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EXPOENTE 12

MATEMÁTICA A
MANUAL DO
PROFESSOR

Daniela Raposo
Luzia Gomes

5HYLV¥R&LHQW¯ȃFD
Cláudia Mendes Araújo
(Universidade do Minho)

DE ACORDO COM
NOVO PROGRAMA E
METAS CURRICULARES

VOL. 2
ÍNDICE

TEMA III

Funções Reais de Variável Real


1. Limites ......................................................................................................................................................... 6
1.1. Revisões ................................................................................................................................................... 6
1.2. Teoremas de comparação e teoremas das sucessões enquadradas....................................................... 12
1.3. Teoremas de comparação envolvendo desigualdades entre funções e os respetivos limites e
teoremas das funções enquadradas ....................................................................................................... 16

2. Continuidade ............................................................................................................................................. 19
2.1. Teorema dos valores intermédios (Bolzano-Cauchy) ............................................................................... 21
2.2. Teorema de Weierstrass ........................................................................................................................ 27

3. Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão ....... 29
3.1. Revisões ................................................................................................................................................ 29
3.2. Derivada de segunda ordem de uma função ......................................................................................... 33
3.3. Pontos de inflexão e concavidades do gráfico de funções duas vezes diferenciáveis ........................... 34
3.4. Problemas de otimização ...................................................................................................................... 42
3.5. Estudo completo de funções ................................................................................................................ 45
3.6. Aplicar a noção de derivada à cinemática do ponto .............................................................................. 54
3.7. Resolução de problemas envolvendo a determinação de valores aproximados de soluções de
equações da forma f (x) = g (x), utilizando uma calculadora gráfica ......................................................... 55
Síntese ............................................................................................................................................................. 60
Aprende Fazendo .............................................................................................................................................. 64
Desafio ............................................................................................................................................................. 76
Teste Final ......................................................................................................................................................... 78
TEMA IV

Trigonometria e Funções Trigonométricas


1. Revisões .................................................................................................................................................... 84

2. Fórmulas de trigonometria .................................................................................................................... 87


2.1. Fórmulas de sen(a + b) e de cos(a + b) ................................................................................................... 87
2.2. Fórmulas de cos(a – b) e de sen(a – b) .................................................................................................. 88
2.3. Generalização das fórmulas de cos(a ± b) e de sen(a ± b) ..................................................................... 89
2.4. Fórmulas da duplicação ......................................................................................................................... 89
sen x
3. O limite notável lim ..................................................................................................................... 93
xÆ0 x

4. Derivadas de funções trigonométricas ............................................................................................... 99


4.1. Derivada da função seno ........................................................................................................................ 99
4.2. Derivada da função cosseno ................................................................................................................ 99
4.3. Derivada da função tangente ............................................................................................................... 100

5. Estudo das funções definidas analiticamente por a sen(b x + c) + d, a cos(b x + c) + d e


a tg(b x + c) + d, (a, b ≠ 0) ........................................................................................................................ 110

6. Aplicações aos osciladores harmónicos ............................................................................................ 117


6.1. Osciladores harmónicos: amplitude, pulsação, período, frequência e fase ............................................. 117
6.2. Os osciladores harmónicos como soluções de equações diferenciais da forma f ” = –ω2f. Relação
com a segunda lei de Newton e com a lei de Hooke ............................................................................. 124
Síntese ............................................................................................................................................................ 131
Aprende Fazendo ............................................................................................................................................. 134
Desafio ........................................................................................................................................................... 152
Teste Final ....................................................................................................................................................... 154

Soluções ...................................................................................................................................................... 160

VOL. 1 VOL. 3
TEMA I – Cálculo Combinatório TEMA V – Funções Exponenciais e
TEMA II – Probabilidades Funções Logarítmicas
TEMA VI – Primitivas e Cálculo Integral
TEMA VII – Números Complexos
Desafio – Um triângulo retângulo deslizante

São dados:
• a reta r e um seu ponto A;
• um ponto B à distância de 10 cm de r e de A;
• a semirreta s com origem em B e paralela a r;
• um ponto P, não coincidente com B, que se move sobre a semirreta s.
Para cada posição de P, define-se um triângulo [APQ], retângulo em P, com Q perten-
cente a r. Seja x a distância de P a B.
B x P s B x P s

10 10

A Q r A Q r

1. O que acontece à área do triângulo [APQ] quando P se aproxima de B, quase coincidindo


com ele?
2. E quando P se afasta de B, seguindo para infinito?
3. Para que valor de x a área é mínima e qual é essa área?
José Paulo Viana
TEMA III
Funções Reais de Variável Real
1. Limites

2. Continuidade

3. Derivada de segunda ordem, extremos, sentido


das concavidades e pontos de inflexão
TEMA III Funções Reais de Variável Real

UNIDADE 1
Limites

1 Considera a sucessão (un) de


Nesta unidade vamos continuar o estudo referente às funções reais de variável real, já
3n – 1 iniciado em anos anteriores.
termo geral un = .
n
a) Determina os seus três
primeiros termos.
b) Indica, justificando, o 1.1. Revisões
valor lógico de cada
uma das seguintes Comecemos, então, por recordar alguns conceitos de sucessões muito importantes para
proposições.
o estudo que iremos fazer.
i) ∃ n ∈N: un = 1
ii) ∀ n ∈N, 2 ≤ un < 3
Definição de sucessão real e termo geral

Nota Definição
A sucessão u pode também
representar-se por (un) ou Chama-se sucessão real a uma função u de domínio N e conjunto de chegada R,
ainda por un, quando estas u: N " R. Representa-se por (un)n ∈N ou simplesmente por (un).
notações não forem
ambíguas.
Em geral, usamos as letras u, v, w, … ou a, b, c, … para designar uma sucessão.
A imagem de um número natural n, por u, chama-se termo de ordem n e representa-se
por un ou por u(n).
A expressão designatória que define a sucessão u designa-se por termo geral da suces-
são e representa-se por un.
O gráfico de qualquer sucessão é constituído pelo conjunto de pontos de coordenadas
(n, un), com n ∈N. Logo, será sempre um conjunto de pontos isolados.

Exemplo

Considera a sucessão (un) definida por un = n – 1 .


PROFESSOR
n+1
u1 = 0, u2 = 1 e u3 = 1 são os primeiros três termos da sucessão.
3 2
Resolução A representação gráfica de (un) é: un
Todos os exercícios de “Limites”

Soluções
1. 2
5 8 3 3
a) u1 = 2, u2 = e u3 = 5
2 3
b) 1
2 1
i) Proposição falsa.
3
ii) Proposição verdadeira.
1 2 3 4 5 n

6
UNIDADE 1 Limites

Limites de sucessões 2 Prova, por definição de


limite, que:
Definição 4n – 1
a) lim =4
n+1
Dada uma sucessão (un), um número real l diz-se limite da sucessão (un) ou limite b) lim (3n + 1) = +∞

de un quando n tende para +∞, quando, para todo o número real δ > 0, existir uma c) lim (–n + 10) = –∞

ordem p ∈N tal que ∀ n ∈N, n ≥ p ⇒ |un – l| < δ e escreve-se lim un = l ou lim un = l


n Æ +∞ n
ou simplesmente lim un = l.
Nesta situação, diz-se que un tende para l.

Nota

Se existir um número real l tal que un " l, diz-se que a sucessão (un) é convergente.
Caso não seja convergente, a sucessão diz-se divergente.

Exemplos

1. lim
1 =0
n

2. lim
1 =0
n2
3. lim 2 = 2

Definição

Uma sucessão (un) tem limite +∞, e escreve-se lim un = +∞ ou lim un = +∞ ou


n Æ +∞ n
lim un = +∞, quando, para todo o L > 0, existir uma ordem p ∈N tal que ∀ n ∈N,
n ≥ p ⇒ un > L.
Nesta situação, diz-se que un tende para +∞ e representa-se por un " +∞.

Exemplos

1. lim n = +∞
2. lim n2 = +∞
3. lim √∫n = +∞

Definição

Uma sucessão (un) tem limite –∞, e escreve-se lim un = –∞ ou lim un = –∞ ou


n Æ +∞ n
lim un = –∞, quando, para todo o L > 0, existir uma ordem p ∈N tal que ∀ n ∈N,
n ≥ p ⇒ un < –L.
Nesta situação, diz-se que un tende para –∞ e representa-se por un " –∞.

Exemplos

1. lim (–n) = –∞
2. lim (–n2) = –∞
( )
3. lim –√∫n = –∞

7
TEMA III Funções Reais de Variável Real

3 Sejam (an), (bn), (cn), (dn), Operações com limites finitos


(en) e (fn) sucessões das quais
se sabe que lim an = +∞,
Sendo lim un = l1 e lim vn = l2, com l1, l2 ∈R:
lim bn = –∞, lim cn = 0+,
lim dn = 0–, lim en = 5 e • lim (un + vn) = l1 + l2
lim fn = – 4.
Calcula, se possível, os • lim (un vn) = l1 l2
h h
• lim i vn i = l2 , se un ≠ 0, para todo o n ∈N e l1 ≠ 0.
seguintes limites.
a) lim (an – bn) j un j l1
b) lim (an + bn) • lim (aun) = al1, a ∈R
c) lim (an + fn)
• lim (un)r = (l1)r, r ∈N
d) lim (bn + en)
e) lim (an + en) • lim (un)r = (l1)r, sendo r ∈Q+ e un ≥ 0, para todo o n ∈N.
f) lim (bn – en) • lim (un)r = (l1)r, sendo r ∈Q e un > 0, para todo o n ∈N.
g) lim (en + fn)
h) lim (an ¥ bn)
Operações com limites infinitos em notação simbólica
i) lim (an ¥ cn)
j) lim (bn ¥ en)
k) lim (bn ¥ fn)
Nota
l) lim (en ¥ fn) Quando escrevemos, por exemplo, +∞ + l = +∞, estamos a traduzir, simbolicamente,
a
m) lim n que a soma de duas sucessões, das quais uma tende para +∞ e a outra é convergente
bn
a para l ∈R, tende para +∞.
n) lim n
cn
a
o) lim n
dn Adição Multiplicação Divisão
c
p) lim n +∞ + l = +∞ (+∞) ¥ l = +∞, com l ∈R+. 1
dn = +∞
c +∞ + (+∞) = +∞ (+∞) ¥ l = –∞, com l ∈R–. 0+
q) lim n 1
bn = –∞
(+∞) ¥ (+∞) = +∞
e –∞ + l = –∞ 0–
r) lim n (+∞) ¥ (–∞) = –∞
fn –∞ + (–∞) = –∞ 1 =0
s) lim (an)2018
(+∞) + (–∞) Indeterminação (–∞) ¥ l = –∞, com l ∈R+. ∞
t) lim (bn)2019 (–∞) ¥ l = +∞, com l ∈R–. 0 =0
(–∞) ¥ (–∞) = +∞ ∞
4 Determina cada um ∞ =∞
dos seguintes limites. (+∞)r = +∞, com r ∈Q+. 0
h1 h np h h
a) lim i cos i i i
jn j 6 jj (–∞)r = +∞, se r ∈N par. ∞ Indeterminação
(–∞)r = –∞, se r ∈N ímpar. ∞
sen n
b) lim
–n3 + n ∞ ¥ 0 Indeterminação 0 Indeterminação
0
PROFESSOR

Soluções Limite do produto de uma sucessão limitada por uma sucessão


3. com limite nulo
a) +∞ b) Nada se pode concluir.
c) +∞ d) –∞ e) +∞ f) –∞ g) 1
h) –∞ i) Nada se pode concluir.
Teorema
j) –∞ k) +∞ l) –20
m) Nada se pode concluir. Dada uma sucessão (un) limitada e uma sucessão (vn) com limite nulo, tem-se que:
n) +∞ o) –∞
lim (un vn) = 0
p) Nada se pode concluir.
5
q) 0 r) – s) +∞ t) –∞
4 Exemplo
4.
È È
lim Í 12 ¥ (–1)nÍ = 0, pois lim 12 = 0 e –1 ≤ (–1)n ≤ 1, ∀ n ∈N.
a) 0 b) 0
În Î n
8
UNIDADE 1 Limites

Levantamento algébrico de indeterminações e limites de polinómios


e de frações racionais
No ano passado aprendeste estratégias apropriadas para “levantar indeterminações” de
limites de polinómios e de frações racionais.
Recorda algumas dessas estratégias nos exemplos abaixo.

Exemplos 5 Determina cada um


dos seguintes limites.
1. lim (2n3 – 4n2 – 10) = +∞
a) lim (–n7 + 5n5 + 2n)
2. lim (–n4 + 3n2 + 2) = –∞ 4n2 – 5n – 7
b) lim
–n3 + 6n
Estes dois resultados são consequência do teorema abaixo: c) lim
n2 + n + 2√∫n
√∫n5∫ ∫ +
∫ ∫ ∫2∫n2∫ ∫ +
∫ ∫3

Teorema (
d) lim √∫n2∫ ∫ ∫+∫ 2
∫ ∫n – √∫n2∫ ∫ ∫–∫ 1 )
Dado um polinómio P(x), de grau superior ou igual a 1, e dada a sucessão (P(n))n ∈N, √∫n2∫ ∫ ∫+∫ n
∫ –1
e) lim
tem-se que lim P(n) = +∞ se o coeficiente do termo de maior grau da forma reduzida √∫n2∫ ∫ ∫ ∫ ∫n + 1
+
de P for positivo, e lim P(n) = –∞ no caso contrário.

h∞h È –n4 hi1 + n + 1 hi È


i i
–n4+ n + 1 = lim Í
j∞j j –n4 –n4 j Í
3. lim Í h h
Í=
2n3 i1 – 1 3 i
3
2n – 1 Í Í
Î j 2n j Î

1 + n4 + 14
4 –n –n
= lim –n3 ¥ lim =
2n 1 – 13
2n
1 – 3 – 14
1
= lim –n ¥ lim n n =
2 1 – 13
2n
= –∞ ¥ 1 – 0 – 0 =
1–0
= –∞ ¥ 1 =
= –∞
3 h0h
i i
j0j
4. lim
5n4
+ 1 3 3
= lim 3(n 4+ 1) = lim 3n 4+ 3 =
2 2(5n + 1) 10n + 2
n3 + 1 h h
h∞h
i i 3n3 i1 + 3 2 i
j∞j j 3n j
= lim =
h h
10n4 i1 + 2 4 i
j 10n j
1 + 32
3 3n
= lim 3n 4 ¥ lim =
10n 1+ 24 PROFESSOR
10n
Soluções
1 + 12 5.
n
= lim 3 ¥ lim =0¥ 1+0 =0 a) –∞ b) 0 c) 0 d) 1 e) 1
10n 1+ 4 1 1+0
5n
9
TEMA III Funções Reais de Variável Real

(0 ¥ ∞)
5. lim i
h 2 h
¥ n7i lim 2n7 =
=
j 4n3 2
– 5n – 8 j 4n3 – 5n2 – 8
h∞h
i i
j∞j 2n7
= lim 2
=
h h
4n3 i1 – 5n3 – 8 3 i
j 4n 4n j
7 1
= lim 2n3 ¥ lim 2
=
4n 1 – 5n3 – 8 3
4n 4n
4 1
= lim n ¥ lim =
2 1 – 5 – 23
4n n
= +∞ ¥ 1 =
1–0–0
= +∞
h∞h
i i
n – 16 j∞j (n – 16) (√∫n + 4)
6. lim = lim =
√∫n – 4 (√∫n – 4) (√∫n + 4)
(n – 16) (√∫n + 4)
= lim =
(√∫n)2 – 42
(n – 16) (√∫n + 4)
= lim =
n – 16
= lim (√∫n + 4) =
= +∞

(
7. lim √∫4∫n∫2∫ –
∫ ∫ ∫1 – 2n)
(+∞ + (–∞))
= lim
(√∫4∫n2∫ ∫ –∫ ∫ ∫1 – 2n) (√∫4∫n2∫ ∫ –∫ ∫ ∫1 + 2n) =
√∫4∫n∫2∫ ∫–∫ 1
∫ + 2n

= lim
(√∫4∫n2∫ ∫ –∫ ∫ ∫1)2 – (2n)2 =
√∫4∫n2∫ ∫ ∫–∫ 1
∫ + 2n
2 2
= lim 4n – 1 – 4n =
√∫4∫n2∫ ∫ ∫–∫ 1
∫ + 2n
= lim –1 =
√∫4∫n2∫ ∫ –∫ ∫ ∫1 + 2n
= 1 =
+∞
=0
h∞h
i i

8. lim
√∫n∫ +
∫ ∫ ∫1 j∞j
= lim
(√∫n∫ +∫ ∫ ∫1) (√∫n∫ ∫+∫ 1∫ ) =
n+1 (n + 1) (√∫n∫ ∫+∫ 1 ∫ )

= lim
(√∫n∫ +∫ ∫ ∫1)2 =
(n + 1) (√∫n∫ ∫+∫ 1
∫ )

= lim n+1 =
(n + 1) (√∫n∫ ∫+∫ 1
∫ )

= lim 1 =
√∫n∫ +
∫ ∫ ∫1
= 1 =
+∞
=0
10
UNIDADE 1 Limites

√∫9∫n2∫ ∫ –∫ ∫ 4
h∞h
i i
∫ ∫n∫ ∫+∫ 1
j∞j
∫ = lim
√∫9n 1∫ – 9n4n +∫ 9n1
2 hi
j 2 2j
h
i
9. lim =
–n –n

√∫9∫n∫2 ¥ √∫1 – 9n4 ∫+ 9n1 2


= lim =
–n

3n ¥ √∫1 – 9n4 ∫+ 9n1 2


= lim =
–n
h
= lim i–3 ¥
j √∫1 – 9n4 ∫+ 9n1 2j
h
i =

= –3 ¥ √∫1∫ ∫–∫ 0
∫ ∫+
∫ ∫ ∫0 =

= –3 ¥ √∫1 =
= –3

Limite da sucessão exponencial e da sucessão definida por n√∫a, com a > 0 6 Determina cada um
dos seguintes limites.
a) lim 3n
Teoremas b) lim pn
n
Limite da sucessão exponencial h1h
c) lim i i
j3j
Dado um número real a > 0, temos que: n
h2h
d) lim i i
• lim an = +∞ se a > 1; j5j

• lim an = 0 se a < 1. e) lim n√∫0∫,∫5


–7n + 0,3n
f) lim
Limite da sucessão definida por n√∫a (a > 0) n√∫1∫0

Dado um número real a > 0, temos que: 5n – 3n


g) lim
• lim n√∫a = 1. 5n + 3n

Exemplos

1. lim 2n = +∞

2. lim 8n = +∞

3. lim 0,1n = 0

4. lim 0,7n = 0 PROFESSOR

5. lim n√∫2 = 1 Soluções


6.
6. lim n√∫0∫,∫1 = 1 a) +∞ b) +∞ c) 0 d) 0
e) 1 f) –∞ g) 1
7. lim n√∫0∫,∫4 = 1

11
TEMA III Funções Reais de Variável Real

1.2. Teoremas de comparação e teoremas


das sucessões enquadradas

Teorema
Dadas duas sucessões convergentes (un) e (vn), se a partir de certa ordem un ≤ vn, então
lim un ≤ lim vn.

7 Considera as sucessões Demonstração


(un) e (vn) tais que
Sejam (un) e (vn) duas sucessões convergentes, respetivamente para l e l’, tais que a partir
lim vn = 1 e un – vn ≤ 0.
Qual dos seguintes valores de certa ordem un ≤ vn.
pode ser o de lim un? Assim:
(A) 0
(B) √∫2
• ∀ δ > 0 existe uma ordem p1 ∈N tal que ∀ n ∈N, n ≥ p1 ⇒ l – δ < un < l + δ;
(C) 5 • ∀ δ > 0 existe uma ordem p2 ∈N tal que ∀ n ∈N, n ≥ p2 ⇒ l’ – δ < vn < l’ + δ;
(D) +∞ • existe uma ordem p3 ∈N tal que ∀ n ∈N, n ≥ p3 ⇒ un ≤ vn.
Suponhamos que l > l’.
Logo:
l – l’ > 0 e l – l’ > 0
2

Seja δ = l – l’ e p o maior valor dos três valores p1, p2 e p3.


2
Então, para n ≥ p, tem-se:

l – δ < un ⇔ l – l – l’ < un
2

⇔ l + l’ < un
2
vn < l’ + δ ⇔ vn < l’ + l – l’
2

⇔ vn < l + l’
2

Logo, vn < un, o que é absurdo, pois un ≤ vn.


O absurdo resultou de termos suposto que l > l’.
Logo, l ≤ l’.

PROFESSOR
Nota

FRVR12_1.1 Se alguma das sucessões não for convergente, mesmo que as sucessões (un) e (vn)
sejam tais que a partir de certa ordem un < vn, não podemos garantir que lim un < lim vn.
Solução
7. Opção (A) Por exemplo, 0 < 1 , mas não é verdade que lim 0 < lim 1 , pois lim 1 = 0.
n n n

12
UNIDADE 1 Limites

De maneira semelhante, provam-se os seguintes resultados:

Teorema
Dadas duas sucessões (un) e (vn), se a partir de certa ordem un ≤ vn e lim un = +∞,
então lim vn = +∞.

Exemplo

Sejam (un) e (vn) sucessões tais que lim un = +∞ e vn = un + 5, para n ≥ 8.


Então, vn > un, para n ≥ 8.
Logo, pelo teorema acima, lim vn = +∞.

Teorema
Dadas duas sucessões (un) e (vn), se a partir de certa ordem un ≤ vn e lim vn = –∞,
então lim un = –∞.

Exemplo 8 Recorrendo aos teoremas


enunciados nesta página,
Sejam (un) e (vn) sucessões tais que lim vn = –∞ e un = vn – n, para n ≥ 10. prova que tendem para +∞
Como n > 0 ⇔ –n < 0 ⇔ vn – n < vn, então un < vn, para n ≥ 10. as sucessões de termo
geral:
Logo, pelo teorema acima, lim un = –∞.
a) an = 4n3
2n – 1
b) bn = 3n + 1

Teorema das sucessões enquadradas


Dadas duas sucessões (un) e (vn) convergentes com o mesmo limite l e uma sucessão
(wn) tal que a partir de certa ordem un ≤ wn ≤ vn, então (wn) é convergente e lim wn = l.

Exemplo h h
2n + cos i np i
j 2 j
Seja (un) definida por un = .
n+1
Como –1 ≤ cos x ≤ 1, ∀ x ∈R, podemos enquadrar un:
h np h
2n – 1 ≤ 2n + cos i i ≤ 2n + 1, ∀ n ∈N
j 2 j

h h
2n + cos i np i
j 2 j 2n + 1
⇔ 2n – 1 ≤ ≤ , ∀ n ∈N
n+1 n+1 n+1

2n – 1 2n + 1 PROFESSOR
Como lim = lim = 2, então o limite da sucessão enquadrada também é 2,
n+1 n+1
FRVR12_1.2
h h
2n + cos i np i FRVR12_1.3
j 2 j FRVR12_1.4
ou seja, lim = 2.
n+1
13
TEMA III Funções Reais de Variável Real

9 Considera as sucessões (un) Exercícios resolvidos


e (vn) tais que lim un = –∞
e vn ≥ –un + n√∫2, para 1. Considera as sucessões (un) e (vn) tais que lim un = +∞ e vn ≤ 5 – un, para n ≥ 10.
n ≥ 2018.
Indica, justificando, qual o limite de vn.
Indica, justificando, qual
o limite de vn. Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

Sugestão de resolução

Sabe-se que lim un = +∞. Então, lim (5 – un) = 5 – (+∞) = –∞.


10 Sejam (vn) e (wn) sucessões Como lim (5 – un) = –∞ e vn ≤ 5 – un, para n ≥ 10, então lim vn = –∞.
tais que lim vn = –∞ e


2n se n ≤ 2019
wn = .


5 se n < 100
3vn se n > 2019
2. Sejam (vn) e (wn) sucessões tais que lim vn = +∞ e wn = n+1 .
Justifica que lim wn = –∞.
2vn se n ≥ 100
Justifica que lim wn = +∞.
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

Sugestão de resolução

Como lim vn = +∞, existe uma ordem p1 ∈N tal que ∀ n ∈N, n ≥ p1 ⇒ vn > 0.
Tem-se, também, que, para n ≥ 100, wn = 2vn.
Seja p o maior valor entre p1 e 100. Então, ∀ n ≥ p, vn < wn.
Atendendo a que ∀ n ≥ p, vn < wn e lim vn = +∞, concluímos que lim wn = +∞.

3. Utiliza o teorema das sucessões enquadradas para calcular o limite de cada uma
das sucessões cujo termo geral se indica.
h h
sin i np i
j 6 j cos2(na) , a ∈R h 2n hn
a) un = b) vn = c) wn = i i
2n + 3 2n + 1 j 5n + 1j
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

Sugestão de resolução

a) Para todo o número natural n, tem-se que:

–1 ≤ sen in p i ≤ 1
h h
j 6j

sen in p i
h h
j 6j
⇔– 1 ≤ ≤ 1
2n + 3 2n + 3 2n + 3

Como lim i–
h 1 h = lim 1 = 0, pelo teorema das sucessões enqua-
i
j
2n + 3 j 2n + 3
sen in p i
h h
PROFESSOR j 6j

Solução dradas, concluímos que lim 2n + 3 = 0.


9. +∞

14
UNIDADE 1 Limites

11 Utiliza o teorema das


sucessões enquadradas
b) Para todo o número natural n, tem-se que: para calcular o limite de
cada uma das sucessões
–1 ≤ cos (na) ≤ 1
cujo termo geral se indica.
⇔ 0 ≤ cos2(na) ≤ 1
a) an = 2 + sen n
cos2(na) 1 n
⇔0≤ ≤
2n + 1 2n + 1 b) bn = 2n + cos n
n+2
1 ph
Como lim 0 = lim = 0, pelo teorema das sucessões enquadradas, con- cos4 hin i
2n + 1 j 3j
c) cn =
cos2(na) 3n + 2
cluímos que lim = 0.
2n + 1 h hn
d) dn = i 2n i
j 4n + 1 j
2n . h hn
c) Seja (an) a sucessão de termo geral an = e) en = i 2n i
5n + 1 j 6n + 1 j
Tem-se que: (sen n)2 + 1
f) fn =
2n
• (an) é monótona crescente, pois:
g) gn = n2
2(n + 1) – 2n = 3n2 + cos n
an + 1 – an =
5(n + 1) + 1 5n + 1 n
3n
h) hn = ∑ 4n2 + k
= 2n + 2 – 2n =
k=1

5n + 6 5n + 1

= (2n + 2)(5n + 1) – 2n(5n + 6) =


(5n + 6)(5n + 1) (5n + 6)(5n + 1)
2 2
= 10n + 2n + 10n + 2 – 10n – 12n = 12 Mostra que a sucessão de
(5n + 6)(5n + 1)
termo geral
= 2 e 2 > 0, ∀ n ∈N un = n4(cos(n) – 2) tende
(5n + 6)(5n + 1) (5n + 6)(5n + 1) para –∞.
Caderno de Apoio às Metas
• a1 = 2 = 1 Curriculares,12.º ano
6 3

• 2n = 2 – 2 < 2 , ∀ n ∈N
2n 5n + 1
5n + 1 5 5(5n + 1) 5 2
–2n – 2 APRENDE FAZENDO
5 5
Págs. 70, 71 e 74
– 2 Exercícios 20, 21, 27, 28,
5
29 e 46

h1hn h 2n hn h hn
Então, 1 ≤ 2n < 2 , ∀ n ∈N e i i ≤ i i < i 2 i , ∀ n ∈N. CADERNO DE EXERCÍCIOS
E TESTES
3 5n + 1 5 j3j j 5n + 1j j5j
Pág. 26
h1hn h2hn
Exercícios 1, 2, 3 e 5
Como lim i i = lim i i = 0, pelo teorema das sucessões enquadradas,
j3j j5j

h 2n hn PROFESSOR
concluímos que lim i i = 0.
j 5n + 1j
Soluções
Mais à frente terás oportunidade de estudar um outro processo de resolução
11.
para este exercício. a) 0 b) 2 c) 0 d) 0
1 3
e) 0 f) 0 g) h)
3 4

15
TEMA III Funções Reais de Variável Real

1.3. Teoremas de comparação envolvendo desigualdades


entre funções e os respetivos limites e teoremas
das funções enquadradas
Dos teoremas anteriores sobre sucessões e da definição de limite de uma função resul-
tam os seguintes teoremas:

Teorema
Sejam f e g duas funções reais de variável real de domínio D e a ∈R um ponto ade-
rente a D. Se para todo o x ∈D, f(x) ≥ g(x) e lim g(x) = +∞, então lim f(x) = +∞.
xÆa xÆa

Exemplo

Sejam f e g duas funções de domínio R tais que lim g(x) = +∞ e f(x) ≥ g(x), ∀ x ∈R+.
xÆ2
Pelo teorema acima, lim f(x) = +∞.
xÆ2

Teorema
Sejam f e g duas funções reais de variável real de domínio D e a ∈R um ponto ade-
rente a D. Se para todo o x ∈D, f(x) ≥ g(x) e lim f(x) = –∞, então lim g(x) = –∞.
xÆa xÆa

Estes resultados generalizam-se ao caso de limites por valores superiores ou inferiores


a a, bem como aos casos de limites em ±∞.

Exemplo

Sejam f e g duas funções de domínio R tais que lim f(x) = –∞ e f(x) ≥ g(x), ∀ x ∈R+.
x Æ +∞
Pelo teorema acima, lim g(x) = –∞.
x Æ +∞

Teorema das funções enquadradas


Dados um número real l, três funções reais de variável real f, g e h de domínio D
e a ∈R, se lim g(x) = lim h(x) = l e se para todo o x ∈D, g(x) ≤ f(x) ≤ h(x), então
xÆa xÆa
lim f(x) = l.
xÆa

PROFESSOR

FRVR12_1.5
FRVR12_1.6 O resultado acima generaliza-se ao caso de limites por valores superiores ou inferiores
a a, bem como aos casos de limites em ±∞.

16
UNIDADE 1 Limites

Exercícios resolvidos 13 Utiliza o teorema


das funções enquadradas
1. Considera a função f definida por f(x) =
x2 + 4x . para calcular os seguintes
x+3 limites.
a) Calcula lim f(x) e lim f(x). 5 + sen x
x Æ –∞ x Æ +∞ a) lim
x Æ +∞
b) Sabe-se que uma função h é tal que ∀ x ∈R+, h(x) > f(x). Indica o valor de lim h(x). √∫x
x Æ +∞
sen(4x)
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano b) lim
x Æ +∞ 1+x
2

–x + cos x
Sugestão de resolução c) lim
x Æ +∞ x+2
h h h h
x2 i1 + 4 i x i1 + 4 i 1h
d) lim hix2 cos i
x2
+ 4x = lim j x j j x j –∞ ¥ (1 + 0) xÆ0 j xj
a) lim = lim = = –∞
x Æ –∞ x + 3 h
x i1 + 3 i
h
1+ 3 1+0
x Æ –∞ x Æ –∞
e) lim (x2(2 + cos x))
j xj x x Æ –∞

h h h h hx + x sen xh
x2 i1 + 4 i x i1 + 4 i f) lim
x Æ +∞
i
j 2
i
j
j x j j x j +∞ ¥ (1 + 0)
lim x + 4x = lim
2
= lim = = +∞
x Æ +∞ x + 3 h
x i1 + 3 i
h
1+ 3 1+0
x Æ +∞ x Æ +∞

j x j x

b) Tem-se que h é uma função tal que ∀ x ∈R+, h(x) > f(x) e lim f(x) = +∞.
x Æ +∞
Logo, lim h(x) = +∞.
x Æ +∞

sin x .
2. Considera a função g definida por g(x) =
x2 + 1
a) Determina funções f e h tais que f(x) ≤ g(x) ≤ h(x), em R, e de modo que
lim f(x) = lim h(x) = 0.
x Æ +∞ x Æ +∞

b) Justifica que lim


sin x = 0.
x Æ +∞ x2 + 1
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

Sugestão de resolução

a) Para todo o número real x, tem-se que:


–1 ≤ sen x ≤ 1

⇔– 1 ≤ sen x ≤ 1
x2 + 1 x2 + 1 x2 + 1
Tem-se, também, que:
h h
lim lim ij– 2 1 i = lim 2 1 = 0
x Æ +∞ x + 1 j x Æ +∞ x + 1
Sejam f e h as funções definidas por f(x) = – 1 e h(x) = 1 .
x2 + 1 x2 + 1
Tem-se, então, que f(x) ≤ g(x) ≤ h(x), ∀ x ∈R e lim f(x) = lim h(x) = 0, con- PROFESSOR
x Æ +∞ x Æ +∞
forme pretendido.
FRVR12_3.1

b) Como f(x) ≤ g(x) ≤ h(x), ∀ x ∈R e lim f(x) = lim h(x) = 0, pelo teorema das
x Æ +∞ x Æ +∞
Soluções
funções enquadradas, conclui-se que lim g(x) = 0, isto é, lim sen x = 0.
13.
x Æ +∞ x Æ +∞ x2 + 1
a) 0 b) 0 c) –1
(continua)
d) 0 e) +∞ f) +∞

17
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Exercícios resolvidos

(*) grau de dificuldade elevado 3. (*) Calcula o limite lim


2x2 .
x Æ +∞ x + cos x
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

Sugestão de resolução
14 Calcula o limite
x3
lim
x Æ –∞ x + sen x
. Para todo o número real x, tem-se que:
–1 ≤ cos x ≤ 1
⇔ x – 1 ≤ x + cos x ≤ x + 1
Como se trata de calcular um limite quando x → +∞, podemos considerar x > 1:
⇔ 1 ≤ 1 ≤ 1
x + 1 x + cos x x – 1
Como para x → +∞ tem-se que 2x2 > 0, vem que:
2x2 ≤ 2x2 ≤ 2x
2
15 Considera as funções f e g x + 1 x + cos x x – 1
definidas em R tais que f é Tem-se, também, que:
limitada e lim g(x) = 0. 2 2x2 2x
lim 2x = lim
x Æ +∞
= lim = +∞
Mostra a existência de uma x Æ +∞ x + 1 h 1 h
1+ 1
x Æ +∞ x Æ +∞
função h, definida em R e
x i1 + i
j xj x
de limite nulo, tal que
2x2 = lim 2x2 2x
∀ x ∈R, –h(x) ≤ f(x)g(x) ≤ h(x) lim = lim = +∞
x Æ +∞ x – 1 h 1 h
1– 1
x Æ +∞ x Æ +∞
e conclui que x i1 – i
lim (f(x)g(x)) = 0.
j xj x
x Æ +∞
Logo, pelo teorema das funções enquadradas, concluímos que lim 2x2 = +∞.
(*) grau de dificuldade elevado x Æ +∞ x + cos x
Caderno de Apoio às Metas
Curriculares, 12.º ano
4. (*) Considera as funções f e g definidas em R tais que f é limitada e lim g(x) = 0.
xÆ0
Mostra a existência de uma função h, definida em R e de limite nulo, tal que
APRENDE FAZENDO
∀ x ∈R, –h(x) ≤ f(x)g(x) ≤ h(x) e conclui que lim (f(x)g(x)) = 0.
xÆ0
Págs. 64, 66, 69 e 71 Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano
Exercícios 1, 7, 8, 17 e 30
Sugestão de resolução
CADERNO DE EXERCÍCIOS
E TESTES Sabemos que f é uma função limitada. Então, por definição, existem números
Pág. 26 reais m e M tais que ∀ x ∈R, m ≤ f(x) ≤ M. Seja a igual ao valor máximo dos va-
Exercício 4
lores |m| e |M|. Então, ∀ x ∈R, –a ≤ f(x) ≤ a, ou seja, ∀ x ∈R, |f(x)| ≤ a.
Assim:
PROFESSOR ∀ x ∈R, |f(x)||g(x)| ≤ a|g(x)|
isto é:
FRVR12_3.1
|f(x)||g(x)| ≤ a|g(x)|
Logo:
Apresentação
“Limites”
∀ x ∈R, –a|g(x)| ≤ f(x)g(x) ≤ a|g(x)|
Teste interativo
“Limites” Como lim g(x) = 0, sabemos que lim |g(x)| = 0. Portanto, lim –a|g(x)| =
xÆ0 xÆ0 xÆ0
(*) Os graus de dificuldade elevados = lim a|g(x)| = 0 e, pelo teorema das funções enquadradas, que lim (f(x)g(x)) = 0.
correspondem a desempenhos que não xÆ0 xÆ0
serão exigíveis à totalidade dos alunos. A função h, de domínio R, definida por h(x) = a|g(x)| é tal que –h(x) ≤ f(x)g(x) ≤ h(x)
Solução e lim h(x) = 0.
xÆa
14. +∞

18
UNIDADE 2 Continuidade

UNIDADE 2
Continuidade

Comecemos por rever o conceito de continuidade estudado no 11.º ano.

Definição

Seja f uma função real de variável real e seja a um ponto do respetivo domínio.
Diz-se que f é contínua em a quando xlim Æa
f(x) existe.

Exemplos 16 Seja f a função definida em


R por:
1.


–x2 + 2x + 9 se x ≤ 4
y • xlim f(x) ≠ xlim f(x) f(x) =
f Æa– Æa +
6√∫x∫ ∫+∫ ∫5 – 18 se x > 4
lim f(x) x–4
x Æ a+ • xlim f(x) não existe.
Æa Estuda a continuidade da
f(a)
função f em x = 4.
lim f(x) f não é contínua em a.
x Æ a–

O a x

2.
y • xlim
Æa–
f(x) ≠ f(a)
f(a) f
• xlim
Æa+
f(x) ≠ f(a)
lim f(x) = lim f(x)
x Æ a– x Æ a+
• xlim
Æa
f(x) não existe.

f não é contínua em a.
O 1 x

3.
y • xlim
Æa–
f(x) = xlim
Æa
f(x) = f(a)
+

f
PROFESSOR
f(a) = lim f(x)
xÆa
• xlim
Æa
f(x) existe.

f é contínua em a. Resolução
Todos os exercícios de “Continuidade”

O x
Solução
a
16. f é contínua em x = 4.

19
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Continuidade num conjunto

Sejam f uma função real de variável real de domínio Df e A ⊂ Df. Diz-se que:
• f é contínua no conjunto A quando é contínua em todos os pontos de A.
• f é contínua quando é contínua em todos os pontos de Df.

Estudaste também as seguintes propriedades:

17 Para um certo número real Propriedades


a e para um certo número Sejam f e g duas funções reais de variável real f: Df Æ R e g: Dg Æ R, contínuas num
real b é contínua em
ponto a. Então, também são contínuas em a as funções:
]–a, +∞[ a função g
definida por: f
•f+g •f–g •f¥g • g , se g(a) ≠ 0.
x2


– 3x se –a < x < 0
√∫x3∫ ∫ ∫+∫ ∫9∫x2∫
g(x) = a se x = 0
x2 – bx Propriedades
se x > 0
x2 + x
Seja f uma função real de variável real, contínua num ponto a e n ∈N. Então, também
Calcula os valores de a e b.
são contínuas em a as funções:
• fn
• n√∫f, com f(a) ≥ 0, se n for par.

Propriedade
Sejam f e g duas funções reais de variável real e a ∈Df o g.
Se f é contínua em a e g é contínua em f(a), então a função composta g o f é contínua
em a.

Propriedade
As funções racionais (em particular, as polinomiais), as funções potências de expoente
racional e as funções seno, cosseno e tangente são contínuas.

Esta propriedade é muito útil para justificar a continuidade de funções.

Exemplos

1. f(x) = x4 – 2x3 + 1 é uma função contínua, por se tratar de uma função polinomial.
x3 – 1
2. g(x) =
2x + 7 é uma função contínua, por se tratar de uma função racional.

3. h(x) = √∫x + senx é uma função contínua, por se tratar da soma de duas funções contí-
PROFESSOR
nuas, a função raiz quadrada e a função seno.
Solução
4. i(x) = cos(x2 + 1) é uma função contínua, por se tratar da composta da função cosseno
17. a = 1 e b = –1
com uma função polinomial, ambas contínuas.

20
UNIDADE 2 Continuidade

2.1. Teorema dos valores intermédios (Bolzano-Cauchy) Contextualização histórica

Considera as duas situações seguintes:

Caso 1
Um depósito encontrava-se vazio. Numa
manhã, começaram a enchê-lo de água. No
final desse dia, a altura da água no depósito era
de 3 metros.
Bernard Bolzano
(1781-1848)
Bolzano foi um
matemático, teólogo e
filósofo da antiga Boémia
Caso 2 (atual República Checa).
O vencimento de um trabalhador de uma de- Os seus estudos científicos
terminada empresa depende do número de eram muito avançados
para a época, nos mais
anos completos de trabalho nessa mesma em- variados ramos da
presa, de acordo com o seguinte: Matemática e da Lógica.
As suas descobertas foram
• até 1 ano de serviço na empresa (inclusive): muito pouco reconhecidas
1000 euros pelos seus
• entre 1 e 2 anos (inclusive) de serviço na contemporâneos.
Sempre se preocupou com
empresa: 1100 euros o rigor nas provas
• entre 2 e 3 anos (inclusive) de serviço na matemáticas e
empresa: 1200 euros demonstrou, entre outros
casos, o teorema dos
• mais de 3 anos de serviço na empresa: 1300 euros valores intermédios.
Distinguiu-se como um
dos maiores lógicos do
séc. XIX e é considerado
Repara que, no caso 1, a altura da água não passa de 0 para 3 metros, sem passar por
um precursor da teoria de
todos os valores intermédios entre 0 e 3, ou seja, a altura da água varia continuamente conjuntos de Cantor.
com o tempo que decorre desde o início do enchimento. Porém, no caso 2, não é verdade Devemos também a
que o salário varie continuamente com o tempo de serviço do trabalhador, pois, por exem- Bolzano importantes
estudos sobre funções
plo, o vencimento passa de 1000 para 1100 euros sem passar por nenhum dos valores
contínuas não deriváveis e
intermédios. trabalhos pioneiros sobre
convergência de séries.
Consideremos, agora, quatro funções de domínio [a, b] e as respetivas representações
gráficas:

y y y y
f(b) f(b) f(b) f(b)

f(a) f(a) f(a) f(a)

O a b x O a b x O a b x O a b x

Seja k um valor qualquer compreendido entre f(a) e f(b).

