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william - douglas - como -

passar - em - provas - e-
concursos
Direito
Centro Universitário do Maranhão (UNICEUMA)
551 pag.

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W illiam Do ug las

SÉRIE FERRAMENTAS DO DESEMPENHO

TU DO O QUE V O C Ê PRECISA SABER


E N U N C A TEVE A Q U EM PERGUNTAR

22a edição,
revista, ampliada e atualizada

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© 2 0 0 8 , Eisevier Editora Lida.

Todos os direitos reservados e protegidos pela le i ns 9 .6 1 0, de 1 9 /0 2 /1 9 9 8 .


Nenhuma parte deste livro, sem autorização prévia por escrito da editora, poderá ser reproduzida ou
transmitida sejam quais forem os meios empregados: eletrônicos, mecânicos, fotográficos, gravação ou
quaisquer outros.

Capo; Nyles propaganda


F o to g ra fia: Reginaldo Teixeira / Editora Abril
Ilustrações: Rodrigo de Melío Alves
Revisão: Sylvio Cíemente da Motta (pai}, Fábia Marucci e Hugo Corrêo
E ditoração E letrônico: SBNIGRI Aries e Textos Ltda.'

Elsevier Editora Ltda.


Conhecimento sem Fronteiras
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ISBN 9 7 8 -8 5 -35 2 -3 18 2 -3

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de digitação, impressão ou dúvida conceituai. Em quaíquer das hipóteses, solicitamos a comunicação
ao nosso Serviço de Atendim ento ao Cliente, para que possomos esclarecer ou encam inhar a questão.
Nem a editora nem o autor assumem qualquer responsabilidade por eventuais danos ou perdos a
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CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte.
Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ

S239c Santos, W illiam Douglas Resinente dos, 1967.


22.ed. Como passar em provas e concursos: tudo o que você precisa saber
e nunca teve a quem perguntar / W iiliam Douglas. - 22. ed. rev. e
atualizada. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.
560 p. (Ferramentas de desempenho)

Apêndice
inctui bíbíiografio
ISBN: 9 7 8 -8 5 -35 2 -3 18 2 -3

1. Método de estudo - Manuais, guias, efc. 2. Exames - Manuais,


guias, etc. 3, Serviço púbfico - Brasil - Concursos - Manuais, guias,
etc. I. Título. II. Série.

08-2 9 1 3. CDD 371 .30 2 8 12


CDU 37.041

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DE D I C A T Ó R I A
(A H § A 10* E D IÇ Ã O , 2001)

D edico este livro aos meninos Gabriel, Giordano Bruno, João, Jônatas Levi eW iiliamW al-
lace, e às meninas Milene e Natália, desejando que aprendam a crescer e viver felizes.

Falando de meninos, do tempo em que eu o era, consigno a gratidão ao tio Celso, que
me levava para passear de bicicleta, às tias Joselma, Joseü e Joselia, que tanto me protegiam, e
às minhas avós, Adélia e Maria, que faziam comida maravilhosa, e doce de leite.

Dedico sempre, e nunca em excesso, a meus pàis, Izequias e Josete, pessoas cujos ensinos
e companhia são indispensáveis. N ão me esqueço também de Izete, Daniel e Éder. O tempo
que lhes subtraio de convívio é a única dor real que o magistério me causa, compensada apenas
pelo generoso amor que me dedicam.

Na empreitada da vida, registro a parceria proveitosa com amigos, realmente muitos,


dentre os quais destaco, por ora, e também a qu em dedico este livro, Abouch Krymchan-
towski, Adolfo Martins, AgnaldO Abrantes, Benito Corbal, Fábio Gonçalves, Francisco Mauro
Dias, Honório Pinho Filho, Ivo Dantas, James Tubenchlak, Janguiê, José Manuel Duarte Correia,
JuarezTavares, Ubirajara Melo, Luiz Fernando Zacarewicz, Lênio Luiz Streck, Luiz Carlos Câffaro,
Marcelo Franco Marino, Marcelo Leonardo Tavares, Mauro Lasmar, Nicanor, Nilzardo Carneiro
Leão, Paulo Maurício Lacerda Lobel, Paulo Ramalho, Petrucio Malafaia Vicente, Ricardo Regueira,
Valterson Botelho, Jefferson, Wallace e W ellington Salgado de Oliveira.

DE DI C A T Ó
(A P A R T IR D A 1 1» E D IÇ Ã

Nada permaneceu igual no mundo após Fernanda Luísa.


Ilid o ficou mais bonito.

DE D I C A T Ó R I A
(A P A R T IR D A 2 1 * E D IÇ Ã O , 2 0 0 8 )

Para Fernanda Luísa, que toma tudo em tomo mais bonito. EparaLucas, que revolucionou
a Matemática, mostrando que aquilo que já é completo ainda o pode ser em dobro.

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AGR ADECIMENT OS

A gra d eço a Deus, que tem dado a mim todas as coisas.


Agradeço aos amigos, professores, examinadores e alunos, que tanto me têm auxiliado
a aprender.
Agradeço ao leitor, que me privilegia com a leitura desta obra, e mais ainda àquele que
me avisar se este manual lhe trouxer algum proveito.
Agradeço aos servidores da Justiça Federal, que, com sua competência e dedicação,
tornam mais gratificante o dia-a-dia no trabalho. Agradeço também à Luciana Elmor, minha
Diretora de Secretaria, que, com suas inúmeras qualidades e abnegação, é meu braço direito,
me auxiliando na Justiça Federal e na atividade acadêmica.
Agradeço à Ingrid Nery, pelo tempo de trabalho em conjunto.
Agradeço à Universo, na pessoa de seus idealizadores, família Salgado de Oliveira, por
sua capacidade de projetar o futuro.
Quero registrar, ainda, o agradecimento aAgnaldo Abrantes, Ângelo ÉderAmoras Collares,
Carlos Alberto lim a de Almeida, Christiane Americano, Élton de Oliveira Nunes, Fábio Resinente,
FabíolaYanez, Flávia Assumpção, Flávio Duque, Helena Theodoro, Honório Pinho Filho, Hum­
berto Pena de Moraes, Izete Collares, José Luís Pereira Gonçalves, José Manuel Duarte Correia,
Luís Cláudio Pessanha, Naise Abrantes, Niimar de Carvalho Saisse, Olavo Goiano, Priscilla Ortiz,
Ricardo Soares, Sylvio Motta e Wagner Bragança, pela leitura do original e sugestões. Também a
Lourdes Sauer Parreiras e Evérton Ribeiro, pela ajuda no preparo da 3a edição.
Por fim e especialmente, agradeço ao Professor Sylvio Clemente da Motta (pai), pela
revisão de língua portuguesa e sugestões, e à Nyles Propaganda, pela produção e seu acom­
panhamento, em que toda a equipe acresceu ainda maior entusiasmo ao seu já natural talento
e profissionalismo.
Para Fábio Gonçalves e Mauro Lasmar e Alexandre Barbosa de Oliveira, da Academia do
ConcursoPúbiico, pelo apoio constante e pela troca de idéias.
Agradeço, renovadamente, a Nayara, Priscilla Ortiz, FabíolaYanez, Sylvio Motta e Saul
Nigri, que ajudaram bastante na revisão geral da obra para a 15a edição.
Naturalmente, para a 15a edição, contei com a ajuda de todos os amigos, professores e
leitores que leram o livro e me deram o privilégio da troca de idéias e recomendação da obra.
Agradeço a todos, deixando claro que cada vez mais esta é uma obra coletiva.
A partir da 16a edição, agradeço à direção e equipe da Campus/Elsevier, em especial
Cláudio Rothmuller, Alberto Moszkowicz, Igdal Parnes, Paul Christoph, Jorge Faveret, Mareia
Henriques, Marcelo Moreira, Cláudia Toledo, Rosana Abreu e, las tb utnot least, Lúcia Melo.
A partir da 193edição, foram agregados novos colaboradores: Raquel, Vanessa, Renata,
Geison, Aline e João Rodrigo.

A semente não germina senão na terra que a espera.


Vergflio Ferreira

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O A UT O R

W illiam Douglas Resinente dos Santos tem o seguinte perfil profissional:

• Juiz Federal, Titular da 4aVara Federal de N iterói - Rio de Janeiro


• Professor U niversitário
• Mestre em Direito, pelà U niversidade Gama Filho - U G F
• Pós-graduado em Políticas Públicas e G overno ~ EPPG/UFRJ
•. Bacharel em Direito, pela U niversidade Federai Fluminense - UFF
• Conferencista da Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro - EMERJ
• Prpfessor Honori$ Causa da ESA - Escola Superior de Advocacia - OAB/RJ
• Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas - EPGE/FGV
• Membro das Bancas Examinadoras de D ireito Penal dos V, VI, VII e VlIIConcursos Públicos
para D elegado de Polícia/RJ, sendo Presidente em algumas delas
• Conferencista em simpósios e seminários
• Autor de artigos publicados na imprensa e em revistas especializadas (O Dia, Jornal do
Commerào, Tribuna da ImprensaJornalA Tarde, Folha Dirigida, Gazeta, Correio Braziliense,
Revistados Tribunais, Doutrina IID, Revista de Direito TributáriolMalheiros, Revista In Verbisl
IMB, Consulex, ADCOAS, ADV-COAD, Justilex e das Revistas de Direito do IEJ, Defensoria
Pública, AJUFE, TRF da Ia Região, Justiça Federal/RJ, entre outras)
• Já exerceu as atividades de Advogado, Delegado de Polícia, D efensor Público, Professor de
D ireito Processual, na U niversidade Federal Fluminense - U FF eProfessor em vários cursos
preparatórios
• Atuou como Juiz da 2a Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais - SJ/RJ (2001/2002)
• Organizador de seminários e cursos sobre Direito Constitucional, Direito Administrativo,
Técnicas de Otimização de Estudo e Mudanças no Mundo do Trabalho
• Au tor de vários estudos na área jurídica, como a Proposta de Criação dos Juizados Especiais
Federais (1994) e a Tese da Legítima Defesa Antecipada, já referida por Júarez Tavares, Julio
Fabbrini Mirabete e Rogério Greco
• Membro da Diretoria da Associação dos Juizes Federais do Brasil - AJUFE (Conselho Fiscal
e D iretor Adjunto da Revista D ireito Federal), nos biênios 2000/ 2002 e 2002/ 2004
• Atua eventualmente como consultor ad hoc do Centro de Estudos Judiciários, do Conselho
da Justiça Federal (STD. emitindo pareceres sobre artigos enviados para.publicação
• Consultor da Editora Campus/Elsevier
• Membro do Conselho Editorial da Editora Impetus
• Membro do Conselho Editorial e do Conselho Consultivo da Editora Thomas Nelson Brasil
• Membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil - AELB, ocupando a Cadeira na 22.
D iretor Regional da SBB - Sociedade Bíblica do Brasil/RJ e membro da SBÍ - Sociedade
Bíblica Internacional
• Membro da U nião Brasileira de Escritores - UBE
• Colunista do Jornal O Fluminense (RJ) e do CorxeioWeb (DF)
• Agraciado com as medalhas militares “Correia Lima” e "Soldado da Paz”

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• Possui larga experiência na realização de provas e concursos públicos:
♦ Ia colocado no Concurso Público para Juiz de Direito/RJ
♦ l 6colocado no Concurso Público para D efensor Públíco/RJ
♦ P colocado no Concurso Público para D elegado de Polícia/RJ
♦ 4a colocado no Concurso Público para Professor de Direito, na U niversidade Federal
Fluminense - UFF
♦ 5a colocado no Concurso Público para Analista Judiciário/TRF da 2a Região
♦ 82colocado no Concurso Público para Juiz Federal/TRF da 2a Região
♦ Ia colocado no CPOR/RJ (Arma de Infantaria)
♦ l 2colocado no Vestibular para Direito/UFF
♦ 3a colocado em concurso nacional de monografias sobre a Justiça Federal

OBRAS PU BLICADAS
- A Maratona da Vida - U m manual de superação pessoal. 3a ed. Rio de Janeiro: Ediouro,
2007.
Manual do Conciliador e do Juiz Leigo nos Juizados Especiais Cíveis: dou trina e prática.
Niterói: Impetus, 2006. Em co-autoria com Luiz Cláudio Silva e Nagib Slaibi Filho.
Como Passar em Provas e Concursos - Versão Integral. 21a ed., Rio de Janeiro: Campus/
Elsevier, 2008.
Guia de Aprovação em Concursos. 7a ed., Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 2008.
- A Ú ltima Carta do Tenente. 2a ed., Niterói: Impetus, 2005.
Princípios Básicos da Argumentação Jurídica. 2a ed., Niterói: Impetus, 2008.
- Aju de seu FiJho a Ser U m Vencedor. Ia ed., Niterói: Impetus, 2004. Em co-autoria com
Renato Araújo e Ruth Pauis.
- Leitura Dinâmica - Como multiplicar a velocidade, a compreensão e a retenção da leitura.
7a ed., Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 2007. Em co-autoria com Ricardo Soares
- Medicina Legal - Teoria e prática à luz do D ireito Penal e Processual Penal. 7a ed., Niterói:
Impetus, 2006. Em co-autoria com Flávio Granado Duque, Abouch Valenty Kiymchantowski,
Lélio Braga Calhau, Roger Ancillotti e Luiz Marcelo Xavier.
Carta aos concursandos. Ia ed., Rio de Janeiro: Campus/Elsevier, 2005. Em co-autoria com
Francisco Dirceu Barros
- Gestão de Serviços com Qualidade e Produtividade. 2Sed., Niterói: Ed. 9/9 (Ed. Universitária
da UNIVERSO), 1997, em co-autoria com Gildãsio Mendes.
Justiça Federal: U ma Proposta para o Futuro. CEJ/STJ, 1995, em co-autoria com Leandro
Paulsen e Paulo Fernando Silveira.
- Comentários sobre a Lei contra o Crime Organizado - Lei na 9.034/95. 22 ed., Niterói:
Impetus, 2001. Em co-autoria com Ab el Fernandes Gomes e Geraldo Prado.
- Estudos Críticos sobre D ireito Penal e D ireito Processual Penal. Rio de Janeiro: Ed. Lumen
Juris, 1995, em co-autoria com Geraldo Prado e Guaraci de Campos Vianna.
Poesia Sobre a vida, amor, família, o mundo e o tempo. Rio de Janeiro: Impetus, 2001
Como Falar Bem em Público. Rio de Janeiro: Ediouro, 2008. Em co-autoria com Rogério
Sanches Cunha e Ana Lúcia Spina.
Criando Campeões. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2008. Em co-autoria com Renato
Araújo e D iego Hypolito.
Como U sar o Cérebro para Passar em Provas e Concursos. Rio de Janeiro: Campus/Elsevier,
2008. Em co-autoria com Caimem Zara.

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PREFÁCIO

Lion h eci o W illiam Douglas ainda acadêmico, porém já freqüentando um cursinho


para preparação de candidatos aos concursos de Juiz de Direito, Proraotor de Justiça e Defensor
Público, onde eu ministrava aulas de D ireito Penal e Processo Penal. Dali para cá tomamo-rios
amigos, e meu testemunho sobre sua pessoa e seu labor não é do tipo por ouvir dizer, mas um
testemunho presencial.

Recém-formado, obteve uma tríplice consagração jurídica, classificando-se em Ia lugar


nos concursos públicos para Delegado de Polícia, D efensor Público e Juiz de Direito, no Estado
do Rio de Janeiro (repetindo, aliás, a façanha do vestibular para Direito, cinco anos antes, na
U niversidade Federal Fluminense - U FF).

Aprovado, também, no concurso para Juiz Federal, é hoje titular da 4a Vara Federal de
Niterói.

Seu perfil profissional, onde se incluem várias outras atividades - professor, organizador
de seminários e cursos, conferencista, autor de livros de estudos é mais que suficiente para
credenciá-lo como autor de uma obra científica destinada à orientação de todos aqueles que
aspiram a ser aprovados em concursos públicos.

Neste novo e pioneiro livro de W illiam Douglas, destacam-se, a par de outras, duas
características extremamente positivas, quais sejam, abrangência e generosidade: de um
lado, apresenta, de modo sistemático, direto e coloquial, tudo ou quase tudo que deve ser
alvo de atenção e zelo antes e durante a feitura de provas e participações em concursos; de
outro, empenha-se,-de instante a instante, em mobilizar e convencer o leitor de que estão
ao seu alcance, bem próximo, as fórmulas que o levarão ao êxito, dissecando-as, uma a uma,
exaustivamente. Aqui, desmistifica a idéia corrente - e ilusória - da existência de “segredos” e
“fórmulas milagrosas”.

Em vinte e cinco capítulos, ganham realce a importância do planejamento e do tempo


destinado ao estudo; os fatores que influenciara e auxiliam o desenvolvimento do raciocínio e
da memória; como elaborar um quadro horário de estudos; as principais técnicas de redação e
de ofatória; como aumentar seu desempenho e o rendimento; a importância da alimentação e
do ambiente de estudo; como aprender com os erros.

Sem sombra de dúvidas, o leitor será irremediavelmente contagiado pelo otimismo


“pé- no- chão” de W illiam Douglas, intemalizando, afinal, a máxima que permeia todo o livro:
“Você é seu maior aliado!”

A mensagem derradeira deste livro, extraída de Colossenses 3:23 - “E tudo quantofizerdes,


fazei-o de coração é a mesma que inspirou W illiam Douglas ao escrevê-lo: um livro feito
com o coração para ajudar as pessoas na sua realização profissional.

Ja m e s T u b e n ch la k

Ex-Juiz de Direito - AC, Ex-Promotor de Justiça - RJ, Juiz de Direito aposentado - RJ, Professor de Direito
Processual Penal, na Universidade Federal Fluminense - UFF, fundador e coordenador do Instituto de Direito
- 1D, Mestre em Direito Penal, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.

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APR ESENT AÇÃO

T u d o o qu e você precisa saber sobre como passar em provas e concursos en u ncateve


a quem perguntar, qualquer que tenha sido o grau de dificuldade ou a relevância do motivo, está
revelado nesta obra com olímpica dimensão, de forma clara, precisa, didática e, sobremaneira,
estimulante.

O trabalho, de indispensável leiturá e absorção do texto por parte daqueles que pretendem
e dos que já se empregam na ingente tarefa de preparação para os concursos públicos, dos
mais variados matizes, qualquer que seja o nível pretendido, é um generoso e atraente convite
ao sucesso.

Teceu-se o seu talentoso autor, o Dr. W illia m D ouglas Resinente dos Santos, com
destacada presença dentre os mais notáveis juristas de sua geração, hoje voltado à Judicatura
Federal, com o brilho marcante de sua extraordinária inteligência e bèm-sucedida experiência
em inúmeros certames de ingresso no serviço público, sempre aprovado nos primeiros lugares,
circunstância que confere à obra absoluta autoridade.

N a lingu agem camoniana, o livro retrata, ademais, com propriedade, o saber de


experiência feita.

D e leitura acessível, amena e sumamente agradável, a obra em destaque, apoiada


em rígido esquema de desenvolvimento lógico e interativo, auspicia ao leitor importante
e significativa vilegiatura através das técnicas de otimização do estudo e participação em
concursos, preocupação que não deixa de transitar pelos caminhos do planejamento, do
raciocínio objetivo e da articulação de respostas concretas.

Mais que correntia, é rigorosamente verdadeira a assertiva que não basta estudar muito,
é preciso estudar bem, com qualidade, com excelência, ideal cujo atíngimento é muito menos
gravoso se aquele que se predispõe a alcançá-lo domina, com razoável conhecimento, as técnicas
disponíveis e apropriadas à espécie.

Esta é a proposta do trabalho, o desígnio benevolente dapublicação, a vocação altruísta do


livro, a de ajudar o leitor, como afirmado no proêmio autoral, a alcançar o progresso, trilhando
os seus próprios e virtuosos caminhos.

De outro ângulo, a obra constitui, também, estímulo à reflexão por parte da comunidade
responsável pelo ensino nas suas múltiplas dimensões, acerca da utilidade da inserção futura,
nos currículos escolares, de matéria que veicule técnicas de estudo, tomando o ensino mais
proveitoso.

O trabalho, de aplau dida envergadura, é pioneiro e alcançará, certamente, larga


repercussão, exalçando o seu autor como doutrinador do tema.

Todos os que conhecem o Dr. W illiam D ouglas Resinente dos Santos têm-no como
exemplo de excelente formação moral e espiritual.

Este livro foi escrito e vem a lume, assim, sob a influência da seriedade e do bem, por
isso será definitivo.

H u m b e rt o P e n a d e M o ra e s

Defensor Público - RJ, Professor de Direito Constitucional do Centro de Estudos e Pesquisa e Atualização
em Direito - CEPAD, da Faculdade de Direito Cândido Mendes - Centro (Pós-Graduação) e da Escola de
Magistratura do Estado do Rio de Janeiro - EMERJ (Professor conferencista).

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INT R ODUÇÃ O

N ão se pode ensinar tudo a alguém, pode-se apenas


ajudá-lo a encontrar por si mesmo.
Galileu

A p ó s vários concursos, passando em uns, perdendo em outros, pude acumular alguma


experiência, que se tomou maior com o convívio, como professor e aluno, em universidades e
cursos preparatórios para concursos. Tamb ém pude somar à minha experiência na área aquilo
que observei como fiscal de provas e que aprendi, atuando como presidente e membro de
bancas examinadoras de concursos públicos. Em todo este tempo, continuei estudando, fosse
para fazer peças processuais (petições, sentenças), fosse para os cursos de pós-graduação,para
elaborar questões de provas ou para escrever livros.

Constantemente alunos e amigos me pediam conselhos sobre o que fazer, como estudar
para este ou aquele concurso, como se preparar adequadamente para esta ou aquela prova
etc. Aos poucos, verifiquei que quase todas as técnicas que utilizei também funcionavam para
outros. N a verdade, o caminho é de todos: basta conhecê-lo. Como diz o pensamento acima, o
máximo que podemos fazer é ajudar alguém a encontrar o seu próprio caminho.

Essas conclusões me incentivaram a - atendendo a pedidos e vendo que o fruto poderia


ser positivo - escrever não sobre a matéria das provas em si, mas sobre como aprender melhor
e como render mais em provas e concursos. Embora os resultados que tenha obtido já dessem
autoridade às técnicas que utilizei, quis, para ser mais útil, aprofundar a pesquisa. Ao fazê-lo,
passei a, admirado, descobrir que várias das técnicas que aprendi no dia-a-dia dos concursos
já haviam sido pesquisadas, reforçando ainda mais minha certeza de sua eficiência. Para servir
melhor ao leitor, fiz menção a outras pesquisas sobre como estudar e como usar o cérebro. O
leitor que quiser aprofundar algum tópico poderá fazer uso da bibliografia referida.

Este modesto livro foi pensado e escrito para meus alunos e amigos e nada mais é do que
a reunião daquilo que aprendi nos campos de batalha. Engana-se quem pensa que há apenas
vitórias: fui reprovado para a Escola Naval, para Oficial de Justiça, uma vez para Defensor, uma
para Promotor de Justiça e duas para Juiz de Direito. Nessas ocasiões, aprendi muito sobre
"como nao passar”, o que termina ensinando formas de “como passar” (bastando, para tanto,
corrigir falhas e erros cometidos).

U ma das vantagens de se estudar para exames e concursos é que eles se repetem


periodicamente e, quando se alcança a vitória, ela compensa todas as eventuais derrotas
anteriores. Ningu ém se preocupa ou me considera com base nos diversos concursos onde não
passei. Por estar prestando atenção nas falhas (acuidade), pude corrigi-las. Hoje, o que ficou
foram as vezes em que obtive sucesso. É como fazer pipoca: só importa a que explode; a que
não explode a gente deixa pra lá.

A certeza de que estas técnicas podem ser de alguma valia para quem quer passar em
provas e concursos me animou a arrostar as críticas que certamente serão feitas por pessoas
aferradas a um academicismo mais preocu pado com a própria imagem de sabedoria e
circunspeção do que com a praticidade do ensino. Para muitos, um acadêmico “sério" não deve
escrever livros sobre “como fazer" alguma coisa. Porém, estou mais preocupado em, se puder

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(e esta obra é disto uma tentativa), ajudar o aluno a alcançar progressos. Se um livro com este
tema e assunto pode ser criticado, mais vale para mim a oportunidade de, como Deus já me
concedeu vezes antes, transmitir a outros aquilo que me auxiliou em uma caminhada talhada
como é a própria vida: reveses, vitórias; uns dias ruins, uns dias mais ou menos, outros perfeitos;
uns poucos descontentes, e amigos, muitos.
Boa parte daquilo que eu escrevi neste livro são coisas que você já sabe, mas talvez ainda
não tenha prestado atenção, por não perceber sua influência e poder. Muitas vezes nós sabemos
certas verdades, mas precisamos que um terceiro as diga ou repita, para que tenhamos a coragem
de assumi-las e nos comportar de um modo mais eficiente. Embora saiba que este livro tem itens
originais, em momento algum tive a intenção de expor um conhecimento novo. A intenção foi
reunir as técnicas básicas numa só obra. Tamb ém procurei utilizar a linguagem simplificada,
para tomar a leitura mais leve e repisar alguns pontos que considero mais importantes.
Sempre tive a intenção de estudar menos tempo e com mais qualidade, exatamente
para poder aproveitar melhor outros prazeres que a vida proporciona. A intenção aqui não é
estudar mais ou menos, mas sim estudar melhor. Para isto, basta utilizar as técnicas disponíveis
(ou seja, a tecnologia) e o inesgotável potencial humano. Aprendendo a estudar e a aprender,
descobrimos o prazer e a grandiosidade de crescermos como pessoa. Esta é, aliás, uma proposta
de eternidade, pois, como disse D eepak Chopra: “As pessoas não envelhecem. Quando param
de crescer é que ficam velhas."
Peço que o leitor não ceda à tentação de começar a ler este livro pelos temas "mais
importantes e práticos", como o cérebro, a memória ou técnicas para fazer as provas. Estes temas
são interessantes, mas não os mais importantes. Procure seguir a ordem que utilizei no livro.
Gostaria que você experimentasse por algum tempo as técnicas aqui reunidas. Se isso
ocorrer, mais do que uma esperança, tenho a certeza de que este livro será útil. O que está escrito
aqui foi testado, e funciona. Posso dizer isso porque me serviu, várias vezes e até hoje, e a muitos
dos meus alunos e amigos, pessoas com as quais me privilegiou a vida, permitíndo-me privar
do seu convívio e da troca de experiências.
Também apreciarei muito se o leitor compartilhar comigo essa aventura em busca do
aperfeiçoamento, escrevendo contando suas experiências, acertos, desacertos, sucessos, reveses,
técnicas etc. Ficarei sinceramente grato pelas sugestões, críticas e comentários, pois certamente
servirão para dar maior alinho a este conjunto de idéias.
As cartas poderão ser enviadas pela página:

www.williamdouglas.com.br

Este livro contém não apenas técnicas, mas também alguns acontecimentos que me
pareceram simbólicos e úteis. Para tomar mais agradável a leitura, também procurei inserir
pensamentos relacionados ao texto. Tomei a liberdade de fazer algumas citações da Bíblia, que,
para mim, é a Palavra de Deus. Mesmo que o leitor não a considere assim, sem dúvida poderá
avaliar seus ensinos como sendo ela um depositário de sabedoria.
A maior satisfação de um professor e de um amigo acontece quando o colega tem algum
ganho de qualidade, de tempo ou de satisfação em conseqüência de alguma orientação, aula
ou conselho que se tenha tido a oportunidade de dar. N o fundo, esta é a grande recompensa.
E é ela que eu gostaria de obter com este modesto manual sobre atitudes e técnicas voltadas
para o aperfeiçoamento de nossa qualidade de vida e de estudo.
Por tudo isso, desejo profundamente que este livro seja proveitoso, fazendo maior o
nosso prazer em caminhar pela fascinante estrada do conhecimento.

W IL L IA M D O U G LAS

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N Ò T A À 15ã EDIÇÃ O

T o d a obra admite, e pede, aperfeiçoamento. Afinal, o ser humano não faz nada
definitivo, o que talvez seja uma das maiores graças da existência. Portanto, não se pense que
o fato de eu ter escrito um livro intitulado “Tu do o que signifique a pretensão de não fazer
inclusões, exclusões, melhorias. D e fato, seria irrazoãvel que os anos não trouxessem consigo a
recomendação de emendas, quando pouco, ou uma revolução completa, se preciso.
Desde a Ia edição, lançada em 2 de setembro de 1998, e após pequenas correções nas
duas primeiras edições, havia um desejo meu de melhorar este livro. As surpresas da vida e as
inúmeras tarefas e atividades me impediram: profissionalmente, ser juiz, professor, palestrante,
autor e co-autor de livros, coordenador pedagógico da Editora Impetus, membro da Diretoria
da AJU FE-Associação dos Juizes Federais do Brasil; no plano pessoal, ser marido, ex-marido,
filho, irmão, tio, pai, e} ainda além dessas realidades, descansar, cuidar da saúde, servir a Deus,
ser útil a alguém, continuar a aprender.
Confesso que a grande quantidade de atividades e áreas do conhecimento que me atraem
terminam por diminuir meu desempenho e satisfação de fazer o melhor possível era cada um
desses aspectos, embora contribuam para tomar a vida mais interessante e saciar uma sede
que me acompanha.
Não quero, contudo, deixar a impressão de que reclamo: a vida tem sido muito boa,
tenho recebido mais do que preciso ou mereço. Paralelamente, tenho a alegria de olhar para
trás e saber que venho me esforçando, mesmo quando não seria mais necessário, para tomar a
minha vida e a dos que me rodeiam um pou co mais gratificante. A este esforço pessoal junta-se
a bênção divina e a colaboração dos amigos e parceiros e, pronto, a vida corre.
Essa correria fez com que a revisão que eu planejara para a 7a edição só venha a lume
agora. E penso que isto foi bom, pois estes anos me proporcionaram grande crescimento pessoal
e intelectual, com experiências ricas o bastante para me habilitar a fazer modificações que
produzissem riqueza em lugar de empobrecimento.
Fiquei satisfeito por ver que amaior parte desta obra continua atual e que as modificações
não foram tão numerosas. Assim, não pense o leitor que ocorreram mudanças drásticas,
profundas ou de fundo. A análise que fiz ao revisar a obra levou-me a optar pela intenção de
preservar ao máximo a versão originai, apenas acrescendo ou modificando o que pudesse tomá-
la melhor sem desfigurá-la. Conseqüentemente, a essência do livro permanece.
Tive a tentação de aprofundar alguns pontos e, doutra sorte, de excluir outros, criando
uma obra geral e outra apenas para a área jurídica. Não cedi a ambas. Quanto ao aprofundamento,
cogito de/em algum tempo, lançar assuntos que não sejam essenciais para a aprovação, mas que
discutam aspectos de interesse para provas e concursos, vida profissional etc. Mas são apenas
projetos. A obra revisada já está aqui, e isto me conforta.
A quantidade de e-mails, cartas, telefonemas, informações e repercussões do livro, neste
período, foi tão grande que me obrigou a abdicar de mencioná-las, tendo que contentar-me
com incluir o que foi possível no aperfeiçoamento do texto. Mais uma vez, porém, agradeço
aos que me deram notícias, sugestões e críticas. Li e considerei todas. Como já disse, esta é uma
obra cada vez mais coletiva.
As notícias de que este livro serviu, ajudou, construiu, me consolaram pelas minhas falhas
humanas, por eu achar que fiz algo bom, senão compensando meus erros, mas ao menos me
colocando no placar existencial alguns gols a favor, afora os contra.
D esde 1998, é praticamente incontável a quantidade de palestras e aulas sobre o tema,
em todos os recantos e perante a mais incrível diversidade de audiência. Cresci muito com isto,
vi coisas, conheci pessoas, ganhei experiência. Algo dela desenhou-se nas poucas novas linhas
que escrevi ou confirmou o acerto das velhas linhas já conformadas no papel escrito antes.

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As vivências foram pródigas. A dor sentou-se à mesa comigo: uma intervenção cirúrgica,
um causticante processo de separação e divórcio, a drástica perda da mãe, vitimada pela sua
história e pelas odiosas mãos do câncer. Houve histórias inéditas, como o projeto de correr 42 km,
pondo- me no meu extremo para, testando meus limites, um dia eu descobrir qual meu efetivo
tamanho. E tive histórias boas, como a casa nova, amigos novos e novos amores, um dos quais
me tenta com a perspectiva de que seja, enfim, definitivo. Revi erros e acertos do passado, mas
também gozei novas derrotas e me deparei com vitórias ainda não provadas. E, de tudo o que
veio de novo, em anos difíceis mas prósperos, nada mais encantador que o sorriso da filha ou
seu olhar clônico e igualmente singular, novo, desconcertante, suas palavras, seus argumentos,
sua pele adocicada, seu abraço meigo, sua voz melodiosa. U m amor maior que eu mesmo me
nocauteou com rosas.
Redefini, a partir da filha, a noção de vida abundante e o conceito de plenitude. Luísa.
As experiências também criaram livros novos. Mantive, com Ricardo Soares, o livro de
Leitura Dinâmica, mantive o trabalho em Medicina Legal, mas logrei preparar novos textos. A
maratona gerou o livro Eu, meu joelho direito e os 42 km à frente, que aprecia as comparações
entre a corrida e o estudo e o problema dos desafios humanos. E um livro que se relaciona
com o de concursos, mas sob outro prisma. Tenho dois livros para minha filha no meu disco
rígido, e outros tantos em meu amolecido coração. Lancei, junto com o Renato, um livro sobre
preparação de crianças e jovens para a vitória. Logrei escrever A última carta do tenente, onde
me forcei a, em no máximo de 12 horas {levei 8), olhar da vida o que valeria, ou mudaria, se
estivesse num submarino avariado, no fundo do mar, sem chances de socorro. Como disse Mario
Russo, jornalista que comentou a obra (Jornal do Commercio, 22/03/2004, p. C-7, "D o abismo
à eternidade”), somos "todos nós tripulantes compulsórios de um submarino comum". Neste
submarino Terra, gosto de escrever. Aos poucos, vou conseguindo fazer mais isso. E creio que
você irá conseguindo também, a seu tempo e modo, ir fazendo mais o que lhe agrada.
Este livro continua sendo uma tentativa de contribuir de alguma forma.
Assim, prezado leitor, o que você tem na mão é, a um só tempo, a obra original e adendos
feitos muito mais em mim do que no texto, tomando a obra um pou co mais completa. Como já
acontecia antes, não tenho como abdicar de sua opinião, críticas e sugestões, para que eu e este
livro possamos dar uns outros passos. Haverá ainda algum conserto a ser feito, talvez um detalhe
esquecido, um problema não perscrutado. Conto, portanto, com seus olhos e seu contato.
Nada está pronto. Nem este livro, nem eu, nem você. A impressão é de que estamos
sempre começando. Mesmo o término de um ciclo nada é senão um recomeço ou, no melhor dos
casos, o princípio de algo novo. Estamos em movimento. Estamos na estrada, numa caminhada
sem fim ou termo. E cada dia que passa me traz o sentimento, meio vindo da mente, meio vindo
da alma, de que - como disse logo no início - a graça de tudo é, de fato, a caminhada.

W illiam Douglas, outono de 2004.

NOT &À 17â EDIÇÃ O

T*i
Jbsta 17aedição foi preparada depois do lançamento do Guia de Aprovação em Concursos
deste livro. Ao fazer o Guia, a intenção minha e da Editora Campus/Elsevier foi proporcionar
um caminho para aqueles que não tivessem tempo ou dinheiro para ler a versão integral.
Paralelamente, realizamos uma revisão de toda a obra original para aperfeiçoá-la mais um
pouco e incluímos um DVD com palestra.
Acreditamos que facilitando o acesso ao conhecimento alguns milagres humanos se
concretizam.
W illiam Douglas, dezembro de 2005.

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N O T A À 20 'i :i )I Ç Â O

X>í ão existem grandes mudanças entre as edições: o ser humano e os concursos


continuam basicamente iguais, desde a I a edição.

Na 20a edição, registro a atualização do endereço do Foram Concurseiros. Sou colunista


lá e também no Correiro W eb e no Jornal O Fluminense. Também tenho utilizado a comunidade
no Orkut para responder a amigos e leitores, pelo que convido a todos para participarem dela.
Igualmente, insisto para que increvam-se no WDPTS, no meu site. Vale a pena.

M ais uma vez agradeço a atenção de todos, os elogios, sugestões e e-mails contando
as agruras, lutas, vitórias e aprovações. Com votos de paz, sorte, saúde e prosperidade
integral,

W illiam Douglas, dezembro de 2006.

N O T A À 2 P EDIÇÃO

10 anos. Este aniversário da obra pedia, naturalmente, uma edição especial desse livro
que trouxe tantas alegrias, para mim e para tantos. Como disse James, "um livro feito com o
coração". Também foi a ocasião propícia para sua revisão, atualização e ampliação, embora
eu tenha muita reserva em mexer no livro. Como venho dizendo na nota à 20a edição, o ser
humano, a mente, os concursos, a vida, tudo continua, basicamente igual desde a Ia edição.
Mas, mesmo assim, sempre é possível dar um retoque aqui ou ali, sempre com o cuidado de
mudar apenas o suficiente para que o livro não mude em sua essência: ser, além do primeiro, o
melhor e mais completo manual para quem deseja fazer, e ter sucesso, em provas e concursos.
Mais de 120.000 exemplares apenas da versão original e cartas e e-mails de aprovados pelo país
afora me confortam no sentido de que Deus me permitiu fazer alguma coisa boa por intermédio
desse livro.

- Assim, apresento a nova edição, revista, atualizada, ampliada, editada com alegria e uma
agradável sensação de que você tem nas mãos uma boa ferramenta não só para concursos, mas
para qualquer desafio pessoal, intelectual ou não. Para isso, aumentei o número de referências
também, criei novos ícones, fiz tudo para que o livro seja útil a você e aos seus sonhos. Como já
disse D orothy Camegie, o espírito da revisão é o de quem "afia e dá polimento a um instrumento
artesanal feito com amor".

Atualmente, o livro ainda pode continuar se materializando, ou melhor, suas lições e


utilidades, através do material extra na minha página, nas conversas na minha comunidade no
orkut e, por fim, com os artigos praticamente semanais que venho escrevendo, publicados em
diversas colunas, impressas ou virtuais, à disposição dos interessados.

Nesses dez anos, produzi novos livros sobre o tema, em especial textos de aprofunda­
mento, para quem desejar material extra. Mas desde já deixe-me tranqüilizar o leitor: o essencial
sobre o tema continua contido nesse livro. Esta obra que você tem nas mãos já é o suficiente.
Não se preocupe em sair adquirindo um monte de livros. Se você aprender, praticar e desen­
volver as técnicas aqui contidas, já estará bem acima da média e muito bem encaminhado. As
demais obras serão úteis, mas você já tem nas mãos o conhecimento suficiente para ter sucesso
em provas e concursos.

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Depois de assimilar e praticar esses conhecimentos, se quiser, poderá aperfeiçoar-se e
ampliar seus conhecimentos e crescimento pessoai através dos demais livros. Para preparar
estas obras de aprofundamento, me vali de amigos especialistas em cada uma das áreas abor­
dadas. Como disse, este livro (a versão “origin a r e integral) continua sendo o mais completo e
importante e aquele cuja leitura merece prioridade, pois contém o essencial para a aprovação
em provas e concursos. Contudo, para atender a uma maior diversidade de leitores e interesses,
editei novos livros dentro da área:

(a) um resumo, o Guia de Aprovação em Concursos e

(b) uma outra forma de expor os conceitos básicos sobre como passar em provas e concursos,
baseada nas lições de Sun Tzu, que gerou o livro A arte da guerra para provas econcursos,
já em 2a edição.

Sobre os livros para eventual aprofundamento dos temas dos capítulos, para atender
aos que desejam mais informações:

Capítulos Livro de aprofundamento Co-autor(es)


1 a5 Carta aos concursandos Francisco Dirceu Barros
6e7 C omo usar o cérebro para passar em provas e concursos CarmemZara
12 A maratona da vida - Um manual de superação pessoal _
19 Leitura Dinâmica - C omo m ultiplicara velocidade, a Ricardo Soares
compreensão e a retenção da leitura
21 e22 Comofa la r bem em público - Técnicas para enfrentar Rogério Sanches
com sucesso situações de pressão, aulas, negociações, Cunha e Ana Lúcia
entrevistas e concursos Spina

Os próximos capítulos que serão aprofundados são os que tratam do raciocínio jurídico,
e o que trata da redação jurídica e para concursos. Como você pode ver, se Deus me der vida e
saúde, um dia completarei a coíeçãoO).

Estou aperfeiçoando o contato com os amigos e leitores, me valendo da pagina www.


williamdouglas.com.br, que tem um informativo, da comunidade no orkut e do youtube. Por
essas vias, disponibilizo bastante material, todo ele gratuito. ,

Ainda nesses dez anos, comecei a trabalhar alguns outros livros, voltados para o desen­
volvimento pessoal e da espiritualidade. Nessa linha, temos o já mencionado A maratona da
vida - Um manual de superação pessoal, que aborda temas como saúde, qualidade de vida,
mudanças etc. e, ainda no prelo, um livro sobre os D ez Mandamentos, outro sobre as Bem-
Aventuranças, outro sobre Riqueza e, por fim, minha Autobiografia Não-Autorizada . Sobre
rainha visão sobre o sentido da vida e as coisas urgentes, escrevi o livro .4 iütimacarta do tenente,
que é, entre os que escrevi, meu livro predileto.

Sempre, nessas notas a novas edições, dou notícias sobre minha vida. H que os trato
como amigos, de modo que não só dou como peço que me contem as novidades. Eu vou bem.
Estou feliz, e a vida tem cada vez sorrido mais. O esforço de vários anos, a maturidade extraída
da estrada, da observação, dos livros e da reflexão têm m e proporcionado uma vida mais feliz,
mais tranqüila, mais harmônica e, no conjunto, mais abundante. Agradeço aD eus por tudo que
tem me dado, certamente mais do que preciso e do que mereço. Mas é da natureza dEle essa
prodigalidade e generosidade, já percebida na natureza e na extraordinária capacidade que Ele
tem de se sair bem nas coisas grandiosas como nas pequeninas, nos detalhes.

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Os projetos têm progredido, e se multiplicado. A 4aVara Federal de Niterói é exemplo de
produtividade e considerada vara-modelo. A equ ipe de servidores de que dispõe é fantástica e
a considero motivo de orgulho meu e do serviço público. As editoras onde trabalho (Impetus,
Ediouro, Thomas Nelson Brasil e Campus/Elsevier) têm crescido de forma exuberante, tenho
feito muitas palestras, novos livros, e me envolvido em novos projetos, como o da Academia
do Concurso, do Informativo, DVDs etc., bem como mantido o esforço como militante do
Educafro, pré-vestibular para negros e carentes, e outras obras de cunho social, em especial
as que procuram criar condições de crescimento auto-sustentável para as pessoas. O desafio é
fazer isso tudo e estar b em com a família, com saúde e assim por diante. Os concursos passam,
e nós passamos neles, mas os desafios vãó se renovando. A vida não pára. E isso é bom. Viver
é, quando finalmente a gente percebe, uma experiência fascinante.

Conto essas coisas também para compartilhar a sensação de que, feito o esforço devido,
e aguardando-se paciente o fluxo natural do tempo, as coisas vão se resolvendo. E nos cabe o
cuidado de não deixar que a vida seja, como já foi dito, “aquilo que acontece enquanto prestamos
atenção em outras coisas". Por isso, o cuidado em buscar equilíbrio entre o sorver do presente
e o semear do futuro.

Ainda quanto ao meu estado, minha mãe se foi mas o pai está perto. A esposa é um doce,
os filhos, a melhor coisa do mundo. Os anos vão marcando meu corpo, mas comparado ao que
venho ganhando, acho justo. Ainda não somos etemos. Mas seremos.

Como digo no livro A última carta do tenente, estou convencido de que estamos aqui
para aprender, para servir e para curtir a vida. Cada vez me esforço mais para cumprir b em essas
tarefas. Já tive filhos, já escrevi livros (uns 30) e plantei árvores às dezenas. D e tudo, contudo,
estou certo: nunca fui mais feliz do que quando vi meus filhos sorrindo.

Portanto, desejo a todos que aprendam, que sirvam ao próximo, que curtam a vida, mas
que, em especial, sejam bons filhos, tenham filhos, e os vejam felizes, crescendo e sorrindo.

Atenciosamente, em junho de 2008,

William Douglas

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INDICA ÇÃ O DEÍ GQNES

Os ícones são símbolos que representam uma idéia. Eles servem para facilitar a
memorização, pois o cérebro “aprende” que aquele desenho ou imagem significa isto ou aquilo.
Trabalhar com imagens ativa o sistema límbico e, com relações, aproveita melhor o nosso sistema
neural, assuntos que abordaremos neste livro.
Com os ícones, um único sinal gráfico passa a transmitir um conjunto de idéias. Há
idiomas que funcionam assim, ao passo que, no nosso, a regra é que cada símbolo (nossas letras)
transmita uma pequena quantidade de informação, que precisa ser ligada a outras (sílabas,
palavras etc.). O uso de ícones aumenta a velocidade da percepção, permitindo uma leitura ou
um estudo mais rápido. Se você usar ícones para estudar, irá ter um ganho de desempenho.
Não é preciso decorar os ícones abaixo. O importante é que você entenda o que significam
e como iremos utilizá-los.

2^ Embora o livro esteja repleto de sugestões, dicas e técnicas, este símbolo apareperá quando
estivermos sugerindo alguma ação por parte do leitor. Algumas vezes ele incluirá uma
proposta de reflexão, visto que também considero o pensamento uma forma de ação.
P Este é o símbolo onde pode ocorrer alguma pergunta. Com a minha experiência, aprendi
a mais ou menos saber o que o aluno vai perguntar ou achar estranho ou esquisito.
Muitas vezes eu prevejo ou conheço a conduta do aluno, porque já passei por essas fases:
sei porque já aconteceu comigo. Assim/faço estas observações para, se for o seu caso,
já responder à pergunta. Muitas vezes será um "Se você faz ou pensa (isso) é porque
provavelmente (...)"
O Este livro traz um sistema de estudo e, assim, há inúmeros pontos de ligação entre os
capítulos. O ideal é que o leitor faça uma primeira leitura sem se preocupar com as
referências a outros itens. Em uma segunda leitura, se o leitor quiser aprofundar o seu
entendimento, inseri este ícone, indicando outro ponto onde o assunto é novamente
abordado. Exemplo: O C3,14, p jc- ver o Capítulo 3, item 4, páginax. Parafacilitar a pesquisa,
o na de cada capítulo está anotado na parte inferior das páginas pares.
& Símbolo de dica muito importante. Eu utilizo o símbolo “B*” para coisas importantes e
“B*Z" para coisas muito importantes. Isso facilita o cérebro a "guardar” aquele ponto na
memória de longo prazo. *
Símbolo para atenção. Indica falhas que podem ocorrer e lhe prejudicar. Sempre que vir
este símbolo, você estará diante de uma situação para se ter cuidado.
@ Símbolo indicativo de qu e há material extra, disponível na minha página pessoal,
www.williamdouglas.com.br
13 Símbolo indicando a sugestão de livro de aprofundamento, caso a pessoa o deseje.

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CAP. 1 - A DECISÃO DE MELHORAR.
Qual a utilidade de se ler este livro. Como lidar com muita matéria ou pouco tempo para
estudar. O que é o conhecimento específico sobre como estudar e como fazer provas.
Como evitar o subaproveitamento do cérebro. Como aumentar seu rendimento com a
otimização do estudo

CAP. 2 - U M PROJETO DE E S TU D O ............................................................................ 37


Quais as vantagens do planejamento do estudo. Qual é o ponto de partida pára criar um
sistema de estudo. Quais as qualidades básicas para iniciar um projeto de estudo. Como
definir um objetivo. Como preparar as bases para alcançar o objetivo

CAP. S - O PLANEJAMENTO DO ESTU DO.......... .......................................................... 59


Como começar a estudar. Fatores positivos e negativos. Como superar inibições pessoais.
Como superar dificuldades circunstanciais. Como combater o medo/receio de não
passar

CAP. 4 - C O M O DEFINIR O PRAZO PARA SER APROVAD O............................................. 87


Qual o prazo ideal para ser aprovado. O que é agregação cíclica. O que é velocidade de
dobra. Como enfrentar a sorte e o azar. O que é o sistema de perda e acréscimo

CAP. 5 - COMO APROVEITAR SEUS ALIAD OS...............................................................99


O que e quem são os "aliados”. Como aproveitar o estudo em grupo. Como utilizar sua
inteligência. A influência das suas lembranças e do seu temperamento. Como usar a
flexibilidade

CAP. 6 - SEU CÉREBRO........................................................................................... 123


Aimportância do uso otimizado do cérebro. Como funciona o seu cérebro. As principais
características cerebrais e sua utilidade para o estudo. A influência das emoções sobre o
aprendizado e a memorização. Técnicas de programação cerebral

CAP. 7 - SU A M E M Ó RIA.............. ....................................................... ......................153


A importância e o funcionamento da memdria. Os fatores que mais influenciam a
memorização. Os diferentes tipos de memória que o cérebro usa. Os principais métodos
para memorizar qualquer coisa. Técnicas específicas de memorização

CAP. 8 - TEMPO DE ESTU DO.................................................................................... 175


Quantas horas se deve estudar por dia e por semana. A fórmula para calcular o Tempo
Real de Estudo (TRE). Como combater a falta de tempo e criar mais tempo para estudar.
Como planejar, organizar e administrar seu tempo e seu horário de estudo. Como lidar
com a “dimensão tempo”

CAP. 9 - COMO MONTAR SEU QU ADRO H O RÁRIO .................................................... 199


Os valores basilares em um quadro horário. As vantagens de utilizar quadros horários.
Como montar seu quadro horário geral e seu quadro horário de estudo. Como lidar com
matérias de que não gostamos. O que são e para que servem as matérias de suporte

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CAP. 10 - TÉCNICAS DE ESTU DO.............................................................. *.............. 221
O que é o estudo. Estratégia, métodos e técnicas de estudo. As cinco técnicas básicas
para o estudo eficaz. Maneiras para aumentar a qualidade do estudo. O sistema SQ3R
de estudo e seu proveito para provas e concursos
1
CAP. 11 - TÉCNICAS DE ESTU DO DE ACORDO COM AS CIRCU NSTÂNCIAS.................. 241
Fórmulas para aumentar sua produtividade independentemente da ocasião de estudo.
Técnicas para melhorar a qualidade de seu estudo individual. Técnicas para melhorar
a qualidade do estudo era grupos, cursos, simpósios e palestras. Técnicas de preparo
específico para concursos. Técnicas para descobrir o que vai cair na prova j

CAP. 12 - AMBIENTE DE ESTUDO, SAÚDE E ALIME NTAÇÃO ........................................................ 261


O ambiente de estudo e a concentração. Saúde, sono e alimentação balanceada. O local
de estudo. Aimportância da posição, iluminação e silêncio. Como lidar com os intervalos
e a música í

CAP. 13 - COMO AU MENTAR O REND IMENTO EM PROVAS E CONCU RSOS...................................279


Atitude e conselhos úteis para se fazer uma prova. Como proceder nas vésperas. Cuidados
no dia e na realização da prova. Como administrar o tempo da prova e fazer revisões. j
Como lidar com o “branco” e com questões não sabidas

CAP. 14 - COMO LIDAR COM AS MODALIDADES DE PROVAS....................................................... 319


C omo realizar provas de mú ltipla escolhá. C omo realizar provas dissertativas.
Apresentação e atitude nas provas. Como realizar provas orais, de tribuna e entrevista. )
Observações sobre os exames psicotécnicos

CAP. 15 - COMO AU MENTAR O DESEMPENHO EM PROVAS JU RÍDICAS.... ................................... 3451


Como interpretar as questões e suas respostas. Quais os cuidados ao se analisar a lei e [
os fatos. Quando e como expor a própria posição em uma prova dissertativa. Como lidar j
com questões controvertidas na doutrina e na jurisprudência e com enunciados abertos.
Quais as técnicas para se organizar uma resposta bem fundamentada

CAP. 16 - COMO E QU ANDO RECORRER.............................................................. . 361


C apítu lo dis p on ível na página da E ditora e do au tor (w w w .cam pu s.com .b r e
www.williamdou glas.com.br), com os seguintes itens: N oções importantes sobre
como e qu ando recorrer administrativamente ou ingressar com ações judiciais. Os
riscos e vantagens em se recorrer. Quando é cabível ingressar com ações ju diciais e
as dez falhas mais comuns nos concursos públicos. Como proceder diante de taxas
de inscrição muito caras

CAP. 17 - TÉCNICAS DE RACIOCÍNIO E C RIATIVID AD E.............................................. 363


Como ter o domínio do conhecimento. O que são os objetivos operacionais. Técnicas de
raciocínio. O que são paradigmas. Técnicas de criatividade e sua utilidade í

CAP. 18 - TÉCNICAS DE RACIOCÍNIO JU RÍD ICO........................................................ 381


N oções e técnicas básicas sobre o D ireito e o raciocínio jurídico. C omo utilizar os
princípios em provas. A técnica das “5 mulheres” e seu uso em provas. A dicotomia e as
relações de coordenação e subordinação e sua aplicação em provas. A aplicação dessas
técnicas para outras áreas do conhecimento

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CAP. 19- LE ITU RA O TIM IZ AD A.............................................................................. 413
A importância da leitura e do vocabulário. Vícios e qualidades na leitura. Como sublinhar.
Compreensão, interpretação e entonação na leitura. Concentração, eficiência e retenção
na leitura

CAP. 20 - REDAÇÃO PARA PROVAS E CONCU RSOS..................... ...............................429


A importância da redação em concursos. Cuidados na redação em concursos. Como
utilizar mementos na redação. Princípios da guerra aplicados à redação. Exercícios e
modelos básicos para redação

CAP. 21 - ORATÓRIA PARA PROVAS E CONCU RSOS..................... ..............................469


A importância da oratória para concursos. O valor da postura na oratória. Recursos
úteis na oratória geral e para concursos. Como preparar esboços e exposições. Outras
técnicas de oratória

CAP. 22 - COMO U SAR A COMU NICAÇÃO NÃO-VERB AL............. ...............................495


A distinção entre a comunicação verbal e a não-verbal. Como personalizar a exposição.
O que e quais são os princípios da percepção. Posturas corporais negativas. Posturas
corporais positivas

CAP. 23 - COMO APRENDER COM SEUS ERROS.... .................................................... 507


Considerações sobre nossa cultura de vencedores e de acertos. Como lidar com o medo da
derrota e de errar. Atitude diante da vitória e da derrota, do acerto e do erro. Alimitadora
idéia da impossibilidade. Como lidar com o passado e o futuro

CAP. 24 - COMO APROVEITAS SEU PROFESSOR........................................................519


Atitudes para aproveitar melhor seu professor. Importância do relacionamento professor-
aluno. Julgando e competindo com o professor. Etica e deveres de professores e alunos.
Como fazer críticas construtivas

CAP. 25 - COMO OTIMIZAR O SUCESSO.....................................................................531


O que é sucesso pessoal e sucesso real. Possibilidades, oportunidades e novos objetivos.
Relação entre o amor e o uso de, respectivamente, pessoas e coisas. O que é contribuição.
O resumo da idéia/técnica central deste livro

TEXTOS INTERESSANTES........................................................................................ 545


Transcrição de textos relacionados com os assuntos abordados neste livro

BIBLIOGRAFIA....................................................................................................... 547

ÍND ICE ALFABÊTICO-REMÍSSIVO......................... ........................................ ......... 549


Palavras-chave relativas às informações úteis para o leitor, acompanhadas da remissão
ao capítulo, item e página, onde as mesmas são abordadas

Para outras informações e material sobre provas e concursos, acesse:


Comunidade "W illiam Douglas” no Orkut e a página www.wiliamdouglas.com.br

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"Enfrentar muitas dificuldades aperfeiçoa o ser;

não enfrentá-las o arruina."


la o T s é

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A D EC IS Ã O
D E M ELH O R A R

Qu al a u tilidade de sè ler este livro

C om o lida r com mu ita matéria ou pou co tem po para estudar

O qu e é o conhecimen to específico sobre com o estudar e como fa zer provas

C om o evitar o su b aproveitamento do cérebro

C omo au mentar seu rendimento com a otim ização do estudo

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A D E C IS Ã O DE M E LH O R A R

I N T R O D U Ç Ã O

Sem o es forço da busca torna- s e im pos s ív el a ale gria d a conquis ta.

e você decidiu ler ou pelo menos dar uma olhada neste livro é porqu e qu er
vencer, qu er aprender melh or e, em conseqüência, galgar mais degraus na
% tS É lp f escada da vida. Se você não quisesse melhorar, não teria ab erto “este manual”.
M eU ifèp p s ito ao escrevê-lo foi facilitar o seu ob jetivo. A idéia básica é evitar a repetição de

Só a vontade, contudo, não é suficiente. Podemos querer mu ito saborear u ma laranja,


mas se não a furarmos ou descascarmos, ficaremos só na vontade. É preciso vontade e ação
organizada.

Mas fica uma pergunta:

Por que não ir direto aos livros com a matéria propriamente dita? Ou seja...

1
VALE A P E N A G ASTAR
TE M P O C O M ESTE A SSU N TO ?

D epende das suas respostas para as perguntas abaixo:

• Falta tempo para estudar? Falta concentração?

• Você já estudou alguma coisa durante mu ito tempo e ao final pareceu que não aprendeu
nem fixou nada ou quase nada?

• Você já fez u ma prova e no dia seguinte não se recordava de mais nada da matéria? E
era um assunto qu e você iria precisar de novo?

• Você gostaria de poder estudar menos tempo para poder fa zer outras coisas, com o
descansar e se divertir?

Quase todos os alunos de cursos e palestras respondem “sim” a estas perguntas, e eu


mesmo dizia vários "sim” qu ando m e preparava para concursos. Porém, consegu i formas
para mudar a resposta. Os meios para solucionar estes prob lemas são em geral ignorados
ou desprezados pelos estudantes, qu e desperdiçam u m tem po enorme - ou até desistem
dos seus sonhos - pela incapacidade de fazerem u ma preparação eficiente.

26 CAPÍTULO 1

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Por isso, gostaria que o amigo leitor tivesse a oportu nidade de ler este livro e dar às
técnicas nele mencionadas o b en efício da dúvidá. Experimente aplicá-las durante algum
tempo e veja que funcionam. Elas funcionaram para m im e para meus alunos e com certeza
vão fu ncionar tamb ém para você.

2
UM C O N JU N TO DE
T É C N IC A S Ú T E IS E Q U E F U N C IO N A M

D e s d e que prestei vestibular, com ecei a m e interessar pelas técnicas de estudo.


D urante o curso pré-vestibular, via candidatos qu e sabiam a matéria mu ito mais do que
eu. Por isso, fiqu ei surpreso quando tirei o prim eiro lugar para D ireito na UFF. Muitos bons
candidatos não foram aprovados ou ficaram atrás de mim na classificação. Embora sabendo
menos qu antidade de matéria, vi que sabia usá-la melhor nas provas. Durante o serviço
militar, no CPOR, tínhamos uma enorme carga de exercícios físicos e de teoria para aprender:
o tem po era pou co para tanta matéria. Nessa ocasião comecei a procurar soluções para
aprender o máximo possível no menor tempo. Mu itos de meus colegas se preocu pavam
apenas em estudar, eu me preocu pei - primeiro - em estudar melhor. A conseqü ência é
qu e fu i o Xa colocado de minha arma, a Infantaria. Por fim, ao me formar era D ireito, vi­
me diante de concursos onde praticamente não há concorrência já que sobram vagas e o
índice de aprovação é de cerca de 1% dos candidatos. Além da quantidade descomunal de
matéria para ser aprendida, sempre gostei de cinema, conversa e jogos, razão suficiente
para querer aprender o mais rápido possível, não só para partir para o lazer, mas para passar
mais rápido n o concurso.

Ao longo de todo este período, consegui desenvolver métodos e técnicas para aprender
com mais resultados. Ou você estuda o mesmo tempo e aprende mais ou, se quiser, aumenta
o tem po de estudo e o resultado se multiplica. O fato é qu e muitos alunos se importam em
estudar muito, mas pou cos se importam em com o estudar.

E a coisa não parou por aí. D epois de conseguir êxito em concursos, passei a ministrar
aulas em cursos e universidades. Foi qu ando verifiqu ei que todos tinham as mesmas
dificu ldades por qu e passei e - pior - ningu ém se preocu pava em desenvolver um sistema
de estu do mais eficiente. Vi muitos candidatos b em preparados e que já estavam perto
da vitória desistirem por não manterem as atitudes corretas diante do desafio. Foi aí que
comecei a ensinar algumas técnicas simples mas qu e fu ncionaram para mim. Aos poucos,
descobri qu e elas fu ncionam para todos. N ão há segredo, mágica, inteligência superior ou
algo assim: são apenas técnicas. Tecnologia de estudo. Algo que facilitou muito minha vida:
passei mais rápido no concurso que queria e pu de aproveitar melhor a vida. Ao escrever
este livro tenho a intenção de que estas técnicas ajudem mais pessoas.

N ã o tenha pressa em ler a respeito de memória ou tempo de estudo, ou como fazer


as provas escritas. Leia as partes introdutórias. Os estudantes pecam pela pressa. Isso é b em
demonstrado pela história de um vigoroso lenhador qu e em u m dia conseguiu derrubar 70
árvores, ao passo qu e o recorde era de 72 árvores. N o dia seguinte, querendo entrar para

W I L L I A M D O U G L A S 27

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a história, acordou u m pou co mais cedo, trabalhou
duro, mas cortou apenas 68 árvores. N o dia imediato,
acordou ainda mais cedo, esforçou - se ainda mais,
almoçou correndo e cortou apenas 60 árvores. Assim,
desgostoso e desolado, sentou-se à beira do refeitório.
U m velho lenhador, já sem vigor físico mas experiente,
ficou com pena d o jovem e, chegando ao seu lado,
perguntou: M eu filho, quanto te m po você separou
para afiar o machado?

Aprender como montar um sistema de estudo


eficiente, estudar corretamente, fazer provas e manter
as atitudes adequadas significa exatamente isto: afiar 1
o machado.

Essa lição já podia ser vista no Velho Testamento: "Se estiver emb otado o ferro, e
não se afiar o corte, então se deve pôr mais força; mas a sabedoria é proveitosa para dar
prosperidade.” Eclesiastes 10:10. Outra tradução diz qu e “a sabedoria condu z ao sucesso”.

Quanto à sabedoria, para passar em provas e concursos você a encontrará neste livro.

3
O T IM IZ A Ç Ã O D O E S T U D O
PARA PROVAS E C O N C U R S O S

"Começar...
já é metade de toda a âgão."
Provérbio j r e j i

E s te livro serve para melhorar a capacidade de estudar para qu alqu er prova ou


concurso, seja um vestibular, seja u m concurso para cargo pú b lico ou para u m aumento
do grau de conhecimentos sobre determinada matéria.

As condições de u m mercado de trabalho cada vez mais restrito têm indicado os


concursos públicos como u ma das melhores opções para a rápida ob tenção de estabilidade,
status e b oa remuneração. Já existe u ma modificação n o perfil dos acadêmicos, on de é cada
vez maior a intenção de realizar concursos. Esta opção tamb ém ocorre entre profissionais
liberais e no setor privado. Em conseqüência, os cursos preparatórios e as listas de inscritos
em concursos estão cada dia mais abarrotados. N ã o obstante, os índices de aprovação
continuam em patamares incrivelmente baixos, próximos de 1 a 2%. Os chefes de Instituições
reclamam incessantemente qu e não consegu em preencher as vagas por falta de candidatos
habilitados. Assim, paradoxalmente, au mentam os candidatos e diminu i ainda mais o
nú mero de aprovados. Por mais qu e se esforcem, faculdades e cursos preparatórios têm
tido pou co êxito. Mas, qual a razão disso ou, qu ando menos, como inverter esse lamentável
quadro?

28 C A P Í T U L O 1

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M esm o os exames vestibu lares continu am a ser u ma desnecessária experiência
traumática. E não é só: antes, durante ou depois de formadas, as pessoas reclamam da
dificu ldade de aprender, da falta de tem po para estudar, da baixa fixação, etc. O aumento
da quantidade de informações disponíveis no mu ndo tom a ainda mais difícil se manter
atualizado e realça a dificu ldade das pessoas para assimilarem novos conhecimentos.

O desempenho dos candidatos nos vestibulares, exames do MEC, exames de seleção


para empresas privadas e em concursos pú blicos serve com o inquestionável demonstração
da baixa qualidade do ensino. Causas e soluções para tais deficiências vêm sendo, desde
lon ga data, tem a de debate entre os profissionais da área, mas os remédios até agora
u tilizados não têm mostrado eficácia. As recentes modificações na educação brasileira e na
m etodologia do ensino comprovam a busca por soluções, mas com medidas ainda tímidas
e sem u ma mudança radical na direção certa.

<4

C O N H E C IM E N T O P R Á T IC O
PARA PROVAS E C O N C U R S O S

Q u a lq u e r a tivid a d e h u m a n a possu i u m a pa rte teórica e ou tra prá tica , u m


conhecimento técnico b ipartido: saber o qu e é e saber fa zer são coisas diferentes. Como
exemplo, veja-se a construção de u m prédio: há coisas que apenas o engenheiro poderá
fazer (cálculos, etc.), mas outras há onde u m mestre-de-obras é insubstituível. Conhecer
as regras de produ ção de uma tese e as regras de redação não são garantia de que a tese
sairá boa.

Saber fa zer provas é diferente de saber a matéria. A realização de u ma prova, exame,


entrevista ou concu rso pú b lico tamb ém possui seu know how específico. O conhecimento
fu nciona como se fosse u ma arma, mas as técnicas de estudo e de realização de uma prova
dizem com o u tilizar essa arma. U ma coisa é saber a matéria, outra é saber como usá-la;
u ma coisa é saber a resposta, outra é saber comu nicá-la. U m aluno qu e saiba 50% da
matéria e 20% de com o usá-la em provas e transmiti-la terá mais sucesso do que aquele
qu e sabe 100% da matéria mas não sabe as técnicas para transmitir esse conhecimento
para o entrevistador ou examinador. Qu em não conhece u m amigo que sabe tudo mas vive
tirando notas baixas? Ou ou tro que tira b oas notas e não sabe fazer nada? Ou u m professor
que sabe a matéria mas não sabe ensiná-la?

Aprender é u ma coisa, apren der em u m tem po ótim o é outra. Além da questão


de saber a matéria e saber usá-la, tamb ém interessa a velocidade da aprendizagem. Se
nu ma entrevista para u m emprego for determinado a dois candidatos que memorizem o
conteúdo de u ma folha de papel e um o fizer em 5 minutos e ou tro em 1 hora, certamente
se verificará qu e o primeiro é mais eficiente; se algu ém tiver que fazer u ma prova e souber
se preparar b em em 2 horas, vai poder ir ao cinema, relaxando. Se outro precisar do dia
todo para estudar, perdeu o cinema.

W I L L I A M D O U G L A S 29

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Por fira, se é poss ível a p ren d er a m a téria pa ra passar n u m con cu rso p ú b lico em 1 ou
2 anos, p or qu e leva r 4 ou 5?

C om o eu disse, u ma cois a é a pren der a ma téria, ou tra é com o a p ren d er a m a téria


em m en os tem p o e melhor.

P or mais qu e se estude, será p recis o d es en volver u ma técn ica es p ecia l p a ra fa zer as


provas. Isso se adqu ire b a s ica m en te p or três m od os :

I a C om o tem p o, p elo sistem a de erro e acerto.

ü s C om uma inteligência su perior nata que ajude o indivíduo.

C om o estu do de técnicas es p ecífica s sob re com o aprender, com o a p ren d er mais rá pid o
e com o u tiliza r m elh or os con h ecim en tos .

Q u a l é o m elh or sis tem a ? O p rim eiro s is tem a a té qu e fu n cion a , mas gas ta m u ito
tem p o (q u e às vezes n ã o se tem ). O sis tem a mais fá cil m e p a rece o segu ndo, m a s eie
d ep en d e da sorte, ou seja, d e já se n a s cer u m gên io. Ass im , o m elh or sis tem a é com
certeza o terceiro, p ois é a ces s ível a tod os e p rod u z resu lta dos com ra p id ez e eficiên cia . Se
você n u n ca se p reocu p ou em a p ren d er a ap rend er, e qu er a lca n ça r m elh ores resu lta dos,
está n a h ora d e m od ifica r su a form a d e a gir e, con s eqü en tem en te, a lca n ça r m elh ores
resu ltados.

5
R A C IO C ÍN IO O U R E P E T IÇ Ã O ,
D E C O R A R O U M E M O R IZ A R

U m a das primeiras m od ifica ções qu e precisamos fa zer é su bstituir a id éia de


repetir o qu e é ensinado, nu ma posição de estudo passiva, e começar a raciocinar sobre
a matéria, adquirindo u ma posição ativa ou, como d izem alguns, proativa. N ã o devemos
querer decorar, mas sim, através do aprendizado, m emorizar o essencial, as regras básicas,
e, assim, sobre esta base, u tilizar nosso raciocínio. É preciso mudar a atitude.

...... ....... .......... D e fato, u ma das principais falhas do sistema


de ensino é a falta de preocu pa ção com o raciocínio,
Nos colégios a preocupação é
a im a gin a çã o, a cria tivid a d e e o es p írito crítico.
muitas tfezes entulhar matéria na
Ain d a se ensina a cria nça a ser com o u m a p eça
cabega do aluno ao invés de ensiná-lo nu ma grande máqu ina, apenas u m a engrenagem:
a se comunicar e a pensar. p a s s iva e com u m a ú n ica fu n çã o. O corr e qu e
esta fase da indu strialização já passou : h oje nem
m es m o nas fáb ricas se pensa assim. N os colégios a
preocu pação é muitas vezes entu lhar matéria na cab eça do alu no ao invés de ensiná-
lo a se comu nicar e a pensar. N as escolas de D ireito, p or exem plo, o ensino é volta do
quase qu e exclu sivamente para a estéril análise de leis e códigos, sem sequ er haver

30 C A P Í T U L O 1

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preocu pa ção com a formação do raciocín io ju ríd ico
e da ca pa cid ade analítica qu e será necessária para
o exercício profiss iona l. O acadêmico, ao invés de
apren der a in terpreta r as leis, decora a interpretação
da norm a vigente. Q u ando tal lei é revogad a ele é
in ca paz de interpretar a norma qu e a substitui. Esta
fa lh a de form a çã o (a es cola in form a , não form a )
não ocorre apenas no D ireito, mas em quase todos
os lugares. Já m in istrei aulas de técnicas de estu do
para ou tros cursos (Administração, Economia, etc.)
e a rea lidade não era diferente.

6
O S U B A P R O V E IT A M E N T O D A
C A P A C ID A D E D O C É R E B R O

A falta de preocu pação com aprender melhor e com a transmissão do conhecimento


fa z com qu e sub a proveitem os nosso céreb ro. O su b a proveita m ento é u m vício da
Hu manidade: su baproveitamos a vida, a natureza, os alimentos, etc.

Vejamos u m exemplo: poucas pessoas possuem


o cos tu m e de ler os m an u a is de in s tru çã o dos
eletrodomésticos qü e adquirem.

Apesar de lá u ma vez ou outra algu ém fundir


u m apa relho, via de regra se con s egu e u sar u m
liqu idificador ou video- cassete sem ler seu manual.
N esses casos, o su b aproveitam en to da máqu ina,
qu e decorre da falta de conhecimento de seu modo
d e op era çã o, p erm a n ece em lim ites tolerá veis .
Quanto mais complexo o equ ipamento m aior será
a necessidade de, m es m o com algu m trabalho, se
estudar o manual, ver com o a máqu ina fu nciona,
sua potencialidade, funções, etc. Se isto não ocorrer,
o su baproveitamento será acima do razoável. Q u em
sabe usar todos os recursos de seu celular, de sua
agenda eletrônica e de seu computador?

Quando estudamos sem técnica, subaproveitamos nosso cérebro, inteligência, nossos


aliados na empreitada da vida. E não é só: às vezes potencializamos nossas dificuldades.

C omo aprender melhor e mais rápido é muito mais importante do que usar u m forno
de microondas, não podem os dar-nos ao luxo de usar mal a máquina, pois ou não teremos
sucesso ou levaremos muito mais tem po do que o necessário para chegar até ele.

W I L L I A M D O U G L A S

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O su b aproveitamento do céreb ro. Por ser nosso céreb ro mu ito mais sofisticado
que o mais avançado dos computadores, é preciso ‘le r o manual”, sob pena de estarmos
condenados a subaproveitá-lo. Os índices de aprovação das pessoas em todas as espécies
de exames e concursos mostram qu e o uso do cérebro e da inteligência sem a “leitura do
manu al" está sendo insuficiente. A dificu ldade das pessoas para elaborar u ma dissertação
b em mostra a falta que faz o raciocínio e a criatividade.

..... ■■■--..... ■


■ - ..... .......—m A lém da in s a n a op çã o p elo a u tom a tis m o
A verdade é que intelectual, tem os como causa principal do sofrível
âfquns professores e a maioria desempenho dos candidatos o fato de não se aproveitar
. , , , , „ o seu potencial intelectual. Os candidatos, via de regra
abso ufa dos alunos nao «o»
dão e com hi.onrosas mas
„ pou cas ■ -
exceções, nao- sab-uem
importância a assuntos basilares. ler com eficiência, não sabem estudar, não possu em
.............................. .. su ficiente habilidade de expressão escrita e verbal, em
suma, su baproveitam sua quase ilimitada capacidade
cognitiva. Isso ocorre porqu e existe u m grande desprezo pelas matérias qu e tratam de
com o melhorar o p róp rio desem pen h o. Antes de aprender a matéria, é preciso aprender
a aprender.

A verda de é qu e algu ns professores e a m aioria ab solu ta dos alu nos não dã o


importância a assuntos basilares, tais como técnicas de aprendizagem e o fu ncionamento
do cérebro, da memória, da inteligência, etc. Em geral, os alunos desprezam pontos da
matéria como a introdução e os princípios e conceitos fundamentais pois qu erem “ir direto
ao assunto", não querendo “perder tem po” cora estas partes M e somenos importância”
Existe o vício de não pensar, de se satisfazer com um produ to final e acabado, sem qu e se
possa ou saiba julgá-lo. Então, qu ando se deparam com u m prob lema descobrem qu e não
consegu em resolvê-lo. Por quê? Porqu e u m detalhe mu dou e feita raciocínio e criatividade.
A única constante na vida é a mudança e qu em não raciocina e cria não está preparado
para mudanças. Qu em conhece os princípios de cada matéria, seus pontos principais e
formas de pensar e criar tem enorme facilidade diante de questões que para outros são
inexpugnáveis.

7
C O M O M U D A R A H IS T Ó R IA ?
A O T IM IZ A Ç Ã O D O E S T U D O

C o m o u m dos caminhos para solucionar o fraco desempenho de nossos alunos,


entendemos que deva ser dada atenção ao processo de aprendizagem da aprendizagem,
aqu ilo que chamamos de O timiza ção do Estudo.

Otimização, como já diz o A urélio, “é o processo pelo qual se determina o v alor ótim o
de um a grandeza, é o ato ou efeito de otim iz a r". Assim, é tom ar algo ótimo, é buscar o
que é excelente, o melhor possível, "o grau , quantid ade ou estado que se considera o mais

32 C A P Í T U L O 1

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fav oráv el, em relação a um determinado crité rio”. Atra vés da otim iza çã o é p oss ível estu dar
u m a m es m a qu an tida de d e horas com u m con s id erá vel ga n h o em a grega çã o de n ovos
con h ecim en tos, d ecorren te d o a créscim o d e qu alida de. E m su ma, o a perfeiçoa m en to da
ca pa cida de d e a pren diza gem resu lta em m a ior produ tividade, exatamente o qu e tem faltado
aos noss os alu nos e candidatos. A o la d o disso, d evem os dar gra n d e atenção à ap tidã o d o
alu no para se expressar através da lin gu a gem escrita (reda çã o), verb a l (ora tória) e não-
verb a l (apresen ta çã o e atitu de).

Este livro cita in ú m era s form a s d e otim iza çã o d o estu do. M es m o qu e o a m igo n ã o se
a d a p te a todas, ou n ã o as a ss im ile em su a in teireza , p od erá ter u m ga n ho con s id erá vel se
assim ilar p a rte delas. C om o ensin a D em in g (1990), felizm en te u m a otim iza çã o tota l n ão é
necessária. B asta qu e se ch egu e ca d a vez m a is p róxim o dela. U m ga n h o p equ en o e segu ro
p od e ser o s u ficien te p a ra a ltera r tod a u m a rota , coloca n d o- a em a scen dên cia . V eja - s e
q u e nas corrid a s, d e carros, ca va los e pes soa s, algu ns d écim os d e segu n d o d iferen cia m
a vitória da derrota . Se o leitor p u d er a grega r a lgu m a qu a lid a d e aos seus estu dos, is to já
terá va lid o a pen a .

É p os s ível ap rend er a a pren der e a a p ren d er mais rápido, a ser mais in teligen te, a
ler, escrever, fa la r e se a pres en tar melh or, a raciocinar, a criar e ima gin a r solu ções. Este
é o ca m in h o pa ra m u d a r a noss a h is tória p es s oa l e, con s eqü en tem en te, a h is tória da
H u m an ida de.

8
V O C Ê E S T Á V IV O ?

Esta pergu n ta é essencial, em b ora , à p rim eira vista, possa pa recer estranha.

Q u antas são as pess oas qu e con h ecem os e qu e p a recem estar mortas? e qu e já


p erdera m o entu siasmo, a p a ixã o p ela vida? qu e n ã o têm sonhos, ob jetivos, pretensões?
N ã o devem os deixa r- nos desistir, parar, definhar.

W I L L I A M D O U G L A S 33

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B etmho disse, certa feita, qu e o fato de saber qu e tinha AID S e era hemofílico, e que
podia morrer a qualqu er momento, lhe dava u m grande amor e respeito pela vida, e a cada
manhã a vontade de aproveitar ao máximo isso que, ele sabia e nós sabemos, é o maior
dom de Deus. Só que não é preciso estar com u ma doença incu rável para se morrer daqui
a u m instante, nem seria preciso ser o B etinho para saber qu e é preciso amar e aproveitar
a vida.

Estar vivo é o maior dos privilégios. Muitos, por acharem qu e todos que estão vivos
não estão mortos, não se aperceb em de que a vida é
o maior dos bens que algu ém pode ter em
E nós o temos.
O
♦ Se você ainda não consegue captar
isso, experimente assistir a u m funeral, a
imaginar-se morto, ou a algu ém qu e você
ama. Mais que isso, para valorizar o que
você tem, e ajudar a qu em não está tão
b em nesse aspecto, experimente ir a u m
hospital, visitar algumas pessoas doentes
(d e p referên cia pessoas qu e você não
conhece) ou, até mesmo, ir às 4 ou 5 da
manhã para u ma fila do INSS. Eu asseguro que você perceb erá mais claramente com o são
grandes as oportu nidades e privilégios da vida e da saúde. D entre as muitas coisas que
eu aprendi dentro de u m hospital, uma delas foi com o as pessoas adoentadas, algumas à
morte, são capazes de amar e se apegar a essa dádiva maravilhosa que nós nem sempre
valorizamos.

S ob re dilemas en tre a vid a e a morte, tamb ém falamos no >J5 C17, ÍI4.3, p. 379.

0 essencial é o seguinte:

Enquanto estamos vivos (e você está), não existe nada qu e não tenha solução, cura
ou possibilidade de adaptação. Se estamos vivos, há esperança e oportu nidade. Enquanto
estamos vivos, temos a chance de melhorar, progredir e sermos felizes.

"Viver, e não ter a vergonha de ser feliz;


cantar, e cantar, e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz.
Eu sei que a vida devia ser bem melhor, e será;
mas isso nao impede que eu repita,
é bonita, é bonita e é bonita."
S tu a ju i n h s

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9
QUERER

A tomada de decisão, o empenho, a conscientização de uma vontade que se quer


transformar em realidade, a coragem e a firm eza de deliberar que se quer estar vivo é
imprescindível. Qu em faz as coisas p or fazer, sem vontade e determinação, não tem um
rendimento ótimo.

É preciso vontade, u m sentimento que incita alguém a atingir o fim proposto por uma
aspiração ou desejo. É preciso escolha, decisão, ânimo firme, determinação, interesse, zelo,
disposição do espírito, energia, força de caráter, b oa vontade, benevolência, gana, prazer.

~ Pa recem qu a lida des demais? M as n ã o são. Todos esses term os deriva m,


representam e explicam apenas um, qu e é o ponto central: vontade. Se você tiver vontade,
terá todas as qualidades acima. Só é preciso querer.

U m exemplo marcante disto está em Marcos 10:46 a 51. Quando Jesus passava por
Jericó, um cego que assentado mendigava ju nto do caminho o ou viu e começou a clamar
por misericórdia, ainda que muitos o mandassem calar. Jesus o chamou e, então, lhe fez a
seguinte pergunta:

“ — Q u e queres qu e te faça? ”

Tal pergu nta poderia parecer óbvia, não? Contudo, se Jesus a fez, me parece qu e era
por ser necessária: u ma manifestação de vontade e de fé. Este cego não só voltou a ver
como seguiu Jesus pelo caminho. Para qu e haja mudança é preciso u ma manifestação de
vontade.

A decisão de melhorar, de aproveitar e desenvolver minha inteligência (que nada


mais é do qu e a capacidade de adaptação), aprendizagem e o potencial do cérebro foi
essencial para eu passar em concursos. Ao fazer isto, evitei o prob lema mais comu m em
qu em estuda: u m nível insatisfatório de desempenho, fru to do su b aproveitamento de
nossas potencialidades. lid a m os hoje com grande quantidade de esforço desperdiçado,
baixa produ tividade no processo de ensino e aprendizagem e uma decorrente frustração,
inteiramente evitável.

As pessoas priorizam o resultado bu scado mas se esqu ecem de cuidar do método


para chegar até ele. É preciso melhorar o processo de aprendizagem, o sistema de estudo.
Se isso for feito, o resultado será alcançado naturalmente.

Muitas vezes sou pergu ntado sobre quais os melhores livros para se estudar para uma
prova. São perguntas equivocadas. C omo já disse Alb ert Binstein, “a fo rm a de form ulação
de um prob le m a é mais im portante do que sua resposta". Se você quer aprender melhor e
mais rápido, comece aprendendo a aprender. Poucos fazem isso e isso é exatamente o mais
importante.

W I L L I A M D O U G L A S 35

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AO TERMINAR A LEITU BA DESTE CAPÍTU LO, SERÁ
IMPORTANTE TOMAR ALG U MAS DECISÕES/INICIATIVAS:

1. Decida aproveitar melhor seu imenso potencial de aprendizado.

2. Decida aperfeiçoar técnicas específicas para estudar e fazer provas.

3. D ecida desenvolver seu raciocínio ao invés de contentar-se com a mera repetição.

4. Decida experimentar as técnicas referidas neste livro, aos poucos e com calma, aperfeiçoando-
as progressivamente. D epois de dominar algumas, experimente outras. Em virtude da grande
quantidade de dicas e técnicas, é conveniente ir assimilando-as paulatinamente, sem pressa
ou estresse.

5. Transforme suas decisões em ações e comportamentos.

"Uma longa viagem

começa com um único passo."


Pro v érbio c h iílis

36 C A P Í T U L O 1

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U M PR O JET O
D E ES T U D O

Qu ais as vantagens do planejamento do estu do

Qual é o ponto de pa rtida para criar u m sistema de estudo

Quais as qu alidades básicas para iniciar u m projeto de estudo

C omo definir u m ob jetivo

C om o preparar as bases para alcançar o ob jetivo

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U M PR O JETO D E E S TU D O

C O M O F U N C IO N A
UM PR O JETO DE ESTUDO

" 0 futuro é um carro sem motorista em alta velocidade.


Você tem que ser o motorista. Você tem de planejar.
Tem de decidir a direção a tomar. Quer que as
decisões sejam tomadas pelos outros?
Nlo seja apenas um passageiro."

Miia 0. Fnalí

amos assumir o con trole desse carro qu e anda de maneira tão rápida, qu e
voa. Seja o motorista, o condu tor de seu futuro. D ecida qual é o destino para
o qual você se dirige. O segundo passo é assumir o controle de nossa vid a
e planejar qual será o caminho a ser trilhado. A prepara ção para u ma prova» exame ou
concu rso é u ma atividade séria demais para ser feita aleatoriamente, ao sabor do vento,
deixando-se levar como as ondas do mar. É aconselhável qu e se tenha u m projeto e que,
para realizá-lo, se organize u m sistema eficiente de estudo.

Estu dar não é u ma atividade isolada: o estu do prod u tivo e otim iza do deve ser
organizado como um projeto. E o projeto de estudo nada mais é do qu e montar u m sistema
de estudo.

Sistema é disposição de partes em u ma estrutura organizada. É, pois, u ma reunião


coordenada e lógica de diversos elementos. O sistema de estudo será o emprego de u m
conjunto de técnicas ou métodos voltados para um resultado. Isso abrange o estu do de
qualidade e a coordenação ideal entre as atividades de estudo, lazer, descanso, trabalho,
deslocamento, etc., de m odo a propiciar u m rendimento ótim o nos estudos.

Este sistema deve ser eficiente, eficaz, isto é, capaz de produ zir o efeito desejado,
de dar um b om resultado.

N ão adianta, como muitas vezes ocorre, a pessoa parar toda sua vida, lazer, descanso
e ficar quase 24 horas ligada em estudo, estudo, estu do e, em pou co tempo, parar tudo
por causa de estresse, depressão ou coisa semelhante. U m sistema organizado e razoável
permite u m esforço dosado e contínuo.

38 C A P Í T U L O 2

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2
O PONTO ZERO

D efin im os com o “PO N TO ZERO" a decisão de começar, o primeiro momento, o


primeiro ajuste, a decisão básica.

Se você qu er ter sucesso em u ma


prova, exame ou concu rso e não qu er
gastar mais tempo do que o estritamente
necessário, não deve começar a estu- 1
dar por estudar. V ocê deve criar u m \
sistema eficien te de estudo, adaptado
às suas con dições pessoais e circu ns­
tanciais. U m sistema qu e a proveite ao
m áxim o suas qu a lidades e va ntagens,
e qu e a d m in is tre suas d ificu ld a d es e
desvantagens.

Emb ora mu itos o façam, não se deve iniciar


u m projeto de estu do sem algumas atitu des básicas. Você pode começar a estudar sem
elas, mas terá grande prob ab ilidade de desistir no m eio do caminho ou de gastar mais
tem po do qu e o necessário. Verifiqu e desde logo se você tem consciência desse conjunto
de atitudes para se alcançar sucesso não só em provas e concursos, mas em qualqu er
coisa na vida.

Ê preciso ter u m ob jetivo claro e visão. O ob jetivo deve ser otimista e voltado para a
realidade. A partir daí é preciso ação, pois apenas ela transforma a realidade. 0 primeiro
passo é acreditar no sonho, mas ele só acontece quando nós agimos, trabalhamos, nos
esforçamos.

N o momento em que temos u m ob jetivo a ser alcançado e começamos a agir, é preciso


cinco qualidades: compromisso, autodiscipU na, organização, acu idade (prestar atenção
nas coisas) e flexib ilida de (adaptação).

"Uma pessoa feliz


nio é uma pessoa num conjunto de determinadas
circunstâncias e sim uma pessoa com um conjunto de
determinadas atitudes."
H. Dom

W I L L I A M D O U G L A S 39

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3
A T IT U D E S IN IC IA IS

C o m o já se disse, “atitude é um a pequena coisa que fa z um a grande diferença”. A


atitude é qu em cria o comportamento, a ação, e a ação gera resultados. Assim, se você qu er
resultados, precisa trabalhar suas atitudes diante da vida e seus desafios. O prêmio por este
esforço será o sucesso em seus projetos.

Listo aqui as atitudes básicas qu e me parecem as mais necessárias para qu em tem


u m projeto de estudo.

M O TIVAÇÃO
C O M PRO M ISS O
AU TO D IS C IPLíN A
O RG AN IZAÇÃO
AC U ID AD E
FLEXIB ILID AD E
C O NS CIÊ NC IA D O PROJETO

Aliás, com essas atitudes, a pessoa terá sucesso não só em provas e concursos mas
em qu alqu er projeto que desejar.

3 .1 . M OT IVAÇÃO
A p rim eira a titu de de qu e
Somos o que fazemos, mas somos,
alguém precisa é a motivação. U ma
p es s oa m otiva d a é m ais fe liz e
principalmente, o que fazemos
produtiva. Motivação é a disposição para mudar o que somos.
para agir, poden do ser entendida Eáüaráoéatafla
simplesmente como “motivo para a
ação" ou “motivos para agir”.

Você precisa de motivação. Ela é qu em nos anima e ela é qu em nos faz “segurar a
bárra’' nas horas mais difíceis e recomeçar quando algo dá errado. Porém... isto você já sabe.
O que todo mundo quer saber é:

como conseguir motivação?

A motivação é pessoal: só você pode dizer o que lhe dá ânimo para trabalhar, prosseguir,
crescer. As outras pessoas podem ajudar na motivação, mas não nos dá-la de presente.

A prim eira motivação é você cu idar b em de si mesmo, ser feliz. Costu mo dizer que
você vai passar o resto da vid a "consigo", qu e p ode se livrar de qu em quiser, de qualquer
coisa, menos de você mesmo. Por isso, deve cu idar b em de sua mente, corpo e projetos,
sonhos, futuro.

Mas existem outras motivações.

40 C A P Í T U L O 2

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D eu s - D eu s p od e ser u m a fon te de â n im o e cons olo, d e força para viver e prossegu ir.
A lém disto, se você for u m a p es s oa com su cesso p rofis sion a l e capaz, p od erá servir mais
ao tra b alh o para sua divin da de.

Fa m ília - Aju d a r a fa mília, ter d in h eiro e tem p o pa ra o pa rceiro am oroso, filhos, pais,
irm ãos, é u ma das mais fortes in jeções d e d is p os içã o para o. estu do e o trabalho.

