Você está na página 1de 31

Investigador da Polícia Civil do Paraná

SIMULADO
PCPR
NOME: _________________________________________________________________

INSTRUÇÕES:

1 Ao receber a ordem do fiscal de sala, confira este caderno com muita atenção, pois nenhuma reclamação sobre o
total de questões e/ou falhas na impressão serão aceitas depois de iniciada a prova.
2 Cartão de respostas:
a) Tem, obrigatoriamente, de ser assinado e não poderá ser substituído, portanto, não o rasure nem o amasse;
b) Marque, no cartão de respostas, para cada questão, uma única resposta. A ausência de marcação, a rasura ou PROVA 1
a marcação de mais de um campo implicará anulação dessa questão;
c) No cartão de respostas, a marcação das letras correspondentes às respostas deve ser feita cobrindo a letra
e preenchendo todo o espaço do campo, de forma continua e densa. A leitora ótica é sensível a marcas
escuras; portanto, preencha fortemente os campos de marcação completamente, veja o exemplo:
19/04/2020

d) Reserve os trinta (30) minutos finais para marcar seu cartão de respostas.
3 Será eliminado o candidato que:
a) Utilizar-se, durante a realização das provas, de máquinas e/ou relógios de calcular, bem como de rádios
gravadores, headphones, telefones celulares ou fontes de consulta de qualquer espécie;
b) Ausentar-se da sala em que se realizam as provas levando consigo o caderno de questões e/ou o cartão de
respostas;
c) Recusar-se a entregar o caderno de questões e/ou o cartão de resposta quando terminar o tempo estabelecido.

Observações: Recursos até terça-feira às 12 horas.


Alfacon Concursos Públicos
Simulado PCPR
Nível Superior
Cargo: Investigador de Polícia Civil do Estado do Paraná

Aplicação: 19/04/2020

Gabarito Provisório

1 D 11 A 21 A 31 E 41 B
2 C 12 B 22 E 32 D 42 B
3 E 13 A 23 D 33 E 43 B
4 A 14 D 24 E 34 D 44 E
5 B 15 A 25 E 35 E 45 E
6 C 16 A 26 E 36 C 46 D
7 B 17 D 27 D 37 A 47 C
8 B 18 B 28 B 38 A 48 A
9 A 19 B 29 E 39 B 49 D
10 B 20 A 30 E 40 E 50 B
3

LÍNGUA PORTUGUESA

Cientistas estudam forma de “curar” o envelhecimento


Pesquisadores do Vale do Silício encaram a velhice como uma doença que pode ser tratada.
Um dos mitos da Grécia Antiga, que remonta a 700 a.C., conta a história de amor de Eos, a deusa do amanhecer, e Titono, irmão
mais velho do rei de Troia. Eos se apaixonou por Titono e pediu a Zeus que concedesse a ele a imortalidade dos deuses. Mas se esqueceu
de pedir eterna juventude. Titono viveu por anos a fio, definhando, esquecido pela própria Eos, que o trancou em um quarto escuro até
que, finalmente, ele se transformou em uma cigarra.
Alguns milênios depois, a longa busca da humanidade pela vida e juventude eternas ganha, pela primeira vez, contornos cientí-
ficos. No Vale do Silício, pesquisadores têm tentado unir medicina e tecnologia para encontrar maneiras de nos fazer viver mais e mais
jovens, encarando o envelhecimento como uma causa para as tantas doenças associadas a ele e, portanto, passível de tratamento ou
mesmo cura.
O primeiro laboratório biomédico dos Estados Unidos dedicado inteiramente a pesquisar o envelhecimento foi criado em 1999
em Novato, na Baía de São Francisco, a poucos quilômetros do Vale do Silício. Com a missão de acabar com as doenças relacionadas à
passagem do tempo, o Instituto Buck acredita que é possível as pessoas aproveitarem a vida aos 95 anos tanto quanto o faziam aos 25.
(Fonte: adaptado da Revista Galileu, ago. 2019.)

A respeito do texto, considere as seguintes afirmativas:


1. A ciência deu início à pesquisa pela longevidade, utilizando, para tanto, medicina e tecnologia.
2. Cientistas do Vale do Silício descobriram maneiras de poder curar o envelhecimento.
3. A velhice vem sendo estudada por alguns pesquisadores como uma doença causadora de outros males a ela associados.
4. O Instituto Buck trabalha com o objetivo de erradicar as doenças relacionadas ao envelhecimento

01 - Assinale a alternativa correta.


a)  Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
b)  Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
c)  Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
d)  Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
e)  As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
Gabarito: D
Comentário:
1. (certo) Essa informação se encontra no 2º parágrafo do texto: “Alguns milênios depois, a longa busca da humanidade pela vida e
juventude eternas ganha, pela primeira vez, contornos científicos. No Vale do Silício, pesquisadores têm tentado unir medicina e tecno-
logia para encontrar maneiras de nos fazer viver mais e mais jovens”.
2. (errado) O título afirma que “Cientistas estudam forma de “curar” o envelhecimento”, ou seja, eles acreditam que é possível curar, mas
ainda não descobriram maneiras para curar. Veja a passagem do texto: “o Instituto Buck acredita que é possível as pessoas aproveitarem a
vida aos 95 anos tanto quanto o faziam aos 25.” Os cientistas acreditam que seja possível, eles não descobriram as maneiras.
3. (certo) Essa informação se encontra no 2º parágrafo do texto: “encarando o envelhecimento como uma causa para as tantas doenças
associadas a ele (ao envelhecimento)”.
4. (certo) Essa informação se encontra no 3º parágrafo do texto: “Com a missão de acabar com as doenças relacionadas à passagem do
tempo (envelhecimento), o Instituto Buck acredita que é possível as pessoas aproveitarem a vida aos 95 anos tanto quanto o faziam aos 25.”

02 - Com base nas informações contidas no texto, assinale a alternativa correta.


a)  Uma lenda da Grécia Antiga, o amor entre Eos e Titono, serve como fundamentação para as pesquisas científicas contra o envelhe-
cimento na atualidade.
b)  Ao pedir a Zeus a imortalidade dos deuses, Titono se esqueceu de também pedir juventude eterna.
c)  Titono viveu muitos anos sem estar livre de envelhecer e foi esquecido e aprisionado por sua amada.
d)  A vida eterna não faz sentido sem a juventude, razão pela qual Eos transformou Titono em uma cigarra.
e)  Pesquisas científicas sobre a busca da juventude e da vida eterna tiveram seu início na Grécia Antiga.
Gabarito: C
4

Comentário:
a) (errado) As pesquisas não levam em consideração o mito. A história é contada apenas para tratar ilustrar a busca pela vida eterna, uma
preocupação antiga da humanidade. No mito, Eos se esqueceu de pedir juventude eterna, uma outra preocupação antiga da humanidade.
b) (errado) Foi Eos quem pediu a Zeus vida eterna para Titono. Eos quem se esqueceu de pedir juventude eterna para Titono.
c) (certo) Essa informação está no final do 1º parágrafo: “Titono viveu por anos a fio, definhando, esquecido pela própria Eos, que o
trancou em um quarto escuro até que, finalmente, ele se transformou em uma cigarra.”
d) (errado) A razão de Eos ter transformado Titono em uma cigarra não foi essa. Segundo o mito, Eos o transformou em uma cigarra
para que ela pudesse ter a alegria de ouvir para sempre a voz do amante. Essa informação não está no texto. Contudo, vale destacar que
ela não o transformou em cigarra porque a vida eterna não faz sentido sem a juventude, e sim porque ele envelheceu e estava definhando.
e) (errado) A informação correta está no início do 2º parágrafo: “Alguns milênios depois, a longa busca da humanidade pela vida e
juventude eternas ganha, pela primeira vez, contornos científicos.”

03 - No trecho “Apesar dos muitos relatos de ‘surtos de fúria’ sofridos por usuários de anabolizantes, esse não é um quadro comum”, a
primeira oração estabelece com a segunda uma relação de:
a)  Causa.
b)  Condição.
c)  Finalidade.
d)  Explicação.
e)  Concessão.
Gabarito: E
Comentário: O trecho “Apesar dos muitos relatos de ‘surtos de fúria’ sofridos por usuários de anabolizantes” expressa uma ideia de
concessão porque está sendo introduzido pela locução prepositiva ‘apesar de” que expressa uma concessão, ou seja, uma oposição leve que
não impede que o que está na outra oração aconteça.

Considere seguinte texto:

Em 2015, um grupo de arqueólogos achou um “tesouro” na floresta de La Mosquita, no nordeste de Honduras. Lá, eles encon-
traram as ruínas milenares de um assentamento que alguns consideram corresponder à chamada “Cidade Branca”, também conhecida
como “Cidade Perdida do Deus Macaco”.
(Fonte: adaptado de BBC, ago. 2019.)

04 - Assinale a alternativa na qual o termo “que” tem a mesma função do elemento destacado no texto acima.
a)  Entre as descobertas mais surpreendentes, os integrantes da expedição destacam o morcego de cara vermelha, que não era visto em
Honduras havia 75 anos
b)  Um grupo de pesquisadores revelou que esse lugar está no meio de um ecossistema próspero e exuberante, onde existem várias
espécies raras.
c)  Os biólogos consideram que o local tem uma biodiversidade “excepcional”, com uma grande riqueza de aves, mamíferos, insetos,
peixes, anfíbios e plantas.
d)  Em geral, as descobertas mostram que a área tem importância ambiental e arqueológica global.
e)  Os pesquisadores acreditam que o peixe da espécie Molly nunca havia sido registrado.
Gabarito: A
Comentário:
a) (certo) O termo ‘que” é pronome relativo pois pode ser substituído por “o qual”. Pronomes relativos são pronomes que retomam termo
da oração antecedente, servindo ao mesmo tempo de elo de subordinação das orações que iniciam. Introduzem as orações subordinadas
adjetivas. Por meio utilização de pronomes relativos, evitamos a repetição dos termos nas orações. “Que”: É o pronome relativo mais
utilizado, sendo considerado um pronome relativo universal. Refere-se a coisas ou a pessoas e pode ser substituído por: o qual, a qual, os
quais e as quais.
b) (errado) O termo “que” é conjunção integrante, pois está introduzindo uma oração subordinada substantiva, que pode ser substituída
pela palavra “isso”. Conjunções integrantes são conjunções subordinativas que introduzem orações substantivas, ou seja, orações que
atuam como um substantivo na frase, desempenhando funções de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicado
nominal e aposto. Para identificar se o termo “que” é conjunção integrante, basta substituir a oração introduzida por ele pelo pronome
“isso” ou “isto”. Um grupo de pesquisadores revelou isso.
5

c) (errado) O termo “que” é conjunção integrante, pois está introduzindo uma oração subordinada substantiva, que pode ser substituída
pela palavra “isso”. Conjunções integrantes são conjunções subordinativas que introduzem orações substantivas, ou seja, orações que
atuam como um substantivo na frase, desempenhando funções de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicado
nominal e aposto. Para identificar se o termo “que” é conjunção integrante, basta substituir a oração introduzida por ele pelo pronome
“isso” ou “isto”. Os biólogos consideram isso.
d) (errado) O termo “que” é conjunção integrante, pois está introduzindo uma oração subordinada substantiva, que pode ser substituída
pela palavra “isso”. Conjunções integrantes são conjunções subordinativas que introduzem orações substantivas, ou seja, orações que
atuam como um substantivo na frase, desempenhando funções de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicado
nominal e aposto. Para identificar se o termo “que” é conjunção integrante, basta substituir a oração introduzida por ele pelo pronome
“isso” ou “isto”. Em geral, as descobertas mostram isso.
e) (errado) O termo “que” é conjunção integrante, pois está introduzindo uma oração subordinada substantiva, que pode ser substituída
pela palavra “isso”. Conjunções integrantes são conjunções subordinativas que introduzem orações substantivas, ou seja, orações que
atuam como um substantivo na frase, desempenhando funções de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicado
nominal e aposto. Para identificar se o termo “que” é conjunção integrante, basta substituir a oração introduzida por ele pelo pronome
“isso” ou “isto”. Os pesquisadores acreditam nisso.

05 - Assinale a alternativa em que todas as palavras estão corretamente acentuadas.


a)  Foram raras às vezes em que o restaurante estava fechado.
b)  O que houve na cena foi amor à primeira vista.
c)  Prefiro descer aqui e continuar a jornada à pé.
d)  A loja de brinquedos abre durante o dia, de segunda à sexta.
e)  O bandido, desesperado, ficou frente à frente com a polícia armada.
Gabarito: B
Comentário:
a) (errado) Neste período, “as vezes” exerce função de sujeito, não há preposição. As vezes foram raras. A expressão “às vezes” receberá
acento indicativo de crase quando for uma locução adverbial feminina de tempo (Ela sorri às vezes). Nesta alternativa, “as” é apenas artigo
e “vezes” é substantivo e, juntos, exercem a função sintática de sujeito.
b) (certo) As locuções femininas recebem acento indicativo de crase. “À primeira vista” é uma locução feminina. Outras locuções femini-
nas que recebem acento indicativo de crase: à vontade, às pressas, à noite, às vezes, à direita, à esquerda, à procura de, à espera de, à medida
que, à proporção que, etc.
c) (errado) Não há crase antes de palavras masculinas. Só ocorre crase antes nome masculino se a locução “à moda de” estiver subenten-
dida. Ele escreve à (à moda de) Machado de Assis.
d) (errado) Não há artigo antes da palavra “sexta”, apenas preposição “a” (de ... a). Ao se substituir a palavra “sexta” por “sábado”, perceberá
que não estará presente o artigo (de segunda a sábado).
e) (errado) Não há crase entre palavras repetidas. Ao substituir a palavra “frente” por “lado”, perceberá que não há artigo (lado a lado).

