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COMÉRCIO

INTERNACIONAL
Regimes – Parte I (Trânsito Aduaneiro)

SISTEMA DE ENSINO

Livro Eletrônico
COMÉRCIO INTERNACIONAL
Regimes – Parte I (Trânsito Aduaneiro)
Thális Andrade

Apresentação..................................................................................................................3
Regimes – Parte I (Trânsito Aduaneiro).. ..........................................................................4
Introdução aos Regimes Aduaneiros................................................................................4
Regime Aduaneiro Comum...............................................................................................4
Regimes Aduaneiros Especiais. ........................................................................................4
Regimes Aduaneiros Aplicados em Áreas Especiais........................................................6
Características dos Regimes Suspensivos.......................................................................6
Prazos.............................................................................................................................8
Termo de Responsabilidade (TR). .....................................................................................9
Transferência para outro Regime.................................................................................. 18
Trânsito Aduaneiro....................................................................................................... 20
Beneficiários.................................................................................................................26
Habilitação Prévia. ......................................................................................................... 27
Concessão e Aplicação do Regime................................................................................ 28
Desembaraço Aduaneiro para Trânsito Aduaneiro.........................................................34
Garantias e Responsabilidades......................................................................................34
Interrupção do Trânsito. ................................................................................................35
Conclusão do Trânsito................................................................................................... 37
Extravio e Avaria no Trânsito. ........................................................................................ 37
Resumo.........................................................................................................................39
Questões Comentadas em Aula.................................................................................... 40
Gabarito....................................................................................................................... 48

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Regimes – Parte I (Trânsito Aduaneiro)
Thális Andrade

Apresentação

E aí rapaziada! Tudo massa?


Hoje iniciaremos um bloco de 4 aulas para falar do tópico de Regimes Aduaneiros, que é
bastante extenso!
Lembro ainda que esse assunto também aparece na matéria de Legislação Aduaneira.
Portanto se estudar aqui, não precisa estudar lá (e vice-versa)!
Sem maiores delongas, vamos cuidar então da parte geral desse “tal” de regime aduaneiro
e abordar o primeiro deles, que é o Regime de Trânsito Aduaneiro.

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REGIMES – PARTE I (TRÂNSITO ADUANEIRO)


Introdução aos Regimes Aduaneiros

Numa definição breve, podemos conceituar “Regimes Aduaneiros” como sendo os tipos
de controle que a autoridade aduaneira submete determinada mercadoria a ser importada ou
exportada, vinculada ou não a uma finalidade específica. Podemos distinguir os regimes adu-
aneiros a que uma mercadoria pode estar submetida em 3 grandes grupos:
• regime aduaneiro comum;
• regimes aduaneiros especiais;
• regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais.

Regime Aduaneiro Comum

Via de regra, o Regime Aduaneiro Comum, Ordinário, ou Normal, é aquele em que ocorre a na-
cionalização de mercadoria estrangeira (no caso de importação) ou a desnacionalização de mer-
cadoria nacional ou nacionalizada (no caso da exportação). Assim, é caracterizado por um des-
pacho para consumo, pois a mercadoria entrou ou saiu do território aduaneiro a título definitivo.
É importante ainda destacar que o regime aduaneiro comum pode ou não gozar de outros
incentivos fiscais, ou ainda estar submetido às declarações normais (ex: DI e DU-IMP/DE e
DU-E) ou as versões simplificadas que estão em extinção (ex: DSI/DSE). Por exemplo, uma
Remessa Postal Internacional (RPI) no valor de US$ 50.00, que goza de isenção de II, apesar
de não ter tributo a pagar, está submetida num regime aduaneiro comum, pois a essência que
caracteriza esse controle é a nacionalização de uma mercadoria importada a título definitivo.

Regimes Aduaneiros Especiais

Nos Regimes Aduaneiros Especiais, por sua vez, em regra, são aqueles marcadamente
econômicos, em que o caráter extrafiscal da tributação se sobrepõe ao interesse arrecadató-
rio do Estado. Portanto, este grupo de regimes são tidos como “especiais” porque neles não
haverá tributação. Geralmente não se tributa em virtude da ocorrência de uma situação que é

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causa de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, mais especificamente, a existência


de uma moratória legal (art. 151, inc. I do CTN). No entanto, o regime pode ser especial tam-
bém pela ocorrência de uma isenção de II ou ainda pela restituição de tributos.
Outro fator marcante é que o despacho nestes regimes será de “admissão” e não despa-
cho para consumo, ou seja, não haverá nacionalização ou desnacionalização da mercadoria.
A única exceção que temos é o Regime Aduaneiro Especial de Drawback, em que há também
desoneração tributária, mas o despacho é para consumo.
Num regime aduaneiro classificado como especial, geralmente é a moratória do Imposto
de Importação (ou de Imposto de Exportação) que revela sua identidade extrafiscal. No entan-
to, a desoneração de outros tributos incidentes também é prevista quando da admissão num
regime especial, havendo, por exemplo, suspensão de IPI, PIS/PASEP-Importação, COFINS-
-Importação, AFRMM, ou ainda, isenção de ICMS ou a não ocorrência do seu fato gerador.
Os regimes aplicados em áreas especiais elencados pelo Regulamento Aduaneiro são 15:
• Trânsito Aduaneiro;
• Admissão Temporária;
• Exportação Temporária;
• Drawback;
• Entreposto Aduaneiro;
• Entreposto Industrial sob Controle Informatizado (RECOF);
• Exportação e de importação de bens destinados às atividades de pesquisa e de lavra
das jazidas de petróleo e de gás natural (REPETRO);
• Importação de petróleo bruto e seus derivados (REPEX);
• Incentivo à modernização e à ampliação da estrutura portuária (REPORTO);
• Importação de insumos destinados a industrialização por encomenda de produtos
classificados nas posições 8701 a 8705 da NCM (RECOM);
• Depósito Especial (DE);
• Depósito Afiançado (DAF);
• Depósito Alfandegado Certificado (DAC);
• Depósito Franco;
• Loja franca (Free-Shop).

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Regimes Aduaneiros Aplicados em Áreas Especiais


Por fim, temos os regimes em que as áreas em que eles ocorrem é que consideradas como
“especiais”, especialmente porque as mercadorias que nela estão admitidas devem também
ter sua exigibilidade suspensa, geralmente pela existência de com benefícios fiscais. Tratam-
-se de regimes que não ocorrem em todo o território brasileiro, mas somente naquelas áreas
demarcadas em que possa ocorrer o controle aduaneiro ostensivo por parte da RFB.
Os regimes aplicados em áreas especiais são apenas 3:
• Zona Franca de Manaus (ZFM);
• Área de Livre Comércio (ALC);
• Zona de Processamento de Exportações (ZPE).

Assim, mercadorias que ingressam nestas áreas sofrem também despacho para “admis-
são” mas não no regime, mas sim, na área especial.
O regime é então aplicado em locais específicos, podendo quando da sua saída para o res-
tante do território nacional sofrerem um despacho de “internação”. É o caso da mercadoria indus-
trializada na Zona Franca de Manaus que será comercializada no restante do território nacional.

Características dos Regimes Suspensivos


Sobre os regimes especiais e aplicados em áreas especiais, podemos então generica-
mente destacar as seguintes características:
• Negócio Jurídico sob condição resolutiva;
• Não é caso de não incidência;
• Tributos ficam com exigibilidade/pagamento suspenso;
• Se houver implemento da condição (inadimplemento do regime), a cobrança retroage à
data do registro da declaração de admissão no regime!

Podemos dizer então que, nos Regimes Aduaneiros Especiais e Aplicados em Áreas Es-
peciais, o fato gerador ocorre. No entanto, a exigibilidade do crédito tributário fica suspensa,
exigindo-se que o AFRFB efetue o lançamento dos créditos tributários correspondentes em
até 5 anos a partir do dia seguinte àquele ao da admissão no regime, sob pena de consuma-
ção da decadência deste direito.

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Como a concessão de regimes especiais e aplicados em áreas especiais haverá deso-

neração tributária vinculada a uma finalidade específica prevista na legislação, a RFB vai se

cercar de cuidados para assegurar o adimplemento o crédito no caso de eventual descumpri-

mento do regime pelo beneficiário.

Assim, costuma-se dizer que estes regimes, apesar de suspenderem a tributação, são

negócios jurídicos celebrados entre o Estado e o contribuinte pendentes de condição resolu-

tória, pois se ela se implementar, o negócio se desfaz retroagindo à data do fato gerador:

RA, Art. 311. No caso de descumprimento dos regimes aduaneiros especiais de que trata este Tí-
tulo, o beneficiário ficará sujeito ao pagamento dos tributos incidentes, com acréscimo de juros de
mora e de multa, de mora ou de ofício, calculados da data do registro da declaração de admissão
no regime ou do registro de exportação, sem prejuízo da aplicação de penalidades específicas.

Assim, se um importador traz uma mercadoria submetendo num regime suspensivo em

12 de Abril de 2019, e no curso do gozo deste benefício (12 de Outubro de 2019), o importa-

dor desvia essa importação da finalidade prevista na legislação, ele acaba por implementar a

condição prevista na legislação. Em outras palavras, o implemento da condição é o descum-

primento das regras do regime, fato que enseja os tributos desde a época do fato gerador (12

de Abril de 2019), acrescido das multas e juros de mora até 12 de Outubro de 2019, como se

o importador tivesse se esquecido de registrar a DI por estes 6 meses.

Vamos treinar um pouco estes conceitos.

Questão 1 (CESPE/ACE/2008) Os regimes aduaneiros são classificados como comum e


especiais. Os regimes aduaneiros especiais distinguem-se do regime aduaneiro comum por
contemplarem, sob formas diversas, a entrada e a saída de mercadorias do território nacional
com isenção ou suspensão dos direitos aduaneiros aplicáveis.

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Errado.
Os regimes aduaneiros são classificados em comum, especiais e aplicados em áreas espe-
ciais. O restante da definição está correto.

Questão 2 (ESAF/AFRF/2000/ADAPTADA) O regime aduaneiro aplicável em regra no des-


pacho aduaneiro de importação de mercadoria nacionalizada, dentro de noventa dias da des-
carga na zona primária, caracteriza-se como:
a) regime aduaneiro simplificado
b) regime aduaneiro aplicado em área especial
c) regime aduaneiro especial
d) regime aduaneiro comum
e) regime aduaneiro impositivo

Letra d.
A nacionalização de uma mercadoria, por meio do qual haverá o recolhimento dos tributos adu-
aneiros permitindo que esta circule livremente no território nacional, é o despacho aduaneiro
comum. Portanto, letra “D”. As letras “A” e “E” contemplam nomenclaturas que não existem. Já
as letras “B” e “C” cuidam de modalidades de regime que, em regra, não envolvem despacho para
consumo, tampouco nacionalização, mas sim, admissão com suspensão tributária.

