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SUMÁRIO

1 REGIME GERAL - RGPS ........................................................................... 3

2 OS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS ...................................................... 5

2.1 Aposentadoria por idade ...................................................................... 6

2.2 Aposentadoria por invalidez ............................................................... 10

2.3 Aposentadoria por tempo de contribuição .......................................... 13

2.4 Aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa com deficiência ...


........................................................................................................... 15

2.5 Aposentadoria por idade da pessoa com deficiência ......................... 18

2.6 Aposentadoria por tempo de contribuição do professor ..................... 19

2.7 Aposentadoria especial ...................................................................... 20

2.8 Auxílio-doença.................................................................................... 22

2.9 Auxílio-acidente .................................................................................. 25

2.10 Auxílio-reclusão............................................................................... 27

2.11 Pensão por morte ............................................................................ 31

2.12 Pensão especial (aos portadores da síndrome da talidomida)........ 34

2.13 Salário-maternidade ........................................................................ 36

2.14 Salário-família ................................................................................. 39

2.15 Assistência social BPC/LOAS ......................................................... 41

3 SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS ............................................................. 44

3.1 Reabilitação profissional..................................................................... 45

3.2 Serviço social ..................................................................................... 47

3.3 Perícia médica .................................................................................... 48

4 DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO .............................................................. 49

4.1 Decadência e prescrição para o segurado ou beneficiário ................. 49

4.2 Decadência ........................................................................................ 49

4.3 Prescrição .......................................................................................... 52

1
4.4 Decadência e prescrição para o INSS................................................ 52

5 ACUMULAÇÃO DE BENEFÍCIOS ............................................................ 52

BIBLIOGRAFIA ............................................................................................... 55

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1 REGIME GERAL - RGPS1

O Regime Geral de Previdência Social (RGPS) tem suas políticas elaboradas


pelo Ministério da Previdência Social (MPS) e executadas pelo Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS), autarquia federal a ele vinculada. Este Regime possui caráter
contributivo e de filiação obrigatória. Dentre os contribuintes, encontram-se os
empregadores, empregados assalariados, domésticos, autônomos, contribuintes
individuais e trabalhadores rurais.

Fonte: www.aposentadoriaeprevidencia.com

A Previdência Social é um seguro que garante a renda do contribuinte e de sua


família, em casos de doença, acidente, gravidez, prisão, morte e velhice. Oferece
vários benefícios que juntos garantem tranquilidade quanto ao presente e em relação
ao futuro assegurando um rendimento seguro. Para ter essa proteção, é necessário
se inscrever e contribuir todos os meses.
Todo trabalhador com carteira assinada é automaticamente filiado à Previdência
Social. Quem trabalha por conta própria precisa se inscrever e contribuir mensalmente
para ter acesso aos benefícios previdenciários. São segurados da Previdência Social

1 Texto extraído do link: http://www.previdencia.gov.br/perguntas-frequentes/regime-geral-


rgps/

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os empregados, os empregados domésticos, os trabalhadores avulsos, os
contribuintes individuais e os trabalhadores rurais.
Até mesmo quem não tem renda própria, como as donas-de-casa e os
estudantes, pode se inscrever na Previdência Social. Para se filiar é preciso ter mais
de 16 anos. O trabalhador que se filia à Previdência Social é chamado de segurado.
Figuram como contribuintes individuais as pessoas que trabalham por conta
própria (autônomos) e os trabalhadores que prestam serviços de natureza eventual a
empresas, sem vínculo empregatício.

Fonte: blog.previdencia.gov.br

São considerados contribuintes individuais, entre outros, os sacerdotes, os


diretores que recebem remuneração decorrente de atividade em empresa urbana ou
rural, os síndicos remunerados, os motoristas de táxi, os vendedores ambulantes, as
diaristas, os pintores, os eletricistas, os associados de cooperativas de trabalho e
outros.
Já os segurados facultativos são todas as pessoas com mais de 16 anos que
não têm renda própria, mas decidem contribuir para a Previdência Social. Por
exemplo: donas-de-casa, estudantes, síndicos de condomínio não-remunerados,
desempregados, presidiários não-remunerados e estudantes bolsistas.
Na categoria empregador doméstico estão os trabalhadores que prestam
serviços na casa de outra pessoa ou família, desde que essa atividade não tenha fins

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lucrativos para o empregador. São empregados domésticos: governanta, jardineiro,
motorista, caseiro, doméstica e outros.
São considerados segurado especial os trabalhadores rurais que produzem em
regime de economia familiar, sem utilização de mão de obra assalariada. Estão
incluídos nesta categoria cônjuges, companheiros e filhos maiores de 16 anos que
trabalham com a família em atividade rural.
Também são considerados segurados especiais o pescador artesanal e o índio
que exerce atividade rural e seus familiares. (Produtor rural pessoa física sem
empregados).

2 OS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS

A Lei que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social é a Lei nº


8.213 de 24 de julho de 1991.
São os benefícios previdenciários previstos na legislação:

APOSENTADORIA POR IDADE

APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

APOSENTADORIA ESPECIAL

AUXÍLIO-DOENÇA

AUXÍLIO ACIDENTE

AUXÍLIO RECLUSÃO

PENSÃO POR MORTE

PENSÃO ESPECIAL (AOS PORTADORES DA SÍNDROME DA TALIDOMIDA)

SALÁRIO-MATERNIDADE

SALÁRIO-FAMÍLIA

ASSISTÊNCIA SOCIAL BPC – LOAS

Benefícios consistem em prestações pecuniárias pagas pela Previdência Social


aos segurados ou aos seus dependentes de forma a atender a cobertura dos eventos
de doença, invalidez, morte e idade avançada; maternidade e adoção; salário-família

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e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda; e pensão por
morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes.
Os benefícios de prestação continuada são caracterizados por pagamentos
mensais contínuos, até que alguma causa (a morte, por exemplo) provoque sua
cessação. Enquadram-se nesta categoria as aposentadorias, pensões por morte,
auxílios, rendas mensais vitalícias, abonos de permanência em serviço, os salários-
família e maternidade, entre outros, totalizando 67 espécies.
O processo normal de entrada e saída de um benefício do sistema previdenciário
envolve três etapas: Concessão, Manutenção e Cessação. A Concessão trata do fluxo
de entrada de novos benefícios no sistema; a Manutenção abrange os benefícios
ativos e suspensos constantes no cadastro; e a Cessação corresponde aos benefícios
que não mais geram créditos.
Além disto, mensalmente, é gerado o total de benefícios ativos, o que compõe a
Emissão.
Os benefícios possuem classificação em espécies, e foi criada pelo INSS para
explicitar as peculiaridades de cada tipo de benefício pecuniário existente. A cada
espécie é atribuído um código numérico de duas posições, como por exemplo, o 42
que se refere à espécie Aposentadoria por Tempo de Contribuição.
O grupo de Espécies reúne todas as espécies referentes a um mesmo tipo de
benefício. Por exemplo, as espécies do tipo aposentadorias por tempo de
contribuição, dentre elas a 42 e a 44, compõem o grupo Aposentadorias por Tempo
de Contribuição.
O segurado é a pessoa coberta pelo sistema previdenciário, fazendo jus aos
benefícios por este oferecidos.
O beneficiário é a pessoa que está recebendo algum tipo de benefício pecuniário,
podendo ser o próprio segurado ou o seu dependente.

2.1 Aposentadoria por idade

A aposentadoria por idade é um benefício devido ao trabalhador que comprovar


o mínimo de 180 meses de trabalho, além da idade mínima de 65 anos, se homem,
ou 60 anos, se mulher. Para o “segurado especial” (agricultor familiar, pescador
artesanal, indígena, etc.), a idade mínima é reduzida em cinco anos.

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Está prevista na subseção II intitulada “Da Aposentadoria por Idade”, dos artigos
48 a 51:

Subseção II – Da Aposentadoria por Idade

Art. 48. A aposentadoria por idade será devida ao segurado que, cumprida a carência exigida
nesta Lei, completar 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 60 (sessenta), se mulher.

§1º Os limites fixados no caput são reduzidos para sessenta e cinquenta e cinco anos no caso
de trabalhadores rurais, respectivamente homens e mulheres, referidos na alínea a do inciso I, na alínea
g do inciso V e nos incisos VI e VII do art. 11.

§2º Para os efeitos do disposto no § 1o deste artigo, o trabalhador rural deve comprovar o efetivo
exercício de atividade rural, ainda que de forma descontínua, no período imediatamente anterior ao
requerimento do benefício, por tempo igual ao número de meses de contribuição correspondente à
carência do benefício pretendido, computado o período a que se referem os incisos III a VIII do § 9o do
art. 11 desta Lei.

§3º Os trabalhadores rurais de que trata o § 1o deste artigo que não atendam ao disposto no §
2o deste artigo, mas que satisfaçam essa condição, se forem considerados períodos de contribuição
sob outras categorias do segurado, farão jus ao benefício ao completarem 65 (sessenta e cinco) anos
de idade, se homem, § 4o Para efeito do § 3o deste artigo, o cálculo da renda mensal do benefício será
apurado de acordo com o disposto no inciso II do caput do art. 29 desta Lei, considerando-se como
salário-de-contribuição mensal do período como segurado especial o limite mínimo de salário-de-
contribuição da Previdência Social e 60 (sessenta) anos, se mulher.

