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Centrais Elétricas de Santa

Catarina – Distribuição S.A.


CELESC
Assistente Administrativo

Português
Compreensão e interpretação de textos...........................................................................................................................1
Estruturação do texto e dos parágrafos. ..........................................................................................................................6
Emprego de maiúsculas. ....................................................................................................................................................7
Acentuação. ....................................................................................................................................................................... 14
Concordância verbal e nominal. ..................................................................................................................................... 16
Regência verbal e nominal. ............................................................................................................................................. 19
Crase. .................................................................................................................................................................................. 23
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. .......................................................................................... 26
Emprego de tempos e modos verbais. .......................................................................................................................... 30
Emprego dos sinais de pontuação e suas funções no texto. ..................................................................................... 35
Semântica (sinônimos, antônimos, homônimos, parônimos). .................................................................................. 37

Matemática/Raciocínio Lógico
Fundamentos de matemática .............................................................................................................................................1
Princípios de contagem .......................................................................................................................................................8
Conjuntos numéricos: números naturais, inteiros, racionais e reais. Fatoração e números primos, máximo
divisor comum e mínimo múltiplo ....................................................................................................................................8
Porcentagem e regras de três simples ........................................................................................................................... 21
Sistemas de medida de tempo. Sistema métrico decimal .......................................................................................... 21
Grandezas proporcionais: razões e proporções. Divisão em partes proporcionais .............................................. 24
Regra de três simples e composta .................................................................................................................................. 28
Porcentagem ...................................................................................................................................................................... 31
Compreensão de estruturas lógicas ............................................................................................................................... 33
Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões ............................................................... 41
Diagramas lógicos ............................................................................................................................................................. 46
Fundamentos de matemática .......................................................................................................................................... 52
Princípios de contagem e probabilidade. Arranjos e permutações. Combinações ................................................ 52

Conhecimentos Básicos de Informática


Windows: Uso da Ajuda e Ferramentas de manutenção do Windows; - Gerenciar janelas; - Conceito,
organização e manipulação de pastas e arquivos, - Criar Atalhos. ..............................................................................1
Word:- Criação de documentos em geral; - Utilização das barras de ferramentas; - Utilizar as principais
ferramentas e Menus do Word, com seus respectivos comandos; - Formatação de Texto; - Impressão. ........ 10
Excel:- Criação de Planilhas em geral; - Uso das principais ferramentas; - Criação de Gráficos; - Uso das
principais funções e fórmulas; - Formatação de Planilhas. ....................................................................................... 21

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Atualidades
O mundo contemporâneo: o desenvolvimento das ciências, o avanço da medicina e a cura das doenças, a
revolução dos computadores e da Internet .....................................................................................................................1
A era da globalização ...........................................................................................................................................................4
Cultura brasileira: arquitetura, artes, cinema, folclore, literatura, música, teatro e televisão ...............................6
Os problemas contemporâneos (século 21): a distribuição da riqueza, a questão ambiental, a crise dos recursos
hídricos, a crise energética, os conflitos bélicos .......................................................................................................... 20

Legislação do Setor Elétrico


Estrutura institucional. Instituições componentes e atribuições. ...............................................................................1
Regime de concessões e prestação de serviços públicos. ............................................................................................7
Procedimentos de Distribuição ANEEL. Regimes de preços e tarifas dos segmentos do setor elétrico.
Consumidor livre. Resolução 414/2010 da ANEEL. .................................................................................................. 21

Conhecimentos Específicos
Atendimento ao público. Comunicabilidade, apresentação, atenção, cortesia, interesse, presteza, eficiência,
tolerância, discrição, conduta e objetividade. .................................................................................................................1
Atendimento ao telefone. ....................................................................................................................................................6
Noções de redação oficial....................................................................................................................................................8
Ofício, carta, memorando, e-mail. .................................................................................................................................. 19
Noções de uso e conservação de equipamentos de escritório (telefone, central telefônica, copiadora, fac-símile
computador e impressora). ............................................................................................................................................ 20
Licitações e contratos. Princípios básicos da licitação. .............................................................................................. 26
Organização do trabalho. ................................................................................................................................................. 61
Rotinas de trabalho; organização e utilização do material de escritório; de consumo e permanente. ............. 65
Gestão de documentos...................................................................................................................................................... 68
Noções de Protocolo; ....................................................................................................................................................... 70
Noções de Informática; .................................................................................................................................................... 72
Técnicas de arquivamento; ............................................................................................................................................. 77
Princípios gerais de segurança no trabalho.................................................................................................................. 78

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APOSTILAS OPÇÃO

Coesão

É a amarração entre as várias partes do texto. Os principais


elementos de coesão são os conectivos e vocábulos
gramaticais, que estabelecem conexão entre palavras ou
partes de uma frase. O texto deve ser organizado por nexos
adequados, com sequência de ideias encadeadas logicamente,
evitando frases e períodos desconexos. Para perceber a falta
de coesão, a melhor atitude é ler atentamente o seu texto,
procurando estabelecer as possíveis relações entre palavras
que formam a oração e as orações que formam o período e,
Compreensão e finalmente, entre os vários períodos que formam o texto. Um
interpretação de textos. texto bem trabalhado sintática e semanticamente resulta num
texto coeso.

Coerência
COMPREENSÃO DO TEXTO
A coerência está diretamente ligada à possibilidade de
Há duas operações diferentes no entendimento de um estabelecer um sentido para o texto, ou seja, ela é que faz com
texto. A primeira é a apreensão, que é a captação das relações que o texto tenha sentido para quem lê. Na avaliação da
que cada parte mantém com as outras no interior do texto. No coerência será levado em conta o tipo de texto. Em um texto
entanto, ela não é suficiente para entender o sentido integral. dissertativo, será avaliada a capacidade de relacionar os
Uma pessoa que conhecesse todas as palavras do texto, mas argumentos e de organizá-los de forma a extrair deles
não conhecesse o universo dos discursos, não entenderia o conclusões apropriadas; num texto narrativo, será avaliada
significado do mesmo. Por isso, é preciso colocar o texto sua capacidade de construir personagens e de relacionar ações
dentro do universo discursivo a que ele pertence e no interior e motivações.
do qual ganha sentido. Alguns teóricos chamam o universo
discursivo de “conhecimento de mundo”, mas chamaremos essa Tipos de Composição
operação de compreensão.
E assim teremos: Descrição: é representar verbalmente um objeto, uma
pessoa, um lugar, mediante a indicação de aspectos
Apreensão + Compreensão = Entendimento do texto característicos, de pormenores individualizantes. Requer
observação cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser descrito
Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis um modelo inconfundível. Não se trata de enumerar uma série
de leitura, sendo a primeira a informativa e a segunda à de de elementos, mas de captar os traços capazes de transmitir
reconhecimento. uma impressão autêntica. Descrever é mais que apontar, é
A primeira deve ser feita cuidadosamente por ser o muito mais que fotografar. É pintar, é criar. Por isso, impõe-se
primeiro contato com o texto, extraindo-se informações e se o uso de palavras específicas, exatas.
preparando para a leitura interpretativa. Durante a
interpretação grife palavras-chave, passagens importantes; Narração: é um relato organizado de acontecimentos reais
tente ligar uma palavra à ideia central de cada parágrafo. ou imaginários. São seus elementos constitutivos:
A última fase de interpretação concentra-se nas perguntas personagens, circunstâncias, ação; o seu núcleo é o incidente,
e opções de respostas. Marque palavras como não, exceto, o episódio, e o que a distingue da descrição é a presença de
respectivamente, etc., pois fazem diferença na escolha personagens atuantes, que estão quase sempre em conflito. A
adequada. narração envolve:
Retorne ao texto mesmo que pareça ser perda de tempo. - Quem? Personagem;
Leia a frase anterior e posterior para ter ideia do sentido global - Quê? Fatos, enredo;
proposto pelo autor. - Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos;
Um texto para ser compreendido deve apresentar ideias - Onde? O lugar da ocorrência;
seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto - Como? O modo como se desenvolveram os
pela ideia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a acontecimentos;
conclusão do texto. - Por quê? A causa dos acontecimentos;
A alusão histórica serve para dividir o texto em pontos
menores, tendo em vista os diversos enfoques. Dissertação: é apresentar ideias, analisá-las, é estabelecer
Convencionalmente, o parágrafo é indicado através da um ponto de vista baseado em argumentos lógicos; é
mudança de linha e um espaçamento da margem esquerda. estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor,
Uma das partes bem distintas do parágrafo é o tópico narrar ou descrever, é necessário explanar e explicar. O
frasal, ou seja, a ideia central extraída de maneira clara e raciocínio é que deve imperar neste tipo de composição, e
resumida. quanto maior a fundamentação argumentativa, mais brilhante
Atentando-se para a ideia principal de cada parágrafo, será o desempenho.
asseguramos um caminho que nos levará à compreensão do
texto. Sentidos Próprio e Figurado
Produzir um texto é semelhante à arte de produzir um
tecido, o fio deve ser trabalhado com muito cuidado para que Comumente afirma-se que certas ocorrências de discurso
o trabalho não se perca. Por isso se faz necessária a têm sentido próprio e sentido figurado. Geralmente os
compressão da coesão e coerência. exemplos de tais ocorrências são metáforas. Assim, em “Maria
é uma flor” diz-se que “flor” tem um sentido próprio e um
sentido figurado. O sentido próprio é o mesmo do enunciado:
“parte do vegetal que gera a semente”. O sentido figurado é o

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APOSTILAS OPÇÃO

mesmo de “Maria, mulher bela, etc.” O sentido próprio, na - Supõe-se que o uso do discurso é comunicativo. Abstrai-
acepção tradicional não é próprio ao contexto, mas ao termo. se o uso expressivo, cerimonial.
O sentido tradicionalmente dito próprio sempre
corresponde ao que definimos aqui como sentido imediato do Admitindo essas premissas, o discurso será indecifrável,
enunciado. Além disso, alguns autores o julgam como sendo o ininteligível ou compreendido parcialmente toda vez que nele
sentido preferencial, o que comumente ocorre. surgirem elipses, metáforas, metonímias, oximoros, ironias,
O sentido dito figurado é o do enunciado que substitui a alegorias, anomalias, etc. Também passam despercebidas as
metáfora, e que em leitura imediata leva à mesma mensagem conotações, as iconias, os modificadores gestuais, entoativos,
que se obtém pela decifração da metáfora. editoriais, etc.
O conceito de sentido próprio nasce do mito da existência Na verdade, não existe o leitor absolutamente ingênuo, que
da leitura ingênua, que ocorre esporadicamente, é verdade, se comporte como uma máquina de ler, o que faz do conceito
mas nunca mais que esporadicamente. de leitura imediata apenas um pressuposto metodológico. O
Não há muito que criticar na adoção dos conceitos de que existe são ocorrências eventuais que se aproximam de
sentido próprio e sentido figurado, pois ela abre um caminho uma leitura imediata, como quando alguém toma o sentido
de abordagem do fenômeno da metáfora. O que é passível de literal pelo figurado, quando não capta uma ironia ou fica
crítica é a atribuição de status diferenciado para cada uma das perplexo diante de um oximoro.
categorias. Tradicionalmente o sentido próprio carrega uma Há quem chame o discurso que admite leitura imediata de
conotação de sentido “natural”, sentido “primeiro”. grau zero da escritura, identificando-a como uma forma mais
Invertendo a perspectiva, com os mesmos argumentos, primitiva de expressão. Esse grau zero não tem realidade, é
poderíamos afirmar que “natural”, “primeiro” é o sentido apenas um pressuposto. Os recursos de Retórica são
figurado, afinal, é o sentido figurado que possibilita a correta anteriores a ele.
interpretação do enunciado e não o sentido próprio. Se o
sentido figurado é o “verdadeiro” para o enunciado, por que Sentido Preferencial
não chamá-lo de “natural”, “primeiro”? Para compreender o sentido preferencial é preciso
Pela lógica da Retórica tradicional, essa inversão de conceber o enunciado descontextualizado ou em contexto de
perspectiva não é possível, pois o sentido figurado está dicionário. Quando um enunciado é realizado em contexto
impregnado de uma conotação desfavorável. O sentido muito rarefeito, como é o contexto em que se encontra uma
figurado é visto como anormal e o sentido próprio, não. Ele palavra no dicionário, dizemos que ela está
carrega uma conotação positiva, logo, é natural, primeiro. descontextualizada. Nesta situação, o sentido preferencial é o
A Retórica tradicional é impregnada de moralismo e que, na média, primeiro se impõe para o enunciado. Óbvio, o
estetização e até a geração de categorias se ressente disso. sentido que primeiro se impõe para um receptor pode não ser
Essa tendência para atribuir status às categorias é uma o mesmo para outro. Por isso a definição tem de considerar o
constante do pensamento antigo, cuja índole era resultado médio, o que não impede que pela necessidade
hierarquizante, sempre buscando uma estrutura piramidal momentânea consideremos o significado preferencial para
para o conhecimento, o que se estende até hoje em algumas dado indivíduo.
teorias modernas. Algumas regularidades podem ser observadas nos
Ainda hoje, apesar da imparcialidade típica e necessária ao significados preferenciais. Por exemplo: o sentido preferencial
conhecimento científico, vemos conotações de valor sendo da palavra porco costuma ser: “animal criado em granja para
atribuídas a categorias retóricas a partir de considerações abate”, e nunca o de “indivíduo sem higiene”. Em outras
totalmente externas a ela. Um exemplo: o retórico que tenha palavras, geralmente o sentido que admite leitura imediata se
para si a convicção de que a qualidade de qualquer discurso se impõe sobre o que teve origem em processos metafóricos,
fundamenta na sua novidade, originalidade, imprevisibilidade, alegóricos, metonímicos. Mas esta regra não é geral. Vejamos
tenderá a descrever os recursos retóricos como “desvios da o seguinte exemplo: “Um caminhão de cimento”. O sentido
normalidade”, pois o que lhe interessa é pôr esses recursos preferencial para a frase dada é o mesmo de “caminhão
retóricos a serviço de sua concepção estética. carregado com cimento” e não o de “caminhão construído com
cimento”. Neste caso o sentido preferencial é o metonímico, o
Sentido Imediato que contrapõe a tese que diz que o sentido “figurado” não é o
“primeiro significado da palavra”. Também é comum o sentido
Sentido imediato é o que resulta de uma leitura imediata mais usado se impor sobre o menos usado.
que, com certa reserva, poderia ser chamada de leitura Para certos termos é difícil estabelecer o sentido
ingênua ou leitura de máquina de ler. preferencial. Um exemplo: Qual o sentido preferencial de
Uma leitura imediata é aquela em que se supõe a existência manga? O de fruto ou de uma parte da roupa?
de uma série de premissas que restringem a decodificação tais
como: Questões
- As frases seguem modelos completos de oração da língua.
- O discurso é lógico. 01. (SEDS/PE - Sargento Polícia Militar -
- Se a forma usada no discurso é a mesma usada para MS/CONCURSOS) O preenchimento adequado da manchete:
estabelecer identidades lógicas ou atribuições, então, tem-se, “Pelé afirma que a seleção está bem, ______Portugal e Espanha
respectivamente, identidade lógica e atribuição. também estão bem preparadas.” faz parte de um recurso de:
- Os significados são os encontrados no dicionário.
- Existe concordância entre termos sintáticos. (A) Adequação vocabular.
- Abstrai-se a conotação. (B) Falta de coesão.
- Supõe-se que não há anomalias linguísticas. (C) Incoerência.
- Abstrai-se o gestual, o entoativo e editorial enquanto (D) Coesão.
modificadores do código linguístico. (E) Coerência.
- Supõe-se pertinência ao contexto.
- Abstrai-se iconias. 02. (SEDUC/PI - Professor - NUCEP) O sentido da frase:
- Abstrai-se alegorias, ironias, paráfrases, trocadilhos, etc. Equivale dizer, ainda, que nós somos sujeitos de nossa história
- Não se concebe a existência de locuções e frases feitas. e de nossa realidade, considerando-se a palavra destacada,
continuará inalterado, em:

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APOSTILAS OPÇÃO

(A) Equivale dizer, talvez, que nós somos sujeitos de nossa Exupéry, “a verdade do gavião”, mas matar um gavião no ar
história e de nossa realidade. com um belo tiro pode também ser a verdade do caçador.
(B) Equivale dizer, por outro lado, que nós somos sujeitos Que o gavião mate a pomba e o homem mate alegremente
de nossa história e de nossa realidade. o gavião; ao homem, se não houver outro bicho que o mate,
(C) Equivale dizer, preferencialmente, que nós somos pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro
sujeitos de nossa história e de nossa realidade. homem.
(D) Equivale dizer, novamente, que nós somos sujeitos de (Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana, 1999)
nossa história e de nossa realidade.
(E) Equivale dizer, também, que nós somos sujeitos de O termo gavião, destacado em sua última ocorrência no
nossa história e de nossa realidade. texto – … pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em
outro homem. –, é empregado com sentido:
03. (TJ/SP - Agente de Fiscalização Judiciária -
VUNESP) (A) próprio, equivalendo a inspiração.
(B) próprio, equivalendo a conquistador.
No fim da década de 90, atormentado pelos chás de cadeira (C) figurado, equivalendo a ave de rapina.
que enfrentou no Brasil, Levine resolveu fazer um (D) figurado, equivalendo a alimento.
levantamento em grandes cidades de 31 países para descobrir (E) figurado, equivalendo a predador.
como diferentes culturas lidam com a questão do tempo. A
conclusão foi que os brasileiros estão entre os povos mais Gabarito
atrasados - do ponto de vista temporal, bem entendido - do 01.D / 02.E / 03.D / 04.E
mundo. Foram analisadas a velocidade com que as pessoas
percorrem determinada distância a pé no centro da cidade, o Interpretação de texto
número de relógios corretamente ajustados e a eficiência dos
correios. Os brasileiros pontuaram muito mal nos dois É muito comum, entre os candidatos a um cargo público, a
primeiros quesitos. No ranking geral, os suíços ocupam o preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece
primeiro lugar. O país dos relógios é, portanto, o que tem o porque lhes faltam informações específicas a respeito desta
povo mais pontual. Já as oito últimas posições no ranking são tarefa constante em provas relacionadas a concursos
ocupadas por países pobres. públicos .
O estudo de Robert Levine associa a administração do Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no
tempo aos traços culturais de um país. "Nos Estados Unidos, momento de responder às questões relacionadas a textos.
por exemplo, a ideia de que tempo é dinheiro tem um alto valor Texto – é um conjunto de ideias organizadas e
cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais importância relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de
às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos", diz produzir interação comunicativa (capacidade de codificar e
o psicólogo. Uma série de entrevistas com cariocas, por decodificar).
exemplo, revelou que a maioria considera aceitável que um Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em
convidado chegue mais de duas horas depois do combinado a cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com
uma festa de aniversário. Pode-se argumentar que os a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a
brasileiros são obrigados a ser mais flexíveis com os horários estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa
porque a infraestrutura não ajuda. Como ser pontual se o interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que o
trânsito é um pesadelo e não se pode confiar no transporte relacionamento entre as frases é tão grande que, se uma frase
público? for retirada de seu contexto original e analisada
(Veja, 2009.) separadamente, poderá ter um significado diferente daquele
inicial.
Há emprego do sentido figurado das palavras em: Intertexto - comumente, os textos apresentam
(A) ... os brasileiros estão entre os povos mais atrasados... referências diretas ou indiretas a outros autores através de
(B) No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar. citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto.
(C) Os brasileiros ... dão mais importância às relações Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma
sociais... interpretação de um texto é a identificação de sua ideia
(D) Como ser pontual se o trânsito é um pesadelo... principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou
(E) ... não se pode confiar no serviço público? fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem
ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.
04. (UNESP - Assistente Administrativo -
VUNESP/2016) Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
1. Identificar – é reconhecer os elementos fundamentais de
O gavião uma argumentação, de um processo, de uma época (neste caso,
procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o
Gente olhando para o céu: não é mais disco voador. Disco tempo).
voador perdeu o cartaz com tanto satélite beirando o sol e a 2. Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou de
lua. Olhamos todos para o céu em busca de algo mais diferenças entre as situações do texto.
sensacional e comovente – o gavião malvado, que mata 3. Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com
pombas. uma realidade, opinando a respeito.
O centro da cidade do Rio de Janeiro retorna assim à 4. Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou
contemplação de um drama bem antigo, e há o partido das secundárias em um só parágrafo.
pombas e o partido do gavião. Os pombistas ou pombeiros 5. Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras.
(qualquer palavra é melhor que “columbófilo”) querem matar
o gavião. Os amigos deste dizem que ele não é malvado tal; na Condições básicas para interpretar
verdade come a sua pombinha com a mesma inocência com
que a pomba come seu grão de milho. Fazem-se necessários:
Não tomarei partido; admiro a túrgida inocência das a) Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros
pombas e também o lance magnífico em que o gavião se literários, estrutura do texto), leitura e prática;
despenca sobre uma delas. Comer pombas é, como diria Saint-

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APOSTILAS OPÇÃO

b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do quem (pessoa)


texto) e semântico; cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois o
Observação – na semântica (significado das palavras) objeto possuído.
incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, como (modo)
sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de linguagem, entre onde (lugar)
outros. quando (tempo)
c) Capacidade de observação e de síntese e quanto (montante)
d) Capacidade de raciocínio.
Exemplo:
Interpretar X compreender Falou tudo QUANTO queria (correto)
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
Interpretar significa aparecer o demonstrativo O ).
- explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
- Através do texto, infere-se que... Dicas para melhorar a interpretação de textos
- É possível deduzir que... - Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
- O autor permite concluir que... assunto;
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que... - Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
leitura;
Compreender significa - Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
- intelecção, entendimento, atenção ao que realmente está menos duas vezes;
escrito. - Inferir;
- o texto diz que... - Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
- é sugerido pelo autor que... - Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação... autor;
- o narrador afirma... - Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
Erros de interpretação compreensão;
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de - Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
erros de interpretação. Os mais frequentes são: questão;
- O autor defende ideias e você deve percebê-las;
a) Extrapolação (viagem)
Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que Questões
não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema
quer pela imaginação. O uso da bicicleta no Brasil

b) Redução A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil


É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta
que pode ser insuficiente para o total do entendimento do é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez
tema desenvolvido . mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que
c) Contradição oferecem mais vantagens.
Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas e
candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais na
consequentemente, errando a questão. calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e
Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor e a prioridade sobre os automotores.
ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à
concurso, o que deve ser levado em consideração é o que o bicicleta no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade,
autor diz e nada mais. pois as bikes não emitem gases nocivos ao ambiente, não
consomem petróleo e produzem muito menos sucata de
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que metais, plásticos e borracha; a diminuição dos
relacionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. congestionamentos por excesso de veículos motorizados, que
Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um atingem principalmente as grandes cidades; o favorecimento
pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito bom; e a
oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer economia no combustível, na manutenção, no seguro e, claro,
e o que já foi dito. nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por
e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome exemplo, o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da
oblíquo átono. Este depende da regência do verbo; aquele do Prefeitura, em parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA,
seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os com quase um ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São
pronomes relativos têm, cada um, valor semântico, por isso a Paulo, Santos, Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país
necessidade de adequação ao antecedente. aderirem a esse sistema, mais duas capitais já estão com o
Os pronomes relativos são muito importantes na projeto pronto em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do
interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de compartilhamento é semelhante em todas as cidades. Em
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que existe Porto Alegre, os usuários devem fazer um cadastro pelo site. O
um pronome relativo adequado a cada circunstância, a saber: valor do passe mensal é R$ 10 e o do passe diário, R$ 5,
que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente, mas podendo-se utilizar o sistema durante todo o dia, das 6h às
depende das condições da frase. 22h, nas duas modalidades. Em todas as cidades que já
qual (neutro) idem ao anterior. aderiram ao projeto, as bicicletas estão espalhadas em pontos

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estratégicos. Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto


A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção não concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum
está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não sabem é
que a bicicleta já é considerada um meio de transporte, ou (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de um (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
vezes, discussões e acidentes que poderiam ser evitados. (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão 04. Considere o cartum de Douglas Vieira.
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso é
tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A Televisão
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos e
deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro,
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e
nos pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo.

(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)

01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de


locomoção nas metrópoles brasileiras
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra (http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br. Adaptado)
devido à falta de regulamentação.
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido É correto concluir que, de acordo com o cartum ,
incentivado em várias cidades. (A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela ou pela TV são equivalentes.
maioria dos moradores. (B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os imaginação mais ativa.
demais meios de transporte. (C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade que não sabe se distrair.
arriscada e pouco salutar. (D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto
assistir a um programa de televisão.
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos (E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo
objetivos centrais do texto é idêntico, embora ler seja mais prazeroso.
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
ciclista. Leia o texto para responder às questões:
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é
mais seguro do que dirigir um carro. Propensão à ira de trânsito
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta
no Brasil. Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro
de locomoção se consolidou no Brasil. do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas.
deve dar prioridade ao pedestre.
E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas
03. Considere o cartum de Evandro Alves. não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas
também se engajam num comportamento de risco – algumas
Afogado no Trânsito até agem especificamente para irritar o outro motorista ou
impedir que este chegue onde precisa.
Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá ter
antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um
motorista a tomar decisões irracionais.
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante.
Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos.
Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas
também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no
momento.
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br) dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos

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concentrarmos em nós mesmos, descartando o aspecto ideias, argumentos e posicionamento do autor vão sendo
comunitário do ato de dirigir. formados e desenvolvidos com o intuito de dirigir a atenção do
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o Dr. leitor para a conclusão.
James acredita que a causa principal da ira de trânsito não são Em um bom desenvolvimento as ideias devem ser claras e
os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim capazes de fazer com que o leitor anteceda a conclusão.
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças
aprendem que as regras normais em relação ao Os três principais erros cometidos durante a elaboração do
comportamento e à civilidade não se aplicam quando desenvolvimento são:
dirigimos um carro. Elas podem ver seus pais envolvidos em 1. Distanciamento do texto em relação à discussão inicial.
comportamentos de disputa ao volante, mudando de faixa 2. Concentrar-se em apenas um tópico do tema e esquecer
continuamente ou dirigindo em alta velocidade, sempre com os demais.
pressa para chegar ao destino. 3. Tecer muitas ideias ou informações e não conseguir
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos organizá-las ou relacioná-las, dificultando, assim, a linha de
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era entendimento do leitor.
descarregar a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a
descarga de frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma Conclusão: é o ponto de chegada de todas as
situação de ira de trânsito, a descarga de frustrações pode argumentações elencadas no desenvolvimento, ou seja, é o
transformar um incidente em uma violenta briga. fechamento do texto e dos questionamentos propostos pelo
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas autor.
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está Na elaboração da conclusão deve-se evitar as construções
predisposta a apresentar um comportamento irracional padrões como: “Portanto, como já dissemos antes...”,
quando dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior “Concluindo...”, “Em conclusão, ...”.
parte das pessoas fica emocionalmente incapacitada quando
dirige. O que deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente Parágrafo
de seu estado emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo
quando estiver tentado a agir só com a emoção. Esteticamente, o parágrafo se caracteriza como um sutil
recuo em relação à margem esquerda da folha;
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.uol.com.br/furia- conceitualmente, o parágrafo completo deve dispor de
no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. Adaptado)
introdução, desenvolvimento e conclusão.
- Introdução - também denominada de tópico frasal,
05. Tomando por base as informações contidas no texto, é
constitui-se pela apresentação da ideia principal, feita de
correto afirmar que
maneira sintética de acordo com os objetivos do autor...
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à
- Desenvolvimento - fundamenta-se na ampliação do
medida que os motoristas se envolvem em decisões
tópico frasal, atribuído pelas ideias secundárias, com vistas a
conscientes.
reforçar e conferir credibilidade na discussão.
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas
- Conclusão - caracteriza-se pela retomada da ideia central
pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto
associando-a aos pressupostos mencionados no
comunitário do ato de dirigir.
desenvolvimento, procurando arrematá-los.
(C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é o
principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção
Exemplo de um parágrafo bem estruturado (com
agressiva.
introdução, desenvolvimento e conclusão):
(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de
experiências e atividades não só individuais como também
(Ideia-núcleo) A poluição que se verifica principalmente
sociais.
nas capitais do país é um problema relevante, para cuja
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das
solução é necessária uma ação conjunta de toda a sociedade.
emoções positivas por parte dos motoristas.
(Ideia secundária) O governo, por exemplo, deve rever sua
Respostas
legislação de proteção ao meio ambiente, ou fazer valer as leis
1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D)
em vigor; o empresário pode dar sua contribuição, instalando
filtro de controle dos gases e líquidos expelidos, e a população,
Estruturação do texto e dos utilizando menos o transporte individual e aderindo aos
programas de rodízio de automóveis e caminhões, como já
parágrafos ocorre em São Paulo.
(Conclusão) Medidas que venham a excluir qualquer um
desses três setores da sociedade tendem a ser inócuas no
ESTRUTURAÇÃO DOS TEXTOS E DOS PARÁGRAFOS combate à poluição e apenas onerar as contas públicas.
Os elementos essenciais para a composição de um texto Questões
são: introdução, desenvolvimento e conclusão1.
Analisemos cada uma das partes separadamente: 01. (TRE/PA - Analista Judiciário - IADES) Segundo
Reale (1965, p.9), “o direito é realidade universal. Onde quer
Introdução: apresentação direta e objetiva da ideia que exista o homem, aí existe o direito como expressão de vida
central do texto. e de convivência”. No trecho apresentado, o tópico frasal é
Caracteriza-se por ser o parágrafo inicial. representado pelo vocábulo.
Desenvolvimento: estruturalmente, é a maior parte (A) realidade.
contida no texto. O desenvolvimento estabelece uma relação (B) homem.
entre a introdução e a conclusão, pois é nesta etapa que as

1 https://www.algosobre.com.br/redacao/a-unidade-basica-do-texto-estrutura-
do-paragrafo.html

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(C) vida. 2) Após a sílaba inicial “en”.


(D) convivência. Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca.
(E) direito. Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo
“en-”. Ex.: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro),
02. (IF/SC - Professor Português - IF/SC/2017) Leias as encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)
afirmativas a seguir:
3) Após a sílaba inicial “me-”.
I. O tópico frasal assemelha-se ao lead do texto jornalístico. Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão.
Pode estar expresso na forma interrogativa e, geralmente, é Exceção: mecha.
utilizado no começo do parágrafo, contribuindo com o
desenvolvimento da ideia. 4) Se empregará o “X” em vocábulos de origem indígena ou
africana e em palavras inglesas aportuguesadas.
II. São formas de desenvolvimento de parágrafo: Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu,
exploração de aspectos espaciais, citação de exemplos, bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar,
exposição de ideias análogas ou apresentação de razões, rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara,
causas, consequências e efeitos. xale, xingar, etc.

III. Paralelismo semântico e gramatical são vícios de Emprego do Ch


linguagem que configuram problemas de coesão textual. Se empregará o “Ch” nos seguintes vocábulos: bochecha,
bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, chuchu, chute,
IV. No que se refere à coerência textual, a intertextualidade cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, mochila,
é um fator importante. pechincha, salsicha, tchau, etc.

Assinale a alternativa que apresenta somente as Emprego do G


afirmativas CORRETAS. Se empregará o “G” em:
(A) II, III 1) Substantivos terminados em: -agem, -igem, -ugem.
(B) I, II Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem.
(C) I, II, IV Exceção: pajem.
(D) I, III, IV
(E) II, IV 2) Palavras terminadas em: -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio.
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio.
Gabarito
01.E / 02.C 3) Em palavras derivadas de outras que já apresentam “G”.
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
vertiginoso (de vertigem).
Emprego de maiúsculas Observação - também se emprega com a letra “G” os
seguintes vocábulos: algema, auge, bege, estrangeiro, geada,
gengiva, gibi, gilete, hegemonia, herege, megera, monge,
ORTOGRAFIA rabugento, vagem.

Alfabeto Emprego do J
Para representar o fonema “j’ na forma escrita, a grafia
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. A – considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a
B–C–D–E–F–G–H–I–J–K–L–M–N–O–P–Q–R–S– origem da palavra, como por exemplo no caso da na palavra jipe
T – U – V – W – X – Y – Z. que origina-se do inglês jeep. Porém também se empregará o “J”
nas seguintes situações:
Observação: emprega-se também o “ç”, que representa o
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras. 1) Em verbos terminados em -jar ou -jear. Exemplos:
Arranjar: arranjo, arranje, arranjem
Emprego das Letras e Fonemas Despejar: despejo, despeje, despejem
Viajar: viajo, viaje, viajem
Emprego das letras K, W e Y
Utilizam-se nos seguintes casos: 2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica.
1) Em antropônimos originários de outras línguas e seus Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji.
derivados. Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo;
Taylor, taylorista. 3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam “J”.
Exemplos: laranja –laranjeira / loja – lojista / lisonja –
2) Em topônimos originários de outras línguas e seus lisonjeador / nojo – nojeira / cereja – cerejeira / varejo –
derivados. Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. varejista / rijo – enrijecer / jeito – ajeitar.

3) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como Observação - também se emprega com a letra “J” os
unidades de medida de curso internacional. Exemplos: K seguintes vocábulos: berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade,
(Potássio), W (West), kg (quilograma), km (quilômetro), Watt. jeito, jejum, laje, traje, pegajento.

Emprego do X Emprego do S
Se empregará o “X” nas seguintes situações: Utiliza-se “S” nos seguintes casos:
1) Após ditongos. 1) Palavras derivadas de outras que já apresentam “S” no
Exemplos: caixa, frouxo, peixe. radical. Exemplos: análise – analisar / catálise – catalisador /
Exceção: recauchutar e seus derivados. casa – casinha ou casebre / liso – alisar.

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2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título Emprego do Fonema S


ou origem. Exemplos: burguês – burguesa / inglês – inglesa / Existem diversas formas para a representação do fonema “S”
chinês – chinesa / milanês – milanesa. no qual podem ser: s, ç, x e dos dígrafos sc, sç, ss, xc, xs. Assim
vajamos algumas situações:
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e –osa.
Exemplos: catarinense / palmeirense / gostoso – gostosa / 1) Emprega-se o S: nos substantivos derivados de verbos
amoroso – amorosa / gasoso – gasosa / teimoso – teimosa. terminados em -andir, -ender, -verter e -pelir.
Exemplos: expandir – expansão / pretender – pretensão /
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa. verter – versão / expelir – expulsão / estender – extensão /
Exemplos: catequese, diocese, poetisa, profetisa, suspender – suspensão / converter – conversão / repelir –
sacerdotisa, glicose, metamorfose, virose. repulsão.

5) Após ditongos. 2) Emprega-se Ç: nos substantivos derivados dos verbos ter


Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea. e torcer.
Exemplos: ater – atenção / torcer – torção / deter – detenção
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus / distorcer – distorção / manter – manutenção / contorcer –
derivados. contorção.
Exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse,
puséssemos, quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, 3) Emprega-se o X: em casos que a letra X soa como Ss.
quiséssemos, repus, repusera, repusesse, repuséssemos. Exemplos: auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta,
sintaxe, texto, trouxe.
7) Em nomes próprios personativos.
Exemplos: Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, 4) Emprega-se Sc: nos termos eruditos.
Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás. Exemplos: acréscimo, ascensorista, consciência, descender,
discente, fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação,
Observação - também se emprega com a letra “S” os miscível, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.
seguintes vocábulos: abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa,
cortesia, decisão, despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, 5) Emprega-se Sç: na conjugação de alguns verbos.
mesada, paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, Exemplos: nascer - nasço, nasça / crescer - cresço, cresça /
querosene, raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, Descer - desço, desça.
visita, etc.
6) Emprega-se Ss: nos substantivos derivados de verbos
Emprego do Z terminados em -gredir, -mitir, -ceder e -cutir.
Se empregará o “Z” nos seguintes casos: Exemplos: agredir – agressão / demitir – demissão / ceder –
1) Palavras derivadas de outras que já apresentam Z no cessão / discutir – discussão/ progredir – progressão /
radical. transmitir – transmissão / exceder – excesso / repercutir –
Exemplos: deslize – deslizar / razão – razoável / vazio – repercussão.
esvaziar / raiz – enraizar /cruz – cruzeiro.
7) Emprega-se o Xc e o Xs: em dígrafos que soam como Ss.
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos Exemplos: exceção, excêntrico, excedente, excepcional,
a partir de adjetivos. exsudar.
Exemplos: inválido – invalidez / limpo – limpeza / macio –
maciez / rígido – rigidez / frio – frieza / nobre – nobreza / pobre Atenção - não se esqueça que uso da letra X apresenta
– pobreza / surdo – surdez. algumas variações. Observe:
1) O “X” pode representar os seguintes fonemas:
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar “ch” - xarope, vexame;
substantivos. “cs” - axila, nexo;
Exemplos: civilizar – civilização / hospitalizar – “z” - exame, exílio;
hospitalização / colonizar – colonização / realizar – realização. “ss” - máximo, próximo;
“s” - texto, extenso.
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita.
Exemplos: cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, 2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
avezita. Exemplos: excelente, excitar.

5) Nos seguintes vocábulos: azar, azeite, azedo, amizade, Emprego do E


buzina, bazar, catequizar, chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, Se empregará o “E” nas seguintes situações:
proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc. 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Exemplos: magoar - magoe, magoes / continuar- continue,
6) Em vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no continues.
contraste entre o S e o Z. Exemplos:
Cozer (cozinhar) e coser (costurar); 2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes,
Prezar (ter em consideração) e presar (prender); anterior).
Traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior). Exemplos: antebraço, antecipar.

Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. 3) Nos seguintes vocábulos: cadeado, confete, disenteria,
Como por exemplo: exame, exato, exausto, exemplo, existir, empecilho, irrequieto, mexerico, orquídea, etc.
exótico, inexorável. Emprego do I
Se empregará o “I” nas seguintes situações:
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir.
Exemplos:

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Cair- cai prosperidade antevista. Mágicas novas como o cinema


Doer- dói prometiam ultrapassar os limites da imaginação.
Influir- influi Ultrapassaram, mas para o território da banalidade
espetaculosa. A TV foi prevista, e a energia nuclear intuída,
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra). mas a revolução da informática não foi nem sonhada. As
Exemplos: anticristo, antitetânico. revoluções na medicina foram notáveis, certo, mas a
prevenção do câncer ainda não foi descoberta. Pensando bem,
3) Nos seguintes vocábulos: aborígine, artimanha, chefiar, nem a do resfriado. A comida em pílulas não veio - se bem que
digladiar, penicilina, privilégio, etc. a nouvelle cuisine chegou perto. Até a colonização do espaço,
como previam os roteiristas do “Flash Gordon”, está atrasada.
Emprego do O/U Mal chegamos a Marte, só para descobrir que é um imenso
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado terreno baldio. E os profetas da felicidade universal não
de algumas palavras. Veja os exemplos: comprimento contavam com uma coisa: o lixo produzido pela sua visão.
(extensão) e cumprimento (saudação, realização) soar (emitir Nenhuma previsão incluía a poluição e o aquecimento global.
som) e suar (transpirar). 3 Mas assim como os videntes otimistas falharam, talvez o
- Grafam-se com a letra “O”: bolacha, bússola, costume, pessimismo de hoje divirta nossos bisnetos. Eles certamente
moleque. falarão da Aids, por exemplo, como nós hoje falamos da gripe
- Grafam-se com a letra “U”: camundongo, jabuti, Manuel, espanhola. A ciência e a técnica ainda nos surpreenderão.
tábua. Estamos na pré-história da energia magnética e por fusão
nuclear fria.
Emprego do H 4 É verdade que cada salto da ciência corresponderá a um
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor passo atrás, rumo ao irracional. Quanto mais perto a ciência
fonético. Conservou-se apenas como símbolo, por força da chegar das últimas revelações do Universo, mais as pessoas
etimologia e da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, procurarão respostas no misticismo e refúgio no tribal. E
grafa-se desta forma devido a sua origem na forma latina hodie. quanto mais a ciência avança por caminhos nunca antes
Assim vejamos o seu emprego: sonhados, mais leigo fica o leigo. A volta ao irracional é a birra
do leigo.
1) Inicial, quando etimológico. (VERÍSSIMO. L. F. O Globo. 24/07/2016, p. 15.)
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio.
“e era natural que o futuro IDEALIZADO então fosse o da
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh. cidade perfeita.” (1º §) O vocábulo em destaque no trecho
Exemplos: flecha, telha, companhia. acima grafa-se com a letra Z, em conformidade com a norma
de emprego do sufixo–izar.
3) Final e inicial, em certas interjeições.
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc. Das opções abaixo, aquela em que um dos vocábulos está
INCORRETAMENTE grafado por não se enquadrar nessa
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo norma é:
elemento, se etimológico. (A) alcoolizado / barbarizar / burocratizar.
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc. (B) catalizar / abalizado / amenizar.
(C) catequizar / cauterizado / climatizar.
Observações: (D) contemporizado / corporizar / cretinizar
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note (E) esterilizar / estigmatizado / estilizar.
que nos substantivos derivados como baiano, baianada ou
baianinha ele não é utilizado. 02. (Pref. De Biguaçu/SC – Professor III – Inglês/2016)
De acordo com a Língua Portuguesa culta, assinale a
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a letra alternativa cujas palavras seguem as regras de ortografia:
“h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos (A) Preciso contratar um eletrecista e um encanador para
sempre são grafados com h, como por exemplo: herbívoro, o final da tarde.
hispânico, hibernal. (B) O trabalho voluntário continua sendo feito
prazerosamente pelos alunos.
Questões (C) Ainda não foram atendidas as reinvindicações dos
professores em greve.
01. (FIOCRUZ – Assistente Técnico de Gestão em Saúde (D) Na lista de compras, é preciso descriminar melhor os
– FIOCRUZ/2016) produtos em falta.
(E) Passou bastante desapercebido o caso envolvendo um
O FUTURO NO PASSADO juiz federal.

1 Poucas previsões para o futuro feitas no passado se 03. (PC/PA – Escrivão de Polícia Civil – FUNCAB/2016)
realizaram. O mundo se mudava do campo para as cidades, e Dificilmente, em uma ciência-arte como a Psicologia-
era natural que o futuro idealizado então fosse o da cidade Psiquiatria, há algo que se possa asseverar com 100% de
perfeita. Mas o helicóptero não substituiu o automóvel certeza. Isso porque há áreas bastante interpretativas, sujeitas
particular e só recentemente começou-se a experimentar a leituras diversas, a depender do observador e do observado.
carros que andam sobre faixas magnéticas nas ruas, liberando Porém, existe um fato na Psicologia-Psiquiatria forense que é
seus ocupantes para a leitura, o sono ou o amor no banco de 100% de certeza e não está sujeito a interpretação ou a
trás. As cidades não se transformaram em laboratórios de dissimulação por parte de quem está a ser examinado. E
convívio civilizado, como previam, e sim na maior prova da revela, objetivamente, dados do psiquismo da pessoa ou, em
impossibilidade da coexistência de desiguais. outras palavras, mostra características comportamentais
2 A ciência trouxe avanços espetaculares nas lides de indissimuláveis, claras e objetivas. O que pode ser tão exato,
guerra, como os bombardeios com precisão cirúrgica que não em matéria de Psicologia-Psiquiatria, que não admite
poupam civis, mas não trouxe a democratização da variáveis? Resposta: todos os crimes, sem exceção, são como

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APOSTILAS OPÇÃO

fotografias exatas e em cores do comportamento do indivíduo. Estandarte que à luz do sol encerra
E como o psiquismo é responsável pelo modo de agir, por As promessas divinas da Esperança…”
conseguinte, tem os em todos os crimes, obrigatoriamente e (Castro Alves)
sempre, elementos objetivos da mente de quem os praticou.
Por exemplo, o delito foi cometido com multiplicidade de 2) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
golpes, com ferocidade na execução, não houve ocultação de Exemplos: Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
cadáver, não se verifica cúmplice, premeditação etc. Registre-
se que esses dados já aconteceram. Portanto, são insimuláveis, 3) Nos topônimos, reais ou fictícios.
100% objetivos. Basta juntar essas características Exemplos: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
comportamentais que teremos algo do psiquismo de quem o
praticou. Nesse caso específico, infere-se que a pessoa é 4) Nos nomes mitológicos.
explosiva, impulsiva e sem freios, provável portadora de Exemplos: Dionísio, Netuno.
algum transtorno ligado à disritmia psicocerebral, algum
estreitamento de consciência, no qual o sentimento invadiu o 5) Nos nomes de festas e festividades.
pensamento e determinou a conduta. Exemplos: Natal, Páscoa, Ramadã.
Em outro exemplo, temos homicídio praticado com um só
golpe, premeditado, com ocultação de cadáver, concurso de 6) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.
cúmplice etc. Nesse caso, os dados apontam para o lado do Exemplos: ONU, Sr., V. Ex.ª.
criminoso comum, que entendia o que fazia.
Claro que não é possível, apenas pela morfologia do crime, 7) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos,
saber-se tudo do diagnóstico do criminoso. Mas, por outro políticos ou nacionalistas.
lado, é na maneira como o delito foi praticado que se Exemplos: Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado,
encontram características 100% seguras da mente de quem o Nação, Pátria, União, etc.
praticou, a evidenciar fatos, tal qual a imagem fotográfica
revela-nos exatamente algo, seja muito ou pouco, do momento Observação: esses nomes escrevem-se com inicial
em que foi registrada. Em suma, a forma como as coisas foram minúscula quando são empregados em sentido geral ou
feitas revela muito da pessoa que as fez. indeterminado.
PALOMBA, Guido Arturo. Rev. Psique: n° 100 (ed. comemorativa), p. 82. Exemplo: Todos amam sua pátria.

Tal como ocorre com “interpretaÇÃO ” e “dissimulaÇÃO”, Emprego Facultativo da Letra Maiúscula
grafa-se com “ç” o sufixo de ambas as palavras arroladas em: 1) No início dos versos que não abrem período, é facultativo
(A) apreenção do menor - sanção legal. o uso da letra maiúscula, como por exemplo:
(B) detenção do infrator - ascenção ao posto.
(C) presunção de culpa - coerção penal. “Aqui, sim, no meu cantinho,
(D) interceção do juiz - contenção do distúrbio. vendo rir-me o candeeiro,
(E) submição à lei - indução ao crime. gozo o bem de estar sozinho
e esquecer o mundo inteiro.”
04. (Câmara Municipal de Araraquara/SP – Assistente
de Tradução e Interpretação – IBFC/2016) 2) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
Leia as opções abaixo e assinale a alternativa que não Exemplos: Rua da Liberdade ou rua da Liberdade / Igreja do
apresenta erro ortográfico. Rosário ou igreja do Rosário / Edifício Azevedo ou edifício
(A) Plocrastinar - idiossincrasia - abduzir Azevedo.
(B) Proclastinar - idiosincrasia - abduzir
(C) Plocrastinar- idiossincrasia - abiduzir Inicial Minúscula
(D) Procrastinar - idiossincrasia - abduzir Utiliza-se inicial minúscula nos seguintes casos:
1) Em todos os vocábulos correntes da língua portuguesa.
05. (Pref. De Quixadá/CE – Agente de Combate às Exemplos: carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
Endemias – Serctam/2016) Marque a opção em
que TODOS os vocábulos se completam com a letra “s”: 2) Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta,
(A) pesqui__a, ga__olina, ali__erce. usa-se letra minúscula.
(B) e__ótico, talve__, ala__ão. Exemplo: “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas:
(C) atrá__, preten__ão, atra__o. ouro, incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
(D) bati__ar, bu__ina, pra__o.
(E) valori__ar, avestru__, Mastru__. 3) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
Exemplos: janeiro, julho, dezembro, etc. / segunda, sexta,
Gabarito domingo, etc. / primavera, verão, outono, inverno.

01.B / 02.B / 03.C / 04.D / 05.C 4) Nos pontos cardeais.


Exemplos: “Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.”
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas / “Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste,
sudoeste.”
Inicial Maiúscula
Utiliza-se inicial maiúscula nos seguintes casos: Observação: quando empregados em sua forma absoluta,
1) No começo de um período, verso ou citação direta. os pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
Exemplos: Nordeste (região do Brasil) / Ocidente (europeu)
Disse o Padre Antônio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer /Oriente (asiático).
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.”
Emprego Facultativo da Letra Minúscula
“Auriverde pendão de minha terra, 1) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
Que a brisa do Brasil beija e balança, Exemplos:

Português 10
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APOSTILAS OPÇÃO

Crime e Castigo ou Crime e castigo (D) o texto faz uma reflexão sobre a ação humana de viajar,
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas porém comparando os seres humanos com gaivotas.
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido (E) o autor utiliza o termo “Gaivota” como símbolo de
imponência, o que se relaciona à forma como os seres
2) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em humanos são tratados no texto.
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
Exemplos: 02. (MGS – Todos os Cargos de Nível Fundamental
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas Completo – IBFC/2017)
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor Estranhas Gentilezas
reitor (Ivan Angelo)
Santa Maria ou santa Maria
Estão acontecendo coisas estranhas. Sabe-se que as
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e pessoas nas grandes cidades não têm o hábito da gentileza.
disciplinas. Não é por ruindade, é falta de tempo. Gastam a paciência nos
Exemplos: ônibus, no trânsito, nas filas, nos mercados, nas salas de
Português ou português espera, nos embates familiares, e depois economizam com a
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas gente.
modernas Comigo dá-se o contrário, é o que estou notando de uns
História do Brasil ou história do Brasil dias para cá. Tratam-me com inquietante delicadeza. Já
Arquitetura ou arquitetura captava aqui e ali sinais suspeitos, imprecisos, ventinho de
asas de borboleta, quase nada. A impressão de que há algo
Questões estranho tomou meu corpo mesmo foi na semana passada. Um
vizinho que já fora meu amigo telefonou-me desfazendo o
01. (Câmara de Maringá/PR – Assistente Legislativo engano que nos afastava, intriga de pessoa que nem conheço e
– Instituto) que afinal resolvera esclarecer tudo. Difícil reconstruir a
amizade, mas a inimizade morria ali.
Longe é um lugar que existe? Como disse, eu vinha desconfiando tenuemente de
algumas amabilidades. O episódio do vizinho fez surgir em
Voamos algum tempo em silêncio, até que finalmente ele meu espírito a hipótese de uma trama, que já mobilizava até
disse: "Não entendo muito bem o que você falou, mas o que pessoas distantes. E as próximas?
menos entendo é o fato de estar indo a uma festa." Tenho reparado. As próximas telefonam amáveis, sem
— Claro que estou indo à festa. — respondi. — O que há de motivo. Durante o telefonema fico aguardando o assunto que
tão difícil de se compreender nisso? estaria embrulhado nos enfeites da conversa, e ele não sai. Um
Enfim, sem nunca atingir o fim, imaginando-se uma número inesperado de pessoas me cumprimenta na rua, com
Gaivota sobrevoando o mar, viajar é sentir-se ainda mais acenos de cabeça. Mulheres, antes esquivas, sorriem
pássaro livre tocado pelas lufadas de vento, contraponto, de transitáveis nas ruas dos Jardins1. Num restaurante caro, o
uma ave mirrada de asas partidas numa gaiola lacrada, maître2, com uma piscadela, fura a demorada fila de executivos
sobrevivendo apenas de alpiste da melhor qualidade e água à espera e me arruma rapidinho uma mesa para dois. Um
filtrada. Ou ainda, pássaros presos na ambivalência homem de pasta que parecia impaciente à minha frente me
existencial... fadado ao fracasso ou ao sucesso... ao ser livre ou cede o último lugar no elevador. O jornaleiro larga sua banca
viver presos em suas próprias armadilhas... na avenida Sumaré e vem ao prédio avisar-me que o jornal
Fica sob sua escolha e risco, a liberdade para voar os ventos chegou. Os vizinhos de cima silenciam depois das dez da noite.
ascendentes; que pássaro quer ser; que lugares quer [...]
sobrevoar; que viagem ao inusitado mais lhe compraz. Por Que significa isso? Que querem comigo? Que complô é
mais e mais, qual a serventia dessas asas enormes, herança este? Que vão pedir em troca de tanta gentileza?
genética de seus pais e que lhe confere enorme envergadura? Aguardo, meio apreensivo, meio feliz.
Diga para quê serve? Ao primeiro sinal de perigo, debique e Interrompo a crônica nesse ponto, saio para ir ao banco,
pouse na cerca mais próxima. Ora, não venha com desculpas desço pelas escadas porque alguém segura o elevador lá em
esfarrapadas e vamos dona Gaivota, espante a preguiça, bata cima, o segurança do banco faz-me esvaziar os bolsos antes de
as asas e saia do ninho! Não tenha medo de voar. Pois, como é entrar na porta giratória, enfrento a fila do caixa, não aceitam
de conhecimento dos "Mestres dos ares e da Terra", longe é um meus cheques para pagar contas em nome de minha mulher,
lugar que não existe para quem voa rente ao céu e viaja léguas saio mal-humorado do banco, atravesso a avenida arriscando
e mais léguas de distância com a mochila nas costas, olhar no a vida entre bólidos3 , um caminhão joga-me água suja de uma
horizonte e os pés socados em terra firme. poça, o elevador continua preso lá em cima, subo a pé, entro no
Longe é a porta de entrada do lugar que não existe? Não apartamento, sento-me ao computador e ponho-me de novo a
deve ser, não; pois as Gaivotas sacodem a poeira das asas, sonhar com gentilezas.
limpam os resquícios de alimentos dos bicos e batem o toc-toc Vocabulário:
lá. 1 bairro Jardim Paulista, um dos mais requintados de São
<http://www.recantodasletras.com.br/contosdefantasia/6031227> Paulo
O uso do termo “Gaivota” sempre com letra maiúscula ao 2 funcionário que coordena agendamentos entre outras
longo do texto se deve ao fato de que coisas nos restaurantes
(A) o autor busca, com isso, fazer uma conexão mais 3 carros muito velozes
próxima entre o leitor e o animal.
(B) o autor quis dar destaque ao termo, apesar de não Em “nas ruas dos Jardins1" (4º§), a palavra em destaque
haver importância da referência ao animal para o texto. foi escrita com letra maiúscula por se tratar de:
(C) há uma mudança no texto, em que, no início, as (A) um erro de grafia.
personagens eram duas pessoas e, a partir do segundo (B) um destaque do autor
parágrafo, é uma gaivota. (C) um substantivo próprio.
(D) um substantivo coletivo.