Prazos
A respeito dos prazos, podemos afirmar que os prazos de suspensão tributária aplicados
a cada regime variam de acordo com o regime. No entanto, o RA traz um prazo geral de 1 ano,
podendo excepcionalmente chegar até 5 anos ou mais!

RA, Art. 307. O prazo de suspensão do pagamento das obrigações fiscais pela aplicação dos regi-
mes aduaneiros especiais, na importação, será de até um ano, prorrogável, a juízo da autoridade
aduaneira, por período não superior, no total, a cinco anos.

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§ 1º A título excepcional, em casos devidamente justificados, o prazo de que trata este artigo po-
derá ser prorrogado por período superior a cinco anos, observada a regulamentação editada pelo
Ministério da Fazenda1.
§ 2º Quando o regime aduaneiro especial for aplicado a mercadoria vinculada a contrato de pres-
tação de serviço por prazo certo, de relevante interesse nacional, o prazo de que trata este artigo
será o previsto no contrato, prorrogável na mesma medida deste.
§ 3º Nas hipóteses de que trata o § 2º, o prazo contratual prevalece sobre aqueles referidos no
caput, no § 1º, e em dispositivos específicos deste Título.

Termo de Responsabilidade (TR)

Via de regra, como os regimes aduaneiros suspendem a exigibilidade do tributo, a Receita


Federal busca assegurar o fisco no caso de eventual inadimplemento do regime. Para isso,
criou-se a figura do Termo de Responsabilidade, que nada mais é do que o documento pelo
qual a RFB constitui obrigações fiscais suspensas:

RA, Art. 308. Ressalvado o disposto no Capítulo VII [RECOF], as obrigações fiscais suspensas pela
aplicação dos regimes aduaneiros especiais serão constituídas em termo de responsabilidade fir-
mado pelo beneficiário do regime, conforme disposto nos arts. 758 e 760.
RA, Art. 758. O termo de responsabilidade é o documento no qual são constituídas obrigações fis-
cais cujo adimplemento fica suspenso pela aplicação dos regimes aduaneiros especiais.
§2º As multas por eventual descumprimento do compromisso assumido no termo de responsabi-
lidade não integram o crédito tributário nele constituído.

Apesar de sofrer diversos questionamentos no sentido de que seria necessário o lança-


mento tributário no caso de inadimplemento dos Regimes Aduaneiros Especiais, a posição
da RFB e do Poder Judiciário parecem caminhar na mesma direção em afirmar que “des-
cumpridas as condições, tornam-se exigíveis os impostos suspensos, independentemente
de constituição formal do crédito tributário (lançamento), o que afasta a alegada infringên-
cia ao art. 142 do CTN”2.
O Superior Tribunal de Justiça defende então que não há que se falar em decadência
dos tributos suspensos em Regimes Aduaneiros Especiais resguardados com Termo de
Responsabilidade:
1
A Portaria MF n. 33/2006 traz justamente a possiblidade de prorrogação por mais de 5 anos, quando se tratar de bens
utilizados no desenvolvimento de outros produtos.
2
STJ, REsp n. 463481, Rel. Min. Eliana Calmon, Dje 20.09.2004.

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1. Ao serem importadas matérias-primas do exterior sob o regime de drawback, modalidade


suspensão, e ocorrendo, posteriormente, o descumprimento do prazo concedido para a expor-
tação dos produtos com elas fabricados, desde então passam a ser exigíveis os tributos inci-
dentes sobre tais importações, cujas obrigações fiscais, de acordo com o art. 72 do Decreto-Lei
n. 37/66, constituem-se mediante termo de responsabilidade assinado pelo beneficiário desse
regime aduaneiro especial.
2. Nesse contexto, já constituído o crédito tributário, não se verifica a decadência do direito de a
Fazenda Nacional constituí-lo no prazo a que se refere o art. 173, I, do Código Tributário Nacional3.
[grifou-se]

Ainda que constituído o TR, poderá ser exigida garantia real ou pessoal do crédito tributá-
rio constituído em termo de responsabilidade sob a forma de (à escolha do importador):
• depósito em dinheiro;
• fiança idônea;
• seguro aduaneiro em favor da União.

Portanto, o TR não é a garantia! O TR é instrumento que permite a cobrança dos tributos


suspensos, independentemente de o lançamento tributário ter ocorrido ou não.
As garantias, por sua vez, podem se somar à existência do próprio TR, nas situações que o
legislador elegeu prudente se acautelar ainda quanto ao eventual inadimplemento das regras
do regime pelo seu beneficiário.
E se esse inadimplemento ocorrer, terá lugar a execução do Termo de Responsabilidade:

RA, Art. 760. O termo de responsabilidade é título representativo de direito líquido e certo da Fazen-
da Nacional com relação às obrigações fiscais nele constituídas
Art. 761. A exigência do crédito tributário constituído em termo de responsabilidade deve ser pre-
cedida de:
I – intimação do responsável para, no prazo de 10 (dez) dias, manifestar-se sobre o descumpri-
mento, total ou parcial, do compromisso assumido; e
II – revisão do processo vinculado ao termo de responsabilidade, à vista da manifestação do inte-
ressado, para fins de ratificação ou liquidação do crédito.

O TR não é lançamento tributário, nem é garantia.


3
STJ, REsp n. 658404, Rel. Min. Denise Arruda, Dje 01.02.2006.

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O TR é direito líquido e certo de cobrança das obrigações fiscais nele constituídas, ou seja, TR
constitui obrigações fiscais.
Garantias podem existir junto ou não com o TR.
STJ: A existência de TR dispensa o lançamento (não há decadência).

Não efetuado o pagamento do crédito tributário exigido, o termo será encaminhado à Pro-
curadoria da Fazenda Nacional, para cobrança.
Depois da notificação... A exigência do TR deverá:
• TR sem garantia = intima responsável para pagar em 30 dias;
• TR com garantia de fiança idônea ou de seguro aduaneiro = intima responsável para
pagar em 30 dias;
• TR com garantia de depósito = conversão do depósito em renda da União.

No entanto, às vezes pode ser muito oneroso para o Fisco verificar o valor dos bens para
fins de liquidação do Termo de Responsabilidade. Imagine por exemplo a autoridade aduanei-
ra constituindo em TR as obrigações fiscais decorrentes da importação de carros de F-1 para
o GP de Interlagos. É claro que isso pode ser um trabalho hercúleo e até desnecessário tendo
em vista que os bens vão sair depois.
Neste caso, o TR não precisa ser formalizado por uma quantia certa:

RA, Art. 765. O termo não formalizado por quantia certa será liquidado à vista dos elementos cons-
tantes do despacho aduaneiro a que estiver vinculado

Se houver inadimplemento do beneficiário do regime, por exemplo, da Confederação Bra-


sileira de Automobilismo (CBA), será possível liquidar ele num momento posterior utilizando
os documentos que ampararam a importação (ex: conhecimento de embarque).
Já vimos então que o TR não se confunde com o lançamento tributário, apesar de ele
também constituir obrigação fiscal para eventual cobrança no caso de inadimplemento
do beneficiário. A execução do TR fica então atrelada a um evento futuro e incerto, que é o
inadimplemento.

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Como ainda não se sabe se haverá esta infração por parte do beneficiário, não há como
prever no TR quanto de juros e multas ele irá pagar, certo?
Neste caso, o TR não irá conter estes elementos. Eles serão somente objeto de um futuro
Auto de Infração a ser lavrado pelo AFRFB, quando da constatação do inadimplemento:

RA, Art. 766. A exigência de crédito tributário apurado em procedimento posterior à apresentação
do termo de responsabilidade, em decorrência de aplicação de penalidade ou de ajuste no cálculo
[juros] de tributo devido, será formalizada em auto de infração, lavrado por Auditor-Fiscal da Re-
ceita Federal do Brasil.

Vale destacar que o TR está dispensado para os regimes de Entreposto Aduaneiro e RECOF.
No primeiro caso, porque a mercadoria ficará numa área demarcada de recinto alfandegado,
com presença ostensiva da própria aduana. No segundo caso, também é dispensável, pois os
beneficiários de RECOF são empresas com grande porte econômico conforme veremos mais
adiante. Assim, não é uma preocupação exigir termo de Responsabilidade para aqueles que
possuem grande capacidade financeira, não é mesmo?
Por outro lado, o TR é geralmente exigido para regimes como “Admissão Temporária” (ve-
remos na próxima aula) e “Trânsito Aduaneiro” (mais adiante ainda nesta aula), pois nestes
dois regimes a mercadoria pode circular pelo território nacional e os beneficiários não neces-
sariamente possuem grande capacidade econômica.

Questão 3 (ESAF/AFRF/2002-2) No regime aduaneiro especial de admissão temporária:

a) os impostos e penalidades pecuniárias previstos para a hipótese de descumprimento das

normas que disciplinam o regime serão consubstanciados em Termo de Responsabilidade.


b) a parcela dos impostos devida na importação, suspensa em decorrência da aplicação do
regime será garantida em Termo de Responsabilidade cuja exigência será objeto de procedi-
mento fiscal administrativo em que se assegure o contraditório e ampla defesa, no caso de
inadimplência do beneficiário do regime.

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c) a parcela das penalidades pecuniárias e de outros acréscimos legais devida pelo descum-
primento das condições do regime será, após quantificada, objeto de execução administrativa
juntamente com os impostos devidos constantes do Termo de Responsabilidade, se não hou-
ver recolhimento nos 30 (trinta) dias subsequentes à ciência da notificação fiscal.
d) a parcela dos impostos devida na importação, suspensa em decorrência da aplicação do
regime, será consubstanciada em Termo de Responsabilidade, garantido por fiança ou se-
guro aduaneiro, que, no caso de descumprimento das condições do regime concedido, será
encaminhado à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição na Dívida Ativa se não com-
provado o pagamento no prazo estabelecido e a parcela relativa às penalidades pecuniárias
e ajuste de cálculo de tributos devidos será exigida através da lavratura do auto de infração
regularmente notificado ao contribuinte.
e) a parcela relativa às penalidades pecuniárias decorrentes do descumprimento da obrigação
tributária principal cuja alíquota prevista para o bem objeto do regime figurar na Tarifa Externa
Comum igual a “zero” será calculada aplicando-se o percentual correspondente ao produto
de maior alíquota da posição respectiva na TEC e encaminhada à Procuradoria da Fazenda
Nacional para o fim de cobrança judicial do título, no caso de inadimplemento do regime.

