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RACIOCÍNIO LÓGICO PARA INSS

PROFESSOR: GUILHERME NEVES

Aula 1
Proposições ....................................................................................................................................................... 2
Leis do Pensamento .......................................................................................................................................... 4
Modificador ..................................................................................................................................................... 11
Proposições simples e compostas ................................................................................................................... 12
Conjunção p ˄ q .............................................................................................................................................. 13
Disjunção Inclusiva p ∨ q ............................................................................................................................. 16
Disjunção Exclusiva p v q ................................................................................................................................. 18
Condicional p → q ........................................................................................................................................... 19
Bicondicional p ↔ q ...................................................................................................................................... 20
Número de linhas de uma tabela-verdade ...................................................................................................... 21
Tautologia ....................................................................................................................................................... 24
Contradição ..................................................................................................................................................... 26
Contingência ................................................................................................................................................... 28
Equivalências Lógicas ...................................................................................................................................... 39

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Proposições

Nosso principal objeto de estudo serão as proposições. E o que são proposições lógicas?

Há várias definições nos livros de lógica e cada banca adota “textos diferentes” para definir as
proposições. Vamos utilizar uma definição que englobasse um “acordo” entre livros e bancas
organizadoras. Chegamos à seguinte definição:

Chama-se proposição toda oração declarativa que pode ser valorada em verdadeira ou
falsa, mas não as duas.

Vamos analisar os termos desta definição.

Sendo oração, deve possuir sujeito e predicado.

Desta forma, expressões do tipo:

“Os alunos do Ponto dos Concursos.”

Não são consideradas proposições (pois não há predicado).

Sendo declarativa, não pode ser exclamativa, interrogativa, imperativa ou optativa.

Desta forma, as expressões abaixo não são consideradas proposições.

i) Que belo dia! (exclamativa)


ii) Qual é o seu nome? (interrogativa)
iii) Leia isto atenciosamente. (imperativa – indica ordem)
iv) Que Deus te abençoe. (optativa – exprime desejo).

Vejamos um exemplo:

(AFT 2013/CESPE-UnB) A sentença “Quem é o maior defensor de um Estado não


intervencionista, que permite que as leis de mercado sejam as únicas leis reguladoras da
economia na sociedade: o presidente do Banco Central ou o ministro da Fazenda?” é uma
proposição composta que pode ser corretamente representada na forma (PvQ)∧ R, em que P, Q e
R são proposições simples convenientemente escolhidas.

O item está errado, já que a frase dada no enunciado é interrogativa.

Para começar, o conjunto de palavras deve ser uma oração declarativa, por exemplo:

“O Ponto dos Concursos obteve um grande índice de aprovação no concurso para AFRFB 2009”.

Outro ponto a ser analisado na definição é que a oração declarativa deve poder ser classificada
em V ou F, mas não as duas.

Vejamos alguns exemplos de orações declarativas que não podem ser classificadas em V ou F.

“A frase dentro destas aspas é falsa.”

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Vamos tentar classificar em verdadeiro ou falso. Se dissermos que esta “proposição” é verdadeira,
teremos uma contradição – pois será verdade que a frase é falsa, logo a frase é falsa. Se
dissermos que a “proposição” é falsa, teremos novamente uma contradição. Se assim o fizermos,
então será falso que a frase dentro daquelas aspas é falsa, portanto, a frase é verdadeira. Assim,
a “proposição” não pode ser nem verdadeira nem falsa. O que concluímos? Que esta frase não é
uma proposição lógica.
Observação: Frases contraditórias como esta são comumente denominadas de paradoxos.
Um paradoxo famoso é o de Eubulides que declarou: Eu sou mentiroso.
Ora, o paradoxo de Eubulides não pode ser uma proposição lógica.
Se dissermos que a frase de Eubulides é verdadeira, então é verdade que ele é um mentiroso e,
portanto, não pode declarar uma verdade. Contradição!
Se dissermos que a frase é falsa, então é falso que ele é um mentiroso. E se ele não é um
mentiroso, a frase não pode ser falsa (portanto, é verdadeira). Novamente uma contradição.
Assim, a frase “Eu sou mentiroso” não é uma proposição lógica.
Estes exemplos não são proposições lógicas porque não podem ser nem verdadeiros nem falsos.
Um importante tipo de sentença que não é proposição é a chamada sentença aberta ou função
proposicional.
Exemplo:
𝑥 + 5 = 10
Não dá para julgar esta frase em verdadeiro ou falso, simplesmente porque não é possível
descobrir o valor de x. Se x valer 5, de fato, 𝑥 + 5 = 10.
Caso contrário, se x for diferente de 5, a igualdade acima está errada.
“x” é uma variável, pode assumir inúmeros valores.
Quando a sentença possui uma variável, nós dizemos que ela é uma sentença aberta. Ela tem
um termo que varia, o que impede julgá-la em verdadeiro ou falso. Logo, não é proposição.

Vejamos outro exemplo de sentença aberta:


“Ele ganhou o Oscar de melhor ator em 2001”.

Ora, não sabemos quem é “ele”. Portanto, não podemos classificar esta frase em V ou F.
Se “ele” for Russel Crowe, então a frase é verdadeira.
Se “ele” for qualquer outra pessoa que não Russel Crowe, então a frase é falsa.

Como não sabemos quem é “ele”, não podemos classificar a frase e, portanto, não é considerada
uma proposição.

Estas discussões que fiz sobre frases que não são proposições são importantíssimas quando
estamos falando de CESPE-UnB.

Em tempo: é costume na Lógica “apelidar” as proposições com letras do alfabeto. Por exemplo:

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𝑝: 𝑃𝑎𝑟𝑖𝑠 𝑒𝑠𝑡á 𝑛𝑎 𝐼𝑛𝑔𝑙𝑎𝑡𝑒𝑟𝑟𝑎 (𝐹)


𝑞: 𝐹𝑒𝑟𝑛𝑎𝑛𝑑𝑜 𝐻𝑒𝑛𝑟𝑖𝑞𝑢𝑒 𝐶𝑎𝑟𝑑𝑜𝑠𝑜 𝑓𝑜𝑖 𝑜 𝑝𝑟𝑒𝑠𝑖𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑜 𝐵𝑟𝑎𝑠𝑖𝑙 𝑒𝑚 1997. (𝑉)

Leis do Pensamento

Assim como a Filosofia, a Sociologia, a Economia e outras ciências, a Lógica também possui
diversas escolas. A Lógica tratada neste curso é a chamada Lógica Aristotélica (Lógica Formal,
Lógica da Forma) e toda a sua estrutura é fundamentada nas seguintes Leis do Pensamento.

1. Princípio da identidade

Se uma proposição qualquer é verdadeira, então ela é verdadeira.


"Cada coisa é aquilo que é." (Gottfried Leibniz)

2. Princípio do terceiro excluído

Toda proposição tem um dos dois valores lógicos: ou verdadeiro ou falso, excluindo-se qualquer
outro.

"Quem diz de uma coisa que é ou que não é ou dirá o verdadeiro ou dirá o falso. Mas se existisse
um termo médio entre os dois contraditórios nem do ser nem do não ser poder-se-ia dizer que é o
que não é." (Aristóteles)

3. Princípio de não contradição

Uma proposição não pode ser, simultaneamente, verdadeira e falsa.

"Efetivamente, é impossível a quem quer que seja acreditar que uma mesma coisa seja e não
seja" (Aristóteles)

O princípio da identidade afirma que uma proposição não pode ser “mais” verdadeira do que
outra. Não existem patamares de verdade. Na Lógica Aristotélica, todas as proposições
verdadeiras, assim como todas as proposições falsas, estão em um mesmo nível.

O princípio do terceiro excluído estabelece que só existem dois valores lógicos. Assim, por
exemplo, a proposição p (“Existe vida fora da Terra”) só pode assumir uma das duas
possibilidades, V ou F, excluindo-se um hipotético valor lógico “talvez”, “não lembro” ou “pode ser”.

O princípio de não contradição decreta que uma proposição não pode ser simultaneamente V e
F. Assim, se uma proposição é verdadeira, já temos certeza de que ela não pode ser falsa, e
reciprocamente.

O valor lógico de uma proposição p é indicado por V(p). Por exemplo, se a proposição p for falsa,
indicamos V(p) = F.

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(BB1/2007/Cespe) Na lógica sentencial, denomina-se proposição uma frase que pode ser julgada
como verdadeira (V) ou falsa (F), mas não como ambas. Assim, frases como “Como está o tempo
hoje?” e “Esta frase é falsa” não são proposições porque a primeira é pergunta e a segunda não
pode ser nem V nem F. As proposições são representadas simbolicamente por letras maiúsculas
do alfabeto — A, B, C, etc. Uma proposição da forma “A ou B” é F se A e B forem F, caso
contrário é V; e uma proposição da forma “Se A então B” é F se A for V e B for F, caso contrário é
V.

Considerando as informações contidas no texto acima, julgue o item subsequente.

01. Na lista de frases apresentadas a seguir, há exatamente três proposições.


“A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
A expressão X + Y é positiva.
O valor de 4 + 3 = 7 .
Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
O que é isto?

Resolução

“A frase dentro destas aspas é uma mentira.”

É uma oração declarativa, mas não pode ser classificada em verdadeiro ou falso. Se tentarmos
classificá-la como verdadeira, teremos uma contradição. Se classificarmos como falsa, temos uma
nova contradição, pois é falso dizer que a frase dentro daquelas aspas é mentira, e, portanto, ela
seria verdadeira. Logo, a frase “A frase dentro destas aspas é uma mentira” não é uma proposição
lógica.

A expressão X + Y é positiva.
É uma sentença aberta e não pode ser valorada em V ou F, pois não conhecemos os valores de X
e Y.

As frases p: O valor de 4 + 3 = 7 e q: Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira são
proposições, pois se constituem em orações declarativas e que assumem apenas um dos dois
valores lógicos V ou F.

