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III – Turma do Curso Aplicação

de Ferramentas de Engenharia

na Produção de Açúcar e

EtanoI Instrutor : Eng. Fernando Cullen Sampaio

Carga horária :30 horas


Módulo I e II Sertãozinho – MAIO 2013

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Tópicos
 Conceitos Básicos:
 Termodinâmica
 Balanço de Massa
 Balanço de Energia
 Fluxograma do Processo de Fabricação de Açúcar e
Álcool – Processo Típico.
 Balanços de Massa e Energia no Processo de
Fabricação de Açúcar, Álcool e Energia Elétrica
 Engenharia Básica dos Equipamentos / Processos
Envolvidos na Fabricação de Açúcar.
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TERMODINÂMICA - CONCEITOS
 Embora vários aspectos pelos quais a Termodinâmica é
conhecida desde a Antiguidade, seu estudo formal
começou no século XIX, motivado pela utilização do
CALOR como força motriz.
 Atualmente, no sentido mais amplo, a Termodinâmica
é a ciência que trata das transformações de energia
de quaisquer espécie, umas nas outras.
 As restrições gerais em que estas transformações
ocorrem são conhecidas como primeira e a segunda lei
da Termodinâmica.

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TERMODINÂMICA - CONCEITOS
Na Engenharia: interesse em estudar sistemas e suas
relações com a vizinhança, com inúmeras áreas de
aplicação:
 Motores de automóveis, Turbinas, Bombas,
Compressores, Usinas Térmicas, Sistemas de
Propulsão, Sistemas de Combustão, Separação de
Gases e Liquefação, Aquecimentos, Ventilação,
Ar Condicionado, Sistemas Energéticos
Alternativos (Células de Combustível, Energia dos
Oceanos, Energia dos Ventos...)....

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SISTEMAS TERMODINÂMICOS
 SISTEMA: identifica o objeto da análise. Pode ser:
 Um corpo livre
 Quantidade de matéria contida num tanque
 Tubulação através da qual a matéria flui
 Até uma Usina completa...
 VIZINHANÇA: Tudo que é externo ao sistema
 FRONTEIRA: superfície real ou imaginária que separa
o sistema de sua vizinhança – definida pela
conveniência da análise a ser feita

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TIPOS DE SISTEMAS
 Sistema fechado – quantidade fixa de matéria. Massa
não entra, nem sai (não há passagem de massa pela
fronteira);
 Sistema fechado isolado – não há nenhuma interação
entre o sistema e a vizinhança;
 Sistema aberto ou Volume de controle – região do
espaço através da qual ocorre fluxo de massa.
 Alguns autores utilizam denominações diferentes:
 Sistema Fechado = Sistema = Massa de controle
 Volume de Controle = Sistema Aberto
 Fronteira = Superfície de Controle FCS Engenharia e Consultoria
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Volume de Controle - Conceito

 Volume de controle é a definição da “caixa preta” onde o


balanço está sendo estudado – definição dos limites;
 Estabelecido previamente – melhor atendimento das
necessidades;
 Não é, necessariamente, preciso conhecer o que está se
passando no interior do volume de controle – importante são
os fluxos de entrada e saída;
 Volume de controle pode ser desmembrado através da
definição de sub-volumes.

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Volume de Controle - Exemplo

Volume de controle -> Moenda

Fluxos de Entrada:
• Cana
• Água de embebição
• Vapor direto de acionamento das turbinas
• Água de resfriamento de mancais

Fluxos de Saída:
• Caldo Misto ou Caldo primário / Caldo secundário
• Bagaço
• Vapor de escape
• Água de resfriamento de mancais
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Volume de Controle - Exemplo

Sub-Volume de controle -> Primeiro Terno

Fluxos de Entrada:
• Cana preparada
• Retorno da peneira rotativa de caldo
• Vapor direto de acionamento da turbina
• Água de resfriamento de mancal

Fluxos de Saída:
• Caldo primário
• Bagaço para segundo terno
• Vapor de escape
• Água de resfriamento de mancal
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Propriedade, Estado, Processo e Equilíbrio
 Propriedade: características macroscópicas de um
sistema, como MASSA, VOLUME, ENERGIA,
PRESSÃO e TEMPERATURA, que não dependam da
história do sistema.
 Estado: condição do sistema, como descrito por suas
propriedades (quando se conhece duas ou mais
propriedades termodinâmicas de um sistema podemos
dizer que seu estado está definido).

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Propriedade, Estado, Processo e Equilíbrio
 Processo: mudança de estado devido a mudança de uma
ou mais propriedades, sua trajetória é determinada pela
seqüência de estados pelas quais passa o sistema.
 Estado estacionário ou Equilíbrio: nenhuma
propriedade muda com o tempo, não ocorrem mudanças
em seu estado e não existem interferências externas p/
que isto ocorra.
 Ciclo Termodinâmico: seqüência de processos que
começam e terminam em um mesmo estado (p.e. vapor
circulando num ciclo de potência).

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Propriedades Extensivas e Intensivas
 Extensivas: seu valor para o sistema inteiro é a soma dos
valores das partes em que o sistema for subdividido –
dependem do tamanho e extensão do sistema. Seus valores
podem variar com o tempo, p.e. massa, energia,
volume...Dependem da massa do sistema e variam
diretamente com a mesma.
 Intensivas: não são aditivas – não dependem do tamanho
e extensão do sistema – não dependem da massa do
sistema, p.e. densidade, temperatura, pressão...para um
sistema homogêneo, as propriedades intensivas têm o
mesmo valor tanto p/ a parte quanto p/ totalidade do
sistema.
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Fase e Substância Pura
 Fase: quantidade de matéria que é homogênea tanto em
composição quanto em estrutura física – totalmente
sólida, líquida ou gasosa. Um sistema pode conter uma
ou mais fases, p.e. água e seu vapor.
 Substância Pura: é invariável em composição química
e é uniforme, podendo existir em mais de uma fase.

