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Dicas de Estudo – Professor José Wilson Granjeiro

A maior dúvida dos candidatos é quanto à escolha do concurso que deverão prestar, todos os dias oriento pessoas a
esse respeito. Coloco as alternativas, vejo a formação e as ambições do candidato e juntos elegemos um caminho a seguir. Mas
há também outras dúvidas importantes. Por exemplo, que tipo de curso fazer, pacote ou curso por matéria? Sou a favor de se
começar por um pacote, para o candidato conhecer todas as disciplinas, e depois reforçar as disciplinas mais importantes fazendo
outros cursos por matéria.

Não indico livros acadêmicos. Prefiro que o candidato estude em livros mais simples, feitos especificamente para concursos,
os quais têm a vantagem de já apresentarem o melhor da doutrina dominante, de serem constantemente atualizados e de
conterem muitos exercícios. Quem escreve para concursos já pensa em tudo, já sabe o que é mais importante para o concurso,
os temas que são mais cobrados, a forma com que os temas são abordados etc. – e com isso o candidato só tem a ganhar, seja
em conteúdo, seja em tempo para estudar. Estudar em livros acadêmicos, não voltados para concursos, leva a uma grande perda
de tempo (a não ser em concursos de altíssimo nível, que realmente exigem leituras de autores e mais autores).

Com relação a parar (ou não) de trabalhar para dedicar mais tempo aos estudos, cada situação deve ser estudada com
cuidado, avaliando a reserva financeira que o candidato tem, o tempo que ele terá que ficar sem ganhar dinheiro, se ele tem
algum apoio da família etc., porque ninguém é aprovado num concurso do dia para a noite. Logo, é bom avaliar todos esses
aspectos antes de pedir as contas, para não se arrepender depois...

Mesmo assim, não há como evitar que eu depare sempre com o choro dos candidatos. Costumo dizer que a maioria dos
candidatos (principalmente as candidatas!) choram em quatro momentos distintos: na hora de começar o curso, na véspera da
prova, depois da prova e depois que é divulgado o resultado; se este for positivo (chorará pela conquista, pela superação dos
obstáculos!), se negativo (chorará pelos equívocos cometidos na realização da prova, pelo erro na marcação do cartão, por ter
sido eliminado numa disciplina!).

E aqui gostaria de destacar um ponto importante: nunca fecho a porta da minha sala no OBCURSOS, ela está (e sempre
estará) aberta para aqueles candidatos que quiserem conversar comigo, podem me procurar quando quiserem, normalmente das
14 às 19 h estou por lá. Tenho muitas atividades, trabalho muito, pode ser que eu demore um pouco no atendimento, que eu
peça para o candidato esperar um pouco, mas é sempre uma grande satisfação discutir estratégias rumo à aprovação num
certame público.

Aconselho aos interessados que estudem para concursos, isso porque, o governo Lula continuará com a política de
realização de concursos nas chamadas carreiras estratégicas. Tenho informações de que há o objetivo de trabalhar para
preencher 96 mil cargos na Administração Pública Federal; cargos esses oriundos das aposentadorias e demissões dos últimos
anos, das grandes dispensas dos contratados por meio de contratos temporários, da necessidade de contratação pelas agências
reguladoras e, especialmente, da ênfase que dará este governo nas áreas de Fiscalização, Arrecadação, Segurança Pública e
Gestão Pública.

Meus conselhos são, basicamente, para que o candidato siga os seguintes passos, nesta ordem: (1) escolher um
concurso específico; (2) fazer um cursinho tipo pacote, voltado para esse certame escolhido; (3) reforçar as disciplinas mais
importantes por meio da realização de cursos por matéria (especialmente, Direito Constitucional, Administrativo, Português); (4)
treinar muito, realizando exercícios de concursos anteriores elaborados pela banca examinadora encarregada do concurso; (5)
fazer seus próprios resumos, para uma revisão nas proximidades da data da prova.

A minha experiência indica, também, que o candidato tenha o seu próprio “Quartel General” para os estudos, um espaço
privativo, onde ele estude em paz, organize seus materiais, seus resumos etc. Acho importantíssimo o candidato ter o seu espaço
privativo voltado para os estudos. Sobre o tempo máximo de estudo por dia, prefiro não fixar um número fixo, inflexível, acho
que cada pessoa tem o seu próprio limite (é importante o candidato descobrir o seu limite e não ultrapassá-lo). Prefiro falar sobre
o tempo mínimo de estudo para uma séria e boa preparação; na minha opinião, o candidato precisa de, pelo menos, quatro horas
por dia para freqüentar um curso preparatório (importante para manter o estímulo, para manter-se atualizado com as dicas dos
professores e dos colegas, para sentir como anda a concorrência etc.) e de mais duas a quatro horas para o estudo individual,
para complementar o aprendizado do curso.

E para controlar o estresse, para superar o desânimo depois da reprovação num certame, a dica é o candidato procurar
pessoas do meio, nós professores, outros colegas candidatos, para conversar sobre o assunto. A conversa é importante para que
o candidato sinta que ele não é o único que enfrenta problemas numa preparação para concurso. Todo candidato enfrenta
problemas, das mais variadas ordens. E o mais importante: ser reprovado num concurso não significa que o candidato está
despreparado; significa, apenas, que o candidato não esteve preparado naquele concurso, naquela prova, naquele momento. A
reprovação num concurso, muitas vezes, é por um detalhe, que poderá ser facilmente superado no próximo desafio.

Enfim, reprovar num concurso não é uma fatalidade, nem sempre é sinônimo de estar o candidato mal preparado, pode
ser um vacilo, um simples detalhe, uma marcação errônea no gabarito etc. – detalhes esses que o candidato poderá superar com
facilidade no concurso seguinte. Outra coisa, o maior erro do candidato numa preparação é sem dúvida ficar mudando de
concurso, hoje faz o concurso X, amanhã faz o concurso Y, depois o concurso Z, no mês que vem, o concurso B etc. Perde-se
muito sobre o tempo médio de preparação para aprovação num bom concurso, que, segundo minha experiência, diz que é de seis
meses a um ano e meio (ressalvados alguns concursos específicos, que exigem três, quatro anos de preparação). Pensar em
preparar-se em menos de seis meses não é uma boa estratégia, é ilusão.

Por oportuno, gostaria de registrar que na minha vida voltada para concursos públicos pude observar que são
vencedores aqueles que têm disciplina, humildade, paciência, perseverança e método de estudo. Estudam por prazer e com
muita alegria até passarem no concurso que escolheram para fazer a sua vida profissional. O concurso público é uma guerra de
táticas e estratégias - e sagram-se vencedores aqueles que melhor sabem usar o tempo de estudo, de vida e de prova.

E para quem reside em outras localidades, fica aqui o meu mais sincero convite: passando por Brasília, visite o Obcursos
, passe por aqui para que a gente converse e troque experiências sobre preparação para concursos. Essa é a minha vida há mais
de uma década, a gente aprende muito com o convívio diário com os candidatos e muito é muito gratificante repassar esse
aprendizado, ajudando outras pessoas. Se pensarem em vir para Brasília, para uma melhor preparação, fale com a gente, que
auxiliaremos no que nos for possível (biblioteca, salas de estudo, condições de pagamento, estratégias de estudo, etc.).

Lembro que para se passar em um concurso também é preciso sorte, mas quanto mais estudar com certeza você terá
mais sorte. Que o Senhor DEUS ilumine os caminhos e mentes daqueles que trilham os difíceis degraus para ingressar em um
cargo público.

*Além de dar aulas, o professor José Wilson Granjeiro é o Diretor-Presidente do Obcursos

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