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Administração de Recursos Materiais

Anderson Ferreira

Introdução

O que é ARM?

Compras

Estoque

Logística [planejamento]

Gestão Patrimonial – parte contábil

Qual é o ambiente de atuação da Administração de Recursos Materiais:

Organizações: Públicas [objetivo: interesse público – bem comum] e Privadas [objetivo:


lucro];

Organizações são conjuntos de recursos:

Financeiros [AFO]

Humanos [gestão de pessoas]

Materiais [ARM]

Entrada---------> [organização – processo de transformação do recurso material] ----------> saída

INPUT [farinha] transformação OUTPUT [pão]

$ 1000 agregação de valor + de $1000

Entrada [economicidade] ---> [processo de transformação que agrega valor] {MEIO} -----> saída
[objetivo] {FIM} ----- Cliente {satisfação/impacto}

VISÃO SISTÊMICA [sinergia – o todo será maior que a soma das partes (≠ entropia)]

Obs.: entropia = pensamento individualista;

Obs.: entropia NEGATIVA = sinergia;

Obs.: qual é a diferença entre eficiência, eficácia e efetividade?

MEIO = Eficiência [menor custo, maior qualidade];

FIM = Eficácia [concretizar o objetivo]; não pressupõe eficiência;

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Impacto/efeitos positivos [ou negativos]/satisfação = Efetividade;

Retroalimentação [exemplo da caixa d’água + bóia = quantidade necessária: nem


demais (excesso de estoque – elevado custo – elevado preço – perda de
competitividade), nem de menos (falta de estoque – insatisfação do cliente – perda de
cliente)];

Quantidade equilibrada – ASSERTIVIDADE;  quantidade certa, tempo certo,


local certo, preço certo;

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Cadeia ‘Fornecedor x Cliente’ [ciclo contínuo e ininterrupto];

F – fornecedor; C – cliente; R – requisito;

Fornecedor [fornecedor de cliente] -> [cliente de fornecedor] setor de compras


{externo} {interno} [fornecedor de almoxarifado] -> [cliente de compras] setor de
almoxarifado [fornecedor de produção] -> [cliente de almoxarifado] setor de produção
[fornecedor de estoque] -> [cliente de produção] setor de estoque [fornecedor de
vendas] -> [cliente de estoque] setor de vendas [fornecedor de cliente] {interno} ->
{externo} [cliente de vendas] cliente [FOCO NO CLIENTE];

Cliente passa os requisitos ao setor de vendas – setor de vendas repassa ao


setor de estoque – setor de estoque repassa ao setor de produção – setor de
produção repassa ao setor de almoxarifado – setor de almoxarifado repassa ao
setor de compras – setor de compras repassa ao fornecedor;

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Fluxo de materiais [processo de produção/transformação]

MATÉRIA-PRIMA  materiais em processamento [em via]  materiais semiacabados


 materiais acabados {processo de produção}  PRODUTO ACABADO – conjunto de
materiais acabados {estoque – ‘o que’, ‘quanto’ e ‘quando’ COMPRAR};

PRODUTO somente no fim!

Ex: +- 1930 – Ford:

Ferro [MP]  fundição [processamento]  paralama [semiacabado]


 pintura do paralama [sendo acabado]  carro [produto acabado];

Obs.: para a Vale do Rio Doce, o FERRO é produto acabado;

Obs.: [manda a matéria ao setor de almoxarifado] setor de compras 


[requisição] planejamento das necessidades de produção [qual matéria-prima
comprar]  estoque;

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Função Compras [suprimentos/suprimentação]

Obs.: origens de entrada/recebimento [de matéria; de produto]:

Compras

Cessão

Doação

Permuta

Transferência

Produção interna

Obs.: almoxarifado = matéria-prima [insumos]; estoque = produto acabado;

Estoque de matéria-prima = almoxarifado;

Almoxarifado de produto acabado = estoque;

Comprador = cliente = organização [nível estratégico];

Setor = área = equipe = seção = órgão = departamento = unidade de compras [nível


operacional];

Obs.: Na administração pública = setor de licitações

- antes: a seção de compras era vista como um centro de custos;

- hoje: a seção de compras deve ser vista como um centro de lucros;

 *Órgão [seção] de Compras:

- função: realizar a aquisição de materiais necessários para o bom


funcionamento da organização; é quem faz o elo entre o ambiente interno e o
externo;

* o órgão de compras pode ser:

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Centralizado [um órgão compra e Descentralizado [cada unidade
distribui às unidades regionais] regional possui um órgão de
compras]

