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1.

Considerações

1 .1 Objetivo

A presente apostila tem por objetivo determinar o método de execução da manutenção,


bem como em que seqüência deverão ser efetuadas a desmontagem, montagem e
ajustes durante os serviços de manutenção preventiva dos comutadores de derivações
em carga dos tipos MIII-300 e MIII-500, através de um guia de manutenção.

1.2 Generalidades

Tendo em vista que o comutador de derivações em carga tipo M, fabricado pela


MR possui caraterísticas que variam conforme a corrente e número de fases por chave,
este manual contempla as chaves do tipo MIII-300 e MIII-500 Y.
O comutador de taps sob carga compõe-se de uma comutadora e uma seletora e está
fixado na tampa do transformador e é fixado na cabeça do próprio comutador. A chave
comutadora se encontra em um compartimento próprio preenchido com óleo isolante.
Se for necessário à chave seletora será adicionada uma pré-seletora, pois nos modelos
padrão sem a pré-seletora só é possível atingir no máximo 18 posições de serviço e com
a adição da pré-seletora podemos atingir até 35 posições de serviço.

1.3 Princípio de Operação

Os comutadores de taps sob carga servem para o ajuste da derivação desejada de um


enrolamento de tap sob carga.
Na comutação, primeiramente a derivação desejada do enrolamento de tap é selecionada
por meio do seletor fino. A partir de então, o comutador de taps sob carga comuta da
derivação que conduz a corrente para a derivação pré-selecionada.
Durante essa comutação, um estágio do enrolamento de tap é ligado em ponte com uma
resistência ôhmica por pouco tempo e assim a comutação de carga ocorre sem
interrupção de corrente.
Sequência de uma comutação

1.4 Principais partes de um comutador

As principais partes de um comutador de derivações em carga são:

a) cabeçote da chave comutadora;


b) chave comutadora;
c) compartimento da chave comutadora;
d) chave seletora;
e) chave pré-seletora; e
f) mecanismo de acionamento motorizado.
1.5 Breve histórico da chave tipo M

1- Estudos e desenvolvimento no período de 1968 a 1971


2- Início de produção comercial a partir de 1973
3- Em 1978 foi introduzido o tipo M-delta para sistemas com tensão entre 72,5 kV e 123
kV
4- Em 1986 houve um incremento de corrente de 300 A (M 300) para 350A (M350) e de
500 A (M500) para 600 A (M600) respectivamente.
5- Recentemente foi substituída pelo tipo VM.

1.6 Diferenças entre as chaves tipo M 300 e M 500

A chave do tipo M 300 possui contatos fixos e móveis de cobre e a do tipo M 500 possui
contatos de tungstênio.
As cordoalhas de conexão dos contatos destes modelos são diferentes em quantidades e
tipos sendo que na chave M-500 existe um contato principal de condução de corrente
(tipo andorinha), e que no M-300 não existe este tipo de contato.
1.7 Modificações importantes

1- Substituição da lâmina de potencialização do alojamento do acumulador de energia aos


setores, caso esta lâmina seja do tipo rígida. Foi substituída por uma cordoalha flexível,
pois a rígida com o tempo apresentava quebra.

2- Os cabos rígidos que interligam os resistores de transição aos terminais de conexão


dos contatos fixos de transição, foram substituídos por cabos flexíveis, pois estes cabos
rígidos apresentavam fadiga durante a operação da chave e acabavam quebrando.
Atualmente uma nova modificação eliminou as lâminas flexíveis que interligam os cabos
dos resistores de transição à arruela de apoio dos contatos de transição. Nesta
configuração um cabo flexível interliga os resistores diretamente com os contatos fixos,
conforme. Na figura abaixo no lado direito a primeira modificação e no lado esquerdo a
última modificação.
Vista das duas modificações

Modificação mais recente

3- Em 1990 e 1991, as barras de suspensão dos comutadores tipo M foram substituídas


por um cilindro de fibra de vidro.
Diferenças dos sistemas de suspensão

1.8 Periodicidade de manutenção e ou Inspeção

As intervenções para manutenção e inspeção são feitas devido ao número de operações


ou por intervalo de tempo conforme tabela abaixo:

TIPO Corrente de operação Prazo para manutenção


MIII-300 ≤300A 100.000 operações/máximo 6 anos
MIII-350 ≤350A 100.000 operações/máximo 6 anos
MIII - 500 ≤300A 100.000 operações/máximo 6 anos
MIII - 500 ≤500A 80.000 operações/máximo 6 anos

2. Roteiro de manutenção

2.1 Sequência dos serviços

a) retirada da chave comutadora


b) limpeza da chave comutadora e do compartimento
c) substituição do óleo isolante
d) inspeção visual da chave comutadora e do compartimento
e) medição do desgaste dos contatos
f) medição dos valores de resistência dos resistores de transição
g) recolocação da chave comutadora
h) verificação do relé de proteção (Fluxo de Óleo)
i) verificação das hastes de acionamento
j) verificação do mecanismo de acionamento motorizado
k) ensaios operacionais, verificações e ensaios finais.