Art. 49. A aposentadoria por idade será devida:

I - ao segurado empregado, inclusive o doméstico, a partir:

a) da data do desligamento do emprego, quando requerida até essa data ou até 90 (noventa)
dias depois dela; ou

b) da data do requerimento, quando não houver desligamento do emprego ou quando for


requerida após o prazo previsto na alínea "a";

II - para os demais segurados, da data da entrada do requerimento.

Art. 50. A aposentadoria por idade, observado o disposto na Seção III deste Capítulo,
especialmente no art. 33, consistirá numa renda mensal de 70% (setenta por cento) do salário-de-
benefício, mais 1% (um por cento) deste, por grupo de 12 (doze) contribuições, não podendo
ultrapassar 100% (cem por cento) do salário-de-benefício.

Art. 51. A aposentadoria por idade pode ser requerida pela empresa, desde que o segurado
empregado tenha cumprido o período de carência e completado 70 (setenta) anos de idade, se do sexo
masculino, ou 65 (sessenta e cinco) anos, se do sexo feminino, sendo compulsória, caso em que será
garantida ao empregado a indenização prevista na legislação trabalhista, considerada como data da
rescisão do contrato de trabalho a imediatamente anterior à do início da aposentadoria.

Vade Mecum Saraiva/2016.

É o benefício concedido ao segurado da Previdência Social que atingir a idade


considerada risco social.

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Fonte: consultarinss.com

Têm direito ao benefício os trabalhadores urbanos do sexo masculino a partir


dos 65 anos e do sexo feminino a partir dos 60 anos de idade.
Os trabalhadores rurais podem pedir aposentadoria por idade com cinco anos
a menos: a partir dos 60 anos, homens, e a partir dos 55 anos, mulheres.
Para solicitar o benefício, os trabalhadores urbanos inscritos na Previdência
Social a partir de 25 de julho de 1991 precisam comprovar 180 contribuições mensais.
Os rurais têm de provar, com documentos, 180 meses de atividade rural.
Os segurados urbanos filiados até 24 de julho de 1991, devem comprovar o
número de contribuições exigidas de acordo com o ano em que implementaram as
condições para requerer o benefício. Para os trabalhadores rurais, filiados até 24 de
julho de 1991, será exigida a comprovação de atividade rural no mesmo número de
meses estabelecidos.
Além disso, o segurado deverá estar exercendo a atividade rural na data de
entrada do requerimento ou na data em que implementou todas as condições exigidas
para o benefício, ou seja, idade mínima e carência.
O trabalhador rural (empregado e contribuinte individual), enquadrado como
segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), pode requerer
aposentadoria por idade, no valor de um salário-mínimo, até 31 de dezembro de 2010,

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desde que comprove o efetivo exercício da atividade rural, ainda que de forma
descontínua, em número de meses igual à carência exigida. Para o segurado especial
não há limite de data.

Fonte: 2016dicas.com

Principais requisitos para concessão desse benefício:

 180 meses de contribuição;


 Idade mínima (trabalhador urbano 65 anos para homens ou 60 anos para
mulheres); e Segurado especial (lavrador, pescador artesanal, indígena
etc.): 60 anos (homem) ou 55 anos (mulher);

A carência deste benefício pode ser reduzida, tendo em vista que o tempo
mínimo exigido pode ser diferente para quem começou a contribuir para o INSS até
24/07/1991.

A aposentadoria pode ser cancelada a pedido do titular, desde que não tenha
ocorrido o recebimento do primeiro pagamento nem o saque do PIS/FGTS por motivo
de aposentadoria;
O adicional de 25% para beneficiário que precisa de assistência permanente
de terceiros: somente o aposentado por invalidez possui este direito.

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O aposentado que retornar ao trabalho terá que contribuir para a Previdência
Social, de acordo com a sua categoria de segurado e faixa salarial.
Nessa situação, esse trabalhador poderá ter direito ao salário-família, salário-
maternidade e reabilitação profissional (caso a perícia médica da Previdência Social
recomende);

Fonte: www.culturamix.com

Para a aposentadoria por idade do segurado especial, a ausência de


documentação em intervalos não superiores a três anos não prejudicará o
reconhecimento do direito, independente de apresentação de declaração do sindicato
dos trabalhadores rurais, de sindicato dos pescadores ou colônia de pescadores;
Caso não possa comparecer pessoalmente ao INSS, o cidadão tem a opção
de nomear um procurador para fazer o requerimento em seu lugar.

2.2 Aposentadoria por invalidez

A Aposentadoria por invalidez é um benefício devido ao trabalhador


permanentemente incapaz de exercer qualquer atividade laborativa e que também
não possa ser reabilitado em outra profissão, de acordo com a avaliação da perícia

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médica do INSS. Assim, o benefício é concedido aos trabalhadores que, por doença
ou acidente, forem considerados pela perícia médica da Previdência Social
incapacitados para exercer suas atividades ou outro tipo de serviço que lhes garanta
o sustento.

Fonte: www.ricardobanana.com

O benefício é pago enquanto persistir a incapacidade e pode ser reavaliado


pelo INSS a cada dois anos.
Inicialmente o cidadão deve requerer um auxílio-doença, que possui os
mesmos requisitos da aposentadoria por invalidez. Caso a perícia-médica constate
incapacidade permanente para o trabalho, sem possibilidade de reabilitação em outra
função, a aposentadoria por invalidez será indicada.
Não tem direito à aposentadoria por invalidez quem, ao se filiar à Previdência
Social, já tiver doença ou lesão que geraria o benefício, a não ser quando a
incapacidade resultar no agravamento da enfermidade.
Quem recebe aposentadoria por invalidez tem que passar por perícia médica
de dois em dois anos, se não, o benefício é suspenso. A aposentadoria deixa de ser
paga quando o segurado recupera a capacidade e volta ao trabalho.
Para ter direito ao benefício, o trabalhador tem que contribuir para a Previdência
Social por no mínimo 12 meses, no caso de doença. Se for acidente, esse prazo de
carência não é exigido, mas é preciso estar inscrito na Previdência Social.

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Fonte: imagens.deficientefisico.com

Doença anterior à filiação à Previdência: não tem direito à aposentadoria por


invalidez quem se filiar à Previdência Social já portador de doença ou lesão que
geraria o benefício, a não ser quando a incapacidade resultar no agravamento da
enfermidade;
O aposentado por invalidez que necessitar de assistência permanente de outra
pessoa poderá ter direito a um acréscimo de 25% no valor de seu benefício, inclusive
sobre o 13º salário, conforme determina o art. 45 da Lei 8.213 de 24 de julho de 1991.
Nesse caso é necessário efetuar o requerimento na agência do INSS onde é
mantido o benefício. Além disso, o segurado passará por uma nova avaliação médico-
pericial do INSS.
Caso o benefício seja cessado por óbito, o valor não será incorporado à pensão
deixada aos dependentes.
A aposentadoria por invalidez deixa de ser paga quando o segurado recupera a
capacidade e/ou volta ao trabalho.
De acordo com a lei, o aposentado por invalidez deve fazer perícia médica a
cada dois anos para comprovar que permanece inválido. Os maiores de 60 (sessenta)
anos são isentos dessa obrigação, conforme a Lei n. 13.063/2014.
O cidadão poderá solicitar a presença de um acompanhante (inclusive seu
próprio médico) durante a realização da perícia.

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Para tanto, é necessário preencher o formulário de solicitação de acompanhante
e levá-lo no dia da realização da perícia.
O pedido será analisado pelo perito médico e poderá ser negado, com a devida
fundamentação, caso a presença de terceiro possa interferir no ato pericial.
Os artigos concernentes a aposentadoria por invalidez estão nos artigos 42 a 47
da Lei 8.213/91.

2.3 Aposentadoria por tempo de contribuição

Fonte: www.consultainss.com/

A aposentadoria por tempo de contribuição pode ser integral ou proporcional.


Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador homem deve comprovar pelo
menos 35 anos de contribuição e a trabalhadora mulher, 30 anos.
Para requerer a aposentadoria proporcional, o trabalhador tem que combinar
dois requisitos: tempo de contribuição e idade mínima.
Os homens podem requerer aposentadoria proporcional aos 53 anos de idade e
30 anos de contribuição, mais um adicional de 40% sobre o tempo que faltava em 16
de dezembro de 1998 para completar 30 anos de contribuição.
As mulheres têm direito à proporcional aos 48 anos de idade e 25 de
contribuição, mais um adicional de 40% sobre o tempo que faltava em 16 de dezembro
de 1998 para completar 25 anos de contribuição.

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Para ter direito à aposentadoria integral ou proporcional, é necessário também o
cumprimento do período de carência, que corresponde ao número mínimo de
contribuições mensais indispensáveis para que o segurado faça jus ao benefício.