O que é isto?
É uma frase interrogativa e, portanto, não é uma proposição.

O item está errado porque há exatamente duas proposições.


02. (BB2/2007/Cespe) Uma proposição é uma afirmação que pode ser julgada como verdadeira
(V) ou falsa (F), mas não como ambas. As proposições são usualmente simbolizadas por letras
maiúsculas do alfabeto, como, por exemplo, P, Q, R, etc. Se a conexão de duas proposições é
feita pela preposição “e”, simbolizada usualmente por ∧, então se obtém a forma P∧Q, lida como
“P e Q” e avaliada como V se P e Q forem V, caso contrário, é F. Se a conexão for feita pela
preposição “ou”, simbolizada usualmente por ∨, então se obtém a forma P∨Q, lida como “P ou Q”

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e avaliada como F se P e Q forem F, caso contrário, é V. A negação de uma proposição é


simbolizada por ¬P, e avaliada como V, se P for F, e como F, se P for V.

A partir desses conceitos, julgue o próximo item.

Há duas proposições no seguinte conjunto de sentenças:


(I) O BB foi criado em 1980.
(II) Faça seu trabalho corretamente.
(III) Manuela tem mais de 40 anos de idade.

Resolução
As frases (I) e (III) são proposições, pois são orações declarativas. A frase (II) é imperativa e,
portanto, não é uma proposição. O item está certo

(SEBRAE 2010/CESPE-UnB) Para os itens seguintes, serão consideradas como proposições


apenas as sentenças declarativas, que mais facilmente são julgadas como verdadeiras — V — ou
falsas — F —, deixando de lado as sentenças interrogativas, exclamativas, imperativas e outras.
As proposições serão representadas por letras maiúsculas do alfabeto: A, B, C etc.
[...]
Sentenças como “x + 3 = 5”, “Ele é um político”, “x é jogador de futebol” são denominadas
sentenças abertas; essas sentenças, como estão, não poderão ser julgadas como V ou F, pois os
sujeitos, no caso, são variáveis. Essas expressões tornam-se proposições depois de substituída a
variável por elemento determinado, permitindo o julgamento V ou F.
[...]
Tendo como referência as informações do texto, julgue os itens de 03 a 05.
03. Entre as frases apresentadas a seguir, identificadas por letras de A a E, apenas duas são
proposições.
A: Pedro é marceneiro e Francisco, pedreiro.
B: Adriana, você vai para o exterior nessas férias?
C: Que jogador fenomenal!
D: Todos os presidentes foram homens honrados.
E: Não deixe de resolver a prova com a devida atenção.

Resolução

A frase A está OK. É uma oração declarativa que pode assumir valores V ou F.
A frase B é uma frase interrogativa. Portanto, não é proposição.
A frase C é exclamativa. Portanto, não é proposição.
A frase D está OK. É uma oração declarativa que pode assumir valores V ou F.
A frase E é imperativa. Portanto, não é proposição.

Portanto, há apenas duas proposições: A e D.

O item está certo.

04. As frases “Transforme seus boletos de papel em boletos eletrônicos” e “O carro que você
estaciona sem usar as mãos” são, ambas, proposições abertas.

Resolução

Para que uma frase seja uma sentença aberta, o sujeito deve ser uma variável.

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A primeira frase é imperativa. Portanto não é proposição.

A segunda frase não tem sentido completo. O que aconteceu com este carro? Não se trata de
uma proposição lógica, pois estas devem possuir sentido completo.

O item está errado.

05. Considere a seguinte sentença aberta: “x é um número real e x2 > 5”. Nesse caso, se x = 2,
então a proposição será F, mas, se x = –3, então a proposição será V.

Resolução

Vamos substituir os valores dados na sentença aberta.

Fazendo 𝑥 = 2;

“2 é um número real e 2! > 5” é uma proposição falsa, pois 4 < 5.

Fazendo 𝑥 = −3;

“−3 é um número real e (−3)! > 5" é uma proposição verdadeira, pois 9 > 5.

O item está certo.

06. (TRT 17ª Região 2009/CESPE-UnB) Proposições são frases que podem ser julgadas como
verdadeiras — V — ou falsas — F —, mas não como V e F simultaneamente.
[...]
A partir das informações do texto, julgue o item a seguir.

A sequência de frases a seguir contém exatamente duas proposições.


- A sede do TRT/ES localiza-se no município de Cariacica.
- Por que existem juízes substitutos?
- Ele é um advogado talentoso.

Resolução

A primeira frase é uma oração declarativa e que, mesmo que não saibamos, pode ser classificada
em V ou F.
A segunda frase é interrogativa. Não é proposição.
A terceira frase é uma sentença aberta. “Ele” é um termo que varia. Esta frase não pode ser
classificada em V ou F. Não é proposição.

O item está errado.

07. (MRE 2008/CESPE-UnB) Proposições são sentenças que podem ser julgadas como
verdadeiras — V —, ou falsas — F —, mas não cabem a elas ambos os julgamentos.
[...]
Considerando as informações acima, julgue o item abaixo.
Considere a seguinte lista de sentenças:
I - Qual é o nome pelo qual é conhecido o Ministério das Relações Exteriores?

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II - O Palácio Itamaraty em Brasília é uma bela construção do século XIX.


III - As quantidades de embaixadas e consulados gerais que o Itamaraty possui são,
respectivamente, x e y.
IV - O barão do Rio Branco foi um diplomata notável.
Nessa situação, é correto afirmar que entre as sentenças acima, apenas uma delas não é uma
proposição.

Resolução.
A sentença I é interrogativa. Perguntas, exclamações, ordens, desejos, expressões de
sentimentos e/ou opinião, tudo isso não pode ser classificado como proposição. São todos
exemplos de frases que não podem ser julgados em verdadeiro ou falso, não sendo classificados
como proposição.

Na sentença II temos uma expressão de sentimento, de opinião sobre o Palácio do Itamaraty.


Alguém está dizendo expressando sua opinião de que o Palácio é belo. Novamente, não é
proposição.

Na sentença III, temos duas variáveis (x e y).


Quando temos variáveis, estamos diante de uma sentença aberta, que não pode ser julgada em
verdadeiro ou falso.
Logo, não é uma proposição.

Na sentença IV, temos outra expressão de opinião. Também não é proposição.


O item está errado.
08. (FINEP 2009/CESPE-UnB) Acerca de proposições, considere as seguintes frases:

I Os Fundos Setoriais de Ciência e Tecnologia são instrumentos de financiamento de projetos.

II O que é o CT-Amazônia?

III Preste atenção ao edital!

IV Se o projeto for de cooperação universidade-empresa, então podem ser pleiteados recursos do


fundo setorial verde-amarelo.

São proposições apenas as frases correspondentes aos itens

a) I e IV.

b) II e III.

c) III e IV.

d) I, II e III.

e) I, II e IV.

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Resolução.
A frase II é interrogativa, não podendo ser julgada em V ou F.
A frase III é uma frase imperativa, que também não é proposição.
Logo, são proposições as frases I e IV.

Letra A

09. (MPE/TO 2006/CESPE-UnB) Na lista abaixo, há exatamente três proposições.


• Faça suas tarefas.
• Ele é um procurador de justiça muito competente.
• Celina não terminou seu trabalho.
• Esta proposição é falsa.
• O número 1.024 é uma potência de 2.

Resolução

• Faça suas tarefas. à Não é proposição porque é uma frase imperativa.

• Ele é um procurador de justiça muito competente. à Não é proposição. Trata-se de


uma sentença aberta (lembra do exemplo do Russel Crowe?)

• Celina não terminou seu trabalho. à É proposição.

• Esta proposição é falsa. à Não é proposição. Trata-se de um paradoxo.

• O número 1.024 é uma potência de 2. à É proposição.

Na lista, há exatamente 2 proposições. Portanto, o item está errado.

10. (PRODEST 2006/CESPE-UnB) Considere a seguinte lista de frases:


1 Rio Branco é a capital do estado de Rondônia.
2 Qual é o horário do filme?
3 O Brasil é pentacampeão de futebol.
4 Que belas flores!
5 Marlene não é atriz e Djanira é pintora.
Nessa lista, há exatamente 4 proposições.

Resolução

1 Rio Branco é a capital do estado de Rondônia. (É proposição).

2 Qual é o horário do filme? (Não é proposição porque é uma frase interrogativa).

3 O Brasil é pentacampeão de futebol. (É proposição).

4 Que belas flores! (Não é proposição porque é uma frase exclamativa).

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5 Marlene não é atriz e Djanira é pintora. (É proposição).

Como há apenas 3 proposições, então o item está errado.

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Modificador

O modificador é um operador lógico que “troca” o valor lógico das proposições. Se temos em
mãos uma proposição verdadeira, então, ao aplicarmos o modificador, teremos uma proposição
falsa. Da mesma forma, se temos em mãos uma proposição falsa, então, ao aplicarmos o
modificador, teremos uma proposição verdadeira.

Os símbolos que indicam que uma proposição foi “modificada” são: ~ 𝑜𝑢 ¬ . A proposição
modificada é chamada de negação da proposição original.

Exemplos:

𝑝: 𝑃𝑎𝑟𝑖𝑠 𝑒𝑠𝑡á 𝑛𝑎 𝐼𝑛𝑔𝑙𝑎𝑡𝑒𝑟𝑟𝑎

Está é uma proposição falsa. Ao aplicarmos o modificador, teremos uma proposição verdadeira.

¬ 𝑝: 𝑃𝑎𝑟𝑖𝑠 𝒏ã𝒐 𝑒𝑠𝑡á 𝑛𝑎 𝐼𝑛𝑔𝑙𝑎𝑡𝑒𝑟𝑟𝑎.


Esta frase também pode ser lida das seguintes formas:

¬ 𝑝: É 𝑓𝑎𝑙𝑠𝑜 𝑞𝑢𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑖𝑠 𝑒𝑠𝑡á 𝑛𝑎 𝐼𝑛𝑔𝑙𝑎𝑡𝑒𝑟𝑟𝑎.