2.2 Importante!
O serviço deverá ser realizado, com tempo seco e com umidade relativa do ar inferior a
70%. Este serviço também deverá ser executado sem interrupções, a fim de que as peças
de material isolante não fiquem expostas à atmosfera por tempo superior a 10 horas.
É importante ressaltar que para o bom desempenho e êxito deste serviço, que o mesmo
seja executado com o máximo de limpeza e cuidado e que o pessoal envolvido tenha
pleno conhecimento das tarefas a serem realizadas.

2.3 Materiais e Ferramentas

2.3.1 Óleo Isolante

A quantidade de óleo para reposição depende da tensão de isolação da chave


comutadora e do número de comutadores (monofásicos ou trifásicos) instalados no
transformador. A seguir indicamos a quantidade de óleo necessária para reposição em
função da tensão. Caso o comutador seja monofásico (3 comutadores separados), a
quantidade deve ser multiplicada por 3.
Prever uma quantidade adicional a ser usada na limpeza e complementação do óleo
isolante no conservador.

Tensão kV 30 60 110 150 220


Litros 125 130 150 170 190

É imperativo que as características do óleo a ser utilizado, esteja de acordo com os


valores mínimos estabelecidos pela tabela abaixo:

Localização do comutador Teor de água* Rigidez dielétrica**


Neutro 40 ppm (máximo) 30 kV/2,5 mm (mínimo)
Linha 30 ppm (máximo) 40 kV/2,5 mm (mínimo)
RIGIDEZ DIELÉTRICA **
* Medida de acordo com o método Karl-Fisher ASTM D1533 ou ABNT NBR 5755.
** Medida de acordo com ASTM D-877 ou ABNT NBR 6869.

2.3.2 Materiais e ferramentas para manutenção

Para comutadores com eixo-de acionamento central ver desenho MR N2096.2 e para eixo
de acionamento lateral, ver desenho MR N2096en.

- Multimetro para medição dos resistores de transição.


- Torquímetros com capacidade de 2 a 34 Nm.
- Filtro prensa ou bomba para substituição do óleo isolante.
- Pincéis e panos de algodão para limpeza (não usar estopa).
- Bancada para desmontagem da chave.
- Recipiente para lavagem da chave.
- Chaves fixas milimétricas, estrelas e soquetes milimétricos (8 a 17mm) e chaves de
fenda.
- Peças sobressalentes de acordo com a necessidade de cada inspeção/manutenção.
- Alicates para retirar anéis-trava externos e internos.
- Tambores vazios para recolher óleo usado.
- 1 paquímetro.
- 1 medidor de relação de transformação.
- 1 medidor de rigidez dielétrica.
- 1 ensaiador de fator de potência.
- 1 megaohmímetro.
- 1 moitão e 01 estropo com 2 manilhas (para suspender a chave comutadora).
- 1 talhadeira pequena.
- 1 punção pequeno
- 1 jogo de chaves tipo Allen, milimétricas (2 a 6 mm).
- 1 martelo.

2.3.3 Serviços Gerais

1- Desenergizar o transformador
2- Fazer os aterramentos necessários
3- Isolar a área de trabalho
4- Verificar e anotar o atraso de giro do mecanismo de acionamento motorizado
5- Colocar o comutador na posição de ajuste, a qual pode ser verificada na placa do
transformador e conferida no disco indicador de posições do mecanismo de acionamento,
que indica a posição do comutador.

Observações sobre a posição de ajuste:

Embora a chave comutadora possa ser retirada em qualquer posição, recomenda-se que
a retirada seja feita na posição de ajuste, a qual é obtida eletricamente ou com a manivela
girando-a no sentido horário. Considerando que o comutador tipo “M” pode, dependendo
do fabricante do transformador possuir três configurações.
A primeira configuração é a mais comum, onde a posição de ajuste é a 17b, a segunda é
encontrada nos comutadores onde não temos a posição 17c , neste caso a posição de
ajuste é a 17a e no terceiro caso quando o comutador possui somente 17 posições de
serviço, neste caso a posição de ajuste é a 9b.

Posição de ajuste
1 2 3 - 12 13 14 15 16 17a 17b 17c 18 19 20 21 22 - 31 32 33
1 2 3 - 12 13 14 15 16 17 17a 17b 18 19 20 21 22 - 31 32 33
1 2 3 4 5 6 7 8 9a 9b 9c 10 11 12 13 14 15 16 17

Vamos citar como exemplo um comutador em que a posição de ajuste é 17b, e se o


mecanismo estiver indicando uma posição da chave entre o tap 1 e 17b acionar manual
ou eletricamente, até a posição 18 e, em seguida, retornar, manual ou eletricamente, até
a posição 17b.
Caso esteja indicando uma posição entre a 18 e 33, acionar, manual ou
eletricamente, até a posição 17b, que é a posição de ajuste para ambas as situações
indicadas anteriormente.

