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1.

Quais foram as questões educativas que ganharam destaque nos debates


políticos a partir de 1930?
Valorizava-se o papel que educação tinha na construção do Estado
nacionalista, centralizador, antiliberal e intervencionista. Tinha-se uma
concepção salvacionista da educação, como solucionadora dos problemas
sociais, econômicos e políticos do país, e que a reforma da educação seria
indispensável no contexto de reforma e modernização da sociedade.

2. Os anos de 1930 propagam a ideia de que a educação seria capaz de


solucionar os problemas de ordem social, econômica e política do País.
Discorra sobre “como as políticas públicas educacionais foram sendo
elaboradas e implementadas nos governos da época”.
Com a revolução de 1930, foi criado o Ministério dos Negócios da Educação e
Saúde Pública. Uma série de decretos efetivou as Reformas Francisco
Campos, dentre elas criaram o Conselho Nacional de Educação, definiam a
organização do ensino superior no Brasil e adotou o regime universitário.

3. Quais foram as declarações de Getúlio Vargas sobre educação expressas


na CF de 1934 e CF de 1937 - Qual o papel da educação no
desenvolvimento nacionalista?
A nova Constituição incluía a educação no quadro estratégico para equacionar
a “questão social” e combater a subversão ideológica. Havia discursos e
referências a um ensino específico para as classes menos favorecidas, o pré-
vocacional e profissional. O papel da educação estaria relacionado à
ordenação moral e cívica, obediência, adestramento e formação da força de
trabalho necessárias à modernização administrada.

4. Quais foram as reformas educacionais dos anos de 1940?


Gustavo Capanema implementou uma série de reformas que são chamadas
as Leis Orgânicas do Ensino, que tornavam flexíveis e ampliavam as Reformas
Campos. Foi decretado a criação do Serviço Nacional de Aprendizagem
(SENAI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC). Tais leis
completaram o processo aberto com a criação do Ministério dos Negócios da
Educação e Saúde Pública, em 1930. Possibilitaram ao governo da União o
poder de estabelecer diretrizes sobre todos os níveis da educação nacional,
diferente das Reformas Campos. As Leis Orgânicas contemplaram os três
departamentos da economia regulamentando o ensino técnico-profissional
industrial, comercial e agrícola. Contemplaram também os ensinos primário e
normal. Porém, persistia o velho dualismo: as camadas mais favorecidas da
população procuravam o ensino secundário e superior para sua formação, e
aos trabalhadores restavam as escolas primárias e profissionais para uma
rápida preparação para o mercado de trabalho.

5. O que diz a CF de 1946 com relação à educação?


Assegurava a educação como direito de todos e os poderes públicos foram
obrigados a garantir, na forma da lei, a educação em todos os níveis,
juntamente com a iniciativa privada. Foi estudada uma proposta para reforma
geral da educação nacional.

6. Fale um pouco sobre a primeira LDB.


Com a CF de 1946, iniciou-se um prolongado debate sobre a educação
nacional, que persistiu até 1961 com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, Lei 4.024, de 20 de dezembro daquele ano. O contexto foi de vitória
das forças conservadoras e privatistas e sérios prejuízos quanto à distribuição
de recursos públicos e à ampliação das oportunidades educacionais.

7. Quais foram as reformas educacionais dos anos de 1960 e 1970?


No final da década de 1950 e início dos anos 1960, houveram muitos
movimentos de educação popular, dentre esses os Centros Populares de
Cultura da UNE, os Movimentos de Cultura Popular originários de Pernambuco
e Rio Grande do Norte, que inauguraram programas de alfabetização eficientes
e altamente politizados, como o de Paulo Freire e o de Moacyr de Góes. Com
o início do regime militar, as reformas de ensino dos anos 1960 e 1970 se
apoiaram nos termos precisos do novo regime, cujo foco era o
desenvolvimento econômico. A educação era voltada para a formação de
“capital humano”, estabelecendo um vínculo estreito entre educação e
mercado de trabalho.

8. Fale do Plano Nacional de Alfabetização de janeiro de 1964.


O Plano Nacional de Alfabetização do governo João Goulart foi inspirado no
“método que alfabetizava em 40 horas” de Paulo Freire, e tinha o objetivo de
alfabetizar cinco milhões de brasileiros até 1965. O Plano porém durou
pouquíssimo tempo, pois uma das primeiras iniciativas do governo imposto
pelo golpe militar foi sua extinção.

9. Quais as reformas implementadas a partir do golpe de 1964?


No que se refere à legislação educacional, foram implementadas uma série de
leis que asseguravam o controle político e ideológico sobre a educação escolar
em todos os níveis. Dentre os decretos, dispunham sobre a reestruturação das
universidades federais modificando a representação estudantil, e fixava
normas de organização e funcionamento do ensino superior. Eram proibidas
quaisquer manifestações políticas nas universidades. Também foi criado o
Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral).