Você está na página 1de 2

1)Por outro lado, os homens não tiram prazer algum da companhia uns dos outros (e sim, pelo

contrário, um enorme desprazer), quando não existe um poder capaz de manter a todos em
respeito.HOBBES, Thomas. O Leviatã. São Paulo: Abril Cultural. Coleção Os Pensadores.
1973, p. 78.Thomas Hobbes (1588-1679), filósofo Inglês, defende o contrato como alternativa
política para um Estado forte e eficaz. Dessa maneira, a partir da assertiva acima, marque a
alternativa correta:
C) A assertiva faz uma radical oposição ao pensamento aristotélico, a saber, o homem é
um animal político.
2)No pensamento político de Thomas Hobbes e de Jean-Jacques Rousseau, a propriedade
privada não é um direito natural, e sim um direito civil, pois assegura por meio das leis a
posse e a legitima. Por sua vez, o filósofo inglês John Locke parte da definição do direito
natural como direito à vida, à liberdade e aos bens necessários para a conservação de ambas.
Analise as proposições abaixo.I. Para Hobbes, o Leviatã ou o soberano pode ser um rei, um
grupo de aristocratas ou uma assembleia democrática. Em verdade, o decisivo não é o número
dos governantes nem a forma do regime político, mas a determinação de quem possui a
soberania.II. Para Rousseau, o regime que melhor realizaria as finalidades do contrato social é
a democracia participativa ou direta. Ao contrário, para Hobbes, como a soberania pertence
àquele a quem o direito natural foi transferido para que assegure paz e segurança, o regime
político que lhe parece mais capaz de realizar essa finalidade é a monarquia.III. A teoria
liberal admite que os proprietários privados sejam capazes de estabelecer as regras e as
normas da vida econômica ou do mercado e que o fazem agindo numa esfera que não é
estatal, e sim social. Nesse sentido, o Estado não tem a função de arbitrar, por meio das leis e
da força, os conflitos da sociedade civil.IV. Existe, segundo Locke, uma lei de natureza que é
a razão mesma na medida em que tem por objeto as relações entre os homens e prescreve a
reciprocidade perfeita de tais relações. Esta lei de natureza vale para todos os homens
enquanto homens (sejam ou não cidadãos).V. O estado de natureza é, necessariamente, tanto
para Hobbes como para Locke, um estado de guerra.
D) Somente as alternativas I, II e IV são verdadeiras.
3) Explique os conceitos de contratualismo e jusnaturalismo.
O contratualismo é uma teoria política e filosófica baseada na ideia de que existe um
contrato social que retira o ser humano de seu estado natural e permite que ele entre em
contato com outros indivíduos na sociedade, já o jusnaturalismo é o direito natural, isto
é, todos os princípios, normas e direitos como universais e imutáveis de justiça e
independente da vontade humana.
4) Diferencie as concepção de democracia direta, indireta ou representativa, na visão de
Rousseau.
Na democracia direta, o cidadão tem o direito de votar e expressar a sua escolha,
opinião, já na democracia indireta ou representativa, as divisões politicas não são
escolhidas diretamente pelos cidadãos e sim por representantes já eleito por eles.
5) Apresente as principais diferenças entre Thomas Hobbes e Rousseau.
Hobbes não acreditava na democracia, nem na capacidade de organização dos seres
humanos, já para Rousseau, o homem é fundamentalmente bom, portanto, se estivermos
em um estado natural e vivendo em um pequeno grupo, é claro que não causariamos
grandes problemas.
6) Diferencie a ideia de bondade e liberdade em Rousseau e em Hobbes. 
Rousseau acredita na igualdade e na liberdade do homem, para ele o homem nasce pela
condição da natureza, sendo a natureza o ponto de referencia moral e a liberdade é o
que permite a expressão de tal natureza, já para Hobbes, ele acredita que o homem luta
pela sobrevivência, porém é um ser egoísta por natureza, tendo medo da própria
natureza e uma visão de duplo sentido da liberdade.
7) Justifique a teoria tripartite dos poderes de Montesquieu.
Essa teoria foi formulada para dividir o poder em três partes (o legislativo, o executivo
que depende do direito da gente e o executivo que depende do direito civil), dessa forma,
descentralizando o poder, pois os representantes do Estado não devem ser colocados no
âmbito do julgamento, da legislação e da gestão. O poder é independente, e cada um é
responsável por verificar o outro, portanto, para que assim haja um bom processo nos
assuntos públicos.