ATENÇÃO: Após a colocação do comutador na posição de ajuste, cortar o suprimento


de energia do acionamento motorizado e inserir um calço para acionar a chave de
bloqueio, para evitar qualquer acionamento acidental do comutador, enquanto este estiver
desacoplado, pois este acionamento só deverá ser movimentado após completa
montagem do comutador, quando do término da manutenção.

6 – Desligar a chave de proteção do motor, impedindo seu acionamento acidental.

2.4 Retirada da Chave Comutadora


2.4.1 Fechar todas as válvulas entre o conservador do comutador e o cabeçote do
comutador.

2.4.2 Baixar o nível do óleo através do tubo de drenagem, até que este fique num nível
que quando retirada a tampa, não derrame óleo sobre o transformador. Durante a
drenagem, abrir o dispositivo de sangria, da tampa, tipo capa, M30, chave 36 mm, nos
comutadores com eixo de acionamento central e M16, chave 22 mm, nos comutadores
com acionamento lateral. Controlar o nível de óleo, através da janela de inspeção do
cabeçote.

2.4.3 Desacoplar a luva de acoplamento, retirando 6 parafusos M6, chave 10 mm.


Normalmente, retirando esta luva, já é o suficiente para se ter uma folga para retirada da
haste e da tampa. Caso não se obtenha esta folga, desacoplar a luva da outra
extremidade, retirando a haste completamente. Guardar travas, parafusos e porcas para
reutilização.

2.4.4 Remover a tampa do comutador, retirando 24 parafusos M10, chave l7 mm. Cuidado
com as arruelas e a gaxeta da tampa.
Existem dois tipos de arranjo do acionamento na tampa, central e lateral, e as instruções
de serviço se aplicam para ambos os tipos.
2.4.5 Retirar o disco indicador de posições, soltando o parafuso M5, chave 8 mm, ou uma
presilha elástica. Observar a posição de retirada do disco. (Normalmente possui um pino,
uma meia lua ou uma presilha para o correto posicionamento do disco indicador de
posições)

2.4.6 Observar as marcas indicadas no cabeçote, as quais deverão ser coincidentes


quando da remontagem. Soltar os parafusos que prendem a placa suporte da chave
comutadora
2.4.7 Retirar a chave comutadora, suspendendo-a pelos olhais da tampa, com cuidado e
na posição vertical. Colocar em uma superfície plana e limpa e deixar escorrer o óleo.

Retirada da chave
2.4.8 Fazer a limpeza do compartimento da chave comutadora.
Para limpeza do compartimento, abrir a válvula entre o conservador e o comutador e
retirar os depósitos de carvão com o auxílio de um pincel. Esgotar o óleo, jatear
novamente com óleo limpo e esgotar.

Compartimento da chave após limpeza

2.4.9 Retirar o tubo de sucção limpá-lo interna e externamente e reinstalá-lo.

Tubo de sucção

2.4.10 Colocar a tampa do comutador, fixando-a com alguns parafusos, enquanto se


realiza a manutenção na chave comutadora evitando que caiam objetos no seu interior.
2.4.11 Nos comutadores ligados em linha, antes de se efetuar a limpeza da chave
comutadora, fazer o ensaio de isolamento com Megger e perdas do eixo de acionamento
e hastes isolantes de suspensão, anotando os valores obtidos.

2.4.12 Lavar a chave comutadora e fazer uma inspeção visual geral. Uma inspeção e
limpeza mais completa, só será possível após a retirada de cada setor da chave.

Chave limpa externamente com óleo isolante

2.5 Manutenção da Chave Comutadora

Atenção: Antes de iniciar os serviços de desmontagem da chave comutadora, observar a


posição da lingüeta de disparo do gatilho do acumulador de energia (ou carrinho
superior), pois este deverá ficar na mesma posição após a remontagem da chave
comutadora.

2.5.1 Retirada dos Setores de Contatos Fixos

Nota: Antes de iniciar a retirada dos setores, o acumulador de energia deverá ser
desengatilhado e colocado na posição intermediária. Nesta posição, os dois contatos de
transição estarão fechados e os principais de arco abertos.

2.5.1.1 Liberar o gatilho do lado oposto à lingüeta de disparo e girar o eixo de


acionamento até que a lingüeta de disparo dos gatilhos esteja na posição intermediária.
Liberando o gatilho manualmente

Acionando o acumulador de energia manualmente para liberação do gatilho


Acionando o Acumulador de Energia com a Chave Especial

Acumulador de energia na posição intermediária

2.5.1.2 Remover um setor de contatos de cada vez. Retirar outro, só após a reinstalação
do anterior. Caso sejam retirados os três setores, observar as identificações para
reinstalação nas posições originais.
Soltar, inicialmente, os quatro parafusos externos do setor e após, os quatro internos, num
total de oito parafusos M6 x 20, chave 10 mm. Observar as travas para reutilização
quando da remontagem.
Liberando as arruelas travas dos parafusos de fixação dos setores

Retirando os parafusos de fixação dos setores


Setor removido

Nota: Nos comutadores mais novos, basta retirar os oito parafusos para remoção do
setor, inclusive os resistores de transição saem juntos. Nos comutadores mais antigos,
além dos oito parafusos de cada setor, é necessário retirar mais quatro dos resistores de
transição e mais dois dos centelhadores. A retirada dos centelhadores facilita a retirada
dos outros parafusos do setor.

