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INSTITUTO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL, IP


DELEGAÇÃO REGIONAL NORTE
CENTRO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO PORTO

MANUAL DE APOIO
MÓDULO 4360: FISCALIDADE
Curso: Empreende Já – Turma 2

Formadora: Raquel Teixeira©Copyright2018


ÍNDICE

I – Atividade Financeira do Estado


II – Direito Financeiro, Tributário e Fiscal
III – Impostos – Conceitos Gerais
IV – Funcionamento do Sistema Fiscal Português: Tipos de Impostos
Bibliografia
I - Atividade Financeira do Estado

Receitas públicas
- Receitas coativas e receitas voluntárias
- Receitas patrimoniais e receitas creditícias

Despesas públicas
Receitas Públicas

• Para fazer face à Despesa Pública o Estado tem de obter


rendimentos.

• Ao conjunto dos RENDIMENTOS obtidos pelo Estado dá-se o


nome de Receita pública.

As Receitas públicas são os rendimentos económicos


obtidos pelo Estado e outras entidades públicas para
fazer face às despesas públicas e, assim, satisfazer as
necessidades coletivas.
Receitas Públicas

Esquematicamente:

Patrimoniais ou
voluntárias
Taxas

Diretos
Receitas Tributárias ou
Impostos
públicas coativas
Indiretos

Contribuições
à Segurança
Creditícias Social
Receitas Públicas

• De acordo com a lei, estas Receitas Públicas


podem classificar-se em:

RECEITAS COATIVAS RECEITAS


VOLUNTÁRIAS
Receitas Coativas
• RECEITAS COATIVAS são aquelas que o Estado obtém por imposição, ou seja,
por coação. São fixadas de forma obrigatória sem possibilidade de
negociação.

• Podem ser cobradas às pessoas singulares (cidadãos) e às pessoas


coletivas (sociedades/empresas).

• As RECEITAS COATIVAS tomam a designação de RECEITAS PÚBLICAS MEDIATAS,


porque decorrem da exigência aos contribuintes de uma parte da riqueza
gerada por estes.

• São as fixadas pelo Estado por via legislativa de forma autoritária, como
por exemplo, as propinas cobradas aos alunos ou o imposto sobre os
rendimentos das pessoas singulares cobrado às pessoas que auferem
rendimentos.
Receitas Voluntárias ou Receitas Patrimoniais

• RECEITAS VOLUNTÁRIAS são aquelas receitas que o Estado obtém através de


negociação. São também chamadas RECEITAS PATRIMONIAIS, porque
resultam da venda de património ou da prestação de serviços pelo Estado
a qualquer outro contratante particular ou coletivo.

• Por isso, nestes casos, o valor monetário dessas receitas não é fixado de
forma autoritária pelo estado, mas sim acordado entre as partes
envolvidas no contrato.

• Uma vez que o estado atua como se se tratasse de um particular que


obtém um rendimento, estas receitas consideram-se RECEITAS DE DIREITO
PRIVADO (e não público).

• Também são chamadas de: RECEITAS PÚBLICAS IMEDIATAS porque são obtidas
através da administração por parte do estado, dos seus bens próprios.
Receitas Creditícias

• RECEITAS CREDITÍCIAS: resultam do recurso ao crédito por parte


do Estado (contração de empréstimos).

• Modernamente tornou-se numa fonte de receitas da maior


importância nas sociedades capitalistas.
Despesa Pública

• O Estado é um ente público que, como outros, desenvolve um


conjunto de atividades que obrigam a efetuar gastos.

• Ao conjunto desses gastos com atividades públicas, ou seja,


destinadas ao uso por todos os cidadãos dá-se o nome de
DESPESA PÚBLICA.

As DESPESAS PÚBLICAS são os gastos efetuados pelo Estado e


outros entes públicos na satisfação das necessidades coletivas
nas suas mais diversas áreas.
Despesa Pública (Continuação)
• Exemplos da DESPESA PÚBLICA:
– Educação
– Saúde
– Segurança
– Obras Públicas
– Transportes e Comunicações
– Justiça
– Institutos Públicos de diversa natureza
– Autarquias
– Governo
– Outros.
Atividade Financeira do Estado
A RETER…

• RECEITA PÚBLICA:
– RECEITAS COATIVAS ou Receitas Públicas Mediatas
– RECEITAS VOLUNTÁRIAS ou RECEITAS PATRIMONIAIS ou
Receitas Públicas Imediatas
– RECEITAS CREDITÍCIAS

• DESPESA PÚBLICA
ATIVIDADE
Ficha de trabalho N.º 1 docx
II. Direito Financeiro, Tributário e Fiscal

Natureza e fontes do Direito Fiscal


RAMOS DO DIREITO PÚBLICO
• Podemos subdividir o DIREITO PÚBLICO em vários ramos: Direito
Constitucional, Administrativo, criminal, processual financeiro e,
dentro deste, o DIREITO FISCAL.

• DEFINIÇÃO DE DIREITO FINANCEIRO:


– DIREITO FINANCEIRO é todo o conjunto de normas jurídicas que
disciplinam a atividade financeira do Estado.
– Atividade financeira é aquela que o Estado desenvolve ao
efetuar as despesas públicas e a obter as receitas públicas
necessárias à cobertura dessas despesas.
O DIREITO PÚBLICO

• DEFINIÇÃO DIREITO PÚBLICO:


DIREITO PÚBLICO é todo o conjunto de normas que
protegem diretamente o interesse público e em que
um dos sujeitos da relação é o Estado ou outra pessoa
coletiva dotada de autoridade pública.

• Não há uma definição absolutamente consensual sobre


esta vasta área do direito interno. Contudo, a que
parece reunir maior consenso é a esta definição que se
fundamenta nos critérios do Interesse subjacente e do
Sujeito das relações jurídicas em causa.
O DIREITO FISCAL COMO DIREITO PÚBLICO
• O DIREITO FISCAL é um ramo específico do DIREITO
FINANCEIRO e este é um dos ramos do DIREITO PÚBLICO.

Quanto à sua natureza, o DIREITO FISCAL é um ramo de


DIREITO PÚBLICO
• Este enquadramento não levanta qualquer dúvida se
pensarmos que o Direito Fiscal visa interesses coletivos
através da captação de impostos para posterior
satisfação das necessidades públicas.
O DIREITO FISCAL COMO DIREITO PÚBLICO

• Critério dos INTERESSES:


O imposto destina-se à satisfação das necessidades
coletivas.

• Critério dos SUJEITOS da Relação Jurídica:


No direito fiscal o Estado encontra-se revestido de
“jus imperii”, encontrando-se numa posição superior
aos dos particulares.
RAMOS DO DIREITO FINANCEIRO
• O DIREITO FINANCEIRO compreende três ramos:
– O Direito das Receitas
– O Direito das Despesas
– O Direito da Administração Financeira

Esquematicamente:
DEFINIÇÃO:
DIREITO TRIBUTÁRIO E DIREITO FISCAL
• DIREITO TRIBUTÁRIO como o conjunto de normas que
regulam a atividade do Estado no que respeita à
captação das receitas coativas em geral
• DIREITO FISCAL é o ramo do Direito Financeiro que
integra as normas que regulam as relações do imposto,
ou seja, a cobrança das receitas através dos impostos
BASE LEGAL DO DIREITO FISCAL

Direito Fiscal e o Direito Constitucional:

Na Constituição da República Portuguesa (CRP) existem normas


de natureza fiscal:
– Garantias fundamentais dos cidadãos em matéria tributária;
– Orientam o legislador e limitam a sua competência fiscal.
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

Artigo 103.º - Sistema Fiscal

1. O sistema fiscal visa a satisfação das necessidades financeiras do


Estado e outras entidades públicas e uma repartição justa dos
rendimentos e da riqueza.

2. Os impostos são criados por lei, que determina a incidência, a


taxa, os benefícios fiscais e as garantias dos contribuintes.

3. Ninguém pode ser obrigado a pagar impostos que não hajam sido
criados nos termos da Constituição, que tenham natureza retroativa
ou cuja liquidação e cobrança se não façam nas formas prescritas na
lei.
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA
Artigo 104.º - Impostos

1. O imposto sobre o rendimento pessoal visa a diminuição das


desigualdades e será único e progressivo, tendo em conta as
necessidades e os rendimentos do agregado familiar.

2. A tributação das empresas incide fundamentalmente sobre o seu


rendimento real.

3. A tributação do património deve contribuir para a igualdade entre


os cidadãos.

4. A tributação do consumo visa adaptar a estrutura do consumo à


evolução das necessidades do desenvolvimento económico e da
justiça social, devendo onerar os consumos de luxo.
PRINCÍPIOS DA LEI FISCAL

• O texto deste artigo aplica-se a toda a Lei, logo também à Lei


Fiscal.

• Aplica-se assim o princípio da não retroatividade também á


Lei Fiscal, que significa que não se deverá aplicar a nova lei
desde que a obrigação tenha sido constituída antes do seu
aparecimento, ou seja, desde que tenha surgido antes dessa
lei.
APLICAÇÃO DA LEI FISCAL NO TEMPO

• A Obrigação Tributária nasce com a verificação


do pressuposto previsto na lei para a SUJEIÇÃO
ao imposto.
APLICAÇÃO DA LEI FISCAL NO ESPAÇO
• Trata-se de definir qual o território em que a lei produz efeitos

O PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE à Lei Fiscal


• Este princípio refere que a Lei Fiscal do Estado aplica-se apenas aos
factos e situações que ocorram nesse Estado, bem como aos
rendimentos que aí forem adquiridos
• Assim, para alguns impostos, a Lei Fiscal tem em conta fatores
específicos como a SEDE (morada efetiva) do SUJEITO PASSIVO
(contribuinte) e o local onde os rendimentos foram obtidos ou onde
ocorrem os factos que dão origem ao imposto.
APLICAÇÃO DA LEI FISCAL NO ESPAÇO
• PRINCÍPIO DA TERRITORIALIDADE:
A lei fiscal de um Estado apenas abrange os factos
situações que ocorram no território esse Estado e
os rendimentos que nele tenham sido obtidos.

• CIRC: Art. 4.º - Extensão da Obrigação do Imposto:


1 - Relativamente às pessoas coletivas e outras entidades com sede ou direção
efectiva em território português, o IRC incide sobre a totalidade dos seus
rendimentos, incluindo os obtidos fora desse território.
2 - As pessoas colectivas e outras entidades que não tenham sede nem direcção
efectiva em território português ficam sujeitas a IRC apenas quanto aos
rendimentos nele obtidos.
Princípio da legalidade

1. É da exclusiva competência da Assembleia da República


legislar sobre as seguintes matérias:
a) Estado e capacidade das pessoas
b) Direitos, liberdades e garantias
(…)
i) Criação de impostos e sistema fiscal e regime geral das
taxas e demais contribuições financeiras a favor das
entidades públicas.
DIREITO FINANCEIRO, TRIBUTÁRIO E FISCAL
A RETER…
• INTERESSE Público
• SUJEITO Passivo
• DIREITO FISCAL é um ramo específico do DIREITO
FINANCEIRO e este é um dos ramos do DIREITO
PÚBLICO
• PRINCÍPIOS DA LEI FISCAL
– Aplicação da Lei Fiscal no TEMPO
– Aplicação da Lei Fiscal no ESPAÇO – PRINCÍPIO DA
TERRITORIALIDADE
ATIVIDADE

..\Ficha de trabalho N.º 2 docx


III. IMPOSTOS – CONCEITOS GERAIS

• Noção e fases do imposto


• Tributação direta e tributação indireta
• Classificação dos impostos
• Finalidades fiscais e extrafiscais dos impostos
• Objetivos da tributação
• Benefícios fiscais
IMPOSTO
• Definição de IMPOSTO:
O Imposto é uma prestação tributária coativa,
pecuniária, unilateral, criada por lei a favor do
Estado ou Entidade Pública (sujeito ativo), sem
carácter de sanção, para dar cobertura às
despesas públicas com objetivos de ordem
económica e social.

CARATERÍSTICAS FUNDAMENTAIS DOS IMPOSTOS


NATUREZA DO IMPOSTO
• A definição de imposto contém os vários
elementos que caraterizam a NATUREZA DO
IMPOSTO:

– Prestação Tributária Coativa


– Prestação Pecuniária
– Prestação Unilateral
– Prestação Estabelecida por Lei
– Prestação Sem Carácter de Sanção
PRESTAÇÃO TRIBUTÁRIA COATIVA
Os sujeitos ativos do imposto a quem a lei confere o direito
de lançar e cobrar determinado imposto, exigem a
prestação de todos os sujeitos passivos (contribuintes) que
se encontrem nas condições previstas na lei.

O imposto é uma prestação tributária coativa,


porque o Estado obriga o seu pagamento a todos os
cidadãos que se encontram nas situações previstas
na lei.
PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA
O imposto é uma prestação que se traduz em dar
dinheiro.

O imposto é uma prestação pecuniária, porque é


entregue em dinheiro.
PRESTAÇÃO UNILATERAL
A PRESTAÇÃO UNILATERAL:
O sujeito ativo do imposto recebe a prestação e nada dá em
troca, direta e imediatamente.

O imposto é uma prestação unilateral, porque o


sujeito ativo, Estado, recebe o valor e não retribui direta ou
imediatamente com algo em troca.
PRESTAÇÃO ESTABELECIDA POR LEI
PRESTAÇÃO ESTABELECIDA POR LEI:
A obrigação do imposto deriva de uma lei

O imposto é uma prestação estabelecida por lei,


porque é a lei, e só a lei, que atribui ao Estado o
poder de tributar o imposto que é, portanto, uma
obrigação legal.
PRESTAÇÃO SEM CARÁCTER DE SANÇÃO
PRESTAÇÃO SEM CARÁCTER DE SANÇÃO:
O imposto distingue-se de outras prestações pecuniárias e
unilaterais impostas pelo Estado mas a título de sanção como por
exemplo as coimas.

O imposto é uma prestação sem carácter de


sanção, porque não é tributado como resultado de
qualquer infracção ou ilegalidade cometida.
IMPOSTOS VS TAXAS
• Os IMPOSTOS são as chamadas RECEITAS FISCAIS, e são devidos ao
Estado sem qualquer contrapartida, ou seja, sem que o Estado
tenha de entregar ou fazer algo de concreto em troca.

• É claro que é sobretudo com estas RECEITAS FISCAIS que o Estado pode
fazer face às despesas públicas em geral

• Exemplos de Impostos:
– IVA
– IRC
– IRS
– IMI
– Etc.
IMPOSTOS VS TAXAS
• As TAXAS são receitas coactivas do Estado mas devidas em contrapartida
de um serviço prestado, direta e/ou imediatamente.
• São exemplos de Taxas:
– Taxa de saneamanto
– As propinas
– As taxas moderadoras
– Etc.

• As MULTAS (natureza não fiscal) e as COIMAS (natureza fiscal) são


também receitas coativas do Estado impostas como penalização a
infrações cometidas pelos cidadãos ou sociedades.
DISTINÇÃO IMPOSTOS VS OUTRAS
RECEITAS
• A sua NATUREZA, concretamente:
– A unilateralidade (face às taxas, que são bilaterais – direta e
imediatamente)
– O carácter não sancionatório (face às multas e às coimas, que
são sanções)

• As TAXAS são prestações coativas que resultam de contratos


bilaterais:
– As taxas dão lugar a que o Estado receba, total ou parcialmente,
uma prestação ou retribuição em troca de um serviço prestado.
– As taxas têm uma utilidade individualizada, ao contrário dos
impostos que se destinam a aplicar em função de todos. Só são
aplicadas ou cobradas a quem pretenda utilizar o respetivo
serviço.
DISTINÇÃO IMPOSTOS VS OUTRAS
RECEITAS (CONTINUAÇÃO)
As MULTAS e as COIMAS são prestações coativas que resultam de
um facto ilícito e têm um fim punitivo:

– As MULTAS têm natureza não fiscal e destinam-se a


penalizar as infrações cometidas pelos cidadãos e
empresas (por exemplo: uma multa de trânsito paga à GNR
ou uma multa por lançamento de resíduos poluentes num
rio paga à Inspeção Geral do Ambiente).

– As COIMAS já têm natureza fiscal uma vez que se destinam


a penalizar pela falta de cumprimento de uma prestação
tributária (por exemplo uma coima pela falta do
pagamento do IRS ou IRC).
SUJEITOS DO IMPOSTO
• Sujeito ATIVO do Imposto:
– É aquele que recebe o valor do Imposto
– Portanto é sempre o Estado que é a quem a lei atribui
o direito de cobrar impostos

• Sujeito PASSIVO do Imposto:


– São os que pagam o valor do imposto
– É sempre o contribuinte que é a quem a lei exige o
pagamento dos impostos
– Os contribuintes podem ser pessoas singulares ou
colectivas, ou seja, são sujeitos passivos os cidadãos
individuais e as empresas
FASES DO IMPOSTO
• O Direito Fiscal regula os impostos em cada
um dos seus momentos

• Consideram-se QUATRO FASES na relação jurídica


do imposto:
1. Incidência
2. Lançamento
3. Liquidação
4. Cobrança
FASE 1: INCIDÊNCIA DO IMPOSTO
• Definição:
A INCIDÊNCIA é a definição legal dos atos ou situações sujeitos a
imposto e das pessoas sobre as quais recai o dever de os prestar

• A incidência do imposto é: saber sobre QUEM ou O QUÊ se aplicam as


normas desse imposto

• Se se define uma pessoa como sujeito de um imposto, diz-se que se


trata duma INCIDÊNCIA PESSOAL ou SUBJETIVA

• Quando, ao invés, se define algo que é passível desse imposto, então


fala-se em INCIDÊNCIA REAL ou OBJETIVA
FASE 1: INCIDÊNCIA DO IMPOSTO
I
N O QUÊ
REAL
C (Está sujeito ao
(Objetiva)
I Imposto)
D
Ê
N
QUEM
C PESSOAL
(Está sujeito ao
(Subjetiva)
I Imposto)
A

Exemplo: Imposto Municipal sobre os Imóveis


A incidência real do IMI são os próprios imóveis e a incidência
pessoal são os proprietários desses imóveis
FASE 2: LANÇAMENTO DO IMPOSTO
• Definição:
O LANÇAMENTO do imposto é um conjunto de procedimentos
que levam à identificação do sujeito passivo e ao apuramento do
valor sobre o qual irá incidir esse imposto

• Ao lançamento corresponde apenas um processo administrativo


que é levado a cabo pelos serviços fiscais. O lançamento é
originado por um facto tributário, ou seja, um facto gerador da
obrigação de pagar o imposto

• A esse valor dá-se o nome de Matéria Coletável.

• Exemplo: Rendimento auferido/transação comercial


FASE 3: LIQUIDAÇÃO DO IMPOSTO
• Definição:
A LIQUIDAÇÃO do imposto traduz-se na aplicação da taxa legal à
matéria coletável para determinar o valor de imposto a pagar (a
coleta)

• Nesta fase procede-se à aplicação da taxa legal ao valor (matéria


coletável) sobre o qual ela incide.

• Este processamento é feito pelos serviços da Direção-Geral de


Contribuições e Impostos (DGCI), que também comunica ao sujeito
passivo a Coleta apurada, ou seja, o montante a pagar.

• É a partir da liquidação que se estabelece a relação jurídico-


tributária obrigatória.
FASE 3: LIQUIDAÇÃO DO IMPOSTO
• Exemplo: Liquidação do IVA de uma operação:
– Base de incidência 10.000,00€
(matéria coletável)
– Taxa de Imposto aplicável 23 %
(IVA à taxa normal)
– Valor do IVA 10.000,00 X 0,23
(colecta) = 2.300,00 €

• Definições:
– A MATÉRIA COLETÁVEL é o valor sobre o qual irá incidir a
taxa do imposto.
– A COLETA é o valor que resulta da aplicação da taxa de
imposto à matéria coletável.
FASE 4: COBRANÇA DO IMPOSTO
• Definição:
A COBRANÇA é o pagamento do imposto por parte do
contribuinte sujeito passivo e a entrada do valor do
imposto nos cofres do Estado.

• A cobrança é a última das 4 fases da vida do imposto


e, quando ela se concretiza, extingue-se o seu efeito
pois cumpriu-se a prestação tributária.
• A cobrança é efetuada através das Tesourarias da
Fazenda Pública, ou seja, nas Repartições de Finanças
FASE 4: COBRANÇA DO IMPOSTO
• A cobrança de dívidas fiscais faz-se em duas modalidades:
– Pagamento voluntário (sempre que o contribuinte o cumpre dentro
do prazo estabelecido na lei)
– Cobrança coerciva (sempre que o pagamento não for efetuado até ao
final do prazo, legalmente estabelecido)

• Expirado o prazo legal para o pagamento do imposto, a DGCI


instaura um processo de execução fiscal.
• A partir do dia seguinte ao final do prazo para o pagamento
voluntário, começam a vencer-se juros moratórios (de mora).
• Definição:
Os Juros Moratórios são os juros devidos pelo atraso de pagamento
das obrigações fiscais, cujas taxas (de juro) estão fixadas na lei
TRIBUTAÇÃO DIRETA E TRIBUTAÇÃO
INDIRETA
• Tributação Direta:
Incide sobre todos os rendimentos auferidos e
património detido.
Exemplos impostos tributação direta: IRC e IRS.

• Tributação Indireta:
Incide sobre todos os atos (despesa e/ou
consumo).
Exemplos impostos tributação indireta: IVA e IS.
CLASSIFICAÇÃODOS IMPOSTOS
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CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS
Impostos estaduais e não-estaduais
Impostos estaduais são os impostos cujo sujeito ativo é o
Estado.
Impostos não-estaduais são os impostos cujo sujeito ativo
não é o Estado.

Impostos diretos e indiretos


Impostos diretos são os que tributam a riqueza.
Impostos indiretos são os que tributam o consumo.

Impostos reais e impostos pessoais


Impostos reais são os que não têm em conta as condições
pessoais, económicas e familiares dos contribuintes.
Impostos pessoais são os que têm em conta as situações
pessoais, económicas e familiares dos contribuintes.
CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS
Impostos proporcionais, progressivos e regressivos
Impostos proporcionais – taxa fixa
Impostos progressivos - taxa aumenta à medida que a matéria
coletável aumenta.
Impostos regressivos – taxa diminui à medida que a matéria
coletável aumenta.

Impostos periódicos e de obrigação única


Impostos periódicos – cujo pagamento se processa
periodicamente.
Impostos de obrigação única – apenas há lugar ao pagamento do
imposto quando o facto que o origina acontece.

Impostos principais e acessórios


Impostos principais – gozam de autonomia face aos restantes.
Impostos acessórios – não são autónomos e acrescem aos
impostos principais, de que dependem, como por exemplo a
derrama.
CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS

• O critério mais generalista é aquele que os divide


em IMPOSTOS DIRETOS E INDIRETOS:
– IMPOSTOS DIRETOS: são os impostos que incidem sobre
o rendimento e o património, isto é, tributam
diretamente o rendimento nacional.
– IMPOSTOS INDIRETOS: são os impostos que recaem sobre
a utilização desse rendimento , ou seja, o consumo ou
despesa, isto é, reduzem o rendimento disponível
onerando os preços dos bens e serviços.
CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS
EXEMPLOS
• IMPOSTOS DIRETOS:
O IRS que todos nós temos de declarar através do
Modelo 3, nos quais declaramos os rendimentos
auferidos no ano anterior e onde aproveitamos
para deduzir despesas dentro dos limites legais.

• IMPOSTOS INDIRETOS:
O IVA, que onera em 6%, 13% ou 23% os preços
dos bens e que pagamos quase sem nos
apercebermos.
CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS
DEFINIÇÃO DE RENDIMENTO
• O RENDIMENTO é a remuneração dos fatores de produção.

• Quais são os principais FATORES DE PRODUÇÃO?


– O Trabalho
– O Capital
– A Propriedade/Terra, Propriedade/Património.

• Exemplo: Rendimentos prediais (Categoria F) - Rendas:


Se for detentor de determinada propriedade e a puser à
disposição para ser fruída por outrem, esse outrem pagar-
me-á um Rendimento – Renda que irá ser diretamente
tributada em sede de IRS.
IMPOSTOS DIRETOS
• Na categoria de impostos sobre o rendimento
incluímos:
– Os que recaem sobre os salários, ordenados ou honorários
como formas de rendimento das pessoas singulares, que
são sujeitos a IRS.
– Os rendimentos das pessoas coletivas podem assumir a
forma de lucros ou dividendos sobre os quais se aplica o
IRC.
– Os impostos que incidem sobre o património destaca-se,
entre outros, o IMI (imposto municipal sobre imóveis) que
é o que se aplica aos contribuintes, singulares ou coletivos,
que têm imóveis.
IMPOSTOS DIRETOS
• Os impostos diretos, visam atingir faculdades contributivas
permanentes, estáveis.

• São impostos diretos, aqueles cujo lançamento se baseia na


elaboração prévia de um rol nominativo de contribuintes.

• Aqueles que incidem sobre uma manifestação imediata da


capacidade contributiva, isto é, os que incidem diretamente sobre o
rendimento ou o património dos contribuintes. São exemplos de
impostos diretos : (IRS).

• O pagamento dos impostos diretos é feito com referência a um


período de tempo delimitado, normalmente um ano
IMPOSTOS INDIRETOS
• Na categoria dos impostos indirectos, temos
actualmente:
– O imposto especial de consumo – IEC
– O imposto do selo – IS
– O imposto sobre o valor acrescentado – IVA
– O imposto automóvel - IA
– O imposto que recai sobre produtos petrolíferos e
energéticos – ISP
– O imposto sobre o tabaco – IT
– O imposto que se aplica ao álcool e às bebidas
alcoólicas – IABA.
IMPOSTOS INDIRETOS
• IMPOSTOS INDIRETOS, visam atingir faculdades
contributivas intermitentes, instáveis, passageiras

• IMPOSTOS INDIRETOS (também designados


vulgarmente por impostos sobre a despesa ou o
consumo, embora sejam um pouco mais
abrangentes) incidem não sobre o rendimento
propriamente dito, mas sobre a utilização que
dele é feita, ou seja, sobre as despesas de
consumo efetuadas pelos agentes económicos.
FINALIDADES FISCAIS E EXTRA FISCAIS
• FINALIDADES FISCAIS E EXTRA FISCAIS:
O Estado cobra alguns impostos apenas com o fim de cobrir as
despesas públicas, mas encontramos, impostos que são instituídos
com finalidades extra fiscais, de ordem económica e de ordem
social, como por exemplo os impostos alfandegários, criados para
proteger certas actividades nacionais da concorrência estrangeira.

O imposto tem finalidades fiscais e extra fiscais,


porque o Estado cobra para fazer face aos encargos
públicos (finalidades fiscais) mas também com o intuito
de promover o bem-estar social e a ordem económica (finalidades de
ordem económica e sociais).
OS BENEFÍCIOS FISCAIS
• Decreto-Lei n.º 215/89 alterado pelo Decreto-Lei nº
108/2008, de 26/06 que introduziu alterações ao EBF
(Estatuto dos benefícios fiscais)

• CONCEITO DE BENEFÍCIO FISCAL:


Consideram-se benefícios fiscais, as medidas de carácter
excecional instituídas para tutela de interesses públicos extra-
fiscais relevantes que sejam superiores aos da própria
tributação que impedem.
São benefícios fiscais as isenções, as reduções de taxas, as
deduções à matéria coletável e à coleta, as amortizações e
reintegrações aceleradas e outras medidas fiscais instituídas
para tutela de interesses públicos extrafiscais relevantes.
OS BENEFÍCIOS FISCAIS
o O BENEFÍCIO FISCAL é um regime especial de tributação que
envolve uma vantagem ou simplesmente um
desagravamento fiscal perante o regime normal, assumindo-
se como uma forma de isenção, redução de taxas, deduções à
matéria coletável, amortizações e/ou outras medidas fiscais
desta natureza.

o Os BENEFÍCIOS FISCAIS tanto podem ser deduzidos dos


rendimentos declarados, como subtrairem-se diretamente
do montante da coleta.
EXEMPLOS BENEFÍCIOS FISCAIS
• Exemplos de benefícios fiscais mais relevantes abatidos do
montante da coleta:
– Educação que engloba despesas de educação do agregado
familiar.
– Habitação, que inclui os juros e as amortizações ou as
rendas de habitação permanentes .
– Saúde, que engloba todas as despesas incluindo juros de
dívidas.