Fonte: 4.bp.blogspot.com

Os inscritos a partir de 25 de julho de 1991 devem ter, pelo menos, 180


contribuições mensais. Os filiados antes dessa data têm de seguir a tabela
progressiva.
A perda da qualidade de segurado não será considerada para a concessão da
aposentadoria por tempo de contribuição.
A aposentadoria por tempo de contribuição é irreversível e irrenunciável: depois
que receber o primeiro pagamento, sacar o PIS ou o Fundo de Garantia (o que ocorrer
primeiro), o segurado não poderá desistir do benefício.
O trabalhador não precisa sair do emprego para requerer a aposentadoria.
O adicional de tempo citado na regra transitória corresponde a 40% do tempo
que faltava para o cidadão atingir o tempo mínimo da proporcional que era exigido em
16/12/1998 (30 anos para homem e 25 para mulher). Exemplo: um homem que tinha
20 anos de contribuição nessa data, precisava de 10 para aposentar-se pela
proporcional. Logo, para aposentar-se pela proporcional hoje, deverá comprovar 34
anos (30 anos + 40% de 10 anos).

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Fonte: tabelainss2016.org

A aposentadoria proporcional tem valor reduzido, que vai de 70 a 90% do salário-


de-benefício.
Há possibilidade de adicional de 25% para beneficiário que precisa de
assistência permanente de terceiros: somente o aposentado por invalidez possui este
direito.
Para ter direito a este benefício, é necessário que o cidadão tenha efetivamente
trabalhado por no mínimo 180 meses. Períodos de auxílio-doença, por exemplo, não
são considerados para atender a este requisito (carência);
A aposentadoria proporcional foi extinta em 16/12/1998. Só tem direito a esta
modalidade quem já contribuía até esta data;
Requerimento por terceiros: caso não possa comparecer ao INSS, o cidadão tem
a opção de nomear um procurador para fazer o requerimento em seu lugar.

2.4 Aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa com deficiência

A Aposentadoria por Tempo de Contribuição da Pessoa com Deficiência é


devida ao cidadão que comprovar o tempo de contribuição necessário para este
benefício, conforme o seu grau de deficiência (veja na seção requisitos). Deste
período, no mínimo 180 meses devem ter sido trabalhados na condição de pessoa
com deficiência.

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Fonte: pessoascomdeficiencia.com.br

É considerada pessoa com deficiência, de acordo com Lei Complementar


142/2013, aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental,
intelectual ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, impossibilitem sua
participação de forma plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com
as demais pessoas.
Além de ser pessoa com deficiência no momento do pedido, é necessário
comprovar as seguintes condições para ter direito a este benefício:

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Fonte: www.previdencia.gov.br

 Retorno ao trabalho: O cidadão que se aposentar como deficiente poderá


continuar trabalhando.
 Conversão de aposentadoria por invalidez em aposentadoria à pessoa com
deficiência: O cidadão que se aposentou por Invalidez pode requerer a
Aposentadoria ao Deficiente, desde que a aposentadoria por invalidez seja
cessada por alta médica ou por volta ao trabalho, após perícia realizada pelo
INSS.
 Adicional de 25% para beneficiário que precisa de assistência permanente de
terceiros: somente o aposentado por invalidez possui este direito. Saiba mais.
 Cancelamento do benefício: o beneficiário pode solicitar o cancelamento de sua
aposentadoria, desde que não tenha ocorrido o recebimento do primeiro
pagamento nem o saque do PIS/FGTS por motivo de aposentadoria.
 Avaliação da deficiência e do grau: será embasada em documentos que
subsidiem a avaliação médica e funcional, e analisada na primeira perícia
médica. É indispensável a apresentação de pelo menos um documento
comprobatório (atestados médicos, laudos de exames, entre outros). O grau de
deficiência preponderante será definido como sendo aquele no qual o segurado

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cumpriu maior tempo de contribuição, antes da conversão, que servirá como
parâmetro para definir o tempo mínimo necessário para a aposentadoria por
tempo de contribuição do deficiente, bem como para conversão.
 Conversão de tempo: Não será permitida a conversão do tempo de contribuição
na condição de pessoa com deficiência para fins de concessão da
aposentadoria especial de que trata o art.57 da Lei nº 8.213/91, bem como a
conversão para tempo comum.
 Requerimento por terceiros: caso não possa comparecer pessoalmente ao
INSS, você tem a opção de nomear um procurador para fazer o requerimento
em seu lugar.
 Valor da contribuição: o contribuinte individual ou facultativo que contribuiu com
5% (cinco por cento) ou 11% (onze por cento) do salário mínimo terá que
complementar a diferença da contribuição sobre os 20% (vinte por cento) para
ter direito à Aposentadoria por Tempo de Contribuição da Pessoa com
Deficiência.

2.5 Aposentadoria por idade da pessoa com deficiência

É preciso comprovar, no mínimo, 180 meses trabalhados na condição de


pessoa com deficiência, além da idade mínima de 60 anos, se homem, ou 55 anos,
se mulher.
A aposentadoria por idade da pessoa com deficiência é um benefício devido ao
cidadão que comprovar o mínimo de 180 meses trabalhados na condição de pessoa
com deficiência, além da idade mínima de 60 anos, se homem, ou 55 anos, se mulher.
É considerada pessoa com deficiência, de acordo com a Lei Complementar n°
142/2013, aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental,
intelectual ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, impossibilitem sua
participação de forma plena e efetiva na sociedade, em igualdade de condições com
as demais pessoas.
Principais requisitos:
 Idade mínima de 60 anos, se homem, ou 55, se mulher;
 Ser pessoa com deficiência, no momento do pedido do benefício, comprovando
esta condição mediante avaliação da perícia médica e do serviço social INSS;

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 Possuir tempo mínimo trabalhado de 180 meses efetivamente trabalhados na
condição de pessoa com deficiência.

2.6 Aposentadoria por tempo de contribuição do professor

A Aposentadoria por tempo de contribuição do professor é um benefício devido


ao profissional que comprovar 30 anos de contribuição, se homem, ou 25 anos de
contribuição, se mulher, exercidos exclusivamente em funções de Magistério em
estabelecimentos de Educação Básica (educação infantil, ensino fundamental e
médio).

Fonte: rodrigocostaadvogados.files.wordpress.com

O cidadão que vai requerer este tipo de benefício deve possuir os seguintes
requisitos:
 Tempo total de contribuição em funções de magistério:
 30 anos, se homem;
 25 anos, se mulher;
 Tempo efetivamente trabalhado de 180 meses (carência)
Caso não possa comparecer pessoalmente ao INSS, você tem a opção de nomear
um procurador para fazer o requerimento em seu lugar.
A aposentadoria por tempo de contribuição do professor exige a carência mínima
de 180 contribuições.

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A comprovação do exercício da atividade de magistério é suficiente para o
reconhecimento do período trabalhado para fins de concessão de aposentadoria de
professor, presumindo-se a existência de habilitação.
Funções de magistério são as atividades exercidas por professores em
estabelecimento de educação básica em seus diversos níveis e modalidades,
conforme definidos na Lei nº 9.394, de 1996.

Fonteblogs.diariodepernambuco.com.br

O professor universitário deixou de ser contemplado com a aposentadoria por


tempo de contribuição de professor com a publicação da Emenda Constitucional nº
20, de 1998, porém, se cumpridos todos os requisitos exigidos para a espécie até 16
de dezembro de 1998, data da publicação da Emenda Constitucional nº 20, de 1998,
terá direito de requerer a aposentadoria, a qualquer tempo, observada a legislação
vigente na data da implementação das condições.

2.7 Aposentadoria especial

Benefício concedido ao segurado que tenha trabalhado em condições


prejudiciais à saúde ou à integridade física. Para ter direito à aposentadoria especial,
o trabalhador deverá comprovar, além do tempo de trabalho, efetiva exposição aos

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agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais
pelo período exigido para a concessão do benefício (15, 20 ou 25 anos).
A aposentadoria especial será devida ao segurado empregado, trabalhador
avulso e contribuinte individual, este somente quando cooperado filiado a cooperativa
de trabalho ou de produção.
Além disso, a exposição aos agentes nocivos deverá ter ocorrido de modo
habitual e permanente, não ocasional nem intermitente.

Fonte: portal.ufes.br

Para ter direito à aposentadoria especial, é necessário também o cumprimento


da carência, que corresponde ao número mínimo de contribuições mensais
indispensáveis para que o segurado faça jus ao benefício.
Os inscritos a partir de 25 de julho de 1991 devem ter, pelo menos, 180
contribuições mensais. Os filiados antes dessa data têm de seguir a tabela
progressiva.
A perda da qualidade de segurado não será considerada para concessão de
aposentadoria especial, segundo a Lei nº 10.666/03.
A comprovação de exposição aos agentes nocivos será feita por formulário
denominado Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), preenchido pela empresa ou
seu preposto, com base em Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho
(LTCAT) expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho.
São requisitos essenciais:

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 Tempo total de contribuição de 25, 20 ou 15 anos, conforme o caso, exposto
aos agentes nocivos especificados em lei. A exposição deve ser contínua
e ininterrupta durante a jornada de trabalho.
 Mínimo de 180 meses de efetiva atividade, para fins de carência.