¬ 𝑝: 𝑁ã𝑜 é 𝑣𝑒𝑟𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑞𝑢𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑖𝑠 𝑒𝑠𝑡á 𝑛𝑎 𝐼𝑛𝑔𝑙𝑎𝑡𝑒𝑟𝑟𝑎.
Quando temos uma proposição simples, devemos modificar o verbo para negar a frase. Vejamos
outro exemplo:

𝑞: 𝐽𝑜ℎ𝑛 𝐿𝑒𝑛𝑛𝑜𝑛 𝑛ã𝑜 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑢 𝑜 𝑂𝑠𝑐𝑎𝑟 𝑑𝑒 𝑚𝑒𝑙ℎ𝑜𝑟 𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑒𝑚 2001.

Esta é uma proposição verdadeira. Vamos modificar o verbo e torná-la uma proposição falsa.

~𝑞: 𝐽𝑜ℎ𝑛 𝐿𝑒𝑛𝑛𝑜𝑛 𝑟𝑒𝑐𝑒𝑏𝑒𝑢 𝑜 𝑂𝑠𝑐𝑎𝑟 𝑑𝑒 𝑚𝑒𝑙ℎ𝑜𝑟 𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑒𝑚 2001.

Vamos definir formalmente o modificador.

Dada uma proposição p qualquer, uma outra proposição chamada negação de p pode ser
formada escrevendo-se “É falso que...” antes de p ou, se possível, inserindo a palavra “não”.
Simbolicamente, a negação de p é designada por ~ p ou ¬p . Para que ~ p seja uma
proposição, devemos ser capazes de classificá-la em verdadeira (V) ou falsa (F). Para isso
vamos postular (decretar) o seguinte critério de classificação: A proposição ~ p tem sempre o
valor lógico oposto de p , isto é, ~ p é verdadeira quando p é falsa, e ~ p é falsa quando
p é verdadeira.

p ~p

V F

F V

Tabela-verdade 1

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A tabela-verdade dispõe as relações entre os valores lógicos das proposições. Tabelas-verdades


são especialmente usadas para determinar os valores lógicos de proposições construídas a partir
de proposições simples. As tabelas de valores têm longa história, mas receberam certo destaque
desde os trabalhos (independentes) de Ludwig Wittgenstein (1889-1951) e de Emil L. Post (1897-
1954). A tabela 1 mostra todas as possibilidades de valores de uma proposição e os
correspondentes valores da sua negação.

A negação de uma proposição pode ser considerada o resultado de uma operação do “operador
negação” de uma proposição. O operador negação constrói uma nova proposição a partir de uma
proposição que já existe. Vamos estudar agora operadores lógicos que são usados para formar
novas proposições a partir de duas ou mais proposições preexistentes. Esses operadores lógicos
são chamados conectivos.

Proposições simples e compostas


Estudaremos métodos de produzir novas proposições a partir de proposições simples. Uma


proposição é simples quando declara algo sem o uso de conectivos. Esses métodos foram
discutidos pelo matemático inglês George Boole, em 1854, no seu livro As Leis do Pensamento.
Diversas declarações matemáticas são obtidas combinando proposições.

Exemplos:

p : O número 2 é primo. (V)


q : 15 : 3 = 6 (F)
r : O retângulo é um polígono regular. (F)

A partir de proposições simples dadas podemos construir novas proposições compostas mediante
o emprego de operadores lógicos chamados conectivos, como “e” (conectivo de conjunção),
“ou” (conectivo de disjunção), e os condicionais “se... então”, “se e somente se”. Observe
que o modificador “não” não é um conectivo. “Não” é um advérbio de negação. A expressão “não”
não conecta duas proposições.

Exemplos:

p : A Lua é um satélite da Terra e Recife é a capital de Pernambuco.

q : Carlos é solteiro ou Pedro é estudante.

r : Se um quadrilátero tem todos os lados congruentes, então é um losango.

s : Um quadrilátero é um quadrado se e somente se for retângulo e losango.

Obs.: A proposição “Guilherme e Moraes são professores” é uma proposição simples. O sujeito
dessa proposição, porém, é composto. A proposição “Guilherme é professor e Moraes é
professor” é uma proposição composta.

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(AFT 2013/CESPE-UnB) Julgue os itens subsequentes, relacionados a lógica proposicional.

11. A sentença “A presença de um órgão mediador e regulador das relações entre empregados e
patrões é necessária em uma sociedade que busca a justiça social” é uma proposição simples.

Resolução

O item está certo. Ainda não falamos em proposição composta, mas observe que temos apenas
um verbo na oração. Uma proposição é simples quando declara algo sem o uso de conectivos.
Observe ainda que o conectivo “e” na frase acima não está conectando duas orações. O conectivo
“e”, no nosso exemplo, está conectando as palavras “mediador” e regulador. Portanto, a
proposição é simples e o item está certo.

(STF 2008/CESPE-UnB) Filho meu, ouve minhas palavras e atenta para meu conselho.
A resposta branda acalma o coração irado.
O orgulho e a vaidade são as portas de entrada da ruína do homem.
Se o filho é honesto, então o pai é exemplo de integridade.

Tendo como referência as quatro frases acima, julgue os itens seguintes.

12. A primeira frase é composta por duas proposições lógicas simples unidas pelo conectivo de
conjunção.
13. A segunda frase é uma proposição lógica simples.
14. A terceira frase é uma proposição lógica composta.
15. A quarta frase é uma proposição lógica em que aparecem dois conectivos lógicos.

Resolução

12. Os verbos “ouve” e “atenta” indicam ordem (imperativo). Portanto não são consideradas
proposições lógicas. O item está errado.
13. Certo.
14. A proposição é simples. O sujeito da oração é que é composto. O item está errado.
15. “Se..., então...” é um conectivo só. O item está errado.

Conjunção p ˄ q

Duas proposições quaisquer podem ser combinadas pela palavra “e” para formar uma proposição
composta, que é chamada de conjunção das proposições originais. Simbolicamente
representamos a conjunção de duas proposições p e q por p ∧ q .

Imagine que você prometeu ao seu filho que, no final de semana:

“Vamos ao Shopping Center e vamos à praia.”

Vamos separar a frase acima em duas parcelas:

𝑝: 𝑉𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑎𝑜 𝑆ℎ𝑜𝑝𝑝𝑖𝑛𝑔 𝐶𝑒𝑛𝑡𝑒𝑟

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𝑞: 𝑉𝑎𝑚𝑜𝑠 à 𝑝𝑟𝑎𝑖𝑎

Conectando as proposições 𝑝 e 𝑞 pelo conectivo “e”, temos a proposição:

𝑝 ∧ 𝑞: 𝑉𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑎𝑜 𝑆ℎ𝑜𝑝𝑝𝑖𝑛𝑔 𝐶𝑒𝑛𝑡𝑒𝑟 𝑒 𝑣𝑎𝑚𝑜𝑠 à 𝑝𝑟𝑎𝑖𝑎.

Se as duas parcelas componentes são verdadeiras, então, de fato, o pai levará o filho ao
Shopping e à praia. Logo, nossa proposição composta é verdadeira.

p: Vamos ao Shopping Center. (Verdade)

q: Vamos à praia (Verdade)

Teríamos então:

p q 𝑝∧𝑞

V V V

Neste quadro estamos indicando que se a proposição “p” (Vamos ao Shopping Center) for
verdadeira e a proposição “q” (Vamos à praia) também for verdadeira, então a proposição “P e Q”
(Vamos ao Shopping Center e vamos à praia) também será verdadeira.

Agora vamos imaginar que o pai levará o filho ao Shopping Center, mas não levará o filho à praia.

p: Vamos ao Shopping Center. (Verdade)

q: Vamos à praia (Falso)

Agora a proposição composta é falsa. Ela afirma que “Vamos ao Shopping Center” e, além disso,
“Vamos à praia”. Afirma-se que as duas parcelas ocorrem ao mesmo tempo, o que não está
acontecendo (pois a segunda parcela é falsa). Portanto “p e q” é falso.

p q 𝑝∧𝑞

V F F

Analisemos agora a terceira situação: O pai não levará o filho ao Shopping Center, mas levará o
filho à praia.

p: Vamos ao Shopping Center. (Falso)

q: Vamos à praia (Verdade)

Novamente, a afirmação de que “Vamos ao Shopping Center e vamos à praia” é falsa. Isso
porque uma das parcelas é falsa. Portanto:

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p q 𝑝∧𝑞

F V F

E finalmente a última situação possível. O pai nem leva o filho ao Shopping Center nem o leva à
praia.

p: Vamos ao Shopping Center. (Falso)

q: Vamos à praia (Falso)

p q 𝑝∧𝑞

F F F

Unindo todas estas possibilidades em uma única tabela, temos:

p q 𝑝∧𝑞

V V V

V F F

F V F

F F F

Vamos postular um critério para estabelecer o valor lógico (V ou F) de uma conjunção a partir dos
valores lógicos (conhecidos) das proposições p e q:

à A conjunção p ∧ q é verdadeira se p e q são ambas verdadeiras; se ao menos uma


delas for falsa então p ∧ q é falsa.

O “e” lógico costuma ser apresentado com o símbolo ∧.


Deste modo, escrever “P ∧ Q” é o mesmo que escrever “P e Q”.

Exemplo:

p : João é gordo e Mário é alto.

Suponha que a proposição João é gordo seja verdadeira e que Mário não seja alto. Dessa
forma,

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A conjunção “João é gordo e Mário é alto” é falsa, pois a proposição “Mário é alto” é falsa. A
composta só seria verdadeira se ambas as proposições “João é gordo” e “Mário é alto” fossem
verdadeiras.

