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21/12/2020 Hora de ouvir – Edição 385 | Revista Ultimato

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ÚLTIMAS A verdadeira cura vem somente quando podemos admitir nossas próprias fal

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CAPA edição 385

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Hora de ouvir NESTA


Timóteo André, 24 anos MATÉRIA:
É muito comum na trajetória de cristãs e cristãos
negros em algum momento acontecer uma espécie Racismo – A Bíblia, a igreja
de oração especí ca para que Deus possa tornar e uma conversa que
nossos corpos brancos. Oração feita, normalmente, nasce da dor
entre 4 e 5 anos de idade, ela é decorrente de como Minando o racismo – Uma
somos tratados na escola, na igreja, na sociedade. tarefa da igreja
Ela denuncia uma teologia racista, em que o Deus policromática, multiétnica
todo-poderoso errou ao formar corpos negros e e mutuamente solidária
que o certo seriam corpos brancos. Como Deus tem Não nascemos iguais.
poder para fazer isso, então nós clamamos para Deus nos fez assim
que ele nos torne brancos. Esse pensamento Hora de ouvir
mostra como a fé cristã acessou, e acessa, a Por uma teologia que leve
trajetória de irmãos e irmãs negros e negras. a igreja à tristeza segundo
Deus
Para uma fé que se propõe que todos os povos, tribos e nações venham louvar o Cristianismo: entre o
Deus todo-poderoso, faz sentido pensarmos essas questões, porque, de certo
racismo e a reparação
modo, a questão racial está sendo um empecilho para acessarmos o Cristo e a
Celebrando a diversidade
Trindade; então se torna um ponto missional relevante. É importante sentarmos e
na criação de Deus
conversarmos sobre isso. Com orações, com súplicas, com escuta.
Frases
Versículos

Léa Ferreira, 42 anos


Como missionária, nas turmas de seminários por onde passei havia poucos
pretos se comparado ao número de brancos. Nas viagens nacionais e
internacionais que z, a minoria dos passageiros era negra. Já fui barrada na
imigração de um aeroporto no Sudeste Asiático por conta do meu tom de pele; já
procurei por produtos nessa mesma região e não encontrei muita coisa além de
produtos para lightening (uma combinação química para clarear a pele). Não
preciso falar do número de táxis que me recusaram a corrida.

Sabemos que, para algumas perguntas, não teremos respostas. Contudo, falar
sobre o assunto, ainda que seja tenso e doloroso, ou mesmo que provoque
reações desconfortáveis para ambos os lados, é necessário especialmente neste
tempo em que estamos vivendo. A temática do racismo precisa entrar em pauta nas famílias, nos seminários e
nas igrejas. É preciso ler sobre o assunto, estudá-lo e encará-lo, sabendo que, “se em algum aspecto vocês
pensam de modo diferente, isso também Deus lhes esclarecerá. Tão-somente vivamos de acordo com o que já
alcançamos” (Fp 3.15-16).

Denise Oliveira, 24 anos


Eu considero a minha igreja um lugar onde sou bem-vinda e onde quero estar –
ela é muito boa e tenho uma ótima relação com as pessoas. Porém, não há
muitos membros com os quais eu me identi que quanto à negritude. A minha
igreja é majoritariamente branca e agora é que está começando a conversar
sobre o tema do racismo.

Há alguns meses, em 2019, houve um estudo na escola dominical sobre negritude


e a Bíblia. Foi a primeira vez que eu participei de um estudo sobre esse assunto
na igreja. Desde criança, só me lembro de duas famílias negras na minha
comunidade. Com a política pública de incluir mais pessoas de outras cores na
universidade, há alguns anos, começou a chegar mais gente de cor na igreja.

Dentro da igreja não senti e não sinto que as pessoas se importem com isso a ponto de realmente prestarem
atenção à existência de negros na igreja e que é preciso conversar sobre o tema. A cor da pele parece não ser
uma questão importante, mas, sim, que todos são iguais. Parece que a igreja não se importa com o que o negro,
parte do povo de Deus, sofre. Eu nunca sofri discriminação dentro da igreja. Há muito da ideia de que no Brasil
não existe racismo. Até os 10 anos, eu achava que eu era parda. Eu não era considerada preta. Eu não me sentia
maltratada ou vista de uma forma pior que os outros, talvez apenas diferente.

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21/12/2020 Hora de ouvir – Edição 385 | Revista Ultimato

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Luciano HenriqueONLINE
Machado,REVISTA
23 anos LOJA
Além de eu me sentir bem na igreja, acredito que ela tem, em sua grande maioria,
um aspecto acolhedor. A igreja que frequento é bem diversi cada quanto à
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questão étnica. Temos uma parcela negra e também uma parte que é branca.
Lidamos muito bem com a questão do preconceito. O povo consegue viver em
harmonia. Não me sinto desquali cado por ser negro ou excluído do meio. Todos
são tratados de forma igual. Claro que, em todo ambiente, nós estamos
propensos a ouvir coisas ou presenciar certas situações que são comuns em toda
a sociedade e que estão também na igreja. Nossa liderança, principalmente, se
posiciona e combate bastante isso. Aqui, eu não me sinto menor. Vejo que
pessoas negras têm as mesmas oportunidades que as outras têm.

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