O Brasil é o país que mais usa agrotóxicos. Se alguém negar isso, desconfie.
Dados de consumo por hectare, que têm frequentado o noticiário e supostamente colocam o País em 7º lugar, são enganosos;
entenda ________.
Em agosto de 2018 a SUPER publicou uma reportagem de capa, chamada O País do Agrotóxico, em que o jornalista Ricardo
Lacerda e eu investigamos profundamente o tema: mostramos ________ o Brasil é o país que mais usa agrotóxicos, revelamos quais são
os reais riscos à saúde de agricultores e consumidores, apontamos as mudanças que vinham sendo feitas para afrouxar os mecanismos
regulatórios e permitir o aumento no uso de pesticidas no País. Se você ainda não leu a matéria, e não sabe direito o quanto se preocupar
(as verduras que você come estão mesmo te envenenando?) ou o que fazer (é possível ou não retirar os agrotóxicos dos alimentos?), leia.
Levanto o tema ________ durante a apuração dessa reportagem, que levou alguns meses, nos deparamos com um número
estranho – que voltou a aparecer no noticiário nas últimas semanas. Segundo essa estatística, que se baseia em dados da FAO (divisão
de estudos alimentares da ONU), o Brasil não é o país que mais utiliza agrotóxicos: considerando-se o consumo por hectare, ele estaria
apenas em sétimo lugar. Nós não incluímos essa informação na reportagem O País do Agrotóxico – pois ela é, pura e simplesmente, furada.
A tabela da FAO se baseia em declarações voluntárias, que naturalmente tendem ao subdimensionamento (ao produtor interes-
sa, por motivos óbvios, dizer que utiliza menos pesticidas do que efetivamente consume). Ela não utiliza, como seria desejável, números
obtidos por meio de fiscalização governamental ou dados tributários (pois cada galão de agrotóxico vendido no país paga uma porcen-
tagem de imposto). A base da FAO não emprega essas fontes. Só isso já a torna pouco confiável. Além disso, ela conflita com números
específicos de certos países. Em suma: a base de dados da FAO, que algumas pessoas têm usado para afirmar que o Brasil é “apenas” o
sétimo maior usuário de agrotóxicos, não é confiável. O número mais confiável é o consumo absoluto: 886.250 toneladas de defensi-
vos em 2017, de acordo com o Sindiveg. Esse dado aponta que, ao menos naquele ano, o Brasil foi o campeão mundial no uso desses
produtos. E tudo indica que continue sendo.
(Fonte: adaptado da Revista Superinteressante, agosto/2019.)
6

06 - Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem no texto.
a)  porque – por que – por que
b)  porquê – porque – porquê
c)  por quê – por que – porque
d)  por que – porquê – porque
e)  por quê – porque – por que
Gabarito: C
Comentário: “Entenda por quê.” – Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo “que”, possuirá o significado de
“por qual razão” ou “por qual motivo”. Se estiver no final da oração, recebe acento.
“mostramos por que o Brasil é o país que mais usa agrotóxicos” – – Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo
“que”, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”.
“Levanto o tema porque durante a apuração dessa reportagem, que levou alguns meses, nos deparamos com um número estranho –
porque é conjunção e pode ser usado para indicar uma causa ou explicação de algo. Pode ter valor aproximado de “pois”, “uma vez que”, etc.

07 - Sobre o posicionamento do autor do texto em relação ao uso de agrotóxicos, assinale a alternativa correta.
a)  O autor discorda das afirmações de que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos.
b)  O autor do texto motiva o leitor a ler reportagem específica em que ele e um colega denunciam a situação do Brasil em relação ao
uso de agrotóxicos.
c)  A preocupação em abordar o assunto se deve ao fato de jornais e noticiários trazerem dados que confirmam a posição do autor.
d)  Para fundamentar a tabela da FAO, o autor acredita que seria recomendável o uso de declarações baseadas em opiniões de produtores.
e)  O autor corrobora a informação de que o Brasil é o sétimo país que se utiliza de agrotóxicos, em termos estatísticos de consumo
por hectare.
Gabarito: B
Comentário:
a) (errada) O autor concorda com as afirmações de que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxico. Ele discorda da afirmação de que é
Brasil está em 7º lugar. “Em suma: a base de dados da FAO, que algumas pessoas têm usado para afirmar que o Brasil é “apenas” o sétimo
maior usuário de agrotóxicos, não é confiável. O número mais confiável é o consumo absoluto: 886.250 toneladas de defensivos em 2017,
de acordo com o Sindiveg. Esse dado aponta que, ao menos naquele ano, o Brasil foi o campeão mundial no uso desses produtos.”
b) (certo) Ele incentiva o leitor a ler as reportagens ao fazer perguntas ao leitor no final do primeiro parágrafo. “Se você ainda não leu a
matéria, e não sabe direito o quanto se preocupar (as verduras que você come estão mesmo te envenenando?) ou o que fazer (é possível
ou não retirar os agrotóxicos dos alimentos?), leia.”
c) (errada) A preocupação em abordar o assunto se deve ao fato de as notícias trazerem dados que contrariam o que o autor afirma. O
autor acredita que o Brasil está em 1º lugar e as notícias veiculam que o país está em 7º. “Levanto o tema porque durante a apuração
dessa reportagem, que levou alguns meses, nos deparamos com um número estranho – que voltou a aparecer no noticiário nas últimas
semanas. Segundo essa estatística, que se baseia em dados da FAO (divisão de estudos alimentares da ONU), o Brasil não é o país que
mais utiliza agrotóxicos: considerando-se o consumo por hectare, ele estaria apenas em sétimo lugar. Nós não incluímos essa informação
na reportagem O País do Agrotóxico – pois ela é, pura e simplesmente, furada.”
d) (errada) A tabela da FAO se baseia em declarações voluntárias dos produtores e o autor acredita que tal tabela deveria se basear nos
dados obtidos pela fiscalização ambiental. “A tabela da FAO se baseia em declarações voluntárias, que naturalmente tendem ao subdi-
mensionamento (ao produtor interessa, por motivos óbvios, dizer que utiliza menos pesticidas do que efetivamente consume). Ela não
utiliza, como seria desejável, números obtidos por meio de fiscalização governamental ou dados tributários (pois cada galão de agrotóxico
vendido no país paga uma porcentagem de imposto). A base da FAO não emprega essas fontes. Só isso já a torna pouco confiável.”
e) (errada) O autor do texto contraria tal informação. Ele defende que o Brasil é o primeiro. “Em suma: a base de dados da FAO, que
algumas pessoas têm usado para afirmar que o Brasil é “apenas” o sétimo maior usuário de agrotóxicos, não é confiável. O número mais
confiável é o consumo absoluto: 886.250 toneladas de defensivos em 2017, de acordo com o Sindiveg. Esse dado aponta que, ao menos
naquele ano, o Brasil foi o campeão mundial no uso desses produtos. E tudo indica que continue sendo.”
7

Sobre a composição textual, considere as seguintes afirmativas:


1. O texto está organizado em formato de artigo com conteúdo argumentativo.
2. O objetivo do texto é criticar a fiscalização governamental em relação ao uso dos agrotóxicos no Brasil.
3. O autor expõe suas conclusões baseadas em informações contidas no texto e em outras fontes.
4. O texto apresenta algumas marcas de informalidade: a forma de se dirigir ao leitor e escolhas lexicais, como o termo “furada”.

08 - Assinale a alternativa correta.


a)  Somente a afirmativa 2 é verdadeira.
b)  Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
c)  Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
d)  Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
e)  As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
Gabarito: B
Comentário:
1. (certo) O artigo de opinião é um gênero textual jornalístico, de caráter essencialmente argumentativo, onde o autor expõe claramente
a sua opinião e os seus argumentos, que possuem condições de fazer com que o interlocutor acredite no que ele diz. O autor do artigo de
opinião geralmente tem a intenção de convencer os seus interlocutores e, para isso, precisa apresentar bons argumentos. A finalidade do
artigo de opinião é a exposição do ponto de vista sobre um determinado assunto. As características do artigo de opinião são as seguintes:
> Título do texto, geralmente polêmico ou provocador;
> Exposição de uma ideia ou ponto de vista sobre determinado assunto;
> Apresenta-se em três partes: exposição, interpretação e opinião. Possui um parágrafo introdutório, no qual os elementos principais
da ideia são apresentados; o desenvolvimento, no qual são expostos os argumentos em defesa de um ponto de vista a ser defendido; e a
conclusão, onde ocorre o fechamento das ideias discutidas ao longo do texto;
> Predominância dos verbos no tempo presente
2. (errado) O objetivo do texto é criticar, contrariar os dados que estão sendo veiculados nos noticiários de que o Brasil está em 7º lugar
no consumo de agrotóxicos.
3. (certo) A conclusão está no final do texto e o autor se baseia nas informações contidas no texto e em outras fontes, como o Sindiveg.
4. (certo) A palavra “furada” está no sentido figurado, ou seja, apresenta caráter informal. Outra marca de informalidade é a mistura das
pessoas do discurso na seguinte frase: “as verduras que você come estão mesmo te envenenando?” Você é terceira pessoa gramatical, e
“te” é segunda.

Considere as seguintes sentenças:


1. Meu irmão conheceu uma amiga que é muito interessante.
2. Eu ganhei um livro cuja história não gostei.
3. O funcionário ganhou uma motocicleta que ela é ótima.
4. O rapaz tem uma amiga que o marido se mudou para Florianópolis.

09 - É/são adequada(s) à norma padrão escrita da língua as sentenças:


a)  1 apenas.
b)  1 e 3 apenas.
c)  2 e 4 apenas.
d)  2, 3 e 4, apenas.
e)  1, 2, 3 e 4.
Gabarito: A
Comentário:
1. (certo) “Que” é pronome relativo, ou seja, retoma o termo antecedente “amiga”, e exerce função sintática de sujeito do verbo “é”, por
isso não há emprego de preposição antes dele.
2. (errado) Deveria haver preposição “de” antes do pronome relativo “cuja”, pois o verbo “gostar” exige preposição. Quem gosta gosta de
alguma coisa. Os pronomes relativos “cujo(s)” e “cuja(s)’ expressam a ideia de posse. Não gostei da história do livro.
8

3. (errado) O emprego do pronome pessoal “ela” está incorreto tendo em vista que o pronome relativo já está retomando o termo bicicle-
ta. O pronome relativo “que” (pode ser substituído por “a qual”) retoma o termo antecedente, então não é correto o emprego de outro
elemento coesivo em sequência para retomar o mesmo termo.
4. (errado) O correto seria o emprego do pronome relativo “cujo”. Os pronomes relativos “cujo(s)” e “cuja(s)’ expressam a ideia de posse.
Vale destacar que não podem ser substituídos por outro pronome relativo. O rapaz tem uma amiga cujo marido se mudou para Floria-
nópolis. É proibido o emprego do artigo depois de cujo(s) e cuja(s).

10 - Em relação ao uso da vírgula, é correto afirmar que na sentença:


a)  “Os alunos, que foram mal nas provas, foram reprovados”, a supressão das vírgulas não altera o sentido da sentença.
b)  “Depois, as pessoas foram embora apressadas”, o uso da vírgula é facultativo.
c)  “As crianças do prédio da esquina que tem um parquinho, disseram que precisam de uma bola nova”, a vírgula é necessária.
d)  “Apesar de todos os problemas financeiros a escola conseguiu reformar a biblioteca”, não se emprega vírgula.
e)  “A condenação do culpado pelo crime, era esperada”, a vírgula foi empregada corretamente.
Gabarito: B
Comentário:
a) (errado) A oração “que foram mal nas provas” deixaria de ser explicativas e passaria a ser restritiva, ou seja, o sentido seria alterado.
“Que” é pronome relativo, ou seja, pode ser substituído por “os quais”. Os pronomes relativos introduzem orações subordinadas adjetivas.
Quando essas orações são isoladas por vírgulas, são classificadas como explicativas. Quando não são isoladas por vírgulas, são classificadas
como restritivas. As orações explicativas generalizam o termo antecedente (todos os alunos foram mal na prova e foram reprovados); as
restritivas, restringem (somente os que forma mal na prova forma reprovados).
b) (certo) “Depois” é um adjunto adverbial de pequena extensão, então a vírgula é opcional. A vírgula é obrigatória quando o adjunto
adverbial de certa extensão estiver anteposto ao verbo.
c) (errado) A vírgula é proibida, pois está separando o sujeito do verbo. Todo o trecho “As crianças do prédio da esquina que tem um
parquinho” exerce função de sujeito do verbo ”disseram”. A vírgula é proibida para separar o sujeito do verbo na ordem direta ou inversa.
d) (errado) Deveria haver uma vírgula separando “Apesar de todos os problemas financeiros” do restante da oração, pois é um adjunto
adverbial deslocado para antes do sujeito. A vírgula é obrigatória quando o adjunto adverbial de certa extensão estiver anteposto ao verbo.
e) (errado) A vírgula está incorreta, pois separa o sujeito do verbo. A vírgula é proibida para separar o sujeito do verbo na ordem direta
ou inversa.

Considere as seguintes sentenças:


1. A maioria das frutas brasileiras são pouco exploradas comercialmente, restringindo-se às suas regiões de origem, como Amazônia,
cerrado e caatinga.
2. Uma linguista americana descobriu que ler e escrever no papel faz bem para o cérebro.
3. A empresa afirmou que, para o próximo projeto, precisam-se de pessoas habilitadas para realizar as funções.
4. Depois do terremoto, estima-se milhares de desabrigados por todo o país.

