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DIREITO CONSTITUCIONAL

Controle de Constitucionalidade III

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE III

• Controle Difuso
– Qualquer juiz ou tribunal podem declarar o controle difuso.
– É concreto.
– Qualquer um poderá legitimar: autor, réu...

• Controle Concentrado
– Se for como parâmetro a Constituição Federal: será declarado pelo Supremo Tribunal
Federal (STF).
– Se for como parâmetro a Constituição Estadual: será declarado pelo TJ.
– É abstrato.
– Legitimados próprios: art. 103, da Constituição Federal.
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– São os mesmos legitimados tanto na ADI, ADO, ADC e ADPF.

• Legitimados do art. 103, Constituição Federal (controle concentrado):


– 3 Mesas: Câmara dos Deputados, Senado Federal e Assembleias Legislativas ou
Câmara Distrital.
– 3 Pessoas: Presidente da República, Procurador-Geral da República e Governador.
– 3 entidades: Conselho Federal da OAB, partido político com representação no Con-
gresso Nacional e Confederação Sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

• Legitimados
Especiais: aqueles que devem demonstrar pertinência temática, que significa dizer que
deverá haver interesse naquela matéria.
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Universais: tudo interessa (não é preciso demonstrar pertinência temática).
– Câmara dos Deputados: Universal.
– Senado Federal: Universal.
– Assembleia Legislativa ou Câmara Distrital: Especial.
– Presidente da República: Universal.
– Procurador-Geral da República: Universal.
– Governador: Especial.
– Conselho Federal da OAB: Universal.

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– Partido político com representação no Congresso Nacional: Universal.


– Confederação Sindical ou entidade de classe de âmbito nacional: apesar de ser de
âmbito nacional, por exemplo, para entrar com uma ADI, é preciso demonstrar a
pertinência temática. Logo, trata-se de legitimado especial.

Obs.: a professora dá uma dica ao aluno para memorização: se fosse aula de racio-
cínio lógico, se atentar às sequências em cada divisão – das 3 Mesas, 3 Pessoas e 3
entidades: (Universal, Universal e Especial).

• Quem precisa ser representado por um advogado?


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Confederação Sindical e entidade de classe de âmbito nacional.

• Efeitos:
– No controle difuso: é inter partes (em regra), ou seja, a lei será declarada inconstitu-
cional apenas para as partes, para o restante do país ainda será constitucional.
– No controle concentrado: é erga omnes, ou seja, a lei será inconstitucional para todos.

• Como saber se é controle concentrado?


– ADI, ADC, ADO e ADPF.
– Se não for nenhum desses casos acima, será controle difuso.

Obs.: o efeito será inter partes no controle difuso, em regra, porque se a decisão for proferida
pelo STF, o efeito será erga omnes (isso está ocorrendo com muita frequência devido
a uma mutação constitucional).

• Mutação Constitucional
– Art. 52, X, Constituição Federal.
– Quando um juiz ou tribunal declara inconstitucional uma lei, isso só fica entre as
partes. Entretanto, se chegar ao STF e o STF declarar a inconstitucionalidade no con-
trole difuso, o efeito será erga omnes.
– A mutação constitucional, nesse caso, se deu da seguinte forma: o art. 52, X, da
Constituição Federal, dispõe que é competência do Senado Federal suspender, no
todo ou em parte, lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do STF, o que
significa dizer que, antigamente, esse inciso X era lido da seguinte forma: precisava
do Senado Federal para dar o efeito erga omnes e não adiantava apenas o STF
entender ser a lei inconstitucional.
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– Mutação constitucional significa dizer “mudança no entendimento”, porque no escrito


continua da mesma forma.
– O entendimento que se tem (desde 2018) é o seguinte: não é preciso do Senado
Federal para dar o efeito erga omnes, porque o STF já dá esse efeito. Logo, precisa-
-se do Senado Federal para fins apenas de publicação da norma.

Obs.: a atuação do Senado Federal é apenas para fins de publicidade da decisão (entendi-
mento recente do STF).

– Outro efeito do controle difuso é de ser ex tunc, ou seja, seus efeitos retroagem.
– No controle concentrado o efeito também é ex tunc.
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• Modulação dos efeitos temporais da sentença


– Modular quer dizer: ao invés de ser ex tunc, se torna ex nunc.
– Exemplo.: há coisas que, por exemplo, se o STF declarar inconstitucional desde o
início, isso irá ferir uma segurança jurídica. Então, o STF, para não ferir essa segu-
rança jurídica ou o se houver interesse social, ele declara inconstitucional os efeitos
dali para frente, ou seja, o STF dá um efeito ex nunc.
– Em ambos os controles (difuso e concentrado), para ter a modulação, ou seja, para
se tornar ex nunc, precisará da atuação de 2/3 (dois terços) do STF.

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.

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