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ASTROLOGIA HORÁRIA
A Astrologia Horária faz parte da Astrologia Clássica, a qual tem mais de dois mil anos de existência. A
Astrologia Clássica foi praticada desde a Idade Antiga, e a Horária era a sua vertente mais popular, visto que não
era necessário saber a data e nem a hora de nascimento da pessoa consulente. Antigamente, só os reis e nobres
podiam ter o seu mapa natal, pois eram ricos e podiam ter relógio em casa.

Durante a Idade Moderna, a Astrologia Horária ficou mais conhecida através do trabalho do astrólogo
inglês William Lilly (1602 – 1681), autor do livro Christian Astrology (1985). Lilly foi também médico, mas se tornou
famoso pela sua prática em Astrologia Horária. Em 1666, chegou a ser convocado perante um comitê da Câmara
dos Comuns Britânica, para explicar as causas do grande incêndio de Londres, o qual havia previsto com grande
precisão. Lilly foi absolvido de qualquer cumplicidade.

No entanto, no final do século XVII, o saber astrológico ficou à margem da sociedade, devido à chegada
do racionalismo cartesiano na Europa.

O retorno dessa antiga técnica só veio acontecer após 300 anos, quando a astróloga Olívia Barclay
encontrou numa biblioteca em Londres, uma cópia de 1655 de Christian Astrology do Lilly. Ela ficou tão
impressionada que lançou em 1990 o livro HoraryAstrologyRediscovered. A partir daí, ressurgiu o interesse pela
Astrologia Horária e Clássica.

Atualmente, um dos nomes mais conhecidos em Astrologia Horária é o do também inglês John Frawley,
autor do livro The Real Astrology (2001).

No Brasil, um dos pioneiros em lançar um livro sobre o assunto foi AdonisSaliba, que publicou em 1991 o
livro Astrologia Horária: a solução cósmica para os seus problemas do dia-a-dia. Bárbara Ábramo traduziu para o
português o Glossário de Astrologia Horária (Louis, 1998). Pedro Sette Câmara manteve até 2005 um site sobre
Astrologia Horária e Tradicional e deu cursos sobre o assunto. Marília Guimarães mantém na internet desde 2003
a lista de discussão A Arte da Astrologia Horária, sendo uma estudiosa do assunto.

GAIA • Escola de Astrologia


FILIADA À ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ASTROLOGIA E AO SINDICATO DOS ASTRÓLOGOS NO ESTADO DE SÃO
PAULO
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Nível 3 • Semestre 5 • bloco especializações • astrologia clássica e horária

Conceitos Básicos
A Astrologia Horária é a arte de se levantar um mapa astrológico para o momento e lugar em que o
astrólogo aceita uma pergunta que lhe foi feita, sobre qualquer tipo de assunto. Quem faz a pergunta pode ser o
próprio astrólogo ou qualquer pessoa, que passa a ser chamado de querente.

A partir disso se faz o julgamento do mapa. Alguns critérios devem ser observados nessa tarefa. Um deles
é de que só são utilizados os planetas até Saturno, não incluindo Urano, Netuno e Plutão. Uma das razões para
isso é por terem sido descobertos muito tempo após o estabelecimento da Horária, e também porque somente os
planetas visíveis podem provocar acontecimentos igualmente visíveis na vida da pessoa. A exceção par ao uso de
Urano, Netuno e Plutão é quando se encontram em conjunção exata com algum planeta visível ou cúspide da
casa em questão, como se faz com as estrelas, pois aí é como se esses pontos funcionassem como uma ponte
que faz contato com a ação maléfica desses planetas.

O julgamento de um mapa horário leva em consideração somente as casas relacionadas com o assunto
da pergunta e seus respectivos planetas regentes, que passam a ser chamados de significadores. Por exemplo,
se for uma pergunta sobre dinheiro, observar a casa 2 (casa do dinheiro) juntamente com seu regente e verificar
se há algum aspecto com o regente da casa que representa a pessoa em questão (querente). O sistema de casas
derivadas é muito utilizado na Astrologia Horária, uma vez que a pergunta pode ser sobre o dinheiro do parceiro, o
namorado da filha etc. Se a pergunta foi feita pelo próprio interessado, ele será sempre a casa 1 (casa do eu),
mas, se a pergunta foi feita pelo seu parceiro, a pessoa que era a casa 1 passa a ser a casa 7 (casa do outro), e o
parceiro que fez a pergunta é agora a casa 1; depende de quem está fazendo a pergunta.