R iqu eza - E xistem mu itas form a s d e riqu eza , sen do o din h eiro a m en or delas. Paz,
saú de, equ ilíb rio, fam ília, sucesso, fam a, ser b en qu is to e admirado, tu do isto são form as de
riqu eza , qu e p od em ser escolh ida s p or você e servirem com o estímu lo.

D in h eiro - O din h eiro n u n ca d eve ser o m otivo prin cip a l d e u m a escolha, mas é
p erfeita m en te lícito e d ign o a p es s oa qu erer ga n ha r din heiro. Basta qu e seja d in h eiro
hon esto. O d in h eiro s erve para com p ra r mu ita s coisas ú teis e prazerosas. Assim, se você
qu er estu dar para ter mais din h eiro pa ra gastar, tu do b em , é u m b om m otivo.

Tem p o - Q u anto m elh or você estu dar e qu anto mais resu ltado tiver, mais tem p o você
terá p a ra fa zer outras coisas. E as fa rá com mais tra n qü ilida de e segurança.

R es olver p rob lem a s - C on h eço a m igos para os qu ais o concu rs o serviu pa ra resolver
prob lem a s. U m deles, o Profess or C arlos A n d ré Ta m ez, d o Cu rso Aprovação, estu dou para
s er Au d itor da Receita, p ois m ora va n o Rio d e Janeiro e sua amada, em C u ritib a. O concu rso
serviu pa ra ele p od er trab a lhar n a cid a d e qu e desejava. E con h eço u m a a m iga para qu em o
concu rs o serviu p a ra p od er se separar sem d ep en d er d e pen sã o d o ex- ma rido. Para outro,
o concu rso fo i a fon te d e din h eiro pa ra m on ta r seu cons u ltório dentário.

S eg u ra n ça - O estu do e o con cu rso tra zem segu rança, seja a d e ter alternativas, seja
a d e ter em prego, dinheiro, a posen ta doria etc. S ão b on s motivos.

M otiva çã o é ta refa d e tod os os dias!

E ntenda qu e tod o projeto d e lon go prazo terá m om en tos d e grande ânimo, m om entos
normais e m om en tos d e desânimo, e von ta d e de desistir. S ab endo disso d e antemão, procu re
se prepa rar para os dias d e b aixa: eles virã o e você va i precis ar ap rend er a lida r com eles.

A m otiva çã o d eve ser trab alhada diariamente. Todos os dias você p od e e d eve lem b ra r
dos m otivos qu e o estão fa zen d o estudar, ter planos, persistir.

A m otiva çã o d eve ser redob ra da n os m om en tos d e crise, d e des ân im o e cansaço. Em


geral, ela va i segu rá- lo. Algu m a s vezes , você va i “su rtar”, ter u m a crisè e parar u m tem po.
Tu do b em , ten ha a crise, faça o qu e qu iser, mas volte a estu dar o mais rá pid o possível. D e
preferên cia , recom ece n o d ia segu inte.

D icas de m otivação

V ocê p od e criar técnicas para se animar. Eu u sava u m a xerox do contrachequ e ( hollerith )


d e u m a m igo qu e já tinha sido aprovado. Q u ando eu com eçava a qu erer parar d e estudar
antes d a hora, olha va o con tra ch equ e qu e eu qu eria para m im e cons egu ia continu ar
es tu da n do mais u m tem p o. C on h eço gen te qu e tem a foto d e u m carro, d e u m a casa,
u ma n ota d e 100 dólares, a foto d e on d e qu er passar as férias d e seus sonhos. E tem
gen te com foto da esposa, d o marido, dos filhos.

W I L L I A M D O U G L A S 41

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3
A T IT U D E S IN IC IA IS

L o m o já se disse, “atitude é um a pequena coisa que fa z um a grande diferença”. A


atitude é qu em cria o comportamento, a ação, e a ação gera resultados. Assim, se você qu er
resultados, precisa trabalhar suas atitudes diante da vida e seus desafios. O prêmio por este
esforço será o sucesso em seus projetos.

Listo aqui as atitudes básicas qu e me parecem as mais necessárias para qu em tem


u m projeto de estudo.

MO TIVAÇ ÃO
C O M PRO M ISS O
AU TO D IS C ÍPLIN A
O RG ANIZAÇÃO
AC U ID AD E
FLEXIB ILID AD E
C O NS CIÊ NC IA D O PROJETO

Aliás, com essas atitudes, a pessoa terá sucesso não só em provas e concursos mas
em qualqu er proj eto qu e desejar.

.3 . 1. M O T IV A Ç Ã O . ......... — .......... ....... ...................

A p rim eira a titu d e d e qu e Somos 0 que fazemos, mas somos,


alguém precisa é a motivação. U ma . . . *
p es s oa m otiva d a é m ais fe liz e principalmente, o que fazemos
produtiva. Motivação é a disposição para mudar o que somos,
para agir, pod en d o ser en tendid a
simplesmente como “motivo para a
ação” ou "motivos para agir” ........................ ~

Você precisa de motivação. Ela é qu em nos anima e ela é qu em nos faz "segurar a
barra” nas horas mais difíceis e recomeçar quando algo dá errado. Porém... isto você já sabe.
O que todo mu ndo qu er saber é: j

p como consegu ir motivação? j


A motivação é pessoal: só você pode dizer o que lhe dá ânimo para trabalhar, prosseguir, j
crescer. As outras pessoas podem ajudar na motivação, mas não nos dá-la de presente. j

A prim eira motivação é você cuidar b em de si mesmo, ser feliz. Costumo dizer qu e j
você vai passar o resto da vida “consigo” qu e p ode se livrar de qu em quiser, de qualqu er j
coisa, menos de você mesmo. Por isso, deve cu idar b em de sua mente, corpo e projetos, '
sonhos, futuro. i

Mas existem outras motivações. j


i

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D eu s - D eu s p od e ser u m a fon te d e â n im o e cons olo, d e força pa ra viver e prossegu ir.
A lém disto, se você fo r u ma p es s oa com su cesso profis s ion a l e capaz, p od erá servir mais
ao trab alho p a ra su a divin da de.

F a m ília - A ju d a r a fa m ília , ter din h eiro e tem p o para o p a rceiro amoroso, filhos, pais,
irmãos, é u m a das mais fortes in jeções d e d is p osiçã o para o estu do e o trabalho.

Riqu eza - E xistem mu ita s form a s d e riqu eza, s en d o o din h eiro a m en or delas. Paz,
saú de, equ ilíb rio, fa mília, su cesso, fam a, ser b en qu is to e admira do, tu do isto são form as d e
riqu eza , qu e p od em ser escolh ida s p or você e servirem com o estímu lo.

D in h eiro - O din h eiro nu nca d eve ser o m otivo p rin cip a l d e u m a escolha, mas é
p erfeita m en te lícito e d ign o a p es s oa qu erer ga n ha r din heiro. Basta qu e seja d in h eiro
honesto. O din h eiro s erve para com p ra r mu itas coisas ú teis e prazerosas. Assim, se você
qu er estu dar para ter mais d in h eiro para gastar, tu do b em , é u m b om m otivo.

T e m p o - Q u anto m elh or você estu dar e qu anto mais resu ltado tiver, mais tem p o você
terá para fa zer outras coisas. E as fa rá com mais tra n qü ilida de e segu rança.

Res olver p rob lem a s - C on h eço a m igos para os qu ais o concu rso serviu para resolver
prob lem as. U m deles, o Profes s or C arlos A n d ré Ta mez, d o Cu rso Aprovaçã o, estu dou para
ser A u d itor d a Receita, p ois m ora va n o Rio d e Janeiro e su a amada, em Cu ritiba. O concu rso
serviu para ele p od er trab alhar na cid a de qu e desejava. E con h eço u ma a m iga pa ra qu em o
concu rs o serviu para p od er se separa r s em d ep en d er de pen sã o d o ex- ma rido. Para outro,
o concu rs o foi a fon te d e d in h eiro para m on ta r seu con s u ltório dentário.

S egu rança™ O estu do e o con cu rso tra zem segu rança, seja a de ter alternativas, seja
a d e ter em prego, din heiro, a pos en ta d oria etc. São b ons m otivos.

M otiva çã o é ta refa d e tod os os dias!

E ntenda qu e tod o p rojeto d e lon go prazo terá m om en tos d e grande ânimo, m om entos
norm ais e m om en tos d e desânimo, e von ta d e de desistir. S ab endo disso d e antemão, procu re
se prepa rar para os dias d e b aixa: eles virã o e você va i precis ar a pren d er a lid a r com eles.

A m otiva çã o d eve ser trab alhada diariamente. Todos os dias você p od e e d eve lem b rar
dos m otivos qu e o estão fa zen d o estudar, ter plan os, persistir.

A m otiva çã o d eve ser redob ra da n os m om en tos d e crise, de des ân im o e cansaço. E m


geral, ela vai segu rá- lo. Algu m a s vezes , você va i "su rtar” ter u ma crise e parar u m tempo.
Tu do b em , ten ha a crise, fa ça o qu e qu iser, mas volte a estu dar o mais rá pid o possível. D e
preferência , recom ece n o dia segu inte.

D ica s d e m otiva çã o

IT j V ocê p od e criar técnicas para se animar. Eu u sava u ma xerox d o contrachequ e (holleríth )


d e u m a m igo qu e já tinha s ido aprovado. Q u ando eu com eça va a qu erer parar de estudar
antes da hora, olha va o con tra ch equ e qu e eu qu eria pa ra m im e cons egu ia continu ar
estu dan do mais u m tem p o. C on h eço gen te qu e tem a foto d e u m carro, de u ma casa,
u m a n ota d e 100 dólares, a foto d e on d e qu er passar as féria s de seu s sonhos. E tem
gen te com foto d a esposa, d o marido, dos filhos.

W I L L I A M D O U G L A S 41

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lÜQj Outra dica importante: esteja p erto d e pessoas com alto astral, animadas, otimistas, e d e
pessoas com ob jetivos semelhantes. E vite m u ito conta to com pes soas qu e n ão estejam
tra b a lh an do p or seus sonhos, qu e viva m recla m a n d o d e tu do, qu e n ã o qu eira m nada.
E scolha as pes soas com as qu ais você estará em conta to e sin ton izad o. O canarinho
ap rend e a cantar, ou vin d o ou tro canário. E can ários ju n tos ca n tam melh or. Esteja
p erto d e qu em can te ou goste d e cantar.

é * M otiva çã o: d or ou p razer. O ser h u m a n o a ge b a s ica m en te p or du as m otiva ções


prim árias: ob ten çã o de pra zer ou fu ga da dor. Q u a n d o a lgu ém deixa d e sa b orea r u m a
a petitos a sobremesa, p od e estar qu eren d o evita r a d or d e en gorda r; qu a n d o a sab oreia,
está b u scan do o pra zer d o paladar. H á pes soas qu e es tu da m pa ra evita r d or (n ota baixa,
reprovação, fracasso) e pess oas qu e es tu da m pa ra ob ter p ra zer (aprender, saber, acertar,
crescer, ter su cesso na p rova etc.). E m b ora o ob jetivo seja o m es m o (estu da r), a m otiva çã o
p od e ser com p leta m en te d iferen te. A con tece qu è, com p rova d o em 23 a n os d e es tu do
e experiên cia , m esm o com u m ob jetivo id ên tico (p or exem p lo, passar n o ves tib u la r ou
con cu rso p ú b lico), o d es em p en h o d e qu em tem m otiva çã o p os itiva (b u sca r p ra zer) é
b a sta nte su perior ao da qu ele qu e atua p or m otiva çã o nega tiva (evita r dor).

3 .2 . C O M P R O M I S S O (P E R S I S T Ê N C I A , C O N S T Â N C I A DE P R O P Ó SI T O )
Ao contrário do m ero interesse p or algu ma coisa, significa qu erer com constância. D avid
M cN a lly diz qu e “compromisso é a disposição de fazer o necessário para conseguir o que você
deseja”. O mesmo autor cita, ainda, a explicação de Kenneth Blanchard: "H á uma diferença entre
interesse e compromisso. Q uando você está interessado emfazer alguma coisa, você sófa z quando
fo r conveniente. Q uando está comprometido com alguma coisa, você não aceita desculpas, só
resultados. ” É o compromisso qu e nos vai fazer sacrificar temporariamente o qu e for necessário
para estudarmos e perseverar até chegar aonde qu eremos. C omp rom iss o ta m b ém p od e ser
entend ido com o perseverança, firm eza de vontade, constância d e propósito, fortaleza.

Th om as Edison, diz- se, só consegu iu transformar em realid ad e sua vis ã o menta l da


lâ mpada elétrica na tentativa d e na 10.000. A cada fracasso ele se anim ava a continu ar tentando
d izen d o qu e h avia des cob erto mais u m a form a d e n ã o inven tar a lâ m p a da elétrica.

H á qu em aind a d is tin ga com p rom is s o e com p rom etim en to, q u e s eria u m grau
aind a m a ior d e interesse. E xemp lo: se ten h o qu e estar em tal lu ga r em ta l dia, ten h o u m
com prom is so, ao pa sso qu e se estou qu eren d o ir, estou com p rom etid o com isso.

# Assu ma a resp on sa b ilid ad e p or seu des tino, ten ha in icia tiva e persistência.

"Nossa maior fraqueza está em desistir.


0 caminho mais certo de vencer é tentar mais uma vez."
ftiaoiis Hison

Sobre persistência em obedecer a alguma coisa (a Deus, a um objetivo, etc.), se houver interesse,
veja Jeremias, Cap. 36. Quanto ao modo de se executar, reflita sobre Colossenses 3:23: “B tudo quanto
fizerdes,fazei~o de todo o coração

42 C A P Í T U L O 2

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3 .3 . A U T O D I S C I P L I N A (DOM Í NI O P R ÓP R I O)
U m dos maiores atletas qu e conhecemos, Oscar Schmidt, ensina que a diferença
entre u m b om atleta e u m atleta medíocre (mediano) é que este pára diante das primeiras
dificu ldades ao passo que aquele, qu ando está cansado, dá mais uma volta na pista, e mais
uma volta, e mais uma volta. Assim, aos poucos, vai melhorando, minu to a minuto. N ão
foi qualqu er um qu e ensinou isso, foi um dos maiores jogadores de basqu ete de todos os
tempos. Ele, na verdade, indicou uma qu alidade indispensável para u m atleta e para se
alcançar um sonho: autodisciplina. Ele tamb ém ensina que é preciso ter-se humildade, não
achar qu e se é o melhor, pois, sempre temos algo a aprender e a melhorar.

Autodisciplina é a capacidade de a pessoa se submetera regras, opções e comportamentos


escolhidos por ela mesma, mesmo diante de dificuldades. C omo se vê, autodisciplina significa
que vamos submeter-nos a u ma coisa ao invés de outra. Ningu ém é completamente livre:
somos sempre escravos da disciplina ou da indisciplina. A disciplina permite escolhas mais
inteligentes e é melhor para efeito de passar em provas e concursos.

É a autodisciplina que nos dará poder para renunciar, ainda que temporariamente,
a prazeres menos importantes em favor da busca por prazeres mais importantes. Aqueles
que se recusam a ser "mandados" por u ma disciplina auto-imposta são escravos ainda
maiores da própria desorganização, pregu iça ou falta de vontade. Nesse sentido, vendo-se
as vantagens do exercício da autodisciplina, podemos dizer que o poeta Renato Russo estava
certo quando cantava, na música “H á Tempos” q u e 11dis ciplina é liberdade ”.

Além de autodisciplina, o sucesso no estudo e nas provas exige alta disciplina, ou seja,
uma alta dose dessa atitude. Em geral, lidamos com grande quantidade de matéria e pouca
quantidade de tempo para aprender tudo. Mesmo que o estudo de qualidade faça você ganhar
tempo, terá que ter paciência. E disciplina para fazer a coisa certa pelo tempo certo.

A alta disciplina não é só para o estudo, mas também para manter a atitude mental certa,
o equilíbrio, saber administrar o tempo, descansar na hora de descansar e assim por diante.
Se pensar em desanimar ao saber que vai precisar de auto e alta disciplina, lembre-se de que a
única escolha que você tem é de pagar o preço de aprender... ou o preço de não aprender.

j ou o preço de n ã o a p re n d e r..: : ; "

# Para ajudar na autodisciplina, conscientize-se de que você é responsável por seu


futuro. Liste seus ob jetivos de curto, médio e lon go prazos e periodicamente os releia.

"M elhor é o fongântmo do que o valente, e o que controla o seu ânimo


do que aqueie que toma uma cidade."
Provérbios 16:32

W I L L I A M D O U G L A S 43

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3 .4 . OR GA NIZA ÇÃ O
A im portâ n cia do p la n eja m en to e da orga n iza çã o foi mostra da p or Jesus (Lu cas 14:28,
32), em paráb ola:

“Poisqual de vós, querendo edificar uma torre, não sesenta primeiro


a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar?
Para não acontecer que, depois âe haver posto os alicerces, e não a
podendo acabar, todos osque a virem comecem a zombar dele, dizendo:
Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
Ou qual éo rei que, indo entrar em guerra com outro rei, não sesenta
primeiro a consultar se com dez mil pode sair ao encontro do que vem
contra ele com vinte mil?
Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embai­
xada, pedindo condições de p a z ”

D a m es m a form a , qu em com eça a estu dar d eve p la n eja r o d es en volvim en to dos


estudos, as matérias qu e precisa aprender, o m a terial necessário, a admin istração d o tem p o,
etc., pa ra n ão com eça r m a l u m a ob ra ou ir pa ra a gu erra des prepara do.

O rg a n iza r- s e é es ta b elecer p r ior id a d es . A con ju g a çã o d o es ta b elecim en to d e


p riorid a d es (p la n eja m en to estratégico) com a a u tod is cip lin a (d om ín io p róp rio) e com a
estru tu ração das atividades é a m elh or form a de se ob ter tem p o pa ra estudar, p a ra o lazer,
descanso, família, etc.

% Apren da a n ão deixa r m a is as coisas p a ra a ú ltim a hora, seja u m trabalho, seja u m a


in scrição em concu rso. D eixa r as coisas pa ra o ú ltim o d ia é p ed ir para ter p rob lem a s e da r
ch a nce para o azar. N o ú ltim o dia u m a m á qu in a qu eb ra, a lgu ém fica d oen te, ocorre u m
im previs to, etc. C om ece a se orga n iza r e u m a b oa dica é essa: cu m pra log o suas tarefas.
N ã o procrastine.

O rganize- se. D efin a suas p riorid a d es . D is cip lin e o seu tem p o. E s ta b eleça metas
e cu mpra- as. A o execu tar u ma coisa, p en s e a pen as nela. E xecu te com alegria. A p roveite o
dia ( carpe diem).

44 C A P Í T U L O 2

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3 .5 . A CUIDA DE

"Examinai tudo, retende o bem."


I TessjJcoíwflSõs 5:21

Acu ida de significa, com o ensina o A uré lio, "agudeza de percepção; perspicácia,
fin u ra ”. Finura, no sentido aqui tratado, e ainda segu ndo o A uré lio, significa " afiado , que
tem vivacidade, sagaz”. Essa qu alidade p ode ser resu mida em “prestar
atenção”. Isto é o que mais falta qu ando algu ém assiste a
u ma aula, lê u m livro ou responde a u ma questão de prova.
Quantas vezes você não aprendeu algu ma coisa apenas
porqu e não estava atento, ou errou u ma questão de prova
(u ma “casca de banana") porqu e não estava “ligad o” no
qu e estava fazendo? Apenas p or fa lta de atenção, de
acu idade. A regra b ásica aqu i é, na liçã o de N . Poussin,
a seguinte: “O qu e vale a pena ser feito vale a pena ser
b em- feito.”

Assim, se você vai estudar, ler u m livro, assistir a


u ma aula, fazer u ma prova (isto é, se você decidiu fazer
isto), faça b em- feito. Para fazer b em é preciso acuidade,
ou seja, prestar atenção. Esse princípio serve para tudo:
trabalho, lazer, sexo, etc.

Esteja ab erto para a rea lid a de e para novas idéias. Veja, ou ça e sinta as coisas.
Pa rticip e da vid a com o a tor e não com o espectador. Seja su jeito e não ob jeto dos
acontecimentos. C oncentre- se no qu e faz. Seja cu rioso. N ão tenha receio de questionar,
du vidar, pergu ntar. Pense, ra ciocin e e reflita sob re o qu e está a con tecen d o ao seu
redor.

" 0 que vale a pena ser feito vale a pena ser bem-feito."
S. Pasrtin

3 .6 . F LEX IBILIDA DE
Talvez esta seja a qualidade mais importante para que este livro possa ser útil. O meu
sistema não será b om para você a menos qu e você o adapte à sua realidade, qualidades,
defeitos, facilidades e dificuldades. Adaptação é u m a form a de inteligência. Tudo o que
você vir, ler, ouvir, sentir, etc. deve ser avaliado e adaptado. Teste as coisas, veja se fu ncionam
b em para você ou se, para fu ncionarem melhor, demandam alguma modificação. N ão tenha
r e c e io de criar seus próprios métodos e soluções.

W I L L I A M D O U G L A S 45

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A ca pa cid a d e d e ada pta çã o fo i m en cion a d a p or u m gra n de genera l:

"Não se planeja e depois se procura fazer


com que as circunstâncias se ajustem aos pianos.
Procura-se fazer eom que os pianos se ajustem às circunstâncias."
é e o rg e S . fettp a

E m su ma, você d eve ser ca p a z d e - com o d iz con h ecid a ora çã o a trib u ída a u m
alm iran te a m erica n o - ter cora gem para m u da r as coisas qu e são mu táveis, resign a çã o
pa ra a ceita r as qu e são im u tá veis e s a b ed oria pa ra d is tin gu ir amb as. Pa ra m on ta r seu
p rojeto de estu do, ada pte o qu e é a da ptá vel e a da p te- s e às con d ições qu e você n ão tem
com o alterar.

A flexib ilid a d e é, porta nto, a ca p a cid a d e d e adaptação. Ela será im p orta n te em tod a
a su a vid a e, ta m b ém , pa ra m on ta r u m sistem a d e estu do. Ela ta m b ém s erve para qu e
poss a m ir sen do feita s as m od ifica ções necessárias à m ed id a em qu e forem su rgin do novas
situ ações, circu nstâncias, im p revis tos, etc.

A flexib ilid a d e é en orm em en te au xiliada p or dois fatores: o p rim eiro é u m esp írito
ab erto, dis pos to a aprender, a a da pta r e a alcançar êxito; o segu n d o é o estu do, a p oss e d e
con h ecim en to e da ca p a cid a d e d e proces sá - los. C om o disse Au gu sto C om te, precisa m os
“saber para prev er a fim de prov er”. Se sab em os ser flexíveis e d is p om os d o m a ior n u m ero
p os s ível d e in for m a çõ es e co n h ecim en to , es ta m os p r on tos p a ra p r e ve r m e lh o r e,
con s eqü en tem en te, prover. E, acrescento, m es m o qu e su rjam fa tos im p revis tos, a nossa
flexib ilid a d e servirá pa ra dar con ta d e le s .

& Res p eite su a in d ivid u a lid a d e. Z ele p or su a a u to- estim a. An a lis e as coisa s sob
â n gu los diferen tes . A n a lis e as cois a s com u m a a titu de p u ra (d e cria n ça ) e crítica (d e
pru d ên cia ). “Sede simples com o as pom b as e prudentes com o as serpentes’1 (M a t.l0:1 6).
Adapte- s e.

=á> Flexib ilid ad e é achar o p on to d e equ ilíb rio en tre dois p en s a m en tos contrap ostos:
“a cabeça que mais se inclina em reverência é a que escapa da espada" (p rovérb io ch in ês ) e
“é m e lhor m orre r de pé do que v iv er de joe lhos ”.

E s teja p r e p a r a d o p a r a a d a p ta r - s e a eve n tu a is m u d a n ça s p es s o a is ou
circu ns ta ncia is de m od o a n ã o p erd er seu sen so d e ob jetivo e su a d is p os içã o d e p ers is tir
até ven cer. E steja p rep a ra d o ta m b ém pa ra lid a r com as pess oas e os fa tos . Se você es p era r
sem p re u m m u n d o ju s to e b om , verá qu e ele é - n ã o pou ca s vezes - in ju s to e mau . S e você
se p rep a ra r pa ra u m m u n d o in ju s to e mau , e n ã o p erd er a ternu ra, a ca b a rá d es cob rin d o
o qu a n to h á n ele d e ju s tiça e b on d a d e. Q u a n do es colh i a p a la vra “tern u ra ”, ob via m en te
qu is tra zer à m em ória as pa la vra s d e C h e G u evara: “H ay que endurecer, pero s in perder la
te rnura jam ás ”. O C 5 ,113, p. 121.

@ Para ler mais, veja n o site o a rtigo “A dob ra du ra dos len ços 1'.

46 C A P Í T U L O 2

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" 0 mais importante na vida nao é a situação onde estamos,
mas a direção para a qual nos movemos."
0. W.Hoirees

3 .7 . C O N S C I Ê N C I A DO P R O J E T O (T E M P O E T R A B A L H O )
Costumo dizer qu e a diferença entre o sonho e a realidade é a quantidade certa de
tempo e trabalho. O tempo significa o período de amadu recimento e preparação, para o
qual é preciso disciplina, paciência e persistência. O trabalho envolve não só o estudar, que
é o zero a zero, mas tamb ém o aprender a estu dar e o aprender a fazer provas.

Assim, ao começar o projeto, é preciso que você tenha consciência de que estamos
diante de u ma tarefa excelente, preciosa, maravilhosa e que ela é demorada e trabalhosa.
É excelente, pois lhe trará u ma enorme quantidade de benefícios.

Aprender para passar em provas e concursos, para ter sucesso profissional, exige
mu ito conhecimento. Isto va i demorar. Por melhor que você seja, e por mais que trabalhe
bem, va i demorar. Se você não u tilizar as técnicas, se ficar parando e recomeçando, se não
aprender a organizar etc., vai demorar ainda mais.

Por isso tudo é que digo: comece sabendo isso. Ficará mais fácil.

P Então, é difícil estudar e passar em concursos?

Há qu em diga que é difícil passar em concursos ou vencer na vida. Eu discordo. Pode


ser trabalhoso, mas não é difícil. D ifícil mesmo é não estudar, não crescer, não ter sucesso.

Eü diria qu e a resposta certa é que estudar e passar em provas e concursos é um fácil-


trabalhoso. Fácil, porqu e as regras são claras e há técnicas que, se aplicadas, trarão resultados
seguros; e trabalhoso, porqu e até aprender as técnicas, se organizar, treinar, pegar o jeito, a
"manha”, leva algum tempo. Mas qu em começar e prosseguir chegará lá. C om certeza.

@ N o site, ver artigo "Casa em Construção.”

RESULT ADO DA COM BINA ÇÃ O DAS


A T IT UDES BÁSICAS E CUIDA DOS CONSEQÜENT ES
O coroamento dessas atitudes será o sucesso. Surgirão, então, as conseqü ências
do esforço organizado e contínuo: vitórias, reconhecimento, dinheiro, bens etc. É nesse
momento que surgem novos e perniciosos problemas, piores do que as dificuldades para
se alcançar o ob jetivo almejado. Surgem as falsas amizades, interesses e paixões. Muitos
terminam tomados p elo orgulho, arrogância e au to- adoração (o famoso "ter o rei na
barriga”). Acautele- se quanto a isto. Por fim, é preciso contribuição. Conseguido o sucesso,
devemos transformá-lo em algo proveitoso para a comunidade. Apenas assim o progresso
pessoal resultará em progresso da sociedade.

W I U I A M D O U G L A S 47

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4
D E F IN IÇ Ã O D O O B J E T IV O

E m b ora possa parecer b ob a gem se falar nesse assunto, m inha experiência m e


ensinou que é mu ito comu m dois tipos de atitudes: a) a pessoa va i fazendo os cursos,
exames e concursos sem se conscientizar de sua u tilidade ou interesse, ou b ) a pessoa
freqü enta cursos e estuda mas no fu ndo não sabe exatamente o qu e qu er ou não acredita
na possib ilidade de conseguir sucesso. É como se deixassem a vida no piloto automático.
Já vi muitos irem fazer um cursinhd porqu e todo mundo faz, fazer vestibu lar porqu e todo
mu ndo faz. Contudo, ningu ém pode caminhar b em se não sabe para onde quer ir.

N ingu ém que não saiba o qu e e por qu e qu er terá sucesso. E, se o tiver, não saberá
reconhecê- lo. Assim, precisamos de u m ob jetivo ancorado em u m resultado qu e qu eremos
alcançar.

Aplicam- se aqui dois pensamentos: "M etas são necessárias não apenas para nos
motivar. Elas são essenciais para nos m ante r vivos ” (Robert H. Schueller). “A coisa mais
im portante na vida é saber o que é im portante” (O tto M illo), Tenha metas válidas.

Ainda que possamos estabelecer metas parciais, devemos fixar u m ponto para o
qual nos deslocamos. G osto de perguntar em que posição ou cargo as pessoas gostariam
de se aposentar: isto facilita a pessoa a deixar de lado o m ed o ou tim id ez e dizer aqu ilo que
realmente quer. C onheço muitos que gostariam de ser ju izes mas têm m ed o de assumir
esta vontade pu b licamente p or considerar muita pretensão, ou difícil, ou qu e se precisa
muita experiência, que talvez se deva escolher algo mais modesto e assim p or diante. Esta
não é a melhor solução: você deve fixar em sua m ente exatamente aqu ilo qu e deseja. Esta
opção clara facilita as coisas desse m omento para frente, e logo você verá qu e aqu ilo que
parecia tão distante não é assim tão inalcançável.

Permitam-me contar u m exemplo da importância de se ver, ouvir, tocar ou sentir o que


se quer. Após a primeira parte do l c concurso público para D elegado de Polícia do Estado do Rio
de Janeiro (aquele onde foi o Ia colocado), comecei a participar da 2aparte da seleção, o Curso
de Formação Profissional. Nesse período, começou o 2e Concurso para o mesmo cargo. Por via
das dúvidas, caso eu fosse reprovado no curso de formação, resolvi fazer o 2a concurso (onde
acabei sendo o 4a colocado). Durante o transcorrer do 2a concurso fu i aprovado na Acadepol
mas resolvi terminar o que comecei, para me divertir u m pou co (pois fazer concursos, quando
se sabe as técnicas, é divertido) e para dar u m apoio moral a meus alunos.

Pois b em, na prova de aptidão física havia u m candidato qu e tinha acabado de


passar por grave prob lema de saúde. A b em da verdade, ele não tinha condições de fazer as
provas, mas, tendo sido policial toda a sua vida, o cargo de D elegado de Polícia era o ponto
culminante de sua carreira. Durante a corrida de 2.400 metros, a ser feita em 12 minutos,
ele foi ficando para trás. C omo eu tinha o costume de correr por ter servido ao Exército,
tinha um b om controle do tempo e sabia que, se ele apenas não parasse, daria para chegar.
Assim, reduzi minha passada (estava m eia volta à frente dele) e com ecei a conversar. Ele
estava bastante cansado e achando que não ia dar para chegar. Então, eu comecei a falar
que ele já tinha passado pelas provas escritas, pelo mais difícil, qu e faltava pouco, qu e ele
não podia desistir, que no final da pista estava o cargo, o salário, a tranqüilidade, a realização

48 C A P Í T U L O 2

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profissional, tudo qu e ele sempre sonhou, etc. Eu apenas o fiz “ver” o que ele queria. Talvez
durante a dor, o cansaço, á dúvida, talvez debaixo do sol que fazia, esta visão do sonho
podia ficar turva, e p or isso mu itos desistem. Mas, qu ando vê o destino, a pessoa consegue
reunir forças e prosseguir. N a Infantaria dizemos que qu ando u m hom em acha que está no
seu limite, ele ainda tem pelo menos mais 30% de força. Assim corremos quase uma volta,
comigo ao seu lado falando, falando, falando. Faltando meia volta para o fim ele (que ainda
não se tinha aperceb ido disso) perguntou:

— “Será que v ai dar?"

M inha resposta foi simples:

— "Meu am igo, já deu1So fa lta meia v olta ”

Aqu ele hom em consegu iu chegar porqu e tinha um ob jetivo, um sonho concreto,
vontade. Se eu ajudei em alguma coisa, foi apenas a lemb rá-lo de seu sonho em um momento
onde as dificuldades e a dor poderiam obscurecer sua visão do objetivo. Ele, por sinal, ainda
se superou no dia seguinte, n o salto em distância. Havia apenas três chances e apenas na
3a ele conseguiu, mas conseguiu, porqu e sabia o qu e queria. H oje nós somos amigos e ele
é o que sempre quis ser, e teve coragem de lutar para ser. Creio que as coisas deram certo
porqu e havia u m ob jetivo claramente definido.

"Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que

você vê quando deixa de focalizar as suas meias."


AilÔflítM

A falta de u m ob jetivo b em definido ou de se pedir o que realmente se quer pode


ser trágica. Conta u ma anedota que u m advogado recém- formado teve como sua primeira
causa a defesa nu m jú ri considerado por todos como perdido: u m homicídio triplamente
qualificado, onde a condenação resultaria em pelo menos 25 anos de cadeia. Querendo
começar a carreira com um sucesso, implorou ao pai, político influ ente na região, para
que usasse seu prestígio ju nto ao corpo de jurados, a fim de qu e o réu fosse condenado
apenas p or homicídio simples, cuja pena, começando em 6 anos, seria consideravelmente
menor, e, assim, u m sucesso. Realizado o ju lgamento, efetivamente o réu foi condenado
por homicídio simples e a pena, baixa, foi considerada como verdadeira vitória da defesa.
O jovem foi até a casa de seu pai e lhe agradeceu, ao que o pai replicou:

— É, meu filho, você tem qu e m e agradecer muito... Você não sabe o que tive que me
esforçar para consegu ir o que você queria. Aqu eles jurados estavam lou cos de vontade de
absolver o réu!

N ão cometa erro semelhante: não tenha medo de querer. Qual é o seu objetivo? Quais
são nossas metas? Aonde queremos chegar? Estabeleça estas decisões sem timidez.

# Todos nós somos possibilidades. A partir do mom ento em que acreditamos e


agimos é que somos capazes de transformar possibilidades em acontecimentos, sonhos
em realidades. Portanto, devemos definir on de estamos e para aonde queremos ir.

W I L L I A M D O U G L A S 49

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R EVELAÇAO O U NÃ O DOS OBJETIVOS

Às vezes é interessante comu nicar seus ob jetivos às pessoas mais próximas, com o
forma de contribuir com seu apoio e de firmar ainda mais nossa convicção. U ns são como
nosso qu erido D adá Maravilha, qu e dizia que ia fazer o gol, qual nom e daria para ele e ... ia
lá e o fazia. Outros, contudo, preferem guardar para si seus objetivos, só os revelando após
ob terem sucesso, após fazerem o gol. Ter ob jetivos "ocu ltos” ou não revelados para terceiros
é muitas vezes uma válida técnica de m arketing ou militar. Escolher entre u ma ou outra
forma de agir é u ma decisão pessoal. Faça do jeito qu e preferir desde que internamente
você saiba mu ito b em qual é o seu ob jetivo.

% D iga-me, agora, quais são os seus planos?

^ A p ó s defini-los, lembre-se que os sonhos não acontecem enquanto não começamos


a trabalhar em prol deles.

5
R E V IS Ã O D O O B J E T IV O
(confirmação ou modificação)

C u rios am ente, após a definição do ob jetivo devemos nos pergu ntar sobre qual
sua razão, qual o motivo pelo qual o estabelecemos. O motivo do qu e se qu er é, dentro do
céreb ro humano, tão importante quanto o qu e se quer. O sistema cerebral irá fu ncionar
melhor ou pior de acordo com o motivo da escolha.

Razão da escolha. Conheço mu itos que desejam chegar aqui ou ali para se verem
livres dos pais ou do cônjuge, ou para se sentirem mais importantes, ou para superarem
algum complexo de inferioridade, ou para fu girem do m ed o do desemprego, do fracasso,
etc. Tais motivações internas, p or serem negativas, prejudicam o rendimento cerebral e
emotivo (que, como veremos, influ encia na aprendizagem).

Quando se estuda por medo do desemprego ou do fracasso, a tendência é que, com


o passar do tempo, cresça cada vez mais uma pressão interna por resultados. E em provas e
concursos pú blicos por vezes os resultados demoram. Nesse caso teremos algu ém jogando
contra seu próprio time.

Se a pessoa decide estudar por motivos positivos, como vencer na vida, realizar-se
profissionalmente, alcançar u m sonho, ser útil à sua família, ajudar os outros, retribuir o
b em recebido ou com o b em retribuir o mal recebido, se existe u ma vonta de positiva, a
tendência é a mu ltiplicação do rendimento nos estudos e na aprendizagem. Além disso, a
tensão e o estresse terão muito men or guarida n o espírito do estudante.

C A P Í T U L O 2

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ESCOLHER O OBJETIVO PARA A GR A DA R A FAMÍLIA
H á casos em que o ob jetivo é nobre, mas equ ivocado. Mu itos vão fazer um curso
superior para agradar seus pais, para cu mprir o sonho "herdado”. É mais do que comu m a
seguinte história: João queria ser aviador e não foi, assim, desde criança, '‘trabalha” a cabeça
de seu filho José para qu e ele o seja. Às vezes, pior, é que João é médico mas seu pai (Pedro)
qu eria qu e ele fosse advogado. Então, João transfere a "responsabilidade” de ser advogado
para José (ele não fez a vontade de seu pai Pedro, mas José - seu filho - o redimirá). Você
conhece histórias como essa, não?

M eu avô queria que meu pai fosse advogado, a ponto de ele ter saído de casa para
fazer o curso que queria: assistência social. Bem, meu avô deu sorte, pois vim a ser advogado,
mas porqu e eu quis, não para atendê-lo ou a meu pai, que, aliás, torceu muito para qu e eu
fosse aviador (qu e era o sonho dele).

O resumo da história é o seguinte: sonhos são pessoais é intransferíveis. Trabalhar


pelo sonho alheio é matar o próprio e semear a própria frustração. Agradar à família ou à
esposa é u m belíssimo motivo, mas não é, nesse caso, fazer a coisa certa.

ESCOLHER O OBJET IVO LEVANDO


EM CONT A O M ER CA DO DE T R ABALHO
O u tro m otivo razoá vel, mas tendente à frustração, é escolher a carreira por força
do mercado de trabalho. Se a pessoa tem pendor ou inclinação para alguma carreira e faz
outra, a tendência é qu e se frustre e, pior, não seja u ma grande profissional. Ao contrário, se
tem vocação para uma carreira e a segue, a sua aptidão tenderá a fazer dela uma excelente
profissional- A lém disso, inexiste carreira qu e não tenha lu gar para um profissional
excelente. M inha experiência no mercado de trabalho pú b lico e privado é de que não existe
desemprego, mas sim falta de bons profissionais. N ão há saturação de mercado para aqueles
que se esforçam o su ficiente para ser competentes em seu ofício.

ESCOLHER O OBJETIVO
LEVANDO EM CONT A A R EMUNER AÇÃO
E scolher o ob jetivo, levando em consideração a remuneração, é colocar o carro
à frente dos bois. O dinheiro vem de m od o mais fácil, perene e agradável se vier como
conseqüência, e não como ob jetivo principal. Faça b em aqu ilo de qu e gosta e você irá
ter vários benefícios, entre os quais b oa remuneração. Faça aquilo de que não gosta para
ganhar melhor e você ou não vai ganhar b em ou vai ganhar e ver que dinheiro por dinheiro
não traz satisfação. Além do mais, em qualqu er profissão, a competência e a capacidade de
empreendimento possibilitam ascensão financeira.

"Você ê livre para fazer sitas escolhas


mas é prisioneiro das conseqüências;'
(a n ôn im o)

W I L L I A M D O U G L A S 51

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OUT R AS CONSIDER A ÇÕES

Você tamb ém deve verificar a relação cu sto X b en efício de suas decisões. H á muitos
ob jetivos que eu gostaria de perseguir mas qu e abdico em prol de interesses maiores.
Gostaria de fazer pára-qu edismo, mas como meu tem po é limitado prefiro dedicar- me a
outras coisas. Gostaria de aprender determinada arte, mas preferi deixar essa atividade
para daqui a alguns anos, quando estiver com minha vid a mais estabilizada. Assim, tão
importante quanto ter nossos próprios ob jetivos é ter ob jetivos responsáveis e pensados,
analisando a oportu nidade (mom ento adequ ado) e conveniência (mérito ou valor) de cada
u m deles. Por exemplo, se a pessoa tem duas atividades, u ma qu e lhe dá sustento e outra
de entretenimento, deve procurar harmonizá-las. Se em determinado momento isso for
impossível, parece-me mais conveniente que priorize a que lhe dá sustento e, logo qu e for
possível, a outra. Seguir nosso coração não significa inconseqü ência ou imprudência, mas
fazer u ma opção pessoal e razoável de acordo com as circunstâncias e o momento que
estamos vivendo.

Esc òlt iá se üs p r^p ri p s o bje t iv o s.

C onfirmação ou alteração de ob jetivos e m otivação. D iante dessas ponderações,


aqu ele que está montando u m sistema de estudo eficaz deve rever seus objetivos, para
mudá-los ou reafirmá-los. Em seguida, deve analisar seus motivos.

Já tive ocasião de, no início de u m curso, aconselhar u m aluno a deixar a facu ldade de
D ireito, pois ele estava ali para satisfazer uma terceira pessoa e não os próprios sonhos. Já
hou ve também qu em queria apenas uma atividade mais lucrativa, on de certamente estaria
mais rico e frustrado. H ou ve ainda qu em mantivesse o objetivo, mu dando o motivo: não
mais para sair de casa, mas para ser u ma pessoa independente. Por mais sutil que possa
parecer a modificação, ela tem efeito no desempenho e, melh or ainda, na vid a de qu em
opta por motivos mais nobres.

52 C A P Í T U L O 2

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6
C R E R Q U E O O B J E T IV O
PO SSA SER ALCANÇADO

"Se você acredita que pode, ou se


acredita que não pode, você esta certo."
fisnry Ford

IVLais u ma vez, faço referência a fatores aparentemente secundários mas que não
o são. Cansei de encontrar pessoas fazendo cursos sem efetivamente acreditarem que
poderiam alcançar o ob jetivo de qu em faz cursos: passar. Faziam o curso por fazer, restando
com o u m navio à deriva, como barco que, por não ter destino seguro, nenhu m vento pode
ajudar.

"A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam (...} "


Híims 11:1

Você realmente acredita que p ode alcançar seu ob jetivo? Responda sinceramente.
Experimente fechar os olhos e se imaginar no lugar, cargo ou atividade que você intimamente
deseja. Você consegue se ver ou sentir nessa situação?Você consegue se ouvir falando nesse lugar
ou atividade?Você consegue imaginar-se tocando sua mesa, sala, escritório ou gabinete?

Espero que sim, pois meu s alunos qu e não o faziam tenderam sempre a desistir no
meio do caminho.

"Você pode,
se acredita que pode."

C om minha experiência como candidato e professor, afirmo que qualquer pessoa que
acreditar que pode passar, e se comportar de acordo com essa crença e objetivo, alcançará
sucesso. Aristóteles já dizia que “A alma... nunca pensa sem um a im agem ”, e M. Mendes
chegou a afirmar que “Só não existe o que não pode ser im aginad o”.

# N ã o entre nesse caminho (estudar para u ma prova, passar em concu rso) como
se estivesse fazendo u ma aposta, ou para “ver se vai dar”. Tenha determinação e otimismo.
Estude, pense e prepare-se com determinação.

Por mais complicada que uma coisa seja, poderemos fazê-la desde que treinemos o
suficiente. Além disso, nu nca começaremos do nada, porqu e nenhu m conhecimento novo
exclui o anterior. Nossa capacidade é o produ to de todo o processamento anterior. Assim,

W I L L I A M D O U G L A S 53

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des de qu e n ã o se desista, sem pre estará h a ven d o a crés cim o d e com p etên cia pa ra se alcançar
o resu ltado. Se u m a ta refa pa rece en orm e, grande, d ifícil, n ão h á p rob lem a . O rganize- s e,
com ece p elo mais fácil, d ep ois vá pa ra o mais difícil. C om a o m in ga u pela s b eiradas.

7
AÇÃO

"Sonhos são gratuitos. Transformá-los


em realidade tem um prego."
£. J. êíbs

A partir d o m om en to em qu e se tem u m ob jetivo b em m otiva d o e a cren ça d e qu e


ele p od e ser alcançado, in icia - se a fase d a a çã o n o m u n d o material. É a von ta d e hu m ana
con vertid a em ação qu e tra n sform a a realidade.

A o agir, faça sem pre o seu melhor. Os am erica nos têm du as frases qu e b em expressam
isso: “Jus tdo it” e “D o y our best”, ou seja, “a penas faça” e "fa ça o seu m elh or"

C. B over en sinou qu e “ O método do empreendimento éplanejar com audácia e executar


com v igor”. P la n eja r com au dácia en volve o ob jetivo, a fé e a organização, execu ta r com vigor
^ n volve ação, a u todisciplina e persevera nça (cons tâ n cia d e p rop ós ito, com p rom is s o).

Se você n ã o m od ifica r su a a çã o n o m u n d o exterior, m a teria l, seu s resu lta dos serão


id ên ticos aos qu e já tem . Pa ra m u d a r algu m a coisa, é p recis o agir. Pa ra a p ren d er mais,
é p recis o a p ren d er a a p ren d er e estu dar mais. Se vo cê fa z a pen as cin co flexões d e b raço
e qu er fa zer dez, precisa , ao ch ega r n a qu inta , fa zer a 6a, ten ta r fa zer a 7a, insistir, se
su perar.

M u itos p o d em a ch a r d es n eces s á rio d ize r is so, m a s já c o n vid e i a m ig os p a ra


pa rticip arem de p rojetos de ed içã o d e livros e eles estã o h á anos p a ra m e en tregar seus
originais. Eles têm interes se em fa zer u m livro, n ã o u m com prom is so. V ê- s e isso p elo fa to de
qu e n ão sacrificaram tem p ora ria m en te n en h u m a ou tra ativida de
pela de sentar e escrever. N ã o h ou ve ação cons eqü ente
ao ob jetivo.

# Se você qu er passar em algu ma prova,


exa m e ou concu rso e não está disposto a pa gar
o preço, é m elh or mu dar d e atitu de ou desistir
logo, pois estará perden d o tempo. A gen te
colhe o qu e planta: se n ão plan tamos nada,
n a d a colh erem os ; s e p la n ta m os m a l,
colh erem os pou co; se pla n ta m os com
vigor, colh erem os com abu ndância.

54 C A P Í T U L O 2

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8
CONCLUSÃO

A té aqu i, tra ta mos b a s ica m en te d e m om en tos qu e a con tecem apenas den tro d o
ín tim o da pessoa, em su a cons ciência , ra ciocín io e vonta de. M es m o a decis ã o de agir (qu e e
o atu ar n o m u n d o m a teria l) é a lgo qu e ocorre n o ín tim o da pessoa. A té a qu i n in gu ém p od e
ver o qu e você está fa zen d o ou pen san do, e n in gu ém p od e fa zer isso p or você.

O p rim eiro passo para se ter su cesso é, pois, da do u nicam en te n o ca m p o mental,


d a vonta de, da escolh a es trita m en te pessoal, s em n en h u m efeito in icia lm en te vis ível p or
terceiros. Esse m om en to é ess encial e é p or fa lta d ele qu e mu itos n ão con s egu em vencer.
M u itos são leva dos p or circu nstâncias ou p ela von ta d e d e terceiros para u m ob jetivo, ou seja,
p erd em o m om en to b ás ico da decis ã o pes soa l. S em ela n ão existe prop ósito, persistência
e n em m es m o fé.

D eixe- m e lem b ra r qu e tod as as in ven ções ............................ ...... m hph h *


d o m u n d o com eça ra m d en tro d o es p írito d e
p es s oa s q u e p en s a va m , qu e d eixa va m flu ir a " 0 homem nao é a soma do que ele
cria tivid ad e e a im a gin a çã o qu e tod os n ós temos. htfíf a totalidade do que ainda não
Toda s as grandes conqu istas, as des cob ertas, as , , „
inven ções, tu d o qu e fo i n ovo su rgiu da von ta d e ei7J/ 0 e er‘
d e u m a p es soa que, n u m p la n o in tern o e pessoal, surtn
dècid iu criar ou fazer algu ma coisa. V ocê não deve
in icia r u m p rojeto d e estu do sem esta fase.

E m Kom a n os 12:2, o a p ós tolo Pau lo con cita a seu s irm ã os o segu inte: “E não vos
conformeis aeste mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente f..J."Ele, inspirado
divinamente, ensinou com o é possível se transformar: através da renovação da própria mente
e d o próprio entendimen to. N ã o se ch ega a lu gar algu m sem essa experiência.

Assim, em su ma, a té a qu i ten h o p rop os to algu mas opções:

íj;] g | Esc o l h er u m o bjet i vo (c o m u m a o u m a i s m et as


i nt er m edi ár i as o u secundár i as, caso q uei r a).

(&)&, Iden t i f i c ar u m m o t i vo p o si t i vo p a r a se q u er er a l c an ç a r o
r esul t ado p r et en di do (p a r a t ant o, se f o r o caso,
a da p t e o o bjet i vo o u seus m o t i vo s).

Ac r edi t a r q u e p o d e a l c a nç a r o o bjet i vo ( i ncl usi ve c r i ando


^ u m a i m a g em m ent al , visual , a u di t i va e p a l p á vel di sso).

éÊ M T o m a r a deci são d e a g i r c o m o sufi c i ent e vi g o r e per si st ênci a


(c on st â nc i a de p r o p ó si t o ) a t é c h eg ar ao objet i vo.

W I L L I A M D O U G L A S 55

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Se essas fases iniciais fora m dadas, p od em os com eça r a m on ta r u m sistema d e estu do
qu e sirva d e su porte para este p rojeto. U m p rojeto cla ra m en te d efin id o com u m ob jetivo
e com u m b om m otivo. U m p rojeto on d e se a credita qu e é p os s ível alca nçar o qu e se qu er
e on d e existe d is p osiçã o d e trab alhar e persistir o su ficien te p a ra se con s egu ir su cesso n a
em preitada .

. TER UM . • VANTAGENS D EÜ M ;,
OBJETIVO SISTEM A DE ESTUDO

Por um motivo Organiza as diversas


positivo atividades da pessoa
(estudo, descanso, lazer,
Por uma decisão trabalho, famflia etc.)
pessoal
Permite maior rendimento do
Crer que o objetivo tempo de estudo
pode ser alcançado (quantidade x qualidade)

Agir Evita o “estresse” e


a “tensão de prova"
Persistir

C o n sciê n cia d o e sf o rço


M otívação (tempo e trabalho)

C o m pro m is so 4 . F le xib ilid a d e


(persistência) (capacidade de
adaptação)

A u to d is c ip lin a A c u id a d e
(domínio próprio) (prestar atenção às
coisas, concentração)
O rganização
(planejamento
e execução)

56 C A P Í T U L O 2

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W I L L I A M D O U G L A S 57

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AO TERMINAR A LEITU RA DESTE CAPÍTU LO, SERÁ
PRODU TIVO TOMAR ALGU MAS DECISÕES/INICIATIVAS:

1. Escreva em uma folha de papel quais são seus objetivos a curto, médio e longo prazos.

2. Avalie a motivação destes objetivos e, se for o caso, altere-os ou suas razões.

3. Acredite que pode alcançar o que qüer. Querer responsavelmente é poder.

4. Avalie seu compromisso, autodisciplina, organização, acuidade e flexibilidade, procurando


adquirir e exercitar estas atitudes e comportamentos.

5. Planeje como pretende alcançar seus objetivos e ponha a mão na massa.

"Os pequenos atos que se executam


são melhores que todos aqueles

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O PLA N EJA M EN T O
D O ES T U D O

C omo começar a estudar

Fatores positivos e negativos

C omo su perar inib ições pessoais

C om o su perar dificu ldades circunstanciais

C omo comb ater o medo/receio de não passar

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O P LA N E JA M E N TO
DO E S TU D O

1
A IM P O R T Â N C IA D O
PLA N EJA M EN TO

I / on ta lu S fs fs tem a de estu do exige p la n eja m en to, assim com o precis a pla neja r
aqu€Í£tQW?’jvai fa zer u m a via gem ou u m a ob ra , N in gu ém p a rte para u m a
í i l t i i l j u m m ín im o de orga n ização, s em arru mar as malas. A p es s oa vê
% ^ ^ tja ií^ v a i, ond e^aiTfífcar, com o va i se alimentar, com o irá p a ga r as despesas, o qu e irá
leva r riã|3agagem, etç;j

es tamos ffiB ntândo u m sis tem a d e estu do, d evem os verifica r n os s o roteiro d e

d evem ser op ções já tom a da s e consolidadas.

A gora é h ora d e fa zer dois tip os d e d efin içã o:

A ba g a g em pessoal
(a q u i l o q u e l eva m o s em nós
m esm os, "n a m o c h i l a ”).

S8
A si t uaç ão da est r ada
(o t i po de f a c i l i dades e
di f i cul dades q u e va m o s
en c o n t r a r p el a f r en t e).

60 C A P Í T U L O 3

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Ç EST RAT ÉGIA P E EST UDO

Estratégias são ações, procedimentos, condutas, tudo que se faz visando ao aprendizado.
São os planos adotados para a realização de determinada tarefa.

Existem várias estratégias, como as específicas pára uma determinada tarefa e aquelas
dirigidas a tuna meta ou conjunto de metas. A melhor estratégia é a geral, que trabalha com
tudo. Nela, você está estudando, mas tamb ém monitorando seu processo de aprendizagem.
Você está fazendo u m fe ed b ack constante.

A o cuidar de sua estratégia, preste atenção a três pontos:

a) Personalização. Após conhecer as técnicas, você pode personalizá-las, adequando-as


a suas peculiaridades.

b) Flexibilidade. V ocê não é u m rob ô nem u m escravo das técnicas. Elas existem para
lhe servir e não o contrário.

c) Ava liação do cu sto e b en efício. D entro de u m processo contínu o de aperfeiçoa­


mento, você deve aquilatar as vantagens e desvantagens de cada método, de cada
estratégia.

Saiba, contudo, que, ao escolher a estratégia, o método, as técnicas, haverá variações


a depender das preferências e facilidades pessoais. U m sabe mais matemática, outro é
tímido, etc. O resultado também varia a depender da intimidade da pessoa com a técnica
u tilizada e da disposição com qu e se empenha no estudo.

Ç INVENT ÁR IO PARA O R GA N I ZA Ç Ã O ^)

Este passo consiste em se fazer u m inventário pessoal e circunstancial. Esta é a


hora em qu e você, numa atividade típica de planejamento, avalia todas as vantagens e
desvantagens pessoais, todas as facilidades e dificuldades qu e serão encontradas. Fazendo
isso, é possível administrar as dificuldades e aproveitar ao máximo as facilidades.

Teremos aqui dois inventários:

PESSOAL CIRCUNSTANCIAI

W I L L I A M D O U G L A S 61

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2
IN V E N T Á R IO P E S S O A L E
C IR C U N S T A N C IA L - F E N Ô M E N O S

C A R A C T E R ÍS T IC A A T IT U D E

IN IB ID O R E S Falhas ou vícios internos e Através do exercício do


pessoais qu e limitam o au tocontrole e domínio
desempenho. Ex.: medo, próprio, eliminar os
insegurança, preguiça, inib idores ou reduzir
apatia, inveja, excesso de sua influ ência a padrões
desejo por lazer etc. aceitáveis.

D E FLAG RAD O RE S Qualidades e atitudes que Aproveitar ao máximo as


permitem u ma qu alidade de qualidades já existentes
vidamelhoreu m desempenho e, através da mu dança
su perior nos estudos. Ex.: da própria mente,
auto-estima, dedicação, desenvolver novas
persistência, fortaleza, alegria, qualidades.
organização etc.

D IF IC U L D A D E S São circunstâncias externas Tentar eliminar as


que prejudicam o estudo. dificuldades namedida do
Ex.: excesso de som n o local possível: trocar de local de
de estudo, ter que trabalhar, estudo, mu dar de local de
dificu ldades de saúde, residência etc. Adaptar-se
limitações financeiras ou àscircunstânciasirnutáveis
geográficas, prole etc. (prole, trabalho etc.)

F AC ILID AD E S São circunstâncias qu e Aproveitar ao máximo


facilitam o projeto de estudo. as oportu nidades. N ão
Ex.: não ter que trabalhar por desperdiçar as vantagens,
receber ajuda de parentes ou que p odem não ser
cônjuge, dispor de u m b om eternas. N ã o agir como o
amb iente de estudo e de coelho, que, p or ser mais
verba suficiente para livros e veloz que a tartaruga, se
cursos etc. descuidou.

62 C A P Í T U L O 3

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3
IN V E N T Á R IO P E S S O A L

In ib id ores e deflagradores. H á u ma série de fatores qu e inib em o desempenho


do estudante e u ma série de fatores qu e deflagram o processo de qu alidade no estudo
e de ganho rea l na aprendizagem. São estes os fatores qu e denom ino de inib idores e
deflagradores.

Precisamos nos olhar no espelho e, com sinceridade,


definir nossas qualidades e defeitos, vistos sob o prisma do
ob jetivo traçado.

Quais são as suas qualidades qu e facilitam o estudo?


Quais são os seus defeitos qu e mais atrapalham? Liste-os.

Quais os fatores externos positivos? E os negativos?


Liste-os.

N ã o ceda a tentação de pular esta parte e não se auto-


avaliar. C onqu anto seja u m pou co difícil, é preciso ju lgar
a si mesmo, sob pena de se perder considerável ganho de
aprendizagem na administração pessoal. Afinal, ua vida é
um espelho no qual refletimos a nossa imagem”.

Mais do qu e isso, liste as coisas que mais o atrapalham no estudo. Por enquanto,
anote apenas aquelas relacionadas diretamente à sua pessoa (não relacione, por exemplo,
o fato de ter que trabalhar para sustentar a fam ília). Por mais que seja difícil aparentemente
“perder tempo" com essas avaliações pessoais, se u m estudante é capaz de se auto-avaliar
e identificar suas dificuldades, será extremamente mais fácil superá-las. É por falta dessa
prática qu e a maioria fica "marcando passo”.

Enquanto eu ia sendo reprovado em exames e concursos (como já citei na apresentação


deste livro), procurava identificar o qu e tinha atrapalhado meu desempenho. Assim, na
próxima Vezvestaria melhor preparado. Sabia que, se m e esforçasse o suficiente, mais cedo
ou mais tarde os examinadores não consegu iriam reprovar-me: eu estaria suficientemente
preparado para eles.

À custa de mu ito "apanhar”, aprendi a prestar mais atenção às questões para responder
a elas, e não à minha imaginação. E para não escorregar em “cascas de banana”, aprendi a
me trajar de m odo confortável, a estudar mais a matéria, a estudar com mais qualidade, a
memorizar melhor os conhecimentos, a dividir o tem po na prova, a controlar meu medo,
ansiedade, indolência, a vencer interesses momentaneamente subalternos, como o descanso
ou lazer em excesso etc.

^ U ma das características do aperfeiçoamento é o acréscimo de novas qualidades e


a diminu ição da influência de nossos defeitos.

já> Então, vamos lá.

W I L L I A M D O U G L A S 63

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C o m o d is s em os , u m a da s m e lh o r es fo r m a s d e a u m en ta r o d es em p e n h o é
co n h ecer b em su a s itu a çã o in tern a e extern a . A o a n ota r os p o n to s p o s itivo s e n e ­
ga tivos , você estará se m u n icia n d o para se sair b em . Agora , é h ora d e pa rar d e apenas ler.
Reflita, pen se e anote. Rela cion e qu ais são as qu alid ad es (ex.: m otiva çã o, es cola rid ad e) qu e
o aju dam e qu ais os d efeitos qu e você precis a su perar (ex. pregu iça , fa lta d e dis ciplina ):

| Q U ALID AD E S D E FE ITO S

Agora, a note dados externos qu e o aju da m (ex.: fa m ília , tem p o, p roxim id a d e):

FATORES EXT ERNOS POSIT IVOS

Q u ais são as d ificu ld a d es extern a s qu e o estã o a tra pa lh a n do? P rim eiro a n ote- a s
e, d ep ois , p en s e em es tratégia s e m a n eira s d e res olver ou , p elo m en os , m in ora r estas
dificu ldad es .

FATORES EXT ERNOS NEGAT IVOS

4
IN IB ID O R E S

4 .1 . I N I B I D O R E S (V Í C I O S E D E F E I T O S )
N a prática, ao anotar a qu ilo qu e m e atrapalhava du ran te o estu do ou du ra nte as
provas, estava trab a lhan do com os fatores in ib id ores d e des em p en h o. C on sidero correto
d izer que, se a lgu ém cons egu ir elim in a r seus fatores in ib id ores pessoais, p od erá d ob ra r ou
trip licar seu ren d im en to n o estu do.

64 C A P Í T U L O 3

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A pergu n ta é: qu ais são os fa tores qu e in ib em seu desem penh o?

Anotei algumas respostas mu ito comu ns no meu passado e entre meus alunos, além de
algumas sugestões sob re alternativas e solu ções qu e se têm mostrado adequadas.

4 .2 . A S 4 0 D IF IC UL D A D E S M A IS C O M U N S N O S A L U N O S E
CA N DIDA T O S
Listo aqu i as dificu ld ad es mais comu ns. A m a ior pa rte delas você con s egu e resolver
com força d e von ta d e. A lgu m a s se res olvem p o r com p leto (ex.: telefon e); ou tras se
a dm in istra m (ex.: filh os ). O im p orta n te é qu e, res olven d o estes p rob lem a s tu do ficará mais
fácil. O qu e reprova, d e fato, são as d ificu ld ad es pessoais e circu nstanciais. A ma téria da
p rova ou d o concu rso está n os livros e nas aulas; você só precisa se orga n iza r para aprendê-
la e trein ar transmiti- la.

Recom en d o qu e você leia tod o este item. A lgu m p rob lem a p od e não estar in com od an do
agora, mas pod erá vir a afligi- lo n o futuro. São prob lemas comu ns, qu e a tingem a m aioria dos
candidatos. Outros com prob lemas idênticos consegu iram; você ta mb ém consegu irá. Se quiser,
se pa ga r o preço.

1. So n o
A solu ção a qu i é d orm ir o su ficiente. M u itas vezes , o excesso de s on o é fru to da falta
d e exercícios fís icos e orga n iza çã o d o horário. Se você, ao ir dormir, relaxar, des ligar a T V e
n ã o fica r pen sa n d o n os p rob lem a s da vida, seu s on o va i ren d er mais.

@ http:\ \veja .a b ril.com .b r \211107\p_098.shtml

2. C an saç o
C ansaço é d iferen te d e sono. S on o é norma l; cansaço é gerado p or excesso d e tarefas
ou m á administração d o tempo. Procu re d orm ir o su ficiente e com qu alidade, fazer exercícios
físicos regu larmente, n ã o se a lim en ta r em excesso; evite qu anto possível o excesso d e tarefas
e ten h a m om en tos d e relaxa mento. Is to va i d im in u ir seu cansaço. M es m o assim, o esforço
pa ra concu rsos gera cansaço. Pelo m en os lem b re qu e a lgu m esforço extra a gora va i lhe
trazer mais tem p o n o fu tu ro. Apen a s evite p ôr pressão dem ais n a m á qu in a para ch ega r lá,
p ois is to n ã o é produ tivo. 0 id ea l é en contra r equ ilíb rio.

3. F alt a d e c o n c e n t raç ão
E m geral, é fru to da falta de interesse n a matéria, no ob jetivo, ou d e treino e organização.
A o tratarmos do u so d o tem p o, fa la rem os mais nesse assunto. O C8, p. 175*198.

A b oa administração do tem p o e o qu adro horário p od em ajudar mu ito na concentração.


Pessoas mu ito agitadas p od em melhorar a concentração se lerem mais rápido ou se estudarem
em m ovim en to (ou vindo u ma fita, repetindo em vo z alta, etc.). Essa técn ica pod e aju dar ou não,
pois h á qu em se concentre m elh or sentado. Veja ond e você se encaixa melhor. Ou tra form a de
u tilizar a atividade física é para efeito de memoriza ção. O C 7,114.8, p. 170.

W I L L I A M D O U G L A S 65

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Lem b re- se de U lisses. N o ca min h o para Tróia, havia u m a ilha on d e as sereias cantavam
e seu can to levava os marinh eiros a deixa rem os n a vios se a rreb entarem n os arrecifes. U lisses
m a n d ou qu e seus com a n d a d os o a m arrassem b em e tapassem seu s p róp rios ou vid os com
cera. C om isso, ele ficou im u n e a o ca n to das sereias e seu n a vio passou in cólu m e p ela ilha.
N a h ora do estudo, d evem os ser ca pa zes d e n os "amarrar” aos noss os ob jetivos e n ão nos
deixa rm os leva r p or “cantos d e sereia”.

4. F alt a d e d i sc i p li n a
Lamento, amigo, mas d is ciplin a é necessário. E scolha se você qu er ter d is cip lin a e
passar, ou contin u ar com o está e n ã o passar. P od e p a recer du ro, mas é a pu ra realidade.
V er C 2 ,13.3, p. 43. e C 7 ,13 e 4, p. 156 e 157.

5. F alt a d e m é t o d o o u d e o rg an i z aç ão
Este era u m p rob lem a . V ocê já está se orga n izan do. C oloqu e em prática as dicas des te
livro. Fu n cion ou para m im e está fu n cion a n d o pa ra mu itos, você n ã o va i ser exceção.

6. “ Exc e sso ” d e o rg an i z aç ão e p ro c rast i n aç ão


H á pessoas qu e fica m o tem p o tod o p la n eja n do, orga n izan do, m a rca n d o datas, d e­
fin in d o eventos, qu eren d o es pera r isto ou aqu ilo, tu d o pa ra esta r “p ron to” para estudar... e
n u n ca com eça m a fa zê- lo d e fato.

Ou tros, na h ora de começar, a ca b am arru m a nd o algu ma “coisa " pa ra fu gir d o estu do:
aju dar algu ém, arru mar o qu arto, fa zer u m a via gem , acab a r d e constru ir a casa, consertar
o carro, deixar o filh o com p leta r esta ou a qu ela id a de, etc. Às vezes , com eça - s e a estu dar e
em 20 minu tos dá von ta d e de ir ao b an heiro, b eb er água, etc., qu a n do essas coisas d evem
ser feitas nos intervalos. O C 1 2 ,113, p. 272.

O u tros ainda só qu erem com eça r a estu dar na h ora ch eia (10h, l lh ) . Se fa lta m 20
min u tos para as 10 horas ele in ven ta algo ou en rola 20 minu tos. Se se atrasou e são lO hlO min,
ele en rola para com eçar às 10h30min: o im p orta n te é desp erd iça r tem p o, não? Estudo e dieta
qu e com eça m na segu nda- feira são u m prob lem a . Q u em qu er começar, com eça logo, sem
ver dia d e semana ou se é h ora ch eia ou qu eb rada.

Ou tra form a desse p rob lem a ocorre qu a n do a p es soa se p reocu p a mais com a letra
b on ita n o resu mo d o qu e com o p róp rio resu mo, ou seja, cu ida r m u ito d a form a e p ou co
d o conteú do. D evem os evita r isso, p ois u m "texto sem contexto épre te xto” e, a lém do mais,
carece d e u m ob jetivo.

Se você fica r es p era n do u m a situ ação p erfeita para com eça r a estudar, va i aca b a r não
com eça n d o. C om ece logo a estu dar e vá se a p erfeiçoa n d o aos p ou cos e pau la tin a men te.
Por mais d ifícil qu e seja, tu do o qu e você já for estu dan do a té a situ ação m elh ora r será ú til
e, prin cip alm en te, você n ã o ficará procra s tin a n do o in ício d o estu do.

7. F alt a d e t e m p o
A falta de tem p o é resu ltado, em regra, da fa lta d e com p rom is s o com o ob jetivo ou
da fa lta de orga n iza çã o e a u tod is cip lin a d o estu dante. Algu m a s vezes , é fru to d e m ú ltip la s
res p on s a b ilid a d es (tra b a lh o, filh os , etc.). N os d ois p rim eiros casos, b a s ta se organ izar, n o

66 C A P Í T U L O 3

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terceiro, é p recis o a da pta çã o e u m p ou co d e p a ciên cia . O m a is im p orta n te é a von ta d e de
ter tem p o pa ra estudar, o qu e exige a lgu m s a crifício. E le será tem p orá rio, mas é precis o.
U m a das coisas qu e se d iz aos atletas olím p icos é "n o pain, no w in ” (s em dor, s em vitória ),
m os tra n d o a n eces s id a d e d o es forço p es soa l.
& E s ta b eleça p riorid a d es e orga n ize- s e. O C8, p. 175-198.

8. P re g ui ç a
H a rvey M a cka y disse a lgo qu e se a plica ao assu nto: “Perfure seu poço antes de fica r
com sede.”
C om o d evid o respeito, a solu çã o está em mu da r seu com porta m ento. Leia o qu e
diz Provérb ios “V ai ter com a form iga, ó preguiçoso, considera os teus caminhos, e sê sábio;
a qual, não tendo chefe, nem superintendente, nem governador, no verão fa z a provisão do
teu mantimento, e ajunta o teu alim ento no tempo da ceifa. Ó preguiçoso, até quando ficarás
deitado? Q uando te levantarás do teu sono? U m pouco para dormir, um pouco para tosquenejar,
um pouco para cruzar as mãos em repouso; assim te sobrevirá a pobreza com o um ladrão, e a
tua necessidade com o um homem armado ” (Cap. 6, versos 6 a 11). Ver ta m b ém Pv. 21:25
V eja ta m b ém o com en tá rio n a d ificu ld a d e n s 30, a segü ír, em es p ecia l a o seu
final, qu a n do tra ta mos d e p orta s largas e estreitas. A pregu iça, o desca nso em excesso, a
in dis posiçã o para o trab alho e pa ra o estu do, a in d olên cia são portas m u ito largas...

9. F alt a d e aut o -e st i m a
O p rim eiro passo para melh ora r de vid a é parar de reclamar da atual e, a partir dela,
constru ir u ma outra, mais próxim a do qu e se deseja. Aceite- s e com o é e faça sua parte para
mu dar o qu e deseja. G oste de você; afinal, você é seu principal aliado ( O C 5 ,12, p. 100) e sua
m en te e seu corpo, a casa on d e va i m ora r p or tod a a su a vida . C u ide b em de você. Se não
gosta d o seu eu hoje, constru a u m ou tro para amanhã.

10. F alt a d e d i n h e i ro
A fa lta d e d in h eiro é u m b om m otivo pa ra você estudar. Toda pes soa esforça da
consegu e u ma porta, seja u m a b olsa, sejam b ib lioteca s pú blicas, livros emprestados, páginas
gratu itas n a internet, algu ém p a ra dar u m a força. N ã o desan ime; em b reve, você terá mais
dinheiro. Q u a nd o isso acontecer, aju de algu ém d e on d e você veio. Por falar em dinheiro,
lem b re- s e: "V ocê é seu m a ior in ves tim en to” (Lou is e H a y).

Q u a nd o passar, leia sob re su cesso fin anceiro, riqu eza e pros perida de. Ver O C25,
14, p. 535.

11. F alt a d e m o t i v aç ão
Este é u m fa tor im p orta n te; n ã o o des preze. Ver o C2, item 3.1, p. 40.

12. F alt a d e m e m ó r i a e /o u d e in t e lig ê n c i a


Leia os O C. 6 e 7, respectiva m ente.

13. N ã o g o st ar d a m at é ri a
Pa ss e a gos ta r da m a téria . S ob re com o fa zer isso, verem os m a is a dia n te. O CIO,
p. 221 (Técn ica s d e E stu do).

W I L L I A M D O U G L A S 67

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14. “A m at é ri a é c h at a”
U m dos m elh ores con ceitos p a ra d efin ir o qu e é u m a p es s oa chata é o segu inte:
“C hatà é a pessoa que tem mais interesse em você do que você nela.1’ Q u em criou o con ceito
foi p erfeito: não há pes soas ou matérias chatas, o p rob lem a é a falta d e interesse.

15. Go st ar de v e r n o v e las
E s tu da r p a ra u m a p rova ou con cu rs o é s a crifica r TV, jo g o s , etc. cois a s m en os
im p orta n tes em p rol d e coisas mais im porta n tes. A lém disso, a pós o su cesso n a p rova ou
concu rso, haverá m elh ores con d ições d e fa zerm os a qu ilo qu e gosta mos. Ass im com o é
p os s ível passar a gosta r d e algu ma coisa, ta m b ém se p od e pa rar d e gostar, p or exem p lo,
d e novelas.

16. F alar m ui t o ao t e le fo n e
A m elh or solu ção aqu i é com pra r u m a a m p u lh eta ou u m cron ôm etro. A p ós tantos
m in u tos no telefon e, desligu e. É u m a m era qu estã o d e a u todis cip lin a e de op çã o sob re o
qu e é mais im porta n te: o telefon e ou o ob jetivo. O u tra su gestão: p eça a algu ém para aten der
os telefon em a s. Se for para você, p eça para a nota r o reca d o e retom e dep ois, n o h orá rio
de la zer ou descanso.

U m n ú m ero con s id erá vel de vezes d es perd iça m os tem p o on d e p od ería m os dizer:
“Q uem ê você que m e roub a o prazer da solidão sem ao menos m e fa ze r com panhia?"

17. M e d o o u re c e i o d e n ã o p a ssar
Res pon da a u m a pergu nta: o m ed o d e n ã o ter su cesso aju da ou atrapalha? Todos
s a b em qu e só atrapalha. Por isso, tem os qu e o eliminar. Ren a to Ru sso já ca n tou qu e mu itas
vezes lida m os com “monstros de nossa própria criação”, e qu e p od em os passar noites inteiras
“acorda dos apenas p or cau sa d o m ed o d a es cu ridã o”. N ã o se d eixe leva r p or tais fantasmas.
Seja sen h or d e suas p róp ria s em oções .

H á várias form a s de se lid a r com o m ed o. N ã o se p reocu p e com ele, d es foqu e a


preocu p a çã o, “con tra - a ta qu e” com im a gen s e m en s a gen s positiva s. O céreb ro é ca p a z d e
con trola r su a a ten çã o s ob re u m ou ou tro p on to, com o qu a n d o em u m a fes ta a ten d em os
u m celu la r ou con vers a m os com u m a p es s oa em esp ecia l. U tilize essa ca p a cid a d e do
céreb ro pa ra n ão prestar a ten çã o n o m ed o. E lim in e- o p o r con ta d e su a in u tilid a d e. Pen s e
n o segu inte: “Se um prob le m a tem solução, não se preocupe; se não tem solução, pra que
se preocupar?”

C ada pessoa d eve achar o m elh or m eio de lida r com o m ed o, a ans ieda de, a tensão,
etc. N o m eu caso, sem pre coloq u ei min has p reocu p a ções n os om b ros de D eu s (ver, p. ex.,
Filipens es 4 :6 e 7).

N ã o se p reocu p e se você pass ou m u ito tem p o pa rado. É só com eça r a estu dar de
n ovo que, aos pou cos , a m á qu in a va i volta r a fica r azeitada.

S ob re se concu rsos va lem a pen a , a credite em m im : va lem . N em qu e seja para passar,


tom a r pos s e e d ep ois p ed ir exoneração. Estu de e treine, até passar. D ep ois , você p en s a n o
resto, in clu sive já ten d o em seu p a trim ôn io pes s oa l esta experiên cia .

68 C A P Í T U L O 3

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18. A n si e d a d e
A an s ieda de é u m a va ria çã o d o m ed o ou u m a con s eqü ên cia da pressa em ter sucesso.
Se é fru to d o m ed o, veja o item anterior. Se é fru to da pressa, saib a qu e ela só va i p reju d ica r
seu des em penh o. N ã o ad ia nta apressar as coisas, tu do tem o seu tem po. (N es se sentido, ver
Eclesiastes 3 :1 a 22;) O u tra causa d e an s ieda de é a com p a ra çã o com terceiros, qu e verem os
abaixo. A ans ieda de p od e vira r depressão. N es s e caso, ver O item 37, p. 76.

19. N e rv o si sm o
Este in im igo, con s ta n tem en te citado, é m em b ro da m es m a qu ad rilha em qu e atu a o
medo, a ans iedade e o desespero. Assim com o os anteriores, deve ser ignorado ou su b limado,
p ois pa ra n ad a pres ta s en ã o pa ra preju dica r. O n ervos is m o e o d es es p ero a con tecem
qu a n d o a pes soa equ ivoca d a m en te se im p õe o d ever de passar em u m a prova ou concu rs o
determ in a do: mu itas vezes a gen te é a p rova do n a 3®, 4a ou até 100a tentativa. O im p orta n te
é consegu ir, m es m o qu e d em ore u m p ou co .\ J C4, p. 87.

“Épreferív el ter dez p or cento de alguma coisa do que cem p or cento de coisa nenhuma.”
Trab alhe com ca lm a p a ra ir ten d o u m a pa rcela d o resu ltado preten did o. E m p ou co tem po,
você alcançará resu ltados melhores, aqu eles qu e são difíceis d e ser ob tid os com nervosismo,
pressa e im p aciência .

20. P r e o c u p a ç ã o c o m o n í v e l d e d i f i c u l d a d e d a p r o v a o u n ú m e r o d e
c an d i d at o s
D ificu ld a d e da prova .
Ê com u m os candidatos se estressarem se pergu ntando (e pergu ntando a tod o m u n d o)
qu al será o n ível d e dificu ld a d e da prova, das qu estões, do examinador, etc. Isso n ão adianta
nada. O n ível d e dificu ld ad e va ria m u ito e, a lém d o mais, o qu e d efin e se a prova é d ifícil
ou fá cil é o qu e você estu dou e sabe. N ã o p en s e nesse assunto. Estu de sem pre para fa zer
u m a p rova com alto grau d e dificu ld ad e: se vier assim, você estará preparado; se vier fácil,
pa ra você será mais fá cil ainda.

N ú m ero d e ca n d id a tos .
N ã o adia nta pen sa r nisso. Estude, trein e e fa ça as provas. A ten d ên cia é qu e você
com ece n ã o s en d o aprova do; depois, qu e passe m u ito lá atrás (30.000 ou coisa pa recida);
em segu ida, vá m elh ora n do, m elh ora n d o, até qu e com ece a fica r p erto d e ser chama do, ou
qu e seja ch a m a do em u m ou d ois anos, ou ch a m a do logo. É assim qu e fu n cion a para qu em
persiste n o es tu do e a p erfeiçoa m en to. N ã o estranhe se u m ou ou tro d ia você piora r; faz
parte. E lem b re qu e vo cê tem qu e com p etir com você mesm o, n ã o com os outros.

A in d a sob re a qu a n tida d e d e candidatos, mu itos, s u perb em preparados, veja o O


Cap. 4, item 3.2, qu e fa la sob re “á fila”, pág. 94.

Preocu p e- se com as coisas sob re as qu ais você tem controle. Faça su a parte e deixe
o resto nas m ã os de Deus.

21. C o m p araç õ e s c o m t e rc e iro s


Esta é u ma das atitu des mais tolas qu e algu ém p od e ter. Esta atitu de causa ansiedade,
orgu lho, arrogância, inveja, rancor, complexos, etc., ou seja, u ma ga m a en orm e de fatores

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extremamente negativos. N ã o há pessoas ou situações iguais. Por isso, é tolice nos compararmos
com ou tra pessoa, cu ja vida, alimentação, oportu n ida des , in teligência, trau mas, alegrias,
experiências, etc. são distintos dos nossos. Q u em fa z isso p od e ter du as sensações: a) sentir-se
inferior, es qu ecend o- se qu e o esforço p róprio p od e com p en sa r qu alqu er des vantagem, ou b )
sentir- se superior, esqu ecend o- se qu e n u m a p rova irem os encontra r u m m on te d e pessoas
qu e nu nca vim os antes e ta m b ém qu e qu alqu er va n ta gem p od e ir para o ra lo se h ou ver falta
d e dedicação. A ú nica com paração qu e fa z sen tido e é in dica da para u m estu dan te é aqu ela
feita com seu p róprio desempen ho. Vença a si m esm o. Este é o desafio.

Se qu iser ter u ma crise e desistir, ten ha a crise, chore, es p ern eie, vá d orm ir e, n o
dia segu inte, recom ece o estu do. Se qu is er desistir mesm o, recom en d o qu e passe em u m
concu rso antes. Assim, você va i pa ra ou tra fase d e su a vid a s em u m a fru stração. Lem b re- s e:
as lições se rep etem até qu e as aprendam os.

22. F alt a d e p e rd ão o u d e c o n v i v ê n c i a p ac í f i c a n o l a r o u n o lo c a l d e e st ud o
o u t rabalh o
Q u em não é ca paz d e m a n ter u ma vid a p a cífica com seu s sem elh antes, a lém d e n ão
ter p a z d e espírito, terá qu ed a d e p rod u tivid a d e. C om p rove o qu e es tou d izen d o: o qu e
mais atrapalha em u m a prova é, p or exem p lo, n ã o ter es tu da do o su ficien te ou ter b riga d o
com a lgu ém na véspera?

Para ser mais feliz e rend er mais n os estudos, a prenda a viver em p a z cora seu próximo,
o qu e é p oss ível através da in icia tiva, d o p erd ã o e da tolerân cia, a lém d e u m a b oa d os e d e
d iá logo e paciên cia .

" U m a vida só é vida quando esta vida está env olv id a na vida de outra v id a Logo,
é p recis o a costu m a r- s e com as natu rais d ificu ld a d es da con vivên cia , cu jos b en efícios
com p en s a m em m u ito as mazelas.

23. P ro ble m as g rav e s p e sso ai s o u n a f am í li a, saúd e etc.


Todos tem os prob lemas, u ns mais graves, ou tros não. A p rim eira p rovid ên cia é defin ir
se a gra vida de é su ficiente para recom en d a r a su spensão d o p rojeto d e estu do/concu rs o
p or algu m tem p o. Às vezes , a tem p es ta d e é tã o forte, qu e se recom en d a arriar as vela s e
esperar. Se for o caso, fa ça isso. Por ou tro lado, des cu b ra se é pos s ível administrar, con cilia r
o estu do e os prob lem a s pessoais. N a m a ior pa rte das vezes, os prob lem a s vã o dim in u ir sua
ca p a cid a de d e esforço, mas sua força d e von ta d e im p ed irá u ma parada com p leta . M es m o
qu e com m en os tem p o, a m a n u ten çã o d e u m progra m a d e estu do va i a ju da r a m a n ter tu do
na m em ória , agregar con h ecim en to e ch ega r on d e se quer. E xistem m u itos prob lem a s d e
saú de cu ja solu ção ou m in ora m en to va i aju dá - lo n o es tu do (visão, au dição, cefa léia / d or d e
cab eça, TPM , etc. S ob re cefaléía, ver a p á gin a w w w .d ordeca b eça .com .b r.).

S ob re a p oio familiar, ver o O C 5 ,14, p. 103 e C 2 ,117, p. 276.

S ob re depressão, ver 0 137, p. 76.

24. A p o i o
É m u ito difícil a lgu ém s em a p oio.. .V ocê tem certeza d e qu e não o tem? B em, va m os
pa rtir da p ior hipótese, isto é, d e qu e n ã o ten h a a p oio m esm o. S eria ótim o se vo cê o tivesse,
mas, já qu e n ão o tem, a pren da a se vira r sozinho.

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25. I n se g uran ç a
A solu çã o aqu i é a segu inte: afaste o m ed o. A insegu rança é fru to do m ed o, prob lem a
já m en cion a d o acima.

Va le a p en a m en cion a r W iliia m D em in g, qu e d es en volveu u m M étod o d e Q u a lidade


com 14 pontos, u m dos qu ais é exa ta m en te “A fas tar o medo”. Veja o qu e ele fala em sua
ob ra (ob .cit, p. 44-45): “Afaste o medo. N ingué m pod e dar o m e lhor de si a menos que se
sinta seguro. SE prov ém do la tim e significa ‘s em’; G U R O vem do latim cura, e significa ‘zelo’,
‘cuidado’. SEG U RO significa, portanto, sem preocupação, sem cuidado ao e xprim ir idéias,
sem te m or de fa ze r perguntas. O medo assume m uitas facetas. U m d e nom inad or com um do
medo, sob qualquerform a e em qualquer lugar, é aperd a resultante de desempenho reprimido
e cifras ‘a rranjadas’.’’

Assim , des ligu e o b otã o d o m ed o e da p reocu paçã o: fa ça o seu m elh or e seja p er­
sistente. Essa fórm u la é infa lível.

26. D úv i d a s so bre a v i d a, o o bje t i v o , o p r ó p r i o suc e sso o u sua c ap ac i d ad e


p a r a o bt ê -lo
C om o d izia W illia m S ha kes pea re," Nossas dúvidas são traidoras. E nos fazem perder
o b em que sempre poderíamos ganhar, p o r medo de tentar”.
A dú vida ou as dú vidas são fru to d o sen tim en to d e inferioridade, dos com en tá rios ou
cob ranças d e pa ren tes ou a m igos e dos p róp rios temores , qu e d e vez em qu an d o su rgem
em nossa m en te. É exa ta m en te o op os to da crença em qu e se p od e cons egu ir o qu e se quer.
O m elh or a n tíd oto é, a cada vez qu e isto acontecer, reafirm a r o ob jetivo, seu m otivo, a fé de
qu e p od e ser alca nçad o e a d is p osiçã o d e a gir e persistir até consegu i- lo.

27. “ C o n si g o e st ud ar bast an t e d uran t e al g u m t e m p o (alg um as se m an as


o u m e se s), m as d e p o i s n ã o ag üe n t o , fic o e st re ssado e p asso u m lo n g o
p e rí o d o se m e st ud ar
Isso é m u ito com u m . A pes soa p á ra tod a sua vid a e não fa z nada senã o estudar. É
com o se a lgu ém en goliss e u m p ou co d e ar e procu rasse ficar tanto tem p o em b a ixo d ’água:
ch ega u m a h ora em qu e n ão d á mais. U m p rojeto d e estu do d eve ser equ ilib ra do, dosan do-
se descanso, lazer, estu do, a ten ção à fa m ília , trab alho, etc. Só assim é p os s ível estu dar
du rante lon gos períodos . O id ea l é com eça r a se prepara r para o ves tib u lar n o 1° a no d o 22
grau e pa ra o M in is tério Pú b lico ou M agistratu ra n o I a ano da fa cu ld a d e de D ireito. Se isso
acontecer, h averá tem p o su ficien te para tu do.
E qu ilíb rio. C om o disse D em in g (1990, p. 17), “C hicoteie o cavalo, e ele correrá mais
depressa-por algum tempo’’. N ã o adianta fa zer isso consigo. O rganize- se d e m od o qu e o estudo
seja u m a ativida de prazerosa e equ ilibrada. E sforço e ded ica ção sim, exagero e estafanão.

28. A p a t i a
A apa tia é u m a das form a s d e resposta h u m a n a dia n te de u m grande desafio. Só qu e
é a resposta errada. “A m a ior das cam in h ad as é feita passo a passo." É assim qu e d eve ser,
u m pa sso d e cada vez, mas sem parar. A in ércia n ão p rod u z b ons resu ltados. O C 6 ,114,
p. 143. O u tro caso sem elh an te é a S ín drom e d e B umant, qu e vem se tornan do u m prob lem a

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com u m . A pes soa "apaga” com o u m a fogu eira cu ja len h a já se qu eim ou , p or n ã o sab er dosar
seu trabalho, estresse etc. Para en frenta r a apatia, trab alhe. Para evita r a S ín drom e e o fastio,
orga n ize seu tem p o. O C 8 e C9, p. 175-220.

29. Fast io
D epois qu e a pessoa começa, ou seja, ven ce a apatia, é mu ito com u m qu e a cada dia ou
d e vez em qu ando sinta u m pou co de fastio. Antes d e com eça r algu ma tarefa ou dia d e estudo
ou trabalho a pessoa sente u m certo enfastiamento, ü m desânimo. É u m a espécie d e "falta de
apetite”, de aversão ou ab orrecimento m om entâ neo em fa ce da tarefa. Pod e ser u m a das formas
de a pregu iça se manifestar. Isso acontecia mu ito com igo no estu do e h oje ainda acontece
qu ando acordo cedo para ir correr.

O com u m é qu e nessas horas a pessoa fiqu e enrolando, arru me coisas para fazer, crie
u ma situação, etc. A atitu de correta é se conscientizar da importância d o qu e tem qu e fazer
(estudar para passar, correr para ter mais saúde, trabalhar para progredir, etc.). E m seguida, é
só começa r a fa zer o qu e tem qu e fazer qu e o fastio passa.

30. V o n t ad e d e de sist ir
D esis tir é, n u m p rim eiro m om en to, mais fá cil d o qu e persistir. Isto a con tece p orqu e
p a ra se desistir b asta u m instante, u m a ú nica m a n ifes ta çã o d e von ta de. N ã o des istir é
a p a ren tem en te mais difícil, p ois d ep en d e de con s tâ n cia d e prop ósito, d e u m a cons tante
ren ova çã o de votos , ideais, von ta d e, etc. C on tu do, a lon go prazo, des istir é m u ito mais
d ifícil p orqu e apenas qu em des iste n ã o chega. Os qu e n ã o d es is tem ch ega m n o des tin o
mais ced o ou mais tarde. Q u em desiste, passa a vid a com a d ú vid a e/ou com a fru stração
de n ã o ter contin u ad o. Im p u ta - s e a W illia m W allace, o h erói da In d ep en d ên cia da E scócia,
u m discu rso em qu e con ven ceu ca m p on es es a en fren ta r o p od eros o exército inglês. E le
disse qu e os ca m p on es es p od eria m volta r para su as casas e viver tra n qü ila m en te anos e
anos, com o servos, mas vivos. M as disse qu e d ep ois d e 10, 20 ou 30 anos, n o m om en to da
morte, cada u m deles daria tod o o resto d e suas vid a s p a ra p od erem volta r n o tem p o e ter
de n ovo a oportu n id a d e de lu tar p ela p róp ria lib erda de.

