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Desafios Questões Éticas a Indústria Química

Introdução
Discursar sobre as questões Éticas a indústria Química é extremamente importante para
a vida de cada um de nos e do nosso planeta. Com o presente texto pretende-se fazer
uma introdução ao discurso sobre as questões Éticas a indústria Química na perspectiva
de oferecer-se ao leito, dizer que a indústria química não é uma tarefa simples. Trata-se
de um dos sectores mais dinâmicos e vitais de qualquer economia industrializada, pois
gera produtos finais amplamente demandados por consumidores e uma infinidade de
intermediários utilizados por outras indústrias em seus processos de produção.

O químico é membro de um grupo profissional com importância determinante para o


progresso económico e social da nossa sociedade. Porque, por vocação, está apto a
resolver problemas práticos e complexos, desenvolvendo, produzindo e melhorando
produtos e processos. Para contribuir com a sua quota-parte na boa governação, como
cidadão activo, o químico do século XXI, para além de possuir uma sólida formação
técnica e de estar disponível para a mudança e o aperfeiçoamento contínuos, deve
também possuir uma cultura geral sólida e ter consciência da importância do seu papel
na sociedade. Por isso, para além de saber utilizar a sua ciência e técnica, deve também
preocupar-se com a dimensão ética da sua conduta, aspecto que é actualmente tão
importante na profissão como o domínio das disciplinas técnicas. A consciência ética
diz respeito aos valores que devem orientar o comportamento do químico nos contextos
económicos, sociais e ambientais em que exerce a sua actividade na indústria. Ao reger-
se por elevados padrões éticos, o químico cria confiança no público, eleva o seu estatuto
profissional e contribui para a modernização da sociedade.

A este propósito, poderia referir que um profissional químico na indústria tem o dever
estar atento às circunstâncias em que pratica as suas acções e às probabilidades de
surgirem problemas éticos. Ou seja, não basta tomar todas as decisões de acordo com as
normas técnicas. Se não levar em conta qualquer situação problemática do ponto de
vista ético, poderá estar a violar uma norma de zelo, que o manda estar alerta e
confrontar o impacto das decisões que toma com a sua consciência. Contudo, o que aqui
se pretende é dissecar um modelo que ajude o profissional de química na tomada de
decisões perante dilemas éticos. Partimos portanto, do ponto em que o problema ético
surgiu e foi apreendido pelo químico. O desafio é encontrar uma solução que seja
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considerada uma decisão ética. Quando falamos em indústria química, como sabemos e
em sentido genérico, falamos da aplicação de métodos (científicos ou empíricos) à
utilização dos recursos naturais em benefício da humanidade. Quer para desenvolver a
tecnologia para combater a poluição.

O profissional químico, portanto, está sujeito, de um ponto de vista deontológico, a duas


ordens de princípios éticos: Alguns, de natureza geral, análogos aos de outras
profissões. Outros, derivados da maneira de exercer a profissão que mesmas
modalidades de exercício, exigem uma articulação específica para afectar certas áreas
vitais do homem e seu ambiente, o que se traduz em responsabilidades éticas especificas
em relação a:

 Meio Ambiente.  Substâncias químicas tóxicas e


perigosas.
 Alimentação e Nutrição
 Instalações industriais e seus
 Drogas e outros agentes com
riscos.
efeitos biológicos.
 Saúde e riscos ocupacionais.

O respeito pelos princípios éticos que inspiram a profissão química deve ser a atenção
primária das Faculdades de Química.

As indústrias químicas devem fazer o máximo, para que não poluem o meio ambiente,
um profissional químico ele deve criar mecanismos de fazer com que minimize os
danos ao meio ambiente e à saúde humana. Isso porque elas geram matérias biológicas,
gases e líquidos que contaminam os rios, mare, lagos, ar e solo. Para tal as indústrias
químicas devem usar as medidas indirectas, utilizar recursos e acções que evitam a
geração de poluentes ou contribuição para a sua redução, diluição, segregação ou
mesmo afastamento.

As indústrias químicas podem fazer o uso de formas menos poluidoras de obtenção de


energia, seja energia eléctrica, combustível gasoso ou líquidos com baixa teor de
enxofre; a substituição de matérias prima ou ainda a alteração de processo produtivo; a
adequada disposição das fontes na indústria; correta operação e manutenção dos
equipamentos. A diluição por chaminés pode ser utilizada com bons resultados em
certos casos, pois concentração de poluentes atmosféricos em um ponto depende da
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altura da chaminé. Quanto ao mascaramento, medida com utilização restrita, visa a


alteração da emissão odorífera por meio da introdução de substância com odor mais
agradável no efluente, usando esses processos e mecanismo vai ajudar a indústria
química a não contaminar ou poluir o meio ambiente.

O químico deve manter a honra e a dignidade de sua profissão, abstendo-se de qualquer


conduta que possa resultar em desacreditá-la. Ele sempre manterá a independência no
cumprimento de seu dever, rejeitando tudo o que possa afectar sua liberdade e
independência ou desafiá-los

O químico não colaborará em acções ou trabalhos que levem a resultados contrários ao


interesse público ou que possam representar um risco indevido para a vida, a saúde das
pessoas ou o bem-estar social.