Num julgamento de mapa horário é preciso ver e analisar os 3 pilares, que são a base para uma compreensão
segura de tudo o que acontece sobre o contexto e desfecho da pergunta:

As dignidades mostram a força de ação


As recepções mostram o interesse em agir
Os aspectos mostram a oportunidade da ação

Considerações antes do Julgamento


Antes de analisar um mapa horário, o Artista deve verificar se o mesmo é radical ou apto a ser julgado, através
das seguintes considerações:

Ascendente em grau inferior a 03º: a questão é prematura para ser respondida;

Ascendente em grau superior a 27º: a questão é tardia e não tem mais solução;

Lua Fora de Curso: nada pode ser feito para alterar ou mudar o curso da situação. Segundo Lilly, em Lua Vazia de
Curso, não há acontecimentos. Exceção quando a Lua está nos signos de Câncer, Touro, Sagitário e Peixes;

Saturno na Casa VII: a Casa 7 mostra o Artista e nessas condições, indica que o Astrólogo encontrará dificuldades
para interpretar o mapa horário. Exceção quando o assunto é regido por Saturno ou o próprio Artista é saturnino;

Lua na Via Combusta: A Via Combusta vai de 15 graus de Libra a 15 graus de Escorpião e contém diversas
estrelas maléficas da constelação de Escorpião. Quando a Lua está nessa região, o resultado jamais será o
esperado, como se estivesse sob a influência de um eclipse;

OBS: Frawley diz que qualquer mapa pode ser julgado. Não hesite em julgar um mapa horário em função das
considerações acima. Dificuldade é diferente de impossibilidade.

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Procedimentos de aceitação da questão horária

Um mapa horário deve ser lido apenas com o intuito de responder uma questão específica, então fica clara a
importância da pergunta ser bem específica e de como não devemos entrar em detalhes periféricos que de nada
servem para se obter uma resposta. É nessa hora que entra a objetividade do astrólogo. É preciso entender a
situação que gerou a pergunta, para que ela seja compreendida da forma mais objetiva possível. Um pergunta
vaga gera uma resposta vaga ou até mesmo impede sua análise. Há também os casos em que as perguntas se
respondem sem a horária. Novamente fica clara a importância da objetividade do astrólogo. Quanto mais objetiva
a pergunta mais claro fica o caminho para a análise da questão.

Diferenciando-se de uma análise de mapa natal, onde buscamos a correlação dos assuntos conversados com o
querente, somente a pergunta deve ser respondida no mapa horário, o que significa que se perguntarmos se uma
pessoa está doente devemos nos fixar ao tema da pergunta e não tentar descobrir quando ela terá novo emprego,
ou se irá terminar o casamento, ou se perguntarmos sobre um objeto perdido não sair investigando se o dono do
objeto tem vizinhos problemáticos, porque são outros assuntos que nada acrescentam à questão.
Preferencialmente, o querente vai ao astrólogo por causa de uma dúvida específica, sendo as outras dúvidas
geralmente, associadas à questão principal.
Há casos onde se pode fazer algumas questões decorrentes de uma primeira utilizando o mesmo mapa. Isso
ocorre se forem questões diretamente ligadas à primeira questão.

Alguns nãos
1- Não caia na tentação de fazer a sinastria entre um mapa horário e um mapa natal.

2- Não tente adivinhar o que o querente quer saber. Se suspeitar que uma pergunta esconda outra, converse e
pergunte até entender de forma clara a verdadeira pergunta. Se o querente não der abertura, não julgue dentro do
que você acha. Julgue apenas o que ficou claro. Se nada estiver claro o suficiente para julgar, não julgue.

3- Não se insira no julgamento. Mesmo com testemunhos no mapa sugerindo a dificuldade no seu julgamento, o
querente não quer saber do astrólogo e sim da pergunta. E mesmo que o querente queira saber do astrólogo, isso
não faz parte da pergunta, portanto não faz parte do seu julgamento. A dificuldade de julgar uma pergunta não a
invalida, tão pouco sua resposta, só dificulta o julgamento. Os testemunhos disso nada acrescentam à resposta.

4- Nunca levante vários mapas horários seqüencialmente sobre a mesma pergunta. Só levante outro, se o
contexto e o tempo mudar o suficiente para influenciar no desfecho da situação.

Dignidades Acidentais – A força circunstancial dos planetas

Os planetas podem ainda estar fortes por acidentalidade, como quando estão em movimento direto, rápidos,
angulares, em aspectos de trígono ou sextil com Júpiter ou Vênus ou em conjunção com certas Estrelas Fixas.

É como pensarmos em um excelente jogador significado por um Marte em Áries, mas no banco de reservas,
retrógrado na casa 6. Também podemos pensar num marte conjunto ao MC e direto, mas exilado em Libra, como
sendo um jogador em campo na posição de ataque, mas ele joga mal.