Exemplos de benefícios fiscais abatidos ao rendimento:


Aplicações a prazo (inclusive os PPR), Acções, Pensões, Quotas
Sindicais e Donativos a instituições
IMPOSTOS – CONCEITOS GERAIS
A RETER… 13171414_fiscalidade.ppt

• FASES DO IMPOSTO
– Incidência - Pessoal ou Subjetiva, Real ou Objetiva
– Lançamento – Matéria Coletável
– Liquidação – A Coleta
– Cobrança – Pagamento Voluntário ou Cobrança Coerciva

• CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS


– IMPOSTOS DIRETOS - Incidem sobre o rendimento e o património
– IMPOSTOS INDIRETOS – Recaem no consumo ou despesas

• FINALIDADES FISCAIS E EXTRA FISCAIS DOS IMPOSTOS


– FISCAIS - Imposto para fazer face aos encargos públicos
– EXTRAFISCAIS - Promover o bem-estar social e a ordem económica

• Objetivos da tributação - BENEFÍCIOS FISCAIS


ATIVIDADE
..\Ficha de trabalho N.º 3 docx
..\Ficha de trabalho N.º 4 docx
IV - FUNCIONAMENTO DO SISTEMA FISCAL PORTUGUÊS
Reforma da tributação indireta
Adoção do IVA como modelo comunitário de tributação
Isenções
Valor tributável
Taxas
Direito à dedução e apuramento do imposto
Reembolsos
Sujeitos passivos mistos
Obrigações
Regimes especiais
Regime do IVA nas transações intracomunitárias
OS PRINCIPAIS IMPOSTOS PORTUGUESES
Impostos sobre o rendimento
IRS - Imposto sobre o Rendimento de pessoas Singulares
IRC - Imposto sobre o Rendimento de pessoas Coletivas
Impostos sobre a despesa
IVA - IMPOSTO DE VALOR ACRESCENTADO ****
IS - Imposto do Selo (também sobre o património)
Impostos sobre o património
IMI - Imposto Municipal sobre Imóveis
IMT - Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis
IS - Imposto do Selo (também sobre a despesa)
Impostos especiais sobre o consumo (IEC)
São três os impostos abarcados pelo IEC - Imposto Especial sobre o Consumo:
IABA - Imposto sobre o Álcool e as Bebidas Alcoólicas;
ISP - Imposto Sobre os Produtos Petrolíferos e energéticos;
IT - Imposto sobre o Tabaco.
Tributação automóvel
ISV - Imposto Sobre Veículos
IUC - Imposto Único de Circulação
REFORMA DA TRIBUTAÇÃO INDIRETA
IVA - IMPOSTO SOBRE O VALOR ACRESCENTADO

O IVA é um imposto indireto que incide sobre o consumo de


bens e serviços, em todas as fases do circuito económico mas,
como o seu nome indica, a sua base tributável limita-se ao valor
acrescentado em cada fase.

Vigora em Portugal desde 1986 e tem como suporte legal o CIVA


– Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado
Um Porque :
imposto:
Incide sobre o consumo (despesa)
Indireto e não sobre o rendimento
O Recai sucessivamente sobre o
valor acrescentado em todas as
Plurifásico
fases do circuito económico, da
IVA produção ao retalho
Embora seja liquidado por cada
Neutro agente económico nas várias
É: fases, acaba por só ser pago pelo
consumidor final
É ainda um imposto que é liquidado e pago
pelos agentes económicos sem intervenção
direta da administração fiscal 74
O MECANISMO DE FUNCIONAMENTO DO IVA

IVA Apuramento = IVA liquidado - IVA Dedutível

IVA liquidado – IVA aplicado aos clientes nas vendas que a empresa efetua.

IVA dedutível – IVA aplicado às compras que a empresa efetua aos


fornecedores.

IVA apuramento – IVA que a empresa apura após as suas vendas e compras,
donde terá a receber ou a pagar ao Estado.
O MECANISMO DE FUNCIONAMENTO DO IVA

Assim se:
– Liquidado > Dedutível ⇒
⇒IVA a pagar
– Dedutível > Liquidado ⇒IVA a receber
– Dedutível = Liquidado ⇒não
⇒ paga; não recebe
EXEMPLO
ADOÇÃO DO IVA COMO MODELO COMUNITÁRIO DE TRIBUTAÇÃO

Incidência real ou objetiva (artigo 1.º CIVA) - determina o que é que


está sujeito a IVA, ou seja, quais são as operações que estão sujeitas a imposto.

Estão sujeitas a imposto sobre o valor acrescentado:


As transmissões de bens e as prestações de serviços efetuadas no
território nacional, a título oneroso, por um sujeito passivo agindo como tal.
As importações de bens.
As operações intracomunitárias efetuadas no território nacional.
CIVA.pdf
ADOÇÃO DO IVA COMO MODELO COMUNITÁRIO DE TRIBUTAÇÃO

Incidência pessoal ou subjetiva (artigo 2.º CIVA)

São sujeitos passivos do imposto as pessoas singulares ou coletivas


que, independente e regularmente exerçam atividades:

De produção
Comércio ou prestação de serviços
Atividades extrativas ou agrícolas
Profissões livres
De importação de bens
Operações intracomunitárias
ISENÇÕES

O CIVA prevê um conjunto de isenções que podem ser:

Simples – o sujeito passivo não liquida nem deduz;


Completa – quando não liquida mas pode deduzir nas compras.

A isenção de IVA significa que o agente económico está


dispensado de liquidar o IVA aos outros agentes.

A isenção é apenas uma exceção à regra de incidência, pois


neste imposto, o sujeito passivo é sujeito de IVA (pressuposto de
sujeição) mas está dele isento por lei.
ISENÇÕES NAS OPERAÇÕES INTERNAS

São muito extensas as operações internas isentas, mas estão enumeradas no


CIVA (artigo 9.º).

Estas operações internas beneficiam de isenções simples.

Há profissões isentas, mas a maioria das isenções aplica-se à prestação de


serviços:

Transporte de doentes/feridos; transmissão de órgãos, leite e sangue


humanos; creches, tempos livres e lares; ensino ou formação
profissional; explicações; visitas a museus; aluguer de livros; aluguer de
imóveis; seguros; segurança e assistência social; remoção de lixos entre
outros.
VALOR TRIBUTÁVEL
Conceito: o valor tributável é o valor dos bens ou dos serviços sobre o qual vai
incidir a taxa do imposto. Porque a tributação se faz tendo em conta o valor real
da operação, o valor tributável será a contraprestação obtida do adquirente do
bem ou do serviço.

VALOR Transmissões de Descontos Despesas


TRIBUTÁVEL = bens e serviços abatimentos ou associadas
bónus
TAXAS

As taxas de imposto são diferentes consoante as operações tributáveis sejam


consideradas localizadas no Continente ou nas Regiões Autónomas dos Açores e
da Madeira.

Taxa Portugal Madeira Açores


Continental
Normal 23% 22% 18%

Intermédia 13% 12% 9%

Reduzida 6% 5% 4%
APURAMENTO DO IMPOSTO
O apuramento do IVA obtém-se pela diferença entre o IVA Liquidado e o
IVA dedutível corrigido das regularizações provocadas por descontos ou
despesas acrescidas.