16. (PC-CE 2012/CESPE-UnB) Se a proposição “João é pobre” for falsa e se a proposição “João
pratica atos violentos” for verdadeira, então a proposição “João não é pobre, mas pratica atos
violentos” será falsa.

Resolução

O “mas” tem o mesmo sentido do conectivo “e”. Temos a seguinte estrutura:

𝐽𝑜ã𝑜 𝑛ã𝑜 é 𝑝𝑜𝑏𝑟𝑒 𝑒 𝑝𝑟𝑎𝑡𝑖𝑐𝑎 𝑎𝑡𝑜𝑠 𝑣𝑖𝑜𝑙𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠.


! !

Ora, uma proposição composta pelo conectivo “e” é verdadeira quando seus dois componentes
são verdadeiros. Assim, a proposição acima é verdadeira e o item está errado.

Disjunção Inclusiva 𝒑 ∨ 𝒒

Duas proposições quaisquer podem ser combinadas pela palavra “ou” para formar uma
proposição composta que é chamada de disjunção inclusiva das proposições originais.
Simbolicamente, a disjunção das proposições p e q é designada por p ∨ q . O símbolo v é a inicial
da palavra grega vel.

Vamos postular um critério para decidir o valor lógico (V ou F) de uma disjunção a partir dos
valores lógicos (conhecidos) das proposições p e q:

à A disjunção inclusiva p ∨ q é verdadeira se ao menos uma das proposições p ou q é


verdadeira; p ∨ q é falsa se e somente se ambas p e q são falsas.

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p q p∨q

V V V

V F V

F V V

F F F

Exemplo:

p : Vou à festa ou não me chamo Fulano.

Considere que Fulano afirmou: Vou à festa ou não me chamo Fulano.


Fulano foi à festa. Portanto, a proposição “Vou à festa” é verdadeira.
A proposição “não me chamo Fulano” é falsa, pois quem a disse foi Fulano.
Temos o seguinte esquema:

Vou à festa ou não me chamo Fulano.

V F

A disjunção “Vou à festa ou não me chamo Fulano” só seria falsa se ambas as proposições “Vou à
festa” e “Não me chamo Fulano” fossem falsas. Como a proposição “Vou à festa” é verdadeira,
temos que a composta é verdadeira. Assim,

Vou à festa ou não me chamo Fulano.

V F

O uso do conectivo ou na disjunção inclusiva corresponde a um dos dois modos como a palavra
ou é usada na Língua Portuguesa. A disjunção inclusiva é verdadeira quando pelo menos uma
das duas proposições for verdadeira ou quando ambas forem verdadeiras. A disjunção inclusiva é
usada, por exemplo, na seguinte proposição:

Hoje é sexta-feira ou hoje está chovendo.

Nesse caso, poderíamos ter as duas proposições “Hoje é sexta-feira” e “Hoje está chovendo”
verdadeiras. Não estamos afirmando que as duas são verdadeiras, mas que ambas poderiam ser
verdadeiras. Por outro lado, estamos usando a disjunção exclusiva quando dizemos:

Ou hoje é sexta-feira ou sábado, mas não ambos.

Nesse caso, as duas proposições “Hoje é sexta-feira” e “Hoje é sábado” não podem ser
simultaneamente verdadeiras. Como já observamos, o uso do conectivo ou em uma disjunção
corresponde a um dos dois significados usados na Língua Portuguesa, denominados inclusivo e

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exclusivo. A disjunção inclusiva p ∨ q é verdadeira quando pelo menos uma delas for verdadeira.
Quando o ou exclusivo é usado para conectar as proposições p e q, a proposição “ou p ou q,
mas não ambas” é obtida. A proposição é verdadeira quando p é verdadeira e q é falsa, ou
quando p é falsa e q é verdadeira, e é falsa quando ambas, p e q, são falsas ou ambas são
verdadeiras.

O símbolo do “ou” é ∨. É um símbolo semelhante ao do “e”, mas de cabeça para baixo.


Alguns alunos se mostram especialistas em construir processos mnemônicos. Um dos processos
que aprendemos com esses mestres foi como distinguir os símbolos ∨ e ∧. Basta colocar uma
letra O ao lado dos símbolos. Observe:
O∨ / O∧
Em qual das duas situações você consegue ler “OU”? Na “palavra da esquerda! Portanto, aquele
símbolo é o “ou”. Consequentemente o outro é o “e”.
Outro processo mnemônico consiste em colocar um “pontinho” em cima do símbolo. Vejamos:

Em qual das duas situações você consegue ver a letra cursiva “i”? No símbolo da direita! Portanto,
aquele símbolo é o “e” (mesmo fonema do “i”).

Disjunção Exclusiva p v q

Duas proposições quaisquer podem ser combinadas pela palavra “ou” para formar uma
proposição composta que é chamada de disjunção exclusiva das proposições originais.
Simbolicamente, a disjunção das proposições p e q é designada por p v q.

Vamos postular um critério para decidir o valor lógico (V ou F) de uma disjunção exclusiva a partir
dos valores lógicos (conhecidos) das proposições p e q:

à A disjunção exclusiva p v q é verdadeira se exatamente uma delas p ou q for verdadeira,


e falsa nos outros casos.

p q pvq

V V F

V F V

F V V

F F F

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Condicional p → 𝒒

Quando duas proposições são conectadas com a palavra “se” antes da primeira e a inserção da
palavra “então” entre elas a proposição resultante é composta e é também chamada de
implicação. Simbolicamente, p → q . Em uma proposição condicional, o componente que se
encontra entre o “se” e o “então” é chamado de antecedente e o componente que se encontra
após a palavra “então” é chamado consequente. Por exemplo, na proposição “Se vou à praia,
então tomo banho de mar”, “vou à praia” é o antecedente e “tomo banho de mar” é o
consequente.

O condicional p → q é falso somente quando p é verdadeira e q é falsa; caso contrário,


p → q é verdadeiro.

Coloquemos um exemplo para resumi-lo.

Se Guilherme é recifense, então Guilherme é pernambucano.

Guilherme é recifense Guilherme é pernambucano

1º caso verdadeira verdadeira

2º caso verdadeira falsa

3º caso falsa verdadeira

4º caso falsa falsa

Analisemos cada um deles.

1º caso à antecedente e consequente verdadeiros. Aqui, se efetivamente Guilherme for recifense


e também for pernambucano, não há dúvida, a proposição condicional é considerada verdadeira.

2º caso à antecedente verdadeiro e consequente falso. Nessa situação, temos Guilherme


como uma pessoa que nasceu no Recife e não nasceu em Pernambuco. A condicional é
considerada falsa.

3º caso à antecedente falso e consequente verdadeiro. Guilherme não nasceu no Recife, mas
nasceu em Pernambuco. Isso é totalmente permitido, visto que Guilherme poderia ter nascido em
Petrolina, por exemplo. A proposição condicional é verdadeira.

4º casoà antecedente e consequente falsos. Guilherme não nasceu no Recife nem em


Pernambuco. Situação totalmente aceitável, visto que Guilherme poderia ter nascido em qualquer
outro lugar do mundo.

Existe apenas uma situação em que o condicional é falso: quando a primeira proposição
for verdadeira e a segunda, falsa.

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Bicondicional p ↔ q

Conectando duas proposições p, q através do conectivo bicondicional, obtemos uma nova


proposição p ↔ q , que se lê “p se e somente se q”. O bicondicional equipara-se à conjunção
de dois condicionais p → q e q → p .

Por exemplo, a proposição composta “Hoje é Natal se, e somente se hoje é 25 de dezembro”
significa que “Se hoje é Natal, então hoje é 25 de dezembro” e “Se hoje é 25 de dezembro, então
hoje é Natal”.

O bicondicional p ↔ q é verdadeiro quando p e q são ambos verdadeiros ou ambos falsos, e


falso, quando p e q têm valores lógicos diferentes.

No nosso exemplo acima,

Podemos resumir tudo o que foi dito com a seguinte tabela-verdade.

p q p∧q p∨q p→q p↔q

V V V V V V

V F F V F F

F V F V V F

F F F F V V

Ou ainda, para facilitar o processo mnemônico, podemos memorizar as regras que tornam as
compostas verdadeiras.

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Conjunção p ∧ q As duas proposições p, q devem ser verdadeiras

Disjunção p ∨ q Ao menos uma das proposições p, q deve ser verdadeira. Não


pode ocorrer o caso de as duas serem falsas.

Condicional p → q Não pode acontecer o caso de o antecedente ser verdadeiro e


o consequente ser falso. Ou seja, não pode acontecer V(p)=V e
V(q)=F. Em uma linguagem informal, dizemos que não pode
acontecer VF, nesta ordem.

Bicondicional p ↔ q Os valores lógicos das duas proposições devem ser iguais. Ou


as duas são verdadeiras, ou as duas são falsas.

Número de linhas de uma tabela-verdade

O número de linhas da tabela-verdade de uma proposição composta com n proposições simples é


2 n.

Para uma proposição simples p, o número de linhas da tabela-verdade é 2, pois, pelas leis do
pensamento a proposição p só pode assumir um dos dois valores lógicos: V ou F.

p
V
F

Para duas proposições p e q, o número de linhas da tabela-verdade é 22 = 4. SEMPRE que você


for construir uma tabela-verdade envolvendo 2 proposições, começaremos com a seguinte
disposição.

pq
VV
VF
FV
FF
Para 3 proposições p, q e r, o número de linhas da tabela-verdade é 23 = 8.

SEMPRE que você for construir uma tabela-verdade envolvendo 3 proposições, começaremos
com a seguinte disposição.

pqr
VVV
VVF
VFV
VFF

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F VV
F VF
F FV
F FF

Cada linha da tabela (fora a primeira que contém as proposições) representa uma valoração.

17. (Petrobras/2007/Cespe) Julgue o item que se segue.

Considere as proposições abaixo:


p: 4 é um número par;
q: A Petrobras é a maior exportadora de café do Brasil.

Nesse caso, é possível concluir que a proposição p ∨ q é verdadeira.