Português 11
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APOSTILAS OPÇÃO

Gabarito Cessão: Foi confirmada a cessão do terreno. (ato de doar)


Sessão: A sessão do filme durou duas horas. (intervalo de
01.D / 02.C tempo)
Seção/Secção: Visitei hoje a seção de esportes. (repartição
Palavras ou Expressões que geram dificuldades pública, departamento)

Algumas palavras ou expressões costumam apresentar Demais: Vocês falam demais, caras! (advérbio de
dificuldades colocando em maus lençóis quem pretende falar intensidade)
ou redigir português culto. Esta é uma oportunidade para você Demais: Chamaram mais dez candidatos, os demais devem
aperfeiçoar seu desempenho. Preste atenção e tente aguardar. (equivale a “os outros”)
incorporar tais palavras certas em situações apropriadas. De mais: Não vejo nada de mais em sua decisão. (opõe-se a
“de menos”)
A anos: Daqui a um ano iremos à Europa. (a indica tempo
futuro) Descriminar: O réu foi descriminado; pra sorte dele.
Há anos: Não o vejo há meses. (há indica tempo passado) (inocentar, absolver de crime)
Atenção: Há muito tempo já indica passado. Não há Discriminar: Era impossível discriminar os caracteres do
necessidade de usar atrás, isto é um pleonasmo. documento. (diferençar, distinguir, separar)
Descrição: A descrição sobre o jogador foi perfeita.
Acerca de: Falávamos acerca de uma solução melhor. (a (descrever)
respeito de) Discrição: Você foi muito discreto. (reservado)
Há cerca de: Há cerca de dias resolvemos este caso. (faz
tempo) Entrega em domicílio: Fiz a entrega em domicílio. (lugar)
Entrega a domicílio: Enviou as compras a domicílio. (com
Ao encontro de: Sua atitude vai ao encontro da verdade. verbos de movimento)
(estar a favor de)
De encontro a: Minhas opiniões vão de encontro às suas. Espectador: Os espectadores se fartaram da apresentação.
(oposição, choque) (aquele que vê, assiste)
Expectador: O expectador aguardava o momento da
A fim de: Vou a fim de visitá-la. (finalidade) chamada. (que espera alguma coisa)
Afim: Somos almas afins. (igual, semelhante)
Estada: A estada dela aqui foi gratificante. (tempo em algum
Ao invés de: Ao invés de falar começou a chorar. (oposição, lugar)
ao contrário de) Estadia: A estadia do carro foi prolongada por mais
Em vez de: Em vez de acompanhar-me, ficou só. (no lugar algumas semanas. (prazo concedido para carga e descarga)
de)
Fosforescente: Este material é fosforescente. (que brilha
A par: Estamos a par das boas notícias. (bem informado, no escuro)
ciente) Fluorescente: A luz branca do carro era fluorescente.
Ao par: O dólar e o euro estão ao par. (de igualdade ou (determinado tipo de luminosidade)
equivalência entre valores financeiros – câmbio)
Haja: É preciso que não haja descuido. (verbo haver – 1ª
Aprender: O menino aprendeu a lição. (tomar pessoa singular do presente do subjuntivo)
conhecimento de) Aja: Aja com cuidado, Carlinhos. (verbo agir – 1ª pessoa
Apreender: O fiscal apreendeu a carteirinha do menino. singular do presente do subjuntivo)
(prender)
Houve: Houve um grande incêndio no centro de São
Baixar: os preços quando não há objeto direto; os preços Paulo. (verbo haver - 3ª pessoa do singular do pretérito
funcionam como sujeito: Baixaram os preços (sujeito) nos perfeito)
supermercados. Vamos comemorar, pessoal! Ouve: A mãe disse: ninguém me ouve. (verbo ouvir - 3ª
Abaixar: os preços empregado com objeto direto: Os postos pessoa singular do presente do indicativo)
(sujeito) de combustível abaixaram os preços (objeto direto)
da gasolina. Mal: Dormi mal. (oposto de bem)
Mau: Você é um mau exemplo. (oposto de bom)
Bebedor: Tornei-me um grande bebedor de vinho. (pessoa
que bebe) Mas: Telefonei-lhe mas ela não atendeu. (ideia contrária)
Bebedouro: Este bebedouro está funcionando bem. Mais: Há mais flores perfumadas no campo. (opõe-se a
(aparelho que fornece água) menos)

Bem-Vindo: Você é sempre bem-vindo aqui, jovem. Nem um: Nem um filho de Deus apareceu para ajudá-la.
(adjetivo composto) (equivale a nem um sequer)
Benvindo: Benvindo é meu colega de classe. (nome Nenhum: Nenhum jornal divulgou o resultado do concurso.
próprio) (oposto de algum)

Câmara: Ficaram todos reunidos na Câmara Municipal. Onde: Onde fica a farmácia mais próxima? (lugar em que se
(local de trabalho) está)
Câmera: Comprei uma câmera japonesa. (aparelho que Aonde: Aonde vão com tanta pressa? (ideia de movimento)
fotografa)
Por ora: Por ora chega de trabalhar. (por este momento)
Champanha/Champanhe (do francês): O Por hora: Você deve cobrar por hora. (cada sessenta
champanha/champanhe está bem gelado. minutos)

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APOSTILAS OPÇÃO

Senão: Não fazia coisa nenhuma senão criticar. (caso


contrário) Exemplo:
Se não: Se não houver homens honestos, o país não sairá Equivalendo a “pelo Os motivos por que não
desta situação crítica. (se por acaso não) qual” respondeu são
desconhecidos.
Tampouco: Não compareceu, tampouco apresentou
qualquer justificativa. (Também não) Exemplos:
Tão pouco: Encontramo-nos tão pouco esta semana. Você ainda tem coragem de
Por Final de frases e seguidos
(intensidade) perguntar por quê?
Quê de pontuação
Você não vai? Por quê?
Não sei por quê!
Trás ou Atrás: O menino estava atrás da árvore. (lugar)
Traz: Ele traz consigo muita felicidade. (verbo trazer) Exemplos:
A situação agravou-se porque
Vultoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. (volumoso) Conjunção que indica
ninguém reclamou.
explicação ou causa
Vultuoso: Sua face está vultuosa e deformada. (congestão Ninguém mais o espera,
no rosto) Porque porque ele sempre se atrasa.

Questão Conjunção de Finalidade Exemplos:


– equivale a “para que”, Não julgues porque não te
“a fim de que”. julguem.
01. (TCM/RJ – Técnico de Controle Externo –
IBFC/2016) Analise as afirmativas abaixo, dê valores
Exemplos:
Verdadeiro (V) ou Falso (F) quanto ao emprego do acento Função de substantivo –
Não é fácil encontrar o
circunflexo estabelecido pelo Novo Acordo Ortográfico. vem acompanhado de
Porquê porquê de toda confusão.
( ) O acento permanece na grafia de 'pôde' (o verbo artigo ou pronome
Dê-me um porquê de sua
conjugado no passado) para diferenciá-la de 'pode' (o verbo saída.
conjugado no presente).
( ) O acento circunflexo de 'pôr' (verbo) cai e a palavra terá
1. Por que (pergunta);
a mesma grafia de 'por' (preposição), diferenciando-se pelo
2. Porque (resposta);
contexto de uso.
3. Por quê (fim de frase: motivo);
( ) a queda do acento na conjugação da terceira pessoa do
4. O Porquê (substantivo).
plural do presente do indicativo dos verbos crer, dar, ler, ter,
vir e seus derivados.
Questões
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de
01. (TJ/SP - Escrevente Técnico Judiciário - VUNESP)
cima para baixo.
Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou até
(A) V F F
sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre
(B) F V F
........................ praticar atividade física..........................benefícios
(C) F F V
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
(D) F V V
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o
02. (Detran/CE – Vistoriador – UCE-CEV/2018) Na frase
avanço da idade.
“... as penalidades são as previstas pelo bom senso...”, a palavra
(Ciência Hoje, março de 2012)
destacada é homônima de censo. Assinale a opção em que o
emprego dos homônimos destacados está adequado.
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res-
(A) O reitor da faculdade solicitou que todos os
pectivamente, com:
funcionários participassem do censo anual para verificar
(A) porque … trás … previnir
quem realmente está na ativa.
(B) porque … traz … previnir
(B) Foi pedido para que todos os motoristas respondessem
(C) porquê … tras … previnir
ao senso, a fim de se obter o número real de carros no pátio da
(D) por que … traz … prevenir
universidade.
(E) por quê … tráz … prevenir
(C) Os infratores são penalizados com a “multa moral” por
não demonstrarem censo crítico.
02. Pref. de Salvador/BA - Técnico de Nível Médio II –
(D) Se o infrator tiver censo, saberá o que dizer na hora da
FGV/2017)
punição.
Por que sentimos calafrios e desconforto ao ouvir certos
Gabarito
sons agudos – como unhas arranhando um quadro-negro?
01.A / 02.A
Esta é uma reação instintiva para protegermos nossa
audição. A cóclea (parte interna do ouvido) tem uma
Emprego do Porquê
membrana que vibra de acordo com as frequências sonoras
que ali chegam. A parte mais próxima ao exterior está ligada à
Orações Interrogativas Exemplo: audição de sons agudos; a região mediana é responsável pela
Por (pode ser substituído Por que devemos nos audição de sons de frequência média; e a porção mais final, por
Que por: por qual motivo, por preocupar com o meio sons graves. As células da parte inicial, mais delicadas e frágeis,
qual razão) ambiente?
são facilmente destruídas – razão por que, ao envelhecermos,
perdemos a capacidade de ouvir sons agudos. Quando
frequências muito agudas chegam a essa parte da membrana,
as células podem ser danificadas, pois, quanto mais alta a
frequência, mais energia tem seu movimento ondulatório. Isso,
em parte, explica nossa aversão a determinados sons agudos,

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APOSTILAS OPÇÃO

mas não a todos. Afinal, geralmente não sentimos calafrios ou Os monossílabos em destaque classificam-se como
uma sensação ruim ao ouvirmos uma música com notas tônicos; os demais, como átonos (que, em e de).
agudas.
Acentos Gráficos
Aí podemos acrescentar outro fator. Uma nota de violão
tem um número limitado e pequeno de frequências – Acento agudo (´) – colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e
formando um som mais “limpo”. Já no espectro de som sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam
proveniente de unhas arranhando um quadro-negro (ou de as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público,
atrito entre isopores ou entre duas bexigas de ar) há um parabéns.
número infinito delas. Assim, as células vibram de acordo com
muitas frequências e aquelas presentes na parte inicial da Acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e”
cóclea, por serem mais frágeis, são lesadas com mais e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado. Ex.: tâmara –
facilidade. Daí a sensação de aversão a esse sons agudos e Atlântico – pêssego – supôs
“crus”.
Ronald Ranvaud, Ciência Hoje, nº 282. Acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
Assinale a frase em que a grafia do vocábulo sublinhado
está equivocada. Trema)¨( – de acordo com a nova regra, foi totalmente
(A) Por que sentimos calafrios? abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
(B) A razão porque sentimos calafrios é conhecida. derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: mülleriano (de
(C) Qual o porquê de sentirmos calafrios? Müller)
(D) Sentimos calafrios porque precisamos defender nossa
audição. Til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais
(E) Sentimos calafrios por quê? nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã

Gabarito Regras Fundamentais

01.D / 02.B Palavras oxítonas - acentuam-se todas as oxítonas


terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não do plural(s):
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s).
Acentuação Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:

Monossílabos tônicos - terminados em “a”, “e”, “o”,


ACENTUAÇÃO seguidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há

Acentuação Tônica Formas verbais - terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos,


seguidas de lo, la, los, las. Ex.: respeitá-lo – percebê-lo – compô-
Implica na intensidade com que são pronunciadas as lo
sílabas das palavras. Aquela que se dá de forma mais
acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As demais, como Paroxítonas - acentuam-se as palavras paroxítonas
são pronunciadas com menos intensidade, são denominadas terminadas em:
de átonas. - i, is
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas táxi – lápis – júri
como oxítona, paroxítona e proparoxítonas, independente de - us, um, uns
levar acento gráfico: vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel - ã, ãs, ão, ãos
ímã – ímãs – órfão – órgãos
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
evidencia na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que essa
retrato – passível palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se mais fácil a memorização!
evidencia na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara –
tímpano – médico – ônibus - ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de
“s”. Ex.: água – pônei – mágoa – jóquei
Como podemos observar, mediante todos os exemplos
mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas Regras Especiais
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente, no
qual são os chamados de monossílabos, que quando Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos
pronunciados apresentam certa diferenciação quanto à abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento de
intensidade. acordo com a nova regra, mas desde que estejam em palavras
Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos paroxítonas.
em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma
observar no exemplo a seguir: palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento.
“Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor.” Ex.:

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APOSTILAS OPÇÃO

Antes Agora ele convém – eles convêm


assembléia assembleia
idéia ideia Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
jibóia jiboia eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes
apóia (verbo apoiar) apoia (regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções,
como:
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, Pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do
acompanhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca indicativo).
– baú – país – Luís Pode (terceira pessoa do singular do presente do
indicativo). Ex.:
Observação importante: Não serão mais acentuados “i” e Ela pode fazer isso agora.
“u” tônicos, formando hiato quando vierem depois de Elvis não pôde participar porque sua mãe não deixou.
ditongo. Ex.:
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
Antes Agora preposição por. Ex.:
bocaiúva bocaiuva Faço isso por você.
feiúra feiura Posso pôr (colocar) meus livros aqui?

Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando Questões


seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: Ra-ul, ru-im, con-
tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz 01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
(A) Tem a última sílaba como tônica.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem (B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha, ven-to-i-nha. (C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
(D) Não tem sílaba tônica.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba 02. Indique a alternativa em que todas as palavras devem
receber acento.
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, (A) virus, torax, ma.
com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” (B) caju, paleto, miosotis.
não serão mais acentuadas. Ex.: (C) refem, rainha, orgão.
(D) papeis, ideia, latex.
Antes Agora (E) lotus, juiz, virus.
apazigúe (apaziguar) apazigue
argúi (arguir) argui 03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente,
aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido. mesmo motivo que:
Ex.: (A) túnel
Antes Agora (B) voluntário
crêem creem (C) até
vôo voo (D) insólito
(E) rótulos
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais 04. Analise atentamente a presença ou a ausência de
acento como antes: CRER, DAR, LER e VER. acento gráfico nas palavras abaixo e indique a alternativa em
que não há erro:
Repare: (A) ruím - termômetro - táxi – talvez.
1) O menino crê em você (B) flôres - econômia - biquíni - globo.
Os meninos creem em você. (C) bambu - através - sozinho - juiz
2) Elza lê bem! (D) econômico - gíz - juízes - cajú.
Todas leem bem! (E) portuguêses - princesa - faísca.
3) Espero que ele dê o recado à sala.
Esperamos que os dados deem efeito! 05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO:
4) Rubens vê tudo! (A) saúde
Eles veem tudo! (B) cooperar
(C) ruim
Cuidado! Há o verbo vir: (D) creem
Ele vem à tarde! (E) pouco
Eles vêm à tarde!
Gabarito
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do
plural de: 1.B / 2.A / 3.B / 4.C / 5.E
ele tem – eles têm
ele vem – eles vêm (verbo vir)

A regra prevalece também para os verbos conter, obter,


reter, deter, abster.
ele contém – eles contêm
ele obtém – eles obtêm
ele retém – eles retêm

Português 15
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APOSTILAS OPÇÃO

É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.


Concordância verbal e É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada
nominal é proibida.

h) Muito, pouco, caro


CONCORDÂNCIA NOMINAL 1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Comi muitas frutas durante a viagem. / Pouco arroz é
Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos suficiente para mim.
demais termos da oração para que concordem em gênero e
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o 2- Como advérbios: são invariáveis.
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos Comi muito durante a viagem. / Pouco lutei, por isso perdi
também o verbo, que se flexionará à sua maneira. a batalha.

Regra geral: o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome i) Mesmo, bastante


concordam em gênero e número com o substantivo. 1- Como advérbios: invariáveis
A pequena criança é uma gracinha. / O garoto que encontrei Preciso mesmo da sua ajuda.
era muito gentil e simpático. Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

Casos especiais: veremos alguns casos que fogem à regra 2- Como pronomes: seguem a regra geral.
geral mostrada acima. Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.
a) Um adjetivo após vários substantivos
1- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o j) Menos, alerta
plural ou concorda com o substantivo mais próximo. Em todas as ocasiões são invariáveis.
Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. / Irmão Preciso de menos comida para perder peso. / Estamos alerta
e primo recém-chegados estiveram aqui. para com suas chamadas.

2- Substantivos de gêneros diferentes: vai para o k) Tal Qual


plural masculino ou concorda com o substantivo mais “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o
próximo. consequente.
Ela tem pai e mãe louros. / Ela tem pai e mãe loura. As garotas são vaidosas tais qual a tia. / Os pais vieram
fantasiados tais quais os filhos.
3- Adjetivo funciona como predicativo: vai
obrigatoriamente para o plural. l) Possível
O homem e o menino estavam perdidos. / O homem e sua Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou
esposa estiveram hospedados aqui. “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
1- Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da
próximo. cidade.
Comi delicioso almoço e sobremesa. / Provei deliciosa fruta
e suco. m) Meio
2- Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: 1- Como advérbio: invariável.
concorda com o mais próximo ou vai para o plural. Estou meio (um pouco) insegura.
Estavam feridos o pai e os filhos. / Estava ferido o pai e os
filhos. 2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo. Falava n) Só
fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 1- apenas, somente (advérbio): invariável.
2- coloca o substantivo no plural. Falava fluentemente as Só consegui comprar uma passagem.
línguas inglesa e espanhola.
2- sozinho (adjetivo): variável.
d) Pronomes de tratamento Estiveram sós durante horas.
Sempre concordam com a 3ª pessoa. Vossa Santidade
esteve no Brasil. Questões

e) Anexo, incluso, próprio, obrigado 01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou
Concordam com o substantivo a que se referem. nominal:
As cartas estão anexas. / A bebida está inclusa. (A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) encontros semanais com os diversos interessados no assunto.
Após essas expressões o substantivo fica sempre no (C) Alguma solução é necessária, e logo!
singular e o adjetivo no plural. (D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a
Renato advogou um e outro caso fáceis. / Pusemos numa e ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido
noutra bandeja rasas o peixe. não pode prosperar.
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D.
g) É bom, é necessario, é proibido João VI ter também elevado sua colônia americana à condição
Essas expressões não variam se o sujeito não vier de Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil
precedido de artigo ou outro determinante. obter certa autonomia econômica.

Português 16
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APOSTILAS OPÇÃO

02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de 4) No caso de o sujeito ser representado por expressões
gênero, número ou pessoa): aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
a diferença.” vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às 5) Em casos em que o sujeito é representado pela
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã. expressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de de um candidato se inscreveu no concurso de piadas.
longe... Observação: no caso da referida expressão aparecer
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais repetida ou associada a um verbo que exprime reciprocidade,
compreensivo. o verbo, necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais
de um aluno, mais de um professor contribuíram na campanha
03. A concordância nominal está INCORRETA em: de doação de alimentos. / Mais de um formando se
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o abraçaram durante as solenidades de formatura.
envolvimento da empresa.
(B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa 6) O sujeito for composto da expressão “um dos que”, o
desnecessária. verbo permanecerá no plural: Paulo é um dos que mais
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da trabalhar.
empresa e a campanha.
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa 7) Quanto aos relativos à concordância com locuções
desnecessárias. pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário
04. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos nos atermos a duas questões básicas:
parênteses. - No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural,
(A) Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/ o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
necessária) concordar com o pronome pessoal: Alguns
(B) Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas) de nós o receberemos. / Alguns de nós o receberão.
(C) Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/ - Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso
bastantes) no singular, o verbo também permanecerá no singular: Algum
(D) Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios) de nós o receberá.
(E) A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino.
(meio/ meia) 8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo
pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do
05. Quanto à concordância nominal, verifica-se ERRO em: singular ou poderá concordar com o antecedente desse
(A) O texto fala de uma época e de um assunto polêmicos. pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. /
(B) Tornou-se clara para o leitor a posição do autor sobre Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela.
o assunto.
(C) Constata-se hoje a existência de homem, mulher e 9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela
criança viciadas. palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que
(D) Não será permitido visita de amigos, apenas a de antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós
parentes. que tomamos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo.

Respostas 10) No caso de o sujeito aparecer representado por


01.D / 02.D / 03.B / 04. a) necessária b) alerta c) expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará
bastantes d) vazia e) meio / 05. C com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa
porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão da
CONCORDÂNCIA VERBAL diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão.
Observações:
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos - Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de
referindo à relação de dependência estabelecida entre um porcentagem, esse deverá concordar com o numeral:
termo e outro mediante um contexto oracional. Aprovaram a decisão da diretoria 50% dos funcionários.
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no
Casos Referentes a Sujeito Simples singular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da
1) Sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo em diretoria.
número e pessoa: O aluno chegou atrasado. - Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os
2) O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo do 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.
singular, o verbo permanece na terceira pessoa do
singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos. 11) Quando o sujeito estiver representado por pronomes
Observação: no caso de o coletivo aparecer seguido de de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira
adjunto adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular pessoa do singular ou do plural: Vossas
ou poderá ir para o plural: Uma multidão de pessoas saiu aos Majestades gostaram das homenagens. Vossas Excelência agiu
gritos. / Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. com inteligência.

3) Quando o sujeito é representado por expressões 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte de, a próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
metade de, uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode que os determinam:
concordar com o núcleo dessas expressões quanto com o - Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo
substantivo que a segue: A maioria dos alunos resolveu ficar. ser, este permanece no singular, contanto que o predicativo
/ A maioria dos alunos resolveram ficar. também esteja no singular: Memórias póstumas de Brás

Português 17
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APOSTILAS OPÇÃO

Cubas é uma criação de Machado de Assis. (C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer)
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também tomar decisões sem medir suas consequências.
permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência (D) A toda decisão tomada precipitadamente ......
mundial. (costumar) sobrevir consequências imprevistas e injustas.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele (E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados Unidos recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
é uma potência mundial. humana.

Casos Referentes a Sujeito Composto 03. Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas a constatação do satélite Kepler de que existem muitos
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando planetas com características físicas semelhantes ao nosso,
relacionado a dois pressupostos básicos: reafirmou sua fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as a vida complexa (animal) é um fenômeno não tão comum no
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. Universo.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar na Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo
2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. / Tu e ele são primos. persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida
microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na
anteposto (antes) ao verbo, este permanecerá no plural: O pai Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas,
e seus dois filhos compareceram ao evento. o que, se não permite estimar o número de civilizações extra
terráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto (depois) ao expectativas.
verbo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da
permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos
dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. complexos leva necessariamente à consciência e à
inteligência?
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: matemático do que biológico: complexidade engendra
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do complexidade, levando a uma corrida armamentista entre
mundo. espécies cujo subproduto é a inteligência.
Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e
sinônimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo coincidências que alguns animais transformaram a capacidade
poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se
vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de meu rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o
esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha premiação é processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes
fruto de meu esforço. as chances de não chegarmos a nada parecido com a
inteligência.
Questões
(Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 2012.)

01. A concordância realizou-se adequadamente em qual


A frase em que as regras de concordância estão
alternativa?
plenamente respeitadas é:
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior
(A) Podem haver estudos que comprovem que, no passado,
potência econômica do planeta, mas há quem aposte que a
as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos
China, em breve, o ultrapassará.
ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose.
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos
(B) Cada um dos organismos simples que vivem na
que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
natureza sobrevivem de forma quase automática, sem se
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode
valerem de criatividade e planejamento.
comê-las sem receio!
(C) Desde que observe cuidados básicos, como obter
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na
energia por meio de alimentos, os organismos simples podem
janela do hotel!
preservar a vida ao longo do tempo com relativa facilidade.
(D) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio
02. Uma pergunta
de dificuldades para obter a energia necessária a sua
sobrevivência e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças.
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de
(E) A maioria dos organismos mais complexos possui um
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves
sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
mudanças ambientais, como alterações na temperatura.
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador e
político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a
04. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
decisão: - Quem sofrerá?
a concordância verbal está correta em:
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a
(A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois
se considerar.
(Salvador Nicola, inédito) acabou os créditos.
(B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no que executa diversos serviços para os clientes.
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: (C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de para os passageiros que chegavam à cidade.
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. (D) Passou anos, mas a atriz não se esqueceu das calorosas
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre lembranças que seu tio lhe deixou.
o peso de suas mais graves decisões. (E) Deve existir passageiros que aproveitam a corrida de
táxi para bater um papo com o motorista.

Português 18
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APOSTILAS OPÇÃO

Respostas Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último


jogo.
01.C / 02.C / 03.E / 04.C
Verbos Transitivos Diretos
Os verbos transitivos diretos são complementados por
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição para
Regência verbal e nominal o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais
terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas
Regência Verbal verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e lhes são,
quando complementos verbais, objetos indiretos.
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre São verbos transitivos diretos: abandonar, abençoar,
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, adorar,
e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar,
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa condenar, conhecer, conservar, convidar, defender, eleger,
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar,
conhecermos as diversas significações que um verbo pode proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar, dentre
assumir com a simples mudança ou retirada de uma outros.
preposição. Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como
Observe: o verbo amar:
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, Amo aquele rapaz. / Amo-o.
contentar. Amo aquela moça. / Amo-a.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado Amam aquele rapaz. / Amam-no.
ou prazer", satisfazer. Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.

Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos
"agradar a alguém". para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos
adnominais).
Saiba que: Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
O conhecimento do uso adequado das preposições é um Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)
também nominal). As preposições são capazes de modificar
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os Verbos Transitivos Indiretos
exemplos: Os verbos transitivos indiretos são complementados por
Cheguei ao metrô. objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
Cheguei no metrô. preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os
pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo podem atuar como objetos indiretos são o "lhe", o "lhes", para
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a,
"Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de indicar o as como complementos de verbos transitivos indiretos. Com os
lugar a que se vai, possui, no padrão culto da língua, objetos indiretos que não representam pessoas, usam-se
sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em
divergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns lugar dos pronomes átonos lhe, lhes.
verbos, e a regência culta. Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
a) Consistir - tem complemento introduzido pela
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de preposição "em".
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes todos.
formas em frases distintas.
b) Obedecer e Desobedecer - possuem seus complementos
Verbos Intransitivos introduzidos pela preposição "a".
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos Eles desobedeceram às leis do trânsito.
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
a) Chegar, Ir; c) Responder - tem complemento introduzido pela
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais preposição "a". Esse verbo pede objeto indireto para indicar "a
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para quem" ou "ao que" se responde.
indicar destino ou direção são: a, para. Respondi ao meu patrão.
Fui ao teatro. Respondemos às perguntas.
Adjunto Adverbial de Lugar Respondeu-lhe à altura.
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto
Ricardo foi para a Espanha. quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva
Adjunto Adverbial de Lugar analítica. Veja: O questionário foi respondido corretamente. /
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
b) Comparecer;
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido d) Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complementos
por em ou a. introduzidos pela preposição "com".
Antipatizo com aquela apresentadora.

Português 19
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APOSTILAS OPÇÃO

Simpatizo com os que condenam os políticos que governam Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
para uma minoria privilegiada.
Observe que, nesse caso, a preposição "para" introduz uma
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo
Os verbos transitivos diretos e indiretos são (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).
acompanhados de um objeto direto e um indireto. Merecem
destaque, nesse grupo: 2) A construção "dizer para", também muito usada
popularmente, é igualmente considerada incorreta.
Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto Preferir
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto
Veja os exemplos: indireto introduzido pela preposição "a". Por Exemplo:
Agradeço aos ouvintes a audiência. Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Objeto Indireto Objeto Direto Prefiro trem a ônibus.
Obs.: na língua culta, o verbo "preferir" deve ser usado sem
Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao pecador. termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil vezes, um
Objeto Direto Objeto Indireto milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente
Paguei o débito ao cobrador. no próprio verbo (pre).
Objeto Direto Objeto Indireto
Mudança de Transitividade versus Mudança de
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com Significado
particular cuidado. Observe: Há verbos que, de acordo com a mudança de
Agradeci o presente. / Agradeci-o. transitividade, apresentam mudança de significado. O
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. conhecimento das diferentes regências desses verbos é um
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. recurso linguístico muito importante, pois além de permitir a
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. correta interpretação de passagens escritas, oferece
Paguei minhas contas. / Paguei-as. possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. principais, estão:

Informar Agradar
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto - Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos,
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. acariciar.
Informe os novos preços aos clientes. Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos quando o revê.
preços) Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. /
Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo.
- Na utilização de pronomes como complementos, veja as - Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado
construções: a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento introduzido
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. pela preposição "a".
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre O cantor não agradou aos presentes.
eles) O cantor não lhes agradou.

Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para os Aspirar


seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir. - Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar
(o ar), inalar.
Comparar Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as - Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter
preposições "a" ou "com" para introduzir o complemento como ambição.
indireto. Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma elas)
criança. Obs.: como o objeto direto do verbo "aspirar" não é pessoa,
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas "lhe" e
Pedir "lhes" e sim as formas tônicas "a ele (s)", " a ela (s)". Veja o
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na exemplo:
forma de oração subordinada substantiva) e indireto de Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
pessoa.
Pedi-lhe favores. Assistir
Objeto Indireto Objeto Direto - Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar
assistência a, auxiliar. Por Exemplo:
Pedi-lhe que mantivesse em silêncio. As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
Objetiva Direta As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver,
Saiba que: presenciar, estar presente, caber, pertencer.
1) A construção "pedir para", muito comum na linguagem
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No Exemplos:
entanto, é considerada correta quando a Assistimos ao documentário.
palavra licença estiver subentendida. Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.

Português 20
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APOSTILAS OPÇÃO

Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo "assistir" é Querer


intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de - Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter
lugar introduzido pela preposição "em". vontade de, cobiçar.
Assistimos numa conturbada cidade. Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
Chamar - Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição,
- Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, estimar, amar.
solicitar a atenção ou a presença de. Quero muito aos meus amigos.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá- Ele quer bem à linda menina.
la. Despede-se o filho que muito lhe quer.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
- Chamar no sentido de denominar, apelidar pode Visar
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere - Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar,
predicativo preposicionado ou não. fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
A torcida chamou o jogador mercenário. O homem visou o alvo.
A torcida chamou ao jogador mercenário. O gerente não quis visar o cheque.
A torcida chamou o jogador de mercenário. - No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como
A torcida chamou ao jogador de mercenário. objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição "a".
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Custar Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar
- Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor público.
ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Frutas e verduras não deveriam custar muito. Regência Nominal
- No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
transitivo indireto. É o nome da relação existente entre um nome (substantivo,
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa
Muito custa viver tão longe da família. relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo
Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjetiva da regência nominal, é preciso levar em conta que vários
Intransitivo Reduzida de Infinitivo nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de
que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela atitude. casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva -
Subjetiva Reduzida de Infinitivo
exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos
regem complementos introduzidos pela preposição "a". Veja:
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que Obedecer a algo/ a alguém.
atribuem ao verbo "custar" um sujeito representado por Obediente a algo/ a alguém.
pessoa. Observe o exemplo abaixo:
Custei para entender o problema. Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da
Forma correta: Custou-me entender o problema. preposição ou preposições que os regem. Observe-os
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses
Implicar nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.
- Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a) dar a entender, fazer supor, pressupor Substantivos
Suas atitudes implicavam um firme propósito. Admiração a, por
b) Ter como consequência, trazer como consequência, Devoção a, para, com, por
acarretar, provocar Medo a, de
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de Aversão a, para, por
um povo. Doutor em
Obediência a
- Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, Atentado a, contra
envolver Dúvida acerca de, em, sobre
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas. Ojeriza a, por
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo Bacharel em
indireto e rege com preposição "com". Horror a
Implicava com quem não trabalhasse arduamente. Proeminência sobre
Capacidade de, para
Proceder Impaciência com
- Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter Respeito a, com, para com, por
cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de Adjetivos
adjunto adverbial de modo. Acessível a
As afirmações da testemunha procediam, não havia como Diferente de
refutá-las. Necessário a
Você procede muito mal. Acostumado a, com
- Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a Entendido em
preposição" de") e fazer, executar (rege complemento Nocivo a
introduzido pela preposição "a") é transitivo indireto. Afável com, para com
O avião procede de Maceió. Equivalente a
Procedeu-se aos exames. Paralelo a
O delegado procederá ao inquérito. Agradável a
Escasso de

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APOSTILAS OPÇÃO

Parco em, de ...pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos
Alheio a, de do sueco.
Essencial a, para O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de
Passível de complementos que o grifado acima está empregado em:
Análogo a (A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO...
Fácil de (B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra?
Preferível a (C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia...
Ansioso de, para, por (D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro...
Fanático por (E) O delegado apenas olhou-a espantado com o
Prejudicial a atrevimento.
Apto a, para
Favorável a 03. (Agente de Defensoria Pública - FCC)
Prestes a ... constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes
Ávido de desiguais...
Generoso com O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o
Propício a grifado acima está empregado em:
Benéfico a (A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a
Grato a, por extremos de sutileza.
Próximo a (B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado nos
Capaz de, para troncos mais robustos.
Hábil em (C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam,
Relacionado com não raro, quem...
Compatível com (D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na
Habituado a serra de Tunuí...
Relativo a (E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o
Contemporâneo a, de gentio, mestre e colaborador...
Idêntico a
Satisfeito com, de, em, por 04. (Agente Técnico - FCC)
Contíguo a ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça...
Impróprio para O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o da
Semelhante a frase acima se encontra em:
Contrário a (A) A palavra direito, em português, vem de directum, do
Indeciso em verbo latino dirigere...
Sensível a (B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das
Curioso de, por sociedades...
Insensível a (C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado pela
Sito em justiça.
Descontente com (D) Essa problematicidade não afasta a força das aspirações
Liberal com da justiça...
Suspeito de (E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o
Desejoso de sentimento de justiça.
Natural de
Vazio de 05. Leia a tira a seguir.

Advérbios
- Longe de;
- Perto de.

Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir


o regime dos adjetivos de que são formados: paralela à;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.2

Questões

01. (Administrador - FCC)


... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras
ciências ...
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o
grifado acima está empregado em:
(A) ...astros que ficam tão distantes...
(B) ...que a astronomia é uma das ciências...
(C) ...que nos proporcionou um espírito...
Considerando as regras de regência da norma-padrão da
(D) ...cuja importância ninguém ignora...
língua portuguesa, a frase do primeiro quadrinho está
(E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro...
corretamente reescrita, e sem alteração de sentido, em:
(A) Ter amigos ajuda contra o combate pela depressão.
(B) Ter amigos ajuda o combate sob a depressão.
(C) Ter amigos ajuda do combate com a depressão.
02. (Agente de Apoio Administrativo - FCC)
(D) Ter amigos ajuda ao combate na depressão.

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APOSTILAS OPÇÃO

(E) Ter amigos ajuda no combate à depressão. 10. (Assistente de Informática II - VUNESP) Assinale a
alternativa que substitui a expressão destacada na frase,
06. (Escrevente TJ SP - VUNESP) Assinale a alternativa conforme as regras de regência da norma-padrão da língua e
em que o período, adaptado da revista Pesquisa Fapesp de sem alteração de sentido.
junho de 2012, está correto quanto à regência nominal e à Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de
pontuação. direitos dos trabalhadores domésticos.
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, (A) da
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais (B) na
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em (C) pela
outros. (D) sob a
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam E) sobre a
rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um Respostas
exemplo!, do que em outros. 1.D / 2.D / 3.A / 4.A / 5.E / 6.D / 7.A / 8.C / 9.A / 10.C
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam
rapidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um
exemplo, do que em outros. Crase.
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam
rapidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o
avanço seja mais notável em alguns países - o Brasil é um CRASE
exemplo - do que em outros.
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, É de grande importância a crase da preposição “a” com o
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos pronomes
notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a qual (as
outros. quais).
Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a
07. (Papiloscopista Policial - VUNESP) Assinale a crase. O uso apropriado do acento grave depende da
alternativa correta quanto à regência dos termos em destaque. compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental
(A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a também, para o entendimento da crase, dominar a regência
responsabilidade pelo problema. dos verbos e nomes que exigem a preposição “a”.
(B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter se Aprender a usar a crase, portanto, consiste em aprender a
perdido. verificar a ocorrência simultânea de uma preposição e um
(C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho de artigo ou pronome.3 Observe:
um índio na porta do prédio. Vou a + a igreja.
(D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se Vou à igreja.
perdido de sua família.
(E) A família toda se organizou para realizar a procura à No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição “a”,
garotinha. exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência do artigo
“a” que está determinando o substantivo feminino igreja.
08. (Analista de Sistemas - VUNESP) Assinale a Quando ocorre esse encontro das duas vogais e elas se unem,
alternativa que completa, correta e respectivamente, as a união delas é indicada pelo acento grave. Observe outros
lacunas do texto, de acordo com as regras de regência. exemplos:
Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já Conheço a aluna.
assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem Refiro-me à aluna.
corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que a No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer
mídia pode exercer sobre os jovens. algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode
(A) dos … na ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto
(B) nos … entre a (referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição “a”.
(C) aos … para a Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja
(D) sobre os … pela feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes
(E) pelos … sob a já especificados.
09. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças Casos em que a crase NÃO ocorre
Públicas - VUNESP) Considerando a norma-padrão da língua,
assinale a alternativa em que os trechos destacados estão 1) Diante de substantivos masculinos:
corretos quanto à regência, verbal ou nominal. Andamos a cavalo.
(A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais de Fomos a pé.
dez mil tomadas.
(B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver 2) Diante de verbos no infinitivo:
um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé. A criança começou a falar.
(C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de criar Ela não tem nada a dizer.
logotipos e negociar.
(D) O taxista levou o autor a indagar no número de Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos
tomadas do edifício. exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase.
(E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor 3) Diante da maioria dos pronomes e das expressões de
reparasse a um prédio na marginal. tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e

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APOSTILAS OPÇÃO

dona: Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)


Diga a ela que não estarei em casa amanhã. Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Entreguei a todos os documentos necessários. Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. Alegre.)

Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes - Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou
podem ser identificados pelo método: troque a palavra A volto DE, crase PRA QUÊ?”
feminina por uma masculina, caso na nova construção surgir a Ex.: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo: Vou à praia. = Volto da praia.
Refiro-me à mesma pessoa.
(Refiro-me ao mesmo indivíduo.) - ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
Informei o ocorrido à senhora. ocorrerá crase. Veja:
(Informei o ocorrido ao senhor.) Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo que,
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”.
(Peça ao próprio Cláudio para sair mais cedo.)
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos (Aquele (s),
4) Diante de numerais cardinais: Aquela (s), Aquilo)
Chegou a duzentos o número de feridos Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
Daqui a uma semana começa o campeonato. regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:

Casos em que a crase SEMPRE ocorre Refiro-me a + aquele atentado.

1) Diante de palavras femininas: Preposição Pronome


Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores. Refiro-me àquele atentado.
O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo
2) Diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de” indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige
preposição, portanto, ocorre a crase.
(mesmo que a expressão moda de fique subentendida:
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Observe este outro exemplo:
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Aluguei aquela casa.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não
3) Na indicação de horas: exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso.
Acordei às sete horas da manhã.
Crase com os Pronomes Relativos (A Qual, As Quais)
Elas chegaram às dez horas.
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e
Foram dormir à meia-noite.
as quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses
4) Em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de pronomes exigir a preposição a, haverá crase.
que participam palavras femininas. Por exemplo: É possível detectar a ocorrência da crase nesses casos
utilizando a substituição do termo regido feminino por um
termo regido masculino. Por exemplo:
à tarde às ocultas às pressas à medida que

à noite às claras às escondidas à força A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade
à vontade à beça à larga à escuta
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a
às avessas à revelia à exceção de à imitação de crase. Veja outros exemplos:
São normas às quais todos os alunos devem obedecer.
à esquerda às turras às vezes à chave
Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
à direita à procura à deriva à toa
Crase com o Pronome Demonstrativo (a)
à luz à sombra de à frente de à proporção que A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo “a”
também pode ser detectada através da substituição do termo
à semelhança de às ordens à beira de regente feminino por um termo regido masculino. Veja:
Minha revolta é ligada à do meu país.
Crase diante de Nomes de Lugar Meu luto é ligado ao do meu país.
As orações são semelhantes às de antes.
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do Os exemplos são semelhantes aos de antes.
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo de modo que
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a Crase com a Palavra Distância
preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não - Se a palavra distância estiver especificada ou
a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o determinada, a crase deve ocorrer. Por exemplo:
termo regente por um verbo que peça a preposição “de” ou Sua casa fica à distância de 100 Km daqui. (A palavra está
“em”. A ocorrência da contração “da” ou “na” prova que esse determinada)
nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A
exemplo: palavra está especificada.)

Vou à França. (Vim da[ de+a] França. Estou na[ em+a] - Se a palavra distância não estiver especificada, a crase
França.) não pode ocorrer. Por exemplo:

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APOSTILAS OPÇÃO

Os militares ficaram a distância. 1997,)


Gostava de fotografar a distância.
Ensinou a distância. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
ordem dada:
Observação: por motivo de clareza, para evitar (A) à – a – a
ambiguidade, pode-se usar a crase. Veja: (B) a – a – à
Gostava de fotografar à distância. (C) à – a – à
Ensinou à distância. (D) à – à – a
Dizem que aquele médico cura à distância. (E) a – à – à

Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA 03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas
já expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
1) Diante de nomes próprios femininos: é facultativo o uso (A) à - àqueles - a - há
da crase porque é facultativo o uso do artigo. Observe: (B) a - àqueles - a - há
Paula é muito bonita; ou A Paula é muito bonita. (C) a - aqueles - à - a
Laura é minha amiga; ou A Laura é minha amiga. (D) à - àqueles - a - a
(E) a - aqueles - à - há
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos 04. Leia o texto a seguir.
escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Entreguei o cartão a Paula; ou Entreguei o cartão à Paula. Comunicação
Entreguei o cartão a Roberto; ou Entreguei o cartão ao
Roberto. O público ledor (existe mesmo!) é sensorial: quer ter um
autor ao vivo, em carne e osso. Quando este morre, há uma
2) Diante de pronome possessivo feminino: é facultativo o queda de popularidade em termos de venda. Ou, quando
uso da crase porque é facultativo o uso do artigo. Observe: teatrólogo, em termos de espetáculo. Um exemplo: G. B. Shaw.
Minha avó tem setenta anos; ou A minha avó tem setenta E, entre nós, o suave fantasma de Cecília Meireles recém está
anos. se materializando, tantos anos depois.
Minha irmã está esperando por você; ou A minha irmã está Isto apenas vem provar que a leitura é um remédio para a
esperando por você. solidão em que vive cada um de nós neste formigueiro. Claro
que não me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de e efervescente.
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as Porque o autor escreve, antes de tudo, para expressar-se.
frases abaixo das seguintes formas: Sua comunicação com o leitor decorre unicamente daí. Por
Cedi o lugar a minha avó; ou Cedi o lugar à minha avó. afinidades. É como, na vida, se faz um amigo.
Cedi o lugar a meu avô; ou Cedi o lugar ao meu avô. E o sonho do escritor, do poeta, é individualizar cada
formiga num formigueiro, cada ovelha num rebanho - para que
3) Depois da preposição até: sejamos humanos e não uma infinidade de xerox infinitamente
Fui até a praia; ou Fui até à praia. reproduzidos uns dos outros.
Acompanhe-o até a porta; ou Acompanhe-o até à porta. Mas acontece que há também autores xerox, que nos
A palestra vai até as cinco horas da tarde; ou A palestra vai invadem com aqueles seus best-sellers...
até às cinco horas da tarde. Será tudo isto uma causa ou um efeito?
Tristes interrogações para se fazerem num mundo que já
Questões foi civilizado.

(Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1. ed.,


01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar- 2005.)
se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas
consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades e Claro que não me estou referindo a essa vulgar comunicação
estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo festiva e efervescente.
questões de saúde pública como programas de esclarecimento O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase se
e prevenção, de tratamento para dependentes e de o segmento grifado for substituído por:
reintegração desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome (A) leitura apressada e sem profundidade.
de um médico ou clínica ____quem tentar encaminhar um (B) cada um de nós neste formigueiro.
drogado da nossa própria família? (C) exemplo de obras publicadas recentemente.
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo, 2012)
(D) uma comunicação festiva e virtual.
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e (E) respeito de autores reconhecidos pelo público.
respectivamente, com:
(A) aos … à … a … a 05. O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP)
(B) aos … a … à … a também desenvolve atividades lúdicas de apoio______
(C) a … a … à … à ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará-
(D) à … à … à … à lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em
(E) a … a … a … a liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e uma
vida digna.
(www.metropolitana.com.br. 2012)
02. Leia o texto a seguir.
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu Assinale a alternativa que preenche, correta e
______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do respectivamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-
procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu- padrão da língua portuguesa.
lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o (A) à … à … à
que fez. (B) a … a … à
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de Janeiro: Globo,

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APOSTILAS OPÇÃO

(C) a … à … à lhe, lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural,


(D) à … à ... a terminado em S não modificado: Nós entregamoS-lhe a cópia
(E) a … à … a do contrato. (o S permanece)
nos: colocado depois do verbo na 1ª pessoa do plural,
Gabarito perde o S: Sentamo-nos à mesa para um café rápido.
1.B / 2.A / 3.B / 4.A / 5.D me, te, lhe, nos, vos: quando colocado com verbos
transitivos diretos (TD), têm sentido possessivo, equivalendo
a meu, teu, seu, dele, nosso, vosso: Os anos roubaram-lhe a
Pronomes: emprego, esperança. (sua, dele, dela possessivo)
formas de tratamento e
Os pronomes pessoais oblíquos nos, vos, e se recebem o
colocação nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação
mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados.
(pronome recíproco, nós mesmos). Nunca diga: Eu se apavorei.
Pronome / Eu jà se arrumei; Eu me apavorei. / Eu me arrumei. (certos)
- Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos
É a palavra que acompanha ou substitui o nome, por mim e ti após preposição: O segredo ficará somente entre
relacionando-o a uma das três pessoas do discurso. As três mim e ti.
pessoas do discurso são: - É obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu,
1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou quando funcionarem como sujeito: Todos pediram para eu
emissor; relatar os fatos cuidadosamente. (pronome reto + verbo no
2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se infinitivo). Lembre-se de que mim não fala, não escreve, não
fala ou receptor; compra, não anda.
3ª pessoa: ele, ela (singular) eles, elas (plural): aquela de - As formas oblíquas o, a, os, as são sempre empregadas
quem se fala ou referente. como complemento de verbos transitivos diretos ao passo
que as formas lhe, lhes são empregadas como complementos
Os pronomes são classificados em: pessoais, de tratamento, de verbos transitivos indiretos: Dona Cecília, querida amiga,
possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e chamou-a. (verbo transitivo direto, VTD); Minha saudosa
relativos. comadre, Nircléia, obedeceu-lhe. (verbo transitivo
indireto,VTI)
Pronomes Pessoais
Os pronomes pessoais dividem-se em: - É comum, na linguagem coloquial, usar o brasileiríssimo
- Retos - exercem a função de sujeito da oração. a gente, substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve
- Oblíquos - exercem a função de complemento do verbo fazer caridade com os mais necessitados.
(objeto direto / objeto indireto). São: tônicos com preposição - Chamam-se pronomes pessoais reflexivos os pronomes
ou átonos sem preposição. que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. (eu- 1ª
pessoa- sujeito / me- pronome pessoal reflexivo)
Pessoas do Retos Oblíquos
- Os pronomes pessoais oblíquos se, si e consigo devem ser
Discurso Átonos Tônicos
Singular 1ª pessoa eu me mim,
empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e
2ª pessoa tu te comigo funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa,
3ª pessoa ele/ela se, o, a, ti, contigo cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantou-se com
lhe si, ele, elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares.
consigo (Nicole- sujeito, 3ª pessoa / levantou- verbo, 3ª pessoa /
Plural 1ª pessoa nós nos nós, se- complemento, 3ª pessoa / levou- verbo, 3ª pessoa /
2ª pessoa vós vos conosco consigo- complemento, 3ª pessoa).
3ª pessoa eles/elas se, os, as, vós,
- Os pronomes oblíquos me, te, lhe, nos, vos, lhes (formas de
lhes convosco
si, eles,
Objeto Indireto) juntam-se a o, a, os, as (formas de Objeto
consigo Direto), assim:
me+o (mo). Ex.: Recebi a carta e agradeci ao jovem, que ma
- Colocados antes do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª trouxe.
pessoa, apresentam sempre a forma: o, a, os, as: Eu os vi saindo nos+o (no-lo). Ex.: Venderíamos a casa, se no-la exigissem.
do teatro. te+o: (to). Ex.: Dei-te os meus melhores dias. Dei-tos.
- As palavras “só” e “todos” sempre acompanham os lhe+o: (lho). Ex.: Ofereci-lhe flores. Ofereci-lhas.
pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem. vos+o: (vo-lo). E.: Pedi-vos conselho. Pedi vo-lo.
- Colocados depois do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª
pessoa apresentam as formas: No Brasil, quase não se usam essas combinações (mo, to,
o, a, os, as: se o verbo terminar em vogal ou ditongo oral: lho, no-lo, vo-lo), são usadas somente em escritores mais
Encontrei-a sozinha. Vejo-os diariamente. sofisticados.
o, a, os, as, precedidos de verbos terminados em: R/S/Z,
assumem as formas: lo, Ia, los, las, perdendo, Pronomes de Tratamento
consequentemente, as terminações R, S, Z. Preciso pagar ao São usados no trato com as pessoas. Dependendo da
verdureiro. (= pagá-lo); Fiz os exercícios a lápis. (= Fi-los a pessoa a quem nos dirigimos, do seu cargo, idade, título, o
lápis) tratamento será familiar ou cerimonioso.
lo, la, los, las: se vierem depois de: eis / nos / vos - Eis a
prova do suborno. (= Ei-la); O tempo nos dirá. (= no-lo dirá). Vossa Alteza - V.A. - príncipes, duques;
(eis, nos, vos perdem o S) Vossa Eminência - V.Ema - cardeais;
no, na, nos, nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m, Vossa Excelência - V.Ex.a - altas autoridades, presidente,
ão, õe: Deram-na como vencedora; Põe-nos sobre a mesa. oficiais;
Vossa Magnificência - V.Mag.a - reitores de universidades;
Vossa Majestade - V.M. - reis, imperadores;

Português 26
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APOSTILAS OPÇÃO

Vossa Santidade - V.S. - Papa; Indicam a posição dos seres designados em relação às
Vossa Senhoria -V.Sa - tratamento cerimonioso. pessoas do discurso, situando-os no espaço ou no tempo.
- São também pronomes de tratamento: o senhor, a Apresentam-se em formas variáveis e invariáveis.
senhora, a senhorita, dona, você.
- Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. este, esta, isto, estes, estas
Ex.:
Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente Não gostei deste livro aqui.
Neste ano, tenho realizado bons negócios.
dois fechos:
Esta afirmação me deixou surpresa: gostava de química.
Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual,
para o presidente da República. mas esta é mais oprimida.
Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia esse, essa, esses, essas
ou de hierarquia inferior. Ex.:
Não gostei desse livro que está em tuas mãos.
- A forma Vossa (Senhoria, Excelência) é empregada Nesse último ano, realizei bons negócios.
quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não Gostava de química. Essa afirmação me deixou surpresa.
aquele, aquela, aquilo, aqueles, aquelas
compareceu à reunião dos sem-terra? (falando com a pessoa)
Ex.:
- A forma Sua (Senhoria, Excelência ) é empregada quando Não gostei daquele livro que a Roberta trouxe.
se fala sobre a pessoa: Sua Eminência, o cardeal, viajou para Tenho boas recordações de 1960, pois naquele ano realizei
um congresso. (falando a respeito do cardeal) bons negócios.
- Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria, O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual,
Excelência, Eminência, Majestade), embora indiquem a 2ª mas esta é mais oprimida que aquele.
pessoa (com quem se fala), exigem que outros pronomes e o
verbo sejam usados na 3ª pessoa. Vossa Excelência sabe que - para retomar elementos já enunciados, usamos aquele (e
seus ministros o apoiarão. variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este
(e variações) para o que foi referido em último lugar. Ex.: Pais
Pronomes Possessivos e mães vieram à festa de encerramento; aqueles, sérios e
São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas orgulhosos, estas, elegantes e risonhas.
da fala. - dependendo do contexto os demonstrativos também
servem como palavras de função intensificadora ou
Masculino Feminino depreciativa. Ex.: Júlia fez o exercício com aquela calma!
Singular Plural Singular Plural (=expressão intensificadora). Não se preocupe; aquilo é uma
meu meus minha minhas tranqueira! (=expressão depreciativa)
teu teus tua tuas - as formas nisso e nisto podem ser usadas com valor de
seu seus sua suas
então ou nesse momento. Ex.: A festa estava desanimada; nisso,
nosso nossos nossa nossas
vosso vossos vossa vossas a orquestra tocou um samba e todos caíram na dança.
seu seus sua suas - os demonstrativos esse, essa, são usados para destacar um
elemento anteriormente expresso. Ex.: Ninguém ligou para o
Emprego dos Pronomes Possessivos incidente, mas os pais, esses resolveram tirar tudo a limpo.