S ob rep or qu e n ão d evem os desistir, aind a va le cita r u m en sin o d e Jesus, em M a teu s 7:


13,14: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta , e espaçoso o cam inho que conduz à
perdição, e muitos são os que entram p o r ela; e porque estreita é a porta, e apertado o cam inho
que conduz à vida, e poucos são os que a encontram

E m b ora estivesse fa la n d o sob re a op çã o d e segu ir a Cristo, o texto m en cion a u m a


le i es p iritu a l p recios a , a de qu e ca m in h os m u ito fá ceis (com o desistir, p or ex em p lo)
n orm a lm en te leva m à p erd içã o e ao fracasso. E m tu do é m elh or s egu ir o ca m in h o estreito.
O esforço, o trabalho, o estu do, a d ed ica çã o e a persistên cia p od em ser porta s estreitas, mas
con d u zem a pess oa a u m b om destino.

31. Est ar n o m e i o d o c a m i n h o I (c o m e ç a r a se e sf o rç ar m e n o s só p o r q u e
j á fe z p art e d a t are f a)
H á pessoas qu e in icia m algu ma coisa (estu do, regim e, tarefa, tra b a lh o) e qu an d o
com eça m a ir b em , a ter os p rim eiros resu lta dos, rela xa m e d eixa m d e con tin u a r se
esforça ndo.

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E vite para r ou p erd er a con tin u id a d e qu a n d o es tiver n o m eio d e u ma tarefa ou de
u m projeto. Term in e o qu e com eçou , leve seu s ob jetivos a té o final.

32. Est ar n o m e i o d o c am i n h o I I (t e nsão d o c an d id at o q ue j á p asso u pe las


p ri m e i ras fase s)
A pes soa passa em u m provã o, ou nas específicas, e com eça a se estressar, en gan ar e
desespera r com a id éia d e qu e “já não pode mais perdef\ qu e “só fa lta um pou quinho", qu e
" seria uma vergonha não passar agora” etc. E n tenda qu e tem os o direito d e não passar em
u m ou ou tro concu rso e em qu a lqu er d e suas fases, m es m o qu e seja a ú ltima.

A ten d ên cia é qu e até qu e a p es s oa ten ha u m certo nível, ela n ão passe em nenh u m


concu rso (fase 1). D ep ois qu e a tin gir u m p a ta m a r d e con h ecim en tos, a ten d ên cia será
passar em tod os (fa se 2). Q u a nd o se está passando d a fase 1 para a fase 2 a ten d ên cia é qu e
passe em u m a e n ã o em ou tra ou qu e se pas se nas prim eiras provas e even tu a lm en te não
se passe nas ú ltimas. Por cau sa disso, não adia nta ten são n em imp aciên cia. A ú nica solu ção
é continu ar sem pre, a té passar p or tod as as provas.

% Q u ando es tiver passando, n ã o se “ob rigu e" a passar na prova segu inte. Apen a s vá
lá e fa ça o seu melhor.

33. De sc ulp as e c ulp ad o s


Ü m á das coisas mais preciosa s qu e ap rend i até h oje é qu e tod os qu e erram ou deixam
d e fa zer algo qu e d everia m sem pre têm u m cu lp a do e u m a descu lpa. U m a alu na a qu em eu
h avia rep rova d o na facu lda de, em N iterói, m e disse qu e m ora va lon ge e trab alhava em São
C ristóvão para su stentar a casa, com o qu e qu eren do ju stificar- se p ela falta de conh ecim en to.
Pergu n tei se ela da ria essa resposta d ia n te d e u m clien te preso e ca rente d e defesa, ou para
u ma b a nca exa m in ad ora de con cu rso pú b lico. D iss e- lh e qu e ela - com o tod os - tinh a u m a
descu lp a (m ora r lon ge, trab a lhar longe, ter qu e su stentar a casa) e u m cu lpa do (a vida, o
destino, as carências fa m ilia res). A verd a d e é qu e qu em tem m a iores dificu ld ades tem qu e
se des dob rar para su perá- las. O m u n d o às vezes é injusto, mas isso não serve para responder
qu estões em u m a p rova e n em ta m p ou co res olver os prob lem a s da vida.

P a re d e a p on ta r o d ed o pa ra os ou tros e fica r d izen d o o qu e fa ltou , o qu e n ã o foi


feito, o qu e lh e p reju d icou , etc. Procu re ver p rim eiro suas próp ria s falhas e d eficiên cia s
e corrigi- las. A lém diss o, se falhas a con tecerem , a p ren d a com elas ( O C23, 507) e saib a
p erd oa r a si e aos outros.

E vite fica r p rocu ra n do descu lpas e cu lpados: esforce- s e para su perar as dificu ldades.
C om o d iz u ma p rop a ga n d a da Reeb ok: “Sem desculpas, sem limite s . ”

34. N ã o se r o q u e se é
U m a das ten ta ções d o ca n dida to é deixar d e ser qu em é, para ch ega r on d e deseja.
Se você tem con d ições d e estudar, n ã o se en vergon h e: a lgu ém está p a ga n d o p or isso,
a lgu ém está a credita n do e in ves tin d o em você. Agrad eça , a p roveite as porta s abertas e não
des perd ice o qu e o aju da. Se você é pob re, não ten ha vergon h a de suas rou pas, dificu ldades,
lim ita ções. Seja você m es m o e tra b alh e com isso. Procu re as chances, peça b olsa, aceite a
b oa von ta d e d e a lgu ém e a aju da qu e sem p re ch ega pa ra qu em se esforça.

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Se você tem dificu ldad es em u m a ou ou tra m a téria , n ão ten ha m ed o d e confess á -
las. Tenh a m ed o d e n ã o superar, p elo esforço, as d ificu ld ad es qu e tem . Se tem dificu lda des
em tod as as matérias, vá lá, você n ã o é o p rim eiro a tê- la s n em será o p rim eiro a con s egu ir
apesar delas. Se você a p ren d e b em , n ã o seja orgu lh os o e arrogante, m a s ta m b ém n ã o se
m elin d re ou diminu a. M od és tia n ã o s ign ifica n ega r os fatos, mas s im n ã o se ilu dir, a ch an do
qu e os fatos o torn a m m en os hu mano.

Trab alhe com a qu ilo qu e você é, e fa ça isto ser a lgo m elh or n o fu tu ro. Pau lo Lem in ski
d iz qu e “isto d e qu erer ser exa ta m en te o qu e é a in d a va i n os leva r além ”. N ã o ten h a m ed o
d e ser o qu e é, n em de qu erer leva r o qu e é adia nte. A ceite- s e e você terá mais ch ances d e
ir a lém . D o seu jeito, n o seu tem po.

U m a história sob re a arrogância e a fa lta d e h u m ilda de.

A arro g â n c ia e a fa lta d e h u m ild ad e são p ro b iem as sé rio s, q u e afet am m uit as p e sso a s q u e


p o d eriam ir m uit o m ais io n g e se ag isse m d e fo rm a d iferen t e. Vo u cit ar aq u i um a h ist ó ria co n t ad a
p o r Fran cisco D irceu Barro s, at ualm ent e Prom ot or d e Ju st iça , Pro fesso r e Escrit o r.

Fran cisco D irceu ain d a era est u d an t e d e D ireit o q uan t o t om ou co n h ecim en t o d e um a est u d an t e
m uito b rilh ant e. Seg u n d o o s p ro f esso res, era a m elh o r alu n a q u e já p asso u p eia f acu ld ad e. Ela
est ava t erm inand o o cu rso d e d ireit o e o est u d an t e Fran cisco ap e n as in ician d o . Co m o ele e ra
(e ain d a é) af icio n ad o p o r ap ren d er D ireit o, n o s in t ervalo s d a s a u ía s en co n t rava um a fo rm a d e
f ica r p ró xim o d a t urm a ‘'d eia" p ara ap ren d er m ais um p o u co . Eía t in h a re sp o st as p ara t o d as as
in d ag açõ e s f o rm u lad as p o r se u s co le g a s. Cert a vez, h o uve o d iálo g o ab aixo d escrit o .

Um alun o , q u e ch am arem o s d e " x ” , p erg un t o u à alu n a b rilh an t e q u e f azia o 10° sem est re:

“x “ - “N o p ró xim o sem est re h averá co n cu rso p ara Ju iz , v o cê vai f a ze r?”

A lu n a b rilh an t e: “Vou fazer e t irar o p rim eiro lu g ar.”

V ! - “É bom v o cê co m eçar a se p rep arar, p o is eu t enh o um am ig o m uito in t elig en t e e est u d io so


q u e h á t rês an o s f ez e sse co n cu rso e não p a sso u .”

A lu n a b rilh an t e: D eu um a b ela g arg alh ad a (um m is to d e cin is m o co m p re po tê ncia ), e resp o n d eu :


| “ In t elig en t e e est u d io so ? E co m o foi q u e e!e não co n se g u iu p a ssa r èm um co n cu rsin h o d e Ju iz ?
! Po is eu vou p a ssa r e se não t irar o p rim eiro íug ar, eu n ão assu m o .”

O ent ão est u d an t e Fran cisco n ão acred it ava no q u e e st ava o u vin d o , e in d ag o u p ara um am igo:
“Ela está brincando, não é?"

] Ele resp o n d eu : “ B rin c a n d o ? M eu a m igo , eu nu nca v i aiguém tão arrogante

A p art ir d e sse m om ento a alu n a b rilh ant e p erd eu seu b rilh o , p o is se p e rce b e u q u e e la era alg uém
q u e ca so se t o rn asse aut o rid ad e iria q uerer se e q u ip arar a D eu s t am bém , aliás, não é um fenôm eno
m uit o d if ícil n e ssa p ro f issão d e Pro m ot or e Ju iz . (...)

Volt em os, ent ão, à alu n a b rilh ant e q u e p erd eu o b rilh o . B a fez o co n cu rso d a M ag ist rat ura e saiu
rep ro vad a d a seg u n d a f ase . D ep o is fez um co n cu rso p ara d ef en so r p ú b lico e não p asso u nem
no p ro vão . N ão aceit o u o q u e e ía ch am a d e “d erro t a” , ent rou em d e p re ssão e n u n ca m ais fez
co n cu rso s.”

S a n to A g o s tin h o d izia q u e “o o rg u lh o não é b eieza, m as in ch aço . E o q u e est á in ch ad o p are ce


{ g ran d e, m as não é sa d io ” . (B isp o d e Hipona, n o rte da Á frica, 354-430). !
........... ..... ....- .......... J

Extraído do livro “Carta aos Concursandos", de Francisco Dirceu Barros e William Douglas, Ed. Campus/Elsevier.

74 C A P Í T U L O 3

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35. A c h a r q u e as c o isas e st ão i n d o b e m d e m ai s
Por in crível qu e pareça, qu a n d o es ta mos con s egu in d o a p ren d er melhor, qu an do
tem os a lgu m su cesso parcial, etc., su rge u m n ovo prob lem a : lá n o fu n d o com eça m os a
achar qu e tu do está in d o b em demais. V ocê certa m en te já passou p or isso: tu do está in do
às m il maravilhas e você com eça a pensar:

Tudo está m u ito certo, algo tem que d ar errado...”

Tudo está indo tão bem, tem que ocorrer algum prob lema...”

Isso não vai d urar para sempre!”

Pa rece qu e s om os edu ca dos para achar qu e as coisas n ã o p od em ir sem pre b em ,


darem certo e assim p or diante. Parece u m a s ín d rom e d e n ovela ou de filme.

Ora, tod os sa b em os qu e a vid a tem tristezas e alegrias, qu e as coisas b oa s e más,


as vitória s e os reveses se m is tu ram nessa vida . Porém , ou tra coisa é n ão aceitar qu e tu do
esteja in d o b em .

O fa to é qu e, qu a n d o a p es s oa qu e está com tu d o b em com eça a m a n da r essa


m en s a gem p a ra o céreb ro, p a rece q u e n os s o in con s cien te tra b a lh a pa ra ob ed ecer à
progra m a çã o nega tiva qu e n ós m es m os fa zem os. E aí... algo com eça a da r errado.

Progra m e- s e p ositiva m en te: qu an do as coisas com eça rem a ir cada vez m elh or (e
esse é o ob jetivo d e n oss o trabalho, noss os esforços, etc.), n ão se p rogra m e para achar qu e
isto não p od e ser assim ou va i acab a r logo. Faça o segu inte:

1) A legre- s e p or estar colh en d o o qu e vem plantando.

2) M a n ten h a u m a p rogra m a çã o positiva, otim ista. A ceite qu e as coisas d êem certo. Afinal,
as coisas p od em dar certo!
3) Ap roveite o b om m om en to para id en tifica r falhas qu e ain d a poss a m estar ocorren do,
procu ran d o a p erfeiçoa r su a vid a e sistem a de estu do para evitar prob lem a s futuros.
O u seja, a pós agir e ter algu m b om resu ltado, reavalie, analise e realize eventu ais ações
corretivas, se elas forem necessárias.
4) S empre é poss ível melhorar. C om b in e a satisfação, alegria e contentam en to já alcançados
com u ih a b u sca otim is ta p or n ovos a p erfeiçoa m en tos e melhoras.

5) A p roveite o dia ( C arpe die m ).

"Isso de querer ser


exatamente o que se é
ainda vai nos levar além."
Piiífo LetsissSii

W I L L I A M D O U G L A S 75

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36. O bt e n ç ão d e t e m p o e d i n h e i ro p a r a e st ud ar
M en cion o aqu i u m a pergu n ta qu e ten h o ou vido m u ito em palestras ou receb id o p elo
e- m ail. Tem sido tã o com u m qu e p referi registrá- la aqu i.

UM A D ÚV IDA C O R R E N T E
La r g a r o u n ã o o e m pr e g o pa r a p o d e r e s t u d a r m a is ?

O u tra qu estão qu e tem s ido com u m nas in d a ga ções é a res peito da op çã o d e la rgar o
em p rego, a fim de ter mais tem p o pa ra estudar. A resposta rá p id a é a segu inte: se você tem
con d ições de se ded ica r in tegra lm en te ao estu do, d ed iqu e- s e. E n ã o des p erd ice tem p o e
oportu n ida des . M as n em sem pre a cois a é tã o simples. C on h eço casos d e qu em pa rou d e
tra b alhar e se estressou demais, e casos d e qu em pa rou e d eu certo. N ã o existe u m a regra
ú nica.

M in ha preocu pação, nestes casos, é a pessoa fixar u m prazo para passar, p or exemplo,
p or causa da grana qu e tem dispon ível (indenização, pou pança etc.), e terminar se estressando.
Ou tra fonte de estresse ocorrerá nos casos em qu e algu ém estiver b anca ndo as despesas e
com eça r a ficar impaciente. O u seja, se parar de trabalhar vai trazer mais tem p o mas ta m b ém
mais estresse, acho qu e não va le a pena.

Por ou tro lado, se a pes s oa tem con d ições d e parar d e trab a lhar e fica r estu da ndo
com resp ons a b ilid ad e e flexib ilida d e, p elo tem p o qu e fo r n eces s á rio (con cu rso n ã o é pa ra
passar, mas até passar), a id éia p od e ser b oa.

Ten ta n d o aprofu n da r, eu a in d a d iria qu e, se o em p rego qu e se tem é fá cil con s egu ir


d e n ovo se a grana acab ar, a op çã o fica m a is fácil. Se o em p reg o é d ifícil d e se con s egu ir
d e n ovo ou se você con s egu e se orga n iza r p a ra tra b alhar e estu dar, va le a p en a u m es forço
p a ra ten ta r con cilia r os d ois e u m p ou co m a is d e p a ciên cia a té a a p rova çã o. O u tro caso
em qu e pa ra r de tra b a lh ar é m a is fá cil ocorre qu a n d o os pa is ou o côn ju ge segu ra m a
b arra. N es tes casos, qu em está p a ga n d o as conta s d eve ser p a cien te ta m b ém , e evita r
a ch ar qu e, p or estar p a ga n d o as conta s, virou d on o ou ch efe d o con cu rs a n d o. P or fim ,
o con cu rsa n d o qu e tem a op ortu n id a d e d e só estu dar d eve p rocu ra r n ã o d es p erd iça r o
tem p o a mais qu e tem . H á a in d a os casos d e p es soa s qu e con s egu em tra b a lh o em m eio
exp ed ien te e aqu elas qu e d eixa m féria s e. licen ça s - p rêm io p a ra a h ora em qu e a p rova
es tiver ch ega n do.

O qu e mais lh e atrapalha? C om o ven cer esta dificu ldad e? E n contra r estas respostas
fa z pa rte d o p la n eja m en to d e u m sistem a d e estudo.

37. D e p re ssão

C onsiderada o “m a l do sécu lo1', a depressão p od e atingir qu a lqu er u m. É u m prob lem a


d e saú de com o ou tro qu alqu er, mas qu e p od e tra zer prob lem a s sérios se n ão for a d equ a ­
da m en te enfrentada. Ass im com o as em b os ca das , a m elh or solu çã o é n ã o en trar nela. Mas,
se entrar, há form as de sair. Para n ão entrar, p rocu re coloca r su a vid a e suas em oções em
ordem . N ã o ter p rojeto nenhu m, ou p rojetos demais, é ru im para a alma. E ventu a lmen te,

76 C A P Í T U L O 3

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você p od e precis ar de aju da p rofis s ion a l para lid a r com a depressão. N ã o ten ha m ed o de :j
procu rar socorro. É u m direito d o ser hu mano. S ugiro qu evocê faça exercícios regu larmente, j
pois o m es m o lib era en d orfin a n o seu organ ismo, qu e é u m a nti- d ep res sivo natural. N es s e j
passo, veja o O C 12, e experim en te, n ó m eu site, o W D PTS . !

@ Para ler mais, ver n o m eu s ite os a rtigos “Ela, a d ep res s ã o” e “O m á g ico de


O z p a ra con cu rs a n d os ”. j

38. De f i c i ê n c i as d e ap re n d i z a d o (d i sle x i a) o u de fic iê n c i as físic as |

Algu m a s pessoas pos s u em u m d is tú rb io n o ap rend iza do ch a m a do dislexia , qu e tem L


várías form as diferentes d e ma n ifesta çã o. A regra gera l é qu e estas dificu ld ad es p od em ser jl
su peradas com aju da profiss ion a l. H á cu ra. Se você ou algu m filh o tem dificu ldades, con- j
su ite w w w .d islexia.com.b r. Va le cita r algu ma s pes soas qu e tinh am dislexia: A lb ert Einstein, |
W in s ton Chu rchill, Th om a s E dison, H en ry Ford, W alt D isney, W illia m H ew lett, G raham Bell, j
Rich ard B ranson e Ted Tu rner. j

E m relação a deficiên cia s físicas, elas p od em ser superadas. O s atletas p a ra - olím picos
estão a í pa ra p rova r isso. N o ca so dos concu rsos, even tu a lm en te p od em dar d ireito a vagas
especiais. Se você poss u ir a lgu m a d eficiên cia , cons u lte u m a d voga d o es p ecia liza d o em
concu rs os /D ireito A dm in is tra tivo p a ra ava lia r seu caso.

39. Se u " t i p o ” . Q ue t i p o d e c o n c urse i ro é v o c ê .

V ocê p od e estar a gin d o com o águ ia, ou com o galinha.

@ Leia sob re isso no a rtigo sob re o tem a, n a m in h a página.

40. F alt a d e De d i c aç ão

Q u a n d o fa lo em d ed ica çã o, m e refiro a fa zer as coisa s certas p elo tem p o certo.


O u seja, p ers is tir se es força n d o e a p erfeiçoa n d o o s is tem a d e es tu dos e o con h ecim en to
a té a a p rova çã o. S em d ed ica çã o, n a d a é p os s ível. O p róp rio Ru i B a rb os a im p u ta va à
d ed ica çã o e a o es tu d o d e m a d ru ga d a o seu su ces so.

@ N o m eu site, ver “Ru i B a rb os a e a D ed ica çã o".

Observ ação:
Se você tem a lgu m a d ificu ld a d e n ã o d es crita aqu i, p or fa vor m e m a n d e u m
e- m ail, con ta n d o- a : w w w .w illia m d ou gla s .com .b r.

W I L L I A M D O U G L A S 77

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4.3. A I N D A S O B R E O M E DO , A A N S I E D A D E E O N E R V O S I S M O

" 0 medo faz o lobo maior do que ele realmente é."


Pro v érbio ala w ío

P erm ita m - m e fa la r u m p o u co m a is s ob re os três p r ob lem a s m a is com u n s e,


pa ra lela m en te, mais perniciosos.

O m ed o é em gera l u m a con s tru çã o m en ta l (u m a fan ta sia ) s ob re u m trech o da


realidade. Por exem p lo, a rea lid a d e in dica qu e é p os s ível n ão passar em u m d eterm in a d o
concu rso, a pa rtir d a í a pes soa con s trói u m a s érie de ima gens, sen sações e conclu sões
pessimistas e derrotistas qu e irão preju dica r seu d es em p en h o. C hega- s e ao p on to d a pess oa
a u toprogra m a r su a derrota e o céreb ro, com o qu a lqu er b om equ ip a m en to, trab alh ará pa ra
cu m p rir a progra m a çã o feita. D evem os, porta nto, dis tin gu ir o real d o im a gin á rio, evita n do
a cria ção de m on stros e fa ntasm as desnecessários. E vitem os, porta n to, o m ed o d e n ão
aprender. O m ed o d o des em prego, o m ed o d e tu do.

A a n s ied a d e tem com o u m de seus prin cip a is fa tores a cob ra n ça d o m eio (a migos,
fa mília, etc.) e d o p róp rio ca n d id a to qu an to ao resu ltado dos concu rsos (n ota, aprovação,
passar logo n os prim eiros concu rsos, passar b em coloca d o, etc.). A cob ra n ça , a sen sação d e
“d es em p rego”, a pers pectiva d e não vencer, as com p a ra ções com outras pessoas, etc. cria m
u m a terrível pressão sob re o can didato. É in egá vel q u e algu ma s pes soas p oss u em m a ior
qu ocien te d e inteligência , a prend end o m a is rá pid o qu e outras. Passar ou n ão passar em u m
ou ou tro concu rs o ta m b ém carrega den tro de si u m p ou co d e sorte: ca ir na p rova o qu e se
sab e melhor, o estado em ocion a l n o dia da prova, o m a ior ou m en or rigor d a b a n ca na qu ele
concu rso (p. ex., qu an d o o n ú m ero de vagas é maior, a ten d ên cia é u m certo a frou xa m en to
n o rigor dos exa m in ad ores ), etc. P or causa d e u m tã o grande n ú m ero d e variáveis, é u m
ab su rdo se qu erer d eterm in a r u m m om en to es p ecífico p a ra qu e a p es s oa pass e em u m
concu rs o ou exame.

“A m a ior prov a de coragem é s uportar a derrota sem ter medo de con tin u a r lutando."
Se tiverm os essa cora gem , p od em os deixa r de la d o o m ed o e a ans ieda de. A lém disso, o
erro e a derrota p od em ser degrau s d e aprend iza do, O C23, p. 507.

>á> Se você tem prob lem a s com o este, tom e a lgu ma s precau ções:

a) N ã o se c o m p a r e c o m te r c e ir o s . O fa to d e e ve n tu a lm e n te o u tr os p a s s a r em
m a is rá p id o n ã o s ig n ifica qu e vo c ê n ã o p os s a fa zê- lo, n o s eu tem p o. Q u em é
s u ficien tem en te es força d o ta m b ém tem su ces so. Pers is tên cia é m a is im p orta n te
d o qu e in teligên cia . H á q u em d iga qu e "o s u ces s o se con s titu i d e 1% d e in s p ira çã o
e 99% d e tra n s p ira çã o”. N ã o a ceite com p a ra ções com a m igos , p rim os , irm ã os , etc.
C ada p es s oa tem su a in d ivid u a lid a d e. A ú n ica com p a ra çã o a d m is s ível é con s igo
p róp rio.

78 C A P Í T U L O 3

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b) Aceite- se. S em em b a rgo d e u m es forço con tín u o d e a perfeiçoa m en to, a ceite- se com o
você é. Aceite serenam en te suas características. C om o já fo i d ito em u m a propa gan da d e
TV, “A q u ilo que nós somos é um presente da vida para nós; a quilo em que nos tom am os
é o nosso presente para a vida”. A lém d o mais, n ad a m elh or do qu e nos a ceitarm os e,
a pa rtir daí, prossegu irmos.

c) N ã o a dia n ta ter pressa. É p recis o qu e o ca n dida to ch egu e a u m cons en so com sua


fa m ília e con s igo m es m o d e qu e ta l es p écie d e cob ra n ça e pressão (externa ou interna)
n ão con trib u i em n ad a e, pior, preju dica. Se o ca n d id a to está estu dando com afinco,
d eve esperar com calma, p ois o su cesso virá. U m a das m elhores form as d e se perd er
o m ed o ou receio d e n ã o passar é exa ta m en te se con ven cer qu e se p od e não passar
nesta ou n a qu ela p rova a gora mas qu e com persistên cia se passará mais ced o ou mais
tarde.

d) N ã o d ep en d a d a sorte. Q u anto mais você estuda e se prepara ps icologicam ente, m en or


será a in flu ên cia d a sorte. C h ega u m m om en to em qu e os fatores aleatórios, o rigor da
b anca, o qu e ca ir na prova, etc. já n ã o fa rã o d iferen ça para você. N esta h ora você vai
ser aprovado... e achará qu e, n o fin a l d a história, foi até fácil.

e) C om b a ta o estresse. D ep en d en d o d a hipótese, u m ps icólogo ou m éd ico pod erá ajudar,


assim com o ta m b ém aju da a prá tica d e atividades físicas. Evite o m á xim o possível
"mu leta s”, com o, p or exem p lo, rem éd ios e apatia.

O n ervos is m o é ou tro fa tor a ser controlado. N os dias p róxim os d o exa m e e n o dia


dele, é m u ito com u m qu e o ca n dida to se estresse, fiqu e nervoso, u m a “p ilh a d e n ervos”, não
é? Pois b em, esse estado em ocion a l preju dica o desempen ho, dificu lta ndo o conta to entre os
arqu ivos cereb rais e os aparelhos d e transmissão d e in form a ções (recu pera dor d e m em ória ,
fala, escrita, raciocínio, etc.). Ass im, p rocu re relaxar, m otiva r- se p os itiva m en te e deixa r as
coisas a con tecerem natu ralmente. Evite, sobretu do, aqu eles es forços sob re- hu ma nos de
ú ltim a hora: se você estu dou orga n izad am en te, n ã o precisa disso; se n ão estu dou com a
a n teced ên cia devida, não será a u m a sem a n a da prova qu e tu do será recu perado. O C6,
113 e 14, p. 140 e 143.

Estes prob lemas, se não trabalhados, p od em gerar apatia (14.2., na 28) ou depressão
(14.2., n fl 37}.

Portanto, cu ide b em d e você.

" 0 fio que passa na minha terra é mais bonito que o rio Tejo,
porque o rio Tejo não {>assa na minha te rra /'
FftM 9Í0 fitS D Í

W I L L I A M D O U G L A S 79

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5
DEFLAGRADO RES

D e fla g r a d o r e s (q u a lid a d es ). É certa m en te m u ito m a is fá cil falar


sob re qu alidades, sob re fatores qu e au xilia m o d es em pen h o. O
p róp rio fa to d e o leitor estar len d o este m a n u a l na b u sca
d e u m a p erfeiçoa m en to já d em on s tra u m a qu alid ad e
im p orta n tíss im a : a von ta d e d e melhorar. D e fato,
A
m u itos a lu n os n ã o se a p erceb em d e in ú m era s
qu alid ad es e fa tores positivos. É mais fá cil ver o
qu e está ru im e se acaba es qu ecen d o de u m a qu a n ­
tida de igu a l ou m a ior d e b oa s notícias.

Q u a n tos recla m a m d o p reço d e u m a fa cu ld a d e pa rticu la r, d e livros ou d e cu rsos


p rep a ra tórios e se es qu ecem qu e, se estã o ten d o estas d ificu ld a d es , é p orq u e ch ega ra m
ao cu m e da form a çã o in telectu a l, a o á p ice d a p irâ m id e ed u ca cion a l. Q u a n tos recla m a m
d e u m a rep rova çã o e se es qu ecem qu e tivera m a op ortu n id a d e d e fa zer a p rova . Q u a ntos
fora m rep rova d os n o m eio d o con cu rs o e se es q u ecem qu e à m a ioria n ã o pa ss a n em
p ela p rim eira p rova , ou seja, qu e q u em é rep rova d o n o m eio d o con cu rs o é p orq u e
já está m a is p erto d e passar em tod a s as prova s . A cim a , tra tei b a s ica m en te d e fa tores
in ib id ores .

P od ería m os res u m ir es te item com u m a rela çã o das cois a s p os itiva s qu e você


certa m en te tem e qu e às vezes acab a não com em ora n d o e aproveita ndo. E xperim en te listar
as coisas boas, você verá qu e são mu itas.

C on vers em os sob re algu ma s qu alid ad es qu e são b oas se já n a s cem os com elas, mas
qu e ta m b ém serão b oas, ou ótimas, se as des en volverm os .

Au to- es tim a . Eu não sei explica r com o fu n cion a este m eca n is m o, mas n ã o ten ho
n en h u m a d ú vid a d e qu e a a u to- es tim a é es s en cia l p a ra q u em d es eja otim iza r seu
aprend iza do. Se u m a pes s oa se resp eita e estim a, o seu céreb ro irá em p en h a r- s e pa ra
a p erfeiçoa r esta noção, para ob ed ecer a esta program açã o. Se a p es s oa se m enosp reza,
se dim in u i e n ão se respeita, seu céreb ro irá trab alhar pa ra qu e essa im a gem m en ta l seja
cada vez mais verdadeira. Se a pes soa vive d izen d o qu e é “bu rra”, qu e n ã o aprende, etc., seu
céreb ro va i s im ples m en te ob ed ecer a estes com a n dos . Se a pes soa d iz qu e va i consegu ir,
qu e va i aprender, seu céreb ro irá es forçar- se para ob ed ecer.

S em a u to- estim a é p os s ível aprender, mas a exp eriên cia d em on stra qu e se a p ren de
mais fa cilm en te com ela.

Parece qu e som os edu cados para n ã o nos amarmos, pa ra ach arm os qu e d evía m os ou
p od ía m os ser mais inteligen tes, m a is b onitos, mais amados, mais s im p á ticos ou m a is ricos
d o qu e rea lm en te somos. Existe tod o u m ars ena l d e frases feitas, ch a vões e p recon ceitos
qu e n os força m a qu erer mais, a es p era r mais, etc. A o la d o disso, as p rop a ga n d a s d e rádio,

80 C A P Í T U L O 3

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l y impressas, etc. s em p re p rocu ra m n os ven d er a im a g em d e qu e a lgo está falta nd o, a lgo
precis a ser feito, a dm ira do ou a d qu irid o pa ra qu e a vid a seja perfeita . A lém disso, vivem os
em u m a s ocied a d e qu e d e cristã tem a p en a s o n om e, p ois é, no âmago, m aterialis ta,
frívola e cons u m ista, va len d o pa ra ela as p es soa s p elo qu e têm e n ã o p elo qu e são. P or
fim , é p róp rio d a n atu reza h u m a n a a ten ta r m a is pa ra o qu e fa lta d o qu e pa ra o qu e sobra,
pa ra o ru im d o qu e p a ra o b om . O resu lta do dis s o p od e ser u m gra n d e p reju ízo p a ra a
a u to- es tim a. Fa lta m a u to- a ceita çã o e resp eito, a m or- p róp rio, etc. Esta fa lh a rep ercu te
nos nos s os próxim os , p ois qu em n ã o se a m a e res p eita tem séria d ificu ld a d e para a m a r
e res p eita r os ou tros.

"N ão adianta se preocupar com coisas sobre as quais você não tem controle.
Q uanto às coisas sobre as quais você tem controle, faça algo para
resolvê-las, em vez de fica r se preocupando ."

Estar vivo é a mais fan tástica das oportu n ida des . Assim, com eça n d o p or nos a cei­
ta rm os com o somos, d evem os trab a lhar p a ra n os tra n sform a rm os em pessoas melh ores
e ú teis, em agregar va lor à qu ilo qu e já s om os ou tem os. A p a rtir d a í h averá a u to- estim a e
res peito p róprio, b ases excelen tes pa ra m u d a rm os noss a vid a para melhor.

D a vid M cN a lly (n a ob ra Even eagles need a pus h) d iz qu e p od em os com p reen d er


a a u to- es tim a se im a gin a rm os n os s a vid a com o u m b arco. H á peças qu e, se es tiverem
sozinhas, afu ndam: a hélice, o motor, etc. C ontu do, qu an do o b arco está n o mar, o conju n to
flu tu a. E n qu an to es ta m os vivos , es ta m os flu tu an do. P od e a té h a ver pa rtes d e nós ou de
noss a h is tória qu e a fu n d a ria m se es tives s em isoladas, mas é o con ju n to o qu e im p orta .
P or isso, d evem os a ceita r o b a rco com o u m tod o e n a vega r pa ra frente. Ele m es m o diz
qu e du ran te n os s a vid a a ten d ên cia é d eixa rm os ir a cu m u la n do su jeira e d etritos no casco
d o b a rco, fa zen d o com qu e ele p erca velocid a d e e gaste mais com b u s tível. Precisam os,
rotin eira m en te, coloca r o b a rco n o es ta leiro "m en ta l” e lim p a rm os su a su jeira. Será
lim p a n d o p recon ceitos , m en s a gen s falsas e/ ou des tru idora s, os receios e os trau mas
d ecorren tes d e eventu a is reveses e fracassos qu e p od erem os deixa r o casco lim p o e p ron to
pa ra sin grar os mares.

Q u alida des iniciais. N o O C 2,13, p. 40 já m en cion a m os diversas qu alidades e atitudes:


ter u m ob jetivo claro, visão (fé), compromis so, au todisciplina, organização, acu idade (prestar
a ten ção nas coisas) e flexib ilid a d e (ca p a cid a d e d e a dapta çã o).

A lém disso, é p recis o d es en volver a ded ica çã o ao ob jetivo bu scado, a ca pa cid a d e de


s em pre estu dar com o qu em está b u sca n do algo e n ã o com o u m au tômato. D en tro d a idéia
d e com p rom is s o há a persistên cia (cons tâ n cia de p rop ós ito), sem a qu al m u itos deixaram
d e pros s egu ir qu a n do esta vam a p ou cos m etros do su cesso.

A legria . A apreciação d o p róprio sucesso, das etapas vencidas, do acréscim o pau latino
e cons ta n te d e con h ecim en tos, etc. são excelentes in stru men tos para m elh ora r a qu alidade
d o estu do e d im in u ir a ten são e o estresse.

W I L L I A M D O U G L A S 81

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Ten h o u m a a m ig a q u e teve n o ta 47
na p rova pa ra o M in is tério Pú b lico, fica n d o
rep rova d a p or a p en a s 3 p on tos em 100. E la
esta va d es con s ola d a e eu lh e fa lei qu e sa b ia
o qu e era isso p ois já tin h a fica d o com 46,5
p on tos . M os trei qu e essa é u m a n ota excelen te
e qu e m os tra va q u e ela es ta va n o ca m in h o
certo, qu e com u m p ou co m a is d e s orte ou
de es tu d o em b reve teria su cesso, etc. E ía m e
diss e qu e esta va triste p orqu e “nun ca tin ha
chegado tão perto". Eu apenas rep eti a su a frase
e disse pa ra ela se a legrar p orqu e “ nunca tinha
chegado tão perto”, ou seja, estava m elh ora n do.
Ela ou viu d e m im a fras e qu e a ca b a ra d e p ron u n cia r e ficou feliz. E, n o en tan to, eu n ão
fizera mais do qu e mu da r a enton ação. M a is u m a vez, lem b rei- a d o pra zo para ser a p rova do
( J C 4 , p. 87).

& Apren da a alegrar- se com seus progressos.

Leveza . U m a p a rte da a legria d ecorre d e s erm os resp ons á veis com e p elo noss o
des tino; ou tra p orém d ecorre d e p od erm os (e d everm os ) ser u m p ou co "irres pon s á veis"
de ve z em qu ando. N ã o se d eve leva r as coisa s m u ito a sério, é p recis o u m p ou co â e fa ir
play, d e leveza. S ob re isso, veja a p rofu n d id a d e d e sa b ed oria n a vo z d e S alom ã o (Eclesiastes
7 :1 6 ):" N ã o sejas demasiadamente justo, nem demas iadamente sábio ; p o r que te destruirias
a ti mes mo?”.

Q u a lid a des e vícios p a ra o estu do. S ob re qu alid ad es pes soa is necessárias, va le d izer
qu e algu mas virtu des e d efeitos são inatos, já nas cem os com eles. Ou tras qu alidad es e vícios
são herda dos n o con vívio social. Tanto uns qu an to ou tros p od em , contu do, ser des en volvidos
ou controla dos. H a ven d o as qu alid ad es in icia is a pes s oa con s egu irá b em a dm in is tra r seu
in ven tá rio pes soa l e m elh ora r seu d es em p en h o e rend im en to.

6
IN V E N T Á R IO C IR C U N S T A N C IA L

A g o r a p a s s a rem os a tratar d e circu n s tâ n cia s extern a s ao in d ivíd u o. N ã o es ta m os


m a is fa la n d o d e q u a lid a d es ou d efeitos , m a s d a s itu a çã o em q u e o ca n d id a to s e
en con tra : se tra b a lh a fora ou não, se tem d in h eiro p a ra livros e cu rs os ou n ã o, e a ss im
p or dia n te.

U m b om pla n eja m en to pa ra o con cu rso d eve com eça r com a orga n iza çã o d o tem p o
e com o es qu a drin h a m en to das d ificu ld ad es e facilida des, qu e mu ita s vezes p od em ser
m od ifica d a s para melhor. A in d a qu e fa zer o rol d e va n ta gen s e des van ta gen s n em sem p re
possa m od ifica r su b s ta n cia lm en te n os s a situ ação, s erve pa ra lid a rm os d e a cord o com
ela.

82 C A P Í T U L O 3

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Q0 AIS AS FACILIDADES E DIF ICUL DA DES
QUE EU T ENH O PARA A L CA NÇA R M E U OBJETIVO?

Se, em algu m m om e n to , as circu nstâncias lh e am ea ça rem com o fracasso, saib a qu e


en qu a n to se persiste ten ta n do n ã o existe fracasso d efin itivo e qu e “o único fracasso real é
aquele do qual não retiramos lição algum a ” ( O C23, p. 507).

Se você está no gru po dos qu e tra b a lh am e têm qu e su stentar a família, gu arde duas
coisas:

li - N a p rova n ão lh e vã o pergu n ta r sob re sua vid a mas sob re a matéria, logo não adianta
qu erer sab er m en os p orqu e tem b on s m otivos para n ã o estu dar o su ficiente.

SP E xistem mais pessoas com su cesso n o seu gru p o d o qu e n o gru po dos qu e não lu taram
contra tantas dificu ldades. Q u em tem m a iores dificu ld ades em geral leva o estu do mais
a sério.

O m elh or ex em p lo d is s o é a h is tória d a corrid a en tre a leb re e a ta rta ru ga . A


leb re tin h a m u ito m a is con d ições p a ra ven cer, só qu e ab u sou d e su a ca p a cid a d e e n ã o
tra b a lh ou co m o deveria . A ta rta ru ga , m es m o s a b en d o d e su as lim ita ções , fez a su a
pa rte.

N ã o é só o excesso de tem p o e chances qu e atrapalha: às vezes os mais inteligentes não


têm sucesso. E xatamente p orqu e a posta m d em a s ia da m en te em sua capacidade, deixa nd o
d e segu ir as rotin as básicas e essenciais.

O res u m o desse item é o segu inte: fa ça u m in ven tá rio pess oal para se organizar. Se
as fa cilida des são o p on to alto d e seu atu al m om en to, n ão d es perd ice isso. Se você tem
mais dificu lda des, tantas qu e dá von ta d e d e desistir, saiba qu e é d e pessoas qu e estão na
su a situ ação qu e su rgiram os m a iores ven ced ores , os m elh ores profiss ion ais e u m en orm e
nú m ero d e a provados n os exa mes e concu rsos.

“ Ser fe liz ou in fe liz depende em


grande parte de nossa disposição,
não das circunstancias/'
HífHu Waíbinjisii

W I L L I A M D O U G L A S 83

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7
C O N C L U S Ã O S O B R E O IN V E N T Á R IO
P E S S O A L E C IR C U N S T A N C IA L

"Preparo inadequado
produz resultados inadequados/'
Boi) Sriser

S e vo cê d efin ir seu s p la n os , orga n iza r- s e, p la n eja r e execu ta r com von ta d e e


dedicação-, fa rá u m p rep a ro a d equ a d o e terá resu ltados excelen tes ..

Para tanto, é preciso, adm inistrar in ib idores, deflagra dores , dificu ld ad es e facilidades.
Essa a tivid a d e d e pu ra a d m in is tra çã o p o d e s er en riq u ecid a com a lgu m a s n oções d e
qu alid ad e e prod u tivida de.

Para se exercer o p la n eja m en to e a tivid a d es su b s eqü entes n o p rojeto d e estu do,


é p os s ível a p lica r o PD C A , u m a cria çã o d e W illia m E dw a rd s D em in g , u m g ên io d a
Adm in is tra çã o e da Q u alidade. O PD C A, com o qu a lqu er técn ica d e a u m en to d a qu alidade,
desde qu e com as m od ifica ções devidas, s erve pa ra empresas, p a ra o s erviço p ú b lico e para
pessoas em b u sca d e u m a pren d iza d o m a is qu alificado.

P D C A significa:

P. - [P la n ) PLAN E JAR
D - (D o) pAZE R . ;

C - ( C h e ck) C HE CAR, VE RIFIC AR

A - (A ction) AÇ ÃO C O RRE TIVA

PLAN E JAR s ign ifica esse m om en to em qu e es ta mos orga n iza n d o u m sistem a d e estu do.
Pla n eja r significa a d efin içã o das metas, das p riorid a d es e dos m étod os pa ra alca nçar os
ob jetivos.

FAZE R im p lica coloca r a coisa pa ra fu ncionar, ou seja, trabalhar, agir, persistir. Para fa zer
é precis o com p rom etim en to com o resu ltado e au todisciplina .

V E RIF IC A R é ob s erva r os resu ltados ob tid os e com p a rá - los com os des ejados. C onstitu i
u m a a tivida de a ser rea liza da du ran te tod o o d es en volvim en to d o p rojeto. D evem os estar
verifica n do os resu ltados, nosso desempen ho, o qu é está in d o b em, o qu e n ã o está rend en do
o su ficiente, etc.

A G IR significa corrigir os erros ou a p erfeiçoa r p roced im en tos para m elh ora r os resu ltados
m es m o qu e já seja m positivos. Se es ta mos trab alhan do e verifica n do, será pos s ível exercer,
qu a n d o necessário, a A Ç Ã O C O RRE TIVA, qu e n ad a mais é d o qu e u sar d a flexib ilid a d e
e ca p a cid a d e d e a d a p ta çã o pa ra b u sca r s em p re o res u lta do ótim o, ou seja, o m elh or
d es em p en h o possível.

84 C A P Í T U L O 3

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H á qu em prefira u sar as letras em portu gu ês, PFV A (planejar, fazer, verifica r e agir).

"Eu não tenho ídolos.


Tenho admiração por trabalho, dedicação e eompefência."
Ayrtoii Seosa

AO TERMINAR A LEITU RA DESTE CAPÍTULO, SERÁ PRODU TIVO


TOMAR ALGU MAS DECISÕES/INICIATIVAS:

1. Liste e avalie suas qualidades e defeitos.

2. Liste e avalie suas facilidades e dificuldades.

3. Procure formas para superar defeitos e dificuldades.

4. Procure formas para aproveitar ao máximo qualidades e facilidades.

5. Exercite o aperfeiçoamento pessoal e a sua capacidade de adaptação às circustâncias.

W I L L I A M D O U G L A S 85

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QUALIDADES FACILIDADES /.
Au to -estim a, a le gria , confiança,
le v e za , objetivo, v isão, fé,
. comprom isso, autodisciplina, .
Família, amigos, tempo,
. a d ap ta ç ã o, fle xibilidade! etc. dinheiro, cursos,;livros, etc.

POSITIVOS POSITIVOS

FATORES IN V E N T Á R IO FATORES
PESSOAIS PESSOAL CIRCUNSTANCIAIS

NEGATIVOS. NEGATIVOS

DEFEITOS DIFICULDADES
So no , fa lta d e c on ce ntra ç ão ,
; e xc e s s o d e o rg a n iza ç ã o , Trabalho, doença,
pro ç ra s tin a çã o, fafta d e te m p o , excesso de tarefas, ?■
pre gu iça , não g os fa r d a m a té r ia ,- distância, íaita de
T V , n o v ela , te le fo n e , jo g o , a n s ie d a d e ,
dinheiro, etc.
. m e do , re ce io d e n ã o p a ss a r,
ne rvo sism o, in se gu ra nç a , d ú v id as ,
? a p a tia , fa s tio , v o n ta d e cie desis tir, ; :
. .d e s c u lp a s e cu lp ad os , etc.

II
I

86 C A P Í T U L O 3

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C O M O D EFIN IR O
PRA Z O PA RA S ER
A PRO V A D O

Q u a l o p ra zo id ea l p a ra ser a p rova d o

O qu e é a grega çã o cíclica

O q u e é velocid a d e d e d ob ra

C om o en fren ta r a s orte e o a za r

O qu e é o s is tem a d e p erd a e a crés cim o

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CO M O D E F IN IR O PRAZO
PARA SER A PR O VA D O

1
PR AZO PARA A P R O VA Ç Ã O

"Concurso não se h z para passar,


mas ate passar."

ssa é a regra de ou ro do candidato. N ã o defin a prazos: estab eleça u m ob jetivo e


ten ha a persistên cia necessária pa ra alcançá- lo. C om o dizia o m a ior ven d ed or
do m u n do: “O fracasso nunca me alcançará se m in ha vontade de vencer fo r
suficientemente forte. ’’

d o m a is , o fra ca s s o é u m a s itu a çã o ou u m m o m en to , n u n ca u m a p es s oa .
C om o já dis s e, vo c ê p o d e a cu m u la r con cu rs os em q u e n ã o p a s s ou m a s b a s ta rá u m a
a p rova çã o paran “r e s o lve r ” o p r ob lem a . E, d e m a is a m a is , u m res u lta d o n eg a tivo
s eq u er p od e ^è| pconsiderado u m fra ca s s o, p orq u e s em p re s e ga n h a ex p er iên cia p a ra
o p róx im o cqnHíjirso ( O C23, p. 507). O u tro eq u ívoco é o d a p es s oa q u e a p ós u m ou d ois
. ^ ^ ^ ^ g l ^ ^ n i u d a r d e ca rreira ao in vés d e p ers is tir em seu in ten to.

Ü Títü lo oes te C a p ítu lo con tém u ma p eq u en a a rm a d ilh a : C om o d efin ir o p ra zo


pa ra s er a p rova d o é exa ta m en te n ã o b u s car a su a d efin içã o. O q u e d evem os d efin ir é o
ob jetivo a ser b u sca do o qu an to for su ficiente. U m dos m otivos é o fen ôm en o da agrega çã o
cíclica .

2
A G R E G A Ç Ã O C ÍC L IC A

E o fen ôm en o n o qu al a cada n ovo con h ecim en to agrega do aos já con s olida d os


form a - s e u m ciclo m a ior, m a is rá p id o e m a is s egu ro d e a p ren d iza d o. A ca d a n ovo
con h ecim en to a u men ta o n ú m ero d e associa ções e, con s eqü en tem en te, a ca pa cid a de da
m em ória e a fa cilid a d e de a grega çã o de n ovos con h ecim en tos .

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0 au men to d o con h ecim en to s egu e u m a lin h a d e progres s ã o geom étrica , fu n cion a
com o se fosse u ma im en sa b ola de neve, ca da vez m a ior e mais rápida. É p or esse m otivo
qu e n ão se p od e pa ra r d e es tu da r a té a lca n ça r su cesso. E n qu an to es ta mos a grega n do
con h ecim en tos, estam os a u m en ta n d o nossa ca p a cid a d e d e a p ren d er mais.

A m o r a l d a h is tória é qu e vo cê s im p les m en te não d eve des istir n o m eio d o caminho.


G aste qu an to tem p o qu iser até d ecid ir qu al é o seu ob jetivo, mas se ele for o de passar em
u m concu rso, n ão p a re a té consegu ir. Q s tem p os d e a p ren d iza gem va ria m de pes s oa para
pessoa. V ocê n ão deve correr o ris co d e pa rar d e estu dar u m p ou co antes d e entrar nos
ciclos de crescim en to rápido, geom étrico. Im a gin e estar qu as e alca nçan do a "velocid a d e
d e dob ra”* 6 parar... N ã o seria u m des perdício?!

C om o dizia Ferna ndo Pessoa, “A s coisas sempre te rm inam bem. Se ainda não estão
b em é porque não chegaram ao fim .”

# É inad equ ad o se pergu n tar qu al é op ra zo em qu e você preten d e passar n o concurso.


N ã o existe prazo.

Se você con tin u a r es tu da n d o regu la rm en te ou se, ao parar, volta r o mais rá pido


poss ível, a ten d ên cia é qu e es te sis tem a d e agrega çã o cíclica, con tín u a, fu n cion e a seu
favor. O segredo aqu i é apenas u m: m a n ter a regu laridade. Ass im com o u m regim e fu n cion a
m elh or feito tod os os dias, e n ã o apenas às segu ndas- feiras, o es tu do fu n cion a rá m elh or se
for u m a a gradá vel rotina, u m háb ito.

# V ocê está a grega n d o a o seu céreb ro o con h ecim en to pa ra rea liza r seu s on h o
(concu rso, mestrado, dou tora do, profis sã o, carreira). A m a n u ten çã o do esforço regu lar e
a prática d e revisões p eriód ica s d a m a téria já estu dada (u sando os resu mos com pra dos
ou feitos p or você) s ervirã o p a ra m a n ter a. m a téria “gira n d o" e o ciclo d o a pren d iza d o
p rogredin do,

2 .1 . D E M O N S T R A Ç Ã O D O S C I C L O S
Este p on to estava n a vers ã o in icia l d o p res en te livro, e até su a 14a edição. Retirei- o
n a 15a ed içã o para o livro fica r menor, m a s várias pes soas p ed ira m o retorno, entre elas o
colega Alexan d re M eirelles. O tem a é cita do p or ele com a d evid a referência a este livro,
nas suas aulas.

D es d e qu e la n cei esta ob ra, va loros os colega s se es tim u la ram a aju dar a orien ta r os
concu rsandos. N esse tim e estã o S érgio C arvalho, Lia S algado, Carlos A n d ré Ta m ez,W a ldir
Santos, AlexViega s, Alexan dre e D em e, N a n ei Cavaco, H elyes ley S ilva e outros. "C om o Passar
em Provas e C oncu rsos” virou u m a “m a téria ” a u tôn om a e in dis pen sável. E parab éns para
você, leitor, p or estar es tu da n do essa matéria, p ois ela é u m gra n de diferen cia l para passar
em prova s e concu rsos.

* Velocidade de dobra: “estágio em que será capaz de. a cada ciclo, dobrar a quantidade de conhecimento agregado.
Esse fenômeno não acontece apenas individualmente. A raça humana, nos tempos antigos, levava séculos para dobrar
seu nívet de conhecimento. Atualmente, considera-se que a cada 4 anos se dobra a quantidade de conhecimento
da humanidade e há previsão de que este prazo de dobra ficará ainda menor no futuro. No caso do estudante, basta
se ter paciência e dedicação, ao iado de qualidade no estudo, para alcançar a "velocidade de dobra"."

W I L L I A M D O U G L A S 89

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AG RE G AÇ ÃO C ÍC LIC A

TE M P O E M C IC LO S D E C O N H E C IM E N TO
C O N H E C IM E N TO TO TA L D E
E S TU D O (S E M AN AS , AG RE G AD O
A N TE R IO R C O N H E C IM E N TO S
MESES, ETC .) ( = C RE S C IM E N TO )

C IC LO Na 1 1,0 + 1,0 2,0

í"1
C IC LO N 2 2 2,0 3,0

o
+
C IC LO N a 3 3,0 + 1,2 4,2

C IC LO N 2 4 4,2 + 1,8 6,0

C IC LO N 2 5 6,0 + 2,5 8,5

C IC LO N fl 6 8,5 + 3,5 12,0

C IC LO N 2 7 12,0 + 6,5 18,5

C IC LO N 2 8 18,5 + 12,5 31,0

C IC LO N 2 9 31,0 + 22,0 53,0

C IC LO N 2 10 53,0 + 47,0 100,0

VAM O S A N A L IS A R ALG U M A S

PA RTIC U LA RID AD E S D ES SE FE N Ô M E N O :

IN ÍC IO . Os ciclos p od em com p reen d er dias, semanas, meses ou a té anos. O n ú m ero


100 é o grau d e con h ecim en to h ip otético qu e é p recis o pa ra se passar em u m concu rso, é
a n ota m ín im a pa ra passar.

C IC LO N 2 1. Q u ando a pess oa com eça , eía sa b e apenas 1 em 100 grau s necessários.


O ob jetivo está distante, mas isto n ão im p ed e qu e ele seja alcançado. A o com eça r a estu dar
n ã o se sab e pra tica m en te nada. O grau 1 é da do p orqu e n in gu ém com eça d o nada, já qu e
traz experiên cias anteriores. N o ciclo 1 a p es s oa a pren de + 1.

C IC LO N a 2. A qu i a pess oa a pren de a m es m a qu an tida de. A p a ren tem en te n ã o está


a pren den d o “nada”. Poderá pen sa r qu e n ã o está m elh ora n d o, p ois nesta fa s e o cres cim en to
é lento, em progressão a ritm ética e às vezes p a rece até piorar. Esta fase é, tod a via , ess encial
para qu e se a lca ncem as demais. A q u i o céreb ro com eça a se exercitar e a se prep a ra r para
as novas agrega ções de con h ecim en to. N es ta fa s e p od e h a ver a sen sação d e con fu s ã o ou
desagregação, mas isto é p a rte d o p rocess o d e a prend iza do.

C IC LO N a 3. C om eça a h aver progress o: a p es soa pa ssou a a pren der 1,2, ou seja, teve
u m ren d im en to 20% maior. Se olh a r o grau 100, p od e até desistir; se cu rtir o seu progresso,
contin u ará a estudar.

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C IC LO S N ^ 4 a 6. V ê- s e qu e à agrega çã o d e con h ecim en tos com eça a deslanchar. O
a u men to é len to mas gradu al. A cu rva d e agregação, qu e vin ha su b indo lentamente, com eça
a su b ir com mais vigor.

C IC LO S 7 e 8. A p es s oa com eça a qu as e dob ra r seu ren d im en to d e ciclo para


ciclo. A fase da progress ão geom étrica está in iciando. As vezes , a pess oa se assusta tanto
qu e com eça a m a n da r mensa gen s negativa s pa ra o cérebro, tais com o: “É ma téria dem a is ”,
“Vou es qu ecer algu ma coisa”, etc. Essas m en sa gen s ven en os a s p od em ser ob ed ecid a s p elo
céreb ro, em p reju ízo d o p róp rio can didato. Pen se positiva m en te. Esta fas e é o com eço da
colheita. Veja qu e a qu i o tota l d e con h ecim en tos (20 a 30 em 100 necessários) com eça a dar
n ão só a esp era nça com o a con vicçã o de qu e é pos s ível passar.

C IC LO N g9, A qu i o con h ecim en to passa a dob rar p or ciclo. É im p os s ível chega r nesta
fase sem "p en a r” nas anteriores. O p ior risco des ta fa se é o fa to de qu e o ca ndida to já está
h á m u ito tem p o estu dando. M u itos des istem b em p erto d o sucesso. É o fa m oso “m orrer
na praia". É nesta fa se qu e o ca n did a to com eça a tirar notas "raspan do” e, mu itas vezes,
in terpreta o “qu as e p a ss ei” com o fracasso e n ã o com o o qu e é: u m gla m ou roso sucesso.
N esta fase b asta não para r o trem.

C IC LO N a 10. Fase em qu e a a grega çã o p or ciclo é su perior à dob ra d o con h ecim en to


anterior. A ten d ên cia agora é m u ltip lica r a a grega ção p or três, p or qu atro, etc. Isto n em
precisaria ocorrer, pois nada, senã o o tem p o, im p ed e a conqu ista d o grau d e conh ecim en tos
necess ários pa ra passar. Todavia, qu an do o grau é 100, o ca n dida to dep en d erá aind a u m
p ou co da sorte: ca ir o qu e já estu dou , d o h u m or do examinador, d e estar ou n ão n u m dia
“daqu eles”, etc. Pod e ser qu e, m es m o sa b en d o o necessário, não passe, fiqu e p or u m triz.
C u riosam ente, h á qu em desista nessa fase p orqu e ficou p or p ou co em algu ns concu rsos
e contin u a "a pa nh a nd o”. A solu çã o aqu i é n ão parar e estu dar mais u m p ou co p a ra não
d ep en d er da sorte. A lém disso, d eve- s e analisar o des em penh o, a p erfeiçoa r as revisões e
o estu do n os pon tos da m a téria on d e ainda en con tre algu m a dificu ld ade, ou seja, “aparar
as arestas”.

V A RIA B ILID A D E PES S O AL

As exp lica ções a cim a são genérica s, p od en d o h a ver a lgu m a va ria çã o de pes soa
para pessoa. O prin cíp io, contu do, sem pre ocorre: o con h ecim en to cresce em progressão
geom étrica , de m od o qu e qu a n to mais tem p o você se m a n tém estu dando, mais rá pid o
ap rend e e mais rá pid o ch ega à “velocid a d e d e dob ra ”. O u tro detalhe: não se p reocu p e em
con ta b iliza r seu a u m en to de con h ecim en tos para o fim de verifica r ciclos ou velocid a d e de
dob ra. Apen a s saib a qu e as coisas fu n cion a m assim, estu de com regu laridade, exercite- se
e d eixe as coisas acontecerem .

2 .2 . V E L O C I D A D E D E D O B R A
O ca n did a to mais ced o ou mais tarde ch ega àqu ilo qu e ch am o d e “velocid a d e de
dob ra ”, estágio em qu e será ca pa z de, a cada ciclo, dob rar a qu an tida de de con h ecim en to
agregado. Veja qu e m es m o qu e a progressão parasse na velocid a d e de dobra, já seria u m
espetácu lo. N o exem p lo citado, os au m en tos de con h ecim en tos fora m de 1,0 - 1,0 - 1,2 -

W I L L I A M D O U G L A S 91

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1,8 - 2,5 - 3,5 - 6,5 - 12,5 - 22,0. Se a ca da ciclo se agrega sse u m grau 20, já seria ótim o. O
m elh or é qu e dep ois qu e se ch ega a este p on to o ritm o d o a u m en to d e con h ecim en tos
contin u a a crescer.

Esse fen ôm en o n ão acontece apenas in dividu a lm en te. A raça hu mana, n os tem p os


antigos, leva va sécu los para dob ra r seu nível de conh ecim en to. Atu almente, considera- se qu e
a cada 4 anos se dob ra a qu antidade d e con h ecim en to d a H u m a n id a de e h á previsã o de qu e
este prazo de dob ra ficará ainda m en or no futuro. N o caso d o estu dante, b asta se ter paciên cia
e dedicação, ao la do de qu alidade n o estudo, para alcançar a "velocid a d e de dobra”.

C om o dizia Ferna ndo Pessoa, “As coisas s em pre term in a m b em . Se a in d a n ã o estão


b em é p orqu e n ã o ch ega ra m ao fim .”

G rá fico d o tem p o de estu do em fa ce da agrega çã o d e con h ecim en tos

Veja em form a de grá fico a rela ção entre tem p o de estu do (C iclos d e n ^ 1 a 10) e
qu an tida de de con h ecim en to agrega do (1 a 50):

A g re g a ç ã o de c o n h e c im e n to s
60
45

40
35
30

25
20
15
10
5
0

U N H A D O TE M P O (C IC LO S D E E S TU D O )

C om p a ra çã o en tre os ciclos

O b s erve u m a rá p id a com p a ra çã o en tre os ciclos d e es tu d o em rela çã o com a


p rogress ão de con h ecim en to agregado:

C IC LO S (C A D A U M D O S PE RÍO D O S D E Q U A N TID A D E D E C O N H E C IM E N TO
E S TU D O , E M S E M AN AS O U M E SE S ) AG RE G AD O N O C IC LO / PE R ÍO D O
C IC LO S N 251, 2 e 3 3,2

C IC LO S ^ 4 , 5 66 7,8

C IC LO S N 257, 8 e 9 41,0

C IC LO N “ 10 47,0

92 C A P Í T U L O 4

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a) N os três prim eiros ciclos a pes soa a pren deu “apenas” 3,2, qu antidade d e agregação
qu e foi mais d o qu e dob ra d a n os três ciclos segu intes (7,8).

b) N os ciclos d e n257,8 e 9 o au men to fo i en orm e em com pa ra ção com os seis p rim ei­
ros ciclos (41,0 con tra 11,0). C om o se vê, a cu rva qu e rela cion a tem p o d e estu do
(ciclos) e agrega çã o de con h ecim en tos com eça su b in do b em len tam en te, va i se
a celera nd o e, m a is ced o ou m a is tarde, explode, su b in do com o u m fogu ete.

c) N o ciclo 10, ou seja, n u m ú nico ciclo (qu e p od e ser, p or exemplo, os ú ltimos 3 meses
d e u m a s érie d e 30), a a grega çã o fo i de 47,0, su pera nd o os três ciclos anteriores,
qu e já tin h a m s ido de gra n d e su cesso.

IM PO RTA N TE : A p ren d er u m assu nto é com o m on ta r u m qu eb ra- cab eça: com eça m os
devagar, mas à m ed id a qu e p rogred im os a velocid a d e va i a u m en ta n do em saltos. Por
isso, d evem os ter p a ciên cia e perseveran ça, p ois se fizerm os nos sa pa rte os resu ltados
irã o ap a recer mais ced o ou m a is tarde. Isso in clu i estu dar com disciplina, regu laridade
e com as técnicas en sinadas n o p res en te manu al.

É in adequ a do se pergu ntar qu al é o prazo em qu e você pretend e passar n o concurso.


N ã o existe prazo. “C on cu rso n ão se fa z para passar, mas até passar". É u m dos “mantras”
d o concu rso.

@ Tod os os m a n tra s d o con cu rso estão d is p on íveis n a p á gin a w w w .w illia m d ou gla s.


com.b r.

3
B A M B U S , P E D R A S E A F IL A

3 .1 . BA M BUS E PEDR AS
A id éia d e es ta b elecer p ra zo pa ra passar, seja em anos ou em n ú m ero d e concu rsos
ou ten tativa s é equ ivoca da . U m a b oa dem on stra çã o dis to é ob serva r a natu reza. O b a m b u
ch in ês, d ep ois d e p la n ta d o, p a ss a cin co an os s em cres cer n a d a para cim a d o s olo. N o
s exto ano, ch ega à im p res s ion a n te altu ra d e 24 m etros . Pela lógica hu m ana , d everia
cres cer 4 m etros p or a n o. M a s a n a tu reza tem su a lógica .

D a m es m a form a , qu em está b a ten d o com u m m a rtelo em u m a ped ra p od e dar 20


martela das e não ver n en h u m efeito. D e repen te, a 21a m a rtela da es m iga lh a a pedra. Qual
fo i a m a rtela da qu e fu n cion ou ? A 21a? N ã o! A resposta certa é “O conjun to das 21

V ocê não p od e desanimar, ach an do qu e os resu ltados não estão aparecendo. Seu
céreb ro e su a a prend iza gem fu n cion a m pelas regras da natureza. Os resu ltados só aparecem
d ep ois d e u m tem p o. V ocê va i precis a r ficar martelan do, m es m o s em ver resu ltados, até
qu e - a p a ren tem en te d e rep en te - as coisas vã o acontecer.

W I L L I A M D O U G L A S 93

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é * U m a coisa é esperar p elos resu ltados. Is to a con tece qu an do você está es tu da n do
regu la rm ente e com qu alidade, orga n iza çã o e concen tração. O u tra cois a é o qu e a con tece
qu a n do você estu da sem cu idado: os resu ltados n u n ca vã o aparecer.

O qu e fazer, então?

A resposta é simples.

# Esteja atento ao seu sistem a de estu do, fa zen d o progressos em suas técn ica s d e
estu do e avaliando seus resu ltados (s em p ressa ). O tem p o va i mostrar o qu e está fu nciona ndo
e o qu e p recis a ser m elhorado.

3 .2 . A F ILA
C om o diz o Professor Fá b io G onçalves, qu an do você com eça a estu dar para concu rsos
você entra na fila. Para fica r b em n a fila é p recis o a pren d er a estudar, estudar, fa zer qu estões,
simu lados, persistir, en fim , ir cria n d o "ca lo" d e concu rsan do. N os p róxim os concu rsos qu e
a pa recerem a partir de hoje, dia em qu e você está len d o esse livro, irã o passar p rim eiro
aqu eles qu e estão há mais tem p o na fila, aqu eles qu e já estão há mais tem p o pa ga n do o preço
d o su cesso. Q u em já está “es cola do” é qu em vai passar, agora. Esses caras, su perpreparados,
qu e já estão estu dando e trein a nd o há u m b om tem p o, é qu e vã o passar. Se vo cê é u m deles,
parab éns. Se você a in d a n ão é, tem os u m a b oa notícia: os m a is b em prep a ra d os vã o passar
e sa ir da fila . E m segu ida n a fila virã o os próxim os, a qu eles qu e en tra ra m n ela u m p ou co
depois. Se você é u m deles, parab éns; se você a in d a não é u m deles, tem os u m a b oa notícia:
esses p róxim os vã o passar daqu i a p ou co e s a ir d a fila .

E ntendeu ? V ocê não tem qu e se p reocu p a r com os concorren tes, m a s apenas em fica r
na fila... p ois essa fila anda! Existem milhares d e concu rsos e em tod os eles os m elh ores
estão s en do a prova dos e ch amados. Se você a in d a n ã o está nessa lista é p or qu e aind a n ã o
p a gou o preço devid o. Pa gu e- o e você terá seu cargo.

A qu i vã o algu mas dicas;

F iq u e n a fila . E n qu a n to vo c ê es tiver s eg u in d o as técn ica s d e org a n iza çã o e


p la n eja m en to, es tu d a n d o e trein a n d o, e fa zen d o prova s, vo cê es ta rá n a fila . Se vo cê
des an im a r e parar d e estu dar vo cê sai da fila. Assim, n ã o saia da fila. M es m o qu e ten h a
qu e red u zir o ritm o vez ou ou tra (d oen ça , p rob lem a s etc.), procu re estar sem pre fa zen d o
su a parte: Ficar na fila.

A celere o passo. Q u anto m elh or você realiza r as ativida des b ásicas d e p la n eja m en to,
estu do e treino, mais rá pid o você anda na fila, ou seja, você acelera seu passo.

Acalme- se. Existem milhares d e vagas. Todos os anos mu itos servidores se aposentam,
tod os os anos as leis criam n ovos cargos. Tod os os anos ocorrem in ú m eros concu rsos e os
qu e já estão mais preparados s a em da fila direta m en te p a ra o s erviço pú b lico. Faça sua
parte, mas com ca lm a e tra nqü ilida de. Sua h ora vai chegar.

94 C A P Í T U L O 4

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4
O IM P O N D E R Á V E L :
A SO R TE E O AZAR

"Engraçado, costumam dizer que tenho sorte.


Só eu sei que quanto mais eu me
preparo mais sorte eu tenho."
Aít hòny Rofc&iss

O p r a zo ta m b ém tem ín tim a rela çã o c o m a s orte e o azar, ou seja, com o


im p on d erá vel. É pos s ível qu e estes fa tores a ju dem ou preju diqu em , residindo a solu çã o em
u m a prepa ra çã o qu e tom e m en or a su a in flu ên cia. A s orte consiste em sair-se b em qu an do
a prob a b ilid a d e m a ior era contrária e o a za r em ter a lgu m revés qu a n do as prob a b ilid ad es
eram favoráveis .

Em prova s e concu rsos pú b licos, assim com o na


vida, existe u m a m a rgem d e atu ação d o im p on d erá vel,
is to é, d e circu n stâ n cia s a lea tória s q u e in flu en cia m
os a con tecim en tos . Se a p es s oa s a b e 100, q u e é o
con h ecim en to que, em determ in a da prova, é necessário
para acertar m eta d e d a prova e passar, as imensu ráveis
va ria ções d o im p on d erá vel p od em fa zer com qu e sua
n ota va rie d e 3,5 a 6,5. H á u ma m a rgem d e va ria çã o de
10 a 30% pa ra cim a e pa ra b aixo. É p os s ível qu e a lgu ém
saib a 40, dê sorte e passe, e ou tro sa ib a 60, dê a za r e
seja reprovado.

O a za r a con tece qu ando, em b ora preparados, p or


a lgu m m otivo n ã o ren d em os o su ficien te na h ora da
prova . Para você n ã o d ep en d er do im p on d erá vel, da álea (sorte/azar), você precisa saber,
p or exem plo, o su ficien te para tirar 8,0. M es m o qu e caia o qu e você saib a menos , qu e o
exa m in a d or seja rigoroso, qu e você n ã o es teja n u m d ia mu ito b om , etc., você va i passar.
Tira n d o isso, é certo qu e você, se já s ou b er 50, n ã o va i dar azar sempre. Eu sem pre p ed i
a D eu s qu e m e ajudasse, a b en çoa n d o- m e e p rotegen d o- m e do azar, do im p on d erá vel. E
D eu s aju da a qu em pede.

A B íb lia ta m b ém d iz para fa zerm os a nossa parte. N os sa pa rte é estu dar o su ficiente


para ter con h ecim en to além da “con ta d o ch á ”. O u tra coisa a fa zer é treinar as técn ica s para
realiza r prova s a fim d e evita r qu ed a d e des em p en h o na h ora da prova.

Existe aqu ela velh a máxima: “trein o é treino, jog o é jog o”. Se os joga dores de fu teb ol
d izem qu e no jog o se ren d e mais, em concu rsos a ten dên cia é qu e no “jo g o ” haja u ma qu eda
de rendim en to. É p or isso qu e existe o “dar u m b ran co”, o ficar nervoso, o se enganar, etc. O
trein o fará com qu e a qu ed a de ren dim en to seja cada vez menor. D epois d e algu m tem p o é
pos sível ocorrer até m esm o u m ganho d e ren dim en to n a h ora da prova. A té porqu e, com o
tod o m u n do sabe, o m elh or é o jogo.

W I L L I A M D O U G L A S 95

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"Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrlr-se-vos-ã. Pois.todo o que pede, recebe;
e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-ihe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se seu fiího
lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, sendo
maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas
coisas aos que lhas pedirem/'
Mateus 7:7,11

A s orte tem b oa pa rticip a çã o nas listas d e aprovados. Q u em n ã o sab e n ad a n em a


sorte p od e ajudar, mas qu em sab e u m p ou co às vezes d á sorte e passa logo. O A uré lio dá
vá rios s ign ificad os pa ra a pala vra sorte: “sina, fim , acidente da fortuna, casualidade, acaso,
felicidade, fortuna, dita, ventura, b oa estrela, boa sorte; adversidade, fatalidad e; m á sorte,
acontecimento fo rtu ito ”. Se ela ajudar, ótim o, se n ão ajudar, ven ça - a . Pou cos sa b em qu e o
ou tro la d o da m oed a , o azar, é u m term o com con ota çã o técnica . N o exa m e das prova s no
processo penal, cha ma - se azar o con ju n to d e fatores a lea tórios qu e even tu a lm en te in dica m
com o au tor d e u m crim e u m a p es s oa in ocen te. Para o A uré lio, a za r s ign ifica “fo rtu n a
adversa, revés, fatalidade, infortúnio, casualidade, acaso, m á sorte ou infe licidade constante
em acontecimentos fortuitos ou em tudo quê se inte nta ”. C laro qu e eu d es ejo s orte para meu s
alu nos e amigos, mas o qu e d es ejo m a is é qu e esteja m b em prep a ra d os pa ra a prova, o qu e
ab ran ge a m a téria do progra m a e as técn ica s pa ra rea liza r a prova. Bx.: O C13 a 15, pág.
279-360. C om o já disse, “não adianta o vento a fa v or quand o não se tem para aonde ir.”

Q u em não estuda não poderá ser b eneficiado pela sorte e qu em estuda o su ficiente estará
pron to para enfrentar até o azar. O azar e a sorte fa zem parte d o jogo, sendo dois b rincalhões
com os quais devem os divertir-nos, prevenir- nos e trabalhar para n ão ficarmos à m ercê d e suas
travessuras. Para tanto, basta estudo e persistência. Basta fortaleza, que, ainda segu ndo o Aurélio,
é “solidez, segurança, energia, firmeza, constância, firm eza de ânim o; perseverança”.

O u tro con ceito d e sorte: qu a n do a op ortu n id a d e en con tra a lgu ém prepa rado.

5
S IS T E M A D E P E R D A E A C R É S C IM O

r.. ^
id éia d o sistem a d e p erd a e a crés cim o com -
" 0 amor écom o a Lu â, p lem en ta a n oçã o d e a grega çã o cíclica. C om o d iz u m
~ tt p rovérb io chinês, “o a m or é com o a Lua, se não cresce,
S6 Hâ0CreSCe,M in gu a . m ín g u a O con h ecim en to fu n cion a d o m es m o jeito: ou
------------------ está cres cen d o ou está dim in u in do.

O sistema de perda e acréscimo va le para tudo: para o estudo, para cu idar de u ma


amizade ou relacionamento, para o cond icion a men to físico, para o fu ncion am en to d e u ma
empresa, etc.

96 C A P Í T U L O 4

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A cada n ovo dia d e estudo, a ten dên cia é você agregar conhecim entos. Se você “dá
u m tem po” e pára p or seis meses, vai h a ver certa perda d e conh ecim en to, pois se diminu irá
a velocid a d e da agregação cíclica. Se você tirar 4,5 em u m concu rso ond e precisa d e 5, isto
significa qu e você precisa de apenas mais u m pou co de agregação de conhecimentos. Pare, e o
vá cu o au mentará; prossiga, e o su cesso vai fica r mais próximo. N ã o se esqu eça, contu do, qu e
você p od e tirar u m 4,5 e, m es m o estu dando, tirar 3,0 n o p róxim o concurso. N ã o desista. Aqu i
existe u m a ma rgem de erro: a álea, o im pon derá vel. Álea, aleatório, significa algo d ep en den te
de fatores incertos, su jeito ao acaso, fortu ito, acidental. C om o dissemos, o su cesso nu m
determin ado m om en to p od e d ep en d er da sorte. Se você continu ar a estudar, a tendência será
u m 4,5 n u m a ocasião, 3,0 no dia d e azar e u m 4,7 ou 5,2 depois. Para não dep en d er da sorte,
você tem qu e chegar a u m grau d e con h ecim en to on d e a varia çã o de 10 a 30% de resu ltado
n ão faça diferença, ou seja, m es m o d a n do "tod o o azar possível”, ainda assim você tire 5,0
ou mais. M as não se preocu pe, pois a sorte em geral ajuda. E m min ha experiência, eu fazia
m in h a parte, estudando, e deixava o im p on d erá vel nas m ã os d e Dèus.

Pelos meu s estu dos e experiên cia , es tou certo d e qu e D eu s fa z a parte dEle e nós
d evem os fa zer a nossa, com o se fosse u m a parceria. E m b ora n ão seja texto b íb lico, u ma
frase resu me, pa ra m ím , com o isso fu n ciona . É com o se D eu s dissesse: “Faça a tu a pa rte e
eu te aju darei.” N essa linha, a B íb lia está ch eia d e textos on d e D eu s diz qu e va i ajudar, e de
textos on d e n os ma n da nos es força rm os e trab alh armos p elos nossos sonhos. Assim, eu
sem pre fiz o qu e estava ao m eu alca nce (a grega r con h ecim en to, exp eriên cia e tentativas,
e seus aju stes) e deixa va o resto com D eu s. N esse sentido, u m texto interessante é o de
Provérb ios 10:4: “As m ã os pregu içosa s em p ob recem o h om em , p orém as m ãos diligen tes
lh e tra zem riqu eza.”

<§>Na min h a página, transcrevo ou tros trechos qu e dã o a idéia de parceria n osp rojetos:
D eu teron ôm io 31:6; II C rôn ica s 25:8. E fésios 4:28; Josué 1:6,9; Isaías 41,10,13. Vá em C omo
passar, na p a rte do livro, em C5. A in d a sob re a parceria, qu em tiver interesse p od e acessar,
n o you tu b e, u m a pales tra m in h a sob re “riqu eza ”. V ocê p od e procu rar p elo m eu n om e ou
h ttp: //b r.you tu be. co m /w a tch ?v= IcRPkx„u ivw

" 0 sucesso num dado momento depende da álea (sorte).


0 sucesso em atgum momento {mais cedo ou mais tarde)
defende apenas da dedicação e do esforço.
Assim, seja persistente o suficiente
para não depender da sorte.
Se ela te ajudar, ótimo;
se nao ajudar, venga assim mesmo."

A pes soa qu e estuda des orga niza da m en te e pára p or cau sa de u ma crise d e estresse ou
cansaço, ou qu e passa u m lon go tem p o lon ge d o estu do p or causa d e u ma prova on d e achou
sua nota injusta, entra n u m circu ito d e perda, de desaceleração. Q u em m a n tém u m ritm o

W I L L I A M D O U G L A S 97

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constante de estu do cria u m sistema d e acréscimo, com o se o con h ecim en to fosse u ma b ola
de neve, qu e só va i crescen do e adqu irin do mais velocida de, em progres sã o geom étrica .

A in d a qu e existam p eríod os em qu e p od em os estu dar mais e ou tros m en os em face


de circu nstâncias (exs.: mais du rante as férias ou m en os du rante u m a doen ça ), o im p orta n te
é m a n ter sem pre u m ritm o m ín im o (u m "p is o salarial”), a fim d e qu e o céreb ro m a n ten h a
ativas as associa ções es p ecífica s da m a téria ou ma térias em estu do.

É preciso cora gem para leva n tar e falar, mas ta m b ém é p recis o cora gem pa ra sen tar e
ouvir. O estu do para prova s e concu rsos va i exigir amb a s as form as d e cora gem . E m esp ecia l
a segu nda, sentar e estudar, ou vir e corrigir erros, exige d is ciplin a e h u m ild a de. Porém , o
p rêm io para qu em d es en volve estas virtu des é a aprova ção, mais ced o ou mais tarde.

C on s id ere cad a con cu rs o com o u m a b a ta lha . V ocê p o d e a té p erd er u m a ou m a is


b atalhas, mas se n ã o des is tir ven cerá a gu erra. E ste jo g o só term in a d e du as form as : com
u m a des is tên cia ou com u m a vitória . B asta n ã o des is tir qu e você ven cerá .

"Concurso público:
A dor é temporária, o cargo é para sempre."
WiiiisH Pmj Isj

AO TERMINAR A LEITU RA DESTE CAPÍTULO, SERÁ PRODU TIVO


TOMAR ALGU MAS DECISÕES/INICIATIVAS:

1. Elimine de sua mente cobranças relativas a um prazo determinado para ser aprovado. Decida
continuar estudando e tentando até alcançar o sucesso almejado.

2. D ialogue com seus familiares e amigos, mostrando-lhes as razões por que não adianta se
pressionar alguém com prazos para aprovação.

3. Paralelamente, aja e estude. D izer que não se pode ter prazo e não estudar é uma forma de
fuga e enrolação própria ou de terceiros. A responsabilidade com o próprio futuro nos impele
a não abusar da falta de um prazo definido no calendário. Ver que estamos estudando ajuda
os nossos familiares a terem compreensão com a questão do prazo. Se sua atividade de lazer
for questionada por alguém de sua intimidade (cônjuge, familiares, etc.), mostre a necessidade
de um horário equilibrado.

4. Estude de modo a que, mais cedo ou mais tarde, você chegue na prova sem depender da sorte
ou do azar.

5. Ainda que haja variação da quantidade, de acordo com as circunstâncias do momento, mantenha*
se agregando conhecimento. Sempre trabalhe com o sistema de acréscimo de informações e
matéria.

98 C A P Í T U L O 4

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C A P Í T U L O

C O M O A PRO V EIT A R
S EU S A LIA D O S

O qu e e qu em sã o os "a lia d os "

C om o a p roveita r o es tu d o em gru p o

C om o u tiliza r su a in teligên cia

A in flu ên cia das su as lem b ra n ça s e d o seu tem p era m en to

C om o u sa r a flexib ilid a d e

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C O M O A P R O V E IT A R
S E U S A L IA D O S

A L IA D O S

tòá :"gu erra ” p a ra você e seu s a m igos . A n tes d e estu dar a ma téria em si é
p reeijjo a p ren d er a con h ecer a si p r óp r io e a d om in a r n oss a ca p a cid a d e
^ ^ r | s c im e n to cogn itivo. A lém disso, é va lios o a proveita r tod os os aliados
v jdfépphíveis pa ra ven cer em prova s e concu rsos. A o con trá rio do qu e às veze
possa parece ig oM u n o n ã o va i sozin h o en frenta r u m a prova. Ele leva con s igo suas crenças,
familia, a m içp lp i^ oiig os , traumas, etc.

Se é cfeü | d izer qu e a d errota p od e ser im p u ta d a u n ica m en te à qu ele qu e teve o


insu cesso, m a á ^ òn - eto aind a é d izer qu e n in gu ém ven ce sozinho. Is to é, aliás, m u ito ú til
para se m a ^ | | ^ | ijâ m ild a d e n a vitória .

\ A lg^ ém p ^ d e qu erer passar em u m con cu rso s em qu a lqu er aju da, mas a lém d e isso
•sèr-muitQ^ tal pessoa, aind a qu e cons iga su cesso, n ão terá com qu em d ivid i- lo ou
^ coH fèm órã - io.

A lia d os e “in im ig os ”. A lém d e d is tin gu ir q u em sã o os n os s os alia dos , d evem os


exa m in ar qu em , d e certa form a, p od e fu n cion a r com o u m "in im igo”. U m pa trã o in sen sível
ao natu ral d es ejo de progress o d o ser h u m ano, e qu e n ã o fa ça qu a lqu er concessão, p od e
ser cla ssificado com o u m ób ice, p rob lem a ou m es m o “in im igo” A solu çã o é se ad a pta r de
form a qu e o preju ízo cau sado p ela falta de a p oio seja o m en or possível. Isto p od e a con tecer
ta m b ém com u m cônju ge, parentes, amigos, etc. O u tro cu id a d o é pa ra n ã o se a p roveita r
d o su cesso e joga r isso n a cara d o patrão, d os pa is ou d e qu a lqu er pessoa, o qu e resu ltaria
n u m a m otiva çã o nega tiva , qu e preju dica o a prend iza do.

2
VOCÊ

V o c ê é o seu m a ior aliado. É ób vio qu e ao ter s egu id o os pa ssos anteriores, com o


es ta b elecer o ob jetivo, ter fé qu e p o d e a lca n çá - lo, orga n iza d o os fa tores p os itivos e
negativos, a lém de n ão se cob ra r u m p ra zo d eterm in a d o, tu do isto dem on s tra qu e você
já está tra b alhan do com o seu p rim eiro aliado. M as n ão é só. M u itos atu am com o seus

100 C A P Í T U L O 5

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prim eiros e p iores inim igos. D e você depen de, p or exem plo, b u scar a aju da d ivin a ou tentar
fa zer tu do sozinho. D e você ta m b ém d ep en d e a p a rceria ou a n im os ida d e com seus colegas
candidatos, o b om ou m a u u so d e seu céreb ro, in teligência, m em ória , etc. Só você será capaz
d e in verter o u so d e suas falhas e d efeitos para “recicla gem em p rol d a u tilidade”, só você
p od erá esforça r- se p a ra a p erfeiçoa r su a ca p a cid a de d e com u n ica çã o verb a l e escrita.

Se você está dia a dia p rep a ra n d o o ca m in h o pa ra alca nçar seu ob jetivo e para tirar
p roveito d e tod o o seu poten cia l, é p recis o se conh ecer. Va m os repetir o qu e disse Sun Tzu,
excep cion a l gen era l chinês, n a ob ra “A A rte da G u erra”, hã 2.500 anos:

"Se conhecermos o inimigo e 3 nós mesmos,


nao precisaremos temer o resultado de uma centena
de combates. Se nos conhecermos, mas não ao inimigo,
para cada vitoria sofreremos uma derrota.
Se nao nos conhecermos nem ao inimigo,
sucumbiremos em todas as batalhas/'
Títt

V ocê p od e ver es te texto sob d ois pon tos d e vista. Sé você não tem au tocontrole, é
seu in im igo; se o tem , é seu a migo. N o segu ndo, o "in im igo” é a m atéria a ser aprendida,
a qu ela qu e você p recis a con h ecer pa ra resp on der n a prova. Para você se con h ecer será
precis o dis ciplina, von ta d e e, p rin cip a lm en te, u m a ob s erva çã o cons ta n te d e si próprio.
Ava lie- s e con tin u a m en te, veja seu s progress os. Saiba, d e a ntem ã o, qu e tod os têm su a
própria personalidade, qu alidades, defeitos, poten cia lid ad es e limites. Essa variedade e essa
in d ivid u a lida d e é qu e torn a m a H u m a n id a de algo fan ta stica m en te interessante.

A sua in d ivid u a lid a d e, q u e lh e torn a a lgu ém es p ecia l e ú nico, d eve ser respeitada.
U ns são ca p a zes d e es tu da r 16 horas p or dia, ou tros nã o; u ns con s egu em elim in a r - p or
a lgu m tem p o - tod o seu la zer s em se preju dicar, ou tros nã o; u ns pa ssa m no p rim eiro
concu rs o, a m a ioria não; u ns con s egu em estu da r n a praia, ou tros não. Por tu do isto,
eu d igo: con h eça a s i m e s m o {fo i o q u e S ócra tes en s in ou ), a m e- s e e res p eite su as
pecu lia rid a des. O ú n ico ris co é u tiliza r seu s “lim ites " com o des cu lpa pa ra n ão se dedicar.
Fora isso, vá com calma.

C om o diss e Jesus, “Todo reino, d iv id id o contra si mes mo, será assolado; e a casa
d iv id ida contra si mes ma cairá ” (Lu cas X1:17). N ós n ã o p od em os divid ir- n os ou agir contra
n ós mesmos. C ada u m é o seu p rim eiro aliado.

N ó s n ã o p o d em o s n o s d i vi d i r
o u a g i r cont r a n ós m esm o s .

W I L L I A M D O U G L A S 101

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Q u a n d o d ig o q u e s om os n os s o p r im e ir o a lia d o, em m o m e n to a lg u m es tou
com u n ga n d o com a idéia, equ ivoca d a e ca d a vez mais em voga , d e qu e o h om em se b asta
a si mesm o, d e qu e n ão precis a d e n ad a sen ã o d es en volver seu p róp rio p od er e in teligên cia .
A o d izer qu e som os nos so p rim eiro aliado, ten h o p or b a se o fa to de qu e a decis ã o d e b u scar
a aju da divin a e a parceria com o p róxim o é in d ivid u a l e d ep en d e d e noss a m a n ifes ta çã o
de vonta de. C reio qu e o a p erfeiçoa m en to in d ivid u a l n ão disp ens a a com u n h ã o com D eu s
e com o próximo, a lém d e precis a r d e u m es forço p es s oa l e contínu o. É nesse s en tid o qu e
d igo qu e som os nos so p rim eiro aliado. N ã o o ú nico. N in gu ém p od e su bstitu ir nos so passo
pes soa l em direçã o a D eu s, ao nos so a p erfeiçoa m en to com o pes soa e à con vivên cia pa cífica
com o próximo.

^ Cu idar d e seu equ ilíb rio em ocion a l, p a z in terior e saú de serão m u ito ú teis pa ra sua
felicid a d e e ... para passar em prova s e concu rsos O C I2 , 14,5,16 e 17, p. 263 e segs.

£9 Se você gosta das lições d e Sun Tzu e dos Samurais, con h eça m eu livro A arte da
G uerra para Provas e C oncursos.

3
DEUS


Jbxiste u m a equ ivoca d a n oçã o de in com p a tib ilid a d e en tre o cu lto à d ivin d a d e e o
con h ecim en to cien tífico. E ste des a certo afasta a lgu m a s p es soa s d e D eu s . O u tro en ga n o
é s u p or qu e o tem p o u tiliza d o pa ra o con vívio com a d ivin d a d e é des p erd iça d o. O u tros
a in d a a credita m qu e D eu s é a pen a s u m a força , u m a en ergia a m orfa , u m a n u ven zin h a
colorid a ou m es m o a p róp ria N a tu reza , qu a n d o D eu s é u m a p es s oa - d es com u n a lm en te
p od eros a mas qu e se d is p õe a pa rtilh a r e con viver com suas criatu ras.

Eu não sei qu al é a su a religião, mas p oss o d izer qu e é b om ter u m a e in vestir na


p róp ria fé. N ã o se pen se qu e a fé tem algu m a rela çã o com a cren ça cega ou a ignorân cia. A
fé é tanto mais forte qu an to mais for qu estiona da . Q u es tion e s em pre suas crenças d e m od o
qu e você as con firm e ou en con tre outras, mais verdadeiras.

A lém de ter u m a fé e qu es tion á - la con s ta n tem en te, é im p orta n te qu e se procu re


u m rela cion a m en to pes soa l com o Criador, p ois esta é a es sência d a b oa religiã o: n ã o u m
rela cion a m en to distante e asséptico, mas p es soa l e diu tu m o (ver, nesse sen tido, Jeremias
29:13).

E m m in h a exp eriên cia , pos s o ass egu rar qu e D eu s fa la com o ser h u m a n o qu e se


disp u s er a b u scá - Lo. Ta n to exis te essa d is p os içã o d ’Ele, qu e en viou Jesus, seu Filh o, pa ra
p os s ib ilita r o rea ta m en to, a religa çã o ( religare, d on d e vem o vocá b u lo religiã o). Esse
d es ejo d ivin o d e estar com o h om em qu e criou é tã o gra n d e qu e ele m es m o d iz : “Eis
que estou à porta, e b ato: se alguém ou v ir a m in ha voz, e a b rir a porta, entrarei em sita
casa, e com ele cearei, e ele com igo "(A pocalips e 3:20). Q u a n do a p es s oa qu er, é p os s ível
con vívio entre ela e o p róp rio D eu s. D es s e con vívio fru tifica m salvação, satisfação, alegria,
segu rança, con fian ça , tra n qü ilid a de, etc., p erm itin d o a p a z d e es p írito qu e torn a a vid a
m elh or e fa cilita tod a s as ou tras coisas. Afin a l, “Posso todas as coisas naquele que me
fortale ce 1’(Filipens es 4:13).