O químico na indústria deve evitar os riscos que a vida, a saúde das pessoas ou o meio
ambiente podem causar à sua actividade profissional. A indústria química deve garantir
que as instalações, dispositivos e métodos adequados para proteger a vida e a saúde do
pessoal do seu local de trabalho, bem como que não haja riscos indevidos em acidentes
que pode causar danos ao meio ambiente das instalações responsáveis.

O químico deve se esforçar para garantir que a comercialização de qualquer produto da


sua indústria, em cuja elaboração seja de que forma for, inclua o fornecimento de
informações verdadeiras ao consumidor sobre seu conteúdo, uso e possíveis efeitos
directos e indirectos. O químico deve analisar e avaliar os efeitos de sua actividade
profissional sobre o meio ambiente, cuidando para que o nível de contaminação seja
reduzido abaixo dos limites toleráveis e não permitindo que interesses económicos
prevaleçam sobre a conservação ambiental.

Deve garantir que os produtos alimentícios em cuja compra, comercialização ou


controle intervêm, satisfazendo os interesses económicos legítimos dos produtores e
consumidores, não tenham efeitos prejudiciais à saúde do consumidor e atendam às
condições de saúde, qualidade, características e apresentação necessárias, sem prejuízo
das condições sanitárias dos alimentos e sem recorrer à adulteração, mesmo que seja
inofensivo à saúde.

O químico que desenvolve actividades profissionais relativas a substâncias que possam


produzir efeitos biológicos, ele deve valorizá-los dentro do contexto do conhecimento
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em vigor na comunidade científica, para processar a problemas que surjam, colectando,


se necessário, os conselhos de outros profissionais em áreas onde a sua formação não
permita acesso directo. O químico também deve levar em consideração os efeitos
somáticos e genética que poderiam originar suas actividades, quando referem-se à
obtenção, comercialização ou uso de substâncias Produtos químicos utilizados na
agricultura, medicina, farmácia, veterinária, Alimentação ou higiene.

O produto químico envolvido na fabricação, manuseio, comercialização ou utilização de


substâncias tóxicas ou perigosas, o químico deve se esforçar para conhecer e avaliar
seus efeitos, para terminar e tomar as precauções que devem cercar tais actividades, o
químico não deve permitir que interesses económicos tenham precedência sobre acima
daqueles que permitem estabelecer as limitações necessárias reduzir os riscos a valores
éticos.

É também necessária a criação de mecanismos de defesa para o meio ambiente que


protejam os seres vivos em suas diferentes formas, garantindo a sustentabilidade das
condições de vida. A Instituição de indústrias química precisa propiciar que os projectos
industriais desenvolvidos em seus centros não causem danos ao meio ambiente. No
intuito de promover acções que favoreçam a redução de impactos ambientais durante o
desenvolvimento de projectos das indústrias químicas são apresentadas algumas
directrizes que privilegiam uma actuação ambiental preventiva. Elas poderão servir de
base para a elaboração de um "Código de Ética Ambiental na indústria Química".

Para propor Directrizes que conduzam a políticas efectivas para o meio ambiente da
indústria química, é necessário formular um documento que contemple princípios
éticos, bem como estabelecer formas de adequação dos projectos indústrias de química
ao meio ambiente. O princípio básico para essa directriz se traduz em acções que
conduzam o desenvolvimento de projectos da indústria química com o máximo cuidado
para com o meio ambiente, mantendo e resguardando a vida. Dentre essas Directrizes,
podem ser citadas:

Primar pela ética; Transparência quanto à execução dos projectos industria; Observância
da legislação ambiental vigente; Revisão de normas e condutas (boas práticas); Atenção
quanto à conservação da biodiversidade e dos recursos naturais; Redução e controle de
qualquer passivo ambiental; Análise do ciclo de vida de um ou mais produtos utilizados
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no desenvolvimento do projecto industrial; Descrição dos agentes físico-químico que


serão utilizados;

Uma ética ambiental para indústria química pode representar um estudo da conduta do
químico frente ao meio ambiente. Logo, é necessário que o químico esteja disposto a
contribuir com a "ciência sustentável", mas para que isso ocorra é fundamental que o
pesquisador tenha três requisitos fundamentais: a consciência de pertencimento ao
ambiente, o compromisso de não comprometer a vida (ecossistemas) e ser possuidor de
valores éticos.

1 - Gerar menos resíduos; 8 - Proteger a fauna;

2 - Tratar os resíduos gerados; 9 - Proteger a flora;

3- Descartar adequadamente os resíduos 6 - Economizar água;


tratados;
10- Contribuir para a melhoria da
4 - Substituir produtos tóxicos; qualidade de vida da população sem
compromete o meio ambiente.
5 - Buscar tecnologias limpas;

7 - Economizar energia;

Referência bibliográfica
GARDUSI Cláudia Maria- directrizes para elaboração de um código de ética
ambiental para instituições de pesquisa, São Paulo 2008

BARBIERI, J. C ; Gestão Ambiental Empresarial, 2aed. São Paulo, 2007.