21
TEMA III Funções Reais de Variável Real

18 Sejam g uma função real


Em qual ou quais das quatro funções representadas graficamente se pode garantir a
de variável real e a e b existência de pelo menos um objeto de imagem igual a k?
dois números reais y y y y
pertencentes ao domínio
f(b) f(b) f(b) f(b)
da função g tais que a < b
k k k
e g(a) < 0 < g(b). Porém,
não existe nenhum k
f(a) f(a) f(a) f(a)
número real k tal que
a < k < b e g(k) = 0.
O a b x O a b x O a b x O a c b x
Explica que característica
terá a função g de modo a Como nos três primeiros casos a função não é contínua no intervalo fechado [a, b], não
permitir que esta situação
é possível, nestes casos, garantir a existência de um objeto de imagem k. Porém, no último
aconteça. Ilustra a tua
resposta com um exemplo caso, em que a função é contínua no intervalo fechado [a, b], é possível garantir a exis-
adequado. tência de um objeto de imagem k.
Estas considerações conduzem-nos a um dos teoremas mais importantes da teoria das
funções reais de variável real, o teorema dos valores intermédios ou teorema de Bolzano-
-Cauchy.
Em linguagem informal, este teorema afirma que uma função contínua num intervalo
fechado não passa de um valor a outro sem passar por todos os valores intermédios. Este
facto foi usado por Euler e Gauss, mas foi Bolzano quem o enunciou com mais rigor.
19 Dada uma função f,
contínua num intervalo
[a, b], b > a, mostra que Teorema dos valores intermédios ou teorema de Bolzano-Cauchy
se f(a) ¥ f(b) < 0, então a y
Dada uma função real de variável real f, contínua num
equação f(x) = 0 tem pelo f(a)
menos uma solução no intervalo I = [a, b], com a < b, para qualquer valor k ∈R
intervalo ]a, b[. do intervalo de extremos f(a) e f(b) existe c ∈I tal que k
Caderno de Apoio às Metas f(c) = k, ou seja:
Curriculares, 12.º ano
f é contínua em [a, b] a c O b x


⇒ ∃ c ∈]a, b[: f(c) = k


f(a) < k < f(b) ou f(b) < k < f(a) f(b)

Notas
1. O teorema de Bolzano-Cauchy garante apenas a y
f(b)
existência de um valor c no intervalo considerado,
mas não o determina.
PROFESSOR k
2. O teorema de Bolzano-Cauchy não enuncia a uni-
FRVR12_2.1 cidade de c. a c1 O c2 c3 b x

3. Como caso particular deste teorema (k = 0),


Solução f(a)
decorre um resultado de grande interesse prático,
18. A função g não é contínua
em [a, b], por exemplo: que permite justificar a existência de zeros de
y funções contínuas, corolário do teorema de Bol- y
zano-Cauchy: f(a)

2 Se f é contínua em [a, b] e f(a) ¥ f(b) < 0, isto é, se


1 f(a) e f(b) têm sinais contrários, então a função f
tem pelo menos um zero em ]a, b[, ou seja: a O c b x
O a b x
f é contínua em [a, b]


f(b)
–1 ⇒ ∃ c ∈]a, b[: f(c) = 0
f(a) ¥ f(b) < 0

22
UNIDADE 2 Continuidade

Exercícios resolvidos 20 Dê um exemplo de uma


função f, definida num
1. Consideremos a função polinomial, de domínio R, definida por f(x) = –x3 + 2x2 – 5. intervalo [a, b], b > a, tal
Prova que a equação f(x) = –p tem, pelo menos, uma solução no intervalo ]–1, 1[. que f(a) ¥ f(b) < 0 e, para
todo o x ∈[a, b], f(x) ≠ 0.
Caderno de Apoio às Metas
Curriculares, 12.º ano
Sugestão de resolução

Provar que a equação f(x) = – p tem, pelo menos, uma solução no intervalo ]–1, 1[
é equivalente a provar a existência de pelo menos um número real c ∈]–1, 1[
tal que f(c) = –p. Se reunirmos as condições de aplicabilidade do teorema de 21 Seja h a função, de
domínio [–2, +∞[,
Bolzano-Cauchy, podemos provar o pretendido. Vejamos:
definida por:
• f é contínua em R, por se tratar de uma função polinomial; em particular, é
h(x) = |x –1| + x2 – √∫x∫ ∫+∫ ∫2
contínua em [–1, 1];
Mostra que a função h
• f(–1) = –(–1)3 + 2(–1)2 – 5 = 1 + 2 – 5 = –2 tem pelo menos um zero
pertencente ao intervalo
f(1) = –13 + 2 ¥ 12 – 5 = –1 + 2 – 5 = –4
[1, 2].
f(1) < –p < f(–1)

Assim, pelo teorema de Bolzano-Cauchy, podemos concluir que existe pelo


menos um número real c ∈]–1, 1[ tal que f(c) = – p, isto é, a equação f(x) = – p
22 Seja g uma função
tem, pelo menos, uma solução no intervalo ]–1, 1[.
contínua de domínio
[a, b] tal que g(a) = 4 e
ERRO TÍPICO g(b) = –2. Justifica que o
domínio da função h

Um dos erros mais comuns no exercício anterior é referir a continuidade da definida por h(x) = 1
g(x)
função f no intervalo aberto ]–1, 1[. não pode ser [a, b].
Repara que, no enunciado do teorema de Bolzano-Cauchy, a continuidade no
intervalo fechado é condição necessária para se poder aplicar o teorema!
De facto, se a função não for contínua no intervalo fechado, nada se pode con-
cluir através do teorema de Bolzano-Cauchy. A título de exemplo, observa a
seguinte representação gráfica de uma função f contínua no intervalo [a, b[.
y
2
1,5

0,5

O a b x

PROFESSOR
f é contínua em [a, b[, mas não é contínua em [a, b].
Apesar de f(a) < 1,5 < f(b), não existe nenhum número real c ∈]a, b[ tal que FRVR12_3.1

f(c) = 1,5. Este facto não entra em contradição com o teorema de Bolzano-Cauchy,
Solução
pois f não é contínua em [a, b]. Logo, não estamos em condições de aplicar o
20. Por exemplo, a função f
referido teorema. definida no intervalo [1, 3] por:


–1 se 1 ≤ x < 2
(continua) f(x) =
1 se 2 ≤ x ≤ 3

23
TEMA III Funções Reais de Variável Real

23 Às 10 horas de um Exercícios resolvidos


determinado dia foi
administrado um certo 2. Num determinado dia, o Afonso esteve doente e tomou às 8 horas da manhã um
medicamento a uma medicamento cuja concentração C(t) no sangue, em mg/l, t horas após o medica-
população de bactérias.
t horas após a mento ter sido ministrado, é dada por C(t) = 10t (t ≥ 0). Justifica que existe
administração do referido 2√∫t5∫ + 10
medicamento, a um instante, entre as 8 h 45 min e as 9 h 20 min, em que a concentração do me-
população de bactérias dicamento no sangue é 0,75 mg/l. Em eventuais cálculos intermédios, sempre
variou segundo o modelo
que procederes a arredondamentos, conserva duas casas decimais.
matemático:
P(t) = 5t2 , 0 ≤ t ≤ 24
2t3 + 10
Sugestão de resolução
com P expresso em
milhões de bactérias. As concentrações do medicamento às 8 h 45 min e às 9 h 20 min são, respe-
Justifica que existiu um h h h h
instante, entre as 11 horas tivamente, C i 3 i e C i 4 i .
j4j j3j
e as 11 h 30 min, em que
• A função C é contínua no seu domínio R+0, por se tratar do quociente de
o número de bactérias
igualou as 500 000 duas funções contínuas (uma que é uma função polinomial e a outra que é
unidades. a soma de uma função potência de expoente racional com uma função cons-
Em eventuais cálculos È È
tante). Logo, em particular, é contínua em Í 3 , 4 Í.
intermédios, sempre que Î4 3Î
procederes a 10 ¥ 3 30
h h 4 4
• Ci3i =
arredondamentos,
= ≈ 0,68
conserva três casas j4j
decimais. √∫ h3h5
2 i i + 10
j4j
9√∫
16
3 + 10

10 ¥ 4 40
h h 3 3
Ci4i = = ≈ 0,95
j3j
√∫
2
h4h5
i i
j3j
+ 10 64√∫3 + 10
27
h h h h
Ou seja, C i 3 i < 0,75 < C i 4 i .
j4j j3j
24 Seja f(x) = √∫x∫ ∫+∫ 1 e È È
g(x) = (x – 2)3. Mostra que Assim, pelo teorema de Bolzano-Cauchy, concluímos que ∃ t ∈Í 3 , 4 Í: C(t) = 0,75,
Î4 3Î
a equação f(x) = g(x) tem
isto é, existe um instante entre as 8 h 45 min e as 9 h 20 min em que a concen-
pelo menos uma solução
no intervalo [3, 4]. tração do medicamento no sangue é igual a 0,75 mg/l.

3. Seja f(x) = x4 e g(x) = x + 1.


a) Mostra que a equação f(x) = g(x) tem pelo menos uma solução no intervalo ]1, 2[.
b) Recorrendo às potencialidades da calculadora gráfica, determina o valor apro-
ximado às milésimas da solução da equação anterior.

Sugestão de resolução

a) Consideremos a função h, de domínio R, definida por h(x) = f(x) – g(x), isto


é, h(x) = x4 – x – 1. Tem-se que:
PROFESSOR
• h é contínua em R, por se tratar de uma função polinomial. Logo, em par-
FRVR12_3.1 ticular, é contínua em [1, 2].

24
UNIDADE 2 Continuidade

25 Considera a função f, de
domínio R, definida por:
• h(1) = 14 – 1 – 1= –1


x2 – 16 se x < 4
h(2) = 24 – 2 – 1 = 13
√∫1∫2∫ ∫–∫ ∫3∫x
Ou seja, h(1) < 0 < h(2). f(x) =
x3 – 3x2 – 6x + 8
Assim, pelo teorema de Bolzano-Cauchy, concluímos que: se x ≥ 4
x2 + x – 2
∃ c ∈]1, 2[: h(c) = 0 ⇔ ∃ c ∈]1, 2[: c4 – c – 1 = 0
⇔ ∃ c ∈]1, 2[: c4 = c + 1 a) Estuda a continuidade
de f.
isto é, a equação f(x) = g(x) tem pelo menos uma solução no intervalo ]1, 2[.
b) Mostra que
∃ c ∈]3, 5[: f(c) = –1.
b) 1.º processo
Sejam y1 = x4 e y2 = x + 1. Determinemos a
interseção das duas representações gráficas
no intervalo considerado.
Tem-se assim que x ≈ 1,221.

26 De uma função f, de
2.º processo
domínio [0, 1], sabe-se
Seja y1 = x4 – x – 1. Determinemos o zero que:
desta função no intervalo considerado. • f é contínua em todo o
Tem-se assim que x ≈ 1,221. seu domínio;
• ∀ x ∈[0, 1], f(x) < 0;
• f(1) = 3f(0).
No final deste tema abordaremos mais problemas envolvendo a determina-
Seja g a função de
ção de valores aproximados de soluções de equações da forma f(x) = g(x),
domínio [0, 1] definida
utilizando a calculadora gráfica. por g(x) = 2f(x) – f(1).
Prova que a equação
g(x) = 0 tem pelo menos
uma solução.
4. Seja f: [0, 3] " R uma função contínua tal que f(0) = f(3) = 0 e f(1) = f(2) e f(2) ≠ 0.
Prova que existe pelo menos um número real c no intervalo ]1, 2[ tal que f(c – 1) =
= f(c + 1).
Sugestão: Considera a função g: [1, 2] " R definida por g(x) = f(x – 1) – f(x + 1).

Sugestão de resolução
27 Seja f: [0, p – 1] " R uma
função contínua tal que
Consideremos a função, de domínio [1, 2], definida por g(x) = f(x – 1) – f(x + 1). f(0) ≠ f(p – 1).
Prova que existe pelo
Tem-se que: menos um número real c
• g é contínua em [1, 2], por se tratar da diferença de duas funções contínuas no intervalo ]1, p[ tal que
(ambas são a composta da função f com uma função afim). f(c – 1) = f(p – c).

• g(1) = f(0) – f(2) = 0 – f(2) = –f(2) (≠ 0)


g(2) = f(1) – f(3) = f(1) – 0 = f(1) = f(2) (≠ 0)
Ou seja, g(1) e g(2) têm sinais contrários, logo 0 é um valor intermédio.
PROFESSOR
Assim, pelo teorema de Bolzano-Cauchy, concluímos que:
∃ c ∈]1, 2[: g(c) = 0 ⇔ ∃ c ∈]1, 2[: f(c – 1) – f(c + 1) = 0 FRVR12_3.1
⇔ ∃ c ∈]1, 2[: f(c – 1) = f(c + 1)
isto é, existe pelo menos um número real c no intervalo ]1, 2[ tal que Solução
25.
f(c – 1) = f(c + 1). (continua)
a) f é contínua em R.

25
TEMA III Funções Reais de Variável Real

28 Considera uma função Exercícios resolvidos


contínua f: [0, 1] " R tal
que f(0) = 1 e f(1) = 0. 5. Prova que se f é uma função contínua em [a, b] tal y
y=x
Mostra que existe c ∈]0, 1[ que f(a) < a e f(b) > b, então a função f tem pelo f(b)
tal que f(c) = c. b
Caderno de Apoio às Metas
menos um ponto fixo em ]a, b[, isto é, ∃ c ∈]a, b[:
Curriculares, 12.º ano f(c) = c.
c
a
f(a)

O ac b x

Sugestão de resolução

29 Sejam f e g duas funções Considera a função definida por g(x) = f(x) – x. Tem-se que:
contínuas num intervalo
[a, b], b > a.
• g é contínua em [a, b], por se tratar da diferença entre duas funções contínuas
a) Mostra que se g(a) > f(a)
em [a, b] (a função f e a função identidade);
e f(b) > g(b), então • g(a) = f(a) – a < 0, pois, como f(a) < a, vem que f(a) – a < 0;
existe c ∈]a, b[ tal que g(b) = f(b) – b > 0, pois, como f(b) > b, vem que f(b) – b > 0;
f(c) = g(c).
b) Utiliza a alínea anterior
Ou seja, g(a) < 0 < g(b).
para mostrar que se Assim, pelo teorema de Bolzano-Cauchy, concluímos que:
g(a) = f(b), f(a) = g(b) e ∃ c ∈]a, b[: g(c) = 0 ⇔ ∃ c ∈]a, b[: f(c) – c = 0
f(a) ≠ g(b), então existe
c ∈[a, b] tal que
⇔ ∃ c ∈]a, b[: f(c) = c
f(c) = g(c).
Adaptado de Caderno de Apoio às
Metas Curriculares, 12.º ano
6. Prova que se f e g são funções contínuas em [a, b] y
g(a) = f(b) f
tais que f(a) = g(b), f(b) = g(a) e f(a) ≠ g(a), os gráficos
das funções se intersetam num ponto cuja abcissa
pertence ao intervalo ]a, b[.
g
g(b) = f(a)

O a c b x

Sugestão de resolução

Considera a função definida por h(x) = f(x) – g(x). Tem-se que:


• h é contínua em [a, b], por se tratar da diferença entre duas funções contínuas
APRENDE FAZENDO em [a, b] (a função f e a função g).
Págs. 64, 66, 67, 70, 71,
72 e 75 • h(a) = f(a) – g(a) = f(a) – f(b), pois f(b) = g(a);
Exercícios 2, 9, 10, 22, 23, h(b) = f(b) – g(b) = f(b) – f(a), pois f(a) = g(b);
31, 32, 33, 35, 47 e 48
Como f(a) – f(b) e f(b) – f(a) têm sinais contrários, vem que 0 pertence ao in-
tervalo de extremos h(a) e h(b).
PROFESSOR Assim, pelo teorema de Bolzano-Cauchy, concluímos que:

FRVR12_3.1 ∃ c ∈]a, b[: h(c) = 0 ⇔ ∃ c ∈]a, b[: f(c) – g(c) = 0


⇔ ∃ c ∈]a, b[: f(c) = g(c)

Resolução
Isto é, os gráficos de f e g intersetam-se no ponto (c, f(c)) = (c, g(c)).
Essencial para o Exame – exercício 28

26
UNIDADE 2 Continuidade

2.2. Teorema de Weierstrass

Teorema de Weierstrass
Dada uma função real de variável real f, contínua num intervalo [a, b], com a < b,
f admite máximo e mínimo absolutos.

y y y y

Máx.
Máx. Máx. abs. Máx.
abs. abs. abs.

Mín. Mín. Mín. Mín.


abs. abs. abs. abs.
O a b x O a b x O a bx O a b x

Exercícios resolvidos 30 Dá exemplo de uma


função f, contínua no
1. Considera a função f, de domínio R, definida por: intervalo ]0, 1], tal que:
a) f não tenha máximo;
–x3 + 5x + 2 se x ≤ 3


f(x) = b) f não tenha mínimo;


4x + 1 se x > 3
c) (*) f não tenha máximo
nem mínimo.
a) Estuda a continuidade de f no domínio R.
(*) grau de dificuldade elevado
b) Indica o valor lógico da seguinte afirmação: Existe pelo menos um zero da fun- Caderno de Apoio às Metas
Curriculares, 12.º ano
ção f no intervalo [–1, 1].
c) Justifica que a função tem no intervalo [–1, 2] um máximo e um mínimo.

d) Determina os valores cuja existência ficou provada na alínea anterior.

Sugestão de resolução

a) Estudar a continuidade de uma função, consiste em averiguar a continuidade


em cada ponto do seu domínio:
• no intervalo ]–∞, 3[, a função é contínua por, neste intervalo, se encontrar
PROFESSOR
definida por uma função polinomial;
• no intervalo ]3, +∞[, a função é contínua por, neste intervalo, se encontrar FRVR12_2.2
definida por uma função afim;
(*) Os graus de dificuldade elevados
• averiguemos agora a continuidade no ponto x = 3: correspondem a desempenhos que não
serão exigíveis à totalidade dos alunos.
Para que f seja contínua em x = 3 terá que existir lim f(x). No entanto:
xÆ3 Soluções
lim f(x) = lim (–x3 + 5x + 2) = –27 + 15 + 2 = –10
– – 30.
xÆ3 xÆ3
e lim f(x) = lim (4x + 1) = 12 + 1 = 13 a) f(x) = 1
x Æ 3+ x Æ 3+ x
Como lim f(x) ≠ lim f(x), não existe lim f(x) e, como tal, f não é contínua b) f(x) = – 1
x Æ 3– x Æ 3+ xÆ3 x
em x = 3. (continua) c) 1
h h
sen i 1 i
x jxj

27
TEMA III Funções Reais de Variável Real

31 Considera a função f, de Exercícios resolvidos


domínio R, definida por:
–2x3 + x – 2 se x ≤ 1


f(x) = b) f é contínua em [–1, 1], pois, como acabámos de ver na alínea anterior, f é
–2x + 1 se x > 1
contínua em ]–∞, 3[ e [–1, 1] ⊂ ]–∞, 3[.
a) Estuda a continuidade
de f no domínio R. f(–1) = –(–1)3 + 5 ¥ (–1) + 2 = –2
b) Indica o valor lógico da f(1) = –13 + 5 ¥ 1 + 2 = 6
seguinte afirmação: f(–1) < 0 < f(1)
Existe pelo menos um
Assim, pelo teorema de Bolzano-Cauchy, podemos garantir que existe
zero da função f no
intervalo [–2, –1]. c ∈[–1, 1] tal que f(c) = 0, pelo que a afirmação é verdadeira.
c) Justifica que a função
tem no intervalo [–1, 0] c) Como f também é contínua em [–1, 2], podemos concluir, pelo teorema de
um máximo e um Weierstrass, que a função f admite neste intervalo máximo e mínimo absolutos.
mínimo absolutos.
d) Determina os valores d) Para determinar o máximo e o mínimo referidos na alínea anterior, podemos
cuja existência ficou recorrer ao que estudaste no ano anterior acerca do sinal da primeira deri-
provada na alínea
vada de uma função e relação com o sentido de variação e extremos, e que
anterior.
iremos recordar já na próxima unidade.
Estudemos então o sentido da variação e extremos no intervalo [–1, 2]:
• Determinar f’(x) para x < 3:
f’(x) = (–x3 + 5x + 2)’ = –3x2 + 5
• Determinar os zeros de f’ para x < 3:
f’(x) = 0
–3x2 + 5 = 0 ⇔ x2 = 5 ⇔ x = 5 ∨ = –
3 3 √∫ √∫ 53
⇔ x = √∫1∫5 ∨ = – √∫1∫5
3 3
APRENDE FAZENDO
• Estudar o sinal de f’ e a variação de f:
Págs. 70 e 72
Exercícios 24 e 34
x –1 √∫1∫5 2
CADERNO DE EXERCÍCIOS 3
E TESTES
Pág. 27 Sinal de f’ + + 0 – –
Exercícios 6, 7 e 8
Variação –2 10 √∫1∫5 + 2
£ 9 ¢ 4
de f Mín.
PROFESSOR Mín. local

Cálculos auxiliares
Apresentação • f(–1) = –2
“Continuidade”
Teste interativo • f(2) = –23 + 5 ¥ 2 + 2 = 4
“Continuidade”
h h h 3
h h√∫1∫5h
• f i √∫1∫5 i = – i √∫1∫5 i + 5 ¥ i i +2=–
5√∫1∫5 + 5√∫1∫5 + 2 = 10√∫1∫5 + 2
Soluções j 3 j j 3 j j 3 j 27 3 9
31.
a) f é contínua em R\{1}. Conclui-se assim que no intervalo [–1, 2] o mínimo de f é –2 e o máximo é
b) Afirmação verdadeira.
d) Máximo absoluto: 3
10√∫1∫5 + 2.
√∫6 9
Mínimo absoluto: 2 –
9

28
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

UNIDADE 3
Derivada de segunda ordem, extremos,
sentido das concavidades e pontos de
inflexão
3.1. Revisões 32 Recorrendo à definição de
derivada de uma função
num ponto, determina,
No ano anterior iniciaste o estudo de derivadas de funções reais de variável real e viste
para cada função, a sua
algumas das suas aplicações. Relembremos alguns conceitos que servirão como pré-re- derivada no ponto
quisitos para o estudo desta unidade. indicado.
a) f’(2), onde f(x) = x3 + 2x
Definição
x
b) f’(–1), onde f(x) =
x+2
Dada uma função real de variável real f e dados dois pontos a e b do respetivo domí-
c) f’(2), onde f(x) = √∫x∫ ∫–∫ 1

nio, designa-se por taxa média de variação de f entre a e b o quociente f(b) – f(a) .
b–a

Definição

Dada uma função real de variável real f e dado um ponto x0 do respetivo domínio, 33 De uma função f, de
designa-se por taxa instantânea de variação de f no ponto x0 o limite lim f(x) – f(x0) . domínio R, sabe-se que
xÆx x – x0
lim f(x) – f(1) = 3.
0

Quando este existe e é finito, designa-se por derivada de f no ponto x0 e representa-se xÆ1 x–1
por f’(x0). Qual das seguintes
A função diz-se derivável ou diferenciável no ponto x0. afirmações é falsa?
(A) f é contínua em x = 1.
(B) f’(1) = 3

Interpretação geométrica da taxa média de variação e da derivada de (C) lim f(1 + h) – f(1) = 3
hÆ0 h
uma função num ponto (D) A reta tangente ao
gráfico de f no ponto
Dada uma função real de variável real f e dados y de abcissa x = 1 é
s
dois pontos a e b do respetivo domínio, tem-se que horizontal.
f(b)
f
o declive da reta secante ao gráfico de f nos pontos
A(a, f(a)) e B(b, f(b)) é igual à taxa média de variação f(a)
de f entre a e b.
PROFESSOR
O a b x

Resolução
Dada uma função real de variável real f, diferen- y t Todos os exercícios de “Derivada de
f segunda ordem, extremos, sentido
ciável em x0 ∈Df, a reta tangente ao gráfico de f no das concavidades e pontos de
ponto P0(x0, f(x0)) é a reta de declive f ’(x0) que passa P0
inflexão”
f(x0) Soluções
por P0.
32.
1
a) 14 b) 2 c)
2
33. Opção (D)
O x0 x

29
TEMA III Funções Reais de Variável Real

34 Determina a expressão Diferenciabilidade e continuidade num ponto


da derivada da função f
definida por:
a) f(x) = (x2 – 5x)3 (2x + 1) Teorema
2x – 3
b) f(x) = Dada uma função real de variável real f e dado um ponto a do respetivo domínio, se f
5–x
é diferenciável em a, então f é contínua em a.
c) f(x) = 3√∫2∫x∫ +
∫ ∫4

h 1 – x2 h 3
d) f(x) = i i
j2–xj

Notas
1. Uma função pode ser contínua num ponto e não ser diferenciável nesse ponto.
2. Se uma função não é contínua num ponto a, então não é diferenciável em a.

35 A distância, em metros,
percorrida por um corpo Definição
em queda livre, no vácuo,
é dada em função do
Dada uma função real de variável real f, designa-se por função derivada de f a função
tempo t, em segundos,
por f(t) = 10t2. de domínio Df’ = {x ∈Df : f é diferenciável em x} que a cada x ∈Df’ faz corresponder
a) Qual é a velocidade f’(x).
média entre os instantes
1 e 3?
b) Justifica a existência de
Uma função real de variável real diz-se diferenciável num conjunto A quando é dife-
um instante t,
compreendido entre 1 e renciável em todos os pontos de A.
3, em que a velocidade
instantânea do corpo é
igual a 40 m/s.
Regras de derivação

PROFESSOR
Derivada de funções de referência Regras de derivação

Caso não tenha


• (k)’ = 0, k ∈R • (f + g)’ = f’ + g’
abordado, no 11.º, os
descritores FRVR11 (7.11 e
• (x)’ = 1 • (kf )’ = kf’
7.12), deverá fazê-lo neste
momento. • (x2)’ = 2x • (fg)’ = f’g + fg’
In Orientações de gestão curricular
para o Programa e Metas Curriculares
de Matemática A,
• (x3)’ = 3x2 h f h’ f’g – fg’
• i i =
10.º, 11.º e 12.º Anos jgj g2
Soluções • hi 1 hi ’ = – 12
jxj x • (f α)’ = αf α – 1f ’
34.
a) (x – 5)2 x2(14x2 – 34x – 15)
7 • (√∫x )’ = 1
b)
(5 – x)2 2√∫x

c)
2 • (xα)’ = α ¥ xα – 1, α ∈Q
3 √∫(∫2∫x∫ ∫+∫ ∫4∫)
3 2

3(x2 – 1)(x2 – 4x + 1)
d)
(x – 2)3 Teorema da derivada da função composta
35. (g o f )’(a) = f ’(a) ¥ g’(f(a))
a) 40 m/s

30
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

Sinal da derivada, sentido de variação e extremos 36 Considera as seguintes


representações gráficas
Sendo f uma função real de variável real, diferenciável num conjunto A: das funções f, g, h e j.
y
• se f é crescente em sentido lato nesse conjunto, então, para todo o x ∈A, f ’(x) ≥ 0; f
• se f é decrescente em sentido lato nesse conjunto, então, para todo o x ∈A, f ’(x) ≤ 0.
–2 –1 O 1 2 x

Sendo f uma função real de variável real, com domínio contendo um intervalo I = ]a, b[,
y
(a < b) e diferenciável em x0 ∈I. Se f atinge um extremo local em x0, então f’(x0) = 0. g

–2 –1 O 1 2 x

Teorema de Lagrange y

Dada uma função real de variável real f, contínua em [a, b], (a < b) e diferenciável h

em ]a, b[, então existe c ∈]a, b[ tal que: –2 –1 O 1 2 x

f’(c) = f(b) – f(a)


b–a y

j
–2 –1 O 1 2 x

Seja f uma função real de variável real, contínua num dado intervalo I de extremo es-
As representações
querdo a e extremo direito b, diferenciável em ]a, b[:
seguintes, não por esta
• se ∀ x ∈]a, b[, f’(x) > 0, então f é estritamente crescente no intervalo I; ordem, são possíveis
gráficos de f’, g’, h’ e j’.
• se ∀ x ∈]a, b[, f’(x) < 0, então f é estritamente decrescente no intervalo I; Associa a cada função a
• se ∀ x ∈]a, b[, f’(x) ≥ 0, então f é crescente em sentido lato no intervalo I; função derivada
correspondente.
• se ∀ x ∈]a, b[, f’(x) ≤ 0, então f é decrescente em sentido lato no intervalo I;
I. y
• se ∀ x ∈]a, b[, f’(x) = 0, então f é constante no intervalo I.
–2 –1 O 1 2 x
Método para estudar o sentido de variação e a existência de extremos relativos de uma
função diferenciável f: II. y

1.º passo: Determina o domínio da função f.


2.º passo: Determina a expressão da função derivada f’. –2 –1 O 1 2 x

3.º passo: Determina os zeros da derivada, ou seja, resolve a equação f’(x) = 0. III. y

4.º passo: Estuda o sinal de f’.


5.º passo: Constrói um quadro, no qual se estabelece a relação entre o sinal e os zeros –2 –1 O 1 2 x

da derivada com a monotonia e os extremos relativos da função:


IV. y

x Divide o domínio da função em intervalos através dos zeros da derivada.


–2 –1 O 1 2 x

Sinal de f ’ Preenche com o sinal da derivada.

Variação de f Preenche com o sentido de variação da função e extremos relativos. PROFESSOR

Solução
6.º passo: Indica os intervalos de monotonia da função e os extremos relativos, caso existam. 36. f " I; g " IV; h " III; j " II

31
TEMA III Funções Reais de Variável Real

37 Considera a função f Exercício resolvido


definida em R por:
f(x) = 3x4 – 20x3 + 36x2 + 2 Considera a função f definida em R por f(x) = –2x3 + x + 2.
a) Determina o declive da a) Determina o declive da reta secante ao gráfico de f nos pontos A e B de abcissas,
reta secante ao gráfico
de f nos pontos A e B
respetivamente, –1 e 2.
de abcissas, b) Verifica a existência de pelo menos um ponto C do gráfico de f, com abcissa com-
respetivamente, –1 e 2.
preendida entre –1 e 2, em que a reta tangente tem declive igual ao da reta AB.
b) Verifica a existência de
pelo menos um ponto C c) Determina os intervalos de monotonia da função f e identifica os extremos rela-
do gráfico de f, com tivos e absolutos, caso existam.
abcissa compreendida
entre –1 e 2, em que a
Sugestão de resolução
reta tangente tem declive
igual ao da reta AB.
a) Sejam A e B os pontos de abcissas respetivamente, –1 e 2.
c) Determina os intervalos
de monotonia da f(–1) = –2(–1)3 – 1 + 2 = 3. Logo, A(–1, 3).
função f e identifica os f(2) = –2 ¥ 23 + 2 + 2 = –12. Logo, B(2, –12).
extremos relativos e
Seja ms o declive da reta secante ao gráfico de f nos pontos A e B de abcissas
absolutos, caso existam.
–1 e 2:
ms = f(2) – f(–1) =
2 – (–1)

= –12 – 3 =
3
= –5

b) Dado que f é contínua em [–1, 2] e diferenciável em ]–1, 2[, então, pelo


teorema de Lagrange, existe c ∈]–1, 2[ tal que f ’(c) = f(2) – f(–1) , isto é,
2 – (–1)
f’(c) = –5.
f’(x) = –6x2 + 1
f’(x) = –5 ⇔ –6x2 + 1 = –5
⇔ –6x2 = –6
⇔ x2 = 1
⇔ x = 1 ∨ x = –1
Seja C o ponto de abcissa 1.
Assim, a reta tangente ao gráfico de f no ponto C é paralela à reta AB.

c) f(x) = –2x3 + x + 2, Df = R
PROFESSOR
• Determinar f’(x):
Soluções
f’(x) = (–2x3 + x + 2)’ = –6x2 + 1
37.
a) –9 • Determinar os zeros de f’:
c) f é estritamente decrescente
f’(x) = 0 ⇔ –6x2 + 1 = 0
em ]–∞, 0] e em [2, 3] e é
estritamente crescente em [0, 2] ⇔ x2 = 1
e em [3, +∞[. 6
2 é mínimo absoluto para x = 0;
34 é máximo relativo para x = 2;
⇔ x = √∫6 ∨ x = – √∫6
6 6
29 é mínimo relativo para x = 3.

32
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

• Estudar o sinal de f’ e a variação de f:

– √∫6 √∫6 Cálculos auxiliares


x –∞ +∞
h h h h3
6 6 • f i– √∫6 i = 2 i– √∫6 i – √∫6 + 2 =
j 6j j 6j 6
Sinal de f’ – 0 + 0 –
= 2 – √∫6
9
Variação
¢ 2 – √∫6 £ 2 + √∫6 ¢ h h h h3
de f 9 9 • f i √∫6 i = –2 i– √∫6 i + √∫6 + 2 =
Mín. Máx. j6j j 6j 6

= 2 + √∫6
9
È È È È
f é estritamente decrescente em Í –∞, – √∫6 Í e em Í √∫6 , +∞Í e é estritamente
Î 6Î Î6 Î
È È
crescente em Í– √∫6 , √∫6 Í .
Î 6 6Î
2+ √∫ 6 é máximo relativo em √∫6 e 2 – √∫6 é mínimo relativo em – √∫6 .
9 6 9 6

3.2. Derivada de segunda ordem de uma função 38 Seja f a função real de


variável real definida por:
Exemplo f(x) = 2x5 + 3x2 – 4
a) Caracteriza f ”.
Consideremos a função real de variável real f definida por f(x) = x4. A expressão da função b) Indica os zeros de f’’’.
derivada de f é f’(x) = (x4)’ = 4x3. Derivando novamente esta função, obteríamos uma nova c) Determina o menor
função: valor de n ∈N tal que
(f’(x))’ = (4x3)’ = 12x2 f(n) (x) = 0.

A esta nova função dá-se o nome de segunda derivada de f e representa-se por f’’.
E, assim, sucessivamente obter-se-ia a terceira derivada:
f’’’(x) = (12x2)’ = 24x

Definição

Dada uma função real de variável real f, diferenciável num intervalo I, tal que a fun-
ção derivada f’ é diferenciável num ponto a ∈I, a derivada (f’)’(a) chama-se derivada
de segunda ordem de f no ponto a e representa-se por f”(a).

PROFESSOR
Assim, se a função derivada f’ é diferenciável em a, então:
FRVR12_4.1
f”(a) = lim f’(x) – f’(a) = lim f’(a + h) – f’(a) FRVR12_4.2
xÆa x–a hÆa h
Soluções
Definição 38.
a) f”: R " R
Uma função real de variável real f diz-se duas vezes diferenciável num dado intervalo I x " 40x3 + 6
|

b) 0
se f”(a) existir para todo o a ∈I.
c) 6

33
TEMA III Funções Reais de Variável Real

3.3. Pontos de inflexão e concavidades do gráfico


de funções duas vezes diferenciáveis
Vimos no ano anterior que o sinal da primeira derivada fornecia informação sobre a va-
riação da função e a existência de extremos. É oportuno questionar que informação acerca
do gráfico de f se pode obter a partir do sinal da segunda derivada f”.

39 Observa a seguinte Exemplo


representação gráfica de f’.
Estudos referem que o número de peças que um trabalhador fabril produz, t horas após
y
ter chegado ao trabalho, é geralmente dado por uma função com a seguinte representação
x1 x2 x3 x4 x5 gráfica:
O x

f’ f(t)

Relativamente aos valores


de x assinalados, quais são
P
os valores em que se
verifica que:
a) f(x) assume o menor
valor?
b) f(x) assume o maior
t
valor?
c) f’(x) assume o menor Taxa de Instante em que é Taxa de
produção cresce atingido o máximo produção decresce
valor? de eficiência
d) f’(x) assume o maior
valor?
e) f”(x) assume os menores
valores? Repara que, no início, o gráfico não apresenta um crescimento muito acentuado. Contudo,
f) f”(x) assume o maior vai aumentando até atingir o ponto P, a partir do qual o crescimento começa a abrandar.
valor? Isto reflete o facto de, no início, a taxa de produção do trabalhador ser lenta, mas depois
ir aumentando até o trabalhador atingir o máximo de eficiência. Depois, embora continue
a produzir peças, a taxa de produção começa a decrescer.

A abcissa do ponto P corresponde, então, ao instante em que o trabalhador atinge a sua


máxima eficiência.

A taxa de produção em cada instante corresponde ao valor dos declives das retas tangen-
tes ao gráfico.

Assim, à esquerda de P e à medida que t aumenta, os declives das sucessivas retas tan-
gentes ao gráfico estão a aumentar, enquanto à direita de P e à medida que t aumenta, os
PROFESSOR declives das sucessivas retas tangentes ao gráfico estão a diminuir.

Soluções Ao ponto P chama-se ponto de inflexão.


39.
a) x5 b) x1 c) x5 O aumento e a diminuição do declive das tangentes ao gráfico de uma função traduz
d) x2 e) x3 e x5 f) x1
uma característica do gráfico da função – o sentido das suas concavidades.

34
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

Recordemos a definição já estudada do sentido das concavidades do gráfico de uma


função:
Dada uma função real de variável real f e um intervalo I ⊂ Df, diz-se que o gráfico de f
tem:
• a concavidade (estritamente) voltada para cima em I se Concavidade voltada para cima
dados quaisquer três pontos P, Q e R do gráfico, de ab-
cissas em I, tais que xP < xQ < xR, o declive da reta PQ é
inferior ao da reta QR;
R
P
Q

mPQ < mQR

• a concavidade (estritamente) voltada para baixo em I Concavidade voltada para baixo

se dados quaisquer três pontos P, Q e R do gráfico, de


Q
abcissas em I, tais que xP < xQ < xR, o declive da reta PQ
P
é superior ao da reta QR. R

mPQ > mQR

Sejam f uma função diferenciável num intervalo I e P, Q e R três pontos quaiquer do


respetivo gráfico tais que xP < xQ < xR.
O teorema de Lagrange garante-nos a existência de pontos c1 < c2, com c1 ∈]xP, xQ[ e
c2 ∈]xQ, xR[, tais que f’(c1) = f(xQ) – f(xP) e f’(c2) = f(xR) – f(xQ) .
xQ – xP xR – xQ
Assim:
• se f’ for crescente, isto é, f’(c1) < f’(c2), então o gráfico de f tem a concavidade voltada
para cima;
• se f ’ for decrescente, isto é, f ’(c1) > f ’(c2), então o gráfico de f tem a concavidade
voltada para baixo.

Reciprocamente, se o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima, dados x1 < x2


e h > 0 tal que x1 + h < x2, então:

f(x1 + h) – f(x1) < f(x2) – f(x1 + h) < f(x2 + h) – f(x2)


h x2 – (x1 + h) h

Daqui se conclui que, quando h " 0, f’(x1) < f’(x2), isto é, f’ é crescente.

Analogamente se provaria que se o gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo,


então f’ é decrescente.

35
TEMA III Funções Reais de Variável Real

40 Na figura está
representada a primeira Teorema
derivada de uma função g Seja f uma função diferenciável num intervalo I. O gráfico de f tem:
polinomial.
• a concavidade voltada para cima em I se e somente se f’ for estritamente crescente
y g’
em I;
• a concavidade voltada para baixo em I se e somente se f’ for estritamente decres-
O x cente em I.

Em qual das figuras Deste teorema, decorre imediatamente o seguinte resultado:


seguintes poderá estar
parte da representação
gráfica da função g”?
Teorema
(A) y Seja f uma função duas vezes diferenciável num intervalo I = ]a, b[:
• se f”(x) > 0, ∀ x ∈]a, b[, então o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima;
• se f”(x) < 0, ∀ x ∈]a, b[, então o gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo.
O x

(B) y
Repara que:
• se f”(x) > 0, ∀ x ∈]a, b[, então f’ é estritamente crescente. Logo, pelo primeiro teorema,
O x
o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima neste intervalo;
• se f”(x) < 0, ∀ x ∈]a, b[, então f’ é estritamente decrescente. Logo, pelo primeiro teo-
rema, o gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo neste intervalo.
(C) y

O próximo resultado apresenta um método rápido para identificar máximos e mínimos


relativos a partir do sinal da segunda derivada num ponto:
O x

(D) y
Teorema
Dada uma função f, duas vezes diferenciável num dado intervalo I = ]a, b[, com a < b,
e c ∈]a, b[ tal que f’(c) = 0:
O x
• se f”(c) < 0, f admite um máximo local em c;
• se f”(c) > 0, f admite um mínimo local em c.

PROFESSOR Definição

FRVR12_4.3
FRVR12_4.4
Dada uma função f de domínio D, chama-se ponto de inflexão do gráfico de f ao
FRVR12_4.5 ponto (c, f(c)), onde c ∈D, se existirem números reais a < c e b > c tais que [a, b] ⊂ D
FRVR12_4.6
FRVR12_4.7 e a concavidade do gráfico de f no intervalo [a, c] tiver sentido contrário à concavi-
dade do gráfico de f no intervalo [c, b].
Solução
Neste caso, diz-se que o gráfico de f tem ponto de inflexão em c.
40. Opção (A)

36
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

41 Seja f uma função de


Teorema domínio R tal que a sua
Dada uma função f, duas vezes diferenciável num intervalo I, se o gráfico de f tem segunda derivada é
definida por f” (x) = 4 – x2.
ponto de inflexão em c, então f”(c) = 0.
Em qual das figuras
seguintes poderá estar
parte da representação
Demonstração gráfica da função f?
(A) f
y
Se o gráfico de f tem ponto de inflexão em c, então existem números reais a < c e b > c
tais que [a, b] ⊂ D e a concavidade do gráfico de f no intervalo [a, c] tem sentido contrário
–2 2 x
à concavidade do gráfico de f no intervalo [c, b].
Suponhamos, sem perda de generalidade, que:
(B) y
f
• no intervalo [a, c], o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima;
• no intervalo [c, b], o gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo. –2 2 x

Então, a função f’ é crescente em [a, c] e é decrescente em [c, b]. Como, por hipótese, y
(C)
f”(c) é finita, a função f’ é contínua no ponto c (pois toda a função com derivada finita f
num ponto é contínua nesse ponto).
–2 2 x
Sendo f’ continua em c, crescente em [a, c] e decrescente em [c, b], concluímos que f’
tem um máximo relativo em c. Portanto, f”(c) = 0.
(D) y

f
Esquematizando / Resumindo
–2 2 x

Apresenta-se, a seguir, um método para estudar o sentido das concavidades e os


pontos de inflexão do gráfico de uma função f duas vezes diferenciável:
42 Seja f uma função tal que
1.º Passo: Determinar o domínio da função f. o gráfico de f” é a reta de
equação y = x + 3. Qual
2.º Passo: Determinar a expressão da função segunda derivada, f”.
das afirmações é
3.º Passo: Determinar os zeros da função f”, ou seja, resolver a equação f”(x) = 0. necessariamente
verdadeira?
4.º Passo: Estudar o sinal de f”. (A) f(–3) é máximo de f.

5.º Passo: Construir um quadro no qual se estabelece a relação entre o sinal e os (B) f(–3) é mínimo de f.

zeros da segunda derivada com o sentido das concavidades e os pontos (C) –3 é a abcissa do
ponto de inflexão do
de inflexão do gráfico da função:
gráfico de f.

Dividir o domínio da função em intervalos através dos zeros da (D) O gráfico de f tem a
x concavidade voltada
segunda derivada.
para baixo em R+.
Sinal de f” Preencher com o sinal da segunda derivada.
PROFESSOR
Sentido das
Preencher com o sentido das concavidades e os pontos de infle-
concavidades do FRVR12_4.8
xão do gráfico da função.
gráfico de f
Soluções
6.º Passo: Concluir os intervalos onde o gráfico da função tem a concavidade voltada
41. Opção (D)
para cima e para baixo e a existência de pontos de inflexão.
42. Opção (C)

37
TEMA III Funções Reais de Variável Real

43 Estuda, quanto ao sentido Exercícios resolvidos


das concavidades do seu
gráfico e quanto à 1. Estuda, quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência
existência de pontos de de pontos de inflexão, as funções definidas por:
inflexão, as funções
definidas por: a) f(x) = x4 – 2x3 – 2
a) f(x) = 2x3 + 6x2 – 5x + 1
4 x–3
b) g(x) = x + b) g(x) =
x x+1

Sugestão de resolução

a) • Df = R

• Determinar f’(x):
f’(x) = (x4 – 2x3 – 2)’ = 4x3 – 6x2
Df’ = R

• Determinar f“(x):
f”(x) = (4x3 – 6x2)’ = 12x2 – 12x
Df” = R

• Determinar os zeros de f”:


Em R: f”(x) = 0 ⇔ 12x2 – 12x = 0
⇔ 12x(x – 1) = 0
⇔ 12x = 0 ∨ x – 1 = 0
⇔x=0 ∨ x=1

• Estudar o sinal de f” e o sentido das concavidades do gráfico de f:

x –∞ 0 1 +∞

Sinal de f ” + 0 – 0 +

Sentido das
–2 –3
concavidades ∂ © ∂
P.I. P.I.
do gráfico de f
PROFESSOR

Soluções
Cálculos auxiliares
43.
• f(0) = –2
a) Concavidade voltada para
• f(1) = –3
baixo em ]–∞, –1[ e para cima
em ]–1, +∞[; ponto de inflexão
de coordenadas (–1, 10). O gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em ]–∞, 0[ e em
b) Concavidade voltada para ]1, +∞[ e tem a concavidade voltada para baixo em ]0, 1[; apresenta dois
baixo em ]–∞, 0[ e para cima pontos de inflexão de coordenadas (0, –2) e (1, –3).
em ]0, +∞[; não existem pontos
de inflexão no gráfico de g.

38
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

44 De uma função f, de
domínio R, sabe-se que a
b) • Dg = R\{–1} sua segunda derivada é
dada por:
• Determinar g’(x): f”(x) = (x – 1)3 (x2 – 4)
hx – 3 h’ (x – 3)’ ¥ (x + 1) – (x – 3) ¥ (x + 1)’ hx2 + 1 h (x + 1)2
i
g’(x) = i x + 1 i = = i
j j (x + 1)2 j 2j
Quantos pontos de inflexão
x+1–x+3 tem o gráfico de f?
= =
(x + 1)2 (A) 2
(B) 3
4
= (C) 4
(x + 1)2
(D) 5
Dg’ = R\{–1}

• Determinar g”(x):
h 4 h’ 4’ ¥ (x + 1)2 – 4 ¥ ((x + 1)2)’
g”(x) = i 2 i = =
j (x + 1) j ((x + 1)2)2

0 – 4 ¥ 2(x + 1)
= =
(x + 1)4

–8
=
(x + 1)3

Dg” = R\{–1}

• Determinar os zeros de g”:


–8
Em R\{–1}: g”(x) = 0 ⇔ =0
(x + 1)3

Equação impossível, isto é, g” não tem zeros.

• Estudar o sinal de g” e o sentido das concavidades do gráfico de g:

x –∞ –1 +∞

–8 – – –

(x + 1)3 – 0 +

Sinal de g” + n.d. –

Sentido das
concavidades ∂ n.d. ©
do gráfico de g

O gráfico de g tem a concavidade voltada para cima em ]–∞, –1[ e tem a PROFESSOR
concavidade voltada para baixo em ]–1, +∞[; não existem pontos de in-
Solução
flexão no gráfico de g. (continua)
44. Opção (B)

39
TEMA III Funções Reais de Variável Real

45 Estudos do Ministério da Exercícios resolvidos


Saúde indicam que,
passados t dias da 2. Uma floresta foi atingida por uma praga de insetos. Admite que a área, em milhares
descoberta de um surto de 2t
uma certa estirpe de gripe, de hectares, da região afetada por essa praga é dada por A(t) = .
t2 + 3
o número de centenas de
Nota: Considera que t é medido em anos e que o instante t = 0 corresponde ao início da praga.
pessoas contagiadas era
dado, aproximadamente, a) Determina a área máxima afetada pela praga. Apresenta o resultado em milha-
pela função:
res de hectares, arredondados às unidades.
3t
Q(t) = 1 – 2 ,t≥0
t +4 b) Determina o valor de t para o qual a área da região afetada por essa praga está
a) Determina Q’(3) e a decrescer mais rapidamente.
interpreta o resultado
obtido no contexto da
situação descrita. Sugestão de resolução
Apresenta o resultado
com aproximação às a) • Determinar A’(t):
centésimas.
= 2(t + 23) – 2t2 ¥ 2t =
h 2t h ’ 2
b) Determina em que A’(t) = i i
jt2 + 3j (t + 3)
momento a doença está
a alastrar-se mais 2 6 – 4t2 =
rapidamente. Apresenta
= 2t +
(t + 3)2
2
o resultado com
2+6
= –2t
aproximação às
décimas. (t + 3)2
2

• Determinar os zeros de A’:


2+6
Em R+0: A’(t) = 0 ⇔ –2t = 0 ⇔ –2t2 + 6 = 0
(t + 3)2
2

⇔ t2 = 3
⇔ t = √∫3

t 0 √∫3 +∞

–2t2 + 6 + + 0 –

(t2 + 3)2 + + + +

Sinal de A’ + + 0 –

√∫3
Variação de A Mín. £ 3 ¢
PROFESSOR Máx.

FRVR12_5.1
Cálculo auxiliar

Soluções A(√∫3) = 2√∫3 = 2√∫3 = √∫3 e √∫3 ≈ 0,577


(√∫3)2
+3 6 3 3
45.
a) ≈ 0,09; após 3 dias da
descoberta do surto, o número
de pessoas contagiadas está a O máximo de A é igual a √∫3 , logo a área máxima afetada pela praga é de
aumentar aproximadamente à 3
taxa de 9 pessoas por dia. aproximadamente 577 hectares.
b) 3,5 dias

40
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

b) Para determinar o valor de t para o qual a área da região afetada por essa
praga está a decrescer mais rapidamente, teremos de estudar como varia a
taxa de variação da função A, isto é, teremos de estudar a variação da função
A’.