Vantagens - mais controle; - maior conhecimento dos


fornecedores locais;
- maior padronização [mais
uniformidade]; - maior flexibilidade;

- mais quantidade = mais barganha = - melhor atendimento das


redução de preço [ganho por escala]; demandas locais;

- maior especialização do setor; - maior agilidade [mais rápido];

Desvantagens - menor agilidade [mais demorado]; - menos controle;

- menor flexibilidade [rigidez];- menor padronização e menor


uniformidade; [qualidade e
- nem sempre atende as demandas procedimento];
locais;
- menor quantidade = menos
- menor conhecimento dos barganha = maior preço;
fornecedores locais;
- menor especialização do setor
[órgão] de compras;

- Etapas do processo de compras: executadas pelo setor de compras;

1º- Recebimento e análise da requisição de compras [setor de


planejamento];

Requisição:

- o que comprar;

- quanto comprar;

- quando comprar;

Obs.: na Administração Pública a requisição é feita por um dos


documentos a seguir: i) termo de referência, ii) projeto básico,
iii) projeto executivo;

2º- identificação dos fornecedores [ativos ou potenciais];

Fontes de fornecimento:

a- Única/exclusiva: há apenas um único fornecedor


disponível no mercado; na Administração Pública,

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a contratação ocorre por ato de inexigibilidade de
licitação [artigo 25 da 8666-93];

b- Múltipla: existem diversos [dois ou mais]


fornecedores disponíveis no mercado [maior
competitividade – preços mais baixos];

c- Simples [simplificada]: dentre diversos


fornecedores, seleciona-se apenas 1, para fornecer
por um longo período de tempo;

Obs.: recomenda-se a formação de cadastro de fornecedores,


sendo um por tipo de material e outro por tipo de fornecedor;
questão 65

Obs.: Na Administração Pública, existe [usa-se] o SICAF


[Sistema Unificado de Cadastro de Fornecedores]; questão 63

- No SICAF, são cadastradas as empresas que desejam


fornecer bens e serviços à Administração Pública, bem
como a avaliação dessas empresas [registro de sanções
aplicadas]; www.comprasnet.gov.br

Obs.: SICAF fica dentro do SIASG [serviços


gerais];

3º- Cotação: comparação de preços, na busca do menor preço;

4º- Negociação e Seleção do Fornecedor: busca-se a relação do tipo


GANHA x GANHA [a Administração Pública não quer dar prejuízo];

Obs.: Na Administração Pública, busca-se a proposta mais


vantajosa, obedecendo aos princípios da Lei 8.666-93; ex:
economicidade [máximo de qualidade com o menor custo
possível];

5º- Emissão do Pedido [formas]:

Requisição;

Contrato;

Nota de empenho;

Outro documento;

6º- Acompanhamento do Pedido [FOLLOW-UP]: evita surpresas e


viabiliza um plano de contingenciamento;

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Obs.: transporte1 {externo} ---> {interno} recebimento -->
movimentação --> transporte2 {externo} --> cliente;

Logo, transporte INTERNO = movimentação;

- transporte 1: GERA CUSTO; AGREGA VALOR [ex:


Sedex x PAC];

- movimentação: GERA CUSTO;

- transporte2: GERA CUSTO; AGREGA VALOR; [ex:


Sedex x PAC];

- manuseio: uso que se pode fazer no transporte ou na


movimentação;

7º- Controle do Recebimento:

- Recebimento provisório;

- Conferência [física; documental;]:

Quantitativa;

Qualitativa;

- Aceitação/recebimento definitivo/efetivo [onde ficará


armazenado – almoxarifado ou estoque];

- Regularização: cadastramento [catálogo/registro] no sistema;

Obs.: dependendo da complexidade do objeto, recomenda-se


a instauração de comissão de recebimento;

Obs.: há a chamada conferência por acusação [ou contagem


cega] – acusar o recebimento, sem analisar especificamente no
momento; significa que o objeto será recebido, mas sem a real
conferência quantitativa/qualitativa; isso não isenta o ônus do
fornecedor, se verificado algo irregular;

8º- ‘Aprovação’ para o Pagamento: atesta a fatura;

9º- Avaliação: decide-se pela manutenção ou eliminação do


fornecedor;

Obs. geral:

Modalidades de licitação Modalidades de compras

Concorrência Nova compra: aquisição de um item


pela primeira vez;

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Tomada de preços Recompra:

Convite - simples: sem alterações dos


procedimentos;
Concurso
- modificada: com alterações dos
Leilão procedimentos;
Pregão

