Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e no Caribe IESALC – Unesco - Caracas

A EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL

Maria Susana Arrosa Soares
Coordenadora

Arabela Campos Oliven Bernadete da Silva Ribeiro Batista Carlos Benedito Martins Clarissa Eckert Baeta Neves Denise Leite Jacques Schwartzmann José Manuel Moran Costas Maria Estela Dal Pai Franco Michelangelo Trigueiro

IES/2002/ED/PI/11 Date of Publication: November 2002

Porto Alegre – Brasil
Novembro de 2002

Sumário
1 HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL .......................................................................24 1.1 O SÉCULO XIX: AS PRIMEIRAS FACULDADES .................................................................................24 1.2 AS ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL ....................................... 26 1.2.1 A REPÚBLICA VELHA E O DEBATE SOBRE UNIVERSIDADE (1889-1930) ................................26 1.2.2 A NOVA REPÚBLICA E A CRIAÇÃO DE UNIVERSIDADES (1930 A 1964) ................................. 27 1.2.3 OS GOVERNOS MILITARES: A EXPANSÃO DO SISTEMA E DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA (1964-1985) ....................................................................................................................33 1.2.3.1 Reforma universitária, expansão e segmentação do sistema de ensino superior ...33 1.2.3.2 A pós-graduação e o desenvolvimento da pesquisa ..............................................34 1.2.4 A REDEMOCRATIZAÇÃO POLÍTICA: A NOVA DINÂMICA DO SISTEMA DE EDUCAÇÃO
SUPERIOR (1985-2002).....................................................................................................36

1.2.4.1 Constituição Federal de 1988 .............................................................................36 1.2.4.2 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n9.394/96 ........................37 2 A ESTRUTURA E O FUNCIONAMENTO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL .............................39 2.1 TIPOLOGIA DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR................................................................. 43 2.2 INSTITUIÇÕES UNIVERSITÁRIAS E NÃO-UNIVERSITÁRIAS ................................................................45 2.2.1 A OFERTA DIFERENCIADA DE CURSOS E PROGRAMAS DE FORMAÇÃO SUPERIOR ....................47 2.3 CARACTERIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS .........................................................51 2.4 NORMAS E LEIS QUE REGEM A ESTRUTURA E O FUNCIONAMENTO DO ENSINO SUPERIOR ................... 58 2.5 ORGANISMOS DE COORDENAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR ............................................................61 2.5.1 ORGANISMOS
GOVERNAMENTAIS ...................................................................................... 61

2.5.2 ORGANISMOS NÃO-GOVERNAMENTAIS ...............................................................................66 2.6 A FORMAÇÃO DO SISTEMA
NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO ........................................................... 70

2.6.1 A ESTRUTURA DA PÓS-GRADUAÇÃO ..................................................................................70 2.6.2 O FUNCIONAMENTO .......................................................................................................... 78 2.7 SISTEMAS DE AVALIAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR NO BRASIL ...............................90 2.7.1 NORMAS INSTRUMENTOS E ESTRATÉGIAS PARA AVALIAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO
SUPERIOR ........................................................................................................................ 92

2.7.1.1 Avaliação para ingresso no ensino superior: Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e Exame Vestibular ..............................................................................92 2.7.1.2 Auto-avaliação e avaliação interna das IES ........................................................93 2.7.1.3 Avaliação da graduação: avaliação do MEC ......................................................93 2.7.1.4 Avaliação da pós-graduação: avaliação CAPES .................................................97 2.7.2 AS RELAÇÕES ENTRE AUTO-AVALIAÇÃO E AVALIAÇÃO EXTERNA. NÍVEL PÚBLICO E
PRIVADO..........................................................................................................................99

2.7.3 S ISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO ................................................................................. 100 2.7.4 O PROCESSO DE CRIAÇÃO E CREDENCIAMENTO DE NOVAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO
SUPERIOR NO B RASIL ..................................................................................................... 103

2.7.5 PERIODICIDADE DOS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO E CREDENCIAMENTO DAS INSTITUIÇÕES
DE ENSINO SUPERIOR ...................................................................................................... 109

3 O ACESSO À EDUCAÇÃO SUPERIOR E SUA COBERTURA DEMOGRÁFICA............................113 3.1 REQUISITOS E PRÁTICAS DE ACESSO À EDUCAÇÃO SUPERIOR ........................................................ 113 3.2 O ACESSO À EDUCAÇÃO SUPERIOR .............................................................................................. 113 3.3 COBERTURA DEMOGRÁFICA ....................................................................................................... 118 3.3.1 AS TAXAS DE ESCOLARIDADE ENTRE 17 E 24 ANOS........................................................... 118 3.3.2 A EVOLUÇÃO DA ESCOLARIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR 1990/2000............................ 119 3.4 AS EXIGÊNCIAS DE ESCOLARIDADE, ANOS E TEMPO MÉDIO DE ESTUDO ......................................... 122 3.5 AS ESTRATÉGIAS DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR E A COMPETITIVIDADE NO MERCADO DE
OFERTA E DEMANDA EDUCATIVA ............................................................................................... 122

3.6 AS NOVAS OFERTAS EDUCATIVAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS ................................................. 127 4 GOVERNO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR.........................................................................130 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 130 4.1 TIPOS DE GOVERNO DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR .................................................. 132 4.1.1 GOVERNO COLEGIADO OU NÃO COLEGIADO...................................................................... 132 4.1.2 NOMEAÇÃO OU ELEIÇÃO DE AUTORIDADES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR .......... 136 4.1.3 AS RELAÇÕES ENTRE AS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR E O ESTADO .................... 139 4.1.4 OS PROCEDIMENTOS E PRÁTICAS DE PRESTAÇÃO DE CONTAS DAS INSTITUIÇÕES DE
EDUCAÇÃO SUPERIOR ..................................................................................................... 145

4.1.5 A PARTICIPAÇÃO DE OUTROS ATORES NO GOVERNO DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO
SUPERIOR ...................................................................................................................... 151

5 OS PRINCIPAIS ATORES DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL .............................................158 5.1 OS ESTUDANTES: CARACTERÍSTICAS E EVOLUÇÃO ....................................................................... 158 5.1.1 A POPULAÇÃO ESTUDANTIL CLASSIFICADA POR SEXO, ÁREA DE CONHECIMENTO, NÍVEL DE
ESTUDO E TIPO DE INSTITUIÇÃO ...................................................................................... 158

5.1.2 A EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO ESTUDANTIL ENTRE 1990 E 2000 ........................................ 161 5.1.3 OS ORGANISMOS REPRESENTATIVOS DOS ESTUDANTES ..................................................... 166

3

5.1.4 OS PROGRAMAS DE ASSISTÊNCIA AO ESTUDANTE.............................................................. 168 5.2 O PESSOAL DOCENTE ................................................................................................................. 169 5.2.1 O PESSOAL DOCENTE
CLASSIFICADO POR SEXO E TIPO DE INSTITUIÇÃO ............................. 169

5.2.2 A EVOLUÇÃO DO PESSOAL DOCENTE ENTRE 1990 E 2000 .................................................. 171 5.2.3 OS ORGANISMOS REPRESENTATIVOS DO PESSOAL DOCENTE .............................................. 175 5.2.4 OS MECANISMOS E NORMAS DE RECRUTAMENTO, SELEÇÃO
E PROMOÇÃO DO PESSOAL

DOCENTE ....................................................................................................................... 178

5.2.5 OS PROGRAMAS DE MELHORIA E DESENVOLVIMENTO DO PESSOAL DOCENTE ..................... 179 5.3 O PESSOAL DE APOIO ................................................................................................................. 180 5.3.1 O PESSOAL DE APOIO CLASSIFICADO POR SEXO E
TIPO DE INSTITUIÇÃO .............................. 180 E 2000 ................................................ 182

5.3.2 A EVOLUÇÃO DO PESSOAL DE APOIO ENTRE 1990

5.3.3 OS ORGANISMOS REPRESENTATIVOS DOS SERVIDORES TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS ........... 184 5.3.4 OS PROGRAMAS DE MELHORIA E DESENVOLVIMENTO DO PESSOAL DE APOIO...................... 185 6 O SISTEMA DE APOIO ÀS ATIVIDADES DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ....188 6.1 AS BIBLIOTECAS ........................................................................................................................ 188 6.2 O PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES ........................................................................................ 188 6.3 COMUT - PROGRAMA DE COMUTAÇÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................ 189 6.4 AS BIBLIOTECAS VIRTUAIS ......................................................................................................... 190 6.5 AS EDITORAS UNIVERSITÁRIAS ................................................................................................... 190 6.6 GRAU DE CONECTIVIDADE À INTERNET DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ..................... 191 6.6.1 A REDE NACIONAL DE ENSINO E P ESQUISA...................................................................... 191 6.6.2 O INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (IBICT).............. 191 6.6.3 O COMITÊ GESTOR INTERNET/BRASIL ............................................................................. 192 6.6.4 O PROSSIGA ................................................................................................................ 192 7 O FINANCIAMENTO DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL NA DÉCADA DE 90 .........................194 7.1 AS FONTES DE FINANCIAMENTO DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR ................................ 194 7.2 OS PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO DE RECURSOS PELO ESTADO ............................................. 196 7.2.1 O GOVERNO FEDERAL .................................................................................................... 196 7.2.2 O SETOR ESTADUAL ........................................................................................................ 198 7.2.3 CUSTO DAS MATRÍCULAS E BOLSAS DE ESTUDO NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR
PRIVADAS ...................................................................................................................... 199

7.3 AS ESTRATÉGIAS DE GESTÃO E DE UTILIZAÇÃO DOS RECURSOS FINANCEIROS A NÍVEL
INSTITUCIONAL E NACIONAL ........................................................................................... 204

7.3.1 APOSENTADOS E PENSIONISTAS ...................................................................................... 205 7.3.2 FUNDAÇÕES DE APOIO ..................................................................................................... 209 7.4 FUNDOS NACIONAIS DE FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR .............................................. 212 7.5 OS GASTOS EM EDUCAÇÃO SUPERIOR EM RELAÇÃO AO ORÇAMENTO NACIONAL E AO PIB ............. 214 7.6 FINANCIAMENTO, EFICIÊNCIA E EQUIDADE .................................................................................. 218

4

8 CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO BRASIL.............................................................................................223 8.1 A ORGANIZAÇÃO INSTITUCIONAL DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA .................................................... 223 8.1.1 O COMPLEXO NACIONAL DE CT&I NO BRASIL ................................................................. 223 8.1.2 A POLÍTICA DE C&T ....................................................................................................... 225 8.1.3 O MCT E OS ORGANISMOS VINCULADOS .......................................................................... 226 8.1.4 CNPQ - CONSELHO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO ........ 225 8.1.5 FINEP - F INANCIADORA DE ESTUDOS E P ROJETOS ........................................................... 230 8.1.6 OUTROS ORGANISMOS DE APOIO ÀS ATIVIDADES DE C&T ................................................. 231 8.2 O FOMENTO ÀS ATIVIDADES DE C&T ......................................................................................... 232 8.2.1 INSTRUMENTOS E MECANISMOS DE APOIO ........................................................................ 232 8.2.2 ORIGEM DOS RECURSOS................................................................................................... 233 8.2.3 OS FUNDOS S ETORIAIS:
UM NOVO MODELO DE FINANCIAMENTO ..................................... 236

8.2.4 INVESTIMENTOS EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA.................................................................... 239 8.3 A PESQUISA CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA NO BRASIL ................................................................... 247 8.3.1 O DIRETÓRIO DOS GRUPOS DE P ESQUISA DO CNPQ.......................................................... 249 8.3.2 A PRODUÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA ....................................................................... 258 8.4 OS CENTROS E NÚCLEOS DE INVESTIGAÇÃO SOBRE A EDUCAÇÃO SUPERIOR .................................. 262 9 A EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA NO BRASIL....................................................................273 9.1 OS PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO VIRTUAL A DISTÂNCIA NA EDUCAÇÃO SUPERIOR E SUA RELAÇÃO
COM A EDUCAÇÃO PRESENCIAL ................................................................................................. 274

9.2 OS TIPOS DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO VIRTUAL....................................................................... 277 9.2.1 CURSOS DE NÍVEL SUPERIOR EM PARCERIA ....................................................................... 282 9.2.2 PRINCIPAIS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR EM EAD .................................................. 285 9.3 ESTIMATIVA DO VOLUME DE ESTUDANTES E PROFESSORES .......................................................... 296 9.4 AS METODOLOGIAS E OS RECURSOS UTILIZADOS NA EDUCAÇÃO VIRTUAL ..................................... 296 9.5 AS PLATAFORMAS INFORMÁTICAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO VIRTUAL ............. 297 9.6 OS SERVIÇOS TELEMÁTICOS UTILIZADOS NA EDUCAÇÃO VIRTUAL ................................................ 298 9.7 A RELAÇÃO ENTRE A EDUCAÇÃO PRESENCIAL E NÃO-PRESENCIAL ............................................... 298 10 A RELAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR COM A SOCIEDADE..................................................302 10.1 A RELAÇÃO COM O CONJUNTO DO SISTEMA EDUCATIVO............................................................. 302 10.2 A RELAÇÃO COM O SISTEMA ECONÔMICO .................................................................................. 303 10.3 A RELAÇÃO COM O SISTEMA SOCIAL E CULTURAL ...................................................................... 307 11 GLOBALIZAÇÃO, INTERNACIONALIZAÇÃO E COOPERAÇÃO INTERINSTITUCIONAL ...309 11.1 A PRESENÇA DAS INSTITUIÇÕES NACIONAIS EM OUTROS PAÍSES ................................................. 310 11.2 A INTERNACIONALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR
E O RECONHECIMENTO DE TÍTULOS,

DIPLOMAS E CERTIFICADOS DE ESTUDO ...................................................................................... 310

11.3 A MOBILIDADE INTERNACIONAL DE ESTUDANTES ...................................................................... 312 11.3.1 O VOLUME E O OBJETO DOS INTERCÂMBIOS ESTUDANTIS ............................................... 312
5

11.3.2 AS PRINCIPAIS ÁREAS DO CONHECIMENTO, ESPECIALIDADES OU SETORES DE ESTUDO DOS
INTERCÂMBIOS .............................................................................................................. 314

11.3.3 OS CONVÊNIOS DE INTERCÂMBIO ESTUDANTIL ............................................................... 320 11.4 A MOBILIDADE INTERNACIONAL DE DOCENTES E DE PESQUISADORES ......................................... 323 11.4.1 O VOLUME E O OBJETO DOS INTERCÂMBIOS .................................................................... 323 11.4.2 AS PRINCIPAIS ÁREAS DO CONHECIMENTO, ESPECIALIDADES OU SETORES DE ESTUDOS
DOS INTERCÂMBIOS ....................................................................................................... 325

11.5 AS UNIDADES E AS ESTRUTURAS DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL ........................................... 327 11.6 OS CONVÊNIOS DE COOPERAÇÃO INSTITUCIONAL, NACIONAL, REGIONAL E INTERNACIONAL ....... 328 12 MUDANÇAS E PERSPECTIVAS DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL ........................................332

6

........................................BRASIL/2000.................................. 268 QUADRO 10..........................56 INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR POR ORGANIZAÇÃO ACADÊMICA E NATUREZA ADMINISTRATIVA .................................................4 QUADRO 2............................................................4 QUADRO 8.... 306 QUADRO 10.............................................1 TABELA 2..................................................................2 TABELA 2...........................................5 ESTRUTURA DO SISTEMA EDUCATIVO BRASILEIRO ....60 ORGANISMOS GOVERNAMENTAIS DE COORDENAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR .............5 QUADRO 8. 265 REDES DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO SUPERIOR .................. 308 QUADRO 11..........1 TIPOS DE MECANISMOS DE INTERAÇÃO UNIVERSIDADE-EMPRESA EXISTENTES NO BRASIL ...............................................40 EDUCAÇÃO SUPERIOR: ORGANIZAÇÃO ACADÊMICA ................................5 ............................................................................................................................................................ 58 EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE CURSOS DE PÓS GRADUAÇÃO ........1 QUADRO 2...................................................1 PROGRAMAS DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL COM A MEDIAÇÃO DA CAPES E INSCRIÇÕES..................3 QUADRO 8...4 TABELA 2..............82 TABELA 2...........................BRASIL/2000............. figuras...1 TABELA 2...............2 QUADRO 2.................91 INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR SEGUNDO A NATUREZA ADMINISTRATIVA E A ORGANIZAÇÃO ACADÊMICA ..................43 EDUCAÇÃO SUPERIOR: CURSOS E NÍVEIS/DIPLOMAS E CERTIFICADOS ..............................................................1.....................48 PRINCIPAIS DISPOSITIVOS REGULAMENTADOS PELOS DECRETOS... 56 NÚMERO DE INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR POR ORGANIZAÇÃO ACADÊMICA E A NATUREZA ADMINISTRATIVA BRASIL/2000 ......................3 QUADRO 2......................................... 330 FIGURA 2........... 321 QUADRO 11..........2 BRASIL: CONVÊNIOS BILATERAIS QUE INCLUEM PROGRAMAS EM EDUCAÇÃO SUPERIOR E/OU C&T......................... 57 NÚMERO DE INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO SUPERIOR POR ORGANIZAÇÃO ACADÊMICA E NATUREZA ADMINISTRATIVA BRASIL/1990-2000 ...........2 TIPOS DE PRÁTICAS DE EXTENSÃO DESENVOLVIDAS NAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS.................................................................................................... PORTARIAS E RESOLUÇÕES DO ENSINO SUPERIOR .............................Lista de quadros....................... tabelas e gráficos QUADRO 2..3 AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL ........................................... 267 A INVESTIGAÇÃO SOBRE ENSINO/EDUCAÇÃO SUPERIOR NO DIRETÓRIO DOS GRUPOS DE PESQUISA DO CNPQ – VERSÃO 4..........62 PRINCIPAIS GRUPOS E NÚCLEOS DE PESQUISA SOBRE O ENSINO SUPERIOR NO BRASIL .

................................................ 84 TABELA 2...... 84 TABELA 2..........88 TABELA 3.........................................................87 TABELA 2......................................................................................... 118 POPULAÇÃO EM IDADE DE INGRESSAR NA UNIVERSIDADE ...................................1997-2000 (MESTRADO) ....9 EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE CURSOS DE PÓS GRADUAÇÃO POR DEPENDÊNCIA ADMINISTRATIVA ................................................................................87 TABELA 2.................85 TABELA 2........ 160 PERCENTUAL DE ALUNOS POR NÍVEL DE ESTUDO E REGIÕES .........................6 TABELA 2.6 TABELA 3....................1991-2002 (MESTRADO) .............................................9 INSCRITOS NO EXAME VESTIBULAR POR DEPENDÊNCIA ADMINISTRATIVA .....................................................................83 EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE CURSOS DE PÓS GRADUAÇÃO POR GRANDE ÁREA (DOUTORADO).......... 1987-2001......... 159 ALUNOS POR NÍVEL DE ESTUDO E REGIÕES ............ 115 TAXA DE CRESCIMENTO DAS VAGAS OFERECIDAS EM VESTIBULAR 1990 E 2000 ................................................8 TABELA 2....1997-2000 (DOUTORADO) .................................. 115 RELAÇÃO CANDIDATO/VAGA EM VESTIBULAR E OUTROS PROCESSOS SELETIVOS .................................................................7 TABELA 2.....................85 TABELA 2....................1990-2000 ............................................................................................................10 EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO POR REGIÃO (MESTRADO) ...... 160 8 ........................................................11 EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE CURSOS DE PÓS GRADUAÇÃO POR REGIÃO (DOUTORADO)...10 POPULAÇÃO EM IDADE DE INGRESSAR NA UNIVERSIDADE ...................................1991-2000 .88 TABELA 2............................................................. 119 TABELA 3.................... 114 INSCRITOS EM VESTIBULAR POR REGIÕES .........12 EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE ALUNOS MATRICULADOS E TITULADOS NA PÓS-GRADUAÇÃO.............................. 84 CONCEITOS DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO ...............................................................1998. 86 TABELA 2.........1991 ................ 117 INSCRITOS NO VESTIBULAR POR ÁREA DE CONHECIMENTO SEGUNDO AS REGIÕES .......86 TABELA 2............18 EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE DOCENTES DA PÓS GRADUAÇÃO ........................ 114 VAGAS OFERECIDAS EM VESTIBULAR POR DEPENDÊNCIA ADMINISTRATIVA........................................................................................................................................17 BOLSAS NO EXTERIOR – EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE BOLSISTAS -19962001...............3 TABELA 3..........3 TABELA 5................................................................2000 ..................................................... SEGUNDO GRANDE ÁREA DO CONHECIMENTO/CAPES ...2 TABELA 5........................19872000......15 CONCESSÃO DE BOLSAS NO PAÍS.8 TABELA 3................. 158 MATRÍCULAS NA GRADUAÇÃO POR ÁREAS DE CONHECIMENTO EM 2000..................... 116 INSCRITOS NO VESTIBULAR POR ÁREA DE CONHECIMENTO E REGIÕES .................. 119 TABELA 5...................................................20 CONCESSÃO DE BOLSAS NO PAÍS..4 TABELA 3.........................................................................................................4 POPULAÇÃO ESTUDANTIL EM CURSOS DE GRADUAÇÃO POR SEXO 2000.................TABELA 2....5 TABELA 3.................. SEGUNDO GRANDE ÁREA DO CONHECIMENTO/CNPQ .................................... 117 TAXA (BRUTA) DE ESCOLARIDADE .................................................2000 ....................1998/2000 .............. SEGUNDO GRANDE ÁREA DO CONHECIMENTO/CNPQ .............................1 TABELA 5... 83 EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE CURSOS DE PÓS GRADUAÇÃO POR GRANDE ÁREA (MESTRADO) ..........................................13 CONCESSÃO DE BOLSAS NO PAÍS...................................................................................................... SEGUNDO GRANDE ÁREA DO CONHECIMENTO/CAPES 1991-2002 (DOUTORADO) ...........................1 TABELA 3.............................................7 TABELA 3.....................2000.............................................................................. 2 TABELA 3......19 CONCESSÃO DE BOLSAS NO PAÍS................................................1998 (%) ..

.....................1990-2000 ....................................................1991-2000 .............................................................................................1990-2000 .............. 184 TABELA 7..5 TABELA 5. 165 TABELA 5.......... 197 IFES: GASTOS COM PESSOAL ATIVO E INATIVO ...6 TABELA 5..................................................2 TABELA 7..... SEGUNDO O SEXO E TIPO DE INSTITUIÇÃO ............................................................. 172 TABELA 5........ 215 MCT: RECURSOS DO GOVERNO FEDERAL APLICADOS EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (C&T)..................1995-1999 ..........................................................1990-2001....... SEGUNDO AS REGIÕES -1991-2000 (%) ........................ 214 IFES: DESPESAS EFETUADAS COM RECURSOS DO TESOURO E PRÓPRIOS (1994-2001) ...................... 173 TABELA 5.... 183 TABELA 5... 197 IFES: DESPESAS DE OCC EFETUADAS COM RECURSOS DO TESOURO E PRÓPRIOS ...3 TABELA 7.......................................................................24 FUNCIONÁRIOS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS EM EXERCÍCIO..........................19 DOCENTES POR REGIME DE TRABALHO ....................................................... 171 TABELA 5.............8 TABELA 5..................TABELA 5...............1990 E 2000....21 FUNCIONÁRIOS POR SEXO........23 FUNCIONÁRIOS TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS EM EXERCÍCIO........................................... 162 EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO DISCENTE EM CURSOS DE GRADUAÇÃO POR ÁREA DE CONHECIMENTO ...................10 EVOLUÇÃO DA MATRÍCULA NO ENSINO SUPERIOR POR NÍVEL DE ESTUDO ......1 MEC: DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DO GASTO TOTAL POR PROGRAMA (1993-1999) ..................................15 NÚMERO DE DOCENTES POR DEPENDÊNCIA ADMINISTRATIVA E REGIÃO -1999 .................. 163 TAXA DE CRESCIMENTO DOS CONCLUINTES DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO POR TIPO DE INSTITUIÇÃO .7 TABELA 5....... SEGUNDO AS REGIÕES ...................................... 183 TABELA 5......... 170 TABELA 5............1987 ..........................2000...................... 240 9 ......16 DOCENTES SEGUNDO TIPO DE INSTITUIÇÃO ......4 TABELA 7......................................................................................................................................17 DOCENTE EM EXERCÍCIO........................................................................................................14 NÚMERO DE DOCENTES POR TIPO DE INSTITUIÇÃO E GRAU DE FORMAÇÃO ...... SEGUNDO O GRAU DE FORMAÇÃO E AS REGIÕES ..BRASIL)..............6 TABELA 8............................1994-2001 (EM MILHÕES DE REAIS DE 2001)........................ POR MODALIDADE (BRASIL: 1991-2001) ....18 DOCENTES EM EXERCÍCIO...........20 DOCENTES POR REGIME DE TRABALHO ..................2000 ..........................5 TABELA 7........... 161 EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO ESTUDANTIL POR TIPO DE INSTITUIÇÃO 1990-2000...... 163 TABELA 5............... 175 TABELA 5...................1991-2000.......1990-2000......................................... 169 TABELA 5...................................... 181 TABELA 5........................................................ 165 TABELA 5.............................................................. 213 GASTO PÚBLICO EM EDUCAÇÃO (1997-1998 ...............22 FUNCIONÁRIOS POR GRAU DE FORMAÇÃO .......................................... 164 TABELA 5...........12 ALUNOS DE DOUTORADO POR ÁREA DE CONHECIMENTO .............. 162 EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE CONCLUINTES DE CURSOS DE GRADUAÇÃO POR TIPO DE INSTITUIÇÃO ......... 182 TABELA 5.......................................................2000 .............................. 174 TABELA 5......................................1990-2001............1990 E 2000...................................................... 2000 .................................................. SEGUNDO O GRAU DE FORMAÇÃO E AS REGIÕES .... 173 TABELA 5.......................................1 TABELA 7.................13 DOCENTES............25 NÚMERO DE SERVIDORES NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS . 207 BOLSAS DO CNPQ DE PRODUTIVIDADE EM PESQUISA......................................11 ALUNOS DE MESTRADO POR ÁREA DE CONHECIMENTO ..2000 .......................................................9 EVOLUÇÃO DA POPULAÇÃO ESTUDANTIL DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO SEGUNDO O SEXO ..................................................

....8 TABELA 8................ POR FONTE DE RECURSOS E PERFIL INSTITUCIONAL DOS USUÁRIOS (1995-1998)................... 315 TABELA 11.........................10 CNPq: BOLSAS NO EXTERIOR (DOCENTES) POR ÁREA DE CONHECIMENTO E MODALIDADE (1997-2000) (%)... 261 TABELA 9........................................... 326 TABELA 11......................................... 254 DISTRIBUIÇÃO DOS GRUPOS DE PESQUISA NAS 10 ÁREAS DO CONHECIMENTO COM MAIOR NÚMERO DE GRUPOS ... 253 DISTRIBUIÇÃO DOS GRUPOS DE PESQUISA NAS 21 INSTITUIÇÕES COM MAIOR NÚMERO DE GRUPOS........5 CAPES: PAÍS DE DESTINO DOS BOLSISTAS BRASILEIROS POR MODALIDADE DE BOLSA (2002) .. 256 TABELA 8............ PESQUISADORES..VERSÕES 3.....................................................................................................9 CNPq: NÚMERO DE BOLSAS NO BRASIL PARA VISITANTES E FOMENTO DE ATIVIDADES POR MODALIDADE E ANO (%) .............................................. BRASIL/1990-2000 ........................ 313 TABELA 11.................... 313 TABELA 11......................................TABELA 8.................................11 PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA SEGUNDO GRANDE ÁREA PREDOMINANTE DO GRUPO PARA PESQUISADORES – 1998-2001 ......10 PRODUÇÃO CIENTÍFICA DOS GRUPOS DE PESQUISA POR VERSÕES DO DGPB .................................... 316 TABELA 11....................................................................................... 245 FAPESP: DISPÊNDIO E EXECUÇÃO DA PESQUISA NO ESTADO DE SÃO PAULO.....................1 TECNOLOGIAS UTILIZADAS EM CURSOS A DISTÂNCIA E SEMIPRESENCIAIS ............................................12 PRODUÇÃO TÉCNICA DOS GRUPOS DO DIRETÓRIO DO CNPQ ............................. 261 TABELA 8...................................... POR AGÊNCIAS FEDERAIS E MODALIDADES ...........................7 BOLSAS DA COOPERAÇÃO FULBRIGHT-BRASIL POR ÁREA............................................................................... 251 DISTRIBUIÇÃO DOS PESQUISADORES POR TITULAÇÃO SEGUNDO AS REGIÕES .......... 246 NÚMERO DE BOLSAS DE FORMAÇÃO E DE PESQUISA CONCEDIDAS NO PAÍS E NO EXTERIOR.......................4 CNPq: BOLSAS NO EXTERIOR (ALUNOS) POR ÁREA DE CONHECIMENTO E MODALIDADE.................. ANO E MODALIDADES...............1 TABELA11................7 TABELA 8...........................5 TABELA 8................................................................................ 318 TABELA 11.............................................................. 319 TABELA 11..3 TABELA 8.................................................................................................. 1996-2002...............................11 NÚMERO DE UNIVERSIDADES BRASILEIRAS COM ASSESSORIAS INTERNACIONAIS (AI) (2002) ................................................ PESQUISADORES DOUTORES E INSTITUIÇÕES PARTÍCIPES POR VERSÕES DO DGPB.............................................................................................................................................................6 CNPq: NÚMERO DE BOLSAS NO EXTERIOR (ALUNOS) POR PAÍS DE DESTINO E MODALIDADE (2000) ........................1................... 297 CAPES: BOLSISTAS NO EXTERIOR POR MODALIDADE DE BOLSA (19962002).......... 317 TABELA 11...................6 TABELA 8............................2 TABELA 8...............3 CAPES: BOLSISTAS NO EXTERIOR POR GRANDE ÁREA DO CONHECIMENTO...................................... 248 DISTRIBUIÇÃO DE GRUPOS DE PESQUISA........................ 259 TABELA 8.......................................................................................... 2002 .. 328 10 . 243 RECURSOS DOS GOVERNOS ESTADUAIS APLICADOS EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (C&T)....2002 ................................................ 324 TABELA 11.........................2000..................................................................................................2 CNPq: BOLSAS DE PÓS-GRADUAÇÃO NO EXTERIOR POR MODALIDADE E ANO (%)............0 E 4....................................................... 324 TABELA 11..2002....................................... LINHAS.........................9 TABELA 8............................4 CNPq: INVESTIMENTOS REALIZADOS EM BOLSAS E NO FOMENTO À PESQUISA – 1990/2001 ......................................................................8 CNPq: NÚMERO DE BOLSAS NO EXTERIOR (DOCENTES /PESQUISADORES) E FOMENTO (CURTA DURAÇÃO/PROJETOS) POR MODALIDADE E ANO (%)..... 1997-2000 ............

... 166 GRÁFICO 5..... 170 QUADRO 8...............................7 DISTRIBUIÇÃO DOS GRUPOS DE PESQUISA SEGUNDO AS GRANDES ÁREAS DO CONHECIMENTO ......................................2 ORGANOGRAMA DO COMPLEXO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA.. 121 GRÁFICO 5..................................... 244 GRÁFICO 8..............6 DISTRIBUIÇÃO PERCENTUAL DOS GRUPOS DE PESQUISA POR REGIÃO 1993 E 2002 ...... 257 GRÁFICO 8............................ 250 GRÁFICO 8..1990-2000 .....GRÁFICO 3........................ 224 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA (MCT) ..................19962001........................................................2002...2 RECURSOS DO GOVERNO FEDERAL APLICADOS EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (C&T) PELO MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA. 159 GRÁFICO 5........................................................1993 E 2002............. BRASIL/1991-2001 ..... 256 GRÁFICO 8........................................ AO FINAL DO ANO -1996-2001 ..... 241 GRÁFICO 8..... 252 GRÁFICO 8............3 MATRÍCULAS EM CURSOS NOTURNOS POR TIPO DE INSTITUIÇÃO ..........1 MCT: RECURSOS DO GOVERNO FEDERAL APLICADOS EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (C&T)..........................................2 MATRÍCULAS EM CURSOS DE MESTRADO.................... SEGUNDO O ANO DE CRIAÇÃO .............................................1 EVOLUÇÃO DA MATRÍCULA NA GRADUAÇÃO POR DEPENDÊNCIA ADMINISTRATIVA ......................1995-2002......................... AO FINAL DO ANO ........................2000................... 244 GRÁFICO 8............1 QUADRO 8................................ 240 GRÁFICO 8..................... POR ÁREA DE CONHECIMENTO ........9 PERCENTUAL DE PESQUISADORES DOUTORES SEGUNDO AS GRANDES ÁREAS DO CONHECIMENTO ...... 258 11 ..5 DISTRIBUIÇÃO DOS GRUPOS DE PESQUISA.............................2000 ............ EM 2002................................... 161 GRÁFICO 5......................................................................3 MATRÍCULA EM CURSOS DE DOUTORADO........ 255 GRÁFICO 8....... 120 GRÁFICO 3.10 CRESCIMENTO DA PRODUÇÃO POR ÁREA CIENTÍFICA DO BRASIL E DO MUNDO: PERÍODO 1981-2000 ......................................4 CORPO DOCENTE POR TIPO DE INSTITUIÇÃO ......................1 ALUNOS DE GRADUAÇÃO........... 228 GRÁFICO 8.........................2002.........................................................................8 DISTRIBUIÇÃO DOS GRANDES GRUPOS DE PESQUISA SEGUNDO AS GRANDES ÁREAS DO CONHECIMENTO ........................3 CAPES: DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E DESPESA REALIZADA ...................1991 E 2000 (%) .........1995-2002 .....................................2 POPULAÇÃO ESTUDANTIL POR TIPO DE INSTITUIÇÃO ............................................4 CAPES: INVESTIMENTOS REALIZADOS EM BOLSAS ......................................................2000................. 121 GRÁFICO 3.......................................... SEGUNDO MINISTÉRIOS (BRASIL: 1999) ...............................................

Lista de siglas INSTITUIÇÕES DE ENSINO EE FURB FURG IES IFES PUCCAMP PUCPR PUCRS PUCRJ PUCSP UCB UCDB UCLA UCPel UCS UEL UERN UEPG UEM UFBa UFG UFMG UFMT UFPA UFPE UFPR UFPel UFRGS UFRJ Escola de Engenharia Universidade Regional de Blumenau Fundação Universidade de Rio Grande Instituições de Ensino Superior Instituições Federais de Ensino Pontifícia Universidade Católica de Campinas Pontifícia Universidade Católica do Paraná Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Universidade Católica de Brasília Universidade Católica Dom Bosco Universidade da Califórnia – Los Angeles Universidade Católica de Pelotas Universidade de Caxias do Sul Universidade Estadual de Londrina Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Universidade Estadual de Ponta Grossa Universidade Estadual de Maringá Universidade Federal da Bahia Universidade Federal de Goiás Universidade de Minas Gerais Universidade Federal de Mato Grosso Universidade Federal do Pará Universidade Federal de Pernambuco Universidade Federal do Paraná Universidade Federal de Pelotas Universidade Federal do Rio Grande do Sul Universidade Federal do Rio de Janeiro .

órgãos ligados às universidades Associação Latino-Americana de Integração Área de Livre Comércio das Américas Assessoria de Cooperação Internacional do CNPq Associação de Universidades Grupo Montevidéu Banco Interamericano de Desenvolvimento 13 . ligada ao MRE.UFRPE UFS UFSC UFSCar UFSM UFU ULBRA UnB UNESP UNICAMP UNICRUZ UNIJUI UNIMEP UNIP UNIR UNISC UNISINOS UNISO UNITINS UNIVERSO UNOPAR UPA UPE UPF UR (Uruguai) URCAMP URI USF USM USP UT UT (EUA) UVA-RJ Universidade Federal Rural de Pernambuco Universidade Federal de Sergipe Universidade Federal de Santa Catarina Universidade Federal de São Carlos Universidade Federal de Santa Maria Universidade Federal de Uberlândia Universidade Luterana do Brasil Universidade de Brasília Universidade Estadual Paulista Universidade Estadual de Campinas Universidade de Cruz Alta Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul Universidade Metodista de Piracicaba Universidade Paulista Universidade Federal de Rondônia Universidade de Santa Cruz do Sul Universidade do Vale do Rio dos Sinos Universidade de Sorocaba Universidade do Tocantins Universidade Salgado de Oliveira Universidade Norte do Paraná Universidade de Porto Alegre Universidade de Pernambuco Universidade de Passo Fundo Universidad de la Republica Universidade Regional da Campanha Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões Universidade São Francisco Universidade de Santa Maria Universidade de São Paulo Universidade Técnica Universidade do Texas Universidade Veiga de Almeida – Rio de Janeiro ASSOCIAÇÕES/AGÊNCIAS/ÓRGÃOS ABC AI ALADI ALCA ASCIN AUGM BID Agência Brasileira de Cooperação. Assessoria Internacional.

Instituto Rio Branco. Comissão de Desenvolvimento Regional. MCT Coordenação de Desenvolvimento Institucional.BIRD BNDE CAI CAPES CCT CDI CDR CENEN CES CFE CGCI CNE CNPq COFECUB (França) COFIEX CONSUN CPICI CPLP CPLP CRUB DASP DCT FACED FAPERGS FAPERJ FAPESP FAPMIG FAPs FAUBAI FCC FGV FINEP FNDE GEU GTC GTL HCPA IBAMA IGLU INEP INRIA IRBR Banco Mundial Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Comissão de Assuntos Internacionais do MEC Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia. ligado ao CCT Comissão Nacional de Energia Nuclear Conselho de Ensino Superior Conselho Federal de Educação Coordenadoria Geral de Cooperação Internacional da CAPES Conselho Nacional de Educação Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil Comissão de Financiamentos Externos. Conselho Superior das Universidades Comissão de Prospectiva. ligado a CAPES. Informação e Cooperação Internacional do CCT Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras Departamento de Administração do Serviço Público Departamento de Cooperação Cientifica e Tecnológica do MRE Faculdade de Educação Fundação de Amparo à Pes quisa do Estado do Rio Grande do Sul Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais Fundações (estaduais) de Amparo à Pesquisa Fórum das Assessorias Internacionais das Universidades Brasileiras Fundação Carlos Chagas Fundação Getúlio Vargas Financiadora de Estudos e Projetos Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Grupo de Estudos Sobre Universidade/UFRGS Grupo Técnico Consultivo da CAPES Grupo de Trabalho sobre Licenciatura Hospital de Clínicas de Porto Alegre Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Instituto de Gestão e Liderança Universitária Instituto Nacional de Estudos a Pesquisas Educacionais Centro de Pesquisa francês. ligada ao MP. academia para formação de diplomatas do Itamaraty 14 .

Orçamento e Gestão Ministério das Relações Exteriores North American Free Trade Agreement Organização dos Estados Americanos Organização dos Estados Ibero-Americanos Organização Mundial do Comércio Organização das Nações Unidas Organização Universitária Interamericana Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Programa Institucional de Capacitação Docente Plano Nacional de Desenvolvimento Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Programa Nacional de Pós-Graduação Plano Plurianual de Capacitação Docente Programa Antártico Brasileiro Reunião Especializada de Ciência e Tecnologia do Mercosul.IUPERJ LDB MCT MEC MEC/Usaid MECD (Espanha) MERCOSUL MES (Cuba) MIT MP MRE NAFTA OEA OEI OMC ONU OUI PBDCT PICD PND PNDU PNPG PPCD PROANTAR RECYT REDUC SBPC SEAIN SESu SIGEF UNESCO UNICEF USAID Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério da Educação e Cultura United States Agency for International Development/Equipe de Planejamento do Ensino Superior do MEC. CNPq Aperfeiçoamento. CNPq Ciência e Tecnologia Diário Oficial da União Decreto Decreto Federal 15 . Dec. Fed. Red Latinoamericana de Informacion y Documentación en Educación Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência Secretaria de Assuntos Internacionais do MP Secretaria da Educação Superior do MEC Sistema Gerencial de Fomento do CNPq Organização das Nações Unidas para a Educação. CNPq Amparo à Pesquisador Visitante. Amparo à Especialista Visitante. Ministério da Educação. Cultura e Esporte.U. da Espanha Mercado Comum do Sul Ministério da Educação Superior de Cuba Instituto de Tecnologia de Massachusset´s Ministério do Planejamento. Dec.O. a Ciência e a Cultura Fundo das Nações Unidas para a Infância United States Agency International Development OUTROS AEV APE APV C&T D.

CNPq Doutorado Sanduíche. ESN EUA (USA) GDE Hab. CNPq Habilitação Iniciação Científica Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico Parecer Pós-doutorado. Comissão Fulbright Rede de estudos e desenvolvimento da gestão acadêmica e administrativa de universidades européias e latino-americanas Programa de Cooperação Cientifico-Acadêmica Argentina-Brasil-Chile Conselho Britânico. IC PADCT Par. PDE PG PGEdu PIB Port. British Council Academia de Ciências da China Centro de Estudos Estratégicos Comité d’Etude sur les Formations d’Ingenieurs/Societé Française d’Exportation de Ressources Educatives CEM CESMAT(França) CF (EUA) CIDA (Canadá) CIHR (Canadá) CNRS (França) COLCIENCIAS (Colômbia) CONACYT(México) CONICIT (Costa Rica) CONICIT(Uruguai)) Organização Européia de Pesquisa Nuclear Centre d’Etudes Supérieures de Matiéres Premieres Comissão Fulbright Agência de Desenvolvimento Internacional do Canadá Conselho de Pesquisas Médicas do Canadá Centro Nacional de Pesquisa Científica Fundo Colombiano de Investigações Científicas e Projetos Especiais “Francisco José de Caldas” Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia Comissão Nacional de Investigações Científicas e Tecnológicas Comissão Nacional de Investigações Científicas e Tecnológicas 16 . Min. CNPq Pós-Graduação Pós-Graduação em Educação Produto Interno Bruto Portaria Portaria Ministerial Programa de Pós-Graduação em Educação Resolução Recursos Humanos Estágio/Especialização. RH SPE SWE Dispêndio Interno Bruto em C&T Documento Estágio Sênior no Exterior. Port. PPGEdu Res.DIBCT Doc. CNPq Estados Unidos da América Doutorado. CNPq ACORDOS DE COOPERAÇÃO AAP ALFA-BRACARA ANTORCHAS BC (Reino Unido) CAS (China) CEE (China) Cefi/Sfere (França) American Airlines Program.

CONICYT (Chile) CPES (Espanha) CRIMA CRN (Itália) CSIC (Espanha) CTPD CTRB CTRM CYTED(Espanha) DAAD (Alemanha) DFG (Alemanha) DLR (Alemanha) FIPSE (EUA) FONACIT (Venezuela) FRNS (Bélgica) FUNDACYT (Equador) Comissão Nacional de Investigações Científicas e Tecnológicas Center for Power Eletronic Systems Rede de Integração e Mobilidade Acadêmica Conselho Nacional de Pesquisa da Itália Conselho Superior de Investigações Científicas Cooperação Técnica entre Países em Desenvolvimento Cooperação Técnica Recebida Bilateral Cooperação Técnica Recebida Multilateral Programa Ibero-Americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico Sociedade Alemã de Pesquisa Deustche Forschungsanstalt fü Luft und Raumfahrt Programa de Consórcio em Educação Superior. Comissão Fulbright IFP (Estados Unidos) International Fellowship Program. Fund for the Improvement of Post Secondary Education. Fundação Ford INSERM (França) IRD (França) JSPS (Japão) Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento Sociedade Japonesa para a Promoção da Ciência KFA/DLR (Alemanha) Centro de Pesquisa de Jülich KRUPP (Alemanha) LTER (EUA) MINTER (Brasil) MISTRAL MONBUSCHO (Japão) MST (China) NSF (EUA) PCI (Espanha) PEC/PG (Brasil) PELD (EUA) PICDT Alfried Krupp von Bohlen un Halbach Stfung Long Term Ecological Research Programa Mestrado Interinstitucional. Science. Humprey. research and tecnology HHH Hubert H. Comissão Fulbright. of Education dos Estados Unidos da América EUA (USA) Fundo Nacional de Ciência. Humboldt (Alemanha) Fundação Alexander von Humboldt IAS (França) ICCTI (Itália) ICCTI (Portugal) Instituto Aeronáutico e Espacial Instituto de Cooperação Científica e Tecnológica Internacional Instituto de Cooperação Científica e Tecnológica Internacional IFP (Estados Unidos) International Fellowship (Amdrom Program). Tecnologia e Inovação Centro Nacional da Pesquisa Científica Fundação para a Ciência e a Tecnologia GMD/DLR (Alemanha) International Bureau for the Federal Ministry of Education.Dep. da CAPES Programa Ibero-americano de Mobilidade Interuniversitária em Ramos Avançados da Licenciatura Ministério da Educação do Japão/Programa de Formação de Recursos Humanos Ministério da Ciência e Tecnologia Fundação Nacional da Ciência Programa de Cooperação Interuniversitária Programa de Estudantes Convênio Pós-Graduação Pesquisas Ecológicas de Longa Duração Programa Institucional de Capacitação Docente e Técnica 17 .

Intercâmbio de Estudantes de Graduação Brasil-Alemanha Universidade das Nações Unidas 18 .PNE (Reino Unido) PQI PROBAL PROCAD (Brasil) Projeto Columbia Rede Deusto RS (Reino Unido) SEPCIP (Argentina) SPU (Argentina) TWAS (Itália) UNIBRAL UNU (Japão) Programa de Plantas do Nordeste Plantas Locais para a População Local Programa de Qualificação Institucional. CAPES Projeto de Pesquisa Internacional Brasil-Alemanha Programa Nacional de Cooperação Acadêmica. da CAPES Centro de Formação e Pesquisa Psicanalítica da Universidade de Columbia Rede de Universidades Espanholas Royal Society Projetos Conjuntos de Pesquisa – Grupos Vinculados à Pós -graduação Secretaria de Políticas Universitárias do Ministério da Educação e Cultura da Argentina Academia de Ciências do Terceiro Mundo Parcerias Universitárias Brasil-Alemanha.

Duas foram as razões determinantes para que tomássemos essa iniciativa. ao contrário. Através dele. A segunda razão para participar da iniciativa da UNESCO. Em primeiro lugar. com o estudo do caso brasileiro. os estudiosos do continente poderiam ampliar seus conhecimentos sobre suas . financiamento. enfatizando uma dimensão dessa problemática – estrutura e funcionamento. o Grupo de Estudos sobre Universidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul viu-se confrontado a dois grandes desafios: a amplitude do estudo e o tempo disponível para sua realização. tomamos a decisão de responder positivamente a ele. as principais dimensões do sistema de ensino superior estavam contempladas. oferta e demanda de ensino superior. pesou a importância e a abrangência do estudo. permitindo uma adequada compreensão das relações existentes entre suas diversas instâncias e da origem de suas peculiaridades. Na proposta do IESALC. para a compreensão das peculiares condições de nossa educação superior. o que permitiria uma visão da totalidade do mesmo. Após uma avaliação criteriosa do compromisso e da responsabilidade que assumiríamos ao aceitar tão honroso convite. organizado pelo IESAL – UNESCO. que comporia relatório geral sobre o Ensino Superior na América Latina. foi o desejo de contribuir.o que leva à necessidade de consultar diversos trabalhos para chegar -se a uma compreensão das características do conjunto do sistema.Apresentação Ao receber o convite da CAPES para elaborar o Informe sobre a Educação Superior no Brasil. De um modo geral. que consideramos de grande relevância . o público e o privado. os estudos que tem abordado a educação superior no Brasil. têm sido de natureza setorial.

O estudo. 20 . para o Grupo de Estudos sobre Universidade. desde a primeira hora. fazemos votos que ele seja utilizado para todas aquelas pessoas que se preocupam com o futuro da educação superior na América Latina. bem como a evolução da matrícula no ensino superior. abordou questões relativas à gestão das instituições de ensino superior.raízes históricas. bem como o complexo nacional de C&T. a longo anos.. seu financiamento e avaliação. esteve constituída por pesquisadores do Grupo de Estudos sobre Universidade da UFRGS e de outras instituições nacionais. desta forma. com a colaboração entusiasta colegas de outras universidades e centros de pesquisa. transformaram-se em nossos parceiros na execução deste grande estudo. para ampliar os conhecimentos que possuía sobre a realidade da educação superior nacional. A realização deste Informe foi. as principais características de natureza estrutural e organizacional do sistema . bem como seus desafios. clara e objetiva. abordou as principais transformações ocorridas no âmbito do ensino superior no Brasil e o panorama atual. prontamente. A seus trabalhos foi anexada a respectivas legislação que. sua estrutura e organização. desenvolvem pesquisas sobre temas relativos à educação superior no Brasil e. do corpo docente e do pessoal de apoio. problemas e realizações no decorrer da última década do século XX. Todos eles. ele buscou descrevê-las da forma mais completa. A realização deste estudo foi grandemente facilitada por havermos contado. foi reunida no Anexo. uma oportunidade ímpar. Igualmente. Analisou. Ao entregá-lo para a sua divulgação.. do número de instituições. A equipe executora. Cada um deles revelou grande conhecimento do tema que coube-lhe abordar e rigor em sua análise. dado o seu volume. O estudo que desenvolvemos não teve como objetivo explicar as transformações ocorridas no ensino superior. que acompanha este Informe. seguindo a orientação do roteiro proposto pela IESALC para permitir e facilitar as análises comparativas dos sistemas de ensino superior de cada um dos países participantes do projeto. também.

Dra.Por ter-nos sido oferecida a oportunidade de realizar o presente Informe e haver confiado na equipe do GEU para levar a bom termo esse trabalho. somos gratos a CAPES e ao IESALC/UNESCO. Maria Susana Arrosa Soares Coordenadora do Informe 21 .

Participantes • ARABELA CAMPOS OLIVEN é professora do programa de Pós-Graduação em Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. • Clarissa eckert baeta neves é professora do Departamento de Sociologia e do Programa em Sociologia da UFRGS. Membro do Conselho Editorial do BIB/Anpocs. Bolsista do Convênio CAPESUNESCO. 2002. da Revista Sociologias e do Anuário de Educação Tempo Brasileiro. • BERNADETE DA SILVA RIBEIRO BATISTA é Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Diretor-científico do Nesub (Núcleo de Estudos sobre Ensino Superior da Universidade de Brasília). Coordena este Programa (20012002) e o Grupo de Estudos sobre Universidade – GEU/UFRGS. • ARABELA CAMPOS OLIVEN é professora do Programa de Pós- Graduação em Sociologia e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. • DENISE BALARINE CAVALHEIRO LEITE é Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS. • CARLOS BENEDITO MARTINS é professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília. Doutor em Ciências . Pesquisadora I-C do CNPq. Pesquisadora CNPq e do Grupo de Estudos sobre Universidade – GEU/UFRGS.

Membro do Conselho Nacional de Educação. Bolsista do Convênio CAPES-UNESCO. Paris. • MARIA ESTELA DAL PAI FRANCO é Professor Titular (CC) da UFRGS /Programa de Pós Graduação em Educação e Coordenadora do Grupo de Estudos sobre Universidade –GEU –Ipesq/Edu/UFRGS. • JOSÉ MANUEL MORAN é doutor em Comunicação pela USP. 2002. Bolsista de AP do CNPq. Diretor Executivo da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa – FUNDEP – março de 1998 a fevereiro de 2002. Chefe da Assessoria de Planejamento e Avaliação Institucional da Universidade de Brasília. • MICHELANGELO GIOTTO SANTORO TRIGUEIRO é Doutor em Sociologia e professor do Departamento de Sociologia da UnB. • MARIA SUSANA ARROSA SOARES é professora do Departamento de Sociologia. Candidate. Realizou pósdoutorado na EHESS. Ph. Câmara de Educação Superior. Decano de Ensino de Graduação da UnB. Assessor do Ministério de Educação para avaliação de cursos superiores à distância. do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Coordenadora do Mestrado em Relações Internacionais da UFRGS.Humanas pela UFRGS e realizou pós-doutorado no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra • JACQUES SCHWARTZMAN. 1976.aposentado em Junho de 2002. entre 1993 e 1995. Pesquisadora do CNPq. University of Pittsburgh.D. licenciada em Matemática. 1995. a partir de 11/2001. 23 . • MARIA BEATRIZ ACCORSI. Professor de Novas Tecnologias na PUC-SP. Professor Adjunto IV do Departamento de Ciências Econômicas da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Diretora do Centro Brasileiro de Documentação e Estudos da Bacia do Prata (CEDEP) e do Centro de Estudos Sociais da UFRGS.

Desde o século XVI. Essa universidade. quase três séculos mais tarde. através de Bula Papal.1 Histórico da educação superior no Brasil Arabela Campos Oliven 1. até a formação do clero. visando a desenvolver uma homogeneidade cultural avessa a . confiada à Ordem Jesuítica. em Portugal. considerados portugueses nascidos no Brasil. tinham de se deslocar até a metrópole. o desenvolvimento do sistema de educação superior. era oferecida uma educação medieval latina com elementos de grego. no século XVI. os estudantes da elite colonial portuguesa. Na Colônia. por meio dos estudos menores. Dentro do espírito da Contra-Reforma. ou seja. ela acolhia os filhos da elite portuguesa que nasciam nas colônias. tinha.1 O Século XIX: as primeiras faculdades Com relação às suas origens e características. como uma de suas missões. Para graduarem-se. o ensino formal esteve a cargo da Companhia de Jesus: os jesuítas dedicavam-se desde a cristianização dos indígenas organizados em aldeamentos. que recebiam a autorização do Sumo Pontífice. a qual preparava seus estudantes. Nesses últimos. O Brasil Colônia. afim de poderem freqüentar a Universidade de Coimbra. no Brasil. em seminários teológicos e a educação dos filhos da classe dominante nos colégios reais. por sua vez. os espanhóis fundaram universidades em suas possessões na América. as quais eram instituições religiosas. a unificação cultural do Império português. não criou instituições de ensino superior em seu território até início do século XIX. pode ser considerado um caso atípico no contexto latino-americano.

1989. Em vez de universidade. ela foi instalada somente 34 anos mais tarde. “lente proprietário”. como Dom Pedro IV. Com a transferência da Corte para o Rio de Janeiro. foram criados. Direito Civil. a Biblioteca Nacional e o Jardim Botânico. no sudeste. Medicina e Filosofia. Direito e Politécnica – eram independentes umas das outras. dois cursos de Direito: um em Olinda. Ensino Superior no Brasil: Análise e interpretação de sua evolução até 1969. situava-se na região de extração de ouro. nessa cidade. Embora a criação dessa Escola date de 1832. além de Academias Militares e a Escola de Belas Artes. mais de 2. renunciou ao trono brasileiro. Durante o período da Regência. no dizer de Anísio Teixeira. Seguiam o modelo das Grandes Escolas francesas. em Teologia. permaneceu no Brasil. seu primogênito ainda menor de idade. Dom João VI. para tanto. em 1822. dispunham-se a colaborar com uma significativa ajuda financeira. para assumir. Rio de Janeiro. da Família Real Portuguesa. assumiu o poder. na região nordeste. a Família Real Portuguesa fugiu de Lisboa rumo ao Brasil. foi a “primeira universidade”: nela se graduaram. era aquele que dominava 1 TEIXEIRA. Fundação Getúlio Vargas. Direito Canônico. foram criados.500 jovens nascidos no Brasil1. recebeu a solicitação dos comerciantes locais no sentido de ser criada uma universidade no Brasil. Quando o Brasil tornou-se independente. o reino de Portugal. Dom Pedro II. A Universidade de Coimbra. durante os primeiros três séculos de nossa história. como o nome indica. uma Escola de Cirurgia. Quando chegou na Bahia. o qual. o Imperador. localizadas em cidades importantes e possuíam uma orientação profissional bastante elitista. Além desses cursos. em 1827. então Príncipe Regente. mais tarde. instituições seculares mais voltadas ao ensino do que à pesquisa. Dom Pedro I. Em seu lugar. Tanto sua organização didática como sua estrutura de poder baseavam-se em cátedras vitalícias: o catedrático. Anísio. Em 1808. 25 . e outro em São Paulo. Anatomia e Obstetrícia. Salvador passou a sediar o Curso de Cirurgia. para escapar das tropas napoleônicas que haviam invadido Portugal. a Escola de Minas foi criada na cidade de Ouro Preto que.questionamentos à fé Católica e à superioridadeda Metrópole em relação à Colônia. bem como o Museu Nacional. As primeiras faculdades brasileiras – Medicina.

1 A República Velha e o debate sobre universidade (1889-1930) A influência do ideário positivista. localizada na capital do país. A primeira universidade brasileira foi criada em 1920.343.2. e chama a atenção para o fato de que em quase meio século de reinado do segundo imperador não foram criadas novas faculdades. por 3 Anísio Teixeira refere-se a 24 projetos de universidade apresentados. a Universidade do Rio de Janeiro reunia. São Paulo e Amazonas criaram universidades. Como instituição medieval e adaptada às necessidades do Velho Continente. devia-se à visita que o Rei da Bélgica empreenderia ao país. Assim sendo. 26 2 . elitista. foi um fator que contribuiu. no início do século XX. sobremaneira. oferecer uma alternativa diversa do sistema: ela era mais voltada ao ensino do que à pesquisa. o que dificultava a sua substituição por uma instituição do jovem país. data próxima das comemorações do Centenário da Independência (1922). à época. os novos cursos superiores de orientação profissional que se foram estabelecendo no território brasileiro eram vistos como substitutos à universidade. administrativamente. Comentavase. Aproveitando a descentralização política que caracterizou esse período. contudo. escolhia seus assistentes e permanecia no topo da hierarquia acadêmica durante toda a sua vida.um campo de saber. para o atraso na criação de universidades no Brasil. que uma das razões da criação dessa Universidade. não foi criada uma universidade no Brasil. pelos líderes políticos da Primeira República (1989-1930). e uma em 1839. a universidade era considerada. Em função disso. Isto talvez se deva ao alto conceito da Universidade de Coimbra.2 As etapas do desenvolvimento da educação superior no Brasil 1. durante o período que vai de 1808 a 1889. Paraná. Faculdades profissionais pré-existentes sem. No período imperial. apesar das várias propostas apresentadas2. uma instituição ultrapassada e anacrônica para as necessidades do Novo Mundo. que foram logo descontinuadas. Resultado do Decreto n° 14. além daquelas criadas pelos soberanos nas primeiras décadas do século XVIII. conservando a orientação profissional dos seus cursos e a autonomia das faculdades. 1. eram francamente favoráveis à criação de cursos laicos de orientação técnica profissionalizante3. alguns estados. no grupo de oficiais que proclamou a República.

para formar professores do ensino secundário. A Revolução de 1930. em 1916. criaram as pré condições para a expansão do capitalismo no Brasil. Universidades e instituições científicas no Rio de Janeiro. a sua autonomia jurídica. ou seja. foi liderada por frações dissidentes da oligarquia e atacou as bases de dominação dos cafeicultores. Brasília. particular. Simon (org. pública (federal. havendo interesse político em outorgar-lhe o título de Doutor Honoris Causa. Essas faculdades seriam ligadas. A criação da Associação Brasileira de Educação (ABE). igualmente deu continuidade a tais discussões culminando com a publicação de “O problema universitário brasileiro”. A ênfase dada à criação de uma Faculdade de Educação. eram debatidas questões referentes à pesquisa e ao ensino superior no Brasil. no entanto. CNPq. seu primeiro titular. Maria de Lourdes. deveria. um livro baseado em entrevistas com professores de ensino superior de diversos estados. também. O Brasil. Rio de Janeiro: Achiamé. criou o Ministério de Educação e Saúde. foi aprovado o Estatuto das Universidades Brasileiras. no entanto. A Associação tinha.2 A Nova República e a criação de universidades (1930 a 1964) O presidente Getúlio Vargas6 (1930-45). ou seja. uma universidade4. que vigorou até 1961: a universidade poderia ser oficial. incluir três dos seguintes cursos: Direito. Ciências e Letras. 27 . em 1924. nas universidades. por meio de uma reitoria. por vínculos administrativos. 1980. da Academia Brasileira de Ciências. Engenharia. que levou Getúlio Vargas ao poder. 1. Universidade & Poder. como uma de suas bandeiras. a criação do Ministério da Educação5. SCHWARTZMAN. do que aos anseios dos 4 5 6 FAVERO. isto é.). com Francisco Campos. no início do século XX. Os educadores da ABE desapontaram-se com as políticas do novo Ministério. respondia muito mais aos planos de Francisco Campos (que priorizava o ensino médio). mantendo. estadual ou municipal) ou livre. carecia de uma instituição apropriada. representou uma reação antipositivista. Em 1931. Nesses círculos acadêmicos. 1982.ocasião dos festejos do Centenário da Independência. A Escola Politécnica do Rio de Janeiro.2. Medicina. Educação. As reformas sociais e econômicas. que tomou maior corpo com a fundação. levadas a efeito a partir de 1930.

aproveitou o autoritarismo do Estado Novo para implantar seu projeto universitário: a criação da Universidade do Brasil.educadores preocupados com a criação de uma universidade voltada às atividades de pesquisa. teve uma breve existência: em janeiro de 1939. políticos e líderes religiosos da época. no período de 1937/45. criou. Gustavo Capanema. Anísio Teixeira. Em poucos anos. discípulo de Dewey e grande defensor da escola pública. Mesmo enfrentando escassez de recursos econômicos. leiga. O Distrito Federal configurou-se na arena onde se defrontaram diferentes grupos defensores de distintos projetos para a universidade brasileira. a antiga Universidade do Rio de Janeiro. Em 1935. Anísio não contou com apoios que dessem sustentabilidade a seu projeto universitário. menos de quatro anos depois. criada em 1920. que serviria como modelo único de 28 . por ingerência direta do governo federal. as atividades de pesquisa foram estimuladas com o aproveitamento de laboratórios já existentes e o apoio de professores simpáticos à iniciativa.ao papel do governo federal como normatizador do ensino superior e . Devido ao clima político autoritário reinante no país. a Universidade do Distrito Federal voltada. liderados por Anísio Teixeira. foi extinta. à renovação e ampliação da cultura e aos estudos desinteressados. Essa foi uma vitória do grupo de educadores liberais. nome que foi dado a nossa primeira universidade. por decreto presidencial.à atuação da Igreja Católica como formadora do caráter humanista da elite brasileira. a Universidade do Distrito Federal careceu da simpatia do Ministério da Educação e. especialmente. Os principais pontos da discórdia relacionavam-se: . através de um Decreto Municipal. Seus cursos foram transferidos para a Universidade do Brasil. Ministro da Educação e Saúde do governo de Getúlio Vargas. então Diretor de Instrução do Distrito Federal. Em função de seu posicionamento apaixonadamente liberal. gratuita e para todos. foram criadas três universidades que expressaram clivagens ideológicas entre educadores.

Similar a outras congêneres no mundo. aos jesuítas. tanto assim que já havia criado cursos nas áreas humanas e sociais. humanistas e personalistas. entre 1930 e 1945. Ao contrário do Distrito Federal. quando a primeira perdeu a influência que. administrar e orientar pedagogicamente a futura instituição universitária. sobre os valores católicos. com o Decreto n° 8. Este estado. no primeiro congresso católico de educação. os quais temiam a influência negativa do liberalismo norte-americano. materialista. o título de Pontifícia. vinha exercendo nos círculos de poder. Ibidem. individualista e protestante. Desde 1934. as lideranças católicas passaram a desenvolver um intenso trabalho pedagógico visando à recristianização das elites do país. de 15/3/46. Coube. Essa realização constitui-se no exemplo mais significativo da centralização autoritária do ensino superior brasileiro7. Em 1946. ela introduziu. maior centro cafeicultor do Brasil. os problemas do Brasil eram resultantes da crise moral desencadeada com a separação da Igreja do Estado. em 1889. muito criticada pelos setores conservadores ligados à Igreja Católica. A Universidade do Distrito Federal foi. a freqüência ao curso de cultura religiosa e tornou-se referência para a criação de outras universidades católicas no país8. satisfeitos os pré-requisitos legais. com o objetivo de ressocializar as elites brasileiras com base nos princípios ético-religiosos da moral católica. iniciada com a proclamação da República. a incumbência de organizar. Aproveitando o interesse em obter o apoio da Igreja. no bojo do qual se inseria a criação de uma universidade de alto padrão acadêmico-científico. surgiu a primeira universidade católica do Brasil. que caracterizou o governo de Vargas.681.op. perdera 7 8 SCHWARTZMAN. um projeto político. considerados essenciais na cultura brasileira.). Simon (org. cit. 29 . o estado de São Paulo construiu. a Igreja manifestara seu interesse na criação de uma universidade. foi-lhe outorgado. pela Santa Sé. realizado no Rio de Janeiro. também.ensino superior em todo o território nacional. até então. Para as lideranças religiosas. subordinada à hierarquia eclesiástica e independente do Estado. No ano seguinte. à época. em seus currículos.

nas quais cada curso preparava um tipo específico de professor: de história. que contou com professores pesquisadores estrangeiros. a maioria delas. de matemática. Não obstante a alta qualificação do corpo docente vindo da Europa. A Universidade de São Paulo. Na esfera organizacional. não passava de um aglomerado de escolas. de química etc. A USP tornou-se o maior centro de pesquisa do Brasil. principalmente no magistério. Para concretizar esse plano político.poder político em nível nacional. Esse plano não se efetivou. recebeu o apoio do governo estadual. foram reunidas faculdades tradicionais e independentes. dando origem à nova Faculdade de Filosofia. Fernando de. foi pequena a demanda aos cursos oferecidos por essa instituição. O movimento para a criação da universidade. principalmente da Europa. com a expansão da rede de ensino de nível médio e a maior aceitação da participação da mulher no mercado de trabalho. livre do controle direto do governo federal. Essas Faculdades disseminaram-se pelo país. sendo que. da nova Faculdade de Filosofia. face à resistência das faculdades tradicionais. criada em 1934. liderado por Fernando de Azevedo e incentivado pelo jornal O Estado de São Paulo. Ciências e Letras. 30 . A elite paulista continuava a dar preferência aos cursos profissionais de Medicina. concretizando o ideal de seus fundadores. novos cursos pertencentes às Faculdades de Filosofia passaram a ser freqüentados pelas moças que ingressavam na universidade e aspiravam dedicar-se ao magistério de nível médio. as quais não queriam abrir mão do processo de seleção e formação de seus alunos desde o ingresso na universidade até a formatura. o eixo central da universidade. Engenharia e Direito9. São Paulo: Melhoramentos. em grande parte. Educação entre dois mundos. que viria a promover a integração dos diversos cursos e das atividades de ensino e pesquisa. A partir da década de 40. representou um divisor de águas na história do sistema brasileiro de educação superior. que gozara até a Revolução de 1930. constituindo-se numa tentativa de reconquistar a hegemonia política. Por ser o estado mais rico do país. a idéia inovadora foi fazer. devido à crise econômica do café. criou sua própria universidade pública estadual. A escassez de recursos materiais e humanos limitou 9 AZEVEDO.

em 1915. um processo de integração do ensino superior. as matrículas. na criação da UNE (União Nacional dos Estudantes)12. Rio de Janeiro: Francisco Alves. um privilégio. 2000. Luiz Antônio. um elemento importante para a sua organização. constituindo-se o sistema de universidades públicas federais. possibilitando aos alunos. Durante a Nova República. FÁVERO. Durante esse mesmo período. que antes. Ver GUIMARÂES. que vincularam administrativamente faculdades preexistentes. principalmente. Sônia. com isso. que equiparou os cursos médios técnicos aos acadêmicos. no período populista (1945/64). em 1938. atingindo o percentual de 65%10. foram. Ensino Superior no Brasil: o setor privado. o vestibular foi critério único de seleção e alocação dos estudantes. e a federalização de grande parte delas. CUNHA. foi criada uma espécie de “Exame de Estado” com o objetivo de selecionar aqueles que desejassem ingressar no ensino superior. Embora as faculdades profissionais resistissem. também. Durante a maior parte do século XX. Paralelamente. ocorreu. levou à expansão das matrículas. Os anos 30 marcaram a consolidação da sociedade urbano-industrial brasileira e a criação de novos empregos urbanos tanto no setor público como no privado. de 1953. Rio de Janeiro: UFRJ. Cada unidade da federação passou a contar em suas respectivas capitais. pressões internas do sistema educacional também se faziam sentir e resultavam da expansão do ensino médio e da “lei da equivalência”. Maria de Lourdes.1994. 8 católicas e 1 presbiteriana11. ocorreu uma expressiva expansão das matrículas acentuando-se. estavam concentradas. nos cursos superiores. Concomitantemente a esse processo de integração. 1983. Como resultado dele ocorreram o surgimento de universidades. No final desse período. que tiveram. pois não desejavam perder a autonomia. Helena. SAMPAIO. A Universidade Crítica. São Paulo: Hucitec/FAPESP. os mesmos direitos de prestarem vestibular13 para qualquer curso universitário. A UNE em tempos de autoritarismo.esses cursos às atividades de ensino sem qualquer comprometimento com a pesquisa. 11 12 10 31 . esse exame foi chamado de “vestibular”. Petrópolis: Vozes. 13 Em 1911. era exclusivo dos portadores de diplomas dos cursos médios acadêmicos. foram criadas 22 universidades federais. O aumento da demanda de ensino superior. criadas 9 universidades religiosas. com uma universidade pública federal. em universidades. a mobilização dos universitários. no ensino superior. Como se faz a indústria do Vestibular. 1984.

a nova Lei fortaleceu a centralização do sistema de educação superior. Em fóruns acadêmicos. um novo ensino superior. essa lei reforçou o modelo tradicional de instituições de ensino superior vigente no país. as faculdades isoladas e a universidade composta por simples justaposição de escolas profissionais. do Rio de Janeiro para Brasília. procurando contrapor. Muitos deles. paradoxalmente a essa inércia formal. a primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira. não especificando. em 1961. Ao conceder expressiva autoridade ao Conselho Federal de Educação. ou o norte-americano. foi promulgada a Lei n° 4. professores e pesquisadores universitários defendiam uma modernização institucional. Com a transferência da capital. buscavam implantar uma universidade voltada para a pesquisa. foram criados os Centros Populares de Cultura e desenvolvidas Campanhas de Alfabetização de Adultos. Em termos organizacionais. No início dos anos 60.Em 1961. da Alemanha. mais nacional e democrático. A inércia do sistema universitário. cujos principais objetivos eram o desenvolvimento de uma cultura e de uma tecnologia nacionais ligadas ao projeto desenvolvimentista. a Universidade de Brasília. com experiência de pós-graduação no exterior. como as reuniões da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). assim como em revistas especializadas. quando a ação da comunidade acadêmica extravasou aos muros da universidade. Nessa ocasião. na prática. manteve maior preocupação com o ensino. com poder para autorizar e fiscalizar novos cursos de graduação e deliberar sobre o currículo mínimo de cada curso superior. Como novidade. além disso. sob o controle de catedráticos vitalícios. Mesmo possibilitando certa flexibilidade na sua implementação.024. sem focalizar o desenvolvimento da pesquisa. a respectiva proporção. deixou ilesas a cátedra vitalícia. Essa foi a primeira universidade brasileira que não foi criada a partir da aglutinação 32 . após um período de 14 anos de tramitação no Congresso Nacional. a universidade brasileira viveu um momento de grande vitalidade. ao projeto elitista herdado do passado. seguindo o modelo de Humboldt. no entanto. foi criada. às quais envolviam jovens professores e alunos universitários. assegurou a representação estudantil nos colegiados. não favoreceu a concretização de novas experiências de caráter mais formal e duradouro.

iniciouse. Seguindo o modelo norte-americano.1 Reforma universitária. os departamentos substituíram as antigas cátedras. O exame vestibular. A partir daí. assumindo uma função classificatória. exclusivamente.3 Os governos militares: a expansão do sistema e desenvolvimento da pesquisa (1964-1985) Após a tomada do poder pelos militares. 1. com a intenção de coibir as atividades de caráter “subversivo”. as universidades passaram a ser objeto de uma ingerência direta do governo federal: foi afastado um grande número de professores. em 1968. em 1964. tanto de professores quanto de alunos. também foram criadas as Assessorias de Informação nas instituições federais de ensino superior. O Congresso Nacional aprovou a Lei da Reforma Universitária (Lei n° 5540/68) que criava os departamentos. por sua vez. 1. expansão e segmentação do sistema de ensino superior Após longos anos de penumbra – nos quais a reforma universitária era debatida. organizou-se na forma de fundação e os departamentos substituíram as cátedras.2. sua estrutura era integrada. as respectivas chefias a ter caráter rotativo14. os cursos de curta duração. Ao estabelecer a indissociabilidade das atividades de ensino. o ciclo básico dentre outras inovações. o sistema de créditos.de faculdades pré-existentes. deixou de ser eliminatório. passando. pesquisa e extensão.2. uma nova discussão.3. valorizando sua titulação e a produção científica. flexível e moderna e contrapunha-se à universidade segmentada em cursos profissionalizantes. o vestibular classificatório. o regime de tempo integral e a dedicação exclusiva dos professores. essa Reforma possibilitou a profissionalização dos docentes e criou as condições propícias para o 33 . nos fechados gabinetes da burocracia estatal –. principalmente na Universidade Brasília.

da Reforma Universitária dirigia-se às IFES (Instituições Federais de Ensino Superior). as universidades públicas. ao ensino.3. ocorreu uma expansão do setor privado. No ano de 1981. Arabela Campos. “Resgatando o significado do Departamento na Universidade brasileira” in MRTINS. o Brasil contava com 65 universidades.2. a pulverização de faculdades isoladas dificultava a mobilização política dos estudantes. O setor público foi o responsável pelo desenvolvimento da pós-graduação e das atividades de pesquisa e modernizou um segmento importante do sistema universitário brasileiro. na periferia das grandes metrópoles e nas cidades de porte médio do interior dos estados mais desenvolvidos. São Paulo. dedicando-se. A Lei n° 5. nas regiões onde havia maior demanda. seu alcance ultrapassou as fronteiras do sistema público federal. 1.2 A pós-graduação e o desenvolvimento da pesquisa Para atingir o objetivo de segurança e desenvolvimento.desenvolvimento tanto da pós graduação como das atividades científicas no país. Nesse mesmo ano. os governos militares viam com bons olhos a expansão do setor privado em nível de graduação. o número de estabelecimentos isolados de ensino superior excedia a oitocentos. que procuraram adaptar-se a algumas de suas orientações. Essa expansão do sistema ocorreu com a aquiescência do governo e. As novas faculdades isoladas não eram locus de atividades de pesquisa. mais da metade dos alunos de terceiro grau estava matriculada em estabelecimentos isolados de ensino superior. logo após 1968. consideradas centros de 14 OLIVEN. Segundo sua ótica. sete delas com mais de 20. Como a pressão pelo aumento de vagas tornava-se cada vez mais forte.540/68. Carlos Benedito. sendo 86% em faculdades privadas. Perspectiva. 34 . Entretanto. como grande parte do setor privado dependia de subsídios governamentais. Ensino Superior Brasileiro. exclusivamente.000 alunos. 1989. ou seja. no ano de 1980. duzentos e cinqüenta dos quais com menos de 300 alunos. Por outro lado. que criou inúmeras faculdades isoladas. atingindo as instituições privadas.

para estudantes de pós-graduação em programas nacionais. para atender às novas demandas deco rrentes do avanço do processo de modernização da sociedade: as universidades públicas foram as escolhidas para atingir esse fim.subversão. A carreira docente. Essas medidas tornaram a 15 16 O Brasil chegou a ser a oitava economia do mundo em termos do volume de seu PIB e ao mesmo tempo apresentava o mais alto índice de concentração de renda entre os países que calculam essa medida através do Índice de Gini. ambos criados em 1951. voltada à formação do magistério de nível superior. O desenvolvimento da pós graduação no Brasil foi o resultado dos seguintes fatores: a) a valorização de recursos humanos de alto nível. foram estimuladas as atividades de pesquisa. foram criados cursos de mestrado e. principalmente nas maiores e mais tradicionais. sendo. Num primeiro momento. visando à implantação do projeto de m odernização conservadora15 sustentado pelos governos militares. e o CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento). passou a estimular a titulação e a produção científica dos professores universitários. principalmente nas áreas técnicas. 35 . as bolsas de mestrado e doutorado destinavam-se a formar docentes pesquisadores no exterior e. assegurada pela possibilidade de virem a obter o Regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva. Além disso. de doutorado. a sua profissionalização. até então incipientes no país. c) a atuação de agências de fomento ao desenvolvimento científico: a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior). mais tarde. b) liberação de verbas para o desenvolvimento de programas de pósgraduação strictu senso16 no Brasil. A importância dada ao desenvolvimento econômico fez com que os militares brasileiros incentivassem a formação de recursos humanos de alto nível. mais tarde. Nelas. voltado ao desenvolvimento da ciência e da tecnologia. como o locus principal das atividades de pesquisa. no setor público. Corresponde a cursos de mestrado e doutorado. d) a escolha das universidades públicas. sofreram um processo de “limpeza ideológica”por meio das cassações de professores.