• Determinar A”(t):
h 2 + 6 h’
A”(t) = i –2t i =
j (t2 + 3)2 j

= –4t(t + 3) – (–2t 2 + 6) 4¥ 2 ¥ (t + 3) ¥ 2t =
2 2 2 2

(t + 3)

= –4t(t + 3) ¥ [(t2 + 3)4 + (–2t + 6)] =


2 2 2

(t + 3)

= –4t ¥2 (–t 3+ 9)
2

(t + 3)

• Determinar os zeros de C”:


Em R+0:
A”(t) = 0 ⇔ – 4t ¥2 (–t 3+ 9) = 0
2

(t + 3)
⇔ – 4t ¥ (–t2 + 9) = 0
⇔ t = 0 ∨ –t2 + 9 = 0
⇔t=0 ∨ t=3

• Estudar o sinal de A” e a variação de A’:

t 0 3 +∞

–4t 0 – – –

–t2 + 9 + + 0 –

(t2 + 3)3 + + + +

Sinal de A” 0 – 0 +

A’(0) A’(3)
Variação de A’ ¢ £ APRENDE FAZENDO
Máx. Mín. Págs. 64, 65, 66, 67, 68,
69, 72, 73 e 75
Exercícios 3, 4, 5, 6, 11,
O mínimo de A’ é atingido quando t = 3. 12, 13, 14, 15, 16, 18, 19,
36, 37, 38, 39, 40, 50 e 51

Conclui-se, assim, que a área da região afetada por essa praga decresce
CADERNO DE EXERCÍCIOS
mais rapidamente quando t = 3. E TESTES
Págs. 28, 29 e 30
Exercícios 9, 10, 11, 12,
13 e 15

41
TEMA III Funções Reais de Variável Real

46 Uma empresa está a 3.4. Problemas de otimização


planear construir um
parque retangular com
A modelação consiste em encontrar funções, a que chamamos modelos, adequadas à
uma área de 5000 m2.
O parque será vedado por resolução de problemas das mais diversas áreas da ciência. No caso particular em que a
uma cerca nos três lados solução do problema reside na determinação de um extremo relativo (máximo ou mí-
não adjacentes à nimo), dizemos que estamos perante um problema de otimização.
autoestrada, como indica
a figura. São os casos, por exemplo, das empresas que querem maximizar o lucro, dos investi-
dores que pretendem maximizar os dividendos e minimizar os riscos, dos viajantes que
x
querem minimizar o tempo gasto para fazer determinado percurso, …
y Parque y
Um método geral para resolver problemas de otimização envolve várias etapas, das
Autoestrada
quais destacamos:
Ler e pensar – Deves ler o enunciado com atenção e pensar. Deves identificar aspetos
essenciais do problema, questionar-te sobre se alguma técnica te parece mais apropriada,
a) Qual é a menor
quantidade de cerca se existem estimativas razoáveis para a resposta, …
que se pode gastar para
Construir um modelo matemático – Certifica-te de que identificaste e interpretaste cor-
vedar este parque?
retamente o problema. Escolhe as variáveis e estabelece relações entre elas. Limita os
b) Que dimensões terá o
parque, nesse caso? domínios das variáveis àqueles para os quais o problema faz sentido.
Aplicar métodos de redução – Verifica se é possível eliminar variáveis por substituição.
Resolver o problema – Resolve o problema usando as técnicas de cálculo.
Interpretar e validar – Depois de resolveres o problema, verifica se a solução faz sentido.

Exercícios resolvidos
47 De todos os retângulos de
perímetro 60 cm,
determina as dimensões 1. Considera os retângulos que se podem inscrever y
do que tem área máxima. no gráfico da função y = 1 – x2, para –1 ≤ x ≤ 1, 1
em que a base se encontra no eixo Ox e os dois
vértices superiores estão sobre o gráfico da função. –1 O 1 x
Determina a maior área possível desses retângulos.
PROFESSOR
y = 1 – x2
FRVR12_5.3

Sugestão de resolução
Simulador
GeoGebra: A central elétrica
Sejam x ∈]0, 1[, 2x o comprimento de cada um dos retângulos que se podem
Soluções construir nas condições referidas e y a sua largura.
46.
a) A menor quantidade de cerca
Determinemos uma expressão da área dos retângulos em função de x:
que se pode gastar é 200 m.
A(x) = x × y
b) O parque terá 100 m de
comprimento por 50 m de A(x) = 2x(1 – x2) = 2x – 2x3, com x ∈]0, 1[
largura.
47. Comprimento e largura
A’(x) = (2x – 2x3)’ = 2 – 6x2
iguais a 15 cm.

42
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

48 Pretende-se fazer chegar


um cabo de energia de
A’(x) = 0 ⇔ 2 – 6x2 = 0 ⇔ x2 = 1 uma central elétrica até
3
uma fábrica localizada do
⇔x= 1 ∨ x=– 1 outro lado de um rio, que
√∫3 √∫3 tem 900 metros de largura.

⇔ x = √∫3 ∨ x = – √∫3
3 3 P x

x 0 √∫3 1
900 m
3
Sinal de A’ n.d. + 0 – n.d.

4√∫3 3000 m
Variação de A n.d. £ 9 ¢ n.d. Sabe-se que a fábrica se
Máx. encontra a 3000 metros
da central, medidos como
Cálculo auxiliar
se encontra na figura, e
que o custo para fazer
h h h h 3
A i √∫3 i = 2 ¥ √∫3 – 2 i √∫3 i = 2√∫3 – 2√∫3 = 4√∫3 passar o cabo por terra é
j3j 3 j 3 j 3 9 9
de 4 euros por metro,
enquanto o custo de fazer
O valor máximo da área é 4√∫3 . passar o cabo debaixo de
9 água é de 5 euros por
metro. Nestas condições,
determina a trajetória mais
2. Pretende-se construir uma caixa, sem tampa, a partir económica e indica o seu
de um pedaço de cartolina de 6 cm por 6 cm, cor- custo.

tando quadrados nos cantos e dobrando os lados para


cima. Seja x o lado dos quadrados recortados.
Determina o valor de x que maximiza o volume da
caixa e calcula o volume máximo.

APRENDE FAZENDO
Sugestão de resolução Págs. 70, 74 e 75
Exercícios 25, 26, 41, 42,
A base da caixa é um quadrado de lado 6 – 2x e a altura 43, 44, 52, 53 e 54
da caixa é x. Logo:
6 CADERNO DE EXERCÍCIOS
V(x) = (6 – 2x)2 x = E TESTES

x x Pág. 31
= (36 – 24x + 4x2)x = Exercícios 18, 19, 20 e 21
x x
= 4x3 – 24x2 + 36x, com x ∈]0, 3[ 6

PROFESSOR
V’(x) = (4x3 – 24x2 + 36x)’ = 12x2 – 48x + 36
Solução
V’(x) = 0  12x2 – 48x + 36 = 0 48. O custo mínimo é de
14 700 € e, para tal, o cabo
 x2 – 4x + 3 = 0
deve percorrer em linha reta e
 x = 4 ± √∫4 por terra 1800 metros, desde a
2 central até ao ponto P marcado
x=1 ∨ x=3 na figura, e só depois passar
(continua)
debaixo de água até à fábrica.

43
TEMA III Funções Reais de Variável Real

49 Um depósito cilíndrico vai Exercícios resolvidos


ser construído para
suportar determinado
volume fixo V0. O custo
do material usado nas x 0 1 3
bases do cilindro é de
3 cêntimos por metro Sinal de V’ n.d. + 0 – n.d.
quadrado e o custo do
material usado na parte 16
Variação de V n.d. £ ¢ n.d.
lateral do cilindro é de Máx.
2 cêntimos por metro
quadrado. Cálculo auxiliar
Qual deve ser a relação V(1) = 4 – 24 + 36 = 16
entre o raio da base e a
altura do cilindro de modo O volume da caixa é máximo quando x = 1 e, nesse caso, o volume da caixa
a que o custo de produção
é 16 cm3.
seja o menor possível?

50 Numas águas-furtadas, 3. Pretende-se construir um recipiente cilíndrico com a capacidade de 12 litros, gas-
pretende-se abrir uma tando a menor quantidade possível de um dado material.
janela retangular de área
Considerando desprezável a espessura do material, determina qual deverá ser a
máxima. A janela deve ser
aberta numa fachada em medida do raio da base do recipiente.
forma de triângulo
isósceles, e dois dos
respetivos lados devem ser Sugestão de resolução
paralelos à base do
triângulo, como se ilustra 12 l = 12 dm3
V = pr2 ¥ h, logo pr2 ¥ h = 12 ⇔ h = 122 .
na figura. Representando
esta fachada por [ABC], pr
A–B = A–C, determina as Assim:
dimensões da janela em
função da base a = B–C e A(r) = 2pr ¥ 122 + 2 ¥ pr2 = 24 + 2pr2, r > 0
pr r
da altura b = A–H do
h h
triângulo (onde H é, A’(r) = i 24 + 2pr2i ’ = – 24 + 4pr
portanto, o ponto médio j r j r2
do segmento de reta [BC]). 3
A A’(r) = 0 ⇔ – 24
2
+ 4pr = 0 ⇔ –24 +2 4pr = 0
r r
b
⇔ – 24 + 4pr3 = 0 ∧ r2 ≠ 0
H ⇔ r3 = 6 ∧ r ≠ 0
B
a
C p
Caderno de Apoio às Metas
Curriculares, 12.º ano
⇔r=3 6
p √∫
PROFESSOR

Simulador
r 0 √∫ 6p
3 +∞

GeoGebra: O triângulo de área mínima


Sinal de A’ n.d. – 0 +
Soluções
49. O custo total é minimizado Variação de A n.d. ¢ Mín. £
se a altura do cilindro for três
vezes superior ao raio da base.

50. Comprimento:
a
2
A medida do raio da base deverá ser 3 6 dm
p √∫
b
Largura:
2

44
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

3.5. Estudo completo de funções


Ao longo dos últimos anos estudaste mais aprofundadamente algumas funções reais de
variável real, como a função afim, a função quadrática e outras funções polinomiais.
Estudaste também a função módulo, as funções racionais e as funções potências de
expoente racional. Ainda este ano vamos ampliar o estudo deste tema, trabalhando com
as funções exponencial e logarítmica.
De momento, pretende-se que sejas capaz de combinar todos os conceitos trabalhados
acerca de funções, como é o caso do conceito de limite, de continuidade e de derivada,
e que consigas esboçar o gráfico de uma função definida analiticamente.
Para tal, deves começar por determinar o respetivo domínio e depois, sempre que pos-
sível, os zeros, os intervalos de monotonia, os extremos locais e absolutos, o sentido das
concavidades, os pontos de inflexão e as assíntotas ao respetivo gráfico.

Exercícios resolvidos 51 Estuda e representa


graficamente as funções
1. Estuda e esboça o gráfico da função f definida por: definidas por:
2
a) f(x) = 2
1 x +3
f(x) =
x2 + 1 x2
b) g(x) =
x2 – 1
x2 + x + 1
c) h(x) =
Sugestão de resolução 2x + 1

• Domínio:
Df = {x ∈R: x2 + 1 ≠ 0} = R

condição universal em R

• Zeros:
f(x) = 0 ⇔ 1 =0
x2 + 1
1 = 0 é uma equação impossível, logo a função f não tem zeros.
x2 + 1

• Intervalos de monotonia e extremos locais e absolutos:


h h’
f’(x) = i 2 1 i =
jx + 1j

= (1)’ ¥ (x + 1) – 1 ¥ (x2 + 1)’ =


2

(x2 + 1)2 PROFESSOR

= 2–2x 2
(x + 1) FRVR12_5.2

f’(x) = 0 ⇔ –2x = 0
(x2+ 1)2 Simulador
GeoGebra: Estudo de uma função
⇔ –2x = 0 ∧ (x2
+ ≠0 1)2

Soluções
condição universal em R
⇔x=0 (continua)
51. Consultar nas páginas 160 e
161.

45
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Exercícios resolvidos

x –∞ 0 +∞

–2x + 0 –

(x2 + 1)2 + + +

Sinal de f’ + 0 –

1
Variação de f £ ¢
Máx.

Cálculo auxiliar

f(0) = 1 =1
02 + 1

f é estritamente crescente em ]–∞, 0] e estritamente decrescente em [0, +∞[.


1 é máximo relativo (absoluto) em 0.

• Sentido das concavidades e pontos de inflexão do gráfico de f:


h –2x h ’
f”(x) = i i =
j (x2 + 1)2 j

= (–2x)’ ¥ (x + 1)2 – (–2x) ¥ ((x2 + 1)2)’ =


2 2
2
((x + 1) ) 2

2 2
= –2(x + 1) + 2x ¥ 2(x2 + 1) ¥ 2x =
(x + 1)4
2

2 2 + 1) + 4x2]
= 2(x + 1) [–(x , colocando em evidência 2(x2 + 1)
(x + 1)4
2

= 2 ¥ (–x2 – 1 +
2 4x2) =
(x + 1) 3

2–2
= 6x
(x + 1)3
2

2–2
f”(x) = 0 ⇔ 6x =0
(x2 + 1)3

⇔ 6x2 – 2 = 0 ∧ (x2 + 1)3 ≠ 0



⇔ x2 = 1 condição universal em R
3

⇔x=± 1
√∫3

⇔ x = √∫3 ∨ x = – √∫3
+ +
3 3 √∫3 – √∫3 x

3 3

46
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

x –∞ – √∫3 √∫3 +∞
3 3
Cálculos auxiliares
6x2 – 2 + 0 – 0 +
h h 1
• f i– √∫3 i = =
(x2 + 1)3 + + + + + j 3 j h √∫3 h 2
i – i + 1
j 3 j

Sinal de f” + 0 – 0 + 1 1
= = = 3
1 +1 4 4
Sentido das 3 3
concavidades ∂ P.I. © P.I. ∂ h h 1
• f i √∫3 i = = 3
do gráfico de f j 3 j h √∫3 h 2 4
i i +1
j 3 j

È È
O gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em Í –∞, – √∫3 Í e em
Î 3 Î
È √∫3 È È È
Í , +∞ Í e tem a concavidade voltada para baixo em Í – √∫3 , √∫3 Í.
Î 3 Î Î 3 3 Î

h h hh h h h h hh h h
Os pontos de coordenadas i– √∫3 , f i– √∫3i i = i– √∫3 , 3 i e i√∫3 , f i√∫3i i = i√∫3 , 3 i
j 3 j 3 jj j 3 4j j3 j 3 jj j 3 4j
são pontos de inflexão do gráfico de f.

• Assíntotas ao gráfico de f:
f é contínua no seu domínio, R, por se tratar de uma função racional; como
tal, o seu gráfico não admite assíntotas verticais.

lim f(x) = lim 1 = 1 =0


x Æ +∞ x Æ +∞ x2 + 1 +∞

lim f(x) = lim 1 = 1 =0


x Æ –∞ x Æ –∞ x2 + 1 –∞

Conclui-se assim que a reta de equação y = 0 é assíntota horizontal ao gráfico


de f para x " +∞ e para x " –∞.

• Representação gráfica:
Com o estudo analítico que acabamos de efetuar, conseguimos esboçar o
gráfico da função f definida por f(x) = 2 1 .
x +1

y
1

3
f 4

√∫3 O √∫3 x

3 3

(continua)

47
TEMA III Funções Reais de Variável Real

52 Esboça o gráfico das Exercícios resolvidos


funções definidas pelas
seguintes expressões. 2. Estuda e esboça o gráfico da função g definida por:
1–x
a) f(x) =
1+x g(x) = x
x2 x2 – 9
b) f(x) =
x–1
x Sugestão de resolução
c) f(x) =
x2 – 4
Caderno de Apoio às Metas • Domínio: Cálculo auxiliar
Curriculares, 12.º ano
Dg = {x ∈R: x2 – 9 ≠ 0} = R\{–3, 3} x2 – 9 = 0 ⇔ x2 = 9
⇔ x = –3 ∨ x = 3
• Zeros:
g(x) = 0 ⇔ x =0
x2 – 9
⇔ x = 0 ∧ x2 – 9 ≠ 0
⇔x=0
0 é o único zero da função g.
• Intervalos de monotonia e extremos locais e absolutos:
g’(x) = i 2 x i =
h h’
jx – 9j

= (x)’ ¥ (x – 9) – x ¥ (x2 – 9)’ =


2

(x – 9)2
2

= x – 92 – x ¥2 2x =
2
PROFESSOR
(x – 9)
Soluções
2
52. = –x2 – 92 =
(x – 9)
a)

= – x2 + 92
y 2
f (x – 9)
5
–3 –2 –1 Observa-se que g’(x) < 0, ∀ x ∈Dg, logo a função g é estritamente decres-
1 2x cente em ]–∞, –3[, em ]–3, 3[ e em ]3, +∞[ e não tem extremos relativos.
–5
• Sentido das concavidades e pontos de inflexão do gráfico de g:
–10
g”(x) = i– x2 + 92 i =
h 2 h’
b) j (x – 9) j
y
= – (x + 9)’ ¥ (x – 9)2 – (x 2 +2 9) ¥ ((x – 9) )’ =
f 2 2 2 2 2 2
10
((x – 9) )
5
= – 2x ¥ (x – 9) – (x2 + 9)4¥ 2(x – 9) ¥ 2x =
2 2 2 2

–1 1 2x (x – 9)
–5 2 2 2
= – 2x(x – 9) [(x2 – 9)4– 2(x + 9)] (colocando em evidência 2x(x2 – 9))
(x – 9)
c)
2 2
y = – 2x[x – 92 – 2x3 – 18] =
3 f (x – 9)
2 2 – 27)
1 = – 2x(–x =
(x – 9)3
2
–4 –2 –1 2 4x
2
–2 = 2x(x2 + 27)
–3 (x – 9)3

48
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

2
g”(x) = 0 ⇔ 2x(x2 + 27) =0
(x – 9)3

⇔ 2x (x2 + 27) = 0 ∧ (x2 – 9)3 ≠ 0


⇔ (2x = 0 ∨ x2 + 27 = 0) ∧ x2 – 9 ≠ 0
⇔ (x = 0 ∨ x2 = –27) ∧ x ≠ –3 ∧ x ≠ 3

condição impossível em R

⇔x=0

x ∞
–∞ –3 0 3 +∞

2x – n.d. – 0 + n.d. +

x2 + 27 + n.d. + + + n.d. +
Cálculo auxiliar

(x2 – 9)3 + n.d. – – – n.d. +


+ +
Sinal de g” – n.d. + 0 – n.d. +
–3 – 3 x

Sentido das
concavidades © n.d. ∂ P.I. © n.d. ∂
do gráfico de g

O gráfico de g tem a concavidade voltada para baixo em ]–∞, –3[ e em ]0, 3[


e tem a concavidade voltada para cima em ]–3, 0[ e em ]3, +∞[.
O ponto de coordenadas (0, g(0)) = (0, 0) é ponto de inflexão do gráfico de g.

• Assíntotas ao gráfico de g:
g é contínua no seu domínio, R\{–3, 3}, por se tratar de uma função racional.
Assim, só as retas de equação x = –3 e x = 3 são candidatas a assíntotas ver-
ticais ao gráfico de g:

lim g(x) = lim+ x = 3 = +∞


x Æ 3+ xÆ3 x2 – 9 0+

lim g(x) = lim– x = 3 = –∞


x Æ 3– xÆ3 x2 – 9 0–

lim g(x) = lim + x = –3 = +∞


x Æ –3+ x Æ –3 x2 – 9 0–

lim g(x) = lim – x = –3 = –∞


x Æ –3– x Æ –3 x2 – 9 0+

Conclui-se assim que as retas de equação x = 3 e x = –3 são as únicas assín-


totas verticais ao gráfico de g.

(continua)

49
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Exercícios resolvidos

h∞h x 1
i i
x j∞j x2 x
lim g(x) = lim 2 = lim 2 = lim = 0 =0
x Æ +∞ x Æ +∞ x – 9 x Æ +∞ x 9 x Æ +∞ 9 1–0
– 1– 2
x2 x2 x

h∞h x 1
i i
x j∞j x2 x 0 =0
lim g(x) = lim = lim = lim =
x Æ –∞ x Æ –∞ x2 – 9 x Æ –∞ x2 – 9 x Æ –∞
1 – 92 1–0
x2 x2 x
Conclui-se assim que a reta de equação y = 0 é assíntota horizontal ao gráfico
de g quando x " +∞ e quando x " –∞.

53 Esboça o gráfico das


• Representação gráfica:
funções definidas pelas Com o estudo analítico que acabámos de efetuar, conseguimos esboçar o
gráfico da função g definida por g(x) = 2 x .
seguintes expressões.
a) f(x) = √∫x2∫ ∫ ∫–∫ ∫1 x –9
|x + 3| y
b) f(x) = g
2x + 1
Caderno de Apoio às Metas
Curriculares, 12.º ano

–3 O 3 x

3. Estuda e esboça o gráfico da função h definida por:

PROFESSOR h(x) = √∫x∫2∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2


Soluções
53. Sugestão de resolução
a)
y • Domínio:
10 f
8 Dh = {x ∈R: x2 – 3x + 2 ≥ 0} = ]–∞, 1] ∪ [2, +∞[
6
Cálculo auxiliar
4

x2 – 3x + 2 = 0 ⇔ x = 3 ± √∫(∫–∫3∫)∫ ∫ ∫–∫ 4
∫ ∫ ∫¥∫ ∫1∫ ¥
∫ ∫2

2 2

2¥1
–10 –5 –1 1 5 10 x
b) ⇔x= 3+1 ∨ x= 3–1
2 2
y
⇔x=2 ∨ x=1
4
2 f + +
–5 –4 –3 –2 –1
1 x 1 – 2 x
–2
–4

50
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

• Zeros:
h(x) = 0 ⇔ √∫x2∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2
∫ =0
⇔ x2 – 3x + 2 = 0
⇔x=2 ∨ x=1
1 e 2 são os zeros da função h.

• Intervalos de monotonia e extremos locais e absolutos:


h’(x) = (√∫x2∫ ∫ –∫ ∫3∫x∫ +
∫ ∫ ∫2)’ =

h 1h ’
= ij(x2 – 3x + 2) 2 ij =
1
= 1 (x2 – 3x + 2) 2 ¥ (x2 – 3x + 2)’ =
–1
2
1
= 1 (x2 – 3x + 2) 2 ¥ (2x – 3) =

2

= 2x – 3
2√∫x2∫ ∫ ∫–∫ 3
∫ ∫x∫ +
∫ ∫ ∫2

h’(x) = 0 ⇔ 2x – 3 =0
2√∫x∫2∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2

⇔ 2x – 3 = 0 ∧ x2 – 3x + 2 > 0

⇔ x = 3 ∧ (x < 1 ∨ x > 2)
2

condição impossível

Verifica-se, então, que h’ não tem zeros.

x –∞ 1 2 +∞

2x – 3 – – + +

2√∫x∫2∫ ∫–∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2


∫ + 0 0 +

Sinal de h’ – n.d. n.d. +

0 0
Variação de h ¢ £
Mín. Mín.

h é estritamente decrescente em ]–∞, 1] e estritamente crescente em [2, +∞[.


0 é um mínimo relativo (absoluto) em 1 e em 2.

(continua)

51
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Exercícios resolvidos

• Sentido das concavidades e pontos de inflexão do gráfico de h:


h 2x – 3 h’
h”(x) = i i =
j 2√∫x2
∫ ∫ ∫–∫ 3
∫ ∫x∫ +
∫ ∫ ∫2 j

(2x – 3)’ ¥ (2√∫x2∫ ∫–∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2


∫ ) – (2x – 3) ¥ (2√∫x2∫ ∫ ∫–∫ 3 ∫ ∫ ∫2)’
∫ ∫x∫ +
(*) Recorda que (√∫x2∫ ∫ ∫–∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ ∫2)’ = = (*)
já tinha sido calculado (2√∫x2∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2∫ )2
anteriormente.
2 ¥ (2√∫x2∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2
∫ ) – (2x – 3) ¥ 2 ¥ 2x – 3
2√∫x2∫ ∫ ∫–∫ 3
∫ ∫x∫ +
∫ ∫ ∫2
= =
4(x2 – 3x + 2)
2
4(√∫x2∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2
∫ ) – (2x – 3)2
√∫x2∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2

= =
4(x2 – 3x + 2)
2 2
= 4(x – 3x + 2) – (2x – 3) =
4(x2 – 3x + 2)√∫x2∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2

2 2
= 4x – 12x + 8 – 4x + 12x – 9 =
4(x2 – 3x + 2)√∫x2∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2

= –1
4(x2 – 3x + 2)√∫x2∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2

Verifica-se que h”(x) < 0, ∀ x ∈]–∞, 1[ ∪ ]2, +∞[, logo o gráfico de h apre-
senta a concavidade voltada para baixo em ]–∞, 1[ e em ]2, +∞[ e não apre-
senta pontos de inflexão.

• Assíntotas ao gráfico de h:
h é contínua no seu domínio, ]–∞, 1] ∪ [2, +∞[, por se tratar da composta
da função raiz quadrada com uma função polinomial e, como tal, o seu grá-
fico não admite assíntotas verticais.

Recorda Assíntotas não verticais:

• (√∫x ) = x, ∀ x ∈R+0
2

m = lim h(x) = lim √∫x∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2


2 ∫ j∞ j
= lim
h∞h
i i √∫x 2 hi1
j ∫
x x j
h
– 3 + 22 i
=
• √∫x2 = |x|, ∀ x ∈R x Æ +∞ x x Æ +∞ x x Æ +∞ x
x se x ≥ 0


• |x| =
–x se x < 0

= lim
√∫x2 ¥ √∫1 – 3x ∫+ x2 2
= lim
|x| ¥ √∫1 – 3x ∫+ x2 2
=
x Æ +∞ x x Æ +∞ x

PROFESSOR x¥ √∫1 – 3x ∫+ x2 2
= lim
x Æ +∞ x
= lim
x Æ +∞ √∫1 – 3x ∫+ x2 = √∫1∫ –∫ ∫ ∫0∫ ∫+∫ 0∫ = 1
2
Simulador
GeoGebra: Assíntotas não verticais

52
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

b = lim (h(x) – mx) = lim (√∫x2∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2


∫ – x) =
x Æ +∞ x Æ +∞

= lim
(√∫x2∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2∫ – x) ¥ (√∫x∫2∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2∫ + x) = lim x2 – 3x + 2 – x2 =
x Æ +∞ x Æ +∞
(√∫x2∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2∫ + x) √∫x2∫ ∫ ∫–∫ 3
∫ ∫x∫ +
∫ ∫ ∫2 + x

–3x + 2 –3 + 2
x x
= lim = lim =
x Æ +∞ x Æ +∞

√∫ h
x2 i1
j ∫ h
– 3 + 22 i
x x j x
√∫x2 ¥ √∫ 1 – 3 + 22
x x ∫
+1
+
x x x

–3 + 2 –3 + 2
x x
= lim = lim =
x Æ +∞ x Æ +∞
|x| ¥ √∫ 1 – 3 + 22
x x ∫+1
x¥ √∫ 1 – 3 + 22
x x ∫
+1
x x

–3 + 2
x –3 + 0
= lim = =
x Æ +∞
√∫1∫ –∫ ∫ ∫0∫ +
∫ ∫ ∫0 + 1
√∫ 1 – 3 + 22 + 1
x x ∫
=– 3
2

A reta de equação y = x – 3 é assíntota oblíqua ao gráfico de h para x " +∞.


2
Analogamente se calcula m = lim h(x) = –1 e b = lim (h(x) – mx) = 3 ,
x Æ –∞ x x Æ –∞ 2
3
concluindo que a reta de equação y = –x + é assíntota oblíqua ao gráfico
2
de h para x " –∞.

• Representação gráfica:
Com o estudo analítico que acabámos de efetuar, conseguimos esboçar o
gráfico da função h definida por h(x) = √∫x2∫ ∫ –∫ ∫ ∫3∫x∫ ∫+∫ 2
∫ .
y

h
3
2

O x APRENDE FAZENDO
1 2
Pág. 74
Exercício 45
– 3
2
CADERNO DE EXERCÍCIOS
E TESTES
Pág. 30
Exercício 16

53
TEMA III Funções Reais de Variável Real

54 Um ponto P desloca-se 3.6. Aplicar a noção de derivada à cinemática do ponto


sobre uma reta numérica
cuja unidade é o
Já sabias que, se uma função f indica a distância percorrida por um móvel, que se des-
centímetro. A abcissa
(nessa reta) da respetiva loca num percurso linear, em função do tempo, a taxa média de variação de f, no intervalo
posição no instante t, em [a, b], é a velocidade média do móvel entre os instantes a e b, e a derivada de f em a é a
segundos, é dada por: velocidade do móvel em a.
p(t) = 2t3 – 4t2 + 5
Consideremos o seguinte exercício resolvido.
a) Determina a velocidade
média do ponto P entre
os instantes t = 0 e t = 3.
Exercício resolvido
b) Calcula a velocidade no
instante t = 3.
Uma partícula desloca-se sobre uma reta numérica cuja unidade é o metro. A abcissa
c) Determina a aceleração
média entre os instantes
(nessa reta) da respetiva posição no instante t, em segundos, é dada por:
t = 2 e t = 3. p(t) = 4t2 + 20t
d) Supondo que o ponto
esteve em movimento a) Determina a velocidade média entre os instantes t = 0 e t = 2.
durante 1 minuto,
b) Calcula a velocidade no instante t = 2.
estuda a variação da
velocidade, c) Supondo que a partícula esteve em movimento entre os instantes t = 0 e t = 8, qual
determinando o instante
é a velocidade máxima atingida? Qual é a aceleração da partícula nesse instante?
em que atinge a
velocidade mínima e Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano
indicando a aceleração
nesse instante.
Sugestão de resolução

p(2) – p(0) = 56 – 0 = 28 m/s


a) t.m.v.[0, 2] =
2–0 2
A velocidade média da partícula entre os instantes t = 0 e t = 2 é de 28 me-
tros por segundo.
PROFESSOR
b) A velocidade no instante t = 2 é igual a p’(2):
FRVR12_5.4 p’(t) = 8t + 20
Caso não tenha abordado, no
p’(2) = 8 ¥ 2 + 20 = 36 m/s
11.º, os descritores FRVR11 A velocidade no instante t = 2 é igual a 36 metros por segundo.
(6.1, 6.2 e 9.2), deverá fazê-lo
neste momento.
In Orientações de gestão curricular c) Pretende-se determinar a velocidade máxima entre os instantes t = 0 e t = 8,
para o Programa e Metas Curriculares
de Matemática A,
isto é, determinar o máximo da função p’; para tal, determinemos a derivada
10.º, 11.º e 12.º Anos de p’:
Soluções p”(t) = 8
54.
a) 6 cm/s b) 30 cm/s c) 22 cm/s2
Como p”(t) > 0, ∀ t ∈[0, 8], então p’ é estritamente crescente em [0, 8]. Logo,
d) A velocidade diminui no p’(8) é o máximo no intervalo considerado, ou seja, a partícula atinge a ve-
intervalo de tempo ÈÍ 0, ÈÍ e
2 locidade máxima em t = 8.
Î 3Î
aumenta no intervalo de tempo A aceleração da partícula no instante t = 8 é igual à derivada de p’ em t = 8:
È 2 , 60È ; atinge a velocidade
Í Í p”(8) = 8
Î3 Î 2
mínima em t = e, nesse
3 A aceleração da partícula no instante t = 8 é igual 8 m/s2.
instante, a aceleração é igual a
0 cm/s2.

54
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

Formalizemos o conceito de aceleração presente no exercício anterior. 55 Um projétil é lançado


verticalmente para cima
Fixemos um instante T0 para origem das medidas de tempo, uma unidade de tempo T, com uma velocidade
uma reta numérica r, com unidade de comprimento L, e um intervalo I ⊂ R, não vazio e de 120 m/s. Sabe-se que
a sua altura, em metros,
reduzido a um ponto. t segundos após o seu
lançamento, é dada pela
Seja p a função posição de um ponto P que se desloca na reta r durante um intervalo expressão:
de tempo I, e t1 e t2 dois instantes de I, a aceleração média de P no intervalo de tempo h(t) = –4,9t2 + 120t
[t1, t2] na unidade L/T2 é a taxa média de variação de p’ entre t1 e t2: a) Determina o instante e
com que velocidade o
p’(t2) – p’(t1) projétil atingiu o solo.
t2 – t1 Apresenta os valores
com aproximação às
Para t ∈I, a aceleração instantânea de P no instante t na unidade L/T2 é a derivada de décimas.
segunda ordem de p em t, p”(t), caso exista. b) Determina a altura
máxima alcançada pelo
projétil. Apresenta o
valor pedido
Notas arredondado às
centésimas.
• Se p(t) é medida em centímetros e t é medido em segundos, então a unidade de c) Determina a aceleração
medida da aceleração é centímetros por segundo ao quadrado. média de h no intervalo
de tempo [2, 4].
• Se p(t) é medida em quilómetros e t é medido em horas, então a unidade de medida
d) Determina a aceleração
da aceleração é quilómetros por hora ao quadrado, isto é, a unidade da aceleração
num instante arbitrário t.
é a unidade de p’(t) por unidade de t.

3.7. Resolução de problemas envolvendo


a determinação de valores aproximados
de soluções de equações da forma f (x) = g (x),
CADERNO DE EXERCÍCIOS
utilizando uma calculadora gráfica E TESTES
Pág. 30
Exercício 14
Nesta unidade vamos estudar a resolução de equações da forma f(x) = g(x) utilizando
uma calculadora gráfica, que, apesar de ser um instrumento muito útil, tem as suas limi-
tações. PROFESSOR

FRVR12_4.9
As calculadoras gráficas e outros recursos tecnológicos apenas permitem obter valores FRVR12_5.5
(em geral aproximados) de abcissas e ordenadas de um número finito de pontos do gráfico
de uma dada função. O facto de se observar com um desses recursos uma interseção de Soluções
55.
representações de gráficos de duas dadas funções f e g não garante só por si que os grá-
a) t = 24,5 s; v(24,5) = –120,1 m/s
ficos se intersetem de facto ou que as coordenadas desses pontos de interseção, observados b) 734,69 m
nas referidas representações gráficas, sejam aproximações adequadas das coordenadas c) –9,8 m/s2
de eventuais reais pontos de interseção dos gráficos de f e g. d) a(t) = v’(t) = –9,8 m/s2

55
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Por exemplo, sabes que o gráfico da função 1 não interseta os eixos Ox e Oy e, no en-
56 Considera as funções f e g x
definidas por f(x) = √∫x e tanto, a sua representação gráfica pode levar-te a concluir, erradamente, que sim.
3
g(x) = 2 .
x +3
a) Mostra que a equação
f(x) = g(x) tem pelo
menos uma solução no
intervalo ]0, 1[.
b) Mostra que a função f é
crescente e a função g é
decrescente no
intervalo ]0, 1[.
c) Utilizando as alíneas
Note-se que, apenas com as informações referidas, não é ainda possível concluir, em
anteriores, prova que os
gráficos das funções se
geral, que os valores das ordenadas dos pontos de interseção observados nas representa-
intersetam num único ções gráficas sejam aproximações adequadas dos valores de f e g nos reais pontos de in-
ponto de abcissa no terseção dos gráficos: os valores dessas funções poderiam oscilar fortemente na vizinhança
intervalo ]0, 1[ e, de uma solução da referida equação f(x) = g(x).
utilizando a calculadora
gráfica, determina um
valor aproximado às Um caso interessante em que, pelo contrário, se podem extrair tais conclusões ocorre
centésimas para as quando, além do que se supôs, f e g são estritamente monótonas em [a, b], já que, nesse
coordenadas desse caso, os valores de f e g em a e b enquadram eles próprios os valores das funções numa
ponto. Explica por que
razão se pode garantir a
solução da referida equação; além disso, essa monotonia permite garantir a unicidade do
validade do resultado ponto de interseção dos gráficos no referido intervalo e utilizar, com confiança, os resul-
obtido. tados observados em intervalos contendo o ponto de interseção. Os intervalos podem ser
Reproduz o gráfico, ou tão pequenos quanto a capacidade da calculadora o permitir, já que nesses intervalos te-
os gráficos,
visualizado(s) na
remos os mesmos resultados de monotonia e de comparação das duas funções nos res-
calculadora, petivos extremos que supusemos para o intervalo inicial [a, b].
devidamente
identificado(s), No entanto, é possível em muitos casos garantir a priori que o que se observa nas re-
incluindo o referencial.
Assinala o ponto em
presentações gráficas obtidas, por exemplo, nas calculadoras, corresponde de facto a
que te baseaste para dar aproximações até determinada ordem decimal, de abcissas e ordenadas de pontos de in-
a tua resposta. terseção de gráficos de duas dadas funções f e g.

Um dos instrumentos teóricos que pode ser utilizado para esse efeito é o teorema dos
valores intermédios para funções contínuas; por exemplo, se f e g forem contínuas em
determinado intervalo [a, b] e f(a) < g(a), mas f(b) > g(b), então é seguro que os gráficos
de f e g se intersetem em pelo menos um ponto do intervalo ]a, b[.

Deste modo, com a informação a priori de que as funções f e g são contínuas, podemos
depois utilizar uma calculadora gráfica ou uma folha de cálculo para examinar os grá-
ficos de f e g e, se detetarmos intervalos como o intervalo [a, b] acima referido, podemos
PROFESSOR
concluir que determinados pontos de interseção observados nas representações obtidas
para os gráficos de f e g têm por abcissa aproximações de soluções da equação f(x) = g(x)
FRVR12_5.5
até uma determinada casa decimal.
Solução
Adaptado de Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano
56
c) (0,72; 0,85)

56
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

Exercícios resolvidos

1. Considera as funções f e g definidas por:

f(x) = (x – 2)3 e g(x) = 1 – 1


x

Pretende-se estudar as possíveis interseções dos gráficos de f e g no intervalo ]1, 2[,


obtendo valores aproximados para as abcissas e ordenadas dos pontos de inter-
seção. Para o efeito, resolve as seguintes alíneas.

a) Mostra que a função f é crescente e a função g é decrescente no intervalo ]1, 2[.

b) (*) Utilizando a alínea anterior, prova que os gráficos das funções se intersetam (*) grau de dificuldade elevado
num único ponto de abcissa no intervalo ]1, 2[ e, utilizando a calculadora gráfica,
determina um valor aproximado às centésimas para as coordenadas desse ponto,
explicando por que razão se pode garantir a validade do resultado obtido.
57 Considera a função f, de
domínio R, definida por:
Adaptado de Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano
f(x) = x4 + x3 + 5x – 1
a) Indica, justificando
analiticamente, o valor
Sugestão de resolução
lógico da seguinte
proposição:
a) • Df = R
∃ c ∈]–3, –2[: f(c) = 0
• f’(x) = ((x – 2)3)’ = b) Utilizando a
calculadora gráfica,
= 3(x – 2)2 ¥ (x – 2)’ = determina um valor
aproximado às
= 3(x – 2)2 milésimas do valor de c,
referido na alínea
Como f’(x) ≥ 0, ∀ x ∈R, conclui-se que f é crescente em R; em particular, é anterior.
crescente em ]1, 2[. Reproduz o gráfico,
ou os gráficos,
visualizado(s) na
• Dg = R\{0}
calculadora,
devidamente
h h
• g’(x) = i 1 – 1i ’ = – 12 identificado(s),
jx j x incluindo o referencial.
Assinala o ponto em
Como g’(x) < 0, ∀ x ∈R\{0}, conclui-se que g é decrescente em ]–∞, 0[ e
que te baseaste para dar
em ]0, +∞[; em particular, é decrescente em ]1, 2[. a tua resposta.

b) Observa-se que f e g se intersetam em pelo menos um ponto do intervalo


]1, 2[, já que neste intervalo ambas as funções são contínuas (f é uma função
polinomial e g é uma função racional), f(1) < g(1) e f(2) > g(2). Logo,
f(1) – g(1) < 0 e f(2) – g(2) > 0 (ver cálculos auxiliares). PROFESSOR
(*) Os graus de dificuldade elevados
Cálculos auxiliares
correspondem a desempenhos que não
3
• f(1) = (1 – 2) = –1 • g(1) = 1 – 1 = 0 serão exigíveis à totalidade dos alunos.
1
Soluções
• f(2) = (2 – 2)3 = 0 • g(2) = 1 – 1 = – 1 57.
2 2
a) Proposição verdadeira.
(continua)
b) –2,165

57
TEMA III Funções Reais de Variável Real

58 Considera a função g Exercícios resolvidos


definida por
g(x) = 2 – √∫x∫ ∫+∫ ∫5.
Sejam A e B os pontos do Portanto, o teorema dos valores intermédios garante que f – g tem que se
gráfico de g de abcissas, anular em pelo menos um ponto do intervalo ]1, 2[. Além disso, f e g são
respetivamente, –1 e 1.
estritamente monótonas no intervalo considerado, como ficou provado na
a) Estuda a monotonia da
alínea anterior. Este facto permite garantir a unicidade do ponto de interse-
função g.
ção dos gráficos no referido intervalo e utilizar com confiança os resultados
b) Justifica a existência de
um ponto C do gráfico observados em intervalos contendo o ponto de interseção, tão pequenos
de g em que a reta quanto a capacidade da calculadora o permitir, já que nesses intervalos te-
tangente ao gráfico remos os mesmos resultados de monotonia e de comparação das duas fun-
nesse ponto tem declive
ções nos respetivos extremos que supusemos para o intervalo inicial ]1, 2[.
igual ao da reta AB.
c) Determina, utilizando a Recorrendo à calculadora gráfica, obtemos então um valor aproximado às cen-
calculadora gráfica, um tésimas para as coordenadas do ponto que já garantimos que existe e é único:
valor, aproximado às
x ≈ 1,36 e y ≈ –0,26
centésimas, da abcissa
de um ponto C nas
condições da alínea
anterior.

2. Considera a função f definida por:


f(x) = √∫x∫ +
∫ ∫ ∫2 – 3
a) Determina o declive da reta secante ao gráfico de f nos pontos A e B de abcissas,
respetivamente, –1 e 0.
b) Justifica a existência de um ponto C do gráfico de f em que a reta tangente tem
declive igual ao da reta AB.
c) Mostra que a função f é crescente no intervalo ]–1, 0[.

(*) grau de dificuldade elevado d) (*) Determina, utilizando a calculadora gráfica, um valor, aproximado às cen-
tésimas, da abcissa de um ponto C nas condições da alínea b), justificando a
validade do resultado obtido.
Adaptado de Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

Sugestão de resolução

PROFESSOR
a) f(–1) = √∫–∫1∫ +
∫ ∫ ∫2 – 3 = –2 e, portanto, as coordenadas de A são (–1, –2).
(*) Os graus de dificuldade elevados
correspondem a desempenhos que não
serão exigíveis à totalidade dos alunos.
∫ ∫ ∫2 – 3 = √∫2 – 3 e, portanto, as coordenadas de B são (0, √∫2 – 3).
f(0) = √∫0∫ +

Solução O declive da reta AB é:


58.
a) g é decrescente no seu yB – yA = √∫2 – 3 – (–2) = √∫2 – 1
domínio [–5, +∞[. xB – xA 0 – (–1)
c) –0,05

58
UNIDADE 3 Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

59 Considera a função h
1
definida por h(x) = 3x2 + .
b) Como a função f é contínua em [–1, 0], já que se trata da composta de uma x
a) Mostra que o gráfico de
função raiz quadrada com uma função afim e, portanto, contínua no seu
h admite pelo menos
domínio (Df = [–2, +∞[) e diferenciável em ]–1, 0[, o teorema de Lagrange um ponto de abcissa
permite concluir que existe pelo menos um ponto do gráfico de f no qual a pertencente ao intervalo
tangente é paralela à secante AB. È1 È
Í , 1Í , para o qual a
Î2 Î
Fica então justificada a existência de um ponto C do gráfico de f em que a reta tangente ao gráfico
reta tangente tem declive igual ao da reta AB. de h é paralela à
bissetriz dos quadrantes
( )
∫ –3 ’=
c) f’(x) = √∫x∫ ∫+∫ 2
1 ímpares.
2√∫x∫ ∫+∫ 2
∫ b) Determina, utilizando a
calculadora gráfica, um
Como f’(x) > 0, ∀ x ∈]–2, +∞[, conclui-se que f é crescente em ]–2, +∞[; em
valor, aproximado às
particular, é crescente em ]–1, 0[. décimas, da abcissa de
um ponto nas
d) Como sabemos que f é crescente no intervalo ]–1, 0[ e que, neste intervalo, condições da alínea
anterior.
existe um ponto C do gráfico de f em que a reta tangente tem declive igual
Reproduz o gráfico, ou
ao da reta AB, estamos em condições de utilizar a calculadora gráfica para os gráficos,
determinar a abcissa desse ponto C com aproximação às centésimas. visualizado(s) na
calculadora,
devidamente
Procuramos então c ∈]–1, 0[ tal que f’(c) = mAB, isto é, f’(c) = √∫2 – 1.
identificado(s),
Introduzimos na calculadora y1 = 1 e y2 = √∫2 – 1 e determinamos a incluindo o referencial.
interseção: x
2√∫ ∫ ∫
+ ∫ ∫ 2

APRENDE FAZENDO
Pág. 75
Exercício 49

CADERNO DE EXERCÍCIOS
Observe-se que a janela utilizada acima seria suficiente para calcular a in- E TESTES
Pág. 30
terseção, mas com a janela em que x apenas varia entre –1 e 0 temos uma Exercício 17
melhor perceção do que se passa com os gráficos na vizinhança do ponto
Teste n.º 2
de interseção que pretendemos determinar:

PROFESSOR

Apresentação
“Derivada de segunda ordem,
extremos, sentido das concavidades e
pontos de inflexão”
Teste interativo
“Derivada de segunda ordem,
extremos, sentido das concavidades e
pontos de inflexão”

Tem-se assim que a abcissa de um ponto C nas condições referidas é, apro- Solução
ximadamente, – 0,54. 59.
b) 0,6

59
TEMA III Funções Reais de Variável Real

SÍNTESE

1. Limites

Teoremas de comparação e teoremas das Exemplos


sucessões enquadradas
Dadas duas sucessões convergentes (un) e (vn), se a partir
de certa ordem un ≤ vn, então lim un ≤ lim vn.