Fonte: www.sindicatodosaposentados.org.br

A caracterização de tempo como especial obedecerá ao disposto na legislação


em vigor na época em que o trabalho foi exercido. As regras de conversão de tempo
especial em tempo de atividade comum aplicam-se ao trabalho prestado em qualquer
período;
A aposentadoria especial requerida e concedida a partir de 29/4/1995 será
cancelada pelo INSS caso o beneficiário permaneça ou retorne à atividade que
ensejou a concessão desse benefício.
Caso não possa comparecer ao INSS, você tem a opção de nomear um
procurador para fazer o requerimento em seu lugar.

2.8 Auxílio-doença

É o benefício concedido ao segurado impedido de trabalhar por doença ou


acidente por mais de 15 dias consecutivos. No caso dos trabalhadores com carteira
assinada, os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador, exceto o doméstico, e a
Previdência Social paga a partir do 16º dia de afastamento do trabalho.

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Fonte: s-media-cache-ak0.pinimg.com

Para os demais segurados inclusive o doméstico, a Previdência paga o auxílio


desde o início da incapacidade e enquanto a mesma perdurar. Em ambos os casos,
deverá ter ocorrido o requerimento do benefício.
Para concessão de auxílio-doença é necessária a comprovação da incapacidade
em exame realizado pela perícia médica da Previdência Social. Para ter direito ao
benefício, o trabalhador tem de contribuir para a Previdência Social por, no mínimo,
12 meses (carência).
Esse prazo não será exigido em caso de acidente de qualquer natureza (por
acidente de trabalho ou fora do trabalho) ou de doença profissional ou do trabalho.
São requisitos fundamentais:
 Possuir a carência de 12 contribuições (isenta em caso de acidente de trabalho
ou doenças previstas em lei);
 Possuir qualidade de segurado (caso tenha perdido, deverá cumprir toda a
carência novamente);
 Comprovar doença que torne o cidadão temporariamente incapaz de trabalhar;
 Caso perca a qualidade de segurado, deverá cumprir toda a carência
novamente;
 Para o empregado em empresa: estar afastado do trabalho há pelo menos 15
dias (corridos ou intercalados dentro do prazo de 60 dias).

23
O fim do benefício ocorre quando o segurado recupera a capacidade ou retorna
ao trabalho.

Fonte: portalbrasil10.com.br

Caso o pedido seja feito depois de 30 dias de afastamento, o INSS não se


responsabiliza pelo pagamento de valores retroativos.
O pedido de auxílio-doença só poderá ser cancelado na agência do INSS em
que a perícia médica foi agendada;
A comprovação da incapacidade deve ser realizada em perícia médica da
Previdência Social.
O não comparecimento implica no indeferimento e arquivamento do pedido.
O cidadão poderá solicitar a presença de um acompanhante (inclusive seu
próprio médico) durante a realização da perícia.
Para tanto, é necessário preencher o formulário de solicitação de acompanhante
e levá-lo no dia da realização da perícia.
O pedido será analisado pelo perito médico e poderá ser negado, com a devida
fundamentação, caso a presença de terceiro possa interferir no ato pericial.

24
2.9 Auxílio-acidente

É o benefício pago ao trabalhador que sofre um acidente e fica com sequelas


que reduzem sua capacidade de trabalho. É concedido para segurados que recebiam
auxílio-doença.

Fonte: www.inssconsulta.com.br

Têm direito ao auxílio-acidente o trabalhador empregado, o trabalhador avulso e


o segurador especial. O empregado doméstico, o contribuinte individual e o facultativo
não recebem o benefício.
Para concessão do auxílio-acidente não é exigido tempo mínimo de contribuição,
mas o trabalhador deve ter qualidade de segurado e comprovar a impossibilidade de
continuar desempenhando suas atividades, por meio de exame da perícia médica da
Previdência Social.
O auxílio-acidente, por ter caráter de indenização, pode ser acumulado com
outros benefícios pagos pela Previdência Social exceto aposentadoria.
O benefício deixa de ser pago quando o trabalhador se aposenta. O valor desse
benefício corresponde a 50% do salário de benefício que deu origem ao auxílio-
doença corrigido até o mês anterior ao do início do auxílio-acidente.

25
O benefício encerra-se quando o trabalhador se aposenta ou solicita Certidão de
Tempo de Contribuição (CTC) para fins de averbação em Regime Próprio de
Previdência Social (RPPS).

Fonte: 1.bp.blogspot.com

O cidadão poderá solicitar a presença de um acompanhante (inclusive seu


próprio médico) durante a realização da perícia.
Para tanto, é necessário preencher o formulário de solicitação de acompanhante
e levá-lo no dia da realização da perícia.
O pedido será analisado pelo perito médico e poderá ser negado, com a devida
fundamentação, caso a presença de terceiro possa interferir no ato pericial.
O auxílio-acidente está previsto na Subseção XI da Lei 8.213/91.

Subseção XI – Do auxílio-acidente

Art. 86. O auxílio-acidente será concedido, como indenização, ao segurado quando, após
consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que
impliquem redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia.

§ 1º O auxílio-acidente mensal corresponderá a cinquenta por cento do salário-de-benefício e


será devido, observado o disposto no § 5º, até a véspera do início de qualquer aposentadoria ou até a
data do óbito do segurado.

26
§ 2º O auxílio-acidente será devido a partir do dia seguinte ao da cessação do auxílio-doença,
independentemente de qualquer remuneração ou rendimento auferido pelo acidentado, vedada sua
acumulação com qualquer aposentadoria.

§ 3º O recebimento de salário ou concessão de outro benefício, exceto de aposentadoria,


observado o disposto no § 5º, não prejudicará a continuidade do recebimento do auxílio-acidente.

§ 4º A perda da audição, em qualquer grau, somente proporcionará a concessão do auxílio-


acidente, quando, além do reconhecimento de causalidade entre o trabalho e a doença, resultar,
comprovadamente, na redução ou perda da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia.

Vade Mecum Saraiva/2016.

Os principais requisitos são:


 Tempo mínimo de contribuição (carência): isento – pois é somente para
casos de acidente de trabalho.
 Quem tem direito ao benefício: empregado urbano/rural (empresa),
empregado doméstico (para acidentes ocorridos a partir de 01/06/2015),
trabalhador avulso (empresa), segurado especial (trabalhador rural);
 Quem não tem direito ao benefício: contribuinte individual e contribuinte
facultativo.

2.10 Auxílio-reclusão

Fonte: inscricoes2016.com.br/

27
É um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante
o período em que estiver preso sob regime fechado ou semiaberto.
Não cabe concessão de auxílio-reclusão aos dependentes do segurado que
estiver em livramento condicional ou cumprindo pena em regime aberto.
Há situações em que os segurados ficam um período sem contribuir e, mesmo
assim, têm direito aos benefícios previdenciários, enquanto mantiverem a qualidade
de segurado.
São requisitos fundamentais para a concessão do benefício de auxílio reclusão:
 Em relação ao segurado recluso:
o Possuir qualidade de segurado na data da prisão;
o Estar recluso em regime fechado ou semiaberto (desde que a execução
da pena seja em colônia agrícola, industrial ou similar);
o Possuir o último salário-de-contribuição abaixo do valor previsto na
legislação, conforme a época da prisão (consulte o valor limite para
direito ao auxílio-reclusão);
 Em relação aos dependentes:
o Para cônjuge ou companheira: comprovar casamento ou união estável
na data em que o segurado foi preso;
o Para filho, pessoa a ele equiparada ou irmão (desde que comprove a
dependência), de ambos os sexos: possuir menos de 21 anos de idade,
salvo se for inválido ou com deficiência;

Fonte: imgs.jusbrasil.com

28
O auxílio-reclusão tem duração variável conforme a idade e o tipo de beneficiário.
Além disso, caso o segurado seja posto em liberdade, fuja da prisão ou passe a
cumprir pena em regime aberto, o benefício é encerrado.
Para o(a) cônjuge, o(a) companheiro(a), o(a) cônjuge divorciado(a) ou
separado(a) judicialmente ou de fato que recebia pensão alimentícia:

 Duração de 4 meses a contar da data da prisão:


o Se a reclusão ocorrer sem que o segurado tenha realizado 18
contribuições mensais à Previdência ou;
o Se o casamento ou união estável se iniciar em menos de 2 anos
antes do recolhimento do segurado à prisão;

 Duração variável conforme a tabela abaixo:


 Se a prisão ocorrer depois de vertidas 18 contribuições mensais pelo
segurado e pelo menos 2 anos após o início do casamento ou da
união estável;

Fonte: www.previdencia.gov.br

Para o cônjuge inválido ou com deficiência:

29
 O benefício será devido enquanto durar a deficiência ou invalidez,
respeitando-se os prazos mínimos descritos na tabela acima.
Para os filhos, equiparados ou irmãos do segurado recluso (desde que
comprovem o direito):
 O benefício é devido até os 21 (vinte e um) anos de idade, salvo em
caso de invalidez ou deficiência.
Se a declaração carcerária apresentada no requerimento do benefício permitir a
identificação plena do segurado recluso, não é necessária a apresentação dos
documentos de identificação do recluso.
Entretanto, se for necessário o acerto de dados cadastrais do recluso, se faz
necessária a apresentação do documento de identificação.