4. em 1972. para as instituições públicas governamentais. De outro lado. e) a autonomia administrativa dos programas de mestrado e doutorado. iniciado pela CAPES. estavam aquelas que se identificavam com os interesses da educação pública. Os Encontros Anuais dessas associações.4 A redemocratização política: a nova dinâmica do sistema de educação superior (1985-2002) 1. Esse grupo posicionava-se a favor do ensino público laico e gratuito em todos os níveis.carreira do magistério universitário público suficientemente compensadora para atrair jovens mestres e doutores para as atividades acadêmicas. De um lado. que já é considerado referência. propiciaram a integração da comunidade científica de áreas afins. 36 . exclusivamente. que serviu de orientação às suas políticas. que se opunham aos grupos privatistas. o Brasil conta com um sistema. 1. g) Criação de inúmeras associações nacionais de pesquisa e pós-graduação em vários ramos do conhecimento. entre os países em desenvolvimento.2. f) o processo de avaliação sistemático dos cursos de mestrado e doutorado. apoiados financeiramente por agências governamentais de fomento à pesquisa. os grupos ligados ao setor privado. oriundas de diferentes regiões e universidades do país. Sua luta procurava assegurar verbas públicas.2. Na atualidade. interessados em obter acesso às verbas públicas e diminuir a interferência do Estado nos negócios educacionais.1 Constituição Federal de 1988 Nos debates que antecederam a promulgação da Constituição Brasileira de 1988 várias associações da sociedade civil estiveram presentes. A flexibilidade ou “desinstitucionalização” foi uma característica dos programas e facilitou o seu desenvolvimento.

estabelecer número de vagas. indissociáveis nas universidades. reafirmou a indissociabilidade das atividades de ensino. Assim. assegurou. planejar atividades etc. contratado em tempo integral. 1.394/96 Promulgada a Constituição Federal iniciou-se o debate sobre a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. ela deve ter. poderá haver descredenciamento das IES. portanto.394/96. um terço do seu corpo docente com titulação de mestre ou doutor e um terço. foram fatores que levaram à institucionalização da pesquisa.2. em instituições de ensino superior não universitárias não são consideradas indissociáveis. 37 .2 Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. por tempo determinado. também. As atividades de ensino. pesquisa e extensão em nível universitário. bem como a autonomia das universidades. que veio a ser aprovada no final do ano de 1996. no mínimo. Ela previa variados graus de abrangência ou especialização nos estabelecimentos de ensino superior. públicos ou privados. pesquisa e extensão. a gratuidade do ensino público nos estabelecimentos oficiais em todos os níveis e criou o Regime Jurídico Único. Lei n 9. gozar de autonomia para abrir ou fechar cursos. Também na nova LDBN foi estabelecido que. para a manutenção e o desenvolvimento do ensino.4.A Constituição Federal estabeleceu um mínimo de 18% da receita anual. resultante de impostos da União. Essa nova Lei introduziu o processo regular e sistemático de avaliação dos cursos de graduação e das próprias instituições de ensino superior. Em seu artigo 207. ela estabelece um prazo para saná-las. caso isso não ocorra. estabelecendo pagamento igual para as mesmas funções e aposentadoria integral para funcionários federais. para que uma instituição possa ser considerada universidade e. sob o n° 9. aliada a avaliações periódicas e ao credenciamento condicional das instituições. a melhoria da qualificação do corpo docente e de suas condições de trabalho. Em caso de serem apontadas deficiências. condicionando seus respectivos credenciamentos e recredenciamentos ao desempenho mensurado por essa avaliação..

laboratórios e qualificação dos professores. não faz parte do currículo dos alunos. O Provão. Da mesma forma. apenas representa um instrumento para avaliar a qualidade do ensino oferecido pelo curso. A comparação das médias de desempenho dos alunos tem apontado que os cursos das universidades públicas vêm apresentando os melhores resultados. 38 . a instituição é avaliada quanto à situação das bibliotecas.O Ministério da Educação deu início ao processo de avaliação a partir dos cursos de graduação detentores do maior número de matrículas. Os formandos dos vários cursos avaliados são submetidos a um teste de conhecimentos relacionado ao seu curso. como ficou conhecida essa avaliação.

de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade mediante assistência técnica e financeira aos Estados. com a colaboração da sociedade. financiando as instituições públicas federais e exercendo. no ensino fundamental e na . estabelecido que a educação – um direito de todos e dever do Estado e da família – será promovida e incentivada. 5º) fica. Na Constituição Federal (em seu art. 1988). os Estados e o Distrito Federal (art. aos Municípios cabe a responsabilidade de atuarem. constituindo-se num Estado Democrático de Direito. por sua vez. são organizados em regime de colaboração entre a União. 211. com coexistência de instituições públicas e privadas. O ensino. inciso I a VII). 206. tendo como fundamentos a soberania. § 1 a 4): à União. ao Distrito Federal e aos Municípios. Municípios e do Distrito Federal. cabe a organização do sistema de ensino federal e dos Territórios. a dignidade da pessoa humana. Os sistemas de ensino. prioritariamente. função redistributiva e supletiva. no Brasil. 1º da Constituição Federal do Brasil. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. os valores sociais do trabalho. igualmente. deverá ser ministrado com base nos princípios de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. a cidadania. em matéria educacional.2 A estrutura e o funcionamento do ensino superior no Brasil Clarissa Eckert Baeta Neves A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos Estados. ao seu preparo para o exercício da cidadania e à sua qualificação para o trabalho. da livre iniciativa e pluralismo político (art. garantindo a gratuidade e gestão democrática do ensino público (art.

de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório.1 Estrutura do Sistema Educativo Brasileiro EDUCAÇÃO S U P E R IO R P ó s G r a d u a ç ã o S t r i c t o S e n s u Pós-Doutorado Doutorado Mestrado Mestrado Profissional L a t o S e n s u Cursos de Especialização Cursos Sequenciais Cursos de G raduação Cursos de Extensão Ensino Médio EDUCAÇÃO B Á S IC A Ensino Fundamental Educação Infantil 40 . Além dos princípios gerais estabelecidos pela Constituição. na qual ficaram estabelecidos os n íveis escolares e as modalidades de educação e ensino. Lei nº 9. também. bem como suas respectivas finalidades. conforme o ilustrado no Quadro 2. os Estados e o Distrito Federal atuam principalmente no ensino fundamental e médio definindo formas de colaboração. o sistema educativo brasileiro foi redefinido pela nova Lei de Diretrizes e Bases Nacional (LDBN). Quadro 2. Nos últimos anos.394/96. Estados e Municípios passaram a atuar. no nível superior.1.educação infantil.

Ensino semipresencial. desde a graduação até a pósgraduação lato e stricto sensu. com plena utilização dos 41 . abertas a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e aprovados em respectivo processo seletivo. A base da atual estrutura e funcionamento da educação brasileira teve a sua definição num momento histórico importante. vedada a duplicação de meios para fins idênticos ou equivalentes e estabelecida a racionalidade de organização. com variados graus de abrangência ou especialização. bem como na LDBN/96. As modalidades de educação e ensino complementam o processo de educação formal por meio de: Educação de jovens e adultos. e Educação Superior – ministrada em instituições de ensino superior (públicas ou privadas). hoje. Ensino presencial. unidade de funções de ensino e pesquisa. da Reforma Universitária.540/68. A normatização atual desse amplo sistema encontra-se formalizada na Constituição. Muitas das medidas adotadas pela reforma de 1968 continuam. abaixo. ainda hoje. os dispositivos mais importantes por ela implementados: • a organização das universidades passou a atender às seguintes características: extinção do antigo sistema de cátedras e introdução da estrutura fundada em departamentos. um sistema complexo e diversificado de instituições públicas e privadas com diferentes tipos de cursos e programas. unidade de patrimônio e administração. ensino fundamental e ensino médio. acrescida de um conjunto amplo de Decretos.4). Educação a distância e Educação continuada. É composta pela educação infantil. com a aprovação da Lei nº 5. a orientar e conformar a organização desse nível de ensino. Educação profissional. Educação especial. Regulamentos e Portarias complementares (ver 2.Os níveis escolares dividem-se em: Educação Básica – cuja finalidade é desenvolver o educando. assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. A educação superior no Brasil abarca. Destacamos. incluindo vários níveis de ensino. estrutura orgânica com base em departamentos reunidos ou não em unidades mais amplas.

em estabelecimentos isolados. • o departamento passou a constituir-se na menor fração da estrutura universitária para todos os efeitos de organização administrativa. as universidades deveriam ter autonomia didático-científica. pesquisa e extensão. A reforma universitária preconizava que o ensino superior deveria ser ministrado em universidades e. Da mesma forma. Os cargos e funções de magistério. na década de 1970. 42 . didáticocientífica e de distribuição de pessoal. • a institucionalização da pós-graduação stricto sensu.1). No entanto. excepcionalmente. organizados como instituições de direito público ou privado. com vistas às difere nças individuais dos alunos. pelo cultivo das áreas fundamentais dos conhecimentos humanos. como forma de racionalizar a oferta de vagas. por meio dos cursos de mestrado e doutorado no país. Entretanto as universidades públicas federais. o que ocorreu. ainda não gozam a autonomia financeira e de gestão de pessoal. foi a expansão do sistema de ensino superior. em função do aumento do número de instituições privadas e estabelecimentos isolados (ver dados em 3.recursos materiais e humanos. até o presente momento. mesmo os já criados ou providos. disciplinar. As universidades deveriam oferecer ensino. às peculiar idades regionais e às possibilidades de combinação dos conhecimentos para novos cursos e programas de pesquisa. a partir dessa Reforma. universalidade de campo. • a introdução da matrícula semestral por disciplinas e do sistema de créditos. administrativa e financeira. • a instituição do vestibular unificado e classificatório. devem ser desvinculados de campos específicos de conhecimentos. devendo englobar as disciplinas afins. flexibilidade de métodos e critérios. exercida conforme a Lei e seus estatutos.

SUPERIORES DE EDUCAÇÃO CEFET'S E CET'S FACULDADES ISOLADAS FACULDADES INTEGRADAS 43 . Lei nº 9. Quadro 2.860/01 e 2. foram criados mais dois novos tipos: a universidade especializada e os centros universitários (ver Quadro 2. isto é. tais como os Decretos nº 3. no plano vertical.1 Tipologia das instituições de educação superior A tipologia das IES. tais como os cursos seqüenciais (no nível da graduação). foi redefinida pela LDBN.394/96.406/97 (ver 2. no Brasil. No nível das instituições.2 Educação superior: organização acadêmica INSTITUIÇÕES UNIVERSITÁRIAS UNIVERSIDADES UNIVERSIDADES ESPECIALIZADAS CENTROS UNIVERSITÁRIOS INSTITUIÇÕES NÃO UNIVERSITÁRIAS INST.4). No plano horizontal.3). os mestrados profissionais (no nível da pós-graduação) e a regulamentação da educação a distância (ver Quadro 2. No que concerne à natureza acadêmica.2. que trouxe inovações no sistema de ensino superior. constata -se que ela foi definida por decretos complementares. principalmente quanto à natureza e dependência administrativa. criaram-se novos tipos de cursos e programas.2). além das já existentes.

Militares: não existem universidades militares em nosso país. 44 . marista. As universidades públicas estaduais em São Paulo e Paraná. de acordo com a legislação. etc. são denominadas confessionais. já contam com essa prerrogativa. a uma denominação religiosa (tais como Luterana. a oferta de formação tecnológica concentra-se nos Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET’S) e nos Centros de Educação Tecnológica (CET’S). vinculadas a uma Diocese. são mantidas por grupos empresariais ou empresários. em função da especificidade da instituição mantenedora. Metodista. Além disso. por sua vez. não foi. implementada no que se refere à autonomia financeira das universidades públicas federais. ou seja. salesiana.A tipologia de instituições superiores indicada pela IESALC (Instituto Internacional Para la Educación Superior en América Latina y el Caribe). no Brasil. Técnicas: A este tipo corresponderiam no Brasil as IES especializadas quando estruturadas com ênfase em áreas de engenharia e tecnológicas. Religiosas: é no campo privado que aparecem as instituições que. não corresponde à forma como são definidas as IES no Brasil. esta categoria existe unicamente entre as instituições privadas.). em geral. Empresariais: no Brasil. Autônomas: a autonomia consagrada na Constituição. os institutos ligados ao exército brasileiro (Instituto Militar de Engenharia/IME) e à aeronáutica (Instituto Tecnológico da Aeronáutica/ITA) – que formam recursos humanos em diferentes especialidades no campo das engenharia.) ou. No entanto. ainda. As universidades privadas garantem sua autonomia por contar com recursos próprios. para as universidades públicas e privadas. poder-se-ia mencionar. etc. como também ocorre em outros países participantes deste informe. ordem religiosa (jesuíta. pelo menos em estágio mais avançado do que as federais. ainda. como instituições lucrativas. como é o caso da Universidade Federal de Itajubá. aqui.

bem como nos decretos posteriores específicos (apresentados no item 2. devendo obedecer ao princípio de indissociabilidade entre ensino. com forte tradição no campo do ensino e da pesquisa. obrigatoriamente. elaborar e formar seus estatutos e regimentos. celebrar contratos como entidade jurídica. fixar os currículos de seus cursos e programas. por exemplo. produção artística e atividades de extensão.2. pesquisa e de extensão e por terem. Somente instituições de 1 Cabe lembrar que as universidades públicas federais ainda não gozam a autonomia financeira e patrimonial. É o caso. que se caracterizam pela indissociabilidade das atividades de ensino. As instituições universitárias classificam-se em: Universidades: instituições pluridisciplinares. em seu quadro docente. estabelecer planos de carreira docente. e receber doações e heranças.2 Instituições universitárias e não-universitárias Na LDBN. da Lei 9394/96). administrar receita pública e privada. tanto em áreas básicas como nas aplicadas. As universidades gozam de autonomia didático-científica.4) estão definidas as atribuições de cada instituição universitária e nãouniversitária que oferece educação superior. aumentar ou diminuir o número de vagas. de acordo com as normas gerais em vigor. É conferida às universidades autonomia para criar. 1/3 de professores com titulação de mestrado e doutorado e 1/3 de professores em regime de trabalho integral (art. administrativa e de gestão financeira e patrimonial1. de acordo com a capacidade de atendimento e as exigências do seu meio. contratar e dispensar professores. das instituições que se especializaram na área da saúde ou das ciências agrárias. Universidade Especializada: caracteriza-se por concentrar suas atividades de ensino e pesquisa num campo do saber. estabelecer programas de pesquisa científica. pressupondo a existência de uma área de conhecimento ou formação especializada dos quadros profissionais de nível superior. pesquisa e extensão. 45 . 52. organizar e extinguir cursos e programas de educação superior.

Centros Federais de Educação Tecnológica (CEFET’S) e por dois novos tipos de IES: os Institutos Superiores de Educação e os Centros de Educação Tecnológica (CET’S). pluricurriculares. qualificação do seu corpo docente e pelas condições de trabalho acadêmico proporcionadas à comunidade escolar. assim como remanejar ou ampliar vagas nos cursos já existentes. Não estão obrigados a manter atividades de pesquisa e extensão. em sua sede.948 de 08/12/1994 e regulamentados pelo Decreto n° 2. Essas faculdades não são. § 2° do Decreto 3. Caracterizam -se pela oferta de ensino de graduação. nos vários níveis e modalidades de ensino. 3 Os Centros Federais de Educação Tecnológica foram criados a partir da Lei n° 8. 13). especializada na área médica e biomédica. bem como realizar atividades de Pesquisa & Desenvolvimento. Faculdades. (ver art. gozam de algumas prerrogativas de autonomia. públicas ou privadas.406/97. na área de agronomia e a Universidade Federal de Itajubá (Minas Gerais). Os Centros Universitários: configuram-se como uma nova modalidade de instituição de ensino superior pluricurricular (criados a partir do Decreto nº 3860/01). As Faculdades Integradas são instituições com propostas curriculares que abrangem mais de uma área de conhecimento. Os Centros de Educação Tecnológica e os Centros Federais de Educação Tecnológica3 são instituições especializadas de educação profissional póssecundária. São compostas pelas Faculdades Integradas.excelência.860/01). art. possuindo conselhos superiores e diretorias acadêmicas e administrativas. com a finalidade de qualificar profissionais. em 2 Como exemplo pode-se citar: a UNIFESP – Universidade Federal do Estado de São Paulo. para os diversos setores da economia. art.860/01. 8o. nem são obrigados a desenvolver a pesquisa e a extensão como ocorre com as universidades.860/01). tanto quanto as universidades. a Universidade Federal de Viçosa (Minas Gerais). em sua área de concentração. Estes Centros. 46 . A criação de novos cursos superiores depende da autorização do poder executivo (Decreto n° 3. podendo criar. produtos e serviços. Os centros universitários são criados somente por credenciamento de IES já credenciadas e em funcionamento regular (Decreto nº 3. na área de engenharias.860/01. poderão ser credenciadas como universidades especializadas2. 11) As instituições não-universitárias: atuam numa área específica de conhecimento ou de formação profissional. cursos e programas de educação superior. Compreendem vários cursos pautados por um único estatuto e regimento jurídico. organizar e extinguir. organizadas para atuar com regimento comum e comando unificado (Decreto nº 3. necessariamente.

encontram-se 47 . abrangidos pela legislação anterior. 2º ).3). Bahia. pós-graduação e extensão. Os Institutos Superiores de Educação poderão ser organizados como unidades acadêmicas de IES já credenciadas.1 A oferta diferenciada de cursos e programas de formação superior Aos cursos e programas tradicionais de graduação. o CEFET do Paraná oferece hoje até cursos de doutorado.2. desenvolvem um ou mais cursos com estatutos próprios e distintos para cada um deles. Rio de Janeiro. em geral.estreita articulação com os setores produtivos e a sociedade. continuada e complementar para o magistério da educação básica. Os cinco CEFET’S. A caracterização mais detalhada dos cursos seqüenciais. art. 2. programas de formação continuada para atualização de profissionais da educação básica. assim como as suas regras de funcionamento. curso de licenciatura para a formação de docentes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. acrescentaram a figura dos cursos seqüenciais por campos do saber e os mestrados profissionais (ver quadro 2. devendo. originalmente criados Paraná. oferecendo mecanismos para a educação continuada (Decreto nº 2 . Os Institutos Superiores de Educação visam à formação inicial. não sofriam as restrições de vocação institucional estabelecidas para os novos CET’S. neste caso. para graduados em outras áreas que desejem ensinar em áreas específicas das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio. Por exemplo.406/97. definir planos de desenvolvimento acadêmico (LDBN/96 e Parecer CP n° 53/99). programas especiais de formação pedagógica. a nova LDBN e os decretos específicos. nos diversos níveis. Os estabelecimentos isolados ou faculdades isoladas são instituições que. e pós-graduação de caráter profissional para a educação básica. podendo oferecer os seguintes cursos e programas: curso Normal Superior para licenciatura de profissionais para a educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental. Maranhão e Minas Gerais.

Quadro 2. estão regulamentados pela Portaria CAPES n° 080/98. educação continuada e cursos seqüenciais de complementação de estudos. conferem Certificados. licenciado ou tecnólogo (no nível da graduação). tais como os de especialização. Os cursos e programas regulares conferem Diplomas de bacharel. Os mestrados profissionais.3 Educação superior: cursos e níveis/diplomas e certificados GRADUAÇÃO SEQUENCIAIS EXTENSÃO Bacharelado Licenciatura Plena Tecnólogo Licenciatura Curta Outros Títulos Formação Específica Complementação de Estudos Cursos sequenciais de complementação de Estudos Extensão Formação Específica PÓS-GRADUAÇÃO Stricto Sensu Lato Sensu Certificados Mestrado Mestrado Profissional Diplomas Doutorado Especialização Mestre Mestre Doutor Especia lista * o ensino superior no Brasil pode ser oferecido através de três modalidades: ensino presencial.os cursos de pós-graduação são abertos a candidatos diplomados em cursos de graduação e distinguem-se em: 48 . enquanto que os cursos e programas eventuais. por seu lado. . e mestre e doutor (no nível da pós-graduação stricto sensu).os cursos de graduação são abertos a candidatos que tenham concluído o ensino médio ou equivalente e se classificado em processo seletivo. semi-presencial e a distância A seguir. são relacionadas as características dos cursos (níveis) e programas de formação superior: .normatizadas no Parecer CES nº 968/98.

2. performance. exigindo a apresentação de trabalho final. articulando o ensino com a aplicação profissional. projeto. Mestrado profissional: dirige-se à formação profissional. Ele admite o regime de dedicação parcial. visando a desenvolver e aprofundar a formação. protótipos. desenvolvimento de instrumentos. Desenvolve a capacidade de pesquisa. que contenha trabalho de pesquisa. ampla e aprofundada. com duração mínima de dois anos. constitui grau terminal. em determinada área de concentração. sob a forma de dissertação. análise de casos. Mestrado: mesmo tomado como etapa preliminar para obtenção do grau de doutor (embora não seja condição indispensável à inscrição no curso de doutorado). tendo por fim proporcionar formação científica ou cultural. conferindo o diploma de Doutor.1. exigência de defesa de tese. de forma diferenciada e flexível. conferindo o diploma de Mestre. exigência de dissertação em determinada área de concentração na qual revele domínio do tema e capacidade de concentração. Doutorado: constitui-se no segundo nível de formação pósgraduada. entre outras. com duração mínima de um ano. conforme a natureza da área e os fins do curso. Pós-graduação lato sensu: 49 . conduzindo à obtenção de grau acadêmico de mestre e doutor. com real contribuição para o conhecimento do tema. equipamentos. com estrutura curricular clara e consistentemente vinculada à sua especificidade. Pós-graduação stricto sensu: É integrada pelo mestrado e doutorado e constituída pelo ciclo de estudos regulares em seguimento à graduação. produção artística.

bem como o tempo destinado à elaboração de monografia ou trabalho de conclusão de curso. nele cursadas. de diferentes níveis de abrangência. com destinação coletiva ou individual. Esses cursos distinguem-se em: Cursos seqüenciais de formação específica.600 horas. como objetivo. organizados por campo de saber. com destinação coletiva. usualmente. não abrangendo o campo total do saber na qual se insere. acadêmicas ou de horizontes intelectuais em campos das ciências. 50 . não computando o tempo de estudo individual ou em grupo (sem assistência docente). podem ser aproveitadas em cursos de graduação. Sua respectiva carga horária não poderá ser inferior a 1. um objetivo técnico profissional específico. com duração mínima de 360 horas. assegurar uma formação básica adequada num campo de saber. Os cursos seqüenciais configuram-se em uma nova modalidade de curso. dirigidos exclusivamente para egressos ou matriculados em cursos de graduação. ainda. das humanidades e das artes. conduzem a obtenção de diploma. e ntão. além de serem portadores de certificados de nível médio. Oferecidos aos portadores de diploma de curso superior. abertos a candidatos que atendam aos requisitos estabelecidos pelas instituições de ensino. a serem integralizadas em prazo nunca inferior a 400 dias letivos. normatizados na LDBN. profissionais ou.Os cursos de especialização são oferecidos a candidatos que tenham concluído a graduação. conduzindo a obtenção de certificado. Cursos seqüenciais de complementação de estudos. Destinam-se à obtenção ou atualização de qualificações técnicas. As disciplinas. Seqüenciais de complementação de estudos com destinação individual: é o próprio candidato quem apresenta sua proposta de seqüência de disciplinas a serem cursadas. sujeitos à autorização e reconhecimento. têm. Caberá às IES. Têm.

16. possam requerer um certificado. Esses cursos aproveitam vagas ociosas em disciplinas de cursos de graduação reconhecidos e permitem. ainda. 2. Seqüenciais de complementação de estudos com destinação coletiva: é a instituição que elabora a proposta curricular do curso. com as necessidades da população. Os Programas de Extensão são abertos à comunidade em geral. pelo aluno. A extensão é entendida como uma prática acadêmica que interliga a universidade. 51 . A consolidação da prática da extensão permite a constante busca do equilíbrio entre as demandas socialmente exigidas e as inovações que surgem do trabalho acadêmico.3 Caracterização das instituições públicas e privadas As IES estão vinculadas ao sistema federal de ensino ou aos sistemas estaduais e municipais. O sistema federal de ensino compreende (art. esse curso permite que as disciplinas nele cursadas sejam aproveitadas. nas suas atividades de ensino e de pesquisa. no caso de ele se matricular em um curso de graduação (desde que os currículos das disciplinas sejam equivalentes). que evadiram e que tenham cursado disciplinas em um determinado campo do saber. que os alunos de graduação.394/96): I – as instituições de ensino mantidas pela União. bem como a respectiva carga horária e prazo de integralização. bem como a existência de vagas nas disciplinas requeridas (as quais já são ofertadas em cursos de graduação reconhecidos). II – as instituições de educação superior criadas pela iniciativa privada.avaliarem a coerência e a lógica interna da proposta. Além disso. Lei 9. possibilitando a formação do profissional-cidadão.

inclusive cooperativas de professores e alunos. colocando-os à disposição da população em geral. confessionais: instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas que atendam à orientação confessional e ideológica específica e ao disposto no item anterior. Lei 9. com a possibilidade de tomar as formas determinadas pelos respectivos sistemas. podendo ser classificadas em: Particulares: instituídas e mantidas por uma ou mais pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. sem qualquer remuneração (art. apresentadas a seguir: comunitárias: instituídas por grupos de pessoas físicas ou por uma ou mais pessoas jurídicas. 19 da Lei 9. no caso de serem mantidas pelos governos dos Estados ou do Distrito Federal. podendo se organizar como autarquias (em regime especial4) ou fundações públicas. são as instituições de educação ou de assistência social que prestam os serviços para os quais instituídas. filantrópicas: na forma da lei. representante de comunidade. em caráter complementar às ativ idades do Estado. não tendo as características das demais. na sua entidade mantenedora.394/96).394/96). quando providas pelas prefeituras municipais (art. Municipais. As IES privadas são mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado.III – os órgãos federais de educação. Os sistemas estaduais e municipais compreendem as instituições de ensino superior: Estaduais. 20. As IES públicas federais são subordinadas à União. 52 . Devem incluir.

com estrutura formal de autarquia ou de fundação pública. especialmente no que se refere aos encargos fiscais. juntamente com o objetivo a que ele se destina” (Sampaio. com as alterações introduzidas pela Lei n° 7. 3°. da administração indireta – podem assumir a forma de autarquias (da União. dos Estados ou DF e dos municípios). podem ser5: da administração direta – da União. pessoas físicas que provêm os recursos necessários ao seu funcionamento. 53 . devem ser dotadas de personalidade jurídica própria. 2000).860/2001). Podem ter as seguintes finalidades: com fins lucrativos. o patrimônio nas fundações constitui o elemento essencial.596. Segundo o Regime Jurídico Único. de 10 de abril de 1987. nos termos do que dispõe o art. serão regidas pelo disposto no art. que caracteriza a autonomia patrimonial. As pessoas jurídicas de direito privado mantenedoras de instituições de ensino superior privadas podem assumir qualquer das formas admitidas em direito de natureza civil ou comercial. 2) o patrimônio nas associações tem função instrumental. 4º inciso II. ainda. 24 do Código Civil Brasileiro (art. representa um meio para a consecução dos fins colimados pelos sócios. 5 As instituições de ensino públicas. Decreto n° 3. de natureza comercial ou civil. do Decreto-Lei n° 200/67. as mantenedoras das IES são pessoas jurídicas de direito público ou privado ou.No Brasil. as mantenedoras das instituições de ensino superior do país classificam-se em: As pessoas jurídicas de direito público mantenedoras das IES públicas. quando constituídas como fundação. A obrigatoriedade de criação por Lei. os requisitos das fundações são o patrimônio e sua destinação a um fim. Como tal. dos Estados ou DF e dos municípios) ou fundações (da União. As primeiras não estariam sujeitas às normas legais sobre pessoal e as disposições de caráte geral relativas à administração interna dos entes r federais. 4 Atualmente. ao serem criadas como entes da administração pública descentralizada. dota essas instituições de responsabilidade plena. dos Estados ou Distrito Federal e dos municípios. financeira e administrativa que lhes é atribuída frente à pessoa de direito público mantenedora. e. alguns autores diferenciam autarquias estaduais e autarquias em regime especial. tomando a forma de Sociedade Mercantil. “As associações distinguem-se das fundações sob dois aspectos: 1) os requisitos integrantes das associações são a pluralidade de pessoas e o escopo comum que as anima. submetem-se à legislação que rege as sociedades mercantis.

suas demonstrações financeiras certificadas por auditores independentes devendo. As universidades estaduais paulistas concentram parcela significativa da pesquisa e da pós-graduação do país. conselheiros ou equivalentes (Decreto nº 3. 6º. existem diferenças quanto ao formato institucional. na década de 1930. atualmente. sem fins lucrativos: são aqueles que podem se organizar sob a forma de sociedade (civil. mesmo com diferenças entre elas. um sistema de instituições. especialmente no nível de doutorado6.860/2001). religiosa. próprio. além de. para cada ano civil.1% dos cursos de doutorado (CAPES. ainda. As universidades públicas estaduais cresceram significativamente após os anos 80. Em 2000. As universidades públicas ocupam posição fundamental no cenário acadêmico nacional. As universidades públicas federais surgiram antes da década de 1970. com grande autonomia diante do poder federal. principalmente. Certamente. estarem concentrando parte substancial da capacidade de pesquisa instalada no país. científica ou literária). 54 . às demandas e às expectativas profissionais. pia. Desenvolvem atividades de ensino e extensão. sócios. O estado de São Paulo criou. Deverão elaborar e publicar demonstrações financeiras atestadas por profissionais competentes (art. quando determinado pelo MEC. consideradas multifuncionais.parafiscais e trabalhistas. Decreto nº 3. por qualquer forma ou título. é possível constatar que as universidades paulistas são responsáveis pela oferta de 90. dirigentes. moral.7% dos cursos de mestrado e 97. As IFES são. submeter-se à auditoria e comprovar a aplicação de seus excedentes financeiros e a não remuneração ou concessão de vantagens ou benefícios. Deverão publicar. a seus instituidores. haviam 39 IFES em todos os estados brasileiros. 2000). detendo papel estratégico no processo de desenvolvimento científico e tecnológico do país. à vocação acadêmica. 6 Analisando-se o total de cursos de mestrado e doutorado oferecidos nas universidades estaduais.860/2001).

Os estabelecimentos de ensino superior públicos apresentam uma distribuição homogênea com relação à sua natureza administrativa: em 2000.180 IES. O sistema era formado. escolas e institutos).As universidades estaduais. confessionais e pelos estabelecimentos de perfil mais empresarial. é constituído pelas IES laicas gerenciadas por uma lógica de mercado e um acentuado ethos empresarial. integração ensino-pesquisa e qualificação docente.6% municipais.3%) são predominantemente estabelecimentos isolados (faculdades. está presente especialmente no campo das instituições privadas. 34. quanto à vocação acadêmica institucional. representando 69. São criadas e mantidas por conselhos integrados por membros da comunidade municipal e estadual. 34. 55 . entretanto. uma vez que são financiadas e supervisionadas pelos respectivos estados. pois formam um sistema homogêneo. Voltam-se muito mais para as atividades de ensino e de extensão. no campo privado.7% estaduais e 30. A grande parte das IES estaduais e federais são universidades (49. Novamente. privadas. O sistema das universidades estaduais é bastante heterogêneo. escolas e institutos constituem a maioria das instituições municipais (90. ao contrário das federais e particulares. por 1. em 2000.7% eram federais. as universidades paulistas são exceção. A diversidade institucional. Tanto as particulares (82.1% e 63. As universidades comunitárias autodenominam-se “públicas não-estatais” e caracterizam-se por manter um elevado grau de interação no contexto social. em todos os setores. altamente qualificado. integradas pelas instituições comunitárias. encontram-se fora da alçada do MEC.1%) quanto as sem fins lucrativos (68. das quais 176 são públicas e 1004. Dentre as IES do setor privado.5% delas.7% delas). sem ressaltar alguns aspectos fundamentais. carreiras oferecidas. respectivamente) enquanto as faculdades.9%. a maior parte são particulares. Outro perfil marcante. Não se pode lançar um acurado olhar sobre o sistema de instituições de ensino superior brasileiro.

no setor público. de instituições que concentram o ensino de melhor qualidade.Brasil/2000 Natureza Administrativa Brasil Pública Privada Total Geral Fr. % 19 19 -100 100 Fonte: MEC/INEP/Sinopse Estatística da Educação Superior/2000 A tabela acima indica que.2 Instituições de educação superior por organização acadêmica e natureza administrativa .1).5 Centros Universitários Fr. as universidades estão numericamente muito aquém dos demais tipos existentes. 50 1 49 % 100 2 98 Faculdades Integradas Fr.6 90.8 Faculdades Escolas e Institutos Fr. representando apenas 15 % do total. Tabela 2. Escolas e Institutos 83 11 23 49 782 573 209 865 Centros de Educação Tecnológica 19 11 8 19 Fonte: MEC/INEP/Sinopse Estatística da Educação Superior/2000 Tabela 2.5 54.1 Universidad es Fr.2 97.4 Centros de Educação Tecnológica Fr. 88 faculdades integradas e 782 estabelecimentos isolados. no setor privado. 56 . por sua vez. 90 2 88 % 100 2.1 Instituições de educação superior segundo a natureza administrativa e a organização acadêmica . neste caso. concentram-se especialmente as universidades (45%) e os centros de educação tecnológica (100%). % 865 83 782 100 9. 1180 176 1004 % 100 14. trata-se. além do número significativo de universidades (55%). Entretanto.No conjunto.9 85. a diversidade institucional está muito mais presente: são 49 centros universitários. além de parte substancial de pesquisa e pós-graduação (Tabela 2.Brasil/2000 Natureza Administrativa Públicas Federal Estadual Municipal Privada Particular Sem fins lucrativos Total Geral Total Geral 176 61 61 54 1004 698 306 1180 Universidades 71 39 30 2 85 27 58 156 Centros Universitári os 1 1 49 32 17 50 Faculdades Integradas 2 2 88 66 22 90 Faculdades. A concentração regional continua acentuada. como revela a tabela abaixo. 156 71 85 % 100 45.

na região Nordeste.Tabela 2.4 14. É importante chamar a atenção para uma mudança que vem ocorrendo na morfologia do ensino superior atual.3 56.8 17.9 15. na região sudeste: 74% dos centros universitários. não obstante a maior concentração na região sudeste (45%). ou seja.7 13.3 66. na região Sul. 57 .9 13. Já os demais tipos de IES estão concentrados. 13%. pelo reagrupamento desses estabelecimentos em outros tipos de IES.1 7.3 Número de Instituições de Educação Superior por Organização Acadêmica e a Natureza Administrativa . a diminuição da representatividade do número de faculdades integradas e estabelecimentos isolados. apenas 4%. 67% das faculdades integradas. As universidades.5 23.2 11. 57% dos estabelecimentos isolados e 58% dos centros de educação tecnológica.8 5. % 3.9 11.9 56.7 100 Centros Universitários Fr. na grande maioria. % 3.9 45. 21 57.8 100 4 11 3 1 19 Centros de Educação Tecnológica Fr.7 8. também têm presença importante no sul (23%) e no nordeste (18%).Brasil/2000 Natureza Administrati va Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste Total 46 157 667 176 134 1180 Total Geral Fr. enquanto na região Centro-oeste há 11% e a região Norte. como centros universitários. 2 2 37 6 3 50 4 4 74 12 6 100 % Faculdades Integradas Fr.5 14.4 100 9 28 71 36 12 156 Universidades Fr.3 3.9 17. ou até mesmo universidades.3 100 % Fonte: MEC/INEP/Sinopse Estatística da Educação Superior/2000 Na região Sudeste localizam-se 56% das IES. 3 3 60 8 16 90 3. % 5. 15%.8 100 % 32 120 488 123 102 865 Faculdades Escolas e Institutos Fr.

4 Normas e leis que regem a estrutura e o funcionamento do ensino superior A estrutura e o funcionamento do ensino superior são definidos e regidos por um conjunto de normas e dispositivos legais estabelecidos pela Constituição Federal de 1988.4 Número de Instituições de Educação Superior por Organização Acadêmica e Natureza Administrativa . Somente no setor privado continua alto o número de estabelecimentos isolados. Integradas e Centros Universitários Pública 0 3 3 3 3 10 11 1 0 2 **3 Privada 74 82 81 85 84 101 132 90 93 *111 t137 Faculdades. que criou o Conselho Nacional de Educação. em número de 782. O anexo contém as principais normas que podem ser acessadas através de link. para 83. 58 .Brasil/1990-2000 Universidades Pública 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 918 893 893 873 851 894 922 900 973 1097 1180 55 59 60 61 68 72 72 77 77 72 71 Privada 40 40 46 53 59 63 64 73 76 83 85 Fac.135/95.Tabela 2. escolas e Institutos Pública 167 160 164 157 147 128 128 133 132 102 83 Privada 582 549 539 514 490 520 515 526 595 711 782 Centros de Educação Tecnológica Pública 16 19 Privada 0 0 Ano Total * 39 Centros Universitários ** 01 Centro Universitário t49 Centros Universitários Fonte: www. como indica a Tabela 2. como também pela Lei n° 9.br / Sinopse Estatística da Educação Superior/ Evolução 1980-1998 No ano de 2000. pela nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9.394/96).4 . havia apenas 2 faculdades integradas e 1 centro universitário públicos e 88 faculdades integradas privadas e 49 centros universitários privados. Portarias e Resoluções.inep. Observa-se um decréscimo no número de faculdades e escolas isoladas públicas em 2000.gov. além de vários outros Decretos . 2.

em particular. dentre outros (a íntegra do texto encontra-se no anexo). estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente. tais como: a freqüência obrigatória de alunos e professores nos cursos. suscitar o desejo de aperfeiçoamento cultural e profissional. fixou as regras de funcionamento do ensino superior. A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional trata da educação superior no capítulo IV. Estabelece. os nacionais e regionais. a educação superior é tratada na seção 1 do capítulo 3 do Título VIII – Da Ordem Social. promover a divulgação de conhecimentos culturais. nos artigos 43º a 57º. igualmente fica determinado o dever do estado em garantir o acesso aos níveis mais elevados de ensino e pesquisa e é estabelecido que as universidades gozam de autonomia didático-científica. devendo levar em conta os efeitos dos critérios por ela estabelecidos sobre a orientação do ensino médio. devendo. A LDBN. atendidas as condições de cumprimento das normas gerais da educação nacional e avaliação de qualidade. obedecer ao princípio de indissociabilidade entre ensino. Quanto aos recursos públicos esses serão destinados às escolas públicas. pluralismo de idéias. científicos e técnicos. pesquisa e extensão. Nesses dispositivos. salvo nos programas de educação a distância. formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento. administrativa e de gestão financeira e patrimonial. A Constituição ainda estabelece que o ensino será ministrado com base nos princípios de igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. estimular a criação cultural e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo. podendo ser dirigidos às escolas comunitárias. define-se que a oferta de ensino superior é livre à iniciativa privada. por finalidade do ensino superior. as atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio financeiro do Poder Público. a obrigatoriedade da oferta 59 . pelo Poder Público. nos artigos 206 até 214. promover a extensão. incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica. Na Constituição. a deliberação das universidades quanto às normas de seleção. ainda. gestão democrática do ensino público e valorização dos profissionais do ensino. confessionais ou filantrópicas definidas em lei.Na Constituição Federal de 1988. ao mesmo tempo.

programas e o desempenho individual de IES 302/98. A Lei nº 9.4 Principais dispositivos regulamentados pelos decretos.402/01 Procedimentos e critérios para credenciamento e Decreto n° 3. o fornecimento das informações obrigatórias que devem ser disponibilizadas aos alunos antes de cada período letivo.860/01 e Portarias 2. 752/97. 639/97.040/97.406/97 e 3. Os principais tópicos do conjunto de Decretos e Portarias que normatizam o ensino superior estão relacionados no quadro abaixo e podem ser acessados através de link constante no anexo.de cursos noturnos nas IES públicas. a definição da carga horária mínima de 8 horas semanais de aula para os docentes das IES públicas. do CNE.041/97 Entidades Mantenedoras das IES Decreto n° 3. 640/97. 641/97. e a exigência de que os professores do ensino superior devam ter pós-graduação. prioritariamente o mestrado e o doutorado. 640/97. 971/97.131/95 define as atribuições do MEC. também. 946/97. Resolução CES/CNE n° 10/02 Procedimentos operacionais para avaliação dos Decretos n°s 2. 1. acadêmica e mantenedoras das IES) Decretos n°s 2. que regulamenta o processo de escolha dos dirigentes universitários. 2. o estabelecimento do período letivo de 200 dias. Organização do Ensino Superior (Natureza jurídica. 637/97. o Exame Nacional de Cursos como um dos procedimentos para avaliação dos cursos de graduação. extingue os mandatos dos membros do Conselho Federal de Educação. 1. das Câmaras de Educação Básica e de Educação Superior. 80/97. e estipula um prazo de 90 dias para a instalação do CNE.679/99. Quadro 2. A Lei nº 9.192/95 altera dispositivos da Lei nº 5.040/97 e 2.175/97.860/01 e Portarias n°s 612/99. 2.297/98. 752/97. recredenciamento de IES 639/97.041/97 e 2.406/97 e 3.297/98 e mento de cursos (dentro e fora da sede) 2. 946/97. de 28 de novembro de 1968.679/99.860/01 e Portarias n°s 302/98. 972/97 e 2.406/97 e 3. portarias e resoluções do ensino superior Dispositivos Procedimentos reconheci e critérios para Decretos e portarias autorização e Decretos n°s 2.297/98 e órgãos responsáveis. 2. 877/97.860/01 60 . 2. institui.540.860/01 e Portarias n°s cursos.

zelar pela qualidade do ensino superior e velar pelo cumprimento das leis que o regem.1 Organismos governamentais O Ministério da Educação (MEC) é o órgão do poder público federal responsável pela área da educação. ensino supletivo. exceto ensino militar. o magistério e a coordenação de programas de atenção integral a crianças e adolescentes. educação em geral. em detrimento das mudanças ocorridas na organização e atribuição dos seus órgãos assessores e nas relações estabelecidas com a comunidade acadêmica e o mercado. educação profissional. a avaliação. educação de jovens e adultos.5 Organismos de coordenação da educação superior 2. 61 . compreendendo ensino fundamental. Essa forma de coordenação centralizada em um único órgão estatal persiste desde a criação das primeiras faculdades no país. cabendo-lhe o controle normativo do sistema. Suas áreas de competência são a política nacional de educação. No tocante ao sistema de ensino superior. o financiamento das instituições de ensino superior públicas federais (IFES) e a fiscalização e avaliação tanto destas últimas quanto das IES privadas.5. educação especial e educação a distância.2. educação tecnológica. a pesquisa e extensão universitárias. o MEC é o organismo responsável pela sua coordenação. decorrentes de uma maior complexificação do sistema. tendo como atribuições: formular e avaliar a política nacional de educação. a educação infantil. educação superior. ensino médio. informação e pesquisa educacional.

ao mercado. o MEC também tem incentivado alguns mecanismos. como para ampliar e . que permitem. ao conferir autonomia às universidades e centros universitários privados. 2000).Quadro 2. Fonte: Ministério da Educação A principal mudança ocorrida na organização de alguns órgãos foi a incorporação da presença de representantes da comunidade acadêmica. 62 novos cursos.5 Organismos governamentais de coordenação da Educação Superior Ministério da Educação Conselho Nacional de Educação CNE Câmara de Educação Superior CES Secretaria de Educação Média e Tecnológica SEMTEC Secretaria de Educação Superior SESu Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais INEP Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES Centros Federais de Educação Tecnológica Universi dades/Uni versidades especificas SUBORDINAÇÃO Centros Universi tários Faculdades Faculdades Integradas Institutos Superiores VINCULAÇÃO SUPERVISÃO *cabe lembrar que as universidades públicas estaduais estão sob a jurisdição dos respectivos sistemas estaduais. como é o caso do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da Secretaria de Ensino Superior (SESu). a regulação da oferta da procura por vagas no ensino superior. Não obstante a centralização. tanto para abrir remanejar vagas (Sampaio.

analisar e emitir parecer sobre questões relativas à aplicação da legislação educacional. Cada uma delas é composta por 12 conselheiros. Os outros conselheiros são indicados pelo Presidente da República. públicas e particulares “que congreguem os reitores de universidades. assessorar o Ministério da Educação no diagnóstico dos problemas. diretores de instituições isoladas. manter intercâmbio com os sistemas de ensino dos Estados e do Distrito Federal.O controle normativo do MEC é exercido por meio de uma vasta legislação relativa à estrutura e funcionamento do sistema (detalhada na seção anterior). definiu-se que metade dela devia ser composta por conselheiros indicados a partir de uma lista formulada por entidades nacionais. estudantes e segmentos representativos da sociedade civil”. anualmente. a ser aprovado pelo Ministro da Educação. oferecendo subsídios ao Ministério da Educação. conforme o artigo 8º da Lei nº 9. bem como deliberar sobre medidas para aperfeiçoar os sistemas de ensino. e elaborar o seu regimento.135/95. sendo que a metade deles são indicados pelo Presidente da República e os demais são representantes da sociedade civil. incluindo o Secretário de Educação Superior – membro nato dessa instituição. especialmente no que diz respeito à integração dos seus diferentes níveis e modalidades. por iniciativa de seus conselheiros ou mediante solicitação do Ministro da Educação. possuindo atribuições normativas. deliberativas e de assessoramento ao MEC. promover seminários sobre os grandes temas da educação brasileira. substituindo o então extinto Conselho Federal de Educação. O CNE tem. O Conselho Nacional de Educação foi criado pela Lei nº 9. 63 . no que concerne à integração entre os diferentes níveis e modalidades de ensino.131/95. analisar. emitir pareceres sobre assuntos da área educacional. Especificamente em relação à composição da Câmara de Educação Superior. as estatísticas da educação. elaborada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) ou pela Secretaria de Ensino Superior (SESu). Esse novo conselho passou a ser composto por duas Câmaras representativas : a do Ensino Básico e a do Ensino Superior. como atribuições: subsidiar a elaboração e acompanhar a execução do Plano Nacional de Educação. docentes. manifestar-se sobre questões que abranjam mais de um nível ou modalidade de ensino.

Além disso. Além do controle normativo. zela pelo cumprimento da legislação educacional no âmbito da educação superior. É uma agencia de fomento da pós-graduação. assim como o credenciamento/recredenciamento de IES. elaborar planos de atuação setoriais ou regionais. no processo de supervisão e avaliação das IES. e deliberar sobre os estatutos das universidades e o regimento das demais instituições. a pesquisa e o atendimento da demanda por profissionais dos setores públicos e privados. apoia técnica e financeiramente as IFES e elabora e dissemina estudos sobre a educação superior e sua relação com a sociedade. participa da elaboração de programas e projetos voltados à reforma do sistema federal de ensino. promover estudos e avaliações. analisar questões relativas à aplicação da legislação referente à educação superior. com a finalidade de credenciamento ou recredenciamento. oferecer sugestões para a elaboração do Plano Nacional de Educação e acompanhar sua execução. Outros dois órgãos importantes na esfera da coordenação da educação superior no país são a Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). de liberar sobre as diretrizes curriculares propostas pelo MEC para os cursos de graduação. mestrado e doutorado. A CAPES foi criada em 1951.A Câmara de Educação Superior tem as seguintes atribuições de caráter deliberativo e de assessoramento ao MEC: analisar e emitir pareceres sobre os processos de avaliação da educação superior. necessários ao 64 . deliberar sobre o reconhecimento de cursos de graduação. em 1992. como Fundação. tendo sido instituída. coordenando e estimulando a formação de recursos humanos altamente qualificados para a docência em grau superior. Ela tem as seguintes finalidades: elaborar a proposta do Plano Nacional de Pós-graduação. por meio da sua comissão de especialistas. subsidia o MEC na formulação de políticas da pós-graduação. Promove também o intercâmbio com entidades nacionais. estrangeiras e internacionais sobre matéria de sua competência. a SESU subsidia o processo de formulação e implementação da Política Nacional para o ensino superior. acompanhando e coordenando a sua respectiva execução. além de participar ativamente.

quando passou a assumir. O INEP. na área educacional. realizada em larga escala desde 1995. Nesse novo contexto. um papel estratégico no desenvolvimento da educação. subsidiar a formulação de políticas na área da educação. Matemática. novamente.948/97. manter intercâmbio e contato com outros órgãos da Administração Pública ou entidades privadas nacionais e internacionais. foi transformado em autarquia federal pela Lei nº 9. Geografia e História.desempenho de suas atividades. por seu lado. coordenar o processo de avaliação dos cursos de graduação. mediante a elaboração de diagnósticos e recomendações decorrentes da avaliação da educação básica e superior. apoiar o processo de desenvolvimento científico e tecnológico nacional. avaliações educacionais. critérios e mecanismos para a realização de exames de acesso ao ensino superior e promover a disseminação de informações sobre avaliação da educação básica e superior. planejar. “(Relatório de Atividades do INEP –2000). 65 . apoiar os Estados. sistemas de informação e documentação que abranjam estatísticas. orientar e coordenar o desenvolvimento de sistemas e projetos de avaliação educacional. Biologia. e na 3a série do ensino médio. todas implantadas na década de 90: Sistema de Avaliação da Educação Básica – Saeb – avaliação da educação básica. Na 4a e 8a séries. em conformidade com a legislação vigente. tendo as seguintes atribuições: “Organizar e manter o sistema de informações e estatísticas educacionais. definir e propor parâmetros. práticas pedagógicas e de gestão de políticas educacionais. o INEP tem desempenhado um papel importante para o monitoramento da qualidade do ensino em todos os níveis e modalidades por meio da realização de 3 tipos de avaliações. Ciências. o Distrito Federal e os municípios no desenvolvimento de sistemas e projetos de avaliação educacional. Física e Matemática. desenvolver e implementar. visando ao estabelecimento de indicadores de desempenho das atividades de ensino no país. Abrange o levantamento de dados de três séries associadas ao fim de um período ou ciclo escolar: 4a e 8a séries do ensino fundamental e 3a série do ensino médio. as disciplinas de Língua Portuguesa. Matemática. são avaliadas as disciplinas de Língua Portuguesa.

assim. foi criado em 1995. 2. nos seus diversos níveis e modalidades. Seu objetivo específico é avaliar os conhecimentos e habilidades adquiridas pelos alunos que concluem a graduação. Representa um instrumento importante na avaliação do ensino médio e seus resultados podem se constituir em critério de seleção para o ingresso em instituições de ensino superior. - Exame Nacional de Cursos – ENC – também conhecido como Provão. fundamental para o desenvolvimento de um sistema de informações educacionais moderno. bem como a disponibilização via internet. Com esse instrumento. Observa-se. séries documentais. Esses censos têm contribuído para levantar informações importantes para realizar diagnósticos e identificar tendências da educação nacional. bem como uma fragmentação e reorganização de seus órgãos representativos.131/95. que a natureza e composição dos associados dessas organizações 66 . essa instituição ainda tem produzido estatísticas básicas da educação nacional por intermédio do levantamento de dados com a realização dos Censos da Educação Básica. educação profissional e o censo de financiamento da educação).- Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM – Instituído em 1988. A revitalização do INEP tem se mostrado. fazendo parte das avaliações periódicas das instituições de educação superior.2 Organismos não-governamentais A diversificação institucional do sistema de ensino superior tem propiciado a emergência de novos atores políticos. este exame avalia as competências e rendimento escolar dos alunos ao final da educação básica.5. de acordo com Helena Sampaio (2000). é possível realizar avaliação comparativa entre o desempenho de um mesmo curso oferecido em diferentes IES. cujos dados têm sido amplamente disseminados por meio de publicações. pela Lei nº 9. Além dessas avaliações. relatórios. da Educação Superior e outros censos especiais (educação infantil. além de permitir o acompanhamento da evolução de desempenho dos cursos dentro de uma série temporal.

Tendo sido fundada em 1982. Com representação no CRUB. responsáveis pelo financiamento de 448 IES. o CRUB é composto pelos Reitores de todas as universidades brasileiras públicas e privadas reconhecidas pelo MEC. No seu conselho deliberativo. de forma direta ou indireta. a sua atuação nesse campo. reforçar a sua identidade e os seus interesses específicos. há –dentre outros representantes – dois membros de cada uma das seguintes associações: Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES). dificulta ou impede a tomada de uma posição da entidade em relação aos pontos estratégicos das políticas para o ensino superior. congrega atores de uma mesma natureza. como objetivo. hoje. dependendo. da importância que o seu presidente venha a ter na arena política e decisória desse nível de ensino. no CNE e em comissões instituídas pelo MEC (Educação a distância e Fundo de Apoio ao Estudante) sua principal forma de atuação tem sido 67 . A seguir. essa associação congrega. A heterogeneidade de sua composição. são apresentados os principais organismos não-governamentais que atuam em âmbito nacional e que. principalmente. as outras (integradas por representantes de ambas categorias) buscam construir estratégias e planos de ação que atendam aos interesses gerais dos seus associados. CRUB – Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras Criado em 1966.têm conduzido a duas formas básicas de atuação. intervêm nos rumos da política do ensino superior. ABMES – Associação Brasileira de Mantenedoras de Instituições Superiores A ABMES. Isso restringe. Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (ABRUC) e Associação Brasileira de Universidades Particulares (ANUP). cerca de 309 mantenedoras a ela filiadas. Associação Brasileira de Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM). representando as mantenedoras das instituições de ensino superior privadas. diferentemente do CRUB. Enquanto as organizações que representam instituições de uma única categoria (pública ou privada) têm. marcada pela congregação de instituições diferentes e a diversidade de interesses. significativamente.

Pretende. A entidade busca desenvolver estudos. destacando o seu caráter comunitário. principalmente aquelas dirigidas às IES privadas. ANUP – Associação Nacional das Universidades Privadas 68 . em grande parte. sendo 39 universidades e 13 escolas superiores especializadas. atualmente. estudantes e funcionários. 29 universidades comunitárias (18 confessionais e 11 laicas). com isso. Como estratégia de atuação. Suas principais demandas referem-se ao controle do Estado sobre assuntos de natureza acadêmica e à autonomia administrativo financeira das instituições (Sampaio. o total dos recursos públicos destinados às IES particulares. a organização engloba 52 IES públicas. a revitalização do crédito educativo e a ampliação da concepção de avaliação considerada pelo MEC são as outras questões fundamentais para essa associação. Ao mesmo tempo. mantendo seus associados inteirados das mudanças nele ocorridas. enfatizando o que distingue as suas associadas das outras IES particulares. É a representante oficial das IFES na interlocução com o governo federal e órgãos representativos de professores. debates e parcerias com órgãos governamentais visando à qualificação de docentes para o ensino superior. 2000). reclamar exclusivamente para as IES comunitárias. ABRUC – Associação Brasileira das Universidades Comunitárias Criada em 1995. dissemina informações relativas a esse nível de ensino. ao financiamento das instituições públicas e à autonomia universitária. esse organismo busca realçar sua identidade. A associação também promove vários seminários. Além dessa demanda. a ABRUC resulta de um grupo antes inserido na ABESC (Associação Brasileira de Escolas Superiores Católicas) ou da ANUP (Associação Nacional das Universidades Privadas) congregando. Suas principais demandas dizem respeito. ANDIFES – Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior Fundada em 1989. estratégias e instrumentos de apoio ao planejamento. Conta com representação no CRUB. detendo representação no CRUB. administração e avaliação das IES.a realização de uma revisão jurídica das leis implementadas pelo MEC.

hoje. Alguns conselhos realizam o exame da Ordem (suficiência) como requisito para a concessão do registro profissional. Seus objetivos principais são: defender a autonomia das Universidades e a livre atuação da iniciativa privada na área educacional. bem como e o desenvolver programas de aprimoramento do ensino superior em parceria com o poder público e as instituições de ensino superior.Essa associação foi criada em 1989 e. 54 centros universitários associados. psicologia e odontologia) devem ser. A criação de cursos de Direito é. possui. autorizados pelo Conselho Nacional de Saúde7. exercendo o controle da qualidade técnica e do comportamento ético dos profissionais. também. Suas principais reivindicações são o fortalecimento da imagem do Centro Universitário e a inclusão da sua figura na Constituição Federal. primeiramente. A entidade busca defender a livre atuação do setor privado e os direitos do centro universitário (permanência na estrutura dos centros universitários da figura do Reitor e manutenção do direito de uso da sigla UNI). possui 39 associadas. “…são inferiores a 20% dos pedidos…” o que revela um controle rigoroso dessas instituições na oferta de vagas. Conselhos Profissionais Federais Os conselhos regulamentam e fiscalizam as profissões de nível superior. submetida à autorização prévia da OAB. hoje. ANACEU – Associação Nacional dos Centros Universitários Criada em 08/12/1999. as autorizações de cursos nas áreas de Direito e Medicina. 7 De acordo com informações divulgadas na Folha de São Paulo (06/10/2002). carreiras muito disputadas no vestibular. 69 . assim como os cursos da área de saúde (medicina. tal como a Ordem dos Advogados (OAB) e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Los temas críticos de la educacíon superior en América Latina: expansion privada.6. Brasília. do corpo docente das instituições de ensino e pesquisa envolvidas com esse nível de ensino. 1998.pp 165-213. 70 .in La educación Superior en el siglo XXI: visión de America Latina y el Caribe. Mexico. Vol 6 nº3. de organismos representativos da comunidade científica. Rollin Kent (org). a emergência da pós-graduação é o resultado de uma longa e tortuosa luta desencadeada por esses atores visando a superação de um padrão de organização do ensino superior no país que historicamente se constituíra através de escolas isoladas. 2.1997.1 A estrutura da Pós-Graduação Os cursos de pós-graduação receberam uma referência explícita na Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1961 quando em seu artigo 69. “Políticas de posgrado en América Latina”.8 Uma constelação de fenômenos sociais. Fondo de Cultura Económica. “Pós-Graduação na América Latina. A sua construção derivou de um complexo empreendimento coletivo que contou com a participação do Estado. Ver também o trabalhos de Virgílio Aragón. julho setembrro. voltadas basicamente para a formação de profissionais liberais e dissociados da atividade de pesquisa. dispunha que “nos estabelecimentos de ensino superior podem ser ministrados os seguintes 8 Com relação à situação da pós -graduação brasileira no contexto latino-americano. De certa forma. situação e características”. evaluación y posgrado”.6 A formação do sistema nacional de pós-graduação Carlos Benedito Martins Ao longo das últimas três décadas o Brasil construiu um sistema de pósgraduação que constitui a parte mais exitosa do seu sistema de ensino. in InfoCAPES.1997.2. Cresalc/Unesco. econômicos. in. “El valor de la pertinencia en las dinámicas de transformacíon de la educaciión superior en América Latina” pp 47-81. sendo considerado de forma unânime como o maior e melhor da América Latina. políticos e acadêmicos contribuíram para a formação da pós-graduação no país. Esse fato não deixa de ser surpreendente quando se tem em conta o caráter tardio do surgimento do ensino superior no país e particularmente da instituição universitária no seu contexto.Caracas. ver Ricardo Lucio. Ver também Carmen García-Guadilla.

aperfeiçoamento e extensão. Foi elaborado enquanto uma resposta de uma demanda do governo para a implantação da pós-graduação com vistas a atender às necessidades do desenvolvimento científico e tecnológico. que efetivamente veio a ocorrer nos anos seguintes. abertos à matrícula de candidatos que hajam concluído o ciclo colegial ou equivalente e obtido classificação em concurso de habilitação. equivalentes aos graus de Master e de Doctor. mas também assegurar treinamento eficaz e de alto padrão a técnicos e trabalhadores intelectuais para fazer face ao desenvolvimento nacional em todos os setores. abertos à matrícula de candidatos que hajam concluído a graduação e obtido os respectivos diplomas.024. Segundo o seu entendimento. a juízo do respectivo instituto de ensino. de acordo com o sistema de pós-graduação americana. b) de pós-graduação. o Ministro da Educação Suplicy de Lacerda.cursos: a) de graduação. Deve-se assinalar também que o Ministro da Educação manifestava claramente a sua preferência pela pós-graduação realizada em dois ciclos sucessivos. 22 de dezembro de 1961. ou quaisquer outros. solicitou ao Conselho Federal de Educação uma definição e regulamentação dos cursos de pósgraduação. c) de especialização. Em 1965. Tendo como Relator Newton Sucupira o referido Parecer veio a definir e caracterizar os cursos de pós-graduação. Em seu entendimento. O aviso ministerial assinalava que a pós-graduação deveria servir para garantir a elevação dos níveis de qualidade das instituições de ensino já existentes e para atender à possível expansão quantitativa do ensino de terceiro grau. a pósgraduação deveria estimular não apenas a formação de pesquisadores. 71 . abertos a candidatos com preparo e os requisitos que vierem a ser exigidos”. Como pode-se perceber. A manifestação da Câmara do Ensino Superior através do Parecer n° 977/65 será de importância fundamental para a construção conceitual dos cursos de pósgraduação e para a própria configuração desse nível de ensino no país. Diário Oficial. o artigo 69 da LDB de 1961 elaborava uma formulação bastante genérica com relação à pós -graduação deixando aos órgãos acadêmicos competentes as definições necessárias9. Lei n° 4. interpretando o 9 Congresso Nacional. expressa no artigo 69 da LDB.

Na primeira categoria. disponibilidade de recursos materiais. “Newton Sucupira e os rumos da educação superior”. É admissível que em certos campos do saber ou da profissão se ofereçam apenas programas de doutorado. 72 . Quanto ao papel desempenhado por Newton Sucupira.espírito da LDB.”. A implantação dos cursos de mestrado e de doutorado que viria a ocorrer em seguida seria. sendo que destes 101 foram colocados sob diligência pelo CFE. 130 -132. 10 A Câmara do Ensino Superior do CFE que aprovou o Parecer 977/65 era constituída pelos seguintes membros: Antônio Almeida Junior (Presidente). o artigo 69 da LDB na alínea b. o Parecer n° 977/65 atribuía à pós -graduação lato sensu um objetivo eminentemente prático. Isto é. Nos primeiros cinco anos de vigência do Parecer n° 77/69 foram analisados 202 pleitos de credenciamento de cursos. esses cursos podem ser considerados como relativamente autônomos. Fevereiro 1969. consultar Revista Documenta nº 98. sua produção científica. 11 O Parecer 77/69 foi elaborado por Newton Sucupira. A propósito do Parecer 77/69. incluiu o mestrado e o doutorado cujo objetivo seria de natureza acadêmica. moldada pela conceituação de pós-graduação expressa pelo Parecer n° 977/65 e pelas normas de organização e credenciamento estabelecidas pelo Parecer n° 77/69 do CFE. In “Legislação e Normas da pós-graduação brasileira”. Nwton Sucupira (Relator). o mestrado não constitui obrigatoriamente requisito prévio para inscrição no curso do doutorado. José Barreto Filho. Brasília. Estabelecia que o credenciamento dos cursos de pós-graduação seria concedido mediante Parecer do Conselho Federal de Educação aprovado pela maioria de seus membros e homologado pelo Ministro da Educação e Cultura. Maurício Rocha e Silva. Helena Bomeny. Clóvis Salgado. Anísio Teixeira. Esse Parecer distinguiu dois tipos de pós-graduação. enquanto a pós-graduação stricto-sensu conferiria grau acadêmico. sendo que esse último corresponderia ao nível mais elevado na hierarquia dos cursos superiores. Valnir Chagas e Rubens Maciel. aperfeiçoamento e extensão. Relator do Parecer 977/65. pp. etc. de pesquisa e de cultura. Brasília 1969. Alceu Amoroso Lima. tais como a qualificação do corpo docente. Brasília 2001. na medida em que estariam ligados à essência da universidade. Contemplava os requisitos básicos para a organização e funcionamento dos cursos de pós-graduação. Esses cursos. deveriam constituir atividades regulares e permanentes e conferir diplomas de mestre e de doutor. que separou os cursos de pósgraduação dos de especialização. a pós-graduação tenha características próprias. p. tendo como compromisso o avanço do saber.239 Funadesp. em larga medida. CAPES. a pós-graduação lato-sensu concederia certificado. Por sua vez. a maioria deles era proveniente de instituições com pós-graduação previamente existente e que não se enquadrava nas novas normas estabelecidas pelo CFE11. na educação superior do país. tradução de ensino e pesquisa do grupo. os cursos de stricto sensu e os de lato sensu.2001. Biblioteca Anísio Teixeira. Numa de suas passagens o Parecer 977/65 afirma que: “embora o mestrado e o doutorado represente um escalonamento da pós-graduação. o mesmo autor do Parecer 977/65. Deve-se assinalar que o Parecer n° 977/65 foi elaborado com razoável grau de flexibilidade de modo que os cursos de pós-graduação pudessem passar por variações em função das particularidades de cada área do conhecimento e da margem de iniciativa das instituições de ensino10. Dumerval Trigueiro. ver. Editora Paralelo 15.

a sua existência seria fundamental para melhorar os cursos de graduação. Reconhecendo as dificuldades para a implantação do sistema de pósgraduação no Brasil devido a escassez de instituições capazes de oferecer esse nível de ensino e do número restrito de professores qualificado academicamente. No entanto. São Paulo. baseava-se no princípio da descentralização articulada13.44.1979. Tratase do Relatório do Grupo de Trabalho da Reforma Universitária que retoma e reafirma várias passagens do Parecer 977/65. Newton Sucupira. cujo Relator integrou também esse grupo de trabalho12. Senado Federal. Face ao caráter inovador que a pósgraduação deveria ocupar no contexto do ensino superior. segundo alguns de seus formuladores. o sistema dos Centros Regionais de Pós-Graduação. De acordo com Newton Sucupira um de seus formuladores. tentando-se reduzir as disparidades regionais acentuadas”. sendo que esses cursos constituiriam centros de pós-graduação para toda região. Em outros termos. tomo IV. O Grupo de Trabalho assinalava também que na medida em que a pósgraduação deveria ser o lugar por excelência da formação dos docentes mais qualificados academicamente do ensino superior. ver Florestan Fernandes. Em país de dimensões continentais abrangendo regiões bem distintas e desigualmente desenvolvidas parecia aconselhável efetuar uma distribuição racional de recursos de pós-graduação. 1975. Universidade de Brasília. “baseavase no princípio da descentralização articulada. 73 . Esses centros estariam sob a coordenação de uma Comissão Nacional subordinada ao Departamento de Assuntos Universitários (DAU) e. A execução dessa política deveria ser de iniciativa e responsabilidade do governo federal em função do volume de recursos necessários e do impacto que se desejava alcançar no contexto do ensino superior no país.Em 1968. o GT destacava a necessidade de se promover uma política nacional de pós-graduação capaz de coordenar os esforços e de mobilizar recursos materiais e humanos para viabiliza-la. ao mesmo tempo que se garantia a unidade de política e de planejamento mediante a coordenação em nível nacional. a experiência dos Centros 12 13 Para uma apreciação crítica do documento elaborado pelo Grupo da Reforma Universitária. descentralizava-se a execução estabelecendo-se uma primeira articulação em nível regional. p. Projeto Educação. o Grupo de Trabalho sugeriu a instalação de Centros Regionais de Pós-Graduação onde seriam escolhidas universidades nas quais certas áreas que já tivessem atingido a massa crítica necessária a um programa de pós-graduação. “A pós-graduação entre a autenticidade e a alienação. “ Universidade Brasileira: Reforma ou revolução?” Editora Alfa-ômega. outro documento oficial voltaria a referir-se à pós -graduação. Nestas universidades seriam instituídos cursos de mestrado ou doutorado para os quais convergiriam recursos materiais e humanos.

o artigo 17 separou claramente os cursos de pós-graduação stricto sensu da modalidade dos cursos de especialização e aperfeiçoamento que foram incluídos na categoria lato sensu. 16 Com relação a importância dos PNPGs na construção da pós-graduação nacional e sua articulação com o sistema de macroplanejamento instaurado no período pós-64. consultar. Brasíia. pelo Parecer 77/69 do CFE. um outro de nº 64.540/68. Maria de Azevedo Brandão. por exemplo. 2001.Regionais de Pós-Graduação não efetivou-se. ver Ricardo Maritns. 15 A 16ª conclusão do Parecer 977/65 assinalava que: “os cursos de pós -graduação devem ser aprovados pelo Conselho Federal de Educação para que seus diplomas sejam registrados no Ministério da Educação e possam produzir efeitos legais. Através deles realizaram-se diagnósticos sobre a situação da pós-graduação e foi formulado um conjunto de metas e de ações que em grande parte foram cumpridas. “A pós-graduação no Brasil: situação e perspectivas. se conformaria e fortaleceria enquanto agência de fomento da pós-graduação16.343 de dezembro de 1968. A idéia da criação dos Centros Regionais de pós-graduação conduziu um significativo esforço de definição legal. Ao regulamentar os cursos de pós-graduação. em vários de seus artigos incorporou os princípios e recomendações que encontravam-se contidas no Parecer n° 977/65. É no contexto da execução desse planos que a CAPES. constituía uma Comissão Executiva do Programa de Implantação dos Centros e o de nº 67. As propostas do Grupo de Trabalho da Reforma Universitária foram formalizadas na Lei n° 5. que se transfere para Brasília em 1974. 1999. imprimindo uma direção para sua consolidação e institucionalização. Parecer 977/65. Nessa mesma direção. o Conselho Federal baixará normas fixando critérios de aprovação dos cursos”. o artigo 24 fortaleceu o papel legal do Conselho Federal de Educação com relação à regulamentação e supervisão dos cursos de pós graduação stricto sensu.350 de outubro de 1970. Brasília. Funadesp. com exceção da região sul. dispunha sobre a criação dos mesmos. Se os Pareceres n°s 977/65 e 77/69 tiveram uma importância na definição conceitual e na moldura legal da pós-graduação. nos termos propostos pela 16ª conclusão do Parecer n° 977/6515.Legislação e Normas da Pós-graduação Brasileira p.” Núcleo de Estudos sobre o Ensino Superior da Universidade de Brasília (Nesub). Ver também sobre esse assunto neste volume os depoimentos de Darcy Closs e Edson Machado de Sousa. Dessa forma. ensejando vários decretos: o de nº 63. As normas para o funcionamento da pós-graduação no país foram estabelecidas em 1969. sobre a implantação em si. 1977.085 de fevereiro de 1969. 242. “A constituição da política de pós-graduação no Brasil:1965/1975” Revista Ciência e Cultura 29 (4). Para isso.540/68 que fixou as normas de organização e funcionamento do ensino superior. a Lei n° 5. A respeito dos Centros Regionais de Pós-Graduação. 14 74 . os Planos Nacionais de PósGraduação constituíram um outro elemento crucial na construção do sistema. que reuniu seis universidades14.

a criação do Programa Institucional de Capacitação Docente 75 . Também a integração da pós-graduação na universidade era essencial.Deve-se assinalar que o I PNPG foi elaborado num momento de abundância de recursos provenientes do FNDCT do qual a FINEP era a Secretaria Executiva e executora de fomento. sendo a CAPES e o CNPq seus usuários. deveria se tornar objeto de planejamento estatal. como parte integrante do sistema educacional. enquanto que à pós -graduação cabia a formação de recursos humanos para o ensino superior. Para a execução dessas metas eram propostos a concessão de bolsas de tempo integral para alunos. pressionado por motivos conjunturais. Deveria estar articulado com as políticas de desenvolvimento traçadas pelo II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) bem como pelo II Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PBDCT). Também ressaltava-se que na distribuição regional e setorial dos novos cursos deveria ser considerado o papel estratégico representado pelas áreas científicas básicas das quais dependeria toda a potencialidade do ensino superior e da produção científica. Esses recursos permitiriam a expansão dos programas de bolsas de estudo e a criação de inúmeros cursos de pós graduação. e que. A capacitação docente era fundamental na medida em que o ensino superior era considerado um setor de formação de recursos humanos para os demais níveis de ensino e para a sociedade. considerando a pós-graduação como subsistema do sistema universitário e este. por sua vez. Como o objetivo central era a expansão da pós-graduação visando a capacitação docente das instituições de ensino superior. Destacam-se duas questões centrais nesse primeiro plano: o desenvolvimento econômico do país necessitava de recursos humanos de nível superior para alavancar os setores modernos da economia e a necessidade de integração das atividades da pós-graduação dentro da própria universidade. O IPNPG partia da constatação de que o processo de expansão da pósgraduação havia sido até então parcialmente espontâneo. geralmente externos ao orçamento da universidade. a partir daquele momento. as metas principais eram o aumento da titulação e de vagas nos cursos de mestrado e de doutorado. dado o isolamento e a desarticulação das suas atividades iniciais em função da diversidade de fontes e formas de financiamento.

criando estímulos e condições favoráveis. formado pelos então denominados presidentes das Comissões de Consultores Científicos. do aumento gradativo da eficiência e confiabilidade dos sistemas de informação e avaliação quanto ao desempenho dos programas de pós-graduação. Seria oportuno assinalar que o II PNPG contou com a decisiva participação do Conselho Técnico Científico da CAPES. o documento do II PNPG assinala que: “Todos os esforços de consolidação e de desenvolvimento implícitos neste Plano têm como meta o aumento qualitativo do desempenho do sistema como um todo. Nesse sentido ele distanciou-se da estratégia expansionista do Plano anterior. no ano de 1983 o PIB caiu 5% e a inflação atingiu o patamar de 211%. do estabelecimento de critérios e de mecanismos de avaliação conhecidose aceitos como legítimos pela comunidade. 17 Sobre o esgotamento dos recursos para a área de ciência e tecnologia durante a década de 80 ver neste volume o depoimento de Edson Machado de Souza. bem como do estabelecimento de critérios e de mecanismos de avaliação conhecidos e aceitos pela comunidade científica18. de tal modo que houve um comprometimento da distribuição de recursos que se fazia anteriormente no sistema CAPES/CNPq/FINEP. de forma regular e programada. O II PNPG foi elaborado em consonância com as orientações do III Plano Nacional de Desenvolvimento(PND) e do III Plano Básico de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PBDCT). pelas instituições universitárias em função da ampliação da pós-graduação O contexto de elaboração e execução do II PNPG (1982-1985) coincide com uma forte crise econômica no país o que implicou numa retração de recursos de financiamento da pós-graduação.A ênfase na qualidade dependerá. visando a criação de bases seguras para o desenvolvimento futuro da pós-graduação. de tal maneira que num certo momento a CAPES passou a não receber mais nenhum recurso proveniente do FNDCT17. A ênfase na qualidade dependeria do aumento gradativo da eficiência e confiabilidade dos sistemas de informação e avaliação do desempenho dos programas de pós graduação. Propõe-se a consolidação da avaliação que já existia desde 1976 e a participação da comunidade científica nas decisões sobre a política de pósgraduação e no processo de avaliação. mais especificamente. A sua ênfase recai sobre a qualidade do ensino superior e. da própria pós-graduação.Para a consolidação e a melhoria dos sistemas de informação e avaliação. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico foi esvaziando-se gradativamente.. 18 Ao explicitar a questão da qualidade como dos um problemas centrais a ser enfrentado. Apenas para se ter uma referência.. na sua operacionalização. é fundamental a participação direta e ativa da comunidade acadêmica e científica em geral e das universidades e centros de pós-graduação em particular”.. II Plano 76 .(PICD) e a admissão de docentes.. bem como acionando mecanismos de acompanhamento e avaliação.

Brasília. nas diferentes áreas com o objetivo de criar alternativas para os alunos e para atender a demanda de mão-de-obra altamente especializada. tem contribuído para conferir um elevado grau de legitimidade desse processo de avaliação pela comunidade acadêmica nacional. Esses consultores. no planejamento da pós-graduação. A implementação do II PNPG. efetivamente veio a ocorrer constitui ao lado da moldura legal dos Pareceres 977/65 e 77/69. dos Planos nacionais de pós-graduação um outro fator fundamental na configuração da pósgraduação nacional. deve-se destacar que o processo de avaliação é realizado por consultores científicos que são indicados à CAPES após ampl consulta pelos programas das diferentes a áreas de conhecimento. o II PNPG dava uma certa ênfase nos cursos de pósgraduação lato sensu. problema esse que se agravou ao longo da década de oitenta. O III PNPG (1986-1989) alertava justamente para a Nacional de Pós-Graduação p. Ricardo Martins. Ministério da Educação e Cultura.8-9. os tipos de qualificação requeridas e as necessidades regionais. “ El sistema de 77 . seja em termos de sua produção científica. consultar. formam o Comitê de Avaliação das diferentes áreas de conhecimento que é renovado periodicamente. A consolidação do processo de avaliação que. a vinculação com a questão tecnológica e com o setor produtivo. aparecendo pela primeira vez.O segundo problema que o II PNPG plano pretendia solucionar era a adequação do sistema às necessidades do país. Quanto à implantação do sistema de avaliação da CAPES e o seu desenvolvimento até meados da década de oitenta. seja em função do aumento da capacidade tecnológica e produtiva. Além de manifestar uma preocupação com a formação de recursos humanos para o mercado de trabalho não-acadêmico. não obteve o mesmo êxito para resolver a falta de articulação entre as diferentes agências de fomento nacionais voltadas para a pós-graduação. conseguiu consolidar o processo de avaliação que desde então vem passando por constantes aprimoramentos. que atuam como docentes nos programas de pós-graduação. Se o II PNPG conseguiu consolidar o processo de avaliação. O fato da avaliação ser realizada pelos pares e não pelos segmentos burocráticos do Ministério da Educação. O sistema deveria melhor se dimensionar tendo em vista as especificidades de cada área de conhecimento. A esse propósito. 1982.

bem como a organização de uma política de auxílio financeiro aos programas de pós-graduação. enfatizando-se o seu papel no desenvolvimento nacional. 2. reforçar o programa de bolsas no exterior através de uma política seletiva de concessão desta demanda. promover a integração entre as atividades de pesquisa e de pós-graduação com a graduação.1997. Brasília. apoiar revistas científicas brasileiras que tivessem padrão internacional.necessidade de uma maior articulação entre agências de fomento governamentais com interface à pós -graduação. As estratégias propostas visavam aperfeiçoar o sistema de acompanhamento e avaliação da pós-graduação. Estabelecia também a universidade como ambiente privilegiado para a produção de conhecimento. 19 Entre as diretrizes gerais do III PNPG destacavam-se: a) estimular e apoiar as atividades de investigação científica e tecnológica que deveriam transcender o processo de capacitação de pessoal de alto nível e se constituir em condição necessária para a realização da pós-graduação. Bogotá. No bojo das recomendações desses Planos ocorreu também a implantação e ampliação gradativa das comissões de consultores científicos para apreciar o mérito das solicitações e à avaliação dos programas de pós-graduação pleitos das áreas.27-43. b) consolidar as instituições universitárias enquanto ambientes privilegiados de ensino e de geração de conhecimento e promover a institucionalização da pesquisa e da pós-graduação através de verbas orçamentárias específicas. a institucionalização da pesquisa nas universidades para assegurar o funcionamento da pós-graduação e a sua integração ao setor produtivo19. Editora Paralelo 15. assegurar a diversidade de fontes de financiamento para aquisição de periódicos científicos. Entre outros resultados. “Para onde vai a pós-graduação brasileira?”. considerando a situação de cada subárea e a capacidade de formação interna. especialmente CAPES e CNPq Acrescentava também a necessidade de institucionalização da pesquisa como elemento indissociável da pós-graduação e sua integração ao sistema nacional de ciência e tecnologia. o que tem implicado numa continua e constante interação da CAPES com a comunidade acadêmica nacional. Para uma análise das principais questões colocadas pelos Planos Nacionais de Pós-Graduação consultar. 1985. Os objetivos do III PNPG eram a consolidação e a melhoria do desempenho dos cursos de pós-graduação. a fim de garantir os recursos bibliográficos indispensáveis aos cursos de pós-graduação. aumentar a oferta de bolsas e o seu poder aquisitivo. 78 .2 O funcionamento acompañamiento y evaluaíon de la CAPES: notas críticas sobre su evolución” in. Fernanda Fonseca Sobral. valorizar a pós-graduação lato-sensu para atender a heterogeneidade de demanda das áreas e do mercado de trabalho. as ações implementadas pelos Pnpgs possibilitaram a construção de um amplo sistema de bolsas no país e no exterior que contribuiu de forma efetiva para a capacitação de docentes e de pesquisadores que atuam no ensino superior do país. La evaluación de Programas de Posgrado. como parte essencial do sistema de ciência e tecnologia. Instituto Colombiano para el Fomento de la Educacion Supperior.6. pp. in A Alavanca de Arquimedes: cência e tecnologia na virada do século.