- O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode Pronomes Indefinidos


provocar, às vezes, a ambiguidade da frase. Ex.: João Luís disse São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de
que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. O modo vago indefinido, impreciso: Alguém disse que Paulo
pronome seu toma o sentido ambíguo, pois pode referir-se César seria o vencedor. Alguns desses pronomes são variáveis
tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. No em gênero e número; outros são invariáveis.
caso, usa-se o pronome dele, dela para desfazer a ambiguidade. Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, muito, pouco,
- Os possessivos, às vezes, podem indicar aproximações certo, vários, tanto, quanto, um, bastante, qualquer.
numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, outrem, algo, quem,
trinta anos. nada, cada, mais, menos, demais.
- Na linguagem popular, o tratamento seu como em: Seu
Ricardo, pode entrar!, não tem valor possessivo, pois é uma Emprego dos Pronomes Indefinidos
alteração fonética da palavra senhor.
- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo - O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um
concorda com o mais próximo. Ex.: Trouxe-me seus livros e substantivo ou numeral, nunca sozinho: Ganharam cem
anotações. dólares cada um. (inadequado: Ganharam cem dólares cada.)
- Usam-se elegantemente certos pronomes oblíquos: me, - Certo, certa, certos, certas, vários, várias, são indefinidos
te, lhe, nos, vos, com o valor de possessivos. Vou seguir-lhe os quando colocados antes dos substantivos, e adjetivos quando
passos. (os seus passos) colocados depois do substantivo: Certo dia perdi o controle da
- Deve-se observar as correlações entre os pronomes situação. (antes do substantivo= indefinido); Eles voltarão no
pessoais e possessivos. “Sendo hoje o dia do teu aniversário, dia certo. (depois do substantivo=adjetivo).
apresso-me em apresentar-te os meus sinceros parabéns; - Todo, toda (somente no singular) sem artigo, equivale a
Peço a Deus pela tua felicidade; Abraça-te o teu amigo que te qualquer: Todo ser nasce chorando. (=qualquer ser;
preza.” indetermina, generaliza).
- Não se emprega o pronome possessivo (seu, sua) quando - Outrem significa outra pessoa. Ex.: Nunca se sabe o
se trata de parte do corpo. Ex.: Um cavaleiro todo vestido de pensamento de outrem.
negro, com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada - Qualquer, plural quaisquer. Ex.: Fazemos quaisquer
em sua, mão. (usa-se: no ombro; na mão) negócios.

Pronomes Demonstrativos Locuções Pronominais Indefinidas: são locuções


pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equivalem

Português 27
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APOSTILAS OPÇÃO

ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que 01. (CRP 2º Região/PE - Psicólogo Orientador - Fiscal -
seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou Quadrix/2018)
outro / tal qual (=certo).

Pronomes Relativos
São aqueles que representam, numa 2ª oração, alguma
palavra que já apareceu na oração anterior. Essa palavra da
oração anterior chama-se antecedente: Comprei um carro que
é movido a álcool e à gasolina. É Flex Power. Percebe-se que o
pronome relativo que, substitui na 2ª oração, o carro, por isso
a palavra que é um pronome relativo. Dica: substituir que por
o, a, os, as, qual / quais.
Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e
invariáveis.
Variáveis: o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cujos, cuja,
cujas, quanto, quantos;
Invariáveis: que, quem, quando, como, onde.

Emprego dos Pronomes Relativos

- O relativo que, por ser o mais usado, é chamado de


relativo universal. Ele pode ser empregado com referência à
pessoa ou coisa, no plural ou no singular. Ex.: Este é o CD novo
que acabei de comprar; João Adolfo é o cara que pedi a Deus. Em "Mas ele não tinha muitas chances", as palavras
- O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome classificam-se, morfologicamente, na ordem em que aparecem,
demonstrativo o, a, os, as. Ex.: Não entendi o que você quis como
dizer. (o que = aquilo que). (A) preposição, pronome, advérbio, ação, nome e adjetivo.
- O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre (B) conjunção, pronome, advérbio, verbo, pronome e
precedido de preposição. Ex.: Marco Aurélio é o advogado a substantivo.
quem eu me referi. (C) interjeição, pronome, nome, verbo, artigo e adjetivo.
- O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que, do qual, (D) conector, nome, adjetivo, verbo, pronome e nome.
de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e (E) conjunção, substantivo, advérbio, verbo, advérbio e
o termo seguinte. (cujo, vem sempre entre dois substantivos) adjetivo.
- O pronome relativo pode vir sem antecedente claro,
explícito; é classificado, portanto, como relativo indefinido, e 02. (IF/PA - Auxiliar em Administração -
não vem precedido de preposição. Ex.: Quem casa quer casa; FUNRIO/2016) O emprego do pronome relativo está de
Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade; Estas são as acordo com as normas da língua-padrão em:
pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer. (A) Finalmente aprovaram o decreto que lutamos tanto
- Só se usa o relativo cujo quando o consequente é por ele.
diferente do antecedente. Ex.: O escritor cujo livro te falei é (B) Nas próximas férias, minha meta é fazer tudo que tenho
paulista. direito.
- O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois (C) Eu aprovaria o texto daquele parecer que o relator
de si. apresentou ontem.
- O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: (D) Existe um escritor brasileiro que todos os brasileiros
em que, no qual. Ex.: Desconheço o lugar onde vende tudo nos orgulhamos.
mais barato. (= lugar em que) (E) Na política, às vezes acontecem traições onde mostram
- Quanto, quantos e quantas são relativos quando usados muita sordidez.
depois de tudo, todos, tanto. Ex.: Naquele momento, a querida
comadre Naldete, falou tudo quanto sabia. 03. (Eletrobras/Eletrosul - Técnico de Segurança do
Trabalho - FCC/2016)
Pronomes Interrogativos
São os pronomes em frases interrogativas diretas ou Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo movido a
indiretas. Os principais interrogativos são: que, quem, qual, energia solar
quanto:
- Afinal, quem foram os prefeitos desta cidade? Bem no meio do deserto, há um lugar onde o calor é extremo.
(interrogativa direta, COM o ponto de interrogação) Sessenta e três graus ou até mais no verão. E foi exatamente por
- Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. causa da temperatura que foi construída em Abu Dhabi uma das
(interrogativa indireta, SEM a interrogação) maiores usinas de energia solar do mundo.
Os Emirados Árabes estão investindo em fontes energéticas
renováveis. Não vão substituir o petróleo, que eles têm de sobra
por mais 100 anos pelo menos. O que pretendem é diversificar e
poluir menos. Uma aposta no futuro.
A preocupação com o planeta levou Abu Dhabi a tirar do
papel a cidade sustentável de Masdar. Dez por cento do
planejado está pronto. Um traçado urbanístico ousado, que
deixa os carros de fora. Lá só se anda a pé ou de bicicleta. As ruas
são bem estreitas para que um prédio faça sombra no outro. É
perfeito para o deserto. Os revestimentos das paredes isolam o
Questões calor. E a direção dos ventos foi estudada para criar corredores
de brisa.

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APOSTILAS OPÇÃO
(Adaptado de: “Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo movido a
energia solar”. Disponível
em:http://g1.globo.com/globoreporter/noticia/2016/04/abu-dhabi-constroi-
De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi4, a
cidade-do-futuro-com-tudo-movido-energia-solar.html) colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais
oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se
Considere as seguintes passagens do texto: referem.
I. E foi exatamente por causa da temperatura que foi São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe,
construída em Abu Dhabi uma das maiores usinas de energia lhes, nos e vos.
solar do mundo. (1º parágrafo) O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na
II. Não vão substituir o petróleo, que eles têm de sobra por oração em relação ao verbo:
mais 100 anos pelo menos. (2º parágrafo) 1. Próclise: pronome antes do verbo;
III. Um traçado urbanístico ousado, que deixa os carros de 2. Ênclise: pronome depois do verbo;
fora. (3º parágrafo) 3. Mesóclise: pronome no meio do verbo.
IV. As ruas são bem estreitas para que um prédio faça
sombra no outro. (3º parágrafo) Próclise
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
O termo “que” é pronome e pode ser substituído por “o - Palavras com sentido negativo: Nada me faz querer sair
qual” APENAS em dessa cama. / Não se trata de nenhuma novidade.
(A) I e II.
(B) II e III. - Advérbios: Nesta casa se fala alemão. / Naquele dia me
(C) I, II e IV. falaram que a professora não veio.
(D) I e IV.
(E) III e IV. - Pronomes relativos: A aluna que me mostrou a tarefa não
veio hoje. / Não vou deixar de estudar os conteúdos que me
04. (Pref. Itaquitinga/PE - Assistente Administrativo - falaram.
IDHTEC/2016)
- Pronomes indefinidos: Quem me disse isso? / Todos se
comoveram durante o discurso de despedida.

- Pronomes demonstrativos: Isso me deixa muito feliz! /


Aquilo me incentivou a mudar de atitude!

- Preposição seguida de gerúndio: Em se tratando de


qualidade, o Brasil Escola é o site mais indicado à pesquisa
escolar.

- Conjunção subordinativa: Vamos estabelecer critérios,


conforme lhe avisaram.

Ênclise
O emprego do pronome “aquela” na charge: A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não
(A) Dá uma conotação irônica à frase. aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A
(B) Representa uma forma indireta de se dirigir ao casal. ênclise vai acontecer quando:
(C) Permite situar no espaço aquilo a que se refere.
(D) Indica posse do falante. - O verbo estiver no imperativo afirmativo: Amem-se uns
(E) Evita a repetição do verbo. aos outros. / Sigam-me e não terão derrotas.
05. (Pref. Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala - - O verbo iniciar a oração: Diga-lhe que está tudo bem. /
FEPESE/2016) Analise a frase abaixo: Chamaram-me para ser sócio.
“O professor discutiu............mesmos a respeito da - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da
desavença entre .........e ........ . preposição “a”: Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
/ Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
Assinale a alternativa que completa corretamente as
lacunas do texto. - O verbo estiver no gerúndio: Não quis saber o que
(A) com nós - eu - ti aconteceu, fazendo-se de despreocupada. Despediu-se,
(B) conosco - eu - tu beijando-me a face.
(C) conosco - mim - ti
(D) conosco - mim - tu - Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Se passar no
(E) com nós - mim - ti vestibular em outra cidade, mudo-me no mesmo instante. / Se
não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
Gabarito
Mesóclise
01.B / 02.C / 03.B / 04.C / 05.E A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no
futuro do presente ou no futuro do pretérito:
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se
realizará).
COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
ÁTONOS

4http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php
http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal.htm

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APOSTILAS OPÇÃO

proposta a você). Verbo

Questões É a palavra que indica ação, movimento, fenômenos da


natureza, estado, mudança de estado. Flexiona-se em:
01. Considerada a norma culta escrita, há correta - número (singular e plural);
substituição de estrutura nominal por pronome em: - pessoa (primeira, segunda e terceira);
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço- - modo (indicativo, subjuntivo e imperativo, formas
lhes antecipadamente. nominais: gerúndio, infinitivo e particípio);
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do - tempo (presente, passado e futuro);
verbo fabricar se extraiu-lhe. - e apresenta voz (ativa, passiva, reflexiva).
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os.
(D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria De acordo com a vogal temática, os verbos estão agrupados
de conhecê-las. em três conjugações:
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela. 1ª conjugação – ar: cantar, dançar, pular.
2ª conjugação – er: beber, correr, entreter.
02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em 3ª conjugação – ir: partir, rir, abrir.
“Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser O verbo pôr e seus derivados (repor, depor, dispor,
(A) Basta apresenta-lo. compor, impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua
(B) Basta apresentar-lhe. origem latina poer.
(C) Basta apresenta-lhe.
(D) Basta apresentá-la. Elementos Estruturais do Verbo
(E) Basta apresentá-lo. As formas verbais apresentam três elementos em sua
estrutura: radical, vogal temática e tema.
03. Em qual período, o pronome átono que substitui o Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o
sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a significado essencial do verbo. Observe as formas verbais da
norma-padrão? 1ª conjugação: contar, esperar, brincar. Flexionando esses
(A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – verbos, nota-se que há uma parte que não muda, e que nela
conhecia-o está o significado real do verbo.
(B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça cont é o radical do verbo contar;
Mauá – tinha encontrado-o. esper é o radical do verbo esperar;
(C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro brinc é o radical do verbo brincar.
no Museu – relatá-las-ão.
(D) Quem explicou às crianças as histórias de seus Se tirarmos as terminações ar, er, ir do infinitivo dos
antepassados? – explicou-lhes. verbos, teremos o radical desses verbos. Também podemos
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia antepor prefixos ao radical: desnutrir / reconduzir.
de um museu virtual – Lhes vinham perguntando.
Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual
04. De acordo com a norma-padrão e as questões conjugação pertence o verbo. Há três vogais temáticas: 1ª
gramaticais que envolvem o trecho “Frustrei-me por não ver o conjugação: a; 2ª conjugação: e; 3ª conjugação: i.
Escola”, é correto afirmar que
(A) “me” poderia ser deslocado para antes do verbo que Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal
acompanha. temática. Ex.: contar - cont (radical) + a (vogal temática) =
(B) “me” deveria obrigatoriamente ser deslocado para tema. Se não houver a vogal temática, o tema será apenas o
antes do verbo que acompanha. radical (contei = cont ei).
(C) a ê nclise em “Frustrei-me” é facultativa.
(D) a inclusã o do advé rbio Nã o, no inı́cio da oraçã o Desinências: são elementos que se juntam ao radical, ou
“Frustrei-me”, tornaria a pró clise obrigató ria. ao tema, para indicar as flexões de modo e tempo, desinências
(E) a ê nclise em “Frustrei-me” é obrigató ria. modo temporais e desinências número pessoais.

05. A substituição do elemento grifado pelo pronome Contávamos


correspondente foi realizada de modo INCORRETO em: Cont = radical
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu a = vogal temática
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os va = desinência modo temporal
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la mos = desinência número pessoal
(D) que desviava a água = que lhe desviava
(E) supriam a necessidade = supriam-na Flexões Verbais
Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar
Respostas o número e a pessoa.
01.D/02.E/03.C/04.D/05.D - eu estudo – 1ª pessoa do singular;
- nós estudamos – 1ª pessoa do plural;
- tu estudas – 2ª pessoa do singular;
- vós estudais – 2ª pessoa do plural;
- ele estuda – 3ª pessoa do singular;
- eles estudam – 3ª pessoa do plural.
- Algumas regiões do Brasil, usam o pronome tu de forma
Emprego de tempos e diferente da fala culta, exigida pela gramática oficial, ou seja,
modos verbais tu foi, tu pega, tu tem, em vez de: tu fostes, tu pegas, tu tens.
- O pronome vós aparece somente em textos literários ou
bíblicos.

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- Os pronomes: você, vocês, que levam o verbo na 3ª Futuro do Presente: comerei, comerás, comerá,
pessoa, é o mais usado no Brasil. comeremos, comereis, comerão.
Futuro do Pretérito: comeria, comerias, comeria,
Flexão de tempo e de modo: os tempos situam o fato ou a comeríamos, comeríeis, comeriam.
ação verbal dentro de determinado momento; pode estar em
plena ocorrência, pode já ter ocorrido ou não. Essas três 3ª Conjugação: -IR
possibilidades básicas, mas não únicas, são: presente, Presente: parto, partes, parte, partimos, partis, partem.
pretérito e futuro. Pretérito Perfeito: parti, partiste, partiu, partimos,
partistes, partiram.
O modo indica as diversas atitudes do falante com relação Pretérito Imperfeito: partia, partias, partia, partíamos,
ao fato que enuncia. São três os modos: partíeis, partiam.
- Modo Indicativo: a atitude do falante é de certeza, Pretérito Mais-Que-Perfeito: partira, partiras, partira,
precisão. O fato é ou foi uma realidade. Apresenta presente, partíramos, partíreis, partiram.
pretérito perfeito, imperfeito e mais que perfeito, futuro do Futuro do Presente: partirei, partirás, partirá, partiremos,
presente e futuro do pretérito. partireis, partirão.
- Modo Subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza, de Futuro do Pretérito: partiria, partirias, partiria,
dúvida, exprime uma possibilidade. O subjuntivo expressa partiríamos, partiríeis, partiriam.
uma incerteza, dúvida, possibilidade, hipótese. Apresenta
presente, pretérito imperfeito e futuro. Ex: Tenha paciência, Emprego dos Tempos do Subjuntivo
Lourdes; Se tivesse dinheiro compraria um carro zero; - Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou
Quando o vir, dê lembranças minhas. duvidoso, muitas vezes ligados ao desejo, à suposição. Ex.:
- Modo Imperativo: a atitude do falante é de ordem, um Duvido de que apurem os fatos; Que surjam novos e honestos
desejo, uma vontade, uma solicitação. Indica uma ordem, um políticos.
pedido, uma súplica. Apresenta imperativo afirmativo e - Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma
imperativo negativo. condição ou hipótese. Ex.: Se recebesse o prêmio, voltaria à
universidade.
Emprego dos Tempos do Indicativo - Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético,
- Presente do Indicativo: para enunciar um fato pode ou não acontecer. Quando você fizer o trabalho, será
momentâneo. Ex.: Estou feliz hoje. Para expressar um fato que generosamente gratificado.
ocorre com frequência. Ex.: Eu almoço todos os dias na casa de
minha mãe. Na indicação de ações ou estados permanentes, 1ª Conjugação –AR
verdades universais. Ex.: A água é incolor, inodora, insípida. Presente: que eu dance, que tu dances, que ele dance, que
- Pretérito Imperfeito: para expressar um fato passado, nós dancemos, que vós danceis, que eles dancem.
não concluído. Ex.: Nós comíamos pastel na feira; Eu cantava Pretérito Imperfeito: se eu dançasse, se tu dançasses, se
muito bem. ele dançasse, se nós dançássemos, se vós dançásseis, se eles
- Pretérito Perfeito: é usado na indicação de um fato dançassem.
passado concluído. Ex.: Cantei, dancei, pulei, chorei, dormi... Futuro: quando eu dançar, quando tu dançares, quando ele
- Pretérito Mais-Que-Perfeito: expressa um fato passado dançar, quando nós dançarmos, quando vós dançardes,
anterior a outro acontecimento passado. Ex.: Nós cantáramos quando eles dançarem.
no congresso de música.
- Futuro do Presente: na indicação de um fato realizado 2ª Conjugação -ER
num instante posterior ao que se fala. Ex.: Cantarei domingo Presente: que eu coma, que tu comas, que ele coma, que nós
no coro da igreja matriz. comamos, que vós comais, que eles comam.
- Futuro do Pretérito: para expressar um acontecimento Pretérito Imperfeito: se eu comesse, se tu comesses, se ele
posterior a um outro acontecimento passado. Ex.: Compraria comesse, se nós comêssemos, se vós comêsseis, se eles
um carro se tivesse dinheiro comessem.
Futuro: quando eu comer, quando tu comeres, quando ele
1ª Conjugação: -AR comer, quando nós comermos, quando vós comerdes,
Presente: danço, danças, dança, dançamos, dançais, quando eles comerem.
dançam.
Pretérito Perfeito: dancei, dançaste, dançou, dançamos, 3ª conjugação – IR
dançastes, dançaram. Presente: que eu parta, que tu partas, que ele parta, que nós
Pretérito Imperfeito: dançava, dançavas, dançava, partamos, que vós partais, que eles partam.
dançávamos, dançáveis, dançavam. Pretérito Imperfeito: se eu partisse, se tu partisses, se ele
Pretérito Mais-Que-Perfeito: dançara, dançaras, dançara, partisse, se nós partíssemos, se vós partísseis, se eles
dançáramos, dançáreis, dançaram. partissem.
Futuro do Presente: dançarei, dançarás, dançará, Futuro: quando eu partir, quando tu partires, quando ele
dançaremos, dançareis, dançarão. partir, quando nós partirmos, quando vós partirdes,
Futuro do Pretérito: dançaria, dançarias, dançaria, quando eles partirem.
dançaríamos, dançaríeis, dançariam.
Emprego do Imperativo
2ª Conjugação: -ER Imperativo Afirmativo
Presente: como, comes, come, comemos, comeis, comem. - Não apresenta a primeira pessoa do singular.
Pretérito Perfeito: comi, comeste, comeu, comemos, - É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do
comestes, comeram. subjuntivo.
Pretérito Imperfeito: comia, comias, comia, comíamos, - O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o “s”.
comíeis, comiam. - O restante é cópia fiel do presente do subjuntivo.
Pretérito Mais-Que-Perfeito: comera, comeras, comera,
comêramos, comêreis, comeram. Presente do Indicativo: eu amo, tu amas, ele ama, nós
amamos, vós amais, eles amam.

Português 31
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APOSTILAS OPÇÃO

Presente do subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele Observação: quando o infinitivo preposicionado, ou não,
ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem. preceder ou estiver distante do verbo da oração principal
Imperativo afirmativo: (X), ama tu, ame você, amemos (verbo regente), pode ser flexionado para melhor clareza do
nós, amai vós, amem vocês. período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação
verbal. Exs.:
Imperativo Negativo Na esperança de sermos atendidos, muito lhe
- É formado através do presente do subjuntivo sem a agradecemos.
primeira pessoa do singular. Foram dois amigos à casa de outro, a fim de jogarem
- Não retira os “s” do tu e do vós. futebol.
Para estudarmos, estaremos sempre dispostos.
Presente do Subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele Antes de nascerem, já estão condenadas à fome muitas
ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem. crianças.
Imperativo negativo: (X), não ames tu, não ame você, não
amemos nós, não ameis vós, não amem vocês. - Com os verbos causativos "deixar", "mandar" e
"fazer" e seus sinônimos que não formam locução verbal
Além dos três modos citados (Indicativo, Subjuntivo e com o infinitivo que os segue. Ex.: Deixei-os sair cedo hoje.
Imperativo), os verbos apresentam ainda as formas nominais: - Com os verbos sensitivos "ver", "ouvir", "sentir" e
infinitivo – impessoal e pessoal, gerúndio e particípio. sinônimos, deve-se também deixar o infinitivo sem flexão.
Ex.: Vi-os entrar atrasados. Ouvi-as dizer que não iriam à
Infinitivo Impessoal5 festa.
Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal,
isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido, Infinitivo Pessoal
não relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável. É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na
Assim, considera-se apenas o processo verbal. Ex.: Amar é 1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta desinências,
sofrer. assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-
Podendo ter valor e função de substantivo. Ex.: Viver é se da seguinte maneira:
lutar. (= vida é luta); É indispensável combater a corrupção. (= 2ª pessoa do singular: radical + ES. Ex.: teres (tu)
combate à) 1ª pessoa do plural: radical + mos. Ex.: termos (nós)
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente 2ª pessoa do plural: radical + dês. Ex.: terdes (vós)
(forma simples) ou no passado (forma composta). Ex.: É 3ª pessoa do plural: radical + em. Ex.: terem (eles)
preciso ler este livro; Era preciso ter lido este livro.
Observe que, embora não haja desinências para a 1ª e 3ª Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa
pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo colocação.
impessoal), elas não deixam de referir-se às respectivas
pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal, isso
contexto da frase). Ex.: Para ler melhor, eu uso estes óculos. significa que ele atribui um agente ao processo verbal,
(1ª pessoa); Para ler melhor, ela usa estes óculos. (3ª pessoa) flexionando-se.
O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos:
O infinitivo impessoal é usado:
- Quando o sujeito da oração estiver claramente
- Quando apresenta uma ideia vaga, genérica, sem se expresso. Exs.:
referir a um sujeito determinado. Ex. Querer é poder. Se tu não perceberes isto...
Fumar prejudica a saúde. É proibido colar cartazes neste Convém vocês irem primeiro.
muro. O bom é sempre lembrarmos (sujeito desinencial, sujeito
- Quando tem valor de Imperativo. Ex. Soldados, implícito = nós) desta regra.
marchar! (= Marchai!) Esquerda, volver!
- Quando é regido de preposição (geralmente - Quando tiver sujeito diferente daquele da oração
precedido da preposição “de”) e funciona como principal. Exs.:
complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos
oração anterior. Ex.: Eles não têm o direito de gritar assim. estudarem bastante para a prova.
As meninas foram impedidas de participar do jogo. Eu os Perdoo-te por me traíres.
convenci a aceitar. O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade.
O guarda fez sinal para os motoristas pararem.
No entanto, na voz passiva dos verbos "contentar",
"tomar" e "ouvir", por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar) - Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na
deve ser flexionado. Exs.: terceira pessoa do plural). Exs.:
Eram pessoas difíceis de serem contentadas. Faço isso para não me acharem inútil.
Aqueles remédios são ruins de serem tomados. Temos de agir assim para nos promoverem.
Os jogos que você me emprestou são agradáveis de serem Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua
jogados. conduta.

- Nas locuções verbais. Ex.: Queremos acordar bem cedo - Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade
amanhã. Eles não podiam reclamar do colégio. Vamos pensar de ação. Exs.:
no seu caso. Vi os alunos abraçarem-se alegremente.
- Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da Fizemos os adversários cumprimentarem-se com
oração anterior. Ex. Eles foram condenados a pagar pesadas gentileza.
multas. Devemos sorrir ao invés de chorar. Tenho ainda alguns Mandei as meninas olharem-se no espelho.
livros por (para) publicar.

5 https://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf69.php

Português 32
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APOSTILAS OPÇÃO

Gerúndio (D) Ambos estão no presente do modo indicativo, embora


Pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Ex.: Saindo de o primeiro esteja na terceira pessoa do singular e o segundo na
casa, encontrei alguns amigos. (Função de advérbio); Nas ruas, terceira pessoa do plural.
havia crianças vendendo doces. (Função adjetivo) (E) Ambos estão no presente do modo subjuntivo, embora
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; o primeiro esteja na terceira pessoa do singular e o segundo na
na forma composta, uma ação concluída. Ex.: Trabalhando, terceira pessoa do plural.
aprenderás o valor do dinheiro; Tendo trabalhado, aprendeu o
valor do dinheiro. 02. (PC/SP - Escrivão de Polícia - VUNESP/2018)

Particípio O drama dos viciados em dívidas


Quando não é empregado na formação dos tempos
compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma Apesar dos sinais de recuperação da economia, o número
ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Ex.: de brasileiros endividados chegou a 61,7 milhões em fevereiro
Terminados os exames, os candidatos saíram. Quando o passado – o equivalente a 40% da população adulta. O número
particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação é alto porque o hábito de manter as contas em dia não é apenas
temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo uma questão financeira decorrente do estado geral da
(adjetivo verbal). Ex.: Ela foi a aluna escolhida para economia – pode ser uma questão comportamental. Por isso,
representar a escola. há grupos especializados que promovem reuniões semanais
com devedores, com a finalidade de trocar experiências sobre
1ª Conjugação –AR consumo impulsivo e propensão a viver no vermelho. Uma
Infinitivo Impessoal: dançar. dessas organizações é o Devedores Anônimos (DA), que
Infinitivo Pessoal: dançar eu, dançares tu; dançar ele, funciona nos mesmos moldes do Alcoólicos Anônimos (AA).
dançarmos nós, dançardes vós, dançarem eles. Pertencer a uma classe social mais alta não livra ninguém
Gerúndio: dançando. do problema. As pessoas de maior renda são justamente as que
Particípio: dançado. têm maior resistência em admitir a compulsão. Pior. É comum
que, diante dos apuros, como a perda do emprego, algumas
2ª Conjugação –ER tentem manter o mesmo padrão de vida em lugar de cortar
Infinitivo Impessoal: comer. gastos para se encaixar na nova realidade. Pedir um
Infinitivo pessoal: comer eu, comeres tu, comer ele, empréstimo para quitar outra dívida é um comportamento
comermos nós, comerdes vós, comerem eles. recorrente entre os endividados.
Gerúndio: comendo. Para sair do vermelho, aceitar o vício é o primeiro passo.
Particípio: comido. Uma vez que o devedor reconhece o problema, a próxima
etapa é se planejar.
3ª Conjugação –IR (Felipe Machado e Tatiana Babadobulos, Veja, 04.04.2018. Adaptado)
Infinitivo Impessoal: partir.
Infinitivo pessoal: partir eu, partires tu, partir ele, Assinale a alternativa em que os verbos estão conjugados
partirmos nós, partirdes vós, partirem eles. de acordo com a norma-padrão, em substituição aos trechos
Gerúndio: partindo. destacados na passagem – É comum que, diante dos apuros,
Particípio: partido. como a perda do emprego, algumas tentem manter o mesmo
padrão de vida.
Questões (A) Poderia acontecer que ... mantêm
(B) Pôde acontecer que ... mantessem
01. (UNEMAT - Psicólogo - 2018) (C) Podia acontecer que ... mantivessem
(D) Pôde acontecer que ... manteram
(E) Podia acontecer que ... mantiveram

03. (PC/SP - Escrivão de Polícia - VUNESP/2018) A vida


de Dorinha Duval foi, ____ . O processo ainda não havia ido a
Júri quando a tese da defesa foi mudada. Não seria mais
violenta emoção, mas legítima defesa. Ela não teria atirado no
marido por ter sido ___ e chamada de velha, mas ______ o marido
Disponível
https://www.facebook.com/tirasamandinho/photos/a.488361671209144.11396 passou a agredi-la. De fato, o exame pericial de corpo de delito
3. realizado em Dorinha constatou a existência de _______ em seu
488356901209621/1568398126538821/?type=3&theater. corpo. A versão da legítima defesa era ______ .
Acesso em: fev.2018.
(Luiza Nagib Eluf, A paixão no banco dos réus. Adaptado)
Na tirinha, Fê conversa com Camilo sobre o que ela
As expressões verbais empregadas em tempo que exprime
considera ser machismo na cerimônia de casamento, enquanto
a ideia de hipótese são:
Pudim diz a Armandinho que tudo aquilo que a garota
(A) seria e teria.
questiona é algo natural.
(B) foi e seria.
Nas falas atribuídas à menina, o verbo ter aparece em Tem
(C) teria e ter sido.
casamentos [...] (quadro 1) e em [...] essas coisas têm
(D) foi e constatou.
significados! (quadro 2).
(E) ter sido e passou.
Em relação a esses empregos do verbo ter, assinale a
04. (Pref. Itaquitinga/PE - Assistente Administrativo -
alternativa correta.
IDHTEC/2016) Morto em 2015, o pai afirma que Jules Bianchi
(A) Em ambos, o verbo é impessoal.
não __________culpa pelo acidente. Em entrevista, Philippe
(B) Ambos estão na terceira pessoa do plural do presente
Bianchi afirma que a verdade nunca vai aparecer, pois os
do modo indicativo.
pilotos __________ medo de falar. "Um piloto não vai dizer nada
(C) Ambos estão na terceira pessoa do singular do presente
se existir uma câmera, mas quando não existem câmeras,
do modo indicativo.

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APOSTILAS OPÇÃO

todos __________ até mim e me dizem. Jules Bianchi bateu com Locução verbal com verbo principal no gerúndio
seu carro em um trator durante um GP, aquaplanou e não Ex.: Estou escrevendo
conseguiu __________para evitar o choque. verbo auxiliar flexionado: estou
(http://espn.uol.com.br/noticia/603278_pai-diz-que-pilotos-da-f-1- verbo principal no gerúndio: escrevendo
temmedo-de-falar-a-verdade-sobre-o-acidente-fatal-de-bianchi)

Locução verbal com verbo principal no infinitivo


Complete com a sequência de verbos que está no tempo,
Ex.: Quero sair
modo e pessoa corretos:
verbo auxiliar flexionado: quero
(A) Tem – tem – vem - freiar
verbo principal no infinitivo: sair
(B) Tem – tiveram – vieram - frear
(C) Teve – tinham – vinham – frenar
Locução verbal com verbo principal no particípio
(D) Teve – tem – veem – freiar
Ex.: Tinha decidido
(E) Teve – têm – vêm – frear
verbo auxiliar flexionado: tinha
verbo principal no particípio: decidido
05. (Prefeitura Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala -
FEPESE/2016) Assinale a alternativa em que está correta a
Em todos os exemplos a ideia central é expressa pelo verbo
correlação entre os tempos e os modos verbais nas frases
principal, os verbos auxiliares apenas indicam flexões de
abaixo.
tempo, modo, pessoa, número e voz. Sem os verbos principais,
(A) A entonação correta ao falarmos colabora com o
os auxiliares não teriam sentido algum.
entendimento que o outro tem do assunto tratado e reforçaria
a nossa persuasão.
Questões
(B) Para falar bem em público, organize as ideias de acordo
com o tempo que você terá e, antes de falar, ensaie sua
01. (CISSUL/MG - Condutor Socorrista - IBGP/2017)
apresentação.
(C) A capacidade de os adolescentes virem a falar em
público, teria dependido dos bons ensinamentos da escola.
(D) Quem vier a comparar a fala dos jovens de hoje com os
da geração passada, haveria de concluir que os jovens de hoje
leem muito menos.
(E) O contato visual também é importante ao falar em
público. Passa empatia e envolveria o outro.

Gabarito

01.D / 02.C / 03.A / 04.E / 05.B

Locução Verbal Assinale a alternativa que contém uma locução verbal


extraída do cartum.
Uma locução verbal6 é a combinação de um verbo (A) Não terão.
auxiliar e um verbo principal. Esses dois verbos, aparecendo (B) Como andar.
juntos na oração, transmitem apenas uma ação verbal, (C) Vai chegar.
desempenhando o papel de um único verbo. Exemplo: (D) Todos terão.
- estive pensando
- quero sair 02. (CRQ 4ª REGIÃO/SP - Fiscal - QUADRIX)
- pode ocorrer
- tem investigado
- tinha decidido

Função dos verbos auxiliares nas locuções verbais


Apenas o verbo auxiliar é flexionado. Verbo auxiliar é o
que perdendo significado próprio, é utilizado para auxiliar na
conjugação de outro, o verbo principal. Assim, o tempo, o
modo, o número, a pessoa e o aspecto da ação verbal são
indicados pelo verbo auxiliar.

Os auxiliares mais comuns são: “Ter, Haver, Ser e Estar”.


Contudo, outros verbos também atuam como verbos auxiliares
nas locuções verbais, como os verbos poder, dever, querer,
começar a, deixar de, voltar a, continuar a, entre outros.

Função dos verbos principais nas locuções verbais


Nas locuções verbais o verbo auxiliar aparece conjugado e
o principal numa das formas nominais: no gerúndio, no
infinitivo ou no particípio.

6 https://www.conjugacao.com.br/locucao-verbal/

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APOSTILAS OPÇÃO

Qual forma verbal substituiria, sem causar alteração de - Ir ao supermercado;


sentido, a locução verbal "vou ter", que aparece no primeiro - Pegar as crianças na escola;
quadrinho? - Caminhada na praia;
(A) "terei". - Reunião com amigos.
(B) "teria".
(C) "tivera". Dois Pontos
(D) "tenha".
(E) "tinha". 1) Antes de uma citação.
Ex.: Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:...
03. (Pref. João Pessoa/PB - Professor Língua
Portuguesa - FGV) Uma locução verbal é o conjunto formado 2) Antes de um aposto.
por um verbo auxiliar + um verbo principal, este último Ex.: Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
sempre em forma nominal. Nas frases a seguir as formas tarde e calor à noite.
verbais sublinhadas constituem uma locução verbal, à exceção
de uma. Assinale-a. 3) Antes de uma explicação ou esclarecimento.
(A) Todos podem entrar assim que chegarem. Ex.: Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa,
(B) Se os grevistas querem trabalhar menos, não vou vivendo a rotina de sempre.
atendê-los.
(C) Deixem entrar todos os atrasados. 4) Em frases de estilo direto. Ex.:
(D) Elas não sabem cozinhar como antigamente. Maria perguntou:
(E) A plantação foi-se expandindo para os lados - Por que você não toma uma decisão?

Gabarito Ponto de Exclamação

01.C / 02.A / 03.C 1) Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
súplica, etc.
Ex.: - Sim! Claro que eu quero me casar com você!
Emprego dos sinais de
2) Depois de interjeições ou vocativos.
pontuação e suas funções no Ex.: - João! Há quanto tempo!
texto
Ponto de Interrogação

PONTUAÇÃO Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.


“Então? Que é isso? Desertaram ambos?”
(Artur Azevedo)
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar
Reticências
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as
principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo
1) Indica que palavras foram suprimidas.
uso da língua portuguesa.7
Ex.: Comprei lápis, canetas, cadernos...
Ponto
2) Indica interrupção violenta da frase.
Ex.: Não... quero dizer... é verdade... Ah!
1) Indica o término do discurso ou de parte dele.
Ex.: Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
3) Indica interrupções de hesitação ou dúvida
que se encontra. / Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga
Ex.: Este mal... pega doutor?
e leite.
4) Indica que o sentido vai além do que foi dito
2) Usa-se nas abreviações.
Ex.: Deixa, depois, o coração falar...
Ex.: V.Exª (Vossa Exelencia) , Sr. (Senhor), S.A (Sociedade
Anonima).
Vírgula
Ponto e Vírgula
Não se usa Vírgula
Separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-
1) Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
se diretamente entre si:
importância.
Ex.: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo
1) Entre sujeito e predicado.
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida;
Todos os alunos da sala foram advertidos.
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...”
(Vieira) sujeito predicado
2) Separa partes de frases que já estão separadas por
vírgulas. 2) Entre o verbo e seus objetos.
Ex.: Alguns quiseram verão, praia e calor; outros O trabalho custou sacrifício aos realizadores.
montanhas, frio e cobertor. V.T.D.I .O.D .O.I.

3) Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, 3) Entre nome e complemento nominal; entre nome e
decreto de lei, etc. Ex.: adjunto adnominal.

7 http://tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com/2013/04/pontuacao-
resumo-com-questoes.html

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APOSTILAS OPÇÃO

A surpreendente reação do governo contra os sonegadores 03. Os sinais de pontuação estão empregados
despertou reações entre os empresários. corretamente em:
adj. adnominal nome adj. adn. Compl. nominal (A) Duas explicações, do treinamento para consultores
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a
Usa-se a Vírgula construção de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar
1) Para marcar intercalação: das metas de vendas associadas aos dois temas.
a) Do adjunto adverbial: O café, em razão da sua (B) Duas explicações do treinamento para consultores
abundância, vem caindo de preço. iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a
b) Da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão construção de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. das metas de vendas associadas aos dois temas.
c) Das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias (C) Duas explicações do treinamento para consultores
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a
abrir mão dos lucros altos. construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar
das metas de vendas associadas aos dois temas.
2) Para marcar inversão: (D) Duas explicações do treinamento para consultores
a) Do adjunto adverbial (colocado no início da oração): iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. construção de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar
b) Dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos das metas de vendas associadas aos dois temas.
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. (E) Duas explicações, do treinamento para consultores
c) Do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a
de 1982. construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar
das metas, de vendas associadas aos dois temas.
3) Para separar entre si elementos coordenados (dispostos
em enumeração): Era um garoto de 15 anos, alto, magro. / A 04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da
ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto
à regência nominal e à pontuação.
4) Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós queremos (A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente,
comer pizza; e vocês, churrasco. seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
5) Para isolar: outros.
a) O aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasileira, (B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam
possui um trânsito caótico. rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o
b) O vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem. avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um
exemplo!, do que em outros.
Questões (C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está rapidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um
língua portuguesa. exemplo, do que em outros.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, (D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, rapidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo avanço seja mais notável em alguns países - o Brasil é um
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. exemplo - do que em outros.
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente,
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. outros.
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade, 05. Assinale a alternativa em que a frase mantém-se
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo correta após o acréscimo das vírgulas.
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrônica
embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade, ao grupo ou acione o código na internet.
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo (B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. código foi acionado.
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados,
embora, experimentasse a sensação de violar uma intimidade, recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo criança foi encontrada.
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega
primeiro às, areias do Guarujá.
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a (E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as de quem a encontrou e informar um ponto de referência
lacunas da frase abaixo:
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas Respostas
devem ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o 1.C / 2.C / 3.B / 4.D / 5.E
trabalho oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
(A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
(B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
(C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
(D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
(E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.

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APOSTILAS OPÇÃO

- Semicírculo e hemiciclo.
Semântica (sinônimos, - Contraveneno e antídoto.
- Moral e ética.
antônimos, homônimos, - Colóquio e diálogo.
parônimos). - Transformação e metamorfose.
- Oposição e antítese.

SEMÂNTICA O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se


sinonímia, palavra que também designa o emprego de
Conceito sinônimos.

A semântica8 é um ramo da linguística que estuda o Antônimos


significado das palavras, frases e textos de uma língua. A
semântica está dividida em: descritiva ou sincrônica – a que Trata de palavras, expressões ou frases diferentes na
estuda o sentido atual das palavras e em histórica ou forma e com significações opostas, excludentes. Normalmente
diacrônica - a que estuda as mudanças que as palavras ocorre por meio de palavras de radicais diferentes, com
sofreram no tempo e no espaço. prefixo negativo ou com prefixos de significação contrária.
A semântica linguística estuda o significado usado por Exemplos:
seres humanos para se expressar através da linguagem. Outras - Ordem e anarquia.
formas de semântica incluem a semântica nas linguagens de - Soberba e humildade.
programação, lógica formal, e semiótica. - Louvar e censurar.
Em sentido largo, pode-se entender semântica como um - Mal e bem.
ramo dos estudos linguísticos que se ocupa dos significados
produzidos pelas diversas formas de uma língua. Dentro dessa A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido
definição ampla, pertence ao domínio da semântica tanto a oposto ou negativo.
preocupação com determinar o significado dos elementos Exemplos:
constituintes das palavras (prefixo, radical, sufixo) como o das - bendizer/maldizer
palavras no seu todo e ainda o de frases inteiras. - simpático/antipático
- progredir/regredir
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS - concórdia/discórdia
- explícito/implícito
O significado das palavras9 é estudado pela semântica, a - ativo/inativo
parte da gramática que estuda não só o sentido das palavras - esperar/desesperar
como as relações de sentido que as palavras estabelecem entre
si: relações de sinonímia, antonímia, paronímia, homonímia... Questões
Compreender essas relações nos proporciona o
alargamento do nosso universo semântico, contribuindo para 01. (MPE/SP – Biólogo – VUNESP) McLuhan já alertava
uma maior diversidade vocabular e maior adequação aos que a aldeia global resultante das mídias eletrônicas não
diversos contextos e intenções comunicativas. implica necessariamente harmonia, implica, sim, que cada
participante das novas mídias terá um envolvimento
Sinônimos gigantesco na vida dos demais membros, que terá a chance de
meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que quiser das
Trata10 de palavras diferentes na forma, mas com sentidos informações que conseguir. A aclamada transparência da coisa
iguais ou aproximados. Tudo depende do contexto e da pública carrega consigo o risco de fim da privacidade e a
intenção do falante. superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas
Vale lembrar também que muitas palavras são sinônimas, morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos
se levarmos em conta as variações geográficas (aipim = participar.
macaxeira; mexerica = tangerina; pipa = papagaio; aipo = Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais,
salsão...). apenas em número de atualizações nas páginas e na
Exemplos de sinônimos: capacidade dos usuários de distinguir essas variações como
- Brado, grito, clamor. relevantes no conjunto virtualmente infinito das
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir. possibilidades das redes. Para achar o fio de Ariadne no
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial. labirinto das redes sociais, os usuários precisam ter a
habilidade de identificar e estimar parâmetros, aprender a
Na maioria das vezes não tem diferença usar um sinônimo extrair informações relevantes de um conjunto finito de
ou outro. Embora tenham sentido comum, os sinônimos observações e reconhecer a organização geral da rede de que
diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por nuances de participam.
significação e certas propriedades que o escritor não pode O fluxo de informação que percorre as artérias das redes
desconhecer. sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos
Com efeito, estes têm sentido mais amplo, aqueles, mais recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens
restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios da fala a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem
corrente, vulgar, outros, ao invés, pertencem à esfera da conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o
linguagem culta, literária, científica ou poética (orador e sentimento de pânico experimentados por um número
tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo). crescente de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo
Exemplos: móvel ou quando ficam sem conexão com a Internet. Essa
- Adversário e antagonista. informação, como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir
- Translúcido e diáfano.

8
http://www.soportugues.com.br/secoes/seman/seman6.php 10 Pestana, Fernando. A gramática para concursos públicos / Fernando
9 https://www.normaculta.com.br/significacao-das-palavras/ Pestana. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.

Português 37
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APOSTILAS OPÇÃO

os poros da sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes
um veneno para o espírito. no timbre ou na intensidade das vogais.
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. Revista USP, no 92. - Rego (substantivo) e rego (verbo).
Adaptado)
- Colher (verbo) e colher (substantivo).
As expressões destacadas nos trechos – meter o bedelho - Jogo (substantivo) e jogo (verbo).
/ estimar parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos - Apoio (verbo) e apoio (substantivo).
adequados respectivamente em: - Para (verbo parar) e para (preposição).
(A) procurar / gostar de / ilustrar - Providência (substantivo) e providencia (verbo).
(B) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer - Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de
(C) interferir / propor / embrutecer per+o).
(D) intrometer-se / prezar / esclarecer
(E) contrapor-se / consolidar / iluminar Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e
diferentes na escrita.
02. (Pref. Itaquitinga/PE – Psicólogo – IDHTEC) A - Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os combatentes - Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar).
contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se; - Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de
comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, consertar).
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, - Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar).
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o - Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela (acelerar).
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres - Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar).
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os - Censo (recenseamento) e senso (juízo).
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos - Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e - Paço (palácio) e passo (andar).
escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de - Hera (trepadeira), era (época), era (verbo).
súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com - Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar =
efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos anular).
de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento - Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão
daquela caqueirada humana – do mesmo passo angulhenta e (tempo de uma reunião ou espetáculo).
sinistra, entre trágica e imunda, passando-lhes pelos olhos,
num longo enxurro de carcaças e molambos... Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma pronúncia.
arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: - Caminhada (substantivo), caminhada (verbo).
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças - Cedo (verbo), cedo (advérbio).
envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, - Somem (verbo somar), somem (verbo sumir).
escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris - Livre (adjetivo), livre (verbo livrar).
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos - Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; - Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e Parônimos
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. São palavras parecidas na escrita e na pronúncia:
Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.) - coro e couro,
- cesta e sesta,
Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de - eminente e iminente,
sinônimos? - degradar e degredar,
(A) Armistício – destruição - cético e séptico,
(B) Claudicante – manco - prescrever e proscrever,
(C) Reveses – infortúnios - descrição e discrição,
(D) Fealdade – feiura - infligir (aplicar) e infringir (transgredir),
(E) Opilados – desnutridos - sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder),
- comprimento e cumprimento,
Gabarito - deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente,
divergir, adiar),
01.B / 02.A - ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, corrigir),
- vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e
Homônimos vultuoso (congestionado: rosto vultuoso).

Trata de palavras iguais na pronúncia e/ou na grafia, mas Questões


com significados diferentes. Exemplos:
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo). 01. (Pref. Lauro Muller/SC – Auxiliar Administrativo –
- Aço (substantivo) e asso (verbo). FAEPESUL) Atento ao emprego dos Homônimos, analise as
palavras sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA:
Só o contexto é que determina a significação dos (A) Ainda vivemos no Brasil a descriminação racial. Isso é
homônimos. A homonímia pode ser causa de ambiguidade, crime!
por isso é considerada uma deficiência dos idiomas. (B) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente.
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto (C) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em: agora expiar seus crimes.

Português 38
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APOSTILAS OPÇÃO

(D) Em todos os momentos, para agir corretamente, é


preciso o bom censo.
(E) Prefiro macarronada com molho, mas sem estrato de
tomate.

02. (Pref. Cruzeiro/SP – Instrutor de Desenho Técnico


e Mecânico – Instituto Excelência) Assinale a alternativa em
que as palavras podem servir de exemplos de parônimos:
(A) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem
gentil).
(B) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo).
(C) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se
senta).
(D) Nenhuma das alternativas.