Dadas duas sucessões (un) e (vn), se a partir de certa Seja (vn) uma sucessão tal que vn ≥ pn,
ordem un ≤ vn e lim un = +∞, então lim vn = +∞. ∀ n ≥ 10. Determina lim vn.
Como lim (pn) = +∞ e a partir de certa
ordem vn ≥ pn, então concluímos que
lim vn = +∞.

Dadas duas sucessões (un) e (vn), se a partir de certa Seja (un) uma sucessão tal que
ordem un ≤ vn e lim vn = –∞, então lim un = –∞. un ≤ –√∫n + n√∫2, ∀ n ≥ 81. Determina lim un.

Como lim (–√∫n + n√∫2) = –∞ + 1 = –∞ e a


partir de certa ordem un ≤ –√∫n + n√∫2,
então concluímos que lim un = –∞.

h np h
2n + sen i i
j 4 j
Dadas duas sucessões (un) e (vn), convergentes com o Seja (wn) definida por wn = .
mesmo limite l, e uma sucessão (wn) tal que a partir de Determina lim wn. 4n + 1
certa ordem un ≤ wn ≤ vn, então (wn) é convergente e
Como –1 ≤ sen x ≤ 1, ∀ x ∈R, podemos
lim wn = l.
enquadrar wn:
h np h
2n – 1 ≤ 2n + sen i i ≤ 2n +1, ∀ n ∈N
j 4 j
h h
2n + sen i np i
2n – 1 j 4 j 2n + 1
≤ ≤ , ∀ n ∈N
4n + 1 4n + 1 4n + 1
2n – 1 2n + 1 1
Como lim = lim = , então
4n + 1 4n + 1 2
o limite da sucessão enquadrada também
h h
2n + sen i np i
1 j 4 j 1
é , ou seja, lim = .
2 4n + 1 2

Págs. 12 a 15

60
Síntese

2. Continuidade

Teorema dos valores intermédios ou Teorema Exemplos


de Bolzano-Cauchy
Dada uma função real de variável real f, contínua num Considera a função f, de domínio
intervalo I = [a, b], com a < b, para qualquer valor k ∈R x .
do intervalo de extremos f(a) e f(b), existe c ∈I tal que R\{–√∫2, √∫2}, definida por f(x) =
x2 – 2
f(c) = k.
Justifica que a função f tem pelo menos
um zero em ]–1, 1[.
A função f é uma função racional, logo
é contínua no seu domínio; em particular,
é contínua em [–1, 1].
Tem-se:

f(–1) = –1 =1
(–1)2 – 2
e:

f(1)= 1 = –1
12 – 2
Então, f(1) < 0 < f(–1).
Assim, pelo teorema dos valores
intermédios, concluímos que
∃ c ∈]–1, 1[: f(c) = 0, isto é, que a função f
tem pelo menos um zero em ]–1, 1[.

Págs. 21 a 26

Teorema de Weierstrass y y

Seja f uma função real de variável real, contínua num in-


tervalo [a, b], com a < b. Então, f admite máximo e mí- Máx. Máx.
abs. abs.
nimo absolutos.
Mín. Mín.
abs. abs.
O a b x O a b x

y y

Máx.
abs. Máx.
abs.

Mín. Mín.
abs. abs.
O a bx O a b x

Págs. 27 e 28

61
TEMA III Funções Reais de Variável Real

SÍNTESE

3. Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão

Derivada de segunda ordem de uma função Método para estudar o sentido das con-
cavidades e pontos de inflexão do gráfico
Dada uma função real de variável real f, diferenciável de uma função f duas vezes diferenciável:
num intervalo I, tal que a função derivada f’ é diferen-
ciável num ponto a ∈I, a derivada (f’)’(a) chama-se de- 1.º passo – Determinar o domínio da fun-
rivada de segunda ordem de f no ponto a e represen- ção f.
ta-se por f”(a).
2.º passo – Determinar a expressão da fun-
f’(x) – f’(a) f’(a + h) – f’(a)
f”(a) = lim = lim ção segunda derivada f”.
xÆa x–a hÆa h
3.º passo – Determinar os zeros da função
f”, ou seja, resolver a equação f”(x) = 0.

Pág. 33 4.º passo – Estudar o sinal de f”.

5.º passo – Construir um quadro no qual se


Pontos de inflexão e concavidades do gráfico estabelece a relação entre o sinal e os zeros
de funções duas vezes diferenciáveis da segunda derivada com o sentido das
Seja f uma função diferenciável num intervalo I. concavidades e pontos de inflexão do grá-
O gráfico de f tem: fico da função:

• a concavidade voltada para cima em I se e somente se


f’ for estritamente crescente em I; Dividir o domínio da
• a concavidade voltada para baixo em I se e somente função em intervalos
se f’ for estritamente decrescente em I. x
através dos zeros da se-
gunda derivada.
Seja f uma função duas vezes diferenciável num intervalo Preencher com o sinal
I = ]a, b[: Sinal de f”
da segunda derivada.
• se f”(x) > 0, ∀ x ∈]a, b[, então o gráfico de f tem a con-
cavidade voltada para cima; Sentido das Preencher com o sen-
• se f”(x) < 0, ∀ x ∈]a, b[, então o gráfico de f tem a con- concavidades tido das concavidades e
cavidade voltada para baixo. do gráfico pontos de inflexão do
de f gráfico da função.
Dada uma função f, duas vezes diferenciável num dado
intervalo I = ]a, b[, com a < b, e c ∈]a, b[ tal que f’(c) = 0: 6.º passo – Concluir os intervalos onde o
• se f”(c) < 0, f admite um máximo local em c; gráfico da função tem a concavidade vol-
tada para cima e para baixo e a existência
• se f”(c) > 0, f admite um mínimo local em c. de pontos de inflexão.

62
Síntese

3. Derivada de segunda ordem, extremos, sentido das concavidades e pontos de inflexão


(cont.)

Dada uma função f de domínio D, chama-se ponto de


inflexão do gráfico de f ao ponto (c, f(c)), onde c ∈D, se
existirem números reais a < c e b > c tais que [a, b] ⊂ D
e a concavidade do gráfico de f no intervalo [a, c] tiver
sentido contrário à concavidade do gráfico de f no inter-
valo [c, b].

Dada uma função f, duas vezes diferenciável num inter-


valo I, se o gráfico de f tem ponto de inflexão em c, então
f”(c) = 0.

Págs. 34 a 41

Estudo completo de funções


Para realizares um estudo completo de uma função, deves
determinar:
• o respetivo domínio;
• sempre que possível, os zeros;
• os intervalos de monotonia, os extremos locais e abso-
lutos;
• o sentido das concavidades e os pontos de inflexão;
• as assíntotas ao respetivo gráfico.

Depois de realizado todo este trabalho deverás ser capaz


de fazer um esboço do respetivo gráfico.

Págs. 45 a 53

63
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Aprende Fazendo
PROFESSOR

Itens de seleção Resolução


Exercícios do Aprende Fazendo

1 Considera a função f definida por:


f(x) = x2 – x – 6
2

x – 4x + 3

Sabe-se que uma função h é tal que ∀ x ∈R+, h(x) > f(x).
Qual dos seguintes valores pode ser o valor de lim h(x)?
xÆ3

(A) 3 (B) 2 (C) 1 (D) –∞

Solução: Opção (A)

2 De uma função h, de domínio [–6, 3] e contínua em todo o seu domínio, sabe-se que:
• h(–6) = –2
• h(–1) = 4
• h(3) = –3
• h é estritamente crescente no intervalo [–6, –1].
• h é estritamente decrescente no intervalo [–1, 3].
Quantas soluções tem a equação h(x) = 1?
(A) 0 (B) 1 (C) 2 (D) 3

Solução: Opção (C)

3 Seja g uma função cujo gráfico tem um ponto de inflexão no ponto de abcissa 2.
Qual das seguintes representações gráficas poderá ser a da segunda derivada de g?
(A) (B)
g”
2 g”

2 2
-2

(C) (D)
4 g”

2 1 2
-2
g”

Solução: Opção (B)

64
Itens de seleção

4 Seja f uma função de domínio R+0. Nas figuras abaixo estão as representações gráficas das funções f’
e f”, respetivamente, primeira e segunda derivadas de f.
f’ f”

O b O a

Em qual das figuras seguintes pode estar a representação gráfica da função f ?


(A) y f (B) y

a b
O x O a b x

f
(C) y (D) y
f
f

Oa x
O a b x b

Solução: Opção (A)

5 Na figura abaixo está representado o gráfico de h”, segunda derivada de uma certa função h.

O
-1 h”

Qual das seguintes representações gráficas poderá ser a da função h?


(A) (B)
h

O O

(C) (D)
h 9
h

O
O

Solução: Opção (A)

65
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Aprende Fazendo

Itens de seleção

6 Seja g uma função de domínio R. Sabe-se que a primeira derivada é negativa em R e que a segunda derivada
é positiva em R. Em qual das figuras seguintes pode estar representada parte do gráfico da função g?
(A) (B)
g g

O O

(C) g (D) g

O O

Solução: Opção (A)

7 Considera a função f definida por:


f(x) = 1 – 2
x – 2 x2 – 4
Sabe-se que uma função h é tal que ∀ x ∈R+, h(x) > –f(x).
Qual dos seguintes valores pode ser o valor de lim h(x)?
x Æ 2–

(A) 2 (B) 0 (C) +∞ (D) –∞

Solução: Opção (C)

8 Considera as funções f e g definidas em [–3, 0[ por:


f(x) = x – 2x e g(x)=
2 (x + 3)2 – 9
√∫x3∫ ∫ ∫+∫ 4
∫ ∫x2∫ 12√∫3 (√∫x∫ ∫+∫ ∫3 – √∫3)
Sabe-se que uma função h é tal que ∀ x ∈[–3, 0[, g(x) ≤ h(x) ≤ f(x).
Qual é o valor de lim h(x)?
x Æ 0–

(A) 2 (B) 1 (C) +∞ (D) –∞

Solução: Opção (B)

9 Seja f uma função de domínio R, contínua no intervalo [–1, 3]. Tem-se que f(–1) = 3 e f(3) = 8.
Indica qual das expressões seguintes define uma função g, de domínio R, para a qual o teorema de
Bolzano-Cauchy garante a existência de pelo menos um zero no intervalo ]–1, 3[.
(A) g(x) = x + f(x) (B) g(x) = x – f(x) (C) g(x) = x2 + f(x) (D) g(x) = x2 – f(x)

Solução: Opção (D)

66
Itens de seleção

10 Qual das seguintes afirmações é necessariamente verdadeira?


(A) Toda a função polinomial de grau par tem pelo menos um zero.
(B) Toda a função polinomial de grau ímpar tem pelo menos um zero.
(C) Se f é uma função real de variável real, contínua em [a, b] e f(a) ¥ f(b) > 0, então f não tem zeros
no intervalo ]a, b[.
(D) Se f é uma função real de variável real, contínua em [a, b] e f(a) ¥ f(b) ≥ 0, então f tem pelo menos
um zero no intervalo ]a, b[.

Solução: Opção (B)

11 De uma função f, de domínio R, sabe-se que a sua segunda derivada é dada por:
f”(x) = (x2 – 3)(x2 + 1)(x – 2)2
Quantos pontos de inflexão tem o gráfico de f ?
(A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 4

Solução: Opção (B)

12 Na figura está a representação gráfica de uma função polinomial h. Tal como a figura sugere, o gráfico
de h tem a concavidade voltada para baixo em ]–∞, 0] e voltada para cima em [0, +∞[.

A reta r, tangente ao gráfico de h no ponto de abcissa 0, é paralela à bissetriz dos quadrantes pares e
interseta o eixo Ox no ponto de abcissa 2. Sejam h’ e h”, respetivamente, a primeira e a segunda de-
rivadas de h. Qual é o valor de h(0) + h’(0)+ h”(0)?
(A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 4

Solução: Opção (A)

13 Na figura ao lado encontra-se a representação gráfica de uma função g, de domínio R.


Sejam g’ e g”, respetivamente, a primeira e a segunda derivadas de g.
Qual das expressões seguintes representa necessariamente um nú-
mero negativo?
a
(A) g(a) ¥ g’(a) (B) g(a) ¥ g’(a) ¥ g”(a) O

(C) g’(a) ¥ g”(a) (D) g”(a) – g(a)


g
Solução: Opção (C)

67
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Aprende Fazendo

Itens de seleção

14 Na figura abaixo encontra-se a representação gráfica de g”, segunda derivada de uma certa função g.

g”
-1 1

A função h é definida por:


h(x) = – 1 g(x) + x
2

2 2
Qual das seguintes opções pode ser uma representação gráfica de h”?
(A) (B)
2
h” h”
1 1

-1 1 -1 1

(C) (D)
h” h”
1

-1 1 -1 1
-1

Solução: Opção (A)

15 Seja f uma função tal que o gráfico de f” é a reta de equação y = x + 3. Qual das afirmações é neces-
sariamente verdadeira?
(A) f(–3) é máximo de f.
(B) f(–3) é mínimo de f.
(C) –3 é abcissa do ponto de inflexão do gráfico de f.
(D) O gráfico de f tem a concavidade voltada para baixo em R+.

Solução: Opção (C)

16 Na figura encontra-se representada graficamente a função derivada f’, de uma função f, definida no
intervalo [0, 5]. Qual das seguintes afirmações é necessariamente falsa?
y
(A) f é contínua em [0, 5].
f’
(B) O gráfico de f não tem pontos de inflexão.
5
(C) A função f tem um extremo relativo em x = 1. O 1 x
(D) O gráfico de f tem a concavidade voltada para cima em [0, 5].

Solução: Opção (D)

68
Itens de seleção

17 Considera a função f definida por:


f(x) = √∫4∫x2∫ ∫ ∫+∫ 3
∫ ∫x∫ +
∫ ∫ ∫1 – 2x
Sabe-se que uma função h é tal que ∀ x ∈R+, h(x) > f(x).
Qual dos seguintes valores pode ser o de lim h(x)?
x Æ +∞

(A) 1 (B) 0 (C)


1 (D) –∞
2
Solução: Opção (A)

18 Seja f uma função tal que a sua derivada de segunda ordem no ponto 1 é igual a 5.
Qual é o valor de lim f’(1)2 – f’(x) ?
xÆ1 x –1

(A)
5 (B) –
5 (C) 5 (D) –
1
2 2 5

Solução: Opção (B)

19 Seja f uma função definida no intervalo ]–2, 4[. Relativamente a f, sabe-se que:
• f(1) é um máximo relativo de f;
• f ’(x) é constante se 1 < x < 4;
•f”(x) > 0 se –2 < x < 1.
Qual das seguintes representações gráficas poderá ser uma representação da função f?
(A) (B)

f
f

-2 O 1 4 -2 O 1 4

(C) (D)

f f

-2 O 1 4 -2 O 1 4

Solução: Opção (C)

69
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Aprende Fazendo

Itens de construção

20 Considera as sucessões (un) e (vn) tais que lim un = +∞ e vn ≥1, para n ≥ 20. Indica, justificando, qual
un
é o limite de vn.

Solução: +∞

se n ≤ 2020


2n
21 Sabe-se que lim vn = +∞ e wn = . Justifica que lim wn = –∞.
–vn se n > 2020

22 Considera a função f, de domínio R, definida por f(x) = x4 – 5x. Justifica que a função f tem pelo menos
um zero no intervalo ]1, 2[.


2(x + 1)2 + 1 se x < –1
23 Considera a função f, de domínio R, definida por f(x) = 1 se x = –1 .
Prova que: –2x – 1 se x > –1
a) a função f é contínua em [–2, 0].

b) ∃ c ∈]–2, 0[: f(c) = 2


x

se x ≤ 3
24 Considera a função f, de domínio R, definida por f(x) = 3 .
x+2 se x > 3
a) Prova que é verdadeira a seguinte proposição: ∀ x ∈[0, 4], f(x) ≠ 2.
b) Calcula f(0) e f(4) e indica o motivo pelo qual a veracidade da proposição anterior não contradiz o
teorema de Bolzano-Cauchy.
c) Prova que a função h, restrição da função f no intervalo ]–∞, 3], admite no intervalo [0, 3] um má-
ximo e um mínimo.
d) Calcula o máximo e o mínimo cuja existência foi provada na alínea anterior.

Soluções: b) f(0) = 0 e f(4) = 6, mas a função f não é contínua em [0, 4], logo não é garantido que exista x ∈[0, 4] tal
que f(x) = 2. d) Mínimo: 0; máximo: 1

25 A Câmara Municipal de uma determinada cidade pretende construir um parque infantil retangular
com uma área de 3600 m2, rodeada por uma vedação.
Quais devem ser as dimensões do parque, de modo a gastar-se a menor quantidade de vedação possível?

Solução: Comprimento e largura iguais a 60 m.

26 Um agricultor pretende definir um campo de forma retangular, dispondo para o efeito de uma cerca
com 360 metros de comprimento.
Quais são as dimensões do campo com maior área que é possível formar nestas condições?

Solução: Comprimento e largura iguais a 90 m.

70
Itens de construção

27 Utiliza o teorema das sucessões enquadradas para calcular o limite de cada uma das sucessões cujo
termo geral se indica.
h p hi
cos in –1
j 7j
a) an =
n2 + 1

b) bn =
cos2 (na) – 1 , a ∈R
√∫n
h n hn
c) cn = i i
j3n + 2j

d) dn = i
h 2n – 4 h n
i
j 3n – 1 j
(Sugestão: Começa por determinar a ordem a partir da qual os termos da sucessão são todos positivos.)

e) en = 2 +
n!
nn

Soluções: a) 0 b) 0 c) 0 d) 0 e) 2

28 Mostra que a sucessão de termo geral un = n2 (sen(n) – 3) tende para –∞.

h hn
29 Mostra que a sucessão de termo geral vn = i 2n + 1 i tende para +∞.
j n–2 j

30 Utiliza o teorema das funções enquadradas para calcular os seguintes limites.


5 + cos x È h1hÈ sen x + 2x2
a) lim b) lim Í(x – 2) sen i i Í c) lim
x Æ +∞ xÆ2 Î j x jÎ x Æ +∞ 1
√∫x x + x2
2

d) lim (–x4 – xcos x) e) lim


x2 f) lim
x2
x Æ –∞ x Æ +∞ 2x + sen x x Æ –∞ x2 + cos x

Soluções: a) 0 b) 0 c) 4 d) –∞ e) +∞ f) 1

31 Seja f uma função contínua, de domínio [–3, 0] e contradomínio [1, 2]. Seja g a função, de domínio
[–3, 0], definida por g(x) = f(x) + x. Prova que a equação g(x) = 0 tem, pelo menos, uma solução.

32 Seja a um número real diferente de zero. Considera a função h definida em [–1, 1] por h(x) = ax2 – x.
Justifica que o gráfico da função h interseta a reta de equação y = a.

33 Mostra que o polinómio P(x) = 18x6 – 3x4 + 1 tem, no máximo, um zero no intervalo ÈÍ0, 1 ÈÍ.
Î 3Î
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

71
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Aprende Fazendo

Itens de construção

x2 – 3x + 1 se x ≤ 1


34 Considera a função g, de domínio R, definida por g(x) = 2 – 3x .
se x > 1
x
Prova que a função g tem um máximo e um mínimo no intervalo [–1, 2].

35 (*) Um polinómio P de grau 5 tem cinco zeros distintos. Mostra que P’ tem quatro zeros.
(*) grau de dificuldade elevado
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

(*) Os graus de dificuldade elevados correspondem a desempenhos que não serão exigíveis à totalidade dos alunos.

36 Esboça graficamente uma função f que satisfaça, simultaneamente, as seguintes condições:


a) • f’(0) = f’(1) = f’(2) = 0 b) • f ’(x) > 0 para x < –1 e x > 3
• f’(x) < 0 para 0 < x < 1 • f ’(x) < 0 para –1 < x < 3
• f’(x) > 0 para x < 0, 1 < x < 2 e x > 2 • f ”(x) < 0 para x < 2
• f ”(x) > 0 para x > 2
Soluções: a) y b) y
f f

O 1 2 x –1 O 1 2 3 x

37 Na figura está representada graficamente a função f de domínio R.


y
PROFESSOR
–b –a f
a b x
Resolução
Essencial para o Exame – exercício 37

Figura 1
Em cada uma das figuras abaixo está representada graficamente uma função de domínio R.
y y

a
–b –a b x –a a x

Figura 2 Figura 3

Uma das funções representadas é f ’, primeira derivada de f, e a outra é f ”, segunda derivada de f .


Numa pequena composição, explica o que cada uma das figuras representa.
Na tua composição, deves referir-te à variação de sinal das funções f ’ e f ”, relacionando-a com ca-
racterísticas da função f .
Solução: A segunda derivada de f está representada na figura 2 e a primeira derivada de f está representada na figura 3.

72
Itens de construção

38 Apresenta-se, em baixo, a representação gráfica de uma função f, real de domínio R. O eixo das orde-
nadas e a reta de equação y = mx + b, representada a tracejado, são as únicas assíntotas ao gráfico.
As retas tangentes ao gráfico de f, nos pontos de abcissas –2 e 1, são horizontais.
a) Determina o valor de lim f(x) . f
x Æ +∞ x

b) Escreve uma equação da assíntota oblíqua.


c) Determina os valores de x que satisfazem cada uma das
seguintes condições: 2
i) f’(x) = 0
ii) f(x) ¥ f ’(x) > 0
–2 O 1 2
iii) f’(x) ¥ f”(x) < 0
–2
Soluções: a) 2 b) y = 2x – 2 c) i) x ∈{–2, 1} ii) x ∈]–2, 0[ ∪ ]1, +∞[
iii) x ∈]–∞, –2[ ∪ ]0, 1[

39 Esboça o gráfico de uma função f que satisfaça simultaneamente as seguintes condições:


• tem um ponto de descontinuidade para x = – 1 e outro para x = 3.
• f ’(x) > 0 para x < 1 e x ≠ –1
• f’(x) < 0 para x > 1 e x ≠ 3
• f”(x) > 0 para x < –1 e x > 3
• f ”(x) < 0 para –1 < x < 3
• f (0) = f(2) = 0
• f(1) = 3

Solução: y
3
–1 O 1 3 x

40 Estuda, quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pontos de inflexão,
as funções definidas por:
a) f(x) =
x4 – 2x2 + 2 b) f(x) =
x–3 c) f(x) =
x2 d) f(x) = √∫6∫x2∫ ∫ ∫–∫ 3
∫ ∫x
12 x+2 x +2
2

Soluções: a) Concavidade voltada para cima em ]–∞, –2[ e em ]2, +∞[ e concavidade voltada para baixo em ]–2, 2[;
h 14 h h 14 h
pontos de inflexão i–2, – i e i2, – i . b) Concavidade voltada para cima em ]–∞, –2[ e concavidade voltada para
j 3j j 3j
È √∫6 È È √∫6 È
baixo em ]–2, +∞[; não tem pontos de inflexão. c) Concavidade voltada para baixo em Í –∞, – Í e em Í , +∞Í e
Î 3Î Î3 Î
È √∫6 √∫6 È h √∫6 1 h h√∫6 1 h
concavidade voltada para cima em Í– , Í ; pontos de inflexão i– , i e i , i . d) Concavidade voltada para
Î 3 3Î j 3 4j j3 4j
È1 È
baixo em ]–∞, 0[ e em Í , +∞Í ; não tem pontos de inflexão.
Î2 Î

73
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Aprende Fazendo

Itens de construção

41 Um retângulo encontra-se inscrito num triângulo retângulo, como


mostra a figura. Se o triângulo tem os catetos de comprimento
5 cm
12 cm e 5 cm, quais serão as dimensões do retângulo inscrito que
tem maior área?
12 cm
Solução: Comprimento: 6 cm; largura: 2,5 cm

42 Uma lata cilíndrica é fabricada de modo a ter de capacidade 4π cm3. O preço, por cm2, do material
de construção das duas bases é o dobro do preço do material utilizado na parte lateral. Quais serão
as dimensões da lata para que o custo de produção seja mínimo?

Solução: Raio: 1 cm; altura: 4 cm

43 A resistência de uma viga de madeira cuja base é retangular é


proporcional ao produto da sua largura (ᐉ) pelo quadrado do seu
comprimento (c). Determina as dimensões, com aproximação às

cm
milésimas, da viga com maior resistência que se pode cortar de c

30
um tronco de madeira cujo diâmetro é 30 cm.

Solução: Largura: 17,321 cm; comprimento: 24,495 cm


44 Uma empresa pretende criar um folheto publicitário de forma retangular com uma área impressa de
25 cm2, rodeada por margens de 2 cm de cada lado e de 4 cm em cada um dos topos. Quais são as
dimensões da folha de papel de menor área que pode ser usada para fazer o folheto nestas condições?

h h
Solução: Largura: i 5√∫2 + 4i cm; comprimento: (5√∫2 + 8) cm
j 2 j

45 Estuda e representa graficamente as funções definidas por:


a) f(x) =
x b) g(x) =
1 c) h(x) = x –
1
(x + 1)2 x –9
2 x
2
d) i(x) = x 3 e) j(x) = 3√∫x∫ ∫–∫ 1
∫ f) k(x) =
1 – 1
√∫x x
Soluções: Consultar nas páginas 162 e 163.

46 Enuncia o teorema das sucessões enquadradas e usa-o para determinar o limite das sucessões de
termo geral:
n 2n
a) un = ∑
2n b) un = ∑
5n – 1
2
k=1 n + k k = 4 2n2 + k

Soluções: a) 2 b) 5

74
Itens de construção

47 Considera, para um certo número real a, uma função f, contínua, de domínio [a, a + 2].
Sabe-se que:
• f(a) = f(a + 2) = 0
• f(a + 1) > 0
Mostra que a condição f(x) = f(x + 1) tem, pelo menos, uma solução em ]a, a + 1[.

48 Seja g uma função contínua e bijetiva, de domínio R, tal que:


• para todo o número real x, g–1(x) = g(x);
• para um certo número real a, tem-se g(a) < a – 1.
Mostra que a equação g(x) = x – 1 é possível no intervalo ]g–1(a), a[.

PROFESSOR
49 Considera a função f, de domínio R, definida por f(x) = –x3 + x2 + |x|.
a) Justifica que ∃ c ∈]–1, 0[: f(c) = 2.
Resolução
Essencial para o Exame – exercício 49
b) Mostra que a função f é decrescente no intervalo ]–1, 0[.

c) Utilizando as alíneas anteriores, prova que o gráfico da função f e a reta de equação y = 2 se inter-
setam num único ponto de abcissa no intervalo ]–1, 0[ e, utilizando a calculadora gráfica, determina
um valor aproximado às centésimas para a abcissa desse ponto, explicando por que razão se pode
garantir a validade do resultado obtido.
Reproduz o gráfico, ou os gráficos, visualizado(s) na calculadora, devidamente identificado(s), in-
cluindo o referencial. Assinala o ponto em que te baseaste para dar a tua resposta.

Solução: c) –0,81

50 Sejam f e g duas funções que têm derivada finita em todos os pontos de um intervalo I. Admite que
∀ x ∈I, f(x) = g(x) + x + 1. Seja a ∈I. Sejam r e s, respetivamente, as retas tangentes aos gráficos de f e
g nos pontos de abcissa a. Mostra que as retas r e s se intersetam num ponto de abcissa –1.

51 Seja f uma função cuja segunda derivada, f”, é contínua em R. Sejam a e b números reais tais que
a < b. Admite que as retas tangentes ao gráfico da função derivada de f, f’, nos pontos de abcissas
a e b são perpendiculares. Mostra que f” tem pelo menos um zero em ]a, b[.

52 Determina o ponto do gráfico da função y = x2, situado no primeiro quadrante, que se encontra mais
próximo do ponto (0, 2) e calcula a distância entre os dois pontos.
h √∫6 3 h √∫7
Solução: i , i;
j2 2j 2

53 Prova que, de todos os retângulos com um dado perímetro, o quadrado é o que tem maior área.

54 Prova que, de todos os retângulos com uma dada área, o quadrado é o que tem menor perímetro.

75
TEMA III Funções Reais de Variável Real

Desafio – Um triângulo retângulo deslizante

Retomando o desafio apresentado no início deste tema, vejamos duas possíveis resoluções.

Primeiro método
Uma simples análise das figuras permite responder às duas primeiras perguntas.
B P B P

10 10

A Q A Q

1. Quando o ponto P se aproxima de B, quase coincidindo com ele, o segmento de reta [AP] apro-
xima-se da vertical. Portanto, o segmento [PQ] fica quase na horizontal e o ponto Q afasta-se in-
definidamente de A. Assim sendo, enquanto a altura do triângulo é sempre igual a 10, a base [AQ]
vai aumentando cada vez mais. A área do triângulo tende para infinito.
2. Quando o ponto P se afasta de B, a base [AQ] do triângulo vai aumentando indefinidamente. A área
do triângulo tende também para infinito.
3. Para encontrar a área mínima e a respetiva posição de P, comecemos por determinar a área do
triângulo em função da distância x entre B e P.
B x P s
90º – β

10
β
90º – β β
A Q r

Pelo teorema de Pitágoras, aplicado ao triângulo [ABP], A–P = √∫x2∫ ∫ ∫+∫ 1


∫ ∫0∫0 cm.
Os triângulos [ABP] e [APQ] são semelhantes porque os ângulos de um são iguais aos ângulos do
outro. Portanto, são iguais as razões entre lados correspondentes.
P–Q A–P P–Q √∫x2∫ ∫ +
∫ ∫ ∫1∫0∫0
= ⇔ =
AB– B–P 10 x
10√∫x∫2∫ +
∫ ∫ ∫1∫0∫0
⇔ P–Q =
x
1 –
Área[APQ] = AP × P–Q =
2
1 2 10√∫x∫2∫ +
∫ ∫ ∫1∫0∫0
= √∫x∫ ∫ +
∫ ∫ ∫1∫0∫0 × =
2 x
5(x2 + 100)
= =
x
5x2 + 500
= cm2
x

76
Desafio – Um triângulo retângulo deslizante

Para saber a área mínima e a respetiva posição de P, podemos usar uma máquina para obter o gráfico
da área como função de x.

A área mínima é 100 cm2, com P à distância de 10 cm de B.


Note-se que não temos a certeza que estes valores sejam exatos, embora seja de prever que sim.
Uma curiosidade: o triângulo de área mínima é isósceles, visto ter os catetos iguais.

Segundo método
5x2 + 500
Conhecida a função área A(x) = , de domínio R+, podemos usar os conhecimentos que
x
agora temos sobre funções reais de variável real para responder às questões colocadas.
5x2 + 500 500
1. xlim = + = +∞
→0+
x 0
5x2 + 500 h 500h 500
2. lim = lim i5x + i = +∞ + =
x → +∞ x x → +∞ j x j +∞
= +∞ + 0 =
= +∞
5x2 + 500 500
3. A(x) = = 5x +
x x
500
A’(x) = 5 –
x2
500
A’(x) = 0 ⇔ 5 – = 0 ⇔ 5x2 = 500
x2
⇔ x2 = 100
⇔ x = 10 ∨ x = –10
Só a solução x = 10 interessa, a outra não pertence ao domínio. Para confirmar que temos um mí-
nimo para x = 10, usamos a segunda derivada.
h 500h 1000
A”(x) = i5 – 2 i ’ =
j x j x3
1000
A”(10) = =1>0
1000
Como a segunda derivada é positiva, x = 10 é um minimizante e a área mínima é:
5 ¥ 102 + 500
A(10) = = 100 cm2
10

77
Teste Final

PROFESSOR
Grupo I
Resolução
Exercícios do Teste Final

1 Escolheram-se, ao acaso, dois vértices diferentes de um octaedro.


Qual é a probabilidade de esses dois vértices serem extremos de uma mesma
aresta?
(A)
12 (B)
12
6C 62
2

(C)
8 (D)
8
6C 6A
2 2

Solução: Opção (A)

2 Uma determinada linha do triângulo de Pascal tem 17 elementos. Escolhendo, ao acaso, um ele-
mento dessa linha, qual é a probabilidade de ele ser maior do que 16?
(A)
13 (B)
13
16 17

(C)
8 (D)
3
17 4

Solução: Opção (B)

3 Observa a representação gráfica de uma função f, de domínio R.

c O x

Qual das seguintes afirmações é verdadeira?


(A) f(c) ¥ f’(c) > 0

(B) f’(c) ¥ f”(c) < 0

(C) f(c) ¥ f”(c) < 0

(D) f(c) ¥ f’(c) ¥ f”(c) < 0

Solução: Opção (C)

78
TEMA III Funções Reais de Variável Real

4 Na figura encontra-se representado o gráfico da função h’, primeira derivada de uma função h, de
domínio R.

y
h’

O a b c x

Sabe-se que:
• os zeros de h’ são a e c;
• c é minimizante e b é maximizante de h’.
Relativamente ao gráfico da função h, quais são as abcissas dos seus pontos de inflexão?
(A) a, b e c

(B) a e b

(C) a

(D) b e c

Solução: Opção (D)

5 Seja g uma função definida em R por um polinómio de grau 7.


Qual dos valores seguintes pode representar o número de pontos de inflexão do gráfico de g?
(A) 7

(B) 6

(C) 5

(D) 0

Solução: Opção (C)

79
Teste Final

Grupo II

1 Na inauguração de uma perfumaria de um grande centro comercial, ofereceram-se amostras de um


determinado perfume. Pretendia-se saber se este facto teria influência na sua compra.
Fez-se uma sondagem pelas pessoas que frequentaram o centro comercial nesse dia e concluiu-se que:
• 40% das pessoas não se aperceberam desta iniciativa;
• 55% das pessoas compraram o perfume;
• duas em cada três pessoas que sabiam da iniciativa compraram o perfume.
1.1. Qual é a probabilidade de uma pessoa, que não se tenha apercebido desta iniciativa, comprar
o perfume?
Apresenta o resultado na forma de fração irredutível.
1.2. Numa prateleira dessa mesma perfumaria encontravam-se dois frascos de perfume da marca A, três
frascos de perfume da marca B e quatro frascos de perfume da marca C, todos distintos entre si.
Quantas formas diferentes existem de colocar aleatoriamente todos os frascos de perfume em
fila, de modo que todos os frascos fiquem agrupados por marca?
1.3. O rótulo de uma das marcas de perfume tem a forma de um semicírculo. A equipa de publici-
tários pretende inscrever um triângulo nesse rótulo que ocupa a maior área possível.
Considera os triângulos que se podem inscrever numa semicircunferência de centro O e raio r,
como se indica na figura.

A r O B

Mostra à equipa de publicitários que o triângulo que satisfaz as condições pretendidas é um triân-
gulo isósceles.
Sugestão: Começa por provar que a área do triângulo [ABC], inscrito na semicircunferência de centro O e raio r, é dada pela
expressão x ¥ √∫4∫r∫2∫ ∫–∫ x∫ 2∫ , sendo x a medida de um dos catetos.
2

Soluções: 1.1. 3 1.2. 1728


8

2 Enuncia o teorema das sucessões enquadradas e aplica-o para determinar o limite da sucessão de
termo geral:
h h2
1 + isen np i PROFESSOR
j 4 j
un =
4n
Solução: lim un = 0 Resolução
Essencial para o Exame – exercício 2

80
TEMA III Funções Reais de Variável Real

3 De uma função g, de domínio [a, b], sabe-se que:


• g é contínua em todo o seu domínio.
• g(x) > 0, ∀ x ∈[a, b]

• g(a) = g(b)
4
Seja h a função de domínio [a, b] definida por:
h(x) = 2g(x) – g(b)
Prova que a função h tem pelo menos um zero.

4 Numa pequena localidade calculou-se que, após o aparecimento de uma determinada doença con-
tagiosa, o número de pessoas infetadas vem expresso pela função:
P(d) = 30d2 – d3, sendo d o número de dias contados após o registo do primeiro caso.
4.1. Calcula a taxa de variação média desta função no intervalo de tempo [1, 5] e a taxa de variação
no instante t = 5.
4.2. Utilizando processos exclusivamente analíticos, explica como evoluiu a doença, nomeada-
mente:
• em que intervalo de tempo o número de doentes aumentou e em que intervalo diminuiu;
• após quanto tempo se considerou a doença erradicada;
• qual é o número máximo de pessoas infetadas e quando é que tal ocorreu;
• qual é o momento em que a doença se estava a propagar com maior rapidez.

Solução: 4.1. t.m.v[1, 5] = 149 doentes/dia; P’(5) = 225 doentes/dia

81
Desafio – Na roda-gigante de Londres

A London Eye, como é chamada a roda-gigante de Londres, é um dos melhores pontos


de observação da capital inglesa. Foi inaugurada no ano 2000, para assinalar a entrada
no novo milénio.
Tem 32 cápsulas que são exteriores à roda. Cada uma delas tem capacidade para 25 pes-
soas e, como a roda gira muito devagar, as pessoas podem entrar e sair em movimento.
A entrada para a cápsula está a 5 metros do chão. No ponto mais alto, fica-se a 135 metros
de altura. Uma volta completa demora 30 minutos.
Eram exatamente 10 horas quando a Raquel entrou para uma dessas cápsulas. Logo que
atingiu os 76 metros, que é a altura da Torre do Big Ben, tirou uma fotografia do mais fa-
moso relógio de Londres.
Que horas eram nesse momento?
A que velocidade ia a Raquel a subir?
Ao longo desse dia, quando é que aquela cápsula voltaria a estar à altura do Big Ben?
José Paulo Viana
TEMA IV
Trigonometria e Funções
Trigonométricas
1. Revisões

2. Fórmulas de trigonometria
sen x
3. O limite notável lim
x→0 x

4. Derivadas de funções trigonométricas

5. Estudo das funções definidas analiticamente


por a sen( b x + c ) + d , a cos( b x + c ) + d e
a tg( b x + c ) + d , ( a , b ≠ 0)

6. Aplicações aos osciladores harmónicos


TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

UNIDADE 1
Revisões

Nesta unidade vamos continuar o estudo referente às funções trigonométricas já iniciado


em anos anteriores.

Seno, cosseno e tangente de um ângulo agudo a

Medida de comprimento do cateto oposto a a BC–


sena = =
C Medida de comprimento da hipotenusa A–C

Medida de comprimento do cateto adjacente a a A–B


cos a = =
Medida de comprimento da hipotenusa A–C

α Medida de comprimento do cateto oposto a a B–C


A B tg a = =
Medida de comprimento do cateto adjacente a a A–B

1 O valor exato da expressão


Fórmulas
h ph
tg(2017p) + sen i– i
j 3j Para todo o ângulo agudo a:
+
h 5p h
cos i i
j 3 j • sen2a + cos2a = 1 (Fórmula Fundamental da Trigonometria)
h ph h 11p h
tg i– i + cos i i
j 3j j 6 j
+
h11ph
é: • tga = sena
sen i i cosa
j 2 j

√∫3 – 1 • tg2a + 1 = 1
(A)
2 cos2a
(B) –
√∫3
2

(C) –
3√∫3
hp p p
2 Valores das razões trigonométricas dos ângulos de 30º, 45º e 60º i rad, rad e radhi
j6 4 3 j
(D)
3√∫3
2

a 30º hi p radhi 45º hi p radhi 60º hi p radhi


j6 j j4 j j3 j

PROFESSOR 1 √∫2 √∫3


sena
2 2 2
Resolução
cos a √∫3 √∫2 1
Todos os exercícios de “Revisões”
2 2 2
Solução
tga √∫3 1 √∫3
1. Opção (B)
3

84
UNIDADE 1 Revisões

Seno, cosseno e tangente na circunferência trigonométrica 2 Determina o valor exato


y
das seguintes expressões.
y Q
h 7p h h 7ph
tg i i – sen i– i ¥ cos(2018p)
j4j j 6j
P a)
h ph h 4p h
2cos i– i ¥ sen i i
T(1, 0) j 3j j3j
α α
O P’ 1 x O x h
7p h h 3p h h 5ph
sen i– i + tg i i – cos i– i
3j j j4j j 2j
b)
h 2p h
x=1 tg(–13p) + cos i i
j3j
• sena = ordenada de P • tga = ordenada de Q h 3ph
c) sen i– i + cos(2017p) +
j 2j
• cosa = abcissa de P
h ph h11ph
+ cos i– i + 9 tg i i +
j 6j j 6 j
h 2018p h
Sinal e variação das razões trigonométricas + cos i i
j 2 j
Seno Cosseno Tangente
y y y
1 0
Decrescente Crescente Decrescente Decrescente Crescente Crescente
+ + – + – +

0 0 x –1 1 x 0 1 x
– – – + + –
Decrescente Crescente Crescente Crescente Crescente Crescente
–1 0
3 Sabendo que
Relações entre as razões trigonométricas de a, –a e p ± a h p h
tg(–x) – 1 cos i– – xi +
2 j 2 j
y y y 1 √∫
2
+ sen(p + x) = e
2 2
p
que x ∈ÈÍ – , – ÈÍ,
π–α
3p
π+α Î 2 2Î
α α α
O –α 1 x O 1 x O 1 x determina o valor exato de
h p h
5sen i– + xi –
j 2 j
– 2cos(–p – x) + sen(3p – x).

a) = –sena
• sen(–a • sen(p – a) = sena • sen(p + a) = –sena
• cos(–a) = cosa • cos(p – a) = –cos a • cos(p + a) = –cos a APRENDE FAZENDO

• tg(–a) = –tga • tg(p – a) = –tga • tg(p + a) = tg a Págs. 134, 135, 136 e 138
Exercícios 1, 2, 5, 7, 8,
12, 20, 21 e 22
Relações entre as razões trigonométricas de a e p ± a
2
y π y π PROFESSOR
2 2
π
π +α Apresentação
–α 2
2 “Revisões”
α α Teste interativo
O 1 x O 1 x “Revisões”
Simulador
GeoGebra: Funções trigonométricas

Soluções
2.
• sen hi p – ahi = cosa • sen hi p + ahi = cosa a) √∫3 b) 2 + √∫3 c) –1 –
5√∫3
j 2 j j 2 j 2
5√∫3 + √∫6
• cos hi p – ahi = sena • cos hi p + ahi = –sena
3.
3 9
j 2 j j 2 j

85
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

4 Na figura está representada


Funções trigonométricas
uma circunferência de Função seno Função cosseno Função tangente
centro no ponto O e raio 4.
y y y
B

P 1
1
O α 1
C A
–π O π 2π x – π O π π
–π π
–π π π 3π 2π x –π O 3π 3π 2π x
Q R 2 –1 2 2 2 2 2 2
2 –1 2

D
Sabe-se que:
• os diâmetros [AC] e [BD]
a
Domínio: R\bx: x = p + kp, k ∈Zb
a
são perpendiculares; Domínio: R Domínio: R
• o ponto P pertence ao c 2 c
arco AB; Contradomínio: [–1, 1] Contradomínio: [–1, 1] Contradomínio: R
• [PQ] é um diâmetro da
Período fundamental: 2p Período fundamental: 2p Período fundamental: p
circunferência;
• o ponto R pertence a Zeros: Zeros: Zeros:
[OD] e é tal que [QR] é senx = 0 ⇔ x = kp, k ∈Z cosx = 0 ⇔ x = p + kp, k ∈Z tgx = 0 ⇔ x = kp, k ∈Z
paralelo a [AC].  2 

Expressão geral Expressão geral
a) Seja a a amplitude, em dos zeros Expressão geral dos zeros
radianos, do ângulo dos zeros
p h Maximizantes: Maximizantes: Maximizantes: Não tem
AOP ia ∈ÈÍ 0, ÈÍ i .
h
j Î 2 Îj senx = 1 ⇔ x = p + 2kp, k ∈Z cosx = 1 ⇔ x = 2kp, k ∈Z
Mostra que a área A 2 

do triângulo [PQR], Expressão geral dos
Expressão geral dos maximizantes
representado a maximizantes
sombreado, pode ser Minimizantes: Minimizantes: Minimizantes: Não tem
dada, em função de a,
por A(a) = 16 sena cosa. senx = –1 ⇔ x = 3p + 2kp, k ∈Z cosx = –1 ⇔ x = π + 2kp, k ∈Z
2 
b) Recorrendo à 
Expressão geral dos
calculadora gráfica, Expressão geral dos
minimizantes
minimizantes
determina os valores de
Paridade: Função ímpar Paridade: Função par Paridade: Função ímpar
a para os quais a área do
triângulo [PQR] é inferior
1 y
a da área do círculo
8 Equações trigonométricas π–α α
representado na figura.
Na tua resposta, • senx = sena ⇔ x = a + 2kp ∨ x = π – a + 2kp, k ∈Z
reproduz, num O 1 x
referencial, o(s) gráfico(s)
da(s) função(ões) que
visualizares na
calculadora e que y
permite(m) resolver o α
problema, apresentando • cosx = cosa ⇔ x = a + 2kp ∨ x = –a + 2kp, k ∈Z
as coordenadas dos
pontos relevantes para a O 1 x
sua resolução com
–α
aproximação às
centésimas.
y
α
PROFESSOR • tg x = tg a ⇔ x = a + kπ, k ∈Z
Solução
O 1 x