Tipos de compras:

- Recompra: comprar do mesmo fornecedor do qual se vem comprando; OU


comprar o mesmo produto que se vem comprando, de fornecedor diverso;

Simples: sem alteração de quantidade, prazos, formas de pagamento,


preço, etc.;

Modificada: com alteração de quantidade, prazos, formas de


pagamento, preço, etc.;

- Nova compra: aquisição pela primeira vez de determinado item; demanda


mais trabalho;

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Estoque – Armazenagem

Ditado: “é a guarda de certa quantidade de itens em determinado local por um


período de tempo”;

Introdução

Compra  recebimento  guardar/armazenagem [estocagem];

Armazenagem:

- matéria-prima: Almoxarifado;

- produto acabado: Depósito;

------> matéria-prima [armazenagem – almoxarifado] ------>


PRODUÇÃO ------>------ produto acabado [armazenagem –
estoque/depósito] ------> CLIENTE

Função da armazenagem: amortecimento das incertezas quanto à entrada de


matéria-prima e quanto à saída do produto acabado;

Conceito: é a conservação física de itens no estoque [em sentido amplo];

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Índice de rotatividade [IR] ou giro de estoque: Indica quantas vezes o estoque gira em
determinado período de tempo. Fórmula:

IR: consumo médio / estoque médio = ‘x’ vezes por ‘y’ tempo;

Taxa de cobertura [TC] ou Antigiro: indica em quanto tempo o estoque será


totalmente consumido se não houver reposição. Fórmula:

TC: estoque médio / consumo médio = ‘y’ tempo;

Curva/Classificação ABC:

Teorema:

A = menor quantidade de itens, porém itens de maior valor;

B = quantidade e valor intermediários;

C = maior quantidade de itens, porém itens de menor valor;

Obs.: quantidade = é a quantidade em relação à diversidade dos itens


do estoque, ou seja, não se trata da quantidade disponível em estoque
de cada item;

Obs.: valor = não é o valor unitário; trata-se do valor


financeiro/monetário/de demanda/agregado;

Ex:

Classe Quantidade Valor

A 20% 80%

B 30% 15%

C 50% 5%

Total 100% 100%

Previsão de Estoques: a boa gestão dos estoques depende de um bom planejamento e


este é feito a partir de previsões;

Técnicas de previsão:

 Projeção: técnica quantitativa [matemática] firmada na premissa de


que o futuro será uma repetição do passado;

 Explicação: técnica quantitativa [matemática] que faz relação entre


os quantitativos e uma ou mais variáveis;

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Exemplos de variáveis: crescimento econômico, população,
renda per capita, número de concorrentes, capital disponível
para investimento;

 Predileção: técnica qualitativa [não matemática] que leva em


consideração a opinião de funcionários experientes [ou mesmo de
pessoa externa à organização];

Obs.: essas técnicas podem considerar variáveis intrínsecas [internas]


e/ou extrínsecas [externas];

Métodos de Previsão:

 método do último período: a previsão de consumo do próximo


período será repetição da quantidade consumida no último período;
trata-se da própria projeção;

Período Quantidade de consumo

Janeiro 100

Fevereiro 200

Março 300

Abril 400

Previsão para Maio: 400 [último período];

 método de média móvel: a previsão de consumo para o próximo


período será a média simples de ‘n’ períodos anteriores, considerando
os períodos mais recentes;

 método da média móvel ponderada: é o método anterior, porém


com a atribuição de pesos maiores aos dados mais recentes e menores
aos dados mais antigos;

Data Consumo Peso Consumo com ponderação

Janeiro 100 1 100

Fevereiro 200 2 400

Março 300 3 900

Abril 400 4 1600

Total 1000 10 3000

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Qual é a previsão de consumo para maio,
considerando:

O método da média móvel ponderada?