03. (TJ/MT – Analista Judiciário – Ciências Contábeis –


UFMT) Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas,
seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por
exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada
uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som,
grafias diferentes, denomina-se homônimo heterográfico.
Assinale a alternativa em que todas as palavras se encontram
nesse caso.
(A) taxa, cesta, assento
(B) conserto, pleito, ótico
(C) cheque, descrição, manga
(D) serrar, ratificar, emergir

Gabarito

01.C / 02.A / 03.A

Anotações

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APOSTILAS OPÇÃO

Português 40
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MATEMÁTICA/RACIOCÍNIO
LÓGICO

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APOSTILAS OPÇÃO

Exemplo: 5 - 4 = 1
Para provar que uma subtração está correta, aplicamos a
equivalência.
Exemplo: 10 - 2 = 8 <==> 8 + 2 = 10
A subtração de números naturais não é comutativa.
Exemplo: 5 - 2 é diferente de 2 - 5
A subtração de números naturais não é associativa.
Exemplo: (6 - 4) - 1 é diferente de 6 - (4 - 1)
Fundamentos de O zero não é elemento neutro da subtração de números
naturais.
matemática
Multiplicação: é a operação que determina a soma de
parcelas iguais.
OBS.: Caro(a) candidato(a), como no edital não
Para indicar a multiplicação usaremos o sinal x ou · (vezes
especificou quais seriam esses fundamentos de
ou multiplicado por)
matemática, iremos abordar aqui as partes elementares da
Exemplo:
Matemática, veremos os problemas com as quatro
operações, equação de 1° e 2° grau, também entraria as
porcentagens e regras de três, mas elas possuem um tópico
específico no edital.

PROBLEMAS ENVOLVENDO AS OPERAÇÕES

As operações básicas da matemática são quatro:


Adição(+) Ou
Subtração (-) 5 + 5 + 5 + 5 = 20
Multiplicação ( * ou x ou .) e Propriedades:
Divisão (: ou / ou ÷) O produto de dois números naturais é um número natural.
Em linguagem comum, elas são chamados de aritmética ou Exemplo: 2 x 7 = 14
operações aritméticas. A multiplicação de dois números naturais é comutativa.
Exemplo: 2 x 7 = 14 = 7 x 2
Adição: é a operação que determina um número natural A multiplicação com números naturais é associativa.
para representar a junção de quantidades. Exemplo: (3 x 5) x 2 = 3 x (5 x 2)
Para indicar a adição usaremos o sinal + (mais). 15 x 2 = 3 x 10
Exemplo: 2 + 3 = 5 30 30
Os números 2 e 3 são chamados de parcelas e o número 5 O número 1 é o elemento neutro da multiplicação.
é a soma. Exemplo: 1 x 4 = 4 = 4 x 1
Propriedades: O produto de um número natural por uma soma indicada
A adição de números naturais é comutativa. de dois ou mais números naturais é igual a soma dos produtos
a + b = b + a ou 1 + 2 = 2 + 1 desse número natural pelas parcelas da soma indicada.
O zero é o elemento neutro da adição. Exemplo: 2 x (4 + 6) = 2 x 4 + 2 x 6
0 + a = a = a + 0 ou 0 + 3 = 3 = 3 + 0 2 x 10 = 8 + 12
A adição de números naturais é associativa. 20 20
(a + b) + c = a + (b + c) ou (1 + 2) + 3 = 1 + (2 + 3)
A soma de números naturais é sempre um número natural. Divisão: é a operação inversa da multiplicação e está
a + b = número natural ligada à ação de repartir em partes iguais.
Para indicar a divisão usaremos o sinal : ou ÷ (dividido
Subtração: é a operação que determina um número por)
natural para representar a diminuição de quantidades. Exemplo:
Para indicar a subtração usaremos o sinal - (menos).
Exemplo:

À divisão dá o nome de operação e o resultado é chamado


de Quociente.
1) A divisão exata
Obs.: Apesar do que possa aparecer a tabela
Veja: 8 : 4 é igual a 2, onde 8 é o dividendo, 2 é o quociente,
não está incompleta, sua apresentação que é
4 é o divisor, 0 é o resto
diferente, pois, para subtrair um número de outro,
A prova do resultado é: 2 x 4 + 0 = 8
o minuendo tem que ser maior que o subtraendo
nos números naturais.
Propriedades da divisão exata
Considerando a e b números naturais e a > b , podemos
Na divisão em N não vale o fechamento, pois 5 : 3 não
estabelecer a seguinte equivalência:
pertence a N
a - b = c <==> c + b = a
O conjunto N não têm elemento neutro em relação a
O sinal <==> significa equivalente a
divisão, pois 3:1 = 3, entretanto 1:3 não pertence a N. Logo 3:1
A subtração de números naturais só é possível quando o
é diferente de 1:3
minuendo é maior ou igual ao subtraendo.

Matemática/Raciocínio Lógico 1
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APOSTILAS OPÇÃO

A divisão em N não tem a propriedade comutativa, pois 15 4. Nesse número, o produto de todos os algarismos é zero e
: 5 é diferente de 5: 15 existem mais algarismos ímpares do que pares; logo, a soma
A divisão em N não tem a propriedade associativa, pois de seus algarismos é igual a:
(12:6) : 2 = 1 é diferente de 12 : (6:2) = 4 Considere a tabela das ordens e classes dos números:
Pode-se afirmar que a divisão exata tem somente uma (A)6
propriedade. (B)7
Observe este exemplo: (10 + 6) : 2 = 16 :2 = 8 (C)8
(10+6):2 = 10:2 + 6 :2 = 8 (D)9
(E)10
O quociente não sofreu alteração alguma permanecendo o
mesmo 8. Chamamos então esta propriedade de distributiva 06. (UFPE - Assistente em Administração - COVEST-
da divisão exata válida somente para direita, com relação COPSET) Em uma loja de eletrodomésticos, no início de
às operações de adição e subtração. determinado mês, o número de aparelhos de TV estava para o
Um dos mandamentos da matemática é JAMAIS DIVIDA número de computadores assim como 4 : 5. No final do mês,
POR ZERO. Isto significa dizer que em uma operação o divisor depois que 160 TVs e 220 computadores foram vendidos, os
tem que ser diferente de zero. números de TVs e computadores remanescentes na loja
2) A divisão não-exata ficaram iguais. Quantos eram os computadores na loja, no
Observe este exemplo: 9 : 4 é igual a resultado 2, com resto início do mês?
1, onde 9 é dividendo, 4 é o divisor, 2 é o quociente e 1 é o resto. (A) 300
A prova do resultado é: 2 x 4 + 1 = 9 (B)310
(C)320
Questões (D)330
(E)340
01. (SAEG - Auxiliar de Serviços Administrativos -
Financeiro - VUNESP)Multiplicando-se por 20 a diferença 07. (UFPE - Assistente em Administração – COVEST) Em
entre os números naturais x e y obtém-se 1 600. um concurso existem provas de Português, Matemática,
Se y é igual a 4 ⁄ 5 x , então (x + y) vale Informática e Conhecimentos Específicos, com pesos
(A) 720. respectivos 2, 3, 1 e 4. Um candidato obteve as seguintes notas
(B)700. nas provas de Português, Matemática e Informática:
(C)680. Disciplina Nota
(D)650. Português 77
(E)620. Matemática 62
Informática 72
02. (SAEG -Técnico de Saneamento - VUNESP)
Considere a, b, c três números naturais consecutivos cuja Se a nota do candidato no concurso foi 80, qual foi a sua
soma é igual a 3,2 a. Nesse caso, é correto afirmar que (a . b) nota na prova de Conhecimentos Específicos?
vale (A) 95
(A)272. (B) 96
(B)240. (C) 97
(C)210. (D) 98
(D)182. (E) 99
(E)156.
08. (Pref. Jucás/CE – Professor de Matemática –
03. (Prefeitura de Canavieira/PI - Auxiliar de Serviços INSTITUTO NEO EXITUS) Efetuando (–4) . (–6) ÷ (–3)
Gerais - IMA) São números pares, EXCETO: obtemos:
(A)123 (A) –6.
(B)106 (B) –8.
(C)782 (C) 6.
(D)988 (D) 8.
(E) 10.
04. (Câmara Municipal de Itatiba/SP-Auxiliar
Administrativo-VUNESP) Uma grande avenida teve a 09. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP) Dona
extensão total a ser recapeada dividida em 3 trechos iguais, A, Maria preparou 127 docinhos iguais e quer colocar a mesma
B e C. Sabe-se que já foram recapeados 3,3 quilômetros do quantidade de docinhos em cada uma das caixas de que dispõe.
total, sendo que o número de quilômetros já recapeados nos Se ela colocar 12 docinhos em cada caixa, 7 docinhos ficarão
trechos A, B e C é diretamente proporcional aos números 6, 3 de fora, mas se ela quiser colocar 13 docinhos em cada caixa,
e 2, respectivamente. Se no trecho B restam 600 metros ainda faltarão 3 docinhos para completar a última caixa. Sabendo
não recapeados, então a soma das extensões t totais dos que todas as caixas de que ela dispõe serão utilizadas, pode-se
trechos A, B e C é igual, em quilômetros, a concluir que o número de caixas é:
(A)6,0. (A) 6.
(B)5,4. (B) 7.
(C)5,0. (C) 8.
(D)4,8. (D) 9.
(E)4,5. (E) 10.

05. (Prefeitura de São José dos Campos/SP - Assistente 10. (SAAE/SP – Auxiliar de Manutenção Geral –
Técnico Municipal – VUNESP) Em um número de cinco VUNESP) A tabela a seguir mostra as corridas que um taxista
algarismos, o produto do algarismo das unidades com o fez em uma semana.
algarismo das dezenas de milhar é igual a 3, e o produto do
algarismo das dezenas com o algarismo das centenas é igual a

Matemática/Raciocínio Lógico 2
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APOSTILAS OPÇÃO

Para que a média de corridas de segunda a sexta-feira, 15. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP) Um fio
nessa semana, seja de 20 corridas, o número de corridas que de barbante foi cortado em pedaços iguais, cada um deles com
ele fez na sexta-feira foi 5 cm de comprimento. Se esse mesmo fio de barbante tivesse
sido cortado em pedaços iguais, cada um deles com 3 cm de
Semana (dias) Corridas comprimento, seriam obtidos 16 pedaços a mais. O número de
segunda-feira 16 pedaços cortados, cada um deles com 5 cm de comprimento,
terça-feira 18 foi
(A) 24.
quarta-feira 15 (B) 26.
quinta-feira 27 (C) 28.
sexta-feira ? (D) 30.
(E) 32.
(A) 20.
(B) 21. 16. (MP/SP – Auxiliar de Promotoria I – Administrativo
(C) 22. – VUNESP) O dono de um bar decidiu comprar uma TV de tela
(D) 23. maior, para exibir os jogos da Copa do Mundo. O preço da TV
(E) 24. escolhida seria inicialmente dividido em 12 parcelas mensais
iguais, sem acréscimos. Na hora da compra, porém, ele decidiu
11. (Câmara Municipal de São José dos Campos/SP – pagar em 8 parcelas, sem alteração no preço final e, assim, o
Analista Técnico Legislativo – VUNESP) Os quatro valor de cada parcela aumentou R$ 175,00. Na compra
elevadores de um tribunal de 30 andares, durante a subida, efetuada, o valor de cada parcela foi igual a
fazem paradas somente em andares predeterminados. O (A) R$ 525,00.
primeiro elevador faz a primeira parada no primeiro andar e (B) R$ 425,00.
depois para de quatro em quatro andares; o segundo elevador (C) R$ 420,00.
só para nos andares pares; o terceiro elevador faz a primeira (D) R$ 515,00.
parada no terceiro andar e depois para de três em três (E) R$ 450,00.
andares. O quarto elevador para somente nos andares não
atendidos por nenhum dos outros três elevadores. O número 17. (Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto/SP –
de andares atendidos pelo quarto elevador, durante a subida, Agente de Administração – VUNESP) Para uma reunião,
é igual a foram preparados 60 relatórios e colocados em duas pastas,
(A) 2. ambas podendo comportar um mesmo número máximo de
(B) 3. relatórios. Sabendo-se que a primeira pasta ficou com o
(C) 4. número máximo de relatórios que poderia comportar e que a
(D) 5. segunda pasta ficou com 2 / 3 desse número máximo, então o
(E) 6. número de relatórios colocados na primeira pasta foi
(A) 42.
12. (EBSERH/ HUSM-UFSM/RS - Técnico em (B) 40.
Informática – AOCP) Lucas estava fazendo sua tarefa, quando (C) 38.
1 1 (D) 36.
em uma das questões apareceu a expressão × . Qual das (E) 34.
2 3
alternativas a seguir apresenta a resposta que Lucas deverá
obter com essa expressão? 18. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo
1 2
(A) Meia vez , que são . – FCC) Bia tem 10 anos a mais que Luana, que tem 7 anos a
3 3
1 1 menos que Felícia. Qual é a diferença de idades entre Bia e
(B) Meia vez , que são .
3
1
6
2
Felícia?
(C) O dobro de , que são . (A) 3 anos.
3 3
(D) Mais a sua metade, que são .
5 (B) 7 anos.
6 (C) 5 anos.
(E) Nenhuma das alternativas anteriores. (D) 10 anos.
(E) 17 anos.
13. (EBSERH/HUPES/UFBA – Técnico em Informática –
IADES) O suco de três garrafas iguais foi dividido igualmente 19. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo
entre 5 pessoas. Cada uma recebeu – FCC) Na tabela abaixo, a sequência de números da coluna A
3
(A) do total dos sucos. é inversamente proporcional à sequência de números da
5
3
(B) do suco de uma garrafa. coluna B.
5
5
(C) do total dos sucos.
3
5
(D) do suco de uma garrafa.
3
6
(E) do total dos sucos.
15

14. (CEFET – Auxiliar em Administração –


CESGRANRIO) Caio é 15 cm mais alto do que Pedro. Pedro é 6 A letra X representa o número
cm mais baixo que João. João é 7 cm mais alto do que Felipe. (A) 90.
Qual é, em cm, a diferença entre as alturas de Caio e de Felipe? (B) 80.
(A) 1 (C) 96.
(B) 2 (D) 84.
(C) 9 (E) 72.
(D) 14
(E) 16

Matemática/Raciocínio Lógico 3
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APOSTILAS OPÇÃO

20. (CBTU/RJ - Assistente Operacional - Condução de Existem mais algarismos ímpares do que par ou seja: três
Veículos Metroferroviários – CONSULPLAN) A diferença impares e dois pares.
entre a idade de Diogo e Paulo é 8 anos. Sabendo-se que a idade Portanto:
de um está para 6, assim como a do outro está para 8, então a
soma de suas idades é igual a Soma de todos os algarismos:
(A) 56.
(B) 58. 1+0+1+4+3=9
(C) 60.
(D) 62. 06. Resposta: A
Para facilitar os cálculos vamos colocar as seguintes
Respostas incógnitas:

01. Resposta: A X=TVs Y=Computadores


Pelo enunciado temos que: Onde:
x/y=4/5......5x=4y......x=4y/5
20.(x-y)=1600(eq.1) Substituindo x:
y=4x/5 (eq.2) x-160=Y-220
Substituindo Y na equação 1: 4y/5-160=y-220
20.(x-4x/5) = 1600 4y/5-y=160-220
20. x/5 = 1600 4y-5y/5=-60
x=400 y=300
Portanto:
y=4.400/5 y=320 07. Resposta: C
Como pretende saber a soma: De acordo com a tabela e os respectivos pesos temos que:
X+Y=720
2.77+3.62+1.72+4.𝑥
= 80
2+3+1+4
02. Resposta: B
Como trata-se de números consecutivos tem-se: 412 + 4.𝑥
= 80
10
x + (x + 1) + (x + 2) = 3,2x
3x + 3 = 3,2x 4x + 412 = 80 . 10
3 = 3,2x - 3x
3 = 0,2x 4x = 800 – 412
x = 15
Portanto: x = 388 / 4
x = 15
x + 1 = 16 x = 97
x + 2 = 17 08. Resposta: B
A multiplicação a.b: (–4) . (–6) ÷ (–3) = 24 ÷ (–3) = –8
a.b = 15.16 = 240
09. Resposta: E
03. Resposta: A 12.x + 7 = 13.x – 3
Sabemos que: 12x – 13x = – 3 – 7
Todo número par é terminado em um dos seguintes (0, 2, – x = – 10 .( – 1) multiplica-se por (-1)
4, 6, 8). x = 10 caixas
Todo número ímpar é terminado em um dos seguintes (1,
3, 5, 7, 9). 10 Resposta: E
Portanto: Através dos dados da tabela temos que:
O número que NÃO é PAR acima é 123
16+18+15+27+𝑥 76 + 𝑥
= 20 = 20 76 + x = 20 . 5
5 5
04. Resposta: E
Pelo enunciado temos que: x = 100 – 76 x = 24
Somando as 3 proporções já recapeadas: 6 + 3 + 2 = 11
Para saber o quanto o trecho B já foi recapeado: 11. Resposta: C
( 3300 / 11 ) x 3 = 900 m
Total do trecho B (parte recapeada + não recapeada) = * 1º elevador (de 4 em 4 andares): 1º andar; 5º andar; 9º
900m + 600m = 1500m andar; 13º andar; 17º andar; 21º andar; 25º andar; 29º andar.
Como todos os trechos são iguais, então = 1500 x 3 =
4500m = 4,5 km * 2º elevador (andares pares): 2º andar; 4º andar; 6º
andar; 8º andar; 10º andar; 12º andar; 14º andar; 16º andar;
05. Resposta: D 18º andar; 20º andar; 22º andar; 24º andar; 26º andar; 28º
De acordo com os dados temos que pela ordem: andar; 30º andar.
Produto da unidade com dezenas de milhar = 3 x 1 = 3 * 3º elevador (de 3 em 3 andares): 3º andar; 6º andar; 9º
andar; 12º andar; 15º andar; 18º andar; 21º andar; 24º andar;
Produto das dezenas com centenas = 4 x 1 = 4 27º andar; 30º andar.
Produto de todos os algarismos = 1 x 0 x 1 x 4 x 3 = 0 * 4º elevador (andares não atendidos): 7º andar; 11º
andar; 19º andar; 23º andar.

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APOSTILAS OPÇÃO

12. Resposta: B D – P = 8 , ou seja, D = P + 8 ( I )


𝑃 6
= , ou seja, 8.P = 6.D ( II )
1 1 1.1 1 𝐷 8
× = =
2 3 2.3 6 Substituindo a equação ( I ) na equação ( II ), temos:
13. Resposta: B
3 8.P = 6 . (P + 8)
3: 5 = 8.P = 6.P + 48
5 8.P – 6.P = 48
14. Resposta: E 2.P = 48
Caio = Pedro + 15cm
P = 48 / 2
Pedro = João – 6cm P = 24 anos (Paulo)

João = Felipe + 7cm , ou seja: Felipe = João – 7 Assim: ( I ) D = 24 + 8 = 32 anos (Diogo)


Por fim, a soma das duas idades é: 24 + 32 = 56 anos.
Caio – Felipe = ?
EQUAÇÃO DO 1º GRAU OU LINEAR
Pedro + 15 – (João – 7) =
Equação é toda sentença matemática aberta que exprime
= João – 6 + 15 – João + 7 = uma relação de igualdade e uma incógnita ou variável (x, y,
z,...).
= 16 Exemplos:
15. Resposta: A 2x + 8 = 0
5.x = 3.(x + 16) 5x = 3x + 48 5x – 3x = 48 2x = 48 5x – 4 = 6x + 8

x = 48/2 x = 24 pedaços - Não são equações:


16. Resposta: A 4 + 8 = 7 + 5 (Não é uma sentença aberta)
x – 5 < 3 (Não é igualdade)
12 . x = 8 . (x + 175) 5 ≠ 7 (não é sentença aberta, nem igualdade)

12x = 8x + 8 . 175 Termo Geral da equação do 1º grau


Onde a e b (a≠0) são números conhecidos e a diferença de
12x – 8x = 1400 0, se resolve de maneira simples: subtraindo b dos dois lados
obtemos:
4x = 1400 ax + b – b = 0 – b → ax = -b → x = -b / a

x = 1400 / 4 Termos da equação do 1º grau


3x + 2 = x - 4
x = 350 Nesta equação cada membro possui dois termos:
1º membro composto por 3x e 2
Na compra efetuada, a parcela foi de 350 + 175 = R$ 525,00 2º membro composto pelo termo x e -4

17. Resposta: D Resolução da equação do 1º grau


2 O método que usamos para resolver a equação de 1º grau
𝑥 + . 𝑥 = 60 é isolando a incógnita, isto é, deixar a incógnita sozinha em um
3
dos lados da igualdade. O método mais utilizado para isso é
3𝑥+2𝑥=3.60
invertermos as operações. Vejamos
3
Resolvendo a equação 2x + 600 = x + 750, passamos os
5.x = 180 termos que tem x para um lado e os números para o outro
x = 180 / 5 invertendo as operações.
x = 36 relatórios 2x – x = 750 – 600, com isso eu posso resolver minha
equação → x = 150
18. Resposta: A
Outros exemplo:
Luana: x Resolução da equação 3x – 2 = 16, invertendo operações.
Bia: x + 10
Felícia: x + 7 Procedimento e justificativa: Se 3x – 2 dá 16, conclui-se
Bia – Felícia = x + 10 – x – 7 = 3 que 3x dá 16 + 2, isto é, 18 (invertemos a subtração). Se 3x é
igual a 18, é claro que x é igual a 18: 3, ou seja, 6 (invertemos a
19. Resposta: B multiplicação por 3).
Registro:
𝟏𝟔 𝟏𝟐 3x – 2 = 16
=
𝟏
𝟔𝟎
𝟏
𝑿
3x = 16 + 2
3x = 18
16 ∙ 60 = 12 ∙ 𝑋 18
x=
X=80
3
x=6
20. Resposta: B
Chamando a idade de Diogo de ( D ) e a de Paulo de ( P ),
temos:

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APOSTILAS OPÇÃO

Há também um processo prático, bastante usado, que se 𝑥 𝑥


= + 300
baseia nessas ideias e na percepção de um padrão visual. 3 6
- Se a + b = c, conclui-se que a = c – b.
𝑥 𝑥
− = 300
Na primeira igualdade, a parcela b aparece somando no 3 6
lado esquerdo; na segunda, a parcela b aparece subtraindo no 2𝑥 − 𝑥
lado direito da igualdade. = 300
- Se a . b = c, conclui-se que a = c : b, desde que b ≠ 0. 6
𝑥
Na primeira igualdade, o número b aparece multiplicando = 300
6
no lado esquerdo; na segunda, ele aparece dividindo no lado x = 1800
direito da igualdade. Recebida: 1800.3=5400

Questões 03. Resposta: E.


Vamos chamar de ( x ) o valor para cada motorista. Assim:
01. O gráfico mostra o número de gols marcados, por jogo, 16 . x = Total
de um determinado time de futebol, durante um torneio. Total = 10 . (x + 57) (pois 6 desistiram)
Combinando as duas equações, temos:
16.x = 10.x + 570 → 16.x – 10.x = 570
6.x = 570 → x = 570 / 6 → x = 95
O valor total é: 16 . 95 = R$ 1520,00.

EQUAÇÃO DO 2º GRAU

Uma equação é uma expressão matemática que possui em


sua composição incógnitas, coeficientes, expoentes e um sinal
de igualdade. As equações são caracterizadas de acordo com o
Sabendo que esse time marcou, durante esse torneio, um maior expoente de uma das incógnitas.
total de 28 gols, então, o número de jogos em que foram
marcados 2 gols é:
(A) 3. Em que a, b, c são números reais e a ≠ 0.
(B) 4.
(C) 5. Nas equações de 2º grau com uma incógnita, os números
(D) 6. reais expressos por a, b, c são chamados coeficientes da
(E) 7. equação.

02. Certa quantia em dinheiro foi dividida igualmente Equação completa e incompleta:
entre três pessoas, cada pessoa gastou a metade do dinheiro - Quando b ≠ 0 e c ≠ 0, a equação do 2º grau se diz
que ganhou e 1/3(um terço) do restante de cada uma foi completa.
colocado em um recipiente totalizando R$900,00(novecentos Exemplos:
reais), qual foi a quantia dividida inicialmente? x2 - 5x + 6 = 0= 0 é uma equação completa (a = 1, b = – 5, c
(A) R$900,00 = 6).
(B) R$1.800,00 -3y2 + 2y - 15 = 0 é uma equação completa (a = -3, b = 2, c
(C) R$2.700,00 = -15).
(D) R$5.400,00
- Quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0, a equação do 2º grau se
03. Um grupo formado por 16 motoristas organizou um diz incompleta.
churrasco para suas famílias. Na semana do evento, seis deles Todas essas equações estão escritas na forma ax2 + bx + c
desistiram de participar. Para manter o churrasco, cada um = 0, que é denominada forma normal ou forma reduzida de
dos motoristas restantes pagou R$ 57,00 a mais. uma equação do 2º grau com uma incógnita.
O valor total pago por eles, pelo churrasco, foi: Há, porém, algumas equações do 2º grau que não estão
(A) R$ 570,00 escritas na forma ax2 + bx + c = 0; por meio de transformações
(B) R$ 980,50 convenientes, em que aplicamos o princípio aditivo e o
(C) R$ 1.350,00 multiplicativo, podemos reduzi-las a essa forma.
(D) R$ 1.480,00 Exemplo: Pelo princípio aditivo.
(E) R$ 1.520,00 2x2 – 7x + 4 = 1 – x2
2x2 – 7x + 4 – 1 + x2 = 0
Respostas 2x2 + x2 – 7x + 4 – 1 = 0
3x2 – 7x + 3 = 0
01. Resposta: E.
0.2 + 1.8 + 2.x + 3.2 = 28 Exemplo: Pelo princípio multiplicativo.
0 + 8 + 2x + 6 = 28 → 2x = 28 – 14 → x = 14 / 2 2 1 x
x=7 − =
x 2 x−4

02. Resposta: D.
4.(x − 4) − x(x − 4) 2x 2
Quantidade a ser recebida por cada um: x =
Se 1/3 de cada um foi colocado em um recipiente e deu 2 x( x − 4 ) 2 x( x − 4 )
R$900,00, quer dizer que cada uma colocou R$300,00. 4(x – 4) – x(x – 4) = 2x2
𝑥 4x – 16 – x2 + 4x = 2x2
𝑥 3
= + 300 – x2 + 8x – 16 = 2x2
3 2
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APOSTILAS OPÇÃO

– x2 – 2x2 + 8x – 16 = 0 discriminante Δ = b2 – 4.a.c; daí o nome que se dá a essa


– 3x2 + 8x – 16 = 0 expressão.

Raízes de uma equação do 2º grau Exemplo:


Raiz é o número real que, ao substituir a incógnita de uma 1) Resolver a equação 3x2 + 7x + 9 = 0 no conjunto R.
equação, transforma-a numa sentença verdadeira. As raízes Temos: a = 3, b = 7 e c = 9
formam o conjunto verdade ou solução de uma equação.

Resolução das equações incompletas do 2º grau com


uma incógnita.
Primeiramente devemos saber duas importante
propriedades dos números Reais que é o nosso conjunto
Universo. −7 ± √−59
𝑥=
6
1º) Se x ϵ R, y ϵ R e x.y=0, então x= 0 ou y=0
Como Δ < 0, a equação não tem raízes reais.
2º) Se x ϵ R, y ϵ R e x2=y, então x= √y ou x=-√y
Então: S = ᴓ
1º Caso) A equação é da forma ax2 + bx = 0.
Relação entre os coeficientes e as raízes
x2 – 9x = 0  colocamos x em evidência
As equações do 2º grau possuem duas relações entre suas
x . (x – 9) = 0 , aplicando a 1º propriedade dos reais temos:
raízes, são as chamadas relações de Girard, que são a Soma (S)
x=0 ou x–9=0
e o Produto (P).
x=9
Logo, S = {0, 9} e os números 0 e 9 são as raízes da equação. 𝒃
1) Soma das raízes é dada por: 𝑺 = 𝒙𝟏 + 𝒙𝟐 = −
𝒂
2º Caso) A equação é da forma ax2 + c = 0.
𝒄
x2 – 16 = 0  Fatoramos o primeiro membro, que é uma 2) Produto das raízes é dada por: 𝑷 = 𝒙𝟏 . 𝒙𝟐 =
𝒂
diferença de dois quadrados.
(x + 4) . (x – 4) = 0, aplicando a 1º propriedade dos reais Logo podemos reescrever a equação da seguinte forma:
temos:
x+4=0 x–4=0 x2 – Sx + P=0
x=–4 x=4 Exemplo:
ou Determine uma equação do 2º grau cujas raízes sejam os
x2 – 16 = 0 → x2 = 16 → √x2 = √16 → x = ± 4, (aplicando a números 2 e 7.
segunda propriedade). Resolução:
Logo, S = {–4, 4}. Pela relação acima temos:
S = 2+7 = 9 e P = 2.7 = 14 → Com esses valores montamos
Resolução das equações completas do 2º grau com a equação: x2 -9x +14 =0
uma incógnita.
Para este tipo de equação utilizaremos a Fórmula de Referências
Bháskara. Essa fórmula é chamada fórmula resolutiva ou www.somatematica.com.br
fórmula de Bháskara.
Questões

01. Para que a equação (3m-9)x²-7x+6=0 seja uma


equação de segundo grau, o valor de m deverá,
necessariamente, ser diferente de:
(A) 1.
(B) 2.
Nesta fórmula, o fato de x ser ou não número real vai
(C) 3.
depender do discriminante Δ; temos então, três casos a
(D) 0.
estudar.
(E) 9.
Duas raízes reais distintas.
02. Qual a equação do 2º grau cujas raízes são 1 e 3/2?
−b+  (A) x²-3x+4=0
Δ>0
x =
'
(B) -3x²-5x+1=0
1º caso
(Positivo)
2.a (C) 3x²+5x+2=0
(D) 2x²-5x+3=0
−b− 
x '' =
2.a 03. O dobro da menor raiz da equação de 2º grau dada por
Duas raízes reais iguais. x²-6x=-8 é:
Δ=0 (A) 2
2º caso −b (B) 4
(Nulo) x’ = x” =
2a (C) 8
(D) 12
Δ<0 Não temos raízes reais.
3º caso
(Negativo) Respostas

A existência ou não de raízes reais e o fato de elas serem 01. Resposta: C.


duas ou uma única dependem, exclusivamente, do Neste caso o valor de a ≠ 0, 𝑙𝑜𝑔𝑜:
3m - 9 ≠ 0 → 3m ≠ 9 → m ≠ 3

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02. Resposta: D. 4 - Números primos


Como as raízes foram dadas, para saber qual a equação: P = {2,3,5,7,11,13...}
x² - Sx +P=0, usando o método da soma e produto; S= duas
raízes somadas resultam no valor numérico de b; e P= duas A construção dos Números Naturais
raízes multiplicadas resultam no valor de c. - Todo número natural dado tem um sucessor (número que
vem depois do número dado), considerando também o zero.
3 5 - Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um
𝑆 =1+ = =𝑏
2 2 antecessor (número que vem antes do número dado).
Exemplo:
3 3
𝑃 =1∙ = = 𝑐 ; 𝑠𝑢𝑏𝑠𝑡𝑖𝑡𝑢𝑖𝑛𝑑𝑜
2 2

5 3
𝑥2 − 𝑥 + = 0
2 2

2𝑥 2 − 5𝑥 + 3 = 0 - Se um número natural é sucessor de outro, então os dois


números juntos são chamados números consecutivos.
03. Resposta: B. Exemplos:
x²-6x+8=0 a) 1 e 2 são números consecutivos.
∆= (−6)2 − 4.1.8 ⇒ 36 − 32 = 4 b) 7 e 8 são números consecutivos.

𝑥=
−(−6)±√4
⇒𝑥=
6±2 O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
2.1 2 números naturais pares. P = {0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...}
6+2 O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
𝑥1 = =4 números naturais ímpares. I = {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}
2

6−2
𝑥2 = =2 Operações com Números Naturais
2
As duas principais operações possíveis no conjunto dos
Dobro da menor raiz: 22=4 números naturais são: a adição e a multiplicação.

- Adição de Números Naturais: tem por finalidade reunir


em um só número, todas as unidades de dois ou mais números.
Princípios de contagem Exemplo:
5 + 4 = 9, onde 5 e 4 são as parcelas e 9 soma ou total

OBS.: Caro(a) candidato(a), este assunto será - Subtração de Números Naturais: é usada quando
abordado no tópico de Princípios de contagem e precisamos tirar uma quantia de outra, é a operação inversa
probabilidade. Arranjos e permutações. Combinações. da adição. A operação de subtração só é válida nos naturais
quando subtraímos o maior número do menor, ou seja quando
a - b tal que a ≥ 𝑏. Exemplo:
Conjuntos numéricos: 254 – 193 = 61, onde 254 é o minuendo, o 193
números naturais, inteiros, subtraendo e 61 a diferença.

racionais e reais. Fatoração e Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o


números primos, máximo subtraendo como subtrativo.
divisor comum e mínimo
- Multiplicação de Números Naturais: tem por
múltiplo finalidade adicionar o primeiro número denominado
multiplicando ou parcela, tantas vezes quantas são as
unidades do segundo número denominadas multiplicador.
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS - N Exemplo:
2 x 5 = 10, onde 2 e 5 são os fatores e o 10 produto.
O surgimento do Conjunto dos Números Naturais, deveu-
se à necessidade de se contarem objetos. Embora o zero não Fique Atento!!!
seja um número natural no sentido que tenha sido proveniente 2 vezes 5 é somar o número 2 cinco vezes:
de objetos de contagens naturais, iremos considerá-lo como 2 x 5 = 2 + 2 + 2 + 2 + 2 = 10.
um número natural uma vez que ele tem as mesmas Podemos no lugar do “x” (vezes) utilizar o ponto (.), para
propriedades algébricas que estes números. indicar a multiplicação.

- Divisão de Números Naturais: dados dois números


naturais, às vezes necessitamos saber quantas vezes o segundo
Subconjuntos notáveis em N: está contido no primeiro. O primeiro número que é o maior é
1 – Números Naturais não nulos denominado dividendo (D) e o outro número que é menor é o
N* ={1,2,3,4,...,n,...}; N* = N-{0} divisor (d). O resultado da divisão é chamado quociente (Q). Se
multiplicarmos o divisor pelo quociente obteremos o
2 – Números Naturais pares dividendo. Muitas divisões não são exatas, logo temos um resto
Np = {0,2,4,6,...,2n,...}; com n ∈ N (R) maior que zero.

3 - Números Naturais ímpares


Ni = {1,3,5,7,...,2n+1,...} com n ∈ N

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Fique Atento!!! Comentários


- Em uma divisão exata de números naturais, o divisor
deve ser menor do que o dividendo. 01. Resposta: D.
35 : 7 = 5 Sabemos que o minuendo é maior que o subtraendo, pois
- Em uma divisão exata de números naturais, o temos como resultado um número natural positivo.
dividendo é o produto do divisor pelo quociente. Fazendo cada número temos:
35 = 5 x 7 8–2=H⇾H=6
A -4=3⇾A=3+4⇾A=7
- A divisão de um número natural n por zero não é 3–1=2
possível pois, se admitíssemos que o quociente fosse q, B – A = 8, como já sabemos que A = 7; B – 7 = 8 ⇾ B = 8 – 7
então poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: = 15, sabemos que só podemos ter número de 0 a 9, logo 15 –
n = 0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão de n por 10 = 5, então B = 5. Aqui neste caso o número 5 não tem como
0 não tem sentido ou ainda é dita impossível. subtrair de 7, e pede 1 “emprestado” ao do lado.
Sabemos que o I deve ser acrescido de 1, já que
Propriedades da Adição e da Multiplicação dos “emprestou” um para o lado. I – 4 = 4 ⇾ logo I = 4 + 4 = 8 ,
números Naturais acrescido de 1 = 9
Para todo a, b e c ∈ 𝑁 B A H I A
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c) 5 7 6 9 7
2) Comutativa da adição: a + b = b + a
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a 02. Resposta: A.
4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c) Como o resto é o maior possível e sabemos que R < d, temos
5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a que: 10 < d. Logo podemos sugerir que d seja igual a 11.
6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a D = 11 . 11 + R ⇾ D = 121 + 10 = 131
7) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: Também podemos montar a equação através do
a.(b +c ) = ab + ac enunciado:
8) Distributiva da multiplicação relativamente à D = d. Q +R
subtração: a .(b –c) = ab –ac d=Q
9) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um R = 10
número natural por outro número natural, continua como D = d. d + 10 ⇾ D = d² + 10 ⇾ D – 10 = x². Observando as
resultado um número natural. respostas, temos que o resultado que torna a equação possível
é 131. 131 – 10 = x² ⇾ 121 = x² ⇾ x = 11
Referências
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 – Conjuntos e
03. Resposta: A.
Funções Sabemos que:
- Todo número par é terminado em um dos seguintes (0,
Questões 2, 4,6,8).
- Todo número ímpar é terminado em um dos
01. (UFSBA – Técnico em Tecnologia da Informação – seguintes (1, 3, 5, ,9).
UFMT/2017) O esquema abaixo representa a subtração de Portanto: O número que NÃO é PAR acima é 123
dois números inteiros, na qual alguns algarismos foram
substituídos pelas letras A, B, H e I. CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS – Z

Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião


do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...}, o
conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Este
Obtido o resultado correto, a sequência BAHIA representa conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen = número em
o número: alemão).
(A) 69579
(B) 96756
(C) 75695
(D) 57697

02. (Câmara de Sumaré/SP – Escriturário –


VUNESP/2017) Se, numa divisão, o divisor e o quociente são
iguais, e o resto é 10, sendo esse resto o maior possível, então N ᑕ Z – O conjunto dos números Naturais está contido no
o dividendo é Conjunto do Números Inteiros.
(A) 131.
(B) 121. Subconjuntos notáveis:
(C) 120. - O conjunto dos números inteiros não nulos:
(D) 110. Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4, ...};
(E) 101. Z* = Z – {0}
03. (Prefeitura de Canavieira/PI- Auxiliar de serviços - O conjunto dos números inteiros não negativos:
gerais -IMA) São números pares, EXCETO: Z+ = {0, 1, 2, 3, 4, ...}
(A)123 Z+ é o próprio conjunto dos números naturais: Z+ = N
(B)106
(C)782 - O conjunto dos números inteiros positivos:
(D)988 Z*+ = {1, 2, 3, 4, ...}

Matemática/Raciocínio Lógico 9
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APOSTILAS OPÇÃO

- O conjunto dos números inteiros não positivos: Temos:


Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0} (+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
- O conjunto dos números inteiros negativos: (–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3
Z*_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1}
ATENÇÃO: Subtrair dois números inteiros é o mesmo que
Módulo adicionar o primeiro com o oposto do segundo.
O módulo de um número inteiro é a distância ou
afastamento desse número até o zero, na reta numérica inteira. Fique Atento!!!
Representa-se o módulo por | |. Todos parênteses, colchetes, chaves, números, entre
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0 outros, precedidos de sinal negativo, tem o seu sinal
O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7 invertido, ou seja, é dado o seu oposto.
O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é Multiplicação de Números Inteiros: a multiplicação
sempre positivo. funciona como uma forma simplificada de uma adição quando
os números são repetidos. Poderíamos analisar tal situação
Números opostos ou simétricos como o fato de estarmos ganhando repetidamente alguma
Dois números inteiros são ditos opostos um do outro quantidade, como por exemplo, ganhar 1 objeto por 30 vezes
quando apresentam soma zero; assim, os pontos que os consecutivas, significa ganhar 30 objetos e esta repetição pode
representam distam igualmente da origem. ser indicada por um x, isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Exemplo: O oposto do número 4 é -4, e o oposto de -4 é 4, Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2 + 2
pois 4 + (-4) = (-4) + 4 = 0 + 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
Particularmente o oposto de zero é o próprio zero. Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos: (–2)
+ (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60

Divisão de Números Inteiros: divisão exata de números


inteiros.
Veja o cálculo:
(– 20): (+ 5) = q  (+ 5) . q = (– 20)  q = (– 4)
Logo: (– 20): (+ 5) = - 4
Operações com Números Inteiros
Considerando os exemplos dados, concluímos que, para
Adição de Números Inteiros: para melhor entendimento efetuar a divisão exata de um número inteiro por outro
desta operação, associaremos aos números inteiros positivos número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do
a ideia de ganhar e aos números inteiros negativos a ideia de dividendo pelo módulo do divisor.
perder.
Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+ 5) + (+ 3) = (+8) Fique Atento!!!
Perder 3 + perder 4 = perder 7 (- 3) + (- 4) = (- 7) * (+7): (–2) ou (–19): (–5) são divisões que não podem
Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+ 8) + (- 5) = (+ 3) ser realizadas em Z, pois o resultado não é um número
O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, inteiro.
mas o sinal (–) antes do número negativo NUNCA pode ser * No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é
dispensado. associativa e não tem a propriedade da existência do
elemento neutro.
Subtração de Números Inteiros: a subtração é * Não existe divisão por zero.
empregada quando: * Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente
- Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade; de zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto uma por zero é igual a zero.
delas tem a mais que a outra; Exemplo: a) 0: (–10) = 0 b) 0: (+6) = 0 c) 0: (–1) = 0
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a
uma delas para atingir a outra. Regra de Sinais aplicado a Multiplicação e Divisão

A subtração é a operação inversa da adição.


Observe que em uma subtração o sinal do resultado é
sempre do maior número!!!
3+5=8
3 – 5 = -2
Potenciação de Números Inteiros: a potência an do
Exemplificando: número inteiro a, é definida como um produto de n fatores
1) Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião passou iguais. O número a é denominado a base e o número n é o
de +3 graus para +6 graus. Qual foi a variação da temperatura? expoente. an = a x a x a x a x ... x a, a é multiplicado por a n vezes
Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) –
(+3) = +3

2) Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante o


dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura baixou de 3 graus.
Qual a temperatura registrada na noite de terça-feira?
Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3) = Exemplos:
+3 33 = (3) x (3) x (3) = 27
Se compararmos as duas igualdades, verificamos que (+6) (-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
– (+3) é o mesmo que (+6) + (–3). (-7)² = (-7) x (-7) = 49

Matemática/Raciocínio Lógico 10
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APOSTILAS OPÇÃO

(+9)² = (+9) x (+9) = 81 Fique Atento!!!


Ao obedecer à regra dos sinais para o produto de
Fique Atento!!! números inteiros, concluímos que:
- Toda potência de base positiva é um número inteiro (1) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número
positivo. Exemplo: (+3)2 = (+3). (+3) = +9 inteiro negativo.
(2) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz
- Toda potência de base negativa e expoente par é um de qualquer número inteiro.
número inteiro positivo. Exemplo: (– 8)2 = (–8). (–8) = +64

- Toda potência de base negativa e expoente ímpar é Propriedades da Adição e da Multiplicação dos
um número inteiro negativo. Exemplo: (–5)3 = (–5). (–5) . números Inteiros
(–5) = –125 Para todo a, b e c ∈ 𝑍
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
Propriedades da Potenciação 2) Comutativa da adição: a + b = b +a
1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva- 3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
se a base e somam-se os expoentes. Ex.: (–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6 4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
= (–7)9 5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
6) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva- 7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
se a base e subtraem-se os expoentes. Ex.: (-13)8 : (-13)6 = (- 8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição:
13)8 – 6 = (-13)2 a.(b +c ) = ab + ac
9) Distributiva da multiplicação relativamente à
3) Potência de Potência: Conserva-se a base e subtração: a .(b –c) = ab –ac
multiplicam-se os expoentes. Ex.: [(-8)5]2 = (-8)5 . 2 = (-8)10 10) Elemento inverso da multiplicação: Para todo inteiro z
diferente de zero, existe um inverso
4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. Ex.: (- z –1 = 1/z em Z, tal que, z x z–1 = z x (1/z) = 1
8)1 = -8 e (+70)1 = +70 11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de
um número natural por outro número natural, continua como
5) Potência de expoente zero e base diferente de zero: resultado um número natural.
É igual a 1. Ex.: (+3)0 = 1 e (–53)0 = 1
Referências
IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único
Radiciação de Números Inteiros: a raiz n-ésima (de IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 – Conjuntos e
ordem n) de um número inteiro a é a operação que resulta em Funções
outro número inteiro não negativo b que elevado à potência n
fornece o número a. O número n é o índice da raiz enquanto Questões
que o número a é o radicando (que fica sob o sinal do radical).
01. (Fundação Casa – Analista Administrativo –
VUNESP) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a
respeito do uso adequado dos materiais em geral e dos
recursos utilizados em atividades educativas, bem como da
preservação predial, realizou-se uma dinâmica elencando
“atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento
dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um classificasse
- A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a é a suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4)
operação que resulta em outro número inteiro não negativo pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa. Se
que elevado ao quadrado coincide com o número a. um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes
anotadas, o total de pontos atribuídos foi
ATENÇÃO: Não existe a raiz quadrada de um número (A) 50.
inteiro negativo no conjunto dos números inteiros. (B) 45.
(C) 42.
Fique Atento!!! (D) 36.
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais (E) 32.
didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas
aparecimento de: √9 = ±3 , mas isto é errado. 02. (CGE/RO – Auditor de Controle Interno –
O certo é: √9 = +3 FUNRIO/2018) O jornal “O Globo” noticiou assim, em
10/02/2018, em sua página eletrônica, o desfile
Observação: não existe um número inteiro não negativo comemorativo do centenário de fundação do tradicional bloco
que multiplicado por ele mesmo resulte em um número carnavalesco “Cordão da Bola Preta”.
negativo. Se o tradicional bloco desfilou pela primeira vez em 1918
e, de lá para cá, desfilou todos os anos, apenas uma vez por ano,
- A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a então o centésimo desfile do Cordão da Bola Preta realizou-se
operação que resulta em outro número inteiro que elevado ao ou se realizará no ano de:
cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os nossos (A) 2016.
cálculos somente aos números não negativos. Exemplos: (B) 2017.
3
(𝐼) √8 = 2, 𝑝𝑜𝑖𝑠 23 = 8 (C) 2018.
3 (D) 2019.
(𝐼𝐼) √−8 = −2, 𝑝𝑜𝑖𝑠 (−2)3 = 8
(E) 2020.

03. (BNDES - Técnico Administrativo – CESGRANRIO)


Multiplicando-se o maior número inteiro menor do que 8 pelo

Matemática/Raciocínio Lógico 11
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APOSTILAS OPÇÃO

menor número inteiro maior do que - 8, o resultado CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS – Q
encontrado será
𝑚
(A) - 72 Um número racional é o que pode ser escrito na forma ,
𝑛
(B) - 63 onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser
(C) - 56 diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para significar
(D) - 49 a divisão de m por n.
(E) – 42 Como podemos observar, números racionais podem ser
obtidos através da razão entre dois números inteiros, razão
04. (MPE/GO – Secretário Auxiliar – Cachoeira pela qual, o conjunto de todos os números racionais é
Dourada – MPE-GO/2017) Para o jantar comemorativo do reconhecido pela letra Q. Assim, é comum encontrarmos na
aniversário de certa empresa, a equipe do restaurante literatura a notação:
preparou 18 mesas com 6 lugares cada uma e, na hora do
jantar, 110 pessoas compareceram. É correto afirmar que:
m
Q={ : m e n em Z, n ≠0}
(A) se todos sentaram em mesas completas, uma ficou n
vazia;
(B) se 17 mesas foram completamente ocupadas, uma
ficou com apenas 2 pessoas;
(C) se 17 mesas foram completamente ocupadas, uma ficou
com apenas 4 pessoas;
(D) todas as pessoas puderam ser acomodadas em menos
de 17 mesas;
(E) duas pessoas não puderam sentar.
N ᑕ Z ᑕ Q – O conjunto dos números Naturais e Inteiros
estão contidos no Conjunto do Números Racionais.
05. SAP/SP – Agente de Segurança Penitenciária – MS
CONCURSOS/2017) Dentre as alternativas, qual faz a
Subconjuntos notáveis:
afirmação verdadeira?
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:
(A) A subtração de dois números inteiros sempre resultará
- Q* = conjunto dos racionais não nulos;
em um número inteiro.
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos;
(B) A subtração de dois números naturais sempre
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
resultará em um número natural.
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
(C) A divisão de dois números naturais sempre resultará
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos.
em um número natural.
(D) A divisão de dois números inteiros sempre resultará
Representação Decimal das Frações
em um número inteiro. 𝒎
Tomemos um número racional , tal que m não seja
𝒏
Comentários múltiplo de n. Para escrevê-lo na forma decimal, basta efetuar
a divisão do numerador pelo denominador.
01. Resposta: A. Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
50-20=30 atitudes negativas 1º) O número decimal obtido possui, após a vírgula, um
20.4=80 número finito de algarismos (decimais exatos):
30.(-1)=-30 3
= 0,6
80-30=50 5

02. Resposta: B. 2º) O número decimal obtido possui, após a vírgula,


Em 1918 ele desfilou uma vez, logo 100 – 1 = 99. Somando infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
1918 + 99 = 2017. periodicamente (Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas):
1
= 0,3030 …
03. Resposta: D. 33
Maior inteiro menor que 8 é o 7
Menor inteiro maior que - 8 é o - 7. Existem frações muito simples que são representadas por
Portanto: 7(- 7) = - 49 formas decimais infinitas, com uma característica especial
(existência de um período):
04. Resposta: E.
Se multiplicarmos o número de mesas por lugares que Uma forma decimal infinita com período de UM dígito
cada uma tem, teremos: 18. 6 = 108 lugares. pode ser associada a uma soma com infinitos termos desse
108 lugares – 110 pessoas = -2, isto significa que todas as tipo:
1 1 1 1
mesas foram preenchidas e 2 pessoas não sentaram. 0, 𝑎𝑎𝑎𝑎. . . = 𝑎. + 𝑎. + 𝑎. + 𝑎. …
(10)1 (10)2 (10)3 (10)4
05. Resposta: A.
(a) A subtração de dois números inteiros sempre resultará Aproveitando, vejamos um exemplo:
em um número inteiro. – V 1 1 1 1
0,444. . . = 4. + 4. + 4. + 4. …
(b) A subtração de dois números naturais sempre resultará (10)1 (10)2 (10)3 (10)4
em um número natural. – somente se o primeiro for maior que
o segundo - F Representação Fracionária dos Números Decimais
(c) A divisão de dois números naturais sempre resultará Estando o número racional escrito na forma decimal, e
em um número natural. – somente se o dividendo for maior transformando-o na forma de fração, vejamos os dois casos:
que o divisor - F 1º) Transformamos o número em uma fração cujo
(d) A divisão de dois números inteiros sempre resultará numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador
em um número inteiro. – somente se o dividendo for maior que é composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quanto
o divisor - F forem as casas decimais após a virgula do número dado:

Matemática/Raciocínio Lógico 12
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APOSTILAS OPÇÃO

7
0,7 =
10
7
0,007 =
1000

2º) Devemos achar a fração geratriz (aquela que dá


origem a dízima periódica) da dízima dada; para tanto, vamos 232
1 → 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜 − 𝑎:
apresentar o procedimento através de alguns exemplos: 990
1222
(1.990 + 232) = 1222, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶
a) Seja a dízima 0, 444... 990
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 611
4), então vamos colocar um 9 no denominador e repetir no Simplificando por 2, obtemos 𝑥 = , a fração geratriz da
495
numerador o período. dízima 1, 23434...

Módulo ou valor absoluto: é a distância do ponto que


representa esse número ao ponto de abscissa zero.

4
Assim, a geratriz de 0,444... é a fração .
9

b) Seja a dízima 3, 1919...