Apuramento IVA IVA IVA


do IVA
= liquidado dedutível regularizações

Liquidado >Dedutível ⇒ IVA A PAGAR


+ Reg. a favor + Reg. a favor
do Estado do Suj. Passivo

Dedutível >Liquidado ⇒ IVA A RECUPERAR


+ Reg. a favor + Reg. a favor
do Suj. Passivo do Estado
PERIODICIDADE E APLICAÇÃO TEMPORAL

As empresas podem enquadrar-se em dois regimes de apuramento do


IVA:

Regime Normal Mensal:


Volume de negócios igual ou superior a 650.000€ no ano civil anterior.

Regime Normal Trimestral:


Volume de negócios inferior a 650.000€ no ano civil anterior.
PERIODICIDADE E APLICAÇÃO TEMPORAL

Se as empresas têm IVA a Recuperar podem optar por


uma de duas situações:

A diferença reporta e é deduzida nos períodos


seguintes, ou

A diferença é reembolsada pelo Estado a pedido da


empresa.
OBRIGAÇÕES DOS SUJEITOS PASSIVOS
OBRIGAÇÕES DECLARATIVAS
• Declaração Periódica (Mensal e Trimestral)
• Declaração de Início de Atividade ( antes de iniciar a atividade
sujeita ao imposto)
• Declaração de Alteração de Atividade (no prazo de 15 dias a
contar da data da alteração de quaisquer elementos constantes
da declaração de início de atividade)
• Declaração de Cessação de Atividade (no prazo de 30 dias a
contar da data de cessação de atividade)

OBRIGAÇÃO DE FATURAÇÃO
• Os sujeitos passivos devem emitir uma fatura ou documento
equivalente, em duplicado, o mais tardar no 5º dia útil, por cada
transmissão de bens ou prestação de serviços.
• Quando o valor tributável de uma operação ou o imposto
correspondente sejam alterados por qualquer motivo, incluindo
inexatidão, deve ser emitido documento retificativo de fatura
(“Nota de Débito” ou “Nota de Crédito”).
• Faturação eletrónica (EDI - Electronic Data Interchange)
OBRIGAÇÕES DOS SUJEITOS PASSIVOS
OBRIGAÇÃO DE ESCRITURAÇÃO
• Os sujeitos passivos devem dispor de contabilidade organizada
de forma a possibilitar o apuramento claro e inequívoco do
imposto, bem como a respetiva e fiscalização do IVA.
• Os Livros de escrituração deverão ser utilizados pelos
contribuintes que não são obrigados a possuir contabilidade
regularmente organizada, desde que rubricados e assinados
pela Repartição de Finanças.

OBRIGAÇÃO DE ARQUIVO E CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS


• Os sujeitos passivos são obrigados a arquivar e conservar em
boa ordem, durante cinco anos, todos os livros, faturas, guias
ou notas de devolução, bem como todos os restantes
documentos de suporte, incluindo os relativos à análise,
programação e execução de tratamentos informáticos, quando
a contabilidade é organizada por meios informáticos.
ATIVIDADE

Ficha trabalho 5-4360.docx


Ficha trabalho 6-4360.docx
IRS
IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DE PESSOAS SINGULARES
IRS – IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DE PESSOAS SINGULARES
Modelo 3 ….
Mod_3_rosto.pdf
IRS é o imposto direto que incide sobre o Rendimento das Pessoas
Singulares, ou seja, sobre os rendimentos obtidos pelas famílias.

Vigora em Portugal desde 1989 e tem como suporte legal o CIRS –


Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas
Singulares.CIRS.pdf

Para efeitos de IRS, considera-se titular


dos rendimentos o contribuinte que seja
sujeito do imposto.
CARATERIZAÇÃO DO IRS
Um imposto: Porque :

Direto Incide sobre o rendimento

Incide sobre as pessoas


O Pessoal
singulares

Estadual É tributado pelo Estado


IRS
Periódico É apurado anualmente

Não se trata de um imposto


É: Ordinário
Especial
É proporcional aos
Progressivo
rendimentos tributados
INCIDÊNCIA

O IRS incide sobre o rendimento global e anual dos sujeitos


passivos, que são os contribuintes (agregados familiares).

Sobre esses rendimentos são, no entanto, feitas as deduções e


abatimentos.

As bases do imposto estão tipificadas em seis categorias


identificadas pelas letras A, B, E, F, G e H, de acordo com o tipo de
rendimento sobre o qual o IRS vai incidir.

Cada categoria tem diferentes normas.


Categ. A Rendimentos do trabalho
dependente (salários…)

Categ. B Rendimentos empresariais e


Categorias profissionais (liberais)
Rendimentos de Capitais
Categ. E (juros, lucros, prémios de acções…)
De Rendimentos Prediais
Categ. F
(rendas de imóveis arrendados)

Incrementos Patrimoniais
IRS Categ. G (prémios de jogos, algumas indemnizações)

Pensões
Categ. H
(pensões várias)
INCIDÊNCIA REAL
Categoria A:
Nesta categoria incluem-se todo o tipo de remunerações
auferidas pela prestação de trabalho dependente,
nomeadamente: salários, gratificações, comissões, subsídios, abonos ou prémios e
outros.

São tributados os rendimentos resultantes de trabalho por


conta de outrem, função ou cargo público, pré-reforma ou
reserva, bem como, os auferidos pelos órgãos sociais das
empresas.
INCIDÊNCIA REAL
Categoria B
Nesta categoria encontram-se todos os rendimentos empresariais e
profissionais, destacando-se os seguintes:

Os obtidos pelo exercício de uma atividade comercial,


industrial, agrícola, silvícola ou pecuária (os 3 últimos podem
estar excluídos se não atingirem determinados montantes) ;

Obtidos pela prestação de serviços por conta própria,


incluindo os científicos, artísticos ou técnicos;

Derivados da propriedade intelectual (direitos de autor) ou


industrial (patentes);

Entre outros, em situações mais específicas.


As outras categorias incluem os seguintes rendimentos:

Categoria E – Juros diversos, remunerações de participações de capital e lucros.

Categoria F – Rendas de prédios (rústicos e urbanos), bem como de outros bens


móveis.

Categoria G – Indemnizações (não patrimoniais) e prémios de jogos (lotarias,


totoloto, loto, bingo etc.)

Categoria H – Pensões de reforma, velhice, invalidez, sobrevivência, de alimentos,


seguros e fundos de pensões e outros.
INCIDÊNCIA PESSOAL
• O IRS é devido pelas pessoas singulares que residam no território nacional e
pelas que aqui obtenham rendimentos.

• Quando há agregado familiar o imposto é devido pelo conjunto dos rendimentos


das pessoas desse agregado.

– O agregado é constituído pelos cônjuges não separados (ou por pai ou mãe
solteiros ou adoptante) e pelos dependentes a cargo.
– Cada pessoa não pode fazer parte de mais de um agregado familiar.
– O agregado é aquele que se verifica a 31/12 do ano a que respeita o imposto.
ÂMBITO DA SUJEIÇÃO (art.º 15 CIRS)

Sendo as pessoas residentes em território português, o IRS


incide sobre a totalidade dos seus rendimentos, incluindo os
obtidos fora desse território.