A ideia é deixar claro que a condição de agir de um planeta (dignidade acidental) é diferente de sua satisfação em
agir (dignidade essencial). De que adianta ter um planeta domiciliado ou exaltado se está numa casa maléfica, ou
retrógrado ou ainda conjunto a Algol? É como ter o carro mais rápido do rally com o melhor piloto, mas andando
na direção errada ou ainda com o carro quebrado.

Nas dignidades acidentais vêem-se as condições de ação que os significadores têm de agir.

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Sob os Raios do Sol

Um planeta fica nessa condição quando se encontra numa distância de até 17º do Sol, seja para a frente ou para
trás. Tal posição o deixa numa situação de debilidade. Por outro lado, um significador colocado ali, indica que ele é
um segredo ou deseja manter-se escondido do público. Apesar de ser uma debilidade com características da
combustão, é bem mais fraca.

Combustão
Um planeta está combusto quando se situa a 8º30’ de conjunção com o Sol. Diz-se que está queimado pelos raios
solares e numa situação de grande fraqueza. Quando um objeto perdido estiver significado por um planeta
combusto, este será reencontrado logo após o planeta sair de sua combustão em tempo real.

Cazimi
Quando a conjunção de um planeta está a menos de 17’ do Sol, é tida como muito fortalecedora e se considera
que ele está no “Coração do Sol”.

Oposição ao Sol
Quando o planeta está em oposição ao Sol, um efeito semelhante à combustão acontece, porém neste caso não
há Cazimi para a oposição com menos de 17’.

Hayz
Um planeta feminino numa natividade diurna ocupando a posição abaixo do horizonte está em Haym. Se ao
mesmo tempo estiver num signo feminino está em Hayz.
Um planeta masculino acima do horizonte numa natividade diurna está em Haym e se também ocupar um signo
masculino está em Hayz.
Marte é a exceção, pois, embora masculino, é noturno e rejubila acima do horizonte numa natividade noturna e
abaixo numa natividade diurna, o que lhe deixa em Haym. Se também estiver em signo masculino está em Hayz.

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Estrelas Fixas

As Estrelas Fixas são importantes para a Astrologia Horária, embora não tão marcantes como na Astrologia Natal.
São mais um complemento no julgamento de um mapa. Assim como os planetas, são de natureza benéfica ou
maléfica. É fundamental conhecer a natureza planetária atribuída à estrela assim como sua magnitude e
constelação para se ter um conhecimento maior de como interpretá-la e da força de sua influência.

Abaixo, segue uma pequena lista com algumas estrelas fixas importante se uma breve referência da atuação de
cada uma. Para maior conhecimento das estrelas fixas recomendamos o livro de Vivian Robson, exclusivo sobre o
tema e o site http://www.constellationsofwords.com/Fixedstars.htm, ambos com extensa lista e ricos em
detalhes.*

*Não há compêndio completo de estrelas fixas, além do risco de alguns softwares calcularem com erro as
posições das estrelas. Frawley recomenda o livro de Vivian Robson e sugere que se faça uma correção
aproximada de 1°08’ a mais para a posição de cada estrela listada no livro para o ano 2000, ou 50” por ano, caso
deseje maior precisão de cálculo ano após ano.

Tabela de Longitude de algumas das Estrelas Fixas

Nome da Estrela Longitude em 1700 Longitude em 2000


Caput Algol 2159 2610
Alcione (Plêiades) 2601 0009
Aldebaran 0534 0947
Rigel 1249 1650
Pólux 1905 2313
Regulus 2520 2950
Spica 1938 2350
Lucida Lancis 1053 1505
Antares 0535 0946
Fomalhaut 2933 0352

Caput Algol ou Cabeça da Medusa, tradicionalmente associada com perder a cabeça, literal ou metaforicamente.
É comum aparecer conjunta ao significador do querente que faz alguma pergunta absurda. Ex: Quando vou me
casar com meu ídolo da TV? Estou sendo seguido por alienígenas? Infelizmente, também pode estar conjunta ao
significador do assunto perguntado, indicando sua destruição ou mutilação.

Alcione também conhecida como Plêiades. Conjunta a um planeta ou ângulo as Plêiades ou Irmãs Lacrimejantes
sugerem que há algum motivo para se chorar.

Aldebaran e Antares são estrelas de natureza guerreira, mas benéficas e associadas ao conhecimento e às
atividades intelectuais.

Regulus é tradicionalmente chamada de Coração do Leão e considerada por Lilly como sendo a mais benéfica
estrela do universo. Beneficia com recursos (dinheiro, poder, etc.).