Resolução

Temos que a proposição p é verdadeira, enquanto que a proposição q é falsa. A disjunção p ∨ q


só é falsa se ambas p, q são falsas. Se ao menos uma delas for verdadeira, a composta também
será verdadeira. Portanto, a proposição p ∨ q é verdadeira e o item está certo.

p q p∨q
V F V

(INSS 2008/CESPE-UnB) Proposições são sentenças que podem ser julgadas como verdadeiras
— V — ou falsas — F —, mas não como ambas. Se P e Q são proposições, então a proposição
“Se P então Q”, denotada por P → Q, terá valor lógico F quando P for V e Q for F, e, nos demais
casos, será V. Uma expressão da forma ¬P, a negação da proposição P, terá valores lógicos
contrários aos de P. P ∨ Q, lida como “P ou Q”, terá valor lógico F quando P e Q forem, ambas, F;
nos demais casos, será V.

Considere as proposições simples e compostas apresentadas abaixo, denotadas por A, B e C,


que podem ou não estar de acordo com o artigo 5.º da Constituição Federal.

A: A prática do racismo é crime afiançável.

B: A defesa do consumidor deve ser promovida pelo Estado.

C: Todo cidadão estrangeiro que cometer crime político em território brasileiro será extraditado.

De acordo com as valorações V ou F atribuídas corretamente às proposições A, B e C, a partir da


Constituição Federal, julgue os itens a seguir.

18. Para a simbolização apresentada acima e seus correspondentes valores lógicos, a proposição
B → C é V.

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19. De acordo com a notação apresentada acima, é correto afirmar que a proposição (¬A) ∨ (¬C)
tem valor lógico F.

Resolução

Vamos relembrar alguns incisos do artigo 5º da Constituição Federal.

XXXII – o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;

XLII – a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão,
nos termos da lei;

LII – não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião.

Deste modo:

V(A)=F

V(B)=V

V(C)=F

Vamos ao primeiro item:

Queremos saber o valor lógico do condicional:

B→C

Sabemos que o primeiro componente é verdadeiro e o segundo é falso. Esta é a única situação
em que o condicional é falso.

O item está errado.

Segundo item:

Sabemos que A é falsa. Logo, a negação de A é verdadeira.

Sabemos que C é falsa. Logo, a negação de C é verdadeira.

¬A : verdadeira

¬C : verdadeira

A proposição solicitada foi: (¬A) ∨ (¬C).

Temos um “ou” em que as duas “parcelas” são verdadeiras, o que faz com que a proposição
composta seja verdadeira.

O item está errado.

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Tautologia

Vimos que o número de linhas de uma tabela-verdade é 2n (em que n é o número de proposições
simples).

Vamos considerar três proposições quaisquer p, q e r. Assim, qualquer tabela-verdade


envolvendo apenas estas três proposições terá 2! = 8 linhas.

Desta forma, vamos construir a tabela-verdade da proposição ( p ∧ r ) → (~ q ∨ r ) .

E o que significa “construir a tabela-verdade” desta proposição?

Significa dispor em uma tabela todas as possibilidades de valoração para esta proposição. Ou
seja, estamos preocupados em responder quando é que esta proposição é verdadeira e quando é
que ela é falsa.

Para tal tarefa, devemos começar com a seguinte disposição:

pqr
VVV
VVF
VFV
VFF
FVV
FVF
FFV
FFF

Neste “começo” de tabela, estão dispostas todas as possibilidades de valorações destas 3


proposições. Observe que há um padrão na construção deste início.

Na primeira coluna, temos 4 “V” seguidos de 4 “F”. Na segunda coluna temos 2 “V” seguidos de 2
“F” alternadamente. Por fim, na terceira coluna temos “V” e “F” que se alternam.

Pois bem toda tabela-verdade envolvendo três proposições começa assim.

Queremos construir a tabela-verdade da proposição ( p ∧ r ) → (~ q ∨ r ) .

Observe que não aparece a proposição 𝑞 propriamente dia e sim a sua negação. Portanto, o
primeiro passo é construir a negação de 𝑞. Lembre-se que se uma proposição é verdadeira, a sua
negação é falsa e reciprocamente.

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p q r ~q
V V V F
V V F F
V F V V
V F F V
F V V F
F V F F
F F V V
F F F V

Valores opostos!!

Vamos obedecer a ordem de preferência. Vamos construir as proposições compostas que estão
dentro dos parênteses. Comecemos por 𝑝 ∧ 𝑟. Devemos conectar a proposição 𝑝 com a
proposição 𝑟 através do conectivo “e”. Lembre-se que uma proposição composta pelo “e” só é
verdadeira quando os dois componentes são verdadeiros. Vamos selecionar as linhas em que
ambas 𝑝 e 𝑟 são verdadeiras. Todas as outras possibilidades tornam a composta 𝑝 ∧ 𝑟 falsa.

p q r ~ q p∧r
V V V F V
V V F F F
V F V V V
V F F V F
F V V F F
F V F F F
F F V V F
F F F V F

Vamos agora construir a segunda proposição composta que está dentro de parênteses: ~𝑞 ∨ 𝑟.

Lembre-se que uma proposição composta pelo conectivo “ou” é verdadeira quando pelo menos
um dos dois componentes for verdadeiro. Vamos nos focar apenas nas linhas em que pelo menos
uma das duas ~𝑞 ou 𝑟 for verdadeira.

p q r ~ q p∧r ~ q∨r
V V V F V V
V V F F F F
V F V V V V
V F F V F V
F V V F F V
F V F F F F
F F V V F V
F F F V F V

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Observe que tanto na linha 2 quanto na linha 6 as duas proposições são falsas, e portanto, a
composta construída é falsa nestes casos.

Podemos agora, finalmente construir a composta ( p ∧ r ) → (~ q ∨ r ) . Lembre-se que há apenas


um caso em que a composta pelo “se..., então” é falsa: quando o primeiro componente for
verdadeiro e o segundo componente falso. Vamos olhar apenas as duas últimas colunas.

Vejamos cada linha de per si:

1ª linha: V V (o condicional é verdadeiro).


2ª linha: F F (o condicional é verdadeiro).
3ª linha: V V (o condicional é verdadeiro).
4ª linha: F V (o condicional é verdadeiro).
5ª linha: F V (o condicional é verdadeiro).
6ª linha: F F (o condicional é verdadeiro).
7ª linha: F V (o condicional é verdadeiro).
8ª linha: F V (o condicional é verdadeiro).

Desta forma:

p q r ~ q p ∧ r ~ q ∨ r ( p ∧ r ) → (~ q ∨ r )
V V V F V V V
V V F F F F V
V F V V V V V
V F F V F V V
F V V F F V V
F V F F F F V
F F V V F V V
F F F V F V V

Concluímos que a proposição composta ( p ∧ r ) → (~ q ∨ r ) é sempre verdadeira,


independentemente dos valores atribuídos às proposições 𝑝, 𝑞 𝑒 𝑟.

Dizemos então que a proposição ( p ∧ r ) → (~ q ∨ r ) é uma tautologia (ou proposição


logicamente verdadeira). Como diz L. Hegenberg em seu Dicionário de Lógica: Tautologia, no
cálculo proposicional, é uma proposição invariavelmente verdadeira — sejam quais forem os
valores-verdade de suas proposições constituintes.

Então é isso: se alguma questão perguntar se determinada proposição é uma tautologia, devemos
construir a sua tabela-verdade e verificar se ela é sempre verdadeira.

Contradição

Da mesma maneira, podemos definir contradição (ou proposição logicamente falsa) como uma
proposição composta que é sempre falsa. Vamos mostrar, por exemplo, que a proposição
composta ~𝑝 ∧ 𝑞 ↔ (𝑝 ∨ ~𝑞) é uma contradição.

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Ora, como estamos trabalhando com apenas duas proposições simples, então o número de linhas
da tabela-verdade será igual a 2! = 4.

𝑝𝑞
VV
VF
FV
FF
O primeiro passo é construir as negações destas duas proposições simples.

𝑝 𝑞 ~𝑝 ~𝑞
VV F F
VF F V
FV V F
FF V V

Vamos agora construir a proposição composta que está no primeiro par de parênteses: ~𝑝 ∧ 𝑞.
Foque seu olhar na terceira e na segunda coluna. Quando é que uma proposição composta pelo
conectivo “e” é verdadeira? Quando os dois componentes são verdadeiros. Desta forma, a
composta só será verdadeira na terceira linha.

𝑝 𝑞 ~𝑝 ~𝑞 ~𝑝 ∧ 𝑞
VV F F F
VF F V F
FV V F V
FF V V F

Vamos construir a proposição composta que está no segundo par de parênteses: 𝑝 ∨ ~𝑞.
Devemos olhar agora apenas para a primeira e quarta colunas. Quando é que uma proposição
composta pelo conectivo “ou” é verdadeira? Quando pelo menos um dos dois componentes for
verdadeiro. Desta maneira, a composta será verdadeira na 1ª, 2ª e 4ª linhas.

𝑝𝑞 ~𝑝 ~𝑞 ~𝑝 ∧ 𝑞 𝑝 ∨ ~𝑞
VV F F F V
VF F V F V
FV V F V F
FF V V F V

A composta só é falsa na terceira linha em que ambas, p e ~q são falsas.

Finalmente podemos construir a tabela-verdade da proposição ~𝑝 ∧ 𝑞 ↔ (𝑝 ∨ ~𝑞).

Vamos olhar apenas para as duas últimas colunas. Devemos ligá-las através do conectivo “...se e
somente se...”. Quando é que uma proposição composta pelo conectivo “...se e somente se...” é

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verdadeira? Quando os dois componentes possuem o MESMO valor lógico. Acontece que as
duas últimas colunas possuem valores lógicos contrários. Desta forma, ela nunca poderá ser
verdadeira.