O período que se repete é o 19, logo dois noves no
denominador (99). Observe também que o 3 é a parte inteira,
logo ele vem na frente, formando uma fração mista:
19
3 → 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜
99 Logo, o módulo de:
316
→ (3.99 + 19) = 316, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶ 5 5
99 − é .
7 7
316 5 5
Assim, a geratriz de 3,1919... é a fração . 𝐼𝑛𝑑𝑖𝑐𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟: |− | =
99 7 7

Neste caso para transformarmos uma dízima periódica Números Opostos: dizemos que − 𝑒
5 5
são números
simples em fração, basta utilizarmos o dígito 9 no 7 7
racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto do
denominador para cada dígito que tiver o período da 5 5
dízima. outro. As distâncias dos pontos − é ao ponto zero da reta
7 7
são iguais.
c) Seja a dízima 0,2777...
Agora, para cada algarismo do anteperíodo se coloca um Inverso de um Número Racional
algarismo zero, no denominador, e para cada algarismo do a −n b n 5 −2 7 2
período se mantém o algarismo 9 no denominador. ( ) ,a ≠ 0 = ( ) ,b ≠ 0 → ( ) = ( )
b a 7 5
No caso do numerador, faz-se a seguinte conta:
Representação geométrica dos Números Racionais
(Parte inteira com anteperíodo e período) - (parte inteira
com anteperíodo)

Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem


infinitos números racionais.

Operações com Números Racionais

Soma (Adição) de Números Racionais: como todo


número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de
uma fração, definimos a adição entre os números racionais a/b
e, c/d, da mesma forma que a soma de frações, através de:
𝑎 𝑐 𝑎𝑑 + 𝑏𝑐
+ =
d) Seja a dízima 1, 23434... 𝑏 𝑑 𝑏𝑑
O número 234 é a junção do anteperíodo com o período.
Neste caso temos uma dízima periódica composta, pois existe Subtração de Números Racionais: a subtração de dois
uma parte que não se repete e outra que se repete. Neste caso números racionais p e q é a própria operação de adição do
𝑎
temos um anteperíodo (2) e o período (34). Ao subtrairmos número p com o oposto de q, isto é: p – q = p + (–q), onde p = e
𝑏
deste número o anteperíodo (234-2), obtemos como 𝑐
q= .
numerador o 232. O denominador é formado pelo dígito 9 – 𝑑
que corresponde ao período, neste caso 99(dois noves) – e 𝑎 𝑐 𝑎𝑑 − 𝑏𝑐
− =
pelo dígito 0 – que corresponde a tantos dígitos que tiverem o 𝑏 𝑑 𝑏𝑑
anteperíodo, neste caso 0(um zero).

Matemática/Raciocínio Lógico 13
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APOSTILAS OPÇÃO

Multiplicação (Produto) de Números Racionais: como 8) Potência de Potência: reduzir a uma potência (de
todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na mesma base) de um só expoente, conservamos a base e
forma de uma fração, definimos o produto de dois números multiplicamos os expoentes.
racionais a/b e, c/d, da mesma forma que o produto de 3 2
3
3 2.3 3 6
frações, através de: [( ) ] = ( ) = ( )
𝑎 𝑐 𝑎𝑐 7 7 7
. =
𝑏 𝑑 𝑏𝑑
Radiciação de Números Racionais: se um número
O produto dos números racionais a/b e c/d também pode representa um produto de dois ou mais fatores iguais, então
ser indicado por a/b × c/d ou a/b . c/d. Para realizar a cada fator é chamado raiz do número.
multiplicação de números racionais, devemos obedecer à
mesma regra de sinais que vale em toda a Matemática. Exemplos:
𝟏 1 1 1 2
1) √ , representa o produto . ou ( ) .
Divisão (Quociente) de Números Racionais: a divisão 𝟐𝟓 5 5 5
1 1
de dois números racionais p e q é a própria operação de Logo, é a raiz quadrada de .
5 25
multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q = p ×
𝑎 𝑐 𝑑
q-1 onde p = , q = e q-1= ; 2) 0,216 representa o produto 0,6. 0,6 . 0,6 ou (0,6)3. Logo,
𝑏 𝑑 𝑐
𝑎 𝑐 𝑎 𝑑 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se: 3√0,216 = 0,6.
: = .
𝑏 𝑑 𝑏 𝑐
Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o
Potenciação de Números Racionais: a potência bn do número zero ou um número racional positivo.
número racional b é um produto de n fatores iguais. O número
b é denominado a base e o número n é o expoente. Fique Atento!!!
bn = b × b × b × b × ... × b, (b aparece n vezes) Os números racionais negativos não têm raiz quadrada
Exemplos: em Q.
3 2 3 3 9
𝑎) ( ) = . = Referências
7 7 7 49
IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 1 – Conjuntos e Funções
3 3 3 3 3 27 https://educacao.uol.com.br
𝑏) (− ) = (− ) . (− ) . (− ) = − http://mat.ufrgs.br
7 7 7 7 343

Propriedades da Potenciação Questões


1) Toda potência com expoente 0 é igual a 1.
3 0 01. (SAP/SP – Oficial Administrativo – MS
( ) =1 CONCURSOS/2018) Um menino ganhou sua mesada de
7
R$120,00, guardou 1/6 na poupança, do restante usou 2/5
2) Toda potência com expoente 1 é igual à própria base. para comprar figurinhas e gastou o que sobrou numa excursão
da escola. Quanto gastou nessa excursão?
3 1 3
( ) = (A) 32
7 7 (B) 40
(C) 52
3) Toda potência com expoente negativo de um número
(D) 60
racional, diferente de zero é igual a outra potência que tem a
(E) 68
base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual ao
oposto do expoente anterior.
02. (IPSM - Analista de Gestão Municipal –
3 −2 7 2 49 Contabilidade – VUNESP/2018) Saí de casa com
( ) =( ) =
7 3 9 determinada quantia no bolso. Gastei, na farmácia, 2/5 da
quantia que tinha. Em seguida, encontrei um compadre que me
4) Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal pagou uma dívida antiga que correspondia exatamente à terça
da base. parte do que eu tinha no bolso. Continuei meu caminho e gastei
3 3 3 3 3 27 a metade do que tinha em alimentos que doei para uma casa
(− ) = (− ) . (− ) . (− ) = −
7 7 7 7 343 de apoio a necessitados. Depois disso, restavam-me 420 reais.
O valor que o compadre me pagou é, em reais, igual a
5) Toda potência com expoente par é um número positivo. (A) 105.
3 2 3 3 9 (B) 210.
( ) = . =
7 7 7 49 (C) 315.
(D) 420.
6) Produto de potências de mesma base: reduzir a uma só (E) 525.
potência de mesma base, conservamos as bases e somamos os
expoentes. 03. (Pref. Santo Expedito/SP – Motorista – Prime
3 2 3 3 3 2+3 3 5 Concursos/2017) Qual a alternativa que equivale a 9/40 em
( ) .( ) = ( ) =( ) forma decimal
7 7 7 7
(A) 0,225
7) Divisão de potências de mesma base: reduzir a uma só (B) 225
potência de mesma base, conservamos a base e subtraímos os (C) 0,0225
expoentes. (D) 0,22
3 5 3 3 3 5−3 3 2
( ) :( ) =( ) =( ) 04. (Pref. Santo Expedito/SP – Motorista – Prime
7 7 7 7
Concursos/2017) Ao simplificar a fração 36/100, dividindo o
numerador e o denominador por 2, obtemos:

Matemática/Raciocínio Lógico 14
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APOSTILAS OPÇÃO

(A) 18/50 5 4 4
𝐵 = 𝑥. = 𝑥
(B) 9/25 8 5 8
(C) 12/50
(D) 9/50 Sobrou 75
Logo o número de envelopes total é
05. (Câmara de Dois Córregos/SP – Oficial de 3𝑥 4𝑥 3𝑥 + 4𝑥 + 600
𝑥= + + 75 → 𝑥 = →
Atendimento e Administração – VUNESP/2018) Uma 8 8 8
empresa comprou um lote de envelopes e destinou 3/ 8 deles
ao setor A. Dos envelopes restantes, 4/ 5 foram destinados ao 8x = 7x + 600 → 8x – 7x = 600 → x = 600
setor B, e ainda restaram 75 envelopes. O número total de O número total de envelopes é 600.
envelopes do lote era
(A) 760. CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS - R
(B) 720.
(C) 700. O conjunto dos números reais1 R será a união entre os
(D) 640. números racionais Q e os números irracionais I. Assim temos:
(E) 600.
R = Q U I , sendo Q ∩ I = Ø (Se um número real é racional,
Comentários não irracional, e vice-versa).
Lembrando que N Ϲ Z Ϲ Q , podemos construir o diagrama
01. Resposta: D. abaixo:
Ele recebeu 120 de mesada, deste guardou 1/6 na
poupança, logo:
120
= 20
6
Então ele guardou na poupança 20 e sobrou 120 – 20 =
100.
Desses 100, gastou 2/5 com figurinhas:
2
100. = 40
5
Ele gastou 40,00 com figurinhas e sobrou 100 – 40 = 60,
que ele gastou com a excursão. O conjunto dos números reais apresenta outros
subconjuntos importantes:
02. Resposta: B. - Conjunto dos números reais não nulos: R* = {x ϵ R| x ≠ 0}
Quantia que eu tinha: x - Conjunto dos números reais não negativos: R+ = {x ϵ R| x
Gastei na farmácia: 2/5 x, logo sobrou em meu bolso 3/5x ≥ 0}
3𝑥 1 3𝑥
Compadre pagou 1/3 do que eu tinha no bolso: . = - Conjunto dos números reais positivos: R*+ = {x ϵ R| x > 0}
5 3 15
- Conjunto dos números reais não positivos: R- = {x ϵ R| x ≤
Fiquei com a quantia total de: 0}
3𝑥 3𝑥 9𝑥 + 3𝑥 12𝑥
+ = = - Conjunto dos números reais negativos: R*- = {x ϵ R| x < 0}
5 15 15 15
Gastei metade deste valor em alimentos: Representação Geométrica dos números reais
12𝑥
15 = 12𝑥 . 1 = 12𝑥
2 15 2 30
Logo o que sobrou(metade) corresponde a 420,00:
12𝑥 12600 Ordenação dos números reais
= 420 → 12𝑥 = 12600 → 𝑥 = → 𝑥 = 1050
30 12 A representação dos números reais permite definir uma
Como o compadre pagou 3x/15, basta substituirmos o relação de ordem entre eles. Os números reais positivos são
maiores que zero e os negativos, menores. Expressamos a
valor de x por 1050 e acharmos o valor: relação de ordem da seguinte maneira: Dados dois números
3.1050 reais a e b,
= 210
15 a≤b↔b–a≥0

03. Resposta: A. Exemplo: -15 ≤ ↔ 5 – (-15) ≥ 0


Basta dividirmos 9/40 = 0,225. 5 + 15 ≥ 0

04. Resposta: A. Operações com números reais


Simplificando temos: Operando com as aproximações, obtemos uma sucessão de
36/2 = 18 intervalos fixos que determinam um número real. É assim que
100/2 = 50 vamos trabalhar as operações adição, subtração, multiplicação
Logo temos 18/50 e divisão. Relacionamos, em seguida, uma série de
recomendações úteis para operar com números reais.
05. Resposta: E.
X = envelopes Intervalos reais
3 O conjunto dos números reais possui também
𝐴= 𝑥 subconjuntos, denominados intervalos, que são determinados
8
por meio de desiguladades. Sejam os números a e b , com a < b.

1 IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática Elementar – Vol. 01 – Conjuntos e
Funções

Matemática/Raciocínio Lógico 15
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APOSTILAS OPÇÃO

Em termos gerais temos: (C) 7.


- A bolinha aberta = a intervalo aberto (estamos excluindo (D) 8.
aquele número), utilizamos os símbolos: (E) 10.
> ;< ou ] ; [
02. Considere m um número real menor que 20 e avalie as
- A bolinha fechada = a intervalo fechado (estamos
afirmações I, II e III:
incluindo aquele número), utilizamos os símbolos: I- (20 – m) é um número menor que 20.
≥ ; ≤ ou [ ; ] II- (20 m) é um número maior que 20.
III- (20 m) é um número menor que 20.
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] , para indicar as É correto afirmar que:
extremidades abertas dos intervalos. A) I, II e III são verdadeiras.
B) apenas I e II são verdadeiras.
C) I, II e III são falsas.
D) apenas II e III são falsas.

03. Na figura abaixo, o ponto que melhor representa a


3 1
diferença − na reta dos números reais é:
4 2

Às vezes, aparecem situações em que é necessário (A) P.


registrar numericamente variações de valores em sentidos (B) Q.
opostos, ou seja, maiores ou acima de zero (positivos), como (C) R.
as medidas de temperatura ou reais em débito ou em haver (D) S.
etc... Esses números, que se estendem indefinidamente, tanto
para o lado direito (positivos) como para o lado esquerdo Comentários
(negativos), são chamados números relativos.

Valor absoluto de um número relativo é o valor do número 01. Resposta: D.


que faz parte de sua representação, sem o sinal. Pontuação atual = 2 . partida anterior – 15
* 4ª partida: 3791 = 2.x – 15
Valor simétrico de um número é o mesmo numeral, 2.x = 3791 + 15
diferindo apenas o sinal. x = 3806 / 2
x = 1903
Operações com números relativos
* 3ª partida: 1903 = 2.x – 15
1) Adição e subtração de números relativos 2.x = 1903 + 15
a) Se os numerais possuem o mesmo sinal, basta adicionar x = 1918 / 2
os valores absolutos e conservar o sinal. x = 959
b) Se os numerais possuem sinais diferentes, subtrai-se o
numeral de menor valor e dá-se o sinal do maior numeral. * 2ª partida: 959 = 2.x – 15
Exemplos: 2.x = 959 + 15
3+5=8 x = 974 / 2
4-8=-4 x = 487
- 6 - 4 = - 10 * 1ª partida: 487 = 2.x – 15
-2+7=5 2.x = 487 + 15
x = 502 / 2
2) Multiplicação e divisão de números relativos x = 251
a) O produto e o quociente de dois números relativos de Portanto, a soma dos algarismos da 1ª partida é 2 + 5 + 1 =
mesmo sinal são sempre positivos. 8.
b) O produto e o quociente de dois números relativos de
sinais diferentes são sempre negativos. 02. Resposta: C.
Exemplos: I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
- 3 x 8 = - 24 II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
- 20 (-4) = + 5 III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo.
- 6 x (-7) = + 42
28 2 = 14 03. Resposta: A.
3 1 3−2 1
Questões − = = = 0,25
4 2 4 4

01. Mário começou a praticar um novo jogo que adquiriu NÚMEROS PRIMOS
para seu videogame. Considere que a cada partida ele
conseguiu melhorar sua pontuação, equivalendo sempre a 15 Um número natural P é um número primo quando ele tem
pontos a menos que o dobro marcado na partida anterior. Se exatamente dois divisores distintos: o número 1 e ele mesmo
na quinta partida ele marcou 3.791 pontos, então, a soma dos (P).
algarismos da quantidade de pontos adquiridos na primeira Sendo assim, o número 1 não é primo, pois possui apenas
partida foi igual a um número divisor que é ele mesmo. O número zero também
(A) 4. não é primo, pois possui vários divisores naturais. Já os
(B) 5.

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números 2, 3, 5, 7 e 11 são primos, pois possuem apenas dois Exemplo 2


divisores naturais. Basta tomar o mesmo número multiplicado por 1 para
Nota: o número 2 é o único número primo que é par. Os obter um múltiplo dele próprio: 3 = 1 x 3
demais são números ímpares. A definição de divisor está relacionada com a de múltiplo.
Para verificar se um número é primo ou não devemos Um número natural b é divisor do número natural a, se a é
dividir esse número começando pelo menor número primo, múltiplo de b.
que é o número 2, e posteriormente com os demais números
naturais primos, até que seu quociente seja menor ou igual ou Exemplo 3
número que está sendo dividido. Exemplo: o número 127 é 3 é divisor de 15, pois 15 = 3 x 5, logo 15 é múltiplo de 3 e
primo? também é múltiplo de 5.
127: 3 = o resultado é 42 e sobra resto 1; 42 > 3 Um número natural tem uma quantidade finita de
127: 5 = o resultado é 25 e sobra resto 2 ; 25 > 5 divisores.
127: 7 = o resultado é 18 e sobra resto 1; 18 > 7 Por exemplo, o número 6 poderá ter no máximo 6
127 : 11 = o resultado é 11 e sobra resto 6; 11 = 11 divisores, pois trabalhando no conjunto dos números naturais
não podemos dividir 6 por um número maior do que ele. Os
Nesse caso, as divisões foram realizadas pelos números divisores naturais de 6 são os números 1, 2, 3, 6, o que significa
naturais primos e na última divisão, o quociente é igual ao que o número 6 tem 4 divisores.
divisor. Logo, o número 127 é primo.
O conceito de número primo é muito importante na teoria Decomposição de um número natural em fatores
dos números. Um dos resultados da teoria dos números é primos
o Teorema Fundamental da Aritmética, que afirma que Para decompor um número natural em fatores primos é
qualquer número natural diferente de 1 pode ser escrito de necessário dividir o número pelo seu menor divisor primo,
forma única (desconsiderando a ordem) como um produto de repetindo as divisões até chegar ao quociente 1. Exemplos:
números primos (chamados fatores primos): este processo se a) 8 = 2.2.2 = 2³
chama decomposição em fatores primos (fatoração). b) 9 = 3.3 = 3²
Os 100 primeiros números primos positivos são: c) 54 = 2.3.3.3 = 2.3³
d)12 = 2.2.3 = 2².3
2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47, 53, 59, 6 Dentre os exemplos citados podemos dizer que todas essas
1, 67, 71, 73, 79, 83, 89, 97, 101, 103, 107, 109, 113, 127, 131, formas são formas fatoradas dos números naturais.
137, 139, 149, 151, 157, 163, 167, 173, 179, 181, 191, 193,
197, 199, 211, 223, 227, 229, 233, 239, 241, 251, 257, 263, 269, Modos de reconhecimento de um número primo.
271, 277, 281, 283, 293, 307, 311, 313, 317, 331, 337, 347, 349, 1º Modo:
353, 359, 367, 373, 379, 383, 389, 397, 401, 409, 419, 421, 431, Dividimos o número pelos primeiros números primos: 2,
433, 439, 443, 449, 457, 461, 463, 467, 479, 487, 491, 499, 503, 3, 5, 7, 11, 13, 17. …, até encontrarmos:
509, 521, 523, 541 – um quociente exato. Neste caso, verificamos que o
número não é primo.
Exemplos – um quociente, na divisão inexata, menor ou igual ao
1 não é primo pois D(1)={1} divisor. Neste caso, verificamos que o número é primo.
2 é primo pois D(2)={1,2}
3 é primo pois D(3)={1,3} Exemplos:
5 é primo pois D(5)={1,5} – Verifique se o número 101 é primo.
7 é primo pois D(7)={1,7} Solução: Observe as divisões sucessivas abaixo:
14 não é primo pois D(14)={1,2,7,14}

Observação: 1 não é primo pois tem apenas 1 divisor e todo


número natural pode ser escrito como o produto de números
primos, de forma única.

Múltiplos e Divisores
Diz-se que um número natural a é múltiplo de outro
natural b, se existe um número natural k tal que:
a=k.b

Exemplo 1
15 é múltiplo de 5, pois 15 = 3 x 5.
Quando a = k x b, segue que a é múltiplo de b, mas também,
a é múltiplo de k, como é o caso do número 35 que é múltiplo
de 5 e de 7, pois: 35 = 7 x 5.
Quando a = k x b, então a é múltiplo de b e se conhecemos
b e queremos obter todos os seus múltiplos, basta fazer k
assumir todos os números naturais possíveis. Executamos as divisões conforme a regra acima veja que a
Por exemplo, para obter os múltiplos de 2, isto é, os última divisão é inexata e o quociente (9) é menor do que o
números da forma a = k x 2, k seria substituído por todos os divisor (11). Assim, podemos afirmar que o número 101 é
números naturais possíveis. primo.
Observação: Um número b é sempre múltiplo dele
mesmo. Vejamos outro exemplo:
a = 1 x b ↔ a = b. – Verifique se o número 403 é primo.
Solução: Veja que 403 não é divisível por 2, também não é
por 3 e nem por 5, então começaremos a divisão a partir do 7.

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05. (UFAL-AUXILIAR EM ADMINISTRAÇÃO- COPEVE-


UFAL)Dados os itens acerca dos números inteiros, I. Todos os
números primos são ímpares. II. Todo número múltiplo de 2 é
par. III. O valor da expressão 8 – 3 x 4 é negativo. verifica-se
que está(ão) correto(s)
(A)I, apenas.
(B)II, apenas.
(C)I e III, apenas.
(D)II e III, apenas.
(E)I, II e III.

Perceba que a última divisão é exata, isto quer dizer que 13 Respostas
é um divisor de 403, logo 403 tem mais de dois divisores e não
é primo. 01. Resposta: A.

2º Modo: 02. Resposta: D.


Procuramos um número natural n, cujo seu quadrado seja Sabe-se que por definição, os números primos 2, 3, 5, 7, 11,
mais próximo do número a ser verificado. Se nenhum dos 13, 17 ... são aqueles divisíveis, somente, por um e por ele
primos menores, ou iguais, a n dividir o número a ser mesmo. E se suas divisões sucessivas por números primos
verificado, podemos afirmar que ele é primo, caso contrário, resultarem resto diferente de 0, até o divisor ser maior ou igual
não é. ao quociente.
Exemplo: Verifique se o número 181 é primo. Avaliando cada alternativa, podemos verificar que:
Solução: primeiro observe que o quadrado de 13 é o mais A- ERRADA, pois o 27 pode ser dividido por 9
próximo do número 181, isto é, 132 = 169, agora vamos B - ERRADA pois 8 não é primo
verificar se, pelo menos um, dos números primos menores ou C - ERRADA, pois o 99 pode ser divido por 33
iguais a 13 (2, 3, 5, 7, 11 e 13) divide 181. Verifique você D - CORRETA
mesmo que nenhum dos números (2, 3, 5, 7, 11 ou 13) divide E - ERRADA, pois o 57 pode ser dividido por 3
181. Assim, podemos afirmar que o número 181 é primo.
03. Resposta: E.
Questões Avaliando cada alternativa, podemos verificar que:
a) Todos os elementos do conjunto A são números
01. (MPE/GO – Secretário Auxiliar – Ceres – MPE/GO/ pares.Sao todos impares
2017) Quais dos números a seguir são primos? b) Algum elemento do conjunto A é divisível por 4.Nenhum
(A) 13. é divisivel por 4
(B) 30. c) Nenhum elemento do conjunto A é divisível por 3.3, 9 e
(C) 49. 15 são divisíveis
(D) 65. d) Existem elementos do conjunto A que são ímpares e
(E) 87. maiores que 15.nenhum elemento e maior que 15 no conjunto
e) Existem elementos do conjunto A que são
02. (MPCM- TÉCNICO EM INFORMÁTICA - SUPORTE primos. CERTO
TÉCNICO-CETAP) Um número primo é um número que pode
ser dividido somente por 1 e por ele mesmo. Segundo esse 04. Resposta: C.
critério, selecione a alternativa na qual se listem somente 270/2 = 135
números primos. 135/3 = 45
(A) 2, 3, 27, 511. 45/3 = 15
(B)3, 8, 57, 201. 15/3 = 5
(C)2, 5, 7, 99. 5/5 = 1
(D)5,17, 29, 61. Portanto, números primos distintos, que são 2, 3 e 5
(E)5, 23, 57, 73.
05. Resposta: D.
03. (BRDE- ANALISTA DE SISTEMAS-SUPORTE- Ao avaliarmos cada alternativa, verifica-se que:
FUNDATEC)Considere os conjuntos definidos por: I. Falso. Porque o numero 2 é primo e par.
A = { 2,3,5,7,9,11,13,15} III. Verdadeiro. (Porque quando a expressão não delimita
Assinale a alternativa que apresenta uma sentença números com parênteses, inicia-se pela multiplicação).
verdadeira para descrever os elementos do conjunto. Portanto, -3x4 = -12+8 = -4 ( sim , valor negativo)
(A)Todos os elementos do conjunto A são números pares.
(B)Algum elemento do conjunto A é divisível por 4. MÚLTIPLOS E DIVISORES
(C)Nenhum elemento do conjunto A é divisível por 3.
(D)Existem elementos do conjunto A que são ímpares e Sabemos que 30 : 6 = 5, porque 5 x 6 = 30.
maiores que 15. Podemos dizer então que:
(E)Existem elementos do conjunto A que são primos. “30 é divisível por 6 porque existe um número natural (5)
que multiplicado por 6 dá como resultado 30.”
04. (COPASA-AGENTE DE SANEAMENTO - TÉCNICO EM Um número natural a é divisível por um número natural b,
INFORMÁTICA-FUNDEP) Ao fatorar em números primos o não-nulo, se existir um número natural c, tal que c . b = a.
número 270, a quantidade de números primos, distintos, que
encontramos é Conjunto dos múltiplos de um número natural: É
(A)1 obtido multiplicando-se esse número pela sucessão dos
(B)2 números naturais: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6,...
(C)3
(D)4

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Para acharmos o conjunto dos múltiplos de 7, por exemplo, quantidade de algarismos a serem analisados quanto à
multiplicamos por 7 cada um dos números da sucessão dos divisibilidade por 7.
naturais: Exemplo: 41909 é divisível por 7 conforme podemos
7x0=0 conferir: 9.2 = 18 ; 4190 – 18 = 4172 → 2.2 = 4 ; 417 – 4 = 413
7x1=7 → 3.2 = 6 ; 41 – 6 = 35 ; 35 é multiplo de 7.
7 x 2 = 14
7 x 3 = 21 Divisibilidade por 8: Um número é divisível por 8 quando
⋮ seus três últimos algarismos forem 000 ou formarem um
número divisível por 8.
O conjunto formado pelos resultados encontrados forma o Exemplos:
conjunto dos múltiplos de 7: M(7) = {0, 7, 14, 21, ...}. a) 57000 é divisível por 8, pois seus três últimos
algarismos são 000.
Observações: b) 67024 é divisível por 8, pois seus três últimos
- Todo número natural é múltiplo de si mesmo. algarismos formam o número 24, que é divisível por 8.
- Todo número natural é múltiplo de 1.
- Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos Divisibilidade por 9: Um número é divisível por 9 quando
múltiplos. a soma dos valores absolutos de seus algarismos formam um
- O zero é múltiplo de qualquer número natural. número divisível por 9.
- Os múltiplos do número 2 são chamados de números Exemplos:
pares, e a fórmula geral desses números é 2k (k N). Os demais a) 6253461 é divisível por 9, pois 6 + 2 + 5 + 3 + 4 + 6 + 1 =
são chamados de números ímpares, e a fórmula geral desses 27 é divisível por 9.
números é 2k + 1 (k N). b) 325103 não é divisível por 9, pois 3 + 2 + 5 + 1 + 0 + 3 =
O mesmo se aplica para os números inteiros, tendo k  Z. 14 não é divisível por 9.

Critérios de divisibilidade Divisibilidade por 10: Um número é divisível por 10


São regras práticas que nos possibilitam dizer se um quando seu algarismo da unidade termina em zero.
número é ou não divisível por outro, sem efetuarmos a divisão. Exemplo:
563040 é divisível por 10, pois termina em zero.
Divisibilidade por 2: Um número é divisível por 2 quando
termina em 0, 2, 4, 6 ou 8, ou seja, quando ele é par. Divisibilidade por 11: Um número é divisível por 11
Exemplo: quando a diferença entre a soma dos algarismos de posição
9656 é divisível por 2, pois termina em 6, e é par. ímpar e a soma dos algarismos de posição par resulta em um
número divisível por 11 ou quando essas somas forem iguais.
Divisibilidade por 3: Um número é divisível por 3 quando Exemplo:
a soma dos valores absolutos de seus algarismos é divisível por - 43813:
3. 1º 3º 5º  Algarismos de posição ímpar.(Soma dos
Exemplo: algarismos de posição impar: 4 + 8 + 3 = 15.)
65385 é divisível por 3, pois 6 + 5 + 3 + 8 + 5 = 27, e 27 é 4 3 8 1 3
divisível por 3. 2º 4º  Algarismos de posição par.(Soma dos
algarismos de posição par:3 + 1 = 4)
Divisibilidade por 4: Um número é divisível por 4 quando
seus dois algarismos são 00 ou formam um número divisível 15 – 4 = 11  diferença divisível por 11. Logo 43813 é
por 4. divisível por 11.
Exemplos:
a) 536400 é divisível por 4, pois termina em 00. Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12
b) 653524 é divisível por 4, pois termina em 24, e 24 é quando é divisível por 3 e por 4 ao mesmo tempo.
divisível por 4. Exemplo:
) 78324 é divisível por 12, pois é divisível por 3 ( 7 + 8 + 3
Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 5 quando + 2 + 4 = 24) e por 4 (termina em 24).
termina em 0 ou 5.
Exemplos: Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15
a) 35040 é divisível por 5, pois termina em 0. quando é divisível por 3 e por 5 ao mesmo tempo.
b) 7235 é divisível por 5, pois termina em 5. Exemplo:
a) 650430 é divisível por 15, pois é divisível por 3 ( 6 + 5 +
Divisibilidade por 6: Um número é divisível por 6 quando 0 + 4 + 3 + 0 =18) e por 5 (termina em 0).
é divisível por 2 e por 3 ao mesmo tempo.
Exemplos: Fatoração numérica
a) 430254 é divisível por 6, pois é divisível por 2 e por 3 (4 Essa fatoração se dá através da decomposição em fatores
+ 3 + 0 + 2 + 5 + 4 = 18). primos. Para decompormos um número natural em fatores
b) 80530 não é divisível por 6, pois não é divisível por 3 (8 primos, dividimos o mesmo pelo seu menor divisor primo,
+ 0 + 5 + 3 + 0 = 16). após pegamos o quociente e dividimos o pelo seu menor
divisor, e assim sucessivamente até obtermos o quociente 1. O
Divisibilidade por 7: Um número é divisível por 7 quando produto de todos os fatores primos representa o número
o último algarismo do número, multiplicado por 2, subtraído fatorado.
do número sem o algarismo, resulta em um número múltiplo Exemplo:
de 7. Neste, o processo será repetido a fim de diminuir a

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3 + 1 = 4 e 1 + 1 = 2 ; então pegamos os resultados e


multiplicamos 4.2 = 8, logo temos 8 divisores de 40.

02. Resposta: D.
Sabemos que o produto de MDC pelo MMC é:
MDC (A, B). MMC (A, B) = A.B, temos que MDC (A, B) = 4 e
Divisores de um número natural o produto entre eles 96, logo:
Vamos pegar como exemplo o número 12 na sua forma 4 . MMC (A, B) = 96 → MMC (A, B) = 96/4 → MMC (A, B) =
fatorada: 24, fatorando o número 24 temos:
12 = 22 . 31 24 = 23 .3 , para determinarmos o número de divisores,
O número de divisores naturais é igual ao produto dos pela regra, somamos 1 a cada expoente e multiplicamos o
expoentes dos fatores primos acrescidos de 1. resultado:
Logo o número de divisores de 12 são: (3 + 1).(1 + 1) = 4.2 = 8
22 . 3⏟1 → (2 + 1) .(1 + 1) = 3.2 = 6 divisores naturais

(2+1) (1+1) 03. Resposta: D.
Para ser divisível por 6 precisa ser divisível por 2 e 3 ao
Para sabermos quais são esses 6 divisores basta pegarmos mesmo tempo, e por isso deverá ser par também, e a soma dos
cada fator da decomposição e seu respectivo expoente natural seus algarismos deve ser um múltiplo de 3.
que varia de zero até o expoente com o qual o fator se Logo os finais devem ser 4 e 6:
apresenta na decomposição do número natural. 354, 456, 534, 546, 564, 576, 654, 756, logo temos 8
Exemplo: números.
12 = 22 . 31 → 22 = 20,21 e 22 ; 31 = 30 e 31, teremos:
20 . 30=1 MDC
20 . 31=3
21 . 30=2 O máximo divisor comum(MDC) de dois ou mais números
21 . 31=2.3=6 é o maior número que é divisor comum de todos os números
22 . 31=4.3=12 dados. Consideremos:
22 . 30=4
O conjunto de divisores de 12 são: D(12) = {1, 2, 3, 4, 6, 12} - o número 18 e os seus divisores naturais:
A soma dos divisores é dada por: 1 + 2 + 3 + 4 + 6 + 12 = 28 D+ (18) = {1, 2, 3, 6, 9, 18}.

Observação - o número 24 e os seus divisores naturais:


Para sabermos o conjunto dos divisores inteiros de 12, basta D+ (24) = {1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24}.
multiplicarmos o resultado por 2 (dois divisores, um negativo e
o outro positivo). Podemos descrever, agora, os divisores comuns a 18 e 24:
Assim teremos que D(12) = 6.2 = 12 divisores inteiros. D+ (18) ∩ D+ (24) = {1, 2, 3, 6}.

Questões Observando os divisores comuns, podemos identificar o


maior divisor comum dos números 18 e 24, ou seja: MDC (18,
01. O número de divisores positivos do número 40 é: 24) = 6.
(A) 8
(B) 6 Outra técnica para o cálculo do MDC:
(C) 4 Decomposição em fatores primos
(D) 2 Para obtermos o MDC de dois ou mais números por esse
(E) 20 processo, procedemos da seguinte maneira:

02. O máximo divisor comum entre dois números naturais - Decompomos cada número dado em fatores primos.
é 4 e o produto dos mesmos 96. O número de divisores - O MDC é o produto dos fatores comuns obtidos, cada um
positivos do mínimo múltiplo comum desses números é: deles elevado ao seu menor expoente.
(A) 2 Exemplo:
(B) 4
(C) 6
(D) 8
(E) 10

03. Considere um número divisível por 6, composto por 3


algarismos distintos e pertencentes ao conjunto
MMC
A={3,4,5,6,7}.A quantidade de números que podem ser
formados sob tais condições é:
O mínimo múltiplo comum(MMC) de dois ou mais
(A) 6
números é o menor número positivo que é múltiplo comum de
(B) 7
todos os números dados. Consideremos:
(C) 9
(D) 8
- O número 6 e os seus múltiplos positivos:
(E) 10
M*+ (6) = {6, 12, 18, 24, 30, 36, 42, 48, 54, ...}
Respostas
- O número 8 e os seus múltiplos positivos:
01. Resposta: A.
M*+ (8) = {8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, ...}
Vamos decompor o número 40 em fatores primos.
40 = 23 . 51 ; pela regra temos que devemos adicionar 1 a
cada expoente:

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APOSTILAS OPÇÃO

Podemos descrever, agora, os múltiplos positivos comuns: Respostas


M*+ (6) M*+ (8) = {24, 48, 72, ...}
01. Resposta: D.
Observando os múltiplos comuns, podemos identificar o Fazendo o mdc entre os números teremos:
mínimo múltiplo comum dos números 6 e 8, ou seja: MMC (6, 60 = 2².3.5
8) = 24 72 = 2³.3³
48 = 24.3
Outra técnica para o cálculo do MMC: Mdc(60,72,48) = 2².3 = 12
60/12 = 5
Decomposição isolada em fatores primos 72/12 = 6
Para obter o MMC de dois ou mais números por esse 48/12 = 4
processo, procedemos da seguinte maneira: Somando a quantidade de envelopes por provas teremos:
- Decompomos cada número dado em fatores primos. 5 + 6 + 4 = 15 envelopes ao todo.
- O MMC é o produto dos fatores comuns e não-comuns,
cada um deles elevado ao seu maior expoente. 02. Resposta: C.
Exemplo: Devemos achar o mmc (40,60,80)

O produto do MDC e MMC é dado pela fórmula abaixo: 𝑚𝑚𝑐(40,60,80) = 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 3 ∙ 5 = 240

MDC(A, B).MMC(A,B)= A.B 03. Resposta: B.


Como os trens passam de 2,4 e 1,8 minutos, vamos achar o
Questões mmc(18,24) e dividir por 10, assim acharemos os minutos

01. Um professor quer guardar 60 provas amarelas, 72


provas verdes e 48 provas roxas, entre vários envelopes, de
modo que cada envelope receba a mesma quantidade e o
menor número possível de cada prova. Qual a quantidade de
envelopes, que o professor precisará, para guardar as provas?
(A) 4; Mmc(18,24)=72
(B) 6; Portanto, será 7,2 minutos
(C) 12; 1 minuto---60s
(D) 15. 0,2--------x
x = 12 segundos
02. O policiamento em uma praça da cidade é realizado por Portanto se encontrarão depois de 7 minutos e 12
um grupo de policiais, divididos da seguinte maneira: segundos

Grupo Intervalo de passagem


Policiais a pé 40 em 40 minutos
Porcentagem e regras de
Policiais de moto 60 em 60 minutos três simples
Policiais em viaturas 80 em 80 minutos

Toda vez que o grupo completo se encontra, troca OBS.: Caro(a) candidato(a), este assunto será abordado
informações sobre as ocorrências. O tempo mínimo em no tópico Porcentagem e regras de três também tem um
minutos, entre dois encontros desse grupo completo será: tópico específico.
(A) 160
(B) 200
(C) 240 Sistemas de medida de
(D) 150 tempo. Sistema métrico
(E) 180 decimal
03. Na linha 1 de um sistema de Metrô, os trens partem 2,4
em 2,4 minutos. Na linha 2 desse mesmo sistema, os trens
Sistema de Medidas Decimais
partem de 1,8 em 1,8 minutos. Se dois trens partem,
Um sistema de medidas é um conjunto de unidades de
simultaneamente das linhas 1 e 2 às 13 horas, o próximo
medida que mantém algumas relações entre si. O sistema
horário desse dia em que partirão dois trens simultaneamente métrico decimal é hoje o mais conhecido e usado no mundo
dessas duas linhas será às 13 horas, todo. Na tabela seguinte, listamos as unidades de medida de
(A) 10 minutos e 48 segundos. comprimento do sistema métrico. A unidade fundamental é o
(B) 7 minutos e 12 segundos. metro, porque dele derivam as demais.
(C) 6 minutos e 30 segundos.
(D) 7 minutos e 20 segundos.
(E) 6 minutos e 48 segundos.

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O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de


medidas de massa. A unidade fundamental é o grama(g).

Unidades de Massa e suas Transformações

Há, de fato, unidades quase sem uso prático, mas elas têm
uma função. Servem para que o sistema tenha um padrão: cada
unidade vale sempre 10 vezes a unidade menor seguinte. Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama
Por isso, o sistema é chamado decimal. e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda a tonelada (t).
Medidas Especiais:
E há mais um detalhe: embora o decímetro não seja útil na 1 Tonelada(t) = 1000 Kg
prática, o decímetro cúbico é muito usado com o nome popular 1 Arroba = 15 Kg
de litro. 1 Quilate = 0,2 g
As unidades de área do sistema métrico correspondem às
unidades de comprimento da tabela anterior. Relações entre unidades:
São elas: quilômetro quadrado (km2), hectômetro
quadrado (hm2), etc. As mais usadas, na prática, são o
quilômetro quadrado, o metro quadrado e o hectômetro
quadrado, este muito importante nas atividades rurais com o
nome de hectare (há): 1 hm2 = 1 há.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma
unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10 vezes, como
nos comprimentos. Entretanto, consideramos que o sistema
continua decimal, porque 100 = 102. Temos que:
Existem outras unidades de medida mas que não 1 kg = 1l = 1 dm3
pertencem ao sistema métrico decimal. Vejamos as relações 1 hm2 = 1 ha = 10.000m2
entre algumas essas unidades e as do sistema métrico 1 m3 = 1000 l
decimal (valores aproximados):
1 polegada = 25 milímetros Questões
1 milha = 1 609 metros
1 légua = 5 555 metros 01. O suco existente em uma jarra preenchia da sua
3
1 pé = 30 centímetros 4
capacidade total. Após o consumo de 495 mL, a quantidade de
1
suco restante na jarra passou a preencher da sua capacidade
5
total. Em seguida, foi adicionada certa quantidade de suco na
jarra, que ficou completamente cheia. Nessas condições, é
correto afirmar que a quantidade de suco adicionada foi igual,
em mililitros, a
(A) 580.
(B) 720.
A nomenclatura é a mesma das unidades de comprimento (C) 900.
acrescidas de quadrado. (D) 660.
Agora, vejamos as unidades de volume. De novo, temos a (E) 840.
lista: quilômetro cúbico (km3), hectômetro cúbico (hm3), etc.
Na prática, são muitos usados o metro cúbico(m3) e o 02. Em uma casa há um filtro de barro que contém, no
centímetro cúbico(cm3). início da manhã, 4 litros de água. Desse filtro foram retirados
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade 800 mL para o preparo da comida e meio litro para consumo
vale 1000 vezes a unidade menor seguinte. Como 1000 = 103, próprio. No início da tarde, foram colocados 700 mL de água
o sistema continua sendo decimal. dentro desse filtro e, até o final do dia, mais 1,2 litros foram
utilizados para consumo próprio. Em relação à quantidade de
água que havia no filtro no início da manhã, pode-se concluir
que a água que restou dentro dele, no final do dia, corresponde
a uma porcentagem de
(A) 60%.
(B) 55%.
(C) 50%.
(D) 45%.
A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. Se o (E) 40%.
volume da água que enche um tanque é de 7.000 litros,
dizemos que essa é a capacidade do tanque. A unidade 03. Admita que cada pessoa use, semanalmente, 4 bolsas
fundamental para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a plásticas para embrulhar suas compras, e que cada bolsa é
1 dm3. composta de 3 g de plástico. Em um país com 200 milhões de
Cada unidade vale 10 vezes a unidade menor seguinte. pessoas, quanto plástico será utilizado pela população em um
ano, para embrulhar suas compras? Dado: admita que o ano é
formado por 52 semanas. Indique o valor mais próximo do
obtido.
(A) 108 toneladas
(B) 107 toneladas
(C) 106 toneladas

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(D) 105 toneladas Observe que ao somar 50 + 30, obtemos 80 minutos, como
(E) 104 toneladas sabemos que 1 hora tem 60 minutos, temos, então
Respostas acrescentamos a hora +1, e subtraímos 80 – 60 = 20 minutos,
é o que resta nos minutos:
01. Resposta: B.
Vamos chamar de x a capacidade total da jarra. Assim:
3 1
. 𝑥 − 495 = . 𝑥
4 5

3 1
.𝑥 − . 𝑥 = 495
4 5

5.3.𝑥 − 4.𝑥=20.495
20 Logo o valor encontrado é de 2 h 20 min.
15x – 4x = 9900 B) 2 h 20 min – 1 h 30 min
11x = 9900
x = 9900 / 11
x = 900 mL (capacidade total)
Como havia 1/5 do total (1/5 . 900 = 180 mL), a quantidade
adicionada foi de 900 – 180 = 720 mL Observe que não podemos subtrair 20 min de 30 min,
então devemos passar uma hora (+1) dos 2 para a coluna
02. Resposta: B. minutos.
4 litros = 4000 ml; 1,2 litros = 1200 ml; meio litro = 500
ml
4000 – 800 – 500 + 700 – 1200 = 2200 ml (final do dia)
Utilizaremos uma regra de três simples:
ml %
4000 ------- 100 Então teremos novos valores para fazermos nossa
2200 ------- x subtração, 20 + 60 = 80:
4000.x = 2200 . 100 x = 220000 / 4000 = 55%

03. Resposta: D.
4 . 3 . 200000000 . 52 = 1,248 . 1011 g = 1,248 . 105 t

MEDIDAS DE TEMPO Logo o valor encontrado é de 50 min.

Não Decimais Questões

Medidas de Tempo (Hora) e suas Transformações 01. Joana levou 3 horas e 53 minutos para resolver uma
prova de concurso, já Ana levou 2 horas e 25 minutos para
resolver a mesma prova. Comparando o tempo das duas
candidatas, qual foi a diferença encontrada?
(A) 67 minutos.
(B) 75 minutos.
(C) 88 minutos.
Desse grupo, o sistema hora – minuto – segundo, que mede (D) 91 minutos.
intervalos de tempo, é o mais conhecido. A unidade utilizada (E) 94 minutos.
como padrão no Sistema Internacional (SI) é o segundo.
02. A tabela a seguir mostra o tempo, aproximado, que um
1h → 60 minutos → 3 600 segundos professor leva para elaborar cada questão de matemática.
Questão (dificuldade) Tempo (minutos)
Para passar de uma unidade para a menor seguinte, Fácil 8
multiplica-se por 60. Média 10
Difícil 15
Exemplo: Muito difícil 20
0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos, quantos
minutos indica 0,3 horas? O gráfico a seguir mostra o número de questões de
matemática que ele elaborou.

Efetuando temos: 0,3 . 60 = 1. x → x = 18 minutos.


Concluímos que 0,3horas = 18 minutos.

- Adição e Subtração de Medida de tempo


Ao adicionarmos ou subtrairmos medidas de tempo,
precisamos estar atentos as unidades. Vejamos os exemplos:

A) 1 h 50 min + 30 min

O tempo, aproximado, gasto na elaboração dessas questões


foi

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(A) 4h e 48min. - Quando a e b forem medidas de uma mesma grandeza,


(B) 5h e 12min. essas devem ser expressas na mesma unidade.
(C) 5h e 28min.
(D) 5h e 42min. - Razões Especiais
(E) 6h e 08min. Escala → Muitas vezes precisamos ilustrar distâncias
muito grandes de forma reduzida, então utilizamos a escala,
03. Para obter um bom acabamento, um pintor precisa dar que é a razão da medida no mapa com a medida real (ambas
duas demãos de tinta em cada parede que pinta. Sr. Luís utiliza na mesma unidade).
uma tinta de secagem rápida, que permite que a segunda 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑛𝑜 𝑚𝑎𝑝𝑎
𝐸=
demão seja aplicada 50 minutos após a primeira. Ao terminar 𝑚𝑒𝑑𝑖𝑑𝑎 𝑟𝑒𝑎𝑙
a aplicação da primeira demão nas paredes de uma sala, Sr.
Luís pensou: “a segunda demão poderá ser aplicada a partir Velocidade média → É a razão entre a distância percorrida
das 15h 40min.” e o tempo total de percurso. As unidades utilizadas são km/h,
Se a aplicação da primeira demão demorou 2 horas e 15 m/s, entre outras.
minutos, que horas eram quando Sr. Luís iniciou o serviço? 𝑑𝑖𝑠𝑡â𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑝𝑒𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑎
𝑉=
(A) 12h 25 min 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
(B) 12h 35 min
(C) 12h 45 min Densidade → É a razão entre a massa de um corpo e o seu
(D) 13h 15 min volume. As unidades utilizadas são g/cm³, kg/m³, entre outras.
(E) 13h 25 min 𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
𝐷=
𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 𝑑𝑜 𝑐𝑜𝑟𝑝𝑜
Respostas
PROPORÇÃO
01. Resposta: C.
É uma igualdade entre duas razões.
𝑎 𝑐 𝑎 𝑐
Dada as razões e , à setença de igualdade = chama-
𝑏 𝑑 𝑏 𝑑
Como 1h tem 60 minutos. se proporção.
Então a diferença entre as duas é de 60+28=88 minutos. Onde:

02. Resposta: D.
T = 8 . 4 + 10 . 6 + 15 . 10 + 20 . 5 =
= 32 + 60 + 150 + 100 = 342 min
Fazendo: 342 / 60 = 5 h, com 42 min (resto)
- Propriedades da Proporção
03. Resposta: B. 1 - Propriedade Fundamental
15 h 40 – 2 h 15 – 50 min = 12 h 35min O produto dos meios é igual ao produto dos extremos, isto
é, a . d = b . c
Exemplo:
Grandezas proporcionais: 45 9
Na proporção = ,(lê-se: “45 esta para 30 , assim como
30 6
razões e proporções. Divisão 9 esta para 6.), aplicando a propriedade fundamental , temos:
em partes proporcionais 45.6 = 30.9 = 270

2 - A soma dos dois primeiros termos está para o primeiro


RAZÃO (ou para o segundo termo), assim como a soma dos dois
últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
𝑎 𝑐 𝑎+𝑏 𝑐+𝑑 𝑎+𝑏 𝑐+𝑑
É o quociente entre dois números (quantidades, medidas, = → = 𝑜𝑢 =
grandezas). 𝑏 𝑑 𝑎 𝑐 𝑏 𝑑
Sendo a e b dois números a sua razão, chama-se razão de a
3 - A diferença entre os dois primeiros termos está para o
para b:
primeiro (ou para o segundo termo), assim como a diferença
𝑎 entre os dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto
𝑜𝑢 𝑎: 𝑏 , 𝑐𝑜𝑚 𝑏 ≠ 0 termo).
𝑏
Onde: 𝑎 𝑐 𝑎−𝑏 𝑐−𝑑 𝑎−𝑏 𝑐−𝑑
= → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑎 𝑐 𝑏 𝑑

4 - A soma dos antecedentes está para a soma dos


consequentes, assim como cada antecedente está para o seu
consequente.
Exemplo: 𝑎 𝑐 𝑎+𝑐 𝑎 𝑎+𝑐 𝑐
Em um vestibular para o curso de marketing, participaram = → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑏+𝑑 𝑏 𝑏+𝑑 𝑑
3600 candidatos para 150 vagas. A razão entre o número de
vagas e o número de candidatos, nessa ordem, foi de 5 - A diferença dos antecedentes está para a diferença dos
consequentes, assim como cada antecedente está para o seu
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑎𝑔𝑎𝑠 150 1 consequente.
= = 𝑎 𝑐 𝑎−𝑐 𝑎 𝑎−𝑐 𝑐
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑎𝑛𝑑𝑖𝑑𝑎𝑡𝑜𝑠 3600 24 = → = 𝑜𝑢 =
𝑏 𝑑 𝑏−𝑑 𝑏 𝑏−𝑑 𝑑
Lemos a fração como: Um vinte e quatro avós.