Letra d.
A letra “A” está errada, pois não há como se constituir em TR as eventuais penalidades
(RA, art. 766).
O erro da letra “B” é que ao tempo da questão (2002) nem sequer havia possibilidade de mani-
festação do beneficiário do regime. Após este ano foi trazida a possibilidade de sua manifes-
tação, no entanto, isso ainda não é o exercício amplo de defesa, mas apenas a oportunidade
de uma breve manifestação.
O erro da letra “C” é que penalidades são cobradas em auto de infração, não havendo relação
com o TR.
A letra “D” está perfeita. O TR quando garantido por fiança e seguro vai para a PGFN proceder
à inscrição em dívida ativa. Se a garantia fosse de depósito, não iria para a PGFN, mas haveria
mera conversão em renda em favor da União.

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O erro da letra “E” é que multas decorrentes do não pagamento do tributo (principal), quando
este tributo tiver alíquota de 0%, a multa também será de 0%, pois não havia tributo a pagar,
correto? Vejam que não faz sentido buscar alíquota de outro produto, pois seria ilegal este
procedimento.

Questão 4 (INÉDITA) Sobre o Termo de Responsabilidade (TR), assinale o item correto:


a) as garantias que reforçam sua cobrança podem ser reais ou pessoais, sob a forma de títu-
los da dívida pública.
b) A execução de termo de responsabilidade independe de intimação do responsável.
c) Constituído o TR, como se trata de título representativo de direito líquido e certo da Fazenda
Nacional, seguirá sumariamente para a PGFN proceder a cobrança.
d) O termo pode não ser formalizado por quantia certa. Neste caso, será liquidado à vista dos
elementos constantes do despacho aduaneiro a que estiver vinculado.
e) O TR consignará os valores dos tributos suspensos, além de juros e multa de mora.

Letra d.
O erro da letra “A” é que as garantias que se somam ao TR são de seguro aduaneiro, fiança e
depósito. A permissão para uso de títulos da dívida pública como garantia acabou em 2002.
O erro da letra “B” e “C” é que execução do TR depende de intimação do responsável, ou seja,
não seguirá sumariamente.
A letra “D” está ok, pois cuida da situação dos carros de F-1 de que falamos.
A letra “E” está errada, pois TR não formaliza o que ainda não existe, ou seja, juros e multa.

Vamos adicionar mais um detalhe em nossa jornada então...


Os Regimes Aduaneiros Especiais também levam à suspensão do AFRMM, pois a Lei
n. 10.893/2004 estabelece em seu art. 15 que “o pagamento do AFRMM incidente sobre
o frete relativo ao transporte de mercadoria submetida a regime aduaneiro especial fica
suspenso até a data do registro da declaração de importação que inicie o despacho para
consumo correspondente”.

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Não obstante o art. 309 do RA4 descrever que essa informação é do Ministério dos trans-
portes, a Lei n. 12.788/2013 transferiu para a RFB a administração das atividades relativas a
cobrança, fiscalização, arrecadação, restituição e concessão de incentivos do AFRMM pre-
vistos em lei. Portanto, é a própria RFB que verifica no Sistema Mercante a suspensão do
AFRMM quando da concessão de um Regime Aduaneiro Especial:
Ademais, a Lei n. 10.893/2004 estabelece em seu art. 15 que “o pagamento do AFRMM
incidente sobre o frete relativo ao transporte de mercadoria submetida a regime aduaneiro es-
pecial fica suspenso até a data do registro da declaração de importação que inicie o despacho
para consumo correspondente”.
Vamos exercitar este detalhe.

Questão 5 (ESAF/DESPACHANTE ADUANEIRO/2013/ADAPTADA) É correto afirmar que a


aplicação dos regimes aduaneiros especiais está condicionada à informação do pagamento do
adicional ao frete para renovação da marinha mercante – AFRMM, pelo Ministério dos Trans-
portes e a apresentação de certidões negativas quanto ao pagamento de tributos federais.

Errado.
A partir de 2013 a RFB assumiu a administração do AFRMM, fazendo ela mesmo a consulta
de pagamento no Sistema Mercante.

Questão 6 (ESAF/AFRFB/2012/ADAPTADA) É correto afirmar que os regimes aduaneiros


especiais se distinguem do regime comum pela suspensão ou isenção de tributos incidentes
nas operações de comércio exterior.
4
RA, Art. 309. A aplicação dos regimes aduaneiros especiais fica condicionada à informação da suspensão ou isenção do
pagamento do adicional ao frete para renovação da marinha mercante (AFRMM), pelo Ministério dos Transportes.

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Certo.
A característica básica dos regimes especiais é que haja uma suspensão ou isenção tributária.

Questão 7 (ESAF/AFTN/94-1/ADAPTADA) Os regimes aduaneiros especiais em relação ao


regime aduaneiro geral caracterizam-se pela:
a) sujeição das mercadorias a eles submetidas a procedimentos especiais no despacho adu-
aneiro relativamente às obrigações tributárias acessórias.
b) suspensão do pagamento do crédito decorrente das obrigações fiscais até o implemento
de condição imposta pelo interesse da economia nacional.
c) Os regimes especiais não permitem a constituição das obrigações fiscais relativo às mer-
cadorias a eles submetidas a despacho de admissão em Termo de Responsabilidade.
d) postergação do cumprimento das obrigações acessórias tendo em vista a relevância eco-
nômica para o País, das mercadorias a eles submetidas.
e) não incidência ou exoneração do imposto de importação relativamente às mercadorias a
eles submetidas.

Letra b.
Os regimes aduaneiros especiais são negócios jurídicos sob condição resolutiva, ou seja,
geram efeitos desde a concessão do regime. Assim, dois são os caminhos que o beneficiário
pode tomar. Adimplemento ou Inadimplemento do regime. Se houve implemento da condi-
ção imposta pelo interesse da economia nacional, a suspensão tributária termina sem ônus
para o beneficiário, pois este cumpriu seu compromisso. Por outro lado, se houver inadim-
plemento do regime, tem lugar a condição resolutiva, que levará à extinção do regime adua-
neiro, retroagindo à data do fato gerador dos tributos, acrescidos de juros e multa. Portanto,
a letra “B” está correta.

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A letra “A” está errada, pois não se refere a obrigações acessórias.


A letra “C” está errada, pois é o que o TR faz exatamente: constitui obrigações fiscais.
A letra “D” está errada, pois ocorre a postergação das obrigações principais e não das
acessórias.
A letra “E” está errada, pois não é questão de não incidência.

Questão 8 (ESAF/AFRF/2000) É válida a afirmação de que os regimes aduaneiros especiais:


a) caracterizam-se como um ato ou negócio jurídico sob condição resolutiva, em que o fato gera-
dor dos tributos considera-se ocorrido e existentes os seus efeitos desde o momento da prática
do ato concessivo, sendo exigíveis os tributos retroativamente na hipótese de inadimplemento.
b) são destinados precipuamente a incrementar a arrecadação tributária federal e estadu-
al decorrente das atividades incentivadas pela sua aplicação, sendo exigidos os tributos se
houver o descumprimento dos prazos e condições para sua vigência e a partir da ocorrência
desse descumprimento.
c) são marcadamente econômicos e impedem a ocorrência do fato gerador dos tributos in-
cidentes sobre as mercadorias a eles submetidas, que somente ocorrerá na hipótese de ina-
dimplemento das condições impostas à concessão, a partir do qual incidirão os tributos.
d) tendo em vista que os tributos têm sua exigibilidade suspensa no momento de sua con-
cessão, caracterizam-se como um ato ou negócio jurídico sob condição suspensiva, em que
o fato gerador considera-se ocorrido existentes os seus efeitos a partir de seu implemento.
e) caracterizam-se pela não incidência dos tributos no período de sua vigência considerando-se
ocorrido o fato gerador dos tributos somente a partir do inadimplemento das condições que
embasaram a sua concessão.

Letra a.
Regimes aduaneiros especiais ou aplicados em áreas especiais são regimes suspensivos
sob condição resolutiva. Assim, se houver inadimplemento do regime, tem lugar a condição

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resolutiva, que levará à extinção do regime aduaneiro, retroagindo à data do fato gerador dos
tributos, acrescidos de juros e multa. Esse argumento torna a letra “D” incorreta.
A letra “B” está errada, pois estes regimes não têm como primeira finalidade a arrecadação.
O erro da “C” é que eles não impedem a ocorrência do fato gerador. O fato gerador ocorre, mas as
obrigações tributárias ficam constituídas em TR. Portanto, a letra “E” também está errada,
pois não é uma situação de não incidência.

Transferência para outro Regime

A transferência de uma mercadoria de um para outro regime depende das condições pres-
critas no próprio regime aduaneiro especial ou aplicado em área especial. Podemos desta-
car o trânsito aduaneiro como um regime que “se comunica” com diversos outros, como por
exemplo o Entreposto Aduaneiro. Podemos destacar ainda que uma mercadoria admitida em
regime aduaneiro especial ou aplicado em área especial poderá ser transferida para RECOF
(ex: Drawback), vedado o procedimento inverso:

RA, Art. 310. Poderá ser autorizada a transferência de mercadoria admitida em um regime adua-
neiro especial ou aplicado em área especial para outro, observadas as condições e os requisitos
próprios do novo regime e as restrições estabelecidas em ato normativo da Secretaria da Receita
Federal do Brasil.

Essa transferência está regulamentada de um modo geral na IN/SRF n. 121/2002:

IN/SRF n. 121/2002
Art. 2º. A transferência de mercadoria de um regime para outro, ocorrerá:
I – em relação à totalidade ou parte da mercadoria; e
II – com ou sem mudança de beneficiário.

A IN ainda determina que a transferência somente se aplica às operações de importa-


ção realizadas a título não definitivo e sem cobertura cambial, exceto para as transferências
de mercadorias entre os regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais da Zona Franca
de Manaus e Áreas de Livre Comércio, devendo, em ambos os casos, serem observadas as
condições e os requisitos próprios do novo regime. O beneficiário deverá então preencher a

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“Documento de Transferência de Regime Aduaneiro” com 5 (cinco) vias: a 1ª é para instru-


ção da DI para admissão no novo regime; a 2ª para a autoridade aduaneira que concedeu o
regime anterior. Na 3ª deve indicar o beneficiário do regime anterior e na 4ª a concessionária,
permissionária ou detentora de autorização para operar o recinto onde a mercadoria a ser
transferida esteja armazenada. Por fim, a 5ª via será preenchida se for o caso de instruir o
despacho de trânsito aduaneiro.
Vale ainda destacar se sobrar algum resíduo decorrente da destruição do bem, e este tiver
valor econômico, esse restante do produto deve seguir o destino de uma mercadoria normal:

RA, Art. 312. Nos regimes aduaneiros especiais em que a destruição do bem configurar extinção da
aplicação do regime, o resíduo da destruição, se economicamente utilizável, deverá ser despacha-
do para consumo, como se tivesse sido importado no estado em que se encontra, sujeitando-se ao
pagamento dos tributos correspondentes, ou reexportado.