𝑝 𝑞 ~𝑝 ~𝑞 ~𝑝 ∧ 𝑞 𝑝 ∨ ~𝑞 ~𝑝 ∧ 𝑞 ↔ (𝑝 ∨ ~𝑞)
VV F F F V F
VF F V F V F
FV V F V F F
FF V V F V F

Já que a composta ~𝑝 ∧ 𝑞 ↔ (𝑝 ∨ ~𝑞) é sempre falsa, a denominamos de contradição (ou


proposição logicamente falsa).

Contingência

Contingência é uma proposição composta que pode verdadeira e pode ser falsa.

Vamos construir a tabela-verdade da proposição 𝑝 → 𝑞 ∧ 𝑟 .

Lembre-se que o número de linhas de uma tabela verdade composta por 𝑛 proposições simples é
igual a 2! .

Como são 3 proposições simples componentes, então a tabela terá 23 = 8 linhas.

Para calcular o valor lógico de 𝑝 → (𝑞 ∧ 𝑟), devemos calcular o valor lógico da proposição (𝑞 ∧ 𝑟)
e, em seguida, conectar a proposição 𝑝 com (𝑞 ∧ 𝑟) através do conectivo “se..., então...”.

𝑝 𝑞 𝑟 𝑞∧𝑟 𝑝 → (𝑞 ∧ 𝑟)
V V V
V V F
V F V
V F F
F V V
F V F
F F V
F F F

Este é o modelo inicial de uma tabela-verdade composta por 3 proposições simples. Para listar
todas as possibilidades, devemos proceder assim:

Para a primeira proposição, colocamos 4 V’s seguidos de 4 F’s.


Para a segunda proposição, colocamos 2 V, 2F, 2V, 2F.
Para a terceira proposição colocamos 1V, 1F, 1V, 1F, 1V, 1F, 1V, 1F.

Lembre-se que uma proposição composta pelo conectivo “e” (∧) só é verdadeira quando todas as
proposições componentes forem verdadeiras.

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Portanto, a proposição 𝑞 ∧ 𝑟 é verdadeira nas linhas 1 e 5.

𝑝 𝑞 𝑟 𝑞∧𝑟 𝑝 → (𝑞 ∧ 𝑟)
V V V V
V V F F
V F V F
V F F F
F V V V
F V F F
F F V F
F F F F

Vamos agora conectar a proposição 𝑝 com a proposição 𝑞 ∧ 𝑟 formando a proposição 𝑝 → (𝑞 ∧


𝑟). Lembre-se que uma proposição do tipo 𝐴 → 𝐵 só é falsa quando A é verdadeira e B é falsa. Ou
seja, uma condicional só é falsa quando o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso.

O antecedente é a proposição 𝑝 (1ª coluna) e o consequente é a proposição 𝑞 ∧ 𝑟 (4ª coluna).


𝑝 𝑞 𝑟 𝑞∧𝑟 𝑝 → (𝑞 ∧ 𝑟)
V V V V V
V V F F F
V F V F F
V F F F F
F V V V V
F V F F V
F F V F V
F F F F V

Observe que a proposição pode ser verdadeira e pode ser falsa, dependendo dos valores
atribuídos às proposições p,q e r.

Vamos treinar um pouco mais os conceitos abordados.

Exemplo: Verifique se a proposição composta ( p ∨ q)∧ ~ q é uma contradição.

Resolução

Basta construir a tabela-verdade que possui 22 = 4 linhas. Para determinar o valor lógico de
( p ∨ q)∧ ~ q devemos antes determinar os valores de p ∨ q e de ~ q .

Lembre-se que a proposição 𝑝 ∨ 𝑞 é verdadeira quando pelo menos um dos dois componentes for
verdadeiro.

p q p∨q
V V V
V F V

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F V V
F F F

Vamos agora construir a negação de q. Seus valores devem ser contrários aos valores de q.

p q p∨q ~ q
V V V F
V F V V
F V V F
F F F V

Finalmente vamos construir a composta ( p ∨ q)∧ ~ q . Para isto, vamos conectar a terceira coluna
com a quarta coluna através do conectivo “e”. Lembre-se que a composta pelo “e” só é verdadeira
quando os dois componentes são verdadeiros.

p q p ∨ q ~ q ( p ∨ q)∧ ~ q
V V V F F
V F V V V
F V V F F
F F F V F

Resposta: A proposição ( p ∨ q)∧ ~ q admite valores V e F e, portanto, não se trata de uma


contradição. Trata-se de uma contingência.

Exemplo: Determine se a proposição ( p ∧ q) → ( p ∨ q) é uma tautologia, contradição ou uma


contingência.

Resolução

A tabela-verdade possui 2² = 4 linhas. Vamos começar construindo a proposição composta que


está no primeiro par de parênteses: 𝑝 ∧ 𝑞.

Devemos conectar a proposição 𝑝 com a proposição 𝑞 através do conectivo “e”. Lembre-se que
uma proposição composta pelo conectivo “e” só será verdadeira quando os dois componentes
forem verdadeiros.

p q p∧q
V V V
V F F
F V F
F F F

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Vamos agora construir a proposição composta que está no segundo par de parênteses: 𝑝 ∨ 𝑞.
Lembre-se que a composta 𝑝 ∨ 𝑞 só é verdadeira quando pelo menos um dos dois componentes
for verdadeiro. Isto acontece nas três primeiras linhas.

p q p∧q p∨q
V V V V
V F F V
F V F V
F F F F

Finalmente vamos construir a composta ( p ∧ q) → ( p ∨ q) . Devemos conectar a terceira coluna


com a quarta coluna através do conectivo “se...,então...”. Lembre-se que uma proposição do tipo
𝐴 → 𝐵 só é falsa quando A é verdadeiro e B é falso. Como isto nunca acontece, então a composta
é sempre verdadeira.

p q p ∧ q p ∨ q ( p ∧ q) → ( p ∨ q)
V V V V V
V F F V V
F V F V V
F F F F V

Por definição, ( p ∧ q) → ( p ∨ q) é uma tautologia.

20. (PM-DF/2009/CESPE) A proposição (A∧B) → (A∨B) é uma tautologia.

Resolução

A tabela-verdade possui 2² = 4 linhas. Vamos começar construindo a proposição composta que


está no primeiro par de parênteses: A∧ 𝐵.

Devemos conectar a proposição A com a proposição 𝐵 através do conectivo “e”. Lembre-se que
uma proposição composta pelo conectivo “e” só será verdadeira quando os dois componentes
forem verdadeiros.

A B A∧ 𝐵
VV V
VF F
FV F
FF F

Vamos agora construir a proposição composta que está no segundo par de parênteses: 𝐴 ∨ 𝐵.
Lembre-se que a composta 𝐴 ∨ 𝐵 só é verdadeira quando pelo menos um dos dois componentes
for verdadeiro. Isto acontece nas três primeiras linhas.

A B A∧ 𝐵 𝐴 ∨ 𝐵

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VV V V
VF F V
FV F V
FF F F

Finalmente vamos construir a composta (A∧B) → (A∨B). Devemos conectar a terceira coluna com
a quarta coluna através do conectivo “se...,então...”. Lembre-se que uma proposição do tipo 𝑝 → 𝑞
só é falsa quando p é verdadeiro e q é falso. Como isto nunca acontece, então a composta é
sempre verdadeira.

A B A∧ 𝐵 𝐴 ∨ 𝐵 (A∧B) → (A∨B).
VV V V V
VF F V V
FV F V V
FF F F V

O item está certo.

(SEBRAE-BA 2008/CESPE-UnB) A proposição é uma declaração que pode ser julgada verdadeira
(V) ou falsa (F), mas não cabem ambos os julgamentos para a mesma proposição. É usual
representar proposições simples por letras maiúsculas do alfabeto, como A, B, C etc. As
proposições compostas são construídas a partir da conexão de proposições. Uma proposição na
forma A v B é composta, sendo lida como “A ou B” e avaliada como F quando A e B são ambas F,
e, nos demais casos, é V; uma proposição na forma A ˄ B é composta, sendo lida como “A e B” e
avaliada como V quando A e B são ambas V, e, nos demais casos, é F. Uma proposição na forma
¬A é a negação de A, sendo, portanto, V quando A é F, e F quando A é V, e é uma proposição
composta. Parênteses podem ser usados para agrupar as proposições e evitar ambigüidades.
Tendo como referência as informações apresentadas acima, julgue os próximos itens.

21. As proposições na forma ¬(A˄B) têm exatamente três valores lógicos V, para todos os
possíveis valores lógicos de A e B.

Resolução

Devemos construir a tabela-verdade que possui 2² = 4 linhas. Começamos construindo a


proposição A∧ 𝐵.

Devemos conectar a proposição A com a proposição 𝐵 através do conectivo “e”. Lembre-se que
uma proposição composta pelo conectivo “e” só será verdadeira quando os dois componentes
forem verdadeiros.

A B A∧ 𝐵
VV V
VF F
FV F
FF F

Para construir a proposição ¬(A˄B), devemos trocar os valores lógicos de A˄B.

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RACIOCÍNIO LÓGICO PARA INSS
PROFESSOR: GUILHERME NEVES

A B A∧ 𝐵 ¬(A˄B)
VV V F
VF F V
FV F V
FF F V

O item está certo.

22. Se A for considerada uma proposição F e B for considerada uma proposição V, então a
proposição ¬B v A é F.

Resolução

Se a proposição B for considerada V, então a sua negação ¬B será F. Observe que a proposição
A também é falsa. Considere a proposição ¬B v A: é uma proposição composta pelo conectivo
“ou” em que os dois componentes são falsos. Portanto, a proposição ¬B v A é falsa. O item está
certo.

23. Considerando-se que A e B sejam proposições ambas V ou sejam ambas F, então a


proposição ¬((¬A)˄B) será F.

Resolução

Vamos construir uma tabela-verdade “reduzida”, considerando que A e B sejam proposições


ambas V ou sejam ambas F.