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APOSTILAS OPÇÃO

- Problema envolvendo razão e proporção −(−3) ± √(−3)2 − 4.1. (−54) 3 ± √225


Em um concurso participaram 3000 pessoas e foram → →
2.1 2
aprovadas 1800. A razão do número de candidatos aprovados
para o total de candidatos participantes do concurso é: 3 ± 15
A) 2/3 →
2
B) 3/5
C) 5/10 3 + 15 18 3 − 15 −12
D) 2/7 𝑥1 = = = 9 ∴ 𝑥2 = = = −6
2 2 2 2
E) 6/7
Como não existe idade negativa, então vamos considerar
Resolução: somente o 9. Logo C = 9
B=C–3=9–3=6
Somando teremos: 3 + 6 + 9 + 18 = 36
Resposta “B”
02. Resposta: E.
Referências X = total de livros
IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e Matemática = ¾ x, restou ¼ de x
Estatística Descritiva
IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
Física = 1/3.1/4 = 1/12
http://educacao.globo.com Química = 36 livros
Logo o número de livros é: 3/4x + 1/12x + 36 = x
Questões Fazendo o mmc dos denominadores (4,12) = 12
Logo:
01. André, Bruno, Carlos e Diego são irmãos e suas idades 9𝑥 + 1𝑥 + 432 = 12𝑥
→ 10𝑥 + 432 = 12𝑥
formam, na ordem apresentada, uma proporção. Considere 12
que André tem 3 anos, Diego tem 18 anos e Bruno é 3 anos
mais novo que Carlos. Assim, a soma das idades, destes quatro → 12𝑥 − 10𝑥 = 432 → 2𝑥 = 432 →
irmãos, é igual a 432
𝑥= → 𝑥 = 216
(A) 30 2
(B) 32;
(C) 34; Como a Biblioteca de Física ficou com 1/12x, logo teremos:
(D) 36. 1 216
. 216 = = 18
12 12
02. Alfredo irá doar seus livros para três bibliotecas da
universidade na qual estudou. Para a biblioteca de 03. Resposta: B.
matemática, ele doará três quartos dos livros, para a biblioteca Primeiro:2k
de física, um terço dos livros restantes, e para a biblioteca de Segundo:5k
química, 36 livros. O número de livros doados para a biblioteca 2k + 5k = 14 → 7k = 14 → k = 2
de física será Primeiro: 2.2 = 4
(A) 16. Segundo5.2=10
(B) 22. Diferença: 10 – 4 = 6 m³
(C) 20. 1m³------1000L
(D) 24. 6--------x
(E)18. x = 6000 l

03. Foram construídos dois reservatórios de água. A razão DIVISÃO PROPORCIONAL


entre os volumes internos do primeiro e do segundo é de 2
para 5, e a soma desses volumes é 14m³. Assim, o valor Uma forma de divisão no qual determinam-se
absoluto da diferença entre as capacidades desses dois valores(a,b,c,..) que, divididos por quocientes(x,y,z..)
reservatórios, em litros, é igual a previamente determinados, mantêm-se uma razão que não
(A) 8000. tem variação.
(B) 6000.
(C) 4000. Divisão Diretamente Proporcional
(D) 6500.
(E) 9000. - Divisão em duas partes diretamente proporcionais
Comentários Para decompor um número M em duas partes A e B
diretamente proporcionais a p e q, montamos um sistema com
01. Resposta: D. duas equações e duas incógnitas, de modo que a soma das
Pelo enunciado temos que: partes seja A + B = M, mas
𝐴 𝐵
A=3 =
B=C–3 𝑝 𝑞
C A solução segue das propriedades das proporções:
D = 18 𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀
= = = =𝑲
Como eles são proporcionais podemos dizer que: 𝑝 𝑞 𝑝+𝑞 𝑝+𝑞
𝐴 𝐶 3 𝐶
= → = → 𝐶 2 − 3𝐶 = 3.18 → 𝐶 2 − 3𝐶 − 54 = 0 O valor de K é que proporciona a solução pois: A = K.p e B
𝐵 𝐷 𝐶 − 3 18
= K.q
Vamos resolver a equação do 2º grau:

−𝑏 ± √𝑏 2 − 4𝑎𝑐
𝑥=
2𝑎

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APOSTILAS OPÇÃO

Exemplos: Exemplos:
1) Para decompor o número 200 em duas partes A e B 1) Para decompor o número 120 em duas partes A e B
diretamente proporcionais a 2 e 3, montaremos o sistema de inversamente proporcionais a 2 e 3, deve-se montar o sistema
modo que A + B = 200, cuja solução segue de: tal que A + B = 120, de modo que:

𝐴 𝐵 𝐴 + 𝐵 200 𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 120 120.6


= = = = 𝟒𝟎 = = = = = 144
2 3 5 5 1/2 1/3 1/2 + 1/3 5/6 5

Fazendo A = K.p e B = K.q ; temos que A = 40.2 = 80 e Assim A = K/p → A = 144/2 = 72 e B = K/q → B = 144/3 =
B=40.3 = 120 48

2) Determinar números A e B diretamente proporcionais a 2 - Determinar números A e B inversamente proporcionais


8 e 3, sabendo-se que a diferença entre eles é 40. Para resolver a 6 e 8, sabendo-se que a diferença entre eles é 10. Para
este problema basta tomar A – B = 40 e escrever: resolver este problema, tomamos A – B = 10. Assim:

𝐴 𝐵 𝐴 − 𝐵 40 𝐴 𝐵 𝐴−𝐵 10
= = = =𝟖 = = = = 240
8 3 5 5 1/6 1/8 1/6 − 1/8 1/24
Fazendo A = K.p e B = K.q ; temos que A = 8.8 = 64 e B = Assim A = K/p → A = 240/6 = 40 e B = K/q → B = 240/8 =
8.3 = 24 30
- Divisão em várias partes diretamente proporcionais - Divisão em várias partes inversamente
Para decompor um número M em partes x1, x2, ..., xn proporcionais
diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, deve-se montar um Para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn
sistema com n equações e n incógnitas, sendo as somas x1 + x2 inversamente proporcionais a p1, p2, ..., pn, basta decompor
+ ... + xn= M e p1 + p2 + ... + pn = P. este número M em n partes x1, x2, ..., xn diretamente
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
= =⋯= proporcionais a 1/p1, 1/p2, ..., 1/pn.
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 A montagem do sistema com n equações e n incógnitas,
A solução segue das propriedades das proporções: assume que x1 + x2 + ... + xn= M e além disso
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛 𝑀
= =⋯= = = =𝑲
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 𝑝1 + 𝑝2 + ⋯ 𝑝𝑛 𝑃 𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛
Observa-se que partimos do mesmo princípio da divisão = =⋯=
1/𝑝1 1/𝑝2 1/𝑝𝑛
em duas partes proporcionais.
Cuja solução segue das propriedades das proporções:
Exemplos:
1) Para decompor o número 240 em três partes A, B e C 𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥1 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛
diretamente proporcionais a 2, 4 e 6, deve-se montar um = =⋯= =
1 1 1 1 1 1
sistema com 3 equações e 3 incógnitas tal que A + B + C = 240 + +⋯
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛 𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛
e 2 + 4 + 6 = P. Assim:
𝑀
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴 + 𝐵 + 𝐶 240 = =𝑲
= = = = = 𝟐𝟎 1 1 1
2 4 6 𝑃 12 + + ⋯+
𝑝1 𝑝2 𝑝𝑛

Logo: A = 20.2 = 40; B = 20.4 = 80 e C = 20.6 =120 Exemplos:


1-Para decompor o número 220 em três partes A, B e C
2) Determinar números A, B e C diretamente inversamente proporcionais a 2, 4 e 6, deve-se montar um
proporcionais a 2, 4 e 6, de modo que 2A + 3B - 4C = 480 sistema com 3 equações e 3 incógnitas, de modo que A + B + C
A solução segue das propriedades das proporções: = 220. Desse modo:
𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 480 𝐴 𝐵 𝐶 𝐴+𝐵+𝐶 220
= = = = = −𝟔𝟎 = = = = = 240
2 4 6 2.2 + 3.4 − 4.6 −8 1/2 1/4 1/6 1/2 + 1/4 + 1/6 11/12
Logo: A = - 60.2 = -120 ; B = - 60.4 = - 240 e C = - 60.6 = -
A solução é A = K/p1 → A = 240/2 = 120, B = K/p2 → B =
360.
240/4 = 60 e C = K/p3 → C = 240/6 = 40
Também existem proporções com números negativos.
Divisão Inversamente Proporcional
2-Para obter números A, B e C inversamente proporcionais
a 2, 4 e 6, de modo que 2A + 3B - 4C = 10, devemos montar as
- Divisão em duas partes inversamente proporcionais
proporções:
Para decompor um número M em duas partes A e B
inversamente proporcionais a p e q, deve-se decompor este
𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 10 120
número M em duas partes A e B diretamente proporcionais a = = = = =
1/p e 1/q, que são, respectivamente, os inversos de p e q. 1/2 1/4 1/6 2/2 + 3/4 − 4/6 13/12 13
Assim basta montar o sistema com duas equações e duas
incógnitas tal que A + B = M. Desse modo: logo A = 60/13, B = 30/13 e C = 20/13
Existem proporções com números fracionários!
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞
= = = = =𝑲 Divisão em partes direta e inversamente
1/𝑝 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 𝑝+𝑞
proporcionais
O valor de K proporciona a solução pois: A = K/p e B = K/q.
- Divisão em duas partes direta e inversamente
proporcionais

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APOSTILAS OPÇÃO

Para decompor um número M em duas partes A e B 𝐴 𝐵 𝐶 2𝐴 + 3𝐵 − 4𝐶 10 100


= = = = =
diretamente proporcionais a, c e d e inversamente 1/2 10/4 2/5 2/2 + 30/4 − 8/5 69/10 69
proporcionais a p e q, deve-se decompor este número M em
duas partes A e B diretamente proporcionais a c/q e d/q, basta A solução é A = K.p1/q1 = 50/69, B = K.p2/q2 = 250/69 e C
montar um sistema com duas equações e duas incógnitas de = K.p3/q3 = 40/69
forma que A + B = M e além disso:
Problemas envolvendo Divisão Proporcional
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞 1) As famílias de duas irmãs, Alda e Berta, vivem na mesma
= = = = =𝑲
𝑐/𝑝 𝑑/𝑞 𝑐/𝑝 + 𝑑/𝑞 𝑐/𝑝 + 𝑑/𝑞 𝑐. 𝑞 + 𝑝. 𝑑 casa e a divisão de despesas mensais é proporcional ao
número de pessoas de cada família. Na família de Alda são três
O valor de K proporciona a solução pois: A = K.c/p e B = pessoas e na de Berta, cinco. Se a despesa, num certo mês foi
K.d/q. de R$ 1.280,00, quanto pagou, em reais, a família de Alda?
A) 320,00
Exemplos: B) 410,00
1) Para decompor o número 58 em duas partes A e B C) 450,00
diretamente proporcionais a 2 e 3, e, inversamente D) 480,00
proporcionais a 5 e 7, deve-se montar as proporções: E) 520,00

𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 58 Resolução:
= = = = 70 Alda: A = 3 pessoas
2/5 3/7 2/5 + 3/7 29/35
Berta: B = 5 pessoas
Assim A = K.c/p = (2/5).70 = 28 e B = K.d/q = (3/7).70 = 30 A + B = 1280
𝐴 𝐵 𝐴 + 𝐵 1280
+ = = = 160
2) Para obter números A e B diretamente proporcionais a 3 5 3+5 8
4 e 3 e inversamente proporcionais a 6 e 8, sabendo-se que a
diferença entre eles é 21. Para resolver este problema basta A = K.p = 160.3 = 480
escrever que A – B = 21 resolver as proporções: Resposta D

𝐴 𝐵 𝐴−𝐵 21 2) Dois ajudantes foram incumbidos de auxiliar no


= = = = 72 transporte de 21 caixas que continham equipamentos
4/6 3/8 4/6 − 3/8 7/24
elétricos. Para executar essa tarefa, eles dividiram o total de
caixas entre si, na razão inversa de suas respectivas idades. Se
Assim A = K.c/p = (4/6).72 = 48 e B = K.d/q = (3/8).72 = 27
ao mais jovem, que tinha 24 anos, coube transportar 12 caixas,
então, a idade do ajudante mais velho, em anos era?
Divisão em n partes direta e inversamente
A) 32
proporcionais
B) 34
Para decompor um número M em n partes x1, x2, ..., xn
C) 35
diretamente proporcionais a p1, p2, ..., pn e inversamente
D) 36
proporcionais a q1, q2, ..., qn, basta decompor este número M
E) 38
em n partes x1, x2, ..., xn diretamente proporcionais a p1/q1,
p2/q2, ..., pn/qn.
Resolução:
A montagem do sistema com n equações e n incógnitas
v = idade do mais velho
exige que x1 + x2 + ... + xn = M e além disso
Temos que a quantidade de caixas carregadas pelo mais
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 novo:
= =⋯= Qn = 12
𝑝1 /𝑞1 𝑝2 /𝑞2 𝑝𝑛 /𝑞𝑛
Pela regra geral da divisão temos:
A solução segue das propriedades das proporções: Qn = k.1/24 → 12 = k/24 → k = 288
A quantidade de caixas carregadas pelo mais velho é: 21 –
𝑥1 𝑥2 𝑥𝑛 𝑥𝑛 + 𝑥2 + ⋯ + 𝑥𝑛 12 = 9
= =⋯= 𝑝 =𝑝 𝑝 𝑝 =𝑲 Pela regra geral da divisão temos:
𝑝1 /𝑞1 𝑝2 /𝑞2 𝑛 1
+ 2 +⋯+ 𝑛
𝑞𝑛 𝑞1 𝑞2 𝑞𝑛 Qv = k.1/v → 9 = 288/v → v = 32 anos
Resposta A
Exemplos:
1) Para decompor o número 115 em três partes A, B e C 3) Em uma seção há duas funcionárias, uma com 20 anos
diretamente proporcionais a 1, 2 e 3 e inversamente de idade e a outra com 30. Um total de 150 processos foi
proporcionais a 4, 5 e 6, deve-se montar um sistema com 3 dividido entre elas, em quantidades inversamente
equações e 3 incógnitas de forma de A + B + C = 115 e tal que: proporcionais às suas respectivas idades. Qual o número de
processos recebido pela mais jovem?
𝐴 𝐵 𝐶 𝐴+𝐵+𝐶 115 A) 90
= = = = = 100 B) 80
1/4 2/5 3/6 1/4 + 2/5 + 3/6 23/20
C) 60
Logo A = K.p1/q1 = (1/4)100 = 25, B = K.p2/q2 = (2/5)100 = D) 50
40 e C = K.p3/q3 = (3/6)100 = 50 E) 30

2) Determinar números A, B e C diretamente Estamos trabalhando aqui com divisão em duas partes
proporcionais a 1, 10 e 2 e inversamente proporcionais a 2, 4 inversamente proporcionais, para a resolução da mesma
e 5, de modo que 2A + 3B - 4C = 10. temos que:
A montagem do problema fica na forma:
𝐴 𝐵 𝐴+𝐵 𝑀 𝑀. 𝑝. 𝑞
= = = = =𝑲
1/𝑝 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 1/𝑝 + 1/𝑞 𝑝+𝑞

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APOSTILAS OPÇÃO

O valor de K proporciona a solução pois: A = K/p e B = Como o último recebeu R$ 6.000,00, significa que ele se
K/q. dedicou 3 anos a empresa, pois 2000.3 = 6000

Vamos chamar as funcionárias de p e q respectivamente: 03. Resposta: A.


p = 20 anos (funcionária de menor idade) 1500x + 1200x + 900x = 54000000
q = 30 anos 3600x = 54000000
Como será dividido os processos entre as duas, logo cada x = 15000
uma ficará com A e B partes que totalizam 150: Escola de 1500 m²: 1500.15000 = 22500000 = 22,5
A + B = 150 processos milhões.
𝐴 𝐵 150 150
= = =
1 1 1 1 1 1
𝑝
+
𝑞 20 30 20 30
+ Regra de três simples e
composta
150.20.30 90000
= = = 𝟏𝟖𝟎𝟎
20 + 30 50
REGRA DE TRÊS SIMPLES
A = k/p → A = 1800 / 20 → A = 90 processos.
Questões Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente
ou inversamente proporcionais podem ser resolvidos através
01. (Pref. Paulistana/PI – Professor de Matemática – de um processo prático, chamado regra de três simples.
IMA) Uma herança de R$ 750.000,00 deve ser repartida entre Vejamos a tabela abaixo:
três herdeiros, em partes proporcionais a suas idades que são Grandezas Relação Descrição
de 5, 8 e 12 anos. O mais velho receberá o valor de: Nº de MAIS funcionários
(A) R$ 420.000,00 funcionário x Direta contratados demanda MAIS
(B) R$ 250.000,00 serviço serviço produzido
(C) R$ 360.000,00 Nº de MAIS funcionários
(D) R$ 400.000,00 funcionário x Inversa contratados exigem MENOS
(E) R$ 350.000,00 tempo tempo de trabalho
Nº de MAIS eficiência (dos
02. (TRF 3ª – Técnico Judiciário – FCC) Quatro funcionário x Inversa funcionários) exige MENOS
funcionários dividirão, em partes diretamente proporcionais eficiência funcionários contratados
aos anos dedicados para a empresa, um bônus de R$36.000,00.
Nº de Quanto MAIOR o grau de
Sabe-se que dentre esses quatro funcionários um deles já
funcionário x dificuldade de um serviço,
possui 2 anos trabalhados, outro possui 7 anos trabalhados, Direta
grau MAIS funcionários deverão
outro possui 6 anos trabalhados e o outro terá direito, nessa
dificuldade ser contratados
divisão, à quantia de R$6.000,00. Dessa maneira, o número de
MAIS serviço a ser produzido
anos dedicados para a empresa, desse último funcionário Serviço x
Direta exige MAIS tempo para
citado, é igual a tempo
realiza-lo
(A) 5.
Quanto MAIOR for a
(B) 7. Serviço x
Direta eficiência dos funcionários,
(C) 2. eficiência
MAIS serviço será produzido
(D) 3.
(E) 4. Quanto MAIOR for o grau de
Serviço x grau dificuldade de um serviço,
Inversa
03. (Câmara de São Paulo/SP – Técnico Administrativo de dificuldade MENOS serviços serão
– FCC) Uma prefeitura destinou a quantia de 54 milhões de produzidos
reais para a construção de três escolas de educação infantil. A Quanto MAIOR for a
área a ser construída em cada escola é, respectivamente, 1.500 eficiência dos funcionários,
Tempo x
m², 1.200 m² e 900 m² e a quantia destinada à cada escola é Inversa MENOS tempo será
eficiência
diretamente proporcional a área a ser construída. necessário para realizar um
Sendo assim, a quantia destinada à construção da escola determinado serviço
com 1.500 m² é, em reais, igual a Quanto MAIOR for o grau de
(A) 22,5 milhões. dificuldade de um serviço,
Tempo x grau
(B) 13,5 milhões. Direta MAIS tempo será necessário
de dificuldade
(C) 15 milhões. para realizar determinado
(D) 27 milhões. serviço
(E) 21,75 milhões.
Exemplos:
Respostas 1) Um carro faz 180 km com 15L de álcool. Quantos litros
de álcool esse carro gastaria para percorrer 210 km?
01. Resposta: C. O problema envolve duas grandezas: distância e litros de
5x + 8x + 12x = 750.000 álcool.
25x = 750.000 Indiquemos por x o número de litros de álcool a ser
x = 30.000 consumido.
O mais velho receberá: 1230000=360000 Coloquemos as grandezas de mesma espécie em uma
mesma coluna e as grandezas de espécies diferentes que se
02. Resposta: D. correspondem em uma mesma linha:
2x + 7x + 6x + 6000 = 36000
15x = 30000 Distância (km) Litros de álcool
x = 2000 180 ---- 15
210 ---- x
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APOSTILAS OPÇÃO

Na coluna em que aparece a variável x (“litros de álcool”), Como 0,375 corresponde 22 minutos (0,375 x 60 minutos),
vamos colocar uma flecha: então o percurso será feito em 4 horas e 22 minutos
aproximadamente.

3) Ao participar de um treino de fórmula Indy, um


competidor, imprimindo a velocidade média de 180 km/h, faz
Observe que, se duplicarmos a distância, o consumo de o percurso em 20 segundos. Se a sua velocidade fosse de 300
álcool também duplica. Então, as grandezas distância e litros km/h, que tempo teria gasto no percurso?
de álcool são diretamente proporcionais. No esquema que
estamos montando, indicamos esse fato colocando uma flecha Vamos representar pela letra x o tempo procurado.
na coluna “distância” no mesmo sentido da flecha da coluna Estamos relacionando dois valores da grandeza velocidade
“litros de álcool”: (180 km/h e 300 km/h) com dois valores da grandeza tempo
(20 s e x s).
Queremos determinar um desses valores, conhecidos os
outros três.

Armando a proporção pela orientação das flechas, temos:

180 15 Se duplicarmos a velocidade inicial do carro, o tempo gasto


= para fazer o percurso cairá para a metade; logo, as grandezas
210 𝑥
→ 𝑜𝑚𝑜 180 𝑒 210 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚 𝑠𝑒𝑟 𝑠𝑖𝑚𝑝𝑙𝑖𝑓𝑖𝑐𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟 30, 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠: são inversamente proporcionais. Assim, os números 180 e 300
180: 30 15 1806 15 são inversamente proporcionais aos números 20 e x.
= = Daí temos:
210: 30 𝑥 2107 𝑥 3600
180.20 = 300. 𝑥 → 300𝑥 = 3600 → 𝑥 =
→ 𝑚𝑢𝑙𝑡𝑖𝑝𝑙𝑖𝑐𝑎𝑛𝑑𝑜 𝑐𝑟𝑢𝑧𝑎𝑑𝑜(𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑚𝑒𝑖𝑜 𝑝𝑒𝑙𝑜𝑠 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑒𝑚𝑜𝑠) 300
105 𝑥 = 12
→ 6𝑥 = 7.156𝑥 = 105 → 𝑥 = = 𝟏𝟕, 𝟓 Conclui-se, então, que se o competidor tivesse andando em
6 300 km/h, teria gasto 12 segundos para realizar o percurso.
Resposta: O carro gastaria 17,5 L de álcool.
Questões
2) Viajando de automóvel, à velocidade de 50 km/h, eu
gastaria 7 h para fazer certo percurso. Aumentando a
01. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP) Em 3 de
velocidade para 80 km/h, em quanto tempo farei esse
maio de 2014, o jornal Folha de S. Paulo publicou a seguinte
percurso?
informação sobre o número de casos de dengue na cidade de
Campinas.
Indicando por x o número de horas e colocando as
grandezas de mesma espécie em uma mesma coluna e as
grandezas de espécies diferentes que se correspondem em
uma mesma linha, temos:

Velocidade (km/h) Tempo (h)


50 ---- 7
80 ---- x

Na coluna em que aparece a variável x (“tempo”), vamos


colocar uma flecha:

Observe que, se duplicarmos a velocidade, o tempo fica


reduzido à metade. Isso significa que as grandezas velocidade
e tempo são inversamente proporcionais. No nosso
esquema, esse fato é indicado colocando-se na coluna
“velocidade” uma flecha em sentido contrário ao da flecha da De acordo com essas informações, o número de casos
coluna “tempo”: registrados na cidade de Campinas, até 28 de abril de 2014,
teve um aumento em relação ao número de casos registrados
em 2007, aproximadamente, de
(A) 70%.
(B) 65%.
(C) 60%.
(D) 55%.
Na montagem da proporção devemos seguir o sentido das
(E) 50%.
flechas. Assim, temos:
7 80 7 808
= , 𝑖𝑛𝑣𝑒𝑟𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑒 𝑙𝑎𝑑𝑜 → = 5 → 7.5 = 8. 𝑥 02. (FUNDUNESP – Assistente Administrativo –
𝑥 50 𝑥 50 VUNESP) Um título foi pago com 10% de desconto sobre o
valor total. Sabendo-se que o valor pago foi de R$ 315,00, é
35
𝑥= → 𝑥 = 4,375 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 correto afirmar que o valor total desse título era de
8 (A) R$ 345,00.
(B) R$ 346,50.
(C) R$ 350,00.

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APOSTILAS OPÇÃO

(D) R$ 358,50.
(E) R$ 360,00.

03. (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF.


IMARUÍ) Manoel vendeu seu carro por R$27.000,00(vinte e
sete mil reais) e teve um prejuízo de 10%(dez por cento) sobre
As grandezas máquinas e dias são inversamente
o valor de custo do tal veículo, por quanto Manoel adquiriu o
proporcionais (duplicando o número de máquinas, o número
carro em questão?
de dias fica reduzido à metade). No nosso esquema isso será
(A) R$24.300,00
indicado colocando-se na coluna (máquinas) uma flecha no
(B) R$29.700,00
sentido contrário ao da flecha da coluna “dias”:
(C) R$30.000,00
(D)R$33.000,00
(E) R$36.000,00

Respostas

01. Resposta: E. Agora vamos montar a proporção, igualando a razão que


Utilizaremos uma regra de três simples: 4
ano % contém o x, que é , com o produto das outras razões, obtidas
11442 ------- 100 x
17136 ------- x  6 160 
11442.x = 17136 . 100 x = 1713600 / 11442 = 149,8% segundo a orientação das flechas  . :
(aproximado)  8 300 
149,8% – 100% = 49,8%
Aproximando o valor, teremos 50%

02. Resposta: C.
Se R$ 315,00 já está com o desconto de 10%, então R$ Simplificando as proporções obtemos:
315,00 equivale a 90% (100% - 10%). 4 2 4.5
Utilizaremos uma regra de três simples: = → 2𝑥 = 4.5 → 𝑥 = → 𝑥 = 10
𝑥 5 2
$ %
315 ------- 90 Resposta: Em 10 dias.
x ------- 100
90.x = 315 . 100 x = 31500 / 90 = R$ 350,00 2) Uma empreiteira contratou 210 pessoas para
pavimentar uma estrada de 300 km em 1 ano. Após 4 meses de
03. Resposta: C. serviço, apenas 75 km estavam pavimentados. Quantos
Como ele teve um prejuízo de 10%, quer dizer 27000 é empregados ainda devem ser contratados para que a obra seja
90% do valor total. concluída no tempo previsto?
Valor %
27000 ------ 90 Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x.
X ------- 100 As grandezas “pessoas” e “tempo” são inversamente
proporcionais (duplicando o número de pessoas, o tempo fica
27000 909 27000 9
= 10 → = → 9.x = 27000.10 → 9x = 270000 reduzido à metade). No nosso esquema isso será indicado
𝑥 100 𝑥 10
→ x = 30000. colocando-se na coluna “tempo” uma flecha no sentido
contrário ao da flecha da coluna “pessoas”:
REGRA DE TRÊS COMPOSTA

O processo usado para resolver problemas que envolvem


mais de duas grandezas, diretamente ou inversamente
proporcionais, é chamado regra de três composta.
As grandezas “pessoas” e “estrada” são diretamente
Exemplos: proporcionais. No nosso esquema isso será indicado
1) Em 4 dias 8 máquinas produziram 160 peças. Em colocando-se na coluna “estrada” uma flecha no mesmo
quanto tempo 6 máquinas iguais às primeiras produziriam sentido da flecha da coluna “pessoas”:
300 dessas peças?
Indiquemos o número de dias por x. Coloquemos as
grandezas de mesma espécie em uma só coluna e as grandezas
de espécies diferentes que se correspondem em uma mesma
linha. Na coluna em que aparece a variável x (“dias”),
coloquemos uma flecha:

Como já haviam 210 pessoas trabalhando, logo 315 – 210


Comparemos cada grandeza com aquela em que está o x. = 105 pessoas.
Reposta: Devem ser contratados 105 pessoas.
As grandezas peças e dias são diretamente proporcionais.
Referências
No nosso esquema isso será indicado colocando-se na coluna MARIANO, Fabrício – Matemática Financeira para Concursos – 3ª Edição –
“peças” uma flecha no mesmo sentido da flecha da coluna Rio de Janeiro: Elsevier,2013.
“dias”:

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Questões 03. Resposta: B.


Temos 10 funcionários inicialmente, com os afastamento
01. (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO esse número passou para 8. Se eles trabalham 8 horas por dia,
ADMINISTRATIVO – FCC) O trabalho de varrição de 6.000 m² passarão a trabalhar uma hora a mais perfazendo um total de
de calçada é feita em um dia de trabalho por 18 varredores 9 horas, nesta condições temos:
trabalhando 5 horas por dia. Mantendo-se as mesmas Funcionários horas dias
proporções, 15 varredores varrerão 7.500 m² de calçadas, em 10---------------8--------------27
um dia, trabalhando por dia, o tempo de 8----------------9-------------- x
(A) 8 horas e 15 minutos. Quanto menos funcionários, mais dias devem ser
(B) 9 horas. trabalhados (inversamente proporcionais).
(C) 7 horas e 45 minutos. Quanto mais horas por dia, menos dias devem ser
(D) 7 horas e 30 minutos. trabalhados (inversamente proporcionais).
(E) 5 horas e 30 minutos. Funcionários horas dias
8---------------9-------------- 27
02. (PREF. CORBÉLIA/PR – CONTADOR – FAUEL) Uma 10----------------8----------------x
equipe constituída por 20 operários, trabalhando 8 horas por
dia durante 60 dias, realiza o calçamento de uma área igual a 27
=
8

9
→ x.8.9 = 27.10.8 → 72x = 2160 → x = 30 dias.
4800 m². Se essa equipe fosse constituída por 15 operários, 𝑥 10 8

trabalhando 10 horas por dia, durante 80 dias, faria o


calçamento de uma área igual a:
(A) 4500 m² Porcentagem
(B) 5000 m²
(C) 5200 m²
(D) 6000 m²
(E) 6200 m² Razões de denominador 100 que são chamadas de
razões centesimais ou taxas percentuais ou simplesmente de
03. (PC/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP) Dez porcentagem. Servem para representar de uma
funcionários de uma repartição trabalham 8 horas por dia, maneira prática o "quanto" de um "todo" se está
durante 27 dias, para atender certo número de pessoas. Se um referenciando.
funcionário doente foi afastado por tempo indeterminado e Costumam ser indicadas pelo numerador seguido do
outro se aposentou, o total de dias que os funcionários símbolo % (Lê-se: “por cento”).
restantes levarão para atender o mesmo número de pessoas, 𝒙
trabalhando uma hora a mais por dia, no mesmo ritmo de 𝒙% =
trabalho, será: 𝟏𝟎𝟎
(A) 29.
Exemplo:
(B) 30.
Em uma classe com 30 alunos, 18 são rapazes e 12 são
(C) 33.
moças. Qual é a taxa percentual de rapazes na classe?
(D) 28.
Resolução: A razão entre o número de rapazes e o total de
(E) 31. 18
alunos é . Devemos expressar essa razão na forma
30
Respostas centesimal, isto é, precisamos encontrar x tal que:

01. Resposta: D. 18 𝑥
= ⟹ 𝑥 = 60
Comparando- se cada grandeza com aquela onde esta o x. 30 100
M² varredores horas
6000--------------18-------------- 5 E a taxa percentual de rapazes é 60%. Poderíamos ter
7500--------------15--------------- x divido 18 por 30, obtendo:
Quanto mais a área, mais horas (diretamente
proporcionais) 18
= 0,60(. 100%) = 60%
Quanto menos trabalhadores, mais horas (inversamente 30
proporcionais)
5 6000 15 - Lucro e Prejuízo
= ∙ É a diferença entre o preço de venda e o preço de custo.
𝑥 7500 18
Caso a diferença seja positiva, temos o lucro(L), caso seja
6000 ∙ 15 ∙ 𝑥 = 5 ∙ 7500 ∙ 18 negativa, temos prejuízo(P).
90000𝑥 = 675000
𝑥 = 7,5 ℎ𝑜𝑟𝑎𝑠 Lucro (L) = Preço de Venda (V) – Preço de Custo (C).
Como 0,5 h equivale a 30 minutos, logo o tempo será de 7
horas e 30 minutos. Podemos ainda escrever:
C + L = V ou L = V - C
02. Resposta: D. P = C – V ou V = C - P
Operários horas dias área
20-----------------8-------------60-------4800 A forma percentual é:
15----------------10------------80-------- x
Todas as grandezas são diretamente proporcionais, logo:

4800 20 8 60
= ∙ ∙
𝑥 15 10 80
20 ∙ 8 ∙ 60 ∙ 𝑥 = 4800 ∙ 15 ∙ 10 ∙ 80
9600𝑥 = 57600000 Exemplo:
𝑥 = 6000𝑚²

Matemática/Raciocínio Lógico 31
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APOSTILAS OPÇÃO

Um objeto custa R$ 75,00 e é vendido por R$ 100,00. Referências


IEZZI, Gelson – Fundamentos da Matemática – Vol. 11 – Financeira e
Determinar: Estatística Descritiva
a) a porcentagem de lucro em relação ao preço de custo; IEZZI, Gelson – Matemática Volume Único
b) a porcentagem de lucro em relação ao preço de venda. http://www.porcentagem.org
http://www.infoescola.com
Resolução:
Preço de custo + lucro = preço de venda → 75 + lucro =100 Questões
→ Lucro = R$ 25,00
01. Marcos comprou um produto e pagou R$ 108,00, já
𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜 inclusos 20% de juros. Se tivesse comprado o produto, com
𝑎) . 100% ≅ 33,33% 25% de desconto, então, Marcos pagaria o valor de:
𝑝𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑐𝑢𝑠𝑡𝑜
(A) R$ 67,50
𝑙𝑢𝑐𝑟𝑜 (B) R$ 90,00
𝑏) . 100% = 25% (C) R$ 75,00
𝑝𝑟𝑒ç𝑜 𝑑𝑒 𝑣𝑒𝑛𝑑𝑎
(D) R$ 72,50
- Aumento e Desconto Percentuais
02. O departamento de Contabilidade de uma empresa tem
A) Aumentar um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo
𝒑 20 funcionários, sendo que 15% deles são estagiários. O
por (𝟏 + ).V . departamento de Recursos Humanos tem 10 funcionários,
𝟏𝟎𝟎
Logo: sendo 20% estagiários. Em relação ao total de funcionários
𝒑
VA = (𝟏 + ).V desses dois departamentos, a fração de estagiários é igual a
𝟏𝟎𝟎
(A) 1/5.
Exemplo: (B) 1/6.
1 - Aumentar um valor V de 20%, equivale a multiplicá-lo (C) 2/5.
por 1,20, pois: (D) 2/9.
20 (E) 3/5.
(1 + ).V = (1+0,20).V = 1,20.V
100
03. Quando calculamos 15% de 1.130, obtemos, como
B) Diminuir um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo resultado
𝒑
por (𝟏 − ).V. (A) 150
𝟏𝟎𝟎
Logo: (B) 159,50;
V D = (𝟏 −
𝒑
).V (C) 165,60;
𝟏𝟎𝟎
(D) 169,50.
Exemplo:
Comentários
Diminuir um valor V de 40%, equivale a multiplicá-lo por
0,60, pois:
40 01. Resposta: A.
(1 − ). V = (1-0,40). V = 0, 60.V Como o produto já está acrescido de 20% juros sobre o seu
100
preço original, temos que:
𝒑 𝒑
A esse valor final de (𝟏 + ) ou (𝟏 − ), é o que 100% + 20% = 120%
𝟏𝟎𝟎 𝟏𝟎𝟎
chamamos de fator de multiplicação, muito útil para Precisamos encontrar o preço original (100%) da
resolução de cálculos de porcentagem. O mesmo pode ser um mercadoria para podermos aplicarmos o desconto.
acréscimo ou decréscimo no valor do produto. Utilizaremos uma regra de 3 simples para encontrarmos:
R$ %
- Aumentos e Descontos Sucessivos 108 ---- 120
São valores que aumentam ou diminuem sucessivamente. X ----- 100
Para efetuar os respectivos descontos ou aumentos, fazemos 120x = 108.100 → 120x = 10800 → x = 10800/120 → x =
uso dos fatores de multiplicação. 90,00
O produto sem o juros, preço original, vale R$ 90,00 e
Vejamos alguns exemplos: representa 100%. Logo se receber um desconto de 25%,
1) Dois aumentos sucessivos de 10% equivalem a um significa ele pagará 75% (100 – 25 = 75%) → 90. 0,75 = 67,50
único aumento de...? Então Marcos pagou R$ 67,50.
𝑝
Utilizando VA = (1 + ).V → V. 1,1 , como são dois de
100 02. Resposta: B.
10% temos → V. 1,1 . 1,1 → V. 1,21 Analisando o fator de 15 30
multiplicação 1,21; concluímos que esses dois aumentos * Dep. Contabilidade: . 20 = = 3 → 3 (estagiários)
100 10
significam um único aumento de 21%.
20 200
Observe que: esses dois aumentos de 10% equivalem a * Dep. R.H.: . 10 = = 2 → 2 (estagiários)
100 100
21% e não a 20%.
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑔𝑖á𝑟𝑖𝑜𝑠 5 1
2) Dois descontos sucessivos de 20% equivalem a um ∗ 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = = =
𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝑓𝑢𝑛𝑐𝑖𝑜𝑛á𝑟𝑖𝑜𝑠 30 6
único desconto de:
𝑝
Utilizando VD = (1 − ).V → V. 0,8 . 0,8 → V. 0,64 . . 03. Resposta: D.
100
Analisando o fator de multiplicação 0,64, observamos que 15% de 1130 = 1130.0,15 ou 1130.15/100 → 169,50
esse percentual não representa o valor do desconto, mas sim
o valor pago com o desconto. Para sabermos o valor que
representa o desconto é só fazermos o seguinte cálculo:
100% - 64% = 36%
Observe que: esses dois descontos de 20% equivalem a
36% e não a 40%.

Matemática/Raciocínio Lógico 32
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Se esses princípios acimas não puderem ser aplicados,


Compreensão de estruturas NÃO podemos classificar uma frase como proposição.
lógicas
Valores lógicos das proposições
Chamamos de valor lógico de uma proposição a verdade,
Em uma primeira aproximação, a lógica pode ser se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se a proposição
entendida como a ciência que estuda os princípios e o métodos é falsa (F).
que permitem estabelecer as condições de validade e Consideremos as seguintes proposições e os seus
invalidade dos argumentos. Um argumento é uma parte do respectivos valores lógicos:
discurso no qual localizamos um conjunto de uma ou mais a) Brasília é a capital do Brasil. (V)
sentenças denominadas premissas e uma sentença b) Terra é o maior planeta do sistema Solar. (F)
denominada conclusão.
Em diversas provas de concursos são empregados toda A maioria das proposições são proposições contingenciais,
sorte de argumentos com os mais variados conteúdos: político, ou seja, dependem do contexto para sua análise. Assim, por
religioso, moral e etc. Pode-se pensar na lógica como o estudo exemplo, se considerarmos a proposição simples:
da validade dos argumentos, focalizando a atenção não no
conteúdo, mas sim na sua forma ou na sua estrutura. “Existe vida após a morte”, ela poderá ser verdadeira (do
ponto de vista da religião espírita) ou falsa (do ponto de vista
Conceito de proposição da religião católica); mesmo assim, em ambos os casos, seu valor
Chama-se proposição a todo conjunto de palavras ou lógico é único — ou verdadeiro ou falso.
símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de
sentido completo. Assim, as proposições transmitem Classificação das proposições
pensamentos, isto é, afirmam, declaram fatos ou exprimem As proposições podem ser classificadas em:
juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou 1) Proposições simples (ou atômicas): são formadas por
entes. um única oração, sem conectivos, ou seja, elementos de
Elas devem possuir além disso: ligação. Representamos por letras minusculas: p, q, r,... .
- um sujeito e um predicado;
- e por último, deve sempre ser possível atribuir um valor Exemplos:
lógico: verdadeiro (V) ou falso (F). O céu é azul.
Preenchendo esses requisitos estamos diante de uma Hoje é sábado.
proposição.
Vejamos alguns exemplos: 2) Proposições compostas (ou moleculares): possuem
A) Terra é o maior planeta do sistema Solar elementos de ligação (conectivos) que ligam as orações,
B) Brasília é a capital do Brasil. podendo ser duas, três, e assim por diante. Representamos por
C) Todos os músicos são românticos. letras maiusculas: P, Q, R, ... .

A todas as frases podemos atribuir um valor lógico (V ou Exemplos:


F). O ceu é azul ou cinza.
TOME NOTA!!! Se hoje é sábado, então vou a praia.
Uma forma de identificarmos se uma frase simples é ou
não considerada frase lógica, ou sentença, ou ainda Observação: os termos em destaque são alguns dos
proposição, é pela presença de: conectivos (termos de ligação) que utilizamos em lógica
- sujeito simples: "Carlos é médico"; matemática.
- sujeito composto: "Rui e Nathan são irmãos";
- sujeito inexistente: "Choveu" 3) Sentença aberta: quando não se pode atribuir um
- verbo, que representa a ação praticada por esse sujeito, valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a
e estar sujeita à apreciação de julgamento de ser verdadeira proposição!), portanto, não é considerada frase lógica. São
(V) ou falsa (F), caso contrário, não será considerada consideradas sentenças abertas:
proposição. a) Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou
ontem? – Fez Sol ontem?
Atenção: orações que não tem sujeito, NÃO são b) Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!
consideradas proposições lógicas. c) Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue
a televisão.
Princípios fundamentais da lógica d) Frases sem sentido lógico (expressões vagas,
A Lógica matemática adota como regra fundamental três paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é verdadeira” (expressão
princípios2 (ou axiomas): paradoxal) – O cavalo do meu vizinho morreu (expressão
ambígua) – 2 + 3 + 7
I – PRINCÍPIO DA IDENTIDADE: uma proposição
verdadeira é verdadeira; uma proposição falsa é falsa. 4) Proposição (sentença) fechada: quando a proposição
admitir um único valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso,
II – PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma nesse caso, será considerada uma frase, proposição ou
proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo sentença lógica.
tempo.
Observe os exemplos:
III – PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda
proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre
um desses casos, NUNCA existindo um terceiro caso.

2 Algumas bibliografias consideram apenas dois axiomas o II e o III.

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Frase Sujeito Verbo Conclusão (D) É uma frase declarativa onde podemos identificar o
Maria é Maria É (ser) É uma frase sujeito da frase e atribuir a mesma um valor lógico.
baiana (simples) lógica
Lia e Maria Lia e Maria Têm (ter) É uma frase 02. Resposta: E.
têm dois (composto) lógica Analisando as alternativas temos:
irmãos (A) Não é uma oração composta de sujeito e predicado.
Ventou Inexistente Ventou É uma frase (B) É uma frase imperativa/exclamativa, logo não é
hoje (ventar) lógica proposição.
Um lindo Um lindo Frase sem NÂO é uma (C) É uma frase que expressa ordem, logo não é proposição.
livro de livro verbo frase lógica (D) É uma frase interrogativa.
literatura (E) Composta de sujeito e predicado, é uma frase
Manobrar Frase sem Manobrar NÂO é uma declarativa e podemos atribuir a ela valores lógicos.
esse carro sujeito frase lógica
Existe vida Vida Existir É uma frase 03. Resposta: B.
em Marte lógica Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não
Sentenças representadas por variáveis podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma
a) x + 4 > 5; sentença lógica.
b) Se x > 1, então x + 5 < 7; (B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir
c) x = 3 se, e somente se, x + y = 15. valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois
Observação: Os termos “atômicos” e “moleculares” podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado
referem-se à quantidade de verbos presentes na frase. que tenhamos
Consideremos uma frase com apenas um verbo, então ela será (D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também
dita atômica, pois se refere a apenas um único átomo (1 verbo podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando
= 1 átomo); consideremos, agora, uma frase com mais de um a quantidade certa de gols, apenas se podemos atribuir um
verbo, então ela será dita molecular, pois se refere a mais de valor de V ou F a sentença).
um átomo (mais de um átomo = uma molécula). (E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir
valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
Questões
CONCEITO DE TABELA VERDADE
01. (Pref. Tanguá/RJ- Fiscal de Tributos – MS
CONCURSOS/2017) Qual das seguintes sentenças é Sabemos que tabela verdade é toda tabela que atribui,
classificada como uma proposição simples? previamente, os possíveis valores lógicos que as proposições
(A) Será que vou ser aprovado no concurso? simples podem assumir, como sendo verdadeiras (V) ou
(B) Ele é goleiro do Bangu. falsas (F), e, por consequência, permite definir a solução de
(C) João fez 18 anos e não tirou carta de motorista. uma determinada fórmula (proposição composta).
(D) Bashar al-Assad é presidente dos Estados Unidos. De acordo com o Princípio do Terceiro Excluído, toda
proposição simples “p” é verdadeira ou falsa, ou seja, possui o
02. (IF/PA- Auxiliar de Assuntos Educacionais – valor lógico V (verdade) ou o valor lógico F (falsidade).
IF/PA/2016) Qual sentença a seguir é considerada uma Em se tratando de uma proposição composta, a
proposição? determinação de seu valor lógico, conhecidos os valores
(A) O copo de plástico. lógicos das proposições simples componentes, se faz com base
(B) Feliz Natal! no seguinte princípio, vamos relembrar:
(C) Pegue suas coisas.
(D) Onde está o livro?
(E) Francisco não tomou o remédio. O valor lógico de qualquer proposição composta
depende UNICAMENTE dos valores lógicos das
03. (Cespe/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir: proposições simples componentes, ficando por eles
• “A frase dentro destas aspas é uma mentira.” UNIVOCAMENTE determinados.
• A expressão x + y é positiva.
• O valor de √4 + 3 = 7.
• Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira. Para determinarmos esses valores recorremos a um
• O que é isto? dispositivo prático que é o objeto do nosso estudo: A tabela
Há exatamente: verdade. Em que figuram todos os possíveis valores lógicos da
(A) uma proposição; proposição composta (sua solução) correspondente a todas as
(B) duas proposições; possíveis atribuições de valores lógicos às proposições
(C) três proposições; simples componentes.
(D) quatro proposições;
(E) todas são proposições. Número de linhas de uma Tabela Verdade
O número de linhas de uma proposição composta depende
Respostas do número de proposições simples que a integram, sendo dado
pelo seguinte teorema:
01. Resposta: D.
Analisando as alternativas temos: “A tabela verdade de uma proposição composta com n*
(A) Frases interrogativas não são consideradas proposições simples componentes contém 2n linhas.” (*
proposições. Algumas bibliografias utilizam o “p” no lugar do “n”)
(B) O sujeito aqui é indeterminado, logo não podemos Os valores lógicos “V” e “F” se alteram de dois em dois para
definir quem é ele. a primeira proposição “p” e de um em um para a segunda
(C) Trata-se de uma proposição composta proposição “q”, em suas respectivas colunas, e, além disso, VV,

Matemática/Raciocínio Lógico 34
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VF, FV e FF, em cada linha, são todos os arranjos binários com proposição composta. Temos os verbos “andar’, “beber”, “cair”
repetição dos dois elementos “V” e “F”, segundo ensina a e “dormir”. Aplicando a fórmula do número de linhas temos:
Análise Combinatória. Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.
Construção da tabela verdade de uma proposição
composta 02. (Cespe/UnB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições
Para sua construção começamos contando o número de simples e distintas, então o número de linhas da tabela-
proposições simples que a integram. Se há n proposições verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
simples componentes, então temos 2n linhas. Feito isso, (A) 2;
atribuimos a 1ª proposição simples “p1” 2n / 2 = 2n -1 valores (B) 4;
V , seguidos de 2n – 1 valores F, e assim por diante. (C) 8;
(D) 16;
Exemplos (E) 32.
1) Se tivermos 2 proposições temos que 2n =22 = 4 linhas e
2n – 1 = 22 - 1 = 2, temos para a 1ª proposição 2 valores V e 2 Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio
valores F se alternam de 2 em 2 , para a 2ª proposição temos acima, então teremos:
que os valores se alternam de 1 em 1 (ou seja metade dos Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
valores da 1ª proposição). Observe a ilustração, a primeira Resposta D.
parte dela corresponde a árvore de possibilidades e a segunda
a tabela propriamente dita. Estudo dos Operadores e Operações Lógicas
Quando efetuamos certas operações sobre proposições
chamadas operações lógicas, efetuamos cálculos
proposicionais, semelhantes a aritmética sobre números, de
forma a determinarmos os valores das proposições.

1) Negação ( ~ ): chamamos de negação de uma


proposição representada por “não p” cujo valor lógico é
verdade (V) quando p é falsa e falsidade (F) quando p é
verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto daquele de
p.
Pela tabela verdade temos:

(Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-verdade.html)

2) Neste caso temos 3 proposições simples, fazendo os


cálculos temos: 2n =23 = 8 linhas e 2n – 1 = 23 - 1 = 4, temos para
a 1ª proposição 4 valores V e 4 valores F se alternam de 4 em Simbolicamente temos:
4 , para a 2ª proposição temos que os valores se alternam de 2 ~V = F ; ~F = V
em 2 (metade da 1ª proposição) e para a 3ª proposição temos V(~p) = ~V(p)
valores que se alternam de 1 em 1(metade da 2ª proposição).
Exemplos
Proposição Negação: ~p
(afirmações): p
Carlos é médico Carlos NÃO é médico
Juliana é carioca Juliana NÃO é carioca
Nicolas está de férias Nicolas NÃO está de férias
Norberto foi NÃO É VERDADE QUE
trabalhar Norberto foi trabalhar

A primeira parte da tabela todas as afirmações são


verdadeiras, logo ao negarmos temos passam a ter como valor
lógico a falsidade.

- Dupla negação (Teoria da Involução): vamos


(Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-verdade.html) considerar as seguintes proposições primitivas, p:” Netuno é o
planeta mais distante do Sol”; sendo seu valor verdadeiro ao
Vejamos alguns exemplos: negarmos “p”, vamos obter a seguinte proposição ~p: “Netuno
NÂO é o planeta mais distante do Sol” e negando novamente a
01. (FCC) Com relação à proposição: “Se ando e bebo, proposição “~p” teremos ~(~p): “NÃO É VERDADE que Netuno
então caio, mas não durmo ou não bebo”. O número de linhas NÃO é o planeta mais distante do Sol”, sendo seu valor lógico
da tabela-verdade da proposição composta anterior é igual a: verdadeiro (V). Logo a dupla negação equivale a termos de
(A) 2; valores lógicos a sua proposição primitiva.
(B) 4;
(C) 8; p ≡ ~(~p)
(D) 16;
(E) 32. Observação: O termo “equivalente” está associado aos
“valores lógicos” de duas fórmulas lógicas, sendo iguais pela
Vamos contar o número de verbos para termos a natureza de seus valores lógicos.
quantidade de proposições simples e distintas contidas na Exemplo:
1. Saturno é um planeta do sistema solar.

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2. Sete é um número real maior que cinco.

Sabendo-se da realidade dos valores lógicos das


proposições “Saturno é um planeta do sistema solar” e “Sete é
um número rela maior que cinco”, que são ambos verdadeiros
(V), conclui-se que essas proposições são equivalentes, em
termos de valores lógicos, entre si.
Exemplos
2) Conjunção – produto lógico (^): chama-se de (a)
conjunção de duas proposições p e q a proposição p: A neve é branca. (V)
representada por “p e q”, cujo valor lógico é verdade (V) q: 3 < 5. (V)
quando as proposições, p e q, são ambas verdadeiras e V(p v q) = V(p) v V(q) = V v V = V
falsidade (F) nos demais casos.
Simbolicamente temos: “p ^ q” (lê-se: “p E q”). (b)
Pela tabela verdade temos: p: A neve é azul. (F)
q: 6 < 5. (F)
V(p v q) = V(p) v V(q) = F v F = F

(c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p v q) = V(p) v V(q) = V v F = V
Exemplos
(a) (d)
p: A neve é branca. (V) p: A neve é azul. (F)
q: 3 < 5. (V) q: 7 é número ímpar. (V)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ V = V V(p v q) = V(p) v V(q) = F v V = V

(b) 4) Disjunção exclusiva ( v ): chama-se disjunção


p: A neve é azul. (F) exclusiva de duas proposições p e q, cujo valor lógico é
q: 6 < 5. (F) verdade (V) somente quando p é verdadeira ou q é
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ F = F verdadeira, mas não quando p e q são ambas verdadeiras
e a falsidade (F) quando p e q são ambas verdadeiras ou
(c) ambas falsas.
p: Pelé é jogador de futebol. (V) Simbolicamente: “p v q” (lê-se; “OU p OU q”; “OU p OU q,
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F) MAS NÃO AMBOS”).
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ F = F Pela tabela verdade temos:

(d)
p: A neve é azul. (F)
q: 7 é número ímpar. (V)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ V = F

- O valor lógico de uma proposição simples “p” é indicado


por V(p). Assim, exprime-se que “p” é verdadeira (V), Para entender melhor vamos analisar o exemplo.
escrevendo: p: Nathan é médico ou professor. (Ambas podem ser
V(p) = V verdadeiras, ele pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, uma
condição não exclui a outra – disjunção inclusiva).
- Analogamente, exprime-se que “p” é falsa (F), Podemos escrever:
escrevendo: Nathan é médico ^ Nathan é professor
V(p) = F
q: Mario é carioca ou paulista (aqui temos que se Mario é
- As proposições compostas, representadas, por exemplo, carioca implica que ele não pode ser paulista, as duas coisas
pelas letras maiúsculas “P”, “Q”, “R”, “S” e “T”, terão seus não podem acontecer ao mesmo tempo – disjunção exclusiva).
respectivos valores lógicos representados por: Reescrevendo:
V(P), V(Q), V(R), V(S) e V(T). Mario é carioca v Mario é paulista.
3) Disjunção inclusiva – soma lógica – disjunção Exemplos
simples (v): chama-se de disjunção inclusiva de duas a) Plínio pula ou Lucas corre, mas não ambos.
proposições p e q a proposição representada por “p ou q”, cujo b) Ou Plínio pula ou Lucas corre.
valor lógico é verdade (V) quando pelo menos uma das
proposições, p e q, é verdadeira e falsidade (F) quando 5) Implicação lógica ou condicional (→): chama-se
ambas são falsas. proposição condicional ou apenas condicional representada
Simbolicamente: “p v q” (lê-se: “p OU q”). por “se p então q”, cujo valor lógico é falsidade (F) no caso em
Pela tabela verdade temos: que p é verdade e q é falsa e a verdade (V) nos demais
casos.