2.6.1 Retirada das Câmaras de Arco

2.6.1.1 Retirar as câmaras de arco para possibilitar a verificação e a medição dos


desgastes dos contatos e outros componentes.

Nota: Na chave comutadora tipos MIII-500, que possui o contato principal de condução de
corrente, as câmaras externas de cada setor adjacentes ao setor seguinte, possui uma
parede de um material diferente e em duas partes. As câmaras de arco laterais e centrais
não devem ser invertidas quando da remontagem, mantendo as posições originais.
Camaras retiradas

2.6.2 Limpeza da Chave Comutadora

2.6.2.1 Todas as partes componentes da chave comutadora (setor de contatos fixos,


sistema de contatos móveis e resistores de transição) precisam ser completamente
limpos.
Eliminar todo o resíduo de carvão depositado nas placas isolantes e nos resistores de
transição, com auxílio de um pincel e jatear óleo novo/regenerado em todas as partes.
Observar a recomendação de desmontar um setor por vez, limpá-lo, remontá-lo e após,
desmontar o setor seguinte.

2.6.2.2 Fazer a limpeza do eixo de acionamento


Os comutadores mais antigos possuem eixos de acionamento ocos.
Limpá-los internamente com escova e óleo limpo. Após 1981, os eixos de acionamento
são maciços, necessitando apenas de limpeza externa.
Para os eixos ocos, em forma de tubo, onde é necessária a limpeza interna, deverá ser
retirada a parte superior da chave comutadora, soltando as barras de suspensão junto ao
acumulador de energia, para possibilitar a remoção do eixo.
Cada barra é fixada por meio de 2 parafusos M8 x 40, chave 13 mm, com porcas
autotravantes e arruelas tipo prato. Para retirada destes parafusos, o acumulador de
energia deverá ser deslocado, um pouco, de um lado e de outro, proporcionando uma
folga axial.

2.6.2.3 Após a limpeza do eixo de acionamento, remontar a parte superior da chave


comutadora, na ordem inversa da desmontagem.
Nota: As barras de suspensão deverão ser montadas, observando-se as marcas
triangulares na parte superior e na parte inferior. Alinhar as marcas.
Marcas de referência

Os parafusos das barras de suspensão deverão ser montados: parafusos M8 x 40, 2


arruelas tipo prato, barra de suspensão, suporte das barras do acumulador de energia,
dispositivo de potencial, 4 arruelas tipo prato, porca sextavada M8, autotravante, torque=
22 Nm.

Retirando as barras de suspensão

2.6.2.4 Verificar o desgaste dos contatos móveis e fixos onde o máximo desgaste
permissível dos contatos fixos e móveis onde X-Y= 4mm.
Um contato novo mede 8 mm ± 0,3 mm

Os contatos deverão ser substituídos, se pelo menos uma das condições a seguir for
atingida:
a) Pela espessura do contato onde o desgaste máximo permitido é de 4 mm. Também
quando um, alguns ou todos os contatos atingirem este desgaste, ou mesmo que não
tenham atingido, mas não possuem as dimensões suficientes para chegar até a próxima
manutenção, dentro das condições mínimas, todos os contatos deverão ser substituídos.
b) Pela diferença de desgaste máximo entre os contatos principais de arco e os contatos
de transição.
A seqüência correta da operação mecânica só é garantida se a diferença de desgaste
entre os contatos principais de arco e os de transição estiver abaixo de 2,6 mm.
Quando esta diferença máxima é atingida, ou se através de uma análise se conclui que
até a próxima manutenção se atingirá esta diferença, os contatos deverão ser
substituídos.
Este desgaste anormal dos contatos de transição pode ocorrer sob condições extremas
de serviço, onde o desgaste destes contatos poderá ser bem mais significativo que dos
contatos principais de arco.

Medindo a espessura dos contatos móveis e fixos

2.6.2.5 Verificar o livre movimento dos contatos móveis, acionando-os para a posição par
e ímpar e vice-versa. Caso haja necessidade de substituir os contatos.

2.6.2.6 Verificar o estado, endurecimento e aperto da fixação das cordoalhas.


Caso haja necessidade de substituição das cordoalhas.
Verificando o estado das cordoalhas

2.6.2.7 Nos comutadores que possuem os contatos principais de condução de corrente,


inspecionar os contatos fixos e móveis, os quais não devem possuir sinais de arco elétrico
na região de contato. Verificar pressão das molas dos contatos fixos.

Contatos principais de condução de corrente móveis e fixos

2.6.2.8 Verificar o estado das câmaras de arco. Nos comutadores mais antigos, estas
câmaras eram retas em suas bordas, provocando desgaste nas cordoalhas quando em
contato com elas.
Caso as bordas possuam esta característica, lixar ou limar, deixando-as arredondadas na
região das cordoalhas.