Fonte: 4.bp.blogspot.com

A cada três meses deverá ser apresentada nova declaração de cárcere, emitida
pela unidade prisional.
Equipara-se à condição de recolhido à prisão a situação do segurado com idade
entre 16 e 18 anos que tenha sido internado em estabelecimento educacional ou
congênere, sob custódia do Juizado de Infância e da Juventude.

30
Assim que o segurado recluso for posto em liberdade, o dependente ou
responsável deverá apresentar imediatamente o alvará de soltura, para que não
ocorra recebimento indevido do benefício.
Em caso de fuga, liberdade condicional, transferência para prisão albergue ou
cumprimento da pena em regime aberto, o dependente ou responsável também
deverá procurar a Agência do INSS para solicitar o encerramento imediato do
benefício e, no caso de nova prisão posterior, deverá requerer um novo benefício,
mesmo nos casos de fuga com posterior recaptura.
O Auxílio-reclusão será devido a contar da data do efetivo recolhimento do
segurado à prisão, se requerido até trinta dias depois desta, ou da data do
requerimento, se posterior.
Em caso de morte do segurado na cadeia, o Auxílio-reclusão é convertido para
pensão.
A cota do Auxílio-reclusão será dividida em partes iguais a todos os dependentes
habilitados.
A subseção IX da Lei 8.213/91 trata do auxílio-reclusão.

Subseção IX – Do auxílio-reclusão

Art. 80. O auxílio-reclusão será devido, nas mesmas condições da pensão por morte, aos
dependentes do segurado recolhido à prisão, que não receber remuneração da empresa nem estiver
em gozo de auxílio-doença, de aposentadoria ou de abono de permanência em serviço.

Parágrafo único. O requerimento do auxílio-reclusão deverá ser instruído com certidão do efetivo
recolhimento à prisão, sendo obrigatória, para a manutenção do benefício, a apresentação de
declaração de permanência na condição de presidiário.

Vade Mecum Saraiva/2016.

2.11 Pensão por morte

A pensão por morte é um benefício pago aos dependentes do segurado do INSS


que vier a falecer ou, em caso de desaparecimento, tiver sua morte presumida
declarada judicialmente. É o benefício pago à família do trabalhador quando ele morre.
Para concessão de pensão por morte, não há tempo mínimo de contribuição,
mas é necessário que o óbito tenha ocorrido enquanto o trabalhador tinha qualidade
de segurado.

31
Fonte: certidaoinss.com

Se o óbito ocorrer após a perda da qualidade de segurado, os dependentes terão


direito a pensão desde que o trabalhador tenha cumprido, até o dia da morte, os
requisitos para obtenção de aposentadoria pela Previdência Social ou que fique
reconhecido o direito à aposentadoria por invalidez, dentro do período de manutenção
da qualidade do segurado, caso em que a incapacidade deverá ser verificada por meio
de parecer da perícia médica do INSS com base em atestados ou relatórios médicos,
exames complementares, prontuários ou documentos equivalentes.
O principal requisito para a concessão do benefício da pensão por morte é que
o falecido possuísse qualidade de segurado do INSS na data do óbito;
A pensão por morte tem duração máxima variável, conforme a idade e o tipo do
beneficiário.
Para o(a) cônjuge, o(a) companheiro(a), o(a) cônjuge divorciado(a) ou
separado(a) judicialmente ou de fato que recebia pensão alimentícia:

 Duração de 4 meses a contar da data do óbito:


o Se o óbito ocorrer sem que o segurado tenha realizado 18
contribuições mensais à Previdência ou;

32
o Se o casamento ou união estável se iniciou em menos de 2 anos
antes do falecimento do segurado;
 Duração variável conforme a tabela abaixo:
o Se o óbito ocorrer depois de vertidas 18 contribuições mensais pelo
segurado e pelo menos 2 anos após o início do casamento ou da
união estável; ou
o Se o óbito decorrer de acidente de qualquer natureza,
independentemente da quantidade de contribuições e tempo de
casamento/união estável.

Fonte: www.previdencia.gov.br

Caso não possa comparecer à agência do INSS pessoalmente, o cidadão poderá


nomear um procurador para fazer o requerimento em seu lugar.
Se segurado não deixar dependentes menores ou incapazes, o resíduo de valor
correspondente entre o início do mês e a data do óbito será pago aos herdeiros
mediante apresentação de alvará judicial.
A Pensão por morte de companheiro ou cônjuge poderá ser acumulada com a
Pensão por morte de filho.

33
O dependente condenado pela prática de crime doloso de que tenha resultado
na morte do segurado (com o devido trânsito em julgado), não terá direito à Pensão
por morte, a partir da data da entrada em vigor da Lei nº 13.135, de 17 de junho de
2015.

2.12 Pensão especial (aos portadores da síndrome da talidomida)

Este é um benefício específico aos portadores da Síndrome da Talidomida


nascidos a partir de 1º de março de 1958, data do início da comercialização da droga
denominada Talidomida no Brasil. Trata-se de uma pensão especial, mensal, vitalícia
e intransferível.

Fonte: peloamordedeus.com

O benefício é devido ao portador de deformidade física decorrente do uso da


Talidomida, independentemente da época de sua utilização.
Assim, é garantido o direito à Pensão Especial (Espécie 56) aos portadores da
Síndrome da Talidomida nascidos a partir de 1º de janeiro de 1957, data do início da
comercialização da droga denominada “Talidomida (Amida Nfálica do Ácido
Glutâmico), inicialmente vendida com os nomes comerciais de Sedin, Sedalis e Slip,
de acordo com a Lei nº 7.070, de 20 de dezembro de 1982.

34
Fonte: 4.bp.blogspot.com

A renda mensal inicial será calculada mediante a multiplicação do número total


de pontos indicadores da natureza e do grau de dependência resultante da
deformidade física, constante do processo de concessão, pelo valor fixado em Portaria
Ministerial que trata dos reajustamentos dos benefícios pagos pela Previdência Social.
Os requisitos essenciais para a concessão desse benefício são:
 Constatação, por meio de perícia-médica do INSS, de que a deformidade
física que possui decorre do uso da Talidomida;
 Ter nascido a partir de 01/03/1958, data de início da comercialização da
Talidomida no Brasil;
Após a formalização do requerimento será agendado exame médico–pericial
para a avaliação do requerente.
A renda mensal inicial será calculada pela multiplicação do número total de
pontos indicadores da natureza e do grau de dependência resultante da deformidade
física, constante do processo de concessão, pelo valor fixado em Portaria Ministerial
que trata dos reajustamentos dos benefícios pagos pela Previdência Social.

35
Fonte: www.dicaslegais.net

O titular do benefício, maior de trinta e cinco anos, que necessite de assistência


permanente de outra pessoa e que tenha recebido a pontuação igual ou superior a
seis pontos, fará jus a um adicional de vinte e cinco por cento sobre o valor desse
benefício.
O titular do benefício fará jus a mais um adicional de trinta e cinco por cento
sobre o valor do benefício, desde que comprove pelo menos:
 Vinte e cinco anos, se homem, e vinte anos, se mulher, de contribuição para
a Previdência Social, independente do regime; e
 Cinquenta e cinco anos de idade, se homem ou cinquenta anos de idade, se
mulher, e contar pelo menos quinze anos de contribuição para a Previdência
Social, independente do regime.
A partir da publicação da lei 12.190/2010, o titular do benefício também poderá
requerer a indenização por dano moral, paga em parcela única e requerida
diretamente nas agências do INSS, mediante requerimento pessoal e assinatura do
termo de opção anexo ao Decreto 7.235/2010.

2.13 Salário-maternidade

O salário-maternidade é um benefício pago às seguradas que acabaram de ter


um filho, seja por parto ou adoção, ou aos segurados que adotem uma criança.
O salário-maternidade será devido ao adotante do sexo masculino, para adoção
ou guarda para fins de adoção ocorrida a partir de 25/10/2013, data da publicação da
Lei nº 12.873/2013.

36
O salário-maternidade é devido às seguradas empregadas, trabalhadoras
avulsas, empregadas domésticas, contribuintes individuais, facultativas e seguradas
especiais, por ocasião do parto, inclusive o natimorto, aborto não criminoso, adoção
ou guarda judicial para fins de adoção.

Fonte: www.calendariodopis2015.com.br

Considera-se parto o nascimento ocorrido a partir da 23ª semana de gestação,


inclusive em caso de natimorto.
Em situação de adoção ou parto de mais de uma criança, o segurado terá direito
somente ao pagamento de um salário-maternidade.
No caso de empregos concomitantes ou de atividade simultânea na condição de
segurada empregada com contribuinte individual ou doméstica, a segurada fará jus
ao salário-maternidade relativo a cada emprego ou atividade.
São requisitos para a concessão do salário-maternidade:
 Quantidade de meses trabalhados (carência)
o 10 meses: para a trabalhadora Contribuinte Individual, Facultativa e
Segurada Especial.
o Isento: para seguradas Empregada de Microempresa Individual,
Empregada Doméstica e Trabalhadora Avulsa (que estejam em
atividade na data do afastamento, parto, adoção ou guarda com a
mesma finalidade).
37
 Para as desempregadas: é necessário comprovar a qualidade de
segurada do INSS e, conforme o caso, cumprir carência de 10 meses
trabalhados.
 Caso tenha perdido a qualidade de segurada, deverá realizar dez
novas contribuições antes do parto/evento gerador do benefício.