102 C A P Í T U L O 5

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M eu ob jetivo ao fazer esta a b ord a gem não é a conversão de ningu ém, mas o registro
de m in h a experiência pessoal e d e qu e, ao contrário d o qu e mu itos procla mam , D eu s existe,
está vivo e disposto a compartilhar su a graça e mis ericórd ia com qu em a pedir. S ab end o- m e
ira co e necess ita do d e tal com pa ixã o, sem pre d eixei as porta s abertas e b u squ ei o con vívio
d ireto com Jesus Gristo, d o qu e ja m a is m e a rrepen di. Im p u to a E le a ra zã o d e minhas
m odes ta s vitórias. A o escrever sob re com o se prep a ra r para u m concu rso, n ã o pod eria
deixar de m en cion a r a m in h a p rin cip a l fon te d e aju da. S eria inju sto falar sob re o m od o d e
m e prepa rar e om itir qu e "O te m or do Senhor é o prin cíp io da sab edoria"(Salmo 111:10a).

O mais im p orta n te é qu e o con vívio pes soa l, direto e con s ta n te com D eu s, n ão


é p rivilégio d e u m a ou ou tra p es s oa m a is evolu íd a ou dis to m ereced ora p or m éritos
próprios: estar com Jesus é algo a o alca nce de tod os , gratu ito e verdadeiro. A p rou ve a Ele
p rop orcion a r u m acesso tã o simples qu e m es m o u m a criança p od e entender. Se você quiser,
p od e experim en ta r b u scar D eu s e des fru tar d e sua b en ign id a de. É p rová vel qu e você possa
alcançar seus ob jetivos sem precis a r d e D eu s, ma s m e pa rece qu e, se à gen te p od e conta r
com u m gra n de a m igo n a ca m in h a d a p ela vida , isso va le a pena.

@ Para qu em tem interesse n o assunto, con to experiên cias com a “a tividade divin a
n a Terra."

4
F A M ÍL IA

A fa m ília é u m dos grandes aliados, e u m a b oa motiva ção, para se estu dar e passar
em concu rsos. E, se m a l adm inistrada, p od e ser u m a das m a iores dificu ld ades para chegar
ao sucesso.

E m geral, a fa m ília aju da ou atrapalha. Q u ando ela está atrapalhando, p od e ser qu e a


cu lpa seja nossa: qu ando a gente se esqu ece de dar atenção aos familiares e de chegar a acordos
para qu e tod os se aju dem mu tu amente, sem qu e u m ou vários sejam escravos de outros.

Se su a fa m ília o está aju dando, cu ide para m a n ter as coisas com o estão. E sforce-se
para retrib u ir o a p oio e a proveita r a b oa sorte qu e está tendo.

Se sua fa m ília não está aju dando, ten te mu da r esta situ ação, através d e conversa,
pa ciência e acordos. Às vezes , dá certo e vai aju dá-lo. Se não der certo, descu lpe, mas você vai
precisar se orga n izar para qu e seus sonhos não d eixem de ser realizados p or cau sa disso.

Para algu ns, a fa m ília é u m p on to d e a p oio e incen tivo, ao passo qu e, para outros, é
u ma das piores dificu ldades. Se, a pós fa zer este in ven tário, você cons id era r sua fa m ília u m
com plicad or, con vers e com ela pa ra ped ir a p oio e compreen são. Se os consegu ir, ótim o;
caso contrário, n ão esm oreça . V ocê d eve estar dis pos to a ven cer ju n to com ou apesar das
pessoas com qu em convive.

Algu ma s pessoas são “b an ca das ” p elos pais ou cônju ges, p od en d o ded ica r tod o o seu
tem p o para o estu do, sem ter qu a lqu er dificu ld a d e para p a ga r cu rsinhos e com pra r livros.
V ocê está nesse afortu na do gru po? O u você é daqu eles qu e têm qu e “suar” pa ra cons egu ir
pa ga r u m cu rso p rep a ra tório e d es p en d e qu as e qu e tod o seu tem p o em seu trab alho e
m a n ten d o sua fa m ília?

W I L L I A M D O U G L A S 103

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C u riosamente, é mais com u m ver a prova dos no s egu n do gru p o d o qu e n o p rim eiro.
E statisticamente, o excesso d e op ortu n id a d es n ã o resu lta em m a ior su cesso. Pa rece qu e
qu em tem m u ita fa cilid a d e term in a n ã o a a p roveita n do. Se vo c ê está nesse gru po, tom e
cu idado. Às vezes, as op ortu n ida des acab a m: já vi pessoas qu e eram su stentadas e n ã o
estu davam terem grandes dificu ldades qu a n d o o p a i ou m a rid o faleceu ou teve u m a doença.
Q u ando se é su stentado, d eve- s e prepa rar para o m om en to em qu e tiver qu e ser o provedor.
N ã o d es perd ice suas oportu nidades .

S itu a ções d ifíceis.

Filh os - Se você tem filhos m u ito novos, precisará da r a ten çã o a eles e criar m eca n is m os
para ter tem p o e silên cio pa ra estudar. A p a rtir da adoles cên cia , passa a ser m en os d ifícil
conversar com os filh os pa ra orga n izar o estu do. E m qu a lqu er caso, separe algu m tem p o
(o qu e for poss ível) pa ra lhes dar a tenção integra l, ten ha tem p o pa ra eles. S eu filh o
precis a sab er qu e ele é im p orta n te; n ão d á p a ra ser p a i ou m ã e só d ep ois qu e passar. O
tem p o qu e você gastar com ele será útil.

Pais/tios/avós - Aju da m com a p oio em ocion a l, fin a n ceiro e com conselhos. Atra pa lh a m
qu an do press iona m dem ais ou ten ta m in tervir exa gerad am en te.

D oen ça - A m a ior parte dos prob lem a s d eve ser administrada para qu e você cons iga
estudar apes ar deles, mas algu mas vezes você va i precisar dar u m a parada total no estudo.
Algu ns casos de doen ça grave, internação hospitalar ou falecim en to p od em demandar isso.
N estes casos, não desanime: resolva a situ ação em ergen cia l e d ep ois volte ao estu do

S ep a ra çã o/ d ivórcio - A lém dos da n os a tu do e a tod os , atrapalha d em a is o estu do.


Ta nto qu an to possível, evite mu da n ça s/ prob lem a s dessa en verga d u ra n o p eríod o d e
preparação. Se você n ão tiver com o evitar, en tão aprenda a lida r com o p rob lem a , respire
fu ndo, vá em frente, mas n ão desista de b u scar seus sonhos.

5
O P R Ó X IM O

C o m o "p róxim o", tem os vá ria s pes s oa s : fa m ília , a m igos , colega s d e s a la e a té


des con h ecid os . B asta qu e es teja m p róxim os d e n ós d e m od o físico, ou em virtu d e de
rela ções d e afeto. As rela ções com a fa m ília as su m em es p ecia l relevâ n cia , s en d o p recis o
m u ito a m or/ p a ciên cia e con ces s ões mú tu as pa ra term os u m b om a m b ien te d e es tu d o
e con vivên cia .

O Caso você qu eira ver m a is sob re fa m ília : C 3 ,14.2, n 2* 22 e 23, p. 70; C 1 2 ,117, p.
276.

H á d ois en foqu es qu e qu ero d a r nesse item . O p rim eiro é a vis ã o d o p róxim o com o
a lgu ém qu e nos p od e dar u m retorno, u m a op in iã o sob re com o es ta m os in do. O segu nd o
en foqu e é a visã o qu e a p es soa tem d e seus colega s d e sala, p or exem p lo.

104 C A P Í T U L O 5

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Feedb ack. Q u a lqu er p es s oa com a qu a l in tera gim os p o d e s er m u ito rica em
contrib u içã o, seja ela d e noss a fa m ília ou não, d e noss o n ível in telectu al ou não. Estas
pessoas p od em dar- n os u m feedback, u m retom o, u m a visão d e ou tro ângu lo, u m a opinião.
Rep are qu e tod a s as em presas fa zem pes qu isas d e m erca do: elas qu erem sab er a op in iã o
das pessoas sob re o con ceito da empresa, sob re seu s produ tos, etc.

Q u alqu er op in iã o sob re nossas ações, sob re u m texto qu e escrevem os ou com o fom os


em u m discu rso ou palestra é útil. Primeiro, saib a ou vir os comentários, elogios e críticas.
Analise- os sem p re d e form a ob jetiva e isenta. N ã o se m elin dre ou em pa von e, n em aind a se
deixe trair p elos sentimen tos d e estima, in diferença ou aversão em relação ao interlocu tor.
A sim patia ou antipatia entre você e o in terlocu tor são apenas algu ns dos elem en tos a serem
cons iderados n o ju lga m en to do qu e fo i dito. N ã o cons titu em o m otivo para não se ju lga r ou
se rotu lar com o proceden te ou im p roced en te o conteú do, o mérito, a essência da opinião.

Lid a n d o com elogios e críticas . N ã o se deixe leva r p elos elogios ou se ab ater pelas
críticas. Julgue os com en tá rios receb id os d e form a b astante honesta. S e os elogios forem
verd a deiros, n ã o se a com od e e p rocu re m elh ora r aind a mais. Se forem falsos ou fru to da
ed u ca çã o ou circu nstâncias, p rocu re m erecê- los rea lm en te na p róxim a vez. Se as críticas
são equ ivoca d a s ou d ecorren tes de algu m s en tim en to ru im, n ão se preocu p e com elas e
procu re aju dar o seu crítico. Se as críticas são pertinentes, agradeça m u ito a este an jo qu e
o está a ju da nd o a se a p erfeiçoa r e, é claro, p rocu re melhorar.

É raro en con tra r pes soas sinceras, mas tod a op in iã o - d ep ois d e avaliada - p od e
ajudar. E n contran do pessoas sinceras, procu re sem p re ou vir o qu e têm a dizer. Ap recie e
alegre- se com os elogios, mas ten ha cora gem d e pergu n tar pelas críticas e su gestões. S empre
pergu n te, d e form a amistosa, se a pes soa vê a lgo em qu e se p od e melhorar. Isto ta m b ém é
u m a b oa con tin u ação para se dar a pós ou vir u m a crítica. C u id ad o com as pessoas qu e só
sa b em critica r e n u n ca estã o satisfeitas com n ad a (b oa pa rte delas n ão fa z nada, n ã o tem
ob jetivos, nu n ca elogia ningu ém , etc.). Por ou tro lado, com p reen d a qu e amigo, mu itas
vezes , é a qu ele qu e critica, não qu em elogia.

W I L L I A M D O U G L A S 105

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0 P RÓ X IM Q C O M O C O M PA N H E IRO
; O U C O M O C O N C O RRE N TE

Aju da r ou n ã o ajudar?Você se lemb ra das tu rmas dos


cursos preparatórios? Lem b ra daqu elas pessoas qu e nunca
aju davam as outras? D e qu em não empresta seu ca derno
para ningu ém , com o se n ele estivesse escrita a fórm u la
para transformar ch u m b o em ouro? Pior, você é esta pessoa
mesquinha? Q u ando algu m colega falta à aula, você tem b oa
vonta de em passar a matéria para ele? Q u anto mais você
ajuda outra pessoa, além de ajudã-Ia, mais você se ajuda.

A m ig o ou in im igo. P or viverm os em u m a socied a de


extrem a m en te com petitiva , mu itos passam a cons id era r
o colega d e sala com o u m a dversá rio, com o a p es s oa
qu e va i tirar a su a vaga. A pa rtir desta vis ã o b elicos a da
vida, algu ns passam a ir para o cu rso com o se fos s em p a ra u m ca m p o d e b atalha, on d e se
d eve p roteger d e tod os os adversários e, se possível, tira r a lgu m a cois a deles. Pod e pa recer
b rincadeira, mas já vi gen te en sin an do a m a téria in ten cion a lm en te d e m od o erra do ou
em pres ta n do ca dern o d e dois anos atrás e, assim, des atu alizado.

Q u em assu me esta atitu de, ao invés de crescer, cria u ma série d e b loqu eios qu e irão
preju dicá - lo, a com eça r p ela perd a de u m a m b ien te agradável d e estu do e convivên cia .
Repare essas pessoas e veja com o são taciturnas, caladas, carrancu das, desconfiadas. Repare
suas expressões faciais e com o apa rentam estar qu ase sem pre d e m a u hu m or. As pessoas,
natu ralmente, n ão se sen tem mu ito b em perto delas. Ten h o d e certeza qu e você con h ece
algu ém assim. Eu gostaria qu e tom ass e cu ida do pa ra n ã o ser assim, p ois isso só atrasa a sua
vida.

Você tem que vencer a si próprio


e à banca examinadora.

M od ifiq u e- s e. Se vo cê n u m a a u to- a va lia çã o, h on es ta m en te recon h ecer qu e a ge


dessa maneira, ou ça o con s elh o d e u m a m igo: mu de. S eu p rob lem a é m u ito mais s ério do
qu e passar em u m concu rso, seu p rob lem a é d e rela cion a m en to com as pessoas. Se você
passar sem se modificar, a ten dên cia é qu e seja u m profis s ion a l egoísta. A cred ite em a lgu ém
qu e já passou b em coloca d o em vá rios concu rsos: qu an to mais você dá, mais vo cê receb e.
Esta é u ma lei espiritu al. Q u anto mais você ensina, m a is você aprende. Q u a nto mais você
ajuda, mais é aju dado.

106 C A P Í T U L O 5

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N es s e p on to va le repetir a con h ecid a oração:

“Senhor, d a i- m e coragem para trans formar as

coisas que posso trans formar; serenidade para


a ze ita r as qu e n ã o pos so m ud a r;
e s ab edoria para d is tinguir umas das outras ."

C om p reen s ã o com o p róxim o (d ificu ld a d es p es s oa is ). Se seu colega tem dificu ldades


em aprender, en sine- o. Se tem qu e faltar, a ju de- o com a ma téria respectiva. Se não tem
din h eiro para livros, em pres te- lh e a qu ele qu e n ão es tiver u sando n o m om en to.

N u n ca p en s e qu e, p or você em prestar u m ca dern o a algu ém, esse algu ém saberá


mais d o qu e você. U m a cois a é ler u m con ju n to de anotações, outra é exercitar todas as
op era ções in telectu ais necessárias p a ra fa zer anotações . Q u em fa z as anota ções apren de
m a is do qu e qu em apenas as lê. Isto n ão significa qu e você d eve fica r “tra nqü ilo” porqu e
seu “a dversá rio" aind a assim sa b erá m en os qu e você. Isto seria u m resqu ício de atitu de
m esqu in h a e, porta nto, negativa. S ignifica qu e você, além d e em prestar o caderno, deve
aju dar o seu colega , exp lica n do- lh e a aula.

VAN TAG E N S E M AJU D AR

R ep a r e n a s p es s oa s q u e a ju d a m as ou tra s : s o r r iem m a is , s ã o m a is a legres ou


s im pá tica s e tod os n a tu ra lm en te gos ta m delas. N ã o é m elh or ser assim? (Já fo i dito
qu e, se o ca n a lh a s ou b es se o va lor d e s er h on es to, ele s eria h on es to p o r can alhice.
Fa zen d o u m a a d a pta çã o, p od em os d izer qu e, se o egoís ta sou b esse o va lor d e ser
a ltru ísta, s eria a ltru ís ta p o r eg oís m o).

P a ra a lgu ém m in is tra r u m a au la, ou exp lica çã o, p o r m a is s im p les q u e seja, esse


a lgu ém n eces s a ria m en te execu ta rá u m a s érie d e op era ções m en ta is e fís icas (falar,
apontar, etc.) qu e p rop icia m a fixa çã o d o con h ecim en to. Q u a n d o você ensina, qu em
m a is fixa a m a téria é você.

A o en s in a r, vo cê es ta rá n eces s a ria m en te reven d o a m a téria . Q u a n d o a revis ã o


ocorre n u m p ra zo d e três a o ito dias, ela fa cilita a m em oriza çã o. E sta é ta m b ém u m a
op ortu n id a d e p a ra d es cob rir a qu ilo q u e n ã o fo i b em - a p ren d id o, d a n d o oca siã o p a ra
reforça r os p on tos m a is fracos .

As van tagens não são só essas, mas já b astam para dem ons trar o qu an to é equ ivocada
u m a atitu de egoísta. Pen so qu e d evem os aju dar os ou tros n ão p or interesse em algu m
b en efício, mas sim ples m en te pa ra ajudar. A con tece que, p or se tratar de u ma lei espiritu al,
p or mais qu e n ã o se queira, é imp os s ível deixar de receb er os b en efícios p or fazer o b em. Sobre
o tema, caso haja interesse, ver Rom a n os 12:20,21. S ob re a ta l lei espiritu al, ver Provérb ios
1:19 e 22:10; E clesiastes 11:1,2; Lu cas 6:35 e G álatas 6: 9. £Q Para mais aprofu ndamen to,
“M u ito A lém d o S egredo” (Ed G u ngor, Ed. Th om a s N els on B rasil).

W I L L I A M D O U G L A S 107

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E stu do mais prod u tivo. Para fa zer u m estu do mais produ tivo, você va i precis ar mais d o
qu e assistir às aulas e ler livros. É p recis o fa zer redações, dar aulas, discu tir a m atéria, ou vir
sob re o tema, fa zer e res pon der pergu n tas/qu es tion ários sob re d eterm in a d o pon to, treinar
p rovas orais, etc. Seus colega s d e sala, p or esta rem im b u íd os dos m es m os ob jetivos, são d e
regra as m elhores pessoas p a ra pa rticip a rem destas a tividades. É m a is fá cil d o qu e p ed ir
aju da ao pai, m ã e ou esposa. A o in vés d e s erem in im igos ou adversários, seu s colega s são
p arceiros na lu ta contra o "in im igo" com u m : a p rova , qu e é qu em p od e reprova r você. Tenha
em m en te qu ais são os adversários: suas fraqu ezas, a p rova em si, n ã o os seu s colegas.

Você tem qu e ven cer a si próprio e à b anca exa minad ora M ais nada. Seus colegas de curso
p od em ser colaboradores seus e você deles. V ocê p od e ob ter sucesso sem qu alqu er aju da do seu
próximo, p od e viajar ou fazer u m churrasco sozinho. M as isso não pa rece ter mu ita gra ça

A m elh or vitória é a com pa rtilh a da , aqu ela on d e o resu ltado fo i ob tid o através da
con ju gação de esforços, ca pa cida des e com p etên cia s diversas. N ã o im p orta se u m a pes soa
contrib u i u m p ou co mais ou u m p ou co menos, pois as vantagens da pa rceria e da com u n hã o
d e d es ígn ios su peram qu a lqu er es p écie de “con ta b ilid a d e”.

E qu ivoca- se gravemente aqu ele qu e procu ra m edir o qu anto oferece e o qu anto receb e,
pois, a lém de a sim b iose a dm itir p rop orções diversas d e b en efícios , é qu as e im p os s ível
aqu ilatar ob jetiva men te o va lor de cada particip ante em u m trab alho ou estu do coletivo. O
es forço d e u m gru po de colegas p erm ite a ob ten çã o de valores com o amiza de, fraternidade,
solidariedade, apoio, etc., qu e servem com o b álsam o e catalisador. O estu do em gru po perm ite
o qu e se chama de sinergia, on d e a som a de u m mais u m é mais d o qu e dois.

1 + 1 = + de 2

L I D A N D O C O M BNI M BGO S

^ E se o p róxim o age com o se eu foss e seu in im igo? M in h a m ã e d iria a pen as qu e


“quand o um não quer, dois não b rigam ."

A profu n d a n d o u m pou co, p od em os d izer qu e você pod e, através d o exem p lo, da


conversa, da paciência e da b oa vonta de, mostrar ao p róxim o qu e vocês são aliados. C ative- o.
A m elh or form a de destruir u m in im igo é fa zê- lo seu amigo. A iniciativa d o a m or e da am iza de
é u m instru mento poderoso. Esta é a idéia de ven cer o m a l com o b em (Rom a n os 12:19 a 21).
N o mais, lem b re- s e d o provérb io “Sê com o o sândalo, que perfuma o machado que o fere."

Q u em se interessa p elo ensino radical e revolu cionário d e Jesus p od e apreciá-lo, no


S ermão d o M on te (Lucas 6:27 a 36): “M as a vós qu e ouvis, digo: A m a i aos vossos inimigos, fazei
b em aos qu e vos odeiam, b en dizei aos qu e vos maldizem, e orai pelos qu e vos calu niam. A o qu e
te ferir nu ma face, oferece- lhe ta m b ém a outra; e ao qu e te hou ver tirado a capa, n ão lh e negu es
ta m b ém a tú n ica D á a tod o o qu e te pedir; e ao qu e tom a r o qu e é teu, não lh o reclames.

Assim com o qu ereis qu e os h om en s vos façam, do m es m o m od o lh es fa zei vós tamb ém .


Se amard es aos qu e vos am am , qu e m érito há nisso? Pois ta m b ém os p eca d ores a m a m aos

108 C A P Í T U L O 5

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qu e os amam. E se fizerdes b em aos qu e vos fa zem b em , qu e m érito h á nisso? Ta m b ém os
pecad ores fa zem o mesmo. E se em prestardes à qu eles d e qu em esperais receb er, qu e m érito
há nisso? Ta m b ém os p ecad ores em p res ta m aos peca dores, para receb erem ou tro tanto.
A m a i, p orém , aos vossos inim igos, fa zei b em e emprestai, n u nca des an im a n do; e grande
será a voss a recom pen sa , e sereis filh os d o Altís sim o; p orqu e E le é b en ign o até para com os
in gra tos e mau s. S ede m is ericord iosos, com o ta m b ém vosso Pai é m is ericord ioso.”

"A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se
defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem
encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de
amor, de amizade, de socorro. 0 maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir
e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada
triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele
é o que se recusa às verdadeiras fontes da emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado
em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre."

Vrnfeius de Moraes

6
S U A IN T E L IG Ê N C IA

V o c ê é in teligen te? Q u a nd o eu com eço a falar sob re este assu nto s em pre ocorre u m
certo con s tra n gim en to den tro d e sala. Se p ergu n ta rm os se as pessoas estão satisfeitas com
a p róp ria in teligên cia , a resposta é s em p re nega tiva . Pod em os ir mais longe, em pesqu isas
ju n to aos alu nos verifiqu ei qu e seten ta p or cen to d eles não se con s id era m in teligen tes o
su ficien te ou até “u m p ou qu in h o b u rros”. M a is d e vin te e cin co p or cen to se con s id era m
"apenas n orm a is ”, ou seja, s em u m a in teligên cia especial. C om esta op in iã o gera l é difícil
qu e a lgu ém cons id ere a p róp ria in teligên cia com o sua aliada.

A crés cim o d e in teligên cia e des em p en h o. S om os edu cados a pensar qu e a inteligência


e a b eleza s ã o d á d iva s d a vid a q u e já receb em os p ron ta s e aca b a da s, q u e esta m os
“con d en a d os ” a passar o resto d a vid a com a qu an tida de d e u m a ou d e ou tra qu e foi p or
nós receb ida. É ób vio qu e a qu ele qu e d o destin o já receb eu b eleza e/ou in teligên cia prontas
é u m afortu nado, com mu ito mais fa cilid a d e e con forto. Para qu em não nasceu genia l ou
lin do, p orém , restaria apenas a resignação?

As aca demias d e ginástica, clínicas d e b eleza e os ciru rgiões plásticos há tem p os vêm
prova n d o qu e a b eleza p od e ser ob tid a com es forço p es soa l e tecn ologia . N o qu e tange
à inteligência, aos pou cos vai se firm a n d o não só o seu m elh or conceito mas tamb ém, e
felizmente, a conclu são d e qu e ela p od e ser aperfeiçoada. É ób vio qu e o gênio nasce pronto mas

W I L L I A M D O U G L A S 109

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m es m o ele p od e se aperfeiçoar. As pessoas qu e não tiveram tal sina p od em aprender técnicas
qu e otim izem suas capacidades, mu itas delas aprendidas da ob s erva çã o dos gênios.

A verd a de é qu e é p os s ível ap rend er a ser mais in teligen te e a d es en volver espécies


diferen tes d e inteligência. C om o já disse Charles Chaplin, p recisa mos mais d e hu m anidad e
d o qu e de inteligência. A in teligên cia necessária para a felicid a de está à disp osiçã o de todos.
A lém do mais, n ão exis tem pessoas '‘b u rras” mas sim pes soa s qu e aind a n ã o tivera m a
possib ilidad e ou a von ta d e d e d es en volver sua capa cida de intelectu al. Isto, aliás, é tarefa
m ora l da sociedade, d o Estado e dos qu e já angariaram u m certo grau de inteligência.

E, apesar disso, a m a ior p a rte dos alu nos qu e pa rticip a ra m d e cu rsos d e otim iza çã o
d o estu do resp ond eu qu e n o fu n d o se ach a “u m p ou qu in h o burra", com o já dissemos.

C on ceito d e in teligên cia . A p a rtir do m om en to em qu e se verificou qu e a in teligên cia


m ed id a p elo QI, m esm o qu e ajude, não é u m a garantia d e su cesso profis sion a l n em hu mano,
passou - se a qu estion a r o con ceito d e in teligên cia .

O S D O IS M E L H O R E S C O N C E IT O S D E IN T E L IG Ê N C IA S Ã O O S S E G U IN T E S :

Ü Inte ligê ncia é a capacidad e áe ad aptação.

J| Inte ligê ncia é a capacid ad e de b us car a fe licid ad e .

N a verdade, a inteligência é u ma hab ilidade qu e nasce com tod os os seres hu manos e é


passível de desenvolvimento, ou seja, é possível aprender a ser mais inteligente. O próprio Cristo,
n o Sermão d o M on te (Mateu s, Capítu los 5 a 7, em especial Cap. 5, versos 21 a 26), considerou
sujeita ao inferno a pessoa qu e chamasse seu irm ão de “tolo”. John R.W. Stott (1993, p. 78) ensina
já qu e a palavra “Raca” é o equ ivalente à palavra aramaica qu e significa “oco”, ou seja, algo b em
próxim o de chamar algu ém d e "cab eça oca” ou, com o já dito, o equ ivalente à palavra grega para
“tolo” (mõre). Outros comentaristas (ob. cit.) fa zem m ençã o a term os com o “pateta”, "estúpido”
e “cabeça-dura”. Além de evitar a ira e as ofensas gratuitas, devem os recordar qu e ningu ém é
desprovido de inteligência. O m áxim o qu e existe é a dotação de inteligências diferentes (u m
tem mais a lingüística; outro, a corporal; e assim p or diante). E a grande inteligência, qu e é se
adaptar, ser feliz, é possível para todos. Assim com o não devem os chamar os outros de form a
deselegante, não nos podem os considerar merecedores de tais designativos.

In te lig ê n c ia é u m a h a b ilid a d e q u e

na s ce co m to d o s os s eres h u m a n o s .

t PO S S ÍV E L S ER M A IS IN TE LIG E N TE ?

C om o ser m a is in teligen te d o qu e se é n o m om en to

A pa rtir d o m om en to qu e d efin im os correta m en te a in teligên cia com o s en d o a


ca pa cida de de adaptaçã o n a b u sca d a felicid a de, verifica m os qu e é p os s ível au mentá- la.

110 C A P Í T U t O 5

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A lém disso, será pos s ível reavaliar noss a op in iã o sob re pessoas a pa ren tem en te inteligentes.
V ocê con h ece a lgu ém con s id era d o m u ito in teligen te m a s qu e n ã o tem a m igos n em
cons egu e se relacionar b em com su a família? Todos nós conh ecemos. Tal pessoa é realmente
inteligen te? D u rante sem inários, é m u ito com u m ser cita da u ma pess oa “in teligen te’' mas
qu e n ã o cons egu e passar em concu rso. Será qu e ela é in teligen te mesmo?

Se u m a pes soa não tem b on s rela cion a m en tos e amigos, ela está distante d e u m a vid a
sau dável. Será ela in teligen te se a pren der a su perar suas dificu ld ades d e relaciona mento. Se
a lgu ém n ã o está con s egu in d o passar em concu rso, será realm en te in teligen te se cons egu ir
se ada pta r para alcançar o êxito persegu ido. C om o fa zer isso? Basta analisar fria m en te on d e
se está fa lh an do e ter cora gem e von ta d e su ficientes para corrigir o ru mo.

Se você qu er ser mais in teligen te d o qu e já é n o m om en to, a pren da a ca pa cida de de


a da pta çã o e, após defin ir o qu e é felicid a d e para você, aja d e m od o a alcançá- la. Isto é ser
in teligen te.

O qu e é ser inteligente?

D u ran te m u ito tem p o esta pergu n ta era res pon d id a através d o teste d o Q u ociente
de In teligên cia (Q I), m étod o h oje já u ltrapassado, em b ora aind a cons te de algu ns testes
p s icotécn icos . E m n os s a op in iã o, em b ora in s u ficien te p a ra a ferir tod o o ca m p o da
in teligên cia , o Q I m ed e algu ma s d e suas form as, m a n ten d o sua u tilidade. O qu e n ão p od e
ocorrer é esgota r o assu nto ap en a s com a m ed içã o d o ch a m a do QI.

D evem os , prim eiro, sa b er qu e há sete (ou oito) form as diferen tes de inteligência ,
com o já en sin ado p or H ow a rd G ardner (1983). Veja m os qu ais são elas:

1) In teligên cia lógica , qu e é a ca pa cida de d e raciocínio, on d e encontrarem os o raciocín io


m a tem á tico (cálcu lo, a ritmética, etc.) e a rgu m en ta tivo (oradores, advogados, ju izes,
etc.). M u itos cientistas a possu em .

2) In teligên cia lin gü ís tica , qu e é a ca pa cid a de d e ler, escrever e u sar a lingu a gem .

3) In teligên cia esp acia l, qu e é a ca pa cida de d e lida r com espaços ab ertos e de ra ciocin ar
com essa visão. Arqu itetos , n a vega d ores e p ilotos são exem p los de pessoas com esse
esplendor.

4) In teligên cia m u sical, qu e é a ca pa cida de de lid a r com sons, de ap rend er mú sica, de


toca r in stru men tos e d e com por.

5) In teligên cia corp ora l, qu e é a ca pa cida d e d e lidar e controla r o p róp rio corpo, com o
fa zem os atletas e b ailarinos.

6) In teligên cia in terp es s oa l, qu e é a ca p a cida d e de relacion ar- se com as pessoas, com o


fa zem os ven dedores , n egocia dores, rela ções pú b licas, assessores d e imprensa.

7) In teligên cia intrapessoal ou introspectiva, qu e é a capacidade d e con viver b em cons igo


e d e explorar a o m á xim o suas próp ria s qu alidades. A q u i en contra rem os profissionais
d e todas as áreas, mas qu e con s egu em a proveita r ao m á xim o seu p róp rio potencial.

W I L L I A M D O U G L A S 111

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A capacidade de raciocínio e abstração é marca de praticamente
todas as inteligências/'

M u itos a in d a fa la m s ob re u m a in te lig ê n c ia a rtís tica . C on tu d o, ca d a u m a das


in teligên cia s tem u m a verten te artística: a in teligên cia lin gü ís tica p od e p rod u zir poetas, a
m u sical com p os itores e intérpretes, a espacial/visu al p in tores e escu ltores, a in teligên cia
fisica/cmestética b aila rin os e da nçarinos e assim p or diante.

Recen tem en te mu ito se tem fa la do na in teligên cia em ocion a l, qu e m en cion a m os n o


v_517, a seguir. M as n ão h á n ada d e n ovo em se d izer qu e pa ra ser feliz é p recis o mais d o qu e
in teligên cia , é certo qu e é p recis o em oçã o. A o con trá rio d o qu e mu itos filós ofos pregaram,
o h om em não é u m ser du al, ten d o den tro d e si, sep ara dam en te, o la d o ra cion a l e o la do
em ocion a l. O h om em é u m ser integral, com as du as características: ra zã o e em oçã o. N ã o
d evem os p rivilegia r u ma em detrim en to da outra.

A ca pacidade d e raciocínio e abstração é marca d e pratica m en te todas as inteligências,


va ria n do na form a d e apresentação. Por exem plo, o ju iz cons egu e lid a r com id éia s abstratas,
a o passo qu e o in teligen te espacial con s egu e lid a r ab stratam en te com esp aços e form as
geom étrica s; o in teligen te cin es tésico é ca p a z de criar m en ta lm en te n ovos m ovim en tos
e, então, execu tá- los , com o fez a gina sta N á d ia C om a n eci; o in teligen te in terp es s oa l é
ca pa z d e ab strair-se o su ficiente para en ten d er a p es s oa com qu em está lida n do, p od en d o
com p reen d ê- la (em pa tia ) e, assim, lid a r m elh or com ela, negociar, conven cer, etc.

N ossa socieda de acostu mou - se a prezar apenas a in teligên cia lógica, era suas vertentes
ma tem ática e de raciocínio, e, secu ndariamente, a in teligên cia lingü ística. Os testes d e Q I
com u m en te m ed em estas du as in teligên cia s e a in teligên cia espacial ou visu al. É m u ito
mais difícil m ed ir as outras man ifesta ções d e inteligência, em b ora ad m irem os pessoas qu e
as possu am.

D entro de u ma visão mais correta das coisas, é u m absurdo qu erer qu e u m grande mú sico
seja necessariamente u m atleta ou tenha u m Q I lógico ou matem ático acim a do normal.

C reio qu e tod os nós p od em os d es en volver as sete in teligên cia s e qu e u m a in teligên cia


com p leta é a qu ela qu e as equ ilib ra . Essa in teligên cia m a ior seria o con ju n to das sete
in teligên cia s e/ou hab ilidades. É pos s ível alcançar isto m ed ia n te ed u ca çã o e trein a m en to,
qu e deveria m com eça r na p rim eira in fância. S em pre qu e a pes soa d es en volve mais u m
aspecto, ten de a d es en volver m en os ou tro. B p recis o d os a r o u so das in teligên cia s.

E m concu rsos pú b licos as in teligên cia s lin gü ís tica e lógica são mais im porta ntes,
p elo qu e devem os des en volvê- la s. N a o ob stante, u m in teligen te mu sical p od erá a prend er
mais se a proveita r esta sua capacidade, ou vin d o a m a téria e “cantando- a". U m in teligen te
vis u a l p od erá a prend er mais através d e esqu emas , flu xogra m a s e gráficos. U m in teligen te
in trapessoal au ferirá b en efícios d e suas qu alidades. U m in teligen te in terp es soa l será, após
o es forço d e aprendiza do, prova velm en te u m b om p rofis sion a l e u m b om líder.

Você já deve ter iden tificado quais são suas inteligências predominantes. Provavelmente
escolheu algu ma área relacionada com suas aptidões naturais. Se elas não comb in am, ou você
deve rever seus objetivos ou então se conscientizar de qu e precisará de u m pou co mais de esforço
para des envolver a inteligência específica necessária para alcançar sucesso na área escolhida.

112 C A P Í T U L O 5

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Ten h o u m a m igo com u m a in crível ca pa cida de matemática, mas qu e tinha o sonho
d e ser ju iz. E le sab ia qu e teria mais trab alh o n a área d o D ireito, tod a via con s cien tem en te
op tou p or pa ga r o p reço d e seu sonho. O u tro qu e segu iu u m a carreira p a ra a qu al n ão tinha
m u ito gosto mas qu e era m elh or remu nerada e, d ep ois de fa zer u m a base financeira, passou
a u tiliza r seu tem p o livre p a ra ded ica r- s e à qu ilo qu e rea lm en te gostava. Essas decis ões
d evem ser tom a da s pensada mente, e com b om senso.

E m conclu são, a pren da a u sar su a in teligên cia com b in a n d o as h ab ilidades inatas (de
n as cen ça) com o d es en volvim en to d e ou tras m a n ifes ta ções da inteligên cia.

Atos d e in teligên cia . A lém da n oçã o de qu e há diferentes espécies d e inteligência, va le


m en cion a r o en sin o d e Lu iz M a ch a do, d e que, m a is d o qu e pessoas inteligentes, há atos de
in teligên cia . Is to fa cilita a n oçã o da p os s ib ilid a d e de sermos mais in teligentes, des de qu e
su bstitu amos atos m en os in teligen tes p or ou tros ma is in teligen tes , exa ta m en te aqu eles
qu e seja m mais aptos a nos con d u zir à felicida de.

A lgu m a s exp eriên cia s cien tífica s s ob re a in teligên cia e a m em ória

V a le m en cion a r algu ma s experiência s in dica dora s d o qu an to é in exp lora d o o ca m po


sob re o qu al estamos tratando.

C oloca ra m ratos igu ais em situ ação d e ap rend iza do (HA) e d e isolam en to (RI). O rato
em RApas sou a ter céreb ro m a ior e au mento d e 3 substâncias (acetilcoíina, acetilcolinesterase
e RN A). O ap rend iza do altera o céreb ro física e qu im icam en te.

E m ou tra exp eriên cia u tiliza ra m planárias (verm es ), u mas treinadas e outras não.
Eles tritu ravam estas planárias e as da va m com o a lim en to a outras. As planárias qu e se
a lim en ta ra m das qu e tin h a m sido treina das fora m capazes d e a prend er mais rapidamente.
O a pren d iza d o m od ifica su b stâncias vitais qu e p od em ser transmitidas.

•r. • • Estudos realiza dos n a U FRG S, p or Ivan Izqu ierd o e


C arlos Alexa n dre N eto, mostraram qu e cada vez qu e u m
"Etn concursos públicos
ca m u n d on go era su b m etid o a u m a experiên cia nova, era
as inteligências lingüística e lib era do u m neu rotransmissor cereb ral (a b eta - en d orfin a ).
lógica são mais importantes." Assim , vê- s e qu e a em oçã o e a n ovid a d e (o interesse...)
aju da m na lib era çã o de neu rotransmissores qü e aju darão
o a pren dizado.

Já existem estudos procu rando recu perar


n o céreb ro as in for m a ções a rm a zen a d a s na
memória, partindo d o princípio de q u e- d e algu ma
form a - os d a d os es tã o regis tra d os n o corp o
(n eu rôn ios ) e, assim, p od em ser recu perad os.
U m film e cin ematográfico trou xe algo sob re essas
experiên cia s , on d e u m p olicia l in jeta va em si
próprio líqu idos cerebrais d e vítimas deh om icídío,
logra n do recu pera r suas m em ória s e des cob rir
qu em era o assassino.

W I L L I A M D O U G L A S 113

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Ou tros estudos estão fa zen do com qu e crianças com deficiências mentais consigam
rendimento normal na escola, através d e programas de treinamento. C reio qu e em a lgu m
tem p o a raça hu m an a estará d om in a n d o ra zoa velm en te o p rocess o d e d es en volvim en to
da in teligên cia .

7
U T IL ID A D E D A IN T E L IG Ê N C IA

M a is im p orta n te d o qu e ter in teligên cia ou s a b er recon h ecê- la é sa b er u tilizá - la


a dequ a da m en te. A sim ples posse d e a lgu m a in teligên cia n ã o é o su ficien te pa ra o su cesso e
felicid a de. É preciso, antes de tu do, ser u m a p es s oa hu m ana, rela cion á vel. É extrem a m en te
com u m verm os pes soas m u ito in teligen tes in felizes : isso ocorre p orqu e estas p rop en d em
para n ão se des en volver em ocion a lm en te. Os gên ios ten d em a ser pes soas inadaptada s
exa ta m en te p or cau sa de sua in ca pa cida de, e dos qu e os rod eia m , d e trab a lhar ta m b ém
com o coração, ao invés de só com o céreb ro. Essas conclu sões , qu e já se p od ia m en contra r
n a B íb lia (Ver Lucas 10:38,42), fora m tra zida s a o gra n de p ú b lico através d o fes teja d o best-
seller “In teligên cia E m ocion a l”, d e D a n iel G olem a n , qu e d iz (1996, p. 46):

“ U m dos segredos de P olichin e lo da ps icologia é a relativa incapacidade das notas,


medições d e Q Io u contagens do SAT (Teste de A ptid ão Escolar), apesar de sua mís tica popular,
predizerem com certeza quem será b em-s ucedido na vida. C laro, há um a relação entre o Q I
e as circuns tâncias de vida para grandes grupos com o um todo: m uitas pessoas com índices
de Q I m u ito baixos acab am em empregos servis, e a s d e altos índices tendem a se tornar b em
pagas, mas de nenhum m od o sempre.

H á inúmeras exceções à regra de que o Q I prev ê o sucesso - tantas (ou mais ) exceções
quanto os casos que se encaixam na regra. N a m e lhor das hipóteses, o Q I con trib u i com cerca
de vinte p o r cento para os fatores que d e te rm inam o sucesso na vida, o que deixa oitenta p or
cento a outras forças."

O a u tor traça u m pa ra lelo en tre Q I e rem u n era çã o ou su cesso e d em on s tra qu e


in teligên cia não é o b astante. Se tra çarmos u m pa ra lelo entre Q I e rela cion a m en to afetivo,
o des vio será ainda maior.

Esse en sin o (para viver é p recis o mais d o qu e in teligên cia ) en con tra m os em m u itos
lu gares, com o nas palavras de C ha plin e n a vo z da rap osa im orta liza d a p or Exupéry, ao dizer
pa ra o P equ en o Prín cip e: “Ê com o coração que se vê corretamente; o essencial é inv is ív el aos
olhos." P od em os ou s ad am en te completar, d izen d o qu e o ess encial para o su cesso e para a
felicid a d e está m u ito a lém d a b eleza ou d a in teligên cia , esses dois tiranos.

Se você tem interesse pelas qu es tões d e fé, sob re o tem a d e u tilid a d e d a in teligên cia ,
va le m en cion a r qu e o d om essencial d a d o p or D eu s aos hom en s , a sa lva çã o através d e Jesus,
é d e tã o extrema sim p licid a d e qu e n ã o d em a n d a in teligên cia pa ra ser com p reen d id a . A
p rofu n d a sim p licid a d e ch ega a ser con fu n d id a com ign orâ ncia , p ois a va id a d e dos h om en s
tem d ificu ld a d e em lid a r com a lgo p recios o e p a ra o qu al n ã o é p recis o poder, din heiro,
b eleza ou in teligên cia pa ra se alcançar. V er Rom a n os 6:23, í C orín tios 1:18,25 e 2:14.

114 C A P Í T U L O 5

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PO D E M O S C O N C L U IR Q U E :
g fi A felicid a d e é mais d o qu e passar em u m concu rso.

31(3
V ocê n ã o precis a ser u m gên io pa ra ser aprovado.

V ocê já poss u i h oje u m en orm e p oten cia l d e cres cim en to e aprendiza do.

V ocê p od e otim iza r a su a in teligên cia e a su a ca pa cid a de d e aprender.

Portanto, u se sua in teligên cia com o u m in stru mento, p ois ela existe para lh e servir,
e n ã o o contrário.

Ô
O PLANETA

S e o assu nto é "a liados'’, então, a m igo, vo cê precis a saber: existe tod o u m pla neta
para aju dá- lo. Repare qu e você já está até a lfa b etiza do! (ou algu ém está len d o isto para
você???) Já é u m b om com eço. Tod o o con h ecim en to h u m a no está escrito em a lgu m lugar:
você tem acesso a tu do. V ocê está vivo, tem saú de, algu m a escolaridade, algu ma cond içã o.
Isto d eve ser lem b ra do.

V a m os além: você tem livros, apostilas, professores, amigos, a internet (qu e tem várias
páginas gratu itas), b ib liotecas, program as do govern o (ver CAPES, C N Pq) e particu lares para
dar b olsas e/ou ma terial de es tu do pa ra os interessados etc. V ocê os está aproveitando??
E spero qu e sim.

E m tod os os lu gares, u n ivers id a d es e cu rsos p res tigia m os alu nos com as m elh ores
notas. Pa ra qu em n ã o tem d in heiro, exis tem O N G s d e a p oio, pré- ves tib u la res e cu rsinhos
p rep a ra tórios p a ra ca rentes, algu ns m on ta d os p or con cu rsa n d os já aprova dos. Eu nu nca
vi a lgu ém es força d o qu e n ão con s egu is s e a p oio.

Sites Úteis: w w w .pIanalto.gov.b r w w w.stf.gov.b r w w w .mec.gov.b r


w w w .cultu ra.gov.br ww w.estu dar.org.b r w w w.fu tu ra.org.b r
w w w. folhadirigida. com .b r w w w .lfg.com .b r w w w.vestCon.com.b r
w w w .aca dem iad oconcu rso.coin .b r w w w .editoraferreira.cora.b r w w w.sadireito.com.b r
w w w .cu rsoa provaca o.com.b r w w w .p on tod osconcu rsos .com.b r w w w .vemconcu rsos.com .b r
w w w .ob cu rs os.com.b r w w w .concu rsosju ridicos.com .b r w w w .p r a etoriu m .com .b r
w w w .direitoem d eb ate.n et w w w .prolegis.cora.b r w w w .b oletimju ridico.com.b r
w w w .ca rta foren se.com.b r w w w .direito.com.b r w w w .u ltimainstancia.com.b r
w w w.cu rsoparaconcu rsos.com.b r w w w .n u d eod eestu d o.com .b r www.avozqueaprovavoce.com.br
www.concursoecarreira.com.br www.orvilecameiro.com.br www.effisica.com
w w w .concu rs eiros.com .b r w w w .correiow eb .com .br w w w .ju sp od ivm .com .b r
w w w .radioconcu rsos.com.b r w w w .pcicon cu rs os.com.b r w w w .e- raciocin iologico.com .b r
w w w .fom m con cu rs eiros .com w w w .cam pu sconcu rsos.com.b r w w w .w illiam dou glas.com.b r

@ No site do STF, é possível baixar o áudio da Constituição Federai, em MP3, podendo-se escutá-lo em CD, no
carro ou em casa. É uma ótima oportunidade para estudar a CF no caminho para o trabalho, na hora de lavar a
louça, no consultório, na fila...

W I L L I A M D O U G L A S 115

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Obs. 1:0 portal http://www.periodicos.capes.gov.br disponibiliza mais de 185.000 teses gratuitamente.
Obs. 2: Este livro está em construção. Se você conhece algum programa do governo, particular,
alguma ONG, páginas da internet etc. de apoio ao estudo, por favor, envie um e-mail para minha
página, onde você encontra dicas e material gratuito. .>/-■- ..
Obs. 3: Periodicamente escrevo artigos e os disponibilizo no meu site. Convido-o a lê-los. Nele
você também encontrará mais links para obter apoio e poderá receber um informativo.

Referen cia is em con cu rs os . O m u n d o d os con cu rs os (em gera l e ju ríd ico) tem


algu ns referenciais. Ten h o a hon ra (e sou grato a tod os p or iss o) d e ser ch a m a d o de "G u ru
dos C on cu rsa n dos”, p or ter sido o p ion eiro a sis tem a tiza r e en sin ar técn ica s d e estu do e
realiza çã o d e provas de concu rsos. N a verdade, exis tem divers os referencia is qu e, p or seu s
m éritos e conteú do, p od em aju dar a qu em está nesse "b a rco”.

N a área de con cu rsos em gera i, tem os o Jornal Folh a D irigid a , os três m a iores cu rsos
n a cion a is (Aca dem ia d o C on cu rs o Pú b lico, C u rso A p rova çã o e O b cu rsos ), o S im u la d o
N a cion a l B en eficen te (w w w .s im u la d on a cion a l.com .b r), a Revis ta G u ia dos C on cu rs os
(pu b lica d a p ela E ditora Ferreira e qu e agora fa z assinatu ras) e os dois en con tros n a cion a is
sobre Concursos: a Feira do C oncu rso (p rom ovid a pela AB EC e Editora Ferreira) e o S eminário
N a cion a l sob re as Carreiras Pú b lica s (p rom ovid o p elo C u rso Ap rova çã o).

E m E ditoras, os referen cia is são a C ampu s/E ls evier (qu e in corp orou as séries pa ra
concu rs os da m ítica E ditora Impetu s, p ion eira n o con ceito d e livros para concu rsos), a
Ves tcon e a E ditora Ferreira.

H á aind a sites , com o o w w w .vem con cu rs os .com .b r e o w w w .p on tod os con cu rs os .


- com .b r (d os a m igos V icen te Pa u lo e M a rcelo A lexa n d rin o), a lém dos sites dos cu rsos e
editoras . P or fim , tem os dois Fóru n s excelen tes: Fóru m C on cu rs os d o C orreioW eb (w w w .
con cu rs os .correiow eb .com .b r) e Fóru m C on cu rs eiros (w w w .foru m con cu rs eiros .com ).

N a área ju ríd ica , exis tem referencia is com o as E ditoras Saraiva, Atlas, RT, Lu m en
Juris, Renovar, etc, sites com o Aca dem u s, B oletim Jurídico, S AD ireito, Prolegis , D ireito.com ,
C on su ltor Jurídico e os cu rsos nacion a is qu e estão tra b a lh an do com en s in o p o r satélite,
p or exem p lo: w w w .lfg.com .b r,w w w .p ra etoriu m .com .b r,w w w .d a m a s io.com .b r e w w w .cp c.
adv.b r (C PC - M a rca to).

E m su ma, n ão falta on d e procu rar in form a çã o e a p oio.

9
S E U C É R E B R O E S U A M E M Ó R IA

A su b u tiU za çã o d es ses d ois a lia d os é u m a d a s ra zões p ela s qu a is as p es s oa s


leva m tem p o m a ior d o qu e o n eces s á rio pa ra pa ssa rem n os con cu rs os ou tira m n ota s
in sa tis fatória s nas provas. P or se tra tar d e tem a s exten sos, cu id a rem os destes assu ntos
nos O C6 e 7, p. 123-174.

116 C A P Í T U L O 5

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10

SUAS LEM BRANÇAS

Q u a n ta s vezes você já p reju d icou sua vida, ren d im en to ou estu do p or causa de más
lemb ranças? M a rtim Lu tero, ao fa la r sob re a tentaçã o, aca b ou forn ecen d o u ma b oa form a
para se lid a r com as más lemb ranças: “E u não posso ev itar que um pássaro voe sobre a minha
cabeça, mas posso ev itar que ele faça um nin ho nela.”
Por ou tro lado, se a d m itirm os as b oas recordações, elas n os serão úteis.
N osso céreb ro freqü en tem en te en via para o con s cien te lem b ra nças arm azenadas no
in con scien te. Essas lem b ra n ça s são lançad as a lea toria m en te e p od em s ervir com o fatores
d e au xílio ou d e preju ízo para n oss o des em pen h o.
Q u a nd o você va i fa zer u m a prova , o seu céreb ro p od e en via r u m a lem b ra n ça de u m a
p rova a n terior on d e você teve u m “b ranco". Tal lem b ra n ça servirá com o u m fa tor negativo,
p od en d o até s ervir com o u m a p rogra m a çã o pa ra u m n ovo “b ran co”.
Q u ando você vai estudar u m a matéria, seu céreb ro p od e enviar u ma lemb rança daqu ele
p rofes sor detestável qu e a ministrava, o qu e en evoa a captação d o assunto. Q u ando perde
u m concu rso e continu a a estu dar para o próxim o é possível qu e você seja regu larmente
a tormen tad o p or lemb ranças visu ais ou em otivas daqu ele insucesso. É u m erro considerar
u m insu cesso ocasiona l com o u m a ten dên cia natu ral ou u m destino previa m en te traçado.

Por ou tro lado, se você com eça a con trola r suas em oções e lem b ran ças, elas p od em
se tom a r algo vantajoso. Q u a nd o vierem record a ções ruins, su b stitu a-as p or b oas; qu an do
su rgirem im a gen s de m ed o ou receio, su b stitu a-as p or im agen s d e sucesso, tra n qü ilid a de
e d o ob jetivo qu e você deseja.
As lem b ra n ça s p od em s ervir com o m otivo de p â n ico ou d e tran qü ilida de^ de m ed o
ou d e a u toconfian ça.
V ocê p od e defin ir qu al será o efeito das lem b ra n ças em seu desempen ho, con trola n do
o acess o delas a o seu cons ciente. M u itas vezes eu fica va preocu p a d o p or causa de u ma
exp eriên cia n ega tiva do pa ssa do e m e dizia: “N ã o vou m e preocupar com isso, o fa to de ter
errado no passado não s ignifica que v ou errar n o fu tu ro ; ao contrário, a cada dia sou mais
experiente e mais preparado. Logo, a tendência é que eu m elhore”. E m segu ida, su b stitu ía a
lem b ra n ça d e u m a p rova ru im p or u m a b oa , a d e u m a ga fe p ela d e u m b om m om en to.

C O M O N Ã O C A R R E G A R P E S O E T E R L IB E R D A D E
Paramostrar u m exemplo d e com o se p od e carregar o qu e já s e passou, conto ahis tóriado
monge, do discípulo e da donzela: Era a manhã d eu m b elo d ia U m velho monge, acompanhado de
u m discípulo, estava para atravessar u m córrego qu ando ojovem, avistando u ma belíssima donzela,
ofereceu - se para levá-la até a outra banda em seus braços,
para qu e ela não molhasse seus pés. A m oça recusou, mas
disse qu e aceitaria a oferta de ser carregada pelo monge,
que, em sua bondade, gentilmente acedeu. O mestre e seu
aprendiz prossegu iram via gem até o anoitecer. Q u ando
estavam para dormir, o rapaz comentou , nu m suspiro,
e com a voz carregada de consternação: “Puxa, mestre,
o se nhor carregou aquela m ulhe r linda nos braços...”
O m on ge apenas disse: “É, meu filho, e você continua
carregando-a em suas costas até agora...”

W I L L I A M D O U G L A S 117

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Outra história serve para mostrar com o é simples e importan te largar as más recordações
d o passado e as coisas qu e nos são preju diciais. N a Áírica , u m a das form as para caçar macacos
é pega r u m coco e fa zer u m b u raco em cada extremidade. N o prim eiro, menor, amarra- se
u ma corda fixada a u m a árvore. O segu ndo bu raco, u m p ou co maior, tem diâ m etro su ficiente
para u m macaco coloca r su a pata (m ã o), des de qu e a estiqu e ju n ta n do os dedos, tal com o
u m hu m ano fa z para coloca r u m b ra celete ou pu lseira qu e n ã o tem fech o (qu e não se ab re).
D entro dessa singela arapu ca se coloca a lgu m fruto, nozes, etc. O m a ca co m ete a m ã o nessa
cu mb u ca, en volve a n oz com su a m ã o e... segu rando a n oz, o diâ m etro assu mido p ela m ã o
não é o su ficiente para qu e se a retire d e den tro do coco. É claro que, se o macaco soltar a noz,
sua m ã o sairá e ele retomará àliberdade. Só qu e o macaco não raciocina, ele fica segu rando a n oz
e sacrifica sua vida. D a í o provérb io: "M acaco velho não mete a mão em cumbuca, "
M u itos hu m a nos fa zem o m es m o: qu erem ta n to algu ma, cois a qu e term in a m p or
sa crificar valores mais im porta n tes, às vezes sua p róp ria vida , para n ã o soltarem a qu ilo qu e
qu erem , m es m o qu e as con s eqü ên cia s s eja m catastróficas. Só qu e hu m anos, qu erendo,
p od em raciocinar, decidir, a qu ilatar e es colh er os va lores qu e d evem prepon derar.

"Quem se esquece de seus erros está condenado a rep eti-los/'


; - m^ama^mEsmmmim^amtKmÊÊmÊÊmtÊaÊiÊmÊtÊÍÊmimÍMàmmmàÊÈÊtmm

D eix e d e ca rr eg a r o p es o d o s eu p a s s a d o. O p a s s a d o s erve p a ra en s in a r a
experiência, para da r au la sob re com o a gir m elh or n o fu tu ro. N ã o é p a ra ser carregado com o
u m fardo. N esse sentido, em b ora fora d o con texto em qu e fora m ditas, va le m en cion a r as
palavras do A p ós tolo Pau lo: “(...) um a coisa faço, e é que , es quecendo-me das coisas que atrás
ficam , e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo.” (Filip en ses 3:13,14). N ã o
d evem os fica r la m en ta n d o o qu e pa ss ou mas trab a lhar p elo amanhã.

O passado serve com o u m a fon te de experiência, mas n ã o d eve se constitu ir u m fardo.


Já fo i d ito qu e “o passado é um liv ro imens o cheio de preciosos tesouros que não se devem
desprezar” e qu e “quem se esquece de seus erros está condenado a repeti-los " P or ou tro lado,
ta m b ém já se disse qu e a exp eriên cia é “ um fa ro l virado para a popa da emb arcação" e
s a b em os qu e o a ma nhã reserva situ ações com p leta m en te novas. O certo é qu e p recis a m os
a p ren d er com o passado mas ja m a is d eixá - lo p reju dica r noss a d is p osiçã o d e olh a r e pen sa r
para a frente, para o fu tu rò. E, acresça-se, com otim is m o.

& S olte as n ozes qu e estã o d eixa n d o suas m ã os presas. N ã o sacrifiqu e va lores ma iores
em troca d e va lores menores . E xerça u m a op çã o p elo qu e é m elh or para vo cê e pa ra u m a
lib erda d e responsável.

FORM AS D E COM BATER M ÁS LEM BRANÇAS


1. U ma das formas de combater más lembranças é visualizá-las em preto e branco ao invés de
em cores, desfocá-las; em sua mente, vê-las diminuindo. Em seguida, nutra sua mente com :
imagens coloridas, vivas e focadas.de sucessoe tranqüilidade, repita para si próprio frases
e idéias positivas. Relembre-se de suas vitórias, das boas provas, das boas notas, dás vezes,
em que você conseguiu se superar e superar as adversidades. Alimente seus inconsciente
e consciente com lembranças positivas.
2. Gomo o cérebro tem partes que não sepreocu pam com a distinção de passado, presente e
futuro, substitua lembranças negativas não só por lembranças positivas mas também por ,
imagens daquilo que você quer, de onde você quer chegar.

118 C A P Í T U L O 5

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3. Considere as lembranças como ensinamentos práticos já auferidos. De uma experiência ou
:. acontecimento ruim não guarde as emoções ou a dor, mas as lições que carrega consigo.:
. Procure pensar naquilo que você aprendeu a fazer (ou a evitar) com aquele fato. Sempre
que se recordar dele,'(1) diga que ele já passou e (2) que com isso você aprendeu a agir
. dessa ou daquela maneira, passando a (3) se programar mentalmente para da próxima vez
em que estiver em situação semelhante poder agir de forma mais inteligente:

B oa s lem b ra n ça s sã o leves e ú teis in s tru m en tos p a ra leva r m os con os co. As


responsab ilidades com nosso destino, com a fa m ília e com a comu n idad e n ão d evem ser
vistas com o se foss em pes os ou prisões, mas den tro d e suas importância e u tilidade. Se existe
essa falsa noção, é preciso rever valores. Fa zer o certo e estar b em consigo é u m fardo leve.
U se estas lições para elim in a r o ru im, n ã o o b om.

A id éia d e prisão e lib erdade, d e pes o ou leveza fo i tratada p or Jesus d e form a especial:
“ Tom ai sobre vós o meu jugo, e aprendei de m im , que sou manso e hum ild e de coração; e
achareis descanso para as vossas almas. P orque o meu ju g o é suave e o m eu fard o é leve"
(M a teu s 11:28,30). M u itas vezes a pen as o qu e precis a m os é sab er es colh er qu al ju go haverá
sob re n ós (ex., o da d is ciplin a òu da in dis cip lin a ) e qu al o fardo de lemb ran ça s e vonta des
qu e irem os ca rrega r (pes ad o ou leve ).

& As lem b ra n ça s d o pas sa do n ão são o mais importan te:


o mais im p orta n te é o fu tu ro qu e você está es crevend o agora.

11
S E U S D E F E IT O S

U s a r d efeitos pa ra m eu su cesso? Sim, b asta in verter as práticas in ú teis em seu dia-


a- dia, su b stitu indo- as, E m b ora simples, a id éia é revolu cionária. Liste tu do o qu e você fa z
mal, p rocra stina ou deixa d e fazer, mas qu e é im p orta n te para seu su cesso ou b em- estar.
Lis te ta m b ém o qu e você fa z e qu e lh e atrapalha. Irei exem p lifica r esta técnica com exemp los
pessoais, com os qu ais em a greci vin te qu ilos.

In verten d o háb itos. Estudar é u m costume. Você tem certamente algu m costume, como,
p or exemplo, ver novelas (n o m eu caso, era passar dias nos meu s vid eogam es prediletos). Você
sim ples m en te não está acostu mado a viver sem fa zer isso. A o m en os du rante o p eríod o de
preparação para a p rova su bstitua esse costu me pessoal p elo estudo. A o fazer isso, você estará
cria n do u m n ovo háb ito, u m n ovo costu me. E mb ora qu eira ver a novela, ou jogar, você estará
fa zen d o algo qu e ta m b ém qu er: estu dar e ser aprovado. Troca- se u m prazer m en or p or u m
pra zer maior. M a is d o qu e isso: com o mais ced o ou mais tarde você será aprovado, logo terá
a chance de, qu erendo, redirecion ar seus háb itos. Até pa ra ver novelas ou jogar...

^ C om o? S em pre qu e qu is er ver n ovelas ou joga r, vá estudar. Is to fu n cion a para


qu a lqu er coisa: atu almente, s em p re qu e eu qu ero tom a r refrigera n te (qu e m e en gorda ),
eu tom o águ a (qu e m e fa z b em ). B asta força d e von ta d e. Program e- s e: Vonta de d e tom ar
refrigera n te = tom a r água.

W I L L I A M D O U G L A S 119

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Procra s tin a n d o. V ocê procrastina, adia, atrasa u m a série d e coisas qu e necessita: u m
regime, u m in ício de progra m a d e exercícios físicos, o in ício d e u m p la n o d e es tu dos sério,
etc. In verta isso: passe a procra stinar a in gestã o d e a lim en tos contra - in dica dos, atrasar a
“sesta”, adiar o passeio, etc. Q u ase s em pre qu e d es ejo tom a r sorvete, in ven to u m a descu lpa,
atraso, d igo qu e vou fa zer isto d a qu i a pou co, u so m in h a pregu iça pos itiva m en te, apen as
d irecion a n d o- a para a qu ilo qu e é in ú til (qu a n d o o n orm a l é direcion a rm os a p regu iça pa ra
o qu e é útil, já perceb eu ?).

0 A p ren d a a adiar as coisas “erradas” com a m es m a h a b ilid a d e qu e adiava, a té on ­


tem, as corretas.

In ven te d efeitos . Para dim in u ir m in h a in ges tã o d e sob remesas, fiq u ei m u ito mais
exigen te em rela ção a elas. Se o p u d im não está espetacu lar, se está m u ito m ole, ou m u ito
du ro, ou m u ito claro, ou mu ito escu ro, ou m u ito doce, ou p ou co doce, ou is to ou aqu ilo,
eu n ã o o com o. O u o p u d im d e leite está p erfeito, ou não o com o. A p a rtir d o m om en to em
qu e a u m en tei o p a d rão d e qu alid ad e m ín im a p a ra in gerir sob remesas, a ca b ei d im in u in d o
o con s u m o delas. A o la d o disso, p rocu ro (in ven to) d efeitos . O resu ltado é qu e d im in u í a
in gestã o d e calorias e, qu an do o faço, é ju stifica da m en te, p ois estarei dia n te d e pu d in s ou
qu in din s perfeitos. Isso é m u ito mais fá cil d o qu e s im p les m en te recu sar u m p u d im qu e
ain d a n em provei.

12
SEU TE M P E R A M E N TO

C a d a pes s oa tem sua in d ivid u a lid a d e: u ns são m a is ativos , ou tros m en os ; u ns


m a is alegres, ou tros m a is calados. A n oss a in d ivid u a lid a d e é u m tes ou ro p es s oa l e a
d ivers id a d e en tre as pess oas u m dos gra n d es p a trim ôn ios da h u m a n id a d e. E xis tem lu ga r
e n eces s id a d e d e tod os os tip os de pessoas, d e suas vá ria s in teligên cia s , ca pa cida des,
dons, preferên cia s .

A n eces s id a de d e estu dar e ter su cesso nas prova s, concu rsos e vid a p rofis s ion a l
vai, contu do, exigir cu idados. U m a p es soa mais qu ieta, introspectiva, meditativa , calm a
certam en te terá mais facilida de d e passar horas e horas n u m a b ib lioteca estu dando. Pessoas
conversadoras, comu nicativas, agitadas, ama ntes dos esportes, da dança, ta lvez ten h a m
algu ma dificu ld ade de se disciplinar para o estu do.

M as, então, o qu e fazer?

E n tender qu e, qu a lqu er qu e seja seu tem p era m en to, os b en efícios qu e o estu do d e


qu alid ad e traz d evem fa zer com qu e você a prenda a con trola r seus im p u ls os e os des afios da
su a in d ivid u a lida d e pa ra cons egu ir estu dar b em , com qu a lid a d e e na qu an tida de su ficiente
p a ra a p ren d er a matéria.

0 m elh or in cen tivo pa ra você fa zer isto é qu e, a o estu dar com a qu a lid a d e e na
qu a n tid a d e certas, você ganhará tem p o, segu rança (e m es m o d in h eiro) p a ra a proveita r
tod os os dem a is prazeres qu e a vid a tem.

120 C A P Í T U L O 5

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Assim, n ã o vai im p orta r se você é assim ou assado, mas sua capacidade d e transformar
sua en ergia pessoal em progressos para su a vida. U m a pes soa agitada d eve treinar su a m ente
e corp o para os m om en tos d e estu do. Ou tra, mais parada, d eve u sar esta característica
p a ra estu dar m a is e n u n ca para se a com od a r s em estu do. A lgu ém qu e ten da à mela n colia ,
d ep ressão ou des ânim o, d eve lem b ra r qu e o estu do va i lh e tra zer ga n hos pessoais qu e
aju darão a com b a ter estas dificu ldades. E assim p or diante.

13
S U A F L E X IB IL ID A D E

ca p a cid a d e d e a da pta çã o é u m a das m a is referid as n es te livro. Já fala m os da


flexib ilid a d e n o O C 2 ,13.6, p. 45. Ela se a plica n ã o só a tod os os m om en tos e passos d e u m
p rojeto d e estu do, mas ta m b ém p a ra m a n ter u m ca sa m ento ou amiza de.

O ju d ô en sin a isto. Jigoro Kano, o cria d or des sa fascina nte luta, ob s ervou qu e os
galhos das árvores se cu rvavam qu a n do o p es o da n eve a m ea ça va qu eb rá- los. O b s ervou
ta m b ém qu e du ran te ven d a va is era com u m qu e as á rvores rijas e inflexíveis se qu eb rassem,
a o passo qu e os ramos dos arb u stos m a is tenros, p or se cu rvarem a o ven to, resistiam. C om
esse en s in a m en to da N a tu reza ele des en volveu u ma lu ta on d e há o p rin cíp io d o “ced er para
ven cer", on d e h á in ú m eros golp es d e sa crifício (a pa ren tem en te perd er para ven cer) e on d e a
m a ioria das qu edas prod u zida s n o adversário u tjliza n ã o a p róp ria força mas a d o opon en te;
u m a arte on d e a in teligên cia , a técn ica e a su a vid a de su pera m a força e a violên cia . A o la d o
disso, en sin a- s e qu e “Q u em tem e p erd er já está ven cid o”. S om a- se à su a vidade na form a
u m a rigid ez s em lim ites na essência. C om b in a - s e u m a in tegrid a d e d e prin cíp ios e valores
à d elica d eza e b randu ra n os m étodos .

O s ím b olo d o ju d ô (q u e s ign ifica “ca m in h o su a ve”) é u m a b rasa in ca n d es cen te


circu nd ad a p or a lgodã o. A p es s oa é forte p or dentro, mas sab e ser su ave com o o algodão.
O la tim fa la isso d a segu in te form a: suaviter in modo, fo rtite r in re. S u ave n o m od o, forte
n a ess ência. S eja assim: in flexível n a b u sca d e seu ob jetivo, flexível na form a de alcançá- lo.
S u ave na form a; firm e em direçã o ao ob jetivo. Se essa sa b ed oria m ilen a r for in corp ora d a a
u m p rojeto d e estudo, h averá u m sistema m u ito mais sau dável e eficiente. Procu re aprender
a h ora d e ced er e a d e resistir, a ser su ave e firm e, seren o e forte.

A pessoa é forte por dentro,


nas sabe ser suave como o algodão.

W I L L I A M D O U G L A S 121

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14
CONCLUSÃO

e feliz se s ou b erm os a p roveita r a im en s a qu a n tid a de d e pessoas e elem en tos dispostos a


n os auxiliar. Isso p erm ite qu e o p eríod o d e es forço e tra b alh o em p rol d o ob jetivo, m es m o
qu e d em ore u m pou co, seja p erm ea d o d e alegria e satisfação, o qu e n os aju dará a hau rir
força s para n ã o esm orecer.

N es sa ca minh ada d evem os lem b ra r sem pre as coisas qu e mais im p orta m . S ob re esse
tem a, h á u m a prop a ga n da d a Reeb ok qu e d iz coisas fantásticas, p elo qu e tom o a lib erd a d e
d e com elas con clu ir este C apítu lo:

0 que Importa não é a vitória, mas o esforço, não é o talento,


mas a vontade, não é quem você 6, mas quem você quer ser.

AO TERMINAR A LEITU RA DESTE CAPÍTU LO, SERÁ PRODU TIVO


TOMAR ALGU MAS DECISÕES/INICIATIVAS:

1. Anaiise se você tem sido seu aliado ou seu inimigo. Tome- se seu primeiro amigo.

2. Decida qual será seu relacionamento com Deus, com sua família e com seu próximo.

3. Passe a utilizar todas as formas de inteligência e a considerá-la como a capacidade de buscar


a felicidade.

4. Passe a exercer o autodomínio sobre suas lembranças e seu temperamento.

5. Aperfeiçoe sua flexibilidade. Identifiqu e os fatores de sua vida que são passíveis de modificação
e os que não podem ser modificados. Adapte o que é mutável e adapte-se ao que é imutável.

"Depois de muito meditar, cheguei a


conclusão de que um ser humano que
estabeleceu um propósito deve cumpri-to, e
que nada pode resistir a um desejo, a uma
vontade, mesmo quando para sua realização
seja necessária uma existência inteira."

122 C A P Í T U L O 5

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SEUCEREBRO

A im p ortâ n cia d o u so otim iza d o d o céreb ro

C om o fu n cion a o seu céreb ro

A s p rin cip a is ca ra cterís tica s cereb rais e su a u tilid a d e p a ra o es tu d o

A in flu ên cia das em oções s ob re o a p ren d iza d o e a m em oriza çã o

Técn ica s d e p rogra m a çã o cereb ra l

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S E U C É R E B R O

O C É R E B R O : U M D O S M A IS IM P O R T A N T E S
IN S T R U M E N T O S D E T R A B A L H O

" 0 cérebro é como um pára-quedas.


Só funciona quando está aberto."
SirJames O ewir

p||||B ro é recon h ecid o com o u m dos mais im p orta n tes in stru m en tos p a ra
?||^||u dar, tod a via é su b a p roveita d o. Para exp lora r m elh or o seu im en s o
^||<pencial, p recis a m os con h ecê- lo, sa b er com o fu n cion a , ler seu "m a n u a l de
!;^m|tfcu ções'’.

O cérebro^ru nciona com o o mais es p etacu la r dos com p u ta d ores, com ca pa cid a de
a lém da^noss|õmaginação. E le fu n cion a em p a rte a u tom a tica m en te e em p a rte m ed ia n te
>p r^ pa nià ^|;ófA pa rte qu e fu n cion a “no a u tom á tico” a d m ite reprogra m a çã o. E é p or falta
d eS etoa n d os corretos qu e a m a ior pa rte das pess oas su b u tiliza esta má qu ina.

Q u em qu er pa ss a r em con cu rs o e ven cer n a vid a n ã o p o d e d a r- s e a o lu xo d e


des perd iça r as próp ria s virtu des. Para qu e o leitor ten h a id éia d o qu an to n os s o céreb ro é
pod eros o, u m a das mais prom iss ora s linha s d e d es en volvim en to d a in form á tica é a qu ela
qu e procu ra constru ir com pu ta d ores qu e fu n cion em d e m od o a n á logo ao n oss o céreb ro.
A n eu rocom p u ta çã o é assim ch a m a da p orqu e u tiliza redes qu e sim u la m o fu n cion a m en to
d e noss a red e neu ral (d e n eu rôn ios ). D a í su rge a in teligên cia artificial, qu e é o con ju n to d e
técn ica s on d e a m á qu in a é progra m a d a para res olver p rob lem a s da m es m a m a n eira qu e
o céreb ro hu mano.

N o m o m e n to em q u e os co m p u ta d o r es p r ocu r a m a p r e n d e r co m o cér eb r o
h u m a n o, aind a exis tem h u m a n os qu e n ã o a p ren d era m a u sar seu p róp rio “equ ip a m en to
d e fá b rica ”.

124 C A P Í T U L O 6

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V eja m os u m a com p a ra çã o entre m á qu in a s n orm a is e n eu rocom pu ta dores.

COM P UT A DOR ES T R A DI CIONA IS NEUR O CO M P UT A DO R ES

Execu ta progra m a s A p ren d e

Execu ta E xecu ta opera ções não- lógicas,


op era ções lógica s tran sform ações, com pa rações

D ep en d e d o m od elo ou D es cob re as relações ou


d o p rogra m a d or regra d os dados e exem p los

Testa u ma h ip ótes e p or vez Testa todas as possibilidades em paralelo

A rm a zen a os da dos d e m od o es tá tico Arm azen a os dados de m od o adaptativo

a
* C o m o v o c ê p en s a ? c o m o u m
com p u ta d or ou co m o u m h u m a n o? V ocê
a p ren d e? tra n s form a ? d es cob re rela ções ?
testa as poss ib ilid ad es d e u m m od o aberto?
É ca pa z d e fa zer adaptações?

As p es s oa s a ch a m q u e os c o m p u ­
ta d ores são mais eficien tes qu e o céreb ro,
mas os en gen h eiros d e com p u ta çã o estão
q u e r e n d o im itá - lo p a ra a p e r fe iç o a r os
compu ta dores. A té os com pu ta d ores estão
"a p ren d en d o" a fu n cion a r com o u m céreb ro
p or cau sa d e sua fa scina nte ca pa cidade. P or
isso, n ã o d es p erd ice o seu. S ob re o tem a ,
ver “Redes neurais artificiais : introd ução e
p rin cíp io s de ne u rocom pu ta çã o *’ (Ta fn er,
X erez e Rodrigu es Filho, 1995).

W I L L I A M D O U G L A S 125

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2
NO SSO CÉREBRO

O céreb ro é u m orga n is m o com cerca d e 1,3 a 1,5 qu ilogra m a , m ovid o b a s ica m en te


p ela glicos e (açú car). Para você ter id éia da en ergia u tiliza d a p elo céreb ro, ele pesa cerca
d e 2% d o pes o tota l d o corp o e u tiliza e m m éd ia d e 20 a 25% d e tod a en ergia con s u m id a
p elo corp o hu mano.

O tamanh o do céreb ro n ão é o mais im p orta n te, já qu e a mas sa cereb ral va ria d e


a cordo com a raça e o sexo. M u itos dos gênios da H u m a n id a de tiveram céreb ros considerados
p equ en os, com 1,1 qu ilogram a.

O cérebro hu m ano possu i cerca d e 10 b ilh ões d e neu rônios, qu e são as células mais
diferentes de nosso organismo, apresentando m a ior com plexidade estrutural e fu ncional.

C a p a cid a d e d e a rm a zen a m en to d o céreb ro. N os s o céreb ro p o d e a rm a zen a r o


equ iva len te a p elo m en os 11.641 gigab ytes, o qu e s ign ifica u m a ca p a cid a d e tã o gra n d e qu e
n in gu ém ja ma is vai con s egu ir u sar tod a a ca pa cida de. Isto qu er d izer qu e seu céreb ro n ã o
tem p rob lem a s de espaço. Aliás, qu an to mais você a p ren d er mais fá cil fica a p ren d er coisa s
novas, p ois o céreb ro trab alha com associações.

U m b om com pu ta dor pessoal tem algo entre 80 a 100 gigas d e capacidade. Seu céreb ro
tem 11.641 gigas. Pense nisso.

A cres ça - s e qu e h á es tu d os m os tra n d o q u e u s a m os a p en a s d e 3 a 4% d e n os s o
p oten cia l cereb ral. O u tros, com o G eorgi Loza n ov, p s icólog o b ú lga ro con s id era d o u m d os
m a iores pes qu isa dores n o ca m p o da a p ren d iza gem , su stentam qu e u tiliza m os n o m á xim o
10% d e nossa ca pa cida d e. A in d a qu e es tivés s em os u tiliza n d o o m á xim o, tería m os ma is
90% p a ra crescer.

"Assim que você pensar que sabe como são realmente as


coisas, descubra outra maneira de olhar para elas."
Ssciíiads <ios Poeiaj t ô íf i ís

Obs.: Por se tratar de tem a mais específico, a resp eito d o céreb ro irem os u tiliza r in form ações d e diversas obras,
constantes d a b ib liogra fia, aqu i em esp eciai d os livros d e G oodm a n e G ilman (1987), B loom (1975 e 1987),
An gelo M achado (1993), D ryd en eV os (1996), Tafher, Xerez e Rodrigu es Filho (1995) e Lu iz M ach a do <1991),
além das referência s b ib liográ ficas feitas p or estes.

126 C A P Í T U L O 6

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3
F U N C IO N A M E N T O D O C É R E B R O

S eg u n d o B loom <1987, p. 157), “o cérebro é um a coleção de sistemas neurais inte r-


relacionados que se auto e inter- regulam d e form a d inâm ica e complexa

N os s o céreb ro fu n cion a d e u m m od o n ã o- lin ea i, não- cartesiano. A lógica d o céreb ro


n ã o é h erm ética com o a lógica m a tem á tica ou mecâ nica .

O céreb ro a pren de através d e associações. O con h ecim en to é a rm azen a do em redes


neu rais, cu ja estru tu ra fís ica d ifere d a form a com o cos tu m a m os estudar. Im a gin e u m
en grad ad o d e refrigeran te, ou u m arm ário ch eio d e prateleiras m ilim etrica m en te iguais.
É dessa form a lin ea r e está tica qu e a m a ioria pen sa s e cons titu írem os arqu ivos cereb rais ;•
e p or isso es tu dam lin ea rm ente, dificu lta n d o o aprend iza do. N os s o céreb ro está m u ito
mais p róxim o d e u m a teia d e aranha, d e u m qu eb ra- ca b eça, d e raízes e galhos. Tod o o
a rm a zen a m en to ob ed ece a estru tu ras associativas em cadeia. Por isso, a form a efica z d e
a p ren diza do é a din âmica, tal com o é a estru tu ra cereb ral.

A pa rtir d e u m a s érie d e a ss ocia ções dadas, o céreb ro é ca p a z de, con s cien te ou


in con s cien tem en te, ela b ora r nova s associações. C ria tivid ad e é gerar novas associações.
D es d e qu e a p es soa não se au tolim ite, ela será ca pa z d e su scitar idéias e solu ções novas
a p a rtir dos da dos preexistentes. Q u anto m a ior o n ú m ero d e in form a ções disp on íveis n o
céreb ro, m a ior a ca pa cid a de d e res olver prob lem a s.

E stu dos feitos em p es soa s qu e s ofrera m a cid en tes ou p rob lem a s de saú de qu e
des tru íram partes d o céreb ro dem on stra ra m qu e é pos s ível qu e ou tras regiões cereb rais
assu mam novas fu nções. H á estu dos em pessoas qu e nasceram com apenas 10% d o tamanho
n orm a l d o céreb ro e m es m o assim tivera m vid a n orm a l e se form a ra m em u niversidades.

P r eco n ceito s e p a ra d ig m a s . É p recis o cu id a d o para n ã o se assu mir u m a s érie de


pa râ m etros com o b ons e verd a d eiros e se rejeita r u m n ovo pa drão, u m n ovo pa ra d igm a de
p en s a m en to. E ste “p recon ceito in telectu a l” é lim ita d or, p ois n ele a pes s oa se tra n sform a
em m era rep etid ora d e p a d rões antigos, qu e p od em n ão s ervir mais amanhã, m á xim e
em u m m u n d o on de, com o se diz, “a ú n ica con s ta n te é a m u da n ça ” O b om p rofis s ion a l
é a qu ele ca p a z d e se adaptar, d e cria r n ova s a ss ocia ções e solu ções, à m ed id a qu e o
m u n d o va i evolu in d o. O b o m p rofis s ion a l é a qu ele qu e possu i a h a b ilid a d e d e analisar
os fa tos e d ecid ir sob re s itu a ções novas. As a s socia ções n ão im p ed em qu e se m u d em os
para digm a s. O C 1 7 ,18, p. 371.

W I L L I A M D O U G L A S 127

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4
C A R A C T E R ÍS T IC A S D O C É R E B R O

N o s s o c é r e b r O
P O S S U I / T R A B A L H A :

(C Õ M a t iv id a d e s CONSCIENT ES E I N C O N S C I E N T E S )
com o fim d e m elh or adm in istrar o en orm e n ú m ero de
op era ções e fu n ções cereb rais e físicas.

(C o m d e t e r m in a d a c a pa c id a d e d e c a pt a ç ã o e r e t e n ç ã o )
des tin ada a ob ter o m á xim o d e in form a ções d o u n iverso e reter
e processa r apenas as qu e forem mais úteis.

ÇpQIS H E M I S F É R I O S )
d ireito e esqu erdo.

Ç Õ CÉR EBR O P O S S U I 3 N Í V E I S D I S T I N T O S )
reptilian o, m a m ífero e n eom a m ífero.

( Õ CÉR EBR O T E M 4 CICL OS D E O N D A S E L É T R I C A S )


b eta, alfa, teta e delta.

( O CÉR EBR O P O S S U I 4 F O R M A S D E CA P T A ÇÃ O D E I N F O R M A Ç Õ E S )
visu al, au ditiva, cines tésica e digita l ou poliva len te.

ÇO CÉR EBR O T R A BA L H A C O M M A P A S E F IL T R O S M E N T A l S )
m a p a - é in flu en cia d o p or circu nstâncias sensoriais, sociais e pessoais;
filtros - con s titu em a genera lizaçã o, a om is sã o e a dis torção.

128 C A P Í T U L O 6

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Trabalha através de associações
10 a 100 bilhões de neurônios ativos
Funciona à base de glicose e oxigênio Capaddade de armazenamento
de pelo menos 11.641 Gigabytes

Consciente: controla 3 atividade Inoonsdente: Controla todas as demais funções


em que se está prestando atenção cerebraise físicas de modo automático e/ou
conforme programação feita pelo consciente

Captação: obtém, através dos sentidos,


Retenção: capacidade de selecionar dentre
o maior número possível de informações
a imensa quantidade de informações, as
do corpo e do universo
5 a 7 que são mais importantes

Hemisfério Direito': artes, músicas


Hemisfério Esquerdo: é acadêmico, iògicas, criatividade, aleatoriedade, abstração
matemática, capacidade lingüística, concreto
* ccnsfcJo fa-sd o lado diretto d a p tâp na p esso a
corpo caloso: compõe-se de 300 milhões de células
nervosas que fazem a ligação entre os hemisférios

Cérebro Neomamffero/Neocórtex: privilégio da Cérebro Mamífero: controia as emoções


raça humana, controla a linguagem e os processos e a sexualidade, Não reconhece a fala mas
intelectuais. , apenas imagens. Controla o sistema de auto-
preservação da espécie/sistema límbíco.
Cérebro Reptiliano: controia as funções orgânicas É essencial no processo da memória,
(qualquer mamífero primitivo possui esta
e algumas reações instintivas (respiração,
necessidades fisiológicas, qualquer réptil tem camada cerebral)
estas funções)

Ondas beta: estado de alerta ou excitação. É o Ondas Alfa: estado de caíma e tranqüilidade
estado mais comum da pessoa quando acordada de vigília + relaxamento. É o estado onde há
maior aproveitamento no estudo e aprendizado.
Necessita relaxamento + concentração. Há
Ondas Teta e Delta: são as dos sonos leve estudos que indicam ser útil ouvir música barroca,
e profundo pois seu ritmo é semelhante ao comprimento
da onda alfa.

Visual: aprende mais o que visualiza


com figuras, esquemas, desenhos, etc. Cinestésica: aprende mais através das sensações
(olfato, paladar e tato)

Auditiva: aprende mais com o que ouve,


com palestras, sons, músicas, fitas K-7 Digital ou polivalente: possui um equilíbrio entre
gravadas as 3 demais formas de captação e é mais meditativo.

Filtros
Mapas mentais

W I L L I A M D O U G L A S 129

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5
O U S O D O C O N S C IE N T E E
S U A U T IL ID A D E P A R A O E S T U D O

O céreb ro poss u i ca p a cid a d e qu a s e in fin ita . S eria im p os s ível u tiliza r tod o esse
poten cia l simu ltaneamente. Por isso, tem os u m con s cien te e u m in con scien te. O cons cien te
tra b alha com a qu ilo em qu e es ta m os p res ta n do atenção, sen tin d o e p erceb en d o ta n to fora
qu a n to den tro d e nós. O in con s cien te é a fu n çã o qu e cu idará d e tod o o resto, d a qu ilo qu e
n ã o estam os prestan do a tenção n o m om en to.

Ex.: Se eu disser qu e você tem u m a aliança ou anel, você irá lem b ra r- s e se tem ou não.
M as até eu acessar (“liga r”) seu con s cien te pa ra isso, você n ão se estava “lem b ra n d o”. O u tro
exem p lo é o nosso pé, ou vid o ou b arriga: n ã o pen sa mos neles constan temente, só qu ando
sentimos dor nesses locais. A d or “liga ” o con s cien te para qu e a sua cau sa seja resoivida.

O con s cien te é o p iloto d e u m aviã o e o in con s cien te, o p iloto au tom ático. A p r o ­
gra ma ção m en ta l e as atitu des d eterm in a m com o a p es soa va i fu n cion a r “n o a u tom á tico”
Q u an do m e refiro a “m a n d a r”, a "fa la r" com o céreb ro, es tou s im p les m en te p rogra m a n d o
o in con s cien te para fu n cion a r cóm o “p iloto a u tom á tico”.

O consciente é a m em ória R A M (aqu ela em qu e o com pu ta d or op era ) e o in consciente,


a m em ória d o H D /W inch ester (a qu ela on d e se a rm azen a tod a a in form a çã o d is p on ível para
ser acessada qu an d o n ecess ário).

A p rop ria capacidade de captação e p rocess a m en to é distinta, com o verem os adiante.


O con s cien te possu i u m p roces s a d or ana lítico, linear, qu e tem u m lim ite d e in form a ções
com as qu ais p od e lid a r d e u m a só vez. O in con s cien te n ão tem lim ites d e p roces s a m en to
e trab alha com ra ciocín io m a is a lea tório.

Para se ter id éia com pa ra tiva entre a ca p a cid a d e d o con s cien te e d o in con sciente,
va m os m en cion a r aqu ilo qu e fo i d ito p elo P rof. M igu el M a rtin ez, d o D ep to. d e C iên cia
e Tecn ologia d o C om p orta m en to, d a U n ivers id a d e S im on B olivar, d a V en ezu ela (apud
M a ch a do, 1997, p. 55):

" Sab emos, p o r exe m plo, que, e n qu a n to o s is tem a nerv os o ra cio n a l con s cie n te
(hemisfério esquerdo) processa apenas uns 40 bits (unidades de inform ação) p o r segundo, a
plena capacidade de todo o sistema nervoso incons cie nte (assentado, em sua m a ior parte,
no hemis fério direito, no cerebelo e n o sistema lím b ico) alcança de um a dez milhões de bits
p o r segundo (Hainer, 1968)"

# O con h ecim en to d o fu n cion a m en to cereb ral e o u so d a su a a tivid a de con s cien te


au xilia gra n d em en te o con trole d e rea ções em ocion a is e incon scientes , com o verem os nos
exem p los a seguir:

R es p ira çã o x Ten sã o. A res p ira çã o é con trola d a a u tom a tica m en te p elo céreb ro
reptiliano. E m virtu de das em oções (qu e se processa m n o sistema lím b ico), a respiração p od e
disparar ou fica r presa com o rea çã o natu ral à tensão. C om o u so d o con s cien te é p os s ível
con trola r a p róp ria res pira çã o d ia n te da ten sã o e, com isso, res ta b elecer a calma.

130 C A P Í T U L O 6

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S ensação d e a lgo errado. M u ltas vezes a pes soa capta inform a çã o im p orta n te mas o
cons cien te n ão iden tifica seu real valor. O in consciente passa a em itir mensagens de qu e "algo
está errado”. Lem b ra - se do rob ô d a fa m ília Rob in son n a série “Perdidos no Espaço"? Pois é,
“Perigo, perigo! M eus sensores estão captando perigo!?’ Q u ando seus sensores inconscientes
captarem algo “estranho”, “cheirando" ou "soan do" mal, n ão ign ore a mensagem d e seu sistema
d e au toproteção. “Se ligu e”, atente para as circu nstâncias. Se você estiver em ocion alm en te
en volvid o em u m a situação, ten te se su btrair dela e olhá- la com o se fosse u m terceiro. Isto
p od e evitar u m erro, u m a gafe, u m assalto ou outras coisas ruins.

C orreçã o lin gü ís tica . Às vezes nos so in con s cien te avisa qu e algo está esqu isito nu ma
pa la vra ou resposta, com o disse acima. A lém disso, você p od e u sar o in con s cien te para ver
a grafia correta. C om o d igo n o O C20, p. 429, escreva a pa la vra rapidamente, sem pen sar
nela, qu e a ten dên cia será ocorrer a gra fia correta.

D epres sã o. A tristeza e a depressão leva m a u tom a tica m en te o orga n ism o a cu rvar a


ca b eça e p ôr os olh os para b aixo. Se a p es soa con s cien tem en te alterar su a postu ra física,
olha r para frente e levan tar os olhos, dará o prim eiro passo para ativar outras áreas e em oções
e passar d o estado d e prostração para o d e reação.