4. b) ]0; 0,45[ ∪ ÈÍ 1,12; Í
Î 2Î π+α

86
UNIDADE 2 Fórmulas de trigonometria

UNIDADE 2
Fórmulas de trigonometria

2.1. Fórmulas de sen(a + b) e de cos(a + b) Recorda

O produto escalar de dois


Consideremos dois ângulos adjacentes a e b de vértice A cuja união é um ângulo agudo. vetores é dado por:
Pretendemos escrever o seno e o cosseno de a + b em função de seno e do cosseno de ≤u . ≤v = ||≤u || ¥ ||≤v || ¥
a e b. Para o efeito, consideremos a figura ao lado, onde: ¥ cos( ≤u ˆ ≤v )
D Tendo conhecimento das
• O–D = 1;
coordenadas dos vetores
• C é a projeção ortogonal do ponto D sobre a reta suporte no plano ≤u(u1, u2) e
1 E C ≤v(v1, v2), tem-se que:
do lado comum aos dois ângulos;
• F é a projeção ortogonal do ponto D sobre a reta AB. ≤u . ≤v = u1 ¥ v1 + u2 ¥ v2
β
α
Consideremos o ˚ [AFD]: A F B
D–F
sen(a + b) = ⇔ sen(a + b) = D–F
1
Tem-se que D–F = D–E + E–F = D–E + C–B.
Ou seja, sen(a + b) = D–E + C–B.
Assim, pretendemos determinar as medidas D–E e C–B em função do seno e do cosseno
5 Determina o valor exato de
de a e b. h 5p h h 5p h
sen i i e de cos i i .
j 12 j j 12 j
Sugestão: Começa por escrever
Comecemos por determinar C–B. Consideremos o ˚ [ADC]: D 5p p p
= + .
12 6 4
D–C –
sen β
sen b = ⇔ sen b = DC
1 1 E C
AC–
cos b = ⇔ cos b = A–C cos β
1 sen α cos β
Consideremos o ˚ [ABC]: β
α
C–B
sen a = ⇔ C–B = sen a cos b A F B
cos b

Determinemos, agora, D–E. Consideremos o ˚ [DEC]:


Como as retas EC e AB são paralelas e AC é concorrente com ambas, os ângulos ECA PROFESSOR
e CAB são ângulos alternos internos. Logo, EĈA = CÂB = a.
Então, DĈE = 90º – a e ED̂C = 180º – (90º + 90º – a) = a. Resolução
D Todos os exercícios de “Fórmulas de
Donde: trigonometria”
D–E – = cos a sen b α sen β
cos a = ⇔ DE 90º – α TRI12_1.1
sen b 1 E C α
Logo: cos β Solução
sen α cos β
• sen(a + b) = cos a sen b + sen a cos b β 5.
√∫6 + √∫2 e √∫6 – √∫2
α 4 4
• sen(a + b) = sen a cos b + cos a sen b A F B

87
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Consideremos ainda a figura anterior, bem como os dados obtidos:


D
Consideremos o ˚ [AFD]:
α sen β
A–F 90º – α
cos(a + b) = ⇔ cos(a + b) = A–F 1 E α C
1
cos β
Tem-se que A–F = A–B – F–B, ou seja, cos(a + b) = A–B – F–B.
β
Pretendemos, então, determinar as medidas A–B e F–B em α
função de cosseno e do seno de a e b. A F B

Comecemos por determinar A–B. Consideremos o ˚ [ABC]:


A–B – = cos a cos b
D
cos a = ⇔ AB
cos b α sen β
90º – α
Determinemos, agora, F–B. Sabemos que F–B = E–C. 1 E α C
cos β
Consideremos o ˚ [DEC]:
E–C – = sen a sen b
β
sen a = ⇔ EC α
sen b
A cos (α + β) F B
– = sen a sen b.
Ou seja, FB
cos α cos β
Logo, cos(a + b) = cos a cos b – sen a sen b.
Prova-se que:

Dados dois ângulos a e b cuja soma é um ângulo convexo, tem-se que:


• cos(a + b) = cos a cos b – sen a sen b
• sen(a + b) = sen a cos b + cos a sen b

2.2. Fórmulas de cos(a – b) e de sen (a – b)


6 Determina o valor exato de Dado um ângulo convexo a, de amplitude superior à de um ângulo convexo b, e sendo
h p h h p h
sen i i e de cos i i . g tal que b + g = a, ou seja, g = a – b, tem-se
j 12 j j 12 j a a
 
Sugestão: Começa por escrever
p p p cos a cos b + sen a sen b = cos(b + g) cos b + sen(b + g) sen b =
= – .
12 3 4 (1) (2)
 
= (cos b cos g – sen b sen g) cos b + (sen b cos g + cos b sen g) sen b =
= cos2b cos g – sen b sen g cos b + sen2b cos g + sen b sen g cos b =
= (cos2b + sen2b) cos g =
(1) cos(a + b) = cos a cos b – sen a sen b
= cos g = (2) sen(a + b) = sen a cos b + cos a sen b
PROFESSOR = cos(a – b)
De modo análogo, provaríamos que sen a cos b – cos a sen b = sen(a – b).
Simulador
GeoGebra: Seno e cosseno da soma Assim:
TRI12_1.2
Dados um ângulo convexo a, de amplitude superior à de um ângulo b, tem-se que:
Solução
• cos(a – b) = cos a cos b + sen a sen b
√∫6 – √∫2 e √∫6 + √∫2
6.
4 4
• sen(a – b) = sen a cos b – cos a sen b

88
UNIDADE 2 Fórmulas de trigonometria

2.3. Generalização das fórmulas de cos(a ± b) e de


sen (a ± b)
As fórmulas que acabámos de estudar, para ângulos convexos, são facilmente genera- 7 Mostra que
lizadas para quaisquer amplitudes x, y ∈R, atendendo à definição do seno e do cosseno h 11p h h 11p h
sen i i + cos i i =
j 12 j j 12 j
de um número real. y α+β–π
Consideremos, por exemplo, o caso em que = – √∫2 .
2
p α
a, b ∈ÈÍ , pÈÍ : π
Î2 Î β β–
2
π
Sabemos que: α–
2
x
sen(a + b) = –sen(a + b – p) = α+β

hh ph h phh
= –sen i ia – i + ib – i i =
jj 2j j 2jj

Pela fórmula do seno, que estudaste para ângulos cuja soma é um ângulo convexo, vem
que:
ph ph ph ph
= – ÈÍsen ia – i cos ib – i + cos ia – i sen ib – i ÈÍ =
h h h h
Î j 2j j 2j j 2j j 2jÎ
h ph h ph h ph h ph
= –sen ia – i cos ib – i – cos ia – i sen ib – i =
j 2j j 2j j 2j j 2j
= cos a sen b + sen a cos b =
= sen a cos b + cos a sen b

De forma análoga se generalizam as fórmulas trigonométricas anteriores para quaisquer


amplitudes x, y ∈R:
• sen (x + y) = sen x cos y + cos x sen y • sen (x – y) = sen x cos y – cos x sen y
• cos (x + y) = cos x cos y – sen x sen y • cos (x – y) = cos x cos y + sen x sen y

2.4. Fórmulas da duplicação


Decorre imediatamente das fórmulas acima que:
• sen (2x) = 2sen x cos x • cos (2x) = cos2x – sen2x

Demonstração
sen (2x) = sen (x + x) = sen x cos x + cos x sen x = 2sen x cos x
cos (2x) = cos (x + x) = cos x cos x – sen x sen x = cos2x – sen2x

Esquematizando / Resumindo

Deves ter sempre presente as seguintes fórmulas: PROFESSOR


±
• sen (x ± y) = sen x cos y ± cos x sen y • cos (x ± y) = cos x cos y sen x sen y
TRI12_1.3
• sen (2x) = 2sen x cos x • cos (2x) = cos2x – sen2x

89
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

8 Determina o valor exato de: Exercícios resolvidos


hph hph
a) 2sin i i cos i i h 7p h
j8j j8j
1. Determina o valor exato de cos i i.
j 12 j
hph hph
b) cos2 i i – sin2 i i
j8j j8j

Sugestão de resolução
h 5p h h 5p h
c) sin i i cos i i
j8j j8j
7p p p
Sabemos que = + . Assim:
Caderno de Apoio às Metas 12 3 4
Curriculares, 12.º ano
h 7p h hp ph hph hph hph hph
cos i i = cos i + i = cos i i cos i i – sen i i sen i i =
j 12 j j3 4j j3j j4j j3j j4j

1 √∫2 √∫3 1 √∫2 – √∫6


= × – × =
2 2 2 2 4

3 p
2. Calcula sin(2a), cos(2a) e tan(2a), sabendo que cos a = e a ∈ÈÍ0, ÈÍ.
9 Sabendo que 5 Î 2Î
1 hp h 1 Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano
sen i + xi = – e que
2 j2 j 5
x ∈]–p, 0[, determina o
Sugestão de resolução
valor exato de:
3
sen(–2x) – 2tg(p – 2x) – Sabemos que cos a = .
5
– cos(13p + 2x)
Pela Fórmula Fundamental de Trigonometria, sen2a + cos2a = 1, vem que:
h3h 2 9 16 4
sen2a + i i = 1 ⇔ sen2a = 1 – ⇔ sen2a = ⇔ sen a = ±
j5j 25 25 5
p 4
Como a ∈ÈÍ0, ÈÍ, sen a = .
Î 2Î 5
Tem-se que:
4 3 24
• sen (2a) = 2 sen a cos a = 2 × × =
5 5 25
h3h 2 h4h 2 9 16 7
• cos(2a) = cos2a – sen2a = i i – i i = – =–
j5j j5j 25 25 25
24
sen(2a) 25 24
• tg(2a) = = =–
cos(2a) 7 7

25

ERRO TÍPICO

Um erro frequente na resolução deste exercício é considerar que:


sen(2x) = 2sen x ou cos(2x) = 2cos x ou tg(2x) = 2tg x
  
PROFESSOR Erro! Erro! Erro!
p
Repara, por exemplo, que se x = , tem-se que:
Resolução 4
Essencial para o Exame – exercício 9
h ph hph hph √∫2
Soluções sen i2 × i = sen i i = 1 e 2sen i i = 2 × = √∫2
j 4j j2j j4j 2
8.
√∫2 , √∫2 , – √∫2
2 2 4 h ph hph
Obviamente, sen i2 × i ≠ 2sen i i .
j 4j j4j
17 268√∫2∫1
9. – –
25 425

90
UNIDADE 2 Fórmulas de trigonometria

Exercícios resolvidos 10 Considera o triângulo


isósceles da figura, cuja
3. Resolve as equações. base é 2 e o ângulo da
base é 2a.
√∫3
a) sen x cos x =
4
b) √∫2 cos x + √∫2 sen x = 1

2
Sugestão de resolução Mostra que o perímetro do
√∫3 √∫3 triângulo é dado por
a) sen x cos x = ⇔ 2sen x cos x =
4 2 4cos2a
.
√∫3 cos(2a)
⇔ sen(2x) =
2
hph Resolve as seguintes
11
⇔ sen(2x) = sen i i equações.
j3j
a) sen(2x) + sen x = 0
p 2p
⇔ 2x = + 2kp, k ∈Z ∨ 2x = + 2kp, k ∈Z b) sen x cos x =
1
3 3 2
p p c) √∫3 cos x + sen x = –2
⇔x= + kp, k ∈Z ∨ x = + kp, k ∈Z
6 3 d) 5cos x – 3 = cos(2x)
e) sen(2x) + cos x =
2sen x + 1
b) Numa equação do tipo: =–
2
acos x + bsen x = c
divide os termos da equação por: APRENDE FAZENDO
r= √∫a2∫ ∫ ∫+∫ ∫ 2∫
b Págs. 134, 135, 139, 140
e 147
e obterás a equação equivalente: Exercícios 3, 4, 6, 24, 26,
44, 45 e 46
a cos x + b sen x = c
r r r CADERNO DE EXERCÍCIOS
E TESTES
Assim, neste exemplo, vamos dividir os termos da equação por:
Págs. 34 e 35
Exercícios 1, 2, 3, 4, 5, 6,
√∫∫(∫√2∫∫ ∫)∫ ∫ ∫+∫ ∫(∫√∫∫2∫)
2 2
=2 7, 8 e 9

√∫2 cos x + √∫2 sen x = 1 ⇔ √∫2 cos x + √∫2 sen x = 1 PROFESSOR


2 2 2
Soluções
⇔ cos i p i cos x + sen i p i sen x = 1
h h h h
11.
j4j j4j 2 2p
a) x = kp ∨ x = + 2kp ∨
3
⇔ cos i p – xhi = 1
h 2p
∨ x=– + 2kp, k ∈Z
j4 j 2 3
p
⇔ cos i p – xhi = cos hi p hi
h b) x = + kp, k ∈Z
4
j4 j j3j 5p
c) x = – + 2kp, k ∈Z
6
⇔ p – x = p + 2kp, k ∈Z ∨ p – x = – p + 2kp, k ∈Z p p
4 3 4 3 d) x = + 2kp ∨ x = – +
3 3

⇔ –x = p – p + 2kp, k ∈Z ∨ –x = – p – p + 2kp, k ∈Z
+ 2kp, k ∈Z
3 4 3 4 2p 2p
e) x = + 2kp ∨ x = – +
3 3
p
⇔ x = – p + 2kp, k ∈Z ∨ x = 7p + 2kp, k ∈Z + 2kp ∨ x = –
6
+ 2kp ∨
12 12 7p
(continua) ∨ x= + 2kp, k ∈Z
6

91
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

12 Resolve, em R, cada uma Exercícios resolvidos


das seguintes equações.
sin x + √∫3 cos x = 1 4. Mostra que, no respetivo domínio:
1
a)
2 2
a)
1 = cos(2x) b) tg(a + b) =
tg a + tg b
b)
1 √∫
cos x – 3 sin x =
1 1 + tg x tg(2x) 1 – tg a tg b
2 2 2

c)
√∫2 sin x – √∫2 cos x = √∫3
2 2 2
Sugestão de resolução
d) (*) sin x + cos x = –
√∫6
1 1
2 a) = =
e) cos2x – sin2x =
1 1 + tg x tg(2x) 1 + sen x ¥ sen(2x)
2 cos x cos(2x)
f) (*) cos(2x) – 3sin(x) – 2 = 0
sin(2x) 1
g) (**) = √∫3 = =
1 + cos(2x) sen x ¥ 2sen x cos x
1+
(*) grau de dficuldade elevado cos x cos2x – sen2x
(**) grau de dificuldade muito elevado
Caderno de Apoio às Metas 1
Curriculares, 12.º ano = =
2sen2x
1+
13 Mostra que, no respetivo cos2x – sen2x
domínio:
1
a) (sen x + cos x)2 = = =
= sen(2x) + 1
cos2x – sen2x + 2sen2x
cos2x – sen2x
b) cos(2x) = 1 – 2sen2x
1 – tg2x 1
c) = cos(2x) = =
1 + tg2x cos2x + sen2x
cos2x – sen2x
1
PROFESSOR = =
1
cos2x – sen2x
Apresentação = cos2x – sen2x =
“Fórmulas de trigonometria”
Teste interativo = cos(2x)
“Fórmulas de trigonometria”

(*) e (**) Os graus de dificuldade


elevados e muito elevados
correspondem a desempenhos que não
b) tg(a + b) =
sen(a + b) =
serão exigíveis à totalidade dos alunos.
cos(a + b)
Soluções
12. = sen a cos b + cos a sen b =
p cos a cos b – sen a sen b
a) x = + 2kp, k ∈Z
6
2p Dividindo o numerador e o denominador da fração por cos a cos b, obtemos:
b) x = – + 2kp ∨ x = 2kp,
3
sen a cos b + cos a sen b
k ∈Z
c) x = –
p
+ 2kp ∨ x = –
5p cos a cos b
+ = =
12 12 cos a cos b – sen a sen b
+ 2kp, k ∈Z
cos a cos b
7p 13p
d) x = + 2kp ∨ x = +
12 12 sen a cos b cos a sen b
+ 2kp, k ∈Z +
cos a cos b cos a cos b
p 5p = =
e) x = + kp ∨ x = + kp,
6 6 cos a cos b sen a sen b
k ∈Z

p 7p
cos a cos b cos a cos b
f) x = – + 2kp ∨ x = +
= tg a + tg b
6 6
3p
+ 2kp ∨ x = + 2kp, k ∈Z
2 1 – tg a tg b
p
g) x = + kp, k ∈Z
3

92
sen x
UNIDADE 3 O limite notável lim
x→0 x

UNIDADE 3
O limite notável lim sen x
xÆ0 x

Consideremos, fixado um referencial ortonormado, o ângulo orientado de medida


p
x ∈ÈÍ 0, ÈÍ radianos cujo lado origem coincide com o semieixo positivo das abcissas.
Î 2Î
Sejam A o ponto a interseção do lado extremidade deste ângulo com a circunferência
trigonométrica e o ponto A’ o simétrico de A relativamente ao eixo das abcissas.
y

x E
O x

A’

Por um lado, tem-se que o comprimento da corda [AA’] é inferior ao comprimento do


arco que lhe corresponde.
Como sabemos que A–A’ = 2sen x (por definição de seno) e o comprimento do arco AA’
é igual a 2x (por definição de radiano), vem que:
2sen x < 2x
isto é:
sen x < x (1)
Por outro lado, tem-se que x ≤ tg x. y

Sejam o ponto A a interseção do lado extremidade deste C


A
ângulo com a circunferência trigonométrica, C a interseção
do lado extremidade deste ângulo com a reta de equação x
x = 1 e D a projeção ortogonal de C sobre o eixo Ox. O B D x

A área do setor circular de amplitude x é inferior à área


do triângulo [ODC]:
x=1
x ¥ 12 x
Área do setor circular = =
2 2
O–D ¥ D–C 1 ¥ tg x tg x
A[ODC] = = =
2 2 2
Logo:
x tg x PROFESSOR
<
2 2
isto é:
x < tg x (2) Resolução
Todos os exercícios de “O limite
sen x
Por (1) e (2), vem que sen x < x < tg x. notável lim
xÆ0 x

Consideremos agora x = 0. Tem-se que sen 0 = 0 = tg 0. TRI12_2.1


p
Logo, se x ∈ÈÍ0, ÈÍ, sen x ≤ x ≤ tg x.
Î 2Î

93
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Para x Æ 0+, tem-se que sen x > 0, logo:


sen x x tg x
< <
sen x sen x sen x
isto é:
x 1
1< <
sen x cos x
Donde:
sen x
cos x < <1
x
Como lim+ cos x = 1 e lim+ 1 = 1, pelo teorema das funções enquadradas, concluímos
xÆ0 xÆ0

que lim+ sen x = 1.


xÆ0 x
Nota
sen x Observa que lim– sen x = 1.
A propriedade lim
xÆ0 x
=1 xÆ0 x
significa que, se a amplitude Efetuando a mudança de variável y = –x, se x Æ 0–, então y Æ 0+, vem que:
de um ângulo, medida em
sen x
= lim+ –sen y = lim+ sen y = 1
radianos, for muito próxima sen(–y)
lim– = lim+
de zero, o seno do ângulo é xÆ0 x yÆ0 –y yÆ0 –y yÆ0 y
aproximadamente igual à
amplitude do ângulo. sen x
Provámos, assim, que lim = 1.
xÆ0 x

Exercícios resolvidos

1. Calcula, caso existam, os seguintes limites.


14 Calcula, caso existam, os
seguintes limites. a) lim
sen(2x) b) lim
sen x
sen x xÆ0 x xÆ0 2x
a) lim
xÆp x
x sen(x – p)
cos x c) lim d) lim
b) lim
xÆp x xÆ0 sen(5x) xÆp x–p
c) lim tg2 x
e) lim
tg x h
f) lim ix sen i i i
h1hh
x Æ 3p
4 xÆ0 x x Æ +∞ j j x jj
d) lim +tg x
x Æ hi p hi g) lim
sen2 x h) lim
sen(ax) , com a e b números reais não nulos
j2j
cos x
xÆ0 x xÆ0 sen(bx)
e) lim
xÆ0 x |x| 2x + sen x
hph i) lim j) lim
f) lim tg i i xÆ0 sen x xÆ0 x
x Æ 2+ jxj

k) lim
cos h – 1
hÆ0 h

Sugestão de resolução
h0h
i i
a) lim
sen(2x) j =0 j lim h sen(2x) ¥ 2h
i i
PROFESSOR xÆ0 x xÆ0 j 2x j
Considerando a mudança de variável 2x = y, temos x Æ 0 ⇒ y Æ 0.
TRI12_2.1 Assim:
lim i sen(2x) ¥ 2i = 2 ¥ lim sen y =
h h h sen y = 1h
Soluções iLimite notável: lim i
xÆ0 j 2x j yÆ0 y j yÆ0 y j
14.
1 =2¥1=
a) 0 b) – c) 1
p =2
d) –∞ e) Não existe. f) +∞

94
sen x
UNIDADE 3 O limite notável lim
x→0 x

h0h
i i
j0j
b) lim
sen x = 1 ¥ lim sen x =
xÆ0 2x 2 xÆ0 x
= 1 ¥1=
2
= 1
2

h0h
i i
j0j
c) lim
x = lim 5x =
xÆ0 sen(5x) x Æ 0 5 sen(5x)
= 1 ¥ lim 5x =
5 x Æ 0 sen(5x)
= 1 ¥ lim 1
5 x Æ 0 sen(5x)
5x
Considerando a mudança de variável 5x = y, temos x Æ 0 ⇒ y Æ 0. Assim:

1 ¥ lim 1 = 1 ¥ lim 1 = h sen y = 1h


iLimite notável: lim i
5 x Æ 0 sen(5x) 5 y Æ 0 sen y j yÆ0 y j
5x y
= 1 ¥ 1 =
5 1
= 1
5

h0h
i i
j0j
d) lim
sen(x – p) = lim sen y h sen y = 1h
iLimite notável: lim i
xÆp x–p yÆ0 y j yÆ0 y j

Considerando a mudança de variável x – p = y, vem que x Æ p ⇒ y Æ 0.


Assim:
lim sen y = 1
yÆ0 y

h0h
i i
sen x
j0j
e) lim
tg x = lim cos x =
xÆ0 x xÆ0 x

= lim sen x =
xÆ0 x ¥ cos x

= lim i sen x ¥ 1 i =
h h
xÆ0 j x cos x j

= lim sen x ¥ lim 1 =


xÆ0 x x Æ 0 cos x

=1¥ 1 =
cos 0
=1¥1=
=1 (continua)

95
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

15 Calcula, caso existam, os Exercícios resolvidos


seguintes limites.
sen(3x)
a) lim
xÆ0 x h h 1 hh
4x i sen i ii
b) lim h h 1 h h (+∞ ¥ 0) j x ji
x Æ 0 sen x f) lim ix sen i i i = lim i
x Æ +∞ j j x jj x Æ +∞ i 1 i
sen(2x) i i
c) lim
xÆ0 –5x j x j
sen(2x)
d) lim
x Æ 0 sen(3x) Considerando a mudança de variável 1 = y, temos x Æ +∞ ⇒ y Æ 0.
sen x x
e) lim Assim:
xÆ0 x3
sen x h h 1 hh
f) lim i sen i ii
x2 x ji
= lim sen y =
xÆ0 j h sen y = 1h
lim ii i iLimite notável: lim i
x x Æ +∞
i 1 i
yÆ0 y j yÆ0 y j
g) lim
x Æ 0 5 tg x j x j
sen x
h) lim
xÆp x–p =1
i) lim
cos x
p
x Æ2 3p – 3x
h0h
2 i i
tg x g) lim
sen2 x j =
0j
lim sen x ¥ sen x =
j) lim
xÆ0 x xÆ0 x xÆ0 x
tg (p + x)
k) lim
–x2 + x = lim sen x ¥ lim sen x =
xÆ0
xÆ0 x xÆ0
1 – cos x
l) lim = 1 ¥ sen 0 =
xÆ0 x2

m) lim
cos(2x) + sen x =1¥0=
p
x Æ– 6
sen(2x) + cos x
=0

h0h
i i
sen(ax)
h) lim
sen(ax) j0j
= lim x =
x Æ 0 sen(bx) x Æ 0 sen(bx)

x
sen(ax)

ax
= lim =
xÆ0 sen(bx)

bx

lim sen(ax)
ax Æ 0
a ax
= ¥ =
b lim sen(bx)
PROFESSOR bx Æ 0
bx
Soluções
= a ¥ 1 =
15. b 1
2
a) 3 b) 4 c) –
5
d)
2
e) +∞ f) Não existe. = a
3 b
1 1
g) h) –1 i)
5 3
1
j) 1 k) 1 l)
2
m) √∫3

96
sen x
UNIDADE 3 O limite notável lim
x→0 x

16 Calcula, caso exista,


hph
h0h
lim ÈÍ n sen i i ÈÍ, n ∈N.
i i Î j n jÎ

i) lim
|x| j =0 j
x Æ 0 sen x

Averiguemos os limites laterais:


• lim+ |x| = lim+ x =
x Æ 0 sen x x Æ 0 sen x

= lim+ 1 =
xÆ0 sen x
x
1
= =
sen x
lim+
xÆ0 x

= 1 =
1
=1

• lim– |x| = lim– –x =


x Æ 0 sen x x Æ 0 sen x

= – lim– 1 =
xÆ0 sen x
x
1
=– =
sen x
lim
x Æ 0– x

=– 1 =
1
= –1

Dado que lim+ |x| ≠ lim– |x| , não existe lim |x| .
x Æ 0 sen x x Æ 0 sen x x Æ 0 sen x

h0h
i i
j0j
j) lim
2x + sen x = lim h 2x + sen x h =
i i
xÆ0 x xÆ0 j x x j

= lim i2 + sen x i =
h h
xÆ0 j x j

= lim 2 + lim sen x = h


iLimite notável: lim
sen x = 1h
i
xÆ0 xÆ0 x j xÆ0 x j

=2+1=
=3

PROFESSOR
(continua)
Solução
16. p

97
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

17 Considera a função g Exercícios resolvidos


definida por:


4cos(x) p
se x ≠ h0h
p – 2x 2 i i
g(x) = , cos h – 1 j =
0j
k se x =
p k) lim lim (cos h – 1)(cos h + 1) = (multiplicando os termos
2 hÆ0 h hÆ0 h ¥ (cos h + 1)
da fração por cos h + 1)
sendo k um número real. = lim cos2 h – 1 =
Determina o valor de k de hÆ0 h ¥ (cos h + 1)
modo que g seja contínua –sen2 h
p = lim =
em x = . hÆ0 h ¥ (cos h + 1)
2
= lim i –sen h ¥ sen h i =
Caderno de Apoio às Metas h h
Curriculares, 12.º ano
h Æ 0 j h ¥ (cos h + 1) j

Considera a função f
= – lim sen h ¥ lim sen h =
18
definida em ]–2p, +∞[ por: hÆ0 h h Æ 0 cos h + 1

0


sen(x2) + 1 – cos x
se –2p < x < 0 = –1 ¥ =
1 – cos x 1+1
f(x) = 3 se x = 0 = –1 ¥ 0 = 0
–3x
se x > 0 2x2 – 5x – 3


x – sen(2x) se 3 – p < x < 3
sin(3 – x)
a) Mostra que f é contínua 2. (*) Considera a função h definida por h(x) = .
7sin i px i
h h
em x = 0. Averigua se h é contínua em x = 3. se 3 ≤ x < 3 + p
j 2 j
b) Estuda a função f
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano
quanto à existência de
assíntotas ao seu gráfico.
Sugestão de resolução
c) Prova que a equação
f(x) = x tem pelo menos A função h é contínua em x = 3 se e somente se lim h(x) = h(3):
xÆ3
uma solução no h 3p h
intervalo ]0, p[. • h(3) = 7sen i i = –7
j 2 j

• lim+ h(x) = lim+ 7sen i px i = 7sen i 3p i = –7


(*) grau de dificuldade elevado h h h h
xÆ3 xÆ3 j2j j 2 j
APRENDE FAZENDO h0h
i i
Págs. 136, 137, 140 e 148 j0j
• lim– h(x) = lim– 2x2 – 5x – 3 = Cálculo auxiliar
Exercícios 9, 14, 16, 17,
27 e 50
xÆ3 xÆ3 sen(3 – x) 2 –5 –3

CADERNO DE EXERCÍCIOS = lim– (x – 3)(2x + 1) = 3 6 3


E TESTES xÆ3 sen(3 – x) 2 1 0
Pág. 36 = lim– (x – 3) ¥ lim– (2x + 1) = 2x2 – 5x – 3 = (x – 3)(2x + 1)
Exercícios 10, 11, 12 e 13 x Æ 3 sen(3 – x) xÆ3

1
PROFESSOR
= ¥7=
lim– sen(3 – x)
xÆ3 x–3
Resolução 7
Essencial para o Exame – exercício 18
= =
Apresentação
sen x
lim – –sen(x – 3)
“O limite notável lim ” x – 3Æ 0 x–3
xÆ0 x
Teste interativo 7
“O limite notável lim
sen x

= =
xÆ0 x
– lim – sen(x – 3)
(*) Os graus de dificuldade elevados x – 3Æ 0 x–3
correspondem a desempenhos que não
serão exigíveis à totalidade dos alunos. = 7 = –7
Soluções –1
17. k = 2 Como lim+ h(x) = lim– h(x) = h(3), concluímos que h é contínua em x = 3.
xÆ3 xÆ3
18. b) x = –2p; y = –3

98
UNIDADE 4 Derivadas de funções trigonométricas

UNIDADE 4
Derivadas de funções trigonométricas

4.1. Derivada da função seno Nota


Já vimos na página anterior
Considera a função real de variável real definida por f(x) = sen x. Para todo o x ∈R, re- (exercício resolvido alínea
correndo à definição de derivada num ponto, tem-se: k) que lim cos h – 1 = 0.
hÆ0 h
f’(x) = lim f(x + h) – f(x) = lim sen(x + h) – sen x =
hÆ0 h hÆ0 h 19 Determina, utilizando a
definição, a derivada de
= lim sen x cos h + sen h cos x – sen x = (pela fórmula do desenvolvimento cada uma das seguintes
hÆ0 h
do seno da soma) funções em x = 0 e em
= lim sen x (cos h – 1) + sen h cos x =
x = p.
hÆ0 h a) f(x) = sin(2x)
b) f(x) = cos(2x) – 1
= lim sen x (cos h – 1) + lim sen h cos x =
hÆ0 h hÆ0 h c) f(x) = tan(2x)
Caderno de Apoio às Metas
h
= sen x lim cos h – 1 + cos x lim sen h = iLimite notável: lim sen h = 1hi Curriculares, 12.º ano
hÆ0 h hÆ0 h j h j
 
hÆ0

0 1
20 Determina a expressão
da derivada de f se:
= sen x ¥ 0 + cos x ¥ 1 =
a) f(x) = 3sen x + 4
= cos x
b) f(x) = x2 – cos x
c) f(x) = sen(5x + p)
cos(2x)
d) f(x) =
x
e) f(x) = sen3(5x)
4.2. Derivada da função cosseno
Considera a função real de variável real definida por f(x) = cos x. Para todo o x ∈R, re-
PROFESSOR
correndo à definição de derivada num ponto, tem-se:
f’(x) = lim f(x + h) – f(x) = lim cos(x + h) – cos x =
hÆ0 h hÆ0 h Resolução
Todos os exercícios de “Derivadas de

= lim cos x cos h – sen x sen h – cos x =


funções trigonométricas”
(pela fórmula do desenvolvimento Simulador
hÆ0 h GeoGebra: Derivada da função seno e
do cosseno da soma) derivada da função cosseno
= lim cos x (cos h – 1) – sen x sen h = TRI12_2.2
hÆ0 h

= lim cos x (cos h – 1) – lim sen x sen h = Soluções


hÆ0 h hÆ0 h 19. a) 2; 2 b) 0; 0 c) 2; 2
h
= cos x lim cos h – 1 – sen x lim sen h = iLimite notável: lim sen h = 1hi 20.
hÆ0 h hÆ0 h j hÆ0 h j a) 3cos x b) 2x + sen x
 
c) 5cos(5x + p)
0 1 2xsen(2x) + cos(2x)
d) –
= cos x ¥ 0 – sen x ¥ 1 = x2
= –sen x e) 15sen2(5x)cos(5x)

99
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Se x é um ponto qualquer do domínio de f e f’(x) = –sen x, então:


(cos x)’ = –sen x

Pela regra da derivada da função composta, resulta que:


(cos u)’ = –u’ ¥ sen u

4.3. Derivada da função tangente


Considera a função real de variável real definida por f(x) = tg x.
Para todo o x ∈R\bx ∈R: x = p + kp, k ∈Zb, tem-se:
a a
c 2 c

f’(x) = i sen x i ’ = (sen x)’ cos x – 2(cos x)’ sen x =


h h
j cos x j cos x

21 Determina a expressão da = cos x cos x +2sen x sen x =


derivada de f se:
cos x

= cos x +2sen x =
a) f(x) = sen x + cos x 2 2

b) f(x) =
cos x cos x
sen x
= 1
c) f(x) = cos(x2) – 3 sen2x
cos2x
d) f(x) = tg x sen x
Se x é um ponto qualquer do domínio de f e f’(x) = 1 , então:
e) f(x) = tg(2x) + x cos2x
5 h1h
f) f(x) = – cos i i
tg x jxj
(tg x)’ = 1
g) f(x) = tg3(5x) cos2x

Como 1 = 1 + tg2x, então:


cos2x
(tg x)’ = 1 + tg2x

Pela regra da derivada da função composta, resulta que:


PROFESSOR
(tg u)’ = u’
TRI12_2.3 cos2 u

Soluções Exercícios resolvidos


21.
a) cos x – sen x
1 1. Determina a expressão derivada da função f, sendo:
b) –
sen2x
a) f(x) = 5 sen x + 2 cos x
c) –2x sen(x2) – 6sen x cos x
h 1
d) tg x i
h
+ cos xi b) f(x) =
sen x
j cos x j x2
2
e) +1 c) f(x) = sen x cos x
cos2(2x)
5 1 h1h hxh 1
f) – – sen i i d) f(x) = sen i i +
sen2x x2 jxj j2j tg x
15sen2(5x) e) f(x) = (1 + tg x)2
g)
cos4(5x)

100
UNIDADE 4 Derivadas de funções trigonométricas

Sugestão de resolução 22 Calcula, nos pontos em


a) f’(x) = (5 sen x)’ + (2 cos x)’ = que existe, uma expressão
da derivada da função
= 5 cos x – 2 sen x definida por:
a) f(x) = 3cos x sin(2x)
h sen x h ’
= (sen x)’ ¥ x –2 2(x )’ ¥ sen x =
2 2
b) f’(x) = i i 3cos x
j x2 j (x ) b) f(x) =
1 + sin x
= cos x ¥ x2 – 2x ¥ sen x
= 1
x4 c) f(x) = tan x +
tan x
= x ¥ cos x 3– 2 sen x cos x
x d) f(x) = √3∫ 3––sin(5x)
Caderno de Apoio às Metas
Curriculares, 12.º ano
ERRO TÍPICO

Observa um erro comum na resolução da alínea anterior e que consiste em


aplicar incorretamente a regra de derivação do quociente:
h sen x h ’ (sen x)’ = cos x
i i =
j x2 j (x2)’ 2x

Erro!

c) f’(x) = (sen x cos x)’ =


= (sen x)’ ¥ cos x + sen x ¥ (cos x)’ =
= cos x ¥ cos x – sen x ¥ sen x =
= cos2x – sen2x

È hxh 1 È ’ = Èsen h x h È ’ + h 1 h ’ =
d) f’(x) = Ísen i i + Í Í i iÍ i i
Î j2j tg x Î Î j2jÎ j tg x j

= i x i cos i x i – (tg x)’2 ¥ 1 =


h h’ h h
j2j j2j tg x
1
cos2x
= 1 cos i x i –
h h
=
2 j2j tg2 x
1
1 hxh cos 2x
= cos i i – =
2 j2j sen2x
PROFESSOR
cos2x
Soluções
= 1 cos i x i – cos2x
h h
=
2 j2j cos x ¥ sen2x
2 22.
3
a) (cos x + 3cos(3x))
= 1 cos i x i – 12
h h 2
2 j2j sen x –3
b)
sen x + 1
e) f’(x) = [(1 + tg x)2]’ = c)
1

1
cos2x sen2x
= 2(1 + tg x) ¥ (1 + tg x)’ =
sen x 5(3 – cos x)cos(5x)
+
= 2(1 + tg x) ¥ 12 d)
3 – sen(5x) (3 – sen(5x))2
cos x 3 – cos x
(continua)
√∫
2 3 – sen(5x)

101
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

23 Na figura estão Exercícios resolvidos


representados a
circunferência 2. Na figura está representada a circunferência trigonométrica.
trigonométrica e um
Sabe-se que:
triângulo [OCB].
y B • o segmento de reta [BC] é um diâmetro do y
círculo e está contido no eixo das ordenadas;
• o segmento de reta [OA] é um raio da circun- B
P
ferência e está contido no eixo das abcissas.
C x
O A x Considera que um ponto P se desloca ao longo α R A
O x
do arco AB e que um ponto Q se desloca ao
longo do arco AC, de tal forma que [PQ] é sempre
Seja x a amplitude do paralelo a [BC]. Para cada posição do ponto P, Q
p h
ângulo AOB hix ∈ÈÍ 0, ÈÍ i seja a a amplitude, em radianos, do ângulo
C
j Î 2 Îj
AOP ia ∈ÈÍ0, p ÈÍ i .
e AB é perpendicular a OA. h h
Mostra que a área do j Î 2Îj
triângulo [OCB], em função a) Mostra que a área da região a sombreado é dada, em função de a, por:
de x, é dada pela expressão:
sen x f(a) = cos a + 1 sen(2a)
A(x) = 2
2cos x
b) Determina f(0) e interpreta geometricamente o valor obtido.

24 Na figura estão c) Determina, recorrendo exclusivamente a métodos analíticos, o valor de a para


representados um quadrado o qual a área da região a sombreado é máxima e o valor da área máxima.
[ABCD], de lado 2, e um
Èp pÈ
arco de circunferência AC. d) Mostra que a equação f(a) = 1 tem pelo menos uma solução no intervalo Í , Í.
Î6 3Î
O ponto B é o centro da
Nota: Sempre que nos valores intermédios procederes a arredondamentos, conserva no mínimo uma
circunferência. casa decimal.
A B
x
Sugestão de resolução

2 a) sen a = P–R cos a = O–R


– –
P f(a) = Área[PQBC] = BC + PQ ¥ O–R =
2
D C = 2 + 2 sen a ¥ cos a =
Considera que um ponto P 2
se move ao longo desse = (1 + sen a) cos a =
arco, sem coincidir com o
= cos a + sen a cos a =
ponto A. Para cada posição
do ponto P fica definida a = cos a + 1 ¥ 2 sen a cos a =
região a sombreado [ABPD]. 2
Seja x a amplitude, em = cos a + 1 sen(2a)
radianos, do ângulo 2
p h
ABP hix ∈ÈÍ 0, ÈÍ i .
y
j Î 2 Îj 1 sen(2 ¥ 0) = 1 + 1 ¥ 0 = 1
b) f(0) = cos 0 + B
a) Mostra que a área da 2 2
região a sombreado é
dada, em função de x, Quando a = 0, o ponto P coincide com o
A P Q
por: ponto A e com o ponto Q e a área a som- O x
A(x) = 2(1 + sen x – cos x)
breado é a área do triângulo [ABC].
b) Mostra que o perímetro
Assim, f(0) = 1 representa a área do triân-
da região sombreada é
gulo [ABC]. C
dado, em função de x,
por:
P(x) = 6 + 2√∫3∫ –∫ ∫ 2
∫ ∫ c∫ o
∫ s∫ ∫ x∫ ∫ –∫ ∫ 2
∫ ∫ s∫ e∫ n
∫ ∫ x∫

102
UNIDADE 4 Derivadas de funções trigonométricas

25 Na figura estão
representados a
c) • Determinar f’(a): circunferência
f’(a) = (cos a)’ + 1 (sen(2a))’ = –sen a + 1 ¥ 2 cos(2a) = –sen a + cos(2a) trigonométrica e um
2 2 triângulo [OPR].
È pÈ
Df’ = Í0, Í
Î 2Î y

• Determinar os zeros de f’: f’(a) = 0 P


–sen a + cos(2a) = 0 ⇔ cos(2a) = sen a
α
⇔ cos(2a) = cos i p – ai
h h
O R x
j2 j

⇔ 2a = – a + 2kp ∨ 2a = – p + a + 2kp, k ∈Z
p
2 2
p
⇔ 3a = + 2kp p
∨ a = – + 2kp, k ∈Z O ponto P desloca-se ao
2 2 longo da circunferência,
⇔a= + p 2kp ∨ a = – p + 2kp, k ∈Z no 1.o quadrante. O ponto
6 3 2 R desloca-se ao longo do

k = –1 Æ a = p – 2p a = – p – 2p
eixo Ox, de tal modo que

6 3 2 o triângulo [OPR] é

a=– p
sempre isósceles.
∨ a = – 5p Considere-se a a
 2  2
amplitude, em radianos,
∉ÈÍ 0, p ÈÍ ∉ÈÍ 0, p ÈÍ
Î 2Î Î 2Î do ângulo ROP.

k=0Æa= p + 2¥0¥p a=– p +2¥0¥p


a) Mostra que a área do

6 3 2 triângulo [OPR] pode

a= p ∨ a=– p
ser dada em função do
6 2 ângulo a, por:

A(a) = sen a ¥ cos a
∉ÈÍ 0, p ÈÍ
Î 2Î b) Determina, recorrendo

k = 1 Æ a = p + 2p ∨ a = – p + 2p a métodos
6 3 2 exclusivamente
analíticos, o valor de a
a = 5p ∨ a = 3p para o qual a área do
6
 
2
triângulo [OPR] é
∉ÈÍ 0, p ÈÍ ∉ÈÍ 0, p ÈÍ
Î 2Î Î 2Î máxima.

Em ÈÍ0, p ÈÍ , a = p .
Î 2Î 6
• Estudar o sinal de f’ e a variação de f:
Como f’ é uma função contínua, não muda de sinal nos intervalos ÈÍ0, p ÈÍ
Î 6Î
Èp pÈ
e Í , Í . Assim, basta calcular a imagem por f’ de um objeto de cada um
Î6 2Î
destes intervalos:
f’(0) = –sen 0 + cos 0 = –0 + 1 = 1 > 0
f’ i p i = –sen i p i + cos i2 ¥ p i = –sen i p i + cos p = –1 – 1 = –2 < 0
h h h h h h h h
j2j j2j j 2j j2j
p p
a 0
6 2
Sinal de f’ + + 0 – –
PROFESSOR

1 3√∫3 0
Variação de f £ ¢ Solução
Mín. 4 Mín. 25.
Máx.
p
(continua) b) α =
4

103
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Exercícios resolvidos

Cálculos auxiliares
• f(0) = cos 0 + 1 sen 0 = 1 + 1 ¥ 0 = 1
2 2

• f i p i = cos i p i + 1 sen i 2p i = √∫3 + 1 ¥ √∫3 =


h h h h h h
j6j j6j 2 j 6 j 2 2 2

= √∫3 + √∫3 =
2 4

= 3√∫3
4

• f i p i = cos i p i + 1 sen i 2p i = 0 + 1 ¥ 0 = 0
h h h h h h
j2j j2j 2 j 2 j 2

O valor de a para o qual a área é máxima é p .


6
O valor dessa área máxima é 3√∫ 3 .
4

d) A função f é contínua em Í0,


p È , por se tratar da soma de duas funções con-
È
Í
2Î Î
tínuas (uma que é uma função trigonométrica e a outra que é o produto de
uma função constante com a composta de uma função trigonométrica com
uma função afim); em particular, é contínua em ÈÍ p , p ÈÍ .
Î6 3Î

f i p i = 3√∫3
h h
(pela alínea anterior)
j6j 4
≈ 1,3

f i p i = cos i p i + 1 sen i 2p i =
h h h h h h 2π y π
j3j j3j j 3 j 3 3
2

= 1 + 1 sen i p i =
h h
2 2 j3j O x

= 1 + 1 ¥ √∫3 =
2 2 2

= 1 + √∫3 =
2 4
= 2 + √∫3
4
≈ 0,9

Ou seja, f i p i < 1 < f i p i .


h h h h
j3j j6j

Assim, pelo teorema de Bolzano-Cauchy, concluímos que ∃ c ∈ÈÍ p , p ÈÍ:


Î6 3Î
f(c) = 1, isto é, a equação f(a) = 1 tem pelo menos uma solução no intervalo
Èp pÈ
Í , Í.
Î6 3Î

104
UNIDADE 4 Derivadas de funções trigonométricas

26 Estuda a monotonia das


3. Considera a função f, de domínio R, definida por f(x) = 2 + 2 sen(2x) cos(2x). seguintes funções, nos
Resolve as alíneas seguintes, usando métodos analíticos. intervalos indicados,
referindo o valor dos
a) Determina f’(0), recorrendo à definição de derivada de uma função num ponto. extremos relativos, caso

b) Estuda a monotonia da função f, no intervalo Í 0,


È p È , indicando o valor dos existam, e os intervalos de
Í
Î 2Î monotonia.
extremos relativos, caso existam, e os intervalos de monotonia. a) f(x) = sen x + cos x, em

È pÈ 3 em dois pontos. [0, 2p]


c) No intervalo Í 0, Í, o gráfico da função f interseta a reta y = 1
Î 2Î 2 b) g(x) = , em
tg x
Determina as coordenadas desses pontos.
p
]0, p[\ ab ab
2
c c
Sugestão de resolução

a) f’(0) = lim
f(x) – f(0) = lim 2 + 2sen(2x) cos(2x) – (2 + 2sen 0 cos 0) =
xÆ0 x–0 xÆ0 x
= lim 2 + 2sen(2x) cos(2x) –2 =
xÆ0 x
= lim 2sen(2x) cos(2x) =
xÆ0 x
= lim 2sen(2x) cos(2x) =
xÆ0 x
h h
= 2 ¥ lim i sen(2x) ¥ cos(2x)i =
xÆ0 j x j

= 2 ¥ lim sen(2x) ¥ lim cos(2x) =


xÆ0 x xÆ0

= 2 ¥ 2 ¥ lim sen(2x) ¥ cos(0) =


2x Æ 0 2x
=2¥2¥1¥1=4
Nota: Considerando a mudança de variável 2x = y, temos que lim sen y = 1.
yÆ0 y

b) Observe-se que:
f(x) = 2 + 2sen(2x) cos(2x) = 2 + sen(2 ¥ 2x) = 2 + sen(4x)
Assim:
f’(x) = (2 + 2sen(2x) cos(2x))’ = (2 + sen(4x))’ =
= 0 + (4x)’ cos(4x) =
= 4 cos(4x) PROFESSOR

f’(x) = 0 ⇔ 4cos(4x) = 0 Soluções


⇔ cos(4x) = 0 26.