Fonte: pis2017.org

A duração do salário-maternidade dependerá do tipo do evento que deu origem


ao benefício:
 120 (cento e vinte) dias no caso de parto;
 120 (cento e vinte) dias no caso de adoção ou guarda judicial para fins de
adoção, independentemente da idade do adotado que deverá ter no máximo
12 (doze) anos de idade.
 120 (cento e vinte) dias, no caso de natimorto;
 14 (quatorze) dias, no caso de aborto espontâneo ou previstos em lei (estupro
ou risco de vida para a mãe), a critério médico.
Caso não possa comparecer ao INSS, tem-se a opção de nomear um procurador
para fazer o requerimento.
A decisão judicial proferida na Ação Civil Pública nº 2004.51.02.001662-4/RJ,
determinou ao INSS que não exija das seguradas desempregadas, em período de

38
graça (qualidade de segurada), prova da relação de emprego como pré-requisito para
a concessão do salário-maternidade, bem como, que não desconte qualquer valor a
título de contribuição previdenciária para o Regime Geral de Previdência Social-
RGPS. A determinação judicial produz efeitos para requerimentos protocolados a
partir de 4/7/2012 e se restringe às seguradas domiciliadas na Seção Judiciária do Rio
Janeiro.
Nesse caso, a requerente do benefício deve apresentar documento que
comprove que reside no Estado do Rio de Janeiro.
A partir de 23/1/2013, data da vigência do art. 71-B da Lei nº 8.213/91, fica
garantido, no caso de falecimento da segurada ou segurado que tinha direito ao
recebimento de salário-maternidade, o pagamento do benefício ao cônjuge ou
companheiro(a) sobrevivente, desde que este também possua as condições
necessárias à concessão do benefício em razão de suas próprias contribuições. Para
o reconhecimento deste direito é necessário que o sobrevivente solicite o benefício
até o último dia do prazo previsto para o término do salário-maternidade originário
(120 dias). Esse benefício, em qualquer hipótese, é pago pelo INSS.

2.14 Salário-família

O salário-família é um valor pago ao empregado (inclusive o doméstico) e ao


trabalhador avulso, de acordo com o número de filhos ou equiparados que possua.
Filhos maiores de quatorze anos não têm direito, exceto no caso dos inválidos (para
quem não há limite de idade).
Para ter direito, o cidadão precisa enquadrar-se no limite máximo de renda
estipulado pelo governo federal.
O empregado (inclusive o doméstico) deve requerer o salário-família
diretamente ao empregador. Já o trabalhador avulso deve requerer o benefício ao
sindicato ou órgão gestor de mão-de-obra ao qual está vinculado.
Casos estes trabalhadores estejam recebendo auxílio-doença, aposentadoria
por invalidez e aposentadoria por idade rural, devem realizar o seu requerimento no
INSS.
O mesmo vale para os demais aposentados, que também têm direito ao salário-
família caso tenham mais de 65 anos de idade, se homem, ou 60 anos de idade, se
mulher, e possuam filhos que se enquadrem nos critérios para a concessão.

39
Fonte: paulomessina.files.wordpress.com

Para a concessão do salário-família, a Previdência Social não exige tempo


mínimo de contribuição. De acordo com a Portaria Interministerial nº 02, de 06 de
janeiro de 2012, o valor do salário-família será de R$ 31,22, por filho de até 14 anos
incompletos ou inválido, para quem receber até R$ 608,80.
São equiparados aos filhos os enteados e os tutelados, estes desde que não
possuam bens suficientes para o próprio sustento, devendo a dependência econômica
de ambos ser comprovada.
Os principais requisitos são:
 Ter filho(s) de qualquer condição com menos de 14 anos de idade, ou filho(s)
inválido(s) de qualquer idade;
 Ter remuneração mensal abaixo do valor limite para recebimento do salário-
família.
Os dois pais tem direito ao benefício, caso ambos satisfaçam os requisitos para
a concessão;
Caso o salário-família pago pelo INSS seja suspenso por falta de renovação, os
valores serão pagos depois que a situação for regularizada;
Considera-se remuneração mensal o valor total do respectivo salário-de-
contribuição, caso o cidadão exerça mais de uma atividade;

40
Caso o cidadão esteja em gozo de benefício da Previdência Social, o valor do
salário-família será pago como acréscimo no próprio benefício;

Fonte: sindicomerciarios.org.br

2.15 Assistência social BPC/LOAS

O Benefício da Prestação Continuada da Lei Orgânica da Assistência Social


(BPC/LOAS) é a garantia de um salário mínimo mensal ao idoso acima de 65 anos ou
ao cidadão com deficiência física, mental, intelectual ou sensorial de longo prazo, que
o impossibilite de participar de forma plena e efetiva na sociedade, em igualdade de
condições com as demais pessoas.
Para ter direito, é necessário que a renda por pessoa do grupo familiar seja
menor que 1/4 do salário-mínimo vigente.
Por se tratar de um benefício assistencial, não é necessário ter contribuído ao
INSS para ter direito a ele. No entanto, este benefício não paga 13º salário e não deixa
pensão por morte.
Assim, é um benefício da assistência social, integrante do Sistema Único da
Assistência Social – SUAS, pago pelo Governo Federal, cuja a operacionaliização do
reconhecimento do direito é do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS e
assegurado por lei, que permite o acesso de idosos e pessoas com deficiência às
condições mínimas de uma vida digna.

41
Fonte: sociedadeparatodos.files.wordpress.com

Os requisitos essenciais para a concessão do benefício são:


 Para o idoso: idade superior a 65 anos, para homem ou mulher;
 Para a pessoa com deficiência: ser pessoa com deficiência física, mental,
intelectual ou sensorial que impossibilite o titular de participar de forma plena e
efetiva na sociedade, em igualdade de condições com as demais pessoas que
não possuam tal impedimento;
 Possuir renda familiar de até 1/4 do salário mínimo em vigor, por pessoa do
grupo familiar (incluindo o próprio requerente). Esta renda é avaliada
considerando o salário do beneficiário, do esposo(a) ou companheiro(a), dos
pais, da madrasta ou do padrasto, dos irmãos solteiros, dos filhos e enteados
solteiros e os menores tutelados, desde que residam na mesma casa;
 Possuir nacionalidade brasileira;
 Possuir residência fixa no país;
 Não estar recebendo benefícios da Previdência Social.

42
Fonte: www.sempreincluidos.com.br

A deficiência é analisada pelo Serviço Social e pela Perícia Médica do INSS.


A condição de acolhimento em instituições de longa permanência, assim
entendido como hospital, abrigo ou instituição congênere não prejudica o direito do
idoso ao recebimento do benefício.
Há possibilidade de adicional de 25% para beneficiário que precisa de
assistência permanente de terceiros: somente o aposentado por invalidez possui este
direito.
Renda da família do idoso: o Benefício Assistencial ao Idoso já concedido a um
membro da família não entrará no cálculo da renda familiar em caso de solicitação de
um novo benefício de Amparo Assistencial para outro idoso da mesma família.
O recluso não tem direito a este tipo de benefício, uma vez que a sua
manutenção já está sendo provida pelo Estado.
O português pode ter direito ao benefício, desde que comprove residência e
domicílio permanentes no Brasil.
A pessoa com deficiência contratada na condição de aprendiz poderá acumular
o BPC/LOAS e a remuneração do contrato de aprendiz com deficiência, e terá seu
benefício suspenso somente após o período de dois anos de recebimento
concomitante da remuneração e do benefício.

43
Fonte: generoclandestino.files.wordpress.com

A pessoa com deficiência que retornar a trabalhar terá seu benefício suspenso.
Caso não possa comparecer ao INSS, o cidadão tem a opção de nomear um
procurador para fazer o requerimento em seu lugar. No entanto, o requerente deve
estar presente para a avaliação social e a perícia médica.

3 SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS2

A Previdência Social presta, a seus segurados e aos dependentes desses;


serviços de assistência reeducativa e de readaptação profissional, em casos de
incapacidade parcial ou total para o trabalho; de orientação e apoio na melhoria de
sua inter-relação com a Previdência Social e na solução de problemas pessoais e
familiares; e de atividades destinadas a avaliar a incapacidade de postulantes à
percepção de benefícios pecuniários, cuja concessão dependa dessa avaliação.
As fontes para os dados apresentados são o Boletim Estatístico de Reabilitação
Profissional – BERP; os Relatórios Gerenciais da Coordenação-Geral de Benefícios
por Incapacidade, publicados pelo INSS, e o SINTESE, que contém as informações
compiladas pela Divisão de Perícias Médicas do INSS.