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Balanço de Massa - Conceito

No exame de qualquer processo físico, tenta-se


encontrar ou definir grandezas que permanecem
constantes, independentemente das modificações que
ocorrem. Uma dessas grandezas, reconhecida há muito
tempo no desenvolvimento da mecânica, é a massa.

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Balanço de Massa - Conceito

Balanço de massa é a expressão matemática da lei da


conservação de massa de Lavosier: “na natureza nada se
cria nada se perde, tudo se transforma”

A+B -> C+D

Onde: somatório da massa dos reagentes = somatório da


massa dos produtos

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Balanço de Massa - Conceito

A equação geral do balanço de massa:

Massa entra = Massa sai +- Acumulo de Massa no


Processo

Obs.: não se aplica à relatividade, onde massa se


transforma em energia
(E = m . c2)

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Balanço de Massa - Conceito
Pode ser realizado isoladamente ou de forma conjugada:

 Balanço dos fluxos;


 Balanço de Pol;
 Balanço de Brix;
 Balanço de ART;
 Balanço de Fibra;
 Balanço de Levedura....

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Balanço de Massa – Exemplo 1 – Preparo de Mosto

Qual é a vazão e concentração do mosto?

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Balanço de Massa – Exemplo 1 – Preparo de Mosto

Cálculo:

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Balanço de Massa – Exemplo 1 – Preparo de Mosto

Se set point do Brix do mosto for 22%, qual a massa de


água necessária e a massa final do mosto?

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Balanço de Massa – Exemplo 1 – Preparo de Mosto

Cálculo:

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Balanço de Massa – Exemplo 2 – Evaporação
A partir dos dados calcular:
 Fluxo do xarope?
 Fluxos de caldos e vapores, cx a cx?
 Taxa Evaporativa de cada efeito?

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Balanço de Massa – Exemplo 2 – Evaporação

Calculo:

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
Fundamental para elaboração de balanços de massa e energia
conhecer alguns conceitos, como:
• Massa específica;
• Volume específico;
• Pressão;
• Temperatura;
• Calor Sensível;
• Calor Latente;
• Calor específico;
• Entalpia;
• Entropia.

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
•Massa específica:
Massa específica de uma substância é a razão entre
determinada massa da substância e seu volume
correspondente:

u = m / V [g/cm3] ou [Kg/m3]

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
•Massa específica
Estimativa da massa específica de soluções
açucaradas:

u = (1+B*(B+200)/54000)*
(1-0,036*(T-20)/(160-T))*1000
[Kg/m3]

Onde:
B – Brix do solução
T – Temperatura da solução
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Balanço de Massa – Exemplo 3 – Evaporação

Qual é a taxa evaporativa de um pré-


evaporador? Operando nas seguintes
condições:
Vazão do caldo clarificado -> 200m3/h
Temperatura do CC -> 115oC
Brix CC -> 15,00%
Brix caldo pré-evaporado -> 23,00%
Área do pré -> 3.000m2

(Resposta: 22,7Kg/h.m2)

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
•Volume específico:
É o recíproco da massa específica, definido como o
volume por unidade de massa:

v = V / m [cm3/g], [m3/Kg]...

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
•Pressão:
É definida como a força exercida por unidade de
área:

P = F / A [N/m2], [Pa], [atm], [psi],


[mmHg]...

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Pressão

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Pressão

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31
Pressão

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Pressão
Pressão acima da Pressão Atmosférica (PABS)

Pressão Manométrica
Lê a diferença entre a
Pressão Absoluta e a Pressão Atmosférica (PM).

Pressão Atmosférica

Manovacuometro
Lê a Diferença entre a
Pressão Atmosférica e a Pressão Absoluta (PV)
Pressão Absoluta
Superior a Pressão
Atmosférica (PABS)
Pressão Inferior á Atmosférica

Pressão Barométrica Pressão Absoluta


Lê a Pressão Inferior a Pressão
Atmosférica (PATM) Atmosférica (PABI)

Zero Absoluto

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Pressão

• Pabs = Patm + Pman


• Vácuo = Patm – Pabs

Conversões de unidades:
1atm = 760mmHg = 29,92”Hg = 10,33mH2O=
14,7psi (lb/in2) = 1,0332Kgf/cm2 = 1,01Bar =
101,32KPa

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Balanço de Massa – Exemplo 4 – Vácuo

a) Qual a altura mínima de uma coluna barométrica


para manter um cozedor operando com vácuo de
25”Hg?

b) Qual a altura mínima de coluna p/ retirada de xarope


da última caixa da evaporação, por gravidade?
• Brix do xarope -> 65%
• Temperatura do xarope -> 60oC
• Vácuo de operação -> 25”Hg

(Respostas: a) 8,63mH2O b) 6,64m )

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Pressão de Vapor / Saturação
A pressão exercida pelo vapor de uma substância líquida, em equilíbrio com
a fase líquida, a uma dada temperatura, chama-se pressão de vapor.
Uma substância líquida entra em ebulição quando a pressão do sistema ao
qual faz parte atinge a pressão de vapor dessa substância. Esse ponto recebe o
nome de ponto de ebulição ou temperatura de ebulição.
Simplificadamente, estas propriedades definem que a temperatura de ebulição
da água (ou qualquer solução) é alterada em função da pressão do ambiente.
Dados p/ água a 500m acima do nível do mar:

36
Pressão de Vapor

Pressão de Vapor da Água


2,8
)
2

2,6
2,4
2,2
Pressão Absoluta (Kgf/cm

2,0
1,8
1,6
1,4
1,2
1,0
0,8
0,6
0,4
0,2
0,0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140
Temperatura ( oC)

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Balanço de Massa e Energia - Conceito

LÍQUIDO SATURADO: Quando uma substância existe como líquido na pressão


e temperatura de saturação.