⇔ 4x = p + kp, k ∈Z a) f é estritamente crescente em


2 È0, p È e em È 5p , 2pÈ e é
Í 4Í Í4 Í
Î Î Î Î
⇔ x = p + kp , k ∈Z estritamente decrescente em
8 4 È p , 5p È ; 1 é mínimo relativo
Í4 4 Í
k = –1 Æ x = – = – p
p p k=0Æx= p
Î Î
8 4  8 8 para x = 0; √∫2 é máximo
p
∉ ÈÍ 0, p ÈÍ absoluto para x = ; –√∫2 é
Î 2Î 4
5p
mínimo absoluto para x = ;
k = 1 Æ x = p + p = 3p k = 2 Æ x = p + 2p = 5p 4
8 4 8 8 4 8 1 é máximo relativo para x = 2p.
b) g é estritamente decrescente
∉ ÈÍ 0, p ÈÍ
Î 2Î ap a
em ]0, p[\ b b e não tem
(continua) c2 c
extremos.

105
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

27 Considera a função f, Exercícios resolvidos


definida em [0, 2p], por:
f(x) = x2 – (cos x + 1)2
a) Estuda a função f Então, no intervalo ÈÍ 0, p ÈÍ, f’(x) = 0, em x = p e em x = 3p .
Î 2Î 8 8
quanto às concavidades
do seu gráfico e p 3p p
existência de pontos de
x 0
8 8 2
inflexão.
Sinal de f’ n.d. + 0 – 0 + n.d.
b) Sejam:
Variação 3 1
• A o ponto do gráfico n.d. £ ¢ £ n.d.
de f de abcissa p;
de f Máx. Mín.
• r a reta tangente ao
Cálculos auxiliares
gráfico de f no ponto
• f i p i = 2 + sen i4 ¥ p i = 2 + sen i p i = 2 + 1 = 3
h h h h h h
A; j8j j 8j j2j
• B e C os pontos de h 3p h h 3p h h 3p h
• f i i = 2 + sen i4 ¥ i = 2 + sen i i =2–1=1
j 8 j j 8 j j 2 j
interseção da reta r
com os eixos Ox e
Oy, respetivamente. A função f é estritamente crescente em ÈÍ 0, p ÈÍ e em ÈÍ 3p , p ÈÍ, sendo estrita-
Î 8Î Î 8 2Î
Determina a área do
mente decrescente em ÈÍ p , 3p ÈÍ . O máximo é 3 para x = p e o mínimo é 1
triângulo [OBC]. Î8 8 Î 8
para x = 3p .
8

c) Pretende-se determinar as soluções de f(x) =


3 em È 0, p È:
Í Í
2 Î 2Î
f(x) = 3 ⇔ 2 + 2 sen(2x) cos(2x) = 3
2 2
⇔ 2 + sen(4x) = 3
2
⇔ sen(4x) = – 1
2
⇔ sen(4x) = sen i– p i
h h
j 6j
⇔ 4x = – p + 2kp, k ∈Z ∨ 4x = 7p + 2kp, k ∈Z
6 6
⇔x=– p + kp , k ∈Z ∨ x = 7p + kp , k ∈Z
24 2 24 2
k = –1 Æ x = – p – p ∨ x= 7p – p
24 2 24 2
PROFESSOR
⇔ x = – 13p ∨ x = – 5p

24 24

Soluções
27.
∉ ÈÍ 0, p ÈÍ ∉ ÈÍ 0, p ÈÍ
Î 2Î Î 2Î
a) f tem a concavidade voltada
pÈ k=0Æx=– p ∨ x = 7p
para cima em ÈÍ 0,
2 ÍÎ
, em 24 24
Î 
È 2p , 4p È e em È 3p , 2p È e ∉ ÈÍ 0, p ÈÍ
Í 3 3 ÍÎ Í 2 Í Î 2Î
Î Î Î
tem a concavidade voltada para k=1Æx=– p + p ∨ x = 7p + p
p 2p È
baixo em ÈÍ , Í e em
24 2 24 2
Î2 3 Î
È 4p , 3p È; apresenta quatro ⇔ x = 11p ∨ x = 19p
Í 3 2 ÍÎ 24 24
Î 
pontos de inflexão de abcissas ∉ ÈÍ 0, p ÈÍ
p 2p 4p 3p Î 2Î
h h h h
Os pontos de interseção pretendidos têm coordenadas i 7p , 3 i e i 11p , 3 i .
, , e .
2 3 3 2
j 24 2 j j 24 2j
p3 4
b) + 2π +
4 p

106
UNIDADE 4 Derivadas de funções trigonométricas

28 Considera um triângulo
4. Considera um triângulo isósceles [ABC], em que A–B = B–C = 4. Sendo α = BÂC inscrito numa
(medido em radianos), justifica que existe um valor real de α para o qual é máxima semicircunferência de
diâmetro [AB] tal que
a área do triângulo e determina esse valor.
A–B = 4. Seja C um ponto
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano pertencente à
semicircunferência e
α = AĈB (medido em
Sugestão de resolução radianos).
Consideremos o triângulo [ABC], representado na figura B C


ao lado. Seja x = AC e h a altura do triângulo.
2
Tem-se, então, que cos α = x , pelo que x = 4cos α e,
B
h
4
logo, 2x = A–C = 8 cos α.
Tem-se também que sen α = h , donde h = 4 sen α.
A
α
4 Justifica que existe um
Assim, a área do triângulo [ABC], em função de α, pode A x C valor real de α, para o
qual a área da região a
ser dada por:
sombreado é mínima, e

A(α) = AC ¥ h = 8cos α ¥ 4sen α = 8 ¥ 2cos α sen α = 8sen (2α) determina esse valor.
2 2
Como A é uma função real de variável real contínua em R, em particular, é
contínua no intervalo ÈÍ0, p ÈÍ. Fica assim garantido, pelo teorema de Weierstrass,
Î 2Î
que A admite máximo e mínimo absolutos, ou seja, fica justificado que existe
um valor real de α para o qual a área do triângulo é máxima.
Para determinar esse valor, vamos recorrer ao estudo do sinal da primeira de-
rivada de A e à sua relação com o sentido de varição da função A:
A’(α) = (8sen(2α))’ = 8 ¥ (2α)’ ¥ cos(2α) = 16 cos(2α)
A’(α) = 0 ⇔ 16 cos(2α) = 0
⇔ cos(2α) = 0
⇔ 2α = p + kp, k ∈Z
2

⇔ α = p + kp , k ∈Z
4 2

Como no contexto do problema α ∈ÈÍ 0, p ÈÍ, vem que o único zero de A’ neste
Î 2Î
intervalo é α = p (para k = 0).
4
p p
a 0
4 2
Sinal de A’ + 0 –
hph
Ai i
Variação de A £ j4j ¢
Máx.

O valor real de α para o qual a área do triângulo é máxima é p e o valor da PROFESSOR


4
área é A i p i = 8sen i2 ¥ p i = 8sen i p i = 8 ¥ 1 = 8.
h h h h h h
Solução
j4j j 4j j2j (continua) p
28. a =
4

107
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

29 Faz um estudo analítico da Exercícios resolvidos


1
função f(x) = .
sen x 5. Faz um estudo analítico da função f(x) = x + sen x.
Informação complementar
A função f designa-se por
Sugestão de resolução
cossecante e utiliza-se a
notação cosec x. • Df = R
1
Assim, cosec x = .
sen x • f(–x) = (–x) + sen(–x) = –x – sen x = –(x + sen x) = –f(x), ∀x ∈ R, ou seja, a função
é ímpar, e assim basta estudar a função em R0+, pois o seu gráfico é simétrico
em relação à origem.
• Não há nenhuma indicação que nos permita concluir que a função f é perió-
dica.
• Pontos de interseção do gráfico com os eixos coordenados:
– com o eixo Ox: f(x) = 0 ⇔ x + sen x = 0 ⇔ sen x = –x
Esta equação corresponde à interseção da curva sinusoide com a bissetriz
dos quadrantes pares, o que se verifica apenas no ponto de coordenadas
(0, 0). Assim, conclui-se que o único zero de f é x = 0.
y

1 y = sen x

–π O π π 3π x
2 2 2
-1

y = –x

– com o eixo Oy: f(0) = 0 + sen 0 = 0


• f é contínua em R, por se tratar da soma de duas funções contínuas (a função
identidade e a função seno). Assim, o seu gráfico não admite assíntotas ver-
ticais.
• Averiguemos a existência de assíntotas não verticais: y = mx + b, m, b ∈R
sen x
(*) Já viste que lim = 0,
x Æ +∞ x m = lim f(x) = lim x + sen x =
pois –1 ≤ sen x ≤ 1, ∀ x ∈R. x Æ +∞ x x Æ +∞ x
Assim, quando x > 0: hx
+ sen x i =
h
1 sen x 1 = lim i
– ≤ ≤ x Æ +∞ jx x j
x x x
h 1h = 1 + lim sen x = 1 + 0 = 1
Como lim i–
x Æ +∞ j
i =0e
xj x Æ +∞ x

h1 h (*)
lim i i = 0, então
x Æ +∞ j x j

sen x b = lim (f(x) – mx) = lim (x + sen x – x) =


lim = 0.
x Æ +∞ x x Æ +∞ x Æ +∞

= lim sen x
x Æ +∞

Este limite não existe, logo o gráfico da função f não admite assíntota não ver-
PROFESSOR tical quando x Æ +∞. E, dado que o gráfico é simétrico em relação à origem,
Solução também se conclui que não admite assíntota não vertical quando x Æ –∞.
29. Consultar a solução na
página 164.

108
UNIDADE 4 Derivadas de funções trigonométricas

30 Faz um estudo analítico da


sen x
função f(x) = .
• f’(x) = (x + sen x)’ = 1 – cos x
= x’ + (sen x)’ =
= 1 + cos x
Como cos x ≥ –1, ∀ x ∈R, temos que 1 + cos x ≥ 0, ∀ x ∈R.
Assim, f’(x) ≥ 0, ∀ x ∈R, logo f é estritamente crescente em sentido lato.
• f”(x) = (1 + cos x)’ =
APRENDE FAZENDO
= 0 – sen x =
Págs. 137, 139, 141, 142,
= –sen x 143, 144, 147, 148, 149,
150 e 151
Exercícios 18, 19, 25, 28,
f”(x) = 0 ⇔ –sen x = 0 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35,
⇔ sen x = 0 36, 37, 47, 48, 51, 52, 53
e 54
⇔ x = kp, k ∈Z
CADERNO DE EXERCÍCIOS
Irá estudar-se o sinal de f” apenas em [0, 2p], uma vez que f” é uma função E TESTES
Págs. 37, 40 e 41
periódica de período positivo mínimo 2p. Exercícios 14, 15, 16, 17,
22, 23, 24, 25 e 26
x 0 p 2p

Sinal de f” 0 – 0 + 0 PROFESSOR
Sentido das p
concavidades 0 © P.I.
∂ 2p Apresentação
do gráfico de f “Derivadas de funções
trigonométricas”
Teste interativo
“Derivadas de funções
Cálculos auxiliares
trigonométricas”
f(0) = 0
Solução
f(p) = p + sen p = p + 0 = p
30. Df = R\{2kp, k ∈Z}; f é
f(2p) = 2p + sen 2p = 2p + 0 = 2p
ímpar; f é periódica de período
positivo mínimo 2p; os zeros são
Assim, podemos concluir que o gráfico de f tem a concavidade voltada para
os pontos da forma (p + 2kp, 0),
cima nos intervalos do tipo ]p + 2kp, 2p + 2kp[, k ∈Z e a concavidade vol- k ∈Z; as retas de equação
tada para baixo nos intervalos do tipo ]2kp, 2kp + p[, k ∈Z. x = 2kp, k ∈Z são assíntotas
Os pontos de inflexão são os pontos da forma (kp, kp), k ∈Z. verticais ao gráfico de f; f é
estritamente decrescente e não
• Representação gráfica: tem extremos.
x 0 p 2p
f
Sinal de f” n.d. + 0 – n.d.
y
Sentido das
concavidades n.d. ∪ P.I. ∩ n.d.
do gráfico de f
π Os pontos de inflexão são da
–π forma (p + 2kp, 0), k ∈Z;
O π 2π x D’f = R
–π y

–4π –3π –2π –π O π 2π 3π 4π x

• D’f = R

109
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

UNIDADE 5
Estudo das funções definidas
analiticamente por a sen(b x + c) + d,
a cos(b x + c) + d e a tg(b x + c) + d, (a, b ≠ 0)
Já estudaste no ano anterior as funções seno, cosseno e tangente. Vamos agora estudar as
funções definidas analiticamente por a sen(bx + c) + d, a cos(bx + c) + d e a tg(bx + c) + d,
(a, b ≠ 0).
Iremos fazer um estudo mais detalhado das funções definidas analiticamente por
a sen(bx + c) + d. Uma vez que as transformações da função seno são análogas às transfor-
mações das funções cosseno e tangente, as conclusões obtidas serão também análogas.

31 Mostra que: Funções do tipo y = sen (bx), b ≠ 0


2p
a) é o período da
b Como sabes do estudo das transformações do gráfico de uma função, o gráfico da função
função f definida por y = sen (bx), b ≠ 0 obtém-se do gráfico da função seno através de:
f(x) = cos (bx);
b)
2p
é o período da • uma dilatação horizontal segundo fator 1 se 0 < |b| < 1;
b b
função g definida por
g(x) = sen(bx) + cos(bx).
• uma contração horizontal segundo fator 1 se |b| > 1;
b
• uma reflexão de eixo Oy se b < 0.

Observa que a dilatação/contração horizontal muda o período.

Exemplos
hxh
1. Considera os gráficos das funções y = sen i i e y = sen x.
j2j
y

x
1 ( )
y = sen 2

O π 2π 3π 4π x

–1 y = sen x

Repara que o período da função sen i x i é 4p.


h h
j2j

2. Considera os gráficos das funções y = sen(5x) e y = sen x.


PROFESSOR y

y = sen(5x)
1
Resolução y = sen x
Todos os exercícios de “Estudo das
funções definidas analiticamente por O 2π π 2π x
a sen(bx + c) + d, a cos(bx + c) + d e 5
a tg(bx + c) + d, (a, b ≠ 0)”
Simulador –1
GeoGebra: Transformações dos
gráficos de funções trigonométricas O período da função sen(5x) é 2p .
5
110
UNIDADE 5 Estudo das funções definidas analiticamente por a sen(b x + c) + d, a cos(b x + c) + d e a tg(b x + c) + d, (a, b ≠ 0)

Vejamos que g(x) = sen(bx), b > 0 é uma função periódica com período 2p .
b

De facto, como 2p é o período da função seno, para todo o x ∈R, sen(x + 2p) = sen x.
Portanto:

g hix + 2p i = sen ÈÍb hix + 2p i ÈÍ =


h h
j bj Î j b jÎ
= sen(bx + 2p) =
= sen(bx) =
= g(x), qualquer que seja o x ∈R

Isto mostra que g tem período 2p .


b

Funções do tipo y = sen(bx + c), b ≠ 0, c ∈R

Podemos escrever y = sen(bx + c) na forma y = sen ÈÍb hix + c i ÈÍ .


h
Î j bjÎ
Assim, o gráfico da função y = sen(bx + c), b ≠ 0, c ∈R obtém-se a partir do gráfico da fun-
h h
ção y = sen(bx), b ≠ 0 através de uma translação horizontal associada ao vetor i– c , 0i .
j b j
Conclui-se, então, que o período positivo mínimo das funções y = sen (bx + c) e y = sen (bx)
são iguais, isto é, 2p .
|b|

Exemplo

Considera os gráficos das funções g(x) = sen i5x + p i e f(x) = sen(5x).


h h
j 3j

Dado que g(x) = sen i5x + p i = senÈÍ5 hix + p i ÈÍ , conclui-se que o gráfico da função g se
h h h
j 3j Î j 15 j Î
obtém a partir do gráfico da função f através de uma translação horizontal associada ao
vetor i– p , 0i e tem período positivo mínimo 2p .
h h
j 15 j 5

y
1 f
g

O
2π x

–1

111
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

32 Partindo do gráfico da Funções do tipo y = a sen(bx + c), a ≠ 0, b ≠ 0


função f(x) = cos x,
descreve como obter o O gráfico da função y = a sen (bx + c), a ≠ 0, b ≠ 0 obtém-se a partir do gráfico da
gráfico das funções: função y = sen(bx + c), b ≠ 0, c ∈R através de:
a) f1(x) = 3 cos x
• uma dilatação vertical segundo fator a se |a| > 1;
b) f2(x) = cos(3x)
h ph • uma contração vertical segundo fator a se 0 < |a| < 1;
c) f3(x) = cos ix + i
j 5j
d) f4(x) = –cos x
• uma reflexão de eixo Ox se a < 0.
e) f5(x) = cos(–x)
O período positivo mínimo é 2p .
f) f6(x) = 2 cos(3x – p) – 1 |b|
33 Determina, para cada uma Exemplo
das funções definidas no
Considera os gráficos das funções h(x) = 2sen i5x + p i e g(x) = sen i5x + p i .
exercício anterior: h h h h
j 3j j 3j
Dado que h(x) = 2sen i5x + p i = 2g(x), conclui-se que o gráfico da função h se obtém a
a) a expressão geral dos h h
zeros; j 3j
b) o contradomínio; partir do gráfico da função g através de uma dilatação segundo fator 2 e tem período positivo
c) o período positivo
mínimo 2p .
mínimo. 5
y
PROFESSOR 2
h

TRI12_3.2 g

O
Soluções 2π x
32. a) Dilatação vertical segundo
fator 3. b) Compressão horizontal
1
segundo fator . c) Translação –2
3
horizontal segundo o vetor
h p h
i– , 0i . d) Simetria em relação
j 5 j Funções do tipo y = a sen(bx + c) + d, a ≠ 0, b ≠ 0
ao eixo Ox. e) Simetria em relação
ao eixo Oy. f) Compressão
1 O gráfico da função y = a sen(bx + c) + d, a ≠ 0, b ≠ 0 obtém-se a partir do gráfico da
horizontal segundo fator ;
3 função y = a sen(bx + c), a ≠ 0, b ≠ 0 através de uma translação vertical associada ao
translação horizontal segundo o
hp h vetor (0, d).
vetor i , 0i ; dilatação vertical
j3 j O período positivo mínimo é 2p .
segundo fator 2; translação |b|
vertical segundo o vetor (0, –1).
p
Exemplo
33. a) x = + kp, k ∈Z;
Considera os gráficos das funções i(x) = 2sen i5x + p i + 3 e h(x) = 2sen i5x + p i .
2 h h h h
p kp
x= + , k ∈Z; j 3j j 3j
6 3
Dado que i(x) = 2sen i5x + p i + 3 = h(x) + 3, conclui-se que o gráfico da função i se obtém
h h
3p
x= + kp, k ∈Z; j 3j
10
p a partir do gráfico da função h através de uma translação associada ao vetor (0, 3) e tem
x= + kp, k ∈Z;
período positivo mínimo 2p .
2
p 5
x=– + kp, k ∈Z;
2
y
4p 2kp
x= + ∨ 5 i
9 3
2p 2kp
∨ x= + , k ∈Z
9 3
b) D’f1 = [–3, 3]; D’f2 = [–1, 1];
h
D’f3 = [–1, 1]; D’f4 = [–1, 1];
D’f5 = [–1, 1]; D’f6 = [–3, 1] O
2p 2π x
c) f1, f3, f4, f5 : 2p, f6 :
3
–2

112
UNIDADE 5 Estudo das funções definidas analiticamente por a sen(b x + c) + d, a cos(b x + c) + d e a tg(b x + c) + d, (a, b ≠ 0)

Assim, o gráfico de i obtém-se a partir do gráfico da função seno segundo: 34 a) Partindo do gráfico da
• uma contração horizontal segundo fator 1 ; função f(x) = tg x,
5 descreve como obter o
• uma translação horizontal associada ao vetor i– p , 0i ;
h h
gráfico das seguintes
j 15 j
funções:
• uma dilatação vertical segundo fator 2;
i) f1(x) = 4 tg x
• uma translação vertical associada ao vetor (0, 3). ii) f2(x) = tg(4x)
hxh
iii) f3(x) = tg i i
j2j
Esquematizando / Resumindo hxh
iv) f4(x) = 5 tg i i +1
j4j

O gráfico da função y = a sen(bx + c) + d, a ≠ 0, b ≠ 0 obtém-se a partir do gráfico b) Indica para cada uma
da função y = sen x através de: das funções definidas o
período positivo
• uma dilatação (contração) horizontal segundo fator 1 , se 0 < |b| < 1 (|b| > 1), e mínimo.
b
uma reflexão de eixo Oy se b < 0;
h h
• uma translação horizontal associada ao vetor i– c , 0i ;
j b j
• uma dilatação (contração) vertical segundo fator a, se |a| > 1 (0 < |a| < 1), e uma
reflexão de eixo Ox, se a < 0;
• uma translação vertical associada ao vetor (0, d).

O período positivo mínimo é 2p .


|b|

Exercícios resolvidos

1. Constrói os gráficos das seguintes funções a partir do gráfico da função f definida


por f(x) = sen x, indicando as transformações sofridas pelo gráfico de f.
a) f1(x) = 2 sen x
h ph
b) f2(x) = sen ix – i
j 4j
c) f3(x) = –sen x d) f4(x) = sen(–x)

e) f5(x) = sen(2x) f) f6(x) = |sen x|

g) f7(x) = 2 sen(0,5x – p) – 1

PROFESSOR
Sugestão de resolução
Soluções
a) O gráfico de f1 obtém-se a partir do gráfico de f através de uma dilatação 34.
vertical segundo fator 2. a) i) Dilatação vertical segundo
fator 4.
y
ii) Contração horizontal
2
1
segundo fator .
4
1
iii) Dilatação horizontal segundo
fator 2.
O π π 3π 2π 3π x
iv) Dilatação horizontal
2 2 f
–1 segundo fator 4; dilatação
f1 vertical segundo fator 5;
–2
translação vertical segundo o
vetor (0, 1).
p
(continua) b) f1: p; f2: ; f : 2p; f4: 4p
4 3

113
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

35 Esboça o gráfico das Exercícios resolvidos


seguintes funções, nos
intervalos dados,
indicando, para cada uma b) O gráfico de f2 obtém-se a partir do gráfico de f através de uma translação
horizontal associada ao vetor i p , 0i .
delas, o período positivo h h
mínimo, o contradomínio j4 j
e os zeros.
y
h ph
a) sin ix + i , em [0, 2p]
j 4j
b) 2sin(3x) – √∫2, em [–p, p[ 1

h1 h
c) sin i xi , em [–2p, 2p[ O π π 2π 3π x
j2 j
2 f f2
h ph –1
d) 1 – sin i2x + i , em [–p, p[
j 3j
e) cos(2x) + 1, em [p, 3p]

h ph c) O gráfico de f3 obtém-se a partir do gráfico de f através de uma reflexão de


f) 2cos ix – i + 1, em [0, 2p]
j 3j
eixo Ox.
g) tan(4x) – 1, em [0, p[\
p y
\ ab
3p 5p 7p a
, , ,
c8 8 8 8 bc
ph
h 1
h) 3tan ix + i + √∫3, em f3
4j
j
3p p a π
[–p, p[\ab–
O 2π 3π x
, b f
c 4 4c –1
Caderno de Apoio às Metas
Curriculares, 12.º ano

d) O gráfico de f4 obtém-se a partir do gráfico de f através de uma reflexão de


eixo Oy.
y

1
f

O π 2π x
–2π –π
f4
–1

e) O gráfico de f5 obtém-se a partir do gráfico de f através de uma contração


horizontal segundo fator 1 .
2
y

O π π π 2π 3π x
4 2 f5
–1
f

PROFESSOR

Soluções
35. Consultar na página 165.

114
UNIDADE 5 Estudo das funções definidas analiticamente por a sen(b x + c) + d, a cos(b x + c) + d e a tg(b x + c) + d, (a, b ≠ 0)

f) O gráfico de f6 obtém-se a partir do gráfico de f, mantendo os pontos de


ordenada não negativa e efetuando uma simetria dos pontos de ordenada
negativa relativamente a Ox.
y

1
f6

O π 2π 3π x
f
–1

g) Comecemos por escrever a função f7 da seguinte forma:

f7(x) = 2 sen[0,5(x – 2p)] – 1


O gráfico de f7 obtém-se a partir do gráfico de f através das seguintes trans-
formações sucessivas:
y = sen(0,5x) (dilatação horizontal segundo fator 1 = 2)
0,5
y = sen(0,5(x – 2p)) (translação horizontal associada ao vetor (2p, 0))
y = 2 sen(0,5(x – 2p)) (dilatação vertical segundo fator 2)
y = 2 sen(0,5(x – 2p)) – 1 (translação vertical associada ao vetor (0, –1))
y

2
f
1

–π O π 2π 3π 4π x
–1

–2
f7
–3

2. Considera a função real de variável real definida por:

f(x) = 2 cos(4x + 3p) – 1


a) Determina o domínio e o contradomínio de f.
h p h
h h
b) Calcula o valor exato de f i – f i– 9p i .
i
j 12 j
j 24 j

c) Prova que
p é o período da função.
2
d) Explica como se pode obter o gráfico da função f a partir do gráfico da função
cosseno.
(continua)

115
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

36 Considera a função real de Exercícios resolvidos


variável real definida por:
f(x) = 2 tg(0,5x + 3) – 1
Sugestão de resolução
a) Determina o domínio e
o contradomínio de f. a) Df = R
b) Prova que 2p é o –1 ≤ cos(4x + 3p) ≤ 1, ∀ x ∈R
período da função.
c) Explica como se pode
–2 ≤ 2 cos(4x + 3p) ≤ 2, ∀ x ∈R
obter o gráfico da –3 ≤ 2 cos(4x + 3p) –1 ≤ 1, ∀ x ∈R
função f a partir do
–3 ≤ f(x) ≤ 1, ∀ x ∈R
gráfico da função
tangente. D’f = [–3, 1]

h ph
– f i– 9p i = 2 cos i 4p + 3pi – 1 – ÈÍ 2 cos i4 i– 9p i + 3pi – 1ÈÍ =
h h h h h h h h
b) f i i
j 12j j 24 j j 12 j Î j j 24 j j Î

= 2 cos i p + 3pi – 1 – 2 cos i– 3p + 3pi + 1 =


h h h h
j3 j j 2 j

= 2 cos i 10pi – 2 cos i– p i =


h h h h
j 3 j j 2j y π y
3

= –2 cos i p i – 2 ¥ 0 =
h h
j3j
APRENDE FAZENDO O x
=–2¥ 1 =
O x
Págs. 136, 137, 139, 145
2
e 147 10π
Exercícios 10, 11, 13, 15, = –1 3
23, 38, 39, 40 e 43 –π
2

CADERNO DE EXERCÍCIOS
E TESTES c) Seja x ∈R:

f hix + p i = 2 cos i4 hix + p i + 3pi – 1 =


Pág. 38 h h h h
Exercícios 18 e 19 j 2 j j j 2 j j

= 2 cos(4x + 2p + 3p) – 1 =
PROFESSOR = 2 cos(4x + 3p) – 1 (2p é o período da função cosseno)
= f(x)
Apresentação
Como ∀ x ∈R, f hix + p i = f(x), conclui-se que p é o período da função f.
“Estudo das funções definidas h
analiticamente por a sen(bx + c) + d, j 2j 2
a cos(bx + c) + d e a tg(bx + c) + d,
(a, b ≠ 0)”
Teste interativo
“Estudo das funções definidas d) O gráfico de f obtém-se a partir do gráfico da função cosseno através das
analiticamente por a sen(bx + c) + d,
a cos(bx + c) + d e a tg(bx + c) + d, seguintes transformações sucessivas:
(a, b ≠ 0)”
h h
Soluções
y = cos(4x) icontração horizontal segundo fator 1 i
j 4j
36.
h hh h h 3p , 0h h
a) Df = R\{p – 6 + 2kp, k ∈Z}; y = cos i 4hi x + 3p i i itranslação horizontal associada ao vetor i– ii
D’f = R j j 4 jj j j 4 jj
c) Dilatação horizontal segundo
h hh
fator 2; translação horizontal y = 2 cos i4 hix + 3p i i (dilatação vertical segundo fator 2)
j j 4 jj
segundo o vetor (–6, 0);
h hh
y = 2 cos i4 hix + 3p i i – 1 (translação vertical associada ao vetor (0, –1))
dilatação vertical segundo fator
2; translação vertical segundo o j j 4 jj
vetor (0, –1).

116
UNIDADE 6 Aplicações aos osciladores harmónicos

UNIDADE 6
Aplicações aos osciladores harmónicos

Desde o ano anterior, com o estudo das funções trigonométricas e complementado com 37 Seja P um ponto que se
o estudo que acabámos de efetuar, foste trabalhando com funções, por exemplo, do tipo desloca numa reta
Acos(ωt + φ). numérica em determinado
Faz sentido, agora, fazer uma interpretação física dos vários parâmetros envolvidos. intervalo de tempo
I = [0, 8[, de tal forma que
a respetiva abcissa, em
função de t ∈[0, 8[, é
dada pela expressão
hp ph
x(t) = 5cos i t + i .
6.1. Osciladores harmónicos: amplitude, pulsação, j2 8j
Indica a amplitude, a
período, frequência e fase pulsação e a fase do
movimento do ponto P.
Movimento oscilatório ou movimento periódico é o movimento de um sistema que se
repete continuamente em intervalos de tempo iguais.
Nota

Esta unidade será dedicada ao estudo do movimento harmónico simples, que é um caso Uma função definida por
uma expressão do tipo
particular de movimento periódico oscilatório em que a partícula executa movimentos
Acos(ωt + φ) toma valores
de ida e de volta em torno de uma mesma posição. entre –A e A (inclusive),
pois:
O movimento da Terra em torno do Sol, o movimento circular uniforme, as vibrações –1 ≤ cos(ωt + φ) ≤ 1
acústicas, o movimento de um pêndulo e o movimento de uma massa presa à extremidade Se A > 0, então:
de uma mola são alguns exemplos de movimentos harmónicos simples. –A ≤ Acos(ωt + φ) ≤ A

PROFESSOR
Movimento circular uniforme Vibrações acústicas Movimento de um pêndulo

Resolução
Todos os exercícios de “Aplicações aos
Definição osciladores harmónicos”
Simulador
GeoGebra: O pêndulo
Chama-se oscilador harmónico a um sistema constituído por um ponto que se desloca
numa reta numérica em determinado intervalo de tempo I, de tal forma que a res- TRI12_3.1

petiva abcissa, como função de t ∈I, seja dada por uma expressão da forma
Solução
x(t) = Acos(ωt + φ), onde A > 0, ω > 0 e φ ∈[0, 2p[.
p p
A designa-se por amplitude, ω por pulsação e φ por fase. 37. A = 5; ω = ;φ=
2 8

117
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Exemplo

Seja P um ponto que se desloca numa reta numérica em determinado intervalo de tempo
I = [0, 12[, de tal forma que a respetiva abcissa, em função de t ∈[0, 12[, é dada pela
expressão x(t) = 4cos i p t + pi .
h h
j3 j
4cos i t + pi é um oscilador harmónico cuja amplitude é 4, a pulsação é p e a fase é p.
hp h
j3 j 3
Já sabes que o gráfico de 4cos i p t + pi se obtém a partir do gráfico da função cosseno,
h h
j3 j
segundo:
• uma contração horizontal segundo fator 3 ;
p
• uma translação horizontal associada ao vetor (–3, 0);
• uma dilatação vertical segundo fator 4.

Em geral, o gráfico de Acos(ωt + φ) obtém-se a partir do gráfico da função cosseno, segundo:


• uma diltação/contração horizontal segundo fator 1 ;
ω
h φ h
• uma translação horizontal associada ao vetor i– , 0i ;
j ω j
• uma dilatação vertical segundo fator A.

Se A >1, ω > 0 e φ ∈[0, 2p[:

y 2π y
ω cos(x) cos(ωx)
1
cos(ωx) 1 cos(ωx + φ) =
φ
O O
((
= cos ω x + ω ))
2π x x
φ
–1 ω
–1

φ
y [ ( )]
Acos ω x + ω
A φ
cos[ω(x + ω )]
O
x

–A

2p
A função x(t) = Acos(ωt + φ) é periódica de período T = .
ω
f = 1 designa-se por frequência do oscilador harmónico.
T

2p é o período de x(t) se e só se x ht + 2p h = x(t):


i i
ω j ωj
h h h h h h
x it + 2p i = Acos iω it + 2p i + φi =
j ωj j j ωj j
PROFESSOR
= Acos(ωt + 2p + φ) =
TRI12_3.1 = Acos(ωt + φ) (pois 2p é o período da função cosseno)
= x(t)

118
UNIDADE 6 Aplicações aos osciladores harmónicos

Exemplo Nota

Retomando o exemplo anterior: Apesar de uma expressão


da forma x(t) = Acos (wt + j)
x(t) = 4cos i p t + pi é periódica de período 2p = 6 e a sua frequência é igual a 1 .
h h
+ d não ser um oscilador
j3 j p 6 harmónico, a sua
3 representação gráfica
Repara que os valores da função são iguais y
corresponde a um
4
quando os objetos distam 6 unidades, que deslocamento na vertical
do gráfico do oscilador
é o período da função. A=4
harmónico definido por
O inverso aritmético do período, = ,1 1 Acos (wt + j).
T 6 O
2 4 6 8 10 12 x Também, neste caso, se
designa-se por frequência, já que repre- designa A por amplitude, w
senta o número de oscilações completas por pulsação e j por fase.
por unidade de tempo. –4
T=6

Exercícios resolvidos

1. Um ponto P desloca-se numa reta numérica no intervalo de tempo I = [0, 4[ (medido


em segundos), de tal forma que a respetiva abcissa, como função de t ∈[0, 4[, é
dada pela expressão x(t) = 5cos i p t + pi .
h h
j2 j
a) Indica a abcissa do ponto P nos instantes t = 0 e t = 1.

b) Determina a amplitude do movimento do ponto P.

c) Determina o período e a frequência deste oscilador harmónico.

d) Determina os valores de t para os quais a abcissa do ponto P dista da origem


2,5 unidades.
e) Determina em que instantes o ponto P atinge a distância máxima da origem.

Adaptado de Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

Sugestão de resolução

a) A abcissa do ponto P no instante t = 0 é dada por x(0). Assim:


x(0) = 5cos i p ¥ 0 + pi = 5cos p = 5 ¥ (–1) = –5
h h
j2 j
A abcissa do ponto P no instante t = 1 é dada por x(1). Assim:
x(1) = 5cos i p ¥ 1 + pi = 5cos i 3p i = 5 ¥ 0 = 0
h h h h
j2 j j 2 j

hp h
b) x(t) = 5cos i t + pi é um oscilador harmónico cuja amplitude é 5.
j2 j

hp h
c) x(t) = 5cos i t + pi é um oscilador harmónico de período T = 2p = 4 e,
j2 j p
2
como a frequência f é igual a 1 , então a frequência deste oscilador harmó-
T
nico é f = 1 .
4 (continua)

119
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

38 Um ponto P desloca-se Exercícios resolvidos


numa reta numérica no
intervalo de tempo
I = [0, 6[ (medido em d) Pretende-se os valores de t para os quais a abcissa do ponto P dista da origem
segundos), de tal forma 2,5 unidades, isto é, os valores de t que satisfazem a condição |x(t)| = 2,5:
que a respetiva abcissa,
como função de t ∈[0, 6[, |x(t)| = 2,5
é dada pela expressão
⇔ x(t) = 2,5 ∨ x(t) = –2,5
hp ph
x(t) = 2cos i t + i – 1.
⇔ 5 cos i p t + pi = 2,5 ∨ 5 cos i p t + pi = –2,5
j3 4j h h h h
a) Indica a abcissa do j2 j j2 j

⇔ cos i p t + pi = 1 ∨ cos i p t + pi = – 1
ponto P nos instantes h h h h
t = 0 e t = 1. j2 j 2 j2 j 2
b) Determina a amplitude ⇔ p t + p = ± p + 2kp ∨ p t + p = ± 2p + 2kp, k ∈Z
do movimento do 2 3 2 3
ponto P. p p
⇔ t = – p + 2kp ∨ p t = – – p + 2kp ∨ p t = 2p – p + 2kp
p
c) Determina o período 2 3 2 3 2 3
∨ p t = – 2p – p + 2kp, k ∈Z
e a frequência do
movimento do ponto P. 2 3
d) Determina os valores de p
⇔ t=– 2p + 2kp ∨ p t=– 4p + 2kp ∨ p t = – p + 2kp
t para os quais a abcissa 2 3 2 3 2 3
do ponto P dista da
∨ p t=– 5p + 2kp, k ∈Z
origem √∫3 – 1 unidades. 2 3
Se utilizares a
calculadora, em ⇔ t = – 4 + 4k ∨ t = – 8 + 4k ∨ t = – 2 + 4k ∨ t = – 10 + 4k, k ∈Z
3 3 3 3
eventuais cálculos
numéricos, sempre que Como t ∈[0, 4[, vem que t = 8 ∨ t= 4 ∨ t= 10 2
∨ t = (para k = 1).
procederes 3 3 3 3
arredondamentos,
hp h
conserva duas casas e) Determinemos, em primeiro lugar, o contradomínio de x(t) = 5cos i t + pi :
j2 j
decimais.
–1 ≤ cos i p t + pi ≤ 1 ⇔ –5 ≤ 5cos i p t + pi ≤ 5
h h h h
e) Determina em que j2 j j2 j
instantes o ponto P
atinge a distância isto é, –5 ≤ x(t) ≤ 5.
máxima da origem.
Temos então que o contradomínio é [–5, 5], o que significa que a abcissa
do ponto P varia entre –5 e 5, donde se conclui que a distância máxima da
origem que o ponto P atinge é 5 unidades.
Pretende-se então determinar os instantes em que o ponto P dista da origem
5 unidades, isto é, os valores de t que satisfazem a condição |x(t)| = 5:
PROFESSOR |x(t)| = 5 ⇔ x(t) = 5 ∨ x(t) = –5
⇔ 5cos i p t + pi = 5 ∨ 5cos i p t + pi = –5
h h h h
j2 j j2 j
Resolução
⇔ cos i p t + pi = 1 ∨ cos i p t + pi = –1
Essencial para o Exame – exercício 38 h h h h
j2 j j2 j
Soluções
38. ⇔ p t + p = kp, k ∈Z
√∫6 – √∫2 2
a) –1 + √∫2 e – 1 –
b) A = 2
2
⇔ p t = –p + kp, k ∈Z
c) T = 6 e f =
1 2
6 ⇔ t = –2 + 2k, k ∈Z
d) x = 5,75 ∨ x = 4,75 ∨ x ≈ 0,62
∨ x ≈ 3,88
9 Como t ∈[0, 4[, vem que t = 0 e t = 2 (para, respetivamente, k = 1 e k = 2).
e)
4

120
UNIDADE 6 Aplicações aos osciladores harmónicos

39 Uma mola está suspensa


2. Uma mola está suspensa por uma extremidade, tendo na outra extremidade um por uma extremidade,
corpo C. Após ter sido alongada na vertical, a mola inicia um movimento oscila- tendo na outra extremidade
tório no instante t = 0. um corpo C. Após ter sido
alongada na vertical, a
A distância ao solo do corpo C (em metros) é dada em cada instante t (em segun- mola inicia um movimento
dos) pela expressão: oscilatório no instante t = 0.
A distância ao solo do
D(t) = 3 + 2 cos(pt + p), para t ∈[0, 4[
corpo C (em metros) é dada
a) Determina a distância máxima e mínima do corpo C ao solo. em cada instante t (em
segundos) pela expressão
b) Indica o valor da amplitude do movimento de C. hp h
D(t) = 4 + 3cos i t + pi ,
j2 j
para t ∈[0, 8[.
c) Determina o período e a frequência deste oscilador.
a) Determina a distância
d) Esboça o gráfico da função D e determina a respetiva fase. máxima e mínima
do corpo C ao solo.
e) Determina os instantes em que o corpo C está à distância de 4 metros do solo.
b) Indica o valor da
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano amplitude do
movimento de C.
c) Determina o período
Sugestão de resolução e a frequência deste
oscilador.
a) Determinemos o contradomínio de D: d) Esboça o gráfico da
função D e determina a
–1 ≤ cos(pt + p) ≤ 1, ∀ t ∈[0, 4[
respetiva fase.
⇔ –2 ≤ 2cos(pt + p) ≤ 2, ∀ t ∈[0, 4[ e) Determina os instantes
em que o corpo C está à
⇔ 1 ≤ 3 + 2cos(pt + p) ≤ 5, ∀ t ∈[0, 4[ distância de 4 metros do
⇔ 1≤ D(t) ≤ 5 solo.

A distância máxima e a distância mínima do corpo C ao solo é 5 metros e


1 metro, respetivamente.

b) A amplitude do movimento de C é igual a 2.

PROFESSOR
c) O período é igual a
2p = 2 e a frequência é igual a 1 .
p 2
Simulador
GeoGebra: A mola (Exercício resolvido 2)
d) A fase é igual a p.
Soluções
y
5 39.
a) 1 e 7 b) A = 3
1
4 c) T = 4 e f = d) φ = p
4
y
3 7
6
2 5
4
3
1 2
1

1 2 3 4 x 2 4 6 8x
(continua)
e) 1, 3, 5 e 7

121
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

40 A representação gráfica Exercícios resolvidos


do movimento de um
oscilador harmónico g
no intervalo [0, 6] é a e) Pretendemos determinar as soluções da equação D(t) = 4, t ∈[0, 4[:
seguinte:
3 + 2cos(pt + p) = 4 ⇔ 2cos(pt + p) = 1
y
4 ⇔ cos(pt + p) = 1
2
⇔ pt + p = p + 2kp ∨ pt + p = – p + 2kp, k ∈Z
2
3 3
1 2 3 4 5 6 x
–2 ⇔ pt = – 2p + 2kp ∨ pt = – 4p + 2kp, k ∈Z
–4
3 3
2 4
⇔ t = – + 2k ∨ t = – + 2k, k ∈Z
a) Determina a amplitude
3 3
A, a pulsação ω, o
período T e a fase φ. O corpo C está à distância de 4 metros do solo nos instantes t = 4 e t = 2
3 3
b) Escreve uma expressão (para k = 1) e t = 10 e t = 8 (para k = 2).
3 3
analítica g(t) da função
g representada.
c) Determina, com
3. A representação gráfica do movimento de um oscilador harmónico f no intervalo
aproximação às
centésimas, os valores [0, 6] é a seguinte:
de t tais que g(t) = 1. y
Sempre que nos 3
cálculos intermédios 2
procederes a 1
arredondamentos, 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 5,5 x
conserva três casas –1
decimais.
–2
–3

a) Determina a amplitude A, a pulsação ω, o período T e a fase φ.


b) Escreve uma expressão analítica f(t) da função f representada.
c) Determina, com aproximação às centésimas, os valores de t tais que f(t) = 1.
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

Sugestão de resolução

a) Por observação da representação gráfica, concluímos que:


• A = 3, pois o máximo é 3 e o mínimo é –3;
• T = 2, pois 3,5 – 1,5 = 2;
2p 2p
• como T = , então 2 = , isto é, ω = p;
ω ω
• como f se trata de um oscilador harmónico, então será definido por uma
expressão do tipo f(t) = 3 cos(pt + φ).
PROFESSOR Para determinar o valor da fase φ, podemos usar o facto de f(0) = 0:
Soluções f(0) = 0 ⇔ 3cos(p ¥ 0 + φ) = 0
40.
3p
⇔ 3cos(φ) = 0
a) A = 4; ω = p; T = 2 e φ =
h 3ph
2 ⇔ cos(φ) = 0
b) g(t) = 4cos ipx +
⇔ φ = p + kp, k ∈Z
i
j 2j
c) 0,08; 0,92; 2,08; 2,92; 4,08; 2
4,92

122
UNIDADE 6 Aplicações aos osciladores harmónicos

Dado que φ ∈[0, 2p[, então φ = p ou φ = 3p .


2 2
Se φ = , então temos o oscilador f(t) = 3cos ipx + p i , cuja representação
p h h
2 j 2j
gráfica é:
y
3
2
1
0
1 2 3 4 5 6 x
–1
–2
–3
h h
Se φ = 3p , então temos o oscilador f(t) = 3cos ipx + 3p i , cuja representação
2 j 2j
gráfica é:
y
3
2
1
0
1 2 3 4 5 6 x
–1
–2
–3

Pela observação dos gráficos, conclui-se que φ = p .


2
h
b) Pela alínea anterior, concluímos que f(t) = 3cos ipt +
ph.
i
j 2j
h ph = 1
c) f(t) = 1 ⇔ 3cos ipt +i
j 2j
⇔ cos ipt + p i = 1
h h
j 2j 3
h h
Atendendo a que arccos i 1 i ≈ 1,231.
j3j

⇔ pt + ≈ 1,231 + 2kp ∨ pt + p ≈ –1,231 + 2kp, k ∈Z


p
2 2
⇔ pt ≈ 1,231 – p + 2kp ∨ pt ≈ –1,231 – p + 2kp, k ∈Z
2 2
⇔t≈ 1,231 1
– + 2k ∨ t ≈ – 1,231 1
– + 2k, k ∈Z
p 2 p 2
⇔ t ≈ –0,108 + 2k ∨ t ≈ –0,892 + 2k, k ∈Z

Em t ∈[0, 6]:
t ≈ 1,892 e t ≈ 1,108 (para k = 1)
t ≈ 3,892 e t ≈ 3,108 (para k = 2)
t ≈ 5,892 e t ≈ 5,108 (para k = 3) APRENDE FAZENDO
Pág. 146
Exercícios 41 e 42

123
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

6.2. Os osciladores harmónicos como soluções


de equações diferenciais da forma f ” = –ω2f.
Relação com a segunda lei de Newton
e com a lei de Hooke
Comecemos por definir uma equação diferencial.

Definição

Chama-se equação diferencial a uma equação cuja incógnita é uma função e onde
figura pelo menos uma das derivadas dessa função.