11 - A concordância verbal está de acordo com a norma padrão em:


a)  1 e 2 apenas.
b)  3 e 4 apenas.
c)  2 e 3 apenas.
d)  1, 2 e 4 apenas.
e)  1, 2, 3 e 4.
Gabarito: A
Comentário:
1. (certo) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas (a maioria de, parte de, uma porção de, metade de) acompanhadas por
nome, o verbo pode concordar com o partitivo ou com o nome. A maioria das frutas brasileiras é pouco explorada ou são pouco exploradas.
2. (certo) O verbo “descobriu” está no singular porque está concordando com o sujeito “linguista”. O verbo “faz” está no singular poque
seu sujeito é oracional, ou seja, é uma oração (ler e escrever). O sujeito oracional equivale ao masculino singular, de forma que, indepen-
dentemente de quantas orações componham o sujeito oracional, o verbo desse sujeito fica no singular. Exemplos: “Abrir a economia
e inserir as companhias no comércio exterior SÃO CRUCIAIS para ampliar a produtividade e a renda interna” (errado) / “Abrir a
economia e inserir as companhias no comércio exterior É CRUCIAL para ampliar a produtividade e a renda interna” (certo). Ler e
escrever faz bem. (certo)
9

3. (errado) O verbo “precisa-se” deveria estar no singular, pois o sujeito está indeterminado. A partícula “se” é pronome indetermi-
nador do sujeito, pois acompanha verbo transitivo indireto. Sempre que o verbo estiver acompanhado desse pronome, deverá ficar
flexionado no singular.
4. (errado) O verbo “estima-se” deveria estar no plural para concordar com o sujeito “milhares”. A partícula “se” é pronome apassiva-
dor, pois acompanha verbo transitivo direto. Sempre que a partícula apassivadora estiver presente, aparecerá sujeito (paciente). Veja:
estimam-se milhares de desabrigados / milhares de desabrigados são estimados. “Milhares de desabrigados” exerce função de sujeito
(paciente) nas duas orações. A primeira está na voz passiva sintética (partícula apassivadora) e a segunda está na voz passiva analítica
(verbo “ser” + particípio).

Os sentimentos desempenham um papel fundamental no progresso civilizatório. Raiva, alegria, tristeza delinearam a cultura,
as artes, as guerras, a ciência, a tecnologia, tudo o que nos define. Agora, para entender o contexto, é preciso levar em conta que
existem dois aspectos do viver. Um é orgânico, relacionado ao corpo. Daí vêm as emoções. Se o organismo não está saudável, ele
manifesta isso externamente. Nota-se quando alguém se mostra feliz ou tomado pela amargura. Por exemplo, se um indivíduo sente
uma dor enorme no coração, devido _____ uma doença cardíaca, seu sofrimento é evidente, de forma objetiva. Já os sentimentos
são outra coisa. Eles refletem aspectos internos e estão associados _____ mente ou, como se definia antigamente, _____ alma. Por
estarem dentro de nós, são subjetivos. , não se exibem em público. Tudo o que um ser humano faz, individual ou coletivamente, está
relacionado _____ demonstrações emotivas e sentimentais.
(Revista Veja, ed. 2589)

12 - Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.
a)  à – à – à – a.
b)  a – à – à – a.
c)  a – a – à – à.
d)  à – a – a – à.
e)  a – a – a – a.
Gabarito: B
Comentário:
“Devido a uma doença cardíaca” – devido a um problema cardíaco – Observe que há apenas preposição, não há artigo definido “a”,
pois “uma” já é artigo (indefinido). Não ocorre crase antes de artigo indefinido.
“Estão associados à mente ou, como se definia antigamente, à alma.” – estão associados ao corpo e ao pensamento – Observe que
há preposição e artigo, por isso, no feminino, aparece o acento indicativo de crase.
“Está relacionado a demonstrações emotivas e sentimentais.” – Não há artigo antes de “demonstrações”, apenas preposição.
Observe que o “a” está no singular e o substantivo seguinte está no plural. Isso comprova que não há artigo. Se houvesse, o “a’ estaria
no plural concordando com o substantivo. Não ocorre crase quando o “a” estiver no singular e a palavra seguinte, no plural.

13 - Na frase “Por estarem dentro de nós, são subjetivos” (antepenúltima linha), estabelece-se uma relação de:
a)  Causa.
b)  Condição.
c)  Comparação.
d)  Concessão.
e)  Finalidade.
Gabarito: A
Comentário: Por estarem dentro de nós, são subjetivos. O motivo de serem subjetivos é estarem dentro de nós. Por que são subje-
tivos? Porque estão dentro de nós. Então, a primeira oração é a causa da segunda. Em outras palavras, a primeira oração é classificada
como subordinada adverbial causal reduzida de infinitivo e a segunda, principal.
10

Considere as seguintes possibilidades de preenchimento da caixa na penúltima linha:


1. Porém.
2. Consequentemente.
3. Todavia.
4. Logo.

14 - Preenche(m) corretamente a caixa o(s) termo(s):


a)  1 apenas
b)  2 apenas.
c)  1 e 3 apenas.
d)  2 e 4 apenas.
e)  1, 3 e 4 apenas.
Gabarito: D
Comentário:
Já os sentimentos são outra coisa. Eles refletem aspectos internos e estão associados à mente ou, como se definia antigamente, à
alma. Por estarem dentro de nós, são subjetivos. Logo (ou consequentemente), não se exibem em público. A ideia expressa é de
conclusão da ideia anterior, por isso o emprego da conjunção coordenativa conclusiva “logo”. Veja que “não se exibir em público” é uma
conclusão da ideia anterior “os sentimentos serem subjetivos e estarem dentro de nós”. Vale destacar que, quando se apresenta uma
conclusão, há, também, uma ideia secundária de consequência, ou seja, uma relação de causa e feito. Veja: Estudou bastante, então foi
aprovado. “Então” introduz uma conclusão, mas há também uma relação secundária de causa e efeito entre as orações. Estudou muito –
causa / foi aprovado – consequência. Os sentimentos estão dentro nós, são subjetivos (causa) / não se exigem em público (consequência).
Por isso, também é adequado o emprego de “consequentemente” na lacuna.
As conjunções “porém” e “todavia” são adversativas, ou seja, introduzem uma oposição. Então, não podem ser empregadas no contexto.

Considere o seguinte trecho:

Há ações que são irreversíveis. Muitas pessoas lidam com a natureza como se ela fosse uma fonte inesgotável de recursos.
Entretanto, a ação humana ao longo de anos vem interferindo no meio ambiente a tal ponto que, ainda que _______ radical-
mente o nosso estilo de vida, já não _______ recuperar o que já se foi.
(Disponível em: https://www.greenme.com.br/informarse/ambiente/39439-amazonia – nunca-mais-sera-a-mesma/.)

15 - Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima, na ordem em que aparecem no texto.
a)  mudássemos – poderíamos.
b)  mudássemos – podíamos.
c)  mudemos – poderíamos.
d)  mudemos – podemos.
e)  mudássemos – poderemos
Gabarito: A
Comentário:
“Ainda que _______ radicalmente o nosso estilo de vida, já não _______ recuperar o que já se foi.” A locução conjuntiva concessiva
“ainda que” deve ser empregada com verbo no modo subjuntivo. Em todas as alternativas, o primeiro verbo está no modo subjuntivo
(mudássemos – pretérito imperfeito do subjuntivo / mudemos – presente do subjuntivo). Ambas estão corretas, mas deve haver correla-
ção entre os tempos verbais das duas orações. O emprego de presente do subjuntivo, no contexto, exige que o verbo seguinte se flexione no
futuro no presente do indicativo (ainda que mudemos .../ não poderemos recuperar). Já o emprego do pretérito imperfeito do subjuntivo
exige que o verbo seguinte se flexione no futuro do pretérito (ainda que mudássemos .../ não poderíamos recuperar).
11

INFORMÁTICA

Sobre o funcionamento de um computador, considere as seguintes afirmativas:


1. É o processador que determina a capacidade de armazenamento de informações em um computador.
2. A capacidade de armazenar dados em um HD é medida em GHz.
3. As impressoras multifuncionais (com copiadora e escâner) são exemplos de periféricos de entrada e saída de dados.

16 - Assinale a alternativa correta.


a)  Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
b)  Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras.
c)  Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
d)  Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
e)  As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
Gabarito: A
Comentário: O Processador é a parte do computador responsável pelo processamento, ou seja, pela realização dos cálculos e operações
de comparação (que no fim são cálculos), ele não armazenada dados, embora possua memória interna denominada de cache. A cache é
uma memória volátil e muito rápida, porém pequena. A velocidade de um processador é definida em GHz, enquanto a capacidade de
armazenamento de um dispositivo como os HDs e pendrives é a medida em Bytes, atualmente a capacidade de armazenamento dos HDs
comerciais encontra-se na casa dos Tera Bytes (TB). Dispositivos periféricos são dispositivos que agregam funções ao computador além,
das básicas, e são classificados de acordo com sua função, como aqueles que capturam dados do mundo real a transformam em informa-
ções para o mundo digital são denominados periféricos de entrada, como scanners, mouse e teclados. Enquanto os que fazem o processo
inverso levando dados do mundo digital para o físico, como impressoras e monitores, são ditos dispositivos de saída.

17 - Ao digitar um novo e válido endereço da internet no browser em um equipamento devidamente configurado e conectado na
internet, o serviço que traduz o nome do site para o respectivo endereço IP denomina-se:
a)  HTTP.
b)  NTP.
c)  SMTP.
d)  DNS.
e)  POP3.
Gabarito: D
Comentário: HTTP é o protocolo de transferência de conteúdo multimídia, usado para acesso a páginas web sem segurança, ou outros
serviços. SMTP é o protocolo de email usado na operação de envio de emails. DNS é o protocolo de resolução de nomes de domínio,
ou seja, associa o domínio de um site ao seu endereço IP. POP é um protocolo de email usado para requisitar as mensagens de email do
servidor. O HTTP usa por padrão a porta 80 do TCP, e tem como porta opcional a de número 8080. SMTP é orginalmente definido
para uso com a porta TCP 25 ou como alternativa a de número 465, porém no Brasil aplica-se a gerência da porta 25, de modo que
usuário não pode usá-la, pois encontra-se bloqueada, em sua substituição recomenda-se o uso da porta 587, que além do login (provido
também pela porta 465) usa criptografia. Já o DNS usa a porta UDP 53. Enquanto POP3 usa a porta TCP 110 (sem criptografia), ou a
mais recomendada porta TCP 995 (com criptografia).

18 - Caso não tenha sido alterado o local de download padrão, o diretório padrão de download de arquivos do navegador Chromium,
Ubuntu 14 português, é:
a)  /Users//Downloads
b)  /home/<nome de usuario>/Downloads
c)  \Arquivo de Programas\Chrome\Downloads
d)  \Windows\Downloads
e)  \Usuários\<nome de usuario>\Downloads
Gabarito: B
Comentário: No Windows o caminho padrão usado nos navegadores é o indicado pela alternativa E, já no Linux a pasta do usuário fica
no diretório /home, que de modo similar ao Windows possui a posta de downloads.
12

Para o acompanhamento de alterações em um documento no LibreOffice Writer (geralmente utilizado para revisão ou edição de textos),
é necessário ativar a gravação de mudanças.

19 - Assinale a alternativa que apresenta o caminho para a ativação dessa funcionalidade.


a)  Arquivo→Propriedades→Controlar mudanças
b)  Editar→Registrar alterações→Registrar
c)  Editar→Mostrar Marcações
d)  Revisão→Mostrar Marcações
e)  Revisão→Controlar alterações
Gabarito: B
Comentário: O recurso para controlar as alterações no Libre Office Writer está disponível no menu Editar ou pelo atalho CTRL +
SHIFT + C. Este recurso é do tipo ativado desativado, uma vez ativo as alterações executadas no documento são marcadas como suges-
tões de alteração, de modo que as inserções ficam com outra cor e sublinhadas e as exclusões além de outra cor ficam tachadas. No Word
a função equivalente é encontrada na guia Revisão ou pelo atalho CTRL + SHIFT + E.

20 - Com relação ao Libre Office Calc, assinale a alternativa que apresenta a fórmula sintaticamente correta.
a)  =Plan1.A3*Plan2.A4
b)  =Plan1%A3*Plan2%A4
c)  =A3.Plan1*A4.Plan2
d)  =A3!Plan1*A4.Plan2
e)  =Plan1(A3)*Plan2(A4)
Gabarito: A
Comentário: A identificação de uma célula de modo que seja possível realizar cálculos com valores entre planilhas de um mesmo arquivo
envolve primeiro a identificação da planilha que possui o valor desejado e depois a célula da planilha, ou intervalo, que se deseja utilizar.
Deste modo caso o arquivo seja composto pelas seguintes planilhas: Planilha1, Planilha2 e Exemplo, é possível realizar cálculo usando
a expressão: =Planilha2.A1 + Exemplo.A3. Assim, será realizada a soma do valor da célula A1 da Planilha1 com o valor da célula A3 da
planilha Exemplo. Caso sejam usados valores da planilha em que se encontra a fórmula não há necessidade de indicar qual planilha se
trata. Desta forma caso seja inserida a seguinte expressão =Exemplo.A4+A2 em uma célula da planilha Planilha2 será realizada a soma
do valor da célula A2 da Planilha2 (atual) com o valor da célula A4 da planilha Exemplo. No Caso do Excel a diferença é que ao invés do
sinal ponto separando o nome da planilha do endereço célula, usa-se o sinal exclamação, desta forma o último exemplo no Excel ficaria
=Exemplo!A4+A2.

RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO

Leia o texto a seguir:

O cara da marinha e eu dissemos um ao outro que tinha sido um prazer nos conhecermos. Esse é um troço que me deixa maluco
quando encontro alguém. Se não tenho prazer em conhecê-lo, então digo: “Muito prazer em conhecê-lo”. A gente tem que fazer essas
coisas para seguir vivendo.
(Adaptado de: SALINGER, J. D. O Apanhador no Campo de Centeio. 19. ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor. 2016. p. 37.)