Já no ano de 2000 o país contava com 1453 cursos de mestrado e 821 cursos de doutorado e 37 mestrados profissionalizantes. A estrutura acadêmica da pós-graduação foi construída a partir de procedimentos bem-definidos. Um dos êxitos desse sistema deve-se à montagem de um eficiente método de credenciamento.A pós-graduação cresceu de forma mais planejada e orientada. II PNPG (1982-1985). liga a vida acadêmica nacional a centros relevantes da produção científica internacional. No ano de 1976 existiam no país 561 cursos de mestrado e 200 de doutorado. criou-se um sistema eficiente de orientação de dissertações e teses. Acoplou-se o ensino à pesquisa. No período 1995/2000 ocorreu um crescimento da ordem de 25% nos mestrados e de 33% nos cursos de doutorado (Tabela nº2. mencionemos a existência dos Planos Nacionais de Pós-Graduação20 que traçaram rumos bem-definidos para a sua expansão e. a seu lado. Ao mesmo tempo. consultar o trabalho de Barros (1998: 115-161). 20 Até o presente momento existiram três PNPGs : o I PNPG (1975-1980). procurando detectar e sanar suas possíveis falhas. A pós-graduação. O êxito da pós-graduação nacional pode ser constatado através do exame de dados existentes sobre determinadas dimensões desse sistema que são apresentados em anexo. Para uma apreciação detalhada desses planos e seus impactos na montagem de um sistema nacional de pó-graduação. por outro lado. Como exemplo.5). tem possibilitado a renovação de campos específicos do saber e contribuído para a introdução de novas questões para investigação. os órgãos de fomento nacionais e internacionais investiram de forma sistemática na implantação desse nível de ensino. As informações disponíveis indicam uma significativa expansão da pós-graduação stricto sensu. a expansão da pósgraduação foi o resultado de uma política indutiva orientada e conduzida pelo poder central. 79 . no qual se analisa não apenas a pertinência da abertura dos cursos mas suas condições acadêmicas de funcionamento.Diferentemente do ensino de graduação. em várias áreas do conhecimento. e stabeleceu-se um número limitado de disciplinas articuladas com as respectivas linhas de pesquisa dos cursos. O resultado dessa estrutura acadêmica tem permitido um forte crescimento da produção científica que. e III PNPG (1986-1989).

57% dos cursos de mestrado e 52% dos doutorados existentes no país.5% dos mestrados e 17% dos doutorados situaram-se entre os conceitos 6 e 7.5% dos cursos de doutorado existentes no país (Tabelas 2. o processo de avaliação passou atribuir notas aos Programas (e não aos cursos individualmente). constata-se na pósgraduação um relativo equilíbrio na distribuição dos cursos de mestrado e de doutorado entre as diversas áreas do conhecimento (Tabelas nº 2. Deve-se destacar que durante o período 1995/2000 os cursos de doutorado nas universidades estaduais tiveram um crescimento de 20% e nas federais atingiu a ordem de 49%.6).9 verifica -se que 56% dos mestrados e 72% dos doutorados situam-se entre os conceitos 4 e 5. Ao contrário do que ocorre nos cursos de graduação. por 30% dos mestrados e por 40% dos doutorado e a rede federal absorvia. absorviam 89% do total dos cursos de mestrado e 92% dos doutorados. Por outro lado.Quando analisa-se a dependência administrativa dos cursos de pós-graduação (Tabela nº 2.7 e 2. Quando observam-se os dados contidos na tabela nº 2.10 e 2. deve-se chamar a atenção que o esforço de discriminar a qualidade acadêmica dos programas apresentou resultados satisfatórios. 80 . nos quais verifica-se um nítido predomínio quantitativo dos cursos da área de ciências sociais aplicadas. constata -se um nítido predomínio das instituições públicas que. sendo que 7 (sete) passou a ser a nota máxima para Programas que possuem mestrado e doutorado e 5 (cinco) para os Programas que possuem apenas o mestrado. As universidades estaduais respondiam em 2000. no mesmo período. Quando analisam-se os resultados da avaliação dos Programas relativa ao período 1998/2000 constata-se que a expansão da pós-graduação nacional ocorrida nos últimos anos ocorreu dentro de parâmetros de qualidade acadêmica. que apesar da existência de uma série de iniciativas institucionais colocadas em prática pelas agências de fomento nacionais e estaduais com o objetivo de atenuar a existência da concentração regional dos programas de pós-graduação.11). Deve-se registrar. uma vez que apenas 9. Deve-se relembrar que a partir de 1998. indicando uma adequada consolidação dos Programas existentes. constata-se a persistência de acentuado desequilíbrio na sua distribuição no país. ao passo que a região norte detinha apenas 2% dos mestrados e 1.8). em 2000. A região sudeste concentrava no ano de 2000 60% dos programas de mestrado e 71% de doutorado.

Sociais Aplicadas e Engenharias e Informática. no mesmo período. para 61. Somente a CAPES no ano de 2002 oferecia um total de 21. No ano de 2001 a pós-graduação titulou um total de 26. no doutorado.273 alunos existentes em 1987. Essa expansão do sistema nacional de pós-graduação e o conseqüente crescimento do contigente de novos mestres e doutores nacional deriva em grande medida da existência de programas mantidos pelas agências de fomento nacionais e estaduais visando o fortalecimento dos cursos existentes e a manutenção dos programas de bolsas de estudos. Os dados indicam que ocorreu também um expressivo aumento de alunos titulados.309 bolsas no país.6% e o doutorado experimentou uma expansão na ordem de 80%. No ano de 2001 a pósgraduação nacional absorvia um total de 94. ocorreu um expressivo crescimento das matrículas e titulações. foram concedidas 5.8% dos docentes que 81 .382 para doutorado. principalmente.102 No período 1995-2001 as matrículas no mestrado tiveram um acréscimo de 43.042 Entre 1995 e 2001.739 estudantes.927 para mestrado e 9. número que saltou para 19630 no ano de 2001. Seria oportuno também destacar a evolução positiva registrada com relação a qualificação formal dos docentes que atuam nesse sistema. distribuem-se de forma diferente entre as áreas e segundo seja o nível.503 bolsistas no exterior (Tabela 2.653 alunos. também as Ciências da Saúde e Exatas e da Terra receberam maior número de bolsas (Tabelas 2.028 estudantes. Também o CNPq teve uma importante atuação na formação de recursos humanos pós-graduados mediante a concessão de bolsas de mestrado e de doutorado. Em 1987 apenas 72. a CAPES no ano de 2001 manteve 1. No ano de 2001.12). passouse de 29. No mestrado. No doutorado.16).Paralelamente à expansão do número de cursos de pós -graduação.842 de doutorado. Deve-se também acrescentar que além das bolsas no país. todavia. Em 1987 o mestrado titulou 3. As bolsas. em três grandes áreas: Ciências Humanas. ocorreu uma expansão de 108.798 bolsas de mestrado e 5.928 em 2001.5% nas titulações do mestrado e de 142 % no doutorado (Tabela nº 2. no mesmo período passou-se de 7. sendo 11. além dessas grandes áreas. No ano de 2000. as bolsas de mestrado de ambas agências concentraram-se. as titulações no doutorado passaram de 872 para 6.12 a 2.17). doutorado ou mestrado.960 alunos para 35.

ao passo que em 2000. Além de bolsas de mestrado. pós-doutorado e sanduiche a CAPES mantém programas de apoio à pesquisa e à cooperação institucional e internacional. Total 761 837 899 955 1003 1021 1061 1091 1125 1166 1182 1246 1301 82 . Não seria incorreto dizer que a pós-graduação pelos resultados apresentados e pelo seu padrão de qualidade constitui a dimensão mais exitosa do sistema de ensino no país. são vários os desafios que o sistema de pós-graduação deve enfrentar.18). 97. Certamente. Através de sua atuação instalou-se uma competência acadêmica por todo o pais e na sua esteira ocorreu também o processo de institucionalização da pesquisa no interior de determinadas universidades. Tabela 2. tais como a persistência de forte desequilíbrio regional na distribuição dos cursos de mestrado e doutorado. etc. de tal modo que ela seja capaz de oferecer ao país os recursos humanos diversificados para meios socais e demandas profissionais igualmente diferentes.5 Evolução do número de cursos de pós graduação Ano 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 Mestrado 561 618 664 703 726 736 760 777 792 820 829 861 899 Doutorado 200 219 235 252 277 285 301 314 333 346 353 385 402 Prof. doutorado.atuavam nos programas de pós-graduação eram doutores.7% do corpo docente possuíam o título de doutor (Tabela 2. a intensificação da qualificação de quadros docentes para atuar tanto no ensino público quanto no privado. a sua plena integração com a graduação e com todas as interfaces da universidade onde encontra-se instalada. Nesses últimos trinta anos a pós-graduação tem se constituído o instrumento fundamental de modernização do ensino superior no país contribuindo de forma decisiva para alterar profundamente a sua fisionomia e forma de ser. a flexibilização de sua forma de funcionamento.

1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Fonte: CAPES/MEC 936 964 982 1018 1039 1119 1159 1186 1249 1291 1388 1453 430 450 466 502 524 594 616 629 658 695 752 821 18 37 1366 1414 1448 1520 1563 1713 1775 1815 1907 1986 2158 2311 Tabela 2.6 Evolução do Número de Cursos de Pós Graduação por Dependência Administrativa Ano 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Particular M 79 83 89 94 95 90 97 110 112 102 115 121 148 174 D 33 37 42 44 45 46 47 54 54 52 55 60 65 69 Estadual M 279 290 302 310 323 333 338 364 365 382 396 400 426 441 D 193 202 215 221 228 234 246 267 274 283 287 293 309 323 Federal M 503 562 545 547 563 595 604 645 682 702 738 770 811 835 D 159 163 173 184 199 222 231 273 288 294 316 342 377 428 Municipal M 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 3 3 D 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 Total 1246 1337 1366 1400 1453 1520 1563 1713 1775 1815 1907 1986 2140 2274 Fonte: CAPES Tabela 2.7 Evolução do Número de Cursos de Pós Graduação por Grande Área (Mestrado) Grande Área Ciências Agrárias Ciências Biológicas Ciências da Saúde Ciências Exatas e da Terra Ciências Humanas 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 101 91 189 118 129 111 98 203 123 140 118 103 216 127 142 124 105 222 128 146 125 108 229 130 146 130 109 243 133 150 134 111 247 134 152 137 120 270 141 163 140 123 273 147 167 145 123 275 153 166 155 126 284 160 174 159 135 298 160 177 167 139 306 172 196 174 142 316 177 205 83 .

10 Evolução do Número de Cursos de Pós-Graduação por Região (Mestrado) 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 84 .Humanas Ciências Sociais Aplicadas Engenharias Letras e Artes Multidiciplinar 83 87 48 1 76 93 51 2 78 95 55 2 83 97 56 3 83 101 57 3 85 105 59 4 85 109 62 5 91 119 65 13 100 125 65 19 100 126 66 32 105 138 68 39 111 147 70 34 130 155 76 47 147 158 80 54 Fonte: CAPES/MEC Tabela 2.9 Conceitos dos Cursos de Pós-Graduação .8 Evolução do Número de Cursos de Pós Graduação por Grande Área (Doutorado) Grande Área Ciências Agrárias Ciências Biológicas Ciências da Saúde Ciências Exatas e da Terra Ciências Humanas Ciências Sociais Aplicadas Engenharias Letras e Artes Multidiciplinar 1987 29 47 107 58 39 22 42 26 0 1988 32 52 122 61 41 22 44 28 0 1989 39 53 130 65 44 22 49 28 0 1990 42 55 137 69 45 23 50 29 0 1991 44 57 141 74 48 23 51 30 0 1992 48 61 147 81 57 25 53 29 0 1993 49 67 149 82 59 28 55 34 1 1994 53 79 172 86 73 31 58 35 7 1995 55 81 174 90 76 34 61 36 9 1996 58 81 176 91 82 33 61 36 11 1997 64 84 183 94 83 36 63 39 12 1998 66 89 195 95 89 42 65 44 10 1999 77 94 197 104 96 50 74 47 13 2000 88 100 212 109 104 56 85 51 16 Fonte: CAPES/MEC Tabela 2.1998/2000 0 Profissionalizante Mestrado Doutorado Fonte: CAPES/MEC 1 0 9 3 2 2 53 13 3 27 450 75 4 12 499 296 5 12 357 322 6 6 98 100 7 0 49 49 0 7 2 Tabela 2.

1987-2001 Ano 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 29273 30990 31992 35727 37428 37813 38414 41084 43121 45622 47788 50816 56182 61735 61928 Matriculados (em dezembro) Mestrado Doutorado 7960 8345 9148 10496 12095 13764 15556 17464 19492 19492 22198 26828 29998 33004 35102 Prof.Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul 36 119 18 574 114 40 120 18 599 122 42 124 18 624 126 42 126 18 645 131 43 128 18 657 136 44 140 20 670 144 48 145 21 677 148 52 160 24 712 171 57 164 25 731 182 58 172 27 738 191 64 179 27 772 207 68 186 27 791 219 73 202 28 842 243 80 211 32 872 258 Fonte: CAPES/MEC Tabela 2.11 Evolução do Número de Cursos de Pós Graduação por Região (Doutorado) 1987 Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul 4 10 5 340 26 1988 5 10 5 352 30 1989 7 13 5 373 32 1990 10 14 5 385 36 1991 10 18 5 397 38 1992 11 22 6 415 48 1993 13 26 6 431 51 1994 14 35 8 477 60 1995 15 36 8 493 64 1996 16 37 8 498 70 1997 18 42 8 514 76 1998 20 49 8 531 87 1999 21 60 8 555 108 2000 24 76 11 582 128 Fonte: CAPES/MEC Tabela 2. 0 0 862 1879 2978 Total 37233 39335 41140 46223 49523 51577 53970 58548 62613 67820 72316 77644 87042 96618 100008 Mestrado 3653 3845 4597 5452 6799 7380 7554 7627 8982 10499 11922 12681 15324 18132 19630 Titulados Doutorado 872 915 1000 1222 1490 1780 1792 2081 2497 2985 3620 3949 4853 5335 6042 Prof.12 Evolução do Número de Alunos Matriculados e Titulados na Pós-Graduação. 0 0 56 241 356 Total 4525 4760 5597 6674 8289 9160 9346 9708 11479 13484 15542 16630 20233 23708 26028 Fonte: CAPES/CGA/DEM 85 .

5 1127 792 574.5 946 628.5 484 1996 986 884 1154 1073.5 907 1788.5 1505.15 Concessão de Bolsas no País.5 1994 1171 1995 1134 1996 1311 1997 1420 1998 1288.5 1074 1943.5 1192 1130. segundo Grande Área do Conhecimento/CAPES 1991-2002 (Doutorado) Grande Área Ciências Exatas e da Terra Ciências Biologicas Engenharias Ciências da Saúde Ciências Agrárias Ciências Sociais Aplicadas 1991 269.5 1626 1574 1066 1895 1630 1636 1153 2010 1621 1703 1147 1899 1481 1687 1525.5 728.5 431. segundo Grande Área do Conhecimento/CAPES 1991-2002 (Mestrado) Grande Área Ciências Exatas e da Terra Ciências Biologicas Engenharias Ciências da Saúde Ciências Agrárias Ciências Sociais Aplicadas Ciências Humanas Letras e Artes Multidisciplinar Outros Total 1991 926 1992 937 1993 1134.5 1432 1451.5 503 358.5 463.5 64 0 12173 2164 821 73 0 11805 2237 842.5 685.5 623 934.5 930.5 809 583 1998 918 931 1147.5 413 513.5 1649.5 1977 1913 1498.5 1176 2094 2091.5 1740.5 582 527 696 1993 724.5 870 582 2000 1036 995 1229 1403.5 763 34 0 10465 1662 750 37 0 10351 2234 818 55 0 11782 2227 821.Tabela 2.5 993.5 1054 819 583 414 1995 936.5 997.5 1751 1581 1066.5 1894.5 1997 989.5 781 164 0 12019 1943.5 1303.5 1451.5 1460 1429.13 Concessão de Bolsas no País.5 1999 1321.5 1999 942.5 403 672.5 700 216 0 11538 1886 671 271 0 11596 1847 641 310 0 11935 2022 635 344 0 11927 Fonte: CAPES/MEC Tabela 2.5 1478 1099 1945 1844 1571 1000 1866 1918 1377 1100.5 700.5 547.5 1087 1184 1766.5 1898.5 2000 1410 2001 1563 2002 1528 874 1909 1469 1197.5 826 1152 945.5 1162 1228.5 1498 1337.5 442.5 109 0 12440 2328 887 156 0 13300 2098.5 759.5 1178 1274.5 2001 1100 1054 1286 1522 1024 645 2002 1150 1061 1177 1610 1135 711 86 .5 1992 320.5 1994 815.

0% 84.9% 94.0% 88.279 1.5 858.8% 76.5 317 8 0 5675 1106.5 0 7509 1388.18 Evolução do Número de Docentes da Pós Graduação .7% 87 .5% 90.503 Doutorado Pleno 943 955 945 848 761 708 Doutorado Sanduiche 154 235 252 275 309 356 Especialização 19 52 73 71 46 28 79 223 262 195 Graduação Sanduíche Mestrado 48 37 18 8 11 19 PósDoutorado 115 177 134 128 129 197 Fonte: CAPES/MEC Tabela 2.5 468 113 0 7963 1608 498 97.553 1.7% 79.5 1690 538 121 0 8980 1811 573 154 0 9382 Fonte: CAPES/MEC Tabela 2.518 1.5 0 8441.4% 81.5 388 56.456 1.5 338 21 0 6495 1224 361 40 0 6998.4% 97.9% 96.9% 89.5% 88.5 1350 409 47.501 1.5 3 0 5066 963.5 0 7323 1541.Ciências Humanas Letras e Artes Multidisciplinar Outros Total 326 297 0 0 3326 353 344 0 0 3728.17 Bolsas no Exterior – Evolução do Número de Bolsistas -1996-2001 Ano 1996 1997 1998 1999 2000 2001 Total 1.1987-2000 Ano 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Total 14838 17236 18985 19900 20188 20715 21314 22345 22384 21899 23475 22835 24375 25663 Doutores 10814 13148 14757 15799 16393 17185 17998 19643 19890 19604 21342 21670 23503 25061 Doutores (%) 72.5 301.2% 83.3% 77.

2001
Fonte: CAPES

25941

25587

98,6%

Tabela 2.19 Concessão de Bolsas no País, segundo Grande Área do Conhecimento/CNPq 1997-2000 (Mestrado)
Grande Área Ciências Exatas e da Terra Ciências Biologicas Engenharias Ciências da Saúde Ciências Agrárias Ciências Sociais Aplicadas Ciências Humanas Letras e Artes Total
Fonte: CNPq

1997 1015 866 1633 790 975 798 1280 384 7741

1998 843 734 1294 624 806 642 1017 294 6254

1999 800 714 1161 518 716 581 906 271 5667

2000 787 711 1163 446 715 550 900 267 5539

Tabela 2.20 Concessão de Bolsas no País, segundo Grande Área do Conhecimento/CNPq/ 1997-2000 (Doutorado)
Grande Área Ciências Exatas e da Terra Ciências Biologicas Engenharias Ciências da Saúde Ciências Agrárias Ciências Sociais Aplicadas Ciências Humanas Letras e Artes Total
Fonte: CNPq 88

1997 1040 701 872 566 577 289 728 237 5010

1998 1085 820 972 528 548 247 740 254 5194

1999 1078 850 1072 469 580 228 782 240 5299

2000 1126 916 1059 457 646 255 824 246 5529

2.7 Sistemas de avaliação das instituições de ensino superior no Brasil

Denise Leite

A avaliação das instituições de educação superior, no Brasil, constitui um processo que vem se desenvolvendo desde os anos 70, no que diz respeito ao sistema de pós-graduação e pesquisa. Mais recente, porém, dos anos 90 pra cá, é o processo de avaliação global das instituições, o qual, pode-se dizer, vem desafiando as relações estado-universidade-sociedade, tendo em vista suas características intrínsecas e seus efeitos sobre os sistemas de educação superior. Entre 1992 e 1996, inúmeros atores entraram em cena, quando os países europeus, notadamente a Inglaterra, estabeleceram seus sistemas nacionais de avaliação para a melhora da qualidade, eficiência, eficácia e prestação de contas do ensino superior à sociedade. No Brasil, os reitores das universidades públicas federais, por intermédio de sua associação (Andifes), com o apoio das associações de docentes (Andes), propuseram, ao Ministério de Educação, um programa de avaliação, calcado na experiência “CAPES” e no modelo holandês, que teve ampla repercussão no meio acadêmico mundial. Universidades, docentes, discentes e corporações, como as da área médica, puseram-se em campo para discutir os princípios e interesses envolvidos nesse processo avaliatório. A área médica

executou um programa próprio de avaliação, exclusivo das faculdades de Medicina (Cinaem). O Estado, como ator principal, fez-se presente nessa discussão, mediante a implantação de um sistema de avaliação que, inicialmente, foi liderado pela Secretaria de Ensino Superior (Sesu/MEC) e, atualmente, está ao encargo do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Mais recentemente, colocaram-se em cena os reitores do CRUB, representando, preferencialmente, os interesses das universidades privadas e confessionais, apresentando um modelo de avaliação que, desejando ser independente, no geral, segue a proposta inicial da Andifes. Como mostra Kells (1996), a intensa movimentação de diferentes atores colocou o Brasil à frente do que ocorria na América Latina nos anos 90, tornando o país que ofereceu maior contribuição ao desenvolvimento da história organizada da

90

avaliação institucional, nesta parte do mundo, especialmente devido à experiência acumulada na CAPES, agência estatal que estabeleceu um programa de avaliação indiscutivelmente pioneiro. Contudo, a diversidade do sistema de educação superior brasileiro, com seu grande número de universidades e instituições privadas autônomas e com um complexo conjunto de universidades e instituições públicas, apenas parcialmente autônomas, dificultou a manutenção de um processo unitário de avaliação. Soma-se a isso, a dimensão do sistema de educação superior, cujo número de matrículas cresceu 42%, em apenas 5 anos (1994-1999), distribuídas em um território semelhante ao da Europa. Tendo em vista a diversidade, a complexidade e o tamanho do sistema, muitos são os interesses representados, resultando, assim, em variados formatos avaliativos que foram sendo introduzidos para compor o sistema que veio a se estabelecer, nos últimos seis anos, agora sob a coordenação do Ministério da Educação. A Figura 2.1, abaixo, ilustra o modelo nacional de avaliação da educação superior no Brasil. Considerando as instituições de educação superior como caixaspretas, o sistema de avaliação, que se iniciou em 1977 e ampliou-se a partir de 1994 e 1996, engloba procedimentos diversos e diferenciados, atendendo à

complexidade do sistema. Os processos de certificação que visam a reconhecer os cursos e instituições, nutrem-se dos resultados de tais processos avaliatórios, como se apresenta a seguir. Figura 2.1 Avaliação do Ensino Superior no Brasil

91

AUTORIZAÇÃO

RECONHECIMENTO

CREDENCIAMENTO

RECREDENCIAMENTO

2.7.1 Normas instrumentos e estratégias para avaliação das instituições de ensino superior

Como evidenciado na Figura 2.1 o sistema de avaliação das IES brasileiras organiza-se em diferentes etapas numa tentativa de abranger a totalidade do processo de formação universitária, da graduação à pós-graduação: inicia com as provas de ingresso ou vestibulares, que podem ser precedidas pelos exames do Ensino Médio desenvolvendo-se em diversas etapas, cujas normas, procedimentos e estratégias são descritas a seguir, destacando-se as articulações entre avaliações internas (ou auto-avaliações) e externas.

2.7.1.1 Avaliação para ingresso no ensino superior: Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e Exame Vestibular

Para ingresso no ensino superior público ou privado, o candidato deverá realizar exame de ingresso, o chamado Exame Vestibular. Cada universidade organiza seu processo de avaliação, individualmente ou em conjunto com outras IES. Há notas mínimas de aprovação e as provas abrangem as matérias constantes dos currículos do ensino médio. O sistema, incluindo as instituições públicas e privadas, oferece, anualmente, 1.216.287 mil vagas (2000), sendo que a relação candidato-vaga oscila entre 3,7 como média até 12 ou mais candidatos/vaga, nas grandes universidades públicas21. Algumas IES aceitam, como parte das condições de ingresso aos seus cursos superiores, os resultados obtidos pelos candidatos no Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM), dirigido aos alunos da 3ª série do ensino médio e realizado anualmente, sob a coordenação do Ministério de Educação, que não é obrigatório e tem como objetivo regular a oferta de ensino visando ao ingresso nos cursos superiores. Destina-se, preferencialmente, àqueles estudantes que querem conhecer suas possibilidades individuais após cursar o nível médio. Em 2001, 230 instituições aceitaram seus resultados como requisito parcial, ou não,

21

Carreiras como medicina e direito podem ter uma relação candidato-vaga nas grandes universidades públicas, três a quatro vezes maior do que a média nacional. 92

associado ao vestibular, válido para ingresso no ensino superior. Recebeu, nesse ano, 1,3 milhão de inscrições, sendo um exame pago pelo aluno, com algumas exceções (alunos de escolas públicas, carentes e outros), reguladas pela Portaria nº 195/2001.

2.7.1.2 Auto-avaliação e avaliação interna das IES

A avaliação do desempenho individual e institucional das IES é realizada pelo MEC e pela própria instituição, mediante sua auto-avaliação. Os seguintes itens devem compor o relatório de desempenho individual e institucional da IES, como subsídio necessário aos processos de credenciamento ou reconhecimento: grau de autonomia assegurado pelas mantenedoras (IES privadas fundamentalmente); PDI – Plano de Desenvolvimento Institucional; a independência acadêmica dos colegiados; acesso às redes eletrônicas de comunicação; estrut ra curricular de cursos; critérios u adotados na avaliação educacional das aprendizagens (rendimento escolar); programas de extensão desenvolvidos em ações de integração com a sociedade; produção científica, tecnológica e cultural; condições de trabalho e qualificação dos docentes; demonstração de providências adotadas para sanear deficiências identificadas na auto-avaliação; e resultados obtidos pela IES na avaliação nacional de cursos. (art.17, Cap IV, Lei n° 3.860/2001). A auto-avaliação da IES pode ser desenvolvida conforme o modelo PAIUB, atualmente em sua segunda versão (a primeira seguia o modelo proposto pela Andifes) ou outro modelo CRUP, ou ainda, outro modelo de sua livre escolha.

2.7.1.3 Avaliação da graduação: avaliação do MEC

A avaliação dos cursos de graduação é realizada, anualmente, por meio do Exame Nacional de Cursos (ENC), o Provão. Implantado por uma Medida Provisória, em 1995 (MP n° 1.018/1995), explicitado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n° 9.394/1996, regulamentado pela Portaria n° 249/1996 e pelo Decreto n° 2.026/1996, o Provão adquiriu seu formato atual, mediante o disposto no Decreto n° 3.860/2001, do Poder Executivo Federal. Seu objetivo fundamental é medir a aprendizagem realizada, em cada curso, pelos estudantes de último ano,
93

com a finalidade de avaliar o curso, externamente, e não o aluno em si. É aplicado em todo o país, em geral no mês de junho de cada ano, configurando-se num processo que, paulatinamente, vem avaliando as carreiras profissionais, sempre integrando novos cursos ao processo. É um exame obrigatório, entretanto, o aluno pode recusar-se a responder às questões, mas não pode deixar de comparecer à prova, pois, se isto acontecer, não receberá seu diploma e, conseqüentemente, prejudicará seu curso, deixando-o mal posicionado no ranking nacional. As provas são organizadas por docentes reconhecidos, sendo que os programas dos conteúdos que delas farão parte, são publicados com antecedência e os alunos costumam recebê-los em casa, juntamente com as orientações sobre a prova e um questionário sobre o seu curso e instituição de ensino. A Diretoria de Avaliação e Acesso ao Ensino Superior do INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do Ministério da Educação- publica uma revista de divulgação denominada Revista do Provão, que traz todas as orientações sobre os exames. A página Web do MEC/INEP (http://www.inep.gov.br/enc/provao), da mesma forma, divulga dados sobre o Provão e todas as informações para sua realização. As IES e as direções de faculdades e cursos recebem material informativo sobre o exame. As diretrizes para as provas, de cada curso, são definidas por Comissões de Especialistas, indicados pela própria comunidade acadêmica, dentre seus pares. Nas diretrizes, constam: uma Introdução sobre as principais características do curso; o nome dos membros da Comissão e suas instituições de origem; a duração e o formato da prova; os conteúdos; e as habilidades, ou saberes e competências, que serão medidos. Os exames são realizados em diferentes locais do país, ao mesmo tempo e seus resultados são válidos para o curso freqüentado pelo aluno, sendo expressos da seguinte forma: conceito A (cursos com desempenho acima de um desvio-padrão da média geral); conceito B (cursos com desempenho no intervalo entre o meio e um desvio padrão acima da média); conceito C (cursos com desempenho no intervalo em torno de meio desvio padrão da média geral); conceito D (para cursos com desempenho no intervalo entre meio e um desvio padrão abaixo da média geral); conceito E (cursos com desempenho abaixo de um desvio-padrão da média geral).

94

Medicina Veterinária. participaram. coletar e encaminhar dados que auxiliarão na composição da classificação nacional de cursos de graduação. As comissões. juntamente com os resultados do Provão. bolsas de estudo para Pós-Graduação. Odontologia.Esses conceitos do Provão aliados aos da avaliação das Condições de Oferta (CO) compõem o Ranking Nacional das Instituições de Educação Superior do país. Engenharia Civil. já esquecidos. o MEC reativou as Comissões de Especialistas por Área de Conhecimento que estabelecem. os dirigentes das IES. por terem sido vistos nos primeiros anos dos cursos. Letras. avaliam: (a) organização didático-pedagógica de cada curso. Economia. (c) adequação das instalações especiais (laboratórios. Agronomia. as definições relativas às provas. a Secretaria de Ensino Superior do Ministério treina. Engenharia Elétrica. a partir de um conjunto de indicadores. a cada ano. às vezes. Jornalismo. 300 especialistas. Cada Relatório traz o conceito dos cursos. que foram submetidas ao Provão. com o objetivo de orientar os verificadores. docentes acadêmicos. os alunos consideram que as provas são fáceis e estimulantes. Pedagogia. aproximadamente. Engenharia Química. Paralelamente ao exame nacional. Segundo a Revista do Provão (2001). Psicologia. face ao exame prestado por seus alunos e as opiniões dos mesmos sobre seus respectivos cursos. Anualmente. Matemática. Via de regra. os resultados das questões de múltipla-escolha. (b) adequação das instalações físicas. foram avaliados 4 mil cursos de 20 carreiras profissionais e 278. para observar as condições locais. em 5 anos. para cada curso profissional. das questões discursivas e do questionáriopesquisa. Administração. segundo a visão dos coordenadores. Engenharia MECânica. Biologia. Aos alunos com melhor colocação nos exames gerais. As seguintes profissões vêm sendo avaliadas: Direito. Farmácia. os quais são enviados a todo país. o qual apresenta os resultados por ela obtidos. para essa verificação. Química. Física. São seus Especialistas que realizam.668 alunos prestaram provas. a avaliação externa. do ENC. Medicina. Em 2001. oficinas. também. mas tratam de temas. das chamadas Condições de Oferta de Ensino (CO). 95 . o MEC oferece. Além dos resultados do Provão e as listas de classificação serem amplamente divulgados na imprensa nacional. além de breve avaliação dos itens daquela prova. recebem o Relatório da Instituição. in loco. 191 mil alunos. sendo avaliados 2888 cursos de 18 carreiras acadêmicas.

Assim. (e) bibliotecas (acervo. recebendo uma pontuação correspondente às suas atividades de docência – maior pontuação para sala de aula de graduação. porém. cuja aprovação se dá com referendum do Conselho Universitário. Letras. Química.shtm#2000). correspondendo aos cursos de Direito. A GED possui uma pontuação fixa. Em 2000. Agronomia. CR – Condições Regulares. foram avaliadas 18 áreas do conhecimento. Jornalismo. A matéria é amplamente divulgada na página web onde do MEC o (http://www. Engenharia Civil. pela Lei n° 9. plano de cargos e salários – PDI – produção e produtividade intelectual. Física. Gratificação de Estímulo à Do cência. no âmbito do magistério das instituições federais de ensino superior. Administração.678/1998. Além desses procedimentos e estratégias previstos para avaliar o desempenho de alunos. experiência profissional.gov. Os resultados dessas verificações são expressos em conceitos: CMB – Condições Muito Boas. As condições de oferta de ensino vêm sendo estudadas desde 1997. consta instrumental pertinente a cada curso. o mais alto órgão de gestão das universidades. regime de trabalho. acesso a redes. Engenharia MECânica e Engenharia Química. adotado em vários países. adequação ambiental). esse formato avaliativo incorpora um número maior de visitas locais. livros. Esse formato avaliativo. regulamentada pelo Decreto n° 2.668/1998. seu regime de trabalho. (d) qualificação do corpo docente (titulação. Economia. categoria e titulação. pesquisa e extensão – mediante a concessão da GED. a cada ano. CB – Condições Boas. a docência. conforme a área de conhecimento e os resultados dos cursos avaliados. CI – Condições Insuficientes. considerando sua atividade principal. Psicologia. correspondendo ao sistema merit pay. representou de 50 a 65% da remuneração global dos docentes.br/Sesu/Avaliacao/Instrumental. Medicina. Engenharia Elétrica. Medicina Veterinária. Os docentes são avaliados anualmente. Odontologia. o sistema avalia os corpos docente e técnico de ensino superior das instituições públicas não autônomas que estão sob a supervisão direta do Ministério. gradativamente. instituída. a distribuição dos pontos em quesitos. concerne a cada universidade. periódicos. seguindo a realização dos exames nacionais de curso. atribui até 140 pontos ao docente. relações professor-aluno e outros). Até o ano 2000. cursos e instituições. O instrumento avaliativo é preenchido 96 . Biologia.salas-ambiente e outros).

Sendo de conhecimento dos cursos. as avaliações passaram a ser feitas em duas etapas. os critérios de avaliação alcançados permitiam obter uma classificação pontuada por conceitos A. Contudo. significou. iniciaram-se as visitas de pares aos programas de pós-graduação. em 1982. em 1994. com critérios estabelecidos por pares indicados pela comunidade. o sistema foi modificado. em 1992. hierarquizada do melhor ao pior desempenho. depois.pelo próprio professor.4 Avaliação da pós-graduação: avaliação CAPES A CAPES. bi-anual. iniciou suas atividades em 1951. sempre em diálogo com as IES: em 1980.1. os resultados das avaliações deixaram de ser reservados. revisado em seu departamento de origem e encaminhado à comissão central da GED de cada universidade. Passou a desenvolver suas práticas de avaliação da pósgraduação a partir dos anos 1970. em parte. Fundação Coordenação e Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. em 1984. 2. funcionários das universidades públicas federais. A avaliação dos técnicos de nível superior. tendo em vista a estabilidade 97 . do Ministério da Educação.7. então como uma Coordenação. Gratificação de Desempenho por Atividade Administrativa. as comissões de pares acadêmicos passaram a receber amplo material de apoio. passando a ser divulgados individualmente. um acréscimo de até 42% na remuneração de alguns funcionários graduados. incluindo indicadores qualitativos e quantitativos para realizar a avaliação externa. os cursos adquiriram o direito de solicitar reconsideração de suas avaliações em caso de se julgarem prejudicados com o conceito obtido. realizada por meio eletrônico. mediante um sistema que caracterizava o desempenho de cursos de mestrado e doutorado. a GDAE. D e E. B. os conceitos foram divulgados para todos os cursos e não apenas para aqueles que haviam sido avaliados. Essa experiência consolidou-se ao longo dos anos. C. com visitas in loco. os recursos da informática permitiram que a avaliação fosse. em 2000. em 1988. separadamente. As avaliações. ainda não atingiu toda a comunidade administrativa. em 1985. em 1998. tinham periodicidade anual e.

Inclui diagnósticos quali-quantitativos tendo como base para análise. a máxima para doutorados. produção intelectual. atividades de pesquisa. os referentes preestabelecidos. atividades de formação. 98 . com enquadramento de 1 a 5. gerais e das áreas do conhecimento. competitividade com programas similares internacionais. do conjunto de programas de pósgraduação do país. ou seja. corpo docente. a nota máxima para mestrados. Ou seja. demonstração de liderança na comunidade científica. As inter-relações entre a proposta do programa. centralmente. 3º) apreciação. dos resultados de cada área e grande área do conhecimento. Observa-se que o formato avaliativo “CAPES” foi construído ao longo dos anos. envolvem 4 momentos: 1º) análise. 2001). 4º) divulgação dos resultados finais. pelas Comissões de Área. 2º) análise dos programas 5. considerando: desempenho diferenciado compatível com similar internacional. As avaliações são expressas em números. corpo docente fixo do programa em avaliação. teses e dissertações constituem os principais quesitos de avaliação. numa escala de 1 a7. sendo 5. após análises e visitas dos pares. os procedimentos de avaliação passaram a incluir novos e mais ajustados critérios de aferição da qualidade dos programas de pósgraduação. corpo discente. Após essa modificação. em sintonia com a comunidade acadêmica. a avaliação final pela CAPES. Os procedimentos básicos para a avaliação com parâmetro máximo. e vem sendo efetivado com o concurso de pares acadêmicos. compondo o conceito final do programa. A produtividade do sistema é aferida. assim como a identidade e características próprias de cada programa. e 7. submetendo-os aos referenciais de excelência 5 a 7. sobre o NRD6. com homologação dos resultados finais. pelo Conselho Técnico Científico da CAPES. são avaliados em seu conjunto – cursos de mestrado e doutorado – tendo como parâmetro o nível de excelência internacional.atingida -79% dos cursos de mestrado e 90% dos doutoramentos atingiram classificação A ou B (Polidori.

parte descrita neste capítulo. Nível público e privado Sumariando o sistema de avaliação. para IES públicas e privadas. conceitos 1 ou 2. uma análise in loco das condições de ensino ofertadas pelas instituições cujos alunos realizaram o exame geral (avaliação externa das condições de oferta ou AVALIAÇÃO POR ESPECIALISTAS). O sistema CAPES avaliou 2357 cursos. Ao longo dos anos. esse formato avaliativo contribui para desenvolver uma pós-graduação de qualidade ou mesmo de excelência. na integração aos outros procedimentos de aferição da qualidade e com o concurso das políticas públicas. 13. responsável pelo levantamento global de dados. no total – possui orientações próprias de avaliação. deparamos com a integração entre os diferentes procedimentos. (b) avaliação das instituições (auto-avaliação e avaliação MEC). a severidade e a competência dos critérios procedimentais. Por suas estratégias e procedimentos. 57%.7. esses dois últimos formatos. os instrumentos e as estratégias utilizados nessas avaliações são: um Censo Anual do Ensino Superior. traçadas pela respectiva comunidade científica. permitindo traçar políticas e comparações nacionais e internacionais. efetivados a cada ano. responsável pelo sistema de supervisão das IES públicas e privadas.Cada área do conhecimento – 44. um Exame Nacional de Cursos (ENC/PROVÃO) aplicado a todos os alunos concluintes de cursos de graduação. têm sido ressaltadas a tal ponto que passaram a se constituir num sistema cujo modelo vem tendo ressonância além das fronteiras do país. a seriedade. unidade da federação. 2.5% obtiveram conceitos 6 ou 7. 99 . Os principais formatos avaliativos. Em conjunto.2 As relações entre auto-avaliação e avaliação externa.4 e 5. produzem uma classificação nacional das instituições encarregadas da formação profissional. Uma avaliação não compulsória. tomado em seu conjunto. cujos instrumentos de avaliação estão especificados e disponíveis em página Web. no ano 2000: dentre eles. 29. (c) avaliação de cursos de graduação (Exame Nacional e condições de oferta de cursos). (d) avaliação da pós-graduação (avaliação CAPES). utiliza: (a) avaliação de indicadores do sistema (por região. O MEC.5%. áreas do conhecimento e classificação das IES). em nível de graduação. conceitos 3.

Lei n° 9131/1995. processou-se por muitos séculos. Porém. Na mesma época. (caso da Pós-Graduação). avalia. mediante a realização de exames públicos. Xue (1996) confirma que a avaliação mais antiga de que se tem notícia. Desde 1985.84.860/2001). tornando públicos os conceitos atribuídos aos melhores e piores desempenhos. sendo seus resultados transformados em ganhos salariais.7. sob o governo de Margareth Tatcher.3 Sistema nacional de avaliação Costuma-se afirmar que a avaliação das universidades. na avaliação da educação superior. neste país.024/1961. Incisos IV e VI. autorização e reconhecimento de cursos e instituições (Constituição Federal de 1988: art. Completa. os “academic achievement tests”. na China. examina os programas de pós-graduação (AVALIAÇÃO CAPES). Todo o complexo processo está regulado pela legislação pertinente e integrado aos trâmites de credenciamento.394/1996 e Decreto n° 3. de per si. 2. parecem colocar. ou aqueles referendados pelo PAIUB ou pelo CRUB.incluindo formato peer review. anualmente. Lei n° 4. sendo referendados por legislação específica que obriga as IES a realizarem os processos previstos em lei. por parâmetro. os docentes da rede federal de instituições (GED). Um formato avaliativo. cujos critérios são internamente estabelecidos em cada IES. além de ser datada no século 20. Lei n° 9. modelos próprios. Essas origens. o design do sistema. Todo o conjunto de estratégias e procedimentos de reconhecimento de cursos ou recredenciamento de instituições e os processos de avaliação estão interligados tanto no nível público quanto no nível privado. é um fenômeno gestado na América do Norte e revivido na Inglaterra. tipo merit pay. A AVALIAÇÃO INTERNA tem. também se desenvolvem avaliações institucionais das universidades. outros matizes podem ser encontrados. Os processos de avaliação interna e auto-avaliação das IES guardam relação com as avaliações externas. denotando variadas orientações nessa avaliação. preparando a IES para a AVALIAÇÃO EXTERNA dos Especialistas (caso da Graduação) ou dos peer revie. um véu liberalizante ou neo-conservador. na 100 . um processo de avaliação interna das instituições que quiserem buscar seu autoconhecimento.

com ele. Surgiu. É um sistema de avaliação. a avaliação de docentes. hoje. que. um novo sistema nacional de avaliação. No Brasil. como UNICAMP. verificando desde o ingresso do estudante até a sua saída. à m edida que. A integração das diferentes modalidades de avaliação tem o objetivo. salvo exceções – universidades públicas. Entretanto não resta dúvida que vem induzindo a um novo perfil da educação brasileira . abrange todas as esferas da educação superior. criaram seus projetos avaliativos. com os processos de credenciamento. dando ênfase aos modelos de supervisão do estado. estilo tatcheriano. O sistema criado ainda é recente. trazidas pelos programas ingleses de avaliação. todos os níveis de educação superior e se processa em todo território nacional. em termos de resultados 101 . França e Holanda lideraram processos nacionais de avaliação que objetivavam contrapor-se às possibilidades regulatórias. Com efeito.igualou. a classificação nacional de cursos. autorização e reconhecimento de cursos. individualmente. anteciparam-se as universidades públicas para propor modelos de avaliação não reguladores. assim. segundo o padrão traçado para a graduação e mantendo o controle dos programas de pós-graduação. regulados normativamente pela legislação específica. em 1994. Ou seja.Europa Continental. o que. o PAIUB. UFPR. publicamente expresso. as aferições produzem resultados que vão constituir os insumos para o credenciamento e reconhecimento de cursos e instituições. poucos acadêmicos acreditariam que se estava originando. metodologicamente. Na América do Sul. o programa de avaliação institucional das universidades brasileiras. Teria sido esse modelo o primeiro contato das IES nacionais com um procedimento institucional de avaliação. os reitores das IES públicas criaram um sistema de avaliação que guardava a autonomia do modelo CAPES e buscava aproximações com os modelos francês e holandês. um novo governo implantou o exame nacional de cursos. com conexões e vínculos dessas avaliações. as análises locais das condições de ensino. menos conservadores do que aqueles conhecidos. se fale de um sistema de avaliação que abrange todas as instituições públicas e privadas. dentre outras. de melhorar a qualidade (no singular) da educação superior nacional. Quando. ou neo -conservadoras. com o arrefecimento do apoio ao programa PAIUB e a forte ênfase no Provão. em 1995.

ao divulgar. no âmbito dos recursos tomados aos bancos internacionais. naturalizando o ranking. está indefinida. necessitam mais recursos financeiros. fruto da luta política. pois atua de fora para dentro. Por outro lado. como um sistema novo que agregou elementos do sistema CAPES. ainda. com “ânimo renovado” (MEC/1995-2001). 22 Amaral e Polidori (1999) fazem interessante análise dos resultados do Provão comparando os resultados de conceito A obtidos por cursos de Direito e de Administração de Empresas de uma pequena escola privada onde os professores dedicam 10hs/semana ao ensino e os resultados de uma grande universidade pública. aumento da inserção dos autores nacionais na produção mundial. maior informatização das IES. que hoje desfruta junto à opinião pública geral. o sistema pode. na mídia. no confronto com os estudantes e os acadêmicos das universidades públicas. Por outro lado. ainda. ou efetivamente não resultar em punição. quer no âmbito interno. Pode perder credibilidade se o mau desempenho de algumas IES privadas não for corrigido. De certa forma. por isso. que têm desempenho inferior nas avaliações e. maior número de mestres e doutores. a instituição pública e a privada. as classificações obtidas pelas IES. se o poder executivo não proceder às reformas em determinados cursos das IES públicas. do parlamento. enfim. que vota as verbas da educação ou decide o orçamento estatal. a avaliação de um docente ou técnico de uma específica universidade. um exame nacional para muitos alunos. diferenciando-as pela oferta de pós-graduação22. Questionam a comparação entre a qualidade da formação dada em uma escola de ensino e uma escola de ensino e pesquisa: “This is a very clear victory of the minister who is willing to trade some of the traditional freedom to teach and to learn in exchange for a system that will increase the participation rates of the citizens. crescimento da produção intelectual dos docentes. como quer a lei. pode perder parte da credibilidade. a caixa preta de seu interior. Como indutor da qualidade da educação superior no país. na comunidade acadêmica. Pode sofrer modificações.” 102 . while displaying publicly a deep concern about quality. descredenciamentos. onde os profesores têm dedicação integral ao ensino e à pesquisa. a pequena instituição privada com a grande instituição de pesquisa. pode-se confirmar uma certa homogeneização do sistema. ou. vir a sofrer com seu gigantismo próprio – ao abarcar desde o credenciamento de centenas de cursos e instituições novas que surgem a cada ano. É um sistema caro e sua aceitação.do Provão. “universidades mais ágeis e eficientes”. quer no âmbito externo.pode atingir seu próprio autolimite de controle e execução. o sistema de avaliação vem conseguindo expor cursos e instituições. com ampliação de matrículas.

por exemplo. as instituições de ensino superior. em profundidade. do sistema nacional. variados procedimentos de controle da expansão e da qualidade do sistema. faculdades. credenciamento e outras. Para a agência norte-americana CHEA (Council for Higher Education Accreditation).860/2001). os colleges. por sua vez. As universidades podem criar cursos superiores a partir da decisão dos colegiados competentes. podendo ser públicas. ao Ministério.4 O processo de criação e credenciamento de novas instituições de ensino superior no Brasil Quanto à sua organização acadêmica. Todo procedimento de credenciamento é temporário (art. a “Acreditação” envolve um processo externo de revisão da qualidade empregado para examinar. terceiro ano de No Brasil. muitas vezes agindo sinergicamente. uma a 103 . 2/3 da duração total prevista. classificam-se em universidades. por exemplo. institutos ou escolas superiores. incluindo cursos fora da sede e de educação a distância. 46 da Lei n° 9. Contudo. result ndo do mesmo. as universidades e os programas de educação superior visando à garantia e desenvolvimento da qualidade. reconhecimento.2. quando mantidas e administradas por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. estabelecidas em legislação específica (Decreto n° 3. estadual ou municipal) e privadas. Os cursos autorizados. Os cursos de graduação com duração de 5 anos. é obtido somente depois que a instituição de educação superior for avaliada em processo regular realizado pelo INEP. mantidas e administradas pelo poder público (federal. com execução pelo poder executivo e não por uma agência externa de “acreditação”. A cada uma das modalidades de oferta de ensino superior. quando criadas ou incorporadas. faculdades integradas. pelo menos. O recredenciamento. centros universitários. solicitarão reconhecimento quando já tiverem realizado. correspondem normas para autorização de funcionamento. seu reconhecimento a partir do funcionamento. convivem.7. não se pode afirmar que já exista um processo de “acreditação” de IES tal como ele é entendido em várias partes do mundo. por sua vez. poderão solicitar.394/1996).

entendendo-se que a supervisão do Estado está orientada para o cumprimento das normas e a busca de qualidade da educação superior pela regulação. uma instituição que adquiriu autonomia após superar a etapa fundacional. Porém. realizada pelo poder executivo. existem 6 associações regionais de acreditação (Middle State Association of Colleges and Schools. Entende a “acreditação” como um processo que assegura a qualidade da educação enquanto um produto que deva ser mostrado à sociedade. Europa Ocidental e África do Sul. Tomando o critério lingüístico como referência. O processo tem. quando a supervisão verificou o cumprimento de normas com atenção aos reclamos. 2 agências que reconhecem as agências acreditadoras: o Dept.accredited institution (EUA) ou recognized bodies (UK). 2001). depara-se que a palavra “Acreditação” ainda não foi inserida nos dicionários de língua portuguesa. Com isso. Northwest Association. a proteção do usuário (Gonzáles. North Central Association. na qual a supervisão verificou o cumprimento das normas e concedeu o Licenciamento ou a Autonomia. significando aquele que tem crédito ou merece confiança e. 104 . New England Association. a acreditação profissional pode ser mais importante do que a da sua universidade. como diferencial. “independente”. Na ausência de critérios claros que delimitem as fronteiras entre “Acreditação”. em caso de relações internacionais. considera-se “acreditada”. em alguns países latino-americanos (como o Chile). o termo acreditado existe. assegura-o. Esse Conselho aponta diferenças de conceituação na América. visando a obter confiança no seu uso. Contudo. corresponde ao embaixador que está autorizado ou reconhecido para representar uma nação junto a outra (Holanda. credenciamento e reconhecimento de instituições. e a etapa de funcionamento autônomo. cujas agências “acreditadoras” atuam desde as primeiras décadas 23 Nos EUA. A instituição que oferece o produto educativo é o que promete ser e uma agência externa.1999). a etapa de funcionamento (a prova). tomamos a presença do agente externo. Western Association of Schools and Colleges) e cerca de 80 associações profissionais com autoridade para acreditar escolas especializadas ou departamentos específicos. e certifica-o. of Education Bureau of Post Secondary Education e a CHEA – Council for Higher Education Accreditation. Existem ainda. “acreditam-se” as instituições e programas. tendo por base a referência norte-americana. não pertencente ao Estado. concedeu-lhe a autorização de funcionamento. Southern Association. por finalidade. UK. muitas vezes. 2002) 23. para o público interessado (CHEA. na qual a supervisão do estado. Para as profissões chamadas de risco social.

Credenciar significa apresentar credenciais junto à autoridade visando ao reconhecimento das mesmas. Denise Oliva. Atuam. vindo a constituir o Recredenciamento da instituição junto ao MEC. órgão do MEC. não desenvolvemos processos de “Acreditação” no ensino superior. o qual será o respectivo termo de 24 Esta secção contou com a colaboração e revisão da Técnica em Assuntos Educacionais da UFRGS. de forma integrada. A Resolução CNE/CES. exige. sob o olhar dos pares acadêmicos. Com esse entendimento. encarregado das avaliações da Graduação e com a CAPES. à manifestação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. por parte do governo. mesmo nas universidades.860/01). confirma-se a idéia de que as IES credenciadas e recredenciadas merecem confiança. legalmente instituído. nº 10 (28/01/02) especifica que as IES que pretendem credenciar-se para oferecer educação superior. Os processos de solicitação das IES são orientados pelo Ministério. pois foram alvo. pela Secretaria de Ensino Superior (SESu) com a colaboração do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP). o Ministério da Educação (MEC). 28. nas IES em geral.mec. mediante o Sapiens. no Brasil. A criação de cursos de Graduação em Medicina. Odontologia e Psicologia. a criação e o reconhecimento. o qual deverá enviar parecer ao MEC em prazo não superior a 120 dias (art. também. da mesma forma.860/01). o qual deverá ser renovado a cada 5 anos. sendo que os manuais e informações estão disponíveis. são submetidos. Ainda que não se possa falar em “Acreditação”. 27. o Conselho Nacional de Educação (CNE).shtm) e os processos são acompanhados. responsável pelas das avaliações da Pós-Graduação. por meio da Câmara de Educação Superior. igualmente. Para os cursos jurídicos.br/Sesu/credenc. ou recredenciar-se. Decreto-Lei n° 3. de um cuidadoso e escalonado processo de supervisão e avaliação. sistema que permite consultas e entradas. para assegurar uma certa uniformidade e qualidade mínima ao sistema público e privado. a manifestação do Conselho Nacional de Saúde.gov. (art. 105 . devem apresentar a documentação pertinente e incluir um PDI. Plano de Desenvolvimento Institucional. O processo de supervisão das instituições de educação superior pelo estado24 é objeto de um processo de Credenciamento. para 5 anos. especialistas.do século passado. no cumprimento do processo. Decreto-Lei n° 3. também on line. on line (www.

destaca-se que um PDI contempla: objetivos da IES projeto de qualificação do corpo docente política de atualização e renovação do acervo bibliográfico e das redes de informação projeto de expansão e melhoria da infra-estrutura Para os Centros Universitários. a IES deverá demonstrar como será desenvolvido seu projeto para “assegurar o atendimento aos critérios e padrões de qualidade” previstos. 7o e 3o. inclusive. 639/97 e 640/97 expressam os critérios) As novas universidades. deverão comprovar. exige-se: formas de fomento e incentivo à pesquisa. pesquisa e extensão.3o. evidenciando os procedimentos de avaliação interna executados. Observa -se que. Uma nova universidade só poderá ser criada a partir do credenciamento de cada uma das IES ou cursos que passarão a integrá-la e que receberam avaliações positivas do INEP e CAPES (Cap. mesmo a IES antiga. em seu PDI. Por sua importância no processo de controle de qualidade. exige-se: formas de fomento e melhoria permanente da qualidade do ensino de graduação e das atividades de extensão Para as Universidades. a oferta regular de ensino.compromisso com o MEC. de cursos de Graduação e programas de Pós-Graduação. credenciada 106 . Nele. do Decreto nº 3. graduação (Portarias CNE/CES 637/97. pós -graduação. arts. ao solicitarem credenciamento como tal.860/01).

que integram uma IES ou são isolados. precisa ser submetida às ordens profissionais respectivas. A diplomação. É objeto de um Ato próprio da SESu/MEC. a realização de um exame vestibular. deverá solicitar credenciamento para tal. No caso das universidades autônomas por lei. deverá solicitar autorização para tal. prerrogativa do estado. O Reconhecimento de Cursos é um ato indispensável para a validade da colação de grau e diplomação. nas avaliações do governo (ENC e CO). não poderão solicitar a autorização de novos cursos até que apresentem uma avaliação positiva.e recredenciada. O Reconhecimento dos cursos pertencentes aos Centros 107 . Observa-se que as IES que tenham conceitos inferiores à média. A Autorização de funcionamento dos cursos superiores ou carreiras universitárias. ao oferecer novas modalidades de cursos. sua autorização de funcionamento. O Reconhecimento de cursos nas Universidades ocorre depois de cumpridos 2/3 do tempo de sua realização. no entanto. ao abrir novos cursos. apresentando seus PDIs e a previsão de criação de tal curso. A Renovação de Reconhecimento dos cursos superiores necessita das avaliações do poder executivo. é um ato que permite o ingresso de alunos. sendo concedido por tempo limitado. uma vez aceita: (1) a documentação pertinente (2) ocorrer a verificação in loco (3) comprovarse a viabilidade institucional de implantação do projeto do curso. o Ministério da Educação conta com os dados oriundos dos processos de avaliação realizados pelo INEP e pela CAPES. Psicologia. A autorização concedida implica uma nova verificação na instituição. a criação e autorização de funcionamento de um novo curso é objeto de um processo interno que habilita para realização de vestibular. Como referido. após o início de funcionamento dos cursos. como Medicina. Mesmo a instituição antiga e credenciada. só ocorrerá quando o curso for reconhecido pelo MEC-CNE. pós-Autorização. Em todas as etapas do processo de supervisão e controle da oferta educativa. especialmente. os resultados do Provão e da análise das Condições de Oferta (CO). Cuidado especial oferece a autorização de funcionamento dos cursos considerados de risco social. como Cursos a Distância. Odontologia e Direito.

Atos. por exemplo. Resoluções e Portarias do CNE/CSE (como a Resolução nº 10. prazo e condições de execução pelo MEC. tendo explicitada sua amplitude. no ENC e CO. por exemplo. por exemplo. Institutos Superiores e Faculdades Isoladas dependem da sua duração e do prazo de validade do ato anterior de Autorização. A reprovação de um curso. um curso poderá. Cursos de graduação pertencentes a Faculdades. igualmente. de 28/01/02) os quais dispõem sobre as normas de supervisão do sistema de educação superior. poderá vir a perder sua autonomia.860/2001). poderia caracterizar as deficiências e a conseqüente aplicação das punições citadas. por isso. Tratando-se de uma instituição credenciada. Saneadas as deficiências. Todo Reconhecimento é concedido por tempo limitado. Estão. previstas em lei. ocorrem. igualmente. ouvida a Câmara de Educação Superior e com o acompanhamento do dirigente pro tempore da instituição. após o prazo de um ano. depois da Autorização. No caso de desativação de uma IES ou descredenciamento. reconhecimento e renovação de reconhecimento. estão especificados em leis e decretos (como o Decreto nº 3. A Renovação do Reconhecimento obedece ao prazo de 4 anos. dos docentes e técnicos. Um baixo e continuado desempenho nas avaliações oficiais. A sanção poderá ser levantada e a IES voltará a solicitar recredenciamento. a entidade mantenedora deverá resguardar os direitos dos alunos. demandando autorização. os pedidos de Renovação de Reconhecimento são periodicamente realizados. caso obtiver desempenho insuficiente no ENC e nas demais avaliações realizadas pelo INEP. estando sempre vinculada aos processos públicos governamentais de avaliação. as sanções para deficiências ou irregularidades. desativação de cursos superiores e suspensão temporária de prerrogativas de autonomia de universidades e centros universitários. A intervenção na instituição e/ou seu descredenciamento. por 3 anos consecutivos. como um centro universitário. incluindo-se os Centros Tecnológicos de Educação Superior. Os procedimentos a serem realizados pelas IES demandando credenciamento ou recredenciamento e dos cursos. Os processos de avaliação anuais podem modificar a próxima licença e. 108 . deverá ser estudada caso a caso. que implicariam suspensão do reconhecimento. caracterizaria desempenho insuficiente e levaria à suspensão de seu reconhecim ento. solicitar novo reconhecimento.Universitários.

Aos alunos. 2. 109 . Os processos de reconhecimento dão-se aos 2/3 de funcionamento do curso. são assegurados a convalidação de estudos e o registro de diploma. o recredenciamento de uma instituição.5 Periodicidade dos processos de avaliação e credenciamento das instituições de ensino superior Os processos de avaliação. como o ENC e a GED. são realizados anualmente para cursos reconhecidos. deve ser feito a cada 5 anos.7. se estiverem em período de conclusão de curso. Nesses casos. o MEC tem o papel de garantir as medidas que resguardem seus direitos. a renovação de reconhecimento dá-se a cada 4 anos.

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em cada universidade e o número de vagas para cada curso são estabelecidas pela administração de cada instituição de ensino superior pública ou particular. francês. tradicionalmente. anualmente. teste ou provas de conhecimentos ou avaliação de dados pessoais ou profissionais. física.2 O acesso à educação superior Para ingressar num curso superior o estudante deve haver concluído a educação secundária e ser aprovado no exame vestibular ou haver sido aprovado . a avaliação seriada no Ensino Médio. biologia. espanhol ou alemão) e uma prova de redação. matemática. química história e geografia).3 O acesso à educação superior e sua cobertura demográfica Maria Susana Arrosa Soares 3.1 Requisitos e práticas de acesso à educação superior O ingresso à educação superior no Brasil. O vestibular é constituído por provas que cobrem as disciplinas cursadas no ensino médio (língua portuguesa e literatura brasileira. Atualmente outras formas de acesso têm sido introduzidas pelas universidades: o ENEM. uma língua estrangeira moderna (inglês. 3. entrevistas ou exame curricular/ do histórico escolar. ocorria somente através do Exame Vestibular realizado.

968 523.870 141.344.270. segundo a dependência administrativa.858.733 1.gov.016 3.906 184.232 334.716 951.878 126.077 2.137 358.682 104.157.594 Dependência Municipal 65.139 1.825 1.844 477.023 2.712 701.115 126.399.293 Fonte: INEP (www.br) Tabela 3.1990-2000 Ano Federal 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 442.825 1.498 1.826.147 334.761 1.006 76.482.047 161.266.977 737.538.039 433.987 315.746 601.711.498 1. Tabela 3.906 Total 1.836.799 1.273 3.367 614. de 155% e 154%.520 752.496 113.724 Total 1.456.237.023.084. respectivamente.147 68.466.653.471 383.585 1.859 2.434 1.259 1.844 615.254.858.281 956.gov.950.859 2.660 94.548.094.653. O crescimento do número de inscritos no vestibular na rede de ensino superior brasileira.937 970.847 549.br) 114 .857 143.749 Estadual 373.569 457.109 474.077 429. Enquanto nas instituições federais e estaduais ele foi.077 2.496 85.955 441. sendo que nas municipais ocorreu um decréscimo de 10% (Tabela 3.344.023 2.955 420.065 1.285. nas privadas foi de 64%.952 1.1).240 276.598 Sul 302.644 180.069.618 398.331 320.585 740.inep.233 59.750 565.925 527.293 Fonte: INEP (www.243 85.624 944.905.247 229.318 1.902 160.403 279.em processo de seleção estabelecido pela instituição na qual pretende realizar seus estudos.539 78.352 206.273 3.237.142 1.592 86.523 2.983 1.030 136.985.044 Privada 1.711.801 772.654 1.029.994 1.585 Centro-Oeste 142.inep.201 77.985.913 237.805 95.318 577.623 569.567 421.593 1.129.592 118.905.756 1.154 Região Sudeste 1.151 328.523 2.578 791.836.1 Inscritos no exame vestibular por dependência administrativa .826.305 332.669 629.029.853 2.943 563.548.685.776 2.744 633. entre os anos 1990 e 2000.776 2. 2 Inscritos em vestibular por regiões Ano Norte 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 71.431 857.688 94.016 3.367 111.163.642 95.232 Nordeste 304.435 682.689.349 274.998 894.853 2.304 1. foi bastante díspar.

3) Federal Total (%) 70.0) 377.9 115 .inep.6) 40.9) 31.488 (9. desde 1990. O aumento mais significativo ocorreu na região Norte (188%).8) 84.2).682 (69.502 (15.gov.973 (11. A rede privada.704 (12.O número de inscritos no vestibular.1 147.242 (70.292 (10.287 (100) Fonte: INEP (www.1) 33.670 (9.0) 63.2) 570.788 (11.663 (100) 534.678 (100) 574.1) 80.267 (5.9) 34.br) Apesar de haver ocorrido na década dos 90 um significativo aumento de vagas no vestibular na rede pública de ensino.4) 33.135 (100) 610.323 (9.390 (100) 1.935 (5.gov.896 (5.6 70.665 (6.713 (5.784 (100) 516.377 (72. aproximadamente.7) Privada Total (%) 347. oferece.323 (11. restando-lhe somente a opção de pagar seus estudos de nível superior.5) 363.272 (9.881 (14.411 (15.269 (2.775 (69.7) 396.462 (14.8) 44.0) 81.8) 84.1) 61.7) 28.19) 70.128 (3.197 (13.5) 862. Sul (109%) e Sudeste (80%) (Tabela 3. Tal fato indica que um significativo número de jovens não tem acesso ao ensino público e gratuito.501 (10.794 (5.0) 505.3 Vagas oferecidas em vestibular por dependência administrativa Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Dependência Municipal Total (%) 28.9) 78.6) 99. 30% (Tabela 3.799 (68.4) 85.1990 e 2000 Dependência Administrativa Federal Estadual Municipal Privada Fonte: INEP (www.8) 450.2) 35.051 (68.352 (10.4 Taxa de crescimento das vagas oferecidas em vestibular .691 (5. todavia.216.5) 52.2) 88. Tabela 3.847 (100) 548.306 (73.1) 115.6) 90.500 (9. é muito diferente nas cinco regiões do país. seguido da Centro-Oeste (134%).7) 33.814 (13.345 (6.9) 432.017 (14.603 (10.157 (68.031 (100) 894.3) 56.198 (100) 776.4) Estadual Total (%) 55. foi na rede privada que ele atingiu o maior percentual de aumento: 147.9%.0) 53.210 (70.236 (100) 699.5) 94.0) 64.1) 354. o conjunto da rede pública.inep. 70% das vagas no vestibular e. Nordeste (130%).723 (71.801 (75.4) 675.1) 85.7) 30.7 -2.979 (5.355 (100) 634.313 (10.441 (7.5) 58.8) Total (%) 502.br) Taxa De Crescimento (%) 62. Tabela 3.3).

nas instituições federais havia 6. a relação candidato/ vaga aumentou na rede pública e diminuiu na privada. os cursos das áreas de Ciências Biológicas e da Saúde tiveram metade da procura (25%) dos anteriores e. tenderá a diminuir. Com a continuidade dessa expansão. 2. os cursos das áreas de Ciências Exatas e Engenharia/Tecnologia (15%) foram os menos procurados.1 7.9 10.9.2 2.0 INSTITUIÇÃO MUNICIPAL 2.6 9. em todas as regiões do país.3 2.5 2.gov.7 7.6 INSTITUIÇÃO ESTADUAL 6.6 8. segundo as áreas de conhecimento e as regiões. explica tal fato.5 Relação candidato/vaga em vestibular e outros processos seletivos ANO 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 INSTITUIÇÃO FEDERAL 6.5 2.7 2. Em 1990. nas primeiras essa relação subiu para 9. Tabela 3.3 2. o maior número de inscritos no vestibular. 116 .0 7. único ano no qual há essa informação.9 9.5 2.0 7. Ou seja.9 2.1 2. aponta alguns fatos que merecem destaque. ocorreu nas áreas de Ciências Sociais Aplicadas e Ciências Humanas (53%).3 2.9 2.3 2.9 8.br) A análise da distribuição das inscrições no vestibular de 1998.3 2. finalmente.2 2. Em segundo lugar. ocorrida nos anos 90. Dez anos depois.6 2.6 8.2 2.6 e nas particulares decresceu para 1.3 2.4 9.2 alunos por vaga e nas privadas.0.9 2.3 1.1 7.0 8.Inversamente ao ocorrido com o oferecimento de vagas. a disputa por vagas acirrou-se nas instituições de nível superior públicas e diminuiu nas privadas. a disputa por vagas em cursos oferecidos por essas instituições.0 10.9 Fonte: INEP (www.inep.2 7.4 9. Em primeiro lugar.2 2.5 8.1 INSTITUIÇÃO PRIVADA 2.7 8.7 8.8 8. A grande expansão da oferta de vagas na rede privada .

8 0.7 24.2 9.908 375.0 Fonte: INEP (www.803 182 1.659 137.gov.123 10.395 220 237.inep.1 0.0 41.7 6.166 56. são consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico dos países.8 41.6 17.3 Região Nordeste 7.0 100.888 81.0 11. internacionalmente.474 27.686 659.1 5.9 6.858.6 Inscritos no vestibular por área de conhecimento e regiões .2 3.686 5.4 100.863 55.7 4.8 25.9 20.0 100.6 41.6 2./Tecnol.6 44.195 7.391 115.8 Centro-Oeste 11.0 100.1 3.8 35.inep.880 20.1 4.7 3.240 Fonte: INEP (www.041 23.782 334.444 8.0 1.438 20.5 39.541 127.4 0.6 Sul 8.746 27.139 Sudeste 44.091 19.520 87.669 611.8 20.093 3./Tecnol.615 51.102 118.746 Centro-Oeste 27.843 6.gov.3 2.861 11.5 1.230 48.7 23.2 3.3 6. seja na pesquisa seja em setores que deveriam ser estratégicos na economia nacional.723 187.6 2.349 136.br) Tabela 3.947 190.0 100.7 Inscritos no vestibular por área de conhecimento segundo as regiões .482.631 97.5 5.169.br) 117 .5 Sudeste 8. Tabela 3.Esses dados apontam uma situação preocupante: há um reduzido número de jovens que se formarão nas universidades brasileiras em áreas que.6 3. Saúde Agrárias Sociais Aplicadas Humanas Letras Artes Ciclo Básico Total Brasil 241.8 7.726 38.047 Região Nordeste 36.750 105.196 527.0 100.0 10.016 Norte 14.844 Sul 119.1998 (%) Grande Área Exatas/Terra Biológicas Eng.438 42.562 474. Saúde Agrárias Sociais Aplicadas Humanas Letras Artes Ciclo Básico Total Brasil 8.323 31.344 11.0 3.1 Norte 10.015 26.2 4.4 1.1998 Grande Área Exatas/Terra Biológicas Eng.3 13.2 16.330 8.2 3.409 1.7 2.3 2.373 7. As universidades estão formando poucos profissionais para atuarem em áreas hoje consideradas de ponta.8 15.690 8.947 35.037 216.305 402 2.

.......................................418.................................245 matriculados em curso superior População de 17 a 24 anos de idade 19......1991-2000 Ano 1991 2000 ∗Estudantes Estudantes∗ 1.......Censo Demográfico (www.......... o número de inscritos no Vestibular foi: Região Norte ...........3.......................................... Enquanto o crescimento no número de jovens nessa faixa foi de 51% (Norte)..........658.............210 25...........51% Região Sul ...375..........694...... 15% (Sul) e de 14% (Centro-Oeste)..................5% Região Nordeste .....................8 Taxa (Bruta) de Escolaridade ........................................... 42% (Nordeste)..... ocorreu um aumento de 29% na população em idade de cursar o ensino superior (17 a 24 anos)........9% Essa demanda..........................................sidra.....br) Ao comparar-se a evolução da população na faixa de 17 a 24 anos e dos inscritos no exame vestibular nas diversas regiões......... Em 2000.... entre 1991 e 2000... é apenas potencial........... 24% (Sudeste)..............18% Região Sudeste .................. todavia.................................................206 Taxa de escolaridade 0........................... por 118 .17% Região Centro-Oeste ... Tabela 3....................................... significando um aumento da taxa de escolaridade de 52%.... constata-se que não há uma relação direta entre ambas variáveis...........................................3................ibge...........1 As taxas de escolaridade entre 17 e 24 anos Entre os Censos de 1991 e de 2000.. O número de inscritos nos cursos superiores existentes no país experimentou um acréscimo muito maior (95%)......................................069 0............................................... A relação entre o número de egressos do ensino médio em 1999 e o número de vagas oferecidas no vestibular no ano seguinte é que permite dimensionar a demanda efetiva.742 2....3 Cobertura demográfica 3.....................105 Fonte: IBGE ..........gov......................

113.318 2.052 3.exemplo.802.443 11. ou seja.141.439.912.276 255.831 19.432 8.141.072 Nordeste 1.868.985 5.850 190. revela um 119 .097 174.995 4.634.413.501.698 Centro-Oeste 248.030.1991 Idade 17 18 19 20 a 24 Total Brasil 2.079 6.363 15.753 508.10 População em idade de ingressar na universidade . apenas um tinha chance de ingressar no ensino superior.990 3.301.007 1.6631 Nordeste 717.850 407.2000 Idade 17 18 19 20 a 24 Total Brasil 3.693 880.634. entre os anos 90 e 2000.618 2.116.418.210 Norte 192.898 466.302 Centro-Oeste 405.847.br 3.083 3.403 1.947.013.gov.659.658.055.686 10.373 189.553 Fonte: www.340.600 Sudeste 1.934.204 695.3.878 1.795 1.742 1.435 6.090 Sul 405.499.779 397.978.496.215 182.157.2 A evolução da escolarização na educação superior 1990/2000 A análise da evolução da matrícula em cursos de graduação oferecidos pelas instituições de ensino superior brasileiras.ibge.559.649 631.419 784.352 1.885.gov.341 Sul 502.206 Norte 288.023.009 919. essa relação era de 5 candidatos por vaga.743 239.229 2.192 2.999 263.867 3.617 289.br Tabela 3.491.889.764 1.960 Sudeste 1.264 1.801 25.621.9 População em idade de ingressar na universidade .135 Fonte: www.ibge.188.624.242 2.170 1.104 1.080 3.158. Tabela 3. de cada cinco candidatos.174 1.

Por outro lado.600.inep. chegado o ano 2000. respectivamente.000. decrescente a participação da rede federal. sendo. entretanto.1 Evolução da matrícula na graduação por dependência administrativa . apenas 33% dos alunos universitários estavam ligados a universidades publicas.000 1.400.000 1.gov.000 200.000 1.200.crescimento de 75%. 71% e 88%.000.000 800.br) ESTADUAL PRIVADA 120 .1990-2000 2. Gráfico 3.000 1. foi marcante o crescimento das redes estaduais e privadas cujas matrículas aumentaram.000 600. O resultado disso foi que.000 400.000 0 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 FEDERAL MUNICIPAL Fonte: INEP (www.800.000 1.

ao final do ano -1996-2001 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 1996 1997 Estadual Fonte: CAPES/MEC 1998 Federal 1999 2000 2001 Particular Gráfico 3. ao final do ano .3 Matrícula em cursos de doutorado.2 Matrículas em cursos de mestrado.Gráfico 3.1996-2001 100% 80% 60% 40% 20% 0% Fonte: CAPES/MEC 1996 1997 Estadual 1998 Federal 1999 2000 2001 Particular 121 .

em 2000. com dois ou três anos de duração. ao contrário do que ocorre na graduação. concentram-se. após ter permanecido estagnada na década de 80. com até dois anos de duração. Pouco significativa é sua oferta de cursos de mestrado (18% em 2001) e de doutorado (9% no mesmo ano). 46% e 44% dos doutorandos estavam matriculados. são oferecidos também cursos de formação tecnológica.4 As exigências de escolaridade. Além desses. a maioria com duração de quatro anos.5 As estratégias das instituições de ensino superior e a competitividade no mercado de oferta e demanda educativa A demanda por ensino superior no Brasil voltou a crescer.905. anos e tempo médio de estudo O ensino superior brasileiro oferece duas principais opções de cursos de nível superior: os cursos seqüenciais. passando de 1. Em 2001. Nesse ano. enquanto que nas federais. estão matriculados 50% dos alunos de mestrado. desde 1996. 3. em instituições estaduais ou federais. De acordo com Schwartzman (2000) e outros estudiosos do tema1. mas. nos últimos anos. 3. essa percentagem foi decrescendo. as exigências do mercado de trabalho por níveis mais 1 Ver a este respeito os textos de Carlos Benedito Martins. cujo número dobrou só na última década. Um dos indicadores desse aumento é a progressão do número candidatos inscritos no vestibular. como os de engenharia.As matrículas no ensino de pós-graduação.293. em 1990. a partir de então. Nas primeiras. aumentou. de medicina e direito. “Cursos Seqüenciais” (2001).826. e os cursos de graduação. 122 . A participação dos programas de pós-graduação das instituições privadas é pequena. respectivamente. 54% dos doutorandos estavam matriculados em instituições estaduais. e cursos com cinco anos ou seis anos. os principais fatores que explicam a explosão dessa demanda são: a quase universalização do ensino fundamental e o aumento das taxas de promoção e conclusão do ensino médio. “ O Ensino Superior no Brasil” (2001) e de Cid Santos.293. para 3. nas instituições federais e nas estaduais.