Tratando-se de não residentes, o IRS incide unicamente sobre os


rendimentos obtidos em território português.
RESIDÊNCIA (art.º 16 CIRS)

4 condições:

a) Hajam nele permanecido mais de 183 dias, seguidos ou interpolados;


b) Tendo permanecido por menos tempo, aí disponham, em 31 de Dezembro desse
ano, de habitação em condições que façam supor a intenção de a manter e ocupar
como residência habitual;
c) Em 31 de Dezembro, sejam tripulantes de navios ou aeronaves, desde que aqueles
estejam ao serviço de entidades com residência, sede ou direção efetiva nesse
território;
d) Desempenhem no estrangeiro funções ou comissões de carácter público, ao serviço
do Estado Português.
DETERMINAÇÃO DO RENDIMENTO COLETÁVEL

Englobamento – Artigo 22º


O rendimento coletável em IRS é o que resulta
do englobamento dos rendimentos das várias
categorias auferidos em cada ano, depois de
feitas as deduções e os abatimentos previstos.
APURAMENTO DO RENDIMENTO GLOBAL LÍQUIDO

• O Rendimento Global Líquido apura-se subtraindo aos


rendimentos brutos as deduções específicas de cada
categoria:

Rendimento Rendimento Deduções


Líquido = Bruto - Específicas

• Rendimento bruto é o valor declarado em cada categoria


de rendimentos.
APURAMENTO DO RENDIMENTO GLOBAL LÍQUIDO

• Os Sujeitos passivos do mesmo agregado familiar podem optar pelo


englobamento.

• O englobamento é o ato de agrupar todos os rendimentos brutos


auferidos no ano, nas diferentes categorias, pelo mesmo agregado
familiar.

• As deduções específicas são os valores, legalmente estabelecidos, e


que poderão subtrair-se por categoria, ao rendimento bruto declarado.

• Portanto, o valor da dedução específica é diferente consoante a


categoria.
PRAZOS DE ENTREGA DA DECLARAÇÃO – Artigo 60.º

• A declaração a que se refere o n.º 1 do artigo


57.º é entregue de 1 de abril a 31 de maio.
(Redação da Lei n.º 42/2016, de 28 de
dezembro)
• Por transmissão eletrónica de dados.
LIQUIDAÇÃO
Deduções à Coleta – Artigo 78.º
• Deduções relativas:
– a) Aos sujeitos passivos, seus dependentes e ascendentes;
– b) Ás despesas gerais familiares;
– c) Às despesas de saúde e com seguros de saúde;
– d) Às despesas de educação e formação;
– e) Aos encargos com imóveis;
– f) Às importâncias respeitantes a pensões de alimentos;
– g) À exigência de fatura;
– h) Aos encargos com lares;
– i) Às pessoas com deficiência;
– j) À dupla tributação internacional;
– k) Aos benefícios fiscais.
– l) Ao adicional ao imposto municipal sobre imóveis, nos termos do artigo 135.º-I do Código do
Imposto Municipal sobre Imóveis. (Redação da Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro).

• São ainda deduzidos à coleta os pagamentos por conta do imposto e as


importâncias retidas na fonte que tenham aquela natureza, respeitantes ao
mesmo período de tributação.
PAGAMENTO

Pagamento do Imposto – Artigo 97º

• Até 31 de Agosto, quando a liquidação seja efetuada


no prazo previsto na alínea a) do artigo 77.º;

• Até 31 de Dezembro, quando a liquidação seja


efetuada no prazo previsto na alínea c) do artigo 77.º
IRC
IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DE PESSOAS COLETIVAS
IRC – IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO DE PESSOAS COLETIVAS
Modelo 22…. M22-IRC.pdf

O Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRS) é um


imposto nacional, estadual e direto que tributa o lucro tributável das
sociedades a apurar no Modelo 22 em regime simplificado ou pelo
regime geral de determinação do lucro tributável.

Vigora em Portugal desde 1989 e tem como suporte legal o CIRC –


Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas.
CIRC.pdf
CARATERIZAÇÃO DO IRC
Um imposto: Porque :

Direto Incide sobre os rendimentos das pessoas


coletivas

Incide sobre a atividade económica


O Real

Estadual É tributado pelo Estado

IRC
Periódico É apurado anualmente

É proporcional aos rendimentos


É: Proporcional tributados

Global Incide sobre um conjunto de rendimentos


provenientes de diversas fontes
INCIDÊNCIA SUJETIVA

Os artigos 1 e 3 do CIRS constituem as normas de incidência pois


definem os lucros e os rendimentos sujeitos a imposto quando
obtidos pelos sujeitos passivos: Entidades residentes e não
residentes.
INCIDÊNCIA OBJETIVA

Entidades residentes
Se exercem a título principal atividade de natureza comercial, industrial ou
agrícola, a base do imposto é o lucro tributável, se não exercem a título
principal de natureza comercial, industrial e agrícola, a incidência é o
rendimento global.

Entidades não residentes


Se dispõem de estabelecimento estável a incidência é o lucro imputável
ao estabelecimento estável, senão possuir estabelecimento estável a
incidência é o rendimento global.
BASE DO IMPOSTO

Além do lucro, o art. 3.º 1 CIRC fixa como base do imposto:

O lucro das sociedades comerciais ou civis sob forma comercial, das cooperativas
e das empresas públicas e o das demais pessoas coletivas ou entidades referidas
nas alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo anterior que exerçam, a título principal, uma
atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola;

O rendimento global (entidades residentes que não exerçam a título principal uma
atividade de natureza comercial, industrial ou agrícola). Considera-se rendimento
global a soma algébrica dos rendimentos das diversas categorias consideradas
para efeitos de IRS.

O rendimento das diversas categorias consideradas para efeitos de IRS (não


residentes sem estabelecimento estável em território português ou, possuindo-o os
rendimentos não lhe sejam imputáveis).
APURAMENTO DO LUCRO TRIBUTÁVEL
De harmonia com o disposto no Artigo 17.º do CIRC, o Lucro Tributável é
constituído pela soma algébrica do resultado liquido do período das variações
positivas e negativas, verificadas no mesmo período e não refletidas naquele
resultado, eventualmente corrigidos nos termos do código, assim temos:

Lucro tributável = R.L.E.+ V.P.P. - V.P.N. +/- C.F

V.P.P. - Variações Patrimoniais Positivas


V.P.N. - Variações Patrimoniais Negativas
C.F. - Correções Fiscais
ISENÇÕES DO IRC
(Artigo 9.º a Artigo 14.º do CIRC)

(Artigo 9.º do CIRC)


a) O Estado, as regiões autónomas e as autarquias locais, bem como qualquer
dos seus serviços, estabelecimentos e organismos, ainda que
personalizados, compreendidos os institutos públicos, com exceção das
entidades públicas com natureza empresarial;

b) As associações e federações de municípios e as associações de


freguesia que não exerçam atividades comerciais, industriais ou agrícolas;

c) As instituições de segurança social e previdência a que se referem os artigos


115.º e 126.º da Lei n.º 32/2002, de 20 de dezembro….
ISENÇÕES DO IRC
(Artigo 9.º a Artigo 14.º do CIRC) - Consultar

(Artigo 10.º do CIRC)


a) As pessoas coletivas de utilidade pública administrativa;
b) As instituições particulares de solidariedade social, bem como as
pessoas coletivas àquelas legalmente equiparadas;