VAPOR SATURADO: Definição dada a uma substância a qual existe como


vapor na temperatura de saturação.

TITULO (x): Razão entre a massa de vapor e a massa total. Trata-se de uma
propriedade intensiva a qual só tem significado quando a substância está no
estado saturado. O termo vapor saturado seco é usado para enfatizar que o
título é 100%, ou seja, título 1.

VAPOR SUPERAQUECIDO: Vapor o qual está a uma temperatura maior que a


temperatura de saturação. A pressão e temperatura do vapor superaquecido são
propriedades independentes sendo que uma pode aumentar enquanto a outra
permanece constante.

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
•Temperatura:
A Temperatura é um parâmetro físico (uma função de
estado) descritivo de um sistema que vulgarmente se associa
às noções de frio e calor, bem como às transferências de
energia térmica, mas que se poderia definir, mais exatamente,
sob um ponto de vista microscópico, como a medida da
energia cinética associada ao movimento (vibração) aleatório
das partículas que compõem a um dado sistema físico.

T [oC], [oF], [K] ou [R]

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
•Calor sensível:
Quando uma substância é aquecida, a sua temperatura
aumenta à medida que o calor é recebido. Este aumento de
calor é designado de calor sensível. Do mesmo
modo, quando uma substância é resfriada, a sua temperatura
diminui, o calor retirado também é designado por calor
sensível. O calor que provoca uma mudança de temperatura
numa substância é designado por calor sensível.

CS [Kcal/Kg]

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
•Calor latente:
Todas as substâncias puras da Natureza conseguem alterar o
seu estado. Os sólidos podem tornar-se líquidos (como o
gelo se torna água) e os líquidos podem transformar-se em
gases (como a água se transforma em vapor). Mas estas
alterações requerem a adição ou perda de calor. O calor que
provoca estas alterações é designado por calor latente.

CL [Kcal/Kg]

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
•Calor específico:
O calor específico não é característica do corpo, mas sim
característica da substância. Corresponde à quantidade de
calor recebida ou cedida por 1 g da substância que leva a
uma variação de 14,5ºC para 15,5ºC na temperatura do
corpo em questão.

CP [Kcal/Kg.oC]

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
•Calor específico
Estimativa do calor específico para soluções açucaradas:

CP = 1-(B/100)*(0,6-0,0018*T+
0,0011*(100-P))
[Kcal/Kg.oC]

Onde:
B – Brix do solução
T – Temperatura da solução
P – Pureza da solução

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
•Entalpia:
Entalpia é a grandeza física que descreve a energia interna
total de um sistema, definida pela função de estado
introduzido por Gibbs:

H = U + P.V [J/g], [Kcal/Kg] ou [cal/g]

Onde U é a energia interna do sistema e P.V o


produto da pressão pelo volume do sistema.

1 cal = 4,18J

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
Define-se Entalpia a quantidade de calor (por unidade de massa)
relativo, com referência à temperatura de troca térmica de 0°C.
Como exemplo, com relação a 0°C, a água em estado líquido a 10°C
possui 10kcal/kg a mais, ao passo que água 100% em estado líquido a
0°C possui 0kcal/kg e gelo 100% a 0°C possui -80kcal/kg (uma vez que
tem que perder calor para transforma-se em água a 0°C). Graficamente
ilustra-se:

Elican– Consultoria e Treinamentos Curva de entalpia da água FCS Engenharia e Consultoria

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Balanço de Massa e Energia - Conceito
Enquanto uma mudança de fase ocorre à medida que calor é trocado com
o sistema, parte da massa total de água passa de um estado a outro. Ou
seja, o gelo não se funde todo de uma só vez, quando acabaram de entrar
80kcal/kg. É válido afirmar que, quando 40cal são adicionadas a 1kg de
gelo a 0ºC, já 0,5 g passarão para o estado líquido. Assim, durante a fusão
do gelo, parte da água é sólido e parte é líquido. Analogamente à mudança
da água para vapor. Observe na figura abaixo que para a ebulição da água
vale associar ao conceito do título, o qual define o estado em que o vapor
se encontra.
kcal/kg

Curva de entalpia da água na


pressão atmosférica.
Temperatura (0ºC) 46
Balanço de Massa e Energia - Conceito
•Entropia:
A entropia é uma grandeza termodinâmica geralmente
associada ao grau de desordem. Ela mede a parte da energia
que não pode ser transformada em trabalho. É uma função
de estado cujo valor cresce durante um processo natural em
um sistema fechado.

S = Q / T [J/K]

A entropia é um conceito matemático o qual expressa: “nenhuma transformação termodinâmica real é


reversível”.
Ao empregar certa quantidade de energia para levar certa quantidade de matéria de um estado para
outro, só se consegue retornar ao estado anterior, se gastar mais energia.

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47
Balanço de Energia - Conceito

Lei Zero da Termodinâmica:

 A lei zero da termodinâmica parte da noção de comparação


entre quente e frio.
 Se os corpos A e B estão em equilíbrio térmico com um corpo
C, então A e B estão em equilíbrio térmico um com o outro, ou
seja, a temperatura desses sistemas é a mesma.