Simbolicamente: “p → q” (lê-se: p é condição suficiente


para q; q é condição necessária para p).

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APOSTILAS OPÇÃO

p é o antecedente e q o consequente e “→” é chamado de Este é um dos tópicos mais vistos em diversas provas e por
símbolo de implicação. isso vamos aqui detalhar de forma a sermos capazes de
Pela tabela verdade temos: resolver questões deste tipo.

Sejam as seguintes proposições simples denotadas por “p”,


“q” e “r” representadas por:
p: Luciana estuda.
q: João bebe.
r: Carlos dança.

Exemplos Sejam, agora, as seguintes proposições compostas


(a) denotadas por: “P ”, “Q ”, “R ”, “S ”, “T ”, “U ”, “V ” e “X ”
p: A neve é branca. (V) representadas por:
q: 3 < 5. (V) P: Se Luciana estuda e João bebe, então Carlos não dança.
V(p → q) = V(p) → V(q) = V → V = V Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana não
estuda.
(b) R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
p: A neve é azul. (F) João não bebe.
q: 6 < 5. (F)
V(p → q) = V(p) → V(q) = F → F = V O primeiro passo é destacarmos os operadores lógicos
(modificadores e conectivos) e as proposições. Depois
(c) reescrevermos de forma simbólica, vajamos:
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p → q) = V(p) → V(q) = V → F = F
Juntando as informações temos que, P: (p ^ q) → ~r
(d)
p: A neve é azul. (F)
Continuando:
q: 7 é número ímpar. (V)
V(p → q) = V(p) → V(q) = F → V = V
Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana
estuda.
6) Dupla implicação ou bicondicional (↔):chama-se
proposição bicondicional ou apenas bicondicional
representada por “p se e somente se q”, cujo valor lógico é
verdade (V) quando p e q são ambas verdadeiras ou falsas
e a falsidade (F) nos demais casos.
Simbolicamente: “p ↔ q” (lê-se: p é condição necessária e
suficiente para q; q é condição necessária e suficiente para p). Simbolicamente temos: Q: ~ (q v r ^ ~p).
Pela tabela verdade temos:
R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
João não bebe.
(p v r) ↔ ~q

Observação: os termos “É falso que”, “Não é verdade que”,


Exemplos “É mentira que” e “É uma falácia que”, quando iniciam as
(a) frases negam, por completo, as frases subsequentes.
p: A neve é branca. (V)
q: 3 < 5. (V) - O uso de parêntesis
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ V = V A necessidade de usar parêntesis na simbolização das
proposições se deve a evitar qualquer tipo de ambiguidade,
(b) assim na proposição, por exemplo, p ^ q v r, nos dá a seguinte
p: A neve é azul. (F) proposições:
q: 6 < 5. (F)
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ F = V (I) (p ^ q) v r - Conectivo principal é da disjunção.
(II) p ^ (q v r) - Conectivo principal é da conjunção.
(c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V) As quais apresentam significados diferentes, pois os
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F) conectivos principais de cada proposição composta dá valores
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ F = F lógicos diferentes como conclusão.
Agora observe a expressão: p ^ q → r v s, dá lugar,
(d) colocando parêntesis as seguintes proposições:
p: A neve é azul. (F) a) ((p ^ q) → r) v s
q: 7 é número ímpar. (V) b) p ^ ((q → r) v s)
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ V = F c) (p ^ (q → r)) v s
d) p ^ (q → (r v s))
Transformação da linguagem corrente para a e) (p ^ q) → (r v s)
simbólica
Aqui duas quaisquer delas não tem o mesmo significado.
Porém existem muitos casos que os parêntesis são suprimidos,

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APOSTILAS OPÇÃO

a fim de simplificar as proposições simbolizadas, desde que, 2ª Resolução) Vamos montar primeiro as colunas
naturalmente, ambiguidade alguma venha a aparecer. Para correspondentes a proposições simples p e q , depois traçar
isso a supressão do uso de parêntesis se faz mediante a colunas para cada uma dessas proposições e para cada um dos
algumas convenções, das quais duas são particularmente conectivos que compõem a proposição composta.
importantes: p q ~ (p ^ ~ q)
V V
1ª) A “ordem de precedência” para os conectivos é: V F
(I) ~ (negação) F V
(II) ^, v (conjunção ou disjunção têm a mesma F F
precedência, operando-se o que ocorrer primeiro, da esquerda
para direita). Depois completamos, em uma determinada ordem as
(III) → (condicional) colunas escrevendo em cada uma delas os valores lógicos.
(IV) ↔ (bicondicional) p q ~ (p ^ ~ q)
Portanto o mais “fraco” é “~” e o mais “forte” é “↔”. V V V V
V F V F
Logo: Os símbolos → e ↔ têm preferência sobre ^ e v.
F V F V
F F F F
Exemplo
1 1
p → q ↔ s ^ r , é uma bicondicional e nunca uma
condicional ou uma conjunção. Para convertê-la numa
condicional há que se usar parêntesis: p q ~ (p ^ ~ q)
p →( q ↔ s ^ r ) V V V F V
E para convertê-la em uma conjunção: V F V V F
(p → q ↔ s) ^ r F V F F V
F F F V F
2ª) Quando um mesmo conectivo aparece 1 2 1
sucessivamente repetido, suprimem-se os parêntesis,
fazendo-se a associação a partir da esquerda. p q ~ (p ^ ~ q)
V V V F F V
Segundo estas duas convenções, as duas seguintes V F V V V F
proposições se escrevem: F V F F F V
F F F F V F
Proposição Nova forma de escrever 1 3 2 1
a proposição
((~(~(p ^ q))) v (~p)) ~~ (p ^ q) v ~p p q ~ (p ^ ~ q)
((~p) → (q → (~(p v r)))) ~p→ (q → ~(p v r)) V V V V F F V
V F F V V V F
- Outros símbolos para os conectivos (operadores lógicos): F V V F F F V
“¬” (cantoneira) para negação (~). F F V F F V F
“●” e “&” para conjunção (^).
4 1 3 2 1
“‫( ”ﬤ‬ferradura) para a condicional (→).

Em síntese temos a tabela verdade das proposições que Observe que vamos preenchendo a tabela com os valores
facilitará na resolução de diversas questões lógicos (V e F), depois resolvemos os operadores lógicos
(modificadores e conectivos) e obtemos em 4 os valores
lógicos da proposição que correspondem a todas possíveis
atribuições de p e q de modo que:

P(V V) = V, P(V F) = F, P(F V) = V, P(F F) = V

A proposição P(p,q) associa a cada um dos elementos do


(Fonte: http://www laifi.com.)
conjunto U – {VV, VF, FV, FF} com um ÚNICO elemento do
conjunto {V,F}, isto é, P(p,q) outra coisa não é que uma função
Exemplo
de U em {V,F}
Vamos construir a tabela verdade da proposição:
P(p,q) = ~ (p ^ ~q) P(p,q): U → {V,F} , cuja representação gráfica por um
diagrama sagital é a seguinte:
1ª Resolução) Vamos formar o par de colunas
correspondentes as duas proposições simples p e q. Em
seguida a coluna para ~q , depois a coluna para p ^ ~q e a
útima contento toda a proposição ~ (p ^ ~q), atribuindo todos
os valores lógicos possíveis de acordo com os operadores
lógicos.

p q ~q p ^~q ~ (p ^ ~q)
V V F F V
V F V V F
F V F F V
3ª Resolução) Resulta em suprimir a tabela verdade
F F V F V
anterior as duas primeiras da esquerda relativas às

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proposições simples componentes p e q. Obtermos então a simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e
seguinte tabela verdade simplificada: F(falsidade), temos as seguintes propriedades:

~ (p ^ ~ q) 1) Idempotente: p v p ⇔ p
V V F F V A tabela verdade de p v p e p, são idênticas, ou seja, a
F V V V F bicondicional p v p ↔ p é tautológica.
V F F F V
V F F V F p pvp pvp↔p
4 1 3 2 1 V V V
F F V
Referências
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio 2) Comutativa: p v q ⇔ q v p
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. A tabela verdade de p v q e q v p são idênticas, ou seja, a
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002. bicondicional p v q ↔ q v p é tautológica.

ÁLGEBRA DAS PROPOSIÇÕES p q pvq qvp pvq↔qvp


V V V V V
Propriedades da Conjunção: Sendo as proposições p, q e V F V V V
r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também F V V V V
simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e F F F F V
F(falsidade), temos as seguintes propriedades:
3) Associativa: (p v q) v r ⇔ p v (q v r)
1) Idempotente: p ^ p ⇔ p (o símbolo “⇔” representa A tabela verdade de (p v q) v r e p v (q v r) são idênticas, ou
equivalência). seja, a bicondicional (p v q) v r ↔ p v (q v r) é tautológica.
A tabela verdade de p ^ p e p, são idênticas, ou seja, a
bicondicional p ^ p ↔ p é tautológica. p q r pvq (p v q) v r qvr p v (q v r)
V V V V V V V
p p^p p^p↔p V V F V V V V
V V V V F V V V V V
F F V V F F V V F V
F V V V V V V
2) Comutativa: p ^ q ⇔ q ^ p F V F V V V V
A tabela verdade de p ^ q e q ^ p são idênticas, ou seja, a F F V F V V V
bicondicional p ^ q ↔ q ^ p é tautológica. F F F F F F F

p q p^q q^p p^q↔q^p 4) Identidade: p v t ⇔ t e p v w ⇔ p


V V V V V A tabela verdade de p v t e p, e p v w e w são idênticas, ou
V F F F V seja, a bicondicional p v t ↔ t e p v w ↔ p são tautológicas.
F V F F V
F F F F V p t w pvt pvw pvt↔t pvw↔p
V V F V V V V
3) Associativa: (p ^ q) ^ r ⇔ p ^ (q ^ r) F V F V F V V
A tabela verdade de (p ^ q) ^ r e p ^ (q ^ r) são idênticas,
ou seja, a bicondicional (p ^ q) ^ r ↔ p ^ (q ^ r) é tautológica. Estas propriedades exprimem que t e w são
respectivamente elemento absorvente e elemento neutro da
p q r p^q (p ^ q) ^ r q^r p ^ (q ^ r) disjunção.
V V V V V V V
V V F V F F F Propriedades da Conjunção e Disjunção: Sejam p, q e r
V F V F F F F proposições simples quaisquer.
V F F F F F F 1) Distributiva:
F V V F F V F - p ^ (q v r) ⇔ (p ^ q) v (p ^ r)
F V F F F F F - p v (q ^ r) ⇔ (p v q) ^ (p v r)
F F V F F F F
F F F F F F F A tabela verdade das proposições p ^ (q v r) e (p v q) ^ (p
v r) são idênticas, e observamos que a bicondicional p ^ (q v r)
4) Identidade: p ^ t ⇔ p e p ^ w ⇔ w ↔ (p ^ q) v (p ^ r) é tautológica.
A tabela verdade de p ^ t e p, e p ^ w e w são idênticas, ou
seja, a bicondicional p ^ t ↔ p e p ^ w ↔ w são tautológicas. p q r qvr p ^ (q v r) p^q p^r (p ^ q) v (p ^ r)
V V V V V V V V
p t w p^t p^w p^t↔p p^w↔w V V F V V V F V
V V F V F V V V F V V V F V V
F V F F F V V V F F F F F F F
F V V V F F F F
Estas propriedades exprimem que t e w são F V F V F F F F
respectivamente elemento neutro e elemento absorvente da F F V V F F F F
conjunção. F F F F F F F F

Propriedades da Disjunção: Sendo as proposições p, q e


r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também

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Analogamente temos ainda que a tabela verdade das


proposições p v (q ^ r) e (p v q) ^ (p v r) são idênticas e sua
bicondicional p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r) é tautológica.
( ) Certo ( ) Errado
A equivalência p ^ (q v r) ↔ (p ^ q) v (p ^ r), exprime que a
conjunção é distributiva em relação à disjunção e a
02. (BRDE-Analista de Sistemas, Desenvolvimento de
equivalência p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r), exprime que a
Sistemas – FUNDATEC) Qual operação lógica descreve a
disjunção é distributiva em relação à conjunção.
tabela verdade da função Z abaixo cujo operandos são A e B?
Exemplo:
Considere que V significa Verdadeiro, e F, Falso.
“Carlos estuda E Jorge trabalha OU viaja” é equivalente à
seguinte proposição:
“Carlos estuda E Jorge trabalha” OU “Carlos estuda E Jorge
viaja”.

2) Absorção:
- p ^ (p v q) ⇔ p
- p v (p ^ q) ⇔ p

A tabela verdade das proposições p ^ (p v q) e p, ou seja, a (A) Ou.


bicondicional p ^ (p v q) ↔ p é tautológica. (B) E.
(C) Ou exclusivo.
(D) Implicação (se...então).
p q pvq p ^ (p v q) p ^ (p v q) ↔ p
(E) Bicondicional (se e somente se).
V V V V V
V F V V V
03. (EBSERH – Técnico em Citopatologia – INSTITUTO
F V V F V AOCP) Considerando a proposição composta ( p ∨ r ) , é
F F F F V correto afirmar que
(A) a proposição composta é falsa se apenas p for falsa.
Analogamente temos ainda que a tabela verdade das (B) a proposição composta é falsa se apenas r for falsa.
proposições p v (p ^ q) e p são idênticas, ou seja a bicondicional (C) para que a proposição composta seja verdadeira é
p v (p ^ q) ↔ p é tautológica. necessário que ambas, p e r sejam verdadeiras.
(D) para que a proposição composta seja verdadeira é
p q p^q p v (p ^ q) p v (p ^ q) ↔ p necessário que ambas, p e r sejam falsas.
V V V V V (E) para que a proposição composta seja falsa é necessário
V F F V V que ambas, p e r sejam falsas.
F V F F V
F F F F V 04. (CRM/DF – Assistente Administrativo –
QUADRIX/2018) Considerando que Mário seja assistente de
Referências tecnologia da informação de determinado Conselho Regional
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. de Medicina (CRM) e a seguinte proposição a respeito das
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: atividades de Mário no referido órgão: P: “Mário dá suporte às
Nobel – 2002. salas de treinamento e executa scripts de atualização do banco
de dados.”, julgue o item a seguir.
Questões
Simbolizando-se P por A∧B, a negação da proposição P
01. (MEC – Conhecimentos básicos para os Postos será a proposição R: “Mário não dá suporte às salas de
9,10,11 e 16 – CESPE) treinamento nem executa scripts de atualização do banco de
dados.”, cuja tabela-verdade é a apresentada abaixo.

( )Certo ( )Errado
A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela- Respostas
verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V
e F correspondem, respectivamente, aos valores lógicos 01. Resposta: Certo.
verdadeiro e falso. P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:
Com base nessas informações e utilizando os conectivos
lógicos usuais, julgue o item subsecutivo.
R Q P [P v (Q ↔ R) ]
A última coluna da tabela-verdade referente à proposição
lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal V V V V V V V V
é igual a V V F F V V V V
V F V V V F F V
V F F F F F F V

Matemática/Raciocínio Lógico 40
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APOSTILAS OPÇÃO

F V V V V V F F Conclusão: é a proposição que contém o resultado final da


F V F F F V F F inferência e que esta alicerçada nas premissas. Para separa as
premissas das conclusões utilizam-se expressões como “logo,
F F V V V F V F
...”, “portanto, ...”, “por isso, ...”, entre outras.
F F F F V F V F
Sofisma: é um raciocínio falso com aspecto de verdadeiro.
02. Resposta: D.
Observe novamente a tabela abaixo, considere A = p, B = q Falácia: é um argumento inválido, sem fundamento ou
e Z = condicional. tecnicamente falho na capacidade de provar aquilo que
enuncia.

Silogismo: é um raciocínio composto de três proposições,


dispostas de tal maneira que a conclusão é verdadeira e deriva
logicamente das duas primeiras premissas, ou seja, a
conclusão é a terceira premissa.
03. Resposta: E.
Como já foi visto, a disjunção só é falsa quando as duas O argumento é uma fórmula constituída de premissas e
proposições são falsas. conclusões (dois elementos fundamentais da argumentação)
conforme dito no início temos:
04. Resposta: Errado.
Temos que montar a tabela verdade de P = A∧B, assim

A B P = A∧B
V V V
V F F
F V F
F F F
Assim a negação de P será:
Todas as PREMISSAS tem uma CONCLUSÃO. Os exemplos
~P = R
acima são considerados silogismos.
F
Um argumento de premissas P1, P2, ..., Pn e de conclusão
V
Q, indica-se por:
V P1, P2, ..., Pn |----- Q
V
Argumentos Válidos
Um argumento é VÁLIDO (ou bem construído ou legítimo)
Lógica de argumentação: quando a conclusão é VERDADEIRA (V), sempre que as
analogias, inferências, premissas forem todas verdadeiras (V). Dizemos, também, que
um argumento é válido quando a conclusão é uma
deduções e conclusões consequência obrigatória das verdades de suas premissas. Ou
seja:

No estudo da Lógica Matemática, a dedução formal é a A verdade das premissas é incompatível com a falsidade da
principal ferramenta para o raciocínio válido de um conclusão.
argumento. Ela avalia de forma genérica as conclusões que a
argumentação pode tomar, quais dessas conclusões são Um argumento válido é denominado tautologia quando
válidas e quais são inválidas (falaciosas). Ainda na Lógica assumir, somente, valorações verdadeiras,
Matemática, estudam-se as formas válidas de inferência de independentemente de valorações assumidas por suas
uma linguagem formal ou proposicional constituindo-se, estruturas lógicas.
assim, a teoria da argumentação.
Um argumento é um conjunto finito de premissas – Argumentos Inválidos
proposições –, sendo uma delas a consequência das demais. Um argumento é dito INVÁLIDO (ou falácia, ou ilegítimo ou
Tal premissa (proposição), que é o resultado dedutivo ou mal construído), quando as verdades das premissas são
consequência lógica das demais, é chamada conclusão. insuficientes para sustentar a verdade da conclusão.
Um argumento é uma fórmula: P1 ∧ P2 ∧ ... ∧ Pn → Q, em Caso a conclusão seja falsa, decorrente das insuficiências
que os Pis (P1, P2, P3...) e Q são fórmulas simples ou geradas pelas verdades de suas premissas, tem-se como
compostas. Nesse argumento, as fórmulas Pis (P1, P2, P3...) são conclusão uma contradição (F).
chamadas premissas e a fórmula Q é chamada conclusão. Um argumento não válido diz-se um SOFISMA.

Conceitos
Premissas (proposições): são afirmações que podem ser - A verdade e a falsidade são propriedades das
verdadeiras ou falsas. Com base nelas que os argumentos são proposições.
compostos, ou melhor, elas possibilitam que o argumento seja - Já a validade e a invalidade são propriedades inerentes
aos argumentos.
aceito.
- Uma proposição pode ser considerada verdadeira ou
falsa, mas nunca válida e inválida.
Inferência: é o processo a partir de uma ou mais
- Não é possível ter uma conclusão falsa se as
premissas se chegar a novas proposições. Quando a inferência
premissas são verdadeiras.
é dada como válida, significa que a nova proposição foi aceita,
- A validade de um argumento depende exclusivamente
podendo ela ser utilizada em outras inferências.
da relação existente entre as premissas e conclusões.

Matemática/Raciocínio Lógico 41
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Critérios de Validade de um argumento


Pelo teorema temos:

Um argumento P1, P2, ..., Pn |---- Q é VÁLIDO se e somente


Ao confirmar a proposição simples “Paula não fica em casa”
se a condicional:
(P1 ^ P2 ^ ...^ Pn) → Q é tautológica. como verdadeira, estaremos confirmando, também, como
verdadeira a 1ª parte da condicional da premissa “P2” (3º
Métodos para testar a validade dos argumentos passo).
Estes métodos nos permitem, por dedução (ou inferência), P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa.
atribuirmos valores lógicos as premissas de um argumento
para determinarmos uma conclusão verdadeira.
Também podemos utilizar diagramas lógicos caso sejam
estruturas categóricas (frases formadas pelas palavras ou
quantificadores: todo, algum e nenhum).
Se a 1ª parte de uma condicional for verdadeira, logo, a 2ª
Os métodos consistem em: parte também deverá ser verdadeira, já que uma verdade
1) Atribuição de valores lógicos: o método consiste na implica outra verdade. Assim, concluímos que “Marta vai à
dedução dos valores lógicos das premissas de um festa” (4º passo).
argumento, a partir de um “ponto de referência inicial” que, P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa.
geralmente, será representado pelo valor lógico de uma
premissa formada por uma proposição simples. Lembramos
que, para que um argumento seja válido, partiremos do
pressuposto que todas as premissas que compõem esse
argumento são, na totalidade, verdadeiras.
Para dedução dos valores lógicos, utilizaremos como
auxílio a tabela-verdade dos conectivos. Sabendo-se que “Marta vai à festa” é uma proposição
simples verdadeira, então a 2ª parte da condicional da
premissa P1 será falsa (5º passo). Lembramos que, sempre
que confirmarmos como falsa a 2ª parte de uma condicional,
devemos confirmar também como falsa a 1ª parte (6º passo),
já que F → F: V.

Exemplos
01. Seja um argumento formado pelas seguintes
premissas: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. Se
Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. Nem Rita foi à
festa, nem Paula ficou em casa. Portanto, de acordo com os valores lógicos atribuídos,
Sejam as seguintes premissas: podemos obter as seguintes conclusões: “Ana não vai à festa”;
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. “Marta vai à festa”; “Paula não fica em casa” e “Rita não foi
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. à festa”.
P3: Nem Rita foi à festa, nem Paula ficou em casa.
Inicialmente, reescreveremos a última premissa “P3” na 02. Seja um argumento formado pelas seguintes
forma de uma conjunção, já que a forma “nem A, nem B” pode premissas: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.
ser também representada por “não A e não B”. Portanto, Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista. Paulo é porteiro se, e
teremos: somente se, Saulo não é síndico.
Então, sejam as premissas: Sejam as seguintes premissas:
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. P2: Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista.
P3: Rita não foi à festa e Paula não ficou em casa. P3: Paulo é porteiro se, e somente se, Saulo não é síndico.

Lembramos que, para que esse argumento seja válido, Lembramos que, para que esse argumento seja válido,
todas as premissas que o compõem deverão ser todas as premissas que o compõem deverão ser,
necessariamente verdadeiras. necessariamente, verdadeiras.
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa: (V) P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista: (V)
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa: (V) P2: Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista: (V)
P3: Rita não foi à festa e Paula não ficou em casa: (V) P3: Paulo é porteiro se, e somente se, Saulo não é síndico:
(V)
Nesse caso, não há um “ponto de referência”, ou seja, não Caso o argumento não possua uma proposição simples
temos uma proposição simples que faça parte desse (ponto de referência inicial) ou uma conjunção ou uma
argumento; logo, tomaremos como verdade a conjunção da disjunção exclusiva, então as deduções serão iniciadas pela
premissa “P3”, já que uma conjunção é considerada verdadeira bicondicional, caso exista.
somente quando suas partes forem verdadeiras. Assim, Sendo P3 uma bicondicional, e sabendo-se que toda
teremos a confirmação dos seguintes valores lógicos bicondicional assume valoração verdadeira somente
verdadeiros: “Rita não foi à festa” (1º passo) e “Paula não ficou quando suas partes são verdadeiras ou falsas,
em casa” (2º passo). simultaneamente, então consideraremos as duas partes da
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. bicondicional como sendo verdadeiras (1º e 2º passos), por
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. dedução.
P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.

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APOSTILAS OPÇÃO

2o caso: quando o argumento é representado por uma


sequência lógica de premissas, sendo a última sua conclusão, e
é questionada a sua validade.
Confirmando-se a proposição simples “Saulo não é síndico” Exemplo:
como verdadeira, então a 1ª parte da disjunção em P2 será “Se leio, então entendo. Se entendo, então não
valorada como falsa (3º passo). Se uma das partes de uma compreendo. Logo, compreendo.”
disjunção for falsa, a outra parte “Eduardo é eletricista” deverá P1: Se leio, então entendo.
ser necessariamente verdadeira, para que toda a disjunção P2: Se entendo, então não compreendo.
assuma valoração verdadeira (4º passo). C: Compreendo.
P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista. Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento:
P1 ∧ P2 → C

Representando inicialmente as proposições primitivas


“leio”, “entendo” e “compreendo”, respectivamente, por “p”,
“q” e “r”, teremos a seguinte fórmula argumentativa:
P1: p → q
Ao confirmar como verdadeira a proposição simples
P2: q → ~r
“Eduardo é eletricista”, então a 2ª parte da condicional em P1
C: r
será falsa (5º passo). Se a 2ª parte de uma condicional for
valorada como falsa, então a 1ª parte também deverá ser [(p → q) ∧ (q → ~r)] → r ou
considerada falsa (6º passo), para que seu valor lógico seja
considerado verdadeiro (F → F: V).

Montando a tabela verdade temos (vamos montar o passo


a passo):
P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r

V V V V V V V F V

Portanto, de acordo com os valores lógicos atribuídos,


V V F V V V V V F
podemos obter as seguintes conclusões: “Pedro não é pintor”;
“Eduardo é eletricista”; “Saulo não é síndico” e “Paulo é
porteiro”. V F V V F F F F V

V F F V F F F V F
Caso o argumento não possua uma proposição simples “ponto
de referência inicial”, devem-se iniciar as deduções pela
F V V F V V V F V
conjunção, e, caso não exista tal conjunção, pela disjunção
exclusiva ou pela bicondicional, caso existam.
F V F F V V V V F

2) Método da Tabela – Verdade: para resolvermos temos F F V F V F F F V


que levar em considerações dois casos.
1º caso: quando o argumento é representado por uma
F F F F V F F V F
fórmula argumentativa.

Exemplo: 1º 2º 1º 1º 1º 1º
A → B ~A = ~B
Para resolver vamos montar uma tabela dispondo todas as
proposições, as premissas e as conclusões afim de chegarmos P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
a validade do argumento.
V V V V V V V F F V

V V F V V V V V V F

V F V V F F F V F V

V F F V F F F V V F

F V V F V V V F F V
(Fonte: http://www.marilia.unesp.br)
F V F F V V V V V F
O caso onde as premissas são verdadeiras e a conclusão
é falsa está sinalizada na tabela acima pelo asterisco. Observe F F V F V F F V F V
também, na linha 4, que as premissas são verdadeiras e a
conclusão é verdadeira. Chegamos através dessa análise que o F F F F V F F V V F
argumento não é valido.
1º 2º 1º 1º 3º 1º 1º

Matemática/Raciocínio Lógico 43
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APOSTILAS OPÇÃO

P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r 3.3 - Método da conjunção (CONJ)


1º caso:
V V V V V V F V F F V

V V F V V V V V V V F

V F V V F F F F V F V 2º caso:

V F F V F F F F V V F

F V V F V V F V F F V
3.4 - Método da absorção (ABS)
F V F F V V V V V V F

F F V F V F V F V F V
3.5 – Modus Ponens (MP)
F F F F V F V F V V F

1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 1º

3.6 – Modus Tollens (MT)


P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r

V V V V V V F V F F V V

V V F V V V V V V V F F 3.7 – Dilema construtivo (DC)

V F V V F F F F V F V V

V F F V F F F F V V V F

F V V F V V F V F F V V 3.8 – Dilema destrutivo (DD)

F V F F V V V V V V F F

F F V F V F V F V F V V

F F F F V F V F V V F F 3.9 – Silogismo disjuntivo (SD)


1º caso:
1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 5º 1º

Sendo a solução (observado na 5a resolução) uma


contingência (possui valores verdadeiros e falsos), logo, esse
2º caso:
argumento não é válido. Podemos chamar esse argumento de
sofisma embora tenha premissas e conclusões verdadeiras.

Implicações tautológicas: a utilização da tabela verdade


em alguns casos torna-se muito trabalhoso, principalmente
quando o número de proposições simples que compõe o 3.10 – Silogismo hipotético (SH)
argumento é muito grande, então vamos aqui ver outros
métodos que vão ajudar a provar a validade dos argumentos.

3.1 - Método da adição (AD)

3.11 – Exportação e importação.

1º caso: Exportação
3.2 - Método da adição (SIMP)
1º caso:

2º caso: Importação
2º caso:

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APOSTILAS OPÇÃO

Produto lógico de condicionais: este produto consiste na Exemplo


dedução de uma condicional conclusiva – que será a Seja o argumento: Se Ana trabalha, então Beto não estuda.
conclusão do argumento –, decorrente ou resultante de Se Carlos não viaja, então Beto não estuda. Se Carlos viaja, Ana
várias outras premissas formadas por, apenas, trabalha.
condicionais. Temos então o argumento formado pelas seguintes
Ao efetuar o produto lógico, eliminam-se as proposições premissas:
simples iguais que se localizam em partes opostas das P1: Se Ana viaja, então Beto não trabalha.
condicionais que formam a premissa do argumento, P2: Se Carlos não estuda, então Beto não trabalha.
resultando em uma condicional denominada condicional P3: Se Carlos estuda, Ana viaja.
conclusiva. Vejamos o exemplo: Denotando as proposições simples teremos:
p: Ana trabalha
q: Beto estuda
r: Carlos viaja
Montando o produto lógico teremos:

Conclusão: “Beto não estuda”.

3º caso - aplicam-se os procedimentos do 2o caso em,


Nós podemos aplicar a soma lógica em três casos:
apenas, uma parte das premissas do argumento.
1º caso - quando a condicional conclusiva é formada pelas
Exemplo
proposições simples que aparecem apenas uma vez no
Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é palmeirense.
conjunto das premissas do argumento.
Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são-paulino.
Exemplo
Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino. Se Nivaldo é
Dado o argumento: Se chove, então faz frio. Se neva, então
corintiano, então Márcio não é palmeirense.
chove. Se faz frio, então há nuvens no céu .Se há nuvens no
Então as premissas que formam esse argumento são:
céu ,então o dia está claro.
P1: Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é
Temos então o argumento formado pelas seguintes
palmeirense.
premissas:
P2: Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são-
P1: Se chove, então faz frio.
paulino.
P2: Se neva, então chove.
P3: Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino.
P3: Se faz frio, então há nuvens no céu.
P4: Se Nivaldo é corintiano, então Márcio não é
P4: Se há nuvens no céu, então o dia está claro.
palmeirense.
Denotando as proposições temos:
Vamos denotar as proposições simples:
p: Nivaldo é corintiano
p: chover
q: Márcio é palmeirense
q: fazer frio
r: Pedro é são paulino
r: nevar
Efetuando a soma lógica:
s: existir nuvens no céu
t: o dia está claro
Montando o produto lógico teremos:

Vamos aplicar o produto lógico nas 3 primeiras premissas


(P1,P2,P3) teremos:
Conclusão: “Se neva, então o dia está claro”.

Observe que: As proposições simples “nevar” e “o dia está


claro” só apareceram uma vez no conjunto de premissas do
argumento anterior.
Conclusão: “Márcio é palmeirense”.
2º caso - quando a condicional conclusiva é formada por,
apenas, uma proposição simples que aparece em ambas as Referências
partes da condicional conclusiva, sendo uma a negação da
outra. As demais proposições simples são eliminadas pelo ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002.
processo natural do produto lógico. CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
Neste caso, na condicional conclusiva, a 1ª parte deverá lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
necessariamente ser FALSA, e a 2ª parte, necessariamente
VERDADEIRA. Questões

Tome Nota: 01. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016)


Nos dois casos anteriores, pode-se utilizar o recurso de Considere que as seguintes proposições sejam verdadeiras.
equivalência da contrapositiva (contraposição) de uma • Quando chove, Maria não vai ao cinema.
condicional, para que ocorram os devidos reajustes entre as • Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.
proposições simples de uma determinada condicional que • Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.
resulte no produto lógico desejado. • Quando Fernando está estudando, não chove.
(p → q) ~q → ~p • Durante a noite, faz frio.

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APOSTILAS OPÇÃO

Tendo como referência as proposições apresentadas, 1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V
julgue o item subsecutivo. Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria
Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando. foi ao cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou
( ) Certo ( ) Errado F); pois temos dois valores lógicos para chegarmos à
conclusão (V ou F).
02. (STJ – Conhecimentos Gerais para o cargo 17 –
CESPE) Mariana é uma estudante que tem grande apreço pela 02. Resposta: Errado.
matemática, apesar de achar essa uma área muito difícil. Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
Sempre que tem tempo suficiente para estudar, Mariana é estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento:
aprovada nas disciplinas de matemática que cursa na P1 ∧ P2 → C
faculdade. Neste semestre, Mariana está cursando a disciplina Organizando e resolvendo, temos:
chamada Introdução à Matemática Aplicada. No entanto, ela A: Mariana aprende o conteúdo de Cálculo 1
não tem tempo suficiente para estudar e não será aprovada B: Mariana aprende o conteúdo de Química Geral
nessa disciplina. C: Mariana é aprovada em Química Geral
A partir das informações apresentadas nessa situação Argumento: [(A → B) ∧ (B → C)] ⇒ C
hipotética, julgue o item a seguir, acerca das estruturas lógicas. Vamos ver se há a possibilidade de a conclusão ser falsa e
Considerando-se as seguintes proposições: p: “Se Mariana as premissas serem verdadeiras, para sabermos se o
aprende o conteúdo de Cálculo 1, então ela aprende o conteúdo argumento é válido:
de Química Geral”; q: “Se Mariana aprende o conteúdo de Testando C para falso:
Química Geral, então ela é aprovada em Química Geral”; c: (A → B) ∧ (B →C)
“Mariana foi aprovada em Química Geral”, é correto afirmar (A →B) ∧ (B → F)
que o argumento formado pelas premissas p e q e pela Para obtermos um resultado V da 2º premissa, logo B têm
conclusão c é um argumento válido. que ser F:
( ) Certo ( ) Errado (A → B) ∧ (B → F)
(A → F) ∧ (F → F)
03. (Petrobras – Técnico (a) de Exploração de Petróleo (F → F) ∧ (V)
Júnior – Informática – CESGRANRIO) Se Esmeralda é uma Para que a primeira premissa seja verdadeira, é preciso
fada, então Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo, então que o “A” seja falso:
Monarca é um centauro. Se Monarca é um centauro, então (A → F) ∧ (V)
Tristeza é uma bruxa. (F → F) ∧ (V)
Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo (V) ∧ (V)
(A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo. (V)
(B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um Então, é possível que o conjunto de premissas seja
centauro. verdadeiro e a conclusão seja falsa ao mesmo tempo, o que nos
(C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro. leva a concluir que esse argumento não é válido.
(D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada
(E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo. 03. Resposta: B.
Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Tristeza
Respostas não é bruxa, considerando ela como (V), precisamos ter como
conclusão o valor lógico (V), então:
01. Resposta: Errado. (4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo
A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas as (F) → V
premissas chegamos a uma conclusão. Enumerando as (3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um
premissas: centauro (F) → V
A = Chove (2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma
B = Maria vai ao cinema bruxa(F) → V
C = Cláudio fica em casa (1) Tristeza não é uma bruxa (V)
D = Faz frio Logo:
E = Fernando está estudando Temos que:
F = É noite Esmeralda não é fada(V)
A argumentação parte que a conclusão deve ser (V) Bongrado não é elfo (V)
Lembramos a tabela verdade da condicional: Monarca não é um centauro (V)
Então concluímos que:
A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
falsa, utilizando isso temos:
O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então
Fernando estava estudando. // B → ~E
Iniciando temos:
Diagramas lógicos
4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A →
~B = V – para que o argumento seja válido temos que Quando
chove tem que ser F. Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários
3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema problemas. Uma situação em que esses diagramas poderão ser
(V). // C → B = V - para que o argumento seja válido temos que usados, será na determinação da quantidade de elementos que
Maria vai ao cinema tem que ser V. apresentam uma determinada característica.
2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C
→ ~D = V - para que o argumento seja válido temos que Quando
Cláudio sai de casa tem que ser F.
5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove
(V). // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está
estudando pode ser V ou F.

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APOSTILAS OPÇÃO

Assim, se num grupo de pessoas há 43 que dirigem carro,


18 que dirigem moto e 10 que dirigem carro e moto. Baseando- Fora dos diagramas teremos 150 elementos que não são
se nesses dados, e nos diagramas lógicos poderemos saber: leitores de nenhum dos três jornais.
Quantas pessoas têm no grupo ou quantas dirigem somente Na região I, teremos: 70 - 40 = 30 elementos.
carro ou ainda quantas dirigem somente motos. Vamos Na região II, teremos: 65 - 40 = 25 elementos.
inicialmente montar os diagramas dos conjuntos que Na região III, teremos: 105 - 40 = 65 elementos.
representam os motoristas de motos e motoristas de carros. Na região IV, teremos: 300 - 40 - 30 - 25 = 205 elementos.
Começaremos marcando quantos elementos tem a intersecção Na região V, teremos: 250 - 40 -30 - 65 = 115 elementos.
e depois completaremos os outros espaços. Na região VI, teremos: 200 - 40 - 25 - 65 = 70 elementos.
Dessa forma, o diagrama figura preenchido com os
seguintes elementos:

Marcando o valor da intersecção, então iremos subtraindo


esse valor da quantidade de elementos dos conjuntos A e B. A
partir dos valores reais, é que poderemos responder as
perguntas feitas.

Com essa distribuição, poderemos notar que 205 pessoas


leem apenas o jornal A. Verificamos que 500 pessoas não leem
o jornal C, pois é a soma 205 + 30 + 115 + 150. Notamos ainda
que 700 pessoas foram entrevistadas, que é a soma 205 + 30 +
25 + 40 + 115 + 65 + 70 + 150.

Diagrama de Euler
a) Temos no grupo: 8 + 10 + 33 = 51 motoristas. Um diagrama de Euler é similar a um diagrama de Venn,
b) Dirigem somente carros 33 motoristas. mas não precisa conter todas as zonas (onde uma zona é
c) Dirigem somente motos 8 motoristas. definida como a área de intersecção entre dois ou mais
contornos). Assim, um diagrama de Euler pode definir um
No caso de uma pesquisa de opinião sobre a preferência universo de discurso, isto é, ele pode definir um sistema no
quanto à leitura de três jornais. A, B e C, foi apresentada a qual certas intersecções não são possíveis ou consideradas.
seguinte tabela: Assim, um diagrama de Venn contendo os atributos para
Jornais Leitores Animal, Mineral e quatro patas teria que conter intersecções
A 300 onde alguns estão em ambos animal, mineral e de quatro patas.
B 250 Um diagrama de Venn, consequentemente, mostra todas as
C 200 possíveis combinações ou conjunções.
AeB 70
AeC 65
BeC 105
A, B e C 40
Nenhum 150

Para termos os valores reais da pesquisa, vamos


inicialmente montar os diagramas que representam cada Diagramas de Euler consistem em curvas simples fechadas
conjunto. A colocação dos valores começará pela intersecção (geralmente círculos) no plano que mostra os conjuntos. Os
dos três conjuntos e depois para as intersecções duas a duas e tamanhos e formas das curvas não são importantes: a
por último às regiões que representam cada conjunto significância do diagrama está na forma como eles se
individualmente. Representaremos esses conjuntos dentro de sobrepõem. As relações espaciais entre as regiões delimitadas
um retângulo que indicará o conjunto universo da pesquisa. por cada curva (sobreposição, contenção ou nenhuma)
correspondem relações teóricas (subconjunto interseção e
disjunção). Cada curva de Euler divide o plano em duas regiões
ou zonas estão: o interior, que representa simbolicamente os
elementos do conjunto, e o exterior, o que representa todos os
elementos que não são membros do conjunto. Curvas cujos
interiores não se cruzam representam conjuntos disjuntos.

Matemática/Raciocínio Lógico 47
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APOSTILAS OPÇÃO

Duas curvas cujos interiores se interceptam representam modo, espaços internos comuns a dois ou mais conjuntos
conjuntos que têm elementos comuns, a zona dentro de ambas representam a sua intersecção, ao passo que a totalidade dos
as curvas representa o conjunto de elementos comuns a ambos espaços pertencentes a um ou outro conjunto indistintamente
os conjuntos (intersecção dos conjuntos). Uma curva que está representa sua união.
contido completamente dentro da zona interior de outro John Venn desenvolveu os diagramas no século XIX,
representa um subconjunto do mesmo. ampliando e formalizando desenvolvimentos anteriores de
Os Diagramas de Venn são uma forma mais restritiva de Leibniz e Euler. E, na década de 1960, eles foram incorporados
diagramas de Euler. Um diagrama de Venn deve conter todas ao currículo escolar de matemática. Embora seja simples
as possíveis zonas de sobreposição entre as suas curvas, construir diagramas de Venn para dois ou três conjuntos,
representando todas as combinações de inclusão / exclusão de surgem dificuldades quando se tenta usá-los para um número
seus conjuntos constituintes, mas em um diagrama de Euler maior. Algumas construções possíveis são devidas ao próprio
algumas zonas podem estar faltando. Essa falta foi o que John Venn e a outros matemáticos como Anthony W. F.
motivou Venn a desenvolver seus diagramas. Existia a Edwards, Branko Grünbaum e Phillip Smith. Além disso,
necessidade de criar diagramas em que pudessem ser encontram-se em uso outros diagramas similares aos de Venn,
observadas, por meio de suposição, quaisquer relações entre entre os quais os de Euler, Johnston, Pierce e Karnaugh.
as zonas não apenas as que são “verdadeiras”.
Os diagramas de Euler (em conjunto com os de Venn) são Dois Conjuntos: considere-se o seguinte exemplo:
largamente utilizados para ensinar a teoria dos conjuntos no suponha-se que o conjunto A representa os animais bípedes e
campo da matemática ou lógica matemática no campo da o conjunto B representa os animais capazes de voar. A área
lógica. Eles também podem ser utilizados para representar onde os dois círculos se sobrepõem, designada por intersecção
relacionamentos complexos com mais clareza, já que A e B ou intersecção A-B, conteria todas as criaturas que ao
representa apenas as relações válidas. Em estudos mais mesmo tempo podem voar e têm apenas duas pernas motoras.
aplicados esses diagramas podem ser utilizados para provar /
analisar silogismos que são argumentos lógicos para que se
possa deduzir uma conclusão.

Diagramas de Venn
Designa-se por diagramas de Venn os diagramas usados
em matemática para simbolizar graficamente propriedades,
Considere-se agora que cada espécie viva está
axiomas e problemas relativos aos conjuntos e sua teoria. Os
representada por um ponto situado em alguma parte do
respetivos diagramas consistem de curvas fechadas simples
diagrama. Os humanos e os pinguins seriam marcados dentro
desenhadas sobre um plano, de forma a simbolizar os
do círculo A, na parte dele que não se sobrepõe com o círculo
conjuntos e permitir a representação das relações de pertença
B, já que ambos são bípedes mas não podem voar. Os
entre conjuntos e seus elementos (por exemplo, 4 {3,4,5}, mas
mosquitos, que voam mas têm seis pernas, seriam
4 ∉ {1,2,3,12}) e relações de continência (inclusão) entre os
representados dentro do círculo B e fora da sobreposição. Os
conjuntos (por exemplo, {1, 3} ⊂ {1, 2, 3, 4}). Assim, duas
canários, por sua vez, seriam representados na intersecção A-
curvas que não se tocam e estão uma no espaço interno da
B, já que são bípedes e podem voar. Qualquer animal que não
outra simbolizam conjuntos que possuem continência; ao
fosse bípede nem pudesse voar, como baleias ou serpentes,
passo que o ponto interno a uma curva representa um
seria marcado por pontos fora dos dois círculos.
elemento pertencente ao conjunto.
Assim, o diagrama de dois conjuntos representa quatro
Os diagramas de Venn são construídos com coleções de
áreas distintas (a que fica fora de ambos os círculos, a parte de
curvas fechadas contidas em um plano. O interior dessas
cada círculo que pertence a ambos os círculos (onde há
curvas representa, simbolicamente, a coleção de elementos do
sobreposição), e as duas áreas que não se sobrepõem, mas
conjunto. De acordo com Clarence Irving Lewis, o “princípio
estão em um círculo ou no outro):
desses diagramas é que classes (ou conjuntos) sejam
- Animais que possuem duas pernas e não voam (A sem
representadas por regiões, com tal relação entre si que todas
sobreposição).
as relações lógicas possíveis entre as classes possam ser
- Animais que voam e não possuem duas pernas (B sem
indicadas no mesmo diagrama. Isto é, o diagrama deixa espaço
sobreposição).
para qualquer relação possível entre as classes, e a relação
- Animais que possuem duas pernas e voam
dada ou existente pode então ser definida indicando se alguma
(sobreposição).
região em específico é vazia ou não-vazia”. Pode-se escrever
- Animais que não possuem duas pernas e não voam
uma definição mais formal do seguinte modo: Seja C = (C1, C2,
(branco - fora).
... Cn) uma coleção de curvas fechadas simples desenhadas em
um plano. C é uma família independente se a região formada
Essas configurações são representadas, respectivamente,
por cada uma das interseções X1 X2 ... Xn, onde cada Xi é o
pelas operações de conjuntos: diferença de A para B, diferença
interior ou o exterior de Ci, é não-vazia, em outras palavras, se
de B para A, intersecção entre A e B, e conjunto complementar
todas as curvas se intersectam de todas as maneiras possíveis.
de A e B. Cada uma delas pode ser representada como as
Se, além disso, cada uma dessas regiões é conexa e há apenas
seguintes áreas (mais escuras) no diagrama:
um número finito de pontos de interseção entre as curvas,
então C é um diagrama de Venn para n conjuntos.
Nos casos mais simples, os diagramas são representados
por círculos que se encobrem parcialmente. As partes
referidas em um enunciado específico são marcadas com uma
cor diferente. Eventualmente, os círculos são representados
como completamente inseridos dentro de um retângulo, que
representa o conjunto universo daquele particular contexto (já Diferença de A para B: A\B
se buscou a existência de um conjunto universo que pudesse
abranger todos os conjuntos possíveis, mas Bertrand Russell
mostrou que tal tarefa era impossível). A ideia de conjunto
universo é normalmente atribuída a Lewis Carroll. Do mesmo

Matemática/Raciocínio Lógico 48
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APOSTILAS OPÇÃO

animais que possuem bico. Neste caso, o diagrama define sete


áreas distintas, que podem combinar-se de 256 (28) maneiras
diferentes, algumas delas ilustradas nas imagens seguintes.

Diferença de B para A: B\A

Diagrama de Venn mostrando todas as intersecções


possíveis entre A, B e C.

Intersecção de dois conjuntos: AB

União de três conjuntos: ABC

Complementar de dois conjuntos: U \ (AB)

Além disso, essas quatro áreas podem ser combinadas de 16


formas diferentes. Por exemplo, pode-se perguntar sobre os
animais que voam ou tem duas patas (pelo menos uma das
características); tal conjunto seria representado pela união de
A e B. Já os animais que voam e não possuem duas patas mais
os que não voam e possuem duas patas, seriam representados
pela diferença simétrica entre A e B. Estes exemplos são
mostrados nas imagens a seguir, que incluem também outros
dois casos. Intersecção de três conjuntos: ABC

União de dois conjuntos: AB

A \ (B U C)

Diferença Simétrica de dois conjuntos: AB

(B U C) \ A

PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS
Complementar de A em U: AC = U \ A
- Todo A é B
- Nenhum A é B
- Algum A é B e
- Algum A não é B

Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjunto A é


um subconjunto do conjunto B. Ou seja: A está contido em B.
Complementar de B em U: BC = U \ B Atenção: dizer que Todo A é B não significa o mesmo que Todo
B é A. Enunciados da forma Nenhum A é B afirmam que os
Três Conjuntos: Na sua apresentação inicial, Venn focou- conjuntos A e B são disjuntos, isto é ,não tem elementos em
se sobretudo nos diagramas de três conjuntos. Alargando o comum. Atenção: dizer que Nenhum A é B é logicamente
exemplo anterior, poderia-se introduzir o conjunto C dos equivalente a dizer que Nenhum B é A.

Matemática/Raciocínio Lógico 49
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APOSTILAS OPÇÃO

Por convenção universal em Lógica, proposições da forma Nenhum A é B. É falsa.


Algum A é B estabelecem que o conjunto A tem pelo menos um Todo A é B. Pode ser verdadeira (em 3 e 4) ou falsa (em 1 e
elemento em comum com o conjunto B. Contudo, quando 2).
dizemos que Algum A é B, pressupomos que nem todo A é B. Algum A não é B. Pode ser verdadeira (em 1 e 2) ou falsa
Entretanto, no sentido lógico de algum, está perfeitamente (em 3 e 4) – é indeterminada.
correto afirmar que “alguns de meus colegas estão me
elogiando”, mesmo que todos eles estejam. Dizer que Algum A 4. Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos as
é B é logicamente equivalente a dizer que Algum B é A. três representações possíveis:
Também, as seguintes expressões são equivalentes: Algum A é
B = Pelo menos um A é B = Existe um A que é B.
Proposições da forma Algum A não é B estabelecem que o
conjunto A tem pelo menos um elemento que não pertence ao
conjunto B. Temos as seguintes equivalências: Algum A não é B
= Algum A é não B = Algum não B é A. Mas não é equivalente a
Algum B não é A. Nas proposições categóricas, usam-se
também as variações gramaticais dos verbos ser e estar, tais
como é ,são ,está ,foi, eram, ..., como elo de ligação entre A e B.
- Todo A é B = Todo A não é não B.
- Algum A é B = Algum A não é não B. Todo A é B. É falsa.
- Nenhum A é B = Nenhum A não é não B. Nenhum A é B. Pode ser verdadeira (em 3) ou falsa (em 1 e
- Todo A é não B = Todo A não é B. 2 – é indeterminada).
- Algum A é não B = Algum A não é B. Algum A é B. Ou falsa (em 3) ou pode ser verdadeira (em 1 e
- Nenhum A é não B = Nenhum A não é B. 2 – é ideterminada).
- Nenhum A é B = Todo A é não B.
- Todo A é B = Nenhum A é não B. Questões
- A negação de Todo A é B é Algum A não é B (e vice-versa).
- A negação de Algum A é B é Nenhum A não é B (e vice- 01. Represente por diagrama de Venn-Euler
versa). (A) Algum A é B
(B) Algum A não é B
Verdade ou Falsidade das Proposições Categóricas (C) Todo A é B
Dada a verdade ou a falsidade de qualquer uma das (D) Nenhum A é B
proposições categóricas, isto é, de Todo A é B, Nenhum A é B,
Algum A é B e Algum A não é B, pode-se inferir de imediato a 02. (Especialista em Políticas Públicas Bahia - FCC)
verdade ou a falsidade de algumas ou de todas as outras. Considerando “todo livro é instrutivo” como uma proposição
verdadeira, é correto inferir que:
1. Se a proposição Todo A é B é verdadeira, então temos as (A) “Nenhum livro é instrutivo” é uma proposição
duas representações possíveis: necessariamente verdadeira.
(B) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição
necessariamente verdadeira.
(C) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição
verdadeira ou falsa.
(D) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição verdadeira
ou falsa.
Nenhum A é B. É falsa. (E) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição
Algum A é B. É verdadeira. necessariamente verdadeira.
Algum A não é B. É falsa.
03. Dos 500 músicos de uma Filarmônica, 240 tocam
instrumentos de sopro, 160 tocam instrumentos de corda e 60
tocam esses dois tipos de instrumentos. Quantos músicos
desta Filarmônica tocam:
(A) instrumentos de sopro ou de corda?
2. Se a proposição Nenhum A é B é verdadeira, então temos (B) somente um dos dois tipos de instrumento?
somente a representação: (C) instrumentos diferentes dos dois citados?
Todo A é B. É falsa.
Algum A é B. É falsa. 04. (TTN - ESAF) Se é verdade que “Alguns A são R” e que
Algum A não é B. É verdadeira. “Nenhum G é R”, então é necessariamente verdadeiro que:
(A) algum A não é G;
(B) algum A é G.
3. Se a proposição Algum A é B é verdadeira, temos as (C) nenhum A é G;
quatro representações possíveis: (D) algum G é A;
(E) nenhum G é A;

05. Em uma classe, há 20 alunos que praticam futebol mas


não praticam vôlei e há 8 alunos que praticam vôlei mas não
praticam futebol. O total dos que praticam vôlei é 15. Ao todo,
existem 17 alunos que não praticam futebol. O número de
alunos da classe é:
(A) 30.
(B) 35.
(C) 37.