2.6.2.9 Verificar se o dispositivo que faz a conexão de potencial do alojamento suporte do


acumulador de energia à conexão dos setores, é de cordoalha ou lâmina de cobre. Se for
lâmina de cobre (acumuladores mais antigos), substituir por uma cordoalha flexível.

Dispositivo de potencialização tipo cordoalha

2.6.3.0 Nos comutadores com acionamento lateral, verificar a folga axial no eixo de
acionamento, a qual deve ser de 2 a 5 mm.

Verificando a folga axial do eixo de acionamento


2.6.3.1 Verificar se a fixação do cubo do acumulador de energia, ao alojamento suporte do
acumulador de energia é feita com parafusos. Caso positivo, verificar aperto.
Nos comutadores mais novos, esta fixação é feita por rebites.

Fixação do cubo por rebite

2.6.3.2 Inspecionar estado das molas do acumulador de energia. Caso haja necessidade
de substituição destas molas, observar que existem diferenças entre elas, conforme a
seguir:

CDC TENSÃO COR


Monofásico 221 N Amarela
Bifásico 373 N Verde
Trifásico 588 N Vermelha
* A partir de 06/75, estas molas possuem uma marca pintada em seu corpo.

Molas vermelhas para chave trifásica

2.6.3.3 Verificar se existe sinais de centelhamento nos centelhadores e medir a distância


entre eles, a qual deve ser de aproximadamente 5 mm.
Verificando a medida da folga do centelhador

2.6.3.4 Medir a altura do acoplamento inferior do eixo da chave comutadora, cujo valor
normal é de 93 mm e deverá ser substituído quando este valor atingir 90 mm.

2.6.3.5 Verificar aperto e travamento geral, em especial dos parafusos de fixação dos
contatos fixos e móveis e setores.

2.6.3.6 Verificar o estado geral dos demais componentes.


Atenção: Caso não haja necessidade de substituição de contatos, cordoalhas ou outra
peça qualquer, o comutador deverá ser remontado, setor por setor, conforme a seguir:

2.6.4 Reinstalação do Setor


A seqüência de montagem do setor é feita na ordem inversa da desmontagem.

2.6.4.1 Para facilitar a fixação do setor, pressionar com a mão o sistema de contatos
móveis, colocando o calço tipo cunha entre o segmento de epoxi e o alojamento do
terminal de tomada de corrente.
Com este dispositivo, a pressão das molas do sistema de contatos móveis é aliviada e
sustentada.
Dispositivo especial tipo cunha inserido

2.6.4.2 Nos modelos novos, fixar cada setor de contatos com 8 parafusos M6 x 20, chave
10 mm, máximo torque 5 Nm e travá-los.
Nos modelos antigos fixar os resistores de transição com 4 parafusos M6 x 30, chave 10
mm, porcas autotravantes, máximo torque 9 Nm. Remontar os centelhadores, 2 parafusos
M6 x 20, chave 10 mm, máximo torque 9 Nm. Concluir a fixação dos resistores de
transição com parafusos M5, chave 8 mm, arruelas de latão e arruelas-travas. Máximo
torque 5 Nm.
Efetuando o aperto com torquímetro e travamento das porcas

2.6.4.3 Após os parafusos apertados e travados, o dispositivo de alívio de pressão dos


contatos móveis (cunha de apoio) deverá ser retirado.
NOTA: Para facilitar a retirada da cunha de apoio, puxá-la levemente pela corda de
suspensão, enquanto aciona-se com a mão de um lado para outro, o eixo de
acionamento.

Retirando o dispositivo tipo cunha

ATENÇÃO: Depois que todos os setores estiverem sido inspecionados e


reinstalados, o acumulador de energia deverá ser novamente engatilhado. Para tanto,
proceder como a seguir:

2.6.4.4 Colocar uma chave de fenda entre a parte superior e inferior das bandejas do
acumulador de energia.
Utilizando a chave de fenda como apoio

2.6.4.5 Em seguida, acionar o acumulador de energia, com a chave especial e


acionando o came excêntrico até que haja o engatilhamento (uso da chave de fenda).

Acionando o comutador com a chave especial

2.6.4.6 Fazer algumas operações do comutador, em ambos os lados, para verificar o seu
perfeito funcionamento e engatilhamento do acumulador de energia.

2.6.4.7 Deixar a lingüeta do acumulador de energia na mesma posição (lado), de quando


da retirada da chave comutadora.

2.6.4.8 Verificação dos Resistores de Transição e Folga dos Gatilhos

2.6.4.9 Medir o valor dos resistores de transição. O valor dos resistores pode ser de 0,3
até 30 ohms.
Medindo os resistores de transição

2.6.4.10 Realizar a medida inicialmente do lado aberto dos contatos, entre os contatos
fixos principais e os contatos fixos de transição superiores e inferiores.

Pontos para medição dos resistores


2.6.4.11 Em seguida, operar a chave comutadora, com a chave especial (ver desenhos,
abrindo os contatos do outro lado da chave. Repetir as medições já executadas
anteriormente.

