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DIREITO CONSTITUCIONAL

Controle de Constitucionalidade IV

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE IV

• Controle Difuso
– Qualquer juiz ou tribunal podem declarar o controle difuso.
– É concreto.
– Qualquer um poderá legitimar: autor, réu...
• Cláusula de reserva de Plenário
– Quando se fala que um juiz poderá declarar inconstitucional uma norma (ele sozinho),
é porque há uma situação entre as partes.
– Mas para o tribunal declarar a inconstitucionalidade, deverá ter a maioria absoluta do
pleno ou do órgão especial (se houver). Logo, não pode um desembargador, sozi-
nho, declarar a inconstitucionalidade de uma norma. Isso é chamado de cláusula de
reserva de Plenário.
– A cláusula de reserva de Plenário está prevista no art. 97 da Constituição Federal.
– Atentar-se quanto aos órgãos fracionários (que são turmas, sessões ou câmaras
dentro de um tribunal). Os órgãos fracionários não declaram a inconstitucionalidade
– art. 948 do Código de Processo Civil.
– Quando o órgão fracionário se deparar com uma norma inconstitucional, deverá
remeter ao pleno ou ao órgão especial (se houver).
– Existe mitigação à regra acima: se o STF, o pleno ou o órgão especial já tiverem
declarado anteriormente a inconstitucionalidade de uma norma, os órgãos fracioná-
rio também poderão declarar a inconstitucionalidade (os órgãos fracionários só não
podem declarar a inconstitucionalidade da norma quando se tratar da primeira vez)
– art. 949 do Código de Processo Civil.
5m

Obs.: O órgão fracionário poderá declarar a constitucionalidade, porque presume-se que


as leis sejam constitucionais.

– Conforme a Súmula Vinculante n. 10, não é possível afastar a aplicação da norma


ao invés de submeter a questão ao Pleno ou órgão Especial, ou seja, não é possível
nem de forma implícita.
– A cláusula de reserva de plenário não se aplica aos juízes singulares, às turmas
recursais dos juizados especiais.
10m

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Controle de Constitucionalidade IV

• Controle Concentrado
– Se for como parâmetro a Constituição Federal: será declarado pelo STF.
– Se for como parâmetro a Constituição Estadual: será declarado pelo TJ.
– É abstrato.
– Legitimados próprios: art. 103 da Constituição Federal.
– São os mesmos legitimados tanto na ADI, ADO, ADC e ADPF.
• Legitimados do art. 103, Constituição Federal (controle concentrado):
– 3 Mesas: Câmara dos Deputados, Senado Federal e Assembleias Legislativas ou
Câmara Distrital.
– 3 Pessoas: Presidente da República, Procurador Geral da República e Governador.
– 3 entidades: Conselho Federal da OAB, partido político com representação no Con-
gresso Nacional e Confederação Sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
• Legitimados
Especiais: aqueles que devem demonstrar pertinência temática, que significa dizer que
deverá haver interesse naquela matéria.
Universais: tudo interessa (não é preciso demonstrar pertinência temática).
– Câmara dos Deputados: Universal.
– Senado Federal: Universal.
– Assembleia Legislativa ou Câmara Distrital: Especial.
– Presidente da República: Universal.
– Procurador Geral da República: Universal.
– Governador: Especial.
– Conselho Federal da OAB: Universal.
– Partido político com representação no Congresso Nacional: Universal.
– Confederação Sindical ou entidade de classe de âmbito nacional: apesar de ser de
âmbito nacional, por exemplo, para entrar com uma ADI, é preciso demonstrar a per-
tinência temática. Logo, trata-se de legitimado especial. A professora dá uma dica ao
aluno para memorização: se fosse aula de raciocínio lógico, se atentar às sequências em
cada divisão – das 3 Mesas, 3 Pessoas e 3 entidades: (Universal, Universal e Especial).
• ADI – Ação de Inconstitucionalidade
– Para leis ou atos normativos federais, estaduais (municipais não); pós-constitucionais.
– Não cabe intervenção de terceiros, mas é possível o amicus curiae (amigo da corte).
– Não cabe ação rescisória e nem recurso, salvo embargos de declaração.
15m

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– Não há prazo prescricional ou decadencial.


– Possui atuação do AGU e PGR.
– O autor não poderá desistir da ação.
– Uma decisão definitiva da ADI tem efeito erga omnes e ex tunc (sendo possível a
modulação). Mas não confundir com a medida cautelar.
– Medida cautelar: enquanto não há uma decisão definitiva, requer-se que suspenda
essa lei. Na medida cautelar, a regra é que seja ex nunc (mas poderá se tornar ex tunc).
– Além disso, no controle concentrado, os efeitos são vinculantes, ou seja, todos deve-
rão respeitar quando o STF declarar a inconstitucionalidade, mas não se vincula o
Legislativo e nem o próprio STF.
20m
– Para passar, é necessário da maioria absoluta do STF.
• ADO – Ação Direta de Inconstitucionalidade Por Omissão
– Além das citadas acima, há outras especificidades.
– É quando há uma inércia do legislador.
– Medida cautelar com efeitos ex nunc (por ser cautelar).
– Efeitos da decisão: o STF não pode editar norma (para não ferir os Poderes).
– Se existir uma omissão de um dos Poderes, o STF dará ciência ao poder competente.
25m
– Se a omissão for de órgão administrativo, ele notifica o órgão para adotar as provi-
dências em 30 dias ou fixa outro prazo razoável.
• ADC – Ação Direta de Constitucionalidade
– Leis ou atos normativos federais (mas não estaduais ou municipais).
– O autor não poderá desistir da ação.
– Não é possível intervenção de terceiros, mas é admitido amicus curiae.
– Para existir, deve ter como requisito controvérsia judicial.
30m

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula
preparada e ministrada pela professora Ana Paula Blazute.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.

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