2 Texto extraído do link: http://www.previdencia.gov.br/dados-abertos/aeps-2010-anuario-

estatistico-da-previdencia-social-2010/secao-iii-servicos-previdenciarios/

44
3.1 Reabilitação profissional

Fonte: www.cmmr.adv.br

A Reabilitação Profissional é um serviço que visa proporcionar aos segurados


incapacitados parcial ou totalmente para o trabalho, independente de carência, e às
pessoas portadoras de deficiência os meios para a reeducação ou readaptação
profissional e social que lhes permitam participar do mercado de trabalho e do
contexto em que vivem. Os segurados inscritos no programa são atendidos pelas
Equipes Técnicas de Reabilitação Profissional. Esses segurados são habilitados em
uma nova função/atividade, podendo ser considerados aptos para reingressarem no
mercado de trabalho ou incapacitados para o desempenho de atividade profissional.
No decorrer do programa são concedidos os auxílios materiais necessários ao
desenvolvimento do programa, que incluem, em caráter obrigatório, prótese e órtese
para atenuar a perda ou a redução da capacidade funcional. O objetivo desse serviço
é a reinserção do segurado no mercado de trabalho, evitando a sua marginalização,
proporcionando-lhe meios para garantir sua própria subsistência.
São apresentadas tabelas com informações relativas aos clientes (registrados,
reabilitados e em programa), conclusão da avaliação inicial e recursos materiais, por
unidade da federação.
A seguir são apresentadas as definições das principais variáveis deste capítulo:

45
Clientes Registrados – segurados encaminhados às Equipes Técnicas de
Reabilitação Profissional pela Perícia Médica para avaliação e/ou participação no
Programa de Reabilitação Profissional – PRP;
Avaliação Inicial – define se os segurados são passíveis ou não de
participação no PRP. Como resultado se tem a definição de retorno imediato ao
trabalho, inelegíveis ou elegíveis;
Retorno Imediato ao Trabalho – segurados que não necessitam de PRP por
reunirem condições físicas compatíveis com o desempenho de suas profissões;
Clientes Inelegíveis – segurados que não reúnem condições biopsicossociais
de se submeter ao programa, temporária ou definitivamente;
Clientes Elegíveis – segurados que, embora com limitação da capacidade
laborativa, reúnem condições de se submeter ao PRP, com o objetivo de serem
preparados para retorno ao trabalho, seja na mesma função ou em outra;
Clientes Reabilitados – são os segurados que, após o PRP, estão aptos para
o retorno ao trabalho na mesma função ou em outra;
Clientes em Programa – média mensal da quantidade de segurados em PRP;
+240 dias – média mensal da quantidade de segurados que ultrapassam o
prazo de 240 dias para a conclusão do PRP;
Quantidade de Recursos Materiais – quantidade de auxílios materiais, tais
como prótese, órtese, taxa de inscrição e mensalidade de cursos e/ou treinamentos
profissionalizantes, documentos, implementos profissionais e instrumentos de
trabalho concedidos aos segurados e imprescindíveis ao êxito do PRP;
Valor de Recursos Materiais – valor dispendido com a concessão dos
recursos materiais.
Em 2010, a quantidade de clientes registrados nos serviços de reabilitação
profissional do INSS atingiu 58,5 mil pessoas, o que correspondeu a um acréscimo de
1,66% em relação ao ano anterior. Dos clientes que tiveram avaliação inicial
conclusiva, 8,3% retornaram ao trabalho, 22,5% foram considerados inelegíveis e
69,2% elegíveis para participar da reabilitação. Cerca de 17,6 mil clientes foram
reabilitados, o que correspondeu a um decréscimo de 5,1%, quando comparado ao
ano anterior. A média mensal de clientes em programa aumentou 8,9% no ano e o
valor dos recursos materiais aumentou 29,7% no período.

46
3.2 Serviço social

O Serviço Social visa prestar aos beneficiários esclarecimentos sobre seus


direitos previdenciários e os meios de exercê-los, além de estabelecer a solução dos
problemas que emergem de sua relação com a Previdência Social.

Fonte: www.ilheus.net/

O total de atendimentos técnicos do Serviço Social foi registrado a partir de


dados coletados no Boletim Estatístico Mensal que inclui o quantitativo de usuários
atendidos individualmente e em grupo nas 100 Gerências Executivas.
Ressaltamos que o campo Clientes Inscritos foi suprimido devido ao
aprimoramento na gestão dos dados estatísticos, a partir da incorporação de
aproximadamente 860 novos profissionais (nomeados em 2009), de forma a garantir
maior confiabilidade no registro das informações. Dessa forma, mantemos apenas o
quantitativo de atendimentos técnicos realizados, que representam a efetividade do
trabalho desenvolvido pelo Serviço Social em todo o país.
Atendimentos Técnicos – entrevistas realizadas com os segurados para
resolver ou dar continuidade ao processo de orientação de problemas que pode ser
individual ou em grupo, sendo que neste caso a quantidade de atendimentos técnicos
corresponde à quantidade de participantes do grupo; visitas técnicas; parecer social;
pesquisa social e avaliação social à pessoa com deficiência referente ao Benefício de
Prestação Continuada.

47
Em 2010, o Serviço Social atendeu 879 mil usuários contando com o aumento
do quadro de profissionais da área o que contribuiu para melhoria dos serviços
prestados. A região Sudeste foi a que apresentou a maior participação nos
atendimentos técnicos (34,0%), seguida pela região Nordeste com participações de
32,1%.

3.3 Perícia médica

Fonte: 2.bp.blogspot.com

A Perícia Médica é o procedimento no qual o segurado, vítima de doença ou


de acidente do trabalho, é examinado por um profissional especializado (perito-
médico), que avalia as suas condições de saúde e capacidade laborativa, emitindo
parecer sobre o afastamento ou o retorno ao exercício da atividade.
O perito médico do INSS pode decidir pelo encaminhamento do segurado para
outros médicos especialistas, sendo que o parecer final é prerrogativa daquele. No
parecer, o segurado pode ser liberado para retornar ao trabalho ou tornar-se apto a
receber algum tipo de benefício pecuniário (auxílio-doença, auxílio-acidente ou
aposentadoria por invalidez). É facultado ao segurado o direito de recorrer
administrativa e judicialmente quando não concordar com o parecer emitido pelo
médico-perito.

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São apresentadas informações sobre a quantidade e o valor dos exames
médico-periciais complementares e/ou especializados por tipo de especialidade.
A seguir são conceituadas as principais informações constantes deste capítulo:
Tipo de conclusão – é o parecer conclusivo do perito médico quanto à
capacidade laborativa do segurado, acarretando o seu retorno à atividade profissional
ou a concessão de algum tipo de benefício pecuniário relacionado com sua
incapacidade temporária ou permanente.
Conclusão favorável – ocorre quando o perito médico emite parecer pela
incapacidade laborativa do segurado com duração determinada ou indeterminada.
Conclusão contrária – ocorre quando o perito médico emite parecer pelo seu
retorno à atividade profissional.
Os dados de 2007 não devem ser comparados com os de anos anteriores, uma
vez que, a partir de fevereiro de 2006, os peritos médicos do quadro de pessoal do
INSS passaram a ser os únicos responsáveis pela realização dos exames periciais.
Nos demais anos da série, grande parte dos exames periciais era efetuada por
médicos da rede conveniada.
Em 2010 foram realizados 7,05 milhões de exames médicos periciais, dos quais
70,5% tiveram conclusão favorável. Do total de exames, 83,7% foram relativos ao
auxílio-doença.

4 DECADÊNCIA E PRESCRIÇÃO

Os arts. 103 e 103-A do PBPS dispõem sobre decadência e prescrição, para o


segurado e para o INSS, quando o objeto da relação jurídica for a concessão de
benefício previdenciário.

4.1 Decadência e prescrição para o segurado ou beneficiário

4.2 Decadência

É de 10 anos o prazo para o segurado ou beneficiário requerer a revisão do ato


de concessão do benefício, conforme disposto no art. 103 do PBPS, com a redação
dada pela Lei n. 10.839/2004.

49
O prazo de decadência se conta a partir do primeiro dia do mês seguinte ao do
recebimento da primeira prestação, nos termos da legislação atual.

Fonte: www.rauschmainenti.adv.br

Se o requerimento do benefício for indeferido pela autoridade administrativa, o


prazo decadencial se contará do dia em que o interessado tomar conhecimento da
decisão definitiva.
A nosso ver, a referência a “ato de concessão do benefício” indica que a
decadência atinge tão somente o direito de impugnar a decisão administrativa que
concedeu ou negou o benefício, isto é, que se manifestou sobre o direito do segurado
ou beneficiário à cobertura previdenciária requerida, ficando no campo da prescrição
os valores fixados para o salário de benefício ou para a renda mensal inicial, bem
como outras verbas em atraso. Na prática, o segurado poderia, a qualquer tempo,
pedir a revisão dos cálculos da renda mensal inicial, mas somente receberia as
parcelas não alcançadas pela prescrição.
Entretanto, no entendimento atual do STJ, o “ato de concessão” do benefício
abrange não somente o direito do segurado ou beneficiário à cobertura previdenciária
requerida, mas também o cálculo do valor inicial dessa cobertura. Dessa forma,
decorridos os 10 anos previstos na lei, o segurado ou beneficiário não mais poderá
requerer a revisão.
Para correta contagem do prazo, é necessário considerar que a redação
original do art. 103 apenas previa prazo de prescrição, com o que não havia prazo de
decadência para o segurado ou beneficiário.