É o caso do Drawback que suspende a exigibilidade dos tributos incidentes em insumos


que serão exportados. Neste caso, a RFB despreza o “subproduto” até 5% que ainda tenha
valor econômico. Do contrário, se for maior que 5%, deve o restante ser despachado para con-
sumo, reexportado, ou até mesmo destruído. Se por exemplo são importados US$ 1.000,00
de borracha com suspensão tributária para exportação de US$ 5.000 de sandálias praianas.
Se no curso do processo foi possível já exportar os US$ 5.000 de sandálias praianas, e ainda
restam US$ 50,00 de resíduos de borracha com algum valor econômico, este seria despreza-
do sem precisar passar por uma DI para consumo5.
Vejamos como isso cai em prova...

Questão 9 (ESAF/DESPACHANTE ADUANEIRO/2013) Pode-se afirmar que nos regimes


aduaneiros especiais em que a destruição de um bem configurar a extinção da aplicação do
regime, o resíduo da destruição, se inservível ou sem valor econômico, deverá ser despachado
para consumo, como se estivesse no estado em que foi importado, sujeitando-se ao paga-
mento dos tributos correspondentes ou, alternativamente, ser reexportado.
5
Portaria SECEX n. 23/2011. Art. 89. Serão desprezados os subprodutos e os resíduos não exportados quando seu mon-
tante não exceder 5% (cinco por cento) do valor do produto importado.

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Errado.
Se houver subproduto sem valor econômico qual seria o prejuízo à economia nacional? Ne-
nhum, né? Portanto, não deve haver recolhimento de tributos nesta hipótese.

Superada essa etapa inicial, vamos ao primeiro regime...

Trânsito Aduaneiro

O Regime Aduaneiro Especial de trânsito aduaneiro é o que “permite o transporte de mer-


cadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro do território aduaneiro, com suspensão
do pagamento de tributos” (art. 315, RA).
Trata-se, portanto, de um regime suspensivo que pressupõe o movimento da mercadoria,
dependendo, então, de um regime aduaneiro comum, especial ou aplicado em área especial
quando o deslocamento da mercadoria acabar.
Podemos distinguir, para sua concessão, os seguintes conceitos:
• Local de origem = ponto inicial do itinerário de trânsito, em que há controle aduaneiro;
• Local de destino = ponto final do itinerário de trânsito, em que há controle aduaneiro;
• Unidade de origem = unidade da RFB com jurisdição sobre o local de origem e na qual
se processe o despacho para trânsito aduaneiro; e
• Unidade de destino = unidade da RFB com jurisdição sobre o local de destino e na qual
se processe a conclusão do trânsito aduaneiro.

Questão 10 (ESAF/ARFB/2012/ADAPTADA) É correto afirmar que o Regime Especial de


Trânsito Aduaneiro é o que permite o transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de
um ponto a outro do território aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos.

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Certo.
É a definição do art. 315 do RA.

Questão 11 (INÉDITA) Podemos definir como trânsito aduaneiro:


a) a isenção de tributos no transporte de mercadoria exclusivamente estrangeira do local de
despacho para o local de embarque ao exterior.
b) importação de bens que permanecerão no país por prazo fixado, com suspensão de tributos.
c) o transporte de mercadoria nacional ou estrangeira, sob controle aduaneiro, de um ponto a
outro do território aduaneiro, com suspensão de tributos.
d) é a importação, com suspensão de tributos, de bens que serão utilizados como insumos na
fabricação de mercadorias a serem exportadas.
e) é o transporte, para o exterior, de bens que serão submetidos a reparo, para posterior retor-
no ao país.

Letra c.
Na letra “A” há uma tentativa de descrever o trânsito aduaneiro na modalidade de exportação.
No entanto, não há que se falar isenção, mas sim suspensão de tributos.
O erro da letra “B” é que traz a definição de Admissão Temporária.
Por sua vez, a letra “C” está correta, pois reitera a definição do art. 315 do RA.
O erro da letra “D” é que está é a definição do regime de drawback suspensão.
O erro da letra “E” é que está é a definição do regime de exportação temporária.

Questão 12 (INÉDITA) No regime de trânsito aduaneiro, o local de origem é:


a) a repartição da RFB onde se conclui o trânsito.
b) o local onde ocorre o despacho para trânsito, ou seja, o ponto inicial do transporte.

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c) o recinto alfandegado de zona secundária onde a carga chega proveniente de um porto


alfandegado.
d) a repartição da RFB onde a carga é conferida.
e) o ponto de fronteira onde a mercadoria será embarcada para o exterior.

Letra b.
Há duas autoridades que nos interessam no regime de trânsito. A de origem (que concede o
regime de trânsito) e a de destino (que conclui o regime de trânsito).

A definição geral do regime de trânsito aduaneiro despenca em prova meus amigos, por
tanto, não deixem escapar esse tipo de questão!
Vejamos as submodalidades de trânsito que podemos ter:

RA, Art. 318. São modalidades do regime de trânsito aduaneiro:


I – o transporte de mercadoria procedente do exterior, do ponto de descarga no território aduaneiro
até o ponto onde deva ocorrer outro despacho;
II – o transporte de mercadoria nacional ou nacionalizada, verificada ou despachada para expor-
tação, do local de origem ao local de destino, para embarque ou para armazenamento em área
alfandegada para posterior embarque;
III – o transporte de mercadoria estrangeira despachada para reexportação, do local de origem ao
local de destino, para embarque ou armazenamento em área alfandegada para posterior embarque;
IV – o transporte de mercadoria estrangeira de um recinto alfandegado situado na zona secundária
a outro;
V – a passagem, pelo território aduaneiro, de mercadoria procedente do exterior e a ele destinada;
VI – o transporte, pelo território aduaneiro, de mercadoria procedente do exterior, conduzida em
veículo em viagem internacional até o ponto em que se verificar a descarga; e
VII – o transporte, pelo território aduaneiro, de mercadoria estrangeira, nacional ou nacionalizada,
verificada ou despachada para reexportação ou para exportação e conduzida em veículo com des-
tino ao exterior.

Analisando os incisos I e VI, verificamos que ambos cuidam de modalidades de trânsito na


importação. A diferença é que no inciso I a mercadoria procedente do exterior vai ser transfe-
rida para uma zona secundária onde deva se processar o despacho. Por exemplo, imaginemos
que a mercadoria vem de navio pelo Porto de Santos e é despachada para trânsito aduaneiro
seguindo até Anápolis, onde lá será despachada para consumo. No inciso VI temos a

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situação da mercadoria que vem da Argentina pelo modal rodoviário e seguirá até o Estado de
São Paulo, para que em SP seja despachada para consumo. Então vemos que ambas cuidam
de trânsito aduaneiro na importação, só que são operacionalizados de formas diferentes.
Por outro lado, os incisos II, III e VII cuidam de trânsito aduaneiro de exportação. No caso
do inciso II a mercadoria nacional/nacionalizada é despachada para exportação ainda na
Zona Secundária. Depois é despachada para trânsito aduaneiro tão somente para que che-
gue até a Zona Primária em embarque com destino ao exterior. A situação do inciso III diz
respeito às mercadorias que vieram do exterior a título não definitivo, devendo ser movimen-
tadas para reexportação. É o caso de quadros que vieram para uma exposição no MASP e
agora precisam seguir para um recinto alfandegado para voltar ao exterior. Já o inciso VII
ilustra a ida do caminhão contendo mercadorias fabricadas em São Paulo que seguirão pe-
las rodovias brasileiras até a Argentina. Somente na fronteira é que sofrerão o despacho de
exportação. Vejam a diferença entre a situação II e VII: uma o despacho é na Zona Secundá-
ria, no outro, na Zona Primária.
O inciso IV é o trânsito interno, em que a mercadoria sai de um Entreposto Aduaneiro na
região Sul do país para ser armazenada noutro Entreposto Aduaneiro na região Norte do país.
Por fim, o inciso V cuida do trânsito de passagem, em que a mercadoria veio pelo Porto
de Paranaguá com destino final o Paraguai. Neste caso, a mercadoria só vai fazer uma pas-
sagem pelo território aduaneiro brasileiro porque o Paraguai não tem contato com o mar.
Vale lembrar que se ela for acidentalmente destruída nesta modalidade, não há incidência do
Imposto de Importação.
Vamos exercitar então.

Questão 13 (ESAF/TTN/97/ADAPTADA) A passagem pelo território aduaneiro, de merca-


doria procedente do exterior e a ele destinada, constitui modalidade de operação de trân-
sito aduaneiro:
a) cujo local de origem deverá ser um depósito especial
b) dispensada das demais cautelas fiscais além da garantia por termo de responsabilidade

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c) conduzida sob controle aduaneiro, admitida, no entanto, a simplificação do despacho


de trânsito.
d) só poderá ser aplicada à mercadoria declarada para trânsito no conhecimento de carga
correspondente ou no manifesto ou documento equivalente do veículo que a transportou até
o local de origem do trânsito
e) somente será permitida em veículo munido de compartimento fechado ou em contêiner,
lacrados e declaração expressa do representante no País, do importador ou exportador domi-
ciliado no exterior que se responsabiliza pelos tributos suspensos.

Letra d.
O erro da letra “A” é que não se exige a existência de depósito especial algum na origem.
O erro da letra “B” é que não se dispensa as cautelas fiscais, tampouco o TR.
O erro da “C” é que não se fala em simplificação do despacho.
A letra “D” por sua vez, está correta.
O erro da “E” é que não faz sentido em se falar na responsabilização de transportador domi-
ciliado no exterior, não é mesmo? Como irei cobrar os tributos deste cara? O responsável é o
transportador no Brasil.

Questão 14 (ESAF/AFRF/2002-B) O trânsito aduaneiro é:


a) o transporte de mercadoria, nacional ou estrangeira, sob controle aduaneiro, de um ponto
a outro do território nacional, com suspensão de tributos.
b) o transporte de mercadoria, exclusivamente estrangeira, que passa pelo território nacional,
procedente de um país e destinado a outro.
c) o transporte pelo território aduaneiro de mercadoria procedente do exterior, conduzida em
veículo em viagem internacional, sem controle aduaneiro.
d) exclusivamente o transporte de mercadoria procedente do exterior, do ponto de descarga
no território aduaneiro até o ponto onde deva ocorrer outro despacho.