2.6.4.12 Comparar os valores medidos com os valores de placa. Diferenças de até 10%
são admissíveis. Para diferenças maiores que 10%, verificar aperto das conexões ou
substituir os resistores de transição, se necessário.

2.6.4.13 Verificar se os cabos que interligam os resistores aos terminais de conexão dos
contatos fixos dos setores são rígidos. Caso positivo, a MR recomenda a sua substituição
após 100.000 operações, por cabos flexíveis.

2.6.4.14 Verificar a folga da lingüeta do acumulador de energia que dispara os


gatilhos

Proceder conforme a seguir:


Acionar vagarosamente o comutador com a ferramenta de acionamento manual até o
disparo do acumulador de enrgia, imediatamente após o disparo fazer a primeira medida.
Em seguida continuar acionando até o deslocamento máximo do exercício, neste ponto a
inscrição “oben” ou “up” deverá estar paralelo ao suporte do acumulador de energia.
Para assegurar o perfeito funcionamento, a diferença entre as duas medições deverá ser
igual ou superior a 1 milímetro.

Disco excêntrico na posição imediatamente após o disparo


Disco excêntrico na posição máxima

Exemplo do ponto de medição da folga da lingueta do acumulador de energia

Esta verificação visa garantir que a operação seja efetiva e deve ser feita em ambos os
lados com o acumulador de energia engatilhado.
Caso as medidas não correspondam ao indicado, a bandeja superior do acumulador,
onde se encontra a lingüeta, deverá ser substituída ou reparada.
O disco excêntrico deverá ficar com a palavra “OBEN” para cima.

2.7 Reinstalação da Chave Comutadora

2.7.1 Retirar a tampa do cabeçote do comutador.


2.7.2 Colocar cuidadosamente, a chave comutadora no interior do seu compartimento.

Reinstalando a chave no compartimento

NOTA: Para facilitar o acoplamento, girar, levemente, o eixo de acionamento de um


lado para outro.

2.7.3 Verificar se todas as marcas no cabeçote do comutador estão devidamente


ajustadas.

2.7.4 Fixar a chave comutadora

2.7.5 Colocar o disco indicador de posições, fixando-o com parafuso M5, chave 8 mm,
torque 5 Nm. Não esquecer da presilha-guia.
2.7.6 Encher o compartimento da chave comutadora, com óleo novo ou regenerado, até a
altura do cabeçote da chave comutadora.

2.7.7 Verificar se a gaxeta da tampa está em boas condições. Se não, substituí-la.

2.7.8 Fixar a tampa do cabeçote com 24 parafusos M10 x 35 (chave 17 mm), máximo
torque 34 Nm.

2.7.9 Completar o enchimento do compartimento da chave comutadora, via tanque de


expansão. Quando do enchimento, soltar os dispositivos de sangria, tanto da tampa
quanto da tubulação. Porcas da tampa M16 ou M30, chaves 22 mm ou 39 mm.
Parafusos de sangria tipo fenda, M6, ou com mola de pressão.

Pontos de sangria

2.7.10 Completar, se necessário, o nível de óleo do tanque de expansão do comutador.

Atenção: Os registros entre o comutador e o tanque de expansão deverão ficar abertos.

2.7.11 Verificar a correspondência de indicação de posições no cabeçote do comutador e


no mecanismo de acionamento motorizado.

2.7.12 Verificar o estado dos anéis antivibratórios nos pontos de acoplamento.


Substituir, se necessário e passar um pouco de graxa, conforme especificação da MR.

2.7.13 Acoplar a haste de acionamento e fixar a luva de acoplamento, com 6 parafusos


M6, chave 10 mm, torque 9 Nm, travando-os.

2.7.14 Verificar nível e prumo das hastes horizontal e vertical, respectivamente.

2.7.15 Verificar as folgas axiais. Devem ser de aproximadamente 2 a 3 mm.

2.7.16 Verificar caixas de engrenagens (90°). Colocar graxa, se necessário, conforme


especificação da MR. Nas caixas de engrenagem do cabeçote considerar como nível os
dentes da coroa, para completar ou substituir a graxa líquida.
2.8 Ensaios Operacionais e Verificações

2.8.1 Compensação de Atraso de Giro


Verificar se existe a igualdade do número de voltas após o disparo da chave comutadora
até a marca central do disco (risco vermelho) do mecanismo de acionamento motorizado,
em ambos os sentidos, subindo ou descendo.

2.8.2 Operação Passo a Passo e Fins-de-Curso Elétricos e Mecânicos


Operar eletricamente o comutador, verificando o funcionamento passo a passo, fins de-
curso elétricos e mecânicos.

2.8.4 Ensaio do Relé de Proteção (Fluxo de Óleo)


Ensaiar o funcionamento do relé de proteção do comutador (Relé de Fluxo de Óleo).