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48
Balanço de Energia - Conceito

Resumo da primeira lei da termodinâmica:


 “A energia total do Universo é constante. Nos processos que
ocorrem na natureza, a energia não diminui nem aumenta,
podendo apenas ser transferida de um corpo para outro ou
transformada de uma forma em outra”.
 Na aplicação da primeira lei a um dado processo é conveniente
dividir a esfera de influência do processo em duas partes, o
sistema e as suas vizinhanças.
 (energia do sistema) + (energia das vizinhanças) = 0

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49
Balanço de Energia - Conceito

Primeira lei da termodinâmica:


 A primeira lei da termodinâmica é a lei de conservação
de energia aplicada aos processos térmicos.
 Nela observamos a equivalência entre trabalho e calor.

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50
Balanço de Energia - Conceito
 As transformações de energia de uma para outra forma e a
transferência de energia de um para outro lugar ocorrem
mediante os mecanismos de troca de calor e trabalho;
(energia das vizinhanças) = +-Q +-W
Onde:
Q -> calor
W -> trabalho
 O trabalho (W) e o Calor (Q) só existem na forma de energia
em trânsito, de um corpo para outro, ou entre um sistema e as
suas vizinhanças;

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Balanço de Energia - Conceito
 Quando se adiciona energia sob a forma de calor ou trabalho a um
corpo, ela fica armazenada não como calor ou trabalho, mas como
energia interna, energia cinética e/ou potencial;
(energia do sistema) = U+ Ek + Ep
Onde:
U -> energia interna
Ek -> energia cinética = m.v2/2
Ep -> energia potencial = m.z.g
 Energia interna refere-se à energia das moléculas que constituem
a substância do corpo;

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52
Balanço de Energia - Conceito

 A energia interna depende da matéria envolvida no balanço de


energia, da pressão e temperatura em que se encontra;
 A energia interna é medida pela entalpia (H ou h) da substância,
variando com a pressão e a temperatura como dito anteriormente:
H = U + PV

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53
Balanço de Energia - Conceito

EQUAÇÃO DA ENERGIA

+- Q +- W = U + Ek + Ep

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54
Balanço de Energia - Conceito

2ª Lei da Termodinâmica

 A primeira lei da termodinâmica estabelece a conservação de


energia em qualquer transformação.
 A segunda lei estabelece condições para que as
transformações termodinâmicas possam ocorrer.
 Em relação à transferência de calor, de acordo com a segunda
lei:
 O calor não passa espontaneamente de um corpo de
menor temperatura (frio) para um corpo de maior
temperatura (quente).

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55
Balanço de Energia - Conceito
Enunciado conceitual da 2a. Lei da Termodinâmica:
“A entropia dos processos termodinâmicos em um sistema isolado
ou aumenta (processos irreversíveis) ou permanece constante
(processos reversíveis)”
Fonte: Silva, Ennio P da, Unicamp, 2005
Obs.:
• Os processos naturais (espontâneos na Natureza) ocorrem sempre
no sentido de um aumento na entropia total (considerando um
determinado sistema e o universo a sua volta).
• O conceito de entropia está associado à idéia de ordenação dos
sistemas (arrumação ou caos), sendo que entropia crescente
significa uma desordenação dos sistemas.

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56
Balanço de Energia - Conceito
Outro enunciado conceitual da 2a. Lei da
Termodinâmica:
”Nenhuma máquina térmica conduzindo calor de um reservatório
térmico a outro à temperatura mais elevada pode operar sem um
fornecimento externo de energia”
Definição de máquina térmica:
 Dispositivo ou sistema operando entre dois reservatórios térmicos
sobre ou através do qual se realiza trabalho.
Rendimento de uma máquina térmica:
 n = (energia útil)/(energia gasta)
Obs.: máquina térmica propriamente dita: n = W/Q sendo W o
trabalho líquido produzido pela máquina e Q energia a ela fornecida.

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57
Balanço de Energia - Conceito
CONCEITUAÇÃO BÁSICA: MÁQUINAS DE
CARNOT
Arranjos das Máquinas Térmicas:

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Transformações e Variáveis Termodinâmicas
Pressão, volume específico, temperatura absoluta, energia interna
específica, entalpia específica e entropia específica são basicamente as
variáveis termodinâmicas para máquinas térmicas. Representam as
propriedades termodinâmicas do fluido de trabalho e se modificam
constantemente em cada ponto na medida em que as transformações
ocorrem na máquina. As transformações termodinâmicas (variações das
propriedades termodinâmicas durante a operação das máquinas
térmicas) são:

• Transformação isobárica: a pressão do fluido de trabalho se mantém


constante.
• Transformação isométrica ou isovolumétrica: o volume específico do
fluido de trabalho se mantém constante.
• Transformação isotérmica: a temperatura do fluido se mantém constante.
• Transformação adiabática ou isentrópica: ocorre sem que o fluido de
trabalho troque calor com o meio externo.
• Transformação politrópica: todas as propriedades do fluido de trabalho na
transformação se modificam.

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TRANSMISSÃO DE CALOR

Principal equação:

Q = U x A x MLDT

Onde:
Q – calor trocado [Kcal/h]
U – coeficiente global de transferência de calor [Kcal/h.m2.oC]
A – área de troca térmica [m2]
MLDT – média logarítmica de diferença de temperatura [oC]

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Trocadores de calor

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Balanço de Energia - Conceito
Equações fundamentais:

 Q = m . Cp . T
Onde: m -> massa [Kg]
Cp -> calor espec. [Kcal/Kg.oC]
T -> variação temperatura [oC]
 Q = m . HV
Onde: HV -> entalpia do vapor [Kcal/Kg]
 HV = CL + CS
Onde: CS -> calor sensível [Kcal/Kg]
CL -> calor latente [Kcal/Kg]

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62
Balanço de Energia – Exemplo 5 – Mosto

No exemplo anterior de preparo do mosto, qual a


temperatura do mosto preparado?