Spica é ligada à sorte duradoura e proteção, traz proteção pessoal, garantindo segurança para o significador que
estiver conjunto a ela.

Rigel traz riqueza, honra, inventividade, habilidades mecânicas, felicidade e glória.

Polux dignifica a malevolência e está relacionada a envenenamentos e crueldade.


Fomalhaut é bem afortunada e poderosa, mas ainda assim trazendo malefícios de caráter.

Lucida Lancis é a garra do escorpião, que pega e não larga mais.

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Fomalhaut é bem afortunada e poderosa, mas ainda assim traz malefícios de caráter.

Trazendo a Questão à Perfeição


O que se busca principalmente num mapa horário é saber se os fatos/hipóteses dados à questão acontecerão de
fato, ou seja, serão trazidos à Perfeição. E são os aspectos que demonstram quando e se o evento ocorrerá. O
termo Perfeição deriva do fato que quando um aspecto entre dois corpos celestes se torna exato, ele é chamado
perfeito, pois ele demonstra a concretização dos assuntos referentes aos planetas envolvidos. Sendo assim, a
Perfeição pode ou não ocorrer, segundo casos a serem observados em cada estudo.
Os mais fragrantes casos estarão descritos abaixo, da Perfeição até a Negação do evento que gerou a Questão
Horária.

Quando o Céu conspira para a Perfeição


1. Conjunção, Sextil e Trigono
O assunto tem uma conclusão direta e concisa.
A conjunção é a conclusão mais simples e desejada dos assuntos a serem buscados pois ela não deixa dúvidas
quanto ao assunto. Indica conclusão, e envolvimento de ambas as partes para chegarem ao resultado esperado.
Por exemplo, se você deseja cortejar uma pessoa e os planetas significadores estão em conjunção, a resolução
do assunto é extremamente positiva.
O Sextil favorece pois apesar de estarem em signos diferentes eles usam as expressões destes para alcançar os
resultados desejados. É uma conclusão muito ativa.
O Trigono também favorece a conclusão. Entretanto ele a faz de forma passiva como se os assuntos os quais os
significadores significam não tivessem mais nada fazer do que esperar que ele aconteça.

2. Quadradura
Aqui o assunto também é trazido a Perfeição, mas há várias interferências envolvendo o assunto da Questão.
Para exemplificar, é como um inquilino que negocia com o proprietário de imóvel e as exigências de cada lado são
tantas que não dá para saber se é vantajoso para quem. Ou seja, é difícil, mas não nega o evento. Recepções e
outras dignidades podem auxiliar ou dificultar o resultado do evento.

3. Translação de Luz
A Translação de Luz acontece quando dois planetas significadores estão se afastando de um aspecto qualquer, ou
até mesmo quando não fazem aspecto entre si, e um terceiro planeta mais rápido faz aspecto com o primeiro e
depois com o segundo. Este terceiro planeta translada luz de um planeta para o outro, estabelecendo uma ligação
entre aqueles dois. Isto pode significar que uma terceira pessoa ou fato, representado pelo planeta mais rápido,
leva o assunto à conclusão, podendo ser favorável ou não, pois depende do tipo de aspecto ou planeta envolvido.
Por exemplo, Júpiter a 5º de Virgem e Vênus a 15º de Libra. O Sol a 2º de Virgem fará conjunção com Júpiter e
transladará luz para Vênus, quando fizer conjunção com ele.*

*Nesses casos observar a Lua, pois se movimenta rapidamente e, sendo em muitos casos de distâncias tão longas em graus,
a principal realizadora de translação de luz, embora não a única.

4. Coleta de Luz
A Coleta de Luz ocorre quando dois significadores não fazem aspecto entre si, mas ambos se aplicam a um
terceiro planeta. Nesse caso, uma terceira pessoa concretizará a questão.

OBS: Os planetas não mantém velocidades nem movimentos constantes. Convém sempre checar as efemérides, pois sempre
há ao menos um planeta com algum comportamento excêntrico (rápido, lento, retrógrado ou estacionário), portanto podemos
eventualmente observar planetas supostamente mais rápidos em movimento mais lento que outros supostamente lentos.

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Quando “O querente não concretizará!”

1. Oposição
Nenhum dos dois lados abre mão, assim sendo, não há acordo. Só em casos muito especiais elas serão levadas a
cabo (mutuas recepções fortes, almutem, etc), caso contrário, o fato não se concretizará. Caso se concretize,
arrepender-se-á.