A B
V V
F F

Para construir ¬((¬A)˄B), devemos construir a negação de A (que terá valores opostos aos de A).

A B ¬A
V V F
F F V

O próximo passo é conectar a proposição ¬A com a proposição B através do conectivo “e”. Uma
proposição composta pelo conectivo “e” só é verdadeira quando os dois componentes são
verdadeiros. Este fato não acontece. Portanto, a proposição (¬A)˄B será falsa nas duas linhas.

A B ¬A (¬A)˄B
V V F F
F F V F

Finalmente, ¬((¬A)˄B) é a negação de (¬A)˄B. Como a proposição (¬A)˄B é falsa nas duas
linhas, então ¬((¬A)˄B) será V nas duas linhas.

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RACIOCÍNIO LÓGICO PARA INSS
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A B ¬A (¬A)˄B ¬((¬A)˄B)
V V F F V
F F V F V

O item está errado.

24. Proposições na forma (¬(A ˄ (B v C))) v (A ˄ (B v C)) têm somente valores lógicos V, para
quaisquer que sejam os valores lógicos de A, B e C.

Resolução

Quem tem um bom “olho” resolve rapidamente esta questão. A priori, deveríamos construir uma
tabela verdade com 8 linhas, já que estão envolvidas três proposições simples. Devemos construir
a tabela-verdade de (¬(A ˄ (B v C))) v (A ˄ (B v C)). Observe que chamando a proposição A ˄ (B v
C) de 𝑝, esta composta pode ser reescrita assim:

¬p ∨ 𝑝

Vamos construir sua tabela-verdade que possui 21 = 2 linhas.

𝑝 ¬p ¬p ∨ 𝑝
V F V
F V V

Por definição, a proposição ¬p ∨ 𝑝 é uma tautologia, pois é sempre verdadeira.

O item está certo.

25. Se A for a proposição Joaquim é agricultor, e B, a proposição Marieta é empresária, então


a sentença verbal correspondente à proposição B v (¬A) será Marieta é empresária e Joaquim
não é agricultor.

Resolução

Como a proposição A é Joaquim é agricultor, então a proposição ¬A será Joaquim não é


agricultor.

Lembre-se que o símbolo v representa o “ou”, e não o conectivo “e”! Portanto, o item está
errado.

26. A proposição “O SEBRAE facilita e orienta o acesso a serviços financeiros” é uma proposição
simples.

Resolução
O item está errado. Há duas proposições conectadas pelo “e”.

27. Considerando que as proposições “Seu chefe lhe passa uma ordem” e “Você não aceita a
ordem sem questioná-la” sejam V, a proposição “Se seu chefe lhe passa uma ordem, então você
aceita a ordem sem questioná-la” é julgada como F.

Resolução

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“Seu chefe lhe passa uma ordem” (V)


“Você não aceita a ordem sem questioná-la” (V)

Concluímos que:

“Você aceita a ordem sem questioná-la” (F)

Portanto,

“Se seu chefe lhe passa uma ordem, então você aceita a ordem sem questioná-la” é julgada como
F, pois o primeiro componente é verdadeiro e o segundo é falso. Este é o único caso em que uma
composta pelo “se...,então...” é falso.

O item está certo.

28. A proposição simbólica (A˄B)→(¬(A→(¬B))) é sempre julgada como V, independentemente de


A e B serem V ou F.

Resolução

Não tem como fugir... Devemos construir a tabela-verdade da proposição apresentada.

A tabela possui 2² = 4 linhas. Começamos com a negação de B que será utilizada.

A B ¬B
V V F
V F V
F V F
F F V

Vamos agora construir A˄B. Devemos conectar a proposição A com a proposição 𝐵 através do
conectivo “e”. Lembre-se que uma proposição composta pelo conectivo “e” só será verdadeira
quando os dois componentes forem verdadeiros.

A B ¬B A˄B
V V F V
V F V F
F V F F
F F V F

Vamos construir A→(¬B). Devemos conectar a primeira coluna com a terceira coluna através do
“se...,então...”. Só há um caso em que a composta é falsa: quando o primeiro componente for
verdadeiro e o segundo for falso. Isto acontece na primeira linha.

A B ¬B A˄B A→(¬B)
V V F V F
V F V F V
F V F F V
F F V F V

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Devemos negar a proposição A→(¬B), obtendo (¬(A→(¬B))). Basta trocar os valores lógicos da
última coluna.

A B ¬B A˄B A→(¬B) (¬(A→(¬B)))


V V F V F V
V F V F V F
F V F F V F
F F V F V F

Finalmente construímos (A˄B)→(¬(A→(¬B))) conectando a quarta coluna com a sexta coluna


através do conectivo “se...,então...”. Observe que não há casos em que a primeira é verdadeira e
a segunda é falsa, portanto, a composta (A˄B)→(¬(A→(¬B))) é sempre verdadeira.

A B ¬B A˄B A→(¬B) (¬(A→(¬B))) (A˄B)→(¬(A→(¬B)))


V V F V F V V
V F V F V F V
F V F F V F V
F F V F V F V

Trata-se de uma tautologia e o item está certo.

29. Se A, B e C são proposições simples, então existem exatamente duas possibilidades para que
a proposição (A˄B)˄C seja avaliada como V.

Resolução
A tabela-verdade possui 2³ = 8 linhas.

A BC
V VV
V VF
V FV
V FF
F VV
F VF
F FV
F FF

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Vamos conectar a proposição A com a proposição B através do conectivo “e”. Devemos nos focar
nas linhas em que os dois componentes são verdadeiros (já que neste caso a composta será
verdadeira).

A BC A˄B
V VV V
V VF V
V FV F
V FF F
F VV F
F VF F
F FV F
F FF F

Devemos agora conectar a proposição A˄B com a proposição C através do “e”. O único caso em
que as duas são verdadeiras acontece na primeira linha.

AB C A˄B (A˄B)˄C
VV V V V
VV F V F
VF V F F
VF F F F
FV V F F
FV F F F
FF V F F
FF F F F

O item está errado, pois há apenas uma possibilidade em que (A˄B)˄C é verdadeira.

(SEBRAE 2010/CESPE-UnB)

30. A proposição [¬B]˅{[¬B]→A} é uma tautologia.

Resolução

A tabela-verdade possui 2² = 4 linhas.

AB
VV
VF
FV
FF

Vamos construir ¬B (negação de B). Seus valores são opostos aos de B.

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AB ¬B
VV F
VF V
FV F
FF V

Vamos construir a proposição [¬B]→A. Devemos conectar a terceira coluna com a primeira
coluna.

ATENÇÃO!!!

Devemos operar o “se...,então...” da DIREITA para a ESQUERDA. Começamos com ¬B e


terminamos com A. Este condicional só é falso na última linha em que ¬B é verdadeiro e A é falso.

A B ¬B [¬B]→A
V V F V
V F V V
F V F V
F F V F

Finalmente vamos construir [¬B]˅{[¬B]→A}. Devemos conectar ¬B (terceira coluna) com [¬B]→A
(quarta coluna) através do “ou”. Em todas as linhas há pelo menos uma verdadeira, portanto a
composta [¬B]˅{[¬B]→A} é sempre verdadeira.

A B ¬B [¬B]→A [¬B]˅{[¬B]→A}
V V F V V
V F V V V
F V F V V
F F V F V
O item está certo.

31. A proposição [¬B]˄[A→B] é logicamente falsa.

Resolução

A tabela-verdade possui 2² = 4 linhas.

AB
VV
VF
FV
FF

Vamos construir ¬B (negação de B). Seus valores são opostos aos de B.

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AB ¬B
VV F
VF V
FV F
FF V

Vamos construir A→B. Este condicional só é falso quando A é verdadeiro e B é falso (2ª linha).

A B ¬B A→B
V V F V
V F V F
F V F V
F F V V
Vamos agora conectar as duas últimas colunas através do conectivo “e” para formar [¬B]˄[A→B].
Observe que os dois componentes são verdadeiros na última linha.

AB ¬B A→B [¬B]˄[A→B]
VV F V F
VF V F F
FV F V F
FF V V V

A proposição dada não é logicamente falsa (contradição). Trata-se de uma contingência. O item
está errado.

32. Considere que A, B e C sejam proposições simples, distintas, e que a proposição D seja
definida por D = [A↔B]→[¬A]→C. Nesse caso, a tabela-verdade da proposição D tem 16 linhas.

Resolução

A proposição D é composta por 3 proposições simples. A sua tabela-verdade possui 2! = 8 linhas.

O item está errado.

Equivalências Lógicas

Estudaremos agora um conceito importantíssimo em Lógica: as famosas equivalências lógicas. E


o que são proposições logicamente equivalentes?

Grosso modo, duas proposições são logicamente equivalentes quando elas “dizem a mesma
coisa”.

Por exemplo:

𝑝: Eu joguei o lápis.

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𝑞: O lápis foi jogado por mim.

As duas proposições acima têm o mesmo significado. Elas querem dizer a mesma coisa!! Quando
uma delas for verdadeira, a outra também será. Quando uma delas for falsa, a outra também será.
Dizemos, portanto, que elas são logicamente equivalentes.

Em símbolos dizemos:

𝑝⇔𝑞

Esta seta dupla é o símbolo de equivalência.

Vamos conversar formalmente agora...

Duas proposições são logicamente equivalentes se e somente se possuem a mesma


tabela-verdade.

Vamos mostrar, por exemplo, que a proposição p ↔ q equivalente a ( p → q) ∧ (q → p) . Ou


seja, que ( p ↔ q) ⇔ [( p → q) ∧ (q → p)] . Construímos a tabela-verdade e verificamos se os
valores lógicos das duas proposições são sempre iguais.

p q p → q q → p ( p → q) ∧ (q → p) p ↔ q
V V V V V V
V F F V F F
F V V F F F
F F V V V V

Assim, acabamos de mostrar que uma proposição bicondicional equivale à conjunção de dois
condicionais.