21 - Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, uma equivalência lógica com o destacado no texto.
a)  Se não digo “Muito prazer em conhecê-lo”, então tenho prazer em conhecê-lo.
b)  Se digo “Muito prazer em conhecê-lo”, então tenho prazer em conhecê-lo.
c)  Se tenho prazer em conhecê-lo, então digo: “Muito prazer em conhecê-lo.”
d)  Se não tenho prazer em conhecê-lo, então não digo: “Muito prazer em conhecê-lo.”
e)  Tenho prazer em conhecê-lo se, somente se, digo: “Muito prazer em conhecê-lo.”
Gabarito: A
Comentário: Uma das equivalências do condicional é com o próprio condicional na regra “TROCA e NEGA”. Aplicando essa regra na
questão temos como equivalência a proposição destacada o que está na alternativa A.
13

22 - A contrapositiva da condicional “Se não chove, então ocorre o jogo de futebol no parque” será dada por:
a)  “Se ocorre o jogo de futebol no parque, então chove”.
b)  “Se não chove, então não ocorre o jogo de futebol no parque”.
c)  “Se não ocorre o jogo de futebol no parque, então não chove”.
d)  “Se chove, então ocorre o jogo de futebol no parque”.
e)  “Se não ocorre o jogo de futebol no parque, então chove”.
Gabarito: E
Comentário: Devemos lembrar que “contrapositiva” é sinônimo de “Equivalência”,então, temos:
P →Q = ~Q→~P (inverte as duas partes, nega as duas partes e mantém o ‘’se...então’’).

Um concurso foi constituído de apenas 2 questões. 60 candidatos acertaram somente uma das questões, 52 acertaram a segunda questão,
20 acertaram ambas as questões e 42 erraram a primeira questão.

23 - Pode-se afirmar que a quantidade de candidatos que fizeram a prova era de:
a)  120
b)  110
c)  100
d)  90
e)  80
Gabarito: D
Comentário: Se 52 pessoas acertaram a segunda questão e 20 acertaram as duas:
52 – 20 = 32 (pessoas que acertaram apenas a segunda)
Se 60 acertaram somente uma das questões, temos:
60 – 32 = 28 (pessoas que acertaram apenas a primeira)
Assim, se 42 erraram a primeira, isso significa que: ou eles acertaram a segunda ou não acertaram nenhuma. Logo:
42 – quem acertou a segunda = quem não acertou nada, temos:
42 – 32 = 10.
Logo o total de pessoas:
28 + 20 + 32 + 10 = 90.

Uma rede bancária encomendou uma pesquisa de opinião para saber se existe uma relação entre consumo e investimento. As pessoas
entrevistadas e questionadas sobre esse tema foram trabalhadores da área comercial na cidade onde está situada essa rede bancária. Após
analisar as respostas dos entrevistados, a pesquisa pode ser resumida em três sentenças:
• Todo trabalhador é um consumidor;
• Nenhum consumidor é um investidor;
• Todo rico é investidor

24 - Assim, considerando essas três sentenças verdadeiras, conclui-se que


a)  Nenhum consumidor é um trabalhador.
b)  Algum investidor é trabalhador.
c)  Todo trabalhador é um investidor.
d)  Algum consumidor é um rico.
e)  Nenhum trabalhador é um investidor.
Gabarito: E
Comentário: Nessa caso usaremos os diagramas lógicos:
Consumidor Investidor’

Trabalhador Rico

Pelo desenho concluímos com garantia o que traz a alternativa E.


14

Uma atleta participou das três provas de uma determinada competição. Suas notas, nas duas últimas provas, foram, respectivamente,
o dobro e o triplo da nota da primeira.

25 - Sabendo-se que a média aritmética das três notas foi 28,6 pontos, é correto afirmar que a nota da primeira prova foi:
a)  12
b)  9,2
c)  10,5
d)  15
e)  14,3
Gabarito: E
Comentário:
Nota 1 = x
Nota 2 = 2x
Nota 3 = 3x
(x + 2x + 3x)/3 = 28,6
6x/3 = 28,6
2x = 28,6
x = 14,3

DIREITO ADMINISTRATIVO

Segundo Marçal Justen Filho, “os órgãos públicos estão integrados em pessoas jurídicas, cuja vontade produzem e exteriorizam”.
Com relação ao assunto, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) Uma pessoa jurídica da Administração Indireta cuja criação tenha se dado por autorização legislativa e que adote a modalidade
de Sociedade Limitada poderá ser uma Sociedade de Economia Mista.
( ) Uma pessoa jurídica, criada por lei e que integre a Administração Indireta, será uma pessoa jurídica de direito público interno.
( ) Uma pessoa jurídica da Administração Indireta cuja criação tenha se dado por autorização legislativa e que adote a modalidade
de Sociedade Anônima poderá ser uma Empresa Pública.
( ) Todas as autarquias serão pessoas jurídicas de direito público interno.

26 - Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.


a)  V – V – F – V.
b)  F – V – V – F.
c)  F – F – V – F.
d)  V – F – F – V.
e)  F – V – V – V.
Gabarito: E
Comentário:
Código Civil
Art. 41. São pessoas jurídicas de direito público interno:
I - a União;
II - os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
III - os Municípios;
IV - as autarquias, inclusive as associações públicas;
V - as demais entidades de caráter público criadas por lei.
Parágrafo único. Salvo disposição em contrário, as pessoas jurídicas de direito público, a que se tenha dado estrutura de direito
privado, regem-se, no que couber, quanto ao seu funcionamento, pelas normas deste Código.
15

LEI Nº 13.303, DE 30 DE JUNHO DE 2016.


Art. 3º Empresa pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado – sob qualquer forma permitida em direito
–, com criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos Estados, pelo
Distrito Federal ou pelos Municípios.
Art. 4º Sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei, sob
a forma de sociedade anônima – somente –, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União, aos Estados, ao Distrito
Federal, aos Municípios ou a entidade da administração indireta.
Item I: Falso. As sociedades de economia mista são empresas estatais que só podem adotar uma forma societária: sociedade anônima. O
artigo 4º, caput da Lei 13.303/16, dispõe: “sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado,
com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União,
aos Estados, ao Distrito Federal, aos Municípios ou a entidade da administração indireta”.
Item II: Verdadeiro. Todas as pessoas jurídicas de direito público interno, que integram a Administração Pública Indireta, serão criadas
por lei (específica), como é o caso das autarquias e das fundações públicas com personalidade jurídica de direito público (as chamadas
fundações autárquicas). Conforme o artigo 37, XIX, da Constituição: “somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autori-
zada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso,
definir as áreas de sua atuação”.
Item III: Verdadeiro. A empresa pública, diversamente da sociedade de economia mista, poderá adotar qualquer forma societária admitida
pelo Direito brasileiro, seja uma sociedade limitada, seja uma sociedade em comandita simples, seja uma sociedade anônima etc. Sua
criação se dará nos moldes do direito privado, sendo antecedida por autorização legislativa, conforme o artigo constitucional 37, XIX,
transcrito acima; e o artigo 3º, caput, da Lei 13.303/16: “empresa pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado,
com criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos Estados, pelo
Distrito Federal ou pelos Municípios”.
Item IV: Verdadeiro. Não há dúvida de que as autarquias serão, todas, dotadas de personalidade jurídica de direito público, conforme o
artigo 41, IV, do Código Civil: “são pessoas jurídicas de direito público interno as autarquias, inclusive as associações públicas”.

27 - Em relação às características relacionadas ao controle externo na Administração Pública, assinale a alternativa correta.
a)  Estão sujeitos ao controle externo as contas dos seguintes órgãos da Administração Pública: Administração Direta, Autarquias,
Fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público bem como as Empresas Públicas. Demais Sociedades de Economia Mista
bem como demais empresas diretas ou indiretamente controladas pelo poder público estão a cargo de controle externo, por conta
das regras societárias vigentes no país, e a controles efetuados pela Comissão de Valores Mobiliários, Banco Central e respectivos
Conselhos de Administração.
b)  O controle externo no Brasil está sob a responsabilidade do Poder Executivo, sendo o Tribunal de Contas da União (TCU) a repre-
sentação máxima como órgão de apoio à Presidência da República.
c)  A Constituição Federal de 1988 estabelece que o Poder Judiciário tem o encargo de fiscalizar e julgar a execução dos recursos
públicos utilizados pelos Poderes Executivo e Legislativo durante determinado exercício financeiro.
d)  Os trabalhos de controle externo na Administração Pública são executados com a finalidade de analisar a gestão contábil, financei-
ra, orçamentária, operacional e patrimonial.
e)  A competência de atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) é estabelecida pela Constituição Federal de 1988 e diz respeito
a exame, revisão e julgamento das operações relacionadas às receitas e despesas da União, Estados e Municípios.
Gabarito: D
Comentário: Art. 70, CF. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da
administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será
exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou adminis-
tre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
a) Art. 70, não possui a limitação narrada no enunciado.
b) CF, art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual
compete: (O titular do controle externo é CN, aplicável por simetria aos demais entes da federação.
c) Compete ao CN (CF, art. 71, II): julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da
administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles
que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público; Obs. Julgamento este de natureza
política, pois a aprovação das contas do chefe do poder executivo, sejam elas de governo ou de gestão, por parte do poder legislativo, possi-
bilita apenas a elegibilidade do agente político, não impedindo que este seja punido, caso haja irregularidades, por atos de improbidade
administrativa, infrações penais ou de natureza civis. STF, tema 157, pág. 22.
16

d) Art. 70, CF. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração
direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo
Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.
Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou adminis-
tre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
e) Art. 75. As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se, no que couber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de
Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios. Parágrafo único. As Consti-
tuições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos, que serão integrados por sete Conselheiros.

A administração pública adota diversas formas de controle interno em suas atividades.

28 - Assinale a alternativa que apresenta o adequado conceito relacionado a esses tipos de controle.
a)  Controle preventivo é aquele em que há o acompanhamento da realização do ato, verificando a sua regularidade.
b)  Controle corretivo é o exercido após a finalização de um ato, fornecendo autenticidade ao trabalho.
c)  Controle sucessivo é executado antes da conclusão de um ato, utilizando-se de ferramentas de projeção de dados e comparações
entre os resultados previstos e realizados.
d)  Controle político é o que se aplica especificamente às contas contábeis relativas ao fluxo de caixa e ao patrimônio da organização.
e)  Controle financeiro é aquele aplicado à legalidade dos atos, permitindo que se avaliem os atos administrativos.
Gabarito: B
Comentário:
O controle posterior avalia um ato após já ter sido praticado, com o intuito de desfazê-lo, corrigi-lo ou, até mesmo, preservá-lo
(quando não se constataram invalidades ou contrariedades ao interesse público).
Quanto à oportunidade
1 – Controle Prévio. Controle prévio ou a priori é aquele exercido antes da consumação do ato administrativo, possuindo natureza
preventiva. Como exemplo, podemos citar a aprovação pelo Senado Federal, da escolha do Procurador Geral da República.
2 – Controle Concomintante. É aquele que ocorre ao mesmo tempo em que o ato ou atividadade administrativa estão sendo executa-
dos, permitindo-se, assim, tanto o controle preventivo quanto o repressivo, conforme o andamento do ato ou atividade. Como exemplo,
podemos citar o acompanhamento de um concurso público por uma comissão de servidores, que irá controlar todas as etapas do certame,
desde a elaboração do edital até a homologação do concurso.
3 – Controle subsequente, corretivo ou posterior (a posteriori). Controle subsequente ou corretivo é aquele efetuado após a conclusão
do ato ou atividade administrativa com o objetivo de confirmá-los ou corrigi-los, a exemplo do que ocorre com a homologação de uma
licitação ou com o controle judicial de atos administrativos.

Ao tratar das penalidades administrativas e proibições aplicáveis aos empregados públicos do Sistema COFEN/Conselhos Regionais de
Enfermagem, o Código de Ética dos Empregados Públicos do Sistema COFEN/Conselhos Regionais de Enfermagem prevê a aplicação
da pena de demissão nos casos de improbidade administrativa. De acordo com a Lei de improbidade administrativa (Lei 8.429/1992),
atos que atentem contra os princípios da Administração Pública são tidos como atos de improbidade administrativa.

29 - Considerando o que buscam resguardar os princípios da Administração Pública expressos no art. 37 da Constituição Federal –
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência –, é correto afirmar:
a)  Pelo princípio da legalidade, tem-se que a Administração Pública pode fazer tudo, desde que não haja proibição legal.
b)  Pelo princípio da moralidade, tem-se que os valores morais que orientam o pensar e o agir da tradicional família brasileira deve
guiar os atos da Administração Pública.
c)  Pelo princípio da eficiência, tem-se que as fases do processo de elaboração de um ato devem ser priorizadas em relação aos seus
resultados.
d)  Pelo princípio da impessoalidade, tem-se que a Administração Pública não pode beneficiar a um indivíduo, mas pode fazê-lo em
relação a grupos.
e)  Pelo princípio da publicidade, tem-se que, em regra, os atos da Administração Pública devem ser amplamente divulgados, com
informações claras e acessíveis à população em geral.
Gabarito: E
17

Comentário: A publicidade é regra, o sigilo exceção. Contudo, há possibilidade de imposição legal de sigilo a atos da administração pública.
Lei 12.527/2011.
A) Errada – Princípio da Legalidade – > O agente público só pode fazer aquilo que for expressamente previsto em Lei (imaginem uma
relação mais restrita) . Já o particular pode fazer tudo aquilo que não for proibido por Lei (imaginem uma relação mais ampla).
B) Errada – Princípio da Moralidade – > trata dos valores éticos que devem pautar o comportamento dos agentes e órgãos governamen-
tais. ALÉM DISSO, esse princípio de dimensão constitucional evita que a Administração Pública se distancie da moral e obriga que a
atividade administrativa seja pautada não só pela lei, mas também pela boa-fé, lealdade e probidade.
C) Errada – Princípio da Eficiência – > O agente público deve desempenhar da melhor maneira possível suas atividades, e a Adminis-
tração deve ser o mais racional possível, no intuito de alcançar melhores resultados na prestação dos serviços públicos.
D) Errada – Princípio da Impessoalidade – > A Administração tem que tratar todos os administrados sem discriminações, benéficas ou
detrimentosas. Tenham em mente que: o FIM é sempre o BEM COMUM.
E) Certa – A publicidade é regra, o sigilo exceção. Contudo, há possibilidade de imposição legal de sigilo a atos da administração pública.