2. Proibição
É quando dois planetas que significam a realização ou o levar à conclusão de qualquer coisa perguntada, se
aplicam por um aspecto e, antes de chegarem a um aspecto exato, outro planeta faz antes um aspecto exato com
um deles, de forma que o assunto proposto seja bloqueado ou atrasado.

3. Frustração
É quando um planeta rápido vai se juntar fisicamente a um mais lento, mas, antes de chegarem a uma conjunção,
o planeta mais lento se junta a outro, de modo que a conjunção do primeiro é frustrada.

4. Refrenação
É quando um planeta rápido se aproxima de um lento, mas antes da conjunção ficar exata, o planeta rápido fica
retrógrado.

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Tempo dos Acontecimentos

Perguntas sobre o tempo em que as coisas devem acontecer são freqüentes em Astrologia Horária, sendo uma
das partes mais difíceis dessa arte, exigindo bastante experiência por parte do astrólogo.

A escala de tempo é constituída pela qualidade do signo (cardinal, fixo e mutável) e da casa (angular, sucedente e
cadente). A escala de tempo utilizada é a seguinte:

Casas Angulares Casas Sucedentes Casas Cadentes


Signos cardinais Signos cardinais Signos cardinais
equivalem a dias equivalem a semanas equivalem a meses
Signos mutáveis Signos mutáveis Signos mutáveis
equivalem a semanas equivalem a meses equivalem a anos
Signos fixos Signos fixos Signos fixos equivalem a tempo
equivalem a meses Equivalem a anos indeterminado

O seguinte método é bastante utilizado: os planetas significadores precisam estar em aspecto entre si. Toma-se a
distância entre eles e verifica-se quando o planeta mais rápido fará um aspecto exato ao planeta mais lento. A
tradição diz que as coisas prometidas acontecem quando o aspecto fica exato.

Planetas em Signos Cardinais: Tempo Rápido (minutos, horas, dias);

Planetas em Signos Mutáveis: Tempo Médio (dias, semanas, meses);

Planetas em Signos Fixos: Tempo Lento (semanas, meses, anos);

Planetas em Casas Angulares: Tempo Rápido;

Planetas em Casas Cadentes: Tempo Médio;

Planetas em Casas Fixas: Tempo Lento.

O mais indicado é usar o Bom Senso e verificar qual indicador de tempo (rápido, médio, longo) é mais coerente
com a pergunta.

Angular Cadente Sucedente


Cardinal Horas Dias Semanas
Fixo Dias Semanas Meses
Mutável Semanas Meses Anos

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Antíscia• A sombra do planeta

A antíscia é a sombra do posicionamento do planeta. Para cada grau do zodíaco existe um grau
correspondente de sua antíscia.

Essa sombra se calcula a partir de 2 pontos no zodíaco. O primeiro grau de câncer e o primeiro grau de
capricórnio. Ambos os graus são solstícios de inverno e verão. O solstício de verão é o dia em que
temos mais tempo de luminosidade solar e o solstício de inverno menos luminosidade solar. De
qualquer forma, esse é o centro para termos o primeiro entendimento do conceito.

Suponhamos que olhamos para o trajeto do sol um mês antes do solstício de inverno. A quantidade de
luz e sua trajetória no céu será a mesma de um mês após o solstício de inverno. A mesma observação
ocorre com o solstício de verão.

Pensando exatamente na posição solar, em ambos os dias um mês distantes do solstício, teremos a
mesma luz solar podendo dizer que posição do sol no céu em uma das datas é a mesma posição do sol
no céu na outra data, desde que estejam com a mesma distância do solstício seja de inverno ou de
verão (câncer ou capricórnio). Assim temos o último grau de sagitário com sua antíscia no primeiro grau
de capricórnio, o penúltimo grau de sagitário no segundo grau de capricórnio e vice versa. O mesmo
vale para o último grau de gêmeos e o primeiro grau de câncer, o penúltimo grau de gêmeos e o
segundo grau de câncer.

O mesmo serve para a posição dos planetas. A lua em 3° de leão por exemplo, terá sua antíscia em 27°
de touro. Vênus em 10° de Áries terá sua antíscia em 20° de virgem.

Em termos práticos a antíscia funciona como se o planeta estivesse ali. Pegando o exemplo da lua
acima, se algum planeta estiver em 27° de touro está em conjunção por antíscia com a lua.

Os únicos aspectos que se utiliza com a antíscia são a conjunção e oposição. Ainda no exemplo da lua,
se houver um planeta em 27° de escorpião está em oposição a antíscia da lua, ou como alguns
preferem dizer, na contrantíscia da lua.

A aplicação da antíscia e contrantíscia são importantes num julgamento e não podem ser ignoradas.

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