Exemplo

Consideremos a equação diferencial f ’(x) + 5 = x.

A função f definida por f(x) = x – 5x é uma solução da equação diferencial acima, pois,
2

2
substituindo f(x) por x – 5x na equação f ’(x) + 5 = x, obtém-se uma identidade:
2

2
h x2 h’
i – 5xi + 5 = x ⇔ x – 5 + 5 = x
j2 j
x=x
Repara que, qualquer função do tipo f(x) + c, com c constante, também é solução desta
equação diferencial.

f’(x) = f(x), mf ”(x) = –kf(x), …, são mais alguns exemplos de equações diferenciais.

PROFESSOR Analisemos agora a seguinte situação:


Consideremos um ponto material P de massa m colocado na extremidade de uma mola,
O descritor 3.3 pode como ilustrado na figura abaixo, e tomemos por origem da reta numérica em que P se
ser considerado
desloca, o respetivo ponto de equilíbrio:
facultativo, se não houver
tempo para lecionar todos os P
conteúdos do 12.º ano.
m
No entanto, ao nível da
resolução de problemas de O
aplicação dos osciladores
harmónicos, aconselha-se que Designemos por x(t) o deslocamento do ponto P na reta numérica.
este exemplo seja um modelo
privilegiado, ou seja, se não Se se aplica uma força sobre o ponto material P, deslocando-o para a direita, a mola é
for tratado como um conteúdo
em si, deve ser apresentado
esticada x unidades de comprimento, como se ilustra na figura abaixo:
como um dos problemas a mola
esticada
resolver pelos alunos. F
m
In Orientações de gestão curricular
para o Programa e Metas Curriculares
de Matemática A,
P
10.º, 11.º e 12.º Anos x
O x

124
UNIDADE 6 Aplicações aos osciladores harmónicos

Se o ponto material P se deslocar para a esquerda, a mola é comprimida x unidades de 41 Mostra que a função
comprimento, como se observa na figura abaixo: f(t) = sen t + cos t satisfaz
a equação diferencial
P O f ”(t) = –f(t), ∀ t ∈R.
x
x
F
mola
m comprimida

Verifica-se que a abcissa x(t) da posição de P no instante t satisfaz a equação:


mx”(t) = –αx(t) (α > 0)
42 Mostra que a função
f(t) = sen(3t) + 5cos(3t)
Dado um ponto material P, de massa m, colocado na extremidade de uma mola cuja satisfaz a equação
diferencial
outra extremidade se encontra fixa e tomando por origem da reta numérica em que
f ”(t) = –9f(t), ∀ t ∈R.
P se desloca o respetivo ponto de equilíbrio, tem-se que a abcissa x(t) da posição de
P no instante t satisfaz a equação:
mx”(t) = –αx(t) (α > 0)

Na verdade, a igualdade mx”(t) = –αx(t) (α > 0) é uma consequência da lei de Hooke e


da segunda lei de Newton.

Segundo a lei de Hooke, a força exercida pela mola, F, é igual ao produto de uma cons-
tante, –α, (onde α representa a rigidez da mola) pelo deslocamento x efetuado pelo ponto
P, isto é:

F = –αx(t)

Isto leva-nos a interpretar o termo –αx(t), na equação mx”(t) = –αx(t), como a força exer-
cida pela mola sobre P.

Segundo a segunda lei de Newton, a força exercida pela mola, F, é igual ao produto da
massa do ponto material P pela sua acelaração, ou seja:

F = mx”(t)

Conjugando as duas leis, obtemos:

mx”(t) = –αx(t)

Seja α > 0. As funções definidas por uma expressão da forma x(t) = Acos(√∫α t + b), PROFESSOR
com A, b ∈R satisfazem a equação diferencial:
TRI12_3.3
x” = –αx TRI12_3.4

125
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

43 Mostra que a função Dada a expressão x(t) = Acos(√∫α t + b), vem que:
h ph
f(t) = 3cos i2t + i
j 6j
satisfaz a equação
x’(t) = A(cos(√∫α t + b))’ =
diferencial = –A(√∫α t + b)’ sen(√∫α t + b) =
f”(t) = –4f(t), ∀ t ∈R.
= –A√∫α sen(√∫α t + b)
e:
x”(t) = (–A√∫α sen(√∫α t + b))’ =
= –A√∫α(√∫α t + b)’ cos(√∫α t + b) =
= –A(√∫α)2 cos(√∫α t + b) =
44 Verifica que a função
= –Aαcos(√∫α t + b) =
f(t) = cos(3t + p) não
satisfaz a equação = –α Acos(√∫α t + b) =
diferencial 
f ”(t) = –f(t), ∀ t ∈R. x(t)
= –αx(t)

Verifica-se assim que as funções definidas por uma expressão da forma


x(t) = Acos(√∫α t + b)

são soluções da equação diferencial:


x”(t) = –αx(t)

45 Considera a função
definida por: Na verdade, tem-se que:
f(t) = sen(3t) + √∫3cos(3t)
a) Escreve a função na
Todas as soluções da equação x”(t) = –αx(t) são da forma:
forma
f(t) = Acos(√∫α t + b), x(t) = Acos(√∫α t + b)
∀ t ∈R.
b) Determina o valor do
parâmetro k para o qual Repara que, um sistema constituído por uma mola e por um ponto material P, colocado
f(t) é uma solução da
na respetiva extremidade, tomando por origem da reta numérica em que P se desloca o
equação diferencial
f ”(t) = –kf(t), ∀ t ∈R. respetivo ponto de equilíbrio, a abcissa x(t) da posição de P no instante t é solução da
equação:
mx”(t) = –αx(t)
isto é, é solução da equação:
x”(t) = – a x(t)
m

PROFESSOR
m √∫
Como todas as soluções da equação x”(t) = – a x(t) são da forma x(t) = Acos i a t + bi ,
h
j m
h
j
a
TRI12_3.4
e fazendo ω = √∫m
, concluímos estar perante uma expressão do tipo x(t) = Acos(ω t + b),
isto é, perante um oscilador harmónico.
Soluções
45.
h ph Logo:
a) f(t) = 2 cos i3t – i , ∀ t ∈R
j 6j Um sistema constituído por uma mola e por um ponto material P colocado na respetiva
b) k = 9
extremidade constitui um oscilador harmónico.

126
UNIDADE 6 Aplicações aos osciladores harmónicos

Exercícios resolvidos Recorda

• cos(p – x) = –cos x
1. Um ponto P move-se no eixo das abcissas de forma que a sua abcissa no instante
• cos(p + x) = –cos x
t (em segundos) é dada por:
x(t) = √∫3 sen(pt) – cos(pt)
46 Um ponto P move-se no
a) Prova que se trata de um oscilador harmónico.
eixo das abcissas de forma
b) Indica a amplitude, o período, a frequência do movimento, bem como o respe- que a sua abcissa no
instante t (em segundos) é
tivo ângulo de fase.
dada por:
c) Determina os instantes em que o módulo da velocidade de P é nulo. 3√∫3 hp h
x(t) = cos i ti –
2 j2 j
d) Determina o valor real k tal que x”(t) = –k ¥ x(t). 3 hp h
– sen i ti
2 j2 j
a) Prova que se trata de um
Sugestão de resolução oscilador harmónico.
b) Indica a amplitude, o
a) x(t) = √∫3 sen(pt) – 1cos(pt)
período, a frequência
do movimento, bem
Como √ (∫ √∫3)∫2 + 12 = 2, vamos colocar o 2 em evidência nos dois termos da como o respetivo
ângulo de fase.
expressão:
c) Determina os instantes
h h
2 i √∫3 sen(pt) – 1
em que o módulo da
√∫3 sen(pt) – cos(pt) = cos(pt)i =
j 2 2 j velocidade de P é nulo.
d) Determina o valor real k
= 2 isen i p i sen(pt) – cos i p i cos(pt)i =
h h h h h h
j j3j j3j j
tal que x”(t) = –k ¥ x(t).

= –2(cos i p i cos(pt) – sen i p i sen(pt) =


h h h h
j3j j3j

= –2cos ipt + p i =
h h
j 3j

= 2cos ip + pt + p i =
h h
j 3j
h h
= 2cos ipt + 4pi
j 3j

h h
Como x(t) = 2cos ipt + 4p i e 2 > 0, p > 0 e 4p ∈[0, 2p[, então x(t) é um
j 3j 3
oscilador harmónico.

b) Pela alínea anterior, sabemos que x(t) = 2cos ipt +


h 4ph .
i
j 3j
Logo:
• a amplitude é igual a 2;
PROFESSOR

• o período é igual a 2p = 2; Soluções


p
46.
• a frequência é igual a 1 ; b) A = 3;T = 4; f =
1
eφ=
p
2 4 6
1
c) t = – + 2k, k ∈Z
• o ângulo de fase é igual a 4p . 3
3 p2
(continua) d)
4

127
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Exercícios resolvidos

c) A velocidade de P é dada por x’(t). Pretendemos, então, resolver a equação


|x’(t)| = 0.
h h hh
x’(t) = i2cos ipt + 4pi i ’ =
j j 3 jj
h h
= –2psen ipt + 4pi
j 3j

i h hi
|x’(t)| = 0 ⇔ i–2psen ipt + 4pi i = 0
i j 3 ji
i h hi
⇔ 2p isen ipt + 4pi i = 0
i j 3 ji
i h hi
⇔ isen ipt + 4pi i = 0
i j 3 ji
h h
⇔ sen ipt + 4pi = 0
j 3j

⇔ pt + 4p = kp, k ∈Z
3

⇔ pt = – 4p + kp, k ∈Z
3

⇔ t = – 4 + k, k ∈Z
3

O módulo da velocidade de P é nulo para t = – 4 + k, k ∈Z.


3

d) Pretendemos determinar o valor real k tal que x”(t) = –k ¥ x(t).

Comecemos por determinar a expressão de x”(t):


h h
x(t) = 2cos ipt + 4pi
j 3j
h h
x’(t) = –2psen ipt + 4pi
j 3j
h h hh
x”(t) = i–2psen ipt + 4pi i ’ =
j j 3 jj
h h
= –2p2 cos ipt + 4pi
j 3j
Então:
h h h h
x”(t) = –k ¥ x(t) ⇔ –2p2 cos ipt + 4pi = –k ¥ 2cos ipt + 4pi
j 3j j 3j
⇔ –2p2 = –2k
⇔ k = p2

Logo, k = p2.

128
UNIDADE 6 Aplicações aos osciladores harmónicos

2. Para t ≥ 0, a abcissa x(t) de um ponto material P no instante t (em segundos) que


se desloca num eixo r satisfaz a equação diferencial x”(t) = –5x(t) + 2.
(*) grau de dificuldade elevado
Apresenta todos os resultados com arredondamento às décimas da unidade.
a) Mostra que a função y definida pela expressão y(t) = x(t) –
2 satisfaz a equação
5 47 Para t ≥ 0, a abcissa x(t) de
diferencial linear y”(t) = –5y(t). um ponto material P no
instante t (em segundos)
b) (*) Que ponto R deve ser tomado como origem do referencial por forma que a
que se desloca num eixo r
abcissa do ponto P seja dada por y(t)? satisfaz a equação
Considera este referencial até ao final do exercício. diferencial
x”(t) = –4x(t) + 1.
( ) ( )
c) Mostra que a função y(t) = a cos √∫5 t + b sin √∫5 t , onde a e b são constantes
a) Mostra que a função y
reais, satisfaz a equação diferencial y”(t) = –5y(t). definida pela expressão
1
d) Admitindo que a função y é de facto da forma indicada na alínea anterior, cal- y(t) = x(t) – satisfaz a
4
cula as constantes a e b, sabendo que no instante t = 0 o ponto P se encontra equação diferencial
no ponto de abcissa 4 e que no instante t = 10 a velocidade do ponto P é de 10 linear y”(t) = –4y(t).
unidades por segundo, no sentido contrário ao eixo. b) Que ponto R deve ser
tomado como origem
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano
do referencial por forma
que a abcissa do ponto
Sugestão de resolução P seja dada por y(t)?
Nota: Considera este referencial
a) Seja y(t) = x(t) –
2 . Pretendemos provar que a função definida por x(t) – 2 até ao fim do exercício.
5 5 c) Mostra que a função
é uma solução da equação diferencial y”(t) = –5y(t). Comecemos por substi- y(t) = a cos(2t) + b sen (2t),
onde a e b são
tuir y(t) por x(t) – 2 na equação diferencial y”(t) = –5y(t):
5 constantes reais, satisfaz
a equação diferencial
h h h h
h
ix(t) – 2 i ” = –5 hix(t) – 2 i ⇔ hi hix(t) – 2 i ’ i ’ = –5x(t) + 2 y”(t) = –4y(t).
j 5j j 5j jj 5j j d) Admitindo que a função
⇔ (x’(t))’ = –5x(t) + 2 y é de facto da forma
indicada na alínea
⇔ x”(t) = x”(t) (pois x(t) satisfaz a equação
anterior, calcula as
diferencial x”(t) = –5x(t) + 2.) constantes a e b,
sabendo que no instante
Como chegamos a uma igualdade verdadeira, concluímos que a função y t = 0 o ponto P se
encontra no ponto de
definida por y(t) = x(t) – 2 satisfaz a equação diferencial linear y”(t) = –5y(t). abcissa 3 e que no
5
instante t = p a
velocidade do ponto P é
b) x(t) representa a abcissa de um ponto material P no instante t que se desloca
10 unidades por
num eixo r. Como y(t) = x(t) – 2 , se considerarmos o ponto R de abcissa segundo, no sentido
5 contrário ao eixo.
igual a 2 como origem do referencial, então a abcissa do ponto P pode ser
5
dada por y(t).
PROFESSOR

x(t) x(t) P
2
5 (
– x(t) = – x(t) –
2
5)= – y(t) (*) Os graus de dificuldade elevados
correspondem a desempenhos que não
P
serão exigíveis à totalidade dos alunos.
0 2 x 0 2 x
2
x(t) – 5 Soluções
5  5
y(t) 47.
1
(continua)
b) O ponto de abcissa .
4
c) a = 3 e b = –5

129
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Exercícios resolvidos

( )
c) Pretendemos provar que a função definida por a cos √∫5 t + b sen √∫5 t é ( )
uma solução da equação diferencial y”(t) = –5y(t).
Comecemos por substituir y(t) por a cos(√∫5 t) + b sen(√∫5 t) na equação di-
ferencial y”(t) = –5y(t):
(a cos(√∫5 t) + b sen(√∫5 t))” = –5(a cos(√∫5 t) + b sen(√∫5 t))
⇔ ((a cos(√∫5 t) + b sen(√∫5 t))’)’ = –5(a cos(√∫5 t) + b sen(√∫5 t))
⇔ (–√∫5 a sen(√∫5 t) + √∫5 b cos(√∫5 t))’ = –5 a cos(√∫5 t) – 5 b sen(√∫5 t)
⇔ –(√∫5)2 a cos(√∫5 t) – (√∫5)2 b sen(√∫5 t) = –5 a cos(√∫5 t) – 5 b sen(√∫5 t)
⇔ –5 a cos(√∫5 t) – 5 b sen(√∫5 t) = –5 a cos(√∫5 t) – 5 b sen(√∫5 t)

Como chegamos a uma igualdade verdadeira, concluímos que a função


definida por a cos(√∫5 t) + b sen(√∫5 t) satisfaz a equação diferencial linear
y”(t) = –5y(t).

d) Sabemos que:

• y(t) = a cos(√∫5 t) + b sen(√∫5 t)


• y(0) = 4
• y’(10) = –10

Então:
y(0) = 4 ⇔ a cos(√∫5 ¥ 0) + b sen(√∫5 ¥ 0) = 4
⇔ a cos(0) + b sen (0) = 4
⇔a¥1+b¥0=4
APRENDE FAZENDO ⇔a=4
Págs. 148 e 151
Exercícios 49 e 55 y’(t) = (a cos(√∫5 t) + b sen(√∫5 t))’ = –√∫5 a sen(√∫5 t) + √∫5 b cos(√∫5 t)

CADERNO DE EXERCÍCIOS y’(10) = –10 ⇔ –√∫5 a sen(10√∫5) + √∫5 b cos(10√∫5) = –10


E TESTES
Pág. 39
Exercícios 20 e 21
Como a = 4, vem que:

Teste n.º 3 –4√∫5 sen(10√∫5) + √∫5 b cos(10√∫5) = –10

Logo:
PROFESSOR
–10 + 4√∫5 sen(10√∫5)
√∫5 b cos(10√∫5) = –10 + 4√∫5 sen(10√∫5) ⇔ b =
Apresentação
√∫5 b cos(10√∫5)
“Aplicações aos osciladores
harmónicos” ⇔ b ≈ 6,3
Teste interativo
“Aplicações aos osciladores Assim, a = 4 e b ≈ 6,3.
harmónicos”

130
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

SÍNTESE

2. Fórmulas de trigonometria

• sen (x ± y) = sen x cos y ± cos x sen y Exemplos


• cos (x ± y) = cos x cos y ± sen x sen y
• sen i 7p i = sen i p + p i =
h h h h
• sen (2x) = 2sen x cos x j 12 j j4 3j
= sen i p i cos i p i + cos i p i sen i p i =
h h h h h h h h
• cos (2x) = cos2x – sen2x j4j j3j j4j j3j

= √∫
2 ¥ +1 √∫ 2 ¥ √∫ 3 = √∫ 2 + √∫ 6
2 2 2 2 4
• 2sen i i cos i i = sen i2 ¥ p i =
h p h h p h h h
j 12 j j 12 j j 12 j
= sen i p i = 1
h h
j6j 2
• cos2 i i – sen2 i p i = cos i2 ¥ p i =
p
h h h h h h
j 12 j j 12 j j 12 j
= cos i p i = √∫3
h h
Págs. 87 a 92 j6j 2
sen x
3. O limite notável lim x
xÆ0
sen x
lim =1 Exemplo
xÆ0 x
ph
–sen hix – i
cos x = j 2j
lim lim =
p p p
xÆ x – x– pÆ 0 x–
2 2 2 2
ph
sen hix – i
j 2j
= – lim =
x– pÆ 0
p
2
x–
2
Págs. 93 a 98
= –1

4. Derivadas de funções trigonométricas

• (sen x)’ = cos x Exemplo


• (sen u)’ = u’ cos u, sendo u = f(x). h 1 + cos x h ’ = (tg x)’ – h 1 + cos x h ’ =
itg x – i i i
• (cos x)’ = –sen x
j sen x j j sen x j

• (cos u)’ = –u’ sen u , sendo u = f(x). = 1 – –sen x sen x – (1 + cos x) cos x =
1 cos2x sen2x
• (tg x)’ =
cos2x 1 – –sen2x – cos x – cos2x =
=
• (tg x)’ = 1 + tg2x cos2x sen2x

u’ = 1 – –1 – cos x = 1 + 1 + cos x =
• (tg u)’ = , sendo u = f(x). cos2x sen2x cos2x sen2x
cos2u
= sen x + cos
2 2x + cos3x
=
cos2x sen2x

= 1 +2 cos x2
3

Págs. 99 a 109 cos x sen x

131
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

SÍNTESE

5. Funções definidas por a sen(bx + c) + d, a cos(bx + c) + d ou a tg(bx + c) + d, (a, b ≠ 0)

O gráfico da função y = a sen (bx + c) + d obtém-se a Exemplos


partir do gráfico da função y = sen x através de:
O gráfico da função definida por:
• uma dilatação (contração) horizontal segundo fator 1
f(x) = 3cos i p t + p i =
h h
b
j6 12 j
se 0 < |b| <1 (|b| > 1) e uma reflexão de eixo Oy se
= 3cos i p it + 1 i i
b < 0; h h hh
j6 j 2 jj
h h
• uma translação horizontal associada ao vetor i– c , 0i ; obtém-se a partir do gráfico da função cos-
j b j
seno através de:
• uma dilatação (contração) vertical segundo fator a se
• uma dilatação horizontal segundo fator 6 :
|a| > 1 (0 < |a| < 1) e uma reflexão de eixo Ox se a < 0; p
• uma translação vertical associada ao vetor (0, d). y
1
cos ( 6π t)
O período positivo mínimo é 2p e o contradomínio é
|b| cos(x)
[a – d, a + d] se a > 0.
x

Conclusões análogas se tiram para as funções definidas


por a cos(bx + c) + d ou a tg(bx + c) + d, (a ≠ 0).
–1

• uma translação horizontal associada ao


h h
vetor i– 1 , 0i :
j 2 j

y
1

cos ( 6π t)
x
π π
cos (
6
t+
12 )
–1

• uma dilatação vertical segundo fator 3:


y
3

3cos ( 6π t + 12π )
x

Págs. 110 a 116


cos ( 6π t + 12π )
–3

132
Síntese

6. Aplicações aos osciladores harmónicos

Osciladores harmónicos: amplitude, pulsação, Exemplo


período, frequência e fase
x(t) = 3cos i p t + pi é um oscilador harmó-
h h
j6 j
Chama-se oscilador harmónico a um sistema constituído
por um ponto que se desloca numa reta numérica em nico de:
determinado intervalo de tempo I, de tal forma que a res- • amplitude 3;
petiva abcissa, como função de t ∈I, seja dada por uma
expressão da forma x(t) = Acos(ωt + φ), onde A > 0, ω > 0 • pulsação p ;
e φ ∈[0, 2p[. 6
• fase p;
• Amplitude: A
• período 2p = 12;
• Pulsação: ω p
6
• Fase: φ
• frequência 1 .
• Período: T = 2p 12
ω
• Frequência: f = 1
T
Págs. 117 a 123

Os osciladores harmónicos como soluções


de equações diferenciais da forma f ” = –ω2f.
Relação com a segunda lei de Newton e com
a lei de Hooke
• Dado um ponto material P, de massa m, colocado na Exemplo
extremidade de uma mola cuja outra extremidade se
A função f(t) = 3cos i2t + p i satisfaz a equa-
h h
encontra fixa, e tomando por origem da reta numérica j 6j
em que P se desloca o respetivo ponto de equilíbrio, ção diferencial f”(t) = –4f(t), ∀ t ∈R, pois:
tem-se que a abcissa x(t) da posição de P no instante t
satisfaz a equação mx”(t) = –αx(t) (α > 0). h h p hh” h h p hh
i3cos i2t + i i = –4 i3cos i2t + i i
j j 6 jj j j 6 jj
• Todas as soluções da equação x”(t) = –αx(t) são da forma:
⇔ i–6sen i2t + p i i = –12cos i2t + p i
h h hh’ h h
x(t) = A cos(√∫α t + b)
j j 6 jj j 6j

⇔ –12cos i2t + p i = –12cos i2t + p i , que


• Um sistema constituído por uma mola e por um ponto h h h h
material P colocado na respetiva extremidade constitui j 6j j 6j
um oscilador harmónico. é uma igualdade verdadeira.

Págs. 124 a 130

133
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

PROFESSOR
Aprende Fazendo
Resolução
Exercícios do Aprende Fazendo
Simulador
Itens de seleção GeoGebra: Exercício 1
GeoGebra: Exercício 2

1 Num determinado quadrante, o seno é crescente e negativo. Relativamente a esse quadrante, pode
afirmar-se que:
(A) o seno é positivo e a tangente é crescente.

(B) a tangente é positiva.

(C) o produto do seno pelo cosseno é negativo.

(D) existe um ângulo a tal que sen a = –


2 e cos a = √∫7 .
3 2
Solução: Opção (C)

h
2 A expressão sen hix – 11pi – 2 cos(x + 7p) é igual a:
j 2 j
(A) cos x (B) 3cos x (C) sen x (D) –cos x

Solução: Opção (B)

3 Qual das afirmações seguintes é verdadeira?


h ph hph
(A) cos ia + i = cos a + cos i i , ∀ a ∈R (B)
sen(2a) = tg h 2 ah , ∀ a ∈R
i i
j 2j j2j cos(3a) j3 j

h 3p h
(C) sen(3a) = 3 sen a, ∀ a ∈R (D) sen i + ai = cos(–a + p), ∀ a ∈R
j 2 j

Solução: Opção (D)

4 Na figura está representado um triângulo inscrito numa circunferência de centro O e raio igual a 1.
Um dos lados do triângulo é um diâmetro da circunferência.

Qual das expressões seguintes representa, em função de x, a área da parte a sombreado?


(A) p – sen(2x) (B) p – 2 sen(2x)

(C)
p – sen(2x) (D) p –
sen(2x)
2 4

Solução: Opção (A)

134
Itens de seleção

P
5 Na figura está representada uma circunferência de centro C e raio 1. A é
um ponto da circunferência. Admite que um ponto P, partindo de A, se des-
loca sobre a circunferência, dando uma volta completa, no sentido positivo. α
C A
Para cada posição do ponto P, seja a a amplitude, em radianos, do ângulo
ACP (a ∈[0, 2p]) e seja C(a) o comprimento do arco de circunferência AP.
Qual dos gráficos seguintes pode ser o gráfico da função C?
(A) A (B) A
2π 1

O 2π α O 2π α

(C) A (D) A
2π 1

O 2π α O 2π α

Solução: Opção (A)

6 O domínio da expressão cos x + 1 é:


sen(2x)
(A) {x ∈R: x ≠ kp, k ∈Z} (B) {x ∈R: x ≠ p + 2kp, k ∈Z}
a
(C) bx ∈R: x ≠
kp , k ∈Za (D) {x ∈R: x ≠ 2kp, k ∈Z}
b
c 2 c

Solução: Opção (C)

7 Das quatro equações, indica a que admite um ângulo de p como uma das suas soluções.
3

(A) cos(3x) + sen(3x) = 0


h
(B) cos ix –
p h = sen(3x)
i
j 3j

(C) 1 – sen2 x =
1 h
(D) cos ix +
p h = – sen h p – xh
i i i
4 j 3j j3 j

Solução: Opção (C)

8 As soluções da equação 4sen2 x = 4 são:


(A) x =
p + 2kp, k ∈Z (B) x =
p + k p , k ∈Z
2 2 2

(C) x =
p + kp, k ∈Z (D) x = –
p + 2kp, k ∈Z
2 2

Solução: Opção (C)

135
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Aprende Fazendo

Itens de seleção

9 Para um certo número real k, é contínua a função f definida por:


sen(5x) se x < 0
f(x) = x
h 5p h
cos x + sen i + x i + k se x ≥ 0
j 2 j
O valor de k é:
(A) 3 (B) 2 (C) 1 (D) 5

Solução: Opção (A)

10 O período positivo mínimo da função f(x) = 6 cos(2x) – 3 é:


(A) p (B) 2p (C) 3p (D) 6p

Solução: Opção (A)

Considera a função real de variável real f definida por f(x) = sen i p – xi . Seja g a função definida por
h h
11
j5 j
g(x) = 1 + |f(x)|. Qual é o contradomínio de g?
È pÈ
(A) [0, 2] (B) [1, 2] (C) [0, 5] (D) Í0, Í
Î 5Î
Solução: Opção (B)

12 Seja f a função definida por f(x) = √∫c∫o∫s∫ x∫ . O domínio da função f é:


a
(A) bx ∈R: –
p + 2kp ≤ x ≤ p + 2kp, k ∈Zab a
(B) bx ∈R:
p + 2kp ≤ x ≤ 3p + 2kp, k ∈Za
b
c 2 2 c c 2 2 c
a
(C) bx ∈R:
3p + 2kp < x < 5p + 2kp, k ∈Zab a
(D) bx ∈R: 2kp ≤ x ≤ p + 2kp, k ∈Zb
a
c 2 2 c c c

Solução: Opção (A)

13 Seja f a função real de variável real definida por f(x) = tg x – 3x. Pode afirmar-se que:
(A) a reta de equação y = 0 é assíntota horizontal do gráfico de f.

(B) a função f é contínua em R.

(C) o gráfico de f admite assíntotas verticais da forma x =


p + kp, k ∈Z.
2
(D) a reta de equação y = –3x é assíntota oblíqua ao gráfico de f.

Solução: Opção (C)

14 O valor de lim sen(p + h) – sen p é:


hÆ0 h
(A) 0 (B) –1 (C) 1 (D) +∞

Solução: Opção (B)

136
Itens de seleção

Considera a família de funções definidas por f(x) = 1 + a sen ibx – p i , com a ∈R\{0} e b ∈R+.
h h
15
j 3j
Na figura está uma representação gráfica de f, no intervalo [–p, p], para um determinado valor de a e
um determinado valor de b.
y

7π π 5π x
– –
12 12 12
–2

Qual das seguintes proposições é verdadeira?


(A) a = –1 ∧ b = 1 (B) a = –2 ∧ b = 4 (C) a = 2 ∧ b = 3 (D) a = 3 ∧ b = 2

Solução: Opção (D)

cos x se x < p


16 Seja f a função real de variável real definida em R por f(x) = e seja (un) a sucessão
h h sen x se x ≥ p
de termo geral un = f ip – 3 i . Qual é o valor de lim un?
j nj
(A) –1 (B) 0 (C) 1 (D) Não existe.

Solução: Opção (A)

17 Qual é o valor de lim sen x ?


x Æ 3p x – 3p
(A) –1 (B) 1 (C) –∞ (D) +∞

Solução: Opção (A)

18 Seja g a função real de variável real definida por g(x) = cos2x – sen x e seja t a reta tangente ao gráfico de
g no ponto de abcissa p.
As coordenadas do ponto de interseção da reta t com o eixo das abcissas são:
(A) (1 – p, 0) (B) (p – 1, 0) (C) (p, 0) (D) (1, 0)

Solução: Opção (B)

19 Sejam r e s as retas tangentes às curvas do seno e do cosseno, respetivamente, no ponto de abcissa p .


3
A amplitude do ângulo que as retas r e s formam, é, aproximadamente:
(A) 14º (B) 45º (C) 67º (D) 90º

Solução: Opção (C)

137
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Aprende Fazendo

Itens de construção

20 Numa fábrica produzem-se peças com a forma de trapézios retângulos, R 1 Q


p
como mostra a figura. Seja x a amplitude do ângulo TPQ e x ∈ÈÍ0, ÈÍ .
Î 2 Î 4
a) Mostra que a área de cada peça é dada (em cm2) em função de x (em
radianos) por A(x) = 4 sen x(1 + 2 cos x). x
hph S T P
b) Determina A i i e interpreta geometricamente o valor obtido.
j2j
c) Um cliente pretende que a área de cada peça seja inferior a 3 cm2. Utiliza a calculadora para deter-
minar graficamente os valores de x, com aproximação às centésimas, para os quais tal se verifica.
Apresenta todos os elementos recolhidos na utilização da calculadora, nomeadamente o(s) gráfico(s)
obtido(s), bem como coordenadas relevantes de algum(ns) pontos.
d) Resolve analiticamente, em R, a equação A(x) = 0. Indica, depois, as soluções que pertencem ao
intervalo [–p, 2p[.

Soluções: b) 4 cm2; quando x = p o trapézio retângulo da figura corresponde ao retângulo [RSTQ] de área 4 cm2.
2
a a
c) [0; 0,26[ d) b–p, – 2p , 0, 2p , p, 4p b
c 3 3 3 c

21 Prova que, no respetivo domínio, se tem:


a) (1 – cos2 a)(1 + tg2 a) = tg2 a

b) tg2 a + sen2 a =
1 – cos4 a
cos2 a

b)
sen a – 2sen3a = tg a
2cos3a – cos a

22 Resolve as equações.

a) sen(5x) =
√∫3 , em R h
b) tg x icos x –
√∫2hi = 0, em R
2 j 2j
hx
+ p i = 0, em [0, 3p]
h
c) cos i d) tg2(x) = 1, em R
j25j
e) sen(3x) = –sen x, em R f) cos(3x) = –cos x, em R

g) tg(3x) = –tg x, em R h) cos x = sen x, em [0, 2p[

i) sen(2x) – cos x = 0, em R j) 2sen2x = 1 – sen x, em [0, 2p[

a a a a a a
Soluções: a) C.S. = b p + 2kp , 2p + 2kp , k ∈Zb b) C.S. = bkp, p + 2kp, – p + 2kp, k ∈Zb c) C.S. = b 3p , 13pb
c 15 5 15 5 c c 4 4 c c 5 5 c
ap a a a a p + kp, k ∈Za g) C.S. = a kp a
d) C.S. = b + kp , k ∈Zb e) C.S. = b kp , k ∈Zb f) C.S. = b p + kp , – b b , k ∈Zb
c4 2 c c2 c c4 2 2 c c4 c
a p 5p a a p 2kp p a a a
h) C.S. = b , b i) C.S. = b + , + 2kp, k ∈Zb j) C.S. = b p , 5p , 3p
b
c4 4 c c6 3 2 c c6 6 2 c

138
Itens de construção

23 Considera as funções f, g e h definidas por:


f(x) = 2cos x + sen(2x), g(x) = |sen x| e h(x) = 1 + tg i x i
h h
j3 j
a) Determina o domínio de cada uma das funções.

b) Determina os zeros de cada uma delas.

c) Prova que 2p, p e 3p é o período da função f, g e h, respetivamente.

d) Determina as assíntotas verticais ao seu gráfico, caso estas existam em cada uma delas.

a a
Soluções: a) Df = R; Dg = R; Dh = bx ∈R: x ≠ 3p + 3kp, k ∈Zb b) x = p + kp, k ∈Z; x = kp, k ∈Z; x = – 3p + 3kp,
c 2 c 2 4
k ∈Z d) f e g não tem assíntotas verticais; x = 3p + 3kp, k ∈Z são assíntotas verticais ao gráfico de h.
2

24 Sabe-se que:
• sen i p + αi = 5 ∧ α ∈ÈÍ 3p , 2p ÈÍ;
h h
j2 j 13 Î 2 Î
4 Èp È
• tg(2013p – β) = ∧ β ∈Í , p Í.
3 Î2 Î
Calcula:
a) sen(2α)

b) sen(α + β)

c) cos(α + β)

d) tg(2α)
hp h
e) cos i – βi
j2 j

Soluções: a) – 120 b) 56 c) 33 d) 120 e) √∫2


169 65 65 119 10

25 Recorrendo às regras de derivação, caracteriza a função derivada em cada um dos casos seguintes.
a) f(x) = x + cos(4x)

b) f(x) =
x
sen x

c) f(x) =
2sen x
cos x
d) f(x) = (tg x + 5x)2

e) f(x) =
x
sen(2x)

Soluções: a) f’(x) = 1 – 4 sen(4x); Df’ = R b) f’(x) = sen x – x2 cos x ; Df’ = {x ∈R: x ≠ kp, k ∈Z} c) f’(x) = 2 ;
sen x cos2 x
a p a a a
+ kp, k ∈Zb d) f’(x) = 2(tg x + 5x) i 2 + 5i ; Df’ = bx ∈R: x ≠ p + kp, k ∈Zb
h 1 h
Df’ = bx ∈R: x ≠
c 2 c jcos x j c 2 c
a a
e) f’(x) = sen(2x) – 22x cos(2x) ; Df’ = bx ∈R: x ≠ kp , k ∈Zb
sen (2x) c 2 c

139
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Aprende Fazendo

Itens de construção

26 Mostra que, no respetivo domínio, se tem:


a) sen(2x) = 2 tg x b) cos(2x) = 2cos2x – 1
1 + tg2x
hxh 1 – cos(2x) = sen2x
c) cos x = 2cos2 i i – 1 d)
j2j 2

e) (1 + cos(2x)) ¥ tg x = sen(2x) f)
1 = cos x – sen x
h p h cos x + sen x
tg ix + i
j 4j
g) sen ix +
h p h ¥ sen hx – p h = sen2x – 1 h) sen(3x) = 3sen x – 4sen3x
i i i
j 4j j 4j 2

i)
1 + sen(2x) = 1 + tg x j) 1 +
cos(3x) = 2cos(2x)
cos(2x) 1 – tg x cos x

27 Calcula, caso existam, os seguintes limites.


a) lim
sen(5x) b) lim
sen x c) lim
sen(x – p)
xÆ0 x xÆ0 2x xÆ0 x

d) lim
sen(x – 1) e) lim
sen(x – 1) f) lim
tg(3x)
xÆ1 2x – 2 xÆ1 2x2 – 2 xÆ0 sen(8x)
h xh
sen i i
x h1h j 2j
g) lim h) lim x2sen2 i i i) lim
xÆ0 p
h h x Æ +∞ jxj xÆ0 x
cos i + xi
j
2 j 5

j) lim
sen x k) lim
x + tg x l) lim
1 – cos x
xÆp x–p xÆ0 sen x xÆ0 x

m) lim+
sen x n) lim
sen(x – 1) o) lim
x2 – 4x + 4
xÆ0
√∫x xÆ1 2x – 2 xÆ2 sen2(x – 2)
h ph
sen ix – i
7x – 21 j 3j tg(3x)
p) lim q) lim r) lim
xÆ3 sen(5x – 15) xÆ
p
3
p – 3x xÆ0 tg(2x)

s) lim
sen(x2) t) lim
10x – tg(2x) u) lim sen i
h 1 h
i
xÆ0 sen2x xÆ0 sen x x Æ +∞
j √∫x j

v) lim 2x sen i i
h1h
x) lim
2sen x z) lim
cos x
x Æ +∞ jxj x Æ +∞ x x Æ +∞ x+1

Soluções: a) 5 b) 1 c) –1 d) 1 e) 1 f) 3 g) –1 h) 1 i) 5 j) –1 k) 2 l) 0 m) 0 n) 1 o) 1 p) 7 q) – 1 r) 3 s) 1
2 2 4 8 2 2 5 3 2
t) 8 u) 0 v) 2 x) 0 z) 0

140
Itens de construção

28 Calcula, nos pontos em que existe, uma expressão, o mais simplificada possível, da derivada de cada
uma das seguintes funções definidas por:
h 5p h
a) a(x) = sen i3x – i b) b(x) = x2cos(x) c) c(x) = (sen x + cos x)2
j 4 j
d) d(x) = (tg x – x) cos x e) e(x) =
sen x f) f(x) =
1 – cos x
x 1 + cos x
g) g(x) =
tg x h) h(x) = √∫c∫o∫s∫ x
∫ ∫ ∫+∫ 1
∫ i) j(x) = sen(√∫x∫ ∫+∫ 2
∫ )
1 + x2
h
Soluções: a) a’(x) = 3cos hi3x – 5p i b) b’(x) = 2x cos x – x2 sen x c) c’(x) = 2(cos2 x – sen2 x)
j 4 j
d) d’(x) = 1 – cos x – sen x tg x + x sen x e) e’(x) = cos x ¥ x2 – sen x f) f’(x) = 2 sen x 2
cos x x (1 + cos x)
g) g’(x) = 1 – 2x tg x h) h’(x) = – sen x i) i’(x) = cos(√∫x∫ ∫+∫ 2
∫ )
cos2 x(1 + x2) (1 + x2)2 cos x + 1 2√∫x∫ +
∫ ∫ ∫2

sin x


se x ≠ 0
29 Considera a função f definida por f(x) = |x| .
1 se x = 0
a) Averigua se f é contínua em x = 0.

b) Prova que a reta de equação y = –


x + 1 é tangente ao gráfico de f em x = p.
p
Solução: a) f não é contínua em x = 0. Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

30 A figura representa o esquema de um painel publicitário B


com a forma de um losango de lado a (a em metros), que a
vai ser colocado na fachada de um edifício. θ
C A
a) Mostra que a área do painel é dada (em m2) em função
de θ (em radianos) pela expressão:
A(θ) = a2sen(2θ) iθ ∈ÈÍ 0, p ÈÍ i
h h D
j Î 2 Î j
hph
b) Calcula o valor exato de A i i , interpretando geometricamente o resultado obtido.
j4j
c) Considera a = 1.
i) Sabe-se que o responsável pelo edifício onde vai ser colocado o painel pretende que este ocupe
uma área de 0,5 m2. Utiliza a calculadora para determinar graficamente os valores de θ, com
aproximação às centésimas, para os quais tal se verifica. Apresenta todos os elementos recolhidos
na utilização da calculadora, nomeadamente o(s) gráfico(s) obtido(s).
ii) Determina analiticamente a expressão geral das soluções que verificam a seguinte condição:
A(x) = sen x, sendo x ∈R
iii) Escreve a equação reduzida da reta normal ao gráfico da função A no ponto de abcissa
p .
2
Recorda: A reta normal a uma curva y = f(x) num ponto P(a, f(a)) é a reta perpendicular à reta tangente à curva
nesse ponto que também passa por P.

Soluções: b) a2; quando θ = p , [ABCD] é um quadrado de lado a. c) i) θ ≈ 0,26 rad e θ ≈ 1,31 rad
4
ii) x = kp ∨ x = p + 2kp ∨ x = – p + 2kp, k ∈Z iii) y = 1 x – p
3 3 2 4

141
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Aprende Fazendo

Itens de construção

31 Considera a expressão f(x) = sen4x – cos4x. Utilizando processos analíticos, resolve as alíneas seguintes.
a) Mostra que f(x) = 2 sen2x – 1.

b) Determina a expressão geral dos zeros de f.


hp
+ xi = √∫5 , calcula o valor exato de f(x).
h
c) Sabendo que sen i
j2
j 3
d) Estuda a monotonia da função f, no intervalo ]0, 2p[, indicando o valor dos extremos relativos, caso
existam, e os intervalos de monotonia.
e) Estuda a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e pontos de inflexão no inter-
valo ]0, 2p[.
f) Escreve a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa
p.
4
g) Calcula f’(0), utilizando a definição de derivada de uma função num ponto.

p
Soluções: b) x = p + kp , k ∈Z c) – 1 d) f é estritamente crescente no intervalo ÈÍ 0, ÈÍ e em ÈÍp,
3p È
Í e é estritamente
4 2 9 Î 2Î Î 2Î
p
decrescente em ÈÍ , pÈÍ e em ÈÍ , 2p ÈÍ ; 1 é máximo para x = p e x = 3p ; –1 é mínimo para x = p. e) Concavidade
3p
Î2 Î Î2 Î 2 2
È p È È 3p 5p È È 7p p 3p È È 5p 7p È
voltada para cima em Í 0, Í , Í È
, 2p Í e concavidade voltada para baixo em ÈÍ ,
4 ÍÎ ÍÎ 4 Í, Í , 4 Í e
, e
Î 4Î Î 4 Î Î4 4 Î Î 4 Î
hp
, 0i ; i 3p , 0i , i 5p , 0i e i 7p , 0i são pontos de inflexão. f) y = 2x – p g) 0
h h h h h h h
i
j4 j j 4 j j 4 j j 4 j 2

32 Mostra que a função definida pela expressão f(x) = sin x + cos x é decrescente em qualquer intervalo
sin x – cos x
em que se encontra definida.
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

33 Faz o estudo analítico das funções seguintes em relação a domínio, contradomínio, periodicidade,
paridade, continuidade, existência de assíntotas ao seu gráfico, extremos e pontos de inflexão.
a) f(x) = 3 – cos(3x)
h ph
b) g(x) = 2x + seni 2x + i c) h(x) =
x + tg x
j 3 j 2

2p
Soluções: a) Domínio: R; contradomínio: [2, 4]; período: ; função par; contínua em R; não tem assíntotas; 2 é mínimo
3
2kp p
da função para x = , k ∈Z e 4 é máximo da função para x = (2k + 1) , k ∈Z; os pontos de inflexão são os pontos
3 3
p kp
de abcissa x = + , k ∈Z. b) Domínio: R; contradomínio: R; não é periódica; função ímpar; contínua em R; não
6 3
p kp
tem assíntotas; não tem extremos, é estritamente crescente; os pontos de inflexão são os pontos de abcissa x = – + ,
6 2
a p a
k ∈Z. c) Domínio: bx ∈R: x ≠ + kp, k ∈Zb; contradomínio: R; não é periódica; função ímpar; contínua no seu domínio;
c 2 c
p
as retas de equação x = + kp, k ∈Z são assíntotas verticais ao seu gráfico; não tem extremos, é estritamente crescente
2
em qualquer intervalo onde esteja definida; os pontos de inflexão são os pontos de abcissa x = kp, k ∈Z.

142
Itens de construção

34 Na figura está representado o gráfico da função f, de domínio [0, 2p], definida por:
f(x) = cos(2x) + 2 cos x

y
3 f

2π x

–3 Q
2 P R

P, Q e R são pontos do gráfico cujas ordenadas são extremos relativos de f.


Sem recorrer à calculadora, resolve as alíneas seguintes.
a) Mostra que a ordenada dos pontos P e R é –
3 e que a ordenada do ponto Q é –1.
2
b) Indica o contradomínio de f.

c) Considera a reta tangente ao gráfico de f no ponto Q. Esta reta interseta o gráfico em outros dois
pontos N e S, tais que a abcissa de N é menor que a abcissa de S. Determina os valores exatos das
abcissas dos pontos N e S.

p 3p
Solução: b) D’f = ÈÍ– , 3ÈÍ c) ,
3
Î 2 Î 2 2

35 Na figura estão representados uma circunferência de diâmetro [AB], um segmento de reta [AP] e um
arco PB.
Sabe-se que: P

• A–B = 4;
• o ponto P desloca-se ao longo da semicircunferência superior. A B

Para cada posição do ponto P, seja α a amplitude do ângulo BAP, com


α ∈ÈÍ 0, p ÈÍ .
Î 2Î
Seja d a função que a cada valor de α, pertencente a ÈÍ 0, p ÈÍ , associa a soma, d(α), do comprimento
Î 2Î
do segmento de reta [AP] com o comprimento do arco PB.
Resolve as duas alíneas seguintes, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos.
a) Mostra que d(α) = 4cos α + 2α.

b) Determina o valor de α para o qual a função d atinge o seu máximo.

p
Solução: b)
6

143
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Aprende Fazendo

Itens de construção

36 Na figura está representado um trapézio retângulo [ABCD]. A B

Sabe-se que:
• A–B = 1;
• B–C = 2; D C

• α é a amplitude, em radianos, do ângulo ABC;


• α ∈ÈÍ p , p ÈÍ.
Î2 Î
Resolve os itens seguintes, recorrendo a métodos exclusivamente analíticos.
a) Mostra que a área do trapézio [ABCD] é dada, em função de α, por:

A(α) = 2sen α – sen(2α)


b) Determina a área máxima do trapézio [ABCD].