^ Leva n te a cab eça, tom e con s ciên cia da qu ilo qu e você qu er e vá em frente.

G o ahead.

"Quando o jogador toma um frango, perde um 'gol feito', o público vaia e ele abaixa a
cabeça, podem ter certeza: ele piora na partida. Ao contrário, se levanta a cabeça, olha
para o público com confiança, tranqüilidade, vai melhorar em campo."
Tostão, “ Um brançn, ofioiõss t it üa ã is sabre o f rit fial" (USA)

A C A P A C ID A D E D E C A P T A Ç Ã O E D E R E T E N Ç Ã O
E S U A U T IL ID A D E P A R A O E S T U D O

C a p ta ç ã o . O céreb ro é ca p a z d e ca p ta r u m a n otá vel qu a n tid a d e de sensações.


Interessa receb er o m á xim o poss ível d e in form a ções d o u niverso, des de com o va i o nosso
ded ã o d o p é até se o com eta H a lley va i b a ter n a Terra. O olh o hu mano, p or exem plo, capta
m ilh a res d e in form a ções ao m es m o .— ..V. /:

tem p o, tantas qu e b oa p a rte delas é "Q yanfo menor o número de atividades concomitantes,
assimilada apenas p elo inconsciente. O .(w
con s cien te possu i u m lim ite para ü dar mâ’or ser^ 3 CORCen*ra^ ° pessoa.

W I L L I A M D O U G L A S 131

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com in form a ções : ele só a compan ha, n o máxim o, d e 5 a 7 coisas ao m es m o tem p o. O qu e
passa disso é jog a d o fora ou coloca d o n o “a u tom á tico" (in con s cien te). S e n ão fosse assim,
n ã o seria poss ível a o con s cien te con trola r a a tivid a de da
pessoa. A reten çã o n ad a mais é d o qu e a s eleçã o qu e o
céreb ro fa z (ligan do e des ligando o acesso aos neu rônios)
a respeito da qu ilo que, n u m a mon ta n ha d e in form a ções,
é o mais im p orta n te pa ra o in divíd u o. É p or isso qu e
n in gu ém gu arda o telefon e d a pes soa qu e não interessa:
o céreb ro n ã o vê u tilid a de e n ã o retém o dado.

R ela çã o co m a con cen tr a çã o. Q u a n to m en o r


o n ú m ero d e a tivid a d es con com ita n tes , m a io r será
a co n c en tr a ç ã o d a p es s oa e, p a ra lela m en te, a su a
ca p a cid a d e d e fix a çã o das in form a ções res p ectiva s .
C om o trein o será p os s ível trab alhar b em com mais d e
u m a ativida de (m u ltip rocess a m en to), mas n ã o é o id ea l
procu ra r fa zer isso. É a qu ela velh a h is tória d e n ã o se
ten tar assoviar e ch u par cana a o m es m o tem p o.

Se você estu dar com seu d en te doen do, u m a das in form a ções qu e o con s cien te irá
trab alhar é a dor. Logo, você terá “con corrên cia ” com a m a téria d o livro. O qu e o céreb ro
acha mais im porta n te, a m a téria ou a s ob revivên cia d a es p écie? A ten d ên cia é qu e a d or
d ificu lte a assimilação d e ou tros dados.

# D evem os sa b er adm in istrar a rela ção con s cien te x in con s cien te e s elecion a r d e
a cordo com nossa von ta d e o qu e será retid o em p rim eiro lugar.

7
O S D O IS H E M IS F É R IO S E S U A
U T IL ID A D E P A R A O E S T U D O

O céreb ro pos s u i d ois h em is férios (d ireito e es qu erd o),


lig a d os p elo "c o r p o ca los o” O la d o es q u erd o tra b a lh a a
lin gu agem , fala, lógica , nú m eros, m a tem ática , s eqü ên cia e
palavras. O d ireito tra b alha a rima, ritm o, mú sica, pintu ra,
ima gin a çã o, im a gens , m od elos e harmonias.

N j, A u tü id a d e desse con h ecim en to pa ra o estu do é d e


se procu rar d es en volver as h ab ilida des que, p or algu m a
razão, n ã o coloca m os em p rá tica . O ru m o natu ra l é
sem pre se fa zer o qu e é mais fácil, o qu e em p rin cíp io
gosta m os mais. C om isso, deixa m os d e em p rega r a ptid ões
e com p etên cia s qu e, em b ora m en ores em u m p rim eiro
m om en to, p od em cres cer e se revela r u m excelen te m eio pa ra
fa zer d o céreb ro u m equ ip a m en to ma is versátil.

132 C A P Í T U L O 6

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A a ptid ã o pa ra o u so d e u m ou ou tro h em is fério fa z da p es soa u m artista ou u m
político, u m cientista ou u m escritor. O la d o es qu erd o é mais “a cadêmico", mais “estudioso",
a o pa ss o qu e o d ireito é mais “a rtístico”, mais “criativo". N ã o exis tem pes soas m a is isto ou
mais a qu ilo: exis tem pessoas qu e u sam mais seu p oten cia l disso ou daqu ilo. É claro qu e
h á os gênios, qu e são excepcion a is em a lgu m a h a b ilid a d e ou na com b in a çã o delas, mas o
gên io é a exceção.

Tod os p od em os a p ren d er a u tiliza r os d ois la d os d o céreb ro e, assim, a lca n çar


os b en efícios d a con cilia çã o en tre suas com petên cia s. O fa to d e u sarmos mais u m dos
h em is férios n ã o nos im p ed e d e d es en volver o ou tro e, se o fizerm os, terem os u m a m áqu in a
mais ca p a z e com p leta .

Para sa b er ma is sob re o u so dos h em is férios, vis ite a pá gin a da Editora: http:/ /w w w .


ca m p u s xom .b r ou d o a u tor w w w .w iilia m d ou gla s .com .b r.

8
O S T R Ê S N ÍV E IS C E R E B R A IS
E S U A U T IL ID A D E P A R A O E S T U D O

O céreb ro p os s u i 3 n íveis d is tin tos (rep tilia n o, m a m ífero e n eom a m ífero), se visto
n o s en tid o vertical. Fu n cion a com o u m ú n ico céreb ro com 3 divisões:

C éreb ro reptilian o, qu e controla, p or exem plo, a respiração, os b a tim en tos cardíacos


e as fu n ções fis iológica s a u tom a tica m ente.

C éreb ro m a m ífero, qu e con trola as em oções , a sexu a lidade e on d e se en con tra o


sistem a lím b ico, qu e cu ida d a a u topres erva çã o da espécie. Esta pa rte d o céreb ro tem
p a p el prep on d era n te na m em ória .

(g| C éreb ro n eom a m ífero (o “córtex”, a casca), qu e é p rivilégio dos seres hu manos. É
u tiliza d o pa ra a lógica , o ra ciocín io, a cria tivid ad e, a lin gu a gem e a com u n ica çã o
ela b ora da (a com u n ica çã o qu e tran sb orda a lin gu a gem instintiva).

As rea ções fís icas são con trola da s p elo sistem a rep tilia n o e afetada s p elo estado
em ocion a l. A von ta d e d e ir ao b a n heiro, o choro, o esta telamento, etc. são efeitos das
em oções em nosso organismo. U m b om controle d e sua consciência, en via ndo as mensagens
adequ adas para o in con s cien te (pa ra o “p iloto a u tom á tico"), p erm ite o con trole d e reações
em ocion a is e físicas in desejáveis. Se a respiração disparar, pare, pense, respire; se com eça r
a trem er ou a ter frio, pare, pense, cons cien tize- s e, im a gin e- s e b em , respire, fa ça im agens
d e sen sações agradáveis, e assim p or diante.

# Visu a lize m en ta lm en te, ou ça - s e fa la n d o e sinta a sensação d e fa zer u m a prova


com ab solu ta ca lm a e a u tocon trole. Im a gin ou ? F oi b om ? Isso é p erfeita m en te poss ível
com as atitu des corretas, com u m sis tem a efica z d e estu do e com a progra m a çã o m en ta l
adequ ada.

V elocid a d e d e p roces s a m en to das in form a ções receb id a s d o m u n d o exterior. O


p rocess a m en to das mensa gen s é feito d e form a diferen te p elo céreb ro n eom a m ífero e p elo

W I L L I A M D O U G L A S 133

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sis tem a lím b ico (céreb ro com u m aos m a m íferos p rim itivos ). O sistem a lím b ico possu i
rea ções rápidas, com o se atirasse antes d e pergu n ta r qu em vem lá. O céreb ro n eom a m ífero,
p rivilégio dos hu m anos, é ca pa z d e ter rea ções mais pen sadas, com o se pergu n tass e antes
d e atirar.

A a tivid a de rá pid a d o sistem a lím b ico (o S APE - S istema d e A u top res erva çã o da
E sp écie) se ju stifica dia nte d a n eces s id a de d e p roteçã o d o in d ivíd u o con tra riscos e perigos.
Ex.: Se vier u m leã o em sua direçã o e você for p en s a r mu ito, m ed ita r s ob re a qu estão, sob re
a ca d eia alimentar, sob re o fa to d e qu e leões sã o carn ívoros , qu e é con ven ien te se retirar
d a qu ele local, etc., você morre. P or isso as respostas d o SAPE são rápidas e instintivas. O
céreb ro n eom a m ífero, p or seu turno, analisa as qu estões com razão e lógica, o qu e leva mais
tem p o. É necessário, porta nto, id en tifica r qu a l a h ora d e deixa r u m ou ou tro fu ncionar. Se
você estiver no m eio do m a to ou n u m a flores ta tropical, leve a s ério suas rea ções instintivas.
P orém , n u m a p rova ou n u m a dis cu s sã o fa m ilia r, n ã o d evem os a gir com o m a m íferos
prim itivos. 0 114, adiante.

Sensação de qu e já esteve n a qu ele lu gar. V ocê já pa ssou p or a lgu m lu ga r qu e lhe


p a receu já ter esta do antes, m es m o s a b en d o q u e isso n ã o era p oss ível? Isso a con tece
p orq u e o olh o h u m a no m a n da suas m en sa gen s p a ra diversas áreas d o céreb ro. As áreas
in con s cien tes ca pta m a in form a çã o mais rá pid o, a té para, se p recis o, a cion a r o SAPE/
sistem a lím b ico. O céreb ro n eom a m ífero receb e essa in form a çã o com u m atraso d e ín fim a
fração d e segu ndo. Esse “atraso” d o con s cien te d ecorre d o p rocess o d e s eleçã o (reten çã o)
cereb ral e é esse fen ôm en o qu e causa a sensação d e qu e já se es teve n a qu ele lu gar antes
(ch a m a d a s en s a çã o d e deja v ü ) .A grosso m odo, é com o se u m la d o d o céreb ro receb es se a
in form a çã o antes e qu an d o o ou tro la d o a receb e, já a recon h ece com o antiga ou a nterior
em b ora seja n ova e original.

In s tin to e prova s. Os in stintos p od em aju dar ou p reju d ica r n a h ora d a prova. Se você
não con trola suas em oções , p od e ter des d e u m “b ra n co" a té u m a crise. Se se controla , seu
ren d im en to sob e. Ad em ais , mu itas in form a ções b u riladas p elo in con s cien te são en viadas
pa ra o con s cien te com o reações instintivas. Às vezes , a lgo lh e d iz qu e es ta é a resposta ou
qu e va le a p en a in vestir nesse ou n a qu ele p rojeto. E m b ora os in stin tos p os s a m falhar, va le
a p en a acreditar n o seu instinto. A ó la d o dele, va le a p en a acreditar n o qu e se qu er e n o qu e
se gosta, razã o p ela qu al m u ito se fa la em “segu ir os pass os d o p róp rio coração", ten d o sido
esta, certa vez, a orien ta çã o d e D eu s p a ra o Rei D avi.

R es p os ta rá p id a , res p os ta p er ig o s a . Tod a res p os ta q u e ve m à ca b eça m u ito


ra p id a m en te p od e ter du as origens : a) a p es s oa estu dou m u ito e está com tu d o "n a pontada
língua” ou b ) aresposta é dada sob a influência do sistema límbico, tratando-se de resposta carregada
de velocida de e em oçã o e desprovida d e su ficiente análise crítica e ponderação. S endo assim,
evite dar respostas rápidas. M es m o qu e elas ven h a m à mente, sem pre as con firm e através do
raciocínio analítico, qu e u tiliza o céreb ro neom a m ífero, em especial o seu la d o esquerdo.

Se a m a téria estiver b em sab ida, res p on d en d o a qu estã o com ca lm a você con firm a
a resposta da da de m od o rápido. Se for u m a “casca d e b anana” ou ju ízo equ ivoca d o p or
cau sa da pressa, você corrigirá a fa lh a e dará a resposta correta.

O D es en volverem os m a is a a p lica çã o dos 3 céreb ros qu a n do tratarm os d o sis tem a


lím b ico, n o 112 e segu intes, adiante.

134 C A P Í T U L O 6

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9
O S C IC L O S D E O N D A S C E R E B R A IS
E S U A U T IL ID A D E P A R A O E S T U D O

O céreb ro tem 4 ciclos d e on da s elétrica s (b eta , alfa, teta, d elta ). E le trab alha com
im p u ls os elétricos qu e p od em assu mir a té qu atro com p rim en tos de on d a diferentes, com o
se fos s em qu atro estações d e rá d io ou T V diferen tes . São eles:

lE s fâ à ^í

bet a de13a25cidos É o estado de atenção e consciência. Aqui se está em alerta, se produz atividade
por segundo física, se pode sentir medo, tensão, ansiedade, etc. É uma situação mais ativa

alfa de 8 a 12 ciclos É chamado de estado de “vigília relaxada”, considerado o ideal para aprendizagem.
por segundo Quando a pessoa se concentra ela pode chegar nesse ciclo de onda cerebral e por
isso aprende mais. 0 relaxamento do corpo e da mente produz um estado maior
de consciência, de caima e pode produzir um humor mais refinado. É uma situação
mais passiva no que se refere a movimento e ação, mas muito mais poderosa em
termos de atenção e -concentração.

teta de 4 a 7 ciclos Corresponde ao sono leve, quando a mente processa as informações do dia.
por segundo Um estado de grande relaxamento ou tranqüilidade profunda pode produzir esta
freqüência. Pode ocorrer a sonolência ou capacidade de profünda concentração
ou meditação.

delta de 0,5 a 3 ciclos Corresponde ao sono profundo e inconsciência. Considerando que durante o sono se
por segundo obtêm respostas para problemas do dia-a-dia, certamente ainda aprenderemos muito
sobre as atividades do cérebro nesse estado. Scheele (1995, p. 67) informa que “durante o
sono a mente interior revisa a informação que foi absorvida abaixo do nível da percepção
consciente". Também por isso é bom dormir..

G es ta d o a lfa é s im p les m en te u m estado, com o já dissemos, d e a ten ção relaxada,


qu e é a lca n ça d o qu a n do se tem ca lm a + a ten çã o (a cu id a d e). Este estado é u m a fa cu ld a de
n orm a l d o céreb ro hu m ano, u m a d e suas qu atro freqü ên cia s de fu n cion a m en to. N ã o tem,
porta nto, qu a lqu er liga çã o com u m está gio es otérico ou in com u m .

S ab en do- s e qu e o céreb ro é ca p a z de m a ior a p ren d iza d o e m em oriza çã o qu an do


está em alfa, o estu dan te d eve p rocu rar ingressar nesse estado antes de com eça r a estudar.
Paraisso, d eve evita r excita çã o (pressa, m edo, ansiedade, ten sã o). Ao estudar, procu re estar
tranqü ilo, s em preocu p a ções com ou tros p rob lem a s e s em pressa d e terminar. A respiração
d eve ser ca lm a e natu ral. U m a das form a s d e es tim u la r o estado alfa é ou vir mú sica eru dita
(clássica) algu ns m in u tos antes ou du rante o estudo, p or ex., Johann Sebastian Bach. E mb ora
a m ú sica aju de, b asta qu e a p es soa se a ca lm e e respire tra n qü ila m ente qu e a freqü ên cia
cereb ral baixará.

W I L L I A M DOÜ-GL A S 135

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"Uma das formas de estimular
o estado alfa I ouvir
músiea erudita."

A regra é a pes soa fu n cion a r no es ta d o b eta . O es ta do qu e n os interessa alcançar


é o alfa, já qu e os ou tros dois são o d o lim ia r d o s on o ou s on o profu n do. Para se “en tra r"
n o es ta do alfa não é p recis o n en h u m d om es p ecia l n em m edita çã o. D eve ser evita d a a
ten ta tiva d e ingressar nesse estado através d e rep etições contín u as d e u m a m es m a pa la vra
ou gru p o d e pa la vra s p ois esta p rá tica ten d e a d im in u ir a a u tocon s ciên cia . Q u a lqu er
m étod o d e des en volvim en to cereb ral qu e in d u za a p es s oa à p erd a d o a u tod om ín io n ã o é
con ven ien te.

Algu m a s p es soa s p os s u em ex celen te ren d im en to ao es tu d a rem d e m a dru ga da .


Às vezes , o m otivo é o silên cio e a con s eqü en te con cen tra çã o maior. O u tros, p orém , são
b en eficia d os p or “p ega r” o céreb ro sa in do d e on d a s teta ou delta , estu da rem em alfa e
volta rem pa ra ondas mais relaxadas. E xperim en te fa zer a experiên cia d e estu dar u m p ou co
dessa form a . Lem b re- s e d e fa zer isso sem estar com o s on o atrasado e de, antes d e estudar,
la var o rosto.

10
A S FO R M A S DE C A PTAÇÃO E
S U A U T IL ID A D E P A R A O E S T U D O

O céreb ro p oss u i 4 form a s d e ca pta çã o d e in form a ções (visu al, au ditiva , cin es tésica
e d igita l) relaciona da s com ca da u m dos sen tidos. O tato, o olfa to e o pa la d a r resu ltam n a
ca p a cid a de cinestésica (sentir); a visão resu lta na ca pa cid a de visu al; e a au dição, n a auditiva;
h á pessoas qu e poss u em u m gra nd e equ ilíb rio en tre o p es o das form a s d e ca pta çã o: são os
digita is ou polivalentes.

C a da pes s oa poss u i u ma form a d e ca p ta çã o m a ior ou m en or em seu s d ivers os


sentidos. Procu re se identificar:

Visu a l. Precisa "ver” a coisa pa ra com preen der, captar, aprender. N ã o b asta conversa,
n ã o b asta ra ciocin a r ou u m a b oa explica çã o. Visu ais p recis a m ver p a ra com preen der. V ocê
p od e p erceb er a ten d ên cia vis u al n a fa la d a pessoa, p ois d iz “V iuV , “ Veja b em ”, “O lha só”,
“N ã o vejo a hora ”, " V isualiza isso, cara”. O u tra form a d e p erceb er a ten dên cia é a gesticu lação
na fren te ou in dica n d o os olhos e a postu ra mais ereta.

Au d itivo. Precisa ouvir, escutar. R es p on d e m elh or a u m es tím u lo a u ditivo d o qu e aos


dema is. A o falar u tiliza term os com o “Vê se m e escuta” e “Isso não m e soa b em ”. G esticu la
na altura dos ou vid os ou a p on ta n d o e toca n d o os p róp rios ou vid os ou d o in terlocu tor. E m
sua postu ra p od e p a recer esta r vira n do o ou vid o pa ra ou vir melhor.

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C in es tés ico. Procu ra a sen sação d e sentir, provar, tocar. Fala “N ã o m e cheira b em”,
“N ã o m e toquei com isso”; “Esse cara m e m arcou”, “Sentiu isso, cara?”, etc. Precisa sentir,
tocar. Sua postu ra p a rece in d ica r a ten ta tiva de ch eira r ou provar.

D igita l ou p oliva len te. Essa p es s oa é aqu ela qu e tem u m a captaçã o equ ilib ra da entre
os sistemas acima. Sua ca racterística é a d e ser in tros p ectivo n o sen tido d e se toca r ou fa la r
sozinh o, gosta r d e pen s a r “com seu s b otões ” e qu erer a explica çã o d e tudo.

"Podemos aprender melhor de uma forma


ou de outra, aproveitando nossos
pendores naturais."

# D a r au las é u m b om sistem a d e aprend iza do, pois força o u so de hab ilida des
relacion ad as com os cin co sentidos.

7^ V eja qu al a form a pa ra você a p ren d er m elh or:

S e é ven d o , a ten te p a ra a lou s a , m en ta lize- a . Fa ça m u itos es qu em a s visu a is ,


flu xogra m a s, a n ota ções em árvore, u tilize cores, m a rca dores flu orescen tes , etc. Se
você es tiver era u ma situ a çã o na qu al n ã o p o d e ver a m atéria, lem b re- s e d ela e a
m en ta lize n u m a lou s a (qu a d ro- n egro) m en ta l on d e se es creverá a id éia ou se fará
u m es qu em a.

Se é ou vin d o, n ã o perca a con cen tra çã o nas aulas. Repita a m a téria pa ra si p róp rio
(recitação). G rave a m a téria em fitas cassete e as ou ça.

Se é sen tin d o, p rocu re pa rticip a r das ativida des da au la e criar m étod os d e estu do
qu e a gu cem o u so dos sen tidos. Toqu e o ca d em o ou apostila. “Sinta” o ch eiro da
ma téria, sin ta o seu gos to. E stu de em lu gares perfu m ados. Rela cion e assu ntos -com
odores, gosto, e assim p or diante. E xp erim en te se estu dar m a nu sea ndo u m a b ola de
b orracha ou d e m eta l a u m en ta ou n ã o seu ren d im en to. H á pessoas on d e isso ocorre
p or causa da es tim u la çã o e outras on d e atrapalha p orqu e é mais u m a in form a çã o para
o cons cien te.

V ocê a p ren d erá m elh or se u tiliza r sistem as qu e com b in em os divers os m od os de


ca pta çã o sensorial. O m elh or s is tem a d e a p ren d iza d o é fa zer. Prep a re aulas, escreva,
fale, fa ça resu mos, exercite, pratiqu e. Se você qu er a pren der sob re Habeas C orpus, vá
a u m a D elega cia ou p res íd io e a rru m e algu m n eces s ita do qu e fa ça ju s a u m. Ingresse
com u m caso verd a d eiro e verá qu e a fixa çã o será m u ltip lica da p or 10 ou 20. Q u er
aprend er a falar, min istrar aulas ou qu a lqu er ou tra coisa? Faça- o.

P od em os a p ren d er m elh or d e u m a form a ou d e outra, a p roveita n d o nos sos


pendores naturais. A o la d o disso, n ão cu sta nada procu rar u m p ou co d e exercício nas formas
em qu e s om os m en os hab ilidos os . A pessoa d eve a p roveita r a o m á x im o su a fa cilid a d e e,

W I L L I A M D O U G L A S 137

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pa ralela m ente, procu rar d es en volver a a p tid ã o p a ra a p ren d er p or ou tros sen tidos. Isso
a u men ta o p od er gera l d e ca pta çã o e a a da pta b ilida d e para situ a ções on d e não p od em os
defin ir o m od o d e pa ssa gem das in forma ções. E m meu s p rim eiros testes sob re essas fu nções,
eu possu ía u m a gra n d e p rep on d erâ n cia visu al, u m p ou co d e h a b ilid a d e au ditiva e qu ase
n ad a de cinestésica. C om o tem p o e esforço con s egu i equ ilib ra r as três form a s e, n os exames
atuais, sou clas sificado com o digital. A fa cilid a d e d e ca pta çã o p or qu a lqu er das via s forn ece
u m a versa tilida de m a ior e m en or in flu ên cia da fon te (s e visu al, a u d itiva ou cin estésica),
pois o céreb ro estará trein a do pa ra a ceita r b em as três.

C on vers a r com a lgu ém e con ven cer a lgu ém s erá m a is fá cil se vo c ê u tiliza r
term in ologia e m étod os com p a tíveis com a form a d e a ssim ilaçã o m a is forte d a pessoa.
Prim eiro você d eve procu rar des cob rir qu al é a ca pta çã o p red om in a n te d o in terlocu tor
(a lgu n s ch a m a m is so <ie “ca lib ra çã o"). E m s egu id a , p rocu re a d a p ta r seu d is cu rs o e
demonstração. Se a pes soa é visu al, u se term os visu ais e esqu emas, gráficos, cores, planilhas,
etc. Se a pess oa é au ditiva ou cin estésica, ca prich e em exp os ições e term os qu e se en ca ixem
nessas predileções. Se você va i lida r com o pú b lico ou com u m gru po, va rie os term os visuais,
au ditivos e cines tésicos. A lém disso, u tilize term os neu tros, qu e s ervem pa ra qu a lqu er
es p écie d e assimilação. O C 2 1 ,113, p. 487, sob re term os a prop riad os.

11
M A P A S E F IL T R O S M E N T A IS E
S U A U T IL ID A D E P A R A O E S T U D O

V á r io s sistemas d e con trole da m en te trab alham com essas idéia s e, m es m o qu e n ã o


exista qu a lqu er orien ta çã o técnica , as pessoas cos tu m a m u sar em m a ior ou m en or grau
essas características cereb rais.

D iz- s e m a p a m en ta l o con ju n to d e “a n ota ções ” qu e a p es s oa va i fa zen d o d e tu do


aqu ilo qu e ca pta através dos sentidos. Se eu pedir, você será capa z, p o r exem plo, d e fa zer
u m m a p a para se ch ega r a té su a casa. Se eu a p on ta r u m a ru a qu e está interditada, ou se
for inau gu rada u ma n ova estrada m a is rápida , vo cê fa rá a ltera ções em seu m a p a cereb ral
sob re com o ch ega r em casa. O m a p a cereb ra l n ã o “anota ” a pen a s isso: registra o des en h o
qu e você fa z das pessoas, dos va lores, da ma téria, d e a b s olu ta m en te tu do.

U m dos grandes p rin cíp ios d o estu do da m en te é o d e q u e “o mapa não é o te rritório”,


isto é, p or mais p erfeito qu e seja n os s o registro, u m a cois a é a estrad a e ou tra n oss o a rqu ivo
d e com o é a estrada. A lém disso, du as pes soas p od erã o ter mapa s pa recid os ou diferen tes
sob re a lgo ou algu ém, u m a op in iã o distinta, etc.

N os s o m a p ea m en to d o m u n d o sofre lim ita ções n eu rológica s , socia is e pes soa is .


N eu rologica m en te, p ois n ão s om os ca pa zes d e a p reen d er tu d o (h á sons qu e u m cã o ou ve
e n ós n ã o); s ociologica m en te, p ois h á trib os qu e a ch am n orm a l in gerir lagartas e isso n ão
está em noss o m a pa d e “in geríveis ”; e p or fa tores pes s oa is , com o origem social, edu cação,
traumas, etc.

138 C A P Í T U L O 6

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Os filtros m en ta is são processos qu e o céreb ro u tiliza para gerir nossa vida, processos
es s es qu e se p od em tra n sform a r em fon te d e au xílio ou d e prob lemas. Os três filtros b ásicos
sã o a gen era liza çã o, s eleçã o e ab s tração.

O b s erva ção: se qu iser sa b er mais sob re mapa s e filtros menta is acesse a p á gin a w ww .
w illia m dou gla s.com .b r, na p a rte sob re o p res en te livro.

12
S IS T E M A L ÍM B IC O

O sistem a lím b ico é o resp on sá vel p ela a u top roteçã o instintiva do in divídu o, p ela
em oçã o e p ela sexu alidade. N ele n ã o se recon h ece a lin gu a gem e se trab alha apenas com
im a gen s e em oções .

D evem os a u m b ras ileiro a p es qu is a e d em on stra çã o da im p ortâ n cia do sistema


lím b ico p a ra a a pren diza gem . D esses estu dos su rgiram outros, entre os qu ais a tes e d a
"In teligên cia E m ocion a l" d e D a n iel G olem a n , qu e u tilizou con ceitos des en volvid os p or
Lu iz M a ch a do. É o p rofes s or b ras ileiro qu e irem os citar para dem on stra r a im p ortâ n cia d o
sistem a lím b ico (1991, p. 25-27):

“N ós tem os den tro da caixa craniana três céreb ros e dois hemisférios. E xplicando: na
evolu ção, a natu reza d otou o ser h u m a no com três estruturas, identificadas anatomicamente,
qu e ch a m a m os d e com p lexo R (céreb ro d o réptil), o prim eiro; o céreb ro p a leom a m ífero
(o segu nd o céreb ro) que, em term os d e fu n ções, se ch a m a S is tem a Lím b ico; e o terceiro
céreb ro, o céreb ro n eom a m ífero, p os s ib ilita d or da lin gu a gem con ceitu a i e das opera ções
intelectu ais.

O S is tem a L ím b ico é o p rin cip a l resp ons á vel p ela au topreservaçã o e preservação d a
espécie, d a í nós ch a m a rm os o sistem a lím b ico em conju n to com o sistem a glan du lar d e
sistema de au topreservação e preservação da es pécie SAPE. A a tividade menta l é u m recu rso
d o orga n is m o para a a u topres erva çã o e pres erva çã o da espécie; portanto, ela d ep en d e, em
p rim eiro lugar, d o S is tem a Lím b ico.

C ada estrutura cereb ral, qu e estamos consideran do u m céreb ro em si, tem sua própria
su b jetividade, su a p róp ria in teligên cia , su a m em ória e seus pa drões d e com p orta m en to.

O terceiro céreb ro tem d ois h em is férios, cada u m com sua m a n eira d iferen te d e
p rocessa r in form a ções . E n qu anto o h em is fério esqu erdo proces sa in form a ções de maneira
verb al, analítica, sim b ólica, abstrata, lógica , tem poral, racional, digital, linear, o h em is fério
d ireito é não- verb a l, sin tético, real, concreto, analógico, n ão tem senso d e tem p o com o
conh ecem os, não- racional, espacial, intu itivo, holístico.(...) N ós p od em os criar as cond ições
d e n oss a a p ren d iza gem . P od em os con d u zir o S APE p o r p roced im en tos , a tivid a d es e
exercícios, mais exa ta m en te p or u m ciclo cib ern ético. (...)

C om o já se disse, o lim ia r é o lim ite da p ercep çã o d o terceiro céreb ro, ma s nós


contin u am os a p erceb er a lém dele, a n ívei d e SAPE, cu ja ca pacida de discrimin adora é mu ito
grande. O SAPE fu n cion a a cu m u la n d o os m ín im os p orm en ores dos fatos, sentimentos,

W I L L I A M D O U G L A S 139

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entu siasmo, alegrias, d ecep ções , fru strações, etc., qu e va m os ten d o p ela vid a a fora e qu e
vã o in flu en cia r nos so p en s a m en to es p on tâ n eo e n oss a atitu de. P od em os com p rova r isso
exp erim en ta lm en te com u ma pes soa h ip notizad a, qu e é ca p a z d e lem b ra r- s e d e m u ito mais
detalh es qu e ten ha p erceb id o p elos sen tidos d o qu e qu a n do n ã o h ip n otizad a.

Enquanto o terceiro cérebro perceb e a qu ilo que os sentidos mais com uns lev am a ele, :
num prim e iro nív el de comunicação, o sistema lím b ico percebe mens agem não verbalizadas,
n u m segundo n ív e l N ós sabemos que a com unicação hum ana se dá, pe lo menos, e m dois
níveis o do 3acérebro e o do 2a cé re b ro”

S omos indu zidos apensar qu e a atividade intelectual se processa apenas n o nível racional,
lógico, através de lingu agem escrita ou matemática, através d e operações intelectuais. Essanoção
ca i p or terra qu ando se verifica qu e o sistema em ocion a l é responsável pela mem oriza çã o e
p or fen ôm en os com profu nda repercussão na atividade intelectu al (alegria, depressão, amor,
paixão, repulsa, indiferença, etc.).

D es te m om en to em diante, se qu erem os estu dar com eficiência , d evem os com eça r a


estu dar n ã o só com o terceiro céreb ro mas ta m b ém com o segu ndo, qu e lid a com a em oçã o
e a com u n ica çã o através d e im a gen s mentais. D evem os estu dar com o céreb ro in teiro p ois
é p recis o estar in teiro em tu do o qu e fa zem os.

Fern an do Pes soa ob rou com felicid a d e a o m en cion a r a im p ortâ n cia d e es ta rm os


com p letos em cada ativida de:

"Rara ser grande/ sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui.


Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a Lua toda Brilha, porque alta vive."

13
P R O G R A M A Ç Ã O D O S IS T E M A L ÍM B IC O

T"?
jb p os s ível fa zer a p rogra m a çã o d o s is tem a lím b ico a fim d e a p roveita r tod o o
seu p oten cia l. Se ele é, ju n ta m en te com o s is tem a glan du lar, res p on s á vel p ela n oss a
au topreserva ção e sob revivência, é lógico qu e a pa rtir d o m om en to em qu e o p rogra m a rm os
correta m en te sob re a qu ilo qu e n os é n ecessário, tod o o sis tem a trab alh ará a fa vor disso.

M u itos d izem qu e “o universo cons pira a seu fa v or”. C om o d evid o respeito, con s idero
equ ivoca d a essa idéia . O u niverso n ã o é u m a p es s oa n em pos s u i von ta d e. Q u em p od e
“con s pira r” a fa vor ou contra s om os n ós m es m os e as pess oas qu e n os rod eia m . N ã o se fie :
em cola b ora çã o das estrelas ou da N a tu reza. U s e seu p róp rio p oten cia l e a p roveite seus
aliados.

140 C A P Í T U L O 6

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A força d o céreb ro h u m a n o è m u ito grande. Se p rogra m a rm os correta m en te nosso
sistem a lím b ico, ele p od erá con trib u ir com idéias, solu ções e en ergia qu e já tem os em nós
m esm os mas n ão u tilizamos. E m n oss o incon sciente existem b ilh ões de in form a ções e novas
associações poss íveis qu e só d ep en d em d e ativação. Q u ando você qu er mu ito algu ma coisa,
o qu e a con tece é a atu ação d a p róp ria ca p a cid a d e em p roí d o ob jetivo.

A p rogra m a çã o d o 2e céreb ro é feita com a ela b ora çã o d e im a gen s mentais. D e


preferên cia , tra b alhe com m ovim en to, com film es m en ta is on d e se coloca o qu e se qu er
qu e a conteça , com o se qu er qu e a lgo fu n cion e.

O céreb ro em otivo é p rogra m a d o através d o amor, d o interesse/motivação, d o senso


d e u tilida de e das em oções en volvida s.

Va m os analisar cada u m desses vetores . O 2a céreb ro é p rogra m a do através:

a) D O A M O R qu e você tem p ela cois a qu e qu er ou se refere. Q u anto m a is se gosta de algo


ou d e algu ém, mais o sistem a lím b ico se en volve com o assu nto e, cons eqü entem en te,
pa rticip a da qu ela p a rte d e sua vida , au xilia ndo com seu im en s o p oten cia l aním ico.

b) D O S E U IN TE RE S S E p elo assu nto. O seu interesse é recon h ecid o p elo 2a céreb ro


com o u m a forte in dica çã o d e qu e a qu ilo é im p orta n te e, portanto, d eve ser a p ren di­
do, m em oriza d o, gu a rd ad o, ob jeto d e a tenção, etc. A q u i resid e a im p ortâ n cia da
m otiva çã o.

c) D O S EN S O D E U TIL ID A D E d o assu nto pa ra o b em - es ta r p róp rio (b u sca d e prazer ou


fu ga d a dor). Q u anto mais se con h ece sob re a fu tu ra u tilização d o dado, mais o céreb ro
qu ererá m em orizá - lo. Se a p es s oa n ã o vê ou sen te u tilidade, o céreb ro va i despreza r
as in form a ções respectivas. P or esse m otivo, in con scien tem en te, mu itos alu nos se
progra m a m cereb ralm en te para n ão prestarem atenção às aulas, o qu e vira u m costume.
Se con s cien tem en te m u da r d e progra m a çã o, passará a assimilar a aula.

d) D E IM AG E N S M E N TA IS feita s p or vo cê a res p eito d o qu e qu er ou n ã o qu er. O 2a


céreb ro tra b alha para realiza r a im a g em com a qu al você o progra m ou . É com o se o
2Qcéreb ro pa rtiss e da prem is s a d e qu e a im a gem qu e o con s cien te m a n d a é o m elh or
p a ra o in divídu o com o u m tod o. N ã o é b o m m a n da r u m a im a gem ru im s om a d a a u m a
ord em “n ã o fazer", p orq u e o 2fi céreb ro n ã o recon h ecerá o id iom a e p od erá trab alhar
p a ra qu e a con teça a im a gem ru im. Ex.: A p es s oa m a n d a a m en s a gem d e qu e qu er fica r
ca lm a mas m en ta lm en te “passa o film e” d a qu ela vez em qu e arrancou os cab elos. A
m en s a gem lin gü ística é a té positiva , mas o sistem a lím b ico id en tifica mais fortem en te
a m en s a gem visu al ima gin a da , qu e é a progra m a çã o qu e vai atender.

e) D E E M O Ç Õ E S . E m oções b oa s fa zem b oa progra m a çã o, em oções ru ins fa zem m á


progra m a çã o. M a n ten h a em m en te a pen as as b oas. C on form e já citamos, M a rtim
Lu tero d izia qu e “não podemos ev itar que um pássaro passe acim a de nossa cabeça,
mas podemos ev itar que ele fa ça um ninho nela". V ocê p od e n ão ser ca pa z d e evitar
qu e apareça em su a m en te u m a idéia , von ta d e ou em oçã o ru im, mas p od e im p ed ir
;■ qu e ela p erm a n eça lá. Progra m e seu céreb ro apenas com em oções positivas.

Através d e exemplos, m ostrarem os u m p ou co mais a influ ência do sistema lím b ico em


nosso a prendiza do e vid a cotidiana, in dica nd o com o é poss ível m elh ora r nosso rend im en to
a pa rtir d e u m a h a rm on iza çã o dos cam p os cerebrais. E mb ora já ten hamos a b orda do algu ns
desses detalhes, en ten d em os con ven ien te repisar o tema.

W I L L I A M D O U G L A S 141

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EX EMPLO N Q1: ESQUECENDO O GUA R DA -CH UVA

A pes soa deixa o gu ard a- chu va na va ra n da d e u m a casa a o en trar p a ra u m a festa. N o


ensejo, fa z duas coisas: d iz “Eu não posso esquecer o guarda-chuv a” e relem b ra m en ta lm en te
{recria a im a gem ) das vezes em qu e es qu eceu o gu arda- chu va. Prob lem as:

a ) m en s a g em ve r b a l tru n ca d a . O cér eb r o p os s u i a p en a s u m a p a rte (cér eb r o


n eom a m ífero) qu e recon h ece lin gu a gem . A pa la vra "n ã o”, p or ser m era m en te lingü ística,
p od e n ã o ser b em ass imilad a p or ele. Assim, é pos s ível qu e o céreb ro in terp rete a ord em
com o “Eu posso esquecer o guarda- chuv a" -> logo, “Esquecer o guarda- chuv a”. E o céreb ro
ob ed ece.

b ) m en s a gem vis u a l (im a gin a d a ) tru n ca d a ou in vertid a . A p es s oa m a n d ou u m a


im a gem d e es qu ecim en to, o q u e é receb id o p elo sistem a lím b ico com o a progra m a çã o para
agir. M es m o qu e a ord em verb a l foss e p os itiva e correta, a ten d ên cia é - n a colid ên cia d e
ordens - o céreb ro ob ed ecer à ord em visu al (imaginada, mentalizad a).

é>- 0 correto seria, ao se deixa r o gu arda- chu va, d izer a si m es m o:


“V ou lem b ra r d o gu a rd a - ch u va a o s a ir”, e m en ta liza r- s e s a in d o
e lem b ra n do- s e, ou pegando o guarda-chuva. D eve- se vis u a liza r
m en ta lm en te com o se foss e u m film e, u m traile r rá pid o, on d e
vo cê está saindo e va i p ega r o gu arda- chu va.

H á recu rsos m a is radicais com o o d e d eixa r a ch a ve do


carro ou o din h eiro d o ôn ib u s ju n to d o gu arda- chu va...

EXEMPLO 2: CO M O NÃ O T ER U M “ BR A NCO” N A PROVA

As sim com o n o exem p lo acima, a pes s oa progra m a - s e d e form a in correta. E la ou já


d iz qu e va i ter u m “b ra n co” ou d iz qu e n ã o qu er tê- lo, n os d ois casos m a n d a n d o ju n to a
im a gem d o ú ltim o b ranco. N a h ora da prova, qu a n do o céreb ro ob ed ece à p rogra m a çã o
e a pes s oa tem o "b ra n co” a in d a diz: “V iu, eu sabia que ia te r u m b ranco!!" C om isso, cad a
vez mais p rogra m a - se o céreb ro pa ra da r “b ran cos” n a h ora da prova . Ta m b ém n ã o adianta
d izer qu e va i lem b ra r da m a téria e im a gin a r m en ta lm en te o “b ran co”, p ois o céreb ro, com o
já dito, ob ed ece mais à im a gem d o q u e à palavra.

Esse, qu e é u m dos m a iores p rob lem a s d e ca n didatos, p od e d eixa r d e s ê- lo com


facilida de.

EX EMPLO N a 3: CO M O T R EINAR PAR A AS OL IMP ÍA DA S

U m a ve z ass isti n u m p rog ra m a a o trein a m en to d e u m gin a s ta a m erica n o. N a


ocasião, este atleta fa zia os m ovim en tos qu e qu eria a u xilia do p or corda s e u m con ju n to
d e p equ en os gu indastes, ou seja, antes d ele com eça r a u sar a força d e seu s mú scu los,
“ensinava” a seu corp o qu ais eram os m ovim en tos q u e iria fa zer n o fu tu ro, s em as cordas
pa ra aju dar. Os órgã os e mú scu los, com o s a b em os , ta m b ém p os s u em u m a es p écie d e
m em ória . E xp erim en te reparar em com o você a u tom a tica m en te am a rra os sapatos, fech a
o cinto, a b otoa a ca misa e p ega ob jetos . O qu e o a tleta fa zia era “m em oriza r” o m ovim en to

142 C A P Í T U L O 6

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para seu corpo. A lém disso, qu a n do realiza va os m ovim en tos d e form a “assistida”, com o
au xü io d e instru mentos, su a m en te p od ia “visu alizar", através d e imagens, exa ta m en te o
qu e ele qu eria. H á vá rios estu dos m ostra n d o qu e o céreb ro é ca paz d e a pren der e evolu ir
n u m a a tivid a de fís ica m es m o qu e a p es soa a pen as trein e menta lm en te.

A conclu sã o é qu e se trein a rm os m en ta lm en te e se en sin arm os ao nos so corp o o qu e


qu erem os qu e ele faça, céreb ro e corp o se com p orta rã o mais eficien tem en te n a h ora d o
estu do e d o concu rso. C a m peões olím p icos fa zem isso, n ós ta m b ém p od em os fazer.

SOL UÇÕES:

E m ita ordens verb a is claras e pos itiva s para seu céreb ro.

]k| E m ita ordens com im a gen s (visão, som, lu z, em oçã o) para seu céreb ro.

M en ta lize e visu a lize a qu ilo qu e vo cê qu er qu e seja feito ou qu e aconteça.

& D evem os progra m a r n os s o céreb ro com atitu des e im a gen s corretas e adequ adas.
Tal com o u m filho, n oss o céreb ro n ã o a p ren d e e rep ete o qu e falamos, mas sim o qu e
fa zem os e sentimos.

O C 1 3 ,15.4, p. 303, sob re “b ra n co” em provas.

O 116.2, a segu ir, s ob re a u xilia res lin gü ís ticos qu e a u xilia m n a p rogra m a çã o


mental.

O u tros a u xü los a lém d o s is tem a lím b ico. C om o já disse, você nu n ca está sozinho.
S empre, ou ao m en os nas horas mais difíceis, você p od e p ed ir aju da aos a m igos e a D eu s.

14
O S IS T E M A L ÍM B IC O E ... C O M O N Ã O A G IR
C O M O U M M A M ÍF E R O P R IM IT IV O

S e você reparar, verá qu e sem pre qu e estamos em ocion a lm en te en volvid os o sistema


lím b ico assu me o controle. Isso a con tece sem pre qu e o céreb ro recon h ece as circu nstâncias
com o p on d o em jog o a “s ob revivên cia " Ele, com o em qu a lqu er animal, age instintiva mente
para n os proteger.

Certas vezes o qu e n os a m ea ça é u m predador, mas, na m a ior p a rte das ocasiões, é


dia n te das pes soas qu e a m a m os ou d e situ ações d e es colh a ou decisão (ex.: u m a prova ) qu e
n os sen tim os em risco, ameaçados, etc. N essas horas é precis o b om sen so e au tocontrole
para n ã o agirmos... com o m a m íferos prim itivos , s em pensar.

W I L L I A M D O U G L A S 143

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Repassemos as reações límb icas. O m ed o é a identificação p elo indivídu o d e algu m risco
real ou imaginário para a preservação da sua própria integridade (preservação da espécie).
S empre qu e u m animal está em p erigo ou sob ameaça, ele p od e ter três tipos d e reação:

a) fu ga, on d e b u sca distan cia r- s e ,


d o p erigo ou p rob lem a .

b) im ob ilid a d e, on d e espera qu e o
p erigo ou p rob lem a passe ou vá
g-Yw -
em b ora sozinho.

c) a gr es s ivid a d e, o n d e p r ocu r a
destru ir p ela violên cia o p erigo
ou prob lem a .

REAÇÃO ANTE ./..'■I EXEMPLO DO MUNDO . EXEMPLO ÇO MUNDO ^


OPERIGO .• ANIMAL V •. • • h u m a n o /T ';
A vaca vê a onça e põe sebo nas Na família, a pessoa foge da discussão, vai embora, sai de
canelas. Se for uma boa fundisia, a casa, refugia-se em vícios ou atividades, eíc.
vaca se salva.
FUGA Nos concursos, ela não vai fazer a prova, arruma uma
desculpa e desiste, diz que o concurso tem armação, vai
embora logo que a prova começa.

0 coelho vê a raposa e “congela*, fica Em família, a pessoa fica em silêncio, não conversa, não
completamente parado. Em certas oca­ tenta “acertar os pon?siros\ entra em depressão, Rão faz.
IMOBILIDADE siões a imobilidade salva-ihe a vida, pois nada, etc.
o predaddr só localiza a vítima através Em concursos, arruma desculpas para não fazer nada, não
de seu movimento. estuda, fica em permanente ócio, etc.
Conforme a ocasião e as alternativas, o Emfamília, a pessoa parte para a agressão verbal ou física,
mais fraco enfrenta o mais forte. Você ou através de condutas desagradáveis (vícios, roupas,
AGRESSIVIDADE já viu um gato atacando um cachorro? companhias, eíc.).
Acontece. E de vez em quando o gato Emconcursos,critica-se a banca,os professores, os cursos,
é quem bate. o destino, o mundo em gerai, etc.

Q u em nu n ca teve ou viu a lgu ém ter u m acesso de im ob ilida d e, u m a pa ra d a geral,


n a h ora d e u m a prova. Tem gen te qu e “cola as pla cas ”, em p a lid ece, gela, fica s em ar, com o
se tivess e a ca b a do d e ver u ma onça. S olu çã o: con trola r as em oções e n ã o ver a p rova com o
u m b ich o- p a pã o.

Ou tra reação em otiva , qu e a feta o estu do, é, em u m a discu ssão fam iliar, se ofen d er e
m a goa r u m a m igo ou parente. Q u em ofen d e, em geral, se a rrep en de tã o log o passa a raiva
ou qu a n d o b aixa o n ível d e adrenalina. É qu a n do o céreb ro ra cion al con s egu e reassu m ir
o con trole da von ta d e e p erceb e a inju stiça ou a im p rop ried a d e d o qu e fo i dito. M es m o a
verd a d e tem seu m od o correto d e ser dita, sob p en a d e se m a goa r a pes s oa q u e gosta mos .
Coisas d e animal. C ontu do, mu itas vezes "d es cu lp a n ã o tira d or” e a m á goa preju dica rá o
rela cion a m en to: S olu ção: n ão aja com o u m m a m ífero p rim itivo, com o se n ã o possu ísse o 3e
céreb ro. S empre m a n ten h a o a u tocon trole e a ra cion a lid a d e, p o r exem p lo, p en s a n d o antes
d e falar. C on te até três, d ez ou vin te, mas con te. N ã o se sinta tã o a m ea ça do, p ois a regra é
qu e o in terlocu tor n ã o qu er es fola r você. Pod e a té ter op in iões diferen tes, m a s gosta - d o
seu jeito e com suas lim ita ções - d e você.

144 c a p í t u l o 6

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# E m casa, n a prova , n o tra b a lh o ou em qu a lqu er ou tro lu gar, s em p re qu e se
em ocion a r {raiva, alegria, m ed o, etc.), p rocu re con s cien tiza r- s e d e qu e o con trole fin a l da
von ta d e d eve passar p elo céreb ro n eom a m ífero, racional, pensante, lógico, analítico. Isso
significa qu e vo cê s em pre va i p en s a r antes d e agir.

Respire, con te a té dez, preste a tenção nas circu nstâncias e n a em oçã o qu e você
está sen tind o: na m a ioria das vezes isso va i p erm itir qu e o céreb ro com o u m tod o ( I a, 2a e
3E céreb ros, sistem a lím b ico + ra zã o) d ê u ma resposta adequ ada.

O B S E RVAÇ ÃO M U ITO IM PO RTA N TE : E m selvas, ou ao ver u m a on ça fora d e u m a


jau la, siga seu s instintos. C orra o m a is qu e p u d er ou a rreb en te a onça.

15
“L E V A N D O O L IX O P A R A D E N T R O ”

T e m u m a m ú s ica da M a ris a M on te on d e ela d iz qu e “leva o lixo para dentro”. N ã o é só


ela. Tem os u m a ten d ên cia para en fia r as em oções e idéia s ru ins (n om e religioso: ten ta ções)
pa ra dentro. E xperim en te p ega r u m a b ola d e fu teb ol e en fiá - la na água. Q u a nto m a is fu n d o
vo cê a levar, mais forte ela va i volta r p a ra a tona.

N ã o ad ia nta en frenta r as em oções ru ins ign ora n d o su a existência, fin gin d o qu e elas
n ã o estã o lá . O qu e é m im n ã o d eve ser en terra d o d en tro d e nós, mas expu lso.

Para fa zer isso, você precis a u sar seu sis tem a em ocion a l e seu 3a céreb ro. A resposta
a d equ a d a p a ra em oções e pen s a m en tos n ega tivos é ra cion al + em ocion a l:

a ) RE S PO S TA RA C IO N A L. Atra vés d e p rocess os intelectu ais e analíticos, id en tifiqu e


qu ais sã o os valores, com p orta m en tos , atitu des, op ções e ca m in h os qu e você con s id era
m a is a d equ a d os p a ra su a felicid a d e. A p a rtir daí, tu do o qu e n ã o coin cid ir com esses
ob jetivos d eve ser elim in a d o d e form a fu n d a m en ta d a , racion al. Ex.; “Eu gostaria de irà
praia, mas prefiro es tudar;" “E u gos taria de s a ir com essa gata, mas prefiro s olid ifica r a
confiança efid elid ad e de meu casamento; ” “E u gos taria de com e ra torta toda, mas prefiro
con trola r rrièu peso. ”

b ) RE S PO S TA E M O C IO N A L. A d m ite vá rios processos:

S u b stitu içã o. Su b stitua im a gens , em oções e pen sa m en tos n ega tivos p or imagens,
em oções e pen s a m en tos positivos. N ã o adia nta você tirar u m carro ru im da va ga e deixá-
la a b erta pa ra ou tro (ou o m es m o) carro ru im voltar. É p recis o esta ciona r u m carro b om .
Q u a ndo vier a im a gem d o "branco", coloqu e a im a gem da recordação; qu an do vier a im a gem
d o fracasso, coloqu e em seu lu ga r a im a gem d o su cesso.

D es foca m en to/ foca m en to. Pegu e os vetores n ega tivos e des foqu e- os, coloqu e- os
em preto e b ran co e des focad os , dim in u a - os d e ta manho, etc. La n ce em seu lu gar b oa s
sem entes, fortes, focadas, coloridas , nítidas, próxim as.

C ru za m en to com p leto. N ã o d eixe as im a gen s e d es ejos n ega tivos fica rem à von ta d e
em su a m en te, ten ta n d o- o, s em s erem con ju ga d os com seu s “p róxim os ca p ítu los ”. Se

W I L L I A M D O U G L A S 145

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vo cê qu er algu ma coisa in ú til p a ra su a vida , “mistu re” essa im a gem d o seu d es ejo com as
em oções e ima gens da qu ilo qu e vo cê n ã o qu er para su a vida , mas sã o con s eqü ên cia s do
desejo. Ex.: Q u ando im a gin a r com o é b om d orm ir a té mais tarde, mis tu re a sensação des te
p ra zer com a d o des em prego, d a falta d e com p etên cia profiss ion a l, etc. Q u a nd o im a gin a r
com o é delicios o b eb er todas, mis tu re esta sensaçã o com o registro d e m em ória d a qu ela
ressaca, etc.

16
O UTRO S RECURSO S QUE PO DEM
S E R Ú T E IS A O A P R E N D IZ A D O

1 6 .1 . P R O G R A M A Ç Ã O N E U R O U N G Ü Í S T I C A
A p r o g r a m a çã o N eu rolin gü ís tíca - P N L, com o qu alqu er ou tro con ju n to d e técnicas de
con trole da mente, é ú til ao interessa do em a perfeiçoa r- se. Para com p reen d er a id éia b ás ica
da PN L, p od em os recorrer a o ch a m a d o "S em in á rio d e P N L em 3 m in u tos ”, d e 0 ’C on n or e
S eym ou r (1995;.

A P N L tra b a lh a p r ocu r a n d o re la c ion a r e o rg a n iza r n os s os co m p o r ta m e n to s


decorren tes d o sistema n eu rológico, isto è, d os cin co sentidos, com o u so d a lin gu a gem
ta nto pa ra se a u toprogra m a r com o pa ra es ta b elecer com u n ica çã o com terceiros. A P N L se
p reocu p ará com a form a d e a ssim ila ção das in form a ções , com os m a pa s e filtros mentais,
com a d efin içã o de ob jetivos, metas, cu ra d e es ta dos em ocion a is , etc.

Tratando este livro d e a u m en to d o des em p en h o h u m a no e d o céreb ro, na tu ra lm en te


existe u m a gam a d e temas tratados p or ou tros sistemas, com o a PN L, o M étod o S ilva d e
C on trole da M en te (qu e, p or exem p lo, trab alh a m u ito o u so d o es ta d o a lfa ). Q u em tiver
interesse em aprofu ndar- se nesses estu dos, p od erá a dqu irir m a teria l ou rea lizar cu rsos
sob re tais ca m p os d e estudo.

Pressu posições d a PN L. Por força d e su a a plica çã o ao n os s o assu nto, tra n screverei a


segu ir 13 pressu posições da PN L, ela b oradas p or S pritzer (1993, p. 163). Estas pressu posições
são coin cid en tes com cu ida dos n o estu do e realiza çã o d e prova s e concu rsos.

146 C A P Í T U L O 6

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" P R E S S UP O S I Ç Õ E S DA P N L , ______________ - , '■___________

1. N ã o há sub stituto para canais sensoriais lim pos e abertos.

2. Todas as distinções que os seres humanos são capazesdefazerem relação aoamb ie nte
(inte rno e externo) e aos nossos com portam entos pod em ser representadas através
dos registros sensoriais visuais, auditivos , cinestésicos, gustativos e olfativos.

3. O significado da sua com unicação é a resposta que você obtém, independente da


sua intenção.

4. Resistência é um com entário sobre a inflexib ilidade do comunicador.

5. As pessoas têm todos os recursos necessários para fazer as mudanças desejadas.

6. O v a lor pos itiv o de um a pessoa é m a n tid o cons tante sempre que o v a lor e a
adequação do seu com portam ento inte rno e/ ou externo fore m questionados.

7. O m apa não é território.

8. Todo o com portam ento tem um a intenção positiva.

9. Existem duas pessoas em todos nós: o consciente e o inconsciente.

10. Se você fiz e r o que sempre fez, terá a resposta que sempre teve.

11. A natureza do Univ erso é mudança.

12. N ã o há erro, só resultado.

13. N ã o há fracasso, só experiência."

fez milagres.

W I L L I A M D O U G L A S 147

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1 6 .2 . A U X I UI A R E S L I N G Ü Í S T I C O S
U m dos en sin os da P N L é o u so d e au xiliares lin gü ís ticos m a is a d equ a d os p a ra
o céreb ro. Por in crível qu e p a reça , b a sta s u b s titu irm os a lgu m a s p a la vra s p o r ou tras
“cereb ra lm en te correta s" qu e nos so d es em p en h o será au men tad o.

j Vejamos:
i
s
;l

- EXÇUGAÇAO;.OU:RfZAp^DAfeiirt: *^vPAliÀYRAS E;EXPRESSOES" _ /


:'í PREJUDICAR S p M M s ^ E Q Ü ^ p 'P « ? A „ T

;, “Não* Para se compreender a palavra “não* o Mude a frase, invertendo o sentido


Ex.: “Não pense numa bota;” cérebro a conecta à imagem do que não de forma a não utilizar o "não*. Fale o
'menino, não bala a porta!’ (1) se quer. imagens são mais fortes do que que você quer e não o que não quer.
palavras. No Ia exemplo, a pessoa vai Ex.: “Pensem no trabalho;’ “menino,
pensar numa bota. feche a porta devagar.'

“Mas’ A palavra *mas’, nega tudo ó que vem Substitua “ma$’ por. “e* quando in-
Ex.: "Fulano é legal, mas é bobo;' antes (2). . dicado. ;
; 'foi bom, mas demorou." Ex.: “A aula foi boa é demorou*

> 'Tentar’ A palavra “tentar* pressupõe a possibili­ Em vez de "vou tentar*, diga aquilo que
Ex.: 'Vou tentar estudar." dade de falha. vai fazer, simplesmente não usando a
palavra “tentar”. (3)
Ex.: “Vou estudar;0“vou conseguir;"
“vou fazer.” (4).

/• ‘Devo’, “tenho que* ou “preciso* As palavras.‘ Devo"; “Tenho quê* ou Conscientize-se que você tomou a deci­
i; Ex.: ‘ Eu devo estudar;' “eu preciso “Preciso" pressupõem que algo externo são. Assim em vez de “devo*.
estudar.* . '- v ': controla, sua vida. Funciona como se.
alguém estivesse lhe obrigando e isso “deddo’;J“yòu”.; :
cria uma espécie de rejeição mentàl à Ex.: “Eu quero estudar,’ “deddj não ir ao
matéria. -r;' cinema;* “vou aprender." •

vi!' ‘Não posso" ou ‘não consigo’ (5) Estas palavras dão a idéia de incapaci­ Use *não quero" ou “decido não
dade pessoal. Você também pode usar o passado “não
conseguia”; ‘não podia".
Ex.: 'Não conseguia esiudaf muito tempo,
agora eu deddi quevou conseguir."

“Eu não gosto dessa matéria;" “eu perco As idéias negativas eos problemasdevem "Eu tinha dificuldade nessa matéria;* 'eu
j tempo com isso* ser cdocados no passado, que é o lugara perdia meu tempo com isso.' ^
queeles pertencem. Libereoseu piesenfe,
construa o seu futuro.

"Vou mudar* Traga o futuro para mas perto. Utilize “Estou mudando.”
í: as palavras de forma a que já indiquem
o início da mudança.

il *Se eu fizer* Substitua “se", que é condicional, pelo "Quando eu fizer."


Ü|: ''.'V '.'. ' “quando", que demonstra a meta ou
objetivo. ;

í| “Eu gostaria de fazer" SubsíHua o condicional pelo presente. “Eu faço.’

; i|OB S.: Esta tabela foi desenvolvida a partir de notas d e au la d e S eminário d e Introdução à PN L, ten do com o

i •| farilitadores Alb erto Sterenb erg e E neide O. Costa. As ob servações e alguns exemplos são nossos.

n
y

| 148 CAPÍ TULO 6


j

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O BSER V A ÇÕ ES

1. “N ÃO "
U se frases prontas. Se precisar o “não” em uma orientação ou ordem, tente usar termos mais
“visualizáveis”, como "evite” ou “ao invés de”. Ex.: Diga o que quer ao invés do que não quer.

2. "MAS”
Fazer um elogio e colocar um “mas" no final acaba sendo uma cntica. Ex.: "Fulano é legal, mas é bobo.”
Faça o seguinte, inverta a frase colocando sempre o positivo no final Ex.: "Fulano é bobo, mas é legal”
Vejamos outro exemplo: “Fulano é bom professor, mas enrola muito.” Aqui, aprofunde o aspecto
positivo: “Fulano é bom professor e dá aulas demoradas, profundas, com um monte de exemplos”, etc.
Isso aumentará seu rendimento mental com tal professor, ao invés de prejudicá-lo com a “programação”
mental de que o professor não é bom, demora, enrola, etc. As vezes, o professor não enrola e você acha
que enrola; outras vezes, o professor realmente enrola, mas nem todo mundo é perfeito, não é?Conhecer
este fenômeno não significa que você não vai mais usar a palavra “mas", mas apenas que vai utilizá-la
de modo mais consciente e eficiente. Aprenda a fazer um bom uso desta palavra.

3* “VOU TENTAR”
Entenda que “tentar” é uma coisa boa. Como se diz, “quem não arrisca, não petisca”. "Tentar" tem
seu conteúdo de pioneirismo, fé, persistência e desbravamento. Ter um espírito empreendedor e
disposição de tentar é muito bom. A possibilidade de falha sempre existe, só que não deve ocupar
nossos pensamentos paranão prejudicar nossa disposição. O que se quer evitar é que a pessoa, ao
invés de imaginar o que quer, imagine um insucesso ou apenas uma névoa à sua frente. Sempre
visualize e imagine a vitória, o êxito, e busque isso. Se não conseguir o que quer nas primeiras
tentativas, considere a tentativa como experiência e a utilize como mais um aliado. O C22, p. 495.
O “vou tentar" é ruim quando traz a idéia de “fazer por fazer1', de fazer de qualquer jeito. Tentar é
bom quando traz a idéia de esforço, coragem e disposição para enfrentar o desafio.

4. "VO U FAZER”
Sempre devemos dosar nossa confiança e capacidade com doses de humildade e resignação com
as vicissitudes da vida. Esta observação terá ainda maior aplicação se o leitor for cristão, caso em
que se coloca Cristo, e não mais nós mesmos, como o centro. Neste caso, a afirmação "eu farei” deve
levar em conta o que está escrito em Tiago 4:13,17. Embora a PN L possa criticar essa condicional,
considero de b om tom, ao menos para os cristãos, a submissão à vontade divina, que sempre traz
o que nos é melhor (Mateus 6:9 e 7:9 a 11; Efésios 3:20,21; Filipenses 2:13).

5. “NÃO POSSO/NÃO CONSIGO”


Conheço muita gente que usa essas expressões como desculpas para aquilo que não quer fazer.
J5 C3,14.2 (n2 24), p. 70.

W I L L I A M D O U G L A S 149

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1 6 .3 . C O R R E N D O N A F R E N T E
O u tro exem p lo d e progra m a çã o lingü ística nos é da d o p or José M a n u el D u arte Correia
(1997), qu e m ostra o qu an to é equ ivoca d o falar, com o qu as e tod os fa zem , qu e se “está
correndo atrás” C om o ele ensina, “corre r atrás” apenas a p a ren tem en te é u m a metáfora.
N a realidade, o s u jeito cria u m con d icion a m en to vis u al d e ter s em p re à su a fren te o ob jeto
d o seu des ejo e, porta nto, ten d o a vis ã o d e qu e n u n ca o alcançará. V ocê já viu a lgu ém qu e
“corre atrás” ven cer a lgu m a corrida? Prefira d izer qu e está “correndo na fre nte ”, “correndo
para alcançar", “esforçando-se”, “dedicando- se”, “atento às oportunid ades ”, etc.

Q U EM C O R R E N A FR EN T E SÃ<

V EN C ED O R ES , O S C A M PEÕ ES , O

PREPA RA D O S, C O M O É O S EU (

S E V O C Ê T O M O U A D EC ISÃ

16 .4 . M A T E R I A L P A R A A P R O F U N D A M E N T O
@ N o m eu site, se qu iser, veja o artigo, “A a plica çã o d o p en s a m en to pos itivo, d a lei da
atração e da aju da divin a p a ra ser a prova d o em concu rsos pú b licos".

f f i Para a p rofu n d a m en to a in d a m a ior ness e ca m p o, veja o livro C om o usar o cérebro


para passar em provas e concursos, qu e es crevi em co- a u toria com C a rm em Zara.

150 C A P Í T U L O 6

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17
CO NCLUSÃO

D e tu d o qu e escrevi, va le d izer qu e o céreb ro é


o m a ior e m a is in exp lora d o dos territórios e qu e ele
fu n cion a m elh or qu an do n ão fu n cion a sozinho.
E le fu n cion a m elh or qu an do fu n cion a com o
coração. O céreb ro é u m fan tá stico serviçal,
mas as coisa s d evem ser feita s e b u scadas
com o cora çã o. Fa ça u m a p r og ra m a çã o
correta d a qu ilo qu e você qu er, en tre com
c o r a g e m e d is p o s iç ã o e as co is a s ir ã o
fu n cion a r melhor.

AO TERMINAR A LEITU RA DESTE CAPÍTULO, SERÁ PRODU TIVO


TOMAR ALGU MAS DECISÕES/INICIATIVAS:

1. Conscientize-se das inúmeras características e aptidões de nosso cérebro. Avalie suas próprias
habilidades e procure aperfeiçoá-las. Identifique as habilidades menos desenvolvidas e tente
exercitá-las. U tilize os dois hemisférios cerebrais e todas as formas de captação (os cinco
sentidos).
2. Organize suas atividades, a fim de aproveitar ao máximo séu potencial de concentração
(captação/retenção) e explorar as vantagens dos mapas e dos filtros mentais para tomar as
decisSes corretas.
3. Ingresse em um estado de “calma + atenção” sempre que for fazer algo importante.
4. Programe seu cérebro (consciente e inconsciente) com aquilo que você deseja, de forma positiva
e otimista.
5. Use seu cérebro como instrumento de aperfeiçoamento pessoal e da coletividade.

W I L L I A M D O O C I A S 151

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é o lugar onde estou
Voltaire

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C A P í T U L O

SU A M EM Ó R IA

A im p ortâ n cia e o fu n cion a m en to d a m em ória

Os fa tores q u e m a is in flu en cia m a m em oriza çã o

Os d iferen tes tip os d e m em ória qu e o céreb ro u sa

O s p rin cip a is m étod os p a ra m em oriza r qu a lqu er cois a

Técn ica s es p ecífica s d e m em oriza çã o

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S U A M E M Ó R IA

IN T R O D U Ç Ã O

|mü|ãÔL A m em ória é a fu n çã o m en ta l d e a rm a zen a m en to d e in form a ções


ée| p én | n cia s . É a ca p a cid a d e h u m an a d e reter e evoca r qu a lqu er form a d e
c ^ ^ ^ p n e n to .

C apatí< | ad f| ^^ sm o a paren ta ndo ser algo difícil, estu dos já con clu íra m qu e o céreb ro
h u m a n o é ca p ^ p | ?& em o r iza r tu do o q u e a con tece. E spaço e ca p a cid a d e existem: falte,
apenas s a b e r p ^ ^ ^ e s te p oten cia l.

Sabemol||u|>yu m a du lto é ca p a z d e record a r os fa tos das ú ltim as sema nas e tem


dificu ld a d e der|p órd a r fa tos distantes n o passado, a o pa sso qu e pess oas idosas con s egu em
recor d ^ p er ié ita m en te fa tos d e su a a doles cên cia e têm d ificu ld a d e p a ra lem b ra r o qu e
i a j o j t l i aeijmio dia anterior. Is to d em on s tra qu e os da d os p erm a n ecem d en tro d o céreb ro, a
ú n ica dificu ld a d e é recu perá- los.

Acredito, p or exem p lo, qu e qu a lqu er pes s oa qu e ten h a cu rsado u m a Facu ld a de d e


D ireito já possu i em seu céreb ro, arm azena do, o con h ecim en to su ficien te pa ra ser a provado
n o concu rso pa ra a magistratu ra. A ú n ica dificu ld a d e é sa b er recu p era r essas in form a ções
e ter flu ên cia verb a l e es crita p a ra tra n sm itir seu s con h ecim en tos p a ra os examin adores.

Process o. O p roces s o da m em ória decorre d e u m sistem a qu e trab alh a com cin co


m om en tos distintos:

ca p ta çã o + fixa çã o + m a n u ten çã o + recu p era çã o + tra n sm is s ã o

F a tores d e in flu ên cia . A m em ória é in flu en cia d a p or d ivers os fatores: saú de, idade,
! experiên cias anteriores, ed u ca ção, treino, qu a lid a d e d o m a teria l ou exp eriên cia qu e va i ser
I gu ardada, etc. P rob lem a s n a m em ória d ecorren tes d a saú de. A ob es id a de, o coles terol alto
; e o estresse fa m ilia r p reju d ica m a m em ória . O C12, p. 261.

| O u tros p rob lem a s d a m em ória . Ign ora d os os p rob lem a s d ecorren tes d o esta do
d e saú de, n ão se p od e d izer qu e a lgu ém ten ha a m em ória “ru im ”: o qu e ocorre é falta d e
a destra m en to dessa fu n çã o cereb ral. M em ória é equ ip a m en to d e fá b rica n o ser h u m a no:
n ão é op cion a l n em a rtigo d e luxo. Os “p rob lem a s ” da m em oriza çã o ocorrem du ran te ca da
u m a das 5 fases do processo: a pes soa ca pta ou fixa mal, não sa b e com o m a n ter a in form a çã o
ou com o evocá - la (com o “a char”, com o recu pera r o da do m em oriza d o).

Por fim (e isso já n ã o é u m p rob lem a d e m em ória ), é p os s ívelq u e a pes s oa ten h a tid o
su cesso em tod o o p roces s o d e m em ória e n ã o saib a tra n sm itir a in form a çã o pa ra terceiros.
N ess e caso é qu ase com o se ela n ã o se lem b ra s s e da in form a çã o, p ois sa b er e n ã o sab er
tra nsmitir tem qu as e o m es m o resu ltado qu e n ã o saber.

154 C A P Í T U L O 7

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S is tem a s d e m em oriza çã o. U m b o m s is tem a d e m em oriza çã o será a qu ele qu e
atenta r p a ra tod as as fases d o processo, ou seja, preocu p ar- s e des d e a reten çã o (registro)
até a evoca çã o (resga te), qu a n do a p es s oa só precisará, então, sab er se comu nicar. Entre
as várias técnicas, p od em os cita r o sistem a d e associa ção { “link"), p rocessos m n em ôn ieos
(com frases, mú sicas, acrósticos, etc.) e o m étod o fon ético, entre outros.

C on trole d a m em ória . O con trole p rin cip a l d a m em ória é realiza do p elo sistema
lím b ico, o sistem a d e a u topreserva çã o da es p écie (S APE ), qu e reside n o ch a m a do céreb ro
“m a m ífero”, u m dos três "a ndares” d o céreb ro hu m ano. O C 6 ,18, p. 133.

2
D IF E R E N Ç A E N T R E
DECORAR E APRENDER

A in d a há lu gares on d e o en sin o n ad a mais é d o qu e m eter u m m on te d e in form a ções


n a ca b eça d e a lgu ém e exigir qu e esta p es soa seja ca p a z d e repetir u m a p orcen ta gem disso
n a h ora da prova. Este en sin o apenas in form a , n ão form a a pessoa.

E m mu itos lugares, edu car deixou d e ser paixão, alegria, tesão (nu m a d e suas acepções,
segu nd o o A urélio, "força , in tens id ad e”), cu riosida de, cres cim en to etc., pa ra ser u m a m era
a tivid a de d e repetiçã o, es téril e s em graça. Fizera m d e nós roscas, parafu sos e roldanas,
com o nas fá b rica s da era da in du strialização. Felizm en te, aos pou cos va i- se red es cob rin do
o estu do com o a lgo agradável, criativo, in ova dor. Apen a s assim se prepara a pess oa para a
vid a real, pa ra o sécu lo XXI, pa ra u m a vid a produ tiva.

C om o o “d ecoreb a ” fo i m a rca registrada desse sistem a d e esterilidade, du rante mu ito


tem p o tive gra nd e aversão a decora r algo. S empre trab alhei com u ma alternativas o raciocínio.
Procu rei en ten d er com o o sistema fu ncion ava , ob ten d o d a í u m a form a d e responder ao qu e
se pergu n tava . C om o tem p o, ch egu ei à con clu s ão d e que, em b ora o ra ciocín io seja mais
eficien te e ú til, exis tem m om en tos on d e a m em oriza çã o é necessária.

D is tin go cla ra m en te os term os "d ecora r” e “m em oriza r”. D ecora r é u ma a tivida de d e


m era rep etiçã o mecâ nica , em geral com u so d a m em ória d e cu rto ciclo. Já a m em oriza çã o
en volve u m a rm a zen a m en to d e in form a ções con com ita n te com a lgu m a p ren diza do.
M em oriza r é u m a das form as d e aprender.

A m elh or form a pa ra se m em oriza r a lgo é execu tar, praticar, viver o qu e fo i ensinado.


Assim, n ã o é a con selh á vel n en h u m sistem a d e m em oriza r p or m emorizar. A m em oriza çã o
d eve vir natu ralmente, com o pa rte d o processo. Por exem plo, você m em orizou p len a m en te
o ca m in h o p a ra a su a casa e o u so dos p ed a is d o a u tom óvel. Isso a con teceu p orqu e você
viven ciou esse con h ecim en to e em pres tou a ele algu m va lor prático, real, u ma u tilidade. Para
você aprender, b asta rep etir essas con d ições. A p ren der é tã o fá cil qu an to ir para casa.

"A melhor forma para se memorizar algo é executar,


praticar, viver o que foi ensinado."

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3
F A S E S D O P R O C E S S O D E M E M O R IZ A Ç Ã O

C o m o dissemos, a m em oriza çã o b em - s u ced id a pa ssa p or cin co estágios:

ca pta çã o + fixa çã o + m a n u ten çã o + recu p era çã o + tra n s m is s ã o

FASES (PROCESSO CARACTERÍSTICAS COMO OTIM IZAR O


D A MEMÓRIA) DA FASE REND IMENTO D A FASE

CAPTAÇÃO A pessoa recebe informações através A p rin cip a l form a de au mentar a


de seus cineo sentidos: visão, audição, captação é cuidar da saúde (5 sentidos)
olfato, tato e paladar. A visão tem certa e ter acuidade. Prestar atenção ao que
preponderância, mas isto éinfluenciadõ está fazendo e ao que está acontecendo
pelo desenvolvimento cerebral. é a chave para uma boa captação.

FIXAÇÃO Afixação dependerá do tipo de memória 0 cérebro irá realizar uma seleção de
utilizada (de curto ou longo prazo) e da tudo o que estiver acontecendo e fixará
qualidade do armazenamento. o que lhe parecer ou for determinado
A fixação é feita nos neurônios, em ser o mais importante. Aqui é essencial
especial nos dendritos. o interesse, amor e vontade da pessoa
A fixação corresponde ao “marcar” a pelo assunto ou informação.
informação recebida no cérebro. 0 armazenamento depende de b oa
alimentação,oxigenação,boacaptação
e estímulo suficiente.

MANU TENÇÃO D epois de se “marcar” a informação Para manter uma informação no cérebro
em um número “x" de neurônios, será a é preciso indicar a u tilidade da mesma.
hora de assegurar que esse registro não 0 cérebro não tem o vício humano de
se perca nos pelos menos 10 bilhões “guardar” o que não será usado.
de neurônios ativos. A manutenção é Paraainformaçãonão seperderou apagar
a perenização do registro (p.ex.: não é preciso que ela seja b em fixada.
sendo feita outra "gravação” sobre ele). A b oa fixação é aqu ela feita com a
0 cérebro raramente mantém guardada utilização das técnicas, especialmente
informação considerada inútil. a de associação das informações na
rede neural.

RECUPERAÇÃO Recuperar significa localizar e resgatar Para recuperar é preciso saber métodos
a informação gu ardada e mantida para "a rm azen ar” a informação de
no cérebro. Quem leva 2 horas para modo adequado. Ê como se deixássemos
se lem b ra r de algo qu e precis a é nossas "gavetas” ou “arquivos” cerebrais
uma pessoa qu e sou b e gu ardar e bem arrumados.
manter mas que não sabe recuperar ã Mais uma vez precisaremos utilizar a
informação que já está no cérebro. O associação, a etiquetação, processos
“branco" ná prova é um problema de mnemônicos, etc.
recuperação da informação. A principal técnica aqui é a prática, o
treino, a execução.

TRANSMISSÃO È a capacidade humana de repassar Aprenda a redigir e a falar com fluência.


para terceiros (de forma escrita ou oral) Aprenda autilizar a linguagem humana,
o conteúdo memorizado, ainformação inclusive a não-verbal.
que foi guardada e recuperada.

Talvez você esteja achando tudo isso complicado, mas não é. Entendendo o processo da memória e com
concentração, atenção, interesse e vontade, ela funcionará cada vez melhor.

156 C A P Í T U L O 7

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4
A IM P O R T Â N C IA D A
C A P A C ID A D E D E C O M U N IC A Ç Ã O

C o m o dissemos, é n eces s ário u m b om prep a ro pa ra se comu nicar, p or escrito e


verb a lm en te. U m a coisa é deter o con h ecim en to da ma téria, ou tra - b em diferen te - é sab er
transportar esse con h ecim en to pa ra o p a p el ou para o discu rso. U m su rdo- m u do qu e tenha
assistido a u m fa to p od erá lem b ra r- s e d ele p erfeita m en te e m es m o assim n ão logra r êxito
ém atu ar com o testem u nh a.

Im a gin em dois candidatos. "A” es tu dou mu ito, a pren deu e m em orizou tu do, mas
n ã o sa b e red igir e n em fa la r b em , a o pa ss o qu e “B ” n ã o estu dou ta nto e sa b e apen as
m ed ia n a m en te a matéria- “B ”, contu do, tem prática d e reda çã o e d om in a as técnicas básicas
da oratória. P or sa b er com u n ica r- se melh or, a ten d ên cia é qu e a n ota d e “B ” seja su perior
à d e "A".

j#Trein e su a capacidade d e transmissão d e idéias. N ã o adianta ter u ma U sina de Itaipu de


conhecimentos, e u m fio de m eio milím etro para transmitir essa energia. Sab er mem oriza r e não
sa b er tra nsmitir é nadar, n ad ar e m orrer n a praia. V ocê precis a d e amb os.

A qu i, va le a p reocu p a çã o com a
leitu ra , a red a çã o e a ora tória . Q u em
lê m elh or, m e lh o r s e com u n ica . O
con h ecim en to d a lín gu a p ortu gu es a
e a ca p a cid a d e d e exp res s ã o es crita
s ã o in d is p en s á veis . A b o a ora tória ,
d ep en d en d o d o con cu rs o, ta m b ém
s erá im p o r ta n te. E s tes três tem a s
s er ã o o b je to d e n os s a a te n ç ã o à
fren te. O C19 a 22, p. 413-506.

5
M E M Ó R IA D E C U R T ÍS S IM O ,
C U R TO E LO N G O PR AZO S

V o c ê já estu dou com o u m lou co para u m a p rova e u m dia d ep ois d e fa zê- la n ã o se


lem b ra va d e mais nada?

O m otivo d o “sim” é p orqu e vo cê u sou a m em ória d e cu rto p ra zo (ou d e cu rto ciclo).


Essa m od a lid a d e d e m em ória é aqu ela qu e se u sa pa ra d ecora r u m n ú m ero de telefon e, p or
exem plo. C om o o céreb ro fa z u m ciclo cu rto, a ten dên cia é a rá pida perd a da in form a çã o
ou da ca p a cid a d e d e recordação.

W I L L I A M D O U G L A S 157

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A m em ória d e lon go p ra zo (ou d e ciclo lon go), ao contrário, é a qu ela qu e p erm ite
s a tis fa tórios a rm a zen a m en to e recu p era çã o d a in form a çã o. V eja - s e q u e as du a s sã o
im p orta n tes e necessárias. Im a gin e se você lem b ra ss e d e tod os os n ú m eros d e telefon e
qu e j á lid ou n a vida : 95% d eles n ã o são mais ú teis. Ass im, o céreb ro está p rep a ra d o para ser
eficiente. Só falta vo cê s a b er p rogra m á - lo d izen d o o qu e é e o qu e n ã o é im p orta n te.

A m em ória d e cu rtíss im o p ra zo é a qu ela qu e du ra apenas algu ns segu nd os ou , n o


má xim o, minu tos.

Rep is a nd o:

M em ória d e cu rtís s im o p ra zo (M C C P ). É a qu ela qu e du ra a pen as algu ns segu ndos


ou o tem p o d e a tiva çã o constante. É a qu e n ós u samos qu a n do con ta m os p a p el- m oed a .
C om o o céreb ro só registra o ú ltim o n ú m ero, é fá cil “p erd er a conta", p or exem p lo, qu an d o
algu ém d iz ou tros n ú m eros n a m es m a hora.

M em ória d e cu rto p ra zo (M C P ). É a m em ória recen te (dias ou hora s ). A q u i o da d o


desap arece ra pidam en te, p orq u e o céreb ro con s idera tais d a dos com o n ã o- m ereced ores
d e a rm azen a m en to. Para evita r o es qu ecim en to é p recis o u m a a tiva çã o cons tan te, através
da rep etiçã o do da d o (ex.: fica r rep etin d o u m n ú m ero a té d is cá - lo ou a n otá - lo).

As in form a ções p oss u em pou ca m ob iliza çã o a fetiva (m otiva çã o) e são mais ou m en os


desestru tu radas (n ão são esqu em atiza das , n ã o p os s u em lógica n em con exã o). A du raçã o
d ep en d e d e algu ns fatores, mas n ão exced e o p eríod o d e 24 a 48 horas.

C om o se sabe, u m n eu rôn io é u m cen tro d e recepçã o e transmissão de in forma ções. Ê


com o se na M C P os n eu rônios fizess em u m loop com a in form a çã o e esta se perdesse qu an do
o loop parasse. O d a d o só se m a n tém en qu a n to a in form a çã o está “gira n d o”. Se fo r cria d o
u m circu ito com cen ten as d e n eu rôn ios, a pos s ib ilid a d e d e p erd a será m en or, assim corn o
será mais fá cil "acha r" a m a téria n o m om en to da recu pera çã o. Se is to fo r feito, estaremos
já lid a n d o com a m em ória d e lon go prazo.

M em ória d e lon g o p ra zo (M L P ). É a m em ória remota, qu e p od e du rar anos. A m em ória


d e lon go pra zo trab alha com in form a ções estru turadas. H á u m a con exã o lógica : as leis de
tal processo, a liga çã o a fetiva d a pes s oa com o tema, etc.

N a M L P h á m a ior a tivid a d e eletroqu ím ica e in tera çã o en tre u m n ú m ero m a ior de


célu las (n eu rôn ios ). A recu p era çã o é fa cilita d a e as in form a ções p od em retorn a r ma is
processadas. Q u a nto mais in form a çã o inter- relacion ada, m a ior a ca pa cid a de d o céreb ro
n ão só d e arm azen a r as in form a ções , m as d e criar.

A m a ioria dos au tores distin gu e apenas du as m emória s: a d e cu rto p ra zo (a té 24 ou 48


horas) e a de lon go p ra zo (a cim a desse p eríod o). C on s id era m os m a is correta a clas sifica ção
tripartite, referid a p or A n g elo M a ch a d o { N euroanatom ia fu n cio n a l p. 283).

^ Se você estuda para as provas apenas na véspera, subHminarmente vem “ensinando” seu cérebro
a usar apénas a memória de curto prazo. Para melhorar sua memória discipline-se para estudar com
mais antecedência e, na véspera, fazer a revisão da matéria.

Em concursos, pelo volume de matéria, recomenda-se não estudar na véspera. A revisão final deve
começar trinta a sessenta dias antes da prova.

158 C A P Í T U L O 7

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6
CO M O GUARDAR UMA
IN F O R M A Ç Ã O P O R L O N G O P R A Z O ?

A u tiliza çã o d e u m a ou ou tra form a d e m em ória , p or in crível qu e pareça, d ep en d e


exclu sivam en te d e nossa von ta de.

Q u ando a in form a çã o entra n o céreb ro, ele cla ssifica a "mercadoria”, en via n d o- a para
u ma ou ou tra "caixa” ou "gaveta”. Se n ad a fizerm os, o céreb ro irá usar u ma ou ou tra m em ória
aleatória e em ocion a lm en te (u mas vezes você gu ardará e outras não). N o registro em ocion a l
a con tece o segu inte: se é a lgo qu e vo cê n ã o gos ta ou n ão dá im p ortâ n cia , seu céreb ro
registrará a in form a çã o com o d es ca rtá vel e n ã o a gu ardará. Isso é o qu e prova velm en te
a con teceu com seu estu do sob re a Ta b ela Periód ica dos E lementos, em Q u ímica . Se você
ach a o assu nto im porta n te, com o o telefon e da qu ele lin d o ra pa z ou garota, seu céreb ro vai
m a n d a r o assu nto p a ra a m em ória d e ciclo longo.

A s in form a ções p od em m u d a r d e '‘caixa” m ed ia n te p rogra m a çã o. P or exem p lo,


qu a n d o m u d a o telefon e d e sua casa ou trabalho, você “in form a " ao céreb ro qu e n ã o va i
mais precisar d ele e, a u tom a tica m ente, essa in form a çã o p od erá ser “es qu ecida ”, isto é, não
mais gu ard ada p eren em en te.

A o in vés d e deixar a es colh a p a ra seu céreb ro, decida cons cien tem en te o qu e você
preten d e lem b ra r n o fu turo. S empre qu e estiver estu dando, progra m e sua m em ória dizen do
para si p róp rio e pa ra seu céreb ro qu e a qu ele assu nto é im porta n te e qu e você preten d e
a prend ê- lo para o resto da vida.

O u tro cu idado é dar melhores condições para o céreb ro fazer seu trabalho, como, por
exemplo, estudar com atenção, fa zer a leitura d e m od o adequ ado O C19, p. 413), estu dar
fa zen d o a ss ocia ções e relações, fa zer resu mos e revê- los period ica m en te, con trib u in do
p a ra en frenta r o efeito da cu rva d o es qu ecim en to ( 0 113.2, a segu ir).

“ Meu lar é sempre onde estou,


meu lar está na minha mente,
meu íar são meus pensamentos,
meu íar é pensar as coisas que eu penso.
Esse é meu Iar.
Meu lar não é um lugar material por a í ...

meu lar está na minha mente."


B ab M ariey

W I U I A M D O U G L A S 159

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7
T É C N IC A S D E M E M O R IZ A Ç Ã O

P a s s a rem os a m en cion a r as vá ria s técn ica s pa ra m em oriza çã o:

OS 5 MÉT ODOS PRINCIPAIS


fi» E s tab elecerrelações e associações.4L Processos m nem ônicos .

1L Id e n tifica r a:aplicação.§ » E tiqu e ta çã o m e n ta l

cl. E xecução.

O u t r o s m é t o d o s d e o t im iz a ç ã o d a m e m ó r i A
t . U tiliza çã o d e im agens m entais.

ü. ícones .

^ Revisões e a C urv a d o es quecim ento.

T é c n ic a s d e e s t u d o f a v o r á v e is à m e m o r iz a ç ã o

L e itu ra e re le itu ra . d. Q ues tion ários e debates.

M arcações . U tiliz a n d o os dem ais sentid os.

R ecitação. A tiv id a d e fís ica e m e m oriza çã o.

Resum os ou esquemas. 1. U tiliz a çã o d e “v iagens m entais*.

G ráficos e árvores. tM . R ecordação através d o “fio da m eada”

8
O 19 M E T O D O : R E L A Ç Õ E S E A S S O C 1 A Ç O E S

N ã o há nada m elh or para a m em oriza çã o d o qu e o es ta b elecim en to d e relações e


associações. Rela cion e tu do o qu e você ap rend er com con h ecim en tos já con s olid a dos em
sua m en te e a m a téria entre si.

U m a das form a s p a ra m em oriza r é, ao in vés d e fa zer


u m a lista linha a linha, fa zer u m a teia ou á rvore liga n d o as
in form a ções , s itu a n d o as m a is im p orta n tes n o cen tro e
p a rtin d o delas pa ra as. b ordas.

As p es s oa s n or m a lm en te g os ta m d e es qu em a s ,
qu a d ros s in óticos e fh ix ogra m a s p o r q u e “é m a is fá cil
aprender” N a verdade, gosta m ma is p orqu e tais form a s de
apresentação estão ma is próxim a s da form a com o o céreb ro
armazen a informa ções. P o r isso se a prende mais.

160 C A P Í T B I O 7

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Tratam os des se p on to n o yjí 14.5, a seguir, a o fa la r d e técnicas d e estu do, em qu e
d evem os fa zer resu mos em grá ficos e á rvores, o qu e ta m b ém é m en cion a d o n o O CIO,
16.4, p. 236.

A seguir, fa rem os u ma a nota çã o em form a d e á rvore m en ta l (ou , para outros, m a pa


mental, m in d m ap). O u tra form a é a qu e u tiliza m os ao fin a l d o Capítu lo. C omp are- a s e veja
com o você se en qu a dra melhor. É possível, ainda, cria r novas form as de anotação.

Rep are qu e a pa la vra “m em o” está u sada com o ícon e qu e serve pa ra su bstituir tanto
o term o “m em ória ” qu a n to “m em oriza çã o”

"Uma das formas pm memorizar é, ao invés de fazer uma lista linha a


linha, fazer uma teia ou árvore ligando as informações."

W I L L I A M D O U G L A S 161

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A técn ica das rela ções e associa ções tem forte liga çã o com o ch a m a do “S istema Elo
d e Liga çã o”, qu e fu n cion a através da cria ção de, com o o n om e diz, u m elo en tre os vá rios
itens ou assu ntos qu e se qu er recorda r n o fu tu ro.