A seguir é dado um exemplo do relé RS 2001


Abrir a tampa superior do relé (3 parafusos M6 chave 10) e pressionar o botão de "TRlP",
verificando se houve o desligamento do disjuntor do circuito do equipamento em
inspeção/manutenção.
Verificar também se a bandeirola, em vermelho, na janela de inspeção do relé, encontra-
se na posição atuada.

Vista dos botões de ensaio do relé RS 2001


Relé RS 2001 em posição de serviço

Vista interna do relé em posição de serviço

Relé atuado
Fechar a tampa do relé (3 parafusos M6 - chave 10 - torque 5 Nm).
Atenção: Se para o ensaio do relé, houver a possibilidade de desligamento indesejável, a
verificação da atuação poderá ser feita com o uso do multímetro, desconectando a fiação
do relé.

2.8.5 Caixas dos Dispositivos Auxiliares


Verificar o estado da vedação, sistema de iluminação, sistema de aquecimento, estado da
fiação, fusíveis, etc.

2.8.6 Ensaios Elétricos


Desconectar as entradas e saídas das buchas e fazer os seguintes ensaios:
a) Executar ensaios de relação de transformação, em no mínimo 3 posições, sendo uma
na posição de ajuste e as outras duas em uma posição antes e outra após a posição de
ajuste, devendo ainda, uma ser em uma derivação par e a outra ímpar.
Comparar os valores obtidos com os valores de placa do transformador
b) Reconectar entradas e saídas das buchas e desfazer os aterramentos.
c) Liberar o equipamento à operação.
Nota: Caso durante uma manutenção preventiva, houver a necessidade de substituição
de contatos ou cordoalhas, consultar os itens 2. 9 e 2.10, a seguir.

2.9 Substituição dos Contatos


Se durante uma inspeção/manutenção for constatada a necessidade da substituição dos
contatos fixos e móveis, de acordo com as verificações já efetuadas, proceder conforme a
partir do item 2.9.1.
Nota:
1) Cada setor (fase) da chave comutadora possui 2 contatos principais de arco (a, b), 2
contatos de transição (a1, b1) e 2 contatos principais de condução de corrente (A, B)
dependendo do tipo do comutador.
Cada contato móvel ou fixo possui 2 pastilhas, podendo ser toda de cobre ou de
cobre/tungstênio, dependendo das características do comutador. A substituição dos
contatos é muito simples, pois a fixação, tanto dos contatos fixos como móveis, é feita por
1 parafuso M6, em cada pastilha.

2) Os contatos principais de condução de corrente só são substituídos em caso de avaria.


Por não possuírem desgaste provocados por arco elétrico, eles duram a vida do
comutador.

3) Importante!! Quando for necessária a substituição de pelo menos um contato de


transição, ou principal de arco, todos deverão ser substituídos e não somente aquele com
desgaste.

2.9.1 Substituição dos contatos fixos


Soltar os parafusos de cada contato fixo, e colocar os novos contatos. Cada pastilha, é
fixada por 1 parafuso M6 x 16, chave tipo Allen 4 ou 5 mm, torque 9 Nm , devendo ser
travado com puncionamento na cabeça do parafuso e a sua lateral.
Removendo o contato fixo Contato fixo removido

2.9.2 Contatos Móveis

Cada contato (pastilha) é fixado por l parafuso de cabeça sextavada, M6 x 16, chave 10
mm, máximo torque 9 Nm e travados por travas.

2.9.2.1 Comutadores MIII-300.


Antes de retirar os contatos, os terminais das cordoalhas, no topo e na base, deverão ser
removidos, para facilitar a troca dos contatos.
Nota: Os contatos desses comutadores são todos de cobre. Em comutadores mais novos,
onde a corrente passante é sempre acima de 200A, as pastilhas dos contatos de
transição são de cobre-tungstênio.

2.9.2.2 Comutadores MIII-500


Antes de retirar os contatos, os terminais das cordoalhas, no topo deverão ser
removidos, para facilitar a troca dos contatos.
Soltando a cordoalha Soltando o contato

2.9.3 Após a colocação dos contatos novos e dado os devidos apertos, travá-los.
Observar o pino de encaixe e o chanfro nos cantos em um dos lados dos contatos, os
quais devem ser instalados corretamente.

Contato móvel removido para substituição

ATENÇÃO: Acionar os contatos móveis, verificando seu livre movimento da posição par
para ímpar e vice-versa.

2.10 Substituição das Cordoalhas de Cobre


As cordoalhas conectam os contatos principais de arco e os de transição, do sistema dos
contatos móveis, ao terminal de tomada de corrente do setor.
Como precaução, estas cordoalhas deverão ser substituídas a cada 400.000 operações,
modelos novos, que possuem um revestimento flexível (fibra de vidro), ou 200.000
operações para as cordoalhas sem o revestimento flexível, substituições estas que
deverão ser feitas independente da substituição dos contatos e do estado em que elas se
encontram.