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e) exclusivamente o transporte de mercadoria nacional ou nacionalizada, verificada ou des-


pachada para exportação, do local de origem, ao local de destino, para embarque ou armaze-
namento em área alfandegada para posterior embarque.

Letra a.
Novamente vemos que caiu bastante já em concursos a definição do art. 315 do RA. Se a ban-
ca não especificar a modalidade de trânsito no enunciado, temos que buscar sua definição
pura, do art. 315 do RA. Gabarito é a letra “A”.
Mas a banca deixa outros equívocos evidentes...
A letra “B” está errada, pois o trânsito nesta modalidade pode abranger mercadorias nacio-
nais/nacionalizadas.
A letra “C” está errada porque “há” controle aduaneiro.
O erro das letras “D” e “E” está no emprego do termo exclusivamente.

Questão 15 (ESAF/ACE/MDIC/2012) O regime aplicável ao transporte, pelo território adua-


neiro de mercadoria estrangeira, nacional ou nacionalizada, verificada ou despachada para
reexportação ou exportação e conduzida em veículo com destino a exterior, com suspensão
de tributos, denomina-se:
a) Trânsito aduaneiro.
b) Admissão temporária.
c) Despacho para trânsito.
d) Drawback.
e) Entreposto Aduaneiro na Exportação.

Letra a.
Temos aqui de novo a definição do art. 315 do RA. Vejam que isso desaba na prova. Portanto,
letra “A” é o gabarito!

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Percebam, meus caros, que esse regime tem muitos detalhes que estão no próprio Regula-
mento Aduaneiro e não só na Instrução Normativa. Portanto, continuemos falando deles.

Beneficiários
Vejamos quem poderá ser beneficiário do regime, ou melhor, solicitar o regime à RFB:
• De trânsito de importação: o importador;
• De trânsito de exportação: o exportador;
• De trânsito de interno: o depositante;
• De trânsito de internacional: representante, no País, de importador ou exportador do-
miciliado no exterior;
• De qualquer caso:
– o operador de transporte multimodal;
– o transportador; e
– o agente credenciado a efetuar operações de unitização ou desunitização da carga
em recinto alfandegado.

Questão 16 (INÉDITA) Pode solicitar o regime de trânsito aduaneiro:


a) o produtor da mercadoria a ser exportada
b) o encomendante na importação de mercadoria sob encomenda
c) o consumidor final
d) o importador
e) o destinatário de remessa postal

Letra d.
Com vimos acima, quem é beneficiário do regime de modo a solicitá-lo, ou seja, importador,
exportador, depositário transportador, representante no Brasil de transportador internacional.
O gabarito então é letra “D”.
Produtor, encomendante, consumidor e destinatário de remessa postal não são beneficiários.

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Habilitação Prévia

É claro que não é qualquer empresa que pode transportar mercadorias no regime. Para
isso, é necessária habilitação prévia destas empresas:

RA, Art. 322. A habilitação das empresas transportadoras será feita previamente ao transporte de
mercadorias em regime de trânsito aduaneiro e será outorgada, em caráter precário, pela Secreta-
ria da Receita Federal do Brasil

A empresa então habilitada para operar trânsito aduaneiro obtém uma autorização do
governo para fazê-lo, em caráter precário. Por isso, a RFB irá analisar os seguintes aspectos
na concessão/renovação da habilitação:
• Aspectos fiscais;
• Conveniência administrativa;
• Situação econômico-financeira;
• Tradição da empresa transportadora, respeitadas as atribuições dos órgãos competen-
tes em matéria de transporte.

Por outro lado, existem algumas empresas que estão dispensadas de habilitação:
• Empresas públicas que explorem serviços de transporte que explorem serviços de
transporte;
• Sociedades de economia mista que explorem serviços de transporte;
• Demais beneficiários do regime (habilitados no SISCOMEX), quando, não sendo empre-
sas transportadoras, utilizarem veículo próprio.

Questão 17 (VUNESP/CODESP/2011) O regime especial de trânsito aduaneiro é o que per-


mite o transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro do território
aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos.
Em relação a trânsito aduaneiro, é correto afirmar que:

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a) o regime especial de trânsito aduaneiro é o que permite o transporte de mercadoria, sob


controle aduaneiro, de um ponto a outro do território aduaneiro, com isenção do pagamento
de tributos.
b) o regime especial de trânsito aduaneiro subsiste do local de origem ao local de destino
e, desde o momento do desembaraço para trânsito aduaneiro, pela unidade de origem até o
momento em que há entrada da mercadoria na unidade de destino.
c) o transporte de mercadoria estrangeira de um recinto alfandegado situado na zona secun-
dária a outro não se constitui em regime especial de trânsito aduaneiro.
d) a habilitação das empresas transportadoras será feita previamente ao transporte de mer-
cadorias em regime de trânsito aduaneiro e será outorgada, em caráter precário, pela Secre-
taria da Receita Federal do Brasil.
e) não é considerado regime especial de trânsito aduaneiro, a passagem, pelo território adua-
neiro, de mercadoria procedente do exterior e a ele destinada.

Letra d.
Letra “A” está errada, pois não há isenção, mas sim, suspensão.
A letra “B” também está errada, pois não é a mera entrada na unidade de destino que encerra
o regime, mas sim, é preciso que a unidade de destino procede ao exame dos documentos,
verificação do veículo, dos dispositivos de segurança, e da integridade da carga.
A letra “C” está errada, pois cuida sim de regime de trânsito interno!
Por sua vez, a letra “D” está correta, pois a habilitação de empresas é feita previamente, em
caráter precário, pela RFB.
A alternativa “E” está errada, pois o trânsito de passagem é sim modalidade.

Concessão e Aplicação do Regime

Quem concede este regime?

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Com a palavra o artigo 325 do RA:

RA, Art. 325. A concessão e a aplicação do regime de trânsito aduaneiro serão requeridas à autori-
dade aduaneira competente da unidade de origem.

É fácil deduzir porque é a unidade de origem a responsável. A Autoridade Aduaneira da


origem é quem terá o contato com as mercadorias que terão a tributação suspensa, formali-
zando então o respectivo Termo de Responsabilidade em nome do beneficiário. Esse reque-
rimento é feito via módulo do “SISCOMEX-Trânsito”, onde serão definidos, por exemplo, o
tempo estimado, o trajeto, cautelas fiscais etc.
O trânsito por via rodoviária será feito preferencialmente pelas vias principais, onde hou-
ver melhores condições de segurança e policiamento, utilizando-se, sempre que possível, o
percurso mais direto6. Vale destacar que, mesmo havendo rota preestabelecida, poderá ser
aceita rota alternativa sugerida por beneficiário. A RFB poderá indeferir o pedido de trânsito,
em decisão fundamentada, da qual caberá recurso, na forma estabelecida pela RFB.
Estão dispensados de procedimento para processar o trânsito aduaneiro7:
• Provisões, sobressalentes, e demais materiais de uso e consumo de veículos em via-
gem internacional;
• Pertences pessoais da tripulação e bagagem de passageiros em trânsito;
• Mercadorias conduzidas por embarcação ou aeronave em viagem internacional, com
escala intermediária no território aduaneiro; e
• Provisões, sobressalentes, materiais, equipamentos, pertences pessoais, bagagens e
mercadorias conduzidas por embarcações e aeronaves arribadas, condenadas ou ar-
restadas, até que lhes seja dada destinação legal.

Vale abrir parênteses aqui para ressaltar que também estão dispensados de trânsito adu-
aneiro a remoção de mercadorias que estão na mesma Zona Primária. Isso porque na mesma
Zona Primária a mercadoria não sai sem passar pela RFB. Portanto, a remoção de mercado-
rias de uma área ou recinto para outro, situado na mesma zona primária independe de des-
pacho para trânsito.
6
RA, Art. 329, § 2º
7
Art. 2º da IN/SRF n. 248/2002

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Feita a Declaração para Admissão em Trânsito Aduaneiro (DTA), a unidade de origem irá
fazer um despacho para trânsito com uma conferência para trânsito, que tem por fim:
• Identificar o beneficiário;
• Verificar a mercadoria (verificação para trânsito);
• Verificar a correção das informações relativas à sua natureza e quantificação e;
• Em caso de mercadorias sujeitas a controle prévio, verificar se houve a liberação por
outros órgãos da administração pública (ex: Licenciamento de Importação pela ANVI-
SA, MAPA etc.)

Na conferência para trânsito poderão ser adotados critérios de seleção e amostragem.


Por sua vez, a verificação para trânsito que é verificada no curso da conferência aduaneira
será realizada pelo AFRFB (ou sob sua supervisão o ATRFB) na presença do beneficiário do
regime e do transportador. Neste momento serão verificados se o peso bruto, a quantidade e
as características externas dos volumes, recipientes ou mercadorias estão conformes com os
documentos de instrução da DTA e se o veículo ou equipamento de transporte oferece condi-
ções satisfatórias de segurança fiscal. Sempre que julgar conveniente, a fiscalização poderá
determinar a abertura dos volumes ou recipientes, para a verificação das mercadorias.

IN/SRF 248/2002, Art. 35. O registro da declaração de trânsito aduaneiro no sistema caracteriza o
início do despacho de trânsito aduaneiro e o fim da espontaneidade do beneficiário relativamente
às informações prestadas.
Parágrafo único. A declaração não registrada pelo beneficiário será automaticamente cancelada
após quinze dias da sua elaboração no sistema.

Da mesma forma que o registro da DI encerra a espontaneidade no despacho para


consumo, o registro da DTA no trânsito aduaneiro também retira a espontaneidade, pois é
com ela que começa a ação fiscal. Assim, haverá uma parametrização das declarações no
SISCOMEX-Trânsito semelhante ao SISCOMEX-Importação, determinando canais de con-
ferência aduaneira:

IN/SRF 248/2002, Art. 40. Após a recepção dos documentos, a declaração será submetida a aná-
lise visando à seleção para conferência com base em parâmetros e critérios de aleatoriedade re-
gistrados no sistema.

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Art. 42. A conferência para trânsito será feita em duas etapas:


I – exame documental destinado a constatar:
a) a integridade dos documentos apresentados;
b) a exatidão e a correspondência das informações da declaração em relação aos documentos que
a instruem; e
c) o cumprimento de formalidades referentes à mercadoria sujeita a controles especiais;
II – verificação física da carga.

Após encerrar a conferência a autoridade aduaneira pode se cercar de outros cuidados


para que os cofres de carga, volumes e veículo não sejam violados durante o trânsito.
Tratam-se das cautelas fiscais:

RA, Art. 333. Ultimada a conferência, poderão ser adotadas cautelas fiscais visando a impedir a
violação dos volumes, recipientes e, se for o caso, do veículo transportador, na forma estabelecida
pela Secretaria da Receita Federal do Brasil.