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63
Balanço de Energia – Exemplo 5 – Mosto

No exemplo anterior de preparo do mosto, qual a


temperatura do mosto preparado?

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Balanço de Energia – Exemplo 5 – Resfriam. do Mosto

Com os dados abaixo, calcular: calor trocado no


resfriador e área de troca necessária (resfriamento em
contracorrente)?

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Balanço de Energia – Exemplo 5 – Resfriam. do Mosto

Com os dados abaixo, calcular: calor trocado no


resfriador e área de troca necessária (resfriamento em
contracorrente)?

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Balanço de Energia – Exemplo 6 – Balão de Flash

Qual é o fluxo de vapor gerado?

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Balanço de Energia – Exemplo 6 – Balão de Flash

Cálculo:

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Balanço de Energia – Exemplo 7 – Pré Evaporador

Qual é a vazão de VE?

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69
Balanço de Energia – Exemplo 7 – Pré Evaporador

Cálculo:

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70
Balanço de Energia – Exemplo 8 – Perda por Flash
Qual é a perda de energia se tq condensado VE
ficar exposto à Patm?

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71
Balanço de Energia – Exemplo 8 – Perda por Flash

Cálculo:

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72
Balanço de Massa – Estequiometria

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73
Balanço de Massa – Estequiometria

Relações importantes:
• Conversão ART em sacarose -> 342/360 = 0,95 (peso / peso)
• Conversão sacarose em ART -> 1/0,95 = 1,0526 (peso /
peso)
• Conversão de ART em álcool -> 184/360 = 0,5111 (peso /
peso)
• Conversão de sacarose em álcool -> 184/342 = 0,538 (peso /
peso)
• Conversão de sacarose em álcool -> 0,538/0,7894 = 0,6815
(peso / volume)
• Conversão de álcool em sacarose -> 1/0,6815 = 1,467
(volume / peso)

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74
Balanço de Massa – Estequiometria

Exemplos:
9. Com um estoque de mel de 100m3 – temperatura de
40oC, quanto de álcool anidro é possível produzir?
Dados:
ART%Mel - 65%
Brix%Mel - 83%
Rendimento da destilaria- 89%
Teor alcoólico do anidro - 99,6oGL

Resposta: 53,68m3 anidro

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75
Balanço de Massa – Estequiometria
Exemplos:
10. Qual deveria ser o valor de mercado da levedura seca
para justificar o estímulo ao crescimento da levedura no
processo fermentativo ou até produzir levedura de fato?
Dados:
Umidade da levedura seca - 5%
Eficiência do processo de secagem - 85%
Equivalência ART / Levedura - 2:1
Preço do álcool anidro - R$0,90/lt (líquido)
Rendimento da destilaria - 89%
Teor alcoólico do anidro - 99,6oGL

Resposta: R$1.163,85/t de levedura seca

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76
Balanço de Massa e Energia com Engenharia
RESULTADOS ESPERADOS:
• Conhecendo os gargalos e estabelecendo parâmetros de
operação (processos e/ou equipamentos limitantes),
estabelecem-se parâmetros operacionais e com planejamento
espera-se uma otimização do aproveitamento da moagem,
possibilitando um melhor aproveitamento da curva de PC da
cana (moer mais no período de pico de maturação) ou moer
mais cana no mesmo período;
• Maior conhecimento do processo permite um melhor
aproveitamento energético (equilíbrio térmico), com consumo
otimizado de bagaço;
• Redução da necessidade de captação de água e redução de
efluentes;

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77
Balanço de Massa e Energia com Engenharia
RESULTADOS ESPERADOS:
• Identificação das faixas de fluxos das diversas correntes no
processo (balanço de massa), permitindo uma adequação dos
circuitos de bombeamentos, com ganhos em consumo de
energia elétrica e manutenção de válvulas de controle e
bombas;
• Permite um planejamento tático e operacional mais eficaz;
• Possibilita a elaboração de um plano diretor de investimentos
mais focado;
• Redução de perdas no processo. O conhecimento das limitações
permite planejar e operacionalizar explorando o máximo do
processo, com utilização adequada de água (moenda e filtros),
promovendo uma maior estabilidade evitando derramamentos,
arrastes etc.

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78
PLANO DE
PLANO DE SAFRA
SAFRA
E/OU AVALIAÇÃO
E/OU AVALIAÇÃO DO
DO
PROCESSO
PROCESSO
INDUSTRIAL
INDUSTRIAL
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79
Avaliação do Processo Industrial

• Perdas no Processo
• Rendimento Industrial (em Açúcar ou
Álcool)
• Eficiência Industrial
• Eficiência Relativa
• RTC / RITstab
• Balanço de ART

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80
Rendimento
Rendimento Industrial
Industrial Total
Total

RIT
RIT == A
A ++ B
B ++ C
C ++ D
D ++ E
E ...
...
Cana
Cana xx Pol%Aç/100
Pol%Aç/100

RIT
RIT == Kg
Kg açúcar
açúcar standard
standard // TC
TC
A
A == sc
sc açúcar
açúcar produzido
produzido xx 50
50 xx pol
pol %% açúcar
açúcar // 100
100 (( kg
kg ))
B
B == 1,467
1,467 xx lt
lt álcool
álcool produzido
produzido 100100 % % (( kg
kg ))
C
C == Kg
Kg de
de mel
mel vendido
vendido xx ART
ART % % mel
mel // 100
100 ** 0,95
0,95 (( kg
kg ))
D
D == Kg
Kg de
de levedura
levedura seca
seca xx 2
2 xx 0,95
0,95 (( kg
kg ))
E
E == 1,467
1,467 xx Lt
Lt óleo
óleo fúsel
fúsel 100
100 % % (( kg
kg ))

Inconvenientes :

 Não avalia exclusivamente o processo industrial ( influência do PC ) ;

 Tratamento da levedura seca ;

 Distorce o valor final, dependendo da proporção açúcar / álcool

produzida em cada Usina .