2.10.1 Comutadores MIII-300

Disposição das cordoalhas na Chave MIII-300

2.10.1.1 Cordoalhas do Topo e da Base.


Retirar o parafuso M6 x 28, chave 10 mm, com porca autotravante e arruela, que conecta
ao terminal de tomada de corrente. Quando da reinstalação, torque 9 Nm.
Retirar, também, os parafusos M6 x 16, chave 10 mm, com porca autotravante e arruela,
que conectam as cordoalhas aos contatos móveis principais de arco e de transição.
Quando da reinstalação, torque 9 Nm.
Desconectando as cordoalhas do terminal de tomada de corrente

Desconectando a cordoalha do contato móvel

2.10.1.2 Cordoalhas Intermediárias


Retirar os parafusos M6 x l6, chave 10mm, com porca autotravante e arruela, que
conectam as cordoalhas aos contatos (fig. 2.65). Quando da reinstalação, torque 9 Nm.
Desconectando as cordoalhas intermediárias

Retirar os parafusos M5 x 22, chave 8 mm, com porcas autotravantes e arruelas, que
conectam as cordoalhas ao terminal de tomada de corrente. Quando da reinstalação,
torque 5 Nm.

Desconectando as cordoalhas intermediárias ao terminal de corrente

2.10.2 Comutadores MIII-500


Devido à existência dos contatos principais de condução de corrente, estes comutadores
possuem somente as cordoalhas no topo.

2.10.2.1 Retirar o parafuso M6 x 28 ou M6 x 25, chave 10 mm, com porca autotravante e


arruela, que conecta as cordoalhas ao terminal de tomada de corrente
Quando da reinstalação, máximo torque 9 Nm.

Parafuso de Conexão das Cordoalhas ao terminal de corrente

2.10.2.2 Retirar os parafusos M6 x 16 ou M6 x 18, chave 10 mm, com porca autotravante


e arruela, que conectam as cordoalhas aos contatos móveis. Quando da reinstalação
aplicar torque de 9 Nm.
Retirando o parafuso de conexão da cordoalha ao contato

2.10.3 Após a colocação das cordoalhas novas, dar o devido aperto nos parafusos e
travá-los.

Jogo novo de cordoalhas MIII-500 revestidas

2.10.4 Verificar se as cordoalhas estão funcionando livremente, sem possibilidade de se


enroscar.

3.0 Informações complementares

3.1 Compensação de atraso de giro

É absolutamente necessário que a chave comutadora comute antes do mecanismo de


acionamento parar.
Isto é garantido pela verificação do intervalo de tempo entre a comutação da chave
comutadora e o final da operação do mecanismo de acionamento, o que ocorre
normalmente após 4 seções do disco (4 maniveladas), contados a partir da comutação da
chave comutadora, até que o risco vermelho atinja o centro da janela. Este risco
vermelho, no disco, é usado como referência quando do ajuste da compensação de
atraso de giro.
Uma comutação completa corresponde a uma rotação completa do disco com divisões.
Este disco possui 33 divisões, sendo que cada divisão corresponde a uma volta da
manivela. O número de divisões ou de voltas da manivela, contadas da comutação da
chave comutadora até o risco vermelho do disco, deve ser o mesmo em ambas as
direções. Pequenas diferenças são admissíveis.
Exemplo de uma compensação do Atraso de Giro:

Acionar com a manivela no sentido horário até o disparo da chave comutadora, neste
ponto contar o número de voltas no mesmo sentido até a coincidência da marca vermelha
com a indicação do centro da janela, consideraremos no presente caso 7 voltas.
Acionar com a manivela no sentido anti-horário até o disparo da chave comutadora, neste
ponto contar o número de voltas até a coincidência da marca vermelha com a indicação
no centro da janela, consideraremos 1 volta.
A tolerância mecânica para o mecanismo de acionamento se compõe da soma entre o
número de voltas, a partir do disparo da chave comutadora para ambos os lados, o ponto
ótimo de regulagem será a média entre estes valores, no nosso caso.

7+ 1 = 8 / 2 = 4 Voltas
Isto quer dizer que a marca vermelha no disco deve coincidir com a marcação no centro
da janela, 4 voltas após o disparo da chave comutadora. Para centralizar o ponto de
disparo devemos proceder como segue:
Acionar o comutador no sentido de maior número de voltas a serem compensadas, no
nosso exemplo, girar no sentido horário até o disparo da chave comutadora, continuar no
mesmo sentido por mais 4 voltas, parar e desacoplar o eixo. Com o eixo desacoplado,
continuar no mesmo sentido (horário) até a marca vermelha do disco coincidir com a
marca no centro da janela. Acoplar a haste.
Conferir em ambos os lados o número de voltas. Se a diferença for superior a uma volta,
fazer novamente a compensação.

Obs. É admissível a diferença de até uma volta.

3.2 Tabela de Troca de Peças em Função do Número de Operações


Quadro de peças a serem substituídas em casos de manutenções, segundo o número de
comutações ou estado.
3.1 Fontes de Referência
As fontes de referência utilizadas para a confecção da presente foram os Catálogos de
Manutenção da MR lA38/8en, lA38z/87en, IA38z/84en, II 3879/IA, 382/90en.

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