(Artigo 11.º do CIRC)


1 - Estão isentos de IRC os rendimentos diretamente derivados do exercício
de atividades culturais, recreativas e desportivas.
RETENÇÃO NA FONTE
(Artigo 94.º do CIRC) - Consultar

1 - O IRC é objeto de retenção na fonte relativamente aos seguintes


rendimentos obtidos em território português:
a) Rendimentos provenientes da propriedade intelectual ou industrial e
bem assim da prestação de informações respeitantes a uma
experiência adquirida no setor industrial, comercial ou científico;

b) Rendimentos derivados do uso ou da concessão do uso de


equipamento agrícola, industrial, comercial ou científico;
…………..
e) Prémios de jogo, lotarias, rifas e apostas mútuas, bem como
importâncias ou prémios atribuídos em quaisquer sorteios ou concursos…..
PAGAMENTO DA DERRAMA ESTADUAL
(Artigo 104.º - A do CIRC) - Consultar

As entidades que exerçam, a título principal, uma atividade de


natureza comercial, industrial ou agrícola e os não residentes
com estabelecimento estável devem proceder ao pagamento
da derrama estadual. Oficio_Circulado_20196_2017.pdf

Derrama = Coleta * Taxa


ATIVIDADE

Ficha trabalho 7-4360.docx


IMI
IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS
IMI - IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS CIMI.pdf

O imposto municipal sobre imóveis (IMI) incide sobre o valor


patrimonial tributário dos prédios rústicos e urbanos situados
no território português, constituindo receita dos municípios
onde os mesmos se localizam (art.º 1 do CIMI).

O imposto é devido pelo proprietário do prédio em 31 de


Dezembro do ano a que o mesmo respeitar (art.º 8 do CIMI).
IMI - IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS CIMI.pdf

ISENÇÕES:
1 - Estão isentos de imposto municipal sobre imóveis o Estado, as
Regiões Autónomas e qualquer dos seus serviços, estabelecimentos
e organismos, ainda que personalizados, compreendendo os
institutos públicos, bem como as autarquias locais e as suas
associações e federações de municípios de direito público.

2 - Não estão isentos os serviços, estabelecimentos e organismos


do Estado que tenham caráter empresarial, exceto os hospitais e
unidades de saúde constituídos em entidades públicas empresariais
em relação aos imóveis nos quais sejam prestados cuidados de
saúde.
IMI - IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS CIMI.pdf

MATRIZES PREDIAIS:
As matrizes prediais são registos de que constam,
designadamente, a caracterização dos prédios, a localização e o
seu valor patrimonial tributário, a identidade dos proprietários e,
sendo caso disso, dos usufrutuários e superficiários.

Existem duas matrizes, uma para a propriedade rústica e outra


para a propriedade urbana.
IMI - IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS CIMI.pdf

OBJETO DA AVALIAÇÃO:

O valor patrimonial tributário dos prédios é determinado por


avaliação, com base em declaração do sujeito passivo, salvo se
no presente Código se dispuser de forma diferente.

Sempre que necessário, a avaliação é precedida de vistoria do


prédio a avaliar.
IMI - IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS CIMI.pdf

DETERMINAÇÃO DO VALOR PATRIMONIAL TRIBUTÁRIO:


1 - A determinação do valor patrimonial tributário dos prédios urbanos para
habitação, comércio, indústria e serviços resulta da seguinte expressão:

Vt = Vc x A x Ca x Cl x Cq x Cv em que:

Vt = valor patrimonial tributário;


Vc = valor base dos prédios edificados;
A = área bruta de construção mais a área excedente à área de implantação;
Ca = coeficiente de afectação;
Cl = coeficiente de localização;
Cq = coeficiente de qualidade e conforto;
Cv = coeficiente de vetustez.
IMI - IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS CIMI.pdf

FORMA E PRAZO DA LIQUIDAÇÃO:

O adicional ao imposto municipal sobre imóveis é liquidado


anualmente, pela Autoridade Tributária e Aduaneira, com base
nos valores patrimoniais tributários dos prédios e em relação aos
sujeitos passivos que constem das matrizes em 1 de janeiro do
ano a que o mesmo respeita.
IMI - IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE IMÓVEIS CIMI.pdf

PAGAMENTO:
O pagamento do adicional ao imposto municipal sobre
imóveis é efetuado no mês de setembro do ano a que o
mesmo respeita.
IS
IMPOSTO DO SELO
IS - IMPOSTO DO SELO CIS.pdf

INCIDÊNCIA OBJECTIVA
O imposto do selo incide sobre todos os atos, contratos,
documentos, títulos, papéis e outros factos ou situações
jurídicas previstos na Tabela Geral, incluindo as transmissões
gratuitas de bens.

Não são sujeitas a imposto as operações sujeitas a imposto


sobre o valor acrescentado e dele não isentas.
IS - IMPOSTO DO SELO CIS.pdf

INCIDÊNCIA SUBJETIVA
São sujeitos passivos do imposto:
a) Notários, conservadores dos registos civil, comercial, predial e de
outros bens sujeitos a registo, outras entidades públicas, incluindo os
estabelecimentos e organismos do Estado, bem como todas as entidades
ou profissionais que autentiquem os documentos particulares,
relativamente aos atos, contratos e outros factos em que sejam
intervenientes, com exceção dos celebrados perante notários relativos a
crédito e garantias concedidos por instituições de crédito, sociedades
financeiras ou outras entidades a elas legalmente equiparadas e por
quaisquer outras instituições financeiras, e quando, nos termos da alínea
n) do artigo 5.º, os contratos ou documentos lhes sejam apresentados
para qualquer efeito legal……..(art.º 2 do CIS).
IS - IMPOSTO DO SELO CIS.pdf

ISENÇÕES SUBJETIVAS
São isentos de imposto do selo, quando este constitua seu encargo:
a) O Estado, as Regiões Autónomas, as autarquias locais e as suas associações e
federações de direito público e quaisquer dos seus serviços, estabelecimentos e
organismos, ainda que personalizados, compreendidos os institutos públicos, que
não tenham carácter empresarial;
b) As instituições de segurança social;
c) As pessoas coletivas de utilidade pública administrativa e de mera utilidade
pública;
d) As instituições particulares de solidariedade social e entidades a estas legalmente
equiparadas;
e) O cônjuge ou unido de facto, descendentes e ascendentes, nas transmissões
gratuitas sujeitas à verba 1.2 da tabela geral de que são beneficiários.
UFCD 4360: FISCALIDADE
BIBLIOGRAFIA

CIRS ( Código do Imposto sobre os Rendimentos de Pessoas Singulares)


CIRC (Código do Imposto sobre os Rendimentos de Pessoas Coletivas)
CIVA (Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado)
CIMI (Código do Imposto Municipal sobre Imóveis)
CIS (Código do Imposto do Selo)
Domínio administrativo e financeiro em Portugal: tendências, qualificação e
formação (O) - Lisboa, IQF, 2015
Manual de direito fiscal - Nuno Sá Gomes, Lisboa, Porto Editora
Fiscalidade, Manuel Henrique de Freitas Pereira - Livraria Almedina, 2016
Obrigada pela atenção !!!
E-mail: teixeiraraquel@sapo.pt