50
O prazo decadencial de 10 anos surgiu com a MP 1.523-9/97, convertida na
Lei n. 9.528/97, que modificou o art. 103.
Mas o art. 103 foi novamente modificado pela Lei n. 9.528/97, que fixou o prazo
de decadência em 5 anos. E outra modificação foi feita pela Lei n. 10.839/2004, que
novamente fixou o prazo em 10 anos.
Note-se que entre as alterações do art. 103 feitas a partir de 1997 não
decorreram 10 anos, de modo que o STJ tem entendido que, desde a MP 1.523-
9/1997, o prazo de decadência para o segurado ou beneficiário requerer a revisão do
ato de concessão do benefício é de 10 anos.
E os atos praticados antes da MP 1.523-9/97? Não podem ser alcançados pela
decadência?
A lei não pode retroagir para atingir atos praticados antes de sua vigência, em
respeito ao princípio da irretroatividade das normas jurídicas. Aplicado o princípio, a
conclusão seria a de que os atos de concessão de benefício anteriores à MP 1.523-
9/97 não seriam alcançados pela decadência. Contudo, esse entendimento criaria
distinção entre os segurados ou beneficiários com benefícios concedidos antes e
depois dessa regra, o que acabaria dando aos anteriores privilégio em relação aos
posteriores, violando, agora, o princípio da isonomia.
A interpretação jurisprudencial que tem prevalecido aplica o prazo de
decadência de 10 anos a todos os atos de concessão de benefício, anteriores e
posteriores à MP 1.523-9/97. Entretanto, para os atos anteriores, o prazo decadencial
de 10 (dez) anos é contado a partir de 28.06.1997:

“(...)
1. Até o advento da MP 1.523-9/1997 (convertida na Lei 9.528/97), não havia
previsão normativa de prazo de decadência do direito ou da ação de revisão
do ato concessivo de benefício previdenciário. Todavia, com a nova redação,
dada pela referida Medida Provisória, ao art. 103 da Lei 8.213/91 (Lei de
Benefícios da Previdência Social), ficou estabelecido que ‘É de dez anos o
prazo de decadência de todo e qualquer direito ou ação do segurado ou
beneficiário para a revisão do ato de concessão de benefício, a contar do dia
primeiro do mês seguinte ao do recebimento da primeira prestação ou,
quando for o caso, do dia em que tomar conhecimento da decisão
indeferitória definitiva no âmbito administrativo’.
2. Essa disposição normativa não pode ter eficácia retroativa para incidir
sobre o tempo transcorrido antes de sua vigência. Assim, relativamente aos
benefícios anteriormente concedidos, o termo inicial do prazo de decadência
do direito ou da ação visando à sua revisão tem como termo inicial a data em
que entrou em vigor a norma fixando o referido prazo decenal (28/06/1997).
Precedentes da Corte Especial em situação análoga (v.g.: MS 9.112/DF, Min.
Eliana Calmon, DJ 14.11.2005; MS 9.115, Min. César Rocha, DJ de
07.08.2006, MS 11123, Min. Gilson Dipp, DJ de 05.02.2007, MS 9092, Min.

51
Paulo Gallotti, DJ de 06.09.2006, MS (AgRg) 9034, Min. Félix Ficher, DL
28.08.2006). (...)”.

4.3 Prescrição

O segurado ou beneficiário tem o prazo de 5 anos para o ajuizamento de ação


para cobrar prestações vencidas ou quaisquer restituições ou diferenças devidas pela
Previdência Social (art. 103, parágrafo único).
O prazo prescricional é contado a partir da data em que as verbas deveriam ter
sido pagas.
O benefício previdenciário, em regra, é pago em parcelas mensais. O prazo
prescricional se conta a partir da data do vencimento de cada parcela mensal.
Esse tem sido o entendimento do STJ, consolidado na Súmula 85: Nas relações
de trato sucessivo em que a Fazenda Pública figure como devedora, quando não tiver
sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição atinge apenas as prestações
vencidas antes do quinquênio anterior à propositura da ação.
Atenção: a prescrição não corre contra menores, incapazes e ausentes, na
forma do Código Civil (ver art. 79 do PBPS).

4.4 Decadência e prescrição para o INSS

A Previdência Social tem o prazo de 10 anos para anular os atos administrativos


de que decorram efeitos favoráveis para seus beneficiários, contando-se o prazo da
data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé (art. 103-A).
Se o ato produzir efeitos patrimoniais contínuos, o prazo decadencial se conta
a partir do primeiro pagamento (art. 103-A, § 1º).
O prazo é interrompido por qualquer medida de autoridade administrativa que
importe impugnação à validade do ato, considerado o exercício do direito de anulá-lo
(art. 103-A, § 2º)

5 ACUMULAÇÃO DE BENEFÍCIOS

A acumulação de benefícios é a possibilidade de o cidadão, que já possui um


benefício ativo, ter direito e requerer outro tipo de benefício.

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Por exemplo, uma pessoa que já recebe Pensão por Morte e implementa as
condições para ter direito a uma Aposentadoria por Tempo de Contribuição ou por
Idade.
Neste caso, os dois benefícios serão mantidos, sem problema algum.
De acordo com a legislação em vigor, diversos benefícios são inacumuláveis.
Entretanto alguns poderão se acumular, desde que atendidos os requisitos legais.
Confira a listagem abaixo que detalha os diversos benefícios que NÃO se
acumulam:
a) aposentadoria com auxílio-doença;
b) aposentadoria com auxílio-acidente, exceto nos casos em que a data de
início de ambos os benefícios seja anterior a 10/11/1997;
c) aposentadoria com auxílio-suplementar;
d) aposentadoria com outra aposentadoria, exceto se a primeira tiver a data de
início do benefício anterior a 01/01/1967 conforme disposto no Decreto-Lei nº 72, de
21 de novembro de 1966;
e) aposentadoria com abono de permanência em serviço (extinto em
15/04/1994, Lei nº 8.870);
f) auxílio-doença com outro auxílio-doença, mesmo se um deles for por motivo
acidentário;
g) auxílio-doença com auxílio-acidente, quando ambos se referirem à mesma
doença ou acidente que lhes deram origem;
h) auxílio-doença com auxílio suplementar, observado que caso o requerimento
de auxílio-doença for referente a outro acidente ou doença, ambos serão mantidos;
g) auxílio-acidente com outro auxílio-acidente;
h) salário-maternidade com auxílio-doença;
i) salário-maternidade com aposentadoria por invalidez;
j) renda mensal vitalícia com qualquer outra espécie de benefício da
Previdência Social;
k) pensão mensal vitalícia de seringueiro (soldado da borracha), com qualquer
outro Benefício de Prestação Continuada mantido pela Previdência Social;
l) pensão por morte com outra pensão por morte, quando o falecido era cônjuge
ou companheiro (a). Neste caso, o requerente poderá optar pelo benefício que tiver o
valor mais vantajoso, desde que o óbito tenha ocorrido a partir de 29/04/1995, data da

53
publicação da Lei nº 9.032/1995. Até 28/04/1995, a acumulação de pensões no caso
de cônjuge era permitida;
m) pensão por morte deixada por cônjuge ou companheiro (a) com auxílio-
reclusão de outro cônjuge ou companheiro (a), para evento ocorrido a partir de
29/04/1995, data da publicação da Lei nº 9.032/1995. Neste caso, o requerente poderá
optar pelo benefício que tiver o valor mais vantajoso, ressaltando a impossibilidade de
reativação da pensão, após a assinatura do termo de opção;
n) auxílio-reclusão com outro auxílio-reclusão, quando ambos os instituidores
que foram presos estiverem na condição de cônjuge ou companheiro (a) para evento
ocorrido a partir de 29/04/1995, data da publicação da Lei nº 9.032/1995. Neste caso,
o requerente poderá optar pelo benefício que tiver o valor mais vantajoso;
o) auxílio-reclusão, pago aos dependentes, com auxílio-doença, aposentadoria,
abono de permanência em serviço ou salário-maternidade do mesmo instituidor que
se encontra preso;
p) seguro-desemprego com qualquer outro Benefício de Prestação Continuada
da Previdência Social, exceto pensão por morte, auxílio-reclusão, auxílio-acidente,
auxílio-suplementar e abono de permanência em serviço;
q) benefícios assistencial (Benefício de Prestação Continuada – BPC-LOAS)
com benefício da Previdência Social ou de qualquer outro regime previdenciário.

54
BIBLIOGRAFIA

AGOSTINHO, Theodoro Vicente. Direito Previdenciário. São Paulo: RT.1ª Ed.2013.


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BALERA, Wagner. Sistema de Seguridade Social. 5ª Ed. São Paulo: LTr. 2009.

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VADE MECUM SARAIVA / obra coletiva de autoria da Editora Saraiva com a


colaboração de Luiz Roberto Curia, Livia Céspedes e Fabiana Dias da Rocha. – 21.
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VIANNA, João Ernesto Aragonés. Curso de Direito Previdenciário. 2ª. ed. São
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