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* DESIGNAÇÃO DA AÇÃO: * AÇÃO N.

º:
* UFCD: CP1 * DESIGNAÇÃO:Liberdade e Responsabilidades Democráticas

* FORMADOR/A: Sónia Rocha * DATA INÍCIO: * DATA FIM:

Nome Marcial da Silva Couto Data 28 / 01 / 2021

FICHA DE TRABALHO - Direitos, Liberdades e garantias dos trabalhadores


Tipos de contrato

Os contratos podem ter uma duração delimitada ou não. No primeiro caso, estaremos perante contratos a termo e,
no segundo, sem termo. Também pode acontecer que o trabalho não ocupe todo o tempo do trabalhador (a tempo
parcial) ou resulte de uma situação de cedência (temporário). A juntar a estas situações, há aquelas em que existe
uma dissimulação de prestação de serviços. É por essas que vamos começar.

Falsa prestação de serviços?

A relação entre empregador e trabalhador funda-se num contrato. O seu conteúdo define as obrigações das partes,
independentemente de haver ou não documento escrito. (…) Na maior parte dos casos basta um acordo verbal
para que se delimitem, ainda que de modo informal, as condições do contrato de trabalho.

 Interessa, então, saber quando se está verdadeiramente perante uma relação de trabalho. Isso pode acontecer
mesmo quando um documento assinado pelas partes diga que se trata de outro tipo de contrato. Se, por
exemplo, ficar escrito que as partes celebram um contrato de prestação de serviços, mas na prática se verificar
que as características da relação traduzem um verdadeiro vínculo laboral, está-se perante um contrato de
trabalho. Ou seja, o conteúdo é mais importante do que a designação dada pelas partes.

 Para caracterizar o contrato de trabalho, nada melhor do que distingui-lo da prestação de serviços, O contrato de
trabalho garante uma protecção incomparavelmente maior, no que respeita a questões como a segurança social,
os acidentes de trabalho e a estabilidade da própria relação. A prestação de serviços surge ligada, sobretudo, aos
trabalhadores independentes, que em muitos aspectos estão por sua conta e risco.

 A lei define o contrato de trabalho como aquele em que uma pessoa se obriga, mediante o pagamento de uma
retribuição, a prestar a sua actividade a outrem, sob a sua autoridade e no âmbito da sua organização. O
trabalhador fica sob as ordens, direcção e fiscalização da entidade patronal. Quanto mais não seja, esta pode
orientar a actividade no que respeita ao lugar e ao momento da prestação. Vejamos, então, quais são os critérios
que distinguem o contrato de trabalho da prestação de serviço:

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1. Subordinação versus autonomia


O prestador de serviços apenas está obrigado a apresentar o resultado da actividade, de acordo com as directrizes
de quem o contratou, mas com liberdade na escolha dos meios utilizados e na forma de realizar e organizar as
tarefas. Já o trabalhador compromete-se, não só a apresentar um resultado, mas a disponibilizar a própria
actividade, no local e horário definidos pela entidade patronal e sob a sua supervisão: é a distinção entre a
subordinação do contrato de trabalho e a autonomia da prestação de serviços.
2. Instrumentos de trabalho
Outro aspecto distintivo está relacionado com os meios ao dispor do trabalhador: Em regra, os utilizados no
contrato de trabalho são propriedade da entidade patronal e a actividade é desenvolvida nas suas instalações, ao
passo que o prestador de serviços dispõe dos seus próprios meios.
3. Horário e local de trabalho
O tempo e o local onde a prestação acontece também são bons indicadores das diferenças. Por exemplo, se alguém
se apresentar num dado local de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e as I8h00, e receber no final do mês sempre
a mesma quantia, estar-se-á, em princípio, perante um contrato de trabalho. Pelo contrário, se a tarefa for
desenvolvida em casa, no horário que o prestador bem entender; nos dias que quiser, apenas tendo de ter tudo
concluído numa data pré-determinada, já se aponta para uma prestação de serviços.

Recibos Verdes
O que diz a lei
O Código do Trabalho apresenta características que indiciam a existência de um vínculo laboral:
1. a actividade ser realizada nas instalações de quem dela beneficia ou em local por si determinado;
2. os equipamentos e instrumentos de trabalho pertencerem ao beneficiário da atividade;
3. o prestador de trabalho receber como contrapartida, com determinada periodicidade, sempre a mesma
quantia.
4. quem presta a actividade cumprir um horário determinado pelo beneficiário da mesma;
Verificando-se algumas destas situações, parte-se do princípio de que existe um autêntico contrato de trabalho.
Caso queira defender o contrário, a entidade que recebe o serviço terá de provar a inexistência de vínculo laboral.
Neste aspecto, o código em vigor desde Fevereiro de 2009 é menos exigente do que o anterior permitindo
detectar mais casos de falsos "recibos verdes".

