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DESENVOLVIMENTO SÓCIO-EMOCIONAL NO PERÍODO PRÉ-ESCOLAR:

EXPANSÃO NO MUNDO
DESENVOLVIMENTO DO AUTOCONTROLE E DA AUTO-REGULAÇÃO
EXPLORAÇÃO DE PAPEIS ADULTOS
DESENVOLVIMENTO DE INDEPENDÊNCIA E DE LIGAÇÃO AOS OUTROS

1. DESENVOLVIMENTO RELAÇÕES COM OS PARES: ENTRADA NO JARDIM


INFANTIL, RELAÇÕES COM OS IRMÃOS, ETC.

2. MOVIMENTO NO SENTIDO DE MAIOR AUTONOMIA (SELF-RELIANCE,


INICIATIVA, AUTO-EFICÁCIA).
 CAPACIDADES MOTORAS
 COMPETENCIAS COGNITIVAS E LINGUAGEM (PENSAR, PLANEJAR,
RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS – TOLERÂNCIA Á FRUSTRAÇÃO AUMENTA)

IMAGINAÇÃO E JOGO SIMBÓLICO: SENTIDO DE CONTROLE E DE PODER


DIFICULDADES NESTE PROCESSO: DEPENDÊNCIA INSTRUMENTAL E
DEPENDÊNCIA EMOCIONAL

3. PROGRESSOS NO SENTIDO DO AUTOCONTROLE E AUTO-REGULAÇÃO


 INIBIR UMA AÇÃO FÍSICA ATÉ SER DADO SINAL PARA PROSSEGUIR
 REFLETIR SOBRE AS SUAS AÇÕES E AGIR EM FUNÇÃO DAS SUAS
NECESSIDADES
 ATRASAR GRATIFICAÇÕES
 TOLERAR A FRUSTRAÇÃO
 AJUSTAR O SEU COMPORTAMENTO ÀS EXIGÊNCIAS DA SITUAÇÃO
 PESAR AS CONSEQUÊNCIAS QUANDO DECIDE AGIR
 PARAR PARA PENSAR EM FORMAS POSSÍVEIS DE CONTROLAR
OBSTÁCULOS FACE A UMA META
 CONTROLAR EMOÇÕES QUANDO A AÇÃO DIRIGIDA A UMA META
ESTÁ BLOQUEADA
 CONCENTRAR-SE E CENTRAR-SE NO QUE É NECESSÁRIO PARA
ATINGIR UM OBJETIVO DESEJADO
 LEVAR A CABO UMA AÇÃO DE CADA VEZ

4. O SELF EM DESENVOLVIMENTO
 MUDANÇAS AO NÍVEL DA COMPREENSÃO DE SI (PARA ALÉM DA
REPRESENTAÇÃO DAS EXPERIÊNCIAS IMEDIATAS - EU ESTOU A COMER, SEU ESTOU
A ANDAR ETC, - CAPACIDADE DE REPRESENTAR MENTALMENTE DIVERSAS
EXPERIÊNCIAS DE SI; RECONHECER-SE AO ESPELHO "SOU EU" E SABER QUE SE
ESTÁ A OBSERVAR)
 SENTIDO DE AUTO-PERMANÊNCIA (CONSTÂNCIA): O SELF PERMANECE APESAR
DE RUPTURAS, DIFICULDADES, ETC.
 AUTO-ESTIMA: APRECIAÇÃO POSITIVA DO SELF
PERÍODO PRE-ESCOLAR

Gênero e o self
Aspecto central no autoconceito emergente: ser rapaz ou ser rapariga é central para a
definição do self (constância do gênero é adquirida ao longo deste período)

Desenvolvimento de um autoconceito baseado no gênero envolve 3 passos:


1. adotar gradualmente um comportamento orientado em termos do gênero (sex typed
behavior) - ações que estão de acordo com as expectativas relativas ao que é
apropriado para rapazes e raparigas - envolvimento em atividades femininas ou
masculinas.
2. aquisição de um conceito de papel sexual ( gender role concept) - conhecimento
gradual dos estereótipos culturais relativos aos homens e mulheres.
3. início de um compromisso emocional com um gênero particular o que está
relacionado com o processo de identificação com uma figura parental.

DESENVOLVIMENTO SOCIAL: O MUNDO DOS PARES

Inicio das 1ª as amizades: interações mais prolongadas e coordenadas e mais


centradas nas pessoas do que nos objetos, em comparação com os toddlers.

Competência social: capacidade para se envolver e responder aos outros com


sentimentos positivos, ser interessante para os pares e respeitado por eles, ser capaz
de liderar e de seguir e manter trocas na interação.
Competentes/rejeitados/negligenciados pelos pares.

Capacidade de manter amizades através do seu esforço e empenho.

Importância da interação com pares: contexto central para aprendizagem de


conceitos como justiça, reciprocidade e cooperação, para aprender a lidar com a
agressão, aprender sobre normas culturais e valores (por exemplo, sobre o gênero) -
afeta o autoconceito - um dos melhores preditores da adaptação no futuro (nível de
ajustamento e problemas psicológicos).

DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL

Compreensão das emoções: começam, a saber, que as emoções são influenciadas


não apenas pelo que acontece, mas também por aquilo que as pessoas esperam que
aconteça ou pensam que acontece. Contudo ainda têm algumas dificuldades em
distinguir o que as pessoas "realmente" sentem e o que "aparentam" sentir,
dificuldade em distinguir a "aparência" da "realidade".

Desenvolvimento da regulação emocional no sentido de controlar e dirigir as expressões


emocionais, de manter um comportamento organizado e de ser guiado pelas
experiências emocionais.

Capacidade de tolerar a frustração no sentido de evitar perturbar-se numa


situação adversa a tal ponto que se descontrola e desorganiza - capacidade
crescente de adiar a gratificação e de negociar e resolver conflitos.

Flexibilidade na expressão emocional (ego-resiliency), no controlo dos impulsos em


diversas situações (estar sossegada na sala de aula e estar exuberante no recreio - o
comportamento depende/ajusta-se de modo flexível às situações).

Internalização de padrões, regras sob a forma de atitudes, valores e crenças - processo


gradual que faz a ponte entre o controle exercido pelos outros e a auto-regulação da
criança: mudanças nas práticas educativas encorajando a passagem progressiva do
controle externo para o controle interno (Não, não faças! Eu sei que posso contar
contigo, que tu não vais fazer...).

Emoções auto-avaliativas: a internalização das regras afeta a experiência emocional


da criança: sentir culpa ou orgulho implica por parte da criança uma auto-avaliação do
self em função das regras internalizadas (ela sabe que fez errado e não apenas que os
pais dizem que foi errado, não há apenas o medo de ‘ser castigado’, mas também uma
diminuição da sua auto-estima face ‘aos seus olhos’).

O PAPEL DO JOGO

FUNÇÕES: exploração do ambiente, criadores ativos de novas experiências e


participantes ativos no seu desenvolvimento.

O jogo é um laboratório onde a criança aprende novas competências, pratica


comportamentos e conceitos. É também uma oficina social para experimentar novos
papéis sozinhos ou com outros (pode ser qualquer um - pode agir as suas aspirações e
medos), uma arena para a expressão emocional e para dominar temas assustadores e
conflitos preservando o seu sentido do self.

"A Fingir" é uma experiência que permite a expressão de comportamentos ou


sentimentos proibidos, pode ser uma solução saudável porque envolve confrontação
ativa com um problema e o reconhecimento de um conflito fazendo algo por ele (e não
o negando), proporciona soluções que podem vir mais tarde a ser substituída por
outras mais adequadas.

PRÁTICAS EDUCATIVAS
Calor, responsividade emocional e partilha de sentimentos positivos continua a ser
importante.

Consistência na abordagem da disciplina e acordo entre os pais passa a ser ainda mais
importante do que no passado – parece haver maior confusão na criança com as
contradições dos pais-sistema de controle dos pais.

Identificação aos pais só possível quando a criança tem alguma capacidade para
compreender as atitudes e sentimentos dos pais e não apenas observar as suas ações -
este processo esta relacionado com o aparecimento da agressão, da empatia, da
internalização e de uma maior auto-regulação.

COERÊNCIA DO COMPORTAMENTO E DO DESENVOLVIMENTO


Clusters de categorias tendem a estar associada: crianças com maior auto-estima
tendem a ter autocontrole flexível, a mostrar comportamentos pró-sociais e a ser mais
apreciadas pelos pares.
As que são consideradas pelos profs. como socialmente competentes, envolvem-se mais
em jogo social e mostram mais sentimentos positivos para com os pares.
Em contraste, os que mostram mais hostilidade, mostram menos comportamento
pró-social, o mesmo acontecendo com crianças dependentes.

Comportamento dos pais: os que são emocionalmente apoiantes encorajam a


independência e capacidade de autocontrole, também apóiam relações com os pares
através de iniciativas e de apoio à criação de oportunidades.

COERÊNCIA AO LONGO DO TEMPO


História de vinculação segura na 1ª infância: maior auto-estima, populares com
os pares e mostram menos emoções negativas e agressão hostil - são assertivos e
mostram às vezes agressão instrumental com objetos, mas não provocam injúrias com
os pares em resposta a frustrações ou sem serem provocados. Mostram mais empatia,
curiosidade, self-reliance, flexibilidade e emoções positivas com os pares.

História de vinculação insegura-ambivalente: menos capazes de manter trocas


na interação, menor auto-estima e menor capacidade para autocontrole flexível. Maior
necessidade de suporte e contacto com profs. e menos comportamento pró-social com
pares não devido à sua hostilidade, mas antes à sua reduzida capacidade de tolerar a
frustração ou o stress; mais freqüentemente alvo de agressão pelos pares.

História de vinculação insegura-evitante: mais hostis e agressivos com os pares


ou emocionalmente isolados tendem a evidenciar agressão mesmo sem serem
provocados. Tendem a evidenciar necessidade de atenção dos outros, estimulando mais
a atenção, o apoio ou a disciplina dos profs. ou dos pares, mas quando lhes é dada
atenção tendem a evitá-la.

Coerência e estabilidade nas influências ao longo do tempo: tendência para se


manter o nível de apoio parental; expectativas vão sendo construídas sobre o mundo e
os outros e padrões de comportamento passam a influenciar cada vez mais o
desenvolvimento atual.