S ob re esse s is tem a já dis correu o Profes s or Rica rd o S oares (1997), n os segu intes
term os: “ O Sistema E lo consiste na associação de im agens m entais onde lançarem os m ão da
m em ória v is ual para a cons trução de um a tela m ental, que é um poderoso recurso para fa ze r
o registro de inform ações. Os elos devem serform ad os se associando um ite m após o ou tro
onde é preciso usar um pou co de criativ id ad e para fo rm a r imagens em sua m ente e, para isso,
procure em pregar um a ou m ais regras na sua criação, onde a m otiv ação para a recordação
con trib u irá para o d om ín io da técnica. O qu e desejamos m em oriza r v ai depender tam b ém
de atitudes básicas para um resultado eficiente: C oncentração, A tenção eO b servação.

O S istema Elo é u tilizado para m em oriza r in forma ções apresentadas em seqü ência e
cotidianamente são mu itas as coisas qu e precisam ser aprendidas ou lembradas, qu e ob ed ecem
a u ma ordem. U m discurso é u m a seqü ência d e pensamentos, u m a fórm u la é u m a seqü ência
d e componentes, u m plan o d e aula é u m a seqü ência d e assuntos a serem abordados.

U m a vez a plica do o Sistema, terem os a in form a çã o registrada n a m em ória natu ral


e p ron ta para ser evoca da .

Seguem ab aixo algum as dicas práticas para fa cilita r o seu trab alho:

• E xercite sua m e m ória fom e ce nd o novas associações e cria nd o ligações d o conhecim e nto
nov o com o qu e já está pere nizad o tia m e m ória .

• E la b ore as im agens m entais cuid ad os am ente pa ra fa c ilita r a ev ocação.

• R ea lize as anotações após a m e m oriza çã o p a ra qu e as mesmas n ã o in te rfira m n o


processo.

• V is ualize as aplicações prá tica s das técnicas apresentadas re la cion a n d o-a s com seu
d ia -a -d ia .

• E sclareça suas d úv id as de im e d iato. Q ues tione, d is cuta, p a rticip e !”

9
O 2 9 M É T O D O : ID E N T IF IC A R A A P L IC A Ç Ã O

S em p r e qu e for estudar, d iga a si p róp rio qu al é a u tilid a d e d a qu ilo q u e você va i


aprender. Se seu céreb ro sab e qu e va i u sar a lgu m a in form a çã o, ele a gu ard a m elh or. D iga
pa ra si m es m o on d e e qu a n d o preten d e u sar a qu eles con h ecim en tos .

Às vezes a ú nica u tilida de va i ser passar em u m concu rso, com o ocorreu com Física,
n o m eu ves tib u lar para D ireito. Eu estu dei Fís ica u m ano, aprend i, passei, e d ep ois só m e
preocu p ei com ela n a m esa d e sinu ca. M eu céreb ro ob ed eceu m in h a ord em : a rm a zen ou o
con h ecim en to en qu a n to eu o qu is (até o ves tib u la r).

Q u ando o professor d iz qu e tal matéria va i cair na prova e você fa z u m asterisco ou coisa


parecida n aqu ele ponto, você o m em oriza , não? O qu e a con tece nesse caso é qu e seu céreb ro
é in form a d o de qu e aqu ele item será u sa do n o fu turo. É p or isso qu e o item é m em oriza d o.

162 C A P Í T U L O 7

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O 3 a M É T O D O : E X E C U Ç Ã O E U T IL IZ A Ç Ã O

A m elh or form a d e nu n ca mais es qu ecer u m a cois a é pratícá- ia. A n d e d e b icicleta


u m m in u to e isto va lerá mais d o qu e dois anos es tu da n do teorica m en te tu do sob re “C om o
andar d e b icicleta". E lab ore u m a p etiçã o e vo cê ja m a is es qu ecerá a sua form a d e elaboração-
Isso a con tece p orqu e o fa to d e fazer, realizar, pra tica r exige p rocess a m en to menta l mais
ela b ora d o e, con s eqü en tem en te, u m m a ior n ú m ero d e relações, a lém d e u ma aplica ção
efetiva, e n ã o sim p les m en te teórica e abstrata.

U tilize isso! D e agora em diante, p rocu re execu ta r n o m u n do real o con h ecim en to


a dqu irido. Q u a nd o n ão tiver n en h u m a ou tra idéia, ao m en os fa ça u m resu mo ou u m a
reda çã o sob re o tem a ob jeto d e seu estu do.

U m a das melhores formas de “execu tar" u m conh ecim en to é ensiná- lo a algu ém. Q u em
d á au la sob re u m a m a téria ten d e a fixá- la. V ocê a pren de m elh or e aju da o seu semelhante.
N ã o tem a qu e seu a lu no passe mais rá p id o qu e você: a mesqu in haria é u m in ib id or de
des em penh o, ao passo qu e a gen eros id a d e é u m defla gra d or de oportu nidades.

A s om a dos m étod os n a 1,2 e 3 é feita se o alu no adqu ire d om ín io cogn itivo. O qu e


é isso e com o fa zê- lo, O C 1 7 ,12, p. 365.

& A s s ocie s em p re o estu do teórico à prática. Pratiqu e o m á xim o possível.

" 0 que as vitórias têm de mau é que nao são definitivas.


0 que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas."
j t t s Saran ag o

11
O 4 a M É T O D O : P R O C E S S O S M N E M Ô N IC O S

Um excelen te sistema para m em oriza r d a dos im p orta n tes é o u so d e processos


m n em ôn icos . An tes d e exp lica r com o u sá-los, d iga- s e qu e o idea l é m em oriza r o essencial
(o esqu ema, a árvore, a estru tu ra) e, a pa rtir daí, fa zer u so d o raciocínio.

Este process o fu n cion a com a form u la çã o d e frases, palavras ou relações com as letras
d o d a d o a ser m em oriza d o. V eja os exem p los abaixo:

“N ã o mexe" é o p rocess o através d o qu al d ecorei a fórm u la N - m . x , em qu ímica.


H oje n em s ei para qu e serve, mas o p roces s o m e p erm itiu gu ardar a in forma çã o.

“C ab lomoam efecar- d es ab exa- texa21 - E n e ja - p ra li- tra n ca r- ó- fe d e d ip e ” fo i u m a


mu siqu inha qu e fiz no qu artel, con ten do todas as peças da metralhadora .50. H oje m elem b ro

W I L L I A M D O U G L A S 163

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apen as d e qu e o “ca” é d e ca n o e “b lo", d e b loco, m as n a ép oca s erviu p a ra m e garantir u m
grau m á xim o qu e m e m a n teve com o o p rim eiro coloca d o da A rm a d e Infantaria.

“M in ha v izinha tem muitas jóia s só usa n o pescoço” p erm ite recorda r os pla netas do
sistem a solar através d a p rim eira letra d e ca d a palavra. É m a is fá cil d ecora r u m a frase d o
qu e n ove palavras. M ercú rio, Vênu s, Terra, M a rte, Júpiter, Saturno, U rano, N etu n o, Plu tão.

C O M F IF O R M O B s ig n ifica os elem en tos d o a to a d m in is tra tivo: C O M p etên cia ,


Fin a lid a de, FO Rm a, M O tivo e O B jeto.

N O N E P s ig n ifica a tos a d m in is tra tivos N o r m a tivo s , O rd in a tór ios , N eg o cia is ,


E nu nciativos e Pu nitivos.

E xtu n c é o qu e volta para trás (efeito retroa tivo) e E x n u n cé o qu e n u n ca volta (s em


efeito retroa tivo).

O u so d e rela ções com b in a d a s com p roces s os m n em ôm icos é ú til. O n ú m ero d o


celu la r d e u m a m igo era 789-4789. Foi fá cil m em oriza r, p ois o n 2 era 789 + 4 (qu e é o 4a
n ú m ero) + 789 d e novo. D ep ois o n ú m ero m u dou , mas a té en tã o era fá cil lem b ra r dele.
Procu re sem pre algu ma relação en tre os n ú m eros ou en tre eles e su a vid a ou a da pessoa.
E xem plo: p a rte d o n ú m ero d o telefon e d e u m a a m iga é 7273. E la n asceu em ju lh o d e 73.
Logo, foi "feita ” em 72 e nas ceu em 73. Está decora d o o 7273.0 qu e sob ra r d e algarismos
d eve ser ob jeto d e mais rela ções ou , se n ã o as encontrar, será m a is fá cil d ecora r 2 ou 3
n ú m eros d o qu e 7.

12
O 5 * M É T O D O : E T IQ U E T A Ç Ã O M E N T A L

etiqu eta çã o é u m a das técnica s pa ra a ssociar d a dos a fim d e recu perá - los mais
fa cilm en te. A m em ória “arqu iva” as in form a ções d e m od o u m ta n to qu an to s em elh a n te
aos nos sos arqu ivos d e m eta l ou noss o com p u ta d or pessoal. Im a gin e a m em ória com o u m
colos sal a rqu ivo com in ú meras “pastas” e "gavetas”.

Se joga rm os as in form a ções n o nos so céreb ro d e qu a lqu er maneira, nossos "arqu ivos "
se cons titu irão n u m a gra nd e b agu n ça . N a h ora d e o céreb ro recu pera r u m a in form a çã o, ou
n ão va i con s egu ir ou vai leva r mais tem p o d o qu e dis p om os.

Isto já deve ter a con tecid o com você: qu eria lemb rar- s e d e algu ma coisa (n om e d e u ma
pessoa, u m film e, u m telefon e, etc.) e não consegu iu . Algu m a s horas d ep ois a in form a çã o
veio direto para seu consciente, algu mas vezes qu an do você já não precisava mais dela. O
qu e a con tece nesses casos é qu e você m a n d a u m a ord em p a ra seu céreb ro e ele vai atender.
M es m o dep ois de você desistir, o seu céreb ro fica lã, com o u m b om em prega do, trab alhando
fren eticam en te para lh e dar a resposta. O p rob lem a é qu e mu ita s vezes se deixa a in form a çã o
tão solta, tã o m a l arqu ivada, qu e é preciso algu m tem p o pa ra o céreb ro achá-la no m eio d e
b ilh ões de neu rônios.

U m a das solu ções para esse p rob lem a é treina r o seu céreb ro a trab a lhar mais rá pid o
n a b u sca d e in form a ções .

164 C A P f T U L O 7

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O u tro recu rso qu e você p o d e u sa r é o qu e eu ch a m o d e “etiqu eta çã o m en ta l”. Tu do
o qu e você qu is er recu pera r n o fu tu ro d eve ser "a rqu iva do” em “pastas” p or assu ntos mais
ou m en os in ter- relacion a dos. M en ta lize e/ou repita para si p róp rio qu al é o assu nto de
qu e trata a in form a çã o qu e vo cê está en via n d o pa ra den tro d e sua m em ória . Reprodu za
m en ta lm en te a capa d o livro, a im p ortâ n cia d o assunto, relações, tu do o qu e pu d er servir
pa ra qu e a m a téria "entre” n o céreb ro b em en dereça da .

C om o tem p o, você verá qu e será mais fá cil recu pera r os dados. Q u ando estudo, ten ho
sem pre o cu id a d o d e fixa r b em o tem a tratado, o títu lo d o livro, o títu lo d o capítu lo, etc. A o
in icia r u m n ovo capítu lo, refa ço o trab alh o d e rep etir tu do, in clu sive passando p elo ín d ice
ou esqu em a. Isso fu n cion a pa ra fa cilita r a m on ta gem d o "qu eb ra - ca b eças ” ( õ CIO, 14.5,
p. 231) e aju da a orga n iza r os da d os d a m em ória . A p ós você trein ar o su ficiente, para fa zer
a "etiqu eta çã o” b astará a con cen tra çã o e fixa r o(s ) títu lo(s ) p or algu ns segu ndos.

13
O UTR O S M ÉTO DO S
D E O T IM IZ A Ç Ã O D A M E M Ó R IA

1 3 .1 . U T I L I Z A Ç Ã O D E I M A G E N S M E N T A I S
O u so da criatividad e e da m em ória visu al através d a ela b oração d e imagens mentais é
u m dos m eios mais eficien tes para o registro d e in forma ções. A o estu dar ou para memorizar,
u tilize imagens, film es mentais, associações, etc.: gu arde mais do qu e palavras, registre imagens
mentais associadas às palavras. V isu alize m en ta lm en te tu do o qu e qu er registrar.

E xistem técn ica s qu e a u m en ta m aind a mais o efeito das im a gen s e qu e con s ta m em


qu as e tod os os livros qu e tratam d e m em oriza çã o. Essas técnica s a p roveita m o interesse
qu e o céreb ro dem on stra p or certos deta lh es da im a gem :

1) D es p roporçã o: form e im a gen s fora d a p rop orçã o norma l. E xalte ou redu za as mesm as
torn a n do a visu a liza çã o fora dos p a drões normais. Im a gin a r du as coisas la d o a la d o e
com ta m a nh os p rop orcion a is in com u n s atiça a "cu riosida de" d o céreb ro.
2) A çã o: C om o já diss emos, as situ ações d e m ovim en to, dinâmicas, com acelera çã o ou
red u çã o (câ ma ra len ta ) são mais in teressantes para a m em oriza çã o.
3) E xa gero: au m en te a qu a n tid a de e a in ten s id a d e nas im a gen s m en ta is criadas a fim de
tom á - la s absurdas. Retem os mais fa cilm en te na m em ória o qu e é fora do com u m ou
absu rdo. Im a gin a r u m a form iga giga n te segu ran do u m a fórm u la cria mais interesse dos
registros cereb rais d o qu e a fórm u la sozinha.
4) S u b stitu ição: form e a im a gem d e u m item para su b stituir u m ou tro de d ifícil visu alização.
E xemp lo: a id éia de a m or p od e ser vis u a liza da através d a im a gem su bstituta d o coração.
"A m or” = “ v ” A qu i p od em ser u sados os ícones.

1 3 .2 . Í C O N E S
O céreb ro é ca pa z d e vincu lar u m a en orm e qu antidade d e idéias a u m ú nico sím b olo
gráfico. A taqu igrafia é u m b om exem plo disso. Aprenda a criar símb olos para as idéias e a

W I L L I A M D O U G L A S 165

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m em oriza r esses símbolos. C om o tem po, você será capaz d e fazer anotações em alta velocida de
e a resu mir os assuntos. U m m em en to ou roteiro para u m a palestra p od erá ser d e apenas u ma
folha ou ped aço de papel, ao invés d e folhas e folhas que, se forem lidas, cansarão a platéia.

N este livro já u samos alguns ícones e você viu qu e eles fa cilitam. H á u sos
simples: “n ão” = “n ” ; “sim plesmente” = “sim ples#”, “comparaçã o” = "com pa ra @ ”, etc. A id éia de
p erigo p od e ser representada p or u m a é * ou p elo s ím b olo d os piratas ( ^ ) e o fa to d e ser u m
prin cíp io ou u m a exceção p od e ser representa do p or cores ou p or ícon es ou ab reviações,

Eu repres en to “p rin cíp ios ” com as letras ‘'p cp ” qu e fa cilita m o regis tro cereb ral e
torn a m mais ráp id a a escrita, qu as e com o u m sistem a p es soa l d e taqu igrafia . S em pre qu e
es tu do u m prin cípio, m a n do o “p cp " ju n to com o texto d o p rin cíp io p a ra o céreb ro. Isso
facilita a fixação, ma n u ten çã o e evocação. Q u a nd o assisto a u m a au la com o alu no ou escrevo
u m roteiro para ministrar au la ou p roferir palestra, b a sta es crever “p cp ” q u e já pa ss ei a
m en sa gem . A o fa zer u m concu rso, des en h a r n a folh a d e qu es tões o m es m o ícon e qu e h á
na fich a pa ra revisões acessará os b a n cos d e m em ória cereb ral.

Aprofu ndand o, se você ler m eu livro d e D ire ito A dminis trativ o, verá qu e vin cu lo o
princípio da su premacia do interesse pú b lico, qu e é u m dos princíp ios d e interpretação das
leis administrativas, ao Dr. Spok, d o seriado "Jornada nas Estrelas”.Através d e relações, ta m b ém
teremos o seu limite, ou seja, o “Dr. Spok” lem b ra o “pcp” e su a limitação. O qu e a contece aqui?
Através de u m ícon e (“Dr. Spok”) e de relações, é im poss ível eu esqu ecer este "pcp” essencial.
A o escrever “Dr. Spok", ou seja, em 7 símb olos, ou até 4 (“S pok"), vincu la- se cereb ralmente u m a
en orm e qu antidade de informações, qu e são fa cilm ente recu peráveis a partir d o ícone.

SPOK «=> Supremacia do interesse público sobre o interesse privado

INFO RM AÇÕES CONECTADAS E


RECUPERÁVEIS ATRAVÉS DO ÍCONE
^ relação d e coordenação
que se aplica a to d o o
(a s partes tê m dire ito s iguais)
D ireito A dm inistrativo
D esigualdade ju ríd ica
entre A d m inistração e
A d m in istra d o *
expressa relação d e
É um d os 3 princípios subordinação (um a das
de interpretação partes tem prioridade)
d as leis adm inistrativas
Suprem acia d o interesse
público sobre o particular*

Exceção/Lim ite:
Filme (“À Procura de SPOK")
“O interesse de um às vezes
supera o interesse de m uitos” A interpretação tende para
a Adm inistração, ape n a s não
o fazendo quando vio la r a
Constituição ou a s leis
D ireitos e garantias
individuais A le i é o iim ite
d o pcp S pok

Obs.: S ob re a evolu çã o dos prin cíp ios e a n ova vis ã o d o D ireito A dm in is tra tivo: O C18,
111, p. 410.

166 C A P Í T U L O 7

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Q b s e r v a ç q e S

ü Para proferir uma palestra eu posso colocar estes dados em linha, na ordem de exposição.

0® Como se vê, um único ícone acessa todas estas informações. Ele agiliza resumos, revisões,
etc.

13.3. R E V I S Õ E S E A C UR V A DO E S Q UE C I M E N T O
A pa rtir d o a pren d iza d o e en qu a n to a fixa çã o n ã o ch ega a u m n ível m ín im o, o passar
d o tem p o resu lta em perda dos da dos gra va dos na m em ória . Im a gin e o qu e a con tece com
a n ota ções tênu es a lá pis ou co m algu ma s folh a s d e fax. O tem p o va i deixa nd o os registros
m a is claros, mais claros a té se perderem .

U m b om registro d e m em ória , qu e em regra en volve a prática, fu n cion a com o escrever


u m da do d e m od o firm e e com ca n eta es ferográfica : tom a - s e in d elével, ou seja, n ão apaga
mais. Isso n ã o é d ifícil d es d e qu e se saib a fazer. Ass im com o se d iz qu e “andar de b icicleta
a gente nunca esquece?’, u m estu do b em - feito e com u m n ú m ero de repetições e prática
su ficientes resu lta em con h ecim en to “que a gente nunca mais esquece” ou , qu an d o mu ito,
b asta fa zer u m a revis ão “que vem tudo à cabeça

# Pa ra n ã o se es qu ecer nu n ca m a is a lgu m a coisa, é precis o dar im p ortâ n cia a eía,


m a n dá - la pa ra a m em ória d e lon go prazo, fa zer associa ções e relações, rep eti- lá u m certo
n ú m ero d e vezes a té fixá~la b em e, p or fim , u tiliza rm os a in form a çã o period ica m en te.
P od e p a recer qu e é mu ita cois a pa ra se con s egu ir o ob jetivo, mas é fá cil e com u m p ou co
d e prática vo cê irá acostu ma r- se a fa zer esse process o de m od o b em su cedido.

A m elh or form a de lida r com a cu rva d o es qu ecim en to e da recorda çã o é estudar


u tiliza n d o as técn ica s e fa zer revis ões p eriód ica s da m a téria . Ten te r ever a m a téria
sem a na lm ente ou , p elo menos, u ma vez p or mês.

Q u a nd o a m a téria é m u ito extensa, com várias disciplinas ou coisa assim, a solu çã o é


fa zerb on s resu mos analíticos, ou seja, qu e p erm ita m u ma b oa revisão nos pon tos essenciais
(o qu e in clu i os p rin cíp ios gerais, os p on tos cru ciais, as exceções mais im p orta n tes e, se
possível, exem p los e/ou m od elos ).

P Fa zer revisões sem ana is oü mens a is até passar no concu rs o p od e p a recer qu e


va i dar mais trabalho, e va i m esm o. M a s é m elh or ter mais 20% d e trab alh o e mais 95%
d e ren d im en to d o qu e “econ om iza r" tem p o d e revisão e perder aprendiza do. O qu e você
diria d e qu em a d icion a u m p ou co d e águ a ju n to à gas olin a do carro “para econom izar uns
trocados ”? Q u er fazer, fa ça b em - feito.

Procu re p eriod ica m en te u tiliza r a in form a çã o a ser peren iza da , fa zen d o u m a


revisão e em segu id a u m a redação, etc. N ã o econ om ize qu alid ad e n o estu do p orqu e "que m
fa z m alfe ito fa z duas vezes”. Faça des d e logo tod o esse processo d e a pren diza d o d e u ma
form a produ tiva.

"Quer fazer, faça bem-feito."

W I L L I A M D O U G L A S 167

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CUR VA DO ESQUECI M ENT O E DA R ECOR DA ÇÃ O

1- l 2 es tu d o d a m a téria . A q u i se con s id era q u e a p es s oa a a p ren d eu


razoavelmente.
2- Períod o em qu e a m a téria p erm a n ece viva n a m em ória .
3- Períod o em que, em fa ce d o tem p o decorrido, a pes soa com eça a es qu ecer
o qu e estu dou .
4- Revisão p eriód ica da matéria.
5- M om en to em qu e, a pós determ in a d o n ú m ero d e revis ões, a p es s oa não
es qu ece mais a matéria.

O b s e r v a ç õ e S

a) A cada revisão, a m a téria fica mais tem p o gu a rd ad a n a m em ória , tom a n d o- s e m en or


a perd a /esqu ecim en to.
b ) A cada revisão a u m en ta o n ível d e com p reen s ã o e d om ín io da matéria.
c) Q u a nto m a is a pes s oa execu ta (pratica, exercita ) a matéria, m a is rá pid a é a fixa çã o e
m em oriza çã o in delével.
“Estudar e não rever não é estudar para valer.

Estudar e rever é estudar para vencer."

"Quem faz malfeito faz duas vezes.1'

168 C A P Í T U L O 7

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14
T É C N IC A S D E E S T U D O F A V O R Á V E IS À M E M O R IZ A Ç Ã O

JU en tre as várias técn ica s d e estu do, algu mas fa cilita m a m em oriza çã o. O b serve
qu e a m em oriza çã o n ã o d eve ser u m ob jetivo em si m es m a m as u m a con s eqü ên cia do
a p ren diza do sólido. O * C19, p. 413 a p rofu n da tem a s a qu i ab ordados.

1 4 .1 . L E I T U R A E R E L E i T U R A
Faça u m a pré- leitu ra (ín dice, tóp icos e id éia s p rin cip ais ), leia o texto com ca lm a e
d ep ois o releia, b u sca n do d a r m a ior a ten çã o aos p on tos mais relevantes.

1 4 .2 . M A R C A Ç Õ E S
N ã o se avexe em su blinhar, marcar, a nota r dú vidas, realçar idéias principais , etc. H á
qu em u tilize até hidrocores diferentes. Ó b vio, qu an do n ão se tratar d e livro d e u m a b ib lioteca
ou em pres ta d o p or a lgu m a m igo. As m a rca ções fa cilita m a m em ória e a fixação.

1 4 .3 . R E C I T A Ç Ã O
C on sis te em repetir a ma téria, o texto ou seu resu m o a pós a leitu ra. Ta m b ém são
vá lid os o "d a r au la” para si p róp rio e o fa zer pergu n tas a si p róp rio em voz alta. O qu e você
n ã o sou b er explica r ou responder, d eve ser ob jeto d e revisão.

1 4 .4 . R E S U M O S O U E S Q U E M A S
Tom e a ponta m en tos , em fich as ou n o comp u ta dor. A p ós estu dar u m livro, reveja os
tóp icos prin cip ais u tiliza n do as fichas. D ê au la p a ra a lgu ém u sand o as fichas e, se precisar,
recorra a o livro. P eça a u m a m igo p a ra ou vir você e ten tar rep etir o con teú d o da fich a ou, ao
m en os , explica r o tem a a pós seu a m igo ler cada tóp ico. Se cada colega d e estu do resu mir
u m livro, o en con tro d e revisã o será proveitoso.

1 4 .5 . G R Á F I C O S E Á R V O R E S
S ervem para fa zer recordaçã o a m éd io e lon go prazos. O grá fico p od e ser mais simples,
com o u m m em en to, ou m a is ela b ora do, em form a d e árvore. Ta m b ém p od em ser u tilizadas
figu ras e flu xogramas, des d e qu e se in sira m as in form a ções básicas pa ra qu e se fa ça a
recorda çã o n o m om en to d a revisão. Algu n s ch a m a m o grá fico em á rvore d e sin tegrama
analítico. O CIO, 16.4, p. 236.

1 4 .6 . Q U E S T I O N Á R I O S E D E B A T E S
U m gru po d e a migos ta m b ém p od e divid ir a tarefa d e preparar qu estionários. O colega
1 lê o livro A e prepa ra u m qu es tion á rio sob re o livro B; o colega 2 lê o livro B e prep a ra u m
qu es tion á rio sob re o livro A. A m b os p rep a ra m u m a au la sob re o livro qu e leram. N a reu nião,
a pós as du as aulas, passam pa ra os qu estioná rios. Este sistema p od e ser u sado com dois ou
ma is colega s e servir tanto pa ra ap rofu n da r n u m a m esm a m a téria ou cada colega p od e ficar

W I L L I A M D O U G L A S 169

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com a “au la” de u m a dis ciplina. Os deb ates, es tim u la d os p elos qu es tion á rios e prob lem a s
prop ostos, cons titu em excelen te in s tru m en to d e a prend iza do.

U m sistema m a is sim ples é o colega 1 ler, prep a ra r a aula e fa zer o qu es tion á rio d o
livro A. A í ele ministra a aula e en trega o qu es tion á rio pa ra o colega 2. O colega 2 terá feito
0 m es m o com o livro B.

1 4 .7 . U T I L I Z A N D O O S D E M A I S S E N T I D O S
V ocê já ou viu a m ú sica d a qu ele n a m ora d o ou nam ora da... a qu ela qu e b asta ou vir e
você lem b ra da pessoa? V ocê já sen tiu a lgu m gos to n a b oca qu e lh e trou xe à m em ória algo
en terrad o n o passado? Ou , ainda, a lgu m cheiro? C erta m en te qu e sim. feto p orqu e n ã o é
a penas a visão qu e recu p era a m em ória : tod os os sen tid os p od em fa zê- lo. Se você tem o
costu m e d e usar a lgu m p erfu m e ou d e m a stigar u m d eterm in a d o tip o d e b a la ou ch iclete,
exp erim en te fa zê- lo en qu a n to estu da e ta m b ém n o d ia da prova.

Já ou vi com en tá rios d e qu e m a scar ch iclete n a au la d im in u i o a p ren diza do. N ã o


con h eço estu dos a respeito. C reio qu e isso só a con tecerá se a pes soa fica r foca d a n a mas-
tiga çã o e n ão na aula.

1 4 .8 . A T I V I D A D E F Í S I C A E M E M O R I Z A Ç Ã O
Q u an do a pess oa realiza algu m a a tivid a d e fís ica rela cion a da com o estu do (lecionar,
fa zer resu mo, copiar, repetir em vo z a lta ), ela n ecess ariam en te u tiliza rá u m m a ior n ú m ero d e
fu nções cerebrais, ativando u ma qu an tida de m a ior d e neu rônios. Isso facilita a m emorizaçã o.
A lém d o que, com o já dissemos, m es m o qu e a a tivid a d e fís ica não seja d ireta m en te liga da
à matéria, ela p od e aju dar evita n d o a perd a d e concen tração.

1 4 .9 . U T I L I Z A Ç Ã O D E « V I A G E N S M E N T A I S ”
A u tiliza çã o d e im a gen s m enta is , p rin cip a lm en te n a form a d e vis u a liza çã o com
m ovim en to (com o se fos s e u m film e), ta m b ém p o d e ser m u ito ú til p a ra se rea liza r a
record a çã o e ã con s eqü en te recu p era çã o d e da d os m em oriza d os . U m exem p lo diss o é o
u so da técn ica V M R, a b ord a d a n o v j C 1 3 ,15.5, p. 303.

1 4 . 1 O. R ECOR DA ÇÃ O A T R A V ÉS DO «F IO DA M EA DA ”
U m a ou tra form a para se record a r d a dos m em oriza d os é fa cilita r o tra b a lh o d e b u sca
do céreb ro, com o se você segu isse o “fio da m ea d a ” d o assu nto. O C 1 3 ,15.7.4, p. 307.

14.11. M OVIM ENT OS DOS O L H O S E M EM ÓR IA


Os. olhos p oss u em liga çã o ín tim a com o céreb ro, s en d o qu e seu s m ovim en tos p er­
m item des cob rir m u ito a res p eito d a pessoa. U m a das va n ta gen s dessa liga çã o é qu e o
céreb ro p od e ser a tiva do com o m ovim en to dos olhos.

Q u ando esta m os d ep rim id os , n ossos olh os ten d em a m ira r pa ra b a ixo. O lh e p a ra


fren te e você va i melhorar. S pritzer <1993, p. 108) narra qu e u m C W - C en tro d e V a loriza çã o
d a V id a nos E U A cons egu iu a u m en ta r o ín d ice d e a b orta m en to d e s u icíd ios d e 75% pa ra

170 C A P Í T U L O 7

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95% apenas com os atend entes p ed in d o pa ra a p es soa olh a r para o alto. E pross egu e m en ­
cion a n d o qu e qu a n do se p ega u ma cria n ça ch ora n do e se fala para eia “O lha a estrelinha,
o balão, a luz no te to”, fa z- s e com qu e ela acesse sen sa ções cereb rais mais agradáveis.

O u tro b en efício é o da recu pera çã o da m em ória . V ocê já reparou qu e qu an do algu ém


qu er lem b ra r algu m a cois a olha pa ra o alto? Faça isso. Q u ando qu iser lem b ra r- s e d e algu ma
coisa, relaxe, fech e os olh os e “olh e" p a ra o alto. Isso fa cilita as coisas. O fecha r os olhos é
apenas para qu e os ou tros n ã o fiq u em a com pa n h a n do noss a atividade.

15
T É C N IC A D O S IS T E M A F O N É T IC O

E s te s is tem a d e m em oriza çã o é m u ito citado em obras qu e tratam da m em oriza çã o,


ten d o s id o in icia lm en te d es en volvid o p or Rich ard Grey, em 1730, a partir de u m prim eiro
estu do feito p or Stanislau ns M in k Von W enns sh ein , em 1648. O sistema, cons id era do u m
dos mais ela b orados, tra b alha com u m a lfa b eto fon ético e associações. Eu n ão ch egu ei a
u tilizá- lo mas cito a técn ica com o form a de en riqu ecer este trabalho. Em resu mo, este sistema
fu n cion a com o u m “b loco d e a n ota ções ” mentais , on d e você an ota e d ep ois apaga. Para
m atérias ou assu ntos cu ja fixa çã o exige lon g o prazo, o m elh or é u sar ou tros sistemas e não
o seu “b loco d e anotações". C ontu do, repis o qu e cada pes soa d eve d ecid ir qu al o sistema
ou sistemas d e es tu do e m em oriza çã o qu e prefere u tilizar. Se qu iser sa b er mais sob re esse
sistema, acesse nossas págin as [w w w .ca m p u s .com .b r ou w w w .w illia m d ou gla s .com .b r).

16
CO NCLUSÃO

A m e m ó r ia é u m p o d e r o s o in stru m en to d e tra b alho des de qu e b em u tilizada. O u s o


cons ta n te das técnica s irá com p rova r qu e elas se a p erfeiçoa m tanto qu an to se u tilizam.
N ã o d es a n im e nas p rim eira s tentativas, p ois é natu ral algu ma d ificu ld a d e inicial. Cu rta o
a p ren diza do d e com o u sar a m em ória com o se fosse u m a b rincadeira, u m desafio, u m jogo
proveitos o e instigante. C on sidere- se u m p rivilegia d o p or ter u m céreb ro e u m a m em ória
tã o espetacu lares, qu e só d ep en d em d e ativação e u so racional.

W I L L I A M D O U G L A S 171

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AO TERMINAR A LEITU RA DESTE CAPÍTU LO, SERÁ PRODU TIVO
TOMAR ALGU MAS DECISÕES/INICIATIVAS:
1. Atente para as 5 fases do processo de memorização (captação, fixação, manutenção, recuperação
e transmissão) e para os meios de aumentar seu rendimento.
2. Comece conscientemente a escolher quando quer utilizar a memória de longo prazo.
3. Treine os 5 principais métodos de memorização e o uso de ícones.
4. Passe a fazer resumos da matéria e revisões periódicas.
5. Experimente as diversas técnicas de estudo favoráveis à memorização para descobrir quais as
que mais lhe agradam.

172 C A P Í T U L O 7

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Sistema límbico
+ emoções

: Técnicas d e estudo '


:favoráveis à m emorização

Retações e Associações
OUTROS MÉTODOS — ► Leitura/Reteítura

' Id entificara aplicação


— ► M arcações

■ Execução im agens m entais ..... ► Recitação

■ Processos mnemônicos ■ ícones — ► Resumos ou esquemas

►Etiquetação Revisões x Curva do conhecimento


Gráficos/árvores

► Questionamento/debates

► Dem ais sentidos

— * ► Atividade física

— * Viagens mentais (VM R )

‘ Fio da m eada*

► M ovimento dos olhos

W I L L I A M D O U G L A S 173

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"Cada pessoa deve decidir qual o
sistema ou sistemas de estudo e
memorização que prefere utilizar."

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T FM
I V J LPO
; JL X jX V /

F IT ? T7 C T l T r i O
U J C x U J L H J

Q u a ntas h ora s se d eve es tu da r p o r d ia e p o r s em a n a

A fórra u la p a ra ca lcu la r o Tem p o Rea l d e E stu do (TRE )

C om o com b a ter a fa lta d e tem p o e cria r m a is tem p o p a ra es tu da r

C om o p la n eja r, orga n iza r e a d m in is tra r seu tem p o e seu h orá rio d e es tu do

C om o lid a r com a "d im en s ã o tem p o”

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T E M P O DE E S T UD O

1
A D M IN IS T R A Ç Ã O D O T E M P O E T E M P O D E E S T U D O :
IN D IV ID U A L IZ A Ç Ã O E Q U A L ID A D E

"Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira


que alcancemos corações sábios/1
Saímo 9 0 : 1 2

d rain is tra çã o d o tem p o. O tem p o d e es tu d o n ã o é u raa p a rte isola da d e nossa


|vida, mas u m a pa rcela d o tem p o em In tera çã o com as d em a is atividades.
3ara se ter u m b om h orá rio d e es tu do é p recis o h a rm on iza çã o, p ois n in gu ém
apen as estu dar. É p recis o cu id a r d a a d m in is tra çã o d o tem p o, qu e
itores, entre os qu ais relu zem a res p on s a b ilid a d e com nossos ob jetivos e a
|a adaptar o qu e fo r pos s ível e pa ra se a d a p ta r às circu nstâncias.

i do temp o abrange o tem p o de ca da u m a d e nossas diversas a


algo tã o grave e sério qu e às vezes nos causa certa angústia. A Bíblia, em mu itas passagens, fala
a respeito da administração do tempo. Em Efésios 5:16 fala em agir “remindo o tempo, porque
os dias são maus”, sendo qu e u m a tradu ção mais recente u tiliza os termos " usando b em cada
oportunidade " Remir, com o se sabe, significa salvar, resgatar, adqu irir d e novo. Essa preocu pação
com o tem p o excede em mu ito a preocu p açã o com a data da prova. Ela se liga à fu gacidade da
vida, ao seu caráter transitório e efêmero. Isso foi retratado p or Tia go (Cap. 4, vers. 14} a o dizer:
“Q ueéa vossa vida? Sois, apenas, como uma neb linaqueapareceporum instante e b g o se dissipa”
ao passo qu e o Salmista disse qu e “tudo passa rapidamente, e nós voamos” ( Salmo 90:10).

Se admin istrar o tem p o é a lgo assim tã o va lioso, é ób vio qu e a d m in is tra r o noss o


tem p o d e estu do ta m b ém o é. Seja p orqu e o es tu do aju da a ven cer em n os s a cu rta vida , seja
p orqu e nos so tem p o é lim ita d o e, porta nto, d evem os s a b er d ivid i- lo h a rm on ios a m en te.

Procu ra n d o o idea l. A id éia n orma l d e qu em está estu dando é a d e sab er qu al o nú m ero


idea l d e horas de estu do para se alcançar sucesso. É p or essa razão qu e u ma das pergu ntas qu e
mais ou ço é:

"Q u a n t a s h o r a s v o c ê e s t u d a v a p o r d ia ?”

Já ocorreu d e u m alu no m e pergu n ta r qu antas horas eu estu dava, p ois ele, já qu e n ã o


era tã o inteligen te qu an to eu, estu daria o d ob ro e, assim, passaria n o concu rso. O b viam ente,
disse a ele 1) qu e n ã o existe is to d e mais ou m en os in teligen te, mas s im a p es s oa u sar ou

176 CA P Í T U 1 0 8

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n ã o a in teligên cia qu e tod os tem os e 2) qu e o im p orta n te n ã o era qu antas horas eu ^ s tu d ei
mas qu antas ele p od eria estudar.

♦ E m b ora equ ivoca d o qu an to a o m étod o, repa re qu e esse alu no tinha u m ob jetivo e


estava “m atu tando”, pen sa n do em com o ch ega ria . Isso é positivo. O fato d e estar equ ivoca d o
fo i resolvido, pois, a lém d e ele esta r p rocu ra n d o solu ções, ele fez pergu ntas. E só qu em
pergu n ta (a o p rofes s or ou aos livros ) p od e ob ter respostas.

O im p orta n te é o seu h orá rio. Pergu n ta r qu antas h oras ou tra pes soa estu dava n ã o
tem u tilida de p orqu e n in gu ém tem su a vid a igu al à d e ou trem: u ns trab alham, ou tros não;
u ns vã o à igreja, ou tros não; u ns são solteiros, ou tros casados, ou tros mais ou m en os; u ns
têm filhos, ou tros não, O qu e adia nta sa b er é qu antas horas você estuda, ou , mais, qu antas
p od e estu dar p or d ia ou p or semana.

A lém d o mais, o certo é pergu ntar, primeiro, com o estu dar e, depois, qu antas horas você
p o d e a proveita r pa ra estudar. O n ú m ero id ea l d e h ora s p a ra se es tu d a r é: o m a ior n ú m ero
d e horas qu e você pu der, m a n tid a a qu a lid a d e de vid a e d o estudo. Esse é o nú mero.

Em geral, o aluno pensa que atividades essenciais significam "perder


tempo" e que "ganhar tempo" é estudar o tempo todo.
Saber estudar I muito mais do que definir horas de estudo.
E definir a qualidade do estudo e o equilíbrio adequado
entre as atividades de estudo, lazer, descanso, trabalho, etc.

Q u a n tid a d ex Q u a lid a d e d o E stu do. C om o tu do n a vida, im p orta mais a qu alid ad e do


qu e a qu an tida de. H á qu em es tu de d oze horas p or dia e seu resu ltado prático seja in ferior
ao d e ou tro q u e estu da apenas u m a h ora p o r dia. Por qu ê? Por cau sa d e in ú m eros fatores,
com o a concentração, a m etod olog ia e o a m b ien te d e estu do. M es m o assim, os estu dantes
e ca n d id a tos preocu p a m - s e apenas com "qu antas horas” ele ou o colega estu da p or dia, e
qu as e n ã o se vê a p reocu p a çã o com o “com o’* se estuda.

Q u em se p reocu p a apenas com “qu an ta s" horas se estuda, es qu ece do d es p erd ício
d e tem p o d e estu do p or cau sa d e su a b a ixa qu alida de.

C om o en s in ou D em in g (ob ra cita da ), “a prod utiv id ad e aum enta à medida que a


qualidad e m elhora”, p ois h á m en os retra b alho (fa zer d e n ovo o qu e foi m a lfeito), p ois há
m en os desperd ício.

Q u a n tid a d e x Q u a lid a d e x Q u a lid a d e + Q u a lid a d e. E m b ora a qu alid ad e seja o mais


im p orta n te, é ób vio qu e você precis a ded ica r u ma qu an tida de de tem p o para estudar. Se
p od e estu dar 2 horas p or dia, n ã o estu de apenas “u ma com qu alid ad e” e d es p erd ice a outra:
estu de as du as com qu alidade. Se João estu da u ma hora com qu alidade e José duas horas sem
qu alid ade, João estu dou mais. .
P orém , se João es tu d a u m a "Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele
h ora com q u a lid a d e e José, . , . . -«
d u a s h ora s com q u a lid a d e, V m abandancia, em abiiiulaiicia também ceifara.

José estu dou mais.

W I L L I A M D O U G L A S 177

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U m a das va nta gens d e es tu da r p a ra u m con cu rso é qu e a té passar você sacrifica u m a
cons iderá vel p a rte d o seu tem p o, mas a pós su a a p rova çã o p od e refa zer seu h orá rio d o jeito
qu e preferir. P od e a té volta r a fa zer o qu e fazia, só qu e com su a vid a p rofis s ion a l resolvida,
já cu rtin do o seu su cesso e, é claro, com m a is status e d in h eiro n o b olso.

U m a h ora d e es tu d o c o m q u a lid a d e va le m a is d o q u e 5 h ora s d e es tu d o s em


qu a lid a d e. C on tu d o, cin co h oras d e es tu d o com qu a lid a d e va lem m a is d o q u e 1 h ora d e
es tu d o com qu a lid a d e. Assim , vo cê d eve res erva r o m a ior tem p o p os s ível pa ra estu do,
a pen a s com o cu id a d o d e sep a ra r tem p o p a ra des can sar, relaxar, etc.

O resu lta do d a s om a d a q u a n tid a d e com a q u a lid a d e p od e ser expresso p elo qu e se


lê em II C oríntios 9:6: “A que le que semeia pouco, pou co tamb ém ceifará; e aquele que semeia
em ab undância, em ab undância tam b é m ce ifa rá ’*

FÓ R M U LA DO TEM PO
REAL DE ESTU D O

P a r a dem on stra r a im p ortâ n cia da qu a lid a d e e fa cilita r a o a lu n o a id en tifica çã o e


seu rea l tem p o de estu do, d es en volvi u m a fórm u la sim ples , m a s qu e in d ica se a lgu ém está
ou n ão d es perd iça nd o tem p o. Tem po, a lém d e va ler din heiro, é a lgo q u e d ep ois d e gasto
não volta mais. Eis a fórm u la :

O nde,

TR E - Tem p o Real d e E stu do


TH E - Tem p o H orá rio d e E s tu do (m ed id o em m in u tos ou horas)
NC - N ível d e C on cen tra çã o
QE - Q u a lida de d o Estudo.

Em suma, só é possível definir qu anto tem p o u ma pessoa estudou se mu ltiplicarmos o


tem po de estudo em minu tos ou horas p elo nível de concentração e p ela qu alidade do estudo.

É correto d izer qu e o N íve l d e C on cen tra çã o - N C


está con tid o n o con ju n to d e características da Q u a lida de
d e E stu do - QE. C oloqu ei o N C em sep a ra do pa ra frisar
o seu valor.

Ap liqu em os a fórm u la TH E x N C x Q E = Tem p o Real


d e Estu do em algu ns casos h ip otéticos :

"'Estudar muito' não é uma questão de número de horas,


mas de número de horas realmente aproveitadas."
178

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T HE ' NC QE TRE
A n oç ã o d e T R E é m ais im portante d o qus
T H E = 0 t e m p o n o q u a i a p e s s o a f tc o u e s ­ N C ~ At e n ç ã o d e d ic a d a p e l a p e s s o a a o Q E = R e s u i t a d o d o o o n j u n t o d e .t é c n i c a s e T R E = A q u a n tid a d e d e h oras o u m inu tos
a d e T H E . A p e r g u n t a I d e a l é : ~ Qu a n t a s
tu da nd o é m e d id o e m m inutos o u h or a s. e s t u d o . Pa r a e f e i t o d e c á l c u l o , a d m i t i r e ­ a t i t u d e s d e o t i m i za ç ã o d o e s t u d o . q u e , p o d e -s e d i ze r , a l g u é m tenh a
h oras reais e u es tou e s tu dan do ? i
m o s u m a v a r i a ç ã o d e 0 a 2 . Co n s i d e r a m o s Pa r a c á l c u l o , v a r i a d e 0 a 2 . \ re a lm e n te e s t u d a d o . Es s e va lo r é o

c o m o *1* a c o nc en tr aç ão n orn i ai , ‘ 0‘ n e ­ r esu l tado d a fó rm u la.

nhum a e T a c onc entr aç ão e xce lente.

Aluno A: “ A" possui ap e n a s u m a hora 1 h o r a : Te m p o e s t e c r o n o m e t r a d o c o m u m


0 ,5 : 0 re n d i m e n to c ai se a q u á íid a d e é 15 m i n u t o s : C o m p o u c o t e m p o d e e s t u d o
p o r d ia p a r a e s tu d a r. Ne s s e p e r ío d o , já r elógio. É o q u e c h a m o d e Ie m p o h orário” . 0 ,5 . Ex e m p í o d e c a s o s e m q u e o r e n d i m e n t o
b a i x a . Po r e xe m p l o , l e i t u r a d e f i c i e n t e , fa l t a e c om pou c a q ualidade e c o nc entr aç ão ,
c u r t o , d e i xa d e t e r a t e n ç ã o e q u a l i d a d e . c ai:p e n s a r e m ou tr a m atéria, n a n am o r a d a , n a
d e a ss oc ia ç õ e s , etc. v ê - s e q u e * A ’ p r a t i c a m e n t e n ã o .e s t u d o u .
p r ai a, n So prestar at en ç ã o {ac uidade} , etc.
( 3 0 m i n u t o s X 0 ,5 = 15 m i n u t o s )
( 1 h o r a X 0 ,5 - 3 0 m i n u t o s )

Aluno B; Em b o r a tam b é m ten h a pou c o 1 h o r a :A q u j e s t a m o s i l d a n d o a p e n a s c o m 1: Aq u i e s t a m o s c o n s id e r a n d o u m n l ve ! 1 : I r e m o s c o n s i d e r a r u m n í v e l r a zo á v e l 1 h o r a : Co m c o n c e ntr a ç ão e q u a lid a de


t e m p o , “ B " e s t u d a c o m n í v e i s r a zo á v e i s o tem p o c r on om etr ad o e m relógio. r a zo á v e l d e c o n c e n t r a ç ã o . d e q u a l i d a d e , o u s e j a , u m u s o r a zo á v e l e m n i v e i s r a zo á v e i s " B " i g u a l o u o T R E a o
de c o nc en tr aç ão e q u a lid a d e. d a s téc n ic a s. T H E , El e r e a l m e n t e e s t u d o u u m a h o r a e

n ão d esper diç ou o s eu te m p o.

Aluno C: *0 " d i s p õ e d e u m t e m p o 3 h o r a s : M a i s u m a v e z, l e m b r e -s e q u e 0 ,5 : A s s i m o o m o *A ’ , e s te al u n o n ã o se 0 ,5 : M a i s u m a v e z , e s t á h a v e n d o f a l t a 45 m i n u to s : 'C ‘ es tu dou um núm ero


m aior pa ra es tu d a r. M a s , c o m o ve r e m o s , aqu i e s tam os olh an do a p e n a s o relógio. c o n c e n t r a o s u f i c i e n t e n a m a t é r i a . Ta l v e z d e q u a lid ad e. As s i m , a q u an tid a d e de r a zo á v e l d e h o r a s , m a s s e t i ve s s e e s t u d a d o
is s o n â o s ignific a q u e e le vai e s tu d ar p o r ac h a r q u e , c o m o tem m ais tem po m a t é r i a a p r e e n d i d a e f i x a d a ( m e m o r i za d a ) ap en a s 1 h ora com qualidade e aten çã o,
m ais d o q u e “B \ p a r a e s t u d a r , p o d e d a r -s e a e s t e l u xo (a o s erá m en or . teria a p r e n d i d o m a i s d o q u e e m a p e n a s 4 5
in vé s d e aproveitar a oportunidade p ara m i n u t o s r e a i s . El e n â o e s t u d o u 3 h o r a s , m a s
e stu d a r m ai s). apenas pequena parle disso.

Aluno D: “ D " è aquele aluno que o S h o r a s : Ê a t é I n j u s t o d i ze r q u e * d * e s t u ­ 0 ( z e r o ) : S i m , ô p o s s í v e l t e r ze r o d e 0 ( ze r o ) : H á q u e m t i r e ze r o e m q u a l i d a d e . 0 h o r a : É p o s s íve l e s t u d a r 5 h o r a s e

pai ba nc a, qu e tem u m a bo a h e ranç a d o u 5 h o ras, pois o t e z o brigad o po r s eu c o n c e n t r a ç ã o . Qu a n t a s v e ze s vo c ê B a s t a , p , e x .: s e r a l g u é m q u e n So g o s t a d a n â o a p r e n d e r n a d a , Vo u m a i s a l é m , h á

e q u e s ó s en ta pa ra e stu d a r c o ntra sua p a i o u p o r a l g u é m . Te c n i c a m e n t e , p o r é m , p a r o u d e l e r u m l i vr o e l e u d e n o v o v á r i a s , m atéria o u q ue está es tud a nd o obr igad o p e s s o a s q u e p a s s a m u m a n o o u s e m e s tr e

própria von ta d e . e s te ve es tu d a nd o 5 h or a s. p ágina s a t é c h e g a r a u m p on to e m q u e p o r te rc e iro s o u p elas c irc u n stân c ias, den tr o de u m a s ala, 4 h oras p or s e m a n a , e

s e le m b r o u j á ter fid o? A c o n c e n t r aç ão c o m o pa ra fugir d o d es e m pr ego. a o fi n al n ã o a p r e n d e m u m a ú n i c a vi r g u l a .

e s t a v a e m ze r o . Cu l p a d o p r o fe s s o r e/ ou c u l p a d o a l u n o .

Aluno E : *E* tem b e m m e n o s tem po 1 h o r a : Co n s i d e r a n d o o I e m p o h or á r i o " , 2 : At r a v é s d e t r e i n o e vo n t a d e d e ap r e n d e r , 2 ; “ E" a p r e n d e u a am ar c a d a m até ria 4 h o r a s : Em b o r a is so po ssa parec er
p a ra e s tu d a r q u e *0 *, m a s a p r o ve i ta o “ E ” e s t u d o u o m e s m o q u e ‘ A * e *B * e ‘ E* c o ns egu e aproveitar a o m áxim o o i m p o s s í v e l ,'E* c o n s e g u i u e s t u d a r e a p r e n d e r
e s tu d a d a . Ao ler, fa z uso de leitura
t e m p o q u e t e m ,‘ E" p o d e t e r q u e t r a b a l h a r m e n o s q u e “C “ a ' D * . 0 q u e s e a p r o v e i t o u , t e m p o , p o i s s u a c o n c e n t r a ç ã o o t i m i za o t i m i za d a , t o m a a n o t a ç õ e s de m odo m u i to m a i s d o q u e s e u T H E p o d e indicar.
o u t e r q u e m o s u s t e n t e . " E" é r e s p o n s á v e l p o ré m , é m ed id o pelo T R E. a c a p t a ç ã o e o a p r e n d i za d o . A s s i m , a Al g u n s p o d e r ã o d i ze r q u a e l e é I n t e l i g e n t e
a d e q u a d o , u t i l i za a s t é c n i c a s d e e s t u d o e
c o m s e u o b j et ivo . c o n c e n tra ç ão d o b ra o ap r o ve it am e n to m e m o r i za ç ã o , e t c . o u t e m o Ql al to . “£ ’ é in tel igente s i m , m as
d o tem po. po r q u e s a b e a p r oveita r a o m áxim o seu
tem po d e e s tu d o.

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3
FA LTA D E T E M P O E
F L E X IB IL ID A D E N O H O R Á R IO

3 .1 . FALT A DE T EM P O
JV Íu ita s p es s oa s d izem q u e n ã o têm tem p o p a ra es tu d a r, m a s d es p erd iça m
oportu n id a des preciosa s para fa zê- lo.

A FALTA DE T EM PO T EM TRÊS MOT IVOS BÁ SICOS:

1 - F A L T A D E P R IO R ID A D E

O u seja, d e com p rom is s o com o ob jetivo, ou d op róp r io ob jetivo. A


pessoa tem in teress e em estu dar, mas esse interesse é m en or d o qu e o d e
passear, curtir, descansar, dormir, jog a r fu teb ol, etc.

2 - F A L T A D E O R G A N IZ A Ç A O
E d e su a m elh or aju dante, a au todiscip lin a . A p es s oa qu er estu dar
mas n ã o p rioriza su as ativida des ou orga n iza u m h orá rio e n ã o o cu m ­
pre. A qu i se in clu i ta m b ém o d es p erd ício d e tem p o.

3 - M U L T IP L IC ID A D E D E R E S P O N S A B IL ID A D E S
Algu m a s vezes , a p es s oa tem mú ltipla s e in d eclin á veis res pons a ­
b ilidad es , com o trabalho, filhos, pess oas d oen tes n a fa m ília , etc. * ;

Os d ois p rim eiros casos são d e fá cil solu çã o: ou você des iste d e seu ob jetivo ou o leva
a sério. Se é pra valer, en tã o orga n ize e cu m pra seu p rogra m a d e estu do.

O terceiro caso é mais com plicad o, pois reflete dificu ldad es cu ja solu çã o n ã o d ep en d e
apenas d e você. Aqu i, é p recis o ca pa cida d e d e a d a pta çã o e u m p ou co d e pa ciên cia .

Tã o im porta n te qu an to “ach ar” tem p o d e es tu do nas ativida des diárias é qu erer achar
tem po. E xistem pessoas qu e qu erem ab raçar o mu n do, es qu ecen d o- s e qu e a m u ltip licid a d e
d e ob jetivos d ificu lta qu e eles s eja m a lca n ça d os. É p recis o fa zer op ções . Se vo cê n ã o
con s egu e achar tem p o pa ra estudar, é p orqu e ta lvez n ã o qu eira rea lm en te ser a prova do;
se qu er, en tão ache tem po.

U m b om exem p lo dessa n ecess ária op çã o está n o E va n gelh o d e M ateu s, qu a n d o


Jesus fala n a op çã o en tre servi- Lo ou não, mas qu e s erve para qu em qu er fa zer con cu rso
sem se dis p or a sacrificar algo, a o m en os tem p ora ria m en te: “E, se teu olh o te fize r tropeçar,
arranca-o, e lança- o de ti; m e lhor te é entrar na vida com um só olho, d o que, tendo dois olhos,
ser lançado no inferno de fogo” (M a teu s 18:9).

180 C A P Í T U L O 8

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P arafrase ando a sabe do ria de Cristo:

"Se alguma atividade atrapalha o teu estudo, arranca-a e lanea-a longe de ti,
pois é melhor passar no concurso sem ela do (jue, com ela, não passar no concurso."

A n ote- s e que, ao con trá rio d o peca d o, cu ja a b d ica çã o d eve ser para sempre, a m a ior
p a rte das ativida des su b lim ada s p elo estu da n te p od e ser reassu mida a pós o concu rso. Isso
só n ão va i ocorrer qu a n do a pessoa, n u m a to d e vonta de, n ão qu iser voltar a práticas antigas.
U m a d e m in h a s alu nas era p reju d ica d a em seu s es tu dos p o r “a dora r” novelas. U sa nd o
técnicas, passou a “detestar” novelas. É cla ro qu e ao passar n o concu rso, n ão irá mais qu erer
ver novelas, mas a p roveita r o tem p o livre p a ra outras ativida des mais sadias.

A flexibilidade é a maior virtude de um horário de estudo,


desde que combinada com responsabilidade.

3 .2 . F LEX IBILIDA DE NO HOR ÁR IO


A flexib ilid a d e é a m a ior virtu d e d e u m horário d e estudo, des de qu e com b in a da com
responsab ilidade. Se n o horário d e estu dar você está com sono, du rma u m p ou co e volte a
estu dar dep ois, mais recu pera do e atento. É m elh or d orm ir u m a hora e estu dar ou tra d o qu e
passar du as horas b a b a n do em cim a d o livro...

Se o h orá rio é d e estu do e u m a m igo precisa con versa r sob re u m p rob lem a sério, ou
se é aniversá rio da n a m ora d a ou da esposa, ou se seu p a i p ed e seu au xilio, la rgu e o livro e
aten da a sua fa m ília ; se é h orá rio d e estu do mas su a tu rma lh e con vid a para ver u m film e
qu e va i passar n a TV e qu e é su perlegal, vá ver o film e e d ep ois com p en s e estas horas nas
progra m a da s pa ra o lazer.

H á horas em qu e d evem os d izer n ã o a parentes, a m igos e a o cansaço, m a s há horas


em qu e devem os flexib iliza r nos so h orário. Afin al, o patrão s om os nós, o h orá rio é qu e é
o em p rega d o.

O ú nico p rob lem a é qu e h á pess oas qu e se com p rom etem a estu dar d e 2a a 6a das 19
às 22 horas. N a 2a dorm iu p orqu e estava com s on o e não deu para acorda r n em às 20h30min;
n a 3a fo i a o cin em a ; na 4a d eu u m a a ten ção à n a m ora da p orqu e ela estava m eio triste; na
5a se en rolou e a ca b ou n ã o estu da n do; na 6a res olveu nã o estu dar e da r u m a “saidinha”
porqu e, a fin a l,... n in gu ém é d e ferro! Essa pes soa n ã o tem u m h orá rio flexível: essa pes soa
n ã o qu er passar em concu rso.

E n tend eu o p rin cíp io d a coisa? É p recis o equ ilib ra r u m a vid a sau dá vel com o es forço
sin cero em b u sca d o a prend iza do. Q u em n ã o fa z n a d a sen ã o estu dar n ão a gü en ta mu ito
tem p o es tu da n do e qu em nu n ca con s egu e tem p o pa ra estu dar está precis a n do rever seus
ob jetivos e a s erieda d e com qu e os trata.

A in d a sob re flexib ilid a de, O C 2 ,13.6, p. 45 e C 5 ,113, p. 121.

W I L L I A M D O U G L A S 181

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A u m en te su a resistên cia . A a tivid a d e fís ica d e fica r sentado es tu da n do exige ta nto
con d icion a m en to qu an to a a tivida d e atlética. N ã o é fá cil d is cip lin a r o p róp rio corp o pa ra
resistir a horas e horas estu dando. Se vo cê n ão está acostu m ado, d ificilm en te con s egu irá
fica r 5 horas segu idas sentado.

O qu e fazer? Insista. N o prim eiro dia você ficará 1 hora, n o segu ndo u m a hora e qu inze
minu tos, até consegu ir seu intento. S em pre faça u m a flexã o d e b raço a mais, corra mais alguns
metros e estude mais alguns minu tos: só assim você forçará o crescimento d e sua resistência.

Q u a nd o com ecei a estu da r p a ra o ves tib u lar, com u m a ou du a s h ora s a ca deira


com eça va a espetar. Fa zen do esse esforço d e a pren d er a agü en tar fica r estu dando, na ú ltim a
fas e eu já cons egu ia fica r con forta velm en te estu da n do das 8 da m a n h ã às 10 d a nòite. Fazia
apena s as pau sas pa ra refeições e descanso, d e h ora e m eia em h ora e m eia . P or sinal, u ma
das form a s qu e eu ma is gosta va d e relaxa r n a qu eles p recios os 10 a 15 m in u tos era len d o
revistas em qu adrinhos. H oje, p refiro sair e correr u m pou co.

Por fa la r em correr, n o fih n e Forrest G u m p existe u m a pa rte b a sta n te interessante,


qu a n d o o prota gon is ta é a b a n d on a d o p o r su a a m a da e com eça a correr. Ele diz: "C orri até
tal lugar, e com o já tinha ch ega do a té lá, res olvi ir a té tal lu gar; qu a n d o ch egu ei lá, com o
já tinh a id o tã o lon ge, resolvi ir até tal lu gar.” Ta m b ém é pos s ível fa zer is to com o estu do.
Q u a nd o es tiver ch ega n d o n o final, ou em a lgu m lim ite, p rop on h a a si p róp rio: b em , se
ch egu ei até aqu i, p oss o ir m a is u m pou qu in h o. Isto fu n cion a p orqu e n es se m om en to a
pes s oa se m otiva para mais u m a fase. L eia mais u m capítu lo, ou reveja o qu e a ca b ou d e ler,
ou fa ça u m a redação, fa ça mais algu m a coisa n o m om en to em qu e iria parar.

P a u s a s / in terva los . N ã o se es qu eça d e da r u m a “pa radin ha ” d e ve z em qu an do, pa ra


ou vir u m a mú sica, tom a r u m ca fé ou algo pa recido. Isto n ã o preju dica o estudo, a o contrário,
au xilia e fa z o ren d im en to m éd io subir. O id ea l é qu e vo cê fa ça p eríod os d e h ora ou h ora e
m eia segu id os p or 10 a 15 m in u tos d e relaxam en to.

D ois cu ida dos, p orém :

n S em pre qu e for recomeçar, concen tre- se. Ê in teressan te rever ra p id a m en te os tóp icos
já estu dados, p ois isso fa cilita a m em oriza çã o e a fixa çã o; e

Recom ece, p ois há a qu eles qu e p a ra m para tom a r u m ca fezin h o e n ã o volta m mais.

O s in terva los con s titu em u m va lio s o e in d is p en s á vel in s tru m en to em q u a lq u er


a tivid a d e u m p o u c o m a is p r o lo n g a d a . T r a ta r e m o s d ele s m a is a cu r a d a m e n te a o
d is correr s ob re o a m b ien te (in tern o e ex tern o) d e es tu d o, O C12, p. 261.

Leva-se muito tempo


para ser jovem.
ftMí PiuKe

182 C A P Í T U L O 8

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4
C O M O FA ZER SEU
PLA N E JA M E N TO D O TE M P O

O p la n eja m en to a nd a la d o a la d o com o su cesso. Para você u tiliza r b em o seu


tem p o, d eve h a ver u m p la n eja m en to d e passos e etapas, u m m étod o. C rie, o m a is rá p id o
p oss ível, u m qu a d ro d a qu ilo qu e precis a estu dar e d e qu an to tem p o irá d ed ica r para
ca d a dis ciplina .

Teoria ja p on es a dos 5 S [hous ekeeping ) . Existe u m a teoria d e administração ja pon es a


ch a m a da teoria dos 5 S, a qu e os a m erica n os ch a m a m d e housekeeping "arru mar a casa”.
C ada S repres enta u m senso:

B REVE N O Ç ÃO
Ia S - Senso de utilidade “jogar fora o que não é útil"

2a S - Senso de organização “um lugar para cada coisa, cada coisa em seu lugar”

3a S - Senso de limpeza “tirar a sujeira”

4a S - Senso de higiene “manter a limpeza”, “não permitir que a sujeira volte”

5* S ~ Senso de autodisciplina ou, “de quem você é escravo”

O a p rofu n d a m en to dessa teoria criou aind a mais 4 S, dois dos qu ais cons ideram os
im p orta n te m en cion a r: d is cip lin a con s cien te e res p eito com o es p a ço dos ou tros.

A m es m a id éia p o d e s er a p roveita d a p a ra q u em d es eja orga n iza r seu tem p o.


Pa ra fa cilita r a m em oriza çã o, a d a p ta m os u m p ou co a teoria e a en ca ixa m os em u m
es qu em a m n em ôn ico, q u e ch a m a m os d e Técn ica A E IO U para orga n iza r o tem p o e o
qu ad ro h orário.

T é c n ic a A E I O U
À UTODISCiPLIMA
■'E.-
H I GIENE
O RGAN1ZAÇÃO
u TIL1DADE

W I t i I A M D- O U G L A S 183

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A a u tod is cip lin a já fo i ab orda da .

H ig ien e é m u ito m a is d o qu e tom a r b a nho, es cova r os den tes , corta r as u nhas, etc.
H igien e s ign ifica m a n ter u m n ível ra zoá vel n o p la n o fís ico e m en ta l. Is to in clu i a a tivid a d e
física, o la zer e o s erviço social. Ta m b ém s ign ifica corta r d a su a vid a o qu e p od e ser corta d o
e elim in a r os excessos.

O rga n iza çã o va i a lém d e ter “u m lu ga r pa ra ca d a cois a e ca d a cois a em seu lu ga r”.


É p recis o ter u m tem p o p a ra ca d a cois a e fa zer ca d a cois a a seu tem p o. A orga n iza çã o
elim in a a tensão, o estresse e a u m en ta a con cen tra çã o. Fa zer o qu a d ro h orário.

U tilid a d e é a pergu n ta b á sica a res p eito d e ca da u m a d e su as a tivid a d es diárias. Se


é útil, fa ça e ten te a u m en tar a p rod u tivid a de; se n ã o é ü til e d er p a ra n ã o fazer, não faça;
se n ã o é ú til e tem qu e ser feito, p rocu re dar a lgu m a u tilida de. In clu i ten ta r fa zer coisas
estu dando.

E xem p los:

Est u da r é út i l : est ude e pr ocur e est udar melhor.

Ver vi t r i nas e n ovel as n ã o é út i l e dá p a r a n ã o f a zer : não faça.

A n d a r d e ô n i bu s e l a va r l o uç a n ã o é ú t i l m a s n ã o d á p à r à n ã a
f a zer : a r r um e manei r as de est udar nesse p er í odo (fitas gravadas, r esumos
na parede, etc.). Se você t i ver q u e f a zer u m a vi agem.
(ôni bus, barco, avi ão, etc.), use o t em p o de desl ocament o.pàr al er .

P Ta lvez você esteja se p ergu n ta n d o sob re a letra "E ”. Ela é sim ples , n ã o se fa z u m a
casa sem tijolos e nenh u ma técn ica fu n cion a s em você estudar, estu dar, estu dar. E “estu dar”
para concu rsos é “estu dar e trein a r” Q u em n ão fa z qu estões e exercícios d e fixa çã o não
passa.

Se você tem u m saco com águ a e ele está fu rado, a águ a va i em b ora , ela lh e escorre
pela s mãos. "E scorrer pelas m ã os ” é ò qu e a contece, em provas, com a a p rova çã o d e qu em
sab e a m a téria m a s n ã o sa b e u tilizá- la, ou, n o estu do, com o tem p o q u e a p es s oa tem mas
n ão sab e administrar. As técn ica s d e estu do fu n cion a m com o u m b om recip ien te pa ra as
coisas n ão es cap arem das mãos. Porém , d e n a d a ad ia nta ter u m recip ien te e n a d a dentro,
p ois “saco vazio não fica em pé”. O u so das técn icas pres su põe a d isp os ição d e con h ecim en to
da matéria para b em aproveitá- la, d a separação d e u m tem p o para estudar, etc. N ess e ponto,
não existe má gica: é p recis o estudar, estudar, estudar.

184 C A P Í T U L O 8

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5
C O M O C R IA R M A IS T E M P O

"Tempo não se tem,


tempo se faz."

5 .1 . INT R ODUÇÃ O
A frase a cim a era a qu e m eu p a i d izia sem p re qu e eu m en cion a va não ter tem p o
para fa zer algo qu e devia. E le está certo: n in gu ém tem tem p o, m á xim e h oje era dia. Por isso,
você tem qu e “fa zer” seu tem p o.

Você vai arru mar tem p o para fa zer as coisas nas qu ais tiver real interesse (on d e h ou ver
com p rom is s o). Se estu dar ou passar na p rova n ã o é a lgo qu e lh e interessa, você nu n ca vai
ter tem p o. P or m u ito tem p o estu dei b em p ou co p ois tinha mais interesse em namorar.
D ep ois d e verifica r qu e o fin a l d a h is tória n ã o seria o qu e eu qu eria, passei a dosar n a m oro
e estu do.

Pergu nto, então: você realm e nte qu er arru mar tem p o para estudar?

Só res pon da s im se tiver certeza. Jesus, a pós ser cru cifica do e ressuscitar, m ostrou a
n eces s id a d e d e u m a con s ciên cia p rofu n d a d é nossa von ta d e a o fa zer três vezes segu idas a
m es m a pergu n ta a Pedro, a p on to d e es te se entristecer. M a s era p recis o firm a r a resposta
d e P ed ro e in dica r qu al seria sua con s eqü ên cia . Ver, se qu iser, João Cap. 21, em esp ecia l
versícu los 13 a 17.

Se a resposta é sim, va m os com eça r com algu mas dicas sim ples mas eficientes . D e
u m m od o geral, pequ en a s m od ifica ções tra n sform a m tem p o su b a proveita do em tem p o
d e estu do.

5 .2 . DESLOCAM ENT O. COM O V O C Ê SE DESLOCA?


Q u ando d ecid i sair da D efen s oria Pú b lica e ir para a M agistratu ra, gastava 40 minu tos
pa ra ir d e m in h a casã a té o tra b a lh o, e ou tro ta n to p a ra voltar. Q u a n do h a via a lgu m
en ga rra fa m en to n a Pon te Rio- N iterói, n a A ven id a B rasil ou n a Rod ovia Pres id en te D utra,
p od ia leva r du as horas ou mais para ch ega r ou voltar. A m a téria on d e eu era mais fraco era
D ireito Adm in is tra tivo. Assim , gra vei o resu m o d e tod a a m a téria em 5 fitas de 1 h ora cada.
O p rim eiro a to d e a p ren d iza gem fo i es colh er a m a téria qu e eu m en os sab ia (qu as e tod o
m u n d o estu daria, erra da m en te, a qu e sa b e mais); o s egu n d o a to foi ler o m elh or resu mo
qu e en con trei para o grava dor; o terceiro a to fo i o des loca m en to. Pois b em , a ca da sema na
eu revia tod a a m a téria d e D ireito Ad m in istra tivo. Era u m a fita p or dia. Q u ando h avia algu m
en ga rra fa m en to eu fica va feliz (!!), p ois iria estu dar mais. Ass im com o as pessoas a pren d em

W I L L I A M D O U G L A S 185

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a mú sica “d e ou vir”, d ep ois d e a lgu m tem p o eu "cantava” a m a téria ju n to com o gravador.
N a prova es crita pa ra Juiz Federal o assu nto foi... D ireito Adm in is tra tivo. D era m - m e 5 folhas
para es crever e eu es crevi 10. Foi m u ito d ivertid o ir p ed in d o folh a s e m a is folhas. N a p rova
pa ra Juiz d e D ire ito, mais ou m e nos n a m es m a ép oca , e com o u so d e técn ica s semelh antes,
d era m - m e 10 folh a s em ca d a u m a das du as prova s es p ecífica s e eu es crevi 25 em u m a e 20
na outra.

In teligência ? N ã o. O s egred o fo i o es tu d o b em - feito. Já en s in ei esta técn ica pa ra


várias pessoas e tod os qu e a a plica m agradecem . O u tros ainda p referem ou vir assu nto cu ja
prob a b ilidad e d e cair n a p rova é m en or: m ú sica p op u la r brasileira, rock, etc. (Ob s. 1: gosto
m u ito d e M PB , mas n a ép oca gosta va mais d e passar em con cu rs o). (O b s. 2: As fitas fora m
qu eimadas, a pós a aprovação, n u m ritu a l com em ora tivo em qu e m u ito m e em ocion ei...)

S e v o c ê a n d a d e ôn ib u s e con s egu e ler em m ovim en to, leia . S e n ã o con s egu e


(com o é o m eu ca so), gra ve fitas com a m a téria e as ou ça com u m w alkman. S e vo cê via ja
a com pa n h a do, u tilize qu estion á rios, d ê aulas, etc. Se se trata d e colega d e estu do, os dois
a pren derã o mu ito; se é a lgu ém qu e n ão estu da co m você m as qu er lh e ajudar, ele ou virá
au las ou fará pergu ntas p revia m en te prepa rada s p o r você com m u ito prazer. Se esta pess oa
n ão está com b oa von ta d e pa ra lh e ajudar, a rru m e ou tra com p a n h ia a té pa ss a r na prova.

S e vo cê a n d a a p é, corre ou fa z gin á stica , a solu çã o con tin u a a ser a fita e o w alkman.


Se lh e rou b a rem o w alkman, com p re ou tro, p ois o p rim eiro salá rio já da rá o retom o d o
in ves timento. O C 1 2,14, p. 263.

C alcu le qu an to tem p o vo cê gasta s em a n a lm en te com d es loca m en to. Retiran do u m a


parcela ín fim a para entrar e sair d o carro, ou para se p a ga r a pa ssa gem, tod o este tém p o
p od e ser con vertid o em tem p o d e estu do. A gra n d e va n ta gem é qu e se trata d e u m p eríod o
in d eclin á vel e qu e a té a qu i você m a n tin h a in u tiliza d o pa ra o estu do.

"Banheiro, um santuário do saber."

5 .3 . BA NH EIR O
C on sidero o b a n h eiro u m santu ário d o saber. H á oca s iões em qu e u m b om livro ou
resu mo p od e ser tra n qü ila m en te lid o e revisa do. B oxes pa ra b a n h o sã o esp etacu lares pa ra
se fixar conceitos, fórm u la s e p rin cíp ios qu e qu eira m os rever, m ed ita r e m em oriza r du rante
o en sa b oam en to e enxágü e. Se o m a teria l fo r transparente, cole p or fora ; se n ã o for, melhor,
pois a cada b a n ho você precis ará fa zer u m resu m in ho novo.

5 .4 . T A R EF A S DIÁR IAS
M olh a r plantas, la var lou ças, varrer a casa, n in a r crianças, leva r o lix o para fora e
ass em elh ados p od em ser ótim a s op ortu n id a d es pa ra ten ta r ir se lem b ra n d o d a m a téria

186 C A P Í T U L O 8

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m en ta lm en te. O qu e vo cê lem b ra r terá s id o m elh or fixa d o p ela m em ória e será mais
fa cilm en te lem b ra d o n o fa tu ro (a lém d e trein a r a a tivid a de d e record a çã o); o qu e você não
lem b ra r será ob jeto d e p es qu is a m a is tarde, n a hora d e estudar.

V ocê sab e qu e qu a n d o va i procu ra r u m a resposta es p ecífica (com o a d e u ma qu estão


qu e caiu n a prova ), fixa melhor. Atra vés des se sistema, você criará u ma s érie d e qu estões
es p ecífica s qu e irá p rocu rar e con s eqü en tem en te fixará melhor.

Eu tive u m p rofes s or d e ju d ô qu e m e en s in ou que, se eu rea lm en te gostasse d e ju d ô


e qu isesse ser u m b om lu tador, d everia com eça r a reparar as pessoas nas filas d e ônibu s,
b ancos, etc. A pa rtir daí, d everia im a gin a r com qu e golp e eu as derru b aria se elas estivessem
na m es m a p os içã o em u m a luta. A ch ei radical, mas sensei m e en sin ou a resp eito do q u e é
com prom is so, es forço e dedicaçã o.

5 .5 . B A N C O S E O U T R A S F I L A S ( I N C L U S I V E A DO Ô N I B U S )
V ocê é h om em ? Se sim, já ficou n a fila repa ra n d o a b eleza d o sexo oposto? É prová vel
qu e sim.

V ocê é mu lher? Se sim, você já ficou rep a ra n d o as rou pas d e outras mu lheres?Tamb ém
sim. C laro qu e u m a m u lh er irá repa rar o sapato, a m eia - ca lça , a com b in a çã o d e roupas, se
são jóia s ou b iju terias, o corte d e ca b elo e esse m eio m u n d o d e coisas qu e só u m a m u lh er
sab e repa rar n a outra...

Filas são lu gares es p ecia lm en te b ola d os pa ra a lgu ém com com p rom is s o fica r len d o
livros, apostilas e resu mos.

5 .6 . DENT IST A, M ÉDICO E O UT R O S CO NSUL T Ó R IO S


Tod os qu e fica m em salas d e es pera passam o tem p o ven d o T V joga n d o conversa
fora, olh a n do para a p a red e ou len d o revistas velhas. Às vezes a pess oa lê d e n ovo a m esm a
revista, n ão é mesm o? P ois b em : estu de, apen as estude.

5 .7 . S U P R E S S Ã O DE O UT R A S A T IV IDA DES
U m a d e minhas divers ões predileta s é ir a o cin em a . D u rante o p eríod o d e estu do
red u zi p a ra u m a ve z p or sem a n a . M on ta r e a d m in is tra r cid a d es em s im u la d ores de
com p u ta d or é a lgo qu e m e agrada mu itíss im o, mas se eu n ã o tom a r cü idado, passo o d ia
in teiro joga n d o. S olu ção: prazos n os h orários pa ra b rin ca r n o compu tador. E você? G osta
d e ver ou joga r fu teb ol, d e jog a r b aralho, d e dormir, de n ão fa zer nada? E o qu e dizer da
prá tica d e ir ao s hopping olh a r tu do? E n ão com p ra r nada? N ã o é m elh or fa zer isso após o
concu rso, com mais din- din?

5 .8 . EST ÁGIOS P R OF ISSIONA L IZA NT ES


M u itos ca n dida tos rea liza m estágios e d es p erd iça m - n o com pleta m en te. A m a ioria
trata o está gio com o u m a ob riga çã o a ser cu m p rid a da form a mais “in d olor” p oss ível:
qu an to mais rá pid o e sim ples o serviço, melh or. M u itos preferem o serviço d e “office boy
d e lu xo" para terem m en os trab alho. Se você, ao contrário, qu er a proveita r esse tem po,
fa ça o segu inte:

W I L L I A M D O U G L A S 187

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10 P R INCÍP IOS DO BO M EST AGIÁRIO

1} Passe a ter real interesse na matéria do estágio.


2) Passe a pesquisarem livros eoutrasfontes tudo sobre aqueles casos corriqueiros e repetitivos,
os mesmos que ninguém dá mais atenção.
3) Procure aperfeiçoar os formulários e petições padronizadas.

4) Pergunte o máximo possível: à pessoa que está sendo atendida, ao orientador; ao professor,
ao chefe, a todo mundo.
5) Prepare fluxogramas com asfases do atendimento e de cada solução.
6) Nunca dê respostas impensadas. Sempre avalie os casos sob vários ângulos, explanando
cada um deles quando tiver que se manifestar.

7) Seja objetivo, mas profundo.


8) Faça sempre um pouco mais do que sua obrigação, sempre vá um pouco mais além do óbvio,
do comum e do tradicional.
9) Atenda as pessoas como se estivesse atendendo a sua própria mãe ou â pessoa que você
mais gosta. Lembre-se de que, se esta pessoa tivesse alguém mais próximo para confiar, não
estaria falando ou procurando você, um desconhecido dela. Seja para ela como você seria
para um amigo. Ao lado disso, seja sempre profissional: não se envolva com o cliente, ou
seja, não confunda atender bem com misturar as estações.
10) Sorria sempre emantenha uma atitude otimista e positiva.

Se vo cê s egu ir es tes p r in cíp ios verá q u e o p er ío d o d o es tá gio s erá d e gra n d e


ap rend iza do e crescimen to, V ocê será ú til à institu içã o e aos seu s ob jetivos. E m p ou co tem p o
as pes soa s irão qu erer fa la r com você e o res p eito e a dm ira çã o d os colega s e su periores virá
natu ralmente. Isso é a ssim p orqu e fa lta m b on s profis s ion a is e b on s estagiários. A lém d e
rend er e aprender mais, você verá qu e as oportu n id a des e con vites d e trab alh o su rgirão mais
fa cilm en te. Afinal* tod os precis a m d e excelen tes profis s ion a is e você estará dem on stra n d o
q u e é u m.

5 .9 . A T IV ID A D E S DE SE C R E T A R IA DO , A D M IN IS T R A T IV A S ET C.
S iga os cons elhos d o item anterior. V ocê será mais ú til, crescerá com o profis siona l,
rend erá mais n os estu dos e n ã o d em ora rá a ser ch a m a d o p a ra ou tras fu n ções mais altas
na em presa. >

5 . t O. A T IV IDÁ DE S DE M A GIST ÉR IO
Se vo cê tem a lgu m a a tivid a d e p róx im a a o m a gis tério, u tilize exem p los e casos
direcion a d os ao concu rso. C om o exem plo, p os s o cita r u m alu no qu e estu da pa ra ser ju iz e
dá aulas de informática. S ugeri que, ao invés d e u sar textos aleatórios das revistas, escolhesse
notícias de assuntos ju rídicos. N ã o dá para m otiva r u m a classe com u m com u m livro clássico
de D ireito, mas há in ú m eros fatos e discussões com con teú do ju ríd ico qu e p od em ser usados:
ab orto, p en a d e m orte, ju lga m en tos ru m orosos, assassinatos, etc. A lém d e prep a ra r a aula,
su geri qu e m eu alu no se prepa ras se p a ra res p on d er eventu a is qu es tion a m en tos sob re o

188 CA P Í T UL O 8

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a specto ju rídico da notícia. D essa form a , u m tem p o qu e era u n icam en te d e “trab alho” passa
a s er u tiliza d o ta m b ém para fixa çã o d e m a téria d o concu rs o es p ecífico. A lém d e ganhar
tem p o, m eu alu no passou a se prep a ra r d e m od o excelen te para a even tu a lid a de d e ser
p ergu n ta do sob re algu m desses tem a s em u m concu rso. Eis a qu i u m exem p lo da id éia de
a da pta çã o e d e sen so d e u tilidade.

S . ! 1. T E M P O EM C U R S O S P R E P A R A T Ó R I O S E F A C U L D A D E S
N a h ora da aula, pres te atenção: n ã o converse, n am ore, fofoqu e, devan eie, etc. Se
u m p rofes s or faltar, estu de. Se a aula for u m a droga, estu de. Q u a nd o o in terva lo terminar,
entre na sala e assista à aula.

S. 12 . COM O SE O R GA NIZA R M ELH O R E COM O USA R O SE N S O


DE UT IL IDA DE
U m a das ma n eira s para se cria r tem p o é aca b ar com seu des perd ício. É sob re com o
n ão p erd er (n ã o p erd er - ganhar) qu e irem os fa la r agora.

"Na hora da aula, presto atenção:


não converse, namore, fofoque, devaneie, etc."

( CONSEL H OS E SUGEST ÕES SOBR E C O M O GA N H A R T EM P O )

5. í 3. C O M O G A N H A R T E M P O D E N T R O DO A S P E C T O DA
O R GA NIZA ÇÃ O
* Faça u m qu ad ro h orá rio geral (Q H G ) e u m qu a d ro h orário d e estu do (Q HE ).

■ Ten h a au todisciplina (a letra A, d o AE IO U ) e equ ilib re as atividades (letras I e O ).


■ Term in e u m a cois a antes d e com eça r outra.

« M a n ten h a seu loca l d e es tu do arru mado.


« A n ote as tarefas qu e d evem ser realizadas.
■ Se possível, p eçaa a ju da deparen tes, amigos, etc. (dentro do possível, delegu e, peçaaju da,
sem se tom a r u m explora dor com u m b o m m otivo).
■ Faça u m equ ilíb rio: n ã o se tom e u m parasita e não fiqu e assu mindo tarefas alheias.
Faça suas ob riga ções e leve os ou tros a fa zerem as deles.

“ Apren d a a d izer n ã o ed u cad am en te, qu a n d o for preciso.


■ N ã o en role n em se en role: pa ra cada ta refa es ta b eleça prazos realistas e os cu mpra.

* E s ta b eleça as priorid a d es : fa ça p rim eiro o qu e é im p orta n te e u rgente, d ep ois o qu e é


im p orta n te e n ã o u rgen te e p or fim as d em a is tarefas.

* An tes d e ten ta r salvar o mu n do, passe n o concu rso.

WI L L I A M DOUGL A S 189

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5 .1 4 . COM O G A N H A R T E M P O D E N T R O DO A S P E C T O DA
UT IL IDA DE
■ U so d o b a n h eiro

a) Aca b e com b a nhos lon gos (a m en os qu e esteja da n d o u m a aula im a gin á ria sob re algu m
assu nto).

b) A ca b e com o exces so da qu ela s horas ded ica da s a o ca b elo, à es colh a das rou pas, à
ma qu ia gem , etc.

c) M a n ten h a sem pre m a terial d e estu do no b an heiro, n o b oxe, n o espelho, etc.

■ U so d o telefon e

a) C omp re u ma ampu lheta com te m po d e4 a 7 min u tos mais ou menos . Q u ando a conversa
telefôn ica começar, vire a a m pu lh eta e, a ca b a do o tem p o, a ca b e o telefon em a .

b) Peça para algu ém fa zer e a ten d er as liga ções delegá veis . Q u a n do você m es m o tiver
qu e ligar, fa ça todas as liga ções d e u nia só vez.

c) N ã o con te casos, histórias, troqu e id éia s ou p la n eje seu p róxim o a no ao telefon e.


S empre qu e for ligar, liste o qu e precis a sa b er ou dizer. Q u a n do receb er u m a ligação,
fa ça o mesm o. V á sem p re d ireto a o assunto, seja ob jetivo.

■ U so d a TV

a) D efin a qu ais são os program as qu e irá Ver, seja p or in form a çã o (noticiários, edu cativos,
etc.) seja com o la zer (filmes, seriados, com éd ia s ). C u m pra a progra m a çã o.

b) N ã o perca tem p o com novelas, p rogra m a s d e a u d itório e film es reprisados.

c) C om exceçã o d o h orá rio de la zer (qu e é livre), p rocu re assistir a pen as a progra m a s qu e
sejam ú teis em term os cu ltu rais ou in form a tivos.

d) M es m o n o h orá rio d e lazer, d efin a com seu s p róxim os se exis te a lgu m la zer m a is
a gradá vel do qu e a T V Se hou ver, des ligu e o televis or e fa ça essa coisa.

e) N ã o es tu de p erto d o televis or n em ou vin d o o seu som . N u n ca pa sse p erto d o televis or


ou dê “u m a pa radin ha ráp id a” só para ver o qu e está passando.

• Reu n iões d e es tu do (e ou tras )

a) A o agen da r a reu nião, p rep a re a n tecip a d a m en te o qu e d eve a con tecer nela.

b) N ã o des perd ice tem p o.

c) Se a reu niã o d eve du rar u m a hora, p rocu re a gen d á - la d e m od o a qu e m a is ou m en os


u m a hora e m eia ou du as d ep ois d e seu in ício vo cê ten h a u m com p rom is s o. O u tra
técn ica é p ed ir p a ra a lgu ém lh e liga r u ns 15 m in u tos d ep ois da h ora em qu e a reu n iã o
deva terminar.

d) Se a reu nião é d e estu do, estu dem ; d e trabalho, tra b a lh em . O p a p o fu ra do d eve ser
deixa do pa ra as oca siões ded ica da s a isso (la zer).

e) Se a reu nião é a trabalho, fa ça - a n a sala ou casa d e ou trem; se é pa ra estudo, a ten dên cia
é qu e haja u m reveza m en to. E m qu a lqu er caso, n ã o d eixe d e dis cip lin a r o tem po.

f) E stu de de p referên cia com a p orta fecha da.

190 CA P Í T UL O 8

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* Refeições

a) N ã o ten te a lm oçar e estudar ao m es m o tem p o p ois n ão é assim qu e se otim iza o horário


das refeições.
b) N ã o des p erd ice tem p o en qu a n to fa z suas refeições , divagan do, joga n d o conversa fora
em excesso, com en d o em lu gares qu e d em ora m a servir, etc.

c) U se o h orá rio das refeições p a ra fa zer u m relaxa mento. Tran qü ilize- s e e n ão alm oce
com pressa. D esligu e- se. Isso fa rá b em pa ra você e pa ra sua digestão.

d) A p õs a refeiçã o, relaxe p or 5 a 10 minu tos. D epois , retorn e ao trab alho ou ao estudo.

e) N ã o existe esse n egócio d e qu e ler ou estu dar d ep ois d e u m a refeiçã o fa z mal. B asta
ter o costu me.

■ Tra b a lh o

a) Procu re a plica r as idéia s anteriores em seu loca l d e trabalho.

b) Q u a nd o in icia r o h orário d e trab alho, es qu eça o resto e prod u za o m elh or possível.


Q u a nd o term in a r o exped ien te, n ã o leve os p rob lem a s d o trab alh o n em tra b alho para
casa. D eixe os prob lem a s d o trab alh o n o seu loca l próprio. N ã o mistu re as estações.

c) O tim ize, H á ofícios e a tivid a des on d e h á gra n d e tem p o ocios o (exem p lo la mentável:
repa rtições pú b lica s), on d e se fica m u ito tem p o s em fa zer nada. N orm a lm en te as
pes soa s conversa m : você d eve estudar. Se você a lm oça du rante u ma hora, reserve 15
m in u tos pa ra red igir e, se der, mais 15 pa ra ler legislação, resu mos etc.

d) Se você lid a com mu ito pa pel, n ão leia m em ora n d os e ofícios mais d e u m a vez. L ogo na
prim eira vez qu e os ler, a n ote o qu e d eve ser feito, responda- os, d eterm in e ou delegu e
o qu e for cab ível.

e) N ã o só n o trabalho, mas em qu a lqu er situ ação, ten ha sem pre con s igo m a teria l de
leitu ra. U s e- o em situ ações d e es p era ou dem ora.