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81
Rendimento
Rendimento em
em Álcool
Álcool

RITálc
RITálc == (RIT
(RIT ** Pol%Aç/100/1,467)
Pol%Aç/100/1,467)
0,99577
0,99577

RITálc
RITálc == lt
lt álcool
álcool anidro
anidro // TC
TC

Inconvenientes :

 Não avalia exclusivamente o processo industrial ( influência do PC ) ;

 Tratamento da levedura seca ;

 Distorce o valor final, dependendo da proporção açúcar / álcool

produzida em cada Usina .

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82
Eficiência
Eficiência Industrial
Industrial

A eficiência industrial mede a eficiência com que a

industria transforma a matéria prima ( açúcar na cana )

em produtos ( ou por outro lado, quanto da matéria

prima é perdida no processo industrial ).

O objetivo é, essencialmente, indicar à Usina o seu nível

global de perdas.

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83
Eficiência Industrial

Ei
Ei == (( A
A ++ B
B ++ C
C ++ D
D ++ E
E ...)
...) xx 10
10
CC xx ART%Cana
ART%Cana

Ei
Ei == eficiência
eficiência industrial
industrial (( %
% ))
C
C == Cana
Cana (t)
(t)

Inconvenientes :

 Tratamento da levedura seca ;

 Distorce o valor final, dependendo da proporção açúcar / álcool

produzida em cada Usina .

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84
Eficiência
Eficiência Industrial
Industrial -- Fluxograma
Fluxograma Básico
Básico Fabricação
Fabricação de
de Açúcar
Açúcar ee Álcool
Álcool

Rc Rf Rd
Tratamento Álcool
do Caldo Fermentação Destilação

Rl Re
Cana Lavagem Mel
Extração
da cana

Rc Ra
Tratamento Fabricação Açúcar
do Caldo Açúcar

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85
Eficiência Industrial

Definição
Definição do Valor O
do Valor O

O
O == B
B ++ D
D ++ E
E
A ++ B
B ++ C
C ++ D
D ++ E
E ++ ....
....

Transformando todos os produtos à mesma base ( açúcar ), indica a proporção da

produção de álcool em relação à produção total .

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86
Eficiência
Eficiência Industrial
Industrial

Ei
Ei == Rl
Rl xx Re
Re xx RcRc xx Rd
Rd xx Rf
Rf xx Ra
Ra
OO xx Ra
Ra ++ (( 1
1 -- O
O )) xx Rf
Rf xx Rd
Rd

Rl
Rl == eficiência
eficiência da
da lavagem
lavagem de
de cana
cana (( %
% ))

Re
Re == eficiência
eficiência da
da extração
extração nas
nas moendas
moendas (( %
% ))

Rc
Rc == eficiência
eficiência do
do tratamento
tratamento de
de caldo
caldo (( %
% ))

Rd
Rd == eficiência
eficiência da
da destilação
destilação (( %
% ))

Rf
Rf == eficiência
eficiência da
da fermentação
fermentação (( %
% ))

Ra
Ra == eficiência
eficiência da
da fabricação
fabricação de
de açúcar
açúcar (( %
% ))

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87
Eficiência
Eficiência Industrial
Industrial - Valores
Valores Propostos
Propostos p/
p/ Calculo
Calculo da
da Eficiência
Eficiência Máxima

Rl
Rl 99,0
99,0 %
%

Re
Re 97,0
97,0 %
%

Rc
Rc 99,8
99,8 %
%

Rd
Rd 99,5
99,5 %
%

Rf
Rf 92,0
92,0 %
%

Ra
Ra 99,0
99,0 %
%

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88
Eficiência Máxima - ( objetivo a ser alcançado )

Emáx
Emáx == 868
868 xx 100
100 (( %
% ))
915
915 ++ 75
75 O
Emáx
Emáx

94,86
94,86
91,13
91,13
87,68
87,68

0
0 0,5
0,5 1
1 O
O

• Curva
Curva E máx x
Emáx x Proporção
Proporção da
da Prod.
Prod. Álcool
Álcool // Prod.
Prod. Total
Total

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89
Eficiência
Eficiência Relativa
Relativa

Erel
Erel == Ei
Ei xx 100
100
Emáx
Emáx

Onde
Onde aa E máx é
Emáx é calculada
calculada na
na proporção
proporção da
da produção
produção álcool
álcool // produção
produção total
total
realizada
realizada pela
pela Usina.
Usina.

Ex
Ex :: O
O == 0,5
0,5 ee Ei
Ei == 89
89 %
%

Emáx
Emáx == 868
868 xx 100
100 == 91,13
91,13 %
%
915
915 ++ 75
75 xx 0,5
0,5

Erel
Erel == 89
89 xx 100
100 == 97,66
97,66 %
%
91,13
91,13

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90
Eficiência Relativa

Este
Este valor
valor 97,66
97,66 %,
%, significa
significa que
que esta
esta Usina,
Usina, nas
nas suas
suas condições
condições de
de
produção
produção de
de açúcar
açúcar ee álcool
álcool realizadas,
realizadas, tem
tem potencial
potencial de
de
recuperação
recuperação de
de perda
perda de
de 2,34%.
2,34%. Considerando
Considerando que
que os
os valores
valores
estabelecidos
estabelecidos (( Emáx
Emáx )) são
são perfeitamente
perfeitamente atingíveis.
atingíveis.