3000 / 10 [total de pesos] = 300;

O método da média móvel ponderada para:

2 períodos: 2500 / 7 [soma dos pesos];

3 períodos: 2900 / 9 [soma dos pesos];

 método da média com ponderação exponencial: é um método


complexo, porém considera apenas as 3 informações:

A) previsão de consumo para o último período;

B) consumo efetivo do último período; e

C) constante de ponderação exponencial;

Fórmula: (C x B) + (1-C) x A;

Níveis de estoque: para melhor acompanhamento dos níveis dos estoques,


pode-se utilizar o método gráfico ‘curva dente de serra’: quantidade x tempo
[consumo e reposição];

Período de ruptura de estoque: período sem estoque mesmo com


demanda; Quantidade Zero com demanda;

Estoque de segurança [ou estoque mínimo/morto]: quantidade


guardada sem intenção de consumo, mas para eventuais imprevistos
[aumento de consumo ou atraso na reposição];

Ditado: “é a quantidade em estoque a ser utilizada em


situações de imprevistos, como por exemplo: atraso do
fornecedor, recusa ou rejeição pelo controle de qualidade,
variação de consumo/demanda, etc. Objetivo: evitar a ruptura
de estoque”;

Ponto de pedido: momento em que se identifica a necessidade de


compra;

Ditado: “é a quantidade que, atingida, provoca um pedido de


compras”;

Fórmula – PP = (consumo médio x TR) + estoque de segurança;

Tempo de reposição: período entre o pedido e a efetiva reposição;

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Ditado: “É o tempo gasto a partir do ponto de pedido até a
reposição”;

Estoque de reserva: ponto do pedido SUBTRAÍDO do estoque de


segurança; quantidade que será consumida do ponto de pedido até a
reposição;

Ditado: “é a quantidade a ser consumida durante o tempo de


reposição”;

Lote de compra: total a ser comprado; total consumido SOMADO o


estoque de reserva; estoque máximo SUBTRAÍDO o estoque de
segurança;

ATENÇÃO:

Estoque de segurança = estoque mínimo;

Estoque de reserva;

Estoque de antecipação [é um estoque criado para situações


não habituais, porém previsíveis; ex: páscoa, natal, etc.];

Obs.: método da raiz quadrada  estoque de segurança = raiz


quadrada do “consumo médio x TR”;

Sistemas de controle:

Duas caixas ou gavetas: É um sistema de simples controle visual,


geralmente indicado para itens da classe C da curva ABC;

Uma gaveta grande G1 e uma gaveta menor G2 [nessa última


podem ficar os estoques de reserva e de segurança];

Revisões ou reposições periódicas: A verificação da necessidade de


reposição ocorre em períodos iguais de tempo, sendo a quantidade a
ser reposta variável; o tempo é fixo; a quantidade pode variar;

Obs.:

Periodicidade alta = estoque médio baixo = alto custo


de pedido [valor do pedido todo] = + risco de ruptura;

Menos revisões – maior intervalo entre as


revisões;

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Periodicidade baixa = estoque médio alto = alto custo
de armazenagem ou estocagem;

Mais revisões – menor intervalo entre as


revisões

Ponto de pedido: a quantidade a ser reposta é fixa; o tempo pode


variar; [contrário do sistema anterior];

Máximos – Mínimos: o estoque será controlado por meio do estoque


máximo e do estoque mínimo [ZERO ≠ estoque de segurança];

Sempre quer repor o estoque ao máximo;

Sempre espera acabar para repor;

Se não for planejado, por ensejar risco de ruptura;

Just In Time [JIT]: é uma filosofia criada no japão na década de 70 e foi


difundida pela empresa Toyota [sistema Toyota de produção];

Principais características:

- produção iniciada somente após o pedido do cliente;

- só produz o necessário, o que elimina desperdícios e


reduz custos;

- o ciclo de produção é flexível, pois permite


alterações, e curto;

- a demanda é quem PUXA a produção;

- meta de estoque ZERO; porém, admite-se estoque de


matéria-prima na linha de produção;

Obs.: inicialmente, o Just In Time só foi possível mediante a


técnica Kanban [cartão visual], que orienta o sistema de
produção pela indicação dos seguintes fatores: ‘quando’, ‘o
que’ e ‘quanto’ fornecer e produzir;

Obs.: o oposto do Just In Time é o Just In Case [Sistema


Tradicional]; não deixar faltar; Sistema empurrado;

Métodos ou Sistemas de Avaliação de Estoques: consistem em mensurar o


quanto há de capital imobilizado em estoque; os métodos são:

- Custo de Reposição: os itens em estoque serão avaliados de acordo


com o atual preço de mercado;

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- Custo Médio: o valor dos itens em estoque será calculado pela média
dos valores totais, considerando as entradas e saídas;

- Primeiro que entra Primeiro que sai – PEPS (FIFO): para a avaliação e
baixa [saída] dos itens em estoque, deve-se priorizar a saída dos itens
pelo preço dos primeiros que entraram; logo, ficarão no estoque os
itens com valor mais próximo do atual preço de mercado;