3√∫3
Solução: b)
2

37 Na figura está representada uma circunferência de centro O. G


C B
• [AD] e [GH] são diâmetros da circunferência e têm comprimento
2 unidades;
α
• a reta GH é perpendicular à reta AD. D A
O
Admite que um ponto B se desloca ao longo do arco AG, nunca coin-
cidindo com o ponto A, nem com o ponto G. Os pontos C, E e F acom-
E F
panham o movimento do ponto B de tal forma que o ponto F é o
H
simétrico do ponto B em relação ao eixo Ox e as cordas [BC] e [FE] são
sempre paralelas ao diâmetro [AD].
Para cada posição do ponto B, considera a região a sombreado.
Seja α a amplitude, em radianos, do ângulo AOB.
a) Mostra que o perímetro da região a sombreado é dado por:

P(α) = 2 + 2α + 4cos α
b) Determina o valor de α para o qual o perímetro da região a sombreado é máximo.

c) Mostra que a área da região a sombreado é dada por:

A(α) = α + sen(2α)
d) Determina o valor de α para o qual a área da região a sombreado é máxima.

Soluções: a) a = p b) a = p
6 3

144
Itens de construção

38 Completa a seguinte tabela, supondo que a ∈R+, b ∈R+, c ∈R+ e d ∈R.

y = sen x y = sen(ax) y = sen(x – b) y = c sen x y = d + sen x

Domínio R

Contradomínio [–1, 1]

Zeros x = kp, k ∈Z

Máximo 1

Maximizante x = p + 2kp, k ∈Z
2
Mínimo –1

Minimizante x = – p + 2kp, k ∈Z
2
Período 2p

Solução: a) Consultar na página 167.

39 De uma função f, de domínio R, sabe-se que:


• é definida por uma expressão do tipo f(x) = a + b sen(cx + d);
• 3 é máximo absoluto de f;
• –1 é mínimo absoluto de f;
• π é período positivo mínimo da função;
• f i p i = 1 + √∫3.
h h
j2j

Determina valores possíveis para a, b, c e d.

p
Solução: a = 1 ∧ b = 2 ∧ c = 2 ∧ d = –
3

Considera a família de funções definidas por g(x) = a2 sen i2x – p i + k , com k ∈R e a ∈R+.
h h
40
j 4j 3
Na figura está parte do gráfico de g, para um determinado valor de a e um determinado valor de k.
Sabe-se que:
y
p
• é um maximizante da função g; 5
8 g
• 5p é um minimizante da função g; 5π
8 8
• D’g = [–3, 5]. π x
8
Determina os valores de a e de k. –3

Solução: a = 2 ∧ k = 3

145
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Aprende Fazendo

Itens de construção

41 A Anabela prendeu uma bola a um fio que se move na direção vertical. A distância da bola ao chão,
t segundos depois de se iniciar o movimento, é dada (em cm) por:
d(t) = 40 – 10 cos i pt i
h h
j 2 j

Resolve as seguintes alíneas, recorrendo a métodos analíticos.


a) Determina o número de oscilações que a bola faz em cada minuto.

b) Determina o primeiro instante em que a bola atingiu 45 cm de distância ao solo.

c) Qual é a velocidade da bola quando t = 9?

d) A Alice resolveu fazer uma experiência idêntica, mas com outro tipo de bola e de fio. Neste caso,
a distância da bola ao chão, t segundos depois de se iniciar o movimento, é dada (em cm) pela
expressão:
m(t) = 40 – 15 cos i pt i
h h
j 8 j

Numa pequena composição, indica as principais diferenças no comportamento da bola durante o


primeiro minuto depois de iniciar o seu movimento, nomeadamente, qual era a bola que estava
mais perto do solo no momento inicial, em qual das experiências a bola atingiu uma maior distância
ao solo e qual foi a bola que mais oscilações realizou.

Solução: a) 15 b) 4 s c) 5p cm/s d) A bola que se encontrava mais perto do solo era a da Alice; a bola que atingiu
3
uma maior distância é a da Alice; a bola que realizou mais oscilações foi a da Anabela.

42 Um ponto P desloca-se numa reta numérica no intervalo de tempo I = [0, 4[ (medido em segundos),
de tal forma que a respetiva abcissa, como função de t ∈[0, 4[, é dada pela expressão:
x(t) = 5cos i p t + pi
h h
j2 j

a) Indica a abcissa do ponto P nos instantes t = 0 e t = 2.

b) Determina a velocidade média do ponto P nos dois primeiros segundos.

c) Determina a velocidade no instante t = 3.

d) Estuda a variação da velocidade do ponto P, determinando os instantes em que atingiu a velocidade


máxima e indicando a aceleração nesses instantes.
e) Determina a aceleração média entre os instantes t = 2 e t = 3.
Caderno de Apoio às Metas curriculares, 12.º ano

Soluções: a) –5; 5 b) 5 unidades/segundo c) – 5 p unidades/segundo d) Crescente em [0, 1] e em [3, 4] e decrescente


2
em [1, 3]; velocidade máxima em t = 1 e a aceleração é nula nesse instante. e) 5 p2 unidades/segundo2
4

146
Itens de construção

43 O Joaquim e os amigos foram passar férias a uma localidade do interior do Alentejo, onde a tempe-
ratura registada ao longo de um dia do mês de agosto é habitualmente dada, em graus, pela expressão:
A(t) = 30 + 8 cos hi pt + 10p hi
j 12 j
onde t designa o tempo, em horas, decorrido desde as zero horas desse dia.
Logo no final do primeiro dia de férias o Joaquim afirmava que estava tanto calor que, durante toda a
tarde, a temperatura tinha sido superior a 30 oC.
Utiliza a calculadora gráfica para, numa pequena composição, indicares como variou a temperatura
ao longo do dia, fazendo referência à temperatura máxima e mínima atingidas. Indica se o Joaquim
tinha, ou não, razão. Deves reproduzir e identificar o(s) gráfico(s), que tiveres necessidade de visualizar
na calculadora, incluindo o referencial, e deves assinalar, no(s) gráfico(s), o(s) ponto(s) relevante(s)
para a resolução desta questão.

Solução: A temperatura variou entre os 23,1 oC e os 38 oC; o Joaquim tinha razão.

44 Mostra que 1 + cos(3x) = 2 cos(2x), com x ≠ p + kp, k ∈Z.


cos x 2

45 Mostra que sen(a – b) + cos(a + b) = (cos a + sen a)(cos b – sen b), ∀ a, b ∈R.

46 Resolve, em R, as seguintes equações.


a) √∫3 sen x – cos x = 1 b) sen x – cos x = √∫2
hxh h p h + cos hx + p h = cos hx + p h
c) cos x = 2sen2 i i d) sen ix + i i i i i
j2j j 6j j 3j j 3j

ap a a3p a ap 5p a
Soluções: a) C.S. = b + 2kp, p + 2kp, k ∈Zb b) C.S. = b + 2kp, k ∈Zb c) C.S. = b + 2kp, + 2kp, k ∈Zb
c3 c c4 c c3 3 c
a p a
d) C.S. = b + kp, k ∈Zb
c 10 c

Seja g a função de domínio [0, 2p]\b p b definida por g(x) = cos x .


a a
47
c2c 1 – sen x
a) Estuda a função g quanto à existência de assíntotas ao seu gráfico.

b) Mostra que g’(x) =


1 .
1 – sen x
c) Estuda a função g quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e quanto à existência de pon-
tos de inflexão.
d) Sejam a e b dois números reais distintos pertencentes ao domínio de g. Sejam r e s as retas tangentes
ao gráfico de g nos pontos de abcissa a e b, respetivamente.
Prova que se a + b = p, então as retas r e s são paralelas.

Soluções: a) x = p é assíntota vertical ao gráfico de f. c) g tem a concavidade voltada para cima em ÈÍ0, p ÈÍ e em
2 Î 2Î
È 3p , 2pÈ e voltada para baixo em È p , 3p È ; hi 3p , 0hi é ponto de inflexão.
Í Í Í2 2Í j2
Î 2 Î Î Î j

147
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Aprende Fazendo

Itens de construção

48 Considera a função f, de domínio ÈÍ0, p ÈÍ , definida por f(x) = x2cos x.


Î 2 Î
Na figura está representado em referencial o.n. xOy: y r

• o gráfico da função f;
• o ponto P, único ponto de inflexão do gráfico de f;
• a reta r tangente ao gráfico de f no ponto P. P

Determina a abcissa do ponto P.


Na resolução deste item, deves: O π x
• traduzir o problema por uma equação; 2

• resolver graficamente esta equação, recorrendo à calculadora;


• indicar o valor pedido arredondado às centésimas.
Deves reproduzir e identificar o(s) gráfico(s), que tiveres necessidade de visualizar na calculadora, in-
cluindo o referencial, e deves assinalar, no(s) gráfico(s), o(s) ponto(s) relevante(s).

Solução: ≈ 0,60

49 Considera a função real de variável real g definida por:


g(x) = i x + 1i sen (kx), com k ∈R\{0}
h h
j 2k j
2
a) Mostra que g”(x) + k g(x) = cos(kx).

b) Calcula, caso exista, o valor de lim


g(x) .
xÆ0 x
c) Determina uma equação da reta tangente ao gráfico de g no ponto de abcissa 0.

Soluções: b) k b) y = kx

50 Considera a função real de variável real g definida por:


g(x) = x – x
2

sen(px)
a) Determina o domínio da função g.

b) Considera a função h definida por:

se x = 0


a
h(x) = g(x) se 0 < x < 1
b se x = 1
Determina os valores reais de a e b de modo que a função h seja contínua em [0, 1].

Soluções: a) R\Z b) a = – 1 e b = – 1
p p

148
Itens de construção

51 Depois de reduzir o intervalo de estudo, sempre que possível, por argumentos de paridade e de pe-
riodicidade, estuda os intervalos de monotonia das seguintes funções.
a) (*) f(x) = sin2x sin(2x)

b) f(x) =
cos x
1 + cos x

c) (**) f(x) =
sin x – 1
cos x + 1
(*) grau de dificuldade elevado
(**) grau de dificuldade muito elevado
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

(*) e (**) Os graus de dificuldade elevados e muito elevados correspondem a desempenhos que não serão exigíveis à
totalidade dos alunos.

Soluções: a) f é ímpar e periódica de período p; f é crescente em ÈÍ0 + 2kp, p + 2kpÈÍ e em ÈÍ 2p + 2kp, p + 2kpÈÍ , k ∈Z
Î 3 Î Î3 Î
e é decrescente em ÈÍ p + 2kp, 2p + 2kpÈÍ , k ∈Z. b) f é par e periódica de período 2p; f é decrescente em [0 + 2kp, p + 2kp[,
Î3 3 Î
k ∈Z e é crescente em ]p + 2kp, 2p + 2kp], k ∈Z. c) f é periódica de período 2p; f é crescente em ÈÍ –p + 2kp, p + 2kpÈÍ
Î 2 Î
e é decrescente em ÈÍ p + 2kp, p + 2kp ÈÍ, k ∈Z.
Î2 Î

52 Na figura está representado um hexágono regular [ABCDEF]. E D

Sabe-se que: J
K I
• A–B = 4;
F C
• A–G = A–L = F–K = F–L = E–K = E J– = D– J = D– I = C– I = C–H = B–H = B–G; L H
G
• θ é a amplitude, em radianos, do ângulo GAB;
A B

• θ ∈ÈÍ0, p ÈÍ .
Î 3Î

a) Mostra que a área da região sombreada é dada, em função de θ, por A(θ) = 24 √∫3 – tg θ . ( )
hph h
b) Calcula A i i e interpreta geometricamente o valor obtido ideves incluir na tua interpretação a
j3j j
figura que se obtém para x = p i .
h
3j
c) Seja β um número real, pertencente ao intervalo Í0,
È p È , tal que A(β) = 24√∫3 – 6. Determina o valor
Í
Î 3Î
exato de (sen θ + cos θ)2.
d) Sem resolver uma equação, mostra que existe um e um só valor de θ compreendido entre
p e p
8 6
para o qual a área da região a sombreado é 30.

Soluções: b) 0; para x = p a figura é , pelo que, para x = p , a superfície a sombreado reduz-se a um ponto.
3 3
Portanto, a sua área é nula. c) 25
17

149
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Aprende Fazendo

Itens de construção

53 Na figura está representada, em referencial o.n. xOy, uma circunferência de centro na origem e raio 2.
y
D
B

PROFESSOR

E A
O x Resolução
Essencial para o Exame – exercício 53

C
F

Sabe-se que:
• o triângulo [ABC] é isósceles e está inscrito na circunferência;
• [EA] é um diâmetro da circunferência e está contido no eixo das abcissas;
• [FD] é um diâmetro da circunferência e está contido no eixo das ordenadas.
Considera que o ponto B se desloca ao longo do arco DE e que o ponto C o acompanha, de tal forma
que [BC] é sempre perpendicular ao eixo das abcissas.
Para cada posição do ponto B, seja α a amplitude, em radianos, do ângulo AOB hix ∈ÈÍ p , p ÈÍ i .
h
j Î2 Îj
a) Mostra que a área do triângulo [ABC] é dada, em função de α, por:
A(α) = 4sen α – 2sen(2α)
Aipi
h h h
b) Calcula e interpreta geometricamente o valor obtido ideves incluir na tua interpretação a
j2j j
p
figura que se obtém para α = i .
h
2j
c) Determina a área máxima do triângulo [ABC].

d) Seja P um ponto pertencente ao gráfico da função A. Sabe-se que a reta tangente ao gráfico de A
nesse ponto tem declive simétrico da ordenada de P. Determina o valor da abcissa do ponto P.
Na resolução deste item, deves:
• traduzir o problema por uma equação;
• resolver graficamente essa equação, recorrendo à calculadora;
• indicar o valor pedido arredondado às centésimas.
Deves reproduzir e identificar o gráfico, ou os gráficos, que tiveres necessidade de visualizar na
calculadora, incluindo o referencial, e deves assinalar, no(s) gráfico(s), o(s) ponto(s) relevante(s).

Soluções: b) 4; para x = p a figura é y B D , isto é, o ponto B coincide com o ponto D e o ponto C


2 coincide com o ponto F, pelo que o triângulo [ABC] coincide
A com o triângulo [ADF] cuja área é 4. c) 3√∫3 u.a. d) ≈ 2,50
x

C F

150
Itens de construção

54 Observa a figura. B

Sabe-se que:
• [ABCD] é um losango; F G
• [EFGH] é um quadrado;
A C
• E–F = 2;
• 2x designa a amplitude do ângulo BAD; E H

• x ∈ÈÍ 0, p ÈÍ.
Î 2Î
D
a) Mostra que a área do losango [ABCD] é dada, em função de x, por:
h h
f(x) = 2 i2 + 1 + tg xi
j tg x j

b) Mostra que:

f ’(x) = – 2cos(2x)
sen2x cos2x

c) Determina o valor de x para o qual a área do losango [ABCD] é mínima.

Solução: c) x = p
4

55 Um ponto P move-se no eixo das abcissas de forma que a sua abcissa no instante t (em segundos) é
dada por:
x(t) = sin(pt) – √∫3cos(pt)
a) (*) Prova que se trata de um oscilador harmónico.

b) Indica a amplitude, o período, a frequência do movimento, bem como o respetivo ângulo de fase.

c) (*) Determina os instantes em que o módulo da velocidade de P é nulo.

d) Determina o valor real de k tal que x”(t) = –k ¥ x(t).


(*) grau de dificuldade elevado
Caderno de Apoio às Metas Curriculares, 12.º ano

(*) Os graus de dificuldade elevados correspondem a desempenhos que não serão exigíveis à totalidade dos alunos.
Soluções: a) x(t) = 2cos hipt + 7p hi b) Amplitude: 2; período: 2; frequência: 1 ; ângulo de fase: 7p c) t = – 7 + k, k ∈Z
j 6j 2 6 6
d) k = 2p2

151
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

Desafio – Na roda-gigante de Londres

Retomando o desafio apresentado no início deste tema, vejamos duas possíveis resoluções.

Primeiro método
Façamos um esquema da situação. A cápsula descreve uma circunferência.
Como o ponto mais baixo está a 5 metros de altura e o mais alto a 135 metros, o centro da circunfe-
rência fica a 70 metros de altura, que é a média daqueles dois valores.
O raio da circunferência é 65 metros.
A cápsula parte do ponto P, descreve um quarto de volta para chegar aos 70 metros e depois tem de
subir ainda mais 6 metros, até ao ponto A.
Consideremos o triângulo retângulo [OBA], com o lado AO a medir 65 metros e o lado AB a medir
6 metros.
Altura
135

76 C A
65 6
70 α
O B

65

5 P

6
Como cos a = , temos a ≈ 5,296° (ou 0,092439 radianos).
65
O arco PA mede então 95,296°.
Sabemos que, em 30 minutos, a cápsula dá uma volta completa (360°).
Para se saber o tempo t para ir de P até A, basta fazer uma regra de três simples e vem:
30
t = 95,296 ¥ ≈ 7,9413 minutos, ou 7 min 56 s.
360
Portanto, a Raquel tirou a fotografia às 10 h 7 min 56 s.
Ela volta a estar a 76 metros de altura no ponto C, durante a descida.
Nesse ponto, faltam 7 min 56 s para terminar a volta, porque a velocidade de subida é igual à de
descida.
Como ela chega ao ponto P de partida às 10 h 30 min, a passagem no ponto C é às 10 h 22 min 04 s.
No resto do dia, a cápsula volta a passar nestes pontos de meia em meia hora.
Em A: 10 h 07’ 56”, 10 h 37’ 56”, 11 h 07’ 56”, 11 h 37’ 56”, …
Em C: 10 h 22’ 04”, 10 h 52’ 04”, 11 h 22’ 04”, 11 h 52’ 04”, …
Em meia hora, a cápsula percorre uma circunferência de perímetro 2p ¥ 65 = 408,4 metros, a uma velo-
408,4 13,61
cidade de = 13,61 m/min ou = 0,227 m/s.
30 60

152
Desafio – Na roda-gigante de Londres
Para saber a velocidade de subida, temos de calcular a componente vertical VV desta velocidade V,
tal como se pode ver na figura.
V VV

VV = V ¥ cos α = 0,227 cos 5,296° ≈ 0,226 m/s


A Raquel subia a 22,6 centímetros por segundo.

Segundo método
Se usarmos os conhecimentos que agora já temos de funções trigonométricas, as respostas às questões
colocadas serão muito mais rápidas.
Usando a variável t (em horas), precisamos de uma função trigonométrica do tipo cos(a.t) de período
0,5 h.
Logo:
2p
a= = 4p
0,5
Com a ajuda do esquema feito no primeiro método, podemos escrever que a altura A da cápsula (com
A em metros) em função do tempo é dada por:
A(t) = 70 – 65cos(4pt)
Para saber quando estará a cápsula a 76 metros:
A(t) = 76 ⇔ 70 – 65cos(4pt) = 76
6
⇔ cos(4pt)= –
65
h 6h
⇔ 4pt = cos–1 i– i
j 65 j

⇔ 4pt = 1,6632 + 2kp ∨ 4pt = π – 1,6632 + 2kp (com k ∈Z)


⇔ t = 0,13235 + 0,5 k ∨ t = 0,36765 + 0,5 k (com k ∈Z)
Convertendo para minutos e segundos:
⇔ t = 7’ 56” + 30 k ∨ t = 22’ 4” + 30 k (com k ∈Z)
A velocidade pedida é o valor da derivada de A(t) para t = 0,13235.
A’(t) = 65sen(4pt)
A’(0,13235) = 65 ¥ 4p ¥ sen(4p ¥ 0,13235) =
= 813,3 m/h =
= 0,226 m/s

153
Teste Final

Grupo I

1 Um conjunto tem, ao todo, 211 subconjuntos.


PROFESSOR
Quantos desses subconjuntos têm exatamente cinco elementos?
(A) 410
Resolução
Exercícios do Teste Final
(B) 462

(C) 1024

(D) 2048

Solução: Opção (B)

2 O gráfico da figura pode ser uma representação geo- y


métrica da função f, real de variável real definida por:
(A) f(x) = –|cos(2x)| π π

2 2
(B) f(x) = –|sen x| O x

(C) f(x) = sen |2x| –1 f

(D) f(x) = – cos |x|

Solução: Opção (A)

3 Seja f a função definida por:


f(x) = x + sen x

No intervalo [0, 100p], quantas retas tangentes ao gráfico de f existem e que são paralelas ao eixo
das abcissas?
(A) 49

(B) 50

(C) 100

(D) 200

Solução: Opção (B)

154
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

4 O gráfico da função h definida por h(x) = 1 + 2sen x tem uma única assíntota.
x2 + 1
Qual das equações seguintes pode definir uma equação dessa assíntota?
(A) y = 0

(B) y = 1

(C) y = 2

(D) y = 3

Solução: Opção (B)

5 Na figura está representada, em referencial o. n. Oxy, a circunferência trigonométrica.


y

E A

O θ C
x

B D

Sabe-se que:
• C é o ponto de coordenadas (1, 0);
• os pontos D e E pertencem ao eixo Oy;
• [AB] é um diâmetro da circunferência trigonométrica;
• as retas EA e BD são paralelas ao eixo Oz;
• θ é a amplitude do ângulo COA;
• θ ∈ÈÍ 0, p ÈÍ.
Î 2Î

Qual das expressões seguintes dá a área da região a sombreado em função de θ?

(A)
sen(2θ)
2

(B)
cos θ ¥ sen θ
2
(C) cos θ + sen θ

(D) sen(2θ)

Solução: Opção (A)

155
Teste Final

Grupo II

1 A password de acesso a uma conta da internet é composta por uma sequência de quatro algarismos,
seguidos de três letras (considera o alfabeto com 26 letras).
A Lurdes esqueceu-se da sua password e só se lembra que:
• tem os algarismos e as letras todas diferentes;
• a sequência de algarismos começa por 4 e termina em 3;
• a soma dos quatro algarismos é ímpar;
• apenas contém uma vogal.
Ao experimentar, ao acaso, uma password nestas condições, qual é a probabilidade de a Lurdes
acertar na password correta?

Solução: 1
151 200

2 Na figura está a representação gráfica da função f definida, em [0, 2p], por:


f(x) = sen(2x) + x + 1
y

B f

O C D 2π x

Resolve as quatro primeiras alíneas utilizando métodos exclusivamente analíticos.


2.1. Determina a área do trapézio [ABCD], sabendo que os pontos A e B correspondem a máximos
da função e que os pontos C e D pertencem ao eixo das abcissas.

2.2. Determina o valor de lim


f(x) – 1 .
xÆ0 4x

2.3. Mostra que ∃ x ∈Í 0,


È p È: f(x) = f’(x).
Í
Î 3Î
2.4. Recorrendo à calculadora gráfica, determina o valor de x cuja existência ficou provada na alínea
anterior.
Na tua resposta, deves reproduzir o gráfico da função ou os gráficos das funções que tiveres
necessidade de visualizar na calculadora, devidamente identificado(s), incluindo o referencial.
Apresenta o valor pedido com aproximação às centésimas.
h h
Soluções: 2.1. i √∫3 + 5p + 1i p u.a. 2.2. 3 2.4. 0,45
j 2 6 j 4

156
TEMA IV Trigonometria e Funções Trigonométricas

3 De uma função g, de domínio[–p, p], sabe-se que a sua derivada está definida igualmente no inter-
valo [–p, p] e é dada por:
g’(x) = x – 2cos x

Utilizando métodos exclusivamente analíticos:

3.1. determina o valor de lim


g(x) – g(0) ;
xÆ0 x

3.2. estuda a função g quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e determina as abcissas
dos pontos de inflexão.

Soluções: 3.1. –2 3.2. O gráfico de g tem a concavidade voltada para baixo em ÈÍ–π, – 5p ÈÍ e em ÈÍ– p , πÈÍ e tem a
Î 6Î Î 6 Î
È
concavidade voltada para cima em Í– 5p p È
, – Í ; tem dois pontos de inflexão de abcissas – 5p e– p .
Î 6 6Î 6 6

4 Uma mola está suspensa por uma extremidade, tendo na outra extremidade um corpo C.
Após ter sido alongada na vertical, a mola inicia um movimento oscilatório no instante t = 0.
A distância ao solo do corpo C (em metros) é dada em cada instante (t em segundos) pela expressão:
D(t) = 4 + 2cos(pt + p), para t ∈[0, 4[

4.1. Determina a distância máxima e a distância mínima do corpo ao solo.

4.2. Indica a amplitude, a pulsação, a fase, o período e a frequência do movimento de C.

4.3. Determina os instantes em que o corpo C se encontra à distância de 5 metros do solo.

Soluções: 4.1. Distância mínima: 2; distância máxima: 6 4.2. Amplitude: 2; pulsação: p; fase: p; período: 2;
frequência: 1 4.3. 2 ; 4 ; 8 ; 10
2 3 3 3 3

157
SOLUÇÕES
SOLUÇÕES

7
TEMA III 34. a) (x – 5)2 x2(14x2 – 34x – 15) b)
(5 – x)2
2 3(x2 – 1)(x2 – 4x + 1)
Funções Reais de Variável Real c) d)
(x – 2)3
33√∫(∫2∫x∫ ∫+∫ 4
∫ ∫)2
Unidade 1 – Limites (pág. 6) 35. a) 40 m/s
5 8 36. f " I; g " IV; h " III; j " II
1. a) u1 = 2, u2 = e u3 = 37. a) –9
2 3
b) i) Proposição falsa. ii) Proposição verdadeira. c) f é estritamente decrescente em ]–∞, 0] e em [2, 3] e
3. a) +∞ b) Nada se pode concluir. é estritamente crescente em [0, 2] e em [3, +∞[.
c) +∞ d) –∞ e) +∞ 2 é mínimo absoluto para x = 0; 34 é máximo relativo
f) –∞ g) 1 h) –∞ para x = 2; 29 é mínimo relativo para x = 3.
i) Nada se pode concluir. j) –∞ k) +∞ 38. a) f”: R " R b) 0 c) 6
l) –20 m) Nada se pode concluir. n) +∞ x " 40x3 + 6
|

o) –∞ p) Nada se pode concluir. q) 0 39. a) x5 b) x1 c) x5 d) x2 e) x3 e x5 f) x1


5 40. Opção (A)
r) – s) +∞ t) –∞
4 41. Opção (D)
4. a) 0 b) 0 42. Opção (C)
5. a) –∞ b) 0 c) 0 d) 1 e1 43. a) Concavidade voltada para baixo em ]–∞, –1[ e para
6. a) +∞ b) +∞ c) 0 d) 0 e) 1 f) –∞ g) 1 cima em ]–1, +∞[; ponto de inflexão de coordenadas
7. Opção (A) (–1, 10).
9. +∞ b) Concavidade voltada para baixo em ]–∞, 0[ e para
1 3
11. a) 0 b) 2 c) 0 d) 0 e) 0 f) 0 g) h) cima em ]0, +∞[; não existem pontos de inflexão no
3 4
13. a) 0 b) 0 c) –1 d) 0 e) +∞ f) +∞ gráfico de g.
14. +∞ 44. Opção (B)
45. a) ≈ 0,09; após 3 dias da descoberta do surto, o número
de pessoas contagiadas está a aumentar aproximada-
Unidade 2 – Continuidade (pág. 19) mente à taxa de 9 pessoas por dia.
16. f é contínua em x = 4. b) 3,5 dias
17. a = 1 e b = –1 46. a) A menor quantidade de cerca que se pode gastar é
18. A função g não é contínua em [a, b], por exemplo: 200 m.
y b) O parque terá 100 m de comprimento por 50 m de
largura.
47. Comprimento e largura iguais a 15 cm.
2 48. O custo mínimo é de 14 700 € e, para tal, o cabo deve
1 percorrer em linha reta e por terra 1800 metros, desde a
central até ao ponto P marcado na figura, e só depois pas-
O a b x sar debaixo de água até à fábrica.
49. O custo total é minimizado se a altura do cilindro for três
–1
vezes superior ao raio da base.
20. Por exemplo, a função f definida no intervalo [1, 3] por: a
50. Comprimento:


–1 se 1 ≤ x < 2 2
f(x) = b
Largura:
1 se 2 ≤ x ≤ 3 2
25. a) f é contínua em R. 51. a) Df = R; não tem zeros; f é estritamente crescente em
]–∞, 0] e estritamente decrescente em [0, +∞[; máximo
30. a) f(x) = 1 b) f(x) = – 1 c) 1 sen hi 1 hi 2
x x x jxj absoluto em x = 0; o gráfico de f tem a concavidade
31. a) f é contínua em R\{1}. 3
b) Afirmação verdadeira. voltada para cima em ]–∞, –1[ e em ]1, +∞[ e a
c) Máximo absoluto: 3 concavidade voltada para baixo em ]–1, 1[; os pontos
√∫6 h 1h h 1h
Mínimo absoluto: 2 – de coordenadas i–1, i e i1, i são pontos de
9 j 2j j 2j
inflexão do gráfico de f; a reta de equação y = 0 é
Unidade 3 – Derivada de segunda ordem, extremos, assíntota horizontal ao gráfico.
sentido das concavidades e pontos de y 2
inflexão (pág. 29) 3
1
1 2
32. a) 14 b) 2 c) f
2
33. Opção (D) –1 O 1 x

160
b) Dg = R\{–1, 1}; 0 é zero de g; g é estritamente cres- b) y
f
cente em ]–∞, –1[ e em ]–1, 0] e é estritamente de- 10
crescente em [0, 1[ e em ]1, +∞[; máximo relativo 0
em x = 0; o gráfico de g tem a concavidade voltada 5
para baixo em ]–1, 1[ e a concavidade voltada para
cima em ]–∞, –1[ e em ]1, +∞[; não tem pontos de in- –1 1 2x
–5
flexão; a reta de equação y = 1 é assíntota horizontal
ao gráfico e as retas de equações x = –1 e x = 1 são
c) y
assíntotas verticais ao gráfico.
3 f
2
y 1
3
2 –4 –2 –1 2 4x
g
1 –2
–3
–4 –2 O 2 4 x
–1 53. a) y
–2 10 f
8
a 1a
c) Dh = R\ b– b ; h não tem zeros; h é estritamente 6
c 2c
4
È 1 √∫3 È È 1 √∫3 È
crescente em Í –∞, – – Í e em Í – + , +∞ Í 2
Î 2 2Î Î 2 2 Î
È 1 √∫3 1È –10 –5 –1 1 5 10 x
e é estritamente decrescente em Í – – ,– Í
Î 2 2 2Î b) y
È 1 √∫3 È √∫3
e em Í –1, – + Í ; máximo absoluto – em 4
Î 2 2Î 2
2 f
1 √∫3 √∫3 1 √∫3 –5 –4 –3 –2 –1
x=– – ; mínimo absoluto em x = – + ;
2 2 2 2 2
1 x
o gráfico de h tem a concavidade voltada para baixo –2
È 1È
em Í –∞, – Í e a concavidade voltada para cima em –4
Î 2Î
54. a) 6 cm/s b) 30 cm/s c) 22 cm/s2
È 1 È
Í– , +∞ Í ; não tem pontos de inflexão; a reta de
d) A velocidade diminui no intervalo de tempo ÈÍ 0, ÈÍ
2
Î 2 Î
1 1 Î 3Î
equação y = x+ é assíntota oblíqua ao gráfico e aumenta no intervalo de tempo ÈÍ , 60ÈÍ ; atinge a
2
2 4 Î3 Î
1 2
e a reta de equação x = – é assíntota vertical ao velocidade mínima em t = e, nesse instante, a
2 3
gráfico. aceleração é igual a 0 cm/s2.
55. a) t = 24,5 s; v(24,5) = –120,1 m/s b) 734,69 m
y
c) –9,8 m/s2 d) a(t) = v’(t) = –9,8 m/s2
6 56. c) (0,72; 0,85)
4 h 57. a) Proposição verdadeira. b) –2,165
–4 –2 2 58. a) g é decrescente no seu domínio [–5, +∞[. b) –0,05
–2 2 4 x 59. b) 0,6
–4
–6 Aprende Fazendo (pág. 64)
–8
1. Opção (A)
52. a) 2. Opção (C)
y 3. Opção (B)
f 4. Opção (A)
5. Opção (A)
5
6. Opção (A)
–3 –2 –1 7. Opção (C)
1 2x 8. Opção (B)
–5 9. Opção (D)
10. Opção (B)
–10
11. Opção (B)

161
SOLUÇÕES

12. Opção (A) 42. Raio: 1 cm


13. Opção (C) Altura: 4 cm
14. Opção (A) 43. Largura: 17,321 cm
15. Opção (C) Ccomprimento: 24,495 cm
16. Opção (D) h h
44. Largura: i 5√∫2 + 4i cm
17. Opção (A) j 2 j
18. Opção (B) Comprimento: (5√∫2 + 8) cm
19. Opção (C) 45. a) Df = R\{–1}; 0 é o único zero da função f; f é estrita-
20. +∞ mente decrescente em ]–∞, –1[ e em [1, +∞[ e estrita-
24. b) f(0) = 0 e f(4) = 6, mas a função f não é contínua em 1
mente crescente em ]–1, 1]; máximo absoluto em
[0, 4], logo não é garantido que exista x ∈[0, 4] tal que 4
f(x) = 2. x = 1; o gráfico de f tem a concavidade voltada para
d) Mínimo: 0; máximo: 1 baixo em ]–∞, –1[ e em ]–1, 2[ e voltada para cima
25. Comprimento e largura iguais a 60 m. h 2h
em ]2, +∞[; i2, i é ponto de inflexão do gráfico de f;
26. Comprimento e largura iguais a 90 m. j 9j
27. a) 0 b) 0 c) 0 d) 0 e) 2 y = 0 é assíntota horizontal ao gráfico e x = –1 é assín-
30. a) 0 b) 0 c) 4 d) –∞ e) +∞ f) 1 tota vertical ao gráfico.
36. a) y y
f 1
4
2
9
O 1 2 x f –1 O 1 2 x

b) y
f b) Dg = R\{–3, 3}; não tem zeros; g é estritamente cres-
cente em ]–∞, –3[ e em ]–3, 0] e é estritamente de-
crescente em [0, 3[ e em ]3, +∞[; máximo relativo é
–1 O 1 2 3 x 1
– em x = 0; o gráfico de g tem a concavidade vol-
9
tada para baixo em ]–3, 3[ e voltada para cima em
37. A segunda derivada de f está representada na figura 2 e ]–∞, –3[ e em ]3, +∞[; não tem pontos de inflexão;
a primeira derivada de f está representada na figura 3. y = 0 é assíntota horizontal ao gráfico e x = –3 e x = 3
38. a) 2 b) y = 2x – 2 são assíntotas verticais ao gráfico.
c) i) x ∈{–2, 1} ii) x ∈]–2, 0[ ∪ ]1, +∞[
y
iii) x ∈]–∞, –2[ ∪ ]0, 1[ g
39. y
3 O
–3 3 x
–1 O 1 3 x

f c) Dh = R\{0}; –1 e 1 são zeros de h; h é estritamente


crescente em ]–∞, 0[ e em ]0, +∞[; não tem extremos;
40. a) Concavidade voltada para cima em ]–∞, –2[ e em
o gráfico de h tem a concavidade voltada para cima
]2, +∞[ e concavidade voltada para baixo em ]–2, 2[;
h 14 h h 14 h em ]–∞, 0[ e voltada para baixo em ]0, +∞[; não tem
pontos de inflexão i–2, – i e i2, – i. pontos de inflexão; y = x é assíntota oblíqua ao gráfico
j 3j j 3j
b) Concavidade voltada para cima em ]–∞, –2[ e conca- e x = 0 é assíntota vertical ao gráfico.
vidade voltada para baixo em ]–2, +∞[; não tem pon- y
tos de inflexão. h
È √∫6 È 1
c) Concavidade voltada para baixo em Í –∞, – Í e em
Î 3Î
È √∫6 È –1 O1 x
Í , +∞Í e concavidade voltada para cima em
Î3 Î
È √∫6 √∫6 È h √∫6 1 h h√∫6 1 h
Í– , Í ; pontos de inflexão i – , i e i , i.
Î 3 3Î j 3 4j j3 4j d) Di = R; 0 é o único zero da função i; i é estritamente
d) Concavidade voltada para baixo em ]–∞ , 0[ e em decrescente em ]–∞, 0[ e estritamente crescente em
È1 È ]0, +∞[; mínimo absoluto é 0 em x = 0; o gráfico de i
Í , +∞ Í ; não tem pontos de inflexão.
Î2 Î tem a concavidade voltada para baixo em ]–∞, 0[ e
41. Comprimento: 6 cm em ]0, +∞[; não tem pontos de inflexão e não tem as-
Largura: 2,5 cm síntotas.

162
y TEMA IV
i
Trigonometria e Funções Trigonométricas
O x
Unidade 1 – Revisões (pág. 84)
1. Opção (B)
e) Dj = R; 1 é o único zero da função j; j é estritamente 2. a) √∫3 b) 2 + √∫3 c) –1 – 5√∫3
crescente em R; não tem extremos; o gráfico de j tem 2
a concavidade voltada para cima em ]–∞, 1[ e voltada 3. 5√∫3 + √∫6
para baixo em ]1, +∞[; (1, 0) é ponto de inflexão do 3 9

gráfico de j e o gráfico não tem assíntotas. b) ]0; 0,45[ ∪ ÈÍ 1,12;
2 ÍÎ
4.
Î
y
j
Unidade 2 – Fórmulas de trigonometria (pág. 87)
O 1 x
5. √∫6 + √∫2 e √∫6 – √∫2
4 4

6. √∫6 – √∫2 e √∫6 + √∫2


f) Dk = R+; 1 é o único zero da função k; k é estritamente 4 4
crescente em ]0, 4] e estritamente decrescente em
1 8. √∫2 , √∫2 , – √∫2
[4, +∞[; máximo absoluto em x = 4; o gráfico de k
4 2 2 4
tem a concavidade voltada para baixo em ÈÍ –∞,
64 È
Í 17 268√∫2∫1
Î 9 Î 9. – –
h 64 15 h
25 425
e voltada para cima em ÈÍ , +∞ ÈÍ ; i
64 i é ponto
, 2p 2p
Î 9 Î j 9 64 j 11. a) x = kp ∨ x = + 2kp ∨ x = – + 2kp, k ∈Z
3 3
de inflexão do gráfico de k; y = 0 é assíntota horizontal p
ao gráfico e x = 0 é assíntota vertical ao gráfico. b) x = + kp, k ∈Z
4
y 5p
c) x = – + 2kp, k ∈Z
6
1 p p
4 k d) x = + 2kp ∨ x = – + 2kp, k ∈Z
3 3
15 O 4 64 x
9 2p 2p p
64 e) x = + 2kp ∨ x = – + 2kp ∨ x = – + 2kp ∨
3 3 6
7p
46. a) 2 ∨ x= + 2kp, k ∈Z
6
b) 5 p
49. c) – 0,81 12. a) x = + 2kp, k ∈Z
6
h 3h
52. i √∫6 , i ; √∫7
2p
b) x = – + 2kp ∨ x = 2kp, k ∈Z
j 2 2j 2 3
p 5p
c) x = – + 2kp ∨ x = – + 2kp, k ∈Z
Teste Final (pág. 78) 12 12
Grupo I 7p 13p
d) x = + 2kp ∨ x = + 2kp, k ∈Z
12 12
1. Opção (A)
p 5p
2. Opção (B) e) x = + kp ∨ x = + kp, k ∈Z
6 6
3. Opção (C)
p 7p 3p
4. Opção (D) f) x = – + 2kp ∨ x = + 2kp ∨ x = + 2kp, k ∈Z
6 6 2
5. Opção (C)
p
g) x = + kp, k ∈Z
3
Grupo II
1.1. 3
1.
8 Unidade 3 – O limite notável lim sen x (pág. 93)
1.2. 1728
xÆ0 x
2. lim un = 0 1
14. a) 0 b) – c) 1 d) –∞
4. 4.1. t.m.v[1, 5] = 149 doentes/dia p
P’(5) = 225 doentes/dia e) Não existe. f) +∞

163
SOLUÇÕES

2 2 1 p
15. a) 3 b) 4 c) – d) e) +∞ f) Não existe. g) 28. a =
5 3 5 4
1 1
h) –1 i) j) 1 k) 1 l) m) √∫3
3 2 29. Df = R\{x = kp, k∈Z}; f é ímpar e periódica de período
16. p positivo mínimo 2p; não tem zeros; as retas de equação
17. k = 2 x = kp, k ∈Z são assíntotas verticais ao gráfico de f.
18. b) x = –2p; y = –3
p 3p
x 0 p 2p
2 2
Unidade 4 – Derivadas de funções trigonométricas Sinal de f’ n.d. – 0 + n.d. + 0 – n.d.
(pág. 99) Variação
n.d. ¢ Mín. £ n.d. £ Máx. ¢ n.d.
de f
19. a) 2; 2 b) 0; 0 c) 2; 2
20. a) 3cos x b) 2x + sen x
p
2xsen(2x) + cos(2x) 1 é mínimo relativo para x = + 2kp, k∈Z e –1 é má-
c) 5cos(5x + p) d) – 2
x2 3p
e) 15sen2(5x)cos(5x) ximo relativo para x = + 2kp, k∈Z;
1 2
21. a) cos x – sen x b) –
sen2x
x 0 p 2p
h 1 h
c) –2x sen(x2) – 6sen x cos x d) tg x i + cos xi
j cos x j Sinal de f” n.d. + n.d. – n.d.
2 5 1 h1h Sentido das
e) +1 f) – – sen i i concavidades n.d. ∪ n.d. ∩ n.d.
cos2(2x) sen2x x2 jxj
do gráfico de f
15sen2(5x)
g)
cos4(5x)
f não tem pontos de inflexão;
3
22. a)
2
(cos x + 3cos(3x)) D’f = ]–∞, –1] ∪ [1, +∞[
–3 y
b)
sen x + 1
1 1
c) –
cos2x sen2x 1
sen x 5(3 – cos x)cos(5x)
+
3 – sen(5x) (3 – sen(5x))2 –π – π O π 3π 2π 5π x
d) 2 2 2
3 – cos x
√∫3 – sen(5x)
-1
2
p
25. b) α =
4
p
26. a) f é estritamente crescente em ÈÍ0, ÈÍ e em ÈÍ , 2pÈÍ e
5p
30. Df = R\{2kp, k ∈Z}; f é ímpar; f é periódica de período
Î 4Î Î4 Î
p 5p È positivo mínimo 2p; os zeros são os pontos da forma
é estritamente decrescente em Í , È
Í ; 1 é mínimo (p + 2kp, 0), k ∈Z; as retas de equação x = 2kp, k ∈Z
Î4 4 Î
são assíntotas verticais ao gráfico de f; f é estritamente
p
relativo para x = 0; √∫2 é máximo absoluto para x = ; decrescente e não tem extremos.
4
5p
–√∫2 é mínimo absoluto para x = ; 1 é máximo re-
4 x 0 p 2p
lativo para x = 2p.
apa
b) g é estritamente decrescente em ]0, p[\ b b e não tem Sinal de f” n.d. + 0 – n.d.
c2c
extremos. Sentido das
p ∪ ∩
27. a) f tem a concavidade voltada para cima em ÈÍ 0, ÈÍ,
concavidades n.d. P.I. n.d.
do gráfico de f
Î 2Î
em ÈÍ
2p 4p È
e em ÈÍ , 2p ÈÍ e tem a concavidade
3p
3 ÍÎ
,
Î 3 Î 2 Î Os pontos de inflexão são da forma (p + 2kp, 0), k ∈Z;
p D’f = R
voltada para baixo em ÈÍ , È e em È 4p , 3p È;
2p
Î2 3 ÍÎ Í 3
Î 2 ÍÎ
y
p
apresenta quatro pontos de inflexão de abcissas ,
2
2p 4p 3p
, e .
3 3 2 –4π –3π –2π –π O π 2π 3π 4π x
p3 4
b) + 2π +
4 p

164
c) 4p; [–1, 1]; – 2p, 0
Unidade 5 – Estudo das funções definidas
y
analiticamente por a sen(b x + c) + d,
1
a cos(b x + c) + d e a tg(b x + c) + d,
(a, b ≠ 0) (pág. 110)
–2π
32. a) Dilatação vertical segundo fator 3. O 2π x
1
b) Compressão horizontal segundo fator .
3
h p h –1
c) Translação horizontal segundo o vetor i– , 0i .
j 5 j 11p p
d) Simetria em relaçãoao eixo Ox. d) p; [0, 2]; – e
e) Simetria em relação ao eixo Oy. 12 12
1 y
f) Compressão horizontal segundo fator ; translação
3 2
hp h
horizontal segundo o vetor i , 0i ; dilatação vertical
j3 j
segundo fator 2; translação vertical segundo o vetor
(0, –1).
p p kp
33. a) x = + kp, k ∈Z; x= + , k ∈Z;
2 6 3
3p p –π O π x
x= + kp, k ∈Z; x= + kp, k ∈Z;
10 2 3p 5p
p e) p; [0, 2]; e
x=– + kp, k ∈Z; 2 2
2 y
4p 2kp 2p 2kp 2
x= + ∨ x= + , k ∈Z
9 3 9 3
b) D’f1 = [–3, 3]; D’f2 = [–1, 1]; D’f3 = [–1, 1];
D’f4 = [–1, 1]; D’f5 = [–1, 1]; D’f6 = [–3, 1]
2p
c) f1, f3, f4, f5 : 2p, f6 :
3
34. a) i) Dilatação vertical segundo fator 4. O π 3π x
1
ii) Contração horizontal segundo fator . 5p
4 f) 2p; [–1, 3]; p e
3
iii) Dilatação horizontal segundo fator 2.
y
iv) Dilatação horizontal segundo fator 4; dilatação 3
vertical segundo fator 5; translação vertical segundo
o vetor (0, 1).
p
b) f1: p; f2: ; f : 2p; f4: 4p
4 3
O 2π x
3p 7p
35. a) 2p; [–1, 1]; e –1
4 4
p p 5p 9p 13p
y g) ; R; , , e
1 4 16 16 16 16