As “cautelas fiscais” são então procedimentos que visam a impedir a violação do veículo,
da unidade de carga e dos volumes em regime de trânsito aduaneiro. Podemos enumerar as
seguintes cautelas fiscais, que serão aplicáveis isolada ou cumulativamente:
Os dispositivos de segurança:
• lacração – colocação de lacres em contêineres;
• sinetagem – colocação de símbolos em lacres que se rompem quando aberto o lacre;
• cintagem – colocação de cintas nos volumes de mercadorias;
• marcação – colocação de marcas/etiquetas que identifiquem os volumes (chamado de
etiquetagem também);
• acompanhamento fiscal – servidor da RFB acompanha a operação.

Vamos exercitar o que foi visto até aqui.

Questão 18 (ESAF/ATRFB/2012/ADAPTADA) É correto afirmar que a aplicação do Regime


Especial de Trânsito Aduaneiro será requerida à autoridade aduaneira competente da unidade
de destino.

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Errado.
Ora, como a autoridade destino vai conceder o começo de um trânsito? É claro que o item é
“falso”, pois a unidade de origem é quem concede.

Questão 19 (ESAF/ATRFB/2012/PARTE) É correto afirmar que, sem prejuízo de controles


especiais determinados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, depende de despacho
para trânsito a remoção de mercadorias de uma área ou recinto para outro, situado na mes-
ma zona primária.

Errado.
A remoção de mercadorias dentro uma mesma zona primária está dispensada de despacho
para trânsito (RA, art. 325, § 2º).

Questão 20 (ESAF/DESPACHANTE ADUANEIRO/2013/ADAPTADA) Assinale a opção incor-


reta sobre o Trânsito Aduaneiro.
a) É o regime especial que permite o transporte de mercadoria de um ponto a outro do territó-
rio aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos.
b) Na conferência do trânsito, a fiscalização não poderá determinar a abertura dos volumes
ou recipientes, para a verificação das mercadorias.
c) Em uma Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA) de entrada, o Operador de Transporte
Multimodal (OTM) poderá ser beneficiário do regime.
d) O registro de Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA) caracteriza o fim da espontaneidade
do beneficiário, relativamente às informações por ele prestadas na declaração.
e) A concessão do regime de especial trânsito aduaneiro é automática para as Declarações de
Trânsito Aduaneiro (DTA) cujo canal de conferência seja verde, no Siscomex Trânsito, porém,
ainda assim, a carga poderá ser submetida à conferência, pela Aduana no destino.

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Letra b.
O erro está no item “B”, pois é claro que a autoridade aduaneira pode abrir volumes para veri-
ficar mercadorias. Este é o controle aduaneiro efetivado na prática! A letra “A” traz a definição
do regime e as demais alternativas cuidam de aspectos operacionais que (a meu ver) seriam
improváveis de caírem na prova da RFB.

Questão 21 (INÉDITA) Ultimada a conferência, visando a impedir a violação dos volumes e


recipientes, poderão ser adotadas as seguintes cautelas fiscais:
a) o despacho para admissão no regime e respectiva lacração dos contêineres.
b) o transbordo e a baldeação dos volumes.
c) cintagem da carga e a destinação da mercadoria
d) Baixa do regime de trânsito e a sinetagem
e) acompanhamento fiscal e a marcação.

Letra e.
As cautelas fiscais são: lacração, sinetagem, cintagem, marcação e acompanhamento fiscal.

Questão 22 (ESAF/AFRF/2002-1) Ultimada a conferência (para o trânsito aduaneiro), serão


adotadas cautelas fiscais visando impedir a violação dos volumes, recipientes e, se for o caso,
do veículo transportador. Em face do enunciado, assinale a opção correta.
a) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a colocação de placas luminosas no veículo;
a designação de condutor credenciado pela Receita Federal.
b) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a cintagem e a estufagem de volumes.
c) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a sinetagem e a etiquetagem dos volumes.
d) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, o cintamento e o acondicionamento nos “pallets”.

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e) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a designação de condutor credenciado pela
Receita Federal e a condição do veículo ser de bandeira brasileira.

Letra c.
Vamos relembrar que as cautelas fiscais são: lacração, sinetagem, cintagem, marcação e
acompanhamento fiscal. Vejam que como eu havia falado, “etiquetagem” é considerado pela
ESAF como sinônimo de “marcação”.

Desembaraço Aduaneiro para Trânsito Aduaneiro


Registrada a declaração para trânsito aduaneiro, ela será direcionada para o canal verde
(desembaraço automático) ou para o canal vermelho (exame documental e conferência física).
Este direcionamento é feito com base em critérios de análise de risco e amostragem. O despacho
para trânsito completa-se com o desembaraço aduaneiro, após a adoção das cautelas fiscais.
As mercadorias em trânsito aduaneiro poderão ainda ser objeto de procedimento especí-
fico de controle nos casos de transbordo, baldeação ou redestinação.
• Transbordo = transferência direta de mercadoria de um para outro veículo;
• Baldeação = transferência de mercadoria descarregada de um veículo e posteriormente
carregada em outro; e
• Redestinação = reexpedição de mercadoria para o destino certo.

Garantias e Responsabilidades
Como o regime envolve uma boa suspensão de tributos, são necessárias formas de asse-
gurar o seu pagamento no caso de inadimplemento:

RA, Art. 337. As obrigações fiscais relativas à mercadoria, no regime de trânsito aduaneiro, serão
constituídas em termo de responsabilidade firmado na data do registro da declaração de admissão
no regime, que assegure sua eventual liquidação e cobrança
Parágrafo único. Ressalvados os casos de expressa dispensa, estabelecidos em ato normativo da
Secretaria da Receita Federal do Brasil, será exigida garantia das obrigações fiscais constituídas
no termo de responsabilidade, na forma do art. 759.

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Como no Trânsito Aduaneiro há suspensão das obrigações fiscais, envolvendo alta responsa-
bilidade do transportador, este regime demanda a confecção de Termo de Responsabilidade para
Trânsito Aduaneiro (TRTA), com validade de três anos, firmado pelo transportador, a ser apresenta-
do à unidade de fiscalização aduaneira acompanhado de prova de poderes do signatário.
O TRTA será firmado pelo beneficiário no SISCOMEX-Trânsito, declarando assumir a con-
dição de fiel depositário da mercadoria, enquanto subsistir a operação de trânsito aduaneiro:

RA, Art. 338. O transportador de mercadoria submetida ao regime de trânsito aduaneiro responde
pelo conteúdo dos volumes, nos casos previstos no art. 661.
RA, Art. 661. Para efeitos fiscais, é responsável o transportador quando:
I – constatado que houve, após o embarque, substituição de mercadoria;
II – houver extravio de mercadoria em volume descarregado com indícios de violação; ou
III – o volume for descarregado com peso ou dimensão inferior ao constante no conhecimento de
carga, no manifesto ou em documento de efeito equivalente.
RA, Art. 339. O transportador deverá apresentar a mercadoria submetida ao regime de trânsito
aduaneiro na unidade de destino, dentro do prazo fixado.
§ 1º O transportador que não apresentar a mercadoria no local de destino, na forma e no prazo
referidos no caput, ficará sujeito ao cumprimento das obrigações assumidas no termo de respon-
sabilidade, sem prejuízo das penalidades cabíveis
§ 2º Na hipótese do § 1º, os tributos serão os vigentes à data da assinatura do termo de responsa-
bilidade, com os acréscimos legais

O transportador de mercadoria submetida ao regime de trânsito aduaneiro ainda responde


pelo conteúdo dos volumes que transporta consigo. Ademais, o transportador deverá apresen-
tar a mercadoria submetida ao regime de trânsito aduaneiro na unidade de destino, dentro do
prazo fixado. O transportador que não apresentar a mercadoria no local de destino, na forma
e no prazo legais, ficará sujeito ao cumprimento das obrigações assumidas no termo de res-
ponsabilidade, sem prejuízo das penalidades cabíveis, ou seja, retroage à data de assinatura do
termo. Por fim, vale ressaltar que não há solidariedade entre transportador e beneficiário.

Interrupção do Trânsito
Vejamos agora as situações em que o trânsito pode ser interrompido:

RA, Art. 340. O trânsito poderá ser interrompido pelos seguintes motivos:
I – ocorrência de eventos extraordinários que comprometam ou possam comprometer a segurança
do veículo ou equipamento de transporte;

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II – ocorrência de eventos que resultem ou possam resultar em avaria ou extravio da mercadoria;


III – ocorrência de eventos que impeçam ou possam impedir o prosseguimento do trânsito;
IV – embargo ou impedimento oferecido por autoridade competente;
V – rompimento ou supressão de dispositivo de segurança; e
VI – outras circunstâncias alheias à vontade do transportador, que justifiquem a medida.
Parágrafo único. Ocorrida a interrupção, o transportador deverá imediatamente comunicar o fato
à unidade aduaneira jurisdicionante do local onde se encontrar o veículo, para a adoção das pro-
vidências cabíveis.

Aqui temos hipótese em que no curso do trânsito aduaneiro ocorrem eventos alheios à von-
tade do transportador que podem atrasar ou simplesmente impedir que o veículo chegue no seu
destino no prazo acordado. Assim, onde quer que esteja quando se deu a interrupção, o transpor-
tador deve avisar a unidade da RFB que tem jurisdição sobre aquele local onde está o veículo para
tomar providências. Se não o fizer, correrá sério risco de inadimplemento do regime.
Há casos ainda que a própria RFB pode determinar a interrupção do trânsito:

RA, Art. 341. A autoridade aduaneira poderá determinar a interrupção do trânsito, na área de sua
jurisdição, em casos de denúncia, suspeita ou conveniência da fiscalização, mediante a adoção de
quaisquer das seguintes providências, sem prejuízo de outras que entender necessárias:
I – verificação dos dispositivos de segurança e dos documentos referentes à carga;
II – vistoria das condições de segurança fiscal do veículo ou equipamento de transporte;
III – rompimento ou supressão de dispositivo de segurança do veículo, do recipiente ou dos volu-
mes, para a verificação do conteúdo;
IV – busca no veículo;
V – retenção do veículo, das mercadorias, ou de ambos; e
VI – acompanhamento fiscal.

Assim, uma denúncia, suspeita, conveniência da fiscalização podem implicar interrupção


do trânsito. A autoridade aduaneira pode então conferir ali mesmo se está tudo ok ou seguir o
veículo transportador até o seu destino. Vejam que ninguém pode romper o lacre sem a pre-
sença da fiscalização, nem mesmo uma autoridade de outro órgão público.