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Trabalhar" a "recibos verdes" e a falta de protecção

Em primeiro lugar; não estando inscrito nem fazendo descontos para a segurança social, o trabalhador está impedido
de beneficiar das prestações sociais previstas na lei: se adoecer não receberá subsídio de doença; se tiver um filho,
não terá direito a licença parental e ao respectivo subsídio; se for dispensado, não terá acesso ao subsídio de
desemprego (só em casos muito excepcionais). Outra questão importante respeita aos acidentes de trabalho. Ao não
estar protegido por um seguro obrigatório, contratado pela entidade patronal, o trabalhador pode ficar numa
situação particularmente grave se sofrer um acidente que implique despesas avultadas ou o incapacite para o
trabalho. Resultando do acidente a morte do trabalhador será a família a ficar desprotegida. Finalmente, não
beneficia das garantias que a lei dá ao trabalhador. A estabilidade da relação laboral protege-o, já que a entidade
patronal só pode pôr termo ao contrato em condições muito restritas. Pelo contrário, na prestação de serviços não
existem normas nesse sentido, dispondo as partes de maior liberdade no que respeita à manutenção ou não do
contrato. Ainda que se trate de uma colaboração prolongada, que dure há vários anos, a entidade que recebe o
serviço pode prescindir da outra parte a qualquer momento, sem grandes obrigações.

EXERCÍCIOS:

1. Diga o que entende por contrato de trabalho.

2. Indique três tipos de duração dos contratos de trabalho.

3. Mencione a principal informação que deve constar num contrato e trabalho.

4. Quais são as principais vantagens do contrato de trabalho em relação a uma prestação de serviço.

5. Quais os principais critérios que distinguem o contrato de trabalho da prestação de serviço.

6. Identifique quais são os principais problemas que os “falsos recibos verdes” provocam nos trabalhadores.

7. Descreva uma situação em que se aplique um efectivo “recibo verde”.

8. Elabore um texto pessoal e crítico sobre a precariedade e flexibilidade no trabalho na contemporaneidade.


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1- Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de

emprego. O objeto do contrato de trabalho é a prestação de serviço subordinado e não eventual

do empregado ao empregador, mediante o pagamento de salário.

2- Os sem termo, os a termo certo e os a termo incerto.

3-

 A identificação do trabalhador e da empresa;

 O local de trabalho;
 Descrição das funções a desempenhar pelo trabalhador;
 A data de início do contrato e do documento;
 A duração prevista para o contrato (no caso de contratos de trabalho a termo);
 Indicação dos prazos de período experimental;
 Os prazos de aviso prévio em caso de cessação do contrato;
 O valor e a periodicidade da remuneração e outros prémios;
 O período normal de trabalho diário e semanal.
4- As vantagens são: a Comissão, Participação nos lucros e resultados, Prémio ou bónus,

Renumeração por competências e Prémio de produtividade.

5- Serviço é a obrigação, individual ou coletiva, de executar uma atividade. A prestação de

serviços diferencia-se da prestação de trabalho. O é sempre prestado por uma pessoa jurídica

ou assemelhada e necessita de emissão de nota fiscal ou recibo.

6- Os trabalhadores a falsos recibos verdes têm menores direitos laborais, em comparação com

um trabalhador com um contrato de trabalho. Estes trabalhadores não têm direito a quaisquer
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subsídios extraordinários, não têm direito a férias pagas, a empresa não lhes faz os descontos

para a Segurança Social nem faz retenção na fonte em sede de IRS.

7-

8- O termo precarização do trabalho tem relação com um conjunto de mudanças econômicas e

sociais no mundo do trabalho, geralmente caracterizado pela desqualificação nas relações de

contrato trabalhista. Essa questão situa-se num contexto de mudança no padrão de acumulação

de capital, que engendra transformações importantes na organização da produção de

mercadorias.

Flexibilidade é a característica do que é flexível, ou seja, no sentido figurado da palavra, a

flexibilidade de um indivíduo é a qualidade de compreender, aceitar ou assumir as opiniões,

ideias ou pensamentos de outras pessoas. Normalmente, as pessoas flexíveis são consideradas

dóceis e diplomáticas.

A flexibilização no mundo do trabalho pode levar a:

aumento da concorrência - principalmente para os prestadores de serviços das atividades


meio (essencial para o andamento dos trabalhos) pessoas físicas e jurídicas. Como exemplo de
uma atividade meio, podemos citar: serviços gerais.

acordos entre patrões e empregados - o empregador e o funcionário poderão definir


pequenos acordos, sem a necessidade de intervenção do Poder Judiciário;

flexibilização das formas de trabalho - a prestação de serviços pode ocorrer da própria cada
do prestador, com os serviços de home office.