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91
RCT - Fermentec
RTC = A * 52,63 + L / 0,5957
( Cana (Kg) * ( ART%Cana / 100 )

Onde:
A -> açúcar em sacarose (sc)
L -> álcool 100% (lt)
 52,63 -> conversão de sc sacarose p/ Kg ART (50/0,95)
 0,5957 -> conversão lt etanol p/ Kg ART acrescido de 8% no
recuperado ( 0,6475 * 0,92 )

 Mesma formula da eficiência industrial, sem considerar levedura e óleo


fúsel, acrescentando ainda 8% no recuperado do álcool (considerando
eficiência da destilaria de 92%) – esta consideração elimina parcialmente
o efeito do mix.

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92
RI Stab

RI Stab = A * 0,867 * 50 * Pol/100 + L * 1,416 * 1000 [Kg/TC]


( Cana (t) * 0,993 )

Onde:
A -> açúcar produzido (sc)
L -> álcool 100% (lt)

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93
RIT Stab

RIT Stab = A * 50 * Pol/100 + L * 1,63 * 1000 [Kg/TC]


( Cana (t) * 0,993 )

Onde:
A -> açúcar produzido (sc)
L -> álcool 100% (lt)

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94
RIT Stab / ART

RIT Stab / ART = RIT Stab * 10 [%]


ART%Cana

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95
Resultados - Referências

96
Monitoramento de Perdas

 Perdas nos processos de fabricação do açúcar e do álcool

podem ocorrer de várias formas:

Perdas Determinadas

(classes) Indeterminadas

Mecânicas (físicas)
Perdas
Químicas
(causas)
Microbiológicos

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97
Monitoramento de Perdas

 Perdas determinadas – identificadas, quantificadas e


monitoradas:

• Lavagem de cana;

• Bagaço;

• Torta de filtro;

• Colunas barométricas (arrastes);

• Águas residuárias (vazamentos, limpezas…);

• Fermentação;

• Vinhaça / Flegmassa.
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98
Monitoramento de Perdas

 Perdas indeterminadas – não identificadas rotineiramente.


Alguns exemplos:

• Degradação no barracão/pátio de cana;

• Degradação na moenda;

• Degradação nos decantadores;

• Degradação na evaporação;

• Torre de recuperação de álcool;

• Degasagens destilaria;

• Liquidações...
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99
Monitoramento de Perdas

 Exemplos de perdas mecânicas:

• Transbordamentos;

• Vazamentos;

• Arrastes;

• Bagaço;

• Centrífugação de fermento;

• Lavagem de cana;

• Torta de filtro…..

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100
Monitoramento de Perdas

 Exemplos de perdas químicas:

• Interior do decantador (tempo de residência, pH e temperatura);

• Evaporadores (principalmente nos pré evaporadores);

• Pé de cuba (oxidação na aplicação do ácido);

• Cozedores;

• Sulfitação (baixo pH);

• Dosagem…..

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101
Monitoramento de Perdas

 Exemplos de perdas microbiológicas:

• Pátio de cana;

• Moenda;

• Fermentação;

• Pontos mortos (tubulações, tanques, equipamentos…);

• Lodo dos decantadores;

• Cana (impurezas, tempo de queima…)

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102
Balanço ART
PERDAS
INDETERMINADAS
(t ART)

PERDAS
CANA DETERMINADAS
INDÚSTRIA
(t ART) (t ART)

PRODUTOS
(t ART)

Onde: - Todos os fluxos são convertidos em t de ART.


- Perdas Indet. = Cana - Produtos - Perdas Determ.
- Outras matérias primas (mel comprado, creme levedura…),
são transformados em ART e somados junto à t ART na cana.
103
Balanço de Massa – Plano de Safra

Premissas:
 Cana -> 4.500.526TC
 Início de safra -> 25/abr
 Moagem efetiva -> 28.000TCD  1.167TCH
 Aprov. Tempo Global -> 82,01%
 Pol%Cana -> 14,0668%
 AR%Cana -> 0,5589%
 Pureza%Cana -> 86,08%
 Fibra%Cana -> 12,43%

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104
Balanço de Massa – Plano de Safra

105
Balanço de Massa – Plano de Safra

Premissas:
 Produção de açúcar -> 7.619.180sc
 Pol%Açúcar (VHP) -> 99,30%
 Produção de hidratado -> 68.598m3
 Produção de anidro-> 77.979m3
 Teor alcoólico hidratado -> 95,562oGL
 Teor alcoólico anidro -> 99,577oGL
 Levedura seca -> 1.000t
 Óleo fúsel -> zero
 Mel vendido / comprado -> zero

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106
Balanço de Massa – Plano de Safra

107
Balanço de Massa – Plano de Safra

108
Balanço de Massa – Plano de Safra – Balanço de ART
Premissas:
 Volume água lav.cana -> 2.250.263m3
 Dif. ART saída – entr. -> 307ppm
 Umidade%Bagaço Moenda -> 50,00%
 Pureza caldo residual Moenda -> 72,78%
 Extração Moenda Pol/Fibra -> 96,80%
 Pol%Bagaço -> 1,72%
 Embebição%Fibra Moenda -> 230%

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109
Balanço de Massa – Plano de Safra – Balanço de ART
Premissas:
 Torta produzida -> 35Kg/TC
 Pol%Torta -> 1,50%
 Volume col. barométricas -> 34.286.310m3
 Dif. ART saída – entrada -> 50ppm
 Volume água residuária -> 900.105m3
 ART água residuária -> 2.500ppm
 Volume vinhaça/flegm. -> 1.905.507m3
 Teor alcoólico vinhaça/flegm. -> 0,023oGL
 Rendimento fermentativo -> 90,39%