Questão 23 (ESAF/DESPACHANTE ADUANEIRO/2013/ADAPTADA) É correto afirmar que um


trânsito aduaneiro, seguindo em um caminhão lacrado pela RFB, pode ser interrompido pela

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Polícia Rodoviária Federal, com o subsequente rompimento dos lacres para averiguação da
carga, sem a presença de prepostos da Receita Federal do Brasil, no caso de indícios de trá-
fico de drogas.

Errado.
Pelo artigo 341 do RA, a Autoridade Aduaneira é a competente para interromper o regime adu-
aneiro especial de trânsito aduaneiro.

Conclusão do Trânsito

Vejamos o encerramento do regime:

RA, Art. 343. Para fins de conclusão do trânsito aduaneiro, a unidade de destino procederá ao exame
dos documentos e à verificação do veículo, dos dispositivos de segurança, e da integridade da carga.
§ 1º Constatando o cumprimento das obrigações do transportador, a unidade de destino efetuará
a conclusão do trânsito aduaneiro.

Não havendo problema algum e sendo realizado estes expedientes, será dada baixa do
TRTA, junto à unidade de origem, concluindo-se o trânsito pela unidade de destino.

Extravio e Avaria no Trânsito


Primeiramente, vale destacar que não mais existe o processo de vistoria aduaneira para
apuração de extravio ou avaria. Portanto, o próprio fiscal é quem irá apurar se está faltando
determinada mercadoria ou volume. No caso do “chá de sumiço” de uma mercadoria (extra-
vio), haverá Auto de Infração com lançamento de ofício dos tributos devidos, acrescido de
multa. Por outro lado, se o fiscal constatar avaria, haverá redução do valor aduaneiro, propor-
cionalmente ao prejuízo.
Essa constatação de extravio ou avaria poderá ocorrer no local de origem, durante o per-
curso ou após a conclusão do trânsito aduaneiro. Caso o extravio ou avaria ocorram no per-
curso do trânsito, a autoridade aduaneira poderá, após comunicada a autoridade aduaneira

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jurisdicionante, autorizar o prosseguimento do trânsito até o local de destino, adotadas as


cautelas fiscais cabíveis.
Vejamos como isso já caiu em prova.

Questão 24 (ESAF/AFRFB/2014) Sobre os Regimes Aduaneiros Especiais, é correto afirmar


que no Regime de Trânsito Aduaneiro, objetivando garantir o pagamento dos créditos tributá-
rios correspondentes, quando a constatação de extravio ou avaria ocorrer no local de origem,
a autoridade aduaneira não poderá permitir o trânsito aduaneiro da mercadoria avariada ou
da partida com extravio.

Errado.
Falso, pois como acabamos de ver, pode sim a autoridade aduaneira autorizar o prosseguimento
da mercadoria avariada ou extraviada, desde que adotadas as cautelas fiscais necessárias.
Ufa! Esse regime de trânsito aduaneiro é o mais cheio de detalhes e cai bastante em prova.
Portanto, não deixem de resolver os exercícios sugeridos como fonte de fixação do conteúdo.
Um grande abraço e até nosso próximo encontro...

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RESUMO
Regimes aduaneiros = comuns; especiais; e aplicados em áreas especiais (não existe
mais regimes atípicos).
Geralmente suspensivos, mas há também isentivos.
É um negócio Jurídico sob condição resolutiva (seu inadimplemento leva a retroagir o
pagamento à data do fato gerador.
Não é caso de não incidência (fato gerador ocorre)
Tributos ficam com exigibilidade/pagamento suspenso.
Se houver implemento da condição (inadimplemento do regime), a cobrança retroage à
data do registro da declaração de admissão no regime!
TR constitui as obrigações fiscais suspensas.
Trânsito Aduaneiro = permite o transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um
ponto a outro do território aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos;

I – local de origem, aquele que, sob controle aduaneiro, constitua o ponto inicial do itinerário de trânsito;
II – local de destino, aquele que, sob controle aduaneiro, constitua o ponto final do itinerário de trânsito;
III – unidade de origem, aquela que tenha jurisdição sobre o local de origem e na qual se processe
o despacho para trânsito aduaneiro; e
IV – unidade de destino, aquela que tenha jurisdição sobre o local de destino e na qual se processe
a conclusão do trânsito aduaneiro.

Beneficiários do regime de trânsito: importador; exportador; depositante; representante,


no País, de importador ou exportador domiciliado no exterior; permissionário ou o concessio-
nário de recinto alfandegado; OTM; Transportador; Agente credenciado.
• Habilitação prévia, caráter precário, feita pela RFB.
Concessão e a aplicação requeridas à autoridade aduaneira da unidade de origem.
Cautelas fiscais: lacração; sinetagem; cintagem; marcação; acompanhamento fiscal.
O despacho para trânsito completa-se com o desembaraço aduaneiro, após a conferência
aduaneira e emprego das cautelas fiscais.
A autoridade aduaneira poderá determinar a interrupção do trânsito, na área de sua jurisdição.
As obrigações devem ser constituídas em TR.

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QUESTÕES COMENTADAS EM AULA


Questão 1 (CESPE/ACE/2008) Os regimes aduaneiros são classificados como comum e
especiais. Os regimes aduaneiros especiais distinguem-se do regime aduaneiro comum por
contemplarem, sob formas diversas, a entrada e a saída de mercadorias do território nacional
com isenção ou suspensão dos direitos aduaneiros aplicáveis.

Questão 2 (ESAF/AFRF/2000/ADAPTADA) O regime aduaneiro aplicável em regra no des-


pacho aduaneiro de importação de mercadoria nacionalizada, dentro de noventa dias da des-
carga na zona primária, caracteriza-se como:
a) regime aduaneiro simplificado
b) regime aduaneiro aplicado em área especial
c) regime aduaneiro especial
d) regime aduaneiro comum
e) regime aduaneiro impositivo

Questão 3 (ESAF/AFRF/2002-2) No regime aduaneiro especial de admissão temporária:


a) os impostos e penalidades pecuniárias previstos para a hipótese de descumprimento das
normas que disciplinam o regime serão consubstanciados em Termo de Responsabilidade.
b) a parcela dos impostos devida na importação, suspensa em decorrência da aplicação do
regime será garantida em Termo de Responsabilidade cuja exigência será objeto de procedi-
mento fiscal administrativo em que se assegure o contraditório e ampla defesa, no caso de
inadimplência do beneficiário do regime.
c) a parcela das penalidades pecuniárias e de outros acréscimos legais devida pelo descum-
primento das condições do regime será, após quantificada, objeto de execução administrativa
juntamente com os impostos devidos constantes do Termo de Responsabilidade, se não hou-
ver recolhimento nos 30 (trinta) dias subsequentes à ciência da notificação fiscal.
d) a parcela dos impostos devida na importação, suspensa em decorrência da aplicação do
regime, será consubstanciada em Termo de Responsabilidade, garantido por fiança ou se-
guro aduaneiro, que, no caso de descumprimento das condições do regime concedido, será

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encaminhado à Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição na Dívida Ativa se não com-
provado o pagamento no prazo estabelecido e a parcela relativa às penalidades pecuniárias
e ajuste de cálculo de tributos devidos será exigida através da lavratura do auto de infração
regularmente notificado ao contribuinte.
e) a parcela relativa às penalidades pecuniárias decorrentes do descumprimento da obrigação
tributária principal cuja alíquota prevista para o bem objeto do regime figurar na Tarifa Externa
Comum igual a “zero” será calculada aplicando-se o percentual correspondente ao produto
de maior alíquota da posição respectiva na TEC e encaminhada à Procuradoria da Fazenda
Nacional para o fim de cobrança judicial do título, no caso de inadimplemento do regime.

Questão 4 (INÉDITA) Sobre o Termo de Responsabilidade (TR), assinale o item correto:


a) as garantias que reforçam sua cobrança podem ser reais ou pessoais, sob a forma de títu-
los da dívida pública.
b) A execução de termo de responsabilidade independe de intimação do responsável.
c) Constituído o TR, como se trata de título representativo de direito líquido e certo da Fazenda
Nacional, seguirá sumariamente para a PGFN proceder a cobrança.
d) O termo pode não ser formalizado por quantia certa. Neste caso, será liquidado à vista dos
elementos constantes do despacho aduaneiro a que estiver vinculado.
e) O TR consignará os valores dos tributos suspensos, além de juros e multa de mora.

Questão 5 (ESAF/DESPACHANTE ADUANEIRO/2013/ADAPTADA) É correto afirmar que a


aplicação dos regimes aduaneiros especiais está condicionada à informação do pagamento do
adicional ao frete para renovação da marinha mercante – AFRMM, pelo Ministério dos Trans-
portes e a apresentação de certidões negativas quanto ao pagamento de tributos federais.

Questão 6 (ESAF/AFRFB/2012/ADAPTADA) É correto afirmar que os regimes aduaneiros


especiais se distinguem do regime comum pela suspensão ou isenção de tributos incidentes
nas operações de comércio exterior.

Questão 7 (ESAF/AFTN/94-1/ADAPTADA) Os regimes aduaneiros especiais em relação ao


regime aduaneiro geral caracterizam-se pela:

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a) sujeição das mercadorias a eles submetidas a procedimentos especiais no despacho adu-


aneiro relativamente às obrigações tributárias acessórias.
b) suspensão do pagamento do crédito decorrente das obrigações fiscais até o implemento
de condição imposta pelo interesse da economia nacional.
c) Os regimes especiais não permitem a constituição das obrigações fiscais relativo às mer-
cadorias a eles submetidas a despacho de admissão em Termo de Responsabilidade.
d) postergação do cumprimento das obrigações acessórias tendo em vista a relevância eco-
nômica para o País, das mercadorias a eles submetidas.
e) não incidência ou exoneração do imposto de importação relativamente às mercadorias a
eles submetidas.

Questão 8 (ESAF/AFRF/2000) É válida a afirmação de que os regimes aduaneiros especiais:


a) caracterizam-se como um ato ou negócio jurídico sob condição resolutiva, em que o fato
gerador dos tributos considera-se ocorrido e existentes os seus efeitos desde o momento
da prática do ato concessivo, sendo exigíveis os tributos retroativamente na hipótese de
inadimplemento.
b) são destinados precipuamente a incrementar a arrecadação tributária federal e estadu-
al decorrente das atividades incentivadas pela sua aplicação, sendo exigidos os tributos se
houver o descumprimento dos prazos e condições para sua vigência e a partir da ocorrência
desse descumprimento.
c) são marcadamente econômicos e impedem a ocorrência do fato gerador dos tributos in-
cidentes sobre as mercadorias a eles submetidas, que somente ocorrerá na hipótese de ina-
dimplemento das condições impostas à concessão, a partir do qual incidirão os tributos.
d) tendo em vista que os tributos têm sua exigibilidade suspensa no momento de sua con-
cessão, caracterizam-se como um ato ou negócio jurídico sob condição suspensiva, em que
o fato gerador considera-se ocorrido existentes os seus efeitos a partir de seu implemento.
e) caracterizam-se pela não incidência dos tributos no período de sua vigência considerando-se
ocorrido o fato gerador dos tributos somente a partir do inadimplemento das condições que
embasaram a sua concessão.

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Questão 9 (ESAF/DESPACHANTE ADUANEIRO/2013) Pode-se afirmar que nos regimes


aduaneiros especiais em que a destruição de um bem configurar a extinção da aplicação do
regime, o resíduo da destruição, se inservível ou sem valor econômico, deverá ser despachado
para consumo, como se estivesse no estado em que foi importado, sujeitando-se ao paga-
mento dos tributos correspondentes ou, alternativamente, ser reexportado.

Questão 10 (ESAF/ARFB/2012/ADAPTADA) É correto afirmar que o Regime Especial de


Trânsito Aduaneiro é o que permite o transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de
um ponto a outro do território aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos.

Questão 11 (INÉDITA) Podemos definir como trânsito aduaneiro:


a) a isenção de tributos no transporte de mercadoria exclusivamente estrangeira do local de
despacho para o local de embarque ao exterior.
b) importação de bens que permanecerão no país por prazo fixado, com suspensão de tributos.
c) o transporte de mercadoria nacional ou estrangeira, sob controle aduaneiro, de um ponto a
outro do território aduaneiro, com suspensão de tributos.
d) é a importação, com suspensão de tributos, de bens que serão utilizados como insumos na
fabricação de mercadorias a serem exportadas.
e) é o transporte, para o exterior, de bens que serão submetidos a reparo, para posterior retor-
no ao país.

Questão 12 (INÉDITA) No regime de trânsito aduaneiro, o local de origem é:


a) a repartição da RFB onde se conclui o trânsito.
b) o local onde ocorre o despacho para trânsito, ou seja, o ponto inicial do transporte.
c) o recinto alfandegado de zona secundária onde a carga chega proveniente de um porto
alfandegado.
d) a repartição da RFB onde a carga é conferida.
e) o ponto de fronteira onde a mercadoria será embarcada para o exterior.

Questão 13 (ESAF/TTN/97/ADAPTADA) A passagem pelo território aduaneiro, de mer-


cadoria procedente do exterior e a ele destinada, constitui modalidade de operação de
trânsito aduaneiro:

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a) cujo local de origem deverá ser um depósito especial

b) dispensada das demais cautelas fiscais além da garantia por termo de responsabilidade

c) conduzida sob controle aduaneiro, admitida, no entanto, a simplificação do despacho

de trânsito.

d) só poderá ser aplicada à mercadoria declarada para trânsito no conhecimento de carga

correspondente ou no manifesto ou documento equivalente do veículo que a transportou até

o local de origem do trânsito

e) somente será permitida em veículo munido de compartimento fechado ou em contêiner,

lacrados e declaração expressa do representante no País, do importador ou exportador domi-

ciliado no exterior que se responsabiliza pelos tributos suspensos.

Questão 14 (ESAF/AFRF/2002-B) O trânsito aduaneiro é:

a) o transporte de mercadoria, nacional ou estrangeira, sob controle aduaneiro, de um ponto

a outro do território nacional, com suspensão de tributos.

b) o transporte de mercadoria, exclusivamente estrangeira, que passa pelo território nacional,

procedente de um país e destinado a outro.

c) o transporte pelo território aduaneiro de mercadoria procedente do exterior, conduzida em

veículo em viagem internacional, sem controle aduaneiro.

d) exclusivamente o transporte de mercadoria procedente do exterior, do ponto de descarga

no território aduaneiro até o ponto onde deva ocorrer outro despacho.

e) exclusivamente o transporte de mercadoria nacional ou nacionalizada, verificada ou des-

pachada para exportação, do local de origem, ao local de destino, para embarque ou armaze-

namento em área alfandegada para posterior embarque.

Questão 15 (ESAF/ACE/MDIC/2012) O regime aplicável ao transporte, pelo território adua-


neiro de mercadoria estrangeira, nacional ou nacionalizada, verificada ou despachada para
reexportação ou exportação e conduzida em veículo com destino a exterior, com suspensão
de tributos, denomina-se:

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a) Trânsito aduaneiro.
b) Admissão temporária.
c) Despacho para trânsito.
d) Drawback.
e) Entreposto Aduaneiro na Exportação.

Questão 16 (INÉDITA) Pode solicitar o regime de trânsito aduaneiro:


a) o produtor da mercadoria a ser exportada
b) o encomendante na importação de mercadoria sob encomenda
c) o consumidor final
d) o importador
e) o destinatário de remessa postal

Questão 17 (VUNESP/CODESP/2011) O regime especial de trânsito aduaneiro é o que per-


mite o transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro do território
aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos.
Em relação a trânsito aduaneiro, é correto afirmar que:
a) o regime especial de trânsito aduaneiro é o que permite o transporte de mercadoria, sob
controle aduaneiro, de um ponto a outro do território aduaneiro, com isenção do pagamento
de tributos.
b) o regime especial de trânsito aduaneiro subsiste do local de origem ao local de destino
e, desde o momento do desembaraço para trânsito aduaneiro, pela unidade de origem até o
momento em que há entrada da mercadoria na unidade de destino.
c) o transporte de mercadoria estrangeira de um recinto alfandegado situado na zona secun-
dária a outro não se constitui em regime especial de trânsito aduaneiro.
d) a habilitação das empresas transportadoras será feita previamente ao transporte de mer-
cadorias em regime de trânsito aduaneiro e será outorgada, em caráter precário, pela Secre-
taria da Receita Federal do Brasil.
e) não é considerado regime especial de trânsito aduaneiro, a passagem, pelo território adua-
neiro, de mercadoria procedente do exterior e a ele destinada.

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Regimes – Parte I (Trânsito Aduaneiro)
Thális Andrade

Questão 18 (ESAF/ATRFB/2012/ADAPTADA) É correto afirmar que a aplicação do Regime


Especial de Trânsito Aduaneiro será requerida à autoridade aduaneira competente da unidade
de destino.

Questão 19 (ESAF/ATRFB/2012/PARTE) É correto afirmar que, sem prejuízo de controles es-


peciais determinados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, depende de despacho para
trânsito a remoção de mercadorias de uma área ou recinto para outro, situado na mesma
zona primária.

Questão 20 (ESAF/DESPACHANTE ADUANEIRO/2013/ADAPTADA) Assinale a opção incor-


reta sobre o Trânsito Aduaneiro.
a) É o regime especial que permite o transporte de mercadoria de um ponto a outro do territó-
rio aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos.
b) Na conferência do trânsito, a fiscalização não poderá determinar a abertura dos volumes
ou recipientes, para a verificação das mercadorias.
c) Em uma Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA) de entrada, o Operador de Transporte
Multimodal (OTM) poderá ser beneficiário do regime.
d) O registro de Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA) caracteriza o fim da espontaneidade
do beneficiário, relativamente às informações por ele prestadas na declaração.
e) A concessão do regime de especial trânsito aduaneiro é automática para as Declarações de
Trânsito Aduaneiro (DTA) cujo canal de conferência seja verde, no Siscomex Trânsito, porém,
ainda assim, a carga poderá ser submetida à conferência, pela Aduana no destino.

Questão 21 (INÉDITA) Ultimada a conferência, visando a impedir a violação dos volumes e


recipientes, poderão ser adotadas as seguintes cautelas fiscais:
a) o despacho para admissão no regime e respectiva lacração dos contêineres.
b) o transbordo e a baldeação dos volumes.
c) cintagem da carga e a destinação da mercadoria
d) Baixa do regime de trânsito e a sinetagem
e) acompanhamento fiscal e a marcação.

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Questão 22 (ESAF/AFRF/2002-1) Ultimada a conferência (para o trânsito aduaneiro), serão


adotadas cautelas fiscais visando impedir a violação dos volumes, recipientes e, se for o caso,
do veículo transportador. Em face do enunciado, assinale a opção correta.
a) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a colocação de placas luminosas no veículo;
a designação de condutor credenciado pela Receita Federal.
b) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a cintagem e a estufagem de volumes.
c) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a sinetagem e a etiquetagem dos volumes.
d) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, o cintamento e o acondicionamento nos “pallets”.
e) São cautelas fiscais, entre outras: a lacração, a designação de condutor credenciado pela
Receita Federal e a condição do veículo ser de bandeira brasileira.

Questão 23 (ESAF/DESPACHANTE ADUANEIRO/2013/ADAPTADA) É correto afirmar que um


trânsito aduaneiro, seguindo em um caminhão lacrado pela RFB, pode ser interrompido pela
Polícia Rodoviária Federal, com o subsequente rompimento dos lacres para averiguação da
carga, sem a presença de prepostos da Receita Federal do Brasil, no caso de indícios de trá-
fico de drogas.

Questão 24 (ESAF/AFRFB/2014) Sobre os Regimes Aduaneiros Especiais, é correto afirmar


que no Regime de Trânsito Aduaneiro, objetivando garantir o pagamento dos créditos tributá-
rios correspondentes, quando a constatação de extravio ou avaria ocorrer no local de origem,
a autoridade aduaneira não poderá permitir o trânsito aduaneiro da mercadoria avariada ou
da partida com extravio.

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GABARITO
1. E
2. d
3. d
4. d
5. E
6. C
7. b
8. a
9. E
10. C
11. c
12. b
13. d
14. a
15. a
16. d
17. d
18. E
19. E
20. b
21. e
22. c
23. E
24. E

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Thális Andrade
Advogado inscrito na OAB/SC, mestre em Direito Internacional e Econômico pela Universidade de Berna
(2014), mestre em Direito Internacional pela Universidade Federal de Santa Catarina (2009), especialista
em Comércio Internacional pela Universidade de Buenos Aires (2007), especialista em Comércio Exterior
e Direito Aduaneiro pela UNIVALI (2008). Desde 2008 é servidor público federal integrante da carreira
de Analista de Comércio Exterior (ACE) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
Professor de Comércio Internacional e Legislação Aduaneira em cursos de pós-graduação pelo Brasil e
em cursos preparatórios para as carreiras da RFB. Autor de livros e artigos sobre comércio internacional
e legislação aduaneira.

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