30 - No tocante ao exercício do poder de polícia, é válida lei municipal que estabeleça


a)  Multa de trânsito em valor superior à prevista no Código Brasileiro de Trânsito.
b)  Loteria municipal, destinada a custeio da guarda municipal.
c)  Submissão a prova de conhecimentos para exercício de profissão, em âmbito municipal.
d)  Proibição da construção de presídios, no território municipal.
e)  Competência da guarda municipal para fiscalização de infrações de trânsito.
Gabarito: E
Comentário: LEI 13.022/2014 Dispõe sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais.
Art. 4º É competência geral das guardas municipais a proteção de bens, serviços, logradouros públicos municipais e instalações do Município.
VI - exercer as competências de trânsito que lhes forem conferidas, nas vias e logradouros municipais, nos termos da ou de forma concor-
rente, mediante convênio celebrado com órgão de trânsito estadual ou municipal;
Segundo o que nos dita o informativo de número 793 do STF, é constitucional a atribuição às guardas municipais do exercício do poder de
polícia de trânsito – fiscalização, controle e orientação do trafego, incluída a imposição de multas e outras sanções administrativas prevista em lei.
É importante destacar que as guardas municipais não são corporações policiais; estas têm a prerrogativa exclusiva de promover a seguran-
ça pública, competência que não se confunde com o exercício do poder de policia administrativa.

DIREITO CONSTITUCIONAL

Tito Lívio, 30 anos, casado com Cassandra, 35 anos, exerce seu primeiro mandato como prefeito do Município X. O irmão de Tito Lívio,
Auspício, com 18 anos, pretende disputar pela primeira vez um cargo eletivo.

31 - Com base nessas informações e tendo em vista os dispositivos constitucionais, assinale a alternativa correta.
a)  Tito Lívio poderá concorrer à reeleição e seu irmão Auspício poderá disputar o cargo de vereador do Município X.
b)  Cassandra não poderá concorrer a cargos eletivos no território de jurisdição de Tito Lívio, salvo se o casal se divorciar, ainda que
isso ocorra no curso do mandato.
c)  Tito Lívio poderá concorrer ao cargo de Senador se renunciar ao mandato de Prefeito até seis meses antes do pleito.
d)  Auspício poderá concorrer ao cargo de Prefeito do Município Y, situado em Estado da Federação distinto daquele em que se situa
o Município X.
e)  Tito Lívio poderá concorrer à reeleição e Cassandra poderá se candidatar ao cargo de Senadora.
Gabarito: E
Comentário: A inelegibilidade em decorrência do parentesco é chamada de reflexa ou em ricochete, porque a inelegibilidade é gerada
para terceiros, e não para quem está no cargo eletivo, ou seja, não é direta. É uma proibição para o cônjuge ou parente até 2º grau de
membros do Poder Executivo. Assim, O titular de um mandato eletivo ou quem tenha o substituído nos últimos seis meses antes das
eleições, pertencente ao Poder Executivo – Presidente, Governador e Prefeito, gera, no seu território de jurisdição, a inelegibilidade para o
cônjuge ou parente até segundo grau, tanto para cargos do Poder Executivo quanto para os cargos do Poder Legislativo.(mas os requisitos
são cumulativos) Observe que os membros do Poder Legislativo não geram inelegibilidades ao seu cônjuge e parentes, mas tão somente
os membros do Executivo. Esse parentesco pode-se dar em linha reta ou colateral. Importante ressaltar, que a inelegibilidade é apenas
até o 2º grau, não alcançando, portanto, parentes de 3º e 4º graus. (tem que está dentro da circunscrição do cargo de poder e não busca a
reeleição) Nesse caso Tito Lívio poderá concorrer à reeleição (primeiro mandato) e Cassandra poderá se candidatar ao cargo de Senadora
(cônjuge, mas está fora da circunscrição do Município).
18

Com relação aos direitos políticos elencados na Constituição da República, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes
afirmativas:
( ) O plebiscito e o referendo são formas de exercício da soberania popular.
( ) O alistamento e o voto são facultativos para os maiores de sessenta anos.
( ) Não podem se alistar como eleitores os analfabetos, os estrangeiros e, durante o serviço militar obrigatório, os conscritos.
( ) Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem
renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.

32 - Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.


a)  F – V – V – V.
b)  V – V – F – F.
c)  F – F – V – V.
d)  V – F – F – V.
e)  V – F – V – F.
Gabarito: D
Comentário: A Soberania popular, nos termos do art. 14 da CF, deve ser exercida pelo Sufrágio Universal, pelo voto e pelos instrumentos
de democracia direta, a saber: plebiscito, referendo e iniciativa popular.
1. Plebiscito e referendo, formas de exercícios da soberania popular) são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de
acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou administrativa.
A diferença entre eles é que o plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, pelo voto,
aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido.
Enquanto que o referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, cumprindo ao povo a respectiva ratifi-
cação ou rejeição.
2. A capacidade eleitoral ativa permite a participação do cidadão na democracia representativa, nos plebiscitos e nos referendos, por meio
do exercício do voto.
Essa capacidade é adquirida com o alistamento na Justiça Eleitoral, não sendo, portanto, um ato de ofício. A qualidade de eleitor é
demonstrada por meio do título de eleitor que dá ao nacional a condição de cidadão. O alistamento e o voto são facultativos: Analfabe-
tos, maiores de setenta anos e jovens entre dezesseis e dezoito anos.
3. A capacidade eleitoral ativa permite a participação do cidadão na democracia representativa, nos plebiscitos e nos referendos, por meio
do exercício do voto.
Essa capacidade é adquirida com o alistamento na Justiça Eleitoral, não sendo, portanto, um ato de ofício. A qualidade de eleitor é
demonstrada por meio do título de eleitor que dá ao nacional a condição de cidadão. O alistamento e o voto são proibidos: estrangeiros
e os conscritos.
4. Os membros do Poder Executivo, para concorrer a OUTROS cargos, deverão renunciar aos seus respectivos mandatos no prazo de 6
(seis) meses antes das eleições, conforme Art. 14, §6º da CF.
Convém salientar que não será necessária a renúncia para concorrer ao mesmo cargo, ou seja, para concorrer à reeleição.
Os vices não precisam se desincompatibilizar para concorrer a outros cargos, desde que não tenham sucedido ou substituído o titular nos
seis meses anteriores ao pleito.

As Constituições consistem na norma fundamental de um determinado Estado, prevendo, essencialmente, a forma de estruturação do
exercício dos poderes públicos e a previsão dos direitos e garantias fundamentais.

33 - A respeito dos direitos fundamentais, assinale a alternativa correta.


a)  É livre a manifestação do pensamento, permitido o anonimato nos casos em que assim exija o interesse público ou o sigilo
profissional.
b)  O exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão é livre, sendo vedado à lei condicionar referido direito fundamental.
c)  A associação para fins lícitos e paramilitares é albergada pela Constituição Federal de 1988.
d)  Para viabilizar efetivamente a tutela dos direitos fundamentais difusos e coletivos, é possível compelir-se as pessoas que estejam na
mesma situação para que se associem ou permaneçam associadas.
e)  Direitos fundamentais são normalmente classificados em algumas gerações ou dimensões, embora sejam complementares e
indivisíveis.
Gabarito: E
19

Comentário: Os direitos e as garantias fundamentais são institutos jurídicos que foram criados no decorrer do desenvolvimento da
humanidade e se constituem de normas protetivas que formam um núcleo mínimo de prerrogativas inerentes à condição humana.
Possuem como objetivo principal a proteção do indivíduo diante do poder do Estado. Mas não só do Estado. Os direitos e as garantias
fundamentais também constituem normas de proteção do indivíduo em relação aos outros indivíduos da sociedade.
a) A CF proíbe o anonimato. Quer se manifestar? Então expresse o seu pensamento, mas mostre a cara, não se esconda. O art 5º, IV,
proíbe o anonimato expressamente.
b) O exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão é livre, mas é uma norma de eficácia contida, dessa forma, poderá ter o seu exercí-
cio restringido por lei. Tem aplicabilidade imediata e direta.
c) A liberdade associação é um direito individual, de caráter coletivo. Essa junção de pessoas tem o animus (intenção) de caráter definitivo
e para fins lícitos, vedado o caráter paramilitar, em qualquer uma das suas espécies.
d) A liberdade de associação é um direito individual, de primeira dimensão, onde temos a abstenção do Estado. (Não sou obrigado a
nada – obrigação de fazer do Estado)
e) direitos fundamentais são classificados em algumas gerações ou dimensões (liberdade, igualdade e solidariedade), embora sejam
complementares, simultâneos, relativos e indivisíveis.

“A Constituição brasileira, inquestionavelmente, trata o direito a voto e o direito de ser votado como direitos fundamentais. Assim, a
percepção de legisladores e magistrados está em desacordo com a Constituição e contra a doutrina dos direitos fundamentais quando
não trata os direitos políticos como dotados de fundamentalidade” (SALGADO, 2018). Consonante à elucubração acima, considere as
seguintes afirmativas:
1. A Constituição brasileira estabelece expressamente o direito ao sufrágio universal como um direito fundamental.
2. Em que pese os direitos políticos estejam previstos na Constituição, não estão alocados expressamente no capítulo dos direitos
fundamentais, gerando controvérsia quanto à sua natureza jurídica.
3. Ao Poder Judiciário e aos legisladores não é estabelecida competência constitucional para determinar se um direito político, tal como
o de ser votado, é ou não um direito fundamental constitucional.
4. A lei poderá estabelecer os termos do exercício do direito de voto, desde que respeite os limites constitucionais, bem como o entenda
como um direito com valor igual para todos.

34 - Assinale a alternativa correta.


a)  Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
b)  Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
c)  Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
d)  Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras
e)  As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
Gabarito: D
Comentário: O Sufrágio é direito público, subjetivo fundamental que assegura o direito de votar e ser votado.
Desse modo o direito de sufrágio pode ser visto por duas perspectivas capacidade eleitoral ativa (votar) e capacidade eleitoral passiva (ser
votado).
1. A Constituição brasileira estabelece expressamente o direito ao sufrágio universal como um direito fundamental, quando o direito de
votar é concedido a todos os nacionais, independentemente de condições econômicas, culturais, sociais ou outras condições especiais, preen-
chidos mínimos requisitos constitucionais. Os critérios para se determinar a capacidade de votar e de ser votado são não discriminatórios.
2. Os direitos políticos estão previstos na Constituição, alocados expressamente no capítulo dos direitos fundamentais, são direitos de
primeira dimensão. Fazem parte da liberdade, da abstenção Estatal, uma obrigação de não fazer (direitos negativos).
3. Está expresso na constituição, como direito fundamental, os direitos políticos (art. 14), direito esses chamados de negativos ou de
primeira dimensão. Nenhum dos Poderes tem competência constitucional para determinar se um direito político ativo ou passivo, é ou
não um direito fundamental constitucional.
4. O voto é o instrumento para o exercício do sufrágio. A CF/88 estabelece que este deverá ser: direto, secreto, universal, periódico (art. 60,
§ 4º, CF), obrigatório (art. 14, § 1º, I, CF) e com valor igual para todos (art. 14, caput), podendo a lei estabelecer os termos do exercício
do direito de voto
20

A Constituição da República de 1988 ficou conhecida como a “Constituição cidadã”, sendo amplamente elogiada no mundo todo pela
sua forte proteção aos direitos fundamentais. Esse alto nível da dogmática jurídica brasileira observável no processo constituinte é uma
decorrência da superação da mentalidade vivenciada durante a ditadura militar oriunda do Golpe de 1964, notadamente em relação à
posição social da mulher.