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110
Balanço de Massa – Plano de Safra – Balanço de ART

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111
Balanço de Massa – Plano de Safra – Balanço de ART

112
Balanço de Massa – Plano de Safra – Balanço de ART

113
Distribuição das Perdas
FCS Engenharia e Consultoria

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114
Balanço de Massa – EXTRAÇÃO - Moenda

115
Balanço de Massa - EXTRAÇÃO – Moenda

Premissas / Dados:
 Moagem -> 1.166,7TCH
 Pol%Cana -> 14,07%
 Fibra%Cana -> 12,43%
 Umidade%bagaço -> 50,00%
 Pol%Bagaço -> 1,72%
 Pureza Caldo Residual -> 72,78%
 Embebição%Fibra -> 230,00%
 Pureza Caldo Extraído  Pureza Caldo Primário
 Caldo misto isento de bagacilho (100% da fibra no bagaço final)
 Pureza%Caldo Primário -> 86,08%
 Pol%Bag. Prim. Terno -> 11,39%
 Umidade Bag. Prim. Terno -> 54,50%

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116
Balanço de Massa - EXTRAÇÃO – Moenda

117
Balanço de Massa - EXTRAÇÃO – Moenda

118
Balanço de Massa - EXTRAÇÃO – Moenda

Exemplos:
10. Na condição do balanço da moenda anterior, se
não houvesse medição da embebição, mas com as
análises do CM disponíveis, qual seria a taxa da
Emb%Fibra?
 Brix do caldo misto -> 14,80%

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119
Balanço de Massa – EXTRAÇÃO - Difusor

120
Balanço de Massa - EXTRAÇÃO – Difusor

Premissas / Dados:
 Caldo misto isento de bagacilho (100% da fibra no bagaço final)
 Brix do Caldo Extraído (PCTS) -> 19,26%
 Umidade Bagaço saída difusor -> 80,00%
 Pol%Bagaço saída difusor (B1)-> 1,71%
 Pureza caldo residual B1 -> 72,00%

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121
Balanços - EXTRAÇÃO – Difusor

Premissas:
 Vazão do caldo “escaldante” -> 250% x Cana
 Temperatura inicial (difusor) -> 75oC
 Temp. final caldo retornando -> 90oC
 Vapor utilizado aquecimento -> VG2
 Vapor utilizado via borbotores -> VG2
 Perdas térmicas aquecimento -> 1%
 Calor latente VG2 (109,4oC) -> 533,03Kcal/Kg
 Cp caldo (10,56oB / 75oC) -> 0,9492Kcal/Kg oC
 Cp caldo (10,56oB / 90oC) -> 0,9520Kcal/Kg oC
 Peso espec. caldo -> 1010,95Kg/m3
122
Balanços – EXTRAÇÃO – Difusor - Aquecimento

123
Balanço de Massa - EXTRAÇÃO – Difusor
Premissas:
 Perdas térmicas difusor -> 3%
 Entalpia VG2 (109,4oC) -> 642,43Kcal/Kg
 Cp bagaço (49% B+F / 75oC) -> 0,7564Kcal/Kg oC
 Cp caldo (14,56oB / 75oC) -> 0,9299Kcal/Kg oC
 Cp cana (29,54% B+F / 25oC) -> 0,7564Kcal/Kg oC
 Cp leite de cal (70oC) -> 0,9000Kcal/Kg oC
 Dosagem leite de cal -> 4t/h
 Temperatura da cana -> 25oC

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124
Balanços – EXTRAÇÃO - Difusor

125
Balanços – Cozimento – 2 Massas - Premissas

126
Balanços – Cozimento – 2 Massas

127
Balanços – Cozimento – 2 Massas
Premissas:
 Com recirculação do MRA (Mel Rico A) na massa A
 Sem separação do mel B
 Granagem constituída exclusivamente por MPA
 Temp. do xarope -> 60oC
 Temp. dos méis -> 65 a 70oC
 Temperatura das massas -> 65oC
 Utilização de VG2 no cozimento
 Entalpia VG2 (1,19Kgf/cm2/104,01oC) -> 640,30Kcal/Kg
 Entalpia Vapor (0,26Kgf/cm2/65oC) -> 625,20Kcal/Kg

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128
Balanços – Cozimento – 2 Massas
Premissas:
 Água adicional na G e MA -> 10 e 5% respectivamente
 Temp. condensado geral -> 85oC (adicional nos vácuos)
 Água multijatos / condensadores -> 30oC
 Aproximação multijatos -> 12oC
 Aproximação condensadores -> 5oC

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129
Balanços – Cozimento – 2 Massas

130
Balanços – Cozimento – 2 Massas - Água

131
Balanço de Massa – Cozimento – 2 Massas

MULTIJATO

132
Balanço de Massa – Cozimento – 2 Massas

CONDENSADOR

133
Balanço de Massa – Cozimento – 2 Massas
Capacidade de cozedores necessárias, premissas:
 Tempo cozimento da massa A -> 2,0h
 Tempo cozimento da massa B -> 2,5h
 Tempo da granagem -> 3,5h

Respostas:
Volume cozedores p/ massa A -> 3.378hl
Volume cozedores p/ massa B -> 1.800hl
Volume cozedores p/ granagem -> 224hl

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134
Balanço de Massa – Evaporação (PARCIAL)

Dados:

• Peso do xarope -> 246.724Kg/h


• Perdas açúcar fábrica e evap. -> 2,1%
• Brix xarope -> 62%

• Brix do caldo clarificado -> 14,04%

Qual a vazão do CC p/ circuito açúcar?

Resposta: 1.112.472Kg/h

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135