Há algumas equivalências notáveis que são muito cobradas em concursos. Vamos enunciar as
equivalências, demonstrá-las e aplicá-las.

Teorema: As proposições p → q , ~ q →~ p e ~ p ∨ q são logicamente equivalentes.

Demonstração:

p q ~ q ~ p p → q ~ q →~ p ~ p ∨ q
V V F F V V V
V F V F F F F
F V F V V V V
F F V V V V V

Como os valores lógicos das três proposições são iguais, elas são ditas logicamente equivalentes.

Em uma linguagem informal, poderíamos construir o seguinte algoritmo para construir essas
proposições equivalentes notáveis, dada a proposição condicional p → q .

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~ q →~ p Negue o antecedente e o consequente,


troque a ordem e mantenha o conectivo
“se...,então”

~ p∨q Negue apenas o antecedente e troque o


conectivo por “ou”.

Por exemplo, dada a proposição “Se bebo, então não dirijo”, temos que as seguintes proposições
são equivalentes a ela:

i) Se dirijo, então não bebo.

ii) Não bebo ou não dirijo.

33. (SGA/AC 2007/CESPE-UnB) As proposições A→B e (¬B) → (¬A) têm a mesma tabela
verdade.

Resolução

Como comentei anteriormente, estas duas proposições são equivalentes. O item está certo.

34. (Agente Penitenciário SJDH-BA 2010/FCC) Uma afirmação equivalente à afirmação “Se bebo,
então não dirijo” é
(A) Se não bebo, então não dirijo.
(B) Se não dirijo, então não bebo.
(C) Se não dirijo, então bebo.
(D) Se não bebo, então dirijo.
(E) Se dirijo, então não bebo.

Resolução

Como foi dito anteriormente, há duas proposições equivalentes (notáveis):

i) Se dirijo, então não bebo.

ii) Não bebo ou não dirijo.

Letra E

35. (Polícia Civil 2007/Ipad) A sentença “Penso, logo existo” é logicamente equivalente a:

a) Penso e existo.
b) Nem penso, nem existo.
c) Não penso ou existo.
d) Penso ou não existo.
e) Existo, logo penso

Resolução

Dada a proposição “penso à existo”, temos, trivialmente, duas proposições equivalentes a ela:

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i) Se não existo, então não penso. (Nega o antecedente e o consequente, troca a ordem e
mantém o conectivo.)

ii) Não penso ou existo. (Nega o antecedente e troca o conectivo por “ou”).

Letra C

36. (Administrador DNOCS 2010/FCC) Considere a seguinte proposição:


“Se uma pessoa não faz cursos de aperfeiçoamento na sua área de trabalho, então ela não
melhora o seu desempenho profissional.”
Uma proposição logicamente equivalente à proposição dada é:
(A) É falso que, uma pessoa não melhora o seu desempenho profissional ou faz cursos de
aperfeiçoamento na sua área de trabalho.
(B) Não é verdade que, uma pessoa não faz cursos de aperfeiçoamento profissional e não
melhora o seu desempenho profissional.
(C) Se uma pessoa não melhora seu desempenho profissional, então ela não faz cursos de
aperfeiçoamento na sua área de trabalho.
(D) Uma pessoa melhora o seu desempenho profissional ou não faz cursos de aperfeiçoamento
na sua área de trabalho.
(E) Uma pessoa não melhora seu desempenho profissional ou faz cursos de aperfeiçoamento na
sua área de trabalho.

Resolução

Temos, trivialmente, duas proposições equivalentes a ela:

i) Se a pessoa melhora o seu desempenho profissional, então ela faz cursos de aperfeiçoamento
na sua área de trabalho. (Nega o antecedente e o consequente, troca a ordem e mantém o
conectivo.)

ii) Uma pessoa faz cursos de aperfeiçoamentos na sua área de trabalho ou ela não melhora o seu
desempenho profissional. (Nega o antecedente e troca o conectivo por “ou”).

O que a FCC fez foi trocar a ordem das proposições no caso ii. Isto é perfeitamente permitido, já
que a o conectivo “ou” permite a troca da ordem das frases sem alterar o seu sentido.

Letra E

37. (MPE-AM 2007/CESPE-UnB) As proposições (¬A)˅(¬B) e ¬A→B têm exatamente as mesmas


valorações V ou F, independentemente das valorações V ou F atribuídas às proposições básicas
A e B.

Resolução

Vamos construir uma tabela-verdade para as duas proposições. Há 2² = 4 linhas. Começamos


com as proposições A,B e suas respectivas negações.

A B ¬A ¬B
V V F F
V F F V
F V V F
F F V V

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Para construir (¬A)˅(¬B) devemos conectar a terceira coluna com a quarta coluna através do
conectivo “ou”. A composta será verdadeira em todas as linhas que houver pelo menos uma
verdadeira.

A B ¬A ¬B (¬A)˅(¬B)
V V F F F
V F F V V
F V V F V
F F V V V

Para construir ¬A→B, devemos conectar a terceira coluna com a segunda coluna (com o
conectivo “se...,então...). Observe que devemos olhar primeiro para ¬A e depois para B.

A composta ¬A→B é falsa na quarta linha, pois ¬A é verdadeira e B é falsa.

A B ¬A ¬B (¬A)˅(¬B) ¬A→B
V V F F F V
V F F V V V
F V V F V V
F F V V V F

O item está errado, pois as proposições ¬A→B e (¬A)˅(¬B) não possuem as mesmas valorações.

(MPE-AM 2007/CESPE-UnB)Texto II – para os itens 38 e 39


Duas proposições são denominadas equivalentes quando têm exatamente as mesmas valorações
V e F. Por exemplo, são equivalentes as proposições (¬A)˅B e A→B.
A partir das informações dos textos I e II acima, e supondo que A simboliza a proposição “Alice
perseguiu o Coelho Branco” e B simboliza a proposição “O Coelho Branco olhou o relógio”, julgue
os itens a seguir.

38. A proposição “Se o Coelho Branco não olhou o relógio, então Alice não perseguiu o Coelho
Branco” pode ser simbolizada por (¬B)→(¬A).

Resolução

O item está certo.

B: “O Coelho Branco olhou o relógio”


(¬B): “O Coelho Branco não olhou o relógio”
A: Alice perseguiu o Coelho Branco.
(¬A): Alice não perseguiu o Coelho Branco.

Portanto, (¬B)→(¬A): “Se o Coelho Branco não olhou o relógio, então Alice não perseguiu o
Coelho Branco”.

39. A proposição “Se o Coelho Branco olhou o relógio, então Alice não perseguiu o Coelho
Branco” é equivalente à proposição “O Coelho Branco não olhou o relógio ou Alice não perseguiu
o Coelho Branco”.

Resolução

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Lembremos o que foi dito na exposição teórica.

Dada a proposição condicional p → q .

~ q →~ p Negue o antecedente e o consequente, troque a ordem


e mantenha o conectivo “se...,então”

~ p∨q Negue apenas o antecedente e troque o conectivo por


“ou”.

Então dada a proposição “Se o Coelho Branco olhou o relógio, então Alice não perseguiu o
Coelho Branco”, devemos negar apenas o primeiro componente e trocar o conectivo por “ou”.
Obtemos: “O Coelho Branco não olhou o relógio ou Alice não perseguiu o Coelho Branco”. O item
está certo.

40. (BB 2009/CESPE-UnB) A proposição Se x é um número par, então y é um número primo é


equivalente à proposição Se y não é um número primo, então x não é um número par.

Resolução

Esta questão aborda a equivalência (𝑝 → 𝑞) ⟺ (∼ 𝑞 →∼ 𝑝). Neste tipo de equivalência,


permanecemos com o conectivo “se..., então...”, negamos os dois componentes e trocamos a
ordem das frases.

O item está certo.

41. (EMBASA 2010/CESPE-UnB) Caso a proposição "Se a EMBASA promover ações de


educação ambiental, então a população colaborará para a redução da poluição das águas" seja V,
a proposição "Se a EMBASA não promover ações de educação ambiental, então a população não
colaborará para a redução da poluição das águas" também será V.

Resolução

Novamente uma questão envolvendo equivalência do conectivo “se..., então...” com o conectivo
“se..., então...”. Vimos na questão anterior que devemos negar os dois componentes e trocar a
ordem. O problema negou os dois componentes, mas não trocou a ordem das frases. O item está
errado.

42. (TRE-RJ 2012/CESPE-UnB) A proposição “Se o vereador Vitor não participou do esquema,
então o prefeito Pérsio não sabia do esquema.” é logicamente equivalente à proposição “Se o
prefeito Pérsio sabia do esquema, então o vereador Vitor participou do esquema”.

Resolução

O item está certo. Esta questão aborda a equivalência (𝑝 → 𝑞) ⟺ (∼ 𝑞 →∼ 𝑝). Neste tipo de
equivalência, permanecemos com o conectivo “se..., então...”, negamos os dois componentes e
trocamos a ordem das frases.

43. (TRE-RJ 2012/CESPE-UnB) A proposição “Se o vereador Vitor não participou do esquema,
então o chefe de gabinete não foi o mentor do esquema.” é logicamente equivalente à proposição
“O vereador Vitor participou do esquema ou o chefe de gabinete não foi o mentor do esquema”.

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Resolução

Nesta questão temos uma equivalência do conectivo “se…, então…” com o conectivo “ou”. Vamos
relembrar:

(𝑝 → 𝑞) ⟺ (∼ 𝑝 ∨ 𝑞)

Ou seja, para transformar uma frase de “se…, então…” para “ou”, devemos negar o primeiro
componente e repetir o segundo.

Proposição Se o vereador Vitor não então o chefe de gabinete não foi o mentor do
participou do esquema esquema.

Equivalente O vereador Vitor participou ou o chefe de gabinete não foi o mentor do


do esquema esquema.

O item está certo.

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