35 - Sobre o assunto, assinale a alternativa correta.


a)  A Constituição expressamente estabelece que homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, o que torna inconstitucionais
demandas feministas de adoção de políticas de ação afirmativa em favor das mulheres.
b)  Ao propor que homens e mulheres são iguais, a Constituição não menciona quaisquer outros gêneros, razão pela qual esse dispo-
sitivo implica a inconstitucionalidade de leis que promovam o reconhecimento formal de transgêneros como sujeitos de direitos.
c)  A promoção constitucional da isonomia entre homens e mulheres não implica plena equiparação, considerando que o homem
possui o dever legal de proteger a mulher em situações de perigo, ou naquelas em que se demonstre vulnerável, em razão de mais
fraca condição biológica da mulher.
d)  Na interpretação da igualdade constitucional entre homens e mulheres, é imperioso considerar a disposição do preâmbulo, que
afirma ser a atual Constituição promulgada sob a proteção de Deus – o que torna a Bíblia sagrada um dos livros de doutrina úteis
à hermenêutica constitucional.
e)  O fato de a Constituição estabelecer a igualdade entre gêneros não implica a impossibilidade da adoção de políticas públicas
diferenciadoras fundadas na proteção às vulnerabilidades, que podem ser levadas a efeito pelo Legislativo, pelo Executivo ou,
mediante condições específicas, até mesmo pelo Judiciário.
Gabarito: E
Comentário: O direito ou princípio da igualdade encontra-se previsto de forma genérica no caput do Art. 5° da CF, mas desse princípio
decorrem diversas previsões constitucionais relacionadas à igualdade, como por exemplo: inciso I, XLII, do Art. 5°, Art. 7º, XXX, dentre
diversos outros que estabelecem um tratamento igualitário.
A doutrina classifica o princípio da igualdade em duas modalidades a igualdade formal é uma igualdade jurídica, que não se preocupa
com a realidade, mas apenas atenta que o Estado ou as pessoas estabeleçam tratamento diferenciado de forma arbitrária.
Enquanto a igualdade material, não impede que se estabeleça tratamento diferenciado entre pessoas diferentes, quando há razoabilidade
para essa discriminação, a fim de estabelecer o que se chama de igualdade material, substancial ou efetiva. É a igualdade que se preocupa
com a realidade, com origens no modelo de Estado Social.
Este tipo de igualdade confere um tratamento com justiça social para aqueles que não a possuem.
Convém observar que a igualdade formal é a regra utilizada pelo Estado para conferir um tratamento isonômico entre as pessoas.
Contudo, por diversas vezes, um tratamento igualitário não consegue atender a todas as necessidades práticas.
Como formas de concretização da igualdade material foram desenvolvidas políticas públicas de compensação dirigidas às minorias
sociais ou camadas menos favorecidas por intermédio das chamadas AÇÕES AFIRMATIVAS OU DISCRIMINAÇÕES POSITIVAS.

DIREITO PENAL

36 - A embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeito análogo:


a)  Isenta o réu de pena, mas pode ser recepcionada como crime independente punido com pena de detenção.
b)  É sempre considerada atenuante na prática de qualquer delito.
c)  Não exclui a imputabilidade penal.
d)  Só tem relevância penal quando a embriaguez atinge percentual perceptível por exame de bafômetro.
e)  Nenhuma das alternativas
Gabarito: C
Comentário: Segundo estabelece o artigo 28 do código Penal, a embriaguez voluntária não exclui a imputabilidade penal do agente:
“Art. 28 – Não excluem a imputabilidade penal
I - a emoção ou a paixão
II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos.”
Segundo entendimento doutrinário, podemos dividir o estado de embriaguez do agente em quatro formas:
Não acidental – este tipo de embriaguez pode ser voluntária (quando o agente ingere substâncias com a finalidade de embriagar-se) ou
culposa (quando ocorre fruto de imprudência ou por negligência).
21

Acidental, fortuita ou involuntária – fortuito quando o agente desconhece o efeito entorpecentes da substância que ingere ou por força
maior quando o sujeito é obrigado a ingerir substância inebriante. Nestes casos, conforme estabelece o § 1º do artigo 28 se a embriaguez
é considerada completa, exclui a imputabilidade. Caso a embriaguez seja incompleta ou parcial, segundo a regra do §2º, o agente respon-
derá pelo crime com diminuição da pena.
Patológica – é a embriaguez doentia que, dependendo do caso concreto, o agente poderá receber o mesmo tratamento dispensado aos
inimputáveis (artigo 26, caput ou parágrafo único do CP) sendo considerada uma perturbação de ordem mental.
Preordenada – nesta hipótese o agente, com o propósito de cometer a infração penal, embriaga-se deliberadamente. Nesta situação,
tendo em vista a aplicação da teoria actio libera in causa (o agente, conscientemente, põe-se em estado de inimputabilidade, porém, a
consciência do ilícito já existia antes do cometimento da ação ou omissão) impede a isenção de, mesmo quando completa a embriaguez,
devendo ser aplicada a agravante de pena prevista no artigo 61, inciso II, alínea “l” do CP.
Assim, pelo exposto, a alternativa correta é a letra “c”

37 - Quanto ao crime de peculato, é correto afirmar:


a)  Admite-se nas formas dolosa e culposa e é possível concurso de agentes com quem não é funcionário público.
b)  É crime próprio e somente pode ser cometido por funcionário público, não sendo possível o concurso de agentes com particular,
sendo punível apenas a título de dolo
c)  É crime próprio, sendo possível a coautoria ou participação apenas de outro funcionário público, quando ambos só podem ser
punidos a título doloso.
d)  É crime de mão própria, inadmitindo coautoria ou participação de quem quer que seja, punível a título de dolo e culpa.
e)  Nenhuma das alternativas
Gabarito: A
Comentário:
O crime de peculato, previsto no artigo 312 do CP consiste na conduta do funcionário público para apropriar-se de dinheiro, valor ou
qualquer outro bem móvel, seja este público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou
alheio.
Considerado como um crime próprio, pois a conduta típica somente pode ser praticada por funcionário público. O conceito de funcio-
nário público, para fins penais, encontra sua previsão legal no artigo 327 do CP:
“Art. 327 – Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo,
emprego ou função pública.
§ 1º – Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa
prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.”
Apesar de ser um crime próprio, o particular que, conhecedor da qualidade de funcionário público do agente, concorre, de qualquer
modo, para consumação do delito, responderá como partícipe de peculato nos termos do artigo 30 do CP. Agora, se comprovado durante
as investigações que o particular desconhecia a condição de funcionário público do agente, responderá pelo delito de apropriação
indébita conforme artigo 168 do CP.
A objetividade jurídica neste tipo de infração diz respeito a moralidade e o patrimônio da Administração Pública.
Sujeito passivo é o Estado que por meio da conduta de seu agente é lesado moral e materialmente. O particular também pode ser vítima
caso o bem apropriado seja de sua propriedade.
Conforme entendimento predominante no ordenamento jurídico, o caput do artigo 312 do CP prevê duas formas de peculato sendo na
primeira parte chamado de peculato apropriação (o agente se apodera de coisa que tem sobre sua guarda legítima passando a compor-
tar-se como se dono fosse) e na segunda parte temos o peculato desvio (o funcionário público confere destinação diversa, em benefício
próprio ou alheio, à coisa em seu poder). Nestas duas modalidades o elemento subjetivo do tipo é o dolo, manifestado através da vontade
livre e consciente do funcionário público em apropriar-se ou desviar, em proveito próprio ou alheio, da coisa sob o seu domínio.
A modalidade culposa está prevista no §2º do artigo 312, quando o funcionário público concorre culposamente para o crime de outrem.
Ressalte-se que, segundo entendimento firmado pelo STJ em sua súmula 599 “o princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra
a administração pública.”
Alternativa correta letra “a”.
22

Considere que o Sr. Fulano de Tal, servidor público, que se encontra em férias, pega “emprestado” o veículo de sua repartição para utilizar
durante as férias com sua família.

38 - Qual é o crime contra a Administração Pública por ele, em tese, cometido?


a)  Peculato.
b)  Prevaricação.
c)  Corrupção ativa.
d)  Condescendência criminosa.
e)  Tráfico de influência.
Gabarito: A
Comentário:
O crime cometido por Sr. Fulano de tal foi o de Peculato, o qual está tipificado no art. 312 do Código Penal:
Art. 312 – Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em
razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Pena – reclusão, de dois a doze anos, e multa.

39 - Sobre os crimes contra a Administração Pública e o conceito de funcionário público para fins penais, assinale a alternativa
INCORRETA.
a)  Equipara-se a funcionário público para efeitos penais quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal.
b)  Equipara-se a funcionário público para efeitos penais quem exerce cargo, emprego ou função em partido político.
c)  Crime funcional impróprio é aquele cuja tipificação é alterada conforme tenha ou não o autor a qualidade de funcionário público,
mantendo-se a natureza ilícita da conduta.
d)  Há crime de advocacia administrativa quando o funcionário utiliza o cargo para patrocinar interesse privado perante a administra-
ção, inclusive quando o interesse defendido é legítimo.
e)  A pena é aumentada em um terço se o autor do crime contra a Administração Pública for ocupante de cargo em comissão.
Gabarito: B
Comentário:
Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e NÃO em partido político.
É o que dispõe o Art. 327, § 1º do Código Penal:
Art. 327 – Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo,
emprego ou função pública.
§ 1º – Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa
prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.

Considere os seguintes crimes contra a Administração Pública:


1. Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe
falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente.
2. Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a Administração Pública, valendo-se da qualidade de funcionário.
3. Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem
indevida.

40 - Assinale a alternativa que relaciona corretamente as condutas descritas e os respectivos tipos penais.
a)  1. Prevaricação – 2. Tráfico de influência – 3. Corrupção passiva.
b)  1. Advocacia administrativa – 2. Corrupção ativa – 3. Corrupção passiva.
c)  1. Condescendência criminosa – 2. Tráfico de influência – 3. Concussão.
d)  1. Corrupção passiva – 2. Advocacia administrativa – 3. Corrupção passiva.
e)  1. Condescendência criminosa – 2. Advocacia administrativa – 3. Concussão.
Gabarito: E
Comentário: 1. Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou,
quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente.
23

A afirmativa apresenta a definição de Condescendência criminosa, prevista no art. 320 do Código Penal:
Art. 320 – Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou,
quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente:
2. Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a Administração Pública, valendo-se da qualidade de funcionário.
A afirmativa apresenta a definição de Advocacia administrativa, conforme art. 321 do Código Penal:
Art. 321 – Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário:
3. Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.
A afirmativa apresenta a definição do crime de Concussão, previsto no art. 316 do CP:
Art. 316 – Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão
dela, vantagem indevida:

DIREITO PROCESSUAL PENAL

João Pedro foi abordado por policiais militares que faziam ronda próximo a uma Universidade particular. Ao perceberem a atitude suspeita
de João, os policiais resolveram proceder a revista pessoal e identificaram que João portava um cigarro de maconha para consumo pessoal.

41 - Nessa situação hipotética, a expressão “não se imporá prisão em flagrante”, descrita no art. 48 da lei 11.343/06, significa que é
vedado a autoridade policial:
a)  Efetuar a condução coercitiva até a delegacia de polícia.
b)  Efetuar a lavratura do auto de prisão em flagrante.
c)  Lavrar o termo circunstanciado.
d)  Apreender o objeto de crime.
e)  Realizar a captura do agente.
Gabarito: B
Comentário:
A) INCORRETA: Vide comentário da alternativa B.
B) CORRETA: O Art. 48, §2 da Lei de Drogas alude que nâo será lavrado o auto de prisão em flagrante. Segundo Renato Brasileiro,
conquanto a lei use a expressão não se imporá prisão em flagrante, deve-se entender que é perfeitamente possível a captura e a condução
coercitiva do agente, estando vedada somente a lavratura do auto de prisão em flagrante e o subsequente recolhimento ao cárcere.
C) INCORRETA: No caso do delito do art. 28, de acordo com o art. 48, §2°, não será imposta ao acusado prisão em flagrante, devendo
ser lavrado termo circunstanciado e o autor do fato deve ser encaminhado imediatamente ao Juizado Especial Criminal ou assumir o
compromisso de a ele comparecer.
D) INCORRETA: A droga deve ser apreendida pela autoridade policial para posterior descarte.
E) INCORRETA: Vide comentário da alternativa B.

“Do ponto de vista criminal, considerando a maneira como o sistema de justiça funcionou, parece que a pena de prisão para o uso de
drogas ainda é utilizada (...) Depois da nova Lei de Drogas, os casos de uso de drogas praticamente pararam de chegar ao Judiciário,
enquanto os de tráfico de drogas aumentaram, nos sugerindo que os casos de uso passaram a ser resolvidos na rua, de maneira oficiosa
pela polícia, através da negociação de ‘mercadorias políticas”.
(FILHO, Frederico Policarpo Mendonça: DILEMAS: Revista de Estudos de Conflito e Controle Social – Vol. 6 – nº 1 – JAN/FEV/MAR 2013 – pp. 11-37 ).

42 - A partir da situação abordada no texto acima, é correto afirmar que:


a)  Sendo hipótese de porte de drogas para consumo pessoal, deverá o delegado de polícia instaurar o inquérito policial.
b)  Ainda que com pouca quantidade de droga o princípio da insignificância não incide no crime de tráfico de drogas, não sendo
fundamento para recomendação de arquivamento do inquérito policial por atipicidade.
c)  Sendo hipótese de porte de drogas para consumo pessoal, deverá o delegado de polícia realizar o termo circunstanciado e lavrar o
auto de prisão em Flagrante.
d)  Sendo pouca a quantidade de droga apreendida, incide o princípio da insignificância no crime de tráfico de drogas, podendo servir
de fundamento para o arquivamento do inquérito policial por atipicidade.
e)  Sendo hipótese de porte de drogas para consumo pessoal, deverá o delegado de polícia realizar o termo circunstanciado e caso o
indivíduo se recuse a comparecer no juizado Especial Criminal deverá o delegado representar pela prisão preventiva.
Gabarito: B
24

Comentário:
A) INCORRETA: No caso do delito do art. 28 da Lei de Drogas (Lei nº 11.343/06), de acordo com o art. 48, §2°, não será imposta
ao acusado prisão em flagrante, devendo ser lavrado termo circunstanciado e o autor do fato deve ser encaminhado imediatamente ao
Juizado Especial Criminal ou assumir o compromisso de a ele comparecer. Contudo, deve-se atentar que a prisão que se proíbe é a lavra-
tura do auto de prisão em flagrante e o recolhimento ao cárcere. A prisão captura pode ocorrer normalmente.
B) CORRETA: O princípio da insignificância não se aplica ao uso e tráfico de drogas. Como esses são crimes de perigo abstrato, é
irrelevante a quantidade da substância apreendida. No que se refere ao crime do artigo 28 da Lei de Drogas, a jurisprudência acrescenta
que a pequena quantidade de droga já é inerente à própria caracterização do delito, razão pela qual não se poderia falar em insignificância
nesse caso.
C) INCORRETA: Lei 11.343/06, Art. 48, § 2º: Tratando-se da conduta prevista no art. 28 desta Lei, não se imporá prisão em flagrante,
devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente ou, na falta deste, assumir o compromisso de a ele compa-
recer, lavrando-se termo circunstanciado e providenciando-se as requisições dos exames e perícias necessários.
D) INCORRETA: O princípio da insignificância não se aplica ao uso e tráfico de drogas. Vide comentário da alternativa B.
E) INCORRETA: Nos termos da Lei 11.343/06, Art. 48, § 3º: Se ausente a autoridade judicial, as providências previstas no § 2º deste
artigo serão tomadas de imediato pela autoridade policial, no local em que se encontrar, vedada a detenção do agente.” A despeito de
a decretação da Prisão Preventiva poder ser feita quando do descumprimento de medidas cautelares diversas da prisão, não é razoável
equiparar tal medida (condicionamento do autor do fato a comparecimento no juízo) à medida cautelar de “comparecimento perió-
dico em juízo para informar e justificar atividades” (CPP, Art.319, I). Outro ponto importante de se ressaltar é que tal conduta não
gera como penalidade, no âmbito da Lei 11.343/06, medida restritiva de liberdade, mas sim medidas despenalizadoras (advertência;
prestação de serviço à comunidade e medida educativa), razão pela qual não se pode aplicar qualquer restrição de liberdade, mesmo que
preventivamente.