■ Visitas (ou , d is cip lin a n d o pess oas 1 )

a) Se a lgu ém lh e vis ita r d e su rpresa, s eja ed u ca d o m as gen tilm en te d em on s tre qu e


tem com p rom is s os . A ten d er a p es s oa em p é ou na va ra n da é eficaz. O u tra solu çã o
é m a rca r u m d ia p a ra sair com a pes soa , n o h orá rio pa ra lazer.

b) A lém d o vis ita dor in es pera do, h á u m a ou tra es p écie d e pess oa qu e atrapalha o estu do.
A q u eles q u e n ã o têm o qu e fa zer e qu erem d ivid ir o p róp rio ócio com o s dem ais.
E vite isso. D ep en d en d o da pes s oa , h á u m a ou tra form a d e res olver o p rob lem a :

WI L L I A M DOUGL A S 191

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"Quando iniciar o horário de trabalho,
esqueça o resto e produza
o melhor possível."

a m a velm en te d ig a q u e p recis a es tu d a r e gos ta ria q u e a p es s oa a ju d a s s e, p o r


exem p lo... assistindo a u m a au la ou in d o p a ga r u m a con ta n o b a n co en qu a n to vo cê
estu da. E m p ou co tem p o você será o “ch a to” e a p es s oa va i p rocu ra r ou tro. D en tro
d o p oss ível, p rocu re a gen d a r qu em vo cê irá vis ita r e q u em lh e vis ita rá . N ã o esta m os
fa la n d o a qu i d a qu ele p a ren te ou a m igo q u e rep en tin a m en te teve u m p rob lem a e
p recis a d e seu au xílio, p ois nessas oca s iões vo cê p od e e d eve ser s olid á rio e exercer
a flexib ilid a d e. O qu e se d eve evita r é u m a p rá tica d e visita s e fes ta s regu la res e/ou
inespera da s.

c) Q u a nto mais se senta, se assiste TV, se oferece ca fé e se pu xa assu nto, m a is tem p o se


gasta. D efin a pa ra você m es m o o qu e p refere ser n o m om en to: u m a n fitriã o agrad ável
ou passar na p rova ou concu rso.

d) P o r fim , tem os a qu ele s u jeito qu e n os p rocu ra u m m o n te d e vezes p a ra p ed ir p a ra


fa zerm os a lgu m a cois a qu e n ã o é n os s a ob riga çã o. C ord ia lm en te, d iga nã o.

e) A p ren d a a dosar o aju dar os ou tros e o aju da r a si m es m o pa ra p od er a ju da r mais os


ou tros n o fu tu ro. E m tem p os d e estu do, n ã o d á pa ra n u n ca a ju da r n em p a ra sem p re
aju dar os outros.

■ E sforço em gru p o (ou d is cip lin a n d o p es s oa s 2 )

a) A p rim eira pes s oa a ser d is cip lin a da é você m esm o, m a s n ã o é a ú nica. U m p rojeto d e
estu dos não sob revive sem u ma parcela d e participaçã o dos familiares e amigos. Através
d e conversas, acordos, indiretas, p ed id os e atitu des, en tre os qu ais u m a con vers a séria
se preciso, in d iqu e su a n eces s id a de d e tem p o para seu s parentes, a m igos e a té pa ra
seu p a rceiro(a ) a m oros o(a ). M os tre seu com p rom is s o com u m ob jetivo qu e, qu an d o
alcançado, será m elh or para tod os. Insista p a ra qu e as pessoas se fa ça m cola b ora dora s
na su a au todisciplina .

b) A p a rticip ação coletiva n o seu ob jetivo pess oal será mais fá cil se h ou ver u m a d os a gem
ra zoá vel d o tem p o d ed ica d o a o es tu d o e às a tivid a d es com eles (fa m ília , am igos ,
n am ora da / o, esp os a / o). Q u a n d o vo cê tiver su cesso, e a té ch ega r n ele, n ã o d eixe d e
recon h ecer e a gra d ecer o a p oio d e seu s circu n sta ntes.

c) Seja “ge ntil com as pessoas, mas impiedos o com o te m po”. N ã o seja in d elica d o e n ão
d es perd ice tem p o. Res u m in do os tóp icos anteriores:

• Saib a d izer n ã o ao seu d es ejo d e lazer, s on o e a tivid a des socia is em exces so.

• S aib a, ed u ca d a m en te, d izer n ã o aos con vites d e fa m ilia res e terceiros p a ra


? ■ p a rticip a r d e festas, passeios, lazer, conversas e tu do o mais em excess o.

192 CA P Í T UL O 8

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d) Se der, é m elh or deixa r d e ir a u m ca sa m ento ou aniversá rio e passar logo d o qu e ser
m u ito s ocia l e m u ito d es em prega do. A p ós o concu rso, revita lize sua a gen da social.
U m a vez u m alu no fa lou qu e assim p erd eria a nam orada . Res pon di que, se ela n ão
estava disposta a aju dar e coop era r, p erd ê- la seria u m excelen te n egócio pa ra os três:
pa ra ele, para ela e para passar n o concu rso. Se for o ca sa m ento d e seu m elh or a m igo
ou o jo g o ou a pres en ta çã o d e seu filho, vá.

e) N ã o se estress e com o tem p o, a d m in is tre- o.

O C 3 a 5 ta m b ém a b ord a m estes itens.

6
L IB E R T A N D O -S E D A D IM E N S Ã O T E M P O

"Quantas semanas tem um dia


e quantos anos tem um mês?"
fcbioMwadi

A lb e r t E instein, a u tor d a Teoria da Rela tivida de, p rop ôs qu e o tem p o é relativo,


in d ica n d o qu e se u m a a strona ve via ja r à velocid a d e da lu z o tem p o in tern o correrá d e
m od o d iferen te d o qu e é p erceb id o n a Terra. P or essa razão, u m a pes soa p od e via ja r 18
horas u tiliza n do apenas 6 segu nd os terrá qu eos ou, a o inverso, passar dois anos via ja n d o
e, ao retom a r, terem d ecorrid o 20 an os na Terra. Porém , sem astronaves e s em via ja rm os à
velocid a d e d a lu z, será p os s ível m over o tem po?

"Você gostaria de estudar durante 15 minutos e


aprender como se tivesse estudado 3 horas?
Isso só Vai acontecer se você se libertar
da dimensão do tempo, isso é possível?”

O tem p o é rela tivo. E p oss o provar. S om os ilu did os p elos relógios, qu e erra da men te
n os d ã o a im press ão d e qu e ca da s egu n do du ra u m segu ndo, qu e cada m in u to du ra u m
min u to. Assim, p en sa m os qu e só d á para estu dar u m m in u to a cada minu to, u m a h ora a
cada hora. Is to n ã o é b em assim: o tem p o é relativo.

O tem p o qu e a n d a e o q u e n ã o anda. E n qu an to o relógio anda em sua in exorá vel


marcha, nós, hu m anos, p od em os ter d iferen tes p ercep ções dessa progressão fa tíd ica e
constante. A p ercep çã o d o tem p o só é a m es m a para os ponteiros , n ã o pa ra nós.

WI L L I A M DOUGL A S 193

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U m cid a dã o a pa ixon a d o p or M P B res olveu in ova r e assistir a u m a óp era d e W agner.
Pois b em , após du as horas, olh ou p a ra o relógio e p a ra su a su rpresa só h a via m d ecorrid o
15 minu tos. Se h ou ves se interesse p or p a rte d o ou vinte, ess e fen ôm en o seria o inverso.

□ V ocê já es teve d e féria s ou com a lgu ém qu e gos ta e o tem p o “vo ou ”?

□ V ocê já qu is qu e u m a au la ou exp ed ien te d o s erviço termina ss e? Sim, e a í olh ou o


relógio e viu q u e fa lta va m 20 min u tos. D ep ois d e u m tem p ã o você olh ou n ova m en te o
relógio, os p on teiros pra tica m en te n ã o se h a via m m ovid o! A in d a fa lta va m 18 minu tos!
V ocê d em orou m u ito mais d o qu e d ois m in u tos es p era n d o e en ten d eu qu e já tinh a m
passado u ns qu in ze! A ch ou qu e o relógio só p od ia estar qu eb ra do, pa recia qu e ele não
estava and ando!

O tem p o em qu e se fixa e a qu ele em qu e n ã o s e fixa . A lém d a p ercep çã o d o tem po,


há a p ercep çã o n o tem p o:

Q qu a n d o você está n a qu ela au la ch a ta o tem p o n ã o a n d a e m es m o a s s im vo cê n ã o


a prend e nada.

□ qu a n d o você passa três dias em u m lu ga r lega l o tem p o “voa ”, mas m es m o a ssim você
é ca paz d e gu ardar ca da m om en to e “reca rrega a b a teria ”.

QUANDO VOCE GOSTA, APRENDE MAIS, EM MENOS TEMPO,


GOSTE E APRENDA MAIS E MELHOR.

Pod em os resu mir estas coloca ções em u m qu adro:

R e l a t iv id a d e d o t e m p O
(P ercep çã o d o tem p o e p ercep çã o rio tem p o)

Af e t a ç ã o d a p e s s o a p e l a a t iv id a ­ Per c epç ão do A p r o v e it a m e n t o d o

de REALIZADA EM DETERMINADO MOVIMENTO DO TEMPO QUE OCORRE DURANTE


PERÍODO DE TEMPO (p e r c epç ão d o t e mp o ) O TEMPO DECORRIDO
(PERCEPÇÃO NO t e mp o )

A p e sso a g o s ta e te m A p e rce p ção d o t em po O ap ro veit am en t o


in te re s se p elo q ue D IM IN U I ( - ) e m em o rização d o q u e o eo rre
est á f azen d o (o t em p o “vo a" ) AUMENTA { + )
(“ cu rt i” , "ap ro veit ei” , ‘'fiz")

A p e sso a n ão g o s ta e n ão A p e rce p ção d o t em p o O ap ro veit am en t o e m em o riza­


te m in te re s se no q u e est á AUMENTA { + ) çã o d o q u e o co rre
fazen d o (o t em p o “n ão an d a”) DIMINUI ( - )
(“d et est ei” , “foi ch at o ” , “ não
ap ren d i n ad a" )

194 CA P Í T UL O 8

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Se você deseja a proveita r m elh or o tem p o, en tend a qu e se a pes soa gos ta do qu e está
fazen do, o tem p o “voa " e ela gu arda o qu ê está a con tecen d o; se n ã o gosta, o tem p o "nã o
an d a" e não se gu arda n em m em oriza o qu e está acontecend o. Se você gosta, passa rápido;
se n ã o gosta, passa devagar. Se vo cê gosta, aprende; se n ão gosta, n ã o aprende.

Se vo cê com eça r a gos ta r d e estudar, as horas de estu do passarão rá p id o e você


a pren derá mais. S e n ã o gosta r d e estudar, as horas d e estu do vã o m a rtirizá - lo e joga r seu
ren d im en to den tro d e u m poço.

A p rofu n d a n d o a lib erta çã o d a d im en s ã o tem p o. É poss ível “se livrar" de b oa parte das
“amarras” im postas p elo relógio. Ap ren d i isso em u m a ocasião qu ando, p or estar interessado
em determ in a do assunto, com ecei a ler a vida m ente u m livro. É com o se estivesse “com en d o”
o livro (qu a n d o gosta m os d o assu nto, isso a con tece, não?). O corre qu e ao com eça r a ler o
livro eu vi qu e horas eram e p ou cos m in u tos d ep ois fo i in terrom p id o p or m in h a mãe. N esse
m om en to, casu almente, con tei qu antas pá gin a s h a via lid o e qu an to tem p o decorrera. Para
m eu espanto, eu tinha lid o u m a qu a n tid a d e d e págin as b em acim a d o qu e seria ra zoável
ler n a qu ele p eríod o d e tem p o. N ã o era p os s ível qu e eu tivesse lid o tantas págin as em tão
p ou co tem p o. Assim, con feri folh a a folh a se eu havia a preen d ido o con teú do e a resposta
fo i positiva .

A con clu s ã o é qu e m a is d o qu e a dm in is tra r o tem p o, é p os s ível estu dar fora -da


d im en s ã o tem p o, ou seja , u tiliza n d o á rea s m en ta is on d e o tem p o n ã o exis te e, p or
cons egu inte, se.p od e ler em 15 m in u tos cron ológicos aqu ilo qu e lería m os em 3 horas. Esta
é u m a a p lica çã o d a fórm u la TRE -- T H E . N C . QE.

Tente fa zer isso. Q u a nto m a ior a concentração, m a ior a ca pa cida de d e a prend iza do
através d a reia tiviza çã o d o tem p o.

& Para fa zer isso, n u n ca estu de con trola n d o o tem p o, n ão fiqu e olh a n d o pa ra o
relógio. Se vo cê va i estu dar a té as 17 horas, o id ea l é qu e p eça pa ra a lgu ém lhe ch a m a r às 17
horas ou coloca r u m desperta dor. N ã o fiqu e p en s a n do qu an d o lhe vã o cha ma r n em fiqu e
es pera n do p or isso. O relógio d es p erta d or n ã o deve fica r na su a fren te e m u ito m en os fa zer
b a ru lh o (a qu ele fa m os o tiqu e- ta qu e).

“Entre” nas páginas d o qu e es tiver len d o d e cab eça, com pleta m en te. N ã o deixe
seu céreb ro devanear. Se su rgir algu m ou tro assu nto ou pen sam en to, com a n d e seu céreb ro
para pen s a r apenas na m atéria, p ois d ep ois (n a h ora adequ a da ) você pensará em tal ou
qu al assunto. Afa s te qu a lqu er cois a ou p en s a m en to qu e o ligu e ao tem p o horário e a ou tros
assu ntos. Im a gin e- s e em u m ca m p o m en ta l on d e n ã o existe tem p o e a ú nica coisa qu e
lh e interessa é a pren der p rofu n d a m en te a qu ele assu nto sob re o qu al está len do. U tilize as
d em a is técn ica s d e es tu do (leitu ra otim iza d a , SQ3R, associações, etc.).

U m relógio n a p a red e sem p re n os aju da a lem b ra r da dis ciplin a

d o tem p o, e aju da as visitas a lem b ra rem - s e d ela ta m b ém , mas não

estu de olh a n d o o relógio n em com pressa de ir fa zer ou tra coisa.

WI L L I A M DOUGL A S 195

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7
CONCLUSÃO

C o m o vimos, o tempo de estudo não é algo ob jetivo nem estático. O mais importante
não é quanto você estuda, mas como você estuda. C om organização e au todisciplina é
possível ganhar tempo (criar tem po + evitar seu desperdício). Qu alquer horário de estudo
deve equ ilibrar flexibilidade e responsabilidade.

Ainda sobre tempo, vale a pena mencionar u m excelente texto, de Raduan Nassar
{ Lavoura Arcaica, C ompanhia das Letras):

"O tem po é o m a ior tesouro ãe que um hom e m pod e d is por. E m b ora incons um ív el,
o te m po ê o nosso m e lhor alim ento. Sem med id a que o conheça, o te m po é, contud o, nosso
b em de m a ior grandeza. N ã o tem com eço ne m fim . O nipresente, o tem po está em tudo.
Existe tempo, p o r exemplo, nesta mesa antiga, nestas paredes antigas. E xis tiu p rim e iro
um a terra propícia, existiu depois um a árv ore s e cularfe ita de anos sossegados. E existiu,
finalm e nte , um a prancha nodosa e dura, trab alhada pelas mãos de um artes ão d ia após
dia. Existe tem po nas cadeiras ond e nós sentamos, nos m óv eis da fa m ília , nas paredes, na
água que bebemos, na terra que fecunda, na semente que germina, nos fru tos que colhemos,
no pão em cim a d a mesa.

R ico não é o hom e m que cole ciona e se pesa n um a m on toa d o de moedas e nem
aquele devasso que se estende mãos e braços em terras largas. R ico só é o hom e m qu e
aprendeu, piedoso e hum ilde, a conv iv e r com o tempo, aproxim and o- s e dele com ternura,
não contrariand o suas disposições, não se reb elando contra seu curso, não irrita n d o sua
corrente, es tando atento para seu flu xo, b rind and o antes com sab edoria para receber dele
os fav ores e não a sua ira.

O e quilíb rio da vida depende essencialmente deste b em supremo. E que m s oub er com
acerto a quantid ade de vagar e ou a de espera que se deve p ô r nas coisas não corre nunca o
risco, ao buscar p o r elas, de defrontar~se contra a qu ilo que não é ”.

Aproveite este tesouro que é seu: o seu tempo.


Use-o com sabedoria, responsabilidade e flexibilidade.

196 CA P Í T UL O 8

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\ /
A d m in ist rar e o rg an izar  ® B f f lB M B S T K A © à @ 0 Q uad r0 H o rário Geral
o t em po e um a q u est ão < — — ► au xilia na ad m in ist ração
d e e st ab elecer p rio rid ad es P © T E Ü P 1© d o t em po

Falta de Tempo <-


HMMRPBBKI —► Otimização do tempo

/ \ T A \ \
Falta de Multiplicidade de COMO se estuda vale mais Técnica / O tempo Como criar
organização responsabilidade do que o QUANTO se estuda A E f O U/ é relativo mais tempo
(trabalho, família, etc.) / (dimensão

\ / tempo)

Necessidade Quadro Horário Geral e


de adaptação Quadro Horário de Estudo

Fafta de objetivos
e de prioridades

Planeje e
Organize
sua vida
TRE = THE NC QE

1 1 1 1
Tempo Real Tempo Horário Níve! de Qualidade
de Estudo de Estudo concentração do Estudo

\
é Relativo é Objetivo Resultado da
aplicação do conjunto
de técnicas de
Permite: otimização do estudo
* aumentar o aprendizado
* diminuir a percepção do tempo
■aumentara percepção do tempo
Depende de
vários fatores

Depende
de várias
circunstâncias

WI L L I A M DOUGL A S 197

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AO TERMINAR A LEITU RA DESTE CAPÍTU LO, A ADMINISTRAÇÃO DO
SEU TEMPO VAI FU NCIONAR MELHOR SE VOCÊ FIZER O SEGUINTE:

Implante qualidade em seu horário. Comece a contar seu tempo de estudo pela fórmula do
tempo real (TEE) e não pelo tempo “horário” (THE).

Estabeleça um equilíbrio saudável entre as diversas partes de seu horário (estudo, descanso,
lazer, família, trabalho, etc.), valorizando a responsabilidade com o objetivo e a flexibilidade.

Planeje suas atividades utilizando aTécnica AEIOU , Através dela, identifique (crie) mais tempo
para estudar.

Aprenda a descobrir graça e interesse nas coisas que vai fazer, a fim de relativizar positivamente
o tempo, aproveitando mais cada momento e sentindo mais prazer.

Procure refletir a respeito da necessária sabedoria diante do tempo, tratada nos 1 e 7 deste
Capítulo, no O C17,114, p. 378 e nos textos no Apêndice desta obra.

"A realidade é chata,


mas é ainda
o único lugar
onde você pode comer
um bom bife
com batata frita."
W oeiy Allea

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C O M O M O N TA R S EU
o
y U
i i A
i i L
n p
i i i u
o H
n u
n Ri Á R
i i i i i i u
i n

Os va lores b a sila res em u m qu a d ro h orá rio

A s va n ta gen s d e u tiliza r qu a d ros h orá rios

C om o m on ta r seu qu a d ro h orá rio gera l e seu qu a d ro h orá rio d e estu do

C om o M a r com m a téria s d e q u e n ã o gos ta m os

O qu e sã o e p a ra q u e s ervem as m a téria s d e s u p orte

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CO M O M O N TA R
S E U Q U A D R O H O R Á R IO

ÍM O M O N T A R U M Q U A D R O H O R Á R IO
(G E R Ã L E D E E S T U D O )

òm ò já dissemos no capítulo anterior, os dois valores essenciais para administrar

G
nogso tem p o são a flex ib ilid a d e e a res p on s a b ilid a d e. A flexib ilid a d e decorre
d jp ja to d e term os o iivre a rb ítrio pa ra mon tar, m od ifica r e su b s titu ir as
t|u||fas a serem cu mpridas. A resp on sa b ilid a d e d ecorre d o fato d e sa b erm os
qu e sem e s fo r ^ p js e m ação con tín u a e d irecion a d a n ã o é p os s ível ob ter resu ltados. A in d a
g Q b r e e s s | ^ ^ ^ ^ , aten te para du as idéias. Res pon sa b ilid a de: “no pain, no w iri'1, com o
^ feem ^ s ltreiga d ores d e atletas olím p icos 2, isto é, "s em d or (es forço, dedica ção, persistência,
transpiração, açã o) , sem vitória ”. S ob re flexib ilida de, ver o m a gn ífico texto a trib u íd o a Jorge
Lu is B orges, n o m eu site.

Para orga n iza r nos so tem p o, o m elh or ca m in h o é a ela b ora çã o d e u m qu ad ro horário.


Q u a dro h orá rio é u m a cois a qu e tod o m u n d o sab e o qu e é, qu as e n in gu ém fa z e, d e qu em
faz, qu as e n in gu ém cu mpre. C on tu do, é u m dos mais p erfeitos m étod os para otim iza çã o
d o tem p o. Atra vés d ele vá rios alu nos des cob rira m in ú m era s horas p or sem a n a em qu e
p od eria m estu dar e n ão sab iam.

O ser hu mano, p rin cipalm en te o latino, tem u m a certa resistência a qu alqu er cois a qu e
lh e p a reça a to de au torid ad e ou controle. Is to m a n ifesta - s e ta n to n a resis tên cia a prep a ra r
o qu adro, qu an to n a dificu ld a d e pa ra cu m p ri- lo com res pon s a b ilid a d e e au todisciplina .
Insisto qu e n ão será u m es forço em vão. E xp erim en te.

É PR ECISO FAZER DOIS QUADR OS:


1 ) Q u a dro H orá rio G era l - Q H G e

2) Q u a d ro H orá rio d e E stu do - Q H E

N o qu ad ro geral (Q H G ) coloca m os tod as as nossas a tividades, d eixa n d o em b ran co


os tem p os vagos. E m segu ida, p rocu ram os esp aços qu e p od em ser con vertid os em tem p o
d e estu do. P. ex.: Se sei qu e tod o d ia das 6 às 7 e das 18 às 19h estou n o ônib u s, a ca b ei d e
“a char” 10 horas sem ana is d e estu do extra.

’ Alguns usam “no pain, no gain".


2 Registro aqui que escrevi um livro com Renato Araújo e Diego Hypolito, ginasta campeão mundial: Criando
campeões { Ed. Thomas Nelson Brasil).

200 C A P Í T UL O 9

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O qu ad ro d e estu do (Q H E ) é feito pos teriorm en te, u sando- se as horas vagas e as
otimizadas, iden tifica n d o- s e as matérias a estu dar e a distrib u ição da carga horária.

U m a das m a iores va n ta gen s d o qu a d ro h orá rio é a lib erd a d e e a p a z d e es p írito


qu e decorrem d e se fa zer a qu ilo qu e se decidiu . N a hora em qu e você m on ta seu qu adro
h orá rio e d e estu do, você é a b solu ta m en te livre. É qu em es colh e o qu e va i fazer, qu ando,
com o e onde. A lém disso, você va i p od er pa ra r d e leva r livros p a ra a praia. Já repa rou qu e
tod o m u n d o leva e n in gu ém estu da, e qu e qu em estu da acaba n ão cu rtin do a praia? U m
b om qu ad ro h orá rio terá a h ora pa ra a p ra ia e a h ora para os livros.

PE RG U N TAS :

■ V ocê já foi n am ora r s en tin d o- s e cu lp a d o p orqu e devia


estar estu dando?

a V ocê já ficou estu dando com b aixa produ tividade, p ois


estava m es m o é com von ta d e d e namorar?

* V ocê já teve oca s iã o em qu e esta va es tu da n d o (e en ­


te n d e n d o !) a m a té r ia A , e, d e r e p en te , v e io u m a
p reocu p a çã o em a pren der a m a téria B? E nesta h ora ou
foi estu dar a m a téria B e pa rou d e en ten d er a A? O u ficou
na A m es m o com m en or con centração?

N os s o céreb ro n em s em p re é ca p a z d e orga n iza r


s ozin h ó nos sa s a tivida des. E m b ora o con s cien te ten h a n oçã o d e d ivis ã o d o tem p o, o
in con s cien te n em s em p re a tem . P or isso, é m u ito com u m qu e qu an do estam os fa zen d o
u m a cois a su rjam n a m en te in form a ções (e cob ran ças) a resp eito de outras coisas a serem
feitas. N estas horas, o qu a d ro s erve com o u m a es p écie d e “assessor” orga n izacion a l.

Se você separou a sexta à n oite p a ra namorar, se na sexta à n oite seu céreb ro en via r
“m en sa gem ” pa ra estudar, p od e “res p on d er” qu e a qu ela ocasião é para fa zer exa ta m en te o
qu e você está fa zen do, s em cu lpas n em tensão.

D e igu al m odo, n a h ora d e estudar, estudar. Se na sexta você m a rcou pa ra estu dar
até às 18 horas, a té às 18 a pen as estu de. N ã o se d eixe leva r p or d eva n eios ou pressa para
dar a hora d e ir namorar. Q u a n do vier aqu ela im a gem d a sexta à noite, au todeterm in e- se
no sen tido d e deixa r a qu ele interesse pa ra o m om en to adequ ado.

Q u a nd o es tiver es tu da n do a m a téria A (e en ten d en d o!) e seu in con scien te en via r


u m a m en s a gem a res p eito d a m a téria B, vo cê d eve con s cien tem en te determ in a r qu e tod a
a su a a tenção p erm a n eça na m a téria A, já qu e a m a téria B tem seu tem p o d eterm in a d o
para estudo.

C om o qu a d ro h orá rio você d eixa d e fica r à m ercê d e seu s im p u ls os natu rais e


inconscientes. Sua vid a ficará mais orga n izad a e tranqü ila e seu estu do - con s eqü en tem en te
- rend erá m u ito mais.

WI L L I A M DOUGL A S 201

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"Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo:
Temos todo o tempo do mundo.

Todos os dias antes de dormir,


Lembro e esqueço como foi o dia:
'Sempre em frente,
Não temos tempo a perder'.

2
C O M O M ONTAR O QUADRO
H O R Á R IO G E R A L - Q H G

A n te s de m on ta r seu qu a d ro h orário, fa ça du as coisas:

a) C on scien tize- s e que, pa ra se ch ega r a u m resu ltado diferen te, é p recis o u m a con d u ta
d iferen te e qu e qu alqu er con qu is ta exige u m p eríod o m a ior ou m en or d e tra b alh o e
investim en to.

b) U tilize a Técn ica AE IO U , O C 8 ,14, p. 183.

D ivid a o tem p o. Avalie su a sema na, id en tifica n d o as neces sidades d e descanso/sono,


h igien e, locom oçã o, trabalho, es tu do em cu rso prep a ra tório ou facu lda de, lazer, refeições ,
estu do em casa, atividade comu nitária ou religiosa, etc. A seguir, p reen ch a o qu a d ro h orá rio,
cu jo exem p lo tem os a seguir.

Q u ando você tiver u m h or á r io “livr e”, circu n d e- o com tu na ca n eta d e cor diferen te
ou fosfores cen te. Estes qu adros são as horas qu e serã o divid ida s pa ra as a tivid a des b ásicas
d e qu em qu er passar: estu do, estu do, estu do, la zer e a tivid a de física.

202 CA P Í T UL O 9

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DOSS P A S S O S P A R A G A N H A R
M A I S 2 H 4 5 M I N DE E S T UD O P O R S E M A N A :

1. Se você a lm oça entre 12 e 13 horas, fa ça u m a lin h a n a b a se d o qu ad ro respectivo.


E sta lin h a s ign ifica a qu eles 15 m in u tos q u e você n ã p ífa zia n a d a (ou fica va
fofoca n d o) e n os qu ais va i passar a estudar. D u ra nte a lgu m tem p o algu ns pod erã o
ach ar qu e você ficou "metido", é u m “c d f" ou algo assimu E du cadamente, mostre
o qu a n to você qu er m elh ora r e qu e a qu eles m in u tos são importan tes . D e 2* a 6 a,
s em m u ito esforço, você a ca b ou d e gan ha r 1 h ora e 15 m in u tos d e estu do. C om o
se trata d e u m p eríod o cu rto, a p rod u tivid a d e será ótim a . A; form a com o você
. con s id era r esses 15 m in u tos será exa ta m en te com o eles serão: u ra fa rd o (s em
prod u tivid a d e) ou u ma op ortu n id a d e (proveitosa ). '

2. U m a lin h a id ên tica d eve ser feita n o prim eiro o u último horário do dia: são
à qu eles precios os 15 m in u tos qu e n ã o fa rã o m u ita d iferen ça n o seu d ia- a- dia,
mas resu ltarão (d e 2 a a sá b a do) em m a is u m a h ora e m eia d e estu do (d e reda çã o
livre, p or exem p lo).
v _____:____ J
C om essas du as m od ifica ções , você, qu as e s em nenh u m impacto, ob tém mais 2 horas
e 45 m in u tos d e estu do p or semana. Pod erá u sar este n ovo tem p o a b erto para estu do, a fim
de trein ar leitu ra e reda çã o (d e a p oio e geral).

V ou dar u m exem p lo d e m on ta g em d o qu a d ro. U tiliza rei apenas o tu rn o da m an hã


a té o alm oço, p ois é o su ficien te pa ra d em on stra r a mecânica.

SEG U ND A TE RÇ A Q U ARTA Q U IN T A SE XTA SÁBAD O D O M IN G O


Acordar, higiene, Acordar, higie­ Acordar, higie­ Acordar, higie­ Acordar, higie­ Acordar, higie­ Acordar, higie­
6/7 h leitura do jornal ne, leitora do ne, leitura do ne, leitura do ne, leitura do ne, leitura do ne, leitura do
(Obs. 1) jornal jomal jornal jomal jomal jomal
Leitura da Bí­
?/ 8h Correr (Obs. 2) Correr ' - Correr (Obs. 3)
blia
Banho e 30' de Banho e 30' de Banho e 30’ de Deslocamento
lazer
8/9 h estudo S fiS S estudo ‘ . '' estudo (Obs. 5}

9/10h Destacamento Deslocamento Deslocamento Deslocamento Deslocamento Lazer Igreja


Trabalho
10/11 h Trabalho Trabalho Trabalho Trabalho Lazer Igreja
(Obs. 4)
11 / 1 2 h Trabalho Trabalho Trabalho Trabalho Trabalho Lazer Igreja
Almoço AJmoço Almoço Aimoço Almoço Almoço
12/13h Deslocamento ■
xxxxxxx xxxxxxx xxxxxxx xxxxxxx xxxxxxx xxxxxxx
Almoço
13 / 1 4 h Trabalho Trabalho Trabalho Trabalho Trabalho
ü m (Obs. 5}

WI L L I A M DOUGL A S 203

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O b s e r v a ç õ e s s o b r e o q u a d r O

0 h orá rio p od e estar, em prin cíp io, va go ou com a tivid ad e necessária, mas otim iza d a p a ra estu do. A
p essoa p od e estu dar n o b an h o e, após, rever fichas, ler, escrever, etc. D u rante o desSocamento p od e- s e ou vir fitas

p revia m en te gravadas com a matéria.

H orários on d e se vai m on ta r o Q HE . Total d e 5 horas {= o n ú m ero d e qu adros vagos).

"xxx” - Estes sinais rep res en ta m os 15 m in u tos qu e era m d e con vers a e a gora s ao d e leitu ra (+ lh 30m in /
s em a n a)

OBS. 1 - A leitu ra d e jorn a l é útil e encaixa- se fá cil n o horário. M ais lh 45m in d e leitu ra geral p or semana.

OBS. 2 - Pod e- se correr ou cam in h ar ou vin do as fitas com a matéria. N este exem plo, n ão s om arei as horas
respectivas.

OBS. 3 - N o exemplo, a pessoa gosta de ir joga r fu teb ol. N o caso, ela p egou u ma h ora no in ício d o sáb ado e

con verteu em tem p o d e estudo. Assim, ch ega u m p ou qu in h o m a is tarde n o ca m p o e estu d a mais u m a


h ora p or semana.

OBS. 4 - E xistem atividades qu e p erm item u m p ou co d e estudo.

OBS. 5 - Repare qu e neste exem p lo o d om in go é u tiliza do com o ‘‘dia d o descans o”,* aqu ele n o qu a l n ão há a

preocu p ação de otim iza r ao m á xim o o tem p o, ta n to qu e n o a lm oço e n o d es loca m en to n ã o se previu

estu do. O la zer ta m b ém p od e ser, con form e o caso, tra nsferido para o dom ingo. Q u a ndo o C ria dor

estab eleceu o “dia d o descanso", mais d o qu e u m p receito d e fé, estab eleceu u m p rin cíp io qu e a ten d e

às nossas necessidades orgânicas, qu e E le con h ece m u ito b em. S eja n a sexta, sáb ad o ou d om in go, ou

ou tro dia, p rocu re ter u m dia da sem a n a sem ativid ad e d e estu do ou trabalho.

TO TAL D E H O RAS PARA E S TU D O N O E XE M PLO C ITAD O :

5 horas vagas.

+ 1 hora d es loca da d o la zer para o estu do (OB S. 3).

+ 6h l5m in de otim ização (corres pon den tes a:).

+ lh 30m in d e estu do após o b an h o (2a, 4» e 6a).

+ 2h3Qmin em deslocamen to {± 30’ em cada h ora d e deslocamento, de 22a 6 3).

+ lh 45m in d e leitu ra gera l (jornais/revistas, d e 2a a d om in go n a OBS. 1).

+ lh 30m in d e estu do após o a lm oço (d e 2a a sáb ado).

+ x + y (a definir, con form e OBS. 2 e OB S. 4, se poss ível).

* No Velho Testamento, o dia de descanso é o sábado (Ex. 20:8,11), seguido até hoje peíos judeus. Boa parte dos
cristãos segue o dia de descanso no domingo porque foi o dia da ressurreição de Jesus Cristo (Mat. 28:1,7).

204 CA P Í T UL O 9

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D IV IS Ã O D AS H O RAS D E E S TU D O PARA M O N TA R O Q H E

d efin a o qu e va i fa zer n os h orá rios m a is “qu eb ra d os ”, on d e você '‘arru m ou ” tem p o


para o estu do. N estes h orá rios d eve fa zer p referen tem en te atividades d e a p oio. O
estu do mais forte d eve ser feito com con cen tra çã o total.

* lh 4 5 m in d e m a n hã - » leitu ra geral (jornais, revistas, etc.).

n IhS O min a pós o a lm oço - > u tilize para leitu ra da m atéria ou correlatas. Ex.: ler
rom a n ces in d ica d os pa ra o V estib u la r ou a legis la çã o para concu rs os na área
técn ica , fiscal ou ju ríd ica.

■ 2h30min em d es loca m en tos - » u tilize p a ra reforça r o estu do das matérias em qu e


aind a está fraco.

d efin a o tem p o q u e sob rou :

* 5h o seu tem p o livre, a í in clu íd a u m a h ora a m en os d e fu teb ol n o sábado.

■ lh 30m in resu ltante d e 30 m in a pós o b a n h o nos três dias em qu e corre na


semana.

« TO TAL: 6h3Q min. E ste é o tem p o q u e vo cê va i d ivid ir en tre as m a téria s d o


concu rso.

ou tra s otim iza ções pos s íveis :

■ C orrer ou vin d o fitas, cfe. OBS. 2, qu e n ão con ta b ilizei. M a is até 3horas.

■ C om o já exis tem 4 horas d e a tivid a d e física n o sáb ado, é poss ível correr apenas
u m a ou du as vezes p o r semana, com o qu e se ob teria mais u m a ou du as horas de
estu do com con cen tra çã o total.

* - C on form e OBS. 4, é possível, d ep en d en d o d o caso, ob ter ma is u ma, du as ou até


várias horas. É claro qu e você só fa rá isso se der, sem preju dicar seu ren d im en to
n o trabalho.

N o item c é pos s ível ob ter- se, h ipotetica m en te, mais u mas 4 horas, qu e passam
das 6h30min pa ra 10h30min, a lém das 4h45min d e tem p o otim iza d o.

Repa re qu e a otim iza çã o d o tem p o p rova velm en te resu ltará em u m n ú m ero m a ior de
horas, p ois só exem p lifica m os m eio expedien te.

WI L L I A M DOUGL A S 205

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A gora es tá n a h or a d e vo cê m on ta r o seu q u a d ro h orá rio.

M O D E LO D E Q U AD RO H O R Á R IO G E RAL

6 / 7 h

7 / 8 h

8 / 9 h

9 /10 h

10/11 h

11 / 1 2 h

12 / 1 3 h

13/14 h

14 / 1 5 h

15 / 1 6 h

16 / 17 h

17 / 1 8 h

18/19 h

19/20 h

2 0 / 21 h

21 / 2 2 h

22 / 23 h

23 / 24 h

"Tempo nio se tem , tempo se faz" O bs.: R eco m end o q ue v o cê n ão p reen ch a este q uadro.
"Concurso se faz até passar" Sugiro q ue o f o to cop ie e utilize a cóp ia cad a vez
"A diferença entre sonho e realidade ê a
quantidade certa de tempo e trabalho" d e livros, o q ue n ão se ap lica a p eq uenos trechos.

206 William D t ajlt s Entendem os que a có p ia ilegal prejudica o au tor e o


m ercad o do livro.

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A D M IN IS TR A Ç Ã O D O TE M PO :

RE S PO N S AB ILID AD E + FLE XIB ILID AD E

5a - Feira 6 â - Feira Sábado D omingo

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I^ B IH
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1) “Fo to g rafe' seu ho rário atual Verifique o to tal d e ho ras p ara:


2) So me o s tem p os e v eja se eslâo razoáveis SO H O : FA MÍLIA : ESTUDO/ SOZ INHO:
3) A p lique a técnica A EíO U (Cap . 8) A UM EN TA ÇÃ O/ HIGIEN E: EXERC ÍC IO S FÍSIC O S: ESTUDO/ CURSOS:
4) M o d ifique o qu e ju lg ar ü(il para LA Z ER: IGREJA : TRA BA LHO:
alcançar equ ilíbrio e sucesso .
M aio res info rm açõ es: w w w .mlliamd o ugias-Com.br

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O b s e r v a ç õ e S
S on o. C ada orga n is m o tem u m a n eces s ida de es p ecífica de horas d e son o. N ã o adia nta você
a cord a r às 4 da m a n hã e passar o d ia ru im, b a ixar a qu a lid a d e d o estu do e, a lon go prazo,
se estressar. Procu re d efin ir seu n ú m ero id ea i d e horas d e s on o p o r dia. O m á xim o qu e se
p od e fa zér é força r u m p ou co mais n o m eio da sem a n a e "pa ga r” o s on o “atrasado” n o fin a l
d e semana. O b serve- s e: d im in u a 30 m in u tos d e seu s on o diá rio e veja com o seu orga n is m o
res p on de. Se tu do fu n cion a r b em , você ga n h ou
3 horas e m eia de es ta d o p or sem ana ; se não,
res peite seu organ ismo. O u tro toqu e: fa lta de
exercícios físicos regu lares (s ed en ta ris m o) e j, / .
ob es id a d e au m en ta m o sono.

D ia d e descanso. C om o já dissemos, não e


errado, mas até b enéfico, qu eh a ja u m dia p or
semana em qu e você não estude. Este dia será
o "dia de descanso”, ou seja, aqu ele n o qu al você
n ão va i estudar. Ele poderá ser o seu dia religioso
ou o dia em qu e há menos tem p o dis ponível para estudo. Este dia servirá para o cérebro bu rilar
e assimilar o qu e você estu dou nos demais. O tem p o d e descanso e d e s on o ta m b ém é u tilizado
p elo céreb ro para aprender e memorizar. Por isso se d iz qu e “ time outis n ot tim e o j f ’, ou seja, qu e
o tem p o em qu e se está ‘Tora” do estu do não significa qu e é u m tem p o “desligado” d o estudo.
Veja qu e D eu s criou u m dia semanal d e descanso d o trabalho, e n in gu ém m elh or d o qu e Ele,
o Criador, para conhecer o fu n ciona mento do orga nism o humano.

M e d i a S

S om e o tem p o qu e você gasta com cada u m a das ativida des :

H O JE 1 PRO PO ST A 2

SONO:..........................................................
O
w
ALMENTAÇÃO /HIGIENE:...............................
3
LAZER:..........................................................
s
ATIVIDADE FÍSICA:........................................
Q
FAM ÍLIA:......................................................

TRABALHO:...................................................
W
ESTUDO EM CURSOS/FACULDADE:................ !=>
u
w
ESTUDO EM CASA/BIBLIOTECA:.................................

ATIVIDADES COMU NITÁRIAS E RELIGIOSAS:...

Procu re otim iza r essas partes. O la zer p od e ser a a tivid a d e fís ica e/ ou a a ten çã o
dispen sad a à família. Se há filh os, sa ib a separar u m a pa rte d o tem p o p a ra o côn ju ge e ou tra
pa ra os filhos. Se possível, evite "corta r” o tem p o d ed ica d o às a tivid a d es fila n tróp ica s ou
religiosas, p ois elas são ú teis pa ra o es p írito e dã o m a ior força in terior. É m elh or leva r mais
u m p ou co d e tem p o pa ra passar com a ca b eça n o lu ga r d o qu e alca nçar su cesso com o u m
a u tôm a to egoísta.

208 CA P Í T UL O 9

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D ep ois d e fa zer seu Q H G e QHB , ana lise as m édia s de tem p o d e ca d a atividade. V ocê
tem 168 horas p or semana.

Q u al a porcen ta gem d e tem p o d ed ica d a ao estu do, ao lazer, e assim p or diante?

É u m con ju n to equ ilib ra d o e ra zoável?

O n ú m ero d e horas dedica da s a o estu do é com p a tível com a id éia d e com p rom is s o
com o resu ltado preten did o?

As horas in ú teis fora m otim iza d a s para tra n sform a rem - s e em horas úteis?

V ocê va i agü entar e qu erer cu mprir o horário n a form a em qu e ele se encontra?

C om o se diz, o ótim o é o p ior in im igo d o b om . M ão adianta u m h orá rio "ótim o", mas
im p ra ticá vel: é m elh or u m h orá rio “b om ” e qu e seja cu mp rido.

3
C O M O M ONTAR O QUADRO
H O R Á R IO D E E S T U D O ~ Q H E

3 .1 . CO M O O R G A N IZA R A S M A T ÉR IA S
A p ó s d efm ir qu antas horas você tem para estudar, liste as matérias qu e ca irã o n a
p rova ou n o concu rso. S epare as qu e você gosta, as in diferen tes e as qu e n ão gosta,

Pron to, olh e pa ra tod a s elas e pa ss e a gos ta r d e tod as , ca so con trá rio terá u m a
d im in u içã o em seu ren d im en to. As m a téria s qu e você a té on tem n ã o gos ta va ou era
in diferen te são p rova velm en te aqu elas qu e você sab e menos. Então, separe as qu e você gosta
e sa b e mais e as qu e gosta e sa b e m en os. Repare qu e, ao fa zer referência a certas matérias,
eu ten h o cu id a d o com a atitu de mental:

A TITU D E IN C O RRE TA A TITU D E Ç Õ RRE TÁ :

Matéria que não gosto Matéria que aprendi a gostar

Matéria que não sei Matéria que estou aprendendo

Matéria em que sou fraco Matéria em que ainda estou fraco

Matéria em que
Matéria em que sou ruim estou ru im no momento/por enquanto

Matéria que não aprendo fácil Matéria que vou aprender mais

& Programe seu cérebro somente para o sucesso. Eíe ê uma máquina que obedecerá à programação que você
fizer. vJ5 06,116.2, p. 148, “Auxiiiares lingüísticos"

WI L L I A M DOUGL A S 209

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3 .2 . M A T ÉR IA S DE F O R M A ÇÃ O DE S U P O R T E
Essas matérias cria m u m a b a se sólid a pa ra o can didato, s en d o com en ta d a s n o 0 15,
à frente. A n tes d e contin u ar a ler es te item , d ê u m a lid a lá.

3 .3 . D I V I S Ã O D E H O R A S E N T R E M A T É R I A S T R A D I C I O N A I S (D O
PR OGR A M A ) E DE SUP O R T E
U m a das formas para trabalhar as matérias do Edital e as de su porte é a segu inte:
Eu devo defin ir qu antos b locos d e estu do ten ho. O id ea l é qu e u m b loco corres pond a a
u ma hora, mas isto não é ob rigatório. Vejamos: Se eu tenho 10 horas para estudar e 10 assuntos,
ten h o 10 b locos d e u ma hora. Se» p or ou tro lado, tiver 15 horas, cada b loco terá u m a hora e
meia. C onsidero mais fácil orga n izar o n ú m ero d e ma térias p o r b locos d e u m a hora.
Se todas as matérias têm p es o igu a l e m eu n ível nela s é mais ou m en os o m esm o, é só
d ivid ir o n ú m ero d e horas p elo n ú m ero d e matérias. Se h ou ver m a térias mais im p orta n tes
na p rova ou on d e possu o m a ior d ificu ld a d e n o m om en to, d evo a u m en ta r o n ú m ero d e
horas d ed ica d o a elas. Se necessário, p os s o d im in u ir o tem p o d ed ica d o às m a térias on d e
já ten h o u m n ível m a ior d e con h ecim en to.

3 .4 . S E EX IST IR EM M A T É R I A S C O M M A IO R P E S O N A P R O V A
M u ltip liqu e o n ú m ero rela tivo a elas. Ass im, se h á 5 matérias, mas du as são mais
importan tes , eu poss o m u ltiplica r p o r 2 e som a r m a is a lgu m tem p o p a ra elas. Assim , a o
invés d e 10 tem p os para matérias d o edital, eü p recis arei d e 12 b locos, va lor a o qu al s om a rei
os 4 b locos pa ra estu do de su porte.

E xem p lo:

Tem os 5 matérias n o edita l (1, 2, 3, 4 e 5) e as 4 d e su porte (leitu ra d e ap oio, leitu ra


geral, redação sob re a p rova e red a çã o gera l). As m a térias 1 e 2 sã o mais im p orta n tes ou
ten h o nelas m a ior dificu ldad e.

M a téria s mais im p orta n tes d o edita l: 2 (x p es o 3) = 6

M a téria s norm a is d o e d ita l: 3 (x p es o 2) = 6

M atérias d e su porte: 4 (x p es o 1 ) = 4

Total de b locos n ecess ários = 16

Se você tem, com o n o caso anterior, 14 horas pa ra estudar, p reen ch erá os es paços
va gos n o qu adro h orá rio: estu dará as matérias 1 e 2 p or três horas, as ma térias 3 ,4 e 5 p or
du as e as d e su p orte p o r u ma. N a h ora d e p reen ch er o qu adro, você irá “qu eb ra r” a h ora
pa ra encaixar 16 b locos em 14 horas.

U m jeito aind a mais sim ples é o d e em pres ta r u m n ú m ero igu a l d e horas p a ra tod as
as matérias e aí com eça r a tirar “h ora s” ou "m eia s- h ora s” da qu ela s on d e o p es o n a p rova
é m en or (ou já estam os m a is b em prep a ra dos), en ca ixa n do nas m a téria s com m a ior p es o
ou on d e ainda precis a m os estu dar mais.

210 CA P Í T UL O 9

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O IMP OR T ANT E É QUE VOCÊ:
1 o D ivid a o tem p o d e estu do d e a cord o com a im p ortâ n cia das matérias na p rova ou sua
fa cilid a d e m a ior ou m en or d e a pren dizado.

1 L P rivilegie as matérias com m a iorp es o n a p rova ou onde, p or enqu anto, você tem m a ior
dificu ldad e. C om o tem p o, você terá u m b om n ível em todas.

!L Reserve tem p o para a qu ilo qu e ch a m o d e matérias d e su porte: para as leitu ras gera l e
d e a p oio e reda ções gera l e d e a poio.

♦ Vale a p en a fa zer esses cálcu los? Sim, p ois você organ izará m elh or seu horário.

3 .5 . Q UA D R O EX EM P L IF íC A T IV O
Vamos dar u m exem p lo on d e sim plifica m os u m p ou co o cálcu lo. Vej a qu e em 2 0 horas
. tra b alham os com u m a m éd ia d e 2 horas p or m a téria e u m a sob ra d e duas horas. A partir
daí, fixei u m a b ase d e 2 horas e m eia pa ra cada m a téria d o E dital e d e mais ou m en os u ma
h ora e m eia para cada m a téria d e su porte. O im p orta n te é qu e o resu ltado fin a l d a "conta”
seja equ ilib rado.

N ú m ero d e h ora s d e es tu do d is p on íveis p o r sem a n a : 20


N ú m ero d e m a téria s : 5 d o ed ita l + 4 d e s u p orte = 9

M a téria s d o ed ita l x 2 = 10 + 4 d e s u p orte = 14

N ú m ero m éd io d e h ora s p o r m a téria = 2 h ora s (s ob ra = 2 h ora s )

ff iü ü S S
1. Disciplina A Esta é a matéria que eu tenho maior facilidade. Uma hora e meia é o suficiente para 1 h 30 min
eu manter o seu nível.
2. Disciplina B Esta é uma matéria que .está no terço intermediário: não é das que sei mais. nem das que 2 h 30 min
ainda sei menos. Por isso, utilizarei o tempo básico.
3. Disciplina C ídem à disciplina 8. Por não ser a que tenho mais facilidade, não reduzo o tempo. Por não 2 h 30 min
ser daquelas que tenho mais dificuldade no momento, não aumento o tempo médio.
4. Disciplina D Esta é uma matéria onde não tenho muita facilidade. A hora que “economizei" com a 3 h 30 min
matéria A será aproveitada aqui.
5. Disciplina E Esta é a matéria que eu sei menos. Assim, para alcançar um grau satisfatório, utilizarei 4h
as duas horas de sobra para ela.
6. Leitura para a prova Esta leitura desenvolverá uma sóiida base pára se fazer a prova. A média dos alunos não 1 h 30 min -
{obras clássicas e as se preocupa com esse item, o que fará minha prova (e nota} ter um diferencial. Esta
fontes de autoridade leitura também refletirá na capacidade de redação, raciocínio e criatividade.
da área do'concurso)
7. Leitura geral (jornais, 0 interesse aqui é aumentar a cultura gerai, o que resulta em um candidato com mais ba­ 1 h
revistas, livros em gagem e em sensível melhora de desempenho em redação, raciocínio e criatividade.
geral’ enciclopédias,
etc.)
8. Escrita para prova Aqui devo reservar o tempo médio de cada disciplina. Em geral, os alunos não treinam 2 h
este ponto. Assim, estarei trabalhando em um diferencial para a banca (desvio padrão
positivo).
9. Escrita geral Aqui eu posso trabalhar com 15 minutos por dia, 6 vezes por semana. E uma boa 1 h 30 min
dose.

WI L L I A M DOUGL A S 211

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é * As matérias d e su porte sã o m u ito importan tes para com b a ter a m a ior dificu ld ade dos
candidatos em concursos: a íaita d e raciocín io e b aixa capacidade d e redação. Q u em n ão sab e
pensar n em redigir va i m a l na p rova de portugu ês, nas questões dissertativas sob re qu alqu er
assunto e, além disso, tem dificu ldade para ler e interpretar as questões. Posso assegurar qu e esta
é a m a ior dificu ldade dos alu nos com base em min ha experiência com o candidato, professor
e m em b ro de b ancas examinadoras.

é * N ã o se a costu m e a só qu erer estu dar com eça n d o exa ta m en te às dez, ou às d ez e meia .


Ap rend a a n ã o desperdiçar 5,10,15 ou 20 minu tos. C om ece a estu dar logo qu e der e considere
im p orta n te cada m in u to d e estu do, m es m o qu e pou cos . A p roveite ta m b ém esp aços cu rtos
em qu e d er para estudar: n ã o existe esse n egócio d e “E m 15 m inutos não dá para estudar
nada". Q u in ze min u tos de es tu do é m u ita coisa, p rin cip a lm en te se vo cê os somar.

O tem p o d e red a çã o es p ecífica pa ra p rova n ã o d eve ser in ferior à m éd ia d o d ed ica d o


às dem a is matérias. Se o concu rso só tem qu es tões d e m ú ltip la escolh a, su b stitu a a reda çã o
es p ecífica p or trein o fa zen d o testes d e m ú ltip la escolh a.

As m a téria s em qu e você es tá m elh or s ervirã o com o p on to d e a p oio pa ra o estu do


das demais. Nestas, a p a ixã o é m a is antiga, você já fixa ma is fácil, tu d o va i b em , etc. Assim,
você p od e tra n qü ila m en te m a n ter u m a carga h orá ria m en or s em qu e h aja sen sível preju ízo.
N u m a família, qu an do u m irm ã o está com mais dinheiro, é natu ral e sau dá vel qu e ele d ê u m a
“forcin h a ” pa ra o irm ã o qu e está precisa n do. Aqu i, o din h eiro é a carga h orá ria. A solu çã o é
simples, mas d ificilm en te o alu no tem a orien ta ção ou a a u todisciplina pa ra u tiliza r o tem p o
n ã o da ma neira a p a ren tem en te mais agradável, mas d a m a n eira mais adequ a da.

O tem p o p a ra leitu ra e es crita gera l p od e ser menor. O tem p o para es crita geral é
u m tem p o qu e fa cilm en te se in sere nas ativida des diárias, ou seja, vo cê n ã o precis a gastar
u m a h ora d e estu do ch eia pa ra isto. P or exem plo, "abra” 15 m in u tos n a h ora em qu e acorda,
a lm oça ou va i d orm ir e escreva. Este p eríod o d im in u to n ã o va i p reju d ica r seu h orá rio,
a lm oço ou s on o e, com certeza, fa rá d iferen ça n o concu rso. E m seis m eses h á 180 dias. Se
voçê escrever 15 m in u tos p o r dia, em seis meses terá trein a d o su a red a çã o p or 45 horas,
s em n en h u m sa crifício. Se for p os s ível d a r u m tem p o igu al a o das d em a is ma térias pa ra a
redação, n ão é m á idéia .

"A melhor disciplina do tempo é aquela


que obtém a relação ideal entre
responsabilidade e flexibilidade / 7

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3 .6 . O U T R A S O B S E R V A Ç Õ E S S O B R E A M O N T A G E M DO Q H E
Pa ra d efin ir qu ais sã o as m a téria s a s erem estu dadas e qu a l s erá a leitu ra d e su porte,
leia o ed ita l e a form a d e realiza çã o das provas, b em com o qu ais matérias poss u em pes o
m a ior e/ ou são eliminatórias.

4
M A T É R IA S Q U E S E G O S T A
E M A T É R IA S Q U E N Ã O S E G O S T A

N a m on ta gem d e u m qu ad ro horário, u m dos pon tos mais importan tes é a relação d o


estu da nte com as matérias, d e a cord o com su a pred ileçã o, é * É aqu i qu e mu itos candida tos
leva m b om b a .

4 .1 . M A T ÉR IA S Q UE N Ã O GO ST A M O S
Até on tem você estu da va m a is as m atérias qu e gostava. Agora, com o gosta d e todas,
d eve estu dar mais as qu e aind a sa b e m enos.

Ten h o u m a m igo qu e qu eria ser P rom otor d e Justiça. E le a dorava D ireito Pen a l e
Processu al Pen a l e d etes ta va D ireito C ivil e Processu al C ivil. Por isso, só estu dava o qu e
gostava. Eu disse a ele pa ra estu dar o qu e sa b ia m en os. C h egu ei a cons egu ir u m está gio
com u m excelen te Prom otor, exa ta m en te na área em qu e ele era mais fraco. S ab e p or qu e
ele n ão fez este estágio? Porqu e receb eu u m con vite pá ra estagiar n o Trib u nal d o Júri, na
área em qu e ele mais amava. Q u a n do fa lou - m e isto, tod o orgu lh oso, eu disse qu e ele estava
fa zen d o a b es teira d o sécu lo, m a s n ã o adiantou .

O fin a l da h istória é qu e ele s em p re ficou rep rova d o n o concu rs o para Prom otor
exa ta m en te em D ireito C ivil e Processu a l C ivil. D a ú ltim a vez em qu e n os falamos, era
D elega d o d e Polícia (concu rso on d e n ã o cai D ireito C ivil e Processu a l C ivil). Ser D elega d o é
u m a das profiss ões mais em ocion a n tes e interessantes qu e conheço, da qu al sinto saudades.
O p rob lem a é qu e este n ã o era o s on h o d o m eu a m igo. E le até en tão não tinh a alcançado
o seu s on h o p orqu e recu sa va- se a estu dar ma térias qu e n ão gostava, mas qu e precisava
sa b er para p od er p erten cer a o M in is tério Pú b lico.

♦ Será qu e eu ten h o o d ireito d e n ã o gosta r d e algu ma matéria? D ep en d e, você


p od e des p rezá - la se ela passar n o teste referid o abaixo, o item : ma térias qu e n ã o qu erem os
estudar.

WI L L I A M DOUGL A S 213

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4 .2 . M A T ÉR IA S Q UE N Ã O Q UE R E M O S E S T UD A R
V ocê a ca b ou d e ler sob re as m a térias q u e gos ta e as qu e d eve com eça r a gostar.
Por ou tro lado, há m a térias qu e gosta ría m os d e n ã o ter qu e estudar. Is to é possível? B em,
d ep en d e d e u m ju lga m en to a ser feito:

D á pa ra viver s em essa m a téria?

A resposta vai in d ica r o m elh or ca m in h o:

1) V ocê vive s em ela. Eu, p or exem p lo, n u n ca gos tei d e qu ím ica , a pesar d ela ca ir n o m eu
vestibular. Len d o o edital, verifiqu ei qu éh a veria u m provã o com 90 qu estões, sen do 9 de
qu ím ica (a pen as 10% d o tota l em jog o). Para passar n o p rovã o era p recis o acertar 50%
da prova . N a s específicas, cairia apenas portu gu ês, inglês, h is tória e geogra fia . C h egu ei
à conclu sã o de qu e com o tem p o qu e iria gastar a té a p ren d er qu ím ica para acertar
algu m a das 9 qu estões, era m elh or estu dar m a is as ou tras m a térias (p rin cip a lm en te
as qu e ca iria m na p rova es p ecífica ). C om efeito, deu p a ra viver s em qu ím ica . Passei
n o ves tib u lar e nu n ca precis ei gostar dela.

2) N ã o d á p a ra vòcê viver s em ela. Is to a con tece qu a n d o a m a téria é ess encial p a ra se


passar n a prova. D ep en d en d o d o concu rso, h á ma térias in dis pen sá veis, aqu elas cu jo
p es o na pon tu a çã o geral é m u ito gra n d e ou qu e sã o elim in a tória s. N es te caso, am igo,
o m elh or con s elh o é a pren der a a m a r a m a téria , pa ra p od er a pren dê- la . O CIO, 14.2,
p. 226.

•5
M A T É R IA S D E F O R M A Ç Ã O
DE SUPORTE

A q u i tra ta rem os d é u m a form a çã o h u m a n a e gera l q u e torn a o ca n d id a to m a is


preparado. A p reocu p a çã o é ir u m p ou co a lém d o “b ê- a - b ã " d o ed ita l d o concu rso. Para
isso, você d eve separar tem p o pa ra ded ica r- s e a a tivid a d es correlatas.

Trata- se aqu i d e u m estu do paralelo qu e forn ece u m gra n d e su porte n a h ora d a prova,
em geral, servin do com o fa tor d iferen cia d or en tre u m ca n did a to m ed ia n o (m éd io) e u m
a cim a da m édia . E xem plo: u m ca n did a to à m agistratu ra qu e fez u m cu rso d e ora tória irá
im p ression ar p ositiva m en te a b a n ca exa m in ad ora n a h ora d a p rova oral. Is to p od e significar
a d iferen ça entre u m a aprovação ou u ma rep rova çã o.

A lém de cu rsos de leitu ra/oratória, m em oriza çã o, teatro, etc., p od em os com eça r com
algu ns cu ida dos b ásicos, mas a b solu ta m en te in dispen sá veis:

214 CA P Í T UL O 9

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O p rim eiro passo é a leitu ra d e livros , a p os tila s e res u m os sob re as matérias_qu e
con s ta m d o p rogra m a . M u itos qu erem passar em prova s e concu rsos apenas com a matéria
do ca dern o ou com o qu e ou vira m em sala. O ca m in h o n ã o é este. Q u an do for estu dar u m a
ma téria, p rocu re ler m a is d o qu e as an ota ções tom a d a s em sala. Se possível, leia mais d o
qu e as apostilas. U se as apostilas p a ra dar u m a olh a da gera l n a ma téria, d ep ois leia os livros
e, n o final, para fixa r melhor, releia a apostila.

A lém dessa leitu ra b ásica, o “zero a zero" d e q u em va i fa zer o concu rs o, is to é,


a qu ilo qu e tod o m u n d o faz, d evem os fa zer m a is du as leitu ras e du as form as d e trein o de
redação:

leitu r a d e a p o io

r leitu r a g e r a l \

l r ed a çã o d e a p o io J
r ed a çã o g e r a l j Z

5 . 1. L EIT UR A DE A P O IO
Refere- s e à leitu ra d e assu ntos ú teis para a prova , e qu e n ã o n ecess ariam en te fa zem
pa rte es p ecífica d o progra m a d e matérias.

A ieitu ra destes m a teriá is é im p orta n tís sim a e p ou cos a fa zem . E xemplos:

• C on cu rs os n a á rea técn ica e ju ríd ica :

Ler a legis la çã o pu ra e sim ples (qu e fa z falta n á hora da prova, m es m o as com


consu lta, afinal, vo cê n ã o va i "exp lora r e des cob rir n ovid a d es ” na hora da prova,
vai?).

- L er S ú m u la s e ju ris p ru d ên cia d o S TF e STJ, e, even tu a lm en te, d e ou tros


trib u n a is .

• Vestib u la res: tem p o para ler ob ras d a noss a literatura.

• C on cu rs os p a ra áreas esp ecífica s: tem p o para a leitu ra dos au tores clássicos. Acon tece
da b a n ca n ã o coloca r n o progra m a u m livro clássico, com o a qu ele es crito p elo "p a i”
da dis ciplina, mas certa m en te su a leitu ra da rá m a iores su bsídios e con h ecim en to do
tema*

• C on cu rs os com b a n ca exa m in a d ora con h ecid a : leitu ra d e obras dos m em b ros da


b anca, p a ra sa b er com o raciocin a m . E m u m concu rso ju ríd ico, p or exem plo, d evem os
ler a legis la çã o, S ú mu las, ju ris p ru d ên cia s d o S TF e d o STJ; revistas e a rtigos dò
Trib u nal ou da Institu içã o qu e estam os a lm eja n d o (ju ris pru dên cia d o TJ, Revista da
Procu rad oria, etc.) e, a lém disso, artigos e livros dos m em b ros dá b a n ca examinadora.
C on vém separar u m h orá rio apenas para a leitu ra d e apoio.

W l l L f A M DOUGL A S 215

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5 .2 . L E I T U R A G E R A L (C U L T U R A G E R A L )
É a ocasião para ler jorn ais, revistas, livros d e cu ltu ra geral, livros religiosos , etc. N ã o
se ilu da: esta leitu ra irá fa zer d iferen ça n a h ora da prova. L er d icion á rios e en ciclopédia s,
alea toriam en te, ta m b ém n ã o é m á idéia .

5 .3 . R E D A Ç Ã O (E S C R I T A ) D E A P O I O , O U S E J A , S O B R E A
M A T ÉR IA
S epare oca siã o para fa zer reda ções sob re assu ntos d o p rogra m a . Faça o segu inte: a)
E stab eleça u m assu nto; b ) u san do u m livro, fa ça u m es qu em a dos p on tos mais importantes;
c) leia a matéria; d) sem consu ltar o livro e u sando o es qu em a feito, fa ça u m a reda çã o sob re
o assunto. E xperim en te ta m b ém ler e fa zer o es qu em a n u m dia e fa zer a reda çã o n o ou tro;
e) corrija su a redação.

5 .4 . R E D A Ç Ã O (E S C R I T A ) S O B R E A S S U N T O S N Ã O
R E L A C IO N A D O S COM A M A T ÉR IA
• U m a das cois a s m a is em fa lta n o m erca d o d e con cu rs os sã o ca n d id a tos qu e
sa ib a m escrever. Rea lm en te n ão é fá cil tirar u m a id éia da ca b eça e colocá - la n o
papel. Tive vá rios alu nos qu e sab iam tu do d a m atéria, mas n ã o s a b ia m escrever
e, logo, tira va m nota s b aixas. Tive alu nos qu e era m ótim os em prova s orais, pois
falavam b em , mas escreviam pessimamente. U m deles, a pós u m a n ota ru im , pediu -
m e pa ra apenas fa zer provas orais (on d e rea lm en te ele a rreb en tava). Res p on d i qu e
o dia qu e u m con cu rso pa ra ju iz (qu e era o seu ob jetivo) deixa ss e a escolh a com
o candidato, neste dia eu deixaria ele es colh er a form a d a p rova e, assim, fu gir d o
qu e tinha qu e fa zer: trein a r sua redação.

• O qu e im p or ta é você escrever. N ã o im p orta o q u e vo cê va i es crever: poesias,


cartas, u m conto, u m rom a n ce, su a op in iã o sob re a vid a , sob re seu dia, des criçã o
de u m m óvel ou u ma pes soa , etc. A d qu ira u m ca d ern o b em gros so e, tod os os
dias, du ra nte p elo m en os 15 m in u tos (n a h ora m a is con ven ien te), es creva com
tota l lib erda de. Esta prática fará d e você u m excelen te escritor.

Eu sem p re fu i m u ito b em em concu rsos (vestib u lares, pú b licos, etc.) p orqu e lá pelos
on ze ou d oze anos com ecei a es crever poesias p a ra as ga rota s p ela s qu ais m e apaixonava,
mais p elo fa to de ser tím id o d o qu e p elo fa to d e qu erer es crever. Ass im, aos 15, a o fa zer o
vestib u lar, já tinha anos d e exp eriên cia em escrever, já sab ia coloca r u m a id éia n o papel.
A lém de aprender a segu ir a lin h a céreb ro- m ão- ca n eta- p ap el, fiz algu mas poesias razoáveis,
qu e com o tem p o com ecei a en trega r para as mu sas inspiradoras, algu ma s das qu ais até
n a m orei.

216 CA P Í T UL O 9

- i

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5 .5 . CO NCL USÃ O
C om o você perceb eu , tem os 4 m a téria s extras, qu e d evem os sem p re estudar: leitu ra
d e apoio, leitu ra geral, reda çã o d e a p oio (es p ecífica da m a téria) e reda çã o geral.

D ivis ã o d o tem p o en tre as m a téria s d o ed ita l e as d e su porte. Se forp os s ível e h ou ver


tem p o su ficiente, coloqu e as matérias d e s u p orte (leitu ras geral e d e ap oio, reda ções geral
e d e a p oio) com a m es m a carga qu e as m a térias constantes d o edital. Se h ou ver fa lta de
tem p o su ficiente, m u ltip liqu e p or dois o n ú m ero d e matérias d o edital, com o qu e você
redu zirá à m eta d e o p es o rela tivo d ed ica d o às matérias d e su porte.

E xem p lo:
Tem os 5 m a térias n o ed ita l e as 4 d e s u p orte (leitu ra d e apoio, leitu ra geral, reda ção
sob re a p rova e reda çã o geral). M u ltip liqu e as m a térias d o edita l p or dois e en tão divid a o
tem p o eqü itativam en te.
M a térias d o edital: 5
M atérias d e su porte: 4
M atérias d o ed ita l x 2 = 10 + 4 (su porte) - : 14 “m atérias”.

S e você tem 14 horas pa ra estudar, estu dará cad a u m a das 5 d o E dital p or du as horas
e ca d a u m a das 4 d e su porte p or u m a hora.

H á u m texto da sa b ed oria d e S a lom ã o (Eclesiastes 3:1 ,8 ) qu e fa la sob re o tem p o, e


com ele term in o es te C apítu lo:

"Tudo tem a sua ocasião própria, e ha' tempo para todo propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de m orrer;
tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;
tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras; e tempo de ajuntar pedras;
tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora;
tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
tempo dé amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz."

WI L L I A M DOUGL A S 217

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218 CA P Í T UL O 9

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WI L L I A M DOUGL A S 219

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AO TERMINAR A LEITU RA DESTE CAPÍTU LO, A AD MINISTRAÇÃO
DO SEU TEMPO VAI FU NCIONAR MELHOR DESDE QU E VOCÊ:

1. Decida montar seu quadro horário.

2. Apliqu e as técnicas de otimização do tempo descritas no O C 8 .

3. Monte seu quadro horário geral.

4. Faça os cálculos dividindo as matérias e montando o quadro de estudo com as que constam do
programa e as de suporte (leitura e redação).

5. Tenha autodisciplina para cumprir seus quadros horários, sem esquecer de que fundamentam-
se no binômio responsabilidade + flexibilidade.

"Uma única ação


é melhor do que
mil suspiros."
RibinoStulamDayE»r

220 CA P Í T UL O 9

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T ÉC N IC A S
D E ES T U D O

O q u e é o es tu d o

E stratégia , m étod os e técn ica s d e estu do

As cin co técn ica s b á sica s p a ra o es tu do efica z

M a n eira s p a ra a u m en ta r a qu a lid a d e d o estu do

O s is tem a S Q 3R d e estu do e seu p roveito p a ra p rova s e concu rsos

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T É C N I C A S DE E S T U D O

O B S ERVAÇÃO IM PO RTA N TE :

N ão co m e ce a le r o livro p o r este C apítulo.

[ão co m e ta o e rro m ais co m u m d os can d id ato s: a p ressa e a v o n tad e d e i r

reto ao assunto ” , o q ue f az a p essoa p erd e r a b ase, q ue é o m ais im p o rtan te.

R eco m end o q ue v o cê co m e ce a ler o livro p e lo s p rim eiros cap ítulos.

1
O Q U E É O C O N H E C IM E N T O

J
^ y ^ m a io r pa rte das pessoas n ã o gos ta d é estudar. Apen a s u m a vis ã o equ ivoca d a
J ^ fa o v o u e é es tu d a r p o d e ex p lica r q u e a lgu ém in terp r ete a a q u is içã o d e
M ^ ^ t e f ê c im en tos com o u m a coisa "chata”.

M u itos desgosta m do con h ecim en to p ois o con s id era m com o s en d o "ter a pos s e d e
in form a ções ”. D en tro dessa vis ã o estática ele será s em p re u m con ju n to fin ito e es ta nqu e
de dados, p or m a ior qu e seja.

O verd a d eiro con h ecim en to d eve s er d in â m ico e in s tru m en to p a ra m elh ora r a


qu a lid a d e de vida.

N essa vis ã o mais correta, o con h ecim en to é a p oss e de in form a ções e a ca p a cid a d e de
processá- las, is to é, d e aplicá- las e com b in á - la s com novas in form a ções . N a ótica d in â m ica
seu p oten cia l é ilim ita do e instru men tal, ten d o u tilid a de para a vida.

V ocê d eve opta r en tre a n oçã o d o con h ecim en to m a is com u m , tra dicion a l, d e m ero
cu n ho aqu isitivo, e o con h ecim en to in tera tivo, on d e os da d os fu n cion a m se rela cion a n d o
en tre si e com o a m b ien te. N o s egu n d o caso, qu a n to m a is se a p ren d e m a is fá cil fica
a prend er.

Sab er n ão ocu pa espaço. Saber, agregar con h ecim en to e in ter- relacion ar in form a ções
fa cilita o u so da m em ória , d o ra ciocín io e da cria tividad e. Se eu d ecoro vin te leis sem
relacioná- las em u m contexto, terei qu e as repetir cons ta n tem en te para n ão esqu ecer. Se eu
inter- relaciono e estruturo essas vin te leis, posso lem b ra r delas ma is fa cilm en te. O C 4 ,12 e
5, p. 8 8 e 96.

222 CA P Í T UL O 10

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2
O Q U E É O ESTUDO

E s tu d a r é divertid o, a grad ável e com pen s a dor. —


M es m o q u e a lgu m a m a téria n ã o s eja m u ito ú til n o <a
res to d a vida , ela terá su a im p ortâ n cia p a ra a lgu m
d egra u a ser pis a do, p a ra a lgu m a fa s e a s er su pera da .
E s tu d a r d e v e s er c o n s id e r a d o a lg o p r a ze r o s o ,
u m h á b ito d e vid a , o fr u to d e u m a c u r io s id a d e
p erm a n en te.

S ob re o qu e é estu dar já fa lou u m dos m aiores


ed u ca d ores q u e con h ecem os , P a u lo F reire (A ção
cultural para a lib erdade é outros es critos):

"Estudar seriamente um texto ées tudar o estudo de quem, estudando, o escreveu (...). É
buscaras relações entre o conteúdo em estudo e outras dimensões afins do conhecimento. Estudar
é um a fo rm a de reinventar, de reescrever, de recriar - tarefa de sujeito e não de ob jeto."

Ain da d o en s in o e pa la vra s d e Pa u lo Freire, p od e- s e d izer qu e estu dar é u ma atividade


qu e exige u m a postu ra crítica, n a qu al a qu ele qu e estu da se sen te des afiad o p elo texto em
su a tota lida de e seu ob jeto é apropriar- se d e sua significação. Estudar é assu mir u ma postu ra
cu riosa: a d e qu em pergu nta, a d e qu em indaga, a d e qu em bu sca. Estudar é assu mir u m a
rela ção d e d iá logo com o au tor d o texto. Estudar é u m a a tivid a de qu e exige hu mildade.
E stu dar n ã o é m em oriza r m eca n ica m en te, com o se o sab er foss e u m a d oa çã o dos qu e se
ju lga m sáb ios aos qu e ju lga m n ada saber. Estu dar é, sob retu do, pen sa r a prática, e pen sar
a prá tica é a m elh or m a n eira d e pen s a r certo.

M ira Y Lop es com p leta d izen d o qu e estu da r é con cen tra r tod os os recu rsos pessoais
n a ca pta çã o e a ssim ilaçã o d e dados, rela ções e técn ica s qu e con d u zem à solu ção d e u m
p rob lem a , e qu e a p ren d er é u m a m u d a n ça p os itiva no rend im en to. A p ren d er significa
p ren d er- s e efetivam en te. A p ren d er é ob ter o resu ltado procu rad o na atitu de de estudo.

0 Q ú a nd o se passa a estu dar dessa form a (rein venta nd o, qu estiona ndo, atu ando
com o su jeito e n ã o com o ob jeto, b u sca n do u m a m u d a n ça pos itiva no ren d im en to), passa
a ter m u ito m a is graça.

0 m étod o s ocrá tico d e es tu do ta m b ém p od e ser ú til ao alu no pois b em resu me u ma


excelen te d in â m ica d e a pren dizado.

{ S egun d o S ócrates, o es tu d o a b ra n ge três m om en tos :

a| A p ren d er - é o p rim eiro m om en to, qu a n d o ocorre a aula, a leitu ra, etc.

ü !l Apreen d er- é o segu ndo momento, onde, mentalmente e/ou de posse de anotações, resumos,
fitas gravadas, etc., o aluno “ru mina”, revisa, medita, reflete a respeito da matéria.

Ü| P ra tica r- o alu no passa a execu ta r a lgu m a ta refa on d e o con h ecim en to a dqu irido seja
necessário. Tal fase lh e p erm ite fixar os con h ecim en tos d e form a perm a n en te.

WI L L I A M DOUGL A S 223

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Q u em qu er rea lm en te a p ren d er p o d e s egu ir essa ord em . Q u a n d o se rea liza a qu ilo
q u e s e a p ren d eu , a fixa çã o é d e ex celen te q u a lid a d e e d u ra b ilid a d e. D u ra n te a execu çã o
s em p re s u rgem d ú vid a s qu e, res p on d id a s , a u m en ta m o con h ecim en to, a lém d e se
a d qu irir ou tros ta n tos d ecorren tes da p rá tica (o know -háw , o “sa b er fa zer”).

O u tro p on to interessante é u m dos ab orda dos p eloFrofes s or M a u rício Peixoto, da UFRJ,


qu al seja a distin çã o en tre con h ecim en to m eta cogn itivo e exp eriên cia m eta cogn itiva .

C on h ecim en to é a p ren der teorica m en te, etc. E xperiência é viver. O a p ren diza do tem
vária s facetas, entre as qu ais o con h ecim en to p rop ria m en te d ito e a vivên cia , qu e in clu i
a a p lica çã o d o qu e se a prendeu e a in d a as/demais exp eriên cia s d o in divíd u o. Por mais
in con s cien te qu e ten h a sido, vo cê ap ren deu a viver, a interagir, etc. N ã o é poss ível, pois,
p en sa r n u m process o in teiro d e a pren diza do s em pen s a r n o h om em em su a tota lidade,
su a alim en ta ção, afetivida de, em oções , a u to- estim a, etc. A lém disso, s e o con h ecim en to
m eta cogn itivo n ã o se tra n sform a r n u m a exp eriên cia m eta cogn itiva , o con h ecim en to se
torn a inú til. E, inú til e s em ser u sado, ele se perd erá. P or isso, é p recis o qu e n o estu do exista
u m a pes soa inteira, interagin do, con ecta n d o os dados, trein a n d o con s ta n tem en te.

3
E S T R A T É G IA , M É T O D O E
T É C N IC A D E E S T U D O

3. i. EST R A T ÉGIA DE E ST UD O
E s tra tég ia é u m con ju n to sistem a tiza d o d e a ções ou p roced im en tos d irigid os a u m
fim qu e se qu er alcançar. São os pla n os a d ota d os pa ra a rea liza çã o d e d eterm in a d a tarefa.
Pod e- s e ch a m a r de tática a parcela d e p la n eja m en to para ca d a m eta ou ta refa parcial. A
estratégia é a ação geral, qu e tra b alha com o tod o.

U m a b oa estratégia d e estu do d eve considerar, a lém das atitu des tratadas n o C2,
duas variantes:

1) Pers on a liza çã o. 0 m a is im p orta n te é o seu m od o d e a p ren d er e o seu resu ltado.


Técn ica s d e terceiros d evem s er s em p re testa das: se fu n cion a rem , ótim o; se n ão
fu n cion a rem , procu re adaptá- las às suas pecu lia rida des. Pers on a lize as técnicas. Se
u ma form a d e estu do fu n cion a p a ra você, n ã o se en ga n e caso a lgu ém d iga qu e ela não
é b oa, qu e tem este ou a qu ele d efeito, etc. S e fu n cion a b em p a ra você, ela é a idea l.
P or exem p lo, ten h o alu nos qu e a p ren d em m u ito b em tra n screven do a m a téria pa ra
cadernos. E mbora cop ia r a ma téria à m ã o leve mu ito tempo, eles a pren d em b em assim.
Se a prendem, ótim o. Eles p od em até ten ta r n ovos sistemas, m a s n ad a os ob riga a não
u sarem algo qu e está fu n cion a n do. A flexib ilid a d e qu e d eve existir n o h orá rio ta m b ém
p od e ser aplicada às técn ica s e a o m od o d e execu ção.

2) Ava lia çã o da rela ção C u s tox B en efício. M on itore seu process o d e a pren dizagem, preste
aten ção àqu ilo qu e fu ncion a, à qu ilo qu e va le e qu e n ã o va le a pen a. U m p roces s o
contín u o de a p erfeiçoa m en to n ã o dispensa u m a constan te verifica çã o das va nta gens e
des vantagens d e cada m étodo. Isso p erm ite a u m en ta r o ren d im en to e, ca d a ve z mais,
a p ers on a liza çã o das técnicas. v_5 C 3 ,17, p. 84.

224 CA P Í T UL O 10

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3 .2 . M ÉT ODO
V em das palavras m eth (através, pa ra a lém de, ap ós) + od os (ca m in h o), ou seja,
m étod o é o ca m in h o qu e deu certo, qu e o leva adiante.

O m étod o surge, em geral, após a descob erta. É possível aprender o m étod o com outra
pessoa. C om o ensina o Professor M au rício Peixoto, h á várias concepções sob re o qu e é método:
“é o processo exitoso de descoberta, não necessariamente prefixado” (H egen b erg); “a form a
de d e cid ir entre diferentes técnicas” fA ckoff}; “a compreens ão dos resultados e do processo”
(Ka plan ).

3 .3 . T ÉCNICA
S egu n do o mestre, técn ica é o p roced im en to u sado pa ra realizar u m a tarefa. Por
exem p lo: su blinhar, esqu ematizar, etc. Técn ica vem d o grego tecné fa zer), s ign ifican d o
a form a d e realiza r algo n a prática.

A técn ica trata d e “com o fa zer”, o m étod o e a estratégia d o “p orqu e fa zer”. D iferen cia r
m étod o e técn ica na prática n ã o é im p orta n te, o im p orta n te é conh ecê- los , a plicá - los e
u su fru ir suas vantagens.

# O im p orta n te é sab er qu e a estratégia, os m étod os e as técnicas fa zem "milagres".


S ab emos qu e u m centím etro ou algu ns centésim os de segu ndo p od em significar u m a vitória.
Assim , u m ga n h o in fin ites im a l, p rop orcion a d o p ela tecn ologia , p od e ser o su ficien te para
alcançar o su cesso.

T É C N IC A S B A S IC A S
P A R A O E S T U D O E F IC A Z

A s técn ica s b ásicas d e estu do sao:

A motivação,
O am or à m atéria,
A curiosidade,
A acuidade e
A agregação cíclica.

V ocê verá qu e as técn icas b ásicas d e es tu do têm ín tim a relação com a p rogra m a çã o
d o céreb ro e com os recu rsos m enta is d is p on íveis no sistem a lím b ico. O C 6,113, p. 140.

WI L L I A M DOUGL A S 225

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4 .1 . M OT IVA ÇÃ O
Se você não tem u m h om m otivo pa ra estudar, n ã o tem u m b om m otivo para aprender.
Se n ã o tem u m b om m otivo pa ra aprender, vo cê n ã o aprende.

Ou se com eça a estu dar com u m m otivo p a ra esta a çã o ou é m elh or ir fa zer ou tra
coisa. Estudar só va le a p en a e fru tifica qu a n do é feito com u m b om m otivo, qu a n d o qu em
estu da está sa b en d o p orqu e está ali fa zen d o aqu ilo.

Se você n ão tem m otivos pa ra estu dar ou se h á ou tras m otiva ções maiores, siga seu
coração. Faça o qu e lh e d er mais prazer. Porém , com o m e en s in ou W ellin gton S algado d e
O liveira, o im p orta n te é você n ã o se a rrep en d er depois. Ass im, a o d ecid ir se va i estu dar pra
va ler ou não, p en s e n ã o só n o p res en te mas ta m b ém n o fu turo.

A o se m otiva r p a ra estudar, lem b re- s e dos b en efícios qu e a qu ele es forço irá produ zir.
V isu a lize m en ta lm en te o qu e você qu er, os seus ob jetivos , a satisfação d e ir b em nas provas
e concu rsos, etc.

Se even tu a lm en te n ã o gostar d e estu dar ou da m atéria, m u d e d e atitu de. Se gostar,


vá fu ndo.

S aib a s em p re a ra zã o d o qu e es tá fa zen d o, m otive- s e, e o a p ren d iza d o virá


corrend o.

4 .2 . AM OR : UM A DA S M A IO R ES M O T IVA ÇÕ ES
O a m or é tã o im p orta n te p a ra o ren d im en to d a p es s oa qu e jã fo i d ito qu e “gênio ê
um a pessoa n orm a l que trab alha no que gosta”. N ã o há n a d a qu e n ã o seja otim iza d o com
o entu siasmo. N o caso do estu do, o amor, o prazer, o se gostar, p od e ser con s id era d o u m a
ch a ve mestra.

P er m ita - m e u m ex em p lo p es s oa l. Eu n ã o gos ta va n em u m p o u co d e D ireito


C om ercia l. A liá s , p a s s ei p a ra a D efen s oria P ú b lica (em l fl lu ga r) s em qu e ele m e ten h a
feito falta. M a is tarde, n o concu rso para Juiz d e D ireito, D ireito C om ercia l res p on dia p or
10% da prova. Eu precisava tirar 50 pontos. N o p rim eiro con cu rso qu e fiz p a ra esse ca rgo
tirei 42, zera n do em C om ercia l; n o segu ndo, tirei 46,5 e u m n ovo zero em C om ercia l. N ess e
m om en to ch egu ei à conclu sã o d e qu e D ireito C om ercia l esta va fa zen d o falta. N ã o da va
pa ra viver sem ele.

C om o res olver o prob lem a ? N o m eu caso, fo i sim ples . M in h a rela ção com o D ireito
C om ercia l era u m a relação d e evita r d or (n ega tiva ). Pass ei a ter u m a rela çã o d e p ra zer
(p ositiva ). S em qu alqu er exagero, p oss o assegu rar qu e olh ei pa ra o C ód igo C om ercia l e
disse para ele qu e até on tem n ã o o amava, mas com o ele era necess ário pa ra eu a lca n çar
os m eu s sonhos, m in h a carreira, m eu sucesso, etc., eu pass ei a amá - lo. Assim , n u m a to d e
von ta d e, n u m a to con s cien te, pass ei a a m a r D ireito C omercial. A pa rtir daí, pas sei a ler e
estu dar esta m a téria com u m a nova atitu de e a a prend ê- la .

O in teressante é qu e a ca b ei d es cob rin d o qu e D ireito C om ercia l é u m a m a téria m u ito


b onita , e a qu ele a m or volitlvo fo i d ia a d ia se tra n s form a n d o em u m a m or e u m gosta r ma is
naturais.

226 CA P Í T UL O 10

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"Você não gosta de uma matéria porque consegue aprendê-la.
Você aprende a matéria porque gosta deia. Se você quer começar a
aprender uma matéria, comece por aprender a gostar deia."

B em, foi assim qu e eu a pren di a gosta r d e D ireito C om ercia l e no concu rso segu inte
passei a pontu ar ta m b ém em C om ercia l, e u m a b oa pontu ação. N esse concu rso eu tirei algo
em torn o d e 67 ou 6 8 pontos. O a u m en to con s id erá vel fo i p orqu e con tin u ei estu dan do as
ou tras matérias ta m b ém , ocorren d o o fen ôm en o da a grega çã o cíclica, tratado em x j) C4,
12 , p. 8 8 .

O u tro exem plo. A n tes d e a pren d er a gosta r d e D ireito Admin istrativo, esta era u ma
das matérias em q u e eu tinh a m a ior dificu lda de. D ep ois qu e eu ap rend i a gostar d o assunto,
vi qu e a m a téria é tã o ma ra vilh osa qu e a ca b ei lecion an d o- a .

O Para fa cilita r o a to d e a m or cons cien te, veja a resp eito do sistema lím b ico, C 6 ,18
e 12 a 14, p. 133 e 139-145.

❖ A m a r ou n ão amar, gosta r ou n ã o gosta r d e algu m a coisa, é u m a to d e von ta d e


cons cien te.

C om o u tiliza r o a m o r já ex is ten te p a r a a m a r n ova s cois a s . Para vo cê a p ren d er


m a is é p recis o gos ta r da m a téria . É p os s ível fa zer iss o com o au xü io d a qu ilo qu e você
já gosta . S egu em du as a p lica ções :

a) M a téria qu e g o s ta x m a téria qu e n ã o gos ta (ou m elh or, n ã o gosta va ). Procu re p on tos


d e liga çã o en tre elas. S e vo c ê gos ta d e D ireito Pen a l, qu a n d o estu da r os crim es
con tra o P a trim ôn io verá qu e há m u ita s liga ções com o D ireito das C ois a s e -das
O b riga ções , d e m od o q u e p od e estu d a r C ivil a p a rtir d o Pen a l. E xp erim en te estu da r
o es b u lh o p qs s es s ório ven d o p on tos d e in teres s e civil e crim in a l. Se vo c ê gos ta de
C ivil, fa ça o ca m in h o in vers o, es tu d a n d o qu a n d o o ilícito civil se tra n s form a em
ilícito p en a l (e ta m b ém a rela çã o d eles com o ilícito a d m in is tra tivo, etc.). O u tros
ex em p los d is to es tã o n o O C 1 3,12, p. 283.

b) V in cu le as coisas qu e gosta àqu elas qu e qu er passar a gostar. C om o já mencion ad o,


mis tu re horários, gostos, a lim en tos n os qu ais tem p ra zer com aqu eles qu e aind a não
tem . N a d a com o com er ch ocola te s im u lta n ea m en te com o estu do de u m a matéria
qu e es ta mos com eça n d o a "n a m ora r”...

C om o d eve s er o a m or p elo es tu d o. An a is N in , u m a b rilhan te escritora, escreveu u m


dos mais ca n den tes textos a resp eito da rela ção entre a m or e sexo. Trata-se de u m a missiva
para u m m ilion á rio qu e p a ga va para escritores cria rem textos eróticos, sen do a carta abaixo
escrita p or ela a pós a lgu m tem p o dessa relação. Ei-la:

“C aro colecionador: eu odeio você, O sexo perde todo o seu


poder e magia quando se tom a explícito, mecânico, exagerado,
quando se tom a uma obsessão mecanizada. Fica enfadonho.
Você m e ensinou, mais do que qualquer outra pessoa, como é
errado não mis turar sexo com emoção, magia, fome, desejo,

WI L L I A M D O V G LAS 227

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luxúría, caprichos, laços pessoais, relações mais profundas,
enfim, coisas que m od ificam sua cor, seu gosto, seus ritm os e
suas imensidades. Você não sabe o que está perdendo com seu
exame micros cópico da ativ idade sexual, ao ponto de excluir
aspectos que são o comb us tível que lhe ateia fogo. Intelectual,
imaginativo, rom ântico, em ocional. É isso que dá ao sexo
sua tessitura surpreendente, suas transformações sutis, seus
elementos afrodisíacos. Você está reduzindo seu m u n d o de
sensações, m a ta n d o- o de fom e , drenando seu sangue. Se
você alim e ntar sua vida sexual com todos os excitamentos
e av enturas que o a m o r in je ta na s ensualidade, s erá o
homem mais potente do mundo. A fo n te da potência sexual
é a curiosidade, a paixão. M as você está vendo sua pequena
chama m orre r asfixiada. O sexo não viceja na m onotonia.
Sem sentimentos, invenções ou surpresas na cama. O sexo
deve ser mis turado com lágrimas, risos, palavras, promessas,
cenas, ciúme, inveja, todos os cond im e ntos do medo, da
viagem ao estrangeiro, novas caras, romances, his tórias ,
sonhos, fantasias, música, dança, ópio, vinho.”