Em 2000. Dados a esse respeito revelam que.3 % das matrículas. A competição por alunos ocorre. Estatísticas da Pós-Graduação/2001. basicamente entre as próprias IES privadas.6% delas nas estaduais e municipais) contra 259. nas IES privadas. que existam vagas ociosas no sistema. de forma que apenas 11. 56% oferecidas por instituições federais3. Matrículas no início do ano. que têm procurado garantir ou ampliar a 2 O Brasil apresenta hoje uma baíxissima taxa de escolarização do ensino superior.9 % delas. grande parte dessa demanda ainda não pôde ser atendida pelo sistema2. assim como sobre a complementariedade dos sistemas de educação público e privado em relação à oferta de matrículas no ensino de graduação e pós-graduação.825 vagas disponíveis nas IES públicas (82. Isso indica que a dificuldade de acesso a esse nível de educação não está apenas na incapacidade do sistema em absorver a demanda. assim. pois. ela cresce muito lentamente nas instituições públicas.5% dos seus jovens de 17 a 24 anos encontram-se matriculados em algum curso de graduação. De fato. A situação se altera quando se trata do ensino de pós-graduação.CAPES. apesar das matrículas no ensino superior brasileiro terem apresentado uma taxa de crescimento da ordem de 75%.elevados de escolaridade e as vantagens sociais e econômicas proporcionadas pela obtenção de um diploma de curso superior. no período 1990/2000. Os dados sobre a demanda e a oferta educativa de ensino superior.gov. em 2000. Pode. leva à seguinte conclusão: não existe competição entre as instituições públicas e as privadas por alunos. mas está também associado ao baixo desempenho acadêmico dos alunos nas provas de seleção e à incapacidade dos mesmos de custearem seus estudos em escolas privadas. Enquanto o setor privado segue sendo o principal responsável pela ampliação do número de matrículas na graduação. 3 www. Essa taxa de atendimento é uma das mais baixas até mesmo dentro da América Latina. os estabelecimentos privados respondiam por 67. Grande parte da clientela das IES privadas faz parte de uma demanda não atendida pela rede pública.br. a existência de vagas ociosas se explica por uma inversão na oferta e procura por cursos pós-secundários públicos e privados.693.1% das matrículas ao passo que o ensino superior público respondia por apenas 32. havia 10. Nele os maiores investimentos são feitos pelas IES públicas que concentram 85. parecer paradoxal. Conforme dados anteriores mostraram. 123 .

Segundo o artigo 47.relação dos dirigentes da instituição. De acordo com um estudo sobre as IES privadas no Brasil. A Portaria Ministerial nº 878 prevê que: “Art. política de atualização e informatização. realizado por Helena Sampaio (2000). 124 . Parágrafo único. até o dia 30 de setembro de cada ano. quando da divulgação dos critérios de seleção de novos alunos. os programas dos cursos e demais componentes curriculares. através de catálogo.relação nominal do corpo docente da instituição. qualificação de professores. as condições de oferta dos cursos. Relativamente à propaganda. área física disponível e formas de acesso e utilização. indicando área de conhecimento.descrição da biblioteca quanto ao seu acervo de livros e periódicos. na disputa mercadológica. qualificação profissional e regime de trabalho. recursos disponíveis e critérios de avaliação”. inclusive coordenadores de cursos e programas. 1º As instituições de ensino superior deverão tornar público. Das condições de oferta dos cursos deverão constar as seguintes informações: I . as instituições privadas têm utilizado novos atrativos para seduzir a clientela.sua participação num mercado no qual tem-se reduzido drasticamente a demanda por ensino pago. Essas estratégias têm sido diversas e envolvem desde o investimento em propaganda até facilidades na forma de ingresso à instituição. II . titulação. essa autora identifica algumas mudanças decorrentes principalmente das novas exigências normativas colocadas pela nova LDB e pela Portaria Ministerial nº 878 de 30/07/1997. indicando titulação e ou qualificação profissional e regime de trabalho. III . por área de conhecimento. § 1º da nova LDB: “As IES deverão informar aos interessados. sua duração. requisitos. antes de cada período letivo.

a qualificação do seu corpo docente e resultados obtidos em avaliações realizadas pelo MEC.valor corrente das mensalidades por curso ou habilitação. V . Sampaio descreve as seguintes mudanças ocorridas nas formas da propaganda adotadas pelas IES privadas: a propaganda impressa passa a se apresentar basicamente na forma de catálogos institucionais. seus alunos ou ex-alunos. são muito mais sofisticados contendo em média 10 a 30 páginas. suas atividades escolares. que diferentemente dos folders.relação de cursos reconhecidos. citando o ato legal de seu reconhecimento e dos cursos em processo de reconhecimento. a veicular imagens e/ou informações sobre a infra-estrutura da instituição. e equipamentos instalados. nesse sentido. “um fortalecimento do marketing institucional”.” Em função dessas novas exigências. deixando esta de ser dirigida apenas aos vestibulandos e direcionando-se 125 .formas de reajuste vigente dos encargos financeiros citados nos incisos X e XI. área física disponível. X . VIII .IV . por área de conhecimento a que se destinam. principal forma desse tipo de propaganda no início da década de 90. VI .valor corrente das taxas de matrícula e outros encargos financeiros a serem assumidos pelos alunos. XI .descrição dos laboratórios instalados.número máximo de alunos por turma.relação de computadores à disposição dos cursos e descrição das formas de acesso à s redes de informação. citando o ato legal de sua autorização. havendo. IX .conceitos obtidos nas últimas avaliações realizadas pelo Ministério da Educação e do Desporto. XII . mudanças também ocorrem com relação ao público-alvo da propaganda. o foco da propaganda deixa de ter como centro o aluno e passa a girar em torno da própria instituição. então. De um modo geral. as propagandas começam. quando houver.

5% das IES privadas localizam-se nessas cidades. painéis e promoções. boa parte das IES não têm utilizado apenas um desses instrumentos em suas avaliações do candidato. a criação de cursos superiores em cidades do interior. principalmente. mas sim dois ou três deles. a oferta de descontos significativos no valor de cursos de graduação. indica sua primeira opção institucional mas concorre às vagas existentes no curso escolhido em todas as IES. o aluno ao realizar a inscrição. Tem sido adotada ainda a realização de vestibular unificado. Além da propaganda. outras iniciativas estratégicas que têm sido utilizadas pelas IES privadas são: a oferta de novas especialidades dentro das carreiras tradicionais. a propaganda também busca demonstrar ao MEC e aos avaliadores das IES o cumprimento das exigências legais. a opção de novas formas de ingresso diferentes do vestibular. a realização de feiras para promover as instituições. reunindo várias instituições. a avaliação dos candidatos através da análise de seu histórico escolar. a gratuidade da inscrição para o vestibular. cartas de recomendação de professores ou entrevistas com o candidato4. Ou seja. ou seja. Nesse caso. 4 De acordo com Sampaio (2000). 126 .para “todos os atores do sistema”. a concentração da oferta de vagas em cursos nas áreas de Ciências Humanas e Sociais. por meio de vídeos. visando áreas geográficas ainda não saturadas na oferta de vagas: cerca de 62. os de licenciatura. Os custos operacionais nessas áreas do conhecimento não requerem altos investimentos para serem criados e mantidos e têm alta demanda no mercado.

é contudo. principalmente. 127 . Observa-se. com a Lei nº 9. Essas iniciativas foram regulamentadas ou incentivadas pela nova LDBN. Universidade Virtual: A virtualização dos serviços acadêmicos no ensino presencial e a criação de um novo conceito para o ensino superior a distância e de Jose Manuel Moran: A educação a distancia no Brasil – Lugar e Papel das novas tecnologias de informação e comunicação na educação superior. No âmbito da pós-graduação stricto e lato sensu. através do Provão. os Institutos de Educação Superior e os Centros de Educação Tecnológica (ver 2. oferecidos pelos Centros de Educação Tecnológica e Centros Federais de Educação Tecnológica e os cursos de especialização denominados Master Business Administration (MBA’S). ocorrida com a explosão das taxas de conclusão do ensino médio. A iniciativa nesse campo . No âmbito da pósgraduação. 3. No que se refere à criação de cursos essa lei introduziu novos tipos.- a oferta de novas modalidades de ensino. A partir dela e de outros decretos. um interesse nas IFES de publicizar sua excelência acadêmica. os cursos seqüenciais de formação específica e de complementação de estudos e uma nova modalidade. a novidade é a criação dos mestrados profissionais.4). ainda muito tímida existindo poucas IES oferecendo esse tipo de curso5.394/96. A LDBN também abriu caminho para a diversificação das IES.6 As novas ofertas educativas nacionais e internacionais As novas ofertas educativas surgem como uma forma de ampliar a oferta de matrículas e a diversificação do sistema para responder à crescente demanda por ensino superior. contudo. as Universidades Especializadas. a implementação de cursos a distância (ver 2.4). ocorre uma certa competitividade por recursos entre elas na medida em que o financiamento de bolsas aos estudantes está associado ao desempenho dos cursos nas avaliações realizadas pela CAPES. como a educação a distância. 5 Ver a este respeito os trabalhos de João Vianney. dentre eles. do MEC/CNE. foram criados novos tipos institucionais como os Centros Universitários. medida.

A oferta de cursos de pós-graduação stricto sensu oferecidos no Brasil por instituições estrangeiras. de 03/04/2001 em seu artigo 1º que determinou a imediata suspensão do processo de admissão de novos alunos.htm).com. diretamente ou mediante convênio com instituições nacionais. clientes ou fornecedores.Outra oferta educativa são os cursos oferecidos pelas universidades corporativas.br/p6. Esses cursos dispensam credenciamento ou reconhecimento oficial.guiarh. 128 . foi proibida pela Resolução CNE/CES nº 02. os quais são realizados pelas próprias empresas a fim de conceder uma formação continuada a seus funcionários. seu reconhecimento é pelo mercado. Os diplomas não necessitam de registro e os cursos e programas são livres atendendo às necessidades das pessoas que integram as organizaçõe s (www.

E. VIANNEY. E. transformação. E. SAMPAIO. (Orgs. GESTEIRA. Cursos seqüenciais. (Orgs.).). USP/NUPES. A revolução silenciosa do ensino superior. H.Referências SCHWARTZMAN.. 2000.. In: In: DURHAM. 2001. O ensino superior em transformação. SAMPAIO. São Paulo: 129 . (Orgs. Simon. H. In: DURHAM. FAPESP. H. 2001. O ensino superior em O ensino superior em transformação. São Paulo: USP/NUPES. Universidade virtual: a virtualização dos serviços acadêmicos no ensino presencial e a criação de um novo conceito para o ensino superior a distância. São Paulo: USP/NUPES. Helena Maria Sant’Ana. Cid Santos. 2001. São Paulo: Hucitec. João.. SAMPAIO.). In: DURHAM. O ensino superior no Brasil: o setor privado. SAMPAIO.

empresas e indivíduos. do aprofundamento da chamada globalização e da crescente democratização das sociedades. surgem novas oportunidades de atuação profissional em campos inéditos. . e constata-se forte pressão social pelo acesso às inovações e pelo conhecimento capaz de conferir melhores condições de competitividade aos grupos. o ensino superior tem ocupado parte importante das análises e preocupações dos estudiosos da educação e dos responsáveis pela formulação de políticas públicas voltadas à área. especialmente na última década. nesse campo da vida em sociedade. São mudanças importantes verificadas. o ensino superior ainda carece de informações precisas e diagnósticos que dêem conta das transformações operadas nos últimos anos. Não obstante. Nesse contexto amplo de transformações.4 Governo e gestão da educação superior Michelangelo Giotto Santoro Trigueiro Introdução Tema de grande relevância no momento presente. com os novos processos e relações advindos do impacto do desenvolvimento científico-tecnológico recente. em que pesem os muitos estudos desenvolvidos e as estatísticas produzidas pelos mais diversos órgãos e setores da vida pública e privada no País. de modo geral. e que se relacionam. em diferentes situações da vida contemporânea.

concernentes à estrutura e funcionamento do governo e da gestão das diversas instituições de ensino superior no País. considerando as particularidades da estrutura burocrática e administrativa das instituições mais tradicionais. seja pelas medidas provenientes do Governo Federal – especialmente aquelas relacionadas ao tema da avaliação –. tenciona-se. Tudo isto sinaliza para uma situação de muitos obstáculos. as universidades públicas brasileiras. considerando ainda o nível preliminar desta abordagem. forçando a que tais instituições busquem a melhoria e a reformulação de antigos padrões de funcionamento e organização acadêmica e administrativa. também. 131 .É nesse cenário que se localiza o panorama atual do ensino superior no País. apontar aspectos relacionados a esta problemática. constituindo diversificada teia de interesses e eventuais confrontos de posições. evidenciando o surgimento de novos atores e a proliferação de instituições as mais variadas. para o aumento da demanda por novas vagas e pelo acesso ao ensino superior no Brasil. e em razão de sua grande heterogeneidade e complexidade. a formulação e o avanço de políticas conseqüentes. provenientes do Governo Federal. notadamente. nos últimos anos. Ademais. voltadas à melhoria da qualidade e ampliação do ensino médio e do fundamental. No presente trabalho. seja pelo aparecimento de novos concorrentes – sobretudo as instituições particulares –. O quadro geral é de muitas dúvidas e o momento presente acentua o caráter ainda transitório de muitas situações. as quais são permanentemente desafiadas. em face da realidade ainda pouco consolidada do ensino superior brasileiro. em linhas gerais. tem contribuído. o que ressalta a necessidade de novos estudos. compondo quadro bastante heterogêneo e complexo.

dos órgãos de administração.Conselho de Curadores – órgão obrigatório nas universidades estruturadas sob a forma da Autarquia -. as universidades sofreram modificações em sua estrutura acadêmica e administrativa. decano dos reitores. na esfera federal. a partir da legislação de 1968 as universidades federais passaram a ser estruturadas pelos seguintes órgãos1: Órgãos supervisores . . Na Lei nº 5. III). ainda. tendo como base estatutos e regimentos. Par. A lei tornou. de caráter particular. serão escolhidos na forma dos respectivos estatutos e regimentos” (Lei nº 5. vice-reitor. facultativa a existência de níveis estruturais entre os Departamentos e a Administração superior. diretores das unidades de ensino e representantes da comunidade acadêmica e dos diferentes setores da sociedade. a institucionalização da pesquisa e a centralização da tomada de decisão. destacam-se: a abolição do regime de cátedras – que estimulou a progressão na carreira docente baseada na titulação e no mérito acadêmico. a instituição do departamento como unidade única de ensino e pesquisa. ex-reitor.1 Tipos de governo das instituições de educação superior 4. unidade universitária ou estabelecimento isolado. Esta lei estabelecia ainda que “o Reitor e o Diretor de universidade.540/68.1 Governo colegiado ou não colegiado Com a reforma universitária em 1968.Conselho Universitário – CUN – órgão colegiado obrigatório vinculado à administração superior – composto pelo reitor.1.4.540/68. já consta a definição do processo decisório par a dirigentes das Universidades Federais através de órgãos colegiados. representantes docentes e discentes. responsável pela fiscalização da execução econômica e 132 . Assim. pró-reitores. A esse respeito.

. em nível de administração superior. . fiscaliza e superintende as atividades das unidades acadêmicas e administrativas. chefes de departamentos acadêmicos. constituído pelo diretor e vice-diretor da unidade acadêmica. T. coordena. resultante da fusão de institutos e faculdades. Na Universidade de Brasília. docentes de todas as categorias e representantes discentes. representantes do corpo docente nas diversas categorias.Diretoria – órgão executivo – que dirige. Uma boa maneira de caracterizar esse tipo governo é tomar como exemplo o caso de uma instituição federal de ensino superior. Seu poder é exercido pelo reitor. e por representantes discentes. .que desempenha funções de natureza administrativa e fiscal. vice-reitor. . Rogério (1990) e Lei nº 5. em nível executivo. isto é. Pesquisa e Extensão – CEPE – órgão de supervisão e coordenação das atividades de ensino e pesquisa. os órgãos colegiados superiores. seguido 1 Vahl. são o CONSUNI. O governo colegiado é aquele que se apóia em órgãos colegiados. os principais órgãos. de 28/11/68.540/6 8. 133 . existente nas universidades organizadas sob a forma jurídica de Fundação . Órgãos Setoriais . do setor produtivo do Estado-sede da instituição e por um representante do MEC. .Reitoria – órgão que dirige todas as atividades universitárias. composto por representantes da comunidade acadêmica. com a função de coordenar os departamentos. tanto administrativas como acadêmicas. vice-reitor e pró-reitores. por exemplo.financeira (função de auditoria).Centros (ou faculdades/Institutos/escolas) – de caráter facultativo –.Conselho Departamental – de caráter deliberativo e consultivo –.Conselho Diretor – órgão da administração superior. composto pelo reitor. representantes de cada uma das unidades universitárias. pró-reitores de áreas.Conselho de Ensino.

que envolve diretores de institutos e faculdades. O CEPE. não têm órgãos colegiados superiores e. é o órgão superior deliberativo e consultivo da Universidade. o reitor não tem mandato. o vice-reitor. muitas vezes. essa função assume outra conotação.é responsável pelo gerenciamento do patrimônio e das receitas e despesas da UnB. É constituído pelo reitor. o governo de fato geralmente não é colegiado e. é nomeado pelo mantenedor. A FUB representa o que se pode considerar. os decanos de assuntos administrativos e financeiros e de assuntos comunitários. diretores de órgão suplementar e representantes do corpo discente.CEPE (na prática. A UnB tem ainda uma especificidade. para traçar a política universitária e funcionar como instância de recurso. As particulares de sentido estrito. Muitas vezes. Quer dizer. a mantenedora da UnB. representantes da comunidade e representante da Associação de Ex-alunos. que. vice-reitor e pelos decanos de graduação. isso geralmente é verdade. pesquisa e extensão. mas não trata de questões acadêmicas. a “dona”da instituição. de pesquisa e pós-graduação e de extensão. sequer os estatutos prevêem órgãos colegiados. isto é. A mantenedora supostamente mantém a universidade ou faculdade. nas particulares de sentido estrito. que geralmente não é encontrada em outras federais: o Conselho Diretor da Fundação Universidade Brasília – FUB . entretanto. No caso das comunitárias ou confessionais. a autonomia acadêmica e pedagógica passa a ser 134 . segundo a vontade do mantenedor. mas de fato são estas que mantêm a mantenedora. É composto por membros do Conselho de Administração e do Conselho de Ensino e Pesquisa. Dele fazem parte o reitor. na verdade. Finalmente. Nas IES privadas. quando os têm. Pesquisa e Extensão . em geral. funciona através de câmaras específicas: de pós-graduação. diretores de faculdades. em matéria de ensino. a mantenedora é. esses órgãos são definidos da seguinte forma: O CONSUNI é o órgão final deliberativo da universidade. em seu estatuto de criação.pelo Conselho de Ensino. sendo demissível ad nutum. a mantenedora deve garante o patrimônio físico-financeiro e o orçamento da instituição. Nas particulares. No estatuto da UnB. geralmente são compostos de membros nomeados pelo mantenedor ou pelo reitor. por sua vez. o CAD é constituído por órgão superior deliberativo e consultivo da Universidade em matéria administrativa. por sua vez. de ensino de graduação e de extensão) e o Conselho de Administração – CAD –.

p. tendo como única restrição à autonomia didático-científica as limitações orçamentárias da instituição. para o relator do Parecer em pauta. Para garantir a autonomia didático-científica das universidades. os órgãos colegiados de ensino e pesquisa têm plena autonomia para deliberar a respeito da matéria em epígrafe.programação das pesquisas e das atividades de extensão. VI .secundarizada pela vontade da mantenedora ou do “dono”da escola ou faculdade.a competência para deliberar a respeito de cada uma e do conjunto de matérias que são essenciais para a vida acadêmica da instituição”. III . CES/CNE. dentro dos recursos orçamentários disponíveis. 135 .ampliação e diminuição de vagas.elaboração da programação dos cursos. “caberá aos seus colegiados de ensino e pesquisa decidir. modificação e extinção de cursos. pretendia exatamente estabelecer que as universidades privadas tivessem órgãos colegiados de direito e de fato. expansão. 52. “a Lei atribui aos colegiados de ensino e pesquisa das universidades – sempre dentro dos recursos orçamentários disponíveis . Este Parecer baseia-se principalmente no parágrafo único do art. 2000.criação.”as atribuições do colegiado.contratação e dispensa de professores. Portanto.. com as atribuições acadêmicas que a LDB especifica no art. 2 Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação. do então conselheiro Jacques Velloso. Segundo o citado parágrafo.59).. 53 da LDB. sobre a autonomia acadêmica das universidades. Parecer 600/97 de autoria de Jacques Velloso. V . sobre: I . caberá aos seus colegiados de ensino e pesquisa decidir. que concerne à autonomia didático-científica. II .plano de carreira docente. IV . Como destaca o Parecer 600/97. conforme já mencionado (Trigueiro. O Parecer nº 600/97 2. Desta forma.

deveriam elaborar listas de candidatos. argumenta o conhecido sociólogo. além de obedecerem ao princípio da gestão colegiada. Schwartzman (1991). e aos dirigentes federais caberia apenas referendar as decisões da comunidade”(Schwartzman 1991. de deslocar para a comunidade de alunos. dada a sua experiência acadêmica e titulação.1. é possível também que ao longo do processo político se façam compromissos de natureza corporativista com determinados segmentos. embora dotados de mérito acadêmico e capacidade administrativa. desse modo.17). 17).2 Nomeação ou eleição de autoridades das instituições de ensino superior O processo de escolha de dirigentes das universidades públicas caminhou na direção da abertura política. “Os conselhos superiores. É também notório que se excluem do processo eleitoral aqueles docentes que. também devem submeter-se ao princípio da gestão democrática. sua presença nos colegiados não pode ser computada como representação docente. quando os dirigentes são nomeados fora de listas múltiplas. Nessa linha de preocupações. professores e funcionários a responsabilidade da escolha dos dirigentes. p. Já as particulares. estranhos a atividade acadêmica (Schwartzman. conforme o art. 4. pretendia-se escolher os dirigentes universitários pelo voto universal e esgotar o processo de escolha no âmbito da universidade. mas o ministro da educação não o homologou. 1991. Argumenta ainda que também no caso de instituições privadas. Tal e qual a escolha de Presidente da República. não possuem os atributos necessários ao embate político-eleitoral. Do ponto de vista interno já não se garante mais que os dirigentes sejam escolhidos predominantemente por aqueles professores que possuem as melhores condições para fazê-lo. p. Este parecer foi aprovado no CNE. Tratavase. precisam apenas submeter-se ao princípio da gestão colegiada autônoma. 56 da nova LDB.O relator argumenta que universidades públicas. iniciada em 1985. por lei. na forma da lei. chama a atenção para os problemas decorrentes deste esse tipo de processo decisório. 136 .

137 . definindo o colegiado com setenta por cento de membros do corpo docente. que: I . conforme o Parágrafo V desta lei. as regras são idênticas. ou outro colegiado que o englobe. assinado pelo Presidente da República. sendo a votação uninominal. observarão o mínimo de setenta por cento de membros do corpo docente no total de sua composição. em seu artigo 16. ou seja.o reitor e o vice-reitor de universidade federal serão nomeados pelo Presidente da República e escolhidos entre professores dos dois níveis mais elevados da carreira ou que possuam título de doutor. para o caso da as IFES. prevalecerão a votação uninominal e o peso de setenta por cento para a manifestação do pessoal docente em relação à s demais categorias. Estes colegiados elaboram listas tríplices e o reitor e vice são nomeados pelo Presidente da República.em caso de consulta prévia à comunidade universitária. pode haver e geralmente há. Para o caso de estabelecimento isolado de ensino superior mantido pela União. o princípio da escolha de dirigentes foi consagrado com a predominância do peso da comunidade interna. II . III . em nenhuma universidade pública há eleições. 1º da lei acima citada.Com a regulamentação da Lei nº 9. o Ministro da Educação escolhe quem vai ser nomeado e leva os nomes para o Presidente. de 21 de dezembro de 1995. Esta lei. estabelece. instituído especificamente para este fim. o Parágrafo VII estabelece que a escolha do dirigente dar-se-á por meio de estatutos e regimentos próprios. para as IES não mantidas pela União. o diretor e o vice são também nomeados pelo Presidente da República. nos termos estabelecidos pelo colegiado máximo da instituição. cujos nomes figurem em listas tríplices organizadas pelo respectivo colegiado máximo. escolhidos em lista tríplice preparada pelo colegiado máximo.os colegiados a que se refere o inciso anterior. é então editado um decreto. Conforme o art. mediante indicação do colegiado máximo de cada universidade federal ou do colegiado especialmente constituído para este fim. consultas prévias para a escolha ou indicação de dirigentes.192. De fato. Já. constituídos de representantes dos diversos segmentos da comunidade universitária e da sociedade.

no qual o dirigente é escolhido por um colégio eleitoral representante da comunidade (às vezes apenas o segmento docente). a comunidade acadêmica da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia foi “surpreendida”no dia três de maio com a nomeação de um reitor pró-tempore. por motivos variados. atribui-se peso igual aos três segmentos que compõem a comunidade acadêmica. “passando por cima de uma deliberação do Conselho Superior. a nomeação é amplamente normatizada pelas leis e decretos apresentados. O autor identifica também três formas de votação para eleições diretas: a universalidade – pela qual todos os votantes têm o mesmo peso na votação. de 10 de Maio de 2002. a insatisfação das instituições ocorre justamente quando. no qual. a partir do entendimento de que os segmentos são numericamente diferenciados. com o objetivo de viabilizar as eleições”. (1996). o dirigente nomeado não corresponde ao primeiro nome indicado pela comunidade. proprietário) escolhe e nomeia o dirigente da IES. “sem consulta prévia”às instâncias superiores (CONSU). embora essa nomeação tenha amplo respaldo na Lei. Ao que tudo indica.. e a paridade – na qual.quando os indivíduos participam em seu conjunto e o peso de seus votos é calculado de acordo com o segmento a que pertença cada um. a proporcionalidade . independente do segmento ao qual pertençam e de seu número. e direto. e-mail 2030.” 3 Jornal da Ciência. um nome para assumir a função de reitor interino.UMESB. no dia 24 de abril. a atitude do Governador desencadeou um processo de mobilização e as três categorias tentam impedir a entrada do interventor na instituição.. o indireto. embora a nomeação do eleito dependa de autoridade superior. no qual o detentor de poder do mando (governador. Segundo notícia veiculada no Jornal da Ciência3. na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia . que já havia indicado. segundo Rangel Jr. Uma vez escolhido o dirigente. prefeito. identificam-se três processos de escolha de dirigentes: o autocrático. a escolha do dirigente se dá com a participação e o voto direto da comunidade universitária. que apenas indica uma lista para a escolha e nomeação pela autoridade competente. 138 . Ainda segundo o jornal citado “.De forma geral. Um exemplo de conflito dessa ordem pode ser visto em episódio recente.

“tanto na carreira universitária. 4. bem como de outros dirigentes destas instituições.. De acordo com documento da COPEA (1998). no tema do nomeação e a eleição de autoridades. as comunidades científicas e assim por diante. neste ponto. O que não significa que todos esses atores tenham o mesmo grau de influência na escolha final dos dirigentes máximos das IES. na composição do colegiado. o cenário mais amplo. quanto ao corporativismo de alguns dos segmentos.COPEA. o que poderia acarretar empecilhos ao processo democrático. condicionam as decisões finais. deve ser a base do julgamento do mérito em ensino. Ademais. (. 4 Documento da Coordenação de Programas de Estudos Avançados da UFRJ . tampouco significa que o poder do Presidente seja. com predominância de elementos externos. para a progressão na carreira e para o ingresso e permanência no regime de dedicação exclusiva”(COPEA. igualmente um conjunto de atores que fazem parte de todo o jogo de poder que se estabelece entre o Estado e a sociedade civil. em 29 e 30 de maio de 1998. Assim.3 As relações entre as instituições de educação superior e o Estado As relações entre as instituições de educação superior e o Estado.1. direta ou indiretamente. mas que se trata de uma problemática extremamente complexa.. 1998)4. Vários são os atores envolvidos nesse processo. Ao se fazer isto. pesquisa e extensão. atingindo os partidos políticos. com isso minimizado. abordando a própria condução e formulação de políticas voltadas para o ensino superior no País. faz-se mister ultrapassar. a mera relação existente entre o Estado e as IES.Há também a preocupação. num certo sentido. como na escolha de dirigentes. tenciona-se enfocar. os movimentos sociais. Esta requer examinar. a qual não pode ser conduzida apenas do ponto de vista de uma lógica estritamente formal.) A avaliação por pares. a hierarquia do mérito e da excelência acadêmica devem prevalecer sobre o corporativismo. reduzir esse assunto à esfera do executivo é abordar apenas parcialmente a problemática supracitada. os quais. notadamente das instituições públicas passa não apenas pela simples homologação dos dirigentes. quanto à nomeação de autoridades. 139 . mas por processo amplo de conflitos e tensões de toda ordem.

Nos últimos anos. A esse respeito. Um exemplo é a atual revisão da Legislação para os cursos seqüenciais. diversos mecanismos específicos são criados para as IES. tendo. que. acaba sendo o verdadeiro formulador das políticas. a atuação do órgão se expandiu. papel fundamental na implementação de toda a política de avaliação do ensino superior. mais que isso. tem-se vários setores envolvidos do poder executivo. uma vez que os repasses dependem de decisões da área econômica e de autorização da União. Finalmente. especialmente no que concerne às reivindicações por maiores salários e recursos. após a LDB.político. as IES privadas. as pressões por parte das IFES são grandes. no âmbito do Estado. para ofertarem cursos de graduação. adequando-se a uma série de exigências. destacando-se a Secretaria de Ensino Superior do MEC (SESU). são referendadas pelo Ministro. Há também a questão do orçamento das IFES que é submetido à SESU. Desta forma. No âmbito da SESU. A esse respeito. que perpassa. e autorização e reconhecimento de cursos. em termos mais concretos. As exigências têm sido bem conduzidas pela SESU. o Conselho Nacional de Educação (CNE) e o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP). dependem de permissão do órgão. este último. que acabaram direcionando os rumos do Ensino Superior. a estabilização de nomes aprovados para a direção das IES. que criou padrões de qualidade a serem atendidos pelas IES. Embora a SESU tenha um papel mais ligado à supervisão e implementação das políticas relacionadas à educação superior no País. uma vez que. a SESU passou a produzir decretos e portarias. no momento. muitas questões passaram a necessitar de normatização. É nesse momento que há um contato mais próximo das IES com o poder público. podem-se destacar algumas políticas que estão ligadas mais diretamente à SESU: condução do processo de discussão e implementação das Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação. O órgão também mantém um contato estreito com o CNE. pois elas precisam apresentar projetos de cursos. 140 . quase sempre. tais como credenciamento da Instituição. a nomeação e. na prática. Para dar um exemplo. os quais a SESU não tem como ampliá-los.

esse órgão foi criado para desenvolver pesquisas e reflexões sobre a educação. por meio da constituição das Comissões de Especialistas. o ambiente acadêmico e as IES passam a considerar as disposições descritas em tais pareceres. realizando os censos dos diversos níveis educacionais. em última instância. sobretudo no que tange à Avaliação das Condições de Oferta dos cursos. o período de espera para o homologo de um parecer. o CNE fica legislando autonomamente durante algum tempo. mas passa a exercer grande influência no cotidiano das IES. com a introdução dos novos mecanismos de avaliação. como o Programa Especial de Treinamento (PET) e o Programa para Melhoria do Ensino Superior (recursos para as IES e financiamento de equipamentos). criando procedimentos para normas fixadas pela LDB (exemplo: os cursos seqüenciais criados pela LDB. Finalmente. estabelecendo-se parâmetros e procedimentos específicos). O CNE. Primeiro. pode demorar muito e acaba ocorrendo que. consolidou-se como um produtor de dados sobre a educação. pela falta de normas até essa decisão final. 141 . Historicamente. - implementação ou supervisão de programas especiais. Esse parecer não é válido oficialmente. Posteriormente. depende da chancela do Ministro. passa a se constituir em resolução e a ter força de lei. o Conselho Nacional de Educação é um órgão praticamente independente. a exemplo do Exame nacional de Cursos. Ou seja. Segundo. O órgão discute e emite um parecer. supervisão e fiscalização de IES. seu papel tem sido cada vez mais diversificado e ampliado. Um outro órgão importante na condução da Política de ensino superior do País é o INEP. o parecer é encaminhado ao MEC e pode ser homologado ou não. Assim. Possui autonomia suficiente para criar políticas para o ensino. - sistematização da Legislação. nas últimas décadas. Entretanto. de modo geral. Todavia. mais recentemente. funciona da seguinte forma: determinada matéria recebe apreciação do CNE. Se for homologado.- estabelecimento dos padrões de qualidade para os cursos de nível superior.

da Constituição Federal: legalidade. a elas se aplicando a noção privatista de que tudo que não é proibido pelo texto legal é lícito” (p. 37.O termo “autonomia” sempre significou coisas bem distintas para os vários grupos que compõem o ambiente das IES. e de gestão patrimonial e financeira). O que chama a atenção. "que alcança de modos bastante diversos as universidades públicas e as particulares”(p. assim como disponha sobre a possibilidade de ampliação da autonomia. seja na perspectiva oposta. o aspecto central dessa proposta do MEC refere-se à gestão patrimonial e financeira e à autonomia administrativa. é seguindo esse questionamento que muitos membros e dirigentes da comunidade 5 6 O que se está chamando "anteprojeto de lei" tem como cabeçalho. administrativa e de gestão financeira e patrimonial. mediante contrato de desenvolvimento institucional". O texto Constitucional define a Autonomia Universitária nos seguintes termos: "As universidades gozam de autonomia didático-científica. considerando inalterável a prerrogativa da autonomia didático-científica. seja na direção de um apoio efetivo. no entanto. as particulares estão sob a regência do Direito Privado em matéria econômica. Muitos fóruns. Este fato dificultou o entendimento e a formação de consenso sobre o tema. fundamentos para uma lei que regule a autonomia das universidades federais. mesas redondas e seminários foram criados nas IES e entidades ligadas ao ensino superior do País. o documento argumenta que "enquanto as universidades públicas estão sujeitas aos princípios e regras inerentes ao Direito Público (art. Quer dizer. e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino. está bem evidenciada a intenção do Ministério de implementar um programa de mudanças profundas nas instituições universitárias brasileiras. é que nesse mesmo Artigo também é estabelecida a autonomia administrativa e de gestão financeira e patrimonial. 4). já garantida no Artigo 207 da Constituição6. pesquisa e extensão". impessoalidade. caput. moralidade e publicidade). distinguindo a autonomia acadêmica da econômica (administrativa. 4). nos termos do que estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Superior. uma mesma palavra empregada com sentidos bem diversos. no documento oficial. Na sua justificativa para a distinção do alcance das medidas propostas. 142 . O documento é dirigido especificamente para as instituições públicas. O ponto de partida para essa discussão pode ser abordar o próprio anteprojeto 5 de lei apresentado pelo MEC às universidades (datado de abril de 1999) . Nele. o seguinte: "Autonomia Universitária. buscando esclarecer as dúvidas e ampliar o consenso sobre a autonomia. Aliás.

financeiros e patrimoniais. O MEC justifica essa necessidade de distinção ressaltando que "Embora o art. diversas outras disposições. envolvendo a história. As peculiaridades das organizações universitárias e suas finalidades acadêmicas acabam encontrando nestes fatores forte impacto restritivo". possibilidades de alienação e oneração de bens patrimoniais. 143 . podendo dispor de muito maior flexibilidade para definir critérios próprios de indicadores de desempenho. o 18º Congresso da ANDES reafirmou a defesa da auto -aplicabilidade do referido Artigo da Constituição. trata-se de uma proposta que busca. algo que precisa ser examinado conjuntamente. incorporação de excedentes financeiros de cada exercício sem repercussão para o período seguinte. programas ou categorias de despesa. Tais impedimentos dizem respeito à administração de recursos humanos e à vinculação orçamentária e financeira comuns a toda a administração pública. Nesse sentido. Em resumo. tanto constitucionais quanto de nível ordinário. a estrutura organizacional e o contexto sócio-econômico mais abrangente no qual se localiza a IES. além de poder assumir prerrogativas relevantes como dispensa de licitação em situações específicas. embora insistindo na necessidade de ampliar o debate sobre o assunto com sociedade. fundamentalmente. o que se depreende do conjunto de políticas públicas relacionadas ao ensino superior no Brasil é que o exercício efetivo de autonomia nas IES é algo que depende não só da legislação e dos aspectos propriamente formais. dar condições jurídicas às universidades públicas para exercer com maior liberdade o gerenciamento dos seus recursos humanos. Deixando um pouco de lado os aspectos propriamente jurídicos e semânticos relacionados à autonomia das IES. 207 da Constituição Federal tivesse tratado da autonomia universitária. e o remanejamento de recursos entre rubricas. remanejamento de quadros de funcionários e recrutamento permanente e temporário de pessoal. impedem o pleno exercício dessa prerrogativa. a cultura interna. mas de todo um conjunto de aspectos relacionados. argumentando que uma exigência para a autonomia é a revogação de toda a legislação "infraconstitucional” que trata da universidade.universitária têm se voltado.

estabelecida inicialmente pelo Dec. reconhece essa extensão: “A nova LDB prevê a extensão de prerrogativas de autonomia universitária a outras instituições que comprovem alta qualificação para o ensino ou para a pesquisa. nos arts. com base em avaliação realizada pelo Poder Público (art. de 19 de agosto do mesmo ano. seja esta acadêmica ou administrativa. num amplo espectro de possibilidades de autonomia às IES. Por outro lado. posteriormente. O Parecer CNE nº 600/97. Para se compreender melhor as especificidades da autonomia em cada tipo de IES. as chamadas instituições particulares dispõem de maior grau de autonomia que suas congêneres públicas. nº 2. Gozam de alto grau de autonomia relativamente a estes aspectos acadêmicos. nesse dispositivo legal. as universidades comunitárias apresentam condições importantes para um exercício efetivo de autonomia. a seguir. por exemplo. e no anterior. mesmo considerando que seu funcionamento é pautado por decisões de conselhos e colegiados. no plano de desenvolvimento da Instituição. a estrutura interna de governo e o processo decisório nessas instituições. será discutida. devem pautar a organização e composição de seus colegiados de ensino e pesquisa pelas mesmas diretrizes que regem análogos órgãos nas universidades” (Parecer CNE nº 600/97). 8º e 12 do Dec.Em termos gerais. a extensão da autonomia universitária aos Centros Universitários. que. nº 2.207 de 16 de abril de 1997 e. a autonomia didático-científica e a possibilidade de criação de novos cursos é prevista em lei. assim.306. 54. definindo limites a estes. que lhes atribuiu prerrogativas de autonomia didático-científica. Tal hipótese ganhou vida na figura dos Centros Universitários. ao se comentar as definições atinentes a cada tipo de instituição. § 2º). gozando de prerrogativas da autonomia universitária. conforme mencionado neste ponto do texto. Considere-se. uma universidade e um centro universitário Verifica-se. no que tange à gestão orçamentária e dos recursos humanos. além de outras que possam ser estabelecidas em seu credenciamento. Os Centros Universitários. 144 . abaixo transcrito parcialmente. ainda.

devendo ser encaminhada à respectiva un idade de controle interno. financeira. liquidação ou privatização de entidades da administração indireta. processo formalizado pelo titular da entidade da administração indireta. em seu art. de 20 de dezembro de 2000.. patrimonial e operacional e à guarda de bens e valores públicos. compreendendo as autarquias. define. regulamentos e normas emanadas das autoridades administrativas competentes e conterá dados e informações pertinentes aos atos de gestão orçamentária. 2º. transformação. o p rocesso de prestação de contas como: “. fundações instituídas e mantidas pela União. sociedades de economia mista e demais empresas controladas direta ou indiretamente pela União. poderá ser: 1) Anual . pelo titular da entidade”. incorporação.quando ocorrer a extinção. bem como empresas encampadas ou sob intervenção federal. transformação.1. de investimentos e outros fundos e dos órgãos ou entidades administradas sob contrato de gestão.4. A Prestação de Contas será elaborada com suporte da unidade de contabilidade analítica da entidade. inclusive das fundações instituídas e/ou mantidas pelo Poder Público Federal. liquidação.. com objetivo de demonstrar a boa e regular aplicação dos recursos utilizados e os resultados obtidos.4 Os procedimentos e práticas de prestação de contas das instituições de educação superior A Instrução Normativa SF/MF nº 02. cisão dissolução. item IX. 145 . até noventa dias. órgãos e entidades que arrecadem ou gerenciem contribuições parafiscais. ainda de acordo com o item supracitado. cisão. empresas públicas. 2) Extraordinária . até setenta e cinco dias contados da data do encerramento do correspondente exercício financeiro. A Prestação de Contas. na conformidade das leis. contados da data de extinção. privatização.levantada ao final do correspondente exercício financeiro. fusão. fusão ou incorporação.

Contudo. atualizando a legislação pertinente. serão depositados e movimentados exclusivamente por intermédio dos mecanismos da conta única do Tesouro Nacional.087 -29. As prestações de contas das autarquias e fundações públicas estão regulamentadas pela Medida Provisória nº 2. no Parágrafo 4º deste artigo.860. O art.De maneira geral. como instituições públicas. há 146 . os processos de tomada e de prestação de contas são constituídos por: 1) rol de responsáveis. no que se refere às receitas próprias. No que se refere às mantenedoras de instituições de ensino superior sem finalidade lucrativa. 2º . Art. disponibilidades financeiras decorrentes de arrecadação de receitas próprias. das autarquias e das fundações públicas federais não poderão ser aplicados no mercado financeiro. 3) relatório de gestão e 4) relatório de auditoria. poderão manter na conta única do Tesouro Nacional. de 22 de fevereiro de 2001. desta Medida Provisória prevê que os recursos financeiros de todas as fontes de receitas da União e de suas autarquias e fundações públicas. 2º. no art. as regras para aplicação de financeira dos recursos. nas quais se incluem as IES. 1º. o artigo 5º do Decreto nº 3. Este conjunto normativo estabelece. Já. suas demonstrações financeiras certificadas por auditores independentes e com parecer do respectivo conselho fiscal. de 9 de julho de 2001. em aplicações a prazo fixo. para cada ano civil. os recursos dos fundos. § 4º As autarquias e fundações públicas. especialmente no que concerne a parte propriamente orçamentária de tal processo. os fundos por elas administrados. 2) demonstrações financeiras exigidas em lei. abre -se exceção. portanto a forma e o critério que rege o processo de prestação de contas das IES. A MP estabelece também. diz que estas publicarão.A partir de 01 de janeiro de 1999. bem como os órgãos da Administração Pública Federal direta. na forma regulamentada pelo Ministério da Fazenda.

pode-se dizer que as várias IES estão passando por um grande processo de modificações internas. atingindo a qualidade do ensino. sejam instituições públicas. a formação dos recursos humanos e o emprego adequado dos recursos financeiros em atividades de pesquisa e extensão. no processo mais amplo de prestação de contas à sociedade e ao Estado brasileiro. estruturas e configurações jurídicas. de 147 . sobretudo no segmento das particulares. e. todas estas têm envidado esforços importantes na busca pela melhoria da qualidade. mais conhecido como “provão”. O resultado de todo esse esforço. O que está em questão. este. forçando-as a rever currículos e a melhorar a condição de seu quadro docente. nesse sentido. no momento. Atualmente. Dessa forma. outrossim. que ainda está em seus momentos iniciais. tendo. o INEP tem procurado implementar a avaliação das condições de ensino. conforme já mencionado anteriormente. Trata-se da prestação de contas dos serviços realizados e dos resultados dos trabalhos sob a responsabilidade de tais instituições. Em resumo. não sem muitas resistências. no âmbito dos diferentes cursos em voga no País. tem sido fundamental o trabalho de acompanhamento e avaliação desenvolvido pelo MEC. Processo. bem como as atividades de pesquisa e extensão. condicionando muitas mudanças e correções no funcionamento e na estrutura interna das várias IES. inaugurado nova etapa na chamada avaliação institucional. além do Exame Nacional de Cursos. A esse respeito. que precisam ser. condicionando toda a política de recredenciamento de cursos e de criação de novas IES. mais recentemente. é algo que vai além do aspecto meramente orçamentário e jurídico. igualmente considerados. vem assumindo papel de grande importância a esses respeito. muito tem sido feito neste sentido. em suas mais diferentes formas. e atinge todo o ambiente do ensino superior brasileiro. O Exame Nacional de Cursos. e. que atinge a gestão das IES e que acaba por condicionar toda a qualidade dos resultados ali gerados depende. na sistemática de avaliação o seu vetor mais importante.muitos outros aspectos. sejam as particulares.

são bastante evidentes os sinais de grandes alterações na educação superior do país. de formas "niveladoras”de condução da política superior por parte do MEC. na verdade.fatores e da interveniência de muitos outros atores. nitidamente. sobretudo entre as instituições particulares. a importância das últimas medidas. em ações mais coesas de reivindicação junto aos órgãos do governo. conforme já se comentou. "todas as IES são públicas". se a reivindicação para a especificidade e a não comparabilidade entre as várias instituições privadas é uma tônica. a tônica é a discussão mais aberta de grandes temas e questões que dizem respeito aos interesses comuns. há. apontando para mudanças maiores na estrutura e funcionamento dessas instituições. "não há essa grande separação público-privado. Não obstante. Poder-se-ia dizer que vivenciamos uma grande fase de transição em nosso ensino superior. Nesse sentido. Contudo. o que apontam como "um serviço à população e ao país". dizem estes. incluindo . a julgar pelo que pode-se perceber. sérias ou picaretas". O que requer explicitar problemas e apresentar eventuais encaminhamentos de soluções. na maior parte dos discursos evidenciados na grande mídia. embora reconheçam. Entretanto. e nas suas relações com outros setores da sociedade. "existe. nota-se. uma preocupação com a generalização de critérios de avaliação. uma preocupação comum". num campo de muitos conflitos e tensões. com a formação superior e com o papel que essas instituições desempenham na sociedade. segundo muitos depoimentos de dirigentes de IES particulares. um clima de grandes mudanças no interior das IES públicas e privadas. em termos de anseios de mudanças por parte dos 148 . no sentido de "centrar força". embora o esboço final desse cenário ainda não esteja suficientemente claro. É ainda muito imprevisível o quadro que virá das transformações que ora presenciamos nesse setor da vida brasileira.com todas as inúmeras restrições apontadas . mas instituições boas ou não. de um modo geral. Afora essas ressalvas. Seguindo essa argumentação. ainda que em caráter incipiente.o Exame Nacional de Cursos. especialmente com os órgãos responsáveis por essa política no País.

de atendimento odontológico e hospitalar e no controle e prevenção de doenças -. com secretarias municipais e estaduais incluindo a participação conjunta em programas de alfabetização de adultos. e na "divisão de trabalho”e definição de novas especializações entre as instituições ligadas à educação superior no Brasil. a despeito de não possuírem. o mesmo escopo de conhecimentos científicos e tecnológicos das IES públicas. destacam-se as inúmeras parcerias que vêm sendo desenvolvidas com organizações não-governamentais . tais restrições. Entre novas oportunidades para as IES. algumas IES privadas apontam que determinadas "ONGs”manifestam claramente que têm preferido realizar convênios com essas instituições. as conseqüências desse possível acirramento no jogo concorrencial entre as IES do País. de "difícil aplicação na realidade concreta". por exemplo. As oportunidades de novas frentes de atuação para as IES particulares são muitas. interessadas nos conhecimentos produzidos e disponíveis nas IES. as IES particulares por estas apresentarem maior velocidade nas respostas às demandas que lhe são dirigidas. Essa é uma sinalização importante para o campo da disputa que se apresenta proximamente entre as IES do País. bem como de ações concretas já iniciadas. as particulares estariam em melhores condições de responderem a essas demandas da sociedade. 149 . preferencialmente. ainda são muito imprevisíveis. Muitas vezes. segundo tais interpretações. e intensificação do processo competitivo.envolvendo. o que consideram um forte "academicismo”e uma visão muito "teórica”presente nas IES públicas. no futuro próximo. sobretudo as pequenas e micros. facilitando a ação conjunta e a realização de novas parcerias com essas empresas e organizações. não apenas no grupo das particulares. por considerarem muito "restritivas”as possibilidades de acordo com as públicas. Tudo isto poderá apontar para uma modificação na relação público-privado –. comparativamente às instituições públicas. especialmente as federais. implicando possibilidades de aumento da diferenciação no conjunto dessas instituições no país. Entretanto. Significando.dirigentes. e menos "burocracia". mas entre este e o das instituições públicas. as empresas e outras organizações da sociedade procuram. e com várias empresas e indústrias. Ou seja. em geral. A esse respeito. a problemática ambiental -.

E. sobretudo. muitas universidades públicas ainda levam certa vantagem competitiva. nesse caso. bem como do quadro de docentes. mesmo essa vantagem comparativa poderá não se manter ou ser inviabilizada. dos crescentes custos da ciência contemporânea. pelo menos no curto ou médio prazo. que passam pela necessidade de formulação de projetos de desenvolvimento institucional e de direcionamento estratégico.Não obstante as possibilidades apontadas anteriormente. caso essas instituições não iniciem programas amplos de reformas e mudanças estruturais. em relação às particulares. no ensino e na extensão. modificando as hegemonias atuais. Sem dúvida que novos espaços de concorrência e especialização ocupados por IES particulares poderão alterar algumas posições no conjunto e afetar o jogo de disputa. empresários e organizações da sociedade não estão interessados apenas no conhecimento necessário à solução de seus problemas concretos. Estas ainda permanecem com grande peso e importância no campo da pesquisa brasileira. Entretanto. a fim de lidar com um ambiente altamente competitivo e diferenciado. junto às universidades públicas. Ou seja. Talvez. porém. Diante dessas considerações e levando em conta ainda o grande potencial de pesquisa e ensino instalado nas IES públicas. 150 . resultados provenientes de pesquisas anteriores. em geral bem qualificado. é difícil sustentar que as particulares tomarão o lugar das públicas. comparativamente à situação atual e no confronto com as IES públicas. das restrições orçamentárias. dos problemas decorrentes de uma limitada transferência de conhecimentos das universidades para amplos setores da sociedade. apesar da crise atual. as particulares possam adquirir maior visibilidade e importância. sobretudo em sua gestão. especialmente o meio empresarial. na "chancela". mas. revelam que é muito forte a "marca”de uma instituição deste tipo junto a importantes setores da sociedade. nenhuma evidência empírica parece sustentar o "fim das públicas”e a hegemonia das instituições privadas. e. desejoso de estabelecer contatos e realizar convênios com instituições de reconhecido nome e peso científico e acadêmico. no "nome”da instituição. a base científico-tecnológica já consolidada nessas instituições ainda representa um diferencial importante nesse campo de atividades acadêmicas.

com menos colegiados e mais simples do ponto de vista da complexidade e da diferenciação interna. colegiados e grupos de interesses. são bem mais "leves". especialmente a atual LDB. em uma pró-reitoria ou unidade administrativa . ora se diluindo e dispersando em uma multiplicidade de esferas decisórias. ora se concentrando em determinados setores. maior centralização e concentração do poder nas IES privadas que em suas congêneres do setor público.Por outro lado. no que concerne à estrutura organizacional e ao funcionamento interno. há menos setores. 4. à cultura e às tradições dos diferentes tipos de IES.1. ou seja. as particulares. de um modo geral. onde as principais decisões estão nas mãos de poucos indivíduos. as instituições privadas. que poderão dispor de novas oportunidades e benefícios provenientes de um ambiente mais dinâmico. Entre estas. comparativamente com as públicas. no País. Por "leves”quer-se dizer menos burocratizadas. 151 . constata-se uma certa ambigüidade na distribuição interna do poder.5 A participação de outros atores no governo das instituições de educação superior Este tema requer o exame de aspectos relacionados à estrutura organizacional. Nestas últimas. têm a enfrentar. departamentos e instâncias administrativas e acadêmicas.segundo o assunto ou a área de interesse -. ágeis e flexíveis que as Instituições de Ensino Superior (IES) públicas. em geral. Verifica-se. especialmente no curto prazo. bem como problemas apontados nas relações com o MEC. oriundos de pressões as mais diversas. Inicialmente. bem como níveis hierárquicos e decisórios. destacam-se o que parecem ser as principais preocupações dos dirigentes das IES privadas: as exigências e restrições decorrentes do novo aparato normativo e da legislação recente voltada ao ensino superior. O mesmo não se constata nas IES privadas. um conjunto de importantes desafios.

a menor quantidade de tipos de hierarquias no contexto das IES privadas. comparativamente às públicas. Isto significa que. Além disso. tem-se um número acentuado de hierarquias.entre os pares docentes/cientistas -. Para estas. possibilita maior agilidade e flexibilidade às primeiras. atinentes à titulação. o que se reflete numa menor possibilidade de resistências a mudanças e a inovações. aos cargos formais e a demais posições honoríficas. por sua vez. favorecendo a articulação entre diferentes setores e indivíduos. provenientes de grupos emergentes e de outros não identificados diretamente com o "ethos”acadêmico propriamente dito. é limitado. sobretudo de docentes. Outro aspecto distintivo entre os dois grandes grupos de instituições refere-se às hierarquias. repercutindo na comunicação entre a administração superior e as bases acadêmicas. nas IES particulares. nem importância. embora tenha se verificado a sua existência. por outro lado. Nas públicas. quase nenhuma decisão. a participação nas decisões e o envolvimento. por um lado. bem como numa maior disposição para incorporar novos valores. à visibilidade e prestígio no campo científico . implica uma maior possibilidade de cumprimento de normas e decisões das instâncias superiores e menor "desvios”na implementação das decisões.Se. que esses conselhos não têm o mesmo peso. sejam estes técnicos ou docentes. mesmo aquelas que não são tão importantes e que poderiam ser deixadas nas instâncias 152 . na grande maioria das instituições visitadas. muitas delas se superpondo. em que se verificam profundas alterações no modo de produção e difusão do conhecimento. em geral. todos esses níveis hierárquicos tornam extremamente complexos os processos decisórios e comunicativos nessas instituições. especialmente na relação entre as instituições de ensino superior e a sociedade. nestas últimas. as IES privadas possuem poucos níveis e tipos de hierarquias. constata-se. as decisões superiores são sempre condicionadas e dependentes da aprovação dos vários centros e instâncias paralelas de poder. ao tempo de casa. a maior concentração e centralização do poder nas IES privadas. também. comparativamente às públicas. esse fato tende a diminuir o comprometimento institucional no grupo das particulares. uma vez que. No que concerne ao papel dos conselhos superiores nas IES particulares. O que pode representar um aspecto importante no momento presente. que têm nas IES públicas.

Se a não interferência da mantenedora na instituição "mantida”é vista como uma condição para a autonomia e liberdade acadêmica das IES privadas. das instituições. sobretudo. e. que os conselhos são. Quer dizer. a dinâmica e a atuação desses conselhos é bem diferente: primeiro. por exemplo. mas. entre membros e dirigentes das IES privadas. na maior parte das vezes não alinhados e mesmo conflitantes. não apenas nos assuntos administrativos e financeiros. posições e expectativas de decisão do reitor serem rejeitada por interesses de grupos contrários a sua orientação. estando sujeitas a resultados os mais diversos. num espaço de confirmação e de consagração de toda uma orientação estratégica e prática oriunda dos reitores e mantenedores da organização. Esse fato leva a uma outra importante característica das IES particulares. em decisões acadêmicas ou afetas às atividades de ensino e pesquisa. a autonomia acadêmica e pedagógica passa a ser secundarizada pela vontade da mantenedora ou do "dono”da escola ou faculdade. duas lógicas distintas e nem sempre conciliáveis . na criação de novas disciplinas. basicamente. normalmente. meramente instâncias formais. A forte influência dos mantenedores. Comparativamente. muitas vezes acumulando ou revezando com os sócios a condição de reitor ou vice-reitor com a de presidente da mantenedora. o que tende a intensificar as negociações e alianças entre os vários membros dos conselhos superiores da instituição. pouco numerosos e nem sempre representam todas as correntes e tendências presentes nessas instituições. 153 . é muito comum encontrarmos o comentário. colocando. É muito grande a influência da mantenedora. não é raro. mais do que isso.locais e nos níveis hierárquicos inferiores.a do lucro e do mercado e a pedagógica e acadêmica. Esse fato tem trazido alguns conflitos de orientação no cotidiano das IES particulares. nas IES públicas. o que leva a se constituir. isso quase nunca ocorre. os "donos". o que parece até razoável. nas reformas curriculares e na abertura ou fechamento de novos cursos. lado a alado. Nessa complexa teia de relações e interesses. com pouco poder para alterar as iniciativas do reitor ou da administração superior da instituição. segundo. na prática. em geral. nas particulares. os conselhos superiores nessas IES são. deixa de passar pelos conselhos máximos. considerando a grande complexidade de interesses.

dos "donos” dos estabelecimentos . via de regra. Contudo. prosseguiram. duas orientações de conduta que passam a se defrontar no campo das IES privadas. verifica-se o grande predomínio de um padrão "familiar” na gestão e condução dessas instituições. possivelmente. esposa e outros familiares envolvidos nessa nova atividade empresarial. ou mesmo de iniciativa interna. centralizando decisões e dando um caráter. são tornados mais agudos e sensíveis nos momentos de elaboração de projetos pedagógicos e de desenvolvimento institucional.Não se pretende criar nenhum tipo de oposição forte entre essas duas perspectivas de orientação de conduta. bem como nas atividades de avaliação. implicando em tensões internas consideráveis. que acentuam a forte marca individual . implicando. evidenciando-se uma situação problemática para as IES. constata-se que esse modo familiar de gerenciar os negócios tem se confrontado com práticas calcadas em procedimentos mais racionais e formais. na atribuição de funções segundo critérios de competência técnica. ou a familiar e a gestão racionalformal. na definição de direitos e responsabilidades de cada cargo e nas ações administrativas baseadas em regulamentos escritos e previamente definidos. em muitos casos. fundadas na impessoalidade. Os conflitos daí decorrentes. Junto com essas preocupações. muito tradicional às gestões de suas faculdades ou universidades. em muitas situações.em geral indivíduos realizadores e com grande influência carismática . a marca pessoal do proprietário das IES particulares . os mecanismos de avaliação e de planejamento . com as mesmas estratégias. antigos proprietários de escolas secundárias. no funcionamento burocrático moderno. sejam estas provenientes do MEC e de outras agências federais. em suma. na transparência orçamentária.vistos como instrumentos de gestão e de correção de rumos -. tendo seus filhos. a tradicional e a burocrática. práticas e visões trazidas de suas experiências anteriores. especialmente 154 . especialmente no momento atual. mas é sabido que os seus princípios nem sempre se conciliam. e a estrutura e funcionamento geral da organização.no cotidiano das IES. Ou seja. E. assim. São. em que pressões competitivas crescentes levam a que muitas instituições privadas procurem aprimorar o seu processo decisório. percebidas por diversos membros da instituição como necessárias.e de sua família ainda é muito evidente. em geral. que passaram a ampliar seus negócios para o ramo do ensino superior. dificuldades para se avançar em determinadas mudanças.

Sem entrar em muitos pormenores. comunitária ou não. conforme analisei anteriormente. por outro lado. A criatividade. quando não ausente. As informações gerenciais são precárias e pouco confiáveis. é apontada como mais promissora entre as particulares. Estas. principalmente. e assim por diante. a gestão e administração eficiente é um grande problema. Cada tipo de instituição. de planejamento e avaliação. possui seus próprios desafios e especificidades nesse processo de discussão e negociação de novas propostas de desenvolvimento institucional. mas. esbarra em grandes entraves. enfrenta também as duras resistências do centralismo e dos processos autoritários. federal ou municipal. Decisões são tomadas "intuitivamente” ou baseadas apenas em procedimentos convencionais. não envolvidas nas decisões principais da 155 . que impedem novas iniciativas ou as cerceiam. O trabalho de construção de uma nova condição institucional e de gestão das IES no País é dos mais sensíveis e difíceis no momento. o que deve ser feito e seguido pelas "bases acadêmicas". procurando ajustá-las ao desejo dos proprietários da instituição. Principalmente entre aquelas dirigidas por um padrão tradicional e familiar. porque precisam ser amplamente negociados e discutidos com toda a comunidade interna e externa. se pública ou privada. o tema da gestão nas particulares é o que se pode considerar uma verdadeira "caixa preta".as que dizem respeito à administração dos recursos humanos e à formulação de planos estratégicos mais abrangentes. a priori. se. em razão de uma estrutura menos burocratizada e formal que as IES públicas. como aquelas afetas ao planejamento e à avaliação. pois envolve não apenas a formulação de modelos e discussões técnicas. os quais estabelecem. incluindo-se a implementação de adequados sistemas de informações gerenciais. não apenas nessas instituições familiares. nem sempre fundamentados em razões técnicas. de um lado. Porém. históricos. mas na grande maioria das IES particulares. estadual. o planejamento é praticamente inexistente e a avaliação ainda está em seus primeiros passos. sobretudo decorrentes de um forte personalismo e centralismo. a inovação organizacional.

também não fazem muito esforço em alterar essa situação. em decorrência de eventuais enfrentamentos com a alta administração. outro fator é o risco sempre presente da perda do emprego. incluindo as públicas. independente de críticas e omissões. as IES com maiores dificuldades de implementar novos projetos de desenvolvimento institucional e de gestão estratégica.instituição. ou abrir-se ao diálogo e apoiar iniciativas das bases acadêmicas e dos técnicos. 156 . São muitas iniciativas que poderiam servir de base para várias outras instituições de educação superior no Brasil. o planejamento e os processos de avaliação tendem a ficar muito concentrados na cúpula das instituições particulares. estimulando essa participação e favorecendo a um maior comprometimento dos membros da instituição em novos projetos. O dilema então é agir sempre verticalmente. construindo um espaço interno de maior interlocução e construção de propostas mais participativas e criativas na gestão da organização. especialmente aquelas em que predominam os padrões familiares de administração. de largo alcance. As chamadas instituições comunitárias parecem ser as que mais avançam nessa segunda perspectiva. No extremo oposto. são as chamadas "escolas isoladas". o que implica dificuldades na implementação de novas medidas e na construção de um novo projeto de desenvolvimento institucional que tenha a efetiva participação e o comprometimento dos docentes e técnicos das IES particulares. A condição de “horistas” de grande parte dos quadros docentes nessas instituições é um dos fatores que corrobora esse quadro de omissão. Desse modo.

1996. Revista do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras. nº10. São Paulo: ANDES. nº 17. Universidade e Sociedade. 1998. O processo decisório e a gestão das universidades federais brasileiras. 12. 157 . São Paulo: Paralelo 15/Marco Zero. TAVARES. 1991. v. v. nº 26. 13. v. Jr.Referências RANGEL. R. T. SCHWARTZMAN. Brasília. J. 6. v. 8. G. H. M. Revista do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras. VAHL. ANTÔNIO. Educação Brasileira. Sao Paulo: ANDES. nº 25. O ensino superior privado no Brasil. Autonomia: a experiência das universidades paulistas. 2000. Eleições nas universidades: um debate atual. Universidade e Sociedade. TRIGUEIRO. Brasília. 1990.

Nas instituições federais a diferença é pequena. nível de estudo e tipo de instituição Os dados relativos à população discente. revelam uma significativa superioridade do sexo feminino.9 42.0 Instituição Estadual 57.2 43.0 Instituição Municipal 56.1.4 42.1 100.inep. mas nos demais tipos de instituições a feminilização do ensino universitário é marcante. matriculada em cursos de graduação nas universidades brasileiras.gov.1 Os estudantes: características e evolução 5.br) . área de conhecimento. Tabela 5.1 População estudantil em cursos de graduação por sexo .2000 Sexo Feminino Masculino Total Total (%) Instituição Federal 56.5 Os principais atores da educação superior no Brasil Maria Susana Arrosa Soares 5.2% do total da população estudantil.1 100.0 50.1 A população estudantil classificada por sexo.6 100.4 100.6 49.0 Instituição Particular 57. As mulheres representam 56.8 100.9 43.0 Fonte: INEP (www.

291 31. Produção e Construção Agricultura e Veterinária Saúde e Bem Estar Social Serviços Fonte: MEC/INEP/DAES Total 584.450 39.661 216. 67% dos alunos. Tabela 5.961 142.664 88.222 1.4 8.488 58.402 11.167 2.681 124. no ano de 2000. com exceção da Área de Saúde . Produção e Construção Sáude e Bem-Estar Social Humanidades e Artes Ciência.3 1.6 21. apontava uma elevada concentração da matrícula na Área de Ciências Humanas na qual estavam matriculados.726 234. Matemática e Computação Engenharia.578 21.409 4. Sociais.582 69.037 906. Matemática e Computação Agricultura e Veterinária Serviços 41. por área de conhecimento .142 233. Nas demais áreas é baixa a percentagem de alunos.260 323.497 63.357 454 Instituição Privada 319.662 15.348 36.177 1.054 35.196 44.559 1.1 Alunos de graduação.796 1.2 Matrículas na graduação por áreas de conhecimento em 2000 Área de Conhecimento Educação Humanidades e Artes C. na qual havia apenas 12% de alunos realizando seus cursos.503 Gráfico 5.848 Instituição Estadual 143.148 5.7 3. Negócios e Direito C.A distribuição dos alunos de graduação por áreas de conhecimento.721 28.562 70. Negócios e Direito Engenharia.477 35. aproximadamente.201 Instituição Federal 99.540 5.326 66.2000 45 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Áreas do conhecimento Educação Ciências Sociais.153 27.122.6 1 159 .889 31.7 2.7 12 8.905 117.396 Instituição Municipal 22.

788. em instituições privadas: 67% dos universitários brasileiros.9% dos alunos e.039 38440 25873 1. O processo de expansão da matrícula nas instituições particulares acelerou-se a 160 .3 0.364 Sul 542.inep. No mesmo ano.br) As regiões têm uma participação contrastante nas matrículas nos três níveis de ensino.0 4.052 Total 96.004 2793 784 228.2000 Região Graduação (%) Sudeste Sul Nordeste Centro-Oeste Norte Fonte: INEP (www.245 Mestrado Doutorado 61. as instituições públicas federais atendiam 17.inep. os restantes. no ano de 2000. distribuíam-se entre os cursos de mestrado e de doutorado Tabela 5.br) Matrículas (Alunos) Mestrado (%) 65.inep.004 Total de 2.0 Graduação 2.9 4.3 Doutorado (%) 80.788.5 51.984 Matrículas Fonte: INEP (www.3 8.3 Alunos por nível de estudo e regiões .4 4.709 6460 1839 421.694.459.4 Percentual de alunos por nível de estudo e regiões . as estaduais.gov.3 18.3 A população estudantil dos cursos de graduação concentrava-se.2 1.966 Nordeste 413. 96.8 2.984 de estudantes matriculados nas universidades brasileiras no ano de 2000.398.435 13226 4298 556.2 1. 12.3%.2 100.4 12.437 Sudeste 1.gov.Fonte: INEP (www.277 Centro-Oeste 225.6 % freqüentavam cursos de graduação e.6 2.058 816 210 115.br) Do total de 2. as matriculas distribuem-se da seguinte forma: Tabela 5.2000 Ano 2000 Brasil Norte 115.735 33. Segundo as regiões.gov.2 10.1 15.9 20.

Em 1987.gov.2000 18% 12% 67% 3% Federal Estadual Municipal Privada Fonte: INEP (www.180.2000 Ano 1987 1996 2000 Sexo Feminino 528.1.as mulheres representavam 53% da matricula universitária e. Gráfico 5.004.743 440. dessa forma. As mulheres estão chegando à universidade em maior número.2 População estudantil por tipo de instituição .514.br) 5. conquistando.694.099 961.356 520.partir da década de 90.244 Fonte: INEP (www. no ano de 2000.gov. maiores oportunidades profissionais do que os jovens do sexo masculino.165 Sexo Masculino 475.326 2.inep.2 A evolução da população estudantil entre 1990 e 2000 A feminilização da matrícula universitária é um processo crescente no Brasil.inep. SIDRA (IBGE) 161 .079 Total 1. Tabela 5.459 1.5 Evolução da população estudantil dos cursos de graduação segundo o sexo 1987 .867 1.br). quando também ocorreu a retração da oferta de vagas no ensino público federal. esse percentual atingiu 56%.

759.7) 332.3 1.0 1.6 15.668 (100) 1.750(17.5) 363.152 (57.417 (10.034 (100) 1.163 (60.9 1.059. o 162 .565.102 (60.186.455 (62.4 100.1990-2000 Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Federal (%) 308.6) 1.958 (100) 2.936 (13.0) Total (%) 1.543 (21.7 42.671 (5.6) 1.gov.703 (100) 1.945.7 6.5 100.6 12.7 44.6) 482.540.987 (20.9 20.133.8 9.8) 367.661.9) 210.2) 344.104 (12.369.341 (4.9) Estadual (%) 94.229 (62.6) Privada (%) 961.562(18. Entre 1995 e 1999 ocorreu uma acentuada concentração das matrículas nas Áreas de Ciências Humanas e Sociais e um decréscimo do número de alunos nos cursos de Engenharia/ Tecnologia.0 1999 (%) 10.4) 959.678 (13.inep.0 1998 (%) 12.971 (5. Tal situação é semelhante à verificada nos cursos de mestrado e doutorado nos quais.215 (13.7 Evolução da população discente em cursos de graduação por Área de Conhecimento .126 (59.3 2.8) 94.6) 72.8 7.1) 1.923 (64.080 (100) 1.5 6.934 (12.6 Evolução da população estudantil por tipo de instituição .6) 121.339 (5.615 (100) 2.1) 1.645 (6.135 (20.080 (3.br) 1995 (%) 9.320 (61.br) Tabela 5.884 (21.0) 320.3) 408.567.867 (20.125.694.9) 239.794 (5.6 1.8) 1.531 (20.3 15.8) 395.8) 388.286 (5.4 6.0 1996 (%) 10.433 (60.172 (2.594 (5.0) Municipal (%) 75.3) 93.788 (100) 1.9) 302.0) 253.833 (20.2 15.3 6.6 8.3) 970.1995-1999 Área De Conhecimento Ciências Exatas e da Terra Ciências Biológicas Engenharia/Tecnologia Ciências da Saúde Ciências Agrárias Ciências Sociais Aplicadas Ciências Humanas Línguas.537.101 (13.6 43.gov.0 A distribuição das matrículas pelas áreas de conhecimento manteve-se quase inalterada nos últimos anos.5) 243.8 7.6) 202.155 (5.868. Letras e Artes Total Fonte: INEP (www.2) 906.Tabela 5.5) 109.9 7.5 100.2) 442.321.7 13.219 (67.584 (58.5 12.6 100.056 (100) 1.0) 914.945(100) 2.807.6) 87.1 2.387 (21.0) 274.7) 93.535 (13.529 (100) 1.3 2.3) 103.4) 325.640 (19.6) 216.7 2.8) 83.133 (13.2 37.245(100) Fonte: INEP (www.4) 1.380(12.inep.315 (12.0) 92.534.5) 231.

667 51. seguidas das estaduais (70.714 34.934 29.3 163 ..450 160.731 . Tabela 5.1 63.9 Taxa de crescimento dos concluintes dos cursos de graduação por tipo de instituição 1990-2000 Tipo De Instituição Federal Estadual Municipal Privada Fonte: MEC/INEP/SEEC Taxa De Crescimento (%) 53.1 39.6%). menor dos que nas instituições públicas. 52.025 159.387 158...050 15.725 43.7%) e as federais (62. 195. Entretanto. o número de alunos que nelas concluiu os cursos universitários é.596 Privada 152.971 15.693 38.483 14.302 .219 31.404 168.. entre os anos de 1990 e 2000.757 Municipal 12..123 14. 40.243 13. As ro instituições de ensino superior privadas foram as que mais expandiram a oferta de vagas (147. Tabela 5.401 212..606 14.753 46.634 39.8 Evolução do número de concluintes de cursos de graduação por tipo de instituição 1990-2000 Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Fonte: MEC/INEP/SEEC Dependência Federal 38.4 -23.283 O número de egressos das instituições de ensino superior.787 59.460 15..187 49..420 42. revela uma realidade oposta à da oferta do núme da vagas.098 Estadual 26. 11.9%).777 28.ano de 2001.031 26.106 154.594 38. proporcionalmente.419 .138 33.352 155.077 155.133 41. também havia uma elevada concentração de alunos nas áreas de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas: 36% dos mestrandos e 27% dos doutorandos.932 .848 9. estaduais e federais.

todos com menos de 10% das matrículas. Sociais Aplicadas e Engenharias.622 50.1991-2000 Ano 1991 1994 1996 1998 1999 2000 Graduação 1.694.125.gov.027 1.940 33.004 Total de Matrículas 1.810 29. Biológicas e Letras e Artes.865 46.gov.br) Quanto ao comportamento das matrículas em cursos de mestrado.369. entre 1990 e 2001.945 2.958 2.931 56.br). INEP (www. respondendo ao aumento da demanda decorrente da demanda do crescente número de egressos do ensino médio.661.086 45.inep. o sistema de ensino superior vem apresentando um dinamismo importante.742 1. também os cursos de mestrado e de doutorado tiveram uma significativo aumento em suas matrículas: os primeiros.219 18.936. Os cursos que concentravam a maior parte das matrículas eram os das Áreas Humanas. Em outras palavras.984 Fontes: IBGE – Censo Demográfico (www.788. Essa mesma expansão ocorreu no ensino de graduação. 164 . 70%.245 Mestrado 37. observa-se que permaneceu inalterado o número de alunos que realizaram cursos nas distintas áreas de conhecimento.796 2.726.198 26.735 Doutorado 12.456.203.Entre os anos de 1991 e 2000 houve uma expansão de 95% no conjunto da matrícula no ensino superior nacional.349 2. 63% e os últimos.ibge. Tabela 5.868.375.10 Evolução da matrícula no ensino superior por nível de estudo .699 2.911 61.529 2.907 22.826 1.425. os cursos com menor demanda eram os que pertenciam às Áreas das Ciências Agrárias.034 1.

Mas.Tabela 5. ocorreu uma alteração significativa nessa situação. da Saúde. os cursos com maior número de alunos eram os das Áreas das Ciências Exatas e da Terra.capes. Decresceram as matrículas nos cursos das duas primeiras áreas e aumentaram nos doutorados das outras duas.E. Hum 7938 7676 7799 7854 8584 9085 7634 7566 8742 9548 10132 10822 C. no final do período. Ag 958 820 1194 1307 1730 1807 1941 2136 2452 2833 3319 3681 C. Tabela 5. Soc. Bio 1441 1496 1734 11973 2224 2470 2383 2593 3295 3596 3864 4238 C.Sau 1807 1873 2125 2432 3001 3209 3225 3633 4239 4685 4856 5099 C. Ag 3612 3437 3517 3685 4111 3988 3872 3939 4594 4940 5166 5463 C.E. Soc.Terra 4202 4232 3850 4103 4295 4725 4077 4250 4636 5394 5819 6058 C. Em 1990.11 Alunos de Mestrado por Área de Conhecimento . Hum C.Sau 4752 4885 5107 5240 5631 6382 6113 6334 7464 7921 7979 8143 C. Terra 1905 2076 2210 2632 2837 3231 3149 3364 3900 4134 4338 4522 C.gov.1990-2001 Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 C. Bio 2553 2575 2801 2910 3245 3462 2751 2872 3618 3824 3885 4081 C. bem como os cursos das Ciências Agrárias.1990-2001 Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 C. Apl 1653 1915 2038 2445 2677 3229 3598 3945 4693 5220 5871 6222 1170 1345 1174 1330 1324 1579 1770 1925 2276 2605 2868 3305 Eng 1469 1780 2399 2512 2998 3314 3477 3814 4189 4830 5506 5395 Letras e Artes 807 914 815 972 1023 1059 1231 1328 1488 1671 1889 2051 Total 11210 12219 13689 25603 17891 19898 20774 22738 26532 29574 32511 34513 165 .br) Situação diferente é a que verificava-se nos cursos de doutorado. Humanas e Engenharias.12 Alunos de Doutorado por Área de Conhecimento . Apl 6288 6209 6098 6410 6523 6919 6773 7231 8177 9607 10604 11085 Eng 5985 6074 6720 6450 7579 7496 7080 7804 8693 9259 11873 9675 Letras e Artes 2459 2777 2437 2643 3091 3281 3045 3159 3515 3800 3924 4068 Total 37789 37865 38329 39295 43059 45338 41345 43155 49439 54293 59382 59395 Fonte: CAPES (www.

1% para 56% do total das matrículas dos sistema ensino superior. Esse aumento. quando comparado ao aumento do total da matrícula: 72%. 5.1 20 10 0 Federal Estadual 1991 Fonte: INEP (www. os estudantes universitários brasileiros têm assegurada sua representação estudantil nas 166 .5 44.br) Gráfico 5. por 75. principalmente.6%. A rede pública oferecia nesses anos 24.gov.6 80. A oferta por parte das instituições federais passou de 5.2 75.br) Municipal 2000 Privada Entre os anos de 1991 e 2000 a matrícula em cursos noturnos teve uma pequena ampliação.5% e 20.8 66.3%. A maior oferta de cursos noturnos foi na rede privada.capes.3 Matrículas em cursos noturnos por tipo de instituição .8% para 7.9% desses cursos.gov.1% das matrículas em cursos noturnos no país. responsável. ano de criação da União Nacional de Estudantes.Fonte: CAPES (www. passando de 55. as estaduais passaram de 11% para 10% e as municipais de 7.1 46. todavia. em 1991 e 2000.5 67.1991 e 2000 (%) 90 80 70 60 50 40 30 15.inep.1.7 23.5% e 79.7% para 3. foi pouco significativo.3 Os organismos representativos dos estudantes Desde 1937.

professores e alunos. 38. os Centros Acadêmicos são as entidades de base do movimento estudantil e representam os alunos de cada curso. os Diretórios Centrais dos Estudantes representam os estudantes de cada instituição de ensino superior.024. bem como em comissões instituídas na forma dos estatutos e regimentos.” 167 .395. na forma dos estatutos das referidas entidades. § 1º A representaçã o estudantil terá por objetivo a cooperação entre administradores. A Lei nº 4. no trabalho universitário. no art. em seu art. foram estabelecidas as seguintes instancias de representação: as Uniões Estaduais de Estudantes representam os estudantes universitários de cada Estado e do Distrito Federal. 78 e a Lei nº 5. nos conselhos universitários. Na Lei nº 7.540. que dispôs sobre os órgãos de representação dos estudantes de nível superior. 78. com direito a voz e voto. de acôrdo com os estatutos e regimentos. de 28 de novembro de 1968. Art. No âmbito das universidades. e nos conselhos departamentais das universidades e escolas superiores isoladas. O corpo discente terá representação. os alunos têm garantida por lei sua representação em todos os órgãos colegiados e nos conselhos superiores.universidades. § 3º A representação estudantil não poderá exceder de um quinto do total dos membros dos colegiados e comissões. com direito a voto. os Diretórios Acadêmicos representam os alunos de unidades que congreguem vários cursos. O corpo discente terá representação. § 2º A escolha dos representantes estudantis será feita por meio de eleições do corpo discente e segundo critérios que incluam o aproveitamento escolar dos candidatos. 38 estabelecem: “Art. de 20 de dezembro de 1961. nas congregações. nos órgãos colegiados das universidades e dos estabelecimentos isolados de ensino superior. de 31 de outubro de 1985.