Matemática/Raciocínio Lógico 50
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APOSTILAS OPÇÃO

(D) 42. - Alguns A são R


(E) 44. - Nenhum G é R
Respostas Devemos fazer a representação gráfica de cada uma delas
por círculos para ajudar-nos a obter a resposta correta. Vamos
01. iniciar pela representação do Nenhum G é R, que é dada por
(A) dois círculos separados, sem nenhum ponto em comum.

(B)
Como já foi visto, não há uma representação gráfica única
para a proposição categórica do Alguns A são R, mas
geralmente a representação em que os dois círculos se
interceptam (mostrada abaixo) tem sido suficiente para
(C) resolver qualquer questão.

(D) Agora devemos juntar os desenhos das duas proposições


categóricas para analisarmos qual é a alternativa correta.
Como a questão não informa sobre a relação entre os
conjuntos A e G, então teremos diversas maneiras de
representar graficamente os três conjuntos (A, G e R). A
alternativa correta vai ser aquela que é verdadeira para
02. Resposta: B
quaisquer dessas representações. Para facilitar a solução da
questão não faremos todas as representações gráficas
possíveis entre os três conjuntos, mas sim, uma (ou algumas)
representação(ões) de cada vez e passamos a analisar qual é a
alternativa que satisfaz esta(s) representação(ões), se
A opção A é descartada de pronto: “nenhum livro é tivermos somente uma alternativa que satisfaça, então já
instrutivo” implica a total dissociação entre os diagramas. E achamos a resposta correta, senão, desenhamos mais outra
estamos com a situação inversa. A opção “B” é perfeitamente representação gráfica possível e passamos a testar somente as
correta. Percebam como todos os elementos do diagrama alternativas que foram verdadeiras. Tomemos agora o
“livro” estão inseridos no diagrama “instrutivo”. Resta seguinte desenho, em que fazemos duas representações, uma
necessariamente perfeito que algum livro é instrutivo. em que o conjunto A intercepta parcialmente o conjunto G, e
outra em que não há intersecção entre eles.
03. Seja C o conjunto dos músicos que tocam instrumentos
de corda e S dos que tocam instrumentos de sopro. Chamemos
de F o conjunto dos músicos da Filarmônica. Ao resolver este
tipo de problema faça o diagrama, assim você poderá
visualizar o problema e sempre comece a preencher os dados Teste das alternativas:
de dentro para fora. Teste da alternativa “A” (algum A não é G). Observando os
Passo 1: 60 tocam os dois instrumentos, portanto, após desenhos dos círculos, verificamos que esta alternativa é
fazermos o diagrama, este número vai no meio. verdadeira para os dois desenhos de A, isto é, nas duas
Passo 2: representações há elementos em A que não estão em G.
a)160 tocam instrumentos de corda. Já temos 60. Os que só Passemos para o teste da próxima alternativa.
tocam corda são, portanto 160 - 60 = 100 Teste da alternativa “B” (algum A é G). Observando os
b) 240 tocam instrumento de sopro. 240 - 60 = 180 desenhos dos círculos, verificamos que, para o desenho de A
Vamos ao diagrama, preenchemos os dados obtidos acima: que está mais à direita, esta alternativa não é verdadeira, isto
é, tem elementos em A que não estão em G. Pelo mesmo motivo
a alternativa “D” não é correta. Passemos para a próxima.
Teste da alternativa “C” (Nenhum A é G). Observando os
desenhos dos círculos, verificamos que, para o desenho de A
que está mais à esquerda, esta alternativa não é verdadeira,
Com o diagrama completamente preenchido, fica fácil isto é, tem elementos em A que estão em G. Pelo mesmo motivo
achara as respostas: Quantos músicos desta Filarmônica a alternativa “E” não é correta. Portanto, a resposta é a
tocam: alternativa “A”.
a) instrumentos de sopro ou de corda? Pelos dados do
problema: 100 + 60 + 180 = 340 05. Resposta: E.
b) somente um dos dois tipos de instrumento? 100 + 180 =
280
c) instrumentos diferentes dos dois citados? 500 - 340 =
160

04. Esta questão traz, no enunciado, duas proposições


categóricas:

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APOSTILAS OPÇÃO

n = 20 + 7 + 8 + 9
n = 44

Fundamentos de
matemática

OBS.: Caro(a) candidato(a), este tópico já foi abordado


em nosso material.

Princípios de contagem e Assim teremos 5 opções de frutas e 2 opções de bebida,


logo teremos 5 x 2 = 10 possibilidades de escolha
probabilidade. Arranjos e
permutações. Combinações 2) Para ir da sua casa (cidade A) até a casa do seu de um
amigo Pedro (que mora na cidade C) João precisa pegar duas
conduções: A1 ou A2 ou A3 que saem da sua cidade até a B e
ANÁLISE COMBINATÓRIA B1 ou B2 que o leva até o destino final C. Vamos montar o
diagrama da árvore para avaliarmos todas as possibilidades:
A Análise Combinatória3 é a área da Matemática que
desenvolve análises de possibilidades e de combinações,
possibilitando formar conjuntos finitos de elementos sob
certas circunstâncias.

PRINCÍPIO ADITIVO E MULTIPLICATIVO (PRINCÍPIO


FUNDAMENTAL DA CONTAGEM-PFC)

O princípio aditivo é quando tendo possibilidades distintas


as quais precisamos adicionar as possibilidades. Vejamos o
exemplo: De forma resumida, e rápida podemos também montar
através do princípio multiplicativo o número de
possibilidades:

3) De sua casa ao trabalho, Silvia pode ir a pé, de ônibus ou


de metrô. Do trabalho à faculdade, ela pode ir de ônibus, metrô,
O cardápio de determinada escola é constituído de uma
trem ou pegar uma carona com um colega.
fruta e uma bebida. De quantas maneiras podemos escolher
De quantos modos distintos Silvia pode, no mesmo dia, ir
apenas um elemento?
de casa ao trabalho e de lá para a faculdade?
Para as frutas temos... 5
Bebidas........................2
Vejamos, o trajeto é a junção de duas etapas:
Como precisamos escolher apenas um elemento, teremos
1º) Casa → Trabalho: ao qual temos 3 possibilidades
que somar as possibilidades.
2º) Trabalho → Faculdade: 4 possibilidades.
5+2=7
Multiplicando todas as possibilidades (pelo PFC), teremos:
3 x 4 = 12.
O princípio multiplicativo ou fundamental da
No total Silvia tem 12 maneiras de fazer o trajeto casa –
contagem constitui a ferramenta básica para resolver
trabalho – faculdade.
problemas de contagem sem que seja necessário enumerar
seus elementos, através das possibilidades dadas.
OBS.: Podemos dizer que, um evento B pode ser
feito de n maneiras, então, existem m • n maneiras de
Exemplos
fazer e executar o evento B.
1) Imagine que, na cantina de sua escola, existem cinco
opções de suco de frutas: pêssego, maçã, morango, caju e
mamão. Você deseja escolher apenas um desses sucos, mas Fatorial
deverá decidir também se o suco será produzido com água ou
leite. Escolhendo apenas uma das frutas e apenas um dos Produtos em que os fatores chegam sucessivamente até a
acompanhamentos, de quantas maneiras poderá pedir o suco? unidade são chamados fatoriais.
Matematicamente:
Dado um número natural n, sendo n є N e n ≥ 2, temos:

3IEZZI, Gelson. Matemática. Volume Único. Atual. São Paulo. 2015. BOSQUILHA, Alessandra. Minimanual compacto de matemática: teoria e prática:
FILHO, Begnino Barreto; SILVA., Claudio Xavier da. Matemática – Volume Único. ensino médio / Alessandra Bosquilha. 2. ed. rev. Rideel. São Paulo. 2003.
FTD.

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n! = n. (n – 1 ). (n – 2). ... . 1 Utilizando a fórmula da permutação temos:


Onde: n = 4 (letras)
n! é o produto de todos os números naturais de 1 até n (lê- P4! = 4! = 4 . 3 . 2 . 1 = 24 anagramas
se: “n fatorial”)
Por convenção temos que: Combinação Simples
0! = 1
1! = 1 São agrupamento de n elementos distintos, tomados p a p,
sendo p ≤ n.
Exemplo
De quantas maneiras podemos organizar 8 alunos em uma ATENÇÃO: O que diferencia a Combinação do Arranjo é
fila. que na combinação, a ordem dos elementos não é importante,
Observe que vamos utilizar a mesma quantidade de alunos ou seja, na escolha de dois meninos para participar de um
na fila nas mais variadas posições: campeonato, se escolhermos Carlos e depois João, é igual a
escolher João e Depois Carlos.

Temos que 8! = 8.7.6.5.4.3.2.1 = 40320 Exemplos


1) Uma escola tem 7 professores de Matemática. Quatro
Arranjo Simples deles deverão representar a escola em um congresso. Quantos
São agrupamentos simples de n elementos distintos grupos de 4 professores são possíveis ser formados?
tomados (agrupados) p a p. Aqui a ordem dos seus elementos
é o que diferencia.

Exemplo
Dados o conjunto S formado pelos números S= {1,2,3,4,5,6}
quantos números de 3 algarismos podemos formar com este
conjunto?

Observe que sendo 7 professores, se invertermos um deles


de posição não alteramos o grupo formado, os grupos
formados são equivalentes. Para o exemplo acima temos ainda
as seguintes possibilidades que podemos considerar sendo
como grupo equivalentes.
P1, P2, P4, P3 = P2, P1, P3, P4 = P3, P1, P2, P4 = P2, P4, P3,
P4 = P4, P3, P1, P2 ...
Observe que 123 é diferente de 321 e assim
Com isso percebemos que a ordem não é importante!
sucessivamente, logo utilizaremos um Arranjo.
Vamos então utilizar a fórmula para agilizar nossos
Se fossemos montar todos os números levaríamos muito
cálculos:
tempo, para facilitar os cálculos vamos utilizar a fórmula do 𝑨𝒏, 𝒑 𝒏!
arranjo. 𝑪𝒏, 𝒑 = → 𝑪𝒏, 𝒑 =
𝒑! (𝒏 − 𝒑)! 𝒑!
Pela definição temos: An,p (Lê-se: arranjo de n elementos
tomados p a p).
Aqui dividimos novamente por p, para desconsiderar
Então:
𝒏! todas as sequências repetidas (P1, P2, P3, P4 = P4, P2, P1, P3=
𝑨𝒏, 𝒑 = P3, P2, P4, P1=...).
(𝒏 − 𝒑)!
Aplicando a fórmula:
Utilizando a fórmula:
Onde n = 6 e p = 3
210 210
= = = 35 grupos de professores
3.2.1 6
Então podemos formar com o conjunto S, 120 números 2) Considerando dez pontos sobre uma circunferência,
com 3 algarismos. quantas cordas podem ser construídas com extremidades em
dois desses pontos?
Permutação Simples

São sequências ordenadas de n elementos distintos


(arranjo), ao qual utilizamos todos os elementos disponíveis,
diferenciando entre eles apenas a ordem.
Pn! = n!

Exemplo
Quantos anagramas podemos formar com a palavra CALO?

Uma corda fica determinada quando escolhemos dois


pontos entre os dez.
Escolher (A,D) é o mesmo que escolher (D,A), então
sabemos que se trata de uma combinação.

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Aqui temos então a combinação de 10 elementos tomados 02. (Pref. do Rio de Janeiro/RJ - Agente de
2 a 2. Administração - Pref. do Rio de Janeiro) Seja N a quantidade
n! 10! 10! 10.9.8! 90 máxima de números inteiros de quatro algarismos distintos,
C10,2 = = = = =
(n − p)! p! (10 − 2)! 2! 8! 2! 8! 2! 2 maiores do que 4000, que podem ser escritos utilizando-se
apenas os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5 e 6.
45 cordas O valor de N é:
(A) 120
Permutação com Repetição (B) 240
(C) 360
Como o próprio nome indica, as repetições são permitidas (D) 480
e podemos estabelecer uma fórmula que relacione o número
de elementos, n, e as vezes em que o mesmo elemento aparece. 03. (Pref. de Lagoa da Confusão/TO – Todos os cargos
𝒏! – IDECAN) Renato é mais velho que Jorge de forma que a razão
𝑷𝒏(∝,𝜷,𝜸,… ) = … entre o número de anagramas de seus nomes representa a
𝜶! 𝜷! 𝜸!
diferença entre suas idades. Se Jorge tem 20 anos, a idade de
Renato é
Com α + β + γ + ... ≤ n (A) 24.
(B) 25.
Exemplo (C) 26.
Quantos são os anagramas da palavra ARARA? (D) 27.
n=5 (E) 28.
α = 3 (temos 3 vezes a letra A)
β = 2 (temos 2 vezes a letra R) 04. (DETRAN/PA - Agente de fiscalização de Transito –
FADESP/2019) Em um fictício país K, a identificação das
Equacionando temos: placas dos veículos é constituída por duas das 26 letras do
𝒏! 𝟓! 𝟓. 𝟒. 𝟑! 𝟓. 𝟒 alfabeto e quatro algarismos de zero a nove, sendo que as duas
𝑷𝒏(∝,𝜷,𝜸,… ) = … → 𝑷𝟓(𝟑,𝟐) = = = letras devem sempre estar juntas, como nos exemplos abaixo.
𝜶! 𝜷! 𝜸! 𝟑! 𝟐! 𝟑! 𝟐! 𝟐. 𝟏

𝟐𝟎
= = 𝟏𝟎 𝒂𝒏𝒂𝒈𝒓𝒂𝒎𝒂𝒔 A quantidade máxima de placas do país K que não possuem
𝟐
letras repetidas nem algarismos repetidos é igual a
Permutação Circular (A) 33.800.000.
(B) 16.380.000.
Pode ser generalizada através da seguinte forma: (C) 10.280.000.
(D) 6.760.000.
𝑷𝒄𝒏 = (𝒏 − 𝟏)! (E) 3.276.000.

Exemplo 05. (BANRISUL – Escriturário – FCC/2019) Ana e Beatriz


De quantas maneiras 5 meninas que brincam de roda são as únicas mulheres que fazem parte de um grupo de 7
podem formá-la? pessoas. O número de comissões de 3 pessoas que poderão ser
Fazendo um esquema, observamos que são posições formadas com essas 7 pessoas, de maneira que Ana e Beatriz
iguais: não estejam juntas em qualquer comissão formada, é igual a
(A) 20.
(B) 15.
(C) 30.
(D) 18.
(E) 25.

Comentários
O total de posições é 5! Porém se cada uma delas mover um
lugar para direita (por exemplo) não irá alterar a ordem, assim
01. Resposta: Errado
teremos 5 movimentos de todas sem alterar a ordem. Logo, o
Nesta questão temos que utilizar permutação com
total de permutações circulares será dado por:
repetição pois a palavra ASSISTENTE repete algumas letras,
𝑃𝑐 5 = (5 − 1)! = 4! = 4.3.2.1 = 24 maneiras.
assim:
S: 3 vezes;
Questões
E: 2 vezes;
T: 2 vezes.
01. (CRESS/SC - Assistente Administrativo Jr - 10! 10.9.8.7.6.5.4.3!
Quadrix/2019) Um anagrama (do grego ana = voltar ou 𝑃10 (3,2,2) = = = 10.9.8.7.6.5 = 151200
3!2!2! 3!2.2
repetir + graphein = escrever) é uma espécie de jogo de que é menor de 160000
palavras que resulta do rearranjo das letras de uma palavra ou
expressão para produzir outras palavras ou expressões, 02. Resposta: C
utilizando todas as letras originais exatamente uma vez. Um Pelo enunciado precisa ser um número maior que 4000,
exemplo conhecido é a personagem Iracema, anagrama de logo para o primeiro algarismo só podemos usar os números
América, no romance de José de Alencar. Com base nessas 4,5 e 6 (3 possibilidades). Como se trata de números distintos
informações, julgue o item a respeito do princípio da para o segundo algarismo poderemos usar os números (0,1,2,3
contagem, de permutações, de combinações e do cálculo de e também 4,5 e 6 dependo da primeira casa) logo teremos 7 –
probabilidade. 1 = 6 possibilidades. Para o terceiro algarismos teremos 5
Há mais de 160.000 anagramas possíveis de serem obtidos possibilidades e para o último, o quarto algarismo, teremos 4
a partir da palavra “ASSISTENTE”. possibilidades, montando temos:
( )Certo ( )Errado

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a) lançamento de 3 moedas e a observação das suas faces


voltadas para cima
Basta multiplicarmos todas as possibilidades: 3 x 6 x 5 x 4 b) jogar 2 dados e observar o número das suas faces
= 360. c) abrir 1 livro ao acaso e observar o número da suas faces.
Logo N é 360.
- Espaço amostral: conjunto de todos os resultados
03. Resposta: C possíveis de ocorrer em um determinado experimento
Anagramas de RENATO aleatório. Indicamos esse conjunto por uma letra maiúscula: U,
______ S , A, Ω ... variando de acordo com a bibliografia estudada.
6.5.4.3.2.1=720 Exemplo:
Anagramas de JORGE a) quando lançamos 3 moedas e observamos suas faces
_____ voltadas para cima, sendo as faces da moeda cara (c) e coroa
5.4.3.2.1=120 (k), o espaço amostral deste experimento é:
S = {(c,c,c); (c,c,k); (c,k,k); (c,k,c); (k,k,k,); (k,c,k); (k,c,c);
Razão dos anagramas:
720
=6 (k,k,c)}, onde o número de elementos do espaço amostral n(A)
120 =8
Se Jorge tem 20 anos, Renato tem 20+6=26 anos
- Evento: é qualquer subconjunto de um espaço amostral
04. Resposta: B (S); muitas vezes um evento pode ser caracterizado por um
Como possui 2 letras e 4 números, porém nem as letras fato. Indicamos pela letra E.
nem os números podem se repetir, daí, teremos o seguinte:
__ __ __ __ __ __
26.25. 10. 9. 8. 7 = 3.276.000
Mas as letras podem ir para as outras posições sempre
juntas, conforme mostrou a figura, portanto teremos 5 formas
iguais a esta que fizemos acima, totalizando então:
3.276.000 x 5 = 16.380.000.

05. Resposta: C Exemplo:


Basta fazermos o total de possibilidades menos as a) no lançamento de 3 moedas:
possibilidades onde as 2 estarão. E1→ aparecer faces iguais
Total: E1 = {(c,c,c);(k,k,k)}
Como é uma comissão e a ordem não importa, é uma O número de elementos deste evento E1 é n(E1) = 2
combinação.
7! 7.6.5.4! E2→ aparecer coroa em pelo menos 1 face
C7,3 = = = 7.5 = 35
3!.4! 3.2.1.4! E2 = {(c,c,k); (c,k,k); (c,k,c); (k,k,k,); (k,c,k); (k,c,c); (k,k,c)}
Agora vamos pensar nas comissões em que Ana e Beatriz Logo n(E2) = 7
estão.
O total de pessoas é 7, assim temos outras 5 pessoas fora Veremos agora alguns eventos particulares:
elas duas, então se a comissão tem 3 pessoas e 2 vagas são - Evento certo: que possui os mesmos elementos do
ocupadas por elas, a terceira vaga será de uma das outras 5 espaço amostral (todo conjunto é subconjunto de si mesmo);
pessoas, assim: E = S.
Ana, Beatriz, pessoa 1; E: a soma dos resultados nos 2 dados ser menor ou igual a
Ana, Beatriz, pessoa 2; 12.
Ana, Beatriz, pessoa 3;
Ana, Beatriz, pessoa 4; - Evento impossível: evento igual ao conjunto vazio.
Ana, Beatriz, pessoa 5. E: o número de uma das faces de um dado ser 7.
Total de 5 possibilidades. E: Ø
Para finalizar basta subtrair 35 – 5 = 30.
- Evento simples: evento que possui um único elemento.
PROBABILIDADE E: a soma do resultado de dois dados ser igual a 12.
E: {(6,6)}
O estudo da probabilidade vem da necessidade de em
certas situações, prevermos a possibilidade de ocorrência de - Evento complementar: se E é um evento do espaço
determinados fatos. amostral S, o evento complementar de E indicado por C tal que
A história da teoria das probabilidades, teve início com os C = S – E. Ou seja, o evento complementar é quando E não
jogos de cartas, dados e de roleta. Esse é o motivo da grande ocorre.
existência de exemplos de jogos de azar no estudo da E1: o primeiro número, no lançamento de 2 dados, ser
probabilidade. A teoria da probabilidade permite que se menor ou igual a 2.
calcule a chance de ocorrência de um número em um E2: o primeiro número, no lançamento de 2 dados, ser
experimento aleatório. maior que 2.
S: espaço amostral é dado na tabela abaixo:
Definições:
A teoria da probabilidade é o ramo da Matemática que
cria e desenvolve modelos matemáticos para estudar os
experimentos aleatórios. Alguns elementos são necessários
para efetuarmos os cálculos probabilísticos.
- Experimentos aleatórios: fenômenos que apresentam
resultados imprevisíveis quando repetidos, mesmo que as
condições sejam semelhantes.
Exemplos:

Matemática/Raciocínio Lógico 55
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APOSTILAS OPÇÃO

E: {(1,1), (1,2), (1,3), (1,4), (1,5), (1,6), (2,1), (2,2), (2,3)


(2,4), (2,5), (2,6)} P (A U B) =
Como, C = S – E P(A) + P(B) – P
C = {(3,1), (3,2), (3,3), (3,4), (3,5), (3,6), (4,1), (4,2), (4,3), (A ∩ B)
(4,4), (4,5), (4,6), (5,1), (5,2), (5,3), (5,4), (5,5), (5,6), (6,1),
(6,2), (6,3), (6,4), (6,5), (6,6)}

- Eventos mutuamente exclusivos: dois ou mais eventos


são mutuamente exclusivos quando a ocorrência de um deles Para eventos mutuamente exclusivos, onde A ∩ B = Ø, a
implica a não ocorrência do outro. Se A e B são eventos equação será:
mutuamente exclusivos, então: A ∩ B = Ø.
Sejam os eventos:
A: quando lançamos um dado, o número na face voltada
P (A U B) =
para cima é par.
P(A) + P(B)
A = {2,4,6}
B: quando lançamos um dado, o número da face voltada
para cima é divisível por 5.
B = {5}
Os eventos A e B são mutuamente exclusivos, pois A ∩ B = Exemplo:
Ø. A probabilidade de que a população atual de um país seja
de 110 milhões ou mais é de 95%. A probabilidade de ser 110
Probabilidade em espaços equiprováveis milhões ou menos é de 8%. Calcule a probabilidade de ser 110
Considerando um espaço amostral S, não vazio, e um milhões.
evento E, sendo E ⊂ S, a probabilidade de ocorrer o evento E é Sendo P(A) a probabilidade de ser 110 milhões ou mais:
o número real P (E), tal que: P(A) = 95% = 0,95
Sendo P(B) a probabilidade de ser 110 milhões ou menos:
𝐧(𝐄) P(B) = 8% = 0,08
𝐏(𝐄) =
𝐧(𝐒) P (A ∩ B) = a probabilidade de ser 110 milhões: P (A ∩ B)
=?
Sendo 0 ≤ P(E) ≤ 1 e S um conjunto equiprovável, ou seja, P (A U B) = 100% = 1
todos os elementos têm a mesma “chance de acontecer. Utilizando a regra da união de dois eventos, temos:
Onde: P (A U B) = P(A) + P(B) – P (A ∩ B)
n(E) = número de elementos do evento E. 1 = 0,95 + 0,08 - P (A ∩ B)
n(S) = número de elementos do espaço amostral S. P (A ∩ B) = 0,95 + 0,08 - 1
P (A ∩ B) = 0,03 = 3%
Exemplo:
Lançando-se um dado, a probabilidade de sair um número Probabilidade condicional
ímpar na face voltada para cima é obtida da seguinte forma: Vamos considerar os eventos A e B de um espaço amostral
S = {1, 2, 3, 4, 5, 6} n(S) = 6 S, definimos como probabilidade condicional do evento A,
E = {1, 3, 5} n(E) = 3 𝐴
tendo ocorrido o evento B e indicado por P(A | B) ou 𝑃 ( ), a
𝐵
n(E) 3 1 razão:
P(E) = = = = 0,5 𝑜𝑢 50%
n(S) 6 2 𝒏(𝑨 ∩ 𝑩) 𝑷(𝑨 ∩ 𝑩)
𝑷(𝑨|𝑩) = =
Probabilidade da união de dois eventos 𝒏(𝑩) 𝑷(𝑩)
Vamos considerar A e B dois eventos contidos em um
mesmo espaço amostral A, o número de elementos da reunião Lemos P (A | B) como: a probabilidade de A “dado que” ou
de A com B é igual ao número de elementos do evento A “sabendo que” a probabilidade de B.
somado ao número de elementos do evento B, subtraindo o Exemplo:
número de elementos da intersecção de A com B. No lançamento de 2 dados, observando as faces de cima,
para calcular a probabilidade de sair o número 5 no primeiro
dado, sabendo que a soma dos 2 números é maior que 7.
Montando temos:
S = {(1,1), (1,2), (1,3), (1,4), (1,5), (1,6), (2,1), (2,2), (2,3),
(2,4), (2,5), (2,6), (3,1), (3,2), (3,3), (3,4), (3,5), (3,6), (4,1),
(4,2), (4,3), (4,4), (4,5), (4,6), (5,1), (5,2), (5,3), (5,4), (5,5),
(5,6), (6,1), (6,2), (6,3), (6,4), (6,5), (6,6)}
Evento A: o número 5 no primeiro dado.
A = {(5,1), (5,2), (5,3), (5,4), (5,5), (5,6)}
Sendo n(S) o número de elementos do espaço amostral,
vamos dividir os dois membros da equação por n(S) a fim de Evento B: a soma dos dois números é maior que 7.
obter a probabilidade P (A U B). B = {(2,6), (3,5), (3,6), (4,4), (4,5), (4,6), (5,3), (5,4), (5,5),
𝑛(𝐴 ∪ 𝐵) 𝑛(𝐴) 𝑛(𝐵) 𝑛(𝐴 ∩ 𝐵) (5,6), (6,2), (6,3), (6,4), (6,5), (6,6)}
= + −
𝑛(𝑆) 𝑛(𝑆) 𝑛(𝑆) 𝑛(𝑆)
A ∩ B = {(5,3), (5,4), (5,5), (5,6)}
P (A ∩ B) = 4/36
P(B) = 15/36
Logo:

Matemática/Raciocínio Lógico 56
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APOSTILAS OPÇÃO

4
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) 36 4 36 4
𝑃(𝐴|𝐵) = = = . =
𝑃(𝐵) 15 36 15 15
36

Probabilidade de dois eventos simultâneos (ou


sucessivos)
A probabilidade de ocorrer P (A ∩ B) é igual ao produto de
um deles pela probabilidade do outro em relação ao primeiro. A probabilidade de ocorrer k vezes o evento E e (n - k) vezes o
Isto significa que, para se avaliar a probabilidade de ocorrem evento 𝐸̅ é o produto: pk . (1 – p)n - k
dois eventos simultâneos (ou sucessivos), que é P (A ∩ B), é
preciso multiplicar a probabilidade de ocorrer um deles P(B) As k vezes do evento E e as (n – k) vezes do evento 𝐸̅ podem
pela probabilidade de ocorrer o outro, sabendo que o primeiro ocupar qualquer ordem. Então, precisamos considerar uma
já ocorreu P (A | B). permutação de n elementos dos quais há repetição de k
Sendo: elementos e de (n – k) elementos, em outras palavras isso
𝐏(𝐀 ∩ 𝐁) 𝐏(𝐀 ∩ 𝐁) significa:
𝐏(𝐀|𝐁) = 𝐨𝐮 𝐏(𝐁|𝐀) =
𝐏(𝐁) 𝐏(𝐀)
𝑛!
𝑃𝑛 [𝑘,(𝑛−𝑘)] = = (𝑛𝑘), logo a probabilidade de ocorrer k
- Eventos independentes: dois eventos A e B de um 𝑘.(𝑛−𝑘)!
espaço amostral S são independentes quando P(A|B) = P(A) ou vezes o evento E no n experimentos é dada:
P(B|A) = P(B). Sendo os eventos A e B independentes, temos:
𝒏
𝒑 = ( ) . 𝒑𝒌 . 𝒒𝒏−𝒌
P (A ∩ B) = P(A). P(B) 𝒌

A lei binomial deve ser aplicada nas seguintes condições:


Exemplo:
Lançando-se simultaneamente um dado e uma moeda,
- O experimento deve ser repetido nas mesmas condições
determine a probabilidade de se obter 3 ou 5 na dado e cara na
as n vezes.
moeda.
- Em cada experimento devem ocorrer os eventos E e 𝐸̅ .
Sendo, c = coroa e k = cara.
- A probabilidade do E deve ser constante em todas as n
vezes.
S = {(1,c), (1,k), (2,c), (2,k), (3,c), (3,k), (4,c), (4,k), (5,c),
- Cada experimento é independente dos demais.
(5,k), (6,c), (6,k)}
Evento A: 3 ou 5 no dado
A = {(3,c), (3,k), (5,c), (5,k)} Exemplo:
4 1 Lançando-se uma moeda 4 vezes, qual a probabilidade de
𝑃(𝐴) = = ocorrência 3 caras?
12 3
Está implícito que ocorrerem 3 caras deve ocorrer uma
Evento B: cara na moeda coroa. Umas das possíveis situações, que satisfaz o problema,
B = {(1,k), (2,k), (3,k), (4,k), (5,k), (6,k)} pode ser:
6 1
𝑃(𝐵) = =
12 2

Os eventos são independentes, pois o fato de ocorrer o


Temos que:
evento A não modifica a probabilidade de ocorrer o evento B.
n=4
Com isso temos:
k=3
P (A ∩ B) = P(A). P(B) 1 1
1 1 1 ̅̅̅ = 1 −
𝑃(𝐸) = , 𝑃(𝐸)
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = . = 2 2
3 2 6
Logo a probabilidade de que essa situação ocorra é dada
Observamos que A ∩ B = {(3,k), (5,k)} e a P (A ∩ B) poder
por:
ser calculada também por:
1 3 1 1
𝑛(𝐴 ∩ 𝐵) 2 1 ( ) . (1 − ) , como essa não é a única situação de ocorre
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = = = 2 2
𝑛(𝑆) 12 6 3 caras e 1 coroa. Vejamos:
No entanto nem sempre chegar ao n(A ∩ B) nem sempre é
fácil dependendo do nosso espaço amostral.
4! 4
Lei Binomial de probabilidade 𝑃4 3!.1! = =( )
Vamos considerar um experimento que se repete n 3! .1! 3
=4
número de vezes. Em cada um deles temos:
P(E) = p , que chamamos de probabilidade de ocorrer o
evento E com sucesso.
P(𝐸̅ ) = 1 – p , probabilidade de ocorrer o evento E com
insucesso (fracasso). Podemos também resolver da seguinte forma: (43)
1 3 1 1
maneiras de ocorrer o produto ( ) . (1 − ) , portanto:
A probabilidade do evento E ocorrer k vezes, das n que o 2 2
experimento se repete é dado por uma lei binomial. 4 1 3 1 1 1 1 1
𝑃(𝐸) = ( ) . ( ) . (1 − ) = 4. . =
3 2 2 8 2 4

Matemática/Raciocínio Lógico 57
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APOSTILAS OPÇÃO

Questões 05. Suponha que no banco em que Ricardo trabalha, ele


faça parte de um grupo de quatro administradores e que no
01. Uma loja de eletrodoméstico tem uma venda mensal de mesmo banco existam também cinco economistas. Será
sessenta ventiladores. Sabe-se que, desse total, seis formado um comitê composto por três administradores e três
apresentam algum tipo de problema nos primeiros seis meses economistas, todos escolhidos aleatoriamente. Qual é a
e precisam ser levados para o conserto em um serviço probabilidade de o comitê formado ter Ricardo como um dos
autorizado. componentes?
Um cliente comprou dois ventiladores. A probabilidade de (A) 0
que ambos não apresentem problemas nos seis primeiros (B) 0,25
meses é de aproximadamente: (C) 0,50
(A) 90% (D) 0,75
(B) 81% (E) 1
(C) 54%
(D) 11% Respostas
(E) 89%
01. Resposta: B.
02. Em uma caixa estão acondicionados uma dúzia e meia 6 / 60 = 0,1 = 10% de ter problema
de ovos. Sabe-se, porém, que três deles estão impróprios para Assim, se 10% tem problemas, então 90% não apresentam
o consumo. problemas.
Se forem escolhidos dois ovos ao acaso, qual a 𝑃=
90 90
. =
8100
= 81%
100 100 10000
probabilidade de ambos estarem estragados?
(A) 2/153
02 Resposta: C.
(B) 1/9 3 2 6 1
(C) 1/51 𝑃= . = = (: 6 / 6)
18 17 306 51
(D) 1/3
(E) 4/3 03. Resposta: A.
Vamos completar a tabela:
03. O policiamento de um grande evento musical deteve Furto de Outros Total
100 pessoas. Sabe-se que 50 pessoas foram detidas por furto Celulares Motivos
de celulares, que 25 pessoas detidas são mulheres, e que 20 Sexo Feminino 20 5 25
mulheres foram detidas por furto de celulares. Para a Sexo Masculino 30 45 75
elaboração do relatório, o PM Jurandir montou uma tabela e Total 50 50 100
inseriu esses dados, para depois completá-la. Assim, a probabilidade é de: 45 / 50 = 0,9 = 90 / 100 = 90%

Furto de Outros Total 04. Resposta: B.


Celulares Motivos O Total de alunos é:
Sexo Feminino 20 25 * Exatas: 300 + 200 + 150 = 650 alunos
Sexo Masculino * Humanas: 250 + 150 + 150 = 550 alunos
Total 50 100 * Biológicas: 450 + 250 + 100 = 800 alunos
* TOTAL: 650 + 550 + 800 = 2000 alunos
Tomando-se ao acaso uma das pessoas detidas por outros Agora, vamos analisar cada alternativa:
motivos, a probabilidade de que ela seja do sexo masculino é (A) Classe B: 200 + 150 + 250 = 600 alunos
𝟔𝟎𝟎
de 𝑷= = 𝟎, 𝟑 = 𝟑𝟎%
𝟐𝟎𝟎𝟎
(A) 90%. (B) Área de Biológicas: 800 alunos
(B) 75%. 𝟖𝟎𝟎
(C) 50%. 𝑷= = 𝟎, 𝟒 = 𝟒𝟎%
𝟐𝟎𝟎𝟎
(D) 45%.
(E) 30%. 05. Resposta: D.
Administradores
04 A tabela a seguir apresenta dados dos ingressantes em 4!
𝐶4,3 = =4
uma universidade, com informações sobre área de estudo e 1! 3!
classe socioeconômica. Economistas
5!
𝐶5,3 = = 10
2! 3!
Total de possibilidades: 4.10=40
Com Ricardo presente na comissão, sobra 3
administradores para 2 cargos
3!
𝐶3,2 = =3
1! 2!
Economistas tem as mesmas possibilidades
Se um aluno ingressante é aleatoriamente escolhido, é Total: 3.10=30
verdade que a probabilidade de ele 30
𝑃= = 0,75
(A) pertencer à classe B é de 40%. 40
(B) estudar na área de Biológicas é de 40%.
(C) pertencer à classe B e estudar na área de Biológicas é
de 25%.
(D) pertencer à classe B é de 20%.
(E) estudar na área de Biológicas é de 22,5%.

Matemática/Raciocínio Lógico 58
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CONHECIMENTOS BÁSICOS DE
INFORMÁTICA

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APOSTILAS OPÇÃO

Windows: Uso da Ajuda e


Ferramentas de manutenção
do Windows; - Gerenciar
janelas; - Conceito,
organização e manipulação de
Está vendo uma seta à direita de um aplicativo na imagem
pastas e arquivos, - Criar seguinte?
Atalhos. Selecione-a para ver as tarefas ou itens específicos do
aplicativo.

WINDOWS 101

O Windows 10 está repleto de novos recursos e melhorias,


unindo a interface clássica do Windows 7 com o design
diferente do Windows 8.

Menu Iniciar

O menu Iniciar é o portal de entrada para programas,


pastas e configurações do computador.
Ao selecionar o botão Iniciar na barra de tarefas, você
encontrará os acessos mais recentes no lado esquerdo, uma
lista de todos os aplicativos e atalhos para outros locais no
computador, como Explorador de Arquivos e Configurações.
De um lado ele possui uma lista de locais, aplicativos Para bloquear o computador ou sair dele, mudar para
instalados e documentos, e do outro lado, ficam os blocos outra conta ou alterar a imagem da conta selecione seu nome
dinâmicos (live tiles), onde são exibidos ícones de programas, na parte superior do Menu Iniciar.
informações de clima, notícias e dados de softwares. Além de
atalhos para contatos e websites prediletos.

Se você quiser sair de perto do computador por um


instante, o botão de energia fica na parte inferior do Menu
Iniciar para que você possa colocar o computador no modo de
suspensão, reiniciá-lo ou desligá-lo totalmente.
Se você quiser fazer outras alterações na aparência do
Menu Iniciar, acesse Configurações, selecione o botão Iniciar e
selecione para alterar quais aplicativos e pastas aparecem no
O menu do sistema pode ser personalizado: os blocos
Menu Iniciar.
podem ser rearranjados e redimensionados, e tudo pode ser
fixado e desafixado do Menu Iniciar, permitindo que o mesmo
fique cheio de informações, de acordo com as necessidades do
usuário.
O Menu Iniciar também pode ser expandido de forma que
fique como uma janela maximizada. Exemplo figura abaixo:

1 Fonte: http://windows.microsoft.com/pt-br

Conhecimentos Básicos de Informática 1


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APOSTILAS OPÇÃO

Fixação de aplicativos
Fixe aplicativos no Menu Iniciar para ver atualizações
dinâmicas do que está acontecendo ao seu redor, como novos
e-mails, seu próximo compromisso ou a previsão do tempo no
fim de semana. Quando você fixa um aplicativo, ele é
adicionado ao Menu Iniciar como um novo bloco.

Agrupe aplicativos
Depois de fixar um aplicativo, mova-o para um grupo.
Para criar um novo grupo de blocos, mova o bloco de um
aplicativo para cima ou para baixo até aparecer um divisor de
grupo e solte o bloco. Mova aplicativos para dentro ou para
fora do grupo da maneira que quiser. LEMBRE-SE: se você ainda não conseguir encontrar o que
está procurando, use a pesquisa! Use a caixa de pesquisa na
barra de tarefas ou pressione a tecla do logotipo do Windows
em seu teclado e comece a digitar.

Para baixar aplicativos, músicas e outros

Para nomear seu novo grupo, selecione o espaço aberto


acima do novo grupo e digite um nome.

Veja o Menu Iniciar em tela inteira:


Para exibir o Menu Iniciar em tela inteira e ver tudo em
uma única exibição, selecione o botão Iniciar, e ative Usar
Iniciar em tela inteira.

A Loja é centralizada para músicas, vídeos, jogos e


aplicativos.

Microsoft Edge

O Microsoft Edge é o primeiro navegador que


permite fazer anotações, escrever, rabiscar e realçar
diretamente em páginas da Web. Use a lista de leitura para
salvar seus artigos favoritos para mais tarde lê-los no modo de
leitura .
Focalize guias abertas para visualizá-las e leve seus
favoritos e sua lista de leitura com você quando usar o
Microsoft Edge em outro dispositivo.

Se você deseja apenas redimensionar um pouco o Menu


Iniciar para torná-lo mais alto ou mais largo, selecione a borda
superior ou lateral e arraste-a.

Como pesquisar aplicativos e programas


Selecione o botão Iniciar e, em seguida, selecione todos os
aplicativos no canto inferior esquerdo.
Para manter a rolagem no mínimo, vá para uma parte
específica da lista. Selecione um dos divisores de seção e O Microsoft Edge não é o único aplicativo em que você pode
escolha a letra com a qual o nome do aplicativo começa. escrever. Use a caneta eletrônica, o dedo ou o mouse para
escrever em todos os lugares onde antes você digitava. Ou
simplesmente rabisque no OneNote.

Conhecimentos Básicos de Informática 2


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APOSTILAS OPÇÃO

Windows Hello

Se estiver disponível em seu dispositivo, o Windows


Hello mudará o modo de entrar no sistema, ele usa seu rosto
ou impressão digital ao invés de uma senha. Vá
até Configurações:

> Contas > Opções de entrada para configurá-lo

Use a caneta para escrever com sua tela touch ou


mouse, realce , ou digite uma anotação e compartilhe-a

Fotos
O aplicativo Fotos reúne todas as suas fotos e vídeos em
um único local. De seu telefone, computador e OneDrive. Em
seguida, ele organiza suas memórias em álbuns para você
aproveitar e compartilhar.

1. Caneta 2. Marca-texto 3. Borracha 4. Adicione uma nota digitada 5. Clipe

Lista de leitura
A lista de leitura no Microsoft Edge oferece um local para
salvar artigos ou outro conteúdo que você queira ler mais
tarde. Você verá sua lista de leitura em todos os seus
dispositivos Windows 10 quando entrar com uma conta da
Microsoft.

Layout limpo

Para um layout limpo e simples, selecione Modo de Leitura Editar ou criar um álbum
na barra de endereços para trazer tudo o que você está Você não precisa fazer nada para aproveitar seus novos
lendo para frente e para o centro. álbuns, mas pode editá-los para adicionar alguns toques de
acabamento ou criar seus próprios álbuns.
Hub Selecione o botão Iniciar e, em seguida, selecione Fotos.
Pense no Hub como o local onde o Microsoft Edge mantém Selecione Álbuns, escolha o álbum que você quer e
os itens que você coleta na Web. Selecione Hub para exibir selecione Editar . Ou, para começar a criar um novo álbum,
seus favoritos, a lista de leitura, o histórico de navegação e os selecione Novo álbum , escolha as fotos que você deseja
downloads atuais. incluir e selecione Concluído .
Siga um destes procedimentos:
Pesquisa mais rápida na barra de endereços Digite para inserir um novo título.
Você não precisa acessar um site para procurar imagens de Selecione Adicionar ou remover fotos, escolha aquelas que
pinguins, por exemplo. Economize tempo e energia digitando você quer e selecione Concluído.
sua pesquisa na prática e conveniente barra de endereços. No Para alterar a foto exibida como capa, selecione Alterar
mesmo instante, você receberá sugestões de pesquisa, capa, escolha uma foto e selecione Concluído.
resultados da Internet e seu histórico de navegação.
Reveja o álbum e selecione Salvar .

Conhecimentos Básicos de Informática 3


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APOSTILAS OPÇÃO

Multitarefas

Deslize a borda compartilhada de aplicativos da área de


trabalho ajustados para onde quiser, redimensionando com
facilidade ambos os aplicativos com um movimento, assim Configure contas
como no modo tablet. Se você pretende compartilhar seu computador com
outras pessoas, considere adicionar contas para elas, assim
Pesquisar cada usuário terá um espaço pessoal, com arquivos separados,
Use a barra de tarefas para pesquisar em seu computador favoritos do navegador e uma área de trabalho própria.
e na Web para encontrar ajuda, aplicativos, arquivos,
configurações, o que você quiser. Adicionar uma conta
Use a caixa de pesquisa, digite o que você está procurando Selecione o botão Iniciar e, em seguida,
na barra de tarefas. Você receberá sugestões e respostas para selecione Configurações > Contas > Sua conta.
suas dúvidas e resultados de pesquisa de seu computador e da Selecione Família e outros usuários (ou Other users, se
Internet. você estiver usando o Windows 10 Enterprise).
Em Other users, selecione Adicionar outra pessoa a este PC.

Observação: Se a pessoa que você estiver adicionando tiver uma conta


Os resultados da pesquisa na Web não estão disponíveis na da Microsoft, digite o endereço de e-mail, selecione Avançar e
caixa de pesquisa em todos os países/regiões, mas estão Concluir. Depois que a pessoa entrar, os e-mails, as fotos, os
disponíveis por meio do Bing no seu navegador da Web. arquivos e as configurações online estarão aguardando por ela.
Se a pessoa que você estiver adicionando não tiver uma
Entre com uma conta da Microsoft conta da Microsoft, selecione Entrar sem uma conta da
Microsoft (tudo bem se estiver escrito "não recomendado")
Você já usou o Outlook.com, o Hotmail, o Office 365, e Conta local. Defina o nome de usuário, a senha temporária e
OneDrive, o Skype, o Xbox ou o Windows? a dica de senha, e selecione Avançar > Concluir.
O endereço de e-mail e a senha que você usa para qualquer
um desses serviços é sua conta da Microsoft. Se não usou, é Configure sua família
fácil criar uma conta de e-mail gratuita em Outlook.com e O recurso Família permite adicionar com rapidez membros
torná-la sua nova conta da Microsoft. da família a cada computador Windows 10 que você entrar
Sua conta da Microsoft oferece acesso a aplicativos e jogos com sua conta da Microsoft.
da Windows Store e permite que você veja suas configurações O recurso Família também ajuda com que os adultos
e outras coisas em vários dispositivos Windows 10. mantenham as crianças mais seguras online. Podem ver
relatórios das atividades online das crianças, limitar o tempo
Como entrar de utilização de seus dispositivos Windows 10, definir limites
Selecione o botão Iniciar e, em seguida, inteligentes nos gastos das crianças e assegurar que elas não
selecione Configurações > Contas > Sua conta. vejam sites, aplicativos ou jogos inadequados.
Selecione Entrar com uma conta da Microsoft. Se você usou a Proteção para a Família em uma versão
Siga as instruções para mudar para uma conta da anterior do Windows, precisará adicionar membros de sua
Microsoft. Talvez seja necessário verificar sua identidade família novamente para que as configurações das crianças
inserindo um código de confirmação. Sua conta local será sejam aplicadas aos dispositivos Windows 10.
alterada para sua conta da Microsoft. Os adultos na família podem gerenciar as configurações da
Na próxima vez que você entrar no Windows, use o nome família online em account.microsoft.com/family, e as
e a senha da sua conta da Microsoft. Os aplicativos e arquivos alterações serão aplicadas a qualquer dispositivo Windows 10
não serão afetados. no qual a criança entrar.
Para configurar um computador para as pessoas que já
estão em sua família Microsoft, selecione o botão Iniciar e, em

Conhecimentos Básicos de Informática 4


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APOSTILAS OPÇÃO

seguida, selecione Configurações > Contas > Família e Se você tiver entrado no computador com uma conta da
outros usuários. Selecione as contas para adicioná-las ao Microsoft, essa conta será adicionada automaticamente aos
computador. Na primeira vez que eles entrarem, será aplicativos E-mail e Calendário e não poderá ser excluída. Mas
necessário inserir a senha da conta da Microsoft. você pode remover quaisquer outras adicionadas por conta
própria.
Gerenciar configurações da família Se você tiver mais dúvidas sobre como usar os aplicativos,
Depois que você adiciona uma criança à sua família no incluindo informações de solução de problemas ou se estiver
Windows, veja aqui como gerenciar suas atividades. tendo problemas ao adicionar uma conta, encontre respostas
1. Acesse account.microsoft.com/family e entre com sua acessando Configurações > Ajuda > Abrir Ajuda.
conta da Microsoft.
2. Selecione a criança cujas configurações você deseja Meus contatos
gerenciar a partir da lista de filhos em sua família. Se seus Quando você adicionar uma conta, por meio dos
filhos também usam a Proteção para a Família em versões mais aplicativos E-mail e Calendário ou outros aplicativos de mídia
antigas do Windows ou a Família em telefones Windows social, os contatos associados a essas contas aparecerão no
antigos, você os verá listados por dispositivo. aplicativo Pessoas. Encontre-o digitando Pessoas na caixa de
3. Escolha o que ativar ou mudar na conta do filho: pesquisa na barra de tarefas.
- Atividade recente permite ver quais sites elas estão
visitando, quais aplicativos e jogos estão usando e quanto Mude a imagem da sua conta
tempo estão passando nos dispositivos.
- Navegação na Web permite que você escolha os sites que Selecione o botão Iniciar, selecione a imagem da conta e
a criança pode ou não pode ver. selecione Alterar configurações de conta.
- Aplicativos e jogos permite que você limite os aplicativos
e jogos que a criança pode baixar da Windows Store. Também
permite desbloquear qualquer aplicativo ou jogo bloqueado
anteriormente.
- Tempo de tela permite definir o período máximo que as
crianças podem passar nos dispositivos.

Configure o e-mail e o calendário

O Windows 10 tem aplicativos E-mail e Calendário nativos.


Encontre-os selecionando o botão Iniciar ou digite e-mail ou
calendário na caixa de pesquisa na barra de tarefas. Na tela Configurações, em Sua foto, selecione Procurar.

Adicionando contas de e-mail e calendários


Se esta for a primeira vez que você abre um dos aplicativos,
você verá a página inicial. Siga as instruções para configurar
sua conta.
Caso contrário, no aplicativo E-mail ou Calendário,
selecione Configurações na parte inferior esquerda.
Vá para Contas > Adicionar conta, escolha o tipo da sua
conta e siga as instruções.
Localize a imagem que você deseja usar, selecione-a e, em
O e-mail e o calendário começam a ser sincronizados assim
seguida, selecione Escolher imagem.
que a conta é configurada.
O Windows memoriza as três últimas imagens usadas,
portanto você pode facilmente alternar para uma favorita
Algumas outras coisas úteis que você pode querer saber:
recente.
você pode voltar as configurações para adicionar mais contas,
Se você preferir uma nova imagem para a conta,
mas não é necessário adicionar a mesma conta duas vezes.
selecione Câmera.
Quando você adiciona uma conta a um aplicativo, o outro
aplicativo se conecta automaticamente a ela. Alterne entre os
Proteja seu computador
dois selecionando os ícones E-mail e Calendário no lado
inferior esquerdo da janela.
O Windows 10 está mais seguro e protegido graças ao
Windows Defender e ao Firewall do Windows.
Quando você inicia o Windows 10 pela primeira vez, o
Windows Defender está ativado e trabalhando para proteger
seu computador procurando por software mal-intencionado.
Exclua uma conta a qualquer momento Ele será desativado automaticamente se instalar outro
acessando Configurações > Contas e, em seguida, escolha a aplicativo de antivírus.
conta que deseja excluir. O Windows Defender usa proteção em tempo real para
examinar tudo que baixa ou executa em seu computador,

Conhecimentos Básicos de Informática 5


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APOSTILAS OPÇÃO

desativando a proteção em tempo real temporariamente se for A maneira de torná-lo detectável depende do dispositivo.
necessário. Verifique o dispositivo ou visite o site do fabricante para saber
Selecione o botão Iniciar e escolha Configurações > como.
Atualização e segurança > Windows Defender. Ative o Bluetooth em seu computador, se ainda não o fez.
Para fazer isso, na barra de tarefas, selecione Central de Ações
> Bluetooth.
Na Central de Ações, selecione Conectar > o nome do
dispositivo.

Para examinar arquivos ou pastas específicos, selecione-os


e clique com botão direito (ou pressione e segure) e
escolha Examinar com o Windows Defender.
Se o Windows Defender encontrar algum item mal-
intencionado, ele irá fornecer uma notificação no aplicativo e
recomendar o que você deve fazer em seguida p