ou V.28.
- Para V.35
E3 a E9: posição V.35 – default de fábrica.
E10 e E11: posição V.xx – default de fábrica.
E12 a E19 e E36: posição V.xx – default de fábrica.
- Para V.36/V.11
E3 a E9: posição V.11.
E10 e E11: posição V.11.
E12 a E19 e E36: posição V.xx.
- Para V.28
E3 a E9: não importa.
E10 e E11: posição V.xx.
E12 a E19 e E36: posição V.28.
Observação: O Equipamento DM991C Série I não possui o estrape E36.

12.4 Aterramento dos Cabos Coaxiais (Estrapes E20 e E21)


Posição GND: liga a malha externa dos cabos coaxiais ao terra de sinal.
E20 corresponde à linha de OUT.
E21 corresponde à linha de IN.
Default de fábrica é posição ISOL (isolada).

204.0035.10 83
Cuidar para que estes estrapes não estejam na posição de aterrado quando for
utilizado par trançado de 120Ω no RJ45.

12.5 Seleção do Cabo na Interface G.703 (Estrape E22)


Posição 120 OHMS: seleciona a utilização de par trançado, ou seja, opera na
interface G.703 com impedância equivalente a 120Ω.
Posição 75 OHMS: seleciona a utilização de cabo coaxial, ou seja, opera na
interface G.703 com impedância equivalente a 75Ω – default de fábrica.
ATENÇÃO: O estrape E22 deve ser configurado de acordo com a seleção de
impedância feita nas configurações da interface E1 do terminal ou da gerência.

12.6 Modo de Operação da Wetting Current (Estrapes E32 e


E33)
Seleciona operação como sink ou source da wetting current.
Posição SNK: opera como sink.
Posição SRC: opera como source.

12.7 Habilitação da Wetting Current (Estrapes E34 e E35)


Posição EN: habilita wetting current – default de fábrica.
Posição DIS: desabilita wetting current.

12.8 Pinagem da Interface Digital (Estrapes E40 a E59)


Seleciona qual será a pinagem utilizada pela interface digital.
Posição 0-1: Padrão Telebrás.
Posição 0-2: Padrão Iso – default de fábrica.
Observação: estes estrapes estão presentes apenas nos equipamentos
DM991C Série II que possuem os seguintes códigos de produto:
800.0292.04 e 800.0229.XX (onde "XX" pode ser qualquer número).

84 204.0035.10
13. INSTALAÇÃO E OPERAÇÃO

A configuração é feita inicialmente pela porta serial, que está disponível no


conector RS-232 no painel frontal. A conexão do PC ao equipamento é
realizada através de um cabo com conector DB9 macho no lado do
equipamento e DB9 ou DB25 fêmea no lado do PC. A pinagem é dada pela
Tabela 17.

Tabela 17. Pinagem da conexão serial DM991C – PC

DB9M (DM991C) DB9F (PC) DB25F (PC) Origem


pino 2 pino 2 Pino 3 DM991C
pino 3 pino 3 Pino 2 PC
pino 5 pino 5 Pino 7

ATENÇÃO: Tomar cuidado para que não haja diferença de potencial entre o
pino 5 do DB9 do DM991C (terra de sinal) e o pino 5 do DB9 (ou pino 7 do
DB25) do PC. Caso isso ocorra, danificará as interfaces seriais do DM991C e
do PC. Para certificar-se que isso não ocorra, meça com um Voltímetro AC a
tensão entre esses pinos. Se houver diferença de potencial, confira se o
DM991C e o PC estão devidamente aterrados e, finalmente, interligue o terra
de sinal ao terra de proteção do DM991C. Isto deve sanar o problema. Não é
necessário desligar o equipamento para conectar o cabo serial, se as
condições acima forem respeitadas.
Os pinos da interface digital (V.35 - V.36/V11 – V.28) estão disponíveis para
conexão através do conector DB25 fêmea no painel traseiro.
Os sinais IN e OUT da interface E1 estão disponíveis para conexão através
dos BNC (cabo coaxial – 75Ω) ou pelo conector RJ45 (par trançado – 120Ω),
no painel traseiro.
A conexão para a interface G.shdsl está disponível no conector RJ45
identificado com a serigrafia “SHDSL” no painel traseiro.
A alimentação do equipamento pode ser tanto AC (93 a 250V) quanto DC (36 a
72V), sendo sua seleção automática. O conector está disponível no painel
traseiro.

204.0035.10 85
Opcionalmente pode ser fornecido um adaptador para montagem de gabinete
mesa em sub-bastidor de 19":

13.1 Adaptador para Gabinete Mesa em Bastidor


O adaptador constitui-se de uma peça metálica de 1U (unidade de altura) de
altura para bastidores de 19 polegadas.
Este adaptador é um acessório que permite fixar no bastidor os seguintes
equipamentos DATACOM: DM704C, DM704C Série II, DM704C Série III,
DM155, DM706C, DM991C e DM100C.
É possível combinar em pares quaisquer dos equipamentos listados, com
exceção de dois equipamentos DM706C.
A fixação dos equipamentos no adaptador é feita com a remoção dos pés de
borracha frontais aparafusados e, utilizando estes mesmos parafusos, é feita a
fixação do gabinete no adaptador. Na parte inferior deste acessório existem
indicações dos pares de furos onde pode ser fixado cada equipamento.

Figura 48. Adaptador para gabinete mesa em bastidor

86 204.0035.10
14. APLICAÇÕES

Existem inúmeras aplicações para o DM991C.


Como exemplo podemos ver a Figura 49, na qual é mostrada uma aplicação
com o agregado G.shdsl conectado ao Mux E1 DM705, o tributário E1 a um
PABX e o tributário digital a um Equipamento Terminal de Dados (ETD ou
DTE).

14.1 Exemplo
SDH ou PDH
E1

PABX
G.shdsl
DM991C DM705

Mux E1
V.35
Router

Figura 49. Exemplo de aplicação do DM991C


Os equipamentos devem ser configurados de forma que o sincronismo seja
dado pela rede da operadora, sendo assim, o DM991C está configurado para
recuperar o relógio do agregado, que é o link que liga o equipamento até a
operadora. O DM705 deve usar relógio regenerado da interface E1, o PABX
também utilizará relógio regenerado e o ETD o relógio fornecido pelo DM991C.
Descrição dos tipos de conexões existentes:
a) Ligação do PABX:
• Está ligado à interface E1 do DM991C;
• O PABX está usando 4 canais de voz;
• Os timeslots utilizados são TS1 a TS4 e TS16 (CAS).
b) Ligação do DTE:
• Está ligado à interface digital do DM991C;

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• A taxa configurada é de 192kbit/s (3 timeslots de dados);
A taxa na linha deve ser configurada para 8 canais (512kbit/s), mas também é
possível utilizar taxas acima.
A interface E1 deve ser configurada com cross-connect de CAS.
Descrição da disposição dos timeslots no agregado do DM991C:

0 1 2 3 4 5 6 7
e e e e v v v CAS

A letra “e” representa os dados provenientes do PABX (E1) e a letra “v”


representa os dados provenientes do Router (V.35).

A Figura 50 mostra o DM991C ligado a uma rede, exibindo assim alguns


exemplos de aplicação do equipamento.

Figura 50. Aplicações diversas dos modens DATACOM

88 204.0035.10
Fone: (51) 3358-0100
Suporte: (51) 3358-0122
Fax: (51) 3358-0101
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