- Último que entra Primeiro que sai – UEPS (LIFO): para a avaliação e
baixa [saída] dos itens em estoque, deve-se priorizar a saída dos itens
pelo preço dos últimos que entraram; logo, ficarão no estoque os itens
com valor mais desatualizado do atual preço de mercado;

Período Docu- Entradas Saídas Saldos


mento
QTD VR VR QTD VR VR QTD VR PREÇO
UNIT TOTAL UNIT TOTAL MÉDIO

10/jan NF 017 50 $2,00 100 0 0 0 50 100 $2,00

14/mar NF 029 100 $5,00 500 0 0 0 150 600 $4,00

15/mar NF 04 0 0 0 60 $4,00 240 90 360 $4,00

CUSTO

MÉDIO

15/mar NF 04 0 0 0 60 50 - $2 100 90 450 XXX

PEPS 10 - $5 50

15/mar NF 04 0 0 0 60 60 - 5$ 300 90 300 XXX

UEPS

EM TEMPOS DE INFLAÇÃO: melhor UEPS para a empresa [menos


impostos];

EM TEMPOS DE DEFLAÇÃO: melhor PEPS para a empresa [mais


impostos];

Obs.1: em tempos de inflação, recomenda-se o método UEPS;

Obs.2: para fins de tributação, no Brasil, o método UEPS é proibido;

Aula extra:

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Função armazenagem ou estocagem: amortece as incertezas quanto às entradas e saídas dos
itens da organização.

A) Custo de armazenagem
 Quanto maior a quantidade e maior o tempo de armazenagem, maiores
serão os custos (tanto diretos como indiretos);
 Quanto menor a quantidade e menor o tempo de armazenagem, menores
serão os custos (tanto os diretos como indiretos);
 Porém, se a quantidade e tempo = zero, o custo é mínimo (custo fixo), ou
seja, custos de armazenagem (indiretos), mas não tendo os custos diretos
referentes aos materiais adquiridos.

Fórmula (utilizada pelo cespe – livro Marco Aurélio Dias) para cálculo do custo dos itens
armazenados, quando Q diferente de 0.

Custo = Q/2 x T x P x I

Q= quantidade

T= tempo de armazenagem

P= preço unitário do material

I = taxa de armazenagem (%)

B) Técnicas de armazenagem

Podem ser utilizadas 2 ou mais técnicas.

B.1) Técnica do agrupamento: itens com características semelhantes serão


armazenados e agrupados em um mesmo local. Ex.: supermercado.

Vantagem: facilita a localização.

Desvantagem: nem sempre aproveita todo o espaço físico.

B.2) Frequência: itens com maior fluxo de movimentação serão armazenados em local
mais próximo da saída, com o objetivo de facilitar a movimentação.

B.3) Tamanho, peso e volume: itens com tamanho, peso e volumes significativos serão
armazenados em um mesmo local, para melhor aproveitamento do espaço físico e redução
dos riscos de quebra.

B.4) Fixa: os itens são armazenados em local fixo e pré-determinado.

Vantagem: facilita a localização.

Desvantagem: nem sempre aproveita todo o espaço físico.

B.5) Livre: os itens são armazenados nos espaços vazios.

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Opõe-se a técnica fixa.

Técnica inutilizada para a maioria das empresas.

Ex.: ferro velho.

Vantagem: maior utilização do espaço físico.

Desvantagem: dificulta a localização.

B.6) Unitária ou unitização: é a reunião de diversos itens pequenos (depende do


referencial) em um só pacote ou volume, para fins de movimentação ou guarda.

B.7) Caixas ou gavetas: ideal para armazenagem de itens com pequenas dimensões.
Ex.: parafusos, material de escritório.

B.8) Prateleiras: ideal para itens com dimensões variadas.

Limitados: peso exagerado e pé direito.

B.9) Raques: indicado para peças longas ou estreitas. Ex.: tubos, vigas, tiras, etc.

B.10) Conteiner flexível: é um saco de tecido resistente revestido com borracha


vulcanizada para suportar de 500 a 1000 quilos. Indicado para líquidos e grãos.

B.11) Empilhamento ou paletização: usada para o aproveitamento do espaço vertical


ou aéreo.

Distância de 70 cm do teto e de 50 cm da parede (aproximadamente), conforme IN 205/88,


item 4,1, “L”. Não é taxativo! Existem normas que exigem 1,00 do teto (bombeiro).

Leiaute: espaço físico, desenhada para melhor utilização dos espaços físicos. Disposição de
equipamentos, materiais e pessoas para melhor utilização do espaço físico.

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