O Programa Especial de Treinamento . na atualidade. A nível nacional. a formação acadêmica ampla do aluno. O Programa de Financiamento Estudantil – FIES. não integra os programas da CAPES. positiva nos processos 168 . administrado pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério de Educação. a Associação Nacional de Pós-Graduandos é a entidade legítima de representação dos pós-graduandos de todo o país. em cada instituição de ensino superior. Este Programa. a interdisciplinaridade.405 estudantes receberam essa bolsa da CAPES. Elas têm por finalidade representar o conjunto dos estudantes de pós-graduação stricto sensu de cada instituição. 5. foi criado e implementado em 1979 pela CAPES com os seguintes objetivos: a melhoria do ensino de graduação. 3.260. 3. defendendo seus direitos e interesses.4 Os programas de assistência ao estudante 1. criado através da Lei nº 10.a atuação coletiva e o planejamento e a execução. de 12 de julho de 2001 tem como objetivo auxiliar estudantes em situação econômica menos privilegiada na realização de curso de graduação não-gratuito. No ano de 2000. é uma atividade de cooperação e destina-se aos cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais a realizarem cursos de graduação no país.Os alunos regularmente inscritos em cursos de pós-graduação têm.1. devidamente cadastrado no programa e com avaliação realizados pelo Ministério de Educação. uma Associação de Pós-Graduandos que os representa junto aos órgãos colegiados das respectivas instituições de ensino.PET. 2. O percentual de financiamento é escolhido pelo estudante e o prazo máximo de utilização do financiamento é igual ao período remanescente para a conclusão do curso pelo estudante. O Programa de Estudante-Convênio de graduação PEC-G. em grupos sob tutoria. de um programa diversificado de atividades acadêmicas. à época de seu ingresso na FIES.

gov. constata-se que no corpo docente das universidades públicas predominam os homens (60%) e.730 Instituição Municipal 1.5. eram significativamente diferentes segundo fossem as instituições.2000 Sexo Feminino Masculino Total Instituição Federal 20. segundo o sexo e tipo de instituição . em conjunto. sendo 31% Mestres e 21%.712 Fonte: INEP (www. as mulheres (58%) Tabela 5. estava integrado por 52% de docentes pós-graduados.070 50.815 109.095 30. 169 . nas particulares.9 59.558 % 40.13 Docentes. As federais e estaduais eram as que contavam com corpos docentes mais titulados e. Apesar de ser pequena a diferença.2.737 116.1 100.2 O pessoal docente 5. As instituições privadas e municipais. tinham 69% de docentes com título de doutor.inep.613 4.743 63. Tal situação tende a alterar-se dada a exigência estabelecida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de que um terço dos docentes deve ter titulo de doutor ou de mestre.253 20. mais de 60% do corpo docente é constituído por professores do sexo masculino. públicas ou privadas. Doutores.165 Instituição Estadual 13.0 Total 80. no ano de 2000.975 197.259 Instituição Privada 45. integrado por professores do sexo masculino.646 2. ainda tinham um número reduzido de docentes com doutorado.1 O Pessoal docente classificado por sexo e tipo de instituição O corpo docente universitário é.477 33. todavia. predominantemente.br) O corpo docente do sistema do ensino superior brasileiro. Em todas as instituições de ensino superior. Essas percentagens.

201 (16) 17.503 (32) 62.578 (25) 11.2000 25% 56% 17% 2% Federal Estadual Municipal Privada A distribuição dos docentes pelo conjunto do sistema de ensino superior.2000 Grau de Formação Sem Pós -Graduação Especialização Mestrado Doutorado Total Federal (%) 7. na qual também concentravam-se na rede privada as matrículas em cursos de graduação (67%).896 (16) 8.166 (40) 35.Tabela 5.707 (21) 197.14 Número de docentes por tipo de instituição e grau de formação . Como foi visto anteriormente.747 (33) 50.178 (32) 12.046 (24) 407 (11) 4.730 (100) Municipal (%) 695 (16) 2.321 (35) 16.259 (100) Privada (%) 17.gov.401 (12) 109.123 (31) 40.975 (15) 9.152 (33) 33.813 (16) 44.025 (27) 8.111 (49) 1.inep. revelava uma grande concentração na rede privada.712 (100) Fonte: INEP (www. trabalhavam 56% dos docentes. no ano de 2000.558 (100) Total (%) 31. Ou seja. a grande expansão da rede privada de ensino superior. principalmente nas 170 .379 (16) 63.165 (100) Estadual (%) 4.br) Gráfico 5.4 Corpo docente por tipo de instituição .

Nas regiões . entre os anos de 1990 e 2000. No conjunto do sistema de ensino superior brasileiro. eles concentram-se na rede privada de ensino.055 59 493 1.355 14. estava vinculada a instituições privadas.15 Número de docentes por dependência administrativa e região -1999 Região Brasil Norte Nordeste Sul Sudeste Centro-Oeste Fonte: MEC/INEP/SEEC Total 173. experimentou um crescimento de 50%.924 2.689 26. levou à ocorrência de uma expansão equivalente no número de docentes. Esse processo.977 5. 56% do corpo docente do ensino superior atuava na rede privada e o número de 171 . resultou da grande expansão das matrículas na rede privada (88%) e estadual (252%) de ensino superior.781 57. todavia. Ou seja. Em 2000.836 6.360 219 Privada 92. as estaduais (17%) e as municipais (5%).061 9.967 7. Tabela 5.953 1.141 1.861 Federal 46.772 13. havia maior número de alunos de graduação e de docentes nas instituições federais e nas regiões com maior poder aquisitivo.068 91.203 Estadual 29.328 12.022 5. em instituições privadas.2 A evolução do pessoal docente entre 1990 e 2000 O número de docente do ensino superior. os demais distribuíam-se entre as federais (27%). aumento importante para um período de dez anos.417 Municipal 5.2.034 6. a maioria dos docentes trabalhava em instituições federais e nas demais.359 19.358 1. A análise mais detalhada da distribuição do corpo docente por dependência administrativa em cada uma das regiões lança informações muito importantes para a caracterização do ensino superior em cada uma delas.687 3.Regiões Sudeste e Sul.008 16. Nas IES das regiões Norte e Nordeste.643 4. em grande medida.890 36. 51% dos docentes. em 1999. essas proporções invertiam-se. nas regiões com menor poder aquisitivo.824 6.

122 173.373 81. quase duplicou-se. Em dez anos o número de docentes sem curso de pós-graduação reduziu-se à metade.135 134.055 4.022 73.inep.259 Privada 59.1990-2000 Ano Federal 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 44.818 7.486 42. Tabela 5.490 5.224 23.403 137.482 145.641 133. entre os anos de 1990 e 2000.836 197.784 24.562 66.850 6. mudou significativamente nas instituições de nível superior em todo o país.384 92.621 29.br) A titulação do pessoal docente.404 41.556 44.730 Dependência Municipal 4.558 Total 131.165 Estadual 23. se não chegou a duplicar-se em algumas regiões do país. 712 Fonte: INEP (www. 172 .687 50. em outras.953 109.156 141.290 148.932 26.059 45.564 42.611 46.336 4.492 6.654 81.506 5.docentes da rede federal de ensino teve um aumento pouco expressivo (13%).197 69. Processo inverso ocorreu com o número de mestres e de doutores que.141 33.16 Docentes segundo tipo de instituição .344 43.964 165.064 27.124 6.737 61. de cursos noturnos.161 64. o elevado número de aposentadorias ocorridas no período e os baixos salários dos professores podem ser apontados como os principais motivos da tendência à estagnação verificada no número de docentes nas instituições públicas federais.gov.304 43. A reduzida expansão da oferta de novos cursos de graduação.714 30.320 165.935 6.327 6.110 50.239 25.012 62.963 25.554 23.

209 2.797 4.808 9.265 73.927 Sudeste 24.422 1.305 5.395 885 242 4.423 10.363 14.472 30.882 4.567 2000 Nordeste 5.737 1.167 Sudeste 15.748 2.772 2.inep.991 1.609 1.17 Docente em exercício.625 7.699 29.219 15.151 Nordeste 8.068 40.422 712 7.646 Centro-Oeste 3. segundo o grau de formação e as regiões .733 10.1990 e 2000 Grau de formação Sem Pós-Graduação Especialização Mestrado Doutorado Total Grau de formação Norte Sem Pós-Graduação Especialização Mestrado Doutorado Total Fonte: INEP (www.771 6.518 3.1990 e 2000 Grau de formação Norte Sem Pós-Graduação Especialização Mestrado Doutorado Total % Grau de formação Norte Sem Pós –Graduação Especialização Mestrado Doutorado 20 40 30 10 Nordeste 17 35 32 16 39 34 21 6 100 Nordeste 39 28 24 9 100 1990 (%) Sul 32 39 23 6 100 2000 (%) Sul 14 34 34 18 Sudeste 15 29 30 26 Centro-Oeste 19 37 30 14 Sudeste 33 29 20 18 100 Centro-Oeste 36 36 19 9 100 173 .820 31.396 21.981 Sul 5.911 Tabela 5.971 24.629 1.293 Sul 7.458 666 7.795 22.18 Docentes em exercício.221 25.021 Centro-Oeste 2.906 102.br) 1990 Norte 1.Tabela 5.615 13.997 12.859 13. segundo o grau de formação e as regiões .083 4.054 5.gov.

inep.583 22.gov.290 1996 65.602 15.288 11.256 2.318 17.151 28.115 16. Enquanto no Norte e Nordeste.765 3.656 197.842 58.675 39.025 17.507 4.485 4.226 2.619 7.198 17.971 15.933 4.gov.756 18.772 12.320 1997 74.420 173.964 1998 73.072 145.867 5. Tabela 5.590 18.923 5.498 49.321 14.870 2.204 8.584 35. 35%.425 82.br) 100 100 100 100 100 O número de docentes em tempo parcial ainda é maior do que aquele com tempo integral.br) 1995 63.191 13.138 32.498 1999 73.704 6.281 5.441 6.751 8. Nas instituições superiores localizadas nas diversas regiões. aproximadamente.235 2.041 19.097 148. entretanto.365 28.702 11.041 91. Em 1995 e 2000.525 81.Total % Fonte: INEP (www.779 14.inep.188 14.358 109. há diferenças significativas. respectivamente.845 6.662 7.321 2.587 21. 70% dos docentes trabalham em regime integral.146 30.712 Brasil 174 . na região Sul e Centro-Oeste esse percentual é próximo a 45% e na Sudeste.984 66.19 Docentes por regime de trabalho* Brasil e Regiões Regime de Trabalho Integral Parcial Integral Norte Parcial Integral Nordeste Parcial Integral Sul Parcial Integral Sudeste Parcial Integral Centro-Oeste Parcial Total *não inclui horistas Fonte: INEP (www.553 8.067 6. o percentual era de 56% e 57%.191 165.209 17.667 1.784 5.267 50.438 4.895 3.624 58.235 3.368 15.263 36.836 2000 84.481 32.796 1.845 112.271 8.149 5.

3 Os organismos representativos do pessoal docente 1.2.1 64.9 35. A partir de 1988.2 32.3 1996 44. constitui-se em Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior com a denominação de ANDES – Sindicato Nacional. Diretoria.9 33.6 40.4 32.6 39.6 55.5 39.5 43.6 1997 44.3 72. Cada IES tem uma Seção Sindical (Ads-SINDs) constituída por: Assembléia Geral.9 57.5 34.9 65.4 43.gov.2 35 65 45.5 34.4 47.4 5.7 56.6 54.8 61.6 30.7 38.2 56.20 Docentes por regime de trabalho* Brasil e Regiões Brasil Regime de Trabalho Integral Parcial Integral Norte Parcial Integral Nordeste Parcial Integral Sul Parcial Integral Sudeste Parcial Integral Centro-Oeste Parcial *não inclui horistas Fonte: INEP (www.1 65.8 56.6 36.5 34.inep.2 45.6 63. públicas e privadas.8 34.6 55.9 2000 42.5 67.br) 1995 43.4 70.8 1998 66.Tabela 5.7 65.5 29. criada a 19 de fevereiro de 1981 como pessoa jurídica de direito privado.1 64.5 27. Organismos sindicais Os docentes das instituições de ensino superior.4 51.4 34.4 77.6 35.4 60.1 49.7 64.1 48.4 59.3 50.4 41.5 22.6 44.6 35.1 55.6 35.4 58.3 69.5 60. têm como órgão máximo de representação sindical a Associação Nacional de Docentes.5 67.9 64.8 35.5 1999 64.4 65. 175 .2 65.3 54.7 54.

2. Sociedades Profissionais e Associações Sociedades Sociedade Astronômica Brasileira Sociedade Botânica do Brasil Sociedade Brasileira de Agrometeorologia Sociedade Brasileira de Ciência dos Solos Sociedade Brasileira de Computação Sociedade Brasileira de Eletromagnetismo Sociedade Brasileira de Engenharia Agrícola Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica Sociedade Brasileira de Entomologia Sociedade Brasileira Espeleologia Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental Sociedade Brasileira de Física Sociedade Brasileira de Fisiologia Sociedade Brasileira de Genética Sociedade Brasileira de Geofísica Sociedade Brasileira de Geologia Sociedade Brasileira de Ictiologia Sociedade Brasileira de Imunologia Sociedade Brasileira de Limnologia Sociedade Brasileira de Matemática Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional Sociedade Brasileira de Meteorologia Sociedade Brasileira de Microbiologia Sociedade Brasileira de Microondas e Optoeletrônica Sociedade Brasileira de Parasitologia 176 .- Outros órgãos constituídos nos seu interior nos limites do Estatuto da ANDES e de seu Regimento.

Associações Academia Brasileira de Ciências Associação Brasileira de Águas Subterrâneas Associação Brasileira de Antropologia Associação Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular Associação Brasileira de Ciência Política Associação Brasileira de Editores Científicos Associação Brasileira de Enfermagem Associação Brasileira de Estatística Associação Brasileira de Física Medica Associação Brasileira de Lingüística Academia Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva Associação Brasileira de Psicanálise Associação de Estudos Populacionais Associação dos Geógrafos Brasileiros Associação Nacional de História Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências da Informática Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciências Sociais Associação Nacional de PG.- Sociedade Brasileira de Psicologia Sociedade Brasileira de Psicanálise Sociedade Brasileira de Química Sociedade Brasileira de Sociologia Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência 2. e Pesquisa em Educação Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Pesquisa em Letras e Lingüística Academia Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional Federação das Sociedades de Biologia Experimental 177 .

5. de 23 de julho de 1987 somente poderá ocorrer por titulação ou desempenho. Por titulação. Por desempenho.2. 2º A progressão prevista no item II far -se-á sem interstício. nos termos das normas regulamentares a serem expedidas pelo Ministro de Estado da Educação: I . por titulação ou mediante avaliação de desempenho acadêmico do docente que não obtiver a titulação necessária 178 . ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração”. O ingresso em instituições particulares segue critérios estabelecidos por cada uma delas.de um nível para outro. quando o resultado da avaliação. seleção e promoção do pessoal docente O ingresso em IFES. por integrarem o serviço público federal.4 Os mecanismos e normas de recrutamento. por titulação e desempenho acadêmico. segundo o estabelecido no artigo 16 do Decreto nº 94. do interstício de dois anos no nível respectivo. imediatamente superior. mediante avaliação de desempenho. “Art. 1º A progressão de que trata o item I será feita após o cumprimento. quando o docente obtiver título de Mestre ou de Doutor. A progressão nas carreiras do Magistério poderá ocorrer. é regulamentado pelo Artigo 37 da Constituição Federal que estabelece no Item II: “ a investidura em cargo ou emprego publico depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. dentro da mesma classe.de uma para outra classe. ou interstício de quatro anos de atividade em órgão público. pelo docente.664. Eles são objeto de regulamentação pelos órgãos correspondentes da Administração Superior e respondem às características e o nível dos cursos por elas oferecidos. exceto para a de Professor Titular. 16. II . realizada pelo departamento no qual está lotado o docente. for favorável a sua mudança de nível. A progressão nas carreiras do Magistério Público Federal . exclusivamente.

a incentivar o desenvolvimento da pesquisa. PQI – Programa de Qualificação Institucional é um programa de apoio a missões de estudo e de trabalho voltado à formação de docentes de Instituições Públicas de Ensino Superior. no mínimo. Entre os primeiros. no âmbito de projetos de pesquisa em cooperação com outras instituições do país e do apoio a políticas de desenvolvimento das atividades de ensino e pesquisa dos docentes recém-qualificados”. o Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa. há dois anos no nível 4 da respectiva classe ou com interstício de quatro anos de atividade em órgão público”. preferencialmente em nível de doutorado. da qualificação de docentes e excepcionalmente de técnicos. vinculado a projetos conjuntos de pesquisa e pósgraduação entre equipes de diferentes regiões do País ou de diferentes cidades da mesma região e de diferentes Instituições. sendo o principal.mas que esteja. O PQI visa promover o desenvolvimento acadêmico das IES públicas através: do estímulo à elaboração e implementação de estratégias de melhoria do ensino e da pesquisa.5 Os programas de melhoria e desenvolvimento do pessoal docente Há no Brasil vários programas destinados à melhoria das condições do trabalho docente bem como das atividades de pesquisa. Os programas do CNPq destinam-se. Os Programas da CAPES destinados à qualificação institucional são os seguintes: 1. 179 .2. principalmente. encontram-se os Programas da CAPES destinados à formação de novos docentes ou à qualifcação daqueles que já se encontram em exercício nas instituições de i ensino superior. desde o nível departamental até o institucional. 5.

A Bolsa de Produtividade em Pesquisa do CNPq.e dos Centros Federais de Educação Tecnológicas CEFET em nível de mestrado. exclusivamente. a formação de docentes das Escolas Técnicas e Agrotécnicas Federais . 2. Possibilitar maior integração entre pesquisa.MINTER foi implementado em 1996 com o principal objetivo de atender a um contingente de professores de instituições de ensino superior localizadas fora dos grandes centros de ensino e pesquisa.O Programa de Qualificação Docente destina-se a complementar os recursos aplicados anualmente por instituições de ensino superior privado na qualificação do seu corpo docente. Bolsas de Pesquisa do CNPq .EFT e EAFT . destina a estimular a produção científica dos pesquisadores brasileiros. ensino e formação de recursos humanos”. O Programa Mestrado Interinstitucional .1 O pessoal de apoio classificado por sexo e tipo de instituição 180 . pode ser renovada desde que a produtividade do pesquisador. 5. Contribuir para a geração de conhecimentos e formação de pessoal qualificado.3. seja devidamente comprovada e avaliada pelo Comitê da respectiva Área de Conhecimento. PICDTec Programa Institucional de Capacitação Docente apoia. 3. tem como objetivos: “Estimular o desenvolvimento da atividade de pesquisa de maneira regular e contínua. durante esse período. visando ao desenvolvimento científico e tecnológico do país. cuja duração é de até 24 meses.3 O pessoal de apoio 5. A bolsa.

5 53. no ano de 2000. aproximadamente.698 16.786 5.677 55.0 49. vinham as universidades da Região Sul.O pessoal de apoio técnico-administrativo das instituições de ensino superior. Tabela 5. entre 5. um quarto dos funcionários tinha nível superior completo e.374 54.888 6.480 50.8% e 9.535 115.0 45.888 pessoas.519 51.475 16.373 32.2%.740 49. sendo 48.505 32.6 50.4 49.3%. mulheres e 51. aproximadamente.452 5.398 61.7 50. A distribuição por sexo dos funcionários é bastante equilibrada.3 48.0 50.788 49.6 Masculino % 104.442 31. aponta situações muito dispares.8 Masculino % 95.2 48. logo a seguir. cursos de pósgraduação.832 53. como nos casos das Regiões Sul e Sudeste.002 12. O maior contingente de funcionários concentrava-se em universidades da Região Sudeste nas quais trabalha 57% desse pessoal.2 Total % 193. e a Região Nordeste.214 6.7 51. Em quase todas as universidades das diversas regiões o número de homens e mulheres era.339 16.1 48.9 52.410 16.234 16. Por outro lado.488 18.5 46.387 7. No conjunto das universidades há contingentes elevados de funcionários com primeiro grau incompleto ou completo.0 54.238 11.7 51. com 17% . com 16%.872 3. homens. o mesmo.675 16.8 52.4 48.3 48.869 3.703 34.686 100 100 100 100 100 100 2000 Fonte: MEC/INEP/DAES Os dados relativos ao nível de formação dos funcionários.8 49.220 100 100 100 100 100 100 Feminino % 98.7%.3 49. no ano de 2000.051 110.2 50.4 Total % 202.158 3.271 15.21 Funcionários por sexo 1999 Local Feminino % Brasil Norte Nordeste Sul Sudeste Centro-Oeste 97.016 3. 181 . era integrado por 202.

4) 29 (0.230 (100) 115. Total (%) 8.5) 4.3) 12.6) 17.834 (1.9) 2.1) Especial.842 (18. que não acompanhou a ocorrida no número de alunos e de docentes.490 (22. 50%. Enquanto na Região Sul ele atingiu 31%.888 (100) 6.788 (16.3.3) 319 (4.7) 8. e na Região Nordeste ele foi de -8%.5) 14.873 (16. na Região Norte.944 (100) Fonte: MEC/INEP/DAES 5.5) Total (%) 202.4) 16 (0.9) 9.139 (36. Total (%) 2.6) 5.085 (22.084 (12.0) Mest.939 (43.Tabela 5.2) 4. particularmente.749 (100) 32. Tal defasagem trouxe sérios inconvenientes à administração das instituições de ensino superior. Total (%) 910 (0.5) 2.2) 581 (7.801 (1.863 (22.3) 872 (13.657 (15.4) 652 (5.8) 537 (1.5) 145 (1.8) 39.1) Dout.086 (12.803 (26. Compl.267 (34. Enquanto o número de alunos em cursos de graduação e pós-graduação cresceu 95% e o de docentes.901 (4.9) 285 (0.275 (43. 16%.047 (15.087 (25. Total (%) 1.3) Grad.639 (15. Incompl.378 (17.4) 21. entre 1991 e 2000. teve uma expansão pequena.487 (42. na Região Centro-Oeste foi de 18%. na Região Sudeste.1) 1.9) 1.0) 8.3) 1.1) 1. Total (%) 34. 182 .976 (15.2) 2º Grau Total (%) 74.3) 961 (3.22 Funcionários por grau de formação .2) 42 (0.963 (100) 35. às federais cujo número de funcionários técnico-administrativos decresceu 31%.2000 Local Brasil Norte Nordeste Sul Sudeste Centro-Oeste 1ºG.002 (100) 12.5) 724 (0.5) 1.6) 5.7) 388 (4.792 (13.846 (25.3) 5.2 A evolução do pessoal de apoio entre 1990 e 2000 O número de funcionários técnico-administrativos das universidades. 1º G. 9%. O crescimento regional do número de funcionários foi bastante diferente. o pessoal de apoio aumentou apenas 10%.171 (34.8) Total (%) 0.3) 66 (0.1) 99 (0.

875 116.387 202. segundo as regiões -1991-2000 (%) Região Ano Norte 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 3.396 41.3 17.9 3.611 7.9 5.230 Sudeste 105.686 189.gov.344 32.8 3.8 18.326 29.7 Centro-Oeste 6.0 16. segundo as regiões .4 56.963 Sul 26.051 35.8 6.580 30.5 56.5 18.8 16.5 16.931 35.2 17.928 194.548 123.397 14.2 57.888 Total Fonte: INEP (www.3 3.2 19.109 8.220 12.5 58.405 7.24 Funcionários técnico-administrativos em exercício.139 7.330 106.693 36.775 110.944 184.4 14.4 3.000 13.gov.2 Sul 14.4 3.630 7.271 12.0 5.934 211.685 31.238 115.6 15.794 6.4 Sudeste 57.218 12.5 5.6 17.4 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 Total Fonte: INEP (www.085 222.333 125.533 37.749 Nordeste 35.6 17.695 111.002 Centro-Oeste 10.Tabela 5.inep.202 210.9 15.inep.0 2.5 3.5 14.8 6.3 18.23 Funcionários técnico-administrativos em exercício.158 11.617 218.0 5.br) Tabela 5.5 6.706 39.504 6.4 14.3 Nordeste 19.6 14.479 122.473 11.889 193.373 6.505 7.9 56.4 6.207 32.944 11.601 119.316 40.289 11.1 57.1991-2000 Região Ano Norte 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 5.802 28.5 56.138 32.878 40.1 3.808 204.0 56.241 33.290 32.1 56.505 32.4 3.8 19.5 3.br) 183 .

Entre 1995 e 2000. Ela tem personalidade jurídica como sociedade civil de direito privado.3 Os organismos representativos dos servidores técnico-administrativos Organismos sindicais Os servidores das instituições de ensino superior brasileiras têm como organismo de representação sindical a FEDERAÇÃO DE SINDICATOS DE TRABALHADORES DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS (FASUBRA-SINDICAL). A FASUBRA-SINDICAL tem como principais objetivos: I .inep.gov. abrangidas as esferas Federal. preenchimento das vagas delas Tabela 5. sob a denominação de "FEDERAÇÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE SERVIDORES DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS". o conjunto da categoria junto às Entidades e Instituições privadas ou públicas.3.Um fato que merece ser destacado é a redução ocorrida no número de servidores das universidades federais. passando de 100. 184 . em certa medida. houve um decréscimo de 31% no número de servidores. resultou do grande número de aposentadorias ocorridas no período e à não abertura de concursos públicos para resultantes.517 98. em nível nacional.representar sindicalmente. fundada em 19 de dezembro de 1978. Tal diminuição.br) Total 100.058 91.411 5.517 a 69.122 69.25 Número de servidores nas universidades federais Ano 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Fonte: INEP (www. sem fins lucrativos e sua sede jurídica e administrativa localiza-se em Brasília – DF.042 75. 411.

observando as prerrogativas das entidades filiadas no âmbito de sua base territorial. observadas as disposições estatutárias e legais. VII . da pesquisa e da extensão produzidos nas IES. 5.estudar e buscar solução para todos os assuntos submetidos à s ua apreciação e que se relacionem com os trabalhadores da base das entidades filiadas.pugnar pela manutenção da dignidade dos trabalhadores das IES e pelo aperfeiçoamento e administração universitária.em particular e as demais de forma geral.defender os interesses e os direitos coletivos e individuais dos membros da categoria profissional.pugnar pela integração com os movimentos e entidades nacionais e internacionais que lutam em defesa dos interesses do conjunto da classe trabalhadora em geral e dos trabalhadores em educação em especial.4 Os programas de melhoria e desenvolvimento do pessoal de apoio 185 .desenvolver atividades culturais. pugnando desse modo pela elevação do nível sócio-cultural da categoria.Educação .manter intercâmbio com as demais organizações de representação do ramo de atividade econômica .promover a integração permanente entre as entidades filiadas e representa-las judicial e extra-judicialmente. VI . II . sociais e esportivas.Estaduais e Municipais. III . IV . VIII . V .3. informação e proteção jurídica e técnica às entidades filiadas.promover medidas atinentes à o rientação. nas Instituições vinculadas ao ensino de 3º grau legalmente constituídas e que requeiram a sua filiação. bem como da qualidade do ensino. A FASUBRA-SINDICAL é integrada pelos sindicatos de trabalhadores nas IES. IX .

O Ministério do Planejamento desenvolve mantém dois projetos que visam a valorização e a qualificação dos servidores públicos federais: FORMAR e HABILITAR. elevar o grau de satisfação do servidor com o seu trabalho e com a sua qualidade de vida e.SRH/MP cujos objetivos são aumentar o nível de escolarização.664. o Projeto FORMAR tem ainda os objetivos: satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem dos servidores. autárquica e fundacional. para o nível imediatamente superior ao em que se encontrar. de 23 de julho de 1987 e a Portaria nº 475. aumentando seu acesso aos programas de capacitação. para o nível imediatamente superior ao que se encontrar. A progressão funcional dos servidores técnicoadministrativos e técnico-marítimos ocorrerá: I . a cada interstício de quatro anos de efetivo exercício. que se enquadrarem nos critérios de elegibilidade do Projeto. Ambos são iniciativas da Secretaria de Recursos Humanos . 25. HABILITAR tem como meta proporcionar condições de Projeto profissionalização a até 60% dos servidores dos órgãos setoriais. qualificação e requalificação funcional e profissional extra serviço público e melhoria do ambiente de trabalho no âmbito da Administração Pública Federal direta.APF. automaticamente. A partir da escolarização. II .por permanência no cargo ou emprego. O Projeto FORMAR visa propiciar a todos os servidores da Administração Pública Federal alcançarem a escolaridade de nível médio.por mérito. seccionais da administração direta. contados da data 186 . de 26 de agosto de 1987 do Ministério da Educação. assim como dos demais servidores. após o período de dois anos. A Progressão funcional dos servidores técnico-administrativos das universidades federais. é regulamentada pelo Decreto nº 94. autárquica e fundacional . possibilitar ao servidor ampliar a sua empregabilidade. o Decreto estabelece: “Art. No artigo 25.

23. no art. A progressão funcional ocorrerá de forma independente e cumulativa dentro do mesmo cargo ou emprego”. 187 . III . dará direito a um nível: II . darão direito ao número de níveis estabelecidos. da ascensão funcional. 3º e 4º Graus). 23 estabelece como critérios pa ra a progressão funcional por titulação e qualificação: “Art. com parecer prévio da CPPTA.Na progressão funcional por titulação. em Grupos diferentes”. e até 5 (cinco) níveis. automaticamente e de acordo com os critérios a serem estabelecidos nas normas complementares. da última progressão por mérito ou do afastamento. para efeito da progressão por titulação. 2º. poderão ser obtidos até 3 (três) níveis.Os cursos que tenham relação direta com o cargo ou emprego do servidor deverão ter sua validade reconhecida pelo órgão de Recursos Humanos.Uma vez comprovada a realização de determinado curso para fins de progressão funcional. considerados para esse efeito os cursos de treinamento ou educação formal e respectivas cargas horárias. no mesmo Anexo. § 2º .habilitação do servidor em cursos de educação formal (1º. para cada caso. o mesmo não terá validade para efeito de novas progressões. sem rela ção direta com o cargo ou emprego ocupado e que excede à s suas exigências. A Portaria nº 475. § 1º . ao longo da vida funcional do servidor. dentro do mesmo Grupo. § 3º . A progressão funcional por titulação qualificação dar-se-á de acordo com os seguintes critérios: e I . previstos no Anexo III desta Portaria.os títulos que tenham relação direta com o cargo ou emprego ocupado e que excedam à s suas exigências.por titulação e qualificação.de sua admissão. Parágrafo único.

e as bases de dados com referências e resumos . Do mesmo modo.1 As bibliotecas As bibliotecas das instituições de ensino superior têm desenvolvido projetos de expansão e qualificação de seus acervos como forma de dar resposta às diferent s e necessidades decorrentes da criação de cursos de graduação em novas áreas de conhecimento. Os mais expressivos investimentos têm sido feitos pelas universidades públicas e pelos grandes estabelecimentos privados de ensino.6 O sistema de apoio à s atividades das instituições de ensino superior Maria Susana Arrosa Soares 6. tanto para os alunos de graduação como para os da pós-graduação. a situação das bibliotecas é objeto de acurada atenção por parte dos avaliadores. periódicos e acesso à Internet. nacionais e estrangeiras. nas avaliações regulares empreendidas pelo MEC.2 O Portal de periódicos da CAPES “O Portal periódicos oferece acesso aos textos completos de artigos de mais de 2400 revistas internacionais. 6. como também. da expansão do ensino de pós-graduação. Ambos processos têm resultado numa significativa melhoria na oferta de livros.

6. Inclui também indicações de importantes fontes de informação com acesso gratuito na Internet. de pesquisa e de graduação do País ganham em qualidade.3 COMUT . pelo SESU e pelo FINEP.de documentos em todas as áreas do conhecimento. 189 . com código e senha de acesso.Programa de Comutação Bibliográfica Para que o Brasil pudesse contar com mais um mecanismo eficiente de acesso à informação. O COMUT está disponível via Internet.CAPES. para usuários cadastrados no sistema. denominadas bibliotecas-bases. Todos os programas de pós-graduação.gov. Para isso. produtividade e competitividade com a utilização do Portal que está em permanente desenvolvimento” (www. Professores. posteriormente (mediante Portaria Interministerial) passou a ser integrado pelo IBICT. o Programa de Comutação Bibliográfica (COMUT). o acesso a documentos relativos a todas as áreas do conhecimento (cópias de artigos de revistas técnico-científicas. O COMUT permite. com recursos bibliográficos. com respeito rigoroso à Lei de Direitos Autorais.periódicos. o qual. O uso do Portal é livre e gratuito. o MEC – por intermédio da CAPES – criou. às comunidades acadêmicas e de pesquisa. em 1980. O acesso é feito a partir de qualquer terminal ligado à In ternet através das instituições participantes.br). atua por meio de uma rede de bibliotecas. exclusivamente para fins acadêmicos e de pesquisa. teses e anais de congressos). pesquisadores. alunos e funcionários de 97 instituições de ensino superior e de pesquisa em todo o País têm acesso imediato à produção científica mundial atualizada através deste serviço oferecido pela CAPES. humanos e tecnológicos adequados para o atendimento às solicitações de seus usuários.

escolas.5 As editoras universitárias O Brasil possui.6. coordenado pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) foi criado em 1996. até hoje.4 As bibliotecas virtuais O Comitê Gestor da Internet/Brasil criou vários Grupos de Trabalho (GTs) para atuarem em diferentes áreas de aplicações dos serviços de Internet de interesse da sociedade. no Brasil. Na atualidade. continua a ser o único que vem acompanhando o crescimento das bibliotecas na Internet. Desde 1995. a universidades e centros privados de pesquisa. jurídicas e bibliográficas aos associados. existem 88 Bibliotecas Virtuais universitárias. O GT Bibliotecas Virtuais. destinadas prioritariamente a suas associadas. um total de 88 Editoras Universitárias. bibliotecas públicas. realizar atividades de aperfeiçoamento de recursos humanos no campo da editoração. com o “objetivo de promover o desenvolvimento das editoras universitárias e contribuir para o aperfeiçoamento dos processos de produção. hoje. 6. e. as quais integram a Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU). colaborar com as associadas para ampliar sua participação em feiras. criada em 2 de setembro de 1987. cadastrando e disseminando as informações das bibliotecas na Rede. sendo 72 ligadas a universidades públicas e. 190 . muitas Bibliotecas Virtuais têm sido criadas nas universidades. e promover ou participar de campanhas que incentivem o hábito da leitura e o gosto pelo livro”. as demais. manter serviços de informações comerciais. fomentar o intercâmbio entre as associadas e entidades congêneres no Brasil e no exterior. comercialização e divulgação da produção de suas associadas. bem como em centros de estudos e pesquisas especializados. exposições e bienais do livro no país e no exterior.

6. 191 . no Brasil. o projeto da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) a fim de propiciar a integração dos esforços já existentes em grandes universidades e centros de pesquisa no Rio de Janeiro. o Ministério de Ciência e Tecnologia lançou. Desde janeiro de 2001. A RNP tem. A conexão à Internet2 foi estabelecida em agosto de 2001. formalmente.2 O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). criado na década de 50. principalmente. suporte a aplicações de educação superior. nas universidades públicas. a implantação de um serviço de redes Internet para a comunidade de ensino e pesquisa que atenda aos seguintes requisitos: alta qualidade para o tráfego de produção Internet. Em maio de 2000.6.6. procura promover o desenvolvimento do setor de informação. foi inaugurado o novo backbone RNP2. por meio de um canal de 45 Mbps. em especial.6 Grau de conectividade à Internet das instituições de educação superior 6. Em 1989. como objetivo principal. foi muito rápido. o qual será conectado ao principal backbone da Internet2: o Abilene. cedido pelo projeto AMPATH. a RNP vem operando um link internacional de 155 Mbps.1 A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa O acesso à Internet. com capacidade de conexão de até 155 Mbps. Bibliotecas Digitais. interligação das redes metropolitanas de alta velocidade (ReMAVs) para experimentos de novas tecnologias. 6. o qual atinge os 27 estados da federação. São Paulo e Porto Alegre – com vistas ao estabelecimento da interligação com os Estados Unidos.

recomendar padrões e procedimentos técnicos e operacionais para a Internet no Brasil. de 31 de maio de 1995. Criado em 1995.4 O PROSSIGA O projeto de bibliotecas virtuais PROSSIGA/REI (www. O Instituto. organizar e disseminar informações sobre os serviços Internet.6. 6. coordenar a atribuição de endereços Internet. promover a criação e o uso de serviços de informação na Internet voltados para as áreas prioritárias do 192 . 6. coletar. estimulando o empreendedorismo e a inovação.3 O Comitê Gestor Internet/Brasil O Comitê Gestor da Internet do Brasil foi criado. O Comitê Gestor tem como atribuições principais: fomentar o desenvolvimento de serviços Internet no Brasil. com a participação do Ministério de Comunicações e do Ministério de Ciência e Tecnologia pela Portaria Interministerial nº 147. o programa Prossiga tem.prossiga. atualmente. constituiu-se por diversas bibliotecas temáticas construídas de acordo com a pesquisa no país. com o propósito de coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços Internet no país. do CNPq. por objetivo. acompanha e internaliza as novas tecnologias de informação e comunicação. assegurar a qualidade e a eficiência dos serviços ofertados.6. resguardar a justa e a livre competição entre provedores e garantir a manutenção de adequados padrões de conduta de usuários e provedores.mediante proposição de políticas. além daquelas baseadas em grandes pesquisadores. o registro de nomes de domínios e a interconexão de espinhas dorsais. execução de pesquisas e difusão de inovações capazes de contribuir para o avanço da ciência e competitividade da tecnologia brasileira. bem como.br).

fortalece a presença da informação brasileira na Rede. atribuindo-lhe maior visibilidade e acessibilidade e estimulando a criação e consolidação de comunidades virtuais. o Prossiga. Visando ao alcance do objetivo proposto. na área de CT & I. 193 . assim como estimular o uso de veículos eletrônicos de comunicação pelas comunidades dessas áreas.Ministério da Ciência e Tecnologia.

1 As fontes de financiamento das instituições de educação superior O governo federal é o mantenedor de 39 universidades. 11 Faculdades e 11 Centros de Educação Tecnológica. já que nelas o ensino é gratuito e somente cerca de 3. Ceará (3 universidades) e Bahia (4 universidades).5% do orçamento global é constituído por recursos por elas diretamente arrecadados. num total de 482 750 alunos de graduação. O seu principal financiador são os governos estaduais e o ensino é também gratuito. As instituições estaduais. Outros Estados que possuem sistemas importantes são Santa Catarina (com 3 "campi"). . constituído por três grandes universidades que é o maior e de melhor qualidade do país. são constituídas por 30 universidades. em número de 61. Rio de Janeiro (2 universidades). Destaca-se o sistema estadual paulista. Paraná (5 unidades). a sua grande maioria (459. Nem todos os estados possuem universidades estaduais e é bastante heterogênea a sua qualidade e sua distribuição espacial. No total elas abrigam 332 mil estudantes de graduação. 011) nas Universidades. O governo federal é o seu principal mantenedor.7 O financiamento do ensino superior no financiamento Brasil na década de 90 Jacques Schwartzman 7. 23 Faculdades e 8 Centros de Educação Tecnológica.

As instituições privadas são em número de 1004.02 milhão de estudantes e as outras são centros universitários. por se caracterizarem por serem sem fins lucrativos. o que é quase o dobro do que o governo federal gasta com suas IFES (excluídos os inativos) 195 . O que distingue este último grupo são as isenções fiscais que usufruem. confessionais ou filantrópicas.3 bilhões de reais. A beneficência se caracteriza pela concessão de vagas. Entre as universidades.4 mil) podemos estimar que somente a receita com alunos de graduação gera um faturamento de 10.8 milhões de alunos de graduação. faculdades integradas e unidades isoladas. Isto significa que os resultados positivos de suas atividades devem ser reinvestidos nelas mesmas. O setor privado de ensino superior já atingiu uma dimensão respeitável em termos de movimentação de recursos financeiros. 27 são particulares e as demais são comunitárias.As Universidades públicas matriculam a grande maioria dos quase 100 mil alunos de Mestrado e Doutorado. De outro lado. 213) veda a alocação de recursos públicos a instituições de educação privadas. integral e gratuitamente. correspondendo a 2/3 do alunado do país neste nível de ensino. a atual Constituição Federal (CF. art. Destas. confessionais (a maioria católicas) e filantrópicas. com 1. de utilidade pública e que apliquem integralmente seus resultados operacionais na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos institucionais. 85 são Universidades que matriculam 1. não podendo haver distribuição de lucros. Elas também são responsáveis por vários cursos de pós-graduação lato-sensu. que não sejam comunitárias. a alunos considerados carentes. Dois são os principais tipos de isenção fiscal: do imposto de renda para instituições educacionais sem fins lucrativos e das contribuições para fins de seguridade social para as instituições educacionais consideradas beneficentes. devido à sua menor capacidade de concorrer com instituições públicas. Tomando como referencia a anuidade média praticada em contratos do FIES (Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior) em 2001 (R$ 5. mas as estatísticas nesta área ainda são precárias. mas que ainda tem reduzida participação no orçamento delas. Esta regra não se aplica a atividades universitárias de pesquisa e extensão que podem receber apoio financeiro do Poder Público.

O Financiamento Público . o MCT e de algumas Fundações de Amparo à Pesquisa. o CNPq. de natureza contábil pois a partir de 1997 os gastos com merenda escolar. leva-nos a algumas conclusões: 1. compreendida a proveniente de transferencias. Além disso.2. o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento. que eram computados no Programa Saúde. art. outros recursos provenientes de contribuições sociais e do salário educação (2. As despesas com ensino fundamental apresentam tendência crescente. No entanto. 212) "a União aplicará anualmente. Os municípios investem prioritariamente em ensino fundamental e no pré-escolar. da receita resultante de impostos. na manutenção e desenvolvimento do ensino".5% da folha salarial das empresas) são destinados ao ensino fundamental. 7. A análise dos gastos do MEC (Tabela 7. em termos agregados sofreram uma redução de cerca de 10% se compararmos o biênio 1994-5 com o quadriênio 1996-1999. por duas razões: a primeira. O Governo Federal além de ser responsável pela manutenção de 61 unidades. e os Estados. passam a integrar o programa Ensino Fundamental. livro didático e no Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental. sendo que alguns estados possuem significativos sistemas estaduais de universidades. com crescente importância deste último.2 Os procedimentos de distribuição de recursos pelo Estado 7.1 O Governo Federal Como não poderia deixar de ser é no Ministério da Educação que se concentra o maior volume de gastos federais com educação superior. é significativa a contribuição de órgãos como a FINEP. 2.De acordo com a Constituição brasileira (CF. A segunda explicação se encontra nos gastos dos 196 . no mínimo. para o financiamento da pesquisa e da pós-graduação existentes nas universidades federais. Os Estados aplicam seus recursos no ensino fundamental e médio.1). nunca menos de dezoito. todos eles direcionados aos níveis básicos. no âmbito estadual. Os gastos totais do MEC. aplica recursos nos programas de merenda escolar.

70 20.57 4.7 1999 3.33 4. Os recursos para as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) também diminuem ao compararmos o biênio 1994-1995 com o quadriênio 1996-1999.75 18.64 44. Em Aberto.programas de descentralização do governo federal.0 12285.54 100. 18.17 100. vol..26 100.56 45.74 14.0 12559.18 7.47 100.1994-2001 (em milhões de reais de 2001) Anos Ativos* Inativos 197 . atingindo a mais de 30% da folha total de pessoal.82 5.83 4.78 16.89 19.30 4.94 3. Brasília. dezembro de 2001.77 44. Tabela 7.12 44. Por outro lado.63 4.1 MEC: Distribuição percentual do gasto total por programa (1993-1999) Programas Administração do MEC Ensino Fundamental Ensino Médio Educação Superior Saúde Previdência Outros Total MEC Em R$ de dez. Enquanto no período analisado. os gastos com pessoal ativo nas IFES diminuíram em termos reais.31 39. em especial o FUNDEF (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental). 4.52 1. certamente esta relacionado à reposição parcial de servidores das IFES.40 100.76 45.5 13875. José Aparecido C. Tabela 7.1 1997 5. É nítida a queda absoluta e percentual com gastos para o ensino médio. Em relação aos gastos previdenciários vale a pena destacar sua importância na composição dos orçamentos das IFES.29 3.00 13.12 100.6 10030.0 12017.86 12.42 4.0 1994 1.09 4.19 12.89 23. 3.20 4.1 Fonte: Ribeiro.Este movimento. 99 1993 2.15 14. à contenção dos salários e a supressão de diversas "vantagens”dos servidores a partir de 1995.78 17. crescem em termos absolutos e proporcionais os gastos com inativos e pensionistas (incluídos no orçamento das IFES).1 1996 1.51 4. os dispêndios com inativos e pensionistas se elevaram.19 16.75 18.52 12.3 1998 5.66 16.39 4. "Financiamento e Gasto do Ministério da Educação nos anos 90".0 13840.33-42.51 13.05 46.36 13. p.74 4.2 IFES: Gastos com pessoal ativo e inativo .55 17.0 12988.0 1995 1.01 5.77 100.

A vantagem deste sistema para as universidades é a de permitir uma certa previsibilidade orçamentária.1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 *Não inclui precatórios Fonte: MEC 4775.9 1 416. deduzidas as transferencias da União para Estados e municípios) do governo federal com educação deveriam se situar em 5. Em 1995.7 1808. de acordo com Negri. em alguns poucos casos a forma de financiamento pode diferir.5 4245.6 1858. pois a cobrança de mensalidades não é permitida. No entanto. No entanto. Algumas universidades têm seu orçamento vinculado ao do Estado (Santa Catarina. Posteriormente.2 4008.9 2 131. e com os gastos totais do MEC de bilhões).4 bilhões de reais. embora sujeita às flutuações do ciclo econômico. Em outras situações. Comparando-se este número com os gastos das IFES neste mesmo ano. nada se estabeleceu para as épocas de recessão. No entanto. A fixação do percentual de vinculação é também importante. espera-se que os bons tempos possam compensar os anos mais difíceis.6 4 005.2 Pode-se examinar ainda a questão do financiamento pelo MEC de outros ângulos.2 O setor estadual Vários são os Estados brasileiros que possuem suas próprias instituições de ensino superior.1 3 761.1 1762. Rio de Janeiro) ou a um determinado imposto como o ICMS (caso do sistema paulista).3 bilhões. de 5.3 3761. o percentual do ICMS teve como referência os orçamentos passados de cada uma das três universidades. Da mesma forma que ocorre no sistema federal. o percentual é muito elevado (caso do 198 . alegando que em períodos de crescimento econômico os recursos vinculados eram excessivos. chega-se ao resultado de que o governo federal esta gastando com educação bem mais do que o exigido por lei e que somente os gastos com as IFES atingem aquele percentual mínimo.4 4299. Em São Paulo.0 2021. o governo estadual procurou estabelecer um teto. os governos estaduais são os principais mantenedores.1 1 944. 7. considerando-se os gastos mínimos determinados pela Constituição. estimava-se que os gastos mínimos (18% dos impostos federais. Um deles é de se saber se o gastos com o ensino superior são adequados. Pernambuco.2. inicialmente.

seja porque a questão dos inativos não foi bem equacionada. poucas são as situações em que a vinculação do orçamento esta associada ao orçamento global ou à liberdade de implementar a política de pessoal. a forma de financiamento é a tradicional em ambientes públicos. Para a maioria das instituições estaduais. também. No entanto. mas geralmente o pagamento é feto com recursos orçamentários das universidades. já que o orçamento é apenas autorizativo. como na esfera federal. O fato é que a política de pessoal para os aposentados é determinada no âmbito do funcionalismo estadual. sendo elas. o percentual é baixo e o governo estadual complementa.Rio de Janeiro) e o governo não libera a totalidade dos recursos e em outros (Pernambuco). do Paraná e Rio de Janeiro. não se previu o grande número de aposentadorias ocorrido no início da década de 90. No entanto. A questão de pessoal. mesmo quando aprovadas pelo Legislativo.3 Custo das matrículas e bolsas de estudo nas instituições de ensino superior privadas 199 .2. ainda é a mais problemática. É comum a pressão pela apresentação de emendas ao orçamento estadual com a finalidade de elevar os recursos para as Universidades. Os recursos para custeio são liberados com atraso e são reduzidos os investimentos. eles são estatutários e os graus de liberdade para uma efetiva política de recursos humanos são reduzidos. mas os salários estão quase sempre defasados em relação ao mercado. por exemplo. No caso do sistema paulista. para pesquisa e pós-graduação como é o caso do sistema paulista. As universidades estaduais também utilizam fundações de apoio (a USP tem 29) para flexibilizar procedimentos burocráticos. o que forçou novas negociações em relação ao percentual do ICMS que deveria ser transferido 7. não implicam em efetivo desembolso. meio de captação adicional de recursos através de cursos de extensão e prestação de serviços. Algumas conseguem também financiamento de agências federais. seja porque na maioria dos casos. A folha de pessoal é paga geralmente em dia.

da existência de crédito educativo e da sua convicção. Vários são os problemas que vem afetando as finanças do setor privado. com tendência de agravamento nos próximos anos. quando se deveria esperar algo como 4 para cursos que duram em média 4 anos.captar alunos via transferência e fundir turmas dos últimos períodos. em relação à efetivação do retorno do investimento que vem sendo realizado. com a possível exceção de algumas PUCs que conseguem algum financiamento público.Crescimento da Demanda e da Oferta A grande expansão ocorrida no ensino médio nos últimos anos certamente elevou a procura por cursos superiores. A relação matrícula/vagas situa-se em 1. No entanto. que hoje dificilmente são inferiores a 50. a maior parte deles matriculados em Universidades. Os concluintes deste nível de ensino passaram de 993 mil em 1994 para 2. ao longo do curso. o número de alunos cresceu em 86%. devido à concorrência com universidades de maior tradição do setor público.234 mil em 2000 e espera-se que continuem crescendo até 2005. São eles: 1 . a taxa de sucesso tem sido muito baixa. Estas também foram criadas com muita rapidez. Portanto. as vagas oferecidas pelo setor privado parecem crescer mais rapidamente do que a demanda. através do credenciamento de faculdades integradas já existentes. As estatísticas mostram uma grande evasão no sistema privado. apesar do 200 . No entanto. o aumento de matrículas no ensino médio deu-se mais fortemente em estabelecimentos estaduais e no turno da noite. mas podem competir por recursos para a pesquisa e para a pós-graduação. O setor privado vem crescendo muito fortemente nos últimos anos. A sua permanência no terceiro grau vai depender de sua capacidade de pagamento. Elas passaram de 40 em 1990-91 para 85 em 2000. No entanto. Esta evasão constitui-se numa importante perda de receita para os estabelecimentos privados. Como vimos. Entre 1994 e 2000. estando entre 95 e 100% dos recursos captados.7. que já necessitam trabalhar ainda no ensino médio e que tem pouca probabilidade de ingressarem em cursos superiores gratuitos. A solução encontrada tem sido a de manter elevadas as vagas iniciais por turma. as instituições privadas não podem receber recursos públicos a serem consignados em seus orçamentos. são alunos de baixa renda.O seu financiamento baseia-se fortemente na cobrança de mensalidades (inclusive de cursos de pós-graduação "lato sensu").

como também para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação. o que se manifesta através de agressivas campanhas publicitárias. Em 2000. provenientes na sua grande maioria de recursos da Loteria Federal. A reação das entidades privadas tem sido a de acirrar a concorrência entre elas. Uma informação mais recente. pois o tamanho do mercado. sendo que hoje ela se situa em menos de 12%. O atual programa de crédito educativo. rebaixamento do valor das mensalidades.O crédito educativo Constitui-se hoje num mecanismo potencialmente fundamental para a sobrevivência de parte significativa do setor privado. 2 .7 milhões de matrículas no ensino superior para cerca de 5 milhões em 2008. É interessante observar que o Plano menciona que o setor privado teria importante papel a desempenhar. que propõe uma taxa de escolarização da população de 1924 anos para 30% em dez anos. Isso significaria aumentar as atuais 2. O orçamento anual do FIES. criando uma enorme capacidade ociosa. onde provavelmente ocorrerão fusões. as tendências aqui esboçadas para o setor privado tendem a se agravar no futuro: não preenchimento das vagas oferecidas para ingresso.511 201 . está longe de atingir as necessidades e muito menos ao crescimento da demanda que se verificará. facilidades no processo seletivo e. Assim. apenas 664 mil foram preenchidas. o sistema parece caminhar para um período de ajustes. elevados índices de evasão ao longo do curso. agora denominado FIES. mas não detalha os meios para se chegar a este resultado. A manutenção de alunos mais pobres nas escolas de nível superior não só é importante para as instituições educacionais privadas. crescente inadimplência dos alunos e participação cada vez maior de estudantes oriundos de classes de renda mais baixas. Como vimos.242 abertas pelo setor privado. localização das unidades de ensino perto do trabalho ou da residência dos alunos. vendas e desativação de cursos e programas. dá conta de que estão protocolados no MEC mais de 1000 pedidos de autorização para abertura de novos cursos.significativo crescimento do ensino médio. situa-se em torno de 200 milhões anuais. permite a contratação de apenas cerca de 53 mil novos contratos por ano. incluindo-se novos beneficiários e aditamentos. não parece comportar lugar para todos. com uma oferta que ainda não parou de crescer. do ano de 2002. das 862. algumas poucas instituições tentando atrair alunos pela qualidade do ensino. Entre o segundo semestre de 1999 e o segundo semestre de 2001 o FIES efetivou apenas 151.

dependendo da instituição. O único recurso legal da instituição é o de não recontratar com o aluno inadimplente no semestre seguinte e cobrar a dívida na Justiça. inclusive de natureza regional. o que implica na possibilidade de sua saída sem a quitação da dívida. O FIES reproduz a mesma estrutura de cursos. No entanto. De qualquer forma. um item importante na determinação dos resultados de uma empresa educacional. mesmo com o início do reembolso. Além da insuficiência de recursos. não se empenha o suficiente para recuperar os empréstimos. perdendo uma boa oportunidade de realizar algum tipo de indução no sistema. de parte das aplicações das entidades de caráter filantrópico e a entrada das próprias instituições privadas complementando os recursos atuais. o atual crédito educativo padece de alguns dos males de seus antecessores. Entre elas podemos citar a utilização de parte dos recursos do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço. elevada concentração dos beneficiários em cursos tradicionais como Direito e Administração. Enfim. A legislação em vigor veda à instituição impedir que os alunos nesta situação assistam às aulas ou deixem de prestar exames. 3 . que já vem sendo consideradas. Se supusermos que ao menos 25% dos estudantes do ensino particular são carentes. o crédito é dado às instituições e não aos alunos. a Caixa Econômica Federal. dos depósitos compulsórios dos Bancos.9 bilhões de reais. 202 . dados os recursos atuais não poderá crescer muito além disso.A questão da inadimplência A crescente participação de alunos de menor poder aquisitivo tem elevado os índices de inadimplência a aproximadamente 20% ao longo do semestre. concentração nas regiões mais ricas do país (Sul e Sudeste). precisaríamos de atender 500 mil estudantes. o que teria um custo adicional de cerca de 1.novos contratos e. os custos da inadimplência existem seja por atrasos ou falta de pagamento e tem sido. várias são as instituições que preferem negociar com seus alunos em dificuldades com a finalidade de mantê-los na escola e não agravar os índices de evasão. Ademais. Este valor sobrepuja largamente as possibilidades orçamentárias do MEC e teria que provir de outras fontes. a universidade não pode negar aos alunos em atraso os documentos necessários à sua transferência ao final do período letivo. cada vez mais. O seu agente financeiro.

o que é inviável no contexto competitivo acima referido. que é a de manter professores qualificados em tempo integral e realizando atividades de pesquisa que possam passar pelo crivo dos vários comitês acadêmicos que se formam nas agências de fomento. avizinha-se uma outra dificuldade relativa ao financiamento. As Disposições Transitórias da LDB estabelecem que o prazo para que as universidades cumpram os requisitos acima é de oito anos.O incerto futuro das universidades privadas Como vimos. que geralmente estão associados a um ambiente de pesquisa. na década de 90 aumentou muito o número de Universidades privadas. centro universitário ou Escola. mais bem dotadas e de maior tradição. um terço do corpo docente. A outra possibilidade é a busca de recursos para pesquisa junto às agências públicas de fomento. inclusive a da liberdade de criar novos cursos na sua sede e a possibilidade de fazêlo também fora de sua sede (no limite da unidade da federação onde esta localizada) e aumentar vagas em cursos já existentes. que trás inclusive um importante fator de "marketing". É provável também a ocorrência de pressões pela abertura de cursos de pós-graduação de mestrado e doutorado(com custos bem mais elevados do que os de cursos de graduação). Uma delas é a de reverter para a condição de Centro Universitário. a LDB prevê que para se tornar uma universidade e se manter como tal é preciso que haja produção intelectual institucionalizada. Por outro lado.4 . que 203 . mas aqui enfrentarão a concorrência de universidades e centros de pesquisa públicos e algumas confessionais sem fins lucrativos. com titulação acadêmica de mestrado ou doutorado e um terço do corpo docente em regime de tempo integral. O setor privado já percebeu que os Centros Universitários são uma opção mais apropriada ás suas possibilidades financeiras e que as Universidades de pesquisa são para poucos. não têm como manter estas atividades. Para tanto. Duas são as principais razões para esta evolução. Neste contexto. pelo menos. A questão é que as mensalidades de cursos de graduação. onde a tendência mais provável é a sua diminuição. A primeira é o alto "status” conferido ao termo quando comparado com faculdade. de maior autonomia acadêmica e administrativa. encerrando-se portanto em 2004. seria necessário aumentá-las. A segunda é a possibilidade. a fonte quase exclusiva de receitas. determinada em Lei. Desde 1987 o Governo Federal credenciou apenas 8 universidades e 60 Centros Universitários. Há poucas saídas para esta situação.

é a de dedicar proporções maiores do lucro para as instituições mantidas. "alugar” professores titulados de outras instituições e procurar meios de convencer sobre a relevância da pesquisa realizada. Finalmente. em relação ao qual os mesmos eram distribuídos pelas várias rubricas. ficando ao sabor da disponibilidade orçamentária e financeira do Governo Federal. ou seja o orçamento de um ano tendia a repetir o do ano anterior. Em relação aos recursos de OCC (Outros Custeios e Capital). até que adquiram maior grau de autonomia.tem quase as mesmas prerrogativas de autonomia das universidades. que corresponde a mais de 90% dos recursos do Tesouro repassados às IFES. mas que tem como exigência apenas a qualidade do ensino de graduação. Ocorre também que algumas universidades filantrópicas estão a ponto de perder suas isenções tributárias em virtude de recentes mudanças na lei. certamente ocorrerão "adaptações". Este valor máximo tendia a repetir o do ano anterior. especialmente no caso das particulares (em número de 27). confessionais e filantrópicas(em número de 58). salvo interferências de ordem política que podiam favorecer esta ou aquela instituição em determinado momento. cada IFES recebia um "teto". em virtude de suas isenções e imunidades. procurando torná-las mais competitivas na captação de alunos de graduação e no fortalecimento das atividades de pesquisa. pode-se dizer que a alocação de recursos do MEC entre as IFES se baseava fortemente em critérios históricos. A outra. Elas já aplicam seus resultados na própria instituição e a maioria delas já cobra mensalidades mais baixas. com conseqüências negativas para o "marketing” da instituição. tais como atribuir uma elevada carga de aulas e atividades administrativas aos professores em tempo integral. 7. Os recursos para pessoal sempre foram transferidos pontualmente e correspondiam às necessidades dos quadros existentes nas IFES. Em relação às universidades comunitárias. mas o seu repasse não tinha a mesma regularidade de liberação como ocorria com a folha de pessoal.3 As estratégias de gestão e de utilização dos recursos financeiros a nível institucional e nacional Até o início da década de 90. o que 204 . A principal razão para a existência de orçamentos "automáticos” estava na rigidez da folha de pessoal. os graus de liberdade são menores.

devido à rigidez da política de pessoal. apesar do crescimento do número de IFES. deveriam ser devolvidos ao Tesouro.provocava perdas importantes em épocas de inflação mais elevada. excessos de contingente pessoal não eram combatidos pelas IFES. o que se conseguia introduzir no orçamento de pessoal (mais servidores. mais professores em tempo integral. Este mecanismo informal de financiamento de OCC. mais promoções) tendia a permanecer. A IFES recebia autorização para preencher um cargo de professor (e não os recursos financeiros correspondentes). que foi praticada até o final de 1995. elevavam a requisição mensal para pagamento de pessoal. ao longo de muitos anos. devido à forte inflação do período. ocorreu através de mecanismos informais. etc. Em relação ao Pessoal. Como os recursos para pessoal eram 205 . por sua própria iniciativa ou induzidas pela burocracia do MEC. não sendo possível o aproveitamento dessa economia para outras finalidades. geraram importantes distorções. seja porque elas sempre tiveram enormes dificuldades legais e políticas para demitir. os recursos de OCC. somente possíveis em épocas de inflação e de controle pouco rígido das despesas de pessoal. seja porque economias em pessoal redundariam apenas em menores orçamentos de pessoal. mas o acerto era feito em termos nominais. aliado a orçamentos automáticos para Pessoal. Por um lado. se mantiveram constantes em termos reais ou mesmo declinantes. Por outro lado. do número de alunos e da expansão da área física que ocorreram nas décadas de 70 e 80 A solução para esta diminuição de recursos para OCC. As IFES. Como resultado. os recursos de pessoal. mudanças de regime de trabalho. No final do ano. nunca houve uma sinalização para qualquer tipo de incentivo para racionalizar a folha de pessoal. eram então aplicados no mercado financeiro e obtinham elevados rendimentos nominais. que poderia ser contratado em tempo parcial ou integral. não utilizados para este fim. Os recursos não utilizados para pagamento de pessoal. dentro de faixas razoavelmente aceitas e que estavam respaldados nas possibilidades de aumentos provocados por promoções. Esta atitude foi particularmente notável com a política de concessão de dedicação exclusiva a docentes. repassados pelo Tesouro. abono de férias. Eram então transformados em receitas próprias e usados em despesas de OCC.

a grande distorção estava na alocação desses recursos entre as IFES. No entanto. tais como a eficiência na diplomação de alunos. já que era melhor para a IFES e nada lhe custava (O percentual de professores em DE. devido às rigidezes já apontadas. 1991). institui-se uma nova matriz de distribuição de recursos que aloca 100% do OCC e é também utilizada para distribuição de alguns outros eventuais recursos existentes no MEC para programas especiais. qualidade da pós-graduação e outros. tais como o número de alunos formados. Embora as matrizes. devido à pressões políticas daqueles que perdiam com a nova lógica de distribuição e o fato de prosseguirem inalteradas as práticas de geração de saldos de pessoal. Ainda assim. introduzindo-se o que descrevemos como a racionalidade da ineficiência (Schwartzman. Quanto aos recursos "próprios” para OCC.8% em 1973 para 85% atualmente) Da mesma forma. área utilizada. após a eliminação da possibilidade de se continuar gerando saldos financeiros com a folha de pessoal. J. até agora. esta matriz nunca foi utilizada para alocar mais do que 10% do OCC. o turno em que os cursos são oferecidos. as causas trabalhistas tinham suas defesas relaxadas e quanto mais servidores administrativos se pudesse introduzir melhor. No início da década de 90. Esta nova Matriz considera variáveis de pesquisa (15% do peso) e ensino (85%). só tenham sido utilizadas para distribuir pequena parte do orçamento 206 . o volume e a avaliação qualitativa da pós-graduação. as promoções eram facilitadas. passou de 19. houve a primeira tentativa consistente de distribuir os recursos baseados em critérios objetivos. No final da década de 90. a área de conhecimento dos Cursos. O volume de saldos gerados em cada IFES dependia mais da capacidade técnica de criá-los de forma convincente e da teia de relações pessoais entre os burocratas do MEC. ficando limitada à OCC. O resultado é que o administrador universitário tinha incentivo para aumentar os gastos com pessoal e não os tinha para diminuí-los. Havia aquelas que se recusavam a utilizar do mecanismo de inflar a folha de pessoal e. esta matriz não poderia abranger o orçamento de pessoal. e das IFES do que de avaliações de necessidade ou mérito conduzidas pelos responsáveis pela política de ensino superior do MEC. portanto enfrentavam sérias dificuldades financeiras e outras que chegavam a exagerar na criação de saldos. que aprovavam o montante solicitado. já que se evitaria gastos de OCC com a terceirização de serviços.pagos pelo Tesouro havia o incentivo para que todos fossem contratados em dedicação exclusiva.

101 1. o que tende a tornar mais racional a alocação de recursos entre as IFES.003 Próprios 775 802 633 579 512 274* 277* *A partir de 1999. nem que seja pela magnitude desse item. Outro grande problema é o da necessidade que as IFES têm de gerar mais recursos para OCC em virtude do esgotamento do modelo anterior baseado na aplicação financeira dos excessos da folha de pessoal.3.total.067 1. Fonte: MEC 207 . Ocorre que estes instrumentos têm sido aplicados de forma linear. especialmente a partir de 1995 os recursos próprios para OCC começam a declinar e não são compensados completamente por repasses do Tesouro.165 1. O governo federal tem o diagnóstico que há um excesso de pessoal.058 1. Na década de 90.080 1. mas possui recursos administrativos limitados para tratar desta questão. o faturamento dos Hospitais de Ensino junto ao SUS deixou de ser classificado como receita própria e passou a ser executado na forma de destaque do Fundo Nacional de Saúde. como veremos mais adiante. elas têm sido importantes para introduzir uma cultura de avaliação e cobrança de resultados. O principal problema do financiamento das IFES foi e permanece sendo. Os instrumentos de que dispõe para enfrentá-la são dois: a reposição parcial dos servidores que se exoneram por demissão ou aposentadoria e uma política salarial que não repõe totalmente as perdas provocadas pela inflação. trazendo enormes dificuldades para determinados setores das IFES. sem contemplar necessidades setoriais e peculiaridades das IFES. Estes recursos representavam cerca de R$ 300 milhões por ano até 1998. a questão da distribuição de recursos para pessoal.3 IFES: Despesas de OCC efetuadas com Recursos do Tesouro e Próprios (Em milhões de reais de 2001) Ano 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 Tesouro 702 1. Tabela 7. como pode-se ver na Tabela 7.

Com a implantação do RJU todos os celetistas tornaram-se estatutários e estáveis e passaram a ter direito à aposentadoria integral. Até a introdução do RJU. Para concluir.6% da folha. em 1993. A combinação de proventos integrais e até superiores aos salários da ativa (a 208 .dependendo do período. os seus benefícios correspondiam a uma aposentadoria com os mesmos salários da ativa (aposentadoria integral) e os valores respectivos integravam os orçamentos das IFES. do financiamento de alunos das IFES através do ensino gratuito. em número bem menor. a situação especial vivida pelos Hospitais de Ensino devido à sua importância nas contas das IFES e o importante papel exercido por outras fontes de financiamento governamentais. analisaremos as implicações. em torno de 11% do salário. sendo que estes valores não compunham o orçamento das IFES. Inicialmente. A expectativa de implantação do RJU fez com que muitos servidores aguardassem este momento para efetivar suas aposentadorias.38% e em 2000 chegou a 31. tanto no que se refere à sua manutenção no o rçamento das IFES como da sua relação com a política de pessoal dos servidores ativos. De qualquer forma. o que de fato ocorreu a partir de 1991. a maioria dos servidores encontrava-se sob o regime da CLT e poucos eram os denominados estatutários.1 Aposentados e pensionistas A folha de inativos das IFES cresceu espetacularmente a partir de 1991.Em 1992.os inativos absorviam 9.7%. a responsabilidade pelo pagamento cabia ao INSS.Outra importante questão do financiamento refere-se ao tratamento dado a aposentados e pensionistas. pois o governo federal deixaria de recolher os 8% correspondentes ao FGTS e os outros encargos da folha e os servidores passariam a contribuir para o Plano de Seguridade Social do governo federal. pensou-se que este não seria um ônus excessivo.3.Os que se aposentavam pela CLT tinham seus proventos limitados a um teto que variou de 10 a 20 salários mínimos. 7. Examinaremos ainda a atuação da Fundações de Apoio. na perspectiva da equidade. com a introdução do Regime Jurídico Único (RJU) em 1990. para onde se dirigiam as contribuições providenciarias dos celetistas. 23. Quanto aos estatutários.

Deveria haver o correto financiamento. a ainda inconclusa criação dos empregos públicos(que prevê a aposentadoria pelo INSS) e a revogação da possibilidade de transformar licenças prêmio em tempo para aposentadoria. a eliminação da promoção por ocasião da aposentadoria. algumas tentativas foram feitas visando reverter a situação. além de não constarem como receita das IFES. A inclusão deste item no orçamento das IFES traz pelo menos duas grandes questões. prazos que na realidade podiam ser até inferiores) tornou a aposentadoria extremamente atrativa e provocou uma enxurrada de exonerações. Isso ocorre porque a Constituição Federal não permite índices diferentes de correção salarial entre as duas classes. provocando sérias distorções em analises comparativas. A primeira é a de que gastos com inativos representam despesas providenciarias e não gastos com a manutenção de ensino. No entanto. a política salarial dos ativos tem sido determinada em boa parte. representando mais de 30% dos gastos totais com pessoal e estão cristalizados por diversos dispositivos legais. é a da não reposição integral de salários que atinge indistintamente ativos e inativos. Em suma. algumas ainda dependendo de aprovação pelo Congresso Nacional. 7. de tal sorte que os gastos com inativos fossem cobertos por fontes bem definidas ensejando o equilíbrio atuarial. só surtirão efeito no médio e longo prazo e ainda de forma parcial. não suporta os gastos de uma aposentadoria integral e precoce. Neste sentido. a proposta. os recursos arrecadados para este fim. A segunda questão é a de que estes gastos são volumosos. a contribuição de cerca de 11% do salário dos servidores ativos. ainda em exame no Congresso. levando a uma pressão por índices mais baixos de correção e introduzindo sérios problemas no mercado de trabalho de docentes e demais servidores.2 Fundações de apoio 209 .3. pelo seu atrelamento jurídico aos inativos a até aos pensionistas. A única política possível para baixar os gastos com este item a curto prazo. Todas estas medidas. tais como o aumento do tempo de serviço para a aposentadoria. de cobrar contribuição dos aposentados.lei determinava uma promoção na passagem para a inatividade) com aposentadorias precoces (30 anos para homens e 25 para mulheres.

Não existem estatísticas consolidadas sobre o volume de recursos geridos por Fundações. Eles variam muito. especialmente no gerenciamento de atividades de pesquisa. principalmente aqueles oriundos da prestação de serviços e do oferecimento de cursos de extensão. contratação de pessoal celetista e prestação de contas. Em anos mais recentes.As Fundações de Apoio às Universidades federais começaram a ser criadas ainda na década de 70. esses recursos não passam pelos orçamentos das IFES. podiam atuar com mais liberdade na área de compras. De fato. existe sempre o perigo de que as atividades que captam recursos se sobreponham em importância a outras de natureza acadêmica. Além de subestimarem o verdadeiro orçamento das IFES. na sua grande maioria. que se tornaram um essencial suporte na captação de recursos extras. já que a direção das Fundações. cabendo a esta última o acompanhamento das atividades de seus servidores. uma completa análise 210 . Na maior parte das vezes. Em conseqüência. especialmente na década de 90. mas em certos casos podem movimentar recursos várias vezes superiores aos aportados a título de OCC pelo Tesouro. dependendo do tamanho da Fundação e da IFES. já que esta é apenas o meio de que se utiliza a Universidade. competindo com cursos de graduação. Estes e outros procedimentos tem sido objeto de acompanhamento pelo Tribunal de Contas da União e outros órgãos de fiscalização. Isto é perfeitamente possível. sendo receitas e despesas contabilizadas somente nas Fundações. conferindo maior agilidade e melhor qualidade de serviços. tempo para pesquisa e orientação de alunos. que passa a competir com atividades mais acadêmicas sem retorno financeiro. Por serem de direito privado. é exercida por pessoas de confiança da direção das IFES. passaram também a ser importantes veículos de captação de recursos que tinham como principal objetivo a complementação de salários de servidores e de Unidades e Departamentos. hoje existem mais de 100 fundações ligadas às IFES. dando margem ao aparecimento de distorções na alocação do tempo dos servidores. mas ainda sem uma definição clara das práticas que devem ser adotadas. No entanto. Esta foi a resposta encontrada para a crescente dificuldade de recursos de OCC e para a contenção salarial. inclusive importações. Este não é um problema a ser resolvido pela Fundação. este acompanhamento nem sempre é feito ou bem feito. visando a obtenção de maior autonomia administrativa.

O sistema de financiamento dos HU não deveria ser problemático. na maior parte dos casos. muitos Hus passaram a apresentar "déficits”operacionais. Por outro lado. pesquisa e assistência. geralmente) em CLT. com 32 mil servidores (cerca de 36% do total de servidores das IFES) além de 13 300 celetistas e 6620 terciarizados. De fato. tais como medicamentos e pelos serviços de manutenção predial e de equipamentos. tendo recebido recursos deste sistema da ordem de 539 milhões de reais em 2000. o MEC não repôs adequadamente os servidores que se exoneravam. 211 . Como se viu. mas que não chegam a atingir 20% do total das receitas na maior parte dos casos. Essas substituições eram necessárias. 7. são mais de 13 mil os contratados para suprir estas faltas.financeira das IFES somente será atingida quando se conhecerem os recursos utilizados pelas IFES através de suas fundações. os HU dispõem de servidores técnico-administrativos. como de fato. também ocorreu em algumas situações. Ainda que a tabela de pagamentos por procedimento do SUS. era de se esperar que o resultado fosse positivo. obrigando os HU a substituí-los por profissionais contratados (via Fundações. 3500 médicos residentes além de docentes de vários departamentos.Os Hospitais atendem basicamente (mais de 70%) pelo Sistema Único de Saúde(SUS). que ali exercem atividades de ensino.3. durante a década de 90.Outras fontes de receita são aquelas provenientes dos segurados de planos de saúde e particulares.com exceção de uma onda de contratações ocorrida em 1995. No entanto. mas que não integram seus orçamentos. não cubra totalmente os custos. pois a sua não efetivação poderia implicar na suspensão de alguma prestação de serviço. ainda que coexistindo com todas as dificuldades e ineficiências do RJU e com a rigidez burocrática do serviço público numa unidade prestadora de serviços. Como resultado. docentes e residentes pagos na folha das IFES pelo MEC e ainda recebem pagamento pelo atendimento ao SUS e aos convênios e particulares. estes últimos em proporções muito variáveis dependendo da IFES.3 Hospitais universitários Funcionam nas IFES 45 hospitais universitários. pressionando o orçamento das IFES em valores significativos ou gerando inadimplência com fornecedores ou forçando as Fundações a financiar estes gastos ou alguma combinação entre as três possibilidades. o HU se responsabiliza pelos insumos necessários ao atendimento dos pacientes.

criando dessa forma um ambiente competitivo na busca de excelência no ensino de pósgraduação e na pesquisa. que seria o suposto 212 . Funcionários desmotivados ou ineficientes eram colocados de lado (já que não podiam ser demitidos) e outros eram chamados para substituí-los. os cursos de pós-graduação assim como as atividades de pesquisa contavam com recursos de outras agências governamentais. o CNPq. o sistema aloca recursos aos melhores programas e aos pesquisadores/professores mais bem avaliados. a FINEP. é que ele não contém orçamentos automáticos. No entanto. o BNDE. a CAPES vem promovendo uma sistemática e contínua avaliação dos cursos de pós-graduação. Desde a sua criação na década de 60. tais como a CAPES. a maior parte dos recursos concentra-se nas universidades federais e no sistema público de São Paulo. que se repetem a cada ano. cujo resultado influencia a alocação de recursos entre as instituições. Uma importante característica da atuação dessas agências é que a distribuição dos recursos baseava-se fundamentalmente em avaliações pelos pares. Assim. O que torna o sistema interessante. auxílio à pesquisa. Dessa forma. Essas agências financiavam cursos de pós-graduação através de bolsas de manutenção para seus alunos e recursos para seu funcionamento. o sistema vem se aproximando mais dos indicadores internacionais. treinamento no país e no exterior para professores. que analisavam os pleitos baseados em projetos. um efeito colateral negativo vem sendo apontado. (com a exceção de algumas Fundações de Apoio estaduais que discriminam o setor particular) mas o setor privado de universidades tem tido poucas chances na concorrência com as universidades públicas. formados por professores e pesquisadores. além de Fundações de Apoio à Pesquisa que foram sendo criadas pelos Estados.Com a exceção dos recursos aportados pela FINEP. de apoio institucional (atualmente desativado). mas não o único financiador das IFES. O acesso à estes financiamentos não está limitado a instituições públicas.4 Fundos nacionais de financiamento da educação superior O MEC é o mais importante. é preciso reconhecer que o "inchaço”de pessoal tinha a ver com a rigidez burocrática e a falta de autonomia.Embora a não reposição de funcionários tenha tido como referencia relações padrão de funcionário por leito e outros indicadores relevantes. 7. Além disso. Todas elas contavam com comitês. mas com uma eficácia mais reduzida em termos de produção alcançada. bolsas para professores/pesquisadores e apoio institucional.