A Lei nº 12.403/2011 inseriu no ordenamento jurídico brasileiro as medidas cautelares diversas da prisão, de forma que a privação da
liberdade fosse considerada como medida cautelar excepcional.

43 - Assim, assinale qual a alternativa correta a respeito desse instituto.


a)  Na audiência de custódia é obrigatória a presença e oitiva dos agentes policiais responsáveis pela prisão ou pela investigação.
b)  A audiência de custódia ainda não está regulamentada por lei no Brasil. A concretude desse instinto se deu em razão da previsão
na Convenção Americana de Direitos Humanos e por ato normativo do CNJ.
c)  A audiência de custódia não é compreendida como um direito humano nos estatutos internacionais.
d)  A audiência de custódia está devidamente regulamentada, na lei 12.850/13, no Brasil.
e)  Para o STJ a alegação de nulidade da prisão em flagrante em razão da não realização de audiência de custódia no prazo legal não
fica superada com a conversão do flagrante em prisão preventiva.
Gabarito: B
Comentário:
A) INCORRETA. A audiência de custódia será realizada na presença do Ministério Público e da Defensoria Pública, caso a pessoa
detida não possua defensor constituído. É vedada a presença dos agentes policiais responsáveis pela prisão ou pela investigação durante
a audiência de custódia.
B) CORRETA. Apesar de existir um projeto de lei tramitando no Congresso Nacional (PLS nº 554/2011), o certo é que a audiência de
custódia ainda não foi regulamentada por lei no Brasil. Isso significa que não existe uma lei estabelecendo o procedimento a ser adotado
para a realização dessa audiência. Diante desse cenário, e a fim de dar concretude à previsão da CADH, o CNJ, no fim de 2015, aprovou-
-se a Resolução 213/2015, que dispõe sobre a apresentação de toda pessoa presa à autoridade judicial no prazo de 24 horas.
C) INCORRETA A audiência de custódia é uma cautela que atende, basicamente, à Convenção Americana De Direitos Humanos
(ART. 7. 5), o Pacto de São José da Costa Rica, que impõe a apresentação do preso a um juiz ou a autoridade que exerça função asseme-
lhada, legalmente constituída.
D) INCORRETA. Vide comentário da letra B.
E) INCORRETA. Segundo a jurisprudência: [...] 3. É pacífico nesta Corte Superior o entendimento no sentido de que a pretensão de
se reconhecer a nulidade do flagrante, por ausência da audiência de custódia, resta superada quando superveniente novo título a embasar
a custódia processual do detido, qual seja, o decreto preventivo. (HC 417.133/SP, Rel. Ministro JORGE MUSSI, 5ª TURMA, julgado
em 15/05/2018, DJe 28/05/2018). Ainda: [...] A ausência de audiência de custódia não constitui irregularidade suficiente para ensejar a
ilegalidade da prisão cautelar, se observados os direitos e garantias previstos na Constituição Federal e no Código de Processo Penal (STJ,
RHC 76.100/AC, 5ª T., rel. Min. Felix Fischer, j. 8-11-2016, DJe de 2-12-2016).
25

Antônio foi preso em flagrante sob a acusação da prática de tráfico de drogas. A polícia apreendeu seu telefone celular. O Delegado abriu
o aplicativo Whatsapp no celular do suspeito e verificou que, nas conversas de Antônio, as mensagens comprovaram que ele realmente
negociava drogas, e assumia a prática de outros crimes graves. As referidas mensagens foram transcritas pelo escrivão e juntadas ao
inquérito policial, em forma de certidão.

44 - Nessa situação hipotética, de acordo com as regras de admissibilidade das provas no processo penal brasileiro, marque a alterna-
tiva CORRETA.
a)  É necessário ordem judicial, tanto para a apreensão de telefone celular, como também para o acesso às mensagens de whatsapp.
b)  Tendo em vista que é dispensável ordem judicial para a apreensão de telefone celular, também não é necessária autorização para o
acesso as mensagens de whatsapp, visto que se trata de medida implícita à apreensão.
c)  É necessário somente requisição do Ministério Público para o acesso às mensagens de whatsapp.
d)  Como se trata de procedimento preliminar investigatório, não é necessário a prévia autorização judicial para que a autoridade
policial possa ter acesso ao whatsapp da pessoa que foi presa em flagrante delito.
e)  É necessária prévia autorização judicial para que a autoridade policial possa ter acesso ao whatsapp da pessoa que foi presa em
flagrante delito.
Gabarito: E
Comentário:
Quando a polícia acessa o WhatsApp do investigado sem autorização judicial ou do réu, mesmo que preso em flagrante, a PROVA é
ILÍCITA. Quando a polícia, com autorização de busca e apreensão, apreende celular do investigado e em seguida, mesmo sem nova
autorização judicial, acessa o WhatsApp, a PROVA é VÁLIDA. Neste sentido versam os informativos nº 583 e 590 do STJ:
“Sem prévia autorização judicial, são nulas as provas obtidas pela polícia por meio da extração de dados e de conversas registradas no
whatsapp presentes no celular do suposto autor de fato delituoso, ainda que o aparelho tenha sido apreendido no momento da prisão em
flagrante. Assim, é ilícita a devassa de dados, bem como das conversas de whatsapp, obtidos diretamente pela polícia em celular apreen-
dido no flagrante, sem prévia autorização judicial”. (STJ. 6ª Turma. RHC 51.531-RO, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 19/4/2016
(Info 583)).
“A obtenção do conteúdo de conversas e mensagens armazenadas em aparelho de telefone celular ou smartphones não se subordina aos
ditames da Lei nº 9.296/96. O acesso ao conteúdo armazenado em telefone celular ou smartphone, quando determinada judicialmente a
busca e apreensão destes aparelhos, não ofende o art. 5º, XII, da CF/88, considerando que o sigilo a que se refere esse dispositivo consti-
tucional é em relação à interceptação telefônica ou telemática propriamente dita, ou seja, é da comunicação de dados, e não dos dados em
si mesmos. Assim, se o juiz determinou a busca e apreensão de telefone celular ou smartphone do investigado, é lícito que as autoridades
tenham acesso aos dados armazenados no aparelho apreendido, especialmente quando a referida decisão tenha expressamente autorizado
o acesso a esse conteúdo”. (STJ. 5ª Turma. RHC 75.800-PR, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 15/9/2016 (Info 590)).

Manoela exerce atividade de delegada de polícia federal em Vitória-ES. Desconfiada da infidelidade de seu noivo decidiu, fora de suas
atribuições e de seu expediente de trabalho, realizar interceptação do telefone celular de seu noivo.

45 - Nesta situação hipotética marque a opção CORRETA.


a)  A competência será definida pela prevenção, vez que o delito foi praticado por funcionário público federal, mas fora de suas funções.
b)  Compete a Justiça Federal processar e julgar o delito de interceptação sem autorização, pois que ofende interesse da União, no caso
sistema de telecomunicações.
c)  Compete a Justiça Federal processar e julgar o delito de interceptação sem autorização, pois no caso, o delito foi praticado por
funcionário público federal.
d)  A competência será sempre da Justiça Estadual, ainda que tenha sido praticado por funcionário público federal no exercício de suas
funções.
e)  Compete a Justiça Estadual processar e julgar o delito de interceptação sem autorização, pois no caso, o agente federal estava fora
de suas funções.
Gabarito: E
Comentário:
A) INCORRETA. Art. 83, CPP: Verificar-se-á a competência por prevenção toda vez que, concorrendo dois ou mais juízes igualmente
competentes ou com jurisdição cumulativa, um deles tiver antecedido aos outros na prática de algum ato do processo ou de medida a este
relativa, ainda que anterior ao oferecimento da denúncia ou da queixa. Neste caso, não se utiliza a prevenção como critério de definidor
de competência.
B) INCORRETA. Pedido de interceptação telefônica não é matéria de competência jurisdicional exclusiva na União. (Art. 109, CF).
O examinador quis confundir com competência legislativa (Editar leis) com jurisdicional. Telecomunicações é competência legislativa
privativa da Uniao. (Art. 22, IV, da CF).
26

E) CORRETA. Neste caso, embora a delegada pertença aos quadros da Polícia Federal, ela foi autora do crime do art. 10, da Lei 9296.
A segundo, o delito fora praticado fora do exercício de suas funções. Dessa forma, por nao apresentar ofensa aos bens da União, por ser
autora do delito e agir fora do exercício de suas funções, revela a competência da Justiça Estadual. Não se vislumbrando interesse da
União, nos termos do art. 109 da Constituição Federal, apenas lesão a interesse ou direito particular do noivo, a competência é da Justiça
Estadual. Atenção: Se um servidor público federal for vítima de um delito em razão do exercício de suas funções, tem-se que o próprio
serviço público é afetado, o que atrai a competência da Justiça Federal para processar e julgar o feito. (...) Súmula 147, STJ: Compete à
Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra funcionário público federal, quando relacionados com o exercício da função.

LEGISLAÇÃO ESPECIAL

46 - Assinale a alternativa correta em relação ao quanto previsto na Lei de Drogas.


a)  O prazo de conclusão do inquérito policial em caso de indiciado preso por crime de tráfico de entorpecentes poderá ser duplicado
pelo juiz, não podendo, entretanto, referido prazo exceder a 45 dias.
b)  Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito de tráfico de entorpecentes, é
suficiente o laudo de constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pelo menos
duas pessoas idôneas, e o perito que subscrever o laudo não fica impedido de participar da elaboração do laudo definitivo.
c)  O pedido de restituição de bens apreendidos em crime de tráfico de entorpecentes poderá ser conhecido sem o comparecimento
pessoal do acusado, podendo o juiz determinar a prática de atos necessários à conservação de bens, direitos ou valores.
d)  O processo e o julgamento dos crimes de tráfico de entorpecentes previstos no art. 33, da Lei n° 11.343/06, se caracterizado ilícito
transnacional, são da competência da Justiça Federal e os crimes praticados nos municípios que não sejam sede de vara federal serão
processados e julgados na vara federal da respectiva circunscrição.
e)  Nenhuma das alternativas
Gabarito: D
Comentário:
a) (ERRADO) Conforme o art. 51 da Lei nº 11.343 de 2006 :
Art. 51. O inquérito policial será concluído no prazo de 30 (trinta) dias, se o indiciado estiver preso, e de 90 (noventa) dias, quando
solto.
b) (ERRADO) O art. 50 e parágrafos da Lei nº 11.343 de 2006, trata sobre a prisão em flagrante:
Art. 50. Ocorrendo prisão em flagrante, a autoridade de polícia judiciária fará, imediatamente, comunicação ao juiz competente,
remetendo-lhe cópia do auto lavrado, do qual será dada vista ao órgão do Ministério Público, em 24 (vinte e quatro) horas.
§ 1º Para efeito da lavratura do auto de prisão em flagrante e estabelecimento da materialidade do delito, é suficiente o laudo de
constatação da natureza e quantidade da droga, firmado por perito oficial ou, na falta deste, por pessoa idônea.
§ 2º O perito que subscrever o laudo a que se refere o § 1º deste artigo não ficará impedido de participar da elaboração do laudo
definitivo.
c) (ERRADO) Conforme trata o artigo 63-A da Lei nº 11.343 de 2006:
Art. 63-A. Nenhum pedido de restituição será conhecido sem o comparecimento pessoal do acusado, podendo o juiz determinar a
prática de atos necessários à conservação de bens, direitos ou valores. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019)
d) (CERTO) A fundamentação da assertiva encontra-se no art. 70 da Lei nº 11.343 de 2006:
Art. 70. O processo e o julgamento dos crimes previstos nos arts. 33 a 37 desta Lei, se caracterizado ilícito transnacional, são da compe-
tência da Justiça Federal.
Parágrafo único. Os crimes praticados nos Municípios que não sejam sede de vara federal serão processados e julgados na vara federal
da circunscrição respectiva.
27

Caio, dependente de substância entorpecente, para sustentar o vício, é quem busca a droga e repassa a seus amigos, também usuários. Caio
paga a droga com o dinheiro dos amigos. Nunca cobrou nada pelo “serviço” de buscar a droga, ficando com parte dela para uso próprio.
Em uma das vezes em que foi buscar a droga, no caso, maconha, acabou preso, com 100 g da substância.