O texto, se parafraseado, será d e des lu m b ra n te ap lica çã o pa ra dem on s tra r com o d eve


ser o estu do. Assim, após ter tid o a op ortu n id a d e d e se d elicia r com o texto d e An a is N in,
m om en ta n ea m en te o esqu eça e p en s e a res p eito d o estu do. A fórm u la pa ra qu e ele seja
agra dável foi ob jeto de a da pta ção qu e fiz d o texto acima:

“Caro colecionador: eu odeio você. O estudo perde todo o seu


poder e magia quando se tom a explícito, mecânico, exagerado,
quando se tom a uma obsessão mecanizada. Fica enfadonho.
V ocê me ensinou, mais do que qualquer outra pessoa, com o é
errado não mis turar estudo com emoção, magia, fom e, desejo,
luxúría, caprichos, laços pessoais, relações mais profundas,
enfim, coisas que m od ificam sua cor, seu gosto, seus ritmos e
suas intensidades. Você não sabe o que está perdendo com seu
exame microscópico da atividade de aprendizagem, ao ponto
de excluir aspectos que são o comb us tível que lhe ateia fogo.
Intelectual, imaginativo, romântico, emocional. É isso que dá
ao estudo sua tessitura surpreendente, suas transformações
sutis, seus elementos afrodisíacos. V ocê está reduzindo seu
m und o de sensações, m ata nd o- o de fom e , dre nand o seu
sangue. Se você alim entar sua vida de estudo com todos os
excitamentos e aventuras que o a m or injeta na aprendizagem,
será o homem mais fe liz e inteligente do mundo. A fo n te do
aprendizado é a curiosidade, a paixão. M as você está vendo
sua pequena cham a m orre r asfixiada. O estudo não viceja
na m onotonia. Sem sentimentos, invenções ou surpresas.
0 estudo deve ser misturado com lágrimas, risos, palavras,
promessas, cenas, ciúme, inveja, todos os cond imentos do
medo, da viagem ao estrangeiro, novas caras, romances,
histórias, sonhos, fantasias, música, dança, ópio, v inho.”

228 CA P Í T UL O 10

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4 .3 . C UR IO SIDA DE, P E R G UN T A S E R ESP O ST A S
E xperim en te sem p re se fa zer algu ma s pergu ntas, ou fa zê- la s a qu em d e direito, ou a
b u scar n os livros a resposta para ca da u ma delas:

C o m o isso f u n cio n a?
P o r q u ê?
Q u al a u tilid ad e d isso ?
Q u al é a ef etiv a ap licação d esse m ate rial?
O q ue é m ais im p o rtan te aq ui?
Q u al é a im p o rtân cia d isso p a ra m im ?
O q ue m eu in te rlo cu to r e stá q u eren d o ?
(seu p ro f esso r, e xam in ad o r, am ig o , con tend o r, e tc.)
V ale a p en a g a s ta r tem p o co m isso ?
O q u an to eu p re ciso ap re n d e r d esse assu nto ?
Q u em d isse isso ?
O n d e eu ap lico isso ?
Q u and o (em q ue o casião ) isso v ai se r ú til?

A cu riosida de é a m ã e d e tod o aprend iza do, das descob ertas, das novidades. Fazer
pergu n tas e p rocu rar respostas é o qu e d is tin gu e a alma in ven tiva d a media na, o estu dioso
d o alu no passivo. V ocê n ã o precis a fa zer tod as estas pergu ntas para seu professor, mas deve
fa zê- la s pa ra si p róp rio, e respon dê- la s. A lb ert E instein disse qu e “A coisa mais b onita que
podemos experimentar é o misterioso”.

C u ltive o d es ejo d e ver, sab er, in form a r- s e, des ven da r, alcançar, o in teres s e de
a p ren d er, con h ecer, in ves tiga r d eter m in a d os a ss u n tos; p rocu ra r cois a s n ova s. E ste
s en tim en to d e pesqu isa dor, d e des b ra va dor, d e cien tis ta é qu e ab re as porta s e com p orta s
d o céreb ro.

# Q u ando você es tiver em a lgu m curso, n ã o se avexe, in tim id e ou en vergon h e de


fa zer pergu ntas a p a ren tem en te tolas, p ois a ú n ica tolice é n ão qu erer aprender. Cu rsos são
lu gares feitos pa ra se a pren der e a dú vid a e o erro fa zem pa rte desse processo.

R ecord o- m e d e vá ria s vezes ter sido "vítim a ” d e olh a res rep rova d ores la n ça d os
sob re m im após u m a ou ou tra p ergu n ta a p a ren tem en te b ob a . A con tece que, com isso, eü
ap rend ia e a cab ei pass an do em concu rsos mais rá pid o d o qu e mu itos que, p or m ed o de
pergu ntar, p or qu ererem m a n ter u m a a pa rên cia d e “sa b e- tu do”, a ca b a vam p or desperdiçar
op ortu n id a d es para a u m en ta r seu s con h ecim en tos .

# Pergu n te e procu re as respostas.

M a n ten h a u m a atitu de d e cu riosida d e pera nte as coisas.

"A única pergunta idiota é a que você não faz."

WI L L I A M DOUGL A S 229

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4 .4 . A B E R T U R A D E P O R T A S : A C U I D A D E (A T E N Ç Ã O ), V E R ,
O UV IR , S E N T IR
A m en te h u m a n a p od e captar milh ares d e in form a ções a o m es m o tem p o, a in d a qu e
ven h a m com b in a da s p elos vários sen tidos (visão, au dição, olfa to, etc.). N u m a festa, p or
exem p lo, você p od e pa rticip ar d o tod o e, m es m o assim, con versa r com u m a p es s oa em
particu lar. Se do ou tro la d o da sala a lgu ém lh e chamar, você ou ve e atend e. D es s e m od o, é
pos s ível estar liga d o em tu do, mas, n u m con texto particu lar, va loriza r p on tos particu lares.
N esse ponto, todas as in form a ções entram, mas p od e ser qu e só algu mas seja m consideradas
relevantes.

"Quando voeê estiver em algum curso, não se avexe,


intimide ou envergonhe de fazer perguntas aparentemente tolas,
pois a única tolice é não querer aprender."

Isso va i d ep en d er da im p ortâ n cia q u e vo cê d er a ca d a p a rcela e tem u tilid a de n o


tem a "estudo", p orqu e a atenção a o es tu do está n a ra zã o direta d a im p ortâ n cia qu e você
lh e empresta.

A a ten ção n ã o é o p rim eiro m om en to cereb ral (“eu v ou fica r atento”) , o p rim eiro
m om en to é a im p ortâ n cia ( “eu d ou im portância, logo ficare i atento”). Se isso n ã o ocorrer,
você estará su b u tilizan do seu p oten cia l d e estu do.

O céreb ro em ocional não trabalha p or convencimento, p or exemplo, dizendo- se “ não


gosto mas vou estudar”; a p rogra m a çã o d eve ser “v ou estudar porque gosto”.

H á pessoas capazes d e fa zer o ch a m a do m u ltip roces s a m en to: estu dam, vêem T V e


con vers a m com a m u lh er ao m es m o tem po, e com ra zoá vel su cesso. Isto, contu do, n ã o é
m u ito freqü en te. O id ea l é a concen tração, a
a ten çã o em u m a ta refa d e ca d a vez. Se u m a
p es s oa con s egu e fa zer du as ou três coisas a o
m es m o tem p o, im a gin e o qu an to não ren d eria
se u sasse tod o ess e p oten cia l a pen a s p a ra o
estu do, n a h ora d o estudo. V ocê p od e, contu do,
tr e in a r o m u ltip r o c e s s a m e n to d en tr o d o
p róp rio estu do: rela cion e a m a téria em estu do
com outras, e assim p or diante.

U tilize sua capacidade de retenção e os filtros mentais. O C 6,16, p. 131 e 111, p. 138.
Mantenha suas atenção e concentração no ponto que você quer aprender.
Esteja com os 5 sentidos abertos para a matéria.

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4 .5 . N O Ç A O D E A G R E G A Ç A O C Í C L I C A E D A T E O R I A DO
Q U E B R A -C A B E Ç A
N o a pren d iza d o e na m em oriza çã o du as n oções são preciosas: Agrega çã o cíclica e
qu eb ra- ca b eça. S ob re a a grega çã o cíclica já fa la m os n o O C 4 ,12, p. 8 8 .

A a grega çã o cíclica d e con h ecim en tos n ovos aos já cons olid a dos é u m processo on de
tod as as in form a ções são reu nidas e inter- rela ciona das , es ta b elecen do u m ciclo cada vez
mais seguro, con fiá vel, crescen te e veloz d e a p ren d iza d o e m em oriza çã o.

In exis tem lim ites p a ra a ca pa cid a de d e aprendizado. É erra do pen sar qu e o céreb ro
irá "en ch er”. S ub stitu a esta id éia p ela d e qu e “saber não ocupa espaço

Am em oriza çã o é tanto mais fácil qu anto m a ior o nú mero d e informações disponíveis no


céreb ro, pois qu anto mais informa ções mais conexões d o conh ecim en to pod erão ser feitas.

Q u a nto mais você estu da (a grega con h ecim en tos ), mais fá cil se tom a a realização
d o ciclo d e a p ren diza do e a m em oriza çã o. N ã o se d eve p reten d er "d ecora r” nada: se você
aprende, "etiqu eta " m en ta lm en te e fa z relações, a m em oriza çã o vem natu ralmente, sem
crises n em dramas. Aqu i, p od e ser u sa do o SQ 3R O CIO, 16.5, p. 236) ou sistemas d e
rep etiçã o ( O C 7 ,113 e 14. p. 165 e 169).

A s egu nd a n oçã o ú til a o estu do é a con s ciên cia d e qu e a a grega ção d e con h ecim en to
se assem elh a a m on ta r u m qu eb ra - ca b eça .

O a p ren d iza d o, qu a n d o feito d e form a orga n iza d a , p o d e s er com p a ra d o a u m


qu eb ra- cab eça, on d e ca d a n ova p eça ju nta da acelera em progres sã o geom étrica o resu ltado
preten did o. Se a p rim eira p eça leva 2 m in u tos para ser encaixada, a próxim a leva rá menos
tem p o, e assim p or diante.

Se isso fo r com p reen d id o será mais fá cil u ltrapassar as fases da a grega ção d e n ovos
con h ecim en tos. Im a gin e a qu an tida de de con h ecim en to qu e você qu er alcançar com o se
foss e u m gra n de puzzle.

Fases de montagem de um queb ra-cabeça e do estudo de um a matéria

lãFA SE - “o lh ar o to d o ” ;

2 â FA SE - “d e s ag re g ação ” ;

3 â FA SE - “p rim e iro s e n caixe s ” ;

4ãFA SE - “p ró xim o s e n caixe s ” ;

5 â FA SE - “ s u ce s s o ”.

WI L L I A M DOUGL A S 231

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l â FASE: OLHAR O T ODO 3
Se você p od e primeiro olhar o qu eb ra- cab eça montado, será mu ito mais fácil mon tá- lo
depois de embaralhado. C om o ver o qu ebra- cab eça montado? Estudando os princípios de cada
matéria, as fórmu las e conceitos básicos, len do livros resu midos, obras b em elab oradas e finas,
esqu emas e, inclusive, len do várias vezes (até assimilar) os índices dos livros u m p ou co mais
complexos. Procu re sem pre as idéias principais do texto, isto facilita o estudo.

O “olh a r o tod o” fu n cion a n ã o apenas pa ra a m a téria em gera l ma s ta m b ém pa ra cada


u ma de suas partes. S em pre qu e você fo r estu dar algu ma coisa, des d e a E n ciclop éd ia Barsa
até u m artigo d e jom a l, ana lise p rim eiro o tod o para só en tão ir para as partes.

Ta m b ém é in teressante que, a o in icia r o estu do d e cada u m a das partes, você revise


a estru tura d o todo, en ca ixa n do a p a rte a ser estu da da d en tro d o glob a l. É isso qu e você
fa z qu ando, nu m qu eb ra - ca b eça d o m a pa mu ndia l, com eça a en ca ixa r as pa rtes d e ca d a
u m dos contin en tes en tre si.

‘Aten ta r p a ra os deta lh es ”. Se você con h ece os con torn os d o m a pa d o Brasil, fica mais
fácil com p leta r a A m érica d o Sul. Aqu i, a coisa se in verte: o con h ecim en to a dequ a do da parte
facilita o con h ecim en to do tod o. U se isso em seu favor. E stu de o tod o e p a rta p a ra a parte.
A o estu dar a parte, fa ça - o da m elh or m a n eira p ossível, sa b en do qu e a qu ele p ed a cin h o va i
otim iza r o a p ren d iza do do resto da m atéria. Isto é "atentar pa ra os deta lh es ”.

O “olhar o tod o” e o "atentar para os detalhes" têm grande u tilid a de para a "etiqu etação
m en ta l”, u ma das form as d e recu pera r in form a ções n a m em ória . O C 7 ,112, p. 164.

f 2ã FASE: DE S A G R E G A Ç Ã O ]

O p róxim o m om en to é o da des agregação. As peças, cen ten a s ou milhares, estão


embaralhadas, mistu radas, até m es m o des con h ecida s. O lh a n d o d e lon ge, p a recem u m
mon tu ro, u m a p ilh a d e coisas in com preen s íveis, tanto qu e n em d á von ta d e d e tentar.

Porém , é assim qu e o jog o fu n cion a . E, se qu er jogá - lo, tem d e com eçar. O m a is


in teressante é o fa to de você sab er que, apesar d e emb aralhadas, as p eça s p os s u em relação
entre si: existe u m a solu ção, u ma form a, existem encaixes e, à m ed id a qu e forem ocorren do,
as coisas irão natu ralmente se des com plica ndo. N a des agregação reside e respira, im p on en te
e majestosa, a solu ção do prob lem a . A resposta está ali, b asta achá- la.

D e fato, tod a pergu n ta ou p rob lem a tra z con s igo a resposta e a solu ção.

S em pre qu e se com eça a estu da r a lgu m a cois a , su rge u m a es p écie d e con fu s ã o


inicial, u ma sensação d e qu e n ã o se sab e n ad a ou , até, d e qu e qu a n to m a is se estu da mais
se confu n de. Esta fase passa, mas s em se passar p or ela n ã o se aprende. É p recis o persistir
m es m o qu an do as coisas p a recem difíceis.

# Entenda a fase da des agregação com o pa rte d o process o d e aprendizado. Confu são,
dú vidas, algu ma an siedad e dia n te d o d es con h ecid o, tu do isso fa z pa rte d o estu do. Só qu em
n ão com eça não passa p or ela e qu em passa p or ela se torn a com p eten te. Tran sform e a
sensação d e confu s ão e dú vida em cu riosida de e des ejo d e aprender. Lem b re- s e qu e do
caos su rge a luz.

232 CA P Í T UL O 10

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[ 3a FASE: OS PR IMEIR OS ENCAIXES )
Os prim eiros encaixes, isto é, as prim eiras peças qu e se ju ntam, con s om em u m grande
p eríod o d e tem p o, qu as e qu e certa m en te o m a ior d e tod a a m on ta gem d o qu eb ra - ca b eça .
Se você tiver 500 peças, verá qu e as p rim eira s 250 leva rão a lgo em tom o d e 80% d o tem p o
tota l da m on ta gem .

Is to ocorre n o qu eb ra - ca b eça e em qu a lqu er ou tro p roces s o d e a p ren d iza d o: o


cres cim en to in icia em progress ão a ritmética, p róxim o d o zero, cresce len ta e gradu almente,
d ep ois cresce em progressã o geom étrica , acelera e explode. M a s a lu z só su rge se existir
persisten te trab alho a té m erecê- la.

( 4 a F A S E : O S P R Ó X I M O S E N C A IX E S )
A pa rtir d o p rim eiro encaixe, a cada n ovo en ca ixe a velocid a d e d e progresso au menta.
O corre o fen ôm en o d a a grega çã o cíclica. Q u a n to m a is se agrega (con h ecim en to ou peças),
mais fá cil será a grega r mais.

Encaixe errado. U m dos cu ida dos a serem tom a dos é evitar encaixes errados. Q u ando
estiver estu dando, preste a ten ção ao qu e está fa zen do. N ã o adianta pensar no tam anh o da
ta refe e descu rar-se d e cada u m a d e suas partes. Veja o trab alho qu e dá, n a m on ta gem d e u m
qu eb ra- cab eça, o en ca ixe equ ivoca d o d e du as peças, veja o qu anto elas atrasam o serviço.

( 5 » F A S E : S U C E S S O E P R Ó X I M O S O B J E T IV O S )
Se você não parar de estudar, de montar o quebra-cabeça, vai concluir a tarefa. Parabéns!

O interessante é qu e você log o va i d es cob rir qu e a gra n de graça da cois a é montar.


O ser h u m a n o gosta d e ob jetivos . Q u a nd o vo cê alcançar seu ob jetivo, va i p od er cu rti- lo...
cu rti- lo... e p la n eja r qu ais os seu s p róxim os desafios.

S cheele (1995, p. 128) m en cion a h a ver 4 etapas para a pren der a lgo novo. Esse en sin o
va le a p en a ser m en cion a d o.

v.
■;;; FASES.

1*
medo e A pessoa íem uma grande quantidade de coisas ou matérias peía fren­
incompetência
excitamento te, o que pode causar ansiedade ou vontade de sequer começar.
inconsciente

2a Aqui é que ocorre a fase da desagregação, da confusão, da sensação


frustração e
incompetência
confusão de que não se está aprendendo ou que é matéria demais.
consciente

3* 0 fruto da persistência e do estudo, o prêmio por passar pelo vale difícil


não integrado
competência que consiste nos primeiros passos é adquirir o conhecimento.
e sucesso
consciente

Se a pessoa prossegue nos estudos, ela irá solidificar seus conheci­


4a
automático mentos e chegará a um grau de excelência onde fará as coisas com
excelência
enorme tranqüilidade.

Obs.: "Procure sempre as idéias principais do texto, isto facilita o estudo."

WI L L I A M DO UGL A S 233

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5
RESUMO

O estu do eficien te é a qu ele qu e é feito s is tem a tica m en te e com técn ica .

VAM O S RE VE R O S PO N TO S B ÁS IC O S:

1) Ter u m ob jetivo.

2 ) Prepara r o ca m in h o (a dm in is tra r fa cilid a des e dificu ld ad es ).

3) Ap ren der a u tiliza r os seu s aliados.

4) Pla n eja r e orga n iza r seu tem p o.

5) C om p reen d er qu e o estu do é u m a a tivid a d e d in â m ica e criativa .

6) C on h ecer e u tiliza r os cin co segred os ess enciais d o estu do d e su cesso (CIO , 14,
p. 225).

Preparar o a mb iente.

Agora , pa ss em os pa ra as outras técnicas.

6
O U T R A S M A N E IR A S D E A U M E N T A R
A Q U A L ID A D E D O E S T U D O

6 . 1. M UD A N Ç A DE P A R A DIGM A
S e vo cê está a cos tu m a d o a p en s a r n u m a p rova a p en a s co m o alu no, a p ren d a a
m u d a r esse paradigm a. V ocê ta m b ém precis a ver a p rova com os olh os d o exa min ador. Se
u m m éd ico, u m en gen h eiro, u m a d voga d o e u m p olítico virem u m a p on te ru ir e pessoas se
ferirem , é p oss ível qu e haja qu atro m od os d e avaliar o fato: u m p en sará em socorro m éd ico,
ou tro em qu al foi a fa lh a n a constru ção, ou tro em a ções d e in den iza çã o, e o ú ltim o em mais
u m p on to de su a pla ta form a eleitora l. O C 1 7 ,18, p. 371.

E n qu an to você n ã o a p ren d er a ver a p rova n ã o com o qu em qu er a certa r (o a lu n o)


ma s com o qu em qu er ver se es tá certo (o ex a m in a d or), as su as p rova s terã o m en os
qu alid ad e.

Em du plas ou gru pos, passe a fa zer prova s e trocá- las pa ra a correçã o. C orrija- as
com o se fosse o p róp rio exa min ador. V ocê a pren derá a ver a p rova com ou tros olh os e isto
fa cilita rá seu d es em p en h o qu a n d o reas su mir o p a p el d e alu no. Trein e pa ra fa zer prova s
orais rep a ra nd o a postu ra e respostas d o colega com o se você foss e da b anca.

234 CA P Í T UL O 10

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6 .2 , H UM IL DA DE IN T EL EC T UA L
N u n ca d es preze u m a id éia n ova ou u m a op in iã o s em m ed ita r e refletir.

N u n ca d es p reze u m a id éia p or ca m a d e su a fonte, p or exem plo, p or ser d e algu ém


qu e você n ã o gosta, ou qu e é pob re, ou qu e é d e ou tra raça, ou d e ou tra religião, ou d e ou tro
estado, ou d e ou tro sexo, ou d e ou tra qu a lqu er coisa. Avalie as idéia s p elo seu va lor e não
p ela su a origem ou rou pa gem .

A lém disso, é p recis o con h ecer o qu e hã, o qu e já existe, n em qu e seja pa ra su stentar


u m a tes e in teira m en te n ova . C aso con trá rio, p od e ocorrer a qu ela h is tória on d e u m ateu
fo i p a ra o C lu b e dos H ereges e, n a porta ria , p ergu n ta ra m - lh e se h avia lido a B íb lia, o
Ta lm u de, etc. O a teu dis s e q u e n ã o leu n a d a p orq u e era ateu , e o m a n d a ra m para o C lu b e
dos Ign ora n tes . O C 1 3 ,12.3 (n a 8 ), p. 286.

" 0 maior obstáculo ao progresso nao é a


ignorância e sim a ilusão do conhecimento."
Diais! Sooretin

6 .3 . R ESUM OS E COR ES
A o estu da r fa ça resu mos, esqu em as, gráficos, flu xogramas, anota ções em árvore,
m en cion a d os n o item abaixo. O rga n ize- s e pa ra p eriod ica m en te, a o estu dar a matéria, reler
os resu mos qu e tiver prepa rado. U m a b oa ocasiã o é fa zê- lo a cada vez qu e for com eça r a
estu dar a matéria. Q u ando o n ú m ero d e resu mos for m u ito grande, divid a- os d e form a a qu e
d e vez em qu a n do (s em a n a a s em a n a ou m ês a mês) você d ê u m a “passada" p or eles. Essa
revisão servirá p a ra a u m en ta r d e m od o extra ordin ário seu a pren diza d o e m em oriza çã o.

O u so de mais d e u m a cor em suas anotações


é p roveitos o, p ois es tim u la m a is a a ten çã o e o
la d o d ireito d o céreb ro. A lgu n s a lu n os gos ta m
d e co r r ela cion a r cores c o m a s s u n tos ou co m
referências. P or exem plo, o qu e está em verm elh o
são os assu ntos mais "qu en tes ” pa ra cair, o qu e
está em azu l são exceções, p rin cíp ios na cor verde,
e assim p or diante. D essa form a, as cores ta m b ém
fu n ciona m com o u ma es p écie d e ícone.

WI L L I A M DOUGL A S 235

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6 .4 . A N O T A Ç Õ E S EM F O R M A DE M A P A C E R E B R A L /E M F O R M A
DE Á R V O R E
Já m encion am os a anotação com pa tível com a estrutura cereb ral no O C 7 ,18, p. 160
e 14.5, p. 169. E m b ora não seja n ecess ário m em oriza r o C7 m as aplicá - lo, vo cê p od e olhar
com o se fa z essas an ota ções em dois m od elos d e estru tu ração, u m dos qu ais está n o fin a l
d o v_5 C 7 .0 ou tro exem p lo está n o O C 7 ,113.2, p. 165. Veja qu a l o sistem a qu e você mais
gosta e, se qu iser, crie o seu a proveita n do elem en tos d e u m, d e ou tro ou d e amb os.

6 .5 . SQ3R
M orga n e D ees e (1969, p. 35) m en cion a m estu dos feitos p ela U n ivers id a d e d e O h io
n os qu ais se id en tificou a qu ele qu e seria o m elh or m étod o d e estu do: o SQ3R. Este eficien te
m étod o p od e ser u tiliza do is ola d a m en te ou em com b in a çã o com ou tros, s en d o referid o
p or p ra tica m en te tod os os livros qu e tra ta m d o assu nto (m etod ologia , a pren diza do, leitu ra
d in â m ica , m em oriza çã o, etc.).

N esse sistema nós rea p ren derem os a ler, a gora n ã o mais em u m passo, mas em cinco.
Por d em ora rm os mais tem p o pa ra ler com o SQ3R, a p a ren tem en te estará h a ven d o "p erda "
d e tem po. M as isso é só aparência. E m b ora se leve u m p ou co m a is d e tem p o, o ga n h o de
fixa çã o é tã o su perior qu e com p en s a com sob ras o es forço d e a p ren d er esta n ova d in â m ica
de leitu ra, em fases. É claro qu e o leitor só u sará este sistem a qu a n d o achar con ven ien te,
fica n d o ele com o mais u m recu rso dis p on ível.

A s du as prim eira s fases (S e Q ) s ervem para agu çar a cu rios id a d e m en ta l e dar u m a


n oçã o d o qu e se busca, s ervem pa ra “a b rir” o céreb ro e “arar” a terra on d e serão la nçadas
as novas in form a ções .

As três fases segu intes (3R), qu e corres p on d em a três form a s d iferen tes d e se ler,
corres p on d em a três m om en tos d e fixa çã o cereb ral, u m com p lem en ta r d o ou tro.

O con ju n to fa cilita o es ta b elecim en to m en ta l d e rela ções e associações, a apreensão,


a m em oriza çã o e a “etiqu etação m en ta l”.

SQ3R ATIVIDADE ' EXPLICAÇÃO . ;. .

S SURVEY/Procura É um exame prévio do que se procura. Aqui se cria a curiosidade mental


sobre o que será estudado. Funciona como uma preparação para o
estudo.

Q QUESTIONS/ É realizar um conjunto de perguntas a serem respondidas. É se


Perguntas questionar sobre o que se quer aprender ou buscar.

1*R READ/Leitura É ier o texto para ter noção globaí. É uma leitura rápida, sem preocupação
com a compreensão tota!. É um “sobrevôo” pelo texto.

2*R READ/Leitura A idéia aqui é a leitura “ norm al” . Nesse ponto já se pode ier com
mais calma e procurar entender o liv ro através de conceitos pes­
soais.

3a R REVIEW/Revisão Significa rever o texto, verificando-o e procurando fixar os pontos mais


importantes e ver se foram sublinhados os pontos principais.

236 CA P Í T UL O 10

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E M RE S U M O :

Ia- D e f in a o q u e v o cê e s tá p ro cu ra n d o o u q u e r ap re n d e r.

2a - Fo rm u l e p e rg u n ta s e q u e s tõ e s .

3e - L e ia o te x to rap id am e n te , p re s ta n d o a te n çã o a l e a to ri a m e n te a te rm o s iso lad o s , l e n d o o s

títu l o s e s u b títu lo s, re p a ran d o as f ig u ras, as n o tas , o s te rm o s e m n e g rito . Ess a le itu ra é

u m “v ô o g e ral" s o b re o q u e s e rá lid o e m se g u id a.

4a - L eia trad icio n alm e n te , co m ate n ção , e, s e q uiser, su b lin h an d o o q u e ach ar m ais im p o rtan te .

5°- R e le ia o te x to , re v is an d o o q u e f o r m a i s i m p o rta n te . V eja s e re s p o n d e u às p e rg u n tas

f o rm u l ad as d e a n te m ã o . R e f o rce o s p o n to s d e m e n o r f ixação .

M a is d eta lh es s ob re as fa ses d o S Q 3R

N os dois p rim eiros m om en tos , va lorize a m en ta liza çã o do título, d o assunto, da capa


d o livro, d e form a a fa cilita r a "etiqu eta çã o" mental. O C 7 ,112

F ix e u m m o m e n to p a ra s a b er o q u e s e p r ocu r a e q u a l s erá su a u tilid a d e.


O C 7 , I8 e 9 .

Form u le pergu n ta s sob re o qu e se sabe, o qu e va i ser tratado, o qu e se qu er aprender.


Prepare pergu ntas a serem respondidas. Leva n te dú vidas. Isso "ab re as portas" para a matéria
qu e virá em segu ida. 0 14.3, acima.

N a p r im e ir a leitu ra , p rocu re a p en a s a id éia p rin cip a l, d eta lh es im p orta n tes


qu e seja m ra p id a m en te captados, veja "qu a l é o la n ce”. Essa p rim eira leitu ra é rápida,
"des com prom is s ad a ” s em a p reocu p a çã o com a com p reen s ã o total. É u m vôo sob re u ma
flores ta antes d e des cer para ca m in h a r p or ela.

N a s egu n d a leitu ra fa ça u m a aná lise melhor, a leitu ra tradicional, com ece a tirar suas
conclu s ões pessoais, a criticar, concordar, anotar, su blinhar, etc. Esta leitu ra é o pa sseio a
p é p ela floresta. C om o su blinhar, O C 1 9,15, p. 421.

N a terceira leitu ra, você já p od e sintetizar, resumir, etc. A qu i você u tilizará e melhorará
eventu a is an ota ções rápidas feita s n a 2a leitu ra. A o fin a l d ela você já d everá sentir- se apto
a fa zer u m a expla nação sob re o tem a. Essa leitu ra é aqu ela on d e se a n ota o qu e ficou de
mais em ocion a n te ou im p orta n te da visita à floresta, é aqu ela on d e você, n ova m en te do
avião, registra os pon tos mais b onitos, on d e existe esta cachoeira, aqu ela nascen te ou aqu ela
á rvore fen om en a l, etc.

A p ós term in a r o es tu d o p elo SQ3R, p egu e o qu es tion á rio previa m en te prepa ra do e


veja se já p od e resp on dê- lo. 0 qu e você res p on d er é o qu e já foi fixado. Procu re em segu ida
as respostas para as pergu ntas qu e n ã o tiver respond id o, o qu e servirá com o excelente form a
d e a p ren d er e fixar a matéria.

6 .6 . L E IT UR A O T IM IZA DA
A o estudar, leia d e m od o otim iza d o. O C19.

WI L L I A M DOUGL A S 237

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6 .7 . A T ENÇÁ O C O N T ÍN UA E A P R E N D IZA D O C O N T ÍN UO
a) A ten çã o con tín u a . Q u a n d o corro, se n ã o p res ta r a ten çã o eu vou p ou co a p ou co
dim in u in d o o ritm o d e min h as passadas. É p rová vel qu e isso ta m b ém a con teça com
você em u ma a ca d em ia d e ginástica, ou a o Ier u m livro. U m a técn ica d e estu do (e
a té d e con vivên cia com os ou tros) é trein ar a m a n u ten çã o d e u m esta do d e atenção
contin u ada, perm a n en te. A con cen tra çã o con tín u a p od e ser trein a da e resu lta em
m a ior prod u tivid a de. Faça isto (jus t do it).

b) A p ren d iza d o con tín u o. P or mais qu e você esteja b em em u m a m a téria ou n o côm p u to


geral, n ão se deixe leva r p ela va id a de, p ois ela fa z a pes s oa errar. M a n ten h a sem pre
a hu m ild ad e, sim p licid a d e e ob jetivid a d e nas respostas e p rocu re a pren der sem p re
mais u m pou co.

" 0 saber ensoberbece, mas o amor edifica. Se alguém julga saber


alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber/'
(I C w íafiw 8: t « 2 j

6 .8 . EST UDO POR FASES


U m p rovérb io ch inês d iz qu e a m a ior das ca m in h ad as com eça com u m ú n ico passo.
N in gu ém corre u m a m a raton a da n d o saltos de 200 em 200 metros, é passo a passo, p or 42
km. N o Japão a faixa preta é a terceira faixa, após a b ra n ca (in icia n tes ) e cin za (in icia dos ).
N o O cid en te fora m criadas várias faixas (azu l, ama rela, laranja, verde, roxa, m a rrom e,
fin a lm en te, a preta), p ois d es te la d o d o p la n eta n ã o existe ta nta con s ciên cia da dis cip lin a
e da esp era p elos m om en tos a dequ a dos para se ga lga r u m n ovo degrau . A p res en te técn ica
apen as procu ra lid a r com esta característica h u m a n a e, mais ainda, ociden ta l.

N ã o devem os preocu p a r- n os com o ta m a n h o d a tarefa, n em a in d a n os assu starmos


com a qu an tida de d e matéria. É só irm os passo a pa sso (step by step) e, d e preferên cia ,
ma rca r metas intermediária s.

Se você qu er ler 120 livros p or a n o n ã o p en s e n o ta m a n h o da tarefa, mas n a su a


execu çã o ordenada. Leia 10 livros p or m ês d e ja n eiro a d ezem b ro, em vez d e sair p a ra u m a
tarefa d e H ércu les. Se você ler d ez livros em ja n eiro, vo cê cu m p riu u m a m eta , já teve u m
su cesso parcial (o qu e era pa ra se ter n a qu ele p eríod o).

ér:" Se você n ão es ta b elecer metas intermediária s, h ã o risco d e ler d ez livros em janeiro


e aind a assim se d es an im ar pen sa n d o qu e a in d a fa lta m 110 !

Para com eça r a estudar, es colh a u m b om livro d e cada ma téria, d e p referên cia d e
u m au tor resp eita do e com o qu al você se id en tifiqu e (p. ex., goste d o jeito d e ele redigir).
A p rim eira m eta será ler u m livro d e cada m atéria. S ó d ep ois pa rta pa ra a p róxim a meta,
qu e será reler o livro ou ler outro.

Se você fa z cu rsos prepa ratórios, d e matérias es pecífica s ou módu los, fa ça resu mos
e reveja - os p eriod ica m en te. O -C7,113.3, p. 167.

238 CA P Í T UL O 10

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& N ã o se p reocu p e dem a is com as coisas. E stu de sem pre e estu de b em , vá p or partes,
“com a o m in ga u pelas b eira das ” vá m on ta n d o o seu qu eb ra - ca b eça com calma, fiqu e frio
(Keep cool). D eva gar ta m b ém é pressa, com o d izia m in h a mãe. D es d e qu e se n ã o pa re e qu e
se vá devagar, mas pis a n d o firme.

6 .9 . F A SE S DO C O N H E C IM E N T O
A o estudar, você p od e procu rar segu ir as 3 fa ses d o con h ecim en to:

1- Fase p rim á ria ou difu sa. A fase é in icia l mas vita l p a ra o p rocess o d e conh ecim en to,
on d e se procu ra d es cob rir o glob a l. B u sca- se qu antida de. A pess oa tom a u m p rim eiro
con ta to com o assunto.

2- Fase a na lítica . Aqu ela on d e se b u sca o con h ecim en to pa rticu larizado, a análise dos
detalhes, a fixa çã o das in form a ções . B u sca- se qu alidade. A pes soa passa a con h ecer o
assu nto.

3- Fase sin tética . A fase em qu e se com pa ra, verifica , aprofu n da o estu do. Tem - s e u ma
n ova d im en s ã o d a qu alida de. A pes soa passa a ser ca p a z d e sin tetiza r o con h ecim en to
e b u sca in tim id a d e com o assu nto, recu rso ou técnica, em geral com a elab ora ção
m en ta l sob re o qu e fo i a prendido.
v_5 C 1 2 ,12, p. 262

6 .1 0 . A M B IE N T E DE E S T UD O
M a n ter u m amb iente in terno e externo de estudo e fazer intervalos são meritosos vetores,
qu e não deixa m d e ser u ma “técn ica ” para o estudo render mais. O 0 2

6 . 1 1. T É C N IC A DE A P R O V E IT A M E N T O DA S M A T ÉR IA S DE
M ENOR P R EF ER ÊNCIA
Perd oe- m e p or m en cion a r n ova m en te este item , mas ele é u m dos mais im p orta n tes
para qu em qu er fa zer concu rsos. As pessoas a ch am qu e se salvam pelas matérias qu e sab em
mais, m a s em con cu rso a ten d ên cia é qu e se perca m pelas qu e sa b em menos. Por isso,
com ece pa ss a n do a gostar d e todas as matérias (item 4.2, a n terior).

Q u a nto às matérias qu e s ou b er m en os, a lém d e m od ifica r sua atitu de m en ta l em


rela ção a elas, d ed iqu e u m tem p o d e estu do m a ior pa ra "tirar o atraso”. Ten te m a n ter u m
n ível ra zoá vel em ca da matéria, p ois n ã o ad ia nta sa b er m u ito u m a e m u ito p ou co outra. O
im p orta n te é a m édia . N as matérias qu e sem p re gostou , você na tu ra lm en te irá b em.

6 .1 2 . OUT R OS PO NT O S
O u tros pon tos deste livro traçam temas qu e p od em ser ú teis com o técnicas d e estudo,
p or exem p lo, o trein o para qu es tões es p ecífica s d e prova, v_5 C14, e o rela cion a m en to com
os professores, O C24.

WI L L I A M DOUGL A S 239

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6 .7 . A T ENÇÃ O C O N T ÍN UA E A P R E ND IZA D O C O N T ÍN UO
a) A ten çã o con tín u a . Q u a n d o corro, se n ã o pres ta r a ten çã o eu vo u p ou co a p ou co
dim in u in d o o ritm o d e m in h a s passadas. É p rová vel qu e isso ta m b ém a con teça com
você em u m a a ca d em ia de ginástica, ou ao ler u m livro. U m a técn ica d e es tu do (e
até d e con vivên cia com os ou tros ) é trein ar a m a n u ten çã o d e u m es ta do d e atenção
contin u ad a, perm a n en te. A con cen tra çã o con tín u a p od e ser trein a da e resu lta em
m a ior prod u tivid a de. Faça isto (jus t do it).

b) A p ren d iza d o con tín u o. P or mais qu e você esteja b em em u m a m a téria ou n o côm p u to


geral, n ã o se d eixe leva r p ela va idad e, p ois ela fa z a p es s oa errar. M a n ten h a sem p re
a hu milda de, s im p licid a d e e ob jetivid a d e nas respostas e p rocu re a p ren d er sem pre
m a is u m pou co.

" 0 saber ensoberbece, mas o amor edifíca. Se alguém julga saber


alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber/'
(I Ceriirtie» 8 :112)

6 .8 . EST UDO POR F A SES


U m p rovérb io ch inês d iz qu e a m a ior das cam in h ad as com eça com u m ú n ico passo.
N in gu ém corre u ma m a ra tona da n do saltos d e 200 em 200 m etros , é passo a passo, p o r 42
km. N o Japão a faixa preta é a terceira faixa, após a b ranca (in icia n tes ) e cin za (in icia d os ).
N o O cid en te fora m criadas várias faixas (azu l, amarela, laranja, verd e, roxa, m a rrom e,
fin a lm en te, a preta), p ois d es te la d o d o p la n eta n ã o existe ta nta con s ciên cia da dis cip lin a
e da espera p elos m om en tos a dequ a d os pa ra se ga lga r u m n ovo degrau . A p res en te técn ica
apen as procu ra lida r com esta cara cterística h u m a n a e, m a is ainda, ocid en ta l.

N ã o devem os p reocu p a r- n os com o ta m a n h o da tarefa, n em a in d a n os assu starmos


com a qu an tida de d e m atéria. É só irm os passo a pa sso [step by step) e, d e p referên cia,
m a rcar metas in term ediárias.

Se você qu er ler 120 livros p or a n o n ã o p en s e n o ta m a n h o d a tarefa, mas n a su a


execu çã o orden ada. Leia 10 livros p or m ês d e ja n eiro a d ezem b ro, em ve z d e sair para u m a
ta refa de H ércu les. Se você ler d ez livros em ja neiro, você cu m p riu u m a m eta , já teve u m
su cesso parcial (o qu e era pa ra se ter n a qu ele p er íod o).

# ■Se você não es ta b elecer metas in term ediárias, há o risco d e ler d ez livros em ja neiro
e aind a assim se des an im a r p en s a n d o qu e a in d a fa lta m 110 !

Para com eça r a estudar, escolh a u m b om livro d e ca da m atéria, d e p referên cia d e


u m au tor respeita do e com o qu al você se id en tifiqu e (p. ex., gos te d o jeito d e ele redigir).
A prim eira m eta será ler u m livro d e ca d a m atéria. Só d ep ois pa rta pa ra a próxim a meta,
qu e será reler o livro ou ler outro.

# Se você fa z cu rsos preparatórios, d e matérias esp ecíficas ou módu los, faça resu m os
e reveja - os p eriod ica m en te. C 7 ,113.3, p. 167.

238 CA P Í T UL O 10

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# N ã o se p reocu p e dem ais com as coisas. Estu de sem pre e estu de b em , vá p or partes,
“com a o m in ga u pela s b eira da s”, vá m on ta n d o o seu qu eb ra - ca b eça com calma, fiqu e frio
(Keep cool). D eva ga r ta m b ém é pressa, com o d izia m in h a m ã e. D es d e qu e se n ão pare e qu e
se vá devagar, mas pis a n d o firme.

6 .9 . F A SE S DO C O N H E C IM E N T O
A o estudar, você p od e procu rar segu ir as 3 fa ses d o con h ecim en to:

1- Fase p rim á ria ou difu sa . A fase é in icia l mas vita l pa ra o p rocess o d e con h ecim en to,
on d e se procu ra d es cob rir o glob a l. B u sca- se qu an tida de. A pess oa tom a u m prim eiro
con ta to com o assu nto.

2- Fase a n a lítica . A qu ela on d e se b u sca o con h ecim en to particu la rizado, a análise dos
detalhes, a fixa çã o das in form a ções . B u sca- se qu alid ade. A p es soa passa a con h ecer o
assunto.

3- Fase sintética. A fase em qu e se com pa ra, verifica , ap rofu n da o estu do. Tem - se u m a
n ova d im en s ã o d a qu alidade. A pes s oa passa a ser ca p a z d e sin tetiza r o con h ecim en to
e b u sca in tim id a d e com o assu nto, recu rso ou técnica, em gera l com a ela b ora çã o
m en ta l sob re o q u e fo i a prend id o.
vJS 0 2 ,1 2 , p. 262

6 .1 0 . A M BIE N T E DE EST UDO


M an ter u m amb iente interno e externo de estudo e fazer intervalos são meritosos vetores,
qu e n ão deixa m d e ser u ma "técn ica ” para o estu do render mais. O C 12

6 .1 1. T É C N IC A DE A P R O V E IT A M E N T O DA S M A T ÉR IA S DE
M ENOR P R EF ER ÊN C IA
Perd oe- m e p or m en cion a r n ova m en te este item , mas ele é u m dos mais im porta n tes
para qu em qu er fa zer concu rsos. As pes soas a ch am qu e se salvam pela s matérias qu e sa b em
mais, mas em con cu rso a ten d ên cia é qu e se p erca m pelas qu e sa b em m en os. Por isso,
com ece passa ndo a gosta r d e tod as as m a térias (item 4.2, a n terior).

Q u a nto às matérias qu e s ou b er m en os, a lém d e m od ifica r sua atitu de m en ta l em


rela ção a elas, d ed iqu e u m tem p o d e es tu do m a ior para “tirar o atraso”. Ten te m a n ter u m
n ível ra zoá vel em ca d a m atéria, p ois n ã o ad ia nta sa b er m u ito u m a e m u ito p ou co outra. O
im p orta n te é a m édia . N a s ma térias qu e s em p re gostou , você n atu ra lm en te irá b em.

6 .1 2 . OUT R OS P O NT O S
O u tros pon tos des te livro traçam temas qu e p od em ser ú teis com o técnicas d e estudo,
p or exem plo, o trein o p a ra qu estões es p ecífica s d e prova , O 0 4 , e o rela cion a m en to com
os professores, O C24.

W H I I A M DOUGL A S 239

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A O T ER M IN A R A L EIT U R A D ES T E C A PÍT U LO , A A D M IN IS T R A Ç Ã O D O
S EU T EM PO V A I FU N C IO N A R M EL H O R S E V O C Ê FI Z ER O S EG U IN T E:

1. D e cid a d e q u e f o rm a p re f e re co n s i d e ra r o e s tu d o e a a q u is içã o d e c o n h e ci m e n to .

2. D e se n v o lv a su a m o tiv açã o , a m o r p e lo e stu d o , cu rio s id ad e e a te n çã o (acu i d a d e ).

3. In g re s s e , atra v é s d o e s tu d o co n tí n u o , e m u m p ro ce s s o d e ag re g a çã o cí cl ica .

4. A d q u ira u m a p o s tu ra d e q u e s tio n am e n to d o s p ara d ig m as , c o m h u m il d ad e in te le ctu al e v o n tad e


d e ap re n d e r.

5. A p liq u e o m é to d o S Q 3R e v e ri f iq u e s u a e f i cá ci a .

"Ver diferente
é a condição
necessária
para continuar
a ver.”

240 c a p í t u l o 10

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T ÉC N IC A S D E ES T U D O
D E A C O RD O C O M A S
C IR C U N ST Â N C IA S

Fórm u la s p a ra a u m en ta r su a p rod u tivid a d e


in d ep en d en tem en te d a oca s iã o d e estu do

Técn ica s p a ra m elh ora r a qu a lid a d e d e seu estu do in d ivid u a l

Técn ica s p a ra m elh ora r a qu a lid a d e d o es tu do


em gru po, cu rs os, s im p ós ios e pales tras

Técn ica s d e p rep a ro es p ecífico p a ra concu rs os

Técn ica s p a ra d es cob rir o qu e va i ca ir n a p rova

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T É C N I C A S DE E S T UD O
DE A C O R DO COM A S
C I R C UN S T Â N C I A S

1
S M IE C N IC A S D E E S T U D O D E A C O R D O
C IR C U N S T A N C IA S E S P E C IF IC A S

?vem | | j;£star prep a ra dos pa ra o estu do, qu a lqu er qu e seja a situ ação. Isto
m técnica s es p ecífica s pa ra o estu do:

• só
•EM GRUPO
•EM AULAS E CURSOS
• EM SIMPÓSIOS E PALESTRAS
• ESPECÍFICO PARA CONCURSOS

H á pessoas qu e estu dam ap en a s sozinhas e têm su cesso em prova s e concu rsos.


E m b ora isso n ã o seja in com u m , a m a ioria estu da ta m b ém em gru p o e/ ou em cu rsos.
S im pósios e palestras ta m b ém p od em con trib u ir para u m a b oa prepa ração. P or fim , d eve-
se atentar para o fa to d e qu e o estu do pa ra concu rsos tem algu ma s pecu lia rida d es qu e n ão
d evem ser olvidadas.

N ã o existe u ma fórm u la id ea l para se es colh er a m eíh orform a d e estu dar: ela decorre
d e nossa in d ivid u a lid a de e das circu nstâncias. S end o possível, con tu d o (é u m a b oa id éia ),
fa zer u m a con ju ga çã o d o estu do ind ividu a l, em gru po, cu rsos, s im p ós ios e palestras, p ois
tod os possu em seus b en efícios.

A o participar d e qu alqu er das form as segu intes d e estu dar (ou ao fa zer qu alqu er ou tra
coisa imp ortan te), procu re realizar o qu e D on a ld W eis s (1990, p. 66) ch a m ou de:

242 CA P Í T UL O II

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(j D IR ET R IZ ES f f ^ A

• "D ê sua total atenção à outra pessoa, lim pand o tanto o espaço em torno de você
quanto o espaço em sua mente.

• Faça contato visual, guardando pistas visuais e auditivas.

• Peça esclarecimentos, usando perguntas tanto de extremidade fechada, com o


de extremidade aberta, apropriadamente.

• D ê feedb ack de informações, parafraseando o que a outra pessoa disse e pedindo


correção, se necessário.

• C onsiga o consenso - ob tenha um acordo sobre o que acha que fo i d ito e/ oufeito,
para assegurar que o que você lemb ra realmente aconteceu dessa maneira."

E m su ma, p rocu re concentrar- se, interess e- s e p elo assu nto, fa ça pergu ntas qu ando
neces sário, ana lise e in terp rete o qu e está sen do en sin ad o e verifiqu e se a su a análise/
in terp reta çã o é vá lid a e ra zoá vel

2
O ESTUDO SÓ

M in g u é m p od e p res cin d ir d e u m a p a rcela d e es tu do in d ivid u a l. H á qu em seja


a prova do apenas estu dan do sozinh o, mas n in gu ém é a prova do sem u m a b oa pa rcela de
estu do in dividu al.

U m p rin cíp io d o in d ivid u a lis m o d iz qu e: “você pode am arrar dois pássaros e, mes mo
tendo quatro asas, eles não v o a r ã o H á horas em qu e o estu do em gru p o ou em cu rsos é
prod u tivo, mas você d eve estar p repa ra d o para, se preciso, voa r sozinho.

N o es tu d o in d ivid u a l tem gra n d e p es o a d ed ica çã o e a d is p osiçã o para estu dar com


constância, d e rea liza r as ta refa s d e cas a e d e trein a r o m á xim o possível. M es m o qu e você
n ão assimile todas as técnica s d e estu do d e in ício, a ap lica çã o d e algu mas já m elh ora rá seu
d es em p en h o e, aos p ou cos , irá in corp ora n d o as d em a is ao seu sistem a pessoal.

N o estu do in d ivid u a l é preciso mu ito cu idado n a m on ta gem d o cron ogra m a de estudo


e para estu dar todas as matérias d o progra m a da prova. Tanto qu anto possível, é valiosa, ao
m en os d e vez em qu ando, u ma aferição d o p róp rio nível, através d e provas, simu lados ou de
participação em concursos. Isto evita ficar- se com o u m eremita, isola d o das coisas qu e estão
a con tecen d o n o mu ndo, nos concursos, etc. H á pessoas que, p or já estarem em u m nível
mais adiantado, preferem estu dar sozinhas e, u ma vez ou outra, matricu larem- se em cursos
prepara tórios para u m a revisão e atu alização intera gin do com os professores e colegas.

H á qu em goste mais d e estu dar em gru p o ou em cu rsos, mas isso n em sem pre é
possível, o qu e exige a ca p a cida d e d e estu dar d e u m a form a ou d e outra.

W I U I A M D O UG1AS 243

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3
O ESTUDO EM G RUPO

O estu do em gru po p o d e ser m u ito p roveitos o se fo r p erm ea d o com d is cip lin a


b astante para n ão vira r en con tro s ocia l ou reu n iã o d e conversa. U m b o m estu do em gru po
com eça com a form a çã o d a "equ ip e": d evem pa rticip a r pes soa s qu e rea lm en te es teja m
en volvid a s com a ob ten çã o d o resu ltado, d e form a resp on sá vel e otim ista .

Se for possível e se este sistema agradar-lhe, reú na ou tros candidatos pa ra estudar.


O m elh or sistema é aqu ele on d e o gru po tem reu niões periódicas. C a da integran te estu da
previa m en te e sozin h o o tem a escolhido, d ep ois o gru po en contra- se e discute a matéria,
tiram- se as dú vidas e, p or fim , decid e- se qu al será o p róxim o tema. Ex.: O C 7,114.6, p. 169

3 .1 . U N I Ã O C O M O S C O L E G A S (C O L A B O R A Ç Ã O , E T C .)
O es tu d o em g r u p o p o d e s er u m a e x c e le n te fo r m a d e es tu d o, p e r m itin d o
a u m en ta r o ren d im en to, d es d e q u e s eja m a d ota d os certos cu id a d os . O p r im eir o d eles
é con tr ola r as b rin ca d eira s e a con vers a fia d a . M a s n ã o é só. P a ra m on ta r m os u m b o m
es q u em a d e gru p o, p o d em os a p ren d er 5 cu id a d os en s in a d os p e lo b eq u e cen tra l d o
Bears d e C hicago, M ik e S ingletary (A team ofeagles: D a rtn ell C orp ora tion ):

TO D O S OS M E M B RO S D O G RU PO D E E S TU D O D E VE M :

a) Ter u m a m eta com u m - tod os d evem sab er pa ra on d e estã o in d o, “da nçar a m es m a


mú sica”.

b) A p ren d er as h a b ilid a d es e n eces s id a d es d e ca d a m em b ro d a eq u ip e - em u m tim e


d evem os equ ilib ra r/ com pen sa r as qu alid ad es e d efeitos pessoais.

c) A p ren d er a se com u n ica r - d izer as coisas b oa s s em sarcasmo, in veja ou egoís m o;


as ru ins sem ser cru el ou destru tivo, mas s im cons tru tivam en te; escu tar as críticas
con trola n d o a raiva e b u sca r s em p re a p róp ria a u to- su pera çã o (m elh ora r).

d) A p erfeiçoa r su a ca p a cid a d e in d ivid u a l - é p recis o m elh ora r sem p re. Se você pá ra de


crescer, seu tim e pá ra d e crescer. (N o n os s o caso, com o a p rova é ind ividu a l, es te item
a in d a é mais im p orta n te.)

e) A p ren d er a execu ta r - n in gu ém p rogrid e s em execu ta r o serviço, a tarefa. Tod os n o


tim e d evem trein a r a rea liza çã o d e provas, aulas, etc., e realiza r os concu rsos.

Müce aind a ob serva qu e, p a ra u m b om trab alh o em gru po, d evem os evita r o orgu lho,
o egoísm o, a comp la cência , a ganância, achar qu e n ã o d ep en d em os dos outros, não assu mir
os próp rios erros e leva r excesso d e “b a ga gem " pessoal.

Se forp os s ível encontra r u m a du pla ou u m gru po d e pessoas com essas características,


será b om o estu do em gru po. C aso contrário, estu de sozinh o.

@ + 6 3 0 profes s or e ju iz fed era l E u gên io Rosa d e Ara ú jo tem u m excelen te livro sob re
estu do em gru po. Se qu iser se a profu n d a r nessas técnica s, vis ite o m eu site, qu e poss u i o
texto in tegra l d o livro, gen eros a m en te ced id o p elo a m igo E u gênio.

244 CA P Í T UL O 11

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Compare seu rendimento
atuai com o anterior.

3 .2 . CO M P ET IÇÃ O COM SE U P R Ó P R IO R ENDIM E NT O


C om o já a b ord a m os n o O C5, 15, p. 104, n u n ca ten te com p etir em n ota s ou
d es em p en h o com seus colega s ou com ou tros candidatos. Seu ú nico referencial d eve ser
você mesm o. C om p a re seu ren d im en to atu al com o anterior, esta sema na com a semana
passada, esta n ota com a n ota anterior.

#■' N ã o se assu ste se você tirar u m 4 e, n a p róxim a , u m 3. Toda p rova está su jeita a
u m a grande ga m a d e va riá veis (e x : O C 4 ,14, p. 95). O im p orta n te é você m a n ter o ritm o
d e estu do, procu rar suas falhas e corrigi- las.

4
O ESTUDO EM AULAS E CU R SO S

N e s te item trata remos d o es tu do em au las, con s id era n d o qu alqu er sala d e aula


(escola s, colégios , cu rs os d e id iom a s , u n ivers id a d es , etc.) e em cu rsos, con s id era n d o
os cu rs os p rep a ra tórios ou , com o com u m en te os ch a m a m os , os “cu rs in h os ”, a qu eles
d irecion a d os à prepa ra çã o p a ra prova s e concu rs os (vestib u lares, pú b licos, etc.).

N o caso dos vestib u la res e concu rsos pú b licos, pa rticip ar d e cu rsos p rep a ra tórios é
u m a opçã o. Será qu e ela va le a pen a ? A resposta d ep en d e.

Em prin cíp io, a resposta é sim , p orqu e os cursos, em geral, oferecem b ons professores,
p es qu isa d e tem a s e qu es tões relativas às provas, cron ogra ma , dicas e macetes, ma terial de
estu do es p ecífico, a conselha mento, etc. Estas p od em ser b oa s ajudas.

A resposta ta m b ém p od e ser n ã o: m u itos freqü en ta m os cu rsos sem se d ed ica rem


a o estu do, ou tros só p o r d es en ca rgo d e con s ciên cia , p or pres sã o d e pa ren tes ou das
circu nstâncias, etc. Isto n ão é produ tivo, não adianta. Já em relação aos eventu ais prob lemas
admin istrativos com o cu rso, creio qu e p od em ser res olvid os com u m p ou co d e diálogo.

A lém disso, a u tilid a de d o cu rso é influ ericia da p or in ú m eros fatores, in clu in do- se
entre eles o n ível d e prepa ra çã o qu e o ca n dida to já alcançou . Os cu rsos prepa ratórios lida m
com u m a gra n de dificu ld ad e, qu al seja a h eterogen eid a d e dos alu nos. Assim, as turmas,
d e u m m od o geral, s egu em u m pa d rão m éd io. Au las d e reforço e tu rmas especiais p od em
ser ú teis nestas hipótes es, mas n em sem pre é pos s ível criá- las. Se você está em u m d os
dois gru pos, p rocu re a p roveita r ao m á xim o o cu rso e cu ida r d e su a situ ação em particu lar,
estu da n do mais pa ra “tirar a d iferen ça ” ou tom a n d o cu id a do para n ão dim in u ir seu ritmo.
O alu no m en os prep a ra d o d eve reforça r seu estu do em casa para p od er a com pa n h a r o
ritm o das aulas. O alu no mais prep a ra d o deve tom a r cu id a d o com a vaida de, para n ão
se ver tra ído p or ela. P or mais prep a ra do qu e u m alu no esteja, d ificilm en te deixará d e ter
algu m b en efício a o assistir às aulas. E ventu a lmen te, p od e a té deixar de ir a u m a ou ou tra

WI L L I A M DOUGL A S 245

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disciplina , mas d eve ter cu id a do pa ra n ã o a ch ar qu e está m u ito b em e n ã o ou vir o qu e h á
d e novo, o qu e está ca in do mais nas provas, etc.

A relação p rofess or- a iu no ta m b ém tem p es o n a p rod u tivid a d e d o cu rso e das aulas,


O C24.

E m su ma, u m cu rso p rep a ra tório é u m im p orta n te e ú til aliado, qu as e sem pre m u ito
vá lid o e a con s elh á vel ca m in h o pa ra m elh ora r su a prepa ra çã o. C on tu do, q u em n ã o tem
con d ições de cu stear o cu rso (ou con s egu ir u m d es con to ou b ols a ) n em p or isso estará
im p ed id o d e ter su cesso. A lém disso, p a rticip a r d e u m cu rso n ã o é a s olu çã o fin a l p a ra o
p rob lem a . S im p les m en te es ta r m a tricu la d o ou freqü en ta n d o u m cu rs o n ã o fa z n in gu ém
passar. O qu e fa z o a lu n o pa ssa r é a su a d ed ica çã o e o es tu d o com qu a lid a d e. Pa ra isso,
os cu rsos a ju da m mu ito, m a s a m a ior d iferen ça qu em fa z é o p r óp r io alu no.

4 .1 . A S F A L H A S M A IS C O M U N S EM C U R S O S E A P O S S IBIL ID A D E
DE M E L H O R IA DE D E S E M P E N H O P E S S O A L E C O L E T IV A
A m a rgem d e n ã o- a p roveita m en to das au las em colégios , fa cu ld a d es e cu rs os
prep a ra tórios é m u ito grande. Posso a firm a r qu e m u itos estã o ali s em u m ob jetivo cla ro
ou s em acredita rem qu e o p od em alcançar, s em com p rom is s o, s em ânim o, s em s a b erem
com o aproveita r m elh or a aula, p erd en d o ren dim en to com “com p etiçã o” com colegas ou até
com o professor, s em con h ecerem técn ica s qu e p erm ita m u m a p ren d iza d o e m em oriza çã o
mais eficientes , etc.

É cla ro q u e tu d o is to refletirá n os res u lta d os d e q u em es tá tra b a lh a n d o s em


prod u tivid a d e e ta m b ém terá repercu ssão n o d es em p en h o gera l d o gru p o ou da tu rma.

A m elh or form a d e a proveita rm os a o m á xim o as aulas e d e con trib u irm os pa ra a


m elh oria d o gru p o é:

1. M elh ora r o d es em p en h o ind ividu a l;

2. Aju dar, d e form a sin cera e a m igável, os colega s a m elh ora rem os seu s d es em ­
pen hos.

Repare qu e, a o con trib u ir pa ra o gru po melhorar, vo cê será u m dos b en eficia d os


e n em p or isso va i “p erd er sua va ga”, com o já d is s em os n o \J5 C 5 ,15, p. 104.

4 .2 . A L G U N S C U I D A D O S EM A U L A S E X P O SIT IV A S
N ã o d es p reze a u tilid a d e d e es ta r e m sala , ou vin d o as n ovid a d es , a op in iã o d o
professor, ten do u m m étod o d e exposiçã o da matéria. O próp rio cu rso e o profess or procu ram
dar o p rogra m a todo, d e m od o qu e eles au xilia m você a cob rir os p on tos necessários. Peça
para qu e o professor/cu rso a b ord e tod os os p on tos d o Edital, mas, se isso n ã o fo r possível,
n ã o d eixe de estu dá- los em casa.

C om o já citamos, Vergü io Ferreira en sin a qu e “A semente não ge rm ina senão na terra


que a e s p e ra S eja com o a terra qu e está p ron ta para receb er a s em en te: es teja p ron to pa ra
receb er o con h ecim en to.

$■■■'Estar em sala e fica r fa zen d o d es en h os n o ca d em o n ã o adianta. Pres te a ten çã o na


aula ou , em ú ltim o caso, releia a matéria.

246 CA P Í T UL O 11

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4 .3 . CUIDA DO S N A P R EP A R A ÇÃ O PA R A A A U L A
Para melhorar, procu re:

FAZ ER

*1 U tiliza r as técnicas d e estu do

â Ser p on tu a l e assídu o

3 Res peita r o h orá rio d e térm in o dos in terva los

4 M a n ter a a cu ida de (prestar a ten çã o) e a con cen tra çã o

5 Ter, tanto qu anto possível, o m a terial didá tico recom en d a d o (livros, apostilas, códigos,
tabelas, calcu ladoras, fichas, etc.) e o “ma terial d e escritório’' (caneta, borracha, etc.) orga n i­
za d o e à mão.

N Ã O FAZ ER

H E vite conversa r ou pensar em assu ntos alheios à aula, du rante seu transcurso. H á
alunos qu e pen sa m nas contas, n o fu teb ol, em n am oro; na paisagem, n a rou pa das pessoas,
n o qu e vã o fa zer dep ois da aula, em tu do m en os na matéria. Isto
n ão é produ tivo.

ü E vite fica r “ju lga n do" o p rofess or ou os colegas. É m u ito


com u m alu nos qu ererem dar “vered ictos ” sob re tu do, des de a
com p etên cia d o profess or até a cap a cida de d o colega passar ou
n ã o n o concu rso. Julgue apenas a si m es m o e à matéria. O C24.

E vite a m a n ia d a qu eles qu e, q u a n d o p erd em a co n ­


cen tra çã o, s a em d a sala pa ra tom a r u m ca fé. Is to s ó p iora a
assimilação.

4 .4 . PR EPA R A ÇA O P R EV IA
In d a gye ao p rofes s or qu al será o p on to a ser a b ord a d o n a p róxim a au la e es tu de- o
previa m en te. Esse estu do p révio servirá com o o S e 0 Q d o SQ3R ( O CIO, 16.5, p. 236).

Essa "olh ad a” p relim in a r na ma téria, m es m o qu e você n ã o en tend a tudo, servirá para


“p rep a ra r a te r r a ” pa ra receb er o en sin o em au la. Este estu do cria u m a cu rios id a d e in icia l
d o céreb ro e com eça a cria r áreas cereb rais com relações e etiqu etação. Assim, qu an do você
pa rticip a r d a au la, a ten dên cia será qu e o céreb ro já “m a n d e” o assu nto para essas áreas,
fa cilita n d o o a p ren d iza d o e a fixa çã o.

N a leitu ra p révia vo cê p o d e assinalar, à m a rgem d o texto, su as d ú vid a s , o qu e


au m en ta rá su a a ten çã o em sala. Ten te tirar as dú vidas, se necessário, p ergu n ta n d o ao
professor. A su a b ib liogra fia b á sica ta m b ém é u m a b oa fon te d e consulta.

Essa prep a ra çã o ta m b ém m elh ora a qu a lid a d e das a n ota ções em sala, qu e serão
m a is claras, m a is ord en a da s, u m a ve z qu e o a lu n o in icia a au la já com u m a vis ã o da
estru tu ra gera l d o assu nto a ser tra ta do, con h ecen d o d es d e log o a id éia cen tra l e os
tóp icos p rin cipais .

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A lém d o m a is , em b ora a p r im eir a v e z em q u e se fa z qu a lqu er cois a s eja u m a
experiência em ocion a n te, n em sem pre é a m elh or exp eriên cia . A ten dên cia , em tu do, é qu e,
ap ós a prim eira vez, o d es em p en h o vá m elh ora n do. N ã o d eixe qu e a au la seja a prim eira
vez qu e você vê, ou ve ou s en te a ma téria. Se a au la fo r a segu nd a vez, a su a ass imilação
será m u ito maior.

C u ida do pa ra n ã o fa zer desse estu do p révio u m in stru m en to pa ra com p etir ou


tentar su perar o profes s or ou os colega s d e classe. O C 24,16, p. 524. N em sem pre o profess or
irá res p on der a tod as as pergu n tas qu e você fizer, já qu e a in ten çã o n ã o é esta e sim a de
você prepara r- se para a p rova a gen d a da e, o mais im p orta n te, aprender. N ã o ten te b ancar
o m a iora l ou o “Dr. S ab e- Tu do”. U se a técn ica d o estu do p révio com o a lgo p os itivo e não
com o u m in stru m en to d e em u la çã o ou d e rivalid ad e. Q u em fa z isso p erd e u m a gra nd e
op ortu n id a d e de aperfeiçoa r- s e.

4 .5 . R EV ISÕ ES
Ê m u ito ú til fa zer a revis ão das aulas. Esta é a h ora pa ra repassar a m atéria, fixar os
pon tos essenciais, m elh ora r (com p lem en ta r) as a n ota ções, leva n ta r dú vidas e pergu ntas,
respon dend o, ao m en os pa ra si, tais qu estões. É a fase d e “ru m in a çã o” d o m étod o socrático,
o 3a R d o SQ3R e a fas e d e recitação ou repetiçã o, qu e é u m d os m étod os p a ra m em oriza çã o.
As revis ões a ju da m ta m b ém a m elh ora r a cu rva da recorda ção. O C 7 ,113.3, p. 167.

Podem os considerar três revisões, as qu ais a u m en ta m o n ível d e fixação, m em oriza çã o


e resgate:

a) Revis ã o im ed ia ta . É aqu ela feita logo após a aula, se ela term in a m a is cedo, ou n u m
horário va go ou , em ú ltim o caso, n o horário d e estu do. O id ea l é qu e s eja o m a is p róxim o
p oss ível do dia ou h ora em qu e você assistiu à aula.

b) Revis ã o s in tetiza d ora . É a qu ela qu e já b u sca processar, bu rilar, sintetizar, integrar,


relacionar o qu e foi aprendido. Essa revisão d eve ocorrer algu ns dias dep ois d o estudo*

ç) Revis ões p eriód ica s . São rea liza da s com os resu m os e es qu em as e d evem ocorrer
p eriod ica m en te (p.ex., u m a vez p or sem ana ou p or m ês ). Essa revis ão d im in u i o efeito
da cu rva d o es qu ecim en to e fa cilita o resga te n a h ora d a prova .

& S empre a pós as revisões, ou p a ra conclu í- las, p rocu re praticar, exercita r o qu e


a prendeu . C om isso você com p leta o ciclo da m em oriza çã o O C 7 ,110, p. 163) e cu m p re o
p rocess o d o d om ín io cogn itivo. C 1 7 ,12, p. 365.

4 .6 . A U L A S E C U R S O S EM N O V O S M E I O S (T E C N O L O G I A S
M A IS R E C E N T E S )
O vertigin os o ava nço tecn ológico dos ú ltim os an os trou xe n ovid a d es n o assu nto
preparação para concursos. Os principais novos recursos são (A) os cursos viasatélite, chamados
detelepresenciais; (B) os cursos via internet, a b ra n gen do aulas/cursos e víd eos ; e (C ) os cu rsos
via internet a b ra n gen do au las/vídeos, on d e o m on itor se tra n sform a em televis ão, com o
alu no assistindo o p rofes s or min istrar su a aula.

248 CA P Í T UL O 11

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Os cu rs os v ia s a télite, ch a m a d os d e telep res en cia is , tivera m com o seu gra nd e
precu rsor (na área ju ríd ica) o ilu stre Profess or Lu iz Flá vio G om es (id ea liza d or do C urso
LFG , w w w .lfg.com .b r, com mais d e 300 p on tos n o p a ís ).Ta l via d e acesso fo i excelen te para
leva r os m elh ores profess ores a loca is distantes, d em ocra tiza n d o o acesso ao ensino. O
su cesso fez m u ltip lica r o n ú m ero d e cu rsos qu e d is p on ib iliza m esse serviço (en tre eles, os
ta m b ém excelen tes C urso A provação, A cadem ia do C oncurso e P rae torium ). Este tip o de
cu rso é u m a mistu ra d e aula em víd eo com aula em salas. Assim , os cu idados d evem s er os
m esm os. O u tro deta lh e é a proveita r ao m á xim o tod os os recu rsos qu e os p róp rios cu rsos
d is p on ib iliza m .

O s cu rsos via inte rnet, a b ran gen do aulas/cursos são aqu eles qu e en via m para o alu no
arqu ivos com a m a téria . N es te caso, o estu do é pratica m en te id ên tico ao realizado em livros/
apostilas. N essa linha, existem b oas páginas, in clu sive com ma terial gratu ito. N esse cam po,
citem - se, entre outras, as pá gin as w w w .vem con cu rs os.com .b r, w w w .p on tod os con cu rs os .
com.b r, as pá gin as dos cu rsos p rep a ra tórios e ed itoras da área, qu e em geral sem pre têm
in form a ções interessantes, b em com o a pá gin a w w w .folh a dirigid a .com .b r.

O s cu rs os via in te rne t a b ra n gen do au las/vídeos, on d e o m on itor se tra nsforma em


televis ão, com o alu no assistindo o professor, são u ma n ovid a d e interessante, su rgindo
com o exem p lo a Vestcon (w w w .ves tcon .com .b r).

O u tra b oa n ovid a d e são os sim u la dos nacionais, realiza dos p elos grandes cu rsos
(Aca dem ia d o C oncu rso, Aprova çã o, O b cu rsos, Vestcon, en tre ou tros), tod os com sites qu e
tra zem in form a ções sob re concu rsos.

Ta m b ém tem crescido a d is p on ib ilid a d e d e m a terial em víd eo, CD s e D VD s.

@ + O Ver C 5,18, on d e há várias in dicações d e on d e encontra r material na in tern et

O E S T U D O E M S IM P O S IO S E P A L E S T R A S

S im p ós ios e palestras são úteis para fazer u m a atualização rápida, tomar conhecimento
dos temas mais atuais, para fam iliariza r- se com temas novos ou polêm icos , con h ecer os
p osicion a m en tos d e fon tes d e au torid ad e n o assunto, etc. D ian te d e tantas vantagens, é
preciso n ão su b aproveitar esses veícu los d e aprendizado.

O su b a proveitam ento dos alu nos em sim pós ios e palestras decorre do fato de qu e a
m éd ia dos participantes age com o se estivesse em u m evento pu ramente social, ond e o charme
e a graça estão em conversar, con h ecer pessoas, sair à noite, etc. Por isso, é tão com u m as
pessoas ch ega rem atrasadas, saírem cedo, fica rem tom a nd o café n o hall du rante as palestras,
prestarem mais atenção n o au ditório do qu e n o conferencista, e assim p or diante.

Se você qu er ir lá para algu ma (ou todas) das atividades acima, divirta-se. Se você
qu er ir pa ra aprender, fa ça o segu inte:

WI L L I A M DOUGL A S 249

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(^ ) D e posse d o program a d o evento, estu de as matérias com antecedência* Isso au mentará
o seu n ível d e ca pta çã o e en ten d im en to.
@ ) Sé possível, ao estu dar a ntecip a da m en te, fa ça anota ções. Reveja tod a s as fichas oito
dias antes d o even to e, antes d e ca d a palestra, a fich a es p ecífica . Isso a u men tará o
n ível de m em oriza çã o.
(c|) C h egu e n os horários, saia n os horários, fiqu e n o hall apenas n o tem p o d es ign a d o para
o coffee-break e ja m a is d eixe d e esta r n a pales tra pa ra fica r con vers a n d o, pa qu era ndo,
rindo, con ta n do sua história, etc. Veja os qu ios qu es p rom ocion a is antes ou d ep ois das
palestras.
(d ) D u ra nte a palestra, pres te a ten ção u n ica m en te nela, in d ep en d en tem en te da p la téia
e d e sua op in iã o sob re o assu nto, sob re o pa lestra n te ou s ob re su a form a d e expor. Se
tiver pergu n tas a fazer, e is to fo r poss ível, faça- as, s em qu a lqu er receio d e a pergu n ta
ser cons id era da tola ou cois a sem elh ante.
(e|) Se (e isto a con tece m u ito) as palestras atrasarem, esteja n o a u d itório relen d o suas
an ota ções ou algu m livro s ob re o assu nto qu e será ab orda do.

Você verá que estas “dicas” funcionam multo bem. D epois que você passar no
concurso, poderá ir aos próximos congressos para reciclagem, atualização ou só para
fazer o social, curtir, conversar, etc., até porqu e isso é ótimo.

6
O E S T U D O D IR IG ID O P A R A C O N C U R S O

O requ is ito zero é su perar o imedia tis m o. As p rovid ên cia s “in icia is ” ab aixo descritas
pres s u põem qu e o ca n did a to ten h a segu ido os passos anteriores, isto é, ten h a rea lm en te
a ten ta do pa ra o con teú d o dos C apítu los 1 a 10.

C om o com eça r? Esta é u m a pergu n ta com u m . C om ece a s s u m in do u m a a titu d e


correta, d efin in d o seu ob jetivo, orga n iza n do su a vida, p la n eja n d o seu tem p o e a p ren den d o
a estudar. O u seja, com o já disse, leia e p ra tiqu e ^ C l a 10. D epois , d e p oss e d o seu tem p o
d is p on ível p ara o estu do das matérias qu e serão exigidas, d ivid a seu tem p o e com ece a
estudar. Adqu ira ou p eça em pres ta d o o m a terial b á sico pa ra o estu do (livros, apostilas, etc.).
C om ece p elos livros mais sim ples e fá ceis d e en tender, p ela legis la çã o e p elos p rin cíp ios da
m a téria a ser estu dada. C om o tem p o, a p rofu n d e o n ível d o estu do. S e possível, p a rticip e
d e cu rsos p rep a ra tórios , p ois eles a ju d a m a orga n iza r a m a téria e a a p res en ta r o qu e
p rova velm en te será exigid o, as n ovid ad es , os tem a s mais atuais, etc. Procu re aliar- se a
pessoas qu e ten h a m o m es m o ob jetivo, para efeito d e aju da m ú tu a e troca d e experiências.
C om ece a realiza r prova s e concu rsos, n em qu e seja só p a ra experimen tar. M a n ten h a - se
em constan te atitu de d e cu riosid a de e interesse. Procu re a pren der com os p róp rios erros e
a retirar o m á xim o de a pren d iza d o da experiên cia . Lem b re- s e d e qu e con cu rso se fa z “a té”
passar e n ão "para” passar e d e qu e qu em p rocu ra a p ren d er a aprender, estu da e persiste
irá ter su cesso mais ced o ou m a is tarde.

250 CA P Í T UL O 11

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Passemos agora a analisar esses cu id a d os com mais vagar:

P R O V ID E N C IA S IN IC IA IS :

6 .1 . M A N T E N H A S E U C U J R R IC U L U M K / M E E M D I A
C om p re u m a pa sta e coloq u e a li tod os os seu s d ocu m en tos , d ip lom a s, certifica dos,
etc. Provid en cie cópia s xerográfica s au tenticadas d e seus docu men tos , deixand o- a s prontas
p a ra qu a n d o for necessário. Se o concu rso tem pré- requ isitos, com o u m a certid ã o d e tem p o
d e s erviço ou d e está gio, ten ha - a s à mão. D e preferên cia , en tregu e cópia s au tenticadas,
gu ardando n a pasta os originais. Apen as as certidões negativas dos distrib u idores necessitam
ser tiradas em p eríod o p róxim o ao d o concu rso e, m es m o assim, o n orm a l é su a exigên cia
ap en a s a pós as prova s d e con h ecim en tos .

M antenha u m currículo atualizado em disqu ete. Ele deve ser claro, ob jetivo e organizado.
Fa ça - o com tod os os dados, mas realce os mais importantes. C oloqu e u m a folh a inicial ou
fin a l com a síntese d o cu rrícu lo para o caso d e leitores apressados. A apresentação, correçã o
lingü ística e aparência d evem ser impecáveis. Se o cu rrícu lo - qu e é u ma apresentação da
p es s o a - já está sujo, amassado ou ma lfeito, im a gin e o dóno. N u n ca minta em u m cu rrícu lo,
p ois a m en tira tem pern a s curtas.

6 .2 . CR IE S U A B IB L IO T E C A
Ad qu ira os livros b ásicos para seu preparo. Se não pu der fazê- lo, p rovid en cie u ma
form a d e estudar, através d e b ib liotecas, escritórios de amigos ou conhecidos, etc. É mu ito raro
encontrar algu ém qu e não tenha b oa von ta de com u m candidato esforçado e qu e qu er estudar.
M ais u ma dica: se comprar u m livro, leia- o; se não for lê- lo, não compre. U tilize a internet com o
b ib lioteca virtu al ( O ver sites n o Cap. 5, item 8).

6 .3 . DICIO NÁ R IO
Ten h a u m ou m a is d icion á rios d e lín gu a p ortu gu es a e u m ou ma is d icion á rios
es p ecíficos d e su a área (d icion á rio ju rídico, d e ps icologia , de sociologia , m éd ico, etc.).

A o sen ta r- s e p a ra estudar, ten h a à m ã o o D icion á rio da Lín gu a Portu gu es a e, se


possível, u m d icion ário es p ecífico d e su a área de estudo. H a b itu e- se a consu ltar o dicion ário
sem pre qu e d es con h ecer ou tiver a m en or dú vid a sob re o s ign ifica d o d e a lgu m term o. Esse
p roced im en to au xilia tanto o a p ren d iza d o d a m a téria qu a n to o d es en volvim en to d e u m
voca b u lá rio rico, a p to a p rop orcion a r u m a excelen te com u n ica çã o verb a l e escrita.

Se vo cê es tu d a r p elo s is tem a S Q 3R O C IO , 16.5, p. 236), fa ça as cons u lta s aos


d icion á rios no 2aR. Se você fo r fa zer a leitu ra tra dicion al, ta m b ém p od e p referir a nota r os
term os em dú vida n u m a folh a e consu ltar o d icion á rio ao fin al da leitu ra.

WI L L I A M DOUGL A S 251

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6 .4 . BIBL IO GR A F IA
N ã o con s id ero cru cial, com o mu itos, a feitu ra d a rela ção dos livros b á sicos a serem
estu dados. V ocê deve estu dar n o livro qu e gosta d e ler. Por exem p lo, exis tem p elo m en os 5
ou 6 b on s livros d e D ireito C ivil. E m qu al deles você d eve estudar? V á a u m a b ib lioteca ou
livraria, leia u m p ou co d e ca d a u m deles e veja qu al o es tilo d e en sin o e reda çã o qu e mais
lh e agrada. Este será o livro.

C la ro qu e você d eve p referir os livros d os a u tores m a is res p eita d os (d os "p a p a s ” do


a s s u n to), m a s iss o n ã o é u m a ob riga çã o. Se h ou ver livros e a rtigos d e a u toria d e a lgu m
m em b ro da b a n ca exa m in ad ora, ta m b ém será in teres s a n te lê- los . Às vezes , o exa m in a d or
n ã o tem seu p róp rio livro, m a s gos ta d es te ou d a q u ele a u tor, o qu al, ob via m en te, d everá
ser lid o. D es cob rir essas p red ileções n ã o é tã o d ifícil qu a n to p a rece. Leia , se fo r o caso,
as d ecis ões (p a receres , s en ten ça s, etc.) d os exa m in a d ores : ela s in d ica m su a form a d e
ra ciocín io e seu s a u tores p red iletos . As p u b lica ções d o órgã o sã o p recios a s fon tes d e
es tu d o. P or exem p lo: se o con cu rs o é p a ra fis ca l d o IN S S , a Revista da Procurad oria do
IN SS d eve ser lida, e assim p or diante.

"Aprenda a nadar no raso e


depois vá para o fundo."

E vite livros m u ito com plexos. Tu do n a vid a cres ce progress iva m en te. C om ece p elos
livros mais sim ples e d e fá cil com preen sã o. A p en a s d ep ois d e d om in a r os ru dim en tos d e
cada m a téria é qu e você d eve com eça r a a profu ndar- se. A p ren d a a n ad ar n o raso e dep ois
vá para o fu ndo. E m geral, u m con h ecim en to ra zoá vel d a m a téria e u m a b oa ca p a cid a de
de com u n ica çã o b a sta m pa ra u m a aprovação. N ã o é p recis o ser, n em os exa m in ad ores
estão procu ran do, u m n ovo Ru i B arb osa. O qu e em geral p recis a - se é a pen as d e u m b om
profiss iona l. N ã o se d eve ten ta r ser u m gênio, n em a p ren d er tu d o com o se ta l fosse.

6 .5 . P A ST A DE L E G IS L A Ç Ã O
M on te u m a pasta com as n orm a s e m a teria is b á sicos d irecion a d os p a ra o concu rs o
qu e você qu er realizar. Se o seu ob jetivo é o con cu rso paraAFRF, você d everá separar tu do o
qu e tiver a ver com a Receita Federal; se o concu rso for pa ra a área ju ríd ica, tod a a legis la çã o
n ova qu e ainda não tiver sido a dicion a da aos C ódigos, e assim p or diante. O s p róp rios órgãos
e os cu rsos prepara tórios , em geral, d is p õem d es te tip o d e material.

"Se o seu objetivo é o concurso para AFRF,


você deverá separar tudo o que tiver a ver com a Receita Federai."

252 CA P Í T UL O II

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6 .6 . INSCR IÇÃ O
Tã o lo g o seja m abertas as in scrições, p rovid en cie a sua. N ã o d eixe pa ra os ú ltimos
dias: não perca tem p o n em d ê op ortu n id a d e para o azar. D eixe pron tos tod os os docu m en tos
e com prova n tes d o cu m p rim en to dos requ isitos exigid os p elo edital.

A m a ioria deixa a in scrição, d ocu m en tos , etc. para qu as e n o fim d o prazo. A lém
d e arriscar imprevis tos , isso p reju d ica a concen tração, pois , d e vez em qu ando, u m a das
atenções d o con s cien te será a p reocu p a çã o com esses detalhes.

# Procu re deixa r su a ca b eça tranqü ila para prestar a tenção ao estudo. Para isso, tom e
as p rovid ên cia s “a dm inistrativas” o mais ced o possível.

6 .7 . G R UP O S DE EST UDO
Estu dar em gru p o p od e ser u m a b oa form a d e aprender. Já fa la m os sob re o assunto
n o v_) 13, acima. Lã in d ica m os ta m b ém m a teria l extra d o m eu site.

6 .8 . EDIT A L
U m a das prim eiras coisas a fa zer é estu dar o edita l d o concu rso. Se o estu do é para o
fu tu ro ou o edita l aind a n ã o saiu, p od e com eça r p elos editais d e concu rsos anteriores. Para
cons egu ir o ed ita l h á três camin hos : ir à sed e ou su cu rsal d o D iá rio O ficial, p ed ir u ma cóp ia
n o cu rsinho qu e você freqü en ta ou ad qu irir pu b lica ções esp ecíficas (ex.: Folha D irigid a ). Os
cursos prepa ratórios e sites para concu rsos ta m b ém au xiliam n a pu b licid ad e dos concu rsos.
U m b om D iretório A ca d êm ico ou sindicato profis sion a l ta m b ém tem os editais d e interesse
dos participantes. Leiá o edital todo, mais d e u ma vez. Leia várias e mu itas vezes o program a
de matérias, qu ase até decorar. O lh e o progra m a mentalizando o valor e imp ortân cia daqu eles
assu ntos p a ra você alcançar seu ob jetivo e crie u m a cu riosida de profu n da e sincera d e
conh ecer e en ten d er cada u m daqu eles temas. C onhecer o edital lhe trará m a ior tranqü ilidade
e a cu riosidade p ela m atéria servirá com o “arar a terra” para o estudo.

C om ó a ch a r o ed ita l. C on cu rs os Federais: Faça con ta to com a Im prens a N a cion al


(w w w .in .gov.b r/) (S IG Q u adra 6, lote 800, C E P 70604-900, C aixa Posta l 30.000, Brasüia-
D F). H á in clu s ive u m a área d o site qu e d á a ten çã o esp ecia l aos concu rsos. C on cu rsos
Estadu ais: V á à sede ou su cu rsais d a Im pren sa O ficia l Estadual. C on cu rsos M u n icipa is:
V eja se o M u n icíp io tem D iá rio O ficia l ou se u tiliza algu m jo m a l da cida de. E m qu alqu er
caso, qu an do há concu rsos os órgã os ou in stitu ições p oss u em cópia s dos editais. V á até
lá (à Procu radoria , à Prefeitu ra, etc.). Aliás, ir ao p réd io on d e deseja- se trab alhar facilita
pa ra seu céreb ro fa zer im a gen s m enta is da qu ilo qu e você qu er e, assim, coloca r o sistema
lím b ico em ação. S ob re ele, ver os O C6 e 7, qu e tratam d o céreb ro e d a m em ória . Tenha o
costu m e d e procu rar p eriod ica m en te os editais, pois, la m en ta velm ente, algu ns órgãos d a
Ad m in is tra çã o ten ta m não rea liza r os concu rsos ou n ã o lh es dar a su ficiente pu b licid ade, o
qu e viola a C on stitu içã o Federal e p od e ser atacad o in clu sive p ela via ju dicia l. O concu rso
pú b lico é u ma form a dem ocrá tica de acesso d o p ovo às fu n ções de govern o e administração
d o Estado, da n do op ortu n id a d e a tod os e d even d o ser respeitada.

WI L L I A M DOUGL A S 253

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6 .9 . B A N C A EX A M INA DOR A
O mais im p orta n te é sab er a m atéria e fa zer b em as p rova s a p on to d e ser m en os
im p orta n te a com pos içã o da b anca. Porém , se poss ível for, é sem pre ú til con h ecer qu em são
os m em b ros da b an ca e qu ais suas preferências, posições, etc. Para a profu n da r esse ponto,
v jv e ja o 18.2, a segu ir, e a “teoria da flu id ez”, no C 13,12.3 (n° 9), p. 286. E xp erim en te b u scar
n a in tern et dados, obras, artigos, etc a res peito ou d e a u toria d a b anca.

6 .1 0 . ÚL T IM O S C O N C U R S O S
As provas dos ú ltimos concu rsos constitu em excepciona l fon te d e informação sob re o
qu e cai mais, com o são formu ladas as qu estões, etc. E xperimente fazê- las simu lando o tem po
e material d e consulta qu e o edital p erm ite e dep ois corrija a p rova pelo gabarito ou através d e
u m amigo ou professor, mas sem pre conferin do na ma téria se o gab arito está correto. Se fizer
isso, qu ando você for fa zer a prova terá “experiência” com o se fosse u m candidato veterano.

As provas de concu rs os pa ra os m es m os cargos em ou tros E stados ta m b ém p od em


ser válidas, assim com o as prova s d e concu rsos para ou tras carreiras, mas on d e a m a téria
seja a m es m a ou pa recida . Se o ca n did a to costu m a fa zer prova s (u m a p or sem ana , du as p or
m ês) sim u la ndo concu rsos, p od erá ca ptar gra n de experiên cia . Ten ta r ir aos ou tros E stados
fa zer concu rsos é u ma b oa form a d e trein ar mais e, d e repen te, passar lá.

Q u ando, de u m concu rso para ou tro, a b anca examin adora ou a em presa organizadora é
substituída, o va lor do estudo das provas anteriores diminu i, mas não se p erd e p or completo.

6 . t 1. O UT R A S F O N T E S DE EST UDO
A lém das anotações em sala e dos livros didáticos, é poss ível u tilizar outros materiais, A
FolhaD irigida, p or exemplo, pu b lica Cadernos de Testes e C adernos d e Estudos, qu e p od em ser
mu ito úteis para treino e são fa cilmente encontrados em bancas de jom a l. A o u tilizar livros com
questões, prefira aqueles qu e trazem o gabarito. S empre confira o gabarito da do p elo autor. C om
o crescimento dos concursos e a profissionalização dos cursos e das editoras, h oje há bastante
oferta de material. Para zelar pela qu alidade, consu lte seus professores e colegas mais antigos.
Se precisar, converse com igo e com outros concu rseiros pela m in h a com u n id a de n o Orkut. Os
fóruns, com o o do C orreioW eb e Fóru m Concurseiros, ta m b ém têm b oas dicas.

6 .1 2 . F O N T E S DE A UT O R IDA DE E O R IENT A ÇÃ O
Q u alqu er qu e seja o concu rso, o ca n dida to (com o a p oio dos cu rsos p rep a ra tórios ou
em con ju n to com colega s ca ndidatos) d eve procu rar sab er qu ais são as fon tes d e a u toridade
n aqu ela área d e con h ecim en to. Q u ase todas as p rofis sões e carreiras p os s u em órgã os ou
associa ções qu e p rod u zem artigos, en u nciados, conclu s ões e m a teria is sem elh antes. É
ób vio qu e u m b om ca n dida to d eve estar atu a liza do com tais in form a ções . A lém d e serem
temas “qu entes", elas aju da m no ra ciocín io.

Pa rticipar d e S emin ários ta m b ém é m u ito b om . E xemplo: você va i fa zer concu rso


pa ra m éd ico n a área de ca rd iologia e du rante a prepa ra çã o su rge u m C on gress o sob re o
tema. Procu re com parecer, participar, ver qu ais fora m as n ova s teses, qu ais os temas mais
p olêm icos, os anais do encontro, etc. V eja se algu ém d a b a n ca va i falar, e assim p or diante.

254 CA P Í T UL O 11

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A id éia é organ izarm o- nos para ch ega rm os n o dia d a p rova tão b em in form a dos qu anto a
banca. É a m elh or form a d e su rp reen derm os a b a n ca e n ã o ela a nós. To d o m u n do gosta de
n ovidades, inclu sive você e o examinador.

E m con cu rsos ju ríd icos , é in d is p en sá vel con h ecer as S úmu las d o S TF e d o Trib u na l
S u perior da área (STJ ou TS T ou S TM ou TS E ). N a área federal, con h eça as Súmu las dosTRFs,
p rin cip a lm en te o da área d o concu rso. N a área estadu al, conheça as sú mu las ou enu nciados
dosTJs eTA s . Se o concu rso fo r p a ra o M in is tério Pú b lico (M P ), con h eça as sú mu las e/ou
en u ncia dos d o M P Federal e E stadu al (d o E stado on d e é o concu rso). Se o concu rso é para
algu m a Procu radoria , veja se tal órgã o ou institu ição possu i