6 bilhões de reais. no que tange ao critério de mérito. CNPq e CAPES chegaram a 1. De qualquer forma são recursos significativos. Para efeito de comparação lembremos que os gastos do Tesouro com as IFES no mesmo ano foi de 5. A Tabela 7. que não dão o mesmo retorno acadêmico e financeiro aos professores.desinteresse pelas atividades de graduação. Tabela 7. destinada a pesquisadores de alto nível. em nada semelhante à s praticas usuais dos demais setores das Universidades.4 apresenta as instituições que receberam o maior número de bolsas de produtividade em pesquisa. 2000 UFRJ UFMG PUC/RJ PUC/SP PUC/RGS USP UNICAMP UFRGS UNESP Fonte: CNPq 766 380 154 44 43 1. Em 1997 as despesas executadas pela FINEP.343 544 406 357 Constata-se que essa distribuição de bolsas coincide com o entendimento generalizado de que estas Universidades são as de melhor qualidade de pesquisa em suas respectivas esferas e que as universidades paulistas estão à frente das federais e que as privadas estão no fim da lista. 213 . que nem sempre são orçados. Este é um forte indício da correta alocação de recursos pelas agências de fomento. sendo que 878 milhões corresponderam a diversos tipos de bolsa para alunos e professores do ensino superior.4 Bolsas do CNPq de Produtividade em Pesquisa. (a maior parte deles ingressa através das Fundações) que induzem um interessante processo competitivo.8 bilhões de reais.

comparado aos mesmos países: 2282. para 1995) e 5. 1127 e 1570 dólares. como a Suíça (5.Este indicador porém. o gasto público com educação esteja entre 4.5 Os gastos em educação superior em relação ao orçamento nacional e ao PIB Estima-se que no Brasil. de 6 para a Colômbia e de 3. Estes valores são comparáveis a países com renda per capita bem mais elevadas. Tabela 7. um gasto público por aluno universitário 10 vezes superior ao despendido num aluno de ensino fundamental.4%) ou Estados Unidos (5.9 para a Argentina. Isto pode ser parcialmente explicado por termos no Brasil um sistema universitário público (incluindo universidades federais e algumas estaduais) relativamente caro. o México gasta 181. o Uruguai 202 e a Argentina 313. 26. Esta grande discrepância é corroborada em outro estudo(Arcia et al). esconde o fato de que o gasto per capita no Brasil é muito menor (249 dólares). que mostra para o Brasil em 1990.Esta última percentagem deve estar mais próxima da realidade. respectivamente. são alocados naquele nível de ensino. de 1.2% do PIB(PNUD 1999).53% (Negri. Em relação ao ensino superior. pois os dados de Negri estão assumidamente subestimados por considerarem apenas os gastos mínimos obrigatórios. Assim. Esta grande diferença pode ser explicada também pelos baixos níveis salariais de docentes e funcionários do ensino fundamental. Em relação a outros países com níveis de renda per capita semelhantes.2 para o Equador. Reino Unido (5.2% dos gastos públicos totais com educação.7. o gasto por aluno matriculado em instituições federais é de cerca de 15 vezes o de matriculados em instituições estaduais e municipais de ensino fundamental e médio.3%).Brasil) Ano % dos gastos em relação ao PIB Gasto médio por aluno (em R$) Infantil Fundamental Médio Superior 214 . o que está um pouco acima dos padrões internacionais. sendo a mesma relação de 3 para os Estados Unidos.5 Gasto Público em Educação (1997-1998 .4%).

1997 1998 Fonte: MEC/INEP . Neste sentido podese comparar a evolução dos gastos com as IFES com o crescimento do número de estudantes.076 7.649 7. gerando uma receita 215 . quando tomamos como referencia o ano de 1995. Deixaram de ser importantes (a partir do final de 1995) as práticas de gerar saldos financeiros que podiam ser aplicados no mercado.256 Próprios 775 802 633 579 512 274 277 292 São várias as explicações para esta redução.810 7. A Tabela 7.073 7.038 7. Ao deflacionarmos os valores apresentados.7 5.399 9. da pesquisa.789 Pode-se analisar esta questão também pela ótica de se os gastos com as IFES são suficientes para determinar uma boa qualidade de ensino.6 IFES: Despesas efetuadas com recursos do Tesouro e próprios (1994-2001) (em milhões de reais de 2001) Ano 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 Fonte: MEC Tesouro 5.602 8.064 7.2 733 877 542 668 670 701 9. verificamos uma queda real para as duas fontes.IBGE 4. Tabela 7. da extensão e da qualidade do ensino.6 apresenta as despesas efetuadas pelas IFES com recursos do Tesouro e Próprios.

As autoridades do MEC entendiam que o sistema federal tinha problemas de eficiência e custos e que as relações aluno/professor e aluno/funcionário precisavam ser ampliadas até atingirem padrões internacionais. razão pela qual 1995 é o ano de pico da série. Em 1994 foi concedido aumento geral ao funcionalismo público. A partir daí. Em Janeiro de 2001. Quanto aos funcionários. 4. de fato são recursos do Tesouro que se transformam em "próprios". podendo destacar-se as restrições à incorporações de chefias. a GED foi reajustada. inclusive as do Vestibular.416 em 1990. para 42.888 em 2000 (-17%). a reposição de servidores que se aposentavam ou se exoneravam foi feita apenas parcialmente. que era transformada em "recursos próprios". repassando-se para as IFES o estritamente necessário à cobertura das despesas com pessoal. A política salarial foi a de contenção. para 86. Por estas razões.619 em 2000 (-2%) e a de técnicos administrativos de 97. o aumento do tempo de serviço para aposentadoria e outras de menor importância.3%. a eliminação da compra compulsória de férias. apesar de que mesmo no período do real (junho de 1994 a junho de 2000) a inflação tenha sido de 88. Além destes. que veio a repercutir na folha do ano seguinte. como foi o caso dos procuradores. no período 1994-2000. O enquadramento de todas as instituições do MEC no SIAPE (Sistema Integrado de Administração de Pessoal). podemos encontrar nesta rubrica parte dos recursos transferidos pelo Sistema Único de Saúde(SUS). Por outro lado.Gratificação de Estímulo à Docência) que atingiu apenas parcialmente os inativos. o congelamento da gratificação por tempo de serviço. somente em julho de 1998 tivemos um aumento para docentes (criação da GED . quando medida pelo IPCA do IBGE. desde outubro de 1977. além de pequenas taxas. a eliminação da progressão funcional por ocasião da aposentadoria. tornou mais centralizada a administração de pessoal. estes tiveram uma gratificação semelhante (GDAE).543 em 1966. embora alguns setores das IFES tenham se beneficiado de ajustes nas carreiras. Várias medidas foram adotadas pelo Governo Federal no sentido de reduzir "vantagens” dos servidores. A redução do quadro de docentes foi de 48. Como veremos abaixo. que ocorreu apenas em maio de 2000.inflacionária para as IFES. a matrícula em cursos de graduação elevou- 216 .

mais ingressantes menos qualificados com dificuldades para acompanhar os estudos. coincidindo com a implantação da dedicação exclusiva para docentes. em sua maior parte. pode-se afirmar que estes gastos são compatíveis com uma melhor qualidade do ensino e da pesquisa? Pode-se dizer que os recursos alocados estão sendo utilizados de maneira eficiente? 217 . passando de 17. que em valores constantes de 2001. como professores adjuntos. observamos uma queda no gasto por aluno. No entanto. J.8 mil para 13. Na década de 70 o gasto por aluno aumentou em aproximadamente 40%. nos níveis mais altos da carreira.3 em 1990 para 12. quando comparado às décadas anteriores (Schwartzman.1 em 2000 (esse cálculo inclui alunos de graduação e pós-graduação). Houve também expressivos aumentos na contratação de professores e funcionários. em especial a contenção da folha de pessoal e o aumento da matrícula na graduação e na pós-graduação. através de turmas maiores. o índice de titulação melhorou significativamente. O que se discute hoje é se este movimento de queda ainda tem espaço para prosseguir ou se já esta começando a afetar a qualidade do ensino. a relação aluno/professor aumentou de 7.se em 33% e na pós-graduação em 106%. p. E como a substituição (parcial) dos docentes foi feita. levou a uma redução dos recursos aportados pelo governo federal para as IFES. Este entendimento. o que se evidenciava em baixas relações aluno/professor e funcionário e altos custos por aluno. aumento da carga de aulas por professor e a necessidade de buscar recursos extras por meio de atividades de extensão. ano de pico da série. dobrando o número de docentes com o título de Doutor ao longo da década Como resultado destas políticas. apresenta uma redução de 24% entre 1995 e 2000.. Na década de 80. observamos uma queda no gasto por aluno na década de 90.8 mil reais. Mas. o diagnóstico do Governo que assumiu em 1995 era de que ainda havia desperdícios. Pode-se concluir que os gastos do poder público federal com educação superior são elevados quando comparados à países de renda per capita semelhante e quando comparados aos outros níveis de ensino.132). Já na década de 90. está possivelmente relacionado à política salarial da época que atrelava os salários à inflação. 1999. Em conseqüência. o gasto chegou a dobrar se comparado aos primeiros anos da década com 1989. Este movimento de alta na década de 80. sendo que em alguns anos o reajuste salarial chegou a ser mensal.

faria mais sentido escolher. esta participação era de apenas 0. 7. Quanto à qualidade do ensino. A grande maioria destes artigos foram produzidos em Universidades públicas. realizados pela CAPES mostram resultados igualmente bons para as federais. eficiência e equidade O volume e a forma pela qual se faz o financiamento do ensino superior tem repercussões sobre a melhor aplicação dos recursos e sobre a distribuição de renda e oportunidade de acesso ao ensino superior. O Brasil tem tido participação crescente na produção científica mundial nos últimos anos. Em 1985. Neste caso. dentre os carentes. com 1. o país estava na 21ª posição.33% d e participação e 9. o ensino gratuito nas escolas públicas e a dedução de gastos com educação para efeitos do Imposto de Renda Pessoa Física. os dados mostram resultados bem expressivos. No sistema federal.0% de "A” e "B". em 2000. Os resultados da avaliação para a pós- graduação.5 mil artigos indexados. 37% dos professores tem doutorado (em 1994 eram 21%) comparados com 22% do total dos professores do ensino superior em geral. Eles notoriamente nunca atenderam à demanda.3 mil artigos indexados. No primeiro ano. Podemos distinguir dois tipos de financiamento: o que se faz aos alunos e suas famílias e o que se dirige às instituições. demonstrando que há mais alunos carentes do que os recursos disponíveis para atendê-los. mas também com significativa participação das IFES (Fatos sobre a educação no Brasil. implantado em 1996 e que procura aferir a qualidade de cursos de graduação. incluindo-se com destaque o sistema estadual paulista.48% da produção científica mundial com 2.6 Financiamento. os cursos das federais avaliados (46) obtiveram 50. O antigo CREDUC e o atual FIES apresentam problemas na área da eficiência. pode -se recorrer ao Exame Nacional de Cursos. No primeiro caso encontra-se o crédito educativo.8% dos 329 cursos avaliados. Em 2000. 1994-2001).Em relação à qu alidade do ensino e da pesquisa nos estabelecimentos federais. aqueles que atendessem simultaneamente 218 . Já em 2000 esses mesmos conceitos foram atingidos por 57.

favorecer regiões mais pobres e. concentrando-se em cursos na área de Ciências Sociais (Direito e Administração). Um estudo do IPEA (Barros e Foguel) mostra que “dos serviços e programas educacionais públicos analisados (que incluem o programa de creche. A forma de financiamento do setor federal e de boa parte do setor estadual induz.66. A distribuição de crédito ao aluno permitiria também que se selecionasse entre os carentes. Uma terceira fonte de iniquidade. No caso do ensino superior este argumento fica reforçado. como vimos anteriormente. No entanto. a educação superior é. conceder o crédito ao aluno (e não à instituição) antes do mesmo se matricular e desta forma aumentar a concorrência entre as instituições pelos alunos com crédito. tradicionalmente a concessão de crédito educativo segue o mesmo padrão da demanda. especialmente em relação à 219 . piora ainda mais o nosso elevado grau de concentração de renda.sendo inclusive superior ao coeficiente de Gini de distribuição de renda. sem dúvida. livro didático e todos os níveis de ensino).5% dos contratos) e em alunos de cursos noturnos. esta na dedução de parte das despesas com instrução do contribuinte e seus dependentes para efeito de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Física. merenda escolar. ao mesmo tempo.outros requisitos. privilegiar cursos e instituições de melhor qualidade. Assim. já que os que buscam o ensino superior privado estão nos níveis mais elevados da pirâmide de renda. a renúncia fiscal que essa redução representa favorece mais os de maior poder aquisitivo. os de maior potencial. pois somente atinge os que freqüentam escolas privadas e que. como o de ter mais disponibilidade para os estudos (curso diurno). O ensino gratuito em estabelecimentos oficiais de ensino. como vimos anteriormente. Esta dedução tem um caráter nitidamente regressivo. o que possui o pior grau de focalização com um quasi-Gini (coeficiente bastante semelhante ao índice de Gini) de 0. embora ainda não adequadamente mensurada. finalmente. freqüentar cursos mais estratégicos para a economia do país. nas regiões Sudeste e Sul (76. pode-se dizer que o acesso à educação superior pública esta pior distribuído que a própria renda familiar". comportamentos ineficientes por parte dos administradores universitários e do próprio governo. prejudicando potencialmente outros programas destinados à populações carentes. Em suma. possuem renda suficiente para serem contribuintes do Imposto de Renda.

Existe a imunidade tributária. A isenção se caracteriza como uma política de redistribuição de renda.mas sempre esbarrou em duas grandes resistências: do lado do governo a dificuldade em garantir orçamentos previsíveis sob a forma de vinculações ou correções automáticas. elevado custo por aluno. A solução para esta situação esta na adoção da autonomia pelas IFES. do COFINS e até do salário educação. pois estão procurando o que é melhor para a sua unidade. Este foi um tema recorrente na década de 90. excesso de professores em dedicação exclusiva. etc. Para se conseguir a imunidade basta ser uma instituição educacional e alocar seus eventuais lucros na própria atividade. integral e gratuitamente a alunos considerados carentes. o seu eventual resultado operacional na manutenção e desenvolvimento de seus objetivos. demissão e promoção. para instituições educacionais sem fins lucrativos. em particular um significativo grupo de reitores das federais. No entanto. que é uma obrigação patronal sobre os salário. flexibilidade de contratação. nem a sua importância para o país. integralmente. mais de 90% do orçamento continuará sendo gerenciado da forma distorcida. A principal isenção federal é a do Imposto de Renda e a estadual é o ICMS. não se verifica o potencial dos alunos carentes beneficiados e nem se indaga a respeito da qualidade dos cursos que freqüentam. introduzindo planos de carreira regionais. Em princípio. do lado dos dirigentes universitários. tais como uma baixa relação aluno/professor. São agraciadas instituições consideradas beneficentes. 220 . de utilidade pública e que apliquem. prevista no art. 150 da CF. Na área de educação a beneficência se caracteriza pela concessão de bolsas. através da renúncia fiscal.política de pessoal. Ocorre que a soma desses comportamentos leva a indicadores indesejáveis. Sem esta mudança. a imunidade é indiscriminada em relação a quem se aproveita de menores preços. além do PIS. Não se pode entretanto dizer que eles ajam sem racionalidade. Os poucos incentivos fiscais existentes para as instituições privadas também apresentam suas ineficiências. elas poderiam consequentemente cobrar mensalidades menores e oferecer ensino de melhor qualidade. já comentada mais acima. nem há preocupação de se conhecer o nível e a relevância do ensino ministrado Algo semelhante acontece com a isenção da contribuição para fins de seguridade social. a dificuldade de aceitarem o fim do regime jurídico único. No entanto.

221 . Este movimento atinge também o setor privado que enxerga más avaliações como um fator negativo de "marketing”e que causa mais dificuldades na busca de recursos de fomento. da introdução da avaliação de cursos e instituições que vem sendo efetivada pela SESu. começam a perder sua importância. Cada vez fica mais aceito o princípio de que a alocação de recursos deve estar combinada com avaliações de qualidade. eficiência e eficácia. baseados em parâmetros históricos.Alguns resultados positivos provém das formas de financiamento da pósgraduação e da pesquisa pelas agências de fomento federais e Fundações de Apoio à Pesquisa a nível estadual. Os orçamentos automáticos. INEP e CAPES e pela recente introdução de uma matriz para distribuição de recursos de OCC para as IFES.

SCOBIE.106-120.. n. NEGRI. (Textos para discussão 1). Focalização dos gastos públicos sociais em educação e erradicação da pobreza no Brasil. O financiamento da educação e a reforma educacional: um marco para a sustentabilidade. 1991./jun. Brasília: MEC/INEP. p. Financiamento da Educação no Brasil.. SCHWARTZMAN. Semestre. Ricardo P. v. In: MEC. 1993. 2. Brasília. 13. In: Financiamento da Educação na América Latina. v. 15. jan.Referências ARCIA. 2001. A administração de universidades públicas: a racionalidade da ineficiência. 1997. 59106. ALVAREZ.C. J. 26. v. p. p.125-158. 31. Brasília: INEP/MEC. Educação Brasileira. B.18. SCHWARTZMAN.. Miguel N. p.. 222 . 1999. n. Rio de Janeiro: FGV. FOGUEL. Financiamento da Educação no Brasil. BARROS. Educação Brasileira. Brasília. J. 11-27. NEP. Universidades federais no Brasil: uma avaliação de suas trajetórias (décadas de 70 e 80). T. G.

Tecnologia e Inovação apresenta-se. integrado por diferentes órgãos.os quais nem sempre atuam de forma coordenada. hoje. caracteriza-se pela constituição de importante infra-estrutura científica. com suas respectivas agências de fomento (Financiadora de Estudos e Pesquisas. 223 . os Ministérios de Ciência e Tecnologia (MCT). especialmente por considerar que ele melhor representa a amplitude do setor de ciência e tecnologia brasileiro. agências e demais instituições .1 A Organização Institucional da Ciência e Tecnologia 8. incubem-se de produzir o conhecimento científico e tecnológico. optou-se por adotar o termo “complexo nacional“ em vez de sistema. bem como pelo amplo e qualificado sistema de pós-graduação (Livro Branco. todos atuando na promoção do desenvolvimento científico e tecnológico: os organismos federais e estaduais fomentam as atividades de pesquisa científica. tecnológica e de formação de recursos humanos. tecnológica e educacional. públicos e privados.24).8 Ciência e Tecnologia no Brasil Clarissa Eckert Baeta Neves 8. tal como ocorre no caso de um sistema. governamentais ou não. no campo científico. Conselho Nacional de Desenvolvimento 1 No presente texto. e as universidades e institutos de pesquisa.1.2002. Atuam nesse complexo. por sua vez. bastante diversificado. p. da Educação (MEC). na esfera federal. O complexo1 nacional de Ciência.1 O complexo nacional de CT&I no Brasil A proficiência brasileira atual. abrangendo diferentes organismos.

INSTITUTOS E EMPRESAS PRIVADAS DE P&D FINEP 1967 CNPQ 1951 CAPES 1951 EMBRAPA 1973 FAPESP 1962 FAP'S 1989-92 bolsas para estudantes de Pós-Graduação financiamento de projetos de pesquisa bolsas de pesquisa MCT: Ministério da Ciência e da Tecnologia MEC: Ministério da Educação MA: Ministério da Agricultura. as Secretarias Estaduais de C&T e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAP’S).Científico e Tecnológico e a Fundação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). por meio dos respectivos institutos.Indústria e Comércio Exterior. por sua vez. do Meio Ambiente e do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior. e ainda. Quadro 8. Fapesp: Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo Fap's: Fundações de Amparo existentes em 15 estados brasileiros EMBRAPA: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária 224 .M: Outros ministérios que desenvolvem atividades de Ciência e Tecnologia: Ministério do Desenvolvimento. na coordenação das políticas e no fomento.Meio Ambiente. os Ministérios da Agricultura.1). Saúde e outros. O setor privado tem participado de modo muito reduzido no fomento à C&T. da Saúde.M SECRETARIAS DE C&T CENTROS. atuam.1 Organograma do Complexo de Ciência e Tecnologia GOVERNO FEDERAL GOVERNOS ESTADUAIS SETOR PRIVADO MCT MEC MA 0. Na esfera estadual. Pecuária e Abastecimento 0. empresas estatais e órgãos vinculados (ver Quadro 8. Pecuária e Abastecimento.

2 A política de C&T O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Tecnologia e Inovação. fortalecendo suas oportunidades e possibilidades de usufruir dos resultados alcançados. os investimentos em Ciência. técnicos do setor público e legisladores para discutirem os avanços alcançados e os obstáculos a serem vencidos na implantação de um efetivo sistema de ciência. Tecnologia e Inovação. foram estabelecidas as seguintes diretrizes estratégicas: implantar um efetivo Sistema Nacional de Ciência. como também a elaboração das políticas estratégicas para o setor. tecnologia e inovação. publicado em 2001. ampliar a capacidade de inovação e expandir a base científica e tecnológica. de forma sustentada. expandir e modernizar o sistema de formação de pessoal para Ciência. ampliar. 2002. promover a inovação para aumentar a competitividade e a inserção internacional das empresas brasileiras. e no Livro Branco – Ciência. promover a integração de todas as regiões brasileiras para o esforço nacional de desenvolvimento científico e tecnológico. consolidar e modernizar o aparato institucional de CT&I. com projeção até 2012. em 2001. que contribua para a competitividade das empresas e o melhor aproveitamento da capacidade instalada em CT&I . cabendo-lhe a coordenação e articulação dos diferentes órgãos promotores do desenvolvimento científico e tecnológico. uma conferência nacional que reuniu pesquisadores. Para o alcance desses objetivos.8. de junho de 2002. ampliar. aperfeiçoar.36). Tecnologia e Inovação. p. tecnologia e inovação como elemento estratégico da política nacional de desenvolvimento (Livro Branco. Tecnologia e Inovação. Os principais objetivos da nova política nacional de desenvolvimento científico e tecnológico são: criar um ambiente favorável à inov ação. modernizar e consolidar 225 . foi criado em 1985.1. esse Ministério. Para definir a nova política. empresários. os quais apresentam os principais desafios bem como os objetivos e diretrizes estratégicas para a área. diversificar e consolidar a capacidade de pesquisa básica no país. Os resultados desse trabalho estão contidos no Livro Verde da C&T. promoveu. conquistar amplo apoio para essa política e incorporar a dimensão de ciência. juntamente com a Academia Brasileira de Ciências.

estão. p. o Conselho Nacional de Informática e Automação (CONIN). já desenvolveu os seguintes estudos.instituições e procedimentos de gestão da política de Ciência. Tecnologia e Inovação. Sob a responsabilidade direta do MCT. 49). educar para a sociedade do conhecimento. Ao mesmo Ministério. da Integração Nacional. ao Presidente da República. Orçamento e Gestão e das Relações Exteriores). 226 . da Fazenda. ampliar a dimensão estratégica das atividades de Ciência. da Educação. por oito Ministros de Estado (Ministros da Defesa. também. na formulação e implementação da política nacional de desenvolvimento científico e tecnológico2. do Planejamento. 8. assessorado por quatro órgãos colegiados de caráter consultivo: o Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT). também estão 2 Nesse intuito. além do Ministro da Ciência e Tecnologia (Secretário do Conselho) e oito representantes da comunidade científica e do setor empresarial.3 O MCT e os organismos vinculados A estrutura organizacional do MCT (ver Quadro 8. Climatologia e Hidrologia (CMCH). É. do Desenvolvimento. intensificar e explorar novas oportunidades da cooperação internacional em Ciência. Esse Conselho é diretamente responsável pela assessoria. além de três secretarias responsáveis por políticas setoriais e uma secretaria de coordenação das unidades de pesquisa. O CCT é integrado pelo Presidente da República. duas grandes agências federais fomentadoras: a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) além de duas entidades recentemente a ele incorporadas: a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM). Tecnologia e Inovação (Idem. a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e a Comissão de Coordenação das Atividades de Metereologia. que o preside. Indústria e Comércio Exterior. como subsídios para a elaboração das políticas de C&T: ‘Situação Atual da Ciência e da Tecnologia no Brasil” (1997) e “Formação da Sociedade da Informação no Brasil” (1998). Tecnologia e Inovação e os mecanismos de articulação com as demais políticas públicas.2) é composta de órgãos de assistência direta ao Ministro de Estado.1.

foi a criação do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos. o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA).subordinadas 16 unidades de pesquisa voltadas para áreas específicas de conhecimento. tais como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). 227 . o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). dentre outras (ver Quadro 8. em 2001. para realizar estudos estratégicos de caráter prospectivo na área de C&T e avaliar os impactos de programas e projetos científicos e tecnológicos. A outra grande mudança ocorrida na estrutura do MCT.2). Essas unidades de pesquisa. tiveram a sua missão institucional submetida a um processo de reavaliação. agora coordenadas por uma mesma secretaria.

Sustentável Agência Espacial Brasileira (AEB) Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) Conselho Nacinal de Desenv. e Avaliação (ASCAV) Assessoria de Captação de Recursos (ASCAP) Consultoria de Cooperação Internacional Secretaria de Políticas e Programas de Ciência e Tecnologia Secretaria de Política Tecnológica Empresarial Secretaria de Política de Informática Secretaria de Coordenação das Unidades de Pesquisa Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) Instituto Nacional de Tecnologia (INT) Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) Centro de Estudos Estratégicos (CEE) Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) Centro de Tecnologia Mineral (CETEM) Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) Observatório Nacional (ON) Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS) Instituto Mamirauá de Desenv. Científico e Tecnológico (CNPq) Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) 228 . das Atividades de Meteorologia.2 Estrutura organizacional do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) MINISTÉRIO (MCT) Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) Conselho Nacional de Informática e Automação (CONIN) Comissão de Coorden.Quadro 8. Climatologia e Hidrologia (CMCH) Gabinete do Ministro Secretaria Executiva Consultoria Jurídica Subsecretaria de Adm. e Orçamento (SPOA) Assessoria de Acomp.

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Criado em 1951 e transformado em fundação vinte três anos depois.4 CNPq . criado em 1998. 24. mediante critérios de mérito. 55. A operacionalização do programa prevê a articulação de redes científicas e tecnológicas e a integração com centros internacionais de pesquisa. o estímulo à inovação tecnológica. Os programas básicos destinam-se ao atendimento das demandas nas diversas áreas do conhecimento.gov. nas Ciências Exatas. envolvendo um total de 40 instituições de pesquisa. Os institutos apoiados pelo Programa dividem-se em 2 tipos: Grupo 1 – Institutos com excepcional nível científico e tecnológico.br). a promoção de projetos inter e multidisciplinares e a desconcentração do conhecimento em benefício das regiões brasileiras com menor desenvolvimento científico e tecnológico (www. 206 grupos foram selecionados (80 deles na área da Ciência da Vida. e Grupo 2 – Institutos que atuam em áreas estratégicas (Ciências do Mar.8. a consolidação do processo de desenvolvimento científico e tecnológico por meio do apoio a núcleos de pesquisadores com comprovada competência técnico-científica e tradição na sua área de atuação. o Pronex4 e o Milênio5. hoje. Desde o ano de 2000. da articulação interinstitucional e da incorporação de critérios relevantes. esse programa constitui se. Ciências do Semi-árido). pelo MCT em conjunto com o CNPq e gerenciado pelo Grupo Consultivo de Ciência e Tecnologia(GCCT) do PADCT III. principalmente. por meio de mecanismos de indução. mediante a concessão de bolsas de diversas modalidades (ver dados no item ‘investimento em ciência e tecnologia’): 3 Criado em 1984 com o objetivo de ampliar o apoio financeiro à pesquisa. de acordo com as prioridades de investimento estabelecidas pelo órgão.1. os investimentos do CNPq nesses programas têm sido realizados em consonância com o Programa Plurianual de Governo (PPA). o CNPq constitui-se na agência de fomento que oferece a maior diversidade de modalidades de apoio à ciência e à tecnologia no país. O objetivo principal do programa é aumentar a competência científica brasileira em áreas importantes da ciência e tecnologia mediante o apoio e capacitação de centros de pesquisa e laboratórios de alta qualidade científica e/ou atuantes em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país. O investimento na formação qualificada de recursos humanos para a pesquisa dá-se. 229 . na área de Tecnologia) oriundos de 14 estados brasileiros. foram executados 10 programas. numa fonte importante de recursos à investigação científica e tecnológica. de acordo com o PPA. Sua esfera de atuação foi ampliada recentemente com a possibilidade de mobilizar recursos provenientes de outros Ministérios e dos Fundos Setoriais. 4 O Programa de Apoio a Núcleos de Excelência – PRONEX. Ciências do Amazonas.Até o momento (Janeiro de 2002). nas Ciências Humanas e 47. Em 2001. O CNPq atua sob duas formas principais: o fomento e a formação de recursos humanos qualificados para a pesquisa. no ano de 1974. ou também. dentro do qual serão apoiados 20 projetos. aliada à responsabilidade pela coordenação/execução de uma série de programas importantes dentre eles o PADCT3. e mais quatro programas pertencentes a outros ministérios. Os programas especiais atendem a áreas consideradas estratégicas. Na primeira categoria a agência atua fundamentalmente sob a forma de programas que se classificam em básicos e especiais. criado em 1996. tem. como objetivo.mct. 5 O Programa “Institutos do Milênio” (MSI) é inovador.

passou a ter seu papel completamente redefinido. também. além do apoio dado a grupos e instituições de pesquisa. estágio sênior e convênios e apoios institucionais. doutorado. com a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). 230 . • no exterior: Ø bolsas de aperfeiçoamento. pós-doutorado.Financiadora de Estudos e Projetos Como agência federal. a FINEP exerceu um importante papel no fomento da pesquisa acadêmica estimulando a implantação e consolidação da pesquisa nos cursos de pós-graduação.5 FINEP . ela passou a ser a sua secretaria executiva oficial. aperfeiçoamento. desenvolvimento visitante. Em 1973. doutorado sanduíche. Em 1969. Entretanto. estágio/especialização.• no país: Ø iniciação à pesquisa científica. doutorado e pós-doutorado). 8. científico regional. favorecendo. criada em março de 1965. desenvolvimento institucional. Ø formação e qualificação de pesquisadores (estágio/ especialização. essa agência passou a ser.1. a FINEP foi constituída. deixando de apoiar a pesquisa acadêmica para ser a “agência federal da inovação” tecnológica . como um fundo – o Fundo de Financiamento de Estudos e Projetos e Programas. inicialmente. a produção de novas tecnologias em empresas e outras instituições que investem em pesquisa e desenvolvimento.mestrado. recém-doutor. somente nos anos 90. Ø bolsas de estímulo à pesquisa e (produtividade em pesquisa. principalmente. um instrumento de incentivo ao desenvolvimento tecnológico empresarial. pesquisador de gestão pesquisador estrangeiro. Ø bolsas de desenvolvimento tecnológico empresarial. especialista visitante institucional e apoio técnico). Nesse período.

1. órgão vinculado ao MEC. a FINEP tem buscado articular diferentes instrumentos “na forma de concessão de bolsas. incentivos fiscais e crédito com participação nos resultados6”. bem como de apoio à apresentação de trabalhos de professores e pesquisadores doutores em eventos no exterior. aportes de capital de risco.gov. Apoio à inovação e à difusão tecnológica em arranjos produtivos locais.finep. Fomento à investigação por meio do apoio a eventos científicos. apoio à pesquisa. 8. Relatório de gestão 2001. As principais linhas de atuação dessa entidade são: A concessão de bolsas no país e no exterior. mantendo o maior programa de bolsas de mestrado e doutorado no país. 6 www. é responsável pela coordenação e implementação da política de pós-graduação.6 Outros organismos de apoio às atividades de C&T Vários organismos não vinculados diretamente ao MCT também integram o complexo nacional de C&T. a Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior’ (CAPES). Em nível federal.br. tecnológicos e culturais de curta duração no país promovidos por associações e sociedades científicas.Na promoção do desenvolvimento científico e tecnológico. e Apoio a instituições de pesquisa e a empresas de base tecnológica. as operações da FINEP são organizadas com base em 3 eixos operacionais: Fomento à inovação em grandes empresas e empresas líderes. Atualmente. financiamento em condições adequadas ao desenvolvimento tecnológico e inovativo. 231 .

a Petroquímica do Sul e a Sadia. A cooperação internacional. No âmbito federal.2 O fomento às atividades de C&T 8. institutos e centros de pesquisa e empresas privadas que desenvolvem atividades de pesquisa e desenvolvimento. as grandes universidades. Rio Grande do Sul. ainda. telecomunicações. agropecuária. fazem parte desse complexo de C&T.as Fundações de Amparo à Pesquisa . alguns deles associados à Associação Brasileira de Institutos de Pesquisa Tecnológicos (ABIPTI) ou à Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Industriais (ANPEI). energia. e as fundações universitárias a elas vinculadas. a de São Paulo. Da mesma forma. principalmente as federais.- Avaliação dos programas de pós-graduação. existem os centros de pesquisa das maiores empresas estatais – em aeronáutica e espaço. tais como. a Eletrobrás. saúde. dentre outros. tem-se.1 Instrumentos e mecanismos de apoio 232 . exploração de petróleo e petroquímica. Existem. a Embraer e a EMBRAPA. como a USIMINAS Tecnologia. o Instituto Mauá de 8. sobretudo nas áreas de saúde e agricultura Por fim. dentre outros. a Petrobrás. Em nível estadual. existem as Secretarias de Ciência e Tecnologia em vários estados brasileiros e agências fomentadoras em 15 deles .2. no âmbito do setor privado. os conselhos e instituições tecnológicas atuando em vários estados. que concentram volume considerável de grupos de pesquisa e laboratórios. - A execução do PADCT. Minas Gerais e Rio de Janeiro.sendo as mais expressivas. residência médica e administração.

Fluxo contínuo (o chamado atendimento de balcão.2. Exemplo: FNDCT. originários do investimento de empresas privadas. PADCT e os Fundos Setoriais. A grande expansão do complexo de ciência e tecnologia brasileiro ocorreu na década de 1970. bolsas produtividade para o pesquisador além das bolsas de formação pós-graduação (mestrado e doutorado) e pósdoutorado. Recursos privados.2 Origem dos recursos Os recursos financeiros que dão suporte às atividades de C&T provêm das seguintes fontes: Orçamentários. apoio técnico. Cronograma com calendário afixado pelas agências para apresentação de projetos. com entrada contínua de pedidos de apoio) 8. Os mecanismos e procedimentos da execução do fomento dividem-se em: Editais (publicação dos regulamentos da participação no diário oficial). Recursos oriundos de Fundos provenientes de recursos orçamentários. Recursos financeiros de apoio a projetos de pesquisa. coordenados pelas agências de fomento. originários do Tesouro Nacional. mas principalmente de recursos extraordinários.Os instrumentos são: Bolsas de apoio às atividades de pesquisa d istinguindo-se em: iniciação científica.O apoio ao desenvolvimento das atividades de C&T e de formação de recursos humanos dá-se mediante um conjunto de instrumentos e de mecanismos. quando as políticas para esse setor surgiram mais explicitamente 233 . que compõem os orçamentos ordinários das agências.

cuja principal diretriz era a política de autosuficiência industrial mediante a construção de um parque científico e tecnológico avançado7. O FNDCT foi praticamente a única fonte de financiamento à ciência e tecnologia no Brasil. além de recursos de diferentes fontes (art. a vinculação entre essas duas políticas. foi substituído pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia (FNDCT). assim. mais tarde. A criação de uma estrutura de financiamento própria para a ciência e tecnologia. tendo contribuído sobremaneira. De forma que a “auto-suficiência nacional” em termos tecnológicos só foi realmente incentivada. O modelo aos de desenvolvimento integrava-se. de 31. com investimentos do BNDES. 2º. empréstimos de instituições financeiras e outras entidades. que passou a fazer parte do orçamento federal. como também. do Decreto -Lei nº 719. Além dos recursos orçamentários do Tesouro. 1993). nesse período em setores específicos como a microeletrônica. Contudo. para a institucionalização da pesquisa científica e tecnológica. A responsabilidade pela gestão de tais recursos coube à FINEP. dá-se inicialmente com a criação do Fundo Nacional de Tecnologia (FND). as atividades de C&T viveram um momento de crise face às instabilidades orçamentárias par o setor.69). planos estratégicos econômicos do governo. somente a partir da década de 1970 são criados os principais instrumentos e programas que instalaram e consolidaram uma base científica e tecnológica no país. 234 . à crescente a burocratização que caracterizou o funcionamento das mais importantes agências e 7 Alguns autores indicam contradições na articulação entre a política governamental do período e a política científica e tecnológica. compunham esse Fundo os recursos provenientes dos incentivos fiscais. Muito embora as principais agências de fomento tenham sido criadas na década de 1950 (como o CNPq e a CAPES). contribuições e doações de entidades públicas e privadas.como objeto da política científico desenvolvimentista e tecnológico do Estado. o qual. acrescidos alguns fatores como uma base fiscal em expansão e o apoio da comunidade científica. Entre os anos 1980 e 1990. constituíram-se em aspectos importantes na expansão do parque científico e tecnológico na década de 70 (Schwartzaman.07. nos anos 70. especialmente no campo da pós-graduação.

o referido Programa consolidou-se como um instrumento importante na garantia de um patamar necessário de investimentos no campo científico e tecnológico.órgãos de fomento. representando um investimento final de US$ 470 milhões de dólares. Em 1984. Tanto assim que. em 1998. o orçamento estimado gira em torno de US$ 300 milhões de dólares – metade deles financiada pelo BIRD e o restante pelo Tesouro do governo brasileiro. Com isso. Os PADCT I e II financiaram um total de 4. Divide-se. em 3 componentes: o de Ciência e Tecnologia/ CCT que atua no financiamento de projetos de P&D e de formação de recursos humanos. o de Desenvolvimento Tecnológico/CDT com a promoção do desenvolvimento tecnológico das empresas e o aumento dos investimentos privados em C&T e o de Suporte Setorial/CSS com a promoção e financiamento de atividades voltadas para a prestação de serviços (Reforma e Aperfeiçoamento do setor de suporte técnico e financiamento às ações relativas à tecnologia industrial básica -TIB). 1994). acompanhamento e avaliação dos projetos do programa. 235 . mediante realização de três acordos de empréstimo financeiro entre esse órgão e o governo brasileiro. gestão financeira.1). A cada um desses acordos firmados. a articulação entre os seus órgãos executores – CNPq. CAPES e FINEP – agências responsáveis pela contratação. corresponde uma fase específica do programa (Quadro 8. o papel de agente financiador do FNDCT ficou bastante reduzido. hoje. foi criado o 1º Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (PADCT) como um meio de ampliar o apoio financeiro à pesquisa e de “racionalizar o sistema de financiamento” (Guimarães. resultantes da renovação do programa. Quanto aos recursos do PADCT III. Os recursos do PADCT são co-financiados pelo Banco Mundial/BIRD. Inicialmente planejado como uma fonte complementar de recursos à investigação em C&T. além da ausência de uma política mais específica para esse campo.500 projetos. representa uma das principais fontes de recursos ao fomento nessa área. hoje. O PADCT III é coordenado pela Secretaria de Coordenação e Gerenciamento/ SGC do MCT que tem entre outras atribuições.

de receitas fiscais adicionais resultantes de processos de concessões em determinados setores.8.2. Hoje. CT-INFRA – Fundo de Infra-estrutura. mais do que nunca. 236 . Existem. inclusive com novas fontes de recursos. e são orientados por diretrizes e planos anuais de investimentos definidos pelos Comitês Gestores. operado pela FINEP. 14 Fundos Setoriais: CT-PETRO – Fundo de Petróleo e Gás Natural. da contribuição de empresas privadas face ao imposto de renda sobre royalites e de licenças. para promover o desenvolvimento científico e tecnológico. sendo oriundos de contribuições incidentes sobre o faturamento de empresas e/ou sobre o resultado da exploração de recursos naturais pertencentes à União. autorizações e parcelas das receitas das empresas beneficiadas com incentivos fiscais. basicamente. Visam a ampliar e fortalecer dois grandes esforços: incentivar o desenvolvimento tecnológico empresarial (um dos pontos centrais da agenda de CT &I) e oferecer um novo padrão de financiamento adequado às necessidades de investimentos em CT &I. originária.3 Os Fundos Setoriais: um novo modelo de financiamento A atual política brasileira de desenvolvimento científico e tecnológico está alicerçada em um novo modelo de financiamento: os Fundos Setoriais. Os recursos dos fundos setoriais são alocados no FNDCT. Os Fundos Setoriais surgiram no âmbito do processo de privatização e desregulamentação das atividades de infra-estrutura no país. que não as dependentes do Tesouro Nacional. criados com o objetivo de contribuir para a formação de uma política nacional de C&T de longo prazo. CT-ENERG – Fundo de Energia. existe a consciência da necessidade de haver novas fontes de financiamento. assim como. hoje. Os Fundos Setoriais passam a compor uma nova fonte de recursos no campo da C&T.

CT-INFO – Fundo de Tecnologia da Informação. com recursos estáveis. agora. o FNDCT passa novamente a assumir uma importância como agente financiador no sistema de C&T.exerce a função de agente técnicooperacional e financeiro dos fundos. atualmente em funcionamento (com exceção do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações) passam a compor o antigo FNDCT.Saúde. à avaliação a nual e à 237 . Com os novos recursos provenientes dos fundos setoriais. VERDE-AMARELO – Interação Universidade Empresa. A Secretaria Executiva do FNDCT – FINEP . compostos por representantes do MCT. dos demais ministérios. Os quatorze fundos setoriais. não sujeitos a cortes orçamentários. CT-ESPACIAL – Fundo Espacial de Ciência e Tecnologia. CT-MINERAL – Fundo Setorial de Recursos Minerais. CT-TRANSPO – Fundo de Transportes. FUNTTEL – Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações.Agronegócio.- CT-HIDRO – Fundo de Recursos Hídricos. de agências reguladoras setoriais. CT-Biotecnologia. da comunidade científica e da iniciativa privada. cabendo-lhe as seguintes atribuições: subsidiar o Ministério da Ciência e Tecnologia na elaboração dos documentos relativos ao acompanhamento. A política de fomento dos Fundos é estabelecida pelos “comitês gestores integrados”. CT. contando. CT. CT.Aeronáutico.

recuperação e modernização da infra-estrutura das instituições públicas de ensino superior e pesquisa8 (por meio do CT-INFRA) e 30% desses nas regiões Norte. acompanhar e avaliar as operações contratadas com recursos do FNDCT. solicitar. que vierem a ser solicitadas pelos poderes competentes. 10. com a finalidade de analisar e opinar sobre projetos de amparo à pesquisa científica e ao desenvolvimento tecnológico.elaboração e atualização do Plano Plurianual de Investimentos.197. sempre que necessário. está prevista a aplicação de 20% dos recursos totais dos Fundos na implantação. em conformidade com o Manual Operativo. bem como prestar as informações. 8 O CT-Infra foi instituído pela Lei no. elaboração e divulgação dos editais de convocação de propostas. de 14/02/2001. seleção e contratação de consultores ad hoc.finep. aplicar os recursos do FNDCT. Para tanto. nos termos definidos pelo Manual Operativo. a serem submetidos ao Comitê. menos desenvolvidas no âmbito científico e tecnológico. também podem receber recursos desse Fundo.asp). divulgar dados sobre os fundos. sobre a aplicação dos recursos. coordenar os trabalhos de pré-qualificação das operações. Além das Instituições públicas de ensino superior e pesquisa. constituir comitês técnicos. apoio técnico de representantes das agências governamentais. Entre as diretrizes básicas dos Fundos Setoriais estão a desconcentração regional das atividades de C&T e uma maior integração entre os diversos atores do sistema. convocar os comitês técnicos.br/fundos_setoriais/ct_infra_publico_alvo. Nordeste e Centro-oeste. as organizações sociais que desenvolvam atividades de pesquisa científica e que tenham firmado contrato de gestão com o MCT ou com o MEC (www.gov. 238 . elaborar o Manual Operativo para apreciação dos Comitês Gestores e posterior aprovação pelo Ministro de Ciência e Tecnologia.

7%). R$ 314.Segundo informações divulgadas pelo governo brasileiro. essa nova fonte deverá gerar um acréscimo anual de R$ 1 bilhão de reais ao orçamento federal de fomento à ciência e tecnologia. tendo sido o responsável por mais de 60% dos investimentos na área. O MCT recebeu a maior parte dos recursos em 1999 (47. aplicou R$ 2. Indústria e Comércio Exterior (3. Desenvolvimento.87%. na última década. o percentual de investimentos em C&T.8%). são. apresentando aumento significativo entre os anos de 1992 a 1996 e um decréscimo no período de 1997 a 1999. correspondia a cerca de 1. Saúde (2. os dispêndios realizados pelo governo federal sofreram grandes oscilações.br/Relatório de Gestão/2001).2%) e outros (3. Dados atuais mostram . distribuído entre os Ministérios da Educação (20. portanto. sempre recebeu maior quantidade de recursos.7%). verifica-se que.35% do PIB. Meio Ambiente (2. Tais investimentos demonstraram sinais de recuperação.3 milhões foram executados e. que. seja diretamente ou via empresas e instituições a eles vinculados.8%). ao longo do período considerado. o restante. em relação ao PIB.9%). composto basicamente por recursos oriundos dos Fundos.finep. ainda muito pequenos se comparados aos dos países que mais investem na área e cujos dispêndios giram em torno de 2% a 3% do seu respectivo produto interno bruto.9%) (Gráfico 8.2.7 bilhões.gov. sendo. liberados para a realização de convênios (www. Relativamente aos investimentos por modalidade de atividades de C&T. a 0. no Brasil. uma modalidade que. em 2001.1). no ano de 1999. Tais recursos são alocados entre os ministérios que investem em C&T. e o investimento em P&D. apenas R$ 334.4 Investimentos em Ciência e Tecnologia Em 1999. da Agricultura (18. voltando a crescer nos anos seguintes (2000-2001) em decorrência da criação dos Fundos Setoriais. nota-se uma priorização dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. contudo. do orçamento do FNDCT de R$ 725 milhões. desses. 8.1 milhões. 239 .1. A maior parte dos recursos destinados à promoção de atividades de C&T provêm do governo federal que. Nos dados da Tabela 8. Os gastos em C&T.

095. Extração especial realizada pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).775.546.2 2.355.472.1 1.5 65.003.855.6 2.390.7 58.806.662.6 1.Ministério da Ciência e Tecnologia.157.167.5 34.0 57.8 Pesquisas e Desenvolvimento (P&D) Valor % 1.159. por modalidade (Brasil: 1991-2001) Valores expressos em R$ 1.559.965.231.Gráfico 8.034.000 de 1999 Ano 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 Valor Total 2.3 2.062.245.356.709.363.6 2.5 39.0 1.447.6 50.2 1.088.1 1.600.3 41.586.6 2.4 1.753.790.987.977.149.555. Tabela 8.071.6 - Atividades Científicas e Técnicas Correlatas (ACTC) Valor % 1.210.0 49.025.686.219.304.1 2.3 56.743.5 1.075.0 42.1 MCT: Recursos do Governo Federal aplicados em Ciência e Tecnologia (C&T).313.219.325.3 3.022.8 1.2 52.293.4 33.337.9 2.355. 2001.668.013.0 3. segundo Ministérios (Brasil: 1999) Saúde 3% Indústria e Comércio 4% Agricultura 19% Meio Ambiente 2% Outros 4% Ciência e Tecnologia 47% Educação 21% Fonte: MCT/Livro Verde.944.694.3 1.585.627.7 930.213.0 1.8 38.333.4 - Fonte: Sistema de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).1 MCT: Recursos do Governo Federal Aplicados em Ciência e Tecnologia (C&T).213. 240 .0 1.7 3.7 3.8 47.2 61.035.6 66.7 44.5 60.7 1.9 3. Elaboração: Coordenação de Estatísticas e Indicadores .6 1.

Ministério da Ciência e Tecnologia. levou-se em conta a execução mensal dos recursos orçamentários. atualizados pelo Índice Geral de Preços . é o principal canal de investimento. O Ministério da Ciência e da Tecnologia. (1) Valores a preços correntes de 2000. Notas: Valores monetários expressos em R$ 1. Gráfico 8. Valores Correntes. Para a atualização monetária. no país. Brasil/1991-2001 Fonte: Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).2 Recursos do Governo Federal aplicados em Ciência e Tecnologia (C&T) pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. da incorporação de instituições anteriormente subordinadas a outros ministérios. a preços de 1999.000.Notas: valores atualizados pelo IGP . 1) Informações obtidas no Balanço Geral da União de 2000. cujos valores foram atualizados mensalmente para preços médios de 1999 e acumulados anualmente. foram incorporadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia instituições anteriormente subordinadas ao Ministério Extraordinário de Programas Especiais. 2) Informações obtidas na Lei Orçamentária para 2001. foram acumulados anualmente para compor esses indicadores. A partir de 2000. de outra. o MCT investiu. Valores correntes. de recursos provenientes dos fundos setoriais e. Extração especial realizada pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). absorvendo a maior parte dos recursos do governo federal destinados ao setor. aproximadamente. da inclusão no orçamento. levou-se em conta a execução mensal dos recursos orçamentários. (2) Informações obtidas na Lei Orçamentária para 2001. Entre os anos de 1991 e 1998.000 de 1999. como órgão coordenador do complexo de atividades de C&T. observa-se um aumento considerável no nível de investimento decorrente em grande parte. cujos valores. tendo em vista que. a partir daquele ano.Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 241 . Elaboração: Coordenação de Estatísticas e Indicadores . Valores correntes. um bilhão de reais ao ano em ciência e tecnologia.DI da Fundação Getúlio Vargas. Para a atualização monetária. As informações para 1999 e anos posteriores não são estritamente comparáveis com as demais.

2). Em 2001.8% em relação ao ano anterior (Tabela 8. apresentando um aumento de 8. Em 2001.3%. que vêm decrescendo desde o ano de 1994. resultante da queda no volume total dos recursos aplicados pela agência. ligada ao MEC.3% dos gastos do CNPq . Por outro lado. os recursos destinados às atividade de fomento vêm crescendo nos últimos dois anos (2000 e 2001): dos recursos aplicados em bolsas e fomento. para 29. Tal aumento decorre. 70. em 2001. e a CAPES.7%. em 2000. Desde 1995. passando de um total de R$ 846.Entre as principais agências de fomento à pesquisa e formação de recursos humanos estão o CNPq e a FINEP.7 milhões. esse volume voltou a crescer. O desembolso com bolsas de estudo e pesquisa continua sendo a principal fonte de aplicação e o mais importante meio de operacionalização das atividades do CNPq. nesse ano. 242 .nas duas linhas básicas de atuação. a participação deste último elevou-se de 11. foram destinados aos dispêndios com bolsas. em 1999. observa-se uma nítida redução no financiamento desse item. ligados ao MCT. para R$ 545.4 milhões. especialmente de dois fatores: o aporte de recursos oriundos dos fundos setoriais e a execução de novos programas. como o Pronex e os Institutos do Milênio.

3 87.2 90.5 90.3 Fomento à Pesquisa (2) R$ Part % 93.d. através das Solicitações de Liberação de Recursos – SLR’s.d.d.6 78.d.d. As concessões operacionalizadas pelo sistema de fluxo contínuo foram consideradas no fomento à pesqui a. 79.342 806. n.9 88.208 Part % 58.470 54.395 95.5 9.792 176. n.939 78.637 37.603 649.d.d. os quais passaram de.d.894 n.367 62.281 432. n.3 20. n.3 n. (2) Recursos pagos no exercício (mesmo que empenhados em exercício anteriores).097 21.d.Tabela 8.629 383.747 46.7 12.516 167.3 10.d.652 48.865 541.774 720.632 273. (1) Recursos relativos às folhas de pagamento de janeiro a dezembro (mês de competência) de cada ano.3 n.7 79.8 Fonte: CNPq/DAD/AEI. para cerca de R$ 516 milhões. n.3 70.0 -1.d.8 8. 79.413 593. s (*) 1990-00: valores corrigidos para preços médios de 2001 pelo IGP-DI. 2001: valores correntes. n. n.2 8. n.252 472. n.487 553.d.5 70. 90.d.622 417. aproximadamente.7 n.2 82.4 7. n.7 82. em 1995.2 CNPq: Investimentos realizados em bolsas e no fomento à pesquisa – 1990/2001 (* em R$ m0il de 2001) Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001(3) Bolsas no País (1) R$ 252.d.929 433.580 386.6 -20.(dados primários obtidos do Sistema Gerencial de Fomento – SIGEF) (D\Relat_At\Totba_94-01) Notas: A partir de 1997 estão computados os recursos referentes a convênios e apoios institucionais. mais de 80% foram destinados à formação de recursos humanos mediante o programa de bolsas de estudos (Gráfico 8.959 128.1 6.4).237 806.6 Bolsas no Exterior (1) Part % R$ 86.312 Part % 0.d.1 11. R$ 418 milhões. 2. 11.d.696 112.8 9.d.740 871.9 -7.739 65.3 n.568 85. n.d.560 662. n.007 20.d.399 64. Inclui recursos dos fundos setoriais em 2000 e 2001.816 377.d. n.805 40. O restante dos recursos foi aplicado no fomento às atividades dos programas de pós -graduação.227 503.7 29.298 728. n. Desses recursos.978 545.d.4 9.6 92.4 63.3 6. 9.414 265.293 344.9 6. n.474 n.1 80.215 Part % 78. 846.605 56.334 595.1 -7.d.515 434.7 Subtotal R$ 339.998 745. 243 .4 -7.7 Total R$ 433.856 603. em 2002.096 96. Fonte Tesouro da União.9 84.120 491.5 8.480 670. (3) Dados preliminares O histórico da evolução dos dispêndios realizados pela CAPES (1995 a 2002) revela um crescimento dos investimentos.1 n.577 767.948 113.

gov.Gráfico 8.br 86% 87% 86% 91% 85% 90% 78% 86% 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002* 244 .1995-2002* (em R$ milhões correntes) 100 90 80 Porcentagem 70 60 50 40 30 20 10 0 1995 Fonte: www.capes.1995-2002* (em R$ milhões correntes) 600 516 514 500 418 410 475 436 451 451 479 479 445 431 459 452 478 400 R$ milhões 300 200 100 0 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 Dotação Fonte: www.capes.3 CAPES: Dotação Orçamentária e Despesa Realizada .br Despesa Gráfico 8.gov.4 CAPES: Investimentos realizados em Bolsas .

682 867. Elaboração: Coordenação de Estatísticas e Indicadores .036.392 425.674 24.700 41. também promovem. As Fundações de Amparo à Pesquisa de âmbito regiona (FAP’S) apóiam.031 80. a realização de eventos científicos e tecnológicos.472 1.479 1. projetos de pesquisa.153 1. ainda.106.909 12.513 32.527 93.643 97. Além disso.037 24.015 99.749 971.102 30.IGP–DI .068 1.939 483. respondeu por 73.444 131.055 632.818 77.197 222.765 582.302 3. financeiramente.069 50.088 239.838 793. a capacitação de recursos humanos.466 9.640 3.Outra fonte de financiamento às atividades de C&T são os recursos provenientes dos governos estaduais.401 759.404 255. Brasil/1990-2000 Grandes Regiões e Unidades da Federação Total Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000(1) 663.545 127. em 2000.694 Fonte: Balanços Gerais dos Estados e levantamentos realizados pelas Secretarias Estaduais de Ciência e Tecnologia ou instituições afins.000 de 1999. no setor. sendo o estado de São Paulo.470 886.780 37.826 1.909 631. cujos investimentos. ensino e extensão apresentados por pesquisadores das universidades e centros de pesquisa pertencentes aos respectivos estados.007.209. tem-se.238 776.Disponibilidade Interna .187 69.903 40.(médias anuais) da Fundação Getúlio Vargas (FGV).3% do total aplicado.864 15.220 10. o responsável pela maior parte dos recursos.807 139. atualizados pelo Índice Geral de Preços .3 Recursos dos Governos Estaduais aplicados em Ciência e Tecnologia (C&T). uma expressiva oscilação nos dispêndios realizados no desenvolvimento de atividades científicas e tecnológicas. com freqüentes decréscimos e elevações no período analisado (Tabela 8.572 78. Notas: Valores monetários expressos em R$ 1.106 68.589 832.730 106. têm girado em torno de 1 bilhão de reais desde 1996.332 158. l financeiramente.663 832.125.554 33.391 741.203. A distribuição desses recursos por região. que sozinha . Tabela 8.863 45.413 23. a 245 .840 1.432 115.921 160.895 6.161 28.926 152. (1) Em 2000 dados preliminares.006 70.057 119.599 85.522 8. Além da distribuição fortemente desigual dos investimentos.414 231.Ministério da Ciência e Tecnologia.129 2. revela uma disparidade nos investimentos: a maior parte provém da região Sudeste.576 784.3). pelas regiões.

além das IES. instituições privadas de pesquisa.4).5 75.134 5613* 267 3.863* 395 3.1 3. O mesmo ocorre com a categoria “universidades privadas”.252 6.8 3.448* 168 2.400 7.946 4. 11.1 100 15. (2000). CPqD. Inpe.8 1998 US$ 214.0 7. bem como projetos de desenvolvimento institucional.000 de 1998 Setor de execução Setor Público Institutos Pesquisa Federais Institutos Pesquisa Estaduais Universidades Federais Universidades Estaduais Outras Instituições Públicas Setor Privado Universidades Privadas Outras Inst.6 100 16.7 5.8 1.2 9.1 1. Apresenta-se.252 222.5 8.6 82.394 121 18. IPT. institutos de pesquisa federais.637 239.363* 175. USP.467 % 86.845 9.realização de trabalhos científicos. CNPq.1 100 14.713 9.7 0. UFSCar.8 11.5 4. FAPESP (1995. 13. ITI.559 23.437 .1 3.5 8. No período de 1995 a 1998.9 2.241 .583 1. Unicamp. MCT (1997 e 1998) Salles-Filho et al. FINEP.541* 196. Unesp. da FAPESP. 1997 e 1998a. 15. Fonte: Ipen.0 0. Tabela 8.1 . que concentram grande número de pesquisadores e grupos de pesquisas (ver Tabela 8. a categoria “universidades federais” engloba. 246 .689 % 96. (1) Trata-se de recursos captados pelas empresas no setor público.185* 178. a FAP mais atuante no Brasil. 6. a FAPESP realizou um investimento médio de U$ 219 milhões em instituições.7 100 13.641 % 94.721 % 96. s/ fins lucrativos Empresas (1) Pessoas físicas Outros(2) Total % s/ Total 1995 US$ 230.5 71.2 1.1 1997 US$ 219. 5.125 15.4 0.1 . por fonte de recursos e perfil institucional dos usuários (1995-1998) em US$ 1.773 26.1 5. universidades e empresas que desenvolvem pesquisa.4 FAPESP: Dispêndio e execução da pesquisa no estado de São Paulo. (2) No caso do CNPq corresponde a bolsas no exterior e.7 0. a seguir. que engloba. Não incluem incentivos fiscais nem recursos próprios das empresas em P&D ou P&D&E.2 .2 0.9 6.247 23.1 1. a recursos liberados e não alocados. científico e tecnológico das instituições públicas.0 1996 US$ 213.167 13.9 2.6 82. b).590 .869 246.505 326 13. 1996.9 0. culturais e artísticos.2 1. Embrapa. Elaboração: equipe de pesquisa (Geopi/Unicamp). a maior parte dos recursos da agência foi destinada às universidades estaduais paulistas. Mello (2000).920* 439 3. Nesse período. além das IES. na verdade.5 0. Não existem dados agregados relativos ao volume de recursos aplicados por todas as FAP’S. CAPES (2000). 5.183 20.637* 176.473 9.3 * Para a FAPESP. dados referentes à evolução dos dispêndios realizados pela FAPESP.559 232. Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

Em 1998. o número de bolsas concedido. assim. n. Japão e Irlanda. conforme Tabela 8. percentual de gastos que coloca o país à frente de países como o México e Portugal. destacando-se. 2000). Main Science and Technology Indicators. mas distante de países como a Coréia.3 A pesquisa científica e tecnológica no Brasil Não obstante o ainda reduzido investimento brasileiro em Ciência e Tecnologia (0. se comparado com o de países como a Coréia (3. cujos investimentos no setor situaram-se em torno de 70% nesse mesmo ano (OECD. as empresas privadas brasileiras responderam por 35.9% do PIB). Mesmo já tendo sido apresentados no item 2. crescimento do sistema de Pós-Graduação. cabe assinalar. Quanto maior for essa participação maior será o esforço do país em ampliar sua capacidade inovadora. com referência aos indicadores de crescimento do sistema e do desempenho da Pós-Graduação. por esse sistema. 8. que o aumento da nossa capacidade de inovação tecnológica dependerá largamente do crescimento significativo dos investimentos em ciência e tecnologia por parte das empresas brasileiras. crescimento das atividades de pesquisa indicado pelos dados do Diretório dos Grupos de Pesquisa CNPq.5: 247 .6 deste informe. nosso país vem apresentando um crescimento significativo em todos os indicadores de desempenho nessa área. Considerando-se essa relação verifica-se.0%). principalmente: aumento da qualificação de recursos humanos via titulação de mestres e doutores e do inédito programa de apoio à iniciação científica. a título de ilustração.7% dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento.1. Um dos indicadores da capacidade de inovação tecnológica de um país é o nível de participação do setor privado nos dispêndios nacionais de ciência e tecnologia. a evolução da produção científica.

no âmbito dos Projetos Integrados de Pesquisa” (Relatório Institucional do CNPq/2001).cnpq. o programa estimulou o envolvimento de novos pesquisadores na atividade de formação.158 CAPES 761 309 129 CNPq 5.152 376 233 CAPES 11.251 14. o PIBIC tem contribuído para a diminuição das disparidades regionais na alocação de bolsas de iniciação científica”9.483 1. Este programa é desenvolvido pelo CNPq. As bolsas são concedidas a cada estudante como incentivo à participação nas pesquisas.572 5.5 Número de Bolsas de formação e de pesquisa concedidas no país e no exterior.190.2 ano para o ingresso no mestrado. após a conclusão da graduação. contra 6.br 248 . O programa tem alcançado alguns dos objetivos propostos como mostram alguns indicadores destacados no relatório institucional do CNPq/2001: “os ex-bolsistas do PIBIC demoram 1.679 8.Tabela 8.483 1.367 Total 1.2000 Bolsas concedidas no país Mestrado Doutorado Iniciação Científica Iniciação Tecnológica Industrial Bolsas concedidas no exterior Doutorado Doutorado Sanduíche Pós-Doutorado Fonte: MCT/Livro Verde/2001 Total 17. O PIBIC concedeu um total de 15.8 anos daqueles que não tiveram nenhum tipo de bolsa.367 CNPq 391 67 104 É de grande relevância o desenvolvimento do programa que busca iniciar estudantes de graduação na investigação científica e contribuir para a institucionalização da pesquisa nas universidades brasileiras.858 18. 61% dos bolsistas do PIBIC publicaram como autor ou co-autor.573 bolsas em 2001 e o IC 3.016 18. 75% dos egressos do PIBIC que ingressam no mestrado são selecionados para receber bolsa CNPq ou CAPES. por agências federais e modalidades . 9 http://www. de duas formas: “por meio de quotas institucionais pelo Programa de Iniciação Científica (PIBIC) e mediante a concessão direta ao pesquisador (IC).

8.3.1 O Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq

Outro indicativo do crescimento da pesquisa científica e tecnológica no Brasil é o aumento expressivo do número de pesquisadores e grupos de pesquisa verificado a partir dos dados disponibilizados pelo Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq (DGPB). O DGPB fornece informações atualizadas e sistematizadas sobre as atividades de investigação científica desenvolvida por grupos de pesquisa localizados em, aproximadamente, 268 instituições em todo o país. Implementada pelo CNPq em conjunto com o MCT, a primeira versão dessa base de dados foi definida em 1993. Atualmente, ela vem se aprimorando e já está em sua 5ª versão, a qual abrange dados referentes ao período de 1998 a 2001. O conteúdo que integra essa base de dados (grupos de pesquisa, linhas de pesquisa em atuação, recursos humanos envolvidos, áreas do conhecimento, dentre outras informações) tem, como unidade de análise, os grupos de pesquisa atuantes no país, nas instituições pesquisadas. Denomina-se, como grupo de pesquisa, “o conjunto de indivíduos organizados hierarquicamente, onde o fundamento organizador dessa hierarquia é a experiência, o destaque e a liderança no terreno científico e tecnológico; em que há envolvimento profissional e permanente com atividades de pesquisa; no qual o trabalho se organiza em torno de linhas comuns de pesquisa; e que em algum grau compartilha instalações e equipamentos” (www.cnpq.br, diretório dos grupos de pesquisa/2002 versão 5.0). Os dados sobre os grupos de pesquisa podem ser acessados por meio do endereço eletrônico: www.cnpq.br. Uma característica marcante na investigação científica e tecnológica atual, em nosso país, é a de sua produção, anteriormente exercida principalmente por pesquisadores isolados, passar a se organizar fundamentalmente sob a forma de grupos de pesquisa e redes acadêmicas. Essas novas formas de produção associativas resultam, em sua maioria, de cooperações institucionais e integram equipes multidisciplinares, cuja produção científica é resultado de um esforço

249

coletivo e da soma de experiências e conhecimentos dos seus componentes (Dal Pai Franco, 2001; Neves, 1998). A análise dos dados disponíveis no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq fornece-nos uma idéia da magnitude dessa nova tendência de organização. Entre 1982 e 2002, há um crescimento significativo do número de grupos de pesquisa (G.P.), principalmente a partir de 1990: de 939 grupos, em 1982, conta-se, hoje, com 15.158 (Gráfico 8.5).

Gráfico 8.5 Distribuição dos grupos de pesquisa, em 2002, segundo o ano de criação

Fonte: Diretório dos Grupos de Pesquisa no CNPq/versão 5.0/2002

O diretório do CNPq identificou, para o ano de 2002, em 268 instituições, 15.158 grupos envolvendo um total de 56.891 pesquisadores, dos quais 33.947 (60%) são doutores. Comparativamente ao ano de 1993, pode-se dizer que o sistema de pesquisa expandiu-se bastante, já que, em apenas nove anos, houve um crescimento significativo no número de grupos (244%), pesquisadores (164%), doutores (209%) e instituições (171%).

250

Tabela 8.6 Distribuição de grupos de pesquisa, linhas, pesquisadores, pesquisadores doutores e instituições partícipes por versões do DGPB
DGPB Versão 5.0 (2002) Versão 4.1 (2000) Versão 3.0 (1997) Versão 2.0 (1995) Versão 1.0 (1993) Grupos 15.158 11.760 8.544 7.271 4.402 Pesquisadores 56.891 48.500 35.090 33.273 21.541 Doutores 33.947 27.662 18.724 14.308 10.994 Instituições 268 224 181 158 99

Fonte: Home page: http://www.cnpq.br, dados do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasi, todas as versões. CNPq/SUP. Coletado outubro/2002. Nota: parcela significativa da tendência de crescimento observada decorre do aumento do número de instituições incluídas no levantamento e da taxa de cobertura do levantamento no âmbito das instituições.

A análise da distribuição geográfica dos grupos revela a permanência da disparidade regional: a maioria dos grupos (52%) concentra-se na região Sudeste, sendo 29% só na cidade de São Paulo. Para se ter uma idéia dessa concentração, basta observar que as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, juntas, são responsáveis por apenas 24% dos grupos, percentual igual ao da região Sul. Entretanto, comparativamente a 1993, observa-se uma tendência à desconcentração regional, com um decréscimo percentual dos grupos na região Sudeste e aumento desses nas demais regiões (Gráfico 8.6). A concentração dos grupos acompanha a concentração dos recursos humanos em pesquisa. A Tabela 8.7 configura as desigualdades regionais considerando-se a proporção de pesquisadores por nível de formação. Novamente, tem-se uma concentração na região Sudeste, onde encontram-se 49% dos pesquisadores brasileiros, nos diversos níveis de formação: nela estão 56% dos doutores, 34% dos mestres e 42% dos especialistas e graduados.

251

Gráfico 8.6 Distribuição percentual dos grupos de pesquisa por região - 1993 e 2002 80 70 60 50 40 30 20 10 0
Sudeste Sul Nordeste CentroOeste Norte

1993

2002

Fonte: Diretório dos Grupos de Pesquisa no CNPq/versão 5.0/2002

Um aspecto importante, revelado na análise de outros dados divulgados pelo Diretório dos Grupos de Pesquisa é que não obstante tais disparidades observadas nas regiões em todas elas há um maior percentual de pesquisadores doutores. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste este percentual chega a representar mais de 60% dos pesquisadores existentes. Dessas tendências de concentração dos grupos e seus pesquisadores decorrem outras desigualdades regionais tais como a concentração de recursos financeiros e de formação de recursos humanos, a concentração de cursos de pósgraduação, bem como a maior representação da região Sudeste nos conselhos técnico-científicos (Dinis e Guerra, 2000).

252

Tabela 8.7 Distribuição dos pesquisadores por titulação segundo as regiões - 2002
Região Sudeste % Sul % Nordeste % Centro-oeste % Norte % Brasil %
1.376 não informaram a formação Fonte: Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq/2002/versão 5.0

Pesquisadores 28.935 48,8 14.225 24,0 9.547 16,1 3.948 6,7 2.591 4,4 59.249 100

Doutores 20.266 56,3 7.110 19,7 5.103 14,2 2.390 6,6 1.142 3,2 36.011 100

Mestres 5.346 34,5 4.940 31,8 3.160 20,4 1.092 7,0 976 6,3 15.514 100

Especialistas 2.672 42,1 1.845 29,1 1.077 16,9 376 5,9 378 6,0 6.348 100

A pesquisa científica e tecnológica, no Brasil, tem se desenvolvido, basicamente, em universidades: cerca de 70% dos grupos desenvolvem atividades de pesquisa em universidades, quase todas públicas. Os dados revelam, ainda, que apenas 10 instituições concentram 36% dos grupos de pesquisa e, dessas, só a Universidade de São Paulo é responsável por 9% deles. Essa concentração institucional apresenta-se bem menos acentuada em relação a anos anteriores quando apenas 8 instituições eram responsáveis por 50% dos grupos (Ciência Hoje, 1995).

253

Tabela 8.8 Distribuição dos grupos de pesquisa nas 21 instituições com maior número de grupos, 2002*
Instituição USP UFRJ UNICAMP UNESP UFRGS UFMG UFSC UFPE UFPB UNB UFPR UFF EMBRAPA UFBA PUCRS FIOCRUZ UFSM UFSCAR UERJ UEM UFV Total(2) Grupos 1350 750 614 593 489 445 350 334 265 259 246 236 234 225 210 202 202 200 198 196 190 7.788 % Grupos 8,9 5,0 4,1 3,9 3,2 2,9 2,3 2,2 1,8 1,7 1,6 1,6 1,5 1,5 1,4 1,3 1,3 1,3 1,3 1,3 1,3 51,4 Pesquisadores(1) 5.085 2.312 2.263 2.440 2.021 1.743 1.553 1.349 1.109 1.191 1.011 888 1.757 1.060 709 973 735 723 1.063 781 711 31.477 Doutores 4.173 1.854 1.969 1.954 1.421 1.343 1.057 978 745 940 732 638 1.169 630 404 613 437 624 768 532 568 23.549

Fonte: Diretório dos grupos de pesquisa do CNPq/2002/versão 5.0 *Foram relacionadas apenas as instituições com pelo menos 150 doutores cadastrados. (1)Não há dupla contagem de pesquisadores e de doutores no âmbito de cada instituição. (2)Total obtido por soma (há dupla contagem de pesquisadores e de doutores, tendo em vista que o pesquisador que participa de grupos localizados em mais de uma instituição foi contado uma vez em cada instituição).

O diretório do CNPq classifica, ainda, os G.P. em 8 Grandes Áreas, 76 Áreas e 334 subáreas do conhecimento. As grandes áreas são: Ciências da Natureza (Engenharias e Ciências da Computação; e Ciências Exatas e da Terra); Ciências da Vida (Ciências da Saúde, Ciências Biológicas e Ciências Agrárias) e Humanidades (Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas e Lingüística, Letras e Artes)
254

as 10 áreas com maior número de G. psicologia e odontologia.De acordo com essa classificação. possuem o maior percentual de G. física. educação. área com grande tradição no desenvolvimento de pesquisas. Gráfico 8.9)..com 42% (Ciências da Saúde com 17%. ciências da computação.7 Distribuição dos grupos de pesquisa segundo as grandes áreas do conhecimento 2002 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 Engenharias e C. por Grande Área do Conhecimento: as Ciências da Vida. Letras e Artes Fonte: Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq/2002/versão5.% e Ciências Agrárias 11%).% e Lingüística. tem-se a seguinte distribuição dos grupos. em seguida vêm as Humanidades. agronomia. geociências.P. Essas áreas são responsáveis por 38% dos grupos hoje existentes (Tabela 8. são: medicina. química. Ciências Sociais Aplicadas 9. saúde coletiva.0 255 . Ciências Biológicas 14. Letras e Artes 5%) e as Ciências da Natureza com 28% (Engenharia e Ciências da Computação com 15% e as Ciências Exatas e da Terra com 13%).P. com 30% (Ciências Humanas com 16%. Quanto às Áreas do Conhecimento. da computação Ciências da Saúde Ciências Agrárias Ciências Sociais Aplicadas Ciências Exatas e da Terra Ciências Biológicas Ciências Humanas Lingüística.

9 4.5 27.3 30.0 16.1 5.8 Distribuição dos grandes grupos de pesquisa segundo as grandes áreas do conhecimento .2002 Áreas do conhecimento Medicina Educação Química Agronomia Física Ciência da Computação Geociências Psicologia Saúde Coletiva Odontologia Total Grupos de Pesquisa 925 899 685 666 538 425 404 397 388 375 5702 % 6.5 4.1 12.6 2.8 2.6 2.7 % acumulado 6.9 Distribuição dos grupos de pesquisa nas 10 áreas do conhecimento com maior número de grupos .7 2.2 37.5 20.9 24.6 2.7 - Fonte: Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq/2002/versão 5.6 35.4 3.5 37.Tabela 8.0 32.0 Gráfico 8.2002 30% 28% 42% Ciências da Natureza Ciências da Vida Humanidades 256 .

Fonte: Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq/2002/versão 5.0

Gráfico 8.9 Percentual de pesquisadores doutores segundo as grandes áreas do conhecimento 1993 e 2002

90 80 70 60 50 40 30 20 10 0

Ciências Exatas e da Terra

Ciências Biológicas

Ciências Agrárias

Engenharias e Ciência da Computação

Lingüística, Letras e Artes

Ciências da Saúde

Ciências Humanas

Ciências Sociais Aplicadas

1993

2002

Fonte: Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq/2002/versão 5.0

Considerando a composição dos grupos em nível dos seus recursos humanos, nota-se que tem ocorrido um crescimento da proporção de doutores em relação ao total de pesquisadores, passando de 51%, em 1993, para 60%, em 2002. Esse fato é observado em todas as Grandes Áreas do Conhecimento, com exceção das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, que apresentaram redução na proporção de doutores pesquisadores. Essas Áreas são, também, as que contêm menor percentual de pesquisadores com essa titulação. Merecem destaque as Áreas de

257

Ciências Exatas, da Terra, Biológicas, Engenharias e Ciências da Computação, cujo percentual de pesquisadores doutores ultrapassa 60%.

8.3.2 A produção científica e tecnológica

A produção científica brasileira cresceu, segundo demonstram Guimarães e Gomes em trabalhos recentes (2001 e 2002), a um nível incomparável. Entre 1981 e 2000 ocorreu um crescimento significativo (5,0) confirmado pelas publicações científicas qualificadas, indexadas no Institut apenas 1,610 (Gráfico 8.10). Gráfico 8.10 Crescimento da Produção por Área Científica do Brasil e do Mundo: Período 1981-2000 for Scientific Information (ISI,

Philadélphia, USA), representando três vezes o crescimento mundial, que foi de

6 5 CRESCIMENTO 4 3 2 1 0 1981

1986

1991 ANO MUNDO BRASIL

1996

10

Os autores, nos trabalhos mencionados, apontam que na década de 1960 a produção científica brasileira média restringiase a 52 artigos científicos anuais, publicados em periódicos indexados na base de dados do ISI. Em 1970, esse total passou para apenas 68 artigos, representando 0,017% da produção mundial. No ano de 2000, a produção brasileira, catalogada na base de dados do ISI, atingiu 9.511 artigos completos, chegando a um total de 12.667, (se incluídas as outras publicações), significando um crescimento de 140 vezes das nossas publicações qualificadas. Isso corresponde a 60 vezes o crescimento 258

Com esse desempenho, no ano de 2000, o Brasil passou a contribuir com 1,33% do total mundial de trabalhos completos publicados em revistas indexadas no ISI, assumindo posição destacada no ranking da produção científica mundial (Guimarães e Gomes, 2002). O crescimento da produção científica e tecnológica fica evidenciado também a partir dos dados comparativos entre as versões do diretório dos G.P. do CNPq. Os dados atuais, fornecidos pela versão 5.0, indicam que houve um aumento expressivo em todos os tipos de produção bibliográfica. A publicação de artigos em periódicos nacionais e estrangeiros constitui a forma predominante dessa produção dos

cientistas integrantes dos G.P., equivalendo a 42% do total (Tabela 8.10). Merece destaque o crescimento das publicações em periódicos estrangeiros, que representou 49% da produção de artigos, praticamente equiparando-se, em termos percentuais, ao total de artigos publicados em periódicos nacionais. O segundo maior volume de produção bibliográfica abarcou a publicação de trabalhos em anais de eventos científicos, tecnológicos e artísticos, com um percentual de 31,0%. Registra-se, ainda, uma elevação no número de dissertações e teses (orientadas por pesquisadores dos G.P.), defendidas no triênio 1998 a 2001.

Tabela 8.10 Produção Científica dos grupos de pesquisa por versões do DGPB
Tipo de Produção Artigos Publicados Livros Capítulos de Livros Dissertações Teses Trabalhos publicados em anais de eventos Total Periódicos Nacionais Periódicos Estrangeiros Versão 2.0 20.629 14.772 2.049 4.793 8.561 2.735 ... 53.539 Versão 3.0 28.188 23.877 5.324 12.026 17.895 5.792 2.047 95.149 Versão 4.1 82.023 73.855 8.472 29.943 ... ... 125.396 319.689 Versão 5.0 110.164 107.586 11.167 45.692 66.476 19.960 162.471 523.516

da produção mundial, que foi de apenas 3,1 no período: essa última passou de um 1.164.595 publicações totais (dos quais 714.171 de artigos completos) no ano 2000.

total de

377.381, em 1970, para

259

Fonte: http://www.cnpq.br, dados do Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil, versões 2.0 (1995), 3.0 (1997) e 4.1 (2000) e 5.0 (2002). CNPq/SUP. Nota: produção dos pesquisadores (…) dado não informado.

O exame da distribuição da produção bibliográfica, por Grande Área do Conhecimento, revela uma variação entre elas, conforme o tipo de produção. As Áreas de Ciências Agrárias, seguidas das Áreas de Ciências da Saúde e das Humanas foram as responsáveis pela publicação do maior número de artigos em periódicos nacionais, com percentuais de 24%, 23% e 16%, respectivamente.

Relativamente à p ublicação de artigos em periódicos estrangeiros, o que se verifica é uma baixa produção da Grande Área das Humanidades (Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Lingüística, Letras e Artes) – ou seja, 4,8% do total; e uma maior produção das áreas de Ciências Exatas e da Terra (30,5%); e das Ciências Biológicas (25,5%). Por outro lado, as Ciências Humanas têm se destacado na produção de livros e capítulos de livros (em relação a esse tipo de produção, as Ciências da Saúde também publicaram um número expressivo), além de outras publicações bibliográficas (Tabela 8.11). Na produção de trabalhos em anais de eventos, as Áreas que mais se projetaram foram as Engenharias e as Ciências da Computação (35%); Ciências Agrárias (17%); e Ciências Exatas e da Terra (13%).

260

Tabela 8.11 Produção Bibliográfica segundo grande área predominante do grupo para pesquisadores – 1998-2001*
Artigos completos publicados em periódicos especializados Grande Área Total de Autores Circulação Nacional (1) 31280 14853 Trabalho Livros ou Capítulos s de Livros publicados Outras completo Publicaçõe s em Circulação Capítulos s Livros Internacional (2) anais de de Livros eventos 10633 29230 33543 12984 1710 872 6611 6271 13158 5673

Ciências Agrárias Ciências Biológicas Ciências Exatas e da Terra Ciências Humanas Ciências Sociais Aplicadas Ciências da Saúde Engenharia s e C. da Computaçã o Letras e Artes Total

7031 7709

7217

9246

34909

24452

830

3147

4995

8971

20888

3138

17842

3968

12084

18890

4539

10469

1460

14935

1959

4878

11874

9103

30964

19033

17361

1986

12322

10761

7833

8544

15272

66988

988

3756

7862

2400 54803

6054 132298

864 114539

4601 192706

1136 13449

3501 52570

6427 79640

* Não há dupla contagem nos quantitativos da produção na dimensão mais desagregada da
informação, excetuando-se os trabalhos de co-autorias entre pesquisadores participantes do Diretório.
Fonte: Diretório dos Grupos do CNPq/ versão 5.0/ Plano Tabular

(1) Publicados em português, em Revistas técnico-científicas e Periódicos especializados (Inclui aqueles sem informação sobre o idioma).
(2) Publicados em outro idioma que não o português, em Revistas técnico científicas e Periódicos especializados.

Tabela 8.12 Produção Técnica dos grupos do Diretório do CNPq - versões 3.0 e 4.1
Softwares Produção Técnica Versão 3.0 Versão 4.1 Com registro ou patente 104 136 Produtos Tecnológicos Sem registro ou patente 1133 2539 Processos Tecnológicos Com catálogo/registro 175 1085 Sem catálago/registro 367 232

Com Sem registro registro ou ou patente patente 1354 3525 288 469

* A versão nova do Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq, versão 5.0, ainda não disponibilizou dados referentes aos tipos de produção técnica. Fonte: Diretório dos Grupos do CNPq/ versões 3.0/1997 e 4.1/2000

261

Ao se investigar comparativamente a produção técnica constante nas versões 3.0 e 4.1, depara-se com um crescimento da produção tanto de softwares, como de produtos e processos tecnológicos, excetuando-se os processos sem

catálogo/registro. Observa-se, porém, um pequeno crescimento na produção de softwares e produtos tecnológicos com registro ou patente, o que sinaliza um baixo desenvolvimento dos grupos de pesquisa brasileiros na produção de inovações tecnológicas11. Há que se destacar, por seu turno, que esses dois tipos de produção técnica apresentaram um destacado aumento no seu volume de produtos sem registro ou patente. Situação inversa ocorreu com a produção de processos tecnológicos, que, no período analisado, apresentou um expressivo crescimento da produção de processos com catálogo ou registro e um decréscimo daqueles sem registro ou catálogo.

8.4 Os centros e núcleos de investigação sobre a educação superior

Até a década de 1980, as pesquisas e análises sobre o Ensino Superior eram muito mais fruto do trabalho isolado de um ou outro pesquisador e a maior parte era de cunho histórico. No final dos anos 1980, começaram a surgir grupos de pesquisa institucionais, voltados, especificamente, para um conjunto de questões vinculadas à educação superior, em particular, para a análise do sistema de ensino brasileiro, sua evolução, sua diversidade institucional e regional, bem como a orientação das respectivas políticas. Os grupos de pesquisa agregam pesquisadores de diferentes áreas, revelando, em muitos, um caráter interdisciplinar. O ponto em comum, entre eles, tem sido a preocupação com o desenvolvimento da pesquisa cientifica nessa área e a formação suas

11

Dados referentes às patentes registradas no Escritório de Patentes Norte Americano, segundo alguns países selecionados, confirmam a baixa capacidade de inovação tecnológica brasileira. De acordo com esses dados, mesmo tendo aumentado seu número de patentes registradas em relação a anos anteriores, o Brasil apresentou desenvolvimento ínfimo nesse setor, se comparado a países como a Coréia do Sul, que, em 2000, registrou 3472 patentes, quando o Brasil registrou somente 113. Por outro lado, o número de patentes brasileiras registradas foi superior ao do México e da Argentina (Livro Verde/MCT/Brasília/Julho de 2001). 262

263 . ensino e aprendizagem/ pedagogia universitária. que têm. perfil dos alunos. administração e gestão das universidades. avaliação institucional e educação técnica. identificou-se a existência de 64 grupos. contudo. planejamento e organização do ensino superior. Outra característica desse trabalho vem sendo a constituição de parceiros entre os núcleos e a formação de redes de pesquisadores nacionais e internacionais (Dossiê Educação Superior. Os principais temas relacionados ao ensino superior objeto de estudo desses grupos. ainda. em artigos e livros (essa produção pode ser acessada via Curriculo Lattes dos pesquisadores no site www. ciência e tecnologia. 12 13 www. Apenas dois grupos de pesquisa surgiram na década de 1970. Os dados ali contidos mostram que tais grupos encontram-se vinculados a universidades das diversas regiões do país e em diferentes áreas de estudo. Parte expressiva deles localiza-se. no ano 2000.das novas gerações. estudos comparados.br). formação no sistema de educação superior.1/base de dados 2000)13. universidade. e 17. com clara preponderância de grupos da Área de Educação. Nesse diretório (versão 4. A criação e expansão dos grupos de pesquisa em torno da temática do Ensino Superior podem ser acompanhadas pelas informações apresentadas no Diretório dos Grupos de Pesquisa/CNPq12. pois.5). Os núcleos e grupos de pesquisa divulgam sua vasta produção científica em seminários nacionais e internacionais como também em publicações próprias (Cadernos e Revistas) ou. como uma de suas linhas de pesquisa. são: formação de professores. em universidades públicas e pertencem à Área de Ciências Humanas. estudos comparados e tendências. os demais 42 grupos de pesquisa.cnpq. expansão e acesso.1/2000 do Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq. a versão atual (5. Os dados são relativos à versão 4. 2002).0/2002) ainda não disponibilizou a busca textual dos grupos por linha de pesquisa. nos anos 1990. mediante a orientação de bolsistas de iniciação científica. políticas públicas. a educação superior (Quadro 8. história do ensino superior. no final da década de 1980. docência.br / Plataforma Lattes/ Grupos de pesquisa. outros três. democratização.cnpq. mestrandos e doutorandos.

e. ligado à Faculdade de Educação da UFMG. cujos fatores relevantes da sua importância para a investigação nessa área são: o volume de publicações. e o Programa de Estudos e Desenvolvimento sobre Educação e Sociedade (PROEDES) que. cabe mencionar. Universidade. 264 14 . juntamente com o Grupo de Estudos sobre Universidade (GEU)14 e o Núcleo de Pesquisas sobre Ensino Superior (NUPES)15. ainda. que ele conta com outras particularidades que o enquadram entre os principais grupos de estudo sobre ensino superior: o importante papel que desenvolveu nos estudos e pesquisas que promoveram “as bases teóricas e conceituais das políticas públicas para o ensino superior e a participação significativa de seus principais quadros em postos chaves do MEC” (Palharini. Deve-se ressaltar que esses grupos cumprem uma fundamental função na formação de novos pesquisadores sobre o ensino superior e na articulação e disseminação da produção científica na área. o fato de terem como objeto exclusivo de estudo o ensino superior e congregarem membros ou pesquisadores líderes reconhecidos. Pesquisa e Inovação – GEU-Ipesq (diretório dos grupos do CNPq/ texto enviado para a versão 5. Em 2001.Três importantes grupos de pesquisa vêm desenvolvendo estudos e pesquisas nesse campo: o Núcleo de Estudos Superiores da Universidade de Brasília (NESUB). 15 Em relação ao NUPES. o GEU/EDUCAÇÃO desmembrou-se em dois: o original e o GEU Educação. criado em 1988. foi desdobrado em dois. em 1995 – GEU/SOCIOLGIA E GEU/EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO NA UNIVERSIDADE. também. 1998).0/2002). existência de centros de documentação e um editorial de publicações próprio relativos ao tema. Esse grupo. o Grupo de Estudos da Educação Superior (GEESU).

Quadro 8. Fluxos demográficos do sistema educacional brasileiro. História das Instituições Educacionais e Científicas no país e seus atores. Evasão de alunos no ciclo básico. A universidade do Brasil: “ O Grande Projeto Universitário. Indicadores de desempenho e planejamento em instituições de ensino superior. Estudo comparativo sobre políticas de educação superior na América Latina. Sociedade. Educação Superior: processo de internacionalização. Ciência e Tecnologia. Ensino com pesquisa: da utopia individual à realid ade institucional. Doutores em Educação pela UFRJ: teses defendidas correlatas e a vida profissional. 1995-2000.3 Principais grupos e núcleos de pesquisa sobre o ensino superior no Brasil Grupo/Ano de Formação Instituição de Vinculação Linhas de Pesquisa/Pesquisas Desenvolvidas Formação e trabalho dos Egressos do Mestrado e Doutores no país. Utilização de Tecnologia da informação na gestão de instituição de ensino superior. Educação Superior. Política Científica em transferência e gerenciamento de tecnologia. desenvolvimento e extinção. custo de aluno e custo graduado na USP e nas instituições federais de ensino superior por cursos. Formação. 265 . A Universidade do Distrito Federal revisitada. O fomento à pesquisa do CNPq e os programas prioritários do Plano Plurianual de Ações (PPA) do MCT 2000/2002. Estudo da evasão dos alunos na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Federal de ?. Trajetória profissional dos graduados na UFMG: Química e Engenharia. nas áreas de ciências exatas. Acompanhamento do processo legislativo sobre ensino superior. O IESAE: contrução. A produção Científica sobre Ensino Superior no Brasil. Pesquisa e Inovação.: 12 NUPES/1989 Universidade de São Paulo Pesq: 07 Est: 15 PROEDES/ 1994 Universidade Federal do Rio de Janeiro Pesq: 07 Est: 16 GEESU 1996 Universidade Federal de Minas Gerais Pesq: 04 Est: 02 Fonte: Diretório dos Grupos do CNPq/ Informações enviadas para a versão 5. O curso de Pedagogia da UFRJ visto pelos egressos. Situações e Perspectivas do Ensino Superior. da Universidade Federal de Minas Gerais. Inovação e Avaliação na Universidade. integração e experiências comparadas. Multiculturalismo e educação: perpectivas internacionais e a experiência brasileira. NESUB/1996 Universidade de Brasília Pesq: 22 Est: 04 GEU/1988 Sociologia Universidade Federal do Rio Grande do Sul Pesq: 03 Est: 08 GEU/1990 Educação GEU/Unipesq2002 Universidade Federal do Rio Grande do Sul Universidade Federal do Rio Grande do Sul Pesq: 07 Est: 09 Pesq: 06 Est. N° de Pesq/Est. O currículo da Pós-Graduação em Educação da UFRJ. Caderno do NUPES – “ O Núcleo de Pesquisas sobre Ensino Superior da Universidade de São Paulo: O Primeiro Ano e informações coletadas junto aos pesquisadores dos grupos. Inserção acadêmica de Doutores Formados no País e no Exterior. The anthropology and ecology of the Knowledge production system. Destino dos alunos da USP. Pedagogia e Mudança. Ensino superior: transformações e perspectivas das universidades contemporâneas. humanas e biológicas. Produção Acadêmica sobre Ensino Superior.0/2002. Eqüidade e ineqüidade no ensino superior – “Populações negras e o ensino superior no Brasil e o estudante negro nos cursos de formação de professores. UNIVERSITAS. Sociologia e Educação: o novo diálogo. Universidade. Estudo de custos unitários. Criadores e legitimadores de instituições educacionais no Brasil: suas ações e textos. Profissão acadêmica no Brasil: Evolução recente e perspectivas futuras. A produção científica sobre educação superior no Brasil. Estudo do perfil sócio-econômico dos candidatos ao concurso de admissão à carreira de Diplomata. Construção do Pensamento Educacional Brasileiro. Pedagogia universitária. O Ensino de graduação na Universidade de São Paulo. Análise dos resultados do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – PIBIC. A produção científica sobre educação superior no Brasil –avaliação e perspectivas 1968/2000. trabalho e inserção acadêmica de pós-graduados titulados no país e no exterior.

considerado por Guadilla (2001) o maior da América Latina.4). tem se diversificado e se consolidado nos últimos anos. mais fáceis e menos dispendiosos. Como já foi visto anteriormente. e seus pesquisadores estão vinculados a associações científicoprofissionais (Franco e Morosini. as redes estabelecem um elo entre pesquisadores e estudiosos de temas específicos mediante o intercâmbio de informações. tornando. para essa consolidação. Além do volume da produção sobre o tema. no Brasil. As outras duas redes (Gestão/Anpae e Universitas/ANPed) foram constituídas num momento de reorganização de suas respectivas associações. o campo de estudos sobre o ensino superior. os quais permitiram a superação dos obstáculos de caráter geográfico e temporal. a institucionalização de formas associativas de investigação sobre o assunto. A Rede Universidade/Mercosul e Universidade/Pesquisa são redes vinculadas às universidades e envolvem pesquisadores da educação superior/universidade e professores de IES. Alguns exemplos de redes acadêmicas são: a Rede de Pesquisa Institucional Universitária (Universidade/Mercosul). a investigação no campo do ensino superior também tem se manifestado sob a forma de redes acadêmicas. por meio da criação de grupos de pesquisa em diversas universidades brasileiras e a formação de redes acadêmicas. do desenvolvimento de projetos integrados de pesquisa e do compartilhamento ou não de uma mesma estrutura institucional. assim. têm contribuído. Pesquisa de (Universitas/ANPed) Pesquisa (Universidade/Pesquisa). os processos de compartilhamento de informações e de socialização da produção do conhecimento mais rápidos. Essa nova organização da pesquisa ganhou impulso com os processos de globalização e revolução tecnológica. Como uma nova forma de cooperação interinstitucional. a e Rede a de Rede a Rede de de Pesquisa Associação Institucional Associativa Acadêmica Universitária (Gestão/Anpae).Além da organização na forma de grupos de pesquisa. 2001) (Quadro 8. Essas duas instâncias de produção do conhecimento têm exercido um papel importante na formação de novos pesquisadores sobre esse nível de ensino e na 266 .

participaçao em encontros internacionais e publicações. Estratégia Universidade /Mer cosul Regional/ Internacional (Grupos de pesquisa – Brasil/Uruguai. estudos das políticas e ações universitárias adotadas ou propostas. modos de cooperação e inovadores de organização associativa. Formação de cultura integracionista. Redefinição da identidade associativa. Motivação da vicepresidência -Capacitação dos membros -Centralização (orientação comum) -Assimilação de novos grupos -Objetivos realizáveis -Participação no projeto desde estágios iniciais -Estágios diferenciados na produção da pesquisa -Diferenciação de papéis Nacional/Regional Membros do GT seniors e pesquisadores de diferentes regiões Estadual Professores de universidades do Rio Grande do Sul. Fortalecimento/reonstrução da Anpae. Gestão/Anpa e Associação Nacional de Política e Administraçã o da Educação Universitas/A NPEd Grupo de Trabalho Política de Educação Superior Pesquisa/ Universidade Nacional/Regional Membros da associação nas regiões brasileiras -rede como estratégia -construção conjunta -assimilação do espontâneo utilização de estrutura pessoal -projetos locais e específicos -assembléia legitimadora -Imp. como também internacional. Melhoria da gestão via socialização de conhecimentos e subsídios políticos.br). Desenvolvimento de condições de pesquisa no Rio Grande do Sul Produção de conhecimento Formação de recursos humanos Formação de Cultura Fonte: Quadro adaptado: Maria Estela Dal Pai Franco e Marília Costa Morosini/2001 267 . além de diversas publicações sobre a educação superior (Item 2. Situações e Perspectivas da Administração da Educação no Brasil. Argentina/Paraguai Inserção competitiva do Mercosul no processo de globalização. órgão vinculado ao MEC. Panorama da produção científica sobre a educação superior no Brasil 1968-1996. -Construção de projeto conjunto -Organização de seminários. mediações. Subsídios a políticas públicas de educação superior. Criação de um banco de dados sobre os diferentes sistemas de educação superior.aglutinação/difusão do conhecimento que se produz na área não só em nível regional ou nacional.4 Redes de Pesquisa em educação superior Rede Elos/Amplitude Objetivos Temática da Investigação Papel da universidade no processo de integração. Produção do conhecimento. Fortalecimento do GT. nesse campo. Conhecimento de sistemas de educação superior.inep. Formação de recursos humanos. cabe mencionar o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP). Quadro 8. Por fim. por meio da elaboração de estatísticas anuais e estudos nacionais. Avaliação da produção científica (1988-2001) A pesquisa nas universidades: condições. Criação de um banco de informações contendo resumos sobre pesquisa em administração da educação no brasil e estado da arte sobre pesquisa em política e gestão da educação. que tem concorrido para o fortalecimento da pesquisa científica.gov.5 e o site www. Produção do conhecimento.

inovação e avaliação na universidade .ensino de biblioteconomia . . sociologia UFRGS D09 M05 G02 NUPES .Ensino da Geotecnia em Nível Superior e em nível Técnico .Currículos e formação profissional em educação física 1996 C. educação UFSM D01 1993 C.. Universidade e Produção do Conhecimento.Ética e ciência Educação Superior ..Quadro 8.Avaliação Institucional -avaliação dos cursos superiores de artes/ Campo Grande – Mato Grosso do Sul .Núcleo de Pesquisas sobre Ensino Superior GEU – Grupo de Estudos sobre a Universidade – Educação e Inovação na Universidade Educação e Sociedade 1989 C.currículos da educação superior ..H.H. psicologia UFSCAR .formação básica de professores do ensino fundamental. educação USP D04 1990 C. ciência da informação Ciências Biológicas. D01 M01 E01 G01 D04 M01 D03 UEL .Processos comportamentais básicos de ensino-aprendizagem em nível superior D04 Ensino Superior 1995 C.Relações cruzadas: estrutura e gestão das universidades contemporâneas . Engenharia Civil Instituição Linhas de Pesquisa N° de Pesq/Est.H. educação UEL -avaliação no ensino superior -metodologia da problematização no desenvolvimento do pensamento crítico dos alunos dos cursos de enfermagem e arquitetura e urbanismo..Arte.H. educação UFRGS D16 M11 E04 G10 D03 M03 1992 C. . médio e superior .inovação e administração da universidade. educação Ciências da Saúde. sociologia FURG D02 M01 1996 C. distribuição mundial e Migração de doutores e engenheiros . educação UNICAMP D10 M04 G01 NEART – Núcleo de Estudos em Educação e Arte Processos comportamentais em produção de conhecimento científico e em planejamento de ensino e instituições 1993 C.Políticas de Educação Superior .H. -Egressos da Pós-graduação -Universidade e sociedade ..H. educação Ciências da saúde.formação de docentes para a educação superior .estudo do sistema de ensino superior brasileiro .Evolução. Genética Engenharias. educação C. Educação e Trabalho 1979 1986 UFRJ UFSC GEU – Grupo de Estudos sobre a Universidade 1988 C.. -aspectos motivacionais que influem sobre o comportamento dos alunos do ensinos superior.administração universitária ..H.educação superior .5 A investigação sobre ensino/educação superior no Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq – Versão 4.Ciência e tecnologia e ensino superior .Educação Superior – processos de natureza pedagógica presentes nas IES D02 M05 G01 Psicologia e Educação Superior Ensino aprendizagem em enfermagem Estudos Sociais de Ciência e Tecnologia.H.. Políticas Públicas e Educação Superior Formação Básica e Continuada de Professores Grupo de estudos sobre educação superior Núcleo de Estudos de Fenomenologia 1995 C.educação superior: processo de internacionalização.H.H.avaliação .pedagogia universitária -Avaliação Institucional do ensino superior.planejamento do ensino superior .Políticas e gestão de Ciência e Tecnologia -Sociedade.filosofia da universidade . educação física UFSCAR D03 D02 M01 E01 D01 M01 1996 1996 UFMG UFSCAR 268 .H.Políticas Públicas e Educação .Evasão no ciclo básico de cursos de graduação . integração e experiências comparadas -Políticas de Ciência e Tecnologia ..Condicionantes Sociais de C&T -Educação Superior ..H. sociologia UFPE Grupo de estudos e pesquisas em educação superior 1992 C.. enfermagem UNICAMP D10 M07 G02 D02 M03 1996 USP -ensino aprendizagem em enfermagem .1 Grupo Grupo de Pesquisa sobre Ensino Superior Laboratório de Pesquisa Geotecnia de Grandes Áreas Ano de Formação 1976 Área Predominante Ciências sociais aplicadas. .inovação e pesquisa na universidade .

H. educação UFMG -Docência no ensino superior e avaliação .Ensino Superior: docência. ..tendências do ensino superior brasileiro -depoimentos de professores eméritos Universidade do Brasil -Educação Superior – Teoria e Prática N° de Pesq/Est. Exatas e da Terra.H. educação C.H.. Letras e Artes. psicologia UNB .H.. educação C.H.. -Educação Técnica e Superior em Ciências Agrárias -docência em ensino superior -universidade e a formação de professores para o ensino médio e fundamental .H. educação C. Agrárias Agronomia C...avaliação das múltiplas dimensões da vivência acadêmica D02 M02 1997 1998 1998 1998 1998 C.capacitação docente do professor de ensino superior Representações sociais do professor da UFMT em relação à prática docente -Avaliação em instituições de ensino .H.Políticas públicas de ensino superior 1998 1999 PUCCAMP UCS 1999 1999 1999 C..SP D06 E04 Fundamentos Éticopolíticos da Educação Superior Gestão e Políticas Públicas no Ensino 1999 1999 C.H. educação C.H..H.Estado e Política educacional Políticas de Educação Superior .H. educação C. educação C. educação ULBRA PUC-PR D04 D04 M05 269 . formação e capacitação de professores -Formação didático-pedagógica do professor do ensino superior . 1997 Lingüística. Sociedade e Cultura Ensino e Educação em Química Grupo de Pesquisa em Formação e Prática Pedagógica do Educador PACTO – Pesquisa em Aprendizagem Colaborativa com tecnologia interativa Políticas Públicas de Ensino Superior Qualidade do Ensino Superior Ambientes informatizados de Aprendizagem...Fundamentos da Instituição Universitária . educação C.H.A sociointeração no ensinar e no aprender..Metodologia do Ensino Superior -Formação de professores para a docência do ensino superior em FITOTECNIA e suas interfaces Formação docente no ensino superior Universidade e Tecnologias contemporâneas -Representações sócio-políticas e históricas do ensino superior. história UNESP D04 M01 G01 Formação do Professor Universitário 1999 C.H.. educação C.administração da educação superior D01 D02 E01 1999 C..H. educação USP UFMT UEL UFG UNICAMP . Lingüística C.Educação Superior Ano de Formação Área Predominante Instituição Linhas de Pesquisa . educação PUC .novas perspectivas teórico-pedagógicas de formação docente D01 G02 D02 M10 M03 E02 D04 M02 D01 M02 E04 1998 UERN 1998 C.H. educação PUC. Comunicação e Tecnologias Estudos Sóciopolíticos e Históricos do Ensino Superior 1997 C..H.H.Ensino e Educação em Química ... avaliação. . sociologia C.a universidade brasileira e a formação do professor universitário -concepções educacionais e processos pedagógicos no ensino superior -o ensino universitário e a formação do professor universitário -fundamentos psicológicos e epistemológicos no processo de produção do conhecimento na universidade.Grupo em Educação Física A linguagem da Construção do Conhecimento Desenvolvimento Rural e Agroecollogia Ensino e Mudança Social Estudos em Educação GEES.AIA Contribuições Interdisciplinares da Agronomia Educação Institucionalizada Educação. educação C.. Química C.O discurso da construção do saber .PR .H.Teoria e prática pedagógica na educação superior D05 M01 E01 D14 M01 E01 G02 D06 M03 M01 1998 C.H.Políticas Públicas e Educação D04 Laboratório de Avaliação Psicológica e Educacional – LabAPE Práticas Pedagógicas no Ensino Superior Educação e Psicologia Educação em Ciências e Saúde Educação. educação C.H. educação UFPR PUC-SP UFBA ...H. educação FURB D02 M09 D02 M01 G01 D04 M02 G02 D01 G06 D07 M08 G04 1997 UNESP 1997 PUCCAMP 1997 UFRJ 1997 ULBRA Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais 1997 C. psicologia USF .

Políticas Públicas e ensino superior na Amazônia 1999 C.administração da educação superior 1999 C. Sociais Aplicadas.H. historiografia e ensino superior -planejamento.Teoria e prática pedagógica da educação superior -Gestão escolar como forma de agregar conhecimentos voltados para a administração das instituições escolares do ensino básico e superior . educação UNIR M05 E01 2000 Ciências Sociais aplicadas.. educação C.. -Escola. expansão.H. educação C..Matemática C.Perfil de alunos concluintes de Programas de Pós-Graduação . métodos e técnicas de ensino de graduação em terapia ocupacional D01 2000 UPF D01 M03 2000 C.Trajetória e dinâmica da vida escolar dos alunos..H.H. educação PUC-PR .Análise e Inovações no Sistema de Ensino Superior 2000 UNOPAR 2000 UCB. Atitudes e Práticas Éticas e Bioéticas .. educação Ciências da saúde.. fisioterapia e terapia ocupacional Ciências Exatas e da Terra . financiamento.Modelagem matemática no ensino superior .ensino e aprendizagem e a formação de professores D04 M04 E02 1999 C.RJ 2000 UPF 2000 UEPG 2000 UEM 2000 2000 UPE UFRPE 2000 UNISO 2000 FURB . História e contexto sociológico Educação. educação C.. Economia C.CEPED Desenvolvimento e Políticas Públicas Educação.DF . educação C. privado. educação PUC-PR -Teoria e prática pedagógica na educação superior .H. educação UFS D02 M01 E01 D01 D02 M05 E01 D01 E01 D01 M02 D02 M02 M06 D01 M01 E02 D02 M01 E01 M01 E02 D01 M02 D01 M02 E03 2000 2000 UFPA UVA.H. público. conceito. Educação C. papel e imaginário . qualidade. educação Ciências sociais aplicadas.Grupo de Estudos sobre Universidade – Passo Fundo Grupo de Estudos de Serviço Social Grupo de Estudos e Pesquisa em Ensino Superior Grupo de Estudos em Ética e Bioética Grupo de Estudos em Psicologia da Educação Grupo de Pesquisa em Terapia Ocupacional MODEMModelagem Matemática no Ensino Pesquisa e Estudo Avançado em Administração Políticas e Metodologias em Avaliação Educacional Recursos Tecnológicos e Técnicas Didáticas Ano de Formação Área Predominante Instituição Linhas de Pesquisa N° de Pesq/Est..Flexibilização do acesso às IES – lei no9394/96 e as experiências implantadas na UNITINS. Trabalho e Educação Profissional Estado e Educação na Amazônia GESTAMAZON Estudos Avançados de Universidade GEU-UPF.Trajetória acadêmica e formação docente -Universidade e sociedade . -origens e desenvolvimen -tos das universidades do Rio Grande do Sul.H..H.H. . história UFU Política Educacional de ensino superior .H. Serviço social C.. educação UNITINS M06 G03 1999 C. Gestão Escolar e Formação de Professores Centro Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Educação .H. 1999 C. .H.H.Técnicas didáticas utilizadas no ensino superior 270 . Administração C.H.ensino superior e avaliação institucional -história.Grupo Superior Metodologia do Ensino e Avaliação na Educação Superior Núcleo de estudos das Políticas Públicas da Educação no estado do Tocantis O processo Ensino e Aprendizagem na Escola e a Formação de Professores Organização e Planejamento de Estágios Paradigmas Educacionais e a Formação de Professores (Grupo 1 – PAED) Políticas Públicas.. Currículo e Construção do Conhecimento -universidade na Amazônia . educação PUC-PR . educação UCDB D03 M01 2000 C.H. acesso.H..Políticas educacionais – processo de formação de professores no ensino básico e superior. Educação C.Política e avaliação do ensino superior 2000 UNIVERSO ..Processo de formação de docentes – centrado na questões do ensino superior. organização e avaliação das instituições de ensino superior -políticas públicas e ensino superior -Conhecimentos... Temáticas: democratização.Teorias.universidade e tecnologia -universidade..H. educação UCDB D04 M09 E01 D01 M03 G01 D02 M09 1999 C..

Duas décadas de desempenho científico excepcional na América Latina. Paper apresentado. Academia Brasileira de Ciências. 2001. Brasília: MCT.Processos de aperfeiçoamento da docência no ensino superior D07 Fonte: http://www. Capacitação. Los laberintos del futuro. Brasília: MCT. GUADILLA. desempenho e conhecimento acumulado indicam oportunidades em áreas de inovação tecnológica no Brasil. Salvador. 2002. Educação em Revista. Belo Horizonte: Faculdade de Educação da UFMG. E= Estudante. 2002. Brasília: MCT/CNPq.cnpq. A.P. 22. Jorge Almeida.Grupo Aplicadas ao Ensino Superior Saber e Prática Docente Ano de Formação Área Predominante Instituição Linhas de Pesquisa N° de Pesq/Est. _____. In: SIMPÓSIO DE GESTÃO DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. BRASIL.1/ Base de Dados 2000 *Pesquisadores: D=Doutor. Maria Estela Dal Pai. 2002.br/ Diretório dos Grupos de Pesquisa – Versão 4. Livro Branco: ciência. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. 2001. GUIMARÃES. GOMES.). M=Mestre. DOSSIÊ: Políticas Publicas de Ensino Superior. G=Graduação. Carmen Garcia. Reinaldo. Referências BRASIL. São Paulo: Universidade de São Paulo/NUPES. CADERNOS NUPES: O Núcleo de Pesquisas sobre Ensino Superior da Universidade de São Paulo: O primeiro ano. 271 . Janaína.. jul. 2001. MOROSINI. 2002.. Livro verde: ciência. La Cooperación e la Construcción del Campo de Estudio de Educacion Superior en America Latina. Marília Costa (Orgs. 1994. educação USP . GUIMARAES. Redes Acadêmicas e produção do conhecimento em educação superior. In: TROSSERO. In: FRANCO. Salvador: Núcleo PGT/USP. Ministério da Ciência e Tecnologia. Ministério da Ciência e da Tecnologia. Santa Fé. Argentina: Universidad del Litoral.H. tecnologia e inovação: desafio para a sociedade brasileira. Avaliação e fomento de C&T no Brasil: propostas para os anos 90. 2000 C. tecnologia e inovação.

1993. In: FRANCO. 2001. Marília Costa (Orgs. NEVES. 272 .org. Francisco de Assis. 1999. Institucionalização da pesquisa e sistemas decisórios.MOROSINI. MOROSINI. FRANCO. 1998. Ciência e Tecnologia no Brasil: uma nova política para um mundo global.br/Simon. In: MOROSINI.airbrasil. Marília. PALHARINI. Clarissa Eckert Baeta. Maria Estela Dal Pai. discursos e práticas. Maria Estela Dal Pai.).). Gestão de Redes de Pesquisa em Educação Superior: questão de Princípios e Ethos. Passo Fundo: UPF. Marília. Universidade e pesquisa: políticas. SCHWARTZMAN. Cadernos NUPES: o novo protagonista na formulação teórica da política para o ensino superior. In: FRANCO. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Valdemar (Orgs. MOROSINI. SGUISSARDI. Marília Costa (Orgs. Vitória: FCAA/UFES. Redes Acadêmicas e produção do conhecimento em educação superior.). Disponível em: <www. Maria Estela Dal Pai. Simon et al. A educação superior em periódicos nacionais.

principalmente de especialização. com o uso da televisão e do vídeo cassete para os telecursos profissionalizantes e formadores de estudantes do ensino médio e fundamental. em caráter experimental. A LDB . O primeiro curso de graduação a distância criado foi o de Pedagogia de 1a a 4a série ela Universidade Federal do Mato Grosso. de graduação e pósgraduação. reconhece a educação a distância e a partir de aí se intensificam os cursos nos vários níveis. Até então os cursos eram esporádicos e se concentravam mais no seu caráter supletivo (telecursos) e só a Universidade de Brasília vinha oferecendo alguns cursos de especialização e extensão por correspondência. a partir de 1995 para professores em serviço da rede pública estadual e municipal. A terceira fase dessa que promete ser uma revolução no ensino brasileiro. A educação a distância foi identificada num primeiro momento com o ensino por correspondência. são cerca de 1. porque era baseada em textos e exercícios transportados pelo correio. O avanço da Internet está facilitando o acesso a cursos on-line. Hoje. A segunda geração da educação a distância na universidade começou na década de 80. .2 milhões de estudantes. começou no final da década de 90. apenas 200 mil pessoas no país estudavam pelo método de educação a distância.9 A educação superior a distância no Brasil José Manuel Moran A educação superior a distância vive um período de grandes mudanças. com a Internet. Há cinco anos.Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996). em especial nos seus artigos 80 e 87.

atraindo novos alunos e mercados. ou seja. da LDB. o qual estabelece que. Há uma efervescência de projetos em todas as áreas. Mas há cursos de especialização dirigidos a empresas (principalmente na área de Administração e Economia) e que não buscam certificação oficial. 80%. ao introduzir momentos e técnicas de educação a distância.1 Os programas de educação virtual a distância na educação superior e sua relação com a educação presencial A educação presencial domina praticamente todas as modalidades de ensino superior. As solicitações de autorização ao Ministério de Educação foram. vai adquirindo competência. As 274 .A partir de 1998. de especialização. perdendo o medo de arriscar e legitimando essa modalidade de educação. de curta duração. a sair do nicho em que se encontrava. Os atuais professores do ensino fundamental são o público alvo principal destes cursos. para cursos de graduação de formação de professores. até o final da Década da Educação. As instituições superiores de ensino estão finalmente começando a atuar de forma clara e decidida em educação a distância. de extensão e agora de Pós stricto sensu. em sua grande maioria. 9. 81 Instituições de Ensino Superior desenvolvem algum tipo de cursos a distância. Temos aproximadamente 30 cursos de graduação em funcionamento ou aprovados. somente serão admitidos "professores habilitados em nível superior ou formados por treinamento em serviço". O avanço da Internet está trazendo grandes mudanças para a educação presencial. O panorama atual é muito dinâmico. a maioria de extensão. Aumentam os cursos de especialização (20 aproximadamente entre os aprovados e em fase de aprovação pelo MEC). E a educação a distância começa a aproximar-se da presencial. na medida em que sejam afetados pelo artigo 87. níveis e mercados. As empresas estão buscando processos de capacitação contínua. observa-se um crescente envolvimento de Instituições de Ensino Superior com cursos de educação a distância. 2006. fazendo parcerias com as melhores universidades. principalmente de Pedagogia e Normal Superior. Na medida em que cada instituição desenvolve sozinha ou em rede cursos de graduação. Estima-se que essa exigência legal tenha motivado uma demanda pontual da ordem de 700 mil novas vagas. § 4º.

Secretarias de Educação também procuram estas instituições superiores para convênios e cursos. o Projeto Veredas que reúne. Em geral começam com cursos de extensão. pela liberdade de acesso. temporárias. depois com cursos de especialização e atualmente estão organizando cursos de graduação. Há associações que são pontuais. como por ex. • Associações e Consórcios . que utilizam só correio. para um curso ou projeto específico. Neste momento temos uma grande diversidade de cursos. cursos e recursos das instituições. troca. baixo custo e facilidade de comunicação. Está avançando a utilização dos meios telemáticos no ensino superior. dezoito Instituições de Ensino Superior para oferecer um Curso de Pedagogia nas séries iniciais para professores em serviço que não têm nível superior. a oferta de cursos superiores a distância poderia ser classificada dentro das seguintes três grandes tendências: • Instituições isoladas . a convite da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais. que reúne as cinco Universidades públicas do Estado do Rio de Janeiro). CEDERJ (Centro de Educação Superior do Rio de Janeiro. Há associações que pretendem ser duradouras. virtuais e outros impressos. Há cursos que são pacotes de conteúdo com pouca interação e outros com muito intercâmbio.São Universidades e Faculdades de Ensino Superior que já atuam na educação presencial e agora oferecem cursos a distância. Alguns exemplos: UNIREDE (Rede de universidades públicas). Os 40 mil alunos matriculados em educação superior a distância (graduação) e o potencial de alunos que pretende inscrever-se em novos cursos fazem prever um rápido crescimento das instituições mais competentes. onde se criam comunidades de aprendizagem. há cursos para poucos alunos (menos de 30) e cursos com mais de 15 mil alunos. IUVB – Instituto 275 . Há cursos de curta e de longa duração. RICESU (Rede de Universidades Católicas de Ensino Superior). para juntar os melhores professores. Há cursos totalmente on-line. Essa parceria é feita para este curso e se esgota ao seu término.São Instituições de Ensino Superior brasileiras que unem seus esforços para oferecer cursos a distância em vários níveis. Em termos institucionais. São também importantes para oferecer apoio local a alunos em todo o Brasil.

Algumas instituições. • Instituições exclusivamente virtuais . A Portaria nº 2. Não pode-se definir a priori uma porcentagem aplicável de forma generalizada a todas as situações. Como é uma Portaria recente as universidades estão começando a encontrar formas de aplicá-lo. No Brasil não temos o modelo Open University ou UNED da Espanha. As universidades estão incentivando também o uso da Internet em disciplinas comuns a vários cursos e que podem ser aplicadas a maior número de alunos.br).. em março de 2002. a Unisul. as que precisam de interação corporal (dança. como o Univir (www. Em geral os professores mais familiarizados com as tecnologias e os que atuam em educação a distância são os que se dispõem a experimentar e isso irá criando a cultura do virtual. O importante é experimentar diversas soluções para diversos cursos. Algumas disciplinas necessitam de maior presença física. Temos portais ou sites que funcionam como um campus virtual. como a Anhembi-Morumbi. 82 disciplinas cadastradas como apoio on-line. a UNAMA – Universidade da Amazônia. em geral oferecendo cursos de extensão.univir. estão incentivando os professores a colocar algumas disciplinas on-line. Algumas universidades começaram com alguns cursos de recuperação total ou parcialmente a distância. O vinte por cento é uma etapa inicial de criação de cultura on-line. até encontrar em cada área de conhecimento e em cada instituição qual é o ponto de equilíbrio entre o presencial e o virtual. integradas e flexíveis. Todos estão 276 . instituições que só existem para Educação a Distância.. operando no momento apenas em cursos de extensão. teatro.253 do MEC. de 18/10/2001 permite que o currículo de cursos superiores reconhecidos possa ser oferecido a distância até vinte por cento da sua carga horária total.). A Unisul de Santa Catarina tinha. o conhecimento dentro de cada instituição para avançar para propostas curriculares mais complexas. a UNB. como as que utilizam laboratório.Universidade Virtual Brasileira – Consórcio de 10 universidades privadas que formam uma nova instituição para cursos a distância.Instituições criadas exclusivamente para oferecer cursos a distância.

• Universidade Federal do Paraná: Graduação em Pedagogia. Licenciatura em Ciências Biológicas. principalmente em serviço – professores sem diploma universitário. A maioria dos cursos de graduação e de pós-graduação será semipresencial e os cursos a distância terão muitas formas de aproximação presencialvirtual (maior contato audiovisual entre os participantes).2 Os tipos de programas de educação virtual A ênfase nestes últimos anos nos cursos de graduação a distância se dá na formação de professores. 9. São cursos de licenciatura. • • • Universidade Federal Fluminense: Licenciatura em Matemática (Cederj). predominantemente nas séries iniciais (noventa por cento dos cursos de graduação a distância). Pela lista de cursos autorizados pelo Ministério de Educação. Licenciatura Plena. (Cederj). Caminha-se para uma integração dos núcleos de educação a distância com os atuais núcleos ou coordenações pedagógicas dos cursos presenciais. licenciatura plena.aprendendo. 277 . Universidade Federal do Pará: Bacharelado e Licenciatura em Matemática. Dentro de poucos anos esta discussão do presencial e a distância terá muito menos importância. pode-se visualizar melhor quais são as Instituições credenciadas e os cursos superiores a distância existentes neste momento1: • Universidade Estadual do Norte Fluminense. Universidade Federal de Mato Grosso: Educação Básica: 1º a 4º séries. Nenhuma instituição está muito na frente no ensino superior inovador on-line. com as habilitações Magistério dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e Magistério da Educação Infantil.

licenciatura plena com habilitação em Formação de Professores para os anos iniciais do Ensino Fundamental. Aprendizagem em Geografia. • Faculdade de Educação São Luís.Orientadores pedagógicos em educação a distância. • • Faculdade de Administração de Brasília: Bacharelado em Administração Geral. Pós-graduação lato sensu . 278 .br.br. Metodologia do Ensino: em Língua Portuguesa. • Universidade Braz Cubas: Especialização em Direito Civil e em Direito Penal. em Jaboticabal.gov. • • Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul . Universidade Federal do Mato Grosso do Sul: Pedagogia. A lista das instituições credenciadas e de cursos autorizados para a oferta de cursos superiores a distância encontra-se em www. É crescente o número de cursos de graduação e lato sensu a distância enviados ao MEC para autorização. A Universidade de Brasília também está começando um curso de graduação a distância de Pedagogia para Professores em 1 Pesquisa feita em julho de 2002 na página do MEC: www. Curso Especial de Graduação em Pedagogia promovido pela Secretaria de Educação de Minas Gerais com 19 instituições de ensino superior para formação de professores em serviços do Estado. • Universidade Estadual do Maranhão: Licenciatura Plena em Magistério das Séries Iniciais do Ensino Fundamental.mec. Universidade Federal de Ouro Preto: Licenciatura em Educação Básica – Anos Iniciais.gov. Psico-Pedagogia.SP – Pós-graduação lato sensu em: Didática.mec.• • Universidade do Estado de Santa Catarina: Licenciatura plena em Pedagogia. Aprendizagem Matemática. Universidade Federal do Espírito Santo: Lienciatura em Pedagogia nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental. Entre eles parecem importantes o Projeto Veredas.Engenharia Química.

As avaliações são feitas a distância e presencialmente. Neste momento existem duas licenciaturas a distância em funcionamento Matemática e Ciências Biológicas com aproximadamente 800 alunos .UERJ. bibliotecas. em convênio com a Secretaria de Educação do Distrito Federal.de Santa Catarina .está pedindo autorização para oferecer cinco cursos de graduação a distância na área de humanas. consórcios ou associações.rj.cederj. Internet.e estão sendo autorizada a licenciatura em Pedagogia e em outras áreas de conhecimento.br O Consórcio Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro - CEDERJ. é uma iniciativa das Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro com a Secretaria de Ciência e Tecnologia e prefeituras municipais para capacitar a distância professores em serviço sem nível superior e abrir as diversas licenciaturas para futuros professores fixando-os no interior do Estado. tutoria presencial e a distância. Universidade Federal Fluminense . Os cursos alternam momentos presenciais e a distância e utilizam material didático impresso. a UNOESC da Bahia.está pleiteando cursos de graduação e de especialização. equipadas com laboratórios.exercício no início de Escolarização. Internet.um consórcio de dez universidades privadas brasileiras . a Universidade Federal de Alagoas.uvb. A Unisul . entre outras.UFRJ. CD-ROM. Os principais consórcios. As universidades são: Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF. • Instituto UVB – Universidade Virtual Brasileira www.UFF. Um fenômeno importante em educação a distância é a organização em redes. em pólos regionais organizados em escolas em convênio com Prefeituras. assim como a UNOPAR de Londrina.br 279 . O Instituto IUVB . redes ou associações de instituições para oferta de cursos de nível superior no Brasil são os seguintes: • CEDERJ – Centro de Educação Superior do Rio de Janeiro www. Universidade do Estado do Rio de Janeiro . a FACINTER de Curitiba. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro UFRRJ.. Universidade do Rio de Janeiro – UNIRIO. Universidade Federal do Rio de Janeiro .gov. computadores.

lentas diante da competitividade das instituições privadas. Centro Universitário do Triângulo – UNIT. de especialização e de extensão. Economia. Ela possibilita que as melhores instituições públicas unam competências para um trabalho em rede.. Universidade da Amazônia – UNAMA. Atualmente desenvolvem alguns cursos de graduação. de especialização e está pedindo autorização ao MEC para oferecer cinco cursos de graduação a distância. evitando iniciativas duplicadoras e a dispersão de recursos. • UniRede . Turismo. Como Instituto pode oferecer cursos de graduação como uma entidade autônoma. A ênfase é nos cursos on-line. 280 . com cursos em todas as áreas da ciência. O potencial é imenso. através da Internet na área de humanas (Administração. Universidade Veiga de Almeida – UVA. Centro Universitário Monte Serrat – UNIMONTE.A Rede Brasileira de Ensino a Distância é o resultado da associação de 10 instituições de ensino superior do país que formaram o Instituto IUVB.br A UniRede é um consórcio que reúne 68 instituições públicas de ensino superior e conta com o apoio do Ministério de Educação.BR. o de Ciência e Tecnologia e do FINEP. congrega mais de 6 mil professores e mais de 100 mil alunos no ensino presencial. A Rede tem 10 instituições em várias regiões do país.). Universidade Potiguar – UNP. baseado no uso intensivo de tecnologias de informação e comunicação..unirede. sem precisar do credenciamento de cada universidade especificamente para educação a distância. Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL. Unicentro Newton Paiva – Newton Paiva. As dificuldades estão em agilizar o gerenciamento de universidades burocráticas. principalmente da Anhembi-Morumbi. Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal – UNIDERP. Os professores dos principais cursos costumam fazer parte dos quadros das universidades conveniadas. As instituições são: Universidade Anhembi Morumbi – Anhembi Morumbi. Centro Universitário Vila Velha – UVV O Instituto IUVB oferece cursos de extensão.Universidade Virtual Pública do Brasil www.

UEMS. pois não podem cobrar do aluno. cujo objetivo é oferecer cursos de licenciaturas de 1ª a 4ª séries e de Ciências aos mais de 800 mil docentes brasileiros sem graduação. As Instituições conveniadas são: Universidade Estadual de Goiás . Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). desenvolvimento e de avaliação. Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS. Universidade Federal de Ouro Preto. 281 .A UNIREDE desenvolve o Programa ProDocência. • UniVirCO . Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Universidade Federal de Goiás . A UniVirCO pretende incentivar pesquisas em grupo e projetos coletivos. Até agora são seis as universidades que estão oferecendo cursos de graduação para professores em serviço que não possuem nível superior.UnB Virtual. Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Universidade de Brasília . pesquisar novas formas de aprendizagem em ambientes on-line: novas estratégias de planejamento.UFMT. científica e acadêmica formada por sete (7) universidades estaduais e federais públicas da Região Centro-Oeste. possibilitar a formação inicial e permanente dos professores e profissionais de diferentes segmentos da sociedade.Universidade Virtual do Centro-Oeste www. para a qualificação de professores que não têm curso superior. Universidade do Estado de Mato Grosso – UNEMAT.br/univirco_index.UFG Virtual. São elas: Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Mas. Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul .universidadevirtual.UEG. em julho de 2002 foi aprovada no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2003 uma emenda que autoriza o repasse de verbas para a criação de 180 mil vagas no ensino a distância. Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). Universidade Federal do Mato Grosso .htm É um consórcio de cooperação técnica. visando a ampliação do conhecimento. Universidade Estadual de Maringá (UEM) O grande problema das universidades públicas é a dependência de financiamento governamental.

9.Rede de Instituições Católicas de Ensino Superior www. Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS. Foram oferecidas 15.mg.ricesu.veredas.gov.educacao. Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC-PR. Em uma primeira etapa as instituições católicas criaram a revista eletrônica Colabor@. Universidade Católica de Santos – UNISANTOS.1 Cursos de nível superior em parceria Projeto Veredas Curso de Formação Superior de Professores www.UCB. UCSAL. As Instituições conveniadas são: Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUC-Campinas.Com a criação da UNIREDE parece pouco definida a atuação específica da UniVirCO como uma rede menor (Centro-Oeste) dentro da rede nacional.br/ O Curso da Secretaria de Educação de Minas Gerais começa a ser ministrado em parceria com 18 universidades. cujo primeiro número começou em agosto de 2001. Universidade Católica Dom Bosco – UCDB e o Centro Universitário La Salle – UNILASALLE. Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP.000 vagas destinadas a professores em exercício nos quatro anos iniciais do 282 . centros universitários e outras instituições de ensino superior com experiência em formação de professores.2. dedicada a temas de ensino-aprendizagem principalmente a distância. a integração de cursos e recursos humanos e tecnológicos.br Está se formando uma rede de instituições católicas para atuar no Ensino Superior a Distância.com. Universidade Católica de Brasília . Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUC-RS. Universidade Católica de Salvador. • RICESU . A segunda iniciativa da rede é a organização de uma biblioteca digital com o acervo das universidades associadas. Atualmente a RICESU está definindo a política de educação contínua.

O uso combinado de tecnologias e do trabalho presencial vem possibilitando atividades. análises de matérias gravadas e debates. sendo: ♦ ♦ ♦ ♦ 1600 horas de atividades de aulas. Começou em junho de 2001 e é coordenado pelas universidades PUC-SP. estabelecida pela Deliberação 12/01 do Conselho Estadual de Educação. sendo 12. A carga horária mínima é de 3100 horas de trabalho. para possibilitar aos professores cursistas participar das atividades do curso sem se afastarem de suas atividades de ensino. A grande maioria destes docentes (5815) está em exercício como professores em escolas da rede pública estadual.000 para as redes municipais de ensino (para professores em exercício que não possuem nível superior). Ø Teleconferências: aulas ministradas por convidados especiais. e 800 horas de reconhecimento de exercício profissional associado ao trabalho. • PEC – Programa Especial de Formação Universitária de Professores Programa da Secretaria de Educação de São Paulo em convênio com a USP. a UNESP e a PUC-SP. 300 horas de vivências educadoras na escola. com 6235 alunos. atualmente. Essas vagas foram distribuídas em 21 pólos regionais e 29 Sub-Pólos (lotes).000 para a rede estadual e 3. professores efetivos da rede pública de ensino em todo o estado de São Paulo. 400 horas de atividades complementares.Trata-se de um programa especial de Licenciatura plena para professores das séries inicias do Ensino Fundamental. que o desenvolvimento das seguintes modalidades de através de exposições.45%. USP e UNESP e conta. distribuídos em três períodos e agrupados em 46 Ambientes de Aprendizagem distribuídos em 34 localidades no Estado de São Paulo. discutem os temas centrais do programa. Os índices de desistência e evasão do curso são baixos.ensino fundamental. de 6. São transmitidas para 283 .

As sessões de trabalho monitorado são de três tipos: sessões on-line (orientadas por professores assistentes. permitindo a interação dos diferentes grupos em tempo real. de cerca de 40 alunos. sessões off-line (apoiadas pelos professores-tutores de forma presencial) e sessões de suporte (desenvolvidas autonomamente pelos alunos-professores a partir de atividades previamente designadas). ambiente de aprendizagem utilizado para o desenvolvimento dos trabalhos on-line. 1859 páginas de conteúdos impressos de apoio ao estudo e aprendizado e 16 sessões de LearnigSpace. via intranet). O programa já produziu. Ø Trabalhos Monitorados: apoio à aprendizagem mediante aprofundamento dos temas trabalhados nas teleconferências e videoconferências. Existe também um programa próprio de capacitação para os professores-assistentes (que interagem on-line) e de acompanhamento e avaliação das possibilidades de trabalho e interação suscitadas pelo trabalho monitorado on-line. a partir de um estúdio montado na TV Cultura. visando explorar ao máximo seu potencial pedagógico. 284 . Para estas modalidades os docentes estão desenvolvendo um material de apoio específico para o programa. propondo a articulação dos referenciais teórico-conceituais com a prática dos professores. quanto impresso. com formato editorial próprio. Ø Videoconferências: aulas ministradas por docentes das Universidades que abordam o referencial teórico-conceitual do curso. Os alunos interagem através do uso de fax e e-mail. simultaneamente. O programa desenvolveu uma sistemática de treinamento e um manual de referência para os professores que se utilizam das tecnologias envolvidas. tanto para circulação na WEB. Cada videoconferência pode ser transmitida para 4/5 salas de aula.todos os alunos. Ø Vivências Educadoras: atividades práticas pedagógicas que acompanham o processo de formação.

com pessoal de apoio às atividades de secretaria e uma equipe de orientadores acadêmicos. há ainda uma estrutura administrativo-pedagógica.Universidade Federal do Mato Grosso www. MT.067 alunos. é uma das universidades pioneiras em educação a distância no Brasil. Em cada Pólo. Praticamente todas as Instituições têm um Núcleo de Educação a Distância e oferecem alguns cursos interna e externamente. dos quais 290 concluíram o curso entre 1999 e 2001.entre muitas outras que poderiam ser citadas . Juina e Terra Nova. O curso Educação Básica: 1º a 4º séries. • MT .2 Principais instituições de ensino superior em EAD São muitas as instituições que estão desenvolvendo cursos superiores no Brasil. nos dois últimos anos. Diamantino.4%. concentram-se em torno do tratamento didático do estudo das diferentes áreas curriculares. distribuídas em 05 pólos regionais. Juara. com 352 alunos iniciais. com uma evasão média. Foi realizado em 1999 um segundo vestibular com o preenchimento de 2164 vagas. Indicamos a seguir algumas instituições . em caráter experimental. Ø Oficinas Culturais: atividades que objetivam ampliar o universo cultural dos alunos-professores no que diz respeito aos diferentes usos da leitura e da escrita e às várias manifestações artísticas.Neste momento do curso.2. em Cuiabá. de curta. 9. média ou longa duração. de 4. iniciou seu funcionamento no ano de 1995. na modalid ade Licenciatura Plena. em convênio com a Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso e algumas prefeituras do pólo regional de Colíder. nas cidades de Colíder. principalmente no ensino superior.br A UFMT é ligada à UNIREDE e a UniVirCO A Universidade Federal do Mato Grosso. Atualmente continuam matriculados 2.que estão se destacando atualmente em EAD e estão contribuindo com novos cursos ou novas metodologias de ensino-aprendizagem.ufmt. responsáveis pelo acompanhamento e orientação do processo de aprendizagem dos 285 .

Os pólos regionais e os centros locais. A PUC implantou em março de 1998 um projetopiloto de Educação a Distância Mediada por Computador – EDMC . A PUC de Campinas é conveniada à RICESU. A PUC é.br/edmc O Ensino a Distância vem sendo oferecido desde 1998. Oferece os seguintes cursos: 1. Os alunos recebem materiais impressos e CD-ROMs. FAX e Internet. Pós Graduação – Strictu Sensu (Mestrado) • • Gerenciamento em Sistemas de Informação. pioneira em cursos de mestrado a distância. eleito dentre os orientadores. estão equipados com computadores. Cursos Seqüenciais: Formação Específica em Administração de Recursos e Produção. Sistemas de Computação Sistemas de Telecomunicação e Informática. tendo seu início com o Curso de Mestrado em Informática.alunos dos vários municípios sob sua jurisdição. Gestão Educacional: Perspectivas da Práxis. 3.como opção 286 . Possui um ambiente próprio na Internet. Esses orientadores desempenham funções no âmbito do processo de ensino/aprendizagem e da avaliação curricular. junto com a Universidade Federal de Santa Catarina. 2. Em cada pólo há ainda um coordenador.puc-campinas. Rede de Instituições Católicas de Ensino Superior. Formação Específica em Tecnologia de Informação Aplicada a Instituições Financeiras. em escolas das Prefeituras. Cada Centro Regional conta com uma equipe de Orientadores Acadêmicos na proporção de 20 alunos por orientador. • PUCCAMP – Pontifícia Universidade Católica de Campinas www. Educação e Formação de Recursos Humanos. A UFMT desenvolve também um curso de Pós Lato Sensu sobre Formação em Educação a Distância. Pós Graduação – Lato Sensu: Arquitetura Cliente Servidor.

ou seja. 1. Tem ambiente próprio para EAD e utiliza também o ambiente Blackboard. Pós Graduação – Lato Sensu Moda em Comunicação (com Habilitação em Arte e Cultura. entre outras. Marketing ou Design de Moda). que teve início em 1995 com o primeiro curso de Moda on-line do Brasil.mestrado. Filosofia. estas realizadas por meio de um a combinação de aulas remotas síncronas (do tipo sala de discussão ou chat) e assíncronas (do tipo news-group) através da Internet. História das Ciências. Ciências Sociais. Psicologia. e oferece cursos de extensão e pós-graduação lato sensu a distância.nar. Salvador-BA. Na Universidade Anhembi Morumbi o Ensino Interativo (EI). 287 . Adaptações e Dependências Orientadas pela Internet (oferece as disciplinas: Metodologia da Pesquisa Científica. como complemento nas áreas de Matemática e Língua Portuguesa. Graduação (apoio ao presencial) Projeto Clínicas On-Line (para os alunos do 1o semestre da Universidade. Goiânia-GO.dentro do Mestrado em Informática. Comunicação e Expressão e Nutrição Materno-infantil).br) • Universidade Anhembi Morumbi www. e cursos de graduação como apoio ao presencial. Rondonópolis-MT. carga horária 34 horas em oito semanas). faz parte do Departamento de Ensino Interativo a Distância. Os alunos freqüentam aulas presenciais numa proporção de um quarto com relação às aulas virtuais. envolvendo oito alunos localizados a grandes distâncias de Campinas. onde cada disciplina disponibiliza seu material didático em Home-Page especialmente projetada para o Curso de Mestrado (www. Vitória-ES.puc-campinas. 2.br/ei Conveniada ao Instituto Universidade Virtual Brasileira. Uberaba-MG.anhembi.

inaugura-se oficialmente a PUC RS Virtual. o projeto de credenciamento da PUC RS Virtual.epm.Módulo I. Oferece os seguintes cursos de Pós-Graduação Lato Sensu: • • Especialização em Dependência Química Especialização em Nutrição em Saúde Pública.br Conveniada a RICESU. foi formalizado em 2000 e é responsável pelos projetos em educação a distância da UNIFESP Virtual. Atualização para Professores e Tutores de Cursos a Distância em Saúde.br Conveniada a UNIREDE O Laboratório de Ensino a Distância (LED). 288 . do Departamento de Informática em Saúde (DIS).pucrs. de Tecnologia Oftálmica e de Fonoaudiologia. foi encaminhado ao MEC para aprovação junto com o curso de Engenharia química a distância.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul www. Simulação de Desastre. se destacam: Básico de Atualização em Dependências.virtual. Básico de Dermatologia para Médicos Clínicos. O LED tem ambiente na Internet próprio. Atualização em Enfermagem em Nefrologia.ead. Atualização em Nutrição Clínica . de Medicina.• UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo EPM – Escola Paulista de Medicina www. Oferece algumas disciplinas de Graduação on-line nos cursos de Biomedicina. Revisão sistemática e metanálise. Em 2000. Em 1997 o reitor da PUC RS criou um grupo de trabalho visando à criação de uma Universidade Virtual. Em 1999. Introdução a EAD para o Mestrado em Oftalmologia. • PUC RS. Técnica Operatória e Cirurgia Experimental. Entre os cursos de Extensão.

Em Especialização. com uma média de 3000 alunos.2002/2003) Psicooncologia (375hs + trabalho de conclusão .maio 2002/julho 2003) Supervisão Escolar (375hs + trabalho de conclusão . Oferece cursos de extensão.junho 2002/julho 2003) Orientação Educacional Psicologia nos Processos Educacionais (360hs + trabalho de conclusão abril 2002/julho 2003) • Psicologia nas Organizações (360hs + trabalho de conclusão . Internet e material impresso. 289 . Oferece aulas por vídeo e teleconferência. Em 2001/2002 está desenvolvendo 13 cursos de especialização e 6 cursos de extensão. graduação e lato sensu.É uma das universidades melhor equipadas para Educação a Distância. destacam-se os cursos de: • • • • • • • Direito Processual Civil (360hs.abril 2002/julho 2003) Educação Especial (380hs. 1.agosto 2002/ julho 2003). A PUC-RS está oferecendo o primeiro curso de graduação em engenharia química a distância em parceria com a OPP Petroquímica SA 2.abril 2002/julho 2003) Gestão em Saúde: ênfase hospitalar (375hs.abril 2002/junho 2003) Tecnologias de Informação e de Comunicação em Educação (390hs.abril 2002/julho 2003) • • • • Psicologia na Comunicação (360hs + trabalho de conclusão .maio 2002/junho 2003) Gestão Empresarial (375hs.abril 2002/dezembro 2002) Marketing Político e Persuasão Eleitoral (360hs.

br A Universidade de Brasília é uma das pioneiras em Educação a Distância. integralizadas com 1.por semestre até completar 5000 no primeiro semestre de 2003. Ensino de Ciências sob o Prisma da Educação Ambiental.br 290 . entre eles: A Redação como Libertação.professores em serviço . Manual de Criação e Elaboração de Materiais para Educação a Distância. Pensamento e Ação. O Pensamento Inquieto. Introdução Crítica ao Direito do Trabalho. Freud.ufpr.210 horas. Jean-Jacques Rousseau. Cursos oferecidos em Pós-Graduação Lato Sensu: Avaliação Institucional. Política Social.Universidade de Brasília www. Educação. principalmente em especialização desde a década de oitenta. outros a Internet.• UNB . Ensino de Ciências sob o Prisma da Educação Ambiental. E desenvolve muitos cursos de extensão. Prevenção ao Uso Indevido de Drogas . O Curso dura 03 (três) anos. Introdução Crítica ao Direito. textos impressos. Município e Cidadania. vídeos e interações da INTERNET.926 horas (60%) não presenciais. Alguns cursos utilizam mais a mídia impressa.Diga SIM à Vida. Iniciou em 2001 com 1000 alunos . Capacitação em Serviço Social e Política Social. Formação em Agente Indígena em Saúde Bucal. A UNB está organizando 06 (seis) Centros Regionais Informatizados para a Educação destinados a atender os cursistas e os monitores no desenvolvimento de tarefas presenciais e dar apoio às atividades dese nvolvidas on line.ned. Odontologia em Saúde Coletiva. com carga horária de 3. trabalhadas com recursos de tecnologia multimídia. que está sendo autorizado pelo MEC a pedido da Secretaria de Educação do Distrito Federal.284 (40%) presenciais e 1. É uma das coordenadoras da Unirede e da UniVirCo.unb.nead. Atualmente a UNB está desenvolvendo um curso especial de graduação a distância de Pedagogia para Professores em exercício no início de Escolarização. • UFPR – Universidade Federal do Paraná www.

Em meados de setembro de 1998 foi criada a Comissão Intersetorial encarregada de desenvolver uma pré-proposta de criação de um núcleo de Educação a Distância na Universidade. 291 . o Conselho Universitário aprovou por unanimidade a institucionalização da EAD na UFPR e a Portaria nº 370/99. foruns e listas de discussão) e suporte de material impresso. 2.Núcleo de Educação a Distância. com a consolidação de grupos colaborativos de aprendizagem (chats. proporcionando diferentes níveis de certificação: Ø Extensão (45h a 150 h) Ø Aperfeiçoamento (180 h a 300h) Ø Especialização Latu Sensu (480h) – incluindo monografia. Realizou até agora dois vestibulares e conta com mais de 800 alunos. Graduação Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia – Séries Iniciais do Ensino Fundamental (3240hs sendo 2368 a distância e 872 presenciais).Conveniada a UNIREDE. da Reitoria de 10 de fevereiro de 1999 cria o NEAD . credenciado e aprovado pelo MEC. Em 28 de janeiro de 1999. 600 vagas. em maio de 2000. O curso é realizado predominantemente através da Internet. vídeo e teleconferência. Todos os candidatos que realizaram o processo seletivo são professores que estão atuando na educação infantil e/ou séries iniciais do Ensino Fundamental e estão vinculados às entidades conveniadas. correspondentes a módulos que podem ser cursados de forma independente e/ou complementar. Pós Graduação Curso UNIREDE de Formação em Educação a Distância. duzentas para a região de Apucarana (PR) e mais duzentas vagas para uma entidade religiosa. Curso de 480 h. sendo duzentas para a região de Pato Branco (PR). Abriu no primeiro vestibular. 1.

Nesses centros são realizadas as verificações de aprendizagem. • UFMS . É mantida pela FAAB. Desenvolve o Curso de Graduação de Pedagogia.aiec.Curso de Formação de Professores (360hs sendo 33% presencial. na modalidade Licenciatura Plena com habilitação em Formação de Professores para os anos iniciais do Ensino Fundamental autorizado pelo MEC.br A Associação Internacional de Educação Continuada – AIEC é a primeira Faculdade a implantar um curso de graduação em administração a distância no Brasil. Cada Centro dispõe de um Coordenador Regional que exerce a supervisão administrativa das atividades do curso. Utiliza material impresso próprio e Internet. 20% por tutoria e 47% a distância) e Curso de Mídias Integradas (360hs sendo 33% presencial.ufms. aproximadamente. 800 alunos. www.Universidade Federal do Mato Grosso do Sul www. Políticas e Gestão Educacional. Mantém Centros Regionais de apoio em salas da Associação dos Funcionários do Banco do Brasil. Realizou o primeiro vestibular. Com duração mínima de 4 (quatro) anos e máxima de 5 (cinco) anos. 20% por tutoria e 47% a distância) • AIEC – Associação Internacional de Educação Continuada Faculdade de Administração de Brasília.ead.br Vinculada à UNIREDE e a UniVirCO. as reuniões de trabalho em grupo. Educação Profissional na área de Saúde: Enfermagem. o curso tem 50% da carga horária presencial e 50% da carga horária à distância. 292 . Tem atualmente. debates de filmes ou palestras e atendimento de Secretaria. para professores e alunos do Mato Grosso do Sul. Outros cursos importantes de Pós Graduação Lato Sensu: Orientadores Pedagógicos em Educação a Distância. Educação em Arte e as novas Tecnologias.

udesc.565 (171 créditos . O curso está sendo oferecido em Santa Catarina e Ceará (Convênio com a Universidade Estadual do Ceará e a Secretaria do Estado do Ceará).20%) são reservadas para encontros presenciais. Deste total de horas. 293 .led.br www. Além disso. Gestão de Ensino Técnico.ufsc. Educação ambiental. Planejamento Estratégico: ênfase em Agrobusiness. em cada disciplina do curso. é de 75%. Estes encontros são realizados semanalmente nos Núcleos de Formação. A UDESC Virtual esta levando a EAD a 136 Municípios Catarinenses.• UFSC . em que o aluno também deve estar presente.ufsc. atendendo a aproximadamente 15 mil alunos.80%) são desenvolvidas na modalidade de Educação a Distância e 645 (43 créditos . E em educação continuada: Introdução à educação a distância. Criação de empresas. uma das avaliações da disciplina é uma prova escrita. Gestão Fazendária. A carga horária do Curso é de 3. • UDESC – Universidade Estadual de Santa Catarina http://virtual.210 horas/aula/atividade. O curso principal de Graduação a Distância é o de Pedagogia.Especialização em Gestão Escolar. Jovens empreendedores. Os cursos principais de Pós – Lato Sensu são: Empreendedorismo. Engenharia e Gestão Rural e Agroindustrial. com a presença de um tutor. Gestão escolar. Engenharia de Produção: Gestão Rural e Agroindustrial.br Vinculada à Unir ede. de caráter individual. correspondentes a 214 créditos. que visa capacitar as equipes de gestão das escolas públicas estaduais e outros profissionais envolvidos com a mesma. Curso de Pós Graduação . 2. a partir do LED – Laboratório de Educação a Distância do Curso de Engenharia de Produção. Marketing para Gestão Empresarial.br A Universidade Federal é uma das pioneiras em cursos que utilizam videoconferência e Internet a distância.Universidade Federal de Santa Catarina www. A percentagem mínima de freqüência nos momentos presenciais. Atualmente o LED se separou do Departamento de Engenharia de Produção.

A URGS utiliza os ambientes virtuais NAVI e Aulanet. Aperfeiçoamento em EAD – Orientadores Acadêmicos.ufes. Fundamentos e Técnicas de Groupware. Na Graduação é oferecida a distância a disciplina Sistemas de Informação Gerencial. Aperfeiçoamento em Esporte Educacional. 294 . credenciado pelo MEC. 2. habilitação em Licenciatura Plena em Educação a Distância. Entre os cursos de Extensão a Distância destacam-se: Administração Municipal eficaz com Responsabilidade Fiscal. Pós-Graduação A UFES oferece um curso de especialização em EAD em Segurança do Trabalho e de aperfeiçoamento em EAD para Orientadores Acadêmicos.• UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul www. Graduação Pedagogia em séries iniciais do Ensino Fundamental.ufrgs. Oferece os seguintes cursos: 1. Design de Superfície. Planejamento Estratégico em Saúde.neaad. Está preparando os cursos: Administração e Gestão Pública e Formação Pedagógica.br A Universidade Federal do Rio Grande do Sul desenvolve um curso de Pós- Graduação Lato Sensu a distância sobre Informática na Educação.br Conveniada a UNIREDE. entre outros. • UFES – Universidade Federal do Espírito Santo www. Especialização em Segurança do Trabalho. Aperfeiçoamento em EAD.

virtus. Filosofia e Existência.Universidade Católica de Brasília www. na modalidade de EAD.ufpe. • UFPE . orientação acadêmica individual ou para grupos e a apresentação de seminários temáticos semestrais. Os cursos propostos. com algumas aulas presenciais. Outros. videoconferências. numa prática bimodal ou semipresencial. Oferece principalmente o curso de Especialização em Negócios para Executivos (396hs/ 2 ou 3 semestres).br 295 . atividades síncronas através de chats e atividades assíncronas pela WEB. utilizam mais material impresso com apoio da Internet. como o de Educação a Distância. são estruturados através da combinação das modalidades de Ensino a Distância e Presencial.Atua na Coordenação do Núcleo de Oferta Regional do Curso de Extensão TV na Escola e os Desafios de Hoje.br/gvnet O ambiente virtual é o WebCT. Desenvolve também um curso on-line para professores universitários de instituições salesianas do Brasil e de vários países latino-americanos e europeus sobre Aprendizagem cooperativa e tecnologia educacional na Universidade. Tem ambiente próprio e em alguns cursos o Universite. • UCB . Um terço das atividades acadêmicas são realizadas presencialmente. • FGV – Fundação Getúlio Vargas www. promovido pela UNIREDE e Secretaria de Ensino a Distância do Ministério da Educação. por meio de teleconferências "abertas". Educação a Distância. como o de Turismo.br Desenvolve cursos de Lato Sensu em Turismo.Universidade Federal de Pernambuco www. As provas são realizadas presencialmente.fgvsp. Alguns cursos são pela Internet.catolicavirtual.

Atualmente desenvolve os cursos de Lato Sensu: Gestão do patrimônio cultural integrado.br/default. atualmente. há 40 mil alunos em cursos de graduação a distância e 39 mil em cursos de formação de professores. no equilíbrio entre o individual e o grupal. Introdução ao jornalismo on-line. A Universidade Federal de Pernambuco desenvolve o ambiente Virtus. Introdução à informática na educação.criando sua comunidade virtual de aprendizagem. atualmente. entre o 296 . em algum momento. Há estimativas de um total de 200 mil alunos participando. Não há números confiáveis sobre o total de alunos em cursos de especialização e de extensão. Estima-se também que estejam envolvidos. Jornalismo investigativo na WEB. na informação. Alguns cursos a distância começam a ser focados na construção do conhecimento e na interação. Gestão da informação em ambiente WEB. orientadores e tutores em cursos a distância no Brasil. no professor. O potencial atual de alunos a distância no nível superior é de 700 mil.htm). Mídia aplicada à educação. Hipermídia.4 As metodologias e os recursos utilizados na educação virtual A maior parte dos cursos presenciais e a distância continua focada no conteúdo. desde 1996.3 Estimativa do volume de estudantes e professores Um estudo ainda inédito da Fundação Getúlio Vargas estima que. no aluno individualmente e na interação com o professor/tutor. de processos de educação a distância no nível superior. Dos cursos de extensão destacam-se: E-learning para desenvolvimento de RH. Internet e educação . Outra instituição que está crescendo rapidamente em educação a distância é a PUC-MG com cursos de especialização e atualização (http://virtual1. 9. 9. Esse número tenderá a crescer significativamente nos próximos anos. Introdução à programação com aplicativos em JAVA.Vinculada à UNIREDE.pucminas. ao redor de 4 mil professores.

construído ao longo do curso. em parte.conteúdo e a interação (aprendizagem cooperativa). em determinados momentos. com metodologias mais participativas. Outros preparam os materiais com cuidado. E na educação a distância. 9. Por outro lado.5 As plataformas informáticas de ensino e aprendizagem na educação virtual Sobre as plataformas não há dados conclusivos. Muitos cursos focam o conteúdo disponibilizado na WEB sem tratamento inovador. a última versão 297 .1 Tecnologias utilizadas em cursos a distância e semi-presenciais Tecnologias Internet TV Rádio CD-ROM Jornal/ Impressos Videoconferência Vídeo Total Mídias 6 1 3 3 3 25 Norte 3 1 1 2 7 8 5 66 1 4 1 1 16 Nordeste 12 4 Sudeste 43 1 Centro-Oeste 9 Sul 14 3 1 3 4 4 3 32 Total 81 9 2 6 18 17 12 145 Nas universidades há um investimento claro na utilização da Internet. Tabela 9. estudos de caso. combinando-os com os presenciais. Um bom número de universidades está desenvolvendo ambiente próprio. sendo o conteúdo. dependendo do Departamento. com a comunicação on-line. preparado e. em parte. Outras estão migrando de plataforma. saindo-se do isolamento que costumava existir. Há universidades que possuem várias plataformas. da sala de aula e a aprender. Área de Conhecimento ou Projeto de Pesquisa. também. Todas as universidades começam a adotar estratégias de educação on-line. de forma mais instrucional ou interativa. Os cursos presenciais começam a ser combinados com tempos e espaços não presenciais. atividades. O ambiente Blackboard só recentemente começou a se difundir no Brasil. em ambientes virtuais. há mais encontros. Começa-se a sair.

figuras. Na atualidade. desenvolvendo atividades.7 A relação entre a educação presencial e não-presencial 298 . Blackboard. simulamos uma comunicação falada. outros não. escrevemos mensagens. Eureka. predomina o uso das seguintes plataformas ou ambientes virtuais2: WebCT: 10. Teleduc: 06. pesquisas. outros não. podem ser úteis. O fórum é uma ferramenta que aparece em pelo menos 50% dos cursos. Depende muito do professor.do Teleduc da Unicamp é multiplataforma e gratuita e provavelmente. respostas. Alguns tentam monopolizar as falas (como no presencial) outros só observam. se expandirá rapidamente. sons e imagens) que os tornam mais atraentes. do tempo disponível. Alguns são rápidos na escrita e no raciocínio.. Por isso. A WEB é a mídia que mais cresce na Educação a Distância no Brasil (81 instituições de ensino superior a utilizam nos seus cursos). sua motivação. Learning Space: 05. em 90% dos cursos superiores. automaticamente. Por enquanto. aos poucos. projetos.): 09. As ferramentas de comunicação virtual até agora são predominantemente escritas. de sua maturidade. e vias de transformarem-se em audiovisuais. do grupo.. Esses chats e fóruns permitem contatos a distância. à dificuldade de reunir um número grande de alunos de forma adequada. Ambiente próprio: 25. IUVB: 10. da facilidade de acesso. é importante experimentar novas metodologia da educação on-line. mas só eles não levarão a uma grande revolução. 9. Outros (Virtus. Há críticas à falta de ferramentas de gestão de chat. Alguns alunos se comunicam bem no virtual. Aulanet: 07. formas de comunicação em ambientes presenciais e virtuais. os chats vão incorporando recursos (como cores. 9. Mas.6 Os serviços telemáticos utilizados na educação virtual Os serviços mais utilizados são o correio eletrônico. mas a sua utilização é menos freqüente. O chat existe na maior parte dos ambientes. Universite: 03.

2002. tecnologias. A educação a distância é procurada. com a educação presencial. Caminha-se para uma flexibilização forte de cursos. parcial ou totalmente a distância dentro de cursos presenciais. gerenciamento. modelos de cursos. tempos. metodologias. os cursos semipresenciais. A cultura predominante é a presencial e os alunos procuram. 2000 e do Guia Brasileiro de Educação a distância: 2002-2003. A educação a distância sempre foi vista como supletiva. Com a LDB e com a Internet.As instituições de ensino superior se preocupam. está começando a aparecer. aproveitando o melhor do estar juntos e o melhor de estar conectados. Tanto os cursos regulares presenciais como os a distância vão se aproximar do ponto de vista técnico e metodológico. em primeiro lugar os cursos regulares presenciais. de pesquisa. principalmente por formados ou por aqueles que perderam o prazo regular de realizar um curso superior. interação. O número de disciplinas. avaliação. 299 . emergencial ou complementar. de técnicas. que facilitem o trânsito entre o presencial e o virtual. de aulas. garantindo a aprendizagem significativa. 2 A pesquisa foi feita pelo autor principalmente a partir do livro da Carmem MAIA (org). Educação a distância no Brasil na era da Internet. São Paulo: Esfera. É importante que os núcleos de educação a distância das universidades saiam do seu isolamento e se aproximem dos departamentos e grupos de professores interessados em flexibilizar suas aulas. pessoal e institucionalmente. Com a expansão das redes de banda larga é possível acessar rapidamente as informações dos cursos. a visualizar o professor e os grupos de alunos. espaços. EAD. os cursos parcialmente a distância dentro da educação presencial. Isso obriga a experimentar.BR. São Paulo: Anhembi-Morumbi. mas é ínfimo em relação ao peso da sala de aula. adquire uma dimensão pedagógica e mercadológica cada vez mais relevante. de comunicação. precisam experimentar formas de integrar o presencial e o virtual. em tempo real e a um custo relativamente baixo. agora. Predominarão. fundamentalmente. Começam. Todas as universidades e organizações educacionais. a carregar vídeos e áudios. em todos os níveis. nos próximos anos.

Porto Alegre: Artmed. LITWIN.br. 2000. 1999.br/educacional/artigos/vanguarda. M. Muito além do jardim de infância: o desafio do preparo de alunos e professores on-line. 1997. 300 . A sociedade em rede. AZEVÊDO. 2002. A vanguarda (tecnológica) do atraso (pedagógico): impressões de um educador online a partir do uso de ferramentas de courseware. AZEVÊDO. Rio de Janeiro: UERJ. Educação a distância: algumas considerações. W. 2002. Manuel.>. Disponível em: <www.aquifolium. B. STILBORNE. 2000.Referências ALAVA. Comunidades virtuais precisam de animadores da inteligência coletiva: entrevista concedida ao portal da UVB (Universidade Virtual Brasileira). W. Campinas: Autores Associados.aquifolium. Disponível em <www. M. HEIDE. Gabriella Dias de (Org.html>. Educação a distância: temas para o debate de uma nova agenda educativa.com.aquifolium. Guia do professor para a Internet. AZEVÊDO. Centro de Tecnologia educacional. ESTEVES. Projeto: uma nova cultura de aprendizagem. W.br/educacional/artigos/muitoalem. Ann. Claudia Maria Ferreira. 2002. Linda. OLIVEIRA.).br/educacional/artigos/entruvb.n. Disponível em: <www. CASTELLS. E. 2002. Disponível em: <www. Antonia Petrowa. 1999. Acesso em: 31mar.proinfo.). 2001. Acesso em: 04 abr.com. Rio de Janeiro: [s. Acesso em: 25 mar.). Ciberspaço e formações abertas: rumo a novas práticas educacionais? Porto Alegre: Artmed. LANDIM. Educação à distância: experiências universitárias.]. 2002. Edith (Org. BELLONI. Educação a distância.html>.gov. Séraphin (Org.html>. ALMEIDA. Porto Alegre: Artmed. L. Rio de Janeiro: Paz e Terra.com. Acesso em: 04 abr.

br/prof/moran>. Guia Brasileiro de educação a distância: 2002-2003./abr. A. 2000.proinfo.5. Novas tendências para o uso das tecnologias da informação na educação. São Paulo: Esfera. Acesso em 11 nov.eca.br>. ____. FUKS. São Paulo.). jan. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Diferentes abordagens de educação a distância. 1997. n. Carmem. São Paulo: Papirus. 2002.usp. MORAES. A educação na era da Internet.br>. J. Internet no ensino. 2001. Acesso em: 06 abr. v. Marilda. MASETTO. LUCENA. MAIA.14. MORAN. BEHRENS. 301 . Hugo.gov. José Manuel. Textos sobre Tecnologias e Comunicação. Marcos. Rio de Janeiro: Brasport. VALENTE. Acesso em: 23 mar 2002. Maria Cândida (Org. Carlos. Rio de Janeiro: Clube do Futuro. Marisa.LUCENA. Um modelo de escola aberta na Internet: kidlink no Brasil. 1999. Campinas: UNICAMP/NIED. 17-26. 2002. MORAN.gov. ____. 4a ed. Educação a Distância: fundamentos e práticas. José Manuel.proinfo. Disponível em: <www. Disponível em: <www. p. Disponível em: <http://www. 2002. Comunicação & Educação. 2002.

Existem. A articulação da educação superior com o restante do sistema educativo é. escassos programas ou diretrizes legais destinados a promover uma maior interação entre esses dois níveis de ensino. hoje. através de interações diversas com as empresas. inclusive o Curso Normal Superior. prevê que: “Os institutos superiores de educação manterão cursos formadores de profissionais para a educação básica. tenuemente consolidada e institucionalizada no Brasil. a formação de docentes dá-se mediante a oferta de cursos de nível superior/licenciatura plena em universidades ou institutos superiores de educação. como também.10 A relação da educação superior com a superior sociedade Bernadete da Silva Ribeiro Batista 10. Conforme o previsto no artigo 62 da LDBN. ainda. a qual restringe-se à formação de docentes e profissionais para a educação básica. 63. o desenvolvimento de atividades de extensão. programas de formação pedagógica para portadores de diploma de educação superior que . para formação de docentes para a Educação Infantil e quatro primeiras séries do ensino fundamental. Em seu art.1 A relação com o conjunto do sistema educativo O sistema de ensino superior brasileiro relaciona-se com a sociedade por meio de múltiplos canais: a formação de docentes e profissionais para a educação básica.

Com relação ao ingresso de estudantes nas universidades. A formação de profissionais para a educação básica. programas de educação continuada para os profissionais de educação de diversos níveis”. planejamento. 10. Nesse sentido. França e Japão. Canadá. uma entidade com atuação em nível nacional. é oferecida em cursos de graduação em Pedagogia ou em cursos de pós-graduação. ao estabelecer esses critérios. Coréia.queiram se dedicar à educação básica. representando uma experiência largamente incentivada e desenvolvida nos Estados Unidos. segundo prevê o artigo 64 da LDBN. Em fevereiro de 1992. nas áreas de administração. com o objetivo de “promover de forma sistemática a transferência de conhecimentos científicos e tecnológicos da Universidade para a Empresa e a realização de 303 . nos dia de hoje. os mecanismos de interação mais complexos entre esses dois setores começaram a se desenvolver a partir da década de 90. foi criado o Instituto Uniemp (Fórum Permanente das Relações Universidade-Empresa). responsáveis pela preparação dos candidatos para o ingresso na educação pós-secundária.2 A relação com o sistema econômico A interação universidade-empresa constitui-se. levar em consideração as características do ensino médio. inspeção. o artigo 51 prevê a autonomia das universidades no estabelecimento de critérios que regerão o processo de seleção. Algumas faculdades e universidades têm estimulado essa integração. No caso do Brasil. supervisão e orientação educacional. num instrumento importante de promoção do desenvolvimento científico e tecnológico dos países. incorporando os resultados alcançados pelos estudantes no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) como um dos critérios para admissão aos cursos de graduação. que deverá. a LDBN estimula uma maior integração entre o ensino médio e o ensino superior.

apoiar o direcionamento das atividades de pesquisa para as reais necessidades das empresas.uniemp. que apóia projetos de pesquisa de novos produtos com alto conteúdo tecnológico. e modificado pela Lei nº 10. a criação de escritórios de transferência de tecnologia em 12 universidades brasileiras.332 de 19/12/2001. de 29/12/2000.195.br 304 . com uma equipe de pesquisa e um conglomerado de empresas e o PITE (Programa para a Inovação Tecnológica). Resultou.br/relatório de gestão dos fundos setoriais 2001). estimular a destinação de recursos privados para as universidades. Criado em 1995. desse Programa. financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).pesquisas conjuntas. o FINEP-Tec (Programa de Apoio à Parceria Tecnológica Universidade – Empresa). criado em 1995. basicamente.gov. num modelo de cooperação comum nas economias mais desenvolvidas”1. No estado de São Paulo. a FAPESP desenvolve dois programas: o ConSITec (Consórcios Setoriais para a Inovação Tecnológica). de 11/04/2002. desenvolvidos pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e os Programas para Inovação Tecnológica. Outras importantes iniciativas nessa área são: o Programa FINEP/TEC e o Fundo Setorial Verde-Amarelo. e ampliar a capacidade da FINEP em atender a sua clientela de empresas e universidades. Esse Fundo destina-se.168. desenvolvidos 1 www. o que apóia projetos cooperativos e esforços coletivos de inovação realizados entre os setores produtivos. atualmente desativado.finep. a “Utilizar o patrimônio de conhecimento que o país vem construindo nas universidades e institutos tecnológicos para atender às demandas sociais”. que envolve a parceria dessa instituição. as instituições de pesquisa e as instituições de ensino superior (www. Um de seus eixos estratégicos é a Cooperação Tecnológica para a Inovação. O Fundo Setorial Verde-Amarelo foi criado pela Lei nº 10. regulamentado pelo Decreto nº 4. tinha como objetivos: incentivar a participação das unidades de pesquisa das universidades em projetos e programas de desenvolvimento tecnológico de empresas industriais ou agropecuárias.

br/programa de inovação tecnológica).conjuntamente por empresas e algum instituto de pesquisa do estado de São Paulo (www.fapesp. 305 .

O parque tecnológico configura-se como um tipo de pólo tecnológico. para desenvolver pesquisas tecnológicas nas áreas de cerâmica. Pode ser um programa ou segmento da instituição. de diferentes cursos de universidades ou faculdades brasileiras. Os pólos tecnológicos são regiões consideradas de intenso potencial no setor. Estima-se que existam. 183 incubadoras em operação. As principais experiências brasileiras desse tipo foram implementadas em cidades do estado de São Paulo. em 1991. Segundo dados da Anprotec/2002. jurídicos. existem. telecomunicações. formando uma cooperativa com o objetivo de desenvolver pesquisas de interesse de todos os integrantes ou de solucionar problemas comuns. 306 . contato com universidades e institutos de pesquisa. serviços contábeis. cujos principais objetivos são: estabelecer contato com empresas favoráveis à interação. São organizações sem fins lucrativos.1 Tipos de mecanismos de Interação Universidade-Empresa existentes no Brasil MECanismo Descrição/Objetivos São centros de desenvolvimento de pesquisas. Prestam serviços de gestão e monitoramento contínuo das atividades de interação entre a universidade e a empresa principalmente em relação à transferência dos resultados de pesquisas. Santa Catarina. química. As primeiras experiências de implantação de incubadoras. O principal objetivo é contribuir para a formação do graduando por meio da prestação de serviços de consultoria à sociedade. telefone. couro. Foram criadas com o intuito de facilitar a condução das interações entre as universidades e as empresas.de Juiz de Fora. colocam uma cidade e sua região no estágio de pólo de difusão de ciência e tecnologia. Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. aproximadamente. eletro/eletrônico. A universidade fornece o espaço físico e equipamentos. Associação de várias empresas a uma universidade. É o caso do Conselho Regional de Inovação e Transferência – CRITT . no cumprimento de prazos. os EIT’S encontram-se vinculados à Pró -Reitoria de Extensão ou de Pós-Graduação das universidades brasileiras. na formação de equipes de execução de projetos. geralmente. farmácia. licenciamentos e patentes. Interação Universidade- Centros de Inovação Tecnológica Centros de Pesquisa Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica Empresas Júnior Escritórios de Transferência de Tecnologia Fundações para o Desenvolvimento Tecnológico Parques e Pólos Tecnológicos Tecnópole Grandes Programas Cooperativos Fonte: Quadro elaborado a partir do estudo desenvolvido por Neila Viana da Cunha: MECanismos de Empresa e seus Agentes: o Gate Keeper e o Agente Universitário de Interação. Como exemplo. telecomunicações. A Universidade de São Paulo foi a primeira a implementar esse tipo de iniciativa por meio da criação da Coordenadoria Executiva de Cooperação Universitária e de Atividades Especiais (CECAE). cerca de 30 escritórios de transferência de tecnologia no país. 400 empresas-júnior.Quadro 10. Destinadas ao desenvolvimento de novas empresas produtoras de inovações tecnológicas. Existem. Considerada como uma região que busca a inovação. na aquisição de equipamentos e na oferta de subsídios necessários à realização da interação com o meio empresarial. engenharia de processo. Às empresas incubadas são oferecidos instalação física. constituídas por alunos de graduação. alimento. dentre outros. polímeros. sob a supervisão técnica de professores universitários. hoje. virtualmente. institutos de pesquisa e de empresas de tecnologia de ponta. da maior pré-disposição de intercâmbio entre esses e da existência de arranjos institucionais mais ágeis para facilitar a transferência e difusão tecnológica. hoje. biotecnologia. fax e isenção de aluguel e impostos por um determinado período de tempo. datam de 1988/1989. tem-se o Projeto “Porto Alegre Tecnólope”. O fato de ser uma instituição de direito privado permite uma maior agilidade na execução das rotinas administrativas. em decorrência da concentração espacial de universidades. a preços mais acessíveis. desenvolvido na capital do Rio Grande do Sul. ajudar pesquisadores nas negociações com os empresários e buscar financiamentos para os projetos da universidade. design. Criados. Paraná. comercialização de tecnologia. mecânica. Geralmente. hoje. reduz custos de projetos de pesquisa de empresas associadas e estimula a participação de docentes por meio de incentivos na carreira acadêmica.9% delas na região Sul e a maior parte atuando nas áreas de software/informática. Internet/ E-commerce. novos materiais. das diversas áreas e campos do conhecimento. no país. cosméticos. criados por iniciativa das universidades. confeccções e outros. de secretaria. 45. a tecnópole tem o objetivo de estabelecer os fluxos de conhecimento que. ou a várias.

apoiado pelo MEC. Um passo importante na consolidação das atividades de extensão universitária.851 de 11/04/1931). passaram a promover práticas extensionistas. De acordo com esse documento. na Reforma Francisco Campos (Decreto-Lei nº 19. aí incluindo a educação continuada a distância. literários e científicos. Enfatizar a utilização da tecnologia disponível para ampliar a oferta de oportunidades e melhorar a qualidade da educação. foi somente com a promulgação da Reforma do Ensino Superior (Lei nº 5. produção de alimentos. foi dado com o desenvolvimento do Plano Nacional de Extensão elaborado pelos pró-reitores das universidades públicas brasileiras e.540). como as relacionadas com a área de educação. a extensão é uma “prática acadêmica que interliga a Universidade nas suas atividades de ensino e de pesquisa. com as demandas da maioria da população. que as atividades de ensino. em nosso país. cada vez mais. 307 .3 A relação com o sistema social e cultural A relação do sistema de ensino superior com o sistema social e cultural é mediada.10. a extensão é definida co mo uma das finalidades da universidade com o intuito de democratizar as “conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e tecnológica gerada na instituição”. pela primeira vez. saúde e habitação. pesquisa e extensão passaram a ter caráter indissolúvel nas universidades brasileiras. o termo extensão universitária foi adotado. a extensão universitária destinava-se “à difusão de conhecimentos filosóficos. principalmente. as quais. possibilita a formação do profissional cidadão e se credencia. geração de emprego e ampliação da renda. São objetivos desse Plano: “Dar prioridade à s práticas voltadas ao atendimento de necessidades sociais emergentes. junto à sociedade como espaço privilegiado de produção do conhecimento significativo para a superação das desigualdades sociais existentes”.394/96). Nesse Decreto. em benefício do aperfeiçoamento individual e coletivo: cursos intra e extra-universitários. em 1968. hoje. Legalmente. artísticos. Na nova LDB (Lei nº 9. pelo desenvolvimento de práticas extensionistas. conferências”. Entretanto. desde então.

A extensão universitária: concepções e práticas. Quadro 10. por meio de convênios. bem como para se constituir em organismo legítimo para acompanhar e avaliar a implementação das mesmas. redes ou parcerias. utilizando a disponibilidade de seus recursos humanos e materiais. pesquisa. discursos em eventos (encontros. concertos. desportivo.Considerar as atividades voltadas para a produção e preservação cultural e artística como relevantes para o desenvolvimento nacional e regional. convenções. Estimular a inclusão da Educação Ambiental e do Desenvolvimento Sustentável como componentes da atividade extensionista. conferências. Porto Alegre. Prestação de Serviços Assistência Técnica Ensino de Extensão Difusão Cultural Fonte: Ênio Waldir da Silva. espetáculos. social.br). consultoria. sem contrapartida pecuniária. Atividades desenvolvidas sob a forma de exposições. jornadas. filosófico. permitindo a ampliação do acesso ao saber e do desenvolvimento tecnológico e social do país. artístico e cultural. pois utiliza a disponibilidade de seus recursos humanos e materiais. Tornar permanente a avaliação institucional das atividades de EXTENSÃO universitária como um dos parâmetros de avaliação da própria Universidade. educacional. em parcerias com entidades públicas ou privadas. ou à demanda específica. Atividades desenvolvidas sob a forma de programas de educação continuada. por meio de atividades técnicas especializadas. Possibilitar novos meios e processos de produção. 308 . Pesquisa e Extensão (www. assistência técnica e profissional. Programa de Pós-Graduação em Sociologia/ UFRGS. Criar condições para a participação da Universidade na elaboração das políticas públicas voltadas para a maioria da população. contratos ou outros instrumentos legais e recebendo a devida contrapartida pecuniária para ressarcimento de seus custos e captação de recursos para o fomento de suas atividades. oficinas de trabalho.gov. Viabilizar a prestação de serviços como produto de interesse acadêmico. simpósios. Tese de Doutorado.mec. ciclos de palestras. congressos. filosófico. performances ou audições de cunho científico. inovação e transferência de conhecimentos. tecnológico. recitais. seminários. estágios curriculares. acordos. tecnológico e artístico do Ensino. É a forma como a universidade busca atender às necessidades da comunidade. e as atividades voltadas para o intercâmbio e para a solidariedade nacional e internacional. cursos ou apresentação de palestras. colóquios. debates ou outros).2 Tipos de práticas de extensão desenvolvidas nas universidades brasileiras Práticas de Extensão Descrição É a forma como a universidade procura atender ás demandas através de atividades de ensino. Valorizar programas de EXTENSÃO interinstitucionais sob a forma de consórcios. exibições. científico.

Tunísia. Portugal. Rio de Janeiro. e as parcerias com países em desenvolvimento e/ou com interesses semelhantes (África. ocorreram três processos cujos resultados merecem destaque: a ampliação dos convênios e dos estudantes-convênio e o movimento da reforma da universidade brasileira. Irã. Foi na segunda metade do século XX que a cooperação ampliou-se e teve repercussões na educação superior. Ensino Superior: legislação e jurisprudência. Honduras. Israel. Irlanda do Norte. República Dominicana. certamente. Polônia. Guiana. Quanto à ampliação de convênios. Chile. no enfrentamento de tensões externas e no estreitamento de laços políticoeconômicos.489p. nas últimas décadas. Costa Rica.11 Globalização. México. Acordos foram firmados com Argentina. Coréia. Bélgica. o Brasil finalizou a década de 1960 tendo firmado acordos culturais com países diversos. pari passu. Uruguai e Venezuela. Índia. 1969. Senegal. Guido Ivan de. Oriente Médio e Ásia). Líbano. (pp. Equador. Países Baixos. A cooperação internacional. China. 1 Ver a indicação dos respectivos decretos em CARVALHO. Nicarágua. Cia Melhoramentos. internacionalização e internacionalização cooperação interinstitucional Maria Estela Dal Pai Franco O intercâmbio de conhecimentos técnicos. El Salvador. 436-438). de aproximação e de entendimento. cresceu nos níveis governamental e institucional e tem acompanhado. República Árabe Unida. Paraguai. no Brasil. em 1975. Itália. Panamá. científicos. instrumento de promoção do desenvolvimento dos países. Colômbia. a trajetória da educação superior brasileira. Grã-Bretanha. França. Peru. A partir dos anos de 1960. Espanha. tecnológicos e culturais é uma prática em franca ascensão no mundo globalizado e. Dinamarca. .1 A década de 1970 trouxe um novo movimento de ampliação das parcerias estratégicas brasileiras como: o Acordo Nuclear com a Alemanha. Paquistão. Bolívia. Estados Unidos da América. Japão.

913 de 26 de dezembro de 1968 é instituída. a CAI – Comissão de Assuntos Internacionais. 11. Lei nº. de 2 3 BRASIL. Presidência da República Decreto nº. 55. 5540. 310 .2 A internacionalização da educação superior e o reconhecimento de títulos. Entretanto. 63. Congresso Nacional. de 28 de novembro de 1968. O Ministério da Educação e do Desporto e o Ministério da Ciência e Tecnologia desenvolvem atividades de cooperação internacional em estreita colaboração e sob a coordenação/articulação do Ministério das Relações Exteriores (MRE). são normatizados pela Portaria nº 228. diplomas e certificados obtidos no exterior.613 de 20 de janeiro d e 1965.1 A presença das instituições nacionais em outros países As instituições brasileiras de ensino superior operam apenas no território nacional. do MEC. entre elas a obrigação do Ministério da Educação e Cultura fixar o número de vagas para estes”. levou à promulgação do decreto que “torna obrigatório o registro de estudantes estrangeiros beneficiados por convênios culturais (estudantes-convênios) e dá outras providências. Os cursos promovidos por instituições estrangeiras no Brasil. a participação internacional de professores/pesquisadores brasileiros se faz presente em projetos e consultorias. no Ministério da Educação e Cultura. diplomas e certificados de estudo Duas questões devem ser destacadas com relação à internacionalização da educação superior: o reconhecimento de cursos oferecidos por instituições estrangeiras e a revalidação de títulos. em âmbito internacional e em organismos internacionais de cooperação.O crescimento da demanda de cursos de graduação por estudantes. No que diz respeito aos movimentos de reforma da universidade brasileira. BRASIL. Pelo Decreto nº. Torna obrigatório o registro de estudantes estrangeiros beneficiados por convênios culturais (estudantes-convênios) e dá outras providências. 11. associados ou não a uma instituição brasileira. 2 especialmente latino-americanos. deve-se destacar oacordo MEC-Usaid pela influência que teve na Reforma Universitária3 de 1968. Fixa normas de organização e funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média e dá outras providências.

§ 3º Os diplomas de Mestrado e de Doutorado expedidos por universidades estrangeiras só poderão ser reconhecidos por universidades que possuam cursos de Pós-graduação reconhecidos e avaliados. para quaisquer fins legais. A Lei nº 9. algumas delas somente apreciam solicitações quando se trata de cursos efetivamente freqüentados no exterior e cuja documentação contenha prova inequívoca de tal situação. oferecidos por instituições estrangeiras.394/96.15/03/96 e pela Resolução nº 1. 1º Não serão revalidados nem reconhecidos. A Resolução dispõe que: Art. Como os critérios e procedimentos de revalidação são definidos pelas universidades no exercício de sua autonomia. especialmente nas modalidades semipresencial ou à distância. obtidos através de cursos ministrados no Brasil. na mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou superior. respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação. 48 estabelece que “Os diplomas de cursos superiores reconhecidos. terão validade nacional como prova da formação recebida por seu titular. diretamente ou mediante qualquer forma de associação com instituições brasileiras. I e II. da Constituição Federal. do CNE/ CES de 26/02/97. sem a devida autorização do Poder Público. Os diplomas provenientes dos países que integram o 311 . quando registrados. nos termos estabelecidos pelo artigo 209. observadas as normas pertinentes. em seu art.” Os Parágrafos 1° e 2° dispõem que: § 2º Os diplomas de graduação expedidos por universidades estrangeiras serão revalidados por universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente. diplomas de graduação e de Pósgraduação em níveis de Mestrado e Doutorado.

também estão sujeitos ao exame de reconhecimento. 312 . para estudantes estrangeiros em universidades brasileiras e outras modalidades. Doutorado Sanduíche. Mestrado e Especialização) e de Graduação (Graduação Sanduíche). Concede menos bolsas para estudantes no exterior do que a CAPES. No ano de 2002. Comparando com as concedidas em 1998. em 16 de dezembro de 1996. nº 192 de 6 de outubro -10-1999 pág. 11.3. Na atualidade. há anos em desenvolvido projetos para a discussão de critérios conjuntos. oferecida a partir de 2000. coordenado por José-Gines Mora.U. Em relação à 1996. D.196 de 5 de outubro de 1999 Promulga o Protocolo de Integração Educacional para Prosseguimento de Estudos de Pós-graduação nas Universidades dos Países-Membros do Mercosul . concluído em Fortaleza. no âmbito do Mercosul sobre reconhecimento de instituições/cursos e validação de diplomas. houve um aumento de 36. O CNPq é a principal agência de fomento à pesquisa. agência que objetiva a qualificação. pesquisadores brasileiros têm participado de projetos da União Européia. passando de 146 para 396. em que pese o Decreto nº 3.533 bolsas nas várias modalidades. da Universidade de Valência.1 O volume e o objeto dos intercâmbios estudantis A CAPES promove o intercâmbio internacional de estudantes através da concessão de bolsas de Pós-graduação (modalidades de Doutorado.3 A mobilidade internacional de estudantes A CAPES é a principal agência brasileira de fomento à qualificação de quadros de pessoal.Mercosul. 3.1). houve um decréscimo de 12% (Tabela 11.O. O GEU-UFRGS. de 19994.Presidência da República Decreto nº. As bolsas de Pós-graduação aumentaram 171. a CAPES concedeu 1.743 bolsas.196 . 1. Estimula a cooperação através da concessão de bolsas para estudantes brasileiros no exterior. As bolsas de 4 5 BRASIL. no período 1996-2002. Outrossim. 11. 12.2% na modalidade Doutorado Sanduíche. que direta ou indiretamente colaboram no estabelecimento de pontos comuns na questão: o projeto ALFA-BRACARA (UE/Alfa) coordenado pelo CRUP (Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas) e o projeto Alfa-Acro. com atuação na cooperação internacional. já há discussões que transcendem os limites do país e sobre o reconhecimento de cursos e validação de diplomas obtidos nos países integrantes do Mercosul5.4%.

3) 40.3* 19.7 (1.8) 960 (75.4) 1.2) 1. que hoje integram o consolidado sistema de Pós-graduação brasileiro.174 (91.3 -70.0 1998 3.1) 146 (11.8 (84.6) 78 (5.3 803. num decréscimo de 74.4) 53 (4. Tabela 11.4 (0.506 (100) 2000 138 (8) 1.8) 200 (13.9 (0. * Percentual de crescimento entre 2000 e 2002.2 CNPq: Bolsas de Pós-graduação no exterior por modalidade e ano (%) Modalidade 1995 1.1) 46.1 % de 2000 crescimento 96/00 1.1) 1.3 (0. Boletins Estatísticos: http://www.6 (1.7 1997 5.1) 0.104 (72) 681 (44.6) 974 (64.9) 13 (0.5) 58 (3.1) 1.Mestrado passaram de 53 para 14.1) 461.1 (0.gov.5 -75 Aperfeiçoamento – APE Estágio/Especialização – SPE Mestrado – GME Doutorado – GDE Doutorado sanduíche – SWE 313 .5 (1.3.1) 1.118.743 (100) 2002 229 (14.5 (0.2) 1.3) 1. em parte. Tabela11.3) 5.455. As bolsas de Doutorado tiveram uma queda de 17.5) 7.9 -13.167 (66.5 -65.5) 396 (25.278 (100) 1998 172 (11.8 (1.9%.6) 0.9) 794 (45.533 (100) % crescimento 96/02 120.0) 67. No ano 2002 elas representaram 44.5) 307 (17.8) 0.5) 227.5 (0.9 Docentes/Pós-Doutorado Pós-graduação Doutorado Doutorado Sanduíche Mestrado Especialização Graduação Sanduíche Total Fonte: CAPES.6) 23.2) 80.1) 571.334 (88.0 (80.5) 0.1) 15 (1.5% das bolsas concedidas.9) 1.3 -54.5 (0. As bolsas de Graduação Sanduíche constituíram 13.9 390.1% do total das bolsas.5 (0.3 1999 5. à expansão dos cursos de Pós -graduação stricto sensu.6) 8 (0.96 -29 171 -74.7) 258 (17.7 1996 4.8 (86.1) 3.1 CAPES: Bolsistas no Exterior por modalidade de bolsa (1996-2002) Ano Níveis/Modalidade 1996 104 (8.: Todos os dados são referentes ao mês de janeiro dos respectivos anos indicados.br. Obs.8) 14 (0.2 (2. A diminuição de bolsas de Mestrado e de Doutorado deve-se. acesso em 18 de julho de 2002.2 (81.1) 24 (1.8) 4.CAPES.4 (89.2 -5.3) 0 -100 -87.3 (2.3 (0.1) 32.2) 1.4 (85.5) 106.3) 438 (25.6 (0. 1) 300.

num total de 23. com 14. Engenharias e Ciências da Computação apareciam em quarto lugar e Ciências Exatas e da Terra juntamente com Ciências Humanas.1. a maior redução constatada entre 1996 e 2000. estavam entre as que recebiam maior número de bolsas. Isso deriva. em 1995.8%. da própria expansão da oferta de cursos de Pós-graduação no país. Entre 1996 e 1998.5%. CNPq/SUP/AEI/COAV (dados primários obtidos do Sistema Gerencial de Fomento – SIGEF).5 (16.1 bolsas. A Tabela 11.2 mostra o número de bolsas concedidas pelo CNPq.5%. 11. a área de Engenharias e Ciências da Computação foi a que mais recebeu bolsas.8 (14. para as 465. no exterior.390. foi na modalidade estágio/especialização (SPE). e Doutorado (GDE). em 2000. com queda de 75%.7) Total 1.cnpq.4) 939.1%. no decorrer do período foi extinta. por modalidade-ano.1) 517. com queda de 70. Pode-se perceber.794.3%). com queda de 65. O total de bolsas caiu 66. no ano 2002.3.1) 663. o CNPq concedeu 465.5 (11.2 As principais áreas do conhecimento.3 (12. com 15. As bolsas de Doutorado (GDE) representaram 84% do total.3%.br. Entre 1995 e 2000 todas as modalidades apresentaram redução no número de bolsas. uma mudança nas áreas mais contempladas. especialidades ou setores de estudo dos intercâmbios A CAPES concede bolsas no exterior em todas as áreas do conhecimento. A Tabela 11.4%. passando de 1.1 -66.3) 1. que cobre os distintos campos do saber científico.9. estão as Ciências Humanas. as Ciências Sociais Aplicadas.4) 465. também.3 (9.3 mostra que.3%. seguida da modalidade Aperfeiçoamento (APE). Logo a seguir. que caiu 87.794. doutorado sanduíche (SWE). Seguem-se as bolsas Doutorado Sanduíche. acesso em 8 de julho de 2002. A modalidade Mestrado.5 Fonte: CNPq: www. em parte. com 15% e as Ciências Exatas e da Terra. 314 .(16. já baixa em 1995 (0. Entretanto. com 14.5%. Em 2000.

2) 1.8) 581 (33.743 (100) 2002 220 (14.6% das quotas concedidas. As demais somam apenas 26. ciências agrárias e biológicas que somam 73.6) 80 (6.: Todos os dados são referentes ao mês de janeiro dos respectivos anos indicados.Tabela 11.4% das quotas.8) 3 (0. em todas as áreas.1) 168 (9.2) 363 (23.3) 104 (8. seguida das Ciências Exatas e da Terra (21. Boletins Estatísticos: http://www.4). Computação Ciências da Saúde Ciências Agrárias Ciências Sociais Aplicadas Ciências Humanas Lingüística. nas Ciências Humanas.CAPES. Obs. O CNPq diminuiu.9) 230 (15) 235 (15.3) 222 (17. 315 .1) 191 (10.9) 122 (8.3) 111 (7. sendo mais acentuado o decréscimo nas Áreas das Ciências da Saúde.gov.3) 150 (9.2) 108 (7.8) 227 (15) 1. Letras e Artes Multidisciplinar Total 1996 225 (17.533 (100) Fonte: CAPES.9) 1. o número de bolsas no exterior.3) 105 (6.9) 192 (11. No ano 2000.2% das bolsas.3 CAPES: Bolsistas no exterior por grande área do conhecimento. nas Ciências Sociais Aplicadas e na Lingüística Letras e Artes.8) 150 (9.3) 118 (6. Nota-se a concentração de bolsas nas áreas de tecnologia.2) 185 (14. tem concedido mais bolsas de doutorado do que nas demais modalidades (Tabela 11.3%).6) 1.506 (100) 2000 197 (11. 1996-2002 Grande Área de Conhecimento Ciências Exatas e da terra Ciências Biológicas Engenharias e C. acesso em 18 de julho de 2002.6) 191 (10. a Área de Engenharia e Informática concentrou 31.1) 208 (16.278 (100) 1998 258 (17. em todas as áreas.5) 106 (8.2) 193 (12.8) 100 (6. O CNPq ao longo dos anos.4) 148 (11.br.9) 239 (15.5) 121 (7.2) 209 (13.

2) 5.1 (10) 56.3 (17. ou 57.2) 74.8 (8.2 (26.3 (4.7) 42.4 (1) 233. 19972000 Grande área (1)/ Modalidade Ciências Agrárias Doutorado Doutorado Sanduíche Estágio/Especialização Ciências Biológicas Doutorado Doutorado Sanduíche Estágio/Especialização Ciências da Saúde Aperfeiçoamento Doutorado Doutorado Sanduíche Estágio/Especialização Ciências Exatas e da Terra Aperfeiçoamento Doutorado Doutorado Sanduíche Estágio/Especialização Ciências Humanas Aperfeiçoamento Doutorado Doutorado Sanduíche Ciências Sociais Aplicadas Aperfeiçoamento Doutorado Doutorado Sanduíche Estágio/Especialização Mestrado Engenharias e Informática Aperfeiçoamento Doutorado Doutorado Sanduíche Estágio/Especialização Lingüística.2) 6.8 (7.6 (12.0 (87.1) 2.3 (100) Fonte: CNPq: www.1) 22.8 (0.0 (15.3) 0. É interessante observar que.1 (5.2 (69. (1) Áreas vigentes no CNPq.3 (4.2) 42.3) 51.4 CNPq: Bolsas no exterior (alunos) por área de conhecimento e modalidade.3 (29.533 bolsas concedidas pela CAPES em 2002.7) 93.1 (10.5) 303.5 (0.8) 24.4 (9. Letras e Artes Aperfeiçoamento Doutorado Doutorado Sanduíche Total 1997 93.6 (76. (85.3 (7.3 (9.7 (86.9) 19.6) 11.9) 80.1 (10.7) 660.8) 53.4 (67.4) 916.8) 19.4 (88.5 (1.3 (1.7 (81.2 (7.6 (2.4) 1.4) 182. 868.5) 6.8 (1.3 (97.8 (18.8 (22.4) 4.5 (1.6) 5.2%.0 (7.8 (1) 37.8) 54.3 (82.6 (92.6 (4.0 (10. CNPq/SUP/AEI (dados primários obtidos do Sistema Gerencial de Fomento – SIGEF) * Percentual em relação ao total geral. (2) Cada bolsa eqüivale a 12 (doze) mensalidades pagas por ano.8) 49.3 (2.8) 3.3 (21.3) 0.6 (86.8 (12.3 (0.9) 3.7) 0.1) 44.4) 111.7 (94.1) 12.2) 0.6 (85.1) 90.8 (1.6 (19.2 (81.2) 70.9 (35.9) 11.9) 51.1) 6.7 (10.7(89.9 (33.2 (0.4 (29.0 (7) 0.7) 67.3 (1. foram direcionadas aos Estados Unidos e à 316 .3 (4.3 (6.5) 5.4) 9.6) 0.8) 32.2 (12.2) 1.4 (80.8) 8.2 (10.1) 13.9 (5.5) 52.6) 48.7) 3.2 (100) 2000 47.br.9 (4.5) 71.8) 28.3) 1.3) 3.5) 4.4 (7.9 (8.1) 0.6) 4. a maior parte.3 (0.5 destaca os países que receberam o maior número de bolsistas da CAPES.6) 97.3 (15.3) 91.9 (86.4) 168.8 (80.4) 19.1 (2.4) 0.7 (90.7) 52. para 1 (um) ou mais bolsistas.3) 82.1) 76.8) 2.4) 7.7 (2.2) 0.5 (35.5 (11.3) 18.5) 4.7 (6.4) 465.4) 3.5 (0.7 (95.2) 102.4) 19.3) 43.6) 0.3 (4.9 (3.9 (16..9) 11.7) 27.2 (0.0 (10.6) 55.6) 3.9) 99.3) 5.8 (5.4 (0.2*) 88.4 (7.9 (88.3 (11) 45.7 (90. das 1.3 (1.8 (9.3 (2.5 (0.9 (31.7 (10.8 (8.0) 5.4) 144.1) 63. A Tabela 11.8 (1.0) 0.7 (90.2) 16.3) 114.2) 99.5) 206.5 (100) Número de bolsas (2) 1998 1999 70.8 (10.1) 8.2 (14.8) 7.3 (80.3) 0.3) 18.0 (19.4) 1.5) 13.5 (0.0 (70.8) 0.9) 47.6) 0.2 (87.7) 41.3) 273.3) 1.8 (3.2 (74.3 (0.8) 15.8) 0.7 (82.3 (2.2 (94.5 (6.6) 35.8 (4.4 (4) 13.7) 0.3 (18.4) 0.8 (95.Tabela 11.7) 1.4) 0.7 (15.5) 39.5 (13.7 (10.1) 62.7 (12.2) 123.8) 3.cnpq.0 (12.7) 3.1 (16.2) 23.7 (10. acesso em 8 de julho de 2002.2) 66.9) 12.9) 16.0 (100) 515.2) 0.8 (75.9) 37.

br.6% e 10.1% das quotas. 99 101 200 Pós Doutor 95 66 11 5 12 9 18 6 2 1 4 229 Fonte: CAPES.CAPES. Em 2000. acesso em 18 de julho de 2002. contemplam 83. A Tabela 11. Sand. 317 .6 destaca as bolsas concedidas pelo CNPq nas modalidades de Doutorado (397. Tabela 11.9) por país de destino. Japão. Boletins Estatísticos: http://www. que.6% das quotas. México.França. juntos. Alemanha e o Canadá. Noruega. Nova Zelândia. Israel. com 10. 20 países receberam bolsistas brasileiros.7) e Doutorado Sanduíche (68. Dinamarca. Suécia e Uruguai. Argentina.533 Doutorado 223 134 126 24 55 23 31 11 18 19 5 12 681 Grad. Inglaterra. Áustria. Irlanda. Outros Países: Bélgica. Têm um lugar de destaque a Grã-Bretanha e a Alemanha. República Dominicana.gov.: Os dados são referentes ao mês de janeiro de 2002. França. Os mais procurados foram: EUA. Obs. respectivamente.5 CAPES: País de destino dos bolsistas brasileiros por modalidade de bolsa (2002) Modalidade Doutorado Especialização Sanduíche Mestrado-M 123 14(M) 3 117 3 25 1 19 3 11 36 17 1 15 1 6 5 6 16 1 396 14 (M) 13 País Estados Unidos França Grã-Bretanha Alemanha Espanha Portugal Canadá Itália Austrália Holanda Suíça Outros Países Total Total 458 419 163 152 78 68 67 33 26 25 11 33 1. Costa do Marfim.

000 bolsas de estudo.6 166.9 92. já concedeu cerca de 223. Em 1999.7 1. a Fulbright concedeu 49 bolsas para estudantes brasileiros realizarem cursos em Universidades dos EUA.9 1. a Fulbright faz uso de comissões binacionais compostas por cidadãos norte-americanos residentes no país e cidadãos locais. Em 2000. Programa de Intercâmbio Educacional e Cultural do Governo dos Estados Unidos.Tabela 11.5 18.1 17. Nova Zelândia.2 2 397.3 2. Conta com o apoio de um Escritório de Consultas Educacionais no Rio de Janeiro e mais dezessete escritórios situados em diversas cidades brasileiras. Dinamarca.8 3 4.br.5 1.1 1.3 [4°] 5. atendendo a mais de 55. e em 2001.0 3. Com objetivo de ampliar entendimento entre países com os Estados Unidos.5 8. 26 bolsas.7 [5º] 4.3 24.7). foram concedidas 13 bolsas distribuídas nas modalidades de Doutorado.1 56.7 [4º] 5. A Comissão brasileira. Pós-doutorado e Scholar-in-Residence (Tabela 11.1 468.9 [5°] 5.2 (100%) Fonte: CNPq/Busca Tabular: http://www. a Fulbrigth6 prioriza as áreas de Ciências Humanas e Sociais.8 1.8 1.1 6. 6 A Fulbright foi estabelecida em 1946 por lei de autoria do Senador J. pesquisa e docência.8 4.6 1.3 0.5 33. [Posição do país quanto ao número de Bolsas].2 20. são designados pelo Ministério das Relações Exteriores e tem uma diretoria executiva sediada em Brasília.000 pedidos por ano. No Brasil.3 0.6 [2º] 21. Para fins administrativos. Ano base 2000.4 1.5 23. acesso em 16/07 de 2002.6 10. País de Gales.8 2 86.6 CNPq: Número de bolsas no exterior (alunos) por país de destino e modalidade (2000) Modalidade Doutorado Sanduíche Bolsas % 6. foram distribuídas 10 bolsas de doutorado.9 7.7 (100%) Total Bolsas % 25.3 [1º] 42 0.6 3.4 [1°] 41 0.6 quotas de aperfeiçoamento nos EUA.5 [3°] 12 9.5 3. promove o intercâmbio através da concessão de bolsas para estudantes brasileiros nos Estados Unidos e americanos no Brasil. abarcando aproximadamente 150 países.7 2. Japão.3 7.0 8. William Fulbright.4 [3º] 11.5 12.0 3 68.2 7.4 11.2 3. Portugal e Suécia.2 4 191.5 1.2 7. * Foram concedidas 1.cnpq.5 2.4 2 14.2 7.1 44.2 5.6 2.7 10. criada em 1957.0 2. A Fulbright é outro organismo/programa que favorece a mobilidade estudantil.8 2.1 2. Entre 1999-2001.6 [2°] 20 5. Áustria.5 4.6 10.9 3. 318 .3 0.9 (100%) País Alemanha Austrália Bélgica Canadá Escócia Espanha Estados Unidos * Finlândia França Holanda Inglaterra Itália Suíça Outros Países Total Doutorado Bolsas % 18.5 6. Outros Países: Finlândia.6 4.4 2.

ano e modalidades Ano/Modalidades 2000 SR 1 1 2 D 1 3 1 1 2 2 10 10 D 1 1 2 5 2 11 PD 1 1 Área de Conhecimento D Ciências Exatas e da Terra Ciências Biológicas Engenharias C.7 Bolsas da cooperação Fulbright-Brasil por área. para as áreas de Lingüística Letras e Artes. 23 (55%) foram 7 A Fundação Ford foi criada em 1936. No ano de 2001 também foram concedidas 14 bolsas Fulbright para alunos norte americanos.36. 2002.7% das quotas foram concedidas para as regiões Sul (16 bolsas. Ciências Biológicas e Ciências Sociais Aplicadas.%) e 31 de Mestrado (74%). PD: Pós-doutorado. Fiec: Fiec/Fulbright Program. especialmente para bolsas de Mestrado e Doutorado e concedeu 11 bolsas de Doutorado (26. Tais alunos localizaram-se. 36 deles (81.3%) e Sudeste (20 bolsas. No Brasil. no Brasil a entidade conta com o serviço da Fundação Carlos Chagas. Destas. em grandes centros e em poucas universidades: 12 deles.Sociais Aplic. Seus recursos originalmente eram fruto das ações da Companhia Automobilística Ford.4%).Tabela 11. predominantemente. 81. AP: IFP International Fellowship (Amcham Program).45. Humphrey. SR: Scholar-in-Residence Program. o escritório fica localizado na cidade do Rio de Janeiro e é um dos mais antigos dos treze escritórios que a Fundação possui no mundo. Ciências Humanas Lingüística. Para fins de seleção de bolsas. doadas por Henry e Edsel Ford.506 pedidos.8%) eram oriundos de universidades e 8 (18. Brasil. HHH: Hubert H. os demais.2001. A Fundação Ford7 é outra instituição cujo programa de bolsas custeia cursos de Pós-graduação nos EUA para pessoas que pertençam a grupos com acesso restrito ao ensino superior.DF. órgãos públicos e centros de pesquisa. Outrossim. No ano de 2001 a entidade teve uma demanda de 1. Dos 49 bolsistas brasileiros da Fulbright. no eixo São Paulo-Rio de Janeiro e 50% (7) para as Ciências Humanas. 319 .2%) de outras instituições. AAP: American Airlines Program. atuando o como entidade filantrópica no estado de Michigan (EUA) até 1950. quando ampliou sua ação no âmbito nacional e internaciol. Legenda: D: Doutorado. no período de 1999.Computação Ciências da Saúde C. Letras e Artes Totais Modalidade Total por Ano 1 3 1 5 1999 PD 1 2 1 2 6 13 2001 HHH 1 3 2 6 26 Fiec 3 3 (AP) AAP 1 1 (AP) 1 1 1 1(AP) 4 Total 1 2 7 3 16 15 5 49 49 Fonte: Comissão Fulbright/ Brasília. virem ao Brasil.

britishcouncil. América Latina. Mídia.Suas áreas prioritárias são:sociedade. 8 O British Council é o organismo que tem como objetivo promover o conhecimento do Reino Unido e a língua inglesa.1 registra os programas de cooperação da CAPES com 13 países. Caribe e Oceania. desenvolve diferentes tipos de programas: as Missões de Estudo (intercâmbio de alunos). 320 . Nordeste e Norte.artes. no âmbito da cooperação internacional e em relação aos estudantes. as Parcerias Universitárias Binacionais.br. O British Council8 também oferece diversas modalidades de bolsas de estudos para brasileiros no Reino Unido. informação. África. Educação. C&T e governo.outorgadas a mulheres.3. (http://www. 90% para negros/indígenas e 71. aprendizagem.3 Os convênios de intercâmbio estudantil A CAPES. assim como eventos em arte e cultura. 11. Os pré-projetos selecionados convergiam para temas como Geração de Recursos e Desenvolvimento Comunitário (36%).org.4% distribuídas nas regiões Centro-Oeste. as bolsas de Mestrado e Doutorado e bolsas do Programa PEC/PG para estudantes dos países de língua portuguesa. Ásia. O Quadro 11. Artes e Cultura (36%) e Paz e Justiça Social (28%). acesso em 10/07/2002). Ele oferece serviços de orientação e informação sobre educação e sistema educacional britânico e promove a realização de projetos e pesquisas em parceria com universidades e instituições brasileiras. entre 2001 e 2002.

321 . das quais 26 são brasileiras e 30 francesas e é coordenada pela Université Paul Sabatier Toulouse III. Acesso em 27 de agosto de 2002 Os programas da CAPES destinam-se a estudantes e docentes. visando a criação de parcerias e maior mobilidade de estudantes de Pós-graduação e graduação e reconhecimento automático de créditos e adaptação recíproca de currículos. O acordo prevê.gov. O programa Probal apóia projetos conjuntos de pesquisa e cooperação científica de Instituições de Ensino Superior do Brasil e da Alemanha que promovam a formação em nível de Pós-graduação (doutorado sanduíche e Pós-doutorado) e o aperfeiçoamento de docentes e pesquisadores. criada em julho de 1994. ligada ao acordo CAPES/DAAD. também.br/cooperação/index/html.capes. A Rede Santos Dumont.1 Programas de Cooperação Internacional com a Mediação da CAPES e inscrições País Alemanha Alemanha Alemanha Argentina Argentina Chile China Cuba Espanha Espanha Estados Unidos Estados Unidos Estados Unidos França Inglaterra Itália Portugal Uruguai Programa/Agência/ Organismo CAPES/Probal CAPES/Daad CAPES/Daad/Unibral CAPES/Fundação Antorchas SCYT CAPES/Setcip CAPES/Conicyt CAPES/CEE CAPES/MES CAPES/PCI CAPES/MECD CAPES/Fipse CAPES/Universidadedo Texas Fulbright CAPES/Cofecub British Council ICCTI CAPES/ICCTI CAPES/Universidade de la Republica Uruguai Inscrições 2001-2002 07/2001 Fluxo contínuo 01/04/2002 30/06/2001 03/2002 Março a junho 31/07/2001 Fluxo contínuo 2002 31/03/2002 04/2002 05/2002 2002 06/2001 2002 2002 31/07/2001 Fluxo contínuo Fonte: http://www. O acordo DAAD oferece bolsas de estudo na Alemanha para candidatos brasileiros e/ou naturalizados. fomenta associações universitárias.Quadro 11. A Rede é constituída de 56 universidades e instituições. A Unibral–Parcerias Universitárias Brasil/Alemanha. na cidade de Toulouse (França) promove o intercâmbio de doutorandos e pós-doutorandos. a realização de teses em co-tutela e com dupla diplomação.

Programa similar é desenvolvido com Portugal. Foi criado com o fito de incrementar o intercâmbio educacional e a cooperação científica com a América Latina. Entre eles destacam-se: a) o Protocolo Adicional ao Convênio de Intercâmbio Cultural. através do ICCTI para a realização de projetos conjuntos de pesquisa e de formação pós-graduada. Também com a Espanha. é o mais importante acordo multinacional brasileiro que visa o “aumento da qualificação de professores universitários. 322 . Caribe e África com os quais o Brasil mantém Acordos de cooperação Cultural. com a participação da SPU (Secretaria de Políticas Universitárias do Ministério da Educação e Cultura da Argentina) e da CAPES. A CAPES oferece bolsas de estudos para os estudantes e professores interessados em realizar estágios na Espanha.A Espanha e o Brasil. pesquisadores e profissionais graduados do ensino superior dos países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém 9 O PEC/PG programa do Governo Brasileiro cujo protocolo de criação foi assinado em 12 de agosto de 1981. Ele congrega as principais agências do sistema de C&T. tendo as atividades acadêmicas iniciadas em 1983. que ofereçam formação em nível de Pós-graduação (doutorado. b) os Doutorados Alemães para os quais a CAPES oferece bolsas a estudantes alemães realizarem suas teses de doutorado no Brasil. que oferece bolsas de doutorado no Brasil. O PEC/PG9 – Programa de Estudantes Convênio Pós-graduação. As vagas para estudantes destinam-se a alunos de Pós-graduação ou de último ano de graduação. mantém cooperação através do PCI – Programa de Cooperação Interuniversitária – promovido pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional – AECI. Científica e Tecnológica. para a formação de recursos humanos em nível de Pós-graduação. através da CAPES. sanduíche e Pós-doutorado no Brasil ou para professor visitante. doutorado sanduíche e Pós-doutorado) e aperfeiçoamento de docentes e pesquisadores. para realizarem cursos em instituições brasileiras. firmado entre Argentina e Brasil. c) o convênio de intercâmbio MES (Cuba) e CAPES através do qual a agência brasileira oferece bolsas a docentes vinculados a instituições de ensino superior e de pesquisa cubanas. O Brasil oferece bolsas a estudantes/docentes estrangeiros. criado em 1981. CNPq e Fundação CAPES e conta com a participação do Ministério das Relações Exteriores (MRE). há um acordo para incentivar o desenvolvimento de projetos conjuntos de pesquisa e de cooperação científica entre Instituições de Ensino Superior do Brasil e da Espanha. em nível de doutorado pleno.

no mesmo período. respectivamente 94.4.1 bolsas.Acordo de Cooperação Cultural.8 também permite observar o número de bolsas concedidas a projetos de curta duração. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul. a Fapergs. Enquanto em 1995 elas atingiram 206. acesso em 23/05/2002). 323 . especialmente de curta duração10.CAPES.8% e 6. cujo aumento de 104 para 229 bolsas (120.9. As bolsas PEC/PG são concedidas a alunos de todas todas as áreas de conhecimento nas quais existam programas de Pós-Graduação que emitam diplomas de validade nacional.6%. O Pós-doutorado abarca a maior parte destas bolsas em 1995 e 2000.7% do total. a FAPERJ Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. 11.2% e 93. A Tabela 11. 11. A Participações em Eventos representa 79.br/cooperação. diminuiu o número de bolsas no exterior para docentes pesquisadores. possibilitando o acesso aos melhores cursos de Pós-graduação brasileiros” (http://www. Além delas. Nos projetos de curta duração também se observa a redução de 15% 10 Entre elas destacam-se a Fapesp –Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. em 2000 diminuíram para 110. Científica e Tecnológica. fundações de amparo a pesquisa no âmbito dos estados da federação destinam auxílios para modalidades cooperativas. A Tabela 11. têm na CAPES e no CNPq as principais agências de fomento.4 A mobilidade internacional de docentes e de pesquisadores Os programas de cooperação.4% nos referidos anos. no período 1996-2002. O CNPq.8 apresenta o número de bolsas no exterior concedidas na modalidades de Pós-doutorado (PDE) e Estágio Sênior no exterior (ESN). que favorecem a mobilidade de pessoal docente e pesquisadores. em 2000.gov.2%). enquanto o Estágio Sênior obteve 5.1 O volume e o objeto dos intercâmbios A CAPES promove programas de cooperação internacional para docentes e pesquisadores através de bolsas de Pós-doutorado.

Tabela 11.9 103.3 (3. acesso em 8 de julho de 2002.8 26.9%.6 (93.7) Fonte: CNPq: www.9) 342 (26. da modalidade Pesquisador Visitante (APV).2 580 346 (59.4) 1999 4.6 138. Tabela 11.1) 627 (69.9 403 238 (59.5) 1. A modalidade Pesquisador Visitante Estrangeiro.5 87.6) 234 (40.9) 2000 0.8) 3308 1.9 apresenta o número de bolsas do CNPq para professores visitantes estrangeiros.9) 1997 170. decaindo para 897 em 1999.6) 7. * Incluídos nacionais e estrangeiros.3) 4.2 (95.9) Fonte: CNPq: www.5 (97.0 (96.3) 1.3 (6. voltando a crescer em 2000 com o total de 1.9 0. passando de 580 em 1995 para 403.8 (2. e 40.6) 169 (22. extinguiu-se.4) 1531 311 (20. 324 .8 CNPq: Número de Bolsas no exterior (docentes/pesquisadores) e fomento (curta duração/projetos) por modalidade e ano (%) Tipo de Bolsa /Fomento no Exterior Bolsas Pós-doutorado (PDE) Estágio Sênior exterior (ESN) Projetos de Fomento (Curta duração) Estágio no Exterior Participação em Eventos* 1995 306. CNPq/SUP/AEI/COAV (dados primários obtidos do Sistema Gerencial de Fomento – SIGEF).6 418 318 (76.2) 6.1% são da modalidade Especialista Visitante (AEV).8 155. acesso em 8 de julho de 2002.8 750 502 (66. em 2000.5) 1996 264.9) 2000 110. 59.1) 165 (40. * Incluídos eventos nacionais e no exterior A Tabela 11.8 (5.2 92.3 (94.entre 1995 e 2000.1) 577 (41.4) 546 (48. Das atuais 403 bolsas.br. CNPq/SUP/AEI/COAV (dados primários obtidos do Sistema Gerencial de Fomento – SIGEF).531 auxílios.8 756 587 (77.308 auxílios. praticamente.220 (79.312 970 (73.9) 248 (33.3 165.cnpq.8) 1800 657 (36.6) 1998 145. Em 1997 eles atingiram 3.6 4.9 (4.br.3 254.1 1.cnpq.4) 1.143 (63.642 (49.1) 100 (23. As bolsas de curta duração registraram queda de 30.1) 10.4) 1996 155.7) 897 270 (30.1) 1998 26.1 288.3 (4.6) 1999 91.9) 1379 802 (58.5%.666 (50.2) 17.1 93.8) 1124 578 (51.2) 4.1) 1997 93.7 (95.9 CNPq: Número de Bolsas no Brasil para visitantes e fomento de atividades por modalidade e ano (%) Modalidade Bolsa Pesquisador visitante estrangeiro Projetos de Fomento (Curta duração) Especialista visitante (AEV)* Pesquisador visitante (APV)* 1995 92.

Nas modalidades de Pós-doutorado e Estágio Sênior.4. a França (17. Ciências Sociais Aplicadas.A Fulbright tem modalidades de bolsas dirigidas a professores universitários e a pesquisadores.6% (Engenharias e Informática) e.8%). ocorreu uma redução de bolsas concedidas às áreas de Ciências Biológicas e Ciências da Saúde. segundo as áreas de conhecimento. Ciências Biológicas (16. no ano de 2000. e Lingüística. em 2000. Engenharias e Informática (15%) e Ciências Humanas (12%).10 constam as bolsas no exterior concedidas pelo CNPq aos docentes/pesquisadores.4%). em alguns casos. Predomina as bolsas de PósDoutorado. Entre 1997 e 2000. em média. Em 2001 foram também distribuídas 13 bolsas para a vinda de docentes americanos a universidades/centros de pesquisa brasileiros.8%). chegando a 100% (Ciências Agrárias. especialidades ou setores de estudos dos intercâmbios Da Tabela 11. Ciências da Saúde. Letras e Artes). As bolsas do CNPq. destacaram-se as áreas das Ciências Exatas e da Terra (39. 11.2 As principais áreas do conhecimento. Em 1999.6%) e a Inglaterra (11. sempre superior a 86. para docentes/pesquisadores nas modalidades de Estágio Sênior e Pós-Doutorado tinham como principais destinos os EUA (44. 325 . foram concedidas seis bolsas de Pós-doutorado e duas bolsas de Scholar-in-Residence para docentes brasileiros em universidades norte americanas.5%).

cnpq.9 (15) 2.6 (3.6 (4.10 CNPq: Bolsas no exterior (docentes) por área de conhecimento e modalidade (19972000) (%) Grande Área (1) Modalidade Ciências Agrárias Pós-doutorado Ciências Biológicas Estágio Sênior Pós-doutorado Ciências da Saúde Estágio Sênior Pós-doutorado Ciências Exatas e da Terra Estágio Sênior Pós-doutorado Ciências Humanas Estágio Sênior Pós-doutorado Ciências Sociais Aplicadas Pós-doutorado Engenharias e Informática Estágio Sênior Pós-doutorado Lingüística. tem como objetivo criar um sistema de cooperação e de intercâmbio.7 (7. 326 .4 (5.7 (16.0 (94. As principais modalidades são: a preparação de doutorados.7 (10.5) 40.6 (100) 16.6) 14. através do acordo firmado com a CAPES.8) 44. oferece programas de apoio a projetos de pesquisa em todas as áreas do conhecimento.8) 1.5) 13.4) 0.5 (1.5) 6.0 (92.6 (100) 43.8 (94. acesso em 8 de julho de 2002.2 (91.6 (80.7 (8. estimular a elaboração de pesquisas conjuntas.2 (89.5) 57.7 (13.3 (8.9 (9.6 (86.8 (100) 59.0 (7.3 (92.5 (2.6) 1.5) 7.3 (8. de 1979 a 1985.4 (16.5 (92.5) 13.5 (100) 46. a partir de 1994.4) 146.9 (100) 1997 7.br.2 (2253) 38.6 (16) 12.8) 9.4 (100) 91.5 (40. para 1 (um) ou mais bolsistas.4) 3.3 (4.8) 35.5 (100) 23.5 (6) 1.2) 4. a etapa de consolidação. CNPq/SUP/AEI (dados primários obtidos do Sistema Gerencial de Fomento – SIGEF) (1) Áreas vigente no CNPq.3 (19.4 (31.8 (100) 2.3 (100) 3. da Alemanha.8 (13.9) 19.0 (5.3 (100) 2000 5. Letras e Artes Estágio Sênior Pós-doutorado Total Número de bolsas (2) 1998 1999 7. desenvolvidos por pesquisadores e docentes brasileiros na Alemanha.4 (100) 38.6 (97. O acordo CAPES/Cofecub.6 (4.8 (100) 110.5) 15.8 (96.3) 1.5 (100) 170.3 (3.2 (100) 21.8 (100) 16.7) 9. de documentações especializadas e de publicações. A Fundação Alexander von Humboldt.5) 5.0 (9. atroca de informações científicas.5) 16.9 (17. de 1986 a 1993 e a etapa de cooperação bilateral.9) 3. de cooperação universitária entre Brasil e França.9 (100) Fonte: CNPq: www.5) 18.8) 0.8 (39.6) 3.7) 7. O convênio teve três fases: a etapa inicial.8) 14.8 (6.2) 1.5) 12.4 (4.1) 0.6) 1.3 (100) 23.2 (88.3 (7.8) 0.7 (256) 3.8 (4.3) 11.3 (100) 18.1) 22.5 (11.Tabela 11.3) 3.8 (10) 16.8) 0.8 (3.5) 7. assinado em 1982.2 (100) 4. (2) Cada bolsa equivale a 12 (doze) mensalidades pagas por ano.7) 5.3) 17.5) 5.5) 3.7 (96.5) 2.3 (4. Pós-doutorados.3 (12) 1.5) 1.6) 12.2) 1.5) 4. a formação e o aperfeiçoamento de professores-pesquisadores.2) 8.8 (96.4 (91.5) 37.5) 7.5) 3.3 (96.2) 6.1 (34.7 (95.4 (3.8 (1.5 (3.5 (3.3 (13.2) 12.3 (6.4) 9.8 (13) 21.2 (5) 4.8) 0.8) 2.6) 22.

envolvendo o intercâmbio entre instituições brasileiras e estrangeiras. Orçamento e Gestão (MP) é responsável pela análise. Presidência da República. sobretudo nas áreas de Ciência da Computação e Matemática Aplicada. 98. e respectiva Coordenação Geral de Cooperação Internacional-CGCI/CAPES. No CNPq. do MRE. cabe à Assessoria de Cooperação Internacional 11 BRASIL. As duas primeiras modalidades tendem a envolver governo (s) de outros países ou organismos internacionais.sua principal agência de fomento e de cooperação internacional. 12 A Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex). também do MRE. o principal suporte para assuntos relacionados à formação pós-graduada e à formação científico -tecnológica dos quadros de ensino superior no Brasil e à cooperação com organismos de outros países. mas a coordenação cabe à Secretaria de Assuntos Internacionais (Seain). O Departamento de Cooperação Científica e Tecnológica (DCT).O acordo firmado entre o Inria e o CNPq. Decreto nº. projetos industriais e acadêmicos. aprovação e negociação da modalidade de cooperação financeira. coordena a cooperação científica e tecnológica. Ao Ministério de Ciência e Tecnologia vincula-se o CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico . sendo reguladas por acordos entre governos ou Governo brasileiro e organismo12. “. Portaria nº.830 de 1990 Regulamenta a autorização e o acompanhamento das Expedições Científicas por parte do Ministério da Ciência e Tecnologia. MCT.” 11. por meio de projetos conjuntos de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico. O Ministério de Educação conta com uma Assessoria Internacional do Gabinete do Ministro. em novembro de 1997 com o objetivo de criar uma rede de comunicação em alta velocidade entre Brasil e França. Regulamenta a autorização e o acompanhamento das Expedições Científicas por parte do Ministério da Ciência e Tecnologia. visou também aumentar o fluxo de alunos para realizarem cursos de doutorado e desenvolverem pesquisas. mas tem na CAPES. isto é... do Ministério do Planejamento. BRASIL. 327 .5 As unidades e as estruturas da cooperação internacional A formalização de acordos de cooperação técnica oficial é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC). O CNPq é responsável pelo financiamento de Expedições Científicas11. atividade de cooperação. 55 de 1990.

– Ascin - a responsabilidade do gerenciamento das atividades de colaboração com agências estrangeiras de fomento científico e tecnológico. Participa, também, de organismos internacionais de desenvolvimento regional como Aladi, Mercosul-Recyt, Realc, Cyted, de Comissões Mistas e Organismos Internacionais. A Tabela 11.8 mostra que a presença de Assessorias Internacionais (AI) nas universidades brasileiras.

Tabela 11.11 Número de universidades brasileiras com Assessorias Internacionais (AI) (2002)
Instituições de Ensino Superior (IES) Regiões Universidades 9 (5,5) (10,5) 29 (18,5) (10) 12 (7,5) (6) 73(46) (8) 36 (22,5) (13) 159 (100) * Outras Instituições 76 (5) (89,5) 255 (16) (90) 191 (12) (94) 829 (52) (92) 243 (15) (87) 1.594 (100) Total IES Nº IES com setor de Assessoria Internacional Universidades 7 (6) (87,5) 24 (21) (100) 9 (8) (100) 45 (39,5) (94) 29 (25,5) (100) 114 (100) *Outras 1 (25) (12,5) 3 (75) (6) 4 (100) Total de IES com setor de AI 8 (7) 24 (20,5) 9 (7,5) 48 (40,5) 29 (24,5) 118 (100)

Norte Nordeste Centro-oeste Sudeste Sul Total

85 (5) 284 (16) 203 (11,5) 902 (51,5) 279 (16) 1.753 (100)

Fonte: INEP: http://www.educacaosuperior.inep.gov.br/inst_pesq_regiao.stm, acesso em 20/08/2002. Fonte: Diretório dos Assessores Internacionais das Universidades Brasileiras (Faubai), maio de 2002 Observação: Primeiro (%), expressa a distribuição por Região (vertical); *Outros: Instituições Isoladas e Centros Universitários.

11.6 internacional

Os convênios de cooperação institucional, nacional, regional e

O Brasil mantém acordos com vários Organismos Internacionais: a Organização das Nações Unidas (ONU, PNUD - Programa das Nações Unidas para

328

o Desenvolvimento), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco)13, a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)14 o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial (Bird) Organização Mundial do Comércio, OMC. O Brasil também participa de fóruns internacionais que promovem a integração dos países na área educacional: Reunião de Ministros da Educação dos Países Membros do Mercosul, a Reunião de Ministros da Educação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a Reunião de Ministros da Educação do Conselho Interamericano de Desenvolvimento Integral da OEA, a Conferência Iberoamericana de Educação da OEI, a Cúpula das Américas e o Mercosul Educativo15 (MEC-SESu).

13

A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Unesco, criada em Londres em 1945,com sede em Paris, tem como objetivo contribuir para a paz e a segurança, estreitando, mediante a educação, a ciência e a cultura, a colaboração entre as Nações..., dentro dos ditames da Carta das Nações Unidas. Integram a Unesco 188 países, dos quais o Brasil desde 4 de novembro de 1946. Suas atividades são financiadas por meio das contribuições dos Governos dos Estados Membros. As Cátedras da Unesco são alguns de seus importantes veículos de cooperação e objetivam a educação (cursos ,professores visitantes, etc), a investigação e a divulgação. Em 1992 foram criadas 17 Cátedras, perfazendo, hoje480 Cátedras instaladas em mais de 500 instituições universitárias de 112 países. No Brasil, uma das cátedras está localizada na Universidade Metodista de São Paulo desde maio de 1996. A sediada na Universidad de la Republica é vinculada ao AUGM –Associação de Universidades Grupo Montevideo (1998). Dela participam assessores brasileiros entre os quais Denise B.C.Leite (UFRGS). 14 A CPLP é uma organização internacional, criada em 17 de Julho de 1996, com sede em Lisboa. São países membros da CPLP: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Portugal. A CPLP objetiva a articulação político-diplomática entre seus Estados Membros em matéria de relações internacionais, a cooperação, particularmente nos campos econômico, social, cultural, jurídico e técnico-científico e a difusão da Língua Portuguesa (Instituto Internacional da Língua Portuguesa e Fundo Bibliográfico). A ela estão ligados o Conselho de Ministros e a Conferência de Chefes de Estado e de Governo. 15 Em 16 de dezembro de 1996, o Presidente da República Federativa do Brasil. Fernando Henrique Cardoso promulga, em Fortaleza – CE, o Protocolo de Integração Educacional para Prosseguimento de Estudos de Pós-graduação nas Universidades dos Países-Membros do Mercosul. 329

Quadro 11.2 Brasil: Convênios bilaterais que incluem programas em Educação Superior e/ou C&T
Tipo de convênio/acordos/programas Promovido pelo Promovidos por outros países Brasil África 1 programa (22) Países Africanos (22)*** PEC/PG (1) Europa 30 programas Daad/CAPES; Krup; Kfa/DLR; DFG; Alemanha GMD/DLR;Ibama/DLR; Unibra; Probal; Humboldt;; Biotec-biociências (10) Bélgica FNRS (1) Espanha MECD; Cpes; CSIC; Cyted (4) Cofecub;Cefi/Sfere; IAS; Cesmat; CNRS; Inserm; França IRD (7) Itália CNR; TWAS; ICCTI/CAPES (3) Portugal ICCTI (1) Reino Unido RS; PNE; Britsh Council (3) Suíça CERN (1) América do Norte 8 programas Lter; PELD; NSF; Fulbright; UT/CAPES, Estados Unidos Fipse/CAPES (6) Canadá CIDA; CIHR (2) Ásia 6 programas China CEE; CAS; MST (3) Japão JSPS; Monbusho; UNU* (3) América Latina,Caribe e Oceania 13 programas 1 programa (24) Argentina Scyt/Antorchas; Conicet; SPU; Setcip** (4) PEC/PG (1) Chile Conicy/CAPESt (1) PEC/PG (1) Colômbia Colcienas (1) PEC/PG (1) Costa Rica Conicit (1) PEC/PG (1) Equador Fundacyt (1) PEC/PG (1) Uruguai Conicit; UR/CAPES (2) PEC/PG (1) Venezuela Fonacit (1) PEC/PG (1) México Conacyt (1) PEC/PG (1) Cuba MES (1) PEC/PG (1) Outros países**** (15) PEC/PG (1) 56 acordos com 21 países 46 acordos com Totais 46 países em 55 programas País/Continente
Fonte: Dados primários: CNPq: http://www.cnpq.br/cooperação_internacional, acesso em 08/07/2002; CAPES: http://www.CAPES.gov.br/cooperacaointernacional, acesso em 23/05/2002 Obs.: (1) Dados primários organizados num quadro geral, base para o presente (2) Ver Lista de siglas Legenda:. * Pessoal vai para o exterior; **pessoal vem para o Brasil. PEC/PG: Programa de Estudantes Convênio(Brasileiro); UNU: Universidade das Nações Unidades (ONU-Multilateral), incluida (CNPq) como parceria Brasil-Japão; *** Países da África e Ásia: Angola, Barbuda, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Guine Bissau, Mali, Marrocos, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Quênia, Republica do Congo, San Tomé e Príncipe, Senegal, Togo, Tunísia, Zâmbia, Suriname, e Zimbabue. ****América Latina, Caribe e Oceania o PEC/PG é desenvolvido com: Antígua, Bolívia,Benin, El Salvador, Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Timor Leste, Trinidad e Tobago.

O Quadro 11.2 registra dois tipos de acordos/programas: os promovidos por outros países e os promovidos pelo Brasil. No primeiro tipo encontram-se 57 acordos/convênios com 21 países, perfazendo 57 programas. No segundo tipo
330

encontra-se o PEC/PG, promovido pelo Brasil, que já deu origem a acordos com 46 países, especialmente da África, da América Latina e Caribe. Os Acordos Bilaterais são os principais instrumentos de cooperação internacional promovidos pela CAPES.

331

12
Mudanças e perspectivas do ensino superior no Brasil
Neste Informe, foram apresentadas e analisadas as principais transformações ocorridas na educação superior brasileira na última década, as quais reverteram-se em profundas mudanças tanto na sua estrutura como no seu. As principais delas foram: A expansão da matrícula no nível superior, resultante do crescimento do ensino médio, bem como da pressão vinda de uma clientela formada por adultos (já integrados ao mercado de trabalho) que busca melhorar suas oportunidades profissionais, por meio da obtenção de um título de nível superior. Atualização da legislação pertinente à educação superior como reflexo da nova LDBN/96 e dos decretos e regulamentos dela decorrentes, como também a criação do novo Conselho Nacional de Educação e sua

respectiva Câmara de Educação Superior. A implantação e aprimoramento do processo de avaliação no sistema de educação superior: a criação do Exame Nacional de Cursos e da

avaliação das condições das ofertas institucionais, somadas à já tradicional avaliação da pós-graduação possibilitaram a acurada

mensuração da eficiência e da produtividade do sistema. Tais práticas avaliativas, cujos procedimentos ainda são alvo de constantes discussões,

acabaram por angariar credibilidade, tanto dentro como fora sistema de ensino superior. -

do próprio

processo de diversificação institucional, não somente em termos de natureza e/ou dependência administrativa, como também quanto aos

perfis organizacionais e vocações acadêmicas, criou novas perspectivas profissionais para os estudantes. A consolidação do sistema nacional de pós-graduação stricto sensu. A pesquisa, especialmente nas instituições de ensino superior federais, em grande medida estimulada pelos órgãos de fomento mediante a concessão de bolsas de formação e de pesquisa, experimentou grande avanço e significativo crescimento na produção científica, oferecendo uma valiosa contribuição à qualificação de recursos humanos. fortalecimento do complexo nacional de C&T mediante a criação dos Fundos Setoriais com vistas ao financiamento das atividades no setor, como também a introdução de dois sistemas de coleta e disseminação de dados relativos à produção científica e tecnológica, quais sejam, o Diretório dos Grupos de Pesquisa/CNPq e o Currículum Lattes. aumento da inserção internacional dos pesquisadores brasileiros: as cursos de pós-graduação, estágios e

bolsas para realização de

intercâmbio acadêmico, concedidas pelos órgãos de fomento (CAPES e CNPq), criaram as condições favoráveis para que a pesquisa e os

pesquisadores brasileiros se tornassem mais conhecidos, integrando-os às redes mundiais internacional. Portal de Periódicos da CAPES ampliou e democratizou o acesso à informação científica, pelos estudantes, docentes e pesquisadores. A expansão do número de instituições de ensino superior, que oferecem cursos a distância, alargou o acesso de um expressivo número de de pesquisadores e aumentando a c ooperação

pessoas de todas as regiões do país a um amplo leque de cursos de formação e atualização.
333

possibilitou-lhes a incorporação. tanto privadas como públicas. à Internet. a qualificação e o financiamento do sistema. pela lógica de mercado. o que Schwartzman. abriram novas oportunidades de socialização dos resultados das pesquisas e dos estudos nelas desenvolvidos. Caberá. centros universitários. assim como as novas modalidades de ensino (educação a distância) deverão merecer acompanhamento e avaliação como forma de garantir o seu aprimoramento e difusão. nos anos 80. por meio da Rede Nacional de Pesquisa. Os novos perfis das instituições (universidades especializadas. A nova expansão do ensino superior deverá articular iniciativas dos setores público e privado. buscando desenvolver políticas diferenciadas de estímulo ao acesso. na década de 90. todavia. Tal expansão dependerá. sem dúvida. Esta.- aumento e a diversificação das atividades de extensão. A ampla e rápida conexão. das novas tecnologias da informação. ser presidida. os novos cursos /programas (cursos seqüenciais e mestrados profissionalizantes). nos próximos anos. a diferenciação. exclusivamente. mediante o crescimento do setor público. reflexo da crescente diversificação do sistema de ensino superior. não podendo. ao ensino superior e uma mais adequada distribuição regional da oferta e das oportunidades educacionais. garantir (direta ou indiretamente) a democratização do acesso à educação superior. 334 . quatro grandes desafios: a expansão. por parte de diferentes grupos sociais. de uma ampla reestruturação das relações entre o Estado e os sistema de educação superior. em função disso. das instituições de ensino superior. nas instituições de ensino superior. deverá enfrentar. institutos superiores de educação e centros de educação tecnológica) . após período de estagnação e crise. Outro desafio reside em articular e regulamentar a grande diversidade ocorrida na oferta educacional. a revitalização do crédito educativo e um eficiente sistema de bolsas. classificou como uma “revolução silenciosa”. O ensino superior do Brasil. ao Estado. no desenvolvimento de suas atividades cientificas e administrativas. viveu.

caberá ao Estado uma fração fundamental da responsabilidade (direta ou indireta) de obter o financiamento do processo de transformação e expansão no âmbito do ensino superior. nacionais e internacionais. da mesma forma. múltiplos papeis e funções locais. incorporar-se a esse esforço e compartir os custos da referida “revolução”. regionais. é de fundamental importância. Em síntese. as respostas aos desafios apontados. muito deve-se avançar nessa direção. na última década. bem como. melhore tanto no âmbito da qualidade como da eficiência. a disponibilidade de recursos públicos e as precárias condições sócio-econômicas de uma expressiva parcela da população. os Escritórios de Interação Universidade-Empresa e as empresas juniores) terão um importante papel a cumprir. na última década. foram criados para ampliar a interação entre estes dois setores (as Fundações de Apoio. como também a relação professor/aluno. incentivar a qualificação dos docentes. em seu conjunto.O terceiro desafio relaciona-se à qualificação. de faz necessário melhorar a relação ingressantes/concluintes. Para que o sistema. uma ação mais articulada junto à inici tiva privada com a qual já existem muitas parcerias com excelentes a resultados. nas instituições públicas e privadas. composto por instituições públicas e privadas. Nesse campo. 335 . o grande desafio a ser enfrentado pela educação superior brasileira é o estabelecimento e a implementação de uma política que tenha como alvo o conjunto do sistema. Sem dúvida. impõe-se a racionalização no uso dos recursos e o esforço de maximização dos resultados. em grande medida. Igualmente. Outros participantes deverão. Num quadro de dificuldades e de controle de gastos públicos. e não apenas uma parte dele. especialmente as públicas. com diferentes formatos organizacionais. o que refletiu-se em uma modificação do i perfil do corpo docente das instituições de ensino superior. Finalmente. Entretanto. dependerão da adoção de uma adequada estrutura de financiamento. houve um exitoso esforço das instituições de ensino superior com vistas à ttulação de seus professores. que considere as exigências de um ensino de qualidade. Os diversos instrumentos que. Tal política deverá atentar para as características desse sistema multifacetado.

a evasão e a inadimplência no ensino superior privado. os novos desafios colocados pelo avanço da globalização tecnológica. a incipiente diversificação e regulamentação de cursos de curta duração. ainda. 336 . Além disso. as conquistas e os resultados atingidos. o baixo poder aquisitivo da população brasileira para custear um ensino privado. a excessiva concentração da matrícula em cursos não relacionados ao desenvolvimento científico.Não obstante todos esses desafios e as dificuldades a serem enfrentadas – a escassez de recursos públicos para ampliar as fontes de financiamento do ensino e da pesquisa. não seria previsível uma reversão no quadro atual. Dadas as tendências identificadas. econômica e cultural estão a exigir. a responsabilidade de viabilizarem as reformas necessárias para consolidação da universidade brasileira no cenário nacional e ampliar sua presença internacional. dos atores sociais e políticos envolvidos com a educação superior. tecnológico e à inovação e o reduzido número de patentes registradas pelo Brasil – é possível. ser otimista.

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