47 - Diante da situação hipotética, e tendo em conta a parte penal da Lei de Drogas, assinale a alternativa correta.
a)  Caio, se condenado ao crime de tráfico (art. 33), terá a pena reduzida, por expressa previsão legal, em razão de a droga apreendida
ser maconha.
b)  Caio, preso portando 100 g de entorpecente, mesmo que para uso próprio e compartilhado de amigos, não poderá ser incurso no
tipo penal do consumo pessoal (art. 28) que, expressamente, limita a quantidade da droga em 50 g.
c)  Caio, sendo primário, sem maus antecedentes e por não integrar organização criminosa, se condenado ao crime de tráfico, poderá
ter a pena reduzida em até dois terços (art. 33, parágrafo 4° ).
d)  Caio não será acusado de tráfico de entorpecentes (art. 33), pois o tipo penal expressamente exige que as condutas nele previstas
sejam realizadas mediante pagamento.
e)  Caio, comprovado que a droga era de uso pessoal e compartilhado dos amigos, não praticou qualquer crime, pois o consumo pessoal
de maconha, pela legislação atual de drogas, é descriminalizado.
Gabarito: C
Comentário: A questão exige que o candidato tenha conhecimento sobre Lei de Drogas, mais precisamente sobre o que trata o art. 33,
§4º, vejamos:
Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar,
trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em
desacordo com determinação legal ou regulamentar:
[...]
§ 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, desde que o agente seja
primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. (Vide Resolução nº 5, de 2012).

48 - São crimes hediondos nos termos da Lei nº 8.072, de 1990, EXCETO:


a)  Provocar aborto sem o consentimento da gestante.
b)  Entregar a consumo produto cosmético adquirido de estabelecimento sem licença da autoridade sanitária competente.
c)  Constranger pessoa maior de 18 (dezoito) anos a ter conjunção carnal mediante grave ameaça, sem resultar na morte da vítima.
d)  Atrair pessoa com 16 (dezesseis) anos à prostituição.
e)  Portar arma de fogo de uso restrito ao uso pelas forças armadas.
Gabarito: A
Comentário:
a) CORRETA: o tipo penal previsto no artigo 125 do CP não foi considerado pelo legislador como sendo hediondo.
b) INCORRETA: a conduta prevista na alternativa enquadra-se àquele descrita no inciso VII-B da Lei de Crimes Hediondos – Lei nº 8072/90:
“VII-B – falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais” ((art. 273, caput e § 1º, §
1º-A e § 1º-B do CP)
c) INCORRETA: a conduta prevista no inciso VI da Lei de Crimes Hediondos – Lei nº 8072/90:
“VI – estupro de vulnerável” (artigo 217-A, caput e §§ 1º, 2º, 3º e 4º do CP)
d) INCORRETA: a conduta prevista no inciso VIII da Lei de Crimes Hediondos – Lei nº 8072/90:
“VIII – favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável” (art. 218-B, caput,
e §§ 1º e 2 do CP)
e) INCORRETA: o tipo penal para o porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, previsto no artigo 16 da Lei nº 10826/03, está inserido
no inciso II, § único, do artigo 1º da Lei de Crimes Hediondos.

49 - A respeito do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), assinale a alternativa correta.


a)  O delito de disparo de arma de fogo (art. 15) é um crime culposo.
b)  O crime de omissão de cautela (art. 13) se configura quando o possuidor ou proprietário deixa de observar as cautelas necessárias
para impedir que menor de 14 (quatorze) anos se apodere de arma de fogo.
c)  O porte compartilhado de arma de fogo é circunstância legalmente prevista como agravante da pena.
d)  Para efeito de tipificação dos crimes do Estatuto do Desarmamento, as réplicas e simulacros de armas de fogo nunca se equiparam
às armas de fogo.
e)  É constitucional a insuscetibilidade de liberdade provisória no delito de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito (art. 16).
Gabarito: D
28

Comentário:
a) INCORRETA: no delito de disparo de arma de fogo previsto no artigo 15 do Estatuto o elemento subjetivo do tipo penal é o dolo,
caracterizado pela vontade consciente do agente em disparar arma de fogo ou acionar munição nos locais definidos no tipo, ou seja, não
há que se falar em modalidade culposa, pois, se este realizar o disparo ou acionamento de forma negligente ou por imprudência não
cometerá o delito previsto neste artigo.
b) INCORRETA: o tipo penal fala em menor de 18 anos e não 14 anos:
“ Art. 13. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência
mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade:”
c) INCORRETA: as causas para o aumento de pena estão previstas nos artigo 19 e 20 da Lei nº 10.826/03:
“Art. 19. Nos crimes previstos nos arts. 17 e 18, a pena é aumentada da metade se a arma de fogo, acessório ou munição forem de uso proibido
ou restrito.
Art. 20. Nos crimes previstos nos arts. 14, 15, 16, 17 e 18, a pena é aumentada da metade se: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)
I - forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos arts. 6º, 7º e 8º desta Lei; ou
II - o agente for reincidente específico em crimes dessa natureza.”
O chamado porte de arma compartilhado corresponde a uma construção jurisprudencial, firmada pelo STJ, em que o ponto central para
sua configuração está na unidade de desígnios entre os agentes para a prática delituosa.
Nesse sentido STJ – HC 352523 / SC, STJ – HC 198186-RJ.
d) CORRETA: não existe qualquer previsão legal no diploma que considere a posse de simulacro ou réplica de arma de fogo como fato
típico
e) INCORRETA À ÉPOCA: DESATUALIZADA A impossibilidade de concessão de fiança para o delito de porte ilegal de arma de
fogo, acessório ou munição, de uso permitido, bem como para o delito de disparo de arma de fogo foi declarada inconstitucional nos
autos da ADI 3.112-1 uma vez que, segundo entendimento dos ministros do STF, não seria possível conferir a este tipo penal o mesmo
tratamento dispensado a um delito considerado hediondo, pois, por se tratar de um delito de perigo abstrato, não há que se falar ofensa
direta ao bem jurídico tutelada, neste caso a sociedade como um todo.
Contudo, com o advento da Lei nº 13.964/19, o chamado Pacote Anticrime, os delitos de porte ilegal de arma de fogo de uso proibido,
comércio ilegal de arma de fogo e o tráfico internacional de armas de fogo, previstos nos artigo 16, 17 e 18 do Estatuto do desarmamento,
respectivamente, passam a ser equiparados a crimes hediondos estando sujeitos às mesmas regras, ou seja, são insuscetíveis de anistia,
graça ou indulto, liberdade provisória, inafiançáveis, com regime inicial de cumprimento fechado, em caso de condenação o agente não
poderá apelar em liberdade.
Destarte, o tipo penal previsto no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento passa a sujeitar-se a aplicação da Súmula nº 697 do STF:
“A proibição de liberdade provisória nos processos por crimes hediondos não veda o relaxamento da prisão processual por excesso de
prazo.”

50 - Com relação ao Estatuto do Desarmamento, Lei no 10.826/2003, assinale a alternativa correta.


a)  É proibida a conduta de portar arma de fogo de uso permitido ou proibido, não se punindo, no estatuto, a conduta de portar ou
possuir acessório ou munição para arma de fogo.
b)  O porte de arma de fogo com numeração raspada, previsto no parágrafo único, inciso IV, do artigo 16, refere-se tanto à arma de
fogo de uso permitido como à arma de fogo de uso proibido/restrito.
c)  O artigo 16 prescreve que é proibido possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que
gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo de uso permitido sem autorização
legal.
d)  O crime de disparo de arma de fogo, previsto no artigo 15 do estatuto, é autônomo, sendo que, na hipótese de o agente tentar
matar a vítima com disparos de arma de fogo, responderá por tentativa de homicídio e pelo crime de disparo de arma de fogo em
concurso material de delitos.
e)  A vedação à concessão de fiança prevista no parágrafo único do artigo 15 (disparo de arma de fogo) foi declarada constitucional
pelo Supremo Tribunal Federal em ação direta de constitucionalidade.

Gabarito: B
29

Comentário:
a) INCORRETA: a conduta de portar ou possuir munição ou acessório de arma de fogo, integram o objeto material dos tipos penais
previstos nos artigo 12 e 14 do Estatuto juntamente com a conduta de portar arma de fogo, tanto de uso permitido como de uso proibido.
b) CORRETA: a conduta prevista no artigo 16, § 1º, inciso I, da Lei n 10826/03 consiste em suprimir ou alterar marca, numeração ou
qualquer sinal de identificação de arma de fogo, não fazendo qualquer distinção se de uso permitido ou de uso restrito.
c) INCORRETA: o objeto material no delito elencado no artigo 16 é a arma de fogo, o acessório ou a munição de uso restrito.
d) INCORRETA: neste caso aplica-se o princípio da subsidiariedade, pois, o delito de disparo de arma de fogo subsiste desde que essa
conduta não tenha por finalidade a prática de outro crime. No caso desta alternativa, disparando o agente arma de fogo com a intenção
de praticar um homicídio contra seu desafeto, responderá pela conduta prevista no artigo 121 do Código Penal.
e) INCORRETA: A impossibilidade de concessão de fiança para o delito de porte ilegal de arma de fogo, acessório ou munição, de uso
permitido, bem como para o delito de disparo de arma de fogo foi declarada inconstitucional nos autos da ADI 3.112-1 uma vez que,
segundo entendimento dos ministros do STF, não seria possível conferir a este tipo penal o mesmo tratamento dispensado a um delito
considerado hediondo, pois, por se tratar de um delito de perigo abstrato, não há que se falar ofensa direta ao bem jurídico tutelada, neste
caso a sociedade como um todo.
PROPOSTA DE REDAÇÃO

Trabalho informal avança para 41,3% da população ocupada e atinge nível recorde, diz IBGE

Taxa de desemprego cai para 11,8%, mas número de empregados sem carteira assinada, de trabalhadores por conta própria
e de subocupados batem novo recorde.
A queda do desemprego no país, que recuou para 11,8%, vem sendo acompanhada do avanço do trabalho informal, que
atingiu nível recorde no trimestre encerrado em julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o gerente da PNAD Contínua do IBGE, Cimar Azeredo, o percentual de trabalhadores
informais na população ocupada chegou a 41,3%, patamar recorde da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, atingindo 38,683
milhões de brasileiros.
No trimestre encerrado em abril, os informais representavam 40,9% da população ocupada. Há 1 ano, esse percentual era
de 40,5%.
“No trimestre passado, tinha-se observado aumento significativo da carteira de trabalho, o que não ocorreu agora neste
período, mostrando que o mercado volta a gerar postos sem carteira, postos de trabalhadores por conta própria, empregados domés-
ticos, fazendo com que o nível da informalidade fosse o maior da série desde o início da série comparável de 2012”, diz Azeredo.
Esse contingente de informais é composto por pessoas empregadas no setor privado sem carteira, trabalhadores domésticos
sem carteira, trabalhadores por “conta própria” sem CNPJ e empregadores sem CNPJ, além de pessoas que ajudam parentes.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2019/08/30/trabalho-informal-avanca-para-413percent-da-populacao-ocupada-e-atinge-nivel-recorde-diz-ibge.
ghtml

Considerando que o fragmento de texto acima tem caráter unicamente motivador, redija um texto dissertativo-argumentativo acerca
do seguinte tema:
Trabalho informal: solução ou problema?
PADRÃO DE RESPOSTA:
Nessa redação, o aluno deverá se posicionar em relação ao tema, trazendo informações que justifiquem seu ponto de vista. Nesse
sentido, poderá citar exemplos de trabalhadores informais e associar esses ao mercado de trabalho atual. Além disso, poderá citar os
motivos que levam os cidadãos a procurar esse tipo de trabalho. Nesse sentido, é imprescindível a análise crítica acerca do desemprego
fruto de inovações tecnológicas e do trabalho informal como marco das relações trabalhistas no século XXI.
Dessa forma, é importante pontuar, inicialmente, que as inovações tecnológicas geradas com o advento da 3º Revolução Industrial
culminaram no aumento expressivo do desemprego estrutural. O toyotistismo, adotado inicialmente no Japão e posteriormente no
resto do mundo, é caracterizado pela mão de obra extremamente qualificada e pela robotização da produção. Esse modelo diminuiu
drasticamente a necessidade de trabalhadores nas atividades produtivas, o que contribuiu para a elevação nos índices de desemprego.
Desse modo, a mecanização da produção diminuiu a oferta de emprego e ausência de atuação do Estado com medidas para amenizar
esta carência agravam o cenário.
Por outra perspectiva, a flexibilização das relações trabalhistas ocorre em ritmo acentuado com o aumento das taxas de trabalho
informal. De acordo com o IBGE, apenas no Brasil, aproximadamente 34,8% da população economicamente ativa encontra-se, atual-
mente, em empregos informais. Cabe ressaltar que esse tipo de trabalho é caracterizado pela ausência de registros, como pagamento
de tributos, carteira assinada, emissão de notas fiscais e tais práticas são prejudiciais a economia do país, uma vez que diminuem a
arrecadação de impostos. Nota-se, entretanto, que as políticas econômicas estatais tornam-se, muitas vezes, empecilhos a regulariza-
ção em virtude do excesso de burocracia e da carência de medidas de estímulo a pequenos empresários.
Portanto, o desemprego estrutural é um dos desafios do século XXI e o trabalho informal expande-se gradativamente. Evidencia-
-se, diante desse cenário alarmante, a necessidade de atuação mais eficaz do Estado para garantir que a população economicamente
ativa esteja empregada e a criação de iniciativas para diminuir o trabalho informal. O Ministério da Economia deve lançar medidas
atrativas para estimular o desenvolvimento da microeconomia como a concessão de crédito com juros baixos e deve desburocratizar
as atividades comerciais com diminuição de taxas e de gastos com vistorias obrigatórias. Além disso, visando diminuir o desemprego,
o Estado deve estimular a contratação no setor terciário e investir em setores que absorvem grandes contingentes de mão de obra